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 Edição de Maio de 2008


Problemas respiratórios afetam principalmente as crianças durante o outono

Clima seco característico desta época do ano faz hospitais quase dobrar o atendimento aos pequenos

 

 

Nem meio mês após a chegada do outono, os hospitais já registram um aumento considerável do número de crianças com distúrbios respiratórios. As causas do aparecimento desses problemas nesta época do ano são as mudanças bruscas de temperatura, a velocidade de vento e a baixa umidade do ar aliada à poluição ambiental.

    Além disso, em ambientes internos, a poeira doméstica, englobando ácaros, epitélios de animais e fragmentos de insetos, entre outras sujeiras, é um poluente agressivo ao aparelho respiratório. As temperaturas mais baixas e o maior confinamento em dependências fechadas e pouco arejadas também favorecem o aumento dos casos de gripes e resfriados.

    Em crianças pequenas, as vias respiratórias são estreitas e delicadas, portanto mais sensíveis aos agressores do ambiente. São exemplos os alérgenos, vírus e bactérias causadores de doenças respiratórias, como resfriados, gripes, asma e broquiolite.

    O aumento dos índices de poluição atmosférica, causado pela inversão térmica, fenômeno que dificulta a dispersão dos poluentes, é outro fator que pode levar a problemas respiratórios. “As crianças são mais atingidas do que os adultos em estações de clima seco porque ainda estão com seus mecanismos de defesa em construção”, afirma a dra. Maria Helena Bussamra, médica pediatra e pneumologista da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT).

    Em países de clima tropical, o outono e o inverno são as estações de maior incidência de problemas respiratórios inclusive para os recém-nascidos e prematuros. Entre as doenças respiratórias, as que mais atingem as crianças são gripes e resfriados, asma, rinite e bronquiolite.

     “É nesse período que crianças correm maior risco de contaminação pelo vírus sincicial respiratório (VSR), principal causa de doenças respiratórias fatais em bebês prematuros”, alerta a dra. Maria Helena.

     Estudos da Sociedade Brasileira de Pediatria estimam que o custo de tratamento de bebês com problemas respiratórios graves fica em torno de US$ 70 mil a US$ 80 mil (incluindo diárias de UTI).

     A principal medida a ser tomada pelos pais ou responsáveis é a tentativa de aumentar a umidade relativa do ar, espalhando toalhas úmidas pela casa ou por meio do uso de vaporizadores. Existe uma vacina contra gripe para crianças de 6 meses a cinco anos, mas que não está disponível na rede pública.


Estudo norte-americano investiga

geneticamente dependência à cocaína

O artigo publicado no Addictive Behaviors mostra que foram analisados mais de mil indivíduos pertencentes a 660 famílias.

 

 

     Para avaliar a validade dos subtipos de dependência de cocaína, Henry Kranzler e colegas norte-americanos investigaram 1.393 indivíduos de 660 famílias pequenas nucleares. Segundo o artigo publicado em janeiro de 2008 no Addictive Behaviors, os autores examinaram a validade concorrente de subgrupos homogêneos de dependência de cocaína como fenótipos para análise genética.

     Neste sentido, eles aplicaram métodos de redução de dados e uma abordagem de análise de cluster empírica para as medidas de uso de cocaína, efeitos relacionados à cocaína e histórico de tratamento.

    De acordo com a publicação, os pesquisadores identificaram que "quatro dos seis clusters que foram derivados geraram estimativas de hereditariedade em excesso de 0,3".  Ao analisar o linkage, eles perceberam a presença de resultados significativos de associações genômicas amplas para os dois clusters. Vale destacar que os autores usaram uma variedade de medidas relacionadas a dados demográficos e à substância para examinar a validade concorrente dos seis clusters. Com isto, eles notaram que "somando-se a diferenciação por uma variedade de medidas relacionadas à cocaína, os clusters diferiram significativamente em medidas que eram independentes daquelas utilizadas para gerar os agrupamentos, ou seja, características demográficas e taxas de prevalência de uso co-mórbido da substância e desordens psiquiátricas".

      Desta forma, os pesquisadores entendem que os métodos utilizados para derivar subgrupos homogêneos de sujeitos com dependência de cocaína e os subtipos de dependência de cocaína resultantes são válidos. "A replicação independente destes achados possibilitaria validação futura desta abordagem", completam.

 

 Agência Notisa (science journalism – jornalismo científico)

 


Quanto tempo dura um sonho?

 

Antigamente acreditava-se que os sonhos aconteciam em frações de segundos, hoje se sabe que eles, na verdade, duram um tempo real em nossa mente, ou seja, ocorrem na mesma velocidade em que sonhamos. Cada sonho pode durar de alguns segundos até uma hora.

     Os sonhos ocorrem durante o período chamado de REM (rapid eye movements), chamado de “rápido movimento dos olhos”. Um sonho normal, em média, dura cerca de 10 a 40 minutos. O enredo de um sonho está vinculado com os nossos medos, preocupações, desejos, etc.

    Algumas pessoas pensam que não sonham, porém isso não é certo. Na verdade, todos nós sonhamos, porém só lembramos-nos de um sonho quando acordamos no meio dele.

Tiago Dantas
Equipe Brasil Escola.com

 


EUA realizaram 12 milhões de procedimentos cosméticos em 2007

Brasil é considerado o segundo lugar no mundo e a tendência pela procura por estes tratamentos é crescer

 

   A Sociedade Americana de Cirurgia Plástica acaba de divulgar que cerca de milhões de tratamentos cosmétics foram realizados em 2007. Os custos desses tratamentos ficaram em cerca de US$ 13.2 bilhões, o que representa um aumento de 2% em relação a 2006.

Esses resultados revelam a popularidade dos procedimentos cosméticos na última décadas. Desde 1997, os procedimentos cirúrgicos uumentaram 114%, enquanto que os procedimentos menos invasivos para rejuvenescimento aumentaram cerca de 754%. 18% dos procedimentos foram cirúrgicos e 82% não cirúrgicos.

     De acordo com esse relato, esse é o 11 ano consecutivo que dados de
múltiplas especialidades são coletados para fornecer dados sobre o número de procedimentos cosméticos realizados. Para obter os dados, mais de 12000 questionários foram enviados para cirurgiões plásticos, dermatologistas e otorrinolaringologistas.
    O procedimento cosmético cirúrgico mais realizado foi a lipoaspiração, com cerca de meio milhão de operações realizadas. As cinco primeiras, em ordem, foram lipoaspiração, aumento de mama, cirurgia palpebral, abdominoplastia e redução de mama.

    As injeções de toxina botulínica foram de longe o procedimento não cirúrgico mais realizado, com cerca de 2.8 milhões de tratamentos feitos. O preenchimento com o ácido hialurônico foi o segundo da lista, correspondendo a metade do que foi feito com a toxina. Para citar os outros que completam os 5 primeiros, teremos: depilação com laser, microdermoabrasão e rejuvenescimento com laser.
    A grande maioria das pessoas que procuraram o tratamento foram  mulheres (91%).
No entanto, comparando com os dados de 2006, houve um crescimento maior de procedimentos cosméticos em homens comparado ao das mulheres, 17% em homens contra 1% em mulheres.

     De acordo com a dermatologista Érica Monteiro, especialista em Cosmiatria, o Brasil é considerado o segundo país do mundo em procedimentos estéticos, ficando atrás apenas dos EUA. “A procura por
esses tratamentos tende a crescer como nos EUA, pois os pacientes cada vez mais procuram bem estar, melhor posicionamento profissional e melhora na qualidade de vida”.

     Érica pondera que as pessoas de 60 anos hoje são muito ativas e muitas vezes sua energia , disposicao e capacidade não condizem com a aparência exterior. Em seu artigo publica pela revsta Cosmetic Dermatology, ela explica que a aparência vai muito além da estética. “O objetivo é envelhecer de bem com a vida”, diz.

 

Mulheres sofrem mais dor de cabeça que os homens

As dores de cabeça no geral atingem mais mulheres do que homens e, apesar de as razões não estarem totalmente elucidadas pela medicina, os hormônios femininos parecem ser os principais responsáveis por desencadear essas dores. Especialistas afirmam que a cefaléia está mais presente na vida da mulher durante o período fértil, tendendo a desaparecer com o início do climatério. Porém, mesmo durante a terceira idade, a prevalência nas mulheres persiste.

Segundo Dr. Onofre Alves Neto, presidente da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED), a enxaqueca menstrual, que atinge exclusivamente o sexo feminino, é alvo das principais reclamações de dor de cabeça intensa. “A variação dos níveis hormonais nas mulheres contribui para o aparecimento e agravamento dos sintomas da cefaléia. Estes picos algumas vezes podem ser controlados com o uso de anticoncepcionais durante a idade fértil, e com terapias de reposição hormonal na menopausa, sempre com indicações médicas”, explica.

     Além da dor intensa provocada pelo período menstrual, a mulher convive com outros tipos de enxaqueca, como a tensional, a cervicogênica (causada por problemas na coluna) ou ainda com variações derivadas de sinusites, por exemplo. “Fatores como o stress cada vez mais presente na vida da mulher, que assume uma série de atividades simultâneas em casa e no trabalho, também são responsáveis por grande parte das dores de cabeça relatadas pelas pacientes. Além disso, ingestão de cafeína, álcool, sono insuficiente, barulho freqüente, mudanças bruscas de temperatura e odores fortes podem desencadear crises”, afirma.

     Ainda segundo o presidente da SBED, estima-se que a enxaqueca atinja de 13% a 18% das mulheres no Brasil, podendo ser intensificada com a menstruação, e reduzida durante gravidez e na menopausa. “O tratamento para cefaléia nas mulheres já é realizado de maneira especializada e diferenciada. Em um primeiro momento é importante indicar medidas de relaxamento para eliminar ou ao menos identificar os fatores que provocam as dores. Em seguida, medicações preventivas e sintomáticas podem ser prescritas por um médico”, conclui Dr. Onofre.

Janssen-CilagFarmacêutica

www.janssen-cilag.com.br


Insatisfação com medicina convencional faz pacientes migrarem para homeopatia

 

Uma das possíveis explicações para a insatisfação, de acordo com uma pesquisa apresentada como dissertação de mestrado na Unifesp, está na pouca valorização do discurso do paciente pela alopatia.

    O problema é encontrado principalmente nos ambulatórios de serviços públicos, nos quais o tempo dedicado à consulta é reduzido em função da produtividade exigida pela grande demanda por atenção médica, levando a um distanciamento na relação terapêutica.  

    Outros motivos apontados pelos entrevistados para a adesão à homeopatia são a segurança e eficácia do remédio homeopático – já que pacientes o consideram praticamente isentos de efeitos adversos e capazes de curar sem prejudicar a saúde – e o preço mais acessível, facilitando o cumprimento da terapêutica indicada e a continuidade do tratamento. 

    Célia Maria Patriani Justo, médica homeopata e autora da pesquisa, explica que as experiências negativas sofridas com os medicamentos alopáticos serviram para reforçar a escolha por essa medicina.    “A adesão a qualquer tratamento é um processo que envolve significados, crenças e valores dos pacientes que se refletem na busca e continuidade da terapêutica escolhida”, afirma. “Em nossa pesquisa, notamos que, além dos resultados positivos proporcionados pelo tratamento homeopático, os pacientes destacaram o maior tempo despendido na consulta, a postura de empatia assumida pelo médico e a habilidade em ouvir, conversar e compartilhar decisões como diferenciais”.

     De acordo com a pesquisadora, o médico homeopata atua como clínico geral, iniciando o tratamento com a criança, até se tornar, gradativamente, o médico de toda a família. Na qualidade de paciente, a pessoa não se sente obrigada a procurar vários especialistas, numa peregrinação que não lhe permite referir a um profissional como ‘seu’ médico.

Para a homeopatia, a relação entre médico e paciente é baseada na visão do ser humano na sua totalidade, pois se trata de diagnosticar a pessoa doente e não apenas a doença da pessoa. “É o conhecimento da singularidade do paciente que determina a escolha do medicamento certo”, explica.

     Para a realização da pesquisa, foram entrevistados pacientes em consultórios particulares (com e sem convênio) e no Sistema Único de Saúde.

 

9 milhões de pacientes

 

A Associação Médica Homeopática Brasileira (AMHB) estima que cerca de 9 milhões de pessoas façam uso da homeopatia no país e que 17 milhões de brasileiros já tenham recorrido a essa linha de trabalho em algum momento da vida.  De acordo com a entidade, o Brasil tem, atualmente, o maior número de médicos homeopatas do mundo, com aproximadamente 16 mil profissionais formados nessa especialidade. Há duas décadas, quando a homeopatia foi reconhecida como especialidade médica, esse número não ultrapassava pouco mais de 300 especialistas.

 

Universidade Federal de São Paulo – Unifesp

 

 


Boa saúde bucal melhora a disposição sexual

 

Literatura divulgada pelo Conselho Regional de Odontologia, de São Paulo, mostra que a falta de cuidados com os dentes e gengivas pode levar a doenças sérias, entre as quais a endocardite bacteriana, que é uma infecção causada por bactérias que, circulando pela corrente sangüínea, podem se alojar nas válvulas do coração. A doença provoca lesões, com risco de comprometimento das funções vitais das válvulas do coração e da liberação de fragmentos (êmbolos), que podem entrar na circulação e interromper o fornecimento de sangue a outras áreas do organismo, provocando os chamados derrames.

     Estudos demonstram que cerca de 20% dos pacientes morrem na fase aguda da doença. Outra parcela significativa pode ficar com seqüelas graves, como insuficiência do coração, prejudicando sua qualidade de vida. E entre os principais causadores da endocardite estão as cáries, feridas e inflamações das gengivas, segundo o estudo realizado pelo Incor – Instituto do Coração da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

     Problemas de saúde bucal também têm repercussão geral sobre o organismo e pesquisas têm associado infecções, inflamações e outras afecções da gengiva com a aterosclerose. Dessa forma, é possível também fazer ligações entre a saúde bucal e a ocorrência de eventos cardíacos como o infarto. O acúmulo de células inflamatórias ativadas na placa aterosclerótica, assim como a constatação de níveis séricos elevados de marcadores de inflamação, demonstram a participação do mecanismo inflamatório na aterosclerose.

     Outros estudos mostram a participação da infecção periodontal em eventos ateroscleróticos como Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCI), níveis aumentados de colesterol e LDL (o mau colesterol), triglicérides, doenças pulmonares, partos prematuros, impedimento do controle do diabetes do tipo 2 com menores dosagens de insulina, maior prevalência de doença arterial coronária em pessoas com muitos dentes perdidos, infecções dentárias e gengivais que podem levar à cegueira e também à impotência sexual.

     Como o ser humano é um ser holístico, tudo se liga com tudo. Dentes e gengivas infeccionados têm a ver com dores nas costas, dores no pescoço, articulação têmporo-mandibular defeituosa, problemas de visão, doenças do coração e também com a vida sexual, a começar da halitose (mau hálito), que provoca o afastamento do parceiro ou parceira. A ocorrência de problemas bucais de maior ou menor gravidade afeta diretamente a disposição do paciente, provocando queda acentuada da libido ou desejo sexual, seja direta ou indiretamente, pois à medida em que um dente ou gengiva infeccionados despejam bactérias na corrente sangüínea, estas, ademais de comprometerem um bom desempenho sexual, provocam sérios danos ao organismo como um todo. Melhorando-se o desempenho físico pela obtenção da saúde bucal proporciona-se ao ser humano uma melhor qualidade de vida, aí incluída uma vida sexual plena e gratificante.

Cícero Ermínio Lascala


Brasileiro é o maior consumidor de inibidores de apetite

Pesquisa realizada pela ONU aponta o Brasil como o maior consumidor de inibidores de apetite. Poucas pessoas conhecem os riscos que correm ao buscarem soluções radicais como essa

 

Segundo uma pesquisa elaborada pela Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes (JIFE), órgão responsável por fiscalizar a aplicação das convenções da ONU sobre o controle de drogas, o Brasil é o país que tem o maior consumo de substâncias ilícitas para inibir o apetite. O relatório aponta que no ano de 2007, deixamos para trás países como Argentina e Estados Unidos, antigos vencedores desse "título".

     A preocupação das pessoas ligadas à área da saúde, como médicos e nutricionistas, é grande, uma vez que recorrer a esses medicamentos por conta própria e sem o acompanhamento clínico pode trazer prejuízos e resultados insatisfatórios. Por isso, é comum que se crie um estado de dependência física e psicológica em relação aos inibidores de apetite. Nesse caso, a gravidade é ainda maior, pois resulta num ciclo de insatisfação constante em relação ao próprio corpo. Em situações mais extremas, distúrbios, como a anorexia, são diagnosticados.

     Para a psicóloga Liz von der Maase, uma das idealizadoras de um inovador programa de reeducação alimentar chamado Calorias Inteligentes, quem busca perder peso deve seguir a melhor alternativa, que é a reeducação alimentar. “Aprender mais sobre os alimentos e sobre o organismo é o caminho mais seguro para se conquistar a felicidade em relação ao corpo e à balança.”

     Desenvolvido por profissionais de diferentes áreas da saúde e aprovado por especialistas do Hospital das Clínicas de São Paulo, o método conta com um grande diferencial: o acompanhamento de Terapeutas Nutricionais durante todo o programa. "Ao longo das dez semanas, que é o tempo mínimo de duração do Programa Calorias Inteligentes, temos uma equipe voltada totalmente para o acompanhamento individualizado dos clientes. Seja por meio do telefone, chat ou e-mail, é possível saber o que deve ser feito para que se alcance o sucesso. Na hora em que tudo parece estar perdido, esse profissionais também sabem como agir para auxiliar as pessoas a não desistirem de suas metas", completa Liz.  

     O padrão de beleza atual faz com que muitas pessoas apelem para métodos de emagrecimento nocivos à saúde, como no caso das drogas inibidoras de apetite, muitas vezes até mesmo ilícitas. “Aprender a se alimentar corretamente, proporciona melhorias para o organismo e, ainda, uma sensação real de bem estar", conclui a psicóloga.  

 

 


Dançar: cultura e diversão

 

 

A dança sempre esteve presente na vida das pessoas e mostra a grande importância ao longo de sua história, desde os rituais primitivos, passando por acontecimentos sociais e religiosos, que influenciam nas comemorações atuais. Cada uma tem uma história diferente, fazendo com que sejam muito ricas em ritmos, sons e passos.

     Muitos países mantêm as tradições. Para os gregos a dança é uma paixão local, que expressa o estado de espírito de seu povo e não são meras peças de museus, preservadas apenas para eventos ocasionais, estão presentes na vida cotidiana. O syrtós kalamatianós é tradicional do sul continental da Grécia e deve seu nome aos famosos lenços de seda que os participantes seguram durante a dança. É considerada uma dança nacional. Tornou-se o símbolo da Grécia liberta, e assim, se difundiu nas outras regiões, antes e depois de sua incorporação ao estado grego.

     Na Itália, a tarantela é que comanda a festa, dançá-la a só é dito como má sorte, portanto é sempre uma dança de pares, envolvendo tanto um homem e uma mulher ou duas mulheres. A tarantela é formada por um círculo, executado no sentido horário até a música se tornar rápida, quando todos trocam de direção. O ciclo ocorre algumas vezes, eventualmente ficando tão rápido que é muito difícil manter o ritmo.


Mitologia nórdica

 

A mitologia nórdica, mitologia germânica, mitologia viking ou mitologia escandinava se refere a uma religião pré-cristã, crenças e lendas dos povos escandinavos, incluindo aqueles que se estebeleceram na Islândia, onde a maioria das fontes escritas para a mitologia nórdica foram construídas. Esta é a versão mais bem conhecida da mitologia comum germânica antiga, que inclui também relações próximas com a mitologia anglo-saxônica. Por sua vez, a mitologia germânica evoluiu a partir da antiga mitologia indo-européia.

     A mitologia nórdica é uma coleção de crenças e histórias compartilhadas por tribos do norte da Germânia (atual Alemanha), sendo que sua estrutura não designa uma religião no sentido comum da palavra, pois não havia nenhuma reivindicação de escrituras que fossem inspirados por algum ser divino. A mitologia foi transmitida oralmente principalmente durante a Era viking, e o atual conhecimento sobre ela é baseado especialmente nos Eddas e outros textos medievais escritos pouco depois da Cristianização.

     No folclore escandinavo estas crenças permaneceram por mais tempo, e em áreas rurais algumas tradições são mantidas até hoje, recentemente revividas ou reinventadas e conhecidas como Ásatrú ou Odinismo. A mitologia remanesce também como uma inspiração na literatura assim como no teatro e no cinema.

A família é o centro da comunidade, podendo ser estreitamente relacionada com a fertilidade-fecundidade quanto com a agressividade de um povo hostil e habituado as guerras, em uma sociedade totalmente rural que visa a prosperidade e a paz para si. Deste modo, a religião é muito mais baseada no culto do que no dogmatismo ou na metafísica, uma religiosidade baseada em atos, gestos e ritos significativos, muitas vezes girando em torno do sacrifício humano a certos deuses, como Odin e Tîwaz (identificado por alguns estudiosos como predecessor de Odin).

     Pode-se dizer que a religião Viking não existia sem um ritual e abordava exclusivamente o culto aos ancestrais. É uma religião que ignorava o suicídio, o desespero, a revolta e mais do que tudo, a dúvida e o absurdo. Uma religião da vida: de vida, simplesmente (Boyer, 2004a: 341)


Parábola? vácuo? Conheça termos equivocados usados por jornalistas esportivos

 

Tudo começa com uma frase pronunciada por algum repórter ou narrador durante uma transmissão. Com o tempo, os termos se espalham e mesmo quando não há sentido real, a expressão acaba nas páginas de jornais, revistas e na voz de profissionais da imprensa.

    Os erros são tão comuns que, em um único texto, é praticamente impossível listar os mais freqüentes. Tanto que a Escola de Comunicação do Comunique-se vai retomar o tema oportunamente.

 

A Parábola da bola
É o caso da parábola, um termo matemático, usado para definir uma seção cônica. A imprensa usa este termo para dizer que a bola pegou efeito e fez uma curva. Mas fazer uma curva seguindo o modelo de uma parábola é algo muito improvável de acontecer. "Realmente é difícil a bola seguir a trajetória de uma parábola. Por isso, podemos apenas dizer que a curva feita pela bola assemelha-se a uma parábola", afirma Juliano Zambom Niederauer, do portal Só Matemática.

     "O termo parábola, quando utilizado para se referir ao fato que a bola fez uma curva e saiu, é tecnicamente incorreto; a bola sempre faz uma parábola no plano vertical devido à força da gravidade. No plano horizontal, paralelo ao chão, a bola pode fazer uma curva devido ao chute com efeito e esta curva geralmente não é uma parábola; esta curva é irregular", explica Marcos Duarte, professor da Escola de Educação Física e do Esporte da Universidade de São Paulo e um dos coordenadores do Portal Física dá Futebol.

 

O vácuo do carro de F1
Um dito popular em Fórmula 1 é o "vácuo" do carro. Usa-se para dizer que um carro, quando corre grudado em outro, leva vantagem. O que realmente acontece, mas não se define como vácuo. "Entende-se por vácuo um espaço sem matéria. Não é totalmente errado dizer que existe um vácuo, mas o que existe na verdade, neste caso, é uma zona de menor pressão", explica Ewout Ter Haar, professor do Instituto de Física da USP.

Gol fora de casa
Outra expressão equivocado é a frase "gol fora de casa vale dois". A expressão é comum em transmissões da Copa do Brasil para explicar que, em caso de empate na soma dos dois jogos do mata-mata, o primeiro critério de desempate é o número de gols marcados no campo adversário. Só que estes não valem dois. Se fosse assim, o time que jogasse "fora de casa", com um placar de 2 x 2, mas perdesse em seus domínios por 1 x 0, estaria classificado - já que o primeiro resultado seria, na verdade, 4 x 2.

O passe
Ainda é muito comum encontrar notícias afirmando que tal clube "comprou o passe" de determinado jogador. A Lei do passe foi extinta com a Lei Pelé, não há motivos para usar o termo, já que a lei não está mais em vigor desde 2001.

Pólos
Em textos ou matérias ligados ao esporte de aventura, já se ouviu falar em grupos de aventureiros ou pesquisadores que passaram vários meses no Pólo Sul. Tecnicamente, não há como permanecer no Pólo Sul, já que é um ponto imaginário e apenas uma designação geográfica - tanto que é chamado de Pólo Sul geográfico.

Confusões ortopédicas
Contusão ou lesão? Este é um dos erros que os jornalistas cometem facilmente. Toda contusão é uma lesão, mas nem toda lesão é contusão. As duas formas são usadas como sinônimo, mas, do ponto de vista médico, há diferenças. "As pessoas confundem muito os termos. Lesão é tudo o que causa um trauma direto ou indireto, uma agressão ao organismo. Contusão se trata de um traumatismo, batida ou pancada, causada por um agente externo", afirma o Dr. Samir Salim Daher, traumatologista, médico do esporte e secretário da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte, SBME.

 

Veja a definição de cada termo

Parábola - sf (gr parabolé, pelo lat)1 Geom Curva plana cujos pontos são eqüidistantes de um ponto fixo (foco) e de uma reta fixa (diretriz) ou curva resultante de uma seção feita num cone por um plano paralelo à geratriz. 2 Curva que um projétil descreve. 3 Narração alegórica que contém algum preceito moral.4 Antena de recepção e transmissão do equipamento de microondas, usada na televisão. P. helicoidal: curva gerada por uma parábola ordinária cujo eixo se enrola em torno de uma circunferência. (Fonte: Michaelis)

Vácuo - adj (lat vacuu) Que não está ocupado por coisa alguma; que nada contém; vazio, despejado. sm1 Fís Espaço no qual não há pressão atmosférica. 2 Esvaziamento absoluto ou quase absoluto, ou rarefação externa de ar ou de gás. 3 O espaço vazio que se supõe haver entre os corpos celestes. 4 O espaço de tempo em que alguém está desocupado. 5 O aborrecimento, o enfado que, para o espírito, resulta dessa fastidiosa ociosidade. 6 Sentimento penoso de privação. 7 Privação determinada pela ausência. V. final Fís: a menor pressão que se pode estabelecer em um sistema em que se produz o vácuo. Fazer o vácuo em torno de alguém: isolá-lo dos demais. (Fonte: Michaelis)

Lei do passe livre - O art. 28, parágrafo 2º, da Lei Pelé (9.615/98), entrou em vigor a partir de 26 de março de 2001, prevendo o passe livre (isto é, o fim do vínculo desportivo) após o término do contrato de trabalho. Os parágrafos 3º a 6º prevêem uma multa a ser paga ao time se o jogador sair do clube antes de findo o contrato.

Lesão - sf (lat laesione)1 Ato ou efeito de lesar. 2 Dano, prejuízo. 3 Danificação. 4 Pancada, contusão. 5 Dir Prejuízo patrimonial na realização de um contrato a título oneroso, resultante da falta de equivalência entre a prestação realizada e a vantagem recebida. 6 Violação de um direito. 7 Ofensa na reputação de alguém. 8 Med Designação geral de todas as alterações patológicas dos órgãos e dos tecidos.

Contusão - sf (lat contusione)1 Efeito de contundir. 2 Med Lesão produzida por objeto contundente, sem que haja rompimento da pele. 3 Pisadura. 4 Impressão, mossa, ressentimento. 5 Farm Redução de corpos a partes mais ou menos miúdas ou a massa, pisando-os no almofariz.

Fonte: Comunique-se


Você sabe qual é a função da saliva?

Xerostomia é o nome dado falta de produção de saliva e a sensação de boca seca. A alteração não é nada inofensiva, e o tratamento é sintomático


Com 99% de água em sua composição, a saliva tem importante papel na saúde. “Ela lubrifica e umedece o interior da boca para facilitar a fala e transformar os alimentos em uma massa fácil de ser digerida. Dificulta também a formação de cárie porque ao circular na cavidade oral remove restos de alimentos e bactérias”, explica o periodontista Alexandre Nogueira, do Centro de Excelência em Reabilitação Oral – Cir, com sede em Brasília.

 

 

 

 

 

 

 

    Apesar da produção localizada na boca, as mudanças dos padrões salivares, como quantidade e qualidade, podem favorecer a manifestação de doenças em outras partes do corpo humano. “A pouca salivação é uma das causas da esofagite, uma inflamação no esôfago que pode evoluir para úlcera”, comenta o especialista.

     Em condições ideais de saúde, o ser humano produz aproximadamente um litro e meio de saliva por dia. “A falta de produção de saliva e a sensação de boca seca tem até nome: xerostomia”, informa Dr. Alexandre. As razões podem ser diversas, mas estão normalmente associadas a disfunções sistêmicas, como a síndrome de sjogren e o diabetes. O uso contínuo de antidepressivos também provoca a sensação de boca seca. E não é só a baixa produção que causa problemas, a mudança no pH também. “Saliva ácida torna o dente mais suscetível à cárie”, exemplifica.

     Para se ter uma boa salivação, há três fatores primordiais: ingestão abundante de água, adoção de dieta balanceada e bons hábitos de higiene oral. A avaliação odontológica periódica colabora para a detecção precoce de eventuais alterações. “Em situações mais extremas, prescrevemos o uso de saliva artificial, vendida em forma de spray para ser borrifada várias vezes ao dia. Proporciona alívio imediato”, conclui Dr. Alexandre.


 

 

 

 


Como age o medicamento homeopático?

 

A homeopatia é uma ciência médica que, desde sua criação até hoje, é considerada ousada por alguns leigos. Justamente por esse motivo, muitas meias-verdades foram surgindo a seu respeito. Uma delas é que a homeopatia funciona, mas primeiro faz o paciente piorar, para depois melhorar.

     Segundo o médico homeopata Moises Chencinski, essa não é a intenção do tratamento, mas pode acontecer em alguns casos. “O medicamento homeopático provoca no organismo uma doença artificial semelhante à doença natural, mas um pouco mais forte do que ela. Isso significa que você pode vivenciar uma discreta e passageira agravação do sintoma, o que de forma alguma compromete o caminho de cura ou seu estado geral.”

     Essas e outras curiosidades estão no livro “Homeopatia mais simples do que parece”, escrito pelo Dr. Moises Chencinski. O exemplar está à venda nas melhores livrarias e pela Internet. Para mais informações no site: wwww.doutormoises.com.br.

 

Curiosidades

  • Os pepinos também aparecem representados com freqüência nas pinturas dos túmulos.

  • Nas hortas domésticas cultivava-se a alface, a qual os egípcios acreditavam que tornava os homens apaixonados e as mulheres fecundas e, assim, consumiam-na em grande quantidade, crua e temperada com sal e azeite.

  • Min, o deus da fecundidade, tem às vezes sua estátua erguida no meio de um quadrado de alfaces, sua verdura preferida. Seth, segundo nos conta a lenda, era outro deus apreciador de alface.

  • Na época dos egípcios, o alho, que é utilizado em iguarias como o homus, e o rabanete eram um dos principais alimentos dos trabalhadores que construíam as pirâmides.

 


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