Origem
do sobrenome italiano - Eduardo
Coen faz pesquisas dos nomes italianos.
Se você é oriundi e quer saber a origem clique
aqui
Edição
de Setembro de 2010
Cinco coisas essenciais que
você precisa saber para fazer negócios pelo Twitter
A resposta depende da forma
como você atua: sendo o “vendedor chato” ou procurando
entender como elas funcionam e como as pessoas interagem
A pergunta é natural diante de
tantas notícias e reportagens na imprensa sobre quem está se
dando bem, principalmente no Twitter, a sensação do momento. E
a resposta parece ser clara: quanto mais tempo você demorar
para participar das redes sociais, menores serão as chances de
explorar todas estas oportunidades.
Isso explica
a correria das empresas em entrar nessa nova onda. Afinal, é
só acompanhar algumas estatísticas: o número de usuários do
Twitter aumentou 1600% entre julho de 2008 e 2009, sendo que
os brasileiros são os que passam mais tempo “tuitando” (cerca
de 41,5 minutos por mês de acordo com pesquisa da ComScore).
Somente em São Paulo, 45% da população já participa de alguma
rede social, índice que aumenta para 75% entre os jovens entre
18 e 24 anos (Ibope Mídia). Nas empresas, segundo estudo da
Universidade Federal do Rio de Janeiro (NTT/URFJ), 74% dos
pesquisados planejam participar das mídias sociais nos
próximos 12 meses. Diante de números tão promissores, por que
não tentar?
Até aí, nada
de mais. O problema é quando as empresas, ansiosas por
resultados rápidos, colocam “o carro na frente dos bois” (a
expressão é tão antiga quanto válida). A mesma pesquisa da
URFJ revelou que 49% dos pesquisados já entram nas mídias
sociais querendo “faturar” de alguma forma: insistem em
oferecer seus produtos nas comunidades, fazem propaganda
descarada nos blogs, enviam mensagens comerciais sem
permissão. Ou, por outro lado, participam dessas mídias sem
propósito definido, simplesmente “por participar”, para fazer
parte e ver o que acontece. A conseqüência: comunicação com
conteúdo irrelevante, propaganda demais, foco de menos e,
pior, a reação contrária dos internautas, que pode ir da
indiferença à indignação. Por estas razões, os índices de
sucesso nas redes sociais estão abaixo do que poderiam estar.
Em vez de
escolher o caminho mais rápido, o ideal é trilhar pelo mais
seguro. Além de maior potencial para gerar resultados, fazer
um planejamento prévio com base no conhecimento das mídias
sociais, do perfil do público-alvo e em ações sintonizadas com
outras ferramentas de marketing digital também tem menos
probabilidade de ser rejeitada. Os principais aspectos a serem
levados em conta neste sentido são:
1.Entenda como as mídias
sociais funcionam – Comunidades, blogs e Twitter possuem
uma dinâmica própria, que só são compreendidas quando se faz
parte delas. Portanto, antes de delegar a tarefa a terceiros,
é essencial que você participe para ter uma noção mais clara
sobre as regras de conduta e formas de abordagem mais
apropriadas. Uma das primeiras coisas que descobrirá, por
experiência própria, é porque ninguém nesse meio gosta de
vendas diretas.
2.Entenda como o seu
público-alvo interage – Estude como seus clientes,
consumidores ou prospects participam das mídias sociais. Eles
a utilizam para conhecer a opinião de outras pessoas sobre o
seu produto, para reclamar ou elogiar? Estão interessados em
assuntos profissionais ou pessoais? Quais os sites mais
freqüentados (Orkut, Facebook, Sonico, MySpace, Via6, Linked
In, Plaxo etc.) E se não participam, isso ocorre por falta de
tempo, interesse ou dificuldade em acompanhar estas novidades?
O que os motivaria a fazer parte de uma rede social?
3.Defina a estratégia –
As etapas acima são fundamentais para o passo seguinte,
definir a estratégia de atuação, que pode se dar em três
níveis principais: canais relacionamento (atendimento a
reclamações, esclarecimento de dúvidas, interação com clientes
e consumidores), comunicação (divulgação de lançamentos ou
atualizações de produtos, informações práticas) ou campanhas
de fidelização (promoções exclusivas para quem participa ou
segue em suas comunidades, blogs ou Twitter). Independente da
escolha, é essencial atuar de forma integrada a outras
iniciativas de marketing utilizadas pela empresa, sejam online
(website, e-mail marketing, links patrocinados, banners) ou
offline (anúncios, mala direta, assessoria de imprensa etc.)
4.Crie um diferencial –
Só participar não é o bastante. É preciso participar de forma
diferenciada. Seja por meio de conteúdo exclusivo, promoções
especiais ou atendimento personalizado. É a melhor maneira de
conquistar atenção, fidelidade do público e, principalmente,
fazer com que as suas iniciativas sejam divulgadas pelos
próprios participantes por meio do boca a boca.
5.Tenha objetivos claros e
mensure os resultados – Uma das grandes vantagens do
marketing digital é dispor de recursos que permitem mensurar
os resultados das mais diversas formas. Use isso a seu favor,
estabelecendo objetivos e metas claros para cada mídia social.
Uma dica para facilitar a tarefa é canalizar as ações das
mídias sociais no site da empresa. Por exemplo, em uma
promoção pelo Twitter, faça com que os internautas tenham de
visitar o site para conhecer as regras ou os prêmios. Dessa
forma, é possível mensurar em detalhes a audiência (região de
proveniência dos visitantes, duração) e o tráfego (páginas
mais visitas) do site e relacioná-los com a receptividade da
campanha. É também uma forma dos internautas conhecerem mais
sobre a sua empresa e outros produtos oferecidos.
Silvio Tanabe
Vale a pena regulamentar a
internet? Podemos opinar.
Já está praticamente pronta a minuta
de Projeto de Lei do Marco Regulatório Civil da Internet do
Brasil, com texto elaborado pela Secretaria de Assuntos
Legislativos do Ministério da Justiça, em parceria com a Escola de
Direito do Rio de Janeiro. O objetivo é estabelecer regras e
responsabilidades de usuários e empresas com acesso à rede. É um
projeto que divide opiniões. De um lado estão os que consideram
que a internet, com sua característica de reunir várias mídias,
deve ser um território livre, não regulamentado. Do outro lado,
estão os que julgam ser a internet um instrumento poderoso demais,
e como tal precisa de regras que garantam segurança e
previsibilidade às iniciativas feitas na rede. Espera-se que a
minuta seja encaminhada à Câmara dos Deputados, ainda este ano.
Primeiro, é
preciso entender que o Marco Regulatório em questão nada tem a ver
com o combate aos chamados "crimes cibernéticos", que motivaram
uma Convenção Internacional de Cibercrimes, endossada por poucos
países devido à complexidade do tema. O movimento contra esse tipo
de crime vem ganhando corpo nos Estados Unidos e em especial na
União Européia, onde, desde 2001, vem sendo respaldado pelo
Conselho Europeu contra os Cibercrimes.
Em abril passado,
o tema também foi objeto de discussões no 12° Congresso da ONU
sobre Prevenção ao Crime e Justiça Criminal, realizado no Brasil,
em Salvador, onde se tratou, entre outras coisas, da necessidade
de cooperação jurídica internacional e de discussões mais
avançadas sobre crimes praticados pela internet, como invasão de
hackers em agências de segurança e instituições bancárias, crime
de ofensa e calúnia, direitos autorais, uso indevido de imagens,
pornografia infantil, racismo etc.
Já tramita, no nosso Senado, um
projeto de lei, em fase inicial, de autoria do senador Eduardo
Azeredo, que tipifica esse tipo de crime. No momento, agressões e
difamações pela internet continuam a ser julgadas com base na
Constituição.
O Marco
Regulatório brasileiro segue o exemplo de países ditos mais
desenvolvidos, que primeiro adotaram o marco civil, para depois
enfocar o aspecto criminal. Em princípio, a proposta, em 33
artigos trata de questões relacionadas ao direito de acesso à
internet, provedores e qualidade das conexões, responsabilidade e
guarda dos registros de acesso dos usuários, responsabilidade do
conteúdo disponibilizado na rede, sigilo das comunicações, não
degradação da qualidade contratada junto às operadoras, não
divulgação dos acessos a serviços via internet.
Os maiores
questionamentos dizem respeito à responsabilidade sobre o conteúdo
disponibilizado, e a maior novidade é a adoção de um mecanismo
denominado "notificação e retirada", destinado a proteger usuários
vitimados por agressões via internet. Nesse caso, havendo conteúdo
tido como falso, mentiroso, ofensivo, calunioso ou difamatório, em
textos ou imagens, o interessado denuncia o fato ao provedor, que
por sua vez será obrigado a agir, podendo tanto identificar e
responsabilizar o autor, ou simplesmente suspender o conteúdo, até
que o autor se pronuncie, caso em que este poderá excluí-lo ou
assumir a responsabilidade jurídica sobre o mesmo, livrando o
provedor de responsabilidade.
A
Associação Brasileira dos Provedores de Acesso tem demonstrado
preocupação com esse tipo de controle, antevendo que os provedores
terão de abrir um canal específico só para receber as notificações
de retirada de material suspeito.
O mais importante
a destacar é que todos os interessados poderão enviar, via
internet, sugestões e críticas à minuta, cujo texto está
disponibilizado em
htp://culturadigital.br/marcocivil, com explicações de como os
interessados devem proceder para emitir suas opiniões. Opinando e
propondo sugestões, os usuários estarão participando do fórum da
cultura digital, através do qual ajudarão a montar a primeira
legislação brasileira sobre o uso da internet, importantíssima
porque vai definir qual o papel do Estado no desenvolvimento da
web como ferramenta social.
Antonio Carlos Mendes Thame
Sua empresa é social?
Se você não está levando muito a
sério essa onda de redes sociais, é melhor começar a colocar o
assunto na pauta da sua estratégia. Uma pesquisa recente mostra
que o tempo dedicado às redes sociais pelos internautas quase
dobrou em um ano. Os internautas de todo o mundo passaram mais de
cinco horas e meia em redes sociais em dezembro do ano passado, de
acordo com pesquisa mundial da Nielsen Wire. Segundo o
levantamento, o número representa aumento de 82% em relação ao
tempo que os usuários da web gastaram no mesmo mês do ano
anterior.
Em um tempo não
muito distante, ter um site na Internet era mais do que suficiente
para sua empresa estar na “era digital”. Hoje em dia ter um site é
muito pouco, ou para algumas empresas quase nada. Alguns segmentos
de empresas, como por exemplo, prestadoras de serviços online, não
atraem muita confiança do consumidor se não tiverem um canal de
contato rápido como blog, twitter ou fóruns de discussão.
Na minha empresa,
descobrimos que a taxa de conversão de vendas triplica quando o
usuário passa a nos acompanhar via twitter, blog, youtube ou
facebook. “Isso mostra que a empresa está sempre preocupada em
fazer atividades novas, nos manter informados. Parece que estamos
mais próximos e isso me deu confiança em comprar”, afirma Maria de
Fátima, em pesquisa realizada com nossos clientes sobre a decisão
de compra após um tempo acompanhando nossas redes sociais.
As pessoas
gostariam de acompanhar sua empresa, se ela der essa oportunidade.
E como fazer isso? O primeiro passo é levar a questão a sério, não
adianta começar o processo e parar no meio, algo que não é
atualizado há tempos gera desconfiança. Precisa ter alguém
responsável por redes sociais na empresa, não recomendo
terceirizar essa pessoa, talvez a execução com uma agência web,
mas alguém de dentro precisa ser a ponte e trazer essa mentalidade
para a organização.
A rede social que
sua empresa irá participar depende muito de sua estratégia, as
mais comuns são:
Blog – Um blog corporativo
com informações úteis e práticas, novidades sobre seus produtos e
serviços, cases, perguntas e respostas é uma ferramenta
extremamente importante. Vale tomar cuidado para que o blog não
seja algo unilateral, precisa ter a participação dos leitores (e
isso inclui críticas e saber lidar com elas). Atualize no mínimo
duas vezes por semana;
Twitter – É um meio de
comunicação rápido, permite informar novidades, problemas, novos
artigos no blog, etc. Quando bem monitorado, pode ser uma
excelente fonte de prospecção de novos clientes ou até servir como
uma espécie de extensão do seu serviço de SAC. Atualize pelo menos
três vezes ao dia;
Youtube/ Facebook/ Orkut/
LinkedIn – Essas e outras redes sociais permitem criar uma
comunidade de pessoas que gostam do seu produto e serviço e querem
ver novidades, vídeos, fotos, eventos e outros. São as que dão o
maior trabalho para manter da forma correta, precisa ter gente
pensando em conteúdo ou as pessoas perderão interesse nesses
grupos.
Existem diversos sites na Internet
que permitem integrar todas essas mídias. Por exemplo, quando
publico um artigo no meu blog, automaticamente vai para o Twitter,
LinkedIn e Facebook. Com apenas um clique estou atualizado em
todas as minhas redes, isso ajuda a não perder muito tempo.
Coloque esse assunto na pauta da sua
estratégia, selecione a equipe correta, comece a acompanhar e
principalmente: meça os resultados ou serão apenas estratégias
soltas que ninguém verá o retorno do investimento. Se já estiver
social, conecte-se comigo: @christiantriad;
www.maistempo.com.br (blog) ou
http://www.linkedin.com/in/christianbarbosatriad
Christian Barbosa
Copa 2014 apresenta desafios para
o setor de serviços
Muito se tem falado sobre os investimentos públicos em
infraestrutura para a Copa do Mundo 2014. Entre outras questões,
discute-se a ampliação dos meios de transporte, reforma e
construção de estádios e a infindável disputa para receber jogos
de abertura, finais entre outros. Um assunto que tem ganhado pouco
destaque é a participação do setor privado no processo de
estruturação para o evento.
O setor de
serviços é peça fundamental para que a Copa 2014 tenha sucesso.
Desde a recepção, acomodação, alimentação, deslocamento e transfer
até programações culturais, visitas guiadas e passeios turísticos.
É grande o potencial que o maior evento esportivo do planeta
proporciona.
A partir do momento em que a FIFA acenou positivamente
para o Brasil, enorme expectativa atingiu os setores públicos e
privados. Posteriormente, no entanto, um golpe de realidade
posicionou empresas, clubes e sociedade. Não é possível repetir o
exemplo africano e investir grandes somas de dinheiro, esforço e
tempo para um evento de tão curta duração, sem que haja
perspectiva de retorno.
A readequação do projeto do estádio
do São Paulo é a prova viva desse fato e a dificuldade em
encontrar alternativas esbarra em dois fatores primordiais: tempo
e capital.
Uma das atividades que terá uma demanda muito grande é a de
transporte de executivos. Atores, músicos famosos, autoridades,
políticos, celebridades, dirigentes serão figuras fáceis no
período da Copa, o que exigirá que a logística necessária para o
deslocamento dessas pessoas esteja disponível, pois o aumento da
procura nessa época será enorme.
Segundo
Fernando Cavalheiro, Diretor Comercial da CEP Transportes, a
qualidade do atendimento e a disponibilidade de veículos é a
principal preocupação do setor. “Os visitantes estrangeiros estão
em busca de empresas estruturadas e capacitadas para atendê-los e
estão dispostos a pagar um preço justo por isso. O visitante
brasileiro tem maior acesso ao mercado e pechincha um pouco mais
preço versus qualidade.”, salienta. “ Como forma de atender
satisfatoriamente essa demanda estamos promovendo o aumento de
estrutura do departamento de atendimento - de 30 para 60
funcionários -; atendimento 24 horas, já iniciado; capacitação e
treinamento para todos os colaboradores, contratação de
funcionários bilíngues e treinamento da equipe para a segunda
língua além da ampliação da frota. Temos pouco tempo para concluir
tudo o que precisamos.”, afirma Cavalheiro.
De acordo com o executivo, o planejamento já vem sendo
feito há algum tempo e a abertura de novos escritórios nas
cidades-sede será um investimento que trará retorno após o evento,
aumentando o alcance e cobertura da empresa. “Hoje atendemos a
todos o Brasil, mas, estas novas bases são estratégicas para o
aumento significativo que ocorrerá na busca deste tipo de serviço.
A CEP Transportes possui escritórios em SP, Campinas e Cuiabá e
pretende ampliar sua atuação no mercado nacional, abrindo filiais
no Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Brasília e Salvador.”,
finaliza.
Cyber criminosos podem se
aproveitar do Censo pela internet para lançar novos vírus
O IBGE já avisou que não enviará
e-mails a domicílios entrevistados. Caso a família receba qualquer
tipo de mensagem por correio eletrônico, pode ter certeza é que
tentativa de ataque dos cyber criminosos
O Censo 2010, que começa agora
em agosto, conta com a ajuda da Internet para mapear a realidade
do país. Com isso, cyber criminosos veem mais uma alternativa para
agirem em busca de dados e informações de usuários desinformados.
De acordo
com a Nodes Tecnologia, que representa a Avira no Brasil, a cada
nova campanha de cunho nacional, os usuários de computador são
acometidos com enxurrada de emails falsos e mal intencionados,
criados para roubar senhas de cartões de crédito e de contas
bancárias das pessoas.
Segundo o IBGE divulgou à Imprensa,
para que o morador participe do censo pela Internet, ele deverá,
primeiramente, receber a visita do recenseador – que será
identificado a partir de seu uniforme criado especialmente para o
Censo 2010 e de seu cartão de identificação próprio -, que
entregará um envelope lacrado contendo o código de acesso para o
questionário no portal do Censo. Isso depois de informar telefone
para contato com o IBGE.
Se o
morador não responder a todo o questionário por algum motivo, como
falta de energia, queda na conexão e etc, as informações já
enviadas estarão salvas e o restante poderá ser respondido
posteriormente a partir da mesma senha fornecida pelo recenseador.
Caso o morador não responda todo o questionário em um prazo máximo
de cinco dias, a equipe de atendimento telefônico do IBGE entrará
em contato, solicitando o envio das informações.
O IBGE
informou ainda, que o site é seguro, e as informações também serão
criptografadas antes de serem transmitidas ao IBGE.
Mesmo com
as orientações do IBGE, a Nodes acredita que muitos espertinhos
vão se aproveitar da ocasião para tentarem adquirir dados
bancários, via email e site falso, induzindo aqueles menos
avisados a fornecer senhas de contas bancárias e cartão de
crédito, e ainda instalar, nos PCs, códigos maliciosos, criados
para roubar dados pessoais.
A Nodes
orienta os usuários de PC e de dispositivos móveis a evitar estes
tipos de problemas, utilizando programas de proteção com
capacidade de filtragem de sites de phishing e de outras ameaças
ocultas. A empresa recomenda que os usuários acessem sites
importantes diretamente do navegador, sem a utilização de links
enviados por emails, por exemplo.
“Qualquer
pessoa que receber um e-mail de phishing de uma fonte desconhecida
deve evitar, a todo custo, clicar nos links contidos e deve
excluir imediatamente a mensagem da caixa de mensagens”, orienta
Eduardo Lopes, diretor da Nodes.
A empresa
também recomenda que os usuários escolham uma solução de segurança
que não só proteja contra vírus, mas também filtre sites
indesejáveis e evite o acesso ilegal aos computadores. Entre as
opções que a Nodes oferece, está o Avira AntiVir Personal
gratuito, que oferece proteção básica contra vírus, worms e
cavalos de Troia. Também são oferecidos outros pacotes de
segurança mais abrangentes, como o WebGuard incluído no Avira
AntiVir Premium, que filtra malwares do fluxo de dados antes mesmo
de chegarem ao navegador. Por sua vez, o Avira Premium Security
Suite fornece outros níveis de proteção e complementa os recursos
do Avira AntiVir Premium com firewall, antispam e realiza backups.
A Nodes também garante que todos os produtos Avira não contêm
backdoors para espionagem de dados.
Terminada a Copa do Mundo de 2010 na
África do Sul, os holofotes se voltam para o Brasil, que sediará a
próxima edição do maior evento midiático do planeta. Tive a
oportunidade de ver in loco o potencial que a Copa tem para
transformar um país.
Depois de
estar na Alemanha, sede em 2006, mudei completamente a visão sobre
aquele país, que tem sim belezas históricas e naturais que merecem
ser conhecidas e, principalmente, sobre o seu povo, tido como
sisudo e fechado. Os alemães foram sempre muito solícitos e
simpáticos conosco. Já na África do Sul, o que se viu foi um país
organizado, com um potencial turístico impressionante, e um povo
alegre, festivo e receptivo. Como resultado, só com o Mundial o
turismo internacional ali saltou 25% neste ano em relação à 2009.
E o Brasil?
Não é apenas o fato de sediar uma Copa que os benefícios virão
naturalmente ou por inércia. Tudo dependerá da nossa capacidade de
prover o país de mobilidade urbana, de instalações esportivas
adequadas e de profissionais qualificados para o atendimento ao
turista. Mas não tenho dúvida do potencial que um evento como esse
tem de transformar a imagem de um país e, principalmente, de gerar
frutos por vários anos posteriores.
Tudo
dependerá de dois fatores. Primeiro, o evento em si ser
bem-sucedido – uma Copa do Mundo sem grandes problemas de
transporte, segurança, informação e atendimento mostrará ao mundo
a capacidade de organização e gestão do país; e, segundo, nos anos
seguintes, conservar com eficiência o capital construído – todos
os investimentos em infraestrutura e tecnologia realizados para a
Copa precisam ser geridos de modo economicamente sustentável,
principalmente os novos estádios; além disso, o país deverá cuidar
ainda mais da marca Brasil para garantir um crescimento continuado
do turismo internacional.
O Brasil
atrai cerca de 5 milhões de visitantes estrangeiros por ano,
número que está estagnado há algum tempo. Para se ter uma ideia
comparativa, o número de turistas estrangeiros anuais no México é
de 21 milhões. Há um potencial imenso de expansão do nosso turismo
que pode ter impacto positivo em toda a sua cadeia: hotéis,
restaurantes, comércio, transporte, entre outros setores. A Copa
do Mundo é o trampolim definitivo para alavancar o turismo no
Brasil.
Fernando Trevisan
O flagelo do crack
O crack continua a fazer vítimas na
sociedade. Dificilmente elas chegam à imprensa, pois a droga é
muito vinculada com as classes menos abastadas da sociedade e,
quando algo de ruim acontece, o preconceito, e até mesmo as
famílias, que preferem manter tudo fora dos veículos de
comunicação, impedem que todos os fatos sejam conhecidos.
Ao
investigar um roubo de carro, a Polícia Civil descobriu que, na
verdade, a ocorrência é mais um retrato do flagelo do crack. Um
homem de 32 anos pegou o Celta da mãe no domingo à noite e, por
volta das 6h de ontem, voltou dizendo que o veículo havia sido
roubado. Quatro horas após, o carro foi achado com um casal de
traficantes.
Um familiar
do jovem nos confessou que ele é usuário e que entregou o Celta a
um traficante para comprar drogas - disse o plantonista da 3ª DPPA,
delegado Pablo Rocha.Conforme o delegado, o usuário vendeu o carro
da mãe por R$ 50, que ele gastou na compra de pedras de crack. O veículo só foi achado
porque ficou sem gasolina 1,5 km depois. O Celta, avaliado em
cerca de R$ 20 mil, foi recuperado. O homem que vendeu o carro da
mãe não havia sido ouvido até o final da tarde.
A
ocorrência do roubo havia sido feita na 9ª DP. Uma mulher, de 58
anos, foi à delegacia por volta das 7h e informou que emprestou ao
filho seu Celta Spirit, ano 2004. Segundo ela, o rapaz disse que
foi vítima de assalto, por volta das 5h30min, na Praça Pinheiro
Machado, Bairro São Geraldo. Em depoimento, a mãe admitiu que o
filho é "dependente químico".
Por volta
das 10h, PMs do 11º BPM conferiram denúncia sobre um casal em
atitude suspeita em um Celta, na mesma Praça Pinheiro Machado.
Pelas placas, os PMs, viram que o carro estava com queixa de
roubo. Foram presos Manoel Adilson Vitorino Ribeiro, 41 anos, com
seis prisões por furto e em liberdade condicional desde dezembro
de 2009 e Cândida Angélica Silva, 21 anos, e sem antecedentes. No
carro havia R$ 125 e dez pedras grandes de crack.
Talvez o
crack, socialmente falando, seja a droga mais prejudicial que
apareceu até hoje. Além de viciar nas primeiras utilizações, ela
transforma os usuários em verdadeiros farrapos humanos. Quando o
principal vício era na maconha, ou até mesmo cocaína, as pessoas
em vota conseguiam conviver com o vício dos amigos e/ou parentes.
Contudo, o
crack não deixa margem para isso. Ele se entranha de tal forma
dento da família e da sociedade que é impossível não ser afetado
por essa droga..
Rafael Limberger
A hora do marketing esportivo
A Copa do Mundo chegou ao fim e os
olhos até então voltados para a África do Sul se dirigem para o
Brasil. Sediar o campeonato será uma oportunidade de ouro para o
país investir em obras necessárias ao desenvolvimento econômico,
ampliar as oportunidades de negócios e, de quebra, fortalecer
ainda mais a sua imagem no palco mundial. No entanto, estamos
repetindo alguns erros cometidos por ocasião dos Jogos
Pan-Americanos, motivo pelo qual a FIFA já manifestou publicamente
o receio de que as obras de infraestrutura imprescindíveis à Copa
de 2014 não sejam concluídas em tempo hábil.
Enquanto o
Brasil se organiza para, na corrida contra o tempo, cumprir todos
os compromissos assumidos, todos podem e devem elaborar
estratégias que permitam aproveitar ao máximo o momento de forte
ênfase na questão esportiva que vem por aí. Aos profissionais, por
exemplo, abrem-se novos campos de atuação – instituições de ensino
superior já estão investindo em cursos e treinamentos específicos,
como o MBA em Gestão Esportiva que pode ser feito por qualquer
pessoa graduada.
Para as
empresas, que poderão desfrutar das oportunidades de negócios que
estão se delineando em diversos campos da economia, convém estar
atentas à importância de investir, com seriedade, no chamado
marketing esportivo.
Essa
modalidade de marketing teve grande ascensão no Brasil
principalmente nos anos 50, durante o governo de Juscelino
Kubitschek, quando grandes empresas de origem estrangeira
trouxeram para o País seus produtos e serviços. As multinacionais
foram pioneiras na utilização de ferramentas como pesquisa de
opinião e ações promocionais. De lá para cá, as estratégias se
sofisticaram, mas o marketing esportivo tem movimentado apenas
0,1% do PIB brasileiro. É pouco. Entre ingressos, patrocínios,
comércio de materiais esportivos, cotas de televisão, negociação
de atletas, transporte aéreo e ocupação hoteleira, o Brasil
movimenta anualmente cerca de 2 bilhões de dólares, contra 87
bilhões de dólares dos Estados Unidos. Temos, como se vê, um
imenso potencial ainda inexplorado.
No mundo inteiro, empresas e marcas
líderes já aprenderam a privilegiar o marketing esportivo. Em um
contexto como o atual, em que as fronteiras entre os países são
cada vez mais tênues e a competição globalizada se acirra, impondo
novos e maiores desafios a cada dia, associar a imagem da empresa
a atletas e equipes desportivas que gozam de elevado prestígio
junto à opinião pública é uma tática extremamente eficaz, que
ajuda a criar um diferencial positivo.
Associar a
empresa ao esporte gera muitos dividendos, como o rejuvenescimento
da marca, devido à força do esporte entre os jovens, e o ganho de
credibilidade – é como se o logotipo estampado em um uniforme
pegasse carona no sucesso dos atletas.
Mas, para que a
estratégia de associar a marca de uma empresa ao esporte gere o
impacto desejado, é fundamental escolher a modalidade que mais se
identifica com o público-alvo da empresa patrocinadora. Para quem
opera, por exemplo, no ramo do varejo voltado às classes C e D,
não compensa patrocinar um campeonato de golfe, que é um esporte
tradicionalmente voltado para os setores de maior renda.
Tomados esses
cuidados, o marketing esportivo certamente terá muito a contribuir
para o reforço da imagem institucional do patrocinador.
Eduardo Pocetti
Excesso de siglas e estrangeirismos
Agora pode parecer natural em muitas
empresas, mas há 10 ou 15 anos palavras como “outsourcing” ou
“deletar” e termos como “PMO” e “B2B” não faziam parte do nosso
vocabulário do cotidiano. Ambas são exemplos de estrangeirismos e
siglas, muitas das quais já adotamos em nosso dia a dia e fazemos
seu uso como se fossem de nossa língua mãe. O problema está em
saber a dosagem certa de sua utilização.
Para a psicóloga
e Gerente de Operações da De Bernt Entschev Human Capital,
Luciana Serafin, o uso de siglas e termos de outros idiomas
tiveram grande crescimento principalmente nas duas últimas
décadas. Ele indica que o ponto de origem destes termos nas
empresas brasileiras foi a instalação de várias multinacionais em
nosso território neste período, onde profissionais do mundo todo
trabalham juntos e, por isso, dividem termos que às vezes
facilitam a comunicação. O que contribuiu para que isso se
espalhasse foi a natural rotatividade do mercado.
Mas qual o limite
entre um uso considerado saudável destes termos e o exagero?
Profissionais que querem impressionar acabam fazendo este uso
excessivo. Luciana explica que é uma estratégia, também, para
chamar a atenção. “Os profissionais tentam mostrar que possuem
conhecimento maior de certos termos, procedimentos e até
experiência no exterior”, explica a psicóloga, que ainda completa
que a globalização, a internet e a rapidez com que as informações
circulam, fazem com que as pessoas adotem os termos originais que
normalmente são em inglês, já que muitas das teorias vêm dos EUA.
Solteiros da cidade de São Paulo
são tema de pesquisa da Bridge Research
Intensos, impulsivos, inconstantes e
entusiasmados – essas são algumas das características dos
solteiros da cidade de São Paulo, de acordo com pesquisa conduzida
pela Bridge Research com 510 moradores da capital, pertencentes às
classes A, B, C e D, em setembro de 2009. O levantamento mostra
que 80% dos paulistanos solteiros têm, pelo menos, ensino médio, e
contam com renda mensal 14% superior à dos casados. De acordo com
o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), censo de
2000, há 2,2 milhões de paulistanos com mais de 18 anos que estão
solteiros.
Dos 74 milhões de
solteiros brasileiros, cerca de 2,2 milhões estão na cidade de São
Paulo, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), baseados no censo de 2000. Para detectar o
perfil comportamental e as relações de consumo dos solteiros
paulistanos, a Bridge Research – empresa de pesquisa de mercado
com foco na prestação de serviços de inteligência na área de
tecnologia – conduziu uma pesquisa com moradores da capital
pertencentes às classes A, B, C e D. Intensos, inconstantes,
impulsivos e entusiastas são características identificadas no
comportamento dos solteiros paulistanos com idade entre 18 e 24
anos, reveladas pela pesquisa concluída em setembro de 2009.
Da base
entrevistada – 510 moradores da cidade de São Paulo – 19% têm
entre 18 e 24 anos; desse total, 71% são solteiros. Nessa faixa
etária, 45% e 44% pertencem às classes A e B; C e D,
respectivamente. No que se refere à renda mensal, esses
paulistanos ganham em média R$ 3.506, aproximadamente 14% a mais
que os casados com 40 anos ou mais. A análise da escolaridade
mostra que nessa faixa etária (até 24 anos), 81% possuem de ensino
médio a superior completo contra 59% dos casados. Os demais
solteiros paulistanos têm entre 25 e 29 anos (13%); 30 a 39 anos
(25%); e acima de 40 anos (43%).
Segundo Renato
Trindade, presidente da Bridge Research, entre os solteiros
paulistanos de 18 a 24 anos (classes A e B), 79% adoram encontrar
marcas e produtos antes das outras pessoas; 35% se consideram
influenciadores (as demais pessoas acham que são fonte segura de
informação); e 38% aceitam pagar mais caro por marcas e produtos
originais.
“Um percentual de
30% afirma que prefere produtos éticos, o que indica a valorização
de marcas com comprometimento socioambiental”, afirma o executivo. Sociáveis, 52% dos solteiros
dessa faixa etária afirmam ter um grupo grande de amigos;
intensos, 49% associam a felicidade com a possibilidade de extrair
o máximo da vida; 48% gostariam de servir de exemplo às demais
pessoas de como levar uma vida maravilhosa. Entusiasmo, liderança
e criatividade também são características dos solteiros
paulistanos (18 a 24 anos, A e B) – 38% são admirados pela paixão
que têm por coisas e projetos; 23% despertam admiração pela
criatividade e entusiasmo, são consideradas pessoas inspiradoras;
e 22% destacam o espírito de liderança, visão e metas claras como
atributos pessoais.
Para esse
contingente de solteiros, o aprendizado é decorrente da
experimentação, vivência e estímulos externos para formar uma
opinião. Entre as frases que mais traduzem os solteiros
paulistanos (18 a 24 anos, classes A e B) estão: “presto mais
atenção nas coisas quando posso tocá-las, pegá-las”; e “presto
mais atenção nas coisas, quando me convidam a experimentá-las,
pela experiência”. De acordo com Trindade, esses solteiros são
explosivos, argumentadores, mas optam por respeitar o espaço
alheio.
“Nas
afirmativas, as frases que ilustram o modo de ser e agir mostram o
gosto por resolver uma situação de conflito, respeitando o espaço,
as opiniões e o tempo individual. As indelicadezas não são motivo
de rompimentos definitivos; a segunda chance e o perdão são
adotados com frequência, pois as situações de conflito são
associadas a oportunidades estimulantes para o desenvolvimento de
projetos em equipe”, afirma o executivo, acrescentando que em
contrapartida, os solteiros dessa faixa etária possuem um
temperamento mais “bombástico” quando nervosos. “Entretanto, são
menos arrogantes que os casados com mais de 40 anos. Os
percentuais são de 18% (solteiros) contra 32% (solteiros)”,
detalha. Quando a questão recai para interesses pessoais, 47% dos
solteiros gostam de se aprofundar em temas da sua preferência; 31%
têm áreas de interesse pouco convencionais e confessam a
dificuldade de explicar para as pessoas o que faz e gosta; e 30%
são mais convencionais – buscam informações em revistas e sites.
Pesquisas sobre a “Geração Y”
Pesquisas sobre a Geração Y integram
o trabalho permanente da Bridge Research, de estudar o
comportamento das pessoas e as diferenças entre as diversas
gerações frente à evolução do mercado consumidor. “É importante
estar atento à evolução das diferentes gerações tecnológicas, qual
o seu ponto de ruptura e como se movimentam os early adopters de
novas tecnologias”, destaca Trindade. Social networking é outra
área que está no radar da Bridge Research, envolvendo a Web 2.0
com os seus blogs, fotologs, wikis, twitter e o que reúne o
Consumer-Generated Media, ou a informação criada e divulgada pelos
próprios consumidores, com análises de impacto, imagem,
credibilidade, etc. “Para analisar, é essencial diferenciar essas
novas tecnologias. Entre as redes sociais, por exemplo, é preciso
especificar bem o que são redes de relacionamento como Orkut e
MySpace, e como interagem com os sistemas de mensagens
instantâneas como MSN e Messenger, uma vez que estamos falando de
duas redes com finalidades distintas”, diz Trindade.
Três equívocos da gestão de
shopping centers
Em meados da década de 1960, o
mercado de shopping centers iniciou uma trajetória de ascensão
alinhada ao aumento do consumo no Brasil e a mudanças
socioculturais no País. Em cinco décadas assistimos ao
fortalecimento de uma importante indústria que dita tendências no
varejo nacional e internacional. Pela crescente relevância
econômica e social, cabe uma reflexão criteriosa do setor,
especialmente em um ano em que o mercado está plenamente aquecido,
com a retomada de projetos que ficaram em stand by durante a
ameaça da crise econômica mundial; projetos que serão concluídos
nos próximos dois anos.
A pensata
proposta rege uma questão cotidiana na gestão de shopping centers:
como vencer a concorrência crescente e transformar características
do negócio em diferenciais competitivos. Há inúmeras respostas
pertinentes à questão e que são perfeitamente cabíveis a
diferentes perfis de empreendimento. No entanto, nada é mais
adequado do que reconhecer os próprios equívocos cometidos e atuar
para corrigi-los – se possível – ou atenuá-los. E quais são os
principais equívocos na gestão de malls? Com a expertise
conquistada em mais de 15 anos de atuação no setor, considero que
podemos classificar, seguramente, três equívocos básicos que em
geral ocorrem na gestão, erros que têm por alicerce o início do
empreendimento e a administração:
considerar a análise da área
primária de influência como o principal fator de sucesso do
empreendimento em prejuízo das demais áreas de influência;
não prever a possibilidade de
ampliação do empreendimento;
priorizar os resultados
financeiros em detrimento da atratividade comercial do
empreendimento.
No topo da
lista de principais equívocos, destaco a crença absoluta de que a
área primária de influência é o principal fator que deve ser
levado em consideração para conquistar o sucesso do
empreendimento. No cotidiano do negócio, o tipo de ocupação
populacional de alguns bairros é sazonal – a exemplo de locais com
concentração de escritórios, cujo fluxo de clientes deixa de
existir nos fins de semana. Na segunda posição, cito a construção
de um empreendimento sem prever o espaço necessário à ampliação
física. É notório que a ampliação é a melhor forma de proteção dos
negócios e ao abrir mão disso, os empreendedores perdem a proteção
e a eventual capacidade de investir em novas atividades
complementares ao centro comercial original. É nesse contexto que
surgem as brechas para que players concorrentes invistam no local.
Em terceiro
lugar no ranking de equívocos está a gestão propriamente dita. Há
empreendimentos cuja “razão de ser” da administração é o
desempenho financeiro. E o que há de errado nisso? Nada, a não ser
que esse seja considerado um fato isolado. Dar foco exclusivamente
ao desempenho significa muitas vezes não dar a atenção necessária
à qualidade dos serviços prestados ao cliente; à comodidade do
empreendimento, alinhada ao público-alvo; à escolha correta do mix
de lojas; e à modernização na gestão do negócio. São esses itens,
entre outros, que de fato traduzem aos consumidores os reais
diferenciais competitivos do empreendimento.
Para chegar
aos reais diferenciais competitivos é preciso, acima de tudo,
contar com o diferencial das pessoas envolvidas em todas as etapas
do processo. As pessoas que estão à frente da gestão do negócio;
as que conduzem a auditoria da gestão; as que investem no negócio;
as que atendem o cliente; e as que associam os shopping centers a
um espaço onde a experiência de compra deve atingir patamares de
excelência.
Arnaldo Kochen
Brasileiro tem banda larga cara,
lenta e restrita
De acordo com a Idec, o país paga
em média US$ 28 mensais por internet rápida de 1 Mbps
Pagar caro pela internet e ainda ter
um produto de má qualidade é realidade no Brasil. De acordo com o
Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), a
concorrência quase inexistente é o que produz preços tão altos
para o uso de banda larga. A velocidade mínima estabelecida pela
União Internacional de Telecomunicações para banda larga deve
ficar entre 1,5 Mbps e 2 Mbps e o Brasil tem uma média de pouco
mais de um megabit por segundo.
O Idec
apontou em sua pesquisa que, quando comparado o preço e a
qualidade da banda larga em seis capitais brasileiras a internet
fica muito restrita, declara Estela Guerrini, advogada do Idec,
responsável pelo estudo.
São gastos em
média US$ 28 por mês no país, valor que chega a 4,58% da renda per
capita. Nos EUA, o valor é de apenas 0,5% da renda per capita dos
americanos e, na França, é de 1,02%. Além disso, apesar de pagar
caro, o consumidor brasileiro não recebe um bom serviço. Segundo
levantamento recente realizado pela empresa americana Akamai, a
velocidade de tráfego da internet brasileira é uma das mais lentas
do mundo.
Sendo
identificada 93% menor que a velocidade média da Coreia do Sul,
líder do ranking. Além disso, 20% das conexões no Brasil têm
velocidade inferior a 256 quilobits por segundo (Kbps), o que
passa ao largo da velocidade mínima estabelecida pela União
Internacional de Telecomunicações (UIT), entre 1,5 Mbps e 2 Mbps.
São
diversas deficiências até chegar nesse ponto de prestação de
serviço, que vão desde qualidade à variação da velocidade. Essa
inclusive, em maior queixa, já que a maioria das empresas se
compromete a entregar um percentual mínimo de conexão e não
cumpre. Algumas delas, que fornecem o serviço, não disponibilizam
as informações de velocidade no seu site, outras ainda, prevê que
as faixas de velocidade não são garantidas.
“Nós
usuários, precisamos estar atentos aos diversos planos oferecidos
pelas operadoras, o que garante que teremos a velocidade que é
oferecida?”, interroga o tutor do Portal Educação, Renato de Brito
Nicodemos.
Pesquisa revela que 90% dos
profissionais de saúde veem a web como importante para divulgação
Levantamento do Site Help Saúde
também mostrou que 43% deles querem se comunicar com pacientes
online
Uma pesquisa feita pelo site Help
Saúde (www.helpsaude.com),
único buscador na América Latina que reúne dados de médicos,
dentistas, clínicas, hospitais e medicamentos em um único site,
revela que 90% dos profissionais de saúde do país enxergam a
Internet, através de sites como o Help Saúde, como uma ferramenta
importante na divulgação e promoção de seus serviços. De acordo
com o estudo, os profissionais avaliam que é preciso haver novos
meios de divulgação, interfaces eficientes de relacionamento com
outros profissionais, ferramentas de avaliação dos serviços e
espaço para divulgação de informações de interesse do usuário.
Cientes da importância da Web num mundo em que as relações
digitais têm cada vez mais valor, 42% dos profissionais
assinalaram o desejo de se comunicar com os pacientes online.
Os
dados do estudo, que mostram como os profissionais de saúde vêem
com extrema importância sua presença na Internet, estão afinados
com a relação do brasileiro com as mídias digitais. Segundo
estatística divulgada pelo Ibope, a nossa população permanece
conectada à rede mais de 44 horas por mês, o que lhe garante o
título de usuário mais conectado por tempo de navegação em todo o
mundo. Para os entrevistados, a divulgação na web supera
os meios tradicionais de publicidade, como anúncios em revistas ou
livros de planos de saúde.
O estudo do HS também revelou que 76% dos entrevistados enxergam a necessidade
de monitorar as visitas em suas páginas. Essa vigilância está
diretamente ligada ao interesse deles no gasto com publicidade:
mais de 60% investem na promoção de seus próprios serviços. Outro
dado importante é que 84% sentem falta de espaço na Web para
exibir informações profissionais, como a experiência e o currículo
acadêmico, e 73% acham importante ter algum espaço para publicar
seus artigos. Outros 42% avaliam que é preciso existir ferramentas
para o usuário avaliar a qualidade do serviço prestado.
As conclusões do levantamento evidenciam que os
empreendedores na área de saúde precisam de ferramentas de
divulgação úteis em suas áreas. Diante disso, oferecer um serviço
que auxilie na tomada de decisões se torna um diferencial na hora
de conquistar pacientes que procuram informação correta e de
maneira rápida. O Help Saúde reúne dados de diversos
profissionais e instituições ligadas à área de saúde, com o
objetivo de estreitar a ligação entre pacientes e eles. São mais
de 1 milhão de registros na base de dados do site. Desde que
entrou no ar, o HS vem aprimorando o seu serviço de modo a atender
as crescentes demanda do profissional de saúde. A expectativa é de
alcançar mais de 30 mil clientes nos próximos 5 anos. O resultado
é a qualidade do serviço prestado ao usuário e o aumento da
visibilidade do empreendedor na vitrine que mais cresce no mundo:
a Internet.
Reflexões sobre a propaganda
brasileira tradicional
A propaganda nacional e os
profissionais de marketing do Brasil são associados mundialmente à
criatividade e ao pleno domínio de uma linguagem singular; uma
comunicação ágil e com um legítimo senso de oportunidade. É
evidente que os elogios são procedentes, no entanto, ao me propor
o desafio de fazer uma reflexão crítica sobre a propaganda
brasileira tradicional, vejo-me tentado a remeter ao pensamento do
sociólogo francês Pierre Bourdieu para o qual a sociologia deve
unir o legado acadêmico a teorias sociais desenvolvidas por
pensadores das ciências humanas e – esse é o ponto que pretendo
ressaltar – fazer uso de técnicas estatísticas e etnográficas. Ou
seja, transformar procedimentos metodológicos em instrumentos de
fortalecimento.
Pela
singularidade, esse raciocínio pode parecer pertinente apenas à
“sociologia engajada” de Pierre Bourdieu, mas a questão é menos
linear do que parece. Na obra A distinção, crítica social do
julgamento, o sociólogo reuniu uma equipe de pesquisadores para
elaborar uma “investigação” sobre a variação do gosto entre
diferentes camadas sociais. Na prática, lançou mão da pesquisa
para investigar uma proposição – e legitimá-la por meio de dados
concretos – que permeou seus estudos. Nesse ponto voltamos a
abordar a propaganda brasileira tradicional: pródiga em
criatividade, mas que se ressente da falta de dados quantitativos
e qualitativos como suporte da criação e do planejamento
estratégico.
Na minha
visão, o planejamento estratégico associado a pesquisas se tornou
um instrumento raro. E não por culpa dos profissionais de
marketing, cabe ressaltar! A questão da verba – aliás, a escassez
de verbas – criou uma nova cultura na qual o investimento em
pesquisas está dissociado de um marketing criativo e inovador.
Muitos gestores de marcas e empresas ainda estão acorrentados à
crença de que o investimento em pesquisas é dispensável, um mero
acessório. Contrariando essa crença equivocada, a reflexão dos
comportamentos emergentes – baseada em um levantamento de
tendências, em pesquisas qualitativas e quantitativas criteriosas
– oferece embasamento e norteia a tomada de decisão de
investimentos e dos rumos da marca e do negócio.
E por que as tendências podem ser
peças-chave para levar a propaganda nacional a um patamar
contemporâneo? Nessa instância, antes de responder a questão, é
importante contextualizar que algumas pesquisas são mais eficazes
na detecção de tendências; pesquisas focadas na análise
“atitudinal” – uma forma de leitura que ultrapassa os parâmetros
de classes sociais, idades ou demais segmentações clássicas.
Respondendo a pergunta, a importância está na conexão que inúmeras
áreas do conhecimento têm feito com o futuro; conexão que infunde
a busca humana por descobrir as tendências que norteiam as novas
relações de consumo e mapeiam as interpretações contemporâneas do
indivíduo.
Mensurar
essa forma de pensar a publicidade? Muito fácil, basta citar o
“Think Different”, passando pelo “Get a Mac” e continuar por uma
trajetória que prossegue até hoje e que tornou a Apple em um
ícone, um objeto que alçou o consumidor ao status de “seguidor” da
marca. Muitos acreditam que se trata de um posicionamento de
marketing unicamente criativo e simples. Há mais do que
simplicidade e criatividade por trás da maçã. Exatamente por
associar campanhas a comportamentos e atitudes emergentes – não
engessando-as em conceitos como idade ou nível sociocultural –
essas peças publicitárias se tornaram símbolos que atraem,
instigam a imaginação e apontam para a atemporalidade do bom
gosto. Negar isso é negar o valor que o ser humano atribui à
empatia.
Em
pesquisas recentes da Voltage – com segmentação desenvolvida a
partir de comportamentos – questionamos mulheres de diferentes
faixas etárias e perfis de consumo sobre quais marcas de
computadores mais admiravam. Apple foi praticamente uma
unanimidade, justamente porque as campanhas falam de valores
vigentes nos quatro cantos do mundo. Essa é uma comunicação que
não vende a marca, transmite “identidade”, dando um novo sentido
ao consumo.
Nessa instância, proponho uma
questão baseada na dialética da “clássica” filosofia: até onde os
profissionais da publicidade brasileira estão dispostos a ir para
enfrentar o novo com uma nova disposição de enxergar?
Paulo Al-Assal
A comunicação convergente e os
mitos da nova tecnologia
Redes sociais não existem. Ou,
melhor, existem desde sempre. Pelo menos desde que os primeiros
australopitecos estabeleceram relações afetivas e conseguiram
demonstrar isso de maneira objetiva, segundo códigos que puderam
ser apreendidos pelo grupo e reproduzidos sistematicamente. Talvez
mesmo antes, o “elo perdido” já pudesse interagir – racionalmente
– com os de sua espécie e com outras entidades do mundo físico.
O que não há é o
advento da “rede social” enquanto decorrência do avanço
tecnológico, das plataformas de troca de dados por meio dos
sistemas digitais online. Esta definição, que internacionalmente
consagrou o fenômeno dos espaços virtuais agregadores de pessoas
(ou perfis) e que proporcionam a interação remota entre elas, é
nada mais do que o exercício da capacidade humana do
relacionamento, só que agora em um novo terreno midiático.
Claro que o
Twitter, o Facebook, o Orkut e similares só foram possíveis por
conta do amadurecimento tecnológico dos meios de comunicação. Mas
o fato é que este avanço configurado no aumento do espectro de
possibilidades gerado pela internet não é um acontecimento social
– no sentido de exprimir o significado sociológico de
relacionamento – mas simplesmente um amplificador de uma
característica inerente aos seres humanos: comunicar e estabelecer
relações de reciprocidade entre si e com as coisas do mundo.
Chamar estas
plataformas de comunicação de “redes sociais” é, portanto, um
pouco de exagero. Sem dúvida elas se prestam ao que trazem na
nomenclatura, proporcionar o relacionamento entre pessoas. Mas não
são, definitivamente, redes sociais: são, sim, espaços virtuais
para o interação daqueles que utilizam tais meios como forma de
encontrar outros membros do mesmo serviço. Ou seja, são mais um
ambiente para colocar em prática o desenrolar, a evolução e
constante modificação dos embates psicossociais dos integrantes
destas redes – que não são tecnológicas, mas humanas.
E esta interação
acontece nestes espaços, assim como acontece na rua, em
supermercados, nas escolas, no trabalho. A internet criou apenas
mais um palco para que pessoas encontrem outras. Certamente este
novo campo tem suas especificidades e regras que permitem a
ordenação semântica das mensagens trocadas e do relacionamento ali
travado. Mas o mesmo acontece com todos os outros espaços da
prática social.
No trânsito, por
exemplo, precisamos interpretar um farol vermelho como o comando
para parar; na internet, em algumas destas plataformas
mencionadas, se eu não clicar em “adicionar contato”, não será
possível dizer “oi” para a pessoa com quem quero me comunicar. Se
não parar ao sinal vermelho, posso causar um acidente ou então
receber uma multa; se enviar uma mensagem a um membro do Orkut sem
adicioná-lo como contato e sem ter a certeza de que “tenho este
direito”, posso ser ignorado ou até bloqueado por aquele a quem
endereço a mensagem.
Existem milhares de
possibilidades em um e outro sistema. O ponto é que cada um deles
tem seus mecanismos de interação predeterminados. E todos que
compartilham daqueles modelos devem seguir as respectivas
estruturas de significação a fim de que seja possível a interação
entre os membros.
O nome do meio,
todavia, pouco importa. Chamar o Twitter de “rede social” não
interfere na finalidade ou nas conseqüências de seu uso. Este
exercício retórico, no entanto, se presta a uma análise mais
cautelosa dos mitos que permeiam o estabelecimento das plataformas
de comunicação e seu estudo.
A primeira
conclusão a que se pode chegar é que as tais redes sociais não são
em si um índice de evolução tecnológica (embora dependam dela,
assim como dependeram todas os outros artefatos que suportam a
comunicação, como o telégrafo e o telefone). São, em verdade, um
item importante que denota a evolução dos mecanismos de
comunicação.
O avanço da tecnologia
proporciona a criação de novos braços, de novos tentáculos para a
interação humana e amplificam imensamente a capacidade de profusão
e absorção de informação. E seu o impacto não é sobre a
tecnologia, mas sobre as estruturas de comunicação.
Em seu livro
Cultura da Convergência, Henry Jenkins descreve de maneira muito
didática e instigante este fenômeno. Seu argumento principal se
baseia no rompimento de uma dos mais importantes lendas que
circundam o progresso tecnológico, que é o das novas plataformas
de comunicação suplantando as antigas.
Jenkins tem uma visão
absolutamente pluralista e propõe que, diferente das profecias da
extinção dos meios, o que deve acontecer é a convergência
multimidiática dos mecanismos. Daí, conforme seu raciocínio, o
estabelecimento de novos paradigmas de comunicação e a reinvenção
dos suportes de mídia de maneira complementar e proporcionando
novas significações técnicas e socioculturais.
Ou seja, ele
entende que a televisão não vai acabar por conta da internet,
assim como a internet não vai inventar um novo modelo de
comunicação em vídeo: o acoplamento das duas propostas vai criar
uma terceira via, com a possibilidade de novas ferramentas e de
mecanismos de interatividade. E isso, por sua vez, deve
reconfigurar a maneira pela qual as pessoas se apropriam da
comunicação em vídeo, vai determinar um novo modelo de raciocínio
comunicacional e que, por fim, vai gerar impactos na economia, na
arte, nos modos de consumo e no relacionamento entre pessoas e o
mundo como um todo.
Como explica
Jenkins, “a convergência das mídias é mais do que apenas uma
mudança tecnológica. A convergência altera a relação entre
tecnologias existentes, indústrias, mercados, gêneros e públicos.
A convergência altera a lógica pela qual a indústria midiática
opera e pela qual os consumidores processam a notícia e o
entretenimento.”
Na apresentação
do mesmo livro, o produtor Mark Warshaw nos traz outra reflexão
sobre a mudança de paradigma no consumo de informação e
entretenimento. E ironiza o discurso apocalíptico dos entusiastas
das tecnologias midiáticas (aqueles que entendem o avanço da mídia
enquanto tecnologia, não como fenômeno determinante das relações
sociais): “O comercial de 30 segundos morreu. A indústria
fonográfica morreu. As crianças não assistem mais à televisão. As
velhas mídias estão na UTI. Mas a verdade é que continuam
produzindo música, continuam veiculando o comercial de 30
segundos, um novo lote de programas de TV está prestes a estrear,
no momento em que escrevo estas linhas – muitos direcionados a
adolescentes. As velhas mídias não morreram. Nossa relação com
elas é que morreu. Estamos numa época de grandes transformações, e
todos nós temos três opções: temê-las, ignorá-las ou aceitá-las.”
O interessante da
observação de Jenkins é a paulatina reinvenção dos meios. Ele
fundamenta seu raciocínio na relação entre três conceitos basais
da comunicação contemporânea, que pautam toda a avaliação sobre os
casos práticos apresentados em sua obra: a convergência dos meios,
a cultura participativa e a inteligência coletiva.
Por convergência
das mídias, Jenkins toma a expressão da informação em múltiplos
suportes. Ele dá um exemplo bastante pitoresco: a associação de
Osama Bin Laden com um personagem de Vila Sésamo, decorrente da
brincadeira de um jovem norte-americano. A montagem feita pelo
adolescente percorreu o mundo em diversos formatos e com
diferentes finalidades. Foi descoberta na internet por um
militante islâmico que, sem conhecer o verdadeiro sentido da
brincadeira e mesmo o tal personagem da TV, estampou a imagem
criada pelo americano em faixas de protesto. Tais cartazes foram
filmados pela CNN e voltaram ao ocidente em forma de matéria
jornalística transmitida pela televisão. Os criadores da série
Vila Sésamo execraram a ligação indevida do personagem com o
terrorista e ameaçaram entrar na justiça (sabe-se lá contra quem).
Cultura
participativa, conforme o professor Jenkins, é a interação dos
atores sociais envolvidos no processo de comunicação, como
emissores e receptores das mensagens e atuando em papeis
distintos, em diferentes situações – e variando esta atuação
indefinidamente tanto quanto assumem diferentes papeis sociais.
É o caso de um executivo de uma empresa, que em determinado
momento é telespectador, noutro, formador de opinião, num
terceiro, pai de família e que interage com a professora de seus
filhos numa reunião escolar. Esta professora também é mãe, tem
seus filhos na mesma escola (e são colegas dos filhos do
executivo), e consumidora crítica, quando, em dado momento, posta
na internet comentários sobre um produto que, por acaso, é a marca
líder da empresa na qual o pai de seu aluno é diretor de
marketing.
Finalmente, se
apropria do termo “inteligência coletiva”, cunhado pelo teórico
francês Pierre Levy, para definir a malha amorfa de informação e
conhecimento que é resultado da confluência do pensamento e da
participação de muitas pessoas, em ambientes diversos e com
propósitos não necessariamente relacionados. É o grande “banco de
dados” coletivo que possibilita o armazenamento e a troca de
informação infinita sobre qualquer tema em qualquer lugar. Ele
explica que isso acontece porque ninguém pode saber tudo: cada um
de nós sabe alguma coisa. Juntando-se estas peças temos a
inteligência coletiva. A internet é o advento da comunicação capaz
de elevar este sentido a sua milésima potência.
Unindo-se o
tripé proposto por Jenkins, temos as bases da comunicação de hoje,
num mundo guiado pela renovação infinita dos meios e dos
conceitos. E aqui volto ao assunto das redes sociais. Não seriam
elas muito mais mecanismos convergentes de interação do que
propriamente redes? As ditas redes sociais, na verdade, são alguns
dos alicerces que sustentam este novo modelo de comunicação.
Os Twitters, Facebooks
e Orkuts, são, sim, as expressões mais nítidas e propositoras da
realidade mais atual da convergência midiática. É aí que está a
beleza e a riquíssima contribuição destas plataformas: ser o
ambiente que proporciona o relacionamento humano em perspectiva
multimídia, com a possibilidade de criação e reconfiguração dos
discursos e da própria cultura num plano mediado em constante
transformação. É o espaço da revisita, da releitura, da paráfrase
de si e dos outros e o resultado da ação de muitas mãos.
Gustavo Schor
Oito tecnologias que transformam
os negócios
Tecnologias emergentes, como cloud
computing, mega-armazenamento de dados, softwares inteligentes e
todas as aplicações do uso de telefonia móvel, por exemplo, ainda
têm bastante espaço para crescer. Parte do mercado ainda não sabe
usar as tecnologias disponíveis para transformar os negócios e
passar a atuar num patamar mais elevado.
“A tecnologia,
quando analisada num grande bloco isoladamente, não costuma ser
encarada com um gatilho desencadeador de grandes negócios. Ao
contrário. Como em geral é uma ferramenta de trabalho e não faz
parte do core business da maioria das empresas, costuma ser
subavaliada”, diz Guilherme Araújo, diretor comercial da
Online Brasil – empresa com 17 anos de atuação no mercado de
TI.
Na opinião
de Araújo, quando o gestor extrai o melhor da tecnologia para
explorar novos modos de fazer a empresa prosperar, percebe
rapidamente que essa ferramenta é muito mais profícua. “Entre as
principais missões das tecnologias emergentes está a capacidade de
gerenciar o relacionamento com clientes, o capital e os
investimentos realizados, além de utilizar as informações a favor
do crescimento da empresa, ganhando mercado de uma forma nunca
antes experimentada em tão curto espaço de tempo”.
De acordo com o executivo, as
oito tecnologias que transformam os negócios de modo relevante
são:
Internet como ferramenta de
relacionamento com o cliente. “Nunca foi tão rápido
compreender o que é preciso fazer para suprir as necessidades dos
clientes de modo a fidelizar consumidores de produtos e serviços.
A internet, e tecnologias correlatas, favorece esse entrosamento e
resulta na maximização das potencialidades de cada empresa”;
Redes Sociais. “O que vem
sendo cada vez mais percebido é que as redes sociais já fazem
parte da rotina de trabalho de muitos profissionais. Apesar de ser
uma questão polêmica dentro das empresas, é necessário que os
funcionários possam utilizar seus computadores de trabalho para
acessar as redes sociais. Em muitos casos, não somente nas horas
vagas. Em muitos negócios é possível envolver os consumidores na
concepção dos produtos, no design, nos testes, no pós-venda e
inclusive no marketing viral”;
Cloud Computing. “Trata-se de
um modelo de negócio em que o cliente tem acesso a uma variedade
de serviços, aplicações e soluções garantida pelo provedor. A
ideia é permitir que se tenha acesso aos próprios dados ou aos
dados da empresa em que se trabalha de forma remota. Isso
certamente está revolucionando não só os negócios, mas o próprio
ambiente de trabalho”;
TI Verde. “A empresa que não
se mostrar alinhada às questões mais discutidas no mundo
globalizado e não tiver sua marca associada a temas como
crescimento sustentável, uso racional de recursos naturais,
respeito ao meio ambiente e eficiência energética, estará sujeita
a ser vista pelo mercado como uma usurpadora do planeta.
Iniciativas comuns incluem redução de impressão em papel, aumento
do uso de e-documents e terceirização de data center”;
Virtualização. “Com a
virtualização, os equipamentos físicos passam a se comportar como
software, possibilitando relevante corte de custos e
redirecionamento de recursos humanos para áreas mais estratégicas
da empresa – como criação de novos produtos e serviços, ou mesmo
programas voltados para o bem-estar dos colaboradores. Há quem
reconheça a virtualização como uma espécie de precursora da nuvem
computacional”;
Terceirização do Banco de Dados.
“Mesmo durante a crise econômica internacional, a terceirização de
Data Center foi o principal investimento realizado pelas empresas
norte-americanas, de acordo com pesquisas de intenção. No Brasil,
também se mostra uma opção inteligente e viável, já que libera o
cliente de custos com imóvel, manutenção predial, energia,
segurança, atualização de equipamento, contratação de equipe
especializada em gestão especializada etc. O principal ganho,
entretanto, é que o cliente terá mais tempo e recursos disponíveis
para se dedicar ao próprio negócio”;
m-Commerce. “Os pagamentos
por telefonia móvel estão sendo viabilizados. Apesar de muitas
ferramentas ainda estarem em fase de testes, pagar uma conta
fazendo uso do aparelho celular oferece o mesmo nível de segurança
de uma transação bancária via internet. Ou mais. Trata-se de um
procedimento muito parecido com o débito automático. Basta
aproximar o celular a um leitor habilitado (POS), conectado a um
terminal. As informações são transmitidas pelo telefone através de
uma antena de curto alcance e a informação de pagamento é
processada rápida e seguramente. Cada vez mais os compromissos
financeiros deixarão de representar um entrave na rotina das
pessoas”;
Segurança/Monitoramento.
“Além dos dispositivos de segurança, com um simples sistema de
monitoramento é possível resolver pendências de diversos setores e
serviços necessários para a manutenção de uma empresa. É o caso do
NOC, que, a partir de telas de alta resolução interligadas à rede
de gerenciamento do banco de dados da empresa, permite controlar
inúmeros servidores físicos e serviços em tempo real. O sistema é
capaz de detectar falhas ou possíveis interrupções de links,
roteadores e servidores, emitindo alertas e permitindo reduzir a
incidência de problemas”.
Fonte: Guilherme Araújo.
Contato face-to-face ainda é a
melhor estratégia
Gerar informação qualificada e
difundir conhecimento de maneira ágil entre todos os
colaboradores, fornecedores e clientes. Esta é a força motriz por
trás da criação de diversas ferramentas de comunicação com as
quais lidamos hoje. Conseguimos, com o auxílio da tecnologia,
romper diversas fronteiras e, simultaneamente, nos tornarmos
cidadãos do mundo, sem deixar a estação de trabalho.
Contestar
as facilidades destes recursos? De maneira alguma. Sou um
entusiasta da web 2.0 e, pessoalmente, tento acompanhar não só o
meu perfil no twitter e nas redes sociais que integro, mas também
todas as novidades relacionadas à tecnologia e à comunicação.
Acredito muitíssimo no potencial
dessas novas bases de contato humano, mas acredito ainda mais no
equilíbrio e, por isso, levo muito em conta a experiência de
gerações anteriores à minha que pregavam sabiamente: “A palavra de
um homem vale o fio do bigode”.
Pode até parecer
um pouco arcaico. Eu concordo. Mas acredito que este pensamento
sobre o valor da palavra empenhada representa, na verdade, o
princípio da confiabilidade nas relações pessoais, algo que, ainda
hoje, depende da proximidade e do contato humano.
Sim, é
verdade. Não há como não reconhecer os diversos
benefícios alcançados pelo advento
destas novas ferramentas.
Se avaliarmos,
mesmo de maneira bem superficial, podemos verificar que com
e-mails, instant messengers
e outros tantos recursos utilizados no meio corporativo temos,
além da redução da distância e, claro, do tempo, alguns benefícios
relacionados à sustentabilidade, como a sensível diminuição na
utilização de papéis, devido ao menor número de impressões e até
na emissão de CO2, uma vez que, com a possibilidade de conference
calls, chats e mesmo vídeo conferências, o número de deslocamentos
e viagens para reuniões também acaba decrescendo. Mas, se os
benefícios são inegáveis, as transformações, tanto no ambiente
quanto na rotina de trabalho, também o são.
E entre as grandes mudanças, pode-se
destacar a forma inadvertida com a qual suplantamos o contato
pessoal. Não raras vezes, percebemos pessoas que trabalham juntas,
em uma mesma sala, interagindo por meio destes comunicadores
instantâneos. Pode até parecer exagero, mas é como se, vivendo em
uma mesma casa, membros de uma mesma família conversassem apenas
por telefone. E é esse, na verdade, um dos principais receios
relacionados à adoção destes recursos: a frieza e o
distanciamento.
Para
solucionar, ou mesmo minimizar, estes problemas – principalmente
em empresas que utilizam a tecnologia como plataforma de trabalho,
como é o caso da Catho Online – é necessário executar um intenso
trabalho de gestão de pessoas e de relacionamento, aproximando as
diversas equipes que integram áreas e departamentos diferentes de
seus respectivos líderes.
Ou seja, é
preciso realizar um intenso trabalho de humanização das relações,
criando condições favoráveis para que todos os colaboradores
reconheçam não só as pessoas a quem respondem, mas também os
colegas com quem trabalham. Esta estratégia, somada às regras e
códigos de conduta, assim como ao bom senso dos funcionários,
forma a base para a utilização adequada destas ferramentas em
ambiente corporativo, preservando a dinâmica da geração de
informação e difusão de conhecimento sem, contudo, prejudicar a
confiabilidade do bom e velho contato face-to-face.
Adriano José Meirinho
Sigilo na saúde
Saúde e tecnologia caminham de mãos
dadas. Essa afirmação é confirmada pela forma como a informação em
tempo-real vem assumindo um papel de destaque na tomada de
decisões na prática da medicina. Por isso, o segmento deve tomar
algumas precauções, uma vez que lida com dados sigilosos tanto de
pacientes como de empresas do ramo. É neste ponto que entra a
segurança da informação. Porém, no Brasil, ao contrário de outros
países, essa é uma realidade que começa a ser enxergada há bem
pouco tempo.
Nos Estados
Unidos, por exemplo, esta preocupação é mais antiga. Em 1996, foi
criada a HIPAA (Health Insurance Portability and Accountability
Act) que é uma lei de portabilidade de seguros médicos projetada
para resguardar, por meio de padrões de segurança e legislação
federal de privacidade, as informações de assistência de saúde.
Essa lei define exigências para o armazenamento dos dados
eletrônicos do pacientes antes, durante e após o atendimento
médico.
Apesar de ainda estarmos atrás dos
EUA e Europa no quesito segurança da informação na saúde, alguns
órgãos e organizações já começam a prestar atenção ao setor,
criando grupos de estudos e análises. Um exemplo claro disso, foi
à concepção do SBIS (Sociedade Brasileira de Informática em
Saúde). A entidade tem como objetivo promover o desenvolvimento de
todos os aspectos da tecnologia aplicada à saúde. Como não existe
uma especificação formal, esse órgão trabalha junto com o Conselho
Federal de Medicina – CFM – para estabelecer padrões na área de
atendimento para TI e garantir o sigilo dos dados.
Entre
algumas iniciativas que vem sendo desenvolvidas estão a Resolução
CFM 1638/2002 e a CFM 1639/2002 que garantem as normas técnicas
para o uso de sistemas informatizados para a guarda e manuseio do
Prontuário Médico; o Cadastro Nacional de Usuários do SUS, que
identifica 133 milhões de pessoas cadastradas na base federal; e o
Cadastro Nacional de Estabelecimentos e Profissionais de Saúde.
Este identifica todas as empresas de saúde no País.
Além disso,
a ABNT estabeleceu, em 2006, a Comissão Especial de Estudos em
Informática em Saúde, também conhecido como TC-215 que
concentra-se nos padrões de segurança da informação. Para 2010, a
SBIS e o CFM estão trabalhando na especificação de um certificado
ICP-Brasil para melhor atendimento das necessidades da área
médica.
Este
assunto torna-se ainda mais vital no momento em que a saúde no
País passa por modificações como a municipalização, a implantação
do Piso Assistencial Básico (PAB) e, principalmente, do projeto
piloto do Cartão Nacional de Saúde. Estas inovações exigem a troca
de informação num cenário distribuído que só poderá ocorrer se os
modelos estiverem claramente definidos. Atreladas a este cenário,
além dos riscos financeiros, estão questões jurídicas e,
principalmente, éticas.
Um dos maiores
desafios está em promover junto à entidades governamentais e
órgãos reguladores a conscientização sobre os riscos envolvidos.
Também é importante estender este esforço a todos os provedores de
serviços da área de saúde para que possam oferecer soluções
completas como: políticas de segurança e procedimentos
operacionais, tecnologias seguras, especialmente criptografia,
assinatura digital, autenticação e controle de acesso.
Para tal, devemos ficar atentos para
as mudanças que ocorrem em TI e melhorar constantemente. O
prontuário eletrônico, que nada mais é que o histórico do paciente
em formato digital, deve ser um destaque. Com ele, a
confiabilidade das informações é garantida, além de possibilitar o
mapeamento epidemiológico por meio de análises de cruzamento de
dados clínicos, administrativos e gerenciais. Com aplicação
adequada da tecnologia, médicos poderão ter acesso aos dados do
paciente no local onde ocorrer um acidente ou, ainda, levantar e
atualizar, em tempo real, dados que serão úteis para os
atendimentos na chegada do paciente ao hospital.
Por conter
dados sigilosos, tais como: nome, endereço, tratamento em
andamento, histórico de doenças, alergias, exames e até a dosagem
de remédio utilizado; é recomendado que os documentos estejam
protegidos por um sistema de codificação, e que as chaves digitais
utilizadas nestas operações sejam armazenadas e gerenciadas por um
HSM (Hardware Security Module). O hardware funciona como um cofre
digital e garante o sigilo por meio de criptografia e controle de
acesso.
Assinaturas
digitais também desempenham um papel importante, pois garantem a
conferência da procedência e da integridade dos dados, uma vez que
o prontuário eletrônico deve ser imune a alterações indevidas.
Tais assinaturas devem ser integradas aos sistemas de workflow,
gestão de documentos e operar em conjunto com aplicações de
escritório utilizadas atualmente.
Médicos e enfermeiros, desde que
devidamente identificados e autorizados, poderão ter acesso a
informações de consultas e medicamentos prescritos anteriormente,
doenças pré-existentes ou crônicas, alergias e tratamentos, em
qualquer unidade de saúde, tornando os atendimentos mais ágeis e
assertivos.
Hospitais,
laboratórios, planos de saúde, clínicas estão cada vez mais
interconectados, enquanto a indústria farmacêutica, seguradoras e
empresas privadas começam a perceber o valor de tais informações
consolidadas. Por isso, a preocupação com integridade e sigilo
deve ser uma prioridade. Imagine o efeito nas ações de uma empresa
se for divulgado que o principal líder de uma empresa possui uma
enfermidade grave? Quantas empresas contratantes não gostariam de
saber se uma pessoa tem uma doença pré-existente ou crônica? É
correto que uma empresa de planos de saúde e previdência tenha
acesso aos dados de prontuário de possíveis clientes? Qual o valor
de tais informações? Para garantir a ética e impedir a divulgação
não autorizada de dados, o setor de saúde deve apostar na
segurança dos dados.
Pedro Goyn
Professores da PUC-Campinas
explicam que Internet é o novo palco das manifestações populares
A manifestação popular está de cara
nova. Longe das ruas, ela encontrou espaço na internet e vem
conquistando uma legião de cidadãos que preferem dar sua opinião e
participar de movimentos sociais por meio do teclado do computador
Você
costuma participar de manifestações populares pela internet? Se
sua resposta for positiva, sinta-se confortável. Você faz parte de
uma parcela da população que cada vez mais está aderindo às
manifestações virtuais. Prova desse novo comportamento social é o
projeto de emenda popular Ficha Limpa, aprovado, em maio passado,
na Câmara dos Deputados e Senado Federal. O Projeto de Lei sobre a
vida pregressa dos candidatos políticos arrecadou cerca de 1,4 mil
assinaturas; boa parte delas com a ajuda da internet.
Virtualmente, a população gritou até
ser ouvida pelo governo. Deu certo! Por seis votos a um, o
Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, no último dia 10, que o
projeto terá validade já nas eleições de outubro deste ano. Pelas
ruas ou na internet, os movimentos sociais são importantes
manifestações para a legitimidade da democracia do país,
independentemente do governo vigente. Segundo a professora da
Faculdade de Ciências Sociais, Doraci Alves Lopes, é no espaço
público que a população pode negociar conflitos de interesses
políticos. “Qualquer impedimento ou repressão dessas ações
políticas afeta diretamente o processo de construção permanente da
cidadania e dos direitos sociais”, explicou.
Caras-pintadas
No lugar dos caras-pintadas - nome
dado aos estudantes que foram às ruas em passeatas, em agosto e
setembro de 1992, para pedir pelo impeachment do presidente
Fernando Collor de Mello -, entram em cena silenciosos internautas.
Mas por que trocar a rua e outros espaços públicos pela internet?
Para a diretora da Faculdade de Publicidade e Propaganda,
Teresinha Cristiane de Morais, a resposta é simples: a sociedade
mudou socioeconômico e culturalmente. “Não vivemos mais sob
pressão como antigamente e os movimentos populares estão
organizados, utilizando-se de canais mais sofisticados para se
comunicar, como a internet”, comentou.
Estudiosa do
comportamento da juventude, a professora Teresinha acredita que as
mudanças nas formas das manifestações populares, particularmente
entre os jovens, não os leva necessariamente à acomodação. “No
passado, quando o país viveu um momento de transição entre a
ditadura e a democracia, a sociedade pedia um jovem mais engajado
e contestador. Hoje, com as novas tecnologias e as transformações
sociais, as manifestações são mais silenciosas”, disse. Ela vê um
comportamento um pouco mais apático e desinteressado dos jovens
pelos movimentos sociais.
“Com uma sociedade mais organizada,
a ideia é negociar mais e gritar menos, mas em uma situação de
pressão, a tendência é a aglomeração na rua”, avaliou. Se a
internet funciona como uma arena, é ali que todo mundo pode se
manifestar. São abaixo-assinados, postagens de mensagens, vídeo,
áudio, comércio, propaganda e espaços para dar opinião, criticar,
elogiar e até ‘vender seu peixe’. Que o digam os partidos
políticos, que procuram acompanhar e se aproximar das novas formas
de participação política. “Eles temem perder o bonde da história
em suas campanhas, especialmente entre os jovens”, analisou a
professora Doraci.
O maior problema
nesse contexto, segundo a professora, é que nem todo mundo tem
acesso ao mundo virtual. E essa situação pode interferir em uma
maior ou menor participação da sociedade nos movimentos populares.
O que pensam os estudantes
ligados aos Diretórios Acadêmicos
“Acho válida a manifestação pela
internet, mas ainda prefiro a mobilização de rua. O que me
incomoda na manifestação virtual é o anonimato, que não ocorre
quando vamos para a rua. É diferente encaminharmos uma lista de
assinaturas para um vereador e participarmos, em massa, de uma
reunião na Câmara Municipal. Acho que as manifestações nas ruas
esvaziaram, porque, hoje, não temos mais um inimigo comum, que era
a ditadura militar. Também temos um movimento estudantil apático e
o sindical, de modo geral, está muito vinculado ao governo.”
Guilherme Abraão, um dos coordenadores do Diretório Acadêmico XVI
de Abril, da Faculdade de Direito da PUC-Campinas.
“É sempre bom se
manifestar, mas virtualmente não há espaço para a discussão, que é
fundamental para o crescimento político. Em geral, as pessoas
acham mais fácil criticar sem dar a cara a tapa e a internet
possibilita isso. No Campus II, não somos engajados. Nós tentamos
nos engajar e para isso criamos alguns espaços de discussões, como
o Coletivo Construção. O importante é mantermos essa prática
coletiva para tentarmos fazer com que mais pessoas expressem suas
posições políticas.” Sofia Buriola, membro do Diretório Acadêmico
de Enfermagem da PUC-Campinas.
“Não acredito que
voltaremos a ter manifestações populares nas ruas, apesar de
termos vários motivos para nos mobilizarmos. Além de não vivermos
mais sob os efeitos da repressão, temos a força da internet, que
atinge milhares de pessoas. A web é uma grande aliada da sociedade
neste ano eleitoral: por meio dela podemos acessar a ficha dos
candidatos, por exemplo. Participei de várias manifestações de
rua, como a defesa pelo diploma, em Brasília, no ano passado, e
também assinei a campanha, pela internet, do Projeto Ficha Limpa.”
Luiz Roberto Silva, coordenador do Diretório Acadêmico V de Maio,
dos cursos de Comunicação Social (DACOM) da PUC-Campinas.
Os desafios da nova era da
competitividade
O lucrativo mercado de cartões, que
contabilizou 592 milhões de unidades emitidas e cresceu no Brasil
cerca de 20% ao ano, passou por uma mudança importante. As
credenciadoras Cielo e Redecard vão aceitar, nas mesmas máquinas,
os concorrentes Visa e Mastercard, que representam 85% das
operações com cartões no País.
A mudança abre
espaço para uma nova era de competitividade, e quem ganha é o
cliente, que poderá usufruir de mais tecnologias, comodidade e
vantagens econômicas, como diminuição de taxas. Para o lojista, a
“guerra por clientes“ também é positiva, ele vai economizar porque
terá um só terminal.
Os protagonistas
dessa competição também sairão ganhando. Se por um lado exigirá
energia e perseverança, por outro, traz experiência e novas
habilidades para os funcionários. Ingressar num processo de busca
da competitividade, em qualquer setor, é tarefa árdua e um grande
desafio, por isso, muitas companhias acabam se entregando ao
comodismo e à estagnação.
Diversos
fatores influenciam nesse processo, entre eles comprometimento,
mercado, inovação, estrutura e gestão. O comprometimento leva os
funcionários a compartilharem a visão, a missão e o propósito da
empresa; a aderirem a suas políticas, estratégias e metas e a se
sentirem também responsáveis pelo seu destino.
Conhecer o
mercado, saber suas nuances, é outra condição para se ter
objetivos realistas e bem definidos. Inovação também é fundamental
para diferenciar produtos, serviços e marcas. E por fim, mas não
menos importante, é ter estrutura e gestão empresariais que
permitam a empresa ser competitiva. Estrutura ágil e sólida, pelo
menos; ser humana, justa, sábia, corajosa e profissional, além de
ter em seu DNA a paixão por crescimento.
A empresa
que estiver atenta a tais fatores, souber planejar uma estratégia
adequada, implantá-la, dirigir a execução, fazer um controle
criterioso e aplicar as intervenções nos pontos exatos, tende a
vencer. No entanto, escolher as pessoas certas e colocá-las nos
lugares certos é a principal garantia para uma estratégia
bem-sucedida. Nessa hora, o capital humano da empresa tem um valor
inestimável – ele nunca pode ser descuidado.
E com o mercado
globalizado e consumidores cada vez mais exigentes, as empresas
precisam se destacar pela criatividade. Isso significa desenvolver
novas idéias, observar os problemas sob nova perspectiva, ou seja,
não se limitar a métodos e ideias ultrapassados. Este é um risco,
pois o nosso cérebro organiza a informação sempre da mesma forma,
porque desde cedo somos educados a manter padrões sem
questioná-los. No entanto, o cérebro pode formular novos modelos,
utilizando a intuição e outros recursos. Daí surge a criatividade,
associada à capacidade de descobrir problemas, à agilidade mental,
à aceitação de riscos e à motivação própria de cada um.
A competitividade, aliada à
inovação, é um processo necessário, mas que precisa ser
administrado corretamente, de modo a virar cultura e modelo de
gestão. A busca pela competitividade pressupõe a consciência
estratégica de empresários, executivos e políticos de querer ser o
melhor por fazer diferente. Esta máxima corporativa vale para
todos, setores privado e público e organizações não
governamentais . Mover-se estrategicamente em direção a uma
diferenciação sustentável é um esforço deliberado e exige coragem
e empenho.