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 Edição de Setembro de 2010

Dinamarca corta subsídios estatais aos tratamentos de reprodução humana assistida

Hoje, o governo dinamarquês destina aproximadamente 6,7 milhões de euros para grupos com necessidades especiais que necessitam de acesso a tratamentos que envolvem as técnicas de reprodução humana assistida

 

O governo dinamarquês, que até agora, custeava três tentativas de ciclos de tratamentos de reprodução assistida para casais, solteiros e homossexuais, anunciou que vai cortar este benefício.  O motivo? Priorizar os investimentos públicos -  alegam os membros do legislativo do País, que estão promovendo mudanças no sentido de que os tratamentos de reprodução assistida deixem de ser parte do rol de serviços gratuitos de saúde pública da Dinamarca.

Hoje, o governo dinamarquês destina aproximadamente 6,7 milhões de euros para grupos com necessidades especiais que necessitam de acesso a tratamentos que envolvem as técnicas de reprodução humana assistida.  Os cortes nesta área irão diminuir os gastos do governo em 26,9 milhões por ano em 2011, 2012, 2013 e assim por diante.

Em 2007, 4,9% de todas as crianças nascidas na Dinamarca foram bebês concebidos com a ajuda de técnicas de reprodução humana assistida, de acordo com o Observatório Europeu da Sociedade Européia de Reprodução Humana e Embriologia, ESHRE. Membros do corpo diretivo da ESHRE lamentam o fato, pois a Dinamarca sempre foi considerada uma referência européia em termos de acesso e disponibilidade de tratamento para pacientes que procuram as técnicas de reprodução humana assistida, no continente europeu.

Segundo as previsões da entidade, com 2.558 ciclos por milhão de habitantes, cada turma escolar da Dinamarca tem pelo menos dois filhos nascidos de FIV. As mudanças, segundo a Sociedade Européia de Reprodução Humana e Embriologia terão grandes implicações e efeitos prejudiciais para os casais sem filhos, para as clínicas de fertilidade e para o ambiente de pesquisa na Dinamarca.

Por aqui...

No Brasil, onde se preconiza a universalidade e a eqüidade como princípios norteadores das ações e serviços de saúde no país, a discussão sobre a regulamentação ao acesso às tecnologias reprodutivas versa sobre concordâncias ou discordâncias dos projetos de lei aos princípios constitucionais e aos direitos humanos adotados pelo Estado brasileiro.

É importante conhecermos alguns destes princípios, a começar pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sustentado pela Constituição Federal de 1988 e regulamentado pelas Leis N.º 8080/90 (Lei Orgânica da Saúde) e Nº 8.142/90, que tem como finalidade expandir a cobertura de saúde à população, visando maior eqüidade e melhoria na eficiência, na qualidade e na satisfação dos usuários. Sabemos que persistem, na prática, exclusões e desigualdades no acesso a estes níveis de atenção no sistema de saúde do país, apesar dos princípios apresentados acima.

No caso da reprodução humana assistida, esta desigualdade é agravada pela inexistência, até o momento, de uma regulamentação específica sobre RA no Brasil, que estivesse baseada nos preceitos do SUS e nos acordos internacionais de direitos fundamentais do indivíduo.

Existe também o consenso, entre estudiosos do tema, de que as tecnologias reprodutivas não foram consideradas um problema a ser regulamentado pelo Direito brasileiro.

No Brasil, estas tecnologias têm a Resolução CFM N° 1.358⁄1992, elaborada 10 anos após o início de sua prática no país, como regulação que permanece insuficiente até os dias atuais. A norma não prevê o controle de licença para funcionamento das clínicas de RA, concentradas no setor privado, e muito menos, o monitoramento sistemático de seus resultados.

A presença de pessoas capacitadas a discutir o assunto, como médicos especialistas em bioética e reprodução assistida, por exemplo, são elementos essenciais para que as proposições legislativas sejam redigidas de maneira menos superficiais e gerais, evitando que o acesso à RA seja limitado apenas a determinadas técnicas.

A legislação brasileira traz sempre como beneficiários das técnicas de RA, as mulheres e⁄ou os casais inférteis. Vale ressaltar que a “permissão” ao acesso a mulheres solteiras, desde que “comprovadamente” inférteis, pode ser encarada como um pequeno esforço no reconhecimento da monoparentalidade, uma entidade familiar bastante comum em nossa sociedade contemporânea.

Mas o fato de este mesmo acesso não estar disponível a homens solteiros ou a casais homossexuais revela, entre outros aspectos, que princípios constitucionais e de direitos humanos, como o respeito à igualdade, à diversidade e ao pluralismo, não estão sendo seguidos, assim como direitos sexuais e reprodutivos estabelecidos na Lei de Planejamento Familiar.

Negar o acesso às tecnologias reprodutivas a pessoas que não estão dentro de uma relação heterossexual, de casamento e⁄ou de união estável, seria o mesmo que comprometer o direito fundamental de formação familiar como uma livre escolha do indivíduo. A liberdade de procriação, com a decisão individual de ter ou não filhos, quantos, quando e como tê-los, é cerceada pelas restrições ao acesso às tecnologias reprodutivas no Brasil, hoje.

Sem um marco legal específico sobre o assunto, fica ainda mais difícil esclarecer alguns pontos de tensão na área, como a utilização de um conceito médico de infertilidade, muitas vezes, arbitrário e impreciso, para se restringir o acesso a um direito individual.

Apesar das tentativas de avanço, sob o ponto dos direitos sexuais e reprodutivos, permanecem sem encaminhamento discussões complexas na área. Como resolver o acesso a homens solteiros ou homossexuais que dependem de um útero para o uso das tecnologias reprodutivas, sendo no Brasil proibida a “barriga de aluguel”?  Como garantir a universalidade do SUS com os altos custos de cada ciclo de tratamento e uma demanda cada vez maior?  Quais os impactos de políticas governamentais de saúde que estimulam a esterilização e o adiamento da gravidez na oferta de reprodução assistida pelo SUS?

Em se tratando de um direito individual, é justo definirmos quem pode ou não desejar a maternidade ou a paternidade? O que não é dito, o que permanece sem discussão aberta e legítima, aumenta a tensão existente nas discussões sobre reprodução assistida no país.

 

Prof. Dr. Joji Ueno


Estado de Nova York proíbe o bisfenol A  

Substancia usada na fabricação do plástico e no revestimento de latas pode causar alterações no desenvolvimento do sistema nervoso do bebê, obesidade, diabetes infantil e câncer

 

O governador de Nova York, David A Paterson, aprovou a lei que proíbe a fabricação e venda de produtos infantis que contenham o bisfenol A (BPA). O bisfenol é o químico usado na fabricação de plásticos e também no revestimento interno de quase todas as latas de alimentos e bebidas, inclusive em latas de fórmula para bebês. Seu uso torna o plástico mais resistente a rachaduras e evita que as latas enferrujem. Mas nos últimos 10 anos, estudos com animais sugeriram que quantidades mesmo muito pequenas de BPA podem ser prejudiciais para a saúde, afetando principalmente o desenvolvimento de bebês e crianças. Os perigos incluem alterações no desenvolvimento do sistema nervoso (função da glândula tiroide e crescimento do cérebro); mudanças no comportamento e no desenvolvimento do intelecto (hiperatividade e agressividade), obesidade, problemas cardíacos, diabetes, câncer, puberdade precoce e tardia, abortos, infertilidade e anormalidades no fígado. Pesquisas também já associaram o BPA a problemas sexuais em homens, como a diminuição da qualidade e da quantidade de esperma. De acordo com Paterson, mesmo que não existam provas conclusivas quanto a periculosidade do bisfenol A uma grande quantidade de cientistas já publicou estudos indicando que bebês e crianças podem estar vulneráveis a sérios problemas de desenvolvimento. “Essa lei garantirá que uma substância potencialmente perigosa não mais seja permitida em produtos utilizados pelos nossos cidadãos mais vulneráveis”, disse.
A lei entrará em vigor a partir de dezembro de 2011. Em janeiro de 2010, tanto o EPA quanto o FDA, órgão reguladores e de vigilância sanitária dos Estados Unidos, iniciaram investigações sobre os perigos do BPA. O EPA já classificou o bisfenol A como “químico preocupante”. Na Europa o EFSA, órgão que corresponde a Anvisa, também está reavaliando a utilização do uso do bisfenol A.
Desde junho, 18 estados americanos avaliam legislação de proibição ao bisfenol A. Além de Nova York, Vermont, Connecticut, Maryland, Minnessota, Washington e Wisconsin baniram o químico. O BPA também já foi proibido no Canadá, Dinamarca e Costa Rica. Na França, o projeto de lei que elimina a substância já foi aprovado no senado e aguarda a passagem pela próxima instância.

Nos EUA
Uma pesquisa realizada pela Centers for Disease Control and Prevention estimou que o bisfenol A está presente em 93% dos americanos e em 90% dos recém-nascidos.
Veja abaixo os locais que já proibiram o químico.

 

 

Fonte: http://www.productquality.chn.tuv.com  


Estudo inédito da Economist Intelligence Unit aponta os principais desafios para o Brasil

Patrocinado pelo HSBC, análise indica caminhos que o País deve seguir na próxima década para se tornar um dos mercados mais atrativos do mundo e alcançar um crescimento sustentável do PIB acima de 5% por ano

 

Como parte do HSBC Festival Brazil, celebração internacional dos negócios e da cultura brasileira e do HSBC Global Culture Exchange Programme em 2010, o HSBC está divulgando hoje, 26 de julho, o estudo Brazil unbound: How investors see Brazil and Brazil sees the world, feito pela Economist Intelligence Unit (EIU), do grupo The Economist. O estudo, realizado com 536 executivos seniores em todo o mundo, revela como os investidores enxergam o Brasil e como o país se posiciona mundialmente.

O estudo reconhece as conquistas brasileiras nos últimos 15 anos, o que inclui privatizações bem-sucedidas, uma nova moeda estável – após a introdução do real em 1994 –, um aumento vigoroso da demanda global pelas suas abundantes reservas de commodities e a significativa expansão de comércio bilateral com a China, que aumentou mais de 50% desde 2007.      

A análise também identifica como os quatro principais desafios para o País, educação, infraestrutura, inovação e reconhecimento internacional, áreas nas quais o Brasil ainda precisa realizar progressos para atingir todo o seu potencial como nação. Segundo Justine Thody, diretora da EIU, “caso estes desafios possam ser trabalhados na próxima década, a economia poderá sustentar taxas de crescimento anual acima de 5% durante um longo período, em uma economia de classe média e população de 200 milhões de habitantes, o que formaria um dos mercados mais atraentes do mundo”.

De acordo com Andre Loes, economista-chefe do HSBC no Brasil, “os olhos do mundo estarão voltados para o Brasil durante a próxima década. A Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos serão as atrações mais próximas, mas estes eventos vão estimular o potencial de crescimento sustentável e de longo prazo identificado pela EIU”. O documento ressalta o atual otimismo com a forte posição do Brasil atualmente e suas perspectivas. Contudo, os quatro desafios devem ser trabalhados para que o País atinja o seu potencial máximo. “Nós reconhecemos a importância da educação, infraestrutura, inovação e do reconhecimento global, como pontos de desafios, que não devem ser obstáculos para o Brasil moderno, focado no crescimento e na economia”.          

A questão da infraestrutura aparece como o primeiro item da lista de desafios para os investidores, segundo a EIU. Quase metade dos entrevistados (49%) afirma que “padrões de baixa qualidade ou custos elevados de infraestrutura” são os principais obstáculos operacionais. Apesar de alguns avanços em logística, o transporte é caro e a malha rodoviária insuficiente. Também existem poucas ferrovias e o potencial do transporte marítimo continua sendo extremamente inexplorado, com portos e aeroportos que já estão congestionados. Estas condições podem aumentar em um quarto ou mais o preço para levar os produtos aos seus respectivos mercados, segundo os investidores. A solução, ainda com base na análise, é prover uma melhor infraestrutura considerando soluções coordenadas entre diferentes esferas governamentais e do setor privado.

No sistema educacional, as principais fraquezas estão na formação para o mercado de trabalho. Embora muitos formandos de universidades brasileiras sejam percebidos como de primeira classe, há poucos deles. Educação e recursos pobres durante o nível secundário fazem com que os estudantes deixem as escolas entre os menos instruídos em todo o mundo. As empresas descobrem que elas devem preencher os lapsos de habilidades com treinamentos próprios. Pelo menos um terço dos investidores entrevistados diz que a falta de capacitação representa um dos principais problemas operacionais, com quase metade (47%) das companhias americanas apontando este como o principal desafio do Brasil.      

A classificação do Brasil também é baixa na maioria dos rankings de inovação e análises mais aprofundadas sugerem que mesmo os atuais pequenos investimentos em inovação poderiam produzir resultados significativamente melhores. O investimento em inovação é considerado relativamente baixo e insuficiente, mas de acordo com a análise, produziu avanços considerando “tecnologias verdes”. Cerca de 57% dos entrevistados brasileiros não têm um programa de pesquisa e desenvolvimento (‘R&D’) ou sequer planos para criar um em breve no País. No entanto, metade (49%) dos entrevistados descreve como “muito boa” ou “excelente”, a capacidade dos negócios baseados no Brasil de se integrarem com as últimas tecnologias internacionais. 

Isso indica que melhor educação, infraestrutura e investimentos em pesquisas e desenvolvimento (P&D), além de relações mais próximas entre empresas e universidades, resultariam automaticamente em impactos positivos em inovação. Dito isso, os negócios já ultrapassaram barreiras, desenvolvendo tecnologias ambientais e agrícolas que hoje já estão sendo exportadas para todo o planeta.   

O reconhecimento internacional das empresas brasileiras está melhorando, principalmente na China. Mas o estudo mostra que as empresas brasileiras ainda sofrem com baixo reconhecimento em outros países. Exceto algumas empresas muito conhecidas, as marcas brasileiras ainda falham neste quesito: 84% dos entrevistados afirmaram que marcas brasileiras não são muito reconhecidas ou muito consideradas em outros países. Apenas 3% dos entrevistados americanos acreditam que as marcas brasileiras são altamente reconhecidas e consideradas. Contudo, a percepção das marcas brasileiras entre os entrevistados chineses muda, com quase um quarto dos respondentes (24%) recebendo os produtos brasileiros deforma acalorada.    

O material completo pode ser obtido no endereço www.hsbc.com/culturalexchange.

 

1 – Sobre o relatório

Brazil unbound: How investors see Brazil and Brazil sees the world é um estudo da Economist Intelligence Unit (EIU), patrocinado pelo HSBC. O estudo é baseado em entrevistas com especialistas e analistas, previsões da EIU e entrevistas com executivos de 536 companhias de 18 setores, entre abril e maio de 2010. Cerca de um terço dos entrevistados estão no Brasil, 11% na América Latina, 20% na Ásia, 15% na América do Norte e 12% na Europa Ocidental. Cerca de 41% das companhias obtiveram faturamento anual superior a US$ 500 milhões e 22% acima de US$ 1 bilhão. Em termos de senioridade, 58% dos respondentes são autoexecutivos ou membros dos conselhos de administração das empresas.       

 

2 – Programa de Intercâmbio Cultural do HSBC

O HSBC estimula o entendimento e a aceitação de diferentes culturas de todo o mundo via seu Programa de Intercâmbio Cultural. Como provedor internacional de serviços financeiros, o HSBC trabalha com os seus clientes em 88 países ao redor do planeta, reforçando a troca de idéias entre diferentes culturas para gerar e fortalecer relações de negócios. Desde o seu lançamento em 2008, o programa englobou culturas (no sentido mais amplo do termo) em mais de 25 países: de artes à culinária, de linguagem à literatura e dança, arte de rua e todos os tipos de música. www.hsbc.com/culturalexchange. Em 2010, o foco do Programa é “O Brasil, celebrando a nação que deverá ser a quinta maior economia do mundo até 2025”.

 

Brazil unbound: How investors see Brazil and Brazil sees the world faz parte do HSBC Festival Brazil, uma celebração internacional da cultura e da economia brasileira. O foco dessa celebração é o Festival Brazil, no Southbank Centre – um festival de três meses com o melhor da música, teatro, literatura e artes visuais do Brasil criado em parceria com o HSBC

 

3 – HSBC Holdings

HSBC Holdings, controladora do Grupo HSBC, está sediada em Londres. O Grupo atende clientes em todo o mundo, com cerca de 8 mil escritórios em 88 países e territórios na Europa, Ásia, Américas, Oriente Médio e África. Com ativos totais de US$ 2,4 trilhões em dezembro de 2009, o HSBC é um dos maiores bancos do mundo. Também é conhecido globalmente como o “banco local do mundo”.

 

 


A lição da Jabulani

 

A FIFA - Federação Internacional de Futebol - assumiu publicamente que realizará testes na contestada e temida Jabulani, logo após o término da Copa. Torcem o goleiro inglês e o argelino, os quais terão um álibi poderoso aos frangos cometidos. O mesmo se aplicará aos atacantes e cobradores oficiais pela falta de pontaria, popularmente conhecida como “pé torto”.

Análises prévias, feitas por laboratórios independentes, demonstraram que a bola é mais esférica e superior tecnicamente às anteriores, fato que não trouxe benefícios adicionais aos jogos, muito pelo contrário. Creio que nem o gigante fabricante alemão de materiais esportivo esperava tanta divulgação negativa, apesar da estratégia de marketing utilizada para promovê-la. Batizada como “celebrar” no dialeto africano zulu, repousa em berço esplêndido antes do início de cada partida.

Nem os mais céticos acreditariam que não tenha havido verbas para testes de mercado ou em laboratório, comuns antes de novos lançamentos. Sem entrar no mérito da questão, gostaria de mencionar algumas técnicas simples, baratas e eficazes para que às micros, pequenas e médias empresas possam lançar produtos e serviços com segurança mínima de sucesso, evitando riscos desnecessários e arranhões na imagem de sua companhia.

As inovações podem ser classificadas em dois tipos. As radicais, as quais levam a quebra de paradigmas, e as incrementais, baseadas em melhorias contínuas em um produto ou serviço existente, através de sugestões ou observações de clientes. O primeiro caso tem como características um ciclo de maturação mais longo e grandes investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Também exige maiores verbas publicitárias e promocionais em seu lançamento, além de gastos eventuais com patentes. Bons exemplos são as drogas desenvolvidas por conglomerados farmacêuticos. Alternativas possíveis, porém pouco viáveis aos pequenos empreendedores.

Já as inovações incrementais podem e devem ser realizadas por empresas de qualquer tamanho e segmento. Serviços de atendimento ao cliente, pesquisas de satisfação, sugestões de funcionários e críticas de clientes e fornecedores são fontes inesgotáveis de boas idéias. Para que transformações ocorram, a empresa deve estar atenta às vozes do mercado e disposta a colocar em prática as mudanças necessárias. Um novo sabor ou aroma, o redesenho de um produto, a oferta mais flexível de um serviço. Diversas estratégias podem ser adotadas para testar as idéias, sem comprometer o orçamento. Vejamos:

Grupos de controle: escolha duas amostras representativas, ou seja, grupos de clientes para os quais as mudanças serão significativas.  Aplique uma pesquisa prévia, verificando o grau de satisfação com relação ao item que será modificado. Ofereça o produto ou serviço melhorado a somente um grupo, deixando o outro com a oferta anterior. Compare ao final de um período pré-determinado, eventuais aumentos nas vendas ou melhorias no índice de satisfação. A quantidade de envolvidos e o tempo de duração do teste dependerão do número de indivíduos afetados, e da extensão ou duração das mudanças. O mesmo princípio pode ser aplicado a uma área geográfica - bairro, cidade ou estado.

Pesquisas qualitativas: faça uma segmentação dos seus clientes com base nas características mais importantes para a empresa - idade, sexo ou renda no caso de pessoas físicas - faturamento, segmento de mercado ou nível de serviço, para a opção CNPJ. Monte grupos homogêneos entre dez e doze pessoas, respeitando a segmentação proposta. Crie um cenário confortável, deixando os clientes à vontade. Caso necessário, ofereça incentivos à participação. Estabeleça um pré-roteiro, apresentando a situação atual e as mudanças propostas. Gere discussão, fazendo perguntas e estimulando a participação. Se possível, mostre e teste o produto em uma situação real. Simule e crie protótipos fidedignos. Grave e filme as discussões e reações, desde que previamente autorizadas.

Tenho certeza que após escutar seus clientes e suas necessidades, realizar experiências com grupos de controle e conduzir pesquisas qualitativas, você e sua empresa terão uma percepção bem mais acurada das opiniões sobre seu novo produto ou serviço, identificando eventuais pontos fracos e oportunidades de melhoria.

Lembre-se que no final do dia, você será o principal responsável pelo lançamento de uma eventual Jabulani.  Apesar da quebra de alguns paradigmas e recordes - o maior número de empates sem gol em uma só rodada - Jabulani não pode ser classificada como uma inovação radical, muito menos incremental. Que digam os novos pernas-de-pau da África do Sul, os quais ao que tudo indica, não tiveram tempo de testá-la antes da Copa.

 

Marcos Morita


Brasil depende dos países vizinhos para receber status “livre da aftosa”

Dois terços do território brasileiro estão livres da doença com vacinação

 

O Brasil é famoso por ter o território livre da febre aftosa, porém, de acordo com Bernard Vallat, diretor-geral da OIE (Organização Mundial de Saúde Animal) para o país conseguir este status, principalmente no que diz respeito ao rebanho bovino, dependerá do controle dos países vizinhos.

Hoje, dois terços do território brasileiro estão livres da doença com vacinação. No entanto, ainda há áreas fronteiriças que ainda são de alto risco. A meta para erradicar a doença é até o final deste ano.

“As áreas de fronteira devem sempre estar sob vigilância intensa para evitar a reintrodução do vírus no território brasileiro”, explica a médica veterinária e tutora do Portal Educação, Danielle Pereira.

Segundo o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, o governo está ajudando na imunização da doença em países de fronteira, para acelerar a conquista do status livre com vacinação por todo o país. Até agora, apenas o estado de Santa Catarina recebeu o status de livre da febre aftosa no país.

 

Fonte: www.portaleducacao.com.br

 


Ingestão de vitamina A é deficiente no Brasil

Mulheres e crianças são os grupos mais afetados. Alimentação correta pode reduzir o uso de antibióticos e antiinflamatórios.

 

Dificuldade de enxergar em ambientes escuros, acne, facilidade para gripar, síndrome pré-menstrual e atraso no crescimento podem sinalizar falta de vitamina A. Segundo o Ministério da Saúde a deficiência atinge 12,3% das mulheres com idade de 15 a 49 anos. Entre crianças com mais de 5 anos é de 17,4% e chega a 21,6% na região Sudeste.

A falta de informação é o principal problema no País. Um simples exame de sangue indica a insuficiência. De acordo com o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, a alimentação correta inibe a evolução da maioria dos distúrbios decorrentes do déficit de vitamina A e reduz o consumo de medicamentos. “Quem não controla a alimentação acaba tendo de usar mais antibióticos e antiinflamatórios, além de ficar exposto ao agravamento das doenças”, comenta.

O especialista explica que isso acontece porque a principal função da vitamina A é proteger nossa imunidade e a integridade das mucosas. Quando o assunto é a saúde dos olhos, ele diz que a deficiência predispõe à conjuntivite, ressecamento da córnea e conjuntiva. O resultado é a formação de cicatrizes que comprometem a visão.

Na retina, ressalta, ocorre o prejuízo da síntese da rodopsina, um pigmento que responde pela capacidade de adaptação à baixa luminosidade. É isso que origina a dificuldade de enxergar em ambientes escuros ou cegueira noturna. O distúrbio pode levar à perda definitiva da visão. O único tratamento é a reposição da vitamina com suplementação e dieta adequada.

Excesso pode ser tóxico

Buscar suplementação por conta própria pode ser arriscado, principalmente por tempo prolongado. Isso porque, a vitamina A fica armazenada no fígado e é mais difícil de ser eliminada.  Os principais sintomas de toxidade são:

- Perda de cabelo e peso.

- Ressecamento da pele e mucosas.

- Anemia.

- Irritabilidade, fadiga e insônia.

 

Queiroz Neto diz que a quantidade a ser ingerida depende das condições de saúde, sexo, idade e peso. Em mulheres grávidas, exemplifica, a expansão do plasma reduz a concentração de vitamina A. Por outro lado, estudos mostram que altas doses durante a gestação podem causar defeitos congênitos no feto. Conclusão:

O mais indicado para a maioria das gestantes é a reposição dietética. A regra pode mudar entre mulheres que antes da gravidez passaram por cirurgia bariatrica para perder peso. Isso porque, o procedimento diminui a absorção de vários nutrientes, inclusive da vitamina A.

 

Como melhorar a absorção

Estudos mostram que a biodisponibilidade da vitamina A pré-formada dos alimentos de origem animal  varia entre 70% e 90%, contra 20% a 50% das provitaminas A encontradas nos vegetais.

As principais fontes de origem animal são: fígado, manteiga, queijo, leite integral, gema de ovo e peixe.

As de provitaminas A incluem as raízes e frutas de cor amarela ou laranja e as folhas verdes.

Segundo Queiroz Neto a má absorção da vitamina A pode ainda estar relacionada a problemas gastrintestinais, dietas que restringem o consumo de proteínas ou gorduras e à dificuldade de assimilação de gorduras decorrente de doença celíaca ou hepatite. Algumas combinações podem potencializar ou reduzir a absorção.

 

Combinação potencializadora:

Com fontes de vitamina E (óleos vegetais, grãos integrais, nozes).

Com fontes de vitamina D: banhos de sol, óleo de fígado de peixe e cereais fortificados.

 

Combinação redutora:

Com frutas cítricas: laranja, limão, abacaxi.


Receita da ONU contra a Fome: Comer insetos*
 

 

Em fevereiro de 2010 falamos sobre a fome no mundo e mostramos que de acordo com a FAO (Food and Agricultural Organization), órgão das Nações Unidas, tivemos em 2009, mais de um bilhão de pessoas no mundo passando fome.  Esta, sem dúvida, é a maior vergonha para o planeta. Também de acordo com a ONU e a UNICEF, temos entre 9-10 milhões de pessoas que morrem de fome por ano, sendo a principal causa de mortalidade no mundo. Vamos reproduzir o quadro já publicado para lembrar nossos leitores sobre esta vergonha do nosso mundo.

 

Causas de Morte no Mundo

Mortes por Ano

Mortes por dia

Mortes por hora

Fome

9-10 milhões

26.000

1.100


A fome é como uma doença que afeta uma classe bem definida: aquela que não tem o mínimo recurso para pagar pela comida! Ela não afeta todas as classes da sociedade e nem todos os países.
     Continuando, a ONU e a FAO divulgaram, recentemente, um documento incentivando a população ao consumo de insetos, pois, além de altamente nutritivos, ainda vão colaborar com a melhoria das colheitas, já que grande parte é perdida pelos insetos. Este documento de autoria do professor Arnold van Huis, da Universidade da Holanda e consultor da FAO e da ONU, diz que comer insetos tem muitas vantagens, como o alto nível de proteínas e vitaminas.

Diz ainda que existem muitos países onde já se comem insetos sem nenhum preconceito. Vai além e compara com a gastronomia de países ricos onde se come camarão em restaurantes finos, o que, na sua visão, nada mais é do que um tipo de inseto. Diz que no futuro não haverá carne para todos e a saída é disseminar o consumo de insetos, prática atualmente comum entre os que não têm o que comer.

O problema na essência é a falta de condição mínima para comprar comida, seja carne de frango ou de verme. Isto hoje já é desta forma, ou seja, países paupérrimos comem insetos porque não tem condições de obter coisa melhor. O problema é que esta miséria institucionalizada é aceita e, portanto, vamos fazer fazendas de vermes para os que não têm condições de pagar por um alimento melhor. Não questiono o valor nutricional dos insetos ou a intenção de dar um alimento para quem nada tem, mas o princípio da desigualdade. Sei também que sempre foi assim, mas não concordo que tenha que ser desta forma no futuro. Algo tem que mudar neste mundo!

Temos que acabar com a miséria e não criar mecanismos para perpetuá-la. Eu não consigo imaginar um futuro com carnes nobres para os ricos e insetos para os pobres, apesar de saber que hoje é desta forma.

Este estudo também propõe a criação de “fazendas de criação de insetos” para o consumo humano nos países pobres e sugere que se vá adicionando pouco a pouco os insetos misturados com carnes de frango ou outras, para criar o hábito e abaixar o custo das refeições. São citados alguns locais onde já se comem insetos, como um exemplo para o mundo:
Tailândia – formigas e besouros
Colômbia – formigas fritas
Nova Guiné – sagu de larvas
África – cupins e vermes de todos os tipos
Japão – larvas diversas
México – minhocas e gafanhotos fritos
Camboja – aranhas tarântulas empanadas e fritas
África do Sul – mingau de gafanhotos
Já nos EUA, Europa e países ricos, comem-se camarões!

Vejo que o problema essencial é a miséria e o tremendo desnível econômico entre os homens, que faz com que alguns tenham que se alimentar de insetos por não ter condições de comer algo melhor. Neste momento sinto muito nojo! Não dos insetos, mas sim dos homens que dirigem o mundo, convivem com estas desigualdades e se preocupam com sua perpetuação.

 

Célio Pezza


Índia é o país dos BRICs com câmbio mais livre, informa estudo da CNI

 

A crise econômica internacional expôs as diferenças na forma como  Brasil, Rússia, Índia e China – os BRICS - conduzem a política de câmbio. Nos últimos dois anos, entre maio de 2008 e maio de 2010, a Índia foi o único entre os BRICS a apresentar um câmbio com pouca interferência do governo para promover a valorização ou a desvalorização da moeda. As informações estão na Nota Econômica intitulada Regimes cambiais dos BRICs revelam diferentes graus de intervenção no câmbio, feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O estudo estabelece um cálculo para o índice de intervenção no câmbio nos quatro países.

De acordo com a nota, o índice médio de intervenção no câmbio da Índia foi de 0,048 pontos nos últimos 24 meses, o mais baixo entre os BRICS.  No mesmo período, o índice médio de intervenção do Brasil foi de 0,514 ponto, o da Rússia foi de 0,708 ponto e o da China foi de 0,886 ponto. O índice varia de zero, quando a flutuação é totalmente livre, a um, quando o câmbio é fixo.

O economista da CNI, Marcelo de Ávila, explica que a crise econômica internacional teve menor impacto sobre a Índia e, portanto, não gerou fuga de capitais daquele país nas mesmas proporções de países como no Brasil e na Rússia. Os investidores estrangeiros continuaram a apostar na Índia, que passou pela crise sem precisar controlar o câmbio. “Há alguma intervenção no câmbio da Índia no início da crise internacional, entre junho e outubro de 2008, mas, em seguida, o câmbio voltou a ser livre. Isso porque a Índia sofreu menos com a crise internacional e, portanto, não sofreu fugas de capital”, analisa Ávila.

O Produto Interno Bruto (PIB) da Índia não foi tão afetado pela a crise internacional, que foi marcada pela restrição do crédito e reduziu a produção industrial. Segundo Ávila, a Índia sofreu menos com a crise porque a economia indiana é mais intensiva em serviços.

TURBULÊNCIA NOS MERCADOS – A crise internacional mostrou, portanto, que o mercado de câmbio indiano foi menos volátil à crise internacional do que o do Brasil e o da Rússia. Essa volatilidade é mostrada por outro índice calculado pela CNI no estudo, o índice de turbulência dos mercados cambiais dos BRICs. Quanto maior o índice, maior será o nível de turbulência da taxa de câmbio de um país.

A média do índice de turbulência da Índia foi de 0,020 ponto entre maio de 2008 e maio de 2010. Esse número só foi um pouco maior do que o da China, cujo índice médio no período foi de 0,018 ponto. Mas a China tem um câmbio praticamente fixo. “Tanta intervenção no câmbio da China contribuiu para um baixo índice de turbulência”, observa Ávila.

 

Ele lembra que a China aumentou suas reservas internacionais em US$ 643 bilhões nos últimos 24 meses, o que representa quase três vezes o estoque total de reservas brasileiras.

O mercado de câmbio que apresentou a maior turbulência com a crise foi o da Rússia, com um índice médio de 0,150 ponto. Depois veio o Brasil, com um índice médio de 0,074 ponto. “A Rússia é um país com transição de regime e problemas estruturais, que ainda causa insegurança jurídica”, acrescenta Ávila.  Em uma situação de crise, portanto, a Rússia está mais suscetível ao humor do mercado. Os investidores internacionais, neste caso, tendem a ser menos impacientes em um cenário adverso e retiram os recursos do país.

O índice do Brasil é reflexo dos efeitos da crise no país.  Para evitar maiores turbulências, o governo interveio com frequência no mercado de câmbio. “A crise no país gerou insegurança dos investidores e fuga de capitais. Mas a economia brasileira conseguiu se recuperar mais rapidamente que a Rússia. O Brasil tem indicadores de inflação sob controle, crescimento mais acelerado da economia, uma dívida pública bem administrada – apesar do aumento de gastos do governo – e um cenário de negócios mais favorável do que a Rússia”, compara Ávila.


País tem recorde de geração de empregos

Momento é oportuno, porém mão de obra qualificada ainda é entrave para o crescimento

 

 

Após ter saído com poucas feridas da crise em 2009, o Brasil registra um crescimento econômico surpreendente e tem, atualmente, uma taxa de empregabilidade condizente ao momento financeiro do país. De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, apenas no primeiro semestre deste ano, foram gerados no Brasil mais de 1,4 milhão de empregos formais – 212.952 só no mês de junho.

No entanto, economistas observam que a escassez de profissionais qualificados tem dificultado o crescimento do país. “A falta de qualificação pode ser observada em todos os níveis de emprego, o que provoca um entrave na economia brasileira. Se o país não tiver condições de capacitar sua população, continuaremos atrás das grandes economias mundiais”, Eduardo Cicconi, economista e coordenador do curso de Pós-Graduação em Gestão de Finanças, na Faculdade Armando Álvares Penteado (FAAP), em Ribeirão Preto (SP).

Atentas às oportunidades geradas por esta lacuna educacional, as escolas de cursos profissionalizantes têm crescido cada vez mais, pois oferecem programas rápidos de qualificação a preços atraentes e, na maioria das vezes, são portas de entrada para o mercado de trabalho.

Segundo pesquisa publicada pela Rizzo Franchise - empresa que há mais de 20 anos realiza estudos sobre o franchising na economia do Brasil e da América Latina – o setor de ensino profissionalizante é o que mais deve crescer no ano de 2010.

Só no ano passado, o crescimento foi de 26% em relação a 2008, e, para este ano, o aumento esperado é de 34%. Este número representa o triplo do crescimento projetado para o mercado de franchising, que será de 13%.

 Uma das franquias que tem se destacado neste segmento é o Instituto Embelleze, maior rede de capacitação profissional na área da beleza, que formou, apenas no ano de 2009, mais de 75 mil pessoas para atuar em diferentes profissões, como cabeleireiros, manicures, depiladores e maquiadores. “Não é preciso que o interessado invista uma quantia exorbitante para sua qualificação. O treinamento que oferecemos se destaca justamente por isso, capacita o profissional em um curto prazo, com qualidade e preços acessíveis”, afirma Paulo Tanoue, principal executivo do Instituto Embelleze.

Com mais de 250 franquias espalhadas em 80% das regiões brasileiras, o Instituto Embelleze habilita homens e mulheres, que tenham concluído no mínimo a 5ª série do ensino fundamental, para atuar em um dos segmentos que mais cresce no Brasil. “O setor de beleza vem se expandindo no país de forma expressiva e, consequentemente, muitas oportunidades de empregos também vêm se abrindo. Os que souberem aproveitar o momento e preparar-se, com uma habilitação profissional, certamente encontrarão seu espaço no mercado, seja como dono do seu próprio negócio ou como funcionário de uma empresa”, ressalta Tanoue.

Outra rede que tem conquistado espaço na área de qualificação profissional é a Mais Cursos Interativos. Seu pioneiro método de ensino se adequou às necessidades do público C e D, que procura por rapidez, praticidade e baixo custo. Um dos exemplos de sucesso é a franquia de Teixeira de Freitas (BA), que, com menos de três meses de funcionamento, possui mais de mil alunos matriculados, e conta ainda com uma lista de espera para futuras inscrições.

“O desenvolvimento econômico traz com ele a necessidade de garantir conhecimento teórico e prático, e isso ocorre em qualquer profissão. Nosso método tem obtido sucesso por ser interativo e flexível, o que permite às pessoas adquirirem esse conhecimento em qualquer horário, sem a necessidade de formação de turmas”, diz Ana Maria Amaral, executiva da empresa.

Atuando a apenas um ano no sistema de franquias de educação profissionalizante e de informática, a Mais possui 4.550 alunos matriculados até o momento, lançando no mercado técnicos em vendas, secretários, web designers, operadores de telemarketing, assistentes administrativos e técnicos em informática.


São Paulo estuda incentivo para inclusão de deficientes

 

O governo paulista estuda a possibilidade de conceder incentivos fiscais (redução de tributos) para empresas que comprarem produtos e equipamentos tecnológicos que facilitem a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. A desoneração, já em estudo pelas secretarias dos Direitos da Pessoa com Deficiência e da Fazenda paulista, será anunciada no próximo semestre.

No Estado de São Paulo, 102.998 pessoas com deficiência somente estão empregadas por causa da fiscalização do Ministério do Trabalho no período de 2000 a 2009. "É que a lei nº 8.213, de julho de 1991, conhecida como Lei de Cotas, determina que empresas com cem ou mais empregados reservem de 2% a 5% de suas vagas a deficientes. Se não cumprem a lei, são multadas", comenta Marcos Biasioli, advogado especializado em Direito do Terceiro Setor e titular da M.Biasioli Advogados.

A lista dos produtos que podem ser beneficiados por essa desoneração ainda não está fechada. Entre as possibilidades estão leitores de tela, scanners para deficientes visuais, impressoras especiais para imprimir textos em braile e folheadores eletrônicos para auxiliar pessoas com dificuldade para manusear papéis e documentos.

 


Pesquisa Amcham indica caminhos para desburocratizar o Brasil

 

O empresariado brasileiro, em pesquisa realizada pela Amcham com apoio do Ibope, apontou formas para diminuir os entraves burocráticos no Brasil que impõem altos custos de transação a seus negócios. Para 31%, o governo deve aperfeiçoar programas, ações e processos com base principalmente em eliminação de redundâncias e aumento da eficiência da gestão; punições mais rápidas e eficazes aos infratores e menor espaço à corrupção; diminuição do tamanho do Estado; e simplificação da forma de arrecadação.

Mudanças na legislação e regulamentação são defendidas por 27%, especialmente no que diz respeito a recriação de um Ministério de Desburocratização; políticas unificadas definidas pela União e implementadas sem exceção por estados e municípios; e reformas tributária, trabalhista, política e previdenciária. Outros 14% avaliam que é preciso alterar e eliminar tributos, e 12% dizem que o governo deveria fazer uso mais intensivo de tecnologias, integrando sistemas e utilizando certificações digitais.

A pesquisa integra o projeto “Competitividade Brasil – Custos de Transação” e foi anunciada na abertura do quarto seminário do programa, que debateu a “Descomplicar o que for possível pelo Executivo” na sede da Amcham-São Paulo em 03/08. No processo de sondagem, entre 28/04 e 17/05, foram ouvidos 211 altos executivos de companhias dos mais variados portes e setores localizadas em dez cidades do País.

 

Papel da iniciativa privada

O levantamento mostra também como o empresariado pode contribuir para diminuir a complexidade burocrática no País. Para 46% dos ouvidos, as empresas devem intensificar as relações com o Estado, fiscalizando e dando sugestões ao governo e ao Congresso, trabalhando contra a sonegação e a informalidade, e ainda participando de consultas públicas. Outros 17% afirmam que as companhias podem usar mais tecnologias, assumindo gestão de informações que deveria ser executada pelo governo e atribuições dos cartórios, e ampliando o envio e recebimento de dados eletronicamente. Há ainda uma parcela de 3% dos ouvidos para os quais é importante exercer pressão sobre os parlamentares para que promovam reformas.

Outras formas de atuação citadas são a participação em associações de classe; o desenvolvimento de benchmarks com concorrentes globais e até o direcionamento de investimentos a países com menos custos relacionados à burocracia.

Cenário emperrado

A pesquisa da Amcham aponta que para 91% dos empresários há grandes entraves burocráticos no Brasil, sendo os principais: tempo exigido para o cumprimento das obrigações (o mais crítico para 28%); necessidade de emissão de diferentes certidões e documentos (27%); custos gerados pelos trâmites (27%); e falta de clareza dos procedimentos (18%).

 

Dentre os tipos de burocracia que mais emperram a concretização de negócios pelas companhias, estão exigências de documentos relacionados a juntas comerciais, alteração de contrato social e nomeação de diretores (43%); de procedimentos ligados a regras de contabilização de operações (39%); e de certidões e atestados para transações imobiliárias (10%).

Para os empresários, o nível de governo mais responsável pela burocracia no País é o federal (67%), seguido pelo estadual (20%) e pelo municipal (7%). Para 77% dos entrevistados, haveria possibilidade de unificação de procedimentos das três esferas.

A maior parte dos pesquisados (58%) analisa ainda que o nível de controle e fiscalização por parte dos governos é excessivo. Em contrapartida, 21% julgam insuficiente e 19%, adequado.

 

Impacto nos negócios

O estudo também buscou mensurar os impactos negativos da burocracia nas organizações. As empresas têm que contratar profissionais específicos para manter as atividades formalizadas e regularizadas. Esses especialistas representam, em média, 25% do total de funcionários contratados. O montante anual gasto pelas companhias para dar conta de todos os procedimentos soma, na média, R$ 263 mil, sendo que 21% direcionam até R$ 30 mil ao ano; 37% alocam entre R$ 30 mil e R$ 300 mil; e 20% aplicam mais de R$ 300 mil.

O empresariado indica, por fim, que, caso fosse possível eliminar toda a burocracia, a lucratividade poderia ser significativamente ampliada. Para 39%, esse aumento seria entre três e dez pontos percentuais; e para 23%, de mais de dez pontos percentuais.

 

Fonte: Amcham (Câmara Americana de Comércio)


Quebra de patente, remédio para todos os males?

 

 

A propriedade intelectual sempre foi respeitada por todos os povos. Desde a Grécia antiga já cultuava-se o direito de invenção, que conferia ao inventor proteção contra a apropriação indevida do fruto de sua atividade intelectual.

Nos tempos modernos a defesa da propriedade intelectual advém da metade do século XIX, com a assinatura do Tratado de Paris.

O Brasil, como um dos signatários do Tratado sempre primou no combate a aquilo que recentemente costuma-se chamar de pirataria, um problema endêmico no país, que não se esforça para combater, pois envolve grande parte de desempregados, que são ao mesmo tempo eleitores.

Os camelódromos estão aí, para não nos deixar mentir, pois existem em quase todas as cidades do país.

A pirataria no Brasil não é só um fato consumado, ela é institucional e é vitaminada pelo próprio governo.

Há pouquíssimo tempo atrás, o governo anunciou, como já se tornou comum, a “quebra da patente” de um medicamento destinado a quem é acometido de disfunção erétil (!), o Viagra de propriedade intelectual do laboratório Pfizer, que só é vendido em casos especiais e com receita.

Ao anunciar aos quatro ventos e às cinco mídias tal façanha, o governo dá a entender que “peitou” uma multinacional e que vai permitir que o brasileiro consuma remédio mais barato, o que é uma balela.

Primeiramente, porque somente com a “quebra da patente”, sem uma ajuda substancial e paga do detentor da propriedade intelectual, não seria possível que qualquer laboratório de imediato, produzisse um produto análogo ao que teve a “patente quebrada”.

O “know how” continua a pertencer ao inventor. E quebra realmente não há.

O que as indústrias farmacêuticas fazem na maioria das vezes é vender ou ceder em troca de royalties a fórmula para a fabricação do produto, fazendo com que o remédio que teve a “patente quebrada” ganhe um concorrente numa primeira fase mais barato e que irá vender teoricamente muito mais.

Usa-se uma ferramenta de marketing para vender remédios!

O Brasil deveria seguir o exemplo da Índia no caso dos produtos farmacêuticos. Ao invés de ficar cultivando essa idéia terceiro-mundista de “desafiar” as gigantes da indústria farmacêutica, investir pesado em pesquisa e aí sim, comemorar verdadeiras conquistas no setor.

Enquanto isso não acontece, o governo deveria pelo menos investigar o que ocorre no setor dos genéricos, que quando apareceram tinham por fim baratear o preço dos remédios e não foi o que aconteceu.

Genéricos, similares e remédios de linha estão com preços mais ou menos alinhados, o que é injustificável.

Como também é inexplicável e inaceitável que os fabricantes de genéricos ostentem caríssimas propagandas em estádios e camisas de times de futebol, exteriorizando uma riqueza que não se coaduna com a missão a eles  destinada.

Uma investigação sobre os laboratórios que atuam no Brasil para avaliar como funcionam e qual o parâmetro utilizado para a fixação de preços seria muito melhor recebida pela população, do que anúncio de “quebra de patente” feito aos quatro ventos e às quatro mídias.

Talvez, uma Comissão Parlamentar de Inquérito resolvesse o problema e daria por certo ao governo um retorno muito maior em termos de popularidade.

Anunciar a absurda  “quebra da patente” do Viagra, talvez  pensando ter achado a vitamina que iria turbinar seu desempenho neste fim de mandato, pode ser um grande equívoco;  se tal ferramenta vai funcionar, só esperando para ver.

 

Luiz Bosco Sardinha Machado


Óculos de baixo custo: por que o Brasil ainda não desenvolveu seu próprio modelo?

Como a AIDS, a malária e outras tantas doenças custam milhões de vidas todos os anos, preocupar-se com a visão das pessoas pode parecer algo menor ou menos importante. Mas não é...

 

O fornecimento gratuito de óculos para os mais pobres pode ser um dos investimentos mais importantes para assegurar o desenvolvimento dos países mais pobres e da capacidade laboral de seus trabalhadores. Nos cantos mais remotos e pobres do planeta, milhões de pessoas não têm acesso a lentes corretivas, o que lhes permitiria conduzir melhor suas vidas, de maneira mais produtiva.

Um estudo publicado, recentemente, pela Organização Mundial da Saúde, OMS, estimou o custo da produção laboral perdida devido a problemas de visão: 269 bilhões de dólares por ano. Além da perda da capacidade de trabalho, os problemas de visão contribuem para o aumento expressivo da cegueira evitável nos trabalhadores.

Hoje, os esforços da OMS e de diversos pesquisadores estão voltados para a busca de encontrar meios de distribuição de óculos de baixo custo, em grande escala. Uma tecnologia promissora é a dos óculos auto-ajustáveis, que permitem que os próprios usuários consigam definir o seu foco, em menos de um minuto, reduzindo, assim, a necessidade de oftalmologistas capacitados, que raramente são encontrados na África e em muitas partes da Ásia. Embora os óculos ajustáveis não possam ser úteis em casos de astigmatismo, pelo menos 80 % dos demais erros refrativos podem ser corrigidos com o emprego desta tecnologia.

 

Modelos disponíveis no mercado

Hoje, três opções de óculos ajustáveis de baixo custo estão disponíveis no mercado. A mais antiga delas, uma invenção britânica chamada AdSpecs, vem atraindo a atenção da mídia há mais de uma década. Os óculos permitem que o foco seja ajustado por meio de um líquido claro injetado nas lentes. Seu inventor, Joshua Silver, professor de Física da Universidade de Oxford, dirige um instituto de pesquisa: o Center for Vision in the Developing World. Desde o lançamento dos óculos, em 1996, Silver fixou a meta de distribuir um bilhão de pares de óculos de baixo custo, até 2020. Até agora, a entidade já distribuiu cerca de 30 mil AdSpecs, que têm o custo 19 dólares cada par.

Um grupo de holandeses, criadores da The Focus on Vision Foundation  também produz óculos de baixo custo, batizados de Focusspec, por  cerca de 4 dólares o par. Os fundadores do grupo afirmam que o preço irá cair substancialmente quando as lentes começarem a ser produzidas em grande quantidade. A Fundação planeja distribuir cerca de 30.000 pares de seus óculos de baixo custo, neste ano, no Afeganistão, em Gana e na Tanzânia.

O terceiro modelo de óculos de baixo custo, também holandês, é chamado de U-Specs . Está sendo desenvolvido pela VU University Medical Center em parceria com uma organização do terceiro setor, a D.O.B. Foundation.

Diferenças à parte, ingleses, holandeses e a comunidade científica concordam num  ponto: o mundo precisa de um projeto viável de óculos de baixo custo, que possa ser reproduzido em larga escala. Por enquanto, nenhuma das empresas envolvidas no projeto é capaz de atender esta demanda, mas todas se consideram capazes de fornecer milhões ou mesmo bilhões de óculos de baixo custo aos países em desenvolvimento.  Vamos ver...

 

A falta crônica de óculos no Brasil

Que cegueira e pobreza andam junto, o Brasil já sabe. E um estudo feito pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) reflete bem esta triste realidade:  90% das pessoas atingidas pela cegueira no país são de baixa renda.

Do total de 1,1 milhão de cegos  existentes, hoje, no Brasil, a grande maioria,  está na população mais pobre. Ainda segundo o CBO, as duas principais causas de cegueira evitável ou curável na América Latina, em geral, e no Brasil, em particular, são: a catarata e a falta de óculos.

Segundo a pesquisa do CBO, no Brasil não há falta de oftalmologistas, contamos com um número adequado de profissionais. “O que motiva a cegueira evitável é a falta de recursos da população mais pobre e o alto preço dos óculos. É muito frustrante para o oftalmologista que trabalha em locais mais remotos e carentes atender um paciente, diagnosticar o seu problema e, meses depois, atendê-lo novamente, com o problema agravado porque o paciente não teve condições de comprar os óculos prescristos”, diz o oftalmologista Virgilio Centurion, diretor do IMO, Instituto de Moléstias Oculares.

“O ideal seria que o Brasil desenvolvesse o seu próprio modelo de óculos de baixo custo, permitindo que o próprio Sistema Único de Saúde, SUS, pudesse distribuí-lo à população. O importante é que os oftalmologistas brasileiros continuem falando sobre o tema e sensibilizando o governo, visando, assim,  possibilitar a aquisição de óculos por todos os que precisam”, defende Centurion.

 

A cegueira provocada pela catarata

Ainda segundo a pesquisa do CBO, por falta de informação e de acesso à medicina e à tecnologia, a região brasileira que apresenta o maior número de pessoas com catarata é a Nordeste. Já o glaucoma é encontrado nos estados que têm maior população negra, como a Bahia. “O maior problema da associação de falta de recursos e pobreza é a desinformação. As pessoas não sabem que existem doenças que causam a cegueira irreversível, que podem ser tratadas, antes que a cegueira definitiva esteja instalada”, afirma o oftalmologista Eduardo de Lucca, que também integra o corpo clínico do IMO.

“Além da abordagem usual sobre as causas de cegueira com maior prevalência: catarata, glaucoma, degeneração macular relacionada à idade, retinopatia diabética, precisamos levar em consideração o custo social da cegueira, ou seja, a expectativa de vida e o tempo de vida que os pacientes viverão cegos”, defende Eduardo de Lucca.

O levantamento dos agravos oculares na população é o primeiro passo para se identificar prioridades e estratégias dos gestores de saúde, políticos, pesquisadores e médicos interessados no combate à cegueira.  “Evoluímos ao ponto de a cirurgia de catarata, que antes se restringia a devolver a 'visão possível' aos pacientes se tornar um procedimento que tenta libertá-los também do uso de óculos após a cirurgia. Já podemos restaurar a visão, sem a necessidade de lentes oftálmicas após a cirurgia. Diante de tamanhos avanços e facilidades terapêuticas, é muito difícil aceitar passivamente que um idoso ainda fique cego por falta de acesso ao tratamento apropriado da catarata”, diz o oftalmologista.


Cubram-se com os seus véus!

 

 

Em 13 de Julho de 2010 um projeto de Lei nº 524, que entrará em vigor em seis meses após a sua promulgação, foi aprovado na França. Este projeto proíbe o uso da burqa (vestimenta islâmica usada no Afeganistão e no Paquistão) e do niqab (mais usado na península árabe) em vias públicas, em lugares abertos ao público e os destinados aos serviços públicos.

Cabe refletir se este projeto garante autonomia às mulheres muçulmanas. Certamente que não! Considerar que toda mulher que usa burqa ou niqab são submissas e devem ser "salvas" pelos ocidentais é tão violento quanto obrigá-las a usar tal vestimenta. É importante dizer, que o véu não subtrai o pensamento, e a ausência dele não é significado de autonomia. Na França vivem mais de cinco milhões de muçulmanos, mais ou menos duas mil mulheres usam essas vestimentas (burqa e niqab), o que não justifica tal reação. Ao fazer tais proibições estamos deixando de reconhecer e de respeitar às diferenças étnicas e religiosas. A desculpa de proteger essas mulheres não convence à comunidade, nem os Direitos Humanos.

São dois os motivos para proibição do uso dessas vestimentas em público: por questão de segurança (associando o uso da burqa e do niqab ao terrorismo) e o outro motivo refere-se em termos de tradições e costumes de um país (liberdade das mulheres), como acontece na França. A proibição ao uso dessas vestimentas islâmicas tenta esconder um certo "discurso civilizacional" e "ideológico".

A polêmica sobre o uso do véu na França não é recente. Em 1989 o colégio Gabriel Havez teria proibido suas alunas muçulmanas de usarem hijab. Atitude essa que foi recebida com muito protesto. Em luta pelo direito de usar o véu como ocorreu na França em 1989, jovens muçulmanas, que estudavam no colégio saíram em passeata pelas ruas de Paris. A proibição fez com que mais meninas passassem a usar o hijab em sinal de demonstração da sua identidade.

Após o atentado terrorista ao World Trade Center em 11 de Setembro de 2001, o Islã virou foco da mídia, e da comunidade intelectual, mas é possível constatar o crescimento da religião neste período, pude constatar o crescimento de revertidos à religião, sendo que a maioria dessas reversões foi feitas por mulheres. Essas brasileiras, como bem afirmou, no vídeo, Vozes do Islã, Nadia Hussein "não se sentem oprimidas pelo véu".

Sabemos, portanto, que o uso de burqas e niqab são designados por grupos muçulmanos que interpretam a determinação alcorânica de forma extrema, mas também, não seria conveniente avaliar que há aceitação por parte de mulheres que acreditam que essa seja a forma correta de se apresentarem publicamente e de demonstrarem a sua adoração a Deus? Por que quando se trata da religião dos outros, somos intolerantes? É preciso considerar que o desejo de liberdade e de libertação é histórico e situado.

A vestimenta islâmica usada pelas mulheres significa: a modéstia, estar conectado com a sua família, demonstra o orgulho que essas mulheres sentem da sua comunidade, da sua família. Deixar de usar a burqa (niqab, xador, hijab) pode significar um estranhamento muito grande dos laços de parentesco. Então, considerar a ocidentalização como alguma coisa boa, pode ser um grande erro, que pode deixar sequelas na vida dessas mulheres, como por exemplo, limitar a circulação dessas mulheres ao espaço doméstico, pois agora estão proibidas de saírem às ruas com as suas vestimentas. É importante considerar que o sentido do self, as aspirações e os projetos dessas mulheres foram constituídos no seio de tradições não liberais. E exigir que elas tenham a mesma visão de mundo, de pessoa, de comunidade dos outros é querer uma homogeneização social que não existe, pois se a diversidade cultural existe, ela deve ser boa para gente pensar - parafraseado Claude Lévi-Strauss - e para respeitar.

 

Francirosy Ferreira


Medicamentos falsos são consumidos em grande quantidade no Brasil

De acordo com a Anvisa, 20% dos remédios vendidos no país são falsos


Os brasileiros são os que mais consomem medicamentos falsos em todo o mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) identifica nesta categoria remédios pirateados, contrabandeados e aqueles que não têm registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Esses números preocupam a Anvisa, que pretende alertar a população sobre o mal de consumir produtos falsificados.

De acordo com a Anvisa, 20% dos remédios vendidos no país são falsos. Por isso os consumidores devem ficar atentos às características da embalagem que certificam que o produto não é falsificado ou irregular. Remédios falsos podem provocar problemas de saúde, agravar sintomas que já existem e até levar à morte.

Entre os itens de segurança estão a caixa do medicamento, a raspadinha e o selo ou lacre que torna a embalagem inviolável, tudo deve estar sempre fechado. No caso da raspadinha, ela fica em uma das duas laterais da embalagem, possui tinta reativa que não descasca e ao ser friccionada com objeto de metal expõe a palavra “qualidade” e a logomarca da empresa. Outra observação importante é verificar se a embalagem não foi violada e está em boas condições.

 “Distinguir um medicamento verdadeiro de um falsificado, embora possa parecer simples, pode confundir o consumidor ao ter de lembrar-se de todos os detalhes que demonstram a originalidade do produto, daí a importância imprescindível de solicitar a presença do farmacêutico na farmácia, que deverá esclarecer com propriedade todas as dúvidas relacionadas ao remédio e sua procedência”, completa a tutora do Portal Educação, Carolina Marlien.

Para identificar um medicamento verdadeiro as pessoas podem observar nas embalagens o nome comercial do medicamento, denominação genérica da substância ativa, nome, endereço e CNPJ do detentor de registro no Brasil, bem como o nome do fabricante e local de fabricação do produto. Outro ponto a ser observado é a data de fabricação e validade. No medicamento deve constar também o número do lote, o telefone do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), cuidados de conservação com indicação da faixa de temperatura e condições de armazenamento e a sigla MS seguida do número de registro no Ministério da Saúde. O registro inicia-se com o número 1 e possui treze dígitos.

Vale a consciência do cidadão em não adquirir medicamentos de ambulantes, em feiras ou pela Internet. O consumo de medicamentos requer cuidado e deve sempre ser comprado em farmácias e drogarias com a orientação do farmacêutico.

No caso de suspeita de produto falso, o consumidor pode fazer denúncia ao Procon do seu município ou procurar a vigilância sanitária (Anvisa), que também avalia a denúncia por e-mail (ouvidoria@anvisa.gov.br), pelo número 0800 642 9782 da Central de Atendimento ou disque Saúde 0800 61 1997.


Os alarmantes números da informalidade
Estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas, em parceria com o Etco (Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial), revelou que as atividades informais e ilegais somaram R$ 578 bilhões em 2009

 

 

O valor representa 18,4% do PIB (Produto Interno Bruto) do país. Os segmentos analisados compreendem atividades que vão desde o trabalho dos camelôs, que sobrevivem em grande parte devido à comercialização de produtos piratas, até o tráfico de drogas.

O que temos de levar em conta na hora de decifrar esses números é que a informalidade que aparece no estudo acaba acarretando danos às empresas legais, pois estas têm de pagar mais tributos para compensar os impostos sonegados pelas outras.

Mas o que leva uma pessoa ou empresa preferir ficar à margem da lei em vez de procurar regularizar sua situação?  A resposta pode estar nos altos custos e na enorme burocracia envolvida na criação e manutenção formal de um empreendimento. Por causa disso, a opção pela informalidade parece vantajosa ou mesmo a única alternativa de sobrevivência tanto para o trabalhador quanto para a pequena empresa. No entanto, o que muitas vezes não é analisado é que, se sofrer as consequências de uma fiscalização ou de uma ação trabalhista, por exemplo, o grande risco do empreendedor que vive na informalidade é não poder prosperar e aumentar seu capital.Outra ideia errada, que ajuda a fomentar a opção pela não regularização das atividades da empresa, é acreditar que haverá uma redução da margem de lucro. Se o empresário pensar que vai ficar com um percentual bem abaixo do esperado se tiver de tiver de recolher todos os impostos, certamente, não vai optar pela formalidade. No entanto, se enxergar por outro prisma, vai perceber que são muitas as vantagens oferecidas pela formalização, como o aumento da capacidade de negociação com fornecedores, o acesso a capital de giro, e o maior volume de negócios.

Ou seja, mesmo que ainda estejamos em um País que dificulta a vida de quem deseja se estabelecer e manter seu negócio, a iniciativa da formalização é sempre bem-vinda e deve ser estimulada por todos os setores da sociedade. Pois, somente desta maneira, não teremos mais que lamentar números como esses divulgados pela Fundação Getúlio Vargas.


Valeria Pereira
Fonte: Eliana Camejo


As comunidades locais mais satisfeitas do mundo

Pesquisa realizada com residentes de 23 países aponta o nível de satisfação com o local em que vivem.

 

A Ipsos, multinacional francesa de pesquisa, apresentou um novo relatório que mede o quanto estão satisfeitos ou insatisfeitos os residentes de 23 países do mundo em relação aos locais onde vivem, e quais as três principais prioridades que cada um deles deseja para desenvolver suas comunidades.

Os resultados mostram que no Brasil, 61% disseram estar satisfeitos com os locais onde vivem. Além disso, 62% dos brasileiros apontam os serviços de saúde como prioridade para o desenvolvimento de sua comunidade, seguido por oportunidades de trabalho (56%) e nível de criminalidade (56%).

Nos demais países, a Holanda (85%), Canadá (83%), Austrália (82%), Índia (76%), Alemanha (74%) e Estados Unidos (73%) têm os residentes mais satisfeitos com suas comunidades locais, em comparação com os residentes da Coreia do Sul (34%), Hungria (45%), Japão (46%), China (48%) e Rússia (49%), que são os menos satisfeitos com as áreas onde vivem.

Quão satisfeitos estão com suas comunidades como lugar para se viver...

 

Holanda                    85%

Canadá                     83%

Austrália                   82%

Índia                          76%

Alemanha                74%

Estados Unidos       73%

Grã-Bretanha           72%

República Tcheca   70%

Suécia                       69%

México                       67%

Espanha                   64%

Bélgica                      64%

Polônia                     63%

Argentina                  63%

Brasil                         61%

França                       56%

Turquia                     56%

Itália                           52%

Rússia                       49%

Japão                        48%

China                        46%

Hungria                     45%

Coreia do Sul           34%

 

Residentes indicam as três maiores prioridades para o desenvolvimento de suas comunidades...

Os entrevistados também responderam quais são as três principais prioridades para que suas comunidades possam se desenvolver. Muitas coincidiram em diferentes locais do mundo, tais como oportunidades de trabalho, ruas limpas, nível de criminalidade e transporte público. A pesquisa mostra que a diversidade de países não é barreira para encontrar similaridades locais. Por exemplo: realização de reparos no asfalto das vias é a prioridade número um na Bélgica, Polônia, Rússia, Canadá e Índia.

Mas há diferenças claras também. Por exemplo: na Grã-Bretanha, atividades para adolescentes são a preocupação número um (único país onde isto ocorre); no Brasil, são os serviços de saúde; e na China, é a poluição que os residentes colocam como prioridade número um para seu desenvolvimento local.

“Nosso estudo mostra o quanto a satisfação com as áreas locais varia de um país para outro – mas também que muitas preocupações são bastante consistentes em todo o mundo. Os cidadãos globais estão preocupados principalmente com a economia e com o emprego, mas também com coisas relativamente pequenas, tais como ruas limpas”, ressalta Bobby Duffy.

“Existem ainda algumas diferenças significativas na ênfase entre países – e nos podemos aprender muito sobre nossas próprias prioridades nacionais ao estabelecer estas comparações internacionais”, conclui.

 

 

Principais prioridades para desenvolver as áreas locais

País

Prioridade 1

Prioridade 2

Prioridade 3

Todos

Oportunidades de trabalho (42%)

Reparos no asfalto das vias (39%)

Níveis salariais e custo de vida (37%)

Europa

 

 

 

Bélgica

Reparos no asfalto das vias (44%)

Transporte Público (36%)

Oportunidades de trabalho (34%)

República Tcheca

Oportunidades de trabalho (48%)

Reparos no asfalto das vias (42%)

Níveis salariais e custo de vida (41%)

França

Oportunidades de trabalho (55%)

Níveis salariais e custo de vida (43%)

Transporte Público (37%)

Alemanha

Oportunidades de trabalho (28%)

Atividades para adolescentes (27%)

Reparos no asfalto das vias (24%)

Grã-Bretanha

Atividades para adolescentes (39%)

Reparos no asfalto das vias (37%)

Oportunidades de trabalho (37%)

Hungria

Oportunidades de trabalho (73%)

Níveis salariais e custo de vida (67%)

Reparos no asfalto das vias (66%)

Itália

Transporte Público (50%)

Oportunidades de trabalho (49%)

Reparos no asfalto das vias (44%)

Holanda

Nível de Criminalidade (25%)

Affordable housing (23%)

Reparos no asfalto das vias (20%)

Polônia

Reparos no asfalto das vias (59%)

Níveis salariais e custo de vida (54%)

Oportunidades de trabalho (53%)

Rússia

Reparos no asfalto das vias (76%)

Custo de moradia (69%)

Níveis salariais e custo de vida (68%)

Espanha

Custo de moradia (51%)

Oportunidades de trabalho (50%)

Níveis salariais e custo de vida (42%)

Suécia

Oportunidades de trabalho (49%)

Nível de Criminalidade (39%)

Custo de moradia (38%)

Turquia

Nível de Criminalidade (41%)

Nível de poluição (41%)

Congestionamentos no trânsito (41%)

América do Norte

 

 

 

Canadá

Reparos no asfalto das vias (42%)

Oportunidades de trabalho (38%)

Custo de moradia (32%)

Estados Unidos

Oportunidades de trabalho (49%)

Níveis salariais e custo de vida (42%)

Reparos no asfalto das vias (36%)

América Latina

 

 

 

Argentina

Nível de Criminalidade (68%)

Reparos no asfalto das vias (65%)

Ruas limpas (62%)

Brasil

Serviços de Saúde (62%)

Oportunidades de trabalho (56%)

Nível de Criminalidade (56%)

México

Nível de Criminalidade (60%)

Reparos no asfalto das vias (55%)

Ruas limpas (55%)

Ásia-Pacífico

 

 

 

Austrália

Nível de Criminalidade (36%)

Reparos no asfalto das vias (35%)

Oportunidades de trabalho (33%)

China

Nível de poluição (58%)

Congestionamentos no trânsito (48%)

Níveis salariais e custo de vida (40%)

Índia

Reparos no asfalto das vias (54%)

Nível de poluição (52%)

Ruas limpas (52%)

Japão

Nível de Criminalidade (21%)

Transporte Público (17%)

Oportunidades de trabalho (17%)

Coreia do Sul

Transporte Público (33%)

Custo de moradia (33%)

Nível de poluição (32%)

Fonte: Ipsos Global @dvisor

 

 

 

 

 

 

Metodologia de pesquisa: as informações foram obtidas na sexta onda da Ipsos Global @dvisor, pesquisa online composta por um público com idade entre 18 e 64 anos, em 23 países. Os países considerados são: Argentina, Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, China, França, Alemanha, Hungria, Índia, Japão, México, Polônia, Rússia, Coreia do Sul, Espanha, Suécia, República Tcheca, Holanda, Grã-Bretanha, EUA e Turquia. Para essa onda, 23.673 entrevistas foram realizadas de novembro de 2009 a janeiro de 2010. O detalhamento é realizado por idade, gênero, população da cidade e níveis educacionais. Aproximadamente mil indivíduos participaram em cada país por meio do painel online da IPsos, representando uma margem de erro de 3.1% para mais ou para menos, e garantindo um nível de segurança de 95%.


Parlamento da Catalunha decide proibir as touradas na região 

Barcelona, Espanha - Em votação o Parlamento Catalão aprovou uma emenda à legislação de proteção aos animais em vigor, proibindo as famosas touradas na região.

 

 

A decisão – resultante de 68 votos de parlamentares favoráveis à proibição, enquanto 55 se opuseram à medida – está sendo aclamada como uma vitória histórica e uma satisfação à expectativa dos cidadãos da Catalunha. O povo pedia aos seus parlamentares a aprovação de uma emenda que incluísse os touros no rol dos animais amparados pela lei de proteção animal. 

A Assembleia Catalã debateu o assunto e, em seguida, votou favoravelmente à Iniciativa Legislativa Popular – ILP - apresentada em Dezembro de 2009 pela PROU – “BASTA”, em catalão –, grupo de manifestantes da Catalunha em prol dos animais. A campanha conseguiu recolher mais de 180 mil adesões de apoio ao abaixo-assinado pelo fim das touradas.

Em coletiva de imprensa realizada imediatamente após a votação, a PROU expressou sua satisfação pelo resultado da deliberação tomada pela manhã: “Hoje foi o dia pelo qual estávamos esperando”, disse Leonardo Anselmi, em nome da PROU. “O sofrimento de animais nas arenas da Catalunha foi abolido para sempre, de uma vez por todas. A decisão criou um precedente, e torcemos para que esse exemplo sirva de inspiração, em âmbito internacional, a outros Parlamentos democráticos de países e regiões onde as touradas ainda são permitidas.”

O porta-voz da PROU destacou ainda a importância do movimento social desencadeado pela campanha, que conseguiu catalisar uma verdadeira modificação política. “O movimento de proteção animal catalão uniu suas forças e trabalhou com enorme vigor em torno de uma causa comum. A mobilização de mais de mil ativistas engajados na campanha da PROU, bem como a obtenção de mais de 180 mil assinaturas contra o sofrimento vivenciado pelos animais nas arenas de touradas foram grandes realizações, e o resultado da votação de hoje é uma consagração desses notáveis esforços.”   

 

Fonte: WSPA Brasil - Sociedade Mundial de Proteção Animal 


Eleito como o 12º país mais feliz do mundo em pesquisa realizada pela revista Forbes, Brasil quer garantir felicidade como questão de estado

 

Pesquisa revela que a satisfação do passado recente está relacionada às necessidades psicológicas e sociais. Avaliação reforça objetivo da PEC da Felicidade, que busca enfatizar direitos e garantias sociais já previstos na Constituição Federal para obtenção da felicidade

 

Segundo uma pesquisa Gallup feita pela revista Forbes e publicada na semana passada, o Brasil é o 12º país mais feliz do mundo. Um resultado que vem ao encontro de uma proposta de emenda constitucional (PEC) que já tramita no Senado Federal com o objetivo de incluir no artigo 6º da Constituição o “direito à busca da felicidade”. Intitulada PEC da Felicidade, a proposta, idealizada pelo Movimento Mais Feliz, estabelece que a obtenção dos direitos fundamentais, como saúde e educação, são condições essenciais para a busca da felicidade.

O “Mais Feliz” é um movimento apartidário, não-governamental e não-assistencialista que reúne cinco pilares: conscientizar a população, mobilizar a sociedade, estimular a participação, capacitar multiplicadores e motivar as pessoas a se doarem. 

 

PEC da Felicidade

 

A PEC tem dois objetivos. Quando vinculada à obtenção da felicidade, a proposta reforça os direitos e garantias sociais já previstos pela Constituição Federal. Além disso, a ideia insere o Brasil numa discussão atual e moderna, apoiada inclusive pela Organização das Nações Unidas (ONU), de busca de parâmetros menos econômicos e frios de medição do grau de desenvolvimento de uma nação. Em vez dos meros números do Produto Interno Bruto (PIB), esse novo modelo de mensuração busca levar em conta o grau de bem-estar, de satisfação, de felicidade, enfim, da sua população,

 

Com a assinatura de 34 senadores dos mais diferentes partidos e regiões, a proposta foi protocolada no início deste mês no Senado Federal, seguindo agora para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) que indica um relator para avaliar a constitucionalidade da proposta.  

 

Pesquisa

 

Aplicada em 155 países, a pesquisa foi realizada a partir de entrevistas entre os anos de 2005 e 2009 e reunia perguntas onde os entrevistados avaliavam a satisfação geral com suas vidas, além do seu passado recente.   

Após a conclusão do trabalho, os pesquisadores, segundo a revista, perceberam que as respostas, no que diz respeito à satisfação geral, estão relacionadas com a riqueza do país. Porém, no que diz respeito ao passado recente, ela reflete mais a satisfação das necessidades psicológicas e sociais, e não necessariamente o bem estar econômico.

No Brasil, 58% dos entrevistados disseram ser felizes, 40% contaram ainda batalhar por ela e apenas 2% disseram sofrer. A 'nota geral' ficou em 7,5. O país ficou empatado com o Panamá e logo à frente dos Estados Unidos.


Brasil pode se tornar maior produtor de pescados do planeta

 

 

O Brasil é um dos únicos países com condições de responder, com produção, a demanda por pescado que a Organização das Nações Unidas para Agricultura e alimentação (FAO) prevê para os próximos 20 anos: o consumo mundial deve pular da recomendação atual, de 16 quilos por habitante/ano, para 22,5 kg por habitante/ano até 2030 - o que representará um aumento de consumo de mais de 100 milhões de toneladas/ano.

Atualmente a produção mundial de pescado é da ordem de 126 milhões de toneladas por ano, das quais o Brasil responde por pouco mais de um milhão de toneladas.

A média de consumo nacional de pescado também é baixa: em 2008, era estimada em sete quilos por ano e a meta do Ministério da Pesca e Aqüicultura é elevar a média de consumo nacional para nove quilos de pescado por habitante/ano até 2011.

A nação brasileira é dona de 13,7% da água doce disponível no planeta e conta com 8,5 mil quilômetros de costa marítima, além de uma área equivalente à metade do território nacional no Oceano Atlântico. Apenas em reservatórios de usinas hidrelétricas e propriedades particulares no Brasil existem 10 milhões de hectares de lâmina d'água disponíveis para a produção de pescado.

Quanto à aquicultura marinha, no nordeste brasileiro, o peixe beijupirá, de grande valor no mercado internacional, já está sendo criado em cativeiro em alto mar.

Nesse contexto, a Marcomar, uma das principais importadoras e distribuidoras de pescados do país, faturou R$ 100 milhões no ano passado e tem previsão de crescimento de cerca de 20% em 2010. Atualmente, a empresa responde por 20% do mercado brasileiro de salmão, comercializando anualmente cerca de 9 mil toneladas de peixes e frutos do mar. Em 2010, a comercialização de camarão cresceu 100%.

O interior de São Paulo representa hoje 6% do faturamento da empresa, que pretende dobrar a participação neste mercado em 2010. Por isso, a Marcomar investiu na criação de um novo centro de processamento de produtos, que já está em funcionamento dentro do Ceasa de Campinas. Hoje, a empresa possui cinco centros de distribuição (Minas Gerais, Bahia, Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo) e quatro centros de vendas (Espírito Santo, Paraná, Porto Alegre e Campinas), o que permite o fornecimento de pescados para todos os estados brasileiros.


Pirataria causa prejuízo em países da América Latina

O Brasil foi o país que mais sofreu com a pirataria em 2009, diz pesquisa


A pirataria causou um grande prejuízo na economia mundial, porém quem mais sofreu com a ação, entre os países da América Latina, foi o Brasil. Em 2009, foram mais de 2,254 bilhões de dólares, segundo o estudo anual da IDC (International Data Corporation).

Na segunda colocação ficou o México com um dano de 1,056 milhões de dólares, e em terceiro lugar a Venezuela com 685 milhões, seguida da Argentina com 645 milhões. “É um assunto que se perde de vista. A pirataria pode ser o reflexo das altas taxas de impostos cobrados; a indústria fonográfica que o diga”, reforça o tutor do Portal Educação, Renato de Brito Nicodemos.

De acordo com a IDC, o Chile chegou a perder 315 milhões em impostos no ano passado, principalmente com relação à pirataria de programas de computador. Este valor foi 55% maior se comparado a 2008, época em que o país chileno alcançou a margem dos 202 milhões de dólares.



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