‘Beijo na boca' também representa riscos à saúde, detalha doutor
Arany Tunes em 2ª entrevista no Domingão do Faustão
Em entrevista exibida no ultimo dia1º de janeiro,
cirurgião-dentista explicou a Fausto Silva que beijo emagrece,
diminui estresse, ativa sistema imunológico, previne cáries e mau
hálito, mas também pode transmitir doenças perigosas, como
hepatite B e meningite
Veja
aqui dicas do especialista sobre como ‘beijar com segurança'
Doutor
Arany Tunes atende em 11 cidades diferentes dos estados de São
Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e no Distrito Federal: São Paulo,
Campinas, Indaiatuba, Sorocaba, Jundiaí, Piracicaba, Santos e São
Bernardo do Campo, Rio de Janeiro, Goiânia e Brasília
O
cirurgião-dentista Arany Tunes, um dos maiores especialistas em
mau hálito do país, foi entrevistado ontem (1º de janeiro) ao vivo
no programa Domingão do Faustão, da TV Globo - foi a segunda
entrevista a Fausto Silva em menos de um ano do doutor Arany,
cirurgião-dentista que atua em São Paulo, um dos maiores
especialistas do mundo em mau hálito.
Na
entrevista, um assunto que interessa a todo mundo: os riscos à
saúde do ‘beijo na boca'.
Segundo
o doutor Arany Tunes, além da sensação agradável de afeto que
proporciona, o beijo tem vários outros benefícios à saúde - mas
também pode acarretar riscos!
Beijar
pode, por exemplo, ativar o sistema imunológico e induz à produção
de anticorpos, melhorando a imunidade.
Pode
ajudar a prevenir cáries e mau hálito, pois estimula a produção de
saliva, que protege nossa boca.
Além
disso, pode contribuir para a diminuição do estresse, devido à
liberação, durante o ato de beijar, de endorfinas, os chamados
"hormônios da felicidade".
E como
se não bastasse beijar "emagrece": um beijo romântico rápido
queima cerca de 3 calorias, enquanto beijar intensamente durante
um minuto pode queimar cerca de 15 calorias.
Mas o
doutor Arany Tunes também faz um alerta: feito de forma
"irresponsável" e, digamos, sem os "mínimos cuidados", beijar
também pode trazer riscos à saúde.
Por
exemplo, são várias as doenças que podem ser transmitidas por um
simples beijo: hepatite B (que pode evoluir para o câncer de
fígado), herpes (aquelas bolhas que aparecem nos lábios e depois
viram feridas próximas à boca), candidíase (conhecida popularmente
como "sapinho") e até tuberculose e mononucleose - sem falar da
gripe.
"Segundo um estudo do British Medical Journal, beijar várias
pessoas no mesmo dia aumenta em até quatro vezes o risco de
contrair meningite", resume o doutor Arany Tunes.
Segundo
o especialista, isso pode ocorrer porque apenas em uma única gota
de saliva que se troca num beijo podem existir cerca de 2 bilhões
de bactérias - inclusive bactérias que provocam a cárie.
É bom
deixar claro que a AIDS geralmente não é transmitida pelo beijo.
Somente pode ocorrer o contágio caso ocorra sangramento ou feridas
bucais abertas. Esse risco é maior em portadores de piercing
lingual, pois podem ocorrer sangramentos com mais facilidade.
"Apesar
de milhões de bactérias serem trocadas durante o beijo, desde que
os indivíduos estejam saudáveis, beijar é muito seguro! Senão
estaríamos todos mortos", brinca o doutor Arany Tunes, que
detalha: cerca de 29 músculos faciais entram em ação durante o
beijo, sendo que 17 são da língua. E o tato nos lábios é 200 vezes
mais forte que nos dedos. Por isso beijar é tão intenso.
Veja a
seguir algumas dicas do doutor Arany Tunes para um "beijo
saudável":
- mantenha em dia a saúde da boca:
sangramentos da gengiva, boca seca, gosto amargo pode ser o alerta
de doenças. Nesses casos, o melhor a fazer é procurar um bom
dentista.
- mantenha uma boa higiene bucal,
utilizando o fio dental e escovando bem os dentes após as
refeições. Isso garante que você não passe resíduos alimentares
para seu parceiro durante o beijo.
- cuidado com o mau hálito: pessoas
com esse problema ou dificilmente conseguem beijar ou evitam
beijar as pessoas - ou então "castigam" o companheiro ou
companheira.
- o cigarro é um grande "vilão" do
beijo, pois, invariavelmente, quem beija um fumante sente um gosto
desagradável. O melhor é mesmo parar de fumar.
- herpes é uma doença muito comum e
pode ser transmitida pelo beijo. Quem teve herpes bucal uma vez
terá sempre. Quando você perceber que vai ficar com herpes
(primeiro a pele fica "ardida" e depois saem umas bolhinhas), não
beije ninguém até desaparecerem os sintomas.
- enxaguantes bucais e sprays podem
ajudar antes de um "encontro". Mas evite os produtos com álcool. E
caso você tenha algum problema (como o mau hálito, por exemplo) é
melhor procurar um especialista do que ficar disfarçando o
problema.
- evite muitas balas e chicletes:
eles podem provocar cáries e outros problemas bucais. Uma boca
saudável não precisa disso. Basta cuidar da saúde bucal.
- se você usa aparelho ortodôntico
fixo, cuidado ao beijar: o aparelho tem arestas que podem ferir a
gengiva do seu parceiro ou enroscar no aparelho dele (caso ele
também use).
Formado
pela UNESP, o doutor Arany Tunes atende há mais de dez anos
diariamente pacientes com mau hálito em clínicas de 11 cidades
diferentes dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e no
Distrito Federal (São Paulo, Campinas, Indaiatuba, Sorocaba,
Jundiaí, Piracicaba, Santos e São Bernardo do Campo, Rio de
Janeiro, Goiânia e Brasília), sendo hoje um dos maiores estudiosos
do tema.
O
doutor Arany Tunes fica à disposição da mídia, para conceder
entrevistas e detalhar mais os riscos do beijo.
Entenda
o mau hálito:
Mais
conhecido popularmente como "bafo" e cientificamente como
"halitose", o mau hálito é um problema de saúde pública mais
freqüente e mais grave do que se imagina - principalmente na
terceira idade.
Pesquisas recentes mostram que quase 70% das pessoas acima dos 65
anos têm o chamado "mau hálito".
"A
halitose não é uma doença, mas um importante ‘sinal' que o nosso
organismo emite para alertar que algo está errado. E esse ‘sinal'
deve ser investigado. O objetivo é descobrir a causa do mau
hálito, que deve ser tratada, para eliminar assim todo o
problema", resumiu o doutor Arany Tunes.
E não
são apenas os idosos que sofrem com o problema: estima-se que pelo
menos 30% da população brasileira - cerca de 50 milhões de
brasileiros - também tem mau hálito crônico.
Trata-se de um sério problema de saúde pública, mas ainda cercado
de mitos, crenças e desinformação.
O
cirurgião-dentista Arany Tunes explica que o mau hálito pode ter
até 60 causas diferentes.
As
causas do mau hálito - Segundo Arany Tunes, problemas como prisão
de ventre, queda na produção de saliva, além de doenças nas
gengivas são algumas das causas mais freqüentes de mau hálito.
Mas o
problema também pode ser causado por doenças mais graves, como a
leucemia, diabetes, câncer de estômago e a sífilis.
Segundo
o doutor Arany Tunes, há atualmente uma série de tratamentos que
podem eliminar o problema.
Irritações na pele: proteja o seu filho nesse verão Estação mais quente do ano favorece o surgimento de irritações
na pele
A estação mais quente do ano é
também a que oferece mais risco de irritação da pele de crianças.
A exposição ao calor e a prevenção inadequada são apontados como
os principais fatores que colaboram com o surgimento de irritações
na pele dos pequenos. A pele das crianças é mais sensível que a
dos adultos porque na infância ela ainda não apresenta proteções
específicas, como a produção de óleo e suficiente pigmentação,
além disso, as glândulas sudoríparas não estão totalmente
desenvolvidas e a pele é genuinamente mais fina.
As
características formam um prato cheio para o surgimento de
irritações. Portanto, todo cuidado é pouco. Entre os principais
problemas estão: As brotoejas, alergias, irritação da areia (no
caso da praia) e reação ao filtro solar. "Ao longo do tempo a pele
vai ficando mais firme e mais grossa, características que
indiretamente a protegem contra os fatores que possam agredi-la.
Mas, até lá, todo cuidado é pouco quando se trata de uma criança,
sendo necessário bom senso dos pais na hora de levarem seus filhos
à praia, por exemplo,", explica o médico dermatologista Fernando
Passos de Freitas.
O
médico explica que cada caso carece de um cuidado específico, mas
dicas simples e gerais já podem evitar consideravelmente um
problema futuro. Evitar o excesso de sol, freqüentar lugares
quentes e ambientes fechados já evitam que a pele da criança
apresente brotoejas, por exemplo.
Em caso
de assaduras, é importante cuidar bem da área com uma pomada
específica. "Pais devem ficar atentos nas áreas das dobrinhas
corporais, já que com o tempo quente podem surgir assaduras com
facilidade. Se a pele ficar muito agredida, podem até surgir
cicatrizes futuras", informa o médico.
Problemas mais comuns:
-
Assaduras:
As assaduras são uma conseqüência da irritação da pele devido a
urina na região de fraldas. O abafamento, calor e dobras agravam
ainda mais o problema. Os pais devem se atentar, sobretudo,
em
relação à higiene da criança, evitando que a criança fique molhada
por muito tempo. O uso de fraldas de qualidade, que absorvam e
controlem o fluxo da urina, também se faz necessário. Caso perceba
qualquer alteração como: pele avermelhada, surgimento de pústulas
(um tipo de espinha) ou feridinhas, procurar imediatamente um
especialista.
-
Brotoejas:
As brotoejas surgem geralmente em áreas onde o suor é mais
intenso, como pescoço e axilas. Por não ter as glândulas
sudoríparas totalmente amadurecidas, a pele acaba se irritando. A
prevenção é evitar expor a criança ao calor. Para combater as
existentes, basta molhar as áreas com água fria e passar amido de
milho para acalmar a pele. Importante sempre manter a pele
descoberta.
-
Filtro Solar:
Se o filtro solar ou hidratante tiver muita química, fatalmente a
criança irá sentir na pele, que ficará grosseira e avermelhada.
Para crianças, o filtro ideal é o que possua consistência leve,
ativos hidratantes e fórmulas que impeçam a penetração dos raios
solares. Caso perceba a irritação, lave a região imediatamente.
-Irritação da areia:
A areia por si só já incomoda a criança. Podem surgir "bolinhas",
como se fossem cabeças de alfinete. Para tratar, basta não expor a
criança novamente às areias da praia.
Fernando Passos de Freitas
Casos de otite externa mais que dobram no verão
Confira as principais dicas para cuidar da sua saúde auditiva
nessa época do ano.
Durante a estação mais quente do
ano, fica difícil resistir a um bom banho de praia ou de piscina.
No entanto, estas atividades comuns nos primeiros meses aliadas ao
calor e à umidade do verão podem favorecer o aumento de
inflamações e infecções no ouvido. Segundo a Sociedade Brasileira
de Otologia (SBO) os casos de otite externa mais que dobram
durante esse período, tornando-se a principal queixa dentro dos
consultórios otorrinolaringológicos.
A otite
externa pode ser definida como a infecção que atinge o canal
externo do órgão auditivo. Segundo o otorrinolaringologista e
presidente da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia, Dr.
Marcelo Hueb, o contato excessivo com a água e a umidade são as
principais causas das infecções durante o verão, além, é claro,
dos hábitos assumidos pela população durante os meses mais
quentes.
O
contato constante com a água quando o ambiente está úmido e quente
pode modificar o revestimento do canal auditivo externo, retirando
a proteção do local, o que pode ocasionar descamação e coceira.
Esse incômodo provoca a necessidade de o paciente secar o ouvido
constantemente, causando escoriações que facilitam a entrada de
bactérias e fungos.
Segundo
o Dr. Marcelo Hueb, a tríade “não molhar, não coçar e procurar o
otorrinolaringologista” é a melhor maneira de prevenir este
problema. “Procurar o otorrinolaringologista significa não apenas
visitas periódicas, mas também visitas prévias ao verão. De uma
maneira geral, em relação às otites externas, prevenir é sempre o
melhor remédio, principalmente em recém-nascidos, idosos ou
pacientes debilitados”, explica ele.
A otite
externa afeta adultos e crianças e deve ser diferenciada da otite
média aguda, que apresenta maior incidência nos meses de inverno e
em crianças até os seis anos de idade. Entre os principais
sintomas da otite externa estão dor, coceira, secreção e
diminuição da audição.
O
médico dá algumas dicas sobre como prevenir a otite externa neste
verão.
6 Dicas
para preservar sua saúde auditiva:
1. Nunca pingue nada no ouvido
além dos remédios recomendados pelo seu médico;
2. Evite nadar e mergulhar em
águas poluídas;
3. Nunca introduza cotonetes,
grampos ou outros objetos no canal externo do ouvido;
4. Seque bem os ouvidos após
nadar, mergulhar ou após o banho. Use apenas uma toalha de papel
ou mesmo papel higiênico na ponta do dedo indicador;
5. Nadadores com otite externa
recorrente não devem se esquecer dos protetores auriculares e de
secar bem os ouvidos após o contato com a água;
6. Procure sempre um
otorrinolaringologista quando tiver dor de ouvido. Outras doenças
podem estar associadas a esta dor ou mesmo à otite externa, e
somente o médico poderá orientá-lo sobre os cuidados necessários.
Ministério da Saúde alerta para doenças do verão
Período de chuvas e calor é época com maior registro de doenças
como dengue e febre amarela, além de ocorrências de desidratação e
intoxicação alimentar. População deve ficar atenta a vacinas e
cuidados com alimentos e exposição ao sol
Com a chegada do verão, alguns
cuidados devem ser tomados para que doenças que costumam ser
freqüentes nesta época do ano sejam evitadas. “O calor e o excesso
de umidade podem formar um ambiente propício à proliferação de
bactérias, fungos e mosquitos. Por isso, é bom ficar atento e
evitar a desidratação, a micose e outras doenças”, alerta o
Secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas
Barbosa.
A
principal época de transmissão da dengue, por exemplo, é o verão.
“Como as chuvas são mais freqüentes neste período, devemos tomar
cuidado redobrado com qualquer recipiente que possa acumular água,
pois ele podem se tornar um lugar favorável para a reprodução do
mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença”, observa o
secretário. No último ano, foram registrados mais de um milhão de
casos suspeitos de dengue em todo o país, com 63% das ocorrências
registradas nas regiões Centro-Oeste e Sudeste.
O
Ministério da Saúde recentemente lançou a Campanha Nacional de
Combate à Dengue – “Sempre é Hora de Combater a Dengue”, que
pretende reforçar a sensibilização da sociedade sobre a
importância de se prevenir a proliferação do mosquito transmissor
da doença. A cartilha orienta que basta manter hábitos domésticos
simples para se evitar a proliferação do Aedes aegypti, como
limpar calhas e caixas d’água e recolher o lixo. “Ao apresentar
sintomas como febre alta, dor de cabeça, dor atrás dos olhos,
dores pelo corpo e náuseas, a pessoa deve procurar imediatamente
orientação médica e não se automedicar”, explica Jarbas Barbosa.
Febre Amarela – Já a febre amarela pode ser
transmitida em qualquer época do ano. Mas, neste período de
férias, é importante se informar se a cidade de destino do
viajante recomenda a vacina contra a doença, que deve ser tomada
dez dias antes da viagem. A febre amarela silvestre é transmitida,
normalmente, pela picada do mosquito infectado Haemagogus
janthinomys e pode levar à morte. A vacina é a principal forma
de prevenção e é recomendada para
toda a população a partir dos nove meses
de idade. No Brasil, no período de 1990 a 2010, ocorreram 587
casos da doença, com 259 óbitos. O maior número de registros foi
no estado de Minas Gerais, onde foram confirmadas 104 mortes por
febre amarela, seguido do Maranhão, com 90; Goiás, com 88; Pará,
com 84; e Amazonas, com 43.
Intoxicação Alimentar - As temperaturas altas do verão
são um dos principais fatores que ocasionam a intoxicação
alimentar e hídrica – causadas, respectivamente, pelo consumo de
comida e água contaminadas. Os sintomas podem ser diarréia, febre,
náuseas e vômitos, que podem levar à desidratação.
A
cólera também é transmitida, principalmente, pela ingestão de água
ou alimentos contaminados pelas fezes ou vômitos de um doente,
manipulação com as mãos sujas bem como por moscas e outros
insetos. A doença ocorre, ainda, pela ingestão de comidas
infectadas por pessoas que os manipularam com as mãos sujas bem
como por moscas e outros insetos.
“Para
evitar a ocorrência de doenças como essas, é necessário estar
sempre atento à segurança, qualidade e conservação dos alimentos”,
alerta o Coordenador Geral de Informações e Análise Epidemiológica
do Ministério da Saúde, Juan Cortez-Escalante.
Insolação
- A insolação e a desidratação também podem ser ocasionadas pela
exposição excessiva ao sol e ao tempo quente. “A recomendação é
beber ao menos dois litros de água por dia, sempre aplicar o
protetor solar no mínimo 30 minutos antes de se expor ao calor e
evitar as horas com maior concentração solar (entre 11h e 16h),
além de usar chapéus, óculos de sol e roupas leves”, observa
Cortez-Escalante.
Vanessa Teles
Agência Saúde – Ascom/MS
Cerca de 90% das pessoas têm herpes labial sem que necessariamente
a doença se manifeste
Ardência, dor e coceira nos lábios
são sinais de uma doença infecciosa muito comum, que pode acometer
90% da população: o herpes labial ou herpes simples. Grande parte
das pessoas apresentam a infecção latente, ou seja, não
necessariamente têm manifestações da doença. Entretanto, o vírus
permanece “escondido” e pode aparecer a qualquer momento,
resultado de baixa resistência, exposição ao sol ou ao frio
extremos e até estresse. Por isso, é possível que ocorra uma única
vez na vida ou, mais caracteristicamente, ser uma doença
recorrente, com vários surtos ao longo do tempo.
Causado
pelo vírus herpes simplex tipo 1, o herpes labial se caracteriza
por bolhas nos lábios, que tornam a doença muito contagiosa quando
em contato direto, seja com ferimentos de uma pessoa ou por meio
de um beijo, ou indireto, pelo uso de talheres, por exemplo.
De
acordo com o infectologista do Complexo Hospitalar Edmundo
Vasconcelos, Artur Timerman, a doença se divide em diferentes
etapas. “No começo, o lábio arde, coça, incha e surgem bolhas
doloridas. Um ou dois dias depois, elas rompem e tornam-se uma só
ferida com secreção. É nessa hora que o vírus pode ser transmitido
com mais facilidade. No último estágio, depois de uns cinco dias,
a ferida seca e sara”, diz o infectologista.
Para
evitar novos casos de herpes labial, é importante buscar
tratamento com especialistas que vão indicar antivirais para
acelerar o processo de cicatrização, além de cuidados de
higienização local para evitar que a doença se espalhe para outras
regiões do rosto e, principalmente, para outras pessoas.
Entre
os cuidados sugeridos estão: lavar sempre as mãos após tocar a
infecção, não colocar a mão nos olhos, evitar o contato com os
lábios de outras pessoas e manter rigorosa higienização da zona do
lábio afetada, por meio da aplicação de produtos que garantam uma
boa desinfecção local.
Calor e umidade são as principais causas para doenças de pele no
verão e podem aumentar em até 50% as consultas em clínicas
dermatológicas
Especialista do HCor explica como identificar e prevenir as
doenças de pele mais comuns do verão
Sol e umidade em excesso, contato
com ambientes com grande circulação de pessoas, praias e piscinas.
Esses são alguns dos cenários propícios para o surgimento de
doenças de pele no verão. Com a chegada da estação é comum o
aumento da transpiração e umidade do corpo, e, com isso, crescem
os casos de micoses, frieiras e infecções bacterianas, além de
irritações na pele como brotoejas e alergias de contato. Nessa
época, estima-se que há um aumento de até 50% no número de
consultas em clínicas dermatológicas no Brasil, decorrentes da
umidade e exposição excessiva ao sol.
De
acordo com o Dr. José Antônio Sanches, Dermatologista do HCor –
Hospital do Coração em São Paulo, o calor e a umidade - próprios
do verão - favorecem a proliferação de bactérias e fungos,
principais causadores de doenças de pele. “Com o uso de roupas
úmidas por períodos prolongados como maiôs, shorts, biquínis e
sungas, e maior frequência em clubes, piscinas, vestiários e
praias no período do verão, onde há maior chance de contato com
bactérias e fungos, muitas pessoas contraem doenças de pele comuns
no verão, como frieiras, micoses, herpes labial, irritações
cutâneas, entre outras. Algumas dessas doenças podem ser evitadas
com atitudes simples, como escolher praias e clubes próprios para
banho, evitar roupas e calçados úmidos e locais com grande número
de pessoas, o que torna um agravante para o contágio das doenças”,
explica o especialista.
Segundo
Dr. Sanches o contato com a areia de praias frequentadas também
por cães e gatos favorece a chance de contrair a larva migrans
(conhecida como bicho geográfico), pois as larvas causadoras dessa encontram-se nas fezes desses animais. Além disso, em
algumas regiões rurais e praias (principalmente do nordeste
brasileiro) há ocorrência da tungíase, mais conhecida como bicho
do pé. Já o uso de perfumes e determinados cosméticos, assim como
contatos com plantas ou sucos (principalmente sumo de limão) em
combinação com exposição solar desencadeia uma erupção denominada fitofotodermatose, uma espécie de queimadura solar que pode causar
bolhas e manchas duradouras na pele afetada.
Já no
que diz respeito ao calor e exposição excessiva ao sol pode haver
o desenvolvimento das brotoejas, principalmente em crianças. A
exposição solar aguda e intensa (mesmo em dias nublados), sem
proteção solar, desencadeia queimaduras solares. O uso do protetor
solar é muito importante para evitar o câncer da pele e o
envelhecimento precoce, mas em alguns casos podem desencadear
erupções acneiformes, por conta da oleosidade dos produtos.
Quando
detectada alguma alteração na pele, o paciente deve procurar o
auxílio de um dermatologista para fazer o diagnóstico correto e
tratamento mais indicado para o seu problema. “Quando se trata de
problemas de pele, algumas pessoas possuem receitas caseiras e
medicamentos que podem auxiliar na melhora da doença, porém não
indicamos o uso de qualquer tipo de medicamento sem a prescrição
médica, visto que muitos dos sintomas apresentados são semelhantes
em doenças diferentes. Por isso da importância da consulta com um
especialista”, completa Dr. Sanches.
Como prevenir e evitar doenças de pele no verão:
Evitar aglomerações em praias,
piscinas, clubes;
Evitar permanecer com roupas
molhadas;
Calçar chinelos, sandálias de
borracha em vestiários, clubes;
Evitar praias consideradas
impróprias para banhos ou piscinas não adequadamente tratadas,
assim como praias frequentadas por cães e gatos;
Evitar contato com
sumo/sucos/produtos cosméticos antes e durante a exposição solar
(a recomendação vale também para dias nublados);
Higiene adequada de todo corpo com
frequencia, assim como enxugar adequadamente as áreas de dobras e
espaços entre os dedos dos pés.
Pediatra alerta sobre os perigos da desidratação em crianças
As crianças e os bebês são as
principais vítimas da desidratação nesta época de verão. Por terem
maior proporção de água no organismo, a perda de líquidos e
eletrólitos na infância é uma ameaça eminente, que, se não cuidada
pode ser até fatal, alerta o pediatra David Elias Nisenbaum, do
Hospital Infantil Sabará. Para esclarecer a questão, o médico
responde abaixo algumas questões sobre a desidratação.
O que causa a desidratação nas crianças?
O que
causa a desidratação é a perda de líquido pelo organismo, seja por
diarréia e vômitos, e pela diminuição de ingestão de líquidos.
A diarreia é a causa mais comum de desidratação em crianças?
Sim.
Ocorre devido a infecções intestinais causadas por vírus,
bactérias e intoxicação alimentar. Pode estar associada a outras
doenças, como gastroenterite, dengue e leptospirose.
O que os pais devem fazer para prevenir a desidratação?
As
crianças não costumam pedir água, por isso os adultos devem se
lembrar de oferecer líquidos várias vezes ao dia. Evite o consumo
de produtos de procedência desconhecida ou com alto nível de
perecibilidade (como ovo, maionese, carnes etc), evitando
assim possíveis intoxicações alimentares que causam diarreia e
consequentemente a desidratação. E não deixe a criança exposta ao
sol, elas devem obedecer a horários específicos (antes das 10h00 e
após as 16h00), sempre com protetor solar e uso de barreiras
físicas (boné, guarda-sol)
Qual a melhor bebida para evitar a desidratação?
Além da
água, a água de coco, os chás e os sucos naturais são ideais.
Evite os refrigerante e os sucos industrializados que são
calóricos.
Quais os sintomas da desidratação?
Boca
seca, pele sem elasticidade, olhos fundos, prostração, pouca urina
ou intervalos longos para urinar, aprofundamento da moleira nos
bebês, dores de cabeça e choro sem lágrima.
Se a criança for diagnosticada com desidratação, o que se deve
fazer?
O
tratamento é prescrito pelo médico e consiste na reposição de
líquidos e eletrólitos via oral ou venosa. O soro caseiro é uma
receita simples e eficaz (Um copo de água limpa e potável de 200
ml, a ponta da colher de chá de sal e duas colheres rasas de
açúcar). Um erro comum é suspender a alimentação. As crianças
devem e precisam se alimentar, mas opte por dieta leve, sem
alimentos gordurosos, frituras, condimentados.
Cãibras: pesadelo de atletas profissionais e amadores
Quem acompanhava o campeonato de
tênis US Open neste final de semana levou um susto ao ver o
espanhol Rafael Nadal se contorcendo de dor durante a entrevista
coletiva ao fim da partida ganha contra o argentino David
Nalbandian. O tenista número dois do mundo sofria com uma cãibra
na coxa enquanto conversava com jornalistas do mundo todo e foi
atendido por médicos ali mesmo.
“Nadal
se utiliza muito de reservas físicas em seus jogos, levando o
corpo a um desgate muito grande. É claro que ele é um atleta bem
nutrido e acompanhado. Mas ainda assim, o corpo dele é levado a
tal limite que, mesmo com todo o cuidado, as cãibras acabam
aparecendo. Ainda mais depois de um jogo longo como esse último
contra o Nalbandian”, afirma Rodrigo Fazio, fisioterapeuta do
Instituto Paulistano de Neurocirurgia e Cirurgia da Coluna
Vertebral.
Cãibras
são contrações involuntárias, podendo gerar dores que
impossibilitam o movimento e não é exclusividade de atletas de
elite. É muito comum em atletas amadores, quando não estão
preparados para tal estímulo físico. Ela pode ser causada por
diversos motivos, como: falta de nutrientes como cálcio, sódio e
potássio, por uma hidratação deficiente ou programa de treinamento
errado. Pouca flexibilidade também favorece o aparecimento de
cãibras, assim como o estresse muscular após alguma atividade
muito vigorosa que foi além do limite do praticado/acostumado. “Em
atletas amadores, o treino evolutivo é a melhor forma de prevenir
as tão desagradáveis câimbras”, afirma Rodrigo.
Dr. Rodrigo Fazio
Células-tronco do cordão umbilical podem tratar linfomas
Medicina tem grandes avanços por
causa da utilização de células-tronco do cordão umbilical em
tratamentos da doença que atinge o ator Reynaldo Gianecchini.
Nos
últimos 25 anos os casos de linfoma não-Hodgkin praticamente
duplicaram principalmente em pessoas com mais de 60 anos, no
entanto, a população jovem não está livre desta doença. Um exemplo
é o ator Reynaldo Gianecchini, que recentemente descobriu estar
com linfoma de células T não Hodkins. O linfoma não-Hodgkin é um
câncer que atinge o sistema linfático, este é responsável por
produzir e armazenar linfócitos, sendo que as células T presentes
protegem o organismo contra vírus, fungos e algumas bactérias.
Na
maioria dos casos o linfoma é tratado com quimioterapia,
radioterapia, ou ambos. Todavia, o que muita gente não sabe é que
o transplante de células-tronco hematopoéticas é uma opção
extremante eficaz para tratar a doença. Este tipo de célula é
encontrado no sangue do cordão umbilical e placentário (SCUP), que
por não ter sofrido a ação de fatores externos (estresse, tempo,
medicamento entre outros) tem uma ótima eficácia no tratamento de
linfoma e de várias outras moléstias hematológicas.
Devido
a esta importante utilidade na medicina é de suma importância que
seja incentivada a coleta e armazenamento de células do SCUP. Além
de serem fáceis de coletar não causam rejeição nem ferem
princípios éticos e religiosos. “As células-tronco do SCUP são
muito importantes para o tratamento do câncer de linfoma e de
muitas outras doenças, por isso não deve ser descartadas. Mesmo
que uma família não tenha condições financeiras de armazenar as
células em um banco privado ela pode doar para um banco público”,
afirma a Dra. Adriana Homem, responsável técnica do Banco do
cordão umbilical (BCU Brasil).
Outra
vantagem do armazenamento das células-tronco do cordão umbilical é
o fato de elas poderem ficar guardadas por tempo indeterminado, ou
seja, por toda a vida, o que garante mais uma esperança de vida
para quem decide por esta opção. Além disso, as constantes
pesquisas em andamento com este tipo de célula já têm apresentado
resultados positivos no tratamento de mais de 200 doenças, o que,
a torna, atualmente, como o que há de mais avançado na medicina
regenerativa.
Sono de má qualidade triplica o risco de fibromialgia em mulheres
Mulheres atormentadas por problemas de sono têm três vezes mais
chances de desenvolver a doença
Quanto mais vezes uma mulher
experimenta a insônia e outros problemas de sono, mais
provavelmente ela poderá desenvolver fibromialgia, 10 anos mais
tarde. A descoberta é de um estudo norueguês, o maior até agora
realizado sobre o tema.
O risco
de desenvolver a doença aumenta com a gravidade dos problemas de
sono. Esta associação é mais forte entre mulheres de meia-idade e
idosas do que entre mulheres mais jovens. Os resultados deste
estudo prospectivo - Sleep Problems and Risk of Fibromyalgia:
Longitudinal Data from the Norwegian HUNT Study - com base em 10
anos de análise de dados, aparecem no Arthritis & Rheumatism,
jornal publicado pelo Colégio Americano de Reumatologia.
Com
base em pesquisas internacionais, a incidência da fibromialgia é
de 1 a 5% na população em geral. Nos serviços de Clínica Médica,
essa freqüência é em torno de 5 % e nos pacientes hospitalizados,
7.5%. Na Clínica Reumatológica, por sua vez, essa síndrome é
detectada entre 14% dos atendimentos. No Brasil, alguns trabalhos
falam a favor de uma prevalência em torno de 10% da população e
salientam a influência de fatores sócio-econômicos.
A
fibromialgia é mais freqüente no sexo feminino, que corresponde a
80% dos casos. Em média, a idade do seu início varia entre 29 e
37 anos, sendo a idade de seu diagnóstico entre 34 e 57 anos. Os
sintomas de dor, fadiga e distúrbios do sono tendem a instalar-se
lentamente na vida adulta, no entanto, 25% dos casos referem
apresentar estes sintomas desde a infância.
“Pesquisas anteriores já haviam classificado a insônia, os
despertares noturnos e o cansaço resultante de uma noite mal
dormida como sintomas comuns dos pacientes com fibromialgia. O
dado novo do estudo norueguês é a relação de maus hábitos de sono
‘como gatilho’ para o desenvolvimento desta síndrome dolorosa”,
explica o reumatologista Sérgio Bontempi Lanzotti, que dirige o
Iredo, Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares.
Segundo
Lanzotti, "na prática clínica realmente percebemos uma relação
entre a fibromialgia e a qualidade do sono. A dor pode afetar o
sono de muitos pacientes, resultando em insônia, o que por sua vez
agrava a dor física. É um círculo vicioso...”, explica.
A pesquisa norueguesa
Para
fazer a pesquisa, Paul Mork e Tom Nilsen, da Universidade
Norueguesa de Ciência e Tecnologia (NTNU), selecionaram 12.350
mulheres, com 20 anos ou mais, que não tinham fibromialgia, dores
musculares, ósseas ou outras deficiências físicas, quando o estudo
começou, em meados dos anos 1980. Quando os pesquisadores
entrevistaram estas mulheres, novamente, em meados da década de
1990, cerca de 3% relatou que tinha desenvolvido fibromialgia.
No
início do estudo, cerca de dois terços das mulheres disseram não
ter dificuldades para dormir. Comparado com o grupo de 12.350
mulheres, aquelas que disseram que "às vezes" tinham dificuldades
para adormecer ou apresentavam algum distúrbio do sono, durante o
mês anterior, apresentavam o dobro do risco de desenvolver
fibromialgia. O risco foi três vezes e meio maior entre aquelas
que disseram que "frequentemente ou sempre" apresentavam problemas
para dormir.
"Nem
sempre entendemos os mecanismos biológicos da associação entre o
sono e a dor, mas claramente há uma ligação importante entre esses
dois elos. Médicos e pacientes devem estar cientes dessa conexão e
devem conversar sobre os problemas do sono, visando diminuir a dor
crônica do paciente”, defende o diretor do Iredo.
Os
problemas do sono devem realmente ser levados a sério, pois "além
de se constituírem num fator de risco para a fibromialgia, também
estão associados com um risco maior de outras doenças crônicas,
tais como doenças cardíacas. A detecção precoce e o tratamento
adequado podem, portanto, reduzir o risco de muitas doenças
crônicas no futuro", explica o reumatologista Sérgio Bontempi
Lanzotti.
As Cirurgias "do Mal"
É preciso dar atenção a qualquer intervenção realizada na região
abdominal ou pélvica, pois essas áreas estão próximas dos órgãos
reprodutivos
As alterações anatômicas do sistema
reprodutor feminino estão entre as principais causas da
infertilidade. Muitas delas são hereditárias como as malformações
do útero: útero unicorno, bicorno, didelfo e septado, mas outras
podem ser causadas por distorções da arquitetura estrutural dos
órgãos, decorrentes de cirurgias.
As
intervenções cirúrgicas são normalmente benéficas para a cura das
doenças, porém, se forem realizadas sem necessidade e com técnicas
inadequadas, prejudicam a saúde das pessoas podendo, entre outros
problemas, causar infertilidade.
Dr.
Arnaldo Cambiaghi, diretor do Centro de Reprodução Humana do IPGO,
comenta: “Recebo com freqüência na clínica, pacientes que não
conseguem engravidar e que foram mutiladas por intervenções
cirúrgicas agressivas e muitas vezes desnecessárias”. Ele afirma
se tratar de casos em que ovários inteiros foram retirados ainda
na adolescência; cistos simples operados sem necessidade, pois
eram decorrentes de uma ovulação normal; miomas pequenos e
inofensivos que foram extirpados etc.
“É
importante que a paciente saiba questionar o seu médico quando
receber a indicação de um procedimento cirúrgico” – aconselha Dr.
Arnaldo, que sugere a lista de perguntas a seguir:
É
realmente necessária a intervenção cirúrgica?
Existem
outras alternativas de tratamentos para o meu caso?
Há
outras técnicas cirúrgicas diferentes da sua que têm vantagens
sobre esta que o senhor me indica?
É
urgente ou posso esperar e pensar para me decidir?
Quais
os riscos?
Quais
os benefícios?
Quais
as complicações?
Como
esta intervenção poderá interferir na minha fertilidade -
melhorando ou piorando?
As
explicações médicas podem ser complementadas pela literatura,
Internet "segura" ou uma segunda opinião. Essas medidas, muitas
vezes, ajudam a esclarecer dúvidas sobre a técnica cirúrgica mais
indicada para cada caso (se a cirurgia for realmente necessária),
além de aumentar o grau de confiança no cirurgião que irá operá-la
ao comprovar sua experiência no tipo de intervenção por ele
proposto.
“Hoje
em dia, com o avanço rápido da tecnologia, cada médico
especializa-se em um determinado tipo de técnica cirúrgica, e isto
poderá fazer a diferença. Conhecer os detalhes que envolvem as
doenças e a interferência delas na fertilidade exige conhecimentos
específicos” – diz Dr. Arnaldo.
Além do
mais, especialistas de áreas diferentes têm interpretações
diferentes da mesma doença. O especialista em reprodução humana,
por exemplo, enaltece a maternidade que pode ser conseguida até os
55 anos (neste caso com óvulos de doadora) e por isso procura
manter os órgãos pélvicos na sua melhor forma e função para a
reprodução, esmerando-se em técnicas cirúrgicas mais
conservadoras.
Na
opinião de Dr. Arnaldo, outros médicos podem ter uma posição
diferente e muitas vezes correta, porém, um pouco mais radical,
por temerem desdobramentos indesejáveis da doença, além de,
profissionalmente, não estarem envolvidos com a Preservação da
Fertilidade. É importante que jovens, pais ou responsáveis, também
tenham estas noções para poder ajudar a prevenir possíveis
problemas futuros da fertilidade. É fundamental conhecer mais
sobre cada doença para entender os prós e contras de cada
intervenção cirúrgica. Mesmo não sendo médicos, estes
conhecimentos poderão ajudar.
Entre
as intervenções mais freqüentes realizadas na mulher estão as
cirurgias de miomas, cistos de ovário e endometriose. A seguir,
Dr. Arnaldo comenta cada uma:
Principais técnicas cirúrgicas para retirada de miomas
“São
três tipos: a indicação de cada uma vai depender da localização,
do tamanho do mioma e da experiência do cirurgião. Se o mioma for
pequeno e estiver no interior da cavidade uterina (submucoso), a
melhor técnica é a videohisteroscopia que é pouco agressiva, pouco
invasiva e de complicações raras. Se o mioma for grande e estiver
no meio da musculatura ou na região externa do útero, a melhor
opção é a videolaparoscopia, mas a cirurgia convencional realizada
com uma incisão no abdômen pode ser outra opção. A sutura das
camadas do útero deve ser precisa para que se consiga uma
reconstrução adequada do órgão, reforçada e com o mínimo de
aderências. A Embolização da Artéria Uterina é feita em parceria
com radiologistas e indicada em casos especiais. Muitas vezes esse
procedimento é inviabilizado pela dificuldade da paciente em ser
consultada por esse profissional. A indicação desta intervenção
pode ser uma opção que deve ser indicada em casos específicos como
os miomas que estão em localização de difícil acesso pela
cirurgia. Novas alternativas como o Sistema ExAblate® 2000, uma
técnica não invasiva e a cirurgia robótica estão em estudos e
podem ser consideradas, mas ainda com certa precaução”.
Cisto de ovário - Diagnóstico
“Os
cistos são tumorações de forma arredondada que, vistos por meio do
ultrassom têm a aparência de uma bexiga cheia de líquido e, às
vezes, podem estar envolvidos com estruturas sólidas em quantidade
variável. Podem ter um aspecto que sugere consistência mais aquosa
ou mais densa. Estas características em conjunto com o tamanho e a
vascularização visibializada pelo ultrassom colorido (dopplervelocimetria)
é que sugerem o tipo de cisto (endometrioma, teratoma, seroso, etc)
e indicam a necessidade ou não da intervenção cirúrgica e a
eventual gravidade da doença. Portanto, é essencial que a paciente
faça os exames necessários para o diagnóstico e pergunte ao seu
médico os questionamentos indicados no início deste capítulo. Na
maioria das vezes as cirurgias radicais, como por exemplo, a
retirada total do ovário, podem ser evitadas. A plástica do ovário
(ooforoplastia) com a retirada somente do cisto pode ser uma opção
conservadora e eficaz. A videolaparoscopia é sempre preferível em
relação à laparatomia (abertura do abdômen), pois além de oferecer
uma recuperação rápida no pós-operatório, é menos agressiva e
produz menos danos ao ovário. É evidente que as noções
apresentadas aqui são superficiais e por isso devem ser avaliadas
caso a caso e com cautela, pois na medicina, qualquer tratamento
deve ser individualizado”.
Endometriose
“É um
diagnóstico especializado que exige do médico consultante um
conhecimento abrangente da doença, pois ela pode atingir vários
órgãos. Conhecida por alguns como uma "Doença sem cura", pois
mesmo tratada acabaria reaparecendo, tem esta fama por receber de
alguns profissionais um acompanhamento inadequado e insuficiente,
principalmente nos casos de endometriose ovariana e endometriose
infiltrativa profunda. Nesses casos é fundamental o acompanhamento
de profissionais especializados em infertilidade e que tenham
experiência em cirurgia pélvica para uma resolução satisfatória”.
Conclusão
Embora
os três tipos de intervenção comentados sejam os principais
relacionados com a infertilidade, é importante a atenção para
qualquer cirurgia realizada na região abdominal ou pélvica, pois
esta região do corpo humano tem proximidade com os órgãos
reprodutivos. Entretanto, antes de julgar qualquer conduta médica,
é necessário exaltar que a Medicina é uma ciência de "verdades
transitórias". Apresenta uma rapidez evolutiva incontrolável,
tornando obsoletos, num curto espaço de tempo, os tratamentos
médicos e cirúrgicos mais modernos. Sendo assim, é desaconselhável
fazer julgamentos precipitados sobre procedimentos operatórios
realizados no passado baseados nos conceitos e técnicas atuais,
mas deve-se relevar a importância do médico em reciclar seus
conhecimentos com a máxima freqüência.
Preservação da Fertilidade Relacionada às Cirurgias Recomendação
às pacientes e familiares
As
pacientes devem ser submetidas a cirurgias que realmente forem
necessárias;
Deverão
ser operadas por um profissional experiente que utilize a melhor
técnica, tenha um objetivo conservador dos órgãos reprodutores e
uma visão do futuro reprodutivo da mulher;
Deverão
ser cuidadosas no pós-operatório e seguir rigorosamente as
orientações médicas.
Dr. Arnaldo Schizzi Cambiaghi
Descubra como prevenir e tratar a infecção urinária
A infecção urinária é causada por
bactérias, vírus, fungos e outros microorganismos que infectam as
paredes da bexiga. Quando não tratada adequadamente pode causar
complicações, levando a infecção dos rins e vias urinárias
superiores, passando a ser denominada de pielonefrite.
A
cistite ou infecção urinária ocorre principalmente em mulheres,
devido à anatomia feminina que favorece a infecção, já que a
vagina fica muito próxima da uretra, canal por onde sai à urina.
“A
infecção urinária pode incluir vários sintomas, como: vontade
freqüente de urinar; dificuldade de urinar; dor, queimação ou
ardência ao urinar em casos mais avançados; urina com cheiro
forte, podendo ter sangue ou pus; dor nas costas e no estômago;
tremores, suores, calafrios; náuseas, vômitos e febre também fazem
parte desse quadro”, afirma o ginecologista e obstetra Dr.
Domingos Mantelli Borges Filho.
O
diagnóstico deve ser realizado pelo médico por meio de avaliação
clínica e realização de exames complementares, sendo o mais comum
a coleta de Urina tipo 1.
As
infecções urinárias podem ser combatidas com facilidade a partir
do uso de antibióticos de eficácia comprovada. A duração do
tratamento depende do diagnóstico e da gravidade da infecção.
Crianças e principalmente mulheres grávidas devem receber cuidado
médico especial.
O
antibiótico correto depende da avaliação médica, portanto não é
recomendada a auto-medicação que pode resultar em atraso do
tratamento correto e ainda resultar em bactérias resistentes ao
antibiótico.
Para
prevenir o problema, é indicado beber bastante água, pois isso
contribui para a formação de um maior volume de urina e eliminação
de eventuais bactérias. Outra dica para a prevenção é fazer xixi
sempre que tiver vontade, evitando ficar segurando a urina por
muito tempo. Sempre que for usar o papel higiênico, use- o de
frente para trás sempre. Nunca o contrário, porque pode levar
microorganismos da região anal para a vagina, aumentando o risco
de infecções. Após a relação sexual, é recomendado urinar para
limpar o canal da uretra.
Outras
Dicas para as Mulheres:
-Evite o uso de absorventes
internos;
-Evitar a realização de “duchas”,
“chuveirinhos”;
-Evitar o uso constante de roupas
íntimas de tecido sintético, prefira as de algodão;
-Usar roupas mais leves para evitar
transpiração excessiva na região genital.
Especialista esclarece as principais dúvidas sobre anestesia e
aponta para a importância do anestesista no procedimento cirúrgico
Muitos são os mitos que envolvem a
ideia que os pacientes têm sobre os riscos de complicações que da
anestesia. A realidade é que complicações fatais em anestesia
acontecem na ordem de um em cada 200 mil procedimentos. Ou seja, é
possível que um anestesiologista atue durante décadas em sua
profissão, realize cerca de 20 a 30 mil procedimentos e não
presencie nenhuma complicação grave decorrente de anestesia.
Entre
as complicações relacionadas à anestesia, cerca de dois terços são
respiratórias e estão associadas a problemas de ventilação e
acesso às vias aéreas. O restante acontece principalmente nos
sistemas cardiovascular e neurológico.
“O
anestesista deve ter uma atenção especial quanto à manipulação e
ao manuseio do sistema respiratório. Precisa verificar, no momento
da consulta pré-operatória sobre, eventuais doenças crônicas do
sistema respiratório, para calcular o risco de dificuldade
respiratória durante a cirurgia”, explica dr. Oscar Cesar Pires,
doutor em Anestesiologia, Mestre em Farmacologia, professor da
Universidade de Taubaté, diretor de Defesa Profissional da SAESP e
Diretor Cinetífico da Sociedade Brasileira de Anestesiologia - SBA.
Consulta pré-operatória
A
consulta pré-operatória é realizada pelo anestesiologista cerca de
uma semana antes da
cirurgia. É nesta oportunidade que ele realiza um exame clínico
geral e verifica os resultados dos exames pré-operatórios. Cabe ao
especialista, no caso de o paciente fazer algum tratamento diário
com medicamento, passar novas orientações sobre a dosagem ou até
mesmo suspender o uso antes da cirurgia.
“Há
medicamentos que podem interagir com os anestésicos e por isso é
importante que o paciente informe ao anestesista, na consulta pré
operatória, se faz algum tratamento com uso de medicamento”,
alerta o dr. Oscar.
Também
é na consulta pré-operatória que serão passadas informações sobre
o jejum pré-operatório, que é de extrema importância.
Para
pacientes com problemas cardiovasculares ou com idade avançada,
podem ser necessários consulta com outros especialistas, como por
exemplo um cardiologista. O anestesista também pode pedir exames
direcionados, se o paciente já tiver uma doença pré-existente.
Mitos e
verdades
“Uma
preocupação bastante frequente dos pacientes às vésperas de uma
cirurgia é o choque anafilático”, lembra dr. Oscar. Choque
anafilático é uma reação alérgica grave, mas que pode ser
revertida caso o centro cirúrgico esteja corretamente equipado.
Além disso, o risco do choque acontecer é mínimo. “Em mais de
vinte anos de profissão, eu nunca presenciei um caso”,
exemplifica.
As
alergias a medicamentos da anestesia também geram muitas dúvidas.
O especialista explica que os medicamentos atuais são muito
seguros e é muito baixa a incidência de alergias e complicações
graves com esses medicamentos.
Não há
um exame que determine se o paciente tem alergia ao medicamento
anestésico, só existem cuidados diferenciados para pacientes que
têm alergias a borracha ou látex, por isso é importante que o
paciente seja o mais transparente possível na pré-consulta.
“Existe
uma crença de que anestesia geral é muito mais perigosa”, revela
dr. Oscar. No entanto, o índice de risco de todos os tipos de
anestesia, seja ela regional (subaracnóidea ou raque e peridural),
bloqueios de nervos periféricosou ou geral, apresentam pequenas
diferenças na incidência de complicações entre si.
Como reconhecer as doenças respiratórias mais comuns
As Infecções das Vias Aéreas Superiores, também conhecidas como
IVAS, causam desconforto e podem prejudicar atividades simples do
cotidiano
Dentre os inúmeros tipos de doenças
respiratórias, as Infecções das Vias Aéreas Superiores (IVAS) são
as mais comuns e variam desde resfriados, infecções de garganta e
sinusites à epiglotite, uma grave infecção bacteriana que pode até
provocar sufocamento. Em mais de 80% dos casos essas doenças
respiratórias são causadas pelos vírus adenovírus, rinovírus e
sincicial respiratório, que provocam infecção viral, atingindo
principalmente o nariz, a garganta e os ouvidos, acompanhados por
dor e febre.
Além
das infecções causadas por vírus ou bactérias, os processos
inflamatórios de hipersensibilidade da mucosa que reveste o nariz,
como a rinite alérgica, provocam sintomas incômodos como
entupimento nasal, coriza, espirros e coceira no nariz, garganta e
olhos. No caso da rinite alérgica, ela pode também ser considerada
fator de risco para a asma. Segundo a Sociedade Brasileira de
Alergia e Imunologia (SBAI), 80% dos asmáticos também apresentam a
doença que pode levar a complicações como otites, sinusites,
roncos, respiração bucal e posterior alteração na posição dos
dentes.
Os
cuidados e tratamentos dessas doenças são inúmeros e oferecem
grandes benefícios e melhorias para a qualidade de vida dos
pacientes. De acordo com a médica e chefe da Disciplina de
Otorrinolaringologia Pediátrica da Escola Paulista de Medicina da
Universidade Federal de São Paulo, Dra. Shirley Pignatari, embora
grande parte das IVAS seja autolimitada, cuidados gerais com a
alimentação, hidratação e o tratamento preventivo e adequado,
tanto das infecções respiratórias quanto das rinites alérgicas,
podem reduzir a gravidade dos sintomas e diminuir o tempo da
doença, evitando complicações.
No
Brasil, atualmente existem terapias bastante eficientes no
tratamento dessas doenças. Dentre elas estão a ciclesonida, um
corticóide intranasal de ação rápida que atua especificamente no
foco da rinite alérgica, e o pelargonium sidoides, um
fitomedicamento que, nos quadros de infecção aguda das vias
respiratórias, estimula a resposta imunológica do organismo,
facilitando a eliminação dos vírus e do muco.
Doenças respiratórias mais comuns
1 - Resfriados e Gripes
Ambos
são causados por vírus. O resfriado, na maioria das vezes, tem
como causador o rinovirus, que desencadeia obstrução nasal,
coriza, espirros e febre baixa. A gripe por sua vez é ocasionada
pelo vírus influenza e apresenta sintomas mais intensos, como a
febre alta e dores no corpo, obstrução nasal, tosse e espirros.
2 - Sinusite
A
sinusite é um processo de inflamação ou infecção que provoca o
inchaço da mucosa que reveste os seios da face, impedindo que o
muco nasal seja drenado normalmente. Possui dois tipos, sendo
geralmente diagnosticada como aguda ou crônica, tanto infecciosa
como alérgica. A forma infecciosa aguda pode ser decorrente de
vírus do resfriado comum, de bactérias que causam infecções com
duração de mais de 10 dias ou fungos que afetam o sistema de
defesa e agravam o problema. No caso da sinusite crônica, as
causas podem ser por infecção não resolvida, desvio de septo
nasal, mudanças rápidas e bruscas de temperatura, umidade,
inalação de substâncias alergênicas e má qualidade do ar. Os
principais sintomas variam, sendo mais intensos nos quadros agudos
e perenes nos quadros crônicos. Os pacientes podem apresentar
febre e dores (na cabeça, nos olhos e na face), obstrução nasal e
coriza, coceira nos olhos e nariz, tosse e espirros.
3 – Rinite Alérgica
Processo inflamatório da mucosa nasal causado por exposição a uma
ou mais substâncias alergênicas. As principais substâncias
causadoras da alergia são os ácaros, poeira, pelos de animais
domésticos, fungos e polens. O processo é simples e funciona como
uma espécie de defesa do próprio organismo. Em virtude de algumas
características genéticas, o sistema imunológico interpreta as
substâncias alergênicas como agressoras e reage de maneira
exagerada, causando os sintomas da rinite alérgica: obstrução
nasal, coriza, espirros em grande número coceira no nariz.
Fonte: Takeda
Pausas humanas: quando os hormônios caem e o organismo se
enfraquece
Sabe-se que com a chegada da idade
podem ocorrer algumas deficiências hormonais que definirão as
diversas pausas humanas, como perda do sono, perda da memória e
hipofunção da tireoide. No entanto, alguns dados comprovam que só
envelhecemos devido à queda dos hormônios. É por isso que é cada
vez mais frequente as pessoas envelhecerem precocemente.
As
pausas são condições médicas que devem ser tratadas, pois ajudarão
o bom funcionamento do organismo, inibindo o surgimento de algumas
doenças. Com os avanços da medicina, este tratamento tornou-se
muito importante devido ao aumento da expectativa de vida.
Dentre as pausas mais comuns estão:
Menopausa
É o interrompimento abrupto da secreção dos hormônios sexuais
femininos, o estradiol e a progesterona. Ocorre ao redor dos 50
anos e traz consigo sintomas importantes como ondas de calor,
diminuição da concentração e dores articulares. Esta é a única
pausa reconhecida por todos, talvez por ser relativamente súbita a
queda hormonal. Tem como sinal a suspensão das menstruações.
Andropausa
É o interrompimento lento e gradual da secreção dos hormônios
sexuais masculinos. Como a principal função da testosterona não é
a potência sexual, a ereção continua normal, mas iniciam-se as
doenças cardiovasculares. Ocorre ao redor dos 35 anos, mas pode
ter início precoce em homens estressados. A andropausa traz
alterações significativas para o homem.
Melatopausa
É a pausa que acomete o sono. Trata-se da interrupção total ou
parcial da secreção da melatonina, o hormônio do bom sono, por
essa razão as noites ficam mal dormidas ou não ocorre o sono
profundo e restaurador.
Eletropausa
É a perda da memória que ocorre pela deficiência da pregnenolona.
A princípio não é percebida, pois hoje usamos agenda eletrônica,
que nos lembra de tudo. Habitualmente, quando há esta pausa já não
lembramos mais dos sonhos. Vamos ficando esquecidos sem perceber.
Para você saber se apresenta esta pausa, observe se está se
lembrando dos seus sonhos.
Adrenopausa
É a deficiência da glândula suprarrenal, que diminui a secreção do
DHEA e do cortisol. A causa mais comum desta alteração é o stress
descompensado. O Cortisol inicialmente fica muito alto no período
de stress e depois cai a níveis muito baixos quando está ocorrendo
a falência desta glândula. O DHEA fica cada vez mais baixo e
provoca acúmulo de gordura abdominal e deficiência secundária nos
hormônios sexuais. Como sintoma principal, temos uma grande queda
da energia do corpo, o que pode caracterizar a fadiga crônica.
Tireopausa
É a queda na produção dos hormônios da tireoide. A pessoa fica
menos ativa e friorenta. Estes hormônios são importantes não
apenas para evitar a obesidade, mas também para evitar pele
ressecada, queda de cabelo e aumento do colesterol.
Somatopausa
É a diminuição gradual da secreção do hormônio de crescimento.
Parece que é natural que ele diminua após nosso crescimento, mas
hoje sabemos de várias outras funções deste hormônio. Inclusive, é
importante na regeneração do nosso DNA. Se ele fosse importante
apenas para o nosso crescimento, deveria zerar após a puberdade.
Mas isto só ocorre após os trinta e cinco anos e, gradativamente,
sua queda é sentida, levando a importantes alterações metabólicas.
Dr. Marcos Antônio Natividade
Alterações na pele podem ser causadas por doenças sexualmente
transmissíveis
DSTs apresentam manifestações
cutâneas e podem ser diagnosticadas no consultório dermatológico
As mais variadas doenças sexualmente
transmissíveis surgem de diferentes formas e podem apresentar
muitos sintomas. Um deles é caracterizado por manifestações
cutâneas, que fazem com que o paciente recorra ao dermatologista
ao notar as alterações na pele.
De
acordo com o Dr. Luiz Jorge Fagundes, médico dermatologista da
Sociedade Brasileira de Dermatologia Regional São Paulo, “todas as
doenças sexualmente transmissíveis apresentam manifestações na
pele em diferentes fases de sua evolução clínica”, portanto a
visita ao consultório dermatológico, de preferência com um médico
de especialidade sanitária, também ajuda no diagnóstico de uma
eventual DST.
Os
principais sinais de alerta são o surgimento de feridas nos
genitais masculino e feminino, verrugas, vesículas ou bolhas e
manchas em diversas regiões do corpo. “As manchas podem estar
presentes nos genitais, mas também em outras partes como tórax,
abdômen, na palma da mão ou na planta do pé, comuns no estágio
secundário da sífilis, por exemplo”. As secreções, conhecidas
popularmente como corrimento, também não devem ser ignoradas e
precisam de cuidado ginecológico.
Diagnóstico amplo
O
tratamento de DSTs com um médico dermatologista pode tratar a
doença e não apenas suas manifestações cutâneas. Segundo o Dr.
Fagundes, “os dermatologistas especializados em dermatologia
sanitária, que é a área de competência de atuação em DST e está
credenciada pela SBD-SP, não se limitam especificamente nas lesões
da pele, mas sim em tratar a doença como um todo”. Outros
sintomas, entretanto, como as secreções, requerem igualmente
tratamento qualificado.
O
médico salienta que o paciente deve sempre procurar outras
especialidades para acompanhar o caso. Isto porque alguns tipos de
doenças podem voltar a apresentar manifestações na pele ou até
mesmo complicações. “Nem todas as DSTs, uma vez tratadas, são
curadas completamente. Por exemplo, no caso do condiloma, causado
pelo HPV, o tratamento pode eliminar a verruga, mas não há
garantias de que se curou a doença. O mesmo se aplica ao herpes
genital e a sífilis, em que as lesões desaparecem, porém ainda
pode haver a presença do microrganismo causador da doença”, alerta
Dr. Fagundes.
Neste Verão, previna-se contra as micoses Estação
do ano aumenta a incidência de doenças na pele, especialmente em
regiões úmidas e quentes do corpo
O Verão é a estação mais quente do
ano, o que propicia a realização de atividades de lazer na beira
da piscina e na praia. A temperatura agradável também pode
aumentar a disposição para ir à academia, entretanto, é preciso
ficar atento ao utilizar vestiários públicos, sentar diretamente
na areia e circular descalço para não facilitar o contágio por
fungos ou outros micróbios, que se aproveitam do calor e umidade
para proliferar e se alojar em algumas regiões do corpo, como os
pés e outras dobras no corpo, causando micoses e outras infecções.
A
micose é o nome que se dá a infecções causadas por fungos. Na pele
ela costuma ser incômoda e resistente. É causada na maioria das
vezes por uma família de fungos chamados de dermatófitos, que
podem ser encontrados no chão, em animais ou em outros seres
humanos. “Estes fungos não são invasores do organismo humano, eles
apenas
circulam na superfície e se ‘alimentam’ de células mortas da pele.
Quando há uma queda no sistema de defesa do organismo a pessoa
pode apresentar a infecção com maior facilidade. Algumas condições
ideais para a contaminação também ocorrem, por exemplo, após
compartilhar objetos de uso particular como calçados, roupas,
meias, bonés e toalhas”, afirma o Dr. Luiz Guilherme Martins
Castro, coordenador da área de Dermatologia do Laboratório
Fleury, Mestre em Dermatologia pela Universidade Federal de
São Paulo (UNIFESP) e Doutor em Dermatologia pela
Universidade de São Paulo (USP).
Especialmente nesta época do ano, quando as pessoas ficam com o
corpo mais exposto, a micose se torna mais facilmente
identificável. “A Pitiríase Versicolor, conhecida popularmente
como pano branco, é um exemplo de micose que pode incomodar no
Verão por se tornar mais visível, pois geralmente as pessoas estão
mais bronzeadas. Esta infecção se caracteriza por pequenas
manchas na pele, acastanhadas ou rosadas, que surgem
geralmente nas costas, com uma descamação fina e branca”,
comenta o Dr. Luiz Guilherme. O suor excessivo e a alta umidade
também podem desencadear a micose na virilha (tinea inguinal) e no
pé (tinea do pé), conhecida como frieira ou pé de atleta, causando
fissuras entre os dedos, descamação e pequenas bolhas na sola.
Na maioria dos casos, a micose pode
ser diagnosticada apenas pelo aspecto das lesões, a partir de um
exame clínico realizado por um médico dermatologista. Em alguns
casos mais específicos o profissional pode solicitar exames para
descobrir qual a espécie do fungo causador da infecção. Os
primeiros sinais e sintomas da micose são as alterações na pele -
pequenas bolhas de água, descamação, vermelhidão e fissuras –,
coceira e ardência.
O tratamento desta infecção pode ser realizado com o auxílio de
medicamentos de uso tópico, como o Canesten®, da Bayer HealthCare,
sendo aplicado diretamente na pele. “É importante ressaltar que o
tratamento precisa ser realizado de acordo com o ciclo sugerido
em bula, utilizando o medicamento por um período de ao menos
quatro semanas, sem interrupção, mesmo quando os sintomas
aparentemente desaparecerem. Desta forma, pode-se evitar a
micose recorrente”, comenta o Dr. Luiz Guilherme. A micose
recorrente também pode ocorrer quando a pessoa tiver uma
predisposição para o problema, uma baixa imunidade ou não
realizar o tratamento conforme a orientação médica.
Previna-se contra a micose
Alguns cuidados podem ajudar na prevenção da micose, especialmente
no verão:
Enxugue bem o corpo após o banho,
principalmente a região da virilha, entre os dedos dos pés e
dobras em geral;
Use sempre chinelos em academias,
piscinas e praias;
Objetos de uso pessoal como sapatos,
roupas, meias, bonés e toalhas, não devem ser compartilhados;
Dê preferência para calçados abertos
ou de couro. Caso seja imprescindível usar sapatos fechados,
procure não usar o mesmo par todos os dias;
Borrife preventivamente um
antifúngico em spray no interior do sapato, bem como nos pés,
antes de calçá-lo.
Bayer HealthCare
No verão as atividades físicas aumentam e podem comprometer a
circulação
Especialista alerta que a respiração incorreta durante a execução
de exercícios é a principal vilã para a circulação sanguínea
Muito se fala sobre a relação entre
atividade física e o aparecimento de problemas circulatórios,
especificamente o desenvolvimento de varizes. Contudo, Dr. José
João Lopes, cirurgião vascular e angiologista orienta que a
prática incorreta de exercícios é a verdadeira causa do
aparecimento dessa doença.
"Varizes são veias que se tornam doentes e, por isso, ficam
tortuosas, alongadas e dilatadas", explica o especialista Dr. José
João. "Elas se desempenham de forma alterada, dificultando a
circulação do sangue e é considerada uma doença multi fatorial, ou
seja, existem vários fatores que contribuem para o aparecimento.
Os principais são: hereditariedade, gravidez, obesidade, cigarro,
alterações hormonais (principalmente o uso de anticoncepcionais e
a reposição hormonal) e vida sedentária".
A
prática correta de atividades físicas auxilia a circulação, já que
os maiores troncos venosos estão localizados juntos aos
grupamentos musculares. Ao se contrair, o músculo também contrai
as veias subjacentes que, por sua vez, têm válvulas que permitem
apenas que o fluxo sanguíneo suba.
Para
que o fluxo venoso vença a força da gravidade e prossiga em sua
trajetória normal, é necessária a contração muscular, além de uma
respiração correta, que consiste na pressão abdominal negativa,
isto é, uma expiração total. Assim sendo, músculos enrijecidos são
fatores determinantes no funcionamento do sistema circulatório.
"Exercícios físicos mais intensos, como a musculação, geram
varizes apenas quando praticamos incorretamente e isso inclui
também a respiração", orienta Dr. José João. "Uma respiração
abdominal correta consiste numa expiração total sempre que haja
contração do abdome. O que mais notamos é que as pessoas não
'soltam' o ar durante a contração abdominal. Deste modo, o ar
reprimido aumenta a pressão intra-abdominal, dificultando o
retorno venoso.
Isso, somado a uma hereditariedade, por exemplo, gera como
principal consequência as varizes", conclui o
especialista.
O
pé também é um fator preponderante na circulação. "Na planta do pé
há um tecido semelhante a uma esponja, que é comprimido ao
caminharmos. Neste processo acontece um movimento de flexão e
extensão que auxilia a volta do sangue ao coração", esclarece Dr.
Lopes. Durante as atividades físicas o correto é sempre utilizar
tênis anatômicos e leves.
Quanto
a utilização de pesos nas práticas físicas, o especialista indica
novamente que apenas o uso incorreto acarreta malefícios. Segundo
Dr. José João se o peso dificultar ou impossibilitar a respiração
adequada durante o exercício, existe uma maior possibilidade de
desenvolver problemas circulatórios, portanto qualquer prática de
atividade física beneficia a circulação dos membros inferiores,
desde que tenha a orientação de um profissional e que a respiração
seja executada corretamente.
O
especialista dá dicas para quem pratica atividades físicas:
- Use roupas leves e que não apertem
a cintura;
- Sempre utilize tênis leves e
anatômicos, nunca use com saltos;
- Lembre-se que a respiração durante
o exercício é muito importante. Ao fazer pressão intra-abdominal,
expire. Esta prática facilita o retorno venoso;
- O peso não é fator prejudicial,
desde que um profissional capacitado indique o peso adequado para
cada tipo de exercício. Deste modo, não há interferências na
respiração e consequentemente não prejudica o fluxo sanguíneo;
- É muito importante que pessoas com
problemas circulatórios procurem um angiologista antes de adotar
uma rotina de atividades físicas.
Conheça as doenças comuns do verão O calor
excessivo pode causar desidratação e intoxicação alimentar
Algumas doenças tornam-se mais
presentes com a chegada do Verão, pelas características próprias
da estação. Exposição prolongada ao sol, consumo de alimentos em
locais de lazer, frequentar aglomerados de pessoas e vários outros
fatores de risco são comuns à época e exigem cuidados para
garantir que a diversão não acabe mais cedo. Isso porque o calor
excessivo provoca a ocorrência de doenças sazonais, como
desidratação, insolação, dengue, intoxicação alimentar, hepatite A
e problemas de pele.
Segundo
o infectologista do Hospital são Luiz, Marco Aurélio Sáfadi, entre
o sintomas mais relatados pelos pacientes nesta época estão
diarréia, dor de cabeça, dor no corpo, vômito e mal-estar em
geral. “A indicação para que isso não aconteça é, principalmente,
tomar dois litros de água por dia, banhos em temperatura ambiente
e usar roupas leves”, recomenda.
Os
alimentos também devem receber atenção especial,pois o calor
possibilita a rápida proliferação de bactérias. Eles devem ser bem
lavados, de preferência deixando por algum tempo em um recipiente
com água e algumas gotas de água sanitária adicionadas. Além
disso, o especialista sugere que se evite alimentos gordurosos.
“No verão o certo é consumir alimentos leves e não gordurosos,
pois o calor deixa o produto mais perecível, podendo estragar
rapidamente”, diz o Dr. Marco Aurélio .
Entenda as principais doenças do verão
Desidratação
A
desidratação é a perda de líquidos e de sais minerais do corpo,
que pode ser agravada por vários fatores inerentes ao verão, como
o aumento da própria transpiração. Normalmente perdemos em média
2,5 litros de água por dia, seja pela urina, pelas fezes, pelo
suor ou até mesmo pela respiração.
A
pessoa passa a apresentar sede, ficar muito tempo sem urinar, com
a boca e mucosas secas e olhos ressecados. É uma doença grave, por
isso deve ser evitada seguindo-se algumas dicas: prefira local
arejado e com sombra, use roupas leves e beba líquidos
constantemente.
Como
tratamento, o soro caseiro pode ser utilizado, a pessoa pode tomar
a vontade a cada 20 minutos e após cada evacuação se houver
diarréia. Nesses casos, procure um médico.
Intoxicação Alimentar
A
alimentação feita em locais que não dispõem de padrões de higiene
adequados para o preparo ou para a conservação dos alimentos, que
ficam expostos por longos períodos à temperatura ambiente, são os
principais causadores da intoxicação alimentar.
Quando
uma pessoa ingere um alimento contaminado, ela pode desenvolver
alguns sintomas que variam de acordo com o microorganismo causador
do distúrbio. Pode causar diarréia, um simples desarranjo
intestinal, náuseas, vômitos, febre, cefaléias, e até mesmo,
desidratação grave. Em geral, esses sintomas duram poucos dias.
Micoses
No
verão temos mais contato com a água, seja transpirando ou pela ida
à praia ou à piscina. Isso faz com que a pele fique úmida por
mais tempo, o que favorece o aparecimento das micoses - doenças
causadas por fungos. A doença pode aparecer nas virilhas, nos pés
e nas unhas. Inicia-se sempre por uma pequena lesão vermelha,
provoca escamação contínua da pele e coceira.
Conjuntivite bacteriana
É uma
infecção das conjuntivas (aquela pele transparente que recobre os
olhos). Entre os sintomas estão: olhos vermelhos e lacrimejantes,
produção de secreção amarelada, dor ao olhar para a luz e uma
sensação de que há areia dentro dos olhos. Às vezes, acontece de
as pálpebras estarem grudadas quando a pessoa acorda. O contágio
pode ser através de contato direto com uma pessoa contaminada,
compartilhando toalhas, mergulhando no mar em praias poluídas e
usando piscinas com tratamento de cloro ausente ou ineficiente.
Para
prevenir, não frequente praias impróprias para banho nem piscinas
que não estejam devidamente tratadas. Não coloque as mãos nos
olhos infectados e evite compartilhar toalhas.
Dengue
A
dengue é uma das mais conhecidas doenças de verão. Ela é
transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti, vetor do vírus. Quem é
picado pelo inseto pode sentir febre alta, dores de cabeça, nos
músculos e nas articulações, além de perder o apetite, ter náuseas
e apresentar manchas vermelhas por todo o corpo, causando
coceiras.
Hepatite A
Causada por vírus, a hepatite viral
do tipo A, que ataca o fígado, é outra doença comum do verão. A
pessoa pode levar até um mês para desenvolver os sintomas, tempo
suficiente para o vírus atacar as células hepáticas, provocando
amarelamento da pele, febre, dores de cabeça e musculares e o
aumento do tamanho do fígado. Mas nem sempre a pessoa apresenta
todos esses sintomas, podendo sentir apenas mal-estar ou sinais de
gripe. Neste caso, o atendimento médico é fundamental para o
diagnóstico.
Dicas para evitar doenças típicas do
verão
Evitar tomar sol, muito menos fazer
exercícios físicos sob o sol, entre 10h e 16h;
Tomar cerca de dois a três litros de
água por dia;
Aplicar protetor solar pelo menos 15
minutos antes da exposição ao sol, repetindo a aplicação a cada
duas hora;
Evitar banhos prolongados e com água
muito quente;
Evite esfregar buchas diariamente na
pele, pois pode desencadear um ressecamento;
Passar hidratante no corpo,
diariamente, com a pele ainda um pouco úmida;
Dar preferência a alimentos leves
como saladas e carnes grelhadas;
Evitar comer alimentos crús,
especialmente peixe.
Coma é estar em sono profundo sem consciência
Estar em sono profundo sem qualquer
sinal de sonhos e pensamentos é o estado das pessoas em coma. Na
grande maioria dos casos, quem permanece nesta condição não possui
consciência do que ocorre no ambiente, nem indícios de atividade
mental subjetiva. Exatamente o que ocorre quando nos submetemos a
uma anestesia geral. Foi assim que a personagem Ana, interpretada
por Fernanda Vasconcellos na novela da Globo A Vida da Gente,
viveu por anos em um leito de hospital. “Geralmente, o indivíduo
não pode ser acordado por mais intensos que sejam os estímulos
aplicados com este intuito”, afirma Dr. Ricardo de Oliveira Souza,
coordenador de Neurociências do Instituto D’Or de Pesquisa e
Ensino (IDOR).
Ana, a
ex-tenista que teve sua carreira promissora interrompida por um
acidente de carro, abriu os olhos após longo período no qual não
demonstrava qualquer interação com familiares ou resposta a
estímulos externos. Pelo que indica a história, ela voltará
lentamente à vida normal, sem apresentar grande comprometimento de
sua saúde. Na vida real, contudo, não é bem assim.
Inúmeros fatores podem conduzir alguém ao coma, a exemplo de
causas metabólicas - doenças renais, hepáticas e respiratórias-,
traumatismos crânioencefálicos, e os acidentes vasculares
cerebrais hemorrágicos. “O coma jamais persiste além de alguns
dias a poucas semanas”, informa Dr. Oliveira. Após este prazo, o
paciente evolui ao estado vegetativo, quando passa a abrir os
olhos durante períodos do dia sem que isso signifique a
recuperação da consciência. “Quanto à possibilidade de retomada da
consciência a partir do estado vegetativo, este fenômeno é
extremamente raro, mas há registros de casos isolados em que tenha
acontecido”, pontua o especialista.
Os
danos trazidos ao organismo depois de coma ou do estado vegetativo
são impactantes, variando de demência, comprometimento visual e da
linguagem, além de paralisia. “Casos tratados com os meios atuais
de sustentação da vida podem durar em estado vegetativo por tempo
indefinido, principalmente, se o paciente for jovem e previamente
saudável”, diz.
Entenda o coma
Causas: metabólicas, traumatismos
crânioencefálicos e acidentes vasculares cerebrais hemorrágicos.
Como é diagnosticado: o coma é
caracterizado por
inconsciência de olhos fechados e
ausência de tônus postural.
Funcionamento do organismo no coma:
não possui consciência. Funções vegetativas preservadas, como
respiração, excreção, digestão e regulação da temperatura.
Reação do corpo após sair do coma:
do ponto de vista cognitivo, a pessoa vai rapidamente se
atualizando nos acontecimentos que tiveram lugar durante o período
de inconsciência, tanto relacionados ao mundo quanto a ela
própria. Ao mesmo tempo escaras, paralisias e distúrbios de
linguagem são reabilitados por especialistas treinados na área.
Possíveis sequelas: demência,
comprometimento visual e da linguagem, paralisias.
Tratamento após acordar:
reabilitação motora, da linguagem, ocupacional e psicoterápica,
dependendo de cada caso.
Porcentagem de pessoas que acordam
do coma: cerca de 25% dos casos.
Entenda o estado vegetativo
Causas: as mesmas que levam ao coma,
pois o estado vegetativo é um desdobramento temporal do coma.
Como entra nesta condição: após
algumas semanas, o coma se transforma no estado vegetativo, quando
os olhos ficam abertos durante algumas horas do dia.
Funcionamento do organismo no estado
vegetativo: como o nome indica, o organismo desempenha todas as
funções de um vegetal: respira, faz a digestão, a circulação e a
excreção de resíduos orgânicos.
Impactos no organismo: as mesmas do
coma.
Porcentagem de pessoas que acordam
do estado vegetativo: menos de 3% dos casos e, ainda assim, com
graves sequelas cognitivas.
Hérnia de disco tem diversos mecanismos e deve ser avaliada pela
intensidade da dor que causa
Você sabia que nem toda a hérnia de disco dói e que a intensidade
da dor independente de seu tamanho?
Cerca de 5 milhões de brasileiros
são portadores de algum tipo de hérnia de disco, segundo dados
recentemente divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística). Entretanto, é preciso esclarecer que nem
todas as pessoas sofrem de dor pelo problema, já que a doença tem
diversas variações e somente a dor é responsável por comprometer a
qualidade de vida dos seus portadores, com limitação de atividades
simples do dia-a-dia.
Caracterizada pelo desgaste ou trauma dos discos vertebrais que
acabam por comprimir os nervos da coluna, a hérnia de disco pode
ser classificada como protusa, extrusa ou sequestrada. Sua
ocorrência, embora relacionada ao desgaste do disco vertebral, não
acomete necessariamente pessoas mais velhas. Além de fatores
genéticos, atividades físicas intensas praticadas por atletas ou
simples esportistas de finais de semana, também podem favorecer o
acometimento pelo problema.
Para
entender melhor os mecanismos de cada tipo de hérnia de disco, é
preciso saber que o disco intervertebral age como um amortecedor
entre os ossos da coluna. Ele é formado por uma camada externa de
cartilagem mais resistente que envolve o centro formado por uma
cartilagem mais macia. De acordo com o ortopedista especialista em
cirurgia de coluna e diretor da Clínica Colunar, dr. Rodrigo
Junqueira Nicolau, “podemos pensar no disco como um hambúrguer que
fica encaixado perfeitamente entre dois pães, que seriam as
vértebras”.
Segundo
o médico, um disco protuso, mais comumente encontrado, é aquele
que sai da sua posição normal indo além do que deveria ser os seus
limites. “É um hamburguer que é um pouco maior que o seu pão. A
parte que está fora do limite do pão seria a protusão”, explica,
acrescentando que “a protusão é uma condição comum de ser
encontrada e pode fazer parte do processo normal de
envelhecimento, sendo encontrada praticamente em todas as faixas
etárias dos adultos”.
A
hérnia de disco extrusa, por outro lado, ocorre quando há uma
ruptura na camada mais rígida e externa do disco, possibilitando
que alguma porção da parte de cartilagem mais interna e mais macia
vá para fora do disco. Geralmente a saída deste material ocorre em
um ponto mais localizado do disco e não de forma ampla, como na
protusão.
Dr.
Rodrigo diz que quanto mais a parte interna do disco desprende e
perde o contato com o disco, alteração chamada de hérnia
sequestrada, mais dores o paciente pode sentir. Mas, esclarece que
“ter hérnia de disco não quer dizer necessariamente ter dor.
Existem muitas pessoas que podem apresentar qualquer uma dessas
alterações e não sentir dores. A dor está mais relacionada com a
posição da hérnia e o quanto ela comprimi o nervo que está próximo
a ela. Aí a dor pode ser forte, mesmo em hérnias nem tão grandes”,
completa.
Tratamento:
O problema requer tratamento multidisciplinar, com medicamentos,
fisioterapia e, em alguns casos, cirurgia. O procedimento
cirúrgico mais comum é a fusão ou artrodese, que implica na
implantação de hastes e parafusos metálicos na coluna vertebral do
paciente. É uma cirurgia complexa, com maiores riscos de
complicações e recuperação longa, devido à necessidade de grandes
cortes e danos em músculos, ossos e articulações.
Visando
atenuar estes riscos, uma nova técnica minimamente invasiva,
baseada na videoeondoscopia, consagrada nos Estados Unidos, Ásia e
Europa, é também utilizada no Brasil, apesar de ainda não ser
muito conhecida por aqui.
O
método microendoscópico requer um corte mínimo, cerca de 1 cm,
podendo ser realizado, em alguns casos, até com anestesia local. O
paciente recebe alta, geralmente, no mesmo dia e saí andando do
Hospital.
A
técnica foi desenvolvida e aprimorada pelo neurocirurgião prof.
Sang Ho-Lee, chefe do Hospital da Coluna Wooridul, em Seul, onde
são realizados mais de 20 mil procedimentos por ano. No Brasil, o
procedimento é realizado com grande sucesso pelo dr. Rodrigo
Junqueira Nicolau.
Dr. Rodrigo Junqueira Nicolau
Escândalo do silicone: aumento dos seios com células-tronco uma
alternativa segura
A gordura autóloga enriquecida da célula-tronco permite o aumento
sustentável dos seios com tecido autólogo
VIENA, 10 da janeiro de 2012 - /PRNewswire/
-- Está em toda a mídia: há anos uma empresa francesa vende
implantes de silicone defeituosos que frequentemente se rompem e
podem causar câncer. Mais de 100.000 mulheres em todo o mundo
precisam optar por remover o implante como medida preventiva ou
continuar carregando uma "bomba relógio" no corpo. O aumento dos
seios com células-tronco é uma alternativa inovadora e segura do
implante de silicone.
"O
tecido adiposo autólogo é mais tolerado do que o silicone e é
ideal para aumento ou reconstrução completamente natural da mama
sem cicatrizes após a remoção dos implantes de silicone ou de
tumores", disse o Dr. Karl-Georg Heinrich, expert em terapia
estética e regeneradora com células-tronco baseado em Viena. Sua
clínica DDr. Heinrich® vem atendendo aos desejos de suas pacientes
de todo o mundo de ter um decote mais farto sem silicone e
cicatrizes desde 2007.
Como
todos os outros implantes de silicone aprovados, os implantes
franceses defeituosos também receberam o certificado CE.
Os
defeitos dos implantes permaneceram ocultos. Mas até mesmo os
melhores implantes de silicones são apenas uma solução temporária
para aumento dos seios. Por isso os cirurgiões plásticos que fazem
implante de silicone recomendam a substituição do implante a cada
dez anos para todas as pacientes.
Com o
aumento dos seios com células-tronco geralmente atinge-se um
aumento sustentável com apenas uma intervenção com anestesia
local. A gordura autóloga usada para o aumento dos seios é
retirada com uma lipossucção suave com microcânulas patenteadas,
enriquecida com células-tronco autólogas e injetado novamente no
seio com agulhas finas.
Juntamente com o aumento de seio e plásticas faciais com
células-tronco, a gordura autóloga enriquecida com células-tronco
é usada na clínica DDr. Heinrich® para escultura do corpo
(nádegas, quadris, coxa, panturrilha), bem como para corrigir
defeitos e rejuvenescimento da pele.
Câncer de pele pode atingir 134 mil brasileiros em 2012
Estimativa divulgada pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca)
indica que a doença responde por 25% do total de tumores malignos
detectados no país. Instituto Oncoguia alerta para fatores de
risco e prevenção o ano todo
A incidência é maior em pessoas de
pele e olhos claros, que se expõem frequente e prolongadamente ao
sol. Mas, o câncer de pele, tipo mais comum em pessoas com mais de
40 anos e que, segundo o Inca, atingirá 134.170 brasileiros em
2012, pode ocorrer em qualquer pessoa que se expõe excessivamente
aos raios solares em horários impróprios (entre 10h e 16h) ou que
tenham histórico da doença na família.
“Se for
feito um diagnóstico precoce seguido de tratamento imediato, a
maioria dos cânceres de pele podem ser curados”, afirma Luciana
Holtz, presidente e diretora executiva do Instituto Oncoguia,
organização não-governamental dedicada à promoção do acesso ao
cidadão brasileiro à informação, prevenção, diagnóstico e
tratamento, a fim de acabar com o preconceito, o sofrimento e as
mortes causadas pelo câncer.
O
câncer de pele responde por 25% do total de tumores malignos
detectados no país e seus tipos mais frequentes são carcinoma
basocelular, carcinoma espinocelular e melanoma, este último o
mais raro e também o mais maligno, por ter capacidade de se
espalhar. O melanoma pode ocorrer sobre uma pinta já existente ou
surgir sobre a pele normal.
“A
recomendação é usar protetores solares e evitar a exposição ao sol
e observar o aparecimento de feridas que não cicatrizam, de
manchas escuras ou nódulos na pele, ou de alterações em pintas
como aumento, modificação da cor, prurido ou sangramento”,
aconselha o dr. Rafael Kaliks, diretor médico de Oncologia do
Instituto Oncoguia.
Vários
são os sinais e sintomas que servem de alerta para a possibilidade
de apresentar um câncer de pele. Entre eles estão:
Pessoas com histórico pessoal ou com
familiares que já tiveram câncer de pele;
Pessoas de pele clara, olhos azuis
ou verdes, cabelos loiros ou ruivos;
Pessoas com baixa imunidade ou
imunidade reduzida por doença ou por medicamentos;
Pessoas albinas ou portadoras de
algumas doenças que predispõem ao câncer de pele;
Pessoas que já se expuseram ou se
expõem ao sol excessivamente;
Pessoas expostas constantemente a
raios X, ultravioleta, arsênico, ou outros produtos químicos;
Pessoas que têm uma grande
quantidade de pintas;
Pessoas que possuem cicatrizes há
muito tempo e que apresentam ulcerações freqüentes.
É
importante consultar um médico sempre que uma lesão mude o seu
comportamento, como, por exemplo, uma pinta ou uma mancha de
nascença que comece a crescer ou a mudar de cor.
Os
principais sintomas do câncer de pele são:
Lesão na pele em formato de nódulo,
de cor rósea, avermelhada ou escura, de crescimento lento, mas
progressivo;
Qualquer ferida que não cicatriza em
quatro semanas;
Pinta na pele de crescimento
progressivo, que apresente coceira, sangramento frequente ou
mudança de coloração, de tamanho ou de consistência;
Qualquer mancha de nascença com mudança de cor, espessura, ou
tamanho.
“O
diagnóstico do câncer de pele pode ser feito logo no início que o
tumor apareça e o paciente deve fazer uma consulta ao médico
quando notar qualquer sinal”, aconselha Holtz.