Os bancos de sangue, em regra,
sofrem com a variação sazonal das doações de sangue. Feriados,
férias escolares e outros motivos desconhecidos freqüentemente
prejudicam o atendimento de pacientes em sério risco de vida.
Boa parte das
cirurgias e alguns tratamentos, como os de certos tipos de
câncer, requerem o emprego de sangue doado, seja das hemácias
ou glóbulos vermelhos, seja das plaquetas, que promovem a
coagulação do sangue, o estancamento de hemorragias.
Uma cirurgia
de ponte de safena, por exemplo, costuma requerer, em média,
quatro bolsas de hemácias. Um atendimento de trauma, acidentes
de vários tipos, pode demandar 40 bolsas ou mais. Sem elas, o
médico está de mãos amarradas. Se você sofrer um acidente e
for hospitalizado, morrerá caso necessite de sangue e não haja
quantidade suficiente em estoque.
No Brasil,
segundo a Fundação Pró-Sangue, menos de 2% da população doam
sangue regularmente, enquanto na Europa 4% o fazem.
Não porque o
brasileiro seja menos solidário, mas por uma questão cultural:
a Europa viveu duas grandes guerras e transfusões de sangue
eram constantes.
O grande
drama dos bancos de sangue é a forma de divulgar a necessidade
de as pessoas doarem. Não se pode oferecer nenhum tipo de
vantagem ao doador, pois isto comprometeria a segurança do
sangue que hoje, graças aos exames mais modernos, é altíssima.
Quem não se lembra de pessoas famosas que morreram em
decorrência de contaminação na transfusão, como Betinho,
Henfil e irmão, pessoas grandiosas que tanta falta nos fazem?
Até 1992,
isto era corriqueiro, não se testava o sangue coletado. Hoje,
há testes que utilizam engenharia genética para detectar o
vírus da Aids, como o NAT (Teste de Ácido Nucléico), que
revelam se o sangue está contaminado com apenas 11 dias após o
doador haver se infectado. Mas custa caro, e muito.Além de
Aids, são testados anticorpos de Hepatite, Chagas, etc., num
total de nove doenças.
No Brasil, a
doação é bastante segura, e a possibilidade de se sofrer
qualquer dano ou infecção é baixíssima.Todo doador é submetido
a um questionário sigiloso e entrevistado por uma enfermeira
com total privacidade. Ali, é verificado se o candidato à
doação esteve exposto a alguma situação de risco, como uma
simples gripe ou um tratamento dentário, porque o receptor
daquele sangue poderá estar com sua imunidade baixa, e
qualquer micróbio que passe para ele pode desencadear uma
infecção muito grave, até mesmo fatal.
É bonito e
gratificante ver num hemocentro de um hospital pessoas
pertencentes a diversas classes socioeconômicas à espera de
sua vez de doar. Oferecem aquilo que o dinheiro não compra:
solidariedade e altruísmo na forma de sangue, vermelho para
todos. Nele, vemos que somos todos exatamente iguais, não há
cor de pele, não há raça, apenas tipos A, B, AB e O, além do
fator RH, positivo ou negativo.
Pense, caro leitor, que se
tornar um doador e divulgar a doação é ajudar os outros, mas é
também ajudar a si mesmo, pois você nunca saberá quando, como
ou onde poderá necessitar de uma transfusão.
Basta ir a um
banco de sangue e ver a satisfação estampada nos rostos das
pessoas, elas ali sabem que são importantes, como todos os
demais, interdependentes. Que sempre se pode deixar de lado
por um tempo a luta pela sobrevivência para ajudar outros a
sobreviver, dando um pouco mais de sentido à nossa existência;
não comodamente dando uma esmola, mas ajudando – e muito – a
salvar vidas.
Há uma série
de meios de se ajudar a divulgar a causa com pouco ou nenhum
custo: nos selos dos correios, nos portais dos governos, no
verso dos cupons fiscais, nas embalagens. Se o leitor é um
empresário, jornalista, blogueiro, lojista, procure contribuir
com a divulgação, em seu site, na sua assinatura eletrônica de
email, no verso de boletos de cobrança, nas sacolas de suas
lojas, num cantinho da capa do jornal, uma vez ao mês que
seja; se for professor, fale aos seus alunos sobre o assunto;
se for padre, recomende aos fiéis que doem
E como a
educação básica é o melhor meio de se criar consciência a
respeito de temas como solidariedade, professores poderiam
falar disto em aula, e livros de ciência deveriam abordar o
assunto.
Vamos juntos mudar a cultura de
doação, transformando o Brasil num país com 4% de doadores,
através da divulgação da simples e valiosa mensagem: Doe
sangue. Só isso, feito por várias pessoas e empresas, já é o
suficiente. E se você, embora deseje doar, tiver algum
impedimento, contribua tentando convencer amigos e parentes a
fazer este belo gesto habitualmente.
O multilateralismo: a melhor ajuda à
reconstrução do Haiti
Os volumes monetários de ajuda
destinados ao Haiti já superam outros desastres naturais, como o
Tsunami na Ásia e o Furacão Katrina. As imagens da desvatação no
Haiti chocam o mundo e sensibilizam, além disso, as facilidades
tecnológicas também favorecem a aceleração da arrecadação destas
contribuições.
A falta de
infra-estrutura e condições internas no Haiti criam impedimentos para
que esta ajuda realmente tenha o impacto desejado e chegue àqueles
que necessitam. Por isso, vê-se no noticiário os saques e uma
população andarilha, faminta e sem rumo. Assim, colocam-se questões
importantes neste momento sobre o que será do país depois da
catástrofe? Como a comunidade internacional irá ajudar esta população
tão sofrida? Quais serão os rumos a serem ditados para esta
sociedade?
O envolvimento de
mais de 30 países na busca aos sobreviventes é um indicador relevante
do alcance da participação da comunidade internacional, que também
trazem novos desafios para a coordenação da missão de paz no Haiti.
No entanto, as baixas humanas poderão trazer custos inestimáveis para
a operação de paz, já que a ONU teve grandes perdas.
O Brasil
provavelmente continuará com o comando da missão, mas necessitará de
uma maior contribuição dos demais países. Por isso, a proposta de um
conferência entre os países doadores é um sinal positivo que indicará
quais os passos a serem dados após a fase emergencial.
A mobilização do
Governo Obama é outro um sinal positivo, demonstrando sensibilidade e
grande capacidade de ação. No entanto, o histórico de intervenção dos
Estados Unidos no país sempre traz suspeitas de como seria esta
participação. Por outro lado, estima-se que vivem nos Estados Unidos
mais 800 mil imigrantes haitianos (muitos ilegais) e 50 mil
americanos encontram-se no Haiti. Estes números indicam a importância
do país na agenda norte-americana, além disso, sempre existe a
possibilidade de uma imigração maior de haitianos para os Estados
Unidos.
Se de um lado a
participação americana é importante, por outro lado, coloca dúvidas
sobre como será a relação entre as forças militares norte-americanas
e os capacetes azuis. A falta de coordenação e unilateralismo
norte-americano seriam prejudiciais para o socorro às vítimas, como
também traria maiores dificuldades à condução da operação de paz e a
reconstrução do país.
Uma ação
multilateral é a maior força para a construção do Haiti e também
poderia significar uma vitória para a diplomacia “smart power” (poder
inteligente) do Governo Obama, indicando realmente uma mudança de
ação dos Estados Unidos. As primeiras ações de controle do aeroporto
demonstram um unilateralismo norte-americano, mas esta postura pode
ser apenas um reflexo de um momento de caos no país e de caráter
emergencial. Deve-se aguardar o desenvolvimento do processo e também
os resultados do debate entre os doadores e os envolvidos na missão
no Haiti.
O povo haitiano não
merece mais sofrimento e espera-se a comunidade internacional consiga
colocar o país em uma rota de desenvolvimento e superação deste
desastre. A via multilateral poderá trazer mais efetividade,
principalmente considerando que os resultados alcançados pela
MINUSTAH indicavam, apesar dos desafios, que o país estava caminhando
para a pacificação. Garantir este processo é um dever da comunidade
internacional e o Brasil terá um papel relevante como comandante da
operação de paz.
Denilde Holzhacker.
Estudo revela que países da América
Latina e Leste Europeu precisam investir em educação financeira
Pesquisa conclui que as ações de
educação para gestão das finanças pessoais em nações em
desenvolvimento são incipientes
Pesquisa feita pelo mestre em finanças
e professor da FIA, André Saito, revela que as ações organizadas por
regiões em desenvolvimento, como os países do Leste Europeu e da
América Latina, para difundir a educação financeira, são incipientes.
Segundo levantamento, nesses locais, como o Brasil, a mídia exerce
papel importante da disseminação de conceitos que ensinam a população
a gerir de maneira mais consciente as suas finanças.
Motivado pela
importância do tema e ausência de trabalhos que avaliassem
comparativamente os países, o estudo aponta ainda que Estados Unidos,
Reino Unido, Japão, Austrália e Coreia do Sul são os que mais
desenvolvem ações para a projeção da capacitação financeira dos
indivíduos, com maior envolvimento das esferas pública e privada,
terceiro setor e, em alguns casos, com a inserção de disciplina
obrigatória nas escolas.
Para Saito, o estudo
demonstra a existência de lacunas de esforços mais organizados para
inserção do tema em países em desenvolvimento. “Percebemos que nos
países desenvolvidos a educação financeira é praticada desde cedo e
há uma preocupação em ensinar como administrar seu dinheiro. Países
em desenvolvimento, como o Brasil, deveriam seguir o exemplo e
incentivar a população a melhor gerir suas finanças, o que
contribuiria significativamente para a melhor compreensão de temas
como taxas de juros, empréstimos, além da intenção de se planejar os
investimentos para o futuro”, argumenta.
Orientações de saúde em catástrofes
As dicas são de Jaime Rocha,
infectologista do Delboni Auriemo/DASA
Após o terremoto que devastou o Haiti
em janeiro, o número de brasileiros que viaja para levar ajuda
humanitária é crescente. As condições no país são muito precárias e
há diversos riscos, o que exige orientações médicas sobre alguns
cuidados aos viajantes, sejam eles militares ou não. Segundo Jaime
Rocha, infectologista do Delboni Auriemo Medicina Diagnóstica/DASA,
quem pretende viajar ao Haiti ou à República Dominicana, país vizinho
que também sofreu abalos, deve seguir algumas recomendações.
A primeira é
atualizar o calendário vacinal básico. Assegure-se de que
principalmente as vacinas consideradas de rotina estejam atualizadas:
poliomielite, gripe sazonal e pandêmica (se disponível), varicela,
tétano, difteria e coqueluche (também conhecida com dTPa para
adultos), sarampo, caxumba, rubéola (também conhecida como tríplice
viral, MMR, VTV ou SCR). “É fundamental que a vacina de tétano esteja
atualizada”, reforça o infectologista.
Sobre a vacina contra hepatite A, o
especialista lembra que, apesar de o esquema vacinal ser composto por
duas doses com intervalo de seis meses, aplicando-se a primeira dose
já existe grande proteção. Em relação à vacina contra febre tifóide,
é indicada dose única intramuscular ou três doses, no caso da vacina
oral. Por fim, o médico indica também a imunização contra meningite
meningocóccica C, vacina contra hepatite B (existem esquemas
acelerados), contra raiva pré-exposição e contra diarréia dos
viajantes e cólera (vacina oral, com duas doses).
A segunda orientação
do médico é se prevenir contra doenças transmitidas por insetos.
Entre as principais estão dengue e malária. A principal medida
preventiva é evitar contato com mosquitos. Para tanto, recomenda-se o
uso de repelentes com substâncias ativas (DEET ou Picardin). O Dr.
Jaime Rocha explica que o tempo de proteção varia com a concentração
da substância (DEET >35% protege por 4 a 5 horas, DEET <10% protege
menos de uma a duas horas e Picardin >35% protege por sete a oito
horas).
O infectologista
também orienta para o uso camisas com mangas longas, calças e chapéu.
As roupas também podem ser preparadas com permetrina (somente para
roupa). Outra dica do especialista é permanecer em ambientes fechados
quando possível (para se precaver contra a malária, do entardecer até
o amanhecer; para a dengue, o dia todo). É recomendado que as pessoas
durmam protegidas por mosquiteiros.
Quanto à malária, o
médico lembra que a doença é endêmica em todo o Haiti e, portanto, é
vital receber informações sobre profilaxia. Não existe vacina contra
a malária e há várias opções de medicamentos contra a doença. “Todas
devem ser consideradas individualmente, visto a possibilidade de
efeitos colaterais. Entre as principais opões estão
atavaquone-proguanil, cloroquina, doxiciclina e mefloquina. Mas não
existe um medicamento 100% eficaz”, explica. Por isso, é fundamental
o diagnóstico precoce. O viajante deve ser orientado sobre os
principais sinais e sintomas (febre alta, mal-estar e dor no corpo)
para que ele busque ajuda imediata e receba o tratamento específico.
O médico relata que
a dengue é muito comum no Haiti e também na República Dominicana.
Assim como a malária, não existe vacina contra a dengue, nem
medicamentos preventivos ou tratamento específico. “Existem somente
tratamentos sintomáticos. O uso adequado de repelentes e medidas de
barreira podem ajudar”, reforça o especialista.
A terceira
orientação diz respeito aos cuidados com água e alimentos. Rocha diz
que são inúmeras as doenças que podem ser transmitidas através de
água e alimentos contaminados como, por exemplo, hepatite A, febre
tifóide, poliomielite, diarréias e parasitoses.
A principal
recomendação é lavar as mãos com frequência e, principalmente, antes
de qualquer refeição. Isso pode ser feito com água e sabão ou
soluções com álcool (>60%). Além disso, alimentar-se somente com
alimentos industrializados e que tenham a embalagem íntegra ou com
alimentos frescos que foram adequadamente cozidos e servidos quentes;
não comer carne crua ou mal passada, frutos do mar ou frutas e
vegetais não
preparados adquadamente; beber somente água engarrafada,
fervida e filtrada ou tratada adequadamente, ou bebidas engarrafadas
abertas na hora do consumo.
Outras dicas são:
evite água de fontes naturais, de torneira e gelo; caso necessite
preparar água para consumo individual, você pode usar filtros
especiais, ferver e filtrar, ou usar cloro ou iodo para preparo
químico.
A quarta
recomendação diz respeito aos cuidados psicológicos. Segundo o
médico, os viajantes podem encontrar situações extremamente
estressantes, como o encontro de muitos corpos, pessoas em sofrimento
com lesões graves, famílias desmontadas e extensa destruição das
estruturas físicas. “Todas estas situações podem causar problemas
psicológicos e emocionais”, diz. As reações normais frente ao
desastre são tristeza profunda, luto e raiva. Muitas vezes o viajante
pode não querer parar de trabalhar e esquecer a necessidade de
descanso e alimentação adequada.
Nesta esfera, as
dicas do médico para evitar estresse são limitar o horário de
trabalho para no máximo 12 horas por dia; diversificar o trabalho,
variando trabalhos estressantes com funções menos estressantes;
alimentar-se adequadamente; fazer pausas frequentes; ficar em contato
com familiares e amigos.
Por fim, Rocha dá
orientações sobre outros cuidados que devem ser tomados nesta
situação:
- Trauma: O país devastado apresenta
muitos riscos potenciais para acidentes, principalmente para quem
pretende trabalhar nos escombros ou durante deslocamentos. É
fundamental o uso de roupas e calçados protetores.
- Resgate de corpos: Os restos humanos
podem conter vírus e bactérias e devem-se tomar alguns cuidados, como
proteger a face (boca e olhos) contra respingos de fluidos corpóreos
e material fecal, proteger as mãos do contato direto com matéria
orgânica, lavar as mãos com água e sabão ou álcool após retirar as
luvas, proteger adequadamente os pés.
- HIV: A prevalência de pessoas
infectadas pelo HIV no Haiti é alta e deve-se tomar alguns cuidados
como uso de luvas ao manipular sangue ou fluidos corpóreos e
membranas mucosas, uso de máscara e proteção para os olhos caso haja
risco de dispersão de gotículas com sangue, uso de preservativos.
- Tuberculose: A prevalência é muito
alta no país. Para profissionais da saúde que farão atendimento,
recomenda-se levar máscaras N-95.
Não esqueça de levar
Rocha lembra que não existe
infraestrutura no momento e todos que viajam para o Haiti devem ser
auto-suficientes. Por isso, deve-se levar:
- Água e comida suficiente para o tempo
de permanência;
- Repelentes e mosquiteiros;
- Medicamentos (principalmente para
diarréia dos viajantes (antibióticos, anti-espasmósticos e
antidiarréicos) e medicamentos de uso crônico;
- Óculos ou lentes reserva;
- Purificadores de água (filtros
especiais ou sistemas químicos);
- EPIs (Equipamentos de Proteção
Individual), como máscaras, luvas, óculos e sapatos adequados;
- Kit de primeiros socorros individual,
como ataduras e compressas, gazes, luvas descartáveis, tesouras e
pinças, antissépticos e antialérgicos;
- Materiais perfuro-cortantes, como
tesouras e lâminas, devem ser acompanhados por declaração médica para
evitar que sejam confiscadas nos aeroportos durante a viagem.
Brasil Sem Alergia é o mais novo
projeto da Cruz Vermelha
Em 21 de janeiro de 2010, o Brasil
Sem Alergia se transformou em um dos projetos da renomada instituição
internacional de ajuda humanitária, a Cruz Vermelha, que dará todo
suporte para a expansão e internacionalização de suas ações e seus
atendimentos
Idealizado pelo imunologista e
alergista, Dr. Marcello Bossois, o Brasil Sem Alergia já realiza
atendimentos, gratuitamente, para o tratamento de alergias, há mais
de dois anos, em diversos postos em Duque de Caxias e na Comunidade
do Vidigal. A iniciativa já beneficiou milhares de pessoas no estado
do Rio de Janeiro com a prevenção e o combate de todos os tipos de
alergias e terá a ótima oportunidade de levar suas ações à outras
regiões que necessitem de seus atendimentos.
No final de janeiro, Os
coordenadores da Cruz Vermelha no Brasil, uma das maiores
organizações mundiais em ajuda humanitária, conheceram as atividades
do Brasil Sem Alergia e se interessaram em apoiar a iniciativa. Com
isso, a ação social que já possui um papel fundamental no combate e
prevenção dos índices de alergias dentro do estado, levará sua equipe
de atendimento à outros locais ampliando ainda mais o número de
pessoas beneficiadas dentro e fora do país, realizando missões em
outras cidades brasileiras e expedições de combate aos quadros
alérgicos em países subdesenvolvidos.
Fundada em 1908, a Cruz
Vermelha Brasileira é uma organização humanitária sem fins lucrativos
que tem como missão atenuar o sofrimento humano e faz parte do
movimento Internacional da Cruz Vermelha e da Federação Internacional
das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho. Em tempos de
paz, a organização tem como missão reduzir os impactos dos desastres
naturais, das doenças e das epidemias e terá dentro de seus projetos,
as ações beneficentes do Brasil Sem Alergia, cujo objetivo é tratar e
diminuir os sofrimentos dos afetados com as doenças alérgicas.
Segundo o
vice-presidente da Cruz Vermelha Brasileira, D´Artagnan Guimarães, a
entrada do Brasil Sem Alergia, nos projetos assistidos pela Cruz
Vermelha, significa um avanço fenomenal para a expansão das
atividades de Bossois. Para ele, a ação tem um enorme potencial de
crescimento e já vê a real possibilidade de, muito em breve, os
moradores de todo o país terem total acesso aos atendimentos dentro
de suas cidades. Em recente
Isso, porque a
equipe do Brasil Sem Alergia, em conjunto com sua assessoria e com o
total apoio da Cruz Vermelha, nos próximos meses, realizará missões
nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso dentre
outros. Já no final de fevereiro e início de março, a ação social
estará no norte do Espírito Santo em missões para o combate e
prevenção das alergias.
Os atendimentos serão acompanhados de
perto pela presidente da Cruz Vermelha no ES, Helena de Brito, que
dará todo o suporte necessário para a realização das missões. A
equipe de atendimento pretende diminuir radicalmente os casos de
alergias à picadas de insetos e suas complicações, que, há muito,
afeta aquela população.
Além disso, foi anunciado por D´Artagnan , em reunião recente com a Equipe do Projejo, a criação de
um ônibus ambulatório itinerante, equipado com salas de atendimento e
exames, para atender a todos os municípios brasileiros. Porém, para
que o local interessado receba a visita do Brasil Sem Alergia, as
prefeituras devem entrar em contato direto, antes, com a Cruz
Vermelha do Rio de Janeiro ou com a administração do Projeto,
formalizando o desejo de receber a equipe em sua cidade.
A idéia do Dr.
Marcello Bossois, na criação de seu projeto, surgiu devido a falta de
ofertas de atendimentos gratuitos para controle das alergias e pelo
alto índice de pessoas que sofre com algum tipo de alergia que, hoje
gira entorno de 35% no mundo. As mais freqüentes são as alergias a
picadas de insetos, que se agravam muito no verão pela crescente
população dos mosquitos, as respiratórias que são muito comuns em
grandes centros urbanos e as alimentares. Além disso, muitos não
sabem mas o contato direto com determinados produtos químicos, até
mesmo de uso doméstico, pode levar à alguns quadros graves de
alergias dermatológicas.
Acordo entre CNJ e Nações Unidas
visa combater crime organizado e corrupção
O combate à corrupção e ao crime
organizado no Brasil vão ganhar o reforço do Escritório das Nações
Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), graças uma parceria firmada na
manhã desta terça-feira (09/02) entre o presidente do Conselho
Nacional de Justiça (CNJ), ministro Gilmar Mendes e pelo
representante regional da UNODC para o Brasil e Cone Sul, Bo
Mathiasen. A assinatura do Protocolo de Intenções 02/2010 ocorreu
durante a sessão plenária do CNJ, em Brasília.
"O objetivo desse
acordo é enfrentar essa difícil questão do crime organizado para que
possamos trocar experiências e subsídios a propósito do que se pode
fazer para que tenhamos uma ação efetiva nessa área de complexidade
múltipla", disse o ministro Gilmar Mendes, por ocasião da assinatura
do acordo. O ministro acrescentou que o CNJ já tem uma ação efetiva
nesse sentido, ao propor mudanças na Justiça Criminal . Sugestões de
melhorias nessa área estão sendo propostas em consulta pública,
cujo prazo se encerra no próximo dia 18 de fevereiro.
Pelo acordo
assinado, tanto a UNODC quanto o CNJ se comprometem a desenvolver
ações conjuntas para prevenir e garantir a punição ao tráfico de
pessoas, em especial de mulheres, crianças e imigrantes, além de
combater a fabricação ilícita de armas de fogo e munição . A
parceria prevê ainda um esforço conjunto para inibir o tráfico de
drogas e recuperar bens e dinheiro provenientes de corrupção. Bo
Mathiasen espera que esse acordo "possa dificultar as atividades
criminosas e o trabalho com o Judiciário é importante para o combate
à corrupção e ao crime organizado".
Pesquisas - Segundo
Mathiasen, o primeiro passo desse acordo será identificar as áreas
onde o CNJ e a UNODC vão trabalhar, como por exemplo, o intercâmbio
de experiências com outros países. Também serão realizadas pesquisas
sobre os temas abordados no acordo, além de estudos, diagnósticos e
indicadores para melhorar o desempenho do Judiciário, aprimorando
sua eficiência, independência e imparcialidade em conformidade com
os padrões internacionais. "A independência do Judiciário é
indispensável para a construção da democracia e o exercício pleno do
estado de direito", ressaltou Bo Mathiasen, acrescentando que "é
fundamental uma ação articulada", entre o Poder Judiciário de
diversos países, "para enfrentar com maior eficiência os grupos
criminosos que se utilizam cada vez mais da tecnologia para atuar de
modo mais eficiente".
Capacitação de
juízes - Ele destacou ainda que o importante dessa parceria entre o
CNJ e a UNODC será a capacitação de juízes e, para isso, serão
organizados cursos científicos, seminários e conferência sobre esses
temas, além de garantir auxílio técnico a instituições jurídicas de
outros países. O acordo está conforme a Resolução do Conselho
Econômico e Social da ONU número 2006/23, que incentiva os países a
seguirem os Princípios de Bangalore, uma espécie de código norteador
da atuação dos juízes em âmbito mundial, elaborado pelas Nações
Unidas.
A parceria visa
também o cumprimento das Convenções das Nações Unidas Contra a
Corrupção e Contra o Crime Organizado Internacional, que determinam
aos países que adotem medidas para fortalecer a integridade e
prevenir a corrupção, além de colaborarem de forma mútua para
combater o crime organizado transnacional, promovendo cooperação
jurídica internacional. "Como líder da região, o Brasil é fundamental
neste acordo, para mostrar o caminho para outros países", disse Bo
Mathiasen.
MB/EF
Agência CNJ de Notícias
Câncer será a doença mais letal do
mundo em 2020
Os números assustam. Atualmente, o
câncer é a segunda doença que mais causa mortes no Brasil e no mundo,
perdendo apenas para as doenças cardiovasculares. E, daqui dez anos,
o câncer pode chegar à primeira posição.
Mas, na contramão do
avanço da doença, o índice de cura tem aumentado substancialmente. Há
50 anos, o índice de mortalidade era de 70%. Hoje, entre 54% e 56%
dos doentes conseguem cura.
Por ano, o Brasil registra,
aproximadamente, 470 mil novos casos. Esse número poderia ser
reduzido se houvesse alterações em alguns hábitos de vida, como o
fumo, sedentarismo e alimentação não saudável.
De acordo com
Amândio Soares, diretor clínico da Oncomed, esses números tem levado
a apelos para prevenir a doença e mais estudos para buscar a cura,
além de tratamentos mais eficientes. “É inegável a evolução no
processo de cura nesses últimos anos”, afirmou.
E de repente, o mundo todo que
adotar as crianças haitianas, vítimas do terremoto...
Desde que aconteceu a tragédia do
terremoto no Haiti, muitas famílias se desfizeram: pais perderam
seus filhos, crianças perderam seus pais... São muitos os mortos e os
desaparecidos. E além das entidades internacionais e ONG’s,
percebemos o interesse de inúmeras pessoas, no mundo todo, em cuidar
destes órfãos, confortando-os. Muitos chegam a se prontificar,
inclusive, a adotá-los.
A embaixada do Haiti
no Brasil vem recebendo centenas de pedidos de adoção, desde o
terremoto. Franceses, israelenses, americanos e argentinos também já
expressaram o mesmo desejo que os brasileiros. O drama desta
população faz com que diversos sentimentos aflorem: pena, tristeza,
injustiça e, principalmente, vontade de ajudar.
Porém, quando
falamos em adotar uma criança, não estamos falando de um gesto de
caridade, e, sim, da constituição de uma família, onde é primordial
que essa criança possa ter, acima de tudo, “um lugar de filho”, junto
aos pais. Devido ao grande volume de solicitações de adoção de
crianças haitianas, penso que possa estar havendo uma confusão na
cabeça destes “candidatos a pais”.
É preciso deixar
claro que adoção não é um ato de caridade. Podemos ajudar o povo
haitiano de diversas formas: enviando alimentos e dinheiro, prestando
serviços voluntários... Não adotando. A adoção é algo muito mais
sério e precisa ser bem trabalhada no psiquismo dos futuros pais.
O próprio Fundo das
Nações Unidas para a Infância (Unicef) fez um alerta que órfãos e
crianças abandonadas no Haiti, após o terremoto devastador, devem ser
adotados no exterior, apenas como último recurso. O objetivo deste
comunicado é preservar a saúde mental destas crianças. É muito mais
vantajoso para elas encontrar seus familiares (irmãos, tios, avós) do
que saírem de seu país de origem para viverem junto a pessoas
estranhas.
E sem menosprezar o
sofrimento haitiano, é bom lembrar também o fato de termos, em nosso
País, um grande número de crianças negras pedindo um lar. E que,
justamente pelo fato de serem negras, não conseguem ser adotadas, já
que é sabido que a maioria dos casais em fila de adoção prefere
crianças brancas.
A impressão que nos
dá é a de que por trás deste gesto, pode até mesmo existir um certo
ganho de destaque social: “ Este é meu filho, adotei-o durante o
terremoto que devastou o Haiti”... A pergunta que fica é se realmente
lserá dado o posto de filho a esta criança.
Precisamos ser cautelosos diante de
dramas tão comoventes como este. Uma adoção nestes termos, só seria
válida, se esse evento tivesse mobilizado, de fato, o real desejo de
adotar uma criança. Não é preciso ir ao Haiti, nem a países
africanos, como fazem as celebridades, para encontrar crianças em
situação de desamparo emocional, que aguardam ansiosamente por pais
que as amem.
Luciana Leis
Hora de eliminar gargalos
Existem chances concretas de atrair
mais investimentos para o País no biênio 2010-2011 do que em qualquer
outro momento da nossa história. Por ter superado a fase mais crítica
da crise econômica mundial com relativa tranquilidade, o Brasil se
consolidou como um dos destinos preferenciais dos investidores de
várias partes do mundo. Nossa estabilidade política e institucional é
admirada e ajuda a fortalecer esse sentimento de confiança.
Mas – sempre existe
um “mas” –, para que essas conquistas se consolidem, há gargalos que
requerem soluções urgentes. A pesada carga tributária e a rígida
legislação trabalhista são dois grandes obstáculos ao crescimento
mais robusto do País.
De acordo com a
Sondagem Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI),
elaborada com dados disponíveis no último trimestre de 2009, e com as
pesquisas de emprego e renda do IBGE e da Fundação
Seade/Dieese, baseadas na realidade de dezembro de 2009, a economia
brasileira está retomando o nível de atividade anterior à crise. Este
é o momento certo para enfrentar os desafios e remover os obstáculos
ao nosso desenvolvimento.
Das 1.418 empresas
entrevistadas pela CNI, 64,8% apontaram a pesada carga tributária
como seu maior problema.
Enquanto isso, uma
pesquisa realizada anualmente pelo Banco Mundial, que analisa as
condições para se fazer negócios em 183 países, colocou o Brasil em
129º lugar na lista geral (Doing Business – 2010, Washington: The
World Bank, 2009).
O índice leva em consideração os
seguintes itens: as facilidades ou dificuldades para abrir, fechar e
administrar empresas; o acesso ao crédito; a segurança no cumprimento
de contratos; a facilidade ou dificuldade em regularizar e registrar
propriedades; as regras tributárias e trabalhistas.
Neste último
quesito, o Brasil figura em 138º lugar. De fato, manter um
funcionário custa caro. Especialistas estimam que, em virtude dos
muitos encargos previstos na Consolidação das Leis de Trabalho (CLT),
um trabalhador que ganha R$ 1.000,00 por mês tem um custo real para a
empresa de R$ 2.020,00. Afinal, além da remuneração direta, há o
recolhimento do INSS, do fundo de garantia, o pagamento do 13º
salário, o adicional de férias, as horas extras, o vale-transporte, a
cesta básica...
Para piorar,
a crença de que “a justiça do trabalho sempre decide a favor do
funcionário” é um estímulo para que haja verdadeira corrida aos
fóruns. Mais de dois milhões de ações tramitam na Justiça do
Trabalho anualmente. Além de atravancar o sistema jurídico, a
“indústria dos processos” sobrecarrega as empresas, que têm de arcar
com custas de advogados e pagar indenizações altíssimas.
Para solucionar tais
problemas, seria muito interessante enfatizar e fortalecer as
negociações coletivas, que contemplariam as peculiaridades de cada
grupo ou categoria. Por esse modelo, as regras seriam estabelecidas
nos contratos coletivos e valeriam para orientar as ações de
empregados e empregadores pelo tempo de sua vigência.
Também é preciso
rediscutir o modo de execução de sentenças, uma vez que, nos últimos
anos, o uso frequente das penhoras on-line tem comprometido a própria
sobrevivência das empresas.
Tudo isso afeta os
investimentos, o custo de produção e a competitividade. O Brasil já
provou que supera qualquer obstáculo e tem condições de se firmar
como uma grande potência. Agora, precisamos criar coragem e recolocar
na pauta as reformas trabalhista e tributária. Se enfrentarmos esses
gargalos, chegaremos mais rapidamente à ambicionada posição de quinta
maior economia do mundo.
Eduardo Pocetti
Para especialista, África do Sul
depois de 20 anos, ainda passa por muitos problemas, mesmo com o fim
do apartheid.
“Há vinte anos, logo após a queda do
Muro de Berlim e fim declarado da Guerra Fria, o líder da luta
antiapartheid da África do Sul era libertado, encerrando o longo
cárcere de 27 anos. De preso político a estadista mundial, sua
trajetória é assombrosamente heróica, por sua persistência,
perseverança na possibilidade da mudança, de novos tempos. Se
Mandela vai bem, a África do Sul nem tanto. Assolada pela pobreza,
pela AIDS, por um tipo de populismo grotesco, o país lida com
múltiplas diferenças: parte da população negra transformada em elite
econômica e política, outra - bem mais numerosa - enfrentando as
mazelas derivadas desses fatores dominantes da política sulafricana e
uma população branca sem encontrar seu lugar. Mandela vai bem, seu
país nem tanto por não ter, sem dúvida, conseguido transferir seu
legado para seus sucessores”, afirma o professor Sérgio Gil, do Curso
de Relações Internacionais das Faculdades Integradas Rio Branco.
Onze por cento das crianças
haitianas não são vacinadas
Embora o Haiti tenha conseguido
grandes progressos na implantação do programa de imunizações, a
despeito de todas as adversidades, apenas 41%, menos da metade das
crianças do país, estão totalmente cobertas.
Agência Notisa - Um artigo
publicado ano passado na Revista Clinica de Medicina da Família
mostra que a imunização oferecida no Haiti nos últimos anos está bem
aquém do recomendado pela Organização Mundial de Saúde, em que pesem,
segundo o texto, os enormes avanços conseguidos desde a implantação,
no país, nos anos 80, do PAI, Programa Avançado de Imunizações.
Implantado mundialmente pela OMS em 1974, os objetivos principais de
proteção do PAI são crianças de menos de um ano de idade (3,5% da
população,no caso do país caribenho) e mulheres sexualmente ativas,
entre 15 e 49 anos, incluindo as grávidas ( respectivamente 25% e
4%).
O autor, Marc-Henry
Syldor, do Centro de Salud Cuenca I (Espanha), escreveu no texto
publicado em junho de 2009: “no Haiti hoje se pratica a vacinação
sistemática contra sarampo, poliomielite, difteria,tétano, coqueluche
e tuberculose com o sistema recomendado pela OMS. Entretanto, as
crianças mais pobres têm acesso a uma gama menor de vacinas e estão
mais expostas a práticas de vacinações menos seguras”. Na
contabilidade aferida pela revisão de dados do pesquisador, “a
cobertura vacinal não supera os 40% do Haiti como um todo, chegando a
ser apenas 18% em algumas regiões”.
Syldor enfatiza que
houve uma redução evidente das enfermidades cobertas pelo PAI, mas
lembra que há apenas 41% de crianças entre 12 e 23 meses de idade
cobertas, sendo que 11% das crianças nunca receberam nenhuma vacina e
48% estão parcialmente vacinadas. Por outro lado, de acordo com o
médico, campanhas de vacinação em massa surtiram resultados eficazes,
com redução dramática do sarampo – última epidemia em 2001, com 158
casos – e o ultimo caso descrito de poliomielite em 2000.
As conseqüências da
cobertura irregular do calendário de vacinação do PAI são muito
preocupantes, segundo o autor. “Em 2004, houve um epidemia de
difteria, com 801 casos suspeitos”, diz, sendo que 495 foram
confirmados, tendo havido oito mortes conseqüentes. Na mesma esteira,
no ano seguinte, foram assinalados 119 casos de tétano neonatal,
“apesar dos esforços empreendidos para combater esta enfermidade, com
as mães de três quartos dos nascidos vivos tendo recebido vacina
contra o tétano durante a gravidez, entre 2005 e 2006.
Agência Notisa
(science
journalism – jornalismo científico)
E o terrorismo chega ao esporte
As práticas intimidatórias com o
intuito de disseminar o medo e a insegurança através do terror são a
marca registrada dos grupos terroristas. O pano de fundo que cobre e
envolve o terrorismo engloba questões como religião, etnia, etc.
Entretanto, se engana quem pensa que o terrorismo se limita a uma
disputa entre ocidente e oriente, pois, o viés que separa e alimenta
a fúria é um pouco mais profundo e atende por nome diverso:
política, que não conhece fronteiras geográficas, culturais ou
religiosas.
É a disputa por
territórios, influência e, acima de tudo, poder, que movimenta o
terrorismo e cada vez mais propaga os grupos de extermínio.
Atualmente não se pode atribuir força ou liderança a um único grupo,
até mesmo pela característica peculiar de comando que atua de forma
horizontal, ou seja, várias células autônomas entre si sem uma
hierarquia elevada como um sistema piramidal, mas é inegável que o
medo propalado pelo Hamas, Hizbollah, Talibã, Al-Qaeda é muito mais
forte e consistente do que as forças que o combatem.
O alvo,
corriqueiramente, é o Governo da nação escolhida para o ataque
terrorista, numa clara disputa por poder. Num passado recente era
mais fácil se identificar a disputa política quando os movimentos
eram internos ou nacionalistas, como os atentados ocorridos na
Irlanda através do grupo IRA e na Espanha com o ETA.
Após os atentados de
11 de setembro, nos Estados Unidos, foi apresentado ao mundo que a
sofisticação terrorista aumentou e adveio conjuntamente com o uso
indiscriminado de armas químicas e homens bomba, etc.
De tal sorte que o
principal enfoque dos grupos é a produção do terror e, infelizmente,
uma nova forma de espalhar a insegurança coletiva surgiu.
O atentado à delegação de futebol do
Togo promovido pelo inimigo oculto, isto é, o terrorismo demonstra
que o medo pode emergir em qualquer momento, seja no trabalho, no
descanso ou até mesmo no lazer. E a insegurança em não se conhecer o
próximo passo é que fomenta o terror, tanto é verdade, que a seleção
do Togo se retirou da Copa Africana de Nações, por temer pela
segurança e pela integridade de seus atletas.
A seleção do Togo,
em verdade, foi mais um alvo à conveniência do terrorismo, mas o
objetivo fulcral da investida era outro: afetar o governo angolano,
ou seja, uma disputa política acerca da independência de Cabinda. O
governo de Angola sequer discute a questão, uma vez que Cabinda
responde por 80% da produção de petróleo daquele País. No entanto, a
região sequer faz fronteira com a Angola.
O ataque tem como
fundamento alterar a emoção das pessoas, o clima amistoso e, com
isso, o lazer produzido pelo esporte ganhou contornos de insegurança.
Outras delegações já pediram o incremento da segurança, alguns
jogadores de futebol presentes já demonstraram preocupação com sua
segurança e, até mesmo com sua vida.
Nesse diapasão não
há como negar: o terrorismo chegou ao esporte. E em ano de Copa do
Mundo, como proceder? Se nem o esporte está salvo dos terroristas
como se proteger num evento que reúne 32 nações diferentes para
proporcionar o lazer coletivo?
O exemplo recente dos
Estados Unidos que decidiram por atacar indiscriminadamente o inimigo
oculto produziu mais problemas do que soluções. Diplomacia também não
parece ser um caminho viável já que os grupos guerrilheiros têm a
consciência de que ao mostrar seu líder este se transforma num alvo
fácil.
O poder corrompe as
pessoas e as nações e o terrorismo é a mostra cabal de que a cobiça
não possui limites, logo, enquanto não encontrarmos uma forma
eficiente de combate, ou melhor, de proteção o terror seque na porta
ao lado e até mesmo o esporte perdeu sua aura imaculada.
Antonio Gonçalves
Os avanços nacionais no combate aos
crimes eletrônicos
Há alguns anos abordamos o crime
eletrônico e seu enquadramento legal, fazendo um breve panorama das
leis e projetos de lei à época. De lá para cá, como de se esperar, o
uso dos meios eletrônicos, notadamente a Internet, mudou e aumentou,
como aumentaram também os ilícitos praticados. Importante, portanto,
analisarmos algumas das iniciativas e avanços que tivemos em relação
ao combate aos crimes eletrônicos com o passar do tempo.
Por mais que se
afirme a possibilidade de aplicação de nosso ordenamento vigente aos
crimes praticados nos meio eletrônicos, alguns casos necessitam de
legislação específica, como os ditos estritamente eletrônicos. Já
temos mais de 10 anos desde a apresentação do Projeto de Lei dos
Crimes Eletrônicos, projeto nº 84/1999, que ainda tramita no
Congresso. Depois das idas e vindas de todo o processo legislativo,
em 2008 o Projeto foi aprovado com revisão no Senado e devolvido para
a Câmara dos Deputados. Com a atual redação, o Projeto de Lei torna
crime o acesso não autorizado às redes de computadores, a divulgação
e utilização indevida de dados pessoais, a difusão de código
malicioso, a falsificação ou deleção de dados eletrônicos, por
exemplo.
Em relação ao crime
de pedofilia, comentávamos, em 2004, a importância da ampliação da
conduta delitiva trazida pela Lei 10.764/2003, que alterava o
Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), passando a incluir a
pedofilia praticada pela Internet, punindo a circulação de fotos ou
imagens contendo cenas de sexo explícito envolvendo crianças e
adolescentes. A Lei de 2003 também aumentou a pena de um a quatro
anos, para dois a seis anos. Atualmente, com a última alteração do
ECA quanto à pedofilia, a Lei 11.829/2008 aumentou novamente a pena
para de quatro a oito anos para quem produzir, reproduzir, dirigir,
fotografar, por qualquer meio, cena de sexo explícito ou
pornográfica, envolvendo criança ou adolescente, passando a incluir
também no tipo penal o ato de filmar ou registrar.
Outro importante
avanço, trazido pela Lei 11.829/2008 no combate à pedofilia na
Internet, foi a introdução no ECA dos artigos: 241-A, que prevê
punição para a divulgação de imagens pelo "meio de sistema de
informática ou telemático", além de responsabilizar também o
prestador de serviço de Internet que, notificado, deixa de
desabilitar o acesso ao conteúdo ilícito; 241-B, que inclui o ato
de armazenar ou adquirir material
pornográfico envolvendo criança ou adolescente; 241-C que pune quem
realiza montagens em fotos ou vídeos para simular a participação de
criança ou adolescente em cena sexo explicito ou pornografia; e 241-D
que inclui proibição ao aliciamento, assédio ou constrangimento de
criança para a prática de ato libidinoso. Ainda nesse sentido,
podemos citar o Projeto de Lei nº 5.658/2009, que torna pedofilia
crime hediondo, além da excelente iniciativa da Polícia Federal, em
parceria com a Secretaria Especial dos Direitos Humanos e a ONG Safernet, na criação do Nightangel (nightangel.dpf.gov.br), um canal
de comunicação com formulários eletrônicos para denúncias de sites
que contenham materiais relacionados aos crimes de ódio, pedofilia e
genocídio.
Em pesquisa realizada pela
Fecomercio em 2009, na cidade de São Paulo, com 1000 consumidores,
revelou que os ilícitos que mais ocorrem são fraudes (envolvendo
desvio de dinheiro da conta corrente e uso de cartão de crédito) e o
uso de dados pessoais e clonagem de páginas pessoais em sites de
relacionamento, representando, juntos, 80% dos ocorridos. Neste
sentido, vale ressaltar o Termo de Ajustamento de Conduta (prsp.mpf.gov.br)
assinado entre o Google e a Procuradoria da República em São Paulo,
em 2008, visando à segurança na Internet, em que a empresa se
compromete a fornecer, mediante ordem judicial, e guardar por 180
dias em seus servidores, os logs de acesso, com data, hora, endereços
IP e referência GMT de cada usuário que conectar a partir do Brasil,
além de promover a retirada de conteúdo reportado como ilícito. Esta
medida é de suma importância para auxiliar a Polícia Federal e o
Ministério Público Federal no combate a pedofilia e demais ilícitos
em nosso país.
Cediço que a lei não
acompanha a velocidade das mudanças sociais e a evolução dos meios
tecnológicos, no entanto, as iniciativas como as aqui citadas, são
importantes instrumentos no combate aos crimes praticados nos meios
eletrônicos, como forma de identificação e punição dos infratores, e
irão permitir que não mais se atribua a Internet a ideia de um mundo
sem leis onde vigora o anonimato.
Renato Opice Blum
Victor E. M. Costa Jardim
Hospital da Irlanda é o primeiro do
mundo a usar cobre para combater infecções hospitalares
Após realização de testes-pilotos em
regiões do Chile, Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha e Japão,
hospital irlandês torna-se o primeiro do mundo a implantar
oficialmente o projeto. O cobre já foi aprovado para uso pela
americana Agência de Proteção Ambiental (EPA) por seu alto poder
antimicrobiano. No Brasil, 45 mil pessoas morrem todos os anos por
conseqüência de infecções hospitalares.
Um hospital privado
na Irlanda é o primeiro a usar a tecnologia do cobre para combater
infecções hospitalares. A iniciativa aconteceu após a divulgação dos
primeiros resultados de estudos em andamento no hospital Selly Oak,
em Birmingham, Inglaterra. O hospital privado San Francis possui 140
leitos e fica em Mullingar, região de Westmeath, na Irlanda e é o
primeiro no mundo a adotar maçanetas de cobre para reduzir infecções
associadas à assistência médica, tais como a provocada pelo vírus
MRSA.
O hospital contou
com o apoio da International Copper Association (ICA)- representada
no Brasil pelo Procobre que auxiliou no projeto para substituir mais
de 100 maçanetas.
Testes-piloto com
uso do cobre em equipamentos e móveis hospitalares já foram
realizados em oito centros de saúde nos Estados Unidos, Inglaterra,
Alemanha, Japão e Chile e comprovam que o cobre, aplicado em
superfícies de alto contato manual, pode ser um importante aliado no
combate às infecções hospitalares. O teste já apontou que o uso do
cobre reduz em até 85% a presença de microorganismos causadores de
infecções hospitalares.
Em novembro de 2009,
o Procobre Brasil divulgou, durante seminário, que a média de
pacientes que contraem infecção após procedimentos cirúrgicos ou
internações é de 45 mil óbitos anuais em 12 milhões de internações.
Dados do Ministério da Saúde mostram que entre 13% e 15% dos
pacientes internados adquirem algum tipo de infecção durante a
hospitalização.
Somente nos EUA,
cerca de dois milhões de americanos contraem infecções hospitalares
por ano, sendo que 100 mil morrem em decorrência das infecções,
custando aos cofres públicos prejuízos de cerca de US$ 30 bilhões.
Cada caso onera o
sistema de saúde público em até US$ 1.400, em média, além de aumentar
a internação hospitalar em torno de 14 dias. Com esse montante de
recursos, e os leitos ocupados por suas vítimas, muitos problemas do
sistema público de Saúde, além da falta de leitos, seriam
minimizados.
O conceito da mobilidade urbana
Há muito tempo as estratégias de
planejamento urbano para atender o crescimento das cidades são
tratadas de maneira equivocada. Os técnicos em transportes
preocupam-se principalmente em elaborar projetos voltados para o
transporte coletivo. Na tentativa de proporcionar cada vez mais
oferta, são trazidas novidades alternativas como o VLP - veículo leve
sobre pneus, como por exemplo, o Expresso Tiradentes - e mais
recentemente o Monotrilho - sistema de transporte suspenso em via
elevada - esperando atender a crescente necessidade de transporte de
massa. A intenção é fazer com que o crescimento da população seja
atendido com o desenvolvimento dos equipamentos da rede.
Por sua vez,
técnicos em trânsito direcionam seus esforços em melhoria da fluidez,
e como o crescimento do número de automóveis não é acompanhado pelo
crescimento do viário, restringem cada vez mais a circulação de
carros, caminhões e ônibus fretados. Como estas medidas não
solucionam o problema, investimentos cada vez maiores são feitos em
novas obras e adequações viárias como as duplicações de faixa,
passagens de nível, viadutos, pontes, túneis, etc. A estratégia de
aumentar o viário acaba se transformando num ciclo vicioso e
equivocado, onde o aumento da frota sempre supera e satura, e
consequentemente favorece o transporte individual em detrimento do
coletivo. Essas obras, apesar de resolverem parte do problema, têm
resultados momentâneos, e acabam sendo ocupadas por veículos
particulares. Adequações viárias são necessárias, mas não podem ser
encaradas como solução para o problema de crescimento da frota.
Paralelamente, a
cidade cresce desordenadamente, ao arrepio do Estatuto das Cidades e
sob a vigência de um Plano Diretor cuja revisão, em trâmite, não
pode, de novo, padecer dos equívocos que o tornaram uma peça utópica
e distante da realidade consolidada da Cidade.
O planejamento
urbano deve levar em conta a infra-estrutura disponível em cada uma
das regiões que se pretende adensar sob pena de fazer valer a lógica
cruel, que afasta das áreas centrais, a população mais volumosa e de
baixa renda. Com isso, o cidadão de menor poder aquisitivo é o que
mora no extremo da periferia e necessita de maior deslocamento para
atender as suas necessidades como ir ao trabalho, à escola, ao
médico, ao dentista, ao lazer etc.
Por outro lado, a
concentração de empregos costuma se dar no centro expandido e nas
zonas industriais e comerciais nas quais o adensamento já não é mais
possível. Em resumo, os empregos estão onde há menos gente morando e
a maioria das pessoas vive onde praticamente não há oferta de
trabalho. Daí,é preciso criar novos pólos de desenvolvimento
econômico de modo a gerar emprego e renda nos círculos mais
periféricos.
O conceito de
MOBILIDADE URBANA sustenta que as políticas públicas de transporte,
trânsito e de uso e ocupação do solo devem ser elaboradas de maneira
conjunta e harmoniosa. Dessa forma, parece possível que urbanistas,
técnicos em transportes, em trânsito e legisladores, apliquem o
conceito na administração pública e na revisão do Plano Diretor
Estratégico, de modo a diminuir o número de deslocamentos, que hoje é
de 30 milhões por dia, proporcionando ao munícipe o acesso amplo e
democrático ao espaço urbano.
Um passo importante
nessa direção é a revitalização de diversas áreas na região do centro
expandido e a aplicação da lei no que se refere à função social da
propriedade, permitindo abrigar unidades residenciais multifamiliares.
Outro passo é implantar moradias populares em todas as regiões em
torno de novos pólos de desenvolvimento comercial, industrial e de
serviços que devem ser incentivados e criados.
Por último, a
mobilidade urbana não pode prescindir de uma política que desestimule
o uso de veículos particulares e a que qualifique cada vez mais o
transporte coletivo o que passa, obviamente, pela ampliação do
sistema, pelo conforto e renovação permanente das frotas.
Antonio Goulart
Elefantes: a União Europeia está
dando luz verde para novos massacres?
Montreux, Suíça, PRNewswire - Apesar
da maciça oposição do Parlamento Europeu à retomada do comércio de
marfim dos elefantes, a Comissão Europeia parece cada vez mais
propensa a apoiar a anulação de um bloqueio mundial de 1989 na 15ª
Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da
Flora Selvagens em
Perigo de
Extinção (CITES), que será realizada de 13 a 25 de março em Doha. Em
10 de fevereiro, o Parlamento adotou uma Resolução com linguagem
muito forte (http://www.presseportal.ch/go2/franzweber1)
convocando a União Europeia, que vai negociar como m único bloco na
CITES, a não apoiar a reabertura do comércio de marfim e a respeitar
o acordo de moratória sobre o marfim, com duração de nove anos e
celebrado na 14º encontro da CITES em
Haga em 2007.
A Comissão e os
estados-membros da União Europeia estão agora muito propensos a
ignorar o Parlamento e a apoiar movimentos da Tanzânia e da Zâmbia
para reiniciar o comércio do marfim. "Essa é realmente a última
tacada para os elefantes na África. A caça devastadora da década de
80, que foi no início controlada pela CITES, é agora tão prevalente
que os elefantes africanos estão praticamente extintos em alguns
países onde antes viviam", disse Bourama Niagate, diretor de parques
e reservas naturais em Mali e co-presidente da Coalizão pelos
Elefantes Africanos, composta por 23 governos.
"A União Europeia
devia demonstrar mais uma vez a liderança que demonstrou em 2007
quando, sob presidência alemã, mediou uma negociação de onze horas
sobre uma moratória sobre o marfim, de nove anos de duração, nas
últimas negociações da CITES. É incompreensível que a União Europeia
chegue a pensar em reabrir o mercado do marfim.
Depois de anos de
sossego, está agora dando luz verde para os caçadores matarem os
elefantes", disse Vera Weber, diretora da Fondation Franz Weber.
"Pedimos urgentemente que a Comissão mude sua posição antes que seja
tarde demais para os elefantes africanos", acrescentou.
Uma boa notícia vem da Câmara de
Comércio Árabe Brasileira. De acordo com a entidade, que reúne 22
países além do Brasil, as exportações verde-amarelas para os países
árabes, que em 2009 sofreram redução de quase 5%, vão se recuperar de
forma significativa em 2010.
As carnes e o açúcar
serão os principais responsáveis por esse alavancamento. Ambos os
produtos responderam pelo maior volume de negócios entre o Brasil e
aqueles países durante o ano passado, sendo 28,8% das vendas
representadas pelas carnes e 27,4% pelo açúcar. Em dólares, as vendas
totalizaram, respectivamente, US$ 2,71 bilhões e US$ 2,57 bilhões.
A carne brasileira é
muito bem recebida pelos países árabes, chegando a ocupar 52% daquele
mercado. Também há crescente demanda pela aquisição do gado em pé,
principalmente por parte do Líbano, da Síria e do Egito.
Outros produtos que
terão espaço cada vez maior na pauta de comércio exterior do Brasil e
países árabes são a soja, o milho, o leite e seus derivados. A
demanda por esses elementos já vem crescendo: vale lembrar que, no
ano passado, as exportações brasileiras de cereais para os árabes
cresceram 22,6%. O milho foi a principal ‘estrela’, seguido pela
soja.
Como o mercado
brasileiro de lácteos sofreu um baque razoável no ano passado -- o
Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP,
apontou, em dezembro, uma queda de 5,45% na média nacional dos preços
pagos aos produtores de leite –, a tendência de crescimento das
exportações do setor merece ser comemorada. Dados da Comissão de
Pecuária de Leite da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil
(CNA) apontam que, no acumulado do ano, a receita das exportações de
produtos lácteos caiu 69,2% em 2009, sendo que o volume vendido foi
53,5% menor.
Em contrapartida, as
importações subiram 24,2%, com um crescimento de 70,9% no volume, de
133,1 mil toneladas. O saldo da balança comercial deixou, portanto,
de ter um superávit de US$ 328,4 milhões (2008) para acumular um
déficit de US$ 98 milhões (2009). Tais resultados são devidos, em
grande parte, à entrada expressiva de leite em pó proveniente da
Argentina e do Uruguai no País, a preços depreciados.
Assim, é positivo
que existam sinais de recuperação nos preços do leite no mercado
internacional, e que o Brasil esteja se preparando não apenas para
recuperar o espaço perdido como, também, para ampliar sua
participação global. E, principalmente, é bom saber que, além da
melhoria das cotações no mercado internacional, a recuperação do
segmento poderá contar com o incremento da demanda industrial. Temos,
portanto, sinais efetivos de que o setor de alimentos em geral, e o
de lácteos em particular, terão uma recuperação mais veloz do que
outros. O fomento aos negócios com os países árabes é muito bem-vindo
nesse momento.
Carne, açúcar,
leite, soja, milho. Em breve, a riqueza colhida nos campos
brasileiros ocupará um espaço pra lá de significativo nas mesas
egípcias, marroquinas, sírias, libanesas, argelinas e tantas outras.
José Osvaldo Bozzo
Convergir para o consumo popular
Os consumidores populares brasileiros
estão na moda. Mesmo que confusamente sejam tratados ora como classe
média, ora como pertencentes à base da pirâmide social. O que já é
consenso é que o conjunto de mais de trinta milhões destes
consumidores gastará em 2010, apenas, aproximadamente 700 bilhões de
reais.
Uma montanha de
dinheiro suficiente para estimular agências e anunciantes para que
voltem suas atenções estratégicas para esse imenso País dentro do
Brasil.
É aí que surgem
alguns problemas.
Este país de consumidores populares
dentro do Brasil tem regras próprias de comunicação, que se apóia em
linguagem que leva em conta sua cultura, seus regionalismos, hábitos
familiares, vivências em bairros, conduções, igrejas etc.
São homens e
mulheres, jovens e idosos, que interagem em redes vivas nos
aglomerados urbanos. Que praticam coletivamente o amadurecimento e as
decisões finais de compra. Que decidem, também coletivamente, a
seqüência das prestações a serem pagas.
E que são
estrangeiros dentro do Brasil pois foram abandonados à própria sorte
nos seus bairros distantes, nos cortiços e favelas por um capitalismo
tupiniquim que apostou sempre nos nichos mais abastados.
São consumidores do povão que, até
recentemente, não eram percebidos nas suas nuances (e ainda não o
são) mas que esvaziam seus bolsos sem deixar rastros na poupança,
todos os meses.
Que chegam ao
mercado cada vez mais bem informados mas que não conseguem, ainda,
traduzir suas vontades aos ouvidos desatentos e destrinados de
lojistas, de agências e até mesmo dos grandes conglomerados.
Colocar estes
consumidores na perspectiva de crescimento das companhias nos obriga
a se especializar nestes homens e mulheres, jovens e velhos que
querem gastar, mas que já impõem como condição de acesso aos seus
bolsos. Ou seja, fazer uma paradinha obrigatória e ascultar seus
corações e mentes. Pois se trata de gente que valoriza o acesso
emocional e que decide a partir do reforço da auto-estima e das
sinergias com suas crenças, cultura e vivências na família, na
igreja, no bairro e nas conduções.
O principal legado para São Paulo
serão trilhos, diz secretário
O secretário de Economia e Planejamento, Francisco Vidal Luna,
declarou, em sua palestra no Seminário da Copa 2014, realizado na
Assembleia paulista entre 9 e 11 de fevereiro, que o governo paulista
não fará nada que não se constitua, após a Copa, num legado para a
população. Em seguida, mostrou os itens que estão assinalados como
preparativos para 2014, entre eles: adequação do estádio do Morumbi;
entorno do estádio; sistema de transporte; e serviços qualificados.
Excluindo a adequação do estádio à Copa, que é
responsabilidade do proprietário (no caso, o São Paulo Futebol
Clube), entre as ações de responsabilidade do Estado, Vidal destacou
o sistema de transporte, que apesar de não ter sido projetado com
vistas à Copa, vai ser redimensionado para dar um acesso maior ao
estádio por meio da construção de um monotrilho, batizado de Linha
Ouro. Com custo estimado em R$ 3,175 bilhões, a linha sairá das
estações São Judas e Jabaquara do Metrô e irá até o estádio do
Morumbi, passando por duas outras estações no caminho.
O secretário explicou que considera o
transporte o item mais crítico do projeto e que vai impactar mais na
qualidade de vida dos moradores de São Paulo, porque depois da
inauguração dessas obras, a poluição diminuirá e o congestionamento
do trânsito também, além de diminuir o tempo gasto em deslocamentos
pela população.
Sobre os itens segurança e acomodação,
o secretário estima que a cidade de São Paulo já está bem preparada
nesses setores, já que sedia eventos como a Fórmula 1. Ficará melhor
ainda, mas que essa parte compete à atividade privada, observou.
O secretário reforçou que a preocupação do governo é quanto
ao legado de transporte público, e declarou que "mais do que o metrô,
o transporte público vai se constituir de uma melhoria na CPTM, com a
incorporação de 84 composições de trens, com 8 carros cada, e
qualidade superior aos atuais trens do metrô".
Quanto às obras viárias, estão previstas para ser entregues
no curto prazo a marginal do Tietê e o trecho sul do Rodoanel, e as
demais, como a finalização da avenida Roberto Marinho (Águas
Espraiadas) e a ampliação da Jacu-Pêssego, tem previsão de entrega
até 2012.
Saúde da Família: maior cobertura do
país está em Minas Gerais
População atendida pelas equipes de
PSF em Minas Gerais passou de 54,89% em 2003 para 69,13% em dezembro
de 2009
O percentual da população mineira
atendida pelas equipes do Programa de Saúde da Família (PSF) saltou
de 54,89% em 2003 para 69,13% em dezembro de 2009. Isso significa que
quase metade dos municípios mineiros tem 100% da cobertura do PSF.
Mais de 420 cidades já recebem o repasse mensal de recursos do Estado
para efetivar e melhorar a qualidade dos serviços de atenção básica e
possibilitar que eles estejam mais próximos da população usuária do
Sistema Único de Saúde (SUS).
A responsabilidade
por essa melhoria pode ser creditada ao Programa Saúde em Casa. Por
meio dele, Minas Gerais repassa um incentivo financeiro mensal às
equipes de Saúde da Família e investe na construção e reforma de
Unidades Básicas de Saúde (UBS). Este é o maior projeto de
infraestrutura de saúde pública do país.
De acordo com o
secretário de Estado de Saúde, Antônio Jorge de Souza, Minas é o
único Estado brasileiro a destinar mais recursos, qualificando e
fortalecendo as equipes de saúde da família.Minas investiu, até
outubro de 2009, mais de R$ 555 milhões do Tesouro do Estado em
infraestrutura, qualificação de pessoal, compra de equipamentos e
material para melhorar a atuação das equipes do Programa Saúde da
Família (PSF). Desse total, foram aplicados cerca de R$ 245 milhões
na compra de equipamentos, material de consumo e custeio.
Para facilitar o
acesso dos médicos e enfermeiros à população, R$ 16,5 milhões foram
destinados à compra de 926 carros para as equipes do PSF. Cada
veículo atende até cinco equipes.
Entre 2005 e 2008, também foram
investidos R$ 177,3 milhões para construção, reforma, ampliação e
compra de equipamentos para 1.252 Unidades Básicas de Saúde (UBS). O
restante dos recursos foram utilizados em outras ações, como
capacitação de pessoal e compra de material de consumo.
Novos Investimentos –
Para a terceira etapa, 2009-2010, mais 358 municípios serão
beneficiados pelo Saúde em Casa. Desse modo, a cobertura do programa
será ampliada para 97,65% do território mineiro. Neste período, o
programa de melhoria da infraestruta do Saúde em Casa receberá
investimento de R$ 120 milhões. As novas unidades se destinam a
abrigar 565 Equipes de Saúde da Família (ESF).
Cerca de 80% das
demandas de saúde podem ser tratados nas UBSs. Por isso, é
fundamental o investimento na saúde primária. A Unidade “Tipo 1”
abriga uma equipe do Programa Saúde da Família em municípios que
possuem de três a cinco equipes. A do “Tipo 2” é destinada a abrigar
duas equipes em um mesmo imóvel, em cidades que possuem entre seis e
dezesseis equipes. Por último, a UBS “Tipo 3” abriga três equipes em
um mesmo imóvel e é destinada a municípios que possuem 17 ou mais
equipes de Saúde da Família em funcionamento.
As Unidades Tipo 2 e
3 são conhecidas como compartilhadas, pois constituem um modelo de
Unidade Básica de Saúde destinada a acolher mais de uma equipe de
Saúde da Família (duas ou três ESF) em um único imóvel.
De acordo com o
gerente-adjunto do Saúde em Casa, Fernando Schneider, as unidades
compartilhadas são adequadas para áreas de grande concentração
populacional. Nesses locais, os serviços de Atenção Primária à Saúde
se beneficiam dos denominados “ganhos de escala”, ou seja, há
possibilidade de prestar serviços de qualidade a menores custos, sem
prejuízo do acesso da população.
Além disso, como a
unidade compartilhada tem o objetivo de atender um maior número de
pessoas do que a UBS, ela dispõe de um espaço físico mais amplo.
“Quando instalada em locais adequados, a UBS Compartilhada torna-se
ponto de referência para a população”, explica Schneider.
Até agora, foram
construídas ou reformadas 1.200 Unidades Básicas de Saúde (UBS) no
Estado. Outras 600 unidades serão construídas em 2010. “Nenhum outro
Estado brasileiro construiu tantos postos de saúde em oito anos”,
garantiu o secretário Antônio Jorge.
Cada UBS custa, em
média, R$ 180 mil aos cofres estaduais para a obra e compra de
equipamentos. O Governo ainda disponibiliza a implantação do Plano
Diretor de Atenção Primária aos municípios, que garante a organização
dos processos de trabalho e permite a oferta dos serviços que a
população precisa. A SES oferece, ainda, educação continuada, por
meio do Canal Minas Saúde, uma das maiores redes de televisão
corporativa do país.
Fernando Schneider
explica que os investimentos do programa no PSF são também
responsáveis pela redução de 15% no índice de internações sensíveis
de 2002 a 2009, segundo o Sistema de Internação Hospital (SIH), queda
de 15,4% da mortalidade em menores de um ano e de 17% em menores de
cinco anos entre 2003 e 2008, segundo o Sistema de Informações sobre
mortalidade (SIM) e o Sistema de Informações de Nascidos vivos (Sinasc).
O reforço para as equipes contribuiu para o sucesso das campanhas de
vacinação, chegando a mais de 97% da população-alvo na vacinação da
BCG, Febre Amarela, Hepatite B, na Tetravalente (DTP/Hib) e Tríplice
Viral.
Metas alcançadas – Em
Catas Altas, na região Central do Estado, os números atestam o
sucesso do PSF. O município, com menos de 5 mil habitantes, tem duas
equipes de saúde da família, cada uma assistindo aproximadamente 2,5
mil pessoas. Segundo a secretária municipal de Saúde e coordenadora
do PSF, Cláudia Picardi Morais de Castro, quase todas as metas
pactuadas foram alcançadas: redução da mortalidade infantil e
materna, aumento de consultas e de exames, redução de internação por
condições sensíveis, 100% de vacinação de crianças e idosos, dentre
outras. “Agora queremos reduzir o tempo de espera para o atendimento
de nossos pacientes, que é de 40 minutos em média”, explica Cláudia
de Castro. O Saúde em Casa levou para Catas Altas, desde 2006, R$ 345
mil para construção de duas UBS, veículos e equipamentos.
O trabalho em
parceria com a Assistência Municipal em Catas Altas zerou também o
índice de desnutrição, com o atendimento de 45 crianças e seus
responsáveis. “Já cumprimos as metas do Milênio até 2013. Com o
mapeamento das condições de cada família assistida, conseguimos que
todas as casas no município tenham caixa d’água tampadas e filtros, o
que ajudou a zerar os casos de dengue e de verminoses”, completou a
secretária.
Em Barão de Cocais,
o secretário de Saúde Geovani Ferreira Guimarães também mostra os
bons números da saúde. Com 28 mil habitantes, possui dez equipes de
saúde da família e recebeu do programa, desde 2005, R$ 345 mil para a
construção de duas UBS e compra de um veículo. Foi contemplada no
edital de 2009 para a construção de mais uma UBS em 2010.
A redução de
internações por condições sensíveis à atenção entre 2007 e 2008 foi
significativa, chegando a 9,3%, informa Geovani. As gestantes estão
fazendo as sete consultas de pré-natal, os exames preventivos de
câncer de útero e mama também ostentam bons números e as campanhas de
vacinação de crianças e idosos atingem 100% de cobertura.
Adorável Mundo Novo
A crescente conectividade entre
sistemas de informação, a Internet e outras infraestruturas criam
oportunidade para agressores desestabilizar telecomunicações, redes
elétricas, linhas de transmissão, refinarias, sistemas financeiro e
bancário e outras estruturas críticas. Nos últimos anos, muitas
dessas situações ocorreram em diversos países do mundo, e o Brasil é
suspeito de também ter sido um dos alvos. Um ataque bem sucedido a um
ator importante do sistema financeiro poderia impactar severamente a
economia nacional e mundial, enquanto ataques cibernéticos contra
computadores de infraestruturas físicas, como as que controlam
sistemas de distribuição de energia e refinarias de óleo, têm o
potencial de tornar inoperantes esses serviços por horas ou semanas.
A dependência dessas
infraestruturas vulneráveis foi ressaltada recentemente pelo
Presidente Obama no lançamento da sua política de revisão para o
ciberespaço: “A infraestrutura digital, de comunicações, global e
interconectada, conhecida como ciberespaço, encontra-se hoje em quase
todos os aspectos da sociedade moderna e provê suporte crítico para a
economia americana, infraestrutura cível, segurança pública e
nacional. Ameaças ao ciberespaço podem ser encaradas hoje como um dos
mais sérios desafios econômicos e de segurança nacional do século
21”.
Ao mesmo tempo em
que as sociedades têm se tornado mais frágeis, as potenciais ameaças
estão se expandindo, se diversificando e ficando mais difíceis de
detectar. A capacidade para lançar ataques cibernéticos que podem
corromper essas vulnerabilidades estratégicas está chegando ao
limite, isto é, os avanços tecnológicos estão fortalecendo grupos e
indivíduos para diretamente ameaçar a segurança nacional e a
estabilidade global, quando colocam em risco infraestruturas
críticas.
As motivações para
os ataques podem variar desde intenções estratégicas até políticas,
financeiras, vingativas ou simplesmente a procura de aventuras. Em
termos simples, a ameaça para a segurança nacional e a estabilidade
global não está mais confinada a outras nações e seus exércitos,
podendo ser incluídos nesse rol grupos ou indivíduos poderosos, como
terroristas, insurgentes, organizações criminosas e gangues.
William Crowell,
ex-diretor assistente da Agência de Segurança Nacional dos EUA afirma
que “Para evitar ou burlar completamente normas jurídicas
internacionais sobre guerra, os países podem patrocinar, incentivar
ou simplesmente tolerar ataques cibernéticos ou espionagem realizados
por grupos privados contra seus inimigos”.
O impacto de um
ataque cibernético a infraestruturas críticas de um Estado pode
desestabilizar vários sistemas cruciais para o devido funcionamento
da sociedade como nós a conhecemos. É importante frisar que esse
cenário não é fruto da imaginação popular, mas algo que já está
acontecendo, inclusive dentro do nosso próprio país. Entretanto,
ainda não estamos habilitados a tomar as devidas medidas repressivas
e de contra-ataque. É necessária uma cooperação entre as esferas
públicas e privadas para uma efetiva política de proteção contra essa
novel modalidade criminosa. Nas palavras do Relatório de Criminologia
Virtual de 2009, da empresa Mcafee: “O conflito cibernético
internacional chegou ao ponto de não ser mais apenas uma teoria, mas
uma ameaça significativa com a qual os países já estão lutando a
portas fechadas”.
Renato Leite Monteiro
Vacina da gripe será composta por
vírus H1N1 pandêmico
A imunização deste ano será
trivalente, contendo o vírus da gripe A pandêmica além de outros dois
tipos circulantes no hemisfério sul
Está disponível nas marcas Delboni
Auriemo e Lavoisier a vacina contra gripe de 2010, que será composta
por cepas do vírus H1N1 pandêmico e outros dois tipos que circulam no
hemisfério sul, um “A” e um “B”. Por essa composição, a vacina está
adaptada a todas as faixas etárias, inclusive crianças menores de 5
anos e idosos, que são os grupos mais vulneráveis a complicações
causadas pela gripe.
A Organização
Mundial de Saúde mantém o alerta de risco de pandemia para o H1N1
para o próximo inverno no hemisfério sul. Na epidemia de 2009, as
pessoas mais afetadas tinham entre 15 e 40 anos. O ideal é que a
vacina seja aplicada o quanto antes, o que confere proteção precoce.
As unidades do Delboni Auriemo e Lavoisier, em São Paulo, oferecem a
vacina contra o vírus influenza para todos a partir de seis meses de
idade, durante todo o ano.
Caracterizada por
febre alta, fraqueza, cefaléia e dor no corpo, além de
congestionamento do sistema respiratório, uma gripe simples pode
evoluir para pneumonia. Para conscientizar a população da importância
de prevenir a doença, as redes de saúde pública e privada se unem na
campanha de vacinação contra a gripe.
O
governo promove desde 1999 uma campanha nacional de vacinação, que
garante a imunização gratuita para maiores de 60 anos.
Neste ano, o Ministério
da Saúde anunciou que imunizará contra a gripe A pandêmica
trabalhadores da rede de saúde, população indígena, crianças, adultos
de 20 a 29 anos e idosos, de acordo com o cronograma:
8/3 a 19/3 – população indígena e
trabalhadores da rede de saúde
22/3 a 2/4 – crianças (seis meses a
dois anos), doentes crônicos (diabéticos, doenças respiratórias,
obesos)
5/4 a 23/4 – adultos de 20 a 29 anos
24/4 a 7/5 – idosos com mais de 60
anos, com doenças crônicas
Grávidas podem ser vacinadas em
qualquer etapa, exceto a primeira.
De acordo com o sanitarista Dr. Ricardo
Cunha, responsável pela área de vacinas da DASA, durante os surtos
epidêmicos de inverno a gripe acomete até 15% da população podendo
chegar a 30% nas grandes epidemias. “Várias medidas podem ser
adotadas para se prevenir a gripe, porém a mais importante e eficaz é
a vacinação”, explica o especialista.
A vacinação
apresenta até 90% de eficácia, tem efeitos protetores depois de dez e
é indicada para todas as pessoas com idade superior a seis meses de
idade. Ela deve ser aplicada anualmente, já que o vírus sofre
mutações. Para gestantes, é recomendável a partir do terceiro mês da
gravidez, sempre com orientação médica. As reações mais comuns, que
atingem entre 10% e 20% dos vacinados, são dor e no local da
aplicação. Os sintomas desaparecem espontaneamente entre 24 e 72
horas após receber a dose. A vacina não é indicada para pessoas com
alergia comprovada à proteína do ovo, já que a produção é a partir de
embriões de galinha.
Segundo o Ministério
da Saúde, estudos nacionais e internacionais comprovam que a vacina
reduz mais de 50% das doenças relacionadas à gripe e, no mínimo, 32%
das hospitalizações por pneumonias. A perspectiva do governo é que na
campanha deste ano sejam imunizadas 81 milhões de pessoas: 62 milhões
contra a gripe pandêmica, que ganhou o nome de suína ou A, e o
restante contra gripe comum.