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Edição de  Outubro  de 2009

Caderno Especial sobre a Gripe A ou H1N1

A homeopatia pode prevenir, tratar ou curar a gripe a H1N1?

O uso excessivo do álcool em gel pode causar lesões na pele das  mãos e do corpo.

Algumas dicas  do dr Bedin, para cuidados com as suas mãos ao se proteger da H1N1, sem deixar de lado sua higiene e  hidratação.

A gripe suína e as gestantes

OMS não recomenda antivirais para pessoas com sintomas leves ou sem fatores de risco

Gripe ou resfriado?

Influenza A: combate à doença exige prevenção e limpeza permanente pelo menos até 2010

Educação distribui 36 mil cartazes sobre gripe suína nas escolas

Médicos devem monitorar bebês e grávidas que usam remédio contra a nova gripe

Cuidados especiais contra Gripe A para pessoas com baixa imunidade

Gripre Suína, Religião e a Imunidade

Grupos de risco devem redobrar cuidados contra H1N1

Lavar as mãos nunca foi tão importante

É sempre bom prevenir... Vamos tentar lutar contra esse vírus – Influenza A (erroneamente chamado de gripe suína).

Influenza A H1N1: orientações para a prevenção e o tratamento

Medo de contrair H1N1 pode causar pânico e outros problemas psicológicos

Gripe A: obesidade aumenta risco de complicações

Clínicas de diálise adotam medidas para prevenir a disseminação da nova gripe

Alerta da gripe suína se deve ao fato de o vírus ser uma nova cepa

Nova Estratégia

Gripe Suína: Alimentação saudável e balanceada melhora a imunidade contra doença.

Gravidade dos casos da gripe A (H1N1) e da comum é semelhante

 

Cálculo da letalidade e da taxa de mortalidade do novo vírus A (H1N1)

 

MS não recomenda adiar viagens para estados dentro do Brasil

 

Cuidados para se prevenir da doença

 

Recomendações para a volta às aulas

 

Confiram algumas tabelas sobre a situação epidemiológica da nova influenza A (H1N1) no Brasil, 2009

 

Você sabe diferenças entre a dripe comum e a InfluenzaA ou H1N1?

 

Estratégias empresariais diante da nova gripe

 

SUS está preparado para enfrentar a gripe A (H1N1)

 

Especialistas alertam para os perigos de procurar atendimento emergencial aos primeiros sinais de gripe ou resfriado


A homeopatia pode prevenir, tratar ou curar a gripe a H1N1?

 

Temos o hábito de buscar as saídas mais simples e mais fáceis, mesmo sabendo que elas não nos levam ao resultado pretendido, nem de forma definitiva, nem de maneira suave e muito menos sem causar efeitos colaterais indesejados. Isso vale, por exemplo, para as fórmulas de emagrecimento e para os tratamentos mirabolantes para aumentar a imunidade. A mais nova colaboração para essa situação é o aparecimento da gripe A H1N1.

   A gripe A H1N1 é resultado de uma mutação viral que provoca uma síndrome gripal, mais contagiosa do que a gripe sazonal (gripe comum), porém tão ou menos grave do que essa. Sua evolução ainda é desconhecida, especialmente por se tratar de um vírus novo.

   Ainda não há vacina contra ela e a vacina de gripe não nos protege contra a doença. Em processo de desenvolvimento no Instituto Butantã, a vacina estará disponível apenas entre dezembro de 2009 (importadas) e abril de 2010 (nacionais). E mais, o medicamento oseltamivir não oferece nenhuma prevenção contra a doença.

   Da mesma forma, não existe remédio homeopático que previna contra a gripe A H1N1. Pelo menos, até o momento, não há nenhum trabalho científico válido e comprovado que mostre isso. Além disso, é importante lembrar que a homeopatia não trata doenças. Ela trata indivíduos, únicos, que reagem de formas próprias, com características particulares e peculiares. Uma pessoa tratada pela homeopatia tem condições de reagir melhor a estímulos que causem doenças, enquanto o quadro existe, e a se curar melhor, quando isso for possível.

   Bastou um pouco de alarme e uma doença não tão conhecida, que pegou a população mundial de surpresa (apesar de já ser esperada pela comunidade científica), para que novas possibilidades terapêuticas aparecessem. Lembrando que, independente do tipo de tratamento utilizado, ainda não há vacina, nem medicamento que livre 100% da população das complicações.

  Nenhum medicamento homeopático protege especificamente contra a gripe A. O influenzinum, vendido nas melhores farmácias homeopáticas, que é um dos medicamentos mágicos divulgados pela mídia, tem como base o vírus influenza da gripe asiática (H2N2). Desta forma, ele não é um medicamento específico para essa pandemia. Isso vale para outros preparados ditos preventivos (oscilococcinum e colibacilinum), que seriam utilizados para aumentar a imunidade.

   Mas isso não quer dizer que a homeopatia não é indicada para estes casos e que não há benefícios com o tratamento homeopático. A homeopatia criteriosa e ética tem condições e é eficaz no tratamento de pacientes com quadro de gripe A H1N1, assim como em qualquer tipo de patologia. Por isso, não se pode atribuir à ela a característica de resolver tudo, porque isso não acontece. A homeopatia tem suas limitações, assim como a alopatia, a acupuntura e a medicina.

   Diante disso, é importante salientar que em caso de suspeita de gripe A H1N1, o mais importante é procurar um médico. Lavar as mãos, evitar compartilhar copos, pratos e talheres, usar lenços descartáveis para conter espirros, evitar aglomerações, não sair de casa em quadros suspeitos (febre, dor de garganta, tosse e dificuldade respiratória) e não mandar os filhos para a escola nessa situação são medidas preventivas eficazes. Além disso, uma alimentação equilibrada, hábitos de vida saudáveis e atividades físicas regulares são fatores fundamentais na manutenção da saúde.

   E mais, não se “automedique”, nem se “autodesmedique”. Também recomendo, sempre que possível, a homeopatia como uma excelente forma terapêutica holística, fazendo parte da busca de uma boa qualidade de vida.

 

Por Dr. Yechiel Moises Chencinski


O uso excessivo do álcool em gel pode causar lesões na pele das  mãos e do corpo.

 

 

Há meses a mídia vem dando destaque para a onda de gripe suína no Brasil e  pelo mundo.

Devido à eminente ameaça de pandemia , foram iniciadas diversas campanhas de prevenção da doença, com  esclarecimentos à população sobre os métodos existentes para nos proteger do contágio pelo vírus H1N1.

    Destaca-se dentre os cuidados recomendados nesse caso, a importância do hábito de mantermos as mãos constantemente limpas, lavando-as com água e sabão, ou as  esterelizando com álcool em gel, diversas vezes vezes ao dia.    Indicado por médicos infectologistas como uma das formas mais eficientes de se combater a transmissão do virus H1N1, pouco ou nada se ouve falar ou se lê, sobre os males que pode causar o uso e exagerado do álcool em gel, ocasionando, inclusive, algumas lesões na pele.

    Devemos nos  lembrar que o uso indiscriminado de produtos abrasivos em contato com a nossa pele,  pode gerar sérios problemas dermatológicos.

    Sugerimos que seja entrevistado o médico dermatologista Valcinir Bedin( breve perfil, abaixo), para falar sobre como evitar lesões e manter a  pele das mãos e do corpo sempre limpa, saudável e hidratada.

    Abaixo, algumas dicas do Dr. Bedin, para cuidados gerais e diários com as mãos, não apenas para nos protegermos da H1N1, como também para mantê-las com aparência sempre jovem e saudável, em  todas as ocasiões.

 


Algumas dicas  do dr Bedin, para cuidados com as suas mãos ao se proteger da H1N1, sem deixar de lado sua higiene e  hidratação.

 

1) O uso em excesso do álcool em gel pode ressecar a pele, especialmente das crianças, que são mais sensíveis. É preferível usar água e sabão para lavar as mãos de crianças.

Devemos optar pelo uso do sabão neutro, pois o sabão amarelo é feito à base de soda cáustica e pode causar algum problema dermatologico nas mãos.

 

2)Também não devemos misturar o uso do álcool em gel com o sabão amarelo, pois esta combinação agride a pele.

 

3)Para evitar que a pele fique ressecada pelo uso do álcool em gel é recomendado o uso de cremes hidratantes duas vezes ao dia.

 

4) Aplicar pequenas gotas do gel nas mãos é o suficiente, não precisamos exagerar na dose, assim manteremos a saúde de nossas mãos.

 

5) Se faz necessário o revezamento do álcool em gel com outros produtos, também eficazes na higienização , como os sabonetes, que agridem menos a pele.

 

6)Em se tratando de álcool, o mais indicado para  uso contínuo e permanente é a solução com 70% de álcool e 30% de água.

Já no caso do sabonete, o mais indicado para manter as mãos livres dos germes, sem ressecar a pele, é o sabonete de glicerina .

 

 Cuidados diários com as mãos, em qualquer ocasião:

- Uso de filtro solar com proteção ampla pela manhã. A proteção diária é essencial para evitar as chamadas manchas senis que tendem a aparecer nas pessoas de pele clara, por volta dos 40 anos.

Neste caso a proteção precisa ser em relação a luz ultravioleta A e ultravioleta B, para evitar o fotoenvelhecimento precoce.

-  A hidratação é fundamental para manter a qualidade da pele das mãos, principalmente, se houver manipulação de agentes químicos; quando o uso rotineiro de luvas é recomendado.

Os hidratantes devem ter substâncias que mantenham a água na pele e também promovam um filme protetor como: uréia, sorbitol, ácido hialuronico, alantoina, silicones, óleos vegetais, vitamina E entre outros. O hidratante pode ser usado em toda a mão, inclusive nas unhas várias vezes ao dia. Para melhorar a  hidratação, colocar luva plástica após o creme, permanecendo com a mesma durante 2 horas ou mais, pois através do aumento de temperatura o creme irá proteger mais.

    Os mesmos cremes utilizados para o tratamento do envelhecimento do rosto podem ser usados para as mãos.

 

Tratamento para as mãos:


As manchas senis, tão indesejáveis para as mulheres começam a aparecer por volta dos 40 anos e podem ser tratadas por diversos tipos de substâncias ou procedimentos:

       

- Aplicação de nitrogênio líquido – substância química que causa queimadura pelo    frio  

- Ácido tricloroacético – em apresentação líquida ou em forma de pasta que irá provocar a formação de crosta e descamação.

- Laser, aparelho capaz de emitir luz que provoca queimadura local. Hoje ele é o tratamento mais especifico para as manchas senis. A luz do laser tem como alvo a cor marrom e atinge somente a mancha, sem queim ar o restante da pele. De uma maneira geral, todas estas substâncias provocam um tipo de queimadura levando a formação de crosta. Esta “casquinha” deve cair após 8-12 dias quando a pele ainda permanece avermelhada por alguns dias. Nos dias subseqüentes ao tratamento a pele deve ser protegida do sol, e a noite tratado com pomada de antibiótico. O clareamento ocorre em cerca de 15 dias.

 

Dr. Valcinir Bedin


A gripe suína e as gestantes

 

A gripe H1N1 continua no noticiário e não é para menos. Apesar de ser uma gripe que pode ser tratada, seu poder de disseminação e letalidade é preocupante. Por isso, vamos reforçar algumas informações e dicas práticas para gestantes e recém-mamães.

    As gestantes têm baixa imunidade e por isso estão mais propensas a não responder bem à contaminação pela gripe. Qualquer sintoma de gripe deve ser investigado pelo obstetra. As empresas, de modo geral, têm protegido as gestantes, inclusive mulheres grávidas,  que trabalham nas áreas de saúde, devem ser afastadas do contato direto com as pacientes para diminuir o risco de contaminação.

    Tenho recebido muitas perguntas das pacientes sobre o Tamiflu. O medicamento não é ainda bem estudado sobre os efeitos durante a gestação e repercussão sobre o feto, mas é ainda a recomendação de tomada de 75mg - em duas tomadas diárias por período de cinco dias. Esse medicamento só pode ser comprado sob orientação médica. Não compre Tamiflu ou qualquer outro remédio em camelô.            

    Vale lembrar sempre: a medicação na fase de gestação deve ser ministrada somente por médicos. Não confie nas "empurroterapias" de balconistas de farmácias e no remédio que fez bem para sua vizinha.

    Para quem tem um bebê recém-nascido, os cuidados também são intensos. A mamãe deve lavar as mãos antes de trocar seu bebê ou dar mamadeira.

    Se a mamãe apresentar suspeita de Gripe A, não deve se preocupar se for indicado o Tamiflu. Esta deve ser a opção, mesmo durante  a amamentação, com inicio de tratamento e melhor  resultado nas primeiras 48horas dos sintomas da doença. Não há contaminação pelo leite nem interferência da medicação porque é uma subdosagem.

    Mulheres, gestantes e mães, profissionais ou donas de casa: neste momento não é preciso ser alarmista, mas devemos - todos nós - tomar cuidados pessoais e coletivos de higiene. As informações científicas são animadoras: o vírus perdeu força, a vacinação está em finalização de testes; mas toda influenza é mutável e nossa participação é decisiva para a saúde de nossa família, amigos e da sociedade.

* Denise Coimbra é Ginecologista e Obstetra formada pela Santa Casa de SP, especialista em Saúde da Mulher, dispõe de dois sites: www.gravidezfacil.com.br  e www.dradenisecoimbra.com.br

 

OMS não recomenda antivirais para pessoas com sintomas leves ou sem fatores de risco

Orientações, já adotadas pelo Ministério da Saúde desde julho, incluem o uso de medicamentos para pacientes em estado grave

 

Documento da Organização Mundial de Saúde (OMS) com recomendações aos países sobre o uso de antivirais no tratamento de pacientes infectados com o novo vírus A(H1N1) reforça o protocolo que o Brasil já vem adotando desde julho. Entre as recomendações está a de que “pacientes saudáveis sem doenças complicadoras (comorbidades) não precisam ser tratados com antivirais”. Veja, abaixo, a tradução da nota da OMS e o link para a original, em inglês.

 

Recomendação ao uso de antivirais

 

Genebra, 21 de agosto – A Organização Mundial de Saúde (OMS) está nesta data emitindo orientações para o uso de antivirais no tratamento de pacientes infectados com o vírus pandêmico H1N1. As orientações representam o consenso atingido por meio de um painel internacional de especialistas que se basearam em todos os estudos disponíveis sobre a segurança e eficácia dessas drogas. Foi dada ênfase ao uso do Oseltamivir e do Zanamivir para prevenir os casos graves da doença e as mortes, reduzindo a necessidade de hospitalização e internações.

    O vírus pandêmico é atualmente suscetível a ambas as drogas (conhecidas como inibidores da neuraminidase), mas resistentes a uma segunda classe de antivirais (os inibidores de M2). Em todo o mundo, a maioria dos pacientes infectados com o vírus pandêmico continua a apresentar sintomas típicos da gripe comum e em sua maioria se recuperam em uma semana, mesmo sem qualquer forma de tratamento médico.

    Pacientes saudáveis sem doenças complicadoras (comorbidades) não precisam ser tratados com antivirais. Em termos individuais, decisões sobre iniciar tratamentos precisam ser baseadas em avaliações clínicas e conhecimento sobre a presença do vírus na comunidade.

    Em áreas onde o vírus está circulando amplamente na comunidade, os médicos, no atendimento de pacientes com sintomas de gripe, devem assumir que a causa é o vírus pandêmico. Decisões sobre tratamento não devem esperar por confirmações laboratoriais de infecção do H1N1. Essa recomendação é baseada em relatórios, de várias fontes, que o vírus H1N1 rapidamente se torna uma forma dominante.

 

Tratamento imediato de casos sérios

Dados analisados no painel indicam que o Oseltamivir, quando prescrito de forma correta, pode significar redução no risco de pneumonia (principal causa de morte para ambas gripes – tanto a pandêmica quanto a sazonal) e a necessidade de hospitalização.

    Para pacientes que inicialmente apresentam a forma grave da doença ou cujo estado evolui para uma piora, a OMS recomenda o tratamento com o Oseltamivir o mais rápido possível. Estudos mostram que o tratamento realizado cedo, preferencialmente 48 horas após o aparecimento dos primeiros sintomas, é fortemente associado a uma melhora na evolução clínica.

   Para pacientes com o caso severo ou com quadro de piora da doença, o tratamento deve ser providenciado mesmo se iniciado tarde. Onde o Oseltamivir não está disponível ou não pode ser usado por algum motivo, o Zanamivir pode ser administrado. 

   Essa recomendação se aplica a todos os grupos de pacientes, incluindo mulheres grávidas, e a todos os grupos etários, como crianças e bebês. Para pacientes com condições médicas subjacentes que aumentam o risco de uma manifestação mais severa da doença, a OMS recomenda tanto com Oseltamivir quanto com Zanamivir. Esses pacientes têm também que receber tratamento o mais cedo possível, sem que se espere o resultado dos testes laboratoriais. Como as grávidas estão incluídas nos grupos de grande risco, a OMS recomenda que elas também recebam o tratamento assim que os primeiros sintomas apareçam.

   Ao mesmo tempo, a presença de comorbidades não significa necessariamente a existência de casos severos da doença. Em todo o mundo, cerca de 40% dos casos severos da doença têm ocorrido em pessoas anteriormente saudáveis, como crianças, adultos, usualmente com mais de 50 anos. Alguns desses pacientes apresentam súbita e rápida piora em suas condições clínicas, geralmente cinco ou seis dias após o aparecimento dos primeiros sintomas.

   A piora clínica é caracterizada por pneumonia viral primária, que destrói o tecido pulmonar e não há resposta a antibióticos, seguida de falência múltipla de órgãos, incluindo coração, rins e fígado. Esses pacientes demandam cuidados intensivos em unidades de UTI, também com antivirais.

   Médicos, pacientes e aqueles que demandam cuidados domiciliares precisam estar atentos a sinais de alerta que indiquem progresso para um caso mais grave da doença e indiquem ações urgentes, que podem incluir tratamento com Oseltamivir. Em casos de piora, os médicos devem considerar doses maiores de Oseltamivir e por períodos mais extensos do que os normalmente prescritos.

 

Antivirais para as crianças

Na sequência da recente publicação de duas análises clínicas, algumas questões têm sido levantadas sobre a conveniência da administração de antivirais para crianças. Essas análises usaram dados que foram considerados pela OMS e por seu painel de peritos quando desenvolveram diretrizes atuais e refletem totalmente essas  recomendações.

    A OMS recomenda tratamento antiviral para crianças com a forma mais severa da doença e àquelas com risco de complicações. Essa recomendação inclui todas as crianças abaixo de cinco anos, caso essa faixa etária esteja em risco de adquirir a forma mais severa da doença. De outra maneira, crianças saudáveis, com mais de cinco anos de idade, não precisam ser medicadas com antiviral – somente em caso da doença persistir ou piorar.

 

Sinais de alerta em todos os pacientes

Médicos, pacientes e aqueles que demandam cuidados domiciliares devem ficar alertas a sinais perigosos que podem significar o progresso para um caso mais grave da doença. Como esse progresso pode ser rápido, a atenção médica deve ser procurada quando alguns dos sinais abaixo se manifestarem naqueles confirmados ou com suspeita de infecção pelo H1N1:

 

- falta de ar, tanto durante atividades físicas ou em descanso

- dificuldade em respirar

- coloração azulada da pele

- expectoração com sangue ou com cor forte

- dor no peito

- estado mental alterado

- febre alta e persistente por mais de 3 dias

- pressão sanguínea baixa

- Em crianças, sinais de alerta incluem respiração rápida ou dificuldade em respirar, falta de atenção, dificuldade de levantar, pouca ou nenhuma vontade de brincar.

 

http://www.who.int/csr/disease/swineflu/

notes/h1n1_use_antivirals_20090820/

en/index.htm


Gripe ou resfriado?

Aprenda a identificar a diferença e saiba quando os exercícios físicos devem ser interrompidos

 

Tosse, espirro e nariz congestionado? Como saber se você está resfriado ou gripado? É aconselhável praticar exercícios físicos quando se está doente? De acordo com o doutor João Geraldo Simões Houly, médico pneumologista do Hospital Santa Paula, o melhor a fazer é vestir roupa leve, tênis confortável e correr para a academia. “Os exercícios físicos, quando realizados de forma moderada, podem reduzir consideravelmente os sintomas relacionados a resfriados e auxiliar na recuperação da gripe”.

    O médico faz um alerta para os que estão gripados. “A atividade física não é recomendada quando o paciente apresenta febre alta, fraqueza, dores no peito e nas juntas. Se não tratada adequadamente, a gripe pode evoluir e ser um fator facilitador de infecções mais graves, como pneumonia, infecção nos ouvidos, sinusite, amidalite, e ainda agravar crises de asma. Exercitar-se, então, aumenta a vulnerabilidade do organismo e desidrata o paciente. Nesses casos, o ideal é a pessoa iniciar um tratamento médico e descansar bastante”.

    Houly ensina uma regra simples para verificar quando os sintomas indicam um resfriado. “É a ‘regra do pescoço’. Dores leves na região da cabeça e nuca, irritação na garganta e obstrução nasal são comuns em resfriados. Assim que esses sintomas aparecem, não é necessário interromper os exercícios físicos”.

Estudos divulgados pelo American College of Sports Medicine mostram que a prática de esportes é capaz de eliminar em até dois dias os sintomas de um resfriado, já que estimula as células do sistema imunológico que combatem a infecção.

    O pneumologista indica alguns cuidados que devem ser tomados para evitar a transmissão da doença. “É necessário levar sempre as mãos à boca antes de tossir ou espirrar, evitando assoar o nariz próximo a outras pessoas também. A ingestão de líquidos durante a atividade física é fundamental para hidratar o organismo e manter a temperatura corporal”.  

 

Fonte: Dr. João Geraldo Simões Houly


Influenza A: combate à doença exige prevenção e limpeza permanente pelo menos até 2010

 

 

As aulas em escolas e faculdades foram retomadas; atividades profissionais e culturais continuam a acontecer, como seminários, feiras, teatros ou shows; a elevação das temperaturas e a aproximação da primavera aumentam o fluxo de pessoas em parques e praças. Ou seja, a vida continua, enquanto especialistas observam, com alívio, uma recente diminuição na incidência de casos confirmados da Gripe Suína (H1N1) no Brasil. O alerta nesse momento fica para a necessidade de manutenção das atitudes preventivas, principalmente no que se refere à limpeza e descontaminação de objetos e espaços de uso comum.

    Os produtos químicos desinfetantes ganham importância nesse contexto e devem ser escolhidos com base na eficiência comprovada de desinfecção, podendo ser aplicados em versões de pronto uso ou diluído. A Renko, empresa brasileira do mercado de limpeza profissional verificou, nos últimos 60 dias, aumento na demanda pela sua linha de desinfetantes Mirax, de alto teor de ativos. “Fornecemos principalmente para empresas de prestação de serviços em limpeza e conservação, que vêm buscando produtos químicos mais eficientes para atender as exigências das pessoas e do mercado, que estão atentas à prevenção contra a gripe A. Além das mãos, querem as superfícies livres do risco de contaminação”, explica Eliana Terzoni Barrile, química e responsável técnica da empresa.

Maçanetas, mesas, estações de trabalho, computadores, corrimãos, paredes. Em todas as superfícies, o vírus Influenza pode ficar depositado e ativo por até 10 horas. Uma vez infectadas, o toque das mãos em áreas como estas e o posterior contato com olhos, boca ou nariz, efetiva o ciclo de contaminação da Gripe Suína.  

Atenção permanente

A diretora de vacinas da OMS (Organização Mundial de Saúde), Marie-Paule Kieny, afirmou em entrevista à Revista Época (17 de agosto 2009), que a gripe suína (gripe A) não acabará pelo menos até o ano que vem. “Já se esperava que a pandemia prosseguisse no Hemisfério Norte no verão. Esse padrão deverá ser reproduzir no Hemisfério Sul. Na primavera, o número de casos deverá cair, mas a gripe não vai desaparecer. A pandemia invadirá o verão e vamos ter de conviver com o vírus até a chegada da vacina”, declara a especialista, que coordena a corrida mundial para produzir a vacina da gripe suína.

 

Álcool Gel para as mãos, desinfetantes para as superfícies

Os estoques de álcool gel no país sumiram das prateleiras de farmácias e supermercados. Por quê? O uso do produto anti-séptico inativa os vírus que podem estar nas mãos. Por ser menos volátil que o álcool comum, a versão gel mantém os ativos desinfectantes por mais tempo e por isso seu grau de eficiência é maior. Embora as pessoas não saibam, com os desinfetantes de limpeza acontece o mesmo: menos voláteis, os produtos com alto teor de ativos conseguem agir por mais tempo e garantir a ação desinfetante nas superfícies. “Nos casos mais críticos, como nesse período, recomendamos ainda a frequência maior de aplicação”, explica Eliana, da Renko.

 

Descontaminação de ambientes recebe atenção do governo

Alguns exemplos revelam, na prática, a importância da escolha correta e do uso adequado dos produtos químicos de limpeza para a desinfecção nos ambientes e objetos de uso comum. Treze milhões de alunos da rede pública e privada de ensino de quatro estados brasileiros que adiaram o retorno às aulas por conta da gripe suína, voltaram às atividades e encontraram uma realidade distinta daquela de julho, antes de sair de férias. Por recomendação do Ministério da Saúde e das secretarias estaduais, escolas deverão, entre outras ações, reforçar a limpeza dos ambientes.

    Em Minas Gerais, a Secretaria Estadual de Educação está repassando recursos financeiros para as quatro mil escolas da rede investirem em materiais para a prevenção da gripe suína dentro do ambiente escolar. Os valores chegam ao montante de R$ 4 milhões para que cada unidade invista em produtos de limpeza e higiene mais eficientes.

 

Fonte: Renko


Educação distribui 36 mil cartazes sobre gripe suína nas escolas

Iniciativa pretende orientar professores, pais e alunos sobre as medidas de prevenção

 

A Secretaria de Estado da Educação coloca em prática mais uma iniciativa para combater a gripe suína. A Pasta irá distribuir 36 mil cartazes para todas as 5.500 escolas estaduais com dicas sobre como evitar a contaminação pelo vírus Influenza A H1N1.

    Os informativos já começaram a ser enviados e chegarão às unidades até a próxima quarta-feira (5/8), antes da data programada para a volta às aulas. A ação irá ajudar os professores a informar os 5,5 milhões de alunos da rede e a comunidade escolar sobre a doença.

Os cartazes foram desenvolvidos pelo Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde com orientações importantes de prevenção. Além de textos, existem ilustrações para estimular as pessoas a lavar as mãos com freqüência, cobrir o nariz e a boca quando espirrar ou tossir, evitar aglomerações ou locais pouco arejados e manter uma boa alimentação.

Outras iniciativas

    A Secretaria de Estado da Educação realizou no último dia 8 uma videoconferência para orientar os 210 mil professores da rede sobre a gripe suína. O vídeo está disponível na página da Rede do Saber (http://www.rededosaber.sp.gov.br). Também está disponível na página da Secretaria na internet (http://www.educacao.sp.gov.br/) um informativo com orientações de hábitos de higiene que podem ser adotadas no ambiente escolar para evitar o contágio.

   Para tentar reduzir a transmissão do vírus influenza A H1N1, a Secretaria de Estado da Educação, por recomendação da Secretaria de Estado da Saúde, determinou que a volta às aulas do segundo semestre fosse adiada para o dia 17 de agosto.  

 

Secretaria de Estado da Educação


Médicos devem monitorar bebês e grávidas que usam remédio contra a nova gripe

O alerta da Anvisa é para os profissionais, que devem seguir as orientações previstas nos protocolos do Ministério da Saúde sobre a doença

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou dois alertas orientando os profissionais de saúde a monitorar as pacientes grávidas e crianças menores de um ano que estejam fazendo uso do medicamento fosfato de oseltamivir (Tamiflu), utilizado no tratamento dos casos da gripe causada pelo vírus A (H1N1). A orientação foi adotada como forma de reforçar os cuidados com a segurança dos pacientes, pois ainda não existem dados suficientes sobre o uso deste medicamento que permitem uma avaliação definitiva quanto aos efeitos causados nesses dois tipos de pacientes.

    Para os menores do um ano, a Anvisa recomenda que os médicos façam uma avaliação nas primeiras 48 horas e 30 dias após o uso da primeira dose. As mulheres grávidas devem ser avaliadas neste mesmo intervalo e em até 30 dias após o parto. É importante que os profissionais de saúde notifiquem todas as suspeitas de reações adversas ao fosfato de oseltamivir (ou a qualquer medicamento) por meio do sistema Notivisa.

    A preocupação da Anvisa já havia gerado um alerta anterior, em julho. Na ocasião, a Agência chamou a atenção de pais e profissionais de saúde para o risco de utilização de medicamentos contendo ácido acetilsalicílico em crianças e adolescentes, em especial, para o alívio dos sintomas associados às infecções virais. De acordo com orientação, o uso destes medicamentos deve ser feito com atenção, principalmente durante o inverno, período no qual os casos de gripe tendem a aumentar. O cuidado vale tanto para os casos de gripe comum como da gripe A H1N1.

    Para a Agência Nacional de Vigilância em Saúde, o cuidado se deve ao risco que crianças e adolescentes tem de desenvolver a Síndrome de Reye. Ela pode ocorrer durante a recuperação de uma infecção viral ou pode se desenvolver de 3 a 5 dias após o início da virose. Seus sintomas incluem: vômito recorrente ou persistente, letargia, mudanças de personalidade como irritabilidade ou agressividade, desorientação ou confusão, delírio, convulsões e perda da consciência, exigindo assistência médica imediata.

    A causa da doença ainda não é conhecida. Entretanto, estudos demonstraram que o uso de medicamentos que contêm ácido acetilsalicílico no tratamento de doenças virais aumenta o risco de seu desenvolvimento. A restrição já está no Protocolo de Manejo Clínico e Vigilância Epidemiológica da Influenza publicado pelo Ministério da Saúde.

Veja a íntegra dos alertas: (http://www.anvisa.gov.br/farmacovigilancia

/alerta/index.htm)


Cuidados especiais contra Gripe A para pessoas com baixa imunidade

Pacientes com leucemia, linfoma, mieloma múltiplo, mielodisplasia e talassemia estão no grupo de risco. Médicos orientam sobre os cuidados preventivos e providências a serem adotadas em caso de manifestação dos sintomas.

 

Pacientes de leucemia, linfoma, mieloma múltiplo e mielodisplasia (doenças onco-hematológicas) devem ficar muito atentos aos sintomas da Gripe A, que são: febre alta (superior a 39 graus), tosse, dores de cabeça, musculares e nas articulações, dor de garganta e mal-estar/fraqueza.

    Em geral, os pacientes onco-hematológicos estão com o sistema imunológico debilitado, o que significa que suas funções protetoras se apresentam inadequadas, deixando a pessoa mais suscetível a infecções. Por este motivo, atenção aos sinais da gripe é fundamental.

De acordo com orientações de especialistas, essas pessoas, ao perceberem que apresentam os sintomas do vírus, precisam procurar um médico imediatamente para receber o tratamento adequado.

                      

Procedimentos

Dr. Luis Fernando Aranha Camargo, infectologista do Hospital Albert Einstein, explica qual procedimento deve ser adotado ao perceber os sintomas. "Se o paciente tiver contato com uma pessoa que seja portadora do vírus, ele deve tomar, sob prescrição médica, o fosfato de oseltamivir como prevenção, independentemente do diagnóstico”.

    O infectologista informou, ainda, que os cuidados de prevenção para os pacientes com doenças onco-hematológicas são os mesmos para aqueles indivíduos que não possuem nenhum tipo de doença.

    “Os pacientes portadores de doenças onco-hematológicas devem procurar atendimento médico, de preferência no centro onde se trata, aos primeiros sinais e sintomas. O médico é quem decidirá sobre a indicação da medicação. Ao entrar no ambulatório, o paciente deve solicitar máscara para minimizar o risco de contaminação a outros pacientes”, explica Dra. Ana Lúcia Cornacchioni – médica oncologista pediátrica do Instituto de Tratamento Contra o Câncer Infantil (ITACI) e coordenadora do Comitê Científico Médico da ABRALE.

    Dr. Rodrigo Santucci, onco-hematologista da Hemomed Oncologia e Hematologia, recomenda que os pacientes com doenças onco-hematológicas evitem frequentar lugares com grande concentração de pessoas, como estações do metrô e estádios de futebol, e contato com quem viajou para fora do País.

    Para os pacientes com talassemia - anemia crônica, que faz parte do grupo das hemoglobinopatias -, Dr. Giorgio Baldanzi, médico responsável pelo ambulatório de Hemoglobinopatias do HEMEPAR de Curitiba e membro do Comitê Científico da ABRASTA (Associação Brasileira de Talassemia), esclarece a importância de informar ser portador da doença na hora em que for consultado em caso de suspeita da Gripe A.

    “Uma pessoa que tenha talassemia e sentir os sintomas da Gripe A tem que procurar o médico imediatamente e se identificar como portadora da doença. O paciente deve tomar (por orientação médica) o fosfato de oseltamivir nas primeiras 48 horas, após perceber os sintomas. O remédio agirá direto no vírus, que deixa de se multiplicar no organismo. Com isso, a doença não se desenvolve ou pode se desenvolver de maneira branda. Além disso, o paciente de talassemia que não tenha o baço, além de ingerir o fosfato de oseltamivir, deve receber antibióticos devido o risco de infecção bacteriana concomitante”, expõe Baldanzi.

 

Cuidados para se prevenir da doença, conforme orientações do Ministério da Saúde:

 

- Lavar as mãos frequentemente com água e sabão; evitar tocar os olhos, boca e nariz após contato com superfícies; não compartilhar objetos de uso pessoal; e cobrir a boca e o nariz com lenço descartável ao tossir ou espirrar.

 

O Ministério da Saúde também divulgou em seu site, no último dia 24 de julho, que baseado em recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), apenas pacientes com agravamento do estado de saúde nas primeiras 48 horas, desde o início dos sintomas, e as pessoas com maior risco de apresentar quadro clínico grave, devem ser medicadas com fosfato de oseltamivir.

    O grupo de risco é composto por idosos, crianças menores de dois anos, gestantes, pessoas com diabetes, doença cardíaca, pulmonar ou renal crônica, deficiência imunológica (como pacientes com câncer), pessoas com obesidade mórbida e também doenças provocadas por alterações da hemoglobina, como anemia falciforme e talassemia.

 

ABRALE - Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia: www.abrale.org.br

ABRASTA - Associação Brasileira de Talassemia: www.abrasta.org.br


Gripre Suína, Religião e a Imunidade

 

Estudos científicos realizados nas últimas quatro décadas têm demonstrado o papel do ponto de vista público e pessoal da religiosidade e seus efeitos na saúde e na longevidade. Tais pesquisas têm evidenciado que a prática da fé e da religiosidade, aumenta, de certa forma, a imunidade geral dos pacientes. Alguns dos resultados citados foram pesquisados durante 16 anos em Israel, em comunidades com o mesmo perfil, porém vivendo espiritualmente de forma diversa: uma num kibutz secular não-religioso e outra num kibutz religioso.

    Apesar de ambas as comunidades serem demograficamente iguais, contendo o mesmo nível de estrutura médica e social, o número de óbitos era o triplo no Kibutz secular, comparado-se em relação ao religioso. Pesquisas nesta área também foram realizada na Inglaterra. Através de estudos semelhantes foram constatado os efeitos da fé na superação dos problemas de saúde. 

    Verificou-se, por exemplo, num estudo sobre os efeitos das doenças meningocócicas em adolescentes, que a religiosidade, a fé e a espiritualidade, tinham o mesmo efeito preventivo que as vacinas para as doenças relacionadas a esta bactéria ( Tully J, Viner RM, Coen PG, Stuart JM, Zambon M, Peckham C, Booth C, Klein N, Kaczmarski E, Booy R. 2006. Risk and Protective Factors for Meningococcal Disease in Adolescents: Matched Cohort Study. BMJ 332: 445-450.)

    Estamos vivendo atualmente, a ameaça de uma pandemia de gripe do tipo H1N1 desta . Apesar dos esforços do governo, do exército e de toda sociedade, os procedimentos de higiene preconizados devem continuar sendo amplamente difundidos pela imprensa.

Contudo, por tratar-se de uma doença que tem no seu âmago, indevidas violações do ser humano contra natureza - no seu característico desrespeito especista, no triste confinamento antinatural de grandes quantidades de animais - temos que refletir e rever nosso estilo de vida e os nossos conceitos em relação aos hábitos alimentares que jamais deveriam ser baseados na violência.

    O sofrimento dos animais e a incessante busca de lucro pelos grandes abatedouros escondem, com certeza, um baixo conteúdo espiritual-energético no contexto desta doença. Muito mais do que um vírus, encontramos uma forma de "virulência espiritual"; assim, a razão e a nossa espiritualidade nos levam a lançarmos mão de uma busca religiosa como uma forma complementar de proteção de seus efeitos nefastos.

    Pouco importa a religião, a origem ou a forma de se conectar com Deus. Talvez, no silêncio da noite, numa reflexão sobre a procedência desta epidemia ou numa oração, encontraremos, enfim, uma forma de nos apaziguarmos com toda a natureza e nos harmonizarmos com um elo perdido. Descobriremos também que nos relacionarmos com Deus é respeitarmos os seres vivos por Ele criados que aqui vivem e compartilham conosco essa jornada terrena. Afinal, uma oração ou uma reflexão espiritual é também uma forma de perdão e de harmonia que sempre leva à cura os que têm fé.

 

Fernando Rizzolo


Grupos de risco devem redobrar cuidados contra H1N1

Lavar sempre as mãos e evitar aglomerações são as principais formas de prevenção

 

O mundo está em alerta com relação à pandemia do vírus influenza A H1N1, contudo o Ministério da Saúde reafirma que a letalidade do novo vírus é semelhante ao do vírus influenza sazonal, ao redor de 0,4%. Os principais grupos de risco da Gripe A são idosos acima de 60 anos, crianças menores de dois anos, gestantes, pessoas com deficiência imunológica (pacientes com câncer, em tratamento para aids ou em uso regular de corticosteróides), hemoglobinopatias (doenças provocadas por alterações da hemoglobina, como a anemia falciforme), diabetes, doença cardíaca, pulmonar ou renal crônica.

    Para essas pessoas, o médico hematooncologista Celso Massumoto, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, sugere que pacientes com leucemia ou linfoma evitem aglomerações e contato com pessoas adoentadas. “É importante que todas as pessoas imunodeprimidas redobrem os cuidados. Lavem sempre as mãos com água e sabão, e usem álcool gel”, explica.

   O médico lembra que o povo brasileiro sempre se mostrou receptivo às campanhas nacionais do governo. “Foi assim na época do apagão, e é assim com as campanhas contra a dengue. E no caso da nova gripe, já vemos a busca por álcool gel nas farmácias e diversas pessoas usando máscaras no metrô”, afirma o doutor Celso.

    Até o fim de julho, ao menos 76 pessoas morreram no país em consequência da doença, segundo dados oficiais do Ministério da Saúde e das Secretarias da Saúde: 37 em SP, 25 no RS, nove no RJ, quatro no PR e uma na PB.


Lavar as mãos nunca foi tão importante

Em parceria, Colgate-Palmolive e entidade mundial de saúde pública (WFPHA) orientam sobre a importância de lavar as mãos para ajudar na prevenção de transmissão de doenças. No Brasil, 500 mil pessoas já foram atingidas pela ação

 

    A Colgate-Palmolive - líder no segmento de sabonetes antibacterianos com a marca PROTEX® - se alia à Federação Mundial de Associações de Saúde Pública (sigla em inglês WFPHA - World Federation of Public Health Associations) para orientar e educar a população sobre a importância de lavar as mãos para previnir a transmissão de doenças.

    A correta lavagem das mãos (lavar com água e sabonete) é uma das medidas mais importantes na prevenção e disseminação de doenças infecciosas, incluindo o vírus da gripe A – Influenza A H1N1. E, de acordo com a WFPHA, lavar as mãos com água e sabonete é o fator crucial no controle de infecções.

    "Neste exato momento, o que as famílias devem fazer é orientar as crianças a lavar as mãos para evitar a propagação de germes entre os seus familiares e amigos", afirma a Dra. Valerie Curtis diretora do Centro de Higiene da London School of Hygiene and Tropical Medicine. “Nunca é cedo ou tarde demais para educar as crianças sobre a correta lavagem das mãos. Ensiná-las como e quando as mãos devem ser cuidadosamente higienizadas contribui para incorporar este hábito na rotina diária”, conclui.

    Uma vez que os germes estão inevitavelmente presentes em objetos comuns no dia a dia, o risco de propagação é ainda mais elevado. Por isso as pessoas podem ajudar a combater a sua disseminação lavando as mãos regularmente. Por exemplo, as pessoas devem ter cuidado redobrado após ir ao banheiro, antes de preparar qualquer alimento, após efetuar os cuidados de higiene de uma criança. E com o aumento da conscientização sobre a propagação da gripe do momento, é importante aumentar a sensibilização para a importância de lavar as mãos regularmente.

    “A Colgate-Palmolive, por meio da sua marca líder em sabonetes antibacterianos, PROTEX®, tem como compromisso relembrar as mães e toda a população sobre a forma correta de lavar as mãos, sempre usando água morna com sabonete, esfregando as superfícies das mãos em ambos os lados e unhas durante 20 segundos e, em seguida, enxaguar bem e secar com uma toalha limpa”, afirma Adriana Anido, gerente de Marketing Sabonetes da Colgate-Palmolive Brasil.

    Um recente estudo aplicado em diversos países concluiu que incentivar a lavagem das mãos nas escolas pode ajudar a reduzir o absentismo escolar em 35%1. Para orientar os alunos, a Colgate-Palmolive promove um amplo trabalho junto às escolas, que atinge milhões de crianças todos os anos, com uma campanha educativa sobre a correta lavagem das mãos e materiais para os professores aplicarem em salas de aula. A companhia também desenvolveu materiais para as crianças levarem para casa para praticar com sua família e fazer da lavagem das mãos um hábito rotineiro.

    A Colgate-Palmolive também está engajada por meio de campanhas publicitárias e distribuição de cartazes educativos para expandir o alcance da mensagem. Recentemente, a marca PROTEX® realizou uma ação em todos os países onde está inserida com o slogan “Espere. Dê uma mão à sua saúde. Lave suas mãos com Protex”.

www.colgate.com.br

WFPHA


A Federação Mundial de Associações de Saúde Pública é uma entidade internacional, não governamental, multiprofissional e da sociedade civil que reúne profissionais de saúde pública e de interesse ativo na salvaguarda e na promoção da saúde pública por meio de intercâmbios profissionais e colaboração em programa de ações. Fundada em 1967, é a única sociedade profissional mundial, que representa o amplo domínio da saúde pública, sem distinção de disciplinas ou profissões. As federações membros são associações nacionais e regionais de saúde pública, bem como de escolas de saúde pública.

    1Bowen et al (2007) Am J Trop Med Hyg 76:1166-1173, Lopez-Qiuntero, Freeman, Neumark: "Hand Washing Among school Children in Bogota, Colombia Am J Public Health. 2008; 99: 94-101, O'Reilly et al (2008) Epidemol Infect 136: 80-91.

Dados da Inflenza A (H1N1)

Segunda dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 21 de julho, o vírus da Influenza    A já provocou mais de 700 mortes ao redor do mundo. O último balanço oficial da organização, divulgado em 6 de julho, indicava 429 mortes causadas pela gripe A (H1N1).

   No Brasil, os dados divulgados pelo Ministério da Saúde, em 20 de julho, confirmou 15 casos da gripe que resultaram em mortes no país, sendo que entre 25 de abril e 18 de julho deste ano, 1.566 pessoas tiveram diagnóstico confirmado com o novo vírus.


É sempre bom prevenir...

Vamos tentar lutar contra esse vírus – Influenza A (erroneamente chamado de gripe suína).

 

 

O melhor que você pode fazer é reforçar o seu sistema imunológico através de uma alimentação correta e saudável, para melhorar sua imunidade, preparando as células brancas do sangue que são defesas naturais. Essas células são anticorpos importantes que correm para destruir os invasores estranhos, como vírus, bactérias e células tumorais.
    Bem, vamos ao que interessa, ou seja, quais alimentos são importantes (estimulam a ação do sistema imunológico e potencializam seu funcionamento).
    Antes de tudo, tome pelo menos um litro e meio de água por dia, pois os vírus vivem melhor em ambientes secos e manter suas vias aéreas úmidas desestimula os vírus. Não a tome gelada, sempre preferindo água natural e de preferência água mineral de boa qualidade.

• Não tome leite, principalmente se estiver resfriado ou com sinusite, pois produz muito muco e dificulta a cura.

• Use e abuse do Iogurte natural, um excelente alimento do sistema imunológico.

• Coloque bastante cebola na sua alimentação.

• Use e abuse do alho que é excelente para o seu sistema imunológico.

• Coloque na sua alimentação alimentos ricos em caroteno (cenoura, damasco seco, beterraba, batata doce cozida, espinafre cru, couve) e alimentos ricos em zinco (fígado de boi e semente de abóbora).

• Faça uma dieta vegetariana (vegetais e frutas).

• Coloque na sua alimentação salmão, bacalhau e sardinha, excelentes para o seu sistema imunológico.

• O cogumelo Shiitake também é um excelente anti-viral,assim como o chá de gengibre que destrói o vírus da gripe.

• Evite ao máximo alimentos ricos em gordura (deprimem o sistema imunológico), tais como carnes vermelhas e derivados.

• Evite óleo de milho, de girassol ou de soja que são óleos vegetais poli-insaturados.

Importante: mantenha suas mãos sempre bem limpas e use fio dental para limpar os dentes, antes da escovação.

Com esses cuidados acima e essa alimentação... os vírus nem chegarão perto de você.


Equipe da Automatic House ajudando a divulgar a informação para o combate à doença.


Influenza A H1N1: orientações para a prevenção e o tratamento

 

Desde a detecção dos primeiros casos de infecção pelo vírus Influenza A H1N1 no Brasil, as recomendações técnicas dos órgãos oficiais de saúde pública quanto aos procedimentos de diagnóstico e de tratamento foram se modificando com base no número de ocorrências e de transmissibilidade da doença no País.

Os números oficiais relacionados à população atendida em hospitais brasileiros apontam para a evolução clínica satisfatória, com a cura sem complicações da Gripe A. Porém, têm ocorrido casos graves entre jovens adultos e gestantes. A comunidade científica e os órgãos oficiais de saúde estabeleceram algumas medidas de consenso para a redução da incidência e da gravidade das infecções, conforme descrito abaixo:

 

1. Para minimizar a ocorrência de casos novos é preciso interromper a cadeia epidemiológica de transmissão da doença. Isto implica na identificação dos “pacientes fontes” – crianças de até 12 anos podem transmitir o vírus em um período aproximado de duas semanas, enquanto os adultos em torno de sete dias -, no emprego de repouso domiciliar para a realização do tratamento clínico e redução do contágio na comunidade e nos locais de atendimento aos pacientes e na adoção de boas práticas de higiene pessoal, de limpeza dos ambientes e de biossegurança em serviços de saúde e domicílios.

    Considerando que a transmissão do vírus Influenza A H1N1 ocorre por via respiratória (por meio do espirro, da tosse ou mesmo de procedimentos que possam gerar gotículas e aerossóis), freqüentar ambientes bem ventilados e com menor aglomeração de pessoas também contribui para a prevenção contra a infecção. Nos serviços de saúde, a prática do isolamento de casos suspeitos – uma precaução padrão adotada para o combate das doenças transmitidas por gotículas e aerossóis -, a triagem adequada no atendimento inicial de pacientes em pronto-socorros e o incentivo à antissepsia das mãos com álcool em gel 70% têm por objetivo reduzir a transmissão da doença dentro dos serviços de saúde e nas demais localidades de atendimento.  

 

2. Para reduzir a morbidade e a mortalidade associadas à Gripe A, o diagnóstico precoce feito pelo médico e o tratamento dos pacientes com doença respiratória aguda grave e daqueles considerados como de maior risco para complicações têm sido o alvo das diretrizes para a promoção da eficácia terapêutica. O tratamento correto dos casos de doença respiratória aguda grave – definida a partir da ocorrência de febre, tosse e falta de ar (dispnéia) – exige a elaboração de protocolos clínicos para a assistência em terapia intensiva pediátrica e de adultos e a capacitação da equipe multiprofissional no atendimento a esses pacientes.

   A morosidade para o suporte ventilatório e para o início da terapia antiviral tem se relacionado ao maior risco da evolução clínica desfavorável das pessoas atendidas. Nesse sentido, os órgãos oficiais responsáveis pela saúde modificaram os aspectos operacionais para facilitar o acesso à medicação antiviral (fosfato de oseltamivir). Hoje, os medicamentos podem ser retirados em diversas unidades de referência em São Paulo, utilizando a receita médica (em duas vias, acompanhada pelo impresso próprio) disponibilizada pela Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo.

Quem deve fazer uso da medicação antiviral? Toda pessoa hospitalizada que apresentar o diagnóstico inicial de doença respiratória aguda grave, excluindo-se outros diagnósticos ou causas para tal. Além desses, os pacientes considerados de maior risco de gravidade clínica também podem fazer uso da medicação (com base no protocolo do Ministério da Saúde), a exemplo das gestantes, das crianças menores de dois anos de idade, dos portadores de doenças crônicas e dos imunocomprometidos. As pessoas consideradas de maior risco - mas sem gravidade clínica -poderão ser tratadas em regime ambulatorial (a critério médico), acompanhadas de monitoramento clínico.

3. A utilização de fosfato de oseltamivir para o tratamento de gestantes e de crianças menores de um ano de idade:

A infecção grave causada pelo vírus Influenza A H1N1 em grávidas pode ser traduzida pela alta mortalidade de pessoas, observada no Brasil e nos EUA. Em recente estudo publicado pela revista Lancet, do total de pacientes que evoluíram ao óbito nos EUA, no período de abril a julho de 2009, 13% foram gestantes. No Brasil, os dados recentes apontam para 11% de gestantes no total de indivíduos que evoluíram ao óbito em decorrência da Gripe A. Quando se deparam com os dados históricos de outras epidemias de infecção pelo vírus Influenza, são verificadas altas taxas de mortalidade em gestantes. Algumas explicações para este fato incluem a maior suscetibilidade decorrente das alterações hormonais durante a gestação e o efeito compressivo fetal, que reduz a expansibilidade torácica e prejudica a mecânica ventilatória, produzindo a retenção de secreções pulmonares.

   Atualmente já existem recomendações para o afastamento de profissionais gestantes da área da Saúde que realizam o atendimento direto a pacientes com suspeita ou mesmo com a confirmação da infecção pelo vírus Influenza A H1N1. Grávidas que apresentam síndrome gripal devem ser tratadas precocemente com oseltamivir, além de realizarem repouso domiciliar e acompanhamento médico. Embora não existam remédios isentos de efeitos colaterais e de toxicidade, não existe a aprovação em bula para uso de oseltamivir em crianças menores de um ano de idade. Os benefícios da utilização da medicação têm se suplantado em relação aos riscos de eventos adversos. Por isso, a utilização de oseltamivir em crianças menores de um ano foi liberada pelo órgão regulador de saúde nos EUA – a Food and Drug Administration (FDA) - durante a pandemia de infecção pela Gripe A. É fundamental que cada caso seja avaliado pesando-se os riscos e os benefícios da terapia com o oseltamivir em pacientes de alto risco pela gravidade clínica, relacionando-se os eventuais efeitos colaterais do tratamento e o potencial da gravidade clínica inerente ao retardo do início de um tratamento (somente em quadros monitorados pelo médico, sem o tratamento com o remédio recomendado).  

 

4. O uso de oseltamivir profilático (preventivo):

No momento, as recomendações incluem os profissionais de Saúde sem proteção e expostos acidentalmente às secreções respiratórias de pacientes com Gripe A. Também há a indicação de profilaxia com oseltamivir aos indivíduos imunocomprometidos comunicantes de pacientes com a Gripe A.

    Até agora, os serviços de Saúde devem estar organizados para o diagnóstico e o tratamento precoces de casos graves ou com potencial de maior gravidade clínica. A facilidade de acesso à medicação antiviral - dispensada com base em evidências técnico-científicas e em protocolos oficiais -, atrelada à equipe assistencial hospitalar capacitada, constituem em aspectos importantes para a redução da mortalidade associada à nova gripe.   

 

Milton Lapchik


Medo de contrair H1N1 pode causar pânico e outros problemas psicológicos

 

Manchetes de jornais e programas de rádio e televisão estão tirando o sono de muita gente. Assustadas com o aumento de casos da influenza A muitas pessoas podem achar que estão infectadas sem estarem – até manifestando sintomas. O mais grave é quando o nível alto de ansiedade causa uma baixa de imunidade e realmente deixa a pessoa vulnerável não apenas ao vírus H1N1, mas a outras doenças.

Essas pessoas são vítimas de uma fobia momentânea, como explicam os psicólogos da Clínica Contato Dra. Ana Lúcia Tuma e Dr. Willian Mac-Cormick Maron.

    “O aparecimento ou intensificação de sintomas é a forma mais comum da relação entre físico e emocional. O medo normal protege a pessoa da doença, já o medo patológico é aquele que protege a pessoa da vida, interferindo na sua felicidade”, afirma a Dra. Ana Lúcia.

    Há ainda o risco de pessoas muito estressadas desenvolverem transtornos mentais como o TOC ou aquelas que já sofrem desses males terem seu quadro psicológico agravado. O Dr. Willian Mac-Cormick Maron ressalta que os cuidados preventivos em relação a doenças como a gripe A que estão sendo aconselhados - evitar locais muito fechados e aglomerações, lavar corretamente e frequentemente as mãos e outros - não são exageros dentro do contexto atual. Mas, assim que o medo de ficar doente começar a afetar seu bem estar, as atividades do dia-a-dia e os relaciomentos interpessoais, é preciso procurar um médico da área de saúde mental.

    Segundo a Dra. Ana Lucia, o tratamento pode ser psicoterápico e, se houver necessidade, medicamentoso. “O objetivo principal é diminuir a ansiedade e fortalecer o lado emocional”.


Gripe A: obesidade aumenta risco de complicações

Número de obesos é mais alto entre os casos graves da doença, nos EUA

 

A obesidade é um fator de risco para complicações clínicas da gripe A(H1N1), apontou um estudo do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC, na sigla em inglês). Segundo o órgão, pessoas com doenças cardíacas, deficiências imunológicas e diabetes também correm mais risco, se contaminadas, do que a população em geral.

O CDC analisou pacientes hospitalizados com a gripe A no estado da Califórnia durante o mês de maio e concluiu que a obesidade está entre os fatores que elevam as chances de pessoas com essa gripe apresentarem complicações médicas mais graves. A epidemiologista responsável pelo estudo, Anne Shuchat, declarou ao jornal Washington Post que ficou surpresa com a quantidade de pacientes obesos entre o número dos casos de gripe A considerados como graves.

   "A prevalência dessa patologia está sendo notada especialmente entre estudantes e pessoas jovens. Quando esses pacientes são bem nutridos e previamente saudáveis, a doença costuma evoluir de forma benigna, com a evolução clínica bastante semelhante às gripes que todos conhecemos", explica o Dr. Nataniel Viuniski, médico nutrólogo da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN). "A obesidade é um grave fator de risco tanto para a saúde individual como para a saúde pública", completa.

Gestantes já estão entre os grupos de risco

 

Na última semana, o CDC já havia associado a gravidez ao aumento do risco de complicações clínicas pela gripe A. Estudos sobre a gripe suína que acompanharam mulheres grávidas  concluíram que elas têm um risco elevado para complicações sérias, particularmente no período final da gestação. A explicação fisiológica para esse fenômeno é que com o crescimento fetal, o fundo do útero comprime as bases pulmonares.

   Essa compressão resulta em dificuldade de inspirar profundamente e também para tossir de forma a eliminar as secreções brônquicas. Além disso, o crescimento do útero sabidamente bloqueia o retorno venoso, alterando a circulação sanguínea no tórax por compressão na veia cava inferior.

Segundo o Dr. Nataniel Viuniski, é bem pertinente especular que as mesmas alterações possam ocorrer em indivíduos com excesso de gordura intra-abdominal. "Somados às outras complicações médicas que esses pacientes apresentam como a síndrome metabólica, doenças cardiovasculares e apnéia do sono, todas acabam concorrendo para que as pessoas obesas figurem no grupo de risco elevado para gripe H1N1", conclui o médico nutrólogo.

 

Tema será destaque em Congresso

 

Obesidade, síndrome metabólica e as complicações clínicas causadas por essas e outras patologias ligadas à má alimentação estão entre os temas que serão debatidos na 13ª edição do Congresso Brasileiro de Nutrologia, entre os dias 16 e 18 de setembro. O evento acontece no Maksoud Plaza Hotel, em São Paulo, e espera receber, este ano, mais de 2 mil médicos nutrólogos, estudantes de medicina e profissionais da área de saúde. A programação está disponível no site do Congresso (www.abran.org.br/congresso) e as inscrições estão abertas, no mesmo endereço ou pelo telefone (17) 3523-9732.

 

 

Fonte: ABRAN


Clínicas de diálise adotam medidas para prevenir a disseminação da nova gripe


Cuidados com a higiene e atenção aos pacientes com quadro gripal evitam interrupção do tratamento, que precisa ser mantido, conforme orientam clínicas CINE e HDC, especializadas em saúde renal  
    Para orientar os profissionais de clínicas e centros de diálise sobre os procedimentos para prevenir a disseminação da nova gripe (Influenza A - H1N1) em suas instalações, o Centro Integrado de Nefrologia (CINE) e a Home Dialysis Center (HDC - www.hdcdialise.com.br), clínicas especializadas em saúde renal, destacam as principais medidas que precisam ser adotadas por esses estabelecimentos para evitar que seus pacientes fiquem sem tratamento. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), cerca de 90 mil pessoas em todo o país realizam algum tipo de processo dialítico.
    "Esses pacientes não podem interromper o tratamento. Com ações simples, principalmente relacionadas à higiene e a atenção às pessoas com quadro gripal, as clínicas mantém o seu atendimento e evitam a propagação da nova gripe", explica Dra. Carmen Tzanno, nefrologista e diretora do CINE-HDC.

Durante a diálise


Segundo a médica, pacientes em tratamento dialítico, que venham a apresentar quadro gripal (mesmo a comum), precisam ser isolados durante o procedimento, como medida de precaução. Devem utilizar máscaras cirúrgicas (trocadas a cada duas horas) e, se possível, serem dialisados em local com porta fechada.
   "Caso a clínica ou centro de diálise não disponham de um recinto separado, recomenda-se colocar o paciente com sintomas de gripe distante dos demais. Se forem várias pessoas com o mesmo quadro, pode-se agrupá-las em uma sala ou programar um turno de diálise para atender apenas esses pacientes", orienta Dra. Carmen.

Higiene
De acordo com a diretora do CINE-HDC, os integrantes das equipes de enfermagem que auxiliam os pacientes durante a diálise precisam utilizar equipamentos de proteção individual, como máscaras, óculos de proteção, jaleco e luvas descartáveis. O profissional deve descartar todos esses itens e lavar as mãos com água e sabão e/ou álcool gel  antes de manipular outros pacientes e ao sair da sala de tratamento. Os materiais utilizados pelo paciente durante o procedimento também devem ser descartados. São utilizados lenços de papel descartáveis para cada paciente infectado para que ele possa tossir ou espirrar, evitando-se espalhar gotículas de saliva no ambiente
    O espaço onde a diálise é realizada deve ser limpo e desinfetado após as sessões. De um modo geral, as precauções precisam ser mantidas por sete dias após surgirem os primeiros casos de pacientes com sintomas de gripe.

Prevenção
Pacientes com doença renal crônica pré-diálise devem tomar os mesmos cuidados recomendados para a população em geral, ou seja, é preciso evitar: contato com pessoas com quadros gripais; viagens para localidades onde há elevada incidência de casos; locais fechados, mal ventilados ou com grandes aglomerações. Recomenda-se ainda utilizar máscaras cirúrgicas (trocar a cada duas horas) e lavar as mãos com frequência.
   A infecção pelo vírus H1N1 (Influenza A) é suspeita quando há ocorrência dos seguintes sintomas: febre, tosse e dor de garganta, na ausência de diagnóstico de outro tipo de gripe. Também são considerados suspeitos casos de pessoas que tiveram contato com pacientes infectados pela nova gripe ou que viajaram para locais que concentram grande número de ocorrências da doença. A confirmação é feita por meio de exame de PCR-RT ou cultura viral.

Fonte: CINE-HDC


Alerta da gripe suína se deve ao fato de o vírus ser uma nova cepa

 

Para pesquisadores, ausência de imunidade é responsável pelos aspectos atuais da pandemia. Além disso, antivirais são sensíveis à nova influenza e mutantes da doença sazonal não colaboraram com a nova cepa. OMS lança também diretrizes para médicos, com relação aos casos potencialmente graves, principalmente nos grupos de risco.

    Muita confusão existe por conta das notícias nem sempre esclarecedoras sobre a Influenza A(H1N1), popularmente consagrada como gripe suína. De fato, embora o quadro clínico se assemelhe em quase tudo à gripe sazonal, que costuma ocorrer como epidemia principalmente no frio e em países do hemisfério norte, o fato de ser um novo vírus agindo em períodos mais temperados, por exemplo, nos Estados Unidos, fez com que a Centers for Disease Control and Prevention (CDC) tivesse se antecipado em medidas de vigilância, visto que os dois primeiros casos foram descritos nos Estados Unidos.

    “Nós estamos muito atentos ao novo H1N1 porque é uma nova cepa da Influenza A, o que vinha sendo muito raro de acontecer, e a maioria das pessoas, portanto, não tem imunidade para ela”, disse Artlealia Gilliard, relações públicas, representando o CDC, em entrevista por e-mail à Agência Notisa. Embora os dois primeiros casos não mostrassem gravidade, como, aliás, acontece com a maioria dos pacientes da gripe suína, “ qualquer gripe tem taxas de casos graves, com internações e mortes”, acrescentou, o que de certa forma justifica acesso da população a notícias sobre mortes, que não são divulgadas nas gripes ‘costumeiras’, embora as taxas sejam até mais elevadas.

   Para o CDC, a severidade da nova H1N1 tem se mostrado bastante similar àquela causada pela influenza sazonal. Entretanto, a nova gripe “é única que se alastrou fora da estação ‘normal’ de influenza e que parece estar afetando pessoas jovens (mais de 50% dos infectados e hospitalizados têm menos de 25 anos de idade) em número bem superior às outras faixas etárias,” diz Gilliard. Segundo ela, idosos são os principais atingidos nos outros casos, “o que diferencia a nova doença, que afeta pessoas mais novas”.

   Já Joel  Mossong, do National Health Laboratory, de Luxemburgo,  pesquisador em doenças infecciosas, com trabalhos sobre vírus da influenza e mutantes resistentes ao oseltamivir, diz que os dados que existem na literatura médica faz com que ele e seus colegas não suspeitem que possa existir muita diferença na severidade clínica entre os casos causados pela gripe sazonal e aqueles pela nova cepa de H1N1.

“A única diferença entre a pandemia de H1N1 e a influenza sazonal deve ser a futura ocorrência de um número maior de casos (visto que não existe imunidade na população contra a nova cepa), isto se uma vacina não estiver disponível antes de a estação da gripe começar no Hemisfério Norte”, disse em entrevista por e-mail à Agência Notisa.

   Com relação aos mutantes dos vírus tradicionais A(H1N1), o H275Y e o D354G, resistentes ao oseltamivir, o pesquisador afirma que a mutação foi raramente encontrada na nova pandemia, “apenas em uma minoria de casos e em pacientes com tratamento prolongado devido à imunodeficiência”. Para ele, o mais importante é reforçar que os casos de vírus resistente aos medicamentos ocorrem muito esporadicamente, com nenhuma evidência de possibilidade de alastramento futuro destes vírus. “No estágio atual é muito improvável que a forma resistente ao oseltamivir se desenvolva e se dissemine de forma rápida, pois a cepa sensível já é prevalente ao redor do mundo”.

   Da mesma forma, artigo divulgado on line pelo CDC, sobre os testes feitos com os antivirais, confirmam as afirmações do pesquisador de Luxemburgo. O texto informa que apenas vírus de dois pacientes – de uma amostra girando em torno de  600 espécimes investigados, metade para resistência ao oseltamivir, metade para zanamivir – com quadro da nova pandemia e imunodeprimidos apresentaram o vírus mutante H275Y. Além disso, os vírus, foram, ao exame, sensíveis ao zanamivir.

   “A analise da seqüência do gene da neuraminidase destes vírus resistentes ao oseltamivir mostrou que a resistência à droga não foi resultado do reagrupamento do vírus A(H1N1) sazonal”, escrevem os autores, salientando que esta resistência surgiu ao longo do tratamento. Isto parece afastar a suspeita de que o vírus da nova pandemia poderia ser, na verdade, um mutante da gripe sazonal resistente aos antivirais.

Em texto disponibilizado hoje em sua home page, A Organização Mundial de Saúde informa sobre as diretrizes sugeridas aos médicos com relação ao uso de antivirais em quadros graves, para pacientes de qualquer idade ou grávidas. “Para pacientes que se apresentam inicialmente com doença severa ou naquelas com deteriorização das condições gerais, a OMS recomenda tratamento com oseltamivir, assim que for possível”, diz o texto, indicando o uso de zanamivir, “caso o oseltamivir não esteja disponível. Já para pacientes com outras afecções médicas subjacentes, qualquer dos dois medicamentos pode ser prescrito. Além disso, já que grávidas estão incluídas no grupo de maior risco, a OMS recomenda que recebam tratamento antiviral assim que possível após a instalação dos sintomas”. Por fim, “A OMS recomenda pronto tratamento antiviral para crianças com doença severa ou deteriorante, e aquelas sobre risco de doença mais severa ou complicada. Esta recomendação inclui todas as crianças abaixo da idade de 5 anos, já que este grupo está sob risco elevado de doença mais severa”.

 

Agência Notisa (science journalism – jornalismo científico)

 

Nova Estratégia

 

Dois motivos principais levaram a OMS a mudar de estratégia. O primeiro foi a semelhança observada entre a nova doença e a gripe comum. E o segundo, com base na experiência de outras pandemias, foi a constatação de que a contagem de casos individuais não é mais essencial nesses países para monitoramento, seja pelo nível ou natureza do risco representado pelo vírus pandêmico, seja para orientar medidas de resposta mais apropriadas. Como consequência, os exames laboratoriais de biologia molecular, única forma de diagnosticar o novo vírus, deixaram de ser indicados para todos os casos com sintomas de gripe.

   “É importante ficar claro que essa prática não é exclusiva do Brasil, vem sendo adotada por vários países. Vamos continuar a registrar o número de casos, mas apenas em pacientes graves, no caso de óbitos e para confirmar surtos em comunidades fechadas, como escolas, creches e empresas”, diz o diretor de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, Eduardo Hage.

    Nesta fase da doença, com mais de 180 países afetados, muitos deles com livre circulação do vírus, o objetivo não é mais saber se todos os que têm gripe foram infectados por vírus da influenza sazonal ou pelo novo vírus, diz Eduardo Hage. “Para o paciente com sintoma leve, não faz diferença saber se tem a nova gripe ou a sazonal. Faz, sim, diferença para os casos graves ou as pessoas com fatores de risco, justamente os casos previstos no protocolo para indicação de exame laboratorial”.

 

Fatores e grupos de risco com indicação para tratamento e exame laboratorial

 

  Grávidas

  Crianças menores de 2 anos e idosos com mais de 60 anos

  Pessoas com doenças que debilitam o sistema imunológico (defesas do organismo), como câncer e aids, ou que tomam regularmente medicamentos que debilitam o sistema imunológico

    Pessoas com doenças crônicas preexistentes, como problemas cardíacos (como arritmias), pulmonares (exemplos: bronquite e asma), renais (pessoas que fazem hemodiálise, por exemplo) e sanguíneos (como anemia e hemofilia)

 Diabetes, hipertensão e obesidade mórbida.

ENTREVISTA – Eduardo Hage

 

AGÊNCIA SAÚDE – Se todos os casos da nova gripe não são mais contados, como o Ministério da Saúde monitora a circulação do novo vírus no país?

EDUARDO HAGE – Esse trabalho não é novo. Vem sendo feito desde 2000, por meio de uma rede sentinela que tem 62 unidades em todo o país, pelo menos uma por unidade da federação. É essa rede que acompanha a circulação dos vários tipos de vírus influenza no Brasil e também a ocorrência de surtos. A rede permite que as autoridades sanitárias monitorem a ocorrência de surtos devido ao vírus da gripe comum, e, agora, do novo vírus, por meio da coleta sistemática de amostras de secreção nasal e envio aos três laboratórios de referência para influenza, a Fundação Oswaldo Cruz (RJ), o Instituto Adolf Lutz (SP) e o Instituto Evandro Chagas (PA).

 

AS – Não se usa mais a taxa de letalidade?

EH – Sim, mas apenas para os casos graves. Esses, sim, são possíveis de contabilizar, porque o Brasil tem um critério claro de classificação. Consideramos caso grave todos os pacientes com agravamento súbito do estado de saúde e com febre, tosse e dificuldade respiratória, mesmo que moderada. Isso nos permite acompanhar os casos graves da doença, que felizmente são a menor parte. Na grande maioria dos casos, os pacientes se recuperam com facilidade. Tem sido assim em todo o mundo.

 

AS – E nos casos graves, como está o Brasil em relação a outros países?

EH – Não é possível fazer essa comparação porque não existe um protocolo único, da OMS, definindo o que é caso grave e recomendado para todos os países. Ou seja, cada país adota um critério. Então, não existe uma base segura e confiável para comparar.

 

AS – O Brasil é o terceiro país com o maior número de registros, atrás de Argentina (338) e Estados Unidos (436). Isso preocupa o governo?

EH – Claro que sim. O governo lamenta cada morte, mas lembra à população que não há motivo para pânico. A doença, repito, na grande maioria dos casos, apresenta sintomas leves. Portanto, ao sentirem qualquer sintoma de gripe, as pessoas devem procurar imediatamente o médico de confiança, não os hospitais, que além de não serem o melhor lugar para tratar gripe, devem estar livres para atender aos casos graves. E a rede de saúde do país está preparada para isto: são 1.978 leitos de UTI, em 68 hospitais de referência.


Gripe Suína: Alimentação saudável e balanceada melhora a imunidade contra doença.

 

Prevenção. Este tem sido o assunto do momento. Em meio a tantas informações dadas pela mídia, Órgãos de Saúde e conversas entre amigos, a Influenza A (H1NI), popularmente conhecida por “Gripe Suína”, vem chamando à atenção de todos nós. Mas, diante do bombardeio de notícias negativas a respeito desta doença, o que fazer para se prevenir?

    Para a nutricionista cooperada da COOPEC (Cooperativa de Ensino de São José do Rio Preto – SP), Maria José Pupin Jafelice, a alimentação saudável é uma boa alternativa para melhorar a imunidade do nosso organismo. “Diante de tantos vírus e em especial o Influenza H1N1, a orientação para manter o nosso sistema imunológico fortalecido, é fazer uma alimentação diária saudável e balanceada”, diz.

De acordo com Maria José, as vitaminas e minerais estão em primeiro lugar na melhora da imunidade. “É preciso aumentar o consumo de hortaliças, portanto, são recomendadas, quatro porções ao dia. Já as frutas frescas, cinco porções ao dia. Essas são boas sugestões”, aconselha.

    As proteínas com sua capacidade de estruturar nossas células, também participam da formação dos anticorpos e não podem ser esquecidas. “Carnes em geral, ovos, feijão, frutas oleaginosas. Neste momento, devemos dar uma atenção especial às proteínas de origem vegetal”, orienta.

    Segundo especialistas, as leguminosas, tais como: feijões, lentilha, ervilha e soja, possuem valor biológico de proteína relativamente baixo pela limitação de aminoácidos sulfurados. “Porém, quando as leguminosas como o feijão, por exemplo, são ingeridas juntamente com o arroz, há uma compensação no quadro de proteínas, justificando assim, a combinação do arroz com o feijão, um alimento de excelente valor protéico, fato questionável popularmente”, afirma Maria José.

   Ainda de acordo com a nutricionista, o ácido Graxo Ômega 3, sem dúvida auxilia, e muito, nas desordens do sistema imunológico, surgidas na nossa moderna sociedade ocidental. “Importante o consumo do salmão, sardinha e linhaça, ricos nesse tipo de gordura”, recomenda.

 

 

 

    A água também é indispensável a nossa saúde, portanto, devemos beber em grande quantidade (sempre em copos individuais).  “A água não só melhora nossa hidratação como evita que nossas mucosas (boca, nariz e olhos) não se ressequem, facilitando a entrada do vírus. Devemos ainda, higienizar com água e sabonete as mãos várias vezes ao dia e lavar muito bem as hortaliças e frutas antes do consumo. Para quem tem o hábito de se alimentar em restaurantes, à atenção deve ser redobrada”, alerta.

    Outros alimentos que ajudam a potencializar o sistema imunológico são: alho, cebola, gengibre, açafrão. Todos eles podem ser acrescentados durante o preparo dos alimentos.

    Em frente a uma situação de insegurança de ter ou não contato com o vírus Influenza A, o mais importante é estar fortalecido para superá-lo. “A dica é consumir muitos nutrientes e substituir os lanches, salgadinhos fritos, sopas e sucos em pó. Ou seja, os industrializados, pois, além das perdas nutricionais no processamento, há a adição de aditivos químicos em excesso, pelos alimentos naturais da feira. Em resumo, estar bem alimentado é estar naturalmente bem imunizado”, finaliza.

 

Fonte: Maria José Pupin Jafelice 

 


INFLUENZA A (H1N1)

 

Gravidade dos casos da gripe A (H1N1) e da comum é semelhante

Dados indicam que abordagem clínica para diagnóstico, tratamento e internação deve ser a mesma para ambos os vírus, informa o diretor de vigilância epidemiológica

 

Dados divulgados pelo Ministério da Saúde nesta sexta-feira, 24 de julho, indicam semelhança entre a gravidade dos casos de influenza A (H1N1) e de gripe comum ou sazonal no Brasil. Dos 1.566 casos confirmados para a nova influenza A (H1N1) no país entre 25 de abril e 18 de julho deste ano, 14,2% apresentaram dificuldade respiratória moderada ou grave, além de febre e tosse — sintomas compatíveis com a definição de síndrome respiratória aguda grave.  No mesmo período, das 528 pessoas com diagnóstico da gripe sazonal, 17% evoluíram para  esse mesmo quadro.

  “No Brasil, podemos afirmar categoricamente que adoecer pela gripe comum ou pela H1N1 é muito semelhante do ponto de vista da gravidade dos casos. Isso indica que a abordagem clínica para diagnóstico, tratamento e internação deve ser a mesma para ambos os vírus”, afirmou o diretor de Vigilância Epidemiológica do MS, Eduardo Hage, em conversa com a imprensa. Não existem estudos que apontem como o novo vírus vai se comportar daqui para frente.

De abril a julho, foram notificados 8.328 casos suspeitos de algum tipo de gripe no país, com maior concentração nas regiões Sul e Sudeste. Desse total, 1.957 casos foram descartados para qualquer vírus influenza e 4.277 ainda estão em estudo. 

 

Do ponto de vista da manifestação da doença por idade, também há semelhança entre os dois vírus. A análise epidemiológica realizada até o momento indica que a faixa etária mais acometida tanto pelo vírus H1N1 quanto pelo vírus da influenza sazonal é a de 20 a 49 anos, com mais de 60% dos casos.

 

Por outro lado, desde abril, dos exames de diagnóstico com resultado positivo para algum tipo de vírus respiratório nos três laboratórios de referência do Brasil — Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz/RJ), Instituto Evandro Chagas (IEC/PA) e Instituto Adolf Lutz (SP) —, 60% foram para H1N1. No Chile e na Argentina, esse percentual já ultrapassa 90%.

Segundo Hage, ainda é cedo para se confirmar, mas é possível que o novo vírus esteja substituindo o vírus da gripe comum.

USO DO ANTIVIRAL - Eduardo Hage reiterou que o uso indiscriminado do antiviral fosfato de Oseltamivir (conhecido como Tamiflu) para todos os casos de gripe pode tornar o novo vírus A (H1N1) resistente ao medicamento, isto é, diminuir sua eficácia no tratamento da doença. “O número de países que apresentam resistência ao novo vírus em relação ao Oseltamivir tem aumentado. Além de Hong Kong, Japão e Dinamarca, o Canadá, especificamente na província de Quebec, registrou um caso de resistência nesta semana”, disse o diretor.

De acordo com o Protocolo de Manejo Clínico e Vigilância Epidemiológica da Influenza do Ministério da Saúde, baseado em recomendações da Organização Mundial da Saúde, apenas os pacientes com agravamento do estado de saúde nas primeiras 48 horas, desde o início dos sintomas, e as pessoas com maior risco de apresentar quadro clínico grave serão medicadas com o fosfato de oseltamivir. O grupo de risco é composto por idosos, crianças menores de dois anos, gestantes, pessoas com diabetes, doença cardíaca, pulmonar ou renal crônica, deficiência imunológica (como pacientes com câncer, em tratamento para AIDS), pessoas com obesidade mórbida e também com doenças provocadas por alterações da hemoglobina, como anemia falciforme.

 

Confira outros pontos da conversa com a imprensa:

 

Cálculo da letalidade e da taxa de mortalidade do novo vírus A (H1N1)

A partir de agora e de acordo com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), a letalidade do novo vírus A (H1N1) será medida apenas em relação aos casos graves. O percentual de pessoas que chegam a óbito em relação ao total de pacientes graves é, no momento, de 12,8%.

A taxa de mortalidade do novo vírus A (H1N1), por sua vez, será calculada considerando o número de casos em relação ao número de habitantes. Isso permitirá a comparação da mortalidade pela gripe neste ano em relação aos anos anteriores, o que poderá ser feito depois do fechamento do mês de julho. Com as 29 mortes confirmadas no Brasil pela doença até o dia 22 de julho, a taxa de mortalidade por influenza A (H1N1) no país é de 0,015 por 100 mil habitantes. Confira outras taxas de mortalidade no mundo:

 

País

Mortes

Número de Habitantes

Porcentagem final

Chile

68

16.802.953

0,4

Argentina

137

39.934.109

0,34

Austrália

37

20.950.604

0,17

Canadá

50

33.169.734

0,15

México

128

107.801.063

0,11

EUA

263

308.798.281

0,08

Reino Unido

29

 61.018.648

 0,04

Espanha

4

44.592.770

0,04

Brasil

29

191.481.045

0,01

Atualização de óbitos: 22 de julho de 2009

 

Fonte: Número de habitantes IBGE, 2008

 

 

MS não recomenda adiar viagens para estados dentro do Brasil

A recomendação do Ministério da Saúde é para que pessoas dos grupos de risco ou doenças crônicas pré-existentes, como diabetes, evitem viajar para países com transmissão sustentada, como Argentina, Chile, Reino Unido, Estados Unidos, e Canadá. Isso se deve ao fato de o governo federal não poder assegurar o tratamento fora do território nacional. Dentro do país, em qualquer estado, o cidadão tem o direito de ser atendido no Sistema Único de Saúde (SUS) e ter a conduta adotada no serviço de saúde de acordo com o protocolo do Ministério da Saúde.

 

Cuidados para se prevenir da doença

Alguns cuidados básicos de higiene podem ser tomados, como: lavar bem as mãos frequentemente com água e sabão, evitar tocar os olhos, boca e nariz após contato com superfícies, não compartilhar objetos de uso pessoal e cobrir a boca e o nariz com lenço descartável ao tossir ou espirrar.

 

Recomendações para a volta às aulas

O Ministério da Saúde e o Ministério da Educação recomendam que os estudantes brasileiros com sintomas de gripe sigam orientações médicas e evitem retornar às atividades escolares até estarem completamente restabelecidos. A orientação tem como objetivo reforçar a prevenção contra a nova gripe, evitando assim que alunos infectados contagiem colegas. Professores e diretores de escolas também devem ficar atentos e orientar estudantes com sintomas a retornar às suas casas. Pais e responsáveis devem levar seus filhos aos postos de saúde ao consultório médico de confiança ao perceberem os primeiros sinais de uma gripe, que são febre repentina, tosse, coriza, dores musculares, nas articulações e dor de cabeça. 

  

Confiram algumas tabelas sobre a situação epidemiológica da nova influenza A (H1N1) no Brasil, 2009

 

Tabela 1. Distribuição de casos notificados de síndrome gripal segundo classificação etiológica e unidade federada. Brasil, até semana epidemiológica 28 de 2009.

 

ID

UF

SUSPEITO

CONFIRMADO A(H1N1)

CONFIRMADO (SAZONAL)

DESCARTADO

TOTAL

n

%

n

%

n

%

n

%

n

%

1

SP

1.671

50,09

666

19,96

387

11,60

612

18,35

3.336

100

2

PR

689

65,12

65

6,14

2

0,19

302

28,54

1.058

100

3

RJ

599

60,69

205

20,77

27

2,74

156

15,81

987

100

4

RS

641

68,26

159

16,93

2

0,21

137

14,59

939

100

5

MG

184

33,64

139

25,41

26

4,75

198

36,20

547

100

6

SC

135

37,50

64

17,78

 

0,00

161

44,72

360

100

7

BA

163

64,94

48

19,12

29

11,55

11

4,38

251

100

8

DF

27

22,50

40

33,33

11

9,17

42

35,00

120

100

9

PE

11

12,36

24

26,97

1

1,12

53

59,55

89

100

10

GO

10

11,24

20

22,47

7

7,87

52

58,43

89

100

11

ES

23

26,74

13

15,12

14

16,28

36

41,86

86

100

12

PA

4

6,06

32

48,48

8

12,12

22

33,33

66

100

13

CE

23

50,00

13

28,26

--

--

10

21,74

46

100

14

SE

22

51,16

9

20,93

4

9,30

8

18,60

43

100

15

MT

15

34,88

7

16,28

2

4,65

19

44,19

43

100

16

MA

14

33,33

5

11,90

--

--

23

54,76

42

100

17

RN

1

2,38

14

33,33

5

11,90

22

52,38

42

100

18

MS

16

38,10

6

14,29

--

--

20

47,62

42

100

19

AL

12

32,43

8

21,62

2

5,41

15

40,54

37

100

20

TO

--

--

11

42,31

--

--

15

57,69

26

100

21

PI

1

4,00

7

28,00

--

--

17

68,00

25

100

22

PB

3

13,64

5

22,73

1

4,55

13

59,09

22

100

23

AC

10

76,92

1

7,69

--

--

2

15,38

13

100

24

RO

3

60,00

--

--

--

--

2

40,00

5

100

25

RR

--

--

2

40,00

--

--

3

60,00

5

100

26

AP

--

--

1

20,00

--

--

4

80,00

5

100

27

AM

--

--

2

50,00

--

--

2

50,00

4

100

 

TOTAL

4.277

51,36

1.566

18,80

528

6,34

1957

23,50

8.328

100

Fonte: SINAN

 

Tabela 2. Distribuição de casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave), segundo gênero e classificação etiológica. Brasil, até semana epidemiológica 28 de 2009.

 

Classificação

Feminino

Masculino

Total

n

%

n

%

n

%

Em investigação

541

54,87

445

45,13

986

100

Influenza A(H1N1)

117

52,70

105

47,30

222

100

Influenza sazonal

51

57,95

37

42,05

88

100

Descartado

173

60,28

114

39,72

287

100

Total

882

55,72

701

44,28

1583

100

 

 

Tabela 3.   Distribuição de casos confirmados de SRAG segundo classificação etiológica e sinais e sintomas. Brasil, até semana epidemiológica 28 de 2009

 


 Fonte: SINAN

 

Tabela 4. Distribuição de casos de SRAG pela nova Influenza A(H1N1), segundo fatores de risco (n=222). Brasil, até semana epidemiológica 28 de 2009

Dentre os fatores de risco para doença grave, relacionados no Protocolo, para os casos de SRAG pela nova influenza A(H1N1), destacam-se gestação, pneumopatias crônicas e doença cardio-vascular (hipertensão e cardiopatia)  (Tabela 5).

 


Fonte: SINAN

* O calculo de proporção de gestantes (n=8) teve como base o universo de 116 mulheres com SRAG. Os outros percentuais correspondem ao universo de 222 pacientes.

 

Tabela 5. Distribuição de casos confirmados de SRAG por Influenza A(H1N1), segundo classificação etiológica e faixa etária. Brasil, até semana epidemiológica 28 de 2009

 

Mais de 60% dos casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) pelo novo vírus influenza A(H1N1) e pelo vírus de influenza sazonal está concentrado na faixa etária de 20 a 49 anos. A idade média para ambos os tipos de vírus é de 29 anos.

 


  Fonte: SINAN

 

Obs:  2 registros sem informação no campo idade em influenza A(H1N1)



Estratégias empresariais diante da nova gripe

 

Os efeitos da nova gripe vão muito além das dores no corpo, febre, tosse e dor de garganta. Escolas postergando o início das aulas, párocos evitando a saudação de paz nas missas, pessoas evitando lugares fechados, restrições quanto a viagens para determinados países. A continuar neste ritmo, a pandemia poderá atrasar ainda mais o processo de recuperação econômica mundial.

     Mas nem tudo está perdido, pelo menos aos fabricantes de máscaras, álcool em gel e remédios contra a gripe. Os grupos farmacêuticos de determinados produtos tiveram vendas na casa de um bilhão de dólares somente no primeiro trimestre, triplicando os resultados em relação ao ano anterior.

     Apesar de toda a euforia no setor, há uma preocupação generalizada sobre a possível falta destes medicamentos. Governos informam que há quantidade suficiente para os casos mais severos e pessoas pertencentes ao grupo de risco. Vacinas já começaram a ser desenvolvidas, mas com previsão de conclusão a partir de setembro.

     Contudo, considerando que os óbitos estão atingindo também pessoas saudáveis, haverá remédio suficiente para imunizar toda a população? Acredito que esta seja uma preocupação relevante e temo que a resposta para esta intrigante questão seja negativa.

    Os laboratórios foram pegos de surpresa com a chegada da nova gripe, cuja procura superou qualquer sazonalidade, como as gripes comuns, típicas no inverno. Apesar dos lucros, as empresas têm difíceis decisões a serem tomadas.

  Concentrar todos os esforços na produção desses produtos devido ao aumento repentino da procura pode custar caro. Aumentar a produção requer altos investimentos e leva tempo. Dedicar-se a isso sem boas doses de planejamento pode gerar excesso de estoques e capacidade produtiva ociosa quando a gripe passar.

 

 

     Alocar parte das linhas de produção para a fabricação dos itens em evidência no momento pode ainda significar a diminuição ou a paralisação temporária na produção de outros produtos. Os concorrentes poderiam aproveitar este vácuo, tomando espaço nestes mercados.  

     Aumentar preços não é politicamente correto numa situação de pânico mundial, apesar de tentador. Mancharia a imagem das empresas, as quais poderiam ser chamadas de oportunistas. Conforme a teoria, seria a estratégia correta para diminuir a procura em situações normais, o que definitivamente não é adequado neste caso.

    Enfim, quero reforçar que os laboratórios não podem se deixar levar pela onda da nova gripe sem qualquer preocupação extra com o planejamento empresarial. Aumentar a produção e garantir que não falte medicamento aos que realmente necessitam é a obrigação deles. Mas é preciso cuidar muito bem da estratégia do negócio para que os lucros obtidos agora não se transformem em grandes prejuízos no futuro.

 

Marcos Morita

SUS está preparado para enfrentar a gripe A (H1N1)

Sistema de Saúde têm 68 unidades de referência, 5,9 mil hospitais credenciados, 42 mil estabelecimentos de atenção básica e 30 mil equipes de saúde da família

 

O Brasil conta com uma estrutura de saúde significativa para enfrentar a pandemia de influenza A (H1N1). Além das 68 unidades de referência preparadas para dar assistência a pacientes graves e com fatores de risco, o Sistema Único de Saúde (SUS) tem 368 mil leitos de internação nos 5,9 mil hospitais credenciados e 42.412 estabelecimentos de atenção básica. Nos hospitais de referência, há 1.978 leitos de UTI para prestar assistência aos pacientes.

    Entre as unidades de atenção básica destacam-se os postos de saúde, os centros de saúde, as unidades mistas e as unidades móveis fluviais (veja abaixo). Desse total de estabelecimentos, 24.378, isto é, 57,47% têm equipes de saúde da família (ESF), atuantes na promoção de saúde, prevenção, recuperação, reabilitação de doenças e na manutenção da saúde da comunidade. O país tem 30 mil ESF, responsáveis por uma cobertura populacional que ultrapassa 90 milhões de pessoas.

O secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde (MS), Alberto Beltrame, destaca que, com a confirmação de transmissão sustentada realizada no dia 16 de julho no Brasil (o que significa que há circulação do vírus entre pessoas sem vínculo com quem esteve no exterior), a população passou a contar com a estrutura de toda a rede de saúde existente para ter acesso à assistência. Seguindo as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), a preocupação é evitar o agravamento da enfermidade e a ocorrência de óbitos.

    Para Beltrame, a existência do SUS é o diferencial do Brasil no enfrentamento do novo vírus A (H1N1). “A primeira fase foi a de contenção. Agora, com a transmissão sustentada, passamos a contar com toda a atenção básica e todos os hospitais de país, que têm uma estrutura enorme. O MS está absolutamente seguro de que a rede disponível tem capacidade para atender a população”, afirma o secretário.

 

Estoque de Medicamentos – O Ministério da Saúde tem medicamento suficiente para enfrentar a pandemia de influenza A (H1N1). Há matéria-prima para produção de 9 milhões de tratamentos de fosfato de oseltamivir (cada um com 10 cápsulas), conhecido como Tamiflu.

    Além disso, no dia 21 de julho, o governo federal recebeu um lote de 50 mil tratamentos. Outros 150 mil tratamentos produzidos por Farmanguinhos começam a ser distribuídos em agosto. Até o fim de setembro, mais lote de 800 mil tratamentos adquiridos pelo MS chegará aos depósitos federais. Sendo assim, nos próximos dois meses, o governo federal terá um milhão a mais de medicamentos disponíveis.

 

Automedicação - O MS reitera a importância de a população não se automedicar. O uso indiscriminado do antiviral para todos os casos de gripe pode tornar o novo vírus A (H1N1) resistente ao medicamento, isto é, diminuir sua eficácia no tratamento da doença. Países como Hong Kong, Japão, Dinamarca e Canadá já registraram casos de resistência ao fármaco.

    De acordo com o Protocolo de Manejo Clínico e Vigilância Epidemiológica da Influenza do Ministério da Saúde, apenas os pacientes com agravamento do estado de saúde nas primeiras 48 horas, desde o início dos sintomas, e as pessoas com maior risco de apresentar quadro clínico grave serão medicados com o fosfato de oseltamivir.

    O grupo de risco é composto por idosos, crianças menores de dois anos, gestantes, pessoas com diabetes, doença cardíaca, pulmonar ou renal crônica, deficiência imunológica (como pacientes com câncer, em tratamento para AIDS), pessoas com obesidade mórbida e também com doenças provocadas por alterações da hemoglobina, como anemia falciforme.

 

ESTRUTURA DE ATENÇÃO BÁSICA BRASILEIRA

Estado

Número de Estabelecimentos da Atenção Básica *

Número de Estabelecimentos da Atenção Básica com Equipes de Saúde da Família

Número de Equipes Saúde da Família

SP

4.517

1.971

3.224

PB

1.609

1.226

1.250

RS

2.574

1.029

1.183

SE

649

382

555

AC

233

129

138

TO

348

280

381

PR

2.501

1.213

1.704

RR

225

89

99

PE

2.424

1.662

1.809

MA

2.068

1.431

1.769

AM

671

386

517

SC

1.751

1.050

1.317

PI

1.325

846

1.088

RN

1.132

725

861

RJ

2.087

1.158

1.531

DF

177

60

80

ES

879

420

536

MG

5.297

3.183

3.955

PA

1.694

703

859

MT

923

533

565

AL

875

631

743

MS

529

337

409