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Origem do sobrenome italiano - Eduardo Coen faz pesquisas dos nomes italianos. Se você é oriundi e quer saber a origem clique aqui
 Edição de Julho  de 2009

Dia 20 de julho – Dia Internacional da Amizade
Você não precisa ficar só!


Conquistar e cultivar amizades é uma arte que algumas pessoas dominam muito bem e outras não.
    Numa metrópole como São Paulo e na maior parte das grandes cidades, o mais comum é vermos pessoas que não se envolvem. Têm um olhar indiferente e agem como se ninguém fosse suficientemente interessante para chamar sua atenção. Vivem em uma espécie de anestesia: andam, falam e se comportam muito mais como um computador do que como gente.
    Outras pessoas estão sempre desconfiadas, acreditando que os outros irão lhe fazer mal de alguma forma. Esta é uma maneira de não fazer contatos saudáveis e ficar isolado. Afinal, quem é que quer estar ao lado de alguém que tem esta visão de mundo?
    Sem contar aqueles que olham para os outros com ar de superioridade. Parece que estão sempre criticando, julgando e esta atitude os afasta de todo mundo.
Um jeito muito usado para se isolar é a timidez que vem da insegurança, da falta de auto-estima e uma enorme preguiça de se comunicar.
    Ter amigos é fundamental. Não basta ser pai, mãe, irmão, marido ou mulher. Você pode ser tudo isso e não ter habilidade alguma para ser íntimo. O que caracteriza um amigo é que, com ele, você se abre, é verdadeiro, autêntico. Com um amigo você não precisa disfarçar quem você é.
   É exatamente disto que estamos precisando. Chega de tanta hipocrisia, de tanta falsidade, de tanta pose. Vamos sair da imagem, perder a vergonha de nos mostrar mais, estabelecendo relações bonitas, de cooperação, de solidariedade. Mas para isto é preciso descer do salto e, com humildade, oferecer o melhor de si. Tenho certeza de que assim viveremos mais felizes.
Por falar nisso, feliz dia do amigo!


Sergio Savian -consultor de relacionamentos, terapeuta há 27 anos e autor do livro Amar vale a pena, da Editora Landscape. Trabalha com palestras em todo o Brasil e em vários países do mundo como Suíça, Alemanha, Espanha, México, Venezuela, Argentina, República Dominicana, motivando as pessoas a reeducarem seus corações. Savian tem sido uma referência constante na mídia quando o assunto é comportamento no século XXI.


O Dia Nacional do Devedor

Ora, se temos o dia Nacional do trabalhador, aliás, o dia internacional do trabalhador.

 

Temos o dia Nacional de combate ao tabagismo, o dia Nacional da poesia, o dia Nacional da cultura, enfim, existe o dia Nacional e Internacional de dezenas e dezenas de motivos. Até nosso presidente sugeriu lançar o dia Nacional da hipocrisia, imagine... Assim decidimos e estamos criando: O DIA NACIONAL DO DEVEDOR.

    Este será um dia especial, será dia onde podemos incentivar e estimular diversas ações em beneficio do devedor Brasileiro, algumas delas divertidas, engraçadas, mas válidas, entre as quais:

 

1-O dia em que nenhum devedor pode ser cobrado, este dia é sagrado gente, pelo menos neste dia...

 

2-O dia em que todas as instituições de defesa do consumidor devem promover palestras, oficinas, cartilhas, seminários, orientando, educando e ensinando os devedores a se livrar das dívidas.

 

3-O dia em que todas as empresas, sem cobrar claro, são obrigadas a receber qualquer débito sem juros, taxas, tarifas ou qualquer outra despesa, somente o valor principal e ainda assim dividido em parcelas que o devedor possa espontaneamente pagar.

 

4-O dia em que os restaurantes, bares, padarias, shoppings, ou seja, o comercio em geral terá que vender alguma coisa ao devedor, sem vencimento para pagamento, ele paga por vontade própria e não pode ser pressionado depois...

 

5-O dia em que nenhum cartório de protesto do Brasil pode protestar qualquer dívida.

 

6-O dia em que nenhum SPC nem SERASA podem registrar qualquer restrição do devedor.

 

7-O dia em que parentes, marido e mulher, irmãos, amigos, vão perdoar as dívidas que um tem com o outro, sem voltar atrás depois...

 

8-O dia em que os Motéis vão lançar alguma promoção para os devedores, mas tem que provar que é devedor, apresentar um carnê atrasado ou conta de luz, telefone, enfim...

Devedor neste dia vai ter 30 minutos grátis, é rapidinho, mas é de graça gente!

 

9-O dia em que nenhum cemitério ou casa funerária poderá cobrar pelo sepultamento dos devedores, mas a família tem que provar que o defunto realmente era um devedor...

 

10-O dia em que hospitais, clinicas e consultórios são obrigados a atender, sem custo nenhum, todo e qualquer devedor, desde que ele prove também que tem dívidas.

 

11- O dia em que o Congresso Nacional, câmara e senado, assembléias legislativas e câmaras de vereadores promoverão eventos com menção honrosa aos devedores de todo Brasil estimulando ações que venham a facilitar para que todos paguem seus débitos e voltem a ser um consumidor consciente.

 

12-O dia em que as empresas também vão promover campanhas tipo: “FEIRA DO BOM PAGADOR” – “CAFÉ DA NEGOCIAÇÃO” “COFF BRAK”, enfim, eventos onde possa reunir os devedores com tapete vermelho e todas as facilitações possíveis no sentido de que neste dia todos possam pagar seus débitos.

 

Bem gente, são estes os primeiros quesitos que serão lançados pelo ESTATUTO DO DIA NACIONAL DO DEVEDOR. Aceitamos sugestões para ampliar nosso estatuto.

 

Emanuel Gonçalves da Silva


Fundação Telefônica apresenta pesquisa inédita sobre uso de Internet, videogame, celular e TV por crianças e jovens

Realizado pelo programa EducaRede,da Fundação Telefônica, e coordenado pela Universidade de Navarra, estudo ouviu 25 mil estudantes do  Brasil e de outros seis países

 

A Fundação Telefônica lançou hoje a publicação “A Geração Interativa na Ibero-América: Crianças e adolescentes diante das telas”. Realizada pelo programa EducaRede,  da Fundação Telefônica, a pesquisa, que é relatada no livro, foi coordenada por Xavier Bringué Sala e Charo Sádaba Chalezquer,  pesquisadores da Universidade de Navarra (Espanha).

    O livro traz os resultados de estudo sobre o uso de diferentes tecnologias - como internet, celular, videogame e televisão -, realizada com 25.467 estudantes entre 6 e 18 anos de escolas públicas e privadas da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México, Peru e Venezuela, no período de outubro de 2007 a junho de 2008.

    No Brasil, a amostragem foi realizada no Estado de São Paulo. Foram considerados 4.205 alunos de escolas paulistas públicas e privadas: sendo 790 com idade entre 6 e 9 anos e 3.415 entre 10 e 18 anos.

    Entre os países pesquisados, o Brasil se destaca por ter uma Geração Interativa de vanguarda, com alto número de crianças e jovens  que não só navegam, mas também produzem conteúdo na internet. De cada dez estudantes brasileiros, dois possuem página web ou blog. Por outro lado, a pesquisa evidencia desafios a serem enfrentados, já que o Brasil obtém a segunda pontuação mais alta (atrás apenas da Argentina) quanto à ausência de mediação: 46% dos estudantes não têm acompanhamento de  pais  ou professores no uso da rede.

    A metodologia utilizada consistiu na aplicação de um questionário online respondido nas salas de informática das escolas participantes, que foi adaptado à idade dos participantes, com base em dois formatos diferentes. O primeiro, composto por 21 perguntas, foi aplicado a crianças de 6 a 9 anos. Ao segundo, com 60 questões, responderam estudantes de 10 a 18 anos.

    O EducaRede, programa da Fundação Telefônica que tem como objetivo  contribuir para a melhoria da educação pública por meio do uso das tecnologias, desenvolveu a pesquisa com o objetivo de mapear como os jovens e crianças fazem uso das diferentes tecnologias e de, a partir deste diagnóstico, nortear suas ações e desenvolver projetos voltados a esse público. Para isso, o programa convidou as escolas a participarem da pesquisa. Essas, por sua vez, tiveram acesso a seus próprios resultados tabulados para poder utilizar esse aprendizado na orientação de seus professores.

    O programa EducaRede é centrado em um portal (www.educarede.org.br), aberto e gratuito, que promove o uso pedagógico da internet por meio de ferramentas e metodologias de interação entre alunos e professores e de conteúdos de apoio ao processo de ensino e aprendizagem.

    A realização da pesquisa também está alinhada com a iniciativa do Grupo Telefônica de facilitar o acesso de todos os cidadãos às oportunidades que as TIC oferecem. A publicação é parte de um programa bem mais amplo do Grupo Telefônica sobre as Gerações Interativas da América Latina, que tem como objetivo impulsionar o uso responsável das novas tecnologias e fazer uso dos resultados da pesquisa para orientar as ações de proteção às crianças e aos adolescentes nos países em que atua.

 

Principais resultados

• Um em cada dois estudantes brasileiros diz que nenhum professor utiliza a internet para explicar matéria ou estimula o uso da rede;

 

• Seis em cada dez estudantes brasileiros acessam a internet em lan houses;

 

• 72% dos alunos declaram gostar de utilizar o Messenger porque podem conversar com seus amigos. De fato, 50% afirmam que “sempre que posso me conecto ao Messenger”; 

 

• Um em cada dois adolescentes brasileiros tem e conheceu pessoalmente algum de seus amigos virtuais;

 

• Dois em cada dez jovens brasileiros são os chamados heavy users de videogame, já que gastam mais de duas horas diárias jogando. Os estudantes do Brasil são os que gastam mais horas diárias com videogame em relação aos jovens da Argentina, Chile, Colômbia, México, Peru e Venezuela;

 

• Cinco de cada dez crianças brasileiras reconhecem que fazem o dever de casa assistindo televisão.


Beber pesado na adolescência pode levar ao vício na idade adulta

 

Pesquisa divulgada pelo CISA aponta que metade dos homens que faziam uso pesado de álcool na juventude permanece com hábito no início da idade adulta O padrão nocivo de consumo de álcool por adolescentes tem exposto este público a diversos riscos como ferimentos, violência interpessoal ou gravidez não planejada. As consequências negativas deste hábito, no entanto, podem permanecer no início da idade adulta. Esta indicação faz parte dos resultados apresentados pela pesquisa sobre o comportamento de beber pesado divulgada pelo CISA - Centro de Informações sobre Saúde e Álcool, organização não governamental e uma das principais fontes de dados sobre o tema no País.
 

O estudo foi organizado em três frentes:
(a) Se os dados experimentais indicavam que o beber em padrão binge* comprometia o tecido hepático.
(b) Se os dados comportamentais apontavam que jovens que fizessem uso de álcool nesse padrão tivessem maior risco de serem bebedores pesados (e desenvolver cirrose) na idade adulta.
(c) Se os dados epidemiológicos apoiavam a hipótese de que há um aumento do risco de desenvolvimento de cirrose relacionado ao padrão binge.

    De acordo com os autores do estudo, o beber em binge lesiona o tecido hepático e episódios repetidos do uso de álcool neste tipo de padrão pioram os danos no tecido do fígado. Na análise comportamental, a indicação é que metade dos jovens que faziam consumo binge de álcool continuou a fazê-lo no início da idade adulta. Por isso, os autores alertam que este tipo de comportamento é um forte indício para se tornar um bebedor crônico na idade adulta.

 

    Outro resultado da pesquisa aponta que 7,5% dos bebedores binge e 16,1% dos bebedores diários desenvolveram cirrose, enquanto que 32% dos pacientes cirróticos podiam ser classificados como bebedores pesados.
    Diante destes resultados, os autores indicam que o beber em padrão binge está associado a importantes danos ao tecido hepático, podendo ser considerado um fator preditor e de risco para o desenvolvimento de padrões nocivos de consumo e das doenças associadas, entre elas a cirrose alcoólica.

* Padrão binge drinking é definido pelo National Institute on Alcohol Abuse and Alcoholism - NIAAA, como o consumo de cinco ou mais doses alcoólicas por homens ou de quatro ou mais doses por mulheres dentro do período de duas horas.

Título: Effect on binge drinking on the liver: an alarming public health issue? / Beber pesado episódico e efeito no fígado: um assunto alarmante para a saúde pública?
 

Autores: Mathurin P, Deltenre P
Fonte: Gut 2009. [Ahead of Print]

 

Para tirar o melhor da Internet

 

De cada dez funcionários, nove usam seus computadores de trabalho para fins pessoais. Talvez o antropólogo Roberto da Matta encare esse resultado da pesquisa feita pelo instituto Qualibest como um derivativo de um marcante aspecto da cultura nacional: a confusão entre os conceitos público e privado. Ou seja, os brasileiros têm dificuldade para identificar os limites onde acabam seus direitos e onde começam os dos outros. Por isso, joga-se tanto lixo nas ruas e córregos. Por isso, constatam-se tantos casos de corrupção na política. Por isso é que, durante a jornada, a ferramenta de trabalho deixa de ser usada para a produção, para a qual o funcionário é pago, e transforma-se num foco de distração e, até mesmo, numa potencial fonte de prejuízos e problemas para a organização que o contrata.

    O acesso ao e-mail particular foi a atividade mais comum, citada por 79% e seguida por uso de buscadores (63%), sites de notícias (58%) e internet banking (52%). Teve até quem respondesse que usa o PC do trabalho para fazer compras on-line (42%). A pesquisa ouviu 1.442 trabalhadores de todo o País com acesso a computadores conectados à internet e, entre os 87% que assumem o uso para fins não profissionais, 67% admitem que os aplicativos atrapalham seu rendimento ou não souberam avaliar a questão.

    Será que com os estagiários, na grande maioria nativos da geração digital, esse abuso se intensifica? Surpresa intrigante e não pelo lado dos jovens, pois apenas 15% dos 5.841 respondentes admitem utilizar a internet durante a jornada de estágio, de acordo com uma pesquisa do CIEE. A radiografia do comportamento dos estagiários mostra, ainda, que ao navegar a rede 68% acessam o portal www.ciee.org.br à procura de vagas; 63% buscam também outros sites; e em terceiro lugar surge a categoria diversão e entretenimento.

    Pensando em auxiliar a educação digital dos estudantes, o CIEE lançou em dezembro seu 24º curso a distância, com o tema E-mail e internet: uso adequado no ambiente corporativo, que pode ser feito gratuitamente no site www.ciee.org.br. As aulas buscam despertar a consciência do aluno para a responsabilidade que têm em mãos ao sentar-se diante de um computador corporativo. Para começar, muitos sites podem contaminar o sistema por vírus ou sobrecarregar a rede, diminuindo a velocidade de conexão de todas as outras máquinas. Como o uso inadequado do e-mail e da internet pode afetar a imagem do estagiário e também de toda a empresa, é bom atentar para um princípio básico: ele não pode usar a mesma linguagem do Orkut e do MSN nas comunicações corporativas, pois as relações de trabalho exigem formalidade, clareza e objetividade, não admitindo gracinhas, como abreviações, excesso de negritos, fontes exóticas, papéis de carta muito enfeitados, etc. E, para finalizar, nem pensar em colocar emoticon: é pecado mortal, segundo as normas do uso profissional da internet.

 

Luiz Gonzaga Bertelli - presidente executivo do Centro de Integração Empresa-Escola – CIEE, da Academia Paulista de História – APH e diretor da Fiesp.


Consumidores brasileiros são os mais insatisfeitos na América Latina e Caribe com os contact centers

Índice da Aspect quantifica a satisfação do consumidor nas suas interações com as empresas

 

Um estudo regional divulgado pela Aspect, empresa provedora de soluções de comunicação unificada, e pela Leo J. Shapiro and Associates, mostra que os consumidores brasileiros consideram inaceitáveis suas experiências típicas com contact centers e aponta um índice geral de satisfação de 64% — a pontuação mais baixa na América Latina e Caribe (AL&C). O estudo também revela que os consumidores que receberam bom atendimento são 13 vezes mais propensos a fazer futuros negócios com a empresa, demonstrando que a maioria delas está perdendo oportunidades importantes no mercado brasileiro de atender à demanda dos consumidores e impactar positivamente seus resultados comerciais.

   “Em todo o Brasil, os contact centers enfrentam pressão constante para melhorar o atendimento aos consumidores, aumentar o índice de satisfação e atender à nova regulamentação governamental — tudo sem adicionar efetivo ou aumentar o orçamento”, disse Paul Bullet, vice-presidente da Aspect para a América Latina e Caribe. “O nosso índice pode ajudar essas organizações na identificação de critérios específicos importantes para os consumidores e igualmente fundamentais para apontar áreas de concentração melhorando o atendimento à legislação, como o Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC). Os dados levantados neste estudo ajudarão empresas a refinar suas estratégias de contact center e a priorizar mais facilmente seus investimentos em tecnologia”.

    O 2009 Aspect Contact Center Satisfaction Index Caribbean e Latin America™ é uma pesquisa regional feita com 1.272 consumidores em cinco países — Argentina, Brasil, Colômbia, México e Porto Rico.

 

Impacto no Negócio

O Índice da Aspect para a América Latina e Caribe examinou o impacto de experiências boas e ruins sobre negócios futuros, levantando que metade dos consumidores na AL&C satisfeitos com sua última interação (49%) farão novos negócios com a empresa; 22% deles disseram que farão muitos outros negócios. Ao contrário, 80% dos consumidores insatisfeitos disseram que farão menos negócios; 44% farão muito menos negócios.

    Quase metade dos consumidores na Al&C (46%) que foram solicitados a repetir informações após serem transferidos de um sistema automatizado para um agente ao vivo disse que fará menos negócios com a empresa. Além disso, mais de 30% dos consumidores na AL&C são propensos a mudar de empresa com base em sua última interação.

 

Visão Geral dos Consumidores Brasileiros

A parcela brasileira do estudo demonstra que os consumidores brasileiros consideram as qualidades pessoais como sendo o mais importante, afirmando que esperam que os contact centers assumam a responsabilidade pela resolução dos problemas, fazendo acompanhamento e tendo profissionais, flexíveis e criativos. Infelizmente, consumidores brasileiros deram aos contact centers pontuação de 68% para essas qualidades — nível 7% mais baixo que a média regional, e somente mais alto que a pontuação dada pelos consumidores argentinos.   Além disso, o Índice da Aspect para a América Latina e Caribe identificou outras informações como:

  Consumidores brasileiros classificam os contact centers com o nível mais baixo na AL&C quanto a Eficiência (58%) e Automação (61%).

  Consumidores brasileiros dão aos contact centers notas deficientes (abaixo de 60%) em mais atributos que outros consumidores em qualquer país. Afirmam que os contact centers apresentam desempenho inaceitável quando se trata de solucionar problemas em uma única interação sem transferir a chamada, ser atendido pelo agente sem longa espera, minimizar o tempo de espera, oferecer acesso a uma pessoa a partir de um menu automatizado e permitir ao consumidor acesso a um sistema automatizado que resolva a questão.

  85% dos consumidores brasileiros acreditam que as interações com contact centers são tão boas ou melhores que as interações frente a frente, em comparação com a média de 91% na AL&C.

48% dos consumidores brasileiros dizem que suas interações mais recentes com contact centers ultrapassaram suas expectativas em comparação com a média de 67% na AL&C.

  Interações são mais propensas a ficarem abaixo da expectativa no Brasil do que em outros países pesquisados da América Latina e Caribe, com 31% abaixo da expectativa em comparação com a média de 20% na AL&C.

 

  35% dos consumidores afirmam que suas consultas são resolvidas em uma única interação no Brasil, número significativamente menor que a média de 42% na AL&C; 31% dos consumidores brasileiros indicam que os contact centers não conseguem resolver seus problemas, em comparação com 21% na AL&C.

  60% dos consumidores no Brasil são mais propensos a usar o telefone em suas interações, em comparação com 69% na AL&C.

  Somente 11% das interações no Brasil iniciam com uma pessoa ao vivo, em comparação com a média de 20% na AL&C. Quando transferidos para um agente, 71% dos consumidores brasileiros dizem que precisam repetir as informações já dadas a um sistema automatizado, com média 9% da Al&C. 

  65% dos consumidores brasileiros afirmam que desligaram a chamada ocasionalmente ou em quase todas as vezes que ligaram para um contact center durante os últimos seis meses; 84% dos consumidores brasileiros dizem que conseguem esperar mais de um minuto para falar com um agente antes de desligar a chamada. A legislação do SAC exige que os consumidores não devam esperar mais de um minuto.

 

Visão Geral do Gerente do Contact Center

Além de pesquisar consumidores, o Índice da Aspect para a América Latina e Caribe coletou dados de 84 gerentes de contact centers em todo Brasil, Colômbia e México. Os dados oferecem uma visão das percepções dos gerentes sobre a experiência dos clientes, e identifica onde existem falhas entre as duas partes.  

 

  Assim como os consumidores, os gerentes afirmam que quase todas as qualidades pessoais desempenham um papel importante em impactar a satisfação do cliente.

  Gerentes de contact centers têm uma percepção dilatada da frequência que ultrapassam as expectativas dos consumidores, dizendo que os consumidores estão duas vezes mais satisfeitos com os serviços do que realmente afirmam.

  Gerentes de contact centers afirmam que atendem as expectativas dos clientes três vezes menos que os consumidores reportam.

  78% dos gerentes de contact centers afirmam que resolvem plenamente problemas com dois contatos, em comparação com 54% dos consumidores no Brasil.

  Gerentes acreditam que os consumidores estão mais satisfeitos do que dizem, para todos exceto três atributos de tecnologia e eficiência: opções múltiplas para contatar agentes, resolução plena do problema sem transferir a chamada, e acesso a um agente a partir de um web site.


Um sumário executivo abrangente sobre o Índice da Aspect de Satisfação do Consumidor para a América Latina e Caribe está disponível em  www.aspectindex.com.

 

Sobre o Aspect Index Caribbean and Latin America TM

Criado em 2005 pela Aspect, o Índice de Satisfação com o Contact Center oferece um indicador para quantificar a satisfação do consumidor com a qualidade de suas interações telefônicas e online com empresas e seus representantes. O Índice da Aspect, realizado na América do Norte, Europa e AL&C, é um modelo dinâmico ajustado ao longo do tempo para refletir mudanças em tendências no desempenho dos contact centers, uso de vários canais de comunicação e a importância que os consumidores dão a 25 atributos de serviço, segmentados em três categorias:

  Empatia e Apoio – o aspecto humano das interações com consumidores, como paciência, conhecimento, profissionalismo e amabilidade.

  Eficiência – qualidade geral e velocidade da experiência, inclusive ser capaz de falar prontamente com um agente, autoridade para resolver um problema e conexão clara.

  Automação – explora a facilidade de uso das tecnologias como menus de automação, múltipla escolha de contato e acesso às informações de contato a partir do web site.


“Interajo, logo existo” – Bebê de 1 ano e 10 meses navega no iPhone

“Papai, Barney!!”, é assim que a minha filha fala todos os dias à noite, após ligar, sozinha, a TV e sentar na poltrona dela.

 

 

Qual é um dos principais motivos para a televisão ser um sucesso? Em minha opinião, uma das razões é a grande facilidade de uso: basta ligar e pronto. Depois disso, basta trocar de canal, aumentar ou diminuir o volume. Qualquer novo detalhe que surge já gera dificuldades e problemas.

    A TV a cabo, por exemplo, já complicou a vida de algumas pessoas por fazer com que o usuário use dois controles ou tenha de sintonizar a TV no “canal” de vídeo. Tudo isso causa impacto. Na casa da minha avó, por exemplo, a TV começou a “quebrar” depois que ela instalou a um serviço de TV a cabo. Bastava apertar um botão errado e pronto, problemas à vista! A imagem não aparecia e era necessário chamar, mais uma vez, o técnico para “consertar” o aparelho.

    Se a utilização da TV a cabo já é uma dificuldade para alguns, imagine navegar na Internet em determinados celulares. Existe todo um processo que envolve encontrar o ícone de acesso, digitar a URL em um teclado que não favorece, dificuldade para encontrar sites otimizados, entre outros problemas. Já no iPhone a situação é bem diferente.

Ao ligar o aparelho, você já tem um “menu de conexões” a seu dispor (Safari, iTunes, App Store, E-mail, Ações, Youtube, Mapas etc.), além dos diversos aplicativos que podem ser baixados.

    O fato de estar tudo  muito mais acessível facilita a exploração do aparelho, não  há informações ocultas em pastas e/ou subpastas. É tudo mais claro e o menu é altamente visível. Uma hora ou outra o usuário vai querer saber o que significa um novo ícone ainda desconhecido. E, quando souber, se considerar interessante, será muito mais fácil utilizá-lo novamente.

    Em poucas palavras, o celular sempre foi considerado um “canivete suíço” tecnológico mas, na maioria das vezes, as pessoas só o utilizavam para falar. Com um celular touch, todas as funções estão visíveis como um passe de mágica!

    Um bom exemplo disso é o caso da minha filha, de 1 ano e 10 meses, que não sabe ler, escrever, mal sabe falar, mas já navega no iPhone. Antes dele, ela já quebrou uns três aparelhos celulares meus por não saber o que fazer com eles. Começava a apertar tudo que via pela frente.

    Com o iPhone na mão, ela liga o aparelho, aperta o botão “Frô” (ícone com uma flor desenhada que a leva até os arquivos de fotos armazenados no aparelho) e começa a navegar pelas imagens, procurando as que lhe interessam. Quando ela quer brincar em algum game presente no aparelho, ela clica no “Peixe” (ícone que a leva para um game) e pronto. É só brincar! Sensacional! Se uma imagem vale mais do que mil palavras, um vídeo deve valer umas mil imagens.

    Para entender melhor a facilidade que a minha filha encontra ao mexer no iPhone, observe o vídeo no seguinte link:

http://www.youtube.com/watch?v=NYcxpsWDe7M

    Ao longo deste texto, sempre citei o iPhone porque é o aparelho da geração touch que possui mais destaque atualmente. Mas podemos destacar outros como LG, Samsung, Blackberry e Nokia. E a tendência é que esses aparelhos ganhem cada vez mais mercado em um prazo curto/médio de tempo.

 

Marcelo Castelo


ANVISA altera regras para publicidade de medicamentos

Para o consultor financeiro Cláudio Boriola, nova resolução ainda atende a vontade particular dos grandes laboratórios.

 

Um dia após entrar em vigor, a RDC (Resolução da Diretoria Colegiada) 96/08 elaborada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que trata da publicidade e propaganda de medicamentos, já causa polêmica. Para o IDEC (Instituto de Defesa do Consumidor), por exemplo, a resolução pouco mudará o cenário atual por ser "tímida" e não impedir abusos por parte das indústrias farmacêuticas.
    Cláudio Boriola, consultor financeiro e presidente da Boriola Consultoria, concorda com a posição do IDEC e vai mais longe ao dizer que a RDC "além de tímida, ainda atende à vontade particular dos grandes laboratórios de diversas denominações".
    De acordo com informações veiculadas no site do IDEC, o consumidor continuará a ficar exposto às propagandas, que estimulam a automedicação, pois a regulamentação não condiz com o papel legalmente atribuído à Anvisa, que, segundo o órgão, deve "eliminar, diminuir ou prevenir risco à saúde". "Infelizmente, a impressão de que fazem algo, em prol da saúde do consumidor, é norma geral da politicagem, dos interesses econômicos, dos lucros, nas vendas dos remédios, da ampliação das redes de medicamentos e dos vendedores", opina Boriola.
    A regulamentação publicada, na última terça-feira, ignorou todas as 19 proposições enviadas à consulta pública, conjuntamente, por 12 instituições e subscritas por um total de 146 pesquisadores, dirigentes de instituições e profissionais de saúde. Entre as propostas, estava o pedido de proibição total da publicidade de medicamentos ou, caso esta continuasse permitida para medicamentos de venda livre, o estabelecimento de restrições de horário, de veiculação ou a implantação de um modelo de aprovação prévia. Para o especialista, "nenhuma dessas medidas erradicaria os problemas existentes".
    "Em junho de 2008 a Anvisa realizou a primeira e única audiência pública, que abordou o tema. Na oportunidade, Idec, Abrasco e Sobravime divulgaram comunicado conjunto, no qual criticaram a falta de transparência, na discussão, sobre a publicidade de medicamentos", relembra Boriola.
    Para se ter uma ideia da seriedade do tema, segundo pesquisa elaborada pelo SINTOX (Sistema Nacional de Informações Tóxico - Farmacológicas), no ano de 2004, as intoxicações causadas, por medicamentos, levaram à morte quase 24 mil pessoas no Brasil.

 

Soluções.
O consultor financeiro Cláudio Boriola apresenta algumas possíveis soluções para o problema levantado. Segundo ele, para se conseguirem os objetivos almejados, seria interessante que, os remédios não trouxessem sua denominação - como vem sendo feita nos frascos e embalagens diversas - onde se vê o nome, não raras vezes o modo de usar e não raras vezes para que servem; isto contendo, até nas bulas. "Deveria sim, trazer a denominação científica não só do remédio em si como dos seus componentes químicos", opina Boriola.
    Boriola ainda lembra que os profissionais que atuam na área da Saúde são os mais indicados para combaterem a prática do uso informal de medicamentos. "Só os médicos, farmacêuticos e laboratoristas entenderiam para que servem as substâncias químicas de cada medicamento. Por outro lado, deveria existir uma Lei que proibisse a vendagem dos medicamentos da mesma receita. "Isto, coibiria, em parte, até o fornecimento da receita do João para seu amigo José, que sente o mesmo problema de dores no corpo, por exemplo. Medida correta seria toda vez que se atende uma receita prescrita por médico, fosse recolhida, obrigatoriamente, pela Farmácia vendedora", comenta.
    "Poderia haver também uma determinação geral, legal, proibitiva e condenatória, sujeita a multas e repressão penal contra todo aquele que fornecesse uma segunda dosagem, constando da receita a mesma data de emissão. Isto obrigaria que, em caso de necessidade de uma segunda medicação repetida, só fosse possível, mediante a segunda consulta médica e prescrição de uma segunda receita. Esta comprovaria a inspeção médica do estado de saúde do paciente e o acompanhamento normal, perscrutador e obrigatório do Médico-analista", ressalta Boriola, que conclui: "Mas só os políticos, representantes da nação, podem desenvolver leis que resguardem à saúde do povo brasileiro".


Contadores chegam ao século XXI

 

 

Qual a primeira imagem que vem a cabeça quando pensamos em um contador? Óculos, calculadora no bolso e pilhas e pilhas de papel. Acertei? Talvez, com a chegada do século XXI, e junto com ele a era da informação e dos computadores, a última parte da descrição não esteja tão atualizada quanto imaginamos.

    Os contabilistas passam por uma época de transformação no seu ofício. Antes envolvidos em papéis, formulários e livros de controle, agora, ao sentarem-se na mesa de trabalho, têm apenas uma ferramenta à frente, o computador. O meio digital veio para revolucionar a arte dos contadores. Trouxe consigo mais rapidez e menos burocracia, mas ainda o mesmo nível de responsabilidade ao lidar com as contas empresariais.

    Um exemplo das novas tecnologias aplicadas à contabilidade é o SPED, Sistema Público de Escrituração Digital, que está revolucionando o fisco brasileiro. Ao substituir o Livro Diário e o Livro Razão por arquivos digitais, o novo sistema tornou o processo de fiscalização mais prático e rápido. Junto com os benefícios, o SPED exigirá atualização profissional por parte do contabilista e uma habilidade cada vez maior ao lidar com o eletrônico. Além do SPED, inovações como as certidões digitais das empresas e a nota fiscal eletrônica já são realidade para muitos empresários brasileiros.

    Aquele antigo profissional, fechado em seu próprio nicho de atuação, morreu com a chegada do meio eletrônico no mundo dos números. Em seu lugar, entraram em cena os contadores modernos, com um laptop embaixo do braço e a vontade de aprender novas técnicas, fugindo dos números escritos a lápis sobre aquele ultrapassado pedaço de papel.

    O contador deixou de ajudar apenas nos números, e passou a servir, também, como um consultor de boas práticas, de quem o cliente pode tirar conselhos e direções para as políticas financeiras de sua empresa. Claro, que essas novas atribuições devem ser devidamente remuneradas, afinal, é um trabalho extra feito pelo profissional, ainda pouco conhecido, mas perfeitamente dentro de sua capacidade de ação.

    A web virou de cabeça para baixo as comunicações, a arte e as relações sociais. Revolucionou as mais variadas profissões, como o secretariado, que substituiu as pré-históricas máquinas de escrever por programas como o Word; a engenharia, que aposentou a prancheta e passou a usar programas como AutoCAD e Catia; e o setor de recursos humanos, que recebia currículos por carta e agora faz tudo por mensagens eletrônicas ou por meio de sites de recrutamento. Por que então não mudaria a forma do contador trabalhar? Modificações que vêm para o bem devem ser aceitas e incorporadas ao dia-a-dia pelas pessoas que atuam nessas áreas, por conta de sua própria sobrevivência no mercado.

    A dificuldade é maior em áreas mais ortodoxas como direito, economia e contabilidade, mas as novidades, inevitavelmente, serão absorvidas pelos profissionais. Aceitar o novo e extrair o que nele há de melhor é prioritário para o profissional dos números, afinal, lidamos com o mais instável e complicado fator do mundo comercial: o dinheiro.

 

Dora Ramos - atua no mercado contábil-administrativo há mais de vinte anos. É fundadora e contadora responsável pela Fharos Assessoria Empresarial. www.fharos.com.br

 


Bayer Contra Pirataria” alerta consumidores contra a falsificação de medicamentos

Laboratório é o primeiro da indústria farmacêutica a criar um site voltado para o esclarecimento do público sobre o tema.

 

A Bayer desenvolveu um site exclusivo contra a pirataria de medicamentos. Voltado ao público leigo, o www.bayercontrapirataria.com.br traz informações sobre como identificar produtos falsificados, cuidados para a compra online, notícias, telefones e endereços úteis, perguntas frequentes, além de link para denúncias. O site “Bayer Contra Pirataria” faz parte de um projeto global do laboratório para estimular a conscientização sobre o tema e prevenir a falsificação de medicamentos.

    Segundo a advogada da Bayer, Anielle Cannizza, o site oferece dicas para que o consumidor e os profissionais de saúde possam se proteger de medicamentos duvidosos, seguindo as orientações e normas da Anvisa. “O consumidor pode conhecer os principais itens de segurança dos medicamentos, como a tinta reativa e o lacre de segurança”, afirma Anielle. No link “Histórico”, o internauta acessa informações sobre o que são medicamentos falsificados e os riscos à saúde. Já o link “Comprando online” esclarece dúvidas sobre compra de medicamentos pela internet - uma das principais fontes de medicamentos falsificados no Brasil.

    Segundo Wendel Correia, gerente de segurança corporativa da Bayer, o projeto contempla outros esforços:“Temos ações de conscientização em conjunto com autoridades, seguimos todas as recomendações da Anvisa e contribuímos também com o nosso know-how”, conta.

 

No futuro, medicamentos serão rastreados

A Bayer apóia o projeto de lei que prevê a criação do Sistema Nacional de Controle de Medicamentos. Conhecida como “RG dos medicamentos”, a lei no 11.903 entrou em vigor em janeiro de 2009 e o sistema deverá estar 100% implementado até 2012.  Este sistema possibilitará o rastreamento eletrônico de todos os medicamentos vendidos no mercado brasileiro, por meio de um código individual impresso na embalagem.

    A medida permitirá a confirmação da procedência e da autenticidade dos medicamentos, dando maior segurança aos consumidores, profissionais de saúde e estabelecimentos comerciais.

“Sem dúvida, a iniciativa terá grande impacto na redução dos casos de falsificação e contrabando de medicamentos no país”, analisa Paulo Camossa, farmacêutico responsável pelo site Cancioneiro, localizado em São Paulo, que exporta contraceptivos orais para mais de 30 países da América Latina e Ásia e é a segunda maior produtora mundial de hormônios sólidos do grupo Bayer.

 

Dicas para se proteger contra remédios falsificados

 

Todo medicamento vendido no varejo contém a “raspadinha”, espaço com tinta reativa localizado em uma das laterais da embalagem. Quando raspada com objeto metálico, ela revela a palavra “qualidade” e a logomarca da empresa fabricante.

 

As embalagens devem conter um lacre ou selo de segurança que, depois de rompido, é irrecuperável. Outro item obrigatório é o número de registro na Anvisa.

 

Não compre produtos em embalagens diferentes daquelas dos produtos originais. No caso de dúvida, consulte seu médico ou farmacêutico.

 

Não compre medicamentos vendidos por pessoas na internet ou em estabelecimentos públicos como discotecas, bares e academias de ginástica.

 

Verifique a reputação das farmácias da Internet antes de comprar medicamentos online. O site www.anvisa.gov.br contém a lista de todas as empresas autorizadas a funcionar no país.

 

Evite ofertas para medicamentos vendidos somente sob prescrição médica que não exijam a apresentação desta prescrição.

 

Ao suspeitar da procedência de um medicamento, procure a vigilância sanitária local ou ligue para o Disque Saúde pelo número telefônico gratuito 0800-61-1997.


MS lança plano emergencial para combate ao uso nocivo de álcool e drogas

Governo federal investirá R$ 117,3 milhões em ações de prevenção e tratamento. São Paulo receberá 659 leitos e 19 novos Centros de Atenção Psicossocial

 

 

O Ministério da Saúde (MS) investirá R$ 117,3 milhões na ampliação do acesso às ações de prevenção e tratamento do uso nocivo de álcool e outras drogas na rede de atenção e saúde mental do SUS (Sistema Único de Saúde) até o próximo ano. Em São Paulo, 26 municípios receberão, ao todo, 19 novos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e 659 leitos de referência para tratamento de álcool e drogas. Atualmente, o estado tem 57 CAPS.

    Além disso, 12 CAPs (já existentes, mas ainda não cadastrados) serão credenciados em São Paulo para o fortalecimento da rede de saúde mental como um todo. O governo federal também oferecerá 80 cursos presenciais para 4 mil profissionais da rede de saúde e apoio social de todo o Brasil, com ênfase em saúde infanto-juvenil, álcool e outras drogas. Desse total, 17 cursos serão aplicados na região Sudeste.

 

 

Municípios beneficiados em São Paulo

São Paulo, Guarulhos, Campinas, São Bernardo do Campo, Osasco, Santo André, São José dos Campos, Sorocaba, Ribeirão Preto, Santos, São José do Rio Preto, Mauá, Diadema, Carapicuíba, Mogi das Cruzes, Piracicaba, Bauru, Itaquaquecetuba, Jundiaí, São Vicente, Franca, Guarujá, Suzano, Limeira, Taubaté e Barueri.

 

    Esses investimentos integram o Plano Emergencial de Ampliação do Acesso ao Tratamento e Prevenção em Álcool e Outras Drogas (PEAD 2009-2010), lançado nesta quinta-feira (4) pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão. A proposta é alcançar, principalmente, crianças, adolescentes e jovens, por meio das ações de prevenção, promoção e tratamento dos riscos e danos associados ao consumo prejudicial de substâncias psicoativas.

    De acordo com Temporão, a ação é intersetorial e envolverá órgãos como o Ministério da Justiça e a Secretaria de Direitos Humanos, entre outros, além de demandar a participação de toda a sociedade. “Vamos trabalhar com algumas iniciativas importantes, até porque, infelizmente, o consumo de algumas drogas atinge de forma predominante crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social e do ponto de vista de saúde. Este plano está voltado exatamente para atacar esses problemas”, disse o ministro.

    Do total de recursos, R$ 76,6 milhões são para as novas ações específicas de combate ao uso de álcool e drogas; R$ 21 milhões para reforçar a rede atual, com a habilitação de CAPS já existentes, mas até então não cadastrados junto ao Ministério da Saúde; e R$ 19,7 milhões para o aumento de teto para qualificação da rede de CAPs já existente.

    Primeiramente, as ações são direcionadas aos 100 maiores municípios brasileiros (com mais de 250 mil habitantes) e a oito de fronteira, totalizando 108 municípios. Essas cidades somam 77,6 milhões de habitantes, isto é, 41,2% da população nacional. A previsão é que a iniciativa tenha impacto direto, prioritariamente, no atendimento de 12 mil usuários de crack.

    Leitos Psiquiátricos e Caps - Com o plano, o governo federal implantará 92 novos Centros de Atenção Psicossocial (CAPs) no Distrito Federal e nos 26 estados. Esses centros oferecem apoio especializado em saúde mental e darão cobertura plena em todos os municípios prioritários, cuja população estimada é de 77,6 milhões de habitantes. Outros 68 CAPs (já existentes, mas ainda não cadastrados junto ao Ministério da Saúde) serão habilitados pelo MS para o fortalecimento da atenção da rede de saúde mental como um todo.

    Por outro lado, o número de leitos de saúde mental em Hospitais Gerais aumentará 194% nesses 108 municípios: passará de 1.197 para 3.522. Nacionalmente, isso representa um acréscimo de 90,5%, já que há, atualmente, 2.568 leitos de saúde mental em todo o país.

    A proposta prevê, ainda, 720 novos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF) em todo o Brasil, com ao menos um profissional de saúde mental em cada. Esses núcleos oferecerão apoio especializado a cerca de 10.080 equipes de Saúde da Família para que elas atendam as crianças e jovens usuários de drogas. Isso representa uma cobertura para 40,3 milhões de pessoas. Atualmente, há 428 NASFs credenciados no país, com 512 profissionais de saúde mental.

    Além disso, haverá aumento de 14,62% a 44,92% nas diárias de internação de três procedimentos para os Serviços Hospitalares de Referência em Álcool e Outras Drogas: desintoxicação (passa de R$ 130,00 para R$ 149,00), síndrome de abstinência (passa de R$ 70,00 para R$ 101,00) e comorbidade psiquiátrica e clínica (quando a pessoa é dependente de droga e possui transtorno mental – passa de R$ 65,00 para R$ 87,47).

    O governo federal também criará o Observatório Nacional sobre Álcool, Drogas e Saúde Pública, uma iniciativa inédita no campo da Saúde Pública no Brasil. A unidade reunirá informações sobre prevalências em álcool e drogas, redes de atenção, vigilância em saúde, pesquisas e gastos na área.

   Protocolo de Intenções - Durante a cerimônia, Temporão assinou um protocolo de intenções com o representante do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime/UNODC Brasil e Conesul, Giovanni Quaglia. É prevista uma cooperação técnica entre o Ministério e o UNODC para o fortalecimento institucional, a qualificação da gestão e das redes de atenção em saúde mental, especialmente para o atendimento a crianças e jovens usuários de álcool e drogas e em situação de vulnerabilidade social.

    Além de abranger os maiores municípios brasileiros, o termo de cooperação deve envolver outros municípios da fronteira seca do Brasil com o Paraguai, a Bolívia e a Colômbia. As cidades de fronteira são Foz do Iguaçu (PR), Uruguaiana (RS), Santana do Livramento (RS), Corumbá (MS), Ponta Porã (MS), Tabatinga (AM), São Gabriel da Cachoeira (AM) e Guajará Mirim (RO).

 

Investimento

Os investimentos serão distribuídos em três eixos principais: ampliação do acesso, capacitação e ações intersetoriais.

 

 2.325 novos leitos de referência para tratamento de álcool e drogas em hospitais gerais. Com isso, a oferta de leitos nos 100 municípios prioritários passará de 1197 para 3522, um aumento de 194%;

 Aumento de 14,62% a 44,92% nas diárias de internação de três procedimentos para os Serviços Hospitalares de Referência em Álcool e Outras Drogas: desintoxicação, síndrome de abstinência e comorbidade psiquiátrica e clínica (quando a pessoa é dependente de droga e possui transtorno mental);

 92 novos Centros de Atenção Psicossocial (CAPs) no Distrito Federal e nos 26 estados do país. Esses centros oferecem apoio especializado em saúde mental e darão cobertura a 9,2 milhões de pessoas a mais nos 100 municípios prioritários. Outros 68 CAPs serão habilitados pelo MS para o fortalecimento da atenção da rede de saúde mental como um todo.

 Implantação de projeto-piloto com 37 casas de passagem em municípios com mais de 500 mil habitantes. Nesses locais, serão atendidos usuários de álcool e outras drogas que perderam vínculo familiar ou que precisam de uma moradia transitória.

 Oferta de 80 cursos presenciais para 4 mil profissionais da rede de saúde e apoio social, com ênfase em saúde infanto-juvenil, álcool e outras drogas;

 Oferta de curso a distância para 5 mil profissionais da atenção básica sobre técnicas de diagnóstico e intervenção, em parceria com a Secretaria Nacional Antidrogas (SENAD) do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República;

 720 novos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF), com ao menos um profissional de saúde mental em cada. Esses núcleos oferecerão apoio especializado no atendimento a crianças e jovens usuários de álcool e outras drogas a cerca de 10.080 equipes de Saúde da Família, o que representa uma cobertura para 40,3 milhões de pessoas. Atualmente, há 428 NASFs credenciados, com 512 profissionais de saúde mental.

 Criação de um Observatório Nacional sobre Álcool e outras Drogas em cinco universidades, contemplando todas as regiões brasileiras, com o intuito de monitorar a efetividade e a implementação das ações do plano.
O observatório reunirá informações sobre prevalências em álcool e drogas, redes de atenção, vigilância em saúde, pesquisas e gastos na área.

 Pesquisa sobre consumo, dependência e tratamento do crack no país, com início em agosto e duração de 4 meses.

 Implantação de 15 Centros de Convivência para usuários de Álcool e Outras Drogas em municípios acima de 500 mil habitantes.

 Ampliação da supervisão clínico-institucional nos CAPS localizados nos municípios prioritários, onde um profissional de saúde mental reúne a equipe do CAPs para discutir casos de pacientes. Com a iniciativa, todos os municípios incluídos na política terão esse tipo de supervisão.

 Lançamento de duas publicações sobre álcool e outras drogas. A primeira é voltada para profissionais da rede de saúde e de apoio social (justiça, assistência social, entre outros) e deverá ser lançada no segundo semestre de 2009. A segunda é voltada para alunos da rede regular de ensino e deverá ser lançada no primeiro semestre de 2010.

 Lançamento de cinco editais para apoiar ações culturais, experiências de geração de renda; criação de centros de convivência; e experiências de atenção a pessoas em situação de rua que fazem uso abusivo de álcool e drogas. O primeiro edital foi lançado em abril e oferece R$ 1,4 milhão para financiar ações de redução de danos junto a usuários de álcool e outras drogas.

 

Expansão do Consumo – O Ministério da Saúde decidiu atuar emergencialmente para controlar um cenário epidemiológico em expansão do consumo de drogas, como álcool, crack, solventes e cocaína (pasta base, crack e merla), inalantes drogas sintéticas, entre outras. Apesar disso, a droga mais difundida no mundo ainda continua sendo o álcool. No Brasil, o consumo abusivo demonstra tendência de crescimento. É o que apontou a pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2008), realizada por amostragem com 54 mil pessoas residentes nas capitais dos estados e no Distrito Federal.

    Em 2008, 19% dos entrevistados declararam ter consumido álcool de forma abusiva em algum tipo de situação nos últimos 30 dias. Em 2007, haviam sido 17,5%, e em 2006, o primeiro ano do Vigitel, foram 16,1%. O consumo é mais frequente nas faixas etárias mais jovens, conforme demonstrou a pesquisa.

    Rede de Assistência: O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento para dependente de álcool e outras drogas. Esse tratamento é feito nos CAPSad (Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas). Os CAPSad são serviços extrahospitalares de atenção diária, de base comunitária e que têm equipe multiprofissional – psicólogo, psiquiatra, assistente social, terapeuta ocupacional, clínico geral, enfermeiro, entre outros.

    Com o as portarias assinadas hoje, a rede contará com 200 CAPSad em funcionamento no País. A rede contará então com 1.394 CAPs, o que representa uma cobertura de 57% da população brasileira. Estima-se que cada CAPS atenda, em média, 300 usuários por mês.

    Na atenção básica, a rede conta com 29 mil equipes de Saúde da Família e 228 mil agentes comunitários de saúde. Além de 2.568 leitos de atenção integral em hospitais gerais.

    Os CAPS acolhem todas as pessoas que procuram tratamento no serviço e, após avaliação psicossocial, elaboram um plano terapêutico individualizado para o paciente dependente químico e sua família.


Cumplicidade e complacência

Como dizem por aí, “o ótimo é inimigo do bom”. E este, acrescento, é cúmplice do péssimo.

 

Durante as últimas décadas – antes, portanto, da atual crise justificar todo tipo de abuso – tem prosperado entre nós um desses movimentos que nascem tímidos, crescem, avançam e, quando nos damos conta, assumem o comando e ditam as regras dos nossos negócios e até das nossas vidas.

Um movimento que nasce de um ditado “popular” de origem aparentemente desconhecida (ao menos pra mim), e que vai conquistando espaço na cabeça das pessoas mais conservadoras ou complacentes, vira mantra no discurso de executivos, marqueteiros e publicitários práticos ou cínicos e alcança, por fim, toda a estrutura das nossas vidas e organizações, incluindo sua direção.

    Com o tempo, o que era tático passou a ser estratégico, uma iniciativa esporádica e pontual tornou-se, então, uma forma esperta (ou, como preferem alguns, “criativa”) e permanente de viabilização de ações e objetivos previstos nos planejamentos das empresas, passando, por fim, a constituir a própria estratégia e a condicionar, no nascedouro, toda a sua construção: “o ótimo é inimigo do bom”; “o ótimo é inimigo do bom”; “o ótimo…”.

    Passou-se, em seguida, a esgarçar todas as fronteiras, a buscar formas sempre mais “criativas” de viabilizar estratégias e ações, a aceitar, sem constrangimento, benefícios discutíveis por custos indiscutíveis, a trocar, enfim, o tal ótimo, aparentemente inútil e “inacessível”, pelo bom, inofensivo, manso e certamente possível. O resultado, embora cantado em verso e prosa, passou a ser apenas um detalhe. Um detalhe.

    A partir disso, estimulado pela competitividade crescente e pela busca insaciável de produtividade (“produtividade”!?), o mercado em geral, e o nosso de forma mais particular, condicionou-se a aceitar todo tipo de restrição e toda sorte de pressão no sentido de esquecer, abandonar, sepultar o ótimo. “Precisamos ser criativos!!!” – todos já devem ter ouvido esta frase um dia. Algumas vezes, com certeza, acompanhada do irresistível e prático “afinal, o ótimo é inimigo do bom!”.

    Bom… Assim fomos avançando, mercado e sociedade, primeiro aceitando o louvado “bom” em lugar do irritante “ótimo”. Depois, com um empurrão aqui e uma “flexibilizadinha” ali, passamos a aceitar o “regular” no lugar do “bom”, afinal ele também é inimigo do “ótimo” e, ao que parece, tem algum parentesco com o “bom”.

Por fim, afrouxados, “criativos” e algumas vezes ameaçados, acabamos por engolir o “péssimo”, que, cúmplice do “bom” e do “regular”, odeia e despreza o “ótimo” e topa qualquer parada.

  Infelizmente, é bem fácil constatar a previsível vitória do tal “bom”, com sua frouxidão, sua complacência e sua inesgotável flexibilidade. Basta olharmos à nossa volta, lermos um jornal ou uma revista, assistirmos à televisão, navegarmos pela internet: aceitamos o péssimo político, cínico e inatingível, com suas péssimas práticas; aceitamos o péssimo jornalista e a péssima relação de seus veículos com a verdade; aceitamos também, é claro, os péssimos publicitários e sua péssima, ineficaz e dispendiosa propaganda; aceitamos inclusive, e, em alguns casos até os cultivamos, os péssimos fregueses, com seu desrespeito cotidiano pelo nosso tempo, pelo nosso trabalho e, claro, pela integridade dos nossos negócios.

    Esta lista, aparentemente, não tem fim e pode incluir ainda os péssimos e incensados jogadores de futebol; os péssimos músicos e seus péssimos discos. Você, certamente, também tem sua lista de péssimos. Faça um pequeno esforço. Que tal as dez campanhas “mais” péssimas da história? Não vale propaganda de cerveja. Ou os dez políticos “mais” péssimos do país? As dez músicas, companhias aéreas, agências, restaurantes, filmes, etc.

   Mas, lembremos, nós é que construímos tudo isso. Nós é que contribuímos para esta degradação. Todos somos cúmplices. E o que nasceu de um ditado estúpido, repetido estupidamente pelas ruas, estádios, congressos e, claro, empresas, com seus corredores povoados de gente complacente e arrivista, tornou-se uma verdade esmagadora, um sinal dos nossos tempos mesquinhos e desinteressantes, em que desvalorizamos e atacamos uma ótima idéia ou um trabalho ótimo apenas porque eles são os maiores inimigos da nossa enorme preguiça ou, pior, do nosso ilimitado medo.

    Assim, creio, está mais do que na hora de começarmos a reverter este péssimo quadro. Que tal invertermos o tal ditado? Que tal repetirmos milhões de vezes, até acreditarmos: “o bom é inimigo do ótimo!”? Será um ótimo começo. Aí, quando você vir alguma coisa “apenas” boa, pense em como seria se ela fosse ótima. Exija um pouco mais. Aceite que ela possa, eventualmente, até custar também um pouco mais, mas exija, insista, que seu resultado também seja um “pouco melhor”, ou que, no mínimo, ele seja realmente BOM.

 

Augusto Diegues - presidente da Futura Propaganda


A recessão econômica expandiu as oportunidades em mercados emergentes para empresas globalizadas do varejo, segundo estudo da A.T. Kearney

Índia conquista a primeira posição no 8o Índice Anual de Desenvolvimento Global do Varejo; Brasil sobe da 9ª a 8ª posição

 

 (Chicago) – Os mercados emergentes continuam representando oportunidades atraentes de investimento para empresas globalizadas do setor de varejo e a recessão econômica fez com que a entrada nestes mercados seja ainda mais crítica e relevante, de acordo com o oitavo Índice de Desenvolvimento Global do Varejo (GRDI), calculado pela empresa global de consultoria em alta gestão A.T. Kearney, com base em seu estudo de atratividade de investimentos no varejo, envolvendo 30 mercados emergentes.

    Diante das vendas decrescentes nos mercados desenvolvidos, mais atingidos por efeitos da crise financeira global, e dos gastos ainda reduzidos por consumidores, expandir mundialmente adquire maior importância como estratégia de crescimento.  A recessão mundial cada vez mais disponibiliza e torna acessível imóveis de primeira qualidade em muitos mercados em desenvolvimento.  Além disso, a recessão também tornou muito atraente o valor de aquisição de muitas empresas varejistas locais.  Ao contrário de muitos mercados desenvolvidos, o índice GRDI de mercados emergentes deverá continuar crescendo, mas em um ritmo mais lento, sendo que as populações de muitos destes países são jovens, cada vez mais vivem em centros urbanos e mostram um crescente interesse em formatos modernos do varejo.

    “Diante da melhora muito lenta das condições econômicas, nos mercados desenvolvidos, os emergentes passam a ter mais e mais importância para o crescimento de varejistas globalizados”, explicou Hana Ben-Shabat, sócia da A.T. Kearney e co-líder do estudo.  “As principais empresas globalizadas do varejo precisam desenvolver uma estratégia de portfólio que equilibre mercados de grande porte e desenvolvidos com mercados pequenos e em desenvolvimento, para que possam administrar os riscos que correm no mundo.”

    Países em desenvolvimento com grande extensão e capacidade de recuperação estão no topo do índice GRDI para 2009, sendo provável que sejam eles os líderes da retomada econômica.  Pela quarta vez, em cinco anos, a Índia é o país mais atraente para investimentos no varejo, segundo o índice.  A Rússia, a China, os Emirados Árabes Unidos (EAU), a Arábia Saudita, o Vietnã, o Chile, o Brasil, a Eslovênia e a Malásia compõem os dez primeiros países do GRDI deste ano (veja a classificação completa dos 30 países abaixo).  “Brasil continua sendo uma ótima oportunidade para investir no setor de varejo – alguns movimentos recentes indicam um alto interesse de varejistas estrangeiros e fundos de investimento neste mercado” agrega Markus Stricker, sócio da A.T. Kearney e responsável pelo estudo no Brasil.

    Publicado desde 2001, o índice GRDI ajuda empresas do varejo na priorização de suas estratégias de desenvolvimento global ao classificar a atratividade da expansão varejista nos mercados emergentes, com base em um conjunto de 25 variáveis, entre elas: riscos econômicos e políticos, atratividade do mercado varejista local, níveis de saturação do varejo, assim como a diferença entre os crescimentos do PIB e do varejo.  Uma análise detalhada e os resultados específicos para os diversos países do GRDI deste ano podem ser encontrados em www.atkearney.com.

    “Os países asiáticos estão bem posicionados em termos de recuperação econômica precoce, uma vez que a demanda interna está se mantendo bem, o crescimento do PIB continua e trilhões de dólares das reservas soberanas estão servindo como instrumentos de ação para governos e bancos estatais”, disse Michael Moriarty, sócio na A.T. Kearney e co-líder do estudo.  “Os países asiáticos continuam transformando suas economias, tendo o consumo doméstico como foco primário – uma tendência que deverá favorecer o crescimento continuado do varejo a longo prazo.” 

            Na Índia, as menores vendas no varejo estão fazendo com que empresas locais posterguem seus planos de expansão e reestruturem suas operações.  Isso, porém, abriu oportunidades para cadeias varejistas globalizadas e muitas delas, como o Wal-Mart, Carrefour e Tesco, estão prosseguindo com seus planos de expansão, uma vez que os consumidores indianos estão cada vez mais ricos, com preferências por etiquetas e familiarizados com formatos do varejo global.  A baixa inflação e as reduções em aluguéis em até 40% nas cidades de nível dois  e três, também fazem da Índia o destino mais atraente para investimentos no varejo, segundo o índice GRDI de 2009.

    Embora o PIB da Rússia deva cair neste ano, o país ainda representa uma ótima oportunidade para empresas varejistas e é o segundo colocado no GRDI.  As vendas no varejo estão previstas para crescer anualmente 15% nos próximos cinco anos com a retomada das vendas de alimentos e produtos não-alimentícios em 2010.  A fragmentação do mercado varejista do país – as cinco principais empresas do varejo respondem por apenas 7% das vendas – e valores reduzidos conferem oportunidades de crescimento para as principais empresas do varejo que sejam ágeis. 

    Na China, o terceiro colocado no GRDI, um pacote de estímulo no valor de US$ 585 bilhões, assim como os esforços empenhados que visam aumentar o consumo econômico já mostram sinais precoces de sucesso, registrando um aumento das vendas no varejo, no início de 2009.  As cidades de nível dois e três do país nas regiões centrais e ocidentais estão atraindo a atenção de varejistas estrangeiros.  Estas cidades foram menos afetadas pela crise econômica e se mostram mais adequadas para novas expansões do que as cidades chinesas de grande porte.  Tanto o Wal-Mart (140 lojas na China) e o Carrefour (135) continuam expandindo, mesmo durante a recessão.

    Os Emirados Árabes Unidos fizeram a grande escalada no GRDI de 2009, subindo 16 posições até o quarto lugar, uma vez que sua economia baseada em petróleo provou ser mais resistente a uma recessão generalizada do que a de outros países.  Embora sua população de cinco milhões de pessoas seja relativamente pequena em comparação com a dos três países precedentes no GRDI, os EAU ostentam os maiores gastos de consumo per capita, entre todos os demais países do índice.  De fato, Dubai deverá ter o maior espaço de compras do mundo per capita, em 2010.  Os varejistas de Dubai estão visando consumidores locais, uma vez que o turismo caiu, o que está criando oportunidades de entrada para hipermercados e empresas de descontos.

    Embora Dubai tenha sido ultimamente sinônimo de expansão no varejo, Abu Dhabi é hoje a estrela ascendente dos Emirados, de acordo com o estudo.  O país permaneceu bem isolado da crise econômica mundial, em função de suas reservas de petróleo e de seu fundo soberano de riqueza.  Há planos para vários novos museus e uma corrida de Fórmula 1, o que contribuirá para atrair turistas.  Prevê-se também a retomada da imigração, uma vez que Abu Dhabi está se tornando uma alternativa vizinha a Dubai.  Novos desenvolvimentos urbanos vão aumentar a disponibilidade de imóveis e uma forte conscientização de marcas globais por parte da população deverá fornecer oportunidades para empresas estrangeiras do varejo.

    O Vietnã, o país mais atraente no GRDI do ano passado, caiu para o sexto lugar em decorrência das pressões inflacionárias derivadas de sua explosão imobiliária, da inflação dos preços ao consumidor no segundo semestre de 2008, assim como de uma queda significativa na sua economia baseada em exportações.  No entanto, muitos varejistas globalizados estão muito bem estabelecidos no país, entre eles: Lotte da Coréia do Sul, Seiyu do Japão, Parkson da Malásia, Dairy Farm de Hong-Kong e Metro da Alemanha.

    “Os desafios enfrentados pelo Vietnã são de curto prazo e a nossa visão a longo prazo para o país permanece positiva, pois continua abrindo suas portas a investidores internacionais”, disse Ben-Shabat.  “Sua população é jovem e o país continua se urbanizando, facilitando para os fornecedores atender à sua demanda”.

 

Índice de Desenvolvimento Global do Varejo da A.T. Kearney: 2009

 

País

Classificação
em 2009

Classificação
em 2008

Alteração

Índia

1

2

+1

Rússia

2

3

+1

China

3

4

+1

Emirados Árabes Unidos

4

20

+16

Arábia Saudita

5

7

+2

Vietnã

6

1

-5

Chile

7

8

+1

Brasil

8

9

+1

Eslovênia

9

23

+14

Malásia

10

13

+3

Argélia

11

12

+1

México

12

11

-1

Letônia

13

21

+8

Tunísia

14

18

+4

Egito

15

5

-10

Lituânia

16

30

+14

Ucrânia

17

17

0

Peru

18

14

-4

Marrocos

19

6

-13

Turquia

20

10

-10

Bulgária

21

16

-5

Indonésia

22

15

-7

Romênia

23

22

-1

Croácia

24

N/D

N/D

Filipinas

25

26

+1

Tailândia

26

24

-2

Hungria

27

N/D

N/D

Colômbia

28

19

-9

El Salvador

29

N/D

N/D

Argentina

30

28

-2

 

Sobre o estudo

O Índice de Desenvolvimento Global do Varejo, elaborado pela A.T. Kearney, classifica 30 países emergentes quanto à urgência de entrada nestes países por empresas do varejo.  As pontuações obtidas por estes países se baseiam em 25 variáveis, pertencentes a quatro categorias principais: riscos econômicos e políticos; atratividade do mercado; saturação do mercado e pressão de tempo (a diferença ou a soma do produto interno bruto e do crescimento da área do varejo moderno).



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