Problemas respiratórios
afetam principalmente as crianças durante o outono
Clima seco característico
desta época do ano faz hospitais quase dobrar o atendimento
aos pequenos
Nem meio mês após a chegada do
outono, os hospitais já registram um aumento considerável do
número de crianças com distúrbios respiratórios. As causas do
aparecimento desses problemas nesta época do ano são as
mudanças bruscas de temperatura, a velocidade de vento e a
baixa umidade do ar aliada à poluição ambiental.
Além disso,
em ambientes internos, a poeira doméstica, englobando ácaros,
epitélios de animais e fragmentos de insetos, entre outras
sujeiras, é um poluente agressivo ao aparelho respiratório. As
temperaturas mais baixas e o maior confinamento em
dependências fechadas e pouco arejadas também favorecem o
aumento dos casos de gripes e resfriados.
Em crianças
pequenas, as vias respiratórias são estreitas e delicadas,
portanto mais sensíveis aos agressores do ambiente. São
exemplos os alérgenos, vírus e bactérias causadores de doenças
respiratórias, como resfriados, gripes, asma e broquiolite.
O aumento dos
índices de poluição atmosférica, causado pela inversão
térmica, fenômeno que dificulta a dispersão dos poluentes, é
outro fator que pode levar a problemas respiratórios. “As
crianças são mais atingidas do que os adultos em estações de
clima seco porque ainda estão com seus mecanismos de defesa em
construção”, afirma a dra. Maria Helena Bussamra, médica
pediatra e pneumologista da Sociedade Paulista de Pneumologia
e Tisiologia (SPPT).
Em países de
clima tropical, o outono e o inverno são as estações de maior
incidência de problemas respiratórios inclusive para os
recém-nascidos e prematuros. Entre as doenças respiratórias,
as que mais atingem as crianças são gripes e resfriados, asma,
rinite e bronquiolite.
“É
nesse período que crianças correm maior risco de contaminação
pelo vírus sincicial respiratório (VSR), principal causa de
doenças respiratórias fatais em bebês prematuros”, alerta a
dra. Maria Helena.
Estudos
da Sociedade Brasileira de Pediatria estimam que o custo de
tratamento de bebês com problemas respiratórios graves fica em
torno de US$ 70 mil a US$ 80 mil (incluindo diárias de UTI).
A
principal medida a ser tomada pelos pais ou responsáveis é a
tentativa de aumentar a umidade relativa do ar, espalhando
toalhas úmidas pela casa ou por meio do uso de vaporizadores.
Existe uma vacina contra gripe para crianças de 6 meses a
cinco anos, mas que não está disponível na rede pública.
Estudo norte-americano
investiga
geneticamente dependência à
cocaína
O artigo publicado no
Addictive Behaviors mostra que foram analisados mais de mil
indivíduos pertencentes a 660 famílias.
Para avaliar
a validade dos subtipos de dependência de cocaína, Henry
Kranzler e colegas norte-americanos investigaram 1.393
indivíduos de 660 famílias pequenas nucleares. Segundo o
artigo publicado em janeiro de 2008 no Addictive Behaviors, os
autores examinaram a validade concorrente de subgrupos
homogêneos de dependência de cocaína como fenótipos para
análise genética.
Neste
sentido, eles aplicaram métodos de redução de dados e uma
abordagem de análise de cluster empírica para as medidas de
uso de cocaína, efeitos relacionados à cocaína e histórico de
tratamento.
De acordo com
a publicação, os pesquisadores identificaram que "quatro dos
seis clusters que foram derivados geraram estimativas de
hereditariedade em excesso de 0,3". Ao analisar o linkage,
eles perceberam a presença de resultados significativos de
associações genômicas amplas para os dois clusters. Vale
destacar que os autores usaram uma variedade de medidas
relacionadas a dados demográficos e à substância para examinar
a validade concorrente dos seis clusters. Com isto, eles
notaram que "somando-se a diferenciação por uma variedade de
medidas relacionadas à cocaína, os clusters diferiram
significativamente em medidas que eram independentes daquelas
utilizadas para gerar os agrupamentos, ou seja,
características demográficas e taxas de prevalência de uso
co-mórbido da substância e desordens psiquiátricas".
Desta
forma, os pesquisadores entendem que os métodos utilizados
para derivar subgrupos homogêneos de sujeitos com dependência
de cocaína e os subtipos de dependência de cocaína resultantes
são válidos. "A replicação independente destes achados
possibilitaria validação futura desta abordagem", completam.
Antigamente acreditava-se que os
sonhos aconteciam em frações de segundos, hoje se sabe que eles,
na verdade, duram um tempo real em nossa mente, ou seja, ocorrem
na mesma velocidade em que sonhamos. Cada sonho pode durar de
alguns segundos até uma hora.
Os sonhos
ocorrem durante o período chamado de REM (rapid eye movements),
chamado de “rápido movimento dos olhos”. Um sonho normal, em
média, dura cerca de 10 a 40 minutos. O enredo de um sonho está
vinculado com os nossos medos, preocupações, desejos, etc.
Algumas pessoas
pensam que não sonham, porém isso não é certo. Na verdade, todos
nós sonhamos, porém só lembramos-nos de um sonho quando acordamos
no meio dele.
Tiago Dantas
Equipe Brasil Escola.com
EUA realizaram 12 milhões de
procedimentos cosméticos em 2007
Brasil é considerado o segundo
lugar no mundo e a tendência pela procura por estes tratamentos é
crescer
A Sociedade Americana de Cirurgia
Plástica acaba de divulgar que cerca de milhões de tratamentos
cosmétics foram realizados em 2007. Os custos desses tratamentos
ficaram em cerca de US$ 13.2 bilhões, o que representa um aumento
de 2% em relação a 2006.
Esses resultados revelam a
popularidade dos procedimentos cosméticos na última décadas. Desde
1997, os procedimentos cirúrgicos uumentaram 114%, enquanto que os
procedimentos menos invasivos para rejuvenescimento aumentaram
cerca de 754%. 18% dos procedimentos foram cirúrgicos e 82% não
cirúrgicos.
De acordo
com esse relato, esse é o 11 ano consecutivo que dados de
múltiplas especialidades são coletados para fornecer dados sobre o
número de procedimentos cosméticos realizados. Para obter os
dados, mais de 12000 questionários foram enviados para cirurgiões
plásticos, dermatologistas e otorrinolaringologistas.
O procedimento cosmético cirúrgico mais realizado foi a
lipoaspiração, com cerca de meio milhão de operações realizadas.
As cinco primeiras, em ordem, foram lipoaspiração, aumento de
mama, cirurgia palpebral, abdominoplastia e redução de mama.
As injeções de
toxina botulínica foram de longe o procedimento não cirúrgico mais
realizado, com cerca de 2.8 milhões de tratamentos feitos. O
preenchimento com o ácido hialurônico foi o segundo da lista,
correspondendo a metade do que foi feito com a toxina. Para citar
os outros que completam os 5 primeiros, teremos: depilação com
laser, microdermoabrasão e rejuvenescimento com laser.
A grande maioria das pessoas que procuraram o tratamento
foram mulheres (91%).
No entanto, comparando com os dados de 2006, houve um crescimento
maior de procedimentos cosméticos em homens comparado ao das
mulheres, 17% em homens contra 1% em mulheres.
De acordo com a
dermatologista Érica Monteiro, especialista em Cosmiatria, o
Brasil é considerado o segundo país do mundo em procedimentos
estéticos, ficando atrás apenas dos EUA. “A procura por
esses tratamentos tende a crescer como nos EUA, pois os pacientes
cada vez mais procuram bem estar, melhor posicionamento
profissional e melhora na qualidade de vida”.
Érica pondera
que as pessoas de 60 anos hoje são muito ativas e muitas vezes sua
energia , disposicao e capacidade não condizem com a aparência
exterior. Em seu artigo publica pela revsta Cosmetic Dermatology,
ela explica que a aparência vai muito além da estética. “O
objetivo é envelhecer de bem com a vida”, diz.
Mulheres sofrem mais dor de
cabeça que os homens
As dores de cabeça no geral atingem
mais mulheres do que homens e, apesar de as razões não estarem
totalmente elucidadas pela medicina, os hormônios femininos
parecem ser os principais responsáveis por desencadear essas
dores. Especialistas afirmam que a cefaléia está mais presente na
vida da mulher durante o período fértil, tendendo a desaparecer
com o início do climatério. Porém, mesmo durante a terceira idade,
a prevalência nas mulheres persiste.
Segundo Dr. Onofre Alves Neto,
presidente da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED), a
enxaqueca menstrual, que atinge exclusivamente o sexo feminino, é
alvo das principais reclamações de dor de cabeça intensa. “A
variação dos níveis hormonais nas mulheres contribui para o
aparecimento e agravamento dos sintomas da cefaléia. Estes picos
algumas vezes podem ser controlados com o uso de anticoncepcionais
durante a idade fértil, e com terapias de reposição hormonal na
menopausa, sempre com indicações médicas”, explica.
Além da dor
intensa provocada pelo período menstrual, a mulher convive com
outros tipos de enxaqueca, como a tensional, a cervicogênica
(causada por problemas na coluna) ou ainda com variações derivadas
de sinusites, por exemplo. “Fatores como o stress cada vez mais
presente na vida da mulher, que assume uma série de atividades
simultâneas em casa e no trabalho, também são responsáveis por
grande parte das dores de cabeça relatadas pelas pacientes. Além
disso, ingestão de cafeína, álcool, sono insuficiente, barulho
freqüente, mudanças bruscas de temperatura e odores fortes podem
desencadear crises”, afirma.
Ainda
segundo o presidente da SBED, estima-se que a enxaqueca atinja de
13% a 18% das mulheres no Brasil, podendo ser intensificada com a
menstruação, e reduzida durante gravidez e na menopausa. “O
tratamento para cefaléia nas mulheres já é realizado de maneira
especializada e diferenciada. Em um primeiro momento é importante
indicar medidas de relaxamento para eliminar ou ao menos
identificar os fatores que provocam as dores. Em seguida,
medicações preventivas e sintomáticas podem ser prescritas por um
médico”, conclui Dr. Onofre.
Insatisfação com medicina
convencional faz pacientes migrarem para homeopatia
Uma das possíveis explicações para a
insatisfação, de acordo com uma pesquisa apresentada como
dissertação de mestrado na Unifesp, está na pouca valorização do
discurso do paciente pela alopatia.
O problema é
encontrado principalmente nos ambulatórios de serviços públicos,
nos quais o tempo dedicado à consulta é reduzido em função da
produtividade exigida pela grande demanda por atenção médica,
levando a um distanciamento na relação terapêutica.
Outros motivos
apontados pelos entrevistados para a adesão à homeopatia são a
segurança e eficácia do remédio homeopático – já que pacientes o
consideram praticamente isentos de efeitos adversos e capazes de
curar sem prejudicar a saúde – e o preço mais acessível,
facilitando o cumprimento da terapêutica indicada e a continuidade
do tratamento.
Célia Maria
Patriani Justo, médica homeopata e autora da pesquisa, explica que
as experiências negativas sofridas com os medicamentos alopáticos
serviram para reforçar a escolha por essa medicina.
“A adesão a qualquer tratamento é um processo que envolve
significados, crenças e valores dos pacientes que se refletem na
busca e continuidade da terapêutica escolhida”, afirma. “Em nossa
pesquisa, notamos que, além dos resultados positivos
proporcionados pelo tratamento homeopático, os pacientes
destacaram o maior tempo despendido na consulta, a postura de
empatia assumida pelo médico e a habilidade em ouvir, conversar e
compartilhar decisões como diferenciais”.
De acordo com a
pesquisadora, o médico homeopata atua como clínico geral,
iniciando o tratamento com a criança, até se tornar,
gradativamente, o médico de toda a família. Na qualidade de
paciente, a pessoa não se sente obrigada a procurar vários
especialistas, numa peregrinação que não lhe permite referir a um
profissional como ‘seu’ médico.
Para a homeopatia, a relação entre
médico e paciente é baseada na visão do ser humano na sua
totalidade, pois se trata de diagnosticar a pessoa doente e não
apenas a doença da pessoa. “É o conhecimento da singularidade do
paciente que determina a escolha do medicamento certo”, explica.
Para a
realização da pesquisa, foram entrevistados pacientes em
consultórios particulares (com e sem convênio) e no Sistema Único
de Saúde.
9 milhões de pacientes
A Associação Médica Homeopática
Brasileira (AMHB) estima que cerca de 9 milhões de pessoas façam
uso da homeopatia no país e que 17 milhões de brasileiros já
tenham recorrido a essa linha de trabalho em algum momento da
vida. De acordo com a entidade, o Brasil tem, atualmente, o maior
número de médicos homeopatas do mundo, com aproximadamente 16 mil
profissionais formados nessa especialidade. Há duas décadas,
quando a homeopatia foi reconhecida como especialidade médica,
esse número não ultrapassava pouco mais de 300 especialistas.
Universidade Federal de São
Paulo – Unifesp
Boa saúde bucal melhora a
disposição sexual
Literatura divulgada pelo Conselho
Regional de Odontologia, de São Paulo, mostra que a falta de
cuidados com os dentes e gengivas pode levar a doenças sérias,
entre as quais a endocardite bacteriana, que é uma infecção
causada por bactérias que, circulando pela corrente sangüínea,
podem se alojar nas válvulas do coração. A doença provoca lesões,
com risco de comprometimento das funções vitais das válvulas do
coração e da liberação de fragmentos (êmbolos), que podem entrar
na circulação e interromper o fornecimento de sangue a outras
áreas do organismo, provocando os chamados derrames.
Estudos
demonstram que cerca de 20% dos pacientes morrem na fase aguda da
doença. Outra parcela significativa pode ficar com seqüelas
graves, como insuficiência do coração, prejudicando sua qualidade
de vida. E entre os principais causadores da endocardite estão as
cáries, feridas e inflamações das gengivas, segundo o estudo
realizado pelo Incor – Instituto do Coração da Faculdade de
Medicina da Universidade de São Paulo (USP).
Problemas
de saúde bucal também têm repercussão geral sobre o organismo e
pesquisas têm associado infecções, inflamações e outras afecções
da gengiva com a aterosclerose. Dessa forma, é possível também
fazer ligações entre a saúde bucal e a ocorrência de eventos
cardíacos como o infarto. O acúmulo de células inflamatórias
ativadas na placa aterosclerótica, assim como a constatação de
níveis séricos elevados de marcadores de inflamação, demonstram a
participação do mecanismo inflamatório na aterosclerose.
Outros
estudos mostram a participação da infecção periodontal em eventos
ateroscleróticos como Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCI),
níveis aumentados de colesterol e LDL (o mau colesterol),
triglicérides, doenças pulmonares, partos prematuros, impedimento
do controle do diabetes do tipo 2 com menores dosagens de
insulina, maior prevalência de doença arterial coronária em
pessoas com muitos dentes perdidos, infecções dentárias e
gengivais que podem levar à cegueira e também à impotência sexual.
Como o ser
humano é um ser holístico, tudo se liga com tudo. Dentes e
gengivas infeccionados têm a ver com dores nas costas, dores no
pescoço, articulação têmporo-mandibular defeituosa, problemas de
visão, doenças do coração e também com a vida sexual, a começar da
halitose (mau hálito), que provoca o afastamento do parceiro ou
parceira. A ocorrência de problemas bucais de maior ou menor
gravidade afeta diretamente a disposição do paciente, provocando
queda acentuada da libido ou desejo sexual, seja direta ou
indiretamente, pois à medida em que um dente ou gengiva
infeccionados despejam bactérias na corrente sangüínea, estas,
ademais de comprometerem um bom desempenho sexual, provocam sérios
danos ao organismo como um todo. Melhorando-se o desempenho físico
pela obtenção da saúde bucal proporciona-se ao ser humano uma
melhor qualidade de vida, aí incluída uma vida sexual plena e
gratificante.
Cícero Ermínio Lascala
Brasileiro é o maior consumidor de inibidores de apetite
Pesquisa realizada pela ONU aponta o Brasil como o maior
consumidor de inibidores de apetite. Poucas pessoas conhecem os
riscos que correm ao buscarem soluções radicais como essa
Segundo uma pesquisa elaborada pela Junta Internacional de
Fiscalização de Entorpecentes (JIFE), órgão responsável por
fiscalizar a aplicação das convenções da ONU sobre o controle de
drogas, o Brasil é o país que tem o maior consumo de substâncias
ilícitas para inibir o apetite. O relatório aponta que no ano de
2007, deixamos para trás países como Argentina e Estados Unidos,
antigos vencedores desse "título".
A preocupação das pessoas ligadas à área da saúde, como médicos e
nutricionistas, é grande, uma vez que recorrer a esses
medicamentos por conta própria e sem o acompanhamento clínico pode
trazer prejuízos e resultados insatisfatórios. Por isso, é comum
que se crie um estado de dependência física e psicológica em
relação aos inibidores de apetite. Nesse caso, a gravidade é ainda
maior, pois resulta num ciclo de insatisfação constante em relação
ao próprio corpo. Em situações mais extremas, distúrbios, como a
anorexia, são diagnosticados.
Para a psicóloga Liz von der Maase, uma das idealizadoras de um
inovador programa de reeducação alimentar chamado Calorias
Inteligentes, quem busca perder peso deve seguir a melhor
alternativa, que é a reeducação alimentar. “Aprender mais sobre os
alimentos e sobre o organismo é o caminho mais seguro para se
conquistar a felicidade em relação ao corpo e à balança.”
Desenvolvido por profissionais de diferentes áreas da saúde e
aprovado por especialistas do Hospital das Clínicas de São Paulo,
o método conta com um grande diferencial: o acompanhamento de
Terapeutas Nutricionais durante todo o programa. "Ao longo das dez
semanas, que é o tempo mínimo de duração do Programa Calorias
Inteligentes, temos uma equipe voltada totalmente para o
acompanhamento individualizado dos clientes. Seja por meio do
telefone, chat ou e-mail, é possível saber o que deve ser
feito para que se alcance o sucesso. Na hora em que tudo parece
estar perdido, esse profissionais também sabem como agir para
auxiliar as pessoas a não desistirem de suas metas", completa Liz.
O padrão de beleza atual faz com que muitas pessoas apelem para
métodos de emagrecimento nocivos à saúde, como no caso das drogas
inibidoras de apetite, muitas vezes até mesmo ilícitas. “Aprender
a se alimentar corretamente, proporciona melhorias para o
organismo e, ainda, uma sensação real de bem estar", conclui a
psicóloga.
Dançar: cultura e diversão
A dança sempre esteve presente na vida
das pessoas e mostra a grande importância ao longo de sua história,
desde os rituais primitivos, passando por acontecimentos sociais e
religiosos, que influenciam nas comemorações atuais. Cada uma tem
uma história diferente, fazendo com que sejam muito ricas em ritmos,
sons e passos.
Muitos países
mantêm as tradições. Para os gregos a dança é uma paixão local, que
expressa o estado de espírito de seu povo e não são meras peças de
museus, preservadas apenas para eventos ocasionais, estão presentes
na vida cotidiana. O syrtós kalamatianós é tradicional do sul
continental da Grécia e deve seu nome aos famosos lenços de seda que
os participantes seguram durante a dança. É considerada uma dança
nacional. Tornou-se o símbolo da Grécia liberta, e assim, se
difundiu nas outras regiões, antes e depois de sua incorporação ao
estado grego.
Na Itália, a
tarantela é que comanda a festa, dançá-la a só é dito como má sorte,
portanto é sempre uma dança de pares, envolvendo tanto um homem e
uma mulher ou duas mulheres. A tarantela é formada por um círculo,
executado no sentido horário até a música se tornar rápida, quando
todos trocam de direção. O ciclo ocorre algumas vezes, eventualmente
ficando tão rápido que é muito difícil manter o ritmo.
Mitologia nórdica
A mitologia nórdica, mitologia
germânica, mitologia viking ou mitologia escandinava se refere a uma
religião pré-cristã, crenças e lendas dos povos escandinavos,
incluindo aqueles que se estebeleceram na Islândia, onde a maioria
das fontes escritas para a mitologia nórdica foram construídas. Esta
é a versão mais bem conhecida da mitologia comum germânica antiga,
que inclui também relações próximas com a mitologia anglo-saxônica.
Por sua vez, a mitologia germânica evoluiu a partir da antiga
mitologia indo-européia.
A mitologia
nórdica é uma coleção de crenças e histórias compartilhadas por
tribos do norte da Germânia (atual Alemanha), sendo que sua
estrutura não designa uma religião no sentido comum da palavra, pois
não havia nenhuma reivindicação de escrituras que fossem inspirados
por algum ser divino. A mitologia foi transmitida oralmente
principalmente durante a Era viking, e o atual conhecimento sobre
ela é baseado especialmente nos Eddas e outros textos medievais
escritos pouco depois da Cristianização.
No folclore
escandinavo estas crenças permaneceram por mais tempo, e em áreas
rurais algumas tradições são mantidas até hoje, recentemente
revividas ou reinventadas e conhecidas como Ásatrú ou Odinismo. A
mitologia remanesce também como uma inspiração na literatura assim
como no teatro e no cinema.
A família é o centro da comunidade,
podendo ser estreitamente relacionada com a fertilidade-fecundidade
quanto com a agressividade de um povo hostil e habituado as guerras,
em uma sociedade totalmente rural que visa a prosperidade e a paz
para si. Deste modo, a religião é muito mais baseada no culto do que
no dogmatismo ou na metafísica, uma religiosidade baseada em atos,
gestos e ritos significativos, muitas vezes girando em torno do
sacrifício humano a certos deuses, como Odin e Tîwaz (identificado
por alguns estudiosos como predecessor de Odin).
Pode-se dizer
que a religião Viking não existia sem um ritual e abordava
exclusivamente o culto aos ancestrais. É uma religião que ignorava o
suicídio, o desespero, a revolta e mais do que tudo, a dúvida e o
absurdo. Uma religião da vida: de vida, simplesmente (Boyer, 2004a:
341)
Parábola? vácuo? Conheça termos
equivocados usados por jornalistas esportivos
Tudo começa com uma frase pronunciada
por algum repórter ou narrador durante uma transmissão. Com o tempo,
os termos se espalham e mesmo quando não há sentido real, a
expressão acaba nas páginas de jornais, revistas e na voz de
profissionais da imprensa.
Os erros são tão
comuns que, em um único texto, é praticamente impossível listar os
mais freqüentes. Tanto que a Escola de Comunicação do Comunique-se
vai retomar o tema oportunamente.
A
Parábola da bola
É o caso da parábola, um termo matemático, usado para definir uma
seção cônica. A imprensa usa este termo para dizer que a bola pegou
efeito e fez uma curva. Mas fazer uma curva seguindo o modelo de uma
parábola é algo muito improvável de acontecer. "Realmente é difícil
a bola seguir a trajetória de uma parábola. Por isso, podemos apenas
dizer que a curva feita pela bola assemelha-se a uma parábola",
afirma Juliano Zambom Niederauer, do portal Só Matemática.
"O termo parábola, quando utilizado para se referir ao fato que a
bola fez uma curva e saiu, é tecnicamente incorreto; a bola sempre
faz uma parábola no plano vertical devido à força da gravidade. No
plano horizontal, paralelo ao chão, a bola pode fazer uma curva
devido ao chute com efeito e esta curva geralmente não é uma
parábola; esta curva é irregular", explica Marcos Duarte, professor
da Escola de Educação Física e do Esporte da Universidade de São
Paulo e um dos coordenadores do
Portal Física dá Futebol.
O
vácuo do carro de F1
Um dito popular em Fórmula 1 é o "vácuo" do carro. Usa-se para dizer
que um carro, quando corre grudado em outro, leva vantagem. O que
realmente acontece, mas não se define como vácuo. "Entende-se por
vácuo um espaço sem matéria. Não é totalmente errado dizer que
existe um vácuo, mas o que existe na verdade, neste caso, é uma zona
de menor pressão", explica Ewout Ter Haar, professor do Instituto de
Física da USP.
Gol fora de casa
Outra expressão equivocado é a frase "gol fora de casa vale dois". A
expressão é comum em transmissões da Copa do Brasil para explicar
que, em caso de empate na soma dos dois jogos do mata-mata, o
primeiro critério de desempate é o número de gols marcados no campo
adversário. Só que estes não valem dois. Se fosse assim, o time que
jogasse "fora de casa", com um placar de 2 x 2, mas perdesse em seus
domínios por 1 x 0, estaria classificado - já que o primeiro
resultado seria, na verdade, 4 x 2.
O
passe
Ainda é muito comum encontrar notícias afirmando que tal clube
"comprou o passe" de determinado jogador. A Lei do passe foi extinta
com a Lei Pelé, não há motivos para usar o termo, já que a lei não
está mais em vigor desde 2001.
Pólos
Em textos ou matérias ligados ao esporte de aventura, já se ouviu
falar em grupos de aventureiros ou pesquisadores que passaram vários
meses no Pólo Sul. Tecnicamente, não há como permanecer no Pólo Sul,
já que é um ponto imaginário e apenas uma designação geográfica -
tanto que é chamado de Pólo Sul geográfico.
Confusões ortopédicas
Contusão ou lesão? Este é um dos erros que os jornalistas cometem
facilmente. Toda contusão é uma lesão, mas nem toda lesão é
contusão. As duas formas são usadas como sinônimo, mas, do ponto de
vista médico, há diferenças. "As pessoas confundem muito os termos.
Lesão é tudo o que causa um trauma direto ou indireto, uma agressão
ao organismo. Contusão se trata de um traumatismo, batida ou
pancada, causada por um agente externo", afirma o Dr. Samir Salim
Daher, traumatologista, médico do esporte e secretário da Sociedade
Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte, SBME.
Veja a definição de cada termo
Parábola - sf (gr parabolé,
pelo lat)1 Geom Curva plana cujos pontos são eqüidistantes de um
ponto fixo (foco) e de uma reta fixa (diretriz) ou curva resultante
de uma seção feita num cone por um plano paralelo à geratriz. 2
Curva que um projétil descreve. 3 Narração alegórica que contém
algum preceito moral.4 Antena de recepção e transmissão do
equipamento de microondas, usada na televisão. P. helicoidal: curva
gerada por uma parábola ordinária cujo eixo se enrola em torno de
uma circunferência. (Fonte: Michaelis)
Vácuo - adj (lat vacuu) Que não
está ocupado por coisa alguma; que nada contém; vazio, despejado.
sm1 Fís Espaço no qual não há pressão atmosférica. 2 Esvaziamento
absoluto ou quase absoluto, ou rarefação externa de ar ou de gás. 3
O espaço vazio que se supõe haver entre os corpos celestes. 4 O
espaço de tempo em que alguém está desocupado. 5 O aborrecimento, o
enfado que, para o espírito, resulta dessa fastidiosa ociosidade. 6
Sentimento penoso de privação. 7 Privação determinada pela ausência.
V. final Fís: a menor pressão que se pode estabelecer em um sistema
em que se produz o vácuo. Fazer o vácuo em torno de alguém: isolá-lo
dos demais. (Fonte: Michaelis)
Lei do passe livre - O art. 28,
parágrafo 2º, da Lei Pelé (9.615/98), entrou em vigor a partir de 26
de março de 2001, prevendo o passe livre (isto é, o fim do vínculo
desportivo) após o término do contrato de trabalho. Os parágrafos 3º
a 6º prevêem uma multa a ser paga ao time se o jogador sair do clube
antes de findo o contrato.
Lesão - sf (lat laesione)1 Ato
ou efeito de lesar. 2 Dano, prejuízo. 3 Danificação. 4 Pancada,
contusão. 5 Dir Prejuízo patrimonial na realização de um contrato a
título oneroso, resultante da falta de equivalência entre a
prestação realizada e a vantagem recebida. 6 Violação de um direito.
7 Ofensa na reputação de alguém. 8 Med Designação geral de todas as
alterações patológicas dos órgãos e dos tecidos.
Contusão - sf (lat contusione)1
Efeito de contundir. 2 Med Lesão produzida por objeto contundente,
sem que haja rompimento da pele. 3 Pisadura. 4 Impressão, mossa,
ressentimento. 5 Farm Redução de corpos a partes mais ou menos
miúdas ou a massa, pisando-os no almofariz.
Fonte: Comunique-se
Você sabe qual é a função da
saliva?
Xerostomia é o nome dado falta de
produção de saliva e a sensação de boca seca. A alteração não é nada
inofensiva, e o tratamento é sintomático
Com 99% de água em sua composição, a saliva tem importante papel na
saúde. “Ela lubrifica e umedece o interior da boca para facilitar a
fala e transformar os alimentos em uma massa fácil de ser digerida.
Dificulta também a formação de cárie porque ao circular na cavidade
oral remove restos de alimentos e bactérias”, explica o
periodontista Alexandre Nogueira, do Centro de Excelência em
Reabilitação Oral – Cir, com sede em Brasília.
Apesar da produção
localizada na boca, as mudanças dos padrões salivares, como
quantidade e qualidade, podem favorecer a manifestação de doenças em
outras partes do corpo humano. “A pouca salivação é uma das causas
da esofagite, uma inflamação no esôfago que pode evoluir para
úlcera”, comenta o especialista.
Em condições
ideais de saúde, o ser humano produz aproximadamente um litro e meio
de saliva por dia. “A falta de produção de saliva e a sensação de
boca seca tem até nome: xerostomia”, informa Dr. Alexandre. As
razões podem ser diversas, mas estão normalmente associadas a
disfunções sistêmicas, como a síndrome de sjogren e o diabetes. O
uso contínuo de antidepressivos também provoca a sensação de boca
seca. E não é só a baixa produção que causa problemas, a mudança no
pH também. “Saliva ácida torna o dente mais suscetível à cárie”,
exemplifica.
Para se ter
uma boa salivação, há três fatores primordiais: ingestão abundante
de água, adoção de dieta balanceada e bons hábitos de higiene oral.
A avaliação odontológica periódica colabora para a detecção precoce
de eventuais alterações. “Em situações mais extremas, prescrevemos o
uso de saliva artificial, vendida em forma de spray para ser
borrifada várias vezes ao dia. Proporciona alívio imediato”, conclui
Dr. Alexandre.
Como age o medicamento homeopático?
A homeopatia é uma ciência médica que,
desde sua criação até hoje, é considerada ousada por alguns leigos.
Justamente por esse motivo, muitas meias-verdades foram surgindo a
seu respeito. Uma delas é que a homeopatia funciona, mas primeiro
faz o paciente piorar, para depois melhorar.
Segundo o
médico homeopata Moises Chencinski, essa não é a intenção do
tratamento, mas pode acontecer em alguns casos. “O medicamento
homeopático provoca no organismo uma doença artificial semelhante à
doença natural, mas um pouco mais forte do que ela. Isso significa
que você pode vivenciar uma discreta e passageira agravação do
sintoma, o que de forma alguma compromete o caminho de cura ou seu
estado geral.”
Essas e
outras curiosidades estão no livro “Homeopatia mais simples do que
parece”, escrito pelo Dr. Moises Chencinski. O exemplar está à venda
nas melhores livrarias e pela Internet. Para mais informações no
site: wwww.doutormoises.com.br.
Curiosidades
Os pepinos também aparecem
representados com freqüência nas pinturas dos túmulos.
Nas hortas domésticas cultivava-se a
alface, a qual os egípcios acreditavam que tornava os homens
apaixonados e as mulheres fecundas e, assim, consumiam-na em
grande quantidade, crua e temperada com sal e azeite.
Min, o deus da fecundidade, tem às
vezes sua estátua erguida no meio de um quadrado de alfaces, sua
verdura preferida. Seth, segundo nos conta a lenda, era outro deus
apreciador de alface.
Na época dos egípcios, o alho, que é
utilizado em iguarias como o homus, e o rabanete eram um dos
principais alimentos dos trabalhadores que construíam as
pirâmides.