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Origem do sobrenome italiano - Eduardo Coen faz pesquisas dos nomes italianos. Se você é oriundi e quer saber a origem clique aqui

 Edição de Fevereiro de 2012


Convergência de mídias alterou o comportamento das pessoas, revela estudo da Ipsos

Um novo estudo realizado pela Ipsos, principal empresa de pesquisa “survey based” no mundo, mostra que a convergência das mídias vem alterando o comportamento das pessoas em relação ao consumo de informação e entretenimento.

 

“A tecnologia proporciona novas formas de acesso às mídias, oferece mais opções de interação e de mobilidade. Os jornais e as revistas, as emissoras de TV e o rádio hoje já produzem conteúdo direcionado aos internautas, principalmente notícias rápidas, sobre os últimos acontecimentos”, explica Mauricio Duarte, Diretor da Ipsos Marplan Media CT.

É o caso, por exemplo, da televisão. Essa nova era tecnológica faz com que os telespectadores que nunca perdem os últimos capítulos de uma novela ou uma partida de futebol, por exemplo, não precisem se apressar em ir pra casa. Hoje, eles simplesmente sintonizam o sinal da emissora através do seu celular ou em muitos casos acessam o conteúdo do canal desejado na internet. A base de dados dos Estudos Marplan/EGM mostra que, entre os que têm telefone celular, 8% têm a função de acesso a programação de TV ao vivo pelo celular. Destas pessoas 3,65% desfrutam da função.

O gráfico abaixo traça uma relação da idade e da classe social com o tipo de mídia utilizada:

 

 

O cenário das mídias para os jovens

Sem dúvida, o maior impactado pela convergência digital é o público jovem. Hoje, a maior afinidade deles é com canais interativos, como games online e rádios virtuais (veja gráfico que aponta as afinidades dos jovens).

 

 

Caixa de texto: AS ABC 15-24 ANOS (5.023.000)
Afinidade em relação a 15 + anos

 

Caixa de texto: AS ABC 15-24 ANOS (8.072.000)
Afinidade em relação a 15 + anos

 

 

 

 

 


Ranking das melhores aplicações financeiras

A cada fechamento de mês, trimestre, semestre ou ano, as associações e instituições que trabalham essencialmente com investimento disponibilizam o ranking das melhores aplicações financeiras do período em questão.

 

No bloco da renda fixa, formado pela caderneta de poupança, pelos diversos títulos do tesouro, fundos DI, CDB’s etc, há pouca ou quase nenhuma novidade. Salvo mudanças muito significativas nas variáveis macroeconômicas, incluo aqui a legislação em vigor, os vagões são dispostos em certa ordem no trilho econômico, que deverá permanecer o mesmo de 01 de janeiro a 31 de dezembro. Note que no bloco da renda fixa, sistematicamente são esquecidas as debêntures. Afinal, sabem o que é uma debênture e têm acesso a elas aqueles que já possuem um certo conhecimento de investimento e também já têm o hábito de investir.

Já no bloco da renda variável, mais sujeito a emoções diárias determinadas pelos humores de investidores e mercados internacionais, vemos que em um período a bolsa é melhor, em outro pior. Em outra fase, o ouro ganha e o dólar perde. Ou então, a forte valorização dos imóveis se sobrepõe a outros investimentos em determinada época. E como em um campeonato, o líder do ranking é muito bajulado e assediado por inúmeros fãs de ocasião.

A regulamentação vigente obriga que os prospectos de produtos financeiros mostrem, além de sua rentabilidade, a seguinte frase: “Rentabilidade Passada Não é Garantia de Rentabilidade Futura”. Isto serve para proteger, ou melhor, alertar o consumidor daquele produto financeiro sobre seu primeiro grande erro na percepção de qualidade do que está adquirindo.

A percepção de qualidade do consumidor financeiro se refere somente, e repito o somente, à rentabilidade passada. Tal percepção foi forjada por anos de altas taxas de inflação, quando se faziam aplicações financeiras escolhendo a melhor rentabilidade diária. Lembro que as alternativas de produto eram poucas àquela época, quando comparamos com os dias atuais. Para corrigir o problema, deve o poupador desenvolver uma perspectiva de rentabilidade futura, ainda que mais qualitativa que quantitativa, ou mesmo a instituição financeira oferecer seus panoramas de curto, médio e longo prazo, para que a tomada de decisão final tenha olhos no futuro e não no passado.

Também não faz parte da percepção de qualidade outros dois importantes ingredientes de uma aplicação financeira: a liquidez e a segurança. Muitos investem em caderneta de poupança e aumentam seus investimentos nela quando ela passa a liderar o ranking de rentabilidade, mas desconhecem os riscos que correm. Muitos se dizem investidores de longo prazo, mas salientam ao gerente do banco que querem poder retirar seu dinheiro a qualquer momento que precisarem. 

Rentabilidade que muda muito e liquidez e segurança que oscilam, em conjunto, pouco ou nada devem ajudar a formar a decisão final de investimento. Desta forma, os investimentos passam a ser mais consistentes e a produzirem melhores resultados a despeito das oscilações, rumores e humores.

 

Mauro Calil


Aumenta influência das propagandas online sobre decisão de compra dos brasileiros

 

A internet ganha cada vez mais destaca na vida das pessoas. Seja pela comodidade de encontrar diversos produtos e serviços no mesmo lugar, seja pelo seu dinamismo e agilidade. Assim também, para as empresas, a internet tem se tornado um ambiente propício para a divulgação de sua marca e para a realização de negócios.

Neste cenário, a propaganda online ganha mais importância e abrangência. De acordo com estudos da Deloitte Media Democracy e Conectividade e Mobile Consumption, dos os 41,4 milhões de internautas ativos só no Brasil, 78% consideram o computador como aparelho de entretenimento mais importante que a TV.

Esta edição da Media Democracy mostrou ainda que as propagandas online foram as mais influentes na decisão de compra dos respondentes (68%). Em 2009, a televisão ocupava o primeiro lugar com 77% e, em 2010, ficou em segundo com 66%.“Imagine quanto tempo do dia uma pessoa economicamente ativa de classes A, B e C passa olhando para seu computador, tablet ou celular versus quanto tempo ela passa assistindo TV, lendo jornais ou revistas”, diz Ivan Martinho, sócio diretor da Bookstore Media, primeira agência digital especializada em redes sociais.

 “Do lado do anunciante as vantagens desse tipo de publicidade são: a eficiência, formatos diferenciados, possibilidade de interação, custo mais baixo, agilidade de mudança de estratégia e mensuração mais objetiva do retorno (ROI – Return on investment)”, explica.

Outro ponto relevante da pesquisa é que os brasileiros continuam se destacando em relação aos outros países como um público consumidor de mídia. São 41,4 milhões de internautas ativos

Sites de relacionamento pessoal são valorizados por 83% dos entrevistados por permitirem a interação com os amigos, muito mais frequente e possível do que no mundo “offline”. Justamente por isto, as publicidades nestas redes têm crescido vertiginosamente nos últimos tempos.

O estudo ouviu cerca de 10 mil representantes de locais como Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido e Brasil, em 2010.


Burocracia das fusões e aquisições

As aquisições e fusões foram o grande marco de crescimento de alguns segmentos no mercado brasileiro, mas já geraram no passado grandes problemas em virtude da concentração de negócios, prejudicando o consumidor final no futuro

 

Muitas vezes utilizadas como forma de sobrevivência ou estratégia de negócios,  as fusões e aquisições podem ser uma alternativa para manutenção da empregabilidade em determinadas empresas que estão com dificuldades financeiras e podem, através desse caminho, manter-se. Só que existem empresas que, em virtude da sinergia, aproveitam desse mecanismo para reduzir significativamente a estrutura e geram desemprego, prejudicando, dependendo da situação, o mercado regional. Entre2010 e 2011, os grandes grupos fusionados ou comprados não demitiram os profissionais, mesmo entre empresas varejistas com pontos comerciais muito próximos.

A preocupação das empresas é o momento da aceitação ou não da proposta pelo CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), já que ele existe para proteger o interesse dos consumidores e evitar monopólio ou oligopólio. Nos últimos anos, o aumento do número de empresas em processo de fusão  e aquisição fez com que os prazos não fossem cumpridos. A prerrogativa era a utilização da aprovação tácita, cujo prazo normal é de 120 dias.

As mudanças propostas pela Lei 12.529/2011, principalmente retirando a possibilidade da aprovaçãoTácita das fusões e aquisições, poderão tirar a obrigatoriedade do CADE de agilizar o processo dentro de prazos já pré-estabelecidos – atualmente, para as propostas, são de 240 dias prorrogáveis por mais 90 dias, dando um folego maior ao órgão.

Diante dessa situação, o que se tenta evitar é que grandes corporações dominem o mercado e fixem seus preços sem um concorrente forte para concorrência normal. Só que a nova lei poderá mitigar as propostas de fusões e aquisições. As intenções aparentemente são boas, mas deve haver uma precaução enorme. O capitalismo não permite que haja prazos longos demais para aprovação ou recusa. Um negócio é decidido da noite para o dia. Por isso, o cumprimento dos prazos por parte do CADE é uma aspecto fundamental para nossa economia e para os negócios que podemos ter em parceria com o mercado internacional. Não podemos perder esse momento.

 

Reginaldo Gonçalves


Epidemia de má educação no uso da tecnologia móvel atinge todas as idades e ambientes

Professores jogam a responsabilidade para os pais e dizem que a etiqueta móvel começa em casa. Qual é o limite da tecnologia?

 

Notebooks, netbooks, tablets e smartphones estão mais presentes na realidade de adultos, adolescentes e até mesmo crianças de pouca idade. A geração nascida a partir dos anos 90 esteve cercada de tecnologia desde os primeiros anos de vida, e só conhece um mundo conectado a qualquer hora e em qualquer lugar – seja na escola, na rua ou até mesmo na mesa do jantar com a família. Para mensurar o impacto da tecnologia móvel na sociedade, a Intel encomendou uma pesquisa online nos Estados Unidos sobre o atual estado da “Etiqueta Móvel”. Analisou-se também como a tecnologia está sendo usada nos ambientes de aprendizado educacional.

“As novas tecnologias digitais estão se tornando fundamentais para a vida dos consumidores, mas ainda não esclarecemos para nós mesmos, nossas famílias, comunidades e sociedades quais são os tipos apropriados de comportamento e expectativas”, declarou Genevieve Bell, Intel Fellow e chefe de pesquisa em interação e experiência da Intel Labs. “Nossos comportamentos apropriados com a tecnologia digital ainda são embrionários e por isso é muito importante para a Intel que toda a indústria continue dialogando sobre a maneira como as pessoas usam a tecnologia, e como os nossos relacionamentos pessoais com a tecnologia ajudam a definir normas sociais e culturais”. explica Bell.

 

Misturando matemáticas, ciências e tecnologia com métodos móveis.

Os professores admitiram ser imprescindível que eles se mantenham atualizados sobre o papel da tecnologia na vida dos estudantes.

 

Praticamente todos os professores entrevistados, 94%, acreditam que a tecnologia, quando usada corretamente, melhora a experiência dos estudantes com a educação. 74% deles também concordam que, com o rápido ritmo da tecnologia, o aprendizado da etiqueta móvel está se tornando tão importante para as crianças quanto a matemática e as ciências.

A quase unanimidade veio quando os professores foram questionados sobre quem deve ser responsabilizado pela educação dos alunos: 96% deles disseram que são os pais que devem ensinar a seus filhos sobre a etiqueta móvel. 64% dos pais rebatem, e dizem que as escolas devem solicitar que os estudantes assistam a aulas sobre como e quando a tecnologia deve ser usada.

Sem nenhuma surpresa, 84% dos professores desejam que seus alunos pratiquem uma melhor etiqueta na sala de aula. As “mancadas móveis” foram apontadas por 82% dos professores como: estudantes digitando mensagens de texto (62%); ligações atendidas durante as aulas (33%)e cola durante as provas (19%).

Os professores concordam que a tecnologia é muito bem vinda nas salas de aula, porém, parte da educação móvel precisa ser melhorada e adaptada.


A tecnologia vs. crianças e adolescentes vs. pais

As crianças estão experimentando a tecnologia cada vez mais cedo. Um terço das crianças diz preferir ficar sem as férias de verão do que sem seus aparelhos portáteis de comunicação.

 

A pesquisa detectou que 19% das crianças americanas entre 8 e 12 anos possuem dois ou mais dispositivos móveis. Elas passam 3 horas na frente de um notebook e 1.9 horas com seu celular. Já os adolescentes usam 3.7 horas do dia com note e 2.9 horas no celular.

94% dos pais têm consciência de que precisam dar bons exemplos para que seus filhos pratiquem boas maneiras móveis, mas 95% das crianças já testemunharam seus pais cometendo “infrações móveis”, incluindo o uso de dispositivos móveis na estrada (59%), no jantar (46%) e durante um filme ou concerto (24%). Quase metade das crianças americanas (49%) alega não ver nada de errado em utilizar a tecnologia na mesa durante o jantar.

A mobilidade tem afetado a vida em família. Cerca de 40% dos pais admitem que passam muito tempo usando algum dispositivo na frente de seus filhos e 42% das crianças pensam que os pais precisam se desconectar mais quando estão em casa.

 

A mobilidade e a vida pública

Ao mesmo tempo em que a conectividade na ponta dos dedos ajuda as pessoas a serem mais produtivas, as maneiras com que elas usam essa tecnologia em público pode gerar frustração. 92% dos entrevistados concordam que as pessoas deveriam ter mais respeito ao usar seus dispositivos móveis em áreas públicas. Praticamente, um entre cada cinco adultos (19%) admite o seu mau comportamento móvel, mas continua agindo da mesma maneira porque “todo mundo se comporta igual”. O mesmo número também admite checar seu dispositivo móvel antes mesmo de sair da cama pela manhã. A falta de educação no que diz respeito aos dispositivos móveis atinge 73% dos entrevistados, que usam seus dispositivos enquanto dirigem, 65% que falam alto em lugares públicos e 28% que os usam enquanto caminham pela rua desatentos.

 

Metodologia da pesquisa

A pesquisa sobre a “Etiqueta Móvel” foi realizada online dentro dos Estados Unidos pela Ipsos a pedido da Intel, entre os dias 10 de dezembro de 2010 e 5 de janeiro de 2011 entre uma amostragem nacionalmente representativa de 2000 adultos dos EUA com idade igual ou superior a 18 anos. A margem de erro da amostragem total é de ±2.2% com um nível de confiança de 95%. O estudo incluiu as seguintes audiências: 212 professores (margem de erro de +/- 6,7%) e 286 pais de crianças com idade entre 8 e 17 anos (margem de erro +/- 5,8%). Para materiais e resultados adicionais sobre a pesquisa de Etiqueta Móvel da Intel, visite www.intel.com/newsroom/mobileetiquette (em inglês).



Empreendedorismo social não é filantropia

 

Confundir empreendedorismo social com filantropia é mais comum do que se imagina. O conceito é bastante utilizado fora do Brasil, mas ainda pouco difundido aqui. Avaliar o que já foi feito nos faz crer que é possível pensar no próximo, agir de forma consciente e direcionar nossas atitudes de forma benéfica. Porque mais do que pensar em lucro e dinheiro, empresários procuram se orientar por um propósito maior, o bem do próximo.

Recentemente, ao participar do One Young World, conheci de perto o trabalho de Muhammad Yunus. O economista, ganhador do Prêmio Nobel da Paz, fundou o Banco Grameen e empresta dinheiro, sem garantias, para a população de Bangladesh, tendo o vizinho do solicitante o credor da dívida. À primeira vista o espanto é geral! Quem seria ‘louco’ o suficiente para emprestar dinheiro assim? Os resultados surpreendem. O banco tem taxa de recuperação de 98,85%. O saldo positivo faz com que o empreendedor faça planos de expandir a atuação para outros países.

Yunus frisa que não faz caridade, mas sim social business. Esse exemplo ilustra que o papel da empresa vai além da lucratividade. Alguns podem até se perguntar: “mas o que ele ou outros empresários fazem não é filantropia?” A resposta é não, pois os verdadeiros empreendedores sociais têm como principal motivação transformar a vida das pessoas.

Há diversos empreendedores investindo em ações sociais. Outro exemplo é Bill Gates, criador da Microsoft, que fez por muitos anos filantropia e hoje é visto como um expoente do empreendedorismo social, já que a fundação Bill & Melinda Gates vem provocando grandes mudanças na saúde pública nos EUA.

Analisando outros empreendedores, Warren Buffet, presidente do conselho de administração da Berkshire Hathaway, é um exemplo de filantropo. Com uma fortuna avaliada em US$ 58 bilhões, Buffet investe em bons projetos e se comprometeu publicamente a doar 99% de sua fortuna para instituições de caridade quando morrer.

O que podemos concluir é que em um mundo globalizado no qual as riquezas são centralizadas, os empreendedores que se preocupam com o próximo e têm consciência do quanto “investir” nesse negócio pode ser recompensador, pois a sua ideia como empreendedor pode fazer a diferença.

 

Erik Nakandakare


O silêncio só comunica a incerteza

 

 

 

Portas Fechadas. “Atenção senhores passageiros, pedimos a gentileza de desligarem seus celulares e equipamentos eletrônicos porque nossas portas já foram fechadas, e dentro de instantes estaremos decolando”. O script, comum na aviação, é um exemplo de comunicação para estudo de caso.

O Problema 1

O domingo estava ensolarado e eu voltava para casa depois de uma semana produtiva em São Paulo. Enquanto a aeronave taxiava na pista de Congonhas, a tripulação se fazia valer da comunicação corriqueira. De repente, o avião fez meia-volta para o pátio de onde tinha saído. Ficou parado por alguns instantes, e em seguida abriu a porta dianteira. Mas o que houve? Por que não decolamos?

Estamos com problemas? O avião estragou? Corremos algum risco? Temos que descer?

Todas essas perguntas seriam desnecessárias se alguém da tripulação tivesse conversado com os passageiros enquanto o avião voltava para o pátio. Explicar o que está acontecendo parece uma coisa tão óbvia que ninguém pensa em fazê-lo. A tensão já era palpável no ambiente: passageiros agitados, crianças chorando, um calor insuportável. E ninguém da companhia aérea pronunciava uma só palavra. Depois de quase 10 minutos com a porta aberta, finalmente o comandante tomou a palavra e explicou que a aeronave apresentava problemas no ar condicionado. Algo simples, aparentemente, e poderia ter sido comunicado antes. Minha pergunta é: por que fazer a retenção da informação? Por que, nesta hora, as aeromoças fecham a cortininha e ficam escondidas para não vermos o que estão fazendo? Que tipo de transparência corporativa existe quando o cliente está na nossa frente querendo cooperar e entender uma situação, e nós simplesmente fugimos, ou temos medo de anunciar que algo saiu errado? O desgaste foi tão grande, que água e bala não serviram para nada. Todos precisaram desembarcar e mais tarde trocamos de aeronave.



O Problema 2

Coincidência ou não, uma semana antes o ar condicionado do avião de uma outra companhia em que eu voava teve o mesmo problema, mas o cenário foi completamente diferente. Antes de fazer meia-volta com a aeronave, o comandante assumiu o controle e falou com as suas próprias palavras: “Eu sei que todos devem estar morrendo de calor, e acabamos de detectar que o ar condicionado desta aeronave sofreu uma pane. Mas este não chega a ser um problema. Vamos retornar ao pátio para a segurança e conforto de todos, e posso assegurar que em poucos minutos teremos uma solução. Quero pedir desculpas pelo atraso e pelo desconforto que isso está causando”. Sabe o que aconteceu em seguida? Absolutamente nada. Ninguém ficou nervoso, as crianças não choraram, e não precisou nem distribuir bala para tirar a atenção dos clientes. Todos ali sabiam exatamente o que estava acontecendo e ninguém ficou preocupado ou temeroso, pelo contrário. Cinco minutos depois, o comandante chamou a atenção novamente, para dizer que em 10 minutos estaria tudo consertado. Mais cinco muitos, as portas se fecharam e pronto. Seguimos viagem com segurança e sabendo que se algo acontecesse, o comandante nos falaria imediatamente.

Os Diferentes Resultados

Aqui temos o mesmo problema e duas atitudes diferentes, dois resultados completamente diferentes. Não adianta uma empresa ter um script e treinar as pessoas apenas para segui-los. Se quisermos de fato ter uma gestão efetiva e eficaz precisamos construir confiança, e confiança só se constrói com uma comunicação adequada e transparência corporativa. Pergunto aos líderes: será que a sua equipe tem certeza que você n&#o faz retenção de informação? Pergunto aos administradores: será mesmo que você já perguntou ao seu cliente o que o faz confiar em você, e ao seu ex cliente por que ele não confia mais em você?

Precisamos ensinar e incentivar nossos funcionários a saberem pensar com clareza e falar de maneira assertiva em situações fora do script, porque é isso que vai construir valor corporativo: valor de capital intelectual, valor de fidelização de clientes, e valor de lucratividade. É fato que a comunicação dos funcionários é reflexo do DNA de cada empresa, e depois não adianta reclamar que o mercado fechou as portas para você, se tudo o que você fez foi fechar a cortininha e ficar escondido lá atrás.

Estamos num momento em que precisamos mostrar a cara e pedir ajuda, caso seja necessário. Todos nós erramos, e nem sempre as coisas saem como planejamos em função de muitas variáveis. Mas para tudo existe um jeito de falar a verdade, porque só uma verdade palpável é capaz de abrir de fato as portas do mercado. Comunique-se. Mas faça isso olhando nos olhos. Porque esse pode ser o grande diferencial competitivo: para você, para sua empresa, e para o seu sucesso.

Alessandra Assad


Negócios responsáveis

 

Há algum tempo, percebemos que o tema “responsabilidade” tem adquirido dimensão e importância cada vez maiores, relacionando-se a áreas como a social, ambiental, moral, ética... Hoje, tornou-se fator inerente e está na pauta de discussão de qualquer atividade desenvolvida por indivíduos, grupos, instituições, entidades, governos ou corporações. E é justamente a amplitude com que a “responsabilidade” tem sido assumida pelos diferentes agentes da sociedade que vem atingindo patamares inimagináveis, quando a comparamos com referências de um passado não muito distante.

Um exemplo da evolução dos padrões de responsabilidade – seja por exigência dos consumidores, de governos, de instituições, de princípios sociais, ou, até, por iniciativa das empresas – pode ser percebido no conteúdo de três resoluções firmadas durante o “The Global Summit 2011” (Encontro Global 2011), evento realizado este ano, em Barcelona (Espanha), pelo “The Consumer Goods Forum” (Fórum dos Bens de Consumo), rede mundial de líderes do varejo, indústria de alimentos e bebidas, bens de consumo e prestadores de serviços dedicada a iniciativas relacionadas aos seguintes pilares estratégicos: tendências emergentes; sustentabilidade; saúde e segurança; excelência operacional; troca de conhecimentos e desenvolvimento de pessoas.

As três resoluções aprovadas, debatidas por um grupo de líderes empresariais eespecialistas e que serão sugeridas como princípios às corporações de todo o mundo, estabelecem os seguintes objetivos: garantir o acesso e a disponibilidade de produtos e serviços que estimulem entre as pessoas a adoção de dietas e estilos de vida mais saudáveis; oferecer informações transparentes que auxiliem o consumidor a tomar decisões embasadas; e desenvolver programas educacionais para ampliar a consciência e estimular a adoção de estilos de vida mais saudáveis.

É interessante perceber a preocupação dos líderes empresariais em contribuir para a solução de problemas que, em um primeiro momento, poderiam ser qualificados como de saúde pública. Mas, afinal, as empresas têm de ser responsáveis a ponto de estimular hábitos mais saudáveis, mesmo que isso possa aparentemente afetarseus próprios interesses comerciais? A resposta é um definitivo sim.

Mesmo diante do apelo do livre consumo, o mercado (formado em sua base justamente por consumidores) exige que as empresas ofereçam produtos e serviços saudáveis às pessoas (e até, eventualmente, aos animais), atuem com responsabilidade e demonstrem, de fato, suas preocupações e atitudes nesses sentidos. Para chegar a isso, é imprescindível desenvolver uma comunicação transparente, que agregue informações esclarecedoras para orientar as pessoas no sentido de tomarem as decisões mais oportunas em cada caso.

Também é essencial contar com o apoio de dados, informações, pesquisas e apurações científicas que deem suporte adequado à confirmação de que tais produtos e serviços oferecidos são realmente saudáveis como se indica.

Cuidar para que o consumidor saiba o que é bom para si ou para seus familiares e semelhantes passou a ser uma obrigação das empresas. Ser responsável significa atuar pensando em todos os impactos que as corporações podem provocar, seja no que diz respeito às pessoas, ao meio ambiente ou à sociedade como um todo. É tarefa, portanto, das organizações exercitar de modo transparente e inteligente a adequação de produtos e serviços, seus processos e suas relações com seuspúblicos. Nesse sentido, é preciso investir forte no uso da criatividade, em pesquisa e inovação. A equação é simples: oferecer produtos e serviços confiáveis, somado a uma atuação responsável dedicada a todos as entidades que dão forma à sociedade, resulta em melhor percepção do que as corporações têm a oferecer e de sua própria existência, o que redunda, em geral, em resultados melhores e sustentados.

Além disso, países como o Brasil, em que os recursos naturais disponíveis têm sido verdadeiros garotos-propaganda do avanço da atividade econômica, precisam ter atenção redobrada em relação à forma como suas empresas, instituições, entidades e governos tratam e lidam com o meio ambiente, especialmente no que diz respeito à exploração e à gestão desses recursos, visando sempre o tão desejado desenvolvimento sustentado.

Ao final, percebemos que a noção de responsabilidade sobre o bem-estar dos indivíduos, anteriormente considerada uma incumbência do Estado, está hoje sendo dividida por toda a sociedade, inclusive pelas empresas que a compõem. Essa não é apenas uma tendência, mas sim um caminho que vem se consolidando e que exigirá dos empreendedores atenção e determinação para que sigam no rumo acertado e garantam a sustentabilidade do próprio negócio e dos sistemas que o envolvem.

 

Carlos Augusto Pires


Como salvar o negócio

 

 

Manter um negócio funcionando e prosperando ainda é um enorme desafio. De acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (SEBRAE) embora as estatísticas de mortalidade empresarial estejam melhorando, pois de 1998 a 2007, as taxas de mortalidade caíram em todos os perfis de comparação: no primeiro ano, de 35% para 27%; no segundo, de 46% para 38%; no terceiro ano de atividade, de 56% para 46%; no quarto ano, de 63% para 50% e no 5º ano de atividade, de 71% para 62% não há muito a comemorar.

Em suma, segundo as estatísticas mais atualizadas, de cada 100 empresas abertas apenas 73 delas estarão abertas no primeiro ano e, ao final do quinto ano, somente 38 continuarão em atividade. Trata-se de um índice de mortalidade elevadíssimo.

Ao contrário do que se pensa por aí, levar um negócio adiante é tarefa das mais difíceis e requer muita habilidade, não só técnica, mas também uma boa dose de equilíbrio emocional e paixão pelo que se faz.

Muito embora a situação esteja melhorando as estatísticas ainda são duras e os números mostram um cenário difícil para o empresário brasileiro.

Fugir de situações de crise é uma característica nossa. De uma forma ou de outra, encontramos maneiras de nos salvar frente a um desconforto. É o nosso instinto de sobrevivência que fala tão alto em alguns momentos.

Com as empresas o comportamento é o mesmo. De uma forma bem simples, sabemos o que temos de fazer: reduzir despesas e aumentar receitas. Mas, então, por que tantas firmas quebram? Porque o problema não é o que deve ser feito, mas como o fazer.

As formulas simplistas num cenário conturbado não tem a menor chance de êxito, é necessária uma estratégia bem mais refinada que vá aumentar, de maneira sustentada, o faturamento e diminuir custos sem deprimir qualidade.

Nada é fácil, toda reestruturação demanda muito trabalho e energia.

É preciso – para sair da crise – gerar lucro em quantidade suficiente para amortizar o passivo da operação.

Como não há mágica nesse processo de turnaround é imperativo que o endividamento de curto, curtíssimo e médio prazos seja renegociado pois, do contrário, a operacionalidade fica comprometida e a empresa não decola.

Normalmente, a crise traz um cenário de confusão, já que, uma vez instaurada, abala as estruturas internas da empresa. Há um descuido com determinados controles, a interlocução fica prejudicada, cada departamento quer ter o protagonismo das soluções enfim o ambiente torna-se tumultuando debilitando a organização. O resultado dessa fragilidade é a dispersão de esforços e a inversão das prioridades.

Dessa forma, o foco de todas as atenções para conseguir sucesso em um processo de reestruturação é a convergência adoção de medidas multidisciplinares e coordenadas com o proposito de ampliar os resultados e aliviar o caixa evitando o seu estrangulamento.

Para que o trabalho dê êxito, não basta apenas alongar a dívida. Se o negócio gera resultado negativo, o débito nunca poderá ser pago. Igualmente, não adianta recompor a margem se não houver matéria-prima para seu giro porque os credores desejam receber imediatamente o que é devido.

É inócuo lançar novos produtos, se há gargalos de produção e, por fim, é um tiro no pé buscar volumes maiores de venda, se não existe uma gestão adequada de suprimentos.

Ou seja, a reestruturação de uma empresa demanda ações diversificadas e concomitantes. Toda reestruturação – para ser bem sucedida – deve ser concebida como um processo multidisciplinar que abrange o conhecimento e a atuação de diversos especialistas externos ou de todos os departamentos da companhia.

Além de envolver todas as áreas, é preciso que as ações sejam coordenadas, num verdadeiro trabalho de equipe, pois uma ação repercute na outra e se não houver harmonia não se alcançará resultado algum.

Cada medida é como o dente de uma engrenagem que deve se imbricar no outro para que a máquina possa funcionar.

Momentos de crise exigem a revisão de procedimentos da empresa como um todo! O negócio tem de ser desenhado sobre outras bases, nas quais o foco deve ser a obtenção ou ampliação do lucro operacional e o desafogo do caixa.

Ou melhor, não é necessário apenas ter lucro, é preciso que ele seja suficiente para dissolver o passivo. Para isso, planejamento é o caminho.

Pela minha experiência como consultor, afirmo que o processo de melhoria de uma empresa é uma viagem que só tem começo e nunca um fim. Isso por que é sempre possível aperfeiçoar a operação, tornando-a melhor e mais lucrativa.

 

Artur Lopes


Dengue: maior arma é a prevenção

Vigilância ainda é a única forma de evitar a doença; entretanto, vacina já está em fase de testes e promete chegar ao mercado em breve

 

A dengue se mostra atualmente como um dos principais problemas de saúde pública no mundo. Conforme a Organização Mundial de Saúde (OMS), estima-se que entre 50 e 100 milhões de pessoas se infectem por ano em mais de 100 países de todos os continentes, exceto a Europa.

No Brasil, as condições ambientais favoráveis à proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, permitem a dispersão do vetor desde sua reintrodução em 1976 e o rápido avanço da doença. Conforme o dr. Marcelo Simão Ferreira, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), a proteção deve se concentrar na eliminação do vetor.

 “Como ainda não temos uma forma eficaz de prevenção, cuidados individuais devem ser tomados – especialmente nas residências – em relação a qualquer local que reserve água parada, como pneus vazios e vasos de plantas. Qualquer reservatório é um local para a proliferação do mosquito em potencial”, alerta dr. Marcelo.

Ele conta que estão sendo feitos estudos em todos os centros de pesquisa do mundo para a obtenção da vacina e acredita que, no Brasil, em um futuro próximo, ela será disponibilizada à população de áreas endêmicas tanto na rede pública quanto na rede privada de saúde. “São pesquisas minuciosas, que exigem tempo, mas esperamos que o resultado logo se torne realidade”.

Incidência

 A incidência da dengue costuma ser maior em alguns locais do país. O sul é a região que registra menos casos da doença, devido talvez às baixas temperaturas, o que diminui a resistência do mosquito. Já no sudeste, norte e nordeste o índice de casos é alto, pois o vetor se prolifera bem mais em lugares quentes e com muitas chuvas.

 Quanto a políticas públicas, dr. Marcelo alega que o governo tem feito sua parte. “Em todas as áreas em que a prevenção é difundida, podemos notar uma diminuição no número de casos.

 

 Um exemplo é em Uberlândia, minha cidade, em que as campanhas de precaução tiveram muita eficácia. Os infectados pela dengue na região eram milhares; atualmente, registramos em torno de 400/500 casos ao ano”, revela.

Segundo ele, quando os devidos cuidados não foram adotados e o indivíduo é contaminado, procurar um médico capacitado, de preferência um infectologista, é o primeiro passo. “Atualmente existem sinais de alerta que indicam se o paciente evoluirá bem ou não, mas que de uma forma ou de outra receberá o tratamento adequado. Entretanto, deve-se investir primordialmente na prevenção, já que a maioria das transmissões ocorre dentro de casa”, ressalta dr. Marcelo.

 

Números

A Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde registrou um total de 721.546 casos de dengue no país, excluindo os descartados, até 1° de outubro de 2011. A comparação com o mesmo período em 2010 mostra uma redução de 24% no total de casos notificados.

A Região Sudeste tem o maior número de casos – 343.731 casos, 47,6%; seguida da Região Nordeste – 184.663 casos, 25,6%; Norte – 113.638 casos, 15,7%; Centro-Oeste – 44.552 casos, 6,2% e Sul – 34.962 casos, 4,8%.


Alimentos contaminados nas enchentes causam doenças

 

O cuidado com a alimentação é uma das principais medidas para proteger a saúde durante e depois da ocorrência de enchentes. Consumir alimentos que entraram em contato com a água ou a lama da enchente pode causar doenças e até mesmo levar à morte. É preciso, portanto, selecionar que alimentos podem ser ingeridos e higienizá-los com cuidado, descartando os que possam colocar em risco a saúde e a vida das pessoas.

Em situação de enchentes, deve-se dar preferência a alimentos não-perecíveis e evitar legumes, verduras e carnes, que podem ter sido contaminados. “Alimentos frescos não são recomendados, porque apodrecem com facilidade, principalmente nesse tipo de situação de crise, em que nem sempre se tem disponível um sistema adequado de refrigeração”, explica o diretor do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Guilherme Franco Netto.

Também é importante, também, selecionar, entre os alimentos disponíveis, aqueles que estão apropriados para o consumo. Todos os alimentos que estiverem com cheiro, cor e aspecto fora do normal – úmidos, mofados, murchos – devem ser descartados. Também aqueles que ficaram submersos ou umedecidos, independentemente de apresentarem alterações de aparência e odor, não deve ser consumidos. Mesmo os alimentos em embalagens de plástico lacradas, mas que tiveram contato com água de enchente (garrafas PET, grãos ensacados), devem ser jogados fora. O mesmo se aplica aos que estiverem acondicionados em latas amassadas, enferrujadas ou semi-abertas.

Os únicos alimentos que tiveram contato com a água da enchente e que podem, mesmo assim, ser aproveitados são os industrializados e embalados em vidro, lata, a vácuo ou em caixa tipo “longa vida”, que estejam lacrados e em perfeita condição. Para consumi-los, é preciso lavar as embalagens antes, usando hipoclorito de sódio (2,5%) diluído em água – duas colheres de sopa do produto para cada litro de água. Feito isso, é só lavar as embalagens com a mistura. (Para mais informações a respeito do procedimento de limpeza das embalagens e da proporção hipoclorito x água, ver Tabela 2).

Quando não houver geladeira, prepare somente os alimentos que serão consumidos nas próximas duas horas, para que não haja risco de os alimentos estragarem ou serem contaminados. Os recipientes que serão usados no acondicionamento de alimentos para consumo também devem ser higienizados.

O procedimento é o seguinte: primeiro, lave-os com água filtrada (ver Tabela 2) e sabão. Em seguida, deve-se fazer a desinfecção dos recipientes. Para isso, dilua duas colheres de sopa de hipoclorito de sódio em um litro de água. Com essa água, é possível higienizar seus utensílios – é importante destacar que ela não pode ser bebida, apenas usada para limpeza. Encha os recipientes com essa água, feche-os, agite bem, e deixe descansar por 15 minutos. Esvazie-os, e enxágüe com água para consumo (ver Tabela 1). Agora eles estão prontos para acondicionar adequadamente seus alimentos.

Frutas, legumes e verduras que tiverem entrado em contato com a água da enchente devem necessariamente ser descartados. Os que ficaram fora do alcance dessa água, apesar de pouco recomendados ao consumo – por serem alimentos perecíveis, suscetíveis ao apodrecimento e à proliferação de microorganismos –, podem ser aproveitados, desde que sejam desinfetados antes. Essa limpeza também é feita com o hipoclorito de sódio:

1. Selecione os legumes, frutas e vegetais que não estiverem deteriorados, total ou parcialmente, e lave-os em água corrente – os vegetais folhosos folha a folha; e as frutas e legumes um a um. Tudo que estiver deteriorado deve ser jogado fora.

2. Coloque os legumes, frutas e vegetais selecionados de molho por 10 minutos em uma colher de sopa de hipoclorito de sódio (2,5%) diluído em um litro de água.

3. Enxágüe em água corrente os vegetais folhosos folha a folha, e as frutas e legumes um a um, e deixe que sequem naturalmente. (Para mais informações sobre o procedimento, ver Tabela 3).

Finalmente, para cozinhar os alimentos, deve-se usar apenas água limpa, pronta para consumo (ver Tabela 1).

 

Tabela 1. Água para consumo humano

 

A água para consumo humano deve ser filtrada (com filtro doméstico, coador de papel ou pano limpo) e, posteriormente, fervida. A fervura da água elimina bactérias, vírus e parasitas; por isso, é o método preferencial para tratamento da água de consumo humano. Caso não seja possível ferver, obter água de uma fonte que não tenha sido contaminada por esgoto e realizar a filtração (com filtro doméstico, coador de papel ou pano limpo) e posterior tratamento com hipoclorito de sódio (2,5%).

 

 

 

 

 

Água

Hipoclorito de sódio

Modo de higienização

 

-2,50%

 

1 litro

2 gotas

• Para cada litro de água para consumo humano, adicionar duas gotas de hipoclorito de sódio (2,5%);

 

20 litros

1 colher das de chá

• Deixar repousar por 15 minutos.

 

200 litros

1 colher das de sopa

 

 

1.000 litros

2 copinhos de café

 

 

(descartável)

 

 

Tabela 2. Recipientes para armazenamento de água, embalagens de alimentos e utensílios domésticos

 

 

Água

Hipoclorito de sódio

• A água para higiene dos recipientes de armazenamento de água, embalagens de alimentos e utensílios domésticos deve ser filtrada (com filtro doméstico, coador de papel ou pano limpo) e passar por um posterior tratamento com hipoclorito;

 

-2,50%

• Lavar o recipiente com água e sabão e enxaguar;

 

 

• Misturar 2 colheres das de sopa de hipoclorito de sódio (2,5%) ou água sanitária (2,0 a 2,5%) com 1 litro de  água e jogar no recipiente.

 

 

• Cobrir o recipiente e agitar a solução para que entre em contato com toda a superfície interna;

 

 

• Deixar o recipiente coberto por 15 minutos;

 

 

• Enxaguar com a água para consumo humano (Tabela 1).

 

1 litro

2 colher das de sopa

• Se for utilizar água sanitária, esta deve conter APENAS hipoclorito de sódio (NaClO) e água (H2O).

 

(5 xícaras das de chá)

 

 

 

 

Tabela 3. Frutas, verduras e legumes

 

Água

Hipoclorito de sódio

Obs.: Frutas, verduras e legumes que entraram em contato com a água da enchente devem ser descartadas. As demais devem seguir as orientações abaixo:

 

-2,50%

• Selecionar, retirando as folhas, parte e unidades deterioradas;

 

 

• Lavar em água corrente os vegetais folhosos, folha a folha, e as frutas e legumes um a um;

 

 

• Colocar de molho por 10 minutos em água clorada (1 colher das de sopa de hipoclorito de sódio [2,5%] ou água sanitária – 2,0 a 2,5% – para 1 litro de água);

 

 

• Enxaguar em água corrente os vegetais folhosos, folha a folha, as frutas e legumes um a um;

 

1 litro

1 colher das de sopa

• Deixar secar naturalmente;

 

(5 xícaras das de chá)

• Se for utilizar água sanitária, esta deve conter APENAS hipoclorito de sódio (NaClO) e água (H2O).

 

20 litros

2 xícaras das de chá/copo americano

 

 

(400 ml)

 

 

 

Agência Saúde

Ascom/MS


Células-tronco: aplicações terapêuticas só estarão claras daqui a dois anos

 Para geneticista, ainda é cedo para abraçar toda essa expectativa de cura de doenças

 

A expectativa da sociedade para as primeiras possibilidades de aplicações das células-tronco na cura de doenças é grande, mas é preciso ter paciência. Em busca de soluções para saúde, pesquisadores e especialistas reforçam que as células-tronco são alternativas em tratamentos, o que traz esperança e oportunidades de avanços em pesquisas e estudos nos próximos anos.

 “Em cerca de mais dois anos já poderemos saber, mais claramente, em o que as células-tronco funcionam e em que não funcionam, e também será possível ter ciência se, de fato, há efeitos terapêuticos, chegando a uma conclusão mais clara sobre as células adultas”, afirma Lygia Pereira, professora associada do Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias (LaNCE), ligado à Universidade de São Paulo (USP) e à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “Já com relação às embrionárias, no mundo, estamos começando os primeiros testes em humanos. Nos Estados Unidos, um

deles é para a regeneração da retina”, alega.

Outro fato que aumentou ainda mais as esperanças foi a descoberta das células-tronco pluripotentes induzidas, chamadas de IPS (do inglês induced pluripotent stem-cells), em 2006. Elas são originadas de células adultas do corpo humano ou de um animal e podem ser reprogramadas para se transformarem em células-tronco pluripotentes induzidas, ou seja, possuem a capacidade de dar origem a outros tecidos do corpo.

 

Pesquisas e estudos no Brasil

Células-tronco

 “Primeiro temos que dividir as células-tronco em dois grupos, as adultas e as embrionárias. Atualmente, há muitos grupos realizando diversos estudos clínicos com as células adultas, inclusive em humanos, como estudos em cardiologia e estudos para diabetes. Na verdade, precisamos de mais estudos básicos no Brasil, para entender o que leva essas células ao perfeito funcionamento”, explica a professora.

 

“Porém, com relação às células embrionárias, temos poucos grupos de estudos no país. Por isso, uma das missões do Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias é oferecer treinamento para as pessoas e disponibilizar essas células”, ressalta.

 

Legislação

No Brasil a Lei de Biossegurança regulamenta, entre outras questões, os assuntos ligados às pesquisas genéticas. “Com as células adultas não há nenhuma restrição. Mas, com as células-tronco embrionárias, a Lei de Biossegurança permite apenas que sejam utilizados embriões que estejam congelados até março de 2005, com consentimento dos pais. Por enquanto, o que está permitido nos possibilita realizar estudos diversificados”, ressalta Lygia. “Além disso, essa é uma área que tem futuro no mundo todo, as pessoas têm que pensar nisso como ciência e não como uma técnica. Pois queremos olhar para ela como uma oportunidade para conhecer a biologia humana”, completa a professora.

 

 Clonagem

No país, como a Lei de Biossegurança determina, a clonagem está proibida. Segundo a geneticista, depois do advento das células IPS, o interesse em clonagem diminuiu no mundo todo, porque, com isso, é possível criar as próprias células sem a necessidade das células embrionárias.


Combate à pirataria apreendeu mais de 3 milhões de softwares ilegais em 2011

Intenso trabalho das esferas policiais, cursos de capacitação e apoio logístico foram alguns dos fatores que incentivaram o salto de 81% comparado aos resultados de 2010

 

A ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) e a ESA (Entertainment Software Association) acabam de divulgar um balanço das apreensões às mídias ilegais durante o ano de 2011 por todo o país. No total foram 680 ações feitas nos principais centros comerciais do Brasil e exatas 3.158.964 milhões de mídias ilegais capturadas.

“Temos acompanhado de perto o trabalho que tem sido realizado pelas autoridades policiais e percebemos que, diferente de outras décadas, a pirataria tem sido cada vez mais tratada como um crime e precisa ser combatido”, comenta Rodrigo Paiva, Coordenador do Grupo de Defesa da Propriedade Intelectual da ABES.

Comparado com os resultados alcançados em 2010, é possível observar um aumento de 81% de CDs apreendidos. São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Foz do Iguaçu foram as regiões com maior volume de mídias retiradas de circulação, mas as apreensões ocorreram em todas as regiões do Brasil. Além dos CDs apreendidos, em 2011 foram retirados do ar 188 sites destinados a venda e downloads de software ilegais, além e 11.548 mil anúncios.

 

Segundo Paiva, um dos grandes destaques do ano também está relacionado ao trabalho conjunto feito com outras entidades e com o CNCP (Conselho Nacional de Combate à Pirataria). “A soma de esforços é o caminho para conseguirmos importantes resultados no combate à pirataria. Em 2011, um dos nossos focos foi realizar uma série de iniciativas com entidades como a APCM (Associação Antipirataria Cinema e Música), o BPG (Grupo de Proteção a Marca) e o próprio CNCP”, comenta Rodrigo Paiva.

Volume de CDs apreendidos (em unidades):
2010: 1.722.220
2011: 3.158.964

Balanço das apreensões no Brasil (em unidades):

 

Meses do ano

2010

2011

 

Janeiro

94.000

475.395

Fevereiro

208.600

153.808

Março

109.857

130.099

Abril

54.420

103.613

Maio

116.217

213.683

Junho

147.989

111.222

Julho

87.694

651.502

Agosto

103.311

63.167

Setembro

132.600

88.542

Outubro

79.215

103.613

Novembro

138.926

297.936

Dezembro

161.354

363.774

 

Investir na prevenção é o melhor caminho contra o consumo de álcool e drogas
Empresas têm papel fundamental no combate ao consumo excessivo de bebidas e outras drogas, já que o trabalho é um dos maiores símbolos da dignidade e identidade humanas

 

As empresas têm investido cada vez mais em programas de educação corporativa e capacitação técnica dos colaboradores, mas poucas organizações já se deram conta da responsabilidade que têm sobre os funcionários e suas famílias em um tema de grande importância: consumo de drogas e bebidas alcoólicas. Estimativas da Organização Mundial da Saúde apontam que pelo menos 10% dos trabalhadores das empresas consomem álcool ou outras drogas em excesso e tendem desenvolver problemas com isso. No Brasil, esses números são ainda maiores: trabalha-se com a média de 12 a 15% de pessoas propensas à dependência química.

Por isso, o trabalho de prevenção deve estar nas comunidades, igrejas, famílias, mas também nas empresas. Essa é a linha de pensamento que vem sendo defendida pelo psicólogo Dionísio Banaszewski, especialista no combate à dependência química, que trabalha há mais de 20 anos tratando de pessoas com o problema. “Quando as empresas assumem sua cota de responsabilidade, podem atuar na prevenção, que é, sem dúvida, o caminho mais acertado. A informação é a melhor arma contra o desenvolvimento da dependência de álcool e drogas”, afirma o psicólogo.

“O problema do alcoolismo está muito mais presente na sociedade do que as pessoas podem perceber”, lembra o especialista. Nas organizações, os problemas começam a aparecer quando os índices de absenteísmo (faltas) crescem. “Os funcionários faltam nas vésperas e nas voltas dos feriados, no final e no começo da semana. Esse é um importante sinal de alerta”, diz. Além do álcool, os problemas com as drogas ilícitas também são crescentes. “Problemas com maconha, cocaína e outras drogas ilícitas são mais visíveis em um público mais jovem”, explica, “enquanto o álcool está presente desde a adolescência até a idade adulta”.

Dionísio tem feito palestras em empresas, levando informações relevantes em relação ao consumo de álcool e outras drogas. Nessas palestras, o psicólogo tem o cuidado de não adotar o que ele chama de “pedagogia do terror” e nem apenas histórias curiosas ou engraçadas. “Procuro levar informações reais, com dados consistentes, sem apelos meramente sentimentais, mas apresentando conhecimento técnico-científico e repassando conceitos que possam ser internalizados de forma adequada pelos ouvintes”, comenta. A metodologia é a de propor debates sobre o tema, desfazendo mitos e respondendo as dúvidas dos presentes.

O especialista defende que é por meio da troca de informações que se dá o avanço no conhecimento. “É por isso que metodologias como a do ‘Alcoólicos Anônimos’ (AA) dá certo, porque as pessoas são incentivadas a falar sobre seus problemas, compartilhando experiências e informações. Nas empresas o efeito é o mesmo: algum ouvinte que esteja prestes a desenvolver a dependência já se sente alertado a cuidar do problema”, explica o psicólogo.

O alerta para as empresas é de que tenham o cuidado de levar profissionais capacitados para abordar corretamente o tema. “Há muitas pessoas bem intencionadas falando sobre o tema, mas várias não têm informações científicas, apenas o relato de experiências, que nem sempre resultam no combate ao consumo, que é o grande objetivo”, adverte. “Outros levam apenas informações teóricas, sem experiências, tornando a fala distante e fria, sem atingir as pessoas. O ideal é o equilíbrio na abordagem para sensibilizar, alertar e informar os ouvintes”, conclui.

 

Voluntariado, uma atividade ainda pouco exercida pela sociedade

 

Na sociedade contemporânea as pessoas vivem cada vez mais ocupadas. A agitação da modernidade faz com que o homem execute muitas atividades profissionais e estudantis. No entanto, isso não é empecilho para que alguém decida se dedicar a ações solidárias. Mesmo com pouco tempo disponível é possível exercer algum trabalho voluntário. Mas o que é ser voluntário? Ser voluntário é doar seu tempo, trabalho e talento para causas de interesse social e comunitário sem esperar nada em troca e, com isso melhorar a qualidade de vida da sociedade.

No Brasil o trabalho voluntário teve início com os religiosos pertencentes à Santa Casa de Misericórdia. Depois também ganhou destaque a Fundação Dorina Nowill para cegos, que tinha o apoio da Cruz vermelha. Segundo pesquisas, atualmente a APAE é o maior movimento social de caráter filantrópico na sua área de atuação.

Todavia, o número de brasileiros que exercem alguma atividade voluntária ainda é muito pequeno, cerca de 8% da população total. Enquanto isso nos Estados Unidos 40% da população total faz trabalho voluntário. Isso parece estranho visto que o povo brasileiro tem fama de ser bastante solidário e, os Estados Unidos passam uma imagem de egocentristas e materialistas. Mas essa diferença brusca deve ocorrer pela falta de educação incentivadora em nosso país. Portanto, o povo brasileiro tem uma essência boa. Entretanto, não é educado para realizar ações voluntárias.

Existem diversas formas e oportunidades de ser um voluntário. O cidadão pode trabalhar em questões ambientais, culturais, filosóficas, educacionais e de segurança. Pode também doar sangue, ler para alguém, coletar livros, brinquedos, alimentos e lixo reciclável. Prestar serviço em alguma instituição (infantil, asilo, hospital etc.). Existe até um projeto de computação científica que consiste em colaborar com trabalhos científicos.

O trabalho voluntário proporciona um crescimento pessoal de inestimável valor. Ajudar o próximo em todas e qualquer ocasião deve ser uma ação presente no cotidiano do ser humano independente de raça, credo ou classe social.

O centro de voluntariado de São Paulo promove palestras muito interessantes que estimulam o voluntariado. Além de explicar o que é este tipo de trabalho o palestrante mostra opções que podem ajudar alguém a escolher qual atividade tem mais afinidade com seu perfil. As palestras são gratuitas e fornecem um certificado. Para participar basta ligar e agendar. O número é: 11-3284-7171. Também é interessante visitar o site www.voluntariado.org.br. Neste portal há informações de muitas instituições que precisam de trabalhadores voluntários.

 

Priscila Pacheco


Os 8 F’s do insucesso das lojas virtuais

Saber o que está fazendo é primordial na hora de montar o negócio online

 

 

O negócio virtual é tão ou mais real do que qualquer outro negócio e oferece certos riscos de investimentos. Infelizmente no Brasil, 60% das lojas virtuais fecham antes de completar um ano de vida. Por que isso acontece e como evitar? Conhecendo as respostas, a chance de sucesso aumentará muito. Por isso é importante conhecer os motivos principais que levam a decadência, chamados por mim de os 8F’s do insucesso:

 

1 – Falta de Planejamento: Planejar nunca foi uma atividade muito bem exercida pelo empreendedor brasileiro, talvez seja esse o motivo do SEBRAE apontar um insucesso na casa dos 53% para as micro e pequenas empresas nos 3 primeiros anos de vida. É impossível almejar o sucesso sem o planejamento prévio. A ferramenta mais importante nesse planejamento é o “plano de negócio”, o ponta-pé inicial que deve ser dado respondendo as seguintes questões: O que vou vender? Quem vai montar minha loja? Quem é o meu concorrente? Quanto gastarei para iniciar o negócio.

 

2 – Foco no Mercado: Não tente vender de tudo, deixe isto para as grandes lojas. Lembre-se que a internet é um mercado totalmente diferente de uma loja física e que seu público é infinitamente maior. Procurar se especializar em um segmento específico é o começo. Na internet uma pequena fatia de mercado representa milhões de consumidores, basta ter “foco”.

3 – Falta de mão de obra qualificada: Não basta saber navegar na internet, é importante conhecer minimamente o “gerenciamento de e-commerce”: marketing digital, ferramentas de otimização, monitoramento de trafego. Estes três itens são básicos e essenciais.

 

4 – Falha na divulgação: Para dar um pequeno exemplo, imagine uma loja em rua movimentada, cheia de produtos nas prateleiras e com portas fechadas. Uma loja virtual sem divulgação é igual, ninguém consegue ver e portanto ninguém irá comprar. Aqui entra em ação o “planejamento de marketing e divulgação”, para otimizar o site nos mecanismos de busca, natural ou patrocinado, apoio em redes sociais, divulgação em outros sites, assessoria de imprensa, etc.

 

5 - Falta de Planejamento Logístico: Um assunto delicado que acaba rendendo 80% dos desconfortos e demandas jurídicas entre a loja e o consumidor. Sabendo-se deste fato, é bom fazer um planejamento de maneira delicada e detalhada do seu sistema de lojística.

 

6 - Fraude: A fraude, principalmente na venda com cartões de crédito, poderá acarretar grande prejuízo à loja virtual, levando ao seu fechamento, além de acabarem devendo às operadoras em função de antecipações negativadas em suas contas. Portanto, não é bom arriscar neste campo minado. Utilize portais especializados em pagamentos com sistema antifraude conferindo grande segurança nas transações. (www.pagamentoja.com.br).

 

7- Falta de Monitoramento: Muitas lojas acabam fracassando, pois a sua administração não consegue ou não sabe visualizar o que esta ocorrendo em termos de análise de acessos, resultados de campanhas e marketing. Acabam tomando decisões - na maioria das vezes erradas - baseadas em suposições. Sendo assim, a web análise é uma ferramenta importantíssima no mundo virtual, sendo primordial que o web empreendedor se familiarize com o “GOOGLE ANALYTICS”. 

 

8- Falha no Atendimento: Muito se fala em atendimento - e deveria se falar muito mais - e a sua loja pode ser virtual, mas o seu cliente é real e necessita de atendimento. Seu cliente precisa saber exatamente o que esta acontecendo com o seu pedido de compra, seu site precisa ter um bom canal de comunicação com o cliente e transmitir a este CREDIBILIDADE.

 

Artigo de:Arnaldo Korn


Saúde aperta fiscalização antiálcool para menores no litoral paulista

Equipes da Vigilância Sanitária Estadual também irão trabalhar na virada, visitando bares, casas noturnas, hotéis e clubes

 

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo vai intensificar, a partir desta sexta-feira, 30 de dezembro, a fiscalização antiálcool para menores de idade no litoral paulista. As ações fazem parte da “Operação Verão”, do governo do Estado, e têm como objetivo reforçar a prevenção e promoção da saúde pública durante o período de férias, quando as cidades litorâneas recebem um grande número de turistas.

O número de agentes que irá fiscalizar o cumprimento da nova legislação que proíbe a venda, oferecimento e consumo de bebidas alcoólicas por adolescentes em estabelecimentos comerciais na Baixada Santista e litoral norte passará de 16 para 76, contando, inclusive, com apoio de fiscais que atuam na capital paulista.

Além de bares, restaurantes e casas noturnas, haverá fiscalização nos quiosques de praia, para evitar o acesso precoce e nocivo dos adolescentes à ingestão de bebidas alcoólicas. Os estabelecimentos infratores estão sujeitos a multas de até R$ 87,2 mil, interdições e até perda da inscrição no cadastro de contribuintes do ICMS.

Os fiscais da Vigilância Sanitária Estadual também irão trabalhar na virada do ano novo. Somente na capital, cerca de 80 agentes da Vigilância Sanitária Estadual foram escalados para percorrer casas noturnas, restaurantes, buffets, bares, hotéis e clubes na capital paulista na noite do dia 31 e na madrugada do dia 1º de janeiro. A maior parte dos fiscais estará à paisana, verificando se não há adolescentes consumindo bebida alcoólica nos estabelecimentos.

 

Balanço da Secretaria aponta que 251 estabelecimentos foram multados no Estado por desrespeito à lei antiálcool para menores no primeiro mês de fiscalização (19 de novembro a 19 de dezembro). No período foram feitas 32,7 mil inspeções por todo o Estado, por agentes de vigilância sanitária e do Procon-SP. Nas cidades da Baixada Santista e litoral norte foram 1,9 mil visitas e duas multas aplicadas.

Pela nova lei, bares, restaurantes, lojas de conveniência e baladas, entre outros locais, não podem vender, oferecer nem permitir a presença de menores de idade consumindo bebidas alcoólicas no interior dos estabelecimentos, mesmo que acompanhados de seus pais ou responsáveis maiores de idade.

"A fiscalização será intensificada porque o movimento nas cidades litorâneas cresce de forma expressiva no período de verão e férias, incluindo muitos adolescentes que viajam para a praia. Ninguém pode ser conivente com a venda ou consumo precoce de bebidas alcoólicas por crianças e adolescentes, uma vez que, comprovadamente, quanto mais cedo se inicia o uso de álcool, maiores são as chances de dependência química no futuro”, diz Giovanni Guido Cerri, secretário de Estado da Saúde de São Paulo.


Perspectiva para a indústria em 2012

 

 

Mais um ano se inicia e a perspectiva para a indústria brasileira não é das melhores. Desde o final do ano passado, o setor dá sinais de desaceleração. No mês de outubro a produção caiu em 0,6%, segundo levantamento do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. No entanto, a queda é sentida desde agosto, ocasionada principalmente pela crise internacional que prejudicou ainda mais as exportações brasileiras e coloca o Brasil como alvo dos fabricantes asiáticos que não conseguem vender seus produtos para a Europa e os EUA.

Consideramos ainda como fatores determinantes para essa desaceleração as ações do governo como a elevação dos juros, alto valor da energia, sobrevalorização do real, carga tributário alta, além de incentivos fiscais para os produtos importados.

Com tudo isso, era de se esperar a diminuição na geração de empregos na indústria. Só no mês de novembro foram fechadas 46,5 mil vagas no setor há tendência de queda nas contratações nos próximos tempos, apesar da taxa ter se elevado timidamente no último mês de 2011.

Analisando um período maior,  de janeiro a novembro do ano passado, o número de empregos atingiu 2,32 milhões, o que representa baixa de 20,4% em comparação ao mesmo período de 2010.

A perspectiva para 2012 é que a geração de empregos na indústria tenha uma redução de 5,8%, ocasionada pela baixa da atividade econômica do País. Um estudo da FGV - Fundação Getulio Vargas apontou que 43% dos fabricantes aumentariam as vagas de trabalho em 2011 e recentemente esse número caiu para 36%. Isso sem mencionar que hoje 10% das indústrias têm a intenção de cortar postos de trabalho, contra 8% no ano anterior. A tendência pessimista também afeta os investimentos que as empresas farão em 2012.

Com isso, a perspectiva de crescimento do PIB para o próximo ano não poderia ser muito melhor, 2,7% para o Brasil e 1,5% para o crescimento da indústria. De acordo com pesquisa recente da CNI - Confederação Nacional da Indústria, 45% dos executivos preveem um futuro incerto para seus negócios em decorrência da situação crítica em que se encontra a economia atual, principalmente para o primeiro semestre de 2012. 

Diante deste cenário incerto as empresas esperam vender menos em 2012. Os números mostram essa realidade, a perspectiva de crescimento passou de 72% em 2011 para 69% em 2012. Já, neste mesmo período, 8% das empresas esperam que ocorra uma diminuição do faturamento, mas antes este percentual era de 6%.

Ainda teremos outros desafios para o setor industrial. Um deles é que a partir de 02 de agosto de 2012 entrará em vigor a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que vai colocar em prática o recolhimento, o tratamento e a destinação final de resíduos sobre responsabilidade de fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes e Poder Público. Também a responsabilidade sobre áreas contaminadas no terreno das empresas, a redução de emissão de gases poluentes e a cobrança do uso da água e não mais apenas pelos seus serviços. É notório que 2012 poderá ser um ano de muitos desafios para os empresários.
 

Ricardo Martins 


2012 – Procure boas ideias em lugares inusitados.

Autor de livros sobre criatividade e empreendedorismo usa o hit de Michel Teló – Ai se eu te pego - como exemplo de boa administração e, lembra que, no próximo ano, a inspiração pode estar onde menos se espera.

 

O início de um novo ano sempre é um bom período para olhar para trás, pensar nos fracassos, nas realizações e fazer planos para o futuro. Essas reflexões geralmente vêm acompanhadas de muita ansiedade e lançam desafios para o ano que está chegando, entre eles, o de “como” ou “onde” encontrar boas ideias para encarar mais uma nova etapa.  

“Muitas pessoas acham que é preciso algo fantástico para se ter uma boa ideia” diz Fábio Zugman, autor de “Empreendedores Esquecidos”, e obras sobre criatividade. “Na maioria das vezes, no entanto, basta olharmos o que já conhecemos com um pouco mais de atenção. Qualquer experiência ou informação pode ser usada como ponto de partida para mudar a forma como vemos o mundo.”

Se você duvida,  Zugman resolveu provar seu ponto de vista com um belo desafio: Aprender algo sobre administração a partir do hit de 2011 “Ai se eu te pego” de Michel Teló.

Em 2011 você deve ter ouvido o seguinte refrão “Nossa, nossa, assim você me mata, ai se eu te pego, ai ai se eu te pego.” Poesia para muitos, tortura para outros, a música não sai da cabeça de muitos brasileiros. O clipe oficial já está chegando à marca de 90 milhões de visualizações no You Tube. Vamos ver, então, o que é possível aprender com esse sucesso instantâneo.

“O primeiro ponto é a simplicidade” Conta  Fábio Zugman. “O refrão é simples, quer você queira ou não, a música é facilmente reconhecida, fácil de se lembrar e repetir. Por sua vez, quantas empresas se confundem com a falta de foco, objetivos enormes e complicados, que deixam clientes e funcionários confusos? Na vida pessoal e profissional, procure objetivos simples, fáceis de entender e lembrar.”

“Depois, podemos aprender com a clareza. Quantos profissionais conseguem descrever seus objetivos com a simplicidade de uma frase como “ai se eu te pego? Para aumentar a clareza em sua vida, procure pensar em seus objetivos em termos concretos.

 

Não pense em coisas como “mudar de vida” ou “economizar mais dinheiro”, quebre essas ideias em objetivos como “procurar aquela agência de empregos” ou “economizar X reais todo mês. Seja claro com você mesmo, e com os outros a sua volta”

“Em terceiro lugar, seja breve: Quantas resoluções de ano novo ocupam páginas e listas inteiras? Quantos empreendedores e profissionais possuem um número incontável de objetivos? Organize suas ideias de forma que você consiga descrevê-las em poucas palavras, e lidar com uma coisa de cada vez. Veja como não só esse, mas vários sucessos musicais possuem bordões curtos, fáceis de lembrar a partir da primeira vez que você os escuta.”

“Por último, aprenda a observar e buscar inspiração nos lugares mais inusitados. Se é possível aprender com uma música chamada “Ai se eu te pego”, quem dirá de uma ida ao shopping, uma viagem, e assim por diante? Observe os diferentes modos como você é atendido, a reação dos outros clientes, os mimos e sorrisos, as insatisfações e reclamações, e procure pensar em como usar tudo isso em suas próprias ideias. Não é preciso se trancar em um laboratório ou se prender em frente a um computador para se ter boas ideias. Pelo contrário, a partir do momento que você começa a prestar atenção, o mundo se tornará o seu laboratório. E que melhor época  para se fazer isso do que quando um novo ano se inicia?” Finaliza Fábio Zugman.




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