 |
 |
 |
|
|
| Edição
Especial Saúde da Mulher - Gravidez |
 |
|
|
|
|
Maio – Dia das Mães
Dr. José Bento apresenta
dicas para uma gravidez saudável e plena
A futura mamãe precisa estar
atenta aos cuidados com a beleza e alimentação
A gravidez marca a transição da
mulher para o futuro papel de mãe. Como toda transição, é um
período cercado por incertezas e mudanças, tanto no corpo,
quanto na vida da gestante. Tudo fica mais intenso por causa
das emoções que a geração de uma nova vida pode causar na mãe,
no pai e em toda a família. Para garantir a segurança
emocional e uma gestação tranquila, o Dr. José Bento de Souza,
ginecologista e obstetra formado pela Faculdade de Medicina da
Universidade de Mogi das Cruzes e pós-graduado pela
Universidade de São Paulo (USP), comenta algumas dúvidas que
surgem durante a pré-concepção, pré-natal e o período
gestacional.
Como planejar uma gravidez
saudável?
Dr. José Bento – O
casal que pretende ter uma gravidez planejada deve, em
primeiro lugar, procurar um médico. O especialista poderá
realizar avaliações clínicas e solicitar exames laboratoriais
para verificar o estado geral de saúde da mulher. Algumas
alterações no organismo feminino podem aumentar as
possibilidades de malformações, abortamentos e parto
prematuro, por isso, é importante antecipar estas
probabilidades. Quando a gravidez é confirmada, é essencial
que a mulher faça o pré-natal, pois neste período são
realizados exames de rotina para verificar a condição do bebê
e detectar qualquer problema na saúde da mãe. A cada trimestre
gestacional são recomendados a realização de exames como
análises de sangue, ultrassom, curva glicêmica e outros que o
médico julgar necessário.
As mulheres em idade
avançada conseguem engravidar?
Dr. José Bento –
Hoje em dia, adiar a gravidez se tornou muito comum entre as
mulheres. O número de mulheres que têm o primeiro filho entre
os 30 e 40 anos aumentou significativamente. Isso está ligado
a muitos fatores, como o desejo de firmar-se na carreira antes
de constituir uma família, a espera por um relacionamento
estável, por estabilidade financeira ou mesmo a dúvida de ter
ou não um filho. É importante que as mulheres saibam que a
idade afeta a capacidade de obter e manter uma gravidez sem
percalços, no entanto, existem testes, tratamentos e técnicas
avançadas, como a fertilização in vitro, que podem e devem ser
feitos em mulheres que decidem ter filhos com mais idade.
Ao engravidar, a mulher
precisa modificar os seus hábitos alimentares?
Dr. José Bento – A
boa alimentação é fundamental para garantir ao bebê todos os
nutrientes essenciais para o seu desenvolvimento, uma vez que
é do corpo da mãe que virá toda a “matéria-prima” para a sua
formação. Com a nutrição adequada, a mulher garante uma
gestação mais tranquila, sem a ocorrência de anemias,
hemorragias e diabetes gestacional. O estado nutricional é
determinante para a saúde da grávida, sendo que neste período,
a maioria das mulheres deve acrescentar cerca de 300 calorias
à sua dieta diária para nutrir o feto em desenvolvimento,
preferencialmente distribuídas em cinco refeições (desjejum,
lanche da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar), preparadas
com ingredientes que são fontes de proteínas, ferro, cálcio e
ácido fólico, preferencialmente com um baixo teor de gordura.
Qual o peso ideal de uma
grávida ao final de uma gestação?
Dr. José Bento - O
peso ideal de uma grávida oscila entre nove e doze quilos
considerando toda a gestação, ou seja, cerca de 1,5 a 2 quilos
por mês a partir da 16ª semana. Desta forma, é importante a
restrição ao consumo de alimentos calóricos, como
refrigerantes, balas e doces industrializados.
Por que o médico prescreve
vitaminas antes da gravidez?
Dr. José Bento -
Existem diversos estudos científicos que comprovam que a
suplementação de vitaminas cerca de 3 meses antes da gravidez,
diminui a ocorrência de malformações nos neurônios, coração,
face e nos membros do bebê. Há também evidências que comprovam
a diminuição da incidência de abortamentos, pré-eclâmpsia
(alta pressão arterial, retenção de líquidos e presença de
proteína na urina, com sintomas que podem evoluir para
convulsão e coma), diabetes gestacional, trombose e
nascimentos prematuros. Desta forma, as vitaminas são
prescritas para suprir as atividades fisiológicas que surgem
com a gravidez, período em que ocorre um aumento das
necessidades nutricionais diárias. Para uma maior eficiência,
o suplemento precisa ter nutrientes como sais minerais,
oligoelementos e vitaminas A, B1, B2, B6, B12, C, D, E,
niacina, ácido fólico, cálcio, ferro e zinco (composição de
NATELE®, da Bayer Schering Pharma (BSP)), além de ser
desenvolvido especialmente para mulheres que pretendem
engravidar.
Quais cuidados que a
mulher pode ter com a beleza durante a gestação?
Dr. José Bento –
Os cuidados com a beleza influenciam positivamente no estado
emocional da grávida, especialmente quando a mulher se julga
menos elegante ou sensual. No entanto, deve-se redobrar a
atenção aos tipos de produtos utilizados, para que eles não
ofereçam risco ao desenvolvimento do bebê. Normalmente, o que
mais preocupa as gestantes é o surgimento de estrias, que
podem aparecer no abdômen, nas mamas, nas nádegas e nas coxas,
pois a pele fica mais fina e esgarçada ao ser esticada. Uma
boa alimentação, o acompanhamento pré-natal e o uso diário de
hidratantes e emolientes de boa qualidade (LUCIARA®, da BSP),
específicos para gestante, podem prevenir o surgimento de
estrias. Em relação aos cabelos, a grávida pode notar mudanças
na textura, volume e brilho. Os casos de aumento da oleosidade
capilar podem ser explicados pela grande quantidade de
progesterona circulante que estimula as glândulas sebáceas do
couro cabeludo. Em geral, não é indicado que as futuras mamães
utilizem produtos químicos como tinturas e descolorações, além
de realizar procedimentos como permanentes ou alisamentos,
principalmente nos quatro primeiros meses da gravidez, período
em que ocorre o desenvolvimento da maioria dos órgãos do feto.
Grávidas podem fazer
exercícios físicos?
Dr. José Bento – A
grávida que opta por fazer exercícios físicos fica mais
preparada para o parto, sofre menos com inchaços e dores
lombares, além de manter um controle sobre o seu peso. A
prática de atividade física também irá beneficiar o equilíbrio
emocional da gestante, pois é um momento em que ela fica em
contato com o próprio corpo, sentindo como o bebê reage aos
seus movimentos. É importante ressaltar que o médico precisa
ser consultado antes de ser iniciada qualquer atividade
física, sendo normalmente indicada a prática de exercícios
físicos de baixo impacto, como caminhadas moderadas,
alongamentos e hidroginástica.
Como prevenir uma nova
gravidez após o parto?
Dr. José Bento – Logo
após o parto, a possibilidade de engravidar é muito pequena,
especialmente quando a mulher amamenta o bebê. Nesta fase, o
uso de métodos contraceptivos hormonais é contraindicado, pois
parte do hormônio pode ser transmitido para o bebê durante o
aleitamento e interferir em seu desenvolvimento. No entanto,
existem métodos anticoncepcionais que podem ser usados neste
período, tanto para que o casal possa planejar o próximo
filho, quanto para que o intervalo entre os partos seja
adequado. Os métodos mais indicados são os que contêm somente
o hormônio progesterona, como o SIU – Sistema intrauterino
liberador de levonorgestrel, hormônio derivado da progesterona
produzido naturalmente pelo organismo, (MIRENA®, da BSP). Esse
dispositivo é uma espécie de DIU (dispositivo intrauterino),
mas que contém hormônio que é liberado diretamente no útero. A
mulher pode ficar com o SIU por cinco anos, sendo que o método
pode ser retirado quando desejar. Trata-se de um método
altamente eficaz, de segurança comparável a laqueadura
tubária, reversível e que não apresenta riscos durante a
amamentação.
|
|
|
|
|
|
Gravidez altera visão
As alterações mais comuns são a
síndrome do olho seco e mudança na refração. Hipertensão e
diabetes gestacional favorecem alterações na retina e glaucoma
neovascular.
Durante a gravidez as alterações
hormonais influem na saúde ocular, aumentando o risco de surgir
graves doenças nos olhos. De acordo com o oftalmologista do
Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, a maioria das
gestantes apresenta a síndrome do olho seco, uma alteração na
quantidade ou qualidade da produção lacrimal que está relacionada
ao aumento da produção de estrogênio. O médico afirma que os
sintomas são: ardência, coceira, queimação, olhos vermelhos e
irritados, visão borrada que melhora com o piscar, lacrimejamento
excessivo, sensibilidade à luz, desconforto após ver televisão,
ler ou trabalhar ao computador. O tratamento é simples. Queiroz
Neto explica que por ser um problema temporário é feito com
lágrima artificial (colírio), que é uma medicação inócua sem
efeitos adversos sobre o feto. Em muitos casos, ressalta, basta
estimular a produção lacrimal por meio de uma dieta com pouco
carboidrato, gordura e carne bovina, porém rica em vitaminas A e E
(presentes em alimentos como as frutas, verduras e legumes), além
da suplementação com Ômega 3, presente nas sementes de linhaça,
nozes e algumas verduras.
O especialista afirma que a maior
retenção de líquido durante a gestação também provoca alterações
na superfície da córnea que induzem a mudanças no grau dos óculos
ou lentes de contato. Esta alteração na refração geralmente
desaparece após o parto e por isso não é indicada a troca de
lentes oftálmicas durante a gravidez, ressalta. O ideal, observa,
é fazer um exame de vista depois do nascimento do bebê para checar
se houve alteração refracional permanente.
|
|
|
|
Hipertensão é maior entre
mulheres e predispõe à pré-ecâmpsia
No Brasil, a prevalência da
hipertensão arterial, acima de 12 por 8, na população com mais de
40 anos, é de 35% segundo o Ministério da Saúde. A SBH (Sociedade
Brasileira de Hipertensão) calcula que mais da metade dos
hipertensos nem desconfia ter a doença e dados do DATASUS apontam
que 66% dos doentes no País são mulheres. Como se não bastasse é
cada vez mais frequente a mulher brasileira engravidar em idade
avançada e a estimativa é de que 14% destas gestantes desenvolvem
hipertensão gestacional. Queiroz Neto explica que a doença é um
fator de risco para o desenvolvimento da pré-eclâmpsia que ocorre
depois da 20ª semana de gravidez.
|
Ocorre quando a mulher também
elimina proteína pela urina e tem inchaço generalizado. A doença
pode afetar até mulheres bastante saudáveis, afirma o médico, mas
é mais comum na gravidez tardia, em gestantes muito jovens e em
fumantes porque o cigarro compromete a circulação. Além de
ser a maior causa de morte na gestação, observa, a pré-eclâmpsia
dificulta o fluxo sanguíneo no globo ocular e facilita a evolução
de doenças na retina que podem cegar. Mesmo entre mulheres que não
desenvolvem pré-eclâmpsia a hipertensão gestacional ou
pré-existente pode provocar alterações na retina, comenta. A boa
notícia é que a dopplerfluxometria, exame que verifica o fluxo
sanguíneo do globo ocular permite prevenir a evolução da
pré-eclâmpsia e de alterações oculares decorrentes da má
circulação antes da visão ser gravemente afetada. Por isso, a
recomendação médica e fazer acompanhamento oftalmológico no
pré-natal, especialmente quando a gestante apresenta inchaço, dor
de cabeça, mal-estar generalizado e medidas de pressão arterial
acima de 12 por 8. |
|
|
|
Diabetes gestacional aumenta
riscos para a visão
Durante a gravidez, o aumento da
produção do HLP (Hormônio Lactogênio Placentário) inibe a produção
de insulina pelo pâncreas o que pode aumentar o nível de glicose
no sangue. No Brasil predispõe 7% das gestantes ao desenvolvimento
do diabetes gestacional que em muitos casos vem acompanhado pelo
aumento da pressão arterial.
Queiroz Neto destaca que o aumento
da glicose no sangue e a hipertensão arterial podem causar sérias
complicações oculares. As principais são:
- Retinopatia diabética que se
caracteriza pelo crescimento de neovasos na retina que comprometem
a saúde da membrana, com alto risco de cegueira.
- Hemorragia vítrea quando os
neovasos comprometem o vítreo, substância transparente e
gelatinosa que preenche o globo ocular, provocando a obstrução
súbita da visão.
|
- Descolamento da retina causada
pela tração do humor vítreo que separa as camadas da retina
levando à visão de flashes de luz e manchas escuras. O tratamento
cirúrgico deve ser imediato para evitar a perda da visão
- Glaucoma neovascular decorrente da
formação de neovasos na íris que pode aumenta a pressão
intra-ocular e resultar na perda da visão.
O médico lembra que o diabetes
gestacional geralmente surge a partir da 24ª semana de gravidez e
regride após o nascimento do bebê. Entretanto, a partir da 12ª
semana de gestação, mulheres que fazem parte dos grupos de risco
devem fazer exame de tolerância à glicose para evitar doenças
oculares e complicações gestacionais.
Devem estar alertas mulheres que
apresentam:
|
Hipertensão arterial |
|
Sobrepeso e gordura
abdominal |
|
Histórico familiar ou
pessoal de diabetes |
|
Crescimento excessivo ou
lento desenvolvimento do feto |
|
Grande ganho de peso na
gravidez |
|
Idade superior a 25 anos |
|
Baixa estatura |
A principal recomendação do médico
para controlar o desenvolvimento da doença é fazer uma dieta rica
em proteínas, com pouco açúcar e carboidratos.
|
|
|
|
Amamentar proporciona saúde para
a mãe e bebê
O leite materno protege contra
bactérias, vírus e reduz a mortalidade infantil
A Organização Mundial de Saúde
recomenda que a criança receba amamentação materna até o sexto mês
de gestação. Para a enfermeira responsável pela maternidade do
Hospital Nossa Senhora das Graças, Rosemeri Aparecida Rozza
Schambeck, o aleitamento materno proporciona benefícios tanto para
a mãe, reduzindo o câncer de mama e de ovário ou na perda de peso
mais rápido, quanto para o recém-nascido. “O leite é a primeira
vacina para o bebê, ou seja, as imunoglobulinas presentes no
alimento protegem contra bactérias, vírus e reduz a mortalidade
infantil”, explica.
O leite também tem função laxativa,
previne a icterícia (amarelão), possui a temperatura ideal e está
pronto para consumir a qualquer hora. Por estes motivos, o
aleitamento deve ser estimulado.
A preparação da mama na gestação é o
primeiro passo e deve começar com o fortalecimento dos mamilos.
“Uma maneira fácil é deixar os seios expostos ao sol, diariamente,
por cinco minutos, antes das 10 horas da manhã e após as 16
horas”, ensina Rosemeri. Quando o mamilo já possui protuberância,
não há necessidade de exercícios, mas é necessário massagear a
aréola para torná-la mais macia e elástica.
|
Para as mulheres com o bico do seio
plano ou invertido a enfermeira recomenda utilizar sutiã com furo,
assim o atrito com o tecido da roupa deixa o mamilo menos
sensível. A outra opção é a massagem. “Após o banho, segure os
seios entre as mãos e, com um tecido macio, faça massagem na
direção dos bicos e puxe-os várias vezes com cuidado para não
machucá-los e utilize a concha de amamentação”, enfatiza Rosemeri.
Ao iniciar a amamentação a mãe deve
estar relaxada e confortável. “Também é necessário paciência, pois
o bebê pode apresentar dificuldades nas primeiras mamadas. É uma
fase de adaptação da mãe e do bebê”, destaca.
Alimentação
Para que o bebê consuma um alimento
nutritivo, a futura mamãe deve ter uma dieta equilibrada, com
alimentos ricos em proteínas, cálcio, vitamina D e consumir quatro
a seis refeições diárias. “No cardápio não pode faltar carne,
peixe e, pelo menos, cinco porções de frutas e verduras ao dia.
Quanto mais colorida a refeição, melhor. Deve-se evitar doces,
gorduras, sal e bebidas alcoólicas”, recomenda a enfermeira.
Já durante o período de amamentação,
as mães não podem consumir alimentos condimentados, bebidas
alcoólicas e alimentos com cafeína, pois causam agitação no bebê.
“Os outros alimentos são liberados, pois existem estudos que
comprovam que não há interferência no leite materno”, explica.
|
|
|
|
Guia de vacinação para pacientes
que querem engravidar
Vacinação antes da gravidez e
tratamentos de infertilidade
Não há dúvidas que uma das melhores
e mais eficientes maneiras de prevenir as doenças é pela
imunização que é tão importante e eficaz que, freqüentemente, são
realizadas campanhas pelos governos obrigando crianças e adultos a
receberem vacinas.
É importante que as mulheres que
pretendem ter filho ou que serão submetidas a tratamentos de
infertilidade tenham consciência da importância de estarem
imunizadas contra doenças que poderão afetar o futuro de seus
bebês e de suas gestações. As vacinas estimulam a produção de
anticorpos no organismo, que farão a defesa natural contra as
infecções para as quais foram programadas combater, protegem a
mulher de doenças importantes, previne malformações fetais e até
mesmo um aborto espontâneo além de uma imunização passiva do bebê
pela transferência de anticorpos via transplacentária, que ocorre
durante a gestação (principalmente durante as ultimas 4 ou 6
semanas)e pelo leite materno no período de amamentação.
Assim, o ideal é que a imunização
ocorra sempre antes da gestação, uma vez que muitas vacinas não
podem ser aplicadas neste período, quando a vacinação só deve ser
indicada em situações de perigo em que os benefícios são
superiores aos riscos. Exemplos: viagens para locais de alto risco
de contaminação, profissões de risco e doenças crônicas. Nestas
situações o uso de Imunoglobulinas é uma boa alternativa.
A oportunidade de vacinar nunca deve
ser desperdiçada. No pós parto, quando a mulher não estiver
imunizada e já deu a luz ao primeiro bebê, recomenda-se que, logo
após o nascimento, ainda no período chamado puerpério, a mãe
deverá receber as vacinas indicadas, uma vez que estará
freqüentando centros de vacinação com o seu filho e provavelmente
não deverá engravidar nos próximos meses.
Grande parte delas desconhece a
importância de se estar em dia com o calendário da vacinação
recomendado para elas e as sérias conseqüências de doenças que
podem ser evitadas para si e para o bebê na gravidez.
A vacinação para mulheres que
desejam engravidar está resumida na Tabela 1, publicada nos
Estados Unidos pela CDC (Centers for Disease Control and
Prevention) e ampliada pelo IPGO em um estudo realizado que se
baseou em pesquisa bibliográfica mundial. Por estas pesquisas,
recomenda-se que a imunização deva ser indicada antes do início do
tratamento de infertilidade
Tabela 1: Imunização para
mulheres adultas entre 19 e 45 anos
|
Imunização |
Agente |
Dose |
Administração na gestação |
Puerpério |
Intervalo para outra gestação |
|
Sarampo, Caxumba e Rubéola
(tríplice viral). |
Vacinas vivas atenuadas
|
Uma dose se não houver
confirmação anterior de sorologia negativa |
Não*(B) |
Sim |
1 mês |
|
(Varicela)
Catapora |
Vacinas vivas atenuadas |
Duas doses |
Não*(B) |
Sim |
1 mês |
|
Influenza
(gripe) |
Vacinas inativadas
|
Uma dose no período de
contágio máximo (inverno) Sugestão: entre Abril e Maio |
Sim |
Sim |
Nenhum |
|
Difteria – Tétano –
Coqueluche ou Pertussis (dTaP) |
Vacinas inativadas |
Uma dose a cada 10 anos |
Sim* (A) |
Sim |
Nenhum |
|
difteria -Tétano
(dT) |
Vacinas inativadas |
Uma dose a cada 10 anos |
Sim |
Sim |
Nenhum |
|
Pneumocócica |
Vacinas inativadas |
Dose única para pessoas em
situações especiais de risco. |
Sim |
Sim |
Nenhum |
|
Hepatite A |
Vacinas inativadas |
Duas doses com intervalo de 6
meses |
Sim* (A) |
Sim |
Nenhum |
|
Hepatite B |
Vacinas inativadas
|
Três doses com intervalo de 1
mês entre a 1ª e a 2ª e de 5 meses entre a 2ª e 3ª. |
Sim |
Sim |
Nenhum |
|
Meningocócica |
Vacinas inativadas |
Dose única para pessoas que
tem histórico de contato |
Sim |
Sim |
Nenhum
|
|
Raiva |
Vacinas inativadas |
Dose única para pessoas em
situações de risco muito especiais. |
Sim* (A) |
Sim |
nenhum |
|
Febre Amarela |
Vacinas vivas atenuadas |
Habitantes de áreas endêmicas
ou aos que para elas se dirigem |
Não*(B) |
Sim |
1 mês |
|
HPV |
Modificadas
geneticamente |
Três doses. Suspender no caso
de gestação inesperada |
Não |
Sim |
Após a 3ª dose |
A - Considerar situações de risco
especial B-Vacinas contra-indicadas na gestação: em
situações de exposição, pode-se utilizar imunoglobulina
(imunização passiva)
Dr. Arnaldo Schizzi Cambiaghi
|
|
|
|
Previna-se de cinco doenças
típicas da gestação
Cistite, vulvovaginite,
pré-eclampsia, diabetes gestacional e anemia ferropriva são
algumas das doenças que podem ser desenvolvidas durante o período
gestacional
Enjôos, vômitos, queimação, dores
lombares, fraquezas, desmaios e salivação são alguns dos sintomas
mais comuns relacionados ao início da gestação. Entretanto, no
decorrer da gravidez, a mulher também pode sofrer com outros
problemas de saúde, que precisam de cuidados e tratamentos
especiais.
”Durante o período gestacional, a
futura mamãe não deve se preocupar apenas com o bebê, mas também
consigo mesma. Afinal, seu bem estar influencia diretamente no
desenvolvimento saudável da criança. A mulher precisa estar atenta
a todas as mudanças que ocorrem em seu corpo, além de cuidar de
sua alimentação, atividade física e descanso”, explica a
ginecologista Dra. Rosa Maria Neme (CRM SP-87844), doutora em
Medicina na área de Ginecologia pela Universidade de São Paulo e
Diretora do Centro de Endometriose São Paulo, clínica de São Paulo
especializada no tratamento da doença.
“Como é um período de mudanças
intensas no corpo, para evitar ou mesmo detectar qualquer problema
de saúde. É primordial que a mulher faça o pré-natal, a fim de
impedir qualquer complicação, pois muitas gestantes acabam
desenvolvendo algumas doenças que são típicas da gestação, as
quais podemos prevenir ou tratar precocemente”, afirma a médica.
Para saber quais são estas doenças, as razões que levam ao seu
aparecimento, sintomas e como tratar, entrevistamos a Dra. Rosa
Maria Neme.
Vulvovaginite
O que é: trata-se de uma
manifestação inflamatória ou infecciosa do trato genital feminino
inferior, região que envolve a vulva, a vagina e o colo uterino. A
mais comum delas é a candidíase, causada pelo fungo Cândida
albicans.
Principais sintomas: corrimento, dor
ao urinar, coceira.
Por que surge na gravidez: “Devido à
queda na imunidade da gestante, a cândida, que habitualmente vive
no intestino e faz parte da flora vaginal normal, prolifera e
passa para a vagina provocando a infecção”, explica a Dra. Rosa
Maria Neme.
Como prevenir: higiene adequada e
adoção de medidas que melhorem a imunidade, como atividade física
e alimentação balanceada.
Tratamento: são prescritos cremes
vaginais antifúngicos por até sete dias para aliviar o incômodo.
Não há riscos para a mãe ou o bebê.
Cistite
O que é: infecção das vias
urinárias.
|
Principais sintomas: desejo
freqüente de urinar, sensação de ardor ao urinar, dor no baixo
ventre, sangramento.
Por que surge na gravidez: a
progesterona (hormônio predominante na gravidez) provoca uma
dilatação das vias urinárias que impede a bexiga de se esvaziar
completamente, favorecendo a infecção.
Como prevenir: ingestão de líquidos
e não prender a urina.
Tratamento: o antibiótico é
prescrito após exame de urina para identificar o agente
responsável pela infecção. Se não for tratada rapidamente, esta
doença pode atingir os rins (pielonefrite), provocar ruptura da
bolsa ou até parto prematuro.
Pré-Eclampsia
O que é: aumento da pressão arterial
após o quinto mês de gestação (essa elevação é restrita à
gravidez, após o parto a pressão volta ao normal).
Principais sintomas: inchaço, espuma
na urina, dor de cabeça e de estômago, convulsão, dores
abdominais, vista embaralhada.
Por que surge na gravidez: ainda não
se sabe, mas está relacionada à presença da placenta.
Como prevenir: acompanhamento
pré-natal, principalmente no final da gestação. Nos casos mais
graves, que podem evoluir para a eclampsia, o médico pode
antecipar o parto, pois há risco de morte para a mãe e o bebê;
Tratamento: repouso, controle da
pressão arterial, medicamento e dieta com pouco sal.
Diabetes Gestacional
O que é: alteração nas taxas de
açúcar no sangue que aparece ou é detectada pela primeira vez na
gestação. Pode persistir ou não depois do nascimento do bebê.
Principais sintomas: sede, aumento
na quantidade de urina, náusea, vômito, infecções freqüentes,
visão embaçada.
Por que surge na gravidez: ainda não
há um consenso. Dentre os fatores de risco estão histórico
familiar de diabetes, obesidade ou excesso de peso na gravidez, um
filho anterior com peso acima de 4 quilos ou deformação congênita,
pré-eclampsia e idade avançada materna.
Como prevenir: controle do peso e
exame de sangue.
Tratamento: dieta adequada e,
eventualmente, injeções de insulina. “Quando descompensado, o
diabetes gestacional pode antecipar o parto ou até mesmo provocar
a morte do feto”, diz a especialista. O exame para detectar o
diabetes gestacional deve ser feito entre a 24ª e a 28ª semana da
gestação.
Anemia Ferropriva
O que é: deficiência de ferro que
interfere na formação de hemoglobina e glóbulos vermelhos.
Principais sintomas: fraqueza,
palidez, falta de fôlego, sono excessivo.
Por que surge na gravidez: dieta
inadequada, falta de reposição de ferro e diluição natural do
sangue na gestação, dado ao aumento de retenção de líquido.
Como prevenir: suplementação de
vitaminas e dieta balanceada, rica em agrião, espinafre, lentilha,
feijão branco, frutas secas, gema de ovo, fígado, escarola, melão,
abacate, entre outras fontes de ferro.
Tratamento: medicamento oral ou
injetável à base de ferro e dieta balanceada.
|
|
|
|
Síndrome de alcoolismo fetal
causa danos permanentes no bebê
A doença é muito comum e
dificilmente diagnosticada
Segundo estudos da organização
mundial da saúde (OMS), 12 mil bebês nascem com a SAF (Síndrome de
Alcoolismo Fetal) por ano. A organização não-governamental The
National Organization on Fetal Alcohol Syndrome (Nofas) apresentou
uma pesquisa em que cerca de 40 mil crianças por ano em todo o
mundo sofrem de SAF, número que supera doenças como Síndrome de
Down e distrofia muscular. No Brasil, não existe nenhum dado
oficial que determine quantos bebês são atingidos pela doença, mas
o número de casos pode ser muito grande, já que na maioria das
vezes não é diagnosticada.
|
Com o consumo excessivo de bebida
alcoólica, a substância é absorvida pelo bebê através da placenta,
e é responsável por grande parte das deficiências apresentadas
pelos recém nascidos. Após o nascimento, surgem alguns sintomas,
que são conhecidos como EAF (efeitos do álcool no feto) e os mais
comuns são: baixo peso ao nascer, disformismo facial (lábio
superior mais fino, cabeça menor do que a média), má formação de
alguns órgãos e dificuldade em desenvolver habilidades, como a
fala e a coordenação motora.
Segundo o Dr.Jorge Huberman,
pediatra e neonatologista do Instituto Saúde Plena e do Hospital
Albert Einstein, tudo o que a grávida absorve, seja alimentação,
bebidas ou drogas, é levado diretamente ao organismo do feto, o
que pode trazer benefícios ou danos à saúde do bebê.
“É importante que as mães saibam que
qualquer quantidade de álcool ingerida pode trazer riscos à saúde
do bebê, e isso também vale para medicamentos e outras drogas”,
explica Dr. Huberman.
Para que a SAF seja diagnosticada, é
necessário que o pediatra seja informado dos hábitos da mãe na
gravidez e se existe histórico de alcoolismo na família. De acordo
com o Dr. Huberman, o tratamento varia de acordo com cada caso, já
que cada criança apresenta sintomas específicos.
|
|
|
|
Dores na coluna se agravam com a
maternidade
Muitas grávidas têm dores
lombares, sintoma que se agravam ao cuidar do bebê
A maternidade é um dos momentos mais
importantes na vida de uma mulher. Porém, antes e depois da
chegada da criança, uma série de transformações físicas podem
comprometer o bem-estar da mamãe. A dor lombar é uma delas.
O problema surge pelo aumento do
volume abdominal que puxa a lombar à frente acentuando a lordose -
desvio da postura corporal, resultando em dificuldade para se
equilibrar e andar, principalmente se o sobrepeso estiver
associado.
Após o nascimento, com a musculatura
ainda fragilizada, a situação pode se agravar, pois a mulher tende
a desenvolver má postura ao carregar e pegar o filho no berço, ao
dar banho e no momento de alimentá-lo, gerando mais sobrecarga
para coluna e, consequentemente, mais dor.
"É aconselhável que a mulher faça
atividade física durante a gestação e após o parto e aprenda a ter
uma postura correta ao lidar com o bebê. Nos casos de dor intensa
e prolongada, é necessário buscar avaliação médica e
fisioterápica, pois hoje existem recursos e equipamentos muito
efetivos para o tratamento destas alterações", afirma Felipe
Nicodemos Semaan, fisioterapeuta da ASC - American Spinal Care -
clínica especializada na reabilitação de problemas crônicos da
coluna.
|
|
|
|
A importância da vitamina D na
gestação
Mulheres gestantes devem ter sua
vitamina D medida no início da gestação. As gestantes que
apresentarem níveis baixos de vitamina D devem receber
suplementação e serem acompanhadas por especialistas. É o que nos
revela um estudo publicado pelo MJA, Medical Journal of Austrália.
Este estudo mostrou que mulheres com
diabetes gestacional frequentemente apresentam baixos níveis de
vitamina D. Potencialmente isso pode levar a uma deficiência na
formação óssea e gerar ossos fracos nos bebês. Este trabalho
acompanhou 147 mulheres com diabetes gestacional entre fevereiro
de 2007 e fevereiro de 2008, e revelou que mais de 40% das
mulheres gestantes apresentavam baixos níveis de vitamina D. Os
piores resultados foram encontrados em gestantes morenas e negras.
Sabemos haver uma relação direta e
bem estabelecida entre a deficiência de vitamina D materna à
presença de deficiência de vitamina D fetal, bem como os níveis de
cálcio e o raquitismo na infância. São vários os estudos que
demonstram também que há relação direta da deficiência da vitamina
D e a pré-eclampsia, a hipertensão arterial, maiores taxas de
cesarianas e maior número de nascimentos prematuros. Há pelo menos
4 estudos clássicos mostrando a relação direta dos níveis de
vitamina D e a sensibilidade insulínica e risco de diabetes.
Este alarmante número de 41% de
deficiência de vitamina D é inaceitável e mostra que a deficiência
de vitamina D deve ser tratada como um relevante problema de saúde
pública, lembrando que a reposição desta vitamina é eficaz,
efetiva e de baixo custo, bem como sua dosagem é rápida e de fácil
realização.
*Informações atualizadas de
acordo com os resultados do 4T10 Proforma.
Mauro Scharf
|
|
|
|
Gravidez na adolescência pode
aumentar chances de morte do bebê no parto
Além disso, estudo mostra que
mães com histórico de violência doméstica ou que não realizaram
acompanhamento neonatal adequado também têm riscos de perder o
filho.
De acordo com estudo publicado nos
Cadernos de Saúde Pública, engravidar na adolescência, ser vítima
de violência doméstica e sofrer com doenças durante a gravidez são
fatores que podem aumentar os riscos de morte do bebê logo após o
nascimento. O trabalho é da autoria de Elaine Fernandes Viellas de
Oliveira, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca
(Fundação Oswaldo Cruz) e colegas e foi disponibilizado na edição
de março de 2010.
Conforme explicam os pesquisadores,
para coleta de dados, foi realizado levantamento que fez parte do
Estudo da Morbi-mortalidade e da Atenção Peri e Neonatal no
Município do Rio de Janeiro, desenvolvido com uma amostra de mães
que deram à luz em maternidades do município, entre julho de 1999
e março de 2001. Eles afirmam que foram realizadas 10.072
entrevistas. No total, eles atestam que foram selecionadas 47
instituições: 12 compuseram o primeiro estrato amostral,
correspondendo a 34,8% dos partos; 10, o segundo estrato,
correspondendo a 34,4% dos partos; e 25, o terceiro, com 30,8% dos
partos. Ainda segundo eles, as perdas contabilizaram 4,5% do total
de partos ocorridos, sendo os principais motivos a alta precoce da
mãe ou sua recusa em participar da pesquisa. |
Os autores revelam que “das 9.041
puérperas que permaneceram no estudo, 22% eram adolescentes, com
idade entre 12 e 19 anos. Dentro desse grupo, a proporção de mães
que tiveram filhos antes dos 16 anos foi de 2,5%. A média de idade
foi de 17,4 anos para as mães adolescentes e 26,3 para puérperas
entre 20 e 34 anos”. Em relação aos óbitos, “foram identificadas
diferenças importantes: as mães das crianças que vieram a falecer
apresentaram maior frequência de cor da pele preta ou parda, de
episódios de agressão física na gestação, de morbidades
pré-gestacionais e durante a gestação”. Ainda quanto à
escolaridade e à idade da mãe, segundo a pesquisa, “as médias
foram mais baixas dentre as puérperas que tiveram, como desfecho,
os óbitos dos seus bebês”.
Para os autores, “os resultados
obtidos reafirmam, no município do Rio de Janeiro, a contribuição
de fatores socioeconômicos, assistenciais e psicossociais, das
características maternas e da criança na determinação dos óbitos
fetais e infantis”. Além disso, “as desigualdades raciais
tornam-se expressão de disparidades sociais, sendo fatores
condicionantes da maior dificuldade de acesso aos serviços e
cuidados de saúde. O efeito protetor em relação ao óbito neonatal
para os filhos de mulheres brancas é fato documentado na
literatura, ainda quando controlado pelas condições
socioeconômicas”. No entanto, eles garantem que foi verificada
“uma tendência maior de óbitos no primeiro ano de vida à medida
que diminuía a idade materna, apresentando um efeito direto sobre
os óbitos pós-neonatais e um efeito indireto, intermediado por
outras variáveis, sobre os neonatais”.
Agência Notisa (science
journalism – jornalismo científico)
|
|
|
|
Miomas uterinos podem ser
tratados com embolização
Diferente das técnicas
convencionais, que retiram o útero para cuidar dos miomas
uterinos, o tratamento, pouco conhecido pela população, garante
recuperação em 24 horas e a mulher pode engravidar após um ano.
Nove em cada dez mulheres desejam
engravidar, planejar a vinda do bebê com cuidado e dedicação. À
espera do primeiro, segundo, terceiro filho é sempre um momento de
muita ansiedade e as futuras mamães aguardam ansiosamente para que
o resultado do teste de gravidez seja positivo. Porém, até 50% das
mulheres podem apresentar miomatose uterina. Os miomas são tumores
benignos presentes em diversos órgãos do organismo, mas ocorre com
maior freqüência no útero, causando uma grande preocupação nas
mulheres em idade gestacional.
A causa é desconhecida, mas sabe-se
que os miomas originam-se de uma única célula, que começa a se
multiplicar desordenadamente, e origina o tumor. Por isso,
acredita-se que exista alguma base genética para o seu
desenvolvimento e pode ser devido a isso que ele seja mais comum
nas mulheres negras e que apresente uma tendência a acometer
mulheres da mesma família.
Há uma técnica chamada Radiologia
Intervencionista, também conhecida como minimamente invasiva para
tratar o mioma uterino, o cirurgião utiliza a técnica de punção de
uma artéria da virilha da mulher e com cateteres finos, entope os
miomas. |
Assim, uma vez sem alimento os
miomas morrem aos poucos e desaparecem em alguns meses. O
pós-operatório no hospital é de 24 horas para manejos da dor que
duram, em média, de 10 a 12 horas. Já em casa, a paciente pode
sentir uma cólica menstrual de 2 a 3 dias.
Segundo o radiologista
intervencionista, Henrique Elkis, numa doença benigna como os
miomas uterinos, não há necessidade de cirurgias que fazem a
retirada do útero. “Muitas vezes as mulheres estão em idade fértil
e por ser uma doença benigna, dos 50% das mulheres que têm
miomatose uterina, metade deveria ser tratado, cerca de 20 a 25%.
É uma alternativa saudável e eficaz a embolização”.
Técnicas convencionais para
retirada do útero
Além da embolização, há ainda, três
tipos de tratamento convencionais para o mioma uterino, que
impedem a mulher de engravidar. Os procedimentos convencionais são
a miomectomia e a histerectomia. A primeira técnica, a miomectomia
é uma cirurgia para retirada dos miomas com videolaparoscopia ou
corte e as pacientes não conseguem engravidar.
Já a histerectomia é uma cirurgia de
médio para grande porte para retirada do útero, no Brasil
aproximadamente 200 mil mulheres fazem esse procedimento, não
podendo mais engravidar. Por fim, os ginecologistas indicam o
tratamento clinico com anticoncepcionais, devido ao baixo custo e
à facilidade de acesso. Os anticoncepcionais combinados de baixa
dosagem, ou seja, compostos por estrogênio e progesterona, são os
ideais. Eles mantêm um estado hormonal ligeiramente inferior ao
estado hormonal fisiológico, que, usados em pacientes
assintomáticas ou oligossintomáticas (com poucos sintomas), podem
impedir ou retardar o crescimento dos miomas.
Henrique Elkis
|
|
|
|
Reprodução assistida possibilita
a preservação da fertilidade em pacientes com câncer
Estima-se que, nos EUA, sejam
registrados anualmente cerca de 70 mil casos de câncer entre
pessoas de 19 a 35 anos, quando a mulher ainda está em sua idade
reprodutiva. No Brasil, não há dados por faixa etária que mostrem
a realidade dos jovens com câncer em todo o país. Mesmo assim, a
experiência nos consultórios e hospitais brasileiros nos mostra
que a nossa realidade não deve ser tão diferente.
Quando o câncer afeta uma paciente
jovem, é preciso observar algumas peculiaridades dessa fase da
vida. Muitas mulheres ainda não tiveram filhos e alguns
medicamentos podem prejudicar o seu sistema reprodutivo.
Dependendo do tipo de tumor é possível combinar remédios menos
invasivos. Mas, se for impossível preservar a fertilidade destas
pacientes, as técnicas de reprodução assistida podem auxiliar
estas mulheres.
Hoje, os tratamentos de reprodução
assistida permitem tanto a preservação da fertilidade da paciente
com câncer, quanto à obtenção da gestação, após o tratamento
oncológico. Em cada caso, a equipe multidisciplinar que atende
esta jovem paciente definirá a melhor opção terapêutica. “É cada
vez mais importante a atuação conjunta da área de reprodução
humana com o oncologista, sempre visando preservar e restaurar a
fertilidade do paciente”, afirma o Dr. Eduardo Motta, especialista
em Reprodução Humana do Grupo Huntington de Medicina Reprodutiva.
|
Técnicas para preservar a
fertilidade em pacientes com câncer
Congelamento de óvulos -
Atualmente, a melhor técnica é através do processo de vitrificação.
As taxas de sucesso com o novo método aumentaram 90%. O maior
problema enfrentado na técnica anterior era a formação de cristais
de gelo, que danificavam o óvulo no processo de descongelamento.
Cerca de 50% do total de óvulos congelados eram perdidos.
Congelamento do tecido ovariano -
Outra opção para pacientes com câncer que não podem esperar pelo
tempo de tratamento para indução da ovulação, coleta e
congelamento do óvulo é o congelamento do tecido ovariano, que
pode ser aplicada também em adolescentes e em pacientes que os
hormônios podem piorar a doença. Ela consiste na retirada de um
dos ovários ou parte dele, que será fragmentado e congelado em
pequenos grupos e reimplantado após a cura.
Congelamento de embriões - Os
embriões resultantes de técnicas de FIV (Fertilização in Vitro)
podem ser criopreservados para implantação no útero materno após a
realização do tratamento contra o câncer. A FIV consiste na união,
em laboratório, de óvulos e espermatozóides para a formação do
embrião.
Abordagem médica
Outro momento delicado diz respeito
à abordagem no momento do diagnóstico de câncer. Informações sobre
fertilidade ainda são muito escassas nessas horas. “As pacientes
precisam ser informadas sobre os riscos de infertilidade ao se
submeterem a um tratamento oncológico e saber que existem
protocolos de atuação seguros”, defende o Dr. Motta. Dados apontam
que 50% das pacientes estudadas não ficaram satisfeitas com as
informações que receberam. Em todos os casos, é fundamental o
acompanhamento de uma equipe especializada em reprodução humana
para suporte às decisões mais adequadas.
|
|
|
|
Grupo BIOFAST informa sobre os
exames que devem ser realizados para detectar Doenças Sexualmente
Transmissíveis
Segundo o Ministério da Saúde,
aproximadamente 10,3 milhões de brasileiros já tiveram algum sinal
ou sintoma de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) -- 6,6
milhões de homens e 3,7 milhões de mulheres. A Pesquisa de
Conhecimentos, Atitudes e Práticas da População Brasileira de 15 a
64 anos, realizada pelo órgão público, também aponta que 18% dos
homens e 11,4% das mulheres não procuram nenhum tipo de
tratamento.
Doenças como sífilis, cancro mole,
candidiase, herpes, gonorréia, HPV e hepatite B fazem parte das
DSTs. Até hoje, a camisinha é um dos melhores métodos para evitar
as Doenças Sexualmente Transmissíveis.
|
O Grupo BIOFAST alerta a sociedade
sobre a importância da realização de exames para detectar algumas
destas doenças. De acordo com o Dr. Wilson Rodrigues, farmacêutico
da empresa, ao notar os sintomas, o primeiro passo é procurar o
serviço de saúde o mais breve possível. “O médico irá realizar
perguntas sobre a saúde do paciente e também examinará seu órgão
genital, pois precisa avaliar a região afetada e obter informações
sobre seus hábitos e sua vida sexual. Após este procedimento,
poderão ser solicitados exames para confirmar o diagnóstico de
algumas doenças, porém, o médico é capaz de vizualizar parte delas
imediatamente”, explica.
O diagnóstico para detectar doenças
como sífilis, hepatite B, candidíase, gonorréia e AIDS é realizado
por meio de exame laboratorial. O resultado pode ser obtido em
diversos procedimentos e com diferentes exames de sangue e testes
sorológicos, que detectam o antígeno ou anticorpos que causam as
variadas patologias. Há também os exames que pesquisam bactérias e
fungos “Os sintomas não aparecem instantaneamente, muitas vezes o
paciente passa dias e até meses sem saber que está com o problema.
O exame laboratorial confirma o diagnóstico para que o médico
possa iniciar o tratamento. A realização dos exames traz maior
segurança e tranquilidade ao paciente”, afirma o especialista.
|
|
|
|
Pequenos hábitos podem ser
prejudiciais para o crescimento da face
Comportamentos ligados aos atos de
sucção e mastigação como: usar a chupeta ou a mamadeira por tempo
demais, chupar o dedo, morder constantemente objetos, as bochechas
e lábios, roer as unhas, o apertamento dos dentes durante o sono,
com ou sem rangido, podem ser nocivos ao crescimento da face.
Porém, a postura corporal também
pode ter influência, principalmente a posição inadequada da cabeça
e do pescoço. Da mesma forma, o jeito de deitar na hora de dormir
pode ser outro um problema.
O ortodontista, ortopedista-facial e
professor convidado da Universidade Federal do Paraná, na área de
pós-graduação Gerson Köhler, diz que existem ainda os chamados
distúrbios miofuncionais, que costumam estar invariavelmente
ligados à respiração feita pela boca, quando existem impedimentos
da passagem do ar pelo nariz ou pela nasofaringe, região onde
existe a adenóide, um tecido esponjoso que pode fechar a parte de
trás das narinas.
|
“Este procedimento altera a posição
da base da língua e da mandíbula. Com isso, a musculatura da face
muda sua forma de trabalhar, e como tem ação de tração sobre os
ossos, o rosto começa a ser moldado da maneira errada. Este
quadro, muitas vezes, está ligado também às alergias nasais”,
explica Köhler.
Aliás, as alergias – rinitosas - que
interferem no mecanismo respiratório e estimulem a chamada
respiração de suplência, feita pela boca, desequilibram a atuação
dos músculos faciais, que desviarão o desenvolvimento ósseo
maxilar a mandibular do padrão correto. Consequentemente, os
dentes nascerão em posições desorganizadas.
Köhler afirma que o padrão e a
qualidade corretos da respiração são a chave do desenvolvimento
normal do rosto humano. “Em casos de alergia, o tratamento se dará
em contexto interdisciplinar, desde que diagnosticado
precocemente. A terapia pode envolver médicos
otorrinolaringologistas, alergologistas, pediatras, fonoaudiólogos
e odontopediatras, além do ortodontista e ortopedista facial”,
finaliza.
|
|
|
|
Esquecer de tomar a pílula
anticoncepcional pode aumentar o índice de falha de 0,3% para 8%
Estudo aponta que de 65% a 80%
das mulheres esquecem-se de tomar pelo menos um comprimido por
ciclo. Especialista alerta sobre a importância de conhecer hábitos
e histórico da paciente antes de decidir por um método
contraceptivo
Envolver-se com as atividades da
vida cotidiana, estar fora de casa, viajar e se estressar por
causa do trabalho ou da escola são os principais fatores que
afetam a adesão das usuárias aos contraceptivos orais. Esses
fatores levam ao esquecimento ou atraso da tomada do comprimido,
afetando a sua eficácia e, consequentemente, aumentando a chance
de gravidez.
O índice de falha de um
contraceptivo (número de gestações por 100 mulheres que utilizam o
método no período de um ano), segundo a Organização Mundial de
Saúde (OMS), pode ser classificado como teórico e prático, cuja
diferença é determinada, fundamentalmente, pela atitude e pela
adesão das mulheres. No primeiro caso, se a pílula for
administrada conforme as indicações da bula, seu índice de falha é
de 0,3% em média. Mas, na prática, o chamado índice de falha real,
que é influenciado pelo comportamento da usuária, pode chegar até
8%.
Segundo o Dr. Luciano Pompei,
assistente da Disciplina de Ginecologia da Faculdade de Medicina
do ABC e coordenador de Diretrizes da Febrasgo, o índice teórico é
obtido por meio de estudos clínicos, quando as mulheres são
monitoradas rigorosamente e devem obedecer a um calendário,
dificultando o esquecimento. “Esse índice é extremamente
importante, pois sabemos qual a chance de falha atribuída
exclusivamente ao método. Mas o que observamos na prática diária é
que, na vida real, às vezes, as condições não são as ideais por
causa da jornada tripla da mulher e de alguns hábitos da vida
moderna. Até a balada pode atrapalhar, porque pode influenciar no
horário em que a mulher toma a pílula.”
Os estudos clínicos mostram que logo
no primeiro mês de uso da pílula anticoncepcional, aproximadamente
47% das mulheres esquecem-se de tomar o comprimido ao menos uma
vez. Em três meses de administração, mais de 50% das pacientes já
esqueceram três ou mais pílulas ao mês. Um outro estudo aponta
que, de 65% a 80% das mulheres deixam de tomar pelo menos uma
pílula por ciclo.
|
Em um levantamento com mais de 27
mil espanholas, que usavam método combinado, cerca de 61,9% das
entrevistadas responderam que se esqueceram ou atrasaram o uso do
contraceptivo, 32,2%, de colocar o adesivo contraceptivo e apenas
12,6%, de por o anel contraceptivo.
Por isso o Dr. Pompei faz um alerta:
“é muito importante conhecer os hábitos e o histórico da paciente.
Se ela costuma esquecer-se de tomar a pílula, por exemplo, é
preciso informá-la sobre outros métodos contraceptivos, como o
anel contraceptivo, o adesivo, o injetável e o DIU, que se
encaixam melhor no seu perfil e dependem menos da memória, caso
ela não tenha outras restrições, como algumas doenças. A escolha
do contraceptivo, que deve ser feita sob a orientação do
ginecologista, deve se basear ainda na expectativa da mulher, na
etapa da vida reprodutiva em que ela se encontra, na sensibilidade
individual aos hormônios e nos fatores que influenciam a absorção
do medicamento a ser utilizado.”
O anel contraceptivo vaginal (etonogestrel
+ etinilestradiol), um dos métodos indicados para mulheres nesse
perfil, é um pequeno aro flexível de um tipo de plástico chamado
EVA (copolímero de etileno vinil acetato) que, quando colocado na
vagina, libera continuamente baixas doses de hormônios (estrogênio
e progestagênio por 21 dias), inibindo a ovulação e evitando a
gravidez. A vantagem do método é que a mulher só precisa se
preocupar com a contracepção uma vez ao mês, o que reduz bastante
as falhas por esquecimento.
Fabricado pela MSD e eleito a
invenção do ano no segmento farmacêutico no seu lançamento, o anel
é tão eficaz quanto as pílulas mais modernas e, por possuir ainda
uma baixa dose de hormônios, permite um excelente controle do
ciclo menstrual e um baixo índice de efeitos colaterais, pois são
absorvidos pela parede vaginal entrando diretamente na circulação,
evitando a passagem pelo estômago e a metabolização pelo fígado.
Segundo estudos clínicos, 97% das mulheres nunca ou raramente
tiveram dificuldade de inserir ou remover o anel.
Outras consequências
Esquecer a pílula durante o ciclo
pode gerar efeitos importantes sobre o bem-estar emocional da
usuária, levando a mais buscas de orientação médica e à utilização
de pílulas anticoncepcionais de emergência (PAEs).
“A PAE tem um papel muito importante
na contracepção, mas ela deve ser usada, como o próprio nome já
diz, em casos de emergência. O problema é que não há evidência
científica suficiente que mostre que a PAE tenha a mesma eficácia
nos casos de esquecimento da pílula anticoncepcional comum e,
consequentemente, não é possível garantir a segurança”, explica o
ginecologista.
Outros fatores que podem influenciar
na falha, além do comportamento da usuária, são a utilização de
outros tipos de fármacos, que podem causar interação
medicamentosa, e problemas gastrointestinais, que, às vezes,
provocam vômitos e diarreias, causando a eliminação do
contraceptivo antes de sua absorção total.
Fonte: MSD
|
|
|
|
Uso de analgésicos pela gestante
pode interferir na fertilidade dos filhos homens
Os pesquisadores descobriram que
as mulheres sub-relatam o uso de analgésicos, porque elas não
consideram analgésicos leves , “medicamentos”
Novas evidênc ias científicas
sugerem que o uso de analgésicos leves - tais como a aspirina, o
paracetamol e o ibuprofeno - pode ser a causa para o aumento de
distúrbios reprodutivos do sexo masculino, nas últimas décadas.
Uma pesquisa - Intrauterine exposure
to mild analgesics is a risk factor for development of male
reproductive disorders in human and rat, by David M. Kristensen -
publicada na revista Human Reproduction revela que mulheres que
tomaram uma combinação de mais de um analgésico durante a
gravidez, ou que tomaram o medicamento, durante o segundo
trimestre de gestação, tiveram um risco maior de dar à luz a
filhos com testículos que não desceram, doença que conhecemos como
criptorquidismo, uma condição que é conhecida por ser um fator de
risco para a baixa qualidade seminal e para o câncer de células
germinativas testiculares na vida adulta.
Para realizar o estudo,
pesquisadores da Dinamarca, Finlândia e França acompanharam dois
grupos de mulheres na Dinamarca e na Finlândia. Ao nascer, os
meninos foram examinados em busca de todos os sinais de
criptorquidia, que vão desde uma forma leve da doença, na qual o
testículo está localizado no alto do escroto, a uma forma mais
grave, em que o testículo é tão alto no abdômen, que não é
palpável. A prevalência de criptorquidia foi menor na Finlândia
(2,4%) em comparação com a Dinamarca (9,3%).
A pesquisa revelou que mulheres que
utilizaram mais de um analgésico simultaneamente (por exemplo,
paracetamol e ibuprofeno) tiveram um risco sete vezes maior de dar
à luz a meninos com algum tipo de criptorquidismo, em comparação
com mulheres que não tomaram nenhum medicamento durante a
gestação. |
“Isto se dá porque os analgésicos
interrompem a produção dos andrógenos, levando a um abastecimento
insuficiente do hormônio masculino, testosterona, durante um
período crucial da gestação, quando os órgãos masculinos estão se
formando”, explica o Prof° Dr° Joji Ueno, ginecologista, diretor da Clínica GERA.
O segundo trimestre é momento mais
sensível da gestação. Qualquer uso de analgésicos, neste momento
da gravidez, mais do que dobrou o risco de criptorquidia. Do uso
individual de a nalgésicos, o ibuprofeno e a aspirina aumentaram,
aproximadamente em quatro vezes, o risco de criptorquidia. O
paracetamol apresentou uma duplicação do risco. E o uso simultâneo
de mais de um analgésico, durante o segundo trimestre da gestação,
aumentou o risco em 16 vezes.
Segundo Henrik Leffers, cientista do
Rigshospitalet, em Copenhague (Dinamarca), que liderou a pesquisa,
“se a exposição aos desreguladores endócrinos é o mecanismo por
trás dos problemas crescentes de saúde reprodutiva entre os
homens, no mundo ocidental, esta pesquisa sugere que uma atenção
especial deve ser dada ao uso de analgésicos durante a gravidez,
pois este pode ser um dos principais motivos para os problemas que
enfrentamos, hoje”, destaca.
Os autores da pesquisa destacam
também um aumento significativo na incidência de criptorquidia
congênita nas últimas décadas, notadamente na Dinamarca, onde os
casos aumentaram de 1,8% em 1959-1961, para 8,5% em 1997-2001.
"Embora seja nece ssária cautela
sobre um eventual excesso ou exagero no uso de analgésicos leves,
eles são a maior fonte de exposição das gestantes a desreguladores
endócrinos. A utilização destes compostos pode afetar, em larga
escala, a população mundial”, diz Joji Ueno.
Os pesquisadores reforçam a
necessidade de mais estudos epidemiológicos sobre o tema.
“Enquanto isto, os ginecologistas podem reconsiderar a prescrição
de analgésicos a mulheres grávidas. As próprias pacientes podem
tentar reduzir o uso destes medicamentos durante a gravidez, em
vista das conseqüências. Mas como cada caso é único, apenas o
médico que acompanha o pré-natal da paciente pode aconselhá-la
sobre a melhor medida a ser adotada", destaca o diretor da Clínica
GERA.
|
|
|
|
Alguns componentes do filtro
solar devem ser evitados durante a gestação
De acordo com estudo
realizado na Universidade de Zurique, 85,2% das mães, analisadas
após a gestação, possuíam alguns componentes do filtro solar no
leite materno. Por esta razão, o fotoprotetor deve ser escolhido
criteriosamente, ou seja, livre de algumas substâncias tóxicas.
Alguns dos ativos que fazem parte da composição dos filtros
solares podem ser encontrados no leite humano, e sua presença está
relacionada com o uso de cosméticos e de fotoprotetores durante a
gestação, segundo estudo recentemente realizado na Universidade de
Zurique, na Suíça. Esta pesquisa é uma das primeiras a demonstrar
que uma série de componentes tóxicos (conhecidos mundialmente como
POPs ou poluentes orgânicos persistentes) podem ficar intactos por
longos períodos de tempo no ambiente e permanecer acumulados nos
tecidos gordurosos dos organismos vivos, dentre eles o corpo
humano.
Os cientistas suíços, liderados por
Margret Schlumpf, confirmaram a presença de oito filtros UV em
amostras de leite humano (incluindo os conhecidos filtros 4-metilbenzilideno
cânfora (4-MBC), 3-benzilideno cânfora (3-BC) e octocrileno (OC).
Amostras de leite foram retiradas de 54 mães durante os meses
seguintes ao nascimento. O professor de Cosmetologia e Diretor da
IPUPO CONSULT, consultoria especializada no desenvolvimento de
nutricosméticos para o mercado brasileiro, Maurício Pupo, observa
que, de acordo com as resultados obtidos, detectou-se a presença
de filtros UV em 85,2% das amostras do leite materno.
Alguns estudos em animais mostram
que os filtros solares orgânicos 4-MBC e 3-BC são claramente
tóxicos para a reprodução e podem desequilibrar o comportamento
sexual feminino, alterar o tamanho da próstata e causar alguns
desequilíbrios endocrinológicos. |
“O que mais surpreendeu nesse estudo
é que os dados observados da presença destes compostos se referem
principalmente a dois dos filtros solares mais frequentemente usados no mercado: o 4-MBC (4-metil benzelideno
cânfora) e o OC (octocrileno)”, comenta o cosmetólogo. Portanto, o
ideal é identificar a composição detalhadamente nas embalagens dos
produtos.
Já outro estudo realizado por
pesquisadores da Universidade de Estocolmo, na Suécia, afirma que
os hábitos alimentares podem influenciar a absorção e acúmulo
destes poluentes orgânicos no organismo humano. O que não se
sabia ainda, entretanto, era se os filtros solares podiam ser
compostos que se acumulavam no organismo da mesma maneira que os
POPs. Esta nova pesquisa confirmou este fato: os filtros solares
são compostos que se acumulam no organismo humano, e podem então
ser considerados uma nova classe de poluentes orgânicos
persistentes.
Opção segura
Como o uso de filtros solares é necessário para prevenção de
câncer da pele, ceratose actínica, fotoenvelhecimento e melhora de
sintomas de algumas doenças da pele, é muito importante que, ao
invés de deixar de utilizá-los, os consumidores optem por produtos
cada vez mais seguros.
Para Pupo, a melhor opção é escolher
fotoprotetores sem os filtros classificados como POPs, cujos
efeitos tóxicos já foram comprovados. “Por isso, deve-se
priorizar, durante a gestação, os fotoprotetores físicos 100%
minerais, um novo conceito em proteção solar que oferece grande
segurança ao consumidor, pois praticamente não apresenta risco de
absorção pelo organismo. Eles são formulados exclusivamente com o
dióxido de titânio e o óxido de zinco que, em testes em amostras
de pele humana, demonstraram não penetrar através da pele, podendo
então ser considerados muito mais seguros”, explica. Pupo alerta,
no entanto, que em alguns casos, esses fotoprotetores podem deixar
a pele do consumidor ligeiramente “branca”, quer dizer, o chamado
“efeito-fantasma”.
“Os fotoprotetores, assim como todos
os cosméticos, devem sempre trazer benefícios à nossa pele e a
nossa saúde; então, vamos fazer escolhas que, além de serem
melhores para o meio ambiente, ainda não coloquem em risco a nossa
saúde e principalmente a saúde das crianças”, finaliza.
Fonte: Professor Maurício Pupo
|
|
|
|
Reprodução Assistida não
interfere no tipo de parto
Fertilização assistida, riscos ao
nascer e gestão obstétrica
Engravidar naturalmente ou com o
auxílio das técnicas de reprodução humana assistida não tem efeito
algum sobre o parto. A conclusão consta do estudo de pesquisadores
da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia (NTNU),
liderados por Liv Bente Romundstad.
O grupo Romundstad analisou o
registro de gravidez de 1,2 milhão de mulheres norueguesas, cujos
partos foram informados ao Registro de Nascimento de Medicina da
Noruega, entre 1984 e 2006. Deste contingente, 8.229 foram
gravidezes resultantes do emprego de tecnologia de reprodução
assistida.
|
A Noruega tem uma base de dados
única, propícia para estudar os resultados dos partos e comparar
dados. O Registro Médico de Nascimentos do País contém dados de
todos os nascimentos noruegueses, desde 1967.
E a partir de 1984, quando foram
registrados nascimentos resultantes do emprego das técnicas de
reprodução humana assistida, além dos registros dos nascimentos,
há também o registro do acompanhamento destas gestações, o que
documenta o modo como o governo norueguês trata estas mães.
Segundo o estudo de Romundstad, a
taxa de cesáreas observada nos dois grupos de mulheres foi
bastante semelhante. Em uma série de artigos publicados nas
revistas The Lancet e Human Reproduction, os pesquisadores
afirmaram que não encontraram diferenças - peso ao nascer, idade
gestacional, risco de serem pequenos para a idade gestacional e
parto prematuro - entre os bebês de mulheres que conceberam
espontaneamente e os de mulheres que conceberam, após a
fertilização assistida.
http://www.ntnu.edu/news/assisted-reproduction
|
|
|
|
Exame de sangue na gestação
permite saber o sexo do bebê com oito semanas de gestação
Delboni Auriemo e Lavoisier
oferecem o teste que detecta o sexo do feto por meio de análise
cromossômica
Após a confirmação da gravidez, a
grande dúvida é o sexo do bebê. Com o objetivo de antecipar essa
descoberta aos futuros papais e mamães, a medicina apresenta
constantemente novas tecnologias como o teste de sexagem fetal,
que permite identificação do sexo da criança a partir da oitava
semana ou segundo mês de gravidez.
Tudo acontece por meio do DNA fetal,
que possibilita uma análise cromossômica detalhada. Para entender
melhor é preciso voltar às aulas de biologia onde aprendemos que o
ser humano possui 46 cromossomos e o que diferencia os sexos são
os cromossomos X (feminino) e Y (masculino). A composição dos
cromossomos sexuais das mulheres é XX e dos homens XY. Portanto, o
“Y” é ausente na mulher. No diagnóstico do sexo genético fetal são
utilizadas sondas moleculares específicas para segmentos de DNA
existentes apenas no cromossomo “Y” que é exclusivo do sexo
masculino. Estando presente o segmento de DNA masculino, assume-se
que o feto é do sexo masculino. Se o feto for do sexo feminino o
segmento de DNA do cromossomo “Y” não será encontrado.
O índice de acerto do teste de
sexagem fetal está associado à idade gestacional. Até a 8ª semana
de gravidez a certeza do teste para o sexo feminino é de 74% e do
masculino 99%. Já da 8ª a 10ª semana, o índice de acerto é 99%
para ambos os sexos.
Atualmente cerca de até 5% dos
testes podem apresentar resultados inconclusivos, sendo necessário
coletar uma segunda amostra de sangue da gestante para a obtenção
do resultado definitivo. Os resultados inconclusivos estão
relacionados a questões técnicas na realizaçao do teste.
Existem algumas situaçoes que podem
gerar dificuldade na interpretação do teste que estão descritas a
seguir:
01. Gestação Gemelar
Gêmeos univitelinos (idênticos): o
resultado é válido para ambos.
Gêmeos fraternos (mais de uma
placenta): Se o resultado do teste for masculino, significa que
pelo menos um dos gêmeos é do sexo masculino. Se o resultado do
teste for feminino, significa que ambas as gêmeas são do sexo
feminino.
|
02. Abortamento subclínico
O abortamento subclinico pode gerar
discordancia do resultado em relação ao sexo do bebe,caso tenha
ocorrido gestações múltiplas, com dois ou mais embriões,
decorrente de processo de hiperovulação ou de fertilização in
vitro seguida de morte de um dos embrioes Isto porque o DNA do
feto abortado pode ser detectado no sangue materno por até duas
semanas após o aborto. Se o feto abortado for do sexo masculino,
fica esclarecida a inconsistência entre o resultado do teste
molecular e o verdadeiro sexo do feto sobrevivente.
03. Outros motivos de
discordancia
O teste fornece resultado de sexo
feminino e, posteriormente, verifica-se que o feto é do sexo
masculino. Esta discrepância pode ser explicada pelo limite de
sensibilidade do teste. Significa que havia na circulação materna
quantidade tão pequena de DNA masculino que não pode ser detectada
pela sonda molecular e, pelo critério de interpretação do teste,
ausência de DNA masculino indica que o feto é do sexo feminino. É
por esta razão que o exame deve ser realizado entre a oitava e a
décima semana de gestação, quando existe uma significativa
quantidade de DNA fetal na circulação materna. O tamanho do feto e
a vascularização placentária influenciam diretamente a quantidade
de DNA fetal no sangue materno. Outro possível motivo de
discordancia sao transfusoes sanguineas ou transplante de órgaos.
É importante ressaltar que o teste é
muito seguro e que os erros são raríssimos. Algumas vezes pode
existir divergência entre os resultados do teste de sexagem fetal
e o resultado da ultrassonografia (USG) e, segundo a experiência
acumulada em vários serviços, o índice de acerto do teste
molecular é superior ao da USG.
Para a realização do exame, as
mamães devem se submeter a uma coleta de sangue de cerca de 10ml
em tubo a vácuo com anticoagulante EDTA. A gestante deve preencher
um questionário com informações relevantes para a interpretação do
exame e assinar um termo de consentimento no qual ela concorda com
os termos e limitações do método.
Referências Bibliográficas:
1.Levi, JE., Wendel, S., Takaoka,
DT. (2003). Determinação Pré-natal do Sexo Fetal por meio da
Análise de DNA no Plasma Materno. Rev Bras de Ginec e Obst. 25(9):
687-690
2. Chan, KCA., Zhang, J., Hui,
BYA., Wong, N., Lau, TK., Leung, TN., Lo, KW., Huang, DWS., and Lo,
YMD. (2003) Size Distributions of Maternal and Fetal DNA in
Maternal Plasma. Clinical Chemistry 50:1 88–92 (2004)
3. Jimenez, DF., Tarantal, AF.
(2003). Quantitative analisis of male fetal DNA in maternal blood
serum of gravid rhesus monkeys (macaca mulata). Pediatr Res Vol.
53(1):18-23.
4. Bianchi, DW. and Romero, R.
(2003). Biological implications of bi-directional fetomaternal
cell traffic: a summary of a NationalInstitute of Child Health and
Human Development-sponsored conference. The Journal of
Maternal–Fetal and Neonatal Medicine 2003;14:123– 129.
|
|
|
|
|
Pré-natal pode identificar
diabetes gestacional
Doença atinge entre 7% a 13% das
grávidas e na maioria das vezes não apresenta sintomas
O diabetes é um dos mais graves
problemas de saúde pública no Brasil, de acordo com a ANAD –
Associação Nacional de Assistência ao Diabético, e acomete
aproximadamente entre 9 a 10 milhões de brasileiros de 30 a 69
anos, sendo que pelo menos a metade está sem diagnóstico. No Dia
Mundial do Diabético (14/11), o Hospital e Maternidade Santa Joana
alerta para um tipo da doença que geralmente age silenciosamente,
o diabetes gestacional.
O diabetes gestacional se
caracteriza pela alteração das taxas de açúcar (glicose) no
sangue, ou seja, intolerância aos carboidratos de graus variados
de intensidade, diagnosticado pela primeira vez durante a
gestação. Algumas persistirão com a doença e outras terão boa
evolução, porém o diabetes gestacional mostra uma propensão
genética para o seu desenvolvimento. Este quadro aparece em
geralmente na segunda metade da gestação.
Na maioria dos casos, os principais
sintomas maternos desse tipo de diabetes se confundem com os
normais da gravidez como fadiga, sonolência, aumento do volume
urinário e sede. Por ser uma doença assintomática que atinge entre
7 a 13% das gestantes, o pré-natal é fundamental para a
identificação da patologia.
Segundo Fernanda Uliana Pulzi,
endocrinologista do Hospital e Maternidade Santa Joana, o exame de
glicemia plasmática em jejum (GPJ) é um dos primeiros exames
solicitados à gestante. “O exame é prescrito na primeira consulta
do pré-natal, e também no decorrer da gestação, e é um dos
procedimentos importantes para uma gravidez segura, uma vez que é
capaz de rastrear esse tipo de diabetes. A complementação com a
curva glicêmica frequentemente é necessária durante os nove
meses”, explica a médica.
Fatores de risco
Os principais fatores de risco são
mulheres com sobrepeso ou obesidade, sedentárias, idade acima dos
35 anos, histórico de diabetes em parentes de primeiro grau,
antecedente de síndrome dos ovários policísticos, historia de
gestações anteriores com fetos grandes, polidrâmnio (aumento do
líquido amniótico), hipertensão arterial ou pré-eclâmpsia e
eclâmpsia. Algumas medicações podem causar o aumento da glicemia,
como o uso de corticóide.
Rastreamento
Devido à prevalência relevante e ao
aumento do risco materno-fetal, o rastreamento do diabetes deve
ser realizado em todas as gestantes. A glicemia palsmática em
jejum é solicitada na primeira visita pré-natal.
|
Se a glicemia for
igual ou superior a 85 mg/dL, um teste oral de tolerância à
glicose deve ser realizado imediatamente, com a finalidade de
detectar diabetes preexistente, ainda não diagnosticado. Se o
teste for normal, deverá ser repetido entre 24ª e a 28ª semana de
gestação, período a partir do qual há aumento do risco de diabetes
gestacional. Em alguns casos, o diagnóstico pode ser realizado
pela própria glicemia de jejum, não sendo necessário o teste de
tolerância.
Riscos para o bebê
O excesso de glicemia (açúcar)
materna é transmitido ao feto através da placenta, aumentando a
produção de insulina com aumento da circunferência abdominal e da
massa corporal fetal, além do aumento do líquido amniótico. Este
quadro aumenta o risco de trabalho de parto prematuro,
tocotraumatismo (lesões maternas e do recém-nascido durante o
parto), complicações hipertensivas, como pré-eclâmpsia e eclâmpsia,
além do aumento da mortalidade fetal e materna.
“Apesar do maior tamanho, o bebê é
mais frágil e também pode apresentar problemas ao nascer como
insuficiência respiratória - o pulmão amadurece de forma mais
lenta -, icterícia - coloração amarelada da pele - prolongada,
policitemia, hipoglicemia, hipocalcemia, além do aumento do risco
de óbito perinatal”, explica Dra. Fernanda.
Vale ressaltar que o bebê não nasce
com a doença, mas terá maior tendência a desenvolver algum tipo de
diabetes na vida adulta, por já ter a mãe com antecedente da
doença. Portanto medidas preventivas, como amamentação exclusiva
nos primeiros meses, e posteriormente manter hábito alimentar
saudável, controle peso e prática de exercícios físicos evitarão o
aparecimento do diabetes no futuro. São crianças que merecem toda
a atenção dos pais com relação a hábitos alimentares e físicos. A
ordem é evitar.
Tratamento
A partir do diagnóstico, o
tratamento imediato se dá com reeducação alimentar, prática de
atividade física, se possível, e controle de glicemia. A
orientação alimentar é realizada com ajuste calórico para cada
paciente, conforme seu índice de massa corporal (IMC), distribuído
em refeições ao longo do dia com intervalos a cada três horas,
evitando períodos prolongados de jejum, além de substituição de
carboidratos simples por complexos, retirada do açúcar e
distribuição adequada de proteínas, gorduras, carboidratos,
vitaminas e minerais.
“A prática de atividade física é
importante no tratamento, porém deve respeitar possíveis
contraindicações obstétricas”, diz a endocrinologista. Caminhar 10
a 20 minutos após as principais refeições auxilia de forma
significativa no tratamento. O controle de ganho de peso é
fundamental. Nos casos em que tais medidas não sejam o suficiente
para atingir o alvo glicêmico, a terapia com insulina é
necessária.
Prevenção
Programar a gravidez com atenção ao
peso ideal, alimentação saudável, prática de exercícios físicos e
evitar ganho de peso excessivo durante a gestação são medidas
fundamentais para evitar o diabetes gestacional.
Fonte: Fernanda B. Uliana
Pulzi
|
|
|
|
Fertilização in vitro e o sonho
de maternidade
A premiação do Nobel de Medicina
de 2010, dado ao professor britânico Robert Edwards, reconheceu o
método de fertilização in vitro criado por ele em 1978, permitindo
que milhões de casais realizem o sonho de ter um filho.
O reconhecimento do método, mesmo
depois de tantas décadas de aplicação e da especialização médica,
é mais que um prêmio em dinheiro ou a honra de figurar entre os
notáveis mundialmente. Toda mulher que não pode ter filhos sabe
que a evolução da medicina oferece confiança para enfrentar o
processo de reprodução assistida com segurança.
A Fertilização in vitro (FIV) é
conhecida como técnica do "bebê de proveta". A FIV é uma das
técnicas mais utilizadas e com maior chance de eficácia no
processo de reprodução assistida. A indicação deste tratamento é
feita principalmente para mulheres que não conseguiram obter
resultado com outras técnicas mais simples ou que tenham
diagnóstico de trompas obstruídas.
|
Todo o processo da FIV ocorre em
fases: primeiro, o estímulo do crescimento dos óvulos pela indução
da ovulação com medicamento injetável; depois, a aspiração e
recuperação dos mesmos. A fertilização do óvulo pelo
espermatozóide é feita sob anestesia. Depois de analisados e
classificados, esses óvulos serão centrifugados e analisados
diariamente no padrão de desenvolvimento. Após 24 horas, essa
fertilização é confirmada. De volta ao laboratório, três dias após
a punção, a paciente receberá o embrião no útero.
Esta fase, chamada de transferência
de embriões, exige um repouso de 30 minutos após o procedimento,
feito com um delicado cateter e sem a exigência de anestesia. O
controle das condições hormonais faz toda a diferença nesta fase
final para manter o embrião dentro do padrão satisfatório para o
seu desenvolvimento. Medicações hormonais são prescritas para esta
fase.
Os casais que já passaram pela FIV
sabem que o sorriso e a saúde do filho tão desejado é o maior
prêmio que possa existir. O Nobel de Medicina de 2010 tem, pelo
menos, quatro milhões de motivos para comemorar.
Dra Denise Coimbra
|
|
|
|
Dificuldade para engravidar? Pode
ser endometriose
Cólica e dificuldade de engravidar.
Esses são alguns dos principais sintomas da Endometriose, doença
que afeta entre 6% e 10% das mulheres em fase reprodutiva – de 25
a 35 anos. Segundo médicos do Hospital e Maternidade Santa Joana,
a Endometriose está, em parte, ligada ao estresse e conflitos
emocionais característicos da vida moderna. Tal exemplo pode ser
observado na personagem interpretada pela atriz Camila Pitanga, na
novela Insensato Coração/TV Globo. Fonte de dúvidas e anseios, a
doença é séria e merece atenção.
Causas:
Há diversas teorias, entre elas a da
que, durante a menstruação, células do endométrio – tecido que
reveste a cavidade uterina - sejam enviadas pelas trompas para
dentro do abdômen, realizando uma espécie de caminho inverso. A
presença dessas células estranhas no interior da pélvis provoca
inflamação, disseminação dos vasos sanguíneos e linfáticos do
tecido menstrual, fibrose e distorção anatômica, causando a
doença. A mais aceita das teorias indica que a endometriose pode
ser uma doença genética e, por isso, mulheres carregam a tendência
de desenvolver lesões e a partir as primeiras menstruações.
Sintomas:
Infertilidade;
Dor, que pode se manifestar como
cólicas menstruais intensas, dores abdominais ligadas ou não às
relações sexuais – 50 a 60% das mulheres com endometriose
registram tal sintoma - dores no intestino no período menstrual,
ou mesmo uma mistura de todas as mencionadas;
|
Os sintomas podem surgir de forma
intermitente ou contínua, em qualquer fase do ciclo menstrual.
Diagnóstico:
Pode ser feito por meio de
ultrassonografia vaginal com preparo intestinal ou de ressonância
magnética da pélvis, mas para confirmá-lo em definitivo a cirurgia
se faz necessária. A técnica mais usada é a laparoscopia, que
permite não apenas visualizar como retirar ou eliminar as lesões.
Tratamento clínico:
Difere conforme o tipo da doença;
Pode ser iniciado mesmo na ausência
da confirmação cirúrgica;
Normalmente, os especialistas optam
pela associação entre anti-inflamatórios e pílula anticoncepcional
de forma contínua, com o objetivo de suspender o sangramento
mensal e, assim, buscar possível atrofia do tecido ectópico;
Alguns tratamentos preconizam
bloqueios hormonais, levando as pacientes para um quadro
menopáusico temporário;
Para o diagnóstico de suspeita da
endometriose, o exame ginecológico se faz essencial, ou seja, este
é mais um motivo para visitar o ginecologista com frequência
mínima de um ano;
Tendo em vista o fato de a dor forte
ser um sintoma importante, também associada a fluxos menstruais
muito intensos, há que se atentar para tais suspeitas e procurar o
ginecologista para acompanhamento;
Os tratamentos disponíveis hoje
apresentam resultados satisfatórios. A endometriose, quando
tratada, não é um impeditivo da gestação. Esse é o principal mito
que gravita em torno da endometriose atualmente e que precisa ser
desfeito;
Uma das opções de tratamento da
endometriose é a própria gravidez, uma vez que serão,
aproximadamente, 14 meses sem menstruação, somados a doses altas
de progesterona, produzidas pelo próprio organismo materno e à
atrofia de todas as células endometriais em locais indesejados.
Fonte: Mauricy Bonaparte,
especialista em videolaparoscopia e endometriose do Hospital e
Maternidade Santa Joana
|
|
|
|
Exame traça perfil genético de
crianças
Amostras colhidas no consultório
podem indicar se a criança tem tendências à obesidade, à doença
celíaca ou intolerância à lactose
Atualmente, os testes genéticos que
isolam e analisam mutações de DNA a partir de uma pequena amostra
biológica fazem cada vez mais parte do arsenal de análises
clínicas que permitem rastrear ou comprovar determinadas doenças.
“Quando validados pela comunidade
científica, os testes genéticos permitem identificar de maneira
precoce, confirmar a suspeita clínica ou descartar o diagnóstico
de diversas doenças, com possibilidade de prevenir ou mudar o seu
curso através de uma intervenção terapêutica mais
individualizada”, informa Claudia Moreira, gerente científica da
EoCyte Pharma Care.
Algumas dessas doenças estão ligadas
à nutrição, como por exemplo, sobrepeso e obesidade, doença
celíaca ou intolerância à lactose, e os testes genéticos
concentrados na área nutrigenômica, partem do princípio de que
podem existir relações entre alguns genes específicos do nosso
corpo e o que comemos, e que assim se relacionam no
desenvolvimento de certas doenças.
|
“Doenças que se relacionam com a
nutrição são frequentes e complexas de se tratar. Isso ocorre
devido ao fato de não serem ligadas a um fator específico, vírus e
bactérias, mas sim ao próprio estilo de vida do paciente, como por
exemplo, o que ele come. Os testes genéticos são de grande ajuda
porque podem ser usados para prever e gerenciar doenças com foco e
precisão, qualquer seja a idade ou a dieta do paciente”, afirma o
pediatra e neonatologista do Hospital Albert Eisten e do Instituto
Saúde Plena, Dr. Jorge Huberman.
Na detecção da Intolerância à
Lactose, o exame demonstra eficácia em 93% dos casos, sendo um
método menos invasivo e que não causa desconforto ao paciente.
“Um exame que traça o perfil
genético da criança colabora em praticamente 100% nos cuidados que
devem ser tomados quando o paciente descobre ser portador da
doença celíaca, que normalmente demoraria 10 anos para ser
diagnosticada devido a intolerância ao glúten. Além disso, se a
criança já tem predisposição à obesidade, podemos controlar a
dieta do paciente desde pequeno, evitando que os sintomas
apareçam”, conclui Dr Huberman.
Os testes foram desenvolvidos para
serem fáceis de usar e pouco invasivos, uma vez que utilizam
apenas amostras de saliva ou gotas de sangue capilar. O resultado
é obtido em um prazo de 20 dias após o envio da amostra biológica.
|
|
|
|
Estresse pode prejudicar ovulação
feminina
Fertilidade feminina pode ser
afetada por vida conturbada
De acordo com um estudo publicado
online da revista Fertility and Sterility, cientistas relataram
que o estresse, mesmo no seu nível mais baixo, afeta diretamente a
fertilidade das mulheres.
Segundo Dr. Gustavo Kröger -
ginecologista e obstetra, especialista em Reprodução Humana da
clínica GENICS Medicina Reprodutiva e Genômica - para ocorrer à
ovulação, é preciso uma mudança sincronizada dos hormônios. “O
estresse libera hormônios para a corrente sanguínea, o que pode
interferir diretamente na ovulação, dificultando assim a
fertilidade”, explica Dr. Gustavo.
Além disso, pode causar em alguns
casos, a diminuição na ovulação e na receptividade endometrial (o
que reduz a chance do embrião ser implantando naturalmente ou não
no útero) ou, em casos mais graves, até a menorreia (quando a
menstruação é cessada). “O estresse causa problemas sim na
fertilidade, mas cada caso é um caso e deve ser analisado
individualmente, para obter um tratamento mais preciso”.
Dr. Gustavo explica também que as
mulheres devem sempre estar atentas a qualidade de vida, pois
trará benefícios a longo prazo: “ dormir bem, se alimentar
corretamente e estar bem fisicamente é sempre muito importante”.
|
A Genics Medicina Reprodutiva e
Genômica é especializada em reprodução humana assistida e realiza
todos os procedimentos de fertilização para homens e mulheres,
indicado de acordo com o problema do paciente.
Gestação depois dos 40 anos.
A gravidez tardia é sempre
preocupação da área médica por vários fatores de saúde da mulher e
também do bebê. Do ponto de vista físico (corporal e nível de
aptidão física), a mulher encontra-se numa curva descendente.
Aquelas que realizam exercícios tem uma queda bem menos acentuada,
pois mantém sua musculatura fortalecida, postura e condição
cardiorrespiratória também melhorada.
A gravidez é um momento de impacto
fisiológico e biomecânico muito grande para mulher e ainda mais
após os 40 anos. Tanto o aumento de peso, quanto a probabilidade
de doenças como diabetes e hipertensão aumenta. Por isso, nesse
momento, os exercícios físicos são uma forma muito interessante de
contribuir para a saúde da mulher, da gestação e consequentemente
do bebê. Os cuidados devem ser redobrados, a intensidade e o
volume do exercício também, assim como a escolha do exercício
juntamente com a qualidade técnica do mesmo para não aumentar os
riscos de lesões.
É um mito achar que a mulher deve
fazer apenas hidroginástica. Ela pode ser uma das atividades
incluídas, porém deve haver um trabalho postural e também um
fortalecimento do assoalho pélvico. A gravidez é um momento de
grandes alterações fisiológicas com grande sobrecarga cardíaca e
circulatória, assim como também as mudanças posturais. Normalmente
na mulher sedentária a postura já começou a ser modificada e a
gravidez irá aumentar isso. Por isso os detalhes acima não devem
ser desconsiderados pelo profissional que atenderá essa gestante.
Ele deve ser especializado no atendimento às grávidas.
|
|
|
|
|
Dicas e passo a passo –
pré-gravidez, gravidez e pós-parto
A professora Gizele Monteiro,
especialista em exercícios físicos e Personal Gestante, revela os
mitos e as verdades para as mulheres que estão nestas fases tão
especiais da vida. Os exercícios físicos são essenciais para o
bem-estar e saúde durante toda a vida, sem dúvida.
Já as mulheres que desejam engravidar, as gestantes ou aquelas que
acabaram de gerar seu filho necessitam de cuidados especiais,
alimentação balanceada e atividades para o condicionamento
corporal.
Atenta à demanda e a preocupação crescente dessas pessoas com
qualidade de vida, Gizele Monteiro, especialista em exercícios
físicos no Brasil e exterior e diretora do Método Mais Vida,
idealizou um programa completo, seguro e inédito com embasamento
nas mudanças fisiológicas, biomecânicas (posturais e
músculo-esquelético) para as três etapas gestacionais.
Quem deseja engravidar, por exemplo,
deve preparará o seu corpo fisicamente para esse momento, entre os
quais, músculos posturais, debilidades de força e flexibilidade,
condição aeróbica, musculatura do assoalho pélvico. “Nesse
programa podem ser incluídas mulheres que precisam ou desejam
emagrecer para engravidar e aquelas que possuem diabetes ou
hipertensão e precisam controlar sua doença antes da gestação.
Essas doenças são risco para a mãe e o bebê”, explica Gizele.
|
De acordo com a Personal, durante a
gestação a prescrição será organizada conforme os trimestres,
pensando nas mudanças a cada período e também nas
individualidades, queixas ou necessidades. Exercícios mal
acompanhados podem promover dores ou lesões.
O pós-parto é um dos momentos de sensibilidade profunda da mulher.
O retorno das funções fisiológicas, biomecânicas, posturais são
também respeitadas pelo programa, podendo também ser realizados
exercícios com o bebê, além do cuidado para não comprometer a
amamentação pela intensidade inadequada das atividades.
O atendimento do método Mais Vida Gestantes pode ser realizado de
duas formas: personalizado em local de escolha da gestante,
residência, academia ou no estúdio Mais Vida. As aulas em grupo
são realizadas com número reduzido de gestantes ou recém-mamães
para manter a qualidade e segurança, conforme os trimestres ou
queixas que as alunas podem apresentar.
Duração – “As aulas variam entre 45
e 60 minutos. Na pré-gravidez recomendamos, no mínimo, de três a
quatro meses para perda de peso ou fortalecimento muscular. Para
emagrecimento em mulheres com obesidade ou controle de doenças,
como diabetes e hipertensão sugiro no mínimo quatro a seis meses.
As gestantes podem começar a partir da liberação médica até pouco
antes do nascimento. Já para o pós-parto, o ideal é iniciar após
a liberação médica e o programa pode avançar até um ano,
dependendo da
condição individual de cada mamãe”, ressalta Gizele.
Preços das Aulas de Personal Gestante – R$ 100 a R$ 120,00 por
aula, valor, conforme o número de aulas contratadas por semana. Em
grupo, de R$ 370,00 a R$ 600,00, dependendo do local e números de
vezes por semana.
O Mais Vida Gestantes já possui
atendimento em São Paulo e Rio de Janeiro, além de outras cidades
como Brasília, Bauru, Campinas. Além disso, está indo para
Portugal também este começo de semestre. Portal:
www.metodomaisvida.com.br/gestantes
|
|
|
|
Você sabe como amamentar
corretamente seu bebê?
Os benefícios do aleitamento
materno são inúmeros e contribuem para reforçar os laços afetivos
entre mãe e filho.
O leite materno é um excelente
alimento desde os primeiros dias de vida por conter vitaminas,
minerais, gorduras, açúcares e proteínas que são apropriados para
o organismo do bebê. Além de possuir muitas substâncias
nutritivas, também é uma ótima fonte de defesa, o que dificilmente
é encontrado em outros tipos de leite. A Organização Mundial de
Saúde recomenda que a criança seja amamentada até o sexto mês.
Segundo Daniela Vieira de Lima,
Enfermeira Obstetra do Hospital e Maternidade São Cristóvão, o
leite materno é adequado, completo, equilibrado e fundamental para
o bebê. “Por estes motivos, a amamentação deve ser estimulada
desde o ambiente hospitalar e a enfermeira obstetra tem um papel
importante para disseminar a maneira correta do aleitamento
materno nas primeiras horas de vida da criança. As orientações
oferecidas às mamães proporcionam uma amamentação bem sucedida e
possibilita o esclarecimento de dúvidas persistentes durante toda
a gestação, eliminando assim alguns mitos. O resultado é bastante
positivo e significativo, pois as mulheres dão continuidade a esta
prática em casa”, afirma.
A amamentação traz diversos
benefícios ao bebê por facilitar na digestão, no funcionamento de
seu intestino e melhora o desenvolvimento neuro-psico-motor e
social da criança. Além disso, minimiza problemas ortodônticos e
fonoaudiólogos associados ao uso de mamadeiras e chupetas.
Esta prática também faz bem à saúde
da mãe, proporcionando a diminuição do sangramento vaginal no
pós-parto e ocorrência de desenvolver câncer de mama e ovário,
além de favorecer a involução uterina, perda de peso materno e as
chances de depressão pós-parto são bem menores.
No período da gestação as mamas são
preparadas para produzir o leite devido aos hormônios estimulados
pela futura mamãe e após o nascimento, o próprio bebê dá
continuidade na produção por meio da sucção correta. Porém,
existem alguns fatores que podem diminuir a quantidade de leite
como a amamentação incorreta; imposição de horários rígidos,
desrespeitando o ritmo do bebê; uso de complementos como água,
chás, outros tipos de leite, bicos ou mamadeiras; tensão emocional
e cansaço.
Pensando no bem estar da mamãe e do
bebê, a especialista ensina a forma correta da amamentação.
Confira algumas dicas preparadas especialmente para as gestantes
de primeira viagem:
|
A amamentação na primeira hora
de vida deve ser aplicada;
As mãos devem ser lavadas com
água e sabão antes de amamentar;
O local de amamentação deve ser
tranqüilo e confortável;
Analisar antes da amamentação, a
flexibilidade mamilo-aréola, realizando ordenha se necessário,
até ficarem macios e flexíveis e o leite sair;
No início da mamada, para
auxiliar a pegada do recém-nascido na mama, a mão pode estar
aberta em forma de Tesoura (indicador acima da aréola e dedo
médio abaixo) ou de Concha (polegar acima da aréola e
indicador abaixo da aréola como um C);
A postura mãe e do bebê deve
estar adequada;
O bebê deve abocanhar o mamilo e
a maior parte da aréola. Para facilitar, pode estimular o
reflexo de mamada encostando o mamilo nos cantos da boca ou no
lábio inferior dele. A maior parte ou toda a aréola deve estar
na boca do bebê;
O bebê deve estar com a posição
da boca correta em relação ao mamilo e mama. A boca de estar
bem aberta, com os lábios evertidos;
O rosto do bebê deve estar
próximo a mama, com o queixo encostado e o nariz afastado;
O fim da mamada acontece com a
solta espontânea do bebê;
Ao término da amamentação, a fim
de evitar broncoaspiração é recomendável posicional o bebê
para favorecer a eructação. Este deve ser colocado em pé com a
cabeça apoiada no colo ou no ombro da mãe;
Ao retirar o bebê do peito, o
mamilo deve ter a mesma aparência que apresentava no início da
mamada, só um pouco mais longo;
É recomendável antes e depois da
amamentação aplicar o próprio leite-nos mamilos;
As mamas devem ser lavadas
durante o banho. |
|
|
|
|
Técnica especial de fertilização
pode ser realizada com homens soropositivos
Homens que possuem o vírus do HIV
já podem sonhar com a paternidade. Alguns estudos comprovaram a
eficácia da técnica que utiliza sêmen de soropositivos em
fertilizações em mulheres que não possuem o vírus.
Esse método consiste em ‘lavar’ os
espermas antes da fertilização, o que barra a transmissão do vírus
fazendo com que os filhos nasçam sem nenhum tipo de contaminação.
“Para que o procedimento seja bem
sucedido, é necessário que a mulher tome hormônios para
superestimular a produção de óvulos. É importante também que o
homem já esteja tomando o coquetel contra AIDS rigorosamente, além
de ter um bom sistema imune e carga viral indetectável no sangue”,
explica Philip Wolf, embriologista e diretor da clínica Genics
Reprodução Humana e Genômica de São Paulo.
O processo de ‘dupla lavagem’ também
pode ser realizado quando a mulher é soropositiva e o homem não e,
nesses casos, o processo é mais simples. “Quando é a mulher que
tem o vírus basta inseminá-la com o esperma saudável do parceiro e
acompanhar a gravidez para evitar a transmissão do vírus ao feto,
chamada transmissão
vertical”, explica Wolff.
Nesses casos, os especialistas
indicam que o parto ideal seja a cesárea e que o bebê receba a
droga AZT nos três meses primeiros de vida, além de não ser
amamentado pela mãe evitando qualquer possibilidade de
contaminação.
“Essa não é uma técnica recente, mas
o estudo comprova sua eficácia em grande escala. Temos certeza que
com ela, os portadores de HIV se sentirão mais tranquilos na hora
de realizar a fertilização”, explica Philip.
|
|
|
|
Mulheres devem considerar o uso
de contraceptivo três semanas após o parto
É o que afirma pesquisa publicada
no periódico "Obstetrics & Gynecology", que tem objetivo de
determinar em que momento após dar à luz os benefícios do uso do
anticoncepcional começam a compensar os riscos
É de grande importância que os
profissionais que atendem mulheres que deram à luz recentemente
falem com suas pacientes sobre a utilização de contraceptivos e
destaquem a possibilidade de que elas podem se tornar férteis
pouco tempo após o parto.
A pesquisa publicada na revista
“Obstetrics & Gynecology” mostra estudos que examinaram o período
em que mulheres que não amamentam começam a ovular novamente após
o parto e se elas tinham uma boa chance de engravidar durante as
primeiras ovulações.
O resultado mostrou que a ovulação
começou, em média, entre 45 e 94 dias depois que uma mulher deu à
luz. Os estudos também descobriram que a maioria das primeiras
ovulações não resulta em gravidez.
|
Com base nesses resultados e nos
dados sobre a probabilidade de formar coágulos de sangue, foi
determinado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que os
benefícios de começar a tomar anticoncepcional contendo estrogênio
e progesterona superam eventuais riscos a partir de três semanas
após o nascimento.
“Geralmente, para as novas mães,
ficar grávida rapidamente não faz parte dos planos; porém, o
encantamento com o filho é tão grande que ela pode deixar de se
preocupar com essa importante questão e acabar sendo surpreendida.
Por isso os profissionais de saúde que fizerem o acompanhamento
devem considerar essa possibilidade e alertá-la constantemente”,
revela a ginecologista Dra. Flávia Fairbanks.
A médica alerta que usar alguns
tipos de anticoncepcional logo após a gravidez pode ser perigoso,
já que o estrógeno presente nas pílulas e os hormônios
pós-gravidez aumentam o risco de formar coágulos sanguíneos.
“Aquelas que estão amamentando têm
chances muito baixas de conceber e a maioria que não está
amamentando não vai ovular novamente até seis semanas após o
parto. Mesmo assim, existe o risco de engravidar em menos tempo”,
alerta Dra. Flávia.
Depois de seis semanas, os
pesquisadores afirmam que não deve haver restrições ao uso da
pílula, ressaltando que as recomendações do estudo se aplicam
somente às mulheres que não amamentam regularmente.
|
|
|
|
|
|
|
|
 |
|
imprimir essa página
|
|
|
|
©
2003 - 2010 Jornal da Mulher. Todos os direitos reservados. All rights Reserved
|