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Dicas de viagem - O que você não pode esquecer de levar. E muito mais.

E muito mais.

 
 Edição de Setembro de 2010

Novas disposições para bagagem de viajante procedente do exterior

 

Foi publicada no DOU de 02/08/2010 a Portaria MF nº 440/2010, que estabeleceu novas disposições sobre o tratamento tributário relativo a bens de viajantes, as quais entrarão em vigor a partir de 1º.10.2010.

     Dentre as disposições podemos citar a inserção no conceito de bens manifestamente pessoais, os bens portáteis destinados a atividades profissionais a serem executadas durante a viagem, como por exemplo, telefone celular com bateria e acessórios, relógio de pulso ou máquina fotográfica. Para a Receita Federal esses bens não precisarão ser declarados, ficando isentos dos tributos incidentes na importação. Neste conceito não se incluem máquinas, aparelhos e outros objetos que requeiram alguma instalação para seu uso, máquinas filmadoras e computadores pessoais.

     Permanece o valor global de US$ 500,00 quando o viajante ingressar no país por via área ou marítima. Entretanto os viajantes que ingressarem por via terreste, fluvial ou lacustre estão limitados à cota de US$ 300,00.

     É interessante destacar também que serão isentos dos tributos os produtos com limites quantitativos estipulados, como por exemplo 12 litros de bebidas alcoólica; 10 maços de cigarros no total, contendo, cada um, 20 unidades; 25 unidades de charutos ou cigarrilhas; 250 gramas de fumo; etc. Outros produtos com valor unitário inferior a US$ 10,00 estão limitados a uma quantidade total de 20 unidades, desde que não haja mais que 10 unidades idênticas. Produtos com valor unitário superior a US$ 10,00 a unidade não poderão ultrapassar 20 unidades no total, desde que não haja mais que 3 unidades idênticas.

 

 

Wagner Barbosa


Para diretor da Royal Caribbean, navios serão alternativa de hospedagem durante a Copa de 2014

 

O diretor-geral da Royal Caribbean, Ricardo Amaral, revelou sua aposta nos navios de cruzeiro marítimo como alternativa de hospedagem durante a Copa de 2014, em entrevista ao jornalista e empresário João Doria Jr., apresentador do programa Show Business, que vai ao ar neste sábado (24/7), às 23h40, pela Rede Bandeirantes, logo depois do Cine Clube.

     O mercado de cruzeiros cresceu em torno de 33% nos últimos 10 anos e a expectativa é de transportar 850 mil turistas entre os meses de dezembro de 2010 e março de 2011. Apesar de as estatísticas mostrarem o desenvolvimento acelerado deste setor, o executivo, que comanda as operações no Brasil da segunda maior operadora de transatlânticos do mundo, ressaltou sua preocupação em relação aos portos brasileiros. “Estamos sem capacidade para atender a tamanha demanda. Santos, o maior de todos, por exemplo, poderia receber, hoje, seis navios ao dia, mas já conta com nove”, contou.

     Amaral também falou sobre a expectativa da empresa para o verão de 2011. “Esperamos transportar em torno de 90 mil passageiros durante a temporada. Acreditamos que, para fugir do caos aéreo, ganharemos novos viajantes e conquistaremos os turistas com nossos navios exclusivos”, revelou.



CI dá dicas para o viajante a não fazer feio no exterior

Informações são fundamentais para evitar problemas durante uma viagem a outro país

 

     A CI tem programas de intercâmbio que atendem a todos os públicos e a todos os gostos, independente da idade ou objetivo.

     Para ter uma ideia, somente para curso de idioma, a empresa opera em mais de 25 países. Com tantas opções assim, é natural que o viajante tenha algumas dúvidas sobre os costumes e a cultura do local escolhido para estudar ou fazer turismo. Celso Garcia, sócio-diretor da CI, ressalta a importância de se informar com antecedência sobre a cultura da região que pretende visitar. “O que é comum para um brasileiro pode não ser para um americano ou um europeu. O viajante deve tomar alguns cuidados para não cair em armadilhas e não cometer gafes,” destaca.

 

Pensando nisto, a CI preparou algumas dicas que irão ajudar o viajante a fazer bonito no exterior:

-E scolha um país que tenha mais a ver com seu estilo. É importante analisar questões como clima, cultura e receptividade com turistas;

- Verifique quais são os costumes sociais e religiosos dos países que for visitar. É importante procurar se adequar aos locais;

- Roupas muito curtas ou decotes podem chocar a população local;

- Em alguns países, o banho deve ser rápido, o almoço tem intervalos para a sesta e o jantar acontece cedo (entre 17 e 19h). Portanto, fique atento ao relógio;

- Cuidado com manifestações públicas de afeto em países muçulmanos. Também verifique qual a forma do cumprimento social em outros países, pois muitas culturas são mais reservadas do que a brasileira e evitam, por exemplo, o contato físico. Lembre-se: nós brasileiros gostamos de beijos e abraços;

- Pessoas mal intencionadas existem em qualquer lugar do mundo, portanto, tenha cuidado com seus pertences e sua integridade física;

- Não deixe de fazer um seguro de saúde internacional e leve remédios bem identificados, acompanhados do receituário médico;

- Ao fazer as malas, evite levar muita coisa. Há a questão do limite de peso e é importante reservar espaço para as compras e as bagagens extras, por conta disso. Se o local for frio, leve o necessário para se aquecer, mas deixe para comprar casacos mais pesados por lá;

- No momento de apresentar a documentação, informe-se sobre todas as questões burocráticas que não poderão ficar de fora;

- Na imigração, é importante cautela com tudo o que disser. Mantenha uma postura adequada e seja objetivo, diga que está no país para estudar;

 

Com essas dicas, é só arrumar as malas e preparar-se para conhecer um mundo novo e aprender muito!


Itália - Toscana, O Berço do Renascimento

 

O território desta região é em grande parte formado por doces colinas arredondadas, encimadas por ciprestes, com campos bem cultivados, casario de bela arquitetura e extraordinárias paisagens. Ao norte, surge a cadeia dos Apeninos; a oeste, seu litoral é banhado pelo Mar Tirreno; ao passo que a parte meridional está separada só administrativamente do Alto Lácio, tanto a ser também chamada de Túscia lacial, ou Lácio etrusco. Seu único rio de importância, o rio Arno, corre em meandros desde a nascente rumo ao sul, perto de Arezzo, voltando-se depois para o norte até Florença, e então para oeste.

     O encanto da natureza temperado com a beleza das construções arquitetônicas. Assim é a região italiana da Toscana que possui dez províncias: Florença, sua capital, Siena, Arezzo, Pisa, Grosseto, Livorno, Lucca, Massa-Carrara, Pistoia e Prato. Toscana é de uma riqueza natural única. Nela encontramos províncias que são em sua maioria rurais, com grandes extensões de vinhedos, plantações com flores, pomares, entre outros vegetais.

     Região ao oeste da Itália, Toscana foi um importante centro comercial durante a Antiguidade e Idade Média, fazendo parte do Império Romano. Daí vem a grande variedade e quantidade de construções colossais que se apresentam por todas as cidades da região. São Igrejas, Museus, Prédios Públicos e Bibliotecas em estilo Renascentista, Gótico, entre outros. Um verdadeiro tesouro da civilização antiga.

“Não falaremos agora da época de Péricles, nem da terra panaténica, criadora da filosofia, do teatro, da epopeia”. O manifesto está lavrado a páginas tantas de um pouco conhecido livro de viagens dado à estampa em 1922. Chama-se “Itália Azul” e nele Jaime Cortesão sintetiza a singularidade toscana, enunciando as circunstâncias e os arquitetos do milagre. “Exatamente na época do pleno desenvolvimento das repúblicas italianas, quando Pisa, Siena, Fiesole, Orvieto e Florença são grandes centros de vida livre, então assume a Toscana perante o resto do globo a sua missão reveladora”.

Piazza del Campo, a praça central de Siena, ToscanaEssa época de ouro dá os primeiros passos nos séc. XII e XIII, quando Florença inicia uma era de prosperidade, mas foi sobretudo nos séc. XV e XVI e, particularmente, durante o consulado dos Médicis, que a terra toscana se tornou palco de um dos períodos mais luminosos e inventivos períodos da história da humanidade. Foi um tempo de descobertas - de redescoberta do passado, de viagens e exploração de novos territórios, de averiguação e reconhecimento das leis da natureza - e, sobretudo, de exaltação da centralidade do humano na cultura e no mundo, corporizada na atitude renascentista de recuperação da liberdade de pensamento e do individualismo que os tempos medievais quase haviam eclipsado. A Toscana dá nesse tempo ao mundo, escrevia Jaime Cortesão na sua narrativa, “o mais original grupo de gênios com que uma região ilustrou a humanidade, desde o declinar da Hélade”.

 

Arquitetura e Vinhedos

 

Não apenas Florença e Siena, com os seus riquíssimos acervos museológicos, testemunham a singularidade das realizações artísticas desse tempo que conhecemos por Renascimento e o gênio de uma plêiade de espíritos brilhantes - Giotto, Botticeli, Miguel Ângelo, Da Vinci, Piero della Francesca, Filippo Lipi, Donatello, Brunelleschi.

Cada pequeno burgo toscano guarda uma identidade própria e irredutível, e o seu espaço urbano é uma narrativa cativante: San Gimignano, com as suas catorze torres medievais (e o seu precioso vinho branco, o Vernaccia), Pienza e a sua praça central, esboço de uma cidade renascentista encomendada em 1459 pelo Papa Pio II ao arquitecto Bernardo Rosselino, Volterra e a herança etrusca em convívio harmónico com a Renascença, Lucca e a sua curiosa praça redonda, Montepulciano com os seus palácios de inspiração renascentista florentina, ou Arezzo, onde se conservam, na igreja de São Francisco, admiráveis frescos de Piero della Francesca.

E, depois, do passado e do presente falam também, com eloquência, as paisagens toscanas, uma sucessão de colinas suaves, a natureza transformada sempre com um sentido latente do belo, os vinhedos dos Monti del Chianti, de Monterregioni, de Montalcino (pátria do incensado Brunello), de San Gimignano ou de Montepulciano.

 

Piazza del Campo em Siena, Itália

Edifícios medievais em San Gimignano, Toscana

Vista nocturna do centro medieval de San Gimignano, Toscana, Itália

Vinhedos de Vernaccia, próximo de San Gimignano, Toscana

A beleza nocturna de Florença reflectida nas águas do Arno, Toscana, Itália

As suaves colinas da Toscana, Itália

 

Entre as cidades mais famosas da região, encontramos Florença, capital da região e com uma atmosfera romântica que encanta qualquer um; Siena, antiga rival de Florença, que disputava o titulo de centro das artes e da cultura italiana; e Pisa, famosa por sua torre com o mesmo nome.

 

 

Volterra - Esta não é apenas mais uma das antigas e deliciosas cidades da Toscana; é um dos poucos lugares onde existem até hoje vestígios das eras etruscas e romanas, ao lado de obras medievais e renascentistas. Localizada sobre um planalto, a cidade oferece uma linda vista do vale.

 

 

Arezzo - Arezzo é muito antiga, do tempo dos etruscos. Muita gente visita a cidade só para ver os afrescos de Piero della Francesca na igreja de San Francesco, mas Arezzo oferece muito mais. As igrejas e construções medievais e renascentistas em seu centro histórico podem ser apreciados em um passeio a pé. Da Fortezza Medicea tem-se uma belo panorama. A cidade também é conhecida por suas joalherias e pela gastronomia. As especialidades locais incluem o faisão com trufas e as alcachofras recheadas com presunto e cogumelos.

 

 

Cortona - A 30km ao sul de Arezzo pela SS71. Cidadezinha extremamente charmosa, com ruelas e construções medievais, dentre as quais o Palazzo Pretorio, do século XIII, na Piazza Signorelli, onde hoje funciona um museu de arte etrusca. Sansepolcro A 38 km a nordeste de Arezzo pela E78. Com pouco mais de 15 mil habitantes, menor que Cortona, é a terra natal de Piero della Francesca. Pitoresca e rodeada de muralhas, tem um museu com algumas obras desse mestre da pintura.

 

Pienza

 

ChiusiPienza - Foi planejada pelo papa Pio II no século XV e nunca chegou a ser concluída. Hoje possui menos de três mil habitantes. Embora essa Brasília renascentista não tenha ido para a frente, a bela catedral e o palácio Piccolomini ainda existem.

 

 

Chiusi - É outra cidadezinha bem agradável, em estilo semelhante a Montepulciano. Perto dali está a igrejinha renascentista de San Biaggio, do famoso arquiteto Antonio de Sangallo.
 

 

 

 

 

Montepulciano - Pequena cidade de origem etrusca, dominada pela Florença dos Medici. Na Piazza Grande está o Palazzo Comunale, do século XV, de cuja torre se tem uma vista espetacular da cidade e do vale. Na Via di Voltaia nel Corso subsistem belos edifícios medievais e renascentistas. O Duomo, do século XVI, também merece uma olhada. A cidade é famosa por seu vinho Nobile de Montepulciano.

 

 

Monteriggioni - É um antigo burgo medieval fortificado no interiorzão da Toscana, todo cercado por muralhas e torres de defesa, fincado no alto de uma elevação. No ultra pitoresco cenário de Monteriggioni foi filmado Cari F... Amici, de Mario Monicelli, tragicomédia sobre um grupo de amigos que, passando fome em uma Toscana arrasada pela Segunda Guerra Mundial, começam a percorrer vilarejos fazendo espetáculos mambembes de luta livre, na esperança de receber algum trocado ou um pouco de comida.

 

 

Abadia de Monte Oliveto Maggiore - Em estilo gótico-tardio, do começo do século XIV, construída com tijolinhos avermelhados, a abadia tem afrescos de Lucca Signorelli sobre a vida de São Benedito. Na farmácia estão expostos antigos recipientes destinados à fabricação de licores.

 

 

Abadia de San Galgano - Suas ruínas, interessantes até pelo próprio quadro natural, resumem-se às altas e grossas paredes no meio do arvoredo. Segundo a lenda, lá pelos idos de 1180, o cavaleiro Galgano, convertido ao cristianismo, tendo abandonado uma vida de violência (e outros pecados...), enfiou sua espada numa pedra, onde a arma ficou espetada, formando uma cruz. A lenda de Galgano, que acabou virando santo, provavelmente tem relação com a do rei Artur. A diferença é que, neste caso, a tal pedra com a espada existe de verdade! Quer ver para crer? A espada está abrigada em um edifício arredondado (“Rotonda”) em meio a um cenário de sonho e magia...

 

 

Massa Marittima - A cidade já foi uma república independente e um rico centro de mineração no passado, e conserva ainda hoje ruelas e edifícios medievais.

 

Montalcino - Quem já não ouviu falar do famoso vinho toscano Brunello de Montalcino? Pois é, essa é a terra dele: uma minúscula cidade do século X, fincada no topo de uma colina, cheia de construções medievais, deliciosa para um passeio a pé. Ela conserva suas muralhas do século XIII, com torres de defesa e uma fortaleza do século XIV, La Rocca, onde há uma atração irresistível para os apreciadores de vinhos: uma enoteca.

 

 

Ilha de Elba - Elba, que também pertence a Toscana, é principalmente um lugar para apreciar paisagens. Tem ruínas e fortalezas, mas o que atrai visitantes, principalmente os europeus, são as praias arenosas, os penhascos, as pequenas baías e os campos plantados com vinhas e oliveiras. A ilha tem também interesse para aqueles que curtem História. Foi em Elba que Napoleão passou seu primeiro período de exílio, de maio de 1814 a fevereiro do ano seguinte.

 

 

Principais Pontos Turísticos e Culturais

- Palácio Pitti (Florença)
- Monumento Piazza di Miracoli (Pisa)
- Piazza del Duomo (Pisa)
- Centro Histórico (Siena)
- Palácio Velho (Florença)
- Duomo da cidade de Lucca
- Palácio Comunale (Siena)
- Palácio Pretório (Prato)
- Palácio Andobrandeschi (Grosseto)
- Fortaleza Nova (Livorno)
- Centro histórico medieval (Certaldo)
- Antiga Cidade Etrusca (Roselle)
- Burgo Medieval (Suvereto)
- Centro Pré-histórico (Pontremoli)
- Catedral de Florença
- Centro Histórico de Florença
- Duomo de Santa Maria del Fiore (Florença)

 


Pernambuco - Recife

 

Também é chamada a ¨Veneza do Brasil¨, devido a que seus canais e suas pontes  que estão sobre os rios Beberibe e Capiberibe.

     A capital do estado de Pernambuco teve como origem o porto formado pela barreira de recifes que acompanha o seu litoral. No início da colonização do Brasil, ainda no século XVI, a vizinha Olinda figurava como o principal núcleo urbano da Capitania de Pernambuco. No entanto, essa facilidade natural para abrigar embarcações, foi aos poucos atraindo a população e o comércio para o local em que Recife viria a crescer.

     Por estar situado próximo à linha do Equador, Recife apresenta clima ensolarado e temperaturas médias elevadas a maior parte do ano.

     A história de Recife começou em 1534, na mesma época em que Portugal criou as Capitanias Hereditárias. A Capitania de Pernambuco foi confiada a Duarte Coelho Pereira. O solo de Pernambuco era apropriado para o cultivo da cana-de-açúcar, o que fez a Capitania prosperar e Recife ser usado como porto.

 

 

 


Museu de Recife.

A mão-de-obra era escrava. O porto de Recife também recebia os navios negreiros e o comércio de escravos, por si só, já era bastante lucrativo. Por décadas, Recife era usada apenas como porto, até que, em 1630, os holandeses ocuparam Pernambuco, atrás da riqueza da cana-de-açúcar. As terras planas de Recife foram o motivo do estabelecimento dos holandeses.

 

 

 

Praia da Boa Viagem recebe turistas o ano inteiro.

Sete anos depois, o conde Maurício de Nassau assumiu o governo das possessões holandesas no Brasil e conduziu uma revolução urbanística na cidade, planejando ruas e construindo várias pontes. Com a vinda de paisagistas e engenheiros europeus, a cidade de Recife tomou ares de metrópole, com obras vistas até hoje. Em 1654, os holandeses foram expulsos de Recife, porém, nessa época, a cidade já uma importante rota comercial.

 

 

 


Praça da Independência.

Recife se tornou um centro comercial. Inúmeros comerciantes de várias cidades iam à cidade comprar mercadorias para revender. Após a criação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE), em 1950, a economia da região ganhou novo impulso: as indústrias. Ainda hoje, os pólos industriais são o setor econômico mais importante de Recife.

 

 

Igreja do Carmo

Recentemente, o setor de serviços cresceu. Recife possui o segundo maior pólo médico do Brasil e com o Porto Digital, a cidade assume hoje um papel de ponta no setor de tecnologia da informação no Brasil. É claro que, como toda cidade do Nordeste, Recife se destaca pelo potencial turístico, com todas as suas construções históricas, que embelezam a cidade, molduradas por uma paisagem natural que encanta turistas do mundo inteiro.

     O Estado tem tradições históricas e culturais que o diferenciam de todos os outros do país. Recife e Olinda foram ocupadas pelos holandeses por mais de 20 anos durante o período em que estavam sendo construídas; essa ocupação por parte de um país europeu protestante, somada às influências dos portugueses (Pernambuco foi uma das mais prósperas capitanias hereditárias), às origens indígenas (até hoje os costumes dos índios são preservados e valorizados) e aos costumes dos africanos (que se espalharam por todo o território, nos tempos dos engenhos), deu a Pernambuco um perfil cultural inconfundível.

     Por exemplo, um turista pode caminhar por sobre pontes que foram projetadas e construídas pelos holandeses, visitar as inúmeras igrejas deixadas pelos portugueses, provar vários dos pratos que foram herdados da cultura indígena, e dançar no ritmo do maracatu, ritmo originário de Pernambuco (tal qual o frevo), de origem africana.

É interessante visitar:

Carnaval de Recife

É conhecido e admirado no mundo todo, e atrai a milhões de turistas todos os anos. Os festejos do carnaval, começam uma semana antes da data oficial, com camarins móveis que estão montados em cima de caminhões que percorrem os bairros e as praias de Boa Viagem.  Na sexta - feira, as pessoas saem nas ruas para dançar e se divertir ao ritmo do frevo, e para assistir aos espetáculos de dança dos grupos de maracatu, ciranda, afoxé, reggae e manguebeach.
     A data mais importante, é o sábado, já que mais de um milhão de pessoas dançam acompanhando a grupos como o Galo da Madrugada; e na madrugada de segunda - feira, se comemora a Noite dos Tambores Silenciosos, no Pátio do Terço.

Bairro do Recife

No local onde nasceu a cidade, nas proximidades do porto, centro de Recife. Reúne construções centenárias, que depois de passarem por um intenso processo de revitalização, têm sido utilizadas como bares e restaurantes com mesas nas calçadas, teatros e lojas. Em algumas ruas é proibido o acesso de veículos. O bairro é um dos principais pontos de encontro da noite recifense. Nos quarteirões que formam o Recife Antigo, como também é chamado, ficam algumas construções importantes como a Torre Malakoff, do século XIX que serviu de observatório astronômico, e a primeira sinagoga das Américas, erguida no século XVII e que mantém algumas paredes originais e abriga um pequeno museu. No Forte do Brum, de 1630, construído pelos portugueses e holandeses, pode se conhecer o Museu Militar.

 

Igrejas

Uma das mais bonitas do país, a Capela Dourada, foi construída entre os séculos XVIII e XIX e apresenta um rico altar em talha revestida de ouro e belíssimas pinturas no teto. Está integrada a um conjunto de construções erguidas pelos franciscanos, do qual fazem parte também o Convento, que ostenta painéis de azulejos com motivos religiosos, e o Museu Franciscano de Arte Sacra, com belo acervo de imagens e objetos religiosos. Merecem destaque também a Matriz de Santo Antônio, a Basílica de N.S. do Carmo e a N.S. do Rosário dos Pretos, todas do século XVIII, entre tantas outras igrejas de Recife, que exibem arquitetura e decoração no estilo barroco.

Santíssimo Sacramento (Matriz de Santo Antônio)
Construída em 1790, é toda em estilo barroco e possui talha em ouro. Fica no bairro Santo Antônio, na Praça da Independência. Abre diariamente, das 7h às 12h, e das 14h às 18h.

Nossa Senhora da Conceição dos Militares
Erguida em 1710, possui talhas douradas e uma pintura da batalha dos Guararapes. Fica no bairro Santo Antônio, Rua Nova, 309. Abre diariamente, de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h, e aos sábados e domingos, das 8h às 13h.

Madre de Deus
Construída no século XVIII em estilo colonial, possui diversas pinturas sacras. Está passando por restauração. Fica no bairro do Recife, na Rua Madre de Deus. Abre para visitação de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 17h. E aos sábados e domingos, funciona das 9h às 12h.

Basílica e Convento Nossa Senhora do CarmoBasílica e Convento Nossa Senhora do Carmo
Erguida no século XVIII em estilo barroco, tem altares de talha dourada. Fica no bairro Santo Antônio, Praça do Carmo. Abre diariamente para visitação: de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h; aos sábados, das 7h às 12h; e aos domingos, das 8h às 12h e das 18h às 21h.

Nossa Senhora da Conceição ou Capela da Jaqueira
Feita em 1781, possui o altar-mor todo dourado, as paredes revestidas em azulejos portugueses e ornadas com pinturas datadas do século XVIII. Localizada no bairro Parque da Jaqueira, na Avenida Rui Barbosa, abre diariamente para visitação, obedecendo a horários alternados: de sábado à segunda-feira, das 8h30 às 11h30; às terças e sextas-feiras, das 16h às 18h; e às quartas e quintas-feiras, das 19h às 21h.

Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos
Completamente ornada em estilo barroco, foi construída no século XVIII. Fica no bairro Santo Antônio, na Rua Estreita do Rosário. E funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 13h30 e das 14h30 às 18h, e aos sábados, das 8h às 12h.
 

Museus

Nas salas do Museu do Homem do Nordeste está exposto um amplo acervo com peças que retratam a cultura pernambucana a partir de três temas principais: o ciclo da produção do açúcar, o modo de viver do nordestino e as manifestações folclóricas e religiosas.

 

Oficina de Cerâmica Francisco Brennand
Está localizada numa área de 15 mil m² e abriga exposições de trabalhos do artista pernambucano em enormes galpões, além de monumentos com temas fantásticos ao ar livre. O acesso é feito pela Avenida Caxangá, no bairro da Várzea. Funciona diariamente: de segunda à sexta-feira, das 8h às 17h, e aos sábados e domingos, das 13h às 16h. Mais informações: +55 (81) 3271-2466 +55 (81) 3271-2466 

Centro Cultural Judaico (Sinagoga Kahal Zur Israel)
Foi a primeira sinagoga das Américas, o que lhe confere grande importância histórico-cultural. Fica no Recife Antigo, na Rua do Bom Jesus, 197. Funciona de terça a sexta-feira, das 9h às 17h, e aos sábados e domingos, das 15h às 19h.

Fundação Gilberto Freyre
Casa onde viveu o escritor, com exposição de objetos pessoais e biblioteca. Fica no bairro Apipucos, na Rua Dois Irmãos, 320. Está aberta para visitação de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. Mais informações: +55 (81) 3441-1733 / +55 (81) 3441-1733

Museu do Estado de PernambucoMuseu de Arte Moderna
Abriga Exposições temporárias de grande e pequeno porte. É ponto de encontro de intelectuais e apreciadores de arte. Situa-se no bairro de Boa Vista, Rua d’Aurora, 265. Funciona de terça a domingo, das 12h às 18h.

Museu do Estado de Pernambuco
Expõe mobiliário e arte sacra, entre peças dos séculos XVII e XIX. Localiza-se no bairro das Graças, Avenida Rui Barbosa, 960. Fica aberto à visitação de terça a sexta-feira, das 9h às 17h, e aos sábados e domingos, das 14h às 17h30.

 

Instituto Ricardo Brennand, instalado em um prédio em estilo medieval, há acervo composto por peças do período da dominação holandesa em Recife, além de armas brancas e armaduras.

 

Artesanato

O prédio do século XIX, em forma de cruz, onde funcionou um presídio, foi transformado na Casa da Cultura e cada cela abriga uma loja de artesanato da região. Há uma diversidade de peças feitas de madeira, tecido, cerâmica e outros materiais.

 

Praias

O sol nasce bem cedo no Recife, incentivando a sair da cama sem preguiça e curtir as praias. A dica é imprescindível para quem for aproveitar as piscinas naturais de Boa Viagem - por volta das duas e meia da tarde a sombra dos prédios chega à areia e encerra o programa. E por falar em Boa Viagem, a praia urbana mais badalada da capital pernambucana reúne moradores e turistas que chegam em busca de banhos de mar, caminhadas no calçadão e petiscos nos quiosques.
Para aquelas pessoas fanáticas pelo mergulho, a cidade oferece diferentes áreas de excursão no fundo do mar. Estas áreas tem piscinas naturais que estão distribuídas por toda a costa; além disso, tem também um parque com mais ou menos 30 barcos naufragados.

Entre os lugares mais freqüentados para a prática do mergulho, se destacam :

a) Areial São Martim Barco afundado na saída do Porto de Recife, com 12 metros de profundidade.

b) Pirapama Vapor de rodas afundado a 6 milhas do Porto de Recife, com 23 metros de profundidade.

c) Vapor 48 Vapor de rodas, naufragado a 48 metros de profundidade; está habitado por inumeráveis espécies marinhas.

d) Alfama de Lisboa Barco a vela português naufragado a 10 metros de profundidade.

e) B18 Avião que caiu no mar, logo após de uma decolagem com falhas.

f) Vapor Bahia Vapor de rodas, naufragado a 26 metros de profundidade. Está localizado a 12 milhas da Ilha de Itamaracá, e é habitado por inumeráveis espécies marinhas.

g) Vapor Flórida Vapor inglês que naufragou em 1910. Está a 31 metros de profundidade, a 12 milhas do Porto de Recife.

 

Nos arredores

Tracunhaém
A cidade de Tracunhaém está situada na zona da mata pernambucana, distante 72 km de Recife. A fama do local decorre do trabalho de seus artistas, sendo considerado um dos maiores centros de excelência na arte cerâmica do País. Muitos dos artesãos têm seus trabalhos expostos em museus brasileiros e estrangeiros, e no acervo de importantes coleções particulares.

Lagoa do Carro
A tapeçaria artesanal sustenta cerca de 2.500 moradores de Lagoa do Carro, a 14 km de Tracunhaém. Os tapetes são de lã, com desenhos geométricos ou florais, e a técnica é parecida com a dos tapetes arraiolos. As peças podem ser compradas ou encomendadas na Associação das Tapeceiras e nas casas das tapeceiras espalhadas pela cidade.

 

Atrativos culturais e históricos de Recife

 

Capela Nossa Senhora da Jaqueira

Essa capela está localizada no meio do Parque da Jaqueira. O altar-mor é todo dourado e ornamentado com belos azulejos portugueses formando o estilo Barroco.

 

Parque da Jaqueira

O parque se destaca pelo tamanho grandioso de suas atrações. Ele possui uma pista de cooper de 1.000 m, ciclovia de 1.100 m, pista de bicicross de 400 m, pista de patinação de 600 m. Por estar localizado numa área nobre de Recife, o parque também é palco de diversos eventos.

 

Estação Ponte D'Uchoa

Um lugar para curtir a paisagem, de preferência bem acompanhado. Dá para pegar um barco a remo, no porto da passagem da Ponte D'Uchoa, na Avenida Rui Barbosa, e ir até a outra margem, em terras do antigo engenho da Torre, ou, dependendo de um acerto com o barqueiro, subir o rio em direção ao Poço da Panela e outros portos existentes ao longo do seu leito.

 

Torre Malakoft

Construída entre 1835 e 1855, é um dos pontos mais visitados de Recife. Um monumento em estilo tunisiano que já foi observatório e hoje é Espaço Cultural e Centro de Manifestações Populares na praça Arsenal da Marinha.

 

Mercado de São José

Inaugurado em 1875, é um dos principais mercados públicos municipais. Possui a mesma arquitetura neoclássica dos mercados europeus da época. Seus boxes abertos diariamente, 542 no total, possuem uma imensa diversidade de produtos e serviços: roupas, frutas, carnes, folhetos de cordel, produtos de umbanda e candomblé, jogos de búzios e tarô e muito mais.

 

Forte Orange

Diferente do que as pessoas pensam, a pronuncia não é orange de "laranja" em inglês, mas sim "Orânge". Está localizado na entrada sul do canal de Santa Cruz, na ilha de Itamaracá. Foi construído logo após a invasão da Ilha de Itamaracá pelos holandeses, em 1631, segundo projeto do engenheiro Pieter Van Bueren.

 


Jordania

 

A Jordânia é um país com uma surpreendente diversidade de paisagens e lugares misteriosos por todos os lados. De norte a sul, sua terra abriga um pouco de tudo, mares, montanhas, cachoreiras e desertos.

     Assentado sobre os alicerces da antigüidade o Reino Hachemita de Jordânia, dominado pelo fértil Vale do Jordão, é uma ponte entre o mar e o deserto, o leste e o oeste. Tem uma superfície de uns 98.000 quilômetros quadrados, cobertos na maior parte pelo deserto e a estepe. O rio Jordão corta a meseta na fronteira do oeste, desembocando no Mar Morto. Este rio, o mais importante do país, forma um profundo vale onde se encontram a maioria das principais cidades. É a zona mais montanhosa do país. A partir de ali e até os limites com Síria, ao norte, estão os desertos. Limita ao noroeste com Iraque, ao oeste e sul com Arábia Saudita, ao sudoeste com o Golfo de Aqaba e a oeste com Israel. O país possuia o Oásis de Azrad, que se reduziu a pó após projetos de irrigação.

     No deserto, além do místico camelo capaz de suportar a sede como ninguém, podem-se encontrar uma grande variedade de curiosos animais como o zorro do deserto, a rata das areias, lebres e uma infinidade de pequenos roedores. As colinas do nordeste do Mar Morto são o lar do javali, o castor, e a cabra, ainda que também podemos ver gazelas e antílopes na Reserva Natural de Shaumary no leste. No Oásis de Azraq centenas de espécies de aves migratórias se reconfortam numa época do ano, enquanto no Golfo de Aqada nadam uma enorme variedade de peixes tropicais, num vasto e formoso paisagem de coral.

     Os bosques de pinos do norte dão passo as ladeiras cultivadas do Vale do Jordão onde domina o cedro, a oliva e o eucalipto. Ao sul em direção ao Mar Morto, a vegetação dá caminho ao barro e as salinas.

     Uma pequena parte do país é suscetível de cultivo, e o rebanho também é pobre. A flor nacional de Jordânia é o Íris Negro.

 

Arte e Cultura

O islã proíbe qualquer representação gráfica de seres humanos ou animais, esta particular característica tem dominado a arte em todo o mundo árabe. Apesar de que os artistas jordanos desenvolveram uma pintura figurativa ao estilo tradicional do ocidente fazem já cem anos, os visitantes ainda que se impressionam ao admirar a elaborada finura que exibem os complicados desenhos geométricos que adornam mesquitas e manuscritos, assim como a extravagante caligrafia de língua árabe.

     Jordânia se desenvolveu rapidamente entrando em cena a arte, incluindo a artistas femininas de grande categoria, entretanto o terreno literário ao que refere a gêneros modernos como a novela, resulta novo ao mundo árabe e pouco desenvolvido. As primeiras obras começam a aparecer no século XIX. O que caracteriza a esta região é uma tradição poética altamente estruturada e complexa, influenciada pelo Alcorão. Os escritores árabes modernos provêm de um contexto literário muito diferente dos escritores ocidentais.

     A música árabe reflete a harmônica conjunção do bom gosto que surge da união de instrumentos ocidentais. A música popular é misteriosa e atrativa, a escutará onde queira que vá.

     Os beduínos confeccionam tecidos, sua arte destaca sobre todo na vestimenta das mulheres. O colorido e os vistosos desenhos, que mudam segundo as tribos, são tremendamente cativadores por si só.

 

O que ver em Jordânia

 

Petra

Petra, a cidade rosada, é considerada como uma das mais belas do oriente. Encravada no deserto, a cidade era a antiga capital do povo nabateu há 2000 anos atrás e é considerada uma das jóias da arqueologia. Para se chegar na cidade é necessário passar por um desfiladeiro de 1.2 km, para poder apreciar os edifícios escavados na própria rocha, como o Tesouro, o Monastério e o Local do Sacrifício.

Uma das 7 Novas Maravilhas do Mundo, Petra é uma cidade mítica,  rendo sido esquecida até que as suas ruínas foram descobertas e escavadas pelo comando do suíço Johann Ludwig Burckhardt em 1812.

    Desde o Verão de 2007, Petra é uma das 7 maravilhas do mundo, e motivos não lhe faltam.Os nabateus escavaram uma cidade no meio do deserto, nas imensas rochas...


 

 

Amã e arredores

Já a capital Amã pode parecer demasiado Ocidental mas conta com algumas belas mesquitas e o Royal Culture Center.

 

Apesar da ocidentalização, Amã é uma cidade de contraste por também possuir vestígios históricos das Idades do Bronze e do Ferro, de povos árabes da Antiguidade, dos gregos mas sobretudos daqueles que mais relevância deram a este cantinho do Médio Oriente, os Romanos. Os monumentos mais importantes, são assim o Templo de Hércules e o Anfiteatro Romano.

 

Amman

Amman, uma das cidades mais antigas do mundo, é a capital do Reino Hachemita de Jordânia. Foi construída sobre sete colinas, ainda que na atualidade somam ao menos dezenove. A cidade cobre as colinas (denominadas jabal) com um manto de edifícios brancos, bêges e ocres, que lhe conferem um aspecto cromático peculiar e devido a pedras nativas usadas na construção é conhecida por muitos como a Cidade Branca. Possui uma história fascinante: em tempos da Bíblia era conhecida como Rabbath Ammon. A capital dos Ammonitas, corria o ano 1200 a.C. Mais tarde, durante o reinado de Ptolemy Philadelphus (283-246 a.C.) a cidade foi reconstruída e chamada Philadelphia. Quando a conquistou o Rei Herodes em 30 a.C. passou a formar parte do império romano e chegou a ser considerada um membro da "Decápolis" ao ser incluída entre as dez cidades Greco-Romanas do primeiro século antes de Cristo.

     Amman é uma dinâmica cidade com uma população de mais de um milhão de habitantes e um atrativo centro comercial e administrativo em constante crescimento. A cidade está coroada pela Cidadela, uma colina em que se encontram vários lugares de grande interesse para o viajante: as ruínas do Templo de Hércules, construído em tempos do imperador Marco Aurélio (161-180 d.C.); o Palácio de Omayyad (720 d.C.) e a Igreja Bizantina, construída ao redor dos séculos VI ou VII e cuja localização está marcado pelas colunas corínteas. Também nesta colina encontra-se o Museu Arqueológico Nacional, que contêm restos dos primeiros assentamentos na região fazem 700.000 anos. Ao pé da Cidadela está o Teatro Romano, construído em 170 d.C. e que conta com uma lotação de 6.000 assentos. O Odeon é um pequeno teatro romano restaurado que se utiliza para concertos. Perto dali o viajante curioso pode admirar no Museu do Folclore e no Museu da Tradição, a ampla gama de artigos que recriam o mundo jordano através dos trajes, objetos musicais, jóias tradicionais etc. Quanto aos artistas contemporâneos jordanos, podemos encontrar seus trabalhos na Galeria de Arte Nacional.

     Não podemos esquecer da Nimphaeum, a ornamental fonte dedicada as ninfas da água.

A cidade de Amman é amistosa e segura, se transforma ao tempo em antiga e moderna, ativa e misteriosa. Nela o explorador encontrará um lugar perfeito para percorrer, fazer compras, visitar os restaurantes, cafés, clubes noturnos, e hotéis de todas as tarifas. O Ministério de Turismo que encontra-se na cidade informa ao visitante de todo que ocorre em Amman.

 

Jerash

Jerash, Gerasa nos tempos antigos, está situada em um formoso vale verde na terra bíblica de Galaad. Um passeio por esta cidade pode-se converter em uma viagem ao tempo. Trata-se de uma das cidades Greco-Romanas melhor conservadas do mundo pelo que é conhecida como a "Pompéia do Leste" e forma parte, como Amman, de uma antiga "Decápolis". Ao aproximar-se a cidade a viajante encontra-se com O Arco de Adriano, a impressionante porta de três arcos, construída para comemorar a entrada do Imperador Adriano na cidade no ano de 129 d.C. Entrando na vila destacam as areias do Hipódromo onde eram realizadas as corridas de carruagens. Ao final do caminho se levanta grandioso o Templo de Zeus, construído em 162 d.C. Ao lado encontra-se o Teatro do Sul, mostra a expansão e prosperidade da cidade a princípios do segundo século, e que conta com uma impressionante acústica, o teatro é utilizado atualmente e pode albergar a 3.000 espectadores.

Ao entrar na Praça Oval e passeando pela Rua das Colunas, ou O Cardo surpreendemos inúmeras ruínas, que constituem assombrosas relíquias de antigas civilizações, como O Fórum, donde costumavam reunir-se figuras públicas.

Uma das mais fascinantes rotas dentro de Jerash é a procissão em direção ao Templo de Artemis. Deixando por um lado a uma igreja bizantina do século VI, que forma parte da procissão, devemos passar por Propylaeum, a porta da catedral, formada por duas colunas. O caminho inclui as escadas que se levantam até a praça do templo onde encontram-se os restos de um altar ao ar livre. Algumas escadas mais, que nos levam através de 22 colunas coríntias para chegar finalmente ao templo de Artemis, filha de Zeus e irmã de Apolo, onde podemos admirar as colunas coríntias que o rodeiam.

Ainda podemos ver, em alguns lugares da cidade, vestígios dos caminhos gastos pelas carroças da época. Dentro desta interessante vila se encontraram restos de assentamentos que datam das Idades de Bronze, Ferro, Helenística, Romana e Bizantina, assim como dos períodos Ameya e Abasida.

     A antiga comunidade revive para os visitantes de hoje com noturnos espetáculos de luz e som durante os meses de verão e com o espetacular Festival Anual de Arte e Cultura que se celebra no mês de julho.

     Pella é um dos pontos arqueológicos mais importantes da região, cuja maior parte de estruturas visíveis datam das épocas Romana, Bizantina e Islâmica. De comparável importância é a cidade de Umm Quais, conhecida como Gadara na antigüidade. O ponto mais alto de Gadara encontra-se a 378 m sobre o nível do mar, proporcionando esplêndidas vistas sobre a zona norte do Vale do Jordão, o Mar de Galiléia (Lago Tiberiades), a garganta do Yarmouk e os Altos do Golán. Nos dias claros, o pico nevado do Templo de Hércules na Jordâniamonte Hermón se tornam visíveis atrás do Mar de Galiléia e dos Altos do Golán.

Ao noroeste de Gadara encontra-se a antiga Abila, mais rural que as anteriores, onde templos Romanos, igrejas Bizantinas e antigas mesquitas se mesclam entre oliveiras e campos de trigo. As escavações indicam que o lugar estava habitado a 5.000 anos a princípios da idade de bronze e parece ter sido utilizado pelo homem de modo contínuo desde então.

     A cidade de Umm el Jimal, situada a borda da árida e preta zona basáltica do noroeste jordano, contrasta com o esplendor do resto das cidade Greco-Romanas da Decápolis. É um dos mais impressionantes e arcaicos monumentos das antigas civilizações. A cidade está cheia dos restos de numerosas casas de basalto negro, assim como de igrejas, um edifício militar Romano e os restos de um forte.

     Ao oeste de Jerash, na aldeia de Ajlun, sobre o pico da montanha encontra-se o Castelo de Ajlun, mostra da arquitetura militar Árabe-Islámica do século XII construído 1184 por Izzdin Usama, um dos generais do caudilho árabe Salah-Al-Din (Saladino), e utilizando como base de operações para a expulsão das Cruzadas de Jordânia em 1189.

Mas perto de Amman encontra-nos Iraque el Amir, lugar cuja antigüidade se remonta a 4.000 anos a.C. e aonde o visitante achará uma cidade helénica cuidadosamente restaurada.

 

Madaca

A cidade dos mosaicos, encontra-se ao sul de Amman. A cidade moabita de Medeba, mencionada na bíblia. Ali se encontraram uma das maiores coleções de mosaicos do mundo, chegando a ter, alguns deles, mais de 1.400 anos. A maior parte dos mosaicos pertencem a época Bizantina e Omeya, de grande prosperidade. Uma das experiências que não deve perder o viajante que chega a Madaba é admirar o magnífico mapa mosaico da Palestina, possivelmente o mais antigo da Terra Santa, que data do século VI e descansa na Igreja Greco Ortodoxa de São Jorge. Na redondeza encontra-se o lugar mais venerado de Jordânia, o histórico Monte Nebo, com uma impressionante vista do Vale de Jordão e do Mar Morto desde onde Moisés observou a Terra prometida e onde se crê está sua tumba.

Na cidade pode-se visitar O Palácio Incendiado, onde recentes escavações revelam a existência de vários mosaicos que decoravam os solos de uma grande residência incendiada na época Bizantina e que depois foi abandonada. As escavações continuam atualmente pelo que muitos dos acessos estão fechados ao público. A Igreja de al-Khadir do século VI e a Igreja da Virgem da mesma época, assim como a Igreja dos Apóstolos são uma visita obrigatória a cidade de Madaba. Sem esquecer do passeio cultural pelo Museu da cidade.

    Ao sul da Madaba encontra-se a Fortaleza de Mukawir, a antiga Maquero, construída por Herodes o grande, e que passou depois ao poder a Herodes Antipas. Ali foi preso João Batista e ali é onde ocorreu a célebre dança de Salomé em honra a Herodes, que a obsequiou com a cabeça do Batista para satisfazer seus desejos.

    Umm-Er-Rasas é um assentamento murado ao sudeste de Madaba, com uma impotente torre Bizantina de 15 m de altura e os restos de uma igreja adornada com um formoso pavimento da época Omeya.

 

Kerak

A maior parte da cidade está dentro das muralhas da antiga cidade e dos cruzados e está dominada pelo forte. Kerek está na rota das antigas caravanas que viajavam do Egito a Síria em tempos dos reis bíblicos, e que também foram utilizadas pelos gregos e romanos. O Forte se encontra restaurado. Ainda é possível ver as caixas de águas. O museu está baixando por um trecho de escadas e guarda uma das muitas cópias da estela de Mesha e uma tradução do seu texto.

 

Os Castelos do Deserto

Ao leste de Amman, no largo deserto, se encontram misteriosos monumentos históricos: castelos, fortes, torres, banhos, granjas, lugares de descanso de caravanas e palácios fortificados conhecidos tradicionalmente como Castelos do Deserto.

Entre eles destacam a beleza dos afrescos e a cúpula zodiacal dos banhos de Qasr Amra, a enigmática fortaleza do Qasr Kharanah, o forte Romano transformado no Palácio residencial Omeya em Qasr-El-Hallabat, o Palácio revestido de ladrilho em Qasr-Musahatta, a inacabada escultura de tijolos de Qasr Tuba, o Oasis Azraq, e o forte Romano Qasr Azraq, utilizando por Laurence da Arábia como quartel general da revolução árabe.

     Ao longo da Auto-estrada Real encontram-se dois autênticos castelos das Cruzadas do século XII, Karak e Shobak.

 

O Mar Morto

É considerado como o ponto mais baixo do mundo, e se pode chegar pelo leste desde Amman, através de uma curta estrada de 55 km que nos oferece uma paisagem sem igual. O sol cai sobre as águas do Mar Morto enchendo-o de brilho, e a majestuosidade de suas colinas ao fundo convertem este lugar num paraíso único do seu gênero que deleitará ao visitante.

Não existe vida nas suas águas devido ao excesso de sal e minerais, o que em troca, se enche de poderes curativos reconhecidos desde a antigüidade. Nos arredores se encontram as águas termais de Zerqa Ma’ain.

 

Wadi Rum

Também conhecido como o Vale da Lua, pois seu solo se assemelha a uma paisagem lunar, possui o encanto do deserto, surpreendente por sua beleza natural e formações majestosas do terreno. Tem sido habitado por gerações sendo hoje residência de muitas tribos beduínas que se caracterizam especialmente por sua sincera hospitalidade. Este lugar desafia ao visitante a um safari em camelo ou em veículo 4 x 4 através das suas passagens e reviver assim os dias de Laurence da Arábia, no lugar onde David Lean rodou o filme que narra sua aventura, e como não, convida também aos alpinistas que se atrevem, a escalar seus escarpados picos de granito e arenisca.

 

 

Aqaba

Aqada constituí um pequeno povoado de pescadores sobre o Mar Vermelho ao sul de Rum. Neste lugar o deserto se transforma em um balneário cálido e ensolarado beirado de palmeiras e montanhas que vão mudando de cor com o passar das horas e enche de formosura refrescado pela brisa do norte envolvido placidamente nas águas do Golfo de Aqaba. O lugar perfeito para terminar a viagem por este excitante país e relaxar para recorda-lo.

Por sua estratégica posição foi ponto de união das rotas da Ásia, África e Europa, o que lhe a dotado de uma rica história. Resulta de especial interesse medieval e arqueológico a primitiva cidade islâmica de Ayla. Não esquecer de visitar o forte de Aqada, construído no século XVI pelo Sultão Mamluk Qansau Al-Ghauri e o museu residência de Sharif Hussein Bin Ali, bisavó do Rei Hussein.

 

Fonte: www.rumbo.com.br


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