Dietas desequilibradas levam à desnutrição Diferente do que muita gente pensa, desnutrição não é somente
resultado de pouca alimentação, mas também de alimentação
excessiva e pobre em nutrientes. Uma dieta desbalanceada pode
levar o indivíduo a uma carência nutricional. Quem faz o alerta é
a nutricionista do Hospital e Maternidade Beneficência Portuguesa
de Santo André, Sheila Silva Castro, explica que o corpo humano é
composto por células que são renovadas constantemente e precisam
de nutrientes para que tenham um bom funcionamento.
Uma pessoa pode ficar desnutrida quando não obtém na alimentação
calorias suficientes ou praticam dietas desequilibradas com
deficiência de proteínas, carboidratos e vitaminas. Os tipos mais
comuns de desnutrição são a protéico-calórica e de
micronutrientes. A primeira ocorre quando há inadequada absorção
ou disponibilidade de energia e proteínas no organismo. Já a
segunda está ligada a falta de alguns nutrientes essenciais,
costuma ser conseqüência de uma dieta pobre, de absorção
deficiente pelo intestino, da perda ou consumo anormal de
nutrientes pelo corpo.
Os
primeiros sinais da desarmonia nutricional são celulite, insônia,
queda de cabelo, enxaqueca, acne, tensão pré-menstrual, depressão,
hiperatividade, constipação, flatulência excessiva, diarréia e
olheiras.
Para
fugir destes problemas o primeiro passo é compreender que o
emagrecimento precisa estar aliado à alimentação saudável, com
micronutrientes e equilíbrio bioquímico. É necessário que a
alimentação nutra as células para que haja um equilíbrio
nutricional.
Parte deste desequilíbrio ocorre em conseqüência do consumo de
produtos semiprontos, com corantes e conservantes, além dos fast
foods, gorduras trans e saturadas, açúcar, sal e adoçante, que não
nutrem o organismo e impedem a entrada dos nutrientes nas células.
Outras problemáticas como o estresse, ansiedade e sedentarismo
também agridem as células e levam a essa desarmonia.
Segundo a nutricionista, uma alimentação saudável não é aquela que
contem somente alimentos que não engordam como os diet e light.
"Cada organismo tem funcionamento e reações diferentes. É
importante que os nutrientes sejam absorvidos e aproveitados pelas
células", explica Sheila.
Em
alguns períodos da vida, o corpo necessita de mais nutrientes,
principalmente na infância, adolescência, gravidez e amamentação.
Já na terceira idade as necessidades alimentares são menores e a
capacidade de absorver os nutrientes fica reduzida, o que aumenta
o risco de subnutrição.
Para
saber se suas células estão absorvendo os nutrientes é necessário
uma avaliação nutricional - realizado por um profissional
capacitado - onde são avaliados alguns itens como dieta e
problemas que possam existir, exame físico e laboratorial.
A desordem nutricional pode atingir o sistema nervoso, sistema
cardiovascular, paladar, olfato, obesidade, hipertensão, ossos,
articulações, osteoporose, escorbuto e o aumento da glândula
tireóide. Além de gerar deficiência de niacina, zinco, iodo, ácido
fólico, vitaminas do complexo, B, A, C e K.
A
ingestão insuficiente de proteínas, calorias e outros nutrientes
podem levar a criança à desnutrição protéico-calórica, que retarda
o crescimento. Já na adolescência, as exigências nutricionais
crescem devido ao aumento das taxas de crescimento.
A subnutrição também pode atingir idosos; vegetarianos;
alcoólatras e dependentes químicos que não se alimentam bem;
adolescentes que passam por surto de crescimento rápido, além de
pessoas que tenham problemas no intestino, fígado e rins; que
estejam em dietas rigorosas por muito tempo; que tomam remédios
para apetite ou ainda que tenham anorexia nervosa,
hipertireoidismo e câncer.
No
idoso a subnutrição pode ocorrer em razão da solidão, incapacidade
física, mental, doença crônica e a capacidade de absorver os
nutrientes ficam reduzidas o que contribui para outros problemas
como anemia e osteoporose.
As
pessoas com doença renal são propensas a deficiência de proteínas,
ferro, e vitamina D. Os vegetarianos não comem carne e ficam
dispostas a deficiência de ferro e vitamina B12, é importante
lembrar que estes são os únicos riscos desse tipo de dieta, porém
eles vivem mais e tem menos condições de desenvolver doenças
crônicas.
O
importante é estar alerta as dietas que afirmam aumentar o
bem-estar ao reduzir o peso, pois as altamente restritivas são
nutricionalmente perigosas e resultam em deficiências de
vitaminas, minerais e proteínas, além de doenças que afetam o
coração, rins e metabolismo.
Quem bebe vinho é mais saudável, rico e inteligente, diz pesquisa
realizada na Dinamarca
Uma nova pesquisa sobre vinho,
realizada com jovens adultos na Dinamarca, mostra que aqueles que
consomem a bebida são, geralmente, mais inteligentes, mais ricos e
têm maior nível de instrução -- fatores que podem também ser
associados a uma saúde melhor.
"As
pessoas com altos Q.I. (quocientes de inteligência), pertencentes
a um alto nível sócio-econômico, e que têm bom nível de instrução
são geralmente mais saudáveis do que aquelas que não possuem essas
características", afirmou June Reinisch, uma das autoras da
pesquisa e diretora do Kinsey Institute for Research in Sex,
Gender, and Reproduction, da Univesidade de Indiana.
O
estudo, publicado na segunda-feira pelo Archives of Internal
Medicine, nos Estados Unidos, analisou 363 homens e 330 mulheres
com idades entre 29 e 34 anos.
Os
autores do trabalho compararam pessoas que bebiam vinhos com as
que consumiam cerveja, e as que se abstinham com as que consumiam
os dois tipos de bebida. A pesquisa foi realizada entre 1990 e
1994.
As
pessoas avaliadas foram escolhidas entre um grupo de pessoas
nascidas no principal hospital de Copenhague, entre 1959 e 1961, e
que pesquisadores têm estudado ao longo dos anos.
Outras
pesquisas dinamarquesas que mostraram os benefícios para a saúde
do vinho foram baseadas em dados coletados quando poucos no país,
onde a cerveja é mais tradicional, regularmente bebiam vinho.
O
estudo divulgado nesta semana visava a avaliar se outros fatores
sociais poderiam ajudar a explicar uma aparente saúde melhor.
O
doutor Tedd Goldfinger, um cardiologista de Tucson, no estado
norte-americano de Arizona que tem estudado o consumo de álcool e
a saúde cardíaca, disse que os benefícios do vinho não devem ser
desconsiderados.
"Há,
claramente, benefícios no consumo de vinho", afirmou Goldfinger,
que não participou no estudo.
Goldfinger disse que o álcool pode reduzir a tendência do sangue a
coagular e provocar enfartes, e eleva os níveis do colesterol bom.
Os
benefícios de beber um copo de vinho tinto foram discutidos ao
longo da última década, depois da descoberta do "Paradoxo Francês"
-- os franceses tinham baixos índices de problemas cardíacos
apesar de suas dietas ricas em colesterol. Estudos mostraram que o
segredo poderia ser um cálice ou dois de vinho tinto durante o
jantar.
Mas
alguns cientistas, inclusive a comissão de nutrição da American
Heart Association, têm alertado sobre o fato de que beber vinho
não é a forma mais comprovada de melhorar a saúde cardíaca.
Esses
especialistas sugerem práticas que adquiriram respeito ao longo do
tempo, como adotar uma dieta saudável, praticar exercícios físicos
regularmente e manter um peso corpóreo adequado.
As
pessoas com maior poder aquisitivo tendem a apresentar menos
problemas de saúde porque têm mais acesso à assistência médica e
geralmente mantêm um estilo de vida mais saudável por ir ao médico
com regularidade e consumir alimentos mais nutritivos, explicou
Goldfinger.
Mas
isso não significa que não há benefícios para a saúde no consumo
moderado de vinho, e a pessoa não precisa ser rica para comprar
esse produto, enfatizou.
Recente pesquisa mostrou que intervenção cirúrgica para redução do
estômago pode ter influenciado diretamente na gravidez de
mulheres. Todas elas perderam quantidade significativa de peso
após a cirurgia
Um desequilíbrio hormonal causado
pela Síndrome do Ovário Policístico pode ser a causa para a
infertilidade registrada em um grupo de mulheres obesas. As
informações foram divulgadas recentemente durante um encontro da
Sociedade Americana de Cirurgia Bariátrica e Metabólica em
Orlando, Estados Unidos, onde foi apresentada aos médicos
participantes uma pesquisa a respeito da tese.
Os
profissionais analisaram o histórico médico de 566 mulheres com
obesidade mórbida que se submeteram à cirurgia de redução de
estômago. Os registros de nove anos incluíam 31 pacientes
diagnosticadas com a Síndrome antes da cirurgia. Algumas das
mulheres com o problema não queriam ter filhos e outras estavam na
pós-menopausa. Porém, segundo os pesquisadores, as seis pacientes
que queriam ter filhos conseguiram conceber três anos após a
cirurgia, sendo que todas elas haviam perdido uma quantidade
significativa de peso após a intervenção cirúrgica.
“Normalmente, essas pacientes já se apresentam com resistência
aumentada à insulina, ou mesmo pré-diabéticas, fenômenos que
interferem no processo ovulatório e, consequentemente, dificultam
engravidar. Uma das formas encontrada para resolver o problema é
submetê-las à cirurgia bariátrica”, revela a ginecologista
especializada em sexualidade humana, Dra. Flávia Fairbanks.
Apesar
dos dados animadores, especialistas afirmam ainda ser muito cedo
para indicar a cirurgia a mulheres obesas apenas por este motivo,
já que, como toda cirurgia, a bariátrica também apresenta alguns
riscos ao paciente. “Deve-se analisar caso a caso,
individualmente, antes de se decidir ou não pela cirurgia. Nossa
prioridade é oferecer à paciente uma melhora significativa em sua
qualidade de vida”, afirma o cirurgião Dr. Almino Cardoso Ramos.
O
cirurgião revela que, diminuindo a incidência de outras
enfermidades, a probabilidade da mulher obter sucesso numa
gravidez aumenta significativamente. “Está comprovado
cientificamente que a cirurgia de redução do estômago reduz casos
de problemas vasculares, varizes, dificuldade em andar e dormir,
diabetes, hipertensão arterial, problemas cárdiorespiratórios, dor
nas articulações, entre inúmeros outros. Com a redução destas
comorbidades as chances de concepção aumentam significativamente”,
finaliza Ramos.
Ar-condicionado: herói ou inimigo?
Para fugir do calor intenso, muitos
recorrem aos sistemas de condicionadores de ar, seja no trabalho,
no carro ou até mesmo em casa. O ambiente fica fresco e agradável,
porém, diversas complicações podem surgir caso certas precauções
para o uso adequado não sejam devidamente tomadas.
De
acordo com o dr. Ricardo Milinavicius, diretor da Sociedade
Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT), o ar-condicionado faz
com que importantes regiões do sistema respiratório sofram
alterações.
“A
mucosa nasal é revestida por cílios vibrantes, responsáveis por
expulsar bactérias, fungos e vírus que adentram em nosso organismo
pelo ar que respiramos. O ar condicionado provoca o ressecamento
da região e aumenta, com isso, as chances de contrairmos infecções
respiratórias.”
A
manutenção destes equipamentos também é importante para minimizar
os riscos. Os filtros, devem ser vistoriados e limpos com
regularidade, pois retém impurezas que se acumulam nos ductos e
podem acabar soltos no ambiente junto do ar refrigerado.
“Este é
o principal desencadeador de doenças respiratórias: a falta de
limpeza. Para pessoas que já apresentam quadros de bronquite, asma
ou doença pulmonar obstrutiva crônica, a DPOC, os riscos são ainda
maiores, podendo levar a casos de sinusite, amidalite e até mesmo
pneumonia.”
O ideal
é evitar ao máximo a longa permanência em locais com grandes
conglomerados de pessoas, pois facilitam a troca de infecções
virais. Quando não há jeito, a melhor forma de se prevenir é
através de hidratação. É essencial beber muita água e umidificar
bem as vias aéreas nasais com soro fisiológico, que lava e
higieniza completamente.
“Para
alguns pacientes, como portadores de asma ou DPOC que estão
sujeitos a passar por uma crise a qualquer momento, é indicada a
aplicação de vacina contra pneumonia para aumentar a imunidade,
principalmente em pessoas com mais de 50 anos”, orienta o dr.
Ricardo.
O mesmo
vale para o ar-condicionado de carros, que devem passar por
manutenção a cada 5 mil a 10 mil quilômetros rodados, ou cerca de
um ano.
“É
preciso ressaltar a real necessidade de uma manutenção frequente
desses aparelhos, pois normalmente as pessoas se esquecem de
fazê-lo ou deixam para depois, o que resulta em um desconforto
geral e constante”.
Ausência de dentes em idoso interfere no seu estado nutricional
Segundo estudo, idosos nessa situação perdem o prazer de se
alimentar.
A falta de dentes está diretamente
relacionada com as funções da mastigação e da deglutição. No
estudo “A saúde bucal e as funções de mastigação e deglutição nos
idosos”, Maria Cristina Cardos e Roseneide Bujes, especialistas em
gerontologia, explicam que essa situação prejudica a alimentação
desses indivíduos, podendo causar danos ao seu estado nutricional.
Dados
do Ministério da Saúde, de 2004, mostram que os cidadãos na faixa
etária de 65 a 74 anos já perderam 93% dos seus dentes. Segundo as
pesquisadoras, isso revela a precariedade da saúde bucal na
população idosa brasileira.
“As
alterações dentárias encontradas nos idosos decorrem de programas
de saúde bucal falhos e da falsa ideia de normalidade para a perda
dentária com a idade”, criticam no estudo que foi publicado ano
passado na revista Estudos Interdisciplinares sobre
Envelhecimento.
Segundo
o estudo, uma mastigação eficiente depende dos dentes e do número
de contatos oclusais que possam ocorrer. A existência de uma perda
de dentes leva a um dano nesse eficiente processo, pois, em geral,
não há uma compensação e, sim, o aumento do número de ciclos
mastigatórios. Isso leva, ainda, a perda do prazer ao alimentar-se
e constantes ferimentos na gengiva.
As
pesquisadoras explicam também que, mesmo após a colocação das
próteses dentárias, a função da mastigação se dá de forma
diferente, pois mesmo que os movimentos sejam coordenados, a força
para triturar é menor. Isso torna o morder alimentos mais difícil,
já que não há mais o mesmo desempenho dos dentes naturais.
“No
processo mastigatório, as alterações citadas interferem na
eficácia da etapa de trituração, quer pelo tipo do alimento
utilizado, quer por fatores como presença de aftas, relações
esqueletais e uso de medicamentos, que podem causar a diminuição
na sensibilidade e na qualidade geral neuromuscular”, explicam no
artigo.
Em
casos de falhas dentárias, o estudo explica que é comum a
mastigação unilateral adaptada para o lado melhor. Ou seja, para o
lado com menor perda dentária. “No edentulismo é percebida a
criação do hábito de amassar os alimentos com a língua
pressionando contra o palato, devido à impossibilidade de ciclos
oclusais”, acrescentam.
Além
disso, o estudo mostra que ocorrem modificações na percepção
gustativa. “Tais fatores podem levar o idoso à perda da vontade de
comer, do mastigar (por fadiga precoce) e do prazer no ato de
alimentar-se”, dizem.
Pesquisa clínica e os benefícios para a humanidade
Brasil tem grande potencial de despontar na realização de estudos
clínicos, mas ainda esbarra em entraves regulatórios que
comprometem sua colaboração na descoberta e no desenvolvimento de
novos tratamentos
Descobrir novos tratamentos capazes
de superar aqueles já existentes, além de imprimir inovação a
medicamentos já consolidados só é possível através de uma
investigação minuciosa: a pesquisa clínica.
Um
exemplo notório é o que diz respeito à descoberta e à evolução do
tratamento da síndrome da imunodeficiência adquirida (aids). Em
1983, quando o vírus HIV foi reconhecido como o agente da doença,
não existia um medicamento que pudesse controlar a patologia. Na
época, receber o diagnóstico da doença era quase uma sentença de
morte. Só em 1987, após longos estudos clínicos comprovando que o
AZT torna mais lento o avanço do vírus no corpo humano, o remédio
foi aprovado para tratar a doença. A partir de então, novos
estudos clínicos com o medicamento foram realizados e, em 1994,
comprovou-se que o AZT também reduz em dois terços o risco de
transmissão do HIV de mãe para filho. Em 2006, novo avanço:
médicos testaram a combinação de três drogas que barram a
replicação do HIV em momentos diferentes. A descoberta do coquetel
permitiu aos médicos conter o avanço do vírus de forma efetiva e
devolveu a esperança de uma vida normal aos portadores da doença.
Apesar
dos inegáveis benefícios que a pesquisa clínica de novos fármacos
é capaz de proporcionar à humanidade, mudando o curso de evolução
de diversas doenças, os estudos só devem ser conduzidos se as
vantagens ultrapassarem claramente os riscos aos sujeitos de
pesquisa, como são chamados os voluntários.
“Os
resultados do ensaio clínico para a ciência e a sociedade são
importantes e devem ser avaliados, mas só são considerados quando
os direitos, a segurança e o bem-estar dos sujeitos de pesquisa
estiverem garantidos”, esclarece Vítor Harada, presidente da
ABRACRO (Associação Brasileira de Organizações Representativas de
Pesquisa Clínica).
Esses
requisitos, bem como a qualidade dos procedimentos e dados
resultantes de estudos clínicos, são assegurados pelos Princípios
de ICH/GCP (Boas Práticas Clínicas do Conselho Internacional de
Harmonização), diretrizes firmadas em conjunto pela Comunidade
Europeia, pelos Estados Unidos e pelo Japão, em 1997. No Brasil e
em outros países da América Latina, estão instituídos os
princípios das Boas Práticas Clínicas (BPC) no Documento das
Américas, documento da Organização Panamericana de Saúde adaptado
do ICH/GCP que estabelece uma série de critérios para
planejamento, implementação, auditoria, conclusão, análise e
relato de ensaios clínicos, de forma a assegurar sua segurança e
confiabilidade.
Pesquisa clínica no Brasil
O
Brasil tem grande potencial para crescer e se destacar no setor,
sobretudo, pela capacidade técnica dos profissionais e a
excelência dos centros de pesquisa em diversas especialidades,
como neurologia, oncologia e cardiologia, entre outras. Esses
centros reúnem condições ideais para a realização de projetos
complexos de pesquisa, além de exames complementares e
equipamentos de última geração. Além disso, é grande o número de
voluntários brasileiros dispostos a participar de pesquisas, o que
é um grande diferencial perante outros países.
Apesar
dessas vantagens, o Brasil ainda fica atrás de outros países ao
empreender estudos clínicos. Isso acontece, em grande parte,
porque o País ainda é lento na aprovação regulatória que antecede
a realização das pesquisas clínicas. O entrave se refere,
principalmente, à obrigatoriedade da aprovação dos protocolos por
duas instâncias éticas (dada pelo Comitê de Ética em Pesquisa
local (CEP), composto por profissionais independentes, e pela
Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP)) e uma técnica
(dada pela Anvisa). Esse processo é pouco ágil: o tempo médio para
que o estudo possa ser iniciado é de cinco a oito meses no Brasil,
enquanto que, em países da Europa, esse tempo cai para até 79 dias
e, nos Estados Unidos, para 60 dias.
Apesar
da constituição de leis claras e princípios éticos ter sido de
grande importância para mudar a visão internacional sobre o Brasil
na condução de estudos de qualidade, a morosidade dos processos
tem dificultado, particularmente, a participação do País em
estudos multicêntricos, já que eles são extremamente competitivos:
centros que recebem aprovação precoce têm chance de recrutar mais
pacientes. Além disso, a agilidade nos processos burocráticos é
requisito fundamental para os investidores escolherem países para
a realização de pesquisas.
“O
principal desafio do Brasil é agilizar os processos regulatórios
para aumentar a competitividade frente a outros países sem, no
entanto, descuidar dos aspectos éticos que devem nortear a
pesquisa clínica”, conclui Vítor Harada.
Parte
do problema poderia ser resolvida pelo aperfeiçoamento do
funcionamento desses órgãos, com treinamento, revisão de fluxos,
aumento do número de profissionais e incentivo à participação de
voluntários nos CEPs. Além disso, poderia haver mais colaboração
entre essas instituições, com o estímulo à troca de informações
entre elas, investigadores, patrocinadores e as organizações
representativas de pesquisas clínicas (CROs).
Ao se
tornar polo de estudos clínicos, o País beneficiaria não só os
pacientes brasileiros, que passariam a ter acesso a medicamentos
inovadores e atendimento diferenciado, pelos quais dificilmente
poderiam pagar, mas também a humanidade, que teria à disposição
tratamentos mais convenientes e eficazes. Além disso, médicos,
universidades, hospitais e indústrias farmacêuticas nacionais, por
meio da pesquisa clínica, passariam a ter contato estreito com a
vanguarda da produção intelecto-científica e inovação terapêutica
em diversos segmentos da saúde.
Boldo: um alívio para a ressaca
Com efeito digestivo e hepatoprotetor, o Boldo ajuda a
desintoxicar o organismo
O verão chega e com eles começam os
happy hours com os colegas de trabalho, as festas de final de ano,
as comemorações na praia e, logo depois, o Carnaval. Mesmo quem
não costuma tomar bebidas destiladas, drinks e vinhos acaba caindo
em tentação nesses períodos. Os quitutes também acompanham as
festas e, essa mistura, aliada aos exageros comuns da época, são
os grandes vilões do ‘dia seguinte’.
Além
da sensação do estômago embrulhado, parecendo que vai explodir,
outras situações desagradáveis acompanham quem extrapola os
limites do organismo. Boca seca, com gosto ruim, e os enjôos são
sintomas da famosa ressaca. “Isso porque, quando o álcool é
ingerido, ele vai direto para o fígado, por isso a sensação ruim
que fica na boca é a indicação de que o organismo está
intoxicado”, explica a farmacêutica do Herbarium Laboratório
Botânico, Larissa Balani Rocha.
Para
ajudar no processo de desintoxicação, de quem abusou de bebidas,
gorduras e açúcares na festa da noite anterior, uma boa opção é
recorrer ao conhecido “Boldo”. “Além de ajudar a diminuir a
ressaca, o fitoterápico tem outras ações importantes, como
antiespasmódica, o que ajuda a diminuir as cólicas, e tônica, em
casos de distúrbios leves da função digestiva, como má digestão,
gases, prisão de ventre e intolerância à gordura, aumentando e
favorecendo o fluxo biliar”, explica a especialista.
Estudos
científicos comprovaram que a boldina, principal substância ativa
da planta, é uma das responsáveis pela eficácia das propriedades
hepatoprotetoras e coleréticas do boldo, ou seja, faz bem ao
fígado.
Mas
para muitas pessoas, o gosto do boldo pode não ser muito
agradável. “Hoje já temos opções de medicamentos fitoterápicos no
mercado, como o boldo disponível em cápsulas e que exerce os
mesmos benefícios para o fígado e para o aparelho digestivo”,
comenta Larissa.
Outro
ponto importante é saber qual a variedade de boldo tomar. A planta
medicinal que oferece as propriedades citadas é o Peumus boldus,
que é chileno e raríssimo no Brasil. Portanto, é importante saber
qual a variedade está sendo consumida, explica a farmacêutica. Por
existirem tantas espécies de boldos, a melhor atitude é comprar um
produto que seja autorizado pela Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa) ou comprar a planta em um local de confiança e
que siga todas as normas de segurança. “Ao comprar um boldo em
barraquinhas de feiras, por exemplo, o usuário não sabe se a
planta é realmente aquela que ele precisa e se ela está livre de
contaminações, o que pode complicar ainda mais os sintomas da
ressaca”, diz Larissa.
De olho nas lentes
Uma medida benéfica para a saúde dos
olhos no verão é o uso de óculos escuros. Mas é preciso ser
bastante criterioso na hora de comprá-los. Com a multiplicação da
pirataria, é possível encontrar no comércio popular modelos
semelhantes aos de grife a preços infinitamente inferiores.
Porém,
essa “economia” pode gerar sérios problemas no futuro. Os óculos
e as lentes vendidas em boas óticas são fiscalizados pelo IMETRO e
pela ANVISA. “Já os óculos piratas não possuem proteção contra
raios ultravioleta e as armações podem machucar quando quebram,
pois não são confeccionadas com materiais adequados”, alerta o Dr.
Flávio Yamashiro, oftalmologista da Clinica Cerpo.
Outro
problema é que quando uma pessoa coloca um par de óculos escuros,
a pupila abre. “Se a lente não tem filtro ultravioleta, entrará um
número muito maior de raios, danificando a retina. Ou seja, usar
óculos escuros sem filtro é pior do que ficar sem eles”, diz o
médico.
Para
garantir a capacidade de proteção das lentes, algumas lojas contam
com um aparelho denominado Multifunção UV, que acusa quando as
lentes não são eficientes.
O uso
de óculos escuros é recomendado sempre que a pessoa se expor aos
raios ultravioleta do sol, principalmente quando sua incidência
está maior, entre 10 e 15 horas. A exposição prolongada aos raios
pode resultar, a longo prazo, em várias doenças, como catarata e
degeneração da retina (diminuição da visão). Também contribui para
o aumento da incidência de Pterigio (membrana branca avermelhada
que cresce em direção à pupila ou menina dos olhos).
2 em cada 3 casos de aneurisma estão ligados ao tabagismo
Estudo em hospital estadual em São Paulo avaliou 250 casos
Levantamento inédito realizado pelo
serviço de neurocirurgia do Hospital de Transplantes do Estado de
São Paulo (antigo hospital estadual Brigadeiro), unidade da
Secretaria de Estado da Saúde na capital paulista, mostra que nos
últimos dois anos, 62% dos usuários que tiveram aneurismas
cerebrais fumavam regularmente.
A
pesquisa também aponta que 80% dos pacientes submetidos à
microcirurgia são do sexo feminino e têm entre 40 e 60 anos. No
total foram analisados 250 casos. A unidade atende, em média, mil
pessoas por ano com a doença.
O
cigarro é capaz de “destruir” a proteína fibrosa e elástica,
chamada de elastina, encontrada na parede dos vasos sanguíneos.
Por isso, facilita a ocorrência de um aneurisma, que ocorre quando
há dilatação anormal de uma artéria do cérebro. É o sangramento
causado pelo rompimento deste vaso que pode levar o paciente à
morte.
O
estudo confirma que os tabagistas estão até 10 vezes mais
propensos a apresentarem hemorragias cerebrais causadas por
aneurismas. Além disso, o fumo está diretamente ligado ao
surgimento de novos casos em pacientes que já trataram ou ainda
enfrentam o problema.
“São
dados alarmantes, que refletem como o cigarro pode ser danoso à
saúde, causando, além de aneurismas, câncer, enfisemas pulmonares
e infarto do miocárdio”, diz o médico coordenador do serviço de
neurocirurgia vascular, Sérgio Tadeu Fernandes.
Para
tratar o aneurisma é necessária intervenção cirúrgica. Na
embolização endovascular, técnica minimamente invasiva, o paciente
é operado com um pequeno furo feito, geralmente, próximo à
virilha. Através desta incisão, entra o material cirúrgico que
percorre os vasos do paciente, até o local exato do aneurisma,
para preencher o espaço rompido. Há casos, porém, que ainda
precisam ser tratados pelo modo convencional, em que há abertura
do crânio.
“A
doença é silenciosa e apresenta poucos sintomas. Os mais comuns
são fortes dores de cabeça. O diagnóstico e o tratamento precoces
aumentam as chances de sobrevivência do doente”, destaca o
neurocirurgião.
No
Hospital de Transplantes são feitas em torno de 20 neurocirurgias
micro e endovascular por mês. O Hospital de Transplantes do
Estado de São Paulo fica na avenida Brigadeiro Luís Antonio,
2.651, no Jardim Paulista, e atende pacientes encaminhados pelas
unidades básicas de saúde.
45% dos brasileiros confiam no que seus amigos escrevem sobre as
marcas na Internet
Pesquisa global da TNS revela a real importância do boca-a-boca
online para os consumidores
Em um cenário em que o ambiente
virtual está congestionado por informações geradas por empresas, a
opinião de outros consumidores ganha cada vez mais importância
para os brasileiros – é o que revela a pesquisa global Digital
Life, realizado pela TNS, a maior empresa de pesquisa de mercado
ad-hoc do mundo.
O
Digital Life é o estudo mais abrangente do mundo sobre como os
consumidores se comportam online e por que, e contou com mais de
72.000 entrevistas em 60 países. Uma amostra interativa do estudo
pode ser acessada em
www.tnsdigitallife.com.br.
O poder
da voz do consumidor
Com o
excesso de informações que circula no ambiente online, o
boca-a-boca virtual torna-se fundamental para o processo de
decisão de compra. Os resultados da pesquisa revelam que quase
metade dos brasileiros confia no que seus amigos escrevem online
sobre as marcas. Até mesmo a opinião de consumidores desconhecidos
é levada em conta por 32% dos consumidores, o que confirma o poder
da recomendação no mundo digital.
De acordo com Juan Londono, responsável pelo Digital Life na
América Latina. “Com o excesso de informação na web, as pessoas
tornaram-se mais céticas em relação às campanhas publicitárias,
passando a valorizar mais a experiência de compra de outros
consumidores, conhecidos ou não, para suportar suas decisões e
opiniões sobre marcas e produtos”.
Cientes
de sua influência, Quase metade dos entrevistados, 47%, já fez
algum comentário sobre marcas pela Internet. Destes, para 44%, a
principal motivação foi ajudar outros consumidores. Em seguida,
31% comentaram para apenas compartilhar informações, enquanto 13%
elogiaram as marcas e 12% fizeram algum tipo de reclamação.
O caminho para a compra virtual
O
Digital Life mapeou a importância dos pontos de contato nas três
principais etapas do processo de decisão de compra: reconhecimento
da necessidade, escolha do produto e decisão final de compra. As
fontes de informação foram divididas em: online, offline, opinião
de outros consumidores e informações fornecidas pelas marcas.
Os
consumidores brasileiros já utilizam mais fontes de informação
online do que offline, recorrendo em média a 2,9 fontes de
informação online, contra apenas 1,7 offline. “Isso vale para
todas as etapas do processo de compra e em todas as categorias
pesquisadas. É inquestionável a importância da web para a decisão
de compra dos consumidores, até mesmo para categorias em que não
há envolvimento direto com o mundo digital, como remédios sem
prescrição e produtos de higiene pessoal”, afirma Juan.
O estudo revela ainda que as informações geradas por consumidores
também começam a ganhar relevância, “por isso, as empresas devem
mapear quem são os consumidores mais influentes de sua categoria e
concentrar esforços para engajá-los. Por outro lado, as empresas
não devem negligenciar seus canais de geração de conteúdos, como:
website, canais do YouTube, entre outros; já que essas continuam
como as fontes de informação mais consultadas. O desafio está em
entender como criar links pertinentes entre ambos os tipos de
conteúdos”, completa o executivo da TNS.
Tratamento com toxina botulínica traz qualidade de vida para as
vítimas de acidente vascular cerebral
Além da importância no socorro rápido às pessoas que sofrem o
conhecido derrame, o tratamento pós-AVC é essencial para a
reintegração destes pacientes em sua rotina de vida diária
O AVC – Acidente Vascular Cerebral
ou popularmente conhecido como derrame – é considerado a segunda
maior causa de morte no mundo e, muitas vezes, quando as pessoas
conseguem sobreviver ao episódio, deparam-se com limitações
motoras, que poderão mudar totalmente o rumo de suas vidas se não
forem adequadamente tratadas. O uso de BOTOX® como alternativa
para o tratamento dos casos em que os pacientes apresentam
sequelas como a espasticidade, ou seja, uma rigidez excessiva da
musculatura que acomete principalmente os braços e pernas,
decorrentes da lesão no sistema nervoso central, representa um
avanço que otimiza o tratamento e agiliza a recuperação destas
pessoas em conjunto com a fisioterapia.
“A
reabilitação dos pacientes que sofreram um acidente vascular é uma
realidade possível, nos dias atuais, e o advento da toxina
botulínica tipo A representa um importante benefício, porque
possibilita que os pacientes se recuperem ainda mais rápido quando
inseridos em um programa de reabilitação após a aplicação do
medicamento. Também é importante destacar que, quanto antes for
iniciado o tratamento, melhores serão os resultados”, explica o
Dr. Celso Vilella Matos, Fisiatra e Presidente da Sociedade
Paulista de Medicina Física e Reabilitação.
Somente
nos Estados Unidos, são registrados aproximadamente 750 mil novos
casos de AVC, segundo o
National Stroke Association. Destes, o AVC hemorrágico é a forma
mais fatal da doença, e a mortalidade, em até 30 dias, pode
exceder 50%, sendo que dos restantes 20% permanecerão vivos. Entre
estes últimos, cerca de 50% evoluem com sequelas motoras e
cognitivas graves, que prejudicam consideravelmente a qualidade de
vida, muitas vezes tornando essas pessoas dependentes de ajuda
para suas atividades diárias (www.stroke.org).
O que é o AVC?
O
Acidente Vascular Cerebral é a interrupção do fluxo sanguíneo
normal em direção ao cérebro que provoca uma alteração
circulatória em determinada área, levando à morte do tecido
cerebral. Podendo ser hemorrágico – derramamento de sangue – ou
isquêmico – falta de sangue.
Causas
Entre
as principais estão: hipertensão arterial, colesterol alto,
tabagismo, estresse, ingestão de álcool, vida sedentária e
obesidade, além do histórico familiar.
Cuidados
É
incontestável que a melhor forma de evitar o AVC é ter uma vida
saudável, com alimentação balanceada e prática de atividades
físicas, incluindo as relaxantes e de lazer.
Que sequelas o AVC pode causar?
O
paciente pode perder força muscular e capacidade de coordenação
motora, além de desenvolver contraturas articulares doloridas e
anormalidades do tônus muscular. Podem ocorrer também paralisia
total ou parcial (de um lado do corpo), alteração da fala,
alterações visuais e alterações de memória.
A
espasticidade é uma das sequelas mais comuns do AVC e se
caracteriza pelo aumento do tônus muscular e pela excessiva
contração dos músculos. Os sintomas variam desde uma leve
contração até uma deformidade severa, que afeta a mobilidade,
tornando os pacientes dependentes de ajuda para atividades
rotineiras, como andar, comer e vestir-se.
Como BOTOX® contribui para a reabilitação?
A
Toxina Botulínica tipo A (BOTOX®) é aplicada diretamente nos
músculos comprometidos, causando um relaxamento da musculatura
tratada e bloqueando parcialmente a atividade motora involuntária.
“O
ideal é que estes pacientes tenham um acompanhamento
multidisciplinar envolvendo profissionais das várias áreas,
incluindo o médico fisiatra. Ver os pacientes recuperando a
qualidade de vida e a volta às atividades diárias de forma
independente é muito gratificante para qualquer profissional que
esteja envolvido no tratamento”, conclui Dr. Matos.
Estudos identificam importantes inadequações no consumo de
Vitamina D e cálcio, nutrientes relacionados à saúde óssea
A ingestão inadequada de alimentos que são fonte de cálcio e
vitamina D pode comprometer a massa óssea, principalmente na fase
de crescimento, que vai da infância a adolescência, mas também em
indivíduos adultos.
De acordo com o estudo BRAZOS (Brazilian
Osteoporosis Study), mulheres e homens brasileiros com mais de 40
anos de idade, de todas as regiões e de diversas classes
socioeconômicas, consomem nutrientes relacionados à saúde óssea de
maneira inadequada. A ingestão diária de cálcio foi, em média, 1/3
daquela recomendada para o gênero e faixa etária. Além disso, 99%
dos indivíduos ingeriam diariamente abaixo de 1200 mg, que é a
quantidade recomendada desse micronutriente.
A
ingestão média de vitamina D foi equivalente a 1/4 da recomendação
diária para o gênero e faixa etária e, assim como o cálcio, o
consumo pela maior parte da população (99,3%) está abaixo dos
valores recomendados.
A
Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008-2009, realizada pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em
parceria com o Ministério da Saúde (MS), apresentou dados
semelhantes para a ingestão de vitamina D. Foi constatada a
inadequação de 99,6% entre os homens, de 19 a 59 anos, e de 99,2%
entre as mulheres da mesma idade. Em indivíduos com mais de 60
anos, a inadequação foi superior a 99% para ambos os sexos. Entre
crianças e adolescentes, o quadro foi semelhante, apresentando
inadequação de 99,4% entre meninos de 10 a 18 anos e de 99% e
98,8% entre meninas de 10 a 13 anos e 14 a 18 anos,
respectivamente.
No
início de 2011, um relatório publicado pelo Institute of Medicine
(IOM), baseado em cerca de mil publicações e no depoimento de
cientistas, atualizou as Ingestões Diárias Recomendadas (Dietary
Reference Intakes) para cálcio e vitamina D. Para atingir as
recomendações, é necessário o consumo de três porções diárias de
alimentos fontes: leite e seus produtos derivados.
Ao
considerarmos a dieta inadequada observada nesses estudos, assim
como a importância do cálcio e da vitamina D para a saúde óssea, é
essencial que mudanças simples, como o aumento da ingestão de
alimentos ricos nestes nutrientes, bem como o uso de alimentos
fortificados e de suplementos nutricionais, sejam adotadas para
adequação nutricional e prevenção de patologias.
É
importante salientar que a prática regular de exercícios físicos e
a exposição ao sol, de preferência antes das 10h e após as 14h,
também são fundamentais para a manutenção da saúde dos ossos. Os
raios ultravioleta modificam a estrutura da vitamina D para que
ela possa ser aproveitada pelo organismo. Apenas a vitamina D
utilizada em alimentos fortificados e suplementos nutricionais não
requer ação da luz solar, pois já está pronta para exercer suas
funções.
Os
pesquisadores alertam também que, embora no Brasil a exposição
solar ocorra praticamente o ano todo, o uso de filtros solares
pode limitar a disponibilidade da vitamina D.
Maria Fernanda Elias
Calendários
O que são os calendários? Os primeiros calendários eram
instrumentos destinados a fornecer as indicações astronômicas ou
astrológicas (dia e mês). Normalmente eram construídos com dois ou
mais discos perfurados e marcados, que ao serem posicionados
corretamente entre si forneciam os valores desejados. Atualmente,
calendário é um sistema de contagem de tempo relativamente longo
(maior que um dia). Os calendários atuais são formados por um
conjunto de regras baseadas nas Astronomia e em convenções
culturais. O calendário é uma escala que divide o tempo em dias,
semanas, meses e anos.
Como
surgiram? Os calendários surgiram com a necessidade do homem de
contar o tempo e controlar suas atividades. Surgiram inicialmente
para pequenos períodos de tempo (dias e semanas) e posteriormente
para programar os plantios e colheitas, determinados pelas
estações. Mas a determinação precisa dos dias de início de uma
estação e fim da outra só era feita por sacerdotes muito
experientes, que tivessem financiamento para construir e manter os
observatórios, que eram caros e precários - normalmente eram os
reis que financiavam os sacerdotes, por isso, era difícil para os
agricultores do país todo fazer uma determinação de início e fim
das estações. A partir dessa necessidade os sacerdotes elaboraram
os calendários que eram registros escritos dos dias onde eram
marcadas datas de cheias, plantios e colheitas. As estações
ocorriam e ocorrem de forma regular a cada 365,25 dias, que é a
duração do nosso ano. Então, bastava fazer a contagem correta dos
dias e marcar os dias de início e fim das estações como temos hoje
(21 de junho início do inverno, 22/23 de setembro início da
primavera, 21/22 dezembro início do verão e 21 de março início do
outono).
O nosso calendário
A
duração exata do ano é 365,242199 dias. Esse não é um número
inteiro de dias, ou seja, o ano dura: 365 dias + 5 horas + 48
minutos + 47 segundos, que é o tempo para que a Terra de uma volta
completa ao redor do Sol. Por causa da falta de precisão nas
observações os antigos arredondavam para 365 dias + 6 horas. Porém
se somarmos seis horas a cada ano em quatro anos as estações ficam
defasadas um dia. Por isso existe o ano bissexto, ou seja, a cada
quatro anos o ano tem 366 dias para que as estações não fiquem
defasadas com o passar do tempo. Se não houvesse o ano bissexto em
360 anos o inverno estaria começando no outono, ou seja, o início
de todas as estações estariam atrasadas 90 dias. Em 720 anos o
verão estaria começando no inverno. A sugestão de inserir um dia a
mais a cada quatro anos foi feita pelo astrônomo Sosígenes de
Alexandria ao imperador Júlio César no ano 46 a.C. e por isso esse
calendário passou a ser chamado de "Calendário Juliano" em
homenagem ao imperador.
Curiosidade
O
calendário atual é mais preciso que o calendário Juliano e
considera o ano corretamente, ou seja, 365 dias + 5 horas + 48
minutos + 47 segundos, menor que 365 dias e 6 horas. Como só é
possível contar o ano usando dias inteiros, a solução foi ajustar
a contagem através da colocação ou retirada de anos bissextos
(anos com 366 dias) nos anos que são múltiplos de quatro. Para
entender melhor essa contagem vamos transformar o ano correto em
frações de dias, ou seja, 365 dias + 1/4 dia - 1/100 dia + 1/400
dia - 1/3300 dia. Dessa maneira basta olhar o denominador e o
sinal da fração para saber de quantos em quantos anos o ano
bissexto existe ou deixa de existir. Exemplificando, (+1/4)
representa que todo ano múltiplo de 4 é ano bissexto, mas (-1/100)
representa que todo ano múltiplo de 100 não é bissexto mesmo sendo
múltiplo de 4 e (+1/400) representa que todo ano múltiplo de 400 é
bissexto mesmo sendo múltiplo de 100. Então o ano 2000 será
bissexto, porque é múltiplo de 400, mas o ano 1900 não foi e o ano
2100 também não será bissexto, pois são múltiplos de 100. Assim as
estações nunca ficam defasadas.
Esse é
o calendário mais preciso que existe, é chamado de "Calendário
Gregoriano" e é o calendário que nós usamos atualmente. Ele foi
adotado em 1582 pelo Papa Gegório XIII, com o objetivo de
determinar corretamente a data da Páscoa. Veja que mesmo antes de
existir o telescópio as observações astronômicas já eram bastante
precisas para conseguir saber a duração exata do ano.
OutrosCalendários
Na
antigüidade a comunicação entre os povos e principalmente entre os
sacerdotes de cada nação era difícil devido à demora no transporte
das informações, por isso trocar informações era algo muito
demorado para que os calendários fossem os mesmos. Além disso,
cada rei queria impor sua autoridade e impunha o calendário que
lhe era conveniente. Por essas razões muitos calendários foram
criados. Os principais eram:
Calendário Babilônico: o ano não tinha um numero de dias fixo. O
ano era dividido em 12 meses lunares de 29 ou 30 dias cada o que
somava 354 dias. Para acertar a data das estações do ano os
babilônios adicionavam um 13o mês a cada três anos, assim as
estações não ficavam muito defasadas com o passar do tempo, mas
essa adição do 13o não era muito regular, por causa da dificuldade
no transito das informações. Também faziam a divisão do mês em
semanas de sete dias.
Calendário Egípcio: é um calendário baseado no movimento solar. O
ano tinha 365 dias, divididos em 12 meses de 30 dias que somam 360
dias e mais 5 dias de festas depois da colheita. Eles tinham
conhecimento de que o ano tinha 365,25 dias, mas até serem
invadidos pelos romanos no século I a.C. eles não faziam a
correção de adicionar um dia a mais a cada quatro anos.
Calendário Grego: baseado nos movimentos solares e lunares,
seguindo um padrão parecido com o calendário babilônico, porém a
intercalação do 13o mês era bem mais bagunçada.
Os
índios americanos - Maias, Astecas e Incas também tinham
calendários baseados principalmente no mês lunar.
Hoje em
dia temos basicamente três calendários em vigência no mundo. Um
deles é o calendário que nós usamos e que conta os anos a partir
do nascimento de Cristo, ou seja, o ano em que Cristo nasceu foi o
ano 1, outros são os calendários muçulmanos e israelitas que não
consideram o nascimento de Cristo e por isso apresentam anos
diferentes do nosso. O calendário israelita é baseado no
babilônico. Uma curiosidade é que o dia desse calendário como do
muçulmano inicia-se com o por do Sol e não a 00h00min como o nosso
calendário. O primeiro dia de cada ano novo não pode cair na
quarta, sexta ou domingo. Se isso acontecer o início do ano é
transferido para o dia seguinte.
As divisões dos calendários
As
unidades básicas dos calendários são os dias. Os dias normalmente
são agrupados em porções maiores que formam as semanas e os meses
as estações e os anos. Esses agrupamentos ocorrem para facilitar a
contagem como fazemos naturalmente com os números. Os seres
humanos tinham a necessidade de contar a passagem do tempo e
descobriram que a própria natureza se encarregou de fornecer
agrupamentos que ajudavam nessa contagem.
As
semanas: Existem dois motivos que fizeram os antigos agrupar sete
dias para formar uma semana, um deles é baseado nas fases da lua.
Se você observou as fases da lua irá perceber que entre o quarto
crescente e a lua cheia passam-se sete dias. Vimos que muitos
calendários são baseados na lua para formar os agrupamentos.
Outro
motivo que deu origem a esse agrupamento de sete dias para formar
a semana eram os astros visíveis no céu a olho nu. Na antigüidade
podiam ser vistos sete astros no céu e que não eram estrelas; o
Sol, a Lua, e cinco planetas: Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e
Saturno. Por isso muitos povos deram a cada dia da semana o nome
de um desses astros. Em muitos idiomas esses nomes estão presentes
até hoje, veja a tabela abaixo.
Astros
Espanhol
Italiano
Inglês
Português
Sol
Domingo
Domenica
Sunday
Domingo
Lua
Lunes
Lunedi
Monday
Segunda-feira
Marte
Martes
Martedi
Tuesday
Terça-feira
Mercúrio
Miercoles
Mercoledi
Wednesday
Quarta-feira
Júpiter
Jueves
Giovedi
Thursday
Quinta-feira
Vênus
Viernes
Venerdi
Friday
Sexta-feira
Saturno
Sabado
Sabato
Saturday
Sábado
Os
meses: Sua origem em quase todos os calendários foram as fases
lunares. Inicialmente os meses tinham 28 ou 29 dias, mas isso
fazia com que o ano tivesse 12,5 meses o que dificultava um
agrupamento coerente. Com o passar do tempo a comunicação foi se
tornando mais fácil, a veiculação de calendários ficou mais
simples e as dificuldades, de dividir o ano em meses, foram sendo
solucionadas aos poucos. Houve então a tendência de uniformizar os
calendários. Assim, os meses deixaram de ter exatamente o número
de dias das fases lunares para que o ano tivesse sempre 12 meses.
A primeira idéia desses ajustes, no número de dias do mês, foi dos
egípcios que dividiram o ano em doze meses de trinta dias cada um
e mais cinco dias de festas para completar os 365 dias. O mês de
fevereiro foi o único a ser preservado para coincidir com o número
de dias das quatro fases lunares.
Você
sabia que a data da Páscoa é calculada com base num calendário
lunar, que é mantido pela igreja. É por isso que a data da Páscoa
não é sempre a mesma de ano para ano.
O ano:
Sua origem é comum em todos os calendários que é o período
necessário para as estações do ano voltarem a se repetir. Essa
repetição coincide com uma volta completa da Terra ao redor do
Sol.
Hipocondria, "a doença imaginária” acomete homens em especial
Ansiedade é uma das principais características dos hipocondríacos
Para um hipocondríaco, sinais aparentemente inofensivos se
transformam em momentos dramáticos, em que uma dor de cabeça sem
precedentes é sinal de um tumor cerebral ou a boca seca é
indicação de diabetes. A distorção exagerada dos sintomas leva o
indivíduo com hipocondria a acreditar que sempre tem uma doença e
acaba buscando atendimento profissional, realizando exames
desnecessariamente e ainda faz, usualmente, uso de automedicação.
Ainda assim, mesmo que testes médicos indiquem uma saúde perfeita,
o portador do transtorno é capaz de contestar o resultado inúmeras
vezes.
As
estatísticas apontam que 1 a 2% da população brasileira sofre do
problema, sendo a excessiva preocupação com a saúde uma doença,
pois o sujeito se recusa a aceitar que seu problema pode ser de
origem psicológica e não física, segundo o Dr. Luiz Vicente
Figueira, psiquiatra e supervisor do Programa de Ansiedade do
Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP. Segundo
ele, a assiduidade é duas vezes maior entre os homens em relação
às mulheres e não há esclarecimento científico que justifique o
surgimento da hipocondria.
Prática
comum entre os portadores é a automedicação, ação perigosa que
agrava ainda mais o quadro, visto que é contraindicada por
qualquer especialista. Por desacreditar do laudo médico, os
hipocondríacos resolvem agir por conta própria, compram remédios
desnecessários e, muitas vezes, nas habituais visitas à farmácia,
discutem com os funcionários do estabelecimento a fim de
justificar seu ponto de vista, mesmo que não apresentem nenhuma
receita para comprar os medicamentos que julgam indicados para sua
suposta doença.
“As
pessoas ansiosas ou que já foram diagnosticadas com algum
transtorno de ansiedade são predispostas à hipocondria”, esclarece
o especialista. Outra característica presente entre os portadores
é a incidência do contexto cultural ao determinar seus temores, ou
seja, o indivíduo adere a alguma doença que esteja em destaque na
mídia e se queixa de sintomas relacionados à patologia da moda.
Os
adolescentes são os mais acometidos pelo transtorno e, geralmente,
não aceitam que estejam com problemas psicológicos, dificultando o
diagnóstico e o tratamento. “Com o fácil acesso à internet, esses
jovens encontram uma nova maneira de pesquisar doenças e creditam
seus sintomas a várias patologias. É importante esclarecer que o
sujeito já é hipocondríaco quando realiza essas buscas, ele não se
torna portador em razão da internet”, salienta o Dr. Luiz Vicente.
Psicoterapia como tratamento
A
história clínica e a ajuda de familiares são medidas fundamentais
para o diagnóstico, já que é baseado em relatos de pessoas
próximas ao paciente. O tratamento indicado é a psicoterapia
cognitiva comportamental, utilizada para auxiliar o portador no
processo de entendimento desta doença imaginária. A hipocondria
não tem cura, porém, o acompanhamento profissional é de suma
importância na percepção e controle do problema.
Fonte: www.saudeempautaonline.com.br/
Fonte: www.cdcc.usp.br
As previsões da McAfee sobre as principais ameaças para 2012
Levantamento e análise da empresa mostram os mais recentes ataques
que poderão afetar os consumidores neste ano
O McAfee Labs™ divulga anualmente as
principais formas de ameaças virtuais previstas para o ano que se
inicia. De acordo com a análise realizada nos últimos 12 meses
sobre as atividades dos cibercriminosos, a equipe de engenheiros
da McAfee avaliou que deverá haver um aumento dos ataques
destinados a serviços públicos, sistemas operacionais,
dispositivos móveis, spams e ameaças envolvendo questões políticas
(hacktivismo) e ciberguerra.
Em
geral, 2012 tende a apresentar uma elevação de muitas das ameaças
que ganharam espaço recentemente. A seguir, a McAfee destaca
algumas das ameaças que poderão afetar diretamente os consumidores
finais:
1. Violação de serviços públicos, como água e energia
Muitas
das redes de infraestruturas industriais, de serviços públicos e
nacionais não foram implementadas para a conectividade moderna, o
que as torna vulneráveis. A previsão é que os responsáveis por
ataques tirem proveito dessa situação em 2012, para realizar
chantagens ou extorsões. É possível ainda haver violação dos
serviços públicos.
2. Carros, aparelhos de GPS e outros dispositivos comprometidos
Os
cibercriminosos já realizaram ataques a sistemas operacionais (até
mesmo hardwares) incorporados para obter o controle de carros a
aparelhos de GPS e equipamentos médicos. É possível fazer isso de
duas maneiras: infiltrando-se no dispositivo enquanto ele ainda é
fabricado ou levar os usuários a baixarem malwares que penetrem na
raiz do sistema. Em 2011, os hackers realizaram apenas alguns
ataques desse tipo. É provável, porém, que se tornem mais eficazes
a partir de 2012, com alvo em sistemas de aparelhos
eletroeletrônicos.
3. Malware voltado para celulares
Os
cibercriminosos têm desenvolvido malwares destinados a smartphones
na forma de aplicativos mal-intencionados. Após o download, eles
podem enviar diversos anúncios ou mesmo mensagens de texto a
partir do celular infectado. Para atacar plataformas móveis, os
criminosos usam os "botnets" (conjunto de computadores
comprometidos ou redes de robôs, tradicionalmente usados para
ações como o envio de spams). Os malwares móveis ainda não são
comuns, mas esses ataques devem aumentar ao longo do ano.
4. Mais spams em sua caixa de entrada
A
tendência em relação aos spams é o envio de e-mails de empresas de
publicidade que obtêm suas listas de destinatários por meios
desconhecidos, porém legais. As companhias podem obter as listas
de empresas que encerraram suas atividades ou fazer parceria com
outras entidades de publicidade ou provedores de listas de e-mails
sem levar em consideração as políticas de privacidade.
Nos
EUA, por exemplo, isso é possível porque, de acordo com a Lei
CAM-SPAM dos Estados Unidos, os anunciantes não são obrigados a
receber a aceitação dos destinatários antes de enviarem
publicidade. Como esse método é mais barato e menos arriscado do
que bombardear usuários com spams a partir de redes de
computadores comprometidos, essa atividade continuará a crescer em
2012, gerando mais spams na caixa de entrada de e-mails.
5. Mudanças políticas por meio do hacktivismo
Essencialmente, o hacktivismo é o uso de computadores ou redes de
computadores e redes sociais para protestar ou promover mudanças
políticas. Um exemplo é o grupo Anonymous, que exerceu atividades
de grande repercussão no último ano, como tirar do ar o site da
Bolsa de Valores de Nova York, em um gesto de apoio aos protestos
do movimento Occupy Wall Street.
A
McAfee acredita que 2012 será um ano com violações digitais mais
organizadas. Isso significa que as figuras públicas, como
políticos e líderes da indústria, podem ser alvos de ações
políticas ou ideológicas. Como resultado, há chance de sites e
sistemas normalmente usados pelos consumidores se tornarem vítimas
de ataques.
6. Ciberguerra
Recentemente, observamos um aumento na espionagem high-tech e em
outras técnicas virtuais para obter informações. Entretanto,
alguns países já percebem o potencial de ciberataques contra
infraestruturas essenciais, com difícil proteção.
Dicas para se proteger em 2012
1. Não ser parte do problema
Muitas
das técnicas usadas por hackers e hacktivistas dependem de
“botnets” que dominam o computador e permitem que hackers usem o
sistema para enviar spams ou executar ataques. Para se prevenir, é
preciso ficar atento a sites que solicitam o download de softwares
adicionais. Além disso, recomenda-se fazer downloads apenas de
empresas nas quais o consumidor confia. Não clicar em um link de
um spam ou mensagem de desconhecidos, pois isso pode levar ao
download de um robô (“bot”) no computador. Além disso, desligar o
equipamento sempre que não for utilizá-lo, pois, quando a máquina
está desconectada da Internet, os criminosos não podem acessá-la.
2. Proteger o computador
Utilizar uma solução de segurança atualizada que contemple
antivírus, antispyware, firewall e um programa de classificação e
verificação da segurança de sites.
3. Usar senhas de alta segurança
O
consumidor pode ser alvo de hackers que queiram invadir seus
sistemas, principalmente se trabalhar em uma instituição
financeira, empresa de serviços públicos, de energia ou de
telecomunicações. Para evitar os ataques, deve-se criar senhas que
combinem letras (maiúsculas e minúsculas), números e caracteres
especiais, com mais de seis caracteres. Mudar a senha com
frequência também é essencial.
4. Ter muito cuidado ao ler e responder a e-mails
Para
evitar ataques de spearphishing ou phishing (fraude eletrônica
para roubo de informações), usados pelos hackers para acessar
e-mails de trabalho a fim de invadir sistemas, responder apenas a
e-mails de conhecidos e não fornecer informações pessoais a
empresas que as solicitarem por e-mail. Cuidado com ofertas
generosas e não concordar em revelar informações pessoais para
participar de promoções.
5. Proteger o smartphone ou tablet.
Baixar
aplicativos para dispositivos móveis somente nas lojas de
aplicativos oficiais. Atentar às opiniões de outros usuários que
já adquiriram esses aplicativos antes de fazer o download e usar
apenas apps de lojas como iTunes e Android Market. Utilizar uma
proteção contra ameaças de malware móvel, não somente para manter
a segurança contra vírus e navegar com seu dispositivo móvel de
maneira segura como também para manter a privacidade, e em caso de
perda ou roubo.
Férias: Oftalmologista da Cerpo ensina cuidados para que o uso
prolongado do computador e da TV não prejudique a visão das
crianças
Com as férias escolares, as crianças
passam muito tempo em frente da televisão, do computador ou
jogando videogame. E esta maratona pode trazer aos pequenos
sintomas como cansaço visual, vermelhidão, lacrimejamento,
incomodo à claridade, embaçamento visual, sensação de peso nas
pálpebras, entre outros, independente da necessidade de óculos.
“Em
frente destes aparelhos, é comum a criança ficar em estado de
concentração, o que leva ao aumento do tempo entre uma piscada e
outra, favorecendo o ressecamento ocular”, afirma a médica Dérica
Camargo Serra, oftalmologista da Cerpo.
A
especialista ensina cuidados simples para evitar o problema:
- Fazer pausas a cada meia hora de
uso – o que significa realmente sair da frente do computador ou da
televisão;
- Olhar pela janela ou para um ponto
distante da casa;
- Procurar piscar mais;
- Evitar brilhos ou reflexos na tela
mudando o ângulo de inclinação ou mesmo usando protetores de tela
ou tela plana;
- Evitar ar condicionado ou
ventilador direto sobre o rosto;
- Manter iluminação ambiente
adequada.
- A distância ideal para assistir TV
deve ser de dois metros;
- Monitores e telas acima da linha
do olhar devem ser evitados, pois podem provocar um ressecamento
maior, já que nesta posição é preciso manter os olhos mais
abertos.
Curiosidades:
- Uma pessoa pisca 24 vezes por
minuto, o que dá uma média de 34.560 por dia. Cada piscada dura
cerca de 50 milésimos de segundo. Fazendo as contas, passamos
aproximadamente sete horas por ano piscando.
Especialistas condenam uso noturno de lentes de contato
Alerta aos usuários de lentes
durante a noite: vocês têm 40 mil vezes mais chances de
desenvolver uma infecção na córnea do que as pessoas que não fazem
uso de lentes de contato e 15 vezes mais do que os usuários
diurnos. Especialistas dizem, também, que essas infecções, quando
não diagnosticadas e tratadas a tempo, podem levar à perda de
visão.
“O uso
noturno a longo prazo pode causar irregularidades irreversíveis na
curvatura da córnea. Portanto, não justifica que o usuário se
acomode e prefira permanecer o tempo todo com as lentes de
contato. Aliás, não há por que usá-las à noite”, diz o doutor
Renato Neves, médico oftalmologista e diretor do Eye Care Hospital
de Olhos.
De
acordo com o especialista, a longo prazo a cirurgia a laser é mais
recomendada, por ser mais segura. “As chances de infecção são de
uma para cada 40 mil cirurgias, em contraposição com uma para cada
cinco mil usuários de lentes somente de dia e de uma para 500 em
relação aos usuários de lentes de contato noturnas”.
Neves
explica que, durante à noite, os olhos produzem menos lágrimas. A
presença das lentes, então, reduz bastante o fluxo lacrimal e a
oxigenação da córnea, deixando os olhos mais vulneráveis às
infecções.
Para
aqueles que não abrem mão de suas lentes de contato, o
oftalmologista aponta alguns cuidados necessários para manter a
saúde dos olhos:
limpeza diária – é essencial para eliminar gorduras
e resíduos de maquilagem e poluição que grudam na superfície das
lentes. “Usando os dedos polegar e indicador, o paciente deve
esfregar suavemente as lentes, utilizando soluções para esse fim
específico”, diz Neves.
desinfecção diária – o propósito da desinfecção é manter
as lentes livres de microrganismos e agentes infecciosos. Há dois
modos de desinfectar as lentes de contato: sistema de peróxido de
hidrogênio (água oxigenada) e sistema químico. Enquanto o primeiro
método é mais eficiente, o segundo é mais prático – já que um só
produto reúne múltiplas soluções.
remoção semanal de gordura (proteína) – “As
lágrimas são ricas em proteínas. Se o usuário de lentes não
promover a remoção, provavelmente seu olhos começarão a ficar
vermelhos e irritados. Por isso é fundamental, uma vez por semana,
que toda gordura seja eliminada. Hoje há tabletes bastante
eficientes e práticos”, diz o médico.
substituição regular das lentes – “Por mais que as
pessoas sejam cuidadosas, não fazem idéia do quanto é importante
seguir esse passo-a-passo nos cuidados com as lentes. Com o tempo,
os microrganismos criam uma camada de biofilme muito difícil de
ser removida. Daí a importância de se trocar as lentes
periodicamente”.
Delegacia Eletrônica registra 731 mil BOs em 2011
Houve um aumento de 21% no número de registros feitos pela
internet, em comparação com 2010; desde a sua inauguração, em
2000, a unidade registrou 3 milhões de ocorrências
A
Delegacia Eletrônica encerrou 2011 com 731 mil boletins de
ocorrência registrados. Em comparação com 2010, houve um aumento
de 21% no número de registros feitos pela internet. Desde a sua
inauguração, em 2000, a unidade registrou 3 milhões de
ocorrências.
De
janeiro a dezembro do ano passado, foram feitas 999 mil
solicitações de boletins de ocorrência, quando o internauta acessa
a Delegacia Eletrônica e preenche uma solicitação de registro. Em
seguida, esse formulário é avaliado por policiais civis, que
aprovam ou não o pedido.
Depois
de aprovado, o boletim é enviado ao email do solicitante. Quando
um registro é negado, a Polícia Civil justifica a recusa e manda
uma orientação sobre novos procedimentos. É possível registrar
através da internet casos de furto ou perda de documentos,
desaparecimento e localização de pessoas, furto e perda de
celulares, perda de placas de veículos e furtos de carros.
Acidentes sem vítimas
Dede outubro, as ocorrências de acidente de trânsito sem vítimas
vêm sendo registradas na unidade digital da Polícia Civil. Nesses
quase três meses, foram enviadas mais de 30 mil solicitações - 28
mil foram validadas.
A
Delegacia Eletrônica, cujo objetivo é agilizar as solicitações e
atender o máximo de ocorrências, opera 24 horas. Para oferecer um
bom atendimento à população, o serviço conta com um efetivo de 90
policiais e uma estrutura de 28 terminais com equipamentos e
instalações modernas.
Após revisão, terremoto no Japão passa a ser o quarto maior da
história
Os serviços meteorológicos dos
Estados Unidos e do Japão revisaram, nesta segunda-feira, para 9.0
a magnitude do tremor que atingiu a costa japonesa na última
sexta-feira (11). Antes, os órgãos haviam informado que a
magnitude era de 8.8. Com a revisão, o terremoto do Japão passa a
ser o quarto maior desde o início do século 20 --quando as
medições passaram a ser mais confiáveis-- ao lado do tremor que
atingiu o leste da Rússia em 1952.
Veja abaixo a lista com os dez maiores terremotos da história
desde 1900, com base nas magnitudes registradas.
Magnitude 9.5 - Chile, 1960
O tremor, ocorrido em 22 de maio de
1960, com epicentro no município de Valdívia, matou 2.000 pessoas
e gerou um maremoto com ondas de até 10 metros. As ondas apagaram
do mapa cidades inteiras na costa chilena e fizeram vítimas também
em outros países banhados pelo Oceano Pacífico.
Magnitude 9.2 - Alaska (EUA), 1964
O abalo fez 15 vítimas fatais e
gerou um tsunami que matou outras 128 pessoas em 28 de março de
1964. Seu epicentro foi na região de Prince William Sound, no sul
do Alasca (EUA)
Magnitude 9.1 - Sumatra (Indonésia), 2004
A ilha de Sumatra, na Indonésia,
registrou em 26 de dezembro de 2004 um terremoto de magnitude 9,1,
com epicentro no mar, que causou um tsunami que matou 230 mil
pessoas em 14 países da região. O tremor, que popularizou o termo
tsunami, ocorreu a 30 km de profundidade no Oceano Índico e foi
sentido até na costa leste da África.
Magnitude 9.0 - Japão, 2011
O terremoto --seguido por um
tsunami-- que atingiu o Japão na última sexta-feira (11) alcançou
magnitude 9.0, segundo os serviços geológicos do Japão e dos
Estados Unidos. Antes, ambos os órgãos informaram que a magnitude
havia sido de 8.8, mas revisaram o valor nesta segunda-feira. O
terremoto, com epicentro no oceano Pacífico, a 400 km de Tóquio, a
uma profundidade de 32 km, gerou ondas gigantes de 10 metros, que
chegaram a uma velocidade de 800 km/h antes de atingir a costa
japonesa.
Magnitude 9.0 - Rússia, 1952
Em 4 de novembro de 1952, um abalo
de magnitude 9,0 na península de Kamchatka, extremo leste da
Rússia, gerou ondas gigantes que chegaram até o Havaí, causando
prejuízos financeiros de até US$ 1 milhão, mas nenhuma vítima
fatal.
Magnitude 8.8 - Chile, 2010
Em 27 de fevereiro de 2010, um
terremoto de magnitude de 8,8 atingiu o Chile matando mais de 800
pessoas e deixando cerca de 20 mil desabrigados. O epicentro foi o
mar da região de Bío-Bío, a cerca de 320 km ao sul de Santiago.
Magnitude 8.8 - Equador, 1906
O tremor atingiu a costa do Equador,
perto da fronteira com a Colômbia, em 31 de janeiro de 1906, e
matou entre 500 e 1.500 pessoas. O abalo chegou a ser sentido em
San Francisco (EUA) e no Japão.
Magnitude 8.7 - Alaska (EUA), 1965
Em 4 de fevereiro de 1965, um tremor
de magnitude 8,7 atingiu as ilhas Rat, no Alasca (EUA), gerando um
tsunami de cerca de 10 metros de altura na ilha de Shemya. Apesar
disto, o abalo causou poucos danos.
Magnitude 8.7 - Sumatra (Indonésia), 2005
Três meses após o famoso tsunami, em
28 de março 2006, a ilha de Sumatra, na Indonésia, foi atingida
novamente por outro tremor, dessa vez em terra, de magnitude 8.7.
Cerca de 1.300 pessoas morreram.
Magnitude 8.6 - Tibete (China), 1950
Um terremoto de 8,6 graus causou a
morte de mais de 1. 500 pessoas no Tibete e na província indiana
de Assam, no nordeste do país.
Fontes: Serviço Geológico dos
Estados Unidos e do Japão, BBC e
agências AFP e EFE.
Dicas interessantes de saber
* Procure fazer suas compras aos
pouquinhos, pois a despensa cheia, muitas vezes, facilita com que
os produtos saiam da validade. Além disso, fazer compras
semanalmente, por exemplo, possibilita o consumo de alimentos mais
fresquinhos.
* Faça sempre uma lista de compras
pensando na quantidade de comida realmente consumida pela família.
A idéia é comprar sempre o estritamente necessário.
* Os vegetais (frutas, legumes e
verduras) são perecíveis e devem ser consumidos com certo
imediatismo. Por isso não se acanhe em comprar esses produtos por
unidade, um hábito nos países europeus.
* Aproveite, sempre que for
possível, as cascas, os talos e as sementes dos vegetais. As
folhas e os talos do brócolis dão, por exemplo, para serem
aproveitados em sopas. A casca do ovo, por exemplo, rica em
cálcio, pode ser misturada à farinha em bolos e pães -basta
triturá-la no liquidificador. O vinho azedado, em vez de se
dispensado, vai muito bem como vinagre nas saladas.
* Conserve na geladeira os vegetais
sempre inteiros. No caso do abacaxi, por exemplo, descasque, mas
não retire o miolo. Já a metade que sobrou do abacate deve ser
guardada junto com o caroço. Essas são medidas que aumentam o
tempo de vida do alimento
* Não guarde a sobra da comida na
panela. Guarde-a em recipientes adequados e na geladeira. Isto
manterá a aparência da comida para que seja bem reaproveitada.
* Cuidado extra ao comprar alimentos
em promoção. Em geral, a data de validade está para ser vencida ou
o produto é de baixíssima qualidade, e o comerciante está querendo
passar para a frente. Na prática, por causa da curta validade,
eles nem chegam a ir para a mesa, são logo descartados.
* Ao servir-se, lembre-se de usar o
bom senso. Sirva-se somente da quantidade que irá consumir. A
sobra do prato não poderá ser aproveitada.
* Como fartura não é sinal de
qualidade, ao preparar um jantar para os amigos, evite exagerar
nas proporções
Fonte: www.felipex.com.br
Saiba em quais dias de 2012 o trabalho é proibido
Já a partir deste ano, 20 de novembro não será mais feriado em São
Paulo
Ao contrário de 2011, quando vários
feriados nacionais foram em dias úteis, no geral em meio à semana,
esse ano de 2012 terá três feriados nacionais que serão em uma
sexta-feira, dois que serão em uma terça-feira e um na
quinta-feira. Além desses feriados, há os dias santificados de 7
de junho, quinta-feira, Corpus Christi, e 2 de novembro,
sexta-feira, Finados.
“Em
todos eles, o trabalho é proibido”, alerta o professor de Direito
do Trabalho da USP, Dr. Cássio Mesquita Barros, sócio do Mesquita
Barros Advogados.
O
especialista informa que “a Lei 9.093, de 12/09/1995, e as leis
que a complementam, é que definem sobre os feriados nacionais,
estaduais e municipais, nos quais o trabalho é proibido.”
Ele
explica que, além desses dias, são considerados feriados nacionais
os dias de eleições gerais no país, de acordo com o disposto nos
artigos 28, 29 e 77 da Constituição Federal de 1988 e artigo 380
do Código Eleitoral – Lei nº 4.737/65.
Cássio
Mesquita Barros ressalta ainda que, “ao contrário do que muitos
pensam, a terça-feira de carnaval não é feriado. Portanto, a
empresa pode descontar esse dia do salário de seus funcionários,
com exceção daqueles que trabalham em instituições financeiras e
outras autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, cuja
Resolução nº 2932/02 não considera dias úteis de trabalho as
segundas e terças feiras de carnaval.”
Ele
observa que a Lei nº 9.093, em seu inciso II, também confere aos
Estados competência para instituir feriado destinado à comemoração
de sua data magna. “No caso do Estado de São Paulo, o dia 9 de
julho (Revolução Constitucionalista) foi decretado feriado pela
Lei Estadual nº 9.497/97.”
A mesma
lei federal, em seu inciso III, estendeu ainda aos Municípios a
possibilidade de instituir feriado em sua data magna. “Em São
Paulo, a Lei Municipal nº 13.707, de 7 de janeiro de 2004,
decretou feriado o dia 25 de janeiro (fundação de São Paulo)”,
comenta o professor.
Outra
informação importante do professor Cássio Mesquita Barros diz
respeito a 20 de novembro de 2012, dia da consciência negra. “Já a
partir deste ano, não será mais feriado em São Paulo.”
Ele
esclarece que recentemente, a Lei Federal n° 12.519, de
10/11/2011, colocou um ponto final na ilegalidade cometida pela
autoridade municipal, em relação a esta data, considerando-a
apenas de comemoração do Dia Nacional de Zumbi e da Consciência
Negra, e não feriado. “Assim, se os empregadores fecharem,
espontaneamente, seus estabelecimentos nesse dia, ficam obrigados
a pagar os salários de todos os empregados.”
“Por
fim, nas atividades essenciais, tais como as de geração,
transmissão e distribuição de energia elétrica, captação,
saneamento e distribuição de água, serviços hospitalares de
urgência, transportes, e outras que exigem trabalho contínuo
inclusive nos domingos e feriados, a Lei nº 605, de 05/01/1949, no
artigo 9º, dispõe que nos dias feriados civis e religiosos, a
remuneração será paga em dobro, salvo se o empregador determinar
outro dia de folga", conclui o professor Cássio Mesquita Barros.
Dúvidas históricas
Você
sabe qual o caso de especulação financeira mais famoso da
história?
Todo
o estudioso de economia que se preze já estudou ao menos uma
vez na vida o fatídico episódio da "tulipomania", quando uma
inocente flor levou muitos holandeses à falência. A tulipa era
uma flor confinada a jardins de nobres ou estufas de
botânicos. Por volta de 1634, virou uma febre. A produção de
variedades mais baratas deflagrou uma explosão de procura. A
demanda coincidia com a prosperidade econômica holandesa. O
melhor momento para comprá-las era entre junho - quando os
bulbos eram arrancados - e outubro - tempo do plantio. Os
investidores compravam no inverno para receber numa data
futura, a primavera. A procura crescia. As pessoas compravam
os bulbos sem nunca terem visto. Inúmeros atravessadores
intermediavam as relações. O potencial vendedor negociava um
contrato, com preço previamente estabelecido, para entregar os
bulbos da tulipa a um comprador. Este por sua vez, negociava o
contrato com outros investidores. O preço de uma determinada
espécie de tulipa chegou a subir 1000% em dois anos.
Holandeses trocavam terrenos, casas, produções agrícolas,
criações de animais, quase tudo por tulipas. Em fevereiro de
1637, a festa acabou. Não se sabe exatamente as razões para a
quebradeira geral, mas o fato é que começaram a circular
rumores de que não existiriam mais compradores para os bulbos.
Nos dias que se seguiram as tulipas não eram mais
comercializadas, os contratos não foram honrados, a
inadimplência disparou levando muitos holandeses à bancarrota.
Você
sabe de onde surgiu a expressão cortina de ferro?
A
expressão cortina de ferro era usada para se referir aos
estados socialistas do leste europeu após a II Guerra Mundial.
O termo nasceu em 1946, criado pelo primeiro ministro
britânico Winston Churchill nos Estados Unidos: "De Settin, no
Báltico, a Trieste, no Adriático, uma cortina de ferro desceu
sobre o continente". A Cortina de Ferro reunia as repúblicas:
Rússia, Armênia, Azerbaidjão, Belarus, Estônia, Geórgia,
Cazaquistão, Quirguistão, Lituânia, Letônia, Moldávia,
Tadjiquistão, Turcomenistão, Ucrânia, Uzbequistão e os estados
satélites Alemanha Oriental, Polônia, Checoslováquia, Hungria,
Bulgária e Romênia.
Você
sabe que rainha teve o coração roubado por três séculos?
Foi a
rainha inglesa Ana Bolena, esposa do rei Henrique VIII, que
foi decapitada e teve o coração roubado logo após sua morte. O
coração permaneceu escondido em uma igreja perto de Thetford,
em Suffolk, na Inglaterra, durante três séculos. Em 1836, o
coração foi descoberto e novamente enterrado na mesma cova.
Você
sabe o que é um shogum?
Os
shoguns foram os dirigentes do Japão de 1192 a 1867.
Originalmente, eram chefes militares que exerciam o poder de
fato no país, enquanto o imperador detinha apenas a soberania
formal.
Quando
surgiu a primeira universidade?
A
primeira universidade surgiu em Bolonha, norte da Itália, no
final do século XI. Era a época em que o ensino na cidade se
tornou livre e independente das escolas religiosas. Pouco
depois, no século XII, os franceses fundaram a Universidade de
Paris e começaram a surgir na França mais estabelecimentos. No
Brasil, a primeira instituição de ensino superior foi a Escola
de Cirurgia da Bahia, em 1808.
Você
sabia que antes, no Brasil, criancinha ia para cadeia?
É, um
código criminal de 1890 chegou ao absurdo de classificar as
crianças de nove anos de idade como puníveis. Um jurista,
Tobias Barreto, propôs no final século, que o grau de
escolaridade fosse responsável pela consciência entre o que é
certo ou errado. A instrução básica só terminava aos 18 anos.
Em 1940, o Código Penal brasileiro adotou de vez os 18 anos.
Você
sabe como era utilizado o pau-brasil explorado no período
colonial?
A
madeira do pau-brasil era empregada em obras de marcenaria
fina, construção naval e em vigas, dada a sua forte
resistência à umidade. Além disso, seu lenho de cor
avermelhada foi largamente utilizado na fabricação de corantes
para tingir roupas.
Você
sabe o que é a mita?
A
mita era um sistema de trabalho usado no Império Inca.
Consistia, basicamente, no recrutamento de pessoas para
trabalhos comunitários, como a construção de pontes, canais ou
fortalezas. Os espanhóis, quando chegaram na América, de forma
oportunista, usaram o mesmo expediente para forçar a população
indígena a trabalhar nas minas de prata. O que era um costume
incaico em benefício da população tornou-se em trabalho
forçado que praticamente equivalia a uma condenação a morte.
Cronistas da época dizem que de cada cem índios levados a
realizar a "mita" nas minas, apenas dez ou vinte retornavam
depois de uns meses. Voltavam e morriam geralmente depois de
pouco tempo, em razão das precárias condições de trabalho.
Você
sabe de onde surgiu a palavra Barroco?
A
origem da palavra Barroco é motivo de polêmica. Há várias
versões. A mais aceita diz que vem do vocábulo espanhol
barrueco, que por sua vez deriva do português arcaico. Os
joalheiros, no século XVI, usavam a palavra barrueco para
designar um tipo de pérola irregular e de formação defeituosa.
Em oposição à disciplina das obras do Renascimento, surge, no
século XVII, uma diversificada produção artística
caracterizada pela maneira livre e até mesmo sob formas
anárquicas, de grande imperfeição e mau gosto. Esse período
artístico é designado Barroco.
Você
sabia que os incas montaram um império sem usar letras ou
algarismos?
Os
incas conquistaram e administraram um território com invejável
competência que equivalia à superfície somada da França,
Bélgica, Holanda, Luxemburgo, Suíça e Itália. Tudo isso sem
conhecer números ou letras. Sabem como eles se comunicavam?
Usavam um cordão de pouco mais de um metro de comprimento
cheio de nós. A isso, davam o nome de quipo. Por esse método,
era registrado, por exemplo, o tamanha de uma safra e as cores
dos cordéis e a forma dos nós atribuíam qualidades à
informação
Você
sabe como os cientistas decifraram os hieróglifos?
Os
hieróglifos (literalmente, "escritos sagrados") são anteriores
a 3000 a. C. Era a escrita egípcia, que combinava pictogramas
(desenhos estilizados de animais, plantas e flores) e fonemas
(sinais que representam sons). Só puderam ser decifrados no
século 19. Em 1804, Napoleão Bonaparte invadiu o Egito e levou
consigo uma equipe de cientistas. Entre eles, estava
Jean-François Champollion. Na cidade de Roseta, no Egito, foi
encontrada uma pedra com inscrições em três línguas - uma
delas era o grego. Champollion analisou comparou as línguas
para chegar à tradução da Pedra de Roseta. Descobriu, por
exemplo, que a escrita egípcia deveria ser lida da esquerda
para a direita, mas o contrário era possível também. Desenhos
da cabeça de pássaros e animais apontavam para a direção certa
que o texto tinha de ser lido.
Por
que o mês de agosto é considerado mês de desgosto?
O
nome do mês foi criado pelos antigos romanos para homenagear
Augusto, César Augusto, filho adotivo de Júlio César, a partir
do qual o nome Augusto passou a designar todos os imperadores
romanos. Coincidência ou não, ao longo da História vários
fatos ruins marcaram o mês de agosto: - O episódio conhecido
como a Noite de São Bartolomeu, 24/8/1572, em que a rainha
católica Catarina de Médicis ordena o assassinato de mais de 3
mil protestantes em Paris, sem poupar mulheres ou crianças. -
O estopim da I Guerra Mundial se deu nos primeiros dias do mês
de agosto em 1914. - As duas bombas atômicas lançadas na II
Guerra Mundial pelos Estados Unidos em Hiroshima e Nagasaki,
no Japão, datam 6/8 e 9/8/1945. - O presidente Getúlio Vargas
suicida-se, com um tiro no peito, na madrugada de 24/8/1954. -
Jânio Quadros renuncia à Presidência da República em
25/8/1961, num gesto nunca explicado, alegando sofrer pressões
de "forças ocultas".
Você
sabe onde foram cunhadas as primeiras moedas?
Segundo o grego Heródoto, pai da história, as primeiras moedas
de ouro e de prata foram cunhadas na Lídia, por volta do
século VII a.C, berço de uma importante civilização que
floresceu na região da atual Turquia. Foi uma grande novidade
no Mediterrâneo, logo adotada como forma ideal para o
comércio.
Você
sabia que o inglês não era a língua materna da rainha Vitória?
A mãe
da rainha, filha de um duque alemão, falava o idioma germânico
em casa e, Vitória, embora tenha governado a Inglaterra por