Origem
do sobrenome italiano - Eduardo
Coen faz pesquisas dos nomes italianos.
Se você é oriundi e quer saber a origem clique
aqui
Edição
de Julho de 2009
Dia 20 de julho – Dia
Internacional da Amizade
Você não precisa ficar só!
Conquistar e cultivar amizades é
uma arte que algumas pessoas
dominam muito bem e outras não.
Numa metrópole como São Paulo e na maior parte das grandes
cidades, o mais comum é vermos
pessoas que não se envolvem. Têm
um olhar indiferente e agem como
se ninguém fosse suficientemente
interessante para chamar sua
atenção. Vivem em uma espécie de
anestesia: andam, falam e se
comportam muito mais como um
computador do que como gente.
Outras pessoas estão sempre desconfiadas, acreditando que os
outros irão lhe fazer mal de
alguma forma. Esta é uma maneira
de não fazer contatos saudáveis e
ficar isolado. Afinal, quem é que
quer estar ao lado de alguém que
tem esta visão de mundo?
Sem contar aqueles que olham para os outros com ar de
superioridade. Parece que estão
sempre criticando, julgando e esta
atitude os afasta de todo mundo.
Um jeito muito usado para se
isolar é a timidez que vem da
insegurança, da falta de
auto-estima e uma enorme preguiça
de se comunicar.
Ter amigos é fundamental. Não basta ser pai, mãe, irmão,
marido ou mulher. Você pode ser
tudo isso e não ter habilidade
alguma para ser íntimo. O que
caracteriza um amigo é que, com
ele, você se abre, é verdadeiro,
autêntico. Com um amigo você não
precisa disfarçar quem você é.
É exatamente disto que estamos precisando. Chega de tanta
hipocrisia, de tanta falsidade, de
tanta pose. Vamos sair da imagem,
perder a vergonha de nos mostrar
mais, estabelecendo relações
bonitas, de cooperação, de
solidariedade. Mas para isto é
preciso descer do salto e, com
humildade, oferecer o melhor de
si. Tenho certeza de que assim
viveremos mais felizes.
Por falar nisso, feliz dia do
amigo!
Sergio Savian -consultor
de relacionamentos, terapeuta há
27 anos e autor do livro Amar vale
a pena, da Editora Landscape.
Trabalha com palestras em todo o
Brasil e em vários países do mundo
como Suíça, Alemanha, Espanha,
México, Venezuela, Argentina,
República Dominicana, motivando as
pessoas a reeducarem seus
corações. Savian tem sido uma
referência constante na mídia
quando o assunto é comportamento
no século XXI.
O Dia Nacional do Devedor
Ora, se temos o dia Nacional
do trabalhador, aliás, o dia internacional do trabalhador.
Temos o dia Nacional de combate
ao tabagismo, o dia Nacional da poesia, o dia Nacional da
cultura, enfim, existe o dia Nacional e Internacional de
dezenas e dezenas de motivos. Até nosso presidente sugeriu
lançar o dia Nacional da hipocrisia, imagine... Assim
decidimos e estamos criando: O DIA NACIONAL DO DEVEDOR.
Este será um
dia especial, será dia onde podemos incentivar e estimular
diversas ações em beneficio do devedor Brasileiro, algumas
delas divertidas, engraçadas, mas válidas, entre as quais:
1-O dia em que nenhum devedor
pode ser cobrado, este dia é sagrado gente, pelo menos neste
dia...
2-O dia em que todas as
instituições de defesa do consumidor devem promover palestras,
oficinas, cartilhas, seminários, orientando, educando e
ensinando os devedores a se livrar das dívidas.
3-O dia em que todas as
empresas, sem cobrar claro, são obrigadas a receber qualquer
débito sem juros, taxas, tarifas ou qualquer outra despesa,
somente o valor principal e ainda assim dividido em parcelas
que o devedor possa espontaneamente pagar.
4-O dia em que os restaurantes,
bares, padarias, shoppings, ou seja, o comercio em geral terá
que vender alguma coisa ao devedor, sem vencimento para
pagamento, ele paga por vontade própria e não pode ser
pressionado depois...
5-O dia em que nenhum cartório
de protesto do Brasil pode protestar qualquer dívida.
6-O dia em que nenhum SPC nem
SERASA podem registrar qualquer restrição do devedor.
7-O dia em que parentes, marido
e mulher, irmãos, amigos, vão perdoar as dívidas que um tem
com o outro, sem voltar atrás depois...
8-O dia em que os Motéis vão
lançar alguma promoção para os devedores, mas tem que provar
que é devedor, apresentar um carnê atrasado ou conta de luz,
telefone, enfim...
Devedor neste dia vai ter 30
minutos grátis, é rapidinho, mas é de graça gente!
9-O dia em que nenhum cemitério
ou casa funerária poderá cobrar pelo sepultamento dos
devedores, mas a família tem que provar que o defunto
realmente era um devedor...
10-O dia em que hospitais,
clinicas e consultórios são obrigados a atender, sem custo
nenhum, todo e qualquer devedor, desde que ele prove também
que tem dívidas.
11- O dia em que o Congresso
Nacional, câmara e senado, assembléias legislativas e câmaras
de vereadores promoverão eventos com menção honrosa aos
devedores de todo Brasil estimulando ações que venham a
facilitar para que todos paguem seus débitos e voltem a ser um
consumidor consciente.
12-O dia em que as empresas
também vão promover campanhas tipo: “FEIRA DO BOM PAGADOR” –
“CAFÉ DA NEGOCIAÇÃO” “COFF BRAK”, enfim, eventos onde possa
reunir os devedores com tapete vermelho e todas as
facilitações possíveis no sentido de que neste dia todos
possam pagar seus débitos.
Bem gente, são estes os
primeiros quesitos que serão lançados pelo ESTATUTO DO DIA
NACIONAL DO DEVEDOR. Aceitamos sugestões para ampliar nosso
estatuto.
Emanuel Gonçalves da Silva
Fundação Telefônica apresenta
pesquisa inédita sobre uso de Internet, videogame, celular e TV
por crianças e jovens
Realizado pelo programa EducaRede,da
Fundação Telefônica, e coordenado pela Universidade de Navarra, estudo
ouviu 25 mil estudantes do Brasil e de outros seis países
A Fundação Telefônica lançou hoje a
publicação “A Geração Interativa na Ibero-América: Crianças e
adolescentes diante das telas”. Realizada pelo programa EducaRede,
da Fundação Telefônica, a pesquisa, que é relatada no livro, foi
coordenada por Xavier Bringué Sala e Charo Sádaba Chalezquer,
pesquisadores da Universidade de Navarra (Espanha).
O livro traz os
resultados de estudo sobre o uso de diferentes tecnologias - como
internet, celular, videogame e televisão -, realizada com 25.467
estudantes entre 6 e 18 anos de escolas públicas e privadas da
Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México, Peru e Venezuela, no
período de outubro de 2007 a junho de 2008.
No Brasil, a
amostragem foi realizada no Estado de São Paulo. Foram
considerados 4.205 alunos de escolas paulistas públicas e
privadas: sendo 790 com idade entre 6 e 9 anos e 3.415 entre 10 e
18 anos.
Entre os países
pesquisados, o Brasil se destaca por ter uma Geração Interativa de
vanguarda, com alto número de crianças e jovens que não só
navegam, mas também produzem conteúdo na internet. De cada dez
estudantes brasileiros, dois possuem página web ou blog. Por outro
lado, a pesquisa evidencia desafios a serem enfrentados, já que o
Brasil obtém a segunda pontuação mais alta (atrás apenas da
Argentina) quanto à ausência de mediação: 46% dos estudantes não
têm acompanhamento de pais ou professores no uso da rede.
A metodologia
utilizada consistiu na aplicação de um questionário online
respondido nas salas de informática das escolas participantes, que
foi adaptado à idade dos participantes, com base em dois formatos
diferentes. O primeiro, composto por 21 perguntas, foi aplicado a
crianças de 6 a 9 anos. Ao segundo, com 60 questões, responderam
estudantes de 10 a 18 anos.
O EducaRede,
programa da Fundação Telefônica que tem como objetivo contribuir
para a melhoria da educação pública por meio do uso das
tecnologias, desenvolveu a pesquisa com o objetivo de mapear como
os jovens e crianças fazem uso das diferentes tecnologias e de, a
partir deste diagnóstico, nortear suas ações e desenvolver
projetos voltados a esse público. Para isso, o programa convidou
as escolas a participarem da pesquisa. Essas, por sua vez, tiveram
acesso a seus próprios resultados tabulados para poder utilizar
esse aprendizado na orientação de seus professores.
O programa EducaRede é centrado em
um portal (www.educarede.org.br),
aberto e gratuito, que promove o uso pedagógico da internet por
meio de ferramentas e metodologias de interação entre alunos e
professores e de conteúdos de apoio ao processo de ensino e
aprendizagem.
A realização da
pesquisa também está alinhada com a iniciativa do Grupo Telefônica
de facilitar o acesso de todos os cidadãos às oportunidades que as
TIC oferecem. A publicação é parte de um programa bem mais amplo
do Grupo Telefônica sobre as Gerações Interativas da América
Latina, que tem como objetivo impulsionar o uso responsável das
novas tecnologias e fazer uso dos resultados da pesquisa para
orientar as ações de proteção às crianças e aos adolescentes nos
países em que atua.
Principais resultados
• Um em cada dois estudantes
brasileiros diz que nenhum professor utiliza a internet para
explicar matéria ou estimula o uso da rede;
• Seis em cada dez estudantes
brasileiros acessam a internet em lan houses;
• 72% dos alunos declaram gostar de
utilizar o Messenger porque podem conversar com seus amigos. De
fato, 50% afirmam que “sempre que posso me conecto ao Messenger”;
• Um em cada dois adolescentes
brasileiros tem e conheceu pessoalmente algum de seus amigos
virtuais;
• Dois em cada dez jovens
brasileiros são os chamados heavy users de videogame, já que
gastam mais de duas horas diárias jogando. Os estudantes do Brasil
são os que gastam mais horas diárias com videogame em relação aos
jovens da Argentina, Chile, Colômbia, México, Peru e Venezuela;
• Cinco de cada dez crianças
brasileiras reconhecem que fazem o dever de casa assistindo
televisão.
Beber pesado na adolescência pode
levar ao vício na idade adulta
Pesquisa divulgada pelo CISA aponta
que metade dos homens que faziam uso pesado de álcool na juventude
permanece com hábito no início da idade adulta O padrão nocivo de
consumo de álcool por adolescentes tem exposto este público a
diversos riscos como ferimentos, violência interpessoal ou
gravidez não planejada. As consequências negativas deste hábito,
no entanto, podem permanecer no início da idade adulta. Esta
indicação faz parte dos resultados apresentados pela pesquisa
sobre o comportamento de beber pesado divulgada pelo CISA - Centro
de Informações sobre Saúde e Álcool, organização não governamental
e uma das principais fontes de dados sobre o tema no País.
O estudo foi organizado em
três frentes: (a) Se os dados experimentais indicavam que o beber em
padrão binge* comprometia o tecido hepático.
(b) Se os dados comportamentais apontavam que jovens que fizessem
uso de álcool nesse padrão tivessem maior risco de serem bebedores
pesados (e desenvolver cirrose) na idade adulta.
(c) Se os dados epidemiológicos apoiavam a hipótese de que há um
aumento do risco de desenvolvimento de cirrose relacionado ao
padrão binge.
De acordo com os autores do estudo, o beber em binge lesiona
o tecido hepático e episódios repetidos do uso de álcool neste
tipo de padrão pioram os danos no tecido do fígado. Na análise
comportamental, a indicação é que metade dos jovens que faziam
consumo binge de álcool continuou a fazê-lo no início da idade
adulta. Por isso, os autores alertam que este tipo de
comportamento é um forte indício para se tornar um bebedor crônico
na idade adulta.
Outro resultado
da pesquisa aponta que 7,5% dos bebedores binge e 16,1% dos
bebedores diários desenvolveram cirrose, enquanto que 32% dos
pacientes cirróticos podiam ser classificados como bebedores
pesados.
Diante destes resultados, os autores indicam que o beber em
padrão binge está associado a importantes danos ao tecido
hepático, podendo ser considerado um fator preditor e de risco
para o desenvolvimento de padrões nocivos de consumo e das doenças
associadas, entre elas a cirrose alcoólica.
* Padrão binge drinking é definido pelo National Institute on
Alcohol Abuse and Alcoholism - NIAAA, como o consumo de cinco ou
mais doses alcoólicas por homens ou de quatro ou mais doses por
mulheres dentro do período de duas horas.
Título: Effect on binge drinking on the liver: an alarming public
health issue? / Beber pesado episódico e efeito no fígado: um
assunto alarmante para a saúde pública?
Autores: Mathurin P, Deltenre
P
Fonte: Gut 2009. [Ahead of Print]
Para tirar o melhor da Internet
De cada dez funcionários, nove usam
seus computadores de trabalho para fins pessoais. Talvez o
antropólogo Roberto da Matta encare esse resultado da pesquisa
feita pelo instituto Qualibest como um derivativo de um marcante
aspecto da cultura nacional: a confusão entre os conceitos público
e privado. Ou seja, os brasileiros têm dificuldade para
identificar os limites onde acabam seus direitos e onde começam os
dos outros. Por isso, joga-se tanto lixo nas ruas e córregos. Por
isso, constatam-se tantos casos de corrupção na política. Por isso
é que, durante a jornada, a ferramenta de trabalho deixa de ser
usada para a produção, para a qual o funcionário é pago, e
transforma-se num foco de distração e, até mesmo, numa potencial
fonte de prejuízos e problemas para a organização que o contrata.
O acesso ao
e-mail particular foi a atividade mais comum, citada por 79% e
seguida por uso de buscadores (63%), sites de notícias (58%) e
internet banking (52%). Teve até quem respondesse que usa o PC do
trabalho para fazer compras on-line (42%). A pesquisa ouviu 1.442
trabalhadores de todo o País com acesso a computadores conectados
à internet e, entre os 87% que assumem o uso para fins não
profissionais, 67% admitem que os aplicativos atrapalham seu
rendimento ou não souberam avaliar a questão.
Será que com os
estagiários, na grande maioria nativos da geração digital, esse
abuso se intensifica? Surpresa intrigante e não pelo lado dos
jovens, pois apenas 15% dos 5.841 respondentes admitem utilizar a
internet durante a jornada de estágio, de acordo com uma pesquisa
do CIEE. A radiografia do comportamento dos estagiários mostra,
ainda, que ao navegar a rede 68% acessam o portal
www.ciee.org.br à procura de vagas; 63% buscam também outros
sites; e em terceiro lugar surge a categoria diversão e
entretenimento.
Pensando em
auxiliar a educação digital dos estudantes, o CIEE lançou em
dezembro seu 24º curso a distância, com o tema E-mail e internet:
uso adequado no ambiente corporativo, que pode ser feito
gratuitamente no site www.ciee.org.br. As aulas buscam despertar a
consciência do aluno para a responsabilidade que têm em mãos ao
sentar-se diante de um computador corporativo. Para começar,
muitos sites podem contaminar o sistema por vírus ou sobrecarregar
a rede, diminuindo a velocidade de conexão de todas as outras
máquinas. Como o uso inadequado do e-mail e da internet pode
afetar a imagem do estagiário e também de toda a empresa, é bom
atentar para um princípio básico: ele não pode usar a mesma
linguagem do Orkut e do MSN nas comunicações corporativas, pois as
relações de trabalho exigem formalidade, clareza e objetividade,
não admitindo gracinhas, como abreviações, excesso de negritos,
fontes exóticas, papéis de carta muito enfeitados, etc. E, para
finalizar, nem pensar em colocar emoticon: é pecado mortal,
segundo as normas do uso profissional da internet.
Luiz Gonzaga Bertelli -
presidente executivo do Centro de Integração Empresa-Escola – CIEE,
da Academia Paulista de História – APH e diretor da Fiesp.
Consumidores brasileiros são os
mais insatisfeitos na América Latina e Caribe com os contact
centers
Índice da Aspect quantifica a
satisfação do consumidor nas suas interações com as empresas
Um estudo regional divulgado pela
Aspect, empresa provedora de soluções de comunicação unificada, e
pela Leo J. Shapiro and Associates, mostra que os consumidores
brasileiros consideram inaceitáveis suas experiências típicas com
contact centers e aponta um índice geral de satisfação de 64% — a
pontuação mais baixa na América Latina e Caribe (AL&C). O estudo
também revela que os consumidores que receberam bom atendimento
são 13 vezes mais propensos a fazer futuros negócios com a
empresa, demonstrando que a maioria delas está perdendo
oportunidades importantes no mercado brasileiro de atender à
demanda dos consumidores e impactar positivamente seus resultados
comerciais.
“Em todo o Brasil, os
contact centers enfrentam pressão constante para melhorar o
atendimento aos consumidores, aumentar o índice de satisfação e
atender à nova regulamentação governamental — tudo sem adicionar
efetivo ou aumentar o orçamento”, disse Paul Bullet,
vice-presidente da Aspect para a América Latina e Caribe. “O nosso
índice pode ajudar essas organizações na identificação de
critérios específicos importantes para os consumidores e
igualmente fundamentais para apontar áreas de concentração
melhorando o atendimento à legislação, como o Serviço de
Atendimento ao Cliente (SAC). Os dados levantados neste estudo
ajudarão empresas a refinar suas estratégias de contact center e a
priorizar mais facilmente seus investimentos em tecnologia”.
O 2009 Aspect
Contact Center Satisfaction Index Caribbean e Latin America™ é uma
pesquisa regional feita com 1.272 consumidores em cinco países —
Argentina, Brasil, Colômbia, México e Porto Rico.
Impacto no Negócio
O Índice da Aspect para a América
Latina e Caribe examinou o impacto de experiências boas e ruins
sobre negócios futuros, levantando que metade dos consumidores na
AL&C satisfeitos com sua última interação (49%) farão novos
negócios com a empresa; 22% deles disseram que farão muitos outros
negócios. Ao contrário, 80% dos consumidores insatisfeitos
disseram que farão menos negócios; 44% farão muito menos negócios.
Quase metade dos
consumidores na Al&C (46%) que foram solicitados a repetir
informações após serem transferidos de um sistema automatizado
para um agente ao vivo disse que fará menos negócios com a
empresa. Além disso, mais de 30% dos consumidores na AL&C são
propensos a mudar de empresa com base em sua última interação.
Visão Geral dos Consumidores
Brasileiros
A parcela brasileira do estudo
demonstra que os consumidores brasileiros consideram as qualidades
pessoais como sendo o mais importante, afirmando que esperam que
os contact centers assumam a responsabilidade pela resolução dos
problemas, fazendo acompanhamento e tendo profissionais, flexíveis
e criativos. Infelizmente, consumidores brasileiros deram aos
contact centers pontuação de 68% para essas qualidades — nível 7%
mais baixo que a média regional, e somente mais alto que a
pontuação dada pelos consumidores argentinos. Além disso, o
Índice da Aspect para a América Latina e Caribe identificou outras
informações como:
Consumidores brasileiros
classificam os contact centers com o nível mais baixo na AL&C
quanto a Eficiência (58%) e Automação (61%).
Consumidores brasileiros dão aos
contact centers notas deficientes (abaixo de 60%) em mais
atributos que outros consumidores em qualquer país. Afirmam que os
contact centers apresentam desempenho inaceitável quando se trata
de solucionar problemas em uma única interação sem transferir a
chamada, ser atendido pelo agente sem longa espera, minimizar o
tempo de espera, oferecer acesso a uma pessoa a partir de um menu
automatizado e permitir ao consumidor acesso a um sistema
automatizado que resolva a questão.
85% dos consumidores brasileiros
acreditam que as interações com contact centers são tão boas ou
melhores que as interações frente a frente, em comparação com a
média de 91% na AL&C.
48% dos consumidores brasileiros
dizem que suas interações mais recentes com contact centers
ultrapassaram suas expectativas em comparação com a média de 67%
na AL&C.
Interações são mais propensas a
ficarem abaixo da expectativa no Brasil do que em outros países
pesquisados da América Latina e Caribe, com 31% abaixo da
expectativa em comparação com a média de 20% na AL&C.
35% dos consumidores afirmam que
suas consultas são resolvidas em uma única interação no Brasil,
número significativamente menor que a média de 42% na AL&C; 31%
dos consumidores brasileiros indicam que os contact centers não
conseguem resolver seus problemas, em comparação com 21% na AL&C.
60% dos consumidores no Brasil
são mais propensos a usar o telefone em suas interações, em
comparação com 69% na AL&C.
Somente 11% das interações no
Brasil iniciam com uma pessoa ao vivo, em comparação com a média
de 20% na AL&C. Quando transferidos para um agente, 71% dos
consumidores brasileiros dizem que precisam repetir as informações
já dadas a um sistema automatizado, com média 9% da Al&C.
65% dos consumidores brasileiros
afirmam que desligaram a chamada ocasionalmente ou em quase todas
as vezes que ligaram para um contact center durante os últimos
seis meses; 84% dos consumidores brasileiros dizem que conseguem
esperar mais de um minuto para falar com um agente antes de
desligar a chamada. A legislação do SAC exige que os consumidores
não devam esperar mais de um minuto.
Visão Geral do Gerente do
Contact Center
Além de pesquisar consumidores, o
Índice da Aspect para a América Latina e Caribe coletou dados de
84 gerentes de contact centers em todo Brasil, Colômbia e México.
Os dados oferecem uma visão das percepções dos gerentes sobre a
experiência dos clientes, e identifica onde existem falhas entre
as duas partes.
Assim como os consumidores, os
gerentes afirmam que quase todas as qualidades pessoais
desempenham um papel importante em impactar a satisfação do
cliente.
Gerentes de contact centers têm
uma percepção dilatada da frequência que ultrapassam as
expectativas dos consumidores, dizendo que os consumidores estão
duas vezes mais satisfeitos com os serviços do que realmente
afirmam.
Gerentes de contact centers
afirmam que atendem as expectativas dos clientes três vezes menos
que os consumidores reportam.
78% dos gerentes de contact
centers afirmam que resolvem plenamente problemas com dois
contatos, em comparação com 54% dos consumidores no Brasil.
Gerentes acreditam que os
consumidores estão mais satisfeitos do que dizem, para todos
exceto três atributos de tecnologia e eficiência: opções múltiplas
para contatar agentes, resolução plena do problema sem transferir
a chamada, e acesso a um agente a partir de um web site.
Um sumário executivo abrangente sobre o Índice da Aspect de
Satisfação do Consumidor para a América Latina e Caribe está
disponível em
www.aspectindex.com.
Sobre o Aspect Index Caribbean
and Latin America TM
Criado em 2005 pela Aspect, o Índice
de Satisfação com o Contact Center oferece um indicador para
quantificar a satisfação do consumidor com a qualidade de suas
interações telefônicas e online com empresas e seus
representantes. O Índice da Aspect, realizado na América do Norte,
Europa e AL&C, é um modelo dinâmico ajustado ao longo do tempo
para refletir mudanças em tendências no desempenho dos contact
centers, uso de vários canais de comunicação e a importância que
os consumidores dão a 25 atributos de serviço, segmentados em três
categorias:
Empatia e Apoio – o aspecto
humano das interações com consumidores, como paciência,
conhecimento, profissionalismo e amabilidade.
Eficiência – qualidade geral e
velocidade da experiência, inclusive ser capaz de falar
prontamente com um agente, autoridade para resolver um problema e
conexão clara.
Automação – explora a facilidade
de uso das tecnologias como menus de automação, múltipla escolha
de contato e acesso às informações de contato a partir do web
site.
“Interajo, logo existo” – Bebê de
1 ano e 10 meses navega no iPhone
“Papai, Barney!!”, é assim que a
minha filha fala todos os dias à noite, após ligar, sozinha, a TV
e sentar na poltrona dela.
Qual é um dos principais motivos
para a televisão ser um sucesso? Em minha opinião, uma das razões
é a grande facilidade de uso: basta ligar e pronto. Depois disso,
basta trocar de canal, aumentar ou diminuir o volume. Qualquer
novo detalhe que surge já gera dificuldades e problemas.
A TV a cabo, por
exemplo, já complicou a vida de algumas pessoas por fazer com que
o usuário use dois controles ou tenha de sintonizar a TV no
“canal” de vídeo. Tudo isso causa impacto. Na casa da minha avó,
por exemplo, a TV começou a “quebrar” depois que ela instalou a um
serviço de TV a cabo. Bastava apertar um botão errado e pronto,
problemas à vista! A imagem não aparecia e era necessário chamar,
mais uma vez, o técnico para “consertar” o aparelho.
Se a utilização
da TV a cabo já é uma dificuldade para alguns, imagine navegar na
Internet em determinados celulares. Existe todo um processo que
envolve encontrar o ícone de acesso, digitar a URL em um teclado
que não favorece, dificuldade para encontrar sites otimizados,
entre outros problemas. Já no iPhone a situação é bem diferente.
Ao ligar o aparelho, você já tem um
“menu de conexões” a seu dispor (Safari, iTunes, App Store, E-mail, Ações, Youtube, Mapas
etc.), além dos diversos aplicativos que podem ser baixados.
O fato de estar
tudo muito mais acessível facilita a exploração do aparelho, não
há informações ocultas em pastas e/ou subpastas. É tudo mais claro
e o menu é altamente visível. Uma hora ou outra o usuário vai
querer saber o que significa um novo ícone ainda desconhecido. E,
quando souber, se considerar interessante, será muito mais fácil
utilizá-lo novamente.
Em poucas
palavras, o celular sempre foi considerado um “canivete suíço”
tecnológico mas, na maioria das vezes, as pessoas só o utilizavam
para falar. Com um celular touch, todas as funções estão visíveis
como um passe de mágica!
Um bom exemplo
disso é o caso da minha filha, de 1 ano e 10 meses, que não sabe
ler, escrever, mal sabe falar, mas já navega no iPhone. Antes
dele, ela já quebrou uns três aparelhos celulares meus por não
saber o que fazer com eles. Começava a apertar tudo que via pela
frente.
Com o iPhone na
mão, ela liga o aparelho, aperta o botão “Frô” (ícone com uma flor
desenhada que a leva até os arquivos de fotos armazenados no
aparelho) e começa a navegar pelas imagens, procurando as que lhe
interessam. Quando ela quer brincar em algum game presente no
aparelho, ela clica no “Peixe” (ícone que a leva para um game) e
pronto. É só brincar! Sensacional! Se uma imagem vale mais do que
mil palavras, um vídeo deve valer umas mil imagens.
Para entender
melhor a facilidade que a minha filha encontra ao mexer no iPhone,
observe o vídeo no seguinte link:
Ao longo deste
texto, sempre citei o iPhone porque é o aparelho da geração touch
que possui mais destaque atualmente. Mas podemos destacar outros
como LG, Samsung, Blackberry e Nokia. E a tendência é que esses
aparelhos ganhem cada vez mais mercado em um prazo curto/médio de
tempo.
Marcelo Castelo
ANVISA altera regras para
publicidade de medicamentos
Para o consultor financeiro
Cláudio Boriola, nova resolução ainda atende a vontade particular
dos grandes laboratórios.
Um dia após entrar em vigor, a RDC
(Resolução da Diretoria Colegiada) 96/08 elaborada pela Anvisa
(Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que trata da
publicidade e propaganda de medicamentos, já causa polêmica. Para
o IDEC (Instituto de Defesa do Consumidor), por exemplo, a
resolução pouco mudará o cenário atual por ser "tímida" e não
impedir abusos por parte das indústrias farmacêuticas.
Cláudio Boriola, consultor financeiro e presidente da Boriola
Consultoria, concorda com a posição do IDEC e vai mais longe ao
dizer que a RDC "além de tímida, ainda atende à vontade particular
dos grandes laboratórios de diversas denominações".
De acordo com informações veiculadas no site do IDEC, o
consumidor continuará a ficar exposto às propagandas, que
estimulam a automedicação, pois a regulamentação não condiz com o
papel legalmente atribuído à Anvisa, que, segundo o órgão, deve
"eliminar, diminuir ou prevenir risco à saúde". "Infelizmente, a
impressão de que fazem algo, em prol da saúde do consumidor, é
norma geral da politicagem, dos interesses econômicos, dos lucros,
nas vendas dos remédios, da ampliação das redes de medicamentos e
dos vendedores", opina Boriola.
A regulamentação publicada, na última terça-feira, ignorou
todas as 19 proposições enviadas à consulta pública,
conjuntamente, por 12 instituições e subscritas por um total de
146 pesquisadores, dirigentes de instituições e profissionais de
saúde. Entre as propostas, estava o pedido de proibição total da
publicidade de medicamentos ou, caso esta continuasse permitida
para medicamentos de venda livre, o estabelecimento de restrições
de horário, de veiculação ou a implantação de um modelo de
aprovação prévia. Para o especialista, "nenhuma dessas medidas
erradicaria os problemas existentes".
"Em junho de 2008 a Anvisa realizou a primeira e única
audiência pública, que abordou o tema. Na oportunidade, Idec,
Abrasco e Sobravime divulgaram comunicado conjunto, no qual
criticaram a falta de transparência, na discussão, sobre a
publicidade de medicamentos", relembra Boriola.
Para se ter uma ideia da seriedade do tema, segundo pesquisa
elaborada pelo SINTOX (Sistema Nacional de Informações Tóxico -
Farmacológicas), no ano de 2004, as intoxicações causadas, por
medicamentos, levaram à morte quase 24 mil pessoas no Brasil.
Soluções. O consultor financeiro Cláudio Boriola apresenta algumas
possíveis soluções para o problema levantado. Segundo ele, para se
conseguirem os objetivos almejados, seria interessante que, os
remédios não trouxessem sua denominação - como vem sendo feita nos
frascos e embalagens diversas - onde se vê o nome, não raras vezes
o modo de usar e não raras vezes para que servem; isto contendo,
até nas bulas. "Deveria sim, trazer a denominação científica não
só do remédio em si como dos seus componentes químicos", opina
Boriola.
Boriola ainda lembra que os profissionais que atuam na área
da Saúde são os mais indicados para combaterem a prática do uso
informal de medicamentos. "Só os médicos, farmacêuticos e
laboratoristas entenderiam para que servem as substâncias químicas
de cada medicamento. Por outro lado, deveria existir uma Lei que
proibisse a vendagem dos medicamentos da mesma receita. "Isto,
coibiria, em parte, até o fornecimento da receita do João para seu
amigo José, que sente o mesmo problema de dores no corpo, por
exemplo. Medida correta seria toda vez que se atende uma receita
prescrita por médico, fosse recolhida, obrigatoriamente, pela
Farmácia vendedora", comenta.
"Poderia haver também uma determinação geral, legal,
proibitiva e condenatória, sujeita a multas e repressão penal
contra todo aquele que fornecesse uma segunda dosagem, constando
da receita a mesma data de emissão. Isto obrigaria que, em caso de
necessidade de uma segunda medicação repetida, só fosse possível,
mediante a segunda consulta médica e prescrição de uma segunda
receita. Esta comprovaria a inspeção médica do estado de saúde do
paciente e o acompanhamento normal, perscrutador e obrigatório do
Médico-analista", ressalta Boriola, que conclui: "Mas só os
políticos, representantes da nação, podem desenvolver leis que
resguardem à saúde do povo brasileiro".
Contadores chegam ao século XXI
Qual a primeira imagem que vem a
cabeça quando pensamos em um contador? Óculos, calculadora no
bolso e pilhas e pilhas de papel. Acertei? Talvez, com a chegada
do século XXI, e junto com ele a era da informação e dos
computadores, a última parte da descrição não esteja tão
atualizada quanto imaginamos.
Os contabilistas
passam por uma época de transformação no seu ofício. Antes
envolvidos em papéis, formulários e livros de controle, agora, ao
sentarem-se na mesa de trabalho, têm apenas uma ferramenta à
frente, o computador. O meio digital veio para revolucionar a arte
dos contadores. Trouxe consigo mais rapidez e menos burocracia,
mas ainda o mesmo nível de responsabilidade ao lidar com as contas
empresariais.
Um exemplo das
novas tecnologias aplicadas à contabilidade é o SPED, Sistema
Público de Escrituração Digital, que está revolucionando o fisco
brasileiro. Ao substituir o Livro Diário e o Livro Razão por
arquivos digitais, o novo sistema tornou o processo de
fiscalização mais prático e rápido. Junto com os benefícios, o
SPED exigirá atualização profissional por parte do contabilista e
uma habilidade cada vez maior ao lidar com o eletrônico. Além do
SPED, inovações como as certidões digitais das empresas e a nota
fiscal eletrônica já são realidade para muitos empresários
brasileiros.
Aquele antigo
profissional, fechado em seu próprio nicho de atuação, morreu com
a chegada do meio eletrônico no mundo dos números. Em seu lugar,
entraram em cena os contadores modernos, com um laptop embaixo do
braço e a vontade de aprender novas técnicas, fugindo dos números
escritos a lápis sobre aquele ultrapassado pedaço de papel.
O contador deixou
de ajudar apenas nos números, e passou a servir, também, como um
consultor de boas práticas, de quem o cliente pode tirar conselhos
e direções para as políticas financeiras de sua empresa. Claro,
que essas novas atribuições devem ser devidamente remuneradas,
afinal, é um trabalho extra feito pelo profissional, ainda pouco
conhecido, mas perfeitamente dentro de sua capacidade de ação.
A web virou de
cabeça para baixo as comunicações, a arte e as relações sociais.
Revolucionou as mais variadas profissões, como o secretariado, que
substituiu as pré-históricas máquinas de escrever por programas
como o Word; a engenharia, que aposentou a prancheta e passou a
usar programas como AutoCAD e Catia; e o setor de recursos
humanos, que recebia currículos por carta e agora faz tudo por
mensagens eletrônicas ou por meio de sites de recrutamento. Por
que então não mudaria a forma do contador trabalhar? Modificações
que vêm para o bem devem ser aceitas e incorporadas ao dia-a-dia
pelas pessoas que atuam nessas áreas, por conta de sua própria
sobrevivência no mercado.
A dificuldade é
maior em áreas mais ortodoxas como direito, economia e
contabilidade, mas as novidades, inevitavelmente, serão absorvidas
pelos profissionais. Aceitar o novo e extrair o que nele há de
melhor é prioritário para o profissional dos números, afinal,
lidamos com o mais instável e complicado fator do mundo comercial:
o dinheiro.
Dora Ramos - atua no
mercado contábil-administrativo há mais de vinte anos. É fundadora
e contadora responsável pela Fharos Assessoria Empresarial.
www.fharos.com.br
Bayer Contra Pirataria” alerta
consumidores contra a falsificação de medicamentos
Laboratório é o primeiro da
indústria farmacêutica a criar um site voltado para o
esclarecimento do público sobre o tema.
A Bayer desenvolveu um site
exclusivo contra a pirataria de medicamentos. Voltado ao público
leigo, o
www.bayercontrapirataria.com.br traz informações sobre como
identificar produtos falsificados, cuidados para a compra online,
notícias, telefones e endereços úteis, perguntas frequentes, além
de link para denúncias. O site “Bayer Contra Pirataria” faz parte
de um projeto global do laboratório para estimular a
conscientização sobre o tema e prevenir a falsificação de
medicamentos.
Segundo a
advogada da Bayer, Anielle Cannizza, o site oferece dicas para que
o consumidor e os profissionais de saúde possam se proteger de
medicamentos duvidosos, seguindo as orientações e normas da Anvisa.
“O consumidor pode conhecer os principais itens de segurança dos
medicamentos, como a tinta reativa e o lacre de segurança”, afirma
Anielle. No link “Histórico”, o internauta acessa informações
sobre o que são medicamentos falsificados e os riscos à saúde. Já
o link “Comprando online” esclarece dúvidas sobre compra de
medicamentos pela internet - uma das principais fontes de
medicamentos falsificados no Brasil.
Segundo Wendel
Correia, gerente de segurança corporativa da Bayer, o projeto
contempla outros esforços:“Temos ações de conscientização em
conjunto com autoridades, seguimos todas as recomendações da
Anvisa e contribuímos também com o nosso know-how”, conta.
No futuro, medicamentos serão
rastreados
A Bayer apóia o projeto de lei que
prevê a criação do Sistema Nacional de Controle de Medicamentos.
Conhecida como “RG dos medicamentos”, a lei no 11.903 entrou em
vigor em janeiro de 2009 e o sistema deverá estar 100%
implementado até 2012. Este sistema possibilitará o rastreamento
eletrônico de todos os medicamentos vendidos no mercado
brasileiro, por meio de um código individual impresso na
embalagem.
A medida
permitirá a confirmação da procedência e da autenticidade dos
medicamentos, dando maior segurança aos consumidores,
profissionais de saúde e estabelecimentos comerciais.
“Sem
dúvida, a iniciativa terá grande impacto na redução dos casos de
falsificação e contrabando de medicamentos no país”, analisa Paulo Camossa, farmacêutico responsável pelo site Cancioneiro,
localizado em São Paulo, que exporta contraceptivos orais para
mais de 30 países da América Latina e Ásia e é a segunda maior
produtora mundial de hormônios sólidos do grupo Bayer.
Dicas para se proteger contra
remédios falsificados
Todo medicamento vendido no varejo
contém a “raspadinha”, espaço com tinta reativa localizado em uma
das laterais da embalagem. Quando raspada com objeto metálico, ela
revela a palavra “qualidade” e a logomarca da empresa fabricante.
As embalagens devem conter um lacre
ou selo de segurança que, depois de rompido, é irrecuperável.
Outro item obrigatório é o número de registro na Anvisa.
Não compre produtos em embalagens
diferentes daquelas dos produtos originais. No caso de dúvida,
consulte seu médico ou farmacêutico.
Não compre medicamentos vendidos por
pessoas na internet ou em estabelecimentos públicos como
discotecas, bares e academias de ginástica.
Verifique a reputação das farmácias
da Internet antes de comprar medicamentos online. O site
www.anvisa.gov.br contém a lista de todas as empresas
autorizadas a funcionar no país.
Evite ofertas para medicamentos
vendidos somente sob prescrição médica que não exijam a
apresentação desta prescrição.
Ao suspeitar da procedência de um
medicamento, procure a vigilância sanitária local ou ligue para o
Disque Saúde pelo número telefônico gratuito 0800-61-1997.
MS lança plano emergencial para
combate ao uso nocivo de álcool e drogas
Governo federal investirá R$
117,3 milhões em ações de prevenção e tratamento. São Paulo
receberá 659 leitos e 19 novos Centros de Atenção Psicossocial
O Ministério da Saúde (MS) investirá
R$ 117,3 milhões na ampliação do acesso às ações de prevenção e
tratamento do uso nocivo de álcool e outras drogas na rede de
atenção e saúde mental do SUS (Sistema Único de Saúde) até o
próximo ano. Em São Paulo, 26 municípios receberão, ao todo, 19
novos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e 659 leitos de
referência para tratamento de álcool e drogas. Atualmente, o
estado tem 57 CAPS.
Além disso, 12
CAPs (já existentes, mas ainda não cadastrados) serão credenciados
em São Paulo para o fortalecimento da rede de saúde mental como um
todo. O governo federal também oferecerá 80 cursos presenciais
para 4 mil profissionais da rede de saúde e apoio social de todo o
Brasil, com ênfase em saúde infanto-juvenil, álcool e outras
drogas. Desse total, 17 cursos serão aplicados na região Sudeste.
Municípios beneficiados em São
Paulo
São Paulo, Guarulhos,
Campinas, São Bernardo do Campo, Osasco, Santo André, São
José dos Campos, Sorocaba, Ribeirão Preto, Santos, São José
do Rio Preto, Mauá, Diadema, Carapicuíba, Mogi das Cruzes,
Piracicaba, Bauru, Itaquaquecetuba, Jundiaí, São Vicente,
Franca, Guarujá, Suzano, Limeira, Taubaté e Barueri.
Esses
investimentos integram o Plano Emergencial de Ampliação do Acesso
ao Tratamento e Prevenção em Álcool e Outras Drogas (PEAD
2009-2010), lançado nesta quinta-feira (4) pelo ministro da Saúde,
José Gomes Temporão. A proposta é alcançar, principalmente,
crianças, adolescentes e jovens, por meio das ações de prevenção,
promoção e tratamento dos riscos e danos associados ao consumo
prejudicial de substâncias psicoativas.
De acordo com
Temporão, a ação é intersetorial e envolverá órgãos como o
Ministério da Justiça e a Secretaria de Direitos Humanos, entre
outros, além de demandar a participação de toda a sociedade.
“Vamos trabalhar com algumas iniciativas importantes, até porque,
infelizmente, o consumo de algumas drogas atinge de forma
predominante crianças e jovens em situação de vulnerabilidade
social e do ponto de vista de saúde. Este plano está voltado
exatamente para atacar esses problemas”, disse o ministro.
Do total de
recursos, R$ 76,6 milhões são para as novas ações específicas de
combate ao uso de álcool e drogas; R$ 21 milhões para reforçar a
rede atual, com a habilitação de CAPS já existentes, mas até então
não cadastrados junto ao Ministério da Saúde; e R$ 19,7 milhões
para o aumento de teto para qualificação da rede de CAPs já
existente.
Primeiramente, as
ações são direcionadas aos 100 maiores municípios brasileiros (com
mais de 250 mil habitantes) e a oito de fronteira, totalizando 108
municípios. Essas cidades somam 77,6 milhões de habitantes, isto
é, 41,2% da população nacional. A previsão é que a iniciativa
tenha impacto direto, prioritariamente, no atendimento de 12 mil
usuários de crack.
Leitos
Psiquiátricos e Caps - Com o plano, o governo federal
implantará 92 novos Centros de Atenção Psicossocial (CAPs) no
Distrito Federal e nos 26 estados. Esses centros oferecem apoio
especializado em saúde mental e darão cobertura plena em todos os
municípios prioritários, cuja população estimada é de 77,6 milhões
de habitantes. Outros 68 CAPs (já existentes, mas ainda não
cadastrados junto ao Ministério da Saúde) serão habilitados pelo
MS para o fortalecimento da atenção da rede de saúde mental como
um todo.
Por outro lado, o
número de leitos de saúde mental em Hospitais Gerais aumentará
194% nesses 108 municípios: passará de 1.197 para 3.522.
Nacionalmente, isso representa um acréscimo de 90,5%, já que há,
atualmente, 2.568 leitos de saúde mental em todo o país.
A proposta prevê,
ainda, 720 novos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF) em
todo o Brasil, com ao menos um profissional de saúde mental em
cada. Esses núcleos oferecerão apoio especializado a cerca de
10.080 equipes de Saúde da Família para que elas atendam as
crianças e jovens usuários de drogas. Isso representa uma
cobertura para 40,3 milhões de pessoas. Atualmente, há 428 NASFs
credenciados no país, com 512 profissionais de saúde mental.
Além disso,
haverá aumento de 14,62% a 44,92% nas diárias de internação de
três procedimentos para os Serviços Hospitalares de Referência em
Álcool e Outras Drogas: desintoxicação (passa de R$ 130,00 para R$
149,00), síndrome de abstinência (passa de R$ 70,00 para R$
101,00) e comorbidade psiquiátrica e clínica (quando a pessoa é
dependente de droga e possui transtorno mental – passa de R$ 65,00
para R$ 87,47).
O governo federal
também criará o Observatório Nacional sobre Álcool, Drogas e Saúde
Pública, uma iniciativa inédita no campo da Saúde Pública no
Brasil. A unidade reunirá informações sobre prevalências em álcool
e drogas, redes de atenção, vigilância em saúde, pesquisas e
gastos na área.
Protocolo de
Intenções - Durante a cerimônia, Temporão assinou um protocolo
de intenções com o representante do Escritório das Nações Unidas
sobre Drogas e Crime/UNODC Brasil e Conesul, Giovanni Quaglia. É
prevista uma cooperação técnica entre o Ministério e o UNODC para
o fortalecimento institucional, a qualificação da gestão e das
redes de atenção em saúde mental, especialmente para o atendimento
a crianças e jovens usuários de álcool e drogas e em situação de
vulnerabilidade social.
Além de abranger
os maiores municípios brasileiros, o termo de cooperação deve
envolver outros municípios da fronteira seca do Brasil com o
Paraguai, a Bolívia e a Colômbia. As cidades de fronteira são Foz
do Iguaçu (PR), Uruguaiana (RS), Santana do Livramento (RS),
Corumbá (MS), Ponta Porã (MS), Tabatinga (AM), São Gabriel da
Cachoeira (AM) e Guajará Mirim (RO).
Investimento
Os investimentos serão
distribuídos em três eixos principais: ampliação do acesso,
capacitação e ações intersetoriais.
2.325 novos leitos de
referência para tratamento de álcool e drogas em hospitais
gerais. Com isso, a oferta de leitos nos 100 municípios
prioritários passará de 1197 para 3522, um aumento de 194%;
Aumento de 14,62% a
44,92% nas diárias de internação de três procedimentos para
os Serviços Hospitalares de Referência em Álcool e Outras
Drogas: desintoxicação, síndrome de abstinência e comorbidade psiquiátrica e clínica (quando a pessoa é
dependente de droga e possui transtorno mental);
92 novos Centros de
Atenção Psicossocial (CAPs) no Distrito Federal e nos 26
estados do país. Esses centros oferecem apoio especializado
em saúde mental e darão cobertura a 9,2 milhões de pessoas a
mais nos 100 municípios prioritários. Outros 68 CAPs serão
habilitados pelo MS para o fortalecimento da atenção da rede
de saúde mental como um todo.
Implantação de
projeto-piloto com 37 casas de passagem em municípios com
mais de 500 mil habitantes. Nesses locais, serão atendidos
usuários de álcool e outras drogas que perderam vínculo
familiar ou que precisam de uma moradia transitória.
Oferta de 80 cursos
presenciais para 4 mil profissionais da rede de saúde e
apoio social, com ênfase em saúde infanto-juvenil, álcool e
outras drogas;
Oferta de curso a
distância para 5 mil profissionais da atenção básica sobre
técnicas de diagnóstico e intervenção, em parceria com a
Secretaria Nacional Antidrogas (SENAD) do Gabinete de
Segurança Institucional da Presidência da República;
720 novos Núcleos de
Apoio à Saúde da Família (NASF), com ao menos um
profissional de saúde mental em cada. Esses núcleos
oferecerão apoio especializado no atendimento a crianças e
jovens usuários de álcool e outras drogas a cerca de 10.080
equipes de Saúde da Família, o que representa uma cobertura
para 40,3 milhões de pessoas. Atualmente, há 428 NASFs
credenciados, com 512 profissionais de saúde mental.
Criação de um
Observatório Nacional sobre Álcool e outras Drogas em cinco
universidades, contemplando todas as regiões brasileiras,
com o intuito de monitorar a efetividade e a implementação
das ações do plano.
O observatório reunirá informações sobre prevalências em
álcool e drogas, redes de atenção, vigilância em saúde,
pesquisas e gastos na área.
Pesquisa sobre consumo,
dependência e tratamento do crack no país, com início em
agosto e duração de 4 meses.
Implantação de 15
Centros de Convivência para usuários de Álcool e Outras
Drogas em municípios acima de 500 mil habitantes.
Ampliação da supervisão
clínico-institucional nos CAPS localizados nos municípios
prioritários, onde um profissional de saúde mental reúne a
equipe do CAPs para discutir casos de pacientes. Com a
iniciativa, todos os municípios incluídos na política terão
esse tipo de supervisão.
Lançamento de duas
publicações sobre álcool e outras drogas. A primeira é
voltada para profissionais da rede de saúde e de apoio
social (justiça, assistência social, entre outros) e deverá
ser lançada no segundo semestre de 2009. A segunda é voltada
para alunos da rede regular de ensino e deverá ser lançada
no primeiro semestre de 2010.
Lançamento de cinco
editais para apoiar ações culturais, experiências de geração
de renda; criação de centros de convivência; e experiências
de atenção a pessoas em situação de rua que fazem uso
abusivo de álcool e drogas. O primeiro edital foi lançado em
abril e oferece R$ 1,4 milhão para financiar ações de
redução de danos junto a usuários de álcool e outras drogas.
Expansão do Consumo – O
Ministério da Saúde decidiu atuar emergencialmente para controlar
um cenário epidemiológico em expansão do consumo de drogas, como
álcool, crack, solventes e cocaína (pasta base, crack e merla),
inalantes drogas sintéticas, entre outras. Apesar disso, a droga
mais difundida no mundo ainda continua sendo o álcool. No Brasil,
o consumo abusivo demonstra tendência de crescimento. É o que
apontou a pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção
para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2008),
realizada por amostragem com 54 mil pessoas residentes nas
capitais dos estados e no Distrito Federal.
Em 2008, 19% dos
entrevistados declararam ter consumido álcool de forma abusiva em
algum tipo de situação nos últimos 30 dias. Em 2007, haviam sido
17,5%, e em 2006, o primeiro ano do Vigitel, foram 16,1%. O
consumo é mais frequente nas faixas etárias mais jovens, conforme
demonstrou a pesquisa.
Rede de
Assistência: O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento
para dependente de álcool e outras drogas. Esse tratamento é feito
nos CAPSad (Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas). Os
CAPSad são serviços extrahospitalares de atenção diária, de base
comunitária e que têm equipe multiprofissional – psicólogo,
psiquiatra, assistente social, terapeuta ocupacional, clínico
geral, enfermeiro, entre outros.
Com o as
portarias assinadas hoje, a rede contará com 200 CAPSad em
funcionamento no País. A rede contará então com 1.394 CAPs, o que
representa uma cobertura de 57% da população brasileira. Estima-se
que cada CAPS atenda, em média, 300 usuários por mês.
Na atenção
básica, a rede conta com 29 mil equipes de Saúde da Família e 228
mil agentes comunitários de saúde. Além de 2.568 leitos de atenção
integral em hospitais gerais.
Os CAPS acolhem
todas as pessoas que procuram tratamento no serviço e, após
avaliação psicossocial, elaboram um plano terapêutico
individualizado para o paciente dependente químico e sua família.
Cumplicidade e complacência
Como dizem por aí, “o ótimo é inimigo do bom”. E
este, acrescento, é cúmplice do péssimo.
Durante as
últimas décadas – antes, portanto, da atual crise justificar todo
tipo de abuso – tem prosperado entre nós um desses movimentos que
nascem tímidos, crescem, avançam e, quando nos damos conta,
assumem o comando e ditam as regras dos nossos negócios e até das
nossas vidas.
Um movimento que
nasce de um ditado “popular” de origem aparentemente desconhecida
(ao menos pra mim), e que vai conquistando espaço na cabeça das
pessoas mais conservadoras ou complacentes, vira mantra no
discurso de executivos, marqueteiros e publicitários práticos ou
cínicos e alcança, por fim, toda a estrutura das nossas vidas e
organizações, incluindo sua direção.
Com o tempo, o que era tático passou a ser estratégico, uma
iniciativa esporádica e pontual tornou-se, então, uma forma
esperta (ou, como preferem alguns, “criativa”) e permanente de
viabilização de ações e objetivos previstos nos planejamentos das
empresas, passando, por fim, a constituir a própria estratégia e a
condicionar, no nascedouro, toda a sua construção: “o ótimo é
inimigo do bom”; “o ótimo é inimigo do bom”; “o ótimo…”.
Passou-se, em seguida, a esgarçar todas as fronteiras, a buscar
formas sempre mais “criativas” de viabilizar estratégias e ações,
a aceitar, sem constrangimento, benefícios discutíveis por custos
indiscutíveis, a trocar, enfim, o tal ótimo, aparentemente inútil
e “inacessível”, pelo bom, inofensivo, manso e certamente
possível. O resultado, embora cantado em verso e prosa, passou a
ser apenas um detalhe. Um detalhe.
A partir disso, estimulado pela competitividade crescente e pela
busca insaciável de produtividade (“produtividade”!?), o mercado
em geral, e o nosso de forma mais particular, condicionou-se a
aceitar todo tipo de restrição e toda sorte de pressão no sentido
de esquecer, abandonar, sepultar o ótimo. “Precisamos ser
criativos!!!” – todos já devem ter ouvido esta frase um dia.
Algumas vezes, com certeza, acompanhada do irresistível e prático
“afinal, o ótimo é inimigo do bom!”.
Bom… Assim fomos avançando, mercado e sociedade, primeiro
aceitando o louvado “bom” em lugar do irritante “ótimo”. Depois,
com um empurrão aqui e uma “flexibilizadinha” ali, passamos a
aceitar o “regular” no lugar do “bom”, afinal ele também é inimigo
do “ótimo” e, ao que parece, tem algum parentesco com o “bom”.
Por fim,
afrouxados, “criativos” e algumas vezes ameaçados, acabamos por
engolir o “péssimo”, que, cúmplice do “bom” e do “regular”, odeia
e despreza o “ótimo” e topa qualquer parada.
Infelizmente, é bem fácil constatar a previsível vitória do tal
“bom”, com sua frouxidão, sua complacência e sua inesgotável
flexibilidade. Basta olharmos à nossa volta, lermos um jornal ou
uma revista, assistirmos à televisão, navegarmos pela internet:
aceitamos o péssimo político, cínico e inatingível, com suas
péssimas práticas; aceitamos o péssimo jornalista e a péssima
relação de seus veículos com a verdade; aceitamos também, é claro,
os péssimos publicitários e sua péssima, ineficaz e dispendiosa
propaganda; aceitamos inclusive, e, em alguns casos até os
cultivamos, os péssimos fregueses, com seu desrespeito cotidiano
pelo nosso tempo, pelo nosso trabalho e, claro, pela integridade
dos nossos negócios.
Esta lista, aparentemente, não tem fim e pode incluir ainda os
péssimos e incensados jogadores de futebol; os péssimos músicos e
seus péssimos discos. Você, certamente, também tem sua lista de
péssimos. Faça um pequeno esforço. Que tal as dez campanhas “mais”
péssimas da história? Não vale propaganda de cerveja. Ou os dez
políticos “mais” péssimos do país? As dez músicas, companhias
aéreas, agências, restaurantes, filmes, etc.
Mas, lembremos, nós é que construímos tudo isso. Nós é que
contribuímos para esta degradação. Todos somos cúmplices. E o que
nasceu de um ditado estúpido, repetido estupidamente pelas ruas,
estádios, congressos e, claro, empresas, com seus corredores
povoados de gente complacente e arrivista, tornou-se uma verdade
esmagadora, um sinal dos nossos tempos mesquinhos e
desinteressantes, em que desvalorizamos e atacamos uma ótima idéia
ou um trabalho ótimo apenas porque eles são os maiores inimigos da
nossa enorme preguiça ou, pior, do nosso ilimitado medo.
Assim, creio, está mais do que na hora de começarmos a reverter
este péssimo quadro. Que tal invertermos o tal ditado? Que tal
repetirmos milhões de vezes, até acreditarmos: “o bom é inimigo do
ótimo!”? Será um ótimo começo. Aí, quando você vir alguma coisa
“apenas” boa, pense em como seria se ela fosse ótima. Exija um
pouco mais. Aceite que ela possa, eventualmente, até custar também
um pouco mais, mas exija, insista, que seu resultado também seja
um “pouco melhor”, ou que, no mínimo, ele seja realmente BOM.
Augusto Diegues - presidente
da Futura Propaganda
A recessão econômica expandiu as
oportunidades em mercados emergentes para empresas globalizadas do
varejo, segundo estudo da A.T. Kearney
Índia conquista a primeira
posição no 8o Índice Anual de Desenvolvimento Global do Varejo;
Brasil sobe da 9ª a 8ª posição
(Chicago) – Os mercados emergentes
continuam representando oportunidades atraentes de investimento
para empresas globalizadas do setor de varejo e a recessão
econômica fez com que a entrada nestes mercados seja ainda mais
crítica e relevante, de acordo com o oitavo Índice de
Desenvolvimento Global do Varejo (GRDI), calculado pela empresa
global de consultoria em alta gestão A.T. Kearney, com base em seu
estudo de atratividade de investimentos no varejo, envolvendo 30
mercados emergentes.
Diante das vendas decrescentes nos
mercados desenvolvidos, mais atingidos por efeitos da crise
financeira global, e dos gastos ainda reduzidos por consumidores,
expandir mundialmente adquire maior importância como estratégia de
crescimento. A recessão mundial cada vez mais disponibiliza e
torna acessível imóveis de primeira qualidade em muitos mercados
em desenvolvimento. Além disso, a recessão também tornou muito
atraente o valor de aquisição de muitas empresas varejistas
locais. Ao contrário de muitos mercados desenvolvidos, o índice
GRDI de mercados emergentes deverá continuar crescendo, mas em um
ritmo mais lento, sendo que as populações de muitos destes países
são jovens, cada vez mais vivem em centros urbanos e mostram um
crescente interesse em formatos modernos do varejo.
“Diante da melhora muito lenta das
condições econômicas, nos mercados desenvolvidos, os emergentes
passam a ter mais e mais importância para o crescimento de
varejistas globalizados”, explicou Hana Ben-Shabat, sócia da A.T.
Kearney e co-líder do estudo. “As principais empresas
globalizadas do varejo precisam desenvolver uma estratégia de
portfólio que equilibre mercados de grande porte e desenvolvidos
com mercados pequenos e em desenvolvimento, para que possam
administrar os riscos que correm no mundo.”
Países em desenvolvimento com grande
extensão e capacidade de recuperação estão no topo do índice GRDI
para 2009, sendo provável que sejam eles os líderes da retomada
econômica. Pela quarta vez, em cinco anos, a Índia é o país mais
atraente para investimentos no varejo, segundo o índice. A
Rússia, a China, os Emirados Árabes Unidos (EAU), a Arábia
Saudita, o Vietnã, o Chile, o Brasil, a Eslovênia e a Malásia
compõem os dez primeiros países do GRDI deste ano (veja a
classificação completa dos 30 países abaixo). “Brasil continua
sendo uma ótima oportunidade para investir no setor de varejo –
alguns movimentos recentes indicam um alto interesse de varejistas
estrangeiros e fundos de investimento neste mercado” agrega Markus
Stricker, sócio da A.T. Kearney e responsável pelo estudo no
Brasil.
Publicado desde
2001, o índice GRDI ajuda empresas do varejo na priorização de
suas estratégias de desenvolvimento global ao classificar a
atratividade da expansão varejista nos mercados emergentes, com
base em um conjunto de 25 variáveis, entre elas: riscos econômicos
e políticos, atratividade do mercado varejista local, níveis de
saturação do varejo, assim como a diferença entre os crescimentos
do PIB e do varejo. Uma análise detalhada e os resultados
específicos para os diversos países do GRDI deste ano podem ser
encontrados em
www.atkearney.com.
“Os países
asiáticos estão bem posicionados em termos de recuperação
econômica precoce, uma vez que a demanda interna está se mantendo
bem, o crescimento do PIB continua e trilhões de dólares das
reservas soberanas estão servindo como instrumentos de ação para
governos e bancos estatais”, disse Michael Moriarty, sócio na A.T.
Kearney e co-líder do estudo. “Os países asiáticos continuam
transformando suas economias, tendo o consumo doméstico como foco
primário – uma tendência que deverá favorecer o crescimento
continuado do varejo a longo prazo.”
Na Índia, as menores
vendas no varejo estão fazendo com que empresas locais posterguem
seus planos de expansão e reestruturem suas operações. Isso,
porém, abriu oportunidades para cadeias varejistas globalizadas e
muitas delas, como o Wal-Mart, Carrefour e Tesco, estão
prosseguindo com seus planos de expansão, uma vez que os
consumidores indianos estão cada vez mais ricos, com preferências
por etiquetas e familiarizados com formatos do varejo global. A
baixa inflação e as reduções em aluguéis em até 40% nas cidades de
nível dois e três, também fazem da Índia o destino mais atraente
para investimentos no varejo, segundo o índice GRDI de 2009.
Embora o PIB da
Rússia deva cair neste ano, o país ainda representa uma ótima
oportunidade para empresas varejistas e é o segundo colocado no
GRDI. As vendas no varejo estão previstas para crescer anualmente
15% nos próximos cinco anos com a retomada das vendas de alimentos
e produtos não-alimentícios em 2010. A fragmentação do mercado
varejista do país – as cinco principais empresas do varejo
respondem por apenas 7% das vendas – e valores reduzidos conferem
oportunidades de crescimento para as principais empresas do varejo
que sejam ágeis.
Na China, o
terceiro colocado no GRDI, um pacote de estímulo no valor de
US$ 585 bilhões, assim como os esforços empenhados que visam
aumentar o consumo econômico já mostram sinais precoces de
sucesso, registrando um aumento das vendas no varejo, no início de
2009. As cidades de nível dois e três do país nas regiões
centrais e ocidentais estão atraindo a atenção de varejistas
estrangeiros. Estas cidades foram menos afetadas pela crise
econômica e se mostram mais adequadas para novas expansões do que
as cidades chinesas de grande porte. Tanto o Wal-Mart (140 lojas
na China) e o Carrefour (135) continuam expandindo, mesmo durante
a recessão.
Os Emirados
Árabes Unidos fizeram a grande escalada no GRDI de 2009, subindo
16 posições até o quarto lugar, uma vez que sua economia baseada
em petróleo provou ser mais resistente a uma recessão generalizada
do que a de outros países. Embora sua população de cinco milhões
de pessoas seja relativamente pequena em comparação com a dos três
países precedentes no GRDI, os EAU ostentam os maiores gastos de
consumo per capita, entre todos os demais países do índice. De
fato, Dubai deverá ter o maior espaço de compras do mundo per
capita, em 2010. Os varejistas de Dubai estão visando
consumidores locais, uma vez que o turismo caiu, o que está
criando oportunidades de entrada para hipermercados e empresas de
descontos.
Embora Dubai
tenha sido ultimamente sinônimo de expansão no varejo, Abu Dhabi é
hoje a estrela ascendente dos Emirados, de acordo com o estudo. O
país permaneceu bem isolado da crise econômica mundial, em função
de suas reservas de petróleo e de seu fundo soberano de riqueza.
Há planos para vários novos museus e uma corrida de Fórmula 1, o
que contribuirá para atrair turistas. Prevê-se também a retomada
da imigração, uma vez que Abu Dhabi está se tornando uma
alternativa vizinha a Dubai. Novos desenvolvimentos urbanos vão
aumentar a disponibilidade de imóveis e uma forte conscientização
de marcas globais por parte da população deverá fornecer
oportunidades para empresas estrangeiras do varejo.
O Vietnã, o país mais atraente no
GRDI do ano passado, caiu para o sexto lugar em decorrência das
pressões inflacionárias derivadas de sua explosão imobiliária, da
inflação dos preços ao consumidor no segundo semestre de 2008,
assim como de uma queda significativa na sua economia baseada em
exportações. No entanto, muitos varejistas globalizados estão
muito bem estabelecidos no país, entre eles: Lotte da Coréia do
Sul, Seiyu do Japão, Parkson da Malásia, Dairy Farm de Hong-Kong e
Metro da Alemanha.
“Os desafios enfrentados pelo Vietnã
são de curto prazo e a nossa visão a longo prazo para o país
permanece positiva, pois continua abrindo suas portas a
investidores internacionais”, disse Ben-Shabat. “Sua população é
jovem e o país continua se urbanizando, facilitando para os
fornecedores atender à sua demanda”.
Índice de Desenvolvimento
Global do Varejo da A.T. Kearney: 2009
País
Classificação
em 2009
Classificação
em 2008
Alteração
Índia
1
2
+1
Rússia
2
3
+1
China
3
4
+1
Emirados Árabes Unidos
4
20
+16
Arábia Saudita
5
7
+2
Vietnã
6
1
-5
Chile
7
8
+1
Brasil
8
9
+1
Eslovênia
9
23
+14
Malásia
10
13
+3
Argélia
11
12
+1
México
12
11
-1
Letônia
13
21
+8
Tunísia
14
18
+4
Egito
15
5
-10
Lituânia
16
30
+14
Ucrânia
17
17
0
Peru
18
14
-4
Marrocos
19
6
-13
Turquia
20
10
-10
Bulgária
21
16
-5
Indonésia
22
15
-7
Romênia
23
22
-1
Croácia
24
N/D
N/D
Filipinas
25
26
+1
Tailândia
26
24
-2
Hungria
27
N/D
N/D
Colômbia
28
19
-9
El Salvador
29
N/D
N/D
Argentina
30
28
-2
Sobre o estudo
O Índice de Desenvolvimento Global
do Varejo, elaborado pela A.T. Kearney, classifica 30 países
emergentes quanto à urgência de entrada nestes países por empresas
do varejo. As pontuações obtidas por estes países se baseiam em
25 variáveis, pertencentes a quatro categorias principais: riscos
econômicos e políticos; atratividade do mercado; saturação do
mercado e pressão de tempo (a diferença ou a soma do produto
interno bruto e do crescimento da área do varejo moderno).