“A educação é um processo social, é desenvolvimento.
Não é a preparação para a vida, é a própria vida.”
(John Dewey)
Crise na Europa e nos Estados
Unidos, queda de governos árabes, discussões sobre o aquecimento
global. As doenças que acometem o mundo não são de ordem econômica,
política ou ambiental. Nossas mazelas são de caráter social. A
sociedade está enferma.
As
pessoas estão fisicamente doentes. Caminhe por uma praia e observe a
condição dos banhistas para constatar a falta de cuidados com o
próprio corpo, fruto de vida sedentária, alimentação desregrada,
ausência de atividade física. Não é à toa que obesidade, hipertensão
arterial e doenças coronarianas crescem vertiginosamente.
As
pessoas estão mentalmente doentes. Ansiedade, angústia, transtornos
de humor. Como prova do que digo, observe a proliferação de drogarias
por todo o país. E mais do que o número de novos estabelecimentos, a
frequência maciça de consumidores. Não importam dia e horário,
invariavelmente você encontrará filas nos caixas. Gente comprando de
medicamentos para as dores do corpo, a ansiolíticos e
antidepressivos.
As
relações sociais estão doentes. Temos cada vez mais amigos virtuais,
mas continuamos sem conhecer o vizinho que reside há anos na porta ao
lado. Familiares não comungam de uma mesma refeição, pais e filhos
pouco conversam, casais de amigos em um encontro pessoal trocam a
autenticidade de um diálogo pela efemeridade de tuitadas em seus
smartphones.
As
empresas estão doentes. Mesmo quando lucrativas, sofrem com crises de
liderança, dificuldades para engajar seus funcionários e reter
talentos, dilemas morais para alinhar discursos institucionais às
práticas corporativas.
Valores
e virtudes estão doentes. Intolerância, egoísmo e cupidez suplantam
condescendência, generosidade e gentileza. Prevalece a ética do
interesse pessoal em detrimento do coletivo.
No dia
seguinte ao réveillon, na praia, no campo ou nas ruas das cidades, o
cenário era de guerra. Lixo por todos os lados. Garrafas
despedaçadas, deixando cacos de vidros infiltrados na mesma areia
onde crianças inocentemente iriam brincar ao raiar do dia.
Nossos
problemas não são conjunturais, mas estruturais. E a solução passa
por reflexão, educação e cultura.
Tom Coelho
O ano nas mídias sociais: saiba quais foram os assuntos que se
destacaram em 2011
A MITI Inteligência divulga números sobre os temas que
movimentaram a web no último ano
Avaliando
os temas de maior relevância nas redes em 2011, a MITI
Inteligência reuniu dados sobre os tópicos que movimentaram o
ambiente online. Com base em estudos e análises produzidos a
partir de métricas de repercussão e comportamento na web,
foram selecionados assuntos que geraram buzz entre os usuários
do ciberespaço. “Essa análise do ano nas redes é fundamental
para mostrar em que o internauta está mais atento do que
nunca, conhecer quais os temas que geram interesse,
comentários e compartilhamentos e o porquê. Com isso,
identifica-se o que atingiu repercussão real, o alcance e sua
relevância, para que assim, tenhamos cada vez mais subsídios
para entender e acompanhar o comportamento dos usuários”,
observa Elizangela Grigoletti, gerente de inteligência e
marketing da MITI Inteligência.
Os
temas foram divididos em cinco principais grupos, sendo eles:
Indústria e Varejo: Um dos temas que se destacou na categoria
Indústria e Varejo foi a denúncia de trabalho escravo da
varejista Zara. Após matéria do programa A Liga, da Band, o
tema entrou no Trending Topics do Twitter e teve mais de 50
mil menções nas primeiras 24 horas, sendo 9.000 só na primeira
hora. Quem também se envolveu em crise nas mídias sociais em
2011 foi a marca Arezzo, após o lançamento da coleção
Pelemania. “O termo ficou em primeiro lugar nos TTs Brasil e
no Facebook concentrou cerca de 7.500 pessoas interessadas em
boicotar a marca em uma Fan Page. Foi uma grande repercussão
que levou a empresa a retirar a coleção do mercado. Isso é
prova da força do consumidor desta nova era digital”, comenta
Elizangela.
No
segmento, o sucesso ficou por conta da campanha da Nissan
“Pôneis Malditos”, que virou febre entre os internautas. O
assunto ficou por seis dias entre os 20 mais comentados no
Twitter, além de figurar entre os 10 vídeos mais assistidos no
Youtube durante o ano e se tornar o vídeo nº 1 em volume de
views no mês de julho, lançamento da campanha, somando 14
milhões de visualizações ao longo de 2011.
Tecnologia: Em 36 horas, a morte de Steve Jobs gerou mais de 8
milhões de menções no Twitter, tornando um dos assuntos de
maior destaque no ano em Tecnologia, ao lado do sucesso das
versões do iPad. Outro assunto que ganhou notoriedade foi a
chegada do iPhone 4S às lojas do Brasil. Uma semana antes de
estar nas lojas, o produto já tinha sido citado mais de 1
milhão de vezes no Twitter e, na semana do Natal, atingia a
marca de quase 350.000 menções na rede.
Economia No segmento de Economia, a novidade do Black Friday
movimentou as redes e a hashtag #blackfriday também foi parar
nos Trending Topics. Outro assunto que gerou polêmica e
repercussão nas redes foi a licença para a construção da Usina
Hidrelétrica de Belo Monte, principalmente com o Projeto Gota
D’Água, que reuniu diversos artistas e ativistas contra a
construção, movimentando mais de 480 mil pessoas na Fan Page
do projeto. “A fusão da Gol e da Webjet também chamaram a
atenção dos usuários, que no dia do anúncio citaram quase 5
mil vezes o fato nas redes sociais.”
Política Na categoria Política, o ano foi das mulheres, com
destaque para a presidente Dilma Roussef e Angela Merkel,
chanceler da Alemanha. O termo “mulheres no poder” gerou mais
de 170.000 resultados de busca no Google. As mortes de Osama
e Kadafi, dominaram as redes sociais, só a hashtag #osama
ultrapassou a marca de 5.000 tweets por segundo, conforme
dados oficiais do Twitter. Conteúdos a respeito também foram
publicados no Youtube e os dois vídeos mais populares sobre a
morte de Kadafi tiveram quase 500.000 visualizações.
Comportamento O Casamento Real foi um dos grandes destaques da
categoria Comportamento. “Além de gerar um grande volume de
visualizações no Youtube – foram 72 milhões no dia da
cerimônia – o casamento mobilizou a criação de eventos no
Facebook como o 1º Churrasco de Casamento do Príncipe
Willians, que somou 300 mil participantes confirmados na
rede.” Outro assunto bastante repercutido foi a morte da
cantora Amy Winehouse, que gerou mais de 470 mil tweets no fim
de semana do falecimento. Já o festival Rock in Rio movimentou
diferentes redes: mais de 300 mil seguidores no perfil oficial
do Twitter, quase 600 mil likes na sua página no Facebook,
cerca de 11 mil check-in pelo Foursquare e nada menos que 3
milhões e quatrocentos mil membros em comunidade do Orkut.
MITI Inteligência -miti.com.br
O Brasil aos olhos do mundo
Pesquisa CNT/Sensus encomendada por VEJA em dezoito países mostra que
os estrangeiros começam a vislumbrar novos contornos no país
Alguns estereótipos resistiram
bravamente ao tempo, mas o mundo já começa a ver o Brasil com outros
olhos: ele está mais rico, mais influente e muito mais famoso.
Continua simpático também. Aliás, simpaticíssimo, como mostram os
resultados da pesquisa internacional CNT/Sensus , encomendada por
VEJA. O trabalho contou com a participação de treze empresas de
pesquisa internacionais. Lideradas pelo instituto, elas entrevistaram
7200 pessoas em dezoito países. Além do Brasil, os escolhidos foram:
Argentina. Chile. Colômbia, México, Estados Unidos, Portugal,
Espanha, França, Itália, Inglaterra. Alemanha, Rússia. China, Japão,
Índia. Líbano e África do Sul. Com exceção da Índia (leia na pág.
75), todos veem o Brasil sob a mais favorável das luzes. Sobre os
seus habitantes, a avaliação dominante é que são alegres, festeiros.
Populares, agradáveis como turistas e queridos como vizinhos. Bons de
bola, também, claro - na verdade, os melhores de todos os tempos no
futebol (aqui, a afirmação teve uma única discordância: da Alemanha).
Enfim, se o Brasil fosse um colega de trabalho, seria daqueles que
rodos querem chamar para tomar cerveja. E até, quem sabe, para falar
de coisas mais sérias.
Metade
do mundo já sabe que o Brasil é uma economia relevante e com viés de
alta. E quase 60% acreditam que ele nunca foi tão influente na
política nem tão ouvido nas mesas de negociação internacionais -
ainda que, nesses campos, tenha colecionado bem menos vitórias do que
derrotas, sem falar em um ou outro vexame (alô, Irã!). Boas
impressões, no entanto, mesmo que não estejam lastreadas na
realidade, são um ativo importante para qualquer país. Elas o tornam
mais atraente, inclusive do ponto de vista econômico. "A boa imagem
abre portas", afirma o sociólogo Demétrio Magnoli. O filósofo Denis
Rosenfield concorda com ele: "Ainda que, em alguns aspectos, a
percepção positiva do exterior sobre o Brasil seja inexata, ela é boa
porque dá ao país a oportunidade de se transformar naquilo que o
mundo pensa que ele é".
Nesse
sentido, as expectativas dos estrangeiros em relação à capacidade
nacional de organizar a Copa do Mundo de 2014 soam como um alento e
uma esperança. Metade dos entrevistados sabe que o campeonato será
sediado no Brasil (um porcentual bem menor sabe que o país receberá
os Jogos Olímpicos em 2016, apenas 22%) e 73% confiam que o país está
preparado para recebê-lo e fazer dele um belo espetáculo. Esse é o
único item da pesquisa em que o Brasil foi mais bem avaliado pelos
estrangeiros do que pelos brasileiros - apenas 49% destes dizem
acreditar que o país está preparado para organizar a Copa. Em rodas
as demais questões da pesquisa, o proverbial otimismo dos brasileiros
- tricampeões mundiais, por exemplo, no índice de felicidade futura,
pesquisa feita pela Fundação Getúlio Vargas para medir as
expectativas de satisfação nos países - fez com que eles tivessem uma
opinião mais favorável do Brasil do que quem olha o país de fora.
Passando para o capítulo das más notícias, das nem tão boas assim e
das (apenas) relativamente positivas, o destaque fica por conta da
assombrosa revelação de que, sim, a balela da "internacionalização"
da Amazônia encontra eco no exterior. E ele não é fraco: 40% dos
entrevistados declaram ser da opinião de que a região, por sua
importância ambiental e pela riqueza de sua biodiversidade, deveria
ser "preservada de acordo com regras internacionais" - e não segundo
as leis brasileiras. Outros 12% afirmam ser favoráveis à
internacionalização pura e simples, seja lá o que isso signifique.
Assustador.
Fora
isso, o Brasil é bonito e hospitaleiro, seu povo é um concentrado de
virtudes hedonistas e rodo mundo sonha em nos visitar um dia. Mas ...
nem todos, ou melhor, apenas 36% dos entrevistados gostariam de viver
aqui - ao menos essa é a porcentagem dos que disseram considerar o
país um lugar "bom" ou "muito bom" para viver. Para 40%, ele é apenas
"razoável" (afirmação da qual, obviamente, discorda a maior parte dos
brasileiros: 57% acham bom ou muito bom morar aqui).
Isso é
sinal de que, mesmo encantados pela nossa simpatia e cordialidade, os
estrangeiros não deixam de perceber as imensas lacunas da nação -
aquelas que fazem da política externa nacional um exemplo de
imprevisibilidade, reduzem a produtividade dos trabalhadores, travam
o fluxo do progresso e impedem que o futuro do Brasil seja tão claro
e luminoso quanto uma praia ensolarada. Não é de estranhar, tampouco,
que a primeira coisa que vem à cabeça dos estrangeiros quando o
assumo é Brasil não seja o etanol nem os jatos da Embraer, mas o
futebol e o Carnaval- e aqui se chega à parte dos clichês resilientes
(que incluem a massiva referência a Pelé como "o brasileiro mais
famoso do mundo"). O cientista político americano Ronald Inglehart,
professor da Universidade de Michigan, atuou como consultor da
pesquisa encomendada por VEJA ao instituto Sensus. Sua conclusão: "O
Brasil continua a ser conhecido muito mais, pela sua riqueza cultural
e por suas proezas esportivas do que por seu dinamismo econômico e
sua influência política". Para mudar esse quadro, afirma, é preciso
que ele convença o mundo de que não é apenas um país simpático, mas
sério também.
Conhecimento do país Brazil? Oh, yes
Há dez anos, uma pesquisa do Sensus
revelou que 85% da população mundial sabia da existência do "Brasil".
No ano passado, esse índice saltou para 94%. Isso equivale a dizer
que, em uma década, cerca de 1 bilhão de pessoas foram apresentadas
ao país. O número é igual à população da China.
Essa
explosão de popularidade se deve, sobretudo, ao crescimento da
economia. Quando um país conquista uma moeda forte e passa a ter uma
economia previsível, ele exerce sobre o mundo uma atração quase
gravitacional. Entre os países pesquisados, um dos que mostraram
maior desconhecimento em relação ao Brasil foi a Índia - 8% dos
entrevistados disseram nunca ter ouvido falar dele. Em compensação,
foi também lá que a popularidade do Brasil deu seu maior salto nos
últimos dez anos - passou de 55% para 80%. Para isso, pesou o fato de
a Índia ser a terceira letra da sigla que virou sinônimo de
investimento auspicioso no mercado externo - e que começa com "b" de
Brasil. No caso dos donos das duas outras iniciais, o país já era bem
conhecido. Em 2001, 90% dos chineses e igual porcentagem de russos
diziam ter, ao menos, ouvido falar do Brasil. Hoje, nos dois lugares,
o índice de conhecimento está em 95%.
A
melhora da imagem do Brasil também foi realçada pela piora do cartaz
da vizinhança. "O Chile era tido como o exemplo na América Latina,
mas explodiu com a questão da educação. A Argentina continua sendo um
grande ponto de interrogação. O México está mergulhado na guerra do
narcotráfico", diz Roberto Teixeira da Costa, do Centro Brasileiro de
Relações Internacionais. "Com isso, o Brasil ganhou ainda mais
importância no continente e passou a ser mais comentado no mundo""
Economia lá vem o Brasil subindo a ladeira
Praticamente metade do mundo (49%) hoje classifica o Brasil como é
uma economia emergente. O resto erra para cima ou para baixo. Entre
os entrevistados na pesquisa Sensus, 27% superestimaram a economia do
país, ao classificá-lo de "desenvolvido", e 15% disseram que ele é
"subdesenvolvido" (o índice salta para tonitruantes 39% no Japão e
32% no Líbano).
Os
termos "desenvolvido" e "subdesenvolvido" começaram a cair em desuso
na década de 70. Desde os anos 80, o Banco Mundial passou a dividir
os países em quatro categorias, de acordo com sua renda per capita:
baixa renda (renda per capita anual de 1900 reais ou menos), renda
média baixa (de 1 900 a 7400 reais), renda média alta (de 7400 a 22
800 reais) e alta renda (acima de 22800 reais).
O termo
"emergente", embora não exista oficialmente, pegou. É uma criação do
mercado financeiro para designar países pertencentes à categoria
"renda média alta", e que, além disso, exibem boas condições
macroeconômicas e indicadores sociais razoáveis - ou seja, prometem.
Os europeus são os que mais conhecimento demonstraram sobre o status
econômico do Brasil. Os que mais erraram (para cima) foram os nossos
vizinhos da América Latina - 44% dos entrevistados acham que o país é
desenvolvido. Para entrar para o clube dos ricos, no entanto, o
Brasil precisa dobrar sua renda per capita - o que, em menos de duas
décadas, não deve acontecer (leia a reportagem sobre o Brasil como a
sexta economia do mundo na pág. 76).
Amazônia um equivoco tamanho gigante
A "internacionalização" da Amazônia
é uma falácia antiga. Começou em 1 850, quando o tenente da Marinha
americana Matthew Maury reivindicou o livre acesso de embarcações
estrangeiras ao Rio Amazonas. Na ocasião, o pretexto era geográfico -
para o tenente, as dimensões oceânicas do rio eram suficientes para
justificar a sua "desbrasileirização". No século passado, nos anos
80, o discurso tomou outro rumo. Diante da crescente preocupação
mundial com a degradação do meio ambiente, grupos com graus variados
de má-fé passaram a defender a tese de que a Amazônia, por sua
relevância para a manutenção do clima global e pela riqueza de sua
biodiversidade, não poderia ser "deixada" sob os cuidados do país a
que pertence (ou dos países, já que ela se estende por oito nações
além do Brasil, que concentra 60% da sua área).
A
pesquisa do Sensus mostra que, lamentavelmente, muita gente lá fora
vem levando esse delírio a sério - 40% dos entrevistados afirmam que
a Amazônia deveria ser administrada "de acordo com regras
internacionais" e não em conformidade com as leis brasileiras. Mais
do que isso, 65% se
dispõem
até a pingar um dinheirinho para ajudar no financiamento dessa administração exógena, cuja intenção elevada é
"preservar a floresta". Sobre isso, diz o cientista paraense José Matia Cardoso da Silva, vice-presidente executivo da Conservação
Internacional, com sede em Washington: "Para além da questão óbvia da
soberania, existe o fato de que o Brasil já adota muitos dos melhores
padrões internacionais para a conservação da Amazônia. Ele hoje pode
ser classificado como uma superpotência ambiental que ajudou a criar
muitas das regras de conservação de florestas adotadas em diversos
países". O Brasil tem, por· exemplo, o maior conjunto de unidades de
preservação e também de reservas indígenas do planeta. Até o
desmatamento, que chegou a varrer em um só ano uma área de floresta
maior do que a do estado de Sergipe, foi domado. Em 2011, ele chegou
ao seu menor patamar desde o início das medições em 1988.
A floresta da mãe joana
Mais da
metade dos estrangeiros acha que a importância ambiental da Amazônia
é suficiente para que ela seja administrada de acordo com regras
internacionais - e não brasileiras; 12% defendem a
"internacionalização" da floresta .
Copa do Mundo vai que dá
Eis o
único momento da pesquisa em que os estrangeiros demonstram ter mais
confiança no Brasil do que os próprios brasileiros: 73% dizem
acreditar que o país está pronto e apto para organizar e sediar a
Copa do Mundo de 2014, contra 49% de nativos que têm a mesma opinião.
O país
que mais confia na capacidade do Brasil é o Chile - 94% dos
entrevistados de lá não têm dúvidas de que vai dar tudo certo. Para
Roberto Piscitelli, professor da Universidade de Brasília, a
confiança dos estrangeiros se baseia menos em uma avaliação
propriamente objetiva do que numa associação inconsciente com o
reconhecido talento brasileiro nos gramados. Para 46% dos
entrevistados ao redor do mundo, os brasileiros são os melhores
jogadores de todos os tempos. A Alemanha foi a única a declarar que
os seus times são melhores do que os nossos. Mesmo assim, a opinião
não prima pela convicção: o país apontou a superioridade da sua
própria seleção por uma diferença de apenas 1,8 ponto porcentual em
relação à brasileira.
Gol de
placa
À
exceção da índia, a maior parte dos países estrangeiros está
convencida de que a Copa do Mundo no Brasil, em 2014, será um sucesso
- 73% dos entrevistados acreditam que o país está preparado para
receber o evento. Aqui, só metade da população acha que daremos conta
.
Influência mundial a imagem impressiona
Fora
das nossas fronteiras, o porcentual dos que creem que o Brasil nunca
teve tanta influência nas relações internacionais e na política
mundial é de 57%. É um índice inferior ao apontado na pesquisa pelos
otimistas brasileiros (78% acreditam na afirmativa), mas ainda assim
é alvo. O problema é o pouco eco que ele encontra na realidade. Do
ponto de vista da diplomacia, por exemplo, o Brasil colecionou mais
derrotas do que vitórias nos últimos anos. Das seis disputas por
cargos internacionais relevantes em que entrou, saiu-se vitorioso em
apenas uma, a que definiu o chefe da Organização das Nações Unidas
para Agricultura e Alimentação, hoje o petista José Graziano. A lista
de derrotas inclui os pleitos pela direção da Organização Mundial de
Comércio (vencido pela França), presidência do Banco Interamericano
de Desenvolvimemo (Colômbia), chefia da Organização Mundial de
Propriedade Intelectual (Austrália), secretaria executiva da Comissão
Econômica para a América Latina e o Caribe (Argentina) e diretoria de
radiodifusão da União Internacional de Telecomunicações.
No
capítulo dos acordos internacionais, nenhum vexame superou a
tentativa protagonizada pelo ex-chanceler Celso Amorim de intermediar
um acordo nuclear entre o Irã e o resto do mundo. O trato foi
anunciado com foguetório e autolouvação, mas ruiu 24 horas depois,
quando o Irã esclareceu que não havia recuado um centímetro em seus
planos de enriquecer urânio. Mas nem esse episódio foi capaz de
revender a impressão de que o Brasil está cada vez mais poderoso - o
que não é necessariamente ruim. Como disse Thomas Hobbes, tem poder
aquele que aparenta ter poder. Ainda que as aparências enganem.
Poderoso
57% dos
estrangeiros e 78% dos brasileiros ouvidos acham que o Brasil
aumentou sua influência no mundo.
América do Sul um bom vizinho
Para a
maioria dos argentinos, chilenos e colombianos, o Brasil é um
tremendo vizinho: além de não incomodar, contribui para o crescimento
dos países da região. Trata-se de uma avaliação bastante positiva
para uma potência regional cujas empresas estatais e privadas avançam
desde os anos 70 para além de suas fronteiras - e que na última
década expandiu fortemente seus investimentos na região. Dos três
países incluídos na pesquisa, a Argentina é o que recebe o maior
volume de investimentos brasileiros. Só nos últimos cinco anos, as
empresas daqui injetaram mais de 5 bilhões de dólares na economia
daquele país. Esse capital foi basicamente investido na instalação de
fábricas que fortaleceram a indústria argentina e criaram empregos.
Não por coincidência, é também a Argentina o lugar com o maior
porcentual de entrevistados que dizem reconhecer os efeitos benéficos
do Brasil na sua economia. O Chile e a Colômbia receberam
investimentos bem menores: somados, eles equivalem a 16% do que
levaram os vizinhos do Sul. Mas, nos dois casos, a boa percepção em
relação ao vizinho brasileiro é reforçada pela tradição liberal dos
países e pelo fato de eles serem menos protecionistas e fechados do
que os argentinos.
Se,
porém, a pesquisa tivesse incluído os andinos Peru, Bolívia e
Equador, é provável que os resultados não fossem tão favoráveis ao
Brasil. Nesses países, as empresas brasileiras estão envolvidas na
exploração de petróleo, mineração e obras de infraestrutura,
atividades politicamente sensíveis aos olhos daqueles governos,
bafejados por ventos bolivarianos. Mas, por enquanto, o Brasil está
longe de ser visto como expoente de uma espécie de imperialismo
moreno. É, para todos os efeitos, um bom país para ter ao lado.
Imperialista, não
Diante
do aumento da importância do Brasil na América Latina e no mundo, os
nossos vizinhos nos veem mais como mola propulsora do desenvolvimento
regional do que como exploradores potenciais.
Trabalho muito suor, pouca produçao
O
brasileiro gosta de trabalhar? É confiável? A resposta nacional a
essa questão da pesquisa foi um peremptório "sim": 80% dos
brasileiros acham que a população do país é "muito trabalhadora" e
"confiável". Ao redor do globo, no entanto, a opinião é um pouco
diferente - apenas 59% das pessoas concordam com a afirmação. Outros
22% acham que o brasileiro não é muito chegado ao batente. Isso
significa que ele tem de si próprio uma imagem muito melhorada e
superior à realidade? Não nesse caso. Para especialistas, a
discrepância entre as avaliações se explica por uma razão cultural e
outra econômica. "Para o brasileiro, a virtude sempre esteve
associada mais ao tempo e esforço despendidos no trabalho do que ao
desempenho alcançado. Em países como os Estados Unidos, por exemplo,
os fatores que contam são a produtividade e o cumprimento de metas",
diz Jorge Arbache, professor de economia da Universidade de Brasília.
A cada hora trabalhada no Brasil, um funcionário produz, em média, 7
dólares. No mesmo período, um chileno produz l4 dólares e um
americano, 37 dólares. Quando comparado a trabalhadores de outros
países, portanto, o brasileiro é pouco produtivo - e isso não tem a
ver com maior ou menor esforço braçal nem com os baixos níveis de
educação dos trabalhadores, que resultam em produtos menos
sofisticados e de menor valor agregado. A desvantagem brasileira é
consequência também, e sobretudo, das amarras que travam o
desenvolvimento do país, onde a logística ruim e a carga tributária
elevada aumentam desproporcionalmente o custo final a de um bem - e
isso afeta muito mais a produtividade do que um intervalo de uma hora
para o almoço.
Turismo e qualidade de vida visitar, sim. Já morar ...
É mais
ou menos como achar que existem mulheres para namorar e mulheres para
casar. Embora 82% dos entrevistados considerem o brasileiro "alegre e
hospitaleiro" e 49% afirmem que "certamente" visitariam o Brasil
(como já fizeram 8% dos estrangeiros ouvidos na pesquisa), apenas 36%
acham que ele é um país bom para viver. Entre os argentinos, a
situação atinge o paroxismo: 67% declaram que adorariam visitar o
Brasil, mas quase a metade (44%) acha que ele é um país apenas
"razoável" para morar. Pior, questionados se recomendariam a um
parente que trabalhasse ou estudasse aqui (a pergunta foi feita só
nos países da América do Sul), 42% responderam que não. Sobre a
imagem que têm do Brasil, 40% dos estrangeiros disseram que as
primeiras coisas que Ihes vêm à cabeça quando pensam no país são ora,
veja - Carnaval e praia. Ou, então - ora. ora, veja -, futebol.
Outros assuntos lembrados, como "pobreza", "Floresta Amazônica" e
"desenvolvimento econômico", tiveram empate técnico - nenhum
ultrapassou a marca dos 5%. Isoladamente, o povo que mais associa o
Brasil a "desenvolvimento econômico" é o francês: 16% dos
entrevistados disseram ser essa a primeira coisa que lembram quando
se fala no país. Ainda na Europa, os maiores entusiastas do Brasil
são Portugal e Itália. Da Índia vem a mais incisiva mensagem de
antipatia pelo Brasil: 24% dos indianos disseram considerá-Ia "muito
ruim para viver", 18% discordam que sejamos um povo "alegre e
hospitaleiro" e 40% não querem nos visitar. Mas o que parece desamor
é só desconhecimento. Hoje. 80% dos indianos declaram saber alguma
coisa sobre o Brasil. Há dez anos, eram apenas 55%. No resto do
mundo, o índice já alcançava 85%.
Melhor
para passear
Embora
metade dos entrevistados diga que adoraria visitar o Brasil, apenas
36% consideram que ele é um bom país para viver. Na América do Sul,
22% disseram que não recomendariam a parentes e amigos que viessem
trabalhar ou estudar no país.
Fonte: Veja - São Paulo/SP - ESPECIAIS
Acidentes no mar, piscina e lagoas aumentam muito no verão. Cuidados
e como socorrer as vítimas.
Com a chegada do verão o índice de
acidentes em águas rasas aumenta muito no Brasil. As causas são
diversas, mas na maioria dos casos a pessoa “mergulha de cabeça” sem
conhecer o local e a profundidade. Nos casos mais graves a vítima
pode sofrer Traumatismo Raqui-Medular, um trauma na coluna que pode
desligar totalmente as conexões de mensagens do cérebro para os
membros, e a pessoa pode ficar paraplégica ou tetraplégica.
Episódios como este acontecem com muita frequência. Segundo dados do
Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas
(Faculdade de Medicina da USP), o mergulho em água rasa é a 4ª causa
de lesão medular no Brasil. E em época de verão, o acidente ocupa a
2ª maior incidência do país. Os números preocupam especialistas
porque a cada semana 10 pessoas ficam paraplégicas ou tetraplégicas
ao bater a cabeça em mergulhos, incidência de 60,9% do total dos
casos.
Para
Marcelo Perocco, neurocirurgião especializado em coluna os cuidados
começam na prevenção de acidentes: “Antes de mergulhar em um local
desconhecido é recomendável verificar a profundidade, se adaptar ao
local e dar a primeiro o mergulho em pé. Caso aconteça o acidente é
muito importante que o socorro seja feito o mais rápido possível,
caso contrário as chances de a vítima ficar tetraplégica são ainda
maiores, o socorro rápido pode evitar quadros mais graves.” – alerta
o especialista.
A
coluna cervical é um dos órgãos mais vulneráveis do corpo humano e
quando sofre um grande impacto há grandes chances de todo o corpo
ficar paralisado. “Esse tipo de acidente é mais comum do que se
imagina, às vezes uma brincadeira de verão pode trazer sequelas para
toda vida. Recentemente recebi o caso de um paciente que chegou ao
hospital tetraplégico por ter bebido demais, numa brincadeira ele se
jogou na piscina de casa de cabeça”. - conta o neurocirurgião.
Abaixo
seguem alertas e recomendações de socorro do especialista Marcelo
Perocco:
Nunca
mergulhar de cabeça em um local onde não se conheça a profundidade;
Em
locais rasos só mergulhar em pé;
Ao
socorrer uma vítima de mergulho em água rasa primeiro verifique se a
pessoa está respirando;
Imobilize com muito cuidado a cabeça/pescoço do acidentado, deixe-o
com os braços para baixo e espere o socorro chegar;
Os
primeiros socorros devem ser realizados por uma pessoa que entenda da
situação da vítima, ou então é mais seguro esperar o socorro chegar,
é importante NUNCA levar a vítima para o hospital por meios próprios,
se não for imobilizada de maneira correta o quadro do acidentado pode
se agravar.
O mais
importante no socorro de uma vítima de acidente em água rasa é que
ela seja socorrida o quanto antes, o tempo conta muito para que a
vítima tenha mais chances de se recuperar.
Dr. Marcelo Perocco Luiz Da Costa
SUS mantém epidemia de aids estabilizada no Brasil
Boletim epidemiológico divulgado registra prevalência de 0,6% da
doença em 2010
O investimento do Sistema Único de
Saúde na prevenção e na ampliação da testagem e do acesso ao
tratamento antirretroviral, além da capacitação dos profissionais de
saúde, mantém sob controle a epidemia de aids no Brasil. De acordo
com o Boletim Epidemiológico Aids/DST 2011, divulgado nesta
segunda-feira (28) pelo Ministério da Saúde, a prevalência
(estimativa de pessoas infectadas pelo HIV) da doença permanece
estável em cerca de 0,6% da população, enquanto a incidência (novos
casos notificados) teve leve redução de 18.8/100 mil habitantes em
2009 para 17,9/100 mil habitantes em 2010.
“Estamos investindo na expansão da testagem rápida para garantir que
o diagnóstico seja o mais breve possível, com ações do Fique Sabendo.
Quanto mais cedo o vírus é descoberto, mais cedo tem início o
tratamento, proporcionando qualidade de vida para quem vive com a
doença”, destaca o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Em
alguns grupos, o avanço no combate à epidemia é mais marcante. Entre
os menores de cinco anos de idade, casos relacionados à transmissão
vertical, ou seja, da mãe para o bebê durante a gravidez, o parto ou
pelo leite materno, a taxa de incidência (número de casos por 100 mil
habitantes), caiu 41% de 1998 a 2010.
Em
relação à taxa de mortalidade, o Boletim também sinaliza queda. Em 12
anos, a taxa de incidência baixou de 7,6 para 6,3 a cada 100 mil
pessoas. A queda foi de 17%.
O
boletim, no entanto, chama a atenção para públicos específicos, que
têm tido comportamento diverso e ampliado o número de casos. Ao
longo dos últimos 12 anos, a porcentagem de casos na população de 15
a 24 anos caiu. Já entre os gays a mesma faixa houve aumento de 10,1%
entre os gays da mesma faixa. No ano passado, para cada 16
homossexuais dessa faixa etária vivendo com aids, havia 10
heterossexuais. Essa relação, em 1998, era de 12 para 10.
Na
população de 15 a 24 anos, entre 1980 e 2011, foram diagnosticados
66.698 casos de aids, sendo 38.045 no sexo masculino (57%) e 28.648
no sexo feminino (43%). O total equivale a 11% do total de casos de
aids notificados no Brasil desde o início da epidemia ocorre entre
jovens.
O
quadro levou o Ministério da Saúde a priorizar este público na
campanha do Dia Mundial de Luta Contra a Aids, que acontece em 1 de
dezembro.
A
campanha do Dia Mundial deste ano, por meio do slogan “A aids não tem
preconceito. Previna-se”, reforça a necessidade de se discutirem
questões relacionadas à vulnerabilidade à aids entre jovens gays de
15 a 24 anos e entre pessoas vivendo com HIV/aids. Também busca uma
sociedade mais solidária, sem preconceito e tolerante à diversidade
sexual.
A doença é uma das principais preocupações após as enchentes. Pessoa
devem evitar contato com a água e lama das enxurradas e desinfetar
ambiente.
Uma das
principais preocupações com as enchentes é a leptospirose. A doença é
causada por uma bactéria presente na urina de ratos, ratazanas e
camundongos, presente na água das enchentes, lama e esgoto. Sua
transmissão acontece pelo contato da urina com a pele ou mucosas.
Assim, é importante que cidadão conheça alguns cuidados para prevenir
e identificar os sintomas da doença.
Alguns
cuidados importantes:
· Evite o contato com a água e a
lama das enchentes ou esgoto. Impeça que crianças nadem ou brinquem
nesses locais que podem estar contaminados com a urina de roedores.
· Após as águas baixarem, retire a
lama e desinfete o local. Deve-se lavar pisos, paredes e bancadas,
desinfetando com água sanitária. Use duas xícaras de chá (400ml) do
produto em um balde de 20 litros de água, e deixe agir por 15
minutos. Só depois disso, faça a limpeza.
· Pessoas que trabalham na limpeza
de lama, entulho e esgoto devem usar botas e luvas de borracha para
evitar o contato da pele com a água e lama contaminados (se isto não
for possível, usar plásticos duplos amarrados nas mãos e nos pés).
· Para evitar a presença de
roedores, deve-se manter os alimentos guardados em recipientes bem
fechados, resistentes e distantes do chão; manter a cozinha limpa e
sem restos de alimentos; retirar as sobras de alimento ou ração dos
animais domésticos antes de anoitecer; evitar o acúmulo de entulhos e
objetos sem uso no quintal e dentro da cozinha; manter os terrenos
baldios e margens dos rios limpos e capinados; guardar o lixo em
sacos plásticos bem fechados e em locais altos até a coleta ocorrer.
SINTOMAS – É importante conhecer os sintomas da leptospirose para
identificar os primeiros sinais e procurar atendimento médico
adequado.
Os
principais sintomas são febre, dor de cabeça, e dores pelo corpo,
especialmente na panturrilha. Também são sintomas vômitos, diarréia e
tosse. Nos casos mais graves, também podem ocorrer o amarelamento da
pele e dos olhos.
Os
indícios podem aparecer logo no dia seguinte ao contato com a urina
do roedor, ou podem demorar um mês para surgir. Normalmente, eles
começam a aparecer de uma a duas semanas depois da exposição à
situação de risco. Se houver contato com a água ou a lama da
enchente, ou ingestão de alimentos suspeitos, é importante ficar
atento ao aparecimento de sintomas por pelo menos 40 dias, prazo
máximo para o surgimento de sinais da doença.
Ao
identificar os sintomas da leptospirose deve-se procurar atendimento
médico imediato. Não se automedique, apenas o médico pode
diagnosticar a doença e indicar o tratamento adequado.
Agência Saúde
Ascom/MS
Incoerências da legislação brasileira tira competividade das empresas
As empresas brasileiras não
conseguirão aproveitar as inúmeras oportunidades surgidas com a crise
na Europa e Estados Unidos enquanto as leis criadas pelos
legisladores e aprovadas pelo governo brasileiro continuarem
apresentando grande incoerência. A avaliação é de André Crossetti
Dutra, sócio-diretor da Pactum Consultoria Empresarial. Segundo ele,
somente no final de 2011 houve dois bons exemplos de avanço e
retrocesso na legislação. “Se por uma lado foi positiva a
reformulação do Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência (SBDC),
de outro foi negativo o aumento das contribuições previdenciárias das
Prestadoras de Serviços de Tecnologia da Informação e Tecnologia da
Informação e Comunicação”.
Para
Dutra o também chamado Super Cade garantiu um avanço na análise e
defesa da concorrência, dando maior segurança aos investidores, ao
analisar previamento os movimentos de concentração de empresas com
faturamento entre R$ 400 milhões e de R$ 30 milhões. “Alguns
pontos, como a ausência de prazo para o CADE se manifestar sobre as
operações de concentração, precisam ser melhor delineados. Mas a Lei
12.529 representa uma efetiva evolução na legislação econômica
colocando o Brasil no caminho
dos
negócios mundiais, uma vez que deixa de ser o único país cujos atos
de concentração eram levados ao órgão de controle somente após a sua
efetivação”, comenta o sócio da Pactum.
Por
outro lado o advogado e consultor considera um retrocesso na
legislação tributária a Medida Provisória 540, convertida na Lei
12.546/11, que alterou a contribuição previdenciária devida pelas
empresas que prestam exclusivamente os serviços de tecnologia da
informação (TI) e tecnologia da informação e comunicação (TIC). Agora
elas passam a recolher esse imposto sobre sua receita bruta à
alíquota de 2,5% e não mais sobre a folha de salários. Essa alteração
vigora até o final do próximo ano e não é facultativa, o que deve
elevar a carga tributária do setor. Além disso, durante esse período
a isenção prevista na Lei 11.774/08 ficará suspensa, prejudicando as
prestadoras de serviço que detêm elevado valor agregado e muitas
vezes utilizam pouca mão de obra. “Não há qualquer motivo ou alegação
que justifique a criação dessa diferença no setor, a não ser pelo
aumento da arrecadação das contribuições previdenciárias devidas”,
diz Dutra.
“A
crise que a Europa e os Estados Unidos estão vivendo desde 2008
oferece um sem número de oportunidades para o Brasil e suas empresas
o que desafia os governos e os legisladores a adotarem medidas que
estimulem a atividade econômica e não tolham a competitividade das
empresas brasileiras. Esses dois exemplos mostram que a melhoria e
evolução da legislação econômica por si só não é suficiente para
tornar o Brasil mais competitivo. Precisamos manter a coerência em
relação à legislação tributária”, finaliza o sócio da Pactum
Consultoria Empresarial.
A
Pactum Consultoria Empresarial, empresa que trata o direito com visão
estratégica e de desenvolvimento, é um centro permanente de estudos e
pesquisas jurídico-empresariais, especializado em reorganização
societária, preparação e acompanhamento de fusões, aquisições, vendas
e incorporações, planejamento estratégico trabalhista, cível e
tributário, dentre outras atividades. A empresa foi fundada em 1979 e
possui escritórios em cinco capitais de estados: São Paulo, Belo
Horizonte, Porto Alegre, Curitiba e Florianópolis. Além do Brasil, a
Pactum também atua na Argentina, Chile, Colômbia, Equador e Uruguai.
Brasil apresenta 48 cidades com risco de surto de dengue em 2012
No Brasil, a região Sudeste registra
o maior número de casos de dengue por ano, as demais regiões, por ordem de incidência de
casos de dengue são Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Norte. Segundo
dados do Ministério da Saúde, o Brasil apresenta 48 cidades com risco
de viver surto de dengue em 2012, com índices acima de 3,9% de
infestação pelo mosquito Aedes aegypti. Dentre os municípios em
risco, estão as capitais: Rio Branco (AC), Porto Velho (RO) e Cuiabá
(MT). As capitais em situação de alerta são Salvador (BA), Recife
(PE), Belém (PA), São Luis (MA) e Aracajú (SE).
Doença
infecciosa causada por um arbovírus, a dengue apresenta quatro tipos
diferentes: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4, que ocorre principalmente em
áreas tropicais e subtropicais do mundo, inclusive no Brasil. As
epidemias geralmente ocorrem no verão, durante ou imediatamente após
períodos chuvosos.
A
dengue clássica se inicia de maneira súbita, apresentando sintomas
parecidos com o da gripe, como febre alta, dor de cabeça, dor atrás
dos olhos, dores nas costas e às vezes, aparecem manchas vermelhas
no corpo. A febre dura cerca de cinco dias, com melhora progressiva
dos sintomas em 10 dias. Em alguns poucos pacientes podem ocorrer
hemorragias discretas na boca, na urina ou no nariz. Podendo haver
complicações.
Fonte: Hospital São Luiz
Brasil pode se tornar 3° maior mercado automobilístico em 2016,
indica estudo da KPMG
Executivos das maiores empresas
automobilísticas do mundo acreditam que o Brasil chegará em 2016
disputando a terceira posição no ranking dos maioresmercados
automobilísticos do mundo. É o que revela a Global Automotive
Executive Survey 2012 - Managing growth while navigating uncharted
routes (Pesquisa Global do Setor Automobilístico – Gerindo o
crescimento enquanto rotas inexploradas são singradas, em tradução
livre), realizada pela KPMG International.
Atualmente, o país ocupa a quinta posição entre os grandes mercados
para osveículos. A previsão é que encerre o ano de 2011 com 3,63
milhões de veículos vendidos, um recorde local, segundo estimativa da
Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos
Automotores).
A
pesquisa, que contou com a participação de 200 executivos de várias
partes do mundo, mostra também que a expectativa é a de que até 2017
o Brasil esteja exportando mais de 1 milhão de veículos ao ano. As
vendas externas brasileiras em 2011 devem ficar em 540 mil unidades,
de acordo com a Anfavea.
“O
resultado da pesquisa demonstra claramente a imagem que o mercado
automobilístico de todo o mundo projeto para Brasil: a de um país com
a economia sólida e ótimas perspectivas para os negócios. Ao final, o
mercadoautomobilístico encontrou um lugar propício no Brasil”, afirma
Charles Krieck, sócio-líder das áreas de Industrial Markets e Audit
da KPMG no Brasil.
BRICs
com 40% do mercado em 2016
Com a
China liderando o mercado automobilístico, e Brasil e Índia em
francocrescimento na disputa pelo terceiro posto do ranking global,
as perspectivas são de que em 2016 os países do BRIC (grupo formado
por Brasil, Rússia, Índia e China) detenham mais de 40% do market
share mundial, segundo a pesquisa.
Outro
tema abordado no levantamento está ligado à mobilidade urbana nas
grandes cidades do mundo. Em relação a este assunto, os pesquisados
avaliam que o mercado precisa estar atento a uma mudança
significativa que tende a ocorrer, em que o conceito de propriedade
de veículos tenderá a migrar ao de uso, tendo em perspectiva a
evolução e consolidação do uso compartilhado de automóveiscomo uma
resposta a questões ambientais, sociais, de mobilidade e de restrição
de espaços vinculadas à consolidação das megacidades.
Segundo
indicações de 42% dos executivos brasileiros entrevistados, o Brasil
tem grande potencial para o chamado mercado de mobility services (que
inclui a o uso compartilhado de
veículos), pois estimam que mais de 25% doshabitantes do país devem estar usando tais serviços em 2026.
Veículos híbridos ainda superam carros elétricos.
Para os
pesquisados, os carros elétricos, também incluídos entre os temas que
envolvem questões ambientais, ainda têm um longo caminho a percorrer
para se tornarem uma realidade e, por isso, 65% dos entrevistados
acreditam que os veículos híbridos são, atualmente, uma melhor
solução. Este cenário tende a ser diferente na China e Japão, onde,
respectivamente, 33% e 46% dos executivosouvidos disseram que os
carros elétricos, seguidos dos veículos movidos a célula de
combustível, serão os mais populares até 2025. Mesmo assim, a
estimativa apurada no estudo indica que teremos entre 9 e 14 milhões
de veículos elétricos circulando pelo mundo até 2026.
O
desenvolvimento e a aplicação de novas tecnologias para os automóveis
não é uma tendência apenas vinculada aos combustíveis, mas, também,
está se voltando à conectividade dos usuários. Para 60% dos
entrevistados, a indústria automobilística já está atrasada nesse
aspecto, pois se percebe que a expectativa desses usuários é a de ter
em seus carros as mesmas ferramentas de conectividade disponíveis em
suas casas.
Além
disso, os pesquisados acreditam que a exploração desse novo mercado
ainda está em aberto. Apenas 30% dos executivos ouvidos dizem
acreditar que as empresas que produzem autopeças originais estarão
controlando esse mercado em 2025, seguidas de empresas de TI e
comunicações.
“Com os
resultados obtidos na pesquisa, conclui-se que as montadoras e os
fornecedores de autopeças precisam investir em novas tecnologias,
soluções e inovações para contribuir com a evolução do mercado e
também para dar respostas às tendências destinadas a facilitar a
mobilidade urbana. Porém elas devem estar sempre atentas para
planejar adequadamente sua produção, evitando fabricar mais veículos
do que a capacidade de consumo da população (de acordo com a
pesquisa, o excesso global de produção atinge 5 milhões de unidades
em 2011). E tudo isso vai acontecer em um cenário de franco
crescimento dos mercados emergentes”, conclui Krieck.
Sobre
o estudo
A
Global Automotive Executive Survey 2012 - Managing growth while
navigating uncharted routes (Pesquisa Global do Setor Automobilístico
– Gerindo o crescimento enquanto rotas inexploradas são singradas) é
baseada em apuração feita com 200 executivos do mercado automotivo
mundial, sendo que mais de metade deles tem nível de chefe de unidade
de negócio ou superior. Entre osentrevistados estão representantes
dos fabricantes de veículos, fornecedores, concessionários, assim
como executivos de empresas de serviços financeiros.
Do
total, 47,5% dos executivos são da Europa, Oriente Médio e África;
31%, da região Ásia-Pacífico; e 21,5%, nas Américas. Dos
participantes, 97,5% representam empresas com faturamento anual
superior a US$ 100 milhões, e mais de um quinto deles trabalha para
as empresas com faturamento superior a US$ 10 bilhões. As entrevistas
foram aplicadas entre os meses de agosto e outubro de 2011.
Ministério do Turismo seleciona 10 cidades da Paraíba para receber
turistas na Copa de 2014
O Ministério do Turismo (MTur)
divulgou os 184 destinos e 88 produtos turísticos próximos às 12
cidades-sede da Copa do Mundo de 2014. A Paraíba foi contemplada com
10 destinos e produtos (sol, mar, esporte e cultura) que ficam em
municípios distantes até três horas (via terrestre) ou até duas horas
(via aérea) dos palcos do Mundial. De acordo com o MTur, a intenção é
incentivar o visitante a conhecer os atrativos localizados no entorno
das sedes, aumentando o fluxo turístico, a distribuição de renda e a
geração de emprego.
No
segmento ‘Sol, Praia e Esporte’ o MTur selecionou as cidades de João
Pessoa, Cabedelo, Lucena e Conde. A justificativa é que essas cidades
paraibanas ficam até 150km de distância de Recife (118km) e Natal. O
meio de transporte indicado é o aéreo com um tempo médio de chegada
em até 45 minutos.
No
outro segmento, ‘Cultural’, foram selecionadas as cidades de Campina
Grande, Pocinhos, Ingá, Bananeiras e Guarabirae "Nossos estudos
indicam que cada estrangeiro realizará uma média de três viagens pelo
Brasil durante o mês da Copa do Mundo. Traçamos uma estratégia para
intensificar o fluxo de deslocamentos, beneficiando o maior número de
municípios e distribuindo melhor a geração de emprego e renda",
antecipa o ministro do Turismo, Gastão Vieira.
Os
municípios selecionados terão preferência na destinação de recursos e
no destaque da promoção oficial. Entre campanhas e convênios, o
ministério estima investir R$ 70,5 milhões em 2012. Para a promoção
internacional do turismo brasileiro, a expectativa é a de que a
Embratur tenha R$ 139 milhões, mesmo valor do ano passado.
A
presidente da Empresa Paraibana de Turismo (PBTur), Ruth Avelino,
falou que pretende convocar os prefeitos destes municípios. “Iremos
discutir estratégias para inseri-los nas campanhas e convênios que o
MTur anunciou que irá fazer. É uma oportunidade ímpar para
alavancarmos nosso turismo, já que iremos receber investimentos
federais”, declarou Ruth
A face mutante da inovação
Embora seja incontestável o avanço
do Brasil em pesquisa e ciência, com a formação de 12 mil doutores
por ano e a 13ª posição no ranking de artigos científicos, novíssimo
estudo da Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI)
permite concluir que o País aindaprecisa evoluir muito em inovação.
Há considerável lacuna entre o desempenho internacional e o doméstico
nesse quesito tão decisivo para o crescimento sustentado e a
soberania econômica.
O
trabalho, intitulado Relatório
Mundial da Propriedade Intelectual 2011 – A face mutante da
inovação, ratifica como o domínio sobre os direitos ligados à
tecnologia, processos, produtos e conhecimento tornou-se
preponderante para se delinearem estratégias vencedoras de empresas
em todo o mundo. Os dados também surpreendem, mostrando que nem mesmo
as crises internacionais têm arrefecido o ânimo relativo à pesquisa e
desenvolvimento: entre 1980 e 2009, as requisições de novas patentes
cresceram de 800 mil para 1,8 milhão.
Depreende-se, assim, que a competitividade imposta pela globalização
torna os investimentos em P&D, ou seja, em inteligência, um imenso
diferencial competitivo e uma questão pragmática de sobrevivência e
sucesso dos negócios e das próprias nações. O conceito mais
contemporâneo de inovação, na qual há companhias que chegam a
investir entre 4% e 5% de seu faturamento, refere-se à pesquisa e à
ciência voltadas ao foco de agregar valor às empresas, resultando em
produtos
ou serviços únicos e de absoluta excelência. Por isso, elas primam
por deter milhares de patentes e pagam bônus aos seus cientistas
quando as suas invenções conquistam o mercado.
É
exatamente nesse aspecto que o Brasil parece estar na contramão das
tendências, apesar de sua economia ser hoje uma das mais aquecidas e
dinâmicas. Dentro dessa incontestável realidade, nosso governo não
pode continuar demorando até sete anos para conceder uma patente. No
vácuo desse imenso hiato burocrático, os produtos e serviços perdem
sua condição inovadora, tornam-se obsoletos e têm competitividade
prejudicada.
Tal
descompasso fica muito claro nas estatísticas da Organização para
Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE): nosso país registrou,
em 2008, somente 0,3 patentes triádicas (válidas na Europa, Estados
Unidos e Japão) por grupo de um milhão de habitantes, muitoabaixo dos
desenvolvidos e de seus principais competidores dentre os emergentes.
No período 2003/2005, apenas 3,6% das empresas brasileiras lançaram
produtos novos.
O
relatório Science, Tecnology and Industry Outlook 2010 da
OCDE observa que o perfil da ciência e tecnologia no País ainda
apresenta váriospontos fracos, como a baixa intensidade de P&D, com
investimentos equivalentes a apenas 1,1% do PIB, e carências em
termos de qualificação dos recursos humanos em ciência e tecnologia.
Tais deficiências são ainda mais preocupantes ante outra informação
revelada pelo novo estudo da OMPI: o fomento da tecnologia não é mais
prerrogativa exclusiva das economias de alta renda. Nesse item, a
lacuna entre as nações desenvolvidas, emergentes e em desenvolvimento
está diminuindo. Formas mais elaboradas e locais de inovação
contribuem para o desenvolvimento econômico e social.
O
Brasil não pode continuar defasado no contexto desse deslocamento do
eixo mundial da inovação, pois, conforme afirma o documento da OMPI,
o aumento da demanda por direitos de propriedade intelectual reflete
a ascensão do mercado do conhecimento, fator exponencial para que as
empresas se especializem e se tornem mais eficientes. A rigor, é
preciso avançar muito, para não sermos surpreendidos por estudos como
esse revelador relatório.
João Guilherme Sabino Ometto
Brasil é o primeiro país a gerar energia limpa a partir de
biocombustível na Antártica
Pioneirismo brasileiro marca aniversário de 30 anos da Estação
Antártica Comandante Ferraz, operada pela Marinha do Brasil
Em uma iniciativa pioneira, o Brasil
vai iluminar a Estação Antártica Comandante Ferraz com um motogerador
a etanol. A ação faz parte da comemoração dos 30 anos da Estação,
operada pela Marinha do Brasil, e conta com a parceria da Vale
Soluções em Energia (VSE) e da Petrobras.
Nesta
quarta-feira (11), o ministro da Defesa, Celso Amorim, estará na
Antártica para visitar a Estação, onde dará partida na operação do
motogerador a etanol, que tem capacidade de suprir, com folga, toda a
energia necessária às operações e aos programas científicos lá
realizados.
A
partir do evento, o motogerador passará a operar continuamente na
Antártica, dando início ao programa científico que faz do Brasil o
primeiro país do mundo a utilizar biocombustível para produção de
energia no continente.
Segundo Celso Amorim, a iniciativa brasileira é digna de celebração,
pois coloca o país em destaque no cenário tecnológico mundial e
alinhado com a meta da ONU, que declarou 2012 como o Ano
Internacional de Energia Sustentável para Todos.
O
projeto – O motogerador a etanol brasileiro foi desenvolvido com
tecnologia totalmente nacional e gera energia limpa, sem qualquer
tipo de aditivo, a partir de um sofisticado equipamento de controle e
comando via internet. A tecnologia foi desenvolvida pela VSE, uma
empresa da Vale e do BNDES.
A
Petrobras fornece 350 mil litros de etanol, idêntico ao utilizado nos
veículos nacionais, e fará o acompanhamento tecnológico para validar
a utilização do biocombustível em condições climáticas severas.
O
projeto é beneficiado pela Lei da Inovação, por meio da Financiadora
de Estudos e Projetos (FINEP), que promove e incentiva o
desenvolvimento de produtos e processos inovadores voltados para
atividades de pesquisa.
O
equipamento e o biocombustível partiram em outubro do Brasil para a
Antártica no navio de Pesquisas Oceânicas Ary Rongel. Em seguida, uma
equipe de engenheiros brasileiros partiu para o continente para
realizar as instalações e os testes necessários ao funcionamento do
equipamento.
A
partir de agora e durante um ano, o motogerador vai operar em total
sincronismo com os motogeradores já existentes a diesel, preservando
o parque energético atual como uma medida adicional de segurança.
Estação
Antártica Comandante Ferraz – A estação brasileira é operada pela
Marinha do Brasil e foi instalada na Baía do Almirantado, localizada
na Ilha Rei George, no verão de 1984. A partir de 1986, passou a ser
ocupada anualmente e guarnecida por militares da Marinha do Brasil e
pesquisadores, podendo acomodar até 58 pessoas. A estação possui
laboratórios destinados às ciências biológicas, atmosféricas e
químicas.
A
partida na operação do motogerador a etanol é um dos eventos que
marcam os 30 anos do Programa Antártico Brasileiro (Proantar),
gerenciado pela Marinha por meio da Secretaria da Comissão
Interministerial para os Recursos do Mar (SECIRM).
Criado em janeiro de 1982, o Proantar tem realizado importantes
pesquisas científicas em diversas áreas de conhecimento, de forma a
respaldar a condição do Brasil de membro consultivo do Tratado da
Antártica, assegurando a participação nacional nos processos
decisórios relativos ao futuro daquele continente.
Acompanham o ministro da Defesa na missão à Antártica o comandante da
Marinha, almirante-de-esquadra Julio Soares de Moura Neto, e o
comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro-do-ar Juniti Saito.
Lixo hospitalar é transformado em lixo comum
Nova tecnologia permite descartar esse tipo de resíduo com segurança
O destino incorreto de lixo
hospitalar, um problema que assola todo o Brasil, pode ser
solucionado com um equipamento transforma esse lixo em resíduo comum.
Recentemente, uma matéria especial do Fantástico mostrou que cerca de
60% dos resíduos de saúde coletados no país hoje são descartados de
maneira inadequada, em locais impróprios, causando riscos à saúde
pública. Em Curitiba, o Instituto de Medicina e Cirurgia do Paraná,
foi o primeiro a utilizar o Newster 10 – um esterilizador de resíduos
de saúde potencialmente infectados.
O
equipamento, que não oferece danos ao meio ambiente, realiza um
processo em que os resíduos sofrem decomposição térmica de proteínas,
ruptura de membranas celulares e modificação química dos componentes
celulares. Para isso, é utilizada uma câmara hermética com pressão
atmosférica e altas temperaturas em um ambiente úmido. Dentro da
câmara há uma parte giratória com lâminas que desintegra, agita e
aquece os resíduos por meio de impactos e atritos. Quando a
temperatura chega a 155ºC, o aparelho borrifa água vaporizada para
garantir o processo de esterilização.
“Dessa
maneira, resíduos que poderiam ser perigosos para a população e para
o meio ambiente por risco de infecção, como seringas, bisturis e
resíduos cirúrgicos, podem ser descartados com segurança”, garante
Beatriz Genaro, diretora da TRAADEX Importação e Exportação de
Produtos Manufaturados LTDA, empresa responsável pela distribuição do
Newter 10 no Brasil. “Depois de tratado, o material tem uma redução
aproximada de 70% do seu volume e de 30% do peso, com um aspecto
irreconhecível”.
A
Newster é desenvolvida na Itália e conta com 300 equipamentos
espalhados em 22 países. A Traadex obteve todas as licenças
necessárias para comercialização da máquina no Brasil e já está em
negociação para a instalação de quatro delas em hospitais de
Brasília. Além de ser uma solução para a destinação de lixo
hospitalar, de acordo com Beatriz, dependendo do hospital, o
equipamento se paga em dois ou três anos.
A indústria nacional na UTI
Passada a euforia das festas de
final de ano, é preciso retomar o debate sobre um ponto nevrálgico,
que nos ameaça de forma contundente e vai refletir sobre a vida do
cidadão, do país. Com a moeda aquecida, as importações de bens
industrializados ficam mais baratas, o país recorre a esses produtos,
abandona os nacionais e passa a sofrer todas as dores da chamada
desindustrialização.
Esse
processo vem correndo solto. É uma doença insidiosa e traiçoeira, que
fecha fábricas, destrói vagas e impede o crescimento do parque
industrial. Um dos resultados nefastos está no saldo de 500 mil vagas
de emprego perdidas na indústria nos últimos anos por causa de
problemas como desequilíbrio do câmbio, falta de incentivo ao
desenvolvimento tecnológico e dificuldades no custo de produção em
decorrência da elevada quantidade de impostos e dos gargalos da
infraestrutura.
Recorrer a alguns estudos subsidia o entendimento do que vem
ocorrendo. Em 2010, um documento interno produzido pelo MDIC
(Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior)
revelou que a indústria brasileira estaria perdendo espaço na
economia do país.
Concomitantemente, autoridades governamentais se manifestaram,
dizendo que se tratava apenas de prognósticos e análises para debate
entre os técnicos daquele Ministério, não representando uma posição
oficial do Governo.
Sob o
título Desindustrialização, Reprimarização e Contas Externas, estudo
feito por técnicos do ministério apontava que a fatia da indústria no
PIB (Produto Interno Bruto) caíra de 30,1% em 2004 para apenas 25,4%
em 2010.
O
presidente da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas
e Equipamentos), Luiz Aubert Neto, também alerta para a queda da
participação das exportações do faturamento do setor, de 34% em 2005
para 23% neste ano, de janeiro a abril. As importações setoriais
também superaram as exportações desde 2004 e o déficit na balança
comercial do setor industrial já acumula U$S 50,3 bilhões.
Já o
IBRE (Instituto Brasileiro de Economia), da Fundação Getulio Vargas,
em carta intitulada A Desindustrialização Brasileira em Debate,
argumenta que o segundo setor da economia brasileira estaria
enfrentando um momento de desindustrialização, ara o qual muitos
economistas frequentemente vêm chamando atenção em suas análises.
Os
principais motivos geradores dessa desconfiança, segundo o IBRE,
estão na valorização do real, na crise financeira mundial e no que
chama de efeito China, em referência à aposta do país asiático nos
países emergentes e ao específico caso da concorrência, por vezes
desleal, de seus produtos manufaturados com os nossos.
O
volume de exportações brasileiras para os EUA, nosso principal
destino externo para manufaturados, foi no ano retrasado 36% inferior
ao período anterior à crise iniciada em 2008. Nossas exportações para
Japão e Europa também ainda não retornaram aos patamares pré-crise.
Por
fim, estamos cansados de ouvir conceitos como desindustrialização à
brasileira, caracterizada pelo esvaziamento tecnológico das cadeias
produtivas. É um conceito que surge a partir do recente e peculiar
perfil de desenvolvimento econômico adotado pelo Brasil, que induz à
transferência de fábricas do Brasil para outros países, com
permanência de parte da produção no país, porém apenas nas fases
finais.
A
consequência disto é que a indústria nacional deixa de atuar
justamente nas etapas produtivas que mais concentram e demandam
capacitação tecnológica. Os elos posicionados no meio da cadeia
encolhem ou são perdidos e quem está na ponta se dedica a
procedimentos industriais mínimos. A doença brasileira está na perda
de conteúdo tecnológico, efeito colateral da enxurrada de dólares
vinda na forma de capital especulativo e da venda de commodities
agrícolas, atualmente supervalorizadas no mercado internacional.
Pesam ainda todos os entraves à competitividade que compõem o Custo
Brasil, como a alta carga tributária, péssima infraestrutura e
elevados custos de produção, além de fortes encargos para a
contratação de mão de obra qualificada. Com estes dados, estamos
assistindo, no Brasil, a uma longa marcha de regresso ao passado
primário importador dos tempos pré-Volta Redonda, que coloca nossa
indústria na UTI, num estado delicado, sem a atenção devida do
governo, que prefere fazer de conta que nada está acontecendo.
Antonio Carlos Mendes Thame
Nefrologistas alertam para os riscos de doenças renais no período de
chuvas e inundações
A água contaminada das enchentes representa um grande risco à saúde.
Ela traz vários tipos de doenças, como a leptospirose e,
consequentemente, a insuficiência renal aguda, com elevadas taxas de
mortalidade no país.
As chuvas e inundações que atingem
algumas regiões do país nesta época do ano podem representar um
grande risco à saúde da população. A água das enchentes coloca
diversos agentes infecciosos em contato com as pessoas. Há diferentes
tipos de doenças causadas por uma variedade de bactérias, vírus,
protozoários e parasitas, agentes que são carregados pelas águas e
propiciam o surgimento de vários males. Algumas doenças têm sua
ocorrência aumentada neste período. A mais grave pela sua alta
mortalidade é a leptospirose. Atualmente, a porcentagem de óbitos por
consequência da doença ocorre em 10% a 15% dos casos. “Desse total,
80% dos pacientes têm insuficiência renal aguda” revela o
nefrologista Lúcio Roberto Requião Moura, diretor da Sociedade
Brasileira de Nefrologia. Segundo ele, não há dados brasileiros sobre
o aumento de lesão renal aguda na época das enchentes. Mas pesquisas
desenvolvidas em países como Taiwan, Índia e Peru demonstram essa
relação.
A
leptospirose é uma doença infecciosa causada pela bactéria Leptospira
interrogans presente na urina de ratos que, com as chuvas, se mistura
às águas de valetas, lagoas e cavas. Essa bactéria penetra no corpo
humano através de pequenos ferimentos na pele e pelo contato do
líquido com a mucosa oral ou com o aparelho digestivo, ao se ingerir
a água ou alimentos contaminados. As fontes de água potável também
correm risco de contaminação.
Os
primeiros sinais da doença são febre alta, mal-estar, dores de cabeça
constantes e intensas, dores pelo corpo, principalmente na
panturrilha (barriga da perna), cansaço e calafrios. Também são
frequentes dores abdominais, náuseas,
vômitos, diarréia e desidratação. É comum que os olhos fiquem
amarelados. Em algumas pessoas os
sintomas reaparecem após dois ou três dias de aparente melhora,
podendo evoluir para um quadro grave de insuficiência renal e
respiratória.
O
período de incubação da doença é, em média, de dez dias após o
contato com a água contaminada. Assim, a doença só poderá ser
detectada com maior segurança com a realização de exames
laboratoriais feitos com o aparecimento dos sintomas, quando o médico
deve ser procurado, para poder iniciar o tratamento precocemente.
Outra
doença que pode levar a complicações renais graves é a Síndrome
hemolítico-urêmica, que atinge especialmente crianças. Em 90% dos
casos, ela está associada a uma toxina produzida pela bactéria
Escherichia coli e, em geral, infecta gatos e outros pequenos
mamíferos, que eliminam a toxina pelas fezes, podendo ser transmitida
por alimentos e água contaminada. “É uma doença grave, manifestada
por febre, dor abdominal, vômitos e diarréia, levando a alterações no
sangue, como anemia, predisposição a sangramentos e lesão renal
aguda, com necessidade de diálise”, afirma o nefrologista.
Cuidados importantes para evitar as doenças
Em
casos de enchentes as pessoas devem permanecer o menor tempo possível
em contato com a água. Se isso for impossível, as mãos e os pés devem
ser protegidos por botas e luvas. Se isso também não for possível
pode-se improvisar proteção amarrando os pés e as mãos com sacos de
plástico (desde que não estejam furados).
A lama
das enchentes tem alto poder infectante. Ela adere aos móveis,
paredes e chão. Recomenda-se tirar essa lama, também com pés e mãos
protegidos. O local deve ser lavado e desinfetado com água sanitária.
O Ministério da Saúde recomenda usar um copo de água sanitária em 20
litros de água.
É muito
importante o cuidado com os alimentos, que também podem ser
contaminados. Frutas e legumes crus devem ser lavados com água e um
pouco de água sanitária. Recomenda-se lavar sempre as mãos, com sabão
e água limpa, antes de manipular os alimentos.
As
enchentes podem contaminar ainda o sistema doméstico de armazenamento
de água. Por isso, uma das primeiras providências deve ser a de
desinfetar os reservatórios de água, mesmo quando não tenham sido
atingidos diretamente pela água da enchente. O motivo é que a rede de
distribuição de água pode apresentar vazamentos que permitem a
entrada de água poluída, contaminando os reservatórios domésticos.
Fonte: Lúcio Roberto Requião Moura
Estudo alerta: Caixas de papelão distribuídas pelo supermercado
oferecem risco de contaminação
Um estudo realizado pela
Microbiotécnica, empresa especializada em higiene ambiental com 25
anos de experiência, apontou que as caixas de papelão usadas,
disponibilizadas pelos supermercados, e as sacolas de pano, trazidas
de casa pelo consumidor, possuem alto grau de contaminação podendo
prejudicar a saúde da população.
A
análise comprovou que, em relação às sacolas plásticas, ambas as
opções apresentam maior carga microbiana – as caixas de papelão cerca
de oito vezes mais para bactérias e 12 vezes mais para fungos, e as
sacolas de pano possuem risco quatro vezes superior para bactérias e
cinco vezes para fungos.
Nas
sacolas plásticas não foi encontrada a presença de coliformes totais,
coliformes fecais nem E.coli (Escherichia coli), enquanto em 58% das
sacolas de pano havia a presença de coliformes totais. Já nas
amostras de caixa de papelão, 80% apresentavam coliformes totais, 62%
coliformes fecais e 56% E.coli (confira quadro abaixo).
“É
importante que o consumidor tenha a informação adequada para escolher
a melhor embalagem para transportar as compras, especialmente
alimentos, preservando a saúde de sua família”, afirma Miguel
Bahiense, presidente da Plastivida - Instituto Sócio-Ambiental dos
Plásticos.
Metodologia - O campo de estudo abrangeu supermercados de todas as
regiões da cidade de São Paulo com a seguinte sistemática: O Bureau
Veritas coletou 50 amostras de cada tipo de embalagens (sacolas
plásticas, caixas de papelão usadas e sacolas de pano). As sacolas de
pano foram obtidas junto aos consumidores para garantir que já tinham
sido utilizadas. As amostras de sacolas plásticas e caixas de papelão
usadas foram coletadas nos caixas, onde ficam à disposição dos
consumidores, e encaminhadas ao laboratório para análise.
California branding
Quando
se pensa em futebol, qual país vem à cabeça? Brasil. Quando se pensa
em bons vinhos, qual país vem à cabeça? França. E quando se pensa em
marketing, qual país? Se você pensou em Estados Unidos, acertou! Eles
são hoje a nação que melhor representa o conceito, pelo simples fato
do termo ter sido inventado pelos americanos, e os maiores craques e
as melhores escolas da área serem de lá.
E
quando visitamos os Estados Unidos, tudo isso fica muito evidente.
Basta um passeio por lojas, postos de gasolina, shoppings, ou
simplesmente pelas ruas, que se percebe oquanto os profissionais de
marketing norte-americanos entendem do assunto ecomo sabem calibrar
as variáveis mercadológicas no sentido dos clientes comprarem mais e
mais.
Durante
o final de 2011 e início deste ano, passei minhas férias na
Califórnia, em quatro cidades da Costa Oeste dos Estados Unidos.
Visitei inúmeras lojas, supermercados e shoppings. Conforme ia
conhecendo os locais, procurei observar tudo com olhos de um
pesquisador do processo de branding e consumo.
O ponto
de venda é colocado por diversos autores como a “hora da verdade”, ou
seja, por mais que o consumidor saia de casa com a intenção de
comprar o produto A, é lá que eletoma sua decisão de compra pelo
produto A, B ou C. E em matéria de ponto devenda, pode-se observar a
entrega da promessa de marca, na qual o produto éimpactado pelo tato
do consumidor pela primeira vez.
Tirei
diversas fotos que entendo evidenciarem tendências do processo de
comunicação de marketing no ponto de venda que são observados hoje
nos Estados Unidos, e que certamente, ao longo dos próximos meses e
anos, veremos aqui no Brasil e em outras partes do mundo.
As
extensões de marca estão mais fortes do que nunca. A onda “retrô”
está com tudo na terra do Tio Sam, e aqui no Brasil também.
Embalagens cada vez menores e portabilidade são tendências que vieram
para ficar. A mascote, com cada vez mais força no processo de conexão
da marca com o consumidor. A própria embalagem, ou a “roupa da
marca”, continua sendo um dos mais poderosos pontos de contato da
marca com o consumidor. Os alinhamentos globais de marca são decisões
sensatas e que ajudam na redução de custo, mas é um desafio implantar
isso frente à culturas locais. Lojas com layout simples, clean e com
processo de compra descomplicado são a bola da vez. Museus com lojas
belíssimas são muito bem explorados lá fora; aqui, nem tanto.
Na
verdade, muitas dessas técnicas já vemos aqui no Brasil, mas nos
Estados Unidos é onde podemos observá-las de um modo mais sublime.
Parece que lá a coisa é mais bem feita, mais bem planejada, mais
bela.
Por
meio desse levantamento, meu único objetivo é compartilhar
conhecimento e municiar profissionais, professores, estudantes e
pesquisadores em geral com esse material rico e atualizado. Viva o
consumo!
Marcos Hiller
Para evitar a dengue, não basta tirar a água dos recipientes
Confira o que fazer para evitar a contaminação
Causada por um vírus, a dengue é uma
moléstia infecciosa que pode levar ao óbito. No Brasil, a principal
forma de contaminação é a picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti.
Nas pessoas, a doença fica incubada por alguns dias depois da
contaminação. A partir daí, surgem os sintomas: febre alta, falta de
apetite, mal-estar e dores na cabeça, olhos e músculos. O tipo mais
grave da doença – a dengue hemorrágica – causa diversos tipos de
sangramentos internos e externos. Vômitos, fortes dores abdominais e
pressão baixa são sinais de alerta.
Quando
alguém é infectado por um dos tipos do vírus, torna-se imune à
enfermidade por meses e, mais tarde, fica imune ao tipo específico de
vírus com que teve contato. Porém, é preciso que as pessoas evitem
ser contaminadas, pois a dengue é uma doença séria e que precisa ser
tratada por um médico o quanto antes.
Altas
temperaturas intercaladas por chuvas são os ingredientes ideais para
que o mosquito da dengue se prolifere. Os ovos ficam meses colados
nas paredes dos reservatórios de água e, com a chuva, eclodem em
alguns dias. Para dar um fim nos possíveis focos, não adianta apenas
remover a água dos recipientes, como pneus, vasos e baldes –
é
necessário limpar as paredes dos mesmos com o auxílio de uma esponja,
para que os ovos sejam eliminados.
O
mosquito da dengue é guiado por uma espécie de sensor natural de
temperatura e a regra é: quanto mais alta, melhor. O uso do
ventilador e ar condicionado geralmente baixam a temperatura e
umidade de um local, o que afasta o mosquito. Porém, temperaturas
mais baixas não matam as fêmeas do Aedes Aegypti. Os aparelhos apenas
o afastam, e ele poderá voltar em um outro momento, quando estiverem
desligados.
De
acordo com a nutricionista consultora da Sare Drogarias (http://www.saredrogarias.com.br),
Alessandra Rocha, a tradicional ingestão de vitamina B, alho ou
cebola não é uma medida eficaz de prevenção contra a dengue.
Além
disso, colocar borra de café na água das plantas não mata os ovos do
mosquito. Está comprovado que os ovos do Aedes Aegypti podem se
desenvolver na água suja da borra de café. O certo é trocar a água
dos vasos, pelo menos, três vezes por semana, e limpar as paredes até
as bordas. Essas medidas, sim, evitarão a proliferação do temido
mosquito.
Não
existe vacina específica para combater o vírus da dengue. O
diagnóstico deve ser feito por um médico e o tratamento varia
conforme o tipo da doença. Repouso e reposição de líquidos são
fundamentais. O paciente também deve evitar qualquer medicamento à
base de acetilsalisílico, que aumenta o risco de hemorragias. A
dengue têm maior incidência em áreas urbanas, onde há maior
aglomeração de pessoas e criadouros do mosquito, como lajes, telhas e
afins.
Sobre a
Sare -- Fundada em 2007, 100% nacional e com a farmácia física
localizada na movimentada Rua do Oratório, em São Paulo, a Sare
mantém três farmácias online com portfólios distintos e
complementares: Sare Drogarias, Online Farma e Desejo Saúde. A
navegação nos site da Sare Drogarias é simples. Todo o processo de
cadastramento e compra não leva mais de alguns minutos e o sistema de
pagamento é seguro. Na tela de finalização do pedido o cliente
escolhe a modalidade de frete de acordo com os valores e prazos que
deseja. A Sare tem parcerias com os principais laboratórios nacionais
e estrangeiros e disponibiliza na Internet um completo portfolio de
medicamentos e produtos para a saúde, que são entregues diariamente
para todo o território nacional.
Álcool é uma das principais causas de mortes no mundo
90% dos dependentes de álcool começam a beber na adolescência, diz
especialista
15%
dos alcoólatras morrerão de cirrose e 20% a 30% dos casos de câncer
estão associados ao álcool. A afirmação, do psiquiatra Ronaldo
Laranjeira, coordenador da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas (Uniad)
na Escola Paulista de Medicina da Unifesp, é chocante, mas retrata o
cenário atual do Brasil, que ocupa o quarto lugar no ranking de
países da América que mais consomem álcool, de acordo com a
Organização Mundial da Saúde (OMS).
Considerada uma droga lícita, o álcool figura entre os quatro fatores
de risco que desencadeiam doenças crônicas levando à morte, segundo
relatório recém divulgado pela OMS. O cigarro, a má alimentação e o
sedentarismo são as outras causas apontadas pelo órgão, o que
significa que os aspectos comportamentais configuram os principais
motivos de mortes no mundo.
“A
carga de doença ocasionada pelo álcool é muito alta, de 10% a 12% no
Brasil, maior que o cigarro”, ressalta o especialista, também PHD em
dependência química na Inglaterra. Segundo ele, não há um controle
social do álcool no País, onde existem aproximadamente 1 milhão de
pontos de venda, e as propagandas comerciais são descontroladas, o
que leva a um aumento do custo das doenças provocadas pela droga.
No
caminho de países da Europa que proíbem a propaganda do álcool ou
mesmo os Estados Unidos, onde a idade mínima para o consumo é de 21
anos e a fiscalização é rigorosa, o Brasil assume um importante passo
na saúde pública, na visão do psiquiatra.
“A nova
lei adotada pelo estado de São Paulo que proíbe o consumo e a venda
de bebida alcoólica para menores de 18 anos é a principal medida de
prevenção assumida atualmente no Brasil”, destaca. Para ele, outra
atitude “é a proibição da propaganda nos meios de comunicação, cujo
projeto de lei tramita no Congresso”, comemora.
A raiz do problema
Embora
grande parte dos malefícios apareça entre os 40 e 50 anos de idade, é
na adolescência que o consumo de álcool se inicia.
Segundo
o Dr. Laranjeira, 90% dos adultos alcoólatras começam a beber antes
dos 18 anos. No entanto, é geralmente na fase adulta que os problemas
comumente associados ao álcool se apresentam, como as doenças
gastrointestinais e as cardiovasculares, o câncer, e as mortes
violentas, incluindo acidentes de trânsito e homicídios. Por isso a
importância dos pais se colocarem no papel de protagonistas nesta
missão e assumirem o compromisso de controlar o consumo da bebida de
seus filhos, não somente em ambientes externos, mas, sobretudo,
dentro da própria casa.
De
acordo com a OMS, são três os padrões para o consumo de álcool. O
primeiro é o beber de baixo risco, em que um homem adulto e saudável
pode consumir, por dia, até dois copos de vinho, o equivalente a dois
copos de chope ou 50 ml de destilado. No caso das mulheres, o
aconselhado é a metade da dose, já que elas são mais sensíveis
biologicamente. Ao ultrapassar esse limite, o indivíduo passa a fazer
uso nocivo do álcool, mas ainda consegue passar dias longe da bebida.
Quando, no entanto, ele sente a necessidade de consumir bebida
alcoólica diariamente, pode ser considerado um dependente químico. Ao
‘beber socialmente’ aos finais de semana, somente, a pessoa acaba
fazendo o uso nocivo do álcool, segundo o Dr. Laranjeira, já que o
consumo geralmente excede o recomendado para um beber de baixo risco.
Culturalmente aceitável e estimulado pela permissiva sociedade
brasileira, o consumo excessivo de álcool no País segue presente nas
drásticas estatísticas que remetem ao tema. Problema de saúde
pública, a bebida alcoólica deve ser atacada pela raiz, seja no
ambiente familiar ou ainda no controle das primeiras doses, pois
qualquer passo adiante as consequências podem ser irreversíveis.
Comércio eletrônico brasileiro será o quarto maior no mundo em 2015
Com previsão de crescimento superior aos 43% no ano, País deve
superar Alemanha, França e Reino Unido
De acordo com a projeção feita pelo
levantamento T-Index 2015, o Brasil terá um aumento de 43,3% no
e-commerce mundial em 2015, ocupando a quarta colocação no ranking.
Atualmente, o País é o sétimo maior mercado do setor no mundo, com 3%
de participação, atrás de Estados Unidos, China, Japão, Alemanha,
Reino Unido e França. Segundo a projeção, o avanço brasileiro
acontecerá em especial pela crise econômica sofrida pelos países no
topo da lista.
A
projeção foi desenvolvida a partir de um suposto crescimento linear
dos países, com base no aumento dos últimos anos. De acordo com o
levantamento, no ano em questão, a China terá 18,8% de market share,
ante os 11,5% atuais. Em contrapartida, os Estados Unidos cairão dos
24,4% para 16,8%. Entre os outros colocados, o Japão manterá a
terceira posição com 4,9% do mercado; a Alemanha, com 4,1%; e o Reino
Unido, com 2,7%; e a França terá 3,3%, segundo o levantamento.
Para
Igor Senra, presidente do Moip (www.moip.com.br),
além da crise sofrida no exterior, o aumento do poder aquisitivo da
classe C é um dos responsáveis por alçar o crescimento do comércio
eletrônico brasileiro. “O Brasil vem tendo 30% de ampliação nos
últimos cinco anos e deve manter a marca nos próximos. Somado ao
cenário vivido por países como Estados Unidos, Reino Unido e França,
não é impossível imaginar atingir a terceira colocação na próxima
década”, afirma o executivo.
Além do
Brasil, outros países emergentes apresentarão crescimentos constantes
em 2015, de acordo com o T-Index 2015. A Rússia, que ocupa atualmente
a oitava colocação do mercado, com 2,9% de share, terá aumento de
27,5%; enquanto a Índia apresentará aumento de 26,6%; a Indonésia,
20,8% e a Turquia, com 20%.