HOME

HOME

 Editorial
 Mural
 Radar Nacional
SERVIÇOS
 Carreira
 Economia e Finanças
 Legislação
 Política
 Seus Direitos
GERAL
 Acontece
 Beleza
 Comportamento
 Decoração
 Destaques do Mês
 Ecologia
 Educação
 Entretenimento
 Esotérico
 Galeria de Arte
 Moda
 Muito Sabor
 Pets
 Perfil
 Saúde
 Seguros
 Turismo
 Variedades
 Você Sabia
INFORMAÇÕES
 Quem Somos
 Colaboradores 
 Comercial 
 Fale Conosco
 Pesquisa
 

 Edição de Setembro de 2010

Mentor da Lei Antifumo será nome do maior ambulatório de saúde de SP

Luiz Roberto Barradas Barata, secretário de Estado da Saúde falecido em 17 de julho de 2010, recebeu homenagem póstuma

 

O médico sanitarista Luiz Roberto Barradas Barata, secretário de Estado da Saúde de São Paulo falecido em 17 de julho deste ano, vítima de infarto, será o nome do AME (Ambulatório Médico de Especialidades Heliópolis), considerado o maior do Estado e inaugurado em dezembro de 2009. O decreto que concede a homenagem póstuma foi assinado no ultimo dia 6 de agosto, pelo governador Alberto Goldman.

Barradas foi idealizador da lei antifumo paulista, que completou um ano no dia 7 de agosto de 2010, com mais de 99% de adesão dos estabelecimentos inspecionados pelos cerca de 500 agentes da Vigilância Sanitária Estadual e do Procon.

O secretário também foi quem idealizou os AMEs, um novo modelo resolutivo de atendimento ambulatorial pelo SUS (Sistema Único de Saúde), que reúne em um mesmo local consultas com médicos especialistas, exames de apoio diagnóstico e, em alguns casos, pequenas cirurgias.

A proposta dos AMEs é agilizar o diagnóstico e o tratamento dos pacientes, desafogando os hospitais gerais, que poderão se dedicar ao atendimento de urgências e emergências e à realização de cirurgias mais complexas. Com atendimento regionalizado, a marcação de consultas nos AMEs é feita pelas Unidades Básicas de Saúde municipais por meio de um sistema online, facilitando a escolha do melhor dia e horário para o paciente.

Instalado na região da maior favela de São Paulo, o AME é o primeiro centro ambulatorial do Brasil a contar com serviço integrado de ressonância magnética, tomografia e medicina nuclear. Ao todo são seis salas de cirurgia, 12 leitos de recuperação pós-anestésica, 24 leitos de hospital-dia e 45 consultórios, além de equipamentos de ponta como ultra-sonografia endoscópica.

Desde 2007 foram implantados 31 AMEs no Estado, e até o final deste ano serão 40. Somente em 2010 os AMEs deverão realizar cerca de 3 milhões de consultas médicas, 9 milhões de exames de laboratório e raio-x e 73,3 mil cirurgias.

Nascido em Santo André, na Grande São Paulo, Luiz Roberto Barradas Barata esteve à frente da Secretaria de Estado da Saúde de 1995 a 2010, como secretário-adjunto e titular. Durante esse período, a pasta entregou 31 novos hospitais, criou o programa Dose Certa para distribuição de medicamentos básicos à população, construiu duas novas fábricas de remédios e uma de vacinas, reorganizou toda a rede de atendimento em São Paulo, entregou o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo – maior centro de oncologia da América Latina – idealizou e entregou 31 AMEs (Ambulatórios Médicos de Especialidades), que oferecem um modelo mais ágil e moderno de consultas e exames, idealizou a Lei Antifumo, humanizou o atendimento nos hospitais, realizou mutirões de consultas e exames, lançou um programa de promoção da atividade física adotado como exemplo pela Organização Mundial de Saúde e entregou o primeiro hospital público especializado em transplantes do Brasil.

Foi também com o secretário Barradas que São Paulo valorizou as instituições filantrópicas sérias e adotou um modelo inovador de gestão de hospitais públicos, o de Organizações Sociais de Saúde, por intermédio de parcerias com entidades do terceiro setor, que em razão de seu sucesso foi implantado em outros 14 estados e 71 municípios brasileiros, garantindo maior eficiência e qualidade na prestação de serviços de saúde aos pacientes da rede pública.

 

Fonte:Secretaria da Saúde

 

Lei Antifumo completa um ano com 99,7% de adesão e 822 multas aplicadas

Autuações atingiram 117 tipos diferentes de estabelecimentos em todo o Estado, com mais de 360 mil fiscalizações.

A Lei Antifumo paulista completou um ano em vigor no dia  7 de agosto de 2010, com 99,78% de adesão por parte dos estabelecimentos e total apoio da população por intermédio de denúncias feitas pela população, segundo balanço da Secretaria da Saúde.

Os agentes da Vigilância Sanitária Estadual e do Procon realizaram até o último dia 31 de julho, 360.741 inspeções por todo o Estado (média de 40 por hora) e aplicaram 822 multas, o que representa apenas 0,22% de descumprimento. Na Capital, houve 92.065 visitas e 395 multas. Já no Litoral, Interior e Grande São Paulo foram 268.676 inspeções e 427 autuações.

Do total de multas aplicadas, 183 foram originadas a partir de denúncias recebidas por telefone ou via portal da lei. Houve no período apenas sete reincidências e um estabelecimento, em Mogi das Cruzes, foi interditado por 48 horas por ter sido flagrado três vezes descumprindo a legislação.
Cerca de 500 fiscais da Vigilância Sanitária e do Procon foram especialmente treinados para fiscalizar o cumprimento da lei. Eles seguem realizando blitze diárias, em diferentes horários, incluindo madrugadas.

O alto índice de cumprimento e o respeito e apoio da população à lei já vem trazendo benefícios à saúde pública - tudo é confirmado por pesquisas. Estudo realizado pelo Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas em cerca de 700 estabelecimentos do Estado, como bares, restaurantes e casas noturnas, revelou que houve uma redução de até 73,5% nos níveis de monóxido de carbono no interior desses ambientes. Os frequentadores e funcionários desses estabelecimentos foram alguns dos grandes beneficiados pela lei.

"A população paulista compreendeu que a lei tinha compromisso com a saúde em público e, por isso, a restrição de fumar em ambientes fechados de uso coletiva obteve êxito, contribuindo com o combate do tabagismo passivo", afirma o secretário da Saúde, Nilson Ferraz Paschoa.

Multas por região
A região do Alto Tietê e Guarulhos liderou o índice de descumprimento da Lei Antifumo paulista no primeiro ano, com 0,67% de multas em relação ao total de inspeções realizadas. No total houve 8.065 fiscalizações na região, com 54 autuações. Um estabelecimento chegou a ser interditado por 48 horas, na cidade de Mogi das Cruzes. A tabulação por região contempla o período até 15 de julho de 2010.
Em segundo lugar no ranking do "desrespeito" à lei ficou a Capital paulista, com 0,43% de multas sobre o total de inspeções. Na cidade de São Paulo houve 90.115 ações de fiscalização, com 389 autuações. Houve quatro reincidências, mas nenhum local foi interditado.

Barretos foi a terceira região do Estado com maior índice de multas sobre o total de inspeções: 0,34%. Já as regiões com menor percentual de multas em relação às vistorias realizadas foram Assis, com 0,01%, e Osasco, com 0,02%.

A multa pelo descumprimento da legislação é a partir de R$ 821,00, dobrando em caso de reincidência. Na terceira autuação o estabelecimento pode ser fechado por 48 horas e, na quarta, a interdição prevista é de 30 dias.

Quem quiser informar sobre o descumprimento da lei pode fazer a denúncia por meio do telefone 0800 771 3541 ou pelo site www.leiantifumo.sp.gov.br.

Multas na Capital
Levantamento da Secretaria da Saúde aponta que o bairro do Itaim Bibi, na zona sul de São Paulo, liderou o número total de multas por descumprimento da lei antifumo. De 7 de agosto de 2009 ao final de junho deste ano, período analisado para o estudo, foram 32 autuações na região em um total de 381 multas aplicadas pelos agentes da Vigilância Sanitária Estadual e do Procon.

O estudo faz a divisão dos bairros segundo a localização por CEP. Em segundo lugar ficou o bairro da Liberdade, com 20 multas, seguido por Sumaré, Campo Belo e Sé/República, cada um com 19 autuações. Santana, na zona norte, aparece com 18 multas, enquanto o Jardim Anália Franco teve 17 e o Butantã, 16.
Entre as regiões da cidade, a zona sul lidera, com 109 multas, seguida pela região central, com 78, e a zona leste, com 74. A zona norte teve 70 multas e a zona oeste, 50.

Tipos de estabelecimentos
Levantamento da Secretaria da Saúde com base nas multas aplicadas pela Vigilância Sanitária Estadual e pelo Procon aponta que 117 estabelecimentos de naturezas e finalidades diferentes foram autuados por descumprirem a lei antifumo em todo o Estado de São Paulo, segundo dados tabulados entre agosto de 2009 e junho deste ano.

Foram 182 multas a bares, 118 a lanchonetes e 82 a restaurantes e similares no período. Mas outros estabelecimentos, que também foram alvo de fiscalização, receberam autuações pelo descumprimento da lei.

Houve, por exemplo, 37 multas aplicadas a padarias, 31 autuações a armazéns, mercearias e mini-mercados, 21 a lojas de roupas, 14 a hotéis, 11 a postos de gasolina e 11 a clubes sociais ou desportivos. Também foram multados dez lojas de bebidas, nove farmácias, oito discotecas ou danceterias e sete peixarias.

O balanço aponta, ainda, seis multas a condomínios, cinco a salões de cabeleireiro, quatro autuações a lojas de bijuterias, souveniers e artesanato, outras quatro a hipermercados e quatro a lojas de peças e acessórios para automóveis.

Também receberam inspeção e multas estabelecimentos como lan-houses, armarinhos, comércios de hortifrutigranjeiros, agências de viagem, escolas de idiomas, universidades, lojas de livros e locadoras de vídeo, dentre outros.
"Este balanço mostra que a fiscalização teve o cuidado de diversificar os tipos de estabelecimentos vistoriados para garantir que todos os locais fechados de uso coletivo ficassem livres da poluição causada pelo tabaco", afirma a diretora da Vigilância Sanitária Estadual, Maria Cristina Megid.

 

Fonte: noticias.portalbraganca.com.br



Envie para um(a) amigo(a)

 


 
Edições Anteriores 

Mês: 

imprimir essa página

 

© 2003 - 2010 Jornal da Mulher. Todos os direitos reservados. All rights Reserved