O
inverno começou oficialmente no dia 21 de junho, às 2h45
(horário de Brasília). Baixas temperaturas, tempo seco e
consequente aumento da poluição, característicos dessa época
do ano, tornam essenciais a atenção a certos cuidados para
evitar doenças comuns que tiram todo o charme da estação.
Aglomeração de pessoas e pouca ventilação ajudam a afastar o
frio, mas agravam as tradicionais gripes e resfriados, que se
juntam às doenças respiratórias como asma, bronquite e rinite,
impactando principalmente crianças e idosos.
Cansaço, estresse, alimentação inadequada e excesso de
trabalho facilitam a baixa imunidade, tornando as pessoas mais
suscetíveis às doenças de inverno. É importante que, ao
detectar sintomas como febre, coriza, tosse, dificuldade de
respiração e moleza no corpo, procure-se um médico para o
diagnóstico adequado. “Sintomas como estes podem indicar uma
gripe, mas todo quadro merece ser investigado com cautela pois
os sintomas se assemelham a casos de pneumonia, por exemplo”,
orienta a pneumologista Dra. Céu Cordeiro, do Hospital
Alvorada Moema
Segundo ele, no inverno o número de casos dessas doenças chega
a ser três vezes maior em algumas unidades de atendimento.
Doenças
de inverno:
Gripe ou
resfriado?
A gripe é causada pelos vírus influenza e pode causar
problemas respiratórios, dores de garganta, enfraquecimento,
espirros e coriza. Um modo de prevenção é a vacina. Já o
resfriado é de uma infecção mais leve também causada por vírus
diversos – são mais de 200 tipos. Em geral, no resfriado é
raro aparece febre e a doença dura cerca de cinco a sete dias.
Já na gripe é comum o paciente apresentar febre alta e a
doença pode durar de uma a duas semanas. Para ambas as doenças
é aconselhável evitar aglomerações e lavar sempre as mãos.
Asma:
doença inflamatória crônica das vias aéreas. Causa tosse,
chiado, aperto no peito e dificuldade para respirar. Asmáticos
são sensíveis a estímulos como alérgenos, irritantes químicos,
fumaça de cigarro, ar frio ou exercícios físicos. É bastante
comum durante a infância e não pode ser prevenida, apenas
tratada.
Otite:
infecção no ouvido causada por vírus e bactérias. É bastante
comum nas crianças, causando dores intensas e desconforto.
Amigdalite:
dor de garganta, febre e inchaço nos gânglios do pescoço podem
ser sinais de amigdalite, a inflamação das amígdalas.
Rinite:
inflamação das mucosas do nariz. Podem se de natureza alérgica
ou não, porém é mais comum estar associada à alergia, muitas
vezes a
pó,
ácaros,
produtos químicos, fumaça de
cigarros etc. A não-alérgica pode ser causada por
inflamação ou problemas na anatomia das vias nasais.
Sinusite: Inflamação
nos
seios paranasais
(cavidades
ao redor do nariz).
As causas mais comuns são vírus, bactérias e alergias. A
doença pode ser pontual, quando ocorrem episódios isolados, ou
até mesmo crônica e aguda.
Pneumonia:
Inflamação dos pulmões que pode ser causada por bactérias,
vírus, fungos e outros agentes. Os alvéolos, responsáveis pela
troca de gás carbônico por oxigênio, se enchem de pus, muco e
outros líquidos, o que impede a respiração adequada. Sem
oxigênio o suficiente no sangue, as células de todo o corpo
podem sofrer conseqüências.
Bronquite:
Inflamação dos brônquios. Pode estar ligada a alergias e traz
tosse seca com chiado, seguida de tosse com catarro, dor no
peito, mal-estar e febre.
A
pele também sofre no inverno
A pele
também é prejudicada com a baixa umidade do ar desta época do
ano. Os banhos com temperatura de água mais quente deixam a
pele mais seca e retira a camada protetora de gordura natural.
As recomendações são simples: banhos menos quentes e mais
curtos, hidratação, evitar o uso de bucha, esponja e não
esfregar com muita força a toalha no ao se secar. Também é
recomendado o uso de um sabonete neutro. Os cuidados devem ser
reforçados nos braços e pernas e nos lábios – protetores
labiais podem evitar ressecamentos e rachaduras.
Apesar de o sol estar menos evidente na estação, não se pode
esquecer de continuar com a aplicação de protetores solares,
já que a ação cancerígena dos raios UVA e UVB não tiram férias
nessa época do ano.
Saúde da visão: do nascimento à
terceira idade
Entenda como manter uma visão
saudável, identificar doenças precocemente e até prevenir a
cegueira em todas as fases da vida
Um dos primeiros ramos da medicina a
ser tratado como especialidade independente, a oftalmologia ocupa
um lugar especial na evolução da medicina em virtude das
peculiaridades do olho humano. Aproveite o Dia do Oftalmologista
para entender melhor qual o papel deste profissional em cada fase
da vida. Você sabia, por exemplo, que existe um teste do olhinho,
tão importante quanto o exame do pezinho para os bebês? Sabia que
60% das cegueiras poderiam ser evitadas e que muitas doenças
oculares são assintomáticas? De quanto em quanto tempo o
oftalmologista deve ser consultado? Entenda como se proteger,
prevenir doenças e até evitar a cegueira ao longo dos anos, desde
os primeiros dias de vida até a terceira idade.
Após o nascimento
A Organização Mundial da Saúde
estima que uma criança fique cega a cada minuto no planeta. Dentre
os 400 mil casos existentes hoje no mundo, 94% encontram-se nos
países em desenvolvimento como o Brasil, onde os olhos dos
recém-nascidos nem sempre são adequadamente examinados. Segundo a
Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica - SBOP, a maioria
dos serviços de neonatologia do país não realiza o teste do
reflexo vermelho, também popularmente conhecido como “teste do
olhinho”.
“Rápido, simples
e indolor, o teste deve ser realizado pelo pediatra ou pelo
oftalmologista ainda no berçário, antes mesmo do bebê sair da
maternidade, quando muitas doenças passíveis de diagnóstico
precoce podem ser descobertas. O exame também deve ser repetido
nas próximas consultas pediátricas e oftalmológicas durante toda a
infância, explica Islane Verçosa, presidente da SBOP. É possível
identificar enfermidades que comprometem o eixo visual, como a
catarata congênita, o glaucoma congênito e os processos de
má-formação. O teste do olhinho também pode detectar traumas de
parto, hemorragias, inflamações e infecções.
O exame é
disponível na rede pública de saúde, por força da lei, no Distrito
Federal e em mais de seis estados: Rio de Janeiro, São Paulo,
Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pernambuco e Paraná. Além disso,
as cidades de Porto Alegre e Recife possuem leis municipais que
obrigam a realização do teste.
Após os 3 anos
Caso não haja nenhuma anormalidade,
recomenda-se que o bebê volte a um oftalmologista a partir dos
três anos de idade. Nessa fase, o médico pode fazer uma avaliação
geral da saúde da visão da criança, para identificar se há alguma
alteração de grau, estrabismo, miopia ou outras deficiências. É
também nessa fase que começa a prevenção à ambliopia, que se
caracteriza por uma diminuição da acuidade visual e só é
reversível até os seis anos de idade. A patologia tem como causas
mais frequentes o estrabismo e erro de refração, ou seja, altos
graus ou diferenças importantes de acuidade entre os olhos.
Idade pré-escolar
É recomendável uma avaliação
completa da visão, com dilatação da pupila e exame de fundo de
olho, em crianças por volta dos 6 ou 7 anos de idade. Muitas
escolas das redes pública e privada realizam campanhas internas
com ajuda de oftalmologistas e até de professores para testar a
capacidade visual das crianças. Aquelas que apresentam alguma
anormalidade são encaminhadas a um especialista. Caso contrário, a
OMS recomenda que o oftalmologista seja consultado a cada dois
anos.
Depois dos 18
De acordo com o oftalmologista Dr.
Walton Nosé, professor livre docente da Escola Paulista de
Medicina (Unifesp/EPM), diversos estudos internacionais têm
demonstrado que jovens pré-universitários, que passam muitas horas
lendo e ao computador, tendem a desenvolver miopia pelo esforço
para enxergar de perto. Por essa razão, esse é um bom momento para
fazer uma nova avaliação oftalmológica. Se tudo estiver normal,
recomenda-se voltar ao médico a cada dois anos durante toda a vida
adulta.
Depois dos 40
É quando começa a aparecer a
presbiopia, também conhecida como vista cansada. Trata-se do
enfraquecimento do poder de acomodação para a visão de perto
devido à perda da elasticidade do cristalino, que é a lente
natural dos olhos. Os principais sinais da presbiopia são:
dificuldade para leitura com maior nitidez e conforto, aproximação
de luz para enxergar melhor e necessidade de afastar objetos para
poder ter uma visão adequada. A presbiopia aumenta
progressivamente até atingir um ponto de falência da visão.
A vista cansada
pode ser corrigida com óculos ou lentes de contato com graduação
específica para perto. As autoridades médicas de alguns países,
entre eles os Estados Unidos, autorizam o implante de lentes
intraoculares (LIOs) multifocais como tratamento para a
presbiopia. No Brasil, no entanto, o procedimento só é recomendado
para cirurgias de catarata. Nesse caso, as LIOs AcrySof ReSTOR são
também capazes de corrigir a vista cansada.
Muito mais sério
que a vista cansada é o glaucoma, doença que atinge 1 milhão de
brasileiros, sendo que mais do que 60% dos casos são
assintomáticos. Frequentemente chamado de “inimigo oculto”, o
glaucoma é uma doença isolada multifatorial, que envolve danos ao
nervo óptico, responsável por enviar sinais visuais ao cérebro.
Ainda não se sabe ao certo o que causa este dano, mas já foi
provado que a elevação da pressão intra-ocular é um dos principais
fatores de risco associados ao desenvolvimento da doença.
A prevalência da
doença aumenta com a idade, estando associada a outros fatores de
risco, como pressão intraocular elevada, hereditariedade e raça
negra. O caráter hereditário dá aos parentes de primeiro grau 10
vezes mais chances de desenvolver a doença. “Pacientes com maior
risco de desenvolver a doença devem consultar um oftalmologista
uma vez ao ano para medir a pressão ocular. O glaucoma não tem
cura, mas é possível evitar a perda da visão se a doença for
descoberta precocemente. Na maioria dos casos, o glaucoma pode ser
tratado apenas com a aplicação de colírios que agem reduzindo a
pressão intra-ocular, mas medicamentos orais e intervenções
cirúrgicas também podem ser necessários”, orienta Vital Paulino
Costa, professor livre docente da Universidade de São Paulo e
chefe do Setor de Glaucoma da Unicamp.
Depois dos 50
O cristalino, lente natural dos
olhos, perde a acuidade e vai opacificando com o tempo. É assim
que surge a catarata, doença responsável por 48% dos casos de
perda da visão no mundo, de acordo com a Organização Mundial da
Saúde. Estima-se que só o Brasil tenha 552 mil novos casos da
doença todos os anos. Para se ter uma idéia, a doença atinge
aproximadamente 17% das pessoas dos 50 aos 65 anos de idade, salta
para 47% na população entre 65 e 74 anos e chega aos 68,3% entre
os maiores de 80, segundo o CBO (Conselho Brasileiro de
Oftalmologia).
A maioria
dos casos resulta do envelhecimento natural do olho, mas existem
manifestações congênitas ou resultantes de problemas como
diabetes, traumas no olho e uso de colírio corticóides, além da
herança genética. A evolução da doença varia de pessoa para
pessoa, mas a catarata só é tratada através da cirurgia. No
passado, os especialistas recomendavam esperar a catarata
"amadurecer", ou seja, o cristalino tornar-se totalmente duro e
opacificado, antes de fazer a cirurgia. “Hoje, graças aos avanços
da medicina, que tornaram o procedimento muito mais seguro para os
pacientes, entende-se que o procedimento deve ser levado em
consideração sempre que a catarata interferir nas atividades
diárias do indivíduo”, orienta o especialista Walton Nosé. A
cirurgia é realizada por um aparelho de ultra-som, o
facoemulsificador, que aspira o cristalino e injeta a lente atrás
da íris - parte colorida dos olhos. Hoje já é possível retornar ao
trabalho em 24 horas, sendo que a recuperação total geralmente
ocorre em uma semana.
Em março
deste ano, a ANVISA aprovou a chegada ao Brasil da terceira
geração da mais moderna lente intraocular multifocal do mundo, a
AcrySof ReSTOR 3 +, produzida pelo laboratório Alcon. Além de
eliminar a catarata, a lente ainda é capaz de corrigir outros
distúrbios, como a miopia, a hipermetropia e a vista cansada. Além
disso, a lente protege contra os raios UV e a luz azul, que está
presente principalmente nas lâmpadas fluorescentes. É a lente que
mais se assemelha ao formato natural dos olhos. Mais de 30 milhões
de pessoas já implantaram lentes AcrySof no mundo inteiro.
Após os 65
Calcula-se que aproximadamente 3
milhões de brasileiros com mais 65 anos de idade sofram de
degeneração macular. A Degeneração Macular relacionada com a Idade
(DMRI) é uma doença degenerativa da retina que causa a perda da
visão central, deixando apenas intacta a visão periférica ou
lateral. A DMRI afeta a mácula, a parte central da retina
responsável pela visão nítida e central, necessária para as
atividades diárias como ler e dirigir. O grau de perda de visão
varia muito e está relacionado com o tipo de DMRI, com a sua
gravidade, características individuais e conduz normalmente à
cegueira.
Após os 80 anos
Todas as enfermidades já mencionadas
se agravam nessa fase da vida, mas aqueles que cuidaram da saúde
de uma forma geral ao longo dos anos tendem a atingir esse estágio
com uma visão mais sadia, conforme explica Walton Nosé. “Alguns
conselhos valem para a vida toda e deveriam ser seguidos desde a
infância. Não fumar, comer alimentos ricos em proteínas, não usar
colírios sem prescrição médica e fazer uso de óculos escuros podem
ajudá-lo a ter uma visão saudável e mais jovem por mais tempo”.
Mitos e Verdades sobre a TPM
Síndrome atinge, em média, 75%
das mulheres e pode ser amenizada com alimentação saudável e
atividade física contínua
A Síndrome de Tensão Menstrual -
mais conhecida por TPM - é velha conhecida das mulheres. Estima-se
que na América do Sul 75% das mulheres tenham TPM, com variação
dos sintomas. A informação é do ginecologista do Hospital Nossa
Senhora das Graças, Dr. Roaldo Erich Meissner. A TPM acontece por
conta do desequilíbrio de hormônios como o luteinizante (LH),
estrogênio e progesterona e desencadeia uma série de sintomas como
irritabilidade, retenção de líquidos, depressão e dores de cabeça.
Mesmo sabendo que
o problema acontece por essas alterações hormonais, existe uma
série de mitos sobre a TPM. O especialista esclarece os mais
comuns:
Algumas mulheres podem ter TPM
durante todo o mês.
Falso. “A TPM é cíclica e acontece
após o período ovulatório. Portanto, os sintomas começam a
acontecer de cinco a 10 dias antes da menstruação. É importante
ressaltar que para fazermos um diagnóstico de TPM, a mulher deve
apresentar sintomas por mais de três meses. Pode ocorrer em alguns
casos apenas um distúrbio hormonal transitório”.
Toda mulher tem retenção de
líquido nesse período.
Em partes. “A retenção hídrica é
muito comum e ocasiona um aumento de peso no período da TPM. Mas a
mulher pode não apresentar esse sintoma, porém apresentar
instabilidades emocionais, como irritabilidade, baixa auto-estima
e depressão”.
A alimentação influencia
diretamente a TPM.
Verdadeiro. “Uma das coisas
fundamentais é evitar sal marinho, pois ele contribui para a piora
da retenção de líquidos. É importante evitar alimentos gordurosos,
substâncias com cafeína, como por exemplo, a coca-cola, chá preto
e vinho tinto. Convém nesse período evitar a ingestão de qualquer
tipo de bebida alcoólica. É importante que a mulher ingira
alimentos diuréticos como melancia e morango, que evitam a
retenção de líquidos”.
O chocolate melhora a TPM.
Falso. “O chocolate é um alimento
com muita gordura, portanto é melhor evitá-lo. As mulheres sentem
mais vontade de comer chocolate por conta dos níveis de serotonina.
Dependendo da mulher, o desequilíbrio hormonal ocasiona uma
produção menor da substância, ocasionando depressão e baixa
auto-estima. Mas a ingestão do chocolate causa um efeito de curta
duração, por isso é melhor procurar alimentos que disfarcem essa
vontade”.
Mulheres ficam mais sensíveis
durante a TPM.
Verdadeiro. “A maioria das mulheres
se sente assim, pois as alterações hormonais também influenciam a
produção da serotonina, substância responsável pelo bem-estar, e
da melatonina, que se relaciona aos aspectos depressivos”.
Dores de cabeça são comuns
nesse período.
Verdadeiro. “Algumas mulheres podem
não apresentar, mas é um sintoma comum. O que ocorre é uma espécie
de retenção hídrica cerebral. Após a ovulação acontecem alterações
no hormônio luteinizante, que desencadeia a progesterona e também
desregula os níveis de estrogênio. Essas alterações potencializam
a retenção de água, ou no corpo ou no cérebro”.
TPM não tem cura.
Verdadeiro. “O que fazemos é um
tratamento para amenizar os sintomas. Hoje contamos com
anticoncepcionais de baixa dosagem que têm benefícios muito
grandes. Mas é importante lembrar que a indicação do medicamento
tem de ser feita apenas com prescrição médica. Também pode ser
usado, com uso contínuo, o ácido gamalinoleico, que é extraído do
óleo da folha de prímula. A substância tem a capacidade de regular
a produção de serotonina, melatonina e de equilibrar os hormônios.
Não tem contra indicação, mas tem que tem orientação médica para
que a dosagem seja correta. Para complementar, além da
alimentação, uma atividade física contínua é muito importante,
pois a serotonina é melhor produzida quando fazemos exercícios”.
Os reflexos do diabetes na idade
adulta
No mês do diabetes, especialista
comenta sobre a doença que, muitas vezes, surge como conseqüência
da obesidade infantil e ainda pode levar a criança a
ter disfunções eréteis na idade adulta
Considerada
uma doença crônica, com 4 mil novos casos descobertos por dia e
entre eles quase 200 crianças, segundo a Internacional Diabetes
Federation (IDF), o Diabetes preocupa cada vez mais especialistas
de diferentes áreas médicas. Em novembro, mês da Diabetes, muitos
desses profissionais aproveitam para discutir a doença que, no
Brasil, avança de forma exponencial.
Nas crianças, a
doença pode ser causada pelos reflexos da obesidade infantil, bem
como pela má alimentação, que é muito comum nas famílias modernas,
por não terem tempo para se dedicar ao preparo de refeições
saudáveis e balanceadas. Especialistas apontam que, muitos casos
de Diabetes surgem na infância e, em muitos casos, pode
representar uma vida com inúmeras restrições tanto em relação aos
hábitos alimentares quanto nas tarefas do dia-a-dia, como a
prática de esportes. Além disso, Diabetes não permite a ingestão
de alguns tipos de alimentos e prejudica a circulação sanguínea,
podendo causar sérios danos aos tecidos, levando a prejuízos à
saúde como a diminuição da visão.
Na idade adulta,
o Diabetes pode ser ainda mais comprometedor. Cerca de 50% dos
pacientes que possuem essa doença tendem a ter disfunções sexuais.
O doutor Carlos Araújo, andrologista e diretor do Instituto
Paulista para tratamento da Disfunção Erétil, afirma que é comum
os pacientes diabéticos apresentarem problemas de circulação e,
por se tratarem de canais muito pequenos, as artérias penianas são
as primeiras a sofrerem com as inflamações, causando, assim, a
impotência sexual.
“Muitos pacientes
que possuem disfunções sexuais, não assimilam ao diabetes as
causas desses males e chegam a conviver sem a esperança de ter sua
virilidade em alta”, afirma o Dr Araújo. “Já tive pacientes que
demoram mais de 10 anos para procurarem tratamento, pois muitos
preferem se automedicar e tomam remédios como o Viagra e o Cialis,
para solucionar o problema. É exatamente aí que está a
complicação, pois esses remédios agem para impedir que o sangue
que entrou no pênis possa sair, já o Diabetes, impede que o sangue
consiga entrar. Sendo assim, esses remédios acabam surtindo poucos
efeitos positivos”, ressalta o doutor.
O Diabetes é sem
dúvida um dos grandes causadores dos problemas de virilidade nos
homens. “É preciso prevenir essa doença desde a infância, pois os
reflexos na vida adulta podem ser muito graves”, afirma Araújo.
“Muitas vezes é tarde de mais para tratar as complicações que essa
doença pode trazer”, ressalta. Além disso, as outras complicações
causadas pelo Diabetes como neuropatias, hipertensão e problemas
micro-vasculares, potencializam os efeitos da doença.
Dr. Carlos Araújo
Hipertensão arterial causa a
diminuição da visão porque provoca lesões na retina
Apenas 6% dos paulistas sabem qual é
a taxa considerada ideal para a pressão arterial, de 130 mmHg por
80 mmHg, popularmente: “13 por 8”...
A conclusão faz parte de um
levantamento realizado pela Sociedade de Cardiologia do Estado de
São Paulo, Socesp, e pelo Datafolha em 2008. Foram ouvidas 2.096
pessoas, em 85 cidades do Estado.
Segundo a sondagem:
Mesmo depois de estimulados, apenas
22% dos entrevistados acertaram a resposta certa. O fato é
preocupante porque a hipertensão é uma doença silenciosa que eleva
o risco de problemas cardiovasculares;
Quanto aos
principais fatores de risco cardiovascular, 18% dos entrevistados
citaram a hipertensão, atrás de tabagismo, sedentarismo e
estresse;
Os homens se
mostraram menos informados sobre o perigo da pressão alta em
comparação com as mulheres: apenas 12% deles indicaram a
hipertensão como fator de risco, em comparação com 23% das
mulheres;
Entre os jovens
de 18 a 24 anos, somente 9% sabem da importância de manter a
pressão nos níveis recomendados, enquanto os adultos de 45 a 70
anos estão mais informados (26%).
As complicações
da hipertensão quando não levam à morte prejudicam a qualidade de
vida do paciente. “Oclusões vasculares retineanas, retinopatia
hipertensiva, aparecimento de vasos sangüíneos anormais na retina
e o desenvolvimento do glaucoma são complicações comumente
diagnosticadas em pacientes que apresentam hipertensão arterial”,
afirma o oftalmologista Virgilio Centurion, diretor do Instituto
de Moléstias Oculares, IMO.
Considera-se que
a pessoa é hipertensa, se medindo a pressão arterial em repouso,
obtém-se valores acima de 14 por 9. Esses são os números de corte.
Acima deles, a pressão é considerada elevada; abaixo, é normal.
Esse valor independe da idade, tanto faz se a pessoa tem 20 ou 60
anos.
A Sociedade
Brasileira de Hipertensão recomenda que a pressão arterial deve
ser medida regularmente, no mínimo, uma vez por ano, inclusive por
aqueles que não têm ou desconhecem ter a doença. A recomendação se
aplica também às crianças, a partir dos três anos de idade. “Já
para os hipertensos, a verificação da pressão deve ser constante
para o controle adequado da doença”, observa o oftalmologista
Edson Branzoni Leal, que também integra o corpo clínico do IMO.
Como a pressão alta afeta a
visão
A retinopatia hipertensiva é um
distúrbio de visão que ocorre quando a pressão arterial torna-se
extremamente elevada, como nos casos de hipertensão grave,
hipertensão maligna e toxemia gravídica.
As repercussões da hipertensão arterial se fazem sentir,
principalmente, no leito vascular de órgãos alvo, dentre estes, os
olhos. O diagnóstico precoce dos sinais e lesões referentes à
retinopatia hipertensiva permite avaliar a gravidade da
hipertensão arterial, e, principalmente, realizar um
acompanhamento evolutivo das lesões orgânicas hipertensivas como
hemorragias na retina, microaneurismas, exudatos – extravasamento
de gordura – espasmos arteriolares e estase de papila.
Os exames oftalmoscópicos das
alterações vasculares – fundoscopia e oftalmoscopia direta e
indireta – permitem que as alterações causadas pela hipertensão
sejam diagnosticadas precocemente. A fundoscopia também permite
avaliar os danos em outros órgãos alvo, além de fornecer
informações sobre a severidade da doença.
Outra complicação
decorrente da hipertensão é a obstrução da circulação sangüínea
retineana. “A veia central retineana é o principal vaso sangüíneo
que transporta o sangue a partir da retina. A sua obstrução faz
com que as veias menores da retina fiquem congestionadas e
tornem-se tortuosas. Assim, a superfície da retina torna-se
congesta e edemaciada e pode ocorrer um escape de sangue no olho”,
diz o oftalmologista Edson Branzoni.
A obstrução da
circulação sangüínea retineana ocorre, principalmente, em
indivíduos idosos com histórico de glaucoma, diabetes, hipertensão
arterial ou doenças que provocam alterações na coagulação do
sangue. “A obstrução da veia retineana provoca perda de visão
indolor e evolui muito mais lentamente do que os casos de
obstrução da artéria retineana”, afirma Edson Branzoni.
As alterações
permanentes da visão por causa da hipertensão incluem, ainda, o
crescimento de novos vasos sangüíneos anormais na retina e o
desenvolvimento do glaucoma. “A angiografia com fluoresceína é
outro exame que auxilia o oftalmologista a determinar a extensão
da lesão e o melhor plano terapêutico para cada paciente”, diz
Edson Branzoni. Em muitos casos, o tratamento com laser pode ser
utilizado para destruir os vasos sangüíneos anormais.
Na consulta
oftalmológica do paciente hipertenso, outra queixa comum é o
aparecimento de moscas volantes, que podem ser descritas como
“pontos pretos, manchas escurecidas ou fios que se assemelham às
teias de aranha, observados principalmente quando o paciente olha
para uma parede branca ou para o céu claro”, conta Edson Branzoni.
Má higienização da gengiva pode
causar perda de dentes e problemas cardiovasculares
Boca saudável, dentes brancos e
bonitos é o sonho de todas as pessoas, afinal a boca é tida como o
cartão de visita de cada um. Porém, a maioria das pessoas não dá
devida atenção à gengiva, cujos problemas originados nela são as
principais causas para a perda dos dentes na fase adulta. Além
disso, as periodontites podem trazer graves conseqüências a todo o
organismo, inclusive, problemas cardiovasculares.
A má higienização
dos dentes e da gengiva resulta no acúmulo de placa bacteriana,
que “entram” dentro do tecido que sustenta os dentes causando a
inflamação, conhecida como gengivite. “As placas bacterianas são o
começo de todos os problemas periodontais. A gengivite é apenas a
primeira fase e não traz comprometimento para a parte óssea”,
explica Dr. Sidnei Goldmann, cirurgião dentista, especialista em
implantodontia e clareamento.
Porém, segundo
ele, a inflamação na gengiva, quando não tratada no inicio evoluí
causando a retração da gengiva e reabsorção óssea, o que resulta
na mobilidade dental, e mais tarde leva a perda do dente. “Segundo
o Ministério da Saúde, hoje 66% da população adulta sofrem com a
falta de pelo menos um dente, causada principalmente por problemas
iniciados na gengiva”, conta Goldmann.
Além da perda de
dentes, a má higienização oral pode trazer sérios problemas a
outros órgãos do corpo. Segundo Goldmann, as bactérias geradas
pelo acúmulo de placa bacteriana, chegam ao estomago através da
saliva, a partir daí a bactéria tem capacidade de se espalhar na
corrente sanguínea, atingindo o coração, rins, pulmões e
intestinos, podendo causar infartos e inclusive derrames. Segundo
um estudo apresentado no Europerio que aconteceu em Berlin,
Alemanha, 80% dos pacientes que apresentam doenças do coração
possuem também problemas periodontais.
No entanto
identificar problemas na gengiva não é a tarefa mais fácil. Ao
contrário do que muitos pensam o sangramento da gengiva durante a
escovação e o uso do fio dental não é normal. “Problemas
periodontais normalmente não causam dor, apenas um desconforto na
região atingida, e por esse motivo, a maioria das pessoas não
procuram o especialista. Além disso, gengiva vermelha, brilhante e
lisa é sinal de gengiva doente”, aponta Goldmann.
Os principais
sintomas de inflamação no tecido gengival são: sangramento,
inchaço, mau-hálito, supuração (presença de pus). Quando mais
sérios, causam a mobilidade do dente e dificuldade de mastigação.
O dentista afirma que as precauções para evitar a gengivite e
problemas periodontais são simples: “Basta uma boa higienização
bucal com o uso de fio dental e escova com cerdas macias ou extra
macias, que massageiem também a gengiva, além de visitas regulares
ao dentista. Manter uma boa higiene bucal é importante inclusive
para manter uma boa saúde do corpo”, conclui Goldmann.
Quando a vacinação contra gripe é
indicada Programa de Gestão da
Saúde da Porto Seguro Saúde indica os casos em que a vacina é
realmente eficaz
Com
a proximidade do inverno, começam a ocorrer com mais frequência os
casos de gripe. A vacinação tem sido uma das alternativas na
prevenção da doença e redução dos índices de absenteísmo (faltas
ao trabalho). Porém, deve ser avaliada caso a caso para garantir
sua eficácia.
Para atender a seus segurados, a Porto Seguro Saúde buscou a
orientação do Dr. Wagner Augusto da Costa, médico do Instituto
Pasteur de São Paulo e membro da Comissão Permanente de
Assessoramento em Imunização da Secretaria de Saúde do Estado de
São Paulo.
Segundo Dr. Wagner, a Organização Mundial da Saúde possui um
sistema internacional de vigilância para isolar continuamente os
vírus da gripe circulantes no mundo. "Após a identificação, é
produzida a vacina, que deve ser aplicada anualmente, de dois a
três meses antes do inverno", comenta. O médico orienta que
existem indicações precisas para administração da vacina:
- Idosos com idade superior a 65 anos ou crianças com idade entre
6 e 23 meses;
- Gestantes;
- Pessoas de qualquer idade, desde
que sejam portadoras de:
- Doenças pulmonares crônicas, tais como asma;
- Doenças cardiovasculares crônicas, com exceção da hipertensão
arterial sistêmica;
- Doenças metabólicas crônicas, como
diabetes mellitus;
- Disfunção renal crônica;
- Doenças do sangue, como anemia falciforme e talassemia;
- Déficit de imunidade devido à medicação ou infecção, como as
infectadas pelo HIV;
- Lesões neurológicas que possam comprometer a função respiratória
ou dificultar a eliminação das secreções respiratórias;
- Crianças e adolescentes em tratamento de longa duração com
aspirina;
- Pessoas de qualquer idade que morem em habitações coletivas,
como asilos, casas de repouso e similares.
Vacina Depois de aplicada, a vacina contra a gripe demora, em média,
de duas a três semanas para produzir efeito. Administrada via
intramuscular, pode causar dor e inchaço no local da aplicação,
febre, mal-estar e dor muscular, reações que passam em poucos
dias.
Pessoas alérgicas podem apresentar reações mais intensas,
como as neurológicas, que também são as mais graves. Recomenda-se
a esses pacientes que consultem um médico antes de receber a
vacina. Esta também não deve ser ministrada a pacientes que
tiveram reações graves a vacinas anteriores ou que sejam alérgicos
a ovo. "Além disso, pessoas que se encontram em processo
infeccioso, principalmente com quadro febril agudo, só devem ser
vacinadas após a normalização do seu estado de saúde", comentou o
Dr. Wagner Augusto da Costa.
Hospital do Coração alerta para o
diagnóstico precoce em cardiopatias congênitas
Estima-se que, de cada mil
crianças brasileiras, de cinco a oito nascem com doenças no
coração
Ao
contrário do que se possa imaginar, crianças e adolescentes também
podem apresentar problemas cardíacos. Entretanto, na maioria das
vezes, são as cardiopatias congênitas, ou seja, que estão
presentes desde o nascimento. Estima-se que, de cada mil crianças
brasileiras, de cinco a oito nascem com doenças no coração. Dessa
forma, quanto mais precocemente é feito o diagnóstico, maiores
serão as possibilidades de se oferecer o tratamento mais indicado
e melhorar os resultados e a qualidade de vida futura.
Segundo dra. Ieda
Jatene, cardiologista e responsável pelo setor de cardiopediatria
do HCor, o diagnóstico pode ser feito ainda no período fetal
(antes do nascimento). “Existem métodos de imagem para o
diagnóstico precoce, como a ecocardiografia fetal, e o estudo dos
cromossomos de células do líquido amniótico que auxiliam na
pesquisa de síndromes genéticas. A detecção precoce permite um
acompanhamento diferenciado da gestação e o planejamento das
medidas pós-parto”, explica dra. Ieda Jatene.
Anualmente,
passam pelo ambulatório da cardiopediatria do HCor cerca de 1.500
crianças no atendimento filantrópico. Deste total, cerca de 280
crianças chegam a ser operadas. “Das 25 cirurgias realizadas por
mês em crianças cardiopatas, 20 são filantrópicas e há casos em
que a Instituição oferece um serviço de pré-operatório que chega a
durar dois meses, até que a criança apresente condições para a
realização da cirurgia, tudo gratuitamente”, afirma dra. Ieda.
Pioneiro no
atendimento às crianças cardiopatas que necessitam de cuidados
especiais, o HCor - Hospital do Coração - atua há 25 anos na área
de cardiopediatria, e destina 90% dos seus leitos ao atendimento
às crianças cardíacas reunindo o que há de mais avançado no mundo
em termos de procedimentos cardiológicos. A instituição é
referência no atendimento às crianças de todo país com
cardiopatias de alta complexidade. “Com o avanço das técnicas
cirúrgicas, do cateterismo, das intervenções intra-útero e da
ecocardiografia fetal, os especialistas podem fazer tratamentos
preventivos em bebês e crianças, com objetivo de postergar
problemas futuros no sistema cardiovascular para posteriormente
tratá-los no momento mais adequado”, esclarece a cardiologista.
Dotado dos mais
avançados recursos tecnológicos, além de possuir uma equipe
multidisciplinar altamente qualificada composta por médicos,
enfermeiros, nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas e
assistentes sociais, atuando diretamente no atendimento e na
realização de cirurgias e procedimentos invasivos nas crianças, o
setor conta, também, com um grupo de voluntárias que orienta e
ajuda as mães das crianças internadas, para ensinar e aperfeiçoar
a prática de trabalhos manuais e com a brinquedoteca que distrai e
diverte os pacientes durante o período de internação.
Considerando que
são poucas as instituições públicas ou privadas preparadas para
atender as crianças cardiopatas nos primeiros dias ou meses de
vida, e inúmeros casos de crianças que vivem em cidades que não
tem condições de oferecer um tratamento adequado, o HCor tem se
dedicado a receber, tratar e diagnosticar da melhor forma possível
esses pacientes e entende que a assistência deve ser prestada em
diferentes níveis e por diferentes profissionais.
Em busca de novos tratamentos
para o câncer
Entenda o que é pesquisa clínica,
como funciona, como participar, quais sãos os principais
protocolos de pesquisa e os riscos e benefícios para o paciente
com câncer avançado.
Na última década, a medicina
oncológica fez com que a batalha contra o câncer ganhasse novos
rumos. É cada vez mais crescente o número de pesquisas, estudos
clínicos e técnicas de combate à doença. No Brasil, cada vez mais,
Centros de referência para o tratamento do câncer são procurados e
convidados a participar de protocolos de pesquisa clínica. A busca
por novas medicações seguras e eficazes contra o câncer faz com
que a Pesquisa Clínica em Oncologia seja a melhor maneira de
encontrar caminhos de acabar e tratar o câncer e,
conseqüentemente, ajudar pacientes em estagio avançado da doença.
Pesquisa clínica,
protocolo de pesquisa, estudo clínico, protocolo clínico... Todas
essas expressões significam uma única idéia, isto é, um estudo
científico realizado para verificar como uma nova medicação ou um
novo procedimento ou ainda medicamentos já utilizados comparados
com outros funcionam em seres humanos. Segundo a médica
oncologista, responsável pelo setor de pesquisa clínica do
Instituto do Câncer Arnaldo Vieira de Carvalho, Dra Brigitte Van
Eyll, o principal objetivo da pesquisa clínica é aprimorar os
resultados já existentes para o tratamento do câncer.
“No tratamento do
câncer, para cada situação temos um tratamento já estabelecido
pela Sociedade de Oncologia Clínica. Chamamos isso de guidelines.
No tratamento do câncer de mama, por exemplo, se a paciente tem um
nódulo de mama grande (maior que 3 cm), ela será encaminhada para
fazer a quimioterapia com o objetivo de reduzir o tamanho do
tumor.As drogas usadas nesta quimioterapia já são
pré-estabelecidas na medicina oncológica.No entanto, sempre se
pode melhorar o resultado usando uma nova droga. E como fazer
isso? Apenas com a pesquisa clínica” explica a médica.
A Pesquisa
Clínica é o resultado de um longo processo dentro de um
laboratório onde os cientistas desenvolvem e testam novas idéias.
Antes de a droga ser utilizada em seres humanos, ela deve passar
por inúmeros testes e estudos até que se comprove sua eficácia
(estudo de fase 1). Depois de serem comprovados seus efeitos
benéficos contra o câncer, a droga passa a ser usada em humanos em
um número pequeno de pessoas (estudo de fase 2). E por fim, após
mais estudos e testes, a droga passa a ser testada em uma grande
escala de pacientes (estudo de fase 3).
Para que o
paciente possa se beneficiar da pesquisa clínica é preciso passar
por alguns critérios de inclusão e exclusão. “Não posso propor um
protocolo de quimioterapia para doença avançada com metástase se o
paciente não apresenta metástases. Nenhuma regra pode ser
infringida. A saúde do paciente é acompanhada de perto, pois
qualquer efeito colateral é monitorado e recomendações de redução
da dose são feitas rigorosamente para minimizar os efeitos
colaterais. Tudo que acontece com os pacientes é relatado para os
Comitês de Ética e para os responsáveis pelos medicamentos
(indústria farmacêutica) e assim, podemos conhecer os benefícios e
riscos do medicamento” esclarece a Dra Brigitte.
Riscos e Benefícios: eles sempre
existem
O câncer é uma doença que acarreta
alguns sintomas indesejáveis, nem sempre relacionados aos
tratamentos. Por isso, dependendo do estado geral do paciente, de
sua condição física e do tipo de tratamento, o paciente juntamente
com seu médico deve analisar os riscos e os benefícios de um novo
tratamento, no caso, um novo protocolo de Pesquisa Clínica para
pacientes com câncer. Inúmeras razões fazem com que os pacientes
com câncer se interessarem pela Pesquisa, entre elas:
- a busca pela cura do câncer
- um aumento na qualidade e no tempo
que resta de vida (em casos de cânceres avançados)
- o fato de estarem contribuindo com
o combate ao câncer
- a possibilidade de serem os
primeiros a tomar uma nova medicação.
Outro motivo muito
relevante é o acompanhamento (24hs por dia) que o paciente recebe.
Qualquer mudança no estado é controlada por uma equipe médica.
Além disso, o paciente não tem gasto algum com o tratamento.
“Todos os exames são pagos, desde os de sangue até as tomografias.
Com isso, o paciente não precisa correr atrás de guia ou ficar na
fila de espera para conseguir seus exames. Os exames são agendados
rapidamente e os resultados chegam ao mesmo dia ou no máximo um
dia após o exame. Fora isso, o paciente sabe que no mínimo estará
recebendo o tratamento padrão para o seu caso e no máximo, um
tratamento moderno e de última geração” relata a oncologista do
ICAV.
Por outro lado,
como todo tratamento, há riscos que devem ser levados em
consideração e apresentados ao paciente. “É importante que o
paciente saiba que o médico nunca usou aquele medicamento antes.
No câncer, quando a doença progride, há uma pressa de se conseguir
fazer algo para mudar a história natural da doença. Os efeitos
adversos existem como em qualquer outro tratamento, por isso o
paciente deve estar ciente dos prós e contras. Outro risco é a
possibilidade de o tratamento ou o novo medicamento contra o
câncer não comprovar a eficácia esperada (ou seja, não funcionar
da forma esperada)” explica. Nesta situação, a participação do
paciente no protocolo é suspensa e o paciente é reavaliado para
realizar outro tratamento.
Principais informações que o
paciente deve saber sobre a Pesquisa Clínica:
Antes de iniciar o tratamento em
Pesquisa Clínica, o paciente recebe um Termo de Consentimento
Livre e Esclarecido – TCLE. O TCLE é um documento que explica
quais serão os procedimentos a serem realizados durante o
protocolo de pesquisa. No TCLE, o paciente encontrará informações
a respeito de todos os exames e os possíveis efeitos colaterais.
“Uma informação muito importante e que o paciente precisa saber é
que ele pode sair a qualquer momento da pesquisa, caso não se
sinta confortável. O paciente terá acesso ao telefone dos médicos
e do Comitê de Ética em Pesquisa para esclarecer suas dúvidas ou
reclamar que algo não esta correto. E claro, o paciente deve se
comprometer a fazer todos os exames de acompanhamento.”
Cobaia?
A idéia de ser cobaia é a que mais assusta o paciente. Durante a
pesquisa clínica o médico explicará todo o processo: desde exames
até os medicamentos utilizados e os possíveis efeitos colaterais.
Assim, pouco a pouco o paciente esclarece suas dúvidas e
compreende que o tratamento proposto pode ser uma ocasião única de
mudar o curso da doença.
Entretanto não
basta querer, precisa poder participar. Para isso existem
critérios de inclusão e exclusão específicos e muito rigorosos, o
que significa que nem todos os pacientes poderão participar de um
estudo a não ser que preencham todos os critérios da pesquisa.
Comitê de Ética em Pesquisa (CEP)
Todo Centro de pesquisa está subordinado a um Comitê de
Ética em pesquisa. Todo projeto de pesquisa seja ele oriundo da
indústria farmacêutica ou do corpo clínico precisa ser aprovados
pelo CEP que é formado por grupo de pessoas - médicos,
enfermeiras, arquitetos, engenheiros, secretarias, donas de casa,
advogados – que se reúnem uma vez por mês para analisar os
projetos. Eles têm o poder de vetar o projeto se sentem que o
sujeito da pesquisa pode ser lesado.
O CEP pode
encerrar uma pesquisa se, por exemplo, são achados muitos efeitos
colaterais durante o desenrolar do estudo. O CEP tem um órgão
centralizado em Brasília chamado Comissão Nacional de Ética em
Pesquisa (CONEP). Todos os CEP do Brasil se referem a ele para a
aprovação de um projeto. Os comitês de ética sempre estão
vigilantes que o sujeito da pesquisa nunca seja prejudicado.
Vitamina D: mais do que proteger
os ossos, a vitamina assegura longevidade
Depois dos 50 anos, muitos
especialistas preconizam doses mais elevadas de vitamina D,
prescrevendo, de acordo com o caso, até mesmo a suplementação
A gente não cansa
de ouvir que a receita para uma vida longa e cheia de saúde deve
incluir uma alimentação equilibrada, a prática regular de
atividade física, boas noites de sono e uma mente sem estresse.
Hoje, muitos estudiosos já acrescentam a essa lista banhos de sol
diários, nem muito extensos, nem muito curtos: bastam 15 minutos
para que os raios solares ativem no organismo a produção de uma
substância capaz de fortalecer os ossos, preservar a atividade
cerebral e garantir que o coração bata por anos a fio. “Trata-se
da vitamina D, uma substância que, com tantas qualidades elencadas
nos tempos muito recentes, tem despertado o interesse de
pesquisadores de várias áreas - de nutricionistas a bioquímicos”,
afirma o geriatra Eduardo Gomes de Azevedo, diretor da rede de
Clínicas Anna Aslan.
Um trabalho
científico recente, que foi publicado na revista científica
Archives of Internal Medicine revela que níveis adequados de
vitamina D ampliam a expectativa de vida. A pesquisa avaliou mais
de 13 mil homens e mulheres. Quem estava com taxas insuficientes
da substância apresentou um risco de morte das mais variadas
causas 26% maior em relação aos indivíduos com altos índices da
molécula. “A vitamina D está envolvida em vários processos no
organismo, participando inclusive da homeostase, o equilíbrio
interno de todas as funções do corpo”, explica o médico.
Outra pesquisa da Universidade da Califórnia em Riverside, nos
Estados Unidos, analisou o papel do nutriente em diversos tecidos
do corpo. Seu autor, o bioquímico Anthony Norman, quis mostrar que
os benefícios da vitamina D vão muito além do fortalecimento dos
ossos. O pesquisador defende que a recomendação diária vá das
atuais 400 UI (unidades internacionais) para 2 mil. “Os valores
indicados hoje se baseiam apenas no aporte de cálcio, que a
vitamina ajuda a fixar no esqueleto. Mas agora sabemos que a
vitamina D atua no sistema imune, no coração, no cérebro e na
secreção de insulina pelo pâncreas”, diz o geriatra Eduardo Gomes.
Para dar conta de
tantas tarefas, a dose de vitamina D precisaria ser mesmo maior.
“Atualmente, essa vitamina é considerada um potente modulador das
células de defesa. Ela estimula a atividade das células
imunológicas quando elas precisam entrar em ação. Sem o banho
solar diário, ficamos indefesos”, explica a nutricionista da
clínica Anna Aslan de Curitiba, Renata Rothbarth.
Boas doses de vitamina
D são, ainda, sinônimo de peito forte. Isso porque ela controla as
contrações do músculo cardíaco, vitais para o bombeamento de
sangue. Sem contar que, em níveis desejáveis, mantém a pressão
arterial em dia. “A razão para isto é que ela inibe, nos rins, a
síntese de renina, uma enzima envolvida na secreção de um hormônio
que faz a pressão disparar. A insulina é mais uma substância que
depende da ação adequada da vitamina D, pois ela estimula o
pâncreas a produzi-la”, explica Renata Rothbarth.
No caso do
câncer, desconfia-se que a vitamina D regule genes vinculados à
proliferação celular na mama, no cólon e na próstata. “A vitamina
também comanda os genes que inibem a angiogênese, a formação de
vasos que alimentam o tumor, ou seja, age contra o câncer em
várias frentes”, explica a nutricionista.
O déficit de
vitamina D pode estar por trás de problemas como o Parkinson, que
provoca tremores involuntários. Esse elo foi verificado por
cientistas da Universidade Emory, nos Estados Unidos. Os
portadores do mal tinham uma carência acentuada do nutriente. “A
hipótese é que a vitamina D ofereça uma maior proteção aos
neurônios ameaçados pelo Parkinson”, explica a nutricionista.
Exposição solar adequada
A falta deste nutriente no organismo
talvez se explique pelo fato de a população se expor cada vez
menos ao sol, até mesmo no Brasil. O medo do câncer de pele não
pode servir como desculpa para evitar os raios solares. “Os
protetores não impedem que tenhamos uma quantidade adequada de
vitamina D”, explica o geriatra Eduardo Gomes, adepto da prática
ortomolecular.
Depois dos 50
anos, a vitamina D se torna ainda mais fundamental. Isso porque a
partir dessa idade os ossos tendem a se desmineralizar em um ritmo
acelerado, aumentando o risco de osteoporose. Além disso, o corpo
perde massa muscular, o que favorece a ocorrência de quedas e até
de certa dificuldade de locomoção. “O problema é que nessa idade a
pele tem uma menor capacidade de síntese da vitamina. Por isso,
muitos especialistas preconizam doses mais elevadas da substância,
prescrevendo, de acordo com o caso, até mesmo a suplementação”,
diz o geriatra Eduardo Gomes de Azevedo.
Adição de ácido fólico às
farinhas de trigo e milho é insuficiente para prevenir malformação
Hoje a dosagem exigida é de 4,2
miligramas de ferro e 150 microgramas de ácido fólico
Desde o dia 17 de junho de 2004,
encontra-se em vigor no Brasil a resolução que obriga a adição de
ferro e ácido fólico nas farinhas de trigo e milho, após um
esforço conjunto de diversos órgãos de saúde, entre eles o ECLAMC
(Estudo Colaborativo Latino-americano de Malformações Congênitas),
sociedades médicas e algumas ONGs. A resolução baseia-se em
estudos que mostram os benefícios dessas substâncias na prevenção
de defeitos do fechamento do tubo neural (mielomeningocele e
anencefalia), considerados como uma das formas mais comuns de
malformação congênita.
Hoje, porém, a
posição do ECLAMC, através do seu coordenador, Dr. Eduardo
Castilla, e também de outras instituições, é de que a dosagem
atual é insuficiente, devendo ser aumentada. A Resolução no 344
prevê que cada 100g de farinha de trigo e de farinha de miho
forneça, no mínimo, 4,2 miligramas de ferro e 150 microgramas de
ácido fólico - em 1992, a saúde pública dos EUA já recomendava uma
dosagem de 400 microgramas.
Novo esforço para aumentar
dosageme implementar projeto
Para os especialistas dos diversos
órgãos de saúde e sociedades médicas envolvidos com o Projeto
Ácido Fólico, entre elas a Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN),
além do aumento da dosagem, é necessário a implementação dos
demais pontos do projeto, no sentido de estimular a ingestão de
alimentos ricos em ferro e, especialmente, a recomendação de que
todas as mulheres férteis ingiram ácido fólico diariamente.
O empenho já vem
acontecendo em forma de discussões fechadas, visando a elaboração
de uma nova proposta. Mas, a partir deste ano, o assunto começará
a ser debatido em congressos médicos, para que o Brasil apresente
uma proposta na Reunião Latino-americana de Consenso sobre
Mielomeningocele, a ser realizada no primeiro semestre de 2010. "O
objetivo é envolver a América Latina como um todo - hoje, apenas
no Brasil, Argentina, Chile e Costa Rica há um programa de
fortalecimento de farinhas levado a sério", explica o Dr. José
Francisco M. Salomão, membro do Departamento de Pediatria da SBN.
Segundo o Dr.
Salomão, o objetivo final deste esforço, que também prevê uma
maior conscientização da população sobre o papel protetor do ácido
fólico, é a alteração da Resolução no 344 pelo Ministério da
Saúde, garantindo uma prevenção mais efetiva quanto a essas
malformações.
Automedicação aumenta risco de
infecções
Vírus e bactérias podem se tornar
mais resistentes. Com 5 dicas, você aprende a se proteger
Vivemos num mundo de germes. Vírus,
bactérias, protozoários. Alguns provocam doenças podendo inclusive
levar à morte. Os germes estão presentes também nos graves casos
de infecções como meningite, pneumonias, infecções urinárias e
hospitalares. Pessoas habituadas a tomar medicamentos por conta
própria fazem com que alguns desses micróbios desenvolvam
resistência aos remédios, dificultando o tratamento.
Os germes vivem
em todo lugar: no organismo de animais, no ar, nos alimentos, nas
plantas, na água ou em qualquer outra superfície, incluindo nosso
próprio corpo. “As bactérias estão por toda parte, já que na
maioria das vezes não precisam de um hospedeiro para se
subdividir. Mas nem todas são prejudiciais. Apenas 1% das
bactérias oferece riscos. Já os vírus não são autossuficientes
como as bactérias e precisam da célula do hospedeiro para se
reproduzir”, diz o doutor Marcelo Mendonça, infectologista do
Hospital Santa Paula.
Segundo o médico,
geralmente ocorre infecção quando bactérias ou vírus contaminam
uma pessoa e passam a se multiplicar até causar danos às células.
Depois, os sinais e sintomas da doença se manifestam. “É nesse
ponto que o sistema imunológico entra em ação para se livrar do
que está causando a infecção. Por exemplo, a febre e a coriza são
reações contra o vírus da gripe.
Quem adere aos tratamentos de forma apropriada reage melhor ao
tomar medicamentos para combater a infecção e os demais sintomas,
ao contrário daqueles que ingerem anti-inflamatórios e
antibióticos como se fosse chá quente”.
O doutor Marcelo
Mendonça diz que, além de estar em dia com as vacinas e seguir
rigorosamente o tratamento prescrito pelos médicos, uma boa forma
de prevenir doenças é lavar as mãos apropriadamente. Aqui estão
cinco dicas importantes:
Lave as mãos frequentemente – e
sempre depois de usar o banheiro, trocar fraldas ou ter contato
com animais de estimação;
Lave as mãos, também, antes de
começar a cozinhar ou comer;
Enxágue primeiro as mãos e depois
use o sabonete e uma esponja;
Esfregue as mãos por 15 segundos,
pelo menos, fazendo com que uma limpe a palma e o dorso da outra,
o pulso e as unhas;
Enxágue bem as mãos, secando-as em
seguida. Lembre-se: água e sabão podem ser a solução.
Dr. Marcelo Mendonça
Cefaleia tensional, companheira
indesejada no dia-a-dia
As
dores de cabeça, infelizmente, são companheiras frequentes de hoje
em dia. O ritmo de vida acelerado gera estresse, ansiedade,
depressão e tensão constantes, que muitas vezes resultam no
incômodo que acaba com o bem-estar, a qualidade de vida e o
sossego de qualquer um.
A mais comum é,
sem dúvida, a cefaleia tensional, aquela dor parecida com a
sensação de aperto, pressão na cabeça, como se fosse feita por uma
faixa ou capacete. Ela é dividida em duas categorias: a episódica
e a crônica. Estudos epidemiológicos comprovam a presença marcante
da primeira, que acomete aproximadamente 87% da população em
geral. Durante toda a vida, há prevalência em cerca de 70% dos
homens e quase 90% das mulheres. Normalmente, essa dor vem e passa
rápido, mas em alguns casos ela pode perdurar por 15 dias, o que
significa que algo muito errado está acontecendo.
Uma das causas
pode ser a contração da musculatura da face devido à sobrecarga
emocional. A pessoa, involuntariamente, ao invés de procurar
relaxar, descarrega essa tensão sobre a região da boca por meio do
apertamento dos dentes. Isto pode ocorrer tanto de dia quanto de
noite (apertamentos silenciosos e não necessamente os conhecidos e
ruidosos rangidos de dentes). Se ocorrem à noite podem ser
detectados em sua intensidade e tempo de duração pelos exames
chamados polissonográficos.
Por isso, a avaliação da
disfuncionalidade ortopédica/ortodôntica craniofacial pode ser um
dos caminhos para encontrar a resolução do problema.
Entre os diversos
tratamentos indicados para a cefaleia – que incluem intervenções
médicas, principalmente neurológicas por meio de remédios, como
analgésicos -, está a normalização da região dentofacial, tanto
morfológica quanto funcionalmente. Ao inibir as
parafuncionalidades (funções equivocadas da musculatura), as
melhorias no conforto e bem-estar do paciente serão
significativas.
Crianças, adultos
e adolescentes podem ser afetados pelo desconforto. Como dissemos,
muitas vezes pode ser um problema momentâneo, mas, caso o quadro
se estenda por um tempo fora do normal, é bom procurar um médico.
Dr. Gerson I. Köhler
Glaucoma deixará
8,4 milhões cegos em 2010
No Brasil, chega a
quase um milhão o volume de portadores de glaucoma. A maioria não
sabe que possui a doença. E o glaucoma não tem cura, tem controle,
adverte a especialista do HOB. Dentro de um mês, dia 26 de maio é
dia nacional de prevenção à doença.
De acordo com o
último relatório do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), o
glaucoma será responsável pela perda de visão de 8,4 milhões de
pessoas no mundo até 2010. No Brasil, a estimativa é de que
existam 985 mil portadores desta neuropatia, atualmente, sendo que
635 mil sequer sabem que possuem a doença. "O glaucoma é uma
enfermidade silenciosa, não apresenta sintomas e avança lentamente
até destruir o nervo óptico e provocar a perda parcial ou total da
visão", alerta a oftalmologista Hanna Flávia Gomes, especialista
em glaucoma do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB).
A
questão é tratada pelos órgãos de saúde pública como um desafio
epidemiológico mundial. No Brasil, por exemplo, há duas datas
destacadas para chamar a atenção ao problema. O dia 12 de março,
que é a data definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para
o combate ao glaucoma e o dia 26 de maio, que é a data nacional de
prevenir o problema.
Irreversível -
O glaucoma ou neuropatia óptica glaucomatosa é causado por um dano
no nervo óptico provocado, muitas vezes, pelo aumento da pressão
nos globos oculares. "Mas a alta pressão intra-ocular não é fator
definitivo para a doença, não é o único fator de risco. Muitos
pacientes com pressão dos olhos em níveis regulares apresentam
glaucoma", comenta Hanna.
Segunda maior causa
conhecida de cegueira no mundo, o glaucoma é responsável por 12,3%
dos casos de perda de visão em adultos, atrás apenas da catarata
(47,8%), que é reversível. Quando se trata de cegueira
irreversível, o glaucoma é a maior causa.
Conforme o CBO, a
prevalência do glaucoma aumenta com a idade. É estimada entre 1% a
2% na população de forma geral, chegando a 6% a 7% após os 70 anos
de idade.
Sintomas -
Muitos pacientes só descobrem-se portadores do glaucoma com a
visão já comprometida. A visita ao oftalmologista somente é
marcada quando o olho apresenta dor, ardência ou coceira. Com o
glaucoma isso não acontece. "O único sinal, quase imperceptível
pelo paciente no início da manifestação da doença, é a perda da
visão periférica. E, em fases mais avançadas, a sensação de
enxergar através de um tubo - 'visão tubular'", esclarece a
médica.
Diagnóstico -
Os exames básicos realizados para a detecção do glaucoma, segundo
a especialista do HOB, são: a medida da pressão intra-ocular,
fundo de olho, campimetria (avalia o campo visual), a paquimetria
(mede a espessura da córnea), gonioscopia ( avalia o tipo do
ângulo) e fotos do nervo óptico.
Risco - A
prevalência do glaucoma aumenta com a idade, sendo associada a
outros fatores de risco. Segundo dados do relatório da CBO, a
hereditariedade confere aos parentes de primeiro grau de pacientes
com glaucoma, dez vezes mais chances de desenvolver a neuropatia.
"Pessoas com idade acima de 40 anos, portadoras de diabetes,
míopes, usuários de esteróides corticóides, hipertensos, que já
sofreram algum trauma ocular estão dentro do grupo de risco. No
entanto, o fator hereditariedade, pessoas que apresentam pressão
intra-ocular elevada e também aquelas pertencentes à raça negra
mostram-se mais propensas à doença", diz a médica.
O
glaucoma não tem cura, tem controle, adverte Hanna. Esperar pelos
sintomas da lesão visual não é o procedimento ideal. A perda de
visão causada pelo glaucoma é irreversível, mas pode ser prevenida
ou atrasada com o tratamento. "A detecção precoce da enfermidade é
essencial para evitar a perda total da visão. As pessoas devem ter
o costume de consultar um oftalmologista periodicamente,
facilitando o diagnóstico do glaucoma em tempo de controlá-lo. O
tratamento é feito à base de colírios hipotensores, usados para
diminuir a pressão intra-ocular. O tratamento a laser também é
utilizado para retardar os efeitos da doença", esclarece.
Cuidados - A
especialista do HOB lembra que quanto mais cedo o paciente iniciar
o tratamento, menores serão os danos relacionados com a perda de
visão e mais fácil o controle da doença. Hanna orienta que "o
empenho dos pacientes é fundamental para o sucesso do tratamento.
O acompanhamento de um oftalmologista e o uso regular de colírios
é essencial para que o portador de glaucoma consiga manter a
qualidade de sua visão pelo maior tempo possível".
Varizes: sinal de que a saúde não
está bem
Problemas
vasculares nas pernas podem indicar que a saúde não está boa. Dor,
vermelhidão e inchaço são sinais e sintomas que exigem cuidados
médicos, sob pena de a pessoa sofrer uma trombose (entupimento de
veia) e, posteriormente, risco de embolia pulmonar – que ocorre
quando o coágulo que estava entupindo uma veia da perna se
desprende e percorre o caminho do sangue, instalando-se em uma
artéria pulmonar.
“A função do
sangue que corre pelas artérias é alimentar células, músculos e
órgãos do corpo. Já as veias fazem o caminho contrário, trazendo o
sangue carregado de impurezas até o coração e pulmões, onde é
novamente oxigenado. Pessoas saudáveis apresentam circulação
eficaz. O surgimento de problemas venosos indica que o sangue
começa a se acumular nas pernas. Manter a saúde das pernas, então,
é fator-chave para evitar problemas das veias”, diz o doutor
Ricardo Aun, cirurgião vascular do Hospital Santa Paula, de São
Paulo.
Mais graves
que os problemas nas veias são as doenças arteriais. Segundo o
médico, os principais fatores de risco responsáveis pelo
estreitamento das artérias incluem nível elevado de estresse,
altas taxas de gordura no sangue (colesterol e triglicérides),
sedentarismo, hipertensão, diabetes e obesidade.
O consumo de álcool e o fumo também
agravam a saúde. “Principalmente o fumo, já que o cigarro danifica
a parede interna dos vasos e aumenta as chances de formação de
coágulos”.
Infarto, derrame e AVC
(acidente vascular cerebral) podem se formar a partir de problemas
arteriais. “Se houver entupimento de um vaso que irriga o cérebro,
por exemplo, há chances de o paciente ser acometido por um derrame
ou AVC. No caso de uma obstrução da artéria que irriga o coração,
o paciente pode sofrer um infarto”, diz Aun.
Manter as pernas sempre
saudáveis e em movimento é a dica do especialista para evitar
problemas vasculares. “Quem costuma passar longos períodos em pé
ou sentado deve movimentar bastante pernas e pés. Praticar
caminhadas três vezes por semana, subir e descer escadas em vez de
tomar elevador, ou mesmo nadar e pedalar são ótimos exercícios
para ativar a ‘bomba muscular’, bem como a irrigação arterial dos
diversos órgãos e do próprio coração”.
Doutor Aun também
recomenda cuidar da alimentação, para evitar sobrepeso e
obesidade, praticar atividades físicas regulamente –
principalmente as aeróbicas – e abolir o fumo. ■
Fonte: Doutor Ricardo Aun
Dor de garganta precisa ser
tratada para evitar complicações
"Uso indevido de antibióticos não
extermina as bactérias, só contribui para que elas se tornem mais
resistentes"
Com a chegada do outono e a
proximidade do inverno, aumentam os casos de alergias
respiratórias, gripes e resfriados, em conseqüência da temperatura
mais amena e o ar mais seco os vírus e bactérias se proliferarem
com mais rapidez. Uma das partes do corpo humano que mais fica
comprometida neste período é a garganta, segundo o médico
otorrinolaringologista, Marcelo Alfredo, do Hospital e Maternidade
Beneficência Portuguesa de Santo André a problemática pode
acontecer de várias formas, atinge especialmente as crianças e
provoca febres e dores.
Durante uma gripe ou resfriado, normalmente ocorre à
obstrução nasal, que faz com que os indivíduos respirem pela boca.
Respirando desta forma o ar não é aquecido, filtrado e umidificado
chegando "impuro" na garganta, gerando algumas doenças como
amigdalite, faringite e laringite.
A amigdalite pode ser ocasionada por bactérias ou vírus,
consiste em uma inflamação nas amígdalas, localizadas na entrada
do tubo digestivo e respiratório, que tem a função de proteger e
combater as bactérias e vírus, fazendo com que o sistema
imunológico produza anticorpos contra outras infecções.
Entre os sintomas estão inchaço, vermelhidão, placas
esbranquiçadas, úlceras na superfície, dor ao engolir, dor na
garganta - que pode estender-se para os ouvidos, febre alta,
sensação de mal-estar, dores de cabeça e vômitos. Na amigdalite
viral não há formação de placas brancas e secreções purulentas nas
amígdalas.
O tratamento da amigdalite bacteriana é feito com
antibióticos, já na viral não é possível este tipo de medicação,
pois a doença possui um ciclo próprio e necessita apenas de
medicação para alívio dos sintomas, como antitérmicos e
analgésicos. Em alguns casos é necessário uma cirurgia para
remoção das amígdalas.
Segundo o especialista a amigdalite do tipo bacteriana é uma das
mais perigosas infecções de garganta, com febres que podem chegar
aos 40ºC. "As crianças desenvolvem amigdalite quando passam por
uma queda na resistência do organismo, variações bruscas de
temperatura típicas desta época do ano", explica Alfredo.
Alguns fatores
como animais domésticos, cigarro, apetite diminuído, água gelada e
friagem também podem colaborar para o aparecimento da doença. Se
não tratada a amigdalite pode trazer serias complicações ao
individuo como surdez, problemas nos rins, coração, febre
reumática, que lesa o coração de forma grave e pode atingir outros
órgãos.
Outra doença
comum que ataca a garganta é a faringite, uma inflamação na
faringe, que em 95% dos casos é causada por vírus e 5% por
bactérias. Os sintomas são os mesmos na faringite viral e
bacteriana, sensação de garganta arranhada, dor de garganta,
vermelhidão, dificuldade para engolir, febre, inflamação, dor de
ouvido e inflamação nos gânglios linfáticos.
Durante o
tratamento, analgésicos e gargarejos com água morna e sal várias
vezes ao dia ajudam a aliviar o mal-estar. Vale lembrar que os
antibióticos não surtem efeitos se a infecção for viral, caso
contrário o médico receitará penicilina ou eritromicina para
acabar com a infecção.
A garganta também pode ser atingida pela laringite, uma
inflamação da caixa vocal - laringe - causada por uma infecção
viral das vias respiratórias superiores, em alguns casos acompanha
a bronquite, pneumonia, gripe, tosse ou qualquer inflamação ou
infecção das vias respiratórias. O uso excessivo da voz, alergias
e cigarro também podem provocar laringite aguda ou crônica.
Entre os sintomas estão alterações ou perda da voz,
rouquidão, coceira, vermelhidão e inchaço na garganta. Os sintomas
podem variar conforme a intensidade da inflamação. Também poderá
ocorrer febre, mal-estar, dificuldade para engolir e dor de
garganta.
Para alivio dos sintomas da laringite são necessários alguns
cuidados como descansar a voz, evitar falar e fazer inalação, para
curar a infecção deverá ser receitado antibiótico.
"Normalmente as dores de garganta são tratadas de forma
leviana, muitos pacientes se automedicam e fazem gargarejos com
soluções caseiras que podem ser mais nocivas que benéficas,
levando a uma complicação maior. O ideal é procurar um
especialista assim que surgirem os sintomas", recomenda o médico.
A maior parte dos casos de dor de garganta é provocada por
substâncias alérgicas como ácaros, corante, poluição, fumo e
pólen. Bebidas quentes também podem agredir as vias aéreas
superiores.
Os cuidados da alimentação no
inverno
Clima
seco, queda da temperatura, aumento na poluição. Esses são fatores
que influenciam as doenças respiratórias e infecciosas no inverno.
Devido às características climáticas, instintivamente as pessoas
procuram locais fechados como shoppings e cinemas, o que acaba
facilitando a contaminação por vias aéreas.
Durante esse
período mais frio, as doenças mais comuns como resfriados e
gripes, são causadas pelas IVAS - Infecções das Vias Aéreas. Os
principais alvos em potencial dessas infecções são as crianças e
os idosos, que dispõe de menos defesa contra os vírus e as
bactérias - os causadores das doenças.
Com tantos acasos, o
corpo humano também necessita de maior quantidade de calorias para
manter a temperatura corporal, e ainda aumentar a resistência
orgânica. Segundo o médico nutrólogo Maximo Asinelli, em função do
frio, o organismo gasta mais energia para a manutenção da
temperatura. "O aconselhado, é aumentar a ingestão de calorias
para compensar esse gasto energético, em torno de 25% mais do que
o normal", comenta.
"Indiferentemente, é importante tomar cuidado na quantidade
de calorias consumidas, evitando excessos. Caso contrário, este
tipo de atitude pode acabar favorecendo em grande escala para o
aumento de peso", diz.
Asinelli ainda aconselha manter alguns cuidados com a saúde
como adaptar as refeições consumidas neste período e torná-las
menos gordurosas, manter otimizada a ingesta de líquidos como agua
e chás que podem ser ingeridos quentes, além de praticar
atividades físicas. Essas são algumas das maneiras de manter o
peso e de prevenir obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares.
Doutor Máximo Asinelli
Detecção tardia da endometriose
dificulta tratamento
Doença que atinge entre 10% e 15%
das mulheres em idade reprodutiva é caracterizada pela presença do
tecido endometrial fora da cavidade uterina.
Sentir dor durante a relação sexual,
sofrer mensalmente com fortes cólicas menstruais e ter dificuldade
para engravidar são sintomas clássicos da endometriose – doença
que afeta entre 10% e 15% das mulheres em idade reprodutiva e que
é caracterizada pela presença do tecido endometrial (aquele que
reveste o útero) fora da cavidade uterina. Agora, sentir ardência
e dificuldade na hora de urinar, vontade constante de ir ao
banheiro e sensação de bexiga cheia podem parecer sintomas
clássicos de uma infecção urinária comum, mas também podem indicar
que a endometriose afetou as vias urinárias.
De acordo com o
urologista Rafael Mamprin Stopiglia, membro do grupo de oncologia
urológica da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), as
complicações das vias urinárias aparecem em cerca de 1% a 2% das
mulheres que sofrem com endometriose. “Nesses casos, a doença
deixa de ser tratada pelo ginecologista e passa a ser acompanhada
pelo urologista”, afirmou Stopiglia, que coordenou uma
mesa-redonda sobre o assunto nesta sexta-feira (15/5) durante a XI
Jornada Paulista de Urologia – evento promovido Sociedade
Brasileira de Urologia - Secção São Paulo (SBU-SP), que acontece
até sábado em Campos do Jordão (SP).
Segundo Stopiglia,
quando o tecido do endométrio migra para fora do útero ele costuma
grudar em outros órgãos (como bexiga, intestino ou no alto da
vagina). Quando a mulher menstrua, esse tecido sofre uma ação
hormonal provocada pelo estrógeno (principal hormônio feminino) e
fica inflamado, causando dores fortes no período. “A gente chama
de metástase porque, nesses casos, a endometriose se comporta como
uma metástase tumoral. Ela sai do local de origem e ofende o local
em que se instala. Essa metástase não é maligna, mas se compara a
um tumor”, afirma.
Entre o
aparecimento dos primeiros sintomas da doença até o diagnóstico
correto de endometriose podem passar anos e o problema ir se
agravando. Há vários tipos de tratamento, entre eles estão o uso
de anticoncepcional para regular a menstruação, o bloqueio dos
hormônios femininos e, em casos mais graves, a cirurgia. Quanto
mais cedo o problema é detectado, menos agressivo é o tratamento.
Gordura no organismo é sinal de
perigo
Consumo excessivo de gordura
pelas mulheres pode causar mais que sobrepeso e comprometimento
estético
Sempre de olho no ponteiro da
balança, as mulheres têm muitos motivos para estar preocupadas com
o peso. Além do comprometimento estético e da auto-estima, o
excesso de gordura é fator desencadeante para diversas doenças
que, em muitos casos, não são curadas porque a verdadeira raiz do
problema não é tratada. De acordo com recente pesquisa do
Ministério da Saúde, 39,5% das mulheres brasileiras são obesas.
Esta informação preocupante coloca as mulheres na berlinda, já que
sua saúde é negativamente impactada.
De acordo com o
endocrinologista dr. Eliano Pelini, as dificuldades para
engravidar, a síndrome do ovário policístico (SOP) e os riscos
cardiovasculares são alguns dos problemas que estão diretamente
relacionados ao excesso de peso e aos altos índices de gordura
ruim presentes no organismo. “A gordura sempre foi e sempre será a
grande vilã da saúde humana. Ela é o composto que mais engorda e
pode trazer uma série de complicações futuras para a saúde”,
afirma o médico.
O dr. Pelini
reforça: “A prevenção e o tratamento precoce são essenciais para
evitar que o problema se desenvolva. Manter uma dieta saudável,
com baixo consumo de gordura, e praticar atividades físicas
regularmente são regras que devem ser seguidas pela vida inteira”,
diz o especialista. Além disso, para algumas pessoas, o uso de
medicamentos como coadjuvantes no processo de emagrecimento pode
ser necessário. A substância orlistate, por exemplo, é uma das
opções para a perda saudável e manutenção do peso. O medicamento
bloqueia a absorção de 30% da gordura ingerida e é o único que não
age no sistema nervoso. “Mas só um especialista poderá indicar a
melhor opção para cada caso”, acrescenta.
A seguir, o médico explica de que
forma a gordura interfere no desenvolvimento de algumas doenças.
Diabetes
Depois de ingeridas, as gorduras
alcançam as células via corrente sanguínea. Quando essas
gorduras preenchem as células, suas enzimas atrapalham a
função da insulina, hormônio responsável pela a absorção do
açúcar (glicose) pela célula. Neste momento há um acúmulo de
glicose no sangue e o organismo passa a ter a chamada
“resistência à insulina”, que evolui rapidamente para o
diabetes.
Infertilidade
As gorduras ingeridas que não
conseguem mais entrar nas células seguem para outros órgãos,
como o fígado, por exemplo. O ovário é o último lugar a ser
atingido e, quando isso acontece, a mulher passa a não ovular
corretamente. Assim, a produção de hormônios femininos fica
prejudicada e, com excesso de hormônios masculinos presentes
no organismo, são grandes a chances da mulher não conseguir
engravidar.
Síndrome do Ovário
Policístico (Sop)
As mulheres portadoras da
Síndrome do Ovário Policístico (SOP) possuem microcistos nos
ovários e, por isso, têm dificuldade de produzir óvulos e
hormônios femininos. O excesso de hormônios masculinos
presentes no organismo, somados a gordura instalada na região
da cintura, podem piorar a Síndrome e dificultar o tratamento
e a cura do problema.
Esteatose Hepática
O acúmulo de gordura dentro das
células do fígado é o principal fator para desenvolvimento da
esteatose hepática. Por ser uma doença silenciosa, ou seja,
não apresentar nenhum sintoma, a esteatose hepática pode ser
perigosa e até mesmo fatal. O acúmulo de gordura no fígado
pode causar cirrose e, em alguns casos, até mesmo câncer de
fígado.
Risco Cardiovascular
As gorduras que caem na corrente
sanguínea, ao longo do tempo, juntam-se em placas e entopem
veias e artérias. Com isso, o fluxo sanguíneo, trazendo
nutrientes e oxigênio, não chegam ao coração. Isto provoca
infarto agudo do miocárdio.
Esquizofrenia ainda é confundida
com crise na adolescência e até depressão, alerta especialista
Para
Mário Louzã, coordenador do Projeto Esquizofrenia do Instituto de
Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, preconceito
ainda é o principal motivo para atraso no diagnóstico da doença,
que atinge cerca de 1,8 milhões de brasileiros
Conheça os mitos e verdades
sobre a doença
A novela “Caminho das Índias”, da
Rede Globo, está trazendo à tona uma discussão sobre um transtorno
ainda repleto de estigmas e incompreensões. Interpretado pelo ator
Bruno Gagliasso, o personagem Tarso sofre com o preconceito que
retarda a cada dia o diagnóstico correto e, consequentemente, o
tratamento de sua doença. Na vida real a situação não é muito
diferente. De acordo com o psiquiatra Mario Louzã, coordenador do
Projeto Esquizofrenia do Instituto de Psiquiatria do Hospital das
Clínicas de São Paulo, o estigma provocado pela doença ainda é o
maior fator limitante para o início do tratamento.
A esquizofrenia é
uma doença mental crônica que atinge cerca de 1,8 milhões de
brasileiros. Apesar da alta prevalência, é comum o diagnóstico
tardio. “Existem muitos preconceitos em relação à doença, mas
quanto mais tardio é o diagnóstico, mais difícil o controle do
transtorno. Ainda é comum a esquizofrenia ser confundida com crise
de adolescente, depressão ou ‘esquisitice’ passageira”, alerta o
especialista.
A esquizofrenia
começa a se manifestar geralmente no fim da adolescência ou início
da idade adulta, alterando as atitudes do jovem e interferindo em
seu convívio social. Com freqüência a pessoa se isola, fica mais
retraída, começa a ter dificuldades na escola ou no trabalho.
Surgem também os delírios, as alucinações e alterações afetivas,
atingindo a capacidade de julgamento e de atenção, linguagem e
comunicação do paciente. “É possível que o doente passe a ter um
comportamento excêntrico, usar roupas inadequadas, sair vagando
pelas ruas ou descuidar-se da higiene e dos cuidados pessoais”,
afirma Louzã. Por estas razões, muitas vezes os portadores do
transtorno são rotulados como loucos ou jovens revoltados. “Os
primeiros anos de manifestação da doença geralmente são os mais
agitados, com surtos agudos intercalados por períodos de
melhoria”, explica o especialista.
A família tem
papel fundamental no tratamento da doença e a informação é a
melhor forma de evitar erros no cuidado com o portador da
esquizofrenia. “Em geral, a família não tem informação sobre o que
são psicoses e reluta em acreditar que esse seja o problema do
doente. Nessa fase surgem as dúvidas sobre as formas de controle
do problema e também sobre o melhor tratamento. Surgem ainda culpa
e vergonha em admitir que há um paciente com esquizofrenia na
família”.
Tratamento
Os medicamentos utilizados no
tratamento da esquizofrenia são chamados de antipsicóticos e agem
nos receptores neuronais de duas substâncias produzidas no
cérebro, chamadas dopamina e serotonina. “É a modificação da ação
dessas substâncias pelos antipsicóticos que propicia alívio de
sintomas, como delírios, alucinações, desorganização do pensamento
e agitação”, explica Louzã.
Os primeiros
antipsicóticos desenvolvidos são chamados de 1ª geração, com
atuação basicamente na dopamina. A partir de 1990, uma nova classe
de medicamentos surgiu no mercado, os chamados de 2º geração, que
estendia seu resultado para controle também da serotonina. “Os
antipsicóticos de 2ª geração inauguraram uma classe nova de
medicamentos, com melhores resultados e menos efeitos colaterais”,
explica Louzã.
O tratamento da
esquizofrenia visa controlar os sintomas e também prevenir novos
surtos. “Para se fazer um paralelo, é como o tratamento da
diabetes, por exemplo, que demanda controle periódico, porém
possibilitando que a pessoa leve uma vida normal”, explica Louzã.
Mitos e verdades sobre a doença
A esquizofrenia pode se
manifestar na infância?
Sim. Isso é raro, mas quadros
esquizofrênicos podem surgir durante a infância e
puberdade.
A esquizofrenia pode ser
decorrente do modo de educação dos filhos?
Não.
Rejeição emocional na gravidez
ou na infância causa esquizofrenia?
Não.
Pacientes com esquizofrenia
podem tomar bebidas alcoólicas?
Bebidas alcoólicas podem desencadear
surtos esquizofrênicos e devem ser evitadas
por esses pacientes.
O paciente com esquizofrenia
pode dirigir carro?
Não há uma regra geral. Isso
dependerá da gravidade do quadro e a situação deve ser avaliada
individualmente pelo médico junto com os familiares.
Uma paciente com esquizofrenia
pode engravidar?
Sim. No caso do desejo de ter
filhos, é preciso conversar com o parceiro sobre as eventuais
limitações que essa pessoa terá para cuidar do filho.
A doença é mais frequente em
homens ou em mulheres?
Atinge igualmente ambos os sexos.
Uma pessoa com esquizofrenia
pode ser contrariada?
O diálogo com o paciente com
esquizofrenia deve ser igual ao diálogo com qualquer outra pessoa.
Se o paciente se recusar a
tomar a medicação, pode dar-se o remédio escondido, diluído em
algum alimento?
Dar o remédio escondido não é
recomendável. O importante é procurar convencer
o paciente sobre a importância de
tomar a medicação, mostrando que o medicamento reduz os sintomas
que ele apresenta.
Os medicamentos usados na
esquizofrenia podem viciar?
Não. Antipsicóticos não causam
dependência.
Os sintomas da esquizofrenia
se manifestam da mesma forma em todos os pacientes?
Não. As manifestações podem ser
completamente diferentes de um paciente para outro.
Esquizofrenia é o mesmo que
“dupla personalidade”?
Não. “Dupla personalidade” é um
distúrbio muito raro, que não tem nada a ver com esquizofrenia.
A agressividade é uma
característica da esquizofrenia?
Geralmente não. O seguimento correto
do tratamento minimiza os riscos de
agressividade.
Os antipsicóticos são uma
“camisa-de-força” química?
Não. Esses medicamentos aliviam ou
controlam os sintomas da doença e ajudam a evitar novos surtos da
doença.
Mario Louzã – Convivendo com a
Esquizofrenia, Editora Ediouro, 2007
Síndrome do Pânico cresce entre a
população
Especialista dá dicas de como
diagnosticar e tratar a doença
A síndrome ou transtorno do pânico
levou considerável tempo para ser reconhecida como doença, devido
aos inúmeros sinais que apresenta. Trata-se de uma condição mental
psiquiátrica que faz com que o indivíduo tenha ataques de pânico
esporádicos, intensos e muitas vezes recorrentes.
De acordo com José Moromizato,
médico que atua há 20 anos como cirurgião e que pela sua vasta
experiência percebeu a relação que existe entre a saúde mental e
fisica, essa moléstia já atinge 4% da população mundial sendo três
vezes mais em mulheres do que nos homens. “É muito extensa a faixa
etária atingida por esse mal, embora grande parte esteja entre os
20 e 40 anos, no auge do período profissional. Tem-se constatado
também em grande número de mulheres que iniciam o período da
menopausa”, alega.
O especialista
revela que o perfil do paciente que é atingido pela crise do medo
é de uma pessoa com a mente muito ágil e perfeccionista, com
tendência a assumir responsabilidades além do seu próprio limite.
“Quando a vida traz uma situação inesperada e traumatizante
(geralmente perda de entes queridos e abalos financeiros) o nível
de estresse é tão alto que este indivíduo entra em crise,
caracterizada por taquicardia (batimentos acelerados e intensos do
coração), sudorese sem febre, enjôos, dor de cabeça e no tórax,
sendo muito confundida com um infarto”, argumenta.
O sentimento de
impotência perante os sintomas físicos e a falta de controle
emocional levam ao desespero, com a nítida impressão de morte
próxima. “Geralmente, estes sintomas físicos o fazem buscar ajuda
em prontos-socorros e clínicas de emergências. O susto dá vez para
o alívio e ao mesmo tempo à frustração ao saber que não se trata
de nenhuma patologia física.
Gradativamente o doente, com medo das crises, vai afastando-se dos
seus afazeres diários e procura não entrar em contato com
situações que ameacem desencadear outras crises (como ambientes
cheios de pessoas, transportes públicos e lugares fechados). Ele
se isola cada vez mais no único lugar que julga ser seguro, o
próprio lar”, explica Moromizato.
Embora toda essa
sintomatologia dê a impressão de que a indisposição é progressiva
e incurável, quando diagnosticada apresenta resultados positivos e
rápidos durante o tratamento. “A grande demora encontra-se na
análise, pois os sintomas acobertam a verdadeira causa do
problema, que é emocional. Se o indivíduo começa a ter freqüentes
palpitações, procura um cardiologista, se sofre de dores durante
as crises procura um neurologista ou reumatologista”, adverte o
médico.
O especialista
ilustra que atualmente os tratamentos mais indicados são os que
combinam medicação ansiolítica com psicoterapia. Esta última visa
entre muitas coisas auxiliar o paciente no resgate da
autoconfiança necessária ao domínio das crises, através da
consciência de si próprio. “É bom lembrar que ansiedade é uma
sensação inerente ao ser humano e que o leva a tomar decisões,
agir, defender-se do perigo. O grande problema é quando essa
percepção torna-se presente de maneira exacerbada em nossas vidas,
diminuindo o prazer de trabalhar, estudar, e comprometendo os
relacionamentos de modo geral”, finaliza.
Teste: como está
a sua coluna?
Instituto de
Tratamento da Coluna Vertebral disponibiliza questionário completo
on line
Dados
da Organização Mundial da Saúde afirmam que 85% da população vai
viver ao menos um episódio de dor nas costas ao longo da vida. Se
não tratadas, essas dores podem se tornar hérnias de disco, doença
que atinge cerca de 5,4 milhões de pessoas no Brasil (IBGE). Para
o fisioterapeuta e fundador do Instituto de Tratamento da Coluna
Vertebral, Helder Montenegro, o ideal é fazer a prevenção.
“Quando não há prevenção, o risco de ter hérnia de disco aumenta
bastante. Porém, com o tratamento convencional somado a exercícios
físicos é possível tratar a hérnia”, afirma Helder Montenegro, do
ITC Vertebral. Segundo dados recentes da Academia Americana de
Cirurgiões Ortopédicos, 90% dos indivíduos portadores de hérnia de
disco podem se recuperar se fizerem uso do tratamento convencional
– não-cirúrgico, e se exercitarem regularmente.
Teste*
1- Como você costuma
dormir?
a) De bruços.
b) De barriga para
cima ou de lado.
c) De barriga para
cima com um travesseiro abaixo dos joelhos ou de lado com um
travesseiro entre os joelhos.
2- Durante o
trabalho, você:
a) Passa boa parte
do seu expediente sentado ou em pé e não realiza nenhuma pausa
durante o expediente e não se alonga.
b) Passa boa parte
do seu expediente sentado ou em pé, mas quando sente alguma dor ou
cansaço dá um descanso e realiza um alongamento, mas isso não
ocorre com frequência.
c) Passa boa parte
do seu expediente sentado ou em pé, mas a cada hora trabalhada
tira 5 minutos para um descanso e alongamento.
3- Durante o seu
final de semana, você:
a) Passa o dia
deitado em frente a tevê ou sentado utilizando o computador.
b) Passa parte do
dia deitado ou sentado, mas também realiza outras atividades.
c) Realiza diversas
atividades, inclusive atividades físicas.
4- Em relação a
exercícios físicos:
a) Você não pratica
atividades físicas.
b) Você começa a
praticar, mas acaba abandonando.
c) Você pratica
atividades físicas regularmente.
5- Ao fazer
exercícios físicos, você:
a) Não realiza
nenhum exercício de alongamento antes e depois da atividade
física.
b) Alonga-se somente
antes do exercício ou alonga-se somente após a realização do
exercício.
c) Alonga-se antes e
depois da atividade física.
6- Para ler um livro
você prefere:
a) Deitado de
bruços.
b) Deitado na cama
ou no sofá de barriga para cima.
c) Sentado com o
livro apoiado sobre uma almofada sobre as pernas.
7- Ao levantar um
objeto pesado do chão, você:
a) Apenas curva a
sua coluna para frente e apanha o objeto sem flexionar os joelhos.
b) Agacha-se,
flexionando o joelho e projetando o corpo para frente.
c) Agacha-se,
flexionando os joelhos e apanha o objeto sem projetar a sua coluna
para frente.
8- Ao utilizar uma
mochila, você:
a) Utiliza apenas
uma das alças, e não alterna entre um ombro e outro.
b) Utiliza as duas
alças, mas sem ajustar as mesmas, de modo que a mochila não fica
bem apoiada sobre as costas.
c) Utiliza as duas
alças bem ajustadas de forma que a mochila fique bem apoiada sobre
as costas.
Resultado
Mais letras A: Você
não tem tido cuidado com a saúde da sua coluna. Procure mudar seus
hábitos para evitar dores nas costas e o aparecimento de doenças
que afetam a sua coluna.
Mais letras B: Você
até tenta evitar o aparecimento de dores nas costas, mas ainda
comete alguns deslizes.
Mais letras C:
Parabéns! Os seus hábitos contribuem para uma boa manutenção na
saúde da sua coluna