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| Edição de
Maio de 2005 |
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Nos
acompanha desde o nosso nascimento, e estamos tão
acostumados a eles, que o pronunciamos, sem ter
contudo a curiosidade de conhecer o seu
significado. O sobrenome (em italiano = cognome)
surgiu quando o homem, tendo abandonando o sistema
tribal e de clã, começou a viver numa sociedade
organizada, o sobrenome, ou o segundo nome, servia
justamente para diferenciar-se dos outros membros
dos diferentes grupos familiares que formavam o
aglomerado onde vivia. De forma resumida, podemos
dizer que um primeiro passo em direção a um
sistema moderno de onomástica foi dado pelos
Etruscos, dos quais os Romanos copiaram o três
elementos tradicionais: praenomen, nomen e
cognomen. Mas como funcionavam, ou melhor, qual
era a função desses três elementos?
Por exemplo: em Caio Julio Cesar, o famoso
general e político da história romana, Caio é
o praenomen, equivalente ao nosso nome de
batismo; Julio é o nomen, da "gens"
Julia (por gens se entendia um complexo de
famílias unidas por vínculos de sangue comuns)
e César é o cognomen, que pelo mais é um
apelido. Apesar da afinidade do termo, era o
nomen, que mais se aproximava ao sobrenome
moderno. Esse sistema porém era adotado apenas
pelas classes patrícias e equëstres. O povo,ou
seja a plebe romana, usava mais o sistema
patronímico e matronímico, ou seja
"fulano(a) filho(a) de sicrano(a), que nada
mais é que aquele dos povos semitas (árabe e
judeu), que ainda usam ois termos ibn e ben, que
nas duas linguas fignificam justamente
filho.
Em seguida, com a queda do Império Romano, em
plena Idade Media, houve uma completa
reviravolta social, devido principalmente à
invasões de outros povos com diferentes usos,
costumes e tradições. Caiu também o
tradicional sistema onomástico romano,
continuando porém o povo a adotar o sistema
patronímico e matronímico.
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Foi justamente nesse periodo que começaram a surgir
os primeiros sobrenomes italianos modernos. Com
o avançar dos séculos, já em plena época
feudal, e com a consolidação dos grande burgos
e cidades, sempre obrigados pela necessidade de
diferenciar-se, já que existia uma convivência
com elementos diferentes, os homens começaram a
adotar como segundo nome (daí a explicação do
termo italiano cognome, que propriamente
significa com nome), formas obtidas de nomes
pessoais, apelidos que se referiam a
características físicas, morais, atividades,
determinativos étnicos (do lugar de origem) e
assim por diante.
No entanto o
primeiro grande passo em direção a um sistema de
sobrenomes de massa, se deu por uma
disposiçãodo Concílio de Trento (1564), que
tornava imutável, obrigatório e transmissível o
sobrenome. Isso para facilitar a cobrança de
impostos, mas principalmente para evitar
casamentos e uniões entre consangüineos.
Atualmente na Itália, segundo recentes pesquisas
temos um panorama de aproximadamente 257.000
sobrenomes documentados. Concluindo: o sobrenome
italiano, assim como o conhecemos hoje, remonta a
uma dezena de séculos. Podemos pois afirmar com
toda a certeza, que
já
existia documentado bem antes de terem sido
plantadas as árvores com cuja madeira seria
construída a "famosa caravela" de
Martim Afonso de Souza, que traria de Portugal
para o Brasil, há pouco descoberto, aqueles que
se denominariam de "quatrocentões".
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Eduardo
Coen faz pesquisas dos nomes italianos.
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seu nome faça um pedido pelo email abaixo,
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servicos@jornaldamulher.org |
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| (Exemplos
da origem do sobrenome) |
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ANZOLIN(i)-AZOLIN(i)-ASOLIN(i)
– Acredito que a forma certa desse sobrenome seja
Azzolini ou Azzolin, (comum este último nas
regiões da Itália Oriental, principalmente Véneto).
Esse sobrenome tem na sua base o nome de origem
germânica Azzo (o sufixo final em
lini é um diminutivo) documentado já no
século VI (500) em Parenzo (Istria-Yuguslavia) na
inscrição de um túmulo. O pessoal germânico de
tradição longobarda, pela área de difusão e época da
documentação, é um hipocorístico abreviado de nomes
compostos, sempre germânicos, com o primeiro elemento
Ad (de atha ou athala = nobre,
nobreza de origem).
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BARALDI
– Difuso prevalentemente na Lombardia, Ligúria e Emília
, com muitas probablilidades tem na sua base o nome de
origem germânica Baraldo, formado de baro-
= homem livre, combatente, e walduz = poderoso,
aquele que comanda. |
BERTONCINI
– Sobrenome comum com alta freqüência,
principalmente na região Toscana, Lombardia e Emília-Romagna.
É um diminutivo em cin(o)i da
forma Bertone.
Bertone,
o caso obliquo de Berto, é a continuação
direta de nomes pessoais germânicos, também hipocorísticos
(diminutivos) de formas compostas, mas já autônomas
desde o século VII (600), e desde o VIII (700) comuns
na Itália, nas formas latinizadas de Bertus ou
Berto, nomes de tradição goda, longobarda e
franca em seguida, que remontam ao adjetivo germânico
bertha = resplendente, ilustre, famoso. O final
em i foi introduzido entre os séculos XI e XII
( 1000 e 1100), como reflexo de um plural coletivo
medieval, com a finalidade de especificar a qual família
pertencia
o seu portador, nesse caso à família de Bertoncino. |
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BOMBANA
– É uma variante das
formas Bomboni, Bombeni e Bombem. Sobrenome raríssimo
encontra-se no Norte italiano e na Toscana. Tem como
base nomes augurais dobrados: bo(n)m = bom e bem
= bem. Nome antigo já que era documentado na Itália
Setentrional desde
o séculoVIII –700
(755, vinea Bombuni), e na Toscana no século
XIII 1300: (Florença 1268, Bennuccius Bombeni).
Quanto à origem deste sobrenome, temos todavia uma
outra interpretação, isso caso seja um étnico, ou
seja a forma que indica o lugar de origem de seu
primitivo portador, caracterizado pelo sufixo final ana.
De fato nas província deBologna, temos uma cidade
de nome Bombiana. Nesse caso o seu significado
seria: morador, oriundo da cidade de Bombiana.
Os sobrenomes étnicos surgiram aproximadamente entre
os séculos XI e XII (1000 e 1100), quando com a crise
das instituições feudais, deu-se um fluxo de imigração
interna dos pequenos centros em direção às cidades
das proximidades.
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CARRARO –
Sobrenome difundido com alta frequência na região
norte-oriental italiana (Véneto). Na Toscana aparece na
forma de Carrai e no Napoletano como
Carriero, Carriere e Carrieri. Tem na sua base o
nome de atividade carraio ou carraro
(extraído do latim da decadência e medieval
carrarius e faber carrarius, de carrus=carro),
aquele que dirige os carros, carroceiro, ou aquele que
constroe e conserta carros e outros veículos de
transporte. Do ponto de vista estatístico Carraro
pertence ao grupo dos sobrenomes que se originaram de
nomes de profissão ou atividade que representam o 5% da
panorâmica onomástica italiana. |
COSTANZO
–
Cognome diffuso prevalentemente nel Sud, dove sono specifici i patronimici
catatterizzati dalle preposizioni De e Di.
Ha come base il nome Costanzo, che continua il cognomen
(termine latino che individuava, per lo più come
soprannome, la singola persona nel gruppo familiare) e
in seguito personale autonomo latino di età imperiale
Constantinus derivado de constans-constantis
= costante, stabile. Il cognome che risale ai
primi secoli del millennio scorso, non soffrì il
cambiamento della o finale nella i, il
che rappresenta il riflesso di um plurale collettivo
medievale con il significato di: appartenente alla
famiglia di....
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CROVADOR –É
uma forma rara. Parece ser um alterado de um sobrenome
étnico, ou seja aquele que indica o lugar de origem se
seu primitivo portador. Com efeito para confirmar esta
suposição temos 4 cidades cujo nome pode ter dado
origem ao sobrenome: Crovara
(Genova);
Crovara (Reggio Emília); Crova (Vicenza)
e Croveo (Novara).
Esses sobrenomes étnicos, com os patronímicos e
matronímicos (do nome do pai ou da mãe) são os
primeirosasefirmarem no panorama da onomástica
italiana, e isso se deu entre os séculos X e XI
(900-1000).
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DE
LUCA
– Muito freqûente no Sul italiano, representa
uma forma patronímica, ou seja extraído do nome do
pai (o de representa um genitivo, significando
“filho”). Estas formas patronímicas, como também
as matronímicas (do nome da mãe) são anteriores ao
ano 1000 da nossa época, e representam os primeiros sobrenomes modernos
adotados na Itália. Tem na sua base o nome Luca,
que continua o pessoal latino cristão (adaptação do
grego Lukas) que se afirmou, pelo prestígio e
culto de S.Lucas Evangelista. |
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FINI
-
Sobrenome difundido em toda a Itália peninsular, com
mais alta freqüência na Emilia-Romagna. Tem como
base o antigo nome Fino,
já documentado em 1122 em Camaldoli (Toscana) na
forma latinizada Finus , um diminutivo aferético
de nomes pessoais ( hipocorísticos)
terminantes em –fino, come Adolfino, Arnolfino,
Pandolfino, Rodolfino, Serafino. |
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GAION
- Sobrenome raro, circumscrito às regiões da área
norte-oriental italiana, principalmente ao
Friuli-Venezia Giulia. Pertence à categoria dos
sobrenomes que se originaram entre os séculos XII e
XIII (1100 e 1200) de um original apelido extraido
de um antigo termo do dialeto regional, relacionado
com as
características físicas de seu inicial portador. No
nosso específico caso, o termo é GAJONS, que o
"Nuovo Pirona- Vocabolario Friulano" define
como: "Singulto, inflamação das glándulas do
pescoço, principoalmente daquelas situadas na
parte inferior dos maxilares dos equinos".
Levando essa definição para o significado metafórico
do sobrenome, podemos pois concluir que o mesmo foi
dado ao seu portador pela aparência de seu
rosto, que pela sua conformação o fazia parecer a
alguem aflito por esse mal. |
GIANNESSI - Sobrenome
difundido na Toscana e no Centro italiano. O seu
sufixo final es(o)i, representa o fato de seu
portador ser filho de Gianni (Giannese). Em
seguida a e foi substituída por uma i
(plural coletivo medieval- séculos XI e XII –1000 e
1100) para estabelecer a qual família o seu portador
pertencia (à de Giannesse). Tem na sua base o
nome já comum na Idade Media Gianni, hipocorístico
(diminutivo) de Giovanni (João), nome esse que
se afirmou pelo culto de S.João Batista e S.João
Evangelista, e que continua o pessoal latino cristão Iohannes,
extraído do tardo grego Iôánnês, originário
por sua vez do nome hebraico Yôhânân,
formado por Yô, abreviação de Yahwè
= Deus, e hânan = ter misericórdia, com o
significado final de: Deus teve misericórdia,
referindo-se a um filho assim denominado. |
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IPPOLITO
– Difundido no Sul
peninsular,Marche e Lácio meridional,é af orma de
sobrenome que se origina do nome clássico Ippolito,do
latim Hippolytus, derivado por sua vez do grego
Hippólytos, formado de hippos = cavalo,
e lýein = soltar, com o significado originário
de aquele que solta os cavalos (na corrida). |
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MANENTI
– Difundido no
Norte, tem na sua base o apelido e nome de atividade Manente,
formado pela palavra setentrional manente (do
latim manens-manentis, particípio do verbo manere
= permanecer) que refere-se desde a Idade Média
aos colonos obrigados a permanecer na terra onde
tinham nascido e trabalhavam.
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MAZZEO - Sobrenome comum no Sul peninsular.Tem na sua
base os nome de tradição cristã Matteo e Mattia,
que nos Evangelhos denominam, o primeiro o apostolo
evangelista mártir na Etiópia, e o secundo o
apostolo eleito, depois da morte de Cristo ,pelos
outros apóstolos em substituição de Judas. Os dois
nomes têm a mesma etimologia, que remonta ao nome
teofórico do hebraico Mattiyâ e do médio
hebraico Matyâ, formado de mattat=
presente, e Yâ, abreviação de Yahweh =
Deus de Israel, com o significado final pois de: presente
de Deus. Matteo, no entanto continua a
adaptação grega Mathathâios e latina Mattheus,
enquanto Mattia acompanha a adapataçãogrega
Maththias e latina Matthias.
Este
nome se difundiu em grande parte da Itália,
principalmente onde eram mais fortes na Idade Média a
presença e a influência greco-bizantina. Quanto à
mudança do fonema tt em zz isso se deu
por influência dos dialetos locais meridionais, já
que th interdental do nome grego em italiano não
existe, e sendo assim
Matteo se transformou em Mazzeo.
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MASO – Forma difundida com alta freqüência nas
regiões Campania e Puglie.Tem na sua base o nome
Maso, hipocorístico aferético de Tommaso já
comum na última época da Idade Média. |
MAZZOLA -
Diminutivo em la da forma Mazzo, comum na Itália
Central. A origem é complexa já que nela podem
concorrer e vários processos de formação.
Normalmente Mazza é o hipocorístico apocopado de
apelidos medievais jocosos ou polêmicos formados com
mazza, como deverbal de ammazzare (matar) que deu
origem a várias formas já documentadas nos séculos
XI e XII (1000 e 1100).Pode também representar um
sobrenome originário de uma atividade ligada sempre a
mazza (maça), um instrumento ou arma de guerra.|Pode
também em alguns casos continuar os nomes pessoais
germânicos, Matzo, Mazzo, Maza e Mazo. Um Matzolo é
documentado em 773 em Treviso no “Código diplomático
longobardo. |
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MICHELI – Difundido em toda Itália
com diferente distribuição e freqüência . Tem como
base o nome Michele, nome de tradição cristã,
mesmo se de origem judaica e bíblica (no Antigo
Testamento Michele (Miguel) é um arcanjo, o
principe dos anjos, que luta armado contra Satanás e
o mal). O nome bíblico Mîka’el composto por
mî = quem, ke = como e Êl =
Deus, significa propriamente: Quem (é
grande,potente) como Deus?
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MOCELLIN
– É um típico sobrenome véneto, região esta do
norte-oriental italiano, com maior freqüência no
Vicentino (Vicenza), com penetração no Trentino
(Trento) e na Venezia Giulia (também na forma de Mocellini).
O
aparecimento do mesmo na onomástica italiana se deu
aproximadamente no século XI ou XII (1000 ou 1100). A
interpretação não é certa: J.G.Fucilla no seu Our
Italian Surnames propõe Mocello,
do qual Mocellin poderia representar um
diminutivo em in(o), uma abreviação
familiar de Giacomoccio, forma carinhosa
de Giacomo (Jaime), outros estudiosos da
matéria acham que pode continuar a form,a latina Mucius.
Com maiores probabilidades parece porem uma conexão
com o termo veneto moccin, ( =
ranho, muco), e no sentido jocoso e
figurativo: ranhoso, garoto.
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NICOLÒ
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Sobrenome de origem toscana, onde é comum também nas
formas de Niccoli e Niccolai. Tem na sua
base o nome pessoal Nicola, difundido na Itália,
principalmente no Sul peninsular.pelo prestígio e
culto de S.Nicola de Bari, que era segundo a tradição
da Lícia, e que teve no Ocidente uma grande divulgação
depois que o seu corpo foi da Ásia Menor levado para
Bari. O nome continua o antigo nome grego-bizantino Nicolaos
(de nikân = vencer e laos = povo,
com o significado pois de :aquele que vence entre o
povo. |
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OTTOLENGHI
– Sobrenome hebraico difundido prevalentemente no
Norte, principalmente no Piemonte e na Lombardia,
formato de uma adaptação do topônimo alemão Ettlingen,
da Alemanha ocidental, do qual algumas comunidades de
judeus entre os séculos XV e XVI (1400 – 1500)
foram expulsos refugiando-se na Itália.
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PAGANI – Difundido com altíssima freqüência
em toda a Itália. É a forma de sobrenome que se
origina de um antigo apelido formado de pagano (pagão),
que na Idade Média indicava geralmente quem não
pertencia à religião cristã, como também com valor
étnico podia denominar seja os vários povos germânicos,
como também os Hunos e os Húngaros, e
principalmente, até a época moderna os Árabes e os Turcos, ou seja
os Sarracenos, os pertencentes à religião muçulmana. |
PAVARIN(i) – A
menos que seja o resultado de alterações gráficas
realizada quando de sua transcrição nos cartórios
brasileiros, parece ser um diminutivo em in do
sobrenome da área véneta
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PAVAN (com
rotarização da n na r).Pavan
neste caso representaria um sobrenome étnico referente
à cidade de Pádova, com o significado pois
de:”morador,oriundo desta cidade.
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PELLEGRINI – Difundido em toda a Itália.É a forma
de sobrenome originária de “pellegrino”( latim
“peregrinus” = estrangeiro),denominação e
apelido a quem desde a alta Idade Média ia como devoção
a visitar Roma ou outros lugares sagrados do
Cristianismo.O nome é já documentado em Farfa Sabina
no 750 como “Peregrinus colonus”.
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PESARO – Difundido prevalentemente no
Centro e na Emília-Romagna e no Véneto, é formado
pelo topônimo Pesaro e pelo seu étnico Pesarese. No
entanto é comum como forma de sobrenome de famílias
judias pertencentes a antigas comunidades obrigadas a
abandonar no século XVI Pesaro , sua sede originária.
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PROSDOCIMO – Difundido prevalentemente
no Véneto, têm na sua base o nome “Prosdócimo”,comum
na Idade Média, principalmente no Padovano, pelo
culto local de S.Prosdócimo, originário da Grécia,
e que foi segundo a lenda o primeiro bispo de Padova.
O nome continua o nome pessoal grego “Prosdókimos”
(adaptado em seguida no latim Prosdocimus), formado do
adjetivo prosdokimos = esperado, dado então a um
filho longamente esperado e desejado.
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ROSIN - Sobrenome
da área véneta, caracterizado pelo sufixo diminutivo
in.É a forma de sobrenome (matronímico – do
nome da mãe) que se origina do nome Rosa,formado
na Idade Média do nome da flor rosa, como desejo de
beleza e formosura, e que se afirmou na última fase da
Idade Media com o culto de varias santas com este
nome, mas principalmente de S.Rosa de Viterbo.
Informações
heráldicas – No
Dizionario Storico – Blasonico delle Famiglie nobili e
notabili italiane estinte e fiorenti,
de G.B.de Crollalanza,
um dos mais conceituado tratado sobre esta materia não
é citada nenhuma família Rosin.
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TEBALDI - Sobrenome
difundido esporadicamente no Norte, mas com mais freqüência
na Emília-Romanha e no Centro italiano. É a forma de
sobrenome que se origina do nome de origem germânica Tebaldo,
de tradição longobarda presente na Itália desde
o
século X (900). O pessoal germânico é composto de theda
= povo e baltha = corajoso,valente .O
significado originário poderia pois ter sido: valente
em seu povo,valoroso entre o povo.
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TARALLO
– Difundido no Sul peninsular, com mais alta frequência
no Napolitano ,reflete um apelido medieval
(documentado como Tarallus no Duzentos em Bari)
formado pela voz meridional tarallo, nome de um
típico biscoito doce, muito comum no Sul italiano. |
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