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 Edição Especial Saúde da Mulher - Gravidez

 

Maio – Dia das Mães

 

Dr. José Bento apresenta dicas para uma gravidez saudável e plena

A futura mamãe precisa estar atenta aos cuidados com a beleza e alimentação

A gravidez marca a transição da mulher para o futuro papel de mãe. Como toda transição, é um período cercado por incertezas e mudanças, tanto no corpo, quanto na vida da gestante. Tudo fica mais intenso por causa das emoções que a geração de uma nova vida pode causar na mãe, no pai e em toda a família. Para garantir a segurança emocional e uma gestação tranquila, o Dr. José Bento de Souza, ginecologista e obstetra formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduado pela Universidade de São Paulo (USP), comenta algumas dúvidas que surgem durante a pré-concepção, pré-natal e o período gestacional.

 

Como planejar uma gravidez saudável?

Dr. José Bento – O casal que pretende ter uma gravidez planejada deve, em primeiro lugar, procurar um médico. O especialista poderá realizar avaliações clínicas e solicitar exames laboratoriais para verificar o estado geral de saúde da mulher. Algumas alterações no organismo feminino podem aumentar as possibilidades de malformações, abortamentos e parto prematuro, por isso, é importante antecipar estas probabilidades. Quando a gravidez é confirmada, é essencial que a mulher faça o pré-natal, pois neste período são realizados exames de rotina para verificar a condição do bebê e detectar qualquer problema na saúde da mãe. A cada trimestre gestacional são recomendados a realização de exames como análises de sangue, ultrassom, curva glicêmica e outros que o médico julgar necessário.

 

As mulheres em idade avançada conseguem engravidar?

Dr. José Bento – Hoje em dia, adiar a gravidez se tornou muito comum entre as mulheres. O número de mulheres que têm o primeiro filho entre os 30 e 40 anos aumentou significativamente. Isso está ligado a muitos fatores, como o desejo de firmar-se na carreira antes de constituir uma família, a espera por um relacionamento estável, por estabilidade financeira ou mesmo a dúvida de ter ou não um filho. É importante que as mulheres saibam que a idade afeta a capacidade de obter e manter uma gravidez sem percalços, no entanto, existem testes, tratamentos e técnicas avançadas, como a fertilização in vitro, que podem e devem ser feitos em mulheres que decidem ter filhos com mais idade.

 

Ao engravidar, a mulher precisa modificar os seus hábitos alimentares?

Dr. José Bento – A boa alimentação é fundamental para garantir ao bebê todos os nutrientes essenciais para o seu desenvolvimento, uma vez que é do corpo da mãe que virá toda a “matéria-prima” para a sua formação. Com a nutrição adequada, a mulher garante uma gestação mais tranquila, sem a ocorrência de anemias, hemorragias e diabetes gestacional. O estado nutricional é determinante para a saúde da grávida, sendo que neste período, a maioria das mulheres deve acrescentar cerca de 300 calorias à sua dieta diária para nutrir o feto em desenvolvimento, preferencialmente distribuídas em cinco refeições (desjejum, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar), preparadas com ingredientes que são fontes de proteínas, ferro, cálcio e ácido fólico, preferencialmente com um baixo teor de gordura.

 

Qual o peso ideal de uma grávida ao final de uma gestação?

Dr. José Bento - O peso ideal de uma grávida oscila entre nove e doze quilos considerando toda a gestação, ou seja, cerca de 1,5 a 2 quilos por mês a partir da 16ª semana. Desta forma, é importante a restrição ao consumo de alimentos calóricos, como refrigerantes, balas e doces industrializados.

 

Por que o médico prescreve vitaminas antes da gravidez?

Dr. José Bento - Existem diversos estudos científicos que comprovam que a suplementação de vitaminas cerca de 3 meses antes da gravidez, diminui a ocorrência de malformações nos neurônios, coração, face e nos membros do bebê. Há também evidências que comprovam a diminuição da incidência de abortamentos, pré-eclâmpsia (alta pressão arterial, retenção de líquidos e presença de proteína na urina, com sintomas que podem evoluir para convulsão e coma), diabetes gestacional, trombose e nascimentos prematuros. Desta forma, as vitaminas são prescritas para suprir as atividades fisiológicas que surgem com a gravidez, período em que ocorre um aumento das necessidades nutricionais diárias. Para uma maior eficiência, o suplemento precisa ter nutrientes como sais minerais, oligoelementos e vitaminas A, B1, B2, B6, B12, C, D, E, niacina, ácido fólico, cálcio, ferro e zinco (composição de NATELE®, da Bayer Schering Pharma (BSP)), além de ser desenvolvido especialmente para mulheres que pretendem engravidar.

 

Quais cuidados que a mulher pode ter com a beleza durante a gestação?

Dr. José Bento – Os cuidados com a beleza influenciam positivamente no estado emocional da grávida, especialmente quando a mulher se julga menos elegante ou sensual. No entanto, deve-se redobrar a atenção aos tipos de produtos utilizados, para que eles não ofereçam risco ao desenvolvimento do bebê. Normalmente, o que mais preocupa as gestantes é o surgimento de estrias, que podem aparecer no abdômen, nas mamas, nas nádegas e nas coxas, pois a pele fica mais fina e esgarçada ao ser esticada. Uma boa alimentação, o acompanhamento pré-natal e o uso diário de hidratantes e emolientes de boa qualidade (LUCIARA®, da BSP), específicos para gestante, podem prevenir o surgimento de estrias. Em relação aos cabelos, a grávida pode notar mudanças na textura, volume e brilho. Os casos de aumento da oleosidade capilar podem ser explicados pela grande quantidade de progesterona circulante que estimula as glândulas sebáceas do couro cabeludo. Em geral, não é indicado que as futuras mamães utilizem produtos químicos como tinturas e descolorações, além de realizar procedimentos como permanentes ou alisamentos, principalmente nos quatro primeiros meses da gravidez, período em que ocorre o desenvolvimento da maioria dos órgãos do feto.

 

Grávidas podem fazer exercícios físicos?

Dr. José Bento – A grávida que opta por fazer exercícios físicos fica mais preparada para o parto, sofre menos com inchaços e dores lombares, além de manter um controle sobre o seu peso. A prática de atividade física também irá beneficiar o equilíbrio emocional da gestante, pois é um momento em que ela fica em contato com o próprio corpo, sentindo como o bebê reage aos seus movimentos. É importante ressaltar que o médico precisa ser consultado antes de ser iniciada qualquer atividade física, sendo normalmente indicada a prática de exercícios físicos de baixo impacto, como caminhadas moderadas, alongamentos e hidroginástica.

 

Como prevenir uma nova gravidez após o parto?

Dr. José Bento – Logo após o parto, a possibilidade de engravidar é muito pequena, especialmente quando a mulher amamenta o bebê. Nesta fase, o uso de métodos contraceptivos hormonais é contraindicado, pois parte do hormônio pode ser transmitido para o bebê durante o aleitamento e interferir em seu desenvolvimento. No entanto, existem métodos anticoncepcionais que podem ser usados neste período, tanto para que o casal possa planejar o próximo filho, quanto para que o intervalo entre os partos seja adequado. Os métodos mais indicados são os que contêm somente o hormônio progesterona, como o SIU – Sistema intrauterino liberador de levonorgestrel, hormônio derivado da progesterona produzido naturalmente pelo organismo, (MIRENA®, da BSP). Esse dispositivo é uma espécie de DIU (dispositivo intrauterino), mas que contém hormônio que é liberado diretamente no útero. A mulher pode ficar com o SIU por cinco anos, sendo que o método pode ser retirado quando desejar. Trata-se de um método altamente eficaz, de segurança comparável a laqueadura tubária, reversível e que não apresenta riscos durante a amamentação.

 

Gravidez altera visão

As alterações mais comuns são a síndrome do olho seco e mudança na refração. Hipertensão e diabetes gestacional favorecem alterações na retina e glaucoma neovascular.

 

Durante a gravidez as alterações hormonais influem na saúde ocular, aumentando o risco de surgir graves doenças nos olhos. De acordo com o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, a maioria das gestantes apresenta a síndrome do olho seco, uma alteração na quantidade ou qualidade da produção lacrimal que está relacionada ao aumento da produção de estrogênio. O médico afirma que os sintomas são: ardência, coceira, queimação, olhos vermelhos e irritados, visão borrada que melhora com o piscar, lacrimejamento excessivo, sensibilidade à luz, desconforto após ver televisão, ler ou trabalhar ao computador. O tratamento é simples. Queiroz Neto explica que por ser um problema temporário é feito com lágrima artificial (colírio), que é uma medicação inócua sem efeitos adversos sobre o feto.  Em muitos casos, ressalta, basta estimular a produção lacrimal por meio de uma dieta com pouco carboidrato, gordura e carne bovina, porém rica em vitaminas A e E (presentes em alimentos como as frutas, verduras e legumes), além da suplementação com Ômega 3, presente nas sementes de linhaça, nozes e algumas verduras.

O especialista afirma que a maior retenção de líquido durante a gestação também provoca alterações na superfície da córnea que induzem a mudanças no grau dos óculos ou lentes de contato. Esta alteração na refração geralmente desaparece após o parto e por isso não é indicada a troca de lentes oftálmicas durante a gravidez, ressalta. O ideal, observa, é fazer um exame de vista depois do nascimento do bebê para checar se houve alteração refracional permanente.


Hipertensão é maior entre mulheres e predispõe à pré-ecâmpsia

 

No Brasil, a prevalência da hipertensão arterial, acima de 12 por 8, na população com mais de 40 anos, é de 35% segundo o Ministério da Saúde. A SBH (Sociedade Brasileira de Hipertensão) calcula que mais da metade dos hipertensos nem desconfia ter a doença e dados do DATASUS apontam que 66% dos doentes no País são mulheres.  Como se não bastasse é cada vez mais frequente a mulher brasileira engravidar em idade avançada e a estimativa é de que 14% destas gestantes desenvolvem hipertensão gestacional. Queiroz Neto explica que a doença é um fator de risco para o desenvolvimento da pré-eclâmpsia que ocorre depois da 20ª semana de gravidez.

 

Ocorre quando a mulher também elimina proteína pela urina e tem inchaço generalizado. A doença pode afetar até mulheres bastante saudáveis, afirma o médico, mas é mais comum na gravidez tardia, em gestantes muito jovens e em fumantes porque o cigarro compromete a circulação.  Além de ser a maior causa de morte na gestação, observa, a pré-eclâmpsia dificulta o fluxo sanguíneo no globo ocular e facilita a evolução de doenças na retina que podem cegar. Mesmo entre mulheres que não desenvolvem pré-eclâmpsia a hipertensão gestacional ou pré-existente pode provocar alterações na retina, comenta. A boa notícia é que a dopplerfluxometria, exame que verifica o fluxo sanguíneo do globo ocular permite prevenir a evolução da pré-eclâmpsia e de alterações oculares decorrentes da má circulação antes da visão ser gravemente afetada. Por isso, a recomendação médica e fazer acompanhamento oftalmológico no pré-natal, especialmente quando a gestante apresenta inchaço, dor de cabeça, mal-estar generalizado e medidas de pressão arterial acima de 12 por 8.


 

Diabetes gestacional aumenta riscos para a visão

 

Durante a gravidez, o aumento da produção do HLP (Hormônio Lactogênio Placentário) inibe a produção de insulina pelo pâncreas o que pode aumentar o nível de glicose no sangue. No Brasil predispõe 7% das gestantes ao desenvolvimento do diabetes gestacional que em muitos casos vem acompanhado pelo aumento da pressão arterial.

Queiroz Neto destaca que o aumento da glicose no sangue e a hipertensão arterial podem causar sérias complicações oculares. As principais são:

- Retinopatia diabética que se caracteriza pelo crescimento de neovasos na retina que comprometem a saúde da membrana, com alto risco de cegueira.

- Hemorragia vítrea quando os neovasos comprometem o vítreo, substância transparente e gelatinosa que preenche o globo ocular, provocando a obstrução súbita da visão.

 

- Descolamento da retina causada pela tração do humor vítreo que separa as camadas da retina levando à visão de flashes de luz e manchas escuras. O tratamento cirúrgico deve ser imediato para evitar a perda da visão

- Glaucoma neovascular decorrente da formação de neovasos na íris que pode aumenta a pressão intra-ocular e resultar na perda da visão.

O médico lembra que o diabetes gestacional geralmente surge a partir da 24ª semana de gravidez e regride após o nascimento do bebê. Entretanto, a partir da 12ª semana de gestação, mulheres que fazem parte dos grupos de risco devem fazer exame de tolerância à glicose para evitar doenças oculares e complicações gestacionais.

 

 

Devem estar alertas mulheres que apresentam:

       Hipertensão arterial

       Sobrepeso e gordura abdominal

       Histórico familiar ou pessoal de diabetes

       Crescimento excessivo ou lento desenvolvimento do feto

       Grande ganho de peso na gravidez

       Idade superior a 25 anos

       Baixa estatura

A principal recomendação do médico para controlar o desenvolvimento da doença é fazer uma dieta rica em proteínas, com pouco açúcar e carboidratos.

 


Amamentar proporciona saúde para a mãe e bebê

O leite materno protege contra bactérias, vírus e reduz a mortalidade infantil

 

A Organização Mundial de Saúde recomenda que a criança receba amamentação materna até o sexto mês de gestação. Para a enfermeira responsável pela maternidade do Hospital Nossa Senhora das Graças, Rosemeri Aparecida Rozza Schambeck, o aleitamento materno proporciona benefícios tanto para a mãe, reduzindo o câncer de mama e de ovário ou na perda de peso mais rápido, quanto para o recém-nascido. “O leite é a primeira vacina para o bebê, ou seja, as imunoglobulinas presentes no alimento protegem contra bactérias, vírus e reduz a mortalidade infantil”, explica.

O leite também tem função laxativa, previne a icterícia (amarelão), possui a temperatura ideal e está pronto para consumir a qualquer hora. Por estes motivos, o aleitamento deve ser estimulado.

A preparação da mama na gestação é o primeiro passo e deve começar com o fortalecimento dos mamilos. “Uma maneira fácil é deixar os seios expostos ao sol, diariamente, por cinco minutos, antes das 10 horas da manhã e após as 16 horas”, ensina Rosemeri. Quando o mamilo já possui protuberância, não há necessidade de exercícios, mas é necessário massagear a aréola para torná-la mais macia e elástica.

 

 

 

 

Para as mulheres com o bico do seio plano ou invertido a enfermeira recomenda utilizar sutiã com furo, assim o atrito com o tecido da roupa deixa o mamilo menos sensível. A outra opção é a massagem. “Após o banho, segure os seios entre as mãos e, com um tecido macio, faça massagem na direção dos bicos e puxe-os várias vezes com cuidado para não machucá-los e utilize a concha de amamentação”, enfatiza Rosemeri.

Ao iniciar a amamentação a mãe deve estar relaxada e confortável. “Também é necessário paciência, pois o bebê pode apresentar dificuldades nas primeiras mamadas. É uma fase de adaptação da mãe e do bebê”, destaca.

Alimentação

Para que o bebê consuma um alimento nutritivo, a futura mamãe deve ter uma dieta equilibrada, com alimentos ricos em proteínas, cálcio, vitamina D e consumir quatro a seis refeições diárias. “No cardápio não pode faltar carne, peixe e, pelo menos, cinco porções de frutas e verduras ao dia. Quanto mais colorida a refeição, melhor. Deve-se evitar doces, gorduras, sal e bebidas alcoólicas”, recomenda a enfermeira.

Já durante o período de amamentação, as mães não podem consumir alimentos condimentados, bebidas alcoólicas e alimentos com cafeína, pois causam agitação no bebê. “Os outros alimentos são liberados, pois existem estudos que comprovam que não há interferência no leite materno”, explica.


Guia de vacinação para pacientes que querem engravidar

Vacinação antes da gravidez e tratamentos de infertilidade

 

Não há dúvidas que uma das melhores e mais eficientes maneiras de prevenir as doenças é pela imunização que é tão importante e eficaz que, freqüentemente, são realizadas campanhas pelos governos obrigando crianças e adultos a receberem vacinas.

É importante que as mulheres que pretendem ter filho ou que serão submetidas a tratamentos de infertilidade tenham consciência da importância de estarem imunizadas contra doenças que poderão afetar o futuro de seus bebês e de suas gestações. As vacinas estimulam a produção de anticorpos no organismo, que farão a defesa natural contra as infecções para as quais foram programadas combater, protegem a mulher de doenças importantes, previne malformações fetais e até mesmo um aborto espontâneo além de uma imunização passiva do bebê pela transferência de anticorpos via transplacentária, que ocorre durante a gestação (principalmente durante as ultimas 4 ou 6 semanas)e pelo leite materno no período de amamentação.  

Assim, o ideal é que a imunização ocorra sempre antes da gestação, uma vez que muitas vacinas não podem ser aplicadas neste período, quando a vacinação só deve ser indicada em situações de perigo em que os benefícios são superiores aos riscos. Exemplos: viagens para locais de alto risco de contaminação, profissões de risco e doenças crônicas. Nestas situações o uso de Imunoglobulinas é uma boa alternativa.

A oportunidade de vacinar nunca deve ser desperdiçada.  No pós parto, quando a mulher não estiver imunizada e já deu a luz ao primeiro bebê, recomenda-se que, logo após o nascimento, ainda no período chamado puerpério, a mãe deverá receber as vacinas indicadas, uma vez que estará freqüentando centros de vacinação com o seu filho e provavelmente não deverá engravidar nos próximos meses.

Grande parte delas desconhece a importância de se estar em dia com o calendário da vacinação recomendado para elas e as sérias conseqüências de doenças que podem ser evitadas para si e para o bebê na gravidez.

A vacinação para mulheres que desejam engravidar está resumida na Tabela 1, publicada nos Estados Unidos pela CDC (Centers for Disease Control and Prevention) e ampliada pelo IPGO em um estudo realizado que se baseou em pesquisa bibliográfica mundial. Por estas pesquisas, recomenda-se que a imunização deva ser indicada antes do início do tratamento de infertilidade

 

Tabela 1: Imunização para mulheres adultas entre 19 e 45 anos

Imunização

Agente

Dose

Administração na gestação

Puerpério

Intervalo para outra gestação

Sarampo, Caxumba e Rubéola (tríplice viral).

Vacinas vivas atenuadas

Uma dose se não houver confirmação anterior de sorologia negativa

Não*(B)

Sim

1 mês

(Varicela)

Catapora

Vacinas vivas atenuadas

Duas doses

Não*(B)

Sim

1 mês

Influenza

(gripe)

Vacinas inativadas

Uma dose no período de contágio máximo (inverno) Sugestão: entre Abril e Maio

Sim

Sim

Nenhum

Difteria – Tétano –  Coqueluche ou Pertussis (dTaP)

Vacinas inativadas

Uma dose a cada 10 anos

Sim* (A)

Sim

Nenhum

difteria -Tétano

(dT)

Vacinas inativadas

Uma dose a cada 10 anos

Sim

Sim

Nenhum

Pneumocócica

Vacinas inativadas

Dose única para pessoas em situações especiais de risco.

Sim

Sim

Nenhum

Hepatite A

Vacinas inativadas

Duas doses com intervalo de 6 meses

Sim* (A)

Sim

Nenhum

Hepatite B

Vacinas inativadas

Três doses com intervalo de 1 mês entre a 1ª e a 2ª e de 5 meses entre a 2ª e 3ª.

Sim

Sim

Nenhum

Meningocócica

Vacinas inativadas

Dose única para pessoas que tem histórico de contato

Sim

Sim

Nenhum

 

 

Raiva

Vacinas inativadas

Dose única para pessoas em situações de risco muito especiais.

Sim* (A)

Sim

nenhum

Febre Amarela

Vacinas vivas atenuadas

Habitantes de áreas endêmicas ou aos que para elas se dirigem

Não*(B)

Sim

1 mês

HPV

Modificadas

geneticamente

Três doses. Suspender no caso de gestação inesperada

Não

Sim

Após a 3ª dose

A - Considerar situações de risco especial            B-Vacinas contra-indicadas na gestação: em situações de exposição, pode-se utilizar imunoglobulina (imunização passiva)

 

Dr. Arnaldo Schizzi Cambiaghi


Previna-se de cinco doenças típicas da gestação

Cistite, vulvovaginite, pré-eclampsia, diabetes gestacional e anemia ferropriva são algumas das doenças que podem ser desenvolvidas durante o período gestacional

 

Enjôos, vômitos, queimação, dores lombares, fraquezas, desmaios e salivação são alguns dos sintomas mais comuns relacionados ao início da gestação. Entretanto, no decorrer da gravidez, a mulher também pode sofrer com outros problemas de saúde, que precisam de cuidados e tratamentos especiais.

”Durante o período gestacional, a futura mamãe não deve se preocupar apenas com o bebê, mas também consigo mesma. Afinal, seu bem estar influencia diretamente no desenvolvimento saudável da criança. A mulher precisa estar atenta a todas as mudanças que ocorrem em seu corpo, além de cuidar de sua alimentação, atividade física e descanso”, explica a ginecologista Dra. Rosa Maria Neme (CRM SP-87844), doutora em Medicina na área de Ginecologia pela Universidade de São Paulo e Diretora do Centro de Endometriose São Paulo, clínica de São Paulo especializada no tratamento da doença.

“Como é um período de mudanças intensas no corpo, para evitar ou mesmo detectar qualquer problema de saúde. É primordial que a mulher faça o pré-natal, a fim de impedir qualquer complicação, pois muitas gestantes acabam desenvolvendo algumas doenças que são típicas da gestação, as quais podemos prevenir ou tratar precocemente”, afirma a médica. Para saber quais são estas doenças, as razões que levam ao seu aparecimento, sintomas e como tratar, entrevistamos a Dra. Rosa Maria Neme.

 

Vulvovaginite

O que é: trata-se de uma manifestação inflamatória ou infecciosa do trato genital feminino inferior, região que envolve a vulva, a vagina e o colo uterino. A mais comum delas é a candidíase, causada pelo fungo Cândida albicans.

Principais sintomas: corrimento, dor ao urinar, coceira.

Por que surge na gravidez: “Devido à queda na imunidade da gestante, a cândida, que habitualmente vive no intestino e faz parte da flora vaginal normal, prolifera e passa para a vagina provocando a infecção”, explica a Dra. Rosa Maria Neme.

Como prevenir: higiene adequada e adoção de medidas que melhorem a imunidade, como atividade física e alimentação balanceada.

Tratamento: são prescritos cremes vaginais antifúngicos por até sete dias para aliviar o incômodo. Não há riscos para a mãe ou o bebê.

 

Cistite

O que é: infecção das vias urinárias. 

Principais sintomas: desejo freqüente de urinar, sensação de ardor ao urinar, dor no baixo ventre, sangramento.

Por que surge na gravidez: a progesterona (hormônio predominante na gravidez) provoca uma dilatação das vias urinárias que impede a bexiga de se esvaziar completamente, favorecendo a infecção.

Como prevenir: ingestão de líquidos e não prender a urina.

Tratamento: o antibiótico é prescrito após exame de urina para identificar o agente responsável pela infecção. Se não for tratada rapidamente, esta doença pode atingir os rins (pielonefrite), provocar ruptura da bolsa ou até parto prematuro.  

 

Pré-Eclampsia

O que é: aumento da pressão arterial após o quinto mês de gestação (essa elevação é restrita à gravidez, após o parto a pressão volta ao normal).

Principais sintomas: inchaço, espuma na urina, dor de cabeça e de estômago, convulsão, dores abdominais, vista embaralhada.

Por que surge na gravidez: ainda não se sabe, mas está relacionada à presença da placenta.

Como prevenir: acompanhamento pré-natal, principalmente no final da gestação. Nos casos mais graves, que podem evoluir para a eclampsia, o médico pode antecipar o parto, pois há risco de morte para a mãe e o bebê;  

Tratamento: repouso, controle da pressão arterial, medicamento e dieta com pouco sal.

 

Diabetes Gestacional

O que é: alteração nas taxas de açúcar no sangue que aparece ou é detectada pela primeira vez na gestação. Pode persistir ou não depois do nascimento do bebê.

Principais sintomas: sede, aumento na quantidade de urina, náusea, vômito, infecções freqüentes, visão embaçada.

Por que surge na gravidez: ainda não há um consenso. Dentre os fatores de risco estão histórico familiar de diabetes, obesidade ou excesso de peso na gravidez, um filho anterior com peso acima de 4 quilos ou deformação congênita, pré-eclampsia e idade avançada materna.

Como prevenir: controle do peso e exame de sangue.  

Tratamento: dieta adequada e, eventualmente, injeções de insulina. “Quando descompensado, o diabetes gestacional pode antecipar o parto ou até mesmo provocar a morte do feto”, diz a especialista. O exame para detectar o diabetes gestacional deve ser feito entre a 24ª e a 28ª semana da gestação.

 

Anemia Ferropriva

O que é: deficiência de ferro que interfere na formação de hemoglobina e glóbulos vermelhos.

Principais sintomas: fraqueza, palidez, falta de fôlego, sono excessivo.

Por que surge na gravidez: dieta inadequada, falta de reposição de ferro e diluição natural do sangue na gestação, dado ao aumento de retenção de líquido.

Como prevenir: suplementação de vitaminas e dieta balanceada, rica em agrião, espinafre, lentilha, feijão branco, frutas secas, gema de ovo, fígado, escarola, melão, abacate, entre outras fontes de ferro.

Tratamento: medicamento oral ou injetável à base de ferro e dieta balanceada.

 


Síndrome de alcoolismo fetal causa danos permanentes no bebê

A doença é muito comum e dificilmente diagnosticada

 

Segundo estudos da organização mundial da saúde (OMS), 12 mil bebês nascem com a SAF (Síndrome de Alcoolismo Fetal) por ano. A organização não-governamental The National Organization on Fetal Alcohol Syndrome (Nofas) apresentou uma pesquisa em que cerca de 40 mil crianças por ano em todo o mundo sofrem de SAF, número que supera doenças como Síndrome de Down e distrofia muscular. No Brasil, não existe nenhum dado oficial que determine quantos bebês são atingidos pela doença, mas o número de casos pode ser muito grande, já que na maioria das vezes não é diagnosticada.

Com o consumo excessivo de bebida alcoólica, a substância é absorvida pelo bebê através da placenta, e é responsável por grande parte das deficiências apresentadas pelos recém nascidos. Após o nascimento, surgem alguns sintomas, que são conhecidos como EAF (efeitos do álcool no feto) e os mais comuns são: baixo peso ao nascer, disformismo facial (lábio superior mais fino, cabeça menor do que a média), má formação de alguns órgãos e dificuldade em desenvolver habilidades, como a fala e a coordenação motora.

Segundo o Dr.Jorge Huberman, pediatra e neonatologista do Instituto Saúde Plena e do Hospital Albert Einstein, tudo o que a grávida absorve, seja alimentação, bebidas ou drogas, é levado diretamente ao organismo do feto, o que pode trazer benefícios ou danos à saúde do bebê.

“É importante que as mães saibam que qualquer quantidade de álcool ingerida pode trazer riscos à saúde do bebê, e isso também vale para medicamentos e outras drogas”, explica Dr. Huberman.

Para que a SAF seja diagnosticada, é necessário que o pediatra seja informado dos hábitos da mãe na gravidez e se existe histórico de alcoolismo na família. De acordo com o Dr. Huberman, o tratamento varia de acordo com cada caso, já que cada criança apresenta sintomas específicos.


Dores na coluna se agravam com a maternidade

Muitas grávidas têm dores lombares, sintoma que se agravam ao cuidar do bebê

 

A maternidade é um dos momentos mais importantes na vida de uma mulher. Porém, antes e depois da chegada da criança, uma série de transformações físicas  podem comprometer o bem-estar da mamãe. A dor lombar é uma delas.

O problema surge pelo aumento do volume abdominal que puxa a lombar à frente acentuando a lordose - desvio da postura corporal, resultando em dificuldade para se equilibrar e andar, principalmente se o sobrepeso estiver associado.

Após o nascimento, com a musculatura ainda fragilizada, a situação pode se agravar, pois a mulher tende a desenvolver má postura ao carregar e pegar o filho no berço, ao dar banho e no momento de alimentá-lo, gerando mais sobrecarga para coluna e, consequentemente, mais dor.

"É aconselhável que a mulher faça atividade física durante a gestação e após o parto e aprenda a ter uma postura correta ao lidar com o bebê. Nos casos de dor intensa e prolongada, é necessário buscar avaliação médica e fisioterápica, pois hoje existem recursos e equipamentos muito efetivos para o tratamento destas alterações", afirma Felipe Nicodemos Semaan, fisioterapeuta da ASC - American Spinal Care - clínica especializada na reabilitação de problemas crônicos da coluna.

 


A importância da vitamina D na gestação 

 

Mulheres gestantes devem ter sua vitamina D medida no início da gestação. As gestantes que apresentarem níveis baixos de vitamina D devem receber suplementação e serem acompanhadas por especialistas. É o que nos revela um estudo publicado pelo MJA, Medical Journal of Austrália.

Este estudo mostrou que mulheres com diabetes gestacional frequentemente apresentam baixos níveis de vitamina D. Potencialmente isso pode levar a uma deficiência na formação óssea e gerar ossos fracos nos bebês. Este trabalho acompanhou 147 mulheres com diabetes gestacional entre fevereiro de 2007 e fevereiro de 2008, e revelou que mais de 40% das mulheres gestantes apresentavam baixos níveis de vitamina D. Os piores resultados foram encontrados em gestantes morenas e negras.

Sabemos haver uma relação direta e bem estabelecida entre a deficiência de vitamina D materna à presença de deficiência de vitamina D fetal, bem como os níveis de cálcio e o raquitismo na infância. São vários os estudos que demonstram também que há relação direta da deficiência da vitamina D e a pré-eclampsia, a hipertensão arterial, maiores taxas de cesarianas e maior número de nascimentos prematuros. Há pelo menos 4 estudos clássicos mostrando a relação direta dos níveis de vitamina D e a sensibilidade insulínica e risco de diabetes.

Este alarmante número de 41% de deficiência de vitamina D é inaceitável e mostra que a deficiência de vitamina D deve ser tratada como um relevante problema de saúde pública, lembrando que a reposição desta vitamina é eficaz, efetiva e de baixo custo, bem como sua dosagem é rápida e de fácil realização.

 

*Informações atualizadas de acordo com os resultados do 4T10 Proforma.

Mauro Scharf


Gravidez na adolescência pode aumentar chances de morte do bebê no parto

Além disso, estudo mostra que mães com histórico de violência doméstica ou que não realizaram acompanhamento neonatal adequado também têm riscos de perder o filho.

 

De acordo com estudo publicado nos Cadernos de Saúde Pública, engravidar na adolescência, ser vítima de violência doméstica e sofrer com doenças durante a gravidez são fatores que podem aumentar os riscos de morte do bebê logo após o nascimento. O trabalho é da autoria de Elaine Fernandes Viellas de Oliveira, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Fundação Oswaldo Cruz) e colegas e foi disponibilizado na edição de março de 2010.

Conforme explicam os pesquisadores, para coleta de dados, foi realizado levantamento que fez parte do Estudo da Morbi-mortalidade e da Atenção Peri e Neonatal no Município do Rio de Janeiro, desenvolvido com uma amostra de mães que deram à luz em maternidades do município, entre julho de 1999 e março de 2001. Eles afirmam que foram realizadas 10.072 entrevistas. No total, eles atestam que foram selecionadas 47 instituições: 12 compuseram o primeiro estrato amostral, correspondendo a 34,8% dos partos; 10, o segundo estrato, correspondendo a 34,4% dos partos; e 25, o terceiro, com 30,8% dos partos. Ainda segundo eles, as perdas contabilizaram 4,5% do total de partos ocorridos, sendo os principais motivos a alta precoce da mãe ou sua recusa em participar da pesquisa.

 

 

Os autores revelam que “das 9.041 puérperas que permaneceram no estudo, 22% eram adolescentes, com idade entre 12 e 19 anos. Dentro desse grupo, a proporção de mães que tiveram filhos antes dos 16 anos foi de 2,5%. A média de idade foi de 17,4 anos para as mães adolescentes e 26,3 para puérperas entre 20 e 34 anos”. Em relação aos óbitos, “foram identificadas diferenças importantes: as mães das crianças que vieram a falecer apresentaram maior frequência de cor da pele preta ou parda, de episódios de agressão física na gestação, de morbidades pré-gestacionais e durante a gestação”. Ainda quanto à escolaridade e à idade da mãe, segundo a pesquisa, “as médias foram mais baixas dentre as puérperas que tiveram, como desfecho, os óbitos dos seus bebês”.

Para os autores, “os resultados obtidos reafirmam, no município do Rio de Janeiro, a contribuição de fatores socioeconômicos, assistenciais e psicossociais, das características maternas e da criança na determinação dos óbitos fetais e infantis”. Além disso, “as desigualdades raciais tornam-se expressão de disparidades sociais, sendo fatores condicionantes da maior dificuldade de acesso aos serviços e cuidados de saúde. O efeito protetor em relação ao óbito neonatal para os filhos de mulheres brancas é fato documentado na literatura, ainda quando controlado pelas condições socioeconômicas”. No entanto, eles garantem que foi verificada “uma tendência maior de óbitos no primeiro ano de vida à medida que diminuía a idade materna, apresentando um efeito direto sobre os óbitos pós-neonatais e um efeito indireto, intermediado por outras variáveis, sobre os neonatais”.

 

Agência Notisa (science journalism – jornalismo científico)


Miomas uterinos podem ser tratados com embolização

Diferente das técnicas convencionais, que retiram o útero para cuidar dos miomas uterinos, o tratamento, pouco conhecido pela população, garante recuperação em 24 horas e a mulher pode engravidar após um ano.

 

Nove em cada dez mulheres desejam engravidar, planejar a vinda do bebê com cuidado e dedicação. À espera do primeiro, segundo, terceiro filho é sempre um momento de muita ansiedade e as futuras mamães aguardam ansiosamente para que o resultado do teste de gravidez seja positivo. Porém, até 50% das mulheres podem apresentar miomatose uterina. Os miomas são tumores benignos presentes em diversos órgãos do organismo, mas ocorre com maior freqüência no útero, causando uma grande preocupação nas mulheres em idade gestacional.

A causa é desconhecida, mas sabe-se que os miomas originam-se de uma única célula, que começa a se multiplicar desordenadamente, e origina o tumor. Por isso, acredita-se que exista alguma base genética para o seu desenvolvimento e pode ser devido a isso que ele seja mais comum nas mulheres negras e que apresente uma tendência a acometer mulheres da mesma família.

Há uma técnica chamada Radiologia Intervencionista, também conhecida como minimamente invasiva para tratar o mioma uterino, o cirurgião utiliza a técnica de punção de uma artéria da virilha da mulher e com cateteres finos, entope os miomas.

Assim, uma vez sem alimento os miomas morrem aos poucos e desaparecem em alguns meses. O pós-operatório no hospital é de 24 horas para manejos da dor que duram, em média, de 10 a 12 horas. Já em casa, a paciente pode sentir uma cólica menstrual de 2 a 3 dias.

Segundo o radiologista intervencionista, Henrique Elkis, numa doença benigna como os miomas uterinos, não há necessidade de cirurgias que fazem a retirada do útero. “Muitas vezes as mulheres estão em idade fértil e por ser uma doença benigna, dos 50% das mulheres que têm miomatose uterina, metade deveria ser tratado, cerca de 20 a 25%. É uma alternativa saudável e eficaz a embolização”.

 

Técnicas convencionais para retirada do útero

 

Além da embolização, há ainda, três tipos de tratamento convencionais para o mioma uterino, que impedem a mulher de engravidar. Os procedimentos convencionais são a miomectomia e a histerectomia. A primeira técnica, a miomectomia é uma cirurgia para retirada dos miomas com videolaparoscopia ou corte e as pacientes não conseguem engravidar.

Já a histerectomia é uma cirurgia de médio para grande porte para retirada do útero, no Brasil aproximadamente 200 mil mulheres fazem esse procedimento, não podendo mais engravidar. Por fim, os ginecologistas indicam o tratamento clinico com anticoncepcionais, devido ao baixo custo e à facilidade de acesso. Os anticoncepcionais combinados de baixa dosagem, ou seja, compostos por estrogênio e progesterona, são os ideais. Eles mantêm um estado hormonal ligeiramente inferior ao estado hormonal fisiológico, que, usados em pacientes assintomáticas ou oligossintomáticas (com poucos sintomas), podem impedir ou retardar o crescimento dos miomas.

 

Henrique Elkis


Reprodução assistida possibilita a preservação da fertilidade em pacientes com câncer

 

Estima-se que, nos EUA, sejam registrados anualmente cerca de 70 mil casos de câncer entre pessoas de 19 a 35 anos, quando a mulher ainda está em sua idade reprodutiva. No Brasil, não há dados por faixa etária que mostrem a realidade dos jovens com câncer em todo o país. Mesmo assim, a experiência nos consultórios e hospitais brasileiros nos mostra que a nossa realidade não deve ser tão diferente.

Quando o câncer afeta uma paciente jovem, é preciso observar algumas peculiaridades dessa fase da vida. Muitas mulheres ainda não tiveram filhos e alguns medicamentos podem prejudicar o seu sistema reprodutivo. Dependendo do tipo de tumor é possível combinar remédios menos invasivos. Mas, se for impossível preservar a fertilidade destas pacientes, as técnicas de reprodução assistida podem auxiliar estas mulheres.

Hoje, os tratamentos de reprodução assistida permitem tanto a preservação da fertilidade da paciente com câncer, quanto à obtenção da gestação, após o tratamento oncológico. Em cada caso, a equipe multidisciplinar que atende esta jovem paciente definirá a melhor opção terapêutica. “É cada vez mais importante a atuação conjunta da área de reprodução humana com o oncologista, sempre visando preservar e restaurar a fertilidade do paciente”, afirma o Dr. Eduardo Motta, especialista em Reprodução Humana do Grupo Huntington de Medicina Reprodutiva.

Técnicas para preservar a fertilidade em pacientes com câncer

 

Congelamento de óvulos - Atualmente, a melhor técnica é através do processo de vitrificação. As taxas de sucesso com o novo método aumentaram 90%. O maior problema enfrentado na técnica anterior era a formação de cristais de gelo, que danificavam o óvulo no processo de descongelamento. Cerca de 50% do total de óvulos congelados eram perdidos.

Congelamento do tecido ovariano - Outra opção para pacientes com câncer que não podem esperar pelo tempo de tratamento para indução da ovulação, coleta e congelamento do óvulo é o congelamento do tecido ovariano, que pode ser aplicada também em adolescentes e em pacientes que os hormônios podem piorar a doença. Ela consiste na retirada de um dos ovários ou parte dele, que será fragmentado e congelado em pequenos grupos e reimplantado após a cura.

Congelamento de embriões - Os embriões resultantes de técnicas de FIV (Fertilização in Vitro) podem ser criopreservados para implantação no útero materno após a realização do tratamento contra o câncer. A FIV consiste na união, em laboratório, de óvulos e espermatozóides para a formação do embrião.

 

Abordagem médica

Outro momento delicado diz respeito à abordagem no momento do diagnóstico de câncer. Informações sobre fertilidade ainda são muito escassas nessas horas. “As pacientes precisam ser informadas sobre os riscos de infertilidade ao se submeterem a um tratamento oncológico e saber que existem protocolos de atuação seguros”, defende o Dr. Motta. Dados apontam que 50% das pacientes estudadas não ficaram satisfeitas com as informações que receberam. Em todos os casos, é fundamental o acompanhamento de uma equipe especializada em reprodução humana para suporte às decisões mais adequadas.


Grupo BIOFAST informa sobre os exames que devem ser realizados para detectar Doenças Sexualmente Transmissíveis

 

Segundo o Ministério da Saúde, aproximadamente 10,3 milhões de brasileiros já tiveram algum sinal ou sintoma de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) -- 6,6 milhões de homens e 3,7 milhões de mulheres. A Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas da População Brasileira de 15 a 64 anos, realizada pelo órgão público, também aponta que 18% dos homens e 11,4% das mulheres não procuram nenhum tipo de tratamento.

Doenças como sífilis, cancro mole, candidiase, herpes, gonorréia, HPV e hepatite B fazem parte das DSTs. Até hoje, a camisinha é um dos melhores métodos para evitar as Doenças Sexualmente Transmissíveis.

O Grupo BIOFAST alerta a sociedade sobre a importância da realização de exames para detectar algumas destas doenças. De acordo com o Dr. Wilson Rodrigues, farmacêutico da empresa, ao notar os sintomas, o primeiro passo é procurar o serviço de saúde o mais breve possível. “O médico irá realizar perguntas sobre a saúde do paciente e também examinará seu órgão genital, pois precisa avaliar a região afetada e obter informações sobre seus hábitos e sua vida sexual. Após este procedimento, poderão ser solicitados exames para confirmar o diagnóstico de algumas doenças, porém, o médico é capaz de vizualizar parte delas imediatamente”, explica.

O diagnóstico para detectar doenças como sífilis, hepatite B, candidíase, gonorréia e AIDS é realizado por meio de exame laboratorial. O resultado pode ser obtido em diversos procedimentos e com diferentes exames de sangue e testes sorológicos, que detectam o antígeno ou anticorpos que causam as variadas patologias. Há também os exames que pesquisam bactérias e fungos “Os sintomas não aparecem instantaneamente, muitas vezes o paciente passa dias e até meses sem saber que está com o problema. O exame laboratorial confirma o diagnóstico para que o médico possa iniciar o tratamento. A realização dos exames traz maior segurança e tranquilidade ao paciente”, afirma o especialista. 

 

Pequenos hábitos podem ser prejudiciais para o crescimento da face

 

Comportamentos ligados aos atos de sucção e mastigação como: usar a chupeta ou a mamadeira por tempo demais, chupar o dedo, morder constantemente objetos, as bochechas e lábios, roer as unhas, o apertamento dos dentes durante o sono, com ou sem rangido, podem ser nocivos ao crescimento da face.

Porém, a postura corporal também pode ter influência, principalmente a posição inadequada da cabeça e do pescoço. Da mesma forma, o jeito de deitar na hora de dormir pode ser outro um problema.

O ortodontista, ortopedista-facial e professor convidado da Universidade Federal do Paraná, na área de pós-graduação Gerson Köhler, diz que existem ainda os chamados distúrbios miofuncionais, que costumam estar invariavelmente ligados à respiração feita pela boca, quando existem impedimentos da passagem do ar pelo nariz ou pela nasofaringe, região onde existe a adenóide, um tecido esponjoso que pode fechar a parte de trás das narinas.

“Este procedimento altera a posição da base da língua e da mandíbula. Com isso, a musculatura da face muda sua forma de trabalhar, e como tem ação de tração sobre os ossos, o rosto começa a ser moldado da maneira errada. Este quadro, muitas vezes, está ligado também às alergias nasais”, explica Köhler.

Aliás, as alergias – rinitosas - que interferem no mecanismo respiratório e estimulem a chamada respiração de suplência, feita pela boca, desequilibram a atuação dos músculos faciais, que desviarão o desenvolvimento ósseo maxilar a mandibular do padrão correto. Consequentemente, os dentes nascerão em posições desorganizadas.

Köhler afirma que o padrão e a qualidade corretos da respiração são a chave do desenvolvimento normal do rosto humano. “Em casos de alergia, o tratamento se dará em contexto interdisciplinar, desde que diagnosticado precocemente. A terapia pode envolver médicos otorrinolaringologistas, alergologistas, pediatras, fonoaudiólogos e odontopediatras, além do ortodontista e ortopedista facial”, finaliza.


Esquecer de tomar a pílula anticoncepcional pode aumentar o índice de falha de 0,3% para 8%

Estudo aponta que de 65% a 80% das mulheres esquecem-se de tomar pelo menos um comprimido por ciclo. Especialista alerta sobre a importância de conhecer hábitos e histórico da paciente antes de decidir por um método contraceptivo

 

Envolver-se com as atividades da vida cotidiana, estar fora de casa, viajar e se estressar por causa do trabalho ou da escola são os principais fatores que afetam a adesão das usuárias aos contraceptivos orais. Esses fatores levam ao esquecimento ou atraso da tomada do comprimido, afetando a sua eficácia e, consequentemente, aumentando a chance de gravidez.

O índice de falha de um contraceptivo (número de gestações por 100 mulheres que utilizam o método no período de um ano), segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), pode ser classificado como teórico e prático, cuja diferença é determinada, fundamentalmente, pela atitude e pela adesão das mulheres. No primeiro caso, se a pílula for administrada conforme as indicações da bula, seu índice de falha é de 0,3% em média. Mas, na prática, o chamado índice de falha real, que é influenciado pelo comportamento da usuária, pode chegar até 8%.

Segundo o Dr. Luciano Pompei, assistente da Disciplina de Ginecologia da Faculdade de Medicina do ABC e coordenador de Diretrizes da Febrasgo, o índice teórico é obtido por meio de estudos clínicos, quando as mulheres são monitoradas rigorosamente e devem obedecer a um calendário, dificultando o esquecimento. “Esse índice é extremamente importante, pois sabemos qual a chance de falha atribuída exclusivamente ao método. Mas o que observamos na prática diária é que, na vida real, às vezes, as condições não são as ideais por causa da jornada tripla da mulher e de alguns hábitos da vida moderna. Até a balada pode atrapalhar, porque pode influenciar no horário em que a mulher toma a pílula.”

Os estudos clínicos mostram que logo no primeiro mês de uso da pílula anticoncepcional, aproximadamente 47% das mulheres esquecem-se de tomar o comprimido ao menos uma vez. Em três meses de administração, mais de 50% das pacientes já esqueceram três ou mais pílulas ao mês. Um outro estudo aponta que, de 65% a 80% das mulheres deixam de tomar pelo menos uma pílula por ciclo.

Em um levantamento com mais de 27 mil espanholas, que usavam método combinado, cerca de 61,9% das entrevistadas responderam que se esqueceram ou atrasaram o uso do contraceptivo, 32,2%, de colocar o adesivo contraceptivo e apenas 12,6%, de por o anel contraceptivo.

Por isso o Dr. Pompei faz um alerta: “é muito importante conhecer os hábitos e o histórico da paciente. Se ela costuma esquecer-se de tomar a pílula, por exemplo, é preciso informá-la sobre outros métodos contraceptivos, como o anel contraceptivo, o adesivo, o injetável e o DIU, que se encaixam melhor no seu perfil e dependem menos da memória, caso ela não tenha outras restrições, como algumas doenças. A escolha do contraceptivo, que deve ser feita sob a orientação do ginecologista, deve se basear ainda na expectativa da mulher, na etapa da vida reprodutiva em que ela se encontra, na sensibilidade individual aos hormônios e nos fatores que influenciam a absorção do medicamento a ser utilizado.”

O anel contraceptivo vaginal (etonogestrel + etinilestradiol), um dos métodos indicados para mulheres nesse perfil, é um pequeno aro flexível de um tipo de plástico chamado EVA (copolímero de etileno vinil acetato) que, quando colocado na vagina, libera continuamente baixas doses de hormônios (estrogênio e progestagênio por 21 dias), inibindo a ovulação e evitando a gravidez. A vantagem do método é que a mulher só precisa se preocupar com a contracepção uma vez ao mês, o que reduz bastante as falhas por esquecimento.

Fabricado pela MSD e eleito a invenção do ano no segmento farmacêutico no seu lançamento, o anel é tão eficaz quanto as pílulas mais modernas e, por possuir ainda uma baixa dose de hormônios, permite um excelente controle do ciclo menstrual e um baixo índice de efeitos colaterais, pois são absorvidos pela parede vaginal entrando diretamente na circulação, evitando a passagem pelo estômago e a metabolização pelo fígado. Segundo estudos clínicos, 97% das mulheres nunca ou raramente tiveram dificuldade de inserir ou remover o anel.

Outras consequências

Esquecer a pílula durante o ciclo pode gerar efeitos importantes sobre o bem-estar emocional da usuária, levando a mais buscas de orientação médica e à utilização de pílulas anticoncepcionais de emergência (PAEs).

“A PAE tem um papel muito importante na contracepção, mas ela deve ser usada, como o próprio nome já diz, em casos de emergência. O problema é que não há evidência científica suficiente que mostre que a PAE tenha a mesma eficácia nos casos de esquecimento da pílula anticoncepcional comum e, consequentemente, não é possível garantir a segurança”, explica o ginecologista.

Outros fatores que podem influenciar na falha, além do comportamento da usuária, são a utilização de outros tipos de fármacos, que podem causar interação medicamentosa, e problemas gastrointestinais, que, às vezes, provocam vômitos e diarreias, causando a eliminação do contraceptivo antes de sua absorção total.

Fonte: MSD


Uso de analgésicos pela gestante pode interferir na fertilidade dos filhos homens

Os pesquisadores descobriram que as mulheres sub-relatam o uso de analgésicos, porque elas não consideram analgésicos leves , “medicamentos”

 

Novas evidênc ias científicas sugerem que o uso de analgésicos leves - tais como a aspirina, o paracetamol e o ibuprofeno - pode ser a causa para o aumento de distúrbios reprodutivos do sexo masculino, nas últimas décadas.

Uma pesquisa - Intrauterine exposure to mild analgesics is a risk factor for development of male reproductive disorders in human and rat, by David M. Kristensen -  publicada na revista Human Reproduction revela que  mulheres que tomaram uma combinação de mais de um analgésico durante a gravidez, ou que tomaram o medicamento, durante o segundo trimestre de gestação, tiveram um risco maior de dar à luz a filhos com testículos que não desceram, doença que conhecemos como criptorquidismo, uma condição que é conhecida por ser um fator de risco para a baixa qualidade seminal e para o câncer de células germinativas testiculares na vida adulta.

Para realizar o estudo, pesquisadores da Dinamarca, Finlândia e França acompanharam dois grupos de mulheres na Dinamarca e na Finlândia. Ao nascer, os meninos foram examinados em busca de todos os sinais de criptorquidia, que vão desde uma forma leve da doença, na qual o testículo está localizado no alto do escroto, a uma forma mais grave, em que o testículo é tão alto no abdômen, que não é palpável. A prevalência de criptorquidia foi menor na Finlândia (2,4%) em comparação com a Dinamarca (9,3%).

A pesquisa revelou que mulheres que utilizaram mais de um analgésico simultaneamente (por exemplo, paracetamol e ibuprofeno) tiveram um risco sete vezes maior de dar à luz a meninos com algum tipo de criptorquidismo, em comparação com mulheres que não tomaram nenhum medicamento durante a gestação.

 

“Isto se dá porque os analgésicos interrompem a produção dos andrógenos, levando a um abastecimento insuficiente do hormônio masculino, testosterona, durante um período crucial da gestação, quando os órgãos masculinos estão se formando”, explica o Prof° Dr° Joji Ueno, ginecologista, diretor da Clínica GERA.

O segundo trimestre é momento mais sensível da gestação. Qualquer uso de analgésicos, neste momento da gravidez, mais do que dobrou o risco de criptorquidia. Do uso individual de a nalgésicos, o ibuprofeno e a aspirina aumentaram, aproximadamente em quatro vezes, o risco de criptorquidia. O paracetamol apresentou uma duplicação do risco. E o uso simultâneo de mais de um analgésico, durante o segundo trimestre da gestação, aumentou o risco em 16 vezes.

Segundo Henrik Leffers, cientista do Rigshospitalet, em Copenhague (Dinamarca), que liderou a pesquisa, “se a exposição aos desreguladores endócrinos é o mecanismo por trás dos problemas crescentes de saúde reprodutiva entre os homens, no mundo ocidental, esta pesquisa sugere que uma atenção especial deve ser dada ao uso de analgésicos durante a gravidez, pois este pode ser um dos principais motivos para os problemas que enfrentamos, hoje”, destaca.

Os autores da pesquisa destacam também um aumento significativo na incidência de criptorquidia congênita nas últimas décadas, notadamente na Dinamarca, onde os casos aumentaram de 1,8% em 1959-1961, para 8,5% em 1997-2001.

"Embora seja nece ssária cautela sobre um eventual excesso ou exagero no uso de analgésicos leves, eles são a maior fonte de exposição das gestantes a desreguladores endócrinos. A utilização destes compostos pode afetar, em larga escala, a população mundial”, diz Joji Ueno.

Os pesquisadores reforçam a necessidade de mais estudos epidemiológicos sobre o tema. “Enquanto isto, os ginecologistas podem reconsiderar a prescrição de analgésicos a mulheres grávidas. As próprias pacientes podem tentar reduzir o uso destes medicamentos durante a gravidez, em vista das conseqüências. Mas como cada caso é único, apenas o médico que acompanha o pré-natal da paciente pode aconselhá-la sobre a melhor medida a ser adotada", destaca o diretor da Clínica GERA.


Alguns componentes do filtro solar devem ser evitados durante a gestação
De acordo com estudo realizado na Universidade de Zurique, 85,2% das mães, analisadas após a gestação, possuíam alguns componentes do filtro solar no leite materno. Por esta razão, o fotoprotetor deve ser escolhido criteriosamente, ou seja, livre de algumas substâncias tóxicas.


Alguns dos ativos que fazem parte da composição dos filtros solares podem ser encontrados no leite humano, e sua presença está relacionada com o uso de cosméticos e de fotoprotetores durante a gestação, segundo estudo recentemente realizado na Universidade de Zurique, na Suíça.  Esta pesquisa é uma das primeiras a demonstrar que uma série de componentes tóxicos (conhecidos mundialmente como POPs ou poluentes orgânicos persistentes) podem ficar intactos por longos períodos de tempo no ambiente e permanecer acumulados nos tecidos gordurosos dos organismos vivos, dentre eles o corpo humano.

Os cientistas suíços, liderados por Margret Schlumpf, confirmaram a presença de oito filtros UV em amostras de leite humano (incluindo os conhecidos filtros 4-metilbenzilideno cânfora (4-MBC), 3-benzilideno cânfora (3-BC) e octocrileno (OC). Amostras de leite foram retiradas de 54 mães durante os meses seguintes ao nascimento. O professor de Cosmetologia e Diretor da  IPUPO CONSULT, consultoria especializada no desenvolvimento de nutricosméticos para o mercado brasileiro, Maurício Pupo, observa que, de acordo com as resultados obtidos, detectou-se a presença de filtros UV em 85,2% das amostras do leite materno.

Alguns estudos em animais mostram que os filtros solares orgânicos 4-MBC e 3-BC são claramente tóxicos para a reprodução e podem desequilibrar o comportamento sexual feminino, alterar o tamanho da próstata e causar alguns desequilíbrios endocrinológicos.

“O que mais surpreendeu nesse estudo é que os dados observados da presença destes compostos se referem principalmente a dois dos filtros solares mais frequentemente usados no mercado: o 4-MBC (4-metil benzelideno cânfora) e o OC (octocrileno)”, comenta o cosmetólogo. Portanto, o ideal é identificar a composição detalhadamente nas embalagens dos produtos.

Já outro estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Estocolmo, na Suécia, afirma que os hábitos alimentares podem influenciar a absorção e acúmulo destes poluentes orgânicos no organismo humano.  O que não se sabia ainda, entretanto, era se os filtros solares podiam ser compostos que se acumulavam no organismo da mesma maneira que os POPs. Esta nova pesquisa confirmou este fato: os filtros solares são compostos que se acumulam no organismo humano, e podem então ser considerados uma nova classe de poluentes orgânicos persistentes.

Opção segura
Como o uso de filtros solares é necessário para prevenção de câncer da pele, ceratose actínica, fotoenvelhecimento e melhora de sintomas de algumas doenças da pele, é muito importante que, ao invés de deixar de utilizá-los, os consumidores optem por produtos cada vez mais seguros.

Para Pupo, a melhor opção é escolher fotoprotetores sem os filtros classificados como POPs, cujos efeitos tóxicos já foram comprovados. “Por isso, deve-se priorizar, durante a gestação, os fotoprotetores físicos 100% minerais, um novo conceito em proteção solar que oferece grande segurança ao consumidor, pois praticamente não apresenta risco de absorção pelo organismo. Eles são formulados exclusivamente com o dióxido de titânio e o óxido de zinco que, em testes em amostras de pele humana, demonstraram não penetrar através da pele, podendo então ser considerados muito mais seguros”, explica. Pupo alerta, no entanto, que em alguns casos, esses fotoprotetores podem deixar a pele do consumidor ligeiramente “branca”, quer dizer, o chamado “efeito-fantasma”.

“Os fotoprotetores, assim como todos os cosméticos, devem sempre trazer benefícios à nossa pele e a nossa saúde; então, vamos fazer escolhas que, além de serem melhores para o meio ambiente, ainda não coloquem em risco a nossa saúde e principalmente a saúde das crianças”, finaliza.

 

Fonte: Professor Maurício Pupo


Reprodução Assistida não  interfere no tipo de parto

Fertilização assistida, riscos ao nascer e  gestão obstétrica

 

Engravidar naturalmente ou com o auxílio das técnicas de reprodução humana assistida não tem efeito algum sobre o parto. A conclusão consta do estudo de pesquisadores da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia (NTNU), liderados por  Liv Bente Romundstad.

O grupo Romundstad analisou o registro de gravidez de 1,2 milhão de mulheres norueguesas, cujos partos foram informados ao Registro de Nascimento de Medicina da Noruega, entre 1984 e 2006. Deste contingente, 8.229 foram gravidezes resultantes do emprego de  tecnologia de reprodução assistida.

A Noruega tem uma base de dados única, propícia para estudar os resultados dos partos e comparar dados. O Registro Médico de Nascimentos do País contém dados de todos os nascimentos noruegueses, desde 1967.

E a partir de 1984, quando foram registrados nascimentos resultantes do emprego das técnicas de reprodução humana assistida, além dos registros dos nascimentos, há também o registro do acompanhamento destas gestações, o que documenta o modo como o governo norueguês trata estas mães.

Segundo o estudo de Romundstad, a taxa de cesáreas observada nos dois grupos de mulheres foi bastante semelhante. Em uma série de artigos publicados nas revistas The Lancet e Human Reproduction, os pesquisadores afirmaram que não encontraram diferenças - peso ao nascer, idade gestacional, risco de serem pequenos para a idade gestacional e parto prematuro - entre os bebês de mulheres que conceberam espontaneamente e os de mulheres que conceberam, após a fertilização assistida.

 

http://www.ntnu.edu/news/assisted-reproduction


Exame de sangue na gestação permite saber o sexo do bebê com oito semanas de gestação

Delboni Auriemo e Lavoisier oferecem o teste que detecta o sexo do feto por meio de análise cromossômica

 

Após a confirmação da gravidez, a grande dúvida é o sexo do bebê. Com o objetivo de antecipar essa descoberta aos futuros papais e mamães, a medicina apresenta constantemente novas tecnologias como o teste de sexagem fetal, que permite identificação do sexo da criança a partir da oitava semana ou segundo mês de gravidez.

Tudo acontece por meio do DNA fetal, que possibilita uma análise cromossômica detalhada. Para entender melhor é preciso voltar às aulas de biologia onde aprendemos que o ser humano possui 46 cromossomos e o que diferencia os sexos são os cromossomos X (feminino) e Y (masculino). A composição dos cromossomos sexuais das mulheres é XX e dos homens XY. Portanto, o “Y” é ausente na mulher. No diagnóstico do sexo genético fetal são utilizadas sondas moleculares específicas para segmentos de DNA existentes apenas no cromossomo “Y” que é exclusivo do sexo masculino. Estando presente o segmento de DNA masculino, assume-se que o feto é do sexo masculino. Se o feto for do sexo feminino o segmento de DNA do cromossomo “Y” não será encontrado.

O índice de acerto do teste de sexagem fetal está associado à idade gestacional. Até a 8ª semana de gravidez a certeza do teste para o sexo feminino é de 74% e do masculino 99%. Já da 8ª a 10ª semana, o índice de acerto é 99% para ambos os sexos.

Atualmente cerca de até 5% dos testes podem apresentar resultados inconclusivos, sendo necessário coletar uma segunda amostra de sangue da gestante para a obtenção do resultado definitivo. Os resultados inconclusivos estão relacionados a questões técnicas na realizaçao do teste.

Existem algumas situaçoes que podem gerar dificuldade na interpretação do teste que estão descritas a seguir: 

 

01. Gestação Gemelar

Gêmeos univitelinos (idênticos): o resultado é válido para ambos.

Gêmeos fraternos (mais de uma placenta): Se o resultado do teste for masculino, significa que pelo menos um dos gêmeos é do sexo masculino. Se o resultado do teste for feminino, significa que ambas as gêmeas são do sexo feminino. 

02. Abortamento subclínico

O abortamento subclinico pode gerar discordancia do resultado em relação ao sexo do bebe,caso tenha ocorrido gestações múltiplas, com dois ou mais embriões, decorrente de processo de hiperovulação ou de fertilização in vitro seguida de morte de um dos embrioes Isto porque o DNA do feto abortado pode ser detectado no sangue materno por até duas semanas após o aborto. Se o feto abortado for do sexo masculino, fica esclarecida a inconsistência entre o resultado do teste molecular e o verdadeiro sexo do feto sobrevivente.

 

03. Outros motivos de discordancia

O teste fornece resultado de sexo feminino e, posteriormente, verifica-se que o feto é do sexo masculino. Esta discrepância pode ser explicada pelo limite de sensibilidade do teste. Significa que havia na circulação materna quantidade tão pequena de DNA masculino que não pode ser detectada pela sonda molecular e, pelo critério de interpretação do teste, ausência de DNA masculino indica que o feto é do sexo feminino. É por esta razão que o exame deve ser realizado entre a oitava e a décima semana de gestação, quando existe uma significativa quantidade de DNA fetal na circulação materna. O tamanho do feto e a vascularização placentária influenciam diretamente a quantidade de DNA fetal no sangue materno. Outro possível motivo de discordancia sao transfusoes sanguineas ou transplante de órgaos.

É importante ressaltar que o teste é muito seguro e que os erros são raríssimos. Algumas vezes pode existir divergência entre os resultados do teste de sexagem fetal e o resultado da ultrassonografia (USG) e, segundo a experiência acumulada em vários serviços, o índice de acerto do teste molecular é superior ao da USG.

Para a realização do exame, as mamães devem se submeter a uma coleta de sangue de cerca de 10ml em tubo a vácuo com anticoagulante EDTA. A gestante deve preencher um questionário com informações relevantes para a interpretação do exame e assinar um termo de consentimento no qual ela concorda com os termos e limitações do método.

 

Referências Bibliográficas:

1.Levi, JE., Wendel, S., Takaoka, DT. (2003). Determinação Pré-natal do Sexo Fetal por meio da Análise de DNA no Plasma Materno. Rev Bras de Ginec e Obst. 25(9): 687-690

2. Chan, KCA., Zhang, J., Hui, BYA., Wong, N., Lau, TK., Leung, TN., Lo, KW., Huang, DWS., and Lo, YMD. (2003) Size Distributions of Maternal and Fetal DNA in Maternal Plasma. Clinical Chemistry 50:1 88–92 (2004)

3. Jimenez, DF., Tarantal, AF. (2003). Quantitative analisis of male fetal DNA in maternal blood serum of gravid rhesus monkeys (macaca mulata). Pediatr Res Vol. 53(1):18-23.

4. Bianchi, DW. and Romero, R. (2003). Biological implications of bi-directional fetomaternal cell traffic: a summary of a NationalInstitute of Child Health and Human Development-sponsored conference. The Journal of Maternal–Fetal and Neonatal Medicine 2003;14:123– 129.

Pré-natal pode identificar diabetes gestacional

Doença atinge entre 7% a 13% das grávidas e na maioria das vezes não apresenta sintomas

 

O diabetes é um dos mais graves problemas de saúde pública no Brasil, de acordo com a ANAD – Associação Nacional de Assistência ao Diabético, e acomete aproximadamente entre 9 a 10 milhões de brasileiros de 30 a 69 anos, sendo que pelo menos a metade está sem diagnóstico. No Dia Mundial do Diabético (14/11), o Hospital e Maternidade Santa Joana alerta para um tipo da doença que geralmente age silenciosamente, o diabetes gestacional.

O diabetes gestacional se caracteriza pela alteração das taxas de açúcar (glicose) no sangue, ou seja, intolerância aos carboidratos de graus variados de intensidade, diagnosticado pela primeira vez durante a gestação. Algumas persistirão com a doença e outras terão boa evolução, porém o diabetes gestacional mostra uma propensão genética para o seu desenvolvimento. Este quadro aparece em geralmente na segunda metade da gestação.

Na maioria dos casos, os principais sintomas maternos desse tipo de diabetes se confundem com os normais da gravidez como fadiga, sonolência, aumento do volume urinário e sede. Por ser uma doença assintomática que atinge entre 7 a 13% das gestantes, o pré-natal é fundamental para a identificação da patologia.

Segundo Fernanda Uliana Pulzi, endocrinologista do Hospital e Maternidade Santa Joana, o exame de glicemia plasmática em jejum (GPJ) é um dos primeiros exames solicitados à gestante. “O exame é prescrito na primeira consulta do pré-natal, e também no decorrer da gestação, e é um dos procedimentos importantes para uma gravidez segura, uma vez que é capaz de rastrear esse tipo de diabetes. A complementação com a curva glicêmica frequentemente é necessária durante os nove meses”, explica a médica.

 

Fatores de risco

Os principais fatores de risco são mulheres com sobrepeso ou obesidade, sedentárias, idade acima dos 35 anos, histórico de diabetes em parentes de primeiro grau, antecedente de síndrome dos ovários policísticos, historia de gestações anteriores com fetos grandes, polidrâmnio (aumento do líquido amniótico), hipertensão arterial ou pré-eclâmpsia e eclâmpsia. Algumas medicações podem causar o aumento da glicemia, como o uso de corticóide.

 

Rastreamento

Devido à prevalência relevante e ao aumento do risco materno-fetal, o rastreamento do diabetes deve ser realizado em todas as gestantes. A glicemia palsmática em jejum é solicitada na primeira visita pré-natal.

Se a glicemia for igual ou superior a 85 mg/dL, um teste oral de tolerância à glicose deve ser realizado imediatamente, com a finalidade de detectar diabetes preexistente, ainda não diagnosticado. Se o teste for normal, deverá ser repetido entre 24ª e a 28ª semana de gestação, período a partir do qual há aumento do risco de diabetes gestacional. Em alguns casos, o diagnóstico pode ser realizado pela própria glicemia de jejum, não sendo necessário o teste de tolerância.

 

Riscos para o bebê

O excesso de glicemia (açúcar) materna é transmitido ao feto através da placenta, aumentando a produção de insulina com aumento da circunferência abdominal e da massa corporal fetal, além do aumento do líquido amniótico. Este quadro aumenta o risco de trabalho de parto prematuro, tocotraumatismo (lesões maternas e do recém-nascido durante o parto), complicações hipertensivas, como pré-eclâmpsia e eclâmpsia, além do aumento da mortalidade fetal e materna.

“Apesar do maior tamanho, o bebê é mais frágil e também pode apresentar problemas ao nascer como insuficiência respiratória - o pulmão amadurece de forma mais lenta -, icterícia - coloração amarelada da pele - prolongada, policitemia, hipoglicemia, hipocalcemia, além do aumento do risco de óbito perinatal”, explica Dra. Fernanda.

Vale ressaltar que o bebê não nasce com a doença, mas terá maior tendência a desenvolver algum tipo de diabetes na vida adulta, por já ter a mãe com antecedente da doença. Portanto medidas preventivas, como amamentação exclusiva nos primeiros meses, e posteriormente manter hábito alimentar saudável, controle peso e prática de exercícios físicos evitarão o aparecimento do diabetes no futuro. São crianças que merecem toda a atenção dos pais com relação a hábitos alimentares e físicos. A ordem é evitar.

 

Tratamento

A partir do diagnóstico, o tratamento imediato se dá com reeducação alimentar, prática de atividade física, se possível, e controle de glicemia. A orientação alimentar é realizada com ajuste calórico para cada paciente, conforme seu índice de massa corporal (IMC), distribuído em refeições ao longo do dia com intervalos a cada três horas, evitando períodos prolongados de jejum, além de substituição de carboidratos simples por complexos, retirada do açúcar e distribuição adequada de proteínas, gorduras, carboidratos, vitaminas e minerais.

“A prática de atividade física é importante no tratamento, porém deve respeitar possíveis contraindicações obstétricas”, diz a endocrinologista. Caminhar 10 a 20 minutos após as principais refeições auxilia de forma significativa no tratamento. O controle de ganho de peso é fundamental.  Nos casos em que tais medidas não sejam o suficiente para atingir o alvo glicêmico, a terapia com insulina é necessária.

 

Prevenção

Programar a gravidez com atenção ao peso ideal, alimentação saudável, prática de exercícios físicos e evitar ganho de peso excessivo durante a gestação são medidas fundamentais para evitar o diabetes gestacional.

 

Fonte: Fernanda B. Uliana Pulzi


Fertilização in vitro e o sonho de maternidade

 A premiação do Nobel de Medicina de 2010, dado ao professor britânico Robert Edwards, reconheceu o método de fertilização in vitro criado por ele em 1978, permitindo que milhões de casais realizem o sonho de ter um filho.

 

O reconhecimento do método, mesmo depois de tantas décadas de aplicação e da especialização médica, é mais que um prêmio em dinheiro ou a honra de figurar entre os notáveis mundialmente. Toda mulher que não pode ter filhos sabe que a evolução da medicina oferece confiança para enfrentar o processo de reprodução assistida com segurança.

A  Fertilização in vitro (FIV) é conhecida como técnica do "bebê de proveta". A FIV é uma das técnicas mais utilizadas e com maior chance de eficácia no processo de reprodução assistida. A indicação deste tratamento é feita principalmente para mulheres que não conseguiram obter resultado com outras técnicas mais simples ou que tenham diagnóstico de trompas obstruídas.

 

Todo o processo da FIV ocorre em fases: primeiro, o estímulo do crescimento dos óvulos pela indução da ovulação com medicamento injetável; depois, a aspiração e recuperação dos mesmos. A fertilização do óvulo pelo espermatozóide é feita sob anestesia. Depois de analisados e classificados, esses óvulos serão centrifugados e analisados diariamente no padrão de desenvolvimento. Após 24 horas, essa fertilização é confirmada. De volta ao laboratório, três dias após a punção, a paciente receberá o embrião no útero.

Esta fase, chamada de transferência de embriões, exige um repouso de 30 minutos após o procedimento, feito com um delicado cateter e sem a exigência de anestesia. O controle das condições hormonais faz toda a diferença nesta fase final para manter o embrião dentro do padrão satisfatório para o seu desenvolvimento. Medicações hormonais são prescritas para esta fase.

Os casais que já passaram pela FIV sabem que o sorriso e a saúde do filho tão desejado é o maior prêmio que possa existir. O Nobel de Medicina de 2010 tem, pelo menos, quatro milhões de motivos para comemorar.

 

Dra Denise Coimbra

 


Dificuldade para engravidar? Pode ser endometriose

 

Cólica e dificuldade de engravidar. Esses são alguns dos principais sintomas da Endometriose, doença que afeta entre 6% e 10% das mulheres em fase reprodutiva – de 25 a 35 anos. Segundo médicos do Hospital e Maternidade Santa Joana, a Endometriose está, em parte, ligada ao estresse e conflitos emocionais característicos da vida moderna. Tal exemplo pode ser observado na personagem interpretada pela atriz Camila Pitanga, na novela Insensato Coração/TV Globo. Fonte de dúvidas e anseios, a doença é séria e merece atenção.

 

Causas:

Há diversas teorias, entre elas a da que, durante a menstruação, células do endométrio – tecido que reveste a cavidade uterina - sejam enviadas pelas trompas para dentro do abdômen, realizando uma espécie de caminho inverso. A presença dessas células estranhas no interior da pélvis provoca inflamação, disseminação dos vasos sanguíneos e linfáticos do tecido menstrual, fibrose e distorção anatômica, causando a doença.  A mais aceita das teorias indica que a endometriose pode ser uma doença genética e, por isso, mulheres carregam a tendência de desenvolver lesões e a partir as primeiras menstruações.

 

Sintomas:

Infertilidade;

Dor, que pode se manifestar como cólicas menstruais intensas, dores abdominais ligadas ou não às relações sexuais – 50 a 60% das mulheres com endometriose registram tal sintoma - dores no intestino no período menstrual, ou mesmo uma mistura de todas as mencionadas;

 

Os sintomas podem surgir de forma intermitente ou contínua, em qualquer fase do ciclo menstrual.

 

Diagnóstico:

Pode ser feito por meio de ultrassonografia vaginal com preparo intestinal ou de ressonância magnética da pélvis, mas para confirmá-lo em definitivo a cirurgia se faz necessária. A técnica mais usada é a laparoscopia, que permite não apenas visualizar como retirar ou eliminar as lesões.

 

Tratamento clínico:

Difere conforme o tipo da doença;

Pode ser iniciado mesmo na ausência da confirmação cirúrgica;

Normalmente, os especialistas optam pela associação entre anti-inflamatórios e pílula anticoncepcional de forma contínua, com o objetivo de suspender o sangramento mensal e, assim, buscar possível atrofia do tecido ectópico;

Alguns tratamentos preconizam bloqueios hormonais, levando as pacientes para um quadro menopáusico temporário; 

Para o diagnóstico de suspeita da endometriose, o exame ginecológico se faz essencial, ou seja, este é mais um motivo para visitar o ginecologista com frequência mínima de um ano;

Tendo em vista o fato de a dor forte ser um sintoma importante, também associada a fluxos menstruais muito intensos, há que se atentar para tais suspeitas e procurar o ginecologista para acompanhamento;

Os tratamentos disponíveis hoje apresentam resultados satisfatórios. A endometriose, quando tratada, não é um impeditivo da gestação. Esse é o principal mito que gravita em torno da endometriose atualmente e que precisa ser desfeito;

Uma das opções de tratamento da endometriose é a própria gravidez, uma vez que serão, aproximadamente, 14 meses sem menstruação, somados a doses altas de progesterona, produzidas pelo próprio organismo materno e à atrofia de todas as células endometriais em locais indesejados.

 

Fonte:  Mauricy Bonaparte, especialista em videolaparoscopia e endometriose do Hospital e Maternidade Santa Joana


Exame traça perfil genético de crianças

Amostras colhidas no consultório podem indicar se a criança tem tendências à obesidade, à doença celíaca ou intolerância à lactose

 

Atualmente, os testes genéticos que isolam e analisam mutações de DNA a partir de uma pequena amostra biológica fazem cada vez mais parte do arsenal de análises clínicas que permitem rastrear ou comprovar determinadas doenças.

“Quando validados pela comunidade científica, os testes genéticos permitem identificar de maneira precoce, confirmar a suspeita clínica ou descartar o diagnóstico de diversas doenças, com possibilidade de prevenir ou mudar o seu curso através de uma intervenção terapêutica mais individualizada”, informa Claudia Moreira, gerente científica da EoCyte Pharma Care.

Algumas dessas doenças estão ligadas à nutrição, como por exemplo, sobrepeso e obesidade, doença celíaca ou intolerância à lactose, e os testes genéticos concentrados na área nutrigenômica, partem do princípio de que podem existir relações entre alguns genes específicos do nosso corpo e o que comemos, e que assim se relacionam no desenvolvimento de certas doenças.

 

 

“Doenças que se relacionam com a nutrição são frequentes e complexas de se tratar. Isso ocorre devido ao fato de não serem ligadas a um fator específico, vírus e bactérias, mas sim ao próprio estilo de vida do paciente, como por exemplo, o que ele come. Os testes genéticos são de grande ajuda porque podem ser usados para prever e gerenciar doenças com foco e precisão, qualquer seja a idade ou a dieta do paciente”, afirma o pediatra e neonatologista do Hospital Albert Eisten e do Instituto Saúde Plena, Dr. Jorge Huberman.

Na detecção da Intolerância à Lactose, o exame demonstra eficácia em 93% dos casos, sendo um método menos invasivo e que não causa desconforto ao paciente.

“Um exame que traça o perfil genético da criança colabora em praticamente 100% nos cuidados que devem ser tomados quando o paciente descobre ser portador da doença celíaca, que normalmente demoraria 10 anos para ser diagnosticada devido a intolerância ao glúten. Além disso, se a criança já tem predisposição à obesidade, podemos controlar a dieta do paciente desde pequeno, evitando que os sintomas apareçam”, conclui Dr Huberman.

Os testes foram desenvolvidos para serem fáceis de usar e pouco invasivos, uma vez que  utilizam apenas amostras de saliva ou gotas de sangue capilar. O resultado é obtido em um prazo de 20 dias após o envio da amostra biológica.


Estresse pode prejudicar ovulação feminina

Fertilidade feminina pode ser afetada por vida conturbada

 

De acordo com um estudo publicado online da revista Fertility and Sterility, cientistas relataram que o estresse, mesmo no seu nível mais baixo, afeta diretamente a fertilidade das mulheres.

Segundo Dr. Gustavo Kröger - ginecologista e obstetra, especialista em Reprodução Humana da clínica GENICS Medicina Reprodutiva e Genômica - para ocorrer à ovulação, é preciso uma mudança sincronizada dos hormônios. “O estresse libera hormônios para a corrente sanguínea, o que pode interferir diretamente na ovulação, dificultando assim a fertilidade”, explica Dr. Gustavo.

Além disso, pode causar em alguns casos, a diminuição na ovulação  e na receptividade endometrial (o que reduz a chance do embrião ser implantando naturalmente ou não no útero) ou, em casos mais graves, até a menorreia (quando a menstruação é cessada). “O estresse causa problemas sim na fertilidade, mas cada caso é um caso e deve ser analisado individualmente, para obter um tratamento mais preciso”.

Dr. Gustavo explica também que as mulheres devem sempre estar atentas a qualidade de vida, pois trará benefícios a longo prazo: “ dormir bem, se alimentar corretamente e estar bem fisicamente é sempre muito importante”.

A Genics Medicina Reprodutiva e Genômica é especializada em reprodução humana assistida e realiza todos os procedimentos de fertilização para homens e mulheres, indicado de acordo com o problema do paciente.

 

Gestação depois dos 40 anos.

A gravidez tardia é sempre preocupação da área médica por vários fatores de saúde da mulher e também do bebê. Do ponto de vista físico (corporal e nível de aptidão física), a mulher encontra-se numa curva descendente. Aquelas que realizam exercícios tem uma queda bem menos acentuada, pois mantém sua musculatura fortalecida, postura e condição cardiorrespiratória também melhorada.

A gravidez é um momento de impacto fisiológico e biomecânico muito grande para mulher e ainda mais após os 40 anos. Tanto o aumento de peso, quanto a probabilidade de doenças como diabetes e hipertensão aumenta. Por isso, nesse momento, os exercícios físicos são uma forma muito interessante de contribuir para a saúde da mulher, da gestação  e consequentemente do bebê. Os cuidados devem ser redobrados, a intensidade e o volume do exercício também, assim como a escolha do exercício juntamente com a qualidade técnica do mesmo para não aumentar os riscos de lesões.

É um mito achar que a mulher deve fazer apenas hidroginástica. Ela pode ser uma das atividades incluídas, porém deve haver um trabalho postural e também um fortalecimento do assoalho pélvico. A gravidez é um momento de grandes alterações fisiológicas com grande sobrecarga cardíaca e circulatória, assim como também as mudanças posturais. Normalmente na mulher sedentária a postura já começou a ser modificada e a gravidez irá aumentar isso. Por isso os detalhes acima não devem ser desconsiderados pelo profissional que atenderá essa gestante. Ele deve ser especializado no atendimento às grávidas.

Dicas e passo a passo – pré-gravidez, gravidez e pós-parto

 

A professora Gizele Monteiro, especialista em exercícios físicos e Personal Gestante, revela os mitos e as verdades para as mulheres que estão nestas fases tão especiais da vida. Os exercícios físicos são essenciais para o bem-estar e saúde durante toda a vida, sem dúvida.
Já as mulheres que desejam engravidar, as gestantes ou aquelas que acabaram de gerar seu filho necessitam de cuidados especiais, alimentação balanceada e atividades para o condicionamento corporal.
Atenta à demanda e a preocupação crescente dessas pessoas com qualidade de vida, Gizele Monteiro, especialista em exercícios físicos no Brasil e exterior e diretora do Método Mais Vida, idealizou um programa completo, seguro e inédito com embasamento nas mudanças fisiológicas, biomecânicas (posturais e músculo-esquelético) para as três  etapas gestacionais.

Quem deseja engravidar, por exemplo, deve preparará o seu corpo fisicamente para esse momento, entre os quais, músculos posturais, debilidades de força e flexibilidade,  condição aeróbica, musculatura do assoalho pélvico. “Nesse programa podem ser incluídas mulheres que precisam ou desejam emagrecer para engravidar e aquelas que possuem diabetes ou hipertensão e precisam controlar sua doença antes da gestação. Essas doenças são risco para  a mãe e o bebê”, explica Gizele.

De acordo com a Personal, durante a gestação a prescrição será organizada conforme os trimestres, pensando nas mudanças a cada período e também nas individualidades, queixas ou necessidades. Exercícios mal acompanhados podem promover dores ou lesões.
O pós-parto é um dos momentos de sensibilidade profunda da mulher. O retorno das funções fisiológicas, biomecânicas, posturais são também respeitadas pelo programa, podendo também ser realizados exercícios com o bebê, além do cuidado para não comprometer a amamentação pela intensidade inadequada das atividades.
O atendimento do método Mais Vida Gestantes pode ser realizado de duas formas: personalizado em local de escolha da gestante, residência, academia ou no estúdio Mais Vida.  As aulas em grupo são realizadas com número reduzido de gestantes ou recém-mamães para manter a qualidade e segurança, conforme os trimestres ou queixas que as alunas podem apresentar.

Duração – “As aulas variam entre 45 e 60 minutos. Na pré-gravidez recomendamos, no mínimo, de três a quatro meses para perda de peso ou fortalecimento muscular. Para emagrecimento em mulheres com obesidade ou controle de doenças, como diabetes e hipertensão sugiro no mínimo quatro a seis meses. As gestantes podem começar a partir da liberação médica até pouco antes do nascimento.  Já para o pós-parto, o ideal é iniciar após a liberação médica e o programa pode avançar até um ano, dependendo da
condição individual de cada mamãe”, ressalta Gizele.
Preços das Aulas de Personal Gestante – R$ 100 a R$ 120,00 por aula, valor, conforme o número de aulas contratadas por semana. Em grupo, de R$ 370,00 a R$ 600,00, dependendo do local e números de vezes por semana.

O Mais Vida Gestantes já possui atendimento em São Paulo e Rio de Janeiro,  além de outras cidades como Brasília, Bauru, Campinas. Além disso, está indo para Portugal também este começo de semestre. Portal: www.metodomaisvida.com.br/gestantes


Você sabe como amamentar corretamente seu bebê?

Os benefícios do aleitamento materno são inúmeros e contribuem para reforçar os laços afetivos entre mãe e filho.

 

O leite materno é um excelente alimento desde os primeiros dias de vida por conter vitaminas, minerais, gorduras, açúcares e proteínas que são apropriados para o organismo do bebê. Além de possuir muitas substâncias nutritivas, também é uma ótima fonte de defesa, o que dificilmente é encontrado em outros tipos de leite. A Organização Mundial de Saúde recomenda que a criança seja amamentada até o sexto mês.

Segundo Daniela Vieira de Lima, Enfermeira Obstetra do Hospital e Maternidade São Cristóvão, o leite materno é adequado, completo, equilibrado e fundamental para o bebê. “Por estes motivos, a amamentação deve ser estimulada desde o ambiente hospitalar e a enfermeira obstetra tem um papel importante para disseminar a maneira correta do aleitamento materno nas primeiras horas de vida da criança. As orientações oferecidas às mamães proporcionam uma amamentação bem sucedida e possibilita o esclarecimento de dúvidas persistentes durante toda a gestação, eliminando assim alguns mitos. O resultado é bastante positivo e significativo, pois as mulheres dão continuidade a esta prática em casa”, afirma.

A amamentação traz diversos benefícios ao bebê por facilitar na digestão, no funcionamento de seu intestino e melhora o desenvolvimento neuro-psico-motor e social da criança. Além disso, minimiza problemas ortodônticos e fonoaudiólogos associados ao uso de mamadeiras e chupetas.

Esta prática também faz bem à saúde da mãe, proporcionando a diminuição do sangramento vaginal no pós-parto e ocorrência de desenvolver câncer de mama e ovário, além de favorecer a involução uterina, perda de peso materno e as chances de depressão pós-parto são bem menores.

No período da gestação as mamas são preparadas para produzir o leite devido aos hormônios estimulados pela futura mamãe e após o nascimento, o próprio bebê dá continuidade na produção por meio da sucção correta. Porém, existem alguns fatores que podem diminuir a quantidade de leite como a amamentação incorreta; imposição de horários rígidos, desrespeitando o ritmo do bebê; uso de complementos como água, chás, outros tipos de leite, bicos ou mamadeiras; tensão emocional e cansaço.

Pensando no bem estar da mamãe e do bebê, a especialista ensina a forma correta da amamentação. Confira algumas dicas preparadas especialmente para as gestantes de primeira viagem:

 

A amamentação na primeira hora de vida deve ser aplicada;

As mãos devem ser lavadas com água e sabão antes de amamentar;

O local de amamentação deve ser tranqüilo e confortável;

Analisar antes da amamentação, a flexibilidade mamilo-aréola, realizando ordenha se necessário, até ficarem macios e flexíveis e o leite sair;

No início da mamada, para auxiliar a pegada do recém-nascido na mama, a mão pode estar aberta em forma de Tesoura (indicador acima da aréola e dedo médio abaixo) ou de Concha (polegar acima da aréola e indicador abaixo da aréola como um C);

A postura mãe e do bebê deve estar adequada;

O bebê deve abocanhar o mamilo e a maior parte da aréola. Para facilitar, pode estimular o reflexo de mamada encostando o mamilo nos cantos da boca ou no lábio inferior dele. A maior parte ou toda a aréola deve estar na boca do bebê;

O bebê deve estar com a posição da boca correta em relação ao mamilo e mama. A boca de estar bem aberta, com os lábios evertidos;

O rosto do bebê deve estar próximo a mama, com o queixo encostado e o nariz afastado;

O fim da mamada acontece com a solta espontânea do bebê;

Ao término da amamentação, a fim de evitar broncoaspiração é recomendável posicional o bebê para favorecer a eructação. Este deve ser colocado em pé com a cabeça apoiada no colo ou no ombro da mãe;

Ao retirar o bebê do peito, o mamilo deve ter a mesma aparência que apresentava no início da mamada, só um pouco mais longo;

É recomendável antes e depois da amamentação aplicar o próprio leite-nos mamilos;

As mamas devem ser lavadas durante o banho.

 

 

 


Técnica especial de fertilização pode ser realizada com homens soropositivos

Homens que possuem o vírus do HIV já podem sonhar com a paternidade. Alguns estudos comprovaram a eficácia da técnica que utiliza sêmen de soropositivos em fertilizações em mulheres que não possuem o vírus.

 

Esse método consiste em ‘lavar’ os espermas antes da fertilização, o que barra a transmissão do vírus fazendo com que os filhos nasçam sem nenhum tipo de contaminação.

“Para que o procedimento seja bem sucedido, é necessário que a mulher tome hormônios para superestimular a produção de óvulos. É importante também que o homem já esteja tomando o coquetel contra AIDS rigorosamente, além de ter um bom sistema imune e carga viral indetectável no sangue”, explica Philip Wolf, embriologista e diretor da clínica Genics Reprodução Humana e Genômica de São Paulo.

O processo de ‘dupla lavagem’ também pode ser realizado quando a mulher é soropositiva e o homem não e, nesses casos, o processo é mais simples. “Quando é a mulher que tem o vírus basta inseminá-la com o esperma saudável do parceiro e acompanhar a gravidez para evitar a transmissão do vírus ao feto, chamada transmissão vertical”, explica Wolff.

Nesses casos, os especialistas indicam que o parto ideal seja a cesárea e que o bebê receba a droga AZT nos três meses primeiros de vida, além de não ser amamentado pela mãe evitando qualquer possibilidade de contaminação. 

“Essa não é uma técnica recente, mas o estudo comprova sua eficácia em grande escala. Temos certeza que com ela, os portadores de HIV se sentirão mais tranquilos na hora de realizar a fertilização”, explica Philip.

 

 


Mulheres devem considerar o uso de contraceptivo três semanas após o parto

É o que afirma pesquisa publicada no periódico "Obstetrics & Gynecology", que tem objetivo de determinar em que momento após dar à luz os benefícios do uso do anticoncepcional começam a compensar os riscos

 

É de grande importância que os profissionais que atendem mulheres que deram à luz recentemente falem com suas pacientes sobre a utilização de contraceptivos e destaquem a possibilidade de que elas podem se tornar férteis pouco tempo após o parto.

A pesquisa publicada na revista “Obstetrics & Gynecology” mostra estudos que examinaram o período em que mulheres que não amamentam começam a ovular novamente após o parto e se elas tinham uma boa chance de engravidar durante as primeiras ovulações.

O resultado mostrou que a ovulação começou, em média, entre 45 e 94 dias depois que uma mulher deu à luz. Os estudos também descobriram que a maioria das primeiras ovulações não resulta em gravidez.

 

Com base nesses resultados e nos dados sobre a probabilidade de formar coágulos de sangue, foi determinado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que os benefícios de começar a tomar anticoncepcional contendo estrogênio e progesterona superam eventuais riscos a partir de três semanas após o nascimento.

“Geralmente, para as novas mães, ficar grávida rapidamente não faz parte dos planos; porém, o encantamento com o filho é tão grande que ela pode deixar de se preocupar com essa importante questão e acabar sendo surpreendida. Por isso os profissionais de saúde que fizerem o acompanhamento devem considerar essa possibilidade e alertá-la constantemente”, revela a ginecologista Dra. Flávia Fairbanks.

A médica alerta que usar alguns tipos de anticoncepcional logo após a gravidez pode ser perigoso, já que o estrógeno presente nas pílulas e os hormônios pós-gravidez aumentam o risco de formar coágulos sanguíneos.

“Aquelas que estão amamentando têm chances muito baixas de conceber e a maioria que não está amamentando não vai ovular novamente até seis semanas após o parto. Mesmo assim, existe o risco de engravidar em menos tempo”, alerta Dra. Flávia.

Depois de seis semanas, os pesquisadores afirmam que não deve haver restrições ao uso da pílula, ressaltando que as recomendações do estudo se aplicam somente às mulheres que não amamentam regularmente.

 




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