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 Edição de Setembro  de 2010

Cinco coisas essenciais que você precisa saber para fazer negócios pelo Twitter

A resposta depende da forma como você atua: sendo o “vendedor chato” ou procurando entender como elas funcionam e como as pessoas interagem

 

A pergunta é natural diante de tantas notícias e reportagens na imprensa sobre quem está se dando bem, principalmente no Twitter, a sensação do momento. E a resposta parece ser clara: quanto mais tempo você demorar para participar das redes sociais, menores serão as chances de explorar todas estas oportunidades.

    Isso explica a correria das empresas em entrar nessa nova onda. Afinal, é só acompanhar algumas estatísticas: o número de usuários do Twitter aumentou 1600% entre julho de 2008 e 2009, sendo que os brasileiros são os que passam mais tempo “tuitando” (cerca de 41,5 minutos por mês de acordo com pesquisa da ComScore). Somente em São Paulo, 45% da população já participa de alguma rede social, índice que aumenta para 75% entre os jovens entre 18 e 24 anos (Ibope Mídia). Nas empresas, segundo estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (NTT/URFJ), 74% dos pesquisados planejam participar das mídias sociais nos próximos 12 meses. Diante de números tão promissores, por que não tentar?

    Até aí, nada de mais. O problema é quando as empresas, ansiosas por resultados rápidos, colocam “o carro na frente dos bois” (a expressão é tão antiga quanto válida). A mesma pesquisa da URFJ revelou que 49% dos pesquisados já entram nas mídias sociais querendo “faturar” de alguma forma: insistem em oferecer seus produtos nas comunidades, fazem propaganda descarada nos blogs, enviam mensagens comerciais sem permissão. Ou, por outro lado, participam dessas mídias sem propósito definido, simplesmente “por participar”, para fazer parte e ver o que acontece. A conseqüência: comunicação com conteúdo irrelevante, propaganda demais, foco de menos e, pior, a reação contrária dos internautas, que pode ir da indiferença à indignação. Por estas razões, os índices de sucesso nas redes sociais estão abaixo do que poderiam estar.  

    Em vez de escolher o caminho mais rápido, o ideal é trilhar pelo mais seguro. Além de maior potencial para gerar resultados, fazer um planejamento prévio com base no conhecimento das mídias sociais, do perfil do público-alvo e em ações sintonizadas com outras ferramentas de marketing digital também tem menos probabilidade de ser rejeitada. Os principais aspectos a serem levados em conta neste sentido são:

 

1.Entenda como as mídias sociais funcionam – Comunidades, blogs e Twitter possuem uma dinâmica própria, que só são compreendidas quando se faz parte delas. Portanto, antes de delegar a tarefa a terceiros, é essencial que você participe para ter uma noção mais clara sobre as regras de conduta e formas de abordagem mais apropriadas. Uma das primeiras coisas que descobrirá, por experiência própria, é porque ninguém nesse meio gosta de vendas diretas.

 

2.Entenda como o seu público-alvo interage – Estude como seus clientes, consumidores ou prospects participam das mídias sociais. Eles a utilizam para conhecer a opinião de outras pessoas sobre o seu produto, para reclamar ou elogiar? Estão interessados em assuntos profissionais ou pessoais? Quais os sites mais freqüentados (Orkut, Facebook, Sonico, MySpace, Via6, Linked In, Plaxo etc.) E se não participam, isso ocorre por falta de tempo, interesse ou dificuldade em acompanhar estas novidades? O que os motivaria a fazer parte de uma rede social?

 

3.Defina a estratégia – As etapas acima são fundamentais para o passo seguinte, definir a estratégia de atuação, que pode se dar em três níveis principais: canais relacionamento (atendimento a reclamações, esclarecimento de dúvidas, interação com clientes e consumidores), comunicação (divulgação de lançamentos ou atualizações de produtos, informações práticas) ou campanhas de fidelização (promoções exclusivas para quem participa ou segue em suas comunidades, blogs ou Twitter). Independente da escolha, é essencial atuar de forma integrada a outras iniciativas de marketing utilizadas pela empresa, sejam online (website, e-mail marketing, links patrocinados, banners) ou offline (anúncios, mala direta, assessoria de imprensa etc.)    

 

4.Crie um diferencial – Só participar não é o bastante. É preciso participar de forma diferenciada. Seja por meio de conteúdo exclusivo, promoções especiais ou atendimento personalizado. É a melhor maneira de conquistar atenção, fidelidade do público e, principalmente, fazer com que as suas iniciativas sejam divulgadas pelos próprios participantes por meio do boca a boca.

 

5.Tenha objetivos claros e mensure os resultados – Uma das grandes vantagens do marketing digital é dispor de recursos que permitem mensurar os resultados das mais diversas formas. Use isso a seu favor, estabelecendo objetivos e metas claros para cada mídia social. Uma dica para facilitar a tarefa é canalizar as ações das mídias sociais no site da empresa. Por exemplo, em uma promoção pelo Twitter, faça com que os internautas tenham de visitar o site para conhecer as regras ou os prêmios. Dessa forma, é possível mensurar em detalhes a audiência (região de proveniência dos visitantes, duração) e o tráfego (páginas mais visitas) do site e relacioná-los com a receptividade da campanha. É também uma forma dos internautas conhecerem mais sobre a sua empresa e outros produtos oferecidos.    

 

Silvio Tanabe

 


Vale a pena regulamentar a internet? Podemos opinar.

 

Já está praticamente pronta a minuta de Projeto de Lei do Marco Regulatório Civil da Internet do Brasil, com texto elaborado pela Secretaria de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, em parceria com a Escola de Direito do Rio de Janeiro. O objetivo é estabelecer regras e responsabilidades de usuários e empresas com acesso à rede. É um projeto que divide opiniões. De um lado estão os que consideram que a internet, com sua característica de reunir várias mídias, deve ser um território livre, não regulamentado. Do outro lado, estão os que julgam ser a internet um instrumento poderoso demais, e como tal precisa de regras que garantam segurança e previsibilidade às iniciativas feitas na rede. Espera-se que a minuta seja encaminhada à Câmara dos Deputados, ainda este ano.

     Primeiro, é preciso entender que o Marco Regulatório em questão nada tem a ver com o combate aos chamados "crimes cibernéticos", que motivaram uma Convenção Internacional de Cibercrimes, endossada por poucos países devido à complexidade do tema. O movimento contra esse tipo de crime vem ganhando corpo nos Estados Unidos e em especial na União Européia, onde, desde 2001, vem sendo respaldado pelo Conselho Europeu contra os Cibercrimes.

    Em abril passado, o tema também foi objeto de discussões no 12° Congresso da ONU sobre Prevenção ao Crime e Justiça Criminal, realizado no Brasil, em Salvador, onde se tratou, entre outras coisas, da necessidade de cooperação jurídica internacional e de discussões mais avançadas sobre crimes praticados pela internet, como invasão de hackers em agências de segurança e instituições bancárias, crime de ofensa e calúnia, direitos autorais, uso indevido de imagens, pornografia infantil, racismo etc.

Já tramita, no nosso Senado, um projeto de lei, em fase inicial, de autoria do senador Eduardo Azeredo, que tipifica esse tipo de crime. No momento, agressões e difamações pela internet continuam a ser julgadas com base na Constituição.

     O Marco Regulatório brasileiro segue o exemplo de países ditos mais desenvolvidos, que primeiro adotaram o marco civil, para depois enfocar o aspecto criminal. Em princípio, a proposta, em 33 artigos trata de questões relacionadas ao direito de acesso à internet, provedores e qualidade das conexões, responsabilidade e guarda dos registros de acesso dos usuários, responsabilidade do conteúdo disponibilizado na rede, sigilo das comunicações, não degradação da qualidade contratada junto às operadoras, não divulgação dos acessos a serviços via internet.

     Os maiores questionamentos dizem respeito à responsabilidade sobre o conteúdo disponibilizado, e a maior novidade é a adoção de um mecanismo denominado "notificação e retirada", destinado a proteger usuários vitimados por agressões via internet. Nesse caso, havendo conteúdo tido como falso, mentiroso, ofensivo, calunioso ou difamatório, em textos ou imagens, o interessado denuncia o fato ao provedor, que por sua vez será obrigado a agir, podendo tanto identificar e responsabilizar o autor, ou simplesmente suspender o conteúdo, até que o autor se pronuncie, caso em que este poderá excluí-lo ou assumir a responsabilidade jurídica sobre o mesmo, livrando o provedor de responsabilidade.

     A Associação Brasileira dos Provedores de Acesso tem demonstrado preocupação com esse tipo de controle, antevendo que os provedores terão de abrir um canal específico só para receber as notificações de retirada de material suspeito.

    O mais importante a destacar é que todos os interessados poderão enviar, via internet, sugestões e críticas à minuta, cujo texto está disponibilizado em htp://culturadigital.br/marcocivil, com explicações de como os interessados devem proceder para emitir suas opiniões. Opinando e propondo sugestões, os usuários estarão participando do fórum da cultura digital, através do qual ajudarão a montar a primeira legislação brasileira sobre o uso da internet, importantíssima porque vai definir qual o papel do Estado no desenvolvimento da web como ferramenta social.

Antonio Carlos Mendes Thame

 

Sua empresa é social?

 

Se você não está levando muito a sério essa onda de redes sociais, é melhor começar a colocar o assunto na pauta da sua estratégia. Uma pesquisa recente mostra que o tempo dedicado às redes sociais pelos internautas quase dobrou em um ano. Os internautas de todo o mundo passaram mais de cinco horas e meia em redes sociais em dezembro do ano passado, de acordo com pesquisa mundial da Nielsen Wire. Segundo o levantamento, o número representa aumento de 82% em relação ao tempo que os usuários da web gastaram no mesmo mês do ano anterior.

    Em um tempo não muito distante, ter um site na Internet era mais do que suficiente para sua empresa estar na “era digital”. Hoje em dia ter um site é muito pouco, ou para algumas empresas quase nada. Alguns segmentos de empresas, como por exemplo, prestadoras de serviços online, não atraem muita confiança do consumidor se não tiverem um canal de contato rápido como blog, twitter ou fóruns de discussão.

    Na minha empresa, descobrimos que a taxa de conversão de vendas triplica quando o usuário passa a nos acompanhar via twitter, blog, youtube ou facebook. “Isso mostra que a empresa está sempre preocupada em fazer atividades novas, nos manter informados. Parece que estamos mais próximos e isso me deu confiança em comprar”, afirma Maria de Fátima, em pesquisa realizada com nossos clientes sobre a decisão de compra após um tempo acompanhando nossas redes sociais.

    As pessoas gostariam de acompanhar sua empresa, se ela der essa oportunidade. E como fazer isso? O primeiro passo é levar a questão a sério, não adianta começar o processo e parar no meio, algo que não é atualizado há tempos gera desconfiança. Precisa ter alguém responsável por redes sociais na empresa, não recomendo terceirizar essa pessoa, talvez a execução com uma agência web, mas alguém de dentro precisa ser a ponte e trazer essa mentalidade para a organização.

    A rede social que sua empresa irá participar depende muito de sua estratégia, as mais comuns são:

Blog – Um blog corporativo com informações úteis e práticas, novidades sobre seus produtos e serviços, cases, perguntas e respostas é uma ferramenta extremamente importante. Vale tomar cuidado para que o blog não seja algo unilateral, precisa ter a participação dos leitores (e isso inclui críticas e saber lidar com elas). Atualize no mínimo duas vezes por semana;

 

Twitter – É um meio de comunicação rápido, permite informar novidades, problemas, novos artigos no blog, etc. Quando bem monitorado, pode ser uma excelente fonte de prospecção de novos clientes ou até servir como uma espécie de extensão do seu serviço de SAC. Atualize pelo menos três vezes ao dia;

 

Youtube/ Facebook/ Orkut/ LinkedIn – Essas e outras redes sociais permitem criar uma comunidade de pessoas que gostam do seu produto e serviço e querem ver novidades, vídeos, fotos, eventos e outros. São as que dão o maior trabalho para manter da forma correta, precisa ter gente pensando em conteúdo ou as pessoas perderão interesse nesses grupos.

Existem diversos sites na Internet que permitem integrar todas essas mídias. Por exemplo, quando publico um artigo no meu blog, automaticamente vai para o Twitter, LinkedIn e Facebook. Com apenas um clique estou atualizado em todas as minhas redes, isso ajuda a não perder muito tempo.

Coloque esse assunto na pauta da sua estratégia, selecione a equipe correta, comece a acompanhar e principalmente: meça os resultados ou serão apenas estratégias soltas que ninguém verá o retorno do investimento. Se já estiver social, conecte-se comigo: @christiantriad; www.maistempo.com.br (blog) ou http://www.linkedin.com/in/christianbarbosatriad

 

Christian Barbosa


Copa 2014 apresenta desafios para o setor de serviços

Muito se tem falado sobre os investimentos públicos em infraestrutura para a Copa do Mundo 2014. Entre outras questões, discute-se a ampliação dos meios de transporte, reforma e construção de estádios e a infindável disputa para receber jogos de abertura, finais entre outros. Um assunto que tem ganhado pouco destaque é a participação do setor privado no processo de estruturação para o evento.

     O setor de serviços é peça fundamental para que a Copa 2014 tenha sucesso. Desde a recepção, acomodação, alimentação, deslocamento e transfer até programações culturais, visitas guiadas e passeios turísticos. É grande o potencial que o maior evento esportivo do planeta proporciona.
     A partir do momento em que a FIFA acenou positivamente para o Brasil, enorme expectativa atingiu os setores públicos e privados. Posteriormente, no entanto, um golpe de realidade posicionou empresas, clubes e sociedade. Não é possível repetir o exemplo africano e investir grandes somas de dinheiro, esforço e tempo para um evento de tão curta duração, sem que haja perspectiva de retorno.

A readequação do projeto do estádio do São Paulo é a prova viva desse fato e a dificuldade em encontrar alternativas esbarra em dois fatores primordiais: tempo e capital.
    Uma das atividades que terá uma demanda muito grande é a de transporte de executivos. Atores, músicos famosos, autoridades, políticos, celebridades, dirigentes serão figuras fáceis no período da Copa, o que exigirá que a logística necessária para o deslocamento dessas pessoas esteja disponível, pois o aumento da procura nessa época será enorme.
     Segundo Fernando Cavalheiro, Diretor Comercial da CEP Transportes, a qualidade do atendimento e a disponibilidade de veículos é a principal preocupação do setor. “Os visitantes estrangeiros estão em busca de empresas estruturadas e capacitadas para atendê-los e estão dispostos a pagar um preço justo por isso. O visitante brasileiro tem maior acesso ao mercado e pechincha um pouco mais preço versus qualidade.”, salienta. “ Como forma de atender satisfatoriamente essa demanda estamos promovendo o aumento de estrutura do departamento de atendimento - de 30 para 60 funcionários -; atendimento 24 horas, já iniciado; capacitação e treinamento para todos os colaboradores, contratação de funcionários bilíngues e treinamento da equipe para a segunda língua além da ampliação da frota. Temos pouco tempo para concluir tudo o que precisamos.”, afirma Cavalheiro.
     De acordo com o executivo, o planejamento já vem sendo feito há algum tempo e a abertura de novos escritórios nas cidades-sede será um investimento que trará retorno após o evento, aumentando o alcance e cobertura da empresa. “Hoje atendemos a todos o Brasil, mas, estas novas bases são estratégicas para o aumento significativo que ocorrerá na busca deste tipo de serviço. A CEP Transportes possui escritórios em SP, Campinas e Cuiabá e pretende ampliar sua atuação no mercado nacional, abrindo filiais no Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Brasília e Salvador.”, finaliza.


Cyber criminosos podem se aproveitar do Censo pela internet para lançar novos vírus

O IBGE já avisou que não enviará e-mails a domicílios entrevistados. Caso a família receba qualquer tipo de mensagem por correio eletrônico, pode ter certeza é que tentativa de ataque dos cyber criminosos

 

O Censo 2010, que começa agora em agosto, conta com a ajuda da Internet para mapear a realidade do país. Com isso, cyber criminosos veem mais uma alternativa para agirem em busca de dados e informações de usuários desinformados.

     De acordo com a Nodes Tecnologia, que representa a Avira no Brasil, a cada nova campanha de cunho nacional, os usuários de computador são acometidos com enxurrada de emails falsos e mal intencionados, criados para roubar senhas de cartões de crédito e de contas bancárias das pessoas.

Segundo o IBGE divulgou à Imprensa, para que o morador participe do censo pela Internet, ele deverá, primeiramente, receber a visita do recenseador – que será identificado a partir de seu uniforme criado especialmente para o Censo 2010 e de seu cartão de identificação próprio -, que entregará um envelope lacrado contendo o código de acesso para o questionário no portal do Censo. Isso depois de informar telefone para contato com o IBGE.

     Se o morador não responder a todo o questionário por algum motivo, como falta de energia, queda na conexão e etc, as informações já enviadas estarão salvas e o restante poderá ser respondido posteriormente a partir da mesma senha fornecida pelo recenseador. Caso o morador não responda todo o questionário em um prazo máximo de cinco dias, a equipe de atendimento telefônico do IBGE entrará em contato, solicitando o envio das informações.

    O IBGE informou ainda, que o site é seguro, e as informações também serão criptografadas antes de serem transmitidas ao IBGE.

     Mesmo com as orientações do IBGE, a Nodes acredita que muitos espertinhos vão se aproveitar da ocasião para tentarem adquirir dados bancários, via email e site falso, induzindo aqueles menos avisados a fornecer senhas de contas bancárias e cartão de crédito, e ainda instalar, nos PCs, códigos maliciosos, criados para roubar dados pessoais.

    A Nodes orienta os usuários de PC e de dispositivos móveis a evitar estes tipos de problemas, utilizando programas de proteção com capacidade de filtragem de sites de phishing e de outras ameaças ocultas. A empresa recomenda que os usuários acessem sites importantes diretamente do navegador, sem a utilização de links enviados por emails, por exemplo.

    

 

 

    

     “Qualquer pessoa que receber um e-mail de phishing de uma fonte desconhecida deve evitar, a todo custo, clicar nos links contidos e deve excluir imediatamente a mensagem da caixa de mensagens”, orienta Eduardo Lopes, diretor da Nodes.

     A empresa também recomenda que os usuários escolham uma solução de segurança que não só proteja contra vírus, mas também filtre sites indesejáveis e evite o acesso ilegal aos computadores. Entre as opções que a Nodes oferece, está o Avira AntiVir Personal gratuito, que oferece proteção básica contra vírus, worms e cavalos de Troia. Também são oferecidos outros pacotes de segurança mais abrangentes, como o WebGuard incluído no Avira AntiVir Premium, que filtra malwares do fluxo de dados antes mesmo de chegarem ao navegador. Por sua vez, o Avira Premium Security Suite fornece outros níveis de proteção e complementa os recursos do Avira AntiVir Premium com firewall, antispam e realiza backups. A Nodes também garante que todos os produtos Avira não contêm backdoors para espionagem de dados.

 

Mais informações: http://www.avira.com.br


Copa 2014 já começou

 

Terminada a Copa do Mundo de 2010 na África do Sul, os holofotes se voltam para o Brasil, que sediará a próxima edição do maior evento midiático do planeta. Tive a oportunidade de ver in loco o potencial que a Copa tem para transformar um país.

     Depois de estar na Alemanha, sede em 2006, mudei completamente a visão sobre aquele país, que tem sim belezas históricas e naturais que merecem ser conhecidas e, principalmente, sobre o seu povo, tido como sisudo e fechado. Os alemães foram sempre muito solícitos e simpáticos conosco. Já na África do Sul, o que se viu foi um país organizado, com um potencial turístico impressionante, e um povo alegre, festivo e receptivo. Como resultado, só com o Mundial o turismo internacional ali saltou 25% neste ano em relação à 2009.

     E o Brasil? Não é apenas o fato de sediar uma Copa que os benefícios virão naturalmente ou por inércia. Tudo dependerá da nossa capacidade de prover o país de mobilidade urbana, de instalações esportivas adequadas e de profissionais qualificados para o atendimento ao turista. Mas não tenho dúvida do potencial que um evento como esse tem de transformar a imagem de um país e, principalmente, de gerar frutos por vários anos posteriores.

     Tudo dependerá de dois fatores. Primeiro, o evento em si ser bem-sucedido – uma Copa do Mundo sem grandes problemas de transporte, segurança, informação e atendimento mostrará ao mundo a capacidade de organização e gestão do país; e, segundo, nos anos seguintes, conservar com eficiência o capital construído – todos os investimentos em infraestrutura e tecnologia realizados para a Copa precisam ser geridos de modo economicamente sustentável, principalmente os novos estádios; além disso, o país deverá cuidar ainda mais da marca Brasil para garantir um crescimento continuado do turismo internacional.

     O Brasil atrai cerca de 5 milhões de visitantes estrangeiros por ano, número que está estagnado há algum tempo. Para se ter uma ideia comparativa, o número de turistas estrangeiros anuais no México é de 21 milhões. Há um potencial imenso de expansão do nosso turismo que pode ter impacto positivo em toda a sua cadeia: hotéis, restaurantes, comércio, transporte, entre outros setores. A Copa do Mundo é o trampolim definitivo para alavancar o turismo no Brasil.

 

Fernando Trevisan

 


O flagelo do crack

 

 

O crack continua a fazer vítimas na sociedade. Dificilmente elas chegam à imprensa, pois a droga é muito vinculada com as classes menos abastadas da sociedade e, quando algo de ruim acontece, o preconceito, e até mesmo as famílias, que preferem manter tudo fora dos veículos de comunicação, impedem que todos os fatos sejam conhecidos.

     Ao investigar um roubo de carro, a Polícia Civil descobriu que, na verdade, a ocorrência é mais um retrato do flagelo do crack. Um homem de 32 anos pegou o Celta da mãe no domingo à noite e, por volta das 6h de ontem, voltou dizendo que o veículo havia sido roubado. Quatro horas após, o carro foi achado com um casal de traficantes.

    

     Um familiar do jovem nos confessou que ele é usuário e que entregou o Celta a um traficante para comprar drogas - disse o plantonista da 3ª DPPA, delegado Pablo Rocha.Conforme o delegado, o usuário vendeu o carro da mãe por R$ 50, que ele gastou na compra de pedras de crack. O veículo só foi achado porque ficou sem gasolina 1,5 km depois. O Celta, avaliado em cerca de R$ 20 mil, foi recuperado. O homem que vendeu o carro da mãe não havia sido ouvido até o final da tarde.

     A ocorrência do roubo havia sido feita na 9ª DP. Uma mulher, de 58 anos, foi à delegacia por volta das 7h e informou que emprestou ao filho seu Celta Spirit, ano 2004. Segundo ela, o rapaz disse que foi vítima de assalto, por volta das 5h30min, na Praça Pinheiro Machado, Bairro São Geraldo. Em depoimento, a mãe admitiu que o filho é "dependente químico".

     Por volta das 10h, PMs do 11º BPM conferiram denúncia sobre um casal em atitude suspeita em um Celta, na mesma Praça Pinheiro Machado. Pelas placas, os PMs, viram que o carro estava com queixa de roubo. Foram presos Manoel Adilson Vitorino Ribeiro, 41 anos, com seis prisões por furto e em liberdade condicional desde dezembro de 2009 e Cândida Angélica Silva, 21 anos, e sem antecedentes. No carro havia R$ 125 e dez pedras grandes de crack.

     Talvez o crack, socialmente falando, seja a droga mais prejudicial que apareceu até hoje. Além de viciar nas primeiras utilizações, ela transforma os usuários em verdadeiros farrapos humanos. Quando o principal vício era na maconha, ou até mesmo cocaína, as pessoas em vota conseguiam conviver com o vício dos amigos e/ou parentes.

     Contudo, o crack não deixa margem para isso. Ele se entranha de tal forma dento da família e da sociedade que é impossível não ser afetado por essa droga..

 

Rafael Limberger


A hora do marketing esportivo

 

A Copa do Mundo chegou ao fim e os olhos até então voltados para a África do Sul se dirigem para o Brasil. Sediar o campeonato será uma oportunidade de ouro para o país investir em obras necessárias ao desenvolvimento econômico, ampliar as oportunidades de negócios e, de quebra, fortalecer ainda mais a sua imagem no palco mundial. No entanto, estamos repetindo alguns erros cometidos por ocasião dos Jogos Pan-Americanos, motivo pelo qual a FIFA já manifestou publicamente o receio de que as obras de infraestrutura imprescindíveis à Copa de 2014 não sejam concluídas em tempo hábil.

     Enquanto o Brasil se organiza para, na corrida contra o tempo, cumprir todos os compromissos assumidos, todos podem e devem elaborar estratégias que permitam aproveitar ao máximo o momento de forte ênfase na questão esportiva que vem por aí. Aos profissionais, por exemplo, abrem-se novos campos de atuação – instituições de ensino superior já estão investindo em cursos e treinamentos específicos, como o MBA em Gestão Esportiva que pode ser feito por qualquer pessoa graduada.

     Para as empresas, que poderão desfrutar das oportunidades de negócios que estão se delineando em diversos campos da economia, convém estar atentas à importância de investir, com seriedade, no chamado marketing esportivo.

     Essa modalidade de marketing teve grande ascensão no Brasil principalmente nos anos 50, durante o governo de Juscelino Kubitschek, quando grandes empresas de origem estrangeira trouxeram para o País seus produtos e serviços. As multinacionais foram pioneiras na utilização de ferramentas como pesquisa de opinião e ações promocionais. De lá para cá, as estratégias se sofisticaram, mas o marketing esportivo tem movimentado apenas 0,1% do PIB brasileiro. É pouco. Entre ingressos, patrocínios, comércio de materiais esportivos, cotas de televisão, negociação de atletas, transporte aéreo e ocupação hoteleira, o Brasil movimenta anualmente cerca de 2 bilhões de dólares, contra 87 bilhões de dólares dos Estados Unidos. Temos, como se vê, um imenso potencial ainda inexplorado. 

     No mundo inteiro, empresas e marcas líderes já aprenderam a privilegiar o marketing esportivo. Em um contexto como o atual, em que as fronteiras entre os países são cada vez mais tênues e a competição globalizada se acirra, impondo novos e maiores desafios a cada dia, associar a imagem da empresa a atletas e equipes desportivas que gozam de elevado prestígio junto à opinião pública é uma tática extremamente eficaz, que ajuda a criar um diferencial positivo.

     Associar a empresa ao esporte gera muitos dividendos, como o rejuvenescimento da marca, devido à força do esporte entre os jovens, e o ganho de credibilidade – é como se o logotipo estampado em um uniforme pegasse carona no sucesso dos atletas.

    Mas, para que a estratégia de associar a marca de uma empresa ao esporte gere o impacto desejado, é fundamental escolher a modalidade que mais se identifica com o público-alvo da empresa patrocinadora. Para quem opera, por exemplo, no ramo do varejo voltado às classes C e D, não compensa patrocinar um campeonato de golfe, que é um esporte tradicionalmente voltado para os setores de maior renda.

    Tomados esses cuidados, o marketing esportivo certamente terá muito a contribuir para o reforço da imagem institucional do patrocinador.

 

Eduardo Pocetti


Excesso de siglas e estrangeirismos 

 

Agora pode parecer natural em muitas empresas, mas há 10 ou 15 anos palavras como “outsourcing” ou “deletar” e termos como “PMO” e “B2B” não faziam parte do nosso vocabulário do cotidiano. Ambas são exemplos de estrangeirismos e siglas, muitas das quais já adotamos em nosso dia a dia e fazemos seu uso como se fossem de nossa língua mãe. O problema está em saber a dosagem certa de sua utilização.

    Para a psicóloga e Gerente de Operações da De Bernt Entschev Human Capital,  Luciana Serafin, o uso de siglas e termos de outros idiomas tiveram grande crescimento principalmente nas duas últimas décadas. Ele indica que o ponto de origem destes termos nas empresas brasileiras foi a instalação de várias multinacionais em nosso território neste período, onde profissionais do mundo todo trabalham juntos e, por isso, dividem termos que às vezes facilitam a comunicação. O que contribuiu para que isso se espalhasse foi a natural rotatividade do mercado.

    Mas qual o limite entre um uso considerado saudável destes termos e o exagero? Profissionais que querem impressionar acabam fazendo este uso excessivo. Luciana explica que é uma estratégia, também, para chamar a atenção. “Os profissionais tentam mostrar que possuem conhecimento maior de certos termos, procedimentos e até experiência no exterior”, explica a psicóloga, que ainda completa que a globalização, a internet e a rapidez com que as informações circulam, fazem com que as pessoas adotem os termos originais que normalmente são em inglês, já que muitas das teorias vêm dos EUA.

 


Solteiros da cidade de São Paulo são tema de pesquisa da Bridge Research

 

 

Intensos, impulsivos, inconstantes e entusiasmados – essas são algumas das características dos solteiros da cidade de São Paulo, de acordo com pesquisa conduzida pela Bridge Research com 510 moradores da capital, pertencentes às classes A, B, C e D, em setembro de 2009. O levantamento mostra que 80% dos paulistanos solteiros têm, pelo menos, ensino médio, e contam com renda mensal 14% superior à dos casados. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), censo de 2000, há 2,2 milhões de paulistanos com mais de 18 anos que estão solteiros.

    Dos 74 milhões de solteiros brasileiros, cerca de 2,2 milhões estão na cidade de São Paulo, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), baseados no censo de 2000. Para detectar o perfil comportamental e as relações de consumo dos solteiros paulistanos, a Bridge Research – empresa de pesquisa de mercado com foco na prestação de serviços de inteligência na área de tecnologia – conduziu uma pesquisa com moradores da capital pertencentes às classes A, B, C e D. Intensos, inconstantes, impulsivos e entusiastas são características identificadas no comportamento dos solteiros paulistanos com idade entre 18 e 24 anos, reveladas pela pesquisa concluída em setembro de 2009.

    Da base entrevistada – 510 moradores da cidade de São Paulo – 19% têm entre 18 e 24 anos; desse total, 71% são solteiros. Nessa faixa etária, 45% e 44% pertencem às classes A e B; C e D, respectivamente. No que se refere à renda mensal, esses paulistanos ganham em média R$ 3.506, aproximadamente 14% a mais que os casados com 40 anos ou mais. A análise da escolaridade mostra que nessa faixa etária (até 24 anos), 81% possuem de ensino médio a superior completo contra 59% dos casados. Os demais solteiros paulistanos têm entre 25 e 29 anos (13%); 30 a 39 anos (25%); e acima de 40 anos (43%).

    Segundo Renato Trindade, presidente da Bridge Research, entre os solteiros paulistanos de 18 a 24 anos (classes A e B), 79% adoram encontrar marcas e produtos antes das outras pessoas; 35% se consideram influenciadores (as demais pessoas acham que são fonte segura de informação); e 38% aceitam pagar mais caro por marcas e produtos originais.

    “Um percentual de 30% afirma que prefere produtos éticos, o que indica a valorização de marcas com comprometimento socioambiental”, afirma o executivo. Sociáveis, 52% dos solteiros dessa faixa etária afirmam ter um grupo grande de amigos; intensos, 49% associam a felicidade com a possibilidade de extrair o máximo da vida; 48% gostariam de servir de exemplo às demais pessoas de como levar uma vida maravilhosa. Entusiasmo, liderança e criatividade também são características dos solteiros paulistanos (18 a 24 anos, A e B) – 38% são admirados pela paixão que têm por coisas e projetos; 23% despertam admiração pela criatividade e entusiasmo, são consideradas pessoas inspiradoras; e 22% destacam o espírito de liderança, visão e metas claras como atributos pessoais.

     Para esse contingente de solteiros, o aprendizado é decorrente da experimentação, vivência e estímulos externos para formar uma opinião. Entre as frases que mais traduzem os solteiros paulistanos (18 a 24 anos, classes A e B) estão: “presto mais atenção nas coisas quando posso tocá-las, pegá-las”; e “presto mais atenção nas coisas, quando me convidam a experimentá-las, pela experiência”. De acordo com Trindade, esses solteiros são explosivos, argumentadores, mas optam por respeitar o espaço alheio.

 

 

 

“Nas afirmativas, as frases que ilustram o modo de ser e agir mostram o gosto por resolver uma situação de conflito, respeitando o espaço, as opiniões e o tempo individual. As indelicadezas não são motivo de rompimentos definitivos; a segunda chance e o perdão são adotados com frequência, pois as situações de conflito são associadas a oportunidades estimulantes para o desenvolvimento de projetos em equipe”, afirma o executivo, acrescentando que em contrapartida, os solteiros dessa faixa etária possuem um temperamento mais “bombástico” quando nervosos. “Entretanto, são menos arrogantes que os casados com mais de 40 anos. Os percentuais são de 18% (solteiros) contra 32% (solteiros)”, detalha. Quando a questão recai para interesses pessoais, 47% dos solteiros gostam de se aprofundar em temas da sua preferência; 31% têm áreas de interesse pouco convencionais e confessam a dificuldade de explicar para as pessoas o que faz e gosta; e 30% são mais convencionais – buscam informações em revistas e sites.


Pesquisas sobre a “Geração Y”

 

Pesquisas sobre a Geração Y integram o trabalho permanente da Bridge Research, de estudar o comportamento das pessoas e as diferenças entre as diversas gerações frente à evolução do mercado consumidor. “É importante estar atento à evolução das diferentes gerações tecnológicas, qual o seu ponto de ruptura e como se movimentam os early adopters de novas tecnologias”, destaca Trindade. Social networking é outra área que está no radar da Bridge Research, envolvendo a Web 2.0 com os seus blogs, fotologs, wikis, twitter e o que reúne o Consumer-Generated Media, ou a informação criada e divulgada pelos próprios consumidores, com análises de impacto, imagem, credibilidade, etc. “Para analisar, é essencial diferenciar essas novas tecnologias. Entre as redes sociais, por exemplo, é preciso especificar bem o que são redes de relacionamento como Orkut e MySpace, e como interagem com os sistemas de mensagens instantâneas como MSN e Messenger, uma vez que estamos falando de duas redes com finalidades distintas”, diz Trindade.


Três equívocos da gestão de shopping centers

 

 

Em meados da década de 1960, o mercado de shopping centers iniciou uma trajetória de ascensão alinhada ao aumento do consumo no Brasil e a mudanças socioculturais no País. Em cinco décadas assistimos ao fortalecimento de uma importante indústria que dita tendências no varejo nacional e internacional. Pela crescente relevância econômica e social, cabe uma reflexão criteriosa do setor, especialmente em um ano em que o mercado está plenamente aquecido, com a retomada de projetos que ficaram em stand by durante a ameaça da crise econômica mundial; projetos que serão concluídos nos próximos dois anos.

     A pensata proposta rege uma questão cotidiana na gestão de shopping centers: como vencer a concorrência crescente e transformar características do negócio em diferenciais competitivos. Há inúmeras respostas pertinentes à questão e que são perfeitamente cabíveis a diferentes perfis de empreendimento. No entanto, nada é mais adequado do que reconhecer os próprios equívocos cometidos e atuar para corrigi-los – se possível – ou atenuá-los. E quais são os principais equívocos na gestão de malls? Com a expertise conquistada em mais de 15 anos de atuação no setor, considero que podemos classificar, seguramente, três equívocos básicos que em geral ocorrem na gestão, erros que têm por alicerce o início do empreendimento e a administração:

  • considerar a análise da área primária de influência como o principal fator de sucesso do empreendimento em prejuízo das demais áreas de influência;

  • não prever a possibilidade de ampliação do empreendimento;

  • priorizar os resultados financeiros em detrimento da atratividade comercial do empreendimento.

     No topo da lista de principais equívocos, destaco a crença absoluta de que a área primária de influência é o principal fator que deve ser levado em consideração para conquistar o sucesso do empreendimento. No cotidiano do negócio, o tipo de ocupação populacional de alguns bairros é sazonal – a exemplo de locais com concentração de escritórios, cujo fluxo de clientes deixa de existir nos fins de semana. Na segunda posição, cito a construção de um empreendimento sem prever o espaço necessário à ampliação física. É notório que a ampliação é a melhor forma de proteção dos negócios e ao abrir mão disso, os empreendedores perdem a proteção e a eventual capacidade de investir em novas atividades complementares ao centro comercial original. É nesse contexto que surgem as brechas para que players concorrentes invistam no local.

     Em terceiro lugar no ranking de equívocos está a gestão propriamente dita. Há empreendimentos cuja “razão de ser” da administração é o desempenho financeiro. E o que há de errado nisso? Nada, a não ser que esse seja considerado um fato isolado. Dar foco exclusivamente ao desempenho significa muitas vezes não dar a atenção necessária à qualidade dos serviços prestados ao cliente; à comodidade do empreendimento, alinhada ao público-alvo; à escolha correta do mix de lojas; e à modernização na gestão do negócio. São esses itens, entre outros, que de fato traduzem aos consumidores os reais diferenciais competitivos do empreendimento.

     Para chegar aos reais diferenciais competitivos é preciso, acima de tudo, contar com o diferencial das pessoas envolvidas em todas as etapas do processo. As pessoas que estão à frente da gestão do negócio; as que conduzem a auditoria da gestão; as que investem no negócio; as que atendem o cliente; e as que associam os shopping centers a um espaço onde a experiência de compra deve atingir patamares de excelência.

 

Arnaldo Kochen


Brasileiro tem banda larga cara, lenta e restrita

De acordo com a Idec, o país paga em média US$ 28 mensais por internet rápida de 1 Mbps

 

Pagar caro pela internet e ainda ter um produto de má qualidade é realidade no Brasil. De acordo com o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), a concorrência quase inexistente é o que produz preços tão altos para o uso de banda larga. A velocidade mínima estabelecida pela União Internacional de Telecomunicações para banda larga deve ficar entre 1,5 Mbps e 2 Mbps e o Brasil tem uma média de pouco mais de um megabit por segundo.

     O Idec apontou em sua pesquisa que, quando comparado o preço e a qualidade da banda larga em seis capitais brasileiras a internet fica muito restrita, declara Estela Guerrini, advogada do Idec, responsável pelo estudo.

    São gastos em média US$ 28 por mês no país, valor que chega a 4,58% da renda per capita. Nos EUA, o valor é de apenas 0,5% da renda per capita dos americanos e, na França, é de 1,02%. Além disso, apesar de pagar caro, o consumidor brasileiro não recebe um bom serviço. Segundo levantamento recente realizado pela empresa americana Akamai, a velocidade de tráfego da internet brasileira é uma das mais lentas do mundo.

     Sendo identificada 93% menor que a velocidade média da Coreia do Sul, líder do ranking. Além disso, 20% das conexões no Brasil têm velocidade inferior a 256 quilobits por segundo (Kbps), o que passa ao largo da velocidade mínima estabelecida pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), entre 1,5 Mbps e 2 Mbps.

    

 

São diversas deficiências até chegar nesse ponto de prestação de serviço, que vão desde qualidade à variação da velocidade. Essa inclusive, em maior queixa, já que a maioria das empresas se compromete a entregar um percentual mínimo de conexão e não cumpre. Algumas delas, que fornecem o serviço, não disponibilizam as informações de velocidade no seu site, outras ainda, prevê que as faixas de velocidade não são garantidas.

     “Nós usuários, precisamos estar atentos aos diversos planos oferecidos pelas operadoras, o que garante que teremos a velocidade que é oferecida?”, interroga o tutor do Portal Educação, Renato de Brito Nicodemos.

 

Fonte: www.portaleducacao.com.br


Pesquisa revela que 90% dos profissionais de saúde veem a web como importante para divulgação

Levantamento do Site Help Saúde também mostrou que 43% deles querem se comunicar com pacientes online

 

 

Uma pesquisa feita pelo site Help Saúde (www.helpsaude.com), único buscador na América Latina que reúne dados de médicos, dentistas, clínicas, hospitais e medicamentos em um único site, revela que 90% dos profissionais de saúde do país enxergam a Internet, através de sites como o Help Saúde, como uma ferramenta importante na divulgação e promoção de seus serviços. De acordo com o estudo, os profissionais avaliam que é preciso haver novos meios de divulgação, interfaces eficientes de relacionamento com outros profissionais, ferramentas de avaliação dos serviços e espaço para divulgação de informações de interesse do usuário. Cientes da importância da Web num mundo em que as relações digitais têm cada vez mais valor, 42% dos profissionais assinalaram o desejo de se comunicar com os pacientes online.
 

      Os dados do estudo, que mostram como os profissionais de saúde vêem com extrema importância sua presença na Internet, estão afinados com a relação do brasileiro com as mídias digitais. Segundo estatística divulgada pelo Ibope, a nossa população permanece conectada à rede mais de 44 horas por mês, o que lhe garante o título de usuário mais conectado por tempo de navegação em todo o mundo. Para os entrevistados, a divulgação na web supera os meios tradicionais de publicidade, como anúncios em revistas ou livros de planos de saúde.

     O estudo do HS também revelou que 76% dos entrevistados enxergam a necessidade de monitorar as visitas em suas páginas. Essa vigilância está diretamente ligada ao interesse deles no gasto com publicidade: mais de 60% investem na promoção de seus próprios serviços. Outro dado importante é que 84% sentem falta de espaço na Web para exibir informações profissionais, como a experiência e o currículo acadêmico, e 73% acham importante ter algum espaço para publicar seus artigos. Outros 42% avaliam que é preciso existir ferramentas para o usuário avaliar a qualidade do serviço prestado.
     As conclusões do levantamento evidenciam que os empreendedores na área de saúde precisam de ferramentas de divulgação úteis em suas áreas. Diante disso, oferecer um serviço que auxilie na tomada de decisões se torna um diferencial na hora de conquistar pacientes que procuram informação correta e de maneira rápida.  O Help Saúde reúne dados de diversos profissionais e instituições ligadas à área de saúde, com o objetivo de estreitar a ligação entre pacientes e eles. São mais de 1 milhão de registros na base de dados do site.  Desde que entrou no ar, o HS vem aprimorando o seu serviço de modo a atender as crescentes demanda do profissional de saúde. A expectativa é de alcançar mais de 30 mil clientes nos próximos 5 anos. O resultado é a qualidade do serviço prestado ao usuário e o aumento da visibilidade do empreendedor na vitrine que mais cresce no mundo: a Internet.


Reflexões sobre a propaganda brasileira tradicional

 

A propaganda nacional e os profissionais de marketing do Brasil são associados mundialmente à criatividade e ao pleno domínio de uma linguagem singular; uma comunicação ágil e com um legítimo senso de oportunidade. É evidente que os elogios são procedentes, no entanto, ao me propor o desafio de fazer uma reflexão  crítica sobre a propaganda brasileira tradicional, vejo-me tentado a remeter ao pensamento do sociólogo francês Pierre Bourdieu para o qual a sociologia deve unir o legado acadêmico a teorias sociais desenvolvidas por pensadores das ciências humanas e – esse é o ponto que pretendo ressaltar – fazer uso de técnicas estatísticas e etnográficas. Ou seja, transformar procedimentos metodológicos em instrumentos de fortalecimento.

     Pela singularidade, esse raciocínio pode parecer pertinente apenas à “sociologia engajada” de Pierre Bourdieu, mas a questão é menos linear do que parece. Na obra A distinção, crítica social do julgamento, o sociólogo reuniu uma equipe de pesquisadores para elaborar uma “investigação” sobre a variação do gosto entre diferentes camadas sociais. Na prática, lançou mão da pesquisa para investigar uma proposição – e legitimá-la por meio de dados concretos – que permeou seus estudos. Nesse ponto voltamos a abordar a propaganda brasileira tradicional: pródiga em criatividade, mas que se ressente da falta de dados quantitativos e qualitativos como suporte da criação e do planejamento estratégico.

     Na minha visão, o planejamento estratégico associado a pesquisas se tornou um instrumento raro. E não por culpa dos profissionais de marketing, cabe ressaltar! A questão da verba – aliás, a escassez de verbas – criou uma nova cultura na qual o investimento em pesquisas está dissociado de um marketing criativo e inovador. Muitos gestores de marcas e empresas ainda estão acorrentados à crença de que o investimento em pesquisas é dispensável, um mero acessório. Contrariando essa crença equivocada, a reflexão dos comportamentos emergentes – baseada em um levantamento de tendências, em pesquisas qualitativas e quantitativas criteriosas – oferece embasamento e norteia a tomada de decisão de investimentos e dos rumos da marca e do negócio.

     E por que as tendências podem ser peças-chave para levar a propaganda  nacional a um patamar contemporâneo? Nessa instância, antes de responder a questão, é importante contextualizar que algumas pesquisas são mais eficazes na detecção de tendências; pesquisas focadas na análise “atitudinal” – uma forma de leitura que ultrapassa os parâmetros de classes sociais, idades ou demais segmentações clássicas. Respondendo a pergunta, a importância está na conexão que inúmeras áreas do conhecimento têm feito com o futuro; conexão que infunde a busca humana por descobrir as tendências que norteiam as novas relações de consumo e mapeiam as interpretações contemporâneas do indivíduo.

     Mensurar essa forma de pensar a publicidade? Muito fácil, basta citar o “Think Different”, passando pelo “Get a Mac” e continuar por uma trajetória que prossegue até hoje e que tornou a Apple em um ícone, um objeto que alçou o consumidor ao status de “seguidor” da marca. Muitos acreditam que se trata de um posicionamento de marketing unicamente criativo e simples. Há mais do que simplicidade e criatividade por trás da maçã. Exatamente por associar campanhas a comportamentos e atitudes emergentes – não engessando-as em conceitos como idade ou nível sociocultural – essas peças publicitárias se tornaram símbolos que atraem, instigam a imaginação e apontam para a atemporalidade do bom gosto. Negar isso é negar o valor que o ser humano atribui à empatia.

     Em pesquisas recentes da Voltage – com segmentação desenvolvida a partir de comportamentos – questionamos mulheres de diferentes faixas etárias e perfis de consumo sobre quais marcas de computadores mais admiravam. Apple foi praticamente uma unanimidade, justamente porque as campanhas falam de valores vigentes nos quatro cantos do mundo. Essa é uma comunicação que não vende a marca, transmite “identidade”, dando um novo sentido ao consumo.

Nessa instância, proponho uma questão baseada na dialética da “clássica” filosofia: até onde os profissionais da publicidade brasileira estão dispostos a ir para enfrentar o novo com uma nova disposição de enxergar?

Paulo Al-Assal


A comunicação convergente e os mitos da nova tecnologia

 

 

Redes sociais não existem. Ou, melhor, existem desde sempre. Pelo menos desde que os primeiros australopitecos estabeleceram relações afetivas e conseguiram demonstrar isso de maneira objetiva, segundo códigos que puderam ser apreendidos pelo grupo e reproduzidos sistematicamente. Talvez mesmo antes, o “elo perdido”  já pudesse interagir – racionalmente – com os de sua espécie e com outras entidades do mundo físico.

    O que não há é o advento da “rede social” enquanto decorrência do avanço tecnológico, das plataformas de troca de dados por meio dos sistemas digitais online. Esta definição, que internacionalmente consagrou o fenômeno dos espaços virtuais agregadores de pessoas (ou perfis) e que proporcionam a interação remota entre elas, é nada mais do que o exercício da capacidade humana do relacionamento, só que agora em um novo terreno midiático.

    Claro que o Twitter, o Facebook, o Orkut e similares só foram possíveis por conta do amadurecimento tecnológico dos meios de comunicação. Mas o fato é que este avanço configurado no aumento do espectro de possibilidades gerado pela internet não é um acontecimento social – no sentido de exprimir o significado sociológico de relacionamento – mas simplesmente um amplificador de uma característica inerente aos seres humanos: comunicar e estabelecer relações de reciprocidade entre si e com as coisas do mundo.

    Chamar estas plataformas de comunicação de “redes sociais” é, portanto, um pouco de exagero. Sem dúvida elas se prestam ao que trazem na nomenclatura, proporcionar o relacionamento entre pessoas. Mas não são, definitivamente, redes sociais: são, sim, espaços virtuais para o interação daqueles que utilizam tais meios como forma de encontrar outros membros do mesmo serviço. Ou seja, são mais um ambiente para colocar em prática o desenrolar, a evolução e constante modificação dos embates psicossociais dos integrantes destas redes – que não são tecnológicas, mas humanas.

    E esta interação acontece nestes espaços, assim como acontece na rua, em supermercados, nas escolas, no trabalho. A internet criou apenas mais um palco para que pessoas encontrem outras. Certamente este novo campo tem suas especificidades e regras que permitem a ordenação semântica das mensagens trocadas e do relacionamento ali travado. Mas o mesmo acontece com todos os outros espaços da prática social.

    No trânsito, por exemplo, precisamos interpretar um farol vermelho como o comando para parar; na internet, em algumas destas plataformas mencionadas, se eu não clicar em “adicionar contato”, não será possível dizer “oi” para a pessoa com quem quero me comunicar. Se não parar ao sinal vermelho, posso causar um acidente ou então receber uma multa; se enviar uma mensagem a um membro do Orkut sem adicioná-lo como contato e sem ter a certeza de que “tenho este direito”, posso ser ignorado ou até bloqueado por aquele a quem endereço a mensagem.

   Existem milhares de possibilidades em um e outro sistema. O ponto é que cada um deles tem seus mecanismos de interação predeterminados. E todos que compartilham daqueles modelos devem seguir as respectivas estruturas de significação a fim de que seja possível a interação entre os membros. 

    O nome do meio, todavia, pouco importa. Chamar o Twitter de “rede social” não interfere na finalidade ou nas conseqüências de seu uso. Este exercício retórico, no entanto, se presta a uma análise mais cautelosa dos mitos que permeiam o estabelecimento das plataformas de comunicação e seu estudo.

    A primeira conclusão a que se pode chegar é que as tais redes sociais não são em si um índice de evolução tecnológica (embora dependam dela, assim como dependeram todas os outros artefatos que suportam a comunicação, como o telégrafo e o telefone). São, em verdade, um item importante que denota a evolução dos mecanismos de comunicação.

   O avanço da tecnologia proporciona a criação de novos braços, de novos tentáculos para a interação humana e amplificam imensamente a capacidade de profusão e absorção de informação. E seu o impacto não é sobre a tecnologia, mas sobre as estruturas de comunicação.

    Em seu livro Cultura da Convergência, Henry Jenkins descreve de maneira muito didática e instigante este fenômeno. Seu argumento principal se baseia no rompimento de uma dos mais importantes lendas que circundam o progresso tecnológico, que é o das novas plataformas de comunicação suplantando as antigas.

Jenkins tem uma visão absolutamente pluralista e propõe que, diferente das profecias da extinção dos meios, o que deve acontecer é a convergência multimidiática dos mecanismos. Daí, conforme seu raciocínio, o estabelecimento de novos paradigmas de comunicação e a reinvenção dos suportes de mídia de maneira complementar e proporcionando novas significações técnicas e socioculturais.

    Ou seja, ele entende que a televisão não vai acabar por conta da internet, assim como a internet não vai inventar um novo modelo de comunicação em vídeo: o acoplamento das duas propostas vai criar uma terceira via, com a possibilidade de novas ferramentas e de mecanismos de interatividade. E isso, por sua vez, deve reconfigurar a maneira pela qual as pessoas se apropriam da comunicação em vídeo, vai determinar um novo modelo de raciocínio comunicacional e que, por fim, vai gerar impactos na economia, na arte, nos modos de consumo e no relacionamento entre pessoas e o mundo como um todo.

    Como explica Jenkins, “a convergência das mídias é mais do que apenas uma mudança tecnológica. A convergência altera a relação entre tecnologias existentes, indústrias, mercados, gêneros e públicos. A convergência altera a lógica pela qual a indústria midiática opera e pela qual os consumidores processam a notícia e o entretenimento.”

    Na apresentação do mesmo livro, o produtor Mark Warshaw nos traz outra reflexão sobre a mudança de paradigma no consumo de informação e entretenimento. E ironiza o discurso apocalíptico dos entusiastas das tecnologias midiáticas (aqueles que entendem o avanço da mídia enquanto tecnologia, não como fenômeno determinante das relações sociais): “O comercial de 30 segundos morreu. A indústria fonográfica morreu. As crianças não assistem mais à televisão. As velhas mídias estão na UTI. Mas a verdade é que continuam produzindo música, continuam veiculando o comercial de 30 segundos, um novo lote de programas de TV está prestes a estrear, no momento em que escrevo estas linhas – muitos direcionados a adolescentes. As velhas mídias não morreram. Nossa relação com elas é que morreu. Estamos numa época de grandes transformações, e todos nós temos três opções: temê-las, ignorá-las ou aceitá-las.”

   O interessante da observação de Jenkins é a paulatina reinvenção dos meios. Ele fundamenta seu raciocínio na relação entre três conceitos basais da comunicação contemporânea, que pautam toda a avaliação sobre os casos práticos apresentados em sua obra: a convergência dos meios, a cultura participativa e a inteligência coletiva.

    Por convergência das mídias, Jenkins toma a expressão da informação em múltiplos suportes. Ele dá um exemplo bastante pitoresco: a associação de Osama Bin Laden com um personagem de Vila Sésamo, decorrente da brincadeira de um jovem norte-americano. A montagem feita pelo adolescente percorreu o mundo em diversos formatos e com diferentes finalidades. Foi descoberta na internet por um militante islâmico que, sem conhecer o verdadeiro sentido da brincadeira e mesmo o tal personagem da TV, estampou a imagem criada pelo americano em faixas de protesto. Tais cartazes foram filmados pela CNN e voltaram ao ocidente em forma de matéria jornalística transmitida pela televisão. Os criadores da série Vila Sésamo execraram a ligação indevida do personagem com o terrorista e ameaçaram entrar na justiça (sabe-se lá contra quem).

    Cultura participativa, conforme o professor Jenkins, é a interação dos atores sociais envolvidos no processo de comunicação, como emissores e receptores das mensagens e atuando em papeis distintos, em diferentes situações – e variando esta atuação indefinidamente tanto quanto assumem diferentes papeis sociais. É o caso de um executivo de uma empresa, que em determinado momento é telespectador, noutro, formador de opinião, num terceiro, pai de família e que interage com a professora de seus filhos numa reunião escolar. Esta professora também é mãe, tem seus filhos na mesma escola (e são colegas dos filhos do executivo), e consumidora crítica, quando, em dado momento, posta na internet comentários sobre um produto que, por acaso, é a marca líder da empresa na qual o pai de seu aluno é diretor de marketing.

    Finalmente, se apropria do termo “inteligência coletiva”, cunhado pelo teórico francês Pierre Levy, para definir a malha amorfa de informação e conhecimento que é resultado da confluência do pensamento e da participação de muitas pessoas, em ambientes diversos e com propósitos não necessariamente relacionados. É o grande “banco de dados” coletivo que possibilita o armazenamento e a troca de informação infinita sobre qualquer tema em qualquer lugar. Ele explica que isso acontece porque ninguém pode saber tudo: cada um de nós sabe alguma coisa. Juntando-se estas peças temos a inteligência coletiva. A internet é o advento da comunicação capaz de elevar este sentido a sua milésima potência.

    Unindo-se o tripé proposto por Jenkins, temos as bases da comunicação de hoje, num mundo guiado pela renovação infinita dos meios e dos conceitos. E aqui volto ao assunto das redes sociais. Não seriam elas muito mais mecanismos convergentes de interação do que propriamente redes? As ditas redes sociais, na verdade, são alguns dos alicerces que sustentam este novo modelo de comunicação.

   Os Twitters, Facebooks e Orkuts, são, sim, as expressões mais nítidas e propositoras da realidade mais atual da convergência midiática. É aí que está a beleza e a riquíssima contribuição destas plataformas: ser o ambiente que proporciona o relacionamento humano em perspectiva multimídia, com a possibilidade de criação e reconfiguração dos discursos e da própria cultura num plano mediado em constante transformação. É o espaço da revisita, da releitura, da paráfrase de si e dos outros e o resultado da ação de muitas mãos.

Gustavo Schor


Oito tecnologias que transformam os negócios

 

Tecnologias emergentes, como cloud computing, mega-armazenamento de dados, softwares inteligentes e todas as aplicações do uso de telefonia móvel, por exemplo, ainda têm bastante espaço para crescer. Parte do mercado ainda não sabe usar as tecnologias disponíveis para transformar os negócios e passar a atuar num patamar mais elevado.

    “A tecnologia, quando analisada num grande bloco isoladamente, não costuma ser encarada com um gatilho desencadeador de grandes negócios. Ao contrário. Como em geral é uma ferramenta de trabalho e não faz parte do core business da maioria das empresas, costuma ser subavaliada”, diz Guilherme Araújo, diretor comercial da Online Brasil – empresa com 17 anos de atuação no mercado de TI.

     Na opinião de Araújo, quando o gestor extrai o melhor da tecnologia para explorar novos modos de fazer a empresa prosperar, percebe rapidamente que essa ferramenta é muito mais profícua. “Entre as principais missões das tecnologias emergentes está a capacidade de gerenciar o relacionamento com clientes, o capital e os investimentos realizados, além de utilizar as informações a favor do crescimento da empresa, ganhando mercado de uma forma nunca antes experimentada em tão curto espaço de tempo”.

 

De acordo com o executivo, as oito tecnologias que transformam os negócios de modo relevante são:

 

Internet como ferramenta de relacionamento com o cliente. “Nunca foi tão rápido compreender o que é preciso fazer para suprir as necessidades dos clientes de modo a fidelizar consumidores de produtos e serviços. A internet, e tecnologias correlatas, favorece esse entrosamento e resulta na maximização das potencialidades de cada empresa”;

 

Redes Sociais. “O que vem sendo cada vez mais percebido é que as redes sociais já fazem parte da rotina de trabalho de muitos profissionais. Apesar de ser uma questão polêmica dentro das empresas, é necessário que os funcionários possam utilizar seus computadores de trabalho para acessar as redes sociais. Em muitos casos, não somente nas horas vagas. Em muitos negócios é possível  envolver os consumidores na concepção dos produtos, no design, nos testes, no pós-venda e inclusive no marketing viral”; 

 

Cloud Computing. “Trata-se de um modelo de negócio em que o cliente tem acesso a uma variedade de serviços, aplicações e soluções garantida pelo provedor. A ideia é permitir que se tenha acesso aos próprios dados ou aos dados da empresa em que se trabalha de forma remota. Isso certamente está revolucionando não só os negócios, mas o próprio ambiente de trabalho”;

 

TI Verde. “A empresa que não se mostrar alinhada às questões mais discutidas no mundo globalizado e não tiver sua marca associada a temas como crescimento sustentável, uso racional de recursos naturais, respeito ao meio ambiente e eficiência energética, estará sujeita a ser vista pelo mercado como uma usurpadora do planeta. Iniciativas comuns incluem redução de impressão em papel, aumento do uso de e-documents e terceirização de data center”;

 

Virtualização. “Com a virtualização, os equipamentos físicos passam a se comportar como software, possibilitando relevante corte de custos e redirecionamento de recursos humanos para áreas mais estratégicas da empresa – como criação de novos produtos e serviços, ou mesmo programas voltados para o bem-estar dos colaboradores. Há quem reconheça a virtualização como uma espécie de precursora da nuvem computacional”;

 

Terceirização do Banco de Dados. “Mesmo durante a crise econômica internacional, a terceirização de Data Center foi o principal investimento realizado pelas empresas norte-americanas, de acordo com pesquisas de intenção. No Brasil, também se mostra uma opção inteligente e viável, já que libera o cliente de custos com imóvel, manutenção predial, energia, segurança, atualização de equipamento, contratação de equipe especializada em gestão especializada etc. O principal ganho, entretanto, é que o cliente terá mais tempo e recursos disponíveis para se dedicar ao próprio negócio”;

 

m-Commerce. “Os pagamentos por telefonia móvel estão sendo viabilizados. Apesar de muitas ferramentas ainda estarem em fase de testes, pagar uma conta fazendo uso do aparelho celular oferece o mesmo nível de segurança de uma transação bancária via internet. Ou mais. Trata-se de um procedimento muito parecido com o débito automático. Basta aproximar o celular a um leitor habilitado (POS), conectado a um terminal. As informações são transmitidas pelo telefone através de uma antena de curto alcance e a informação de pagamento é processada rápida e seguramente. Cada vez mais os compromissos financeiros deixarão de representar um entrave na rotina das pessoas”;

 

Segurança/Monitoramento. “Além dos dispositivos de segurança, com um simples sistema de monitoramento é possível resolver pendências de diversos setores e serviços necessários para a manutenção de uma empresa. É o caso do NOC, que, a partir de telas de alta resolução interligadas à rede de gerenciamento do banco de dados da empresa, permite controlar inúmeros servidores físicos e serviços em tempo real. O sistema é capaz de detectar falhas ou possíveis interrupções de links, roteadores e servidores, emitindo alertas e permitindo reduzir a incidência de problemas”.  

 

Fonte: Guilherme Araújo.


Contato face-to-face ainda é a melhor estratégia

 

Gerar informação qualificada e difundir conhecimento de maneira ágil entre todos os colaboradores, fornecedores e clientes. Esta é a força motriz por trás da criação de diversas ferramentas de comunicação com as quais lidamos hoje. Conseguimos, com o auxílio da tecnologia, romper diversas fronteiras e, simultaneamente, nos tornarmos cidadãos do mundo, sem deixar a estação de trabalho.

     Contestar as facilidades destes recursos? De maneira alguma. Sou um entusiasta da web 2.0 e, pessoalmente, tento acompanhar não só o meu perfil no twitter e nas redes sociais que integro, mas também todas as novidades relacionadas à tecnologia e à comunicação.

Acredito muitíssimo no potencial dessas novas bases de contato humano, mas acredito ainda mais no equilíbrio e, por isso, levo muito em conta a experiência de gerações anteriores à minha que pregavam sabiamente: “A palavra de um homem vale o fio do bigode”.

    Pode até parecer um pouco arcaico. Eu concordo. Mas acredito que este pensamento sobre o valor da palavra empenhada representa, na verdade, o princípio da confiabilidade nas relações pessoais, algo que, ainda hoje, depende da proximidade e do contato humano.

     Sim, é verdade. Não há como não reconhecer os diversos

benefícios alcançados pelo advento destas novas ferramentas.

    Se avaliarmos, mesmo de maneira bem superficial, podemos verificar que com e-mails, instant messengers e outros tantos recursos utilizados no meio corporativo temos, além da redução da distância e, claro, do tempo, alguns benefícios relacionados à sustentabilidade, como a sensível diminuição na utilização de papéis, devido ao menor número de impressões e até na emissão de CO2, uma vez que, com a possibilidade de conference calls, chats e mesmo vídeo conferências, o número de deslocamentos e viagens para reuniões também acaba decrescendo. Mas, se os benefícios são inegáveis, as transformações, tanto no ambiente quanto na rotina de trabalho, também o são.

E entre as grandes mudanças, pode-se destacar a forma inadvertida com a qual suplantamos o contato pessoal. Não raras vezes, percebemos pessoas que trabalham juntas, em uma mesma sala, interagindo por meio destes comunicadores instantâneos. Pode até parecer exagero, mas é como se, vivendo em uma mesma casa, membros de uma mesma família conversassem apenas por telefone. E é esse, na verdade, um dos principais receios relacionados à adoção destes recursos: a frieza e o distanciamento.

     Para solucionar, ou mesmo minimizar, estes problemas – principalmente em empresas que utilizam a tecnologia como plataforma de trabalho, como é o caso da Catho Online – é necessário executar um intenso trabalho de gestão de pessoas e de relacionamento, aproximando as diversas equipes que integram áreas e departamentos diferentes de seus respectivos líderes.

     Ou seja, é preciso realizar um intenso trabalho de humanização das relações, criando condições favoráveis para que todos os colaboradores reconheçam não só as pessoas a quem respondem, mas também os colegas com quem trabalham. Esta estratégia, somada às regras e códigos de conduta, assim como ao bom senso dos funcionários, forma a base para a utilização adequada destas ferramentas em ambiente corporativo, preservando a dinâmica da geração de informação e difusão de conhecimento sem, contudo, prejudicar a confiabilidade do bom e velho contato face-to-face.

 

Adriano José Meirinho


Sigilo na saúde

 

Saúde e tecnologia caminham de mãos dadas. Essa afirmação é confirmada pela forma como a informação em tempo-real vem assumindo um papel de destaque na tomada de decisões na prática da medicina. Por isso, o segmento deve tomar algumas precauções, uma vez que lida com dados sigilosos tanto de pacientes como de empresas do ramo. É neste ponto que entra a segurança da informação. Porém, no Brasil, ao contrário de outros países, essa é uma realidade que começa a ser enxergada há bem pouco tempo.

     Nos Estados Unidos, por exemplo, esta preocupação é mais antiga. Em 1996, foi criada a HIPAA (Health Insurance Portability and Accountability Act) que é uma lei de portabilidade de seguros médicos projetada para resguardar, por meio de padrões de segurança e legislação federal de privacidade, as informações de assistência de saúde. Essa lei define exigências para o armazenamento dos dados eletrônicos do pacientes antes, durante e após o atendimento médico.

Apesar de ainda estarmos atrás dos EUA e Europa no quesito segurança da informação na saúde, alguns órgãos e organizações já começam a prestar atenção ao setor, criando grupos de estudos e análises. Um exemplo claro disso, foi à concepção do SBIS (Sociedade Brasileira de Informática em Saúde). A entidade tem como objetivo promover o desenvolvimento de todos os aspectos da tecnologia aplicada à saúde. Como não existe uma especificação formal, esse órgão trabalha junto com o Conselho Federal de Medicina – CFM – para estabelecer padrões na área de atendimento para TI e garantir o sigilo dos dados.

     Entre algumas iniciativas que vem sendo desenvolvidas estão a Resolução CFM 1638/2002 e a CFM 1639/2002 que garantem as normas técnicas para o uso de sistemas informatizados para a guarda e manuseio do Prontuário Médico; o Cadastro Nacional de Usuários do SUS, que identifica 133 milhões de pessoas cadastradas na base federal; e o Cadastro Nacional de Estabelecimentos e Profissionais de Saúde. Este identifica todas as empresas de saúde no País.

     Além disso, a ABNT estabeleceu, em 2006, a Comissão Especial de Estudos em Informática em Saúde, também conhecido como TC-215 que concentra-se nos padrões de segurança da informação. Para 2010, a SBIS e o CFM estão trabalhando na especificação de um certificado ICP-Brasil para melhor atendimento das necessidades da área médica.

     Este assunto torna-se ainda mais vital no momento em que a saúde no País passa por modificações como a municipalização, a implantação do Piso Assistencial Básico (PAB) e, principalmente, do projeto piloto do Cartão Nacional de Saúde. Estas inovações exigem a troca de informação num cenário distribuído que só poderá ocorrer se os modelos estiverem claramente definidos. Atreladas a este cenário, além dos riscos financeiros, estão questões jurídicas e, principalmente, éticas.

    Um dos maiores desafios está em promover junto à entidades governamentais e órgãos reguladores a conscientização sobre os riscos envolvidos. Também é importante estender este esforço a todos os provedores de serviços da área de saúde para que possam oferecer soluções completas como: políticas de segurança e procedimentos operacionais, tecnologias seguras, especialmente criptografia, assinatura digital, autenticação e controle de acesso.

 

Para tal, devemos ficar atentos para as mudanças que ocorrem em TI e melhorar constantemente. O prontuário eletrônico, que nada mais é que o histórico do paciente em formato digital, deve ser um destaque. Com ele, a confiabilidade das informações é garantida, além de possibilitar o mapeamento epidemiológico por meio de análises de cruzamento de dados clínicos, administrativos e gerenciais. Com aplicação adequada da tecnologia, médicos poderão ter acesso aos dados do paciente no local onde ocorrer um acidente ou, ainda, levantar e atualizar, em tempo real, dados que serão úteis para os atendimentos na chegada do paciente ao hospital.

     Por conter dados sigilosos, tais como: nome, endereço, tratamento em andamento, histórico de doenças, alergias, exames e até a dosagem de remédio utilizado; é recomendado que os documentos estejam protegidos por um sistema de codificação, e que as chaves digitais utilizadas nestas operações sejam armazenadas e gerenciadas por um HSM (Hardware Security Module). O hardware funciona como um cofre digital e garante o sigilo por meio de criptografia e controle de acesso.

    Assinaturas digitais também desempenham um papel importante, pois garantem a conferência da procedência e da integridade dos dados, uma vez que o prontuário eletrônico deve ser imune a alterações indevidas. Tais assinaturas devem ser integradas aos sistemas de workflow, gestão de documentos e operar em conjunto com aplicações de escritório utilizadas atualmente.

Médicos e enfermeiros, desde que devidamente identificados e autorizados, poderão ter acesso a informações de consultas e medicamentos prescritos anteriormente, doenças pré-existentes ou crônicas, alergias e tratamentos, em qualquer unidade de saúde, tornando os atendimentos mais ágeis e assertivos.

     Hospitais, laboratórios, planos de saúde, clínicas estão cada vez mais interconectados, enquanto a indústria farmacêutica, seguradoras e empresas privadas começam a perceber o valor de tais informações consolidadas. Por isso, a preocupação com integridade e sigilo deve ser uma prioridade. Imagine o efeito nas ações de uma empresa se for divulgado que o principal líder de uma empresa possui uma enfermidade grave? Quantas empresas contratantes não gostariam de saber se uma pessoa tem uma doença pré-existente ou crônica? É correto que uma empresa de planos de saúde e previdência tenha acesso aos dados de prontuário de possíveis clientes? Qual o valor de tais informações? Para garantir a ética e impedir a divulgação não autorizada de dados, o setor de saúde deve apostar na segurança dos dados.

 

 Pedro Goyn


Professores da PUC-Campinas explicam que Internet é o novo palco das manifestações populares

 

A manifestação popular está de cara nova. Longe das ruas, ela encontrou espaço na internet e vem conquistando uma legião de cidadãos que preferem dar sua opinião e participar de movimentos sociais por meio do teclado do computador

      Você costuma participar de manifestações populares pela internet? Se sua resposta for positiva, sinta-se confortável. Você faz parte de uma parcela da população que cada vez mais está aderindo às manifestações virtuais. Prova desse novo comportamento social é o projeto de emenda popular Ficha Limpa, aprovado, em maio passado, na Câmara dos Deputados e Senado Federal. O Projeto de Lei sobre a vida pregressa dos candidatos políticos arrecadou cerca de 1,4 mil assinaturas; boa parte delas com a ajuda da internet.

Virtualmente, a população gritou até ser ouvida pelo governo. Deu certo! Por seis votos a um, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, no último dia 10, que o projeto terá validade já nas eleições de outubro deste ano. Pelas ruas ou na internet, os movimentos sociais são importantes manifestações para a legitimidade da democracia do país, independentemente do governo vigente. Segundo a professora da Faculdade de Ciências Sociais, Doraci Alves Lopes, é no espaço público que a população pode negociar conflitos de interesses políticos. “Qualquer impedimento ou repressão dessas ações políticas afeta diretamente o processo de construção permanente da cidadania e dos direitos sociais”, explicou.

 

Caras-pintadas

No lugar dos caras-pintadas - nome dado aos estudantes que foram às ruas em passeatas, em agosto e setembro de 1992, para pedir pelo impeachment do presidente Fernando Collor de Mello -, entram em cena silenciosos internautas. Mas por que trocar a rua e outros espaços públicos pela internet? Para a diretora da Faculdade de Publicidade e Propaganda, Teresinha Cristiane de Morais, a resposta é simples: a sociedade mudou socioeconômico e culturalmente. “Não vivemos mais sob pressão como antigamente e os movimentos populares estão organizados, utilizando-se de canais mais sofisticados para se comunicar, como a internet”, comentou.

    Estudiosa do comportamento da juventude, a professora Teresinha acredita que as mudanças nas formas das manifestações populares, particularmente entre os jovens, não os leva necessariamente à acomodação. “No passado, quando o país viveu um momento de transição entre a ditadura e a democracia, a sociedade pedia um jovem mais engajado e contestador. Hoje, com as novas tecnologias e as transformações sociais, as manifestações são mais silenciosas”, disse. Ela vê um comportamento um pouco mais apático e desinteressado dos jovens pelos movimentos sociais.

     “Com uma sociedade mais organizada, a ideia é negociar mais e gritar menos, mas em uma situação de pressão, a tendência é a aglomeração na rua”, avaliou.  Se a internet funciona como uma arena, é ali que todo mundo pode se manifestar. São abaixo-assinados, postagens de mensagens, vídeo, áudio, comércio, propaganda e espaços para dar opinião, criticar, elogiar e até ‘vender seu peixe’. Que o digam os partidos políticos, que procuram acompanhar e se aproximar das novas formas de participação política. “Eles temem perder o bonde da história em suas campanhas, especialmente entre os jovens”, analisou a professora Doraci.

    O maior problema nesse contexto, segundo a professora, é que nem todo mundo tem acesso ao mundo virtual. E essa situação pode interferir em uma maior ou menor participação da sociedade nos movimentos populares.

 

O que pensam os estudantes ligados aos Diretórios Acadêmicos

“Acho válida a manifestação pela internet, mas ainda prefiro a mobilização de rua. O que me incomoda na manifestação virtual é o anonimato, que não ocorre quando vamos para a rua. É diferente encaminharmos uma lista de assinaturas para um vereador e participarmos, em massa, de uma reunião na Câmara Municipal. Acho que as manifestações nas ruas esvaziaram, porque, hoje, não temos mais um inimigo comum, que era a ditadura militar. Também temos um movimento estudantil apático e o sindical, de modo geral, está muito vinculado ao governo.” Guilherme Abraão, um dos coordenadores do Diretório Acadêmico XVI de Abril, da Faculdade de Direito da PUC-Campinas.

    “É sempre bom se manifestar, mas virtualmente não há espaço para a discussão, que é fundamental para o crescimento político. Em geral, as pessoas acham mais fácil criticar sem dar a cara a tapa e a internet possibilita isso. No Campus II, não somos engajados. Nós tentamos nos engajar e para isso criamos alguns espaços de discussões, como o Coletivo Construção. O importante é mantermos essa prática coletiva para tentarmos fazer com que mais pessoas expressem suas posições políticas.” Sofia Buriola, membro do Diretório Acadêmico de Enfermagem da PUC-Campinas.

    “Não acredito que voltaremos a ter manifestações populares nas ruas, apesar de termos vários motivos para nos mobilizarmos. Além de não vivermos mais sob os efeitos da repressão, temos a força da internet, que atinge milhares de pessoas. A web é uma grande aliada da sociedade neste ano eleitoral: por meio dela podemos acessar a ficha dos candidatos, por exemplo. Participei de várias manifestações de rua, como a defesa pelo diploma, em Brasília, no ano passado, e também assinei a campanha, pela internet, do Projeto Ficha Limpa.” Luiz Roberto Silva, coordenador do Diretório Acadêmico V de Maio, dos cursos de Comunicação Social (DACOM) da PUC-Campinas.

 


Os desafios da nova era da competitividade

 

O lucrativo mercado de cartões, que contabilizou 592 milhões de unidades emitidas e cresceu no Brasil cerca de 20% ao ano, passou por uma mudança importante. As credenciadoras Cielo e Redecard vão aceitar, nas mesmas máquinas, os concorrentes Visa e Mastercard, que representam 85% das operações com cartões no País.

    A mudança abre espaço para uma nova era de competitividade, e quem ganha é o cliente, que poderá usufruir de mais tecnologias, comodidade e vantagens econômicas, como diminuição de taxas. Para o lojista, a “guerra por clientes“ também é positiva, ele vai economizar porque terá um só terminal.

    Os protagonistas dessa competição também sairão ganhando.  Se por um lado exigirá energia e perseverança, por outro, traz experiência e novas habilidades para os funcionários. Ingressar num processo de busca da competitividade, em qualquer setor, é tarefa árdua e um grande desafio, por isso, muitas companhias acabam se entregando ao comodismo e à estagnação.

     Diversos fatores influenciam nesse processo, entre eles comprometimento, mercado, inovação, estrutura e gestão. O comprometimento leva os funcionários a compartilharem a visão, a missão e o propósito da empresa; a aderirem a suas políticas, estratégias e metas e a se sentirem também responsáveis pelo seu destino.

     Conhecer o mercado, saber suas nuances, é outra condição para se ter objetivos realistas e bem definidos. Inovação também é fundamental para diferenciar  produtos, serviços e marcas. E por fim, mas não menos importante,  é ter estrutura e gestão empresariais que permitam a empresa ser competitiva. Estrutura ágil e sólida, pelo menos; ser humana, justa, sábia, corajosa e profissional, além de ter em seu DNA a paixão por crescimento.

     A empresa que estiver atenta a tais fatores, souber planejar uma estratégia adequada, implantá-la, dirigir a execução, fazer um controle criterioso e aplicar as intervenções nos pontos exatos, tende a vencer. No entanto, escolher as pessoas certas e colocá-las nos lugares certos é a principal garantia para uma estratégia bem-sucedida. Nessa hora, o capital humano da empresa tem um valor inestimável – ele nunca pode ser descuidado.

    

 

    E com o mercado globalizado e consumidores cada vez mais exigentes, as empresas precisam se destacar pela criatividade. Isso significa desenvolver novas idéias, observar os problemas sob nova perspectiva, ou seja,  não se limitar a métodos e ideias ultrapassados. Este é um risco, pois o  nosso cérebro organiza a informação sempre da mesma forma, porque desde cedo somos educados a manter  padrões sem questioná-los. No entanto, o cérebro pode formular novos modelos, utilizando a intuição e outros recursos. Daí surge a criatividade, associada à capacidade de descobrir problemas, à agilidade mental, à aceitação de riscos e à motivação própria de cada um.

A competitividade, aliada à inovação, é um processo necessário, mas que precisa ser administrado corretamente, de modo a virar cultura e modelo de gestão. A  busca pela competitividade pressupõe a consciência estratégica de empresários, executivos e políticos de querer ser o melhor por fazer diferente. Esta máxima corporativa vale para todos,  setores privado e  público e organizações não governamentais . Mover-se estrategicamente em direção a uma diferenciação sustentável é um esforço deliberado e exige coragem e empenho.

 

Marcelo Mariaca



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