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| Edição de
Maio de 2008 |
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Problemas
na tireóide comprometem gravidez
O sistema
endócrino é uma das principais redes de comunicação do corpo e
controla inúmeras funções. Os hormônios agem como
coordenadores de jornalismo. Se algo vai mal com eles, a
informação fica comprometida. Problemas com a glândula
tireóide, por sua vez, podem interferir na capacidade de
engravidar.
De acordo com a doutora Silvana Chedid, especialista em
Medicina Reprodutiva, pode ocorrer de um problema relacionado
à glândula tireóide afetar a fertilidade feminina.
“Menstruação irregular e anovulação (falta de ovulação) são
comuns em pacientes que sofrem de alguma disfunção da
tireóide. Sem óvulos para serem fertilizados, a concepção se
torna impossível. E isso pode acontecer tanto em produz
hormônios demais ou de menos”.
Mesmo quem menstrua regularmente pode ter problemas de
ovulação. “Às vezes, a paciente passa anos sem descobrir o que
de fato a impede de engravidar”, diz a médica. “Além disso,
algumas mulheres têm uma fase lútea muito curta, que é o tempo
entre a ovulação e a menstruação. O normal é que esse período
seja de 13 a 15 dias”. |

Doutora Silvana afirma que muitos mecanismos em que a
disfunção da tireóide interfere na gravidez ainda são
desconhecidos, mas não há qualquer dúvida quanto à real
interferência. “O hipotireoidismo pode causar um aumento de
prolactina, hormônio produzido pela glândula pituitária que
induz a produção de leite materno no pós-parto. O excesso de
prolactina gera impacto negativo sobre a fertilidade,
comprometendo os ciclos menstruais”.
A
especialista diz que o hipotireoidismo também facilita a
ocorrência de ovários policísticos em algumas mulheres,
comprometendo a fertilidade em alguma medida que precisa ser
investigada e tratada por uma equipe especializada em
reprodução humana.
Fonte:
Dra. Silvana
Chedid,
ginecologista especialista em Medicina Reprodutiva, diretora
da clínica Chedid Grieco (www.chedidgrieco.com.br)
e chefe do setor de Reprodução Humana da Beneficência
Portuguesa, em SP.
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O “peso
social” da infertilidade para a mulher
Na história
da humanidade, a desigualdade entre homens e mulheres sempre
marcou as relações sociais e definiu os papéis sexuais. Deste
modo, na cultura ocidental coube ao homem trabalhar e garantir
o sustento do lar.
Às mulheres foram destinados os afazeres domésticos e os
cuidados com os filhos. Com a sociedade assim organizada, com
o passar do tempo, as mulheres foram ficando vinculadas à
idéia da maternidade para “tornarem-se plenas”. A capacidade
de gerar um filho foi reconhecida como "natural" em todas as
mulheres, bem como o desejo da maternidade.
No entanto, com o advento da Primeira Guerra Mundial, as
mulheres tiveram que sair de suas casas para cuidarem de
feridos em hospitais, cultivarem o campo e ocuparem os postos
dos homens nas indústrias. A guerra proporcionou maior
liberdade, responsabilidade e novas perspectivas profissionais
às mulheres. Desta forma, cada vez mais integrada ao sistema
produtivo, a maternidade passou a não ser mais o centro da
vida das mulheres. A vida profissional e a afetiva passaram a
ocupar lugares de destaque no universo feminino.
Uma
nova mãe
Mesmo em meio a tantas transformações e conquistas, o desejo
da maternidade continuou sendo muito valorizado pelas
mulheres. E, aqui, devemos diferenciar o desejo de maternidade
da mulher moderna daquele que existia antigamente, uma vez que
todas as mudanças sociais que ocorreram no decorrer de anos
levaram a um amadurecimento deste processo.
Hoje, o aspecto mais valorizado pela mulher é a liberdade de
ser responsável por seu próprio caminho. A maternidade deixou
de ser o único objetivo da vida da mulher, passando a ser uma
das possíveis escolhas em busca de seu desenvolvimento
pessoal. |
A maternidade é um dos caminhos para que as mulheres possam se
realizar e sentirem-se produtivas. O desejo de filhos está
bastante interiorizado na maioria delas, fruto de uma
conquista histórica e passado de mãe para filha através de
processos identificatórios. Sendo assim, a notícia da
infertilidade pode abrir um vazio quanto ao referencial
feminino, principalmente se não houver abertura para a análise
de outras possibilidades onde se possa "se sentir mulher".
Associada à questão sócio-cultural que não deve ser
desconsiderada, é interessante destacar também que o desejo de
filhos data desde a primeira infância, onde podemos ver
meninas brincando com seus "bebês imaginários", adiando,
assim, a concretização deste desejo para a vida adulta.
Tendo em vista todos os fatores até agora expostos, nota-se
que ter filhos acaba sendo um dos importantes pilares da
construção da identidade feminina. Entre as mulheres com
dificuldade para engravidar é comum o sentimento de que não
conseguir ser mãe é como não ser completamente mulher. Desta
maneira, podemos compreender melhor todos os sentimentos
envolvidos na busca do filho desejado: “ansiedade a mais",
“preocupação a mais", “desejo de engravidar maior que as
outras mulheres”, como se sem este "a mais", a gravidez não
pudesse acontecer.
Podemos afirmar que este "a mais" de investimentos, na
verdade, nos revela um "a menos" no campo da feminilidade. A
busca centrada no filho faz com que esta mulher se esqueça que
além da maternidade existem outras possibilidades de
investimentos férteis e gratificantes, enquanto o bebê não
vem.
Luciana Leis - psicóloga da Clínica Gera.
É especializada no tratamento de casais com
problemas de fertilidade.
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Hipocondria:
medo de ficar doente ou mania de achar que está doente?
Dor nas costas,
nas pernas, no peito ou no abdômen, problemas de pele,
complicações digestivas, insônia, cansaço exagerado, aperto na
garganta, falta de ar, azia, palpitação e dores de cabeça...
Apesar dos sintomas, os exames atestam que tudo está em ordem, não
há nada de errado com a saúde desta pessoa e o estresse emocional
pode ser a causa de tantas queixas. "É o que chamamos de
somatização, ou seja, a transferência para o corpo,
inconscientemente, das dificuldades sentimentais com as quais não
conseguimos lidar", explica a psicóloga Adriana de Araújo,
especializada no tratamento de fobias.
A razão da somatização pode ser um trauma pela perda de uma pessoa
querida ou a incapacidade de conviver com sentimentos como o medo,
a frustração, a insegurança, a raiva, a culpa... “Assim que
constata que a saúde está perfeita, a maioria das pessoas costuma
sair do consultório tranqüila, mas uma minoria - cerca de 3% da
população - não se conforma com o diagnóstico. O indivíduo tem
certeza de que está enfermo e de que a doença é grave”, diz
Adriana de Araújo.
E assim, inicia uma peregrinação de consultório em consultório,
capaz de se estender por muitos anos. "Esta pessoa, de fato, está
doente. O mal que a atinge é a hipocondria", diz a psicóloga.
Depois de passar por vários especialistas, tais como clínicos
gerais, endocrinologistas, oftalmologistas, ortopedistas,
ginecologistas, neurologistas e cardiologistas, ela, enfim decide
procurar ajuda psicológica.
A
hipocondria
A hipocondria é
um estado psicopatológico em que o ser humano tem um medo mórbido
de sofrer de um distúrbio progressivo em algum órgão. O
hipocondríaco tende a supervalorizar a gravidade de males banais -
como um resfriado - e a interpretar reações normais do organismo
como se fossem problemas sérios de saúde. “Outra característica é
a necessidade de falar sobre a 'doença' com todo mundo.
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Pode até
tratar-se de carência afetiva, mas isso não significa que o
indivíduo simule ou 'finja' os sintomas - ele sente realmente, as
dores das quais se queixa e acredita mesmo que está doente",
afirma Adriana de Araújo, que também é autora do livro O
Segredo para Emagrecer.
Independentemente da idade, quem tem predisposição a se tornar
hipocondríaco é justamente aquele com maior dificuldade em lidar
com as incertezas, perdas e tristezas da vida. "Quem consegue
trabalhar bem as próprias emoções dificilmente desenvolverá um
quadro como esse”, afirma Adriana.
Graus de
hipocondria
A hipocondria
momentânea ou leve, que qualquer um está sujeito a desenvolver em
um estágio da vida, tende a desaparecer assim que o obstáculo
emocional que a desencadeou seja superado. "É mais um quadro de
somatização do que propriamente hipocondria", diz a especialista.
Já a hipocondria severa, aquela em que a pessoa fica 24 horas por
dia preocupada com a doença que acredita ter, precisa de
tratamento. "Dificilmente esta pessoa conseguirá controlar os
pensamentos mórbidos e superar a enfermidade sem ajuda
profissional", diz Adriana. Sem tratamento, sua vida transforma-se
num inferno, não só pelo medo constante de ficar doente, mas pela
angústia e depressão provocadas por esse pânico. Com o tempo, a
própria instabilidade emocional que acompanha a hipocondria
enfraquece o sistema imunológico e predispõe o organismo a doenças
reais.
Tratamento
Medicação
antidepressiva e terapia são a base do tratamento contra a
hipocondria. "Reconhecer as emoções ruins que procuramos negar,
por um mecanismo inconsciente de defesa, muitas vezes, já é
suficiente para fazer cessar os sintomas, mas para isso é
fundamental um auxílio específico. Não adianta tomar remédios, sem
trabalhar os sentimentos que provocam as reações físicas",
explica.
“Em uma outra etapa do tratamento é importante que o paciente
perceba que uma série de doenças e sensações desagradáveis podem
ser apenas produtos da maneira de agir e de pensar de cada um. E o
começo da cura acontece quando percebemos que somos os
responsáveis pelo padrão de pensamentos que cultivamos: negativos
ou positivos”, diz a psicóloga Adriana de Araújo.
Fonte:
Adriana de
Araújo -
Psiclínica e We Care
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Dois novos exames detectam riscos de parto
prematuro
"O Parto Prematuro é responsável por 28% das causas
de morte neonatal (Revista Brasileira de Ginecologia E
Obstetrícia, Vol, 27 n° 6)"
Fevereiro/2008
- Os exames de EGE (Eco Glandular Endocervical) e SLUDGE
(Pontos Hiperecogênicos ou "Reluzentes" na cavidade uterina
semelhante a um "barro" do liquido amniótico - "Sludge" é uma
palavra do idioma inglês que significa em português barro, lama)
podem revelar a probabilidade do risco de parto prematuro. Estes
exames, mais os que já são realizados, podem alcançar até 80% do
diagnóstico precoce de risco de parto prematuro e, com isto,
medidas preventivas poderão ser tomadas e as complicações
evitadas.
O parto prematuro, quando o nascimento acontece com menos de 37
semanas, ocorre em aproximadamente 20% das gestantes e quanto mais
precoce o nascimento mais graves podem ser as conseqüências.
Segundo Arnaldo Schizzi Cambiaghi, médico especialista em
reprodução humana, bebês que nascem com menos de 24 semanas de
gestação têm índice de sobrevivência de 5%. "Estas crianças podem
levar, para toda a vida, seqüelas irreparáveis como a cegueira,
surdez e outras complicações neurológicas causando um alto índice
de invalidez, além de aumentar muito o custo econômico das
internações, enquanto estiverem sob os cuidados intensivos até
atingirem o peso e a saúde desejada", explica.
Dr. Cambiaghi alerta sobre a importância do histórico da paciente
visto que uma das principais causas do parto prematuro é a
prematuridade prévia. Outros fatores de risco são: Malformação
uterina, miomas, cirurgias ginecológicas, tabagismo, alcoolismo,
pequena estatura, pouca idade, idade avançada, infecções e outras.
"Até hoje os únicos exames complementares que existiam para este
diagnóstico era o marcador bioquímico chamado fibronectina,
realizado no muco cervical - de difícil aquisição (é importado),
de pouca fidelidade e por isto pouco utilizado - e o
comprimento do colo uterino", explica. Conforme
diagnosticado o risco de parto prematuro medidas preventivas como
repouso, medicamentos e até pequenas cirurgias (cerclagem), devem
ser tomadas pois assim pode-se evitar complicações e aumenta a
chance de ser evitado. |

O ideal é que estes exames sejam realizados durante o ultra-som
morfológico de segundo trimestre "Acreditamos que estes novos
marcadores devem ser incorporados à rotina de pré-natal de todas
as pacientes principalmente as consideradas com alto risco",
finaliza Cambiaghi.
Os exames
EGE - Eco
Glandular Endocervical
- Este exame consiste na avaliação das glândulas que estão
normalmente no colo uterino (ou canal cervical) - região terminal
do útero que está em contato com a vagina e que se dilata durante
o parto. Quando estas glândulas deixam de ser visibilizadas pelo
ultra-som, significa que esta havendo um processo de maturação
antecipada do colo uterino e por isto há um maior risco de parto
prematuro.
SLUDGE -
Pontos Hiperecogênicos ou
"Reluzentes" na cavidade uterina semelhante a um "barro" do
liquido amniótico - "Sludge" é uma palavra do idioma inglês que
significa em português barro, lama.
O exame mostra um depósito de pontos em massa próximos ao canal
cervical e está também relacionado a uma maior chance de parto
prematuro, além de, muitas vezes, sugerir processos infecciosos
dentro do útero, próximo ao bebê (corioamnioite). Estes marcadores
devem ser avaliados juntamente com o comprimento do colo uterino,
que já vem sendo realizado há algum tempo pela maioria das
clínicas de ultra-som.
Dr. Arnaldo Schizzi Cambiaghi
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Cuidados com a saúde bucal devem
começar na gestação
Segundo especialistas, a saúde bucal depende de uma boa higiene
desde a infância e muitos problemas bucais já podem ser evitados
ainda na gestação
Dentes perfeitos e saudáveis na idade adulta começam a ser
cultivados ainda no ventre materno. Por isso, os cuidados com a
dentição devem começar antes mesmo do nascimento do bebê. Uma boa
dieta durante a gravidez, atenção com a higiene bucal do
recém-nascido e muito leite do peito são os ingredientes de um
bebê com gengiva e dentes sadios.
A futura mamãe que se preocupa com os dentes do bebê
deve se preocupar com a sua própria alimentação já no período da
gestação. Alimentos balanceados e, principalmente, dosar na
ingestão de cálcio que contribui consideravelmente para a formação
dentária do bebê. Após o nascimento, os cuidados não param. De
acordo com a especialista em Odontopediatria, Dra. Caroline Jorge
Zarvos, vários problemas dentários tem sua raiz logo no início do
processo de amamentação. "Muita gente não sabe, mas a forma
correta de se amamentar um bebê é colocá-lo de pé, reclinado no
peito. Quando a criança mama deitada, as chances de uma deformação
na arcada dentária são maiores", explica ela. |
Mesmo com
poucos dias, o bebê já mama e retém lactose ao redor do bordo
gengival podendo já apresentar bactérias. Quanto mais cedo a mãe
começar a realizar a higienização da boca do bebê melhor. A
limpeza bucal do bebê pode ser feita com um algodão ou cotonete
embebido em água.
“È importante a limpeza porque, antes de mais nada,
para higiêne não tem idade e também porque quando aparecerem os
dentinhos, em médio aos 6 meses, e é preciso usar escova, a
criança já estará acostumada com algo "diferente" na boca e não
irá reclamar ou achar ruim a escovação. Logo ao nascer os
primeiros dentinhos, a mãe já deve utilizar escovas ou dedeiras
bem macias para não machucar a gengiva do bebê. E utilizar pasta
sem flúor”, comenta a Dra. Caroline.
Além da higiene adequada, é importante que as mães
fiquem atentas a algumas manifestações da erupção dos dentes. Como
o nascimento do dentinho costuma provocar coceira na gengiva, é
comum que as crianças levem muito as mãos à boca, para massagear a
área. "Por isso, é nessa etapa que o nenê fica suscetível a
contrair certas bactérias, podendo ter sintomas como diarréia",
esclarece a Dra. Caroline. Chupetas na fase de nascimento dos
dentes também devem ser evitadas. De acordo com a dentista, elas
estão relacionadas a dificuldades de oclusão, deformação da arcada
dentária, entre outros problemas. "Chupetas são sempre
contra-indicadas. Além disso, os dentes de leite são a base para a
dentição adulta. Assim, quanto mais bem cuidados forem, melhores
resultados futuros serão alcançados", completa a Dra.
dra. Caroline Jorge Zarvos |
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15 Dicas para escolher uma
clínica de fertilização
Especialista diz que os casais
geralmente desconhecem quais fatores levar em conta na hora de
recorrer a tratamento
Mês a mês, as mulheres jovens e
saudáveis têm 20% de chance de engravidar. Depois dos 35 anos,
essa taxa cai para 5%. Ou seja, cada vez mais os casais modernos –
que investem na carreira antes de formar uma família – se deparam
com a necessidade de buscar ajuda médica para ter um filho. Mas,
como saber se estão indo ao lugar certo?
De acordo
com Silvana Chedid, especialista em Medicina Reprodutiva, é
importante que o casal tenha parâmetros claros para avaliar as
clínicas de fertilização que visitarem. “É comum que a própria
decisão de recorrer a um especialista cause algum estresse ou
impacto emocional. Portanto, quanto mais bem informados o homem e
a mulher estiverem, mais tranqüilidade terão para enfrentar as
etapas subseqüentes”.
A especialista diz que
a primeira recomendação é pedir indicação ao ginecologista – desde
que se tenha uma relação de confiança estabelecida entre médico e
paciente. “Como qualquer outra grande decisão na vida, a gente
deve colher informações e não ter pressa para decidir. Afinal,
trata-se de escolher uma equipe para ajudar a conceber uma
criança. Geralmente, o casal deve levar em conta cinco fatores:
histórico da clínica, taxas de sucesso, tipos de tratamento, custo
do tratamento e serviço. Quem basear a escolha em apenas um fator
estará correndo riscos. O ideal é avaliar o conjunto”, diz a chefe
do setor de Reprodução Humana do Hospital Beneficência Portuguesa
e diretora da Clínica Chedid Grieco, em São Paulo.
Silvana
Chedid sugere algumas perguntas que podem ser feitas por telefone,
e-mail, ou mesmo durante uma consulta prévia. A idéia, segundo a
médica, é colher o máximo possível de informações que servirão de
base para a escolha do casal, “evitando aquele tipo de decisão
baseada apenas na empatia”:
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Há quanto tempo a clínica está no
mercado?
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Quantos tratamentos a clínica
realiza por ano?
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Há restrições a algum tipo de
tratamento? (idade, hepatite B ou C, sobrepeso/obesidade, casais
homossexuais)
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A clínica oferece mapeamento
genético para Síndrome de Down ou outras doenças transmitidas
geneticamente?
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Qual é a taxa de sucesso e o tempo
médio dos tratamentos?
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Qual é a taxa das gestações que
resultaram em gestações múltiplas?
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Quais os exames necessários antes
de dar início ao tratamento?
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Como é o processo? Quanto tempo,
em média, levará?
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Quantas consultas serão
necessárias durante o processo?
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Há efeitos colaterais?
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Qual é o custo médio do
tratamento, entre medicamentos e exames?
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Como o pagamento é realizado? Há
facilidades?
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O tratamento será acompanhado do
começo ao fim pelo mesmo médico/equipe?
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A clínica oferece algum serviço de
suporte emocional?
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Que outros serviços estão
disponíveis? (massagens, acupuntura, aconselhamento de casal
etc.)
Fonte:
Dra. Silvana Chedid
- ginecologista especialista em Medicina Reprodutiva,
diretora da clínica Chedid Grieco (www.chedidgrieco.com.br)
e chefe do setor de Reprodução Humana da Beneficência Portuguesa,
em SP. |
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Câncer de cólon e reto: cerca de
27 mil novos casos estão estimados em 2008 no Brasil
O ano de 2008 é de atenção para a
população brasileira e de apreensão para os especialistas em
gastroenterologia, endoscopia e coloproctologia de todo o país.
Isso porque, de acordo com dados divulgados pelo Instituto
Nacional do Câncer (Inca) estão estimados 14.500 novos casos de
câncer de cólon e reto em mulheres e 12.490 em homens, números que
correspondem a um risco estimado de 15 casos novos a cada 100 mil
mulheres e 13 para cada 100 mil homens. Segundo o
gastroenterologista Rodrigo Felipe, o alerta é de extrema
importância já que este é o terceiro câncer mais comum entre o
sexo feminino, com faixa etária acima dos 50 anos, e o quarto
entre o sexo masculino, e que seu prognóstico está ligado
diretamente à falta de prevenção.
De acordo o médico, que é coordenador da unidade Gastro
Hepato - Endoscopia do Itaigara Memorial, em Salvador, estes
índices se referem ao diagnóstico da doença já estabelecida e, por
isso, a importância da prevenção para diminuir estes números.
Ainda segundo ele, só os exames preventivos podem detectar lesões
precoces e pré-malignas. "Pessoas acima dos 50 anos,
principalmente os que já têm histórico familiar de câncer de
cólon, devem fazer uma colonoscopia. No caso de ter sido o pai ou
a mãe que teve a doença, o filho deve procurar fazer exames a
partir de 10 anos antes do diagnóstico inicial. Ao diagnosticarmos
o problema ainda em fase inicial é o que faz com que consigamos
diminuir a taxa de incidência do câncer", declara Rodrigo Felipe.
O gastroenterologista, que alerta para os casos da doença na Bahia,
explica que podem ocorrer dois tipos de tumores, os que surgem por
meio de pólipos denominados adenomatosos - e que levam de dez a 15
anos para virar um câncer -, e o chamado "câncer de novo" por já
nascer câncer. "Aqui no estado temos achado uma alta incidência de
pessoas com pólipos adenomatosos. |

Para se ter uma idéia,
realizamos cerca de 350 colonoscopias por mês no Itaigara Memorial
Gastro Hepato e aproximadamente 10 a 15% dos casos apresentam
adenomas, sendo que 10% desses casos viram câncer", revela o
especialista.
No caso do câncer
de novo, que atinge no Brasil cerca de uma pessoa a cada mil, o
tumor pode aparecer de forma plana, em pequena depressão, ou em
tamanho reduzido (de 5mm a 1cm). "O que procuramos na endoscopia
são esses tumores menores que 1cm, depressivos ou não, que
precisam de uma maior atenção do colonoscopista por ocasião do
exame. Mas também há alguns poucos casos que já apresentam
metástase no momento do exame, tal fato que ocorre mais
frequentemente quando a lesão é depressiva ou quando tiver o
diâmetro maior que 1cm", adianta o mesmo.
O médico, que também é ex-presidente da Sociedade Brasileira
de endoscopia digestiva - secção Bahia, explica os sintomas e como
prevenir a patologia. "Anemia de origem indeterminada, perda
crônica de sangue intestinal, dores abdominais, massa abdominal
(parte endurecida na barriga), diarréia e náuseas sem causas
aparentes, fraqueza e sensação de evacuação incompleta são os
sintomas, enquanto que para prevenir, além de fazer exames, seguir
uma dieta rica em frutas, vegetais, fibras, cálcio e pouca gordura
animal, e ainda evitar o consumo de bebidas alcoólicas e praticar
exercícios", aponta Rodrigo Felipe. |
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Antes de 28 semanas de gestação,
carga viral de HIV não influencia na transmissão para o feto
A conclusão é de uma pesquisa
realizada entre 1999 e 2006 com 550 gestantes portadoras do HIV.
Os resultados sugerem que, caso a mulher esteja clinicamente bem,
iniciar o uso de anti-retrovirais antes do terceiro trimestre de
gestação pode trazer mais prejuízos que benefícios à saúde da mãe
e do bebê.
As recomendações americana e
brasileira para profilaxia anti-retroviral de gestantes infectadas
pelo HIV sugerem iniciar o tratamento a partir de 14 semanas de
gravidez, para evitar exposição embrionária ou fetal aos
medicamentos no primeiro trimestre. Entretanto, pesquisa realizada
no Núcleo de Patologias Infecciosas na Gestação (Nupaig) da
Unifesp mostra que a introdução das drogas para controle da
quantidade de vírus no organismo pode ocorrer bem depois desse
período se a mulher estiver clinicamente bem e com a imunidade
preservada, já que a carga viral não aumentou o risco de
transmissão intra-útero durante as primeiras 28 semanas de
gestação.
De acordo
com Jorge Figueiredo Senise, responsável pelo Ambulatório de
Infectologia do Nupaig e autor do trabalho, que foi apresentado
como tese de doutorado, o uso prolongado de anti-retrovirais,
associado à intolerância que os medicamentos podem causar, aumenta
o risco de falha terapêutica e de resistência a essas drogas
próximo ao parto, que é o momento mais delicado para exposição do
bebê à carga viral da mãe.
“Vários estudos já mostraram que o
maior índice de transmissão intra-útero ocorre, predominantemente,
no terceiro trimestre da gestação”, explica. “O atual estudo
aponta que as chances de se obter cargas virais indetectáveis na
hora do parto são semelhantes, independentemente do inicio do
tratamento ocorrer antes ou depois das 28 semanas de gestação.
Além disso, esse fator também não aumentou o risco de transmissão
materno fetal durante esse período”, explica o pesquisador.
As 550
gestantes que participaram da pesquisa foram atendidas em dois
centros de referência do Estado de São Paulo – Nupaig, da Unifesp,
e Hospital Ipiranga – e as gestações foram divididas em três
períodos: antes de 14 semanas; de 14 a 27 semanas; e a partir de
28 semanas.
A média de idade das mães foi de
28,5 anos e 67% delas já sabiam ser portadoras do vírus HIV antes
de engravidar. Das 269 gestantes (49%) que tinham história prévia
de uso de anti-retroviral, 51,5% já estavam usando os medicamentos
antes da concepção; 30,9% iniciaram durante a gestação; e 17,6%, a
partir da 28ª semana.
Durante as primeiras 14 semanas de
gestação, a análise sangüínea verificou que 75,1% das mulheres
foram expostas a cargas virais de HIV maiores que mil cópias
(número de vírus) em cada mililitro de sangue e, 14,1%, a cargas
maiores que 100 mil. Entretanto, essa diferença na carga viral não
acrescentou risco de transmissão materno fetal do HIV. A média de
carga viral a que ficaram expostas nesse período foi de 10 mil
cópias/ml. |

No período
gestacional de 14 a 28 semanas, novamente não houve aumento no
risco de transmissão intra-útero entre as mulheres expostas a
cargas virais maiores que mil cópias/ml, que correspondeu a 72,2%
das participantes do estudo. Cargas acima de 100 mil foram
encontradas em 12,5% das gestantes. A média, nesse caso, foi de
7,9 mil cópias/ml de sangue.
A partir de 28
semanas, novamente a carga viral maior que mil cópias não parece
ter influenciado na transmissão. Entretanto, o número de gestantes
com cargas virais acima de mil (encontrados em 82 mulheres) era
bem menor quando comparado ao grupo com carga menor que mil (em
454 mulheres). Uma única transmissão adicional no grupo de
grávidas com mais de mil cópias, tornaria a diferença
significante.
Transmissão materna e uso de
anti-retroviral
Das 550 gestantes acompanhadas no
estudo, apenas três casos de transmissão foram detectados (0,54%).
As duas mulheres que transmitiram HIV intra-útero para seus filhos
tinham cargas virais nas primeiras 28 semanas de gestação variando
de 3,4 mil a 25 mil cópias/ml de sangue, respectivamente. A carga
viral durante o parto manteve-se entre mil e 24 mil e seus partos
foram cesárias eletivas. De acordo com o pesquisador, essas
gestantes já faziam uso de anti-retroviral no momento da concepção
e durante toda a gestação, entretanto a conduta não foi suficiente
para evitar as transmissões.
No caso da
transmissão no momento do parto, a gestante ficou exposta a carga
viral de 61,2 mil cópias durante as 22 semanas de gestação, tratou
com anti-retroviral e permaneceu com carga indetectável até 33
semanas, quando foi internada durante dois dias por risco de parto
prematuro. Após a alta hospitalar, ela parou com os medicamentos,
não retornou ao pré-natal e entrou em trabalho de parto com 35
semanas, se submetendo a cesariana de urgência. “O risco dessa
paciente não foi ter permanecido exposta a mais de 60 mil cópias
de RNA-HIV por ml/sangue durante o primeiro e segundo trimestres
de gestação, mas sim ter interrompido o tratamento nas últimas
duas semanas de gravidez, permitindo que a carga viral voltasse a
subir no momento sabidamente decisivo como fator de risco para
transmissão materno fetal do HIV”, afirma Senise.
Universidade Federal de São
Paulo – Unifesp
Ricardo Viveiros Oficina de
Comunicação |
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Os múltiplos
aspectos emocionais envolvidos na infertilidade feminina
A motivação para
a criação deste texto partiu da percepção que temos, por meio da
prática clínica, da repetição de histórias muito parecidas
vivenciadas por mulheres que se deparam com o diagnóstico de
infertilidade.
A infertilidade, para a Medicina, é a dificuldade de engravidar
após 12 meses de tentativas, sem uso de nenhum método
contraceptivo. No entanto, para as pacientes que vivenciam esse
problema, a infertilidade está além desta definição, é mais do que
isso. Não conseguir gerar um filho com a pessoa amada e não
conseguir dar continuidade à família é por demais frustrante e
desmotivante.
Além disso, a
sociedade estipula uma série de etapas a serem cumpridas pelas
pessoas. Quando uma delas não é cumprida, aparecem as cobranças e
imposições. Assim é se você não namora, precisa “arranjar” alguém;
se já namora, precisa casar; e, se já casou, precisa ter filhos...
A
imposição dessa ordem linear de acontecimentos colabora para
pressionar ainda mais os casais que tentam engravidar. E, se estes
não marcarem o seu espaço frente à demanda do outro, pontuando o
que os incomoda, para se protegerem, as angústias podem tornar-se
insuportáveis.
Misto de
sentimentos
É comum
perceber, com toda essa problemática, que as mulheres com
dificuldade de gravidez começam a se fechar num mundo muito
solitário e frio. Deixam de sair com receio dos comentários
alheios, sentem-se inferiorizadas frente às demais mulheres, pouco
dividem com seus companheiros sentimentos e pensamentos com medo
da rejeição do parceiro e, em alguns casos, abandonam seus
empregos para dedicarem-se exclusivamente ao tratamento para
engravidar.
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Com tantas limitações, a infertilidade acaba estando presente em
tudo, uma vez que se configura como “não produzir, não criar”. Se
imaginarmos um terreno a ser germinado e colocarmos a
infertilidade em apenas uma porção, com o passar do tempo, olhamos
novamente este mesmo terreno e percebemos que a porção infértil
ocupou uma área maior. Isso não precisa necessariamente ser assim.
Percebemos haver uma tendência das mulheres a levarem a
infertilidade para outros espaços de sua vida, uma vez que a
situação e os fatores a ela relacionados são frustrantes e
angustiantes, gerando, principalmente, sentimentos de impotência.
Para contornar este período difícil da vida é necessário que essas
mulheres consigam “adubar” e “preparar a terra” a fim de que
outras produções sejam possíveis, expandindo seus horizontes para
além da gravidez. O processo psicoterapêutico em muito auxilia
essa questão. Algumas pacientes engravidaram justamente no
momento em que se viam produtivas no trabalho e maduras em sua
vida pessoal.
Para situações delicadas e singulares como o enfretamento da
infertilidade conjugal não existem receitas prontas (para alguma
dificuldade na vida existe?); mas, certamente, a busca por essa
expansão de interesses trará um sentimento de eficiência e de
auto-valorização para essas mulheres, enquanto a gravidez não vem.
Luciana
Leis
- psicóloga da Clínica Gera e é especializada no tratamento de
casais com problemas de fertilidade |
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Lentes de contato ou óculos?
A
indicação do oftalmologista é indispensável
Se você está
na dúvida se deve trocar os óculos pelas lentes de contato...
Saiba que elas liberam o rosto da armação e das lentes
grossas, não machucam o nariz e dão maior liberdade à prática
esportiva. Além disso, não reduzem o campo de visão, podem ser
usadas com óculos escuros, não embaçam e para as mulheres
apenas: não escondem a maquiagem. "E o melhor: corrigem a
miopia, a hipermetropia, o astigmatismo e a presbiopia. São
uma boa alternativa para quem tem receio de fazer uma cirurgia
refrativa” afirma o oftalmologista Virgilio Centurion, diretor
do IMO, Instituto de Moléstias Oculares. Segundo o médico, as
lentes de contato só não são indicadas para quem tem algum
tipo de alergia, infecção ou doença ocular, baixa produção
lacrimal ou intolerância ao produto.
Ao optar pela troca dos óculos pelas lentes, o paciente deve
fazer uma nova consulta ao oftalmologista para receber as
orientações necessárias. As lentes de contato devem ser
colocadas sobre a córnea que, junto com o cristalino, ajusta o
foco da imagem. Em contato com o globo ocular, o material
forma uma barreira que obstrui parcialmente o fornecimento de
oxigênio na região. “Ao piscar, as pálpebras ajudam a
posicionar as próteses, de forma que elas permitam a passagem
de lágrimas e, conseqüentemente, a oxigenação e remoção de
detritos. Feito isso, a função da lente será modificar a
convergência da luz na córnea, fazendo com que a imagem fixada
se forme nitidamente na retina”, explica Sandra Alice Falvo,
oftalmologista que também integra o corpo clínico do IMO.
Tipos
de lentes
Basicamente,
existem dois tipos de lentes: as rígidas e as moles ou
gelatinosas. As primeiras têm maior durabilidade, são fáceis
de limpar e são usadas simultaneamente com a maioria dos
colírios. "Entretanto, podem ser desconfortáveis durante o
período de adaptação e se deslocam da córnea com mais
facilidade", diz a oftalmologista. Fazem parte desse grupo as
lentes que são indicadas para corrigir o astigmatismo.
Já as lentes gelatinosas são macias, confortáveis desde o
primeiro dia de uso, raramente saem do lugar e têm alta
hidratação, porém necessitam de uma higienização mais rigorosa
e podem comprometer a nitidez em alguns tipos de astigmatismo.
Neste grupo encaixam-se as descartáveis, as de uso prolongado
e as coloridas. "As lentes rígidas e inflexíveis que eram
usadas no passado perderam espaço. A lentes, hoje, vêm com
filtro solar, que protegem a córnea contra os raios
ultravioleta, prevenindo a catarata", diz a oftalmologista.
Diante de tantas opções disponíveis no mercado, apenas o
oftalmologista pode dizer qual é a mais indicada para cada
caso e estipular o tempo adequado de utilização das lentes.
“Para isso, é preciso avaliar o problema ocular, o grau (o das
lentes de contato, especialmente das rígidas, é diferente do
receitado para os óculos), o diâmetro da córnea, a
sensibilidade do paciente e, por fim, a curvatura da lente”,
explica Sandra Falvo.
As consultas periódicas ao oftalmologista - no mínimo, uma vez
por ano - também são imprescindíveis. "Mesmo uma lente bem
adaptada pode, a qualquer momento, provocar desconfortos por
causa da diminuição de oxigênio no olho, por reações alérgicas
e tantas outras complicações que vão desde uma conjuntivite
até uma úlcera de córnea", alerta a médica. |
Cuidados especiais
É por essa
razão que, independentemente da validade e da assepsia
adequada, pode acontecer do paciente ser obrigado a trocar seu
tipo de lente. Geralmente, as causas desses incômodos estão
relacionadas a olhos secos (decorrentes da baixa umidade, do
uso de medicamentos como antidepressivos e diuréticos e,
ainda, de alterações hormonais), irritabilidade (provocada por
fumaça, poluição ou spray aerosol), fadiga visual
(especialmente em quem fica muito tempo em frente ao
computador) ou cosméticos.
O acompanhamento médico se faz ainda mais necessário entre as
pessoas que têm o hábito de dormir com lentes de uso
prolongado, pois as chances de desenvolverem úlcera de córnea
são maiores. "Mesmo que a embalagem indique que as próteses
são próprias para dormir, elas devem ser retiradas a cada dois
dias e o especialista tem que ser consultado para avaliar os
riscos adequadamente", recomenda a oftalmaologista.
Se por um lado elas facilitam a vida, por outro é preciso
ficar atento a alguns detalhes. Uma viagem de avião, por
exemplo, pode gerar um desconforto, se durar mais do que duas
horas. Isso porque a baixa concentração de oxigênio e a falta
de umidade dentro da aeronave provocam o ressecamento do olho.
Nesse caso, o melhor mesmo é lançar mão dos óculos até que os
olhos se restabeleçam da vermelhidão, da dor e do
lacrimejamento - o que acontece em algumas horas ou dias,
dependendo da sensibilidade de cada indivíduo.
Um simples mergulho na piscina é outra coisa que pode custar
caro à saúde: primeiro, porque é muito grande o risco da água
contaminar as lentes e, segundo, porque, se o cloro aderir ao
material, certamente, irá provocar uma irritação no globo
ocular. “Para quem faz atividades físicas diariamente em
piscinas, o jeito é não abrir os olhos embaixo d'água ou usar
óculos de natação ou máscara de mergulho”, recomenda a médica.
Higienização
Antes de
mudar para as lentes de contato, é importante saber que elas
necessitam de cuidados diários. "Caso contrário, há o risco de
vários desconfortos, desde uma sensação de areia nos olhos até
uma infecção séria", alerta a oftalmologista Sandra Alice
Falvo, que faz algumas recomendações sobre como deve ser feita
a higienização:
1) Lavar bem
as mãos com água e sabão antes de retirar a lente do estojo;
2) Enxágüe-a
com uma solução multiuso (própria para esse fim) ou soro
fisiológico e coloque no olho;
3) Na hora
de retirar, lave bem as mãos e coloque a lente no meio da
palma da mão. Espirre um pouco da solução multiuso, esfregue
suavemente com o dedo indicador, removendo os depósitos de
sujeira que ficam aderidos à superfície, e enxágüe novamente;
4) Guarde a
lente no estojo totalmente submersa na solução multiuso;
5) Quem usa
lentes de contato com freqüência deve repetir o procedimento
acima diariamente. Se a utilização for eventual, limpe e
troque o líquido do estojo pelo menos uma vez por semana.
IMO –
Instituto de Moléstias Oculares |
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Hora de fazer
um check-up oftalmológico nas crianças
O início do ano
letivo é uma ótima oportunidade para realizar um check-up
oftalmológico nas crianças. Já na primeira infância é possível
perceber a presença de vícios de refração, como miopia,
hipermetropia e astigmatismo, que são comuns e devem ser
corrigidos com uso de óculos ou lentes de contato. O estrabismo
também é freqüente nesta faixa etária, além das conjuntivites
infecciosas e alérgicas. “Apesar de já saberem expressar o que
sentem, crianças nesta faixa etária, muitas vezes, não sabem que
enxergam mal. Algumas delas só percebem o problema quando são
alfabetizadas: ou porque não vêem a lousa direito ou porque sentem
dores de cabeça ao estudar. Antes disso, a criança pode achar que
enxergar embaçado ou que não ver o que está mais longe é normal”,
afirma o oftalmologista Virgilio Centurion, diretor do Instituto
de Moléstias Oculares, IMO.
Os pais devem prestar atenção a sinais de problemas que,
geralmente, aparecem antes da alfabetização. “Não se deve
subestimar a queixa da criança. Se ela é portadora de rinite
alérgica, provavelmente apresentará comprometimento do globo
ocular, com pálpebras inchadas, coceira e lacrimejamento. Se a
criança tropeça e cai muito ou apresenta posição viciosa de cabeça
para assistir TV, estes podem ser sinais de estrabismo”, afirma a
oftalmopediatra do IMO, Maria José Carrari.
Sinais de
problemas
Na sala de aula
ou durante o horário do recreio, os professores também podem
observar sinais de que os alunos apresentam algum problema de
visão e devem passar por uma consulta oftalmológica. Veja, a
seguir, a lista de sinais mais comuns de que a criança pode
apresentar algum problema de visão:
1) Estudantes
com alguma deficiência visual costumam apertar ou esfregar os
olhos com freqüência, vivem com os olhos irritados, avermelhados
ou lacrimejantes, piscam muito ou franzem a testa para olhar à
distância;
2) Estas
crianças podem também se queixar de tonturas, náuseas, dor de
cabeça ou sensibilidade excessiva à luz;
3) Crianças
míopes não enxergam bem de longe e, por isso, podem evitar
atividades esportivas que exijam esta habilidade;
4) Os
astigmáticos, por enxergar os objetos embaçados, podem ficar
dispersivos, indisciplinados ou com aversão à leitura. Para
escrever ou ler, às vezes, aproximam-se demais do caderno ou do
livro;
5) Crianças que
andam com cuidado excessivo, esbarraram ou tropeçam com facilidade
também podem apresentar algum tipo de deficiência visual.
Vícios de refração
Ao iniciar a vida escolar é preciso
que pais e professores fiquem atentos aos problemas de visão na
criança, pois o processo de ensino-aprendizagem depende
primordialmente da visão. “Na verdade, o ideal é fazer um exame
oftalmológico completo, dando ênfase ao diagnóstico de vícios
de refração - miopia, hipermetropia e astigmatismo - todo
início de ano letivo”, defende Maria Carrari.
Miopia,
hipermetropia e astigmatismo são
hereditários e podem se manifestar desde a primeira infância. O
diagnóstico destas alterações pode ser feito durante consulta de
rotina, mas os pais devem ficar atentos para olhos vermelhos,
lacrimejamento, coceira e dor de cabeça, grandes indicadores da
hipermetropia e do astigmatismo – a criança com baixo rendimento
escolar pode ser portadora de miopia. Todos os casos podem ser
corrigidos com o uso de óculos. |
“A criança com
problema visual não diagnosticado e não tratado poderá apresentar
dificuldade de aprendizado e se sentir desestimulada para estudar.
Crianças míopes tenderão a se isolar das brincadeiras, pois não
enxergam para longe com nitidez, enquanto que as hipermétropes e
astigmatas se afastarão das atividades para perto, como ler e
pintar, pois isso lhes traz desconforto”, explica a Maria Carrari.
O
estrabismo
O exame de
motilidade ocular também é muito importante e deve ser realizado
na primeira infância, pois detecta o potencial de mobilidade da
musculatura do olho: se existe limitação à movimentação,
incoordenação; dessincromia ocasionando visão dupla, dores de
cabeça ou ainda a presença de doenças oculares, endócrinas ou
cerebrais. “A avaliação da motilidade ocular é realizada através
do oclusor manual ou do reflexo luminoso corneal, solicitando que
o paciente fixe o olhar num ponto. Assim pode ser verificado o
desvio dos olhos para perto ou para longe. Por meio deste exame, o
oftalmologista pode diagnosticar o estrabismo”, explica a médica.
Freqüente durante os primeiros anos de vida, o estrabismo deve ser
corrigido o quanto antes para que a criança desenvolva sua
capacidade visual de forma adequada em ambos os olhos, evitando a
ambliopia (olho preguiçoso). “A correção do estrabismo pode ser
feita com uso de óculos associado a exercícios ou uso de tampão no
olho melhor, para estimular o ‘olho com preguiça’. Há casos em que
a correção cirúrgica do olho desviado é indicada”, explica a Maria
Carrari.
É também na fase
escolar que deve ser iniciada a realização do exame de fundo de
olho, região que fica entre o cristalino e a retina. “O
procedimento pode identificar doenças sérias como tumores e
problemas vasculares. Qualquer alteração nessa área pode apontar
um desequilíbrio no corpo. Para observá-la é usada uma lente
especial, que aumenta a imagem diversas vezes. O exame completo só
pode ser feito com a pupila dilatada”, informa a oftalmologista.
Analisando os vasos sangüíneos do fundo do olho, o oftalmologista
pode detectar problemas de pressão. O exame pode ainda identificar
diabetes, leucemia, inflamações reumáticas, tuberculose,
toxoplasmose e desequilíbrios da tiróide. “O exame de fundo do
olho não se caracteriza como um exame preventivo, pois quando um
sintoma aparece no olho, com certeza já existe uma doença
instalada no organismo. Sua função principal é ajudar no
diagnóstico de doenças que, às vezes, não foram percebidas pelo
paciente nem por outros médicos”, diz a oftalmopediatra.
Corrigindo
os problemas
A criança pode usar óculos para
melhorar a sua acuidade visual, aliviar os sintomas oculares e
para corrigir certos tipos de estrabismo. Os óculos com grau para
as crianças só podem ser receitados pelo oftalmologista e
recomenda-se que sejam conferidos após serem feitos. “As armações
devem ser, de preferência, de acrílico, por serem mais
resistentes. Devem, também, estar bem adaptadas ao rosto da
criança, não podem estar soltas ou apertar o nariz ou atrás das
orelhas. As hastes que se prendem atrás das orelhas são melhores
para as crianças”, informa a médica. Se a criança e a família
optarem pelo uso das lentes de contato, “ a adaptação deve ocorrer
com a supervisão do oftalmologista”, completa.
O que você
deve ter em mente?
Que um exame
ocular de rotina é útil para:
-Fazer a
anamnese das queixas atuais e do histórico familiar do paciente;
-Verificar a
acuidade visual;
-Examinar a
motilidade ocular;
-Observar o
fundo do olho;
-Diagnosticar
vícios de refração.
IMO – Instituto de Moléstias Oculares |
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Doenças típicas da infância colocam em risco a saúde
de adolescentes, jovens e adultos
Passada a infância, doenças como sarampo, caxumba e varicela se
manifestam de forma mais grave. A rubéola causa malformações fetais,
quando atinge mulheres no início da gestação.
Até 2010, o Brasil pr | |