A maioria dos países ricos fica
no norte, no hemisfério norte, da linha do equador para cima.
Eles
chamam países do terceiro mundo, ou em desenvolvimento, aos
que vivemos ao sul do planeta.
Segundo
a OMS (Organização Mundial da Saúde), os acidentes de transito
no mundo inteiro, ultrapassam os 20.000.000 ao ano.
Morrem
1.000.000 de pessoas a cada ano, como se a população da cidade
de Curitiba fosse apagada.
As
políticas de prevenção e as leis dos países desenvolvidos, são
aplicadas nos países pobres, só que às vezes passam décadas
para isso.
Cada
feriadão, no Brasil, parece um filme repetido, uma cena de
terror, famílias inteiras, jovens, crianças, morrem em batidas
que parecem copiadas, de frente contra carros, caminhões,
ônibus e até colunas.
Muitas
mortes poderiam ser evitadas, o “AIR BAG” é um dispositivo que
salva vidas, aumenta as possibilidades de sobreviver a uma
batida.
Nos
países desenvolvidos o “AIR BAG” é um item de série, o carro
mais simples sai de fabrica com dispositivo duplo, no volante
e sobre o porta luvas, já os carros mais sofisticados tem
proteção lateral também.
No
Brasil e nos países do sul a vida é um opcional, proteger a
vida é uma opção, a diferença de viver ou morrer é de
dinheiro.
Porém olhe sobre o porta luvas
de seu carro e sobre o volante, ali tem uma tampa, essa é a
posição do “AIR BAG”, carros populares vem sem.
Podemos
chamar de inconsciente coletivo, aceitamos isso que nos
oferecem, sem reclamar, aliás, o que preocupa a maioria de nós
é o preço do carro, que tenha ar condicionado, toca CD, travas
e vidros elétricos, só pensamos no conforto, deixamos de lado
a prevenção.
Temos a mente em
desenvolvimento, ainda tendo o dinheiro para comprar o carro
com o “opcional”, ficamos felizes ao pagar abaixo da tabela,
nem pensamos que pode acontecer um acidente grave no futuro.
É mais importante o ar
condicionado, ele é considerado um item de segurança, pois
permite circular com vidros fechados, a violência das ruas,
faz esquecer o perigo de colidir.
Excesso de
confiança, essa mentalidade é o pensamento do avestruz,
colocar a cabeça num buraco na terra, faz pensar que está a
salvo do dano, nós pensamos que nunca vai acontecer conosco,
que os outros morrem, assim assistimos ao drama da vida
real, ao vivo, na teve.
Lembro de uma triste história, um analgésico que tomavam as
mulheres grávidas, ele produzia malformações nos fetos, as
crianças nasciam sem braços, sem mãos, esse medicamento foi
proibido nos Estados Unidos, demorou cinco anos para ser
retirado da venda aqui no Brasil.
Ficar espertos, atualizado do
que acontece no mundo, depende do acesso à informação, muita
gente é pobre e não consegue, outros como você e eu, temos
os recursos, mas somos pobres de mente.
Os países
ricos, antes de lançar um carro novo, fazem uma série de
testes de segurança, quando esses modelos chegam aqui para
serem produzidos, são desmanchados, as peças tiradas passam
a ter valor, a vida passa a ser um “opcional”.
Devemos copiar as coisas boas do norte, a segurança dos
cidadãos.
Prof. Francisco Emilio
Coutinho Goux
Internet cresce com a consolidação da Lei Kassab
Após um ano de vigência integral, a Lei Cidade limpa, apesar de ter
causado muita polêmica, deu destaque a uma mídia promissora: a
online
Com o
fim de outdoors e demais placas de tamanhos que excediam
os impostos pela lei Cidade Limpa, que entrou em vigor no início do
ano passado, muitos executivos e agências de São Paulo tiveram que
redirecionar seus investimentos voltados a esse tipo de mídia. Assim
que a lei foi vigorada, uma das soluções apontadas a esses
empresários foi a migração para as mídias
online, numa tentativa de substituir, de forma barata e abrangente,
as propagandas de rua.
Porém, essa migração acontece aos
poucos. Logo no início, poucos executivos acreditavam na consolidação
da lei, e à medida que a internet se firma como a mídia que mais
impacta as pessoas no ambiente de trabalho - local em que as pessoas
passam a maior parte do dia, o investimento na publicidade online
cresce. Segundo dados recentes do instituto
KelseyGroup,
a internet terá um crescimento anual de 2,7%, até 2012.
Mesmo sendo um veículo muito abrangente, os investimentos caminham em
passos pequenos. Nos EUA, por exemplo, esse setor engloba apenas de
10 a 15% dos gastos totais com publicidade. Em São Paulo, com a
consolidação da lei, a migração entre as mídias na cidade procedeu de
forma mais rápida que o restante do país. Vale ressaltar que a lei
coincidiu como crescimento de 46% que a internet apresentou por aqui
no ano de 2007, segundo o Instituto de Pesquisa Inter-meios, fator
que reforça a hipótese de que, por mais que essa lei
acabe, poucos devem voltar a investir nas
ruas.
Logo,
temos que ser bastante conservadores, para não sermos apanhados no
contrapé. No final da década de 1970, Paul Volcker, presidente do
banco central norte-americano na época, aumentou a taxa de juros,
para combater a inflação naquele país, e as dívidas do Brasil,
Argentina e México, que pareciam sustentáveis, deixaram de sê-lo. Os
três quebraram logo depois. A dívida externa é uma solução, mas pode
ser uma armadilha se administrada sem levar em conta os riscos de
mudança no cenário externo.
De acordo com Dominic de Souza, Country Manager
da DQ&A, multinacional especializada em Ad Operations, ainda não se
pode afirmar que o crescimento da publicidade online em portais da
cidade de São Paulo, no ano passado, é fruto do redirecionamento dos
investimentos que antes eram feitos na rua. Porém, ao completar um
ano, as intenções dessa lei se consolidaram. "Acredito que quem antes
apostava na rua, ao sobrar um dinheiro, direcionou seus negócios para
outras mídias, e o foco principal foi a internet”, afirma o
especialista na operacionalização da publicidade online.
Souza vê o futuro desse novo investimento com bons olhos: "Apesar de
exigir um gasto mais elevado que as mídias tradicionais, a internet
proporciona anúncios de maior qualidade e também gera novos empregos
no setor de TI", afirma. Dessa forma, a propaganda online se firma
como sinônimo de qualidade e as agências,
para não perderem os investimentos de seus clientes, oferecem
diversas possibilidades, inclusive a internet.
Hoje, os profissionais da área percebem que a lei veio para ficar.
Apesar da pequena participação na publicidade atualmente, a internet
recebe um investimento maciço, sobretudo de empresas que apostavam
suas fichas em mídias de rua, acompanhando o crescimento dos usuários
e a criação de novos domínios. Cada vez mais, todos percebem
que anunciar na internet é rápido, fácil e dá resultados. “O mais
importante é que foi uma excelente oportunidade para a mídia online
ser experimentada e, quem nunca experimentou, com a verba dos
anúncios de rua disponível, certamente irá experimentar e a
credibilidade virá com os resultados”, ressalta Dominic.
De
devedor a credor externo
O
Banco Central informou que no mês de janeiro o Brasil se tornou
credor líquido internacional, com os ativos nacionais superando a
nossa dívida externa. Esta notícia deve ser comemorada? Ou, na
verdade, é uma vitória de Pirro?
A crise da dívida externa da década dos anos de 1980 é um exemplo
típico de uma falha de mercado. Os bancos internacionais nos
emprestaram mais do que deviam e nos endividamos acima da nossa
capacidade de pagamento. A solução deste imbróglio somente terminou
em 1994 com a securitização da dívida do Plano Brady. Esta não foi a
primeira vez que o Brasil se viu obrigado a reestruturar a dívida
externa, mas certamente esperamos que tenha sido a última, pois
repetir erros do passado não é uma atitude inteligente. Diante destes
fatos, qual o argumento que justifica o endividamento de um país?
O mercado financeiro internacional permite que um país descase o
fluxo de gastos do fluxo de rendimentos. Os norte-americanos,
recentemente, têm gastado mais do que ganham e têm se financiado com
endividamento externo. A Noruega quando descobriu petróleo no Mar do
Norte, financiou boa parte dos investimentos necessários para colocar
em produção os campos com recursos externos. O segundo PND, do
Governo Geisel, usou também a estratégia do endividamento externo
para financiar investimentos daquele plano, ao invés de aumentar a
poupança doméstica com a redução equivalente do consumo da população.
A poupança externa pode ser usada para financiar o consumo, no caso
norte-americano, o investimento, no exemplo norueguês, ou o gasto do
governo, no caso brasileiro. A contrapartida da poupança externa é a
dívida externa.
Em princípio, não há nada de errado com a dívida externa, desde que o
endividamento obedeça à regra de bom senso que todo agente, família,
empresa, governo ou país, deve seguir: não tomar emprestado mais do
que a capacidade de pagamento. Caso contrário, a concordata ou a
falência bate à porta. A condição de sustentabilidade da dívida
externa é que a relação dívida/PIB pode aumentar, mas a uma taxa
menor do que a diferença entre a taxa de juros real externa e a taxa
de crescimento do produto real. Um país pequeno, como o Brasil, não
afeta a taxa de juros externa.
A principal causa da transformação do país em credor líquido tem sido
a política agressiva do Banco Central do Brasil de aumento das
reservas internacionais. No final de 2002, as reservas brasileiras
eram de US$ 16,3 bilhões. Em fevereiro de 2008, as reservas
internacionais estavam em US$ 189,4 bilhões, e pelo andar da
carruagem elas continuam aumentando.
No sistema de câmbio flexível, diferente do regime de câmbio fixo, a
necessidade de reservas é bastante pequena porque o banco central
deve intervir no mercado de câmbio apenas para evitar volatilidade
excessiva ou quando existir bolha. Um argumento usado pelos
defensores da atual política é de que um nível elevado de reservas
permitirá ao país atingir o grau de investimento, beneficiando o país
por meio da redução da taxa de juros. O grau de investimento depende
muito mais da qualidade da política macroeconômica, do que do nível
de reservas. Outro argumento é de que esta política tem impedido uma
apreciação maior do câmbio. Este argumento é duvidoso, pois se o
banco central não tivesse comprado dólares, alguém teria feito.
O custo de carregamento das reservas é dado pela diferença entre a
taxa de juros que o governo toma emprestado (digamos 11,25% e a taxa
de aplicação das reservas (4% numa hipótese otimista). Alguém faria
este tipo de negócio? O governo faz porque acredita que este é um
tipo de seguro. Mas, o contribuinte termina pagando a conta. O
Brasil, um país pobre, não pode se dar a este tipo de luxo. Um país
que precisa criar empregos não pode também se dar ao luxo de ser
credor líquido aplicando sua poupança em ativos estrangeiros. A
poupança doméstica deve ser aplicada na ampliação da capacidade
produtiva do país e na geração de empregos.
Fernando de Holanda Barbosa
Fonte: Conjuntura Econômica
Pedágio do trecho oeste do Rodoanel
pode aumentar trânsito em SP em curto prazo
A vitória do Consócio Integração na
concessão do trecho oeste do Rodoanel foi muito celebrada por trazer
um deságio de 61% no valor da cobrança do pedágio, além de permitir a
viabilização da construção do trecho sul. De fato, isso é uma boa
notícia para os usuários, que pagarão menos do que o projetado para
utilizar os seus 32 km. Além disto, a concessão permitirá o
financiamento do trecho sul do Rodoanel, que será fundamental para
retirar os caminhões de passagem de dentro da cidade de São Paulo a
partir de 2010.
No entanto, até lá, o
motorista paulistano deverá se preparar para a eventualidade do
trânsito sofrer um aumento causado pela cobrança do pedágio a partir
do último bimestre de 2008. Hoje em dia, o Rodoanel é utilizado em
grande escala pelos moradores de Osasco, Carapicuíba, Barueri e
entornos (incluindo Alphaville) para fugir do trânsito das marginais.
Além disto, boa parte dos caminhões oriundos do Sul do país com
destino ao interior do estado e norte do país (e vice-versa),
passaram a ter uma excelente opção para contornar o trânsito da
cidade de São Paulo com a abertura do trecho oeste. Segundo fontes da
Secretaria dos Transportes Metropolitano, 30% da frota de caminhões
passaram a utilizar essa via de escape, deixando de circular dentro
da cidade.
Com o início da cobrança
no Rodoanel, parte desses veículos de passageiros e desses caminhões
voltará a circular pelas marginais para evitar a cobrança. Em
particular, os caminhoneiros autônomos, que representam
aproximadamente 50% da frota de caminhões no Brasil. Eles tentarão ao
máximo evitar a cobrança, sobretudo quando trafegarem no caminho de
volta sem carga. Isto se deve ao fato que o frete em geral não inclui
o reembolso do pedágio no trecho de volta, só no de ida.
Vale a pena notar
que nas grandes metrópoles internacionais que contam com rodoaneis
não é cobrado pedágio justamente por temer desincentivar o trânsito
de caminhões por eles. Um exemplo é o caso da Francilienne, que
contorna Paris e que é gratuita, apesar de todas as auto-estradas que
chegam nela serem pedagiadas.
Assim sendo, em curto prazo, a cobrança
do pedágio no trecho oeste deve ter um efeito negativo no trânsito.
Isso só será superado com a entrada em funcionamento do trecho sul a
partir de 2010, que trará benefícios significativos para o trânsito
de São Paulo.
Olivier Girard
Filipinas - 11 milhões de transações
por celular ao dia
Uma das questões chave dos debates será
a regulamentação das operações de pagamento móveis. “Estudamos
modelos de legislação que vão desde a União Européia até as
Filipinas, um mercado com características semelhantes às brasileiras:
forte concentração do público na classe C e grande quantidade de
pessoas sem acesso a serviços financeiros”, adianta Kavakama.
No primeiro
trimestre de 2007, os filipinos já realizavam quase 11 milhões de
transações m-Payment ao dia. Iniciou-se com um programa para
facilitar a vida de 10 milhões de filipinos que trabalham fora do seu
país. Essas pessoas passaram a enviar dinheiro para casa, por meio do
celular, o que representa uma facilidade para a população de baixa
renda das Filipinas que não tem acesso a bancos ou mora em locais
isolados. Em 2006, os imigrantes enviaram quase US$ 14 bilhões para
seu país de origem. O valor representa cerca de 10% do PIB. O modelo
é simples: quem recebe dinheiro pelo celular pode ir ao caixa
eletrônico, ao banco ou a lojas para fazer compras, sempre com o
telefone. O varejista credenciado que transacionar registra o crédito
a receber também no celular.
Já a União Européia
(UE), através da sua Câmara de Compensação SEPA (Single Euro Payment
Área) aprovou recentemente um regulamento único para a região do euro.
Tal regulamento abre a participação no ecossistema de pagamentos
móveis a teleoperadoras, bancos, supermercados e outras redes de
varejos, determinando um menu de serviços amplo (pagamentos,
transferências de crédito e débito, operações a cartão entre outros).
Os países membros têm o prazo até o dia 1º de novembro de 2009 para
adequar uma legislação local ao regulamento da UE
Outro ponto a
ser debatido no workshop será expansão da base instalada de celulares
3G, que permite o uso de conexão Internet em banda larga, essencial
para serviços móveis bancários. Segundo estima a consultoria “Informa
Telecoms & Media”, a América Latina deve registrar cinco milhões de
usuários de celular plugados na Internet ainda esse ano.
Estudo mostra que IPTV já atinge
13,5 milhões de usuários em todo o mundo e alcançará a marca de 90
milhões até 2013
Usuários e operadoras contam com
melhorias na regulamentação, penetração da banda larga e
infra-estrutura que suporte o crescimento. Voitel fornece solução
integrada para uso corporativo
De acordo com estudo
da ABI, consultoria de inteligência em TI para mercados emergentes,
os serviços de IPTV (conteúdo de TV via internet) alcançaram a marca
de 13,5 milhões de usuários, em todo o mundo, no último ano. A
pesquisa ainda prevê que o número de usuários será superior a 90
milhões até o final de 2013.
“O mercado mundial
de IPTV já está posicionado para um crescimento muito forte”, disse
Cesar Bachelet, consultor sênior da ABI. “Ainda assim, é visível que
este crescimento será mais forte em algumas áreas do que em outras. O
estudo da ABI antecipa crescimento substancial particularmente na
América do Norte e nos mercados emergentes”, explica.
Embora a presença da
IPTV esteja se firmando em todo o mundo, operadoras e usuários
direcionam sua preocupação para questões regulatórias e a penetração
da banda larga em seus mercados. No mercado brasileiro, ainda se pode
adicionar o quesito ‘crescimento da infra-estrutura’ a essa lista de
pontos fracos. Especialistas acreditam que esta questão será
resolvida gradualmente.
O crescimento do
mercado de IPTV abrirá oportunidade de negócios para uma grande
cadeia de fornecedores: fabricantes de equipamentos (TVs, monitores
de LCD, cabos, servidores, entre outros), provedores de serviços
(servidores e operadoras) e profissionais (editores, designers,
redatores, produtores, técnicos de rede e outros).
A Voitel, primeira
operadora de VoIP do Brasil, já disponibiliza em seu portfólio uma
solução de IPTV privada e completa, a TV Corporativa. Lá, o cliente
pode contratar desde o serviço de banda e servidor para suportar a
transmissão com alta qualidade (em streaming), passando pela produção
de conteúdo e programação da TV de cada empresa, até a escolha da
melhor opção em terminal de imagem (monitores de LCD, plasma,
projeção, entre outras).
Com uso exclusivamente
corporativo, a ferramenta pode ser utilizada para entreter, informar,
educar e treinar equipes pulverizadas em diferentes regiões. Além de
transmitir programação customizada de acordo com as necessidades de
cada empresa, a TV Corporativa revoluciona a comunicação entre
empresa e funcionário, pois tem maior aceitação e interface mais
amigável se comparada aos canais de comunicação que a antecederam,
como o jornal mural, informativos impressos, entre outros.
“Esta solução
permite às empresas valorizarem sua marca, produtos e serviços, criar
processos de comunicação efetiva entre os funcionários e aumentar sua
produção, satisfazendo seus consumidores e colaboradores”, explica
Pedro Suchodolski, CEO da Voitel. “A Voitel prima por estar à frente
de seus concorrentes. É por isso que, apostamos em IPTV para uso
corporativo. Criamos a unidade de TV Corporativa para oferecer uma
solução que agrega valor aos negócios de nossos clientes. A TV
Corporativa entrega a criação, edição e veiculação de conteúdo
desenvolvido de acordo com a necessidade de cada um. Além disso, a
Voitel também se responsabiliza por administrar e prestar suporte
adequado, com relatórios de exibição e controle de qualidade”,
conclui o executivo.
O conteúdo exibido
pela TV Corporativa pode ser segmentado por localização geográfica ou
por horário, e as modificações na grade podem ser feitas em questão
de minutos sem que o sinal seja interrompido, o que confere à solução
da Voitel o poder de transmitir informações atualizadas com agilidade
e custo competitivo
Petróleo e Gás e as Receitas não
financeiras do Rio de Janeiro
Em reunião no último dia 13 de fevereiro,
a Diretoria da ANP decidiu determinar a sua Procuradoria a elaboração
de ofício dirigido ao Presidente da República e ao Procurador Geral da
República propondo o ajuizamento de ação direta de
inconstitucionalidade contra a lei estadual do Rio de Janeiro de número
5.139/2007.
Aprovada em
novembro de 2007, referida lei tem por objeto o “acompanhamento e
fiscalização” das compensações e participações financeiras de que trata
a Constituição Federal, em seu art. 20, §1º. Da leitura da lei em
questão verifica-se que a recomendação da ANP, pela discussão da
inconstitucionalidade da lei, é acertada.
A Constituição
Federal estabelece, em seu art. 20, que são bens de propriedade da
União, dentre outros, os recursos naturais da plataforma continental e
da zona econômica exclusiva (inciso V) e os recursos minerais,
inclusive os do subsolo (inciso IX). O parágrafo primeiro do mesmo
artigo pontua que é garantido aos estados e municípios uma participação
financeira na exploração e produção de petróleo e gás natural, de
recursos hídricos e de outros recursos minerais. Em suma, e aqui reside
um ponto chave, a propriedade é da União que pela exploração e produção
cobra do explorador e/ou produtor uma receita financeira (de natureza
não tributária); esta receita financeira, por força do dispositivo
contido no parágrafo único deve ser repartida com estados e municípios.
Não podemos
classificar esta receita dos estados e municípios como derivada. O
próprio STF (Mandado de Segurança número 24.312-RJ) firmou entendimento
no sentido de que essas receitas são originárias, afastando a
competência do TCU para a fiscalização da aplicação destas receitas,
atribuindo-a aos Tribunais de Contas dos Estados ou Municípios (onde
houver).
Ocorre que, mesmo sendo uma receita
originária, a relação jurídica de Direito Público de onde ela se
origina é estabelecida entre o explorador /produtor com a União
Federal, regulada pela ANP. Qualquer prestação devida o é em razão da
existência de um vínculo obrigacional – neste caso, de Direito Público
– entre empresa e União Federal.
A lei estadual
número 5.139/2007, ao pretender regular a fiscalização, arrecadação e
lançamento destas receitas, o faz em flagrante inconstitucionalidade,
invadindo esfera de competência da União Federal, imiscuindo-se em
relações jurídicas das quais não é parte.
Pretende o
estado assumir papel de fiscalizador e perceptor (arrecadador) de
valores que não lhe são devidos pelo explorador/produtor, senão pela
União Federal e, mesmo assim, apenas parte do que é recebido. Desta
feita, o artigo 9º da lei estadual, dentre vários, acaba por impor
obrigação às empresas exploradoras/produtoras de petróleo e gás junto
ao estado do Rio de Janeiro, justamente com quem não possuem relação
jurídico-obrigacional direta. A União Federal tem, na condição de
credora, a prerrogativa de fiscalizar, arrecadar, administrar a
receita, nunca um estado ou município que apenas se afigura como
beneficiário de tais valores.
Dr. Rodrigo Jacobina
INTERPOL e departamentos de polícia
confiscam mais de 162 mil cópias piratas na América Latina e Europa com
apoio de empresas do setor de tecnologia
Por meio de investigações em 14 países latino-americanos e dois
europeus, foram confiscadas cópias ilegais de software avaliadas em US$
18,2 milhões.
Após vários meses de investigações da INTERPOL e
departamentos de polícia e justiça, apoiados pela Microsoft e um grupo
de empresas do setor, comemorou-se hoje o Dia Internacional do Jogo
Limpo. As buscas contra organizações de pirataria de software foram
realizadas em 14 países da América Latina (Argentina, Brasil, Chile,
Colômbia, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Panamá,
Paraguai, Peru, República Dominicana e Uruguai) e em dois países
europeus (Espanha e Portugal) e, como resultado da operação, foram
confiscadas mais de 162 mil cópias falsificadas de software avaliadas
em US$ 18,2 milhões.
Os programas de software pirata pré-instalados ou
falsificados encontrados nesses países continham versões falsificadas
dos produtos mais populares da Microsoft, entre os quais, o Windows
Vista e o Microsoft Office. Também foram descobertas instalações onde
se produziam réplicas de CDs de produtos Microsoft falsificados que
eram vendidas a clientes de todo o mundo. Um grupo de falsificadores no
Paraguai, que utilizava a Internet para exportar software ilegalmente
para países da América Latina e Espanha, também foi descoberto nas
investigações.
"Os criminosos que estão por trás das redes de
falsificação são organizados, espertos e estão dispostos a gastar
grandes quantias no desenvolvimento de produtos falsificados, para
depois distribuí-los em mercados do mundo todo", afirmou John Newton,
gerente do projeto Intellectual Property Crime (Crimes contra a
Propriedade Intelectual) da INTERPOL. "Pirataria é crime, isso é fato;
é imprescindível que coordenemos nossos esforços em todo o mundo a fim
de desmantelar as redes criminosas e acabar com essas atividades
ilegais".
Nesse contexto, as autoridades e os especialistas
forenses identificaram um grande número de indivíduos que pré-instalam
ilegalmente produtos Microsoft não licenciados em computadores
montados. Enquanto isso, no México, um montador que instalava
ilegalmente produtos Microsoft sem as respectivas licenças foi
condenado à prisão. Em Portugal, foram abertas seis ações judiciais.
No Brasil as investigações estão focadas em cinco
regiões do país. Segundo Eduardo Paranhos, consultor jurídico da
Microsoft Brasil, a empresa apoiará ações de combate a comercialização
de softwares não originais. "Além de apoiar investigações, temos
trabalhado para conscientizar nossos clientes sobre os riscos
associados à compra de produtos falsificados e as vantagens de adquirir
software genuíno por meio dos canais adequados".
As investigações dessas organizações criminosas,
consideradas umas das maiores na América Latina, foram apoiadas por
Michael Mogensen, diretor de Investigações da Microsoft para a região.
As investigações também contaram com o apoio de parceiros da companhia.
"As ações e campanhas da empresa, coordenadas com instâncias
governamentais e associações e entidades, representam uma importante
iniciativa voltada a proteger os direitos de propriedade intelectual",
afirmou Mogensen.
Campanha de conscientização
Com o objetivo de conscientizar os montadores de computadores sobre os
problemas da falsificação e riscos de se vender software não original,
Juan Hardoy, diretor antipirataria da Microsoft América Latina,
explicou a importância de dar continuidade e fortalecer os programas
educacionais com uma engenharia mais forte.
"Nos últimos três anos, temos trabalhado para aprimorar
nossas iniciativas educacionais e ações antipirataria com soluções
tecnológicas mais eficazes, por meio de nosso programa de Vantagens do
Windows Original (WGA)", comentou Hardoy. O programa WGA inclui
características de produtos para proteger a propriedade intelectual dos
clientes e alertá-los sobre a presença de software não licenciado, o
que permite validar remotamente seus softwares para verificar se são
originais.
Segundo o
executivo, essa mudança foi conseguida graças ao retorno dos clientes e
parceiros, que há quase um ano vêm apoiando e demonstrando interesse
nesse plano geral.
Mais proteção contra produtos falsificados
Os clientes desejam um software original de alta qualidade, no entanto,
as cópias piratas freqüentemente contêm código malicioso ou malwares e
não funcionam de maneira adequada, o que implica riscos devido a
possíveis violações de segurança e perda de dados empresariais, danos à
reputação e custos com recuperação de dados.
A Business Software Alliance (BSA) compromete-se em
proteger a propriedade intelectual de seus clientes e parceiros na
região, contribuindo com as investigações de fabricantes e fornecedores
de software falsificado. "Neste ano, intensificamos nossos esforços
para protegê-los dando mais enfoque ao cumprimento das leis", afirmou
Montserrat Duran, diretora de Assuntos Legais da BSA na América Latina,
organização voltada a promover um mundo digital seguro e legal.
Segundo um documento técnico elaborado pelo IDC, em outubro de 2006, e
patrocinado pela Microsoft, a aquisição e a utilização de chaves de
produto falsificadas, software não original, geradores de chaves e
ferramentas de decodificação para o Windows XP e para o sistema
Microsoft Office podem aumentar o risco de exposição a vírus, worms e
códigos indesejados, incluindo spywares, Cavalos de Tróia e códigos
modificados. O documento está disponível em inglês para consulta em
http://www.microsoft.com/athome/
Em nível global, a pirataria rouba da indústria de software quase U$40
bilhões ao ano. Mas as perdas de faturamento da indústria são apenas o
começo, já que o quarto estudo anual sobre a pirataria mundial de
software (maio de 2007), conduzido pela BSA e IDC, mostrou que as taxas
de pirataria no ano de 2006 foram de 35%. Segundo o estudo, se essa
taxa diminuísse apenas 10% ao longo de quatro anos, seriam gerados 2.4
milhões de novos empregos, U$400 em crescimento econômico e US$67
bilhões em geração de impostos para a economia mundial. Apenas nos
últimos 18 meses, os agentes policiais do mundo todo confiscaram mais
de 914.177 unidades de softwares Microsoft falsificados.
Segundo o mesmo estudo a América Latina é a região que
registrou o menor nível de avanço contra a pirataria de software no
mundo. Comparando os dados de 2005 com 2006 houve uma redução de 68%
para 66%.
A Iniciativa de Software Original de Microsoft
Microsoft lançou a iniciativa de Software Original em 2006, e tem
intensificado seus esforços para proteger aos clientes e parceiros
contra os riscos dos softwares falsificados por meio de um maior
enfoque na educação, engenharia e ações legais. Mais informações sobre
a iniciativa de Software Original da Microsoft estão disponíveis no
endereço
http://www.microsoft.com
Como parte da Iniciativa de Software Original, a Microsoft continua
investindo em tecnologias antipirataria e características de produtos
para proteger sua propriedade intelectual e alertar aos clientes sobre
a presença de software falsificado. O Programa de Vantagens do Windows
Original permite aos clientes validar seu software de forma remota para
garantir que estejam usando o produto original. Desde julho de 2005,
512 milhões de usuários do mundo todo validaram sua cópia do Windows
através do Programa de Vantagens do Windows Original. Em 2006, foram
registrados quase 400 milhões de validações, com um índice de erro de
22.3 por cento.
Brasil: Conselho de Direitos Humanos
da ONU pede aprovação de lei de acesso à informação pública
O Brasil deve fazer o máximo possível
para garantir que o Congresso Nacional aprove uma lei de acesso à
informação pública. Esta foi uma das 15 recomendações feitas pelo
Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas ao Brasil
no dia 15 de abril de 2008, durante a primeira sessão do processo de
Revisão Periódica Universal. A Revisão Periódica Universal é um novo
mecanismo pelo qual o conselho analisa se os países estão cumprindo
suas obrigações e compromissos na área dos direitos humanos. O Brasil
foi um dos 16 países analisados durante a primeira sessão de revisão,
na sede da ONU em Genebra.
A ausência de uma lei de acesso à informação foi um dos
problemas apontados pela ARTIGO 19 em relatório enviado ao Conselho de
Direitos Humanos como contribuição para o processo de Revisão Periódica
Universal. O acesso à informação é garantido pela Constituição Federal
brasileira, mas sua aplicação é limitada pela ausência de uma lei
específica que defina os procedimentos para requisição de informações e
prazos de resposta. Um projeto de lei de acesso à informação pública
apresentado em 2003 encontra-se atualmente paralisado no Congresso
Nacional.
"A ARTIGO 19
pede ao governo brasileiro que tome todas as medidas necessárias para
implementar prontamente a recomendação do Conselho de Direitos Humanos
da ONU. Este é ainda mais um lembrete de que o Brasil precisa adotar e
implementar uma lei de acesso à informação. A falta de uma lei de
acesso está prejudicando seriamente o processo democrático e violando o
direito do público, reconhecido internacionalmente, de analisar
políticas públicas e participar do processo de elaboração dessas
políticas", afirmou Agnès Callamard, diretora-executiva da ARTIGO 19.
O processo de Revisão Periódica Universal do Conselho
de Direitos Humanos da ONU é feito por um grupo de trabalho formado
pelos 47 estados-membros do conselho, que analisam informações sobre os
países e fazem recomendações para mudanças. A revisão é baseada em
informações fornecidas pelos Estados analisados, compilações feitas
pelo Escritório do Alto Comissionado para os Direitos Humanos da ONU
com base em documentação sobre os países, além de informações
fornecidas por organizações não-governamentais, instituições nacionais
de direitos humanos, defensores de direitos humanos, instituições
acadêmicas e de pesquisa e representantes da sociedade civil.
Durante o processo de revisão do Brasil, no dia 11 de
abril de 2008, o Conselho de Direitos Humanos da ONU também discutiu
outras questões relacionadas à liberdade de expressão: o direito à
memória e à verdade sobre as violações de direitos humanos durante a
ditadura militar; a falta de pluralidade e a concentração dos meios de
comunicação; os problemas na concessão de licenças para funcionamento
das rádios comunitárias; e agressões e violência contra jornalistas.
As 15 recomendações feitas ao Brasil
foram:
1) Continuar a identificar esforços para reduzir a pobreza e a
desigualdade social (Bélgica);
2) Dar continuidade ao compromisso de
resolver a questão do abuso de poder e do uso excessivo da força
(Gana);
3) Ao mesmo tempo em que dá continuidade
a iniciativas positivas, investir mais rigor na avaliação dos
resultados de atividades planejadas em muitas dessas áreas: condições
prisionais, sistema de justiça criminal, sistema de detenção de
crianças e adolescentes, violência e execuções extrajudiciais cometidas
pela polícia militar, tortura, proteção dos defensores de direitos
humanos, violência contra a mulher, comunidades indígenas, violência
rural e conflitos de terra, trabalho infantil e escravo, impunidade
para aqueles envolvidos com o tráfico de seres humanos e a corrupção
(Reino Unido);
4) Intensificar esforços para a segurança
de defensores de direitos humanos e reforçar a cooperação com todos os
atores, em particular os estados e a polícia militar (Bélgica);
5) Fazer uma consideração mais ampla
sobre as questões de violações de direitos humanos de povos indígenas,
a falta de segurança pública e as condições precárias de detenção
(República da Coréia);
6) Tomar iniciativas para melhorar as
condições prisionais e implementar as recomendações feitas pelo Comitê
Contra a Tortura e pelo Comitê de Direitos Humanos (Alemanha);
7) Promover maiores esforços em relação
aos sistemas prisionais em diversos estados da federação para que sejam
transformados em centros de reabilitação (Uruguai);
8) Ampliar o acesso à justiça assim como
melhorar o sistema judiciário (México);
9) Implementar o mais rapidamente
possível iniciativas para tratar abusos de direitos humanos pela
legislação federal, se isso ainda não foi feito (Holanda);
10) Fazer o máximo possível para garantir
que o Congresso Nacional aprove uma lei de acesso dos cidadãos à
informação pública (Peru);
11) Continuar o compromisso com o
programa de reforma agrária (Gana);
12) Continuar de forma mais acelerada com
a reforma agrária adotando políticas públicas direcionadas a melhorar a
vida de afro-descendentes e minorias (Nigéria);
13) Ao mesmo tempo em que celebra o papel
pioneiro do Brasil no desenvolvimento de biocombustíveis baseados em
produtos agrícolas não comestíveis, aprimorar essa experiência e
preservar o direito à alimentação (Argélia);
14) Encorajar o estabelecimento de uma
instituição nacional segundo os princípios de Paris (México);
15) Integrar perspectivas de gênero no
processo de acompanhamento da Revisão Periódica Universal (Eslovênia).
Fonte: www.article19.org
Mitos do comércio exterior
A globalização não é uma invenção do
final do século XX. Já havia sinais de que as empresas procuravam se
internacionalizar e fazer investimentos em outros países. A questão
de fundo é saber porque alguns países conseguiram receber
investimentos e outros não. Ou porque há empresas que se
internacionalizam e outras não conseguem.
Nesta nova
fase pela qual o Brasil passa é preciso desmistificar algumas
“meias-verdades” sobre o comércio exterior, a internacionalização de
empresas e, em um âmbito mais amplo, o próprio processo de
globalização. De forma bem simples, este processo, como comentamos,
não é novo, pois podemos remontar às grandes navegações do século XVI
para encontrar ali a origem de algo que Karl Marx chamaria mais tarde
de “internacionalização do capital”.
bviamente que
a intensidade do processo atual é, sem dúvida, o diferencial de seu
passado remoto. Um processo contínuo de fluxo de bens e capital para
além-fronteiras que está longe de perder intensidade, mesmo com
crises conjunturais aqui e ali. No entanto, é preciso dizer que nem
todos os países ou empresas poderão usufruir das benesses deste
processo.
Há, e alguns
países africanos que o digam, uma grande parte da população que ainda
não está inserida no capitalismo como consumidores, nem nos exíguos
padrões de consumo imediatamente após as revoluções burguesas do
século XVIII. São hordas populacionais que ainda encontram-se
alijadas do atual momento de bonança pelo qual passa o capitalismo,
ou seja, vivem na periferia deste século XXI.
Sob o ponto de
vista das empresas, é preciso alertar que os impactos não são e não
serão os mesmos entre os diferentes setores, com a possibilidade de
setores inteiros se reestruturarem, ou até mesmo desaparecerem, para
que novos setores da economia venham a aparecer. Quando a velocidade
de mudança se acelera muito, este ciclo tende também a se acelerar, o
que torna difícil estabelecer estratégias de médio e longo prazo.
Uma
dificuldade a mais para os círculos da alta administração das
empresas. Se nem todas as empresas poderão ser globais, qualquer
instituição hoje, independente do seu tamanho ou ramo de atividade,
recebe e continuará recebendo influências deste capitalismo
globalizado, seja como fornecedora, seja como cliente, seja como
competidora ativa no mercado internacional.
Descontadas
estas ressalvas mais genéricas, que não negam a globalização, mas sim
a caracterizam, podemos afirmar que não existe um país ou região
economicamente autônoma. O mundo é o grande e interdependente mercado
da atualidade.
Sob o ponto de
vista do Brasil dentro deste contexto de intenso comércio
internacional, é preciso retirar do imaginário empresarial algumas
idéias equivocadas. Primeiramente de que operações no exterior são
atividades relegadas às multinacionais estrangeiras ou aos grandes
centros econômicos mundiais. Sobre a impossibilidade da empresa
brasileira, seja ela pequena, média ou grande, trata-se de um
equívoco muito mais cultural do que propriamente prático.
Considerando-se o produto e eventuais alterações; o mercado a ser
atingido; a engenharia logística e de formação de preço; entre outros
fatores, podemos sim vislumbrar um cenário otimista para as empresas
brasileiras no mercado externo. E isto não está limitado ao tamanho
das mesmas. Há no mundo milhares de casos de pequenas e médias
empresas que ao adotar e bem administrar estratégias de
internacionalização acabaram ampliando mercados, ganhando escala e,
principalmente, dividendos.
As “campeãs
ocultas” alemãs e os consórcios de pequenos produtores italianos são
exemplos de como empresas deste porte, com uma mentalidade
internacional, uma forma particular de abordar o desafio de
internacionalizar-se e um objetivo bem definido, podem conseguir
ótimos resultados no mercado externo.
Pelo lado das
empresas nacionais de grande porte fica cada vez mais evidente a
possibilidade de ganhar mercado externo quando observamos casos de
sucesso como, por exemplo, Embraer, Vale e Votorantim. Tais empresas,
competitivas mundialmente nos setores onde atuam, passam-nos a idéia
de que a internacionalização não é apenas possível como necessária.
Os pequenos e médios fornecedores destas empresas acabam ilustrando
novamente esta possibilidade de internacionalização de toda a cadeia
produtiva, seja diretamente através da exportação ou do investimento
externo direto, seja indiretamente, como fornecedora de matéria-prima
para produtos exportáveis.
Seria ingenuidade de nossa parte não
concordamos que o protecionismo de alguns países, a desvalorização do
dólar ou as crises que de tempos em tempos mexem com toda a economia
mundial são obstáculos para este processo e que obviamente tendem a
prejudicar o lado mais sensível da cadeia produtiva. No entanto, são
obstáculos ou sazonais, que aparecem e desaparecem de tempos em
tempos, ou possíveis de serem transpostos com dinamismo, criatividade
e, sobretudo, profissionalismo.
Precisamos,
por fim, resgatar a antiga idéia inicial e até histórica do comércio
exterior de que se há um comprador interessado em comprar e um
vendedor interessado em vender, a possibilidade do negócio se
concretizar é infinitamente maior. Entraves burocráticos, barreiras
cambiais e até dificuldades de comunicação em idiomas nem sempre
simpáticos aos nossos ouvidos, acabam deixando de ser obstáculos
intransponíveis para se tornarem dificuldades a serem superadas.
Olavo Henrique Furtado
Pesquisa revela a visão do mundo
sobre o Brasil Estudo da Market Analysis
constata que país é o 5º melhor avaliado quanto à influência que
exerce, ficando à frente de componentes do Brics (Rússia e Índia)
A Market Analysis, instituto de pesquisa e opinião pública,
apresentou os resultados do estudo internacional realizado em
parceria com o Instituto GlobalScan, encomendado pelo Serviço Mundial
da BBC. Em dezembro passado, foram ouvidas 14.503 pessoas, em 23
países, que avaliaram a influência exercida no mundo por outros
países.
Segundo Fabian Echegaray, diretor da Market Analysis, dentre
os 14 países que foram avaliados em termos de quão positiva ou
negativa é sua influência no mundo, o Brasil foi considerado o 5º
país com melhor desempenho, reunindo 44% de opiniões favoráveis,
ficando somente atrás da Alemanha, Japão, França e Grã-Bretanha.
"Esta classificação o coloca à frente de outros componentes do Brics
(Rússia, 37%, e Índia, 41%)", afirma Echegaray. "Entre os
participantes, o Quênia (67%), o Chile (65%) e os Estados Unidos
(61%) enxergam mais positivamente a influência brasileira perante o
mundo. Ao contrário de países do Oriente Médio, como o Egito (43%) e
a Turquia (40%), que o vêem mais negativamente", completa.
Outra constatação é que, à medida que a renda do
entrevistado aumenta, melhora a visão a respeito do Brasil, exceto
entre os grupos no pólo mais abastado. O alto nível de escolaridade
também favorece uma visão mais positiva sobre o país - 47,3% dos que
têm pós-graduação enxergam o Brasil com bons olhos (versus 44% da
média geral). Seguindo esta premissa, 59% dos americanos com este
perfil enxergam o país com bons olhos.
Na Turquia e no Egito, que o classificaram mais
negativamente, 42,9% dos pós-graduados e 54,3% das pessoas de alta
renda, respectivamente, consideram a influência do Brasil como
negativa.
De acordo com os
dados apresentados, no geral, a visão européia sobre o país é
positiva. A Grã-Bretanha (43%) e a Espanha (42%) foram os
responsáveis pela melhor classificação no continente. Completam o
time dos europeus que vêem o Brasil como boa influência, a França
(40%) e a Itália (39%). Curiosamente, Portugal, com sua proximidade
histórica, divide opiniões - 36% dos entrevistados avaliam o impacto
positivamente e 34% de forma negativa.
Entre os países avaliados, Alemanha e Japão dividem o
primeiro lugar no ranking dos mais bem vistos, com 56%. O Irã fica
com a pior classificação, visto por 56% dos entrevistados como a pior
influência nos outros países do mundo.
Perfil do olhar positivo Em geral, os homens do mundo têm uma visão mais positiva do
Brasil que as mulheres (47% vs 39%) e o mesmo acontece entre os
jovens. Pessoas com até 24 anos enxergam o país de forma otimista,
enquanto apenas 37% daqueles com mais de 55 anos dividem a mesma
opinião.
Visão geral O Brasil é amplamente visto como influente positivamente (44%),
com poucos países no mundo tendo reservas a seu respeito e sem que
haja uma maioria que tenha visão negativa. Foram 22% dos
entrevistados que o associaram a um papel negativo e 17% não souberam
dizer.
Ficha técnica O levantamento sobre a influência exercida no mundo por outros
países, realizado em dezembro de 2007,teve como base uma amostra de
14.503 pessoas, em 23 países. Foram entrevistados adultos entre 18 e
69 anos, dos seguintes países: Alemanha, Argentina, Austrália,
Brasil, Canadá, Chile, China, Coréia do Sul, Egito, Espanha, Estados
Unidos, França, Grã-Bretanha, Índia, Israel, Itália, Japão, México,
Nigéria, Portugal, Quênia, Rússia e Turquia.
Índios lutam por um espaço na
sociedade e no mercado de trabalho
Vivem no Brasil aproximadamente 460 mil
índios, porém ainda há muito o que fazer, muitos não têm acesso a
cultura, educação, saúde, cidadania e sofrem preconceito. Segundo estatísticas vivem
no Brasil aproximadamente 460 mil índios distribuídos entre 225
sociedades indígenas, que perfazem cerca de 0,25% da população
brasileira. Há entre 100 e 190 mil vivendo fora das terras indígenas,
inclusive em áreas urbanas. Além das 63 referências de índios ainda
não-contatados e dos grupos que estão requerendo o reconhecimento de
sua condição indígena junto ao órgão federal indigenista.
A situação de forma geral está
caminhando aos poucos para uma condição melhor, isto em vários
aspectos. Nos territórios indígenas, por exemplo, já ocorreram
avanços básicos na área da saúde e educação, porém ainda existe muito
o que fazer por parte do Estado. Em relação ao Direito surge novos
autores indígenas com políticas que trazem uma grande esperança por
diretos iguais e desenvolvimento.
Hoje como
organizador do núcleo de desenvolvimento indígena do Instituto Esther
Bueno Soares (IEBS) – Estudos Multidisciplinares e fumcionário de uma
multinacional, o indígena Eurico Lourenço Sena Baniwa, de 33 anos
trabalha em projetos que tem como objetivo estabelecer qualidade de
vida e oportunidades de desenvolvimento pessoal aos indígenas que
vivem no Brasil, seja na área urbana ou não.
O índio trocou a
rotina pacata na aldeia onde nasceu, na Floresta Amazônica, pela
agitação da capital paulista. Hoje graduado em filosofia e direito
ocupa um posto de destaque em uma multinacional em São Paulo.
“Minha vida mudou
muito, desde que saí de Manaus à procura de qualificação profissional
em São Paulo. Meu dia-a-dia é muito diferente do que vivia na aldeia.
Além do meu trabalho, dedico grande parte do tempo aos projetos do
instituto buscando patrocínios para dar andamento aos trabalhos, afim
de proporcionar qualidade de vida e desenvolvimento aos que ficaram
na aldeia, priorizando o meio ambiente, a fauna, a flora e a condição
de vida dos que alí habitam”, conta Baniwa.
Apesar do sucesso na
trajetória profissional, Eurico diz que sofreu preconceito ao chegar
a São Paulo. “Eu nunca escondi que sou índio, por este motivo perdi
muitas oportunidades profissionais, pois tem empresas que não nos
aceitam no quadro de funcionários, além do preconceito que existe nas
universidades, comenta”.
Além de defender direitos iguais a todos e
promover aperfeiçoamento profissional sem fins lucrativos, o projeto
pioneiro do núcleo indígena do IEBS chama-se o Kaa Akira, ou seja,
Folha Verde. Voltado ao meio ambiente e povos nativos, o projeto
será implantado no coração da Amazônia, no município de Santa Isabel
do Rio Negro. É um trabalho extenso, pois visa envolver as
comunidades locais na preservação do meio ambiente no sentido
completo, levando em conta a fauna e flora e a condição de vida dos
que alí habitam. Com uma área de 63 mil Km2 e uma população de
aproximadamente 10,5 mil habitantes.
“Com um
trabalho de campo, queremos aprimorar os conhecimentos dos indígenas
que ainda habitam na aldeia mostrando com obter melhores condições de
vida com os recursos que têm a volta, como exemplo a fauna e a flora
, claro que sempre preservando o meio ambiente. Além de lutar pelo
acesso a cultura, educação, saúde, cidadania e o fim do preconceito”,
finaliza o índio Eurico.
A lógica do Terceiro Setor na
globalização
O orçamento do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD)
para o presente exercício é de 10,1 bilhões de dólares. O montante, um
bilhão maior do que o valor de 2007, evidencia a crescente valorização
da responsabilidade social, considerando que os recursos provêm de
doações privadas e fundos para causas específicas, como educação e
saúde, além de verbas governamentais.
No ano passado, o recorde de contribuições recebidas por
outro organismo, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA),
corrobora a ampliação da consciência universal quanto à necessidade de
reduzir os índices de miséria e promover a inclusdão social e mlehoria
da qualidade da vida.
No total, 181 Estados-membros contribuíram com 419 milhões de dólares
para o UNFPA. Isto representa o número mais elevado de países doadores
e o maior montante recebido a título de contribuições desde que a
agência iniciou suas operações, em 1969.
O destino dos recursos
demonstra o significado do apoio aos organismos da ONU, bem como a
todas as instituições sérias, de natureza privada ou estatal, dedicadas
ao bem comum. No caso do PNUD, o dinheiro financia suas atividades em
160 países, em programas relativos ao desenvolvimento de capacidades
para atingir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e outras metas
de caráter socioambiental. As mudanças climáticas são uma das
prioridades, e os dirigentes da agência enfatizam não haver maneira de
as prevenir apenas
com recursos públicos. Para eles, atrair o setor privado será a chave
para solucionar o aquecimento global.
Quanto ao UNFPA, os recursos destinam-se à promoção dos direitos de
cada mulher, homem, jovem e criança a uma vida saudável, com igualdade
de oportunidades para todos. As verbas também são aplicadas no apoio
aos países na utilização de dados sociodemográficos para políticas e
programas de redução da pobreza. Contribuem, ainda, para assegurar que
todas as gestações sejam desejadas, todos os partos sejam seguros,
todos os jovens fiquem livres do HIV/aids e todas as meninas e mulheres
sejam tratadas com dignidade e respeito.
Além de seus propósitos
humanitários, as agências da ONU têm outro aspecto em comum: para
ambas, os recursos privados são estratégicos e fundamentais. O mesmo
raciocínio aplica-se às organizações do Terceiro Setor que atuam
localmente, circunscritas ao atendimento de uma demanda social ou
público específico. Como não têm fins lucrativos, sua capacidade de
gerar receitas próprias é limitada. Assim, dependem do exercício da
responsabilidade social por parte do capital privado e do esforço do
voluntariado.
A lógica do Terceiro Setor, quanto à sua inserção no mundo globalizado, é
a mesma que rege o universo dos negócios. Há organizações globais, como
as agências da ONU, e as locais, como alguns excelentes exemplos
brasileiros, dentre os quais a APAE (Associação dos Pais e Amigos dos
Excepcionais), AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente),
Fundação Dorina Nowill e ABRALE (Associação Brasileira de Linfoma e
Leucemia). Tanto quanto as empresas, esses organismos devem ter atuação
com foco local, mas olhar globalizado, mantendo-se sintonizadas nas
tendências e capazes de promover intercâmbio internacional, para adotar
práticas sempre atualizadas no cumprimento de sua missão humanitária.
Nesse contexto, é de se esperar que as verbas recordes das
agências da ONU indiquem uma tendência não só globalizada, como também
regional, pois os desafios são cada vez maiores para as entidades do
Terceiro Setor. No caso das que atuam na luta contra o câncer, como a
ABRALE, dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) dimensionam a
grandeza do embate: 84 milhões de pessoas morrerão da doença em dez
anos, se nada for feito. Mais de 70% dos óbitos ocorrem em países em
desenvolvimento e do terceiro mundo, onde os recursos necessários à
prevenção, diagnóstico e tratamento são limitados ou inexistentes. Tal
quadro caracteriza o câncer como problema de saúde pública e justifica
os recentes movimentos para a estruturação de uma estratégia global de
controle. O exemplo é didático e conclusivo sobre como deve
organizar-se o Terceiro Setor no cenário da globalização.
*Merula Steagall é presidente da ABRALE (Associação Brasileira de
Linfoma e Leucemia) e da ABRASTA (Associação Brasileira de Talassemia).