Veja também o Caderno Especial
sobre a Gripe que editamos no ano passado
clicando aqui
Edição de
Setembro de 2010
Dengue: aumento de mortes
pela doença atesta que precisamos de atenção redobrada
Casos de morte superam 94% o
mesmo período de 2009, segundo o Ministério da Saúde e em São
Paulo 99 pessoas já morreram
O Ministério da Saúde divulgou
números importantes sobre os casos de dengue registrados no
Brasil. Segundo o órgão, as mortes por conta da doença quase
dobraram nos primeiros quatro meses deste ano e para controlar
esta situação é preciso que a população tenha ainda mais
consciência sobre fatores de prevenção e os cuidados
necessários para erradicar o mosquito transmissor, Aedes
aegypti.
Segundo Dr. Alberto Chebabo,
infectologista do Delboni Auriemo Medicina Diagnóstica/ DASA,
a população costuma diminuir os cuidados com o acúmulo de água
parada nesta época do ano, período mais seco e com baixa
umidade relativa do ar. “Porém, a incidência de chuvas, mesmo
que pontuais, favorece a proliferação da doença porque a fêmea
do mosquito transmissor da dengue, Aedes aegypti, deposita
seus ovos em poças de água limpa” afirma o especialista.
Sob a coordenação e
financiamento do Ministério da Saúde, os Estados e os
Municípios têm investido em ações para combater a doença que
consistem, principalmente, na eliminação dos focos de
proliferação do mosquito transmissor. Como ele vive dentro das
casas e têm hábitos diurnos, pequenas poças acumuladas dentro
das residências ou nos quintais, como pneus velhos, vasos de
planta e garrafas passam a ser reservatórios potenciais para
ovos e larvas, o que facilita a proliferação.
Ao picar uma pessoa infectada
pelo vírus da dengue, o mosquito se torna-se transmissor ao
picar outras pessoas, passando o vírus que se aloja em suas
glândulas salivares.
Além das campanhas de
conscientização e ações de controle do mosquito, outras
medidas como o saneamento básico devem ser priorizadas em
áreas carentes em todas as grandes e médias cidades, inclusive
com a oferta de água encanada e tratamento adequado do esgoto
e coleta de lixo. “Essas medidas são essenciais no controle
dos focos nas regiões mais carentes destas cidades”, conclui o
Dr. Chebabo.
Dicas importantes para prevenir
a proliferação da Dengue
- Cobrir qualquer local em que
haja água acumulada, como caixas de água e tonéis;
- Não guardar pneus em áreas
abertas;
- Manter as lajes cobertas, sem
poça de água e esfregá-las, diariamente, com vassoura;
- Guardar as garrafas de cabeça
para baixo;
- Manter os pratos em vasos de
plantas sem água ou com um pouco de areia;
- Esfregar, com bucha,
recipientes que tenham plantas aquáticas
Sintomas
A partir da picada do mosquito
infectado, o período de incubação da doença, em sintomas, é
de7 a 10 dias. Os primeiros sinais da doença são febre, dor de
cabeça e incômodo atrás dos olhos. Na seqüência, surgem
vermelhidão e coceira pelo corpo.
Vírus
Existem quatro sorotipos
diferentes do vírus. No Brasil, estão em circulação os
sorotipos 1, 2 e 3. Quem já contraiu um sorotipo não se
infecta novamente pelo mesmo, mas ainda está susceptível aos
outros. A Dengue é mais grave quando uma pessoa que já
contraiu anteriormente um sorotipo apresenta a doença pela
segunda vez por um sorotipo diferente, o que pode causar a
Dengue Hemorrágica. Neste caso, há possibilidade de haver
manifestações hemorrágicas, como pequenas manchas avermelhadas
por todo o corpo, hematomas e queda da pressão arterial,
aumentando a gravidade da doença. Quando isto ocorrer,
deve-se, imediatamente, procurar atendimento médico. O
sorotipo quatro do vírus ainda não foi detectado no Brasil,
mas está presente em vários países vizinhos, como Venezuela,
Peru e Guiana Francesa.
Exames para o diagnóstico da
doença
- Hemograma
- Sorologia, para determinar se
a pessoa possui anticorpos contra o vírus da Dengue
- Tipagem do Vírus, que
determina o sorotipo pelo método de PCR
Tratamento
O tratamento depende da
gravidade da doença, que pode variar desde um simples repouso
e analgésicos até a internação e reposição de líquidos na veia
por soro. É importante dizer que a pessoa com manifestação de
Dengue não deve utilizar medicamentos que contenham ácido
acetilsalicílico (como AAS e Aspirina, por exemplo), pois
apresentam substâncias que podem aumentar o risco de
hemorragias.
A primavera e a alergia
Problema dos alérgicos deve
aumentar ainda mais com a chegada da estação
Com a baixa umidade do ar
podemos perceber um maior número de espirros, tosse e alergias
em geral na população. Na seca há um aumento de até 40% na
incidência de doenças respiratórias, principalmente as
alérgicas como asma, rinite, resfriados e gripe. E o problema
deve se agravar ainda mais neste mês devido à chegada da
primavera e o aumento de pólen das flores no ar.
"Esse crescimento pode ser
explicado por diversos fatores como a umidade relativa do ar
muito baixa e a inversão térmica, que é responsável pelo
acúmulo maior de poluentes na atmosfera”, afirma Jaime Rocha,
infectologista do Lavoisier / DASA.
A resposta alérgica é uma reação
de hipersensibilidade do organismo quando as pessoas que são
sensíveis com determinadas situações entram em contato com
agentes desencadeantes chamados alérgenos, que provocam uma
crise de doença alérgica. "Dentre os alérgenos mais conhecidos
destacam-se a poeira domiciliar, ácaros, epitélios de animais,
baratas, fungos, pólens, além de agentes irritantes como fumo
e poluentes", acrescenta o especialista.
A asma é caracterizada pela
presença de inflamação, hiperresponsividade e obstrução
reversível das vias aéreas, tendo como manifestações clínicas
principais tosse, falta de ar, chiado no peito, dor ou aperto
no peito. A rinossinusite alérgica, mais conhecida como
rinite, é uma inflamação do nariz e estruturas adjacentes
ocasionada pela exposição aos alérgenos caracterizada por
espirros em salva, coriza, prurido nasal e congestão nasal.
Tanto a asma quanto a rinite são
doenças com determinação genética influenciadas por fatores
ambientais. A bronquite consiste na inflamação dos brônquios,
podendo ser ocasionada por infecções, agentes irritantes e
alergia. No nosso país, a população frequentemente chama de
bronquite o que, na verdade, é asma. Da mesma forma a sinusite
é a inflamação dos seios da face, apresentando diversos
agentes infecciosos desencadeantes. "Normalmente, a
sensibilização aos fatores alérgicos já acontece na infância",
conclui o médico.
Como evitar as alergias
- Forre colchão e travesseiro
com capa impermeável;
- Retire tapetes e carpetes da
casa, principalmente do quarto do paciente;
- Limpe a mobília da casa com
pano úmido com frequência superior a uma vez por semana;
- Retire as cortinas,
substituindo-as por persianas, que são facilmente limpas com
pano úmido ou, em caso de cortinas de tecido leve, lave-as a
cada 15 dias, no máximo;
- Mantenha sempre a casa arejada
e ensolarada;
- Evite estofados recobertos com
tecido;
- Os aspiradores de pó
utilizados devem possuir filtro HEPA;
- Evite ter animais de pelo como
cão, gato e outros ou evite a presença dos mesmos dentro de
casa ou no quarto do paciente;
- Não fume dentro de casa;
- Cobertores devem ser
substituídos por edredons que possam ser lavados
quinzenalmente;
- Evite, no quarto do paciente,
objetos que acumulem poeira como livros, revistas, brinquedos
de pelúcia, caixas e quadros;
- Evite cheiros fortes no
domicílio como de tintas, solventes, inseticidas, produtos de
limpeza etc.
Coração encolhe, muda de forma e
fica mais lento depois dos 45 anos
Através da ressonância magnética, a
ciência pôde responder por que a idade é um fator de risco
importante para as doenças do coração. De acordo com Susan Cheng,
que coordenou um estudo abrangente na Universidade Johns Hopkins,
nos Estados Unidos, a massa muscular do coração encolhe 0,3 gramas
por ano e ele passa a bombear 5% menos sangue para o corpo nesse
período.
A análise das ressonâncias também
levou à informação de que os batimentos ficam mais lentos, já que
o tempo necessário para que os músculos do coração contraiam e
relaxem aumenta entre 2% e 5% ao ano. “A informação mais relevante
desse e de outros estudos nesse sentido é comprovar que o coração
envelhece e que a população deve fazer um controle das doenças
cardíacas a partir dos 45 anos”, diz a radiologista Maria Teresa
Natel, do Centro de Diagnósticos Brasil (CDB), em São Paulo.
De acordo com a médica, quem
apresenta outros fatores de risco importantes para as
cardiopatias, como hipertensão, taxas elevadas de colesterol e
triglicérides, histórico familiar, bem como idade avançada, deve
se submeter a um controle anual mais detalhado. “Várias
doenças também contribuem para a falência do coração. A doença
arterial coronária é uma delas e tem se beneficiado dos avanços
tecnológicos, já que é possível ser detectada antes mesmo que o
paciente descubra ter fatores de risco.”
A médica radiologista também chama
atenção para o fato de que algumas doenças cardíacas apresentam
sintomas inespecíficos, como respiração ofegante e fadiga. “Não se
pode descartar algum grau de insuficiência cardíaca quando o
paciente apresenta esses sintomas, principalmente depois dos 40 ou
50 anos. Há pacientes que confundem com gripe um tipo de cansaço
desvinculado de esforço físico, quando essa manifestação pode
alertar para um problema cardíaco mais grave. Na dúvida, é melhor
buscar ajuda médica”.
Fonte: Dra. Maria Teresa Natel
Visão 20/20 não significa a
melhor acuidade
Oftalmologista presidente da
Sociedade Brasileira de Catarata e Implantes Intraoculares (SBCII)
reclama que a tabela de Snellen, a qual mede a visão, desde o
século 19, está defasada e não corresponde à rotina das pessoas no
século 21.
“Uma pessoa pode ter visão 20/20, o
que significa 100%, na avaliação da medida da visão feita no
consultório, por meio de uma tabela de Snellen, e, dependendo das
condições de iluminação e contraste, não poder enxergar uma
criança atravessando a rua enquanto dirige. O teste de acuidade
visual por Snellen não serve mais para medir a qualidade de visão.
Este teste serve apenas para medir a quantidade de visão nas
condições de uma sala escura, com letras de alto contraste. A
medida não corresponde ao dia-a-dia da maioria das pessoas”. O
comentário é do oftalmologista do Hospital Oftalmológico de
Brasília (HOB) e presidente da Sociedade Brasileira de Catarata e
Implantes Intraoculares (SBCII), Leonardo Akaishi, ao declarar que
a tabela de Snellen – aquela com as letras pretas que vão
diminuindo de tamanho - , está defasada diante dos novos recursos
existentes.
Atraso secular -
Segundo Akaishi, frente aos avanços tecnológicos, que proporcionam
melhorias à visão com conforto e segurança, não faz mais sentido
limitar os diagnósticos oftalmológicos a padrões criados na
primeira metade do século 19, quando Herman Snellen apresentou sua
tabela como medida.
“A vida não é em preto e branco como a tabela de
Snellen, que serviu muito enquanto não existiam outras
alternativas. Hoje, existe o teste de visão por contraste que mede
a qualidade da visão a partir da percepção em uma escala de preto
a cinza”, observa.
O teste de contraste é realizado a
partir de variação com a letra “E”, porque necessita o dobro de frequências para a
percepção do que a letra “L”, por exemplo.
A acuidade visual, de acordo com
Akaishi, é definida pela avaliação de três fatores:
1) A difração, que é relacionada ao tamanho da pupila. Quanto
maior a pupila, melhor a difusão;
2) As aberrações, causadas por alterações na córnea ou no
cristalino, os quais não podem ser corrigidos com óculos, quando
forem de alta ordem;
3) A densidade das células fotoreceptoras presentes no fundo do
olho.
Cristalino - É na avaliação das aberrações que o
diagnóstico de catarata pode ter origem e o médico indicar a
substituição do cristalino, assinala Akaishi. Ele explica que
“quando as aberrações de alta ordem se localizam no cristalino,
mesmo com visão 20/20, a qualidade da visão está péssima e em
determinadas condições de luminosidade ambiente, um motorista, por
exemplo, não percebe nem mesmo a presença de uma criança
atravessando uma rua”. Nessas condições, há necessidade de
substituir o cristalino, e este procedimento caracteriza uma
cirurgia de catarata, uma vez que as aberrações são consideradas
opacidades, esclarece. O médico frisa que “por este motivo a
indicação da cirurgia da catarata, mesmos em pacientes com visão
20/20 é preconizada, para melhorar a qualidade da visão”.
Mau hálito é problema grave
cercado de ‘verdades e mentiras’
Especialista explica que mau
hálito não é doença, que regime pode provocar o problema, que
bochechos, balas e chicletes não eliminam a causa, entre outros
mitos. Acompanhe:
Apesar de ser um grave problema de
saúde pública que acompanha a humanidade há séculos – há citações
sobre ele até mesmo na Bíblia – e de ser um problema mais
freqüente do que se imagina (pesquisas recentes mostram que pelo
menos 30% da população sofre com o mal e 70% das pessoas acima dos
65 anos), o chamado “mau hálito” ainda é uma questão delicada,
polêmica e cercado de desinformação.
“Isso porque o mau hálito pode ter
até 60 causas diferentes. Problemas como prisão de ventre, queda
na produção de saliva, além de doenças nas gengivas são algumas
das causas mais freqüentes. Mas o problema também pode ser causado
por doenças mais graves, como a leucemia, diabetes, câncer de
estômago e sífilis”, esclarece o cirurgião-dentista Arany Tunes,
um dos maiores especialistas do Brasil e do mundo em mau hálito,
um dos primeiros a se dedicar exclusivamente ao estudo e
tratamento do problema.
“É muito importante que as pessoas
saibam que o mau hálito não é uma doença. Mau hálito é um
importante ‘sinal’ que o nosso organismo emite para alertar que
algo está errado. E esse ‘sinal’ deve ser investigado. O objetivo
é descobrir a causa do mau hálito, que deve ser tratada, para
eliminar assim todo o problema”, resume o estudioso, que já tratou
mais de 1.000 pacientes com mau hálito, atingindo 99% de sucesso,
e que atende diariamente pacientes com mau hálito em clínicas de 8
cidades diferentes do Estado de São Paulo (São Paulo, Campinas,
Indaiatuba, Sorocaba, Jundiaí, Piracicaba, Santos e São Bernardo
do Campo).
Membro efetivo da Associação
Brasileira de Halitose (ABHA) e da International Society for
Breath Odor Research (ISBOR), entidades, no Brasil e no exterior,
dedicadas a pesquisar exclusivamente o mau hálito, o Doutor Arany
Tunes esclarece a seguir algumas “verdades e mentiras” sobre o mau
hálito:
Gastrite provoca mau hálito?
Não. Ao contrário do que muitos
pensam, dificilmente algum problema estomacal provoca mau hálito.
Isso é comprovado cientificamente.
Mau hálito é sinal de má higiene
bucal?
Normalmente, não! Aliás, é muito
comum haver pessoas com higiene bucal impecável, mas com hálito
muito forte por outros motivos.
Regime para emagrecer provoca mau
hálito?
Sim. A maioria das dietas pode
provocar mau hálito.
Fazer bochechos resolve o
problema?
Não. Nenhum anti-séptico bucal
existente no mercado elimina o mau hálito. Aliás, a maioria deles
somente “esconde” o cheiro nos primeiros minutos. Mas cerca de
meia hora depois, o cheiro ruim volta a prevalecer. Além disso, os
anti-sépticos bucais contêm álcool, o que piora o hálito ao longo
do tempo.
Chupar balas e mastigar chicletes
melhora o hálito?
Depende. Chupar balas e mascar
chicletes estimula a produção de saliva, o que normalmente melhora
o hálito. Porém, dependendo da origem do problema, isso pode ser
inútil. Além disso, o alto teor de açúcar desses alimentos pode
provocar o surgimento de cáries e excesso de peso. O ideal é
descobrir a causa real e fazer o tratamento adequado.
Mau hálito tem cura?
Sim. Mas pela quantidade de causas é
preciso passar por avaliação médica, feita por profissional
especializado nesse problema.
É verdade que limpar a língua é
importante para ter um bom hálito?
Em termos. Claro que a limpeza da
língua é um hábito saudável. Porém, serve apenas para controlar o
hálito em alguns pacientes. Em outros, não resolve o problema. O
ideal é que a limpeza da língua seja desnecessária. Ou seja, que
ela fique sempre limpa, sem que tenhamos que limpá-la
freqüentemente.
É normal acordar de manhã com
cheiro ruim e gosto amargo na boca.
Sim. Isso ocorre pela queda na
produção de saliva e pelo longo período sem comer. O mau hálito
pela manhã é normal. Mas após a escovação dos dentes e tomar o
café da manhã, isso precisa passar. Caso não passe, é necessário
tratamento.
É verdade que quem tem mau hálito
não sente o cheiro?
Sim. Quem tem mau hálito constante
não sente o cheiro que vem da própria boca. Chamamos isso de
“fadiga olfatória”. É como quando compramos um novo perfume: no
início, sentimos bem o cheiro. Após alguns dias, parece que fica
mais fraco. Na verdade, é a fadiga olfatória.
Os aparelhos auditivos substituem
a audição natural?
Com todos os avanços tecnológicos e
o amplo acesso a diferentes mídias, que enaltecem esses
acontecimentos nos tempos atuais, muitas pessoas acreditam que os
aparelhos auditivos recuperam a audição natural ou substituem
plenamente a audição perdida. Esse raciocínio pode prejudicar a
adaptação à amplificação sonora individual, uma vez que contribui
para que o candidato ao uso desses equipamentos e, muitas vezes,
seus familiares tenham uma expectativa inadequada em relação ao
seu real benefício.
Os avanços tecnológicos, próprios da
era digital em que vivemos, fazem com que os atuais aparelhos
auditivos tenham excelente qualidade sonora e sejam extremamente
confortáveis, além de contribuírem significativamente para a
melhora da comunicação mesmo em ambientes ruidosos. Sendo assim, o
que esperar do uso desses auxiliares auditivos?
Em primeiro lugar, é preciso
refletir sobre como o processo de adaptação de aparelhos auditivos
acontece. O seu uso deve ser prescrito por um médico
otorrinolaringologista, para que se tenha a certeza de que este
será o tratamento mais adequado para o paciente. Já a escolha do
aparelho auditivo é realizada por um fonoaudiólogo com o usuário.
A partir desse momento, inicia-se um longo processo de testes e
adaptação, que demanda tempo para algumas sessões e para a
realização de exames.
No entanto, o uso dos aparelhos
auditivos não é o único aspecto determinante de uma boa adaptação.
Outras atitudes e métodos são essenciais para a otimização da
amplificação sonora. Neste caso, o paciente deve ser orientado com
relação a algumas atitudes que podem contribuir positivamente para
sua audição, como privilegiar situações mais silenciosas para
manter uma conversa importante.
Além disso, todos nós utilizamos as
informações visuais para complementar a informação auditiva e
atingir a compreensão do que está sendo dito. Para o usuário de
aparelhos auditivos, essa pista é ainda mais importante.
Outro fator determinante para a
comunicação é a distância entre as pessoas envolvidas na conversa.
Recomenda-se que o usuário de aparelhos não fique muito distante
das pessoas com quem está conversando, para evitar que o som
chegue fraco ao microfone do aparelho.
Outro ponto fundamental à adaptação
é o usuário saber e conhecer muito bem todos os recursos que estão
disponíveis no seu aparelho. O profissional deve orientá-lo quanto
ao manuseio e funções de cada um dos controles aos quais ele terá
acesso. Atualmente, existem diversos recursos que podem ser
alterados pelo usuário em pleno ambiente sonoro e, assim, atingir
a regulagem de sua preferência e tornar a comunicação mais efetiva
e agradável.
Certamente, usar aparelhos auditivos
atualmente é muito mais agradável do que foi no passado. Além da
indiscutível melhora na qualidade sonora, hoje os aparelhos são
menores e tem design muito mais atraente e discreto. Porém, para
que funcionem bem, é preciso ter acesso a um processo de adaptação
com um profissional capacitado e que oriente o usuário durante
todo o período de adaptação à nova audição. A acomodação do
cérebro para que essa nova forma de ouvir seja usada de forma
positiva é uma tarefa que demanda tempo e deve ser respeitada.
Maria do Carmo Branco
Gravidez na adolescência: altos
índices ainda preocupam autoridades
Jovens têm maior propensão para
hipertensão gestacional e parto prematuro. Conheça exames que
podem garantir uma gravidez mais saudável em qualquer idade.
De acordo com pesquisa realizada
pelo Ministério da Saúde, em 2009 foram registrados mais de 444
mil partos de adolescentes (de 12 a 18 anos de idade) em todo o
Brasil. Segundo o mesmo estudo, estes números vêm caindo
significativamente na última década, porém continua preocupando
autoridades e a sociedade em geral.
Para a Dra. Sueli Raposo,
ginecologista do Delboni Auriemo Medicina Diagnóstica/ DASA, a
gravidez é um período em que a mulher agrega novos desafios para
sua vida. “Além de estar mais sensível, ela tem que lidar com as
mudanças do corpo, ampliar hábitos saudáveis e se preparar para
cuidar de alguém, educar”, ressalta a especialista.
Na maioria dos casos, as
adolescentes não estão preparadas física e psiquicamente para
essas alterações em sua vida. Por conta disso, as campanhas do
Ministério da Saúde e de outras instituições à conscientização
sobre sexo, uso de camisinha e acompanhamento da gravidez são tão
importantes no Brasil.
O estudo do Ministério da Saúde
aponta também que a redução de partos em adolescentes foi mais
efetiva em 2009, com queda de 8,9% em relação a 2008. As
autoridades acreditam que essa diminuição está atrelada ao
investimento R$ 3,3 milhões em ações de educação sexual e na
ampliação do planejamento familiar. Além disso, em dois anos foram
distribuídos 871,2 milhões de preservativos nos postos de saúde
para toda a população.
Apesar da significativa melhora nos
índices, as preocupações com relação a este tema ultrapassam as
questões preventivas. As gestantes, adolescentes ou não, precisam
se conscientizar sobre a importância de um acompanhamento médico
durante toda a gravidez, o pré-natal.
Segundo a Dra. Sueli, na
adolescência o pré-natal é ainda mais significativo, já que muitas
vezes o corpo pode estar ainda em desenvolvimento e não preparado
para gerar um bebê. “É importante que as adolescentes entendam que
uma gravidez com complicações pode trazer riscos para sua própria
vida. A gestação precoce aumenta os riscos de hipertensão e parto
prematuro”, acrescenta.
A ginecologista selecionou abaixo os
principais exames gestacionais que devem ser realizados,
independente da idade. “Ao consultar um médico, a gestante terá
maior segurança desde o princípio da gravidez, poderá antecipar
diagnósticos e até tratar o feto de acordo com os avanços da
medicina”, completa a Dra. Sueli.
1º trimestre de gestação
1. Hemograma Completo
2. Tipagem Sangüínea
3. Glicemia de Jejum
4. Sorologia para Sífilis (VDRL e
FTA Abs), HIV, Hepatite B e C, Toxoplasmose, Rubéola e
Citomegalovírus
5. Uréia, creatinina
6. Urina I, cultura e antibiograma
7. PPF (Protoparasitológico de
Fezes)
8. Papanicolaou
9. Ultra-som Obstétrico Endovaginal
ou Transvaginal com translucência nucal entre 11 e 14 semanas.
10. TSH e T4 Livre
11. Coombs Indireto – nas pacientes
Rh negativo.
2º trimestre de gestação
1. Ultrassom Morfológico entre 20 e
23 semanas
2. Urina I, cultura e antibiograma
3. Hemograma, Vdrl, glicemia,
toxoplasmose.
3º trimestre de gestação
1. Ultrassom Obstétrico com Doppler
colorido
2. Cardiotocografia
3. Perfil Biofísico Fetal, se
necessário
4. Dosagem de Uréia, Ácido úrico e
Creatinina, se necessário
5. Hemograma, glicemia, Vdrl, Hiv,
Toxoplasmose
6. Urina I, cultura e antibiograma
7. Curva Glicêmica, se necessário.
Sociedade Americana de Geriatria
faz recomendações para o tratamento da dor crônica em idosos
Pessoas com mais de 65 anos de
idade correm mais riscos com o uso de anti-inflamatórios
O uso de anti-inflamatórios pode vir
a causar complicações em qualquer pessoa. No caso de idosos com
mais de 65 anos de idade há um risco ainda maior de sangramentos
gastrointestinais, insuficiência renal e cardíaca, além de
disfunção plaquetária.
Com o objetivo de evitar o
agravamento de problemas de saúde comum aos idosos e prevenir
danos aos órgãos como fígado e rins, a Sociedade Americana de
Geriatria (The American Geriatrics Society) recomenda aos médicos
que prescrevam com cautela anti-inflamatórios para esse público. A
orientação foi publicada no artigo Diretrizes Farmacológicas para
Gerenciamento de Dor Crônica em Pessoas Idosas (Guideline
Pharmacological Management of Persistent Pain in Older Persons) de
2002.
Para tratar a dor nesses pacientes o
ideal é escolher outros tipos de terapia menos danosas ao
organismo. “Em pacientes acima dos 65 anos de idade optamos pelo
tratamento multimodal.
Dependendo do tipo e da causa da dor,
administramos em conjunto medicamentos como analgésicos simples ou opioides para dor leve a moderada ou intensa”, informa Toshio
Chiba, médico do Instituto de Câncer do Estado de São Paulo.
Chiba salienta, ainda, que qualquer
tratamento pode ter efeitos colaterais, entretanto “a escolha deve
ser baseada na ponderação entre o benefício que o medicamento
trará para o paciente idoso em relação aos efeitos adversos que
sejam transponíveis. Geralmente os riscos dos antiinflamatórios
não compensam o retorno. O mesmo resultado pode ser alcançado com
outros remédios”.
O importante é tratar a causa da dor
e não apenas o sintoma. Nesse sentido, a automedicação é outro
aspecto que traz impactos negativos para a saúde do idoso. Por ter
sido medicado com anti-inflamatórios em algum momento da vida, o
idoso pode pensar que se ingerir o mesmo remédio acabará com a dor
e resolverá o problema, o que na realidade poderá trazer mais
complicações para a sua saúde.
Câncer de estômago: mais comum do
que se imagina
Também denominado câncer gástrico,
os tumores do estômago se apresentam, predominantemente, na forma
de três tipos histológicos: adenocarcinoma (responsável por 95%
dos tumores), linfoma, diagnosticado em cerca de 3% dos casos, e
leiomiossarcoma, iniciado em tecidos que dão origem aos músculos e
aos ossos.
O pico de incidência se dá em sua
maioria em homens, por volta dos 70 anos. Cerca de 65% dos
pacientes diagnosticados com câncer de estômago têm mais de 50
anos. No Brasil, esses tumores aparecem em terceiro lugar na
incidência entre homens e em quinto, entre as mulheres. No resto
do mundo, dados estatísticos revelam declínio da incidência,
especificamente nos Estados Unidos, Inglaterra e outros países
mais desenvolvidos.
A alta mortalidade é registrada
atualmente na América Latina, principalmente na Costa Rica, Chile
e Colômbia. Porém, o maior número de casos ocorre no Japão, onde
são encontrados 780 doentes por 100.000 habitantes.
Já no Brasil, de acordo com dados do
INCA (Instituto Nacional de Câncer), estão estimados 21.500 novos
casos em 2010, sendo 13.820 em homens e 7.680 em mulheres.
Prevenção
Para prevenir o câncer de estômago é
fundamental seguir dieta balanceada, composta de vegetais crus,
frutas cítricas e alimentos ricos em fibras, desde a infância.
Alimentação pobre em carnes e peixes e nas vitaminas A e C, ou
ainda alto consumo de alimentos defumados, enlatados, com corantes
ou conservados em sal são fatores de risco para esse tipo de
câncer.
Algumas doenças pré-existentes podem
ter forte associação com esse tipo de tumor, como anemia
perniciosa, lesões precancerosas (como gastrite atrófica e
metaplasia intestinal), e infecções pela bactéria Helicobacter
pylori (H. pylori).
Fumantes que ingerem bebidas
alcoólicas ou que já tenham sido submetidas a operações no
estômago têm maior probabilidade de desenvolver esse tipo de
câncer, assim como pessoas com parentes que foram diagnosticados
com câncer de estômago.
Fonte: Oncomed - Centro de
Prevenção e Tratamento de Doenças Neoplásicas
Intensivistas alertam para a
Sepse, doença mais mortal que os acidentes de trânsito
A Sociedade de Terapia Intensiva do
Estado do Rio de Janeiro (SOTIERJ) quer reduzir a mortalidade por
septicemia (sepse), que, no Brasil, mata seis vezes mais que os
acidentes de trânsito.
Fatal para 70% dos pacientes
internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), a sepse
tornou-se mais conhecida no Brasil ano passado, depois da trágica
história da modelo capixaba Mariana Bridi.
Depois de sofrer uma infecção
urinária, a jovem de 20 anos teve os pés e as mãos amputados, e
acabou morrendo vítima da sepse, uma infecção generalizada.
Mesmo causando a morte de 220 mil
pessoas todos os anos no Brasil, seis vezes mais que os 37 mil
óbitos por acidentes de trânsito, a sepse continua sendo um
mistério até para a maioria dos médicos. Um estudo do Instituto
Latino-americano da Sepse (ILAS), realizado com 917 médicos de 21
hospitais brasileiros e publicado em janeiro de 2009, mostrou que
apenas 27% dos profissionais sabem diagnosticar corretamente a
doença.
A fim de reverter essa trágica
estatística, a Sociedade de Terapia Intensiva do Estado do Rio de
Janeiro (SOTIERJ), aderiu à Campanha Sobrevivendo à Sepse com o
objetivo de reduzir a mortalidade por sepse no mundo. Fruto da
iniciativa das principais organizações mundiais de medicina
intensiva, a campanha baseia-se num conjunto de medidas
diagnosticas e terapêuticas, adotadas sobretudo pelos médicos
intensivistas que atuam nas UTIs.
Segundo dados do Ministério da
Saúde, a septicemia custa R$ 17 bilhões por ano ao sistema
hospitalar brasileiro. Desses recursos, cerca de R$10 bilhões são
gastos com pacientes que acabam morrendo.
“O Brasil é um dos países que
lideram o ranking de óbitos por sepse. Precisamos reverter essa
situação trágica”, alerta o presidente da SOTIERJ, Moyzes
Damasceno.
Doenças da Coluna Vertebral
O neurocirurgião César Casarolli,
membro da equipe de neurocirurgia no Hospital das Clínicas da
Faculdade de Medicina da USP e médico da Clinica Neurocop e
Poliklinik, é um dos especialistas de São Paulo com maior
experiência nas chamadas cirurgias minimamente invasivas, para
abordagem da coluna vertebral através de cânulas e agulhas
ablativas. Ele explica:
As maiores Patologias que
acometem a Coluna Vertebral são:
1 - Deformidades da coluna
podem ser congênitas --os pacientes
já nascem com as deformidades ou com tendência a desenvolver as
doenças no futuro. São: escolioses, cifoses, lordoses, etc.
Nestas patologias o principal
sintoma é a dor .Os tratamentos podem ser medicamentoso,
fisioterápico ou cirúrgico.
2- Doenças pouco freqüentes:
Calcificação do
ligamento longitudinal posterior - (entre uma vértebra e outra
existem ligamentos que não estão colados, estão justapostos,os
ligamentos permitem manter a coluna em posição correta, ou seja
uma vértebra sobre a outra) caso eles fiquem espessos comprimem a
coluna e, resulta no principal sintoma que é dor nas pernas.
Tratamento também pode ser
medicamentoso ou cirúrgico
3- Tumores : podem acometer a
coluna vertebral inteira e os sintomas dependem da localização.
Os tumores benignos e tumores
malignos têm a dor como sintoma mais comum . Podem ser primários
da coluna vertebral (nascem na coluna vertebral) ou secundários
ou metásticos (metástases).
Tratamento quase sempre cirúrgico.
Doenças adquiridas
Infecções
As infecções acontecem com a
presença de bactérias e fungos na região da coluna vertebral. A
mais comum é a tuberculose óssea ou como é denominado: Mal de Pott.
A Tuberculose na Coluna Vertebral
além de causar um quadro infeccioso, resulta em deformidades
ósseas que levam as alterações estruturais da coluna
vertebral como : cifoses,acanhamentos de vértebras e compressões
mieloradiculares
Tratamento medicamentoso no
inicio,podendo ser cirúrgico,dependendo das complicações
Abscesso
Abscesso (coleção de pus numa
cavidade qualquer) resulta em dor e deformidades.
Tratamento medicamentoso ou
cirúrgico,dependendo do caso.
Doenças Degenerativas
Fibriomialgia - o principal
sintoma é a dor no corpo inteiro com limitação de movimentos,
precisa de monitoramento e pode causar problemas psicológicos
sérios, pois o paciente sente dor 24 horas.
A causa: os pacientes já nascem com
essa predisposição.
Tratamento : anti-inflamatório,
psicoterápicos para melhora do humor e relaxantes musculares.
Conforme a crucificação da doença ,a
dor vai aumentando e o tratamento fica mais difícil.
Doenças degenerativas do disco
intervertebral.
As doenças do disco intervertebral
esultam na degeneração do disco podem ser pela : diminuição do
tamanho, calcificação, deslocamento , regressão,etc.
Hérnias são deslocamentos do disco
intervertebral ser cirúrgicas se não tiver melhora clinica ou se a
dor ou fraqueza motora ficar evidente.
Estenoses de canal quase sempre
cirúrgico,visando descompressão do canal
vertebral
Traumas:
Frente a um acidente ocorre lesões
na coluna vertebral como : fratura, hérnia, neuropatias, rupturas
de ligamentos etc.
Geralmente essas lesões precisam de
cirurgia.
Segundo dr Cesar Casarolli: as
doenças da coluna vertebral não têm cura, mas os tratamentos podem
levar o paciente a não ter nenhum sintoma e ter uma vida
absolutamente normal . Hoje, já é possível realizar grande parte
delas de maneira minimamente invasiva,com pouca lesão tecidual e
recuperação rápida.
A importância dos primeiros
molares permanentes
pais – pode provocar dor,
maior ou menor, conforme a sensibilidade da criança.
Esses dentes são importantes no
funcionamento da engrenagem dentária e o modo como os superiores
fazem contato com os inferiores fornece informações sobre o
“relacionamento” entre a maxila e a mandíbula e vai, de certa
forma, sinalizar se a criança tem ou não má oclusão (mordida) e
são considerados “dentes-chave” para o desenvolvimento.
Por esta razão, é importante que um
especialista em Ortodontia examine o paciente nesta fase de
Dentição Mista, pois a perda prematura pode trazer consequências
bastante prejudiciais para uma mordida normal. Isso porque há
risco de desenvolver cárie em sua superfície.
Por apresentar esmalte imaturo,
forma complexa, lento processo de nascimento e localização
posterior que dificulta o acesso para a higienização, favorece o
acúmulo de placa bacteriana. Por outro lado, nunca é demais
lembrar que os cuidados não podem ficar restritos ao molar –
embora mereça mais atenção – e devem se estender também aos dentes
de leite.
Margareth Dias
Distúrbio do sono pode levar a
morte
De acordo com uma pesquisa realizada
pela Sociedade Brasileira do Sono, 43% dos brasileiros sofrem de
algum tipo de distúrbio enquanto dormem. A apnéia do sono é
considerada um dos principais e atinge cerca de 4% das mulheres
adultas e aproximadamente 9% dos homens adultos, principalmente em
quem tem acima de 35 anos. Existem três tipos: a apnéia central,
causada por uma rara disfunção do sistema nervoso central, neste
caso a pessoa não faz nenhum esforço para respirar e por isso não
há entrada nem saída de ar pelos pulmões; a obstrutiva, que
acontece quando alguma região da garganta está obstruída; e a
mista, no início não há esforço para respirar, mas quando a pessoa
tenta não consegue porque há alguma obstrução.
Gerson I. Köhler, ortodontista e
ortopedista-facial da Clínica Köhler Ortofacial, explica que o
ronco é a demonstração sonora que indica a existência de alguma
anormalidade na respiração. “Quando há obstrução da faringe o ar
não chega até os pulmões, mesmo que haja o esforço respiratório.
Se ocorrer o fechamento ou o colapso da faringe então ocorre a
apnéia”, esclarece. Quem sofre desta síndrome não percebe, mas
quando está dormindo simplesmente para de respirar. “As
interrupções são breves, duram geralmente 10 segundos, e acontecem
no mínimo cinco vezes a cada hora de sono. Há ainda a hipopnéia,
que ao invés de interromper completamente a respiração, reduz o
fluxo de ar de 30 a 50%”, acrescenta.
O ronco é o sintoma mais comum, mas
não é o único. Irritabilidade, depressão, redução da libido,
impotência sexual, dificuldade de concentração, problemas de
memória, suor excessivo durante a noite, pressão alta e dores de
cabeça pela manhã também são sinais de que alguma coisa está
errada. “A sonolência diurna acontece porque a interrupção da
respiração faz a pessoa acordar várias vezes durante a noite. Esta
fragmentação do sono prejudica a sua qualidade e impede que ele
progrida para as fases mais profundas, nas quais o descanso é
maior”, ressalta Juarez Köhler, outro especialista em Ortodontia e
Ortopedia Facial da Clínica Köhler Ortofacial.
A obesidade é um fator que prejudica
a respiração, já que a gordura fecha o canal da faringe, órgão por
onde passam os alimentos e o ar. Ela é responsável pela conexão
entre o nariz e a boca e entre a laringe e o esôfago. Segundo
Nilse Waltrick Köhler, fonoaudióloga e especialista em distúrbios
miofuncionais da face da Clínica Köhler Ortofacial, o crescimento
exagerado das amígdalas e a adenóide também podem causar esta
síndrome.
“A mal formação da
mandíbula ou da faringe, a hipertrofia da língua, a diminuição da
força dos músculos da faringe ou até mesmo a falta de coordenação
dos músculos respiratórios são outros elementos que podem ser
determinantes para causar a apnéia”, afirma. Os ossos da face também devem ser
levados em consideração, principalmente nas pessoas que possuem o
queixo e o maxilar pequenos.
Classificada entre as doenças que
mais matam no mundo, a apnéia do sono aumenta o risco de acidente
vascular cerebral (AVC), infarto e causa batimentos cardíacos
irregulares – chamado de arritmia cardíaca- e hipertensão
arterial. Também aumenta as chances de desenvolver resistência a
insulina, o que pode levar a diabetes tipo 2 e de sofrer acidentes
no trabalho e de trânsito devido à da fadiga. Segundo Gerson, a
apnéia do sono diminui a qualidade de vida, principalmente devido
à fragmentação do sono e a sonolência diurna. “É necessário um
tratamento adequado para tratar este distúrbio e limitar os riscos
de desenvolver estas doenças. O diagnóstico pode ser feito através
da polissonografia, exame que permite testar durante o sono os
potenciais elétricos da atividade cerebral, dos batimentos
cardíacos, os movimentos dos olhos, a atividade muscular, o
esforço respiratório, a saturação de oxigênio no sangue, entre
outros parâmetros”, conclui.
Doutor Gerson Köhler
Colesterol e triglicérides
Arenda a controlar os riscos à
saúde conhecendo fatores agravantes
Pelo menos uma vez ao ano, é comum
as pessoas passarem por um check up simplificado, avaliando os
níveis de colesterol e triglicérides. Muitas saem do consultório
médico com a missão de adotar hábitos mais saudáveis para baixar
os índices de gordura no sangue e, assim, poder viver mais e
melhor. Mas, você sabia que alguns fatores podem agravar ainda
mais a interpretação desses resultados?
De acordo com a doutora Clélia
Machado, biomédica do
Centro de Diagnósticos Brasil (CDB), mesmo quem apresenta taxa
de colesterol total menor de 200 e de triglicérides abaixo de 150
– consideradas normais – não está livre de complicações futuras.
Tudo depende de um conjunto de fatores.
“Os valores considerados normais
podem variar de pessoa para pessoa. Uma das formas mais utilizadas
para definir os valores desejáveis é o chamado ‘Score de
Framingham’. Trata-se de um cálculo que avalia o risco de doença
cardiovascular de acordo com a presença ou não de certos fatores
de risco, como hipertensão arterial, tabagismo, diabetes,
histórico familiar e doenças ateroscleróticas. Com a avaliação do
conjunto de resultados é possível saber se o risco de o paciente
sofrer um infarto nos próximos dez anos é baixo, moderado ou
alto”, diz a médica.
Na opinião de Clélia, a partir dos
20 anos de idade as pessoas devem procurar um médico de confiança
e realizar as dosagens de colesterol e triglicérides ao menos uma
vez a cada cinco anos. “É importante lembrar o paciente deve fazer
um jejum de 12 horas antes de se submeter ao exame de sangue,
evitando interferência nos resultados obtidos. Quando há qualquer
tipo de alteração é necessário repetir a análise com maior
frequência e buscar orientação médica para iniciar um tratamento
apropriado”.
Prevenção é tudo. Ou quase
tudo
De acordo com a doutora Clélia
Machado, o consumo exagerado de alimentos ricos em colesterol,
como carnes gordas, leite integral, queijos amarelos, bacon,
manteiga e banha, por exemplo, pode elevar os níveis de
colesterol. Ao mesmo tempo, o excesso de álcool e o consumo de
carboidratos e açúcar em grandes quantidades também podem fazer os
níveis de triglicérides subir.
“Para manter a saúde em dia, prefira
alimentos com menos gordura, dando preferência a carnes magras.
Além disso, é recomendável que se retire a gordura visível da
carne, frango e peixe antes de cozinhar, evitando fritar os
alimentos. Grelhar, assar, cozinhar ou refogar é sempre melhor do
que fritar. Com relação ao leite e seus derivados, prefira os
desnatados e reduza o uso de maionese, manteiga, molhos cremosos e
temperos oleosos. Última dica: inclua muitas frutas e vegetais
frescos em seu cardápio diário e encontre uma forma prazerosa de
combater o sedentarismo”.
Fonte: Dra. Clélia Machado
Hidratação nasal é fundamental
para proteger vias
respiratórias dos efeitos nocivos da poluição
Com o crescimento dos índices de
poluição e a maior exposição ao ar condicionado, população precisa
incorporar ao cotidiano o hábito da hidratação nasal, que é tão
importante quanto o uso do filtro solar
Novas tecnologias surgem dia após
dia para garantir o desenvolvimento econômico aos países, mais
comodidade e qualidade de vida aos seres humanos. Mas tanto
progresso traz também contratempos. Hoje, a maioria dos habitantes
do planeta convive com a poluição atmosférica gerada pelas
indústrias, lixões e esgotos industriais e domésticos, bem como
com grandes congestionamentos viários (em alguns casos aéreos) e
mudanças bruscas no clima, entre outros transtornos cotidianos.
São comuns também as diversas horas
de exposição aos sistemas de ar condicionado, em ambientes
fechados com grande número de pessoas e, conseqüente, maior
exposição a partículas poluentes, vírus e bactérias, seja nos
escritórios, aviões ou automóveis – com o agravante de que nem
sempre os aparelhos têm a devida manutenção dos filtros.
Uma das conseqüências mais
conhecidas e graves de tanta modernidade é o aumento do número de
doenças respiratórias e de internações hospitalares, assunto que é
há anos objeto de estudo do Dr. Paulo Saldiva, médico PhD do
Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental do Departamento
de Patologia e professor de fisiopatologia pulmonar da Faculdade
de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).
“Com o aumento do volume de
circulação de automóveis e caminhões, por exemplo, os índices de
poluição, que estavam estabilizados nos últimos cinco anos,
voltaram a crescer gradativamente agora, assim como o tempo de
exposição das pessoas aos efeitos nocivos dos poluentes presentes
no ar”, reforça o especialista. Segundo ele, em grandes cidades
como São Paulo, os habitantes despendiam por dia em média 1h45 no
trânsito em 2008. No ano passado, esse tempo foi ampliado para
2h10. Durante este intervalo, as pessoas presas em seus veículos
respiram praticamente todas as partículas liberadas pelos veículos
ao seu redor.
O problema se agrava porque com a
poluição, geralmente ocorre queda da umidade relativa do ar, que
atualmente é de 6 a 18% menor nas grandes cidades no comparativo
com as zonas rurais. “Esta situação exige ainda mais esforço das
vias respiratórias superiores, responsáveis por filtrar o oxigênio
que será levado até os pulmões”, enfatiza Saldiva.
De acordo com Dra. Maura Neves,
médica otorrinolaringologista do Hospital Universitário da
Universidade de São Paulo (USP), o uso constante dos sistemas de
ar condicionado é outra questão a ser observada. “Os aparelhos,
além de resfriarem o ambiente, retiram umidade do ar e nem sempre
contam com a correta manutenção, juntando em seus filtros ácaros,
bactérias, esporos, fungos, algas e outros poluentes, aos quais as
pessoas ficam expostas diariamente”, afirma a doutora.
O nariz é a primeira linha de defesa
do sistema respiratório contra a entrada dos agentes agressores,
executando várias funções como umidificação, aquecimento,
filtragem do ar inspirado e transporte mucociliar. Suas funções
são afetadas por diversos fatores como poluição atmosférica,
temperatura e umidade do ar, anatomia e volume da cavidade nasal,
distribuição de fluxo sanguíneo, estresse emocional e tabagismo,
que alteram a mucosa nasal, provocando ressecamento e, em alguns
casos, congestão nasal.
Essa desidratação nasal resulta na
redução da frequência do batimento ciliar (aquela fina camada de
cílios microscópicos da parte interna do nariz) e compromete a
filtragem das partículas poluidoras, que entram no organismo e
podem causar infecções respiratórias, intensificar crises de asma
e até mesmo provar lesões pulmonares.
“A questão é que, em geral, as
pessoas não dão a devida importância à irritação nas narinas, a
sensação de ressecamento da mucosa nasal ou a pequenos
sangramentos do nariz, que podem ser resultado de horas de
exposição à poluição. Mas é preciso dar atenção a estes sintomas e
cuidar da hidratação nasal, que garante o funcionamento adequado
das vias aéreas superiores e impede as partículas poluentes de
prejudicarem o sistema respiratório como um todo”, reforça Dra.
Maura, ao comparar a necessidade de manter a mucosa nasal
hidratada aos cuidados que a população deve ter com a proteção
solar.
Maxidrate, hidratação e conforto da
mucosa nasal
Maxidrate (cloreto de sódio 4,5
mg/g) – É um gel nasal desenvolvido para aliviar o desconforto
gerado pelo ressecamento da mucosa nasal, prevenindo piora do
quadro clínico de pacientes alérgicos com rinite. De aplicação
única diária, sua consistência em gel proporciona maior fixação
que as soluções salinas comuns. Não causa dependência e não tem
efeito vasoconstritor (que provoca contração dos vasos
sanguíneos), por isso pode ser usado por longos períodos sem danos
ao organismo. Sua fórmula é livre de conservantes (como o cloreto
de benzalcônio), substâncias que alteram os batimentos
mucociliares – aquela camada de cílios microscópicos que revestem
a parte interna do nariz e cuja principal função é “filtrar” o ar
que entra no organismo para que os pulmões o recebam bem limpo. É
o único produto com esses atributos no mercado.
Indicação:
Ideal para aliviar sensação de
ressecamento causado pela exposição ao ar- condicionado, frio ou
clima seco. Indicado a partir de 12 anos.
Para o período pós-operatório de
cirurgias otorrinolaringológicas, reforçando a hidratação da
mucosa nasal e reduzindo a formação de crostas.
Para idosos, fase em que o indivíduo
tem uma redução de 7% da água corporal.
Como funciona:
A falta de hidratação na mucosa
nasal faz com que haja diminuição da freqüência dos batimentos
mucociliares. O Maxidrate mantém essa área hidratada e garante a
movimentação sincronizada dos cílios nasais. A textura gel, de
grande fixação, garante hidratação ao longo do dia.
Os benefícios da hidratação nasal:
Manter o funcionamento adequado do
sistema de defesa das vias respiratórias.
Prevenir a ocorrência de sangramento
nasal.
Resistência e conforto respiratório
nasal mesmo em condições climáticas agressivas (poluição, baixa
umidade, frio e ar-condicionado).
Fonte: Libbs
Embolização uterina é a esperança
no tratamento de miomas
Alternativa é uma técnica não
cirúrgica, rápida, através de procedimento minimamente invasivo,
oferecido pelo Hospital Santa Cruz
Mulheres em idade reprodutiva,
vítimas de mioma uterino, podem contar com uma alternativa efetiva
de tratamento menos invasivo, que não requer a retirada do útero,
órgão símbolo de fertilidade, maternidade e feminilidade. Trata-se
da embolização uterina, procedimento minimamente invasivo, que
dura, aproximadamente, uma hora, sendo uma técnica não cirúrgica,
oferecida pelo Hospital Santa Cruz, sob coordenação do médico
chefe do serviço de radiologia intervencionista, Dr. Alexander
Ramajo Corvello.
A paciente que possui mioma no útero
sofre de sintomas desconfortáveis, como por exemplo, intenso
sangramento no período menstrual, fortes cólicas, urgência
urinária, dores pélvicas, dor durante relação sexual, prisão de
ventre e anemia. Através da embolização uterina é possível tratar
estes sintomas, assim como garantir o bem estar da mulher. O Dr.
Corvello explica que o procedimento consiste na obstrução do fluxo
sanguíneo das artérias que nutrem o útero.
“A técnica não interfere nas funções
normais do órgão, que passa a ser nutrido por circulações
colaterais que mantêm sua vitalidade, e devolve a qualidade de
vida a paciente”, diz.
A embolização uterina é realizada
por meio de um corte de, no máximo, dois milímetros na região da
virilha, onde se introduz um fino tubo até as artérias uterinas,
conhecido também como cateter. Depois de localizado os miomas, são
injetadas micro partículas de gel insolúvel para obstruir estas
artérias. Assim, os miomas param de crescer ou até desaparecem.
Este procedimento permite que a mulher possa voltar a cumprir
totalmente suas atividades diárias, em quatro ou sete dias. Ao
contrário das cirurgias de retirada do mioma, ou do útero, em que
a mulher necessita de pelo menos um mês de recuperação.
Embolização significa “fechar os
vasos” e é uma técnica muito conceituada, além de possuir o maior
grau de evidência científica concedido pela Sociedade Americana de
Ginecologia e Obstetrícia e Sociedade de Radiologia
Intervencionista Americana e Europeia, sendo realizada desde 1996
para tratar o mioma uterino, e desde os anos 1980 em casos de
sangramentos extremos em partos ou acidentes. De acordo com Dr.
Corvello, é um método efetivo que controla os sintomas em até 92%.
Outro ponto positivo após este tratamento é que a mulher pode ter
de 10% a 30% de chances de engravidar, um dado expressivo, já que
no caso da retirada do útero isso não é mais possível, podendo
desencadear em muitas pacientes à depressão e à perda de
autoestima.
A doença não apresenta grupo de
risco, mas atinge mulheres em idade fértil de 20 aos 45 anos. De
acordo com Dr. Corvello, “os miomas se alimentam de estrogênio,
hormônio feminino”. “O importante é ressaltar que quando bem
indicada, a embolização uterina pode, efetivamente, devolver a
qualidade de vida as pacientes com um procedimento minimamente
invasivo, com baixos índices de complicação e rápido retorno da
paciente às suas atividades profissionais e pessoais”, diz o
especialista.
Artrite reumatóide: doença afeta,
principalmente, a capacidade laboral e a qualidade de vida
Se a pessoa já tem artrite
reumatóide, encontrará certa dificuldade para digitar porque a mão
vai se deformando com a doença. Mas, se ela consegue trabalhar,
não precisa afastar-se do computador, porque ele não interfere na
evolução da doença
Segundo o estudo português Artrite
Reumatóide em Portugal - Viver ou Sobreviver?, divulgado no início
de abril, em Portugal, um em cada dez doentes com artrite
reumatóide, naquele País, foi "obrigado" a pedir a aposentadoria
antecipada devido ao impacto da doença. A pesquisa, realizada, em
2009, pela Associação Nacional dos Doentes com Artrite Reumatóide,
Andar, revelou também que os pacientes que se aposentaram
antecipadamente devido à artrite reumatóide continuam se queixando
do seu estado de saúde, mesmo depois de abandonar as atividades
laborais. De acordo com a associação, em Portugal, a artrite
reumatóide atinge mais de 40 mil pessoas, e as mulheres, entre os
30 e os 50 anos, são as grandes vítimas desta doença que atinge
principalmente as articulações.
“ A doença é a segunda patologia
reumática que mais acomete a população no Brasil, só sendo
superada pela osteoartrose. Especialmente, nas pessoas com mais
idade, essa doença provoca deformidades nas articulações e as mãos
adquirem características típicas do reumatismo. No Brasil, as
doenças reumáticas representam o segundo maior gasto do país
relativo às faltas ao trabalho e à aposentadoria por invalidez.
Como a artrite reumatóide é uma doença grave, progressiva e
incapacitante, para requerer o benefício por incapacidade é
preciso marcar uma perícia médica no INSS”, explica o
reumatologista Sergio Bontempi Lanzotti, diretor do Instituto de
Reumatologia e Doenças Osteoarticulares (Iredo).
Atualmente, tramita no Senado
Federal, o Projeto de Lei N °467/03 que pretende estender aos
servidores portadores de lúpus, epilepsia ou artrite o direito à
aposentadoria com proventos integrais. Em sua justificativa, o
senador autor da proposta ressalta as características das três
doenças, suas consequências para o ser humano, o fato de serem
incuráveis e como esses males acabam por incapacitar o trabalhador
para as suas tarefas diárias.
Manifestações do reumatismo
O reumatismo é uma doença que
acomete crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos, e
existem tipos preferenciais de acordo com a idade. A febre
reumática, por exemplo, acomete principalmente crianças. O lúpus
eritematoso sistêmico, uma doença auto-imune, em geral, se
manifesta no sexo feminino, durante a puberdade, quando ocorrem
alterações hormonais em virtude da transformação do sistema
endócrino. “Já nas pessoas de mais idade, os tipos predominantes
são, sem dúvida, a artrose e a artrite reumatóide”, diz o
reumatologista.
Em geral, quando falamos em artrite,
estamos nos referindo à artrite reumatóide, doença que envolve
alterações de genes ligadas a um fator externo que não se conhece
exatamente qual seja, mas que desencadeia o processo. “Comumente,
é fácil encontrar pessoas que fazem confusão entre artrose e
artrite. Basicamente, a diferença entre osteoartrite, nome correto
da artrose, e artrite reumatóide é que a primeira acomete pessoas
de idade mais avançada, enquanto a segunda pode ocorrer em todas
as idades e sua incidência é maior no sexo feminino”, afirma o
diretor do Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares (Iredo).
Em relação ao tipo de articulação
atingida, há também algumas diferenças. “Embora ambas acometam as
mãos, na artrite reumatóide, as articulações envolvidas são as
mais proximais, ou seja, as mais próximas do punho e o próprio
punho”, diz Lanzotti. Na osteoartrite, são mais atingidas as
articulações distais, especialmente a interfalangiana distal,
localizada mais perto das unhas e há a formação de pequenos
nódulos, chamados nódulos de Heberben.
Praticamente todas as pessoas com
mais de 60 anos têm artrose. “Por isto, é preciso proteger tudo o
que está em volta das articulações: ligamentos, tendões, músculos.
A atividade física correta ajuda a manter e a desenvolver
adequadamente as estruturas que cercam a articulação a fim de
garantir a movimentação”, explica Sergio Lanzotti.
Se a pessoa tem uma dor no joelho e
fica sentada o dia todo assistindo à televisão, os músculos acabam
se atrofiando e, um dia, ela não se levantará mais. “O paciente
acha que a artrose destruiu seu joelho. Grande parte das vezes, a
doença é discreta, mas não há mais músculos para andar. Por isso,
os cuidados com os idosos estão mais ligados à preservação dessas
estruturas do que propriamente ao tratamento direto da
articulação”, alerta o médico. Atualmente, existem medicamentos
anti-artrósicos, que bloqueiam ou diminuem a ação da osteoartrose.
“O transplante de cartilagem já existe, porém ainda é
considerado um método com limitações e que não apresenta a
efetividade que se esperava do método, no início de
seu emprego”, observa o diretor
do Iredo.
Já quem sofre com artrite reumatóide
apresenta alterações na articulação metacarpofalangiana, que se
localiza entre os ossos da mão e a primeira articulação dos dedos.
Estes desvios são chamados de desvios cubitais. “Normalmente, os
tendões flexores e extensores dos dedos precisam ficar bastante
equilibrados. Quando as articulações metacarpofalangianas
inflamam, eles se deslocam para o lado cubital. Disso decorre
outra alteração importante, o zigue-zague da articulação
interfalangiana proximal. Essa deformidade é chamada de pescoço de
cisne, por causa da conformação que o dedo assume se visto de
perfil”, explica Sergio Lanzotti.
Muitas dores...
Quem tem artrite reumatóide se
queixa de uma dor constante, que vai deixando o paciente irritado
e, posteriormente, deprimido. “No começo, dor e rigidez se
manifestam só pela manhã. O paciente acorda e se ‘sente
enferrujado’. Suas mãos estão duras e doloridas e só depois de uma
hora voltam ao normal. Daí em diante, os sintomas desaparecem para
reaparecer na manhã seguinte. Isso acontece porque o processo
inflamatório está começando a estabelecer-se e, durante o repouso,
a pessoa acumula líquido dentro das articulações. Quando acorda,
enquanto não se movimenta o bastante para reduzir a quantidade de
líquido dentro da cápsula, a dor não desaparece”, esclarece o
médico.
Um dos problemas dos quadros de
artrite reumatóide é que os pacientes se acostumam com estes
sintomas matinais e deixam de procurar o médico quando eles
aparecem. “Os que procuram um médico especialista no estágio
inicial do quadro, terão um melhor prognóstico da doença, pois
o reumatologista pode indicar a medicação mais adequada para cada
caso, o que proporcionará ao paciente uma evolução muito melhor.
Como para estabelecer um quadro completo da doença, registrando
alterações clínicas e laboratoriais, é necessário tempo, no caso
de suspeita de artrite reumatóide, é possível ir tratando a doença
para evitar os sintomas desagradáveis dela decorrentes”, conta
Lanzotti.
Tratamento apropriado
No passado, esperávamos que os
sintomas da artrite reumatóide ficassem realmente incômodos para
iniciar o tratamento porque os efeitos colaterais dos remédios
eram problemáticos. “Hoje, há uma tendência entre os
reumatologistas de iniciar precocemente o tratamento para que as
deformidades - motivo pela qual a doença se torna incapacitante -
não surjam. No entanto, o tratamento de doenças com conotação
genética visa tirar o paciente da crise e fazer com que ele volte
ao seu estado normal, porque houve uma remissão da doença. Isso
acontece com inúmeras patologias: diabetes, hipertensão,
bronquite asmática, enxaqueca. O reumatismo se encaixa neste
quadro também. É uma doença incurável, que demanda tratamento
contínuo, mas que permite que o paciente leve uma vida normal”,
explica o reumatologista.
Sergio Lanzotti explica que, nos
últimos anos, os avanços no tratamento da artrite reumatóide foram
muitos. “Há 50 anos, quando surgiu a cortisona, ela era utilizada
amplamente nos pacientes que sofriam de artrite com excelentes
resultados no combate à dor. Achávamos que tínhamos encontrado a
cura para a artrite reumatóide. Pouco tempo depois, porém,
verificou-se que os efeitos colaterais dos corticóides,
especialmente em doses altas, eram piores do que a própria doença
e o uso de cortisona foi cada vez menos indicado. Hoje, sabemos
que doses pequenas de corticóides, aplicadas por períodos curtos,
desempenham papel importante no tratamento da artrite reumatóide”,
diz o médico.
A descoberta de novos
antiinflamatórios foi mais uma arma para fazer com que a doença
regrida. “Os medicamentos produzidos por engenharia genética são
opções terapêuticas, mas por serem extremamente caros impedem a
utilização ampla pela população afetada pela doença. Estamos
confiantes nas novas pesquisas, pois, cada vez mais, estamos
chegando mais perto dos genes responsáveis pelo aparecimento da
doença. Na hora em que conseguirmos manipulá-los para impedir sua
manifestação, terá sido dado o passo definitivo para o controle
dessa enfermidade”, explica o reumatologista Sergio Bontempi
Lanzotti, diretor do Instituto de Reumatologia e Doenças
Osteoarticulares (Iredo).
Exames Clínicos
Sete perguntas que você sempre
quis fazer, mas nunca fez
Os grandes centros de diagnóstico
costumam receber em média 500 pacientes de todas as faixas etárias
por dia e seus acompanhantes. Em meio à expectativa da realização
do exame e, principalmente, do diagnóstico, muita gente deixa de
fazer perguntas simples, mas que contêm informações importantes
para o resultado final.
Paulo Campana, médico do
Centro de Diagnósticos Brasil (CDB) – grupo paulista com cinco
unidades e prestes a inaugurar novos postos em Santo Amaro e no
Morumbi – revela os questionamentos mais comuns que as pessoas têm
vontade de perguntar, mas por inibição muitas vezes não o fazem.
Posso ir sozinho à clínica para
realizar todos os exames?
Paulo Campana – “Não. Há
exames em que é necessária a presença de um acompanhante maior de
18 anos, como endoscopia, mamotomia, biópsia, agulhamento e
artrorressonância. A colonoscopia, por conta da sedação, também
não deve ser realizada em pacientes desacompanhados”.
Quebrar o jejum interfere no
exame de sangue?
Paulo Campana – “Sim. Com
exceção do hemograma simples, a maioria dos exames de sangue exige
jejum. Para a dosagem de triglicérides e colesterol, por exemplo,
são necessárias 12 horas de jejum. Já para a dosagem de glicose,
entre oito e 12 horas. Água em pequena quantidade é permitido. Mas
vale prestar atenção às recomendações transmitidas no momento do
agendamento do exame”.
Posso fazer exame de sangue
gripado e com febre?
Paulo Campana – “Sim, mas é
importante relatar ao atendente na hora de preencher seus dados. É
muito importante, inclusive, informar se está tomando medicamentos
para atenuar os sintomas e de quantas em quantas horas. Caso o
exame não seja emergencial, e o paciente possa adiar por uma
semana, tanto melhor”.
Estar menstruada pode interferir
nos exames?
Paulo Campana – “Depende dos
exames. Alguns deles sofrem interferência direta quando realizados
nesse período, como o exame de urina, a colpocitologia oncótica, a
colposcopia e a cultura de secreção vaginal. Nesses casos, não
sendo emergencial, pode-se adiar o exame por alguns dias a fim de
obter o melhor diagnóstico possível”.
Corro algum risco ao fazer exames
de contraste?
Paulo Campana – “Alguns
exames exigem um meio de contraste para melhorar a visualização e
contribuir com a investigação de muitas doenças. O contraste usado
na ressonância magnética é o gadolíneo; já o usado na tomografia é
o iodo. Em alguns casos, geralmente raros, o paciente pode
apresentar reação alérgica à substância empregada, principalmente
o iodo. Por isso é importante se comunicar com a equipe
responsável pela realização do exame em caso de o paciente sentir
enjoo ou coceira. Normalmente, em 24 horas a substância é
eliminada por completo da corrente sanguínea”.
Durante a gestação, tenho de
beber tanta água antes de fazer ultrassom?
Paulo Campana – “Geralmente,
até a 12ª semana de gestação é necessário ingerir entre cinco e
seis copos d’água antes de se submeter ao exame de
ultrassonografia. Depois disso já não é tão necessário. Com
relação ao ultrassom transvaginal, algumas clínicas dispensam a
ingestão de água. Entretanto, o CDB recomenda a ingestão de pelo
menos quatro copos d’água, já que isso contribuirá muito para a
visualização da região pélvica como um todo”.
É importante contar à atendente
todos os remédios de que faço uso contínuo?
Paulo Campana – “Dependendo
do exame a ser realizado pode ser fundamental. São muitos os
medicamentos que interferem nos exames de laboratório,
principalmente o de sangue. A critério médico, o paciente poderá
suspender a medicação alguns dias antes da coleta. É o caso dos
anti-inflamatórios, antibióticos e remédios que contêm ácido
acetilsalicílico na formulação, entre outros”.
Dermatite de contato: a
importância de se identificar problemas que podem ser causados até
por cosméticos
Pequenas irritações, coceiras ou
pequenas bolhas podem ser tornar graves e gerar infecções se não
forem tratadas adequadamente. Produtos que utilizam as ceramidas
são um dos mais indicados
O contato da pele com alguma
substância que provoque reações pode resultar em problemas sérios
se a pessoa não identificar o agente causador e tratar
corretamente a situação.
E isto pode acontecer com qualquer
tipo de substância ou superfície, seja um poluente no ar, um
cosmético, produto de limpeza ou outros elementos como artefatos
de borracha ou metal.
“Qualquer pessoa, em qualquer idade
e com qualquer tipo de pele pode sofrer algum tipo de reação, que
chamamos dermatite de contato, resultando em vermelhidão,
inchaço, bolhas, crostas ou escamações”, revela a dermatologista
Marcella Mendes Delcourt, da Sociedade Brasileira de Dermatologia,
regional de São Paulo.
É possível prevenir as dermatites de
contato utilizando-se de cremes de barreira, que são hidratantes
potentes com princípios ativos especialmente desenvolvidos para
evitá-las.
Esses cremes possuem ação
diferenciada em relação ao creme hidratante comum (que apenas
mantém a pele hidratada), pois agem como uma película protetora
entre a pele e o agente causador da dermatite, detendo ou
reduzindo a ação dos agentes nocivos.
Ceramidas
Segundo Marcella Delcourt, dentre os
produtos mais eficazes estão aqueles em cuja fórmula encontram-se
as ceramidas – principais lipídeos componentes da pele, que evitam
a perda da água cutânea e são altamente eficazes na recuperação
das barreiras.
Os cremes de barreira mais potentes
são vendidos, nos Estados Unidos, sob prescrição médica. No
Brasil, os dermatologistas geralmente prescrevem fórmulas para
manipulação a base de óleo de silicone, óleo de framboesa,
glicerina, lactato de amonia ou ceramidas, mas existem ótimos
produtos industrializados no mercado.
A médica alerta, ainda, que ao
observar alguma das reações que caracterizam uma dermatite de
contato, a pessoa deve evitar a substância suspeita e realizar uma
avaliação com um especialista.
“Uma dermatite de contato, se não
tratada adequadamente, pode se complicar e até ocorrer uma
infecção secundaria, levando o paciente a um quadro de febre e de
prostração geral”, finaliza.
Fonte: Sociedade Brasileira
de Dermatologia - Regional do Estado de São Paulo (SBD - SP)
Depressão e doença
cardiovascular: combinação perigosa e cada vez mais comum
Estudo mostra que a depressão
afeta de 16 a 22% das pessoas que sofreram infarto e pode aumentar
em 50% a mortalidade desses pacientes
Estudo publicado no Journal of the
American Medical Association* demonstra que as pessoas com
depressão apresentam maior probabilidade de desenvolver doença
cardiovascular, independentemente dos fatores de risco clássicos
como hipertensão, diabetes, dislipidemia, tabagismo e obesidade.
De acordo com Evandro Tinoco Mesquita, cardiologista, professor na
Universidade Federal Fluminense e diretor do Hospital Pró-Cardíaco
do Rio de Janeiro, essa porcentagem pode ser ainda maior em alguns
tipos de doença cardiovascular, pois pesquisas realizadas na
Universidade Federal Fluminense mostram que a depressão está
associada à cerca de 70% dos pacientes com insuficiência cardíaca.
Segundo dados do Estudo, a depressão
será a segunda causa de incapacidade em 2020. Hoje, a doença afeta
de 16 a 22% das pessoas que sofreram infarto e pode aumentar em
50% a mortalidade desses pacientes.
Este cenário se apresenta porque as
pessoas com depressão tornam-se mais vulneráveis a interromper ou
não seguir os tratamentos, mais propensas a fumar, não se
alimentar de forma saudável e serem sedentárias. Em pacientes com
depressão, o cérebro modifica a produção de neurotransmissores, o que interfere na sensação de bem estar e
felicidade, levando a uma piora do seu quadro clínico com aumento
do risco de arritmia cardíaca, morte súbita e novos episódios de
infarto.
Outro dado importante apontado pela
publicação revela que a depressão é mais comum no sexo feminino e
o risco de mortalidade por doença cardiovascular aumenta em 9% nas
mulheres deprimidas, especialmente nas que estão na pós-menopausa.
“Aqui no Brasil, nossas pesquisas mostram elevada prevalência da
depressão entre as mulheres e novas evidências apontam depressão
como um novo fator de risco para desenvolver doença
cardiovascular”, explica Mesquita.
A coexistência da depressão e da
doença cardiovascular abre caminho para uma maior conexão entre o
cardiologista e o psiquiatra na indicação do tratamento adequado,
que envolve o uso de antidepressivos e estatinas. Dentre elas,
atorvastatina (Lípitor), que é a estatina com o maior número de
evidências científicas, que comprovam seus efeitos na redução
significativa do risco de eventos cardiovasculares e na diminuição
em 39% a 60% dos níveis do colesterol ruim (o LDL). De acordo com
o cardiologista, é importante complementar o tratamento com o
emprego regular de exercícios físicos. A prática de atividade
física reduz o risco de infarto em mais de 50%, pois contribui
para diminuir o LDL (colesterol ruim), também aumentando o HDL
(colesterol bom) e melhora a qualidade de vida do paciente com
depressão.
Ainda de acordo com dados do Estudo,
a prática de 30 minutos de exercícios físicos, por pelo menos
quatro vezes na semana, reduz em 40% o risco de isquemia cardíaca.
Além, de melhorar o humor, o que também age diretamente no combate
à depressão. Hábitos não saudáveis, como tabagismo, consumo
excessivo de bebidas alcoólicas e alimentação não balanceada
também contribuem para o agravamento do quadro depressivo e
possuem relação direta com doenças cardiovasculares.
*O Estudo publicado pelo Journal of
the American Medical Association contou com a participação de 1000
pacientes entre 2001 e 2008
Fonte: Pfizer
Médicos alertam para o risco do
aneurisma cerebral
Muitos pacientes evoluem bem e
não apresentam seqüelas, porém outros podem ter déficit
neurológico e até mesmo evoluir ao óbito
O aneurisma cerebral consiste na
dilatação de uma artéria intracraniana. Isto acontece devido ao
enfraquecimento da parede do vaso, tornando-a suscetível a ruptura
e sangramento. Uma comparação simples para entender como é um
aneurisma: imaginar uma bexiga na parede de uma mangueira.
Segundo Rodrigo Leite de Morais,
especialista do Hospital da Cruz Vermelha do Paraná, muitas
pessoas podem nascer com aneurisma que, com o passar do tempo, vai
aumentando e pode romper. Os principais fatores de risco para a
ruptura do aneurisma são hipertensão arterial e o tabagismo. “O
quadro clínico é muito variado. A dor de cabeça súbita e de forte
intensidade na região da nuca é o sintoma mais comum. Pode estar
associada com vômitos, crise convulsiva, perda de consciência,
queda da pálpebra, rigidez do pescoço e déficit visual”, relata o
médico.
Segundo o médico Andrei Leite de
Morais, da equipe de neurocirurgia do Hospital da Cruz Vermelha o
diagnóstico é feito pela história clínica, pelo exame neurológico
e confirmado por exames de imagem. “O sangramento é visualizado
pela tomografia, que mostra sangue no espaço subaracnóide (em
volta do cérebro) ou hematoma intracerebral (coágulo dentro do
cérebro)”.
Se a história for sugestiva, mas a
tomografia estiver normal, é possível fazer o diagnóstico com a
retirada do líquido da espinha, que é o mesmo que banha o cérebro
e pode comprovar a presença de sangue. Quando isto ocorre é
necessário fazer a arteriografia (exame que estuda os vasos do
cérebro) para confirmar a presença do aneurisma cerebral.
As
principais complicações da ruptura do aneurisma são o ressangramento, o vasoespasmo (fechamento das artérias do cérebro)
e a hidrocefalia (acúmulo de água nas cavidades do cérebro). Os
aneurismas rotos (que sangram) são urgências médicas e as duas
principais técnicas de sangramento são cirurgia – abertura do
crânio e fechamento do aneurisma com um clipe de metal – ou
embolização – realizada por meio de cateterismo, com a inserção de
micro molas, que promovem o bloqueio da dilatação aneurismática.
“A escolha do tratamento, sempre
discutida com uma equipe especializada, deve ser realizada com
base no tipo do aneurisma, sua localização e estado clínico do
paciente”, esclarece Rodrigo.
O prognóstico do paciente depende de
fatores como: extensão do sangramento, localização do aneurisma,
idade do paciente, condição neurológica e saúde em geral. Muitos
evoluem bem, sem apresentar seqüelas, porém alguns pacientes podem
permanecer com déficit neurológico e até mesmo evoluir para o
óbito. “É importante que ao surgirem os primeiros sinais e
sintomas neurológicos o médico especialista seja consultado. O
diagnóstico precoce da doença e o tratamento adequado diminuem os
riscos de seqüelas”, afirma Andrei.
Hipertenso ignora perigo do sódio
na dieta
Estudo aponta que 93% dos
pacientes em tratamento no hospital estadual Dante Pazzanese
desconhecem diferença entre sal e sódio
Uma pesquisa da Secretaria de Estado
da Saúde promovido com pacientes hipertensos atendidos no hospital
estadual Dante Pazzanese, referência nacional em cardiologia,
aponta que 93% deles simplesmente desconhecem a diferença entre
sal e sódio.
O estudo, realizado em março deste
ano, ouviu 1.294 pacientes. Desse total, 75% disseram que não
costumam ler os rótulos dos alimentos, que informam a quantidade
de sódio do produto.
Entre os que lêem os rótulos dos
alimentos, 19% consomem alimentos embutidos, como lingüiças e
salsichas (com altos teores de sódio) pelo menos uma vez por
semana. Outros 18% consomem alimentos enlatados ou envidrados e
17% consomem queijos salgados uma vez por semana, no mínimo.
Ainda segundo o estudo, 10% dos
pacientes que sabem a diferença entre sal e sódio utilizam saleiro
na mesa durante as refeições.
O sal de cozinha é constituído por
dois componentes, sódio e cloreto. Mas é o sódio presente no sal
que pode ocasionar problemas de saúde quando consumido em excesso.
“Se há um número grande de pacientes
hipertensos que deveriam ter essa preocupação e não têm, o
desconhecimento será pior ainda no restante da população”, afirma
o médico nutrólogo Daniel Magnoni, do Ambulatório de Nutrição
Clínica do Dante Pazzanese.
“Os pacientes que não controlam o
consumo de sódio possuem mais chances de sofrer derrames e
problemas cardíacos, têm que fazer uso de mais medicamentos e
apresentam dificuldade para controlar a hipertensão”, observa o
médico.
O consumo ideal diário de sal de
cozinha é de até 6g, que representa 2,4g de sódio.
O médico patologista! Que médico
é este?
São chamados "médicos dos médicos" e
também "príncipes da Medicina". Há quem os chame de, "juízes da
prática Médica”. Os médicos e médicas patologistas, como são
definidos na literatura médica e erudita, não são laboratoristas,
exercem a arte e a ciência de fazer diagnóstico, somando os
conhecimentos clínicos com os achados morfológicos.
Eles não usam aparelhos ou equipamentos para fazerem medidas e
dosagens, nem mesmo automáticas, tal como nos laboratórios de
análises clínicas, que liberam resultados numéricos ou
percentuais. Então, quem são os Médicos Patologistas (anatomopatologistas
e citopatologistas)?
São responsáveis não só pelas
autópsias (análise dos motivos morte), como também pelo
diagnóstico de várias doenças, inclusive de lesões
pré-cancerígenas, do câncer e do diagnóstico diferencial das
diversas lesões, inflamatórias ou não, no corpo humano. Assim
sendo, os médicos de qualquer especialidade, quando necessitam do
diagnóstico definitivo, recorrem ao médico patologista.
Até os meados do século XIX, 1832,
os médicos patologistas ocupavam-se apenas das necropsias
(autópsias), isto é, do exame post-mortem, entretanto daquela
época para cá esses especialistas passaram a examinar órgãos ou
fragmentos de órgãos dos pacientes, para fornecer o diagnóstico em
vida (biópsia), quando nasceu a denominada Patologia Cirúrgica,
com a justificativa ou a interferência direta nas
eventuais modificações dos procedimentos terapêuticos.
De acordo com o Código de Ética
Médica “o exame Anátomo-Patológico, que é pericial e é
obrigatório, sempre que se faz necessário”.
Quem julga esta necessidade? Será
que um paciente, ao descobrir que o seu exame, do qual ele tinha
direito, não fora realizado, poderia processar o médico por danos
morais, haja vista estar psicologicamente comprometido pela falta
do diagnóstico histopatológico?
Para diminuir os custos, na Europa
estuda-se a possibilidade do cirurgião e um médico patologista
assinem um documento dizendo não ser necessário, em casos
específicos, o exame histopatológico, entretanto, a última palavra
será sempre do paciente.
Dr. Maurício Sérgio Brasil
Leite
Lúpus eritematoso: auto-agressão
do organismo feminino
O lúpus exige tratamento
cuidadoso por especialistas. Pacientes tratadas adequadamente têm
condições de levar uma vida normal. As que não se tratam, acabam
tendo complicações sérias, às vezes, incompatíveis com a vida
Diante das incertezas na vida, o ser
humano tenta encontrar uma explicação para fatos à primeira vista
inexplicáveis. E um deles é a existência de doenças autoimunes. Os
cientistas ainda tateiam em busca de motivos pelos quais as
próprias defesas do corpo passariam a encarar o organismo como um
adversário em um campo de batalha. A herança genética tem sua
parcela de responsabilidade nesse processo do sistema imunológico.
Mas, apesar da predisposição, muitos passam a vida toda sem
apresentar essa reação “estranha” dos guardiões do corpo, o que
indica um maior sinal de que fatores ambientais atuariam como
estopins importantes para a autoagressão.
Pesquisadores dos quatro cantos do
globo querem decifrar quais seriam os gatilhos das doenças
autoimunes. O lúpus encaixa-se neste perfil de pesquisa. “É uma
doença rara, mais freqüente nas mulheres do que nos homens,
provocada por um desequilíbrio do sistema imunológico, exatamente
aquele que deveria defender o organismo das agressões externas
causadas por vírus, bactérias ou outros agentes. O anticorpo, que
é um mecanismo de defesa, passa a ser um mecanismo de
auto-agressão nessas pacientes. O que caracteriza a doença
auto-imune é a formação de anticorpos contra seus próprios
constituintes”, explica o reumatologista Sergio Bontempi Lanzotti,
diretor do Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares (Iredo).
No lúpus, a defesa imunológica se
vira contra os tecidos do próprio organismo como pele,
articulações, fígado, coração, pulmão, rins e cérebro. Essas
múltiplas formas de manifestação clínica, às vezes, confundem e
adiam o diagnóstico apropriado. “O lúpus exige tratamento
cuidadoso por médicos especialistas. Pacientes tratadas
adequadamente têm condições de levar uma vida normal. As que não
se tratam, acabam tendo complicações sérias, às vezes,
incompatíveis com a vida”, alerta o reumatologista.
Entenda melhor o que acontece...
“O lúpus dificilmente aparece em
meninas que ainda não menstruaram. Em geral, o acometimento
coincide com a época da menstruação e atinge mulheres na faixa
entre 15 e 30 anos. Se não há lesão renal e cerebral no primeiro
surto, trata-se do lúpus benigno caracterizado por lesões de pele,
asa de borboleta, dor nas juntas, sintomas controláveis com
medicação. É também provável que esta paciente não apresente os
problemas ligados com o passar da idade e venha a falecer de outra
causa, que não o lúpus”, diz Sérgio Lanzotti. Se no primeiro
surto, porém, a paciente manifestar lesão renal ou cerebral ou, as
duas ao mesmo tempo, é sinal de mau prognóstico da doença.
Havia grande confusão diagnóstica em
relação ao lúpus até a Sociedade Americana de Reumatologia
enunciar os critérios de diagnóstico da doença, em 1971. A mulher
que preencher quatro deles seguramente tem lúpus. Os dois
primeiros referem-se à mucosa bucal. Dentre outras lesões orais
importantes, aparecem úlceras na boca que, na fase inicial, exigem
diagnóstico diferencial com pênfigo, uma doença freqüente em
países tropicais. Pode ocorrer também mucosite, uma lesão
inflamatória causada por fatores como a estomatite aftosa de
repetição, por exemplo.
“O terceiro critério diagnóstico
envolve a chamada buttefly rash, ou asa de borboleta, que muitos
consideram o critério mais importante, mas não é. Trata-se de uma
lesão que surge nas regiões laterais do nariz e prolonga-se
horizontalmente pela região malar no formato da asa de uma
borboleta. De cor avermelhada, é um eritema que geralmente
apresenta um aspecto clínico descamativo, isto é, se a lesão for
raspada, descama profusamente”, explica o diretor do Iredo.
O quarto critério é a
fotossensibilidade. Por isso, o médico deve sempre investigar se a
paciente já apresentou problemas quando se expôs à luz do sol e
provavelmente ficará sabendo que mínimas exposições provocaram
queimaduras muito intensas na pele, especialmente na pele do
rosto, do dorso e de outras partes do corpo mais expostas ao sol
nas praias e piscinas. “Pacientes que já tem lúpus diagnosticado
devem proteger-se da radiação solar e usar fotoprotetor, sempre,
porque não é só na praia e na piscina que o sol é intenso. A
radiação solar, em especial os raios ultravioleta prevalentes das
dez às quinze horas, é a substância exterior que agride as pessoas
que nasceram geneticamente predispostas. Em estudos conduzidos
sobre a doença foi possível detectar inúmeros casos de pacientes
que tiveram o primeiro surto logo após ter ido à praia e se
exposto horas seguidas à radiação solar. Em geral, eram pacientes
do sexo feminino, já que a incidência de lúpus atinge nove
mulheres para cada homem”, diz Lanzotti.
O quinto
critério diagnóstico é a dor articular, ou seja, dor nas juntas,
geralmente de caráter não inflamatório. É uma dor articular
assimétrica e itinerante que se manifesta preferentemente nos
membros superiores e inferiores de um só lado do corpo e migra de
uma articulação para outra.
Geralmente, é uma dor sem calor nem
rubor, sem inchaço, nem vermelhidão, os três sinais da inflamação.
Há casos, porém, em que os três sintomas se fazem presentes.
“A dor é frequente nas articulações
dos membros superiores. Acomete punho, cotovelo, ombro e dedos das
mãos, como se fosse um quadro de artrite reumatóide. Portanto, a
artralgia, às vezes, a artrite, e, excepcionalmente, a inflamação
estão presentes no primeiro surto de 90% das pacientes. Por isso,
elas procuram os reumatologistas. Se a paciente não apresenta dor
articular, o diagnóstico clínico pode ficar em suspenso, pois não
há rigidez matutina como na artrite reumatóide. É uma dor
migratória não muito intensa. Isso, muitas vezes, retarda o
diagnóstico, porque a paciente entra em remissão e não procura o
tratamento médico apropriado”, relata Sérgio Lanzotti.
O sexto critério, e um dos mais
importantes, é a lesão renal. Paciente com lesão renal acompanhada
de hipertensão no primeiro surto tem prognóstico mais reservado.
“A hipertensão arterial aponta que surgiu um processo inflamatório
nas membranas das estruturas envolvidas no sistema de filtração do
sangue que atravessa os rins e a paciente é acometida por
glomerulonefrite”, conta o reumatologista Sergio Bontempi Lanzotti,
diretor do Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares (Iredo).
No campo das doenças do sangue, o
lúpus estabelece as chamadas penias. Em 20% dos casos, a anemia
hemolítica coincide com a ruptura dos vasos sanguíneos e a
fragilidade dos glóbulos vermelhos, levando à anemia hemolítica
auto-imune, uma manifestação da síndrome pré-lúpica. A paciente
pode ir ao consultório do hematologista com esse problema e logo
em seguida, ou, em alguns anos depois, manifestar o quadro clínico
completo do lúpus eritematoso.
Outra manifestação de penia mais
incidente é a leucopenia, ou seja, a diminuição de glóbulos
brancos, dos leucócitos. “Em 40% dos casos, a leucopenia é
traduzida pela produção de anticorpos principalmente dirigidos
contra os neutrófilos, um tipo específico de glóbulos brancos, que
hoje fazem parte do diagnóstico laboratorial do lúpus. Outra
possibilidade é a ocorrência da plaquetopenia, ou púrpura
trombocitopênica idiopática, uma lesão provocada por anticorpos
contra as plaquetas que não tem etiologia definida e que pode
preceder, em alguns anos, a instalação do lúpus”, afirma Sérgio
Lanzotti.
A incidência de pericardites e de
pleurites também podem ocorrer em pacientes com lúpus. Em 70% dos
casos, a pericardite é subclínica e diagnosticada apenas nas
autópsias. “Outro critério para confirmação do diagnóstico da
doença é o imunológico. Essas pacientes apresentam uma reação
falsamente positiva para sífilis e manifestam a síndrome
anticoagulante lúpica, que se caracteriza por trombose, embolias e
abortos de repetição”, enumera Sérgio Lanzotti.
Lúpus e maternidade
Há um conceito muito difundido de
que pacientes lúpicas não devem, não podem e não engravidam. Isso
provém de um problema imunológico. “Algumas dessas mulheres
produzem anticorpos contra um constituinte especial chamado
fosfolípedes, ou seja, substâncias com o radical fósforo do tipo
gorduroso, situadas na circulação. Pacientes com esses anticorpos
têm abortos recorrentes, outro sinal de pré-lúpus”, esclarece o
reumatologista.
Além de abortos de repetição, as
pacientes com lúpus têm coágulos em várias partes do corpo. Formam
trombos no cérebro e formam êmbolos. “Uma paciente lúpica que não
tenha esse componente talvez possa ter uma gravidez normal. No
entanto, aquelas que apresentam lesão renal estão mais sujeitas a
abortos recorrentes ou a dar origem a um feto com pouca chance de
sobrevivência. Outras pacientes com lúpus podem não apresentar
dificuldades para engravidar, mas a gravidez pode ser difícil,
exigindo acompanhamento pré-natal feito por uma equipe
multidisciplinar”, avisa Sérgio Lanzotti.
Diante de uma paciente jovem com
lúpus que deseja engravidar, o melhor é oferecer informação sobre
os riscos desta atitude. “Em 80% dos casos, pode haver uma piora
da doença, ao contrário do que ocorre com a artrite, que melhora
durante a gravidez”, explica o diretor do Iredo.
Opções terapêuticas
No passado, todos os casos de lúpus
eram tratados com cortisona e seus derivados. Hoje, contamos com
recursos melhores, inclusive em relação à própria cortisona. “Os
corticóides modernos não são dotados de efeitos colaterais como
aumento de pressão e grande retenção de sal e água. Podem ser
injetados por via endovenosa. É o chamado pulso terapêutico que
consiste em hospitalizar a paciente e infundir de uma só vez, numa
única aplicação, a quantidade de corticóide apropriada a cada
caso. Os pacientes suportam bem essa técnica terapêutica, a
tendência à infecção é menor”, conta o médico.
Segundo Sérgio Lanzotti, a grande
mudança no tratamento do lúpus foi o advento do emprego de um
imunossupressor usado nos primórdios dos transplantes renais, que,
hoje, pode ser aplicada nas pacientes com lúpus sob a forma de
pulso. Outras drogas usadas inicialmente nesse tipo de transplante
foram aproveitadas pelos reumatologistas para controlar a formação
dos complexos imunes. “Como alternativa terapêutica há, ainda, a
plasmaferese, que pode ser aplicada quando a lesão renal está
muito ativa. A paciente é internada para retirar a grande
quantidade de plasma. Com isso, o hematologista elimina os
complexos imunes circulantes em benefício da evolução benigna das
lesões renais e cerebrais”, explica o reumatologista.
Atualmente, as pesquisas e estudos
para o tratamento do lúpus concentram-se no desenvolvimento de
imunossupressores e imunomoduladores específicos para o combate e
controle da doença.