Alterações hormonais
influenciam o emocional feminino
A influência dos hormônios no
comportamento humano está longe de se limitar à adolescência,
principalmente nas mulheres, que estão mais propícias às
flutuações hormonais, durante a fase menstrual e também como
parte do processo de envelhecimento, que são responsáveis por
oscilações mais suaves ou intensas das emoções - de uma hora
para outra, uma mulher pode ir da felicidade absoluta para o
mau humor insuportável.
“Todo mês,
quando vai chegando a TPM (tensão pré-menstrual), a mulher
sente na pele a interferência das alterações hormonais. Nos
primeiros 15 dias do ciclo menstrual, o erotismo e a
feminilidade ficam mais evidentes. Mas, conforme os dias vão
passando, a mulher se torna mais sensível e irritadiça. Essa
oscilação de humor acontece devido ao aumento do hormônio
progesterona que ocorre na segunda fase do ciclo menstrual”,
declara Dra. Rosa Maria Neme (CRM SP-87844), graduada em
Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de
São Paulo, com residência médica e doutorado em Medicina na
área de Ginecologia pela Universidade de São Paulo e Diretora
do Centro de Endometriose São Paulo, clínica especializada no
tratamento da doença.
Para entender
mais sobre como os hormônios afetam o emocional feminino,
entrevistamos a Dra. Rosa Maria Neme, que relata quais os
principais sintomas e como evitá-los. Acompanhe!
1) Logo após a primeira
menstruação, as mudanças no corpo da mulher podem ocasionar
também mudanças comportamentais?
As alterações hormonais que
ocorrem após a menarca (primeira menstruação) geram não só as
alterações no corpo da mulher como também variações de humor.
Estas variações tendem a ocorrer mais na época pré-menstrual,
conhecida como TPM, e que acontece em geral pela queda abrupta
dos níveis hormonais, de estrógeno e progesterona.
2) A TPM dura
necessariamente alguns dias antes da menstruação ou há
mulheres que mantém o comportamento difícil durante e até
depois do processo? Por quanto tempo?
Em geral, a TPM acontece antes
da menstruação e está relacionada à queda abrupta dos níveis
hormonais e que serão responsáveis pela menstruação. Não tende
a se prolongar após a menstruação.
3) Quais são os sintomas
comportamentais da TPM?
Os sintomas podem variar de
pessoa para pessoa. Os mais comuns são a irritabilidade,
alteração de humor, depressão, dor nas mamas, aumento do
apetite (principalmente relacionado ao consumo de doces), dor
de cabeça e inchaço.
4) Existe tratamento para
a Síndrome de Tensão Pré-Menstrual?
Há desde tratamentos com
vitaminas e fitoterápicos até medicações mais potentes, como
antidepressivos. Isto dependerá da gravidade dos sintomas. A
psicoterapia também pode ajudar bastante.
5) Quando entra na
menopausa, a mulher possui mudanças comportamentais? Elas são
definitivas ou transitórias?
As alterações na menopausa são
sempre mais intensas. Em geral, são piores nos primeiros anos
da menopausa e tendem a se amenizar com o tempo. As principais
mudanças são depressão, irritabilidade, calores noturnos,
falta de libido, diminuição da lubrificação da pele e da
vagina, dores musculares e articulares.
6) Algum outro fator
interfere no humor feminino?
Fatores com estresse podem
causar picos hormonais incomuns, o que leva a mudança completa
do humor feminino.
7) Há como evitar mudanças
bruscas no humor feminino? Como?
O ideal é manter uma vida
equilibrada e realizar exercícios físicos aeróbicos regulares.
Sabe-se que a prática dos exercícios, além de aliviar o
estresse, mantém os níveis hormonais mais estáveis, evitando
as alterações bruscas de humor.
8) Por que dizem que a mulher
é mais imprevisível que o homem? A relação dos hormônios
interfere nessa questão?
Totalmente. O homem não
apresenta a variação hormonal durante o mês como a mulher.
Companheiro de várias pessoas, o
café tem uma fama controversa. Muitos lembram apenas da cafeína
quando falam na bebida, mas não sabem que a composição do grão é
muito rica em inúmeros nutrientes e substâncias extremamente
benéficas para a saúde.
Existem diversos
estudos que revelam os efeitos positivos do cafezinho, inclusive
contra doenças graves. A diabetes tipo 2 é um exemplo. Os ácidos
clorogênicos, com função anti-oxidante, presentes no café, assim
como seus metabólitos e minerais como o Magnésio, ajudam a
prevenir a ocorrência da doença.
O café é
considerado um alimento funcional, ou seja, que auxilia as funções
do organismo. Então, além da cafeína, que serve como estimulante
do sistema nervoso, e dos ácidos clorogênicos, pode-se adquirir
aminoácidos, proteínas, lipídeos, ácidos graxos, polissacarídeos,
açúcares e a vitamina B3, envolvida em processos energéticos por
quebra de carboidratos, gorduras e proteínas.
Problemas de
alcoolismo e drogas podem ser tratados com a ajuda da bebida. O
instituto Kaiser Pemanente, Estados Unidos, realizou uma pesquisa
em que constatou que quanto maior a quantidade de café ingerida,
menor a probabilidade de desenvolver cirrose hepática. O estudo
considerou informações referentes a mais de 125 mil pacientes.
Doenças como o
Mal de Parkinson e Alzheimer e problemas cardíacos podem ser
prevenidos graças a substâncias presentes no café. Às mulheres
idosas ainda há o benefício de protegê-las contra a deterioração
mental.
Isso tudo prova
que, com moderação (a sugestão é o consumo de até seis xícaras por
dia), o nosso cafezinho é realmente um ótimo parceiro.
Doutor Máximo Asinelli
7 dicas fundamentais para
neutralizar a ação das bactérias e ter dentes saudáveis
Dra. Vivian Farfel, especialista em
Odontopediatria e em Ortodontia e Ortopedia Facial, apresenta sete
dicas rápidas para manter a saúde e a beleza dos dentes.
O seu sorriso é seu cartão de
visitas, portanto dentes mal cuidados afetam o visual, podem
deixar a pessoa com vergonha de sorrir, causam mau hálito e acabam
comprometendo muito os relacionamentos pessoais. Isto sem falar
que a saúde bucal muitas vezes reflete a saúde geral, portanto,
você não estará saudável se não tiver boa saúde bucal.
“Os dentes,
gengivas e língua precisam estar sempre limpos, evitando assim o
fornecimento de ‘matéria-prima’ para as bactérias presentes na
boca. Isto pode ser conseguido através de hábitos diários como
dieta balanceada e cuidados com higiene bucal.” aconselha Dra.
Vivian Farfel, especialista em Odontopediatria e em Ortodontia e
Ortopedia Facial pela Faculdade de Odontologia da Universidade de
São Paulo (USP).
Aqui estão as 7 orientações
fundamentais:
A escova dental é a “atriz
principal” deste filme e deve possuir cerdas macias, arredondadas
e cabeça pequena, para não traumatizar bochecha e língua, e
facilitar a limpeza dos dentes do fundo.
A escovação deve
ser feita idealmente três vezes ao dia, porem diante de
impossibilidades, deve se caprichar mais na escovação noturna,
antes de dormir, pois durante o sono, a temperatura da boca
aumenta, a produção de saliva diminui e as bactérias proliferam.
O fio dental ao
lado da escova também é o “ator principal” indispensável a saúde
bucal, pois remove os resíduos alimentares de áreas onde a escova
não alcança. È recomendável passá-lo pelo menos uma vez ao dia,
de preferência antes da escovação noturna. Se caso a gengiva
sangrar, não pare, persista, pois após três dias a inflamação
diminuirá e o sangramento não mais ocorrerá.
Como “atores coadjuvantes” na
limpeza, têm-se a pasta de dente e os enxaguatórios, mais
popularmente conhecidos como bochechos. Ambos oferecem sensação de
frescor, hálito puro, porém não substituem de maneira alguma a
escovação mecânica. A pasta de dente deve ser usada em pequenas
quantidades, pois a espuma excessiva dificulta a correta
visualização dos dentes.
Esqueça da onda de pasta da
propaganda, a quantidade certa esta mais para um grão de areia.
Lembre-se sempre: quem escova, como o próprio nome diz é a escova.
Em caso de dúvida sobre pasta ou enxaguatório pergunte ao seu dentista.
A dieta deve ser
equilibrada e em horários regulares. Frutas, verduras, proteínas
tem consumo quase liberado, já açucares, alimentos ácidos,
refrigerantes, guloseimas devem ser ingeridos com moderação.
Sabe-se que idealmente deve-se escovar os dentes após cada
refeição. Porem o que se pode fazer, no dia-a-dia, quando não se
consegue escovar os dentes seja por falta de tempo, oportunidade
ou lugar?
Os doces de
preferência, devem ser ingeridos após a refeição principal, pois o
aumento da salivação neutraliza os ácidos produzidos pelas
bactérias. Ingerir um copo de água após a ingestão de doces e
alimentos pegajosos, também ajuda a remover os restos de alimento
aderidos ao dente.
Alem disso,
existem os alimentos protetores e alimentos detergentes. Os
alimentos protetores estão representados pelo leite, iogurte,
queijo, pipoca salgada, milho, castanha de caju, amendoim, nozes,
coco ralado e são responsáveis pela formação de uma barreira entre
o dente e as bacterias, limitando a ação dos ácidos produzidos. Já
os alimentos detergentes são representados pela maçã, pêra,
cenoura, milho, entre outras frutas, legumes e verduras crus,
capazes de limpar a superfície do dente, durante a mastigação. A
limpeza acontece através do atrito do alimento com o dente,
removendo restos. No entanto, deve-se lembrar que esses alimentos
agem como detergentes, mas não substituem a limpeza pesada com a
escova.
Estresse podem levar à ocorrência de
disfunções temporomandibulares
As desordens que acometem a
articulação temporomandibular (ATM) podem acometer adultos e
crianças. Em especial profissionais e executivos – assim como
qualquer outra pessoa – quando submetidos a altos níveis de
estresse tendem a apertar e ou ranger os dentes.
E tanto a maior
intensidade e frequência, noturna ou diurna, resulta na contração
muscular. Com isso sintomas como fadiga e cansaço, nos casos mais
leves, ou dores de intensidades variadas –
nos casos mais dramáticos – podem
resultar em dores crônicas e dores de cabeça que não cessam.
Isso ocorre em virtude da duração do
período em que a tensão é exercida, bem como o excesso de
contração na articulação, nos dentes e nos próprios músculos.
O correto
diagnóstico do problema se faz necessário na medida em que estes
sintomas podem ter sido causados pelo estresse ou terem sido
desencadeados por ele, somente evidenciando assim problemas que já
existiam, mas estavam latentes.
O caminho para
solucionar o problema é a aplicação de um tratamento adequado, que
pode variar da aplicação de analgésicos, relaxantes musculares,
antiinflamatórios para os casos agudos com causas temporárias.
Além disso, a utilização de
fisioterapia, laser, aplicação de placas oclusais e ministração de
medicamentos para melhorar o sono são indicadas par os mais
renitentes.
No entanto, é
válido salientar que essas são as manifestações físicas do
estresse. Mas a causa deve ser combatida ou controlada por meio de
relaxamento, autocontrole, mudança de hábitos e psicoterapia, se
necessária. Daí a importância do correto acompanhamento
profissional.
Prof. Dr. Marcelo Bolzan
Dor no pescoço é sinal de ‘alta
tensão’
Especialista revela sete dicas para
driblar o problema
Depois da dor nas costas, a dor no
pescoço é a campeã de afastamentos e licenças médicas.
Norte-americanos diagnosticados com dor crônica, por exemplo, têm
direito à diminuição de certas atividades e exigência de
acomodação apropriada no ambiente de trabalho. De acordo com o
médico ortopedista Gilberto Anauate, do Hospital Santa Paula (SP),
o problema não tem como causa apenas a má postura. Pode ter um
fundo emocional também.
“A cervicalgia,
ou dor no pescoço, não pode ser associada única e exclusivamente a
um problema postural, como muitos imaginam. Por apresentar grande
mobilidade em relação ao restante da coluna, a região cervical
está mais sujeita a dores e contraturas musculares devido à
friagem e, principalmente, episódios de alta tensão psicológica”,
diz Anauate.
De acordo com o
ortopedista, o estresse é o grande vilão da cervicalgia em grande
parte dos casos. “Os músculos localizados atrás do pescoço têm de
estar sempre tensos para suportar a parte de cima do corpo. Mas,
quando eles trabalham além da conta, sofrendo contrações
constantes de fundo nervoso, a dor é inevitável. Inclusive, pode
ser irradiada para os ombros ou ainda resultar em dor de cabeça”.
Depois de um
diagnóstico preciso, em que se detecta a origem da dor, Anauate
orienta o paciente a buscar ajuda especializada. “Constantemente
surgem recursos terapêuticos que podem amenizar o problema. O
paciente poderá ser orientado tanto a fazer um tratamento à base
de anti-inflamatórios e relaxantes musculares, até a buscar
terapias complementares, como a acupuntura. O ideal é que seja
feita uma investigação personalizada”.
Gilberto Anauate
faz um último alerta: “Ninguém deve se acostumar com a dor.
Se
o mal estar começar a incomodar os braços, ou se o paciente
começar a sentir ‘pinçadas’ no pescoço, é necessário uma
investigação diagnóstica mais detalhada”.
Sete dicas para driblar a dor no
pescoço:
Evite tomar friagem e esteja sempre
bem agasalhado;
Quem trabalha o dia inteiro diante
do computador deve fazer pausas para movimentar ombros e pescoço
lentamente, por alguns minutos, a cada duas horas. Esse hábito
costuma aliviar a tensão acumulada ao longo do dia;
Quem se desloca de carro o dia
inteiro à trabalho deve usar um encosto de cabeça devidamente
ajustado ao corpo, mantendo os braços esticados e as mãos firmes
no volante;
Massagens suaves com óleos
aromáticos ou anti-inflamatórios em gel ou creme também contribuem
para aliviar a dor;
Quem se dedica aos serviços
domésticos deve se acostumar com novos hábitos na hora de se
abaixar ou de suspender objetos. É importante usar mais a força
das pernas para abaixar ou se levantar;
Busque atividades de relaxamento
para a mente e o corpo. Isso inclui terapias alternativas, cursos
de artesanato, ou simplesmente se dar ao luxo de descansar mais;
Escolha um travesseiro nem muito
fino, nem muito grosso. O ideal é que ele se encaixe direitinho
entre a extremidade do ombro e o início do pescoço.
Fonte: Dr. Gilberto Anauate
Oftalmologista organiza cronologia
de problemas de visão que surgem da infância à adolescência para
alertar pais e professores
- O último levantamento do Conselho
Brasileiro de Oftalmologia (CBO) aponta que 43% das crianças cegas
no mundo perderam a visão por causas evitáveis ou tratáveis. Os
conhecimentos médicos já permitem a prevenção ou o tratamento
efetivo de pelo menos 60% das doenças que cegam crianças. "Muitos
pais deixam para buscar suporte oftalmológico em estágios
avançados de doenças. Os menores sinais podem relevar muito sobre
a saúde ocular da criança. O diagnóstico precoce é fundamental
para um tratamento efetivo", esclarece o oftalmologista do
Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB), Mario Jampaulo.
As causas
evitáveis são aquelas que podem ser totalmente preveníveis ou
tratáveis para preservar a visão da criança. Em todas as etapas da
infância, a criança está sujeita ao aparecimento de problemas
oftalmológicos e é fundamental a atenção dos pais aos menores
sinais de irregularidades.
Mário Jampaulo descreve a seguir, a
cronologia das situações irregulares, seus sinais e tratamentos
disponíveis para auxiliar a observação dos pais e professores.
Sala do parto - Desde o
nascimento, a criança deve passar por exames para identificar
algum problema ocular. "Após o parto, todo pediatra deve realizar
o teste do olhinho. É lei. O médico foca uma luz em frente ao olho
do bebê e verifica se há um reflexo vermelho vindo do fundo do
globo ocular do recém-nascido. Se o olho reflete a luz vermelha, o
olho da criança está sadio", explica o oftalmologista do HOB. O
teste do olhinho denuncia desde catarata congênita, tumores até
possíveis alterações embrionárias, completa.
Até 2 anos - Outros sinais,
perceptíveis aos pais no dia-a-dia, podem indicar que a saúde
ocular do bebê não está bem. Por exemplo, um lacrimejamento
excessivo pode sinalizar desde uma obstrução do canal lacrimal até
um glaucoma congênito. Os pais devem levar a criança a um
oftalmologista para uma avaliação mais criteriosa se observarem
esta situação, aconselha Jampaulo.
Entre 2 e 5 anos - Nesta fase
da vida, costuma surgir o estrabismo acomodativo. "O estrabismo
consiste na diferença de alinhamento entre os olhos e pode afetar
a qualidade da visão. Quanto mais cedo for realizado o
diagnóstico, maior o sucesso do tratamento uma vez que o dano
causado a visão só é reparado até os oito anos de idade. A partir
dessa idade, o sistema neurológico-visual já está desenvolvido e
não permite mais correções dessa natureza", esclarece o
especialista. Segundo Jampaulo,
o tratamento contra estrabismo é simples e eficaz, inicialmente
consiste em tampar o olho sadio para estimular a visão do
estrábico. "Além do tampão, dependendo do caso, os
oftalmologistas podem recorrer ao uso de óculos e até cirurgia
para corrigir os desvios oculares", completa.
Entre 5 e 7 anos - O início
da idade escolar também deve servir como referencial para pais e
professores ficarem atentos aos problemas de refração que as
crianças possam apresentar. "O desinteresse pela aula e a
dificuldade de aprendizagem devem servir de alerta aos pais e
professores. É muito importante que as instituições de ensino
façam avaliações de rotina para identificar possíveis problemas
refrativos. Além disso, os pais devem levar as crianças para uma
consulta oftalmológica antes do início das aulas. Problemas como
miopia (dificuldade para enxergar de longe), hipermetropia
(dificuldade para enxergar de perto) e astigmatismo (imagem se
forma em mais de um ponto na retina) podem afetar o desempenho
escolar das crianças", alerta Jampaulo.
Entre 13 e 20 anos - Durante
a pré-adolescência e a puberdade, as pessoas estão mais sujeitas
ao aparecimento do ceratocone, irregularidade que acomete uma a
cada duas mil pessoas. "O ceratocone é uma irregularidade
não-inflamatória, às vezes estimulada pelo hábito de coçar os
olhos em excesso levando a córnea a sofrer mudanças em sua
estrutura, obtendo o formato de cone", explica o médico.
Segundo Jampaulo,
os sintomas do ceratocone muitas vezes não são percebidos. "O
adolescente não sente dor ou sequer lacrimeja, mas apresenta uma
forte sensibilidade à luz e uma baixa qualidade de visão, mesmo
utilizando óculos", esclarece. O ceratocone não tem cura nem a
córnea volta a seu estado original, mas os tratamentos disponíveis
conseguem corrigir os altos graus de astigmatismo, estabilizar o
problema e reduzir a deformidade da córnea. "Quanto mais cedo for
feito o diagnóstico, mais eficaz é o tratamento", salienta o
médico. Astigmatismo, hipermetropia e miopia também ocorrem com
freqüência nesta faixa etária.
10 questões fundamentais sobre a
Gastrite
“Acho que estou com gastrite”.
Muitas pessoas dizem essa frase ao sentirem algum tipo de incômodo
no estômago. Mas, quando os sintomas estão associados realmente à
essa doença e quais os fatores que a desencadeiam?
Para começar é
preciso entender que o estômago funciona como uma espécie de
“bolsa”, que recebe todo alimento e bebida que ingerimos, no qual
é realizada uma das etapas do processo digestivo (fracionamento
dos alimentos e liberação lenta desse material para o intestino).
A gastrite corresponde à inflamação da mucosa que reveste as
paredes do estômago, ocasionada por diferentes fatores, que impede
esse órgão realizar plenamente as suas funções.
“A gastrite pode
ser ocasionada por má alimentação, álcool, remédios a base de
ácido acetilsalicílico, antiinflamatórios, estresse ou o aumento
do número de bactérias Helicobacter pylori, que vivem naturalmente
no tecido que reveste o estômago. Estes componentes, isolados ou
associados entre si, agridem a mucosa estomacal. Se os sintomas
acabaram de aparecer, o quadro clínico por ser classificado como
sendo uma gastrite aguda. Se os sintomas são constantes e
persistentes, estamos diante de um diagnóstico de gastrite
crônica, que pode evoluir e se transformar numa úlcera, se não for
devidamente tratada”, esclarece Dr. Vladimir Schraibman (CRM-SP
97304), especialista em cirurgia geral, gastrocirurgião e único
orientador de Cirurgias Robóticas da área de Cirurgia Geral e do
Aparelho Digestivo do Hospital Israelita Albert Einstein (Proctor
Intuitive Robotic System).
Para entender o
que é, suas causas, tipos e tratamentos, leia abaixo a entrevista
com o Dr. Vladimir Schraibman, que respondeu 10 questões
fundamentais sobre a gastrite.
1 - Como o álcool pode
desencadear a gastrite?
O álcool é um irritante gástrico
fortíssimo e promove a diminuição da formação de prostaglandinas,
que são substâncias responsáveis pela proteção de muco do estômago
contra o ácido. Assim como o álcool, o café, medicamentos à base
de ácido acetilsalicílico e os antiinflamatórios diminuem esta
proteção, podendo levar a quadros de gastrite.
2- Como o cigarro aumenta a
secreção de ácido pelo estômago?
O cigarro possui inúmeras
substâncias irritantes gástricas que levam ao aumento da secreção
gástrica por irritação local, principalmente, pela nicotina.
3- Por que a Helicobacter pylori,
bactéria que já existe no estômago, pode vir a causar gastrite? O
que muda no ambiente estomacal para ela se manifestar e causar
irritações e até câncer?
O Helicobacter pylori está associado
à recidiva das gastrites na maior parte das vezes. Quando a
bactéria não é eliminada, a probabilidade de adquirir uma nova
infecção é maior do que 90%. Muitas vezes, a presença dessa
bactéria pode estar associada ao aparecimento do câncer gástrico,
quando associada a um quadro de gastrite crônica.
4- Muitas pessoas dizem que estão
com “gastrite nervosa”. Isso é verdade ou mito? Qual seria a
relação de causa-efeito?
É uma verdade, porque o estresss
aumenta a liberação de cortisol e de adrenalina que promovem o
aumento da producao de ácido pelo estomago, gerando a gastrite de
fundo emocional.
5 - O uso de antiácidos ajuda a
aliviar os sintomas?
Com certeza aliviam os sintomas, mas
deve-se ficar atento com as reações, porque alguns podem aumentar
a chance de formação de cálculos renais, dentre outros problemas.
Diante do diagnóstico de gastrite, o melhor é seguir o tratamento
de acordo com as orientações médicas, que inclui a diminuição da
ingestão de álcool, refrigerantes, chá preto e café, entre outros
cuidados.
6- Dieta muito rica em gorduras,
como frituras e carnes, contribuem para o aparecimento da gastrite
ou agravam os sintomas?
Dieta rica em gordura contribui para
o desenvolvimento da gastrite, visto que a gordura por si só pode
gerar um aumento da produção de ácido, agravando uma gastrite já
estabelecida.
7- A gastrite pode evoluir e se
transformar numa úlcera? Em caso positivo, por quê?
Com certeza, a gastrite pode se
transformar em uma úlcera. A gastrite se constitui no processo
inicial de inflamação, que quando não tratada pode gerar uma
inflamação mais profunda que é denominada de úlcera (aparecem
feridas na parede do estômago).
8- A gastrite afeta mais homens e
mulheres? Afeta mais crianças, adolescentes, adultos ou idosos?
A gastrite é mais comum em adultos,
em indivíduos sedentários e em pessoas que não possuem hábitos de
vida saudáveis.
9- Quais os principais sintomas e
como se faz o diagnóstico da gastrite?
Os principais sintomas estão
relacionados à dor na parte alta do abdome, inchaço abdominal,
digestão difícil e sensação de queimação ou aperto no abdome. O
diagnóstico pode ser feito pela história clínica, exame físico
do médico e com confirmação, muitas vezes, pela endoscopia
digestiva alta.
10- Quais são os tratamentos mais
modernos para o controle dessa doença?
Os tratamentos mais modernos incluem
medicamentos de última geração que inibem a produção de ácido
gástrico e alterações de estilo de vida e dieta.
Hérnia de Disco: em 76% dos casos há
antecedente de dor lombar uma década
Cerca de 90% das hérnias podem ser
tratadas por meio de tratamento convencional
A lombalgia – dor nas costas – está
presente em 80% da população mundial adulta, sendo que de 30 a 40%
destas pessoas apresentam de forma assintomática hérnia de disco
lombar e de 2 a 3% já estão acometidas pelo sintoma desta
patologia, cuja prevalência acima dos 35 anos é de 4,8% no
universo masculino e 2,5% no feminino. No país, segundo dados do
IBGE, a hérnia de disco atinge 5,4 milhões de brasileiros. O
problema é consequência do desgaste da estrutura entre as
vértebras que, na prática, funcionam como “amortecedores” naturais
do impacto entre elas. Dessa forma, a estrutura se desloca e
comprime os nervos da região.
“A idade média
para o aparecimento da primeira crise de dor é de aproximadamente
37 anos, sendo que em 76% dos casos há antecedente de dor lombar
uma década. Por causa da correria do dia a dia, má postura e
sedentarismo, muitos brasileiros não se preocupam em fazer
atividades físicas e cuidar da postura. Quando a crise aparece,
muitos só enxergam a cirurgia como opção. No entanto, muitas
pesquisas têm apontado tratamento convencional e exercícios
físicos como solução para cerca de 90$ dos casos”, explica Helder
Montenegro, fisioterapeuta, osteopata e fundador do Instituto de
Tratamento da Coluna Vertebral, que aplica a exclusiva técnica da
Reconstrução Múscula-Articular da Coluna Vertebral.
Embora não seja
mortal, a hérnia de disco pode levar indivíduos economicamente
ativos a se aposentarem por invalidez, sendo as causas
multifatoriais, como: permanecer sentado por longas horas e o
comportamento sedentário. Devido à repercussão econômica causada
pelas lombalgias e hérnias de disco, elas se tornaram a 1ª causa
de pagamento de auxílio doença e a 3ª causa de aposentadoria por
invalidez.
“O comportamento
sedentário tem auxiliado para o crescimento desta enfermidade no
país, onde muitos médicos indicam a cirurgia como primeira forma
de tratar a doença, sendo que muitas pesquisas apontam o
tratamento convencional com ótima resposta. Só no ITC Vertebral,
por exemplo, com a aplicação da técnica de Reconstrução
Músculo-Articular da Coluna Vertebral - que une o trabalho da
fisioterapia manual com a tecnologia das mesas de tração e
descompressão e do Stabilizer (equipamento que condiciona o
paciente a usar o músculo transverso do abdômen), e exercícios de
musculação, temos obtido o equivalente a 87% dos casos
resolvidos”, afirma Helder Montenegro do ITC Vertebral.
Tratamento convencional combinado
com exercícios
A Reconstrução Músculo-Articular da
Coluna Vertebral une o trabalho da fisioterapia manual com a
tecnologia das mesas de tração e descompressão e do Stabilizer -
equipamento que condiciona o paciente a usar o músculo transverso
do abdômen, e exercícios de musculação. A união de todos esses
fatores permite que o paciente não tenha mais dor e inicie um
trabalho focado no fortalecimento dos músculos posturais.
Segundo o
fundador do ITC Vertebral, depois de tratada a dor, é hora de
investir em exercícios físicos como a musculação e o Pilates desde
que bem orientados.
Fonte: ITC Vertebral
Cerca de 1% a 4% da população sofre
de bulimia ou anorexia
O padrão de beleza cada vez mais
rígido é o principal vilão
Segundo dados da área de saúde,
cerca de 1% a 4% da população sofre de bulimia ou anorexia. A
bulimia atinge 13 mulheres em cada 100 mil, enquanto que a
anorexia afeta 8 em cada 100 mil. Esses números preocupam cada vez
mais profissionais da área da saúde. Essa obsessão em ser “magro”
é identificada por uma grave perturbação do comportamento
alimentar, preocupação excessiva com o aumento de peso e o corpo e
por nunca se sentir suficientemente magra. O problema afeta
principalmente mulheres adolescentes e jovens.
“Anoréxicos e
bulímicos possuem um padrão de comportamento e pensamento que os
leva a crer que tudo em suas vidas depende de quão magros estão.
Assim, atribuem fracassos e glórias de suas vidas ao corpo, ou
seja, se foi promovido no trabalho é porque está magro, se perdeu
o namorado é porque está gordo”, explica a psicóloga da Clínica
Asinelli, Talita Lopes Marques que é especialista em Transtornos
Alimentares e Obesidade, Psicologia do Emagrecimento (Programa
Rafcal) e mestranda em Psicologia pela Universidade Federal de
Santa Catarina.
Essas doenças se
iniciam por diversas causas, como fatores psicológicos,
biológicos, familiares e sócio-culturais. A psicóloga esclarece
que o padrão de beleza cada vez mais rígido e difícil de ser
atingido é o principal vilão. “As mulheres são guiadas por dois
padrões de beleza: a magreza extrema, que denota um índice de
massa corporal equivalente à anorexia, ou o corpo extremamente
definido, conseguido com muito empenho na academia de ginástica e
na mesa dos cirurgiões plásticos”, considera.
Segundo a
psicóloga, as mulheres são as maiores vítimas dessa exigência
social, principalmente as adolescentes que estão passando por um
período de transformação física e psicológica, o que as deixa
ainda mais inseguras quanto ao seu corpo, abrindo espaço para o
transtorno alimentar.
O termo anorexia nervosa significa
ausência de fome, porém a vítima dessa doença raramente perde o
apetite. Ela desenvolve um controle tão grande que apenas aguenta
a sensação desconfortável da fome na crença de que está
emagrecendo. “Já o termo bulimia significa que a pessoa sente uma
fome tão grande que seria capaz de comer um boi, contudo essa fome
não é fisiológica, é ocasionada por ansiedade, frustrações e
outras situações que causam a falta de controle sobre seus
impulsos”, compara Talita.
Os transtornos alimentares são
diagnosticados por psiquiatras, mas devido a suas inúmeras causas,
o tratamento deve ser feito por uma equipe interdisciplinar
especializada, composta por psicólogo, psiquiatra, nutricionista,
endocrinologista entre outros. “O primeiro passo é fazer uma
avaliação do estado atual de saúde do paciente para afastar
possíveis causas orgânicas. Conforme a necessidade, a equipe
médica pode prescrever o uso de medicamentos como antidepressivos
e ansiolíticos”, comenta.
O papel do
psicólogo é fundamental, pois investigará não só os fatores que
levaram ao desenvolvimento e manutenção do quadro, mas também
outras dificuldades que o paciente apresenta. “É fundamental
conscientizar o paciente do porquê do peso corporal ser tão
importante para ele e permear todas as áreas de sua vida,
modificando também a crença de que seu valor pessoal não varia
conforme seu peso”, explica.
História
Ao contrário de
que se imagina, os transtornos alimentares são doenças antigas. A
psicóloga conta que há relatos históricos que identificam a
anorexia na Idade Média. “Nessa época as jovens que suprimiam
necessidades básicas como alimentação e sexo eram santificadas,
daí o nome de Anorexia Santa”. Já a bulimia é relatada no antigo
Egito. “A prática de vômitos e o uso de purgativos eram
considerados uma forma de se livrar de doenças, pois eles
acreditavam que estas eram causadas pela comida. Na Medicina grega
existem relatos de que Hipócrates recomendava a prática de vômitos
para a prevenção de doenças. Os romanos tinham o hábito de comer
em excesso em banquetes e depois dirigir-se ao vomitorium, local
próprio para se livrar dos excessos alimentares”, conta.
A psicóloga
explica que só a partir da década de 60, com o aumento de casos de
transtornos alimentares, que a comunidade científica e a sociedade
passaram a se interessar mais pelo assunto.
Terceira idade saudável
requer cuidados a partir dos 35 anos "Visitas ao geriatra ajudam garantir
longevidade"
Até o início do século XX, a pessoa idosa dedicava-se apenas à
vida familiar e, muitas vezes, de forma restrita. Mas, essa
realidade mudou e atualmente a terceira idade tem vida social
ativa. E para chegar nesta fase com qualidade de vida é necessário
que os cuidados com a saúde tenham início cedo. Este é o conselho
do geriatra João Magliano Neto, do Hospital e Maternidade
Beneficência Portuguesa de Santo André, que explica que o
envelhecimento ativo conduz ao envelhecimento saudável, englobando
a parte física, social, profissional e afetiva.
Para garantir qualidade de vida e longevidade, os cuidados
junto a um geriatra devem iniciar-se por volta dos 35 anos de
idade, com um programa de prevenção de problemas de saúde,
verificação de doenças predispostas, aliadas à prevenção e cura,
que certamente trarão inúmeros benefícios ao paciente, além dos
cuidados básicos que devem partir do indivíduo.
O diagnóstico precoce de doenças e a prevenção são fatores
determinantes para melhorar a saúde. Durante consultas periódicas,
o médico deverá avaliar o paciente por meio da história de vida e,
em seguida, indicará exames adequados para a situação clínica.
Para conquistar uma vida saudável é necessário alimentar-se bem,
praticar exercícios, não fumar, consumir álcool em doses pequenas
- uma a duas taças de vinho por dia diminui o risco de um evento
cardiovascular - controlar o estresse, diminuir a obesidade, tomar
vacinas e usar camisinha para prevenção de doenças sexualmente
transmissíveis.
É importante que os homens com mais de 40 anos façam os exames de
toque retal e dosagem sanguínea de PSA. As mulheres com mais de 35
anos devem continuar com a rotina de Papanicolau e mamografia. Já
as que entraram na menopausa, devem também se submeter ao teste de
densitometria óssea para prevenção e controle da osteoporose.
Depois dos 50 anos, homens e mulheres devem continuar com as
consultas e exames periódicos, porém com complementações
recomendadas pelo especialista de acordo com a idade. Entre 60 e
65 anos - já na terceira idade - além da consulta médica anual, o
individuo precisa passar por avaliações cardíacas; depois dos 65
anos o exame de densitometria óssea é recomendado também para os
homens, já que o risco de osteoporose é similar entre os sexos,
vacinação contra gripe, pneumonia, tétano e difteria, completam as
recomendações.
Segundo o geriatra, as atividades físicas colaboram para que
o indivíduo emagreça, aumente a força muscular e melhore a
capacidade respiratória, além de prevenir diversas doenças,
fortalecer o corpo e elevar a expectativa de vida. "Os exercícios
promovem uma série de benefícios, disposição e bom humor", avisa o
especialista.
Uma dieta balanceada e uma boa alimentação evitarão o
sobrepeso e a obesidade, consequentemente os problemas
relacionados às alterações de insulina, gorduras no sangue,
artereosclerose e câncer. Não somente por pré-disposição genética
as doenças podem se manifestar, mas também a partir de uma série
de fatores como o ambiente em que o indivíduo vive, hábitos de
vida e alimentação.
Segundo a
nutricionista Sheila da Silva Castro, do Hospital e Maternidade
Beneficência Portuguesa de Santo André, uma alimentação saudável
garante maturidade tranqüila, capaz de atingir os 90 anos com
disposição e saúde. "Modificações nos hábitos alimentares, aliados
à prática de exercícios físicos antes da vida madura trazem
grandes benefícios para o corpo e para a mente. Já os radicais
livres e o estresse oxidativo são fatores que contribuem para o
envelhecimento e desenvolvimento de doenças degenerativas
associadas à idade", explica Sheila.
Uma alimentação adequada exerce papel fundamental no retardo
do envelhecimento, além de auxiliar na manutenção do peso e
resistência às doenças. Uma boa dica é fazer uma dieta à base de
cálcio, vitamina D e exercícios físicos, fundamentais para a saúde
óssea. Dessa forma, a partir dos 35 anos é necessário aumentar a
ingestão de alimentos que contenham antioxidantes para proteger o
organismo, inclusive dos radicais livres - substâncias produzidas
pela "quebra" do oxigênio no organismo.
Se a alimentação é deficiente e não proporciona ingestão
suficiente de fibras, vitaminas, minerais e outros componentes são
necessários a incorporação de complementos alimentares,
principalmente para as pessoas que apresentam um ritmo de vida
agitado e já passou dos 50 anos.
Dicas de postura para
evitar problemas nas articulações
Instituto de Fisioterapia Analítica
apresenta cartilha com 10 dicas de posturas adequadas
Ler um livro, falar ao telefone,
digitar no computador, limpar a casa ou simplesmente dormir. Estas
simples atividades do cotidiano precisam ser feitas da maneira
correta para não prejudicar as articulações. "A longo prazo, a
repetição de algumas atividades realizadas de forma errada pode
causar sérios problemas articulares", comenta a fisioterapeuta
Maria Luiza Pereira Gutierrez Biton, diretora do Instituto de
Fisioterapia Analítica.
A fim de prevenir futuros problemas,
o instituto elaborou uma cartilha com 10 orientações práticas para
a população:
1. Não realize atividades
prolongadas com a cabeça abaixada:
Ao ler um livro, por exemplo, eleve
o livro até a altura dos olhos, apoiando os cotovelos nos
braços da poltrona;
2. Evite atividades que inclinem
a cabeça durante o trabalho.
Ao falar ao telefone, por exemplo,
não segure o aparelho com o ombro. Segure-o com a mão ou utilize
um equipamento com suporte na cabeça;
3. No trabalho evite movimentos
repetitivos em rotação da cabeça e/ou do tronco.
Ao trabalhar no computador, mantenha
o monitor de frente para os olhos e numa altura suficiente para
que a cabeça fique reta. Utilize cadeira giratória para evitar
rodar a coluna;
4. Não durma de bruços.
A posição ideal para dormir é de
lado com uma almofada entre os joelhos;
5. Evite travesseiros muito altos
ou muito baixos.
O travesseiro deve respeitar o
espaço entre a cabeça e o ombro, mantendo o alinhamento da cabeça
com a coluna;
6. Evite sentar 'escorregando' na
cadeira.
A coluna deve estar apoiada por
inteiro no encosto da cadeira;
7. Evite curvar a coluna para
pegar um objeto no chão.
O correto é dobrar os joelhos e
abaixar com a coluna na posição vertical;
8. Evite cruzar as pernas quando
estiver sentado.
O ideal é manter as coxas apoiadas
na cadeira e os dois pés sempre apoiados no solo;
9. Evite situações que solicitem
flexão prolongada dos joelhos.
Ao praticar uma atividade de
jardinagem, por exemplo, utilize um banquinho baixo, com os pés
apoiados no chão e a coluna reta;
10. Evite atividades prolongadas
com o tronco inclinado para frente.
Ao varrer o chão, por exemplo, use
um cabo da vassoura comprido e evite dobrar a coluna para frente.
Faça intervalos de descanso.
A Fisioterapia
Articular Analítica, fundamentada no Conceito Sohier, é um método
de normalização articular totalmente manual que melhora a
estabilidade do aparelho locomotor, trata e previne doenças,
promovendo uma melhor qualidade de vida ao paciente. O Conceito
Sohier chegou ao Brasil há 10 anos. Na Europa, a técnica é
utilizada há 60 anos e tanto a população quanto a comunidade
científica comprovam sua eficácia. No Brasil, o Instituto de
Fisioterapia Analítica é pioneiro no Conceito Sohier, atendendo
pacientes e formando fisioterapeutas de todo o país na prática
clínica desta nova visão terapêutica.
fonte: Maria Luiza Pereira
Gutierrez e Richard Biton
Lentes cosméticas: quando mudar a
cor dos olhos têm fins terapêuticos
Tentativas de mudar a coloração
genética dos olhos sempre existiram... Italianas de olhos claros
que os tornavam escuros, instilando nos olhos extrato de Beladona
(atropina)... Há também truques e possibilidades computadorizadas
oferecidas pelo Photoshop... Isto, sem falar nas lentes
cosméticas, que tornaram-se uma febre mundial...
As primeiras
lentes que alteravam a cor da íris surgiram em meados da década de
80. Eram de coloração levemente azulada, com o objetivo de
facilitar a colocação e a remoção do artefato. Alguns anos mais
tarde, apareceram as lentes cosméticas propriamente ditas,
fabricadas com a intenção de mudar a coloração da íris. Algumas
eram translúcidas e o efeito no visual dependia da interação da
cor da lente com a cor da íris. Outras eram opacas e permitiam que
usuários com íris escuras pudessem aparentar ter olhos claros.
Feitas de material hidrofílico, estas lentes gelatinosas foram
responsáveis por criar visuais irreverentes, como imitações dos
olhos dos felinos e de criaturas demoníacas...
“Há alguns anos,
o uso das lentes coloridas passou a fazer parte de certos rituais
de moda. Este emprego estético, ligado à displicência juvenil,
ajudou a difundir a idéia equivocada de que sua adaptação não
demandava cuidados, tal qual 'uma lente de contato de verdade' ”,
observa o oftalmologista Virgilio Centurion, diretor do IMO,
Instituto de Moléstias Oculares.
A comercialização inadequada das
lentes cosméticas (inclusive pela Internet), sem as devidas
orientações sobre limpeza, conservação e tempo de uso associada à
disseminação das lentes cosméticas são os principais fatores que
geram as queixas em relação ao uso das lentes de contato. Nos
Estados Unidos, o Food and Drug Administration (FDA) chegou a
emitir um comunicado, alertando os consumidores sobre os riscos do
uso das lentes de contato cosméticas sem acompanhamento
especializado. No mesmo documento, solicitou às autoridades
estaduais que colocassem empecilhos à sua comercialização e às
autoridades alfandegárias que controlassem de alguma forma a
importação deste produto.
No Brasil, o
número de usuários - constantes ou esporádicos - dessas lentes com
o propósito único de mudar a cor dos olhos vem aumentando.
Consultórios e clínicas registram um aumento de casos de problemas
de saúde ocular ligados ao uso indevido destas lentes, muito
populares entre meninas adolescentes, com visão normal, que querem
ter olhos azuis ou verdes. “Como de um modo geral, estas lentes
são adquiridas sem controle médico, seu uso pode acarretar
problemas sérios para a saúde ocular. Entre as adolescentes é
comum o compartilhamento das lentes cosméticas e o uso por tempo
muito prolongado das lentes, condutas inapropriadas, que devem ser
desestimuladas. A lente de contato é um objeto de uso mais pessoal
do que um pente ou uma escova de dente”, alerta Centurion.
Mais do que um modismo...
Mesmo em meio a tantos modismos, é
importante destacar que as lentes de contato cosméticas têm muitas
outras aplicações mais relevantes do que a troca da coloração da
íris. “A utilização da palavra ‘cosmética’ associada às lentes de
contato gera ambigüidade por não prever a função essencialmente
médica ou terapêutica desse recurso.
Na verdade, o aspecto estético
dessas lentes, quando aplicadas para alteração da cor da íris, é
residual, quando comparado à sua função reparadora”, defende a
oftalmologista Fernanda Takay, que também integra o
corpo clínico do IMO.
“Falando de
aplicações clínicas das chamadas lentes de contato cosméticas,
devemos considerar que as lentes transparentes com pupila negra
são usadas como alternativa para suspensão provisória da visão de
um dos olhos. Nos casos de ambliopia em crianças é fundamental
fazer a oclusão de um dos olhos. Algumas vezes, elas não aceitam
bem o oclusor na lente dos óculos ou na pele. E a lente de contato
se torna a alternativa para a realização da oclusão, uma vez que
dificilmente será retirada pela criança”, diz Fernanda Takay.
Há também casos
de diplopia (visão dupla) temporária, extremamente incômodos.
“Nesses casos, é necessário interromper a visão de um dos olhos
por um certo período, o que pode ser feito com o uso de lentes
transparentes com pupila negra. Tão logo haja recuperação, o
tratamento é suspenso”, explica a oftalmologista do IMO.
Já as lentes
coloridas com pupila negra são usadas clinicamente em olhos cegos,
em pacientes que sofreram traumas importantes dos olhos ou doenças
que provocaram a formação de cicatrizes que deformam sua
fisionomia. Na maioria das vezes, são adolescentes que tiveram
perfuração do olho por acidentes com objetos pontiagudos. Outras
vezes, são conseqüências de acidentes automobilísticos ou
queimaduras. “A pessoa fica com um olho normal e outro com cor
‘brancacenta’, modificando sua aparência. Tais indivíduos podem
apresentar complexo, revolta, introversão, ausência de vida social
e afetiva. Adaptada a lente cosmética, recupera-se a estética dos
olhos e a auto-estima deste paciente”, conta Takay.
Adaptação de lentes cosméticas
Na adaptação das lentes cosméticas
também é obrigatório o exame oftalmológico. O sucesso na adaptação
e no uso de lentes de contato depende de um conjunto de fatores. A
prescrição médica e o acompanhamento do oftalmologista
constituem-se nos elementos primordiais deste processo. “Em
seguida, destaca-se a adesão do paciente ao tratamento. Em geral,
os pacientes que adaptam lentes para recobrir irregularidades ou
opacidades corneais são atentos e exigem orientações precisas,
antes e durante a adaptação para não verem frustradas suas
expectativas quanto ao resultado final”, diz Fernanda Takay.
Durante o
processo de adaptação às lentes de contato, o oftalmologista deve
ser minucioso nas instruções fornecidas ao paciente sobre limpeza,
conservação e troca das lentes. Além de fornecer as orientações
necessárias, deve certificar-se da perfeita compreensão do
paciente e, em cada consulta, verificar seu conhecimento e
conduta, assegurando a adesão às recomendações e a prevenção de
complicações.
Recomendações importantes
A seguir, listamos recomendações da
equipe do IMO em relação ao uso de lentes de contato cosméticas ou
não:
Não adquira lentes de contato sem
consulta e acompanhamento médico do oftalmologista;
Exames complementares como a
topografia corneana e o teste de função lacrimal são
indispensáveis para o período de adaptação da lente de contato;
Não use medicamentos juntamente com
as lentes de contato, sem a prescrição do oftalmologista;
Visite periodicamente o
oftalmologista para avaliar as lentes;
Não mergulhe ou nade sem a proteção
de óculos específicos para a prática de esportes aquáticos;
O uso de óculos escuros sobre as
lentes de contato não é obrigatório, mas pode trazer mais conforto
durante o uso em ambientes muito claros;
Devido ao alto risco de
contaminação, deve-se evitar o uso de lentes em saunas;
O uso de lentes em aviões deve ser
evitado em função do ressecamento causado pelo ar condicionado e
pela baixa umidade.
Fadiga Adrenal
Pouco conhecida, com sintomas que se
confundem com depressão e fadiga, essa doença acomete
principalmente pessoas do sexo masculino. Fadiga adrenal é um
estado em que as glândulas supra-renais funcionam no limite
inferior da normalidade. Não é, portanto, uma deficiência
completa. A falência da adrenal chama-se Doença de Addison, que
embora rara, é bem conhecida e fácil de diagnosticar. Já a fadiga
adrenal é mais insidiosa, a maioria dos médicos não a conhece ou
não pensa nesse diagnóstico e é mais difícil de diagnosticar.
Aparece após
períodos de estresse prolongado (físico ou mental) ou após termos
insistido em trabalhar até a exaustão, sem períodos de
relaxamento.
Os sintomas se
confundem com os da depressão ou estafa, mas a presença simultânea
de vários deles nos faz pensar nesse diagnóstico. A maioria dos
pacientes é do sexo masculino. As principais queixas são:
- fadiga matinal (até 10hs),
mas resiste em ir para cama à noite e trabalha melhor a
noite.
- se não dormir até 23h. tem
um novo período de “gás” até 01:00 ou 02:00h. da manhã.
- melhor sono é das 7 às 9h.
- sente-se melhor após
almoçar, piora de novo à tarde e melhora de novo depois das
18 h.
- depressão leve e falta de
interesse pelas coisas
- falta de energia, grande
esforço para fazer qualquer coisa
- habilidade diminuída para
lidar com stress.
- necessidade de deitar após
estresse físico ou mental
- fraqueza muscular e fadiga
crônica
- maior predisposição a
alergias
- inchaço de tornozelos
- queda de pressão quando se
levanta de repente
- prisão de ventre ou diarréia
sob estresse
- muita vontade de comer
salgados e gordurosos
- queda de açúcar em situações
de estresse
- TPM pior que antigamente
O diagnóstico é realizado por testes
laboratoriais (sangue e urina) e o tratamento feito com
aminoácidos, vitaminas, fitoterápicos, as vezes hormônios e
mudança de hábitos alimentares e de descanso.
No Brasil , uma
das maiores autoridades sobre o tema SÍNDROME DA FADIGA ADRENAL é
o presidente da Sociedade Brasileira para Estudo do
Envelhecimento, o médico endocrinologista Wilmar Jorge Accursio,
da UNIFESP – Escola Paulista de Medicina . Breve currículo e
perfil , abaixo
Câncer de intestino
Dados da estimativa do Inca
(Instituto Nacional de Câncer) revelam que em termos de
incidência, o câncer de cólon e reto configura-se como a terceira
causa mais comum de câncer no mundo em ambos os sexos e a segunda
causa em países desenvolvidos.
Cerca de 9,4%, equivalendo a um
milhão de casos novos, de todos os cânceres são de cólon e reto.
Os padrões geográficos são bem similares entre homens e mulheres;
porém o câncer de reto é cerca de 20% a 50% maior em homens na
maioria das populações. O médico coloproctologista João Gomes
Netinho, doutor em cirurgia pela Unicamp e professor da Faculdade
de Medicina de Rio Preto (FAMERP), diz que a sobrevida para esse
tipo de doença é considerada boa, se o problema for diagnosticado
em estádio inicial. A sobrevida média global em cinco anos se
encontra em torno de 55% nos países desenvolvidos e 40% para
países em desenvolvimento. Esse prognóstico faz com que o câncer
de cólon e reto seja o segundo tipo de câncer mais prevalente em
todo o mundo, com aproximadamente 2,4 milhões de pessoas vivas
diagnosticadas, ficando atrás somente do câncer de mama em
mulheres.
A história
familiar de câncer de cólon e reto e a predisposição genética ao
desenvolvimento de doenças crônicas do intestino configuram-se
como o mais importante fator de risco para o desenvolvimento desse
tipo de doença. Além disso, uma dieta baseada em gorduras animais,
baixa ingestão de frutas, vegetais e cereais; assim como, consumo
excessivo de álcool e tabagismo, são fatores de risco para o
aparecimento da doença. A idade também é considerada um fator de
risco, uma vez que tanto a incidência como a mortalidade elevam-se
com o aumento da idade. A prática de atividade física regular está
associada a um baixo risco de desenvolvimento do câncer de cólon e
reto.
De acordo com
Netinho, que é especialista em doenças do aparelho digestivo,
colon, reto e ânus, a detecção precoce de pólipos adenomatosos
colorretais (precursores do câncer de cólon e reto) e de cânceres
localizados é possível pela pesquisa de sangue oculto nas fezes e
através de métodos endoscópicos. Mesmo em países com recursos
abundantes, como os EUA, têm-se encontrado dificuldades na
realização de avaliação diagnóstica por exames endoscópicos em
pacientes com presença de sangue oculto nas fezes,
impossibilitando a implantação de rastreamento populacional. O
objetivo dessa estratégia não é diagnosticar mais pólipos ou mais
lesões planas, mas sim diminuir a incidência e a mortalidade por
esse tipo de câncer na população-alvo.
Em alguns
pacientes portadores de alterações genéticas, o câncer pode
ocorrer antes dos 50 anos. O sexo feminino é discretamente mais
afetado do que o masculino. O melhor prognóstico do câncer de
intestino grosso está relacionado à prevenção e ao seu diagnóstico
em fases iniciais. Os principais fatores de risco para o
desenvolvimento do câncer são a dieta rica em gorduras e pobre em
substâncias com fibras, a falta de exercícios físicos, obesidade e
o tabagismo. Sendo assim, os hábitos que previnem o surgimento do
câncer são uma dieta pobre em gordura e rica em frutas, verduras e
cereais, o abandono do tabagismo, a realização regular de
exercícios físicos e a manutenção do peso ideal.
Outro fator de
risco para o câncer de intestino são a história familiar deste
tipo de câncer, principalmente de parentes próximos, como avós,
pais, tios, primos de 1º grau e irmãos. O desenvolvimento deste
tipo de câncer ocorre de duas formas: através do surgimento de
lesões pré-malignas conhecidas como pólipos intestinais, ou
através de alterações genéticas e hereditárias.
Aproximadamente
15% dos tumores malignos do intestino grosso estão relacionados à
hereditariedade, ou seja, estão presentes em pessoas com
alterações genéticas, e são mais comuns em pacientes abaixo dos 50
anos. As duas doenças mais comuns são a polipose adenomatosa
familiar (PAF) e o câncer colorretal hereditário não polipóide (HNPCC).
A polipose adenomatosa familiar se caracteriza pelo surgimento de
milhares de pólipos pré-malignos no intestino grosso devido a um
erro genético. Como estes pólipos surgem na infância e
adolescência, a chance de um dos pólipos se tornar um tumor de
intestino durante a vida do paciente é de 100%. Devido a isto,
estes pacientes devem ser submetidos à retirada de todo intestino
grosso como forma de prevenção ao câncer.
Estimativa
No Brasil, as estimativas, para este
ano apontam para a ocorrência de 489.270 casos novos de câncer. Os
tipos mais incidentes, à exceção do câncer de pele do tipo não
melanoma, serão os cânceres de próstata e de pulmão no sexo
masculino e os cânceres de mama e do colo do útero no sexo
feminino. Em 2010, são esperados 236.240 casos novos para o sexo
masculino e 253.030 para sexo feminino. Estima-se que o câncer de
pele do tipo não melanoma (114 mil casos novos) será o mais
incidente na população brasileira, seguido pelos tumores de
próstata (52 mil), mama feminina (49 mil), cólon e reto (28 mil),
pulmão (28 mil), estômago (21 mil) e colo do útero (18 mil).
Os tumores mais incidentes para o sexo masculino serão
devidos ao câncer de pele não melanoma (53 mil casos novos),
próstata (52 mil), pulmão (18 mil), estômago (14 mil) e cólon e
reto (13 mil). Para o sexo feminino, destacam-se os tumores de
pele não melanoma (60 mil casos novos), mama (49 mil), colo do
útero (18 mil), cólon e reto (15 mil) e pulmão (10 mil). As
regiões Sul e Sudeste, de maneira geral, apresentam as maiores
taxas, enquanto que as regiões Norte e Nordeste mostram as menores
taxas. As taxas da região Centro-Oeste apresentam um padrão
intermediário. Diante desse cenário, fica clara a necessidade de
continuidade em investimentos no desenvolvimento de ações
abrangentes para o controle do câncer, nos diferentes níveis de
atuação, como: na promoção da saúde, na detecção precoce, na
assistência aos pacientes, na vigilância, na formação de recursos
humanos, na comunicação e mobilização social, na pesquisa e na
gestão do Sistema Único de Saúde (SUS).
Distúrbios do sono podem
causar arritmias cardíacas Pacientes cardíacos devem redobrar
qualidade do sono
Sonolência, acordar cansado e
sentir-se estressado são alguns dos sintomas de noites mal
dormidas, mas estes não são os mais graves. Estudos feitos pelo
Journal of the American College of Cardiology mostram que
distúrbios do sono podem causar problemas cardíacos. Segundo a
pesquisa, os resultados sugerem que a taxa absoluta de arritmias
associadas aos distúrbios respiratórios é baixa: apenas uma
arritmia em excesso por 40.000 distúrbios respiratórios.
Pessoas que
sofrem de apneia, por exemplo, que se caracteriza por pequenas
interrupções durante o sono, onde o paciente fica alguns minutos
sem respirar e depois volta ao normal, devem se ater mais a outros
problemas de saúde, inclusive cardíacos. “Pacientes com apneia do
sono podem ter arritmia cardíaca, pois a respiração fica mais
intensa, por causa da obstrução nas vias respiratórias”, explica
Dr. Eduardo Rollo Duarte, especialista em Odontologia do sono.
Segundo ele, a
doença se desenvolve da seguinte forma: “Durante o sono os
portadores de apneia tem uma reação de relaxamento da faringe,
dificultando a passagem do ar, causando no esforço para
respirar um aumento da pressão sanguínea”, afirma.
A obstrução das vias respiratórias
faz com que o organismo precise de uma força maior para que o ar
chegue até o pulmão e possa ser distribuído para o organismo, o
que força o coração a bombear o sangue com mais força ou
rapidez. Tipos diferentes de distúrbios do sono estão associados a
também diferentes tipos de arritmias. “Pacientes com históricos de
problemas cardíacos devem se preocupar ainda mais a qualidade do
sono”, afirma o especialista.
É recomendável
procurar um especialista do sono, pois o aumento da pressão
arterial que começa apenas enquanto se dorme, com o tempo pode se
tornar uma rotina. Por isso, pacientes com históricos de
hipertensão devem ter um controle constante da pressão. A variação
da pressão pode lesionar órgãos como cérebro, coração e rins.
Retinoblastoma: quanto antes
diagnosticar, maior a chance de manter a visão
Ao primeiro sinal de sensibilidade à
luz é preciso procurar um oftalmologista. Fotofobia não é doença,
é sintoma e sua causa precisa ser investigada e eliminada o quanto
antes, pois pode indicar retinoblastoma
Segundo a Organização Mundial da
Saúde (OMS), o retinoblastoma é responsável por 3% dos tumores que
acometem crianças e é normalmente diagnosticado até os três anos
de idade. Retinoblastoma é a denominação de uma enfermidade que se
manifesta nos olhos e se origina das células da retina (membrana
ocular sensível à luz, e onde se formam as imagens transmitidas ao
cérebro). O retinoblastoma, apesar de pouco falado, não é raro e é
reconhecido como o tumor ocular mais comum a se manifestar na
infância, e pode ser hereditário.
Um dos sintomas
de detecção do retinoblastoma é a fotofobia, forte sensibilidade
dos olhos à luz, que pode ser uma reação corriqueira do organismo
ao excesso de luminosidade, mas também pode sinalizar problemas
mais sérios.
Crianças - Em
crianças, a aversão à luz pode ser indício do retinoblastoma, um
tumor que se manifesta na retina, "mas este não é o único, nem o
principal sintoma", tranquiliza o especialista do Hospital
Oftalmológico de Brasília (HOB) no tratamento desta enfermidade, o
oftalmologista André Hamada. Ele aconselha sempre atenção dos pais
aos sinais e uma investigação com acompanhamento oftalmológico
quando notarem alguma estranheza no comportamento da criança em
relação à luminosidade. Fotografia - "No
caso do tumor, a fotofobia é apenas um dos sintomas. Além dele e
mais importante é a presença de reflexos brancos nos olhos,
perceptíveis em fotografias, e do estrabismo (alteração ocular que
desalinha os olhos em diferentes posições)", esclarece Hamada.
Cura - A
Sociedade Americana contra o Câncer (ACS) estima que 90% dos casos
de retinoblastoma são curados quando diagnosticados cedo. De
acordo com Hamada, "os pais que tiveram histórico familiar de
retinoblastoma devem realizar o exame de fundo de olho em seus
filhos assim que nascerem para diagnosticar precocemente alguma
alteração e garantir o sucesso do tratamento".
O retinoblastoma
pode acometer um ou ambos os olhos e é bastante agressivo, podendo
invadir o nervo óptico e o sistema nervoso central, nestes casos,
sim, com consequências mais radicais para o portador. Pode, ainda,
determinar metástases (transferência da afecção para outras partes
do organismo, dando origem a tumores secundários). Por este motivo
a doença deve ser diagnosticada o quanto antes. Quanto mais tarde
for diagnosticado e tratado o retinoblastoma, menores as chances
de preservação da visão do olho afetado.
Fraturas que não aparecem no RX
Dores contínuas após incidentes como
quedas e batidas podem ser sintomas de uma fratura que não
apareceu no exame radiológico
Dor persistente após uma queda,
batida ou torção pode ser sintoma de uma fratura incompleta, um
tipo de fratura que muitas vezes não aparece inicialmente nos
exames de radiografia. Isso porque nesses casos o osso não desvia
da posição, mas apenas sofre uma fissura. O ortopedista Miguel
Akkari, chefe do grupo de ortopedia e traumatologia pediátrica da
Santa Casa - SP, explica que esse tipo de fratura ocorre com mais
frequência em crianças e idosos.
Segundo Akkari,
em alguns casos a fratura pode ter uma evolução favorável,
consolidando-se sem que a pessoa fique sabendo o que ocorreu. Mas,
eventualmente pode ocorrer um desvio - quando o osso sai do lugar,
o que pode exigir até mesmo uma cirurgia corretiva. "Por isso, é
muito importante ficar atento aos sintomas".
Nas crianças, as
fraturas incompletas acontecem geralmente na região do punho, do
cotovelo ou nas proximidades das cartilagens de crescimento,
presentes em todos os ossos longos. A suspeita do diagnóstico
acontece após exame clínico, no qual o médico percebe um ponto de
dor, localizada e persistente, mesmo após um período de repouso ou
de imobilização.
Nesta condição é fundamental a reavaliação do paciente mesmo
quando os exames radiográficos não evidenciaram nenhuma lesão. Já
nos idosos, a maior incidência é no quadril e nesses casos é
possível pedir exames mais incisivos para diagnosticar a fratura
incompleta, como ressonância magnética e tomografia.
Sintomas
No caso das
crianças, que geralmente não conseguem explicar claramente o que
estão sentindo, os pais devem ficar atentos a queixas de dor
persistente de baixa e média intensidade após episódios de queda
ou batidas.
Akkari explica que após um incidente
é normal sentir dor na região atingida por uma ou até duas
semanas. No entanto, essa dor deve melhorar progressivamente, dia
após dia. "Se a dor continuar e não diminuir de intensidade, é
importante procurar um médico para realizar uma segunda avaliação.
Muitas vezes a fratura que não apareceu no primeiro RX aparece em
um segundo exame, realizado dias depois", explica.
Estudo da Saúde traça perfil de
pacientes hipertensos
Levantamento aponta que 81,6%
pacientes têm um familiar de primeiro grau com hipertensão
Estudo realizado pela Secretaria de
Estado da Saúde, por meio do Hospital Ipiranga, traçou o perfil
dos pacientes hipertensos atendidos no Ambulatório de Hipertensão
Arterial. Os resultados mostram predomínio do sexo feminino
(63,4%); a maioria dos pacientes (64,9%) tem mais de 50 anos e o
histórico familiar de hipertensão foi positivo em 81,6% dos casos.
O ambulatório atende cerca de 900 por ano.
Durante as
entrevistas, quando questionado sobre antecedentes patológicos
pessoais, a dislipidemia (altos níveis de gordura circulando no
sangue) foi a patologia encontrada com maior freqüência, em 46,4%
dos pacientes; em seguida diabetes, em 14% dos entrevistados;
acidente vascular cerebral (AVC) em 7% e infarto agudo do
miocárdio em 5,6% dos pacientes.
Quanto aos
antecedentes patológicos familiares, 81,6% pacientes disseram ter
um familiar de primeiro grau com hipertensão, 50,7% tinham
familiares com história de AVC e 35,2% com história de infarto
agudo do miocárdio.
Em relação ao
hábito de fumar e consumir álcool, a maioria dos pacientes negou
tê-los. Sobre a prática de atividade física, 39,4% dos pacientes
praticavam alguma atividade física de forma regular (três vezes ou
mais por semana), e a maioria, 55%, eram sedentários. O tipo de
atividade mais comum foi a caminhada.
Sobre seguir a
prescrição médica, 88,7% dos pacientes afirmaram que tomavam a
medicação conforme fora indicado pelo médico e 11,3% dos pacientes
diziam que não tomavam a medicação de acordo com o que havia sido
prescrito. Dentre estes, a maioria dizia esquecer de tomar a
medicação durante o dia.
Afirmaram fazer
controle da dieta (dieta hipossódica, com baixo teor de sal) 73,2%
dos pacientes. Os outros 26,7% não faziam um controle dietético
adequado por várias razões, as mais freqüentes foram: paladar sem
sabor, alimentavam-se fora de casa, dificuldade para preparar dois
tipos de comida ou não aceitação da dieta pelos outros moradores
da casa.
O fato de haver
mais mulheres atendidas deve-se, provavelmente, a elas serem mais
conscientes que os homens em relação à sua doença.
“A hipertensão é
uma doença que pode não apresentar sintomas, mas traz graves
conseqüências à saúde. Por isso é importante a população ficar
atenta a esse mal” explica Fernando Lara Roquete, diretor do
ambulatório e orientador do estudo.
A hipertensão
arterial é considerada um importante fator de risco para doença
aterosclerótica, acidente vascular cerebral e infarto do
miocárdio. Sabendo-se que as doenças cardiovasculares ocupam o
primeiro lugar em causas de morte no Brasil, dá-se reconhecimento
à hipertensão como importante problema de saúde pública.
Assim, o benefício do tratamento
pode ser aferido por redução da incidência de infarto do
miocárdio, acidente vascular cerebral e outros eventos
cardiovasculares. A redução da pressão arterial é certamente o
principal mecanismo pelo qual se promove a prevenção da doença
cardiovascular.
Além do
tratamento medicamentoso prescrito pelo médico, é importante que
pacientes hipertensos modifiquem o estilo de vida, o que inclui a
redução do peso, prática regular de atividade física, dieta
enfatizando consumo de frutas, verduras, alimentos integrais,
leite desnatado e derivados, quantidade reduzida de gorduras
saturadas e colesterol, maior quantidade de fibras, potássio,
cálcio e magnésio, associada à redução no consumo de sal, ingestão
moderada de álcool, abandono do tabagismo e controle do estresse
psicoemocional.
12 questões sobre rinite alérgica
A alergia não é uma doença no
sentido típico. Na realidade, trata-se de uma resposta do
organismo, que não tolera contato com determinados produtos
físicos, químicos ou biológicos, que reage, de forma exagerada, a
uma ou mais substâncias aparentemente inocentes que, quando
inaladas, ingeridas ou por contato com a pele causam
irritabilidade.
Entre os tipos
mais comuns de alergia está a rinite alérgica, que afeta até 30%
da população(*) e tende a ser crônica, ou seja, se manifesta com
crises frequentes. Por ser uma resposta inflamatória da mucosa que
reveste o nariz toda vez que ela entra em contato com os agentes
alérgenos, a rinite alérgica tem apresentado uma alta incidência
nas últimas décadas, por ser influenciada por fatores como
poluição, moradia, vida sedentária, ambientes com ar condicionado,
entre outros fatores
“Existem indivíduos, adultos ou
crianças, que apresentam rinite alérgica durante o ano todo e
outros cujas manifestações se concentram em determinadas épocas”,
revela Dr. Julio Miranda Gil (CRM-SP 112.071),
otorrinolaringologista, especialista em cirurgia plástica facial,
Membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia
Cérvico Facial (ABORL-CCF) e Médico Colaborador do Grupo de
Cirurgia Plástica Facial do Hospital das Clínicas.
Rinite alérgica
em várias causas, sintomas e tratamentos. É para falar um pouco
mais sobre este tipo de alergia, que entrevistamos o Dr. Julio
Gil. Confira abaixo e tire suas dúvidas.
1.O que é rinite alérgica?
Muitas pessoas acham que rinite é o
mesmo que rinite alérgica, porém existem vários tipos e diferenças
entre elas. O mais comum nos casos crônicos é a rinite alérgica.
Em primeiro lugar, define-se como rinite a presença, em um
paciente, com sintomas de coriza, espirros, coriza hialina
(secreção transparente) e obstrução nasal. Nos casos, já
diagnosticados de rinite, dividimos em dois subgrupos: alérgica e
não-alérgica.
A rinite alérgica
tem como característica uma inflamação da mucosa do nariz e dos
seios da face com a presença de eosinófilos (um tipo de glóbulos
brancos) e IgE (um tipo de Imunoglobulina).
A não alérgica
pode se apresentar de diversas formas porém sempre com a mesma
inflamação da mucosa e com a presença de neutrófilos, ao invés de
eosinófilos e ausência de um aumento de IgE.
2.Quais os tipos mais freqüentes?
A rinite alérgica pode ser
basicamente: sazonal (intermitente) - sintomas presentes por menos
de 4 dias por semana - ou persistente - sintomas presentes por
mais de 4 dias na semana.
Pode ser dividida também em: Leve,
quando os sintomas atrapalham, mas não incomodam muito nas
seguintes áreas: sono, atividades diárias, lazer e esporte, escola
ou trabalho; e de Moderada a Severa, quando os sintomas incomodam
muito nas áreas afetadas.
3. Ela é contagiosa ou
hereditária?
A rinite alérgica nunca é
contagiosa. Normalmente, existe uma história familiar de rinite,
ou seja, é hereditária. Por exemplo, quando os pais têm rinite
alérgica, o filho tem 80% de chance de ter rinite alérgica também.
Pode também estar relacionada com baixo nível socioeconômico, como
condições precárias de moradia.
4.Quais os principais sintomas?
Coriza, espirros, coriza hialina
(secreção transparente) e obstrução nasal são os mais comuns,
porém, podemos ainda observar lacrimejamento, hiperemia
conjuntival, além de perda do olfato e do paladar, congestão em
face, halitose e tosse.
5.Numa crise de rinite, algumas
pessoas também sofrem com irritação nos olhos. Por que isso
ocorre?
Porque a mucosa que envolve todo o
nariz e os seios da face se comunica com a mucosa dos olhos. Sendo
assim, o nariz é a porta de entrada, porém a alergia ocorre em
todos estes lugares.
6.Por que ela fica mais intensa em alguns
períodos do dia, como manhã e noite?
Em geral, os pacientes que têm uma
piora de dia e à noite são aqueles que estão expostos a algum
alérgeno (algo que desencadeia os sintomas) em sua casa, como pó,
pelo de animal, fungos (umidade), dentre outros.
7.Quais fatores
orgânicos que influenciam no seu desenvolvimento?
Os estudos científicos ainda são
inconclusivos em relação a isso. Em geral, o desenvolvimento de
rinite alérgica se deve basicamente a hereditariedade e exposição
a alérgenos.
8.Quais os agentes externos que
pioram os quadros de rinite?
Há várias substâncias que
desencadeiam a rinite alérgica. Os mais comuns entre são os
ácaros, fungos, pólen, saliva e secreções de cães e gatos e,
ainda, resíduos de insetos. Outras substâncias como, poluentes e
tabaco, deixam o nariz mais sensível e susceptível a crises
alérgicas.
9.Como prevenir? Quais os
tratamentos mais indicados?
Prevenção sempre é o melhor remédio,
portanto as orientações são:
- retirar de casa tapetes, carpetes,
cortinas, bichos de pelúcia, livros e tudo que não for de uso
constante. O quarto tem que ter o mínimo de coisas possível;
- procurar morar em locais onde os
dormitórios sejam ensolarados e onde bata sol durante o dia.
Nesta hora é sempre bom deixar a janela aberta para arejar o
ambiente;
- nunca passar a vassoura, usar
somente pano úmido e/ou aspirador;
- não ter animais de estimação -
cachorro, gato, periquito, papagaio, etc. Se não houver outra
opção, dê banhos semanais e evite, ao máximo, o contato direto e a
circulação nos dormitórios. Dar preferencia àqueles que não soltam
pêlo;
- Evitar áreas de umidade ou mofo,
pois elas podem ser a causa de todo o problema;
- usar edredon ao invés de cobertor;
- não usar roupas de lã. Dar
preferência a materiais sintéticos ou de algodão.
Sempre tentamos o tratamento mais
simples possível em cada situação, mas cada caso deve ser avaliado
individualmente, para que a terapia prescrita seja adequada ao
perfil do paciente. Dentre as opções existem: lavagem nasal com
soro fisiológico; sprays nasais de corticóide; antihistamínicos
orais ou nasais; antileucotrienos; corticóides orais e vacina
sublingual ou subcutânea.
10.Os sintomas da rinite tendem a
piorar em pessoas que possuem alterações anatômicas nasais, como
desvio de septo?
Pacientes que têm rinite e desvio de
septo costumam se queixar mais de nariz entupido do que os outros,
podendo precisar de cirurgia para correção. Outras alterações
anatômicas podem predispor a sinusite crônica e de repetição
quando associadas à rinite alérgica.
11. Uma pessoa que tem rinite e
trabalha num ambiente com ar condicionado constante deve manter
que atitudes para evitar uma crise alérgica?
Deve realizar, pelo menos duas vezes
ao dia, a lavagem do nariz com soro fisiológico, além de tomar
muito cuidado com variações bruscas de temperatura. Outra atitude
inteligente é manter recipientes com água espalhados no ambiente,
evitando assim que o ar fique muito seco.
12. A rinite pode evoluir para uma
sinusite? Por que?
O termo atualmente usado para rinite
é o de rinossinusite alérgica, uma vez que o nariz e os seios da
face são cobertos pela mesma mucosa e ficam acometidos da mesma
maneira pela alergia. A sinusite que é conhecida de muitos pode
ser tanto esta sinusite alérgica causada pelo quadro de rinite ou,
ainda, pode ser uma sinusite bacteriana crônica causada por uma
rinite que não foi tratada adequadamente - ocorreu um acúmulo de
muco nos seios da face, que foi colonizado por bactérias. Neste
caso, deve ser realizado um tratamento específico para a sinusite
e depois um controle da rinossinusite alérgica.
(*) Bibliografia: História, Cultura
e Práticas Correntes da Medicina – Editora Nobel – Alfredo Salim
Helito e Paulo Kauffman
Diagnóstico precoce é a chave para o
tratamento da osteoporose
Doença silenciosa que pode levar a
dores crônicas, dificuldade na locomoção e deterioração da
qualidade de vida dos pacientes
A osteoporose é marcada pela redução
da quantidade e da qualidade da massa óssea, o que leva a um
aumento no risco de fraturas. A doença é a principal causa de
fraturas em mulheres na pós-menopausa e em idosos. As principais
fraturas ocorrem na coluna, no quadril e nos pulsos e podem levar
a complicações, como dores crônicas, dificuldade para locomoção e,
conseqüentemente, deterioração da qualidade de vida do paciente.
A enfermidade
acomete um número muito grande de pessoas em todo o mundo.
Estima-se que, somente nos Estados Unidos, 10 milhões de pessoas
acima de 50 anos sofram com a doença e mais de 34 milhões
apresentem baixa massa óssea, característica que predispõe ao
desenvolvimento da osteoporose. A cada 5 pessoas acometidas pela
doença 4 são mulheres, das quais 50% vai apresentar alguma forma
de fratura relacionada à doença ao longo de suas vidas.
A doença é chamada de silenciosa,
pois, na grande maioria dos casos, não apresenta sintomas até que
ocorra a primeira fratura. No caso das mulheres na pós-menopausa,
a atenção deve ser redobrada pois a principal causa da osteoporose
é a redução na produção de estrógeno que acontece justamente nesse
período.
Entre os fatores
de risco que podemos destacar relacionados à doença estão idade
avançada, baixo peso, raça caucasiana, histórico de doença na
família, deficiência hormonal, dieta pobre em cálcio, uso de
determinadas medicações como corticóides, fumo, álcool e uma vida
sedentária.
O diagnóstico da
osteoporose é feito através da densitometria óssea, um exame
simples e indolor que pode ser descrito como uma “radiografia” do
corpo. Com ele, é possível identificar a quantidade de mineral
presente nos ossos e dar o direcionamento adequado ao tratamento,
caso necessário.
Infelizmente, até
hoje, não existe cura para a osteoporose e o objetivo principal do
tratamento é evitar as fraturas. Há dois caminhos que podem ser
seguidos: um à base de medicamentos e outro não medicamentoso. Na
terapia à base de remédios, os tratamentos evoluíram muito nos
últimos anos. Comprimidos que eram tomados diariamente, hoje já
podem ser tomados a cada semana e até mensalmente. Já o tratamento
sem medicamentos é feito com uma alteração no estilo de vida do
paciente, que inclui atividades físicas constantes, alimentação
rica em cálcio e exposição adequada ao sol para estimular a
absorção de vitamina D. O seu médico saberá optar por um desses
tratamentos ou até mesmo por ambos, de acordo com as
características de seu caso.
Vale ressaltar
que apesar dos tratamentos disponíveis, o mais importante é
prevenir a doença bem antes de se chegar à maturidade. Por isso, é
fundamental que, desde a juventude, já exista uma conscientização
sobre a enfermidade e suas formas de prevenção. Ter uma dieta rica
em cálcio desde a infância, manter atividade física regular,
evitar o uso de álcool e fumo certamente são ações que poderão
garantir uma “reserva óssea” para quando o corpo precisar. Quanto
maior for essa “reserva”, menor a probabilidade de desenvolver a
osteoporose. Lembre-se: para a osteoporose, a prevenção é o melhor
remédio. Procure seu médico para mais informações.
Dr. Marco Paschoalin
Dor de cabeça se torna mais comum na
adolescência
Pesquisa revela que problema é comum
em estudantes, mas afeta mais o sexo feminino
Segundo levantamento publicado nos
Arquivos de Neuro-Psiquiatria, a dor de cabeça, ou cefaléia, é um
problema comum em crianças e adolescentes, mas afeta mais as
meninas, e tende a se tornar mais frequente com a idade. O
trabalho é da autoria de Regina Pires de Albuquerque, pesquisadora
do Departamento de Neurologia da Faculdade de Medicina de Rio
Preto (SP) e colegas e foi veiculado na edição de setembro de
2009.
De acordo com os
autores, para a colheita de dados, foi realizado levantamento com
estudantes - adolescentes e crianças - com idades variando entre 6
e 18 anos, na cidade de São José do Rio Preto (estado de São
Paulo). Foram incluídos no trabalho 385 estudantes de escolas
públicas e privadas, da primeira à oitava série, no estudo piloto.
Regina e colegas declaram que foram realizados questionários com
os pais dos jovens, que incluíram perguntas como: quantas vezes a
criança reclamou de dores de cabeça (poucas vezes,
esporadicamente, muitas vezes), quando foi a última queixa das
dores e outras.
Entre os
resultados, os pesquisadores apontam que a prevalência de dores de
cabeça durante a vida dos estudantes foi de 91,8% (4.794
indivíduos do total da população analisada). Dois mil setecentos e
sessenta e oito estudantes (53,7%) declararam sofrer de episódios
de dores de cabeça, algumas vezes ou muitas vezes, nos últimos 12
meses. Os autores também afirmam que houve diferenças entre as
prevalências das dores de cabeça entre meninos e meninas, com
86,2% dos estudantes do sexo feminino fazendo queixas das dores,
contra 81,9% dos estudantes do sexo masculino.
“Considerando os dados relacionados
aos episódios do último ano, foi verificada uma diferença
estatística significativa entre os gêneros. Dores de cabeça
ocorreram pelo menos uma vez por mês em 36,6% das meninas
(incluindo mensalmente, semanalmente e diariamente) e 28,2% dos
meninos. Foi constatado que as queixas diárias de dores de cabeça
nas meninas foram quase o dobro da porcentagem das dos meninos”,
dizem eles, e acrescentam que “foi observado que entre crianças
entre seis e 11 anos, a maioria das reclamações ocorreu bem poucas
vezes (30,6%) ou às vezes (35,8%). No caso dos jovens entre 12 e
18 anos, a porcentagem das queixas ‘muitas vezes’ é 5,5% maior que
no do grupo das crianças”.
Para Regina e
colegas apontam no artigo as possíveis causas do problema nos
pacientes mais jovens: “mudanças na estrutura da sociedade e o
aumento do estresse nessa faixa etária específica são motivos dos
quais suspeitamos”. O grupo de cientistas acredita que “estudos
futuros poderão se levados a cabo para desenvolver ferramentas de
pesquisa que vão permitir a identificação de crianças em risco de
desenvolver dores de cabeça crônicas”.
A flora intestinal é uma colônia de
bactérias fundamentais à vida humana. Elas se encontram dentro do
tubo intestinal e sua função primordial é auxiliar a digestão dos
alimentos. Elas também servem para evitar a proliferação de
agentes nocivos ao corpo (outras bactérias, fungos, protozoários)
ao sobreporem-se a eles por estarem em maior número.
Logo, fica clara
a importância de se preservar a flora intestinal bem equilibrada.
Quando isso não acontece, as toxinas produzidas pelas bactérias
agressoras e pelos fungos entram em contato com as células do
organismo. Diversas doenças surgem nessa situação. Problemas
metabólicos, depressão, ansiedade, perda da libido, infertilidade
são apenas alguns exemplos.
As mulheres que
se incomodam tanto com a celulite também devem saber que a saúde
da flora intestinal pode estar relacionada. Isso porque com o
fígado sobrecarregado de toxinas, os sistemas circulatório e
linfático também ficam extrapolados, o resultado da conta é a
celulite.
Para evitar tudo
isso, a alimentação é fundamental. É importante ingerir boas
quantidades de fibras solúveis, que chamamos de prebióticos,
encontradas na aveia, no trigo, na cevada, por exemplo. Já em
casos de flora deficiente, o consumo de próbióticos, como alguns
iogurtes disponíveis no mercado, ajuda a repor as bactérias
benéficas.
Doutor Carlos A. Sabbag
Memória Metabólica do diabetes
reforça importância da prevenção da doença
Estima-se que metade dos pacientes
diabéticos não sabe que está doente. Em países em desenvolvimento,
esse índice chega a 80%. Essas pessoas evoluem longos anos sem
nenhum sintoma que possa revelar a doença. Quando passam a
apresentar sintomas, eles são muitas vezes tão vagos e
inespecíficos que são confundidos com cansaço e estresse. Somente
quando o paciente passa a urinar muito, beber muita água e a
emagrecer é que as pessoas procuram atendimento médico. Esse
período de doença, assintomático, pode durar vários anos preciosos
e pode definir a evolução da doença para um curso benigno e sem
complicações, ou para uma patologia grave e debilitante, com
complicações vasculares terríveis.
Muitos
pacientes chegam ao consultório queixando-se de que tem a glicose
“um
pouco elevada”,
sem saber que são diabéticos. Quando cientes sobre o seu
diagnóstico, muitas vezes, têm resistência em aceitar o fato, pois
continuam afirmando que é apenas uma elevação pequena na glicemia.
Em outros casos, eles até
“aceitam
o diagnóstico”,
mas continuam pensando que é um diabetes
“leve”,
como se existisse diabetes leve. Outras vezes, nos deparamos com
pessoas mal orientadas por colegas que desconhecem a importância
de um diagnóstico precoce do diabetes para que se possamos
instituir um tratamento precoce. Com isto, perdemos o timing para
esclarecer e prevenir as complicações crônicas da doença.
Valores de glicemia que podem
dificultar o diagnóstico
Fazer um diagnóstico baseado em um
valor laboratorial é outro grande problema do diabetes, pois,
muitas vezes, um diagnóstico deixa de ser feito durante muito
tempo. Valores normais e anormais dependem de padronizações muito
bem definidas, mas que variam de acordo com o quadro clínico
apresentado. Um exemplo disso é o valor de normalidade da glicemia
de jejum. Quando dizemos que glicemias de jejum normais estão
entre 70 e 100mg/dL, isso não significa que não tenhamos
diabéticos com glicemia de jejum de 95mg/dL ou pessoas normais com
glicemia de jejum de 110mg/dL. Daí que esses valores devem ser
analisados em conjunto com outras variáveis como antecedentes
familiares de diabetes, peso corporal, nível de estresse, tempo de
jejum, medicamentos utilizados, etc.
Outro motivo de
confusão são os valores de glicemia que definem o diagnóstico de
diabetes como maior ou igual a 126mg/dL.
Entretanto, quem poderá dizer que
uma pessoa com glicemia de jejum de 125mg/dL não é diabética?
Chegamos ao extremo de encontramos pacientes com glicemia de jejum
de 80mg/dL que já revelam o diabetes quando submetidos a uma curva
glicêmica. Suspeitamos deles ao analisarmos seus antecedentes
familiares de diabetes, seu peso corporal e outras alterações
laboratoriais sugestivas da doença, como um HDL colesterol baixo e
triglicérides elevado.
Memória Metabólica
–
as novas evidências do efeito deletério do descontrole glicêmico
inicial
Há alguns anos, vem sendo
confirmadas evidências contundentes de que o excesso de glicose na
circulação e nos órgãos dos diabéticos, na fase inicial da doença,
pode marcar para sempre a memória de suas células, principalmente,
aquelas sujeitas às agressões crônicas da hiperglicemia como os
rins, retina, coração e membros inferiores. Esse efeito é tão
importante na evolução da doença que nos faz acreditar que após um
longo período inicial de negligência no controle do açúcar no
sangue, muito pouco podemos fazer para prevenir as lesões que
incapacitam os pacientes.
São bem
conhecidas e temidas as seqüelas do diabetes mal controlado, de
maneira que quase nada podemos fazer frente à falência renal, a
não ser a hemodiálise e o transplante; diante das lesões de retina
que levam à cegueira; frente ao infarto agudo do miocárdio,
principal causa de morte nesses pacientes, e nas graves lesões
periféricas para prevenir as amputações.
Prevenção das lesões celulares
Algumas vezes, não entendíamos o
porquê de alguns pacientes diabéticos sofrerem tais conseqüências
apesar de estarem relativamente bem compensados e manterem
glicemias consideradas normais. Hoje, sabemos que muito
provavelmente eles sofrem das conseqüências da memória metabólica
de suas células, lesadas no início da doença, através de um
descontrole glicêmico prolongado.
As lesões
iniciais parecem ser causadas pelos famosos radicais livres
produzidos a partir do excesso de açúcar a que essas células foram
expostas. Dito dessa forma parece natural pensar no tratamento
utilizando-se as vitaminas antioxidantes. Entretanto, já está bem
estabelecido que os antioxidantes disponíveis, principalmente os
suplementos vitamínicos, não tem nenhum efeito benéfico no
tratamento do diabetes. Quando utilizados em grandes doses, eles
podem até ser deletérios e não faltam evidências científicas para
isso. Uma pesquisa recente e de grande credibilidade demonstrou
que o betacaroteno, vitamina A e vitamina E podem aumentar a
mortalidade destes pacientes.
As pesquisas
estão evoluindo no sentido de encontrarem sustâncias capazes de
desligar ou apagar a tal memória metabólica. Para tanto, alguns
medicamentos usados para o controle do diabetes e para o
tratamento da hipertensão arterial têm se mostrado promissores em
reduzir as substâncias que, em última análise, causariam as lesões
da memória metabólica. Esta já é uma possibilidade terapêutica ao
nosso alcance, entretanto, a única certeza que ainda temos na
prevenção desse processo é o diagnóstico precoce do diabetes e o
controle metabólico rigoroso no início da doença.