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 Edição de Março  de 2010

 

Dia Internacional de Poucas Mulheres

 

Não deixa de ser engraçado ver, nos meios de comunicação, tantas mensagens rosadas exaltando o lado doce e meigo da mulheres por ocasião do 8 de março.

    Todo mundo quer vender seu peixe e tirar sua casquinha do Dia Internacional da Mulher, o que não tem nada de errado numa sociedade capitalista como a nossa.

    Pouca gente se preocupa, no entanto, em saber porque é que existe esse dia e de onde ele vem.

    Até aí, também nada de errado, uma vez que é a mesma coisa com o Dia das Mães ou o Dia dos Pais. Ninguém quer saber a origem, só quer comemorar e faturar.

    O Dia das Mães ainda não tem 100 anos e apareceu quando Anna Jarvis, uma americana, perdeu sua mãe e ficou muito mal. Suas amigas resolveram dar uma festa para alegrá-la e ela, então, resolveu que seria uma festa em homenagem à sua mãe e a todas as mães do mundo, vivas ou mortas. A idéia se espalhou e, em 1914, o presidente Woodrow Wilson fixou a data em 9 de maio. No Brasil, é comemorado, desde 1932, no segundo domingo de maio, por decreto do ditador Getúlio Vargas.

    Já o Dia Internacional da Mulher é um pouco mais velho, embora só tenha começado a ser comemorado pra valer em nosso país no começo da década de 1980, com o fim da Ditadura Militar.

    No começo, as próprias mulheres debochavam das que se preocupavam com o 8 de março. Era uma data mal vista, era uma data socialista, num tempo em que o Brasil, de modo geral, pensava que os comunistas comiam criancinhas no jantar.

    Hoje pouca gente sabe que esse não é um dia de festinhas sentimentais e presentinhos doces, como o Dia das Mães.

    Em todo o mundo, para as mulheres de vanguarda, o 8 de março é um dia de reflexão sobre a condição de todas as mulheres sobre a Terra.

    Ultrapassa em muito o rótulo de socialista. Trata-se de combater a discriminação e o preconceito contra o sexo feminino, coisas que – mesmo em países de legislação feminina avançada como o Brasil – ainda estão completamente presentes em nosso cotidiano.

    A Lei Brasileira, no que tange ao direito das mulheres, costuma ser invejada pelas feministas de outros países em Congressos Internacionais. Mas isto se deve apenas às feministas brasileiras que, mobilizadas e unidas, trabalharam duramente para incluir na Constituição de 1988, todas as velhas reivindicações das brasileiras. Elas conseguiram. Mas ninguém mais se lembra.

    A humanidade é assim mesmo. Uns poucos e heróicos lutadores se matam para fazer avançar as conquistas sociais das quais todos vão usufruir. E, depois, os que usufruem torcem o nariz para os que conquistaram.

    Mulheres modernas morrem de medo de serem tachadas de feministas porque embarcaram de cabeça nos mitos criados pelos machistas: todas as femininas são feias, mal amadas, frustradas, odeiam homens e outras enormes cretinices que foram – e ainda são – divulgadas sobre as heróicas mulheres que conquistaram para nós, mulheres contemporâneas, todos os direitos que temos hoje.

    Votar, ter prazer sexual, estudar, trabalhar, ser dona de seu próprio nariz, poder ter propriedades e bens em seu próprio nome, fazer contracepção, andar sozinha pelas ruas, ficar com a guarda dos filhos na separação, todas essas coisas que nos parecem tão normais, não eram permitidas às mulheres até muito pouco tempo atrás. E, para algumas mulheres, em algumas partes do mundo, ainda não são.

    Quem conquistou tudo isso para nós?

   As heróicas feministas. Muitas foram presas, muitas morreram, outras foram torturadas e ficaram com a saúde comprometida para o resto de suas vidas.

    Não eram feias. Não eram mal amadas. Não odiavam os homens. Eram mulheres de verdade, mulheres de fibra, mulheres de valor, muito mais do que as bobonas ignorantes que zombam delas.

    Por isso, o 8 de março não é, como o Dia das Mães, um dia de todas.

    O Dia Internacional da Mulher é o dia das corajosas, das verdadeiras, das destemidas, das ousadas.

    Ele foi criado na Confererência Internacional Socialista de 1910, por proposta da alemã Clara Zetkin, militante feminista.

    Isso porque foi em 8 de março de 1857 que 129 operárias fizeram a primeira greve feminina da história, em Nova Iorque. Elas reivindicavam a redução da jornada de trabalho de 12 para 10 horas por dia. Os patrões e a polícia simplesmente puseram fogo na fábrica onde elas estavam e todas morreram queimadas.

    Queimar mulher, fazer churrasquinho de mãe, aliás, sempre foi uma constante na história da humanidade. A Inquisição queimava as supostas bruxas. Fez isso durante seis séculos. Os indus queimavam as viúvas e os americanos do século XIX queimaram operárias.

    Nem todas podem ser Joana D’Arc.

    Por isso, o Dia Internacional da Mulher é o dia de poucas mulheres valentes.

    Se você é uma delas, parabéns.

 

Isabel Vasconcellos


8 de Março. Dia Internacional da Mulher.

 

Dia internacional da mulher. Esta data já está definitivamente incorporada ao calendário. No dia 8 de março, o mundo inteiro comemora o Dia internacional da mulher. A perspectiva histórica aponta a origem da escolha, e, seria herética a separação da celebração, muitas vezes centrada na fogueira consumista, da longa história de lutas que as mulheres protagonizaram. Afinal, todas as profissões, praticamente, possuem um dia que as homenageia. Há uma profunda diferença.

    Seria leviano tentar equiparar o dia do advogado, por exemplo, ao Dia internacional da mulher. E por qual motivo não se instituiu o Dia internacional do homem, acrescentaria um cínico revoltado com essa injustificada discriminação.

    A segregação das mulheres, a associação da condição feminina a um nível inferior parece ter desconsiderado, durante séculos, o papel decisivo que elas sempre desempenharam. Não se tem notícia de homem ter protagonizado a função sublime de entregar ao mundo as crianças gestadas no seu organismo. Talvez, à luz dessa obviedade, faça sentido a frase de Alexandre Dumas: "falar mal de uma mulher, sim, de todas, nunca".

    As sentenças que diminuíam as mulheres perdem-se na névoa dos tempos. "Nada pior que uma mulher, a não ser outra", dizia Aristófanes. "Cabelos longos, idéias curtas", sentenciava Schopenhauer, para quem havia apenas dois tipos de mulheres, as enganadas e as enganadoras. Ao grande filósofo não ocorreu a possibilidade de haver a fusão desses tipos distintos.

    O rótulo de "sexo frágil" procurou associar à mulher uma hipotética incapacidade de lidar com o dia-a-dia, refugiada que ela, ser meramente decorativo, objeto de devastadoras paixões, estaria num escondedouro de futilidades de onde obraria para enfeitiçar homens indefesos. "Frailty, thy name is woman"(fragilidade, teu nome é mulher) suspira um desconsolado Hamlet.

    Claro está que, deixando de lado 'efeitos especiais' diferenças há, porém, equivocam-se aqueles que sustentam ainda hoje a dicotomia sexo forte - sexo frágil. Rotular a mulher de sexo frágil é tornar-se culpado de difamação, afirmava Gandhi. Durante séculos, as mulheres tiveram de conviver com uma condição inferior, causada por uma divisão de trabalho que sempre as desfavoreceu.

    Poucas tinham acesso à uma educação melhor, cabendo à maioria o fardo da maternidade - esse inevitável - associado a condições de trabalho subumanas. Em plena Revolução francesa, 1791, Olympe de Gouges reivindica o direito feminino a todas as dignidades e empregos segundo suas capacidades. Foi guilhotinada, dois anos mais tarde, resposta que a sociedade de então encontrou para ilustrar que o princípio da liberdade, igualdade, fraternidade, possuía alcance limitado. A acusação? "Ter querido ser um homem de estado e ter esquecido as virtudes próprias do seu sexo".

    Durante os séculos seguintes, as mulheres passaram a integrar a força de trabalho fabril, em jornadas que, não raro, chegavam a 14 horas diárias, durante seis dias por semana. Ao organizar um protesto contra as más condições de trabalho, pedindo uma jornada de trabalho de 10 horas, tecelãs de uma fábrica de vestuário feminino Tecidos Cotton, em Nova Iorque, foram obrigadas a refugiar-se dentro da fábrica, fugindo da polícia.

   As portas foram trancadas, foi ateado fogo à fábrica e, em 8 de março de 1857, 129 operárias morreram carbonizadas. A luta continuou, sendo que nos Estados Unidos o movimento por uma organização sindical foi liderado pelo setor têxtil, ressaltando-se a liderança de imigrantes judeus russos e poloneses. Paralelamente, novos focos de tensão despontavam na Europa e nos EUA. Em 1910 a segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas debate o tema e , a seguir, a ativista Clara Zetkin, muito ligada a Rosa Luxemburgo, propõe, no jornal L´Égalité, do qual era redatora, que o dia 8 de março fosse declarado Dia Internacional da Mulher, em homenagem às vítimas de 1857.

 

 

 

    No ano seguinte, mais de um milhão de pessoas comemoraram a data. Essa prática continuou nas décadas de 1910 e 1920. Na Rússia, dia 23 de fevereiro de 1917, de acordo com o calendário juliano, correspondente a 8 de março do calendário gregoriano, trabalhadoras do setor de tecelagem entram em greve. Segundo Trotsky, teria sido o ponto de partida da Revolução de outubro. Depois do triunfo da revolução, a feminista bolchevique Alexandra Kollontai persuadiu Lênin a tornar a data de 8 de março em celebração da heróica mulher trabalhadora. Enquanto no Ocidente essa comemoração perdia forças, na então União Soviética e, depois da segunda guerra, nos seus satélites, a data continuou sendo festejada.

    Outra faceta da luta das mulheres foi a dedicada à obtenção do direito de voto. Em 1893 esse direito foi conquistado, pela primeira vez na Nova Zelândia. No Brasil, tal viria ocorrer em 1932 com o Código eleitoral - lei 21076 de 24 de fevereiro. Para não desmerecer o famoso "jeitinho brasileiro", já em 1929, Alzira Soriano de Souza elegeu-se prefeita de Lages (RN). Coincidentemente , em 1932, a delegação brasileira para os Jogos Olímpicos de Los Angeles incluiu uma mulher: Maria Lenk. Em 1975, a ONU começou a patrocinar o Dia Internacional da Mulher, não por coincidência, durante o Ano internacional da Mulher.

    Atualmente, passados os sobressaltos do feminismo exacerbado de Betty Friedan, com as queimas simbólicas de sutiãs, as mulheres se fazem cada vez mais presentes em todos os setores da atividade humana. Aquilo que era anômalo ou esporádico tornou-se normal. Se é normal que não as encontremos praticando futebol americano, não causa nenhuma surpresa vê-las presidindo um país.

    Não há mais atividade da qual as mulheres estejam alijadas. Desigualdades persistem ainda, embora seja possível afirmar que houve progressos gigantescos. Pouco a pouco, é evidente a tendência de a data se tornar um evento, cuja conotação comercial tende a superar a história de lutas que a consagrou. O andar da carruagem há de reservar ainda muitas surpresas, embora algumas tendências possam ser consideradas como tendo prazo de validade indeterminado. Por mais que se evolua nessa direção, uma evidência inarredável há de marcar para sempre. As palavras "mulher " e "paixão" possuem o mesmo número de letras.

    As conclusões quanto a essa curiosidade são livres. Ao reler o texto, percebi que acabei de me tornar culpado por excesso de objetividade. Nessa crônica deveria caber no mínimo o tradicional "Parabéns a todas as mulheres do mundo!"

 

Alexandru Solomon


Mulher uma líder nata

 

 

Em homenagem ao dia internacional das mulheres vou abordar um assunto que está mexendo muito com a cabeça das mulheres e, também, com a dos homens, que é o fato de que a mulher é uma líder nata. É muito estranho afirmar isto numa sociedade onde impera a liderança masculina, visto que esta liderança sempre foi e ainda é uma realidade planetária.

    Mesmo com tudo apontando contra, o que “é” sempre aparece e a mulher tem mostrado que é capaz de liderar e que sua liderança vem da condição de sua própria natureza. Penso que os queridos leitores podem até estarem duvidando disto, achando que mulher não tem, por exemplo, capacidade de decisão e até estarem se lembrando da piadinha que conta que: se estiverem mulheres reunidas para tomarem uma decisão, com certeza chamarão um homem para ajudá-las a decidirem!

    A liderança feminina é natural porque tem a ver com a natureza. Tudo na nossa existência nasce e descende desta potência e as mulheres por sua própria natureza são mais próximas, mais parecidas e mais nutridas dela e, afinal a natureza é mãe e por isto é feminina.    Mas será que esta força gestadora é somente a capacidade das mulheres engravidarem, gestarem e parirem filhos? Isto contribuiria para as mulheres serem líderes natas? Somente por esta ótica eu respondo que não. Se compreendermos esta potência gestadora como capacidade de construção eu digo que sim: as mulheres são muito capacitadas para assumirem competências cada vez mais significativas se desempenharem um caminho de liderança fundamentado no feminino como consciência.    A questão não é somente ter mulheres líderes no comando, mas sim mulheres que liderem com consciência da força feminina e saibam direcioná-la.

    As mulheres têm uma maior percepção de foco e de tudo o que o envolve; sua visão é de observar o todo e a parte por isto são excelentes gestoras e fortes em planejamento estratégico. São mais sustentadoras, mais nutridoras, manifestam tudo com maior dedicação; são mais dedicadas, mais profundas, exigentes e capazes de manifestarem várias ações ao mesmo tempo e as sustentarem sem se perderem.

    O mundo necessita de transformações e sinto que as mulheres têm a missão de liderança para a condução deste processo. Para isto necessitam do despertar para a essência da força feminina como uma consciência e ser verdadeiramente mulher de dentro para fora, pois afinal a mulher é uma líder nata.    

Site:wwww.kvt.org.br E-mail:ramyarany@kvt.org.br
Blog: http://super-blog.zoha.com.br/na-teia-com-ramy-arany/


MercadoLivre realiza pesquisa com público feminino e revela os hábitos das mulheres brasileiras

 

O Dia Internacional da Mulher, 8 de março, está chegando. Com o crescimento do público feminino em todas as esferas da sociedade, o MercadoLivre.com realizou uma pesquisa, com o objetivo de entender melhor os hábitos de consumo, hobbies e preferências da mulher internauta brasileira. Um total de 387 internautas do sexo feminino respondeu ao questionário.

    O estudo revela um fato interessante: 90% das mulheres optam por realizar uma atividade ou hobby aos quais dedicam tempo e que lhes dê independência. 38% destas mulheres preferem dedicar tempo à internet e à tecnologia do que praticar atividades físicas (26%); viajar (23%) ou (21%). A maioria das internautas costuma comprar aparelhos eletrônicos (laptops, câmeras digitais, MP3/MP4, ETC).

    No entanto, 44% das entrevistadas prefere aproveitar o tempo livre em atividades com a família e, em segundo lugar, 24% delas responderam que gostam de cuidar de seus filhos. Quando questionadas sobre para quem as compras são feitas, a maioria das entrevistadas afirmou "para a minha casa".

 

A Internet na vida das mulheres

A internet exerce uma grande influência na vida das entrevistadas. 47% afirmam que a internet contribui muito em suas vidas. O meio é utilizado por 67% das entrevistadas para fazer compras. Destas, 33% responderam que o principal motivo que as leva a comprar pela internet é a facilidade de encontrar ofertas indisponíveis no comércio tradicional, sendo que os produtos mais procurados são os aparelhos eletrônicos, com 48% da preferência. 

    A maioria das entrevistadas está na faixa entre 18 e 34 anos, somando 68,7% do total, cursando o Ensino Superior, 19%, e morando com os pais/familiares ou com parceiro/marido e filhos, num total de 51%. 

 

Metodologia:

Amostra: 387 casos;
Período: 3 a 6 de março de 2009;
Público-alvo: Mulheres com mais de 18 anos, residentes no Brasil e usuárias de internet;
Idade: 18 a 24 anos (34,6%); 25 a 34 anos (34,1%); 35 a 45 anos (20,4%); 45 a 54 anos (8,0%) e 55 ou mais anos (2,8%);
Tipo de estudo: pesquisa por amostra realizada por meio de banners na página do MercadoLivre que convidavam o usuário a participar do levantamento;
Instrumento de coleta: Questionário estruturado com perguntas de múltipla escolha e de opinião, com tempo de execução aproximado de 12 minutos;
Técnica da coleta: Online, utilizando a plataforma OH! - empresa contratada para realizar a pesquisa.   


21 de março – Dia Mundial da Infância

Mitos e verdades sobre a importância da atividade física na infância

Queimada, esconde-esconde, pipa, amarelinha, futebol de rua... todas essas brincadeiras infantis foram substituídas pelo vídeogame e pelo computador na era da modernidade. Atualmente, as crianças deixaram de lado essas atividades, que geravam movimento e exercício na rotina do dia-a-dia, e passaram a ter uma vida muito mais sedentária. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o ideal são 60 minutos de atividade, durante cinco dias na semana ou cinco horas semanais.

O roteiro escolar proposto pelas aulas de educação física, que normalmente contempla duas aulas semanais, age positivamente no desenvolvimento dos pequenos, mas ainda é pouco, comparado à recomendação da OMS. A atividade física na infância ajuda a formar ossos mais fortes, o que previne a osteoporose na maturidade, e pulmões mais desenvolvidos, que garantem um suprimento maior de oxigênio para as células do corpo ao longo de toda a vida.

    “Quem se exercita desde cedo, tem menos chance de ficar obeso e desenvolver doença cardíaca. Mas os pais não podem exagerar no limite de atividades e esquecer que criança gosta é de brincar”, esclarece Pablius Staduto Braga Silva, coordenador de Atividade Física do Programa de Promoção de Saúde do Fleury Medicina e Saúde.

    É importante praticar atividade física desde cedo, mas é preciso saber o limite para não causar um resultado contrário e prejudicar o desenvolvimento infantil. As brincadeiras conhecidas, como jogar bola, pega-pega, pular corda, pedalar, entre outras, facilmente atingem a cota de cinco horas por semana de atividade, principalmente até os seis anos. Com companhia e espaço, os pequenos se divertem cumprindo o tempo recomendado de atividade.

    “Só não vale ficar parado. Se a criança mora em apartamento e não possui um local amplo, a família precisa participar para cooperar com a rotina física. Deixar o carro em casa algumas vezes, visitar parques e inventar brincadeiras infantis mesmo no apartamento podem manter a criança longe dos micros ou da TV por longas horas”, diz o especialista.

    A atividade física influencia o sono da criança? Segundo o especialista do Fleury, influencia. “Criança ativa de dia, dorme melhor à noite”, afirma o médico. A influência da atividade física não se restringe somente à qualidade do sono, mas também causa impacto no apetite, no desenvolvimento físico e na saúde global da criança.

Para alcançar os benefícios das atividades, incluir o público infantil em academias e escolas esportivas pode e deve ser feito, mas é importante ficar atento às modalidades que requerem um preparo físico específico, como vôlei, futebol e basquete, por exemplo, que só podem ser realizadas depois dos seis anos. Só depois dessa fase é que a criança começa a compreender as regras, desenvolve reflexos e ganha massa óssea para treinar.

    Os aspectos competitivos dos esportes podem desestimular os pequenos, se não forem bem trabalhados. “Entre os 7 e 12 anos, quando a criança pode praticar um esporte mais elaborado, esses aspectos devem ficar em segundo plano. Nessa fase, a ênfase é no cumprimento de regras, no respeito ao adversário, no trabalho em equipe e no entendimento de que ganhar e perder faz parte do jogo”, explica o médico.

    O incentivo à criança em superar metas nos esportes praticados também precisa de medidas e limites. “A partir dos 13 anos, a criança pode pensar em metas factíveis para cumprir, uma vez que está em condições de fazer um treinamento regular. No entanto, o treinador e os pais têm que tomar cuidado para não exagerar na cobrança de resultados para não desmotivar o jovem esportista”, conclui o especialista.


Dia Mundial do Rim alerta para a situação da doença renal no Brasil

A data chama a atenção sobre os perigos das complicações renais que acometem milhões de pessoas

 

No dia12 de março, o Dia Mundial do Rim ressalta a importância da prevenção da doença renal, problema que atinge, atualmente, cerca de 12 milhões de brasileiros, sendo que 90% não sabem que estão doentes. A situação da doença no país é agravada pela falta de vagas para tratamento e pela escassez de investimentos em prevenção. Outro problema é o desconhecimento dos pacientes em relação às várias formas de terapias, entre elas a diálise domiciliar (peritoneal).

    Atualmente, apenas 10% dos pacientes fazem o tratamento em casa. Em outros países da América Latina, esse número pode chegar a 80%, como no México, e 46%, na Colômbia. Para a presidente da SONESP – Sociedade de Nefrologia do Estado de São Paulo, a diálise peritoneal, ou domiciliar, é uma alternativa para solucionar o problema de falta de vagas para tratamento e conter a crise no atendimento ao paciente renal no Brasil. “Estima-se que, a cada ano, cerca de 4 mil pacientes renais não conseguem se tratar por falta de vagas nas clínicas e hospitais do país”, ressalta a médica.

    “Se a doença renal continuar evoluindo no ritmo atual, a estimativa é que esse contingente dobre nos próximos dez anos, trazendo sérios problemas para os doentes e para o sistema de saúde. Já faltam vagas para diálise, a fila por transplante é longa e o Governo gasta com tratamento muito mais do que gastaria com prevenção”, afirma Lima.

    Segundo a médica, os pacientes já chegam ao serviço de saúde em estado crítico, precisando de tratamentos mais complexos, que podem comprometer sua qualidade de vida. A situação poderia ser evitada se a doença fosse detectada em fase inicial, pela dosagem da creatinina no sangue e análise de urina.

 

Através da realização desses exames, pelo menos uma vez por ano, é possível prevenir e até evitar a evolução para um quadro de insuficiência renal crônica, com necessidade de diálise e transplante.

    Os principais fatores que desencadeiam a doença são a hipertensão arterial, diabetes, obesidade e histórico familiar de doença renal. Problemas renais são considerados as principais causas do desenvolvimento de doenças cardiovasculares no mundo.

 

Doença renal crônica

Estudos americanos demonstram que 11% da população adulta (≥ 20 anos de idade) possui Doença Renal Crônica.  Segundo a SBN – Sociedade Brasileira de Nefrologia, 1 em cada 10 brasileiros já apresentam algum grau de insuficiência renal. Hoje, aproximadamente 87 mil pessoas têm apenas 10% da função renal preservada e, por isso, dependem de diálise ou de transplante renal para sobreviver. Os especialistas estimam que esse número ultrapassará 125 mil casos em 2010 e duplicará nos próximos dez anos, podendo causar um colapso no sistema de atendimento.

 

Fonte: Burson-Marsteller


Lei antifumo reduz monóxido de carbono em 73,5% 

Estudo do Incor feito em cerca de 700 estabelecimentos  revela que os frequentadores de casas noturnas foram os maiores beneficiados pela lei

 

 

Os freqüentadores e empregados das casas noturnas paulistas foram os mais beneficiados pela lei estadual antifumo, que há seis meses proíbe o consumo derivados de tabaco em ambientes fechados de uso coletivo. Nesses locais, houve uma redução de 73,5% nos níveis de monóxido de carbono. É o que aponta estudo detalhado realizado pelo Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas em cerca de 700 estabelecimentos do Estado.

    Nas casas noturnas, o nível de monóxido de carbono ambiental em áreas totalmente fechadas passou de 5,02 ppm (partes por milhão) antes de a legislação entrar em vigor para 1,35. Já a medição realizada em trabalhadores não fumantes apontou queda de 52,6% na contaminação do organismo por CO2, cuja média passou de 7,22 ppm para 3,29.

    Já nos bares a diminuição da poluição ambiental nas áreas inteiramente fechadas foi de 73,1% no período, passando de 5,02 ppm para 1,35 após a lei, e de 48% no organismo de empregados não fumantes (7,22 para 3,75 ppm). Nos restaurantes houve diminuição de 67,8% no nível de monóxido de carbono ambiental das áreas fechadas (4,01 ppm para 1,29) e de 44,7% na contaminação do organismo de trabalhadores não fumantes por CO2 (6,32 para 3,44 ppm).

    “Em locais como casas noturnas e bares, o ganho para a saúde depois da lei antifumo foi enorme. A redução de 73,5% nos níveis de monóxido de carbono nos ambientes fechados é muito significativa e tem reflexo direto na saúde dos frequentadores, sejam eles clientes ou funcionários”, afirma Jaqueline Scholz Issa, cardiologista do Incor e coordenadora da pesquisa.

    “São dados sólidos que demonstram o acerto da nova legislação em favor da saúde de todos os paulistas, especialmente dos não fumantes. Em todos os países onde se restringe o fumo nos ambientes fechados há claros sinais de melhoria na salubridade dos ambientes e na saúde da população. Em São Paulo não está sendo diferente”, diz o secretário de Estado da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata.

    Desde o dia 7 de agosto, quando a Lei Antifumo entrou em vigor, já foram realizadas mais de 219 mil ações de fiscalização por parte da Vigilância Sanitária e do Procon. Foram aplicadas 761 multas em todo o Estado. Como vem ocorrendo desde o princípio, o nível de cumprimento da lei segue superior a 99%.

    A Lei Antifumo proíbe fumar em ambientes fechados de uso coletivo, como bares, restaurantes e casas noturnas. A nova legislação alinhou São Paulo com a tendência internacional de combate aos males causados pelo tabagismo, principalmente em relação ao fumo passivo. E serviu de exemplo para diversos Estados e cidades do país, que vêm aprovando legislações semelhantes, por ambientes fechados de uso coletivo livres do tabaco. Quem quiser informar sobre o descumprimento da lei, pode fazer a denúncia por meio do telefone 0800 771 3541 ou pelo site www.leiantifumo.sp.gov.br

 


Mob2Go: a lista telefônica grátis no seu celular

Já com as primeiras unidades franqueadas em Campinas, São José dos Campos e São Paulo, Mob2Go oferece tecnologia que permite consultar gratuitamente a lista telefônica via celular, sem precisar navegar na internet.

 

Basta baixar o aplicativo gratuitamente e o celular vira uma lista telefônica comercial móvel. Esse é o principio por trás da tecnologia oferecida pela Mob2Go, líder em desenvolvimento de aplicativos de mobile marketing, que está substituindo a lista telefônica convencional por uma nova lista telefônica comercial no celular. “Quem tiver instalado o aplicativo, que ocupa menos espaço do que uma foto digital, terá disponível uma lista de empresas para consultar telefones, sites e endereços”, explica Roberto Saretta, diretor comercial da Mob2Go. As consultas são feitas sem precisar usar internet, basta abrir gratuitamente o aplicativo. “Adeus listas grandes e complicadas que não são ecologicamente corretas. Atualmente, para a cada 1 milhão de listas telefônicas impressas são derrubadas aproximadamente 14 mil árvores ”, ressalta o executivo.

    A Mob2Go disponibiliza o aplicativo gratuitamente através do serviço de bluetooth marketing nos estabelecimentos credenciados e no site www.mob2go.com.br para ser baixado e instalado no celular. E ainda existe a possibilidade “viral”, com o aplicativo sendo repassado pelo usuário a amigos.

    As listas Mob2Go são divididas por cidades e regiões, trazendo as indicações de empresas de diversos seguimentos de mercado. Para quem viaja, por exemplo, uma opção é baixar as listas das cidades que está visitando.

 

“De farmácias a academias, de serviços de guincho a livrarias, o usuário tem tudo na palma da mão, fácil de usar. Inclusive, do próprio contato da empresa é possível ligar diretamente, bastando um clique, sem ter que discar manualmente cada número”, explica Saretta.

    Como a lista telefônica comercial Mob2Go prevê também anunciantes, a idéia de criar uma rede de franquias em várias cidades brasileiras caiu como uma luva para o projeto. A potencialidade de mercado está nos mais de 168 milhões de celulares ativos no país (outubro/2009) que, segundo a Anatel, significam um share de 87,6 linhas por 100 habitantes. “Já temos unidades franqueadas operando nas cidades de Campinas, São Jose dos Campos e São Paulo, com outras 14 em negociação. O plano é expandir pelo estado de São Paulo e estar nas principais capitais brasileiras até o final de 2010”, explica Saretta. As franquias para a comercialização de anúncios da lista telefônica Mob2Go partem de um investimento de R$ 15 mil e chegam até R$ 50 mil, com um prazo de retorno estimado de 6 a 12 meses.

    Com tecnologia proprietária e capital 100% nacional, a Mob2Go criou esse aplicativo móvel - em formato de agenda - de olho nas mais novas tendências mundiais em termos de tecnologia. “A mobilidade atualmente é fator fundamental para o sucesso de pessoas e empresas. Cada vez mais os aplicativos para celular irão facilitar o dia-a-dia das pessoas”, explica Saretta. Para o futuro, a Mob2Go já planeja novos aplicativos.


Esporte e saneamento

A realização da Copa do Mundo de futebol e da Olimpíada no Brasil representa uma grande oportunidade de elevar os níveis de saneamento básico no país e ampliar a realização de negócios na área de tratamento sanitário

 

Deixando de lado o ufanismo dos milhões de torcedores amantes do futebol e de dezenas de modalidades esportivas, a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016 são oportunidades únicas de proporcionarmos melhor qualidade de vida aos brasileiros. Embora a segurança pública, com frequência, tome a atenção e a preocupação da população, temos sérios problemas de infraestrutura, que deixam o país muito longe de figurar como uma nação desenvolvida.

    Os investimentos serão grandes e, especialmente devido a Copa do Mundo, os benefícios podem ser ainda maiores, mesmo que baseados nas necessidades dos eventos. Entre os Estados sede, os contrastes são enormes: enquanto as regiões metropolitanas de São Paulo, Salvador, Brasília, por exemplo, possuem mais de 80% da população atendida por redes de saneamento, a cidade de Natal conta com 80% das moradias sem este serviço. Os dados foram levantados pela Fundação Getúlio Vargas para o Instituto Trata Brasil, que acredita que investimentos de R$ 7 bilhões seriam suficientes para universalizar o saneamento nas 12 cidades.

    E mesmo na cidade do Rio de Janeiro, sede da copa e da Olimpíada, existem significativas deficiências destes serviços, seja na Baixada Fluminense ou na Barra da Tijuca, que ainda precisam de investimentos nestas áreas. O dossiê de candidatura do Rio de Janeiro à sede olímpica prevê a aplicação de US$ 14,4 bilhões de recursos públicos e privados na estrutura do Comitê Organizador e para a infraestrutura dos Jogos. É importante ressaltarmos que saneamento traduz-se em água preservada, esgoto tratado, praias, rios e lagoas limpas e saúde humana e ambiental.

    Na média, pouco mais de 50% dos brasileiros são atendidos por saneamento básico. Os impactos desta realidade afetam a vida das pessoas e a economia do País. A área de saúde é a que mais absorve os efeitos negativos desta deficiência estrutural. Os problemas causados pela falta de saneamento causam 22% mais óbitos em crianças de 0 a 6 anos do que naquelas com acesso a estes serviços. Entre os adultos, 12% das faltas ao trabalho têm relação com a insuficiência de saneamento.

    A questão é preocupante e merece atenção dos órgãos públicos e privados. Embora a infraestrutura básica dependa de iniciativas governamentais, empresas e indústrias dos mais diversos setores e construtoras - neste caso, mais focadas no setor hoteleiro - têm neste momento a possibilidade de abrir novos caminhos nesse mercado, com medidas bastante significativas, ainda que individuais. Um exemplo é a instalação em empreendimentos imobiliários de estações compactas de tratamento de esgoto e reúso de água tratada, que ajudam a diminuir o consumo de recursos hídricos ou, no mínimo, contribuem para que o efluente tratado seja devolvido sem riscos à natureza, aquecendo o setor como um todo.

    Esta é uma ótima oportunidade e agora é a hora de pensarmos o que queremos para o nosso presente e futuro.

 Giovani Toledo


Brasil possui 25 milhões de brasileiros conectados a rede

 

Aumento do número de internautas está contribuindo diretamente para o crescimento do comércio eletrônico no Brasil. Segundo pesquisa da Internet Pop, realizada pelo IBOPE Mídia, o acesso a internet aumentou 10% entre 2008 e 2009. Os dados apontam um crescimento de mais de 25 milhões de brasileiros conectados na rede.
    Outro fator em destaque é a facilidade do acesso a rede, principalmente por meio de aparelhos móveis. A pesquisa destaca que nas regiões metropolitanas, 66% dos 17 mil entrevistados, quando não por computadores convencionais tem acesso a rede por meio de aparelhos celulares.

   Para Reinaldo Martins, essa democratização do acesso a rede mundial de computadores só vem a favorecer o comércio eletrônico. "Comprar pela internet é mais prático, cômodo e rápido. Sem contar a imensa variedade de produtos ao alcance do consumidor que nem sequer precisa sair de sua casa. Vai ser uma questão de tempo para a rede ser o meio de compras preferido pela maior parte dos brasileiros, o acesso à web torna-se cada vez mais acessível e a disponibilização de meios de pagamentos que facilitam o parcelamento de compras é cada vez maior.

    Além disso, esperamos para esse ano um crescimento maior ainda. Em 2009, segundo dados da consultoria e-bit, somente no período do Natal houve alta de 28% no numero de internautas chegando a quatro milhões de novos e - consumidores, comparando com o mesmo período em 2008.


Para 2010, a expectativa será maior ainda, com a entrada da classe C no comércio eletrônico e grandes marcas, o segmento tem como objetivo a inclusão digital das micro e pequenas empresas no mercado para garantir maior diversidade de produtos e opções uma vez que apenas 6% dos comerciantes físicos estão presentes no varejo virtual.
    A projeção de crescimento para o setor de telecomunicações é de 21% em 2010, impulsionados pelo aumento de usuários de internet. De acordo com o levantamento da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), esse índice será alcançado pelo Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), iniciativa do governo federal que visa massificar o uso da internet rápida no país e tem meta de alcançar 90 milhões de acessos individuais até 2014.
 

Fonte: Tray

 

Eletrodomésticos e similares deverão ser certificados até 2013

 

A partir de 1º de julho de 2011, um grupo de 87 famílias de eletrodomésticos e similares - inclusive industriais - fabricados ou importados para comercialização no Brasil deverão ser certificados de acordo com regulamento do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial). A Portaria 371, que torna a certificação obrigatória, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) em dia 31 de dezembro 2009. Estão entre os produtos de uso residencial que deverão ser certificados o ferro de passar roupa, secador de cabelo, aspirador de pó, multiprocessador, liquidificador e aparelho de barbear. Estão entre os equipamentos comerciais e industriais as máquinas de vendas (como de comidas e refrigerantes), fogões, fornos, chapas elétricas e aparelhos multifuncionais para cozinha de uso comercial.

    A Portaria 371 do Inmetro baseada em uma norma internacional da IEC (International Eletrotechnical Commission) para eletrodomésticos e similares e tem o objetivo de aumentar a segurança do usuário desses aparelhos. Alfredo Lobo, diretor da Qualidade do Inmetro, explica que a obrigatoriedade da certificação aumentará a segurança dos aparelhos porque, para receber o selo, eles serão submetidos a testes de laboratórios e os fabricantes terão a linha de produção auditada periodicamente. Atualmente, existem 13 laboratórios no Brasil autorizados a fazer a avaliação de acordo com os critérios determinados pelo Inmetro.

“Creio que a certificação contribua, em curto prazo, para que os fabricantes aperfeiçoem seus produtos. Quem será beneficiado é o próprio consumidor, que comprará utensílios domésticos que oferecem mais segurança”, explica Lobo.

    A nova regulamentação ampliou a lista de eletrodomésticos com certificação compulsória e só deixou de fora aqueles que integram o Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), porque já são avaliados diretamente pelo Inmetro dentro do programa de avaliação da eficiência energética inclusive quanto aos aspectos de segurança. O comércio terá até 1º de janeiro de 2013 para escoar o estoque de produtos nacionais e importados que estejam fora dos padrões definidos pela regulamentação. A ampliação da compulsoriedade obedecerá ao seguinte calendário:

 

Calendário para adaptação dos fabricantes, importadores e comércio

Prazo

Medida

1º de julho 2011

Fabricantes e importadores de aparelhos eletrodomésticos não poderão mais fabricar e importar equipamentos fora das exigências.

1º de julho de 2012

Fabricantes e importadores de aparelhos eletrodomésticos não poderão mais comercializar para o atacado/varejo produtos fora do padrão.

1º de janeiro de 2013

O comércio atacadista/varejista não poderá mais vender aparelhos eletrodomésticos fora do padrão.

 

Lista dos eletrodomésticos e outros equipamentos que deverão ser certificados

 

Aspiradores de pó

Exterminadores de insetos

Ferros de passar roupa

Banheira de hidromassagem

Fogões e fornos

Aquecedores de ambiente por armazenagem térmica

Barbeadores e cortadores de cabelo

Máquinas de enxaguar comercial

Tostadores e grills

Máquinas elétricas de cozinha de uso comercial (moedor, etc)

Máquinas de tratamento de piso e lixamento ou polimento úmido

Filtros de ar,  ionizador de ar

Placas aquecedoras

Aquecedores de camas d’água

Fritadeiras e frigideiras

Máquinas de tratamento e limpeza de chão para uso comercial e industrial

Multiprocessadores

Máquinas para limpeza de carpete com spray para uso industrial e comercial

Aquecedores de líquidos

Aspiradores de pó (seco e úmido) para uso comercial e industrial

Trituradores de lixo alimentar

Máquinas de ordenha

Cobertores e lençóis elétricos

Aparelhos elétricos de aquecimento para criação e reprodução animal

Aquecedores de água  por acumulação

Máquinas para tratamento de piso para uso comercial e industrial

Aparelhos para cuidado da pele ou cabelo

Aquecedores para líquidos fixos de imersão

Relógios digitais

Aquecedores portáteis de imersão

Aparelhos de exposição da pele à radiação Ultravioleta

Máquinas de vendas (vending machines de refrigerantes e comidas)

Máquinas de costura

Cercas elétricas

Carregadores de pilhas e baterias

Cortadores de grama industriais

Aquecedores de ambiente

Churrasqueiras elétricas para uso externo

Coifas

Limpadores de alta pressão e vapor

Aparelhos de massagem

Piso aquecido

Moto-compressor

Terminais de auto-atendimento bancários

Aquecedores de água instantâneos

Aquecedores para dreno de telhado

Fogões e fornos elétricos de uso comercial

Assento elétrico para Toaletes

Fritadeiras elétricas para uso comercial

Máquinas de limpeza de tecidos a vapor

Chapas elétricas para uso comercial

Máquinas elétricas de pescar

Aparelhos multifuncionais de cozinha para uso comercial

Equipamentos para choque em animais

Bombas de água

Umidificadores com uso associado com aquecimento, ventilação ou sistema de ar condicionado

Fornos elétricos de uso comercial por convecção forçada, forno assador a vapor

Cortadores de grama residenciais

Secadoras de roupa com varal e fluxo de ar quente ???

Roçadeira elétrica

Secadores e passadores comerciais

Tesouras cortadoras de grama

 

Sopradores de ar quente e ferramentas móveis de aquecimento

Motores para portão de garagem

Panelas elétricas

Folhas flexíveis para aquecimento de ambiente

Grill e tostadeiras de uso comercial

Comando para cortinas e similares

Balcões com aquecimento elétrico de uso comercial

Umidificador

Equipamento para banhos-maria elétricos de uso comercial

Exaustor elétrico

Bombas estacionárias para aquecimento e serviço de instalações hidráulicas

Assopradores elétricos para a limpeza de jardins

Escova de dente elétrica

Vaporizadores

Aparelhos para aquecimento para saunas

Aquecedor para óleo e gás tendo conexão elétrica

Aparelhos para limpeza de superfícies usando vapor

Movimentador para portas e janelas

Aparelhos para uso em aquários (bombas de ar, termostatos)

Aparelhos para reciclar gás refrigerante de aparelhos refrigeradores

Projetores

Cabines de banho

Aquecedores de piso acarpetado

Secadores de cabelo

Liquidificador

 


Fique atento às microtendências da internet em 2010

Se o seu objetivo é criar diferenciais para estar à frente dos concorrentes, preste atenção nas atividades de pequenos grupos com potencial de provocar grandes transformações

 

É fácil acompanhar as principais tendências da internet no Brasil. Órgãos públicos, associações do comércio e indústria, agências de publicidade e companhias de tecnologia realizam constantes pesquisas sobre a web e divulgam seus principais resultados na imprensa. É assim que ficamos sabendo que o Brasil já possui 68 milhões de internautas, que o comércio eletrônico teve vendas de R$ 1,6 bilhão no Natal e que as redes sociais como Orkut, Facebook e Twitter já são usadas por 45,5 milhões de pessoas.

     São informações valiosas para você desenhar o cenário de mercado e planejar seus investimentos em marketing digital, sem dúvida. Mas se o objetivo é criar diferenciais para estar à frente dos concorrentes, fique atento também às microtendências, atividades de pequenos grupos com potencial de provocar grandes transformações na forma como usaremos a web nos próximos anos. 

    Microtendência é um fenômeno restrito a menos de 1% da população, mas que é capaz de influenciar fortemente toda a estrutura de um país (ou mesmo do mundo) e ganhou popularidade com o livro “Microtrends: The Small Forces Behind Tomorrow´s Big Changes” (Microtendências: as pequenas forças por trás das grandes mudanças de amanhã). Para comprovar sua tese, o autor Mark Penn, profissional da área de pesquisa de mercado nos EUA, levantou 75 microtendências ocorridas em seu país, sendo uma das principais o papel preponderante de uma minoria religiosa na reeleição do presidente George Bush em 2004.

    Já é possível detectar microtendências na internet no Brasil, ou seja, o comportamento de minorias com potencial de mudar os hábitos da maioria. Abaixo, listei sete que deverão influenciar o uso da web em 2010, tanto em relação aos consumidores quanto às empresas. 

 

Microtendência 1 – A internet substitui os telefones fixos

A expansão e popularização da banda larga vai permitir a adoção cada vez maior de plataformas de comunicação totalmente baseadas na internet, como o Skype. Simples e prático, basta baixar o programa no computador e preencher as configurações básicas e você já pode conversar à vontade, de graça, com outra pessoa que também tenha uma conta no serviço. Pagando um plano de minutos como o de um celular é possível fazer ligações para telefones fixos em qualquer lugar do Brasil pagando valores muito menores que o das operadoras de telefonia.

 

Microtendência 2 – Virtualização das reuniões

Outra conseqüência da popularização de plataformas como o Skype é a virtualização das reuniões.  Isso porque é possível não apenas conversar, mas visualizar o interlocutor (desde que os computadores utilizados estejam equipados com webcams, recurso também cada vez mais comum) e compartilhar a tela do próprio computador. Assim é possível, por exemplo, apresentar um relatório para um cliente em detalhes e tirar todas as dúvidas sem ter de se deslocar de seu escritório.

É uma solução perfeita para agilizar reuniões e evitar deslocamentos desnecessários e cada vez mais difíceis nos grandes centros urbanos por causa do trânsito e dos congestionamentos.

 

Microtendência 3 – Fim da supremacia do “clique”

Uma das principais formas de mensurar os resultados das campanhas de publicidade online sempre foi o custo por clique (CPC), o valor pago pelo anunciante sempre que um internauta clica em seu anúncio. Porém, estudo recente realizado pela ComScore, especializada em métricas de internet, revelou que um banner ou anúncio, mesmo não clicado, influencia diretamente nas vendas por meio da exposição da marca. A pesquisa mostrou que os banners aumentaram as vendas dos varejistas norte-americanos em 22%, mesmo com baixas taxas de cliques.

Estes dados avalizam a opinião de um pequeno grupo de profissionais de publicidade e propaganda, que há tempos defendem novas formas de avaliar os resultados do marketing digital.     

 

Microtendência 4 – Pontas de estoque e clubes de compra online

Sem alarde, lojas virtuais que funcionam como pontas de estoque ou clubes de compra, como Privalia, Brands Club e Superexclusivo, estão se tornando uma febre entre as mulheres justamente por reunir tudo que elas gostam: produtos de marcas famosas por preços incrivelmente baixos, vendidos em um lugar que só as iniciadas no mundo das compras conhecem. É possível encontrar, por exemplo, biquínis da badalada grife Lygia & Nanny (que em shopping centers não saem por menos de R$ 300,00) por apenas R$ 39,90. Mas para aproveitar é necessário ser apresentada por uma amiga já cadastrada no site.

 

Microtendência 5 – Compra direta nos EUA

Se a onda é aproveitar os descontos na internet, por que não ficar de olho nas mega-liquidações das lojas norte-americanas e aproveitar a baixa do dólar? Este é o filão dos sites de compra direta nos EUA, outra microtendência dentro do comércio eletrônico. Sites como Skybox e Aeropost (que passou a operar recentemente no Brasil) não são lojas virtuais, mas facilitadores de entrega. Ao se cadastrar, você passa a ter uma caixa postal nos EUA (vinculada diretamente ao escritório da empresa), onde pode endereçar as suas compras. Ao chegar, sua encomenda é despachada diretamente para o Brasil, com todos os impostos inclusos. A vantagem desse serviço em relação à remessa direta é o custo do frete, que alguns casos pode ficar em menos de 50% do valor normal.

 

Silvio Tanabe 

 


2010, o ano do Cloud Computing

 

 

Em breve, a nuvem computacional estará tão integrada à vida das pessoas quanto a eletricidade: você usará o tempo todo, sabe que poderá contar com ela em qualquer circunstância, mas poucas vezes vai parar o que está fazendo para questionar onde estão armazenadas as informações e de que forma. Fato é que, assim como o uso de computadores e telefones celulares será multiplicado, em 2010 o Cloud Computing – ou computação nas nuvens – deverá sofrer grande expansão.

    Atualmente, metade das aplicações pode ser armazenada na nuvem computacional. A outra metade ainda está mais segura ao contar com a infraestrutura tradicional de TI, sob proteção de um excelente firewall. Obviamente, avanços vêm sendo feitos no sentido de elevar esse percentual até 100%.

    Por ora, muitos empresários ainda se questionam sobre como o cloud computing irá influenciar as operações, quais procedimentos têm de mudar, assim como quais são as alterações relevantes necessárias dentro do fluxo de trabalho e da cultura organizacional.

    O monitoramento, bem como as questões de segurança e os custos relacionados ao cloud computing estão sendo aperfeiçoados. Mas, assim que essas questões forem sendo resolvidas, a nuvem computacional elevará os negócios a um patamar sem precedentes.

    Primeiramente, democratizará a TI num sentido totalmente inovador. Se hoje assistimos a uma grande oferta de hardware enquanto o desenvolvimento de software ainda limita o investimento de muitas empresas, haverá uma completa democratização em todos os sentidos. Como já vem sendo cada vez mais comum nos Estados Unidos e Europa, crescerá a oferta de software grátis. As empresas pagarão pelo uso, sendo desobrigadas a fazer investimentos milionários.

    Grosso modo, esse modelo de TI foi antes explorado pelos setores de imóveis, automóveis e, inclusive, trajes de festa. Ninguém mais será obrigado a pagar para ter; somente para usar é que pagará determinado valor. Não sendo novo na economia, esse modelo de negócios está comprovadamente predestinado ao sucesso, haja vista que as empresas poderão redirecionar seus investimentos para ganhar competitividade.

    Ao invés de o cliente adquirir um software e solicitar manutenção e upgrade posteriormente, ele contrata uma “infraestrutura” de serviços que implica na alta performance e disponibilidade permanentes, assumindo apenas uma mensalidade. Ao juntarmos tudo isso, temos um modelo em que a computação (processamento, armazenamento e software) está em algum lugar da rede que é acessada remotamente, via internet. Isso é cloud computing. E esse é um modelo que promete movimentar as empresas brasileiras este ano.

 

Guilherme Araújo


Desmitificando o Excel - Dicas para usá-lo sem medo

 

O Excel é considerado por muitos usuários de computador um grande pavor. Criar planilhas e editar fórmulas chega realmente a amedrontar quem não domina o sistema. Entretanto, Fábio Vianna, diretor da Fábrica de Planilhas, garante que não há motivos para temer o programa. “Posso garantir que 95% das tarefas feitas no Excel são simples”, afirma o especialista.

    De acordo com Fábio Vianna, o problema está na falta de conhecimento dos usuários, que muitas vezes tentam se tornar autodidatas.

    “Em geral, as pessoas aprendem o Excel no dia a dia delas, sem um processo formal de aprendizado. Como elas aprendem sem um método, acabam tendo dificuldades em procurar soluções e analisar o problema sob outros aspectos. Aí, ficam com a ideia de que o Excel é difícil.”

    O diretor da Fábrica de Planilhas ressalta, entretanto, que não adianta recorrer a cursos sem qualificação. “Assim como em idiomas, por exemplo, é necessário um método para se aprender Excel, com instrutores preparados e que motivem os alunos. Caso contrário, o Excel ficará com a ‘culpa’, quando na verdade é do método e do facilitador”, completa.

    Fábio Vianna diz que, com prática, um usuário iniciante consegue aprender tudo o que precisa em seis meses. “A analogia com o Inglês é perfeita: você só aprende o idioma se praticar. Com Excel é a mesma coisa.”

    Além de um treinamento qualificado, o especialista explica que pesquisas em fóruns e sites, troca de ideias com colegas e leitura de livros de qualidade também colaboram para o aprendizado do Excel.


O bolso contra o contra o cigarro

 

O consumo no país vem caindo, principalmente em função das últimas políticas publicas de combate a esse mal, como proibição do uso desse produto cancerígeno em bares e locais fechados. Entretanto, o número de pessoas que possui esse vício no Brasil ainda é grande. Mas como combater esse mal?

    Uma forma de combater os problemas que o cigarro causa para a saúde física é mexer com outra saúde, a financeira, com o aumento no custo desse produto. Esse ato deve partir do Governo, com o aumento da taxação de impostos nesse produto. Apesar dos impostos serem abusivos no país, nesse caso eles seriam um mal necessário, com o dinheiro extra conseguido sendo usado para investir na saúde e em novas políticas de combate ao tabagismo, com distribuição de medicamento para que as pessoas parem de fumar.

    A conta é simples, se os impostos fizerem com que aumentem o valor do cigarro em R$3,00, um fumante que consome dois maços de cigarro por dia gastará a mais, por mês, R$180,00. Esse aumento de custo no orçamento mensal das pessoas com certeza fará com que muitos repensem sobre a importância de manter esse vício.

    Infelizmente, com os preços atuais poucas pessoas se dão conta do risco financeiro que proporciona. É lógico que esse risco é muito menor do que os físicos, entretanto, não podemos negar que esse impacto reflita na economia diária do viciado e, aumentando o valor do produto, todos sentirão esse impacto.

    Uma forma de vermos a importância de parar de fumar para a economia de uma pessoa é analisar que, com os preços atuais do cigarro, se uma pessoa consumidora de um maço por dia parar de fumar, economizar e investir esse valor (R$ 2,75) diariamente, ao final de 20 anos esta pessoa terá R$ 81.613,57 e ao fim de trinta anos terá R$ 288.334,54.

    Isso sem que contemos os gastos que um fumante terá nesse período com problemas de saúde, ocasionado pelo cigarro, e da perda de rendimento no trabalho em função do cansaço que esse vício proporciona.

    O ato de fumar não faz só que o viciado perca dinheiro, o tabagismo gera uma perda mundial de 200 bilhões de dólares por ano, sendo que a metade dela ocorre nos países em desenvolvimento. Este valor, calculado pelo Banco Mundial, é o resultado da soma de vários fatores, como o tratamento das doenças relacionadas ao tabaco, mortes de cidadãos em idade produtiva, maior índice de aposentadorias precoces, aumento no índice de falta ao trabalho e menor rendimento produtivo.

    Isso é, o cigarro também faz com que os governos tenham menos dinheiro para investir em outras áreas da saúde, o que garantiria uma maior longevidade à toda população.

    Agora se você é fumante imagine: como você estará daqui a trinta anos continuando a fumar? Sua saúde estará boa? Quanto você terá gastado?.

    Agora imagine: se as pessoas pararem de fumar hoje e investirem esse dinheiro, daqui trinta anos, além de terem de qualidade de vida muito maior, ainda estarão quase R$ 300mil mais rico. Isso com os preços atuais, agora imagine se os preços desses produtos aumentarem, não valerá realmente a pena para de fumar?

 

Reinaldo Domingos


Copa 2014: Lições da África para o Brasil

 

O estádio Moses Mabhida Stadium, em Durban, na África do sul, um dos que vão receber jogos da Copa do Mundo 2010, é um exemplo do esforço que o Brasil terá de fazer para sediar os  jogos da Copa 2014. O projeto arquitetônico do estádio mostra claramente a  preocupação com o futuro, já que o design do local foi projetado para ser sustentável: "Temos que olhar para além do evento Copa do Mundo, por isso o estádio foi projetado para ser sustentável", disse chefe o departamento de Relações Governamentais da área de Durban, Eric Applegreen, durante o Seminário Internacional de Futebol: Copa do Mundo de 2014 no Brasil e em São Paulo.

    Durban está localizada na província de KwaZulu-Natal, na costa do Oceano Índico. Tem  cerca de 2.7 milhões de habitantes e é a terceira da África do Sul em número de habitantes, depois de Joanesburgo e Cidade do Cabo.

    O Moses Mabhida Stadium, que possui esse nome em homenagem a um dos líderes que lutaram pela liberdade do  país, possui algumas particularidades: "No entorno dele, criamos espaços  públicos, permitindo a interação com áreas de comércio da região", explicou  Applegreen. Além disso, foi construído um teleférico no estádio, em uma plataforma que foi agregada ao local. Essa prática, de acordo com Eric, tem explicação: "Investimos de forma que se olhe para além do momento Copa do Mundo, visando o futuro."

    Applegreen também citou outros itens importantes na  preparação de Durban para receber os jogos da Copa: a criação de um plano de  operação para a cidade, envolvendo temas como segurança, limpeza,  sustentabilidade ambiental além dos investimentos em áreas de centros de  treinamento, investimento este que será uma herança para a região, focando não  apenas o presente como também o futuro. Eric destacou a importância de um  efetivo programa de transportes públicos, devido à alta demanda por este tipo de serviço em um evento da magnitude de uma Copa do Mundo. E deixou um alerta para a organização da Copa do Mundo no Brasil: "Todas as variáveis podem impactar no orçamento e no cronograma do evento."

 

Filosofia do futebol

O professor Manuel  Sérgio, presidente do Instituto Piaget de Ensino Superior de Almada, Portugal,  chamou a atenção para a oportunidade que o Brasil tem, com a preparação da Copa,  de mudar a mentalidade do esporte no país, estendendo-o à infância, aos  trabalhadores, aos pobres. "A primeira ideia do governo deve ser de enxergar o  futebol e todas as demais modalidades esportivas como um serviço público. O  esporte deve ser a expressão do desenvolvimento de um povo". O professor Sérgio, que também é autor do livro "Filosofia do Futebol", acredita que o papel do filósofo é o de criticar. E convida toda a sociedade brasileira para exercitar essa crítica na Copa de 2014: "O Brasil atualmente é uma potência, mas seria um país mais justo se, para cada jogador de futebol que surgisse, para cada Pelé, o país revelasse um cientista, um artista, um médico. Um país desenvolvido dá espaço para desenvolver todas as potencialidades".

 


Feiras: uma oportunidade de expandir negócios

Saiba como utilizar esta ferramenta de marketing  

 

Atualmente para ter mais sucesso em nos negócios é necessário explorar as ferramentas de marketing. Dentre tantas opções, expor em feiras é uma ação que tem uma boa relação custo x benefício. A participação em eventos corporativos é extremamente importante para fixação, expansão e divulgação de uma marca ou empresa. Além disso, ajuda a firmar novas parcerias, desenvolver acordos operacionais, conhecer novas tecnologias, ter contato com novas ideias, oportunidades, mercados ou produtos, troca de informações e se atualizar.

    Para a gerente de Marketing do Grupo Diretriz, Fernanda Skraba, em uma feira de negócios todos tem um único propósito: estar ou se fazer presente no mercado, além de ser uma oportunidade de obter uma visão global de como o mercado está se comportando. “A feira é uma das melhores e mais completas ferramentas de Marketing, o empresário precisa saber extrair tudo que a ferramenta lhe proporciona é um passo para sucesso”

    A participação numa Feira consiste em três fases: antes, durante e após. Antes abrange o período de planejamento e organização; durante significa o atendimento ao público, a prospecção de novos clientes e parceiros, divulgação da empresa, produtos ou serviços e fechamento de negócios; no pós-feira deve-se dar continuidade ao contato que foi feito durante o evento aos possíveis e atuais clientes, por meio de e-mails e cartas de agradecimento pela atenção recebida. “É importante construir uma boa rede de relacionamentos, mantendo contato periódico com possíveis fornecedores, clientes e empresas de referência”, ensina Fernanda Skraba.

 

Participar de uma feira exige planejamento. Confira algumas dicas:

 

Inicialmente é preciso definir o espaço do stand. Segundo a gerente do Grupo Diretriz, normalmente na maioria dos eventos o expositor poderá comprar uma área mínima de 9m², com montagem básica. “Acima disso é feito a comercialização de área que pode ser conforme a necessidade do cliente”, explica.

 

 

    Após definir o tamanho do stand, se faz um contrato com a empresa que promove a feira. Neste contrato devem constar os termos acordados como locação temporária de espaço, receberá também um manual do expositor, com vários formulários, indicações da estrutura e todas as informações necessárias sobre o local e o evento.

    A montagem do stand é de responsabilidade do expositor. É ele quem define e contrata a montadora, o paisagista, a empresa de alimentos e bebidas, se será necessário fazer instalações elétricas, hidráulicas, dentre outros serviços.

    Também é fundamental escolher as pessoas certas para trabalhar durante as feiras. “É imprescindível ter uma equipe que represente bem o lado institucional e comercial da empresa”, ressalta.

    Deve-se preparar todo o material de papelaria que será distribuído durante a feira, como folders, cartões de visita ou brindes. Os brindes mais comuns e de grande aceitação são bloco de anotações e canetas.

    Deve-se fazer convites personalizados e divulgar a feira em informativos, sites e até enviar email marketing – um informativo que é enviado por email com dados do evento e o que a empresa irá expor. “Convide os seus clientes habituais e também os que você está prospectando. Todos devem ser contatados”, orienta Fernanda.


Depois da crise, um novo cenário de TI

 

Nos últimos 18 meses a economia global sofreu um abalo sísmico em suas estruturas financeiras, comerciais e sociais, sendo obrigada – mais ali do que aqui, a bem da verdade – a encontrar um novo ponto de acomodação. Aparentemente, a crise econômica mundial perdeu força e muitos países começam a se reerguer.

    No Brasil, onde os efeitos da catástrofe econômica oscilaram muito de acordo com os setores e segmentos, parece que estamos caminhando rapidamente para a recuperação. Empresários vêm se mostrando cada vez mais flexíveis e rápidos, fazendo uso da TI para promover total integração entre a empresa e seus clientes, fornecedores e parceiros de negócios.

    Manutenção, up grade, atualização de centenas de aplicações relacionadas a servidores, banco de dados e rede continuarão gerando expectativas altas em relação a desempenho e eficiência, embora esses serviços tenham de se ajustar a orçamentos mais racionais.

    Não há como negar que o cenário de TI já mudou e vai mudar ainda mais nos próximos meses. Enquanto muitas pequenas empresas fizeram de tudo para sobreviver a 2009, tentando honrar compromissos trabalhistas e com instituições bancárias, 2010 acena com a necessidade de se retomar o fôlego, de se estabilizar.

    Mas, enquanto alguns segmentos da economia permitem esse tempo de acomodação, o ambiente de TI é bastante mais exigente – e, por que não dizer, até mesmo cruel. Sem possibilidade de inovar para crescer, muitas pequenas empresas de tecnologia da informação devem fechar as portas até o final do ano.  

    Certamente, quem já vinha experimentando crescimento nos últimos anos e investindo em novos negócios atravessou a crise sem perdas. Estando mais preparadas para a retomada nos negócios, essas empresas devem desencadear, a partir de agora, uma sequência de aquisições e fusões na área de TI. Quem vinha se fortalecendo deverá se tornar ainda mais forte. E quem sofreu um baque nos negócios não terá tempo hábil para fazer frente ao novo mercado, muito mais agressivo.

    É certo, também, que empresas de todos os setores ainda apostam suas fichas nos benefícios que uma boa infraestrutura de TI pode significar em termos de retomada do crescimento, segurança da informação, prospecção e fidelização de clientes. Ainda que os investimentos sejam bastante modestos quando comparados a 2008, às vésperas da crise, os prognósticos ainda são muito favoráveis para este ano. Pelo menos, para quem tem visão e já está preparado para o jogo.

 

Ezequias Sena


Ciber criminosos planejam obter lucros recordes em 2010

Avira prevê mais ataques em PCs de usuários domésticos e profissionais. Ação dos fraudadores está focada em ganhar dinheiro de modo fácil pela Internet. Para isso, a criatividade é a maior arma dos criminosos

 

A Avira prevê que 2010 será um ano de maior intensificação de ameaças aos computadores por meio de novos métodos de ataque criados pelos ciber criminosos, sempre associados ao “profissionalismo” cada vez maior dos roubos de dados. Dessa forma, os especialistas em segurança de TI esperam que o ano terá um forte crescimento do "crime como um serviço", em outras palavras, a oferta profissional de aplicativos ilegais e ataques de computador.

    É por isso que as ameaças futuras serão focadas especialmente no roubo de dados que podem ser utilizados pelos hacker em comércio ilegal e também convertidos em ações que resultem na obtenção fácil de dinheiro. Isso inclui, por exemplo, o roubo de dados ou senhas do cartão de crédito e da conta para uma ampla variedade de serviços de Internet. Além disso, as informações corporativas confidenciais são altamente atrativas para os ciber criminosos. Para se proteger das ameaças cada vez maiores, é necessária uma combinação de proteção contra vírus com atualização constante e aumento da atenção do usuário de computador nos métodos adotados pelos criminosos.

    O aumento das ameaças em 2010 será baseado, segundo a Avira, na maior atividade na área de espionagem comercial e industrial, no aumento do uso de “cópia de dados” e extorsão, e ataques em redes de mídia social e em serviços de mensagens instantâneas.

 

O principal alvo: os usuários domésticos

A Avira considera que novas gerações de malware serão programadas com maior sofisticação para que o código malicioso permaneça imperceptível o máximo de tempo possível, logrando o máximo em benefício para os ladrões de dados. Maior utilização de spam deve ser esperada quando os níveis de tráfego de dados são mais pesados, e os usuários podem ser facilmente levados a visitar outros sites – via plataformas de mensagens instantâneas como Skype, ICQ ou Yahoo Chat. Scarewares conhecidos, como “Fake AV” (ou “Rogue AV”, “Produtos de segurança Rogue”) se tornarão mais agressivos.

    Esses softwares maliciosos fazem com que o usuário acredite que seu sistema foi infectado para oferecer pretensa proteção contra vírus para combater o problema. Entretanto, o que o usuário realmente compra e faz download é uma ferramenta inútil que, além de fraude financeira, pode causar outros danos ao próprio computador.

 

    As ameaças crescentes também incluem downloads sugeridos ou induzidos. Neste caso, os banners aparentemente legais são manipulados e colocados em sites conhecidos para enganar o usuário. Se um usuário visitar um website preparado desse modo, os PCs correm o risco de serem infectados com esse malware. As urls abreviadas, muito populares em redes de mídia social, são cada vez mais utilizadas para ocultar a identidade dos links perigosos. A ameaça se aplica particularmente a sites muito frequentados, como Facebook, studiVZ ou Twitter, por causa do número cada vez maior de usuários e seus estilos de comunicação intensivos.

 

Riscos para os negócios

A Avira prevê que 2010 será um ano com aumento na espionagem comercial e industrial organizada via Internet. Assim, é esperado um rápido aumento nos ataques de espionagem profissional e direcionados a dados corporativos feitos por quadrilhas de criminosos. A Avira também estima um aumento significativo nos ataques às pequenas e médias empresas nos próximos meses. Muitas das ameaças já são bem conhecidas dos especialistas em antivírus:

    O Ransomware tem como objetivo obter o controle do PC inteiro e criptografar os dados no disco rígido. O hacker propõe liberar sua máquina novamente em troca de pagamento. O BSI adverte contra o pagamento de tais exigências, pois não há garantias de que os dados serão liberados após o pagamento.

    Os Botnets, zumbis de PCs, lançam ataques de DdoS (Negação de serviços distribuídos) e usam essa tática de arma de fogo para desativar sistemas de empresas a menos que uma exigência de resgate seja atendida. Os ladrões de dados também estão ficando mais interessados em dados armazenados "em nuvem". O aumento no uso de dispositivos móveis e celulares também representa uma ameaça de ataque e de perda de dados e deve, portanto, ser uma preocupação para o gerenciamento de riscos de TI.

 

Fonte:www.avira.com.br

 


Hipertensão arterial pulmonar: 60% dos portadores morrem sem tratamento

 

A HAP é uma doença complexa que eleva a pressão arterial nos pulmões. É grave, fatal e não oferece perspectivas para os pacientes que não recebem tratamento. Em alguns casos há necessidade de transplante.

    A Hipertensão Pulmonar afeta crianças, adultos e idosos e tem um enorme impacto no dia-a-dia dos pacientes que, muitas vezes, não conseguem sequer levantar os braços para pentear cabelo ou escovar os dentes por conta do cansaço. Ela aumenta a pressão do sangue que passa pela artéria pulmonar e isto resulta num esforço cada vez maior do coração para bombear este sangue, o que leva à insuficiência do órgão. Esta é, na maioria das vezes, a causa da morte dos pacientes. Cerca de 60% dos portadores da HAP sem tratamento adequado morrem e têm uma sobrevida de aproximadamente dois anos após o diagnóstico.

    O grande problema da Hipertensão Arterial Pulmonar são seus sintomas similares a outros males. Na maioria dos casos, os portadores sentem falta de ar progressiva, fadiga, vertigem, desmaios, dor no peito, tosse, inchaço nos tornozelos ou pés, fígado e abdômen dilatados. Também pode ser conseqüência de outras doenças como esclerose sistêmica, doenças cardíacas,  AIDS, esquistossomose, uso de moderadores de apetite, cirrose, embolia pulmonar crônica, apnéia do sono, entre outros.

    Apesar de haver terapias disponíveis no Brasil, a maioria dos pacientes ainda enfrenta dificuldade de acesso aos medicamentos que podem ser oferecidos pelo Sistema Único de Saúde. Embora seja uma doença progressiva, ainda não consta da lista de medicamentos excepcionais do SUS. O Estado de São Paulo elaborou o primeiro protocolo da doença no país e está habilitado a oferecer tratamento com remédios aprovados pela Anvisa - Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

    “Atendemos vários pacientes com Hipertensão Arterial Pulmonar. A Beneficência Portuguesa de SP é um centro de excelência, com recursos médicos e de exames para realização do diagnóstico e acompanhamento desses doentes. Alguns chegam até a precisar de transplante de pulmão, quando há falha no tratamento com remédios”, diz Ciro Kirchenchtejn, pneumologista do Hospital, onde foram realizados o primeiro transplante bilateral de pulmão e o primeiro transplante conjunto de coração e pulmão com êxito no Brasil.


Velocidade máxima: a corrida de firewall e VPN que garantirá o desempenho da segurança na sua rede

 

Dentre as diversas novas aplicações que surgem diariamente, nem todas virão para ficar, mas é certo que as que mudarem o seu business jamais sairão de lá. É neste frenético mundo de incorporação de novas facilidades que tem início a dor de cabeça de todo chefe de TI.

    Novas aplicações trazem consigo o aumento da exposição a riscos além de despertar a curiosidade de hackers, que hoje em dia buscam muito mais obter benefício financeiro do que notoriedade. Nesta linha, produzem ameaças que se sofisticam desde a combinação de ataques a tipos de invasões a redes de maneira inovadora.

    Tais ataques promovem perdas praticamente insuperáveis, portanto uma proteção completa e de rápida reação é exigida. No entanto, para implementar este tipo de segurança é preciso uma verdadeira arrancada tecnológica nos hardwares e também nos softwares responsáveis pela segurança, ou uma brusca queda no desempenho será percebida, especialmente no perímetro da rede. A ordem então é acelerar!

    Há alguns anos o mercado já conta com soluções unificadas de segurança, os chamados UTMs (Unified Threat Management). Estes dispositivos já provaram sua eficiência não só no rápido combate às diversas ameaças e malwares, mas, sobretudo na sua capacidade de gerenciamento, dada a integração entre as soluções de proteção. Esta integração contribui significativamente para redução de custos, melhorando o TCO, e facilitando a análise forense, bem como atendendo às exigências regulatórias (SOX, Base II Accord,e PCI/DSS).

    Para a sorte dos chefes de TI, a preocupação com a aceleração nos dispositivos de segurança de rede bateu antes nos fabricantes de UTM e está dada a largada para a corrida da aceleração de firewalls e VPNs. Nesta corrida, quem "acelerar" mais, mantendo a faixa de preço, chega em primeiro lugar.

    Novos produtos já vêm sendo colocados no mercado desde o ano passado com até 10 vezes mais desempenho em Firewall e VPN na mesma categoria de preços. As demais funcionalidades preservam sua excelente performance.

    As consideradas novas aplicações como VoIP, Video Conferência, E-Learning, Peer-to-peer e etc, que adicionam à rede tantos benefícios quanto exposição, não serão mais uma preocupação, graças aos novos lançamentos do mercado de UTM que garantem a inspeção necessária da informação para identificação rápida e eficiente de risco e manutenção de túneis VPN à velocidade denominada wire speed.

   Desta forma, os chefes de TI já podem se sentir aliviados, avaliando em suas redes, UTMs que prometem endereçar suas dores de cabeça na ordem de 10 Gbps a 20 Gbps de Firewall e VPN com toda a proteção e com ainda mais velocidade, que garante a entrada de novas aplicações na rede conservando a segurança de todo o patrimônio da sua empresa.

 

Eduardo Siqueira


Para CFM, não se deve limitar tempo de atendimento dos médicos peritos

 

O plenário do Conselho Federal de Medicina (CFM) aprovou em janeiro parecer-consulta sobre o tempo de atendimento realizado pelos médicos-peritos. O parecer-consulta 1/10 reitera que nenhum órgão ou instituição tem competência para determinar o período de avaliação médica ou estabelecer o número de atendimentos para qualquer carga horária ou atividade médica.

    De acordo com a Associação Nacional dos Médicos Peritos da Previdência Social (ANMP), tem sido imposto aos peritos médicos previdenciários o limite de 20 minutos para a realização das avaliações em segurados do INSS, além da recomendação de um número mínimo de 24 perícias diárias.

  O parecer esclarece que o Código de Ética Médica (CEM) prevê que “o médico não pode, em nenhuma circunstância ou sob nenhum pretexto, renunciar à sua liberdade profissional, nem permitir quaisquer restrições ou imposições que possam prejudicar a eficiência e a correção de seu trabalho”.

    O CFM lembra que o exame médico-pericial na Previdência Social tem por objetivo a emissão de um laudo técnico, que embasará ou não a decisão final da concessão de um benefício. No mesmo sentido, o CEM estabelece que “nenhuma disposição estatutária ou regimental de hospital ou de instituição, pública ou privada, limitará a escolha, pelo médico, dos meios cientificamente reconhecidos a serem praticados para o estabelecimento do diagnóstico e da execução do tratamento, salvo quando em benefício do paciente”.

    De acordo com a conclusão do conselheiro relator Gerson Zafalon Martins: “a imposição de 24 perícias diárias pelos peritos médicos previdenciários é incompatível com os ditames éticos e da boa prática médica, além do que laudos apressados são insuficientes, incompletos, frágeis e não qualificados. Esses laudos poderão causar injustiça social, pois não concluirão de maneira justa e evidente se o servidor tem ou não direito ao benefício requerido”.



Os novos tempos das farmácias

 

 

Entrou em vigor a resolução 44/2009 da ANVISA. Com ela, várias mudanças serão sentidas em sua próxima visita à farmácia. Sorvetes, comidas, revistas e guloseimas não mais farão companhia a antibióticos, antidepressivos e antialérgicos. Os mais saudosistas devem se lembrar do tempo em que farmácia tinha balcão de madeira, expositores de vidro e cheiro de remédio.

    Naquele tempo - e nem faz tanto assim - os farmacêuticos diagnosticavam e receitavam medicamentos e dosagens. Muitas vezes sem formação específica, acertavam pela experiência acumulada. Conhecíamos o estabelecimento pelo nome do proprietário, o qual invariavelmente de branco e com medidor de pressão nas mãos fazia muitas vezes, o papel de médico da família.

    Os tempos passaram, chegaram as grandes redes e com elas a padronização no atendimento. Lojas com temperatura controlada, mostradores luxuosos, promotores de vendas, programas de relacionamento e descontos, uniformes e discursos padronizados. Estratégias utilizadas para construir a lealdade do consumidor à marca e sustentar este novo modelo de negócios.

    Ir a farmácia é hoje pura diversão. Passear por seus corredores largos e bem iluminados, conferindo os lançamentos virou programa. Batons, perfumes, sabonetes, xampus e medicamentos estão sempre à mão. Ou melhor, estavam. E vêm mais mudanças. Antigripais, antiácidos, antitérmicos e outros remedinhos que compõem nossa farmácia caseira serão transferidos para trás do balcão, como antigamente.

    Não que eu queira voltar ao passado, até porque não me acostumaria às instalações espartanas, nem teria tempo para prosear com o farmacêutico. Como consumidor, tenho receio do impacto que esta medida trará ao ponto de venda. Sinto dor de cabeça só de pensar em mais uma fila, agora na farmácia. Se já não fosse suficiente o martírio vivido nos bancos, supermercados, shoppings e restaurantes.

    Existem diferentes tipos de fila, para os mais variados gostos. Única com etapas sequenciais, paralelas para múltiplos atendentes, específicas para atendentes específicos, em formato de cobra e aleatórias com a distribuição de senhas. As empresas utilizam um ou mais modelos, adequando a demanda à capacidade do sistema. Embora muitas vezes pareça o contrário...

    Antes de escolher o modelo de fila a ser utilizado, é importante levantar sua real necessidade. Seguem algumas dicas:

 

-  Avalie os horários de pico, por dia e por loja. Monitore o fluxo de clientes, o tempo médio gasto e as áreas da loja com maior concentração. Coloque as informações numa planilha ou gráfico, até que uma tendência seja estabelecida.

-  Estude o comportamento de compra dos consumidores. Verifique se há algum padrão entre os medicamentos que foram para trás do balcão versus horário, clima, dia da semana ou tipo de loja. Correlações interessantes podem ser encontradas.

-  Considere as vendas cruzadas de produtos. Descubra qual produto leva o consumidor ao ponto de venda. A venda de um barco de pesca pode começar pelo anzol.

Se depois desta análise, a implantação de algum sistema de fila seja inevitável, lembre-se que para um consumidor:

-  O tempo desocupado parece mais longo do que o ocupado.

-  A espera incerta é mais longa do que a espera conhecida, finita.

-  A espera fisicamente incômoda parece maior do que a confortável.

-  A espera injusta é mais longa do que a equitativa.

-  A espera sem explicação é mais longa do que a explicada.

Com base nestas premissas, lembre-se que você só terá a ganhar investindo no bem estar de seus clientes. Conforto, tecnologia, funcionários preparados e transparência são o mínimo que se espera de alguém em quem um dia confiamos tanto.

 

Marcos Morita



Veja os cuidados para uso de redes sociais nas empresas

Cresce o interesse de companhias brasileiras pela criação de suas próprias redes sociais, que também exigem precauções para o uso
    Monitorar redes sociais como Orkut, Facebook e Twiiter já é realidade na maioria das grandes empresas. A novidade é a criação da chamada Rede Social Corporativa (RSC), como 'substituta' da Intranet, para uso interno dos funcionários.

Cuidados
Como na aplicação de qualquer novidade no regimento de uma empresa, os responsáveis pela implementação da rede social devem tomar alguns cuidados, principalmente com ações indevidas dos usuários, como conversas nada proveitosas, fofocas, discussões e intrigas, que devem ser fiscalizadas. 
    Fábio Baptista, diretor da Gonow Tecnologia, empresa com expertise na implementação RSC, lembra que em redes sociais púbicas são comuns experiências negativas como a criação de perfis falsos e, no meio corporativo, quando não se toma o cuidado necessário, isso também pode acontecer.
    Outro cuidado necessário é o de se restringir algumas informações ou conversas dependendo do público que realmente precisa e pode ver determinada mensagem. Em uma Rede Social Corporativa, tudo pode ser organizado de acordo com a hierarquia da empresa. "O presidente da companhia obviamente terá acesso a todas as informações compartilhadas, mas nem por isso o operacional poderá acessar a troca de idéia entre o presidente e seus diretores", conclui Fabio.

Benefícios
Fabio Baptista lembra que a utilização desta ferramenta é uma das formas de promover a troca de conhecimento entre funcionários, estimular a pró-atividade coletiva e conseguir divulgar rapidamente uma informação relevante para determinada área.

 


    "Imagine a facilidade e agilidade com que um funcionário de uma área qualquer, ou até mesmo de outra regional, pode localizar uma informação ou acompanhar o desenvolvimento de um projeto de outra área, sem a necessidade de ligações ou troca de e-mails", ressalta.
    Outro ponto a ser destacado é o da aproximação entre os funcionários mais "operacionais" com o alto escalão. "Dependendo do tamanho da empresa, sabemos que não é nada comum ver uma equipe receber um elogio ou uma mensagem motivacional de seu presidente quando ela bate uma meta. Com a rede social, uma simples mensagem pode ser postada aos profissionais daquela área em questão de segundos", conta Baptista.
    Além disso, a Rede Social Corporativa desperta no funcionário o sentimento de participação ativa na empresa. Mesmo que em áreas e assuntos restritos, ele ganha um canal para apresentar suas idéias ou críticas que podem alavancar o negócio ou aperfeiçoar um produto.



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