Dinamarca corta subsídios
estatais aos tratamentos de reprodução humana assistida
Hoje, o governo dinamarquês
destina aproximadamente 6,7 milhões de euros para grupos com
necessidades especiais que necessitam de acesso a tratamentos
que envolvem as técnicas de reprodução humana assistida
O governo dinamarquês, que até
agora, custeava três tentativas de ciclos de tratamentos de
reprodução assistida para casais, solteiros e homossexuais,
anunciou que vai cortar este benefício. O motivo? Priorizar
os investimentos públicos - alegam os membros do legislativo
do País, que estão promovendo mudanças no sentido de que os
tratamentos de reprodução assistida deixem de ser parte do rol
de serviços gratuitos de saúde pública da Dinamarca.
Hoje, o governo dinamarquês
destina aproximadamente 6,7 milhões de euros para grupos com
necessidades especiais que necessitam de acesso a tratamentos
que envolvem as técnicas de reprodução humana assistida. Os
cortes nesta área irão diminuir os gastos do governo em 26,9
milhões por ano em 2011, 2012, 2013 e assim por diante.
Em 2007, 4,9% de todas as
crianças nascidas na Dinamarca foram bebês concebidos com a
ajuda de técnicas de reprodução humana assistida, de acordo
com o Observatório Europeu da Sociedade Européia de Reprodução
Humana e Embriologia, ESHRE. Membros do corpo diretivo da
ESHRE lamentam o fato, pois a Dinamarca sempre foi considerada
uma referência européia em termos de acesso e disponibilidade
de tratamento para pacientes que procuram as técnicas de
reprodução humana assistida, no continente europeu.
Segundo as previsões da
entidade, com 2.558 ciclos por milhão de habitantes, cada
turma escolar da Dinamarca tem pelo menos dois filhos nascidos
de FIV. As mudanças, segundo a Sociedade Européia de
Reprodução Humana e Embriologia terão grandes implicações e
efeitos prejudiciais para os casais sem filhos, para as
clínicas de fertilidade e para o ambiente de pesquisa na
Dinamarca.
Por aqui...
No Brasil, onde se preconiza a
universalidade e a eqüidade como princípios norteadores das
ações e serviços de saúde no país, a discussão sobre a
regulamentação ao acesso às tecnologias reprodutivas versa
sobre concordâncias ou discordâncias dos projetos de lei aos
princípios constitucionais e aos direitos humanos adotados
pelo Estado brasileiro.
É importante conhecermos alguns
destes princípios, a começar pelo Sistema Único de Saúde
(SUS), sustentado pela Constituição Federal de 1988 e
regulamentado pelas Leis N.º 8080/90 (Lei Orgânica da Saúde) e
Nº 8.142/90, que tem como finalidade expandir a cobertura de
saúde à população, visando maior eqüidade e melhoria na
eficiência, na qualidade e na satisfação dos usuários. Sabemos
que persistem, na prática, exclusões e desigualdades no acesso
a estes níveis de atenção no sistema de saúde do país, apesar
dos princípios apresentados acima.
No caso da reprodução humana
assistida, esta desigualdade é agravada pela inexistência, até
o momento, de uma regulamentação específica sobre RA no
Brasil, que estivesse baseada nos preceitos do SUS e nos
acordos internacionais de direitos fundamentais do indivíduo.
Existe também o consenso, entre
estudiosos do tema, de que as tecnologias reprodutivas não
foram consideradas um problema a ser regulamentado pelo
Direito brasileiro.
No Brasil, estas tecnologias têm
a Resolução CFM N° 1.358⁄1992, elaborada 10 anos após o início
de sua prática no país, como regulação que permanece
insuficiente até os dias atuais. A norma não prevê o controle
de licença para funcionamento das clínicas de RA, concentradas
no setor privado, e muito menos, o monitoramento sistemático
de seus resultados.
A presença de pessoas
capacitadas a discutir o assunto, como médicos especialistas
em bioética e reprodução assistida, por exemplo, são elementos
essenciais para que as proposições legislativas sejam
redigidas de maneira menos superficiais e gerais, evitando que
o acesso à RA seja limitado apenas a determinadas técnicas.
A legislação brasileira traz
sempre como beneficiários das técnicas de RA, as mulheres e⁄ou
os casais inférteis. Vale ressaltar que a “permissão” ao
acesso a mulheres solteiras, desde que “comprovadamente”
inférteis, pode ser encarada como um pequeno esforço no
reconhecimento da monoparentalidade, uma entidade familiar
bastante comum em nossa sociedade contemporânea.
Mas o fato de este mesmo acesso
não estar disponível a homens solteiros ou a casais
homossexuais revela, entre outros aspectos, que princípios
constitucionais e de direitos humanos, como o respeito à
igualdade, à diversidade e ao pluralismo, não estão sendo
seguidos, assim como direitos sexuais e reprodutivos
estabelecidos na Lei de Planejamento Familiar.
Negar o acesso às tecnologias
reprodutivas a pessoas que não estão dentro de uma relação
heterossexual, de casamento e⁄ou de união estável, seria o
mesmo que comprometer o direito fundamental de formação
familiar como uma livre escolha do indivíduo. A liberdade de
procriação, com a decisão individual de ter ou não filhos,
quantos, quando e como tê-los, é cerceada pelas restrições ao
acesso às tecnologias reprodutivas no Brasil, hoje.
Sem um marco legal específico
sobre o assunto, fica ainda mais difícil esclarecer alguns
pontos de tensão na área, como a utilização de um conceito
médico de infertilidade, muitas vezes, arbitrário e impreciso,
para se restringir o acesso a um direito individual.
Apesar das tentativas de avanço,
sob o ponto dos direitos sexuais e reprodutivos, permanecem
sem encaminhamento discussões complexas na área. Como resolver
o acesso a homens solteiros ou homossexuais que dependem de um
útero para o uso das tecnologias reprodutivas, sendo no Brasil
proibida a “barriga de aluguel”? Como garantir a
universalidade do SUS com os altos custos de cada ciclo de
tratamento e uma demanda cada vez maior? Quais os impactos de
políticas governamentais de saúde que estimulam a
esterilização e o adiamento da gravidez na oferta de
reprodução assistida pelo SUS?
Em se tratando de um direito
individual, é justo definirmos quem pode ou não desejar a
maternidade ou a paternidade? O que não é dito, o que
permanece sem discussão aberta e legítima, aumenta a tensão
existente nas discussões sobre reprodução assistida no país.
Prof. Dr. Joji Ueno
Estado de Nova York proíbe o
bisfenol A
Substancia usada na fabricação do
plástico e no revestimento de latas pode causar alterações no
desenvolvimento do sistema nervoso do bebê, obesidade, diabetes
infantil e câncer
O governador de Nova York, David A
Paterson, aprovou a lei que proíbe a fabricação e venda de produtos
infantis que contenham o bisfenol A (BPA). O bisfenol é o químico
usado na fabricação de plásticos e também no revestimento interno de
quase todas as latas de alimentos e bebidas, inclusive em latas de
fórmula para bebês. Seu uso torna o plástico mais resistente a
rachaduras e evita que as latas enferrujem. Mas nos últimos 10 anos,
estudos com animais sugeriram que quantidades mesmo muito pequenas de
BPA podem ser prejudiciais para a saúde, afetando principalmente o
desenvolvimento de bebês e crianças. Os perigos incluem alterações no
desenvolvimento do sistema nervoso (função da glândula tiroide e
crescimento do cérebro); mudanças no comportamento e no
desenvolvimento do intelecto (hiperatividade e agressividade),
obesidade, problemas cardíacos, diabetes, câncer, puberdade precoce e
tardia, abortos, infertilidade e anormalidades no fígado. Pesquisas
também já associaram o BPA a problemas sexuais em homens, como a
diminuição da qualidade e da quantidade de esperma. De acordo com
Paterson, mesmo que não existam provas conclusivas quanto a
periculosidade do bisfenol A uma grande quantidade de cientistas já
publicou estudos indicando que bebês e crianças podem estar
vulneráveis a sérios problemas de desenvolvimento. “Essa lei
garantirá que uma substância potencialmente perigosa não mais seja
permitida em produtos utilizados pelos nossos cidadãos mais
vulneráveis”, disse.
A lei entrará em vigor a partir de dezembro de 2011. Em janeiro de
2010, tanto o EPA quanto o FDA, órgão reguladores e de vigilância
sanitária dos Estados Unidos, iniciaram investigações sobre os
perigos do BPA. O EPA já classificou o bisfenol A como “químico
preocupante”. Na Europa o EFSA, órgão que corresponde a Anvisa,
também está reavaliando a utilização do uso do bisfenol A.
Desde junho, 18 estados americanos avaliam legislação de proibição ao
bisfenol A. Além de Nova York, Vermont, Connecticut, Maryland,
Minnessota, Washington e Wisconsin baniram o químico. O BPA também já
foi proibido no Canadá, Dinamarca e Costa Rica. Na França, o projeto
de lei que elimina a substância já foi aprovado no senado e aguarda a
passagem pela próxima instância.
Nos EUA Uma pesquisa realizada pela Centers for Disease Control and
Prevention estimou que o bisfenol A está presente em 93% dos
americanos e em 90% dos recém-nascidos.
Veja abaixo os locais que já proibiram o químico.
Estudo inédito da Economist
Intelligence Unit aponta os principais desafios para o Brasil
Patrocinado pelo HSBC, análise
indica caminhos que o País deve seguir na próxima década para se
tornar um dos mercados mais atrativos do mundo e alcançar um
crescimento sustentável do PIB acima de 5% por ano
Como parte do HSBC Festival Brazil,
celebração internacional dos negócios e da cultura brasileira e do
HSBC Global Culture Exchange Programme em 2010, o HSBC está
divulgando hoje, 26 de julho, o estudo Brazil unbound: How investors
see Brazil and Brazil sees the world, feito pela Economist
Intelligence Unit (EIU), do grupo The Economist. O estudo, realizado
com 536 executivos seniores em todo o mundo, revela como os
investidores enxergam o Brasil e como o país se posiciona
mundialmente.
O estudo reconhece as conquistas
brasileiras nos últimos 15 anos, o que inclui privatizações
bem-sucedidas, uma nova moeda estável – após a introdução do real em
1994 –, um aumento vigoroso da demanda global pelas suas abundantes
reservas de commodities e a significativa expansão de comércio
bilateral com a China, que aumentou mais de 50% desde 2007.
A análise também identifica como os
quatro principais desafios para o País, educação, infraestrutura,
inovação e reconhecimento internacional, áreas nas quais o Brasil
ainda precisa realizar progressos para atingir todo o seu potencial
como nação. Segundo Justine Thody, diretora da EIU, “caso estes
desafios possam ser trabalhados na próxima década, a economia poderá
sustentar taxas de crescimento anual acima de 5% durante um longo
período, em uma economia de classe média e população de 200 milhões
de habitantes, o que formaria um dos mercados mais atraentes do
mundo”.
De acordo com Andre Loes,
economista-chefe do HSBC no Brasil, “os olhos do mundo estarão
voltados para o Brasil durante a próxima década. A Copa do Mundo e os
Jogos Olímpicos serão as atrações mais próximas, mas estes eventos
vão estimular o potencial de crescimento sustentável e de longo prazo
identificado pela EIU”. O documento ressalta o atual otimismo com a
forte posição do Brasil atualmente e suas perspectivas. Contudo, os
quatro desafios devem ser trabalhados para que o País atinja o seu
potencial máximo. “Nós reconhecemos a importância da educação,
infraestrutura, inovação e do reconhecimento global, como pontos de
desafios, que não devem ser obstáculos para o Brasil moderno, focado
no crescimento e na economia”.
A questão da infraestrutura aparece
como o primeiro item da lista de desafios para os investidores,
segundo a EIU. Quase metade dos entrevistados (49%) afirma que
“padrões de baixa qualidade ou custos elevados de infraestrutura” são
os principais obstáculos operacionais. Apesar de alguns avanços em
logística, o transporte é caro e a malha rodoviária insuficiente.
Também existem poucas ferrovias e o potencial do transporte marítimo
continua sendo extremamente inexplorado, com portos e aeroportos que
já estão congestionados. Estas condições podem aumentar em um quarto
ou mais o preço para levar os produtos aos seus respectivos mercados,
segundo os investidores. A solução, ainda com base na análise, é
prover uma melhor infraestrutura considerando soluções coordenadas
entre diferentes esferas governamentais e do setor privado.
No sistema educacional, as principais
fraquezas estão na formação para o mercado de trabalho. Embora muitos
formandos de universidades brasileiras sejam percebidos como de
primeira classe, há poucos deles. Educação e recursos pobres durante
o nível secundário fazem com que os estudantes deixem as escolas
entre os menos instruídos em todo o mundo. As empresas descobrem que
elas devem preencher os lapsos de habilidades com treinamentos
próprios. Pelo menos um terço dos investidores entrevistados diz que
a falta de capacitação representa um dos principais problemas
operacionais, com quase metade (47%) das companhias americanas
apontando este como o principal desafio do Brasil.
A classificação do Brasil também é
baixa na maioria dos rankings de inovação e análises mais
aprofundadas sugerem que mesmo os atuais pequenos investimentos em
inovação poderiam produzir resultados significativamente melhores. O
investimento em inovação é considerado relativamente baixo e
insuficiente, mas de acordo com a análise, produziu avanços
considerando “tecnologias verdes”. Cerca de 57% dos entrevistados
brasileiros não têm um programa de pesquisa e desenvolvimento (‘R&D’)
ou sequer planos para criar um em breve no País. No entanto, metade
(49%) dos entrevistados descreve como “muito boa” ou “excelente”, a
capacidade dos negócios baseados no Brasil de se integrarem com as
últimas tecnologias internacionais.
Isso indica que melhor educação,
infraestrutura e investimentos em pesquisas e desenvolvimento (P&D),
além de relações mais próximas entre empresas e universidades,
resultariam automaticamente em impactos positivos em inovação. Dito
isso, os negócios já ultrapassaram barreiras, desenvolvendo
tecnologias ambientais e agrícolas que hoje já estão sendo exportadas
para todo o planeta.
O reconhecimento internacional das
empresas brasileiras está melhorando, principalmente na China. Mas o
estudo mostra que as empresas brasileiras ainda sofrem com baixo
reconhecimento em outros países. Exceto algumas empresas muito
conhecidas, as marcas brasileiras ainda falham neste quesito: 84% dos
entrevistados afirmaram que marcas brasileiras não são muito
reconhecidas ou muito consideradas em outros países. Apenas 3% dos
entrevistados americanos acreditam que as marcas brasileiras são
altamente reconhecidas e consideradas. Contudo, a percepção das
marcas brasileiras entre os entrevistados chineses muda, com quase um
quarto dos respondentes (24%) recebendo os produtos brasileiros
deforma acalorada.
Brazil unbound: How investors see
Brazil and Brazil sees the world é um estudo da Economist
Intelligence Unit (EIU), patrocinado pelo HSBC. O estudo é baseado em
entrevistas com especialistas e analistas, previsões da EIU e
entrevistas com executivos de 536 companhias de 18 setores, entre
abril e maio de 2010. Cerca de um terço dos entrevistados estão no
Brasil, 11% na América Latina, 20% na Ásia, 15% na América do Norte e
12% na Europa Ocidental. Cerca de 41% das companhias obtiveram
faturamento anual superior a US$ 500 milhões e 22% acima de US$ 1
bilhão. Em termos de senioridade, 58% dos respondentes são
autoexecutivos ou membros dos conselhos de administração das
empresas.
2 – Programa de Intercâmbio
Cultural do HSBC
O HSBC estimula o entendimento e a
aceitação de diferentes culturas de todo o mundo via seu Programa de
Intercâmbio Cultural. Como provedor internacional de serviços
financeiros, o HSBC trabalha com os seus clientes em 88 países ao
redor do planeta, reforçando a troca de idéias entre diferentes
culturas para gerar e fortalecer relações de negócios. Desde o seu
lançamento em 2008, o programa englobou culturas (no sentido mais
amplo do termo) em mais de 25 países: de artes à culinária, de
linguagem à literatura e dança, arte de rua e todos os tipos de
música.
www.hsbc.com/culturalexchange. Em 2010, o foco do Programa é “O
Brasil, celebrando a nação que deverá ser a quinta maior economia do
mundo até 2025”.
Brazil unbound: How investors see
Brazil and Brazil sees the world faz parte do HSBC Festival Brazil,
uma celebração internacional da cultura e da economia brasileira. O
foco dessa celebração é o Festival Brazil, no Southbank Centre – um
festival de três meses com o melhor da música, teatro, literatura e
artes visuais do Brasil criado em parceria com o HSBC
3 – HSBC Holdings
HSBC Holdings, controladora do Grupo
HSBC, está sediada em Londres. O Grupo atende clientes em todo o
mundo, com cerca de 8 mil escritórios em 88 países e territórios na
Europa, Ásia, Américas, Oriente Médio e África. Com ativos totais de
US$ 2,4 trilhões em dezembro de 2009, o HSBC é um dos maiores bancos
do mundo. Também é conhecido globalmente como o “banco local do
mundo”.
A lição da Jabulani
A FIFA - Federação Internacional de
Futebol - assumiu publicamente que realizará testes na contestada e
temida Jabulani, logo após o término da Copa. Torcem o goleiro inglês
e o argelino, os quais terão um álibi poderoso aos frangos cometidos.
O mesmo se aplicará aos atacantes e cobradores oficiais pela falta de
pontaria, popularmente conhecida como “pé torto”.
Análises prévias, feitas por
laboratórios independentes, demonstraram que a bola é mais esférica e
superior tecnicamente às anteriores, fato que não trouxe benefícios
adicionais aos jogos, muito pelo contrário. Creio que nem o gigante
fabricante alemão de materiais esportivo esperava tanta divulgação
negativa, apesar da estratégia de marketing utilizada para
promovê-la. Batizada como “celebrar” no dialeto africano zulu,
repousa em berço esplêndido antes do início de cada partida.
Nem os mais céticos acreditariam que
não tenha havido verbas para testes de mercado ou em laboratório,
comuns antes de novos lançamentos. Sem entrar no mérito da questão,
gostaria de mencionar algumas técnicas simples, baratas e eficazes
para que às micros, pequenas e médias empresas possam lançar produtos
e serviços com segurança mínima de sucesso, evitando riscos
desnecessários e arranhões na imagem de sua companhia.
As inovações podem ser classificadas em
dois tipos. As radicais, as quais levam a quebra de paradigmas, e as
incrementais, baseadas em melhorias contínuas em um produto ou
serviço existente, através de sugestões ou observações de clientes. O
primeiro caso tem como características um ciclo de maturação mais
longo e grandes investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Também
exige maiores verbas publicitárias e promocionais em seu lançamento,
além de gastos eventuais com patentes. Bons exemplos são as drogas
desenvolvidas por conglomerados farmacêuticos. Alternativas
possíveis, porém pouco viáveis aos pequenos empreendedores.
Já as inovações incrementais podem e
devem ser realizadas por empresas de qualquer tamanho e segmento.
Serviços de atendimento ao cliente, pesquisas de satisfação,
sugestões de funcionários e críticas de clientes e fornecedores são
fontes inesgotáveis de boas idéias. Para que transformações ocorram,
a empresa deve estar atenta às vozes do mercado e disposta a colocar
em prática as mudanças necessárias. Um novo sabor ou aroma, o
redesenho de um produto, a oferta mais flexível de um serviço.
Diversas estratégias podem ser adotadas para testar as idéias, sem
comprometer o orçamento. Vejamos:
Grupos de controle: escolha duas
amostras representativas, ou seja, grupos de clientes para os quais
as mudanças serão significativas. Aplique uma pesquisa prévia,
verificando o grau de satisfação com relação ao item que será
modificado. Ofereça o produto ou serviço melhorado a somente um
grupo, deixando o outro com a oferta anterior. Compare ao final de um
período pré-determinado, eventuais aumentos nas vendas ou melhorias
no índice de satisfação. A quantidade de envolvidos e o tempo de
duração do teste dependerão do número de indivíduos afetados, e da
extensão ou duração das mudanças. O mesmo princípio pode ser aplicado
a uma área geográfica - bairro, cidade ou estado.
Pesquisas qualitativas: faça uma
segmentação dos seus clientes com base nas características mais
importantes para a empresa - idade, sexo ou renda no caso de pessoas
físicas - faturamento, segmento de mercado ou nível de serviço, para
a opção CNPJ. Monte grupos homogêneos entre dez e doze pessoas,
respeitando a segmentação proposta. Crie um cenário confortável,
deixando os clientes à vontade. Caso necessário, ofereça incentivos à
participação. Estabeleça um pré-roteiro, apresentando a situação
atual e as mudanças propostas. Gere discussão, fazendo perguntas e
estimulando a participação. Se possível, mostre e teste o produto em
uma situação real. Simule e crie protótipos fidedignos. Grave e filme
as discussões e reações, desde que previamente autorizadas.
Tenho certeza que após escutar seus
clientes e suas necessidades, realizar experiências com grupos de
controle e conduzir pesquisas qualitativas, você e sua empresa terão
uma percepção bem mais acurada das opiniões sobre seu novo produto ou
serviço, identificando eventuais pontos fracos e oportunidades de
melhoria.
Lembre-se que no final do dia, você
será o principal responsável pelo lançamento de uma eventual Jabulani.
Apesar da quebra de alguns paradigmas e recordes - o maior número de
empates sem gol em uma só rodada - Jabulani não pode ser classificada
como uma inovação radical, muito menos incremental. Que digam os
novos pernas-de-pau da África do Sul, os quais ao que tudo indica,
não tiveram tempo de testá-la antes da Copa.
Marcos Morita
Brasil depende dos países vizinhos
para receber status “livre da aftosa”
Dois terços do território brasileiro
estão livres da doença com vacinação
O Brasil é famoso por ter o território
livre da febre aftosa, porém, de acordo com Bernard Vallat,
diretor-geral da OIE (Organização Mundial de Saúde Animal) para o
país conseguir este status, principalmente no que diz respeito ao
rebanho bovino, dependerá do controle dos países vizinhos.
Hoje, dois terços do território
brasileiro estão livres da doença com vacinação. No entanto, ainda há
áreas fronteiriças que ainda são de alto risco. A meta para erradicar
a doença é até o final deste ano.
“As áreas de fronteira devem sempre
estar sob vigilância intensa para evitar a reintrodução do vírus no
território brasileiro”, explica a médica veterinária e tutora do
Portal Educação, Danielle Pereira.
Segundo o ministro da Agricultura,
Reinhold Stephanes, o governo está ajudando na imunização da doença
em países de fronteira, para acelerar a conquista do status livre com
vacinação por todo o país. Até agora, apenas o estado de Santa
Catarina recebeu o status de livre da febre aftosa no país.
Fonte: www.portaleducacao.com.br
Ingestão de vitamina A é deficiente
no Brasil
Mulheres e crianças são os grupos
mais afetados. Alimentação correta pode reduzir o uso de antibióticos
e antiinflamatórios.
Dificuldade de enxergar em ambientes
escuros, acne, facilidade para gripar, síndrome pré-menstrual e
atraso no crescimento podem sinalizar falta de vitamina A. Segundo o
Ministério da Saúde a deficiência atinge 12,3% das mulheres com idade
de 15 a 49 anos. Entre crianças com mais de 5 anos é de 17,4% e chega
a 21,6% na região Sudeste.
A falta de informação é o principal
problema no País. Um simples exame de sangue indica a insuficiência.
De acordo com o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio
Queiroz Neto, a alimentação correta inibe a evolução da maioria dos
distúrbios decorrentes do déficit de vitamina A e reduz o consumo de
medicamentos. “Quem não controla a alimentação acaba tendo de usar
mais antibióticos e antiinflamatórios, além de ficar exposto ao
agravamento das doenças”, comenta.
O especialista explica que isso
acontece porque a principal função da vitamina A é proteger nossa
imunidade e a integridade das mucosas. Quando o assunto é a saúde dos
olhos, ele diz que a deficiência predispõe à conjuntivite,
ressecamento da córnea e conjuntiva. O resultado é a formação de
cicatrizes que comprometem a visão.
Na retina, ressalta, ocorre o prejuízo
da síntese da rodopsina, um pigmento que responde pela capacidade de
adaptação à baixa luminosidade. É isso que origina a dificuldade de
enxergar em ambientes escuros ou cegueira noturna. O distúrbio pode
levar à perda definitiva da visão. O único tratamento é a reposição
da vitamina com suplementação e dieta adequada.
Excesso pode ser tóxico
Buscar suplementação por conta própria
pode ser arriscado, principalmente por tempo prolongado. Isso porque,
a vitamina A fica armazenada no fígado e é mais difícil de ser
eliminada. Os principais sintomas de toxidade são:
- Perda de cabelo e peso.
- Ressecamento da pele e mucosas.
- Anemia.
- Irritabilidade, fadiga e insônia.
Queiroz Neto diz que a quantidade a ser
ingerida depende das condições de saúde, sexo, idade e peso. Em
mulheres grávidas, exemplifica, a expansão do plasma reduz a
concentração de vitamina A. Por outro lado, estudos mostram que altas
doses durante a gestação podem causar defeitos congênitos no feto.
Conclusão:
O mais indicado para a maioria das
gestantes é a reposição dietética. A regra pode mudar entre mulheres
que antes da gravidez passaram por cirurgia bariatrica para perder peso. Isso porque, o
procedimento diminui a absorção de vários nutrientes, inclusive da
vitamina A.
Como melhorar a absorção
Estudos mostram que a
biodisponibilidade da vitamina A pré-formada dos alimentos de origem
animal varia entre 70% e 90%, contra 20% a 50% das provitaminas A
encontradas nos vegetais.
As principais fontes de origem animal
são: fígado, manteiga, queijo, leite integral, gema de ovo e peixe.
As de provitaminas A incluem as raízes
e frutas de cor amarela ou laranja e as folhas verdes.
Segundo Queiroz Neto a má absorção da
vitamina A pode ainda estar relacionada a problemas gastrintestinais,
dietas que restringem o consumo de proteínas ou gorduras e à
dificuldade de assimilação de gorduras decorrente de doença celíaca
ou hepatite. Algumas combinações podem potencializar ou reduzir a
absorção.
Combinação potencializadora:
Com fontes de vitamina E (óleos
vegetais, grãos integrais, nozes).
Com fontes de vitamina D: banhos de
sol, óleo de fígado de peixe e cereais fortificados.
Combinação redutora:
Com frutas cítricas: laranja, limão,
abacaxi.
Receita da ONU contra a Fome: Comer
insetos*
Em fevereiro de 2010 falamos sobre a
fome no mundo e mostramos que de acordo com a FAO (Food and
Agricultural Organization), órgão das Nações Unidas, tivemos em 2009,
mais de um bilhão de pessoas no mundo passando fome. Esta, sem
dúvida, é a maior vergonha para o planeta. Também de acordo com a ONU
e a UNICEF, temos entre 9-10 milhões de pessoas que morrem de fome
por ano, sendo a principal causa de mortalidade no mundo. Vamos
reproduzir o quadro já publicado para lembrar nossos leitores sobre
esta vergonha do nosso mundo.
Causas de Morte no Mundo
Mortes por Ano
Mortes por dia
Mortes por hora
Fome
9-10 milhões
26.000
1.100
A fome é como uma doença que afeta uma classe bem definida: aquela
que não tem o mínimo recurso para pagar pela comida! Ela não afeta
todas as classes da sociedade e nem todos os países.
Continuando, a ONU e a FAO divulgaram, recentemente, um
documento incentivando a população ao consumo de insetos, pois, além
de altamente nutritivos, ainda vão colaborar com a melhoria das
colheitas, já que grande parte é perdida pelos insetos. Este
documento de autoria do professor Arnold van Huis, da Universidade da
Holanda e consultor da FAO e da ONU, diz que comer insetos tem muitas
vantagens, como o alto nível de proteínas e vitaminas.
Diz ainda que existem muitos países
onde já se comem insetos sem nenhum preconceito. Vai além e compara
com a gastronomia de países ricos onde se come camarão em
restaurantes finos, o que, na sua visão, nada mais é do que um tipo
de inseto. Diz que no futuro não haverá carne para todos e a saída é
disseminar o consumo de insetos, prática atualmente comum entre os
que não têm o que comer.
O problema na essência é a falta de
condição mínima para comprar comida, seja carne de frango ou de
verme. Isto hoje já é desta forma, ou seja, países paupérrimos comem
insetos porque não tem condições de obter coisa melhor. O problema é
que esta miséria institucionalizada é aceita e, portanto, vamos fazer
fazendas de vermes para os que não têm condições de pagar por um
alimento melhor. Não questiono o valor nutricional dos insetos ou a
intenção de dar um alimento para quem nada tem, mas o princípio da
desigualdade. Sei também que sempre foi assim, mas não concordo que
tenha que ser desta forma no futuro. Algo tem que mudar neste mundo!
Temos que acabar com a miséria e não
criar mecanismos para perpetuá-la. Eu não consigo imaginar um futuro
com carnes nobres para os ricos e insetos para os pobres, apesar de
saber que hoje é desta forma.
Este estudo também propõe a criação de
“fazendas de criação de insetos” para o consumo humano nos países
pobres e sugere que se vá adicionando pouco a pouco os insetos
misturados com carnes de frango ou outras, para criar o hábito e
abaixar o custo das refeições. São citados alguns locais onde já se
comem insetos, como um exemplo para o mundo:
Tailândia – formigas e besouros
Colômbia – formigas fritas
Nova Guiné – sagu de larvas
África – cupins e vermes de todos os tipos
Japão – larvas diversas
México – minhocas e gafanhotos fritos
Camboja – aranhas tarântulas empanadas e fritas
África do Sul – mingau de gafanhotos
Já nos EUA, Europa e países ricos, comem-se camarões!
Vejo que o problema essencial é a miséria e o tremendo desnível
econômico entre os homens, que faz com que alguns tenham que se
alimentar de insetos por não ter condições de comer algo melhor.
Neste momento sinto muito nojo! Não dos insetos, mas sim dos homens
que dirigem o mundo, convivem com estas desigualdades e se preocupam
com sua perpetuação.
Célio Pezza
Índia é o país dos BRICs com câmbio
mais livre, informa estudo da CNI
A crise econômica internacional expôs
as diferenças na forma como Brasil, Rússia, Índia e China – os BRICS
- conduzem a política de câmbio. Nos últimos dois anos, entre maio de
2008 e maio de 2010, a Índia foi o único entre os BRICS a apresentar
um câmbio com pouca interferência do governo para promover a
valorização ou a desvalorização da moeda. As informações estão na
Nota Econômica intitulada Regimes cambiais dos BRICs revelam
diferentes graus de intervenção no câmbio, feita pela Confederação
Nacional da Indústria (CNI). O estudo estabelece um cálculo para o
índice de intervenção no câmbio nos quatro países.
De acordo com a nota, o índice médio de
intervenção no câmbio da Índia foi de 0,048 pontos nos últimos 24
meses, o mais baixo entre os BRICS. No mesmo período, o índice médio
de intervenção do Brasil foi de 0,514 ponto, o da Rússia foi de 0,708
ponto e o da China foi de 0,886 ponto. O índice varia de zero, quando
a flutuação é totalmente livre, a um, quando o câmbio é fixo.
O economista da CNI, Marcelo de Ávila,
explica que a crise econômica internacional teve menor impacto sobre
a Índia e, portanto, não gerou fuga de capitais daquele país nas
mesmas proporções de países como no Brasil e na Rússia. Os
investidores estrangeiros continuaram a apostar na Índia, que passou
pela crise sem precisar controlar o câmbio. “Há alguma intervenção no
câmbio da Índia no início da crise internacional, entre junho e
outubro de 2008, mas, em seguida, o câmbio voltou a ser livre. Isso
porque a Índia sofreu menos com a crise internacional e, portanto,
não sofreu fugas de capital”, analisa Ávila.
O Produto Interno Bruto (PIB) da Índia
não foi tão afetado pela a crise internacional, que foi marcada pela
restrição do crédito e reduziu a produção industrial. Segundo Ávila,
a Índia sofreu menos com a crise porque a economia indiana é mais
intensiva em serviços.
TURBULÊNCIA NOS MERCADOS – A crise
internacional mostrou, portanto, que o mercado de câmbio indiano foi
menos volátil à crise internacional do que o do Brasil e o da Rússia.
Essa volatilidade é mostrada por outro índice calculado pela CNI no
estudo, o índice de turbulência dos mercados cambiais dos BRICs.
Quanto maior o índice, maior será o nível de turbulência da taxa de
câmbio de um país.
A média do índice de turbulência da
Índia foi de 0,020 ponto entre maio de 2008 e maio de 2010. Esse
número só foi um pouco maior do que o da China, cujo índice médio no
período foi de 0,018 ponto. Mas a China tem um câmbio praticamente
fixo. “Tanta intervenção no câmbio da China contribuiu para um baixo
índice de turbulência”, observa Ávila.
Ele lembra que a China aumentou suas
reservas internacionais em US$ 643 bilhões nos últimos 24 meses, o
que representa quase três vezes o estoque total de reservas
brasileiras.
O mercado de câmbio que apresentou a
maior turbulência com a crise foi o da Rússia, com um índice médio de
0,150 ponto. Depois veio o Brasil, com um índice médio de 0,074
ponto. “A Rússia é um país com transição de regime e problemas
estruturais, que ainda causa insegurança jurídica”, acrescenta Ávila.
Em uma situação de crise, portanto, a Rússia está mais suscetível ao
humor do mercado. Os investidores internacionais, neste caso, tendem
a ser menos impacientes em um cenário adverso e retiram os recursos
do país.
O índice do Brasil é reflexo dos
efeitos da crise no país. Para evitar maiores turbulências, o
governo interveio com frequência no mercado de câmbio. “A crise no
país gerou insegurança dos investidores e fuga de capitais. Mas a
economia brasileira conseguiu se recuperar mais rapidamente que a
Rússia. O Brasil tem indicadores de inflação sob controle,
crescimento mais acelerado da economia, uma dívida pública bem
administrada – apesar do aumento de gastos do governo – e um cenário
de negócios mais favorável do que a Rússia”, compara Ávila.
País tem recorde de geração de
empregos
Momento é oportuno, porém mão de
obra qualificada ainda é entrave para o crescimento
Após ter saído com poucas feridas da
crise em 2009, o Brasil registra um crescimento econômico
surpreendente e tem, atualmente, uma taxa de empregabilidade
condizente ao momento financeiro do país. De acordo com o Ministério
do Trabalho e Emprego, apenas no primeiro semestre deste ano, foram
gerados no Brasil mais de 1,4 milhão de empregos formais – 212.952 só
no mês de junho.
No entanto, economistas observam que a
escassez de profissionais qualificados tem dificultado o crescimento
do país. “A falta de qualificação pode ser observada em todos os
níveis de emprego, o que provoca um entrave na economia brasileira.
Se o país não tiver condições de capacitar sua população,
continuaremos atrás das grandes economias mundiais”, Eduardo Cicconi,
economista e coordenador do curso de Pós-Graduação em Gestão de
Finanças, na Faculdade Armando Álvares Penteado (FAAP), em Ribeirão
Preto (SP).
Atentas às oportunidades geradas por
esta lacuna educacional, as escolas de cursos profissionalizantes têm
crescido cada vez mais, pois oferecem programas rápidos de
qualificação a preços atraentes e, na maioria das vezes, são portas
de entrada para o mercado de trabalho.
Segundo pesquisa publicada pela Rizzo
Franchise - empresa que há mais de 20 anos realiza estudos sobre o
franchising na economia do Brasil e da América Latina – o setor de
ensino profissionalizante é o que mais deve crescer no ano de 2010.
Só no ano passado, o crescimento foi de
26% em relação a 2008, e, para este ano, o aumento esperado é de 34%.
Este número representa o triplo do crescimento projetado para o
mercado de franchising, que será de 13%.
Uma das franquias que tem se destacado
neste segmento é o Instituto Embelleze, maior rede de capacitação
profissional na área da beleza, que formou, apenas no ano de 2009,
mais de 75 mil pessoas para atuar em diferentes profissões, como
cabeleireiros, manicures, depiladores e maquiadores. “Não é preciso
que o interessado invista uma quantia exorbitante para sua
qualificação. O treinamento que oferecemos se destaca justamente por
isso, capacita o profissional em um curto prazo, com qualidade e
preços acessíveis”, afirma Paulo Tanoue, principal executivo do
Instituto Embelleze.
Com mais de 250 franquias espalhadas em
80% das regiões brasileiras, o Instituto Embelleze habilita homens e
mulheres, que tenham concluído no mínimo a 5ª série do ensino
fundamental, para atuar em um dos segmentos que mais cresce no
Brasil. “O setor de beleza vem se expandindo no país de forma
expressiva e, consequentemente, muitas oportunidades de empregos
também vêm se abrindo. Os que souberem aproveitar o momento e
preparar-se, com uma habilitação profissional, certamente encontrarão
seu espaço no mercado, seja como dono do seu próprio negócio ou como
funcionário de uma empresa”, ressalta Tanoue.
Outra rede que tem conquistado espaço
na área de qualificação profissional é a Mais Cursos Interativos. Seu
pioneiro método de ensino se adequou às necessidades do público C e
D, que procura por rapidez, praticidade e baixo custo. Um dos
exemplos de sucesso é a franquia de Teixeira de Freitas (BA), que,
com menos de três meses de funcionamento, possui mais de mil alunos
matriculados, e conta ainda com uma lista de espera para futuras
inscrições.
“O desenvolvimento econômico traz com
ele a necessidade de garantir conhecimento teórico e prático, e isso
ocorre em qualquer profissão. Nosso método tem obtido sucesso por ser
interativo e flexível, o que permite às pessoas adquirirem esse
conhecimento em qualquer horário, sem a necessidade de formação de
turmas”, diz Ana Maria Amaral, executiva da empresa.
Atuando a apenas um ano no sistema de
franquias de educação profissionalizante e de informática, a Mais
possui 4.550 alunos matriculados até o momento, lançando no mercado
técnicos em vendas, secretários, web designers, operadores de
telemarketing, assistentes administrativos e técnicos em informática.
São Paulo estuda incentivo para
inclusão de deficientes
O governo paulista estuda a
possibilidade de conceder incentivos fiscais (redução de tributos)
para empresas que comprarem produtos e equipamentos tecnológicos que
facilitem a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de
trabalho. A desoneração, já em estudo pelas secretarias dos Direitos
da Pessoa com Deficiência e da Fazenda paulista, será anunciada no
próximo semestre.
No Estado de São Paulo, 102.998 pessoas
com deficiência somente estão empregadas por causa da fiscalização do
Ministério do Trabalho no período de 2000 a 2009. "É que a lei nº
8.213, de julho de 1991, conhecida como Lei de Cotas, determina que
empresas com cem ou mais empregados reservem de 2% a 5% de suas vagas
a deficientes. Se não cumprem a lei, são multadas", comenta Marcos
Biasioli, advogado especializado em Direito do Terceiro Setor e
titular da M.Biasioli Advogados.
A lista dos produtos que podem ser
beneficiados por essa desoneração ainda não está fechada. Entre as
possibilidades estão leitores de tela, scanners para deficientes
visuais, impressoras especiais para imprimir textos em braile e
folheadores eletrônicos para auxiliar pessoas com dificuldade para
manusear papéis e documentos.
Pesquisa Amcham indica caminhos para
desburocratizar o Brasil
O empresariado brasileiro, em pesquisa
realizada pela Amcham com apoio do Ibope, apontou formas para
diminuir os entraves burocráticos no Brasil que impõem altos custos
de transação a seus negócios. Para 31%, o governo deve aperfeiçoar
programas, ações e processos com base principalmente em eliminação de
redundâncias e aumento da eficiência da gestão; punições mais rápidas
e eficazes aos infratores e menor espaço à corrupção; diminuição do
tamanho do Estado; e simplificação da forma de arrecadação.
Mudanças na legislação e regulamentação
são defendidas por 27%, especialmente no que diz respeito a recriação
de um Ministério de Desburocratização; políticas unificadas definidas
pela União e implementadas sem exceção por estados e municípios; e
reformas tributária, trabalhista, política e previdenciária. Outros
14% avaliam que é preciso alterar e eliminar tributos, e 12% dizem
que o governo deveria fazer uso mais intensivo de tecnologias,
integrando sistemas e utilizando certificações digitais.
A pesquisa integra o projeto
“Competitividade Brasil – Custos de Transação” e foi anunciada na
abertura do quarto seminário do programa, que debateu a “Descomplicar
o que for possível pelo Executivo” na sede da Amcham-São Paulo em
03/08. No processo de sondagem, entre 28/04 e 17/05, foram ouvidos
211 altos executivos de companhias dos mais variados portes e setores
localizadas em dez cidades do País.
Papel da iniciativa privada
O levantamento mostra também como o
empresariado pode contribuir para diminuir a complexidade burocrática
no País. Para 46% dos ouvidos, as empresas devem intensificar as
relações com o Estado, fiscalizando e dando sugestões ao governo e ao
Congresso, trabalhando contra a sonegação e a informalidade, e ainda
participando de consultas públicas. Outros 17% afirmam que as
companhias podem usar mais tecnologias, assumindo gestão de
informações que deveria ser executada pelo governo e atribuições dos
cartórios, e ampliando o envio e recebimento de dados
eletronicamente. Há ainda uma parcela de 3% dos ouvidos para os quais
é importante exercer pressão sobre os parlamentares para que promovam
reformas.
Outras formas de atuação citadas são a
participação em associações de classe; o desenvolvimento de
benchmarks com concorrentes globais e até o direcionamento de
investimentos a países com menos custos relacionados à burocracia.
Cenário emperrado
A pesquisa da Amcham aponta que para
91% dos empresários há grandes entraves burocráticos no Brasil, sendo
os principais: tempo exigido para o cumprimento das obrigações (o
mais crítico para 28%); necessidade de emissão de diferentes
certidões e documentos (27%); custos gerados pelos trâmites (27%); e
falta de clareza dos procedimentos (18%).
Dentre os tipos de burocracia que mais
emperram a concretização de negócios pelas companhias, estão
exigências de documentos relacionados a juntas comerciais, alteração
de contrato social e nomeação de diretores (43%); de procedimentos
ligados a regras de contabilização de operações (39%); e de certidões
e atestados para transações imobiliárias (10%).
Para os empresários, o nível de governo
mais responsável pela burocracia no País é o federal (67%), seguido
pelo estadual (20%) e pelo municipal (7%). Para 77% dos
entrevistados, haveria possibilidade de unificação de procedimentos
das três esferas.
A maior parte dos pesquisados (58%)
analisa ainda que o nível de controle e fiscalização por parte dos
governos é excessivo. Em contrapartida, 21% julgam insuficiente e
19%, adequado.
Impacto nos negócios
O estudo também buscou mensurar os
impactos negativos da burocracia nas organizações. As empresas têm
que contratar profissionais específicos para manter as atividades
formalizadas e regularizadas. Esses especialistas representam, em
média, 25% do total de funcionários contratados. O montante anual
gasto pelas companhias para dar conta de todos os procedimentos soma,
na média, R$ 263 mil, sendo que 21% direcionam até R$ 30 mil ao ano;
37% alocam entre R$ 30 mil e R$ 300 mil; e 20% aplicam mais de R$ 300
mil.
O empresariado indica, por fim, que,
caso fosse possível eliminar toda a burocracia, a lucratividade
poderia ser significativamente ampliada. Para 39%, esse aumento seria
entre três e dez pontos percentuais; e para 23%, de mais de dez
pontos percentuais.
Fonte: Amcham (Câmara Americana
de Comércio)
Quebra de patente, remédio para
todos os males?
A propriedade intelectual sempre foi
respeitada por todos os povos. Desde a Grécia antiga já cultuava-se o
direito de invenção, que conferia ao inventor proteção contra a
apropriação indevida do fruto de sua atividade intelectual.
Nos tempos modernos a defesa da
propriedade intelectual advém da metade do século XIX, com a
assinatura do Tratado de Paris.
O Brasil, como um dos signatários do
Tratado sempre primou no combate a aquilo que recentemente costuma-se
chamar de pirataria, um problema endêmico no país, que não se esforça
para combater, pois envolve grande parte de desempregados, que são ao
mesmo tempo eleitores.
Os camelódromos estão aí, para não nos
deixar mentir, pois existem em quase todas as cidades do país.
A pirataria no Brasil não é só um fato
consumado, ela é institucional e é vitaminada pelo próprio governo.
Há pouquíssimo tempo atrás, o governo
anunciou, como já se tornou comum, a “quebra da patente” de um
medicamento destinado a quem é acometido de disfunção erétil (!), o
Viagra de propriedade intelectual do laboratório Pfizer, que só é
vendido em casos especiais e com receita.
Ao anunciar aos quatro ventos e às
cinco mídias tal façanha, o governo dá a entender que “peitou” uma
multinacional e que vai permitir que o brasileiro consuma remédio
mais barato, o que é uma balela.
Primeiramente, porque somente com a
“quebra da patente”, sem uma ajuda substancial e paga do detentor da
propriedade intelectual, não seria possível que qualquer laboratório
de imediato, produzisse um produto análogo ao que teve a “patente
quebrada”.
O “know how” continua a pertencer ao
inventor. E quebra realmente não há.
O que as indústrias farmacêuticas fazem
na maioria das vezes é vender ou ceder em troca de royalties a
fórmula para a fabricação do produto, fazendo com que o remédio que
teve a “patente quebrada” ganhe um concorrente numa primeira fase
mais barato e que irá vender teoricamente muito mais.
Usa-se uma ferramenta de marketing para
vender remédios!
O Brasil deveria seguir o exemplo da
Índia no caso dos produtos farmacêuticos. Ao invés de ficar
cultivando essa idéia terceiro-mundista de “desafiar” as gigantes da
indústria farmacêutica, investir pesado em pesquisa e aí sim,
comemorar verdadeiras conquistas no setor.
Enquanto isso não acontece, o governo
deveria pelo menos investigar o que ocorre no setor dos genéricos,
que quando apareceram tinham por fim baratear o preço dos remédios e
não foi o que aconteceu.
Genéricos, similares e remédios de
linha estão com preços mais ou menos alinhados, o que é
injustificável.
Como também é inexplicável e
inaceitável que os fabricantes de genéricos ostentem caríssimas
propagandas em estádios e camisas de times de futebol, exteriorizando
uma riqueza que não se coaduna com a missão a eles destinada.
Uma investigação sobre os laboratórios
que atuam no Brasil para avaliar como funcionam e qual o parâmetro
utilizado para a fixação de preços seria muito melhor recebida pela
população, do que anúncio de “quebra de patente” feito aos quatro
ventos e às quatro mídias.
Talvez, uma Comissão Parlamentar de
Inquérito resolvesse o problema e daria por certo ao governo um
retorno muito maior em termos de popularidade.
Anunciar a absurda “quebra da patente”
do Viagra, talvez pensando ter achado a vitamina que iria turbinar
seu desempenho neste fim de mandato, pode ser um grande equívoco; se
tal ferramenta vai funcionar, só esperando para ver.
Luiz Bosco Sardinha Machado
Óculos de baixo custo: por que o
Brasil ainda não desenvolveu seu próprio modelo?
Como a AIDS, a malária e outras
tantas doenças custam milhões de vidas todos os anos, preocupar-se
com a visão das pessoas pode parecer algo menor ou menos importante.
Mas não é...
O fornecimento gratuito de óculos para
os mais pobres pode ser um dos investimentos mais importantes para
assegurar o desenvolvimento dos países mais pobres e da capacidade
laboral de seus trabalhadores. Nos cantos mais remotos e pobres do
planeta, milhões de pessoas não têm acesso a lentes corretivas, o que
lhes permitiria conduzir melhor suas vidas, de maneira mais
produtiva.
Um estudo publicado, recentemente, pela
Organização Mundial da Saúde, OMS, estimou o custo da produção
laboral perdida devido a problemas de visão: 269 bilhões de dólares
por ano. Além da perda da capacidade de trabalho, os problemas de
visão contribuem para o aumento expressivo da cegueira evitável nos
trabalhadores.
Hoje, os esforços da OMS e de diversos
pesquisadores estão voltados para a busca de encontrar meios de
distribuição de óculos de baixo custo, em grande escala. Uma
tecnologia promissora é a dos óculos auto-ajustáveis, que permitem
que os próprios usuários consigam definir o seu foco, em menos de um
minuto, reduzindo, assim, a necessidade de oftalmologistas
capacitados, que raramente são encontrados na África e em muitas
partes da Ásia. Embora os óculos ajustáveis não possam ser úteis em
casos de astigmatismo, pelo menos 80 % dos demais erros refrativos
podem ser corrigidos com o emprego desta tecnologia.
Modelos disponíveis no mercado
Hoje, três opções de óculos ajustáveis
de baixo custo estão disponíveis no mercado. A mais antiga delas, uma
invenção britânica chamada AdSpecs, vem atraindo a atenção da mídia
há mais de uma década. Os óculos permitem que o foco seja ajustado
por meio de um líquido claro injetado nas lentes. Seu inventor,
Joshua Silver, professor de Física da Universidade de Oxford, dirige
um instituto de pesquisa: o Center for Vision in the Developing World.
Desde o lançamento dos óculos, em 1996, Silver fixou a meta de
distribuir um bilhão de pares de óculos de baixo custo, até 2020. Até
agora, a entidade já distribuiu cerca de 30 mil AdSpecs, que têm o
custo 19 dólares cada par.
Um grupo de holandeses, criadores da
The
Focus on Vision Foundation também produz óculos de baixo custo,
batizados de Focusspec, por cerca de 4 dólares o par. Os fundadores
do grupo afirmam que o preço irá cair substancialmente quando as
lentes começarem a ser produzidas em grande quantidade. A Fundação
planeja distribuir cerca de 30.000 pares de seus óculos de baixo
custo, neste ano, no Afeganistão, em Gana e na Tanzânia.
O terceiro modelo de óculos de baixo
custo, também holandês, é chamado de U-Specs . Está sendo
desenvolvido pela VU University Medical Center em parceria com uma
organização do terceiro setor, a D.O.B. Foundation.
Diferenças à parte, ingleses,
holandeses e a comunidade científica concordam num ponto: o mundo
precisa de um projeto viável de óculos de baixo custo, que possa ser
reproduzido em larga escala. Por enquanto, nenhuma das empresas
envolvidas no projeto é capaz de atender esta demanda, mas todas se
consideram capazes de fornecer milhões ou mesmo bilhões de óculos de
baixo custo aos países em desenvolvimento. Vamos ver...
A falta crônica de óculos no Brasil
Que cegueira e pobreza andam junto, o
Brasil já sabe. E um estudo feito pelo Conselho Brasileiro de
Oftalmologia (CBO) reflete bem esta triste realidade: 90% das
pessoas atingidas pela cegueira no país são de baixa renda.
Do total de 1,1 milhão de cegos
existentes, hoje, no Brasil, a grande maioria, está na
população mais pobre. Ainda segundo o CBO, as duas
principais causas de cegueira evitável ou curável na América Latina,
em geral, e no Brasil, em particular, são: a catarata e a falta de
óculos.
Segundo a pesquisa do CBO, no Brasil
não há falta de oftalmologistas, contamos com um número adequado de
profissionais. “O que motiva a cegueira evitável é a falta de
recursos da população mais pobre e o alto preço dos óculos. É muito
frustrante para o oftalmologista que trabalha em locais mais remotos
e carentes atender um paciente, diagnosticar o seu problema e, meses
depois, atendê-lo novamente, com o problema agravado porque o
paciente não teve condições de comprar os óculos prescristos”, diz o
oftalmologista Virgilio Centurion, diretor do IMO, Instituto de
Moléstias Oculares.
“O ideal seria que o Brasil
desenvolvesse o seu próprio modelo de óculos de baixo custo,
permitindo que o próprio Sistema Único de Saúde, SUS, pudesse
distribuí-lo à população. O importante é que os oftalmologistas
brasileiros continuem falando sobre o tema e sensibilizando o
governo, visando, assim, possibilitar a aquisição de óculos por
todos os que precisam”, defende Centurion.
A cegueira provocada pela catarata
Ainda segundo a pesquisa do CBO, por
falta de informação e de acesso à medicina e à tecnologia, a região
brasileira que apresenta o maior número de pessoas com catarata é a
Nordeste. Já o glaucoma é encontrado nos estados que têm maior
população negra, como a Bahia. “O maior problema da associação de
falta de recursos e pobreza é a desinformação. As pessoas não sabem
que existem doenças que causam a cegueira irreversível, que podem ser
tratadas, antes que a cegueira definitiva esteja instalada”, afirma o
oftalmologista Eduardo de Lucca, que também integra o corpo clínico
do IMO.
“Além da abordagem usual sobre as
causas de cegueira com maior prevalência: catarata, glaucoma,
degeneração macular relacionada à idade, retinopatia diabética,
precisamos levar em consideração o custo social da cegueira, ou seja,
a expectativa de vida e o tempo de vida que os pacientes viverão
cegos”, defende Eduardo de Lucca.
O levantamento dos agravos oculares na
população é o primeiro passo para se identificar prioridades e
estratégias dos gestores de saúde, políticos, pesquisadores e médicos
interessados no combate à cegueira. “Evoluímos ao ponto de a
cirurgia de catarata, que antes se restringia a devolver a 'visão
possível' aos pacientes se tornar um procedimento que tenta
libertá-los também do uso de óculos após a cirurgia. Já podemos
restaurar a visão, sem a necessidade de lentes oftálmicas após a
cirurgia. Diante de tamanhos avanços e facilidades terapêuticas, é
muito difícil aceitar passivamente que um idoso ainda fique cego por
falta de acesso ao tratamento apropriado da catarata”, diz o
oftalmologista.
Cubram-se com os seus véus!
Em 13 de Julho de 2010 um projeto de
Lei nº 524, que entrará em vigor em seis meses após a sua
promulgação, foi aprovado na França. Este projeto proíbe o uso da
burqa (vestimenta islâmica usada no Afeganistão e no Paquistão) e do
niqab (mais usado na península árabe) em vias públicas, em lugares
abertos ao público e os destinados aos serviços públicos.
Cabe refletir se este projeto garante
autonomia às mulheres muçulmanas. Certamente que não! Considerar que
toda mulher que usa burqa ou niqab são submissas e devem ser "salvas"
pelos ocidentais é tão violento quanto obrigá-las a usar tal
vestimenta. É importante dizer, que o véu não subtrai o pensamento, e
a ausência dele não é significado de autonomia. Na França vivem mais
de cinco milhões de muçulmanos, mais ou menos duas mil mulheres usam
essas vestimentas (burqa e niqab), o que não justifica tal reação. Ao
fazer tais proibições estamos deixando de reconhecer e de respeitar
às diferenças étnicas e religiosas. A desculpa de proteger essas
mulheres não convence à comunidade, nem os Direitos Humanos.
São dois os motivos para proibição do
uso dessas vestimentas em público: por questão de segurança
(associando o uso da burqa e do niqab ao terrorismo) e o outro motivo
refere-se em termos de tradições e costumes de um país (liberdade das
mulheres), como acontece na França. A proibição ao uso dessas
vestimentas islâmicas tenta esconder um certo "discurso
civilizacional" e "ideológico".
A polêmica sobre o uso do véu na França
não é recente. Em 1989 o colégio Gabriel Havez teria proibido suas
alunas muçulmanas de usarem hijab. Atitude essa que foi recebida com
muito protesto. Em luta pelo direito de usar o véu como ocorreu na
França em 1989, jovens muçulmanas, que estudavam no colégio saíram em
passeata pelas ruas de Paris. A proibição fez com que mais meninas
passassem a usar o hijab em sinal de demonstração da sua identidade.
Após o atentado terrorista ao World
Trade Center em 11 de Setembro de 2001, o Islã virou foco da mídia, e
da comunidade intelectual, mas é possível constatar o crescimento da
religião neste período, pude constatar o crescimento de revertidos à
religião, sendo que a maioria dessas reversões foi feitas por
mulheres. Essas brasileiras, como bem afirmou, no vídeo, Vozes do
Islã, Nadia Hussein "não se sentem oprimidas pelo véu".
Sabemos, portanto, que o uso de burqas
e niqab são designados por grupos muçulmanos que interpretam a
determinação alcorânica de forma extrema, mas também, não seria
conveniente avaliar que há aceitação por parte de mulheres que
acreditam que essa seja a forma correta de se apresentarem
publicamente e de demonstrarem a sua adoração a Deus? Por que quando
se trata da religião dos outros, somos intolerantes? É preciso
considerar que o desejo de liberdade e de libertação é histórico e
situado.
A vestimenta islâmica usada pelas
mulheres significa: a modéstia, estar conectado com a sua família,
demonstra o orgulho que essas mulheres sentem da sua comunidade, da
sua família. Deixar de usar a burqa (niqab, xador, hijab) pode
significar um estranhamento muito grande dos laços de parentesco.
Então, considerar a ocidentalização como alguma coisa boa, pode ser
um grande erro, que pode deixar sequelas na vida dessas mulheres,
como por exemplo, limitar a circulação dessas mulheres ao espaço
doméstico, pois agora estão proibidas de saírem às ruas com as suas
vestimentas. É importante considerar que o sentido do self, as
aspirações e os projetos dessas mulheres foram constituídos no seio
de tradições não liberais. E exigir que elas tenham a mesma visão de
mundo, de pessoa, de comunidade dos outros é querer uma
homogeneização social que não existe, pois se a diversidade cultural
existe, ela deve ser boa para gente pensar - parafraseado Claude
Lévi-Strauss - e para respeitar.
Francirosy Ferreira
Medicamentos falsos são consumidos
em grande quantidade no Brasil
De acordo com a Anvisa, 20% dos
remédios vendidos no país são falsos
Os brasileiros são os que mais consomem medicamentos falsos em todo o
mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) identifica nesta
categoria remédios pirateados, contrabandeados e aqueles que não têm
registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Esses números
preocupam a Anvisa, que pretende alertar a população sobre o mal de
consumir produtos falsificados.
De acordo com a Anvisa, 20% dos
remédios vendidos no país são falsos. Por isso os consumidores devem
ficar atentos às características da embalagem que certificam que o
produto não é falsificado ou irregular. Remédios falsos podem
provocar problemas de saúde, agravar sintomas que já existem e até
levar à morte.
Entre os itens de segurança estão a
caixa do medicamento, a raspadinha e o selo ou lacre que torna a
embalagem inviolável, tudo deve estar sempre fechado. No caso da
raspadinha, ela fica em uma das duas laterais da embalagem, possui
tinta reativa que não descasca e ao ser friccionada com objeto de
metal expõe a palavra “qualidade” e a logomarca da empresa. Outra
observação importante é verificar se a embalagem não foi violada e
está em boas condições.
“Distinguir um medicamento verdadeiro
de um falsificado, embora possa parecer simples, pode confundir o
consumidor ao ter de lembrar-se de todos os detalhes que demonstram a
originalidade do produto, daí a importância imprescindível de
solicitar a presença do farmacêutico na farmácia, que deverá
esclarecer com propriedade todas as dúvidas relacionadas ao remédio e
sua procedência”, completa a tutora do Portal Educação, Carolina Marlien.
Para identificar um medicamento
verdadeiro as pessoas podem observar nas embalagens o nome comercial
do medicamento, denominação genérica da substância ativa, nome,
endereço e CNPJ do detentor de registro no Brasil, bem como o nome do
fabricante e local de fabricação do produto. Outro ponto a ser
observado é a data de fabricação e validade. No medicamento deve
constar também o número do lote, o telefone do Serviço de Atendimento
ao Consumidor (SAC), cuidados de conservação com indicação da faixa
de temperatura e condições de armazenamento e a sigla MS seguida do
número de registro no Ministério da Saúde. O registro inicia-se com o
número 1 e possui treze dígitos.
Vale a consciência do cidadão em não
adquirir medicamentos de ambulantes, em feiras ou pela Internet. O
consumo de medicamentos requer cuidado e deve sempre ser comprado em
farmácias e drogarias com a orientação do farmacêutico.
No caso de suspeita de produto falso, o
consumidor pode fazer denúncia ao Procon do seu município ou procurar
a vigilância sanitária (Anvisa), que também avalia a denúncia por
e-mail (ouvidoria@anvisa.gov.br), pelo número 0800 642 9782 da
Central de Atendimento ou disque Saúde 0800 61 1997.
Os alarmantes números da
informalidade Estudo realizado pela
Fundação Getúlio Vargas, em parceria com o Etco (Instituto Brasileiro
de Ética Concorrencial), revelou que as atividades informais e
ilegais somaram R$ 578 bilhões em 2009
O valor representa 18,4% do PIB
(Produto Interno Bruto) do país. Os segmentos analisados compreendem
atividades que vão desde o trabalho dos camelôs, que sobrevivem em
grande parte devido à comercialização de produtos piratas, até o
tráfico de drogas.
O que temos de levar em conta na hora
de decifrar esses números é que a informalidade que aparece no estudo
acaba acarretando danos às empresas legais, pois estas têm de pagar
mais tributos para compensar os impostos sonegados pelas outras.
Mas o que leva uma pessoa ou empresa
preferir ficar à margem da lei em vez de procurar regularizar sua
situação? A resposta pode estar nos altos custos e na enorme
burocracia envolvida na criação e manutenção formal de um
empreendimento. Por causa disso, a opção pela informalidade parece
vantajosa ou mesmo a única alternativa de sobrevivência tanto para o
trabalhador quanto para a pequena empresa. No entanto, o que muitas
vezes não é analisado é que, se sofrer as consequências de uma
fiscalização ou de uma ação trabalhista, por exemplo, o grande risco
do empreendedor que vive na informalidade é não poder prosperar e
aumentar seu capital.Outra ideia errada, que ajuda a
fomentar a opção pela não regularização das atividades da empresa, é
acreditar que haverá uma redução da margem de lucro. Se o empresário
pensar que vai ficar com um percentual bem abaixo do esperado se
tiver de tiver de recolher todos os impostos, certamente, não vai
optar pela formalidade. No entanto, se enxergar por outro prisma, vai
perceber que são muitas as vantagens oferecidas pela formalização,
como o aumento da capacidade de negociação com fornecedores, o acesso
a capital de giro, e o maior volume de negócios.
Ou seja, mesmo que ainda estejamos em
um País que dificulta a vida de quem deseja se estabelecer e manter
seu negócio, a iniciativa da formalização é sempre bem-vinda e deve
ser estimulada por todos os setores da sociedade. Pois, somente desta
maneira, não teremos mais que lamentar números como esses divulgados
pela Fundação Getúlio Vargas.
Valeria Pereira
Fonte: Eliana Camejo
As comunidades locais mais
satisfeitas do mundo
Pesquisa realizada com residentes de
23 países aponta o nível de satisfação com o local em que vivem.
A Ipsos, multinacional francesa de
pesquisa, apresentou um novo relatório que mede o quanto estão
satisfeitos ou insatisfeitos os residentes de 23 países do mundo em
relação aos locais onde vivem, e quais as três principais prioridades
que cada um deles deseja para desenvolver suas comunidades.
Os resultados mostram que no Brasil,
61% disseram estar satisfeitos com os locais onde vivem. Além disso,
62% dos brasileiros apontam os serviços de saúde como prioridade para
o desenvolvimento de sua comunidade, seguido por oportunidades de
trabalho (56%) e nível de criminalidade (56%).
Nos demais países, a Holanda (85%),
Canadá (83%), Austrália (82%), Índia (76%), Alemanha (74%) e Estados
Unidos (73%) têm os residentes mais satisfeitos com suas comunidades
locais, em comparação com os residentes da Coreia do Sul (34%),
Hungria (45%), Japão (46%), China (48%) e Rússia (49%), que são os
menos satisfeitos com as áreas onde vivem.
Quão satisfeitos estão com suas
comunidades como lugar para se viver...
Holanda 85%
Canadá 83%
Austrália 82%
Índia 76%
Alemanha 74%
Estados Unidos 73%
Grã-Bretanha 72%
República Tcheca 70%
Suécia 69%
México 67%
Espanha 64%
Bélgica 64%
Polônia 63%
Argentina 63%
Brasil 61%
França 56%
Turquia 56%
Itália 52%
Rússia 49%
Japão 48%
China 46%
Hungria 45%
Coreia do Sul 34%
Residentes indicam as três
maiores prioridades para o desenvolvimento de suas comunidades...
Os entrevistados também responderam
quais são as três principais prioridades para que suas comunidades
possam se desenvolver. Muitas coincidiram em diferentes locais do
mundo, tais como oportunidades de trabalho, ruas limpas, nível de
criminalidade e transporte público. A pesquisa mostra que a
diversidade de países não é barreira para encontrar similaridades
locais. Por exemplo: realização de reparos no asfalto das vias é a
prioridade número um na Bélgica, Polônia, Rússia, Canadá e Índia.
Mas há diferenças claras também. Por
exemplo: na Grã-Bretanha, atividades para adolescentes são a
preocupação número um (único país onde isto ocorre); no Brasil, são
os serviços de saúde; e na China, é a poluição que os residentes
colocam como prioridade número um para seu desenvolvimento local.
“Nosso estudo mostra o quanto a
satisfação com as áreas locais varia de um país para outro – mas
também que muitas preocupações são bastante consistentes em todo o
mundo. Os cidadãos globais estão preocupados principalmente com a
economia e com o emprego, mas também com coisas relativamente
pequenas, tais como ruas limpas”, ressalta Bobby Duffy.
“Existem ainda algumas diferenças
significativas na ênfase entre países – e nos podemos aprender muito
sobre nossas próprias prioridades nacionais ao estabelecer estas
comparações internacionais”, conclui.
Principais prioridades para
desenvolver as áreas locais
País
Prioridade 1
Prioridade 2
Prioridade 3
Todos
Oportunidades de trabalho (42%)
Reparos no asfalto das vias (39%)
Níveis salariais e custo de vida
(37%)
Europa
Bélgica
Reparos no asfalto das vias (44%)
Transporte Público (36%)
Oportunidades de trabalho (34%)
República Tcheca
Oportunidades de trabalho (48%)
Reparos no asfalto das vias (42%)
Níveis salariais e custo de vida
(41%)
França
Oportunidades de trabalho (55%)
Níveis salariais e custo de vida
(43%)
Transporte Público (37%)
Alemanha
Oportunidades de trabalho (28%)
Atividades para adolescentes (27%)
Reparos no asfalto das vias (24%)
Grã-Bretanha
Atividades para adolescentes (39%)
Reparos no asfalto das vias (37%)
Oportunidades de trabalho (37%)
Hungria
Oportunidades de trabalho (73%)
Níveis salariais e custo de vida
(67%)
Reparos no asfalto das vias (66%)
Itália
Transporte Público (50%)
Oportunidades de trabalho (49%)
Reparos no asfalto das vias (44%)
Holanda
Nível de Criminalidade (25%)
Affordable housing (23%)
Reparos no asfalto das vias (20%)
Polônia
Reparos no asfalto das vias (59%)
Níveis salariais e custo de vida
(54%)
Oportunidades de trabalho (53%)
Rússia
Reparos no asfalto das vias (76%)
Custo de moradia (69%)
Níveis salariais e custo de vida
(68%)
Espanha
Custo de moradia (51%)
Oportunidades de trabalho (50%)
Níveis salariais e custo de vida
(42%)
Suécia
Oportunidades de trabalho (49%)
Nível de Criminalidade (39%)
Custo de moradia (38%)
Turquia
Nível de Criminalidade (41%)
Nível de poluição (41%)
Congestionamentos no trânsito (41%)
América do Norte
Canadá
Reparos no asfalto das vias (42%)
Oportunidades de trabalho (38%)
Custo de moradia (32%)
Estados Unidos
Oportunidades de trabalho (49%)
Níveis salariais e custo de vida
(42%)
Reparos no asfalto das vias (36%)
América Latina
Argentina
Nível de Criminalidade (68%)
Reparos no asfalto das vias (65%)
Ruas limpas (62%)
Brasil
Serviços de Saúde (62%)
Oportunidades de trabalho (56%)
Nível de Criminalidade (56%)
México
Nível de Criminalidade (60%)
Reparos no asfalto das vias (55%)
Ruas limpas (55%)
Ásia-Pacífico
Austrália
Nível de Criminalidade (36%)
Reparos no asfalto das vias (35%)
Oportunidades de trabalho (33%)
China
Nível de poluição (58%)
Congestionamentos no trânsito (48%)
Níveis salariais e custo de vida
(40%)
Índia
Reparos no asfalto das vias (54%)
Nível de poluição (52%)
Ruas limpas (52%)
Japão
Nível de Criminalidade (21%)
Transporte Público (17%)
Oportunidades de trabalho (17%)
Coreia do Sul
Transporte Público (33%)
Custo de moradia (33%)
Nível de poluição (32%)
Fonte: Ipsos Global @dvisor
Metodologia de pesquisa: as informações
foram obtidas na sexta onda da Ipsos Global @dvisor, pesquisa online
composta por um público com idade entre 18 e 64 anos, em 23 países.
Os países considerados são: Argentina, Austrália, Bélgica, Brasil,
Canadá, China, França, Alemanha, Hungria, Índia, Japão, México,
Polônia, Rússia, Coreia do Sul, Espanha, Suécia, República Tcheca,
Holanda, Grã-Bretanha, EUA e Turquia. Para essa onda, 23.673
entrevistas foram realizadas de novembro de 2009 a janeiro de 2010. O
detalhamento é realizado por idade, gênero, população da cidade e
níveis educacionais. Aproximadamente mil indivíduos participaram em
cada país por meio do painel online da IPsos, representando uma
margem de erro de 3.1% para mais ou para menos, e garantindo um nível
de segurança de 95%.
Parlamento da Catalunha decide
proibir as touradas na região
Barcelona, Espanha - Em votação o
Parlamento Catalão aprovou uma emenda à legislação de proteção aos
animais em vigor, proibindo as famosas touradas na região.
A decisão – resultante de 68 votos de
parlamentares favoráveis à proibição, enquanto 55 se opuseram à
medida – está sendo aclamada como uma vitória histórica e uma
satisfação à expectativa dos cidadãos da Catalunha. O povo pedia aos
seus parlamentares a aprovação de uma emenda que incluísse os touros
no rol dos animais amparados pela lei de proteção animal.
A Assembleia Catalã debateu o assunto
e, em seguida, votou favoravelmente à Iniciativa Legislativa Popular
– ILP - apresentada em Dezembro de 2009 pela PROU – “BASTA”, em
catalão –, grupo de manifestantes da Catalunha em prol dos animais. A
campanha conseguiu recolher mais de 180 mil adesões de apoio ao
abaixo-assinado pelo fim das touradas.
Em coletiva de imprensa realizada
imediatamente após a votação, a PROU expressou sua satisfação pelo
resultado da deliberação tomada pela manhã: “Hoje foi o dia pelo qual
estávamos esperando”, disse Leonardo Anselmi, em nome da PROU. “O
sofrimento de animais nas arenas da Catalunha foi abolido para
sempre, de uma vez por todas. A decisão criou um precedente, e
torcemos para que esse exemplo sirva de inspiração, em âmbito
internacional, a outros Parlamentos democráticos de países e regiões
onde as touradas ainda são permitidas.”
O porta-voz da PROU destacou ainda a
importância do movimento social desencadeado pela campanha, que
conseguiu catalisar uma verdadeira modificação política. “O movimento
de proteção animal catalão uniu suas forças e trabalhou com enorme
vigor em torno de uma causa comum. A mobilização de mais de mil
ativistas engajados na campanha da PROU, bem como a obtenção de mais
de 180 mil assinaturas contra o sofrimento vivenciado pelos animais
nas arenas de touradas foram grandes realizações, e o resultado da
votação de hoje é uma consagração desses notáveis esforços.”
Fonte: WSPA Brasil - Sociedade
Mundial de Proteção Animal
Eleito como o 12º país mais feliz do
mundo em pesquisa realizada pela revista Forbes, Brasil quer garantir
felicidade como questão de estado
Pesquisa revela que a satisfação do
passado recente está relacionada às necessidades psicológicas e
sociais. Avaliação reforça objetivo da PEC da Felicidade, que busca
enfatizar direitos e garantias sociais já previstos na Constituição
Federal para obtenção da felicidade
Segundo uma pesquisa Gallup feita pela
revista Forbes e publicada na semana passada, o Brasil é o 12º país
mais feliz do mundo. Um resultado que vem ao encontro de uma proposta
de emenda constitucional (PEC) que já tramita no Senado Federal com o
objetivo de incluir no artigo 6º da Constituição o “direito à busca
da felicidade”. Intitulada PEC da Felicidade, a proposta, idealizada
pelo Movimento Mais Feliz, estabelece que a obtenção dos direitos
fundamentais, como saúde e educação, são condições essenciais para a
busca da felicidade.
O “Mais Feliz” é um movimento
apartidário, não-governamental e não-assistencialista que reúne cinco
pilares: conscientizar a população, mobilizar a sociedade, estimular
a participação, capacitar multiplicadores e motivar as pessoas a se
doarem.
PEC da Felicidade
A PEC tem dois objetivos. Quando
vinculada à obtenção da felicidade, a proposta reforça os direitos
e garantias sociais já previstos pela Constituição Federal. Além
disso, a ideia insere o Brasil numa discussão atual e moderna,
apoiada inclusive pela Organização das Nações Unidas (ONU), de busca
de parâmetros menos econômicos e frios de medição do grau de
desenvolvimento de uma nação. Em vez dos meros números do Produto
Interno Bruto (PIB), esse novo modelo de mensuração busca levar em
conta o grau de bem-estar, de satisfação, de felicidade, enfim, da
sua população,
Com a assinatura de 34 senadores dos
mais diferentes partidos e regiões, a proposta foi protocolada no
início deste mês no Senado Federal, seguindo agora para a Comissão de
Constituição e Justiça (CCJ) que indica um relator para avaliar a
constitucionalidade da proposta.
Pesquisa
Aplicada em 155 países, a pesquisa foi
realizada a partir de entrevistas entre os anos de 2005 e 2009 e
reunia perguntas onde os entrevistados avaliavam a satisfação geral
com suas vidas, além do seu passado recente.
Após a conclusão do trabalho, os
pesquisadores, segundo a revista, perceberam que as respostas, no que
diz respeito à satisfação geral, estão relacionadas com a riqueza do
país. Porém, no que diz respeito ao passado recente, ela reflete mais
a satisfação das necessidades psicológicas e sociais, e não
necessariamente o bem estar econômico.
No Brasil, 58% dos entrevistados
disseram ser felizes, 40% contaram ainda batalhar por ela e apenas 2%
disseram sofrer. A 'nota geral' ficou em 7,5. O país ficou empatado
com o Panamá e logo à frente dos Estados Unidos.
Brasil pode se tornar maior produtor
de pescados do planeta
O Brasil é um dos únicos países com
condições de responder, com produção, a demanda por pescado que a
Organização das Nações Unidas para Agricultura e alimentação (FAO)
prevê para os próximos 20 anos: o consumo mundial deve pular da
recomendação atual, de 16 quilos por habitante/ano, para 22,5 kg por
habitante/ano até 2030 - o que representará um aumento de consumo de
mais de 100 milhões de toneladas/ano.
Atualmente a produção mundial de
pescado é da ordem de 126 milhões de toneladas por ano, das quais o
Brasil responde por pouco mais de um milhão de toneladas.
A média de consumo nacional de pescado
também é baixa: em 2008, era estimada em sete quilos por ano e a meta
do Ministério da Pesca e Aqüicultura é elevar a média de consumo
nacional para nove quilos de pescado por habitante/ano até 2011.
A nação brasileira é dona de 13,7% da
água doce disponível no planeta e conta com 8,5 mil quilômetros de
costa marítima, além de uma área equivalente à metade do território
nacional no Oceano Atlântico. Apenas em reservatórios de usinas
hidrelétricas e propriedades particulares no Brasil existem 10
milhões de hectares de lâmina d'água disponíveis para a produção de
pescado.
Quanto à aquicultura marinha, no
nordeste brasileiro, o peixe beijupirá, de grande valor no mercado
internacional, já está sendo criado em cativeiro em alto mar.
Nesse contexto, a Marcomar, uma das
principais importadoras e distribuidoras de pescados do país, faturou
R$ 100 milhões no ano passado e tem previsão de crescimento de cerca
de 20% em 2010. Atualmente, a empresa responde por 20% do mercado
brasileiro de salmão, comercializando anualmente cerca de 9 mil
toneladas de peixes e frutos do mar. Em 2010, a comercialização de
camarão cresceu 100%.
O interior de São Paulo representa hoje
6% do faturamento da empresa, que pretende dobrar a participação
neste mercado em 2010. Por isso, a Marcomar investiu na criação de um
novo centro de processamento de produtos, que já está em
funcionamento dentro do Ceasa de Campinas. Hoje, a empresa possui
cinco centros de distribuição (Minas Gerais, Bahia, Santa Catarina,
Rio de Janeiro e São Paulo) e quatro centros de vendas (Espírito
Santo, Paraná, Porto Alegre e Campinas), o que permite o fornecimento
de pescados para todos os estados brasileiros.
Pirataria causa prejuízo em países
da América Latina
O Brasil foi o país que mais sofreu
com a pirataria em 2009, diz pesquisa
A pirataria causou um grande prejuízo na economia mundial, porém quem
mais sofreu com a ação, entre os países da América Latina, foi o
Brasil. Em 2009, foram mais de 2,254 bilhões de dólares, segundo o
estudo anual da IDC (International Data Corporation).
Na segunda colocação ficou o México com
um dano de 1,056 milhões de dólares, e em terceiro lugar a Venezuela
com 685 milhões, seguida da Argentina com 645 milhões. “É um assunto
que se perde de vista. A pirataria pode ser o reflexo das altas taxas
de impostos cobrados; a indústria fonográfica que o diga”, reforça o
tutor do Portal Educação, Renato de Brito Nicodemos.
De acordo com a IDC, o Chile chegou a
perder 315 milhões em impostos no ano passado, principalmente com
relação à pirataria de programas de computador. Este valor foi 55%
maior se comparado a 2008, época em que o país chileno alcançou a
margem dos 202 milhões de dólares.