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Edição de  Fevereiro de 2012

‘Beijo na boca' também representa riscos à saúde, detalha doutor Arany Tunes em 2ª entrevista no Domingão do Faustão

Em entrevista exibida no ultimo dia1º de janeiro, cirurgião-dentista explicou a Fausto Silva que beijo emagrece, diminui estresse, ativa sistema imunológico, previne cáries e mau hálito, mas também pode transmitir doenças perigosas, como hepatite B e meningite

 

Veja aqui dicas do especialista sobre como ‘beijar com segurança'

Doutor Arany Tunes atende em 11 cidades diferentes dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e no Distrito Federal: São Paulo, Campinas, Indaiatuba, Sorocaba, Jundiaí, Piracicaba, Santos e São Bernardo do Campo, Rio de Janeiro, Goiânia e Brasília

O cirurgião-dentista Arany Tunes, um dos maiores especialistas em mau hálito do país, foi entrevistado ontem (1º de janeiro) ao vivo no programa Domingão do Faustão, da TV Globo - foi a segunda entrevista a Fausto Silva em menos de um ano do doutor Arany, cirurgião-dentista que atua em São Paulo, um dos maiores especialistas do mundo em mau hálito.

Na entrevista, um assunto que interessa a todo mundo: os riscos à saúde do ‘beijo na boca'.

Segundo o doutor Arany Tunes, além da sensação agradável de afeto que proporciona, o beijo tem vários outros benefícios à saúde - mas também pode acarretar riscos!

Beijar pode, por exemplo, ativar o sistema imunológico e induz à produção de anticorpos, melhorando a imunidade.

Pode ajudar a prevenir cáries e mau hálito, pois estimula a produção de saliva, que protege nossa boca.

Além disso, pode contribuir para a diminuição do estresse, devido à liberação, durante o ato de beijar, de endorfinas, os chamados "hormônios da felicidade".

E como se não bastasse beijar "emagrece": um beijo romântico rápido queima cerca de 3 calorias, enquanto beijar intensamente durante um minuto pode queimar cerca de 15 calorias.

Mas o doutor Arany Tunes também faz um alerta: feito de forma "irresponsável" e, digamos, sem os "mínimos cuidados", beijar também pode trazer riscos à saúde.

Por exemplo, são várias as doenças que podem ser transmitidas por um simples beijo: hepatite B (que pode evoluir para o câncer de fígado), herpes (aquelas bolhas que aparecem nos lábios e depois viram feridas próximas à boca), candidíase (conhecida popularmente como "sapinho") e até tuberculose e mononucleose - sem falar da gripe.

"Segundo um estudo do British Medical Journal, beijar várias pessoas no mesmo dia aumenta em até quatro vezes o risco de contrair meningite", resume o doutor Arany Tunes.

Segundo o especialista, isso pode ocorrer porque apenas em uma única gota de saliva que se troca num beijo podem existir cerca de 2 bilhões de bactérias - inclusive bactérias que provocam a cárie.

É bom deixar claro que a AIDS geralmente não é transmitida pelo beijo. Somente pode ocorrer o contágio caso ocorra sangramento ou feridas bucais abertas. Esse risco é maior em portadores de piercing lingual, pois podem ocorrer sangramentos com mais facilidade.

"Apesar de milhões de bactérias serem trocadas durante o beijo, desde que os indivíduos estejam saudáveis, beijar é muito seguro! Senão estaríamos todos mortos", brinca o doutor Arany Tunes, que detalha: cerca de 29 músculos faciais entram em ação durante o beijo, sendo que 17 são da língua. E o tato nos lábios é 200 vezes mais forte que nos dedos. Por isso beijar é tão intenso.

Veja a seguir algumas dicas do doutor Arany Tunes para um "beijo saudável":

- mantenha em dia a saúde da boca: sangramentos da gengiva, boca seca, gosto amargo pode ser o alerta de doenças. Nesses casos, o melhor a fazer é procurar um bom dentista.

- mantenha uma boa higiene bucal, utilizando o fio dental e escovando bem os dentes após as refeições. Isso garante que você não passe resíduos alimentares para seu parceiro durante o beijo.

- cuidado com o mau hálito: pessoas com esse problema ou dificilmente conseguem beijar ou evitam beijar as pessoas - ou então "castigam" o companheiro ou companheira.

- o cigarro é um grande "vilão" do beijo, pois, invariavelmente, quem beija um fumante sente um gosto desagradável. O melhor é mesmo parar de fumar.

- herpes é uma doença muito comum e pode ser transmitida pelo beijo. Quem teve herpes bucal uma vez terá sempre. Quando você perceber que vai ficar com herpes (primeiro a pele fica "ardida" e depois saem umas bolhinhas), não beije ninguém até desaparecerem os sintomas.

- enxaguantes bucais e sprays podem ajudar antes de um "encontro". Mas evite os produtos com álcool. E caso você tenha algum problema (como o mau hálito, por exemplo) é melhor procurar um especialista do que ficar disfarçando o problema.

- evite muitas balas e chicletes: eles podem provocar cáries e outros problemas bucais. Uma boca saudável não precisa disso. Basta cuidar da saúde bucal.

- se você usa aparelho ortodôntico fixo, cuidado ao beijar: o aparelho tem arestas que podem ferir a gengiva do seu parceiro ou enroscar no aparelho dele (caso ele também use).

Formado pela UNESP, o doutor Arany Tunes atende há mais de dez anos diariamente pacientes com mau hálito em clínicas de 11 cidades diferentes dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e no Distrito Federal (São Paulo, Campinas, Indaiatuba, Sorocaba, Jundiaí, Piracicaba, Santos e São Bernardo do Campo, Rio de Janeiro, Goiânia e Brasília), sendo hoje um dos maiores estudiosos do tema.

O doutor Arany Tunes fica à disposição da mídia, para conceder entrevistas e detalhar mais os riscos do beijo.

Entenda o mau hálito:

Mais conhecido popularmente como "bafo" e cientificamente como "halitose", o mau hálito é um problema de saúde pública mais freqüente e mais grave do que se imagina - principalmente na terceira idade.

Pesquisas recentes mostram que quase 70% das pessoas acima dos 65 anos têm o chamado "mau hálito".

"A halitose não é uma doença, mas um importante ‘sinal' que o nosso organismo emite para alertar que algo está errado. E esse ‘sinal' deve ser investigado. O objetivo é descobrir a causa do mau hálito, que deve ser tratada, para eliminar assim todo o problema", resumiu o doutor Arany Tunes.

E não são apenas os idosos que sofrem com o problema: estima-se que pelo menos 30% da população brasileira - cerca de 50 milhões de brasileiros - também tem mau hálito crônico.

Trata-se de um sério problema de saúde pública, mas ainda cercado de mitos, crenças e desinformação.

O cirurgião-dentista Arany Tunes explica que o mau hálito pode ter até 60 causas diferentes.

As causas do mau hálito - Segundo Arany Tunes, problemas como prisão de ventre, queda na produção de saliva, além de doenças nas gengivas são algumas das causas mais freqüentes de mau hálito.

Mas o problema também pode ser causado por doenças mais graves, como a leucemia, diabetes, câncer de estômago e a sífilis.

Segundo o doutor Arany Tunes, há atualmente uma série de tratamentos que podem eliminar o problema.



Irritações na pele: proteja o seu filho nesse verão
Estação mais quente do ano favorece o surgimento de irritações na pele

 

A estação mais quente do ano é também a que oferece mais risco de irritação da pele de crianças. A exposição ao calor e a prevenção inadequada são apontados como os principais fatores que colaboram com o surgimento de irritações na pele dos pequenos. A pele das crianças é mais sensível que a dos adultos porque na infância ela ainda não apresenta proteções específicas, como a produção de óleo e suficiente pigmentação, além disso, as glândulas sudoríparas não estão totalmente desenvolvidas e a pele é genuinamente mais fina.

As características formam um prato cheio para o surgimento de irritações. Portanto, todo cuidado é pouco. Entre os principais problemas estão: As brotoejas, alergias, irritação da areia (no caso da praia) e reação ao filtro solar. "Ao longo do tempo a pele vai ficando mais firme e  mais grossa, características que indiretamente a protegem contra os fatores que possam agredi-la. Mas, até lá, todo cuidado é pouco quando se trata de uma criança, sendo necessário bom senso dos pais na hora de levarem seus filhos à praia, por exemplo,", explica o médico dermatologista Fernando Passos de Freitas.

O médico explica que cada caso  carece de um cuidado específico, mas dicas simples e gerais já podem evitar consideravelmente um problema futuro. Evitar o excesso de sol, freqüentar lugares quentes e ambientes fechados já evitam que a pele da criança apresente brotoejas, por exemplo.

Em caso de assaduras, é importante cuidar bem da área com uma pomada específica. "Pais devem ficar atentos nas áreas das dobrinhas corporais, já que com o tempo quente podem surgir assaduras com facilidade. Se a pele ficar muito agredida, podem até surgir cicatrizes futuras", informa o médico.

 

Problemas mais comuns:

- Assaduras:
As assaduras são uma conseqüência da irritação da pele devido a urina na região de fraldas. O abafamento, calor e dobras agravam ainda mais o problema. Os pais devem se atentar, sobretudo,

 

 em relação à higiene da criança, evitando que a criança fique molhada por muito tempo. O uso de fraldas de qualidade, que absorvam e controlem o fluxo da urina, também se faz necessário. Caso perceba qualquer alteração como: pele avermelhada, surgimento de pústulas (um tipo de espinha) ou feridinhas, procurar imediatamente um especialista. 

- Brotoejas:
As brotoejas surgem geralmente em áreas onde o suor é mais intenso, como pescoço e axilas. Por não ter as glândulas sudoríparas totalmente amadurecidas, a pele acaba se irritando. A prevenção é evitar expor a criança ao calor. Para combater as existentes, basta molhar as áreas com água fria e passar amido de milho para acalmar a pele. Importante sempre manter a pele descoberta.

- Filtro Solar:
Se o filtro solar ou hidratante tiver muita química, fatalmente a criança irá sentir na pele, que ficará grosseira e avermelhada. Para crianças, o filtro ideal é o que possua consistência leve, ativos hidratantes e fórmulas que impeçam a penetração dos raios solares. Caso perceba a irritação, lave a região imediatamente.

-Irritação da areia:
A areia por si só já incomoda a criança. Podem surgir "bolinhas", como se fossem cabeças de alfinete. Para tratar, basta não expor a criança novamente às areias da praia.

 

Fernando Passos de Freitas

 


Casos de otite externa mais que dobram no verão

Confira as principais dicas para cuidar da sua saúde auditiva nessa época do ano.

 

 

Durante a estação mais quente do ano, fica difícil resistir a um bom banho de praia ou de piscina. No entanto, estas atividades comuns nos primeiros meses aliadas ao calor e à umidade do verão podem favorecer o aumento de inflamações e infecções no ouvido. Segundo a Sociedade Brasileira de Otologia (SBO) os casos de otite externa mais que dobram durante esse período, tornando-se a principal queixa dentro dos consultórios otorrinolaringológicos. 

A otite externa pode ser definida como a infecção que atinge o canal externo do órgão auditivo. Segundo o otorrinolaringologista e presidente da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia, Dr. Marcelo Hueb, o contato excessivo com a água e a umidade são as principais causas das infecções durante o verão, além, é claro, dos hábitos assumidos pela população durante os meses mais quentes.

O contato constante com a água quando o ambiente está úmido e quente pode modificar o revestimento do canal auditivo externo, retirando a proteção do local, o que pode ocasionar descamação e coceira. Esse incômodo provoca a necessidade de o paciente secar o ouvido constantemente, causando escoriações que facilitam a entrada de bactérias e fungos.

Segundo o Dr. Marcelo Hueb, a tríade “não molhar, não coçar e procurar o otorrinolaringologista” é a melhor maneira de prevenir este problema. “Procurar o otorrinolaringologista significa não apenas visitas periódicas, mas também visitas prévias ao verão. De uma maneira geral, em relação às otites externas, prevenir é sempre o melhor remédio, principalmente em recém-nascidos, idosos ou pacientes debilitados”, explica ele.

A otite externa afeta adultos e crianças e deve ser diferenciada da otite média aguda, que apresenta maior incidência nos meses de inverno e em crianças até os seis anos de idade. Entre os principais sintomas da otite externa estão dor, coceira, secreção e diminuição da audição.

O médico dá algumas dicas sobre como prevenir a otite externa neste verão.

 

6 Dicas para preservar sua saúde auditiva:

1.   Nunca pingue nada no ouvido além dos remédios recomendados pelo seu médico;

2.   Evite nadar e mergulhar em águas poluídas;

3.   Nunca introduza cotonetes, grampos ou outros objetos no canal externo do ouvido;

4.   Seque bem os ouvidos após nadar, mergulhar ou após o banho. Use apenas uma toalha de papel ou mesmo papel higiênico na ponta do dedo indicador;

5.   Nadadores com otite externa recorrente não devem se esquecer dos protetores auriculares e de secar bem os ouvidos após o contato com a água;

6.   Procure sempre um otorrinolaringologista quando tiver dor de ouvido. Outras doenças podem estar associadas a esta dor ou mesmo à otite externa, e somente o médico poderá orientá-lo sobre os cuidados necessários.


Ministério da Saúde alerta para doenças do verão

Período de chuvas e calor é época com maior registro de doenças como dengue e febre amarela, além de ocorrências de desidratação e intoxicação alimentar. População deve ficar atenta a vacinas e cuidados com alimentos e exposição ao sol

 

Com a chegada do verão, alguns cuidados devem ser tomados para que doenças que costumam ser freqüentes nesta época do ano sejam evitadas. “O calor e o excesso de umidade podem formar um ambiente propício à proliferação de bactérias, fungos e mosquitos. Por isso, é bom ficar atento e evitar a desidratação, a micose e outras doenças”, alerta o Secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa.

A principal época de transmissão da dengue, por exemplo, é o verão. “Como as chuvas são mais freqüentes neste período, devemos tomar cuidado redobrado com qualquer recipiente que possa acumular água, pois ele podem se tornar um lugar favorável para a reprodução do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença”, observa o secretário.  No último ano, foram registrados mais de um milhão de casos suspeitos de dengue em todo o país, com 63% das ocorrências registradas nas regiões Centro-Oeste e Sudeste.

O Ministério da Saúde recentemente lançou a Campanha Nacional de Combate à Dengue – “Sempre é Hora de Combater a Dengue”, que pretende reforçar a sensibilização da sociedade sobre a importância de se prevenir a proliferação do mosquito transmissor da doença. A cartilha orienta que basta manter hábitos domésticos simples para se evitar a proliferação do Aedes aegypti, como limpar calhas e caixas d’água e recolher o lixo. “Ao apresentar sintomas como febre alta, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores pelo corpo e náuseas, a pessoa deve procurar imediatamente orientação médica e não se automedicar”, explica Jarbas Barbosa.

Febre Amarela – Já a febre amarela pode ser transmitida em qualquer época do ano. Mas, neste período de férias, é importante se informar se a cidade de destino do viajante recomenda a vacina contra a doença, que deve ser tomada dez dias antes da viagem. A febre amarela silvestre é transmitida, normalmente, pela picada do mosquito infectado Haemagogus janthinomys e pode levar à morte. A vacina é a principal forma

   de prevenção e é recomendada para toda a população a partir dos nove meses de idade. No Brasil, no período de 1990 a 2010, ocorreram 587 casos da doença, com 259 óbitos. O maior número de registros foi no estado de Minas Gerais, onde foram confirmadas 104 mortes por febre amarela, seguido do Maranhão, com 90; Goiás, com 88; Pará, com 84; e Amazonas, com 43.

 

Intoxicação Alimentar - As temperaturas altas do verão são um dos principais fatores que ocasionam a intoxicação alimentar e hídrica – causadas, respectivamente, pelo consumo de comida e água contaminadas. Os sintomas podem ser diarréia, febre, náuseas e vômitos, que podem levar à desidratação.

A cólera também é transmitida, principalmente, pela ingestão de água ou alimentos contaminados pelas fezes ou vômitos de um doente, manipulação com as mãos sujas bem como por moscas e outros insetos. A doença ocorre, ainda, pela ingestão de comidas infectadas por pessoas que os manipularam com as mãos sujas bem como por moscas e outros insetos.

“Para evitar a ocorrência de doenças como essas, é necessário estar sempre atento à segurança, qualidade e conservação dos alimentos”, alerta o Coordenador Geral de Informações e Análise Epidemiológica do Ministério da Saúde, Juan Cortez-Escalante.

 

Insolação - A insolação e a desidratação também podem ser ocasionadas pela exposição excessiva ao sol e ao tempo quente. “A recomendação é beber ao menos dois litros de água por dia, sempre aplicar o protetor solar no mínimo 30 minutos antes de se expor ao calor e evitar as horas com maior concentração solar (entre 11h e 16h), além de usar chapéus, óculos de sol e roupas leves”, observa Cortez-Escalante.

 

Vanessa Teles

Agência Saúde – Ascom/MS

 


Cerca de 90% das pessoas têm herpes labial sem que necessariamente a doença se manifeste

 

Ardência, dor e coceira nos lábios são sinais de uma doença infecciosa muito comum, que pode acometer 90% da população: o herpes labial ou herpes simples. Grande parte das pessoas apresentam a infecção latente, ou seja, não necessariamente têm manifestações da doença. Entretanto, o vírus permanece “escondido” e pode aparecer a qualquer momento, resultado de baixa resistência, exposição ao sol ou ao frio extremos e até estresse. Por isso, é possível que ocorra uma única vez na vida ou, mais caracteristicamente, ser uma doença recorrente, com vários surtos ao longo do tempo.

Causado pelo vírus herpes simplex tipo 1, o herpes labial se caracteriza por bolhas nos lábios, que tornam a doença muito contagiosa quando em contato direto, seja com ferimentos de uma pessoa ou por meio de um beijo, ou indireto, pelo uso de talheres, por exemplo.

De acordo com o infectologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Artur Timerman, a doença se divide em diferentes etapas. “No começo, o lábio arde, coça, incha e surgem bolhas doloridas. Um ou dois dias depois, elas rompem e tornam-se uma só ferida com secreção. É nessa hora que o vírus pode ser transmitido com mais facilidade. No último estágio, depois de uns cinco dias, a ferida seca e sara”, diz o infectologista.

Para evitar novos casos de herpes labial, é importante buscar tratamento com especialistas que vão indicar antivirais para acelerar o processo de cicatrização, além de cuidados de higienização local para evitar que a doença se espalhe para outras regiões do rosto e, principalmente, para outras pessoas.

Entre os cuidados sugeridos estão: lavar sempre as mãos após tocar a infecção, não colocar a mão nos olhos, evitar o contato com os lábios de outras pessoas e manter rigorosa higienização da zona do lábio afetada, por meio da aplicação de produtos que garantam uma boa desinfecção local.


Calor e umidade são as principais causas para doenças de pele no verão e podem aumentar em até 50% as consultas em clínicas dermatológicas

Especialista do HCor explica como identificar e prevenir as doenças de pele mais comuns do verão

Sol e umidade em excesso, contato com ambientes com grande circulação de pessoas, praias e piscinas. Esses são alguns dos cenários propícios para o surgimento de doenças de pele no verão. Com a chegada da estação é comum o aumento da transpiração e umidade do corpo, e, com isso, crescem os casos de micoses, frieiras e infecções bacterianas, além de irritações na pele como brotoejas e alergias de contato. Nessa época, estima-se que há um aumento de até 50% no número de consultas em clínicas dermatológicas no Brasil, decorrentes da umidade e exposição excessiva ao sol.

De acordo com o Dr. José Antônio Sanches, Dermatologista do HCor – Hospital do Coração em São Paulo, o calor e a umidade - próprios do verão - favorecem a proliferação de bactérias e fungos, principais causadores de doenças de pele. “Com o uso de roupas úmidas por períodos prolongados como maiôs, shorts, biquínis e sungas, e maior frequência em clubes, piscinas, vestiários e praias no período do verão, onde há maior chance de contato com bactérias e fungos, muitas pessoas contraem doenças de pele comuns no verão, como frieiras, micoses, herpes labial, irritações cutâneas, entre outras. Algumas dessas doenças podem ser evitadas com atitudes simples, como escolher praias e clubes próprios para banho, evitar roupas e calçados úmidos e locais com grande número de pessoas, o que torna um agravante para o contágio das doenças”, explica o especialista.

Segundo Dr. Sanches o contato com a areia de praias frequentadas também por cães e gatos favorece a chance de contrair a larva migrans (conhecida como bicho geográfico), pois as larvas causadoras dessa  encontram-se nas fezes desses animais. Além disso, em algumas regiões rurais e praias (principalmente do nordeste brasileiro) há ocorrência da tungíase, mais conhecida como bicho do pé. Já o uso de perfumes e determinados cosméticos, assim como contatos com plantas ou sucos (principalmente sumo de limão) em

   combinação  com exposição solar desencadeia uma erupção denominada fitofotodermatose, uma espécie de queimadura solar que pode causar bolhas e manchas duradouras na pele afetada.

Já no que diz respeito ao calor e exposição excessiva ao sol pode haver o desenvolvimento das brotoejas, principalmente em crianças. A exposição solar aguda e intensa (mesmo em dias nublados), sem proteção solar, desencadeia queimaduras solares. O uso do protetor solar é muito importante para evitar o câncer da pele e o envelhecimento precoce, mas em alguns casos podem desencadear erupções acneiformes, por conta da oleosidade dos produtos.

 Quando detectada alguma alteração na pele, o paciente deve procurar o auxílio de um dermatologista para fazer o diagnóstico correto e tratamento mais indicado para o seu problema. “Quando se trata de problemas de pele, algumas pessoas possuem receitas caseiras e medicamentos que podem auxiliar na melhora da doença, porém não indicamos o uso de qualquer tipo de medicamento sem a prescrição médica, visto que muitos dos sintomas apresentados são semelhantes em doenças diferentes. Por isso da importância da consulta com um especialista”, completa Dr. Sanches.

 

 Como prevenir e evitar doenças de pele no verão:

Evitar aglomerações em praias, piscinas, clubes;

Evitar permanecer com roupas molhadas;

Calçar chinelos, sandálias de borracha em vestiários, clubes;

Evitar praias consideradas impróprias para banhos ou piscinas não adequadamente tratadas, assim como praias frequentadas por cães e gatos;

Evitar contato com sumo/sucos/produtos cosméticos antes e durante a exposição solar (a recomendação vale também para dias nublados);

Higiene adequada de todo corpo com frequencia, assim como enxugar adequadamente as áreas de dobras e espaços entre os dedos dos pés.


Pediatra alerta sobre os perigos da desidratação em crianças

 

 

As crianças e os bebês são as principais vítimas da desidratação nesta época de verão. Por terem maior proporção de água no organismo, a perda de líquidos e eletrólitos na infância é uma ameaça eminente, que, se não cuidada pode ser até fatal, alerta o pediatra David Elias Nisenbaum, do Hospital Infantil Sabará. Para esclarecer a questão, o médico responde abaixo algumas questões sobre a desidratação.

 

 O que causa a desidratação nas crianças?

O que causa a desidratação é a perda de líquido pelo organismo, seja por diarréia e vômitos, e pela diminuição de ingestão de líquidos.

 

A diarreia é a causa mais comum de desidratação em crianças?

Sim. Ocorre devido a infecções intestinais causadas por vírus, bactérias e intoxicação alimentar. Pode estar associada a outras doenças, como gastroenterite, dengue e leptospirose.

O que os pais devem fazer para prevenir a desidratação?

As crianças não costumam pedir água, por isso os adultos devem se lembrar de oferecer líquidos várias vezes ao dia. Evite o consumo de produtos de procedência desconhecida ou com alto nível de perecibilidade (como ovo, maionese, carnes etc), evitando assim possíveis intoxicações alimentares que causam diarreia e consequentemente a desidratação. E não deixe a criança exposta ao sol, elas devem obedecer a horários específicos (antes das 10h00 e após as 16h00), sempre com protetor solar e uso de barreiras físicas (boné, guarda-sol)

 

Qual a melhor bebida para evitar a desidratação?

Além da água, a água de coco, os chás e os sucos naturais são ideais. Evite os refrigerante e os sucos industrializados que são calóricos.

 

Quais os sintomas da desidratação?

Boca seca, pele sem elasticidade, olhos fundos, prostração, pouca urina ou intervalos longos para urinar, aprofundamento da moleira nos bebês, dores de cabeça e choro sem lágrima.

 

Se a criança for diagnosticada com desidratação, o que se deve fazer?

O tratamento é prescrito pelo médico e consiste na reposição de líquidos e eletrólitos via oral ou venosa. O soro caseiro é uma receita simples e eficaz (Um copo de água limpa e potável de 200 ml, a ponta da colher de chá de sal e duas colheres rasas de açúcar). Um erro comum é suspender a alimentação. As crianças devem e precisam se alimentar, mas opte por dieta leve, sem alimentos gordurosos, frituras, condimentados.


Cãibras: pesadelo de atletas profissionais e amadores

 

Quem acompanhava o campeonato de tênis US Open neste final de semana levou um susto ao ver o espanhol Rafael Nadal se contorcendo de dor durante a entrevista coletiva ao fim da partida ganha contra o argentino David Nalbandian. O tenista número dois do mundo sofria com uma cãibra na coxa enquanto conversava com jornalistas do mundo todo e foi atendido por médicos ali mesmo.

“Nadal se utiliza muito de reservas físicas em seus jogos, levando o corpo a um desgate muito grande. É claro que ele é um atleta bem nutrido e acompanhado. Mas ainda assim, o corpo dele é levado a tal limite que, mesmo com todo o cuidado, as cãibras acabam aparecendo. Ainda mais depois de um jogo longo como esse último contra o Nalbandian”, afirma Rodrigo Fazio, fisioterapeuta do Instituto Paulistano de Neurocirurgia e Cirurgia da Coluna Vertebral.

Cãibras são contrações involuntárias, podendo gerar dores que impossibilitam o movimento e não é exclusividade de atletas de elite. É muito comum em atletas amadores, quando não estão preparados para tal estímulo físico. Ela pode ser causada por diversos motivos, como: falta de nutrientes como cálcio, sódio e potássio, por uma hidratação deficiente ou programa de treinamento errado. Pouca flexibilidade também favorece o aparecimento de cãibras, assim como o estresse muscular após alguma atividade muito vigorosa que foi além do limite do praticado/acostumado. “Em atletas amadores, o treino evolutivo é a melhor forma de prevenir as tão desagradáveis câimbras”, afirma Rodrigo.

 

Dr. Rodrigo Fazio  


Células-tronco do cordão umbilical podem tratar linfomas

 

Medicina tem grandes avanços por causa da utilização de células-tronco do cordão umbilical em tratamentos da doença que atinge o ator Reynaldo Gianecchini.

Nos últimos 25 anos os casos de linfoma não-Hodgkin praticamente duplicaram principalmente em pessoas com mais de 60 anos, no entanto, a população jovem não está livre desta doença. Um exemplo é o ator Reynaldo Gianecchini, que recentemente descobriu estar com linfoma de células T não Hodkins. O linfoma não-Hodgkin é um câncer que atinge o sistema linfático, este é responsável por produzir e armazenar linfócitos, sendo que as células T presentes protegem o organismo contra vírus, fungos e algumas bactérias.

Na maioria dos casos o linfoma é tratado com quimioterapia, radioterapia, ou ambos. Todavia, o que muita gente não sabe é que o transplante de células-tronco hematopoéticas é uma opção extremante eficaz para tratar a doença. Este tipo de célula é encontrado no sangue do cordão umbilical e placentário (SCUP), que por não ter sofrido a ação de fatores externos (estresse, tempo, medicamento entre outros) tem uma ótima eficácia no tratamento de linfoma e de várias outras moléstias hematológicas.

Devido a esta importante utilidade na medicina é de suma importância que seja incentivada a coleta e armazenamento de células do SCUP. Além de serem fáceis de coletar não causam rejeição nem ferem princípios éticos e religiosos. “As células-tronco do SCUP são muito importantes para o tratamento do câncer de linfoma e de muitas outras doenças, por isso não deve ser descartadas. Mesmo que uma família não tenha condições financeiras de armazenar as células em um banco privado ela pode doar para um banco público”, afirma a Dra. Adriana Homem, responsável técnica do Banco do cordão umbilical (BCU Brasil).

Outra vantagem do armazenamento das células-tronco do cordão umbilical é o fato de elas poderem ficar guardadas por tempo indeterminado, ou seja, por toda a vida, o que garante mais uma esperança de vida para quem decide por esta opção. Além disso, as constantes pesquisas em andamento com este tipo de célula já têm apresentado resultados positivos no tratamento de mais de 200 doenças, o que, a torna, atualmente, como o que há de mais avançado na medicina regenerativa.


Sono de má qualidade triplica o risco de fibromialgia em mulheres

Mulheres atormentadas por problemas de sono têm três vezes mais chances de desenvolver a doença

 

Quanto mais vezes uma mulher experimenta a insônia e outros problemas de sono, mais provavelmente ela poderá desenvolver fibromialgia, 10 anos mais tarde. A descoberta é de um estudo norueguês, o maior até agora realizado sobre o tema.

O risco de desenvolver a doença aumenta com a gravidade dos problemas de sono. Esta associação é mais forte entre mulheres de meia-idade e idosas do que entre mulheres mais jovens.  Os resultados deste estudo prospectivo - Sleep Problems and Risk of Fibromyalgia: Longitudinal Data from the Norwegian HUNT Study -  com base em 10 anos de análise de dados, aparecem no Arthritis & Rheumatism,  jornal publicado pelo Colégio Americano de Reumatologia.

Com base em pesquisas internacionais, a incidência da fibromialgia é de 1 a 5% na população em geral. Nos serviços de Clínica Médica, essa freqüência é em torno de 5 % e nos pacientes hospitalizados, 7.5%. Na Clínica Reumatológica, por sua vez, essa síndrome é detectada entre 14% dos atendimentos. No Brasil, alguns trabalhos falam a favor de uma prevalência em torno de 10% da população e salientam a influência de fatores sócio-econômicos. 

A fibromialgia é mais freqüente no sexo feminino, que corresponde a 80% dos casos.  Em média, a idade do seu início varia entre 29 e 37 anos, sendo a idade de seu diagnóstico entre 34 e 57 anos. Os sintomas de dor, fadiga e distúrbios do sono tendem a instalar-se lentamente na vida adulta, no entanto, 25% dos casos referem apresentar estes sintomas desde a infância.

“Pesquisas anteriores já haviam classificado a insônia, os despertares noturnos e o cansaço resultante de uma noite mal dormida como sintomas comuns dos pacientes com fibromialgia. O dado novo do estudo norueguês é a relação de maus hábitos de sono ‘como gatilho’ para o desenvolvimento desta síndrome dolorosa”, explica o reumatologista Sérgio Bontempi Lanzotti, que dirige o Iredo, Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares.

 

 

Segundo Lanzotti, "na prática clínica realmente percebemos uma relação entre a fibromialgia e a qualidade do sono. A dor pode afetar o sono de muitos pacientes, resultando em insônia, o que por sua vez agrava a dor física. É um círculo vicioso...”, explica.

A pesquisa norueguesa

Para fazer a pesquisa, Paul Mork e Tom Nilsen, da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia (NTNU), selecionaram 12.350 mulheres, com  20 anos ou mais, que não tinham fibromialgia, dores musculares, ósseas ou outras deficiências físicas, quando o estudo começou, em meados dos anos 1980. Quando os pesquisadores entrevistaram estas mulheres, novamente, em meados da década de 1990, cerca de 3% relatou que tinha desenvolvido fibromialgia.

No início do estudo, cerca de dois terços das mulheres disseram não ter dificuldades para dormir. Comparado com o grupo de 12.350 mulheres, aquelas que disseram que "às vezes" tinham dificuldades para adormecer ou apresentavam algum distúrbio do sono, durante o mês anterior, apresentavam o dobro do risco de desenvolver fibromialgia. O risco foi três vezes e meio maior entre aquelas que disseram que "frequentemente ou sempre" apresentavam problemas para dormir.

"Nem sempre entendemos os mecanismos biológicos da associação entre o sono e a dor, mas claramente há uma ligação importante entre esses dois elos. Médicos e pacientes devem estar cientes dessa conexão e devem conversar sobre os problemas do sono, visando diminuir a dor crônica do paciente”, defende o diretor do Iredo.

Os problemas do sono devem realmente ser levados a sério, pois "além de se constituírem num fator de risco para a fibromialgia, também estão associados com um risco maior de outras doenças crônicas, tais como doenças cardíacas. A detecção precoce e o tratamento adequado podem, portanto, reduzir o risco de muitas doenças crônicas no futuro", explica o reumatologista Sérgio Bontempi Lanzotti.

 

 


As Cirurgias "do Mal"

É preciso dar atenção a qualquer intervenção realizada na região abdominal ou pélvica, pois essas áreas estão próximas dos órgãos reprodutivos

 

As alterações anatômicas do sistema reprodutor feminino estão entre as principais causas da infertilidade. Muitas delas são hereditárias como as malformações do útero: útero unicorno, bicorno, didelfo e septado, mas outras podem ser causadas por distorções da arquitetura estrutural dos órgãos, decorrentes de cirurgias.

As intervenções cirúrgicas são normalmente benéficas para a cura das doenças, porém, se forem realizadas sem necessidade e com técnicas inadequadas, prejudicam a saúde das pessoas podendo, entre outros problemas, causar infertilidade.

Dr. Arnaldo Cambiaghi, diretor do Centro de Reprodução Humana do IPGO, comenta: “Recebo com freqüência na clínica, pacientes que não conseguem engravidar e que foram mutiladas por intervenções cirúrgicas agressivas e muitas vezes desnecessárias”. Ele afirma se tratar de casos em que ovários inteiros foram retirados ainda na adolescência; cistos simples operados sem necessidade, pois eram decorrentes de uma ovulação normal; miomas pequenos e inofensivos que foram extirpados etc.

“É importante que a paciente saiba questionar o seu médico quando receber a indicação de um procedimento cirúrgico” – aconselha Dr. Arnaldo, que sugere a lista de perguntas a seguir:

É realmente necessária a intervenção cirúrgica?

Existem outras alternativas de tratamentos para o meu caso?

Há outras técnicas cirúrgicas diferentes da sua que têm vantagens sobre esta que o senhor me indica?

É urgente ou posso esperar e pensar para me decidir?

Quais os riscos?

Quais os benefícios?

Quais as complicações?

Como esta intervenção poderá interferir na minha fertilidade - melhorando ou piorando?

As explicações médicas podem ser complementadas pela literatura, Internet "segura" ou uma segunda opinião. Essas medidas, muitas vezes, ajudam a esclarecer dúvidas sobre a técnica cirúrgica mais indicada para cada caso (se a cirurgia for realmente necessária), além de aumentar o grau de confiança no cirurgião que irá operá-la ao comprovar sua experiência no tipo de intervenção por ele proposto.

“Hoje em dia, com o avanço rápido da tecnologia, cada médico especializa-se em um determinado tipo de técnica cirúrgica, e isto poderá fazer a diferença.  Conhecer os detalhes que envolvem as doenças e a interferência delas na fertilidade exige conhecimentos específicos” – diz Dr. Arnaldo.

Além do mais, especialistas de áreas diferentes têm interpretações diferentes da mesma doença. O especialista em reprodução humana, por exemplo, enaltece a maternidade que pode ser conseguida até os 55 anos (neste caso com óvulos de doadora) e por isso procura manter os órgãos pélvicos na sua melhor forma e função para a reprodução, esmerando-se em técnicas cirúrgicas mais conservadoras.

Na opinião de Dr. Arnaldo, outros médicos podem ter uma posição diferente e muitas vezes correta, porém, um pouco mais radical, por temerem desdobramentos indesejáveis da doença, além de, profissionalmente, não estarem envolvidos com a Preservação da Fertilidade. É importante que jovens, pais ou responsáveis, também tenham estas noções para poder ajudar a prevenir possíveis problemas futuros da fertilidade. É fundamental conhecer mais sobre  cada doença para entender os prós e contras de cada intervenção cirúrgica. Mesmo não sendo médicos, estes conhecimentos poderão ajudar.

Entre as intervenções mais freqüentes realizadas na mulher estão as cirurgias de miomas, cistos de ovário e endometriose. A seguir, Dr. Arnaldo comenta cada uma:

Principais técnicas cirúrgicas para retirada de miomas

“São três tipos: a indicação de cada uma vai depender da localização, do tamanho do mioma e da experiência do cirurgião. Se o mioma for pequeno e estiver no interior da cavidade uterina (submucoso), a melhor técnica é a videohisteroscopia que é pouco agressiva, pouco invasiva e de complicações raras. Se o mioma for grande e estiver no meio da musculatura ou na região externa do útero, a melhor opção é a videolaparoscopia, mas a cirurgia convencional realizada com uma incisão no abdômen pode ser outra opção. A sutura das camadas do útero deve ser precisa para que se consiga uma reconstrução adequada do órgão, reforçada e com o mínimo de aderências. A Embolização da Artéria Uterina é feita em parceria com radiologistas e indicada em casos especiais. Muitas vezes esse procedimento é inviabilizado pela dificuldade da paciente em ser consultada por esse profissional. A indicação desta intervenção pode ser uma opção que deve ser indicada em casos específicos como os miomas que estão em localização de difícil acesso pela cirurgia. Novas alternativas como o Sistema ExAblate® 2000, uma técnica não invasiva e a cirurgia robótica estão em estudos e podem ser consideradas, mas ainda com certa precaução”.

 

Cisto de ovário - Diagnóstico

“Os cistos são tumorações de forma arredondada que, vistos por meio do ultrassom têm a aparência de uma bexiga cheia de líquido e, às vezes, podem estar envolvidos com estruturas sólidas em quantidade variável. Podem ter um aspecto que sugere consistência mais aquosa ou mais densa. Estas características em conjunto com o tamanho e a vascularização visibializada pelo ultrassom colorido (dopplervelocimetria) é que sugerem o tipo de cisto (endometrioma, teratoma, seroso, etc) e indicam a necessidade ou não da intervenção cirúrgica e a eventual gravidade da doença. Portanto, é essencial que a paciente faça os exames necessários para o diagnóstico e pergunte ao seu médico os questionamentos indicados no início deste capítulo. Na maioria das vezes as cirurgias radicais, como por exemplo, a retirada total do ovário, podem ser evitadas. A plástica do ovário (ooforoplastia) com a retirada somente do cisto pode ser uma opção conservadora e eficaz. A videolaparoscopia é sempre preferível em relação à laparatomia (abertura do abdômen), pois além de oferecer uma recuperação rápida no pós-operatório, é menos agressiva e produz menos danos ao ovário. É evidente que as noções apresentadas aqui são superficiais e por isso devem ser avaliadas caso a caso e com cautela, pois na medicina, qualquer tratamento deve ser individualizado”.

 

Endometriose

“É um diagnóstico especializado que exige do médico consultante um conhecimento abrangente da doença, pois ela pode atingir vários órgãos. Conhecida por alguns como uma "Doença sem cura", pois mesmo tratada acabaria reaparecendo, tem esta fama por receber de alguns profissionais um acompanhamento inadequado e insuficiente, principalmente nos casos de endometriose ovariana e endometriose infiltrativa profunda. Nesses casos é fundamental o acompanhamento de profissionais especializados em infertilidade e que tenham experiência em cirurgia pélvica para uma resolução satisfatória”.

 

Conclusão

Embora os três tipos de intervenção comentados sejam os principais relacionados com a infertilidade, é importante a atenção para qualquer cirurgia realizada na região abdominal ou pélvica, pois esta região do corpo humano tem proximidade com os órgãos reprodutivos. Entretanto, antes de julgar qualquer conduta médica, é necessário exaltar que a Medicina é uma ciência de "verdades transitórias". Apresenta uma rapidez evolutiva incontrolável, tornando obsoletos, num curto espaço de tempo, os tratamentos médicos e cirúrgicos mais modernos. Sendo assim, é desaconselhável fazer julgamentos precipitados sobre procedimentos operatórios realizados no passado baseados nos conceitos e técnicas atuais, mas deve-se relevar a importância do médico em reciclar seus conhecimentos com a máxima freqüência.

Preservação da Fertilidade Relacionada às Cirurgias Recomendação às pacientes e familiares

As pacientes devem ser submetidas a cirurgias que realmente forem necessárias;

Deverão ser operadas por um profissional experiente que utilize a melhor técnica, tenha um objetivo conservador dos órgãos reprodutores e uma visão do futuro reprodutivo da mulher;

Deverão ser cuidadosas no pós-operatório e seguir rigorosamente as orientações médicas.

 

Dr. Arnaldo Schizzi Cambiaghi


Descubra como prevenir e tratar a infecção urinária 

 

A infecção urinária é causada por bactérias, vírus, fungos e outros microorganismos que infectam as paredes da bexiga. Quando não tratada adequadamente pode causar complicações, levando a infecção dos rins e  vias urinárias superiores, passando a ser denominada de pielonefrite.

A cistite ou infecção urinária ocorre principalmente em mulheres, devido à anatomia feminina que favorece a infecção, já que a vagina fica muito próxima da uretra, canal por onde sai à urina.

“A infecção urinária pode incluir vários sintomas, como: vontade freqüente de urinar; dificuldade de urinar; dor, queimação ou ardência ao urinar em casos mais avançados; urina com cheiro forte, podendo ter sangue ou pus; dor nas costas e no estômago; tremores, suores, calafrios; náuseas, vômitos e febre também fazem parte desse quadro”, afirma o ginecologista e obstetra Dr. Domingos Mantelli Borges Filho.

O diagnóstico deve ser realizado pelo médico por meio de avaliação clínica e realização de exames complementares, sendo o mais comum a coleta de Urina tipo 1.

As infecções urinárias podem ser combatidas com facilidade a partir do uso de antibióticos de eficácia comprovada. A duração do tratamento depende do diagnóstico e da gravidade da infecção. Crianças e principalmente mulheres grávidas devem receber cuidado médico especial.

O antibiótico correto depende da avaliação médica, portanto não é recomendada a auto-medicação que pode resultar em atraso do tratamento correto e ainda resultar em bactérias resistentes ao antibiótico.

 

Para prevenir o problema, é indicado beber bastante água, pois isso contribui para a formação de um maior volume de urina e eliminação de eventuais bactérias. Outra dica para a prevenção é fazer xixi sempre que tiver vontade, evitando ficar segurando a urina por muito tempo. Sempre que for usar o papel higiênico, use- o de frente para trás sempre. Nunca o contrário, porque pode levar microorganismos da região anal para a vagina, aumentando o risco de infecções. Após a relação sexual, é recomendado urinar para limpar o canal da uretra.

 

Outras Dicas para as Mulheres:

 

-Evite o uso de absorventes internos;

-Evitar a realização de “duchas”, “chuveirinhos”;

-Evitar o uso constante de roupas íntimas de tecido sintético, prefira as de algodão;

-Usar roupas mais leves para evitar transpiração excessiva na região genital.

 Seguindo essas recomendações, dificilmente você terá problemas urinários.

 


Os riscos da anestesia: mitos e verdade

Especialista esclarece as principais dúvidas sobre anestesia e aponta para a importância do anestesista no procedimento cirúrgico

 

Muitos são os mitos que envolvem a ideia que os pacientes têm sobre os riscos de complicações que da anestesia. A realidade é que complicações fatais em anestesia acontecem na ordem de um em cada 200 mil procedimentos. Ou seja, é possível que um anestesiologista atue durante décadas em sua profissão, realize cerca de 20 a 30 mil procedimentos e não presencie nenhuma complicação grave decorrente de anestesia.

Entre as complicações relacionadas à anestesia, cerca de dois terços são respiratórias e estão associadas a problemas de ventilação e acesso às vias aéreas. O restante acontece principalmente nos sistemas cardiovascular e neurológico.

“O anestesista deve ter uma atenção especial quanto à manipulação e ao manuseio do sistema respiratório. Precisa verificar, no momento da consulta pré-operatória sobre, eventuais doenças crônicas do sistema respiratório, para calcular o risco de dificuldade respiratória durante a cirurgia”, explica dr. Oscar Cesar Pires, doutor em Anestesiologia, Mestre em Farmacologia, professor da Universidade de Taubaté, diretor de Defesa Profissional da SAESP e Diretor Cinetífico da Sociedade Brasileira de Anestesiologia - SBA.

 

Consulta pré-operatória

A consulta pré-operatória é realizada pelo anestesiologista cerca de uma semana antes da

cirurgia. É nesta oportunidade que ele realiza um exame clínico geral e verifica os resultados dos exames pré-operatórios. Cabe ao especialista, no caso de o paciente fazer algum tratamento diário com medicamento, passar novas orientações sobre a dosagem ou até mesmo suspender o uso antes da cirurgia.

“Há medicamentos que podem interagir com os anestésicos e por isso é importante que o paciente informe ao anestesista, na consulta pré operatória, se faz algum tratamento com uso de medicamento”, alerta o dr. Oscar.

Também é na consulta pré-operatória que serão passadas informações sobre o jejum pré-operatório, que é de extrema importância.

Para pacientes com problemas cardiovasculares ou com idade avançada, podem ser necessários consulta com outros especialistas, como por exemplo um cardiologista. O anestesista também pode pedir exames direcionados, se o paciente já tiver uma doença pré-existente.

 

Mitos e verdades

“Uma preocupação bastante frequente dos pacientes às vésperas de uma cirurgia é o choque anafilático”, lembra dr. Oscar. Choque anafilático é uma reação alérgica grave, mas que pode ser revertida caso o centro cirúrgico esteja corretamente equipado. Além disso, o risco do choque acontecer é mínimo. “Em mais de vinte anos de profissão, eu nunca presenciei um caso”, exemplifica.

As alergias a medicamentos da anestesia também geram muitas dúvidas. O especialista explica que os medicamentos atuais são muito seguros e é muito baixa a incidência de alergias e complicações graves com esses medicamentos.

Não há um exame que determine se o paciente tem alergia ao medicamento anestésico, só existem cuidados diferenciados para pacientes que têm alergias a borracha ou látex, por isso é importante que o paciente seja o mais transparente possível na pré-consulta.

“Existe uma crença de que anestesia geral é muito mais perigosa”, revela dr. Oscar. No entanto, o índice de risco de todos os tipos de anestesia, seja ela regional (subaracnóidea ou raque e peridural), bloqueios de nervos periféricosou ou geral, apresentam pequenas diferenças na incidência de complicações entre si.

 


Como reconhecer as doenças respiratórias mais comuns

As Infecções das Vias Aéreas Superiores, também conhecidas como IVAS, causam desconforto e podem prejudicar atividades simples do cotidiano

 

Dentre os inúmeros tipos de doenças respiratórias, as Infecções das Vias Aéreas Superiores (IVAS) são as mais comuns e variam desde resfriados, infecções de garganta e sinusites à epiglotite, uma grave infecção bacteriana que pode até provocar sufocamento. Em mais de 80% dos casos essas doenças respiratórias são causadas pelos vírus adenovírus, rinovírus e sincicial respiratório, que provocam infecção viral, atingindo principalmente o nariz, a garganta e os ouvidos, acompanhados por dor e febre.

Além das infecções causadas por vírus ou bactérias, os processos inflamatórios de hipersensibilidade da mucosa que reveste o nariz, como a rinite alérgica, provocam sintomas incômodos como entupimento nasal, coriza, espirros e coceira no nariz, garganta e olhos. No caso da rinite alérgica, ela pode também ser considerada fator de risco para a asma. Segundo a Sociedade Brasileira de Alergia e Imunologia (SBAI), 80% dos asmáticos também apresentam a doença que pode levar a complicações como otites, sinusites, roncos, respiração bucal e posterior alteração na posição dos dentes.

 

Os cuidados e tratamentos dessas doenças são inúmeros e oferecem grandes benefícios e melhorias para a qualidade de vida dos pacientes. De acordo com a médica e chefe da Disciplina de Otorrinolaringologia Pediátrica da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo, Dra. Shirley Pignatari, embora grande parte das IVAS seja autolimitada, cuidados gerais com a alimentação, hidratação e o tratamento preventivo e adequado, tanto das infecções respiratórias quanto das rinites alérgicas, podem reduzir a gravidade dos sintomas e diminuir o tempo da doença, evitando complicações.

No Brasil, atualmente existem terapias bastante eficientes no tratamento dessas doenças. Dentre elas estão a ciclesonida, um corticóide intranasal de ação rápida que atua especificamente no foco da rinite alérgica, e o pelargonium sidoides, um fitomedicamento que, nos quadros de infecção aguda das vias respiratórias, estimula a resposta imunológica do organismo, facilitando a eliminação dos vírus e do muco.

Doenças respiratórias mais comuns

 

1 - Resfriados e Gripes

Ambos são causados por vírus. O resfriado, na maioria das vezes, tem como causador o rinovirus, que desencadeia obstrução nasal, coriza, espirros e febre baixa. A gripe por sua vez é ocasionada pelo vírus influenza e apresenta sintomas mais intensos, como a febre alta e dores no corpo, obstrução nasal, tosse e espirros.

 

2 - Sinusite

A sinusite é um processo de inflamação ou infecção que provoca o inchaço da mucosa que reveste os seios da face, impedindo que o muco nasal seja drenado normalmente. Possui dois tipos, sendo geralmente diagnosticada como aguda ou crônica, tanto infecciosa como alérgica. A forma infecciosa aguda pode ser decorrente de vírus do resfriado comum, de bactérias que causam infecções com duração de mais de 10 dias ou fungos que afetam o sistema de defesa e agravam o problema. No caso da sinusite crônica, as causas podem ser por infecção não resolvida, desvio de septo nasal, mudanças rápidas e bruscas de temperatura, umidade, inalação de substâncias alergênicas e má qualidade do ar. Os principais sintomas variam, sendo mais intensos nos quadros agudos e perenes nos quadros crônicos. Os pacientes podem apresentar febre e dores (na cabeça, nos olhos e na face), obstrução nasal e coriza, coceira nos olhos e nariz, tosse e espirros.

 

3 – Rinite Alérgica

Processo inflamatório da mucosa nasal causado por exposição a uma ou mais substâncias alergênicas. As principais substâncias causadoras da alergia são os ácaros, poeira, pelos de animais domésticos, fungos e polens. O processo é simples e funciona como uma espécie de defesa do próprio organismo. Em virtude de algumas características genéticas, o sistema imunológico interpreta as substâncias alergênicas como agressoras e reage de maneira exagerada, causando os sintomas da rinite alérgica: obstrução nasal, coriza, espirros em grande número coceira no nariz.

Fonte: Takeda


Pausas humanas: quando os hormônios caem e o organismo se enfraquece

 

 

Sabe-se que com a chegada da idade podem ocorrer algumas deficiências hormonais que definirão as diversas pausas humanas, como perda do sono, perda da memória e hipofunção da tireoide. No entanto, alguns dados comprovam que só envelhecemos devido à queda dos hormônios. É por isso que é cada vez mais frequente as pessoas envelhecerem precocemente.

As pausas são condições médicas que devem ser tratadas, pois ajudarão o bom funcionamento do organismo, inibindo o surgimento de algumas doenças. Com os avanços da medicina, este tratamento tornou-se muito importante devido ao aumento da expectativa de vida.

Dentre as pausas mais comuns estão:

Menopausa
É o interrompimento abrupto da secreção dos hormônios sexuais femininos, o estradiol e a progesterona. Ocorre ao redor dos 50 anos e traz consigo sintomas importantes como ondas de calor, diminuição da concentração e dores articulares. Esta é a única pausa reconhecida por todos, talvez por ser relativamente súbita a queda hormonal. Tem como sinal a suspensão das menstruações.

Andropausa
É o interrompimento lento e gradual da secreção dos hormônios sexuais masculinos. Como a principal função da testosterona não é a potência sexual, a ereção continua normal, mas iniciam-se as doenças cardiovasculares. Ocorre ao redor dos 35 anos, mas pode ter início precoce em homens estressados. A andropausa traz alterações significativas para o homem.

Melatopausa
É a pausa que acomete o sono. Trata-se da interrupção total ou parcial da secreção da melatonina, o hormônio do bom sono, por essa razão as noites ficam mal dormidas ou não ocorre o sono profundo e restaurador.

Eletropausa
É a perda da memória que ocorre pela deficiência da pregnenolona. A princípio não é percebida, pois hoje usamos agenda eletrônica, que nos lembra de tudo. Habitualmente, quando há esta pausa já não lembramos mais dos sonhos. Vamos ficando esquecidos sem perceber. Para você saber se apresenta esta pausa, observe se está se lembrando dos seus sonhos.

Adrenopausa
É a deficiência da glândula suprarrenal, que diminui a secreção do DHEA e do cortisol. A causa mais comum desta alteração é o stress descompensado. O Cortisol inicialmente fica muito alto no período de stress e depois cai a níveis muito baixos quando está ocorrendo a falência desta glândula. O DHEA fica cada vez mais baixo e provoca acúmulo de gordura abdominal e deficiência secundária nos hormônios sexuais. Como sintoma principal, temos uma grande queda da energia do corpo, o que pode caracterizar a fadiga crônica.

Tireopausa
É a queda na produção dos hormônios da tireoide. A pessoa fica menos ativa e friorenta. Estes hormônios são importantes não apenas para evitar a obesidade, mas também para evitar pele ressecada, queda de cabelo e aumento do colesterol. 

Somatopausa

É a diminuição gradual da secreção do hormônio de crescimento. Parece que é natural que ele diminua após nosso crescimento, mas hoje sabemos de várias outras funções deste hormônio. Inclusive, é importante na regeneração do nosso DNA. Se ele fosse importante apenas para o nosso crescimento, deveria zerar após a puberdade. Mas isto só ocorre após os trinta e cinco anos e, gradativamente, sua queda é sentida, levando a importantes alterações metabólicas.

 

Dr. Marcos Antônio Natividade


Alterações na pele podem ser causadas por doenças sexualmente transmissíveis

DSTs apresentam manifestações cutâneas e podem ser diagnosticadas no consultório dermatológico

 

As mais variadas doenças sexualmente transmissíveis surgem de diferentes formas e podem apresentar muitos sintomas. Um deles é caracterizado por manifestações cutâneas, que fazem com que o paciente recorra ao dermatologista ao notar as alterações na pele.

De acordo com o Dr. Luiz Jorge Fagundes, médico dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia Regional São Paulo, “todas as doenças sexualmente transmissíveis apresentam manifestações na pele em diferentes fases de sua evolução clínica”, portanto a visita ao consultório dermatológico, de preferência com um médico de especialidade sanitária, também ajuda no diagnóstico de uma eventual DST.

Os principais sinais de alerta são o surgimento de feridas nos genitais masculino e feminino, verrugas, vesículas ou bolhas e manchas em diversas regiões do corpo. “As manchas podem estar presentes nos genitais, mas também em outras partes como tórax, abdômen, na palma da mão ou na planta do pé, comuns no estágio secundário da sífilis, por exemplo”. As secreções, conhecidas popularmente como corrimento, também não devem ser ignoradas e precisam de cuidado ginecológico.
 

Diagnóstico amplo

O tratamento de DSTs com um médico dermatologista pode tratar a doença e não apenas suas manifestações cutâneas. Segundo o Dr.

 

Fagundes, “os dermatologistas especializados em dermatologia sanitária, que é a área de competência de atuação em DST e está credenciada pela SBD-SP, não se limitam especificamente nas lesões da pele, mas sim em tratar a doença como um todo”. Outros sintomas, entretanto, como as secreções, requerem igualmente tratamento qualificado.

O médico salienta que o paciente deve sempre procurar outras especialidades para acompanhar o caso. Isto porque alguns tipos de doenças podem voltar a apresentar manifestações na pele ou até mesmo complicações. “Nem todas as DSTs, uma vez tratadas, são curadas completamente. Por exemplo, no caso do condiloma, causado pelo HPV, o tratamento pode eliminar a verruga, mas não há garantias de que se curou a doença. O mesmo se aplica ao herpes genital e a sífilis, em que as lesões desaparecem, porém ainda pode haver a presença do microrganismo causador da doença”, alerta Dr. Fagundes.


Neste Verão, previna-se contra as micoses
Estação do ano aumenta a incidência de doenças na pele, especialmente em regiões úmidas e quentes do corpo

 

 

 

O Verão é a estação mais quente do ano, o que propicia a realização de atividades de lazer na beira da piscina e na praia. A temperatura agradável também pode aumentar a disposição para ir à academia, entretanto, é preciso ficar atento ao utilizar vestiários públicos, sentar diretamente na areia e circular descalço para não facilitar o contágio por fungos ou outros micróbios, que se aproveitam do calor e umidade para proliferar e se alojar em algumas regiões do corpo, como os pés e outras dobras no corpo, causando micoses e outras infecções.

A micose é o nome que se dá a infecções causadas por fungos. Na pele ela costuma ser incômoda e resistente. É causada na maioria das vezes por uma família de fungos chamados de dermatófitos, que podem ser encontrados no chão, em animais ou em outros seres humanos. “Estes fungos não são invasores do organismo humano, eles apenas

circulam na superfície e se ‘alimentam’ de células mortas da pele. Quando há uma queda no sistema de defesa do organismo a pessoa pode apresentar a infecção com maior facilidade. Algumas condições ideais para a contaminação também ocorrem, por exemplo, após compartilhar objetos  de  uso particular como calçados, roupas, meias, bonés e toalhas”, afirma o Dr. Luiz Guilherme Martins Castro, coordenador da  área  de  Dermatologia  do  Laboratório  Fleury, Mestre em Dermatologia pela Universidade  Federal  de  São  Paulo  (UNIFESP)  e  Doutor em Dermatologia pela Universidade de São Paulo (USP).

Especialmente nesta época do ano, quando as pessoas ficam com o corpo mais exposto,  a micose se torna mais facilmente identificável.  “A Pitiríase Versicolor, conhecida popularmente como pano branco, é um exemplo de micose que pode incomodar no Verão por se tornar mais visível, pois geralmente as pessoas estão mais  bronzeadas.  Esta infecção  se caracteriza por pequenas manchas na pele,  acastanhadas  ou  rosadas,  que  surgem geralmente  nas  costas, com uma descamação  fina  e  branca”, comenta o Dr. Luiz Guilherme. O suor excessivo e a alta umidade também podem desencadear a micose na virilha (tinea inguinal) e no pé (tinea do pé), conhecida como frieira ou pé de atleta, causando fissuras entre os dedos, descamação e pequenas bolhas na sola.

Na maioria dos casos, a micose pode ser diagnosticada apenas pelo aspecto das lesões, a partir de um exame clínico realizado por um médico dermatologista. Em alguns casos mais específicos o profissional pode solicitar exames para descobrir qual a espécie do fungo causador da infecção. Os primeiros sinais e sintomas da micose são as alterações na pele - pequenas bolhas de água, descamação, vermelhidão e fissuras –, coceira e ardência. O tratamento desta infecção pode ser realizado com o auxílio de medicamentos de uso tópico, como o Canesten®, da Bayer HealthCare, sendo aplicado diretamente na pele. “É importante ressaltar que o tratamento precisa ser realizado de acordo com o ciclo  sugerido em  bula,  utilizando  o medicamento por um período de ao menos quatro semanas,  sem interrupção,  mesmo  quando  os  sintomas  aparentemente desaparecerem.  Desta  forma, pode-se evitar a micose recorrente”, comenta o Dr. Luiz Guilherme.  A  micose recorrente também pode ocorrer quando  a pessoa  tiver  uma  predisposição  para o problema, uma baixa imunidade ou não realizar o tratamento conforme a orientação médica.

Previna-se contra a micose
Alguns cuidados podem ajudar na prevenção da micose, especialmente no verão:

Enxugue bem o corpo após o banho, principalmente a região da virilha, entre os dedos dos pés e dobras em geral;

Use sempre chinelos em academias, piscinas e praias;

Objetos de uso pessoal como sapatos, roupas, meias, bonés e toalhas, não devem ser compartilhados;

Dê preferência para calçados abertos ou de couro. Caso seja imprescindível usar sapatos fechados, procure não usar o mesmo par todos os dias;

Borrife preventivamente um antifúngico em spray no interior do sapato, bem como nos pés, antes de calçá-lo.

Bayer HealthCare


No verão as atividades físicas aumentam e podem comprometer  a circulação

Especialista alerta que a respiração incorreta durante a execução de exercícios é a principal vilã para a circulação sanguínea

 

Muito se fala sobre a relação entre atividade física e o aparecimento de problemas circulatórios, especificamente o desenvolvimento de varizes. Contudo, Dr. José João Lopes, cirurgião vascular e angiologista orienta que a prática incorreta de exercícios é a verdadeira causa do aparecimento dessa doença.

"Varizes são veias que se tornam doentes e, por isso, ficam tortuosas, alongadas e dilatadas", explica o especialista Dr. José João. "Elas se desempenham de forma alterada, dificultando a circulação do sangue e é considerada uma doença multi fatorial, ou seja, existem vários fatores que contribuem para o aparecimento. Os principais são:  hereditariedade, gravidez, obesidade, cigarro, alterações hormonais (principalmente o uso de anticoncepcionais e a reposição hormonal) e vida sedentária".

A prática correta de atividades físicas auxilia a circulação, já que os maiores troncos venosos estão localizados juntos aos grupamentos musculares. Ao se contrair, o músculo também contrai as veias subjacentes que, por sua vez, têm válvulas que permitem apenas que o fluxo sanguíneo suba.

Para que o fluxo venoso vença a força da gravidade e prossiga em sua trajetória normal, é necessária a contração muscular, além de uma respiração correta, que consiste na pressão abdominal negativa, isto é, uma expiração total. Assim sendo, músculos enrijecidos são fatores determinantes no funcionamento do sistema circulatório.

"Exercícios físicos mais intensos, como a musculação, geram varizes apenas quando praticamos incorretamente e isso inclui também a respiração", orienta Dr. José João. "Uma respiração abdominal correta consiste numa expiração total sempre que haja contração do abdome. O que mais notamos é que as pessoas não 'soltam' o ar durante a contração abdominal. Deste modo, o ar reprimido aumenta a pressão intra-abdominal, dificultando o retorno venoso.

Isso, somado a uma hereditariedade, por exemplo, gera como principal consequência as varizes", conclui o especialista.

O pé também é um fator preponderante na circulação. "Na planta do pé há um tecido semelhante a uma esponja, que é comprimido ao caminharmos. Neste processo acontece um movimento de flexão e extensão que auxilia a volta do sangue ao coração", esclarece Dr. Lopes. Durante as atividades físicas o correto é sempre utilizar tênis anatômicos e leves.

Quanto a utilização de pesos nas práticas físicas, o especialista indica novamente que apenas o uso incorreto acarreta malefícios. Segundo Dr. José João se o peso dificultar ou impossibilitar a respiração adequada durante o exercício, existe uma maior possibilidade de desenvolver problemas circulatórios, portanto qualquer prática de atividade física beneficia a circulação dos membros inferiores, desde que tenha a orientação de um profissional e que a respiração seja executada corretamente.

O especialista dá dicas para quem pratica atividades físicas:

- Use roupas leves e que não apertem a cintura;

- Sempre utilize tênis leves e anatômicos, nunca use com saltos;

- Lembre-se que a respiração durante o exercício é muito importante. Ao fazer pressão intra-abdominal, expire. Esta prática facilita o retorno venoso;

- O peso não é fator prejudicial, desde que um profissional capacitado indique o peso adequado para cada tipo de exercício. Deste modo, não há interferências na respiração e consequentemente não prejudica o fluxo sanguíneo;

- É muito importante que pessoas com problemas circulatórios procurem um angiologista antes de adotar uma rotina de atividades físicas.

 


Conheça as doenças comuns do verão
O calor excessivo pode causar desidratação e intoxicação alimentar


Algumas doenças tornam-se mais presentes com a chegada do Verão, pelas características próprias da estação. Exposição prolongada ao sol, consumo de alimentos em locais de lazer, frequentar aglomerados de pessoas e vários outros fatores de risco são comuns à época e exigem cuidados para garantir que a diversão não acabe mais cedo. Isso porque o calor excessivo provoca a ocorrência de doenças sazonais, como desidratação, insolação, dengue, intoxicação alimentar, hepatite A e problemas de pele.

Segundo o infectologista do Hospital são Luiz, Marco Aurélio Sáfadi, entre o sintomas mais relatados pelos pacientes nesta época estão diarréia, dor de cabeça, dor no corpo, vômito e mal-estar em geral.  “A indicação para que isso não aconteça é, principalmente, tomar dois litros de água por dia, banhos em temperatura ambiente e usar roupas leves”, recomenda.

 Os alimentos também devem receber atenção especial,pois o calor possibilita a rápida proliferação de bactérias. Eles devem ser bem lavados, de preferência deixando por algum tempo em um recipiente com água e algumas gotas de água sanitária adicionadas. Além disso, o especialista sugere que se evite alimentos gordurosos. “No verão o certo é consumir alimentos leves e não gordurosos, pois o calor deixa o produto mais perecível, podendo estragar rapidamente”, diz o Dr. Marco Aurélio .
 
Entenda as principais doenças do verão

 

Desidratação

A desidratação é a perda de líquidos e de sais minerais do corpo, que pode ser agravada por vários fatores inerentes ao verão, como o aumento da própria transpiração. Normalmente perdemos em média 2,5 litros de água por dia, seja pela urina, pelas fezes, pelo suor ou até mesmo pela respiração.

A pessoa passa a apresentar sede, ficar muito tempo sem urinar, com a boca e mucosas secas e olhos ressecados. É uma doença grave, por isso deve ser evitada seguindo-se algumas dicas: prefira local arejado e com sombra, use roupas leves e beba líquidos constantemente.

Como tratamento, o soro caseiro pode ser utilizado, a pessoa pode tomar a vontade a cada 20 minutos e após cada evacuação se houver diarréia. Nesses casos, procure um médico.

Intoxicação Alimentar

A alimentação feita em locais que não dispõem de padrões de higiene adequados para o preparo ou para a conservação dos alimentos, que ficam expostos por longos períodos à temperatura ambiente, são os principais causadores da intoxicação alimentar.

Quando uma pessoa ingere um alimento contaminado, ela pode desenvolver alguns sintomas que variam de acordo com o microorganismo causador do distúrbio. Pode causar diarréia, um simples desarranjo intestinal, náuseas, vômitos, febre, cefaléias, e até mesmo, desidratação grave. Em geral, esses sintomas duram poucos dias.

 

Micoses

No verão temos mais contato com a água, seja transpirando ou pela ida à praia ou à piscina. Isso faz com que a  pele fique úmida por mais tempo, o que favorece o aparecimento das micoses - doenças causadas por fungos. A doença pode aparecer nas virilhas, nos pés e nas unhas. Inicia-se sempre por uma pequena lesão vermelha, provoca escamação contínua da pele e coceira.

Conjuntivite bacteriana

É uma infecção das conjuntivas (aquela pele transparente que recobre os olhos). Entre os sintomas estão: olhos vermelhos e lacrimejantes, produção de secreção amarelada, dor ao olhar para a luz  e uma sensação de que há areia dentro dos olhos. Às vezes, acontece de as pálpebras estarem grudadas quando a pessoa acorda. O contágio pode ser através de contato direto com uma pessoa contaminada, compartilhando toalhas, mergulhando no mar em praias poluídas e usando piscinas com tratamento de cloro ausente ou ineficiente.

Para prevenir, não frequente praias impróprias para banho nem piscinas que não estejam devidamente tratadas. Não coloque as mãos nos olhos infectados e evite compartilhar toalhas.

Dengue

A dengue é uma das mais conhecidas doenças de verão. Ela é transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti, vetor do vírus. Quem é picado pelo inseto pode sentir febre alta, dores de cabeça, nos músculos e nas articulações, além de perder o apetite, ter náuseas e apresentar manchas vermelhas por todo o corpo, causando coceiras.

 

Hepatite A

Causada por vírus, a hepatite viral do tipo A, que ataca o fígado, é outra doença comum do verão. A pessoa pode levar até um mês para desenvolver os sintomas, tempo suficiente para o vírus atacar as células hepáticas, provocando amarelamento da pele, febre, dores de cabeça e musculares e o aumento do tamanho do fígado. Mas nem sempre a pessoa apresenta todos esses sintomas, podendo sentir apenas mal-estar ou sinais de gripe. Neste caso, o atendimento médico é fundamental para o diagnóstico.

Dicas para evitar doenças típicas do verão

Evitar tomar sol, muito menos fazer exercícios físicos sob o sol, entre 10h e 16h;

Tomar cerca de dois a três litros de água por dia;

Aplicar protetor solar pelo menos 15 minutos antes da exposição ao sol, repetindo a aplicação a cada duas hora;

Evitar banhos prolongados e com água muito quente;

Evite esfregar buchas diariamente na pele, pois pode desencadear um ressecamento;

Passar hidratante no corpo, diariamente, com a pele ainda um pouco úmida;

Dar preferência a alimentos leves como saladas e carnes grelhadas;

Evitar comer alimentos crús, especialmente peixe.
 


Coma é estar em sono profundo sem consciência

 

Estar em sono profundo sem qualquer sinal de sonhos e pensamentos é o estado das pessoas em coma. Na grande maioria dos casos, quem permanece nesta condição não possui consciência do que ocorre no ambiente, nem indícios de atividade mental subjetiva. Exatamente o que ocorre quando nos submetemos a uma anestesia geral. Foi assim que a personagem Ana, interpretada por Fernanda Vasconcellos na novela da Globo A Vida da Gente, viveu por anos em um leito de hospital. “Geralmente, o indivíduo não pode ser acordado por mais intensos que sejam os estímulos aplicados com este intuito”, afirma Dr. Ricardo de Oliveira Souza, coordenador de Neurociências do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR).

Ana, a ex-tenista que teve sua carreira promissora interrompida por um acidente de carro, abriu os olhos após longo período no qual não demonstrava qualquer interação com familiares ou resposta a estímulos externos. Pelo que indica a história, ela voltará lentamente à vida normal, sem apresentar grande comprometimento de sua saúde. Na vida real, contudo, não é bem assim.

Inúmeros fatores podem conduzir alguém ao coma, a exemplo de causas metabólicas - doenças renais, hepáticas e respiratórias-, traumatismos crânioencefálicos, e os acidentes vasculares cerebrais hemorrágicos. “O coma jamais persiste além de alguns dias a poucas semanas”, informa Dr. Oliveira. Após este prazo, o paciente evolui ao estado vegetativo, quando passa a abrir os olhos durante períodos do dia sem que isso signifique a recuperação da consciência. “Quanto à possibilidade de retomada da consciência a partir do estado vegetativo, este fenômeno é extremamente raro, mas há registros de casos isolados em que tenha acontecido”, pontua o especialista.

Os danos trazidos ao organismo depois de coma ou do estado vegetativo são impactantes, variando de demência, comprometimento visual e da linguagem, além de paralisia. “Casos tratados com os meios atuais de sustentação da vida podem durar em estado vegetativo por tempo indefinido, principalmente, se o paciente for jovem e previamente saudável”, diz.

 

Entenda o coma

 

Causas: metabólicas, traumatismos crânioencefálicos e acidentes vasculares cerebrais hemorrágicos.

 

Como é diagnosticado: o coma é caracterizado por

inconsciência de olhos fechados e ausência de tônus postural.

Funcionamento do organismo no coma: não possui consciência. Funções vegetativas preservadas, como respiração, excreção, digestão e regulação da temperatura.

Reação do corpo após sair do coma: do ponto de vista cognitivo, a pessoa vai rapidamente se atualizando nos acontecimentos que tiveram lugar durante o período de inconsciência, tanto relacionados ao mundo quanto a ela própria. Ao mesmo tempo escaras, paralisias e distúrbios de linguagem são reabilitados por especialistas treinados na área.

Possíveis sequelas: demência, comprometimento visual e da linguagem, paralisias.

Tratamento após acordar: reabilitação motora, da linguagem, ocupacional e psicoterápica, dependendo de cada caso.

Porcentagem de pessoas que acordam do coma: cerca de 25% dos casos.

 

Entenda o estado vegetativo

 

Causas: as mesmas que levam ao coma, pois o estado vegetativo é um desdobramento temporal do coma.

Como entra nesta condição: após algumas semanas, o coma se transforma no estado vegetativo, quando os olhos ficam abertos durante algumas horas do dia.

Funcionamento do organismo no estado vegetativo: como o nome indica, o organismo desempenha todas as funções de um vegetal: respira, faz a digestão, a circulação e a excreção de resíduos orgânicos.

Impactos no organismo: as mesmas do coma.

Porcentagem de pessoas que acordam do estado vegetativo: menos de 3% dos casos e, ainda assim, com graves sequelas cognitivas.


Hérnia de disco tem diversos mecanismos e deve ser avaliada pela intensidade da dor que causa

Você sabia que nem toda a hérnia de disco dói e que a intensidade da dor independente de seu tamanho?

 

Cerca de 5 milhões de brasileiros são portadores de algum tipo de hérnia de disco, segundo dados recentemente divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Entretanto, é preciso esclarecer que nem todas as pessoas sofrem de dor pelo problema, já que a doença tem diversas variações e somente a dor é responsável por comprometer a qualidade de vida dos seus portadores, com limitação de atividades simples do dia-a-dia.

Caracterizada pelo desgaste ou trauma dos discos vertebrais que acabam por comprimir os nervos da coluna, a hérnia de disco pode ser classificada como protusa, extrusa ou sequestrada. Sua ocorrência, embora relacionada ao desgaste do disco vertebral, não acomete necessariamente pessoas mais velhas. Além de fatores genéticos, atividades físicas intensas praticadas por atletas ou simples esportistas de finais de semana, também podem favorecer o acometimento pelo problema.

Para entender melhor os mecanismos de cada tipo de hérnia de disco, é preciso saber que o disco intervertebral age como um amortecedor entre os ossos da coluna. Ele é formado por uma camada externa de cartilagem mais resistente que envolve o centro formado por uma cartilagem mais macia. De acordo com o ortopedista especialista em cirurgia de coluna e diretor da Clínica Colunar, dr. Rodrigo Junqueira Nicolau, “podemos pensar no disco como um hambúrguer que fica encaixado perfeitamente entre dois pães, que seriam as vértebras”.

Segundo o médico, um disco protuso, mais comumente encontrado, é aquele que sai da sua posição normal indo além do que deveria ser os seus limites. “É um hamburguer que é um pouco maior que o seu pão. A parte que está fora do limite do pão seria a protusão”, explica, acrescentando que “a protusão é uma condição comum de ser encontrada e pode fazer parte do processo normal de envelhecimento, sendo encontrada praticamente em todas as faixas etárias dos adultos”.

A hérnia de disco extrusa, por outro lado, ocorre quando há uma ruptura na camada mais rígida e externa do disco, possibilitando que alguma porção da parte de cartilagem mais interna e mais macia vá para fora do disco. Geralmente a saída deste material ocorre em um ponto mais localizado do disco e não de forma ampla, como na protusão. 

Dr. Rodrigo diz que quanto mais a parte interna do disco desprende e perde o contato com o disco, alteração chamada de hérnia sequestrada, mais dores o paciente pode sentir. Mas, esclarece que “ter hérnia de disco não quer dizer necessariamente ter dor. Existem muitas pessoas que podem apresentar qualquer uma dessas alterações e não sentir dores. A dor está mais relacionada com a posição da hérnia e o quanto ela comprimi o nervo que está próximo a ela. Aí a dor pode ser forte, mesmo em hérnias nem tão grandes”, completa.

Tratamento:
O problema requer tratamento multidisciplinar, com medicamentos, fisioterapia e, em alguns casos, cirurgia. O procedimento cirúrgico mais comum é a fusão ou artrodese, que implica na implantação de hastes e parafusos metálicos na coluna vertebral do paciente. É uma cirurgia complexa, com maiores riscos de complicações e recuperação longa, devido à necessidade de grandes cortes e danos em músculos, ossos e articulações.

Visando atenuar estes riscos, uma nova técnica minimamente invasiva, baseada na videoeondoscopia, consagrada nos Estados Unidos, Ásia e Europa, é também utilizada no Brasil, apesar de ainda não ser muito conhecida por aqui.

O método microendoscópico requer um corte mínimo, cerca de 1 cm, podendo ser realizado, em alguns casos, até com anestesia local. O paciente recebe alta, geralmente, no mesmo dia e saí andando do Hospital.

A técnica foi desenvolvida e aprimorada pelo neurocirurgião prof. Sang Ho-Lee, chefe do Hospital da Coluna Wooridul, em Seul, onde são realizados mais de 20 mil procedimentos por ano. No Brasil, o procedimento é realizado com grande sucesso pelo dr. Rodrigo Junqueira Nicolau.
 

Dr. Rodrigo Junqueira Nicolau


Escândalo do silicone: aumento dos seios com células-tronco uma alternativa segura

A gordura autóloga enriquecida da célula-tronco permite o aumento sustentável dos seios com tecido autólogo

 

VIENA, 10 da janeiro de 2012 - /PRNewswire/ -- Está em toda a mídia: há anos uma empresa francesa vende implantes de silicone defeituosos que frequentemente se rompem e podem causar câncer. Mais de 100.000 mulheres em todo o mundo precisam optar por remover o implante como medida preventiva ou continuar carregando uma "bomba relógio" no corpo. O aumento dos seios com células-tronco é uma alternativa inovadora e segura do implante de silicone.

"O tecido adiposo autólogo é mais tolerado do que o silicone e é ideal para aumento ou reconstrução completamente natural da mama sem cicatrizes após a remoção dos implantes de silicone ou de tumores", disse o Dr. Karl-Georg Heinrich, expert em terapia estética e regeneradora com células-tronco baseado em Viena. Sua clínica DDr. Heinrich® vem atendendo aos desejos de suas pacientes de todo o mundo de ter um decote mais farto sem silicone e cicatrizes desde 2007.

Como todos os outros implantes de silicone aprovados, os implantes franceses defeituosos também receberam o certificado CE.

Os defeitos dos implantes permaneceram ocultos. Mas até mesmo os melhores implantes de silicones são apenas uma solução temporária para aumento dos seios. Por isso os cirurgiões plásticos que fazem implante de silicone recomendam a substituição do implante a cada dez anos para todas as pacientes.

Com o aumento dos seios com células-tronco geralmente atinge-se um aumento sustentável com apenas uma intervenção com anestesia local. A gordura autóloga usada para o aumento dos seios é retirada com uma lipossucção suave com microcânulas patenteadas, enriquecida com células-tronco autólogas e injetado novamente no seio com agulhas finas.

Juntamente com o aumento de seio e plásticas faciais com células-tronco, a gordura autóloga enriquecida com células-tronco é usada na clínica DDr. Heinrich® para escultura do corpo (nádegas, quadris, coxa, panturrilha), bem como para corrigir defeitos e rejuvenescimento da pele.


Clínica DDr. Heinrich®
E-mail:
info@ddrheinrich.com- Web:


Câncer de pele pode atingir 134 mil brasileiros em 2012

Estimativa divulgada pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) indica que a doença responde por 25% do total de tumores malignos detectados no país. Instituto Oncoguia alerta para fatores de risco e prevenção o ano todo

 

 

A incidência é maior em pessoas de pele e olhos claros, que se expõem frequente e prolongadamente ao sol. Mas, o câncer de pele, tipo mais comum em pessoas com mais de 40 anos e que, segundo o Inca, atingirá 134.170 brasileiros em 2012, pode ocorrer em qualquer pessoa que se expõe excessivamente aos raios solares em horários impróprios (entre 10h e 16h) ou que tenham histórico da doença na família.

“Se for feito um diagnóstico precoce seguido de tratamento imediato, a maioria dos cânceres de pele podem ser curados”, afirma Luciana Holtz, presidente e diretora executiva do Instituto Oncoguia, organização não-governamental dedicada à promoção do acesso ao cidadão brasileiro à informação, prevenção, diagnóstico e tratamento, a fim de acabar com o preconceito, o sofrimento e as mortes causadas pelo câncer.

O câncer de pele responde por 25% do total de tumores malignos detectados no país e seus tipos mais frequentes são carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e melanoma, este último o mais raro e também o mais maligno, por ter capacidade de se espalhar. O melanoma pode ocorrer sobre uma pinta já existente ou surgir sobre a pele normal.

 

 “A recomendação é usar protetores solares e evitar a exposição ao sol e observar o aparecimento de feridas que não cicatrizam, de manchas escuras ou nódulos na pele, ou de alterações em pintas como aumento, modificação da cor, prurido ou sangramento”, aconselha o dr. Rafael Kaliks, diretor médico de Oncologia do Instituto Oncoguia.

Vários são os sinais e sintomas que servem de alerta para a possibilidade de apresentar um câncer de pele. Entre eles estão: 

  • Pessoas com histórico pessoal ou com familiares que já tiveram câncer de pele;

  • Pessoas de pele clara, olhos azuis ou verdes, cabelos loiros ou ruivos;

  • Pessoas com baixa imunidade ou imunidade reduzida por doença ou por medicamentos;

  • Pessoas albinas ou portadoras de algumas doenças que predispõem ao câncer de pele;

  • Pessoas que já se expuseram ou se expõem ao sol excessivamente;

  • Pessoas expostas constantemente a raios X, ultravioleta, arsênico, ou outros produtos químicos;

  • Pessoas que têm uma grande quantidade de pintas;

  • Pessoas que possuem cicatrizes há muito tempo e que apresentam ulcerações freqüentes.

É importante consultar um médico sempre que uma lesão mude o seu comportamento, como, por exemplo, uma pinta ou uma mancha de nascença que comece a crescer ou a mudar de cor.

Os principais sintomas do câncer de pele são: 

  • Lesão na pele em formato de nódulo, de cor rósea, avermelhada ou escura, de crescimento lento, mas progressivo;

  • Qualquer ferida que não cicatriza em quatro semanas;

  • Pinta na pele de crescimento progressivo, que apresente coceira, sangramento frequente ou mudança de coloração, de tamanho ou de consistência;

Qualquer mancha de nascença com mudança de cor, espessura, ou tamanho.

 “O diagnóstico do câncer de pele pode ser feito logo no início que o tumor apareça e o paciente deve fazer uma consulta ao médico quando notar qualquer sinal”, aconselha Holtz.



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