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Edição de  Fevereiro de 2010

Alterações hormonais influenciam o emocional feminino

 

A influência dos hormônios no comportamento humano está longe de se limitar à adolescência, principalmente nas mulheres, que estão mais propícias às flutuações hormonais, durante a fase menstrual e também como parte do processo de envelhecimento, que são responsáveis por oscilações mais suaves ou intensas das emoções - de uma hora para outra, uma mulher pode ir da felicidade absoluta para o mau humor insuportável.

    “Todo mês, quando vai chegando a TPM (tensão pré-menstrual), a mulher sente na pele a interferência das alterações hormonais. Nos primeiros 15 dias do ciclo menstrual, o erotismo e a feminilidade ficam mais evidentes. Mas, conforme os dias vão passando, a mulher se torna mais sensível e irritadiça. Essa oscilação de humor acontece devido ao aumento do hormônio progesterona que ocorre na segunda fase do ciclo menstrual”, declara Dra. Rosa Maria Neme (CRM SP-87844), graduada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, com residência médica e doutorado em Medicina na área de Ginecologia pela Universidade de São Paulo e Diretora do Centro de Endometriose São Paulo, clínica especializada no tratamento da doença.

    Para entender mais sobre como os hormônios afetam o emocional feminino, entrevistamos a Dra. Rosa Maria Neme, que relata quais os principais sintomas e como evitá-los. Acompanhe!

 

1) Logo após a primeira menstruação, as mudanças no corpo da mulher podem ocasionar também mudanças comportamentais?

As alterações hormonais que ocorrem após a menarca (primeira menstruação) geram não só as alterações no corpo da mulher como também variações de humor. Estas variações tendem a ocorrer mais na época pré-menstrual, conhecida como TPM, e que acontece em geral pela queda abrupta dos níveis hormonais, de estrógeno e progesterona.

 

2) A TPM dura necessariamente alguns dias antes da menstruação ou há mulheres que mantém o comportamento difícil durante  e até depois do processo? Por quanto tempo?

Em geral, a TPM acontece antes da menstruação e está relacionada à queda abrupta dos níveis hormonais e que serão responsáveis pela menstruação. Não tende a se prolongar após a menstruação.

 

3) Quais são os sintomas comportamentais da TPM?

Os sintomas podem variar de pessoa para pessoa. Os mais comuns são a irritabilidade, alteração de humor, depressão, dor nas mamas, aumento do apetite (principalmente relacionado ao consumo de doces), dor de cabeça e inchaço.

 

4) Existe tratamento para a Síndrome de Tensão Pré-Menstrual?

Há desde tratamentos com vitaminas e fitoterápicos até medicações mais potentes, como antidepressivos. Isto dependerá da gravidade dos sintomas. A psicoterapia também pode ajudar bastante.

 

5) Quando entra na menopausa, a mulher possui mudanças comportamentais? Elas são definitivas ou transitórias?

As alterações na menopausa são sempre mais intensas. Em geral, são piores nos primeiros anos da menopausa e tendem a se amenizar com o tempo. As principais mudanças são depressão, irritabilidade, calores noturnos, falta de libido, diminuição da lubrificação da pele e da vagina, dores musculares e articulares.

 

6) Algum outro fator interfere no  humor feminino?

Fatores com estresse podem causar picos hormonais incomuns, o que leva a mudança completa do humor feminino.

 

7) Há como evitar mudanças bruscas no humor feminino? Como?

O ideal é manter uma vida equilibrada e realizar exercícios físicos aeróbicos regulares. Sabe-se que a prática dos exercícios, além de aliviar o estresse, mantém os níveis hormonais mais estáveis, evitando as alterações bruscas de humor.

 

8) Por que dizem que a mulher é mais imprevisível que o homem? A relação dos hormônios interfere nessa questão?

Totalmente. O homem não apresenta a variação hormonal durante o mês como a mulher.




O café faz bem à saúde?

 

Companheiro de várias pessoas, o café tem uma fama controversa. Muitos lembram apenas da cafeína quando falam na bebida, mas não sabem que a composição do grão é muito rica em inúmeros nutrientes e substâncias extremamente benéficas para a saúde.

    Existem diversos estudos que revelam os efeitos positivos do cafezinho, inclusive contra doenças graves. A diabetes tipo 2 é um exemplo. Os ácidos clorogênicos, com função anti-oxidante, presentes no café, assim como seus metabólitos e minerais como o Magnésio, ajudam a prevenir a ocorrência da doença.

    O café é considerado um alimento funcional, ou seja, que auxilia as funções do organismo. Então, além da cafeína, que serve como estimulante do sistema nervoso, e dos ácidos clorogênicos, pode-se adquirir aminoácidos, proteínas, lipídeos, ácidos graxos, polissacarídeos, açúcares e a vitamina B3, envolvida em processos energéticos por quebra de carboidratos, gorduras e proteínas.

    Problemas de alcoolismo e drogas podem ser tratados com a ajuda da bebida.  O instituto Kaiser Pemanente, Estados Unidos, realizou uma pesquisa em que constatou que quanto maior a quantidade de café ingerida, menor a probabilidade de desenvolver cirrose hepática. O estudo considerou informações referentes a mais de 125 mil pacientes.

    Doenças como o Mal de Parkinson e Alzheimer e problemas cardíacos podem ser prevenidos graças a substâncias presentes no café. Às mulheres idosas ainda há o benefício de protegê-las contra a deterioração mental.

    Isso tudo prova que, com moderação (a sugestão é o consumo de até seis xícaras por dia), o nosso cafezinho é realmente um ótimo parceiro.

Doutor Máximo Asinelli


7 dicas fundamentais para neutralizar a ação das bactérias e ter dentes saudáveis

Dra. Vivian Farfel, especialista em Odontopediatria e em Ortodontia e Ortopedia Facial, apresenta sete dicas rápidas para manter a saúde e a beleza dos dentes.  

 

O seu sorriso é seu cartão de visitas, portanto dentes mal cuidados afetam o visual, podem deixar a pessoa com vergonha de sorrir, causam mau hálito e acabam comprometendo muito os relacionamentos pessoais. Isto sem falar que a saúde bucal muitas vezes reflete a saúde geral, portanto, você não estará saudável se não tiver boa saúde bucal.

    “Os dentes, gengivas e língua precisam estar sempre limpos, evitando assim o fornecimento de ‘matéria-prima’ para as bactérias presentes na boca. Isto pode ser conseguido através de hábitos diários como dieta balanceada e cuidados com higiene bucal.” aconselha Dra. Vivian Farfel, especialista em Odontopediatria e em Ortodontia e Ortopedia Facial pela Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (USP).

 

Aqui estão as 7 orientações fundamentais:

A escova dental é a “atriz principal” deste filme e deve possuir cerdas macias, arredondadas e cabeça pequena, para não traumatizar bochecha e língua, e facilitar a limpeza dos dentes do fundo.

    A escovação deve ser feita idealmente três vezes ao dia, porem diante de impossibilidades, deve se caprichar mais na escovação noturna, antes de dormir, pois durante o sono, a temperatura da boca aumenta, a produção de saliva diminui e as bactérias proliferam.

    O fio dental ao lado da escova também é o “ator principal” indispensável a saúde bucal, pois remove os resíduos alimentares de áreas onde a escova não alcança.  È recomendável passá-lo pelo menos uma vez ao dia, de preferência antes da escovação noturna. Se caso a gengiva sangrar, não pare, persista, pois após três dias a inflamação diminuirá e o sangramento não mais ocorrerá.

Como “atores coadjuvantes” na limpeza, têm-se a pasta de dente e os enxaguatórios, mais popularmente conhecidos como bochechos. Ambos oferecem sensação de frescor, hálito puro, porém não substituem de maneira alguma a escovação mecânica. A pasta de dente deve ser usada em pequenas quantidades, pois a espuma excessiva dificulta a correta visualização dos dentes.

 

Esqueça da onda de pasta da propaganda, a quantidade certa esta mais para um grão de areia. Lembre-se sempre: quem escova, como o próprio nome diz é a escova. Em caso de dúvida sobre pasta ou enxaguatório pergunte ao seu dentista.

     A dieta deve ser equilibrada e em horários regulares. Frutas, verduras, proteínas tem consumo quase liberado, já açucares, alimentos ácidos, refrigerantes, guloseimas devem ser ingeridos com moderação. Sabe-se que idealmente deve-se escovar os dentes após cada refeição. Porem o que se pode fazer, no dia-a-dia, quando não se consegue escovar os dentes seja por falta de tempo, oportunidade ou lugar?

    Os doces de preferência, devem ser ingeridos após a refeição principal, pois o aumento da salivação neutraliza os ácidos produzidos pelas bactérias. Ingerir um copo de água após a ingestão de doces e alimentos pegajosos, também ajuda a remover os restos de alimento aderidos ao dente.

    Alem disso, existem os alimentos protetores e alimentos detergentes. Os alimentos protetores estão representados pelo leite, iogurte, queijo, pipoca salgada, milho, castanha de caju, amendoim, nozes, coco ralado e são responsáveis pela formação de uma barreira entre o dente e as bacterias, limitando a ação dos ácidos produzidos. Já os alimentos detergentes são representados pela maçã, pêra, cenoura, milho, entre outras frutas, legumes e verduras crus, capazes de limpar a superfície do dente, durante a mastigação. A limpeza acontece através do atrito do alimento com o dente, removendo  restos. No entanto, deve-se lembrar que esses alimentos agem como detergentes, mas não substituem a limpeza pesada com a escova.


Estresse podem levar à ocorrência de disfunções temporomandibulares

 

As desordens que acometem a articulação temporomandibular (ATM) podem acometer adultos e crianças. Em especial profissionais e executivos – assim como qualquer outra pessoa – quando submetidos a altos níveis de estresse tendem a apertar e ou ranger os dentes.

    E tanto a maior intensidade e frequência, noturna  ou diurna, resulta na contração muscular. Com isso sintomas como fadiga e cansaço, nos casos mais leves, ou dores de intensidades variadas –

nos casos mais dramáticos – podem resultar em dores crônicas e dores de cabeça que não cessam.

    Isso ocorre em virtude da duração do período em que a tensão é exercida, bem como o excesso de contração na articulação, nos dentes e nos próprios músculos.

    O correto diagnóstico do problema se faz necessário na medida em que estes sintomas podem ter sido causados pelo estresse ou terem sido desencadeados por ele, somente evidenciando assim problemas que já existiam, mas estavam latentes.

    O caminho para solucionar o problema é a aplicação de um tratamento adequado, que pode variar da aplicação de analgésicos, relaxantes musculares, antiinflamatórios para os casos agudos  com causas temporárias.

Além disso, a utilização de fisioterapia, laser, aplicação de placas oclusais e ministração de medicamentos para melhorar o sono são indicadas par os mais renitentes.

    No entanto, é válido salientar que essas são as manifestações físicas do estresse. Mas a causa deve ser combatida ou controlada por meio de relaxamento, autocontrole, mudança de hábitos e psicoterapia, se necessária. Daí a importância do correto acompanhamento profissional.

 

Prof. Dr. Marcelo Bolzan


Dor no pescoço é sinal de ‘alta tensão’

Especialista revela sete dicas para driblar o problema

 

Depois da dor nas costas, a dor no pescoço é a campeã de afastamentos e licenças médicas. Norte-americanos diagnosticados com dor crônica, por exemplo, têm direito à diminuição de certas atividades e exigência de acomodação apropriada no ambiente de trabalho. De acordo com o médico ortopedista Gilberto Anauate, do Hospital Santa Paula (SP), o problema não tem como causa apenas a má postura. Pode ter um fundo emocional também.

    “A cervicalgia, ou dor no pescoço, não pode ser associada única e exclusivamente a um problema postural, como muitos imaginam. Por apresentar grande mobilidade em relação ao restante da coluna, a região cervical está mais sujeita a dores e contraturas musculares devido à friagem e, principalmente, episódios de alta tensão psicológica”, diz  Anauate.

    De acordo com o ortopedista, o estresse é o grande vilão da cervicalgia em grande parte dos casos. “Os músculos localizados atrás do pescoço têm de estar sempre tensos para suportar a parte de cima do corpo. Mas, quando eles trabalham além da conta, sofrendo contrações constantes de fundo nervoso, a dor é inevitável. Inclusive, pode ser irradiada para os ombros ou ainda resultar em dor de cabeça”.

    Depois de um diagnóstico preciso, em que se detecta a origem da dor, Anauate orienta o paciente a buscar ajuda especializada. “Constantemente surgem recursos terapêuticos que podem amenizar o problema. O paciente poderá ser orientado tanto a fazer um tratamento à base de anti-inflamatórios e relaxantes musculares, até a buscar terapias complementares, como a acupuntura.  O ideal é que seja feita uma investigação personalizada”.

    Gilberto Anauate faz um último alerta: “Ninguém deve se acostumar com a dor.

Se o mal estar começar a incomodar os braços, ou se o paciente começar a sentir ‘pinçadas’ no pescoço, é necessário uma investigação diagnóstica mais detalhada”.

 

Sete dicas para driblar a dor no pescoço:

 

Evite tomar friagem e esteja sempre bem agasalhado;

Quem trabalha o dia inteiro diante do computador deve fazer pausas para movimentar ombros e pescoço lentamente, por alguns minutos, a cada duas horas. Esse hábito costuma aliviar a tensão acumulada ao longo do dia;

Quem se desloca de carro o dia inteiro à trabalho deve usar um encosto de cabeça devidamente ajustado ao corpo, mantendo os braços esticados e as mãos firmes no volante;

Massagens suaves com óleos aromáticos ou anti-inflamatórios em gel ou creme também contribuem para aliviar a dor;

Quem se dedica aos serviços domésticos deve se acostumar com novos hábitos na hora de se abaixar ou de suspender objetos. É importante usar mais a força das pernas para abaixar ou se levantar;

Busque atividades de relaxamento para a mente e o corpo. Isso inclui terapias alternativas, cursos de artesanato, ou simplesmente se dar ao luxo de descansar mais;

Escolha um travesseiro nem muito fino, nem muito grosso. O ideal é que ele se encaixe direitinho entre a extremidade do ombro e o início do pescoço.

 

Fonte: Dr. Gilberto Anauate


Oftalmologista organiza cronologia de problemas de visão que surgem da infância à adolescência para alertar pais e professores

 

- O último levantamento do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) aponta que 43% das crianças cegas no mundo perderam a visão por causas evitáveis ou tratáveis. Os conhecimentos médicos já permitem a prevenção ou o tratamento efetivo de pelo menos 60% das doenças que cegam crianças. "Muitos pais deixam para buscar suporte oftalmológico em estágios avançados de doenças. Os menores sinais podem relevar muito sobre a saúde ocular da criança. O diagnóstico precoce é fundamental para um tratamento efetivo", esclarece o oftalmologista do Hospital  Oftalmológico de Brasília (HOB), Mario Jampaulo.

    As causas evitáveis são aquelas que podem ser totalmente preveníveis ou tratáveis para preservar a visão da criança. Em todas as etapas da infância, a criança está sujeita ao aparecimento de problemas oftalmológicos e é fundamental a atenção dos pais aos menores sinais de irregularidades.

Mário Jampaulo descreve a seguir, a cronologia das situações irregulares, seus sinais e tratamentos disponíveis para auxiliar a observação dos pais e professores.

 

Sala do parto - Desde o nascimento, a criança deve passar por exames para identificar algum problema ocular. "Após o parto, todo pediatra deve realizar o teste do olhinho. É lei. O médico foca uma luz em frente ao olho do bebê e verifica se há um reflexo vermelho vindo do fundo do globo ocular do recém-nascido. Se o olho reflete a luz vermelha, o olho da criança está sadio", explica o oftalmologista do HOB. O teste do olhinho denuncia desde catarata congênita, tumores até possíveis alterações embrionárias, completa.

 

Até 2 anos - Outros sinais, perceptíveis aos pais no dia-a-dia, podem indicar que a saúde ocular do bebê não está bem. Por exemplo, um lacrimejamento excessivo pode sinalizar desde uma obstrução do canal lacrimal até um glaucoma congênito. Os pais devem levar a criança a um oftalmologista para uma avaliação mais criteriosa se observarem esta situação, aconselha Jampaulo.

Entre 2 e 5 anos - Nesta fase da vida, costuma surgir o estrabismo acomodativo. "O estrabismo consiste na diferença de alinhamento entre os olhos e pode afetar a qualidade da visão. Quanto mais cedo for realizado o diagnóstico, maior o sucesso do tratamento uma vez que o dano causado a visão só é reparado até os oito anos de idade. A partir dessa idade, o sistema neurológico-visual já está desenvolvido e não permite mais correções dessa natureza", esclarece o especialista.     Segundo Jampaulo, o tratamento contra estrabismo é simples e eficaz, inicialmente consiste em tampar o olho sadio para estimular a visão do estrábico. "Além do tampão,  dependendo do caso, os oftalmologistas podem recorrer ao uso de óculos e até cirurgia para corrigir os desvios oculares", completa.

 

Entre 5 e 7 anos - O início da idade escolar também deve servir como referencial para pais e professores ficarem atentos aos problemas de refração que as crianças possam apresentar. "O desinteresse pela aula e a dificuldade de aprendizagem devem servir de alerta aos pais e professores. É muito importante que as instituições de ensino façam avaliações de rotina para identificar possíveis problemas refrativos. Além disso, os pais devem levar as crianças para uma consulta oftalmológica antes do início das aulas. Problemas como miopia (dificuldade para enxergar de longe), hipermetropia (dificuldade para enxergar de perto) e astigmatismo (imagem se forma em mais de um ponto na retina) podem afetar o desempenho escolar das crianças", alerta Jampaulo.

 

Entre 13 e 20 anos - Durante a pré-adolescência e a puberdade, as pessoas estão mais sujeitas ao aparecimento do ceratocone, irregularidade que acomete uma a cada duas mil pessoas. "O ceratocone é uma irregularidade não-inflamatória, às vezes estimulada pelo hábito de coçar os olhos em excesso levando a córnea a sofrer mudanças em sua estrutura, obtendo o formato de cone", explica o médico.

    Segundo Jampaulo, os sintomas do ceratocone muitas vezes não são percebidos. "O adolescente não sente dor ou sequer lacrimeja, mas apresenta uma forte sensibilidade à luz e uma baixa qualidade de visão, mesmo utilizando óculos", esclarece. O ceratocone não tem cura nem a córnea volta a seu estado original, mas os tratamentos disponíveis conseguem corrigir os altos graus de astigmatismo, estabilizar o problema e reduzir a deformidade da córnea. "Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, mais eficaz é o tratamento", salienta o médico. Astigmatismo, hipermetropia e miopia também ocorrem com freqüência nesta faixa etária.


10 questões fundamentais sobre a Gastrite

 

“Acho que estou com gastrite”. Muitas pessoas dizem essa frase ao sentirem algum tipo de incômodo no estômago. Mas, quando os sintomas estão associados realmente à essa doença e quais os fatores que a desencadeiam?

    Para  começar é preciso entender que o estômago funciona como uma espécie de “bolsa”, que recebe todo alimento e bebida que ingerimos, no qual é realizada uma das etapas do processo digestivo (fracionamento dos alimentos e liberação lenta desse material para o intestino). A gastrite corresponde à inflamação da mucosa que reveste as paredes do estômago, ocasionada por diferentes fatores, que impede esse órgão realizar plenamente as suas funções.

    “A gastrite pode ser ocasionada por má alimentação, álcool, remédios a base de ácido acetilsalicílico, antiinflamatórios, estresse ou o aumento do número de bactérias Helicobacter pylori, que vivem naturalmente no tecido que reveste o estômago. Estes componentes, isolados ou associados entre si, agridem a mucosa estomacal. Se os sintomas acabaram de aparecer, o quadro clínico por ser classificado como sendo uma gastrite aguda. Se os sintomas são constantes e persistentes, estamos diante de um diagnóstico de gastrite crônica, que pode evoluir e se transformar numa úlcera, se não for devidamente tratada”, esclarece Dr. Vladimir Schraibman (CRM-SP 97304), especialista em cirurgia geral, gastrocirurgião e único orientador de Cirurgias Robóticas da área de Cirurgia Geral e do Aparelho Digestivo do Hospital Israelita Albert Einstein (Proctor Intuitive Robotic System).

    Para entender o que é, suas causas, tipos e tratamentos, leia abaixo a entrevista com o Dr. Vladimir Schraibman, que respondeu 10 questões fundamentais sobre a gastrite.  

 

1 - Como o álcool pode desencadear a gastrite?

O álcool é um irritante gástrico fortíssimo e promove a diminuição da formação de prostaglandinas, que são substâncias responsáveis pela proteção de muco do estômago contra o ácido. Assim como o álcool, o café, medicamentos à base de ácido acetilsalicílico e os antiinflamatórios diminuem esta proteção, podendo levar a quadros de gastrite.

 

2- Como o cigarro aumenta a secreção de ácido pelo estômago?

O cigarro possui inúmeras substâncias irritantes gástricas que levam ao aumento da secreção gástrica por irritação local, principalmente, pela nicotina.

 

3- Por que a Helicobacter pylori, bactéria que já existe no estômago, pode vir a causar gastrite? O que muda no ambiente estomacal para ela se manifestar e causar irritações e até câncer?

O Helicobacter pylori está associado à recidiva das gastrites na maior parte das vezes. Quando a bactéria não é eliminada, a probabilidade de adquirir uma nova infecção é maior do que 90%. Muitas vezes, a presença dessa bactéria pode estar associada ao aparecimento do câncer gástrico, quando associada a um quadro de gastrite crônica. 

4- Muitas pessoas dizem que estão com “gastrite nervosa”. Isso é verdade ou mito? Qual seria a relação de causa-efeito?

É uma verdade, porque o estresss aumenta a liberação de cortisol e de adrenalina que promovem o aumento da producao de ácido pelo estomago, gerando a gastrite de fundo emocional.

 

5 - O uso de antiácidos ajuda a aliviar os sintomas?

Com certeza aliviam os sintomas, mas deve-se ficar atento com as reações, porque alguns podem aumentar a chance de formação de cálculos renais, dentre outros problemas. Diante do diagnóstico de gastrite, o melhor é  seguir o tratamento de acordo com as orientações médicas, que inclui a diminuição da ingestão de álcool, refrigerantes, chá preto e café, entre outros cuidados.  

 

6- Dieta muito rica em gorduras, como frituras e carnes, contribuem para o aparecimento da gastrite ou agravam os sintomas?

Dieta rica em gordura contribui para o desenvolvimento da gastrite, visto que a gordura por si só pode gerar um aumento da produção de ácido, agravando uma gastrite já estabelecida.

7- A gastrite pode evoluir e se transformar numa úlcera? Em caso positivo, por quê?

Com certeza, a gastrite pode se transformar em uma úlcera. A gastrite se constitui no processo inicial de inflamação, que quando não tratada pode gerar uma inflamação mais profunda que é denominada de úlcera (aparecem feridas na parede do estômago).

 

8- A gastrite afeta mais homens e mulheres? Afeta mais crianças, adolescentes, adultos ou idosos?

A gastrite é mais comum em adultos, em indivíduos sedentários e em pessoas que não possuem hábitos de vida saudáveis.

 

9- Quais os principais sintomas e como se faz o diagnóstico da gastrite?

Os principais sintomas estão relacionados à dor na parte alta do abdome, inchaço abdominal, digestão difícil e sensação de queimação ou aperto no abdome. O diagnóstico pode ser feito pela história clínica, exame físico do médico e com confirmação, muitas vezes, pela endoscopia digestiva alta.
 

10- Quais são os tratamentos mais modernos para o controle dessa doença?  

Os tratamentos mais modernos incluem medicamentos de última geração que inibem a produção de ácido gástrico e alterações de estilo de vida e dieta.


Hérnia de Disco: em 76% dos casos há antecedente de dor lombar uma década

Cerca de 90% das hérnias podem ser tratadas por meio de tratamento convencional

 

A lombalgia – dor nas costas – está presente em 80% da população mundial adulta, sendo que de 30 a 40% destas pessoas apresentam de forma assintomática hérnia de disco lombar e de 2 a 3% já estão acometidas pelo sintoma desta patologia, cuja prevalência acima dos 35 anos é de 4,8% no universo masculino e 2,5% no feminino. No país, segundo dados do IBGE, a hérnia de disco atinge 5,4 milhões de brasileiros. O problema é consequência do desgaste da estrutura entre as vértebras que, na prática, funcionam como “amortecedores” naturais do impacto entre elas. Dessa forma, a estrutura se desloca e comprime os nervos da região. 

    “A idade média para o aparecimento da primeira crise de dor é de aproximadamente 37 anos, sendo que em 76% dos casos há antecedente de dor lombar uma década. Por causa da correria do dia a dia, má postura e sedentarismo, muitos brasileiros não se preocupam em fazer atividades físicas e cuidar da postura. Quando a crise aparece, muitos só enxergam a cirurgia como opção. No entanto, muitas pesquisas têm apontado tratamento convencional e exercícios físicos como solução para cerca de 90$ dos casos”, explica Helder Montenegro, fisioterapeuta, osteopata e fundador do Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral, que aplica a exclusiva técnica da Reconstrução Múscula-Articular da Coluna Vertebral.

    Embora não seja mortal, a hérnia de disco pode levar indivíduos economicamente ativos a se aposentarem por invalidez, sendo as causas multifatoriais, como: permanecer sentado por longas horas e o comportamento sedentário. Devido à repercussão econômica causada pelas lombalgias e hérnias de disco, elas se tornaram a 1ª causa de pagamento de auxílio doença e a 3ª causa de aposentadoria por invalidez.

    “O comportamento sedentário tem auxiliado para o crescimento desta enfermidade no país, onde muitos médicos indicam a cirurgia como primeira forma de tratar a doença, sendo que muitas pesquisas apontam o tratamento convencional com ótima resposta. Só no ITC Vertebral, por exemplo, com a aplicação da técnica de Reconstrução Músculo-Articular da Coluna Vertebral - que une o trabalho da fisioterapia manual com a tecnologia das mesas de tração e descompressão e do Stabilizer (equipamento que condiciona o paciente a usar o músculo transverso do abdômen), e exercícios de musculação, temos obtido o equivalente a 87% dos casos resolvidos”, afirma Helder Montenegro do ITC Vertebral.

 

Tratamento convencional combinado com exercícios

A Reconstrução Músculo-Articular da Coluna Vertebral une o trabalho da fisioterapia manual com a tecnologia das mesas de tração e descompressão e do Stabilizer - equipamento que condiciona o paciente a usar o músculo transverso do abdômen, e exercícios de musculação. A união de todos esses fatores permite que o paciente não tenha mais dor e inicie um trabalho focado no fortalecimento dos músculos posturais.

    Segundo o fundador do ITC Vertebral, depois de tratada a dor, é hora de investir em exercícios físicos como a musculação e o Pilates desde que bem orientados.

Fonte: ITC Vertebral


Cerca de 1% a 4% da população sofre de bulimia ou anorexia

O padrão de beleza cada vez mais rígido é o principal vilão

 

Segundo dados da área de saúde, cerca de 1% a 4% da população sofre de bulimia ou anorexia. A bulimia atinge 13 mulheres em cada 100 mil, enquanto que a anorexia afeta 8 em cada 100 mil. Esses números preocupam cada vez mais profissionais da área da saúde. Essa obsessão em ser “magro” é identificada por uma grave perturbação do comportamento alimentar, preocupação excessiva com o aumento de peso e o corpo e por nunca se sentir suficientemente magra. O problema afeta principalmente mulheres adolescentes e jovens.

    “Anoréxicos e bulímicos possuem um padrão de comportamento e pensamento que os leva a crer que tudo em suas vidas depende de quão magros estão. Assim, atribuem fracassos e glórias de suas vidas ao corpo, ou seja, se foi promovido no trabalho é porque está magro, se perdeu o namorado é porque está gordo”, explica a psicóloga da Clínica Asinelli, Talita Lopes Marques que é especialista em Transtornos Alimentares e Obesidade, Psicologia do Emagrecimento (Programa Rafcal) e mestranda em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Catarina.

    Essas doenças se iniciam por diversas causas, como fatores psicológicos, biológicos, familiares e sócio-culturais. A psicóloga esclarece que o padrão de beleza cada vez mais rígido e difícil de ser atingido é o principal vilão. “As mulheres são guiadas por dois padrões de beleza: a magreza extrema, que denota um índice de massa corporal equivalente à anorexia, ou o corpo extremamente definido, conseguido com muito empenho na academia de ginástica e na mesa dos cirurgiões plásticos”, considera.

    Segundo a psicóloga, as mulheres são as maiores vítimas dessa exigência social, principalmente as adolescentes que estão passando por um período de transformação física e psicológica, o que as deixa ainda mais inseguras quanto ao seu corpo, abrindo espaço para o transtorno alimentar.

O termo anorexia nervosa significa ausência de fome, porém a vítima dessa doença raramente perde o apetite. Ela desenvolve um controle tão grande que apenas aguenta a sensação desconfortável da fome na crença de que está emagrecendo. “Já o termo bulimia significa que a pessoa sente uma fome tão grande que seria capaz de comer um boi, contudo essa fome não é fisiológica, é ocasionada por ansiedade, frustrações e outras situações que causam a falta de controle sobre seus impulsos”, compara Talita.

 

Os transtornos alimentares são diagnosticados por psiquiatras, mas devido a suas inúmeras causas, o tratamento deve ser feito por uma equipe interdisciplinar especializada, composta por psicólogo, psiquiatra, nutricionista, endocrinologista entre outros. “O primeiro passo é fazer uma avaliação do estado atual de saúde do paciente para afastar possíveis causas orgânicas. Conforme a necessidade, a equipe médica pode prescrever o uso de medicamentos como antidepressivos e ansiolíticos”, comenta.

    O papel do psicólogo é fundamental, pois investigará não só os fatores que levaram ao desenvolvimento e manutenção do quadro, mas também outras dificuldades que o paciente apresenta. “É fundamental conscientizar o paciente do porquê do peso corporal ser tão importante para ele e permear todas as áreas de sua vida, modificando também a crença de que seu valor pessoal não varia conforme seu peso”, explica.

História

    Ao contrário de que se imagina, os transtornos alimentares são doenças antigas. A psicóloga conta que há relatos históricos que identificam a anorexia na Idade Média. “Nessa época as jovens que suprimiam necessidades básicas como alimentação e sexo eram santificadas, daí o nome de Anorexia Santa”. Já a bulimia é relatada no antigo Egito. “A prática de vômitos e o uso de purgativos eram considerados uma forma de se livrar de doenças, pois eles acreditavam que estas eram causadas pela comida. Na Medicina grega existem relatos de que Hipócrates recomendava a prática de vômitos para a prevenção de doenças. Os romanos tinham o hábito de comer em excesso em banquetes e depois dirigir-se ao vomitorium, local próprio para se livrar dos excessos alimentares”, conta.

    A psicóloga explica que só a partir da década de 60, com o aumento de casos de transtornos alimentares, que a comunidade científica e a sociedade passaram a se interessar mais pelo assunto.


Terceira idade saudável requer cuidados a partir dos 35 anos
"Visitas ao geriatra ajudam garantir longevidade"

Até o início do século XX, a pessoa idosa dedicava-se apenas à vida familiar e, muitas vezes, de forma restrita. Mas, essa realidade mudou e atualmente a terceira idade tem vida social ativa. E para chegar nesta fase com qualidade de vida é necessário que os cuidados com a saúde tenham início cedo. Este é o conselho do geriatra João Magliano Neto, do Hospital e Maternidade Beneficência Portuguesa de Santo André, que explica que o envelhecimento ativo conduz ao envelhecimento saudável, englobando a parte física, social, profissional e afetiva.
    Para garantir qualidade de vida e longevidade, os cuidados junto a um geriatra devem iniciar-se por volta dos 35 anos de idade, com um programa de prevenção de problemas de saúde, verificação de doenças predispostas, aliadas à prevenção e cura, que certamente trarão inúmeros benefícios ao paciente, além dos cuidados básicos que devem partir do indivíduo.
    O diagnóstico precoce de doenças e a prevenção são fatores determinantes para melhorar a saúde. Durante consultas periódicas, o médico deverá avaliar o paciente por meio da história de vida e, em seguida,  indicará exames adequados para a situação clínica.
Para conquistar uma vida saudável é necessário alimentar-se bem, praticar exercícios, não fumar, consumir álcool em doses pequenas - uma a duas taças de vinho por dia diminui o risco de um evento cardiovascular - controlar o estresse, diminuir a obesidade, tomar vacinas e usar camisinha para prevenção de doenças sexualmente transmissíveis.
É importante que os homens com mais de 40 anos façam os exames de toque retal e dosagem sanguínea de PSA. As mulheres com mais de 35 anos devem continuar com a rotina de Papanicolau e mamografia. Já as que entraram na menopausa, devem também se submeter ao teste de densitometria óssea para prevenção e controle da osteoporose.

    Depois dos 50 anos, homens e mulheres devem continuar com as consultas e exames periódicos, porém com complementações recomendadas pelo especialista de acordo com a idade. Entre 60 e 65 anos - já na terceira idade - além da consulta médica anual, o individuo precisa passar por avaliações cardíacas; depois dos 65 anos o exame de densitometria óssea é recomendado também para os homens, já que o risco de osteoporose é similar entre os sexos, vacinação contra gripe, pneumonia, tétano e difteria, completam as recomendações.
    Segundo o geriatra, as atividades físicas colaboram para que o indivíduo emagreça, aumente a força muscular e melhore a capacidade respiratória, além de prevenir diversas doenças, fortalecer o corpo e elevar a expectativa de vida. "Os exercícios promovem uma série de benefícios, disposição e bom humor", avisa o especialista.
    Uma dieta balanceada e uma boa alimentação evitarão o sobrepeso e a obesidade, consequentemente os problemas relacionados às alterações de insulina, gorduras no sangue, artereosclerose e câncer. Não somente por pré-disposição genética as doenças podem se manifestar, mas também a partir de uma série de fatores como o ambiente em que o indivíduo vive, hábitos de vida e alimentação.
    Segundo a nutricionista Sheila da Silva Castro, do Hospital e Maternidade Beneficência Portuguesa de Santo André, uma alimentação saudável garante maturidade tranqüila, capaz de atingir os 90 anos com disposição e saúde. "Modificações nos hábitos alimentares, aliados à prática de exercícios físicos antes da vida madura trazem grandes benefícios para o corpo e para a mente. Já os radicais livres e o estresse oxidativo são fatores que contribuem para o envelhecimento e desenvolvimento de doenças degenerativas associadas à idade", explica Sheila.
    Uma alimentação adequada exerce papel fundamental no retardo do envelhecimento, além de auxiliar na manutenção do peso e resistência às doenças. Uma boa dica é fazer uma dieta à base de cálcio, vitamina D e exercícios físicos, fundamentais para a saúde óssea. Dessa forma, a partir dos 35 anos é necessário aumentar a ingestão de alimentos que contenham antioxidantes para proteger o organismo, inclusive dos radicais livres - substâncias produzidas pela "quebra" do oxigênio no organismo.
    Se a alimentação é deficiente e não proporciona ingestão suficiente de fibras, vitaminas, minerais e outros componentes são necessários a incorporação de complementos alimentares, principalmente para as pessoas que apresentam um ritmo de vida agitado e já passou dos 50 anos.

Dicas de postura para evitar problemas nas articulações

Instituto de Fisioterapia Analítica apresenta cartilha com 10 dicas de posturas adequadas

 

Ler um livro, falar ao telefone, digitar no computador, limpar a casa ou simplesmente dormir. Estas simples atividades do cotidiano precisam ser feitas da maneira correta para não prejudicar as articulações. "A longo prazo, a repetição de algumas atividades realizadas de forma errada pode causar sérios problemas articulares", comenta a fisioterapeuta Maria Luiza Pereira Gutierrez Biton, diretora do Instituto de Fisioterapia Analítica.

    A fim de prevenir futuros problemas, o instituto elaborou uma cartilha com 10 orientações práticas para a população:

1. Não realize atividades prolongadas com a cabeça abaixada:

Ao ler um livro, por exemplo, eleve o livro até a altura dos olhos, apoiando os     cotovelos nos      braços da poltrona;

2. Evite atividades que inclinem a cabeça durante o trabalho.

Ao falar ao telefone, por exemplo, não segure o aparelho com o ombro. Segure-o com a mão ou utilize um equipamento com suporte na cabeça;

3.  No trabalho evite movimentos repetitivos em rotação da cabeça e/ou do tronco.

Ao trabalhar no computador, mantenha o monitor de frente para os olhos e numa altura suficiente para que a cabeça fique reta. Utilize cadeira giratória para evitar rodar a coluna;

4. Não durma de bruços.

A posição ideal para dormir é de lado com uma almofada entre os joelhos;

5. Evite travesseiros muito altos ou muito baixos.

O travesseiro deve respeitar o espaço entre a cabeça e o ombro, mantendo o alinhamento da cabeça com a coluna;

6. Evite sentar 'escorregando' na cadeira.

A coluna deve estar apoiada por inteiro no encosto da cadeira;

7. Evite curvar a coluna para pegar um objeto no chão.

O correto é dobrar os joelhos e abaixar com a coluna na posição vertical;

 

8. Evite cruzar as pernas quando estiver sentado.

O ideal é manter as coxas apoiadas na cadeira e os dois pés sempre apoiados no solo;

9. Evite situações que solicitem flexão prolongada dos joelhos.

Ao praticar uma atividade de jardinagem, por exemplo, utilize um banquinho baixo, com os pés apoiados no chão e a coluna reta;

10.  Evite atividades prolongadas com o tronco inclinado para frente.

Ao varrer o chão, por exemplo, use um cabo da vassoura comprido e evite dobrar a coluna para frente. Faça intervalos de descanso.

 

    A Fisioterapia Articular Analítica, fundamentada no Conceito Sohier, é um método de normalização articular totalmente manual que melhora a estabilidade do aparelho locomotor, trata e previne doenças, promovendo uma melhor qualidade de vida ao paciente. O Conceito Sohier chegou ao Brasil há 10 anos. Na Europa, a técnica é utilizada há 60 anos e tanto a população quanto a comunidade científica comprovam sua eficácia. No Brasil, o Instituto de Fisioterapia Analítica é pioneiro no Conceito Sohier, atendendo pacientes e formando fisioterapeutas de todo o país na prática clínica desta nova visão terapêutica.

 

fonte: Maria Luiza Pereira Gutierrez e Richard Biton


Lentes cosméticas: quando mudar a cor dos olhos têm fins terapêuticos

 

 

Tentativas de mudar a coloração genética dos olhos sempre existiram... Italianas de olhos claros que os tornavam escuros, instilando nos olhos extrato de Beladona (atropina)... Há também truques e possibilidades computadorizadas oferecidas pelo Photoshop... Isto, sem falar nas lentes cosméticas, que tornaram-se uma febre mundial...

    As primeiras lentes que alteravam a cor da íris surgiram em meados da década de 80. Eram de coloração levemente azulada, com o objetivo de facilitar a colocação e a remoção do artefato. Alguns anos mais tarde, apareceram as lentes cosméticas propriamente ditas, fabricadas com a intenção de mudar a coloração da íris. Algumas eram translúcidas e o efeito no visual dependia da interação da cor da lente com a cor da íris. Outras eram opacas e permitiam que usuários com íris escuras pudessem aparentar ter olhos claros. Feitas de material hidrofílico, estas lentes gelatinosas foram responsáveis por criar visuais irreverentes, como imitações dos olhos dos felinos e de criaturas demoníacas...

    “Há alguns anos, o uso das lentes coloridas passou a fazer parte de certos rituais de moda. Este emprego estético, ligado à displicência juvenil, ajudou a difundir a idéia equivocada de que sua adaptação não demandava cuidados, tal qual 'uma lente de contato de verdade' ”, observa o oftalmologista Virgilio Centurion, diretor do IMO, Instituto de Moléstias Oculares.

A comercialização inadequada das lentes cosméticas (inclusive pela Internet), sem as devidas orientações sobre limpeza, conservação e tempo de uso  associada à disseminação das lentes cosméticas são os principais fatores que geram as queixas em relação ao uso das lentes de contato. Nos Estados Unidos, o Food and Drug Administration (FDA) chegou a emitir um comunicado, alertando os consumidores sobre os riscos do uso das lentes de contato cosméticas sem acompanhamento especializado. No mesmo documento, solicitou às autoridades estaduais que colocassem empecilhos à sua comercialização e às autoridades alfandegárias que controlassem de alguma forma a importação deste produto.

    No Brasil, o número de usuários - constantes ou esporádicos - dessas lentes com o propósito único de mudar a cor dos olhos vem aumentando. Consultórios e clínicas registram um aumento de casos de problemas de saúde ocular ligados ao uso indevido destas lentes, muito populares entre meninas adolescentes, com visão normal, que querem ter olhos azuis ou verdes. “Como de um modo geral, estas lentes são adquiridas sem controle médico, seu uso pode acarretar problemas sérios para a saúde ocular. Entre as adolescentes é comum o compartilhamento das lentes cosméticas e o uso por tempo muito prolongado das lentes, condutas inapropriadas, que devem ser desestimuladas. A lente de contato é um objeto de uso mais pessoal do que um pente ou uma escova de dente”, alerta Centurion.

 

Mais do que um modismo...

Mesmo em meio a tantos modismos, é importante destacar que as lentes de contato cosméticas têm muitas outras aplicações mais relevantes do que a troca da coloração da íris. “A utilização da palavra ‘cosmética’ associada às lentes de contato gera ambigüidade por não prever a função essencialmente médica ou terapêutica desse recurso.

Na verdade, o aspecto estético dessas lentes, quando aplicadas para alteração da cor da íris, é residual, quando comparado à sua função reparadora”, defende a oftalmologista Fernanda Takay, que também integra o corpo clínico do IMO.

    “Falando de aplicações clínicas das chamadas lentes de contato cosméticas, devemos considerar que as lentes transparentes com pupila negra são usadas como alternativa para suspensão provisória da visão de um dos olhos. Nos casos de ambliopia em crianças é fundamental fazer a oclusão de um dos olhos. Algumas vezes, elas não aceitam bem o oclusor na lente dos óculos ou na pele. E a lente de contato se torna a alternativa para a realização da oclusão, uma vez que dificilmente será retirada pela criança”, diz Fernanda Takay.

    Há também casos de diplopia (visão dupla) temporária, extremamente incômodos. “Nesses casos, é necessário interromper a visão de um dos olhos por um certo período, o que pode ser feito com o uso de lentes transparentes com pupila negra. Tão logo haja recuperação, o tratamento é suspenso”, explica a oftalmologista do IMO.

    Já as lentes coloridas com pupila negra são usadas clinicamente em olhos cegos, em pacientes que sofreram traumas importantes dos olhos ou doenças que provocaram a formação de cicatrizes que deformam sua fisionomia. Na maioria das vezes, são adolescentes que tiveram perfuração do olho por acidentes com objetos pontiagudos. Outras vezes, são conseqüências de acidentes automobilísticos ou queimaduras. “A pessoa fica com um olho normal e outro com cor ‘brancacenta’, modificando sua aparência. Tais indivíduos podem apresentar complexo, revolta, introversão, ausência de vida social e afetiva. Adaptada a lente cosmética, recupera-se a estética dos olhos  e a auto-estima deste paciente”, conta Takay.

 

Adaptação de lentes cosméticas

Na adaptação das lentes cosméticas também é obrigatório o exame oftalmológico. O sucesso na adaptação e no uso de lentes de contato depende de um conjunto de fatores. A prescrição médica e o acompanhamento do oftalmologista constituem-se nos elementos primordiais deste processo. “Em seguida, destaca-se a adesão do paciente ao tratamento. Em geral, os pacientes que adaptam lentes para recobrir irregularidades ou opacidades corneais são atentos e exigem orientações precisas, antes e durante a adaptação para não verem frustradas suas expectativas quanto ao resultado final”, diz Fernanda Takay.

    Durante o processo de adaptação às lentes de contato, o oftalmologista deve ser minucioso nas instruções fornecidas ao paciente sobre limpeza, conservação e troca das lentes. Além de fornecer as orientações necessárias, deve certificar-se da perfeita compreensão do paciente e, em cada consulta, verificar seu conhecimento e conduta, assegurando a adesão às recomendações e a prevenção de complicações.

 

Recomendações importantes

A seguir, listamos  recomendações da equipe do IMO em relação ao uso de lentes de contato cosméticas ou não:

Não adquira lentes de contato sem consulta e acompanhamento médico do oftalmologista;

Exames complementares como a topografia corneana e o teste de função lacrimal são indispensáveis para o período de adaptação da lente de contato;

Não use medicamentos juntamente com as lentes de contato, sem a prescrição do oftalmologista;

Visite periodicamente o oftalmologista para avaliar as lentes;

Não mergulhe ou nade sem a proteção de óculos específicos para a prática de esportes aquáticos;

O uso de óculos escuros sobre as lentes de contato não é obrigatório, mas pode trazer mais conforto durante o uso em ambientes muito claros;

Devido ao alto risco de contaminação, deve-se evitar o uso de lentes em saunas;

O uso de lentes em aviões deve ser evitado em função do ressecamento causado pelo ar condicionado e pela baixa umidade.

 


Fadiga Adrenal

 

Pouco conhecida, com sintomas que se confundem com depressão e fadiga, essa doença acomete principalmente pessoas do sexo masculino. Fadiga adrenal é um estado em que as glândulas supra-renais funcionam no limite inferior da normalidade. Não é, portanto, uma deficiência completa. A falência da adrenal chama-se Doença de Addison, que embora rara, é bem conhecida e fácil de diagnosticar. Já a fadiga adrenal é mais insidiosa, a maioria dos médicos não a conhece ou não pensa nesse diagnóstico e é mais difícil de diagnosticar.

    Aparece após períodos de estresse prolongado (físico ou mental) ou após termos insistido em trabalhar até a exaustão, sem períodos de relaxamento.

    Os sintomas se confundem com os da depressão ou estafa, mas a presença simultânea de vários deles nos faz pensar nesse diagnóstico. A maioria dos pacientes é do sexo masculino. As principais queixas são:

 

- fadiga matinal (até 10hs), mas resiste em ir para cama à noite e trabalha melhor a noite.

- se não dormir até 23h. tem um novo período de “gás” até 01:00 ou 02:00h. da manhã.

- melhor sono é das 7 às 9h.

- sente-se melhor após almoçar, piora de novo à tarde e melhora de novo depois das 18 h.

- depressão leve e falta de interesse pelas coisas

- falta de energia, grande esforço para fazer qualquer coisa

- habilidade diminuída para lidar com stress.

- necessidade de deitar após estresse físico ou mental

- fraqueza muscular e fadiga crônica

- maior predisposição a alergias

- inchaço de tornozelos

- queda de pressão quando se levanta de repente

- prisão de ventre ou diarréia sob estresse

- muita vontade de comer salgados e gordurosos

- queda de açúcar em situações de estresse

- TPM pior que antigamente

 

O diagnóstico é realizado por testes laboratoriais (sangue e urina) e o tratamento feito com aminoácidos, vitaminas, fitoterápicos, as vezes hormônios e mudança de hábitos alimentares e de descanso.

    No Brasil , uma das maiores autoridades sobre o tema SÍNDROME DA FADIGA ADRENAL é o presidente da Sociedade Brasileira para Estudo do Envelhecimento, o médico endocrinologista Wilmar Jorge Accursio, da UNIFESP – Escola Paulista de Medicina . Breve currículo e perfil , abaixo


Câncer de intestino

Dados da estimativa do Inca (Instituto Nacional de Câncer) revelam que em termos de incidência, o câncer de cólon e reto configura-se como a terceira causa mais comum de câncer no mundo em ambos os sexos e a segunda causa em países desenvolvidos.

 

 

 

 

Cerca de 9,4%, equivalendo a um milhão de casos novos, de todos os cânceres são de cólon e reto. Os padrões geográficos são bem similares entre homens e mulheres; porém o câncer de reto é cerca de 20% a 50% maior em homens na maioria das populações. O médico coloproctologista João Gomes Netinho, doutor em cirurgia pela Unicamp e professor da Faculdade de Medicina de Rio Preto (FAMERP), diz que a sobrevida para esse tipo de doença é considerada boa, se o problema for diagnosticado em estádio inicial. A sobrevida média global em cinco anos se encontra em torno de 55% nos países desenvolvidos e 40% para países em desenvolvimento. Esse prognóstico faz com que o câncer de cólon e reto seja o segundo tipo de câncer mais prevalente em todo o mundo, com aproximadamente 2,4 milhões de pessoas vivas diagnosticadas, ficando atrás somente do câncer de mama em mulheres.

    A história familiar de câncer de cólon e reto e a predisposição genética ao desenvolvimento de doenças crônicas do intestino configuram-se como o mais importante fator de risco para o desenvolvimento desse tipo de doença. Além disso, uma dieta baseada em gorduras animais, baixa ingestão de frutas, vegetais e cereais; assim como, consumo excessivo de álcool e tabagismo, são fatores de risco para o aparecimento da doença. A idade também é considerada um fator de risco, uma vez que tanto a incidência como a mortalidade elevam-se com o aumento da idade. A prática de atividade física regular está associada a um baixo risco de desenvolvimento do câncer de cólon e reto.

    De acordo com Netinho, que é especialista em doenças do aparelho digestivo, colon, reto e ânus, a detecção precoce de pólipos adenomatosos colorretais (precursores do câncer de cólon e reto) e de cânceres localizados é possível pela pesquisa de sangue oculto nas fezes e através de métodos endoscópicos. Mesmo em países com recursos abundantes, como os EUA, têm-se encontrado dificuldades na realização de avaliação diagnóstica por exames endoscópicos em pacientes com presença de sangue oculto nas fezes, impossibilitando a implantação de rastreamento populacional. O objetivo dessa estratégia não é diagnosticar mais pólipos ou mais lesões planas, mas sim diminuir a incidência e a mortalidade por esse tipo de câncer na população-alvo.

 

    Em alguns pacientes portadores de alterações genéticas, o câncer pode ocorrer antes dos 50 anos. O sexo feminino é discretamente mais afetado do que o masculino. O melhor prognóstico do câncer de intestino grosso está relacionado à prevenção e ao seu diagnóstico em fases iniciais. Os principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer são a dieta rica em gorduras e pobre em substâncias com fibras, a falta de exercícios físicos, obesidade e o tabagismo. Sendo assim, os hábitos que previnem o surgimento do câncer são uma dieta pobre em gordura e rica em frutas, verduras e cereais, o abandono do tabagismo, a realização regular de exercícios físicos e a manutenção do peso ideal.

    Outro fator de risco para o câncer de intestino são a história familiar deste tipo de câncer, principalmente de parentes próximos, como avós, pais, tios, primos de 1º grau e irmãos. O desenvolvimento deste tipo de câncer ocorre de duas formas: através do surgimento de lesões pré-malignas conhecidas como pólipos intestinais, ou através de alterações genéticas e hereditárias.

    Aproximadamente 15% dos tumores malignos do intestino grosso estão relacionados à hereditariedade, ou seja, estão presentes em pessoas com alterações genéticas, e são mais comuns em pacientes abaixo dos 50 anos. As duas doenças mais comuns são a polipose adenomatosa familiar (PAF) e o câncer colorretal hereditário não polipóide (HNPCC). A polipose adenomatosa familiar se caracteriza pelo surgimento de milhares de pólipos pré-malignos no intestino grosso devido a um erro genético. Como estes pólipos surgem na infância e adolescência, a chance de um dos pólipos se tornar um tumor de intestino durante a vida do paciente é de 100%. Devido a isto, estes pacientes devem ser submetidos à retirada de todo intestino grosso como forma de prevenção ao câncer.

 

Estimativa

No Brasil, as estimativas, para este ano apontam para a ocorrência de 489.270 casos novos de câncer. Os tipos mais incidentes, à exceção do câncer de pele do tipo não melanoma, serão os cânceres de próstata e de pulmão no sexo masculino e os cânceres de mama e do colo do útero no sexo feminino. Em 2010, são esperados 236.240 casos novos para o sexo masculino e 253.030 para sexo feminino. Estima-se que o câncer de pele do tipo não melanoma (114 mil casos novos) será o mais incidente na população brasileira, seguido pelos tumores de próstata (52 mil), mama feminina (49 mil), cólon e reto (28 mil), pulmão (28 mil), estômago (21 mil) e colo do útero (18 mil).
    Os tumores mais incidentes para o sexo masculino serão devidos ao câncer de pele não melanoma (53 mil casos novos), próstata (52 mil), pulmão (18 mil), estômago (14 mil) e cólon e reto (13 mil). Para o sexo feminino, destacam-se os tumores de pele não melanoma (60 mil casos novos), mama (49 mil), colo do útero (18 mil), cólon e reto (15 mil) e pulmão (10 mil). As regiões Sul e Sudeste, de maneira geral, apresentam as maiores taxas, enquanto que as regiões Norte e Nordeste mostram as menores taxas. As taxas da região Centro-Oeste apresentam um padrão intermediário. Diante desse cenário, fica clara a necessidade de continuidade em investimentos no desenvolvimento de ações abrangentes para o controle do câncer, nos diferentes níveis de atuação, como: na promoção da saúde, na detecção precoce, na assistência aos pacientes, na vigilância, na formação de recursos humanos, na comunicação e mobilização social, na pesquisa e na gestão do Sistema Único de Saúde (SUS).


Distúrbios do sono podem causar arritmias cardíacas
Pacientes cardíacos devem redobrar qualidade do sono

 

Sonolência, acordar cansado e sentir-se estressado são alguns dos sintomas de noites mal dormidas, mas estes não são os mais graves. Estudos feitos pelo Journal of the American College of Cardiology mostram que distúrbios do sono podem causar problemas cardíacos. Segundo a pesquisa, os resultados sugerem que a taxa absoluta de arritmias associadas aos distúrbios respiratórios é baixa: apenas uma arritmia em excesso por 40.000 distúrbios respiratórios.

    Pessoas que sofrem de apneia, por exemplo, que se caracteriza por pequenas interrupções durante o sono, onde o paciente fica alguns minutos sem respirar e depois volta ao normal, devem se ater mais a outros problemas de saúde, inclusive cardíacos. “Pacientes com apneia do sono podem ter arritmia cardíaca, pois a respiração fica mais intensa, por causa da  obstrução nas vias respiratórias”, explica Dr. Eduardo Rollo Duarte, especialista em Odontologia do sono.

   Segundo ele, a doença se desenvolve da seguinte forma: “Durante o sono os portadores de apneia tem uma reação de relaxamento da faringe, dificultando a passagem do ar, causando no esforço para respirar um aumento da pressão sanguínea”, afirma.

 

 

A obstrução das vias respiratórias faz com que o organismo precise de uma força maior para que o ar chegue até o pulmão e possa ser distribuído para o organismo, o que força o coração a bombear o sangue com mais  força ou rapidez. Tipos diferentes de distúrbios do sono estão associados a também diferentes tipos de arritmias. “Pacientes com históricos de problemas cardíacos devem se preocupar ainda mais a qualidade do sono”, afirma o especialista.

    É recomendável procurar um especialista do sono, pois o aumento da pressão arterial que começa apenas enquanto se dorme, com o tempo pode se tornar uma rotina. Por isso, pacientes com históricos de hipertensão devem ter um controle constante da pressão. A variação da pressão pode lesionar órgãos como cérebro, coração e rins.


Retinoblastoma: quanto antes diagnosticar, maior a chance de manter a visão

Ao primeiro sinal de sensibilidade à luz é preciso procurar um oftalmologista. Fotofobia não é doença, é sintoma e sua causa precisa ser investigada e eliminada o quanto antes, pois pode indicar retinoblastoma

 

 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o retinoblastoma é responsável por 3% dos tumores que acometem crianças e é normalmente diagnosticado até os três anos de idade. Retinoblastoma é a denominação de uma enfermidade que se manifesta nos olhos e se origina das células da retina (membrana ocular sensível à luz, e onde se formam as imagens transmitidas ao cérebro). O retinoblastoma, apesar de pouco falado, não é raro e é reconhecido como o tumor ocular mais comum a se manifestar na infância, e pode ser hereditário.

    Um dos sintomas de detecção do retinoblastoma é a fotofobia, forte sensibilidade dos olhos à luz, que pode ser uma reação corriqueira do organismo ao excesso de luminosidade, mas também pode sinalizar problemas mais sérios.

    Crianças - Em crianças, a aversão à luz pode ser indício do retinoblastoma, um tumor que se manifesta na retina, "mas este não é o único, nem o principal sintoma", tranquiliza o especialista do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB) no tratamento desta enfermidade, o oftalmologista André Hamada. Ele aconselha sempre atenção dos pais aos sinais e uma investigação com acompanhamento oftalmológico quando notarem alguma estranheza no comportamento da criança em relação à luminosidade.    Fotografia - "No caso do tumor, a fotofobia é apenas um dos sintomas. Além dele e mais importante é a presença de reflexos brancos nos olhos, perceptíveis em fotografias, e do estrabismo (alteração ocular que desalinha os olhos em diferentes posições)", esclarece Hamada.

    Cura - A Sociedade Americana contra o Câncer (ACS) estima que 90% dos casos de retinoblastoma são curados quando diagnosticados cedo. De acordo com Hamada, "os pais que tiveram histórico familiar de retinoblastoma devem realizar o exame de fundo de olho em seus filhos assim que nascerem para diagnosticar precocemente alguma alteração e garantir o sucesso do tratamento".

    O retinoblastoma pode acometer um ou ambos os olhos e é bastante agressivo, podendo invadir o nervo óptico e o sistema nervoso central, nestes casos, sim, com consequências mais radicais para o portador. Pode, ainda, determinar metástases (transferência da afecção para outras partes do organismo, dando origem a tumores secundários). Por este motivo a doença deve ser diagnosticada o quanto antes. Quanto mais tarde for diagnosticado e tratado o retinoblastoma, menores as chances de preservação da visão do olho afetado.


Fraturas que não aparecem no RX

Dores contínuas após incidentes como quedas e batidas podem ser sintomas de uma fratura que não apareceu no exame radiológico

 

Dor persistente após uma queda, batida ou torção pode ser sintoma de uma fratura incompleta, um tipo de fratura que muitas vezes não aparece inicialmente nos exames de radiografia. Isso porque nesses casos o osso não desvia da posição, mas apenas sofre uma fissura. O ortopedista Miguel Akkari, chefe do grupo de ortopedia e traumatologia pediátrica da Santa Casa - SP, explica que esse tipo de fratura ocorre com mais frequência em crianças e idosos.

    Segundo Akkari, em alguns casos a fratura pode ter uma evolução favorável, consolidando-se sem que a pessoa fique sabendo o que ocorreu. Mas, eventualmente pode ocorrer um desvio - quando o osso sai do lugar, o que pode exigir até mesmo uma cirurgia corretiva. "Por isso, é muito importante ficar atento aos sintomas".

    Nas crianças, as fraturas incompletas acontecem geralmente na região do punho, do cotovelo ou nas proximidades das cartilagens de crescimento, presentes em todos os ossos longos. A suspeita do diagnóstico acontece após exame clínico, no qual o médico percebe um ponto de dor, localizada e persistente, mesmo após um período de repouso ou de imobilização.

     Nesta condição é fundamental a reavaliação do paciente mesmo quando os exames radiográficos não evidenciaram nenhuma lesão. Já nos idosos, a maior incidência é no quadril e nesses casos é possível pedir exames mais incisivos para diagnosticar a fratura incompleta, como ressonância magnética e tomografia.

Sintomas

     No caso das crianças, que geralmente não conseguem explicar claramente o que estão sentindo, os pais devem ficar atentos a queixas de dor persistente de baixa e média intensidade após episódios de queda ou batidas.

Akkari explica que após um incidente é normal sentir dor na região atingida por uma ou até duas semanas. No entanto, essa dor deve melhorar progressivamente, dia após dia. "Se a dor continuar e não diminuir de intensidade, é importante procurar um médico para realizar uma segunda avaliação. Muitas vezes a fratura que não apareceu no primeiro RX aparece em um segundo exame, realizado dias depois", explica.


Estudo da Saúde traça perfil de pacientes hipertensos

Levantamento aponta que 81,6% pacientes têm  um familiar de primeiro grau com hipertensão

 

 

 

Estudo realizado pela Secretaria de Estado da Saúde, por meio do Hospital Ipiranga, traçou o perfil dos pacientes hipertensos atendidos no Ambulatório de Hipertensão Arterial. Os resultados mostram predomínio do sexo feminino (63,4%); a maioria dos pacientes (64,9%) tem mais de 50 anos e o histórico familiar de hipertensão foi positivo em 81,6% dos casos. O ambulatório atende cerca de 900 por ano.

    Durante as entrevistas, quando questionado sobre antecedentes patológicos pessoais, a dislipidemia (altos níveis de gordura circulando no sangue) foi a patologia encontrada com maior freqüência, em 46,4% dos pacientes; em seguida diabetes, em 14% dos entrevistados; acidente vascular cerebral (AVC) em 7% e infarto agudo do miocárdio em 5,6% dos pacientes.

    Quanto aos antecedentes patológicos familiares, 81,6% pacientes disseram ter um familiar de primeiro grau com hipertensão, 50,7% tinham familiares com história de AVC e 35,2% com história de infarto agudo do miocárdio.

    Em relação ao hábito de fumar e consumir álcool, a maioria dos pacientes negou tê-los. Sobre a prática de atividade física, 39,4% dos pacientes praticavam alguma atividade física de forma regular (três vezes ou mais por semana), e a maioria, 55%, eram sedentários. O tipo de atividade mais comum foi a caminhada.

    Sobre seguir a prescrição médica, 88,7% dos pacientes afirmaram que tomavam a medicação conforme fora indicado pelo médico e 11,3% dos pacientes diziam que não tomavam a medicação de acordo com o que havia sido prescrito. Dentre estes, a maioria dizia esquecer de tomar a medicação durante o dia.

    Afirmaram fazer controle da dieta (dieta hipossódica, com baixo teor de sal) 73,2% dos pacientes. Os outros 26,7% não faziam um controle dietético adequado por várias razões, as mais freqüentes foram: paladar sem sabor, alimentavam-se fora de casa, dificuldade para preparar dois tipos de comida ou não aceitação da dieta pelos outros moradores da casa.

    O fato de haver mais mulheres atendidas deve-se, provavelmente, a elas serem mais conscientes que os homens em relação à sua doença.

    “A hipertensão é uma doença que pode não apresentar sintomas, mas traz graves conseqüências à saúde. Por isso é importante a população ficar atenta a esse mal” explica Fernando Lara Roquete, diretor do ambulatório e orientador do estudo.

    A hipertensão arterial é considerada um importante fator de risco para doença aterosclerótica, acidente vascular cerebral e infarto do miocárdio. Sabendo-se que as doenças cardiovasculares ocupam o primeiro lugar em causas de morte no Brasil, dá-se reconhecimento à hipertensão como importante problema de saúde pública.

Assim, o benefício do tratamento pode ser aferido por redução da incidência de infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral e outros eventos cardiovasculares. A redução da pressão arterial é certamente o principal mecanismo pelo qual se promove a prevenção da doença cardiovascular.

    Além do tratamento medicamentoso prescrito pelo médico, é importante que pacientes hipertensos modifiquem o estilo de vida, o que inclui a redução do peso, prática regular de atividade física, dieta enfatizando consumo de frutas, verduras, alimentos integrais, leite desnatado e derivados, quantidade reduzida de gorduras saturadas e colesterol, maior quantidade de fibras, potássio, cálcio e magnésio, associada à redução no consumo de sal, ingestão moderada de álcool, abandono do tabagismo e controle do estresse psicoemocional.


12 questões sobre rinite alérgica

 

A alergia não é uma doença no sentido típico. Na realidade, trata-se de uma resposta do organismo, que não tolera contato com determinados produtos físicos, químicos ou biológicos, que reage, de forma exagerada, a uma ou mais substâncias aparentemente inocentes que, quando inaladas, ingeridas ou por contato com a pele causam irritabilidade.

    Entre os tipos mais comuns de alergia está a rinite alérgica, que afeta até 30% da população(*) e tende a ser crônica, ou seja, se manifesta com crises frequentes. Por ser uma resposta inflamatória da mucosa que reveste o nariz toda vez que ela entra em contato com os agentes alérgenos, a rinite alérgica tem apresentado uma alta incidência nas últimas décadas, por ser influenciada por fatores como poluição, moradia, vida sedentária, ambientes com ar condicionado, entre outros fatores

“Existem indivíduos, adultos ou crianças, que apresentam rinite alérgica durante o ano todo e outros cujas manifestações se concentram em determinadas épocas”, revela Dr. Julio Miranda Gil (CRM-SP 112.071), otorrinolaringologista, especialista em cirurgia plástica facial, Membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial (ABORL-CCF) e Médico Colaborador do Grupo de Cirurgia Plástica Facial do Hospital das Clínicas.

    Rinite alérgica em várias causas, sintomas e tratamentos. É para falar um pouco mais sobre este tipo de alergia, que entrevistamos o Dr. Julio Gil. Confira abaixo e tire suas dúvidas.

 

1.O que é rinite alérgica?

Muitas pessoas acham que rinite é o mesmo que rinite alérgica, porém existem vários tipos e diferenças entre elas. O mais comum nos casos crônicos é a rinite alérgica. Em primeiro lugar, define-se como rinite a presença, em um paciente, com sintomas de coriza, espirros, coriza hialina (secreção transparente) e obstrução nasal.  Nos casos, já diagnosticados de rinite, dividimos em dois subgrupos: alérgica e não-alérgica.

    A rinite alérgica tem como característica uma inflamação da mucosa do nariz e dos seios da face com a presença de eosinófilos (um tipo de glóbulos brancos) e IgE (um tipo de Imunoglobulina).

    A não alérgica pode se apresentar de diversas formas porém sempre com a mesma inflamação da mucosa e com a presença de neutrófilos, ao invés de eosinófilos e ausência de um aumento de IgE.

  

2.Quais os tipos mais freqüentes?

A rinite alérgica pode ser basicamente: sazonal (intermitente) - sintomas presentes por menos de 4 dias por semana - ou persistente - sintomas presentes por mais de 4 dias na semana.

 

Pode ser dividida também em: Leve, quando os sintomas atrapalham, mas não incomodam muito nas seguintes áreas: sono, atividades diárias, lazer e esporte, escola ou trabalho; e de Moderada a Severa, quando os sintomas incomodam muito nas áreas afetadas.

 

3. Ela é contagiosa ou hereditária?

A rinite alérgica nunca é contagiosa. Normalmente, existe uma história familiar de rinite, ou seja, é hereditária. Por exemplo, quando os pais têm rinite alérgica, o filho tem 80% de chance de ter rinite alérgica também. Pode também estar relacionada com baixo nível socioeconômico, como condições precárias de moradia.

 

4.Quais os principais sintomas?

Coriza, espirros, coriza hialina (secreção transparente) e obstrução nasal são os mais comuns, porém, podemos ainda observar lacrimejamento, hiperemia conjuntival, além de perda do olfato e do paladar, congestão em face, halitose e tosse. 

 

5.Numa crise de rinite, algumas pessoas também sofrem com irritação nos olhos. Por que isso ocorre?

Porque a mucosa que envolve todo o nariz e os seios da face se comunica com a mucosa dos olhos. Sendo assim, o nariz é a porta de entrada, porém a alergia ocorre em todos estes lugares.


6.Por que ela fica mais intensa em alguns períodos do dia, como manhã e noite?

Em geral, os pacientes que têm uma piora de dia e à noite são aqueles que estão expostos a algum alérgeno (algo que desencadeia os sintomas) em sua casa, como pó, pelo de animal, fungos (umidade), dentre outros.

 

7.Quais fatores orgânicos que influenciam no seu desenvolvimento?

Os estudos científicos ainda são inconclusivos em relação a isso. Em geral, o desenvolvimento de rinite alérgica se deve basicamente a hereditariedade e exposição a alérgenos.

 

8.Quais os agentes externos que pioram os quadros de rinite?

Há várias substâncias que desencadeiam a rinite alérgica. Os mais comuns entre são os ácaros, fungos, pólen, saliva e secreções de cães e gatos e, ainda, resíduos de insetos. Outras substâncias como, poluentes e tabaco, deixam o nariz mais sensível e susceptível a crises alérgicas.

 

9.Como prevenir? Quais os tratamentos mais indicados?

Prevenção sempre é o melhor remédio, portanto as orientações são:

- retirar de casa tapetes, carpetes, cortinas, bichos de pelúcia, livros e tudo que não for de uso constante. O quarto tem que ter o mínimo de coisas possível;

- procurar morar em locais onde os dormitórios sejam ensolarados e onde bata sol durante o dia.  Nesta hora é sempre bom deixar a janela aberta para arejar o ambiente;

- nunca passar a vassoura, usar somente pano úmido e/ou aspirador;

- não ter animais de estimação - cachorro, gato, periquito, papagaio, etc. Se não houver outra opção, dê banhos semanais e evite, ao máximo, o contato direto e a circulação nos dormitórios. Dar preferencia àqueles que não soltam pêlo;

- Evitar áreas de umidade ou mofo, pois elas podem ser a causa de todo o problema;

- usar edredon ao invés de cobertor;

- não usar roupas de lã. Dar preferência a materiais sintéticos ou de algodão.

 

Sempre tentamos o tratamento mais simples possível em cada situação, mas cada caso deve ser avaliado individualmente, para que a terapia prescrita seja adequada ao perfil do paciente. Dentre as opções existem: lavagem nasal com soro fisiológico; sprays nasais de corticóide; antihistamínicos orais ou nasais; antileucotrienos; corticóides orais e vacina sublingual ou subcutânea.

      

10.Os sintomas da rinite tendem a piorar em pessoas que possuem alterações anatômicas nasais, como desvio de septo?

Pacientes que têm rinite e desvio de septo costumam se queixar mais de nariz entupido do que os outros, podendo precisar de cirurgia para correção. Outras alterações anatômicas podem predispor a sinusite crônica e de repetição quando associadas à rinite alérgica.

 

11. Uma pessoa que tem rinite e trabalha num ambiente com ar condicionado constante deve manter que atitudes para evitar uma crise alérgica?

Deve realizar, pelo menos duas vezes ao dia, a lavagem do nariz com soro fisiológico, além de tomar muito cuidado com variações bruscas de temperatura. Outra atitude inteligente é manter recipientes com água espalhados no ambiente, evitando assim que o ar fique muito seco.

 

12. A rinite pode evoluir para uma sinusite? Por que? 

O termo atualmente usado para rinite é o de rinossinusite alérgica, uma vez que o nariz e os seios da face são cobertos pela mesma mucosa e ficam acometidos da mesma maneira pela alergia. A sinusite que é conhecida de muitos pode ser tanto esta sinusite alérgica causada pelo quadro de rinite ou, ainda, pode ser uma sinusite bacteriana crônica causada por uma rinite que não foi tratada adequadamente - ocorreu um acúmulo de muco nos seios da face, que foi colonizado por bactérias. Neste caso, deve ser realizado um tratamento específico para a sinusite e depois um controle da rinossinusite alérgica.

 

(*) Bibliografia: História, Cultura e Práticas Correntes da Medicina – Editora Nobel – Alfredo Salim Helito e Paulo Kauffman


Diagnóstico precoce é a chave para o tratamento da osteoporose

Doença silenciosa que pode levar a dores crônicas, dificuldade na locomoção e deterioração da qualidade de vida dos pacientes

 

 

A osteoporose é marcada pela redução da quantidade e da qualidade da massa óssea, o que leva a um aumento no risco de fraturas. A doença é a principal causa de fraturas em mulheres na pós-menopausa e em idosos. As principais fraturas ocorrem na coluna, no quadril e nos pulsos e podem levar a complicações, como dores crônicas, dificuldade para locomoção e, conseqüentemente, deterioração da qualidade de vida do paciente.

    A enfermidade acomete um número muito grande de pessoas em todo o mundo. Estima-se que, somente nos Estados Unidos, 10 milhões de pessoas acima de 50 anos sofram com a doença e mais de 34 milhões apresentem baixa massa óssea, característica que predispõe ao desenvolvimento da osteoporose. A cada 5 pessoas acometidas pela doença 4 são mulheres, das quais 50% vai apresentar alguma forma de fratura relacionada à doença ao longo de suas vidas.

   A doença é chamada de silenciosa, pois, na grande maioria dos casos, não apresenta sintomas até que ocorra a primeira fratura. No caso das mulheres na pós-menopausa, a atenção deve ser redobrada pois a principal causa da osteoporose é a redução na produção de estrógeno que acontece justamente nesse período.

    Entre os fatores de risco que podemos destacar relacionados à doença estão idade avançada, baixo peso, raça caucasiana, histórico de doença na família, deficiência hormonal, dieta pobre em cálcio, uso de determinadas medicações como corticóides,  fumo, álcool e uma vida sedentária.

    O diagnóstico da osteoporose é feito através da densitometria óssea, um exame simples e indolor que pode ser descrito como uma “radiografia” do corpo. Com ele, é possível identificar a quantidade de mineral presente nos ossos e dar o direcionamento adequado ao tratamento, caso necessário.

    Infelizmente, até hoje, não existe cura para a osteoporose e o objetivo principal do tratamento é evitar as fraturas. Há dois caminhos que podem ser seguidos: um à base de medicamentos e outro não medicamentoso. Na terapia à base de remédios, os tratamentos evoluíram muito nos últimos anos. Comprimidos que eram tomados diariamente, hoje já podem ser tomados a cada semana e até mensalmente. Já o tratamento sem medicamentos é feito com uma alteração no estilo de vida do paciente, que inclui atividades físicas constantes, alimentação rica em cálcio e exposição adequada ao sol para estimular a absorção de vitamina D. O seu médico saberá optar por um desses tratamentos ou até mesmo por ambos, de acordo com as características de seu caso.

    Vale ressaltar que apesar dos tratamentos disponíveis, o mais importante é prevenir a doença bem antes de se chegar à maturidade. Por isso, é fundamental que, desde a juventude, já exista uma conscientização sobre a enfermidade e suas formas de prevenção. Ter uma dieta rica em cálcio desde a infância, manter atividade física regular, evitar o uso de álcool e fumo certamente são ações que poderão garantir uma “reserva óssea” para quando o corpo precisar. Quanto maior for essa “reserva”, menor a probabilidade de desenvolver a osteoporose. Lembre-se: para a osteoporose, a prevenção é o melhor remédio. Procure seu médico para mais informações.

 

Dr. Marco Paschoalin


Dor de cabeça se torna mais comum na adolescência

Pesquisa revela que problema é comum em estudantes, mas afeta mais o sexo feminino

 

Segundo levantamento publicado nos Arquivos de Neuro-Psiquiatria, a dor de cabeça, ou cefaléia, é um problema comum em crianças e adolescentes, mas afeta mais as meninas, e tende a se tornar mais frequente com a idade. O trabalho é da autoria de Regina Pires de Albuquerque, pesquisadora do Departamento de Neurologia da Faculdade de Medicina de Rio Preto (SP) e colegas e foi veiculado na edição de setembro de 2009.

    De acordo com os autores, para a colheita de dados, foi realizado levantamento com estudantes - adolescentes e crianças - com idades variando entre 6 e 18 anos, na cidade de São José do Rio Preto (estado de São Paulo). Foram incluídos no trabalho 385 estudantes de escolas públicas e privadas, da primeira à oitava série, no estudo piloto. Regina e colegas declaram que foram realizados questionários com os pais dos jovens, que incluíram perguntas como: quantas vezes a criança reclamou de dores de cabeça (poucas vezes, esporadicamente, muitas vezes), quando foi a última queixa das dores e outras.

    Entre os resultados, os pesquisadores apontam que a prevalência de dores de cabeça durante a vida dos estudantes foi de 91,8% (4.794 indivíduos do total da população analisada). Dois mil setecentos e sessenta e oito estudantes (53,7%) declararam sofrer de episódios de dores de cabeça, algumas vezes ou muitas vezes, nos últimos 12 meses. Os autores também afirmam que houve diferenças entre as prevalências das dores de cabeça entre meninos e meninas, com 86,2% dos estudantes do sexo feminino fazendo queixas das dores, contra 81,9% dos estudantes do sexo masculino.

 

“Considerando os dados relacionados aos episódios do último ano, foi verificada uma diferença estatística significativa entre os gêneros. Dores de cabeça ocorreram pelo menos uma vez por mês em 36,6% das meninas (incluindo mensalmente, semanalmente e diariamente) e 28,2% dos meninos. Foi constatado que as queixas diárias de dores de cabeça nas meninas foram quase o dobro da porcentagem das dos meninos”, dizem eles, e acrescentam que “foi observado que entre crianças entre seis e 11 anos, a maioria das reclamações ocorreu bem poucas vezes (30,6%) ou às vezes (35,8%). No caso dos jovens entre 12 e 18 anos, a porcentagem das queixas ‘muitas vezes’ é 5,5% maior que no do grupo das crianças”.

    Para Regina e colegas apontam no artigo as possíveis causas do problema nos pacientes mais jovens: “mudanças na estrutura da sociedade e o aumento do estresse nessa faixa etária específica são motivos dos quais suspeitamos”. O grupo de cientistas acredita que “estudos futuros poderão se levados a cabo para desenvolver ferramentas de pesquisa que vão permitir a identificação de crianças em risco de desenvolver dores de cabeça crônicas”.

 

Agência Notisa (science journalism – jornalismo científico)


Cuidar da flora intestinal evita a obesidade?

 

A flora intestinal é uma colônia de bactérias fundamentais à vida humana. Elas se encontram dentro do tubo intestinal e sua função primordial é auxiliar a digestão dos alimentos. Elas também servem para evitar a proliferação de agentes nocivos ao corpo (outras bactérias, fungos, protozoários) ao sobreporem-se a eles por estarem em maior número.

    Logo, fica clara a importância de se preservar a flora intestinal bem equilibrada. Quando isso não acontece, as toxinas produzidas pelas bactérias agressoras e pelos fungos entram em contato com as células do organismo. Diversas doenças surgem nessa situação. Problemas metabólicos, depressão, ansiedade, perda da libido, infertilidade são apenas alguns exemplos.

    As mulheres que se incomodam tanto com a celulite também devem saber que a saúde da flora intestinal pode estar relacionada. Isso porque com o fígado sobrecarregado de toxinas, os sistemas circulatório e linfático também ficam extrapolados, o resultado da conta é a celulite.

    Para evitar tudo isso, a alimentação é fundamental. É importante ingerir boas quantidades de fibras solúveis, que chamamos de prebióticos, encontradas na aveia, no trigo, na cevada, por exemplo. Já em casos de flora deficiente, o consumo de próbióticos, como alguns iogurtes disponíveis no mercado, ajuda a repor as bactérias benéficas.

 

Doutor Carlos A. Sabbag


Memória Metabólica do diabetes reforça importância da prevenção da doença

 

 

Estima-se que metade dos pacientes diabéticos não sabe que está doente. Em países em desenvolvimento, esse índice chega a 80%. Essas pessoas evoluem longos anos sem nenhum sintoma que possa revelar a doença. Quando passam a apresentar sintomas, eles são muitas vezes tão vagos e inespecíficos que são confundidos com cansaço e estresse. Somente quando o paciente passa a urinar muito, beber muita água e a emagrecer é que as pessoas procuram atendimento médico. Esse período de doença, assintomático, pode durar vários anos preciosos e pode definir a evolução da doença para um curso benigno e sem complicações, ou para uma patologia grave e debilitante, com complicações vasculares terríveis.

    Muitos pacientes chegam ao consultório queixando-se de que tem a glicose um pouco elevada, sem saber que são diabéticos. Quando cientes sobre o seu diagnóstico, muitas vezes, têm resistência em aceitar o fato, pois continuam afirmando que é apenas uma elevação pequena na glicemia. Em outros casos, eles até aceitam o diagnóstico, mas continuam pensando que é um diabetes leve, como se existisse diabetes leve. Outras vezes, nos deparamos com pessoas mal orientadas por colegas que desconhecem a importância de um diagnóstico precoce do diabetes para que se possamos instituir um tratamento precoce. Com isto, perdemos o timing para esclarecer e prevenir as complicações crônicas da doença.

 

Valores de glicemia que podem dificultar o diagnóstico

Fazer um diagnóstico baseado em um valor laboratorial é outro grande problema do diabetes, pois, muitas vezes, um diagnóstico deixa de ser feito durante muito tempo. Valores normais e anormais dependem de padronizações muito bem definidas, mas que variam de acordo com o quadro clínico apresentado. Um exemplo disso é o valor de normalidade da glicemia de jejum. Quando  dizemos que glicemias de jejum normais estão entre 70 e 100mg/dL, isso não significa que não tenhamos diabéticos com glicemia de jejum de 95mg/dL ou pessoas normais com glicemia de jejum de 110mg/dL. Daí que esses valores devem ser analisados em conjunto com outras variáveis como antecedentes familiares de diabetes, peso corporal, nível de estresse, tempo de jejum, medicamentos utilizados, etc.

    Outro motivo de confusão são os valores de glicemia que definem o diagnóstico de diabetes como maior ou igual a 126mg/dL.

Entretanto, quem poderá dizer que uma pessoa com glicemia de jejum de 125mg/dL não é diabética? Chegamos ao extremo de encontramos pacientes com glicemia de jejum de 80mg/dL que já revelam o diabetes quando submetidos a uma curva glicêmica. Suspeitamos deles ao analisarmos seus antecedentes familiares de diabetes, seu peso corporal e outras alterações laboratoriais sugestivas da doença, como um HDL colesterol baixo e triglicérides elevado.

 

Memória Metabólica as novas evidências do efeito deletério do descontrole glicêmico inicial

Há alguns anos, vem sendo confirmadas evidências contundentes de que o excesso de glicose na circulação e nos órgãos dos diabéticos, na fase inicial da doença, pode marcar para sempre a memória de suas células, principalmente, aquelas sujeitas às agressões crônicas da hiperglicemia como os rins, retina, coração e membros inferiores. Esse efeito é tão importante na evolução da doença que nos faz acreditar que após um longo período inicial de negligência no controle do açúcar no sangue, muito pouco podemos fazer para prevenir as lesões que incapacitam os pacientes.

    São bem conhecidas e temidas as seqüelas do diabetes mal controlado, de maneira que quase nada podemos fazer frente à falência renal, a não ser a hemodiálise e o transplante; diante das lesões de retina que levam à cegueira; frente ao infarto agudo do miocárdio, principal causa de morte nesses pacientes, e nas graves lesões periféricas para prevenir as amputações.

 

Prevenção das lesões celulares

Algumas vezes, não entendíamos o porquê de alguns pacientes diabéticos sofrerem tais conseqüências apesar de estarem relativamente bem compensados e manterem glicemias consideradas normais. Hoje, sabemos que muito provavelmente eles sofrem das conseqüências da memória metabólica de suas células, lesadas no início da doença, através de um descontrole glicêmico prolongado.

    As lesões iniciais parecem ser causadas pelos famosos radicais livres produzidos a partir do excesso de açúcar a que essas células foram expostas. Dito dessa forma parece natural pensar no tratamento utilizando-se as vitaminas antioxidantes. Entretanto, já está bem estabelecido que os antioxidantes disponíveis, principalmente os suplementos vitamínicos,  não tem nenhum efeito benéfico no tratamento do diabetes. Quando utilizados em grandes doses, eles podem até ser deletérios e não faltam evidências científicas para isso. Uma pesquisa recente e de grande credibilidade demonstrou que o betacaroteno, vitamina A e vitamina E podem aumentar a mortalidade destes pacientes.

    As pesquisas estão evoluindo no sentido de encontrarem sustâncias capazes de desligar ou apagar a tal memória metabólica. Para tanto, alguns medicamentos usados para o controle do diabetes e para o tratamento da hipertensão arterial têm se mostrado promissores em reduzir as substâncias que, em última análise, causariam as lesões da memória metabólica. Esta já é uma possibilidade terapêutica ao nosso alcance, entretanto, a única certeza que ainda temos na prevenção desse processo é o diagnóstico precoce do diabetes e o controle metabólico rigoroso no início da doença.

 

Dra. Ellen Simone Paiva



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