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 Edição de Fevereiro de 2012

Um mundo doente

 

“A educação é um processo social, é desenvolvimento.

Não é a preparação para a vida, é a própria vida.”
(John Dewey)

 

Crise na Europa e nos Estados Unidos, queda de governos árabes, discussões sobre o aquecimento global. As doenças que acometem o mundo não são de ordem econômica, política ou ambiental. Nossas mazelas são de caráter social. A sociedade está enferma.

As pessoas estão fisicamente doentes. Caminhe por uma praia e observe a condição dos banhistas para constatar a falta de cuidados com o próprio corpo, fruto de vida sedentária, alimentação desregrada, ausência de atividade física. Não é à toa que obesidade, hipertensão arterial e doenças coronarianas crescem vertiginosamente.

As pessoas estão mentalmente doentes. Ansiedade, angústia, transtornos de humor. Como prova do que digo, observe a proliferação de drogarias por todo o país. E mais do que o número de novos estabelecimentos, a frequência maciça de consumidores. Não importam dia e horário, invariavelmente você encontrará filas nos caixas. Gente comprando de medicamentos para as dores do corpo, a ansiolíticos e antidepressivos.

As relações sociais estão doentes. Temos cada vez mais amigos virtuais, mas continuamos sem conhecer o vizinho que reside há anos na porta ao lado. Familiares não comungam de uma mesma refeição, pais e filhos pouco conversam, casais de amigos em um encontro pessoal trocam a autenticidade de um diálogo pela efemeridade de tuitadas em seus smartphones.

As empresas estão doentes. Mesmo quando lucrativas, sofrem com crises de liderança, dificuldades para engajar seus funcionários e reter talentos, dilemas morais para alinhar discursos institucionais às práticas corporativas.

Valores e virtudes estão doentes. Intolerância, egoísmo e cupidez suplantam condescendência, generosidade e gentileza. Prevalece a ética do interesse pessoal em detrimento do coletivo.

No dia seguinte ao réveillon, na praia, no campo ou nas ruas das cidades, o cenário era de guerra. Lixo por todos os lados. Garrafas despedaçadas, deixando cacos de vidros infiltrados na mesma areia onde crianças inocentemente iriam brincar ao raiar do dia.

Nossos problemas não são conjunturais, mas estruturais. E a solução passa por reflexão, educação e cultura.

 

Tom Coelho


O ano nas mídias sociais: saiba quais foram os assuntos que se destacaram em 2011

A MITI Inteligência divulga números sobre os temas que movimentaram a web no último ano

 

Avaliando os temas de maior relevância nas redes em 2011, a MITI Inteligência reuniu dados sobre os tópicos que movimentaram o ambiente online. Com base em estudos e análises produzidos a partir de métricas de repercussão e comportamento na web, foram selecionados assuntos que geraram buzz entre os usuários do ciberespaço. “Essa análise do ano nas redes é fundamental para mostrar em que o internauta está mais atento do que nunca, conhecer quais os temas que geram interesse, comentários e compartilhamentos e o porquê. Com isso, identifica-se o que atingiu repercussão real, o alcance e sua relevância, para que assim, tenhamos cada vez mais subsídios para entender e acompanhar o comportamento dos usuários”,  observa Elizangela Grigoletti, gerente de inteligência e marketing da MITI Inteligência.

Os temas foram divididos em cinco principais grupos, sendo eles:

Indústria e Varejo: Um dos temas que se destacou na categoria Indústria e Varejo foi a denúncia de trabalho escravo da varejista Zara. Após matéria do programa A Liga, da Band, o tema entrou no Trending Topics do Twitter e teve mais de 50 mil menções nas primeiras 24 horas, sendo 9.000 só na primeira hora. Quem também se envolveu em crise nas mídias sociais em 2011 foi a marca Arezzo, após o lançamento da coleção Pelemania. “O termo ficou em primeiro lugar nos TTs Brasil e no Facebook concentrou cerca de 7.500 pessoas interessadas em boicotar a marca em uma Fan Page. Foi uma grande repercussão que levou a empresa a retirar a coleção do mercado. Isso é prova da força do consumidor desta nova era digital”, comenta Elizangela.

No segmento, o sucesso ficou por conta da campanha da Nissan “Pôneis Malditos”, que virou febre entre os internautas. O assunto ficou por seis dias entre os 20 mais comentados no Twitter, além de figurar entre os 10 vídeos mais assistidos no Youtube durante o ano e se tornar o vídeo nº 1 em volume de views no mês de julho, lançamento da campanha, somando 14 milhões de visualizações ao longo de 2011.

Tecnologia: Em 36 horas, a morte de Steve Jobs gerou mais de 8 milhões de menções no Twitter, tornando um dos assuntos de maior destaque no ano em Tecnologia, ao lado do sucesso das versões do iPad. Outro assunto que ganhou notoriedade foi a chegada do iPhone 4S às lojas do Brasil. Uma semana antes de estar nas lojas, o produto já tinha sido citado mais de 1 milhão de vezes no Twitter e, na semana do Natal, atingia a marca de quase 350.000 menções na rede.

Economia No segmento de Economia, a novidade do Black Friday movimentou as redes e a hashtag  #blackfriday também foi parar nos Trending Topics. Outro assunto que gerou polêmica e repercussão nas redes foi a licença para a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, principalmente com o Projeto Gota D’Água, que reuniu diversos artistas e ativistas contra a construção, movimentando mais de 480 mil pessoas na Fan Page do projeto. “A fusão da Gol e da Webjet também chamaram a atenção dos usuários, que no dia do anúncio citaram quase 5 mil vezes o fato nas redes sociais.”

Política Na categoria Política, o ano foi das mulheres, com destaque para a presidente Dilma Roussef e Angela Merkel, chanceler da Alemanha. O termo “mulheres no poder” gerou mais de 170.000 resultados de busca no Google.  As mortes de Osama e Kadafi, dominaram as redes sociais, só a hashtag  #osama ultrapassou a marca de 5.000 tweets por segundo, conforme dados oficiais do Twitter.  Conteúdos a respeito também foram publicados no Youtube e os dois vídeos mais populares sobre a morte de Kadafi tiveram quase 500.000 visualizações.

Comportamento O Casamento Real foi um dos grandes destaques da categoria Comportamento. “Além de gerar um grande volume de visualizações no Youtube – foram 72 milhões no dia da cerimônia – o casamento mobilizou a criação de eventos no Facebook como o 1º Churrasco de Casamento do Príncipe Willians, que somou 300 mil participantes confirmados na rede.” Outro assunto bastante repercutido foi a morte da cantora Amy Winehouse, que gerou mais de 470 mil tweets no fim de semana do falecimento. Já o festival Rock in Rio movimentou diferentes redes: mais de 300 mil seguidores no perfil oficial do Twitter, quase 600 mil likes na sua página no Facebook,  cerca de 11 mil check-in pelo Foursquare e nada menos que 3 milhões e quatrocentos mil membros em comunidade do Orkut.

 

MITI Inteligência -miti.com.br



O Brasil aos olhos do mundo

Pesquisa CNT/Sensus encomendada por VEJA em dezoito países mostra que os estrangeiros começam a vislumbrar novos contornos no país

 

 

Alguns estereótipos resistiram bravamente ao tempo, mas o mundo já começa a ver o Brasil com outros olhos: ele está mais rico, mais influente e muito mais famoso. Continua simpático também. Aliás, simpaticíssimo, como mostram os resultados da pesquisa internacional CNT/Sensus , encomendada por VEJA. O trabalho contou com a participação de treze empresas de pesquisa internacionais. Lideradas pelo instituto, elas entrevistaram 7200 pessoas em dezoito países. Além do Brasil, os escolhidos foram: Argentina. Chile. Colômbia, México, Estados Unidos, Portugal, Espanha, França, Itália, Inglaterra. Alemanha, Rússia. China, Japão, Índia. Líbano e África do Sul. Com exceção da Índia (leia na pág. 75), todos veem o Brasil sob a mais favorável das luzes. Sobre os seus habitantes, a avaliação dominante é que são alegres, festeiros. Populares, agradáveis como turistas e queridos como vizinhos. Bons de bola, também, claro - na verdade, os melhores de todos os tempos no futebol (aqui, a afirmação teve uma única discordância: da Alemanha). Enfim, se o Brasil fosse um colega de trabalho, seria daqueles que rodos querem chamar para tomar cerveja. E até, quem sabe, para falar de coisas mais sérias.

Metade do mundo já sabe que o Brasil é uma economia relevante e com viés de alta. E quase 60% acreditam que ele nunca foi tão influente na política nem tão ouvido nas mesas de negociação internacionais - ainda que, nesses campos, tenha colecionado bem menos vitórias do que derrotas, sem falar em um ou outro vexame (alô, Irã!). Boas impressões, no entanto, mesmo que não estejam lastreadas na realidade, são um ativo importante para qualquer país. Elas o tornam mais atraente, inclusive do ponto de vista econômico. "A boa imagem abre portas", afirma o sociólogo Demétrio Magnoli. O filósofo Denis Rosenfield concorda com ele: "Ainda que, em alguns aspectos, a percepção positiva do exterior sobre o Brasil seja inexata, ela é boa porque dá ao país a oportunidade de se transformar naquilo que o mundo pensa que ele é".

Nesse sentido, as expectativas dos estrangeiros em relação à capacidade nacional de organizar a Copa do Mundo de 2014 soam como um alento e uma esperança. Metade dos entrevistados sabe que o campeonato será sediado no Brasil (um porcentual bem menor sabe que o país receberá os Jogos Olímpicos em 2016, apenas 22%) e 73% confiam que o país está preparado para recebê-lo e fazer dele um belo espetáculo. Esse é o único item da pesquisa em que o Brasil foi mais bem avaliado pelos estrangeiros do que pelos brasileiros - apenas 49% destes dizem acreditar que o país está preparado para organizar a Copa. Em rodas as demais questões da pesquisa, o proverbial otimismo dos brasileiros - tricampeões mundiais, por exemplo, no índice de felicidade futura, pesquisa feita pela Fundação Getúlio Vargas para medir as expectativas de satisfação nos países - fez com que eles tivessem uma opinião mais favorável do Brasil do que quem olha o país de fora.

Passando para o capítulo das más notícias, das nem tão boas assim e das (apenas) relativamente positivas, o destaque fica por conta da assombrosa revelação de que, sim, a balela da "internacionalização" da Amazônia encontra eco no exterior. E ele não é fraco: 40% dos entrevistados declaram ser da opinião de que a região, por sua importância ambiental e pela riqueza de sua biodiversidade, deveria ser "preservada de acordo com regras internacionais" - e não segundo as leis brasileiras. Outros 12% afirmam ser favoráveis à internacionalização pura e simples, seja lá o que isso signifique. Assustador.

Fora isso, o Brasil é bonito e hospitaleiro, seu povo é um concentrado de virtudes hedonistas e rodo mundo sonha em nos visitar um dia. Mas ... nem todos, ou melhor, apenas 36% dos entrevistados gostariam de viver aqui - ao menos essa é a porcentagem dos que disseram considerar o país um lugar "bom" ou "muito bom" para viver. Para 40%, ele é apenas "razoável" (afirmação da qual, obviamente, discorda a maior parte dos brasileiros: 57% acham bom ou muito bom morar aqui).

Isso é sinal de que, mesmo encantados pela nossa simpatia e cordialidade, os estrangeiros não deixam de perceber as imensas lacunas da nação - aquelas que fazem da política externa nacional um exemplo de imprevisibilidade, reduzem a produtividade dos trabalhadores, travam o fluxo do progresso e impedem que o futuro do Brasil seja tão claro e luminoso quanto uma praia ensolarada. Não é de estranhar, tampouco, que a primeira coisa que vem à cabeça dos estrangeiros quando o assumo é Brasil não seja o etanol nem os jatos da Embraer, mas o futebol e o Carnaval- e aqui se chega à parte dos clichês resilientes (que incluem a massiva referência a Pelé como "o brasileiro mais famoso do mundo"). O cientista político americano Ronald Inglehart, professor da Universidade de Michigan, atuou como consultor da pesquisa encomendada por VEJA ao instituto Sensus. Sua conclusão: "O Brasil continua a ser conhecido muito mais, pela sua riqueza cultural e por suas proezas esportivas do que por seu dinamismo econômico e sua influência política". Para mudar esse quadro, afirma, é preciso que ele convença o mundo de que não é apenas um país simpático, mas sério também.

 

Conhecimento do país Brazil? Oh, yes

Há dez anos, uma pesquisa do Sensus revelou que 85% da população mundial sabia da existência do "Brasil". No ano passado, esse índice saltou para 94%. Isso equivale a dizer que, em uma década, cerca de 1 bilhão de pessoas foram apresentadas ao país. O número é igual à população da China.

Essa explosão de popularidade se deve, sobretudo, ao crescimento da economia. Quando um país conquista uma moeda forte e passa a ter uma economia previsível, ele exerce sobre o mundo uma atração quase gravitacional. Entre os países pesquisados, um dos que mostraram maior desconhecimento em relação ao Brasil foi a Índia - 8% dos entrevistados disseram nunca ter ouvido falar dele. Em compensação, foi também lá que a popularidade do Brasil deu seu maior salto nos últimos dez anos - passou de 55% para 80%. Para isso, pesou o fato de a Índia ser a terceira letra da sigla que virou sinônimo de investimento auspicioso no mercado externo - e que começa com "b" de Brasil. No caso dos donos das duas outras iniciais, o país já era bem conhecido. Em 2001, 90% dos chineses e igual porcentagem de russos diziam ter, ao menos, ouvido falar do Brasil. Hoje, nos dois lugares, o índice de conhecimento está em 95%.

A melhora da imagem do Brasil também foi realçada pela piora do cartaz da vizinhança. "O Chile era tido como o exemplo na América Latina, mas explodiu com a questão da educação. A Argentina continua sendo um grande ponto de interrogação. O México está mergulhado na guerra do narcotráfico", diz Roberto Teixeira da Costa, do Centro Brasileiro de Relações Internacionais. "Com isso, o Brasil ganhou ainda mais importância no continente e passou a ser mais comentado no mundo""

Economia lá vem o Brasil subindo a ladeira

Praticamente metade do mundo (49%) hoje classifica o Brasil como é uma economia emergente. O resto erra para cima ou para baixo. Entre os entrevistados na pesquisa Sensus, 27% superestimaram a economia do país, ao classificá-lo de "desenvolvido", e 15% disseram que ele é "subdesenvolvido" (o índice salta para tonitruantes 39% no Japão e 32% no Líbano).

Os termos "desenvolvido" e "subdesenvolvido" começaram a cair em desuso na década de 70. Desde os anos 80, o Banco Mundial passou a dividir os países em quatro categorias, de acordo com sua renda per capita: baixa renda (renda per capita anual de 1900 reais ou menos), renda média baixa (de 1 900 a 7400 reais), renda média alta (de 7400 a 22 800 reais) e alta renda (acima de 22800 reais).

O termo "emergente", embora não exista oficialmente, pegou. É uma criação do mercado financeiro para designar países pertencentes à categoria "renda média alta", e que, além disso, exibem boas condições macroeconômicas e indicadores sociais razoáveis - ou seja, prometem. Os europeus são os que mais conhecimento demonstraram sobre o status econômico do Brasil. Os que mais erraram (para cima) foram os nossos vizinhos da América Latina - 44% dos entrevistados acham que o país é desenvolvido. Para entrar para o clube dos ricos, no entanto, o Brasil precisa dobrar sua renda per capita - o que, em menos de duas décadas, não deve acontecer (leia a reportagem sobre o Brasil como a sexta economia do mundo na pág. 76).

 

Amazônia um equivoco tamanho gigante

A "internacionalização" da Amazônia é uma falácia antiga. Começou em 1 850, quando o tenente da Marinha americana Matthew Maury reivindicou o livre acesso de embarcações estrangeiras ao Rio Amazonas. Na ocasião, o pretexto era geográfico - para o tenente, as dimensões oceânicas do rio eram suficientes para justificar a sua "desbrasileirização". No século passado, nos anos 80, o discurso tomou outro rumo. Diante da crescente preocupação mundial com a degradação do meio ambiente, grupos com graus variados de má-fé passaram a defender a tese de que a Amazônia, por sua relevância para a manutenção do clima global e pela riqueza de sua biodiversidade, não poderia ser "deixada" sob os cuidados do país a que pertence (ou dos países, já que ela se estende por oito nações além do Brasil, que concentra 60% da sua área).

A pesquisa do Sensus mostra que, lamentavelmente, muita gente lá fora vem levando esse delírio a sério - 40% dos entrevistados afirmam que a Amazônia deveria ser administrada "de acordo com regras internacionais" e não em conformidade com as leis brasileiras. Mais do que isso, 65% se

dispõem até a pingar um dinheirinho para ajudar no financiamento dessa administração exógena, cuja intenção elevada é "preservar a floresta". Sobre isso, diz o cientista paraense José Matia Cardoso da Silva, vice-presidente executivo da Conservação Internacional, com sede em Washington: "Para além da questão óbvia da soberania, existe o fato de que o Brasil já adota muitos dos melhores padrões internacionais para a conservação da Amazônia. Ele hoje pode ser classificado como uma superpotência ambiental que ajudou a criar muitas das regras de conservação de florestas adotadas em diversos países". O Brasil tem, por· exemplo, o maior conjunto de unidades de preservação e também de reservas indígenas do planeta. Até o desmatamento, que chegou a varrer em um só ano uma área de floresta maior do que a do estado de Sergipe, foi domado. Em 2011, ele chegou ao seu menor patamar desde o início das medições em 1988.

 

A floresta da mãe joana

Mais da metade dos estrangeiros acha que a importância ambiental da Amazônia é suficiente para que ela seja administrada de acordo com regras internacionais - e não brasileiras; 12% defendem a "internacionalização" da floresta .

 

Copa do Mundo vai que dá

Eis o único momento da pesquisa em que os estrangeiros demonstram ter mais confiança no Brasil do que os próprios brasileiros: 73% dizem acreditar que o país está pronto e apto para organizar e sediar a Copa do Mundo de 2014, contra 49% de nativos que têm a mesma opinião.

O país que mais confia na capacidade do Brasil é o Chile - 94% dos entrevistados de lá não têm dúvidas de que vai dar tudo certo. Para Roberto Piscitelli, professor da Universidade de Brasília, a confiança dos estrangeiros se baseia menos em uma avaliação propriamente objetiva do que numa associação inconsciente com o reconhecido talento brasileiro nos gramados. Para 46% dos entrevistados ao redor do mundo, os brasileiros são os melhores jogadores de todos os tempos. A Alemanha foi a única a declarar que os seus times são melhores do que os nossos. Mesmo assim, a opinião não prima pela convicção: o país apontou a superioridade da sua própria seleção por uma diferença de apenas 1,8 ponto porcentual em relação à brasileira.

Gol de placa

À exceção da índia, a maior parte dos países estrangeiros está convencida de que a Copa do Mundo no Brasil, em 2014, será um sucesso - 73% dos entrevistados acreditam que o país está preparado para receber o evento. Aqui, só metade da população acha que daremos conta .

Influência mundial a imagem impressiona

Fora das nossas fronteiras, o porcentual dos que creem que o Brasil nunca teve tanta influência nas relações internacionais e na política mundial é de 57%. É um índice inferior ao apontado na pesquisa pelos otimistas brasileiros (78% acreditam na afirmativa), mas ainda assim é alvo. O problema é o pouco eco que ele encontra na realidade. Do ponto de vista da diplomacia, por exemplo, o Brasil colecionou mais derrotas do que vitórias nos últimos anos. Das seis disputas por cargos internacionais relevantes em que entrou, saiu-se vitorioso em apenas uma, a que definiu o chefe da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, hoje o petista José Graziano. A lista de derrotas inclui os pleitos pela direção da Organização Mundial de Comércio (vencido pela França), presidência do Banco Interamericano de Desenvolvimemo (Colômbia), chefia da Organização Mundial de Propriedade Intelectual (Austrália), secretaria executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Argentina) e diretoria de radiodifusão da União Internacional de Telecomunicações.

No capítulo dos acordos internacionais, nenhum vexame superou a tentativa protagonizada pelo ex-chanceler Celso Amorim de intermediar um acordo nuclear entre o Irã e o resto do mundo. O trato foi anunciado com foguetório e autolouvação, mas ruiu 24 horas depois, quando o Irã esclareceu que não havia recuado um centímetro em seus planos de enriquecer urânio. Mas nem esse episódio foi capaz de revender a impressão de que o Brasil está cada vez mais poderoso - o que não é necessariamente ruim. Como disse Thomas Hobbes, tem poder aquele que aparenta ter poder. Ainda que as aparências enganem.

Poderoso

57% dos estrangeiros e 78% dos brasileiros ouvidos acham que o Brasil aumentou sua influência no mundo.

 

América do Sul um bom vizinho

Para a maioria dos argentinos, chilenos e colombianos, o Brasil é um tremendo vizinho: além de não incomodar, contribui para o crescimento dos países da região. Trata-se de uma avaliação bastante positiva para uma potência regional cujas empresas estatais e privadas avançam desde os anos 70 para além de suas fronteiras - e que na última década expandiu fortemente seus investimentos na região. Dos três países incluídos na pesquisa, a Argentina é o que recebe o maior volume de investimentos brasileiros. Só nos últimos cinco anos, as empresas daqui injetaram mais de 5 bilhões de dólares na economia daquele país. Esse capital foi basicamente investido na instalação de fábricas que fortaleceram a indústria argentina e criaram empregos. Não por coincidência, é também a Argentina o lugar com o maior porcentual de entrevistados que dizem reconhecer os efeitos benéficos do Brasil na sua economia. O Chile e a Colômbia receberam investimentos bem menores: somados, eles equivalem a 16% do que levaram os vizinhos do Sul. Mas, nos dois casos, a boa percepção em relação ao vizinho brasileiro é reforçada pela tradição liberal dos países e pelo fato de eles serem menos protecionistas e fechados do que os argentinos.

Se, porém, a pesquisa tivesse incluído os andinos Peru, Bolívia e Equador, é provável que os resultados não fossem tão favoráveis ao Brasil. Nesses países, as empresas brasileiras estão envolvidas na exploração de petróleo, mineração e obras de infraestrutura, atividades politicamente sensíveis aos olhos daqueles governos, bafejados por ventos bolivarianos. Mas, por enquanto, o Brasil está longe de ser visto como expoente de uma espécie de imperialismo moreno. É, para todos os efeitos, um bom país para ter ao lado.

Imperialista, não

Diante do aumento da importância do Brasil na América Latina e no mundo, os nossos vizinhos nos veem mais como mola propulsora do desenvolvimento regional do que como exploradores potenciais.

 

Trabalho muito suor, pouca produçao

O brasileiro gosta de trabalhar? É confiável? A resposta nacional a essa questão da pesquisa foi um peremptório "sim": 80% dos brasileiros acham que a população do país é "muito trabalhadora" e "confiável". Ao redor do globo, no entanto, a opinião é um pouco diferente - apenas 59% das pessoas concordam com a afirmação. Outros 22% acham que o brasileiro não é muito chegado ao batente. Isso significa que ele tem de si próprio uma imagem muito melhorada e superior à realidade? Não nesse caso. Para especialistas, a discrepância entre as avaliações se explica por uma razão cultural e outra econômica. "Para o brasileiro, a virtude sempre esteve associada mais ao tempo e esforço despendidos no trabalho do que ao desempenho alcançado. Em países como os Estados Unidos, por exemplo, os fatores que contam são a produtividade e o cumprimento de metas", diz Jorge Arbache, professor de economia da Universidade de Brasília. A cada hora trabalhada no Brasil, um funcionário produz, em média, 7 dólares. No mesmo período, um chileno produz l4 dólares e um americano, 37 dólares. Quando comparado a trabalhadores de outros países, portanto, o brasileiro é pouco produtivo - e isso não tem a ver com maior ou menor esforço braçal nem com os baixos níveis de educação dos trabalhadores, que resultam em produtos menos sofisticados e de menor valor agregado. A desvantagem brasileira é consequência também, e sobretudo, das amarras que travam o desenvolvimento do país, onde a logística ruim e a carga tributária elevada aumentam desproporcionalmente o custo final a de um bem - e isso afeta muito mais a produtividade do que um intervalo de uma hora para o almoço.

 

Turismo e qualidade de vida visitar, sim. Já morar ...

É mais ou menos como achar que existem mulheres para namorar e mulheres para casar. Embora 82% dos entrevistados considerem o brasileiro "alegre e hospitaleiro" e 49% afirmem que "certamente" visitariam o Brasil (como já fizeram 8% dos estrangeiros ouvidos na pesquisa), apenas 36% acham que ele é um país bom para viver. Entre os argentinos, a situação atinge o paroxismo: 67% declaram que adorariam visitar o Brasil, mas quase a metade (44%) acha que ele é um país apenas "razoável" para morar. Pior, questionados se recomendariam a um parente que trabalhasse ou estudasse aqui (a pergunta foi feita só nos países da América do Sul), 42% responderam que não. Sobre a imagem que têm do Brasil, 40% dos estrangeiros disseram que as primeiras coisas que Ihes vêm à cabeça quando pensam no país são ora, veja - Carnaval e praia. Ou, então - ora. ora, veja -, futebol. Outros assuntos lembrados, como "pobreza", "Floresta Amazônica" e "desenvolvimento econômico", tiveram empate técnico - nenhum ultrapassou a marca dos 5%. Isoladamente, o povo que mais associa o Brasil a "desenvolvimento econômico" é o francês: 16% dos entrevistados disseram ser essa a primeira coisa que lembram quando se fala no país. Ainda na Europa, os maiores entusiastas do Brasil são Portugal e Itália. Da Índia vem a mais incisiva mensagem de antipatia pelo Brasil: 24% dos indianos disseram considerá-Ia "muito ruim para viver", 18% discordam que sejamos um povo "alegre e hospitaleiro" e 40% não querem nos visitar. Mas o que parece desamor é só desconhecimento. Hoje. 80% dos indianos declaram saber alguma coisa sobre o Brasil. Há dez anos, eram apenas 55%. No resto do mundo, o índice já alcançava 85%.

Melhor para passear

Embora metade dos entrevistados diga que adoraria visitar o Brasil, apenas 36% consideram que ele é um bom país para viver. Na América do Sul, 22% disseram que não recomendariam a parentes e amigos que viessem trabalhar ou estudar no país.

 

Fonte: Veja - São Paulo/SP - ESPECIAIS


Acidentes no mar, piscina e lagoas aumentam muito no verão. Cuidados e como socorrer as vítimas.

 

Com a chegada do verão o índice de acidentes em águas rasas aumenta muito no Brasil. As causas são diversas, mas na maioria dos casos a pessoa “mergulha de cabeça” sem conhecer o local e a profundidade. Nos casos mais graves a vítima pode sofrer Traumatismo Raqui-Medular, um trauma na coluna que pode desligar totalmente as conexões de mensagens do cérebro para os membros, e a pessoa pode ficar paraplégica ou tetraplégica.

Episódios como este acontecem com muita frequência. Segundo dados do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas (Faculdade de Medicina da USP), o mergulho em água rasa é a 4ª causa de lesão medular no Brasil. E em época de verão, o acidente ocupa a 2ª maior incidência do país.  Os números preocupam especialistas porque a cada semana 10 pessoas ficam paraplégicas ou tetraplégicas ao bater a cabeça em mergulhos, incidência de 60,9% do total dos casos.

Para Marcelo Perocco, neurocirurgião especializado em coluna os cuidados começam na prevenção de acidentes: “Antes de mergulhar em um local desconhecido é recomendável verificar a profundidade, se adaptar ao local e dar a primeiro o mergulho em pé. Caso aconteça o acidente é muito importante que o socorro seja feito o mais rápido possível, caso contrário as chances de a vítima ficar tetraplégica são ainda maiores, o socorro rápido pode evitar quadros mais graves.” – alerta o especialista.

A coluna cervical é um dos órgãos mais vulneráveis do corpo humano e quando sofre um grande impacto há grandes chances de todo o corpo ficar paralisado. “Esse tipo de acidente é mais comum do que se imagina, às vezes uma brincadeira de verão pode trazer sequelas para toda vida. Recentemente recebi o caso de um paciente que chegou ao hospital tetraplégico por ter bebido demais, numa brincadeira ele se jogou na piscina de casa de cabeça”. - conta o neurocirurgião.

 

Abaixo seguem alertas e recomendações de socorro do especialista Marcelo Perocco:

  • Nunca mergulhar de cabeça em um local onde não se conheça a profundidade;

  • Em locais rasos só mergulhar em pé;

  • Ao socorrer uma vítima de mergulho em água rasa primeiro verifique se a pessoa está respirando;

  • Imobilize com muito cuidado a cabeça/pescoço do acidentado, deixe-o com os braços para baixo e espere o socorro chegar;

Os primeiros socorros devem ser realizados por uma pessoa que entenda da situação da vítima, ou então é mais seguro esperar o socorro chegar, é importante NUNCA levar a vítima para o hospital por meios próprios, se não for imobilizada de maneira correta o quadro do acidentado pode se agravar.

O mais importante no socorro de uma vítima de acidente em água rasa é que ela seja socorrida o quanto antes, o tempo conta muito para que a vítima tenha mais chances de se recuperar.

 

Dr. Marcelo Perocco Luiz Da Costa


SUS mantém epidemia de aids estabilizada no Brasil

Boletim epidemiológico divulgado registra prevalência de 0,6% da doença em 2010

 

 

O investimento do Sistema Único de Saúde na prevenção e na ampliação da testagem e do acesso ao tratamento antirretroviral, além da capacitação dos profissionais de saúde, mantém sob controle a epidemia de aids no Brasil. De acordo com o Boletim Epidemiológico Aids/DST 2011, divulgado nesta segunda-feira (28) pelo Ministério da Saúde, a prevalência (estimativa de pessoas infectadas pelo HIV) da doença permanece estável em cerca de 0,6% da população, enquanto a incidência (novos casos notificados) teve leve redução de 18.8/100 mil habitantes em 2009 para 17,9/100 mil habitantes em 2010.

“Estamos investindo na expansão da testagem rápida para garantir que o diagnóstico seja o mais breve possível, com ações do Fique Sabendo. Quanto mais cedo o vírus é descoberto, mais cedo tem início o tratamento, proporcionando qualidade de vida para quem vive com a doença”, destaca o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Em alguns grupos, o avanço no combate à epidemia é mais marcante. Entre os menores de cinco anos de idade, casos relacionados à transmissão vertical, ou seja, da mãe para o bebê durante a gravidez, o parto ou pelo leite materno, a taxa de incidência (número de casos por 100 mil habitantes), caiu 41% de 1998 a 2010.

Em relação à taxa de mortalidade, o Boletim também sinaliza queda. Em 12 anos, a taxa de incidência baixou de 7,6 para 6,3 a cada 100 mil pessoas. A queda foi de 17%.

O boletim, no entanto, chama a atenção para públicos específicos, que têm tido comportamento diverso e ampliado o número de casos.  Ao longo dos últimos 12 anos, a porcentagem de casos na população de 15 a 24 anos caiu. Já entre os gays a mesma faixa houve aumento de 10,1% entre os gays da mesma faixa. No ano passado, para cada 16 homossexuais dessa faixa etária vivendo com aids, havia 10 heterossexuais. Essa relação, em 1998, era de 12 para 10.

Na população de 15 a 24 anos, entre 1980 e 2011, foram diagnosticados 66.698 casos de aids, sendo 38.045 no sexo masculino (57%) e 28.648 no sexo feminino (43%). O total equivale a 11% do total de casos de aids notificados no Brasil desde o início da epidemia ocorre entre jovens.

O quadro levou o Ministério da Saúde a priorizar este público na campanha do Dia Mundial de Luta Contra a Aids, que acontece em 1 de dezembro.

A campanha do Dia Mundial deste ano, por meio do slogan “A aids não tem preconceito. Previna-se”, reforça a necessidade de se discutirem questões relacionadas à vulnerabilidade à aids entre jovens gays de 15 a 24 anos e entre pessoas vivendo com HIV/aids. Também busca uma sociedade mais solidária, sem preconceito e tolerante à diversidade sexual.

 

Fonte: www.aids.gov.br


Proteja-se da leptospirose após fortes chuvas

A doença é uma das principais preocupações após as enchentes. Pessoa devem evitar contato com a água e lama das enxurradas e desinfetar ambiente.

 

Uma das principais preocupações com as enchentes é a leptospirose. A doença é causada por uma bactéria presente na urina de ratos, ratazanas e camundongos, presente na água das enchentes, lama e esgoto. Sua transmissão acontece pelo contato da urina com a pele ou mucosas. Assim, é importante que cidadão conheça alguns cuidados para prevenir e identificar os sintomas da doença.

 Alguns cuidados importantes: 

· Evite o contato com a água e a lama das enchentes ou esgoto. Impeça que crianças nadem ou brinquem nesses locais que podem estar contaminados com a urina de roedores. 

· Após as águas baixarem, retire a lama e desinfete o local. Deve-se lavar pisos, paredes e bancadas, desinfetando com água sanitária. Use duas xícaras de chá (400ml) do produto em um balde de 20 litros de água, e deixe agir por 15 minutos. Só depois disso, faça a limpeza. 

· Pessoas que trabalham na limpeza de lama, entulho e esgoto devem usar botas e luvas de borracha para evitar o contato da pele com a água e lama contaminados (se isto não for possível, usar plásticos duplos amarrados nas mãos e nos pés).

· Para evitar a presença de roedores, deve-se manter os alimentos guardados em recipientes bem fechados, resistentes e distantes do chão; manter a cozinha limpa e sem restos de alimentos; retirar as sobras de alimento ou ração dos animais domésticos antes de anoitecer; evitar o acúmulo de entulhos e objetos sem uso no quintal e dentro da cozinha; manter os terrenos baldios e margens dos rios limpos e capinados; guardar o lixo em sacos plásticos bem fechados e em locais altos até a coleta ocorrer. 

 

SINTOMAS – É importante conhecer os sintomas da leptospirose para identificar os primeiros sinais e procurar atendimento médico adequado. 

Os principais sintomas são febre, dor de cabeça, e dores pelo corpo, especialmente na panturrilha. Também são sintomas vômitos, diarréia e tosse. Nos casos mais graves, também podem ocorrer o amarelamento da pele e dos olhos. 

Os indícios podem aparecer logo no dia seguinte ao contato com a urina do roedor, ou podem demorar um mês para surgir. Normalmente, eles começam a aparecer de uma a duas semanas depois da exposição à situação de risco. Se houver contato com a água ou a lama da enchente, ou ingestão de alimentos suspeitos, é importante ficar atento ao aparecimento de sintomas por pelo menos 40 dias, prazo máximo para o surgimento de sinais da doença. 

Ao identificar os sintomas da leptospirose deve-se procurar atendimento médico imediato. Não se automedique, apenas o médico pode diagnosticar a doença e indicar o tratamento adequado.

Agência Saúde

Ascom/MS


Incoerências da legislação brasileira tira competividade das empresas

 

 

As empresas brasileiras não conseguirão aproveitar as inúmeras oportunidades surgidas com a crise na Europa e Estados Unidos enquanto as leis criadas pelos legisladores e aprovadas pelo governo brasileiro continuarem apresentando grande incoerência.  A avaliação é de André Crossetti Dutra, sócio-diretor da Pactum Consultoria Empresarial.  Segundo ele, somente no final de 2011 houve dois bons exemplos de avanço e retrocesso na legislação. “Se por uma lado foi positiva a reformulação do Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência (SBDC), de outro foi negativo o aumento das contribuições previdenciárias das Prestadoras de Serviços de Tecnologia da Informação e Tecnologia da Informação e Comunicação”.

Para Dutra o também chamado Super Cade garantiu um avanço na análise e defesa da concorrência, dando maior segurança aos investidores, ao analisar previamento os movimentos de concentração de empresas com faturamento entre  R$ 400 milhões e de R$ 30 milhões.  “Alguns pontos, como a ausência de prazo para o CADE se manifestar sobre as operações de concentração, precisam ser melhor delineados. Mas a Lei 12.529 representa uma efetiva evolução na legislação econômica colocando o Brasil no caminho

dos negócios mundiais, uma vez que deixa de ser o único país cujos atos de concentração eram levados ao órgão de controle somente após a sua efetivação”, comenta o sócio da Pactum.

Por outro lado o advogado e consultor considera um retrocesso na legislação tributária a Medida Provisória 540, convertida na Lei 12.546/11, que alterou a contribuição previdenciária devida pelas empresas que prestam exclusivamente os serviços de tecnologia da informação (TI) e tecnologia da informação e comunicação (TIC). Agora elas passam a recolher esse imposto sobre sua receita bruta à alíquota de 2,5% e não mais sobre a folha de salários. Essa alteração vigora até o final do próximo ano e não é facultativa, o que deve elevar a carga tributária do setor. Além disso, durante esse período a isenção prevista na Lei 11.774/08 ficará suspensa, prejudicando as prestadoras de serviço que detêm elevado valor agregado e muitas vezes utilizam pouca mão de obra. “Não há qualquer motivo ou alegação que justifique a criação dessa diferença no setor, a não ser pelo aumento da arrecadação das contribuições previdenciárias devidas”, diz Dutra.

“A crise que a Europa e os Estados Unidos estão vivendo desde 2008 oferece um sem número de oportunidades para o Brasil e suas empresas o que desafia os governos e os legisladores a adotarem medidas que estimulem a atividade econômica e não tolham a competitividade das empresas brasileiras. Esses dois exemplos mostram que a melhoria e evolução da legislação econômica por si só não é suficiente para tornar o Brasil mais competitivo. Precisamos manter a coerência em relação à legislação tributária”, finaliza o sócio da Pactum Consultoria Empresarial.

A Pactum Consultoria Empresarial, empresa que trata o direito com visão estratégica e de desenvolvimento, é um centro permanente de estudos e pesquisas jurídico-empresariais, especializado em reorganização societária, preparação e acompanhamento de fusões, aquisições, vendas e incorporações, planejamento estratégico trabalhista, cível e tributário, dentre outras atividades. A empresa foi fundada em 1979 e possui escritórios em cinco capitais de estados: São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba e Florianópolis. Além do Brasil, a Pactum também atua na Argentina, Chile, Colômbia, Equador e Uruguai.


Brasil apresenta 48 cidades com risco de surto de dengue em 2012

 

No Brasil, a região Sudeste registra o maior número de casos de dengue por ano, as demais regiões, por ordem de incidência de casos de dengue são Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Norte. Segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil apresenta 48 cidades com risco de viver surto de dengue em 2012, com índices acima de 3,9% de infestação pelo mosquito Aedes aegypti. Dentre os municípios em risco, estão as capitais: Rio Branco (AC), Porto Velho (RO) e Cuiabá (MT). As capitais em situação de alerta são Salvador (BA), Recife (PE), Belém (PA), São Luis (MA) e Aracajú (SE).

Doença infecciosa causada por um arbovírus, a dengue  apresenta quatro tipos diferentes: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4, que ocorre principalmente em áreas tropicais e subtropicais do mundo, inclusive no Brasil. As epidemias geralmente ocorrem no verão, durante ou imediatamente após períodos chuvosos.

A dengue clássica se inicia de maneira súbita, apresentando sintomas parecidos com o da gripe, como febre alta, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores nas costas e  às vezes, aparecem manchas vermelhas no corpo. A febre dura cerca de cinco dias, com melhora progressiva dos sintomas em 10 dias. Em alguns poucos pacientes podem ocorrer hemorragias discretas na boca, na urina ou no nariz. Podendo haver complicações.

 
Fonte: Hospital São Luiz


Brasil pode se tornar 3° maior mercado automobilístico em 2016, indica estudo da KPMG

 

 

Executivos das maiores empresas automobilísticas do mundo acreditam que o Brasil chegará em 2016 disputando a terceira posição no ranking dos maioresmercados automobilísticos do mundo. É o que revela a Global Automotive Executive Survey 2012 - Managing growth while navigating uncharted routes (Pesquisa Global do Setor Automobilístico – Gerindo o crescimento enquanto rotas inexploradas são singradas, em tradução livre), realizada pela KPMG International.

Atualmente, o país ocupa a quinta posição entre os grandes mercados para osveículos. A previsão é que encerre o ano de 2011 com 3,63 milhões de veículos vendidos, um recorde local, segundo estimativa da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores).

A pesquisa, que contou com a participação de 200 executivos de várias partes do mundo, mostra também que a expectativa é a de que até 2017 o Brasil esteja exportando mais de 1 milhão de veículos ao ano. As vendas externas brasileiras em 2011 devem ficar em 540 mil unidades, de acordo com a Anfavea.     

“O resultado da pesquisa demonstra claramente a imagem que o mercado automobilístico de todo o mundo projeto para Brasil: a de um país com a economia sólida e ótimas perspectivas para os negócios. Ao final, o mercadoautomobilístico encontrou um lugar propício no Brasil”, afirma Charles Krieck, sócio-líder das áreas de Industrial Markets e Audit da KPMG no Brasil. 

 BRICs com 40% do mercado em 2016

Com a China liderando o mercado automobilístico, e Brasil e Índia em francocrescimento na disputa pelo terceiro posto do ranking global, as perspectivas são de que em 2016 os países do BRIC (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China) detenham mais de 40% do market share mundial, segundo a pesquisa.

Outro tema abordado no levantamento está ligado à mobilidade urbana nas grandes cidades do mundo. Em relação a este assunto, os pesquisados avaliam que o mercado precisa estar atento a uma mudança significativa que tende a ocorrer, em que o conceito de propriedade de veículos tenderá a migrar ao de uso, tendo em perspectiva a evolução e consolidação do uso compartilhado de automóveiscomo uma resposta a questões ambientais, sociais, de mobilidade e de restrição de espaços vinculadas à consolidação das megacidades.

Segundo indicações de 42% dos executivos brasileiros entrevistados, o Brasil tem grande potencial para o chamado mercado de mobility services (que inclui a o uso compartilhado de

veículos), pois estimam que mais de 25% doshabitantes do país devem estar usando tais serviços em 2026.

 Veículos híbridos ainda superam carros elétricos.

Para os pesquisados, os carros elétricos, também incluídos entre os temas que envolvem questões ambientais, ainda têm um longo caminho a percorrer para se tornarem uma realidade e, por isso, 65% dos entrevistados acreditam que os veículos híbridos são, atualmente, uma melhor solução. Este cenário tende a ser diferente na China e Japão, onde, respectivamente, 33% e 46% dos executivosouvidos disseram que os carros elétricos, seguidos dos veículos movidos a célula de combustível, serão os mais populares até 2025.   Mesmo assim, a estimativa apurada no estudo indica que teremos entre 9 e 14 milhões de veículos elétricos circulando pelo mundo até 2026.

O desenvolvimento e a aplicação de novas tecnologias para os automóveis não é uma tendência apenas vinculada aos combustíveis, mas, também, está se voltando à conectividade dos usuários. Para 60% dos entrevistados, a indústria automobilística já está atrasada nesse aspecto, pois se percebe que a expectativa desses usuários é a de ter em seus carros as mesmas ferramentas de conectividade disponíveis em suas casas.

Além disso, os pesquisados acreditam que a exploração desse novo mercado ainda está em aberto. Apenas 30% dos executivos ouvidos dizem acreditar que as empresas que produzem autopeças originais estarão controlando esse mercado em 2025, seguidas de empresas de TI e comunicações.

“Com os resultados obtidos na pesquisa, conclui-se que as montadoras e os fornecedores de autopeças precisam investir em novas tecnologias, soluções e inovações para contribuir com a evolução do mercado e também para dar respostas às tendências destinadas a facilitar a mobilidade urbana. Porém elas devem estar sempre atentas para planejar adequadamente sua produção, evitando fabricar mais veículos do que a capacidade de consumo da população (de acordo com a pesquisa, o excesso global de produção atinge 5 milhões de unidades em 2011). E tudo isso vai acontecer em um cenário de franco crescimento dos mercados emergentes”, conclui Krieck.

 Sobre o estudo

A Global Automotive Executive Survey 2012 - Managing growth while navigating uncharted routes (Pesquisa Global do Setor Automobilístico – Gerindo o crescimento enquanto rotas inexploradas são singradas) é baseada em apuração feita com 200 executivos do mercado automotivo mundial, sendo que mais de metade deles tem nível de chefe de unidade de negócio ou superior. Entre osentrevistados estão representantes dos fabricantes de veículos, fornecedores, concessionários, assim como executivos de empresas de serviços financeiros.

Do total, 47,5% dos executivos são da Europa, Oriente Médio e África; 31%, da região Ásia-Pacífico; e 21,5%, nas Américas. Dos participantes, 97,5% representam empresas com faturamento anual superior a US$ 100 milhões, e mais de um quinto deles trabalha para as empresas com faturamento superior a US$ 10 bilhões. As entrevistas foram aplicadas entre os meses de agosto e outubro de 2011.

 

http://www.kpmg.com -

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Ministério do Turismo seleciona 10 cidades da Paraíba para receber turistas na Copa de 2014

 

O Ministério do Turismo (MTur) divulgou os 184 destinos e 88 produtos turísticos próximos às 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014. A Paraíba foi contemplada com 10 destinos e produtos (sol, mar, esporte e cultura) que ficam em municípios distantes até três horas (via terrestre) ou até duas horas (via aérea) dos palcos do Mundial. De acordo com o MTur, a intenção é incentivar o visitante a conhecer os atrativos localizados no entorno das sedes, aumentando o fluxo turístico, a distribuição de renda e a geração de emprego.

No segmento ‘Sol, Praia e Esporte’ o MTur selecionou as cidades de João Pessoa, Cabedelo, Lucena e Conde. A justificativa é que essas cidades paraibanas ficam até 150km de distância de Recife (118km) e Natal.  O meio de transporte indicado é o aéreo com um tempo médio de chegada em até 45 minutos.

No outro segmento, ‘Cultural’, foram selecionadas as cidades de Campina Grande, Pocinhos, Ingá, Bananeiras e Guarabirae "Nossos estudos indicam que cada estrangeiro realizará uma média de três viagens pelo Brasil durante o mês da Copa do Mundo. Traçamos uma estratégia para intensificar o fluxo de deslocamentos, beneficiando o maior número de municípios e distribuindo melhor a geração de emprego e renda", antecipa o ministro do Turismo, Gastão Vieira.

 

Os municípios selecionados terão preferência na destinação de recursos e no destaque da promoção oficial. Entre campanhas e convênios, o ministério estima investir R$ 70,5 milhões em 2012. Para a promoção internacional do turismo brasileiro, a expectativa é a de que a Embratur tenha R$ 139 milhões, mesmo valor do ano passado.

A presidente da Empresa Paraibana de Turismo (PBTur), Ruth Avelino, falou que pretende convocar os prefeitos destes municípios. “Iremos discutir estratégias para inseri-los nas campanhas e convênios que o MTur anunciou que irá fazer. É uma oportunidade ímpar para alavancarmos nosso turismo, já que iremos receber investimentos federais”, declarou Ruth  


A face mutante da inovação

 

 

Embora seja incontestável o avanço do Brasil em pesquisa e ciência, com a formação de 12 mil doutores por ano e a 13ª posição no ranking de artigos científicos, novíssimo estudo da Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI) permite concluir que o País aindaprecisa evoluir muito em inovação. Há considerável lacuna entre o desempenho internacional e o doméstico nesse quesito tão decisivo para o crescimento sustentado e a soberania econômica.

O trabalho, intitulado Relatório Mundial da Propriedade Intelectual 2011 – A face mutante da inovação, ratifica como o domínio sobre os direitos ligados à tecnologia, processos, produtos e conhecimento tornou-se preponderante para se delinearem estratégias vencedoras de empresas em todo o mundo. Os dados também surpreendem, mostrando que nem mesmo as crises internacionais têm arrefecido o ânimo relativo à pesquisa e desenvolvimento: entre 1980 e 2009, as requisições de novas patentes cresceram de 800 mil para 1,8 milhão.

Depreende-se, assim, que a competitividade imposta pela globalização torna os investimentos em P&D, ou seja, em inteligência, um imenso diferencial competitivo e uma questão pragmática de sobrevivência e sucesso dos negócios e das próprias nações. O conceito mais contemporâneo de inovação, na qual há companhias que chegam a investir entre 4% e 5% de seu faturamento, refere-se à pesquisa e à ciência voltadas ao foco de agregar valor às empresas, resultando em produtos

ou serviços únicos e de absoluta excelência. Por isso, elas primam por deter milhares de patentes e pagam bônus aos seus cientistas quando as suas invenções conquistam o mercado.

É exatamente nesse aspecto que o Brasil parece estar na contramão das tendências, apesar de sua economia ser hoje uma das mais aquecidas e dinâmicas. Dentro dessa incontestável realidade, nosso governo não pode continuar demorando até sete anos para conceder uma patente. No vácuo desse imenso hiato burocrático, os produtos e serviços perdem sua condição inovadora, tornam-se obsoletos e têm competitividade prejudicada.

Tal descompasso fica muito claro nas estatísticas da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE): nosso país registrou, em 2008, somente 0,3 patentes triádicas (válidas na Europa, Estados Unidos e Japão) por grupo de um milhão de habitantes, muitoabaixo dos desenvolvidos e de seus principais competidores dentre os emergentes. No período 2003/2005, apenas 3,6% das empresas brasileiras lançaram produtos novos.

O relatório Science, Tecnology and Industry Outlook 2010 da OCDE observa que o perfil da ciência e tecnologia no País ainda apresenta váriospontos fracos, como a baixa intensidade de P&D, com investimentos equivalentes a apenas 1,1% do PIB, e carências em termos de qualificação dos recursos humanos em ciência e tecnologia. Tais deficiências são ainda mais preocupantes ante outra informação revelada pelo novo estudo da OMPI: o fomento da tecnologia não é mais prerrogativa exclusiva das economias de alta renda. Nesse item, a lacuna entre as nações desenvolvidas, emergentes e em desenvolvimento está diminuindo. Formas mais elaboradas e locais de inovação contribuem para o desenvolvimento econômico e social.

O Brasil não pode continuar defasado no contexto desse deslocamento do eixo mundial da inovação, pois, conforme afirma o documento da OMPI, o aumento da demanda por direitos de propriedade intelectual reflete a ascensão do mercado do conhecimento, fator exponencial para que as empresas se especializem e se tornem mais eficientes. A rigor, é preciso avançar muito, para não sermos surpreendidos por estudos como esse revelador relatório.

 

João Guilherme Sabino Ometto


Brasil é o primeiro país a gerar energia limpa a partir de biocombustível na Antártica

Pioneirismo brasileiro marca aniversário de 30 anos da Estação Antártica Comandante Ferraz, operada pela Marinha do Brasil

 

Em uma iniciativa pioneira, o Brasil vai iluminar a Estação Antártica Comandante Ferraz com um motogerador a etanol. A ação faz parte da comemoração dos 30 anos da Estação, operada pela Marinha do Brasil, e conta com a parceria da Vale Soluções em Energia (VSE) e da Petrobras.

Nesta quarta-feira (11), o ministro da Defesa, Celso Amorim, estará na Antártica para visitar a Estação, onde dará partida na operação do motogerador a etanol, que tem capacidade de suprir, com folga, toda a energia necessária às operações e aos programas científicos lá realizados.

A partir do evento, o motogerador passará a operar continuamente na Antártica, dando início ao programa científico que faz do Brasil o primeiro país do mundo a utilizar biocombustível para produção de energia no continente.  
Segundo Celso Amorim, a iniciativa brasileira é digna de celebração, pois coloca o país em destaque no cenário tecnológico mundial e alinhado com a meta da ONU, que declarou 2012 como o Ano Internacional de Energia Sustentável para Todos.

O projeto – O motogerador a etanol brasileiro foi desenvolvido com tecnologia totalmente nacional e gera energia limpa, sem qualquer tipo de aditivo, a partir de um sofisticado equipamento de controle e comando via internet. A tecnologia foi desenvolvida pela VSE, uma empresa da Vale e do BNDES.

A Petrobras fornece 350 mil litros de etanol, idêntico ao utilizado nos veículos nacionais, e fará o acompanhamento tecnológico para validar a utilização do biocombustível em condições climáticas severas.

O projeto é beneficiado pela Lei da Inovação, por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), que promove e incentiva o desenvolvimento de produtos e processos inovadores voltados para atividades de pesquisa.

O equipamento e o biocombustível partiram em outubro do Brasil para a Antártica no navio de Pesquisas Oceânicas Ary Rongel. Em seguida, uma equipe de engenheiros brasileiros partiu para o continente para realizar as instalações e os testes necessários ao funcionamento do equipamento.

A partir de agora e durante um ano, o motogerador vai operar em total sincronismo com os motogeradores já existentes a diesel, preservando o parque energético atual como uma medida adicional de segurança. 

Estação Antártica Comandante Ferraz – A estação brasileira é operada pela Marinha do Brasil e foi instalada na Baía do Almirantado, localizada na Ilha Rei George, no verão de 1984. A partir de 1986, passou a ser ocupada anualmente e guarnecida por militares da Marinha do Brasil e pesquisadores, podendo acomodar até 58 pessoas. A estação possui laboratórios destinados às ciências biológicas, atmosféricas e químicas.

A partida na operação do motogerador a etanol é um dos eventos que marcam os 30 anos do Programa Antártico Brasileiro (Proantar), gerenciado pela Marinha por meio da Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (SECIRM).
Criado em janeiro de 1982, o Proantar tem realizado importantes pesquisas científicas em diversas áreas de conhecimento, de forma a respaldar a condição do Brasil de membro consultivo do Tratado da Antártica, assegurando a participação nacional nos processos decisórios relativos ao futuro daquele continente.

Acompanham o ministro da Defesa na missão à Antártica o comandante da Marinha, almirante-de-esquadra Julio Soares de Moura Neto, e o comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro-do-ar Juniti Saito.

 

Lixo hospitalar é transformado em lixo comum

Nova tecnologia permite descartar esse tipo de resíduo com segurança

 

 

O destino incorreto de lixo hospitalar, um problema que assola todo o Brasil, pode ser solucionado com um equipamento transforma esse lixo em resíduo comum. Recentemente, uma matéria especial do Fantástico mostrou que cerca de 60% dos resíduos de saúde coletados no país hoje são descartados de maneira inadequada, em locais impróprios, causando riscos à saúde pública. Em Curitiba, o Instituto de Medicina e Cirurgia do Paraná, foi o primeiro a utilizar o Newster 10 – um esterilizador de resíduos de saúde potencialmente infectados.

O equipamento, que não oferece danos ao meio ambiente, realiza um processo em que os resíduos sofrem decomposição térmica de proteínas, ruptura de membranas celulares e modificação química dos componentes celulares. Para isso, é utilizada uma câmara hermética com pressão atmosférica e altas temperaturas em um ambiente úmido. Dentro da câmara há uma parte giratória com lâminas que desintegra, agita e aquece os resíduos por meio de impactos e atritos. Quando a temperatura chega a 155ºC, o aparelho borrifa água vaporizada para garantir o processo de esterilização.

“Dessa maneira, resíduos que poderiam ser perigosos para a população e para o meio ambiente por risco de infecção, como seringas, bisturis e resíduos cirúrgicos, podem ser descartados com segurança”, garante Beatriz Genaro, diretora da TRAADEX Importação e Exportação de Produtos Manufaturados LTDA, empresa responsável pela distribuição do Newter 10 no Brasil. “Depois de tratado, o material tem uma redução aproximada de 70% do seu volume e de 30% do peso, com um aspecto irreconhecível”.

A Newster é desenvolvida na Itália e conta com 300 equipamentos espalhados em 22 países. A Traadex obteve todas as licenças necessárias para comercialização da máquina no Brasil e já está em negociação para a instalação de quatro delas em hospitais de Brasília. Além de ser uma solução para a destinação de lixo hospitalar, de acordo com Beatriz, dependendo do hospital, o equipamento se paga em dois ou três anos.

 


A indústria nacional na UTI 

 

Passada a euforia das festas de final de ano, é preciso retomar o debate sobre um ponto nevrálgico, que nos ameaça de forma contundente e vai refletir sobre a vida do cidadão, do país. Com a moeda aquecida, as importações de bens industrializados ficam mais baratas, o país recorre a esses produtos, abandona os nacionais e passa a sofrer todas as dores da chamada desindustrialização.

Esse processo vem correndo solto. É uma doença insidiosa e traiçoeira, que fecha fábricas, destrói vagas e impede o crescimento do parque industrial. Um dos resultados nefastos está no saldo de 500 mil vagas de emprego perdidas na indústria nos últimos anos por causa de problemas como desequilíbrio do câmbio, falta de incentivo ao desenvolvimento tecnológico e dificuldades no custo de produção em decorrência da elevada quantidade de impostos e dos gargalos da infraestrutura.

Recorrer a alguns estudos subsidia o entendimento do que vem ocorrendo.  Em 2010, um documento interno produzido pelo MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) revelou que a indústria brasileira estaria perdendo espaço na economia do país.

Concomitantemente, autoridades governamentais se manifestaram, dizendo que se tratava apenas de prognósticos e análises para debate entre os técnicos daquele Ministério, não representando uma posição oficial do Governo.

Sob o título Desindustrialização, Reprimarização e Contas Externas, estudo feito por técnicos do ministério apontava que a fatia da indústria no PIB (Produto Interno Bruto) caíra de 30,1% em 2004 para apenas 25,4% em 2010.

O presidente da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), Luiz Aubert Neto, também alerta para a queda da participação das exportações do faturamento do setor, de 34% em 2005 para 23% neste ano, de janeiro a abril. As importações setoriais também superaram as exportações desde 2004 e o déficit na balança comercial do setor industrial já acumula U$S 50,3 bilhões.

Já o IBRE (Instituto Brasileiro de Economia), da Fundação Getulio Vargas, em carta intitulada A Desindustrialização Brasileira em Debate, argumenta que o segundo setor da economia brasileira estaria enfrentando um momento de desindustrialização, ara o qual muitos economistas frequentemente vêm chamando atenção em suas análises.

Os principais motivos geradores dessa desconfiança, segundo o IBRE, estão na valorização do real, na crise financeira mundial e no que chama de efeito China, em referência à aposta do país asiático nos países emergentes e ao específico caso da concorrência, por vezes desleal, de seus produtos manufaturados com os nossos.

 

O volume de exportações brasileiras para os EUA, nosso principal destino externo para manufaturados, foi no ano retrasado 36% inferior ao período anterior à crise iniciada em 2008. Nossas exportações para Japão e Europa também ainda não retornaram aos patamares pré-crise.

Por fim, estamos cansados de ouvir conceitos como desindustrialização à brasileira,  caracterizada pelo esvaziamento tecnológico das cadeias produtivas. É um conceito que surge a partir do recente e peculiar perfil de desenvolvimento econômico adotado pelo Brasil, que induz à transferência de fábricas do Brasil para outros países, com permanência de parte da produção no país, porém apenas nas fases finais.

A consequência disto é que a indústria nacional deixa de atuar justamente nas etapas produtivas que mais concentram e demandam capacitação tecnológica. Os elos posicionados no meio da cadeia encolhem ou são perdidos e quem está na ponta se dedica a procedimentos industriais mínimos. A doença brasileira está na perda de conteúdo tecnológico, efeito colateral da enxurrada de dólares vinda na forma de capital especulativo e da venda de commodities agrícolas, atualmente supervalorizadas no mercado internacional. Pesam ainda todos os entraves à competitividade que compõem o Custo Brasil, como a alta carga tributária, péssima infraestrutura e elevados custos de produção, além de fortes encargos para a contratação de mão de obra qualificada. Com estes dados, estamos assistindo, no Brasil, a uma longa marcha de regresso ao passado primário importador dos tempos pré-Volta Redonda, que coloca nossa indústria na UTI, num estado delicado, sem a atenção devida do governo, que prefere fazer de conta que nada está acontecendo.

 

Antonio Carlos Mendes Thame


Nefrologistas alertam para os riscos de doenças renais no período de chuvas e inundações

A água contaminada das enchentes representa um grande risco à saúde. Ela traz vários tipos de doenças, como a leptospirose e, consequentemente, a insuficiência renal aguda, com elevadas taxas de mortalidade no país.

 

As chuvas e inundações que atingem algumas regiões do país nesta época do ano podem representar um grande risco à saúde da população. A água das enchentes coloca diversos agentes infecciosos em contato com as pessoas. Há diferentes tipos de doenças causadas por uma variedade de bactérias, vírus, protozoários e parasitas, agentes que são carregados pelas águas e propiciam o surgimento de vários males. Algumas doenças têm sua ocorrência aumentada neste período. A mais grave pela sua alta mortalidade é a leptospirose. Atualmente, a porcentagem de óbitos por consequência da doença ocorre em 10% a 15% dos casos. “Desse total, 80% dos pacientes têm insuficiência renal aguda” revela o nefrologista Lúcio Roberto Requião Moura, diretor da Sociedade Brasileira de Nefrologia. Segundo ele, não há dados brasileiros sobre o aumento de lesão renal aguda na época das enchentes. Mas pesquisas desenvolvidas em países como Taiwan, Índia e Peru demonstram essa relação.

A leptospirose é uma doença infecciosa causada pela bactéria Leptospira interrogans presente na urina de ratos que, com as chuvas, se mistura às águas de valetas, lagoas e cavas. Essa bactéria penetra no corpo humano através de pequenos ferimentos na pele e pelo contato do líquido com a mucosa oral ou com o aparelho digestivo, ao se ingerir a água ou alimentos contaminados. As fontes de água potável também correm risco de contaminação.

Os primeiros sinais da doença são febre alta, mal-estar, dores de cabeça constantes e intensas, dores pelo corpo, principalmente na panturrilha (barriga da perna), cansaço e calafrios. Também são frequentes dores abdominais, náuseas,

vômitos, diarréia e desidratação. É comum que os olhos fiquem amarelados. Em algumas pessoas os

sintomas reaparecem após dois ou três dias de aparente melhora, podendo evoluir para um quadro grave de insuficiência renal e respiratória.

O período de incubação da doença é, em média, de dez dias após o contato com a água contaminada. Assim, a doença só poderá ser detectada com maior segurança com a realização de exames laboratoriais feitos com o aparecimento dos sintomas, quando o médico deve ser procurado, para poder iniciar o tratamento precocemente.

Outra doença que pode levar a complicações renais graves é a Síndrome hemolítico-urêmica, que atinge especialmente crianças. Em 90% dos casos, ela está associada a uma toxina produzida pela bactéria Escherichia coli e, em geral, infecta gatos e outros pequenos mamíferos, que eliminam a toxina pelas fezes, podendo ser transmitida por alimentos e água contaminada. “É uma doença grave, manifestada por febre, dor abdominal, vômitos e diarréia, levando a alterações no sangue, como anemia, predisposição a sangramentos e lesão renal aguda, com necessidade de diálise”, afirma o nefrologista.

 

Cuidados importantes para evitar as doenças

 Em casos de enchentes as pessoas devem permanecer o menor tempo possível em contato com a água. Se isso for impossível, as mãos e os pés devem ser protegidos por botas e luvas. Se isso também não for possível pode-se improvisar proteção amarrando os pés e as mãos com sacos de plástico (desde que não estejam furados).

A lama das enchentes tem alto poder infectante. Ela adere aos móveis, paredes e chão. Recomenda-se tirar essa lama, também com pés e mãos protegidos. O local deve ser lavado e desinfetado com água sanitária. O Ministério da Saúde recomenda usar um copo de água sanitária em 20 litros de água.

É muito importante o cuidado com os alimentos, que também podem ser contaminados. Frutas e legumes crus devem ser lavados com água e um pouco de água sanitária. Recomenda-se lavar sempre as mãos, com sabão e água limpa, antes de manipular os alimentos.

As enchentes podem contaminar ainda o sistema doméstico de armazenamento de água. Por isso, uma das primeiras providências deve ser a de desinfetar os reservatórios de água, mesmo quando não tenham sido atingidos diretamente pela água da enchente. O motivo é que a rede de distribuição de água pode apresentar vazamentos que permitem a entrada de água poluída, contaminando os reservatórios domésticos.

 

Fonte: Lúcio Roberto Requião Moura

 


Estudo alerta: Caixas de papelão distribuídas pelo supermercado oferecem risco de contaminação

 

Um estudo realizado pela Microbiotécnica, empresa especializada em higiene ambiental com 25 anos de experiência, apontou que as caixas de papelão usadas, disponibilizadas pelos supermercados, e as sacolas de pano, trazidas de casa pelo consumidor, possuem alto grau de contaminação podendo prejudicar a saúde da população.

A análise comprovou que, em relação às sacolas plásticas, ambas as opções apresentam maior carga microbiana – as caixas de papelão cerca de oito vezes mais para bactérias e 12 vezes mais para fungos, e as sacolas de pano possuem risco quatro vezes superior para bactérias e cinco vezes para fungos.

Nas sacolas plásticas não foi encontrada a presença de coliformes totais, coliformes fecais nem E.coli (Escherichia coli), enquanto em 58% das sacolas de pano havia a presença de coliformes totais. Já nas amostras de caixa de papelão, 80% apresentavam coliformes totais, 62% coliformes fecais e 56% E.coli (confira quadro abaixo).

“É importante que o consumidor tenha a informação adequada para escolher a melhor embalagem para transportar as compras, especialmente alimentos, preservando a saúde de sua família”, afirma Miguel Bahiense, presidente da Plastivida - Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos.

Metodologia - O campo de estudo abrangeu supermercados de todas as regiões da cidade de São Paulo com a seguinte sistemática: O Bureau Veritas coletou 50 amostras de cada tipo de embalagens (sacolas plásticas, caixas de papelão usadas e sacolas de pano). As sacolas de pano foram obtidas junto aos consumidores para garantir que já tinham sido utilizadas. As amostras de sacolas plásticas e caixas de papelão usadas foram coletadas nos caixas, onde ficam à disposição dos consumidores, e encaminhadas ao laboratório para análise.

California branding

Quando se pensa em futebol, qual país vem à cabeça? Brasil. Quando se pensa em bons vinhos, qual país vem à cabeça? França. E quando se pensa em marketing, qual país? Se você pensou em Estados Unidos, acertou! Eles são hoje a nação que melhor representa o conceito, pelo simples fato do termo ter sido inventado pelos americanos, e os maiores craques e as melhores escolas da área serem de lá.

E quando visitamos os Estados Unidos, tudo isso fica muito evidente. Basta um passeio por lojas, postos de gasolina, shoppings, ou simplesmente pelas ruas, que se percebe oquanto os profissionais de marketing norte-americanos entendem do assunto ecomo sabem calibrar as variáveis mercadológicas no sentido dos clientes comprarem mais e mais.

Durante o final de 2011 e início deste ano, passei minhas férias na Califórnia, em quatro cidades da Costa Oeste dos Estados Unidos. Visitei inúmeras lojas, supermercados e shoppings. Conforme ia conhecendo os locais, procurei observar tudo com olhos de um pesquisador do processo de branding e consumo.

O ponto de venda é colocado por diversos autores como a “hora da verdade”, ou seja, por mais que o consumidor saia de casa com a intenção de comprar o produto A, é lá que eletoma sua decisão de compra pelo produto A, B ou C. E em matéria de ponto devenda, pode-se observar a entrega da promessa de marca, na qual o produto éimpactado pelo tato do consumidor pela primeira vez.

Tirei diversas fotos que entendo evidenciarem tendências do processo de comunicação de marketing no ponto de venda que são observados hoje nos Estados Unidos, e que certamente, ao longo dos próximos meses e anos, veremos aqui no Brasil e em outras partes do mundo.

As extensões de marca estão mais fortes do que nunca. A onda “retrô” está com tudo na terra do Tio Sam, e aqui no Brasil também. Embalagens cada vez menores e portabilidade são tendências que vieram para ficar. A mascote, com cada vez mais força no processo de conexão da marca com o consumidor. A própria embalagem, ou a “roupa da marca”, continua sendo um dos mais poderosos pontos de contato da marca com o consumidor. Os alinhamentos globais de marca são decisões sensatas e que ajudam na redução de custo, mas é um desafio implantar isso frente à culturas locais. Lojas com layout simples, clean e com processo de compra descomplicado são a bola da vez. Museus com lojas belíssimas são muito bem explorados lá fora; aqui, nem tanto.

Na verdade, muitas dessas técnicas já vemos aqui no Brasil, mas nos Estados Unidos é onde podemos observá-las de um modo mais sublime. Parece que lá a coisa é mais bem feita, mais bem planejada, mais bela.

Por meio desse levantamento, meu único objetivo é compartilhar conhecimento e municiar profissionais, professores, estudantes e pesquisadores em geral com esse material rico e atualizado. Viva o consumo!

 

Marcos Hiller


Para evitar a dengue, não basta tirar a água dos recipientes

Confira o que fazer para evitar a contaminação

 

 

Causada por um vírus, a dengue é uma moléstia infecciosa que pode  levar ao óbito. No Brasil, a principal forma de contaminação é a picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti. Nas pessoas, a doença fica incubada por alguns dias depois da contaminação. A partir daí, surgem os sintomas: febre alta, falta de apetite, mal-estar e dores na cabeça, olhos e músculos. O tipo mais grave da doença – a dengue hemorrágica – causa diversos tipos de sangramentos internos e externos. Vômitos, fortes dores abdominais e pressão baixa são sinais de alerta.

Quando alguém é infectado por um dos tipos do vírus, torna-se imune à enfermidade por meses e, mais tarde, fica imune ao tipo específico de vírus com que teve contato. Porém, é preciso que as pessoas evitem ser contaminadas, pois a dengue é uma doença séria e que precisa ser tratada por um médico o quanto antes.

Altas temperaturas intercaladas por chuvas são os ingredientes ideais para que o mosquito da dengue se prolifere. Os ovos ficam meses colados nas paredes dos reservatórios de água e, com a chuva, eclodem em alguns dias. Para dar um fim nos possíveis focos, não adianta apenas remover a água dos recipientes, como pneus, vasos e baldes –

é necessário limpar as paredes dos mesmos com o auxílio de uma esponja, para que os ovos sejam eliminados.

O mosquito da dengue é guiado por uma espécie de sensor natural de temperatura e a regra é: quanto mais alta, melhor. O uso do ventilador e ar condicionado geralmente baixam a temperatura e umidade de um local, o que afasta o mosquito. Porém, temperaturas mais baixas não matam as fêmeas do Aedes Aegypti. Os aparelhos apenas o afastam, e ele poderá voltar em um outro momento, quando estiverem desligados.

De acordo com a nutricionista consultora da Sare Drogarias (http://www.saredrogarias.com.br), Alessandra Rocha, a tradicional ingestão de vitamina B, alho ou cebola não é uma medida eficaz de prevenção contra a dengue.

Além disso, colocar borra de café na água das plantas não mata os ovos do mosquito. Está comprovado que os ovos do Aedes Aegypti podem se desenvolver na água suja da borra de café. O certo é trocar a água dos vasos, pelo menos, três vezes por semana, e limpar as paredes até as bordas. Essas medidas, sim, evitarão a proliferação do temido mosquito.

Não existe vacina específica para combater o vírus da dengue. O diagnóstico deve ser feito por um médico e o tratamento varia conforme o tipo da doença. Repouso e reposição de líquidos são fundamentais. O paciente também deve evitar qualquer medicamento à base de acetilsalisílico, que aumenta o risco de hemorragias. A dengue têm maior incidência em áreas urbanas, onde  há maior aglomeração de pessoas e criadouros do mosquito, como lajes, telhas e afins.

Sobre a Sare -- Fundada em 2007, 100% nacional e com a farmácia física localizada na movimentada Rua do Oratório, em São Paulo, a Sare mantém três farmácias online com portfólios distintos e complementares: Sare Drogarias, Online Farma e Desejo Saúde. A navegação nos site da Sare Drogarias é simples. Todo o  processo de cadastramento e compra não leva mais de alguns minutos e o sistema de pagamento é seguro. Na tela de finalização do pedido o cliente escolhe a modalidade de frete de acordo com os valores e prazos que deseja. A Sare tem parcerias com os principais laboratórios nacionais e estrangeiros e disponibiliza na Internet um completo portfolio de medicamentos e produtos para a saúde, que são entregues diariamente para todo o território nacional.


Álcool é uma das principais causas de mortes no mundo

90% dos dependentes de álcool começam a beber na adolescência, diz especialista

 

15% dos alcoólatras morrerão de cirrose e 20% a 30% dos casos de câncer estão associados ao álcool. A afirmação, do psiquiatra Ronaldo Laranjeira, coordenador da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas (Uniad) na Escola Paulista de Medicina da Unifesp, é chocante, mas retrata o cenário atual do Brasil, que ocupa o quarto lugar no ranking de países da América que mais consomem álcool, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Considerada uma droga lícita, o álcool figura entre os quatro fatores de risco que desencadeiam doenças crônicas levando à morte, segundo relatório recém divulgado pela OMS. O cigarro, a má alimentação e o sedentarismo são as outras causas apontadas pelo órgão, o que significa que os aspectos comportamentais configuram os principais motivos de mortes no mundo.

“A carga de doença ocasionada pelo álcool é muito alta, de 10% a 12% no Brasil, maior que o cigarro”, ressalta o especialista, também PHD em dependência química na Inglaterra. Segundo ele, não há um controle social do álcool no País, onde existem aproximadamente 1 milhão de pontos de venda, e as propagandas comerciais são descontroladas, o que leva a um aumento do custo das doenças provocadas pela droga.

No caminho de países da Europa que proíbem a propaganda do álcool ou mesmo os Estados Unidos, onde a idade mínima para o consumo é de 21 anos e a fiscalização é rigorosa, o Brasil assume um importante passo na saúde pública, na visão do psiquiatra.

“A nova lei adotada pelo estado de São Paulo que proíbe o consumo e a venda de bebida alcoólica para menores de 18 anos é a principal medida de prevenção assumida atualmente no Brasil”, destaca. Para ele, outra atitude “é a proibição da propaganda nos meios de comunicação, cujo projeto de lei tramita no Congresso”, comemora.

 

A raiz do problema

Embora grande parte dos malefícios apareça entre os 40 e 50 anos de idade, é na adolescência que o consumo de álcool se inicia.

Segundo o Dr. Laranjeira, 90% dos adultos alcoólatras começam a beber antes dos 18 anos. No entanto, é geralmente na fase adulta que os problemas comumente associados ao álcool se apresentam, como as doenças gastrointestinais e as cardiovasculares, o câncer, e as mortes violentas, incluindo acidentes de trânsito e homicídios. Por isso a importância dos pais se colocarem no papel de protagonistas nesta missão e assumirem o compromisso de controlar o consumo da bebida de seus filhos, não somente em ambientes externos, mas, sobretudo, dentro da própria casa.

De acordo com a OMS, são três os padrões para o consumo de álcool. O primeiro é o beber de baixo risco, em que um homem adulto e saudável pode consumir, por dia, até dois copos de vinho, o equivalente a dois copos de chope ou 50 ml de destilado. No caso das mulheres, o aconselhado é a metade da dose, já que elas são mais sensíveis biologicamente. Ao ultrapassar esse limite, o indivíduo passa a fazer uso nocivo do álcool, mas ainda consegue passar dias longe da bebida. Quando, no entanto, ele sente a necessidade de consumir bebida alcoólica diariamente, pode ser considerado um dependente químico. Ao ‘beber socialmente’ aos finais de semana, somente, a pessoa acaba fazendo o uso nocivo do álcool, segundo o Dr. Laranjeira, já que o consumo geralmente excede o recomendado para um beber de baixo risco.

Culturalmente aceitável e estimulado pela permissiva sociedade brasileira, o consumo excessivo de álcool no País segue presente nas drásticas estatísticas que remetem ao tema. Problema de saúde pública, a bebida alcoólica deve ser atacada pela raiz, seja no ambiente familiar ou ainda no controle das primeiras doses, pois qualquer passo adiante as consequências podem ser irreversíveis.

Fonte: www.saudeempautaonline.com.br/


Comércio eletrônico brasileiro será o quarto maior no mundo em 2015

Com previsão de crescimento superior aos 43% no ano, País deve superar Alemanha, França e Reino Unido

 

 

De acordo com a projeção feita pelo levantamento T-Index 2015, o Brasil terá um aumento de 43,3% no e-commerce mundial em 2015, ocupando a quarta colocação no ranking. Atualmente, o País é o sétimo maior mercado do setor no mundo, com 3% de participação, atrás de Estados Unidos, China, Japão, Alemanha, Reino Unido e França. Segundo a projeção, o avanço brasileiro acontecerá em especial pela crise econômica sofrida pelos países no topo da lista.

A projeção foi desenvolvida a partir de um suposto crescimento linear dos países, com base no aumento dos últimos anos. De acordo com o levantamento, no ano em questão, a China terá 18,8% de market share, ante os 11,5% atuais. Em contrapartida, os Estados Unidos cairão dos 24,4% para 16,8%. Entre os outros colocados, o Japão manterá a terceira posição com 4,9% do mercado; a Alemanha, com 4,1%; e o Reino Unido, com 2,7%; e a França terá 3,3%, segundo o levantamento.

Para Igor Senra, presidente do Moip (www.moip.com.br), além da crise sofrida no exterior, o aumento do poder aquisitivo da classe C é um dos responsáveis por alçar o crescimento do comércio eletrônico brasileiro. “O Brasil vem tendo 30% de ampliação nos últimos cinco anos e deve manter a marca nos próximos. Somado ao cenário vivido por países como Estados Unidos, Reino Unido e França, não é impossível imaginar atingir a terceira colocação na próxima década”, afirma o executivo.

Além do Brasil, outros países emergentes apresentarão crescimentos constantes em 2015, de acordo com o T-Index 2015. A Rússia, que ocupa atualmente a oitava colocação do mercado, com 2,9% de share, terá aumento de 27,5%; enquanto a Índia apresentará aumento de 26,6%; a Indonésia, 20,8% e a Turquia, com 20%.


 


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