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Dicas de viagem - O que você não pode esquecer de levar. E muito mais.

E muito mais.

 
 
 
 Edição de Maio de 2008

Por que não saimos de férias como antigamente? 

Diante do ritmo frenético de trabalho que vivemos hoje, o período de férias passou a ser motivo de ansiedade e estresse 

 

Já se vai o tempo em que férias eram sinônimo de descanso e a única coisa que tínhamos de nos preocupar era com a data e o lugar para onde íamos. No ritmo frenético de trabalho que vivemos hoje, o período tradicionalmente consagrado às férias passou a ser mais um motivo de ansiedade e até de estresse. No ritmo frenético de trabalho que vivemos hoje, o período tradicionalmente consagrado às férias passou a ser mais um motivo de ansiedade e até de estresse. Uma pesquisa recente mostrou que executivos têm até receito de tirar férias, já temendo o que os espera quando retornarem. Também há a “síndrome de final de ano” em que as pessoas, em vez de aproveitar o período para descansar, acab am acumulando as frustrações do que não conseguiram realizar durante o ano com a ansiedade e expectativa dos projetos para o futuro. 

     Para que possamos entender um pouco o foco distorcido que muitos dão a este tema, é preciso voltar no tempo, quando tínhamos uma vida bem mais rotineira que nos dias de hoje. O pai, o único que trabalhava, era o provedor do sustento da família. A mãe cuidava do lar e da educação dos filhos em casa, e estes tinham aulas de março até fim de junho e de agosto até o início de dezembro. O ritmo era bem diferente de hoje, e poucas empresas faziam pontes nos feriados ou entre Natal e Ano Novo. O mês consagrado era janeiro, quando a família completa escolhia um local único para ir e ficar praticamente o período integral de férias. A motivação maior não era o descanso do trabalho, mas o momento de passar um longo tempo desfrutando o prazer de ter a família unida. A maioria das pessoas trabalhava naquilo que gostava, e os picos de estr esse no trabalho não sofriam um agravamento com questões externas críticas, como trânsito e segurança. A flexibilidade era extraordinária, pois se não dava para se sair de férias em janeiro, se saía em fevereiro ou ainda em julho.

     As opções eram bastante limitadas, e qualquer viagem internacional era planejada com mais de ano de antecedência. A tecnologia engatinhava. Ligações interestaduais levavam às vezes um dia inteiro para serem completadas. O resultado das fotografias via-se, apenas, umas duas semanas após o regresso das férias, e muitas vezes eram frustrantes e sem chance de recuperação. A competição no mercado, tanto entre empresas quanto entre profissionais, era menos acirrado. O meio ambiente, mais preservado, bastante acessível com pouco investimento.

    Esse retrato mudou radicalmente nos dias de hoje, em que as pessoas tendem a sair de férias por estarem exaustas do trabalho (em que uma grande massa executa atividades que não gosta fazer), para conhecer novos lugares entusiasticamente vendidos pela mídia, para acrescentarem no seu currículo um lugar que se tornou um must, para “rever” os filhos e outros familiares, esquecidos durante o ano por conta do excesso de trabalho até altas horas. Férias se tornaram um momento para achar um lugar que proporcione alguns dias de segurança, uma fuga do trânsito caótica, uma oportunidade de meditação e isolamento, entre tantos outros motivos bastante centrados no EU. 

  Ao mesmo tempo, o ritmo da família mudou radicalmente. Temos mais pais, mães, meio irmãos, avós novos e antigos, ex-sogras e novas sogras, novos e velhos colegas de trabalho, cada um com o seu perfil, sua rotina, seus afazeres, seus objetivos e tradições. 

     Para tornar a situação ainda mais complexa, a globalização da economia trouxe consigo um ciclo de trabalho nas empresas cada vez mais frenético, onde tradicionais períodos de férias locais são substituídos por inúmeras atividades de planejamento, reuniões, pré-projetos, entre outros, sob a coordenação das matrizes internacionais. A economia não pode parar. Será que podemos sair de férias, como antigamente, numa situação dessas?

     Uma autora escreveu recentemente que “a função das férias é quebrar a rotina de trabalho, fazendo com que o funcionário se descontraia e se revigore”. Cabe aqui uma reflexão: não será melhor quebrar a rotina do trabalho, de nossas atividades de uma maneira geral, no nosso dia-a-dia, para nos descontrairmos e revigorarmos? Somos totalmente partidários a estarmos em “estado” de férias todos os dias, ou seja, felizes com o que fazemos, nos descontraindo, nos revigorando, quebrando a rotina, buscando novos caminhos, e principalmente aprendendo a falar NÃO. Não para os excessos, sejam eles quais forem, inclusive aqueles que levam a um excesso de informação e comunicação exarcebada. Uma distribuição adequada do nosso tempo em atividade s alinhadas com as nossas motivações internas certamente minimizará o nosso estresse, seja ele qual for. 

     É necessário ter tempo e vontade para fazer um pouco de tudo que gostamos, além de trabalhar. Dormir bem, comer bem, conhecer novos lugares e pessoas, dançar, tirar fotos, cortar grama, consertar coisas, pescar, namorar, visitar amigos e parentes, enfim se divertir, pode ser feito sem a necessidade de férias programadas. Como também não pode ser considerado algo errado se no meio das férias você tiver contato com o trabalho, se você gosta do que faz. 

É fundamental acharmos o nosso ponto de equilíbrio, que varia de pessoa para pessoa. É tempo de mudarmos o pensamento “trabalho ou férias” para “trabalho e férias”. Assim ficará mais fácil responder: “afinal, o que são férias?”.

 

Dieter Kelber


Zé do Pedal fará

Caminho de Santiago

  

O ambientalista brasileiro, José Geraldo de Souza Castro, Zé do Pedal, 50, que começará dia 10 de maio, em Paris, França, uma sui generis viagem por 19 países da Europa e África em um Kart a Pedal, fabricado especialmente para a viagem pela empresa Holandesa BERG Toys, anunciou, na última terça feira, mais um desafio a ser vencido durante seu périplo rumo à Copa do Mundo de futebol na pátria de Mandela. Fará o "Caminho Francês e o Caminho Português", dos Caminhos de Santiago (de Compostela).

     O percurso, não contemplado no roteiro original, é de aproximadamente 1.000km e terá seu inicio na cidade de Roncesvalles, passando pela cidade de Santiago de Compostela e fazendo o "Caminho Portugûes" ao inverso.

     Com esta inclusão, aumenta para 17,500 os quilômetros a serem percorridos e 20 os países a serem visitados.

     De acordo com o ambientalista, fazer o "Caminho de Santiago era um sonho antigo. "Queria fazer os Caminhos durante minha viagem a Espanha em 1982-, porém o tempo não permitiu. Agora, com um pouco mais de tempo, realizarei mais este sonho. O sonho maior de todos os peregrinos".Comentou

Durante a viagem pelos "Caminhos" Zé do Pedal vivenciará antigos ritos medievais, conhecerá a igreja românica de Eunate, antiga possessão dos Cavaleiros Templários (um dos bonitos monumentos do Caminho, isolado em meio aos campos verdes de Navarra), o Monastério de Irache, a  Catedral gótica de Burgos e as igrejas de influência mourisca recobertas de ladrilhos, em Sahagún, e tantos outros lugares que guardam através dos séculos uma fantástica história preservada em caminhos empedrados que cruzam bosques e montanhas.

     O principal objetivo da viagem é divulgar junto à comunidade internacional a campanha mundial do Lions Clube Internacional, "sigth first", de combate à catarata e glaucoma.

Graças ao trabalho do Lions Clube Internacional, são realizadas, gratuitamente, por ano, milhares de operações em diversas partes do mundo, principalmente nos países menos desenvolvidos.

 

Historia do caminho

Após a ressureição de Cristo, os apóstolos seguindo a orientação que o Senhor lhes transmitiu na terceira aparição, saíram da Judéia para espalhar suas palavras em terras desconhecidas. Tiago, filho de Zebedeo e Salomé e irmão de João "O Evangelista", frustrado com as constantes perseguições que sofreu Cristo e que continuava atingindo todos os demais cristãos, decidiu pregar em Finisterrae um lugar muito remoto onde não haviam perseguições aos cristãos. Esta região, a mais a oeste da Europa, era então considerada o fim do mundo, daí o seu nome. Após uma longa jornada, em um pequeno veleiro que praticava o comércio em todo o Mediterrâneo, chegou a Iria Flávia, cidade na qual conseguiu vencer várias dificuldades iniciais e à partir da qual iniciou seu trabalho de evangelização entre os povos da região. Após seis anos de pregação, decidiu que era hora de voltar à Palestina a fim de contar o que tinha conseguido e trazer mais evangelizadores à Hispania. O retorno foi muito difícil e dois anos depois finalmente aportou em Jafa e seguiu para Jerusalém.

     Nesta época os judeus eram regidos por Herodes Agrippa, que levou as perseguições aos judeus às últimas conseqüências. Após um curto período de pregação, Tiago foi preso e sentenciado à morte por decapitação e abandono dos restos mortais às feras do deserto. Cumprida a sentença, os seus irmãos de fé conseguiram recolher o seu corpo, que foi embalsamado e transportado de volta à Hispania por Teodoro e Atanásio, dois discípulos convertidos em Iria Flavia. Uma vez de volta a Finisterrae, Tiago foi sepultado em um bosque de difícil acesso que recebeu o nome de Libredunum. À partir de então gerações de eremitas se revezavam na tarefa de velar o túmulo do Apóstolo.

     Passaram-se quase setecentos anos, quando em 822, dois camponeses acreditaram ter visto muitas luzes vindas de um bosque êrmo. Alertado, o Bispo Teodomiro empreendeu uma viagem ao local e lá encontrou o eremita Pelayo que lhe relatou que velava o túmulo de Santiago, todo envolto por luzes. A notícia foi rapidamente levada ao rei Afonso II que mandou construir uma capela e um monastério, tornando-se o primeiro peregrino a visitar o local. Assim nasceu um dos mais importantes centros de peregrinação: o Caminho de Santiago de Campo Estela. À partir de 845, começaram a chegar os primeiros peregrinos e já em 862 o local não suportava mais o fluxo de fiéis, o que fez com que os restos mortais fossem transladados para Santiago de Compostela. Em 1075 deu-se o início da construção da atual catedral. No século XI, o caminho partia de quatro cidades da França: Tours, Vézelay, Lê Puy até Ostabad e de Arlés até Somport.
     Devido à importância que o Caminho adquiriu, em 1135, o Papa Calixto II, incumbiu o frade Aimeric Picaud de escrever uma obra a respeito, tendo sido produzido o Líber Sancti Jacobi, em cinco volumes. Um dos volumes descreve pormenorizadamente o caminho, sendo considerado o seu primeiro guia.

    Com o fim da Idade Média, o Caminho de Santiago perdeu a sua importância e foi gradativamente esquecido. Somente no século XX, ele foi novamente resgatado e começaram as peregrinações modernas. O Caminho de Santiago foi declarado Conjunto Histórico Artístico em 1962, é considerado Patrimônio Cultural Europeu pela Unidade Européia e Santiago de Compostela foi reconhecida pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade em 1962.

A rota do Caminho Francês até Santiago: Roncesvales, Larrazoaña ,Cizur Menor, Estella, Viana, Viana - S. Millán de la Cogolla, S. Domingo Calzada - S. J.Ortega, Burgos, Castrojeriz, Carrión de los Condes, Sahagún, León – Astorga, Ponferrada - Villa Franca del Bierzo, O Cebreiro – Barbadelo, Palas do Rey - Monte do Gozo, Santiago Compostela.

 

Ambientalista se despede da cidade de Viçosa

Foi com um discurso na câmara dos vereadores de Viçosa, Minas Gerais, que o ambientalista brasileiro José Geraldo de Souza Castro (Zé do Pedal), 50, se despediu da sua cidade natal, rumo a sua mais nova aventura intitulada "Extreme World".

Após encerrar seu discurso, o aventureiro recebeu das mãos do presidente da casa, José Antônio Gouveia, a bandeira do Brasil que será levada para a viagem.

Os políticos reforçaram a importância do ambientalista não só pelas questões ambientais, mas pelo prestígio que a cidade ganha tendo um morador tão engajado com a natureza. Também se mostraram descontentes com o pouco apoio que Zé do Pedal recebe das autoridades, tendo em vista que todas as suas aventuras são bancadas pelo próprio ambientalista ou por amigos próximo.

    "Mundos extremos" será uma viagem transcontinental. Partindo da França em direção à África do Sul, Zé do Pedal passará por 20 países vivenciando culturas, etnias, religiões e modos de vidas bem distintos. O principal objetivo desta viagem é divulgar junto à comunidade internacional a campanha mundial do Lions Clube Internacional, "sigth first", de combate à catarata e glaucoma.

    Durante a viagem Zé ministrará palestras com o objetivo de conscientizar às crianças e jovens sobre a necessidade da preservação da água no Planeta, e ensinará como construir painéis solares para aquecimento de água usando material descartável como latas de leite (tetra pack) e garrafas de refrigerantes.

   Antes da saída, prevista para o dia 10 de maio, o aventureiro irá até a Holanda aonde receberá, no dia 28 de abril, o velocípede desenvolvido e fabricado pela empresa holandesa BERG Toys especialmente para sua viagem.
    Nos últimos 70 anos, a população do Planeta triplicou. A demanda da água aumentou 6 vezes. Mantidos os padrões atuais, em 2025, 4 bilhões de seres humanos não terão acesso à água"

Água: uma gota, uma vida...preserve-as
Por mim...por você...pelo Planeta...
Zé do Pedal

Texto: Ana Maria Alves Pereira

Fotos de Zé do Pedal: Jacks Andrade


Itália

Viterbo e a sua provincia

 

Bolsena é um lago da Itália e localiza-se na província de Viterbo (região do Lácio). Estende-se por uma área de 113,5 km (o quinto maior lago da Itália) a uma altitude de 305 metros sobre o nível do mar e possui uma profundidade máxima de 151 metros e uma profundidade média de 81 metros. O lago é de origem vulcânica (e é considerado o maior lago de origem vulcânica da Europa), têm uma forma oval e possui duas ilhas.

 

 

 

Não é possível ficar em Bolsena sem fazer passeios pelas redondezas. A sua localização permite no mesmo dia as mais amplas possibilidades de passeios, da província de Viterbo a aquela de Siena, de Perugia a Terni além de obviamente Roma e Firenze.

     A 20 Km a cidade de Orvieto e a sua catedral, inigualável e única jóia de arte gótica, o Poço de S. Patrício, a necrópole etrusca e os museus. A pouca distância as cidades de Todi , Deruta, Assis, e Gubbio . Na direção de Terni pode-se facilmente chegar até Narni , Spoleto e Foligno.

     Passando a divisa com a Toscana, logo depois de Acquapendente, pode-se visitar as cidades da Val d'Orcia, S. Quirico , Montalcino, Montepulciano , Pienza até chegar em Siena.
Muito sugestiva será a visita a Civita di Bagnoregio, (
10 Km de Bolsena) com a sua vila medieval e o extraordinário panorama.

     De grande interesse a igreja românica de S. Flaviano e a igreja de S. Margherita na cidade de Montefiascone, a 10 Km do sitio.
    De Montefiascone se desce para Viterbo, principal cidade da província, onde é obrigatória uma visita ao bairro medieval , ao santuário de S.Rosa, aos museus e ao palácio dos Papas , magnífica construção e símbolo da cidade, que foi sede do primeiro e mais longo conclave na historia dos Papas da Igreja Católica.

 

 


Nas redondezas de Viterbo, famosas no mundo inteiro, as residências principescas de Bagnaia e Caprarola, magníficas mansões construídas na secunda metade do '500 pelos mais importantes arquitetos da época, para glorificar a potencia de famílias como a dos Orsini e dos Farnese. Na direção de La Quércia encontra-se o santuário de Madonna di La Quércia, construído por Giuliano e Antonio Sangallo, cuja frente renascimental tem nos três portais três lunetas de Andréa della Robbia (1507). E ainda o parque dos Monstros de Bomarzo, esculturas em pedra realizadas no final do século XVI por Vicino Orsini, o palácio Doria Pamphilj em S. Martino al Cimino, a antiga vila de Vitorchiano.

     Entre as manifestações culturais, de remarcar é a programação de verão do teatro romano de Ferento.
     Para quem quer desfrutar dos benefícios das águas termais, a poucos minutos de carro, existem os centros termais de Viterbo, San Casciano dei Bagni, Bagno Vignoni e Saturnia.
Inúmeras são as iniciativas enogastronomicas em toda a província de      Viterbo , com o vinho Est!Est!Est1, o Falesco, o Aleatico e o azeite extra-virgem de oliva em primeiro plano.

 

 

 

Roteiros Arqueológicos

 

A Etruria Viterbese é rica em vestígios do passado. A Necrópole e o Museu Nacional Etrusco em Tarquinia, a Necrópole e as igrejas românicas de S.Pedro e Santa Maria Maggiore em Tuscania, a Necrópole de Pianezze em Grotte di Castro, a Necrópole de Norchia em Vetralla, a Necrópole, o castelo e a ponte dell'Abbadia em Vulci. De assinalar a recente reabertura do parque arqueológico naturalístico de Vulci, 130 hectares de restos etruscos e romanos com a presencia de fauna protegida, localizado entre Montalto di Castro e Canino, justamente nas proximidades do oásis do Wwf. E mais , na Toscana a Necrópole de Sovana, importante pela tumba de "Ildebrando".

 

 

Fonte: www.arlena.it

 

Pantanal

 

O Complexo do Pantanal, ou simplesmente Pantanal, é um ecossistema com 250 mil km² de extensão, situado no sul de Mato Grosso e no noroeste de Mato Grosso do Sul, ambos Estados do Brasil, além de também englobar o norte do Paraguai e leste da Bolívia (que é chamado de chaco boliviano), considerado pela UNESCO Patrimônio Natural Mundial e Reserva da Biosfera. O nome complexo vem do fato de a região ter mais de um Pantanal dentro de si. Em que pese o nome, há um reduzido número de áreas pantanosas na região pantaneira.

O Pantanal é uma das maiores extensões úmidas contínuas do planeta e está localizado no centro da América do Sul, na bacia hidrográfica do Alto Paraguai. Sua área é de 138.183 km², com 65% de seu território no estado de Mato Grosso do Sul e 35% no Mato Grosso. A região é uma planície pluvial influenciada por rios que drenam a bacia do Alto Paraguai, onde se desenvolve uma fauna e flora de rara beleza e abundância, influenciada por quatro grandes biomas: Amazônia, Cerrado, Chaco e Mata Atlântica.

     O rio Paraguai e seus afluentes percorrem o Pantanal, formando extensas áreas inundadas que servem de abrigo para muitos peixes, como o pintado, o dourado, o pacu, e também para outros animais, como os jacarés, as capivaras e ariranhas, entre outras espécies. Muitos animais ameaçados de extinção em outras partes do Brasil ainda possuem populações vigorosas na região pantaneira, como o cervo-do-pantanal, a capivara, o tuiuiú e o jacaré.

     Devido a baixa declividade desta planície no sentido norte-sul e leste-oeste, a água que cai nas cabeceiras do rio Paraguai, chega a gastar quatro meses ou mais para atravessar todo o Pantanal. Os ecossistemas são caracterizados por cerrados e cerradões sem alagamento periódico, campos inundáveis e ambientes aquáticos, como lagoas de água doce ou salobra, rios, vazantes e corixos.

O clima é quente e úmido, no verão, e frio e seco, no inverno. A maior parte dos solos do Pantanal são arenosos e suportam pastagens nativas utilizadas pelos herbívoros nativos e pelo gado bovino, introduzido pelos colonizadores da região.

     Sua constituição, única no planeta, é resultado da separação do oceano há milhões de anos, formando o que se pode chamar de mar interior. A planície é levemente ondulada, pontilhada por raras elevações isoladas, geralmente chamadas de serras e morros, e rica em depressões rasas. Seus limites são marcados por variados sistemas de elevações como chapadas, serras e maciços, e é cortada por grande quantidade de rios dos mais variados portes, todos pertencentes à Bacia do Rio Paraguai — os principais são os rios Cuiabá, Piquiri, São Lourenço, Taquari, Aquidauana, Miranda e Apa. O Pantanal é circundado, do lado brasileiro (norte, leste e sudeste) por terrenos de altitude entre 600 e 700 metros; estende-se a oeste até os contrafortes da cordilheira dos Andes e se prolonga ao sul pelas planícies pampeanas centrais.

     O Pantanal vive sob o desígnio das águas: ali, a chuva divide a vida em dois períodos bem distintos. Durante os meses da seca — de maio a outubro, aproximadamente — , a paisagem sofre mudanças radicais: no baixar das águas, são descoberto campos, bancos de areia, ilhas e os rios retomam seus leitos naturais, mas nem sempre seguindo o curso do período anterior. As águas escorrem pelas depressões do terreno, formando os corixos (canais que ligam as águas de baías, lagoas, alagados etc. com os rios próximos).

     Nos campos extensos cobertos predominantemente por gramíneas e vegetação de cerrado, a água de superfície chega a escassear, restringindo-se aos rios perenes, com leito definido, a grandes lagoas próximas a esses rios, chamadas de baías, e a algumas lagoas menores e banhados em áreas mais baixas da planície. Em muitos locais, torna-se necessário recorrer a águas subterrâneas, do lençol freático ou aqüíferos, utilizando se bombas manuais e ou tocadas por moinhos de vento para garantir o fornecimento às moradias e bebedouros de animais domésticos.

     As primeiras chuvas da estação caem sobre um solo seco e poroso e são facilmente absorvidas. De novembro a abril as chuvas caem torrenciais nas cabeceiras dos rios da Bacia do Paraguai, ao norte. Com o constante umedecimento da terra, a planície rapidamente se torna verde devido à rebrotação de inúmeras espécies resistentes à falta d'água dos meses precedentes. Esse grande aumento periódico da rede hídrica no Pantanal, a baixa declividade da planície e a dificuldade de escoamento das águas pelo alagamento do solo, são responsáveis por inundações nas áreas mais baixas, formando baías de centenas de quilômetros quadrados, o que confere à região um aspecto de imenso mar interior.

     O aguaceiro eleva o nível das baías permanentes, cria outras, transborda os rios e alaga os campos no entorno, e morros isolados sobressaem como verdadeiras ilhas cobertas de vegetação — agrupamentos dessas ilhas são chamados de cordilheiras pelos pantaneiros — nas ilhas e cordilheiras os animais se refugiam à procura de abrigo contra a subida das águas.

   Nessa época torna-se difícil viajar pelo Pantanal pois muitas estradas ficam alagadas e intransitáveis. O transporte de gente, animais e de mercadorias só pode ser feito no lombo de animais de carga e embarcações — muitas propriedades rurais e povoações (também conhecidas como corrutelas) localizadas em áreas baixas ficam isoladas dos centros de abastecimento e o acesso a elas, muitas vezes, só pode ser feito por barco ou avião.

     Com a subida das águas, grande quantidade de matéria orgânica é carregada pela correnteza e transportada a distâncias consideráveis. Representados, principalmente, por massas de vegetação flutuante e marginal e por animais mortos na enchente, esses restos, durante a vazante, são depositados nas margens e praias dos rios, lagoas e banhados e, após rápida decomposição, passam a constituir o elemento fertilizador do solo, capaz de garantir a enorme diversidade de tipos vegetais lá existente.

     Por entre a vegetação variada encontram-se inúmeras espécies de animais, adaptados a essa região de aspectos tão contraditórios. Essa imensa variedade de vida, traduzida em constante movimento de formas, cores e sons é um dos mais belos espetáculos da Terra. Por causa dessa alternância entre períodos secos e úmidos, a paisagem pantaneira nunca é a mesma, mudando todos os anos: leitos dos rios mudam seus traçados; as grandes baías alteram seus desenhos.

 

Fonte: www.pt.wikipedia.org


 

Atrações do Tahiti e Região

 

 

Ilha de Tahiti

 

Famosa por suas paisagens paradisíacas, a ilha do Tahiti é a maior da Polinésia Francesa, uma região ao sul do pacífico, que abriga 118 ilhas e atóis, formando cinco arquipélagos banhados por águas quentes e límpidas e emoldurados por montanhas e picos vulcânicos cobertos por uma vegetação tropical abundante.
     Como se não bastasse, o Tahiti ainda abriga um povo alegre e hospitaleiro, guardião de uma cultura exótica, que se manifesta não só em rituais típicos, mas como também na arquitetura de palafitas e piaçava, um charme a parte que reforça ainda mais os aspectos de paraíso que a região apresenta

     A maior ilha da Polinésia Francesa, abriga a capital Papeete, onde está a maior parte da população polinésia. É a ilha mais agitada também, com uma intensa vida noturna e cultural.

 

 

 

Moorea

A ilha triangular vulcânica é fácil de conhecer, graças à via asfaltada que circunda o território, tão usual na Polinésia. Moorea tem o dobro da área de Bora Bora e recebe menos turistas, o que permite conhecer melhor a cultura autóctone.

     Aconselha-se a visita ao miradouro de Toatea, entre o porto e aeroporto, a praia pública de Temae, com as velas brancas dos barcos no cais, as ilhotas Fareone, a costa norte mais povoada e o Tiki Village Theatre.

     Marcantes são também as aldeias sui generis, cada com um templo protestante e loja chinesa, em ambiente folclórico e artesanal à beira-mar com restaurante e festas noite adentro.

 

Bora Bora

Bora Bora é uma ilha do grupo das Ilhas Sous-le-Vent do arquipélago de Sociedade na Polinésia Francesa, um território ultra-marino francês localizado no Oceano Pacífico. A ilha, situada a cerca de 230 km a noroeste de Papeete (Tahiti), encontra-se rodeada por uma laguna delimitada por um recife de coral de onde sobressaem algumas pequenas ilhotas, os motus. No interior deste arco erguem-se dois picos, o Monte Pahia e o Monte Otemanu, este último com 727 m de altitude (o ponto mais alto da ilha), reminiscências de um vulcão entretanto extinto. O nome original da ilha em língua tahitiana, Pora Pora, pode ser traduzido como Nascida em primeiro.

 

Rangiroa

De acordo com a Wikipédia, atol é uma ilha em forma de anel feita de corais e outros invertebra­dos, constituindo em seu in­terior uma lagoa. O Atol de Rangiroa é o segundo maior do mundo. Não dá para ver um lado do anel do outro oposto. Considerado o mais famoso ponto de mergulho do Pacífico Sul por sua água cristalina e rica vida submarina, Rangiroa é um paraíso de raias mantas, tubarões, barracudas... sobre um fundo espetacular de corais.

O nome de Rangiroa, ou Rairoa, significa «longo ceo».

 

Tikehau

Apenas uma da série de ilhotas que formam Tikehau é habitada. O pequeno vilarejo, Tuherahera, preserva a principal característica da Polinésia: uma natureza primitiva e exuberante.

A formação de uma imensa lagoa na parte interna das ilhotas de Tikehau favorece a prática do mergulho, tanto profissional quanto amador. Os peixes são tão indiferentes à presença humana que parecem domesticados - inclusive os assustadores tubarões-cinza, cuja presença ainda assim é de arrepiar. Na beira da praia há centenas de peixes menores e coloridos, que rodeiam o turista à espera de migalhas de pão. Quando ganham o petisco, não largam mais do pé do banhista. O único cuidado a tomar é com as pequenas raias. Elas ficam na parte rasa e se confundem com a areia. Ao serem pisadas, reagem com uma boa rabada, o que rende ao desavisado turista um prejuízo de pelo menos três dias de cama.

 

Huahine

Está formada por duas ilhas: Huahine Nui ao norte e Huahine Iti ao sul. Ambas estão separadas por um istmo. A capital de Huahine é Fare, onde também se encontra o porto principal, e os territórios que compõem o total da ilha são de um verde absurdo, como as outras Ilhas da Sociedade. É a ilha mais apreciada pelos fanáticos do surfing, pois suas costas estão rodeadas de um mar apaixonante de ondas ideais, para desfrutar deste esporte aquático.

"“Huahine, o olho do norte, Huanine na espuma das aulas... A obstinação é o seu passatempo"". Um poema antigo descreve assim a mais oriental das Ilhas baixo o vento, localizado a 175 quilômetros de Tahiti. Huanine a Selvagem como se faz chamar pelas pessoas que a visitam. É um destino místico de Polinésia Francesa

 

Manihi

Relevo semelhante a Rangiroa, porém menor, propicia um ambiente mais íntimo e remoto. A totalidade da população (400 pessoas) está na aldeia de Turipaoa. Gente amável, vivem principalmente do cultivo de pérolas. As alternativas de hospedagem são escassas, há somente um hotel de categoria primeira, quase não há veículos   ou meio de transporte habitual, somente barcos. As águas possuem as mais famosas pérolas da Polinésia. Flora marinha abundante e estupendas condições de mergulho. O principal ponto de interesse é o viveiro de ostras.

 

 

 

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