Origem
do sobrenome italiano - Eduardo
Coen faz pesquisas dos nomes italianos.
Se você é oriundi e quer saber a origem clique
aqui
Edição
de Março de 2010
Dia Internacional de Poucas
Mulheres
Não deixa de ser engraçado ver,
nos meios de comunicação, tantas mensagens rosadas exaltando o
lado doce e meigo da mulheres por ocasião do 8 de março.
Todo mundo
quer vender seu peixe e tirar sua casquinha do Dia
Internacional da Mulher, o que não tem nada de errado numa
sociedade capitalista como a nossa.
Pouca gente
se preocupa, no entanto, em saber porque é que existe esse dia
e de onde ele vem.
Até aí,
também nada de errado, uma vez que é a mesma coisa com o Dia
das Mães ou o Dia dos Pais. Ninguém quer saber a origem, só
quer comemorar e faturar.
O Dia das
Mães ainda não tem 100 anos e apareceu quando Anna Jarvis, uma
americana, perdeu sua mãe e ficou muito mal. Suas amigas
resolveram dar uma festa para alegrá-la e ela, então, resolveu
que seria uma festa em homenagem à sua mãe e a todas as mães
do mundo, vivas ou mortas. A idéia se espalhou e, em 1914, o
presidente Woodrow Wilson fixou a data em 9 de maio. No
Brasil, é comemorado, desde 1932, no segundo domingo de maio,
por decreto do ditador Getúlio Vargas.
Já o Dia
Internacional da Mulher é um pouco mais velho, embora só tenha
começado a ser comemorado pra valer em nosso país no começo da
década de 1980, com o fim da Ditadura Militar.
No começo, as
próprias mulheres debochavam das que se preocupavam com o 8 de
março. Era uma data mal vista, era uma data socialista, num
tempo em que o Brasil, de modo geral, pensava que os
comunistas comiam criancinhas no jantar.
Hoje pouca
gente sabe que esse não é um dia de festinhas sentimentais e
presentinhos doces, como o Dia das Mães.
Em todo o
mundo, para as mulheres de vanguarda, o 8 de março é um dia de
reflexão sobre a condição de todas as mulheres sobre a Terra.
Ultrapassa em
muito o rótulo de socialista. Trata-se de combater a
discriminação e o preconceito contra o sexo feminino, coisas
que – mesmo em países de legislação feminina avançada como o
Brasil – ainda estão completamente presentes em nosso
cotidiano.
A Lei
Brasileira, no que tange ao direito das mulheres, costuma ser
invejada pelas feministas de outros países em Congressos
Internacionais. Mas isto se deve apenas às feministas
brasileiras que, mobilizadas e unidas, trabalharam duramente
para incluir na Constituição de 1988, todas as velhas
reivindicações das brasileiras. Elas conseguiram. Mas ninguém
mais se lembra.
A humanidade
é assim mesmo. Uns poucos e heróicos lutadores se matam para
fazer avançar as conquistas sociais das quais todos vão
usufruir. E, depois, os que usufruem torcem o nariz para os
que conquistaram.
Mulheres
modernas morrem de medo de serem tachadas de feministas porque
embarcaram de cabeça nos mitos criados pelos machistas: todas
as femininas são feias, mal amadas, frustradas, odeiam homens
e outras enormes cretinices que foram – e ainda são –
divulgadas sobre as heróicas mulheres que conquistaram para
nós, mulheres contemporâneas, todos os direitos que temos
hoje.
Votar, ter
prazer sexual, estudar, trabalhar, ser dona de seu próprio
nariz, poder ter propriedades e bens em seu próprio nome,
fazer contracepção, andar sozinha pelas ruas, ficar com a
guarda dos filhos na separação, todas essas coisas que nos
parecem tão normais, não eram permitidas às mulheres até muito
pouco tempo atrás. E, para algumas mulheres, em algumas partes
do mundo, ainda não são.
Quem
conquistou tudo isso para nós?
As heróicas
feministas. Muitas foram presas, muitas morreram, outras foram
torturadas e ficaram com a saúde comprometida para o resto de
suas vidas.
Não eram
feias. Não eram mal amadas. Não odiavam os homens. Eram
mulheres de verdade, mulheres de fibra, mulheres de valor,
muito mais do que as bobonas ignorantes que zombam delas.
Por isso, o 8
de março não é, como o Dia das Mães, um dia de todas.
O Dia
Internacional da Mulher é o dia das corajosas, das
verdadeiras, das destemidas, das ousadas.
Ele foi
criado na Confererência Internacional Socialista de 1910, por
proposta da alemã Clara Zetkin, militante feminista.
Isso porque
foi em 8 de março de 1857 que 129 operárias fizeram a primeira
greve feminina da história, em Nova Iorque. Elas reivindicavam
a redução da jornada de trabalho de 12 para 10 horas por dia.
Os patrões e a polícia simplesmente puseram fogo na fábrica
onde elas estavam e todas morreram queimadas.
Queimar
mulher, fazer churrasquinho de mãe, aliás, sempre foi uma
constante na história da humanidade. A Inquisição queimava as
supostas bruxas. Fez isso durante seis séculos. Os indus
queimavam as viúvas e os americanos do século XIX queimaram
operárias.
Nem todas
podem ser Joana D’Arc.
Por isso, o
Dia Internacional da Mulher é o dia de poucas mulheres
valentes.
Se você é uma
delas, parabéns.
Isabel Vasconcellos
8 de Março. Dia Internacional da
Mulher.
Dia internacional da mulher. Esta
data já está definitivamente incorporada ao calendário. No dia 8
de março, o mundo inteiro comemora o Dia internacional da mulher.
A perspectiva histórica aponta a origem da escolha, e, seria
herética a separação da celebração, muitas vezes centrada na
fogueira consumista, da longa história de lutas que as mulheres
protagonizaram. Afinal, todas as profissões, praticamente, possuem
um dia que as homenageia. Há uma profunda diferença.
Seria leviano
tentar equiparar o dia do advogado, por exemplo, ao Dia
internacional da mulher. E por qual motivo não se instituiu o Dia
internacional do homem, acrescentaria um cínico revoltado com essa
injustificada discriminação.
A segregação das
mulheres, a associação da condição feminina a um nível inferior
parece ter desconsiderado, durante séculos, o papel decisivo que
elas sempre desempenharam. Não se tem notícia de homem ter
protagonizado a função sublime de entregar ao mundo as crianças
gestadas no seu organismo. Talvez, à luz dessa obviedade, faça
sentido a frase de Alexandre Dumas: "falar mal de uma mulher, sim,
de todas, nunca".
As sentenças que
diminuíam as mulheres perdem-se na névoa dos tempos. "Nada pior
que uma mulher, a não ser outra", dizia Aristófanes. "Cabelos
longos, idéias curtas", sentenciava Schopenhauer, para quem havia
apenas dois tipos de mulheres, as enganadas e as enganadoras. Ao
grande filósofo não ocorreu a possibilidade de haver a fusão
desses tipos distintos.
O rótulo de "sexo
frágil" procurou associar à mulher uma hipotética incapacidade de
lidar com o dia-a-dia, refugiada que ela, ser meramente
decorativo, objeto de devastadoras paixões, estaria num
escondedouro de futilidades de onde obraria para enfeitiçar homens
indefesos. "Frailty, thy name is woman"(fragilidade, teu nome é
mulher) suspira um desconsolado Hamlet.
Claro está que,
deixando de lado 'efeitos especiais' diferenças há, porém,
equivocam-se aqueles que sustentam ainda hoje a dicotomia sexo
forte - sexo frágil. Rotular a mulher de sexo frágil é tornar-se
culpado de difamação, afirmava Gandhi. Durante séculos, as
mulheres tiveram de conviver com uma condição inferior, causada
por uma divisão de trabalho que sempre as desfavoreceu.
Poucas tinham
acesso à uma educação melhor, cabendo à maioria o fardo da
maternidade - esse inevitável - associado a condições de trabalho
subumanas. Em plena Revolução francesa, 1791, Olympe de Gouges
reivindica o direito feminino a todas as dignidades e empregos
segundo suas capacidades. Foi guilhotinada, dois anos mais tarde,
resposta que a sociedade de então encontrou para ilustrar que o
princípio da liberdade, igualdade, fraternidade, possuía alcance
limitado. A acusação? "Ter querido ser um homem de estado e ter
esquecido as virtudes próprias do seu sexo".
Durante os
séculos seguintes, as mulheres passaram a integrar a força de
trabalho fabril, em jornadas que, não raro, chegavam a 14 horas
diárias, durante seis dias por semana. Ao organizar um protesto
contra as más condições de trabalho, pedindo uma jornada de
trabalho de 10 horas, tecelãs de uma fábrica de vestuário feminino
Tecidos Cotton, em Nova Iorque, foram obrigadas a refugiar-se
dentro da fábrica, fugindo da polícia.
As portas foram
trancadas, foi ateado fogo à fábrica e, em 8 de março de 1857, 129
operárias morreram carbonizadas. A luta continuou, sendo que nos
Estados Unidos o movimento por uma organização sindical foi
liderado pelo setor têxtil, ressaltando-se a liderança de
imigrantes judeus russos e poloneses. Paralelamente, novos focos
de tensão despontavam na Europa e nos EUA. Em 1910 a segunda
Conferência Internacional das Mulheres Socialistas debate o tema e
, a seguir, a ativista Clara Zetkin, muito ligada a Rosa
Luxemburgo, propõe, no jornal L´Égalité, do qual era redatora, que
o dia 8 de março fosse declarado Dia Internacional da Mulher, em
homenagem às vítimas de 1857.
No ano seguinte,
mais de um milhão de pessoas comemoraram a data. Essa prática
continuou nas décadas de 1910 e 1920. Na Rússia, dia 23 de
fevereiro de 1917, de acordo com o calendário juliano,
correspondente a 8 de março do calendário gregoriano,
trabalhadoras do setor de tecelagem entram em greve. Segundo
Trotsky, teria sido o ponto de partida da Revolução de outubro.
Depois do triunfo da revolução, a feminista bolchevique Alexandra
Kollontai persuadiu Lênin a tornar a data de 8 de março em
celebração da heróica mulher trabalhadora. Enquanto no Ocidente
essa comemoração perdia forças, na então União Soviética e, depois
da segunda guerra, nos seus satélites, a data continuou sendo
festejada.
Outra faceta da
luta das mulheres foi a dedicada à obtenção do direito de voto. Em
1893 esse direito foi conquistado, pela primeira vez na Nova
Zelândia. No Brasil, tal viria ocorrer em 1932 com o Código
eleitoral - lei 21076 de 24 de fevereiro. Para não desmerecer o
famoso "jeitinho brasileiro", já em 1929, Alzira Soriano de Souza
elegeu-se prefeita de Lages (RN). Coincidentemente , em 1932, a
delegação brasileira para os Jogos Olímpicos de Los Angeles
incluiu uma mulher: Maria Lenk. Em 1975, a ONU começou a
patrocinar o Dia Internacional da Mulher, não por coincidência,
durante o Ano internacional da Mulher.
Atualmente,
passados os sobressaltos do feminismo exacerbado de Betty Friedan,
com as queimas simbólicas de sutiãs, as mulheres se fazem cada vez
mais presentes em todos os setores da atividade humana. Aquilo que
era anômalo ou esporádico tornou-se normal. Se é normal que não as
encontremos praticando futebol americano, não causa nenhuma
surpresa vê-las presidindo um país.
Não há mais
atividade da qual as mulheres estejam alijadas. Desigualdades
persistem ainda, embora seja possível afirmar que houve progressos
gigantescos. Pouco a pouco, é evidente a tendência de a data se
tornar um evento, cuja conotação comercial tende a superar a
história de lutas que a consagrou. O andar da carruagem há de
reservar ainda muitas surpresas, embora algumas tendências possam
ser consideradas como tendo prazo de validade indeterminado. Por
mais que se evolua nessa direção, uma evidência inarredável há de
marcar para sempre. As palavras "mulher " e "paixão" possuem o
mesmo número de letras.
As conclusões
quanto a essa curiosidade são livres. Ao reler o texto, percebi
que acabei de me tornar culpado por excesso de objetividade. Nessa
crônica deveria caber no mínimo o tradicional "Parabéns a todas as
mulheres do mundo!"
Alexandru Solomon
Mulher uma líder nata
Em homenagem ao dia internacional
das mulheres vou abordar um assunto que está mexendo muito com a
cabeça das mulheres e, também, com a dos homens, que é o fato de
que a mulher é uma líder nata. É muito estranho afirmar isto numa
sociedade onde impera a liderança masculina, visto que esta
liderança sempre foi e ainda é uma realidade planetária.
Mesmo com tudo
apontando contra, o que “é” sempre aparece e a mulher tem mostrado
que é capaz de liderar e que sua liderança vem da condição de sua
própria natureza. Penso que os queridos leitores podem até estarem
duvidando disto, achando que mulher não tem, por exemplo,
capacidade de decisão e até estarem se lembrando da piadinha que
conta que: se estiverem mulheres reunidas para tomarem uma
decisão, com certeza chamarão um homem para ajudá-las a decidirem!
A liderança
feminina é natural porque tem a ver com a natureza. Tudo na nossa
existência nasce e descende desta potência e as mulheres por sua
própria natureza são mais próximas, mais parecidas e mais nutridas
dela e, afinal a natureza é mãe e por isto é feminina. Mas será que esta
força gestadora é somente a capacidade das mulheres engravidarem,
gestarem e parirem filhos? Isto contribuiria para as mulheres
serem líderes natas? Somente por esta ótica eu respondo que não.
Se compreendermos esta potência gestadora como capacidade de
construção eu digo que sim: as mulheres são muito capacitadas para
assumirem competências cada vez mais significativas se
desempenharem um caminho de liderança fundamentado no feminino
como consciência. A questão não é somente ter mulheres líderes
no comando, mas sim mulheres que liderem com consciência da força
feminina e saibam direcioná-la.
As mulheres têm
uma maior percepção de foco e de tudo o que o envolve; sua visão é
de observar o todo e a parte por isto são excelentes gestoras e
fortes em planejamento estratégico. São mais sustentadoras, mais
nutridoras, manifestam tudo com maior dedicação; são mais
dedicadas, mais profundas, exigentes e capazes de manifestarem
várias ações ao mesmo tempo e as sustentarem sem se perderem.
O mundo necessita
de transformações e sinto que as mulheres têm a missão de
liderança para a condução deste processo. Para isto necessitam do
despertar para a essência da força feminina como uma consciência e
ser verdadeiramente mulher de dentro para fora, pois afinal a
mulher é uma líder nata.
MercadoLivre realiza pesquisa com
público feminino e revela os hábitos das mulheres brasileiras
O Dia Internacional da Mulher, 8 de
março, está chegando. Com o crescimento do público feminino em
todas as esferas da sociedade, o MercadoLivre.com realizou uma
pesquisa, com o objetivo de entender melhor os hábitos de consumo,
hobbies e preferências da mulher internauta brasileira. Um total
de 387 internautas do sexo feminino respondeu ao questionário.
O estudo revela
um fato interessante: 90% das mulheres optam por realizar uma
atividade ou hobby aos quais dedicam tempo e que lhes dê
independência. 38% destas mulheres preferem dedicar tempo à
internet e à tecnologia do que praticar atividades físicas (26%);
viajar (23%) ou (21%). A maioria das internautas costuma comprar
aparelhos eletrônicos (laptops, câmeras digitais, MP3/MP4, ETC).
No entanto, 44%
das entrevistadas prefere aproveitar o tempo livre em atividades
com a família e, em segundo lugar, 24% delas responderam que
gostam de cuidar de seus filhos. Quando questionadas sobre para
quem as compras são feitas, a maioria das entrevistadas afirmou
"para a minha casa".
A Internet na vida das mulheres
A internet exerce uma grande
influência na vida das entrevistadas. 47% afirmam que a internet
contribui muito em suas vidas. O meio é utilizado por 67% das
entrevistadas para fazer compras. Destas, 33% responderam que o
principal motivo que as leva a comprar pela internet é a
facilidade de encontrar ofertas indisponíveis no comércio
tradicional, sendo que os produtos mais procurados são os
aparelhos eletrônicos, com 48% da preferência.
A maioria das
entrevistadas está na faixa entre 18 e 34 anos, somando 68,7% do
total, cursando o Ensino Superior, 19%, e morando com os
pais/familiares ou com parceiro/marido e filhos, num total de
51%.
Metodologia:
Amostra: 387 casos;
Período: 3 a 6 de março de 2009;
Público-alvo: Mulheres com mais de 18 anos, residentes no Brasil e
usuárias de internet;
Idade: 18 a 24 anos (34,6%); 25 a 34
anos (34,1%); 35 a 45 anos (20,4%); 45 a 54 anos (8,0%) e 55 ou
mais anos (2,8%);
Tipo de estudo: pesquisa por amostra realizada por meio de banners
na página do MercadoLivre que convidavam o usuário a participar do
levantamento;
Instrumento de coleta: Questionário estruturado com perguntas de
múltipla escolha e de opinião, com tempo de execução aproximado de
12 minutos;
Técnica da coleta: Online, utilizando a plataforma OH! - empresa
contratada para realizar a pesquisa.
21 de março – Dia Mundial da
Infância
Mitos e verdades sobre a
importância da atividade física na infância
Queimada, esconde-esconde, pipa,
amarelinha, futebol de rua... todas essas brincadeiras infantis
foram substituídas pelo vídeogame e pelo computador na era da
modernidade. Atualmente, as crianças deixaram de lado essas
atividades, que geravam movimento e exercício na rotina do
dia-a-dia, e passaram a ter uma vida muito mais sedentária.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o ideal são 60
minutos de atividade, durante cinco dias na semana ou cinco horas
semanais.
O roteiro escolar proposto pelas
aulas de educação física, que normalmente contempla duas aulas
semanais, age positivamente no desenvolvimento dos pequenos, mas
ainda é pouco, comparado à recomendação da OMS. A atividade física
na infância ajuda a formar ossos mais fortes, o que previne a
osteoporose na maturidade, e pulmões mais desenvolvidos, que
garantem um suprimento maior de oxigênio para as células do corpo
ao longo de toda a vida.
“Quem se exercita
desde cedo, tem menos chance de ficar obeso e desenvolver doença
cardíaca. Mas os pais não podem exagerar no limite de atividades e
esquecer que criança gosta é de brincar”, esclarece Pablius
Staduto Braga Silva, coordenador de Atividade Física do Programa
de Promoção de Saúde do Fleury Medicina e Saúde.
É importante
praticar atividade física desde cedo, mas é preciso saber o limite
para não causar um resultado contrário e prejudicar o
desenvolvimento infantil. As brincadeiras conhecidas, como jogar
bola, pega-pega, pular corda, pedalar, entre outras, facilmente
atingem a cota de cinco horas por semana de atividade,
principalmente até os seis anos. Com companhia e espaço, os
pequenos se divertem cumprindo o tempo recomendado de atividade.
“Só não vale
ficar parado. Se a criança mora em apartamento e não possui um
local amplo, a família precisa participar para cooperar com a
rotina física. Deixar o carro em casa algumas vezes, visitar
parques e inventar brincadeiras infantis mesmo no apartamento
podem manter a criança longe dos micros ou da TV por longas
horas”, diz o especialista.
A atividade
física influencia o sono da criança? Segundo o especialista do
Fleury, influencia. “Criança ativa de dia, dorme melhor à noite”,
afirma o médico. A influência da atividade física não se restringe
somente à qualidade do sono, mas também causa impacto no apetite,
no desenvolvimento físico e na saúde global da criança.
Para alcançar os benefícios das
atividades, incluir o público infantil em academias e escolas
esportivas pode e deve ser feito, mas é importante ficar atento às
modalidades que requerem um preparo físico específico, como vôlei,
futebol e basquete, por exemplo, que só podem ser realizadas
depois dos seis anos. Só depois dessa fase é que a criança começa
a compreender as regras, desenvolve reflexos e ganha massa óssea
para treinar.
Os aspectos
competitivos dos esportes podem desestimular os pequenos, se não
forem bem trabalhados. “Entre os 7 e 12 anos, quando a criança
pode praticar um esporte mais elaborado, esses aspectos devem
ficar em segundo plano. Nessa fase, a ênfase é no cumprimento de
regras, no respeito ao adversário, no trabalho em equipe e no
entendimento de que ganhar e perder faz parte do jogo”, explica o
médico.
O incentivo à
criança em superar metas nos esportes praticados também precisa de
medidas e limites. “A partir dos 13 anos, a criança pode pensar em
metas factíveis para cumprir, uma vez que está em condições de
fazer um treinamento regular. No entanto, o treinador e os pais
têm que tomar cuidado para não exagerar na cobrança de resultados
para não desmotivar o jovem esportista”, conclui o especialista.
Dia Mundial do Rim alerta para a
situação da doença renal no Brasil
A data chama a atenção sobre os
perigos das complicações renais que acometem milhões de pessoas
No dia12 de março, o Dia Mundial do
Rim ressalta a importância da prevenção da doença renal, problema
que atinge, atualmente, cerca de 12 milhões de brasileiros, sendo
que 90% não sabem que estão doentes. A situação da doença no país
é agravada pela falta de vagas para tratamento e pela escassez de
investimentos em prevenção. Outro problema é o desconhecimento dos
pacientes em relação às várias formas de terapias, entre elas a
diálise domiciliar (peritoneal).
Atualmente,
apenas 10% dos pacientes fazem o tratamento em casa. Em outros
países da América Latina, esse número pode chegar a 80%, como no
México, e 46%, na Colômbia. Para a presidente da SONESP –
Sociedade de Nefrologia do Estado de São Paulo, a diálise
peritoneal, ou domiciliar, é uma alternativa para solucionar o
problema de falta de vagas para tratamento e conter a crise no
atendimento ao paciente renal no Brasil. “Estima-se que, a cada
ano, cerca de 4 mil pacientes renais não conseguem se tratar por
falta de vagas nas clínicas e hospitais do país”, ressalta a
médica.
“Se a doença
renal continuar evoluindo no ritmo atual, a estimativa é que esse
contingente dobre nos próximos dez anos, trazendo sérios problemas
para os doentes e para o sistema de saúde. Já faltam vagas para
diálise, a fila por transplante é longa e o Governo gasta com
tratamento muito mais do que gastaria com prevenção”, afirma Lima.
Segundo a médica,
os pacientes já chegam ao serviço de saúde em estado crítico,
precisando de tratamentos mais complexos, que podem comprometer
sua qualidade de vida. A situação poderia ser evitada se a doença
fosse detectada em fase inicial, pela dosagem da creatinina no
sangue e análise de urina.
Através da realização desses exames,
pelo menos uma vez por ano, é possível prevenir e até evitar a
evolução para um quadro de insuficiência renal crônica, com
necessidade de diálise e transplante.
Os principais
fatores que desencadeiam a doença são a hipertensão arterial,
diabetes, obesidade e histórico familiar de doença renal.
Problemas renais são considerados as principais causas do
desenvolvimento de doenças cardiovasculares no mundo.
Doença renal crônica
Estudos americanos demonstram que
11% da população adulta (≥ 20 anos de idade) possui Doença Renal
Crônica. Segundo a SBN – Sociedade Brasileira de Nefrologia, 1 em
cada 10 brasileiros já apresentam algum grau de insuficiência
renal. Hoje, aproximadamente 87 mil pessoas têm apenas 10% da
função renal preservada e, por isso, dependem de diálise ou de
transplante renal para sobreviver. Os especialistas estimam que
esse número ultrapassará 125 mil casos em 2010 e duplicará nos
próximos dez anos, podendo causar um colapso no sistema de
atendimento.
Fonte: Burson-Marsteller
Lei antifumo reduz monóxido de
carbono em 73,5%
Estudo do Incor feito em cerca de
700 estabelecimentos revela que os frequentadores de casas
noturnas foram os maiores beneficiados pela lei
Os freqüentadores e empregados das
casas noturnas paulistas foram os mais beneficiados pela lei
estadual antifumo, que há seis meses proíbe o consumo derivados de
tabaco em ambientes fechados de uso coletivo. Nesses locais, houve
uma redução de 73,5% nos níveis de monóxido de carbono. É o que
aponta estudo detalhado realizado pelo Instituto do Coração (Incor)
do Hospital das Clínicas em cerca de 700 estabelecimentos do
Estado.
Nas casas
noturnas, o nível de monóxido de carbono ambiental em áreas
totalmente fechadas passou de 5,02 ppm (partes por milhão) antes
de a legislação entrar em vigor para 1,35. Já a medição realizada
em trabalhadores não fumantes apontou queda de 52,6% na
contaminação do organismo por CO2, cuja média passou de 7,22 ppm
para 3,29.
Já nos bares a
diminuição da poluição ambiental nas áreas inteiramente fechadas
foi de 73,1% no período, passando de 5,02 ppm para 1,35 após a
lei, e de 48% no organismo de empregados não fumantes (7,22 para
3,75 ppm). Nos restaurantes houve diminuição de 67,8% no nível de
monóxido de carbono ambiental das áreas fechadas (4,01 ppm para
1,29) e de 44,7% na contaminação do organismo de trabalhadores não
fumantes por CO2 (6,32 para 3,44 ppm).
“Em locais como
casas noturnas e bares, o ganho para a saúde depois da lei
antifumo foi enorme. A redução de 73,5% nos níveis de monóxido de
carbono nos ambientes fechados é muito significativa e tem reflexo
direto na saúde dos frequentadores, sejam eles clientes ou
funcionários”, afirma Jaqueline Scholz Issa, cardiologista do
Incor e coordenadora da pesquisa.
“São dados
sólidos que demonstram o acerto da nova legislação em favor da
saúde de todos os paulistas, especialmente dos não fumantes. Em
todos os países onde se restringe o fumo nos ambientes fechados há
claros sinais de melhoria na salubridade dos ambientes e na saúde
da população. Em São Paulo não está sendo diferente”, diz o
secretário de Estado da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata.
Desde o dia 7 de
agosto, quando a Lei Antifumo entrou em vigor, já foram realizadas
mais de 219 mil ações de fiscalização por parte da Vigilância
Sanitária e do Procon. Foram aplicadas 761 multas em todo o
Estado. Como vem ocorrendo desde o princípio, o nível de
cumprimento da lei segue superior a 99%.
A Lei Antifumo
proíbe fumar em ambientes fechados de uso coletivo, como bares,
restaurantes e casas noturnas. A nova legislação alinhou São Paulo
com a tendência internacional de combate aos males causados pelo
tabagismo, principalmente em relação ao fumo passivo. E serviu de
exemplo para diversos Estados e cidades do país, que vêm aprovando
legislações semelhantes, por ambientes fechados de uso coletivo
livres do tabaco. Quem quiser informar sobre o descumprimento da
lei, pode fazer a denúncia por meio do telefone 0800 771 3541 ou
pelo site www.leiantifumo.sp.gov.br
Mob2Go: a lista telefônica grátis
no seu celular
Já com as primeiras unidades
franqueadas em Campinas, São José dos Campos e São Paulo, Mob2Go
oferece tecnologia que permite consultar gratuitamente a lista
telefônica via celular, sem precisar navegar na internet.
Basta baixar o aplicativo
gratuitamente e o celular vira uma lista telefônica comercial
móvel. Esse é o principio por trás da tecnologia oferecida pela
Mob2Go, líder em desenvolvimento de aplicativos de mobile
marketing, que está substituindo a lista telefônica convencional
por uma nova lista telefônica comercial no celular. “Quem tiver
instalado o aplicativo, que ocupa menos espaço do que uma foto
digital, terá disponível uma lista de empresas para consultar
telefones, sites e endereços”, explica Roberto Saretta, diretor
comercial da Mob2Go. As consultas são feitas sem precisar usar
internet, basta abrir gratuitamente o aplicativo. “Adeus listas
grandes e complicadas que não são ecologicamente corretas.
Atualmente, para a cada 1 milhão de listas telefônicas impressas
são derrubadas aproximadamente 14 mil árvores ”, ressalta o
executivo.
A Mob2Go
disponibiliza o aplicativo gratuitamente através do serviço de
bluetooth marketing nos estabelecimentos credenciados e no site
www.mob2go.com.br para ser baixado e instalado no celular. E
ainda existe a possibilidade “viral”, com o aplicativo sendo
repassado pelo usuário a amigos.
As listas Mob2Go são divididas por cidades e regiões, trazendo as
indicações de empresas de diversos seguimentos de mercado. Para
quem viaja, por exemplo, uma opção é baixar as listas das cidades
que está visitando.
“De farmácias a
academias, de serviços de guincho a livrarias, o usuário tem tudo
na palma da mão, fácil de usar. Inclusive, do próprio contato da
empresa é possível ligar diretamente, bastando um clique, sem ter
que discar manualmente cada número”, explica Saretta.
Como a lista
telefônica comercial Mob2Go prevê também anunciantes, a idéia de
criar uma rede de franquias em várias cidades brasileiras caiu
como uma luva para o projeto. A potencialidade de mercado está nos
mais de 168 milhões de celulares ativos no país (outubro/2009)
que, segundo a Anatel, significam um share de 87,6 linhas por 100
habitantes. “Já temos unidades franqueadas operando nas cidades de
Campinas, São Jose dos Campos e São Paulo, com outras 14 em
negociação. O plano é expandir pelo estado de São Paulo e estar
nas principais capitais brasileiras até o final de 2010”, explica
Saretta. As franquias para a comercialização de anúncios da lista
telefônica Mob2Go partem de um investimento de R$ 15 mil e chegam
até R$ 50 mil, com um prazo de retorno estimado de 6 a 12 meses.
Com tecnologia
proprietária e capital 100% nacional, a Mob2Go criou esse
aplicativo móvel - em formato de agenda - de olho nas mais novas
tendências mundiais em termos de tecnologia. “A mobilidade
atualmente é fator fundamental para o sucesso de pessoas e
empresas. Cada vez mais os aplicativos para celular irão facilitar
o dia-a-dia das pessoas”, explica Saretta. Para o futuro, a Mob2Go
já planeja novos aplicativos.
Esporte e saneamento
A realização da Copa do Mundo de
futebol e da Olimpíada no Brasil representa uma grande
oportunidade de elevar os níveis de saneamento básico no país e
ampliar a realização de negócios na área de tratamento sanitário
Deixando de lado o ufanismo dos
milhões de torcedores amantes do futebol e de dezenas de
modalidades esportivas, a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de
2016 são oportunidades únicas de proporcionarmos melhor qualidade
de vida aos brasileiros. Embora a segurança pública, com
frequência, tome a atenção e a preocupação da população, temos
sérios problemas de infraestrutura, que deixam o país muito longe
de figurar como uma nação desenvolvida.
Os investimentos
serão grandes e, especialmente devido a Copa do Mundo, os
benefícios podem ser ainda maiores, mesmo que baseados nas
necessidades dos eventos. Entre os Estados sede, os contrastes são
enormes: enquanto as regiões metropolitanas de São Paulo,
Salvador, Brasília, por exemplo, possuem mais de 80% da população
atendida por redes de saneamento, a cidade de Natal conta com 80%
das moradias sem este serviço. Os dados foram levantados pela
Fundação Getúlio Vargas para o Instituto Trata Brasil, que
acredita que investimentos de R$ 7 bilhões seriam suficientes para
universalizar o saneamento nas 12 cidades.
E mesmo na cidade
do Rio de Janeiro, sede da copa e da Olimpíada, existem
significativas deficiências destes serviços, seja na Baixada
Fluminense ou na Barra da Tijuca, que ainda precisam de
investimentos nestas áreas. O dossiê de candidatura do Rio de
Janeiro à sede olímpica prevê a aplicação de US$ 14,4 bilhões de
recursos públicos e privados na estrutura do Comitê Organizador e
para a infraestrutura dos Jogos. É importante ressaltarmos que
saneamento traduz-se em água preservada, esgoto tratado, praias,
rios e lagoas limpas e saúde humana e ambiental.
Na média, pouco
mais de 50% dos brasileiros são atendidos por saneamento básico.
Os impactos desta realidade afetam a vida das pessoas e a economia
do País. A área de saúde é a que mais absorve os efeitos negativos
desta deficiência estrutural. Os problemas causados pela falta de
saneamento causam 22% mais óbitos em crianças de 0 a 6 anos do que
naquelas com acesso a estes serviços. Entre os adultos, 12% das
faltas ao trabalho têm relação com a insuficiência de saneamento.
A questão é
preocupante e merece atenção dos órgãos públicos e privados.
Embora a infraestrutura básica dependa de iniciativas
governamentais, empresas e indústrias dos mais diversos setores e
construtoras - neste caso, mais focadas no setor hoteleiro - têm
neste momento a possibilidade de abrir novos caminhos nesse
mercado, com medidas bastante significativas, ainda que
individuais. Um exemplo é a instalação em empreendimentos
imobiliários de estações compactas de tratamento de esgoto e reúso
de água tratada, que ajudam a diminuir o consumo de recursos
hídricos ou, no mínimo, contribuem para que o efluente tratado
seja devolvido sem riscos à natureza, aquecendo o setor como um
todo.
Esta é uma ótima
oportunidade e agora é a hora de pensarmos o que queremos para o
nosso presente e futuro.
Giovani Toledo
Brasil possui 25 milhões de
brasileiros conectados a rede
Aumento do número de internautas
está contribuindo diretamente para o crescimento do comércio
eletrônico no Brasil. Segundo pesquisa da Internet Pop, realizada
pelo IBOPE Mídia, o acesso a internet aumentou 10% entre 2008 e
2009. Os dados apontam um crescimento de mais de 25 milhões de
brasileiros conectados na rede.
Outro fator em destaque é a facilidade do acesso a rede,
principalmente por meio de aparelhos móveis. A pesquisa destaca
que nas regiões metropolitanas, 66% dos 17 mil entrevistados,
quando não por computadores convencionais tem acesso a rede por
meio de aparelhos celulares.
Para Reinaldo Martins,
essa democratização do acesso a rede mundial de computadores só
vem a favorecer o comércio eletrônico. "Comprar pela internet é
mais prático, cômodo e rápido. Sem contar a imensa variedade de
produtos ao alcance do consumidor que nem sequer precisa sair de
sua casa. Vai ser uma questão de tempo para a rede ser o meio de
compras preferido pela maior parte dos brasileiros, o acesso à web
torna-se cada vez mais acessível e a disponibilização de meios de
pagamentos que facilitam o parcelamento de compras é cada vez
maior.
Além disso, esperamos para esse ano um crescimento maior
ainda. Em 2009, segundo dados da consultoria e-bit, somente no
período do Natal houve alta de 28% no numero de internautas
chegando a quatro milhões de novos e - consumidores, comparando
com o mesmo período em 2008.
Para 2010, a expectativa será maior ainda, com a entrada da classe
C no comércio eletrônico e grandes marcas, o segmento tem como
objetivo a inclusão digital das micro e pequenas empresas no
mercado para garantir maior diversidade de produtos e opções uma
vez que apenas 6% dos comerciantes físicos estão presentes no
varejo virtual.
A projeção de crescimento para o setor de telecomunicações é
de 21% em 2010, impulsionados pelo aumento de usuários de
internet. De acordo com o levantamento da Associação Brasileira da
Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), esse índice será
alcançado pelo Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), iniciativa do
governo federal que visa massificar o uso da internet rápida no
país e tem meta de alcançar 90 milhões de acessos individuais até
2014.
Fonte: Tray
Eletrodomésticos e similares
deverão ser certificados até 2013
A partir de 1º de julho de 2011, um
grupo de 87 famílias de eletrodomésticos e similares - inclusive
industriais - fabricados ou importados para comercialização no
Brasil deverão ser certificados de acordo com regulamento do
Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e
Qualidade Industrial). A Portaria 371, que torna a certificação
obrigatória, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) em dia
31 de dezembro 2009. Estão entre os produtos de uso residencial
que deverão ser certificados o ferro de passar roupa, secador de
cabelo, aspirador de pó, multiprocessador, liquidificador e
aparelho de barbear. Estão entre os equipamentos comerciais e
industriais as máquinas de vendas (como de comidas e
refrigerantes), fogões, fornos, chapas elétricas e aparelhos
multifuncionais para cozinha de uso comercial.
A Portaria 371 do
Inmetro baseada em uma norma internacional da IEC (International
Eletrotechnical Commission) para eletrodomésticos e similares e
tem o objetivo de aumentar a segurança do usuário desses
aparelhos. Alfredo Lobo, diretor da Qualidade do Inmetro, explica
que a obrigatoriedade da certificação aumentará a segurança dos
aparelhos porque, para receber o selo, eles serão submetidos a
testes de laboratórios e os fabricantes terão a linha de produção
auditada periodicamente. Atualmente, existem 13 laboratórios no
Brasil autorizados a fazer a avaliação de acordo com os critérios
determinados pelo Inmetro.
“Creio que a certificação contribua,
em curto prazo, para que os fabricantes aperfeiçoem seus produtos.
Quem será beneficiado é o próprio consumidor, que comprará
utensílios domésticos que oferecem mais segurança”, explica Lobo.
A nova
regulamentação ampliou a lista de eletrodomésticos com
certificação compulsória e só deixou de fora aqueles que integram
o Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), porque já são
avaliados diretamente pelo Inmetro dentro do programa de avaliação
da eficiência energética inclusive quanto aos aspectos de
segurança. O comércio terá até 1º de janeiro de 2013 para escoar o
estoque de produtos nacionais e importados que estejam fora dos
padrões definidos pela regulamentação. A ampliação da
compulsoriedade obedecerá ao seguinte calendário:
Calendário para adaptação
dos fabricantes, importadores e comércio
Prazo
Medida
1º de julho 2011
Fabricantes e importadores de
aparelhos eletrodomésticos não poderão mais fabricar e
importar equipamentos fora das exigências.
1º de julho de 2012
Fabricantes e importadores de
aparelhos eletrodomésticos não poderão mais comercializar
para o atacado/varejo produtos fora do padrão.
1º de janeiro de 2013
O comércio
atacadista/varejista não poderá mais vender aparelhos
eletrodomésticos fora do padrão.
Lista dos eletrodomésticos e outros
equipamentos que deverão ser certificados
Aspiradores de pó
Exterminadores de insetos
Ferros de passar roupa
Banheira de hidromassagem
Fogões e fornos
Aquecedores de ambiente por
armazenagem térmica
Barbeadores e cortadores de
cabelo
Máquinas de enxaguar comercial
Tostadores e grills
Máquinas elétricas de cozinha
de uso comercial (moedor, etc)
Máquinas de tratamento de piso
e lixamento ou polimento úmido
Filtros de ar, ionizador de
ar
Placas aquecedoras
Aquecedores de camas d’água
Fritadeiras e frigideiras
Máquinas de tratamento e
limpeza de chão para uso comercial e industrial
Multiprocessadores
Máquinas para limpeza de
carpete com spray para uso industrial e comercial
Aquecedores de líquidos
Aspiradores de pó (seco e
úmido) para uso comercial e industrial
Trituradores de lixo alimentar
Máquinas de ordenha
Cobertores e lençóis elétricos
Aparelhos elétricos de
aquecimento para criação e reprodução animal
Aquecedores de água por
acumulação
Máquinas para tratamento de
piso para uso comercial e industrial
Aparelhos para cuidado da pele
ou cabelo
Aquecedores para líquidos
fixos de imersão
Relógios digitais
Aquecedores portáteis de
imersão
Aparelhos de exposição da pele
à radiação Ultravioleta
Máquinas de vendas (vending
machines de refrigerantes e comidas)
Máquinas de costura
Cercas elétricas
Carregadores de pilhas e
baterias
Cortadores de
grama industriais
Aquecedores de ambiente
Churrasqueiras elétricas para
uso externo
Coifas
Limpadores de alta pressão e
vapor
Aparelhos de massagem
Piso aquecido
Moto-compressor
Terminais de auto-atendimento
bancários
Aquecedores de água
instantâneos
Aquecedores para dreno de
telhado
Fogões e fornos elétricos de
uso comercial
Assento elétrico para Toaletes
Fritadeiras elétricas para uso
comercial
Máquinas de limpeza de tecidos
a vapor
Chapas elétricas para uso
comercial
Máquinas elétricas de pescar
Aparelhos multifuncionais de
cozinha para uso comercial
Equipamentos para choque em
animais
Bombas de água
Umidificadores com uso
associado com aquecimento, ventilação ou sistema de ar
condicionado
Fornos elétricos de uso
comercial por convecção forçada, forno assador a vapor
Cortadores de grama
residenciais
Secadoras de roupa com varal e
fluxo de ar quente ???
Roçadeira elétrica
Secadores e passadores
comerciais
Tesouras cortadoras de grama
Sopradores de ar quente e
ferramentas móveis de aquecimento
Motores para portão de garagem
Panelas elétricas
Folhas flexíveis para
aquecimento de ambiente
Grill e tostadeiras de uso
comercial
Comando para cortinas e
similares
Balcões com aquecimento
elétrico de uso comercial
Umidificador
Equipamento para banhos-maria
elétricos de uso comercial
Exaustor elétrico
Bombas estacionárias para
aquecimento e serviço de instalações hidráulicas
Assopradores elétricos para a
limpeza de jardins
Escova de dente elétrica
Vaporizadores
Aparelhos para aquecimento
para saunas
Aquecedor para óleo e gás
tendo conexão elétrica
Aparelhos para limpeza de
superfícies usando vapor
Movimentador para portas e
janelas
Aparelhos para uso em aquários
(bombas de ar, termostatos)
Aparelhos para reciclar gás
refrigerante de aparelhos refrigeradores
Projetores
Cabines de banho
Aquecedores de piso acarpetado
Secadores de cabelo
Liquidificador
Fique atento às microtendências
da internet em 2010
Se o seu objetivo é criar
diferenciais para estar à frente dos concorrentes, preste atenção
nas atividades de pequenos grupos com potencial de provocar
grandes transformações
É fácil acompanhar as principais
tendências da internet no Brasil. Órgãos públicos, associações do
comércio e indústria, agências de publicidade e companhias de
tecnologia realizam constantes pesquisas sobre a web e divulgam
seus principais resultados na imprensa. É assim que ficamos
sabendo que o Brasil já possui 68 milhões de internautas, que o
comércio eletrônico teve vendas de R$ 1,6 bilhão no Natal e que as
redes sociais como Orkut, Facebook e Twitter já são usadas por
45,5 milhões de pessoas.
São
informações valiosas para você desenhar o cenário de mercado e
planejar seus investimentos em marketing digital, sem dúvida. Mas
se o objetivo é criar diferenciais para estar à frente dos
concorrentes, fique atento também às microtendências, atividades
de pequenos grupos com potencial de provocar grandes
transformações na forma como usaremos a web nos próximos anos.
Microtendência é
um fenômeno restrito a menos de 1% da população, mas que é capaz
de influenciar fortemente toda a estrutura de um país (ou mesmo do
mundo) e ganhou popularidade com o livro “Microtrends: The Small
Forces Behind Tomorrow´s Big Changes” (Microtendências: as
pequenas forças por trás das grandes mudanças de amanhã). Para
comprovar sua tese, o autor Mark Penn, profissional da área de
pesquisa de mercado nos EUA, levantou 75 microtendências ocorridas
em seu país, sendo uma das principais o papel preponderante de uma
minoria religiosa na reeleição do presidente George Bush em 2004.
Já é possível
detectar microtendências na internet no Brasil, ou seja, o
comportamento de minorias com potencial de mudar os hábitos da
maioria. Abaixo, listei sete que deverão influenciar o uso da web
em 2010, tanto em relação aos consumidores quanto às empresas.
Microtendência 1 – A internet
substitui os telefones fixos
A expansão e popularização da banda
larga vai permitir a adoção cada vez maior de plataformas de
comunicação totalmente baseadas na internet, como o Skype. Simples
e prático, basta baixar o programa no computador e preencher as
configurações básicas e você já pode conversar à vontade, de
graça, com outra pessoa que também tenha uma conta no serviço.
Pagando um plano de minutos como o de um celular é possível fazer
ligações para telefones fixos em qualquer lugar do Brasil pagando
valores muito menores que o das operadoras de telefonia.
Microtendência 2 –
Virtualização das reuniões
Outra conseqüência da popularização
de plataformas como o Skype é a virtualização das reuniões.
Isso porque é possível não apenas conversar, mas visualizar o
interlocutor (desde que os computadores utilizados estejam
equipados com webcams, recurso também cada vez mais comum) e
compartilhar a tela do próprio computador. Assim é possível, por
exemplo, apresentar um relatório para um cliente em detalhes e
tirar todas as dúvidas sem ter de se deslocar de seu escritório.
É
uma solução perfeita para agilizar reuniões e evitar deslocamentos
desnecessários e cada vez mais difíceis nos grandes centros
urbanos por causa do trânsito e dos congestionamentos.
Microtendência 3 – Fim da
supremacia do “clique”
Uma das principais formas de
mensurar os resultados das campanhas de publicidade online sempre
foi o custo por clique (CPC), o valor pago pelo anunciante sempre
que um internauta clica em seu anúncio. Porém, estudo recente
realizado pela ComScore, especializada em métricas de internet,
revelou que um banner ou anúncio, mesmo não clicado, influencia
diretamente nas vendas por meio da exposição da marca. A pesquisa
mostrou que os banners aumentaram as vendas dos varejistas
norte-americanos em 22%, mesmo com baixas taxas de cliques.
Estes dados avalizam a opinião de um
pequeno grupo de profissionais de publicidade e propaganda, que há
tempos defendem novas formas de avaliar os resultados do marketing
digital.
Microtendência 4 – Pontas de
estoque e clubes de compra online
Sem alarde, lojas virtuais que
funcionam como pontas de estoque ou clubes de compra, como
Privalia, Brands Club e Superexclusivo, estão se tornando uma
febre entre as mulheres justamente por reunir tudo que elas
gostam: produtos de marcas famosas por preços incrivelmente
baixos, vendidos em um lugar que só as iniciadas no mundo das
compras conhecem. É possível encontrar, por exemplo, biquínis da
badalada grife Lygia & Nanny (que em shopping centers não saem por
menos de R$ 300,00) por apenas R$ 39,90. Mas para aproveitar é
necessário ser apresentada por uma amiga já cadastrada no site.
Microtendência 5 – Compra
direta nos EUA
Se a onda é aproveitar os descontos
na internet, por que não ficar de olho nas mega-liquidações das
lojas norte-americanas e aproveitar a baixa do dólar? Este é o
filão dos sites de compra direta nos EUA, outra microtendência
dentro do comércio eletrônico. Sites como Skybox e Aeropost (que
passou a operar recentemente no Brasil) não são lojas virtuais,
mas facilitadores de entrega. Ao se cadastrar, você passa a ter
uma caixa postal nos EUA (vinculada diretamente ao escritório da
empresa), onde pode endereçar as suas compras. Ao chegar, sua
encomenda é despachada diretamente para o Brasil, com todos os
impostos inclusos. A vantagem desse serviço em relação à remessa
direta é o custo do frete, que alguns casos pode ficar em menos de
50% do valor normal.
Silvio Tanabe
2010, o ano do Cloud Computing
Em breve, a nuvem computacional
estará tão integrada à vida das pessoas quanto a eletricidade:
você usará o tempo todo, sabe que poderá contar com ela em
qualquer circunstância, mas poucas vezes vai parar o que está
fazendo para questionar onde estão armazenadas as informações e de
que forma. Fato é que, assim como o uso de computadores e
telefones celulares será multiplicado, em 2010 o Cloud Computing –
ou computação nas nuvens – deverá sofrer grande expansão.
Atualmente,
metade das aplicações pode ser armazenada na nuvem computacional.
A outra metade ainda está mais segura ao contar com a
infraestrutura tradicional de TI, sob proteção de um excelente
firewall. Obviamente, avanços vêm sendo feitos no sentido de
elevar esse percentual até 100%.
Por ora, muitos
empresários ainda se questionam sobre como o cloud computing irá
influenciar as operações, quais procedimentos têm de mudar, assim
como quais são as alterações relevantes necessárias dentro do
fluxo de trabalho e da cultura organizacional.
O monitoramento,
bem como as questões de segurança e os custos relacionados ao
cloud computing estão sendo aperfeiçoados. Mas, assim que essas
questões forem sendo resolvidas, a nuvem computacional elevará os
negócios a um patamar sem precedentes.
Primeiramente,
democratizará a TI num sentido totalmente inovador. Se hoje
assistimos a uma grande oferta de hardware enquanto o
desenvolvimento de software ainda limita o investimento de muitas
empresas, haverá uma completa democratização em todos os sentidos.
Como já vem sendo cada vez mais comum nos Estados Unidos e Europa,
crescerá a oferta de software grátis. As empresas pagarão pelo
uso, sendo desobrigadas a fazer investimentos milionários.
Grosso modo, esse
modelo de TI foi antes explorado pelos setores de imóveis,
automóveis e, inclusive, trajes de festa. Ninguém mais será
obrigado a pagar para ter; somente para usar é que pagará
determinado valor. Não sendo novo na economia, esse modelo de
negócios está comprovadamente predestinado ao sucesso, haja vista
que as empresas poderão redirecionar seus investimentos para
ganhar competitividade.
Ao invés de o
cliente adquirir um software e solicitar manutenção e upgrade
posteriormente, ele contrata uma “infraestrutura” de serviços que
implica na alta performance e disponibilidade permanentes,
assumindo apenas uma mensalidade. Ao juntarmos tudo isso, temos um
modelo em que a computação (processamento, armazenamento e
software) está em algum lugar da rede que é acessada remotamente,
via internet. Isso é cloud computing. E esse é um modelo que
promete movimentar as empresas brasileiras este ano.
Guilherme Araújo
Desmitificando o Excel - Dicas
para usá-lo sem medo
O Excel é considerado por muitos
usuários de computador um grande pavor. Criar planilhas e editar
fórmulas chega realmente a amedrontar quem não domina o sistema.
Entretanto, Fábio Vianna, diretor da Fábrica de Planilhas, garante
que não há motivos para temer o programa. “Posso garantir que 95%
das tarefas feitas no Excel são simples”, afirma o especialista.
De acordo com
Fábio Vianna, o problema está na falta de conhecimento dos
usuários, que muitas vezes tentam se tornar autodidatas.
“Em geral, as
pessoas aprendem o Excel no dia a dia delas, sem um processo
formal de aprendizado. Como elas aprendem sem um método, acabam
tendo dificuldades em procurar soluções e analisar o problema sob
outros aspectos. Aí, ficam com a ideia de que o Excel é difícil.”
O diretor da
Fábrica de Planilhas ressalta, entretanto, que não adianta
recorrer a cursos sem qualificação. “Assim como em idiomas, por
exemplo, é necessário um método para se aprender Excel, com
instrutores preparados e que motivem os alunos. Caso contrário, o
Excel ficará com a ‘culpa’, quando na verdade é do método e do
facilitador”, completa.
Fábio Vianna diz
que, com prática, um usuário iniciante consegue aprender tudo o
que precisa em seis meses. “A analogia com o Inglês é perfeita:
você só aprende o idioma se praticar. Com Excel é a mesma coisa.”
Além de um
treinamento qualificado, o especialista explica que pesquisas em
fóruns e sites, troca de ideias com colegas e leitura de livros de
qualidade também colaboram para o aprendizado do Excel.
O bolso contra o contra o cigarro
O consumo no país vem caindo,
principalmente em função das últimas políticas publicas de combate
a esse mal, como proibição do uso desse produto cancerígeno em
bares e locais fechados. Entretanto, o número de pessoas que
possui esse vício no Brasil ainda é grande. Mas como combater esse
mal?
Uma forma de
combater os problemas que o cigarro causa para a saúde física é
mexer com outra saúde, a financeira, com o aumento no custo desse
produto. Esse ato deve partir do Governo, com o aumento da taxação
de impostos nesse produto. Apesar dos impostos serem abusivos no
país, nesse caso eles seriam um mal necessário, com o dinheiro
extra conseguido sendo usado para investir na saúde e em novas
políticas de combate ao tabagismo, com distribuição de medicamento
para que as pessoas parem de fumar.
A conta é
simples, se os impostos fizerem com que aumentem o valor do
cigarro em R$3,00, um fumante que consome dois maços de cigarro
por dia gastará a mais, por mês, R$180,00. Esse aumento de custo
no orçamento mensal das pessoas com certeza fará com que muitos
repensem sobre a importância de manter esse vício.
Infelizmente, com
os preços atuais poucas pessoas se dão conta do risco financeiro
que proporciona. É lógico que esse risco é muito menor do que os
físicos, entretanto, não podemos negar que esse impacto reflita na
economia diária do viciado e, aumentando o valor do produto, todos
sentirão esse impacto.
Uma forma de
vermos a importância de parar de fumar para a economia de uma
pessoa é analisar que, com os preços atuais do cigarro, se uma
pessoa consumidora de um maço por dia parar de fumar, economizar e
investir esse valor (R$ 2,75) diariamente, ao final de 20 anos
esta pessoa terá R$ 81.613,57 e ao fim de trinta anos terá R$
288.334,54.
Isso sem que
contemos os gastos que um fumante terá nesse período com problemas
de saúde, ocasionado pelo cigarro, e da perda de rendimento no
trabalho em função do cansaço que esse vício proporciona.
O ato de fumar
não faz só que o viciado perca dinheiro, o tabagismo gera uma
perda mundial de 200 bilhões de dólares por ano, sendo que a
metade dela ocorre nos países em desenvolvimento. Este valor,
calculado pelo Banco Mundial, é o resultado da soma de vários
fatores, como o tratamento das doenças relacionadas ao tabaco,
mortes de cidadãos em idade produtiva, maior índice de
aposentadorias precoces, aumento no índice de falta ao trabalho e
menor rendimento produtivo.
Isso é, o cigarro
também faz com que os governos tenham menos dinheiro para investir
em outras áreas da saúde, o que garantiria uma maior longevidade à
toda população.
Agora se você é
fumante imagine: como você estará daqui a trinta anos continuando
a fumar? Sua saúde estará boa? Quanto você terá gastado?.
Agora imagine: se
as pessoas pararem de fumar hoje e investirem esse dinheiro, daqui
trinta anos, além de terem de qualidade de vida muito maior, ainda
estarão quase R$ 300mil mais rico. Isso com os preços atuais,
agora imagine se os preços desses produtos aumentarem, não valerá
realmente a pena para de fumar?
Reinaldo Domingos
Copa 2014: Lições da África para
o Brasil
O estádio Moses Mabhida Stadium, em
Durban, na África do sul, um dos que vão receber jogos da Copa do
Mundo 2010, é um exemplo do esforço que o Brasil terá de fazer
para sediar os jogos da Copa 2014. O projeto arquitetônico do
estádio mostra claramente a preocupação com o futuro, já que o
design do local foi projetado para ser sustentável: "Temos que
olhar para além do evento Copa do Mundo, por isso o estádio foi
projetado para ser sustentável", disse chefe o departamento de
Relações Governamentais da área de Durban, Eric Applegreen,
durante o Seminário Internacional de Futebol: Copa do Mundo de
2014 no Brasil e em São Paulo.
Durban está
localizada na província de KwaZulu-Natal, na costa do Oceano
Índico. Tem cerca de 2.7 milhões de habitantes e é a terceira da
África do Sul em número de habitantes, depois de Joanesburgo e
Cidade do Cabo.
O Moses Mabhida
Stadium, que possui esse nome em homenagem a um dos líderes que
lutaram pela liberdade do país, possui algumas particularidades:
"No entorno dele, criamos espaços públicos, permitindo a
interação com áreas de comércio da região", explicou Applegreen.
Além disso, foi construído um teleférico no estádio, em uma
plataforma que foi agregada ao local. Essa prática, de acordo com
Eric, tem explicação: "Investimos de forma que se olhe para além
do momento Copa do Mundo, visando o futuro."
Applegreen também
citou outros itens importantes na preparação de Durban para
receber os jogos da Copa: a criação de um plano de operação para
a cidade, envolvendo temas como segurança, limpeza,
sustentabilidade ambiental além dos investimentos em áreas de
centros de treinamento, investimento este que será uma herança
para a região, focando não apenas o presente como também o
futuro. Eric destacou a importância de um efetivo programa de
transportes públicos, devido à alta demanda por este tipo de
serviço em um evento da magnitude de uma Copa do Mundo. E deixou
um alerta para a organização da Copa do Mundo no Brasil: "Todas as
variáveis podem impactar no orçamento e no cronograma do evento."
Filosofia do futebol
O professor Manuel Sérgio,
presidente do Instituto Piaget de Ensino Superior de Almada,
Portugal, chamou a atenção para a oportunidade que o Brasil tem,
com a preparação da Copa, de mudar a mentalidade do esporte no
país, estendendo-o à infância, aos trabalhadores, aos pobres. "A
primeira ideia do governo deve ser de enxergar o futebol e todas
as demais modalidades esportivas como um serviço público. O
esporte deve ser a expressão do desenvolvimento de um povo". O
professor Sérgio, que também é autor do livro "Filosofia do
Futebol", acredita que o papel do filósofo é o de criticar. E
convida toda a sociedade brasileira para exercitar essa crítica na
Copa de 2014: "O Brasil atualmente é uma potência, mas seria um
país mais justo se, para cada jogador de futebol que surgisse,
para cada Pelé, o país revelasse um cientista, um artista, um
médico. Um país desenvolvido dá espaço para desenvolver todas as
potencialidades".
Feiras: uma oportunidade de
expandir negócios
Saiba como utilizar esta
ferramenta de marketing
Atualmente para ter mais sucesso em
nos negócios é necessário explorar as ferramentas de marketing.
Dentre tantas opções, expor em feiras é uma ação que tem uma boa
relação custo x benefício. A participação em eventos corporativos
é extremamente importante para fixação, expansão e divulgação de
uma marca ou empresa. Além disso, ajuda a firmar novas parcerias,
desenvolver acordos operacionais, conhecer novas tecnologias, ter
contato com novas ideias, oportunidades, mercados ou produtos,
troca de informações e se atualizar.
Para a gerente de
Marketing do Grupo Diretriz, Fernanda Skraba, em uma feira de
negócios todos tem um único propósito: estar ou se fazer presente
no mercado, além de ser uma oportunidade de obter uma visão global
de como o mercado está se comportando. “A feira é uma das melhores
e mais completas ferramentas de Marketing, o empresário
precisa saber extrair tudo que a ferramenta lhe proporciona é um
passo para sucesso”
A participação
numa Feira consiste em três fases: antes, durante e após. Antes
abrange o período de planejamento e organização; durante significa
o atendimento ao público, a prospecção de novos clientes e
parceiros, divulgação da empresa, produtos ou serviços e
fechamento de negócios; no pós-feira deve-se dar continuidade ao
contato que foi feito durante o evento aos possíveis e atuais
clientes, por meio de e-mails e cartas de agradecimento pela
atenção recebida. “É importante construir uma boa rede de
relacionamentos, mantendo contato periódico com possíveis
fornecedores, clientes e empresas de referência”, ensina Fernanda
Skraba.
Participar de uma feira exige
planejamento. Confira algumas dicas:
Inicialmente é preciso definir o
espaço do stand. Segundo a gerente do Grupo Diretriz, normalmente
na maioria dos eventos o expositor poderá comprar uma área mínima
de 9m², com montagem básica. “Acima disso é feito a
comercialização de área que pode ser conforme a necessidade do
cliente”, explica.
Após definir o
tamanho do stand, se faz um contrato com a empresa que promove a
feira. Neste contrato devem constar os termos acordados como
locação temporária de espaço, receberá também um manual do
expositor, com vários formulários, indicações da estrutura e todas
as informações necessárias sobre o local e o evento.
A montagem do
stand é de responsabilidade do expositor. É ele quem define e
contrata a montadora, o paisagista, a empresa de alimentos e
bebidas, se será necessário fazer instalações elétricas,
hidráulicas, dentre outros serviços.
Também é
fundamental escolher as pessoas certas para trabalhar durante as
feiras. “É imprescindível ter uma equipe que represente bem o lado
institucional e comercial da empresa”, ressalta.
Deve-se preparar
todo o material de papelaria que será distribuído durante a feira,
como folders, cartões de visita ou brindes. Os brindes mais comuns
e de grande aceitação são bloco de anotações e canetas.
Deve-se fazer
convites personalizados e divulgar a feira em informativos, sites
e até enviar email marketing – um informativo que é enviado por
email com dados do evento e o que a empresa irá expor. “Convide os
seus clientes habituais e também os que você está prospectando.
Todos devem ser contatados”, orienta Fernanda.
Depois da crise, um novo cenário
de TI
Nos últimos 18 meses a economia
global sofreu um abalo sísmico em suas estruturas financeiras,
comerciais e sociais, sendo obrigada – mais ali do que aqui, a bem
da verdade – a encontrar um novo ponto de acomodação.
Aparentemente, a crise econômica mundial perdeu força e muitos
países começam a se reerguer.
No Brasil, onde
os efeitos da catástrofe econômica oscilaram muito de acordo com
os setores e segmentos, parece que estamos caminhando rapidamente
para a recuperação. Empresários vêm se mostrando cada vez mais
flexíveis e rápidos, fazendo uso da TI para promover total
integração entre a empresa e seus clientes, fornecedores e
parceiros de negócios.
Manutenção, up
grade, atualização de centenas de aplicações relacionadas a
servidores, banco de dados e rede continuarão gerando expectativas
altas em relação a desempenho e eficiência, embora esses serviços
tenham de se ajustar a orçamentos mais racionais.
Não há como negar
que o cenário de TI já mudou e vai mudar ainda mais nos próximos
meses. Enquanto muitas pequenas empresas fizeram de tudo para
sobreviver a 2009, tentando honrar compromissos trabalhistas e com
instituições bancárias, 2010 acena com a necessidade de se retomar
o fôlego, de se estabilizar.
Mas, enquanto
alguns segmentos da economia permitem esse tempo de acomodação, o
ambiente de TI é bastante mais exigente – e, por que não dizer,
até mesmo cruel. Sem possibilidade de inovar para crescer, muitas
pequenas empresas de tecnologia da informação devem fechar as
portas até o final do ano.
Certamente, quem
já vinha experimentando crescimento nos últimos anos e investindo
em novos negócios atravessou a crise sem perdas. Estando mais
preparadas para a retomada nos negócios, essas empresas devem
desencadear, a partir de agora, uma sequência de aquisições e
fusões na área de TI. Quem vinha se fortalecendo deverá se tornar
ainda mais forte. E quem sofreu um baque nos negócios não terá
tempo hábil para fazer frente ao novo mercado, muito mais
agressivo.
É certo, também,
que empresas de todos os setores ainda apostam suas fichas nos
benefícios que uma boa infraestrutura de TI pode significar em
termos de retomada do crescimento, segurança da informação,
prospecção e fidelização de clientes. Ainda que os investimentos
sejam bastante modestos quando comparados a 2008, às vésperas da
crise, os prognósticos ainda são muito favoráveis para este ano.
Pelo menos, para quem tem visão e já está preparado para o jogo.
Ezequias Sena
Ciber criminosos planejam obter
lucros recordes em 2010
Avira prevê mais ataques em PCs de
usuários domésticos e profissionais. Ação dos fraudadores está
focada em ganhar dinheiro de modo fácil pela Internet. Para isso,
a criatividade é a maior arma dos criminosos
A Avira prevê que 2010 será um ano
de maior intensificação de ameaças aos computadores por meio de
novos métodos de ataque criados pelos ciber criminosos, sempre
associados ao “profissionalismo” cada vez maior dos roubos de
dados. Dessa forma, os especialistas em segurança de TI esperam
que o ano terá um forte crescimento do "crime como um serviço", em
outras palavras, a oferta profissional de aplicativos ilegais e
ataques de computador.
É por isso que as
ameaças futuras serão focadas especialmente no roubo de dados que
podem ser utilizados pelos hacker em comércio ilegal e também
convertidos em ações que resultem na obtenção fácil de dinheiro.
Isso inclui, por exemplo, o roubo de dados ou senhas do cartão de
crédito e da conta para uma ampla variedade de serviços de
Internet. Além disso, as informações corporativas confidenciais
são altamente atrativas para os ciber criminosos. Para se proteger
das ameaças cada vez maiores, é necessária uma combinação de
proteção contra vírus com atualização constante e aumento da
atenção do usuário de computador nos métodos adotados pelos
criminosos.
O aumento das
ameaças em 2010 será baseado, segundo a Avira, na maior atividade
na área de espionagem comercial e industrial, no aumento do uso de
“cópia de dados” e extorsão, e ataques em redes de mídia social e
em serviços de mensagens instantâneas.
O principal alvo: os usuários
domésticos
A Avira considera que novas gerações
de malware serão programadas com maior sofisticação para que o
código malicioso permaneça imperceptível o máximo de tempo
possível, logrando o máximo em benefício para os ladrões de dados.
Maior utilização de spam deve ser esperada quando os níveis de
tráfego de dados são mais pesados, e os usuários podem ser
facilmente levados a visitar outros sites – via plataformas de
mensagens instantâneas como Skype, ICQ ou Yahoo Chat. Scarewares
conhecidos, como “Fake AV” (ou “Rogue AV”, “Produtos de segurança
Rogue”) se tornarão mais agressivos.
Esses softwares
maliciosos fazem com que o usuário acredite que seu sistema foi
infectado para oferecer pretensa proteção contra vírus para
combater o problema. Entretanto, o que o usuário realmente compra
e faz download é uma ferramenta inútil que, além de fraude
financeira, pode causar outros danos ao próprio computador.
As ameaças
crescentes também incluem downloads sugeridos ou induzidos. Neste
caso, os banners aparentemente legais são manipulados e colocados
em sites conhecidos para enganar o usuário. Se um usuário visitar
um website preparado desse modo, os PCs correm o risco de serem
infectados com esse malware. As urls abreviadas, muito populares
em redes de mídia social, são cada vez mais utilizadas para
ocultar a identidade dos links perigosos. A ameaça se aplica
particularmente a sites muito frequentados, como Facebook, studiVZ
ou Twitter, por causa do número cada vez maior de usuários e seus
estilos de comunicação intensivos.
Riscos para os negócios
A Avira prevê que 2010 será um ano
com aumento na espionagem comercial e industrial organizada via
Internet. Assim, é esperado um rápido aumento nos ataques de
espionagem profissional e direcionados a dados corporativos feitos
por quadrilhas de criminosos. A Avira também estima um aumento
significativo nos ataques às pequenas e médias empresas nos
próximos meses. Muitas das ameaças já são bem conhecidas dos
especialistas em antivírus:
O Ransomware tem
como objetivo obter o controle do PC inteiro e criptografar os
dados no disco rígido. O hacker propõe liberar sua máquina
novamente em troca de pagamento. O BSI adverte contra o pagamento
de tais exigências, pois não há garantias de que os dados serão
liberados após o pagamento.
Os Botnets,
zumbis de PCs, lançam ataques de DdoS (Negação de serviços
distribuídos) e usam essa tática de arma de fogo para desativar
sistemas de empresas a menos que uma exigência de resgate seja
atendida. Os ladrões de dados também estão ficando mais
interessados em dados armazenados "em nuvem". O aumento no uso de
dispositivos móveis e celulares também representa uma ameaça de
ataque e de perda de dados e deve, portanto, ser uma preocupação
para o gerenciamento de riscos de TI.
Fonte:www.avira.com.br
Hipertensão arterial pulmonar:
60% dos portadores morrem sem tratamento
A HAP é uma doença complexa que
eleva a pressão arterial nos pulmões. É grave, fatal e não oferece
perspectivas para os pacientes que não recebem tratamento. Em
alguns casos há necessidade de transplante.
A Hipertensão Pulmonar
afeta crianças, adultos e idosos e tem um enorme impacto no
dia-a-dia dos pacientes que, muitas vezes, não conseguem sequer
levantar os braços para pentear cabelo ou escovar os dentes por
conta do cansaço. Ela aumenta a pressão do sangue que passa pela
artéria pulmonar e isto resulta num esforço cada vez maior do
coração para bombear este sangue, o que leva à insuficiência do
órgão. Esta é, na maioria das vezes, a causa da morte dos
pacientes. Cerca de 60% dos portadores da HAP sem tratamento
adequado morrem e têm uma sobrevida de aproximadamente dois anos
após o diagnóstico.
O grande problema
da Hipertensão Arterial Pulmonar são seus sintomas similares a
outros males. Na maioria dos casos, os portadores sentem falta de
ar progressiva, fadiga, vertigem, desmaios, dor no peito, tosse,
inchaço nos tornozelos ou pés, fígado e abdômen dilatados. Também
pode ser conseqüência de outras doenças como esclerose sistêmica,
doenças cardíacas, AIDS, esquistossomose, uso de moderadores de
apetite, cirrose, embolia pulmonar crônica, apnéia do sono, entre
outros.
Apesar de haver
terapias disponíveis no Brasil, a maioria dos pacientes ainda
enfrenta dificuldade de acesso aos medicamentos que podem ser
oferecidos pelo Sistema Único de Saúde. Embora seja uma doença
progressiva, ainda não consta da lista de medicamentos
excepcionais do SUS. O Estado de São Paulo elaborou o primeiro
protocolo da doença no país e está habilitado a oferecer
tratamento com remédios aprovados pela Anvisa - Agência Nacional
de Vigilância Sanitária.
“Atendemos vários
pacientes com Hipertensão Arterial Pulmonar. A Beneficência
Portuguesa de SP é um centro de excelência, com recursos médicos e
de exames para realização do diagnóstico e acompanhamento desses
doentes. Alguns chegam até a precisar de transplante de pulmão,
quando há falha no tratamento com remédios”, diz Ciro
Kirchenchtejn, pneumologista do Hospital, onde foram realizados o
primeiro transplante bilateral de pulmão e o primeiro transplante
conjunto de coração e pulmão com êxito no Brasil.
Velocidade máxima: a corrida de
firewall e VPN que garantirá o desempenho da segurança na sua rede
Dentre as diversas novas aplicações
que surgem diariamente, nem todas virão para ficar, mas é certo
que as que mudarem o seu business jamais sairão de lá. É neste
frenético mundo de incorporação de novas facilidades que tem
início a dor de cabeça de todo chefe de TI.
Novas aplicações
trazem consigo o aumento da exposição a riscos além de despertar a
curiosidade de hackers, que hoje em dia buscam muito mais obter
benefício financeiro do que notoriedade. Nesta linha, produzem
ameaças que se sofisticam desde a combinação de ataques a tipos de
invasões a redes de maneira inovadora.
Tais ataques
promovem perdas praticamente insuperáveis, portanto uma proteção
completa e de rápida reação é exigida. No entanto, para
implementar este tipo de segurança é preciso uma verdadeira
arrancada tecnológica nos hardwares e também nos softwares
responsáveis pela segurança, ou uma brusca queda no desempenho
será percebida, especialmente no perímetro da rede. A ordem então
é acelerar!
Há alguns anos o
mercado já conta com soluções unificadas de segurança, os chamados
UTMs (Unified Threat Management). Estes dispositivos já provaram
sua eficiência não só no rápido combate às diversas ameaças e
malwares, mas, sobretudo na sua capacidade de gerenciamento, dada
a integração entre as soluções de proteção. Esta integração
contribui significativamente para redução de custos, melhorando o
TCO, e facilitando a análise forense, bem como atendendo às
exigências regulatórias (SOX, Base II Accord,e PCI/DSS).
Para a sorte dos
chefes de TI, a preocupação com a aceleração nos dispositivos de
segurança de rede bateu antes nos fabricantes de UTM e está dada a
largada para a corrida da aceleração de firewalls e VPNs. Nesta
corrida, quem "acelerar" mais, mantendo a faixa de preço, chega em
primeiro lugar.
Novos produtos já
vêm sendo colocados no mercado desde o ano passado com até 10
vezes mais desempenho em Firewall e VPN na mesma categoria de
preços. As demais funcionalidades preservam sua excelente
performance.
As consideradas
novas aplicações como VoIP, Video Conferência, E-Learning,
Peer-to-peer e etc, que adicionam à rede tantos benefícios quanto
exposição, não serão mais uma preocupação, graças aos novos
lançamentos do mercado de UTM que garantem a inspeção necessária
da informação para identificação rápida e eficiente de risco e
manutenção de túneis VPN à velocidade denominada wire speed.
Desta forma, os chefes
de TI já podem se sentir aliviados, avaliando em suas redes, UTMs
que prometem endereçar suas dores de cabeça na ordem de 10 Gbps a
20 Gbps de Firewall e VPN com toda a proteção e com ainda mais
velocidade, que garante a entrada de novas aplicações na rede
conservando a segurança de todo o patrimônio da sua empresa.
Eduardo Siqueira
Para CFM, não se deve limitar
tempo de atendimento dos médicos peritos
O plenário do Conselho Federal de
Medicina (CFM) aprovou em janeiro parecer-consulta sobre o tempo
de atendimento realizado pelos médicos-peritos. O parecer-consulta
1/10 reitera que nenhum órgão ou instituição tem competência para
determinar o período de avaliação médica ou estabelecer o número
de atendimentos para qualquer carga horária ou atividade médica.
De acordo com a
Associação Nacional dos Médicos Peritos da Previdência Social (ANMP),
tem sido imposto aos peritos médicos previdenciários o limite de
20 minutos para a realização das avaliações em segurados do INSS,
além da recomendação de um número mínimo de 24 perícias diárias.
O parecer esclarece que o
Código de Ética Médica (CEM) prevê que “o médico não pode, em
nenhuma circunstância ou sob nenhum pretexto, renunciar à sua
liberdade profissional, nem permitir quaisquer restrições ou
imposições que possam prejudicar a eficiência e a correção de seu
trabalho”.
O CFM lembra que
o exame médico-pericial na Previdência Social tem por objetivo a
emissão de um laudo técnico, que embasará ou não a decisão final
da concessão de um benefício. No mesmo sentido, o CEM estabelece
que “nenhuma disposição estatutária ou regimental de hospital ou
de instituição, pública ou privada, limitará a escolha, pelo
médico, dos meios cientificamente reconhecidos a serem praticados
para o estabelecimento do diagnóstico e da execução do tratamento,
salvo quando em benefício do paciente”.
De acordo com a
conclusão do conselheiro relator Gerson Zafalon Martins: “a
imposição de 24 perícias diárias pelos peritos médicos
previdenciários é incompatível com os ditames éticos e da boa
prática médica, além do que laudos apressados são insuficientes,
incompletos, frágeis e não qualificados. Esses laudos poderão
causar injustiça social, pois não concluirão de maneira justa e
evidente se o servidor tem ou não direito ao benefício requerido”.
Os novos tempos das farmácias
Entrou em vigor a resolução 44/2009
da ANVISA. Com ela, várias mudanças serão sentidas em sua próxima
visita à farmácia. Sorvetes, comidas, revistas e guloseimas não
mais farão companhia a antibióticos, antidepressivos e
antialérgicos. Os mais saudosistas devem se lembrar do tempo em
que farmácia tinha balcão de madeira, expositores de vidro e
cheiro de remédio.
Naquele tempo - e
nem faz tanto assim - os farmacêuticos diagnosticavam e receitavam
medicamentos e dosagens. Muitas vezes sem formação específica,
acertavam pela experiência acumulada. Conhecíamos o
estabelecimento pelo nome do proprietário, o qual invariavelmente
de branco e com medidor de pressão nas mãos fazia muitas vezes, o
papel de médico da família.
Os tempos
passaram, chegaram as grandes redes e com elas a padronização no
atendimento. Lojas com temperatura controlada, mostradores
luxuosos, promotores de vendas, programas de relacionamento e
descontos, uniformes e discursos padronizados. Estratégias
utilizadas para construir a lealdade do consumidor à marca e
sustentar este novo modelo de negócios.
Ir a farmácia é
hoje pura diversão. Passear por seus corredores largos e bem
iluminados, conferindo os lançamentos virou programa. Batons,
perfumes, sabonetes, xampus e medicamentos estão sempre à mão. Ou
melhor, estavam. E vêm mais mudanças. Antigripais, antiácidos,
antitérmicos e outros remedinhos que compõem nossa farmácia
caseira serão transferidos para trás do balcão, como antigamente.
Não que eu queira
voltar ao passado, até porque não me acostumaria às instalações
espartanas, nem teria tempo para prosear com o farmacêutico. Como
consumidor, tenho receio do impacto que esta medida trará ao ponto
de venda. Sinto dor de cabeça só de pensar em mais uma fila, agora
na farmácia. Se já não fosse suficiente o martírio vivido nos
bancos, supermercados, shoppings e restaurantes.
Existem
diferentes tipos de fila, para os mais variados gostos. Única com
etapas sequenciais, paralelas para múltiplos atendentes,
específicas para atendentes específicos, em formato de cobra e
aleatórias com a distribuição de senhas. As empresas utilizam um
ou mais modelos, adequando a demanda à capacidade do sistema.
Embora muitas vezes pareça o contrário...
Antes de escolher
o modelo de fila a ser utilizado, é importante levantar sua real
necessidade. Seguem algumas dicas:
- Avalie os horários de pico, por
dia e por loja. Monitore o fluxo de clientes, o tempo médio gasto
e as áreas da loja com maior concentração. Coloque as informações
numa planilha ou gráfico, até que uma tendência seja estabelecida.
- Estude o comportamento de compra
dos consumidores. Verifique se há algum padrão entre os
medicamentos que foram para trás do balcão versus horário, clima,
dia da semana ou tipo de loja. Correlações interessantes podem ser
encontradas.
- Considere as vendas cruzadas de
produtos. Descubra qual produto leva o consumidor ao ponto de
venda. A venda de um barco de pesca pode começar pelo anzol.
Se depois desta análise, a
implantação de algum sistema de fila seja inevitável, lembre-se
que para um consumidor:
- O tempo desocupado parece mais
longo do que o ocupado.
- A espera incerta é mais longa do
que a espera conhecida, finita.
- A espera fisicamente incômoda
parece maior do que a confortável.
- A espera injusta é mais longa do
que a equitativa.
- A espera sem explicação é mais
longa do que a explicada.
Com base nestas premissas, lembre-se
que você só terá a ganhar investindo no bem estar de seus
clientes. Conforto, tecnologia, funcionários preparados e
transparência são o mínimo que se espera de alguém em quem um dia
confiamos tanto.
Marcos Morita
Veja os cuidados para uso de
redes sociais nas empresas
Cresce o interesse de
companhias brasileiras pela criação de suas próprias redes
sociais, que também exigem precauções para o uso
Monitorar redes sociais como Orkut, Facebook e Twiiter já é
realidade na maioria das grandes empresas. A novidade é a criação
da chamada Rede Social Corporativa (RSC), como 'substituta' da
Intranet, para uso interno dos funcionários.
Cuidados Como na aplicação de qualquer novidade no regimento de uma
empresa, os responsáveis pela implementação da rede social devem
tomar alguns cuidados, principalmente com ações indevidas dos
usuários, como conversas nada proveitosas, fofocas, discussões e
intrigas, que devem ser fiscalizadas.
Fábio Baptista, diretor da Gonow Tecnologia, empresa com
expertise na implementação RSC, lembra que em redes sociais
púbicas são comuns experiências negativas como a criação de perfis
falsos e, no meio corporativo, quando não se toma o cuidado
necessário, isso também pode acontecer.
Outro cuidado necessário é o de se restringir algumas
informações ou conversas dependendo do público que realmente
precisa e pode ver determinada mensagem. Em uma Rede Social
Corporativa, tudo pode ser organizado de acordo com a hierarquia
da empresa. "O presidente da companhia obviamente terá acesso a
todas as informações compartilhadas, mas nem por isso o
operacional poderá acessar a troca de idéia entre o presidente e
seus diretores", conclui Fabio.
Benefícios Fabio Baptista lembra que a utilização desta ferramenta é
uma das formas de promover a troca de conhecimento entre
funcionários, estimular a pró-atividade coletiva e conseguir
divulgar rapidamente uma informação relevante para determinada
área.
"Imagine a facilidade e agilidade com que um funcionário de
uma área qualquer, ou até mesmo de outra regional, pode localizar
uma informação ou acompanhar o desenvolvimento de um projeto de
outra área, sem a necessidade de ligações ou troca de e-mails",
ressalta.
Outro ponto a ser destacado é o da aproximação entre os
funcionários mais "operacionais" com o alto escalão. "Dependendo
do tamanho da empresa, sabemos que não é nada comum ver uma equipe
receber um elogio ou uma mensagem motivacional de seu presidente
quando ela bate uma meta. Com a rede social, uma simples mensagem
pode ser postada aos profissionais daquela área em questão de
segundos", conta Baptista.
Além disso, a Rede Social Corporativa desperta no funcionário
o sentimento de participação ativa na empresa. Mesmo que em áreas
e assuntos restritos, ele ganha um canal para apresentar suas
idéias ou críticas que podem alavancar o negócio ou aperfeiçoar um
produto.