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 Edição de Julho de 2008


Este espaço é destinado a você, internauta, aqui você pode contar a sua historia, dar sugestões, fazer denuncias, reclamações, etc... Neste espaço você poderá exercitar a interatividade com o jornal que, através do nosso departamento jurídico, orientará a melhor forma de conduzir a questão. 

Crianças desaparecidas

"SE VOCÊ SABE ONDE ESTÁ, NÃO HESITE, ENTRE EM CONTATO NO E-MAIL ABAIXO DE CADA FOTO"


 

Abusos Vorazes

Abusos vorazes
Cravam suas unhas
Vermelhas de vinho tinto
Sobre a pele maculada

Dores difusas
Deixam-na confusa
Amarela como te desespera
Desce sobre ti a vida

Feridas abertas
Devoram soluços
Assombra-te de escuro
Caminhas desconhecida

Quereres perdidos
Devoram desejos
Azuleja tua razão
Entrega-te desvalida

Perdido perdão
Leva-te a comunhão
Clareia alma sincera
Desnuda tuas culpas.

 

Flacast

07.01.08

 

Reflexo

 

Dilua-se em verso
Chegarás ao reverso
Que não deixa de ser verso

Um reflexo...

Caminho perverso às vezes
Mas de teus versos
Brotaram brilhos

Diversos...
 

 

 

Flacast

28.06.08

Flacast é Flávio Castorino, artista plástico, designer gráfico e poeta.

Contatos:

Endereço de e-mail:  flacast@gmail.com

 

 

 

Fat Meg para Prefeita

 

 

Nos últimos tempos as mulheres estão com maior evidencia. Quer pelo comportamento, quer pela inteligência aplicada, quer pelo carinho maternal ou pela beleza que irradia.

    Assim sendo, coloco em evidencia a mulher gordinha e aproveito para lançar a minha candidatura a Prefeita dos corações leitores.

    Meu povo querido, faça da nossa coluna o seu voto e coloque a boca no “trombone”.

    Vamos unir forças, unir desejos e realizar sonhos.

    Está na hora de colocarmos tudo o que pensamos em prática e valorizar nossos quilinhos a mais.

    Exigimos uma cadeira maior para nossas reivindicações.

    Exigimos atenção para os gordinhos sem ser através da necessidade de cirurgia do estômago.

    Enfim votem em mim. Votem em nós.

 

Beijocas mil

Fat Meg

 

- Utilidad 

ilidad 

 

Crianças com alergia à proteína do leite de vaca têm tratamento gratuito

Pacientes do estado de São Paulo ganham o direito de obter gratuitamente as fórmulas infantis especiais

 

Mediante avaliação médica, pacientes diagnosticados com alegria ao leite de vaca (ALV) residentes no Estado de São Paulo podem conseguir o tratamento gratuitamente. A Secretaria de Saúde do Estado aprovou e publicou no Diário Oficial o Protocolo Clínico para a Normatização da Dispensação de Fórmulas Infantis Especiais para pacientes com ALV, o que garante maior agilidade para obter o produto, melhorando a adesão ao tratamento, já que agora as fórmulas infantis são gratuitas.

     A alergia ao leite de vaca (ALV) é uma reação do sistema imunológico às proteínas do leite que provoca problemas gastrintestinais (diarréia, constipação, náuseas e vômitos), respiratórios (asma, rinite e chiado no peito) e na pele (manchas, lesões nas dobras e coceiras). A doença é responsável por 90% dos casos de alergia alimentar e atinge cerca de 5,7% das crianças brasileiras, principalmente no primeiro ano de vida. “Nesses casos, o tratamento exige a exclusão total de leites e derivados da dieta, inclusive da mãe (em situações de aleitamento materno), pois quantidades mínimas da proteína do leite podem desencadear reações alérgicas sérias”, explica a Dra. Roseli Sarni, nutróloga pediatra da Unifesp, presidente do Instituto Girassol e do Departamento de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria. Uma das alternativas é a substituição do leite de vaca por fórmulas infantis especiais: de soja, à base de proteínas extensamente hidrolisadas (nesse processo a proteína é fragmentada e tem menor chance de causar a reação alérgica) ou fórmula especial composta de aminoácidos livres.

     A especialista ressalta também que a maior dificuldade é o diagnóstico, pois os sinais e sintomas da ALV se parecem com os de outras doenças e isso acaba dificultando o diagnóstico e retardando o início do tratamento. A demora por um diagnóstico preciso aconteceu com Ana Clara, de 7 meses, que foi diagnosticada tardiamente com alergia ao leite de vaca. A mãe, Carla Cristina Carvalhal Gomes, conta que durante o aleitamento materno apareceu o primeiro sintoma: a descamação na pele. O vômito foi o segundo sintoma e surgiu logo que o bebê começou a tomar leite em pó. “O pediatra não desconfiou da alergia e sugeriu apenas a troca para o leite de soja, mas os sintomas não desapareceram”, explica. Após essa tentativa, o pediatra receitou a fórmula especial composta de aminoácidos livres (Neocate), pois, além dos sintomas, Ana Clara não estava ganhando peso. O médico, inclusive, informou a mãe sobre o fornecimento gratuito da fórmula pelo governo.

Como conseguir a fórmula infantil especial

     Para obter as fórmulas infantis especiais, a criança deve passar por uma avaliação médica. Após a confirmação do diagnóstico, o especialista deve preencher a ficha de avaliação para o fornecimento de fórmulas infantis especiais. Além disso, o médico deve elaborar um relatório justificando a necessidade da fórmula e duas vias da receita médica assinada e carimbada.

    A mãe ou responsável deve juntar as declarações fornecidas pelo médico e as fotocópias de exames, certidão de nascimento, comprovante de residência, CPF e RG dos pais e do cartão Nacional de Saúde (Cartão SUS) do paciente. A documentação será avaliada para que a criança possa receber a quantidade correta da fórmula. “O processo é bem rápido, demorei cerca de 1 hora para sair de lá com a quantidade necessária de fórmula para um mês”, comenta Carla Cristina Carvalhal Gomes. Todos os documentos devem ser entregues no Ambulatório Regional de Especialidades Maria Zélia da UNIFESP (Rua Jequitinhonha, 360, Belenzinho, São Paulo – SP, Telefone: 3583-1900, horário de funcionamento das 7h às 17h).

 

A alergia alimentar e o fator nutricional

     Um inquérito epidemiológico realizado em 11 estados brasileiros mostra que 25% das crianças com alergia ao leite de vaca apresentam déficit nutricional e desnutrição. Isto pode ocorrer devido à doença ou quando a dieta substitutiva não atende às necessidades de nutrientes fundamentais para o crescimento e desenvolvimento dos bebês, principalmente energia, proteínas, gorduras e cálcio. “Essa doença merece uma vigilância no ganho de peso e da estatura da criança”, destaca Dra. Roseli Sarni.

     Esse quadro ocorre em conseqüência de alguns fatores: ingestão alimentar insuficiente, má-absorção intestinal, perda de substâncias que aumentam a necessidade de nutrientes, aumento da necessidade de energia, dieta substitutiva inadequada. “O prejuízo da carência nutricional não é recuperado, podendo deixar seqüelas irreversíveis no crescimento e desenvolvimento da criança”, ressalta a especialista. Estudos mostram que o uso de fórmulas infantis adequadas (extensamente hidrolisadas ou à base de aminoácidos) pode prevenir ou minimizar o déficit nutricional.

     Para a Dra. Roseli Sarni, a ALV continua sendo um grande desafio na prática pediátrica e a sua prevalência encontra-se em ascensão. A especialista lembra que o leite de cabra e produtos à base de soja também podem desencadear reações alérgicas: “fórmulas de soja e leite de cabra não são adequados para substituir o leite materno na prevenção da alergia ao leite de vaca”. Vale dizer que a maioria das crianças desenvolvem tolerância clínica à proteína do leite de vaca nos primeiros três anos de vida, por isso, o acompanhamento e orientação médica devem ser freqüentes.

Instituto Girassol: apoio aos pacientes

     Fundado em janeiro de 2005, o Grupo de Apoio aos Portadores de Necessidades Nutricionais é uma organização sem fins lucrativos que visa promover o acesso à terapia nutricional de qualidade aos portadores (crianças e adultos) de necessidades nutricionais especiais, por meio da defesa dos seus direitos, de pesquisa, da capacitação técnica e da disseminação de conhecimentos. Desde o início de suas atividades, já cadastrou mais de 500 pacientes sendo os problemas mais freqüentes a alergia alimentar (principalmente a APLV). O instituto também fornece apoio aos pacientes que necessitam de dietas essenciais para sua recuperação e tratamento. Telefone: 08007739000 e site: http://www.girassolinstituto.org.br

 

Lista de Documentos para Solicitação da Fórmula Infantil Especial

Documentos para a primeira solicitação da fórmula especial:

  1. Ficha de avaliação para fornecimento de Fórmulas Infantis Especiais preenchida pelo médico;

  2. Relatório Médico justificando necessidade de Fórmulas Infantis Especiais;

  3. Xerox dos exames do paciente (se houver);

  4. Receita médica em duas vias, carimbada e assinada;

  5. Xerox da certidão de nascimento do paciente;

  6. Xerox do comprovante de residência;

  7. Xerox do CPF e do RG dos pais;

  8. Xerox do Cartão Nacional de Saúde (Cartão SUS – Sistema único de Saúde) do paciente.

 

Documentos para retirar as fórmulas infantis:

  1. Documento de identidade do responsável, acima de 18 anos;

  2. Não é necessária a receita médica.

 

A ALV

 

 

Alergia ao leite de vaca (ALV)

O que é

Reação adversa à proteína do leite com participação do sistema imunológico. É o tipo mais comum de alergia alimentar em crianças.  Metade das crianças com alergia ao leite de vaca começa a tolerá-lo com 1 ano de idade e a maioria (85%) até completarem 3 anos.

Sintomas

O paciente manifesta um ou mais dos seguintes sintomas: Náuseas, vômitos, cólicas, diarréia, constipação, presença de sangue nas fezes, dermatites  (lesões nas dobras, coceiras, manchas avermelhadas), problemas respiratórios, tais como asma, chiado no peito e rinite.

Anemia, perda de peso e déficit de crescimento.

Diagnóstico

Alguns exames laboratoriais podem auxiliar, mas o diagnóstico é basicamente clínico e confirmado por meio do “teste de desencadeamento” (com a exclusão do leite de vaca e o desaparecimento dos sintomas, o paciente é exposto à proteína do leite com observação médica).

 

Restrição Alimentar

Exclusão completa do leite de vaca e seus derivados, além de todos os alimentos preparados com leite.

Não consumir alimentos industrializados que contenham na rotulagem caseína, caseinato e proteínas do soro, substâncias que indicam a presença da proteína do leite de vaca.

 

Burson-Marsteller

 

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"Mulheres que Doem Demais" passam a receber apoio psicológico gratuito

 

Mulheres que Doem Demais" é o nome dado ao grupo de apoio criado pelo Centro de Dor do Hospital 9 de Julho com o objetivo de colaborar com a conscientização e trabalho a respeito das causas e efeitos psicológicos da dor crônica em mulheres. A ação faz parte da Campanha DOR: EU SOU SEXO FORTE!, desenvolvida em prol do atendimento ao público feminino, cuja programação contempla diversas atividades gratuitas ao longo de 2008.

     Com grupos de 12 pessoas cada, o "Mulheres que Doem Demais" atua de forma interativa com as mulheres que podem dividir suas experiências físicas e emocionais com a dor.  Acompanhadas por uma equipe de psicoterapeutas especializadas no tema, as mulheres recebem técnicas corporais como relaxamento ativo e passivo e aprendem métodos simples para o alívio sintomático da dor que podem ser aproveitadas no seu dia a dia.

    Dentre alguns dos aspectos apresentados pela equipe profissional está a relação da dor psíquica e emocional e como estas podem interferir na evolução da dor física.

    A proposta do grupo é desmistificar alguns aspectos a respeito da dor psíquica, procurando excluir a sensação de culpa que muitas portadoras de dor crônica sentem ao serem subestimadas em suas sensações físicas e emocionais em virtude de sofrerem de dores constantes.

    Segundo a coordenadora do Grupo de trabalho, a psicoterapeuta Dra. Dirce Perissinotti a "mulher é mais acometida por um numero maior de fatores causadores de dor crônica, algumas vezes exacerbando-a de forma mais intensa que os homens, e por isso acaba sofrendo preconceito em relação aos seus problemas, mas cientificamente a mulher suporta mais a dor em relação ao sexo masculino".

    A especialista explica que a dor crônica - fruto de doenças muitas vezes incuráveis - delimita suas portadoras, interferindo em suas atividades laborativas e sociais. Por isso o trabalho do "Mulheres que Doem Demais"  visa a conscientização dessas mulheres para que possam ver a dor como aliada, para que compreendam melhor a sua doença e enfrentem melhor o seu sofrimento. "Às vezes a mulher não percebe, mas faz uso abusivo de suas queixas visando ganhos inconscientes que só fazem piorar o seu quadro, em todos os sentidos", relata Dra. Dirce.

 

Perfil da mulher com dor crônica - A maior prevalência de dor crônica em mulheres se dá na faixa etária entre 40 e 50 anos de idade, em que, além de maior acometimento de doenças características da faixa etária, encontram-se fatores como infelicidade na vida profissional e pessoal, com falta de perspectivas positivas.

Dentre as maiores dificuldades apontadas por estas mulheres, além da dor em si, está a falta de acolhimento e aceitação em seus problemas.

 

Perfil de qualidade de vida em portadoras de dor crônica

Segundo um levantamento realizado em março deste ano pelo grupo de psicologia do Centro de Dor do Hospital 9 de Julho para aferir a qualidade de vida em um grupo de 80 mulheres portadoras de dor crônica, foram constatados que:

 

- 35,04% relataram ter diminuído a quantidade de tempo que dedicava ao trabalho, nas últimas 4 semanas, devido à saúde física, assim como  42,34% informaram ter realizado menos tarefas no mesmo período;

 

- 28,47% responderam que esteve limitada para o trabalho, devido a problemas emocionais.

 

- 24,82% relataram sentir-se desanimadas ou esgotadas a maior parte do tempo.

 

- 20,44% responderam que a intensidade da sua dor é grave.

Veja a agenda anual da ação "Mulheres Que Doem Demais" - maio a dezembro:

 

19 de Julho


30 de Agosto


27 de Setembro

 

25 de Outubro

 

29 de Novembro

 

13 de Dezembro

 

Para participar do grupo de apoio Psicológico "Mulheres que Doem Demais" é preciso se inscrever no processo de triagem realizado pelo Centro de Dor do Hospital 9 de Julho, pelo telefone: 11 3147-9881 / 3147-9860.

 

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Doação de Medula Óssea. Presidente da Abrale lembra: “o procedimento é simples e pode salvar uma vida”

 

Durante a campanha, a Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (ABRALE), ao lado da Secretaria Municipal da Saúde; da Associação da Medula Óssea de São Paulo (AMEO);  e o Hemocentro da Santa Casa de São Paulo, concentram esforços para divulgar a importância da doação da medula óssea, oferecendo informações sobre a importância e os procedimentos sobre a doação voluntária. “Precisamos acabar com os mitos sobre a doação de medula óssea. É mais simples do que se pensa e o resultado pode ser a cura de um paciente”, afirma a presidente da ABRALE, Merula Steagall.

     Todos os anos 7.500 brasileiros recebem o diagnóstico de leucemia, tipo de câncer que compromete a produção do sangue. Para grande maioria a única esperança é realizar um transplante de medula óssea. Muitos pacientes não encontram o doador na família e dependem de um doador cadastrado no registro de doadores. Atualmente o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), órgão ligado ao Instituto Nacional do Câncer, conta com mais de 687.000 doadores cadastrados, número que tem aumentado, mas, ainda não atende todas as necessidades. Em média, 1.200 pacientes aguardam um doador compatível.

 

Cadastro

Para fazer o cadastro é preciso ter ente 18 e 55 anos e bom estado de saúde. Em São Paulo, o doador deve comparecer ao Hemocentro da Santa Casa de Misericórdia, à rua Marquês de Itu, 579, Vila Buarque, Centro. O horário é de segunda à sexta das 7h30 às 18h e aos sábados das 7h30 às 15h. Não é necessário agendar. Informações pelo telefone: (11) 2176-7000 ramal 5962. O preenchimento de uma ficha de identificação com números de RG e CPF é o primeiro passo para o cadastro, além da coleta de sangue para teste de compatibilidade. Os dados serão registrados no Redome e ao aparecer um paciente com a medula compatível, o doador é chamado e novos testes sanguíneos serão feitos para a confirmação da compatibilidade e consulta final sobre a doação.

 

Compatibilidade

Segundo o Redome, o grande problema na doação é a necessidade de 100% de compatibilidade da medula óssea entre o doador e o receptor. A chance de encontrar uma medula compatível no registro brasileiro é em média 1 em 100 mil. Um irmão ou familiar HLA compatível (antígenos leucocitários de histocompatibilidade) é considerado o melhor doador, mas de 25% a 30% dos pacientes encontram a solução na família.

 

Como é feita a doação de medula óssea

Existem duas formas de doar as células progenitoras ou células-mãe da medula óssea. Uma relacionada à coleta das células diretamente de dentro da medula óssea (nos ossos da bacia)  e a outra por filtração de células-mãe que passam pelas veias (aférese).

     A punção é realizada com agulha especial e seringa na região da bacia, para que é retirada a quantidade de medula (tutano do osso) equivalente à uma bolsa de sangue. O doador é anestesiado para não sentir dor, procedimento que dura em média 60 minutos. A sensação do doador é semelhante a uma queda  ou uma injeção oleosa, com duração de dois a quatorze dias. Não é uma cirurgia, por isso não tem cortes ou pontos. O doador fica em observação por um dia no hospital.

     No caso da coleta feita pela veia, o procedimento é realizado  pela máquina de aférese. O doador recebe um medicamento por cinco dias que estimula a multiplicação das células-mãe, que migram da medula para as veias e são filtradas. O procedimento dura em média quatro horas, quando se obtém o número adequado de células. O efeito colateral mais freqüente causado pela medicação é dor no corpo como acontece com a gripe.

     O médico informa qual será a melhor forma de coleta de células, dependendo da doença e da fase em que se encontra o paciente. A reconstituição da medula será rápida para o doador, que possui medula óssea sadia e bom estado de saúde. Em casos especiais e raros, como compatibilidade com outra pessoa, o doador poderá doar novamente a medula óssea.

 

ABRALE – Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia - www.abrale.org.br

 

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Roche oferece bolsas para cientistas

Farmacêutica fecha convênio inédito com Governo Federal para desenvolver pesquisadores brasileiros

 

Parceria entre a farmacêutica Roche e o Ministério da Saúde (MS) levará para Basiléia, na Suíça, pesquisadores brasileiros. Através de quatro bolsas de estudo de pós-doutorado, eles permanecerão na Europa por um ano, onde terão acesso aos mais avançados laboratórios de Medicina Molecular da empresa. Esse programa vai ao encontro dos esforços do Ministério no sentido de incentivar a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação em saúde no país. Trata-se do primeiro convênio firmado entre o laboratório e o governo brasileiro para concessão de bolsas.

     Por meio do convênio, ficou estabelecido que o Ministério, via Secretaria de Ciência e Tecnologia, fará a chamada para as inscrições, quando os candidatos poderão submeter a documentação necessária para participar da seleção. A decisão final caberá à farmacêutica, responsável pela concessão das bolsas. A expectativa é que os bolsistas viajem para a Suíça já no segundo semestre de 2008. O laboratório vai financiar passagem aérea, hospedagem, seguro saúde e dará uma ajuda mensal no valor de CHFs 2.500,00 (francos suíços).

    Enquanto estiverem na Basiléia, os bolsistas receberão treinamento especializado nas mais avançadas áreas da ciência e tecnologias biológicas. Os laboratórios de Medicina Molecular da Roche contam com cerca de 100 cientistas, envolvidos em diversos projetos, e são considerados centros de excelência mundial na área de pesquisa genética, genômica, proteômica e disciplinas relacionadas. A Roche é o maior produtor mundial de biotecnologia em saúde humana.

     “Trata-se de uma excelente oportunidade para pesquisadores brasileiros. Além de colocar em prática conhecimentos obtidos nas universidades, esses bolsistas, por um ano, farão parte de um time que atua somente em pesquisas de alta complexidade, como nas áreas de genômica e proteômica, e com equipamentos de ponta. A Roche assume com esse programa o compromisso com o desenvolvimento de futuros cientistas”, diz Ernest Egli, presidente da Roche Brasil. Os projetos de pesquisa em curso na Basiléia dão suporte às descobertas de medicamentos e esforços de desenvolvimento da Roche em diversas áreas, como oncologia, doenças auto-imunes e inflamatórias.

 

Inscrições:

Chamada Pública para o Programa Roche de Treinamento em Tecnologias Genômicas Aplicadas à Pesquisa de Medicamentos Inovadores

Documentos necessários: cópia do diploma de doutorado, currículo em inglês, incluindo a experiência profissional e de pesquisa, um texto de uma a duas páginas, em inglês, descrevendo interesses de pesquisa e as metas da carreira, além de uma carta de recomendação da instituição de origem ou de referência. A documentação deverá ser encaminhada por correspondência física para o Ministério da Saúde.

Prazo: Até 15 de julho

Resultado: Divulgação em 30 de agosto através dos sites wwwsaude.gov.br ou www.roche.com.br.

 

 

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Saúde amplia lista de cirurgias eletivas

 

Gestores estaduais e municipais de Saúde já podem programar o atendimento de novos 16 tipos de procedimentos cirúrgicos de média complexidade. É o que prevê portaria publicada no Diário Oficial da União que redefine a Política Nacional de Procedimentos Cirúrgicos Eletivos de Média Complexidade no âmbito do Sistema Único de Saúde. Instituída em 2004, esta política já previa o atendimento da população em cerca de 80 cirurgias, escolhidas por serem as mais demandadas pelas redes de saúde e onde se apresentavam os maiores gargalos.

     Na prática, a medida assegura a estados e municípios recursos além do teto financeiro, que podem ser obtidos mediante apresentação de projetos à Secretaria de Atenção à Saúde (SAS). Com base na fila de espera para cada tipo de cirurgia, os gestores apresentam os projetos, que agora têm prazo de execução dobrado, de seis para doze meses.

     De 2004 a 2007, esta política pública foi responsável pela realização de 656.178 cirurgias, a um custo mensal de mais de R$ 51 milhões. No mesmo período, estados e municípios apresentaram 563 projetos, boa parte deles, 222, no ano de 2007, contra 14 em 2004. A redefinição dos critérios se deu em função desta expansão e da eficácia da política para atender às necessidades epidemiológicas das diversas regiões do país.

 

Oftalmologia – Também na última sexta-feira, foi publicada portaria que institui a Política Nacional de Atenção em Oftalmologia, que tem por objetivo organizar a rede de serviços nesta especialidade e ampliar o acesso da população. Com a organização da rede, espera-se não só uma ampliação dos serviços, mas também uma redução dos custos com o serviço. A partir dos novos critérios, os gestores estaduais e municipais poderão planejar o atendimento à população de sua área de abrangência e entrar com novos processos de habilitação de suas redes, que deverão ser compostas por unidades de atenção especializada em oftalmologia e centros de referência em oftalmologia.

     Para o credenciamento das unidades e dos centros, serão utilizados como parâmetros a população a ser atendida, a necessidade de cobertura assistencial, os mecanismos de acesso com fluxos de referência e contra-referência, a capacidade técnica e operacional dos serviços, a série histórica de atendimentos realizados e a integração com a rede de referência hospitalar em atendimento de urgência e emergência, disponíveis no estado.

     A portaria da Secretaria de Atenção à Saúde que regulamenta a política, publicada na última segunda-feira, define 300 tipos de procedimentos diferentes e cria dois novos protocolos, para pacientes de glaucoma e catarata.

 

Confira a lista de procedimentos incluídos na Política Nacional de Procedimentos Cirúrgicos Eletivos de Média Complexidade:

 

Oftalmologia – catarata

- Capsulotomia yag-laser.

- Facoemulsificação com implante de lente intra-ocular rígida.

 

Oftalmologia – retinopatia diabética

- Pan-fotocoagulação retiniana a laser.

- Vitrectomia posterior com infusão de óleo de silicone e endolaser.

- Vitrectomia posterior com infusão de perfluorcarbono e endolaser.

 

Oftalmologia – glaucoma

- Fototrabeculoplastia a laser.

- Implante de prótese anti-glaucomatosa.

- Iridomia a laser.

- Tratamento cirúrgico do glaucoma congênito.

 

Oftalmologia – degeneração macular relacionada à idade

- Termoterapia transpupilar.

 

Saúde da mulher

- Exérese de nódulo de mama.

- Plástica mamária feminina não-estética.

 

Especialidades diversas

- Orquiectomia bilateral.

- Tiroidectomia parcial.

- Videoscopia para diagnóstico, drenagem, toalete ou biópsia ou remoção de lesões.

- Videoscopia para síntese, reconstrução ou transplante de estruturas.

 

 

Atendimento ao cidadão

0800 61 1997 ou 61 3315 2021

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