Origem
do sobrenome italiano - Eduardo
Coen faz pesquisas dos nomes italianos.
Se você é oriundi e quer saber a origem clique
aqui
Edição de
Fevereiro de 2012
Convergência de mídias alterou o comportamento das pessoas,
revela estudo da Ipsos
Um novo estudo realizado pela Ipsos, principal empresa de
pesquisa “survey based” no mundo, mostra que a convergência
das mídias vem alterando o comportamento das pessoas em
relação ao consumo de informação e entretenimento.
“A tecnologia proporciona novas
formas de acesso às mídias, oferece mais opções de interação e
de mobilidade. Os jornais e as revistas, as emissoras de TV e
o rádio hoje já produzem conteúdo direcionado aos internautas,
principalmente notícias rápidas, sobre os últimos
acontecimentos”, explica Mauricio Duarte, Diretor da Ipsos
Marplan Media CT.
É o
caso, por exemplo, da televisão. Essa nova era tecnológica faz
com que os telespectadores que nunca perdem os últimos
capítulos de uma novela ou uma partida de futebol, por
exemplo, não precisem se apressar em ir pra casa. Hoje, eles
simplesmente sintonizam o sinal da emissora através do seu
celular ou em muitos casos acessam o conteúdo do canal
desejado na internet. A base de dados dos Estudos Marplan/EGM
mostra que, entre os que têm telefone celular, 8% têm a função
de acesso a programação de TV ao vivo pelo celular. Destas
pessoas 3,65% desfrutam da função.
O
gráfico abaixo traça uma relação da idade e da classe social
com o tipo de mídia utilizada:
O cenário das mídias para os jovens
Sem
dúvida, o maior impactado pela convergência digital é o
público jovem. Hoje, a maior afinidade deles é com canais
interativos, como games online e rádios virtuais (veja gráfico
que aponta as afinidades dos jovens).
Ranking das melhores aplicações financeiras
A cada fechamento de mês, trimestre, semestre ou ano, as
associações e instituições que trabalham essencialmente com
investimento disponibilizam o ranking das melhores aplicações
financeiras do período em questão.
No bloco da renda fixa, formado pela
caderneta de poupança, pelos diversos títulos do tesouro,
fundos DI, CDB’s etc, há pouca ou quase nenhuma novidade.
Salvo mudanças muito significativas nas variáveis
macroeconômicas, incluo aqui a legislação em vigor, os vagões
são dispostos em certa ordem no trilho econômico, que deverá
permanecer o mesmo de 01 de janeiro a 31 de dezembro. Note que
no bloco da renda fixa, sistematicamente são esquecidas as
debêntures. Afinal, sabem o que é uma debênture e têm acesso a
elas aqueles que já possuem um certo conhecimento de
investimento e também já têm o hábito de investir.
Já no
bloco da renda variável, mais sujeito a emoções diárias
determinadas pelos humores de investidores e mercados
internacionais, vemos que em um período a bolsa é melhor, em
outro pior. Em outra fase, o ouro ganha e o dólar perde. Ou
então, a forte valorização dos imóveis se sobrepõe a outros
investimentos em determinada época. E como em um campeonato, o
líder do ranking é muito bajulado e assediado por inúmeros fãs
de ocasião.
A
regulamentação vigente obriga que os prospectos de produtos
financeiros mostrem, além de sua rentabilidade, a seguinte
frase: “Rentabilidade Passada Não é Garantia de Rentabilidade
Futura”. Isto serve para proteger, ou melhor, alertar o
consumidor daquele produto financeiro sobre seu primeiro
grande erro na percepção de qualidade do que está adquirindo.
A
percepção de qualidade do consumidor financeiro se refere
somente, e repito o somente, à rentabilidade passada. Tal
percepção foi forjada por anos de altas taxas de inflação,
quando se faziam aplicações financeiras escolhendo a melhor
rentabilidade diária. Lembro que as alternativas de produto
eram poucas àquela época, quando comparamos com os dias
atuais. Para corrigir o problema, deve o poupador desenvolver
uma perspectiva de rentabilidade futura, ainda que mais
qualitativa que quantitativa, ou mesmo a instituição
financeira oferecer seus panoramas de curto, médio e longo
prazo, para que a tomada de decisão final tenha olhos no
futuro e não no passado.
Também
não faz parte da percepção de qualidade outros dois
importantes ingredientes de uma aplicação financeira: a
liquidez e a segurança. Muitos investem em caderneta de
poupança e aumentam seus investimentos nela quando ela passa a
liderar o ranking de rentabilidade, mas desconhecem os riscos
que correm. Muitos se dizem investidores de longo prazo, mas
salientam ao gerente do banco que querem poder retirar seu
dinheiro a qualquer momento que precisarem.
Rentabilidade que muda muito e liquidez e segurança que
oscilam, em conjunto, pouco ou nada devem ajudar a formar a
decisão final de investimento. Desta forma, os investimentos
passam a ser mais consistentes e a produzirem melhores
resultados a despeito das oscilações, rumores e humores.
Mauro Calil
Aumenta influência das propagandas online sobre decisão de
compra dos brasileiros
A internet ganha cada vez mais
destaca na vida das pessoas. Seja pela comodidade de encontrar
diversos produtos e serviços no mesmo lugar, seja pelo seu
dinamismo e agilidade. Assim também, para as empresas, a
internet tem se tornado um ambiente propício para a divulgação
de sua marca e para a realização de negócios.
Neste
cenário, a propaganda online ganha mais importância e
abrangência. De acordo com estudos da Deloitte Media Democracy
e Conectividade e Mobile Consumption, dos os 41,4 milhões de
internautas ativos só no Brasil, 78% consideram o computador
como aparelho de entretenimento mais importante que a TV.
Esta
edição da Media Democracy mostrou ainda que as propagandas
online foram as mais influentes na decisão de compra dos
respondentes (68%). Em 2009, a televisão ocupava o primeiro
lugar com 77% e, em 2010, ficou em segundo com 66%.“Imagine quanto tempo do dia uma pessoa economicamente ativa
de classes A, B e C passa olhando para seu computador, tablet
ou celular versus quanto tempo ela passa assistindo TV, lendo
jornais ou revistas”, diz Ivan Martinho, sócio diretor da Bookstore
Media, primeira agência digital especializada em redes
sociais.
“Do lado do anunciante as vantagens desse tipo
de publicidade são: a eficiência, formatos diferenciados,
possibilidade de interação, custo mais baixo, agilidade de
mudança de estratégia e mensuração mais objetiva do retorno (ROI
– Return on investment)”, explica.
Outro
ponto relevante da pesquisa é que os brasileiros continuam se
destacando em relação aos outros países como um público
consumidor de mídia. São 41,4 milhões de internautas ativos
Sites
de relacionamento pessoal são valorizados por 83% dos
entrevistados por permitirem a interação com os amigos, muito
mais frequente e possível do que no mundo “offline”.
Justamente por isto, as publicidades nestas redes têm crescido
vertiginosamente nos últimos tempos.
O
estudo ouviu cerca de 10 mil representantes de locais como
Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido e Brasil, em
2010.
Burocracia das fusões e aquisições
As aquisições e fusões foram o grande marco de crescimento de
alguns segmentos no mercado brasileiro, mas já geraram no passado
grandes problemas em virtude da concentração de negócios,
prejudicando o consumidor final no futuro
Muitas vezes utilizadas como forma
de sobrevivência ou estratégia de negócios, as fusões e
aquisições podem ser uma alternativa para manutenção da
empregabilidade em determinadas empresas que estão com
dificuldades financeiras e podem, através desse caminho,
manter-se. Só que existem empresas que, em virtude da sinergia,
aproveitam desse mecanismo para reduzir significativamente a
estrutura e geram desemprego, prejudicando, dependendo da
situação, o mercado regional. Entre2010 e 2011, os grandes grupos
fusionados ou comprados não demitiram os profissionais, mesmo
entre empresas varejistas com pontos comerciais muito próximos.
A
preocupação das empresas é o momento da aceitação ou não da
proposta pelo CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica),
já que ele existe para proteger o interesse dos consumidores e
evitar monopólio ou oligopólio. Nos últimos anos, o aumento do
número de empresas em processo de fusão e aquisição fez com que
os prazos não fossem cumpridos. A prerrogativa era a utilização da
aprovação tácita, cujo prazo normal é de 120 dias.
As
mudanças propostas pela Lei 12.529/2011, principalmente retirando
a possibilidade da aprovaçãoTácita das fusões e aquisições,
poderão tirar a obrigatoriedade do CADE de agilizar o processo
dentro de prazos já pré-estabelecidos – atualmente, para as
propostas, são de 240 dias prorrogáveis por mais 90 dias, dando um
folego maior ao órgão.
Diante
dessa situação, o que se tenta evitar é que grandes corporações
dominem o mercado e fixem seus preços sem um concorrente forte
para concorrência normal. Só que a nova lei poderá mitigar as
propostas de fusões e aquisições. As intenções aparentemente são
boas, mas deve haver uma precaução enorme. O capitalismo não
permite que haja prazos longos demais para aprovação ou recusa. Um
negócio é decidido da noite para o dia. Por isso, o cumprimento
dos prazos por parte do CADE é uma aspecto fundamental para nossa
economia e para os negócios que podemos ter em parceria com o
mercado internacional. Não podemos perder esse momento.
Reginaldo Gonçalves
Epidemia de má educação no uso da tecnologia móvel atinge
todas as idades e ambientes
Professores jogam a responsabilidade para os pais e dizem que
a etiqueta móvel começa em casa. Qual é o limite da
tecnologia?
Notebooks, netbooks, tablets e
smartphones estão mais presentes na realidade de adultos,
adolescentes e até mesmo crianças de pouca idade. A geração
nascida a partir dos anos 90 esteve cercada de tecnologia
desde os primeiros anos de vida, e só conhece um mundo
conectado a qualquer hora e em qualquer lugar – seja na
escola, na rua ou até mesmo na mesa do jantar com a família.
Para mensurar o impacto da tecnologia móvel na sociedade, a
Intel encomendou uma pesquisa online nos Estados Unidos sobre
o atual estado da “Etiqueta Móvel”. Analisou-se também como a
tecnologia está sendo usada nos ambientes de aprendizado
educacional.
“As
novas tecnologias digitais estão se tornando fundamentais para
a vida dos consumidores, mas ainda não esclarecemos para nós
mesmos, nossas famílias, comunidades e sociedades quais são os
tipos apropriados de comportamento e expectativas”, declarou
Genevieve Bell, Intel Fellow e chefe de pesquisa em interação
e experiência da Intel Labs. “Nossos comportamentos
apropriados com a tecnologia digital ainda são embrionários e
por isso é muito importante para a Intel que toda a indústria
continue dialogando sobre a maneira como as pessoas usam a
tecnologia, e como os nossos relacionamentos pessoais com a
tecnologia ajudam a definir normas sociais e culturais”.
explica Bell.
Misturando matemáticas, ciências e tecnologia com métodos
móveis.
Os
professores admitiram ser imprescindível que eles se mantenham
atualizados sobre o papel da tecnologia na vida dos
estudantes.
Praticamente todos os professores entrevistados, 94%,
acreditam que a tecnologia, quando usada corretamente, melhora
a experiência dos estudantes com a educação. 74% deles também
concordam que, com o rápido ritmo da tecnologia, o aprendizado
da etiqueta móvel está se tornando tão importante para as
crianças quanto a matemática e as ciências.
A quase
unanimidade veio quando os professores foram questionados
sobre quem deve ser responsabilizado pela educação dos alunos:
96% deles disseram que são os pais que devem ensinar a seus
filhos sobre a etiqueta móvel. 64% dos pais rebatem, e dizem
que as escolas devem solicitar que os estudantes assistam a
aulas sobre como e quando a tecnologia deve ser usada.
Sem
nenhuma surpresa, 84% dos professores desejam que seus alunos
pratiquem uma melhor etiqueta na sala de aula. As “mancadas
móveis” foram apontadas por 82% dos professores como:
estudantes digitando mensagens de texto (62%); ligações
atendidas durante as aulas (33%)e cola durante as provas
(19%).
Os
professores concordam que a tecnologia é muito bem vinda nas
salas de aula, porém, parte da educação móvel precisa ser
melhorada e adaptada.
A tecnologia vs. crianças e adolescentes vs. pais
As crianças estão experimentando a tecnologia cada vez mais cedo.
Um terço das crianças diz preferir ficar sem as férias de verão do
que sem seus aparelhos portáteis de comunicação.
A pesquisa detectou que 19% das
crianças americanas entre 8 e 12 anos possuem dois ou mais
dispositivos móveis. Elas passam 3 horas na frente de um notebook
e 1.9 horas com seu celular. Já os adolescentes usam 3.7 horas do
dia com note e 2.9 horas no celular.
94% dos
pais têm consciência de que precisam dar bons exemplos para que
seus filhos pratiquem boas maneiras móveis, mas 95% das crianças
já testemunharam seus pais cometendo “infrações móveis”, incluindo
o uso de dispositivos móveis na estrada (59%), no jantar (46%) e
durante um filme ou concerto (24%). Quase metade das crianças
americanas (49%) alega não ver nada de errado em utilizar a
tecnologia na mesa durante o jantar.
A
mobilidade tem afetado a vida em família. Cerca de 40% dos pais
admitem que passam muito tempo usando algum dispositivo na frente
de seus filhos e 42% das crianças pensam que os pais precisam se
desconectar mais quando estão em casa.
A mobilidade e a vida pública
Ao
mesmo tempo em que a conectividade na ponta dos dedos ajuda as
pessoas a serem mais produtivas, as maneiras com que elas usam
essa tecnologia em público pode gerar frustração. 92% dos
entrevistados concordam que as pessoas deveriam ter mais respeito
ao usar seus dispositivos móveis em áreas públicas. Praticamente,
um entre cada cinco adultos (19%) admite o seu mau comportamento
móvel, mas continua agindo da mesma maneira porque “todo mundo se
comporta igual”. O mesmo número também admite checar seu
dispositivo móvel antes mesmo de sair da cama pela manhã. A falta
de educação no que diz respeito aos dispositivos móveis atinge 73%
dos entrevistados, que usam seus dispositivos enquanto dirigem,
65% que falam alto em lugares públicos e 28% que os usam enquanto
caminham pela rua desatentos.
Metodologia da pesquisa
A
pesquisa sobre a “Etiqueta Móvel” foi realizada online dentro dos
Estados Unidos pela Ipsos a pedido da Intel, entre os dias 10 de
dezembro de 2010 e 5 de janeiro de 2011 entre uma amostragem
nacionalmente representativa de 2000 adultos dos EUA com idade
igual ou superior a 18 anos. A margem de erro da amostragem total
é de ±2.2% com um nível de confiança de 95%. O estudo incluiu as
seguintes audiências: 212 professores (margem de erro de +/- 6,7%)
e 286 pais de crianças com idade entre 8 e 17 anos (margem de erro
+/- 5,8%). Para materiais e resultados adicionais sobre a pesquisa
de Etiqueta Móvel da Intel, visite
www.intel.com/newsroom/mobileetiquette (em inglês).
Empreendedorismo social não é filantropia
Confundir empreendedorismo social
com filantropia é mais comum do que se imagina. O conceito é
bastante utilizado fora do Brasil, mas ainda pouco difundido
aqui. Avaliar o que já foi feito nos faz crer que é possível
pensar no próximo, agir de forma consciente e direcionar
nossas atitudes de forma benéfica. Porque mais do que pensar
em lucro e dinheiro, empresários procuram se orientar por um
propósito maior, o bem do próximo.
Recentemente, ao participar do
One Young World, conheci de perto o trabalho de Muhammad
Yunus. O economista, ganhador do Prêmio Nobel da Paz, fundou o
Banco Grameen e empresta dinheiro, sem garantias, para a
população de Bangladesh, tendo o vizinho do solicitante o
credor da dívida. À primeira vista o espanto é geral! Quem
seria ‘louco’ o suficiente para emprestar dinheiro assim? Os
resultados surpreendem. O banco tem taxa de recuperação de
98,85%. O saldo positivo faz com que o empreendedor faça
planos de expandir a atuação para outros países.
Yunus
frisa que não faz caridade, mas sim social business. Esse
exemplo ilustra que o papel da empresa vai além da
lucratividade. Alguns podem até se perguntar: “mas o que ele
ou outros empresários fazem não é filantropia?” A resposta é
não, pois os verdadeiros empreendedores sociais têm como
principal motivação transformar a vida das pessoas.
Há
diversos empreendedores investindo em ações sociais. Outro
exemplo é Bill Gates, criador da Microsoft, que fez por muitos
anos filantropia e hoje é visto como um expoente do
empreendedorismo social, já que a fundação Bill & Melinda
Gates vem provocando grandes mudanças na saúde pública nos
EUA.
Analisando outros empreendedores, Warren Buffet, presidente do
conselho de administração da Berkshire Hathaway, é um exemplo
de filantropo. Com uma fortuna avaliada em US$ 58 bilhões,
Buffet investe em bons projetos e se comprometeu publicamente
a doar 99% de sua fortuna para instituições de caridade quando
morrer.
O que
podemos concluir é que em um mundo globalizado no qual as
riquezas são centralizadas, os empreendedores que se preocupam
com o próximo e têm consciência do quanto “investir” nesse
negócio pode ser recompensador, pois a sua ideia como
empreendedor pode fazer a diferença.
Erik Nakandakare
O silêncio só comunica a incerteza
Portas
Fechadas. “Atenção senhores passageiros, pedimos a gentileza
de desligarem seus celulares e equipamentos eletrônicos porque
nossas portas já foram fechadas, e dentro de instantes
estaremos decolando”. O script, comum na aviação, é um exemplo
de comunicação para estudo de caso.
O Problema 1
O domingo estava ensolarado e eu voltava para casa depois de
uma semana produtiva em São Paulo. Enquanto a aeronave taxiava
na pista de Congonhas, a tripulação se fazia valer da
comunicação corriqueira. De repente, o avião fez meia-volta
para o pátio de onde tinha saído. Ficou parado por alguns
instantes, e em seguida abriu a porta dianteira. Mas o que
houve? Por que não decolamos?
Estamos
com problemas? O avião estragou? Corremos algum risco? Temos
que descer?
Todas
essas perguntas seriam desnecessárias se alguém da tripulação
tivesse conversado com os passageiros enquanto o avião voltava
para o pátio. Explicar o que está acontecendo parece uma coisa
tão óbvia que ninguém pensa em fazê-lo. A tensão já era
palpável no ambiente: passageiros agitados, crianças chorando,
um calor insuportável. E ninguém da companhia aérea
pronunciava uma só palavra. Depois de quase 10 minutos com a
porta aberta, finalmente o comandante tomou a palavra e
explicou que a aeronave apresentava problemas no ar
condicionado. Algo simples, aparentemente, e poderia ter sido
comunicado antes. Minha pergunta é: por que fazer a retenção
da informação? Por que, nesta hora, as aeromoças fecham a
cortininha e ficam escondidas para não vermos o que estão
fazendo? Que tipo de transparência corporativa existe quando o
cliente está na nossa frente querendo cooperar e entender uma
situação, e nós simplesmente fugimos, ou temos medo de
anunciar que algo saiu errado? O desgaste foi tão grande, que
água e bala não serviram para nada. Todos precisaram
desembarcar e mais tarde trocamos de aeronave.
O Problema 2
Coincidência ou não, uma semana antes o ar condicionado do
avião de uma outra companhia em que eu voava teve o mesmo
problema, mas o cenário foi completamente diferente. Antes de
fazer meia-volta com a aeronave, o comandante assumiu o
controle e falou com as suas próprias palavras: “Eu sei que
todos devem estar morrendo de calor, e acabamos de detectar
que o ar condicionado desta aeronave sofreu uma pane. Mas este
não chega a ser um problema. Vamos retornar ao pátio para a
segurança e conforto de todos, e posso assegurar que em poucos
minutos teremos uma solução. Quero pedir desculpas pelo atraso
e pelo desconforto que isso está causando”. Sabe o que
aconteceu em seguida? Absolutamente nada. Ninguém ficou
nervoso, as crianças não choraram, e não precisou nem
distribuir bala para tirar a atenção dos clientes. Todos ali
sabiam exatamente o que estava acontecendo e ninguém ficou
preocupado ou temeroso, pelo contrário. Cinco minutos depois,
o comandante chamou a atenção novamente, para dizer que em 10
minutos estaria tudo consertado. Mais cinco muitos, as portas
se fecharam e pronto. Seguimos viagem com segurança e sabendo
que se algo acontecesse, o comandante nos falaria
imediatamente.
Os Diferentes Resultados
Aqui
temos o mesmo problema e duas atitudes diferentes, dois
resultados completamente diferentes. Não adianta uma empresa
ter um script e treinar as pessoas apenas para segui-los. Se
quisermos de fato ter uma gestão efetiva e eficaz precisamos
construir confiança, e confiança só se constrói com uma
comunicação adequada e transparência corporativa. Pergunto aos
líderes: será que a sua equipe tem certeza que você n&#o faz
retenção de informação? Pergunto aos administradores: será
mesmo que você já perguntou ao seu cliente o que o faz confiar
em você, e ao seu ex cliente por que ele não confia mais em
você?
Precisamos ensinar e incentivar nossos funcionários a saberem
pensar com clareza e falar de maneira assertiva em situações
fora do script, porque é isso que vai construir valor
corporativo: valor de capital intelectual, valor de
fidelização de clientes, e valor de lucratividade. É fato que
a comunicação dos funcionários é reflexo do DNA de cada
empresa, e depois não adianta reclamar que o mercado fechou as
portas para você, se tudo o que você fez foi fechar a
cortininha e ficar escondido lá atrás.
Estamos
num momento em que precisamos mostrar a cara e pedir ajuda,
caso seja necessário. Todos nós erramos, e nem sempre as
coisas saem como planejamos em função de muitas variáveis. Mas
para tudo existe um jeito de falar a verdade, porque só uma
verdade palpável é capaz de abrir de fato as portas do
mercado. Comunique-se. Mas faça isso olhando nos olhos. Porque
esse pode ser o grande diferencial competitivo: para você,
para sua empresa, e para o seu sucesso.
Alessandra Assad
Negócios responsáveis
Há algum tempo, percebemos que o
tema “responsabilidade” tem adquirido dimensão e importância
cada vez maiores, relacionando-se a áreas como a social,
ambiental, moral, ética... Hoje, tornou-se fator inerente e
está na pauta de discussão de qualquer atividade desenvolvida
por indivíduos, grupos, instituições, entidades, governos ou
corporações. E é justamente a amplitude com que a
“responsabilidade” tem sido assumida pelos diferentes agentes
da sociedade que vem atingindo patamares inimagináveis, quando
a comparamos com referências de um passado não muito distante.
Um
exemplo da evolução dos padrões de responsabilidade – seja por
exigência dos consumidores, de governos, de instituições, de
princípios sociais, ou, até, por iniciativa das empresas –
pode ser percebido no conteúdo de três resoluções firmadas
durante o “The Global Summit 2011” (Encontro Global 2011),
evento realizado este ano, em Barcelona (Espanha), pelo “The
Consumer Goods Forum” (Fórum dos Bens de Consumo), rede
mundial de líderes do varejo, indústria de alimentos e
bebidas, bens de consumo e prestadores de serviços dedicada a
iniciativas relacionadas aos seguintes pilares estratégicos:
tendências emergentes; sustentabilidade; saúde e segurança;
excelência operacional; troca de conhecimentos e
desenvolvimento de pessoas.
As três
resoluções aprovadas, debatidas por um grupo de líderes
empresariais eespecialistas e que serão sugeridas como
princípios às corporações de todo o mundo, estabelecem os
seguintes objetivos: garantir o acesso e a disponibilidade de
produtos e serviços que estimulem entre as pessoas a adoção de
dietas e estilos de vida mais saudáveis; oferecer informações
transparentes que auxiliem o consumidor a tomar decisões
embasadas; e desenvolver programas educacionais para ampliar a
consciência e estimular a adoção de estilos de vida mais
saudáveis.
É
interessante perceber a preocupação dos líderes empresariais
em contribuir para a solução de problemas que, em um primeiro
momento, poderiam ser qualificados como de saúde pública. Mas,
afinal, as empresas têm de ser responsáveis a ponto de
estimular hábitos mais saudáveis, mesmo que isso possa
aparentemente afetarseus próprios interesses comerciais? A
resposta é um definitivo sim.
Mesmo
diante do apelo do livre consumo, o mercado (formado em sua
base justamente por consumidores) exige que as empresas
ofereçam produtos e serviços saudáveis às pessoas (e até,
eventualmente, aos animais), atuem com responsabilidade e
demonstrem, de fato, suas preocupações e atitudes nesses
sentidos. Para chegar a isso, é imprescindível desenvolver uma
comunicação transparente, que agregue informações
esclarecedoras para orientar as pessoas no sentido de tomarem
as decisões mais oportunas em cada caso.
Também
é essencial contar com o apoio de dados, informações,
pesquisas e apurações científicas que deem suporte adequado à confirmação
de que tais produtos e serviços oferecidos são realmente
saudáveis como se indica.
Cuidar
para que o consumidor saiba o que é bom para si ou para seus
familiares e semelhantes passou a ser uma obrigação das
empresas. Ser responsável significa atuar pensando em todos os
impactos que as corporações podem provocar, seja no que diz
respeito às pessoas, ao meio ambiente ou à sociedade como um
todo. É tarefa, portanto, das organizações exercitar de modo
transparente e inteligente a adequação de produtos e serviços,
seus processos e suas relações com seuspúblicos. Nesse
sentido, é preciso investir forte no uso da criatividade, em
pesquisa e inovação. A equação é simples: oferecer produtos e
serviços confiáveis, somado a uma atuação responsável dedicada
a todos as entidades que dão forma à sociedade, resulta em
melhor percepção do que as corporações têm a oferecer e de sua
própria existência, o que redunda, em geral, em resultados
melhores e sustentados.
Além
disso, países como o Brasil, em que os recursos naturais
disponíveis têm sido verdadeiros garotos-propaganda do avanço
da atividade econômica, precisam ter atenção redobrada em
relação à forma como suas empresas, instituições, entidades e
governos tratam e lidam com o meio ambiente, especialmente no
que diz respeito à exploração e à gestão desses recursos,
visando sempre o tão desejado desenvolvimento sustentado.
Ao
final, percebemos que a noção de responsabilidade sobre o
bem-estar dos indivíduos, anteriormente considerada uma
incumbência do Estado, está hoje sendo dividida por toda a
sociedade, inclusive pelas empresas que a compõem. Essa não é
apenas uma tendência, mas sim um caminho que vem se
consolidando e que exigirá dos empreendedores atenção e
determinação para que sigam no rumo acertado e garantam a
sustentabilidade do próprio negócio e dos sistemas que o
envolvem.
Carlos Augusto Pires
Como salvar o negócio
Manter um negócio funcionando e
prosperando ainda é um enorme desafio. De acordo com o Serviço
Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (SEBRAE)embora as estatísticas de mortalidade empresarial
estejam melhorando, pois de 1998 a 2007, as taxas de
mortalidade caíram em todos os perfis de comparação: no
primeiro ano, de 35% para 27%; no segundo, de 46% para 38%; no
terceiro ano de atividade, de 56% para 46%; no quarto ano, de
63% para 50% e no 5º ano de atividade, de 71% para 62% não há
muito a comemorar.
Em
suma, segundo as estatísticas mais atualizadas, de cada 100
empresas abertas apenas 73 delas estarão abertas no primeiro
ano e, ao final do quinto ano, somente 38 continuarão em
atividade. Trata-se de um índice de mortalidade elevadíssimo.
Ao
contrário do que se pensa por aí, levar um negócio adiante é
tarefa das mais difíceis e requer muita habilidade, não só
técnica, mas também uma boa dose de equilíbrio emocional e
paixão pelo que se faz.
Muito
embora a situação esteja melhorando as estatísticas ainda são
duras e os números mostram um cenário difícil para o
empresário brasileiro.
Fugir
de situações de crise é uma característica nossa. De uma forma
ou de outra, encontramos maneiras de nos salvar frente a um
desconforto. É o nosso instinto de sobrevivência que fala tão
alto em alguns momentos.
Com as
empresas o comportamento é o mesmo. De uma forma bem simples,
sabemos o que temos de fazer: reduzir despesas e aumentar
receitas. Mas, então, por que tantas firmas quebram? Porque o
problema não é o que deve ser feito, mas como o fazer.
As
formulas simplistas num cenário conturbado não tem a menor
chance de êxito, é necessária uma estratégia bem mais refinada
que vá aumentar, de maneira sustentada, o faturamento e
diminuir custos sem deprimir qualidade.
Nada é
fácil, toda reestruturação demanda muito trabalho e energia.
É
preciso – para sair da crise – gerar lucro em quantidade
suficiente para amortizar o passivo da operação.
Como
não há mágica nesse processo de turnaround é imperativo que o
endividamento de curto, curtíssimo e médio prazos seja
renegociado pois, do contrário, a operacionalidade fica
comprometida e a empresa não decola.
Normalmente, a crise traz um cenário de confusão, já que, uma
vez instaurada, abala as estruturas internas da empresa. Há um
descuido com determinados controles, a interlocução fica
prejudicada, cada departamento quer ter o protagonismo das
soluções enfim o ambiente torna-se tumultuando debilitando a
organização. O resultado dessa fragilidade é a dispersão de
esforços e a inversão das prioridades.
Dessa
forma, o foco de todas as atenções para conseguir sucesso em
um processo de reestruturação é a convergência adoção de
medidas multidisciplinares e coordenadas com o proposito de
ampliar os resultados e aliviar o caixa evitando o seu
estrangulamento.
Para
que o trabalho dê êxito, não basta apenas alongar a dívida. Se
o negócio gera resultado negativo, o débito nunca poderá ser
pago. Igualmente, não adianta recompor a margem se não houver
matéria-prima para seu giro porque os credores desejam receber
imediatamente o que é devido.
É
inócuo lançar novos produtos, se há gargalos de produção e,
por fim, é um tiro no pé buscar volumes maiores de venda, se
não existe uma gestão adequada de suprimentos.
Ou
seja, a reestruturação de uma empresa demanda ações
diversificadas e concomitantes. Toda reestruturação – para ser
bem sucedida – deve ser concebida como um processo
multidisciplinar que abrange o conhecimento e a atuação de
diversos especialistas externos ou de todos os departamentos
da companhia.
Além de
envolver todas as áreas, é preciso que as ações sejam
coordenadas, num verdadeiro trabalho de equipe, pois uma ação
repercute na outra e se não houver harmonia não se alcançará
resultado algum.
Cada
medida é como o dente de uma engrenagem que deve se imbricar
no outro para que a máquina possa funcionar.
Momentos de crise exigem a revisão de procedimentos da empresa
como um todo! O negócio tem de ser desenhado sobre outras
bases, nas quais o foco deve ser a obtenção ou ampliação do
lucro operacional e o desafogo do caixa.
Ou
melhor, não é necessário apenas ter lucro, é preciso que ele
seja suficiente para dissolver o passivo. Para isso,
planejamento é o caminho.
Pela
minha experiência como consultor, afirmo que o processo de
melhoria de uma empresa é uma viagem que só tem começo e nunca
um fim. Isso por que é sempre possível aperfeiçoar a operação,
tornando-a melhor e mais lucrativa.
Artur Lopes
Dengue: maior arma é a prevenção
Vigilância ainda é a única forma de evitar a doença;
entretanto, vacina já está em fase de testes e promete chegar
ao mercado em breve
A dengue se mostra atualmente como
um dos principais problemas de saúde pública no mundo.
Conforme a Organização Mundial de Saúde (OMS), estima-se que
entre 50 e 100 milhões de pessoas se infectem por ano em mais
de 100 países de todos os continentes, exceto a Europa.
No
Brasil, as condições ambientais favoráveis à proliferação do
Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, permitem a
dispersão do vetor desde sua reintrodução em 1976 e o rápido
avanço da doença. Conforme o dr. Marcelo Simão Ferreira,
presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), a
proteção deve se concentrar na eliminação do vetor.
“Como
ainda não temos uma forma eficaz de prevenção, cuidados
individuais devem ser tomados – especialmente nas residências
– em relação a qualquer local que reserve água parada, como
pneus vazios e vasos de plantas. Qualquer reservatório é um
local para a proliferação do mosquito em potencial”, alerta
dr. Marcelo.
Ele
conta que estão sendo feitos estudos em todos os centros de
pesquisa do mundo para a obtenção da vacina e acredita que, no
Brasil, em um futuro próximo, ela será disponibilizada à
população de áreas endêmicas tanto na rede pública quanto na
rede privada de saúde. “São pesquisas minuciosas, que exigem
tempo, mas esperamos que o resultado logo se torne realidade”.
Incidência
A
incidência da dengue costuma ser maior em alguns locais do
país. O sul é a região que registra menos casos da doença,
devido talvez às baixas temperaturas, o que diminui a
resistência do mosquito. Já no sudeste, norte e nordeste o
índice de casos é alto, pois o vetor se prolifera bem mais em
lugares quentes e com muitas chuvas.
Quanto
a políticas públicas, dr. Marcelo alega que o governo tem
feito sua parte. “Em todas as áreas em que a prevenção é
difundida, podemos notar uma diminuição no número de casos.
Um
exemplo é em Uberlândia, minha cidade, em que as campanhas de
precaução tiveram muita eficácia. Os infectados pela dengue na
região eram milhares; atualmente, registramos em torno de
400/500 casos ao ano”, revela.
Segundo ele, quando os devidos cuidados não foram adotados e
o indivíduo é contaminado, procurar um médico capacitado, de
preferência um infectologista, é o primeiro passo. “Atualmente
existem sinais de alerta que indicam se o paciente evoluirá
bem ou não, mas que de uma forma ou de outra receberá o
tratamento adequado. Entretanto, deve-se investir
primordialmente na prevenção, já que a maioria das
transmissões ocorre dentro de casa”, ressalta dr. Marcelo.
Números
A
Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde
registrou um total de 721.546 casos de dengue no país,
excluindo os descartados, até 1° de outubro de 2011. A
comparação com o mesmo período em 2010 mostra uma redução de
24% no total de casos notificados.
A
Região Sudeste tem o maior número de casos – 343.731 casos,
47,6%; seguida da Região Nordeste – 184.663 casos, 25,6%;
Norte – 113.638 casos, 15,7%; Centro-Oeste – 44.552 casos,
6,2% e Sul – 34.962 casos, 4,8%.
Alimentos contaminados nas enchentes causam doenças
O cuidado com a alimentação é uma
das principais medidas para proteger a saúde durante e depois
da ocorrência de enchentes. Consumir alimentos que entraram em
contato com a água ou a lama da enchente pode causar doenças e
até mesmo levar à morte. É preciso, portanto, selecionar que
alimentos podem ser ingeridos e higienizá-los com cuidado,
descartando os que possam colocar em risco a saúde e a vida
das pessoas.
Em
situação de enchentes, deve-se dar preferência a alimentos
não-perecíveis e evitar legumes, verduras e carnes, que podem
ter sido contaminados. “Alimentos frescos não são
recomendados, porque apodrecem com facilidade, principalmente
nesse tipo de situação de crise, em que nem sempre se tem
disponível um sistema adequado de refrigeração”, explica o
diretor do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e
Saúde do Trabalhador da Secretaria de Vigilância em Saúde do
Ministério da Saúde, Guilherme Franco Netto.
Também
é importante, também, selecionar, entre os alimentos
disponíveis, aqueles que estão apropriados para o consumo.
Todos os alimentos que estiverem com cheiro, cor e aspecto
fora do normal – úmidos, mofados, murchos – devem ser
descartados. Também aqueles que ficaram submersos ou
umedecidos, independentemente de apresentarem alterações de
aparência e odor, não deve ser consumidos. Mesmo os alimentos
em embalagens de plástico lacradas, mas que tiveram contato
com água de enchente (garrafas PET, grãos ensacados), devem
ser jogados fora. O mesmo se aplica aos que estiverem
acondicionados em latas amassadas, enferrujadas ou
semi-abertas.
Os
únicos alimentos que tiveram contato com a água da enchente e
que podem, mesmo assim, ser aproveitados são os
industrializados e embalados em vidro, lata, a vácuo ou em
caixa tipo “longa vida”, que estejam lacrados e em perfeita
condição. Para consumi-los, é preciso lavar as embalagens
antes, usando hipoclorito de sódio (2,5%) diluído em água –
duas colheres de sopa do produto para cada litro de água.
Feito isso, é só lavar as embalagens com a mistura. (Para mais
informações a respeito do procedimento de limpeza das
embalagens e da proporção hipoclorito x água, ver Tabela 2).
Quando
não houver geladeira, prepare somente os alimentos que serão
consumidos nas próximas duas horas, para que não haja risco de
os alimentos estragarem ou serem contaminados. Os recipientes
que serão usados no acondicionamento de alimentos para consumo
também devem ser higienizados.
O
procedimento é o seguinte: primeiro, lave-os com água filtrada
(ver Tabela 2) e sabão. Em seguida, deve-se fazer a
desinfecção dos recipientes. Para isso, dilua duas colheres de
sopa de hipoclorito de sódio em um litro de água. Com essa
água, é possível higienizar seus utensílios – é importante
destacar que ela não pode ser bebida, apenas usada para
limpeza. Encha os recipientes com essa água, feche-os, agite
bem, e deixe descansar por 15 minutos. Esvazie-os, e enxágüe
com água para consumo (ver Tabela 1). Agora eles estão prontos
para acondicionar adequadamente seus alimentos.
Frutas,
legumes e verduras que tiverem entrado em contato com a água
da enchente devem necessariamente ser descartados. Os que
ficaram fora do alcance dessa água, apesar de pouco
recomendados ao consumo – por serem alimentos perecíveis,
suscetíveis ao apodrecimento e à proliferação de
microorganismos –, podem ser aproveitados, desde que sejam
desinfetados antes. Essa limpeza também é feita com o
hipoclorito de sódio:
1.
Selecione os legumes, frutas e vegetais que não estiverem
deteriorados, total ou parcialmente, e lave-os em água
corrente – os vegetais folhosos folha a folha; e as frutas e
legumes um a um. Tudo que estiver deteriorado deve ser jogado
fora.
2. Coloque os legumes, frutas e vegetais selecionados
de molho por 10 minutos em uma colher de sopa de hipoclorito
de sódio (2,5%) diluído em um litro de água.
3. Enxágüe em água corrente os vegetais folhosos folha
a folha, e as frutas e legumes um a um, e deixe que sequem
naturalmente. (Para mais informações sobre o procedimento, ver
Tabela 3).
Finalmente, para cozinhar os alimentos, deve-se usar apenas
água limpa, pronta para consumo (ver Tabela 1).
Tabela 1. Água para consumo humano
A água para consumo humano deve
ser filtrada (com filtro doméstico, coador de papel ou
pano limpo) e, posteriormente, fervida. A fervura da água
elimina bactérias, vírus e parasitas; por isso, é o método
preferencial para tratamento da água de consumo humano.
Caso não seja possível ferver, obter água de uma fonte que
não tenha sido contaminada por esgoto e realizar a
filtração (com filtro doméstico, coador de papel ou pano
limpo) e posterior tratamento com hipoclorito de sódio
(2,5%).
Água
Hipoclorito de sódio
Modo de higienização
-2,50%
1 litro
2 gotas
• Para cada litro de água para
consumo humano, adicionar duas gotas de hipoclorito de
sódio (2,5%);
20 litros
1 colher das de chá
• Deixar repousar por 15 minutos.
200 litros
1 colher das de sopa
1.000 litros
2 copinhos de café
(descartável)
Tabela 2. Recipientes para
armazenamento de água, embalagens de alimentos e
utensílios domésticos
Água
Hipoclorito de sódio
• A água para higiene dos
recipientes de armazenamento de água, embalagens de
alimentos e utensílios domésticos deve ser filtrada (com
filtro doméstico, coador de papel ou pano limpo) e passar
por um posterior tratamento com hipoclorito;
-2,50%
• Lavar o recipiente com água e
sabão e enxaguar;
• Misturar 2 colheres das de sopa
de hipoclorito de sódio (2,5%) ou água sanitária (2,0 a
2,5%) com 1 litro de água e jogar no recipiente.
• Cobrir o recipiente e agitar a
solução para que entre em contato com toda a superfície
interna;
• Deixar o recipiente coberto por
15 minutos;
• Enxaguar com a água para consumo
humano (Tabela 1).
1 litro
2 colher das de sopa
• Se for utilizar água sanitária,
esta deve conter APENAS hipoclorito de sódio (NaClO) e
água (H2O).
(5 xícaras das de chá)
Tabela 3. Frutas, verduras e
legumes
Água
Hipoclorito de sódio
Obs.: Frutas, verduras e legumes
que entraram em contato com a água da enchente devem ser
descartadas. As demais devem seguir as orientações abaixo:
-2,50%
• Selecionar, retirando as folhas,
parte e unidades deterioradas;
• Lavar em água corrente os
vegetais folhosos, folha a folha, e as frutas e legumes um
a um;
• Colocar de molho por 10 minutos
em água clorada (1 colher das de sopa de hipoclorito de
sódio [2,5%] ou água sanitária – 2,0 a 2,5% – para 1 litro
de água);
• Enxaguar em água corrente os
vegetais folhosos, folha a folha, as frutas e legumes um a
um;
1 litro
1 colher das de sopa
• Deixar secar naturalmente;
(5 xícaras das de chá)
• Se for utilizar água sanitária,
esta deve conter APENAS hipoclorito de sódio (NaClO) e
água (H2O).
20 litros
2 xícaras das de chá/copo
americano
(400 ml)
Agência Saúde
Ascom/MS
Células-tronco: aplicações terapêuticas só estarão claras
daqui a dois anos
Para geneticista, ainda é cedo para abraçar toda essa
expectativa de cura de doenças
A expectativa da sociedade para as
primeiras possibilidades de aplicações das células-tronco na
cura de doenças é grande, mas é preciso ter paciência. Em
busca de soluções para saúde, pesquisadores e especialistas
reforçam que as células-tronco são alternativas em
tratamentos, o que traz esperança e oportunidades de avanços
em pesquisas e estudos nos próximos anos.
“Em
cerca de mais dois anos já poderemos saber, mais claramente,
em o que as células-tronco funcionam e em que não funcionam, e
também será possível ter ciência se, de fato, há efeitos
terapêuticos, chegando a uma conclusão mais clara sobre as
células adultas”, afirma Lygia Pereira, professora associada
do Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias (LaNCE),
ligado à Universidade de São Paulo (USP) e à Universidade
Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “Já com relação às
embrionárias, no mundo, estamos começando os primeiros testes
em humanos. Nos Estados Unidos, um
deles é para a regeneração da retina”, alega.
Outro
fato que aumentou ainda mais as esperanças foi a descoberta
das células-tronco pluripotentes induzidas, chamadas de IPS
(do inglês induced pluripotent stem-cells), em 2006. Elas são
originadas de células adultas do corpo humano ou de um animal
e podem ser reprogramadas para se transformarem em
células-tronco pluripotentes induzidas, ou seja, possuem a
capacidade de dar origem a outros tecidos do corpo.
Pesquisas e estudos no Brasil
Células-tronco
“Primeiro temos que dividir as células-tronco em dois grupos,
as adultas e as embrionárias. Atualmente, há muitos grupos
realizando diversos estudos clínicos com as células adultas,
inclusive em humanos, como estudos em cardiologia e estudos
para diabetes. Na verdade, precisamos de mais estudos básicos
no Brasil, para entender o que leva essas células ao perfeito
funcionamento”, explica a professora.
“Porém,
com relação às células embrionárias, temos poucos grupos de
estudos no país. Por isso, uma das missões do Laboratório
Nacional de Células-Tronco Embrionárias é oferecer treinamento
para as pessoas e disponibilizar essas células”, ressalta.
Legislação
No
Brasil a Lei de Biossegurança regulamenta, entre outras
questões, os assuntos ligados às pesquisas genéticas. “Com as
células adultas não há nenhuma restrição. Mas, com as
células-tronco embrionárias, a Lei de Biossegurança permite
apenas que sejam utilizados embriões que estejam congelados
até março de 2005, com consentimento dos pais. Por enquanto, o
que está permitido nos possibilita realizar estudos
diversificados”, ressalta Lygia. “Além disso, essa é uma área
que tem futuro no mundo todo, as pessoas têm que pensar nisso
como ciência e não como uma técnica. Pois queremos olhar para
ela como uma oportunidade para conhecer a biologia humana”,
completa a professora.
Clonagem
No
país, como a Lei de Biossegurança determina, a clonagem está
proibida. Segundo a geneticista, depois do advento das células
IPS, o interesse em clonagem diminuiu no mundo todo, porque,
com isso, é possível criar as próprias células sem a
necessidade das células embrionárias.
Combate à pirataria apreendeu mais
de 3 milhões de softwares ilegais em 2011
Intenso trabalho das esferas policiais, cursos de capacitação
e apoio logístico foram alguns dos fatores que incentivaram o
salto de 81% comparado aos resultados de 2010
A ABES (Associação Brasileira das
Empresas de Software) e a ESA (Entertainment Software
Association) acabam de divulgar um balanço das apreensões às
mídias ilegais durante o ano de 2011 por todo o país. No total
foram 680 ações feitas nos principais centros comerciais do
Brasil e exatas 3.158.964 milhões de mídias ilegais
capturadas.
“Temos
acompanhado de perto o trabalho que tem sido realizado pelas
autoridades policiais e percebemos que, diferente de outras
décadas, a pirataria tem sido cada vez mais tratada como um
crime e precisa ser combatido”, comenta Rodrigo Paiva,
Coordenador do Grupo de Defesa da Propriedade Intelectual da
ABES.
Comparado com os resultados alcançados em 2010, é possível
observar um aumento de 81% de CDs apreendidos. São Paulo, Rio
de Janeiro, Minas Gerais e Foz do Iguaçu foram as regiões com
maior volume de mídias retiradas de circulação, mas as
apreensões ocorreram em todas as regiões do Brasil. Além dos
CDs apreendidos, em 2011 foram retirados do ar 188 sites
destinados a venda e downloads de software ilegais, além e
11.548 mil anúncios.
Segundo
Paiva, um dos grandes destaques do ano também está relacionado
ao trabalho conjunto feito com outras entidades e com o CNCP
(Conselho Nacional de Combate à Pirataria). “A soma de
esforços é o caminho para conseguirmos importantes resultados
no combate à pirataria. Em 2011, um dos nossos focos foi
realizar uma série de iniciativas com entidades como a APCM
(Associação Antipirataria Cinema e Música), o BPG (Grupo de
Proteção a Marca) e o próprio CNCP”, comenta Rodrigo Paiva.
Volume de CDs apreendidos (em unidades):
2010: 1.722.220
2011: 3.158.964
Balanço das apreensões no Brasil (em unidades):
Meses do ano
2010
2011
Janeiro
94.000
475.395
Fevereiro
208.600
153.808
Março
109.857
130.099
Abril
54.420
103.613
Maio
116.217
213.683
Junho
147.989
111.222
Julho
87.694
651.502
Agosto
103.311
63.167
Setembro
132.600
88.542
Outubro
79.215
103.613
Novembro
138.926
297.936
Dezembro
161.354
363.774
Investir na prevenção é o melhor caminho contra o consumo de
álcool e drogas
Empresas têm papel fundamental no combate ao consumo excessivo
de bebidas e outras drogas, já que o trabalho é um dos maiores
símbolos da dignidade e identidade humanas
As empresas têm investido cada vez
mais em programas de educação corporativa e capacitação
técnica dos colaboradores, mas poucas organizações já se deram
conta da responsabilidade que têm sobre os funcionários e suas
famílias em um tema de grande importância: consumo de drogas e
bebidas alcoólicas. Estimativas da Organização Mundial da
Saúde apontam que pelo menos 10% dos trabalhadores das
empresas consomem álcool ou outras drogas em excesso e tendem
desenvolver problemas com isso. No Brasil, esses números são
ainda maiores: trabalha-se com a média de 12 a 15% de pessoas
propensas à dependência química.
Por
isso, o trabalho de prevenção deve estar nas comunidades,
igrejas, famílias, mas também nas empresas. Essa é a linha de
pensamento que vem sendo defendida pelo psicólogo Dionísio
Banaszewski, especialista no combate à dependência química,
que trabalha há mais de 20 anos tratando de pessoas com o
problema. “Quando as empresas assumem sua cota de
responsabilidade, podem atuar na prevenção, que é, sem dúvida,
o caminho mais acertado. A informação é a melhor arma contra o
desenvolvimento da dependência de álcool e drogas”, afirma o
psicólogo.
“O
problema do alcoolismo está muito mais presente na sociedade
do que as pessoas podem perceber”, lembra o especialista. Nas
organizações, os problemas começam a aparecer quando os
índices de absenteísmo (faltas) crescem. “Os funcionários
faltam nas vésperas e nas voltas dos feriados, no final e no
começo da semana. Esse é um importante sinal de alerta”, diz.
Além do álcool, os problemas com as drogas ilícitas também são
crescentes. “Problemas com maconha, cocaína e outras drogas
ilícitas são mais visíveis em um público mais jovem”, explica,
“enquanto o álcool está presente desde a adolescência até a
idade adulta”.
Dionísio tem feito palestras em empresas, levando informações
relevantes em relação ao consumo de álcool e outras drogas.
Nessas palestras, o psicólogo tem o cuidado de não adotar o
que ele chama de “pedagogia do terror” e nem apenas histórias
curiosas ou engraçadas. “Procuro levar informações reais, com
dados consistentes, sem apelos meramente sentimentais, mas
apresentando conhecimento técnico-científico e repassando
conceitos que possam ser internalizados de forma adequada
pelos ouvintes”, comenta. A metodologia é a de propor debates
sobre o tema, desfazendo mitos e respondendo as dúvidas dos
presentes.
O
especialista defende que é por meio da troca de informações
que se dá o avanço no conhecimento. “É por isso que
metodologias como a do ‘Alcoólicos Anônimos’ (AA) dá certo,
porque as pessoas são incentivadas a falar sobre seus
problemas, compartilhando experiências e informações. Nas
empresas o efeito é o mesmo: algum ouvinte que esteja prestes
a desenvolver a dependência já se sente alertado a cuidar do
problema”, explica o psicólogo.
O
alerta para as empresas é de que tenham o cuidado de levar
profissionais capacitados para abordar corretamente o tema.
“Há muitas pessoas bem intencionadas falando sobre o tema, mas
várias não têm informações científicas, apenas o relato de
experiências, que nem sempre resultam no combate ao consumo,
que é o grande objetivo”, adverte. “Outros levam apenas
informações teóricas, sem experiências, tornando a fala
distante e fria, sem atingir as pessoas. O ideal é o
equilíbrio na abordagem para sensibilizar, alertar e informar
os ouvintes”, conclui.
Voluntariado, uma atividade ainda
pouco exercida pela sociedade
Na
sociedade contemporânea as pessoas vivem cada vez mais
ocupadas. A agitação da modernidade faz com que o homem
execute muitas atividades profissionais e estudantis. No
entanto, isso não é empecilho para que alguém decida se
dedicar a ações solidárias. Mesmo com pouco tempo disponível é
possível exercer algum trabalho voluntário. Mas o que é ser
voluntário? Ser voluntário é doar seu tempo, trabalho e
talento para causas de interesse social e comunitário sem
esperar nada em troca e, com isso melhorar a qualidade de vida
da sociedade.
No
Brasil o trabalho voluntário teve início com os religiosos
pertencentes à Santa Casa de Misericórdia. Depois também
ganhou destaque a Fundação Dorina Nowill para cegos, que tinha
o apoio da Cruz vermelha. Segundo pesquisas, atualmente a APAE
é o maior movimento social de caráter filantrópico na sua área
de atuação.
Todavia, o número de brasileiros que exercem alguma atividade
voluntária ainda é muito pequeno, cerca de 8% da população
total. Enquanto isso nos Estados Unidos 40% da população total
faz trabalho voluntário. Isso parece estranho visto que o povo
brasileiro tem fama de ser bastante solidário e, os Estados
Unidos passam uma imagem de egocentristas e materialistas. Mas
essa diferença brusca deve ocorrer pela falta de educação
incentivadora em nosso país. Portanto, o povo brasileiro tem
uma essência boa. Entretanto, não é educado para realizar
ações voluntárias.
Existem
diversas formas e oportunidades de ser um voluntário. O
cidadão pode trabalhar em questões ambientais, culturais,
filosóficas, educacionais e de segurança. Pode também doar
sangue, ler para alguém, coletar livros, brinquedos, alimentos
e lixo reciclável. Prestar serviço em alguma instituição
(infantil, asilo, hospital etc.). Existe até um projeto de
computação científica que consiste em colaborar com trabalhos
científicos.
O
trabalho voluntário proporciona um crescimento pessoal de
inestimável valor. Ajudar o próximo em todas e qualquer
ocasião deve ser uma ação presente no cotidiano do ser humano
independente de raça, credo ou classe social.
O
centro de voluntariado de São Paulo promove palestras muito
interessantes que estimulam o voluntariado. Além de explicar o
que é este tipo de trabalho o palestrante mostra opções que
podem ajudar alguém a escolher qual atividade tem mais
afinidade com seu perfil. As palestras são gratuitas e
fornecem um certificado. Para participar basta ligar e
agendar. O número é: 11-3284-7171. Também é interessante
visitar o site
www.voluntariado.org.br. Neste portal há informações de
muitas instituições que precisam de trabalhadores voluntários.
Priscila Pacheco
Os 8 F’s do insucesso das lojas virtuais
Saber o que está fazendo é primordial na hora de montar o
negócio online
O negócio virtual é tão ou mais real
do que qualquer outro negócio e oferece certos riscos de
investimentos. Infelizmente no Brasil, 60% das lojas virtuais
fecham antes de completar um ano de vida. Por que isso
acontece e como evitar? Conhecendo as respostas, a chance de
sucesso aumentará muito. Por isso é importante conhecer os
motivos principais que levam a decadência, chamados por mim de
os 8F’s do insucesso:
1 – Falta de Planejamento: Planejar nunca foi
uma atividade muito bem exercida pelo empreendedor brasileiro,
talvez seja esse o motivo do SEBRAE apontar um insucesso na
casa dos 53% para as micro e pequenas empresas nos 3 primeiros
anos de vida. É impossível almejar o sucesso sem o
planejamento prévio. A ferramenta mais importante nesse
planejamento é o “plano de negócio”, o ponta-pé inicial que
deve ser dado respondendo as seguintes questões: O que vou
vender? Quem vai montar minha loja? Quem é o meu concorrente?
Quanto gastarei para iniciar o negócio.
2 – Foco no Mercado: Não tente vender de
tudo, deixe isto para as grandes lojas. Lembre-se que a
internet é um mercado totalmente diferente de uma loja física
e que seu público é infinitamente maior. Procurar se
especializar em um segmento específico é o começo. Na internet
uma pequena fatia de mercado representa milhões de
consumidores, basta ter “foco”.
3 – Falta de mão de obra qualificada: Não
basta saber navegar na internet, é importante conhecer
minimamente o “gerenciamento de e-commerce”: marketing
digital, ferramentas de otimização, monitoramento de trafego.
Estes três itens são básicos e essenciais.
4 – Falha na divulgação: Para dar um pequeno
exemplo, imagine uma loja em rua movimentada, cheia de
produtos nas prateleiras e com portas fechadas. Uma loja
virtual sem divulgação é igual, ninguém consegue ver e
portanto ninguém irá comprar. Aqui entra em ação o
“planejamento de marketing e divulgação”, para otimizar o site
nos mecanismos de busca, natural ou patrocinado, apoio em
redes sociais, divulgação em outros sites, assessoria de
imprensa, etc.
5 - Falta de Planejamento Logístico: Um
assunto delicado que acaba rendendo 80% dos desconfortos e
demandas jurídicas entre a loja e o consumidor. Sabendo-se
deste fato, é bom fazer um planejamento de maneira delicada e
detalhada do seu sistema de lojística.
6 - Fraude: A fraude, principalmente na venda
com cartões de crédito, poderá acarretar grande prejuízo à
loja virtual, levando ao seu fechamento, além de acabarem
devendo às operadoras em função de antecipações negativadas em
suas contas. Portanto, não é bom arriscar neste campo minado.
Utilize portais especializados em pagamentos com sistema
antifraude conferindo grande segurança nas transações. (www.pagamentoja.com.br).
7- Falta de Monitoramento: Muitas lojas
acabam fracassando, pois a sua administração não consegue ou
não sabe visualizar o que esta ocorrendo em termos de análise
de acessos, resultados de campanhas e marketing. Acabam
tomando decisões - na maioria das vezes erradas - baseadas em
suposições. Sendo assim, a web análise é uma ferramenta
importantíssima no mundo virtual, sendo primordial que o web
empreendedor se familiarize com o “GOOGLE ANALYTICS”.
8- Falha no Atendimento: Muito se fala em
atendimento - e deveria se falar muito mais - e a sua loja
pode ser virtual, mas o seu cliente é real e necessita de
atendimento. Seu cliente precisa saber exatamente o que esta
acontecendo com o seu pedido de compra, seu site precisa ter
um bom canal de comunicação com o cliente e transmitir a este
CREDIBILIDADE.
Artigo de:Arnaldo Korn
Saúde aperta fiscalização antiálcool para menores no litoral
paulista
Equipes da Vigilância Sanitária Estadual também irão trabalhar
na virada, visitando bares, casas noturnas, hotéis e clubes
A Secretaria de Estado da Saúde de
São Paulo vai intensificar, a partir desta sexta-feira, 30 de
dezembro, a fiscalização antiálcool para menores de idade no
litoral paulista. As ações fazem parte da “Operação Verão”, do
governo do Estado, e têm como objetivo reforçar a prevenção e
promoção da saúde pública durante o período de férias, quando
as cidades litorâneas recebem um grande número de turistas.
O
número de agentes que irá fiscalizar o cumprimento da nova
legislação que proíbe a venda, oferecimento e consumo de
bebidas alcoólicas por adolescentes em estabelecimentos
comerciais na Baixada Santista e litoral norte passará de 16
para 76, contando, inclusive, com apoio de fiscais que atuam
na capital paulista.
Além de
bares, restaurantes e casas noturnas, haverá fiscalização nos
quiosques de praia, para evitar o acesso precoce e nocivo dos
adolescentes à ingestão de bebidas alcoólicas. Os
estabelecimentos infratores estão sujeitos a multas de até R$
87,2 mil, interdições e até perda da inscrição no cadastro de
contribuintes do ICMS.
Os
fiscais da Vigilância Sanitária Estadual também irão trabalhar
na virada do ano novo. Somente na capital, cerca de 80 agentes
da Vigilância Sanitária Estadual foram escalados para
percorrer casas noturnas, restaurantes, buffets, bares, hotéis
e clubes na capital paulista na noite do dia 31 e na madrugada
do dia 1º de janeiro. A maior parte dos fiscais estará à
paisana, verificando se não há adolescentes consumindo bebida
alcoólica nos estabelecimentos.
Balanço
da Secretaria aponta que 251 estabelecimentos foram multados
no Estado por desrespeito à lei antiálcool para menores no
primeiro mês de fiscalização (19 de novembro a 19 de
dezembro). No período foram feitas 32,7 mil inspeções por todo
o Estado, por agentes de vigilância sanitária e do Procon-SP.
Nas cidades da Baixada Santista e litoral norte foram 1,9 mil
visitas e duas multas aplicadas.
Pela
nova lei, bares, restaurantes, lojas de conveniência e
baladas, entre outros locais, não podem vender, oferecer nem
permitir a presença de menores de idade consumindo bebidas
alcoólicas no interior dos estabelecimentos, mesmo que
acompanhados de seus pais ou responsáveis maiores de idade.
"A
fiscalização será intensificada porque o movimento nas cidades
litorâneas cresce de forma expressiva no período de verão e
férias, incluindo muitos adolescentes que viajam para a praia.
Ninguém pode ser conivente com a venda ou consumo precoce de
bebidas alcoólicas por crianças e adolescentes, uma vez que,
comprovadamente, quanto mais cedo se inicia o uso de álcool,
maiores são as chances de dependência química no futuro”, diz
Giovanni Guido Cerri, secretário de Estado da Saúde de São
Paulo.
Perspectiva para a indústria em 2012
Mais um ano se inicia e a
perspectiva para a indústria brasileira não é das melhores.
Desde o final do ano passado, o setor dá sinais de
desaceleração. No mês de outubro a produção caiu em 0,6%,
segundo levantamento do IBGE – Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística. No entanto, a queda é sentida desde
agosto, ocasionada principalmente pela crise internacional que
prejudicou ainda mais as exportações brasileiras e coloca o
Brasil como alvo dos fabricantes asiáticos que não conseguem
vender seus produtos para a Europa e os EUA.
Consideramos ainda como fatores determinantes para essa
desaceleração as ações do governo como a elevação dos juros,
alto valor da energia, sobrevalorização do real, carga
tributário alta, além de incentivos fiscais para os produtos
importados.
Com
tudo isso, era de se esperar a diminuição na geração de
empregos na indústria. Só no mês de novembro foram fechadas
46,5 mil vagas no setor há tendência de queda nas contratações
nos próximos tempos, apesar da taxa ter se elevado timidamente
no último mês de 2011.
Analisando um período maior, de janeiro a novembro do
ano passado, o número de empregos atingiu 2,32 milhões, o que
representa baixa de 20,4% em comparação ao mesmo período de
2010.
A
perspectiva para 2012 é que a geração de empregos na indústria
tenha uma redução de 5,8%, ocasionada pela baixa da atividade
econômica do País. Um estudo da FGV - Fundação Getulio Vargas
apontou que 43% dos fabricantes aumentariam as vagas de
trabalho em 2011 e recentemente esse número caiu para 36%.
Isso sem mencionar que hoje 10% das indústrias têm a intenção
de cortar postos de trabalho, contra 8% no ano anterior. A
tendência pessimista também afeta os investimentos que as
empresas farão em 2012.
Com
isso, a perspectiva de crescimento do PIB para o próximo ano
não poderia ser muito melhor, 2,7% para o Brasil e 1,5% para o
crescimento da indústria. De acordo com pesquisa recente da
CNI - Confederação Nacional da Indústria, 45% dos executivos
preveem um futuro incerto para seus negócios em decorrência da
situação crítica em que se encontra a economia atual,
principalmente para o primeiro semestre de 2012.
Diante
deste cenário incerto as empresas esperam vender menos em
2012. Os números mostram essa realidade, a perspectiva de
crescimento passou de 72% em 2011 para 69% em 2012. Já, neste
mesmo período, 8% das empresas esperam que ocorra uma
diminuição do faturamento, mas antes este percentual era de
6%.
Ainda
teremos outros desafios para o setor industrial. Um deles é
que a partir de 02 de agosto de 2012 entrará em vigor a
Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que vai colocar
em prática o recolhimento, o tratamento e a destinação final
de resíduos sobre responsabilidade de fabricantes,
importadores, distribuidores, comerciantes e Poder Público.
Também a responsabilidade sobre áreas contaminadas no terreno
das empresas, a redução de emissão de gases poluentes e a
cobrança do uso da água e não mais apenas pelos seus serviços.
É notório que 2012 poderá ser um ano de muitos desafios para
os empresários.
Ricardo Martins
2012 – Procure boas ideias em lugares inusitados.
Autor de livros sobre criatividade e empreendedorismo usa o
hit de Michel Teló – Ai se eu te pego - como exemplo de boa
administração e, lembra que, no próximo ano, a inspiração pode
estar onde menos se espera.
O início de um novo ano sempre é um
bom período para olhar para trás, pensar nos fracassos, nas
realizações e fazer planos para o futuro. Essas reflexões
geralmente vêm acompanhadas de muita ansiedade e lançam
desafios para o ano que está chegando, entre eles, o de “como”
ou “onde” encontrar boas ideias para encarar mais uma nova
etapa.
“Muitas
pessoas acham que é preciso algo fantástico para se ter uma
boa ideia” diz Fábio Zugman, autor de “Empreendedores
Esquecidos”, e obras sobre criatividade. “Na maioria das
vezes, no entanto, basta olharmos o que já conhecemos com um
pouco mais de atenção. Qualquer experiência ou informação pode
ser usada como ponto de partida para mudar a forma como vemos
o mundo.”
Se você
duvida, Zugman resolveu provar seu ponto de vista com um belo
desafio: Aprender algo sobre administração a partir do hit de
2011 “Ai se eu te pego” de Michel Teló.
Em 2011
você deve ter ouvido o seguinte refrão “Nossa, nossa, assim
você me mata, ai se eu te pego, ai ai se eu te pego.” Poesia
para muitos, tortura para outros, a música não sai da cabeça
de muitos brasileiros. O clipe oficial já está chegando à
marca de 90 milhões de visualizações no You Tube. Vamos ver,
então, o que é possível aprender com esse sucesso instantâneo.
“O
primeiro ponto é a simplicidade” Conta Fábio Zugman. “O
refrão é simples, quer você queira ou não, a música é
facilmente reconhecida, fácil de se lembrar e repetir. Por sua
vez, quantas empresas se confundem com a falta de foco,
objetivos enormes e complicados, que deixam clientes e
funcionários confusos? Na vida pessoal e profissional, procure
objetivos simples, fáceis de entender e lembrar.”
“Depois, podemos aprender com a clareza. Quantos profissionais
conseguem descrever seus objetivos com a simplicidade de uma
frase como “ai se eu te pego? Para aumentar a clareza em sua
vida, procure pensar em seus objetivos em termos concretos.
Não pense em coisas como “mudar de vida” ou “economizar mais
dinheiro”, quebre essas ideias em objetivos como “procurar
aquela agência de empregos” ou “economizar X reais todo mês.
Seja claro com você mesmo, e com os outros a sua volta”
“Em
terceiro lugar, seja breve: Quantas resoluções de ano novo
ocupam páginas e listas inteiras? Quantos empreendedores e
profissionais possuem um número incontável de objetivos?
Organize suas ideias de forma que você consiga descrevê-las em
poucas palavras, e lidar com uma coisa de cada vez. Veja como
não só esse, mas vários sucessos musicais possuem bordões
curtos, fáceis de lembrar a partir da primeira vez que você os
escuta.”
“Por
último, aprenda a observar e buscar inspiração nos lugares
mais inusitados. Se é possível aprender com uma música chamada
“Ai se eu te pego”, quem dirá de uma ida ao shopping, uma
viagem, e assim por diante? Observe os diferentes modos como
você é atendido, a reação dos outros clientes, os mimos e
sorrisos, as insatisfações e reclamações, e procure pensar em
como usar tudo isso em suas próprias ideias. Não é preciso se
trancar em um laboratório ou se prender em frente a um
computador para se ter boas ideias. Pelo contrário, a partir
do momento que você começa a prestar atenção, o mundo se
tornará o seu laboratório. E que melhor época para se fazer
isso do que quando um novo ano se inicia?” Finaliza Fábio
Zugman.