Jordania
A Jordânia é um país com uma surpreendente
diversidade de paisagens e lugares misteriosos por todos os lados. De norte
a sul, sua terra abriga um pouco de tudo, mares, montanhas, cachoreiras e
desertos.
Assentado sobre os
alicerces da antigüidade o Reino Hachemita de Jordânia, dominado pelo fértil
Vale do Jordão, é uma ponte entre o mar e o deserto, o leste e o oeste. Tem
uma superfície de uns 98.000 quilômetros quadrados, cobertos na maior parte
pelo deserto e a estepe. O rio Jordão corta a meseta na fronteira do oeste,
desembocando no Mar Morto. Este rio, o mais importante do país, forma um
profundo vale onde se encontram a maioria das principais cidades. É a zona
mais montanhosa do país. A partir de ali e até os limites com Síria, ao
norte, estão os desertos. Limita ao noroeste com Iraque, ao oeste e sul com
Arábia Saudita, ao sudoeste com o Golfo de Aqaba e a oeste com Israel. O
país possuia o Oásis de Azrad, que se reduziu a pó após projetos de
irrigação.

No deserto, além do
místico camelo capaz de suportar a sede como ninguém, podem-se encontrar uma
grande variedade de curiosos animais como o zorro do deserto, a rata das
areias, lebres e uma infinidade de pequenos roedores. As colinas do nordeste
do Mar Morto são o lar do javali, o castor, e a cabra, ainda que também
podemos ver gazelas e antílopes na Reserva Natural de Shaumary no leste. No
Oásis de Azraq centenas de espécies de aves migratórias se reconfortam numa
época do ano, enquanto no Golfo de Aqada nadam uma enorme variedade de
peixes tropicais, num vasto e formoso paisagem de coral.
Os bosques de pinos
do norte dão passo as ladeiras cultivadas do Vale do Jordão onde domina o
cedro, a oliva e o eucalipto. Ao sul em direção ao Mar Morto, a vegetação dá
caminho ao barro e as salinas.
Uma pequena parte do
país é suscetível de cultivo, e o rebanho também é pobre. A flor nacional de
Jordânia é o Íris Negro.
Arte e Cultura
O islã proíbe qualquer representação gráfica
de seres humanos ou animais, esta particular característica tem dominado a
arte em todo o mundo árabe. Apesar de que os artistas jordanos desenvolveram
uma pintura figurativa ao estilo tradicional do ocidente fazem já cem anos,
os visitantes ainda que se impressionam ao admirar a elaborada finura que
exibem os complicados desenhos geométricos que adornam mesquitas e
manuscritos, assim como a extravagante caligrafia de língua árabe.
Jordânia se
desenvolveu rapidamente entrando em cena a arte, incluindo a artistas
femininas de grande categoria, entretanto o terreno literário ao que refere
a gêneros modernos como a novela, resulta novo ao mundo árabe e pouco
desenvolvido. As primeiras obras começam a aparecer no século XIX. O que
caracteriza a esta região é uma tradição poética altamente estruturada e
complexa, influenciada pelo Alcorão. Os escritores árabes modernos provêm de
um contexto literário muito diferente dos escritores ocidentais.
A música árabe
reflete a harmônica conjunção do bom gosto que surge da união de
instrumentos ocidentais. A música popular é misteriosa e atrativa, a
escutará onde queira que vá.
Os beduínos
confeccionam tecidos, sua arte destaca sobre todo na vestimenta das
mulheres. O colorido e os vistosos desenhos, que mudam segundo as tribos,
são tremendamente cativadores por si só.
O que ver em Jordânia
Petra
Petra, a cidade rosada, é considerada como uma
das mais belas do oriente. Encravada no deserto, a cidade era a antiga
capital do povo nabateu há 2000 anos atrás e é considerada uma das jóias da
arqueologia. Para se chegar na cidade é necessário passar por um
desfiladeiro de 1.2 km, para poder apreciar os edifícios escavados na
própria rocha, como o Tesouro, o Monastério e o Local do Sacrifício.
Uma das 7 Novas Maravilhas do Mundo, Petra é
uma cidade mítica, rendo sido esquecida até que as suas ruínas foram
descobertas e escavadas pelo comando do suíço Johann Ludwig Burckhardt em
1812.
Desde o Verão de 2007,
Petra é uma das 7 maravilhas do mundo, e motivos não lhe faltam.Os nabateus
escavaram uma cidade no meio do deserto, nas imensas rochas...
Amã
e arredores
Já a capital Amã pode parecer demasiado
Ocidental mas conta com algumas belas mesquitas e o Royal Culture Center.
Apesar da ocidentalização, Amã é uma cidade de
contraste por também possuir vestígios históricos das Idades do Bronze e do
Ferro, de povos árabes da Antiguidade, dos gregos mas sobretudos daqueles
que mais relevância deram a este cantinho do Médio Oriente, os Romanos. Os
monumentos mais importantes, são assim o Templo de Hércules e o Anfiteatro
Romano.
Amman
Amman, uma das cidades mais antigas do mundo,
é a capital do Reino Hachemita de Jordânia. Foi construída sobre sete
colinas, ainda que na atualidade somam ao menos dezenove. A cidade cobre as
colinas (denominadas jabal) com um manto de edifícios brancos, bêges e
ocres, que lhe conferem um aspecto cromático peculiar e devido a pedras
nativas usadas na construção é conhecida por muitos como a Cidade Branca.
Possui uma história fascinante: em tempos da Bíblia era conhecida como
Rabbath Ammon. A capital dos Ammonitas, corria o ano 1200 a.C. Mais tarde,
durante o reinado de Ptolemy Philadelphus (283-246 a.C.) a cidade foi
reconstruída e chamada Philadelphia. Quando a conquistou o Rei Herodes em 30
a.C. passou a formar parte do império romano e chegou a ser considerada um
membro da "Decápolis" ao ser incluída entre as dez cidades Greco-Romanas do
primeiro século antes de Cristo.
Amman é uma dinâmica cidade com uma
população de mais de um milhão de habitantes e um atrativo centro comercial
e administrativo em constante crescimento. A cidade está coroada pela
Cidadela, uma colina em que se encontram vários lugares de grande interesse
para o viajante: as ruínas do Templo de Hércules, construído em tempos do
imperador Marco Aurélio (161-180 d.C.); o Palácio de Omayyad (720 d.C.) e a
Igreja Bizantina, construída ao redor dos séculos VI ou VII e cuja
localização está marcado pelas colunas corínteas. Também nesta colina
encontra-se o Museu Arqueológico Nacional, que contêm restos dos primeiros
assentamentos na região fazem 700.000 anos. Ao pé da Cidadela está o Teatro
Romano, construído em 170 d.C. e que conta com uma lotação de 6.000
assentos. O Odeon é um pequeno teatro romano restaurado que se utiliza para
concertos. Perto dali o viajante curioso pode admirar no Museu do Folclore e
no Museu da Tradição, a ampla gama de artigos que recriam o mundo jordano
através dos trajes, objetos musicais, jóias tradicionais etc. Quanto aos
artistas contemporâneos jordanos, podemos encontrar seus trabalhos na
Galeria de Arte Nacional.
Não podemos esquecer
da Nimphaeum, a ornamental fonte dedicada as ninfas da água.
A cidade de Amman é amistosa e segura, se
transforma ao tempo em antiga e moderna, ativa e misteriosa. Nela o
explorador encontrará um lugar perfeito para percorrer, fazer compras,
visitar os restaurantes, cafés, clubes noturnos, e hotéis de todas as
tarifas. O Ministério de Turismo que encontra-se na cidade informa ao
visitante de todo que ocorre em Amman.
Jerash
Jerash, Gerasa nos tempos antigos, está
situada em um formoso vale verde na terra bíblica de Galaad. Um passeio por
esta cidade pode-se converter em uma viagem ao tempo. Trata-se de uma das
cidades Greco-Romanas melhor conservadas do mundo pelo que é conhecida como
a "Pompéia do Leste" e forma parte, como Amman, de uma antiga "Decápolis".
Ao aproximar-se a cidade a viajante encontra-se com O Arco de Adriano, a
impressionante porta de três arcos, construída para comemorar a entrada do
Imperador Adriano na cidade no ano de 129 d.C. Entrando na vila destacam as
areias do Hipódromo onde eram realizadas as corridas de carruagens. Ao final
do caminho se levanta grandioso o Templo de Zeus, construído em 162 d.C. Ao
lado encontra-se o Teatro do Sul, mostra a expansão e prosperidade da cidade
a princípios do segundo século, e que conta com uma impressionante acústica,
o teatro é utilizado atualmente e pode albergar a 3.000 espectadores.
Ao
entrar na Praça Oval e passeando pela Rua das Colunas, ou O Cardo
surpreendemos inúmeras ruínas, que constituem assombrosas relíquias de
antigas civilizações, como O Fórum, donde costumavam reunir-se figuras
públicas.
Uma das mais fascinantes rotas dentro de
Jerash é a procissão em direção ao Templo de Artemis. Deixando por um lado a
uma igreja bizantina do século VI, que forma parte da procissão, devemos
passar por Propylaeum, a porta da catedral, formada por duas colunas. O
caminho inclui as escadas que se levantam até a praça do templo onde
encontram-se os restos de um altar ao ar livre. Algumas escadas mais, que
nos levam através de 22 colunas coríntias para chegar finalmente ao templo
de Artemis, filha de Zeus e irmã de Apolo, onde podemos admirar as colunas
coríntias que o rodeiam.
Ainda podemos ver, em alguns lugares da
cidade, vestígios dos caminhos gastos pelas carroças da época. Dentro desta
interessante vila se encontraram restos de assentamentos que datam das
Idades de Bronze, Ferro, Helenística, Romana e Bizantina, assim como dos
períodos Ameya e Abasida.
A antiga comunidade
revive para os visitantes de hoje com noturnos espetáculos de luz e som
durante os meses de verão e com o espetacular Festival Anual de Arte e
Cultura que se celebra no mês de julho.
Pella é um dos pontos
arqueológicos mais importantes da região, cuja maior parte de estruturas
visíveis datam das épocas Romana, Bizantina e Islâmica. De comparável
importância é a cidade de Umm Quais, conhecida como Gadara na antigüidade. O
ponto mais alto de Gadara encontra-se a 378 m sobre o nível do mar,
proporcionando esplêndidas vistas sobre a zona norte do Vale do Jordão, o
Mar de Galiléia (Lago Tiberiades), a garganta do Yarmouk e os Altos do Golán.
Nos dias claros, o pico nevado do
monte
Hermón se tornam visíveis atrás do Mar de Galiléia e dos Altos do Golán.
Ao noroeste de Gadara encontra-se a antiga
Abila, mais rural que as anteriores, onde templos Romanos, igrejas
Bizantinas e antigas mesquitas se mesclam entre oliveiras e campos de trigo.
As escavações indicam que o lugar estava habitado a 5.000 anos a princípios
da idade de bronze e parece ter sido utilizado pelo homem de modo contínuo
desde então.
A cidade de Umm el
Jimal, situada a borda da árida e preta zona basáltica do noroeste jordano,
contrasta com o esplendor do resto das cidade Greco-Romanas da Decápolis. É
um dos mais impressionantes e arcaicos monumentos das antigas civilizações.
A cidade está cheia dos restos de numerosas casas de basalto negro, assim
como de igrejas, um edifício militar Romano e os restos de um forte.
Ao oeste de Jerash,
na aldeia de Ajlun, sobre o pico da montanha encontra-se o Castelo de Ajlun,
mostra da arquitetura militar Árabe-Islámica do século XII construído 1184
por Izzdin Usama, um dos generais do caudilho árabe Salah-Al-Din (Saladino),
e utilizando como base de operações para a expulsão das Cruzadas de Jordânia
em 1189.
Mas perto de Amman encontra-nos Iraque el Amir,
lugar cuja antigüidade se remonta a 4.000 anos a.C. e aonde o visitante
achará uma cidade helénica cuidadosamente restaurada.
Madaca
A cidade dos mosaicos, encontra-se ao sul de
Amman. A cidade moabita de Medeba, mencionada na bíblia. Ali se encontraram
uma das maiores coleções de mosaicos do mundo, chegando a ter, alguns deles,
mais de 1.400 anos. A maior parte dos mosaicos pertencem a época Bizantina e
Omeya, de grande prosperidade. Uma das experiências que não deve perder o
viajante que chega a Madaba é admirar o magnífico mapa mosaico da Palestina,
possivelmente o mais antigo da Terra Santa, que data do século VI e descansa
na Igreja Greco Ortodoxa de São Jorge. Na redondeza encontra-se o lugar mais
venerado de Jordânia, o histórico Monte Nebo, com uma impressionante vista
do Vale de Jordão e do Mar Morto desde onde Moisés observou a Terra
prometida e onde se crê está sua tumba.
Na
cidade pode-se visitar O Palácio Incendiado, onde recentes escavações
revelam a existência de vários mosaicos que decoravam os solos de uma grande
residência incendiada na época Bizantina e que depois foi abandonada. As
escavações continuam atualmente pelo que muitos dos acessos estão fechados
ao público. A Igreja de al-Khadir do século VI e a Igreja da Virgem da mesma
época, assim como a Igreja dos Apóstolos são uma visita obrigatória a cidade
de Madaba. Sem esquecer do passeio cultural pelo Museu da cidade.
Ao sul da Madaba
encontra-se a Fortaleza de Mukawir, a antiga Maquero, construída por Herodes
o grande, e que passou depois ao poder a Herodes Antipas. Ali foi preso João
Batista e ali é onde ocorreu a célebre dança de Salomé em honra a Herodes,
que a obsequiou com a cabeça do Batista para satisfazer seus desejos.
Umm-Er-Rasas é um
assentamento murado ao sudeste de Madaba, com uma impotente torre Bizantina
de 15 m de altura e os restos de uma igreja adornada com um formoso
pavimento da época Omeya.

Kerak
A maior parte da cidade está dentro das
muralhas da antiga cidade e dos cruzados e está dominada pelo forte. Kerek
está na rota das antigas caravanas que viajavam do Egito a Síria em tempos
dos reis bíblicos, e que também foram utilizadas pelos gregos e romanos. O
Forte se encontra restaurado. Ainda é possível ver as caixas de águas. O
museu está baixando por um trecho de escadas e guarda uma das muitas cópias
da estela de Mesha e uma tradução do seu texto.
Os
Castelos do Deserto
Ao leste de Amman, no largo deserto, se
encontram misteriosos monumentos históricos: castelos, fortes, torres,
banhos, granjas, lugares de descanso de caravanas e palácios fortificados
conhecidos tradicionalmente como Castelos do Deserto.
Entre
eles destacam a beleza dos afrescos e a cúpula zodiacal dos banhos de Qasr
Amra, a enigmática fortaleza do Qasr Kharanah, o forte Romano transformado
no Palácio residencial Omeya em Qasr-El-Hallabat, o Palácio revestido de
ladrilho em Qasr-Musahatta, a inacabada escultura de tijolos de Qasr Tuba, o
Oasis Azraq, e o forte Romano Qasr Azraq, utilizando por Laurence da Arábia
como quartel general da revolução árabe.
Ao longo da
Auto-estrada Real encontram-se dois autênticos castelos das Cruzadas do
século XII, Karak e Shobak.
O
Mar Morto
É considerado como o ponto mais baixo do
mundo, e se pode chegar pelo leste desde
Amman, através de uma curta estrada de 55 km que nos oferece uma paisagem
sem igual. O sol cai sobre as águas do
Mar Morto enchendo-o de brilho, e a majestuosidade de suas colinas ao fundo
convertem este lugar num paraíso único do seu gênero que deleitará ao
visitante.
Não existe vida nas suas águas devido ao
excesso de sal e minerais, o que em troca, se enche de poderes curativos
reconhecidos desde a antigüidade. Nos arredores se encontram as águas
termais de Zerqa Ma’ain.

Wadi
Rum
Também conhecido como o Vale da Lua, pois seu
solo se assemelha a uma paisagem lunar, possui o encanto do deserto,
surpreendente por sua beleza natural e formações majestosas do terreno. Tem
sido habitado por gerações sendo hoje residência de muitas tribos beduínas
que se caracterizam especialmente por sua sincera hospitalidade. Este lugar
desafia ao visitante a um safari em camelo ou em veículo 4 x 4 através das
suas passagens e reviver assim os dias de Laurence da Arábia, no lugar onde
David Lean rodou o filme que narra sua aventura, e como não, convida também
aos alpinistas que se atrevem, a escalar seus escarpados picos de granito e
arenisca.

Aqaba
Aqada constituí um pequeno povoado de
pescadores sobre o Mar Vermelho ao sul de Rum. Neste lugar o deserto se
transforma em um balneário cálido e ensolarado beirado de palmeiras e
montanhas que vão mudando de cor com o passar das horas e enche de formosura
refrescado pela brisa do norte envolvido placidamente nas águas do Golfo de
Aqaba. O lugar perfeito para terminar a viagem por este excitante país e
relaxar para recorda-lo.
Por sua estratégica posição foi ponto de união
das rotas da Ásia, África e Europa, o que lhe a dotado de uma rica história.
Resulta de especial interesse medieval e arqueológico a primitiva cidade
islâmica de Ayla. Não esquecer de visitar o forte de Aqada, construído no
século XVI pelo Sultão Mamluk Qansau Al-Ghauri e o museu residência de
Sharif Hussein Bin Ali, bisavó do Rei Hussein.
Fonte: www.rumbo.com.br