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| Edição de
Outubro de 2009 |
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A homeopatia pode
prevenir, tratar ou curar a gripe a H1N1?
Temos o hábito de buscar as saídas
mais simples e mais fáceis, mesmo sabendo que elas não nos levam
ao resultado pretendido, nem de forma definitiva, nem de maneira
suave e muito menos sem causar efeitos colaterais indesejados.
Isso vale, por exemplo, para as fórmulas de emagrecimento e para
os tratamentos mirabolantes para aumentar a imunidade. A mais nova
colaboração para essa situação é o aparecimento da gripe A H1N1.
A gripe A H1N1 é
resultado de uma mutação viral que provoca uma síndrome gripal,
mais contagiosa do que a gripe sazonal (gripe comum), porém tão ou
menos grave do que essa. Sua evolução ainda é desconhecida,
especialmente por se tratar de um vírus novo.
Ainda não há vacina
contra ela e a vacina de gripe não nos protege contra a doença. Em
processo de desenvolvimento no Instituto Butantã, a vacina estará
disponível apenas entre dezembro de 2009 (importadas) e abril de
2010 (nacionais). E mais, o medicamento oseltamivir não oferece
nenhuma prevenção contra a doença.
Da mesma forma, não
existe remédio homeopático que previna contra a gripe A H1N1. Pelo
menos, até o momento, não há nenhum trabalho científico válido e
comprovado que mostre isso. Além disso, é importante lembrar que a
homeopatia não trata doenças. Ela trata indivíduos, únicos, que
reagem de formas próprias, com características particulares e
peculiares. Uma pessoa tratada pela homeopatia tem condições de
reagir melhor a estímulos que causem doenças, enquanto o quadro
existe, e a se curar melhor, quando isso for possível.
Bastou um pouco de
alarme e uma doença não tão conhecida, que pegou a população
mundial de surpresa (apesar de já ser esperada pela comunidade
científica), para que novas possibilidades terapêuticas
aparecessem. Lembrando que, independente do tipo de tratamento
utilizado, ainda não há vacina, nem medicamento que livre 100% da
população das complicações. |
Nenhum medicamento homeopático protege especificamente contra a
gripe A. O influenzinum, vendido nas melhores farmácias
homeopáticas, que é um dos medicamentos mágicos divulgados pela
mídia, tem como base o vírus influenza da gripe asiática (H2N2).
Desta forma, ele não é um medicamento específico para essa
pandemia. Isso vale para outros preparados ditos preventivos (oscilococcinum
e colibacilinum), que seriam utilizados para aumentar a imunidade.
Mas isso não quer dizer
que a homeopatia não é indicada para estes casos e que não há
benefícios com o tratamento homeopático. A homeopatia criteriosa e
ética tem condições e é eficaz no tratamento de pacientes com
quadro de gripe A H1N1, assim como em qualquer tipo de patologia.
Por isso, não se pode atribuir à ela a característica de resolver
tudo, porque isso não acontece. A homeopatia tem suas limitações,
assim como a alopatia, a acupuntura e a medicina.
Diante disso, é
importante salientar que em caso de suspeita de gripe A H1N1, o
mais importante é procurar um médico. Lavar as mãos, evitar
compartilhar copos, pratos e talheres, usar lenços descartáveis
para conter espirros, evitar aglomerações, não sair de casa em
quadros suspeitos (febre, dor de garganta, tosse e dificuldade
respiratória) e não mandar os filhos para a escola nessa situação
são medidas preventivas eficazes. Além disso, uma alimentação
equilibrada, hábitos de vida saudáveis e atividades físicas
regulares são fatores fundamentais na manutenção da saúde.
E mais, não se
“automedique”, nem se “autodesmedique”. Também recomendo, sempre
que possível, a homeopatia como uma excelente forma terapêutica
holística, fazendo parte da busca de uma boa qualidade de vida.
Por Dr. Yechiel Moises
Chencinski |
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O uso excessivo do
álcool em gel pode causar lesões na pele das mãos e do corpo.

Há meses a mídia vem dando destaque
para a onda de gripe suína no Brasil e pelo mundo.
Devido à eminente ameaça de pandemia
, foram iniciadas diversas campanhas de prevenção da doença, com
esclarecimentos à população sobre os métodos existentes para nos
proteger do contágio pelo vírus H1N1. |
Destaca-se dentre os
cuidados recomendados nesse caso, a importância do hábito de
mantermos as mãos constantemente limpas, lavando-as com água e
sabão, ou as esterelizando com álcool em gel, diversas vezes
vezes ao dia. Indicado por médicos
infectologistas como uma das formas mais eficientes de se combater
a transmissão do virus H1N1, pouco ou nada se ouve falar ou se lê,
sobre os males que pode causar o uso e exagerado do álcool em gel,
ocasionando, inclusive, algumas lesões na pele.
Devemos nos
lembrar que o uso indiscriminado de produtos abrasivos em contato
com a nossa pele, pode gerar sérios problemas dermatológicos.
Sugerimos que
seja entrevistado o médico dermatologista Valcinir Bedin( breve
perfil, abaixo), para falar sobre como evitar lesões e manter a
pele das mãos e do corpo sempre limpa, saudável e hidratada.
Abaixo, algumas
dicas do Dr. Bedin, para cuidados gerais e diários com as mãos,
não apenas para nos protegermos da H1N1, como também para
mantê-las com aparência sempre jovem e saudável, em todas as
ocasiões.
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Algumas dicas do dr
Bedin, para cuidados com as suas mãos ao se proteger da H1N1, sem
deixar de lado sua higiene e hidratação.
1) O uso em excesso do álcool em gel
pode ressecar a pele, especialmente das crianças, que são mais
sensíveis. É preferível usar água e sabão para lavar as mãos de
crianças.
Devemos optar pelo uso do sabão
neutro, pois o sabão amarelo é feito à base de soda cáustica e
pode causar algum problema dermatologico nas mãos.
2)Também não devemos misturar o uso
do álcool em gel com o sabão amarelo, pois esta combinação agride
a pele.
3)Para evitar que a pele fique
ressecada pelo uso do álcool em gel é recomendado o uso de cremes
hidratantes duas vezes ao dia.
4) Aplicar pequenas gotas do gel nas
mãos é o suficiente, não precisamos exagerar na dose, assim
manteremos a saúde de nossas mãos.
5) Se faz necessário o revezamento
do álcool em gel com outros produtos, também eficazes na
higienização , como os sabonetes, que agridem menos a pele.
6)Em se tratando de álcool, o mais
indicado para uso contínuo e permanente é a solução com 70% de
álcool e 30% de água.
Já no caso do sabonete, o mais
indicado para manter as mãos livres dos germes, sem ressecar a
pele, é o sabonete de glicerina .
Cuidados diários com as mãos, em
qualquer ocasião:
- Uso de filtro solar com proteção
ampla pela manhã. A proteção diária é essencial para evitar as
chamadas manchas senis que tendem a aparecer nas pessoas de pele
clara, por volta dos 40 anos.
Neste caso a proteção precisa ser em
relação a luz ultravioleta A e ultravioleta B, para evitar o
fotoenvelhecimento precoce.
- A hidratação é fundamental para
manter a qualidade da pele das mãos, principalmente, se houver
manipulação de agentes químicos; quando o uso rotineiro de luvas é
recomendado. |
Os
hidratantes devem ter substâncias que mantenham a água na pele e
também promovam um filme protetor como: uréia, sorbitol, ácido
hialuronico, alantoina, silicones, óleos vegetais, vitamina E
entre outros. O hidratante pode ser usado em toda a mão, inclusive
nas unhas várias vezes ao dia. Para melhorar a hidratação,
colocar luva plástica após o creme, permanecendo com a mesma
durante 2 horas ou mais, pois através do aumento de temperatura o
creme irá proteger mais.
Os mesmos cremes
utilizados para o tratamento do envelhecimento do rosto podem ser
usados para as mãos.
Tratamento para as mãos:
As manchas senis, tão indesejáveis para as mulheres começam a
aparecer por volta dos 40 anos e podem ser tratadas por diversos
tipos de substâncias ou procedimentos:
- Aplicação de nitrogênio líquido –
substância química que causa queimadura pelo frio
- Ácido tricloroacético – em
apresentação líquida ou em forma de pasta que irá provocar a
formação de crosta e descamação.
- Laser, aparelho capaz de emitir
luz que provoca queimadura local. Hoje ele é o tratamento mais
especifico para as manchas senis. A luz do laser tem como alvo a
cor marrom e atinge somente a mancha, sem queim ar o restante da
pele. De uma maneira geral, todas estas substâncias provocam um
tipo de queimadura levando a formação de crosta. Esta “casquinha”
deve cair após 8-12 dias quando a pele ainda permanece avermelhada
por alguns dias. Nos dias subseqüentes ao tratamento a pele deve
ser protegida do sol, e a noite tratado com pomada de antibiótico.
O clareamento ocorre em cerca de 15 dias.
Dr. Valcinir Bedin |
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A gripe suína e as
gestantes
A
gripe H1N1 continua no noticiário e não é para menos. Apesar de
ser uma gripe que pode ser tratada, seu poder de disseminação e
letalidade é preocupante. Por isso, vamos reforçar algumas
informações e dicas práticas para gestantes e recém-mamães.
As gestantes têm
baixa imunidade e por isso estão mais propensas a não responder
bem à contaminação pela gripe. Qualquer sintoma de gripe deve ser
investigado pelo obstetra. As empresas, de modo geral, têm
protegido as gestantes, inclusive mulheres grávidas, que
trabalham nas áreas de saúde, devem ser afastadas do contato
direto com as pacientes para diminuir o risco de contaminação.
Tenho recebido
muitas perguntas das pacientes sobre o Tamiflu. O medicamento não
é ainda bem estudado sobre os efeitos durante a gestação e
repercussão sobre o feto, mas é ainda a recomendação de tomada de
75mg - em duas tomadas diárias por período de cinco dias. Esse
medicamento só pode ser comprado sob orientação médica. Não compre
Tamiflu ou qualquer outro remédio em camelô.
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Vale lembrar
sempre: a medicação na fase de gestação deve ser ministrada
somente por médicos. Não confie nas "empurroterapias" de
balconistas de farmácias e no remédio que fez bem para sua
vizinha.
Para quem tem um
bebê recém-nascido, os cuidados também são intensos. A mamãe deve
lavar as mãos antes de trocar seu bebê ou dar mamadeira.
Se a mamãe
apresentar suspeita de Gripe A, não deve se preocupar se for
indicado o Tamiflu. Esta deve ser a opção, mesmo durante a
amamentação, com inicio de tratamento e melhor resultado nas
primeiras 48horas dos sintomas da doença. Não há contaminação pelo
leite nem interferência da medicação porque é uma subdosagem.
Mulheres,
gestantes e mães, profissionais ou donas de casa: neste momento
não é preciso ser alarmista, mas devemos - todos nós - tomar
cuidados pessoais e coletivos de higiene. As informações
científicas são animadoras: o vírus perdeu força, a vacinação está
em finalização de testes; mas toda influenza é mutável e nossa
participação é decisiva para a saúde de nossa família, amigos e da
sociedade.
* Denise Coimbra é Ginecologista e
Obstetra formada pela Santa Casa de SP, especialista em Saúde da
Mulher, dispõe de dois sites:
www.gravidezfacil.com.br e
www.dradenisecoimbra.com.br |
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OMS não recomenda antivirais para
pessoas com sintomas leves ou sem fatores de risco
Orientações, já adotadas pelo
Ministério da Saúde desde julho, incluem o uso de medicamentos
para pacientes em estado grave
Documento
da Organização Mundial de Saúde (OMS) com recomendações aos países
sobre o uso de antivirais no tratamento de pacientes infectados
com o novo vírus A(H1N1) reforça o protocolo que o Brasil já vem
adotando desde julho. Entre as recomendações está a de que
“pacientes saudáveis sem doenças complicadoras (comorbidades) não
precisam ser tratados com antivirais”. Veja, abaixo, a tradução da
nota da OMS e o link para a original, em inglês.
Recomendação ao uso de antivirais
Genebra, 21 de agosto – A
Organização Mundial de Saúde (OMS) está nesta data emitindo
orientações para o uso de antivirais no tratamento de pacientes
infectados com o vírus pandêmico H1N1. As orientações representam
o consenso atingido por meio de um painel internacional de
especialistas que se basearam em todos os estudos disponíveis
sobre a segurança e eficácia dessas drogas. Foi dada ênfase ao uso
do Oseltamivir e do Zanamivir para prevenir os casos graves da
doença e as mortes, reduzindo a necessidade de hospitalização e
internações.
O vírus pandêmico
é atualmente suscetível a ambas as drogas (conhecidas como
inibidores da neuraminidase), mas resistentes a uma segunda classe
de antivirais (os inibidores de M2). Em todo o mundo, a maioria
dos pacientes infectados com o vírus pandêmico continua a
apresentar sintomas típicos da gripe comum e em sua maioria se
recuperam em uma semana, mesmo sem qualquer forma de tratamento
médico.
Pacientes
saudáveis sem doenças complicadoras (comorbidades) não precisam
ser tratados com antivirais. Em termos individuais, decisões sobre
iniciar tratamentos precisam ser baseadas em avaliações clínicas e
conhecimento sobre a presença do vírus na comunidade.
Em áreas onde o
vírus está circulando amplamente na comunidade, os médicos, no
atendimento de pacientes com sintomas de gripe, devem assumir que
a causa é o vírus pandêmico. Decisões sobre tratamento não devem
esperar por confirmações laboratoriais de infecção do H1N1. Essa
recomendação é baseada em relatórios, de várias fontes, que o
vírus H1N1 rapidamente se torna uma forma dominante.
Tratamento imediato de casos
sérios
Dados analisados no painel indicam
que o Oseltamivir, quando prescrito de forma correta, pode
significar redução no risco de pneumonia (principal causa de morte
para ambas gripes – tanto a pandêmica quanto a sazonal) e a
necessidade de hospitalização.
Para pacientes
que inicialmente apresentam a forma grave da doença ou cujo estado
evolui para uma piora, a OMS recomenda o tratamento com o
Oseltamivir o mais rápido possível. Estudos mostram que o
tratamento realizado cedo, preferencialmente 48 horas após o
aparecimento dos primeiros sintomas, é fortemente associado a uma
melhora na evolução clínica.
Para pacientes com o
caso severo ou com quadro de piora da doença, o tratamento deve
ser providenciado mesmo se iniciado tarde. Onde o Oseltamivir não
está disponível ou não pode ser usado por algum motivo, o
Zanamivir pode ser administrado. |
Essa recomendação se
aplica a todos os grupos de pacientes, incluindo mulheres
grávidas, e a todos os grupos etários, como crianças e bebês. Para
pacientes com condições médicas subjacentes que aumentam o risco
de uma manifestação mais severa da doença, a OMS recomenda tanto
com Oseltamivir quanto com Zanamivir. Esses pacientes têm também
que receber tratamento o mais cedo possível, sem que se espere o
resultado dos testes laboratoriais. Como as grávidas estão
incluídas nos grupos de grande risco, a OMS recomenda que elas
também recebam o tratamento assim que os primeiros sintomas
apareçam.
Ao mesmo tempo, a
presença de comorbidades não significa necessariamente a
existência de casos severos da doença. Em todo o mundo, cerca de
40% dos casos severos da doença têm ocorrido em pessoas
anteriormente saudáveis, como crianças, adultos, usualmente com
mais de 50 anos. Alguns desses pacientes apresentam súbita e
rápida piora em suas condições clínicas, geralmente cinco ou seis
dias após o aparecimento dos primeiros sintomas.
A piora clínica é
caracterizada por pneumonia viral primária, que destrói o tecido
pulmonar e não há resposta a antibióticos, seguida de falência
múltipla de órgãos, incluindo coração, rins e fígado. Esses
pacientes demandam cuidados intensivos em unidades de UTI, também
com antivirais.
Médicos, pacientes e
aqueles que demandam cuidados domiciliares precisam estar atentos
a sinais de alerta que indiquem progresso para um caso mais grave
da doença e indiquem ações urgentes, que podem incluir tratamento
com Oseltamivir. Em casos de piora, os médicos devem considerar
doses maiores de Oseltamivir e por períodos mais extensos do que
os normalmente prescritos.
Antivirais para as crianças
Na sequência da recente publicação
de duas análises clínicas, algumas questões têm sido levantadas
sobre a conveniência da administração de antivirais para crianças.
Essas análises usaram dados que foram considerados pela OMS e por
seu painel de peritos quando desenvolveram diretrizes atuais e
refletem totalmente essas recomendações.
A OMS recomenda
tratamento antiviral para crianças com a forma mais severa da
doença e àquelas com risco de complicações. Essa recomendação
inclui todas as crianças abaixo de cinco anos, caso essa faixa
etária esteja em risco de adquirir a forma mais severa da doença.
De outra maneira, crianças saudáveis, com mais de cinco anos de
idade, não precisam ser medicadas com antiviral – somente em caso
da doença persistir ou piorar.
Sinais de alerta em todos os
pacientes
Médicos, pacientes e aqueles que
demandam cuidados domiciliares devem ficar alertas a sinais
perigosos que podem significar o progresso para um caso mais grave
da doença. Como esse progresso pode ser rápido, a atenção médica
deve ser procurada quando alguns dos sinais abaixo se manifestarem
naqueles confirmados ou com suspeita de infecção pelo H1N1:
- falta de ar, tanto durante
atividades físicas ou em descanso
- dificuldade em respirar
- coloração azulada da pele
- expectoração com sangue ou com cor
forte
- dor no peito
- estado mental alterado
- febre alta e persistente por mais
de 3 dias
- pressão sanguínea baixa
- Em crianças, sinais de alerta
incluem respiração rápida ou dificuldade em respirar, falta de
atenção, dificuldade de levantar, pouca ou nenhuma vontade de
brincar.
http://www.who.int/csr/disease/swineflu/
notes/h1n1_use_antivirals_20090820/
en/index.htm
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Gripe ou
resfriado?
Aprenda a identificar a diferença
e saiba quando os exercícios físicos devem ser interrompidos
Tosse,
espirro e nariz congestionado? Como saber se você está resfriado
ou gripado? É aconselhável praticar exercícios físicos quando se
está doente? De acordo com o doutor João Geraldo Simões Houly,
médico pneumologista do Hospital Santa Paula, o melhor a fazer é
vestir roupa leve, tênis confortável e correr para a academia. “Os
exercícios físicos, quando realizados de forma moderada, podem
reduzir consideravelmente os sintomas relacionados a resfriados e
auxiliar na recuperação da gripe”.
O médico faz um
alerta para os que estão gripados. “A atividade física não é
recomendada quando o paciente apresenta febre alta, fraqueza,
dores no peito e nas juntas. Se não tratada adequadamente, a gripe
pode evoluir e ser um fator facilitador de infecções mais graves,
como pneumonia, infecção nos ouvidos, sinusite, amidalite, e ainda
agravar crises de asma. Exercitar-se, então, aumenta a
vulnerabilidade do organismo e desidrata o paciente. Nesses casos,
o ideal é a pessoa iniciar um tratamento médico e descansar
bastante”.
Houly ensina uma
regra simples para verificar quando os sintomas indicam um
resfriado. “É a ‘regra do pescoço’. Dores leves na região da
cabeça e nuca, irritação na garganta e obstrução nasal são comuns
em resfriados. Assim que esses sintomas aparecem, não é necessário
interromper os exercícios físicos”.
Estudos divulgados pelo American
College of Sports Medicine mostram que a prática de esportes é
capaz de eliminar em até dois dias os sintomas de um resfriado, já
que estimula as células do sistema imunológico que combatem a
infecção.
O pneumologista
indica alguns cuidados que devem ser tomados para evitar a
transmissão da doença. “É necessário levar sempre as mãos à boca
antes de tossir ou espirrar, evitando assoar o nariz próximo a
outras pessoas também. A ingestão de líquidos durante a atividade
física é fundamental para hidratar o organismo e manter a
temperatura corporal”.
Fonte: Dr. João Geraldo Simões
Houly |
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Influenza A:
combate à doença exige prevenção e limpeza permanente pelo menos
até 2010

As aulas em escolas e faculdades
foram retomadas; atividades profissionais e culturais continuam a
acontecer, como seminários, feiras, teatros ou shows; a elevação
das temperaturas e a aproximação da primavera aumentam o fluxo de
pessoas em parques e praças. Ou seja, a vida continua, enquanto
especialistas observam, com alívio, uma recente diminuição na
incidência de casos confirmados da Gripe Suína (H1N1) no Brasil. O
alerta nesse momento fica para a necessidade de manutenção das
atitudes preventivas, principalmente no que se refere à limpeza e
descontaminação de objetos e espaços de uso comum.
Os produtos
químicos desinfetantes ganham importância nesse contexto e devem
ser escolhidos com base na eficiência comprovada de desinfecção,
podendo ser aplicados em versões de pronto uso ou diluído. A Renko,
empresa brasileira do mercado de limpeza profissional verificou,
nos últimos 60 dias, aumento na demanda pela sua linha de
desinfetantes Mirax, de alto teor de ativos. “Fornecemos
principalmente para empresas de prestação de serviços em limpeza e
conservação, que vêm buscando produtos químicos mais eficientes
para atender as exigências das pessoas e do mercado, que estão
atentas à prevenção contra a gripe A. Além das mãos, querem as
superfícies livres do risco de contaminação”, explica Eliana
Terzoni Barrile, química e responsável técnica da empresa.
Maçanetas, mesas, estações de
trabalho, computadores, corrimãos, paredes. Em todas as
superfícies, o vírus Influenza pode ficar depositado e ativo por
até 10 horas. Uma vez infectadas, o toque das mãos em áreas como
estas e o posterior contato com olhos, boca ou nariz, efetiva o
ciclo de contaminação da Gripe Suína. |
Atenção permanente
A diretora de vacinas da OMS
(Organização Mundial de Saúde), Marie-Paule Kieny, afirmou em
entrevista à Revista Época (17 de agosto 2009), que a gripe suína
(gripe A) não acabará pelo menos até o ano que vem. “Já se
esperava que a pandemia prosseguisse no Hemisfério Norte no verão.
Esse padrão deverá ser reproduzir no Hemisfério Sul. Na primavera,
o número de casos deverá cair, mas a gripe não vai desaparecer. A
pandemia invadirá o verão e vamos ter de conviver com o vírus até
a chegada da vacina”, declara a especialista, que coordena a
corrida mundial para produzir a vacina da gripe suína.
Álcool Gel para as mãos,
desinfetantes para as superfícies
Os estoques de álcool gel no país
sumiram das prateleiras de farmácias e supermercados. Por quê? O
uso do produto anti-séptico inativa os vírus que podem estar nas
mãos. Por ser menos volátil que o álcool comum, a versão gel
mantém os ativos desinfectantes por mais tempo e por isso seu grau
de eficiência é maior. Embora as pessoas não saibam, com os
desinfetantes de limpeza acontece o mesmo: menos voláteis, os
produtos com alto teor de ativos conseguem agir por mais tempo e
garantir a ação desinfetante nas superfícies. “Nos casos mais
críticos, como nesse período, recomendamos ainda a frequência
maior de aplicação”, explica Eliana, da Renko.
Descontaminação de ambientes
recebe atenção do governo
Alguns exemplos revelam, na prática,
a importância da escolha correta e do uso adequado dos produtos
químicos de limpeza para a desinfecção nos ambientes e objetos de
uso comum. Treze milhões de alunos da rede pública e privada de
ensino de quatro estados brasileiros que adiaram o retorno às
aulas por conta da gripe suína, voltaram às atividades e
encontraram uma realidade distinta daquela de julho, antes de sair
de férias. Por recomendação do Ministério da Saúde e das
secretarias estaduais, escolas deverão, entre outras ações,
reforçar a limpeza dos ambientes.
Em Minas Gerais,
a Secretaria Estadual de Educação está repassando recursos
financeiros para as quatro mil escolas da rede investirem em
materiais para a prevenção da gripe suína dentro do ambiente
escolar. Os valores chegam ao montante de R$ 4 milhões para que
cada unidade invista em produtos de limpeza e higiene mais
eficientes.
Fonte: Renko
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Educação
distribui 36 mil cartazes sobre gripe suína nas escolas
Iniciativa pretende orientar
professores, pais e alunos sobre as medidas de prevenção

A Secretaria de Estado da Educação
coloca em prática mais uma iniciativa para combater a gripe suína.
A Pasta irá distribuir 36 mil cartazes para todas as 5.500 escolas
estaduais com dicas sobre como evitar a contaminação pelo vírus
Influenza A H1N1.
Os informativos
já começaram a ser enviados e chegarão às unidades até a próxima
quarta-feira (5/8), antes da data programada para a volta às
aulas. A ação irá ajudar os professores a informar os 5,5 milhões
de alunos da rede e a comunidade escolar sobre a doença.
Os cartazes foram desenvolvidos pelo
Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da
Saúde com orientações importantes de prevenção. Além de textos,
existem ilustrações para estimular as pessoas a lavar as mãos com
freqüência, cobrir o nariz e a boca quando espirrar ou tossir,
evitar aglomerações ou locais pouco arejados e manter uma boa
alimentação.
Outras iniciativas
A Secretaria de
Estado da Educação realizou no último dia 8 uma videoconferência
para orientar os 210 mil professores da rede sobre a gripe suína.
O vídeo está disponível na página da Rede do Saber (http://www.rededosaber.sp.gov.br).
Também está disponível na página da Secretaria na internet (http://www.educacao.sp.gov.br/)
um informativo com orientações de hábitos de higiene que podem ser
adotadas no ambiente escolar para evitar o contágio.
Para tentar reduzir a
transmissão do vírus influenza A H1N1, a Secretaria de Estado da
Educação, por recomendação da Secretaria de Estado da Saúde,
determinou que a volta às aulas do segundo semestre fosse adiada
para o dia 17 de agosto.
Secretaria de Estado da
Educação |
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Médicos devem
monitorar bebês e grávidas que usam remédio contra a nova gripe
O alerta da Anvisa é para os
profissionais, que devem seguir as orientações previstas nos
protocolos do Ministério da Saúde sobre a doença
A
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou dois
alertas orientando os profissionais de saúde a monitorar as
pacientes grávidas e crianças menores de um ano que estejam
fazendo uso do medicamento fosfato de oseltamivir (Tamiflu),
utilizado no tratamento dos casos da gripe causada pelo vírus A (H1N1).
A orientação foi adotada como forma de reforçar os cuidados com a
segurança dos pacientes, pois ainda não existem dados suficientes
sobre o uso deste medicamento que permitem uma avaliação
definitiva quanto aos efeitos causados nesses dois tipos de
pacientes.
Para os menores
do um ano, a Anvisa recomenda que os médicos façam uma avaliação
nas primeiras 48 horas e 30 dias após o uso da primeira dose. As
mulheres grávidas devem ser avaliadas neste mesmo intervalo e em
até 30 dias após o parto. É importante que os profissionais de
saúde notifiquem todas as suspeitas de reações adversas ao fosfato
de oseltamivir (ou a qualquer medicamento) por meio do sistema
Notivisa. |
A preocupação da
Anvisa já havia gerado um alerta anterior, em julho. Na ocasião, a
Agência chamou a atenção de pais e profissionais de saúde para o
risco de utilização de medicamentos contendo ácido
acetilsalicílico em crianças e adolescentes, em especial, para o
alívio dos sintomas associados às infecções virais. De acordo com
orientação, o uso destes medicamentos deve ser feito com atenção,
principalmente durante o inverno, período no qual os casos de
gripe tendem a aumentar. O cuidado vale tanto para os casos de
gripe comum como da gripe A H1N1.
Para a Agência
Nacional de Vigilância em Saúde, o cuidado se deve ao risco que
crianças e adolescentes tem de desenvolver a Síndrome de Reye. Ela
pode ocorrer durante a recuperação de uma infecção viral ou pode
se desenvolver de 3 a 5 dias após o início da virose. Seus
sintomas incluem: vômito recorrente ou persistente, letargia,
mudanças de personalidade como irritabilidade ou agressividade,
desorientação ou confusão, delírio, convulsões e perda da
consciência, exigindo assistência médica imediata.
A causa da doença
ainda não é conhecida. Entretanto, estudos demonstraram que o uso
de medicamentos que contêm ácido acetilsalicílico no tratamento de
doenças virais aumenta o risco de seu desenvolvimento. A restrição
já está no Protocolo de Manejo Clínico e Vigilância Epidemiológica
da Influenza publicado pelo Ministério da Saúde.
Veja a íntegra dos alertas: (http://www.anvisa.gov.br/farmacovigilancia
/alerta/index.htm) |
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Cuidados
especiais contra Gripe A para pessoas com baixa imunidade
Pacientes com leucemia, linfoma,
mieloma múltiplo, mielodisplasia e talassemia estão no grupo de
risco. Médicos orientam sobre os cuidados preventivos e
providências a serem adotadas em caso de manifestação dos
sintomas.

Pacientes de leucemia, linfoma,
mieloma múltiplo e mielodisplasia (doenças onco-hematológicas)
devem ficar muito atentos aos sintomas da Gripe A, que são: febre
alta (superior a 39 graus), tosse, dores de cabeça, musculares e
nas articulações, dor de garganta e mal-estar/fraqueza.
Em geral, os
pacientes onco-hematológicos estão com o sistema imunológico
debilitado, o que significa que suas funções protetoras se
apresentam inadequadas, deixando a pessoa mais suscetível a
infecções. Por este motivo, atenção aos sinais da gripe é
fundamental.
De acordo com orientações de
especialistas, essas pessoas, ao perceberem que apresentam os
sintomas do vírus, precisam procurar um médico imediatamente para
receber o tratamento adequado.
Procedimentos
Dr. Luis Fernando Aranha Camargo,
infectologista do Hospital Albert Einstein, explica qual
procedimento deve ser adotado ao perceber os sintomas. "Se o
paciente tiver contato com uma pessoa que seja portadora do vírus,
ele deve tomar, sob prescrição médica, o fosfato de oseltamivir
como prevenção, independentemente do diagnóstico”.
O infectologista informou, ainda, que os cuidados de prevenção
para os pacientes com doenças onco-hematológicas são os mesmos
para aqueles indivíduos que não possuem nenhum tipo de doença.
“Os pacientes
portadores de doenças onco-hematológicas devem procurar
atendimento médico, de preferência no centro onde se trata, aos
primeiros sinais e sintomas. O médico é quem decidirá sobre a
indicação da medicação. Ao entrar no ambulatório, o paciente deve
solicitar máscara para minimizar o risco de contaminação a outros
pacientes”, explica Dra. Ana Lúcia Cornacchioni – médica
oncologista pediátrica do Instituto de Tratamento Contra o Câncer
Infantil (ITACI) e coordenadora do Comitê Científico Médico da
ABRALE. |
Dr. Rodrigo
Santucci, onco-hematologista da Hemomed Oncologia e Hematologia,
recomenda que os pacientes com doenças onco-hematológicas evitem
frequentar lugares com grande concentração de pessoas, como
estações do metrô e estádios de futebol, e contato com quem viajou
para fora do País.
Para os pacientes
com talassemia - anemia crônica, que faz parte do grupo das
hemoglobinopatias -, Dr. Giorgio Baldanzi, médico responsável pelo
ambulatório de Hemoglobinopatias do HEMEPAR de Curitiba e membro
do Comitê Científico da ABRASTA (Associação Brasileira de
Talassemia), esclarece a importância de informar ser portador da
doença na hora em que for consultado em caso de suspeita da Gripe
A.
“Uma pessoa que
tenha talassemia e sentir os sintomas da Gripe A tem que procurar
o médico imediatamente e se identificar como portadora da doença.
O paciente deve tomar (por orientação médica) o fosfato de
oseltamivir nas primeiras 48 horas, após perceber os sintomas. O
remédio agirá direto no vírus, que deixa de se multiplicar no
organismo. Com isso, a doença não se desenvolve ou pode se
desenvolver de maneira branda. Além disso, o paciente de
talassemia que não tenha o baço, além de ingerir o fosfato de
oseltamivir, deve receber antibióticos devido o risco de infecção
bacteriana concomitante”, expõe Baldanzi.
Cuidados para se prevenir da doença,
conforme orientações do Ministério da Saúde:
- Lavar as mãos frequentemente com
água e sabão; evitar tocar os olhos, boca e nariz após contato com
superfícies; não compartilhar objetos de uso pessoal; e cobrir a
boca e o nariz com lenço descartável ao tossir ou espirrar.
O Ministério da Saúde também
divulgou em seu site, no último dia 24 de julho, que baseado em
recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), apenas
pacientes com agravamento do estado de saúde nas primeiras 48
horas, desde o início dos sintomas, e as pessoas com maior risco
de apresentar quadro clínico grave, devem ser medicadas com
fosfato de oseltamivir.
O grupo de risco
é composto por idosos, crianças menores de dois anos, gestantes,
pessoas com diabetes, doença cardíaca, pulmonar ou renal crônica,
deficiência imunológica (como pacientes com câncer), pessoas com
obesidade mórbida e também doenças provocadas por alterações da
hemoglobina, como anemia falciforme e talassemia.
ABRALE - Associação Brasileira de
Linfoma e Leucemia:
www.abrale.org.br
ABRASTA - Associação Brasileira de
Talassemia:
www.abrasta.org.br |
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Gripre Suína,
Religião e a Imunidade
Estudos científicos
realizados nas últimas quatro décadas têm demonstrado o papel do
ponto de vista público e pessoal da religiosidade e seus efeitos
na saúde e na longevidade. Tais pesquisas têm evidenciado que a
prática da fé e da religiosidade, aumenta, de certa forma, a
imunidade geral dos pacientes. Alguns dos resultados citados foram
pesquisados durante 16 anos em Israel, em comunidades com o mesmo
perfil, porém vivendo espiritualmente de forma diversa: uma num
kibutz secular não-religioso e outra num kibutz religioso.
Apesar de ambas as comunidades serem demograficamente iguais,
contendo o mesmo nível de estrutura médica e social, o número de
óbitos era o triplo no Kibutz secular, comparado-se em relação ao
religioso. Pesquisas nesta área também foram realizada na
Inglaterra. Através de estudos semelhantes foram constatado os
efeitos da fé na superação dos problemas de saúde.
Verificou-se, por exemplo, num estudo sobre os efeitos das doenças
meningocócicas em adolescentes, que a religiosidade, a fé e a
espiritualidade, tinham o mesmo efeito preventivo que as vacinas
para as doenças relacionadas a esta bactéria ( Tully J, Viner RM,
Coen PG, Stuart JM, Zambon M, Peckham C, Booth C, Klein N,
Kaczmarski E, Booy R. 2006. Risk and Protective Factors for
Meningococcal Disease in Adolescents: Matched Cohort Study. BMJ
332: 445-450.)
Estamos vivendo atualmente, a ameaça de uma pandemia de gripe do
tipo H1N1 desta . Apesar dos esforços do governo, do exército e de
toda sociedade, os procedimentos de higiene preconizados devem
continuar sendo amplamente difundidos pela imprensa. |

Contudo, por
tratar-se de uma doença que tem no seu âmago, indevidas violações
do ser humano contra natureza - no seu característico desrespeito
especista, no triste confinamento antinatural de grandes
quantidades de animais - temos que refletir e rever nosso estilo
de vida e os nossos conceitos em relação aos hábitos alimentares
que jamais deveriam ser baseados na violência.
O
sofrimento dos animais e a incessante busca de lucro pelos grandes
abatedouros escondem, com certeza, um baixo conteúdo
espiritual-energético no contexto desta doença. Muito mais do que
um vírus, encontramos uma forma de "virulência espiritual"; assim,
a razão e a nossa espiritualidade nos levam a lançarmos mão de uma
busca religiosa como uma forma complementar de proteção de seus
efeitos nefastos.
Pouco importa a religião, a origem ou a forma de se conectar com
Deus. Talvez, no silêncio da noite, numa reflexão sobre a
procedência desta epidemia ou numa oração, encontraremos, enfim,
uma forma de nos apaziguarmos com toda a natureza e nos
harmonizarmos com um elo perdido. Descobriremos também que nos
relacionarmos com Deus é respeitarmos os seres vivos por Ele
criados que aqui vivem e compartilham conosco essa jornada
terrena. Afinal, uma oração ou uma reflexão espiritual é também
uma forma de perdão e de harmonia que sempre leva à cura os que
têm fé.
Fernando
Rizzolo |
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Grupos de
risco devem redobrar cuidados contra H1N1
Lavar sempre as mãos e evitar
aglomerações são as principais formas de prevenção
O
mundo está em alerta com relação à pandemia do vírus influenza A
H1N1, contudo o Ministério da Saúde reafirma que a letalidade do
novo vírus é semelhante ao do vírus influenza sazonal, ao redor de
0,4%. Os principais grupos de risco da Gripe A são idosos acima de
60 anos, crianças menores de dois anos, gestantes, pessoas com
deficiência imunológica (pacientes com câncer, em tratamento para
aids ou em uso regular de corticosteróides), hemoglobinopatias
(doenças provocadas por alterações da hemoglobina, como a anemia
falciforme), diabetes, doença cardíaca, pulmonar ou renal crônica.
Para essas
pessoas, o médico hematooncologista Celso Massumoto, do Hospital
Alemão Oswaldo Cruz, sugere que pacientes com leucemia ou linfoma
evitem aglomerações e contato com pessoas adoentadas. “É
importante que todas as pessoas imunodeprimidas redobrem os
cuidados. Lavem sempre as mãos com água e sabão, e usem álcool
gel”, explica.
O médico lembra que o
povo brasileiro sempre se mostrou receptivo às campanhas nacionais
do governo. “Foi assim na época do apagão, e é assim com as
campanhas contra a dengue. E no caso da nova gripe, já vemos a
busca por álcool gel nas farmácias e diversas pessoas usando
máscaras no metrô”, afirma o doutor Celso.
Até o fim de
julho, ao menos 76 pessoas morreram no país em consequência da
doença, segundo dados oficiais do Ministério da Saúde e das
Secretarias da Saúde: 37 em SP, 25 no RS, nove no RJ, quatro no PR
e uma na PB. |
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Lavar as mãos
nunca foi tão importante
Em parceria, Colgate-Palmolive e
entidade mundial de saúde pública (WFPHA) orientam sobre a
importância de lavar as mãos para ajudar na prevenção de
transmissão de doenças. No Brasil, 500 mil pessoas já foram
atingidas pela ação

A
Colgate-Palmolive - líder no segmento de sabonetes antibacterianos
com a marca PROTEX® - se alia à Federação Mundial de Associações
de Saúde Pública (sigla em inglês WFPHA - World Federation of
Public Health Associations) para orientar e educar a população
sobre a importância de lavar as mãos para previnir a transmissão
de doenças.
A correta lavagem
das mãos (lavar com água e sabonete) é uma das medidas mais
importantes na prevenção e disseminação de doenças infecciosas,
incluindo o vírus da gripe A – Influenza A H1N1. E, de acordo com
a WFPHA, lavar as mãos com água e sabonete é o fator crucial no
controle de infecções.
"Neste exato
momento, o que as famílias devem fazer é orientar as crianças a
lavar as mãos para evitar a propagação de germes entre os seus
familiares e amigos", afirma a Dra. Valerie Curtis diretora do
Centro de Higiene da London School of Hygiene and Tropical
Medicine. “Nunca é cedo ou tarde demais para educar as crianças
sobre a correta lavagem das mãos. Ensiná-las como e quando as mãos
devem ser cuidadosamente higienizadas contribui para incorporar
este hábito na rotina diária”, conclui.
Uma vez que os
germes estão inevitavelmente presentes em objetos comuns no dia a
dia, o risco de propagação é ainda mais elevado. Por isso as
pessoas podem ajudar a combater a sua disseminação lavando as mãos
regularmente. Por exemplo, as pessoas devem ter cuidado redobrado
após ir ao banheiro, antes de preparar qualquer alimento, após
efetuar os cuidados de higiene de uma criança. E com o aumento da
conscientização sobre a propagação da gripe do momento, é
importante aumentar a sensibilização para a importância de lavar
as mãos regularmente. |
“A
Colgate-Palmolive, por meio da sua marca líder em sabonetes
antibacterianos, PROTEX®, tem como compromisso relembrar as mães e
toda a população sobre a forma correta de lavar as mãos, sempre
usando água morna com sabonete, esfregando as superfícies das mãos
em ambos os lados e unhas durante 20 segundos e, em seguida,
enxaguar bem e secar com uma toalha limpa”, afirma Adriana Anido,
gerente de Marketing Sabonetes da Colgate-Palmolive Brasil.
Um recente estudo
aplicado em diversos países concluiu que incentivar a lavagem das
mãos nas escolas pode ajudar a reduzir o absentismo escolar em
35%1. Para orientar os alunos, a Colgate-Palmolive promove um
amplo trabalho junto às escolas, que atinge milhões de crianças
todos os anos, com uma campanha educativa sobre a correta lavagem
das mãos e materiais para os professores aplicarem em salas de
aula. A companhia também desenvolveu materiais para as crianças
levarem para casa para praticar com sua família e fazer da lavagem
das mãos um hábito rotineiro.
A
Colgate-Palmolive também está engajada por meio de campanhas
publicitárias e distribuição de cartazes educativos para expandir
o alcance da mensagem. Recentemente, a marca PROTEX® realizou uma
ação em todos os países onde está inserida com o slogan “Espere.
Dê uma mão à sua saúde. Lave suas mãos com Protex”.
www.colgate.com.br
WFPHA
A Federação Mundial de Associações de Saúde Pública é uma entidade
internacional, não governamental, multiprofissional e da sociedade
civil que reúne profissionais de saúde pública e de interesse
ativo na salvaguarda e na promoção da saúde pública por meio de
intercâmbios profissionais e colaboração em programa de ações.
Fundada em 1967, é a única sociedade profissional mundial, que
representa o amplo domínio da saúde pública, sem distinção de
disciplinas ou profissões. As federações membros são associações
nacionais e regionais de saúde pública, bem como de escolas de
saúde pública.
1Bowen et al
(2007) Am J Trop Med Hyg 76:1166-1173, Lopez-Qiuntero, Freeman,
Neumark: "Hand Washing Among school Children in Bogota, Colombia
Am J Public Health. 2008; 99: 94-101, O'Reilly et al (2008)
Epidemol Infect 136: 80-91.
Dados da Inflenza A (H1N1)
Segunda dados divulgados pela
Organização Mundial da Saúde (OMS), em 21 de julho, o vírus da
Influenza A já provocou mais de 700 mortes ao
redor do mundo. O último balanço oficial da organização, divulgado
em 6 de julho, indicava 429 mortes causadas pela gripe A (H1N1).
No Brasil, os dados
divulgados pelo Ministério da Saúde, em 20 de julho, confirmou 15
casos da gripe que resultaram em mortes no país, sendo que entre
25 de abril e 18 de julho deste ano, 1.566 pessoas tiveram
diagnóstico confirmado com o novo vírus. |
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É sempre bom
prevenir...
Vamos tentar lutar contra esse
vírus – Influenza A (erroneamente chamado de gripe suína).
O melhor que você pode fazer é
reforçar o seu sistema imunológico através de uma alimentação
correta e saudável, para melhorar sua imunidade, preparando as
células brancas do sangue que são defesas naturais. Essas células
são anticorpos importantes que correm para destruir os invasores
estranhos, como vírus, bactérias e células tumorais.
Bem, vamos ao que interessa, ou seja, quais alimentos são
importantes (estimulam a ação do sistema imunológico e
potencializam seu funcionamento).
Antes de tudo, tome pelo menos um litro e meio de água por
dia, pois os vírus vivem melhor em ambientes secos e manter suas
vias aéreas úmidas desestimula os vírus. Não a tome gelada, sempre
preferindo água natural e de preferência água mineral de boa
qualidade.
• Não tome leite, principalmente se estiver resfriado ou com
sinusite, pois produz muito muco e dificulta a cura.
• Use e abuse do Iogurte natural, um excelente alimento do sistema
imunológico.
• Coloque bastante cebola na sua alimentação.
• Use e abuse do alho que é excelente para o seu sistema
imunológico. |
•
Coloque na sua alimentação alimentos ricos em caroteno (cenoura,
damasco seco, beterraba, batata doce cozida, espinafre cru, couve)
e alimentos ricos em zinco (fígado de boi e semente de abóbora).
• Faça uma dieta vegetariana (vegetais e frutas).
• Coloque na sua alimentação salmão, bacalhau e sardinha,
excelentes para o seu sistema imunológico.
• O cogumelo Shiitake também é um excelente anti-viral,assim como
o chá de gengibre que destrói o vírus da gripe.
• Evite ao máximo alimentos ricos em gordura (deprimem o sistema
imunológico), tais como carnes vermelhas e derivados.
• Evite óleo de milho, de girassol ou de soja que são óleos
vegetais poli-insaturados.
Importante: mantenha suas mãos sempre bem limpas e use fio dental
para limpar os dentes, antes da escovação.
Com esses cuidados acima e essa alimentação... os vírus nem
chegarão perto de você.
Equipe da Automatic House ajudando a divulgar a informação
para o combate à doença. |
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Influenza A
H1N1: orientações para a prevenção e o tratamento
Desde
a detecção dos primeiros casos de infecção pelo vírus Influenza A
H1N1 no Brasil, as recomendações técnicas dos órgãos oficiais de
saúde pública quanto aos procedimentos de diagnóstico e de
tratamento foram se modificando com base no número de ocorrências
e de transmissibilidade da doença no País.
Os números oficiais relacionados à
população atendida em hospitais brasileiros apontam para a
evolução clínica satisfatória, com a cura sem complicações da
Gripe A. Porém, têm ocorrido casos graves entre jovens adultos e
gestantes. A comunidade científica e os órgãos oficiais de saúde
estabeleceram algumas medidas de consenso para a redução da
incidência e da gravidade das infecções, conforme descrito abaixo:
1. Para minimizar a ocorrência de
casos novos é preciso interromper a cadeia epidemiológica de
transmissão da doença. Isto implica na identificação dos
“pacientes fontes” – crianças de até 12 anos podem transmitir o
vírus em um período aproximado de duas semanas, enquanto os
adultos em torno de sete dias -, no emprego de repouso domiciliar
para a realização do tratamento clínico e redução do contágio na
comunidade e nos locais de atendimento aos pacientes e na adoção
de boas práticas de higiene pessoal, de limpeza dos ambientes e de
biossegurança em serviços de saúde e domicílios.
Considerando que
a transmissão do vírus Influenza A H1N1 ocorre por via
respiratória (por meio do espirro, da tosse ou mesmo de
procedimentos que possam gerar gotículas e aerossóis), freqüentar
ambientes bem ventilados e com menor aglomeração de pessoas também
contribui para a prevenção contra a infecção. Nos serviços de
saúde, a prática do isolamento de casos suspeitos – uma precaução
padrão adotada para o combate das doenças transmitidas por
gotículas e aerossóis -, a triagem adequada no atendimento inicial
de pacientes em pronto-socorros e o incentivo à antissepsia das
mãos com álcool em gel 70% têm por objetivo reduzir a transmissão
da doença dentro dos serviços de saúde e nas demais localidades de
atendimento.
2. Para reduzir a morbidade e a
mortalidade associadas à Gripe A, o diagnóstico precoce feito pelo
médico e o tratamento dos pacientes com doença respiratória aguda
grave e daqueles considerados como de maior risco para
complicações têm sido o alvo das diretrizes para a promoção da
eficácia terapêutica. O tratamento correto dos casos de doença
respiratória aguda grave – definida a partir da ocorrência de
febre, tosse e falta de ar (dispnéia) – exige a elaboração de
protocolos clínicos para a assistência em terapia intensiva
pediátrica e de adultos e a capacitação da equipe
multiprofissional no atendimento a esses pacientes.
A morosidade para o
suporte ventilatório e para o início da terapia antiviral tem se
relacionado ao maior risco da evolução clínica desfavorável das
pessoas atendidas. Nesse sentido, os órgãos oficiais responsáveis
pela saúde modificaram os aspectos operacionais para facilitar o
acesso à medicação antiviral (fosfato de oseltamivir). Hoje, os
medicamentos podem ser retirados em diversas unidades de
referência em São Paulo, utilizando a receita médica (em duas
vias, acompanhada pelo impresso próprio) disponibilizada pela
Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo. |
Quem deve fazer uso da medicação
antiviral? Toda pessoa hospitalizada que apresentar o diagnóstico
inicial de doença respiratória aguda grave, excluindo-se outros
diagnósticos ou causas para tal. Além desses, os pacientes
considerados de maior risco de gravidade clínica também podem
fazer uso da medicação (com base no protocolo do Ministério da
Saúde), a exemplo das gestantes, das crianças menores de dois anos
de idade, dos portadores de doenças crônicas e dos
imunocomprometidos. As pessoas consideradas de maior risco - mas
sem gravidade clínica -poderão ser tratadas em regime ambulatorial
(a critério médico), acompanhadas de monitoramento clínico.
3. A utilização de fosfato de
oseltamivir para o tratamento de gestantes e de crianças menores
de um ano de idade:
A infecção grave causada pelo vírus
Influenza A H1N1 em grávidas pode ser traduzida pela alta
mortalidade de pessoas, observada no Brasil e nos EUA. Em recente
estudo publicado pela revista Lancet, do total de pacientes que
evoluíram ao óbito nos EUA, no período de abril a julho de 2009,
13% foram gestantes. No Brasil, os dados recentes apontam para 11%
de gestantes no total de indivíduos que evoluíram ao óbito em
decorrência da Gripe A. Quando se deparam com os dados históricos
de outras epidemias de infecção pelo vírus Influenza, são
verificadas altas taxas de mortalidade em gestantes. Algumas
explicações para este fato incluem a maior suscetibilidade
decorrente das alterações hormonais durante a gestação e o efeito
compressivo fetal, que reduz a expansibilidade torácica e
prejudica a mecânica ventilatória, produzindo a retenção de
secreções pulmonares.
Atualmente já existem
recomendações para o afastamento de profissionais gestantes da
área da Saúde que realizam o atendimento direto a pacientes com
suspeita ou mesmo com a confirmação da infecção pelo vírus
Influenza A H1N1. Grávidas que apresentam síndrome gripal devem
ser tratadas precocemente com oseltamivir, além de realizarem
repouso domiciliar e acompanhamento médico. Embora não existam
remédios isentos de efeitos colaterais e de toxicidade, não existe
a aprovação em bula para uso de oseltamivir em crianças menores de
um ano de idade. Os benefícios da utilização da medicação têm se
suplantado em relação aos riscos de eventos adversos. Por isso, a
utilização de oseltamivir em crianças menores de um ano foi
liberada pelo órgão regulador de saúde nos EUA – a Food and Drug
Administration (FDA) - durante a pandemia de infecção pela Gripe
A. É fundamental que cada caso seja avaliado pesando-se os riscos
e os benefícios da terapia com o oseltamivir em pacientes de alto
risco pela gravidade clínica, relacionando-se os eventuais efeitos
colaterais do tratamento e o potencial da gravidade clínica
inerente ao retardo do início de um tratamento (somente em quadros
monitorados pelo médico, sem o tratamento com o remédio
recomendado).
4. O uso de oseltamivir profilático
(preventivo):
No momento, as recomendações incluem
os profissionais de Saúde sem proteção e expostos acidentalmente
às secreções respiratórias de pacientes com Gripe A. Também há a
indicação de profilaxia com oseltamivir aos indivíduos
imunocomprometidos comunicantes de pacientes com a Gripe A.
Até agora, os
serviços de Saúde devem estar organizados para o diagnóstico e o
tratamento precoces de casos graves ou com potencial de maior
gravidade clínica. A facilidade de acesso à medicação antiviral -
dispensada com base em evidências técnico-científicas e em
protocolos oficiais -, atrelada à equipe assistencial hospitalar
capacitada, constituem em aspectos importantes para a redução da
mortalidade associada à nova gripe.
Milton Lapchik |
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Medo de
contrair H1N1 pode causar pânico e outros problemas psicológicos
Manchetes
de jornais e programas de rádio e televisão estão tirando o sono
de muita gente. Assustadas com o aumento de casos da influenza A
muitas pessoas podem achar que estão infectadas sem estarem – até
manifestando sintomas. O mais grave é quando o nível alto de
ansiedade causa uma baixa de imunidade e realmente deixa a pessoa
vulnerável não apenas ao vírus H1N1, mas a outras doenças.
Essas pessoas são vítimas de uma
fobia momentânea, como explicam os psicólogos da Clínica Contato
Dra. Ana Lúcia Tuma e Dr. Willian Mac-Cormick Maron.
“O aparecimento
ou intensificação de sintomas é a forma mais comum da relação
entre físico e emocional. O medo normal protege a pessoa da
doença, já o medo patológico é aquele que protege a pessoa da
vida, interferindo na sua felicidade”, afirma a Dra. Ana Lúcia.
Há ainda o risco
de pessoas muito estressadas desenvolverem transtornos mentais
como o TOC ou aquelas que já sofrem desses males terem seu quadro
psicológico agravado. O Dr. Willian Mac-Cormick Maron ressalta que
os cuidados preventivos em relação a doenças como a gripe A que
estão sendo aconselhados - evitar locais muito fechados e
aglomerações, lavar corretamente e frequentemente as mãos e outros
- não são exageros dentro do contexto atual. Mas, assim que o medo
de ficar doente começar a afetar seu bem estar, as atividades do
dia-a-dia e os relaciomentos interpessoais, é preciso procurar um
médico da área de saúde mental.
Segundo a Dra.
Ana Lucia, o tratamento pode ser psicoterápico e, se houver
necessidade, medicamentoso. “O objetivo principal é diminuir a
ansiedade e fortalecer o lado emocional”. |
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Gripe A:
obesidade aumenta risco de complicações
Número de obesos é mais alto
entre os casos graves da doença, nos EUA
A
obesidade é um fator de risco para complicações clínicas da gripe
A(H1N1), apontou um estudo do Centro de Controle e Prevenção de
Doenças dos EUA (CDC, na sigla em inglês). Segundo o órgão,
pessoas com doenças cardíacas, deficiências imunológicas e
diabetes também correm mais risco, se contaminadas, do que a
população em geral.
O CDC analisou pacientes
hospitalizados com a gripe A no estado da Califórnia durante o mês
de maio e concluiu que a obesidade está entre os fatores que
elevam as chances de pessoas com essa gripe apresentarem
complicações médicas mais graves. A epidemiologista responsável
pelo estudo, Anne Shuchat, declarou ao jornal Washington Post que
ficou surpresa com a quantidade de pacientes obesos entre o número
dos casos de gripe A considerados como graves.
"A prevalência dessa
patologia está sendo notada especialmente entre estudantes e
pessoas jovens. Quando esses pacientes são bem nutridos e
previamente saudáveis, a doença costuma evoluir de forma benigna,
com a evolução clínica bastante semelhante às gripes que todos
conhecemos", explica o Dr. Nataniel Viuniski,
médico nutrólogo da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN).
"A obesidade é um grave fator de risco tanto para a saúde
individual como para a saúde pública", completa. |
Gestantes já estão entre os
grupos de risco
Na última semana, o CDC já havia
associado a gravidez ao aumento do risco de complicações clínicas
pela gripe A. Estudos sobre a gripe suína que acompanharam
mulheres grávidas concluíram que elas têm um risco elevado para
complicações sérias, particularmente no período final da gestação.
A explicação fisiológica para esse fenômeno é que com o
crescimento fetal, o fundo do útero comprime as bases pulmonares.
Essa compressão resulta em
dificuldade de inspirar profundamente e também para tossir de
forma a eliminar as secreções brônquicas. Além disso, o
crescimento do útero sabidamente bloqueia o retorno venoso,
alterando a circulação sanguínea no tórax por compressão na veia
cava inferior.
Segundo o Dr. Nataniel Viuniski, é
bem pertinente especular que as mesmas alterações possam ocorrer
em indivíduos com excesso de gordura intra-abdominal. "Somados às
outras complicações médicas que esses pacientes apresentam como a
síndrome metabólica, doenças cardiovasculares e apnéia do sono,
todas acabam concorrendo para que as pessoas obesas figurem no
grupo de risco elevado para gripe H1N1", conclui o médico
nutrólogo.
Tema será destaque em Congresso
Obesidade, síndrome metabólica e as
complicações clínicas causadas por essas e outras patologias
ligadas à má alimentação estão entre os temas que serão debatidos
na 13ª edição do Congresso Brasileiro de Nutrologia, entre os dias
16 e 18 de setembro. O evento acontece no Maksoud Plaza Hotel, em
São Paulo, e espera receber, este ano, mais de 2 mil médicos
nutrólogos, estudantes de medicina e profissionais da área de
saúde. A programação está disponível no site do Congresso (www.abran.org.br/congresso)
e as inscrições estão abertas, no mesmo endereço ou pelo telefone
(17) 3523-9732.
Fonte: ABRAN |
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Clínicas de
diálise adotam medidas para prevenir a disseminação da nova gripe
Cuidados com a higiene e atenção aos pacientes com quadro gripal
evitam interrupção do tratamento, que precisa ser mantido,
conforme orientam clínicas CINE e HDC, especializadas em saúde
renal
Para orientar os profissionais de clínicas e centros de
diálise sobre os procedimentos para prevenir a disseminação da
nova gripe (Influenza A - H1N1) em suas instalações, o Centro
Integrado de Nefrologia (CINE) e a Home Dialysis Center (HDC -
www.hdcdialise.com.br), clínicas especializadas em saúde
renal, destacam as principais medidas que precisam ser adotadas
por esses estabelecimentos para evitar que seus pacientes fiquem
sem tratamento. Segundo dados da Sociedade Brasileira de
Nefrologia (SBN), cerca de 90 mil pessoas em todo o país realizam
algum tipo de processo dialítico.
"Esses pacientes não podem interromper o tratamento. Com
ações simples, principalmente relacionadas à higiene e a atenção
às pessoas com quadro gripal, as clínicas mantém o seu atendimento
e evitam a propagação da nova gripe", explica Dra. Carmen Tzanno,
nefrologista e diretora do CINE-HDC.
Durante a diálise
Segundo a médica, pacientes em tratamento dialítico, que
venham a apresentar quadro gripal (mesmo a comum), precisam ser
isolados durante o procedimento, como medida de precaução. Devem
utilizar máscaras cirúrgicas (trocadas a cada duas horas) e, se
possível, serem dialisados em local com porta fechada.
"Caso a clínica ou centro de diálise não disponham de um recinto
separado, recomenda-se colocar o paciente com sintomas de gripe
distante dos demais. Se forem várias pessoas com o mesmo quadro,
pode-se agrupá-las em uma sala ou programar um turno de diálise
para atender apenas esses pacientes", orienta Dra. Carmen.
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Higiene
De acordo com a diretora do CINE-HDC, os integrantes das
equipes de enfermagem que auxiliam os pacientes durante a diálise
precisam utilizar equipamentos de proteção individual, como
máscaras, óculos de proteção, jaleco e luvas descartáveis. O
profissional deve descartar todos esses itens e lavar as mãos com
água e sabão e/ou álcool gel antes de manipular outros pacientes
e ao sair da sala de tratamento. Os materiais utilizados pelo
paciente durante o procedimento também devem ser descartados. São
utilizados lenços de papel descartáveis para cada paciente
infectado para que ele possa tossir ou espirrar, evitando-se
espalhar gotículas de saliva no ambiente
O espaço onde a diálise é realizada deve ser limpo e
desinfetado após as sessões. De um modo geral, as precauções
precisam ser mantidas por sete dias após surgirem os primeiros
casos de pacientes com sintomas de gripe.
Prevenção
Pacientes com doença renal crônica pré-diálise devem tomar
os mesmos cuidados recomendados para a população em geral, ou
seja, é preciso evitar: contato com pessoas com quadros gripais;
viagens para localidades onde há elevada incidência de casos;
locais fechados, mal ventilados ou com grandes aglomerações.
Recomenda-se ainda utilizar máscaras cirúrgicas (trocar a cada
duas horas) e lavar as mãos com frequência.
A infecção pelo vírus H1N1 (Influenza A) é suspeita quando há
ocorrência dos seguintes sintomas: febre, tosse e dor de garganta,
na ausência de diagnóstico de outro tipo de gripe. Também são
considerados suspeitos casos de pessoas que tiveram contato com
pacientes infectados pela nova gripe ou que viajaram para locais
que concentram grande número de ocorrências da doença. A
confirmação é feita por meio de exame de PCR-RT ou cultura viral.
Fonte: CINE-HDC
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Alerta da
gripe suína se deve ao fato de o vírus ser uma nova cepa
Para
pesquisadores, ausência de imunidade é responsável pelos aspectos
atuais da pandemia. Além disso, antivirais são sensíveis à nova
influenza e mutantes da doença sazonal não colaboraram com a nova
cepa. OMS lança também diretrizes para médicos, com relação aos
casos potencialmente graves, principalmente nos grupos de risco.
Muita confusão
existe por conta das notícias nem sempre esclarecedoras sobre a
Influenza A(H1N1), popularmente consagrada como gripe suína. De
fato, embora o quadro clínico se assemelhe em quase tudo à gripe
sazonal, que costuma ocorrer como epidemia principalmente no frio
e em países do hemisfério norte, o fato de ser um novo vírus
agindo em períodos mais temperados, por exemplo, nos Estados
Unidos, fez com que a Centers for Disease Control and Prevention (CDC)
tivesse se antecipado em medidas de vigilância, visto que os dois
primeiros casos foram descritos nos Estados Unidos.
“Nós estamos muito
atentos ao novo H1N1 porque é uma nova cepa da Influenza A, o que
vinha sendo muito raro de acontecer, e a maioria das pessoas,
portanto, não tem imunidade para ela”, disse Artlealia Gilliard,
relações públicas, representando o CDC, em entrevista por e-mail à
Agência Notisa. Embora os dois primeiros casos não mostrassem
gravidade, como, aliás, acontece com a maioria dos pacientes da
gripe suína, “ qualquer gripe tem taxas de casos graves, com
internações e mortes”, acrescentou, o que de certa forma justifica
acesso da população a notícias sobre mortes, que não são
divulgadas nas gripes ‘costumeiras’, embora as taxas sejam até
mais elevadas.
Para o CDC, a
severidade da nova H1N1 tem se mostrado bastante similar àquela
causada pela influenza sazonal. Entretanto, a nova gripe “é única
que se alastrou fora da estação ‘normal’ de influenza e que parece
estar afetando pessoas jovens (mais de 50% dos infectados e
hospitalizados têm menos de 25 anos de idade) em número bem
superior às outras faixas etárias,” diz Gilliard. Segundo ela,
idosos são os principais atingidos nos outros casos, “o que
diferencia a nova doença, que afeta pessoas mais novas”.
Já Joel Mossong, do
National Health Laboratory, de Luxemburgo, pesquisador em doenças
infecciosas, com trabalhos sobre vírus da influenza e mutantes
resistentes ao oseltamivir, diz que os dados que existem na
literatura médica faz com que ele e seus colegas não suspeitem que
possa existir muita diferença na severidade clínica entre os casos
causados pela gripe sazonal e aqueles pela nova cepa de H1N1.
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“A única diferença entre a pandemia
de H1N1 e a influenza sazonal deve ser a futura ocorrência de um
número maior de casos (visto que não existe imunidade na população
contra a nova cepa), isto se uma vacina não estiver disponível
antes de a estação da gripe começar no Hemisfério Norte”, disse em
entrevista por e-mail à Agência Notisa.
Com relação aos
mutantes dos vírus tradicionais A(H1N1), o H275Y e o D354G,
resistentes ao oseltamivir, o pesquisador afirma que a mutação foi
raramente encontrada na nova pandemia, “apenas em uma minoria de
casos e em pacientes com tratamento prolongado devido à
imunodeficiência”. Para ele, o mais importante é reforçar que os
casos de vírus resistente aos medicamentos ocorrem muito
esporadicamente, com nenhuma evidência de possibilidade de
alastramento futuro destes vírus. “No estágio atual é muito
improvável que a forma resistente ao oseltamivir se desenvolva e
se dissemine de forma rápida, pois a cepa sensível já é prevalente
ao redor do mundo”.
Da mesma forma, artigo
divulgado on line pelo CDC, sobre os testes feitos com os
antivirais, confirmam as afirmações do pesquisador de Luxemburgo.
O texto informa que apenas vírus de dois pacientes – de uma
amostra girando em torno de 600 espécimes investigados, metade
para resistência ao oseltamivir, metade para zanamivir – com
quadro da nova pandemia e imunodeprimidos apresentaram o vírus
mutante H275Y. Além disso, os vírus, foram, ao exame, sensíveis ao
zanamivir.
“A analise da seqüência do gene da
neuraminidase destes vírus resistentes ao oseltamivir mostrou que
a resistência à droga não foi resultado do reagrupamento do vírus
A(H1N1) sazonal”, escrevem os autores, salientando que esta
resistência surgiu ao longo do tratamento. Isto parece afastar a
suspeita de que o vírus da nova pandemia poderia ser, na verdade,
um mutante da gripe sazonal resistente aos antivirais.
Em texto disponibilizado hoje em sua
home page, A Organização Mundial de Saúde informa sobre as
diretrizes sugeridas aos médicos com relação ao uso de antivirais
em quadros graves, para pacientes de qualquer idade ou grávidas.
“Para pacientes que se apresentam inicialmente com doença severa
ou naquelas com deteriorização das condições gerais, a OMS
recomenda tratamento com oseltamivir, assim que for possível”, diz
o texto, indicando o uso de zanamivir, “caso o oseltamivir não
esteja disponível. Já para pacientes com outras afecções médicas
subjacentes, qualquer dos dois medicamentos pode ser prescrito.
Além disso, já que grávidas estão incluídas no grupo de maior
risco, a OMS recomenda que recebam tratamento antiviral assim que
possível após a instalação dos sintomas”. Por fim, “A OMS
recomenda pronto tratamento antiviral para crianças com doença
severa ou deteriorante, e aquelas sobre risco de doença mais
severa ou complicada. Esta recomendação inclui todas as crianças
abaixo da idade de 5 anos, já que este grupo está sob risco
elevado de doença mais severa”.
Agência Notisa (science
journalism – jornalismo científico) |
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Nova
Estratégia
Dois
motivos principais levaram a OMS a mudar de estratégia. O primeiro
foi a semelhança observada entre a nova doença e a gripe comum. E
o segundo, com base na experiência de outras pandemias, foi a
constatação de que a contagem de casos individuais não é mais
essencial nesses países para monitoramento, seja pelo nível ou
natureza do risco representado pelo vírus pandêmico, seja para
orientar medidas de resposta mais apropriadas. Como consequência,
os exames laboratoriais de biologia molecular, única forma de
diagnosticar o novo vírus, deixaram de ser indicados para todos os
casos com sintomas de gripe.
“É importante ficar
claro que essa prática não é exclusiva do Brasil, vem sendo
adotada por vários países. Vamos continuar a registrar o número de
casos, mas apenas em pacientes graves, no caso de óbitos e para
confirmar surtos em comunidades fechadas, como escolas, creches e
empresas”, diz o diretor de Vigilância Epidemiológica do
Ministério da Saúde, Eduardo Hage.
Nesta fase da
doença, com mais de 180 países afetados, muitos deles com livre
circulação do vírus, o objetivo não é mais saber se todos os que
têm gripe foram infectados por vírus da influenza sazonal ou pelo
novo vírus, diz Eduardo Hage. “Para o paciente com sintoma leve,
não faz diferença saber se tem a nova gripe ou a sazonal. Faz,
sim, diferença para os casos graves ou as pessoas com fatores de
risco, justamente os casos previstos no protocolo para indicação
de exame laboratorial”.
Fatores e grupos de risco com
indicação para tratamento e exame laboratorial
Grávidas
Crianças menores de 2 anos e
idosos com mais de 60 anos
Pessoas com doenças que debilitam
o sistema imunológico (defesas do organismo), como câncer e aids,
ou que tomam regularmente medicamentos que debilitam o sistema
imunológico
Pessoas com doenças crônicas
preexistentes, como problemas cardíacos (como arritmias),
pulmonares (exemplos: bronquite e asma), renais (pessoas que fazem
hemodiálise, por exemplo) e sanguíneos (como anemia e hemofilia)
Diabetes, hipertensão e obesidade
mórbida. |
ENTREVISTA – Eduardo Hage
AGÊNCIA SAÚDE – Se todos os casos da
nova gripe não são mais contados, como o Ministério da Saúde
monitora a circulação do novo vírus no país?
EDUARDO HAGE – Esse trabalho não é
novo. Vem sendo feito desde 2000, por meio de uma rede sentinela
que tem 62 unidades em todo o país, pelo menos uma por unidade da
federação. É essa rede que acompanha a circulação dos vários tipos
de vírus influenza no Brasil e também a ocorrência de surtos. A
rede permite que as autoridades sanitárias monitorem a ocorrência
de surtos devido ao vírus da gripe comum, e, agora, do novo vírus,
por meio da coleta sistemática de amostras de secreção nasal e
envio aos três laboratórios de referência para influenza, a
Fundação Oswaldo Cruz (RJ), o Instituto Adolf Lutz (SP) e o
Instituto Evandro Chagas (PA).
AS – Não se usa mais a taxa de
letalidade?
EH – Sim, mas apenas para os casos
graves. Esses, sim, são possíveis de contabilizar, porque o Brasil
tem um critério claro de classificação. Consideramos caso grave
todos os pacientes com agravamento súbito do estado de saúde e com
febre, tosse e dificuldade respiratória, mesmo que moderada. Isso
nos permite acompanhar os casos graves da doença, que felizmente
são a menor parte. Na grande maioria dos casos, os pacientes se
recuperam com facilidade. Tem sido assim em todo o mundo.
AS – E nos casos graves, como está o
Brasil em relação a outros países?
EH – Não é possível fazer essa
comparação porque não existe um protocolo único, da OMS, definindo
o que é caso grave e recomendado para todos os países. Ou seja,
cada país adota um critério. Então, não existe uma base segura e
confiável para comparar.
AS – O Brasil é o terceiro país com
o maior número de registros, atrás de Argentina (338) e Estados
Unidos (436). Isso preocupa o governo?
EH – Claro que sim. O governo
lamenta cada morte, mas lembra à população que não há motivo para
pânico. A doença, repito, na grande maioria dos casos, apresenta
sintomas leves. Portanto, ao sentirem qualquer sintoma de gripe,
as pessoas devem procurar imediatamente o médico de confiança, não
os hospitais, que além de não serem o melhor lugar para tratar
gripe, devem estar livres para atender aos casos graves. E a rede
de saúde do país está preparada para isto: são 1.978 leitos de
UTI, em 68 hospitais de referência. |
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Gripe Suína:
Alimentação saudável e balanceada melhora a imunidade contra
doença.
Prevenção. Este tem sido o assunto
do momento. Em meio a tantas informações dadas pela mídia, Órgãos
de Saúde e conversas entre amigos, a Influenza A (H1NI),
popularmente conhecida por “Gripe Suína”, vem chamando à atenção
de todos nós. Mas, diante do bombardeio de notícias negativas a
respeito desta doença, o que fazer para se prevenir?
Para a
nutricionista cooperada da COOPEC (Cooperativa de Ensino de São
José do Rio Preto – SP), Maria José Pupin Jafelice, a alimentação
saudável é uma boa alternativa para melhorar a imunidade do nosso
organismo. “Diante de tantos vírus e em especial o Influenza H1N1,
a orientação para manter o nosso sistema imunológico fortalecido,
é fazer uma alimentação diária saudável e balanceada”, diz.
De acordo com Maria José, as
vitaminas e minerais estão em primeiro lugar na melhora da
imunidade. “É preciso aumentar o consumo de hortaliças, portanto,
são recomendadas, quatro porções ao dia. Já as frutas frescas,
cinco porções ao dia. Essas são boas sugestões”, aconselha.
As proteínas com
sua capacidade de estruturar nossas células, também participam da
formação dos anticorpos e não podem ser esquecidas. “Carnes em
geral, ovos, feijão, frutas oleaginosas. Neste momento, devemos
dar uma atenção especial às proteínas de origem vegetal”, orienta.
Segundo
especialistas, as leguminosas, tais como: feijões, lentilha,
ervilha e soja, possuem valor biológico de proteína relativamente
baixo pela limitação de aminoácidos sulfurados. “Porém, quando as
leguminosas como o feijão, por exemplo, são ingeridas juntamente
com o arroz, há uma compensação no quadro de proteínas,
justificando assim, a combinação do arroz com o feijão, um
alimento de excelente valor protéico, fato questionável
popularmente”, afirma Maria José.
Ainda de acordo com a
nutricionista, o ácido Graxo Ômega 3, sem dúvida auxilia, e muito,
nas desordens do sistema imunológico, surgidas na nossa moderna
sociedade ocidental. “Importante o consumo do salmão, sardinha e
linhaça, ricos nesse tipo de gordura”, recomenda. |

A água também é
indispensável a nossa saúde, portanto, devemos beber em grande
quantidade (sempre em copos individuais). “A água não só melhora
nossa hidratação como evita que nossas mucosas (boca, nariz e
olhos) não se ressequem, facilitando a entrada do vírus. Devemos
ainda, higienizar com água e sabonete as mãos várias vezes ao dia
e lavar muito bem as hortaliças e frutas antes do consumo. Para
quem tem o hábito de se alimentar em restaurantes, à atenção deve
ser redobrada”, alerta.
Outros alimentos
que ajudam a potencializar o sistema imunológico são: alho,
cebola, gengibre, açafrão. Todos eles podem ser acrescentados
durante o preparo dos alimentos.
Em frente a uma
situação de insegurança de ter ou não contato com o vírus
Influenza A, o mais importante é estar fortalecido para superá-lo.
“A dica é consumir muitos nutrientes e substituir os lanches,
salgadinhos fritos, sopas e sucos em pó. Ou seja, os
industrializados, pois, além das perdas nutricionais no
processamento, há a adição de aditivos químicos em excesso, pelos
alimentos naturais da feira. Em resumo, estar bem alimentado é
estar naturalmente bem imunizado”, finaliza.
Fonte: Maria José Pupin
Jafelice
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Gravidade dos casos da gripe A
(H1N1) e da comum é semelhante
Dados indicam que
abordagem clínica para diagnóstico, tratamento e
internação deve ser a mesma para ambos os vírus, informa o
diretor de vigilância epidemiológica
Dados divulgados pelo
Ministério da Saúde nesta sexta-feira, 24 de julho,
indicam semelhança entre a gravidade dos casos de
influenza A (H1N1) e de gripe comum ou sazonal no Brasil.
Dos 1.566 casos confirmados para a nova influenza A (H1N1)
no país entre 25 de abril e 18 de julho deste ano, 14,2%
apresentaram dificuldade respiratória moderada ou grave,
além de febre e tosse — sintomas compatíveis com a
definição de síndrome respiratória aguda grave. No
mesmo período, das 528 pessoas com diagnóstico da gripe
sazonal, 17% evoluíram para esse mesmo quadro.
“No Brasil, podemos
afirmar categoricamente que adoecer pela gripe comum ou
pela H1N1 é muito semelhante do ponto de vista da
gravidade dos casos. Isso indica que a abordagem clínica
para diagnóstico, tratamento e internação deve ser a mesma
para ambos os vírus”, afirmou o diretor de Vigilância
Epidemiológica do MS, Eduardo Hage, em conversa com a
imprensa. Não existem estudos que apontem como o novo
vírus vai se comportar daqui para frente.
De abril a julho, foram
notificados 8.328 casos suspeitos de algum tipo de gripe
no país, com maior concentração nas regiões Sul e Sudeste.
Desse total, 1.957 casos foram descartados para qualquer
vírus influenza e 4.277 ainda estão em estudo.
Do ponto de vista da
manifestação da doença por idade, também há semelhança
entre os dois vírus. A análise epidemiológica realizada
até o momento indica que a faixa etária mais acometida
tanto pelo vírus H1N1 quanto pelo vírus da influenza
sazonal é a de 20 a 49 anos, com mais de 60% dos casos.
Por outro lado, desde
abril, dos exames de diagnóstico com resultado positivo
para algum tipo de vírus respiratório nos três
laboratórios de referência do Brasil — Fundação Oswaldo
Cruz (Fiocruz/RJ), Instituto Evandro Chagas (IEC/PA) e
Instituto Adolf Lutz (SP) —, 60% foram para H1N1. No Chile
e na Argentina, esse percentual já ultrapassa 90%.
Segundo Hage, ainda é
cedo para se confirmar, mas é possível que o novo vírus
esteja substituindo o vírus da gripe comum.
USO DO ANTIVIRAL
- Eduardo Hage reiterou
que o uso indiscriminado do antiviral fosfato de Oseltamivir
(conhecido como Tamiflu) para todos os casos de gripe pode
tornar o novo vírus A (H1N1) resistente ao medicamento, isto
é, diminuir sua eficácia no tratamento da doença. “O número de
países que apresentam resistência ao novo vírus em relação ao
Oseltamivir tem aumentado. Além de Hong Kong, Japão e
Dinamarca, o Canadá, especificamente na província de Quebec,
registrou um caso de resistência nesta semana”, disse o
diretor.
De acordo com o Protocolo
de Manejo Clínico e Vigilância Epidemiológica da Influenza do
Ministério da Saúde, baseado em recomendações da Organização
Mundial da Saúde, apenas os pacientes com agravamento do
estado de saúde nas primeiras 48 horas, desde o início dos
sintomas, e as pessoas com maior risco de apresentar quadro
clínico grave serão medicadas com o fosfato de oseltamivir. O
grupo de risco é composto por idosos, crianças menores de dois
anos, gestantes, pessoas com diabetes, doença cardíaca,
pulmonar ou renal crônica, deficiência imunológica (como
pacientes com câncer, em tratamento para AIDS), pessoas com
obesidade mórbida e também com doenças provocadas por
alterações da hemoglobina, como anemia falciforme.
Confira outros pontos da
conversa com a imprensa:
Cálculo da letalidade e da taxa de mortalidade do novo
vírus A (H1N1)
A partir de agora e de
acordo com as recomendações da Organização Mundial da Saúde
(OMS), a letalidade do novo vírus A (H1N1) será medida
apenas em relação aos casos graves. O percentual de
pessoas que chegam a óbito em relação ao total de pacientes
graves é, no momento, de
12,8%.
A taxa de mortalidade do
novo vírus A (H1N1), por sua vez, será calculada considerando
o número de casos em relação ao número de habitantes. Isso
permitirá a comparação da mortalidade pela gripe neste ano em
relação aos anos anteriores, o que poderá ser feito depois do
fechamento do mês de julho. Com as 29 mortes confirmadas no
Brasil pela doença até o dia 22 de julho, a taxa de
mortalidade por influenza A (H1N1) no país é de 0,015 por 100
mil habitantes. Confira outras taxas de mortalidade no mundo:
|
País |
Mortes |
Número de Habitantes |
Porcentagem final |
|
Chile |
68 |
16.802.953 |
0,4 |
|
Argentina |
137 |
39.934.109 |
0,34 |
|
Austrália |
37 |
20.950.604 |
0,17 |
|
Canadá |
50 |
33.169.734 |
0,15 |
|
México |
128 |
107.801.063 |
0,11 |
|
EUA |
263 |
308.798.281 |
0,08 |
|
Reino Unido |
29 |
61.018.648 |
0,04 |
|
Espanha |
4 |
44.592.770 |
0,04 |
|
Brasil |
29 |
191.481.045 |
0,01 |
|
Atualização de óbitos: 22 de julho de 2009 |
|
|
Fonte: Número de habitantes IBGE, 2008 |
|
MS
não recomenda adiar viagens para estados dentro do Brasil
A recomendação do
Ministério da Saúde é para que pessoas dos grupos de risco ou
doenças crônicas pré-existentes, como diabetes, evitem viajar
para países com transmissão sustentada, como Argentina, Chile,
Reino Unido, Estados Unidos, e Canadá. Isso se deve ao fato de
o governo federal não poder assegurar o tratamento fora do
território nacional. Dentro do país, em qualquer estado, o
cidadão tem o direito de ser atendido no Sistema Único de
Saúde (SUS) e ter a conduta adotada no serviço de saúde de
acordo com o protocolo do Ministério da Saúde.
Cuidados para se prevenir da doença
Alguns cuidados básicos de
higiene podem ser tomados, como: lavar bem as mãos
frequentemente com água e sabão, evitar tocar os olhos, boca e
nariz após contato com superfícies, não compartilhar objetos
de uso pessoal e cobrir a boca e o nariz com lenço descartável
ao tossir ou espirrar.
Recomendações para a volta às aulas
O Ministério da Saúde e o
Ministério da Educação recomendam que os estudantes
brasileiros com sintomas de gripe sigam orientações médicas e
evitem retornar às atividades escolares até estarem
completamente restabelecidos. A orientação tem como objetivo
reforçar a prevenção contra a nova gripe, evitando assim que
alunos infectados contagiem colegas. Professores e diretores
de escolas também devem ficar atentos e orientar estudantes
com sintomas a retornar às suas casas. Pais e responsáveis
devem levar seus filhos aos postos de saúde ao consultório
médico de confiança ao perceberem os primeiros sinais de uma
gripe, que são febre repentina, tosse, coriza, dores
musculares, nas articulações e dor de cabeça.
Confiram algumas tabelas sobre a situação
epidemiológica da nova influenza A (H1N1) no Brasil, 2009
Tabela 1. Distribuição de casos notificados de síndrome gripal
segundo classificação etiológica e unidade federada. Brasil,
até semana epidemiológica 28 de 2009.
|
ID |
UF |
SUSPEITO |
CONFIRMADO A(H1N1) |
CONFIRMADO (SAZONAL) |
DESCARTADO |
TOTAL |
|
n |
% |
n |
% |
n |
% |
n |
% |
n |
% |
|
1 |
SP |
1.671 |
50,09 |
666 |
19,96 |
387 |
11,60 |
612 |
18,35 |
3.336 |
100 |
|
2 |
PR |
689 |
65,12 |
65 |
6,14 |
2 |
0,19 |
302 |
28,54 |
1.058 |
100 |
|
3 |
RJ |
599 |
60,69 |
205 |
20,77 |
27 |
2,74 |
156 |
15,81 |
987 |
100 |
|
4 |
RS |
641 |
68,26 |
159 |
16,93 |
2 |
0,21 |
137 |
14,59 |
939 |
100 |
|
5 |
MG |
184 |
33,64 |
139 |
25,41 |
26 |
4,75 |
198 |
36,20 |
547 |
100 |
|
6 |
SC |
135 |
37,50 |
64 |
17,78 |
|
0,00 |
161 |
44,72 |
360 |
100 |
|
7 |
BA |
163 |
64,94 |
48 |
19,12 |
29 |
11,55 |
11 |
4,38 |
251 |
100 |
|
8 |
DF |
27 |
22,50 |
40 |
33,33 |
11 |
9,17 |
42 |
35,00 |
120 |
100 |
|
9 |
PE |
11 |
12,36 |
24 |
26,97 |
1 |
1,12 |
53 |
59,55 |
89 |
100 |
|
10 |
GO |
10 |
11,24 |
20 |
22,47 |
7 |
7,87 |
52 |
58,43 |
89 |
100 |
|
11 |
ES |
23 |
26,74 |
13 |
15,12 |
14 |
16,28 |
36 |
41,86 |
86 |
100 |
|
12 |
PA |
4 |
6,06 |
32 |
48,48 |
8 |
12,12 |
22 |
33,33 |
66 |
100 |
|
13 |
CE |
23 |
50,00 |
13 |
28,26 |
-- |
-- |
10 |
21,74 |
46 |
100 |
|
14 |
SE |
22 |
51,16 |
9 |
20,93 |
4 |
9,30 |
8 |
18,60 |
43 |
100 |
|
15 |
MT |
15 |
34,88 |
7 |
16,28 |
2 |
4,65 |
19 |
44,19 |
43 |
100 |
|
16 |
MA |
14 |
33,33 |
5 |
11,90 |
-- |
-- |
23 |
54,76 |
42 |
100 |
|
17 |
RN |
1 |
2,38 |
14 |
33,33 |
5 |
11,90 |
22 |
52,38 |
42 |
100 |
|
18 |
MS |
16 |
38,10 |
6 |
14,29 |
-- |
-- |
20 |
47,62 |
42 |
100 |
|
19 |
AL |
12 |
32,43 |
8 |
21,62 |
2 |
5,41 |
15 |
40,54 |
37 |
100 |
|
20 |
TO |
-- |
-- |
11 |
42,31 |
-- |
-- |
15 |
57,69 |
26 |
100 |
|
21 |
PI |
1 |
4,00 |
7 |
28,00 |
-- |
-- |
17 |
68,00 |
25 |
100 |
|
22 |
PB |
3 |
13,64 |
5 |
22,73 |
1 |
4,55 |
13 |
59,09 |
22 |
100 |
|
23 |
AC |
10 |
76,92 |
1 |
7,69 |
-- |
-- |
2 |
15,38 |
13 |
100 |
|
24 |
RO |
3 |
60,00 |
-- |
-- |
-- |
-- |
2 |
40,00 |
5 |
100 |
|
25 |
RR |
-- |
-- |
2 |
40,00 |
-- |
-- |
3 |
60,00 |
5 |
100 |
|
26 |
AP |
-- |
-- |
1 |
20,00 |
-- |
-- |
4 |
80,00 |
5 |
100 |
|
27 |
AM |
-- |
-- |
2 |
50,00 |
-- |
-- |
2 |
50,00 |
4 |
100 |
|
|
TOTAL |
4.277 |
51,36 |
1.566 |
18,80 |
528 |
6,34 |
1957 |
23,50 |
8.328 |
100 |
Fonte: SINAN
Tabela 2. Distribuição
de casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave), segundo
gênero e classificação etiológica. Brasil, até semana
epidemiológica 28 de 2009.
|
Classificação |
Feminino |
Masculino |
Total |
|
n |
% |
n |
% |
n |
% |
|
Em investigação |
541 |
54,87 |
445 |
45,13 |
986 |
100 |
|
Influenza A(H1N1) |
117 |
52,70 |
105 |
47,30 |
222 |
100 |
|
Influenza sazonal |
51 |
57,95 |
37 |
42,05 |
88 |
100 |
|
Descartado |
173 |
60,28 |
114 |
39,72 |
287 |
100 |
|
Total |
882 |
55,72 |
701 |
44,28 |
1583 |
100 |
Tabela 3.
Distribuição de casos confirmados de SRAG segundo
classificação etiológica e sinais e sintomas. Brasil,
até
semana epidemiológica 28 de
2009

Fonte: SINAN
Tabela 4. Distribuição
de casos de SRAG pela nova Influenza A(H1N1), segundo fatores
de risco (n=222). Brasil,
até
semana epidemiológica 28 de
2009
Dentre os fatores de risco para doença grave, relacionados no
Protocolo, para os casos de SRAG pela nova influenza A(H1N1),
destacam-se gestação, pneumopatias crônicas e doença
cardio-vascular (hipertensão e cardiopatia) (Tabela 5).

Fonte: SINAN
*
O calculo de proporção de gestantes (n=8) teve como base o
universo de 116 mulheres com SRAG. Os outros percentuais
correspondem ao universo de 222 pacientes.
Tabela 5. Distribuição
de casos confirmados de SRAG por Influenza A(H1N1), segundo
classificação etiológica e faixa etária. Brasil,
até
semana epidemiológica 28 de
2009
Mais de 60% dos casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda
Grave) pelo novo vírus influenza A(H1N1) e pelo vírus de
influenza sazonal está concentrado na faixa etária de 20 a 49
anos. A idade média para ambos os tipos de vírus é de 29 anos.

Fonte: SINAN
Obs: 2
registros sem informação no campo idade em influenza A(H1N1)
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Estratégias
empresariais diante da nova gripe
Os efeitos da
nova gripe vão muito além das dores no corpo, febre, tosse e dor
de garganta. Escolas postergando o início das aulas, párocos
evitando a saudação de paz nas missas, pessoas evitando lugares
fechados, restrições quanto a viagens para determinados países. A
continuar neste ritmo, a pandemia poderá atrasar ainda mais o
processo de recuperação econômica mundial.
Mas nem tudo está perdido, pelo menos aos fabricantes de máscaras,
álcool em gel e remédios contra a gripe. Os grupos farmacêuticos
de determinados produtos tiveram vendas na casa de um bilhão de
dólares somente no primeiro trimestre, triplicando os resultados
em relação ao ano anterior.
Apesar de toda a euforia no setor, há uma preocupação generalizada
sobre a possível falta destes medicamentos. Governos informam que
há quantidade suficiente para os casos mais severos e pessoas
pertencentes ao grupo de risco. Vacinas já começaram a ser
desenvolvidas, mas com previsão de conclusão a partir de setembro.
Contudo, considerando que os óbitos estão atingindo também pessoas
saudáveis, haverá remédio suficiente para imunizar toda a
população? Acredito que esta seja uma preocupação relevante e temo
que a resposta para esta intrigante questão seja negativa.
Os laboratórios foram pegos de surpresa com a chegada da nova
gripe, cuja procura superou qualquer sazonalidade, como as gripes
comuns, típicas no inverno. Apesar dos lucros, as empresas têm
difíceis decisões a serem tomadas.
Concentrar todos os esforços na produção desses produtos devido ao
aumento repentino da procura pode custar caro. Aumentar a produção
requer altos investimentos e leva tempo. Dedicar-se a isso sem
boas doses de planejamento pode gerar excesso de estoques e
capacidade produtiva ociosa quando a gripe passar. |

Alocar parte das linhas de produção para a fabricação dos itens em
evidência no momento pode ainda significar a diminuição ou a
paralisação temporária na produção de outros produtos. Os
concorrentes poderiam aproveitar este vácuo, tomando espaço nestes
mercados.
Aumentar preços não é politicamente correto numa situação de
pânico mundial, apesar de tentador. Mancharia a imagem das
empresas, as quais poderiam ser chamadas de oportunistas. Conforme
a teoria, seria a estratégia correta para diminuir a procura em
situações normais, o que definitivamente não é adequado neste
caso.
Enfim, quero reforçar que os laboratórios não podem se deixar
levar pela onda da nova gripe sem qualquer preocupação extra com o
planejamento empresarial. Aumentar a produção e garantir que não
falte medicamento aos que realmente necessitam é a obrigação
deles. Mas é preciso cuidar muito bem da estratégia do negócio
para que os lucros obtidos agora não se transformem em grandes
prejuízos no futuro.
Marcos Morita |
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SUS está preparado para enfrentar
a gripe A (H1N1)
Sistema de Saúde têm 68 unidades
de referência, 5,9 mil hospitais credenciados, 42 mil
estabelecimentos de atenção básica e 30 mil equipes de saúde da
família
O
Brasil conta com uma estrutura de saúde significativa para
enfrentar a pandemia de influenza A (H1N1). Além das 68 unidades
de referência preparadas para dar assistência a pacientes graves e
com fatores de risco, o Sistema Único de Saúde (SUS) tem 368 mil
leitos de internação nos 5,9 mil hospitais credenciados e 42.412
estabelecimentos de atenção básica. Nos hospitais de referência,
há 1.978 leitos de UTI para prestar assistência aos pacientes.
Entre as unidades
de atenção básica destacam-se os postos de saúde, os centros de
saúde, as unidades mistas e as unidades móveis fluviais (veja
abaixo). Desse total de estabelecimentos, 24.378, isto é, 57,47%
têm equipes de saúde da família (ESF), atuantes na promoção de
saúde, prevenção, recuperação, reabilitação de doenças e na
manutenção da saúde da comunidade. O país tem 30 mil ESF,
responsáveis por uma cobertura populacional que ultrapassa 90
milhões de pessoas.
O secretário de Atenção à Saúde do
Ministério da Saúde (MS), Alberto Beltrame, destaca que, com a
confirmação de transmissão sustentada realizada no dia 16 de julho
no Brasil (o que significa que há circulação do vírus entre
pessoas sem vínculo com quem esteve no exterior), a população
passou a contar com a estrutura de toda a rede de saúde existente
para ter acesso à assistência. Seguindo as recomendações da
Organização Mundial da Saúde (OMS), a preocupação é evitar o
agravamento da enfermidade e a ocorrência de óbitos.
Para Beltrame, a
existência do SUS é o diferencial do Brasil no enfrentamento do
novo vírus A (H1N1). “A primeira fase foi a de contenção. Agora,
com a transmissão sustentada, passamos a contar com toda a atenção
básica e todos os hospitais de país, que têm uma estrutura enorme.
O MS está absolutamente seguro de que a rede disponível tem
capacidade para atender a população”, afirma o secretário.
Estoque de Medicamentos – O
Ministério da Saúde tem medicamento suficiente para enfrentar a
pandemia de influenza A (H1N1). Há matéria-prima para produção de
9 milhões de tratamentos de fosfato de oseltamivir (cada um com 10
cápsulas), conhecido como Tamiflu.
Além disso, no
dia 21 de julho, o governo federal recebeu um lote de 50 mil
tratamentos. Outros 150 mil tratamentos produzidos por
Farmanguinhos começam a ser distribuídos em agosto. Até o fim de
setembro, mais lote de 800 mil tratamentos adquiridos pelo MS
chegará aos depósitos federais. Sendo assim, nos próximos dois
meses, o governo federal terá um milhão a mais de medicamentos
disponíveis.
Automedicação - O MS reitera
a importância de a população não se automedicar. O uso
indiscriminado do antiviral para todos os casos de gripe pode
tornar o novo vírus A (H1N1) resistente ao medicamento, isto é,
diminuir sua eficácia no tratamento da doença. Países como Hong
Kong, Japão, Dinamarca e Canadá já registraram casos de
resistência ao fármaco.
De acordo com o
Protocolo de Manejo Clínico e Vigilância Epidemiológica da
Influenza do Ministério da Saúde, apenas os pacientes com
agravamento do estado de saúde nas primeiras 48 horas, desde o
início dos sintomas, e as pessoas com maior risco de apresentar
quadro clínico grave serão medicados com o fosfato de oseltamivir.
O grupo de risco
é composto por idosos, crianças menores de dois anos, gestantes,
pessoas com diabetes, doença cardíaca, pulmonar ou renal crônica,
deficiência imunológica (como pacientes com câncer, em tratamento
para AIDS), pessoas com obesidade mórbida e também com doenças
provocadas por alterações da hemoglobina, como anemia falciforme.
|
ESTRUTURA DE ATENÇÃO BÁSICA BRASILEIRA |
|
Estado |
Número de Estabelecimentos da Atenção Básica
* |
Número de Estabelecimentos da Atenção Básica
com Equipes de Saúde da Família |
Número de Equipes Saúde da Família |
|
SP |
4.517 |
1.971 |
3.224 |
|
PB |
1.609 |
1.226 |
1.250 |
|
RS |
2.574 |
1.029 |
1.183 |
|
SE |
649 |
382 |
555 |
|
AC |
233 |
129 |
138 |
|
TO |
348 |
280 |
381 |
|
PR |
2.501 |
1.213 |
1.704 |
|
RR |
225 |
89 |
99 |
|
PE |
2.424 |
1.662 |
1.809 |
|
MA |
2.068 |
1.431 |
1.769 |
|
AM |
671 |
386 |
517 |
|
SC |
1.751 |
1.050 |
1.317 |
|
PI |
1.325 |
846 |
1.088 |
|
RN |
1.132 |
725 |
861 |
|
RJ |
2.087 |
1.158 |
1.531 |
|
DF |
177 |
60 |
80 |
|
ES |
879 |
420 |
536 |
|
MG |
5.297 |
3.183 |
3.955 |
|
PA |
1.694 |
703 |
859 |
|
MT |
923 |
533 |
565 |
|
AL |
875 |
631 |
743 |
|
MS |
529 |
337 |
409 |
| | |