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 Edição de Fevereiro de 2012


Dietas desequilibradas levam à desnutrição

Diferente do que muita gente pensa, desnutrição não é somente resultado de pouca alimentação, mas também de alimentação excessiva e pobre em nutrientes. Uma dieta desbalanceada pode levar o indivíduo a uma carência nutricional. Quem faz o alerta é a nutricionista do Hospital e Maternidade Beneficência Portuguesa de Santo André,  Sheila Silva Castro, explica que o corpo humano é composto por células que são renovadas constantemente e precisam de nutrientes para que tenham um bom funcionamento.
Uma pessoa pode ficar desnutrida quando não obtém na alimentação calorias suficientes ou praticam dietas desequilibradas com deficiência de proteínas, carboidratos e vitaminas. Os tipos mais comuns de desnutrição são a protéico-calórica e de micronutrientes. A primeira ocorre quando há inadequada absorção ou disponibilidade de energia e proteínas no organismo. Já a segunda está ligada a falta de alguns nutrientes essenciais, costuma ser conseqüência de uma dieta pobre, de absorção deficiente pelo intestino, da perda ou consumo anormal de nutrientes pelo corpo.

Os primeiros sinais da desarmonia nutricional são celulite, insônia, queda de cabelo, enxaqueca, acne, tensão pré-menstrual, depressão, hiperatividade, constipação, flatulência excessiva, diarréia e olheiras.

Para fugir destes problemas o primeiro passo é compreender que o emagrecimento precisa estar aliado à alimentação saudável, com micronutrientes e equilíbrio bioquímico. É necessário que a alimentação nutra as células para que haja um equilíbrio nutricional.
Parte deste desequilíbrio ocorre em conseqüência do consumo de produtos semiprontos, com corantes e conservantes, além dos fast foods, gorduras trans e saturadas, açúcar, sal e adoçante, que não nutrem o organismo e impedem a entrada dos nutrientes nas células. Outras problemáticas como o estresse, ansiedade e sedentarismo também agridem as células e levam a essa desarmonia.
Segundo a nutricionista, uma alimentação saudável não é aquela que contem somente alimentos que não engordam como os diet e light. "Cada organismo tem funcionamento e reações diferentes. É importante que os nutrientes sejam absorvidos e aproveitados pelas células", explica Sheila.

Em alguns períodos da vida, o corpo necessita de mais nutrientes, principalmente na infância, adolescência, gravidez e amamentação. Já na terceira idade as necessidades alimentares são menores e a capacidade de absorver os nutrientes fica reduzida, o que aumenta o risco de subnutrição.

Para saber se suas células estão absorvendo os nutrientes é necessário uma avaliação nutricional - realizado por um profissional capacitado - onde são avaliados alguns itens como dieta e problemas que possam existir, exame físico e laboratorial.
A desordem nutricional pode atingir o sistema nervoso, sistema cardiovascular, paladar, olfato, obesidade, hipertensão, ossos, articulações, osteoporose, escorbuto e o aumento da glândula tireóide. Além de gerar deficiência de niacina, zinco, iodo, ácido fólico, vitaminas do complexo, B, A, C e K.

A ingestão insuficiente de proteínas, calorias e outros nutrientes podem levar a criança à desnutrição protéico-calórica, que retarda o crescimento. Já na adolescência, as exigências nutricionais crescem devido ao aumento das taxas de crescimento.
A subnutrição também pode atingir idosos; vegetarianos; alcoólatras e dependentes químicos que não se alimentam bem; adolescentes que passam por surto de crescimento rápido, além de pessoas que tenham problemas no intestino, fígado e rins; que estejam em dietas rigorosas por muito tempo; que tomam remédios para apetite ou ainda que tenham anorexia nervosa, hipertireoidismo e câncer.

No idoso a subnutrição pode ocorrer em razão da solidão, incapacidade física, mental, doença crônica e a capacidade de absorver os nutrientes ficam reduzidas o que contribui para outros problemas como anemia e osteoporose.

As pessoas com doença renal são propensas a deficiência de proteínas, ferro, e vitamina D. Os vegetarianos não comem carne e ficam dispostas a deficiência de ferro e vitamina B12, é importante lembrar que estes são os únicos riscos desse tipo de dieta, porém eles vivem mais e tem menos condições de desenvolver doenças crônicas.

O importante é estar alerta as dietas que afirmam aumentar o bem-estar ao reduzir o peso, pois as altamente restritivas são nutricionalmente perigosas e resultam em deficiências de vitaminas, minerais e proteínas, além de doenças que afetam o coração, rins e metabolismo.


 

Quem bebe vinho é mais saudável, rico e inteligente, diz pesquisa realizada na Dinamarca

 

Uma nova pesquisa sobre vinho, realizada com jovens adultos na Dinamarca, mostra que aqueles que consomem a bebida são, geralmente, mais inteligentes, mais ricos e têm maior nível de instrução -- fatores que podem também ser associados a uma saúde melhor.

"As pessoas com altos Q.I. (quocientes de inteligência), pertencentes a um alto nível sócio-econômico, e que têm bom nível de instrução são geralmente mais saudáveis do que aquelas que não possuem essas características", afirmou June Reinisch, uma das autoras da pesquisa e diretora do Kinsey Institute for Research in Sex, Gender, and Reproduction, da Univesidade de Indiana.

O estudo, publicado na segunda-feira pelo Archives of Internal Medicine, nos Estados Unidos, analisou 363 homens e 330 mulheres com idades entre 29 e 34 anos.

Os autores do trabalho compararam pessoas que bebiam vinhos com as que consumiam cerveja, e as que se abstinham com as que consumiam os dois tipos de bebida. A pesquisa foi realizada entre 1990 e 1994.

As pessoas avaliadas foram escolhidas entre um grupo de pessoas nascidas no principal hospital de Copenhague, entre 1959 e 1961, e que pesquisadores têm estudado ao longo dos anos.

Outras pesquisas dinamarquesas que mostraram os benefícios para a saúde do vinho foram baseadas em dados coletados quando poucos no país, onde a cerveja é mais tradicional, regularmente bebiam vinho.

O estudo divulgado nesta semana visava a avaliar se outros fatores sociais poderiam ajudar a explicar uma aparente saúde melhor.

O doutor Tedd Goldfinger, um cardiologista de Tucson, no estado norte-americano de Arizona que tem estudado o consumo de álcool e a saúde cardíaca, disse que os benefícios do vinho não devem ser desconsiderados.

"Há, claramente, benefícios no consumo de vinho", afirmou Goldfinger, que não participou no estudo.

Goldfinger disse que o álcool pode reduzir a tendência do sangue a coagular e provocar enfartes, e eleva os níveis do colesterol bom.

Os benefícios de beber um copo de vinho tinto foram discutidos ao longo da última década, depois da descoberta do "Paradoxo Francês" -- os franceses tinham baixos índices de problemas cardíacos apesar de suas dietas ricas em colesterol. Estudos mostraram que o segredo poderia ser um cálice ou dois de vinho tinto durante o jantar.

Mas alguns cientistas, inclusive a comissão de nutrição da American Heart Association, têm alertado sobre o fato de que beber vinho não é a forma mais comprovada de melhorar a saúde cardíaca.

Esses especialistas sugerem práticas que adquiriram respeito ao longo do tempo, como adotar uma dieta saudável, praticar exercícios físicos regularmente e manter um peso corpóreo adequado.

As pessoas com maior poder aquisitivo tendem a apresentar menos problemas de saúde porque têm mais acesso à assistência médica e geralmente mantêm um estilo de vida mais saudável por ir ao médico com regularidade e consumir alimentos mais nutritivos, explicou Goldfinger.

Mas isso não significa que não há benefícios para a saúde no consumo moderado de vinho, e a pessoa não precisa ser rica para comprar esse produto, enfatizou.

Fonte: http://www.facebook.com/pages/Clube-do-Vinho-do-Brasil/150088181743962
http://www.clubedovinhodobrasil.webs.com


Cirurgia bariátrica pode devolver fertilidade à mulher

Recente pesquisa mostrou que intervenção cirúrgica para redução do estômago pode ter influenciado diretamente na gravidez de mulheres. Todas elas perderam quantidade significativa de peso após a cirurgia

 

 

 

Um desequilíbrio hormonal causado pela Síndrome do Ovário Policístico pode ser a causa para a infertilidade registrada em um grupo de mulheres obesas. As informações foram divulgadas recentemente durante um encontro da Sociedade Americana de Cirurgia Bariátrica e Metabólica em Orlando, Estados Unidos, onde foi apresentada aos médicos participantes uma pesquisa a respeito da tese.

Os profissionais analisaram o histórico médico de 566 mulheres com obesidade mórbida que se submeteram à cirurgia de redução de estômago. Os registros de nove anos incluíam 31 pacientes diagnosticadas com a Síndrome antes da cirurgia. Algumas das mulheres com o problema não queriam ter filhos e outras estavam na pós-menopausa. Porém, segundo os pesquisadores, as seis pacientes que queriam ter filhos conseguiram conceber três anos após a cirurgia, sendo que todas elas haviam perdido uma quantidade significativa de peso após a intervenção cirúrgica.

“Normalmente, essas pacientes já se apresentam com resistência aumentada à insulina, ou mesmo pré-diabéticas, fenômenos que interferem no processo ovulatório e, consequentemente, dificultam engravidar. Uma das formas encontrada para resolver o problema é submetê-las à cirurgia bariátrica”, revela a ginecologista especializada em sexualidade humana, Dra. Flávia Fairbanks.

Apesar dos dados animadores, especialistas afirmam ainda ser muito cedo para indicar a cirurgia a mulheres obesas apenas por este motivo, já que, como toda cirurgia, a bariátrica também apresenta alguns riscos ao paciente. “Deve-se analisar caso a caso, individualmente, antes de se decidir ou não pela cirurgia. Nossa prioridade é oferecer à paciente uma melhora significativa em sua qualidade de vida”, afirma o cirurgião Dr. Almino Cardoso Ramos.

O cirurgião revela que, diminuindo a incidência de outras enfermidades, a probabilidade da mulher obter sucesso numa gravidez aumenta significativamente. “Está comprovado cientificamente que a cirurgia de redução do estômago reduz casos de problemas vasculares, varizes, dificuldade em andar e dormir, diabetes, hipertensão arterial, problemas cárdiorespiratórios, dor nas articulações, entre inúmeros outros. Com a redução destas comorbidades as chances de concepção aumentam significativamente”, finaliza Ramos.


Ar-condicionado: herói ou inimigo?

 

Para fugir do calor intenso, muitos recorrem aos sistemas de condicionadores de ar, seja no trabalho, no carro ou até mesmo em casa. O ambiente fica fresco e agradável, porém, diversas complicações podem surgir caso certas precauções para o uso adequado não sejam devidamente tomadas.

De acordo com o dr. Ricardo Milinavicius, diretor da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT), o ar-condicionado faz com que importantes regiões do sistema respiratório sofram alterações.

“A mucosa nasal é revestida por cílios vibrantes, responsáveis por expulsar bactérias, fungos e vírus que adentram em nosso organismo pelo ar que respiramos. O ar condicionado provoca o ressecamento da região e aumenta, com isso, as chances de contrairmos infecções respiratórias.”

A manutenção destes equipamentos também é importante para minimizar os riscos. Os filtros, devem ser vistoriados e limpos com regularidade, pois retém impurezas que se acumulam nos ductos e podem acabar soltos no ambiente junto do ar refrigerado.

“Este é o principal desencadeador de doenças respiratórias: a falta de limpeza. Para pessoas que já apresentam quadros de bronquite, asma ou doença pulmonar obstrutiva crônica, a DPOC, os riscos são ainda maiores, podendo levar a casos de sinusite, amidalite e até mesmo pneumonia.”

O ideal é evitar ao máximo a longa permanência em locais com grandes conglomerados de pessoas, pois facilitam a troca de infecções virais. Quando não há jeito, a melhor forma de se prevenir é através de hidratação. É essencial beber muita água e umidificar bem as vias aéreas nasais com soro fisiológico, que lava e higieniza completamente.

“Para alguns pacientes, como portadores de asma ou DPOC que estão sujeitos a passar por uma crise a qualquer momento, é indicada a aplicação de vacina contra pneumonia para aumentar a imunidade, principalmente em pessoas com mais de 50 anos”, orienta o dr. Ricardo.

O mesmo vale para o ar-condicionado de carros, que devem passar por manutenção a cada 5 mil a 10 mil quilômetros rodados, ou cerca de um ano.

“É preciso ressaltar a real necessidade de uma manutenção frequente desses aparelhos, pois normalmente as pessoas se esquecem de fazê-lo ou deixam para depois, o que resulta em um desconforto geral e constante”.


Ausência de dentes em idoso interfere no seu estado nutricional

Segundo estudo, idosos nessa situação perdem o prazer de se alimentar.

 

A falta de dentes está diretamente relacionada com as funções da mastigação e da deglutição. No estudo “A saúde bucal e as funções de mastigação e deglutição nos idosos”, Maria Cristina Cardos e Roseneide Bujes, especialistas em gerontologia, explicam que essa situação prejudica a alimentação desses indivíduos, podendo causar danos ao seu estado nutricional.

Dados do Ministério da Saúde, de 2004, mostram que os cidadãos na faixa etária de 65 a 74 anos já perderam 93% dos seus dentes. Segundo as pesquisadoras, isso revela a precariedade da saúde bucal na população idosa brasileira.

“As alterações dentárias encontradas nos idosos decorrem de programas de saúde bucal falhos e da falsa ideia de normalidade para a perda dentária com a idade”, criticam no estudo que foi publicado ano passado na revista Estudos Interdisciplinares sobre Envelhecimento.

Segundo o estudo, uma mastigação eficiente depende dos dentes e do número de contatos oclusais que possam ocorrer. A existência de uma perda de dentes leva a um dano nesse eficiente processo, pois, em geral, não há uma compensação e, sim, o aumento do número de ciclos mastigatórios. Isso leva, ainda, a perda do prazer ao alimentar-se e constantes ferimentos na gengiva.

As pesquisadoras explicam também que, mesmo após a colocação das próteses dentárias, a função da mastigação se dá de forma diferente, pois mesmo que os movimentos sejam coordenados, a força para triturar é menor. Isso torna o morder alimentos mais difícil, já que não há mais o mesmo desempenho dos dentes  naturais.

“No processo mastigatório, as alterações citadas interferem na eficácia da etapa de trituração, quer pelo tipo do alimento utilizado, quer por fatores como presença de aftas, relações esqueletais e uso de medicamentos, que podem causar a diminuição na sensibilidade e na qualidade geral neuromuscular”, explicam no artigo.

Em casos de falhas dentárias, o estudo explica que é comum a mastigação unilateral adaptada para o lado melhor. Ou seja, para o lado com menor perda dentária. “No edentulismo é percebida a criação do hábito de amassar os alimentos com a língua pressionando contra o palato, devido à impossibilidade de ciclos oclusais”, acrescentam.

Além disso, o estudo mostra que ocorrem modificações na percepção gustativa. “Tais fatores podem levar o idoso à perda da vontade de comer, do mastigar (por fadiga precoce) e do prazer no ato de alimentar-se”, dizem.

 

Agência Notisa (science journalism – jornalismo científico)


Pesquisa clínica e os benefícios para a humanidade

Brasil tem grande potencial de despontar na realização de estudos clínicos, mas ainda esbarra em entraves regulatórios que comprometem sua colaboração na descoberta e no desenvolvimento de novos tratamentos

 

Descobrir novos tratamentos capazes de superar aqueles já existentes, além de imprimir inovação a medicamentos já consolidados só é possível através de uma investigação minuciosa: a pesquisa clínica.

Um exemplo notório é o que diz respeito à descoberta e à evolução do tratamento da síndrome da imunodeficiência adquirida (aids). Em 1983, quando o vírus HIV foi reconhecido como o agente da doença, não existia um medicamento que pudesse controlar a patologia. Na época, receber o diagnóstico da doença era quase uma sentença de morte. Só em 1987, após longos estudos clínicos comprovando que o AZT torna mais lento o avanço do vírus no corpo humano, o remédio foi aprovado para tratar a doença. A partir de então, novos estudos clínicos com o medicamento foram realizados e, em 1994, comprovou-se que o AZT também reduz em dois terços o risco de transmissão do HIV de mãe para filho. Em 2006, novo avanço: médicos testaram a combinação de três drogas que barram a replicação do HIV em momentos diferentes. A descoberta do coquetel permitiu aos médicos conter o avanço do vírus de forma efetiva e devolveu a esperança de uma vida normal aos portadores da doença.

Apesar dos inegáveis benefícios que a pesquisa clínica de novos fármacos é capaz de proporcionar à humanidade, mudando o curso de evolução de diversas doenças, os estudos só devem ser conduzidos se as vantagens ultrapassarem claramente os riscos aos sujeitos de pesquisa, como são chamados os voluntários.

 “Os resultados do ensaio clínico para a ciência e a sociedade são importantes e devem ser avaliados, mas só são considerados quando os direitos, a segurança e o bem-estar dos sujeitos de pesquisa estiverem garantidos”, esclarece Vítor Harada, presidente da ABRACRO (Associação Brasileira de Organizações Representativas de Pesquisa Clínica).

Esses requisitos, bem como a qualidade dos procedimentos e dados resultantes de estudos clínicos, são assegurados pelos Princípios de ICH/GCP (Boas Práticas Clínicas do Conselho Internacional de Harmonização), diretrizes firmadas em conjunto pela Comunidade Europeia, pelos Estados Unidos e pelo Japão, em 1997. No Brasil e em outros países da América Latina, estão instituídos os princípios das Boas Práticas Clínicas (BPC) no Documento das Américas, documento da Organização Panamericana de Saúde adaptado do ICH/GCP que estabelece uma série de critérios para planejamento, implementação, auditoria, conclusão, análise e relato de ensaios clínicos, de forma a assegurar sua segurança e confiabilidade.

Pesquisa clínica no Brasil

O Brasil tem grande potencial para crescer e se destacar no setor, sobretudo, pela capacidade técnica dos profissionais e a excelência dos centros de pesquisa em diversas especialidades, como neurologia, oncologia e cardiologia, entre outras. Esses centros reúnem condições ideais para a realização de projetos complexos de pesquisa, além de exames complementares e equipamentos de última geração. Além disso, é grande o número de voluntários brasileiros dispostos a participar de pesquisas, o que é um grande diferencial perante outros países. 

Apesar dessas vantagens, o Brasil ainda fica atrás de outros países ao empreender estudos clínicos. Isso acontece, em grande parte, porque o País ainda é lento na aprovação regulatória que antecede a realização das pesquisas clínicas. O entrave se refere, principalmente, à obrigatoriedade da aprovação dos protocolos por duas instâncias éticas (dada pelo Comitê de Ética em Pesquisa local (CEP), composto por profissionais independentes, e pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP)) e uma técnica (dada pela Anvisa). Esse processo é pouco ágil: o tempo médio para que o estudo possa ser iniciado é de cinco a oito meses no Brasil, enquanto que, em países da Europa, esse tempo cai para até 79 dias e, nos Estados Unidos, para 60 dias.

Apesar da constituição de leis claras e princípios éticos ter sido de grande importância para mudar a visão internacional sobre o Brasil na condução de estudos de qualidade, a morosidade dos processos tem dificultado, particularmente, a participação do País em estudos multicêntricos, já que eles são extremamente competitivos: centros que recebem aprovação precoce têm chance de recrutar mais pacientes. Além disso, a agilidade nos processos burocráticos é requisito fundamental para os investidores escolherem países para a realização de pesquisas.

“O principal desafio do Brasil é agilizar os processos regulatórios para aumentar a competitividade frente a outros países sem, no entanto, descuidar dos aspectos éticos que devem nortear a pesquisa clínica”, conclui Vítor Harada.

Parte do problema poderia ser resolvida pelo aperfeiçoamento do funcionamento desses órgãos, com treinamento, revisão de fluxos, aumento do número de profissionais e incentivo à participação de voluntários nos CEPs. Além disso, poderia haver mais colaboração entre essas instituições, com o estímulo à troca de informações entre elas, investigadores, patrocinadores e as organizações representativas de pesquisas clínicas (CROs).

Ao se tornar polo de estudos clínicos, o País beneficiaria não só os pacientes brasileiros, que passariam a ter acesso a medicamentos inovadores e atendimento diferenciado, pelos quais dificilmente poderiam pagar, mas também a humanidade, que teria à disposição tratamentos mais convenientes e eficazes. Além disso, médicos, universidades, hospitais e indústrias farmacêuticas nacionais, por meio da pesquisa clínica, passariam a ter contato estreito com a vanguarda da produção intelecto-científica e inovação terapêutica em diversos segmentos da saúde.


Boldo: um alívio para a ressaca

Com efeito digestivo e hepatoprotetor, o Boldo ajuda a desintoxicar o organismo

 

O verão chega e com eles começam os happy hours com os colegas de trabalho, as festas de final de ano, as comemorações na praia e, logo depois, o Carnaval. Mesmo quem não costuma tomar bebidas destiladas, drinks e vinhos acaba caindo em tentação nesses períodos. Os quitutes também acompanham as festas e, essa mistura, aliada aos exageros comuns da época, são os grandes vilões do ‘dia seguinte’.

  Além da sensação do estômago embrulhado, parecendo que vai explodir, outras situações desagradáveis acompanham quem extrapola os limites do organismo. Boca seca, com gosto ruim, e os enjôos são sintomas da famosa ressaca. “Isso porque, quando o álcool é ingerido, ele vai direto para o fígado, por isso a sensação ruim que fica na boca é a indicação de que o organismo está intoxicado”, explica a farmacêutica do Herbarium Laboratório Botânico, Larissa Balani Rocha.

Para ajudar no processo de desintoxicação, de quem abusou de bebidas, gorduras e açúcares na festa da noite anterior, uma boa opção é recorrer ao conhecido “Boldo”. “Além de ajudar a diminuir a ressaca, o fitoterápico tem outras ações importantes, como antiespasmódica, o que ajuda a diminuir as cólicas, e tônica, em casos de distúrbios leves da função digestiva, como má digestão, gases, prisão de ventre e intolerância à gordura, aumentando e favorecendo o fluxo biliar”, explica a especialista.

Estudos científicos comprovaram que a boldina, principal substância ativa da planta, é uma das responsáveis pela eficácia das propriedades hepatoprotetoras e coleréticas do boldo, ou seja, faz bem ao fígado.

Mas para muitas pessoas, o gosto do boldo pode não ser muito agradável. “Hoje já temos opções de medicamentos fitoterápicos no mercado, como o boldo disponível em cápsulas e que exerce os mesmos benefícios para o fígado e para o aparelho digestivo”, comenta Larissa.

Outro ponto importante é saber qual a variedade de boldo tomar. A planta medicinal que oferece as propriedades citadas é o Peumus boldus, que é chileno e raríssimo no Brasil. Portanto, é importante saber qual a variedade está sendo consumida, explica a farmacêutica. Por existirem tantas espécies de boldos, a melhor atitude é comprar um produto que seja autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ou comprar a planta em um local de confiança e que siga todas as normas de segurança. “Ao comprar um boldo em barraquinhas de feiras, por exemplo, o usuário não sabe se a planta é realmente aquela que ele precisa e se ela está livre de contaminações, o que pode complicar ainda mais os sintomas da ressaca”, diz Larissa.


De olho nas lentes

 

 

Uma medida benéfica para a saúde dos olhos no verão é o uso de óculos escuros. Mas é preciso ser bastante criterioso na hora de comprá-los. Com a multiplicação da pirataria, é possível encontrar no comércio popular modelos semelhantes aos de grife a preços infinitamente inferiores.

Porém, essa “economia” pode gerar sérios problemas no futuro.  Os óculos e as lentes vendidas em boas óticas são fiscalizados pelo IMETRO e pela ANVISA.  “Já os óculos piratas não possuem proteção contra raios ultravioleta e as armações podem machucar quando quebram, pois não são confeccionadas com materiais adequados”, alerta o Dr. Flávio Yamashiro, oftalmologista da Clinica Cerpo. 

Outro problema é que quando uma pessoa coloca um par de óculos escuros, a pupila abre. “Se a lente não tem filtro ultravioleta, entrará um número muito maior de raios, danificando a retina.  Ou seja, usar óculos escuros sem filtro é pior do que ficar sem eles”, diz o médico.

Para garantir a capacidade de proteção das lentes, algumas lojas contam com um aparelho denominado Multifunção UV, que acusa quando as lentes não são eficientes.

O uso de óculos escuros é recomendado sempre que a pessoa se expor aos raios ultravioleta do sol, principalmente quando sua incidência está maior, entre 10 e 15 horas. A exposição prolongada aos raios pode resultar, a longo prazo, em várias doenças, como catarata e degeneração da retina (diminuição da visão). Também contribui para o aumento da incidência de Pterigio (membrana branca avermelhada que cresce em direção à pupila ou menina dos olhos).


2 em cada 3 casos de aneurisma estão ligados ao tabagismo

Estudo em hospital estadual em São Paulo avaliou 250 casos

 

Levantamento inédito realizado pelo serviço de neurocirurgia do Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo (antigo hospital estadual Brigadeiro), unidade da Secretaria de Estado da Saúde na capital paulista, mostra que nos últimos dois anos, 62% dos usuários que tiveram aneurismas cerebrais fumavam regularmente.

A pesquisa também aponta que 80% dos pacientes submetidos à microcirurgia são do sexo feminino e têm entre 40 e 60 anos. No total foram analisados 250 casos. A unidade atende, em média, mil pessoas por ano com a doença.

O cigarro é capaz de “destruir” a proteína fibrosa e elástica, chamada de elastina, encontrada na parede dos vasos sanguíneos. Por isso, facilita a ocorrência de um aneurisma, que ocorre quando há dilatação anormal de uma artéria do cérebro.  É o sangramento causado pelo rompimento deste vaso que pode levar o paciente à morte. 

O estudo confirma que os tabagistas estão até 10 vezes mais propensos a apresentarem hemorragias cerebrais causadas por aneurismas. Além disso, o fumo está diretamente ligado ao surgimento de novos casos em pacientes que já trataram ou ainda enfrentam o problema.

“São dados alarmantes, que refletem como o cigarro pode ser danoso à saúde, causando, além de aneurismas, câncer, enfisemas pulmonares e infarto do miocárdio”, diz o médico coordenador do serviço de neurocirurgia vascular, Sérgio Tadeu Fernandes.

Para tratar o aneurisma é necessária intervenção cirúrgica. Na embolização endovascular, técnica minimamente invasiva, o paciente é operado com um pequeno furo feito, geralmente, próximo à virilha. Através desta incisão, entra o material cirúrgico que percorre os vasos do paciente, até o local exato do aneurisma, para preencher o espaço rompido. Há casos, porém, que ainda precisam ser tratados pelo modo convencional, em que há abertura do crânio.

“A doença é silenciosa e apresenta poucos sintomas. Os mais comuns são fortes dores de cabeça. O diagnóstico e o tratamento precoces aumentam as chances de sobrevivência do doente”, destaca o neurocirurgião.

No Hospital de Transplantes são feitas em torno de 20 neurocirurgias micro e endovascular por mês.  O Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo fica na avenida Brigadeiro Luís Antonio, 2.651, no Jardim Paulista, e atende pacientes encaminhados pelas unidades básicas de saúde.


45% dos brasileiros confiam no que seus amigos escrevem sobre as marcas na Internet

Pesquisa global da TNS revela a real importância do boca-a-boca online para os consumidores

 

Em um cenário em que o ambiente virtual está congestionado por informações geradas por empresas, a opinião de outros consumidores ganha cada vez mais importância para os brasileiros – é o que revela a pesquisa global Digital Life, realizado pela TNS, a maior empresa de pesquisa de mercado ad-hoc do mundo.

O Digital Life é o estudo mais abrangente do mundo sobre como os consumidores se comportam online e por que, e contou com mais de 72.000 entrevistas em 60 países. Uma amostra interativa do estudo pode ser acessada em www.tnsdigitallife.com.br.

O poder da voz do consumidor

Com o excesso de informações que circula no ambiente online, o boca-a-boca virtual torna-se fundamental para o processo de decisão de compra. Os resultados da pesquisa revelam que quase metade dos brasileiros confia no que seus amigos escrevem online sobre as marcas. Até mesmo a opinião de consumidores desconhecidos é levada em conta por 32% dos consumidores, o que confirma o poder da recomendação no mundo digital.
De acordo com Juan Londono, responsável pelo Digital Life na América Latina. “Com o excesso de informação na web, as pessoas tornaram-se mais céticas em relação às campanhas publicitárias, passando a valorizar mais a experiência de compra de outros consumidores, conhecidos ou não, para suportar suas decisões e opiniões sobre marcas e produtos”.

Cientes de sua influência, Quase metade dos entrevistados, 47%, já fez algum comentário sobre marcas pela Internet.  Destes, para 44%, a principal motivação foi ajudar outros consumidores. Em seguida, 31% comentaram para apenas compartilhar informações,  enquanto 13% elogiaram as marcas e 12% fizeram algum tipo de reclamação.    


O caminho para a compra virtual

O Digital Life mapeou a importância dos pontos de contato nas três principais etapas do processo de decisão de compra: reconhecimento da necessidade, escolha do produto e decisão final de compra. As fontes de informação foram divididas em: online, offline, opinião de outros consumidores e informações fornecidas pelas marcas.

Os consumidores brasileiros já utilizam mais fontes de informação online do que offline, recorrendo em média a 2,9 fontes de informação online, contra apenas 1,7 offline. “Isso vale para todas as etapas do processo de compra e em todas as categorias pesquisadas. É inquestionável a importância da web para a decisão de compra dos consumidores, até mesmo para categorias em que não há envolvimento direto com o mundo digital, como remédios sem prescrição e produtos de higiene pessoal”, afirma Juan.
O estudo revela ainda que as informações geradas por consumidores também começam a ganhar relevância, “por isso, as empresas devem mapear quem são os consumidores mais influentes de sua categoria e concentrar esforços para engajá-los. Por outro lado, as empresas não devem negligenciar seus canais de geração de conteúdos, como: website, canais do YouTube, entre outros; já que essas continuam como as fontes de informação mais consultadas. O desafio está em entender como criar links pertinentes entre ambos os tipos de conteúdos”,  completa o executivo da TNS.


Tratamento com toxina botulínica traz qualidade de vida para as vítimas de acidente vascular cerebral

Além da importância no socorro rápido às pessoas que sofrem o conhecido derrame, o tratamento pós-AVC é essencial para a reintegração destes pacientes em sua rotina de vida diária 

 

O AVC – Acidente Vascular Cerebral ou popularmente conhecido como derrame – é considerado a segunda maior causa de morte no mundo e, muitas vezes, quando as pessoas conseguem sobreviver ao episódio, deparam-se com limitações motoras, que poderão mudar totalmente o rumo de suas vidas se não forem adequadamente tratadas. O uso de BOTOX® como alternativa para o tratamento dos casos em que os pacientes apresentam sequelas como a espasticidade, ou seja, uma rigidez excessiva da musculatura que acomete principalmente os braços e pernas, decorrentes da lesão no sistema nervoso central, representa um avanço que otimiza o tratamento e agiliza a recuperação destas pessoas em conjunto com a fisioterapia.

“A reabilitação dos pacientes que sofreram um acidente vascular é uma realidade possível, nos dias atuais, e o advento da toxina botulínica tipo A representa um importante benefício, porque possibilita que os pacientes se recuperem ainda mais rápido quando inseridos em um programa de reabilitação após a aplicação do medicamento. Também é importante destacar que, quanto antes for iniciado o tratamento, melhores serão os resultados”, explica o Dr. Celso Vilella Matos, Fisiatra e Presidente da Sociedade Paulista de Medicina Física e Reabilitação.

Somente nos Estados Unidos, são registrados aproximadamente 750 mil novos casos de AVC, segundo o  

National Stroke Association. Destes, o AVC hemorrágico é a forma mais fatal da doença, e a mortalidade, em até 30 dias, pode exceder 50%, sendo que dos restantes 20% permanecerão vivos. Entre estes últimos, cerca de 50% evoluem com sequelas motoras e cognitivas graves, que prejudicam consideravelmente a qualidade de vida, muitas vezes tornando essas pessoas dependentes de ajuda para suas atividades diárias (www.stroke.org).

 

O que é o AVC?

O Acidente Vascular Cerebral é a interrupção do fluxo sanguíneo normal em direção ao cérebro que provoca uma alteração circulatória em determinada área, levando à morte do tecido cerebral. Podendo ser hemorrágico – derramamento de sangue – ou isquêmico – falta de sangue.

Causas

Entre as principais estão: hipertensão arterial, colesterol alto, tabagismo, estresse, ingestão de álcool, vida sedentária e obesidade, além do histórico familiar.

Cuidados

É incontestável que a melhor forma de evitar o AVC é ter uma vida saudável, com alimentação balanceada e prática de atividades físicas, incluindo as relaxantes e de lazer.

Que sequelas o AVC pode causar?

O paciente pode perder força muscular e capacidade de coordenação motora, além de desenvolver contraturas articulares doloridas e anormalidades do tônus muscular. Podem ocorrer também paralisia total ou parcial (de um lado do corpo), alteração da fala, alterações visuais e alterações de memória.

A espasticidade é uma das sequelas mais comuns do AVC e se caracteriza pelo aumento do tônus muscular e pela excessiva contração dos músculos. Os sintomas variam desde uma leve contração até uma deformidade severa, que afeta a mobilidade, tornando os pacientes dependentes de ajuda para atividades rotineiras, como andar, comer e vestir-se.

 

Como BOTOX® contribui para a reabilitação?

A Toxina Botulínica tipo A (BOTOX®) é aplicada diretamente nos músculos comprometidos, causando um relaxamento da musculatura tratada e bloqueando parcialmente a atividade motora involuntária.

“O ideal é que estes pacientes tenham um acompanhamento multidisciplinar envolvendo profissionais das várias áreas, incluindo o médico fisiatra. Ver os pacientes recuperando a qualidade de vida e a volta às atividades diárias de forma independente é muito gratificante para qualquer profissional que esteja envolvido no tratamento”, conclui Dr. Matos.


Estudos identificam importantes inadequações no consumo de Vitamina D e cálcio, nutrientes relacionados à saúde óssea

A ingestão inadequada de alimentos que são fonte de cálcio e vitamina D pode comprometer a massa óssea, principalmente na fase de crescimento, que vai da infância a adolescência, mas também em indivíduos adultos.

 

 

De acordo com o estudo BRAZOS (Brazilian Osteoporosis Study), mulheres e homens brasileiros com mais de 40 anos de idade, de todas as regiões e de diversas classes socioeconômicas, consomem nutrientes relacionados à saúde óssea de maneira inadequada. A ingestão diária de cálcio foi, em média, 1/3 daquela recomendada para o gênero e faixa etária. Além disso, 99% dos indivíduos ingeriam diariamente abaixo de 1200 mg, que é a quantidade recomendada desse micronutriente.

A ingestão média de vitamina D foi equivalente a 1/4 da recomendação diária para o gênero e faixa etária e, assim como o cálcio, o consumo pela maior parte da população (99,3%) está abaixo dos valores recomendados.

A Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008-2009, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com o Ministério da Saúde (MS), apresentou dados semelhantes para a ingestão de vitamina D. Foi constatada a inadequação de 99,6% entre os homens, de 19 a 59 anos, e de 99,2% entre as mulheres da mesma idade. Em indivíduos com mais de 60 anos, a inadequação foi superior a 99% para ambos os sexos. Entre crianças e adolescentes, o quadro foi semelhante, apresentando inadequação de 99,4% entre meninos de 10 a 18 anos e de 99% e 98,8% entre meninas de 10 a 13 anos e 14 a 18 anos, respectivamente.

No início de 2011, um relatório publicado pelo Institute of Medicine (IOM), baseado em cerca de mil publicações e no depoimento de cientistas, atualizou as Ingestões Diárias Recomendadas (Dietary Reference Intakes) para cálcio e vitamina D. Para atingir as recomendações, é necessário o consumo de três porções diárias de alimentos fontes: leite e seus produtos derivados.

Ao considerarmos a dieta inadequada observada nesses estudos, assim como a importância do cálcio e da vitamina D para a saúde óssea, é essencial que mudanças simples, como o aumento da ingestão de alimentos ricos nestes nutrientes, bem como o uso de alimentos fortificados e de suplementos nutricionais, sejam adotadas para adequação nutricional e prevenção de patologias.

É importante salientar que a prática regular de exercícios físicos e a exposição ao sol, de preferência antes das 10h e após as 14h, também são fundamentais para a manutenção da saúde dos ossos. Os raios ultravioleta modificam a estrutura da vitamina D para que ela possa ser aproveitada pelo organismo. Apenas a vitamina D utilizada em alimentos fortificados e suplementos nutricionais não requer ação da luz solar, pois já está pronta para exercer suas funções.

Os pesquisadores alertam também que, embora no Brasil a exposição solar ocorra praticamente o ano todo, o uso de filtros solares pode limitar a disponibilidade da vitamina D.

 

Maria Fernanda Elias

 


Calendários


O que são os calendários? Os primeiros calendários eram instrumentos destinados a fornecer as indicações astronômicas ou astrológicas (dia e mês). Normalmente eram construídos com dois ou mais discos perfurados e marcados, que ao serem posicionados corretamente entre si forneciam os valores desejados. Atualmente, calendário é um sistema de contagem de tempo relativamente longo (maior que um dia). Os calendários atuais são formados por um conjunto de regras baseadas nas Astronomia e em convenções culturais. O calendário é uma escala que divide o tempo em dias, semanas, meses e anos.

Como surgiram? Os calendários surgiram com a necessidade do homem de contar o tempo e controlar suas atividades. Surgiram inicialmente para pequenos períodos de tempo (dias e semanas) e posteriormente para programar os plantios e colheitas, determinados pelas estações. Mas a determinação precisa dos dias de início de uma estação e fim da outra só era feita por sacerdotes muito experientes, que tivessem financiamento para construir e manter os observatórios, que eram caros e precários - normalmente eram os reis que financiavam os sacerdotes, por isso, era difícil para os agricultores do país todo fazer uma determinação de início e fim das estações. A partir dessa necessidade os sacerdotes elaboraram os calendários que eram registros escritos dos dias onde eram marcadas datas de cheias, plantios e colheitas. As estações ocorriam e ocorrem de forma regular a cada 365,25 dias, que é a duração do nosso ano. Então, bastava fazer a contagem correta dos dias e marcar os dias de início e fim das estações como temos hoje (21 de junho início do inverno, 22/23 de setembro início da primavera, 21/22 dezembro início do verão e 21 de março início do outono).

 

O nosso calendário

A duração exata do ano é 365,242199 dias. Esse não é um número inteiro de dias, ou seja, o ano dura: 365 dias + 5 horas + 48 minutos + 47 segundos, que é o tempo para que a Terra de uma volta completa ao redor do Sol. Por causa da falta de precisão nas observações os antigos arredondavam para 365 dias + 6 horas. Porém se somarmos seis horas a cada ano em quatro anos as estações ficam defasadas um dia. Por isso existe o ano bissexto, ou seja, a cada quatro anos o ano tem 366 dias para que as estações não fiquem defasadas com o passar do tempo. Se não houvesse o ano bissexto em 360 anos o inverno estaria começando no outono, ou seja, o início de todas as estações estariam atrasadas 90 dias. Em 720 anos o verão estaria começando no inverno. A sugestão de inserir um dia a mais a cada quatro anos foi feita pelo astrônomo Sosígenes de Alexandria ao imperador Júlio César no ano 46 a.C. e por isso esse calendário passou a ser chamado de "Calendário Juliano" em homenagem ao imperador.

 

Curiosidade

O calendário atual é mais preciso que o calendário Juliano e considera o ano corretamente, ou seja, 365 dias + 5 horas + 48 minutos + 47 segundos, menor que 365 dias e 6 horas. Como só é possível contar o ano usando dias inteiros, a solução foi ajustar a contagem através da colocação ou retirada de anos bissextos (anos com 366 dias) nos anos que são múltiplos de quatro. Para entender melhor essa contagem vamos transformar o ano correto em frações de dias, ou seja, 365 dias + 1/4 dia - 1/100 dia + 1/400 dia - 1/3300 dia. Dessa maneira basta olhar o denominador e o sinal da fração para saber de quantos em quantos anos o ano bissexto existe ou deixa de existir. Exemplificando, (+1/4) representa que todo ano múltiplo de 4 é ano bissexto, mas (-1/100) representa que todo ano múltiplo de 100 não é bissexto mesmo sendo múltiplo de 4 e (+1/400) representa que todo ano múltiplo de 400 é bissexto mesmo sendo múltiplo de 100. Então o ano 2000 será bissexto, porque é múltiplo de 400, mas o ano 1900 não foi e o ano 2100 também não será bissexto, pois são múltiplos de 100. Assim as estações nunca ficam defasadas.

Esse é o calendário mais preciso que existe, é chamado de "Calendário Gregoriano" e é o calendário que nós usamos atualmente. Ele foi adotado em 1582 pelo Papa Gegório XIII, com o objetivo de determinar corretamente a data da Páscoa. Veja que mesmo antes de existir o telescópio as observações astronômicas já eram bastante precisas para conseguir saber a duração exata do ano.
 

Outros Calendários

Na antigüidade a comunicação entre os povos e principalmente entre os sacerdotes de cada nação era difícil devido à demora no transporte das informações, por isso trocar informações era algo muito demorado para que os calendários fossem os mesmos. Além disso, cada rei queria impor sua autoridade e impunha o calendário que lhe era conveniente. Por essas razões muitos calendários foram criados. Os principais eram:

Calendário Babilônico: o ano não tinha um numero de dias fixo. O ano era dividido em 12 meses lunares de 29 ou 30 dias cada o que somava 354 dias. Para acertar a data das estações do ano os babilônios adicionavam um 13o mês a cada três anos, assim as estações não ficavam muito defasadas com o passar do tempo, mas essa adição do 13o não era muito regular, por causa da dificuldade no transito das informações. Também faziam a divisão do mês em semanas de sete dias.

Calendário Egípcio: é um calendário baseado no movimento solar. O ano tinha 365 dias, divididos em 12 meses de 30 dias que somam 360 dias e mais 5 dias de festas depois da colheita. Eles tinham conhecimento de que o ano tinha 365,25 dias, mas até serem invadidos pelos romanos no século I a.C. eles não faziam a correção de adicionar um dia a mais a cada quatro anos.

Calendário Grego: baseado nos movimentos solares e lunares, seguindo um padrão parecido com o calendário babilônico, porém a intercalação do 13o mês era bem mais bagunçada.

Os índios americanos - Maias, Astecas e Incas também tinham calendários baseados principalmente no mês lunar.

Hoje em dia temos basicamente três calendários em vigência no mundo. Um deles é o calendário que nós usamos e que conta os anos a partir do nascimento de Cristo, ou seja, o ano em que Cristo nasceu foi o ano 1, outros são os calendários muçulmanos e israelitas que não consideram o nascimento de Cristo e por isso apresentam anos diferentes do nosso. O calendário israelita é baseado no babilônico. Uma curiosidade é que o dia desse calendário como do muçulmano inicia-se com o por do Sol e não a 00h00min como o nosso calendário. O primeiro dia de cada ano novo não pode cair na quarta, sexta ou domingo. Se isso acontecer o início do ano é transferido para o dia seguinte.

 

As divisões dos calendários

As unidades básicas dos calendários são os dias. Os dias normalmente são agrupados em porções maiores que formam as semanas e os meses as estações e os anos. Esses agrupamentos ocorrem para facilitar a contagem como fazemos naturalmente com os números. Os seres humanos tinham a necessidade de contar a passagem do tempo e descobriram que a própria natureza se encarregou de fornecer agrupamentos que ajudavam nessa contagem.

As semanas: Existem dois motivos que fizeram os antigos agrupar sete dias para formar uma semana, um deles é baseado nas fases da lua. Se você observou as fases da lua irá perceber que entre o quarto crescente e a lua cheia passam-se sete dias. Vimos que muitos calendários são baseados na lua para formar os agrupamentos.

Outro motivo que deu origem a esse agrupamento de sete dias para formar a semana eram os astros visíveis no céu a olho nu. Na antigüidade podiam ser vistos sete astros no céu e que não eram estrelas; o Sol, a Lua, e cinco planetas: Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno. Por isso muitos povos deram a cada dia da semana o nome de um desses astros. Em muitos idiomas esses nomes estão presentes até hoje, veja a tabela abaixo.

 

Astros

Espanhol

Italiano

Inglês

Português

Sol

Domingo

Domenica

Sunday

Domingo

Lua

Lunes

Lunedi

Monday

Segunda-feira

Marte

Martes

Martedi

Tuesday

Terça-feira

Mercúrio

Miercoles

Mercoledi

Wednesday

Quarta-feira

Júpiter

Jueves

Giovedi

Thursday

Quinta-feira

Vênus

Viernes

Venerdi

Friday

Sexta-feira

Saturno

Sabado

Sabato

Saturday

Sábado

 

Os meses: Sua origem em quase todos os calendários foram as fases lunares. Inicialmente os meses tinham 28 ou 29 dias, mas isso fazia com que o ano tivesse 12,5 meses o que dificultava um agrupamento coerente. Com o passar do tempo a comunicação foi se tornando mais fácil, a veiculação de calendários ficou mais simples e as dificuldades, de dividir o ano em meses, foram sendo solucionadas aos poucos. Houve então a tendência de uniformizar os calendários. Assim, os meses deixaram de ter exatamente o número de dias das fases lunares para que o ano tivesse sempre 12 meses. A primeira idéia desses ajustes, no número de dias do mês, foi dos egípcios que dividiram o ano em doze meses de trinta dias cada um e mais cinco dias de festas para completar os 365 dias. O mês de fevereiro foi o único a ser preservado para coincidir com o número de dias das quatro fases lunares.

Você sabia que a data da Páscoa é calculada com base num calendário lunar, que é mantido pela igreja. É por isso que a data da Páscoa não é sempre a mesma de ano para ano.

O ano: Sua origem é comum em todos os calendários que é o período necessário para as estações do ano voltarem a se repetir. Essa repetição coincide com uma volta completa da Terra ao redor do Sol.

 

 

Hipocondria, "a doença imaginária” acomete homens em especial

Ansiedade é uma das principais características dos hipocondríacos


 

 

Para um hipocondríaco, sinais aparentemente inofensivos se transformam em momentos dramáticos, em que uma dor de cabeça sem precedentes é sinal de um tumor cerebral ou a boca seca é indicação de diabetes. A distorção exagerada dos sintomas leva o indivíduo com hipocondria a acreditar que sempre tem uma doença e acaba buscando atendimento profissional, realizando exames desnecessariamente e ainda faz, usualmente, uso de automedicação. Ainda assim, mesmo que testes médicos indiquem uma saúde perfeita, o portador do transtorno é capaz de contestar o resultado inúmeras vezes.

As estatísticas apontam que 1 a 2% da população brasileira sofre do problema, sendo a excessiva preocupação com a saúde uma doença, pois o sujeito se recusa a aceitar que seu problema pode ser de origem psicológica e não física, segundo o Dr. Luiz Vicente Figueira, psiquiatra e supervisor do Programa de Ansiedade do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP. Segundo ele, a assiduidade é duas vezes maior entre os homens em relação às mulheres e não há esclarecimento científico que justifique o surgimento da hipocondria.

Prática comum entre os portadores é a automedicação, ação perigosa que agrava ainda mais o quadro, visto que é contraindicada por qualquer especialista. Por desacreditar do laudo médico, os hipocondríacos resolvem agir por conta própria, compram remédios desnecessários e, muitas vezes, nas habituais visitas à farmácia, discutem com os funcionários do estabelecimento a fim de justificar seu ponto de vista, mesmo que não apresentem nenhuma receita para comprar os medicamentos que julgam indicados para sua suposta doença.

“As pessoas ansiosas ou que já foram diagnosticadas com algum transtorno de ansiedade são predispostas à hipocondria”, esclarece o especialista. Outra característica presente entre os portadores é a incidência do contexto cultural ao determinar seus temores, ou seja, o indivíduo adere a alguma doença que esteja em destaque na mídia e se queixa de sintomas relacionados à patologia da moda.

Os adolescentes são os mais acometidos pelo transtorno e, geralmente, não aceitam que estejam com problemas psicológicos, dificultando o diagnóstico e o tratamento. “Com o fácil acesso à internet, esses jovens encontram uma nova maneira de pesquisar doenças e creditam seus sintomas a várias patologias. É importante esclarecer que o sujeito já é hipocondríaco quando realiza essas buscas, ele não se torna portador em razão da internet”, salienta o Dr. Luiz Vicente.


Psicoterapia como tratamento

A história clínica e a ajuda de familiares são medidas fundamentais para o diagnóstico, já que é baseado em relatos de pessoas próximas ao paciente. O tratamento indicado é a psicoterapia cognitiva comportamental, utilizada para auxiliar o portador no processo de entendimento desta doença imaginária. A hipocondria não tem cura, porém, o acompanhamento profissional é de suma importância na percepção e controle do problema.

 

Fonte: www.saudeempautaonline.com.br/

 

Fonte: www.cdcc.usp.br

 


As previsões da McAfee sobre as principais ameaças para 2012

Levantamento e análise da empresa mostram os mais recentes ataques que poderão afetar os consumidores neste ano

 

O McAfee Labs™ divulga anualmente as principais formas de ameaças virtuais previstas para o ano que se inicia. De acordo com a análise realizada nos últimos 12 meses sobre as atividades dos cibercriminosos, a equipe de engenheiros da McAfee avaliou que deverá haver um aumento dos ataques destinados a serviços públicos, sistemas operacionais, dispositivos móveis, spams e ameaças envolvendo questões políticas (hacktivismo) e ciberguerra.

Em geral, 2012 tende a apresentar uma elevação de muitas das ameaças que ganharam espaço recentemente. A seguir, a McAfee destaca algumas das ameaças que poderão afetar diretamente os consumidores finais:  

1. Violação de serviços públicos, como água e energia

Em 2011, os responsáveis pelos sistemas de distribuição de água do sul da Califórnia contrataram um hacker para localizar vulnerabilidades em suas redes de computadores. Esse hacker assumiu rapidamente o controle dos equipamentos e adicionou substâncias químicas à água potável em apenas um dia.  

Muitas das redes de infraestruturas industriais, de serviços públicos e nacionais não foram implementadas para a conectividade moderna, o que as torna vulneráveis. A previsão é que os responsáveis por ataques tirem proveito dessa situação em 2012, para realizar chantagens ou extorsões. É possível ainda haver violação dos serviços públicos.  

 

2. Carros, aparelhos de GPS e outros dispositivos comprometidos

Os cibercriminosos já realizaram ataques a sistemas operacionais (até mesmo hardwares) incorporados para obter o controle de carros a aparelhos de GPS e equipamentos médicos. É possível fazer isso de duas maneiras: infiltrando-se no dispositivo enquanto ele ainda é fabricado ou levar os usuários a baixarem malwares que penetrem na raiz do sistema. Em 2011, os hackers realizaram apenas alguns ataques desse tipo. É provável, porém, que se tornem mais eficazes a partir de 2012, com alvo em sistemas de aparelhos eletroeletrônicos.  

 

3. Malware voltado para celulares

Os cibercriminosos têm desenvolvido malwares destinados a smartphones na forma de aplicativos mal-intencionados. Após o download, eles podem enviar diversos anúncios ou mesmo mensagens de texto a partir do celular infectado. Para atacar plataformas móveis, os criminosos usam os "botnets" (conjunto de computadores comprometidos ou redes de robôs, tradicionalmente usados para ações como o envio de spams). Os malwares móveis ainda não são comuns, mas esses ataques devem aumentar ao longo do ano.  

 

4. Mais spams em sua caixa de entrada

A tendência em relação aos spams é o envio de e-mails de empresas de publicidade que obtêm suas listas de destinatários por meios desconhecidos, porém legais. As companhias podem obter as listas de empresas que encerraram suas atividades ou fazer parceria com outras entidades de publicidade ou provedores de listas de e-mails sem levar em consideração as políticas de privacidade.

  Nos EUA, por exemplo, isso é possível porque, de acordo com a Lei CAM-SPAM dos Estados Unidos, os anunciantes não são obrigados a receber a aceitação dos destinatários antes de enviarem publicidade. Como esse método é mais barato e menos arriscado do que bombardear usuários com spams a partir de redes de computadores comprometidos, essa atividade continuará a crescer em 2012, gerando mais spams na caixa de entrada de e-mails.  

 

5. Mudanças políticas por meio do hacktivismo

Essencialmente, o hacktivismo é o uso de computadores ou redes de computadores e redes sociais para protestar ou promover mudanças políticas. Um exemplo é o grupo Anonymous, que exerceu atividades de grande repercussão no último ano, como tirar do ar o site da Bolsa de Valores de Nova York, em um gesto de apoio aos protestos do movimento Occupy Wall Street.

 A McAfee acredita que 2012 será um ano com violações digitais mais organizadas. Isso significa que as figuras públicas, como políticos e líderes da indústria, podem ser alvos de ações políticas ou ideológicas. Como resultado, há chance de sites e sistemas normalmente usados pelos consumidores se tornarem vítimas de ataques.

 

6. Ciberguerra

Recentemente, observamos um aumento na espionagem high-tech e em outras técnicas virtuais para obter informações. Entretanto, alguns países já percebem o potencial de ciberataques contra infraestruturas essenciais, com difícil proteção.

 

Dicas para se proteger em 2012  

 

1. Não ser parte do problema

Muitas das técnicas usadas por hackers e hacktivistas dependem de “botnets” que dominam o computador e permitem que hackers usem o sistema para enviar spams ou executar ataques. Para se prevenir, é preciso ficar atento a sites que solicitam o download de softwares adicionais. Além disso, recomenda-se fazer downloads apenas de empresas nas quais o consumidor confia. Não clicar em um link de um spam ou mensagem de desconhecidos, pois isso pode levar ao download de um robô (“bot”) no computador. Além disso, desligar o equipamento sempre que não for utilizá-lo, pois, quando a máquina está desconectada da Internet, os criminosos não podem acessá-la.

2. Proteger o computador

Utilizar uma solução de segurança atualizada que contemple antivírus, antispyware, firewall e um programa de classificação e verificação da segurança de sites.  

 

3. Usar senhas de alta segurança

O consumidor pode ser alvo de hackers que queiram invadir seus sistemas, principalmente se trabalhar em uma instituição financeira, empresa de serviços públicos, de energia ou de telecomunicações. Para evitar os ataques, deve-se criar senhas que combinem letras (maiúsculas e minúsculas), números e caracteres especiais, com mais de seis caracteres. Mudar a senha com frequência também é essencial.  

 

4. Ter muito cuidado ao ler e responder a e-mails

Para evitar ataques de spearphishing ou phishing (fraude eletrônica para roubo de informações), usados pelos hackers para acessar e-mails de trabalho a fim de invadir sistemas, responder apenas a e-mails de conhecidos e não fornecer informações pessoais a empresas que as solicitarem por e-mail. Cuidado com ofertas generosas e não concordar em revelar informações pessoais para participar de promoções.  

 

5. Proteger o smartphone ou tablet.

Baixar aplicativos para dispositivos móveis somente nas lojas de aplicativos oficiais. Atentar às opiniões de outros usuários que já adquiriram esses aplicativos antes de fazer o download e usar apenas apps de lojas como iTunes e Android Market. Utilizar uma proteção contra ameaças de malware móvel, não somente para manter a segurança contra vírus e navegar com seu dispositivo móvel de maneira segura como também para manter a privacidade, e em caso de perda ou roubo.

 

Fonte: http://home.mcafee.com/

AdviceCenter/Default.aspx


Férias: Oftalmologista da Cerpo ensina cuidados para que o uso prolongado do computador e da TV não prejudique a visão das crianças

 

 

Com as férias escolares, as crianças passam muito tempo em frente da televisão, do computador ou jogando videogame. E esta maratona pode trazer aos pequenos sintomas como cansaço visual, vermelhidão, lacrimejamento, incomodo à claridade, embaçamento visual, sensação de peso nas pálpebras, entre outros, independente da necessidade de óculos.

“Em frente destes aparelhos, é comum a criança ficar em estado de concentração, o que leva ao aumento do tempo entre uma piscada e outra, favorecendo o ressecamento ocular”, afirma a médica Dérica Camargo Serra, oftalmologista da Cerpo.

 A especialista ensina cuidados simples para evitar o problema:

 

- Fazer pausas a cada meia hora de uso – o que significa realmente sair da frente do computador ou da televisão;

- Olhar pela janela ou para um ponto distante da casa;

- Procurar piscar mais;

- Evitar brilhos ou reflexos na tela mudando o ângulo de inclinação ou mesmo usando protetores de tela ou tela plana;

- Evitar ar condicionado ou ventilador direto sobre o rosto;

- Manter iluminação ambiente adequada.

- A distância ideal para assistir TV deve ser de dois metros;

- Monitores e telas acima da linha do olhar devem ser evitados, pois podem provocar um ressecamento maior, já que nesta posição é preciso manter os olhos mais abertos.

 

 Curiosidades:

- Uma pessoa pisca 24 vezes por minuto, o que dá uma média de 34.560 por dia. Cada piscada dura cerca de 50 milésimos de segundo. Fazendo as contas, passamos aproximadamente sete horas por ano piscando.


Especialistas condenam uso noturno de lentes de contato

 

Alerta aos usuários de lentes durante a noite: vocês têm 40 mil vezes mais chances de desenvolver uma infecção na córnea do que as pessoas que não fazem uso de lentes de contato e 15 vezes mais do que os usuários diurnos. Especialistas dizem, também, que essas infecções, quando não diagnosticadas e tratadas a tempo, podem levar à perda de visão.

“O uso noturno a longo prazo pode causar irregularidades irreversíveis na curvatura da córnea. Portanto, não justifica que o usuário se acomode e prefira permanecer o tempo todo com as lentes de contato. Aliás, não há por que usá-las à noite”, diz o doutor Renato Neves, médico oftalmologista e diretor do Eye Care Hospital de Olhos.

De acordo com o especialista, a longo prazo a cirurgia a laser é mais recomendada, por ser mais segura. “As chances de infecção são de uma para cada 40 mil cirurgias, em contraposição com uma para cada cinco mil usuários de lentes somente de dia e de uma para 500 em relação aos usuários de lentes de contato noturnas”.

Neves explica que, durante à noite, os olhos produzem menos lágrimas. A presença das lentes, então, reduz bastante o fluxo lacrimal e a oxigenação da córnea, deixando os olhos mais vulneráveis às infecções.

Para aqueles que não abrem mão de suas lentes de contato, o oftalmologista aponta alguns cuidados necessários para manter a saúde dos olhos:

limpeza diária – é essencial para eliminar gorduras e resíduos de maquilagem e poluição que grudam na superfície das lentes. “Usando os dedos polegar e indicador, o paciente deve esfregar suavemente as lentes, utilizando soluções para esse fim específico”, diz Neves.  

desinfecção diária – o propósito da desinfecção é manter as lentes livres de microrganismos e agentes infecciosos. Há dois modos de desinfectar as lentes de contato: sistema de peróxido de hidrogênio (água oxigenada) e sistema químico. Enquanto o primeiro método é mais eficiente, o segundo é mais prático – já que um só produto reúne múltiplas soluções.

remoção semanal de gordura (proteína) – “As lágrimas são ricas em proteínas. Se o usuário de lentes não promover a remoção, provavelmente seu olhos começarão a ficar vermelhos e irritados. Por isso é fundamental, uma vez por semana, que toda gordura seja eliminada. Hoje há tabletes bastante eficientes e práticos”, diz o médico.

substituição regular das lentes – “Por mais que as pessoas sejam cuidadosas, não fazem idéia do quanto é importante seguir esse passo-a-passo nos cuidados com as lentes. Com o tempo, os microrganismos criam uma camada de biofilme muito difícil de ser removida. Daí a importância de se trocar as lentes periodicamente”.


Delegacia Eletrônica registra 731 mil BOs em 2011

Houve um aumento de 21% no número de registros feitos pela internet, em comparação com 2010; desde a sua inauguração, em 2000, a unidade registrou 3 milhões de ocorrências

 

 

A Delegacia Eletrônica encerrou 2011 com 731 mil boletins de ocorrência registrados. Em comparação com 2010, houve um aumento de 21% no número de registros feitos pela internet. Desde a sua inauguração, em 2000, a unidade registrou 3 milhões de ocorrências.

De janeiro a dezembro do ano passado, foram feitas 999 mil solicitações de boletins de ocorrência, quando o internauta acessa a Delegacia Eletrônica e preenche uma solicitação de registro. Em seguida, esse formulário é avaliado por policiais civis, que aprovam ou não o pedido.

Depois de aprovado, o boletim é enviado ao email do solicitante. Quando um registro é negado, a Polícia Civil justifica a recusa e manda uma orientação sobre novos procedimentos. É possível registrar através da internet casos de furto ou perda de documentos, desaparecimento e localização de pessoas, furto e perda de celulares, perda de placas de veículos e furtos de carros.

Acidentes sem vítimas
Dede outubro, as ocorrências de acidente de trânsito sem vítimas vêm sendo registradas na unidade digital da Polícia Civil. Nesses quase três meses, foram enviadas mais de 30 mil solicitações - 28 mil foram validadas.

A Delegacia Eletrônica, cujo objetivo é agilizar as solicitações e atender o máximo de ocorrências, opera 24 horas. Para oferecer um bom atendimento à população, o serviço conta com um efetivo de 90 policiais e uma estrutura de 28 terminais com equipamentos e instalações modernas.


Após revisão, terremoto no Japão passa a ser o quarto maior da história

 

Os serviços meteorológicos dos Estados Unidos e do Japão revisaram, nesta segunda-feira, para 9.0 a magnitude do tremor que atingiu a costa japonesa na última sexta-feira (11). Antes, os órgãos haviam informado que a magnitude era de 8.8. Com a revisão, o terremoto do Japão passa a ser o quarto maior desde o início do século 20 --quando as medições passaram a ser mais confiáveis-- ao lado do tremor que atingiu o leste da Rússia em 1952.

Veja abaixo a lista com os dez maiores terremotos da história desde 1900, com base nas magnitudes registradas.

 

Magnitude 9.5 - Chile, 1960

O tremor, ocorrido em 22 de maio de 1960, com epicentro no município de Valdívia, matou 2.000 pessoas e gerou um maremoto com ondas de até 10 metros. As ondas apagaram do mapa cidades inteiras na costa chilena e fizeram vítimas também em outros países banhados pelo Oceano Pacífico.

 

Magnitude 9.2 - Alaska (EUA), 1964

O abalo fez 15 vítimas fatais e gerou um tsunami que matou outras 128 pessoas em 28 de março de 1964. Seu epicentro foi na região de Prince William Sound, no sul do Alasca (EUA)

 

Magnitude 9.1 - Sumatra (Indonésia), 2004

A ilha de Sumatra, na Indonésia, registrou em 26 de dezembro de 2004 um terremoto de magnitude 9,1, com epicentro no mar, que causou um tsunami que matou 230 mil pessoas em 14 países da região. O tremor, que popularizou o termo tsunami, ocorreu a 30 km de profundidade no Oceano Índico e foi sentido até na costa leste da África.

 

Magnitude 9.0 - Japão, 2011

O terremoto --seguido por um tsunami-- que atingiu o Japão na última sexta-feira (11) alcançou magnitude 9.0, segundo os serviços geológicos do Japão e dos Estados Unidos. Antes, ambos os órgãos informaram que a magnitude havia sido de 8.8, mas revisaram o valor nesta segunda-feira. O terremoto, com epicentro no oceano Pacífico, a 400 km de Tóquio, a uma profundidade de 32 km, gerou ondas gigantes de 10 metros, que chegaram a uma velocidade de 800 km/h antes de atingir a costa japonesa.

 

Magnitude 9.0 - Rússia, 1952

Em 4 de novembro de 1952, um abalo de magnitude 9,0 na península de Kamchatka, extremo leste da Rússia, gerou ondas gigantes que chegaram até o Havaí, causando prejuízos financeiros de até US$ 1 milhão, mas nenhuma vítima fatal.

 

Magnitude 8.8 - Chile, 2010

Em 27 de fevereiro de 2010, um terremoto de magnitude de 8,8 atingiu o Chile matando mais de 800 pessoas e deixando cerca de 20 mil desabrigados. O epicentro foi o mar da região de Bío-Bío, a cerca de 320 km ao sul de Santiago.

Magnitude 8.8 - Equador, 1906

O tremor atingiu a costa do Equador, perto da fronteira com a Colômbia, em 31 de janeiro de 1906, e matou entre 500 e 1.500 pessoas. O abalo chegou a ser sentido em San Francisco (EUA) e no Japão.

 

Magnitude 8.7 - Alaska (EUA), 1965

Em 4 de fevereiro de 1965, um tremor de magnitude 8,7 atingiu as ilhas Rat, no Alasca (EUA), gerando um tsunami de cerca de 10 metros de altura na ilha de Shemya. Apesar disto, o abalo causou poucos danos.

 

Magnitude 8.7 - Sumatra (Indonésia), 2005

Três meses após o famoso tsunami, em 28 de março 2006, a ilha de Sumatra, na Indonésia, foi atingida novamente por outro tremor, dessa vez em terra, de magnitude 8.7. Cerca de 1.300 pessoas morreram.

 

Magnitude 8.6 - Tibete (China), 1950

Um terremoto de 8,6 graus causou a morte de mais de 1. 500 pessoas no Tibete e na província indiana de Assam, no nordeste do país.
 

Fontes: Serviço Geológico dos Estados Unidos e do Japão, BBC e

agências AFP e EFE.


Dicas interessantes de saber

 

 

* Procure fazer suas compras aos pouquinhos, pois a despensa cheia, muitas vezes, facilita com que os produtos saiam da validade. Além disso, fazer compras semanalmente, por exemplo, possibilita o consumo de alimentos mais fresquinhos.

* Faça sempre uma lista de compras pensando na quantidade de comida realmente consumida pela família. A idéia é comprar sempre o estritamente necessário.

* Os vegetais (frutas, legumes e verduras) são perecíveis e devem ser consumidos com certo imediatismo. Por isso não se acanhe em comprar esses produtos por unidade, um hábito nos países europeus.

* Aproveite, sempre que for possível, as cascas, os talos e as sementes dos vegetais. As folhas e os talos do brócolis dão, por exemplo, para serem aproveitados em sopas. A casca do ovo, por exemplo, rica em cálcio, pode ser misturada à farinha em bolos e pães -basta triturá-la no liquidificador. O vinho azedado, em vez de se dispensado, vai muito bem como vinagre nas saladas.

* Conserve na geladeira os vegetais sempre inteiros. No caso do abacaxi, por exemplo, descasque, mas não retire o miolo. Já a metade que sobrou do abacate deve ser guardada junto com o caroço. Essas são medidas que aumentam o tempo de vida do alimento

* Não guarde a sobra da comida na panela. Guarde-a em recipientes adequados e na geladeira. Isto manterá a aparência da comida para que seja bem reaproveitada.

* Cuidado extra ao comprar alimentos em promoção. Em geral, a data de validade está para ser vencida ou o produto é de baixíssima qualidade, e o comerciante está querendo passar para a frente. Na prática, por causa da curta validade, eles nem chegam a ir para a mesa, são logo descartados.

* Ao servir-se, lembre-se de usar o bom senso. Sirva-se somente da quantidade que irá consumir. A sobra do prato não poderá ser aproveitada.

* Como fartura não é sinal de qualidade, ao preparar um jantar para os amigos, evite exagerar nas proporções

 

Fonte: www.felipex.com.br


Saiba em quais dias de 2012 o trabalho é proibido

Já a partir deste ano, 20 de novembro não será mais feriado em São Paulo

 

Ao contrário de 2011, quando vários feriados nacionais foram em dias úteis, no geral em meio à semana, esse ano de 2012 terá três feriados nacionais que serão em uma sexta-feira, dois que serão em uma terça-feira e um na quinta-feira. Além desses feriados, há os dias santificados de 7 de junho, quinta-feira, Corpus Christi, e 2 de novembro, sexta-feira, Finados.

“Em todos eles, o trabalho é proibido”, alerta o professor de Direito do Trabalho da USP, Dr. Cássio Mesquita Barros, sócio do Mesquita Barros Advogados.

O especialista informa que “a Lei 9.093, de 12/09/1995, e as leis que a complementam, é que definem sobre os feriados nacionais, estaduais e municipais, nos quais o trabalho é proibido.”

Ele explica que, além desses dias, são considerados feriados nacionais os dias de eleições gerais no país, de acordo com o disposto nos artigos 28, 29 e 77 da Constituição Federal de 1988 e artigo 380 do Código Eleitoral – Lei nº 4.737/65.

Cássio Mesquita Barros ressalta ainda que, “ao contrário do que muitos pensam, a terça-feira de carnaval não é feriado. Portanto, a empresa pode descontar esse dia do salário de seus funcionários, com exceção daqueles que trabalham em instituições financeiras e outras autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, cuja Resolução nº 2932/02 não considera dias úteis de trabalho as segundas e terças feiras de carnaval.”

Ele observa que a Lei nº 9.093, em seu inciso II, também confere aos Estados competência para instituir feriado destinado à comemoração de sua data magna. “No caso do Estado de São Paulo, o dia 9 de julho (Revolução Constitucionalista) foi decretado feriado pela Lei Estadual nº 9.497/97.”

A mesma lei federal, em seu inciso III, estendeu ainda aos Municípios a possibilidade de instituir feriado em sua data magna. “Em São Paulo, a Lei Municipal nº 13.707, de 7 de janeiro de 2004, decretou feriado o dia 25 de janeiro (fundação de São Paulo)”, comenta o professor.

Outra informação importante do professor Cássio Mesquita Barros diz respeito a 20 de novembro de 2012, dia da consciência negra. “Já a partir deste ano, não será mais feriado em São Paulo.”

Ele esclarece que recentemente, a Lei Federal n° 12.519, de 10/11/2011, colocou um ponto final na ilegalidade cometida pela autoridade municipal, em relação a esta data, considerando-a apenas de comemoração do Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, e não feriado. “Assim, se os empregadores fecharem, espontaneamente, seus estabelecimentos nesse dia, ficam obrigados a pagar os salários de todos os empregados.”

“Por fim, nas atividades essenciais, tais como as de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, captação, saneamento e distribuição de água, serviços hospitalares de urgência, transportes, e outras que exigem trabalho contínuo inclusive nos domingos e feriados, a Lei nº 605, de 05/01/1949, no artigo 9º, dispõe que nos dias feriados civis e religiosos, a remuneração será paga em dobro, salvo se o empregador determinar outro dia de folga", conclui o professor Cássio Mesquita Barros.


Dúvidas históricas

Você sabe qual o caso de especulação financeira mais famoso da história?

Todo o estudioso de economia que se preze já estudou ao menos uma vez na vida o fatídico episódio da "tulipomania", quando uma inocente flor levou muitos holandeses à falência. A tulipa era uma flor confinada a jardins de nobres ou estufas de botânicos. Por volta de 1634, virou uma febre. A produção de variedades mais baratas deflagrou uma explosão de procura. A demanda coincidia com a prosperidade econômica holandesa. O melhor momento para comprá-las era entre junho - quando os bulbos eram arrancados - e outubro - tempo do plantio. Os investidores compravam no inverno para receber numa data futura, a primavera. A procura crescia. As pessoas compravam os bulbos sem nunca terem visto. Inúmeros atravessadores intermediavam as relações. O potencial vendedor negociava um contrato, com preço previamente estabelecido, para entregar os bulbos da tulipa a um comprador. Este por sua vez, negociava o contrato com outros investidores. O preço de uma determinada espécie de tulipa chegou a subir 1000% em dois anos. Holandeses trocavam terrenos, casas, produções agrícolas, criações de animais, quase tudo por tulipas. Em fevereiro de 1637, a festa acabou. Não se sabe exatamente as razões para a quebradeira geral, mas o fato é que começaram a circular rumores de que não existiriam mais compradores para os bulbos. Nos dias que se seguiram as tulipas não eram mais comercializadas, os contratos não foram honrados, a inadimplência disparou levando muitos holandeses à bancarrota.

Você sabe de onde surgiu a expressão cortina de ferro?

A expressão cortina de ferro era usada para se referir aos estados socialistas do leste europeu após a II Guerra Mundial. O termo nasceu em 1946, criado pelo primeiro ministro britânico Winston Churchill nos Estados Unidos: "De Settin, no Báltico, a Trieste, no Adriático, uma cortina de ferro desceu sobre o continente". A Cortina de Ferro reunia as repúblicas: Rússia, Armênia, Azerbaidjão, Belarus, Estônia, Geórgia, Cazaquistão, Quirguistão, Lituânia, Letônia, Moldávia, Tadjiquistão, Turcomenistão, Ucrânia, Uzbequistão e os estados satélites Alemanha Oriental, Polônia, Checoslováquia, Hungria, Bulgária e Romênia.

Você sabe que rainha teve o coração roubado por três séculos?

Foi a rainha inglesa Ana Bolena, esposa do rei Henrique VIII, que foi decapitada e teve o coração roubado logo após sua morte. O coração permaneceu escondido em uma igreja perto de Thetford, em Suffolk, na Inglaterra, durante três séculos. Em 1836, o coração foi descoberto e novamente enterrado na mesma cova.

 

Você sabe o que é um shogum?

Os shoguns foram os dirigentes do Japão de 1192 a 1867. Originalmente, eram chefes militares que exerciam o poder de fato no país, enquanto o imperador detinha apenas a soberania formal.

Quando surgiu a primeira universidade?

A primeira universidade surgiu em Bolonha, norte da Itália, no final do século XI. Era a época em que o ensino na cidade se tornou livre e independente das escolas religiosas. Pouco depois, no século XII, os franceses fundaram a Universidade de Paris e começaram a surgir na França mais estabelecimentos. No Brasil, a primeira instituição de ensino superior foi a Escola de Cirurgia da Bahia, em 1808.

Você sabia que antes, no Brasil, criancinha ia para cadeia?

É, um código criminal de 1890 chegou ao absurdo de classificar as crianças de nove anos de idade como puníveis. Um jurista, Tobias Barreto, propôs no final século, que o grau de escolaridade fosse responsável pela consciência entre o que é certo ou errado. A instrução básica só terminava aos 18 anos. Em 1940, o Código Penal brasileiro adotou de vez os 18 anos.

Você sabe como era utilizado o pau-brasil explorado no período colonial?

A madeira do pau-brasil era empregada em obras de marcenaria fina, construção naval e em vigas, dada a sua forte resistência à umidade. Além disso, seu lenho de cor avermelhada foi largamente utilizado na fabricação de corantes para tingir roupas.

Você sabe o que é a mita?

A mita era um sistema de trabalho usado no Império Inca. Consistia, basicamente, no recrutamento de pessoas para trabalhos comunitários, como a construção de pontes, canais ou fortalezas. Os espanhóis, quando chegaram na América, de forma oportunista, usaram o mesmo expediente para forçar a população indígena a trabalhar nas minas de prata. O que era um costume incaico em benefício da população tornou-se em trabalho forçado que praticamente equivalia a uma condenação a morte. Cronistas da época dizem que de cada cem índios levados a realizar a "mita" nas minas, apenas dez ou vinte retornavam depois de uns meses. Voltavam e morriam geralmente depois de pouco tempo, em razão das precárias condições de trabalho.

Você sabe de onde surgiu a palavra Barroco?

A origem da palavra Barroco é motivo de polêmica. Há várias versões. A mais aceita diz que vem do vocábulo espanhol barrueco, que por sua vez deriva do português arcaico. Os joalheiros, no século XVI, usavam a palavra barrueco para designar um tipo de pérola irregular e de formação defeituosa. Em oposição à disciplina das obras do Renascimento, surge, no século XVII, uma diversificada produção artística caracterizada pela maneira livre e até mesmo sob formas anárquicas, de grande imperfeição e mau gosto. Esse período artístico é designado Barroco.

Você sabia que os incas montaram um império sem usar letras ou algarismos?

Os incas conquistaram e administraram um território com invejável competência que equivalia à superfície somada da França, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, Suíça e Itália. Tudo isso sem conhecer números ou letras. Sabem como eles se comunicavam? Usavam um cordão de pouco mais de um metro de comprimento cheio de nós. A isso, davam o nome de quipo. Por esse método, era registrado, por exemplo, o tamanha de uma safra e as cores dos cordéis e a forma dos nós atribuíam qualidades à informação

Você sabe como os cientistas decifraram os hieróglifos?

Os hieróglifos (literalmente, "escritos sagrados") são anteriores a 3000 a. C. Era a escrita egípcia, que combinava pictogramas (desenhos estilizados de animais, plantas e flores) e fonemas (sinais que representam sons). Só puderam ser decifrados no século 19. Em 1804, Napoleão Bonaparte invadiu o Egito e levou consigo uma equipe de cientistas. Entre eles, estava Jean-François Champollion. Na cidade de Roseta, no Egito, foi encontrada uma pedra com inscrições em três línguas - uma delas era o grego. Champollion analisou comparou as línguas para chegar à tradução da Pedra de Roseta. Descobriu, por exemplo, que a escrita egípcia deveria ser lida da esquerda para a direita, mas o contrário era possível também. Desenhos da cabeça de pássaros e animais apontavam para a direção certa que o texto tinha de ser lido.

Por que o mês de agosto é considerado mês de desgosto?

O nome do mês foi criado pelos antigos romanos para homenagear Augusto, César Augusto, filho adotivo de Júlio César, a partir do qual o nome Augusto passou a designar todos os imperadores romanos. Coincidência ou não, ao longo da História vários fatos ruins marcaram o mês de agosto: - O episódio conhecido como a Noite de São Bartolomeu, 24/8/1572, em que a rainha católica Catarina de Médicis ordena o assassinato de mais de 3 mil protestantes em Paris, sem poupar mulheres ou crianças. - O estopim da I Guerra Mundial se deu nos primeiros dias do mês de agosto em 1914. - As duas bombas atômicas lançadas na II Guerra Mundial pelos Estados Unidos em Hiroshima e Nagasaki, no Japão, datam 6/8 e 9/8/1945. - O presidente Getúlio Vargas suicida-se, com um tiro no peito, na madrugada de 24/8/1954. - Jânio Quadros renuncia à Presidência da República em 25/8/1961, num gesto nunca explicado, alegando sofrer pressões de "forças ocultas".

Você sabe onde foram cunhadas as primeiras moedas?

Segundo o grego Heródoto, pai da história, as primeiras moedas de ouro e de prata foram cunhadas na Lídia, por volta do século VII a.C, berço de uma importante civilização que floresceu na região da atual Turquia. Foi uma grande novidade no Mediterrâneo, logo adotada como forma ideal para o comércio.

Você sabia que o inglês não era a língua materna da rainha Vitória?

A mãe da rainha, filha de um duque alemão, falava o idioma germânico em casa e, Vitória, embora tenha governado a Inglaterra por

Fonte: www.felipex.com.br

 

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