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 Edição de Fevereiro de 2012


Este espaço é destinado a você, internauta, aqui você pode contar a sua historia, dar sugestões, fazer denuncias, reclamações, etc... Neste espaço você poderá exercitar a interatividade com o jornal que, através do nosso departamento jurídico, orientará a melhor forma de conduzir a questão. 

Crianças desaparecidas

"SE VOCÊ SABE ONDE ESTÁ, NÃO HESITE, ENTRE EM CONTATO NO E-MAIL ABAIXO DE CADA FOTO"

 

Passo

 

Passo

Após passo

 

Não sei

Como fico

Ou passo

 

Em descompasso

 

Passo

E levo

E deixo

 

Passo

Após passo

 

Passo por lágrimas

Lembrança de beijo

Passo por desejos

Por devaneios passo

 

Passo após passo

 

Passo desajeitado

Entre os buracos

Marco meus passos

 

Passo e resvalo

Em sonhos quase

Realizados

 

De passo

Em passo

Passo

Desejando ficar

 

Passo

E passo.

 

(FlaVcast –16.01.2012)

 

 

 

Noventa segundos é o que me resta

 

Noventa segundos é o que me resta

Da bateria do meu computador pessoal

É pouco para toda vida que resta

É muito para a mágoa que ele processa

 

Noventa segundos é o que me resta

Do sabor do chocolate aromatizado na boca

Rajada de vento que foi mas ainda passa

Como cenas em sépia das lembranças

 

Noventa segundos é o que me resta

De folego trancado subindo elevador

A brincar solitário de mergulhador

Era ascendência de uma alegria de festa

 

Noventa segundos é o que me resta

Da impaciência que tinge a fala

Atinge feito trajeto de bala perdida

É pouco para tanta despedida.

 

(FlaVcast – 16.01.2012)

Flacast é Flávio Castorino, artista plástico, designer gráfico e poeta.

Contatos:

Endereço de e-mail:  flacast@gmail.co

 

 "Que os nossos esforços desafiem as impossibilidades. Lembrem de que as grandes proezas da história foram conquistadas daquilo que parecia impossível."

(Charles Chaplin)


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Precisa-se de sangue e plaquetas!

Hemonúcleo Regional de Jaú pede ajuda da população; veja o que é preciso para doar sangue

 

Estoques de sangue e plaquetas muito abaixo do necessário para a segurança na distribuição de hemocomponentes para os serviços atendidos. Cirurgias a ponto de serem desmarcadas. Vidas em risco. Mal o ano começou e os hemocentros sofrem com a falta de doadores. Pouco expressivas em épocas do ano como o inverno, férias escolares e festas de final de ano - cerca de 30% abaixo do necessário, as doações no Hemonúcleo Regional de Jahu (SP) no mês de janeiro estão ainda mais tímidas e a unidade pede ajuda.

Responsável pela distribuição de sangue para nove municípios e 11 hospitais da região, o Hemonúcleo é um dos centros que passam por problemas com a baixa dos estoques e faz apelo por doações, especialmente de plaquetas.

O coordenador técnico Francisco Martins da Costa Filho explica que o caráter constante de urgência para captação de sangue do local se dá em virtude da demanda: entre os hospitais que atende esta o Hospital Amaral Carvalho (HAC) que é o que mais utiliza bolsas de sangue, pois trata pacientes que fazem quimioterapia e transplante de medula óssea e, por isso, precisam de mais transfusões.

 

A doação

Para Francisco, doadores de sangue são sujeitos especiais, movidos pelo desejo de ajudar a salvar vidas de pessoas que na maioria das vezes nem conhecem. "Dispensando apenas 25 minutos (em média) para doar um pouco de seu sangue, o doador ajuda a salvar a vida de até três pacientes diferentes", esclarece. Isso mesmo. Em uma só doação - cerca de 450 ml de sangue, o material é fracionado em três hemocomponentes: plaquetas, plasma e hemácias.

Mas, mesmo sabendo que a doação pode salvar vidas, muitas pessoas não doam sangue por comodismo ou até medo. "Será que vai doer? Eu vou passar mal?". Francisco afirma que a doação é um ato seguro e praticamente indolor, não traz nenhum prejuízo ou consequência à saúde do doador, não o obriga a doar sangue para o resto da vida, não engrossa o sangue e não aumenta a pressão. "Qualquer pessoa pode doar, basta seguir os requisitos básicos", diz.

 

Para doar é preciso:

Estar em boas condições de saúde e descanso;

Ter entre 16 e 67 anos (menores de 18 podem doar acompanhados de um dos pais ou responsável legal. Maiores de 65 anos só podem doar se já doaram antes dos 60 anos);

Pesar no mínimo 50 kg;

Estar alimentado (mas evite ingerir alimentos gordurosos);

Apresentar documento oficial de identidade com foto;

Não ter tido hepatite após os 10 anos de idade;

Não estar utilizando medicamentos;

Não estar resfriado ou com gripe;

Não ter tido doença de Chagas, Sífilis, Malária ou ser soropositivo de AIDS;

Não ter feito tatuagem ou colocado piercing nos últimos 12 meses;

Se mulher, não estar grávida ou amamentando.

 

 

 

Serviço

Hemonúcleo Regional de Jahu - HAC

Rua Dona Silvéria, 150 - Jaú / SP

Informações: (14) 3602-1355 ou 3602-1356

 

Horário de atendimento: Segundas, terças, quintas e sextas-feiras, das 7h30 às 12h e das 14h às 16h30.

Quartas-feiras, das 7h30 às 12h e das 14h às 20h.

Sábados, das 7h30 às 12h.

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SP inicia ‘força-tarefa’ para vacinar 5,8 milhões de

paulistas contra hepatite B

A partir deste ano a imunização pelo SUS foi ampliada para a população com até 29 anos de idade

 

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo inicia nesta semana uma “força-tarefa” em todo o Estado para imunizar cerca de 5,8 milhões de paulistas contra a hepatite B.

A vacina, que estava disponível até o ano passado para a população desde o nascimento até 24 anos de idade, agora também será oferecida gratuitamente, pelo SUS (Sistema Único de Saúde) às 3,7 milhões de pessoas que possuem entre 25 e 29 anos em todo o Estado (veja abaixo lista por região). Outros 2,1 milhões de paulistas com até 24 anos ainda não completaram o esquema completo de três doses para imunização contra a doença.

O objetivo desta intensificação nos meses de janeiro e fevereiro é aproveitar o período de férias escolares para imunizar a população contra a doença, principalmente os adolescentes com idades entre 15 e 19 anos. Dados da Secretaria apontam que um em cada três paulistas nesta faixa etária ainda não foi imunizado contra a hepatite B, apesar de a vacina estar disponível gratuitamente nos postos de saúde.

“A vacina é a melhor forma de prevenção contra a hepatite B. Por isso é muito importante que as pessoas aproveitem o período de férias para ir ao posto de saúde e colocar a carteira em dia, especialmente os adolescentes entre 15 e 19 anos.”, afirma Helena Sato, diretora de Imunização da Secretaria de Estado da Saúde.

Os postos de saúde funcionam de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Além da população com até 29 anos de idade, a vacina contra hepatite B está disponível gratuitamente para grupos considerados de risco, como profissionais do sexo, homens que fazem sexo com homens, usuários de drogas injetáveis, manicures, podólogos e profissionais de saúde, entre outros.

Para ficar completamente protegido contra a doença é preciso tomar três doses da vacina. A segunda dose acontece um mês depois da inicial. A terceira, após seis meses. A Secretaria entrou em contato com as administrações municipais para que a vacinação seja reforçada nos próximos dois meses

 

População-alvo *

Região

01 a 29 anos

Capital

1.881.133

Grande ABC

394.927

Alto Tietê e Guarulhos

417.134

Franco da Rocha

92.759

Osasco

429.774

Araçatuba

76.129

Araraquara

108.323

Assis

50.024

Barretos

45.481

Bauru

128.468

Botucatu

53.468

Campinas

579.238

Franca

71.240

Marília

61.261

Piracicaba 

173.330

Presidente Prudente

67.845

Vale do Ribeira

22.141

Ribeirão Preto

167.763

Santos

179.041

São João da Boa Vista

78.835

Vale do Paraíba e Litoral Norte

269.193

São José do Rio Preto

167.619

Sorocaba

289.906

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

* O cálculo desconsidera o número de pessoas já imunizadas com as três doses da vacina

 

 

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SP alerta para o aumento de casos de lesão medular por mergulho durante o Verão

Saltos mal avaliados em rios, piscinas e mar podem causar paraplegia ou tetraplegia; jovens são as maiores vítimas

 

Levantamento do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da FMUSP, ligado à Secretaria de Estado da Saúde, aponta que, durante o Verão, o mergulho em água rasa sofre um aumento no número de casos, passando da quarta para a segunda causa de lesão medular.

Segundo o ortopedista Alexandre Fogaça, a cada semana cerca de dez pessoas ficam paraplégicas ou tetraplégicas em consequência desta prática recreativa em todo o país.

Saltos mal avaliados em rios, piscinas e mar são muito comuns nesta época do ano. “Geralmente este tipo de acidente está relacionado ao uso de álcool e drogas que deixam os usuários sem noção do perigo”, diz Fogaça.

Entre as vítimas deste tipo de acidente 90% são jovens, na faixa etária dos 10 aos 25 anos. A queda num local raso com o alto da cabeça faz com que o pescoço se dobre e o resto do corpo continue a se mover, causando a fratura de uma ou mais vértebras.

Dos pacientes atendidos na ortopedia do HC com lesão medular causada por um mergulho mal calculado, 66% têm dano neurológico e levam sequelas para o resto da vida. “O mais alarmante, é que são jovens com uma vida pela frente”, ressalta o ortopedista.

“Antes de dar um mergulho é preciso conhecer o local e a profundidade de onde se vai nadar. Procurar fazer o primeiro mergulho de pé para ter maior amortecimento do impacto, evitar brincadeiras de empurrar amigos para dentro de lagos, rios, piscinas e, principalmente, não consumir drogas ou álcool antes da recreação”, orienta Alexandre Fogaça.

 

Agência HC de Notícias

 

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Óculos 3D sem higienização são risco de disseminação

de vírus e bactérias

 

Brasília – A proliferação de filmes produzidos em três dimensões para a telona exige atenção com a higienização dos óculos, sobretudo do usuário, para que a diversão não vire um transtorno e o espectador fique mais envolvido com problemas nos olhos do que pelos efeitos tridimensionais do filme, alerta o oftalmologista Canrobert Oliveira, do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB).

Em São Paulo a Fundação Procon considerou descumprida a Lei Estadual nº. 14.472/2011 e autuou seis cinemas de shoppings da Grande São Paulo. Esta Lei trata da obrigatoriedade de higienização dos óculos utilizados na exibição de filmes em terceira dimensão (3D) e determina que os óculos devem ser embalados individualmente em plástico estéril com fechamento à vácuo. Além disso, nos locais onde os óculos forem distribuídos deverá ser afixado cartaz com o seguinte informe: "Óculos higienizados nos termos da Lei Estadual nº. 14.472/2011".

Canrobert aconselha pais e crianças a, pelo menos, limparem com álcool em gel os óculos que recebem na porta do cinema para ver em três dimensões. É preciso tomar precauções , frisa.

Conjuntivite - O uso dos óculos são fundamentais para que se obtenha a sensação de tridimensionalidade proposta pela produção cinematográfica, mas ao passar de rosto em rosto e de mão em mão a cada sessão, podem estar disseminando agentes viróticos e bacterianos. Há pessoas com cílios tão grandes, os quais podem estar contaminados, e ao rasparem nas lentes transmitem problemas para o próximo usuário. “Todos sabemos que uma pessoa ao falar, tossir ou espirrar expele gotículas de secreção que respingam nos óculos, sem falar nas mãos contaminadas que os pegam, pois nem todos incorporaram os cuidados recomendados, por meio da imprensa e dos órgãos de vigilância sanitária”, comenta. Outros, ainda, mesmo atendendo as orientações de cuidados após tocarem em botões de elevador, dinheiro, maçanetas de carros e portas, podem, desatentos, coçar os olhos com as mãos contaminadas, alerta ao frisar que “óculos não são artigos para passar de mão em mão, de rosto em rosto”.

Canrobert chama a atenção ainda para aqueles espectadores que acostumados a morder a haste dos óculos fazem o mesmo com o equipamento entregue no cinema, “outra forma de contaminação”.

Uma forma de amenizar os riscos é carregar um lenço e um recipiente com álcool em gel para higienizar os óculos antes de usá-los, mas mesmo assim, não é a prática que queremos, adverte Canrobert.

Pessoas que usam óculos de correção refrativa e  colocam os destinados  para assistir os filmes em 3D por cima, podem estar parcialmente mais protegidas, mas também, não há garantia e nem é a condição de todos os espectadores. “Eu não gostaria de usar óculos de uso comum para me divertir no cinema”, posiciona-se o médico do HOB.

 

Inflamação - A conjuntivite virótica é agressiva e por vezes deixa sequelas irreversíveis. Trata-se de uma inflamação da conjuntiva (fina membrana de tecido epitelial que recobre a córnea e a esclera - parte branca do olho).

A conjuntivite é suspeita quando sintomas como sensação de areia nos olhos, ardência, vermelhidão, fotofobia, lacrimejamento e inchaço das pálpebras ocorrem. A primeira providência do médico é afastar o paciente das funções diárias. O tempo para a cura da inflamação pode durar semanas.

 

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Ligações ao Disk-Aids ‘explodem’ após Carnaval

Número de contatos ao serviço estadual foi 60% maior no período pós-folia; testes de HIV também aumentam

 

A procura de paulistas com dúvidas sobre Doenças Sexualmente Transmissíveis e locais que fazem testes de HIV chega a crescer 60% logo após o Carnaval. É o que aponta balanço da Secretaria de Estado da Saúde com base nos dados do Disk-Aids, serviço telefônico gratuito da pasta para orientações à população.

Em janeiro de 2010, foram registrados 405 atendimentos. No período de um mês após o carnaval naquele ano, o número de atendimentos subiu para 659.

No Centro de Referência em DST/Aids, unidade estadual na zona sul de São Paulo, também foi registrado, no ano passado, aumento de 39% no número de pessoas que fizeram o teste de HIV após o Carnaval: de 336 em janeiro para 467 em março.

“O aumento na procura pelo Disk-Aids e pelos testes demonstra a importância de se divulgar esses serviços. Com orientação, a pessoa consegue ter um encaminhamento correto para cada situação vivida” explica Maria Clara Gianna, diretora do Centro de Referência e Treinamento em DST/AIDS.

O Disque DST/Aids é um serviço de utilidade pública oferecido pela Secretaria de Estado da Saúde desde 1983. Foi o primeiro serviço desta natureza na América Latina e a primeira resposta governamental para o enfrentamento da epidemia no início da década de 80.

Desde 1998 o serviço Disque DST/Aids passou a ser um canal gratuito (0800 16 25 50) de escuta, acesso à informação, orientação e aconselhamento sobre práticas de sexo seguro, serviços especializados para realização de teste anti-HIV e instituições governamentais e não governamentais que atuam na defesa dos direitos dos portadores de DST/HIV/Aids.

O Disque DST/Aids funciona de segunda a sexta-feira das 8h às 18h. Não haverá atendimento durante o feriado de Carnaval.

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Saúde alerta para cuidados com ar condicionado no verão

Sensação de bem-estar com temperatura mais amena pode acarretar doenças respiratórias; evitar mudanças bruscas de temperatura é fundamental

 

Começou o verão, o mês mais quente do ano, e a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo faz um alerta sobre cuidados com o ar condicionado e ambientes climatizados.

A sensação de bem-estar, com temperatura mais amenas, pode oferecer riscos à saúde, principalmente em pessoas com problemas respiratórios.

O ideal é evitar mudanças bruscas de temperatura e exposição excessiva ao ambiente mais “frio”, e estar atento à adequada regulação dos aparelhos de ar condicionado, seja no carro, no trabalho, em casa ou em outros locais.

“Se em ambiente externo a temperatura estiver em torno de 38 graus, o ideal é que a temperatura do ar condicionado seja regulada em torno de 23 ºC. Além de agradável, evitará um contraste ainda maior em relação ao ambiente externo”, alerta Fábio Pereira Muchão, pneumologista do AME (Ambulatório Médico de Especialidades) “Dr. Luiz Roberto Barradas Barata”, unidade da Secretaria no bairro de Heliópolis.

Para os casos em que não é possível garantir esta equivalência térmica, o médico recomenda que, antes de sair do ambiente “frio”, a grade do aparelho seja ajustada à temperatura ambiente, evitando assim um choque térmico.

Outro alerta importante do pneumologista se refere à manutenção do aparelho. “Trocas periódicas de filtros são imprescindíveis, pois em ambiente fechado pode ocorrer propagação de vírus e bactérias, caso haja alguma pessoa doente”, destaca.

  

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Nefrologistas alertam para os riscos de doenças renais no período de chuvas e inundações

A água contaminada das enchentes representa um grande risco à saúde. Ela traz vários tipos de doenças, como a leptospirose e, consequentemente, a insuficiência renal aguda, com elevadas taxas de mortalidade no país.

 

As chuvas e inundações que atingem algumas regiões do país nesta época do ano podem representar um grande risco à saúde da população. A água das enchentes coloca diversos agentes infecciosos em contato com as pessoas. Há diferentes tipos de doenças causadas por uma variedade de bactérias, vírus, protozoários e parasitas, agentes que são carregados pelas águas e propiciam o surgimento de vários males. Algumas doenças têm sua ocorrência aumentada neste período. A mais grave pela sua alta mortalidade é a leptospirose. Atualmente, a porcentagem de óbitos por consequência da doença ocorre em 10% a 15% dos casos. "Desse total, 80% dos pacientes têm insuficiência renal aguda" revela o nefrologista Lúcio Roberto Requião Moura, diretor da Sociedade Brasileira de Nefrologia. Segundo ele, não há dados brasileiros sobre o aumento de lesão renal aguda na época das enchentes. Mas pesquisas desenvolvidas em países como Taiwan, Índia e Peru demonstram essa relação.

A leptospirose é uma doença infecciosa causada pela bactéria Leptospira interrogans presente na urina de ratos que, com as chuvas, se mistura às águas de valetas, lagoas e cavas. Essa bactéria penetra no corpo humano através de pequenos ferimentos na pele e pelo contato do líquido com a mucosa oral ou com o aparelho digestivo, ao se ingerir a água ou alimentos contaminados. As fontes de água potável também correm risco de contaminação.

Os primeiros sinais da doença são febre alta, mal-estar, dores de cabeça constantes e intensas, dores pelo corpo, principalmente na panturrilha (barriga da perna), cansaço e calafrios. Também são frequentes dores abdominais, náuseas, vômitos, diarréia e desidratação. É comum que os olhos fiquem amarelados. Em algumas pessoas os sintomas reaparecem após dois ou três dias de aparente melhora, podendo evoluir para um quadro grave de insuficiência renal e respiratória.

O período de incubação da doença é, em média, de dez dias após o contato com a água contaminada. Assim, a doença só poderá ser detectada com maior segurança com a realização de exames laboratoriais feitos com o aparecimento dos sintomas, quando o médico deve ser procurado, para poder iniciar o tratamento precocemente.

Outra doença que pode levar a complicações renais graves é a Síndrome hemolítico-urêmica, que atinge especialmente crianças. Em 90% dos casos, ela está associada a uma toxina produzida pela bactéria Escherichia coli e, em geral, infecta gatos e outros pequenos mamíferos, que eliminam a toxina pelas fezes, podendo ser transmitida por alimentos e água contaminada. "É uma doença grave, manifestada por febre, dor abdominal, vômitos e diarréia, levando a alterações no sangue, como anemia, predisposição a sangramentos e lesão renal aguda, com necessidade de diálise", afirma o nefrologista.

Cuidados importantes para evitar as doenças

Em casos de enchentes as pessoas devem permanecer o menor tempo possível em contato com a água. Se isso for impossível, as mãos e os pés devem ser protegidos por botas e luvas. Se isso também não for possível pode-se improvisar proteção amarrando os pés e as mãos com sacos de plástico (desde que não estejam furados).

A lama das enchentes tem alto poder infectante. Ela adere aos móveis, paredes e chão. Recomenda-se tirar essa lama, também com pés e mãos protegidos. O local deve ser lavado e desinfetado com água sanitária. O Ministério da Saúde recomenda usar um copo de água sanitária em 20 litros de água.

É muito importante o cuidado com os alimentos, que também podem ser contaminados. Frutas e legumes crus devem ser lavados com água e um pouco de água sanitária. Recomenda-se lavar sempre as mãos, com sabão e água limpa, antes de manipular os alimentos.

As enchentes podem contaminar ainda o sistema doméstico de armazenamento de água. Por isso, uma das primeiras providências deve ser a de desinfetar os reservatórios de água, mesmo quando não tenham sido atingidos diretamente pela água da enchente. O motivo é que a rede de distribuição de água pode apresentar vazamentos que permitem a entrada de água poluída, contaminando os reservatórios domésticos.

Sociedade Brasileira de Nefrologia

Fundada no dia 02 de agosto de 1960, a Sociedade Brasileira de Nefrologia conta hoje com 3.100 associados em todo o país. O objetivo da entidade é congregar médicos e profissionais da saúde em torno da nefrologia, promovendo o crescimento da especialidade, por meio do apoio aos profissionais, o incentivo a projetos científicos e educacionais, colaboração com as demandas das sociedades médicas afins e com as demandas governamentais, no sentido de garantir à sociedade universalização do acesso à saúde renal.
 

Fonte: Lúcio Roberto Requião Moura - diretor da Sociedade Brasileira de Nefrologia

 

 

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SP ganha centro público de pesquisa clínica em câncer

Unidade, no Icesp, permitirá quadruplicar número de estudos de novos medicamentos; hospital atinge marca de 1 milhão de procedimentos

        

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo entregou nesta terça-feira, 10 de janeiro, um moderno centro público de pesquisa clínica em oncologia. A unidade fica no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) Octavio Frias de Oliveira, que acaba de ultrapassar a marca de um milhão de procedimentos na área.

O laboratório montado no 12º andar hospital permitirá multiplicar o número de pesquisas de novos medicamentos e estratégias de tratamentos contra o câncer que possam ser mais eficazes e menos agressivos.
Com cerca de 80 profissionais, centrífugas, geladeiras e poltronas especiais de quimioterapia, o setor de pesquisas clínicas do Icesp centralizará todo o trabalho realizado na instituição. Todos os processos terão liugar em um único local, melhorando o fluxo de informações e a qualidade dos estudos.

A área de pesquisa clínica do Icesp tem importante papel de responsabilidade social de suporte ao tratamento, sendo uma alternativa ao paciente que não tem boas opções com terapias convencionais. Hoje, 240 pacientes participam a cada ano de estudos realizados pelo hospital. Com o novo centro esse número deverá ultrapassar 500.

“Ampliar as chances de cura e sobrevida de pacientes com câncer passa obrigatoriamente pela pesquisa de novos compostos e tratamentos que possam dar respostas mais eficazes. Este novo centro nos permitirá avançar ainda mais nesta área”, afirma o oncologista Paulo Hoff, diretor geral do Icesp.

 

Hospital-dia

O Icesp também ganha nesta terça-feira um hospital-dia com 22 leitos, para prestar atendimento e assistência aos pacientes que serão submetidos a procedimentos terapêuticos, pequenas cirurgias e aqueles que necessitam de observação de até 12 horas.

A unidade, no mesmo andar do centro de pesquisas clínicas, irá proporcionar melhor gestão dos leitos de internação clínica e cirúrgica, possibilitando ampliar o atendimento, além de permitir ao paciente permanecer mais tempo com a família.

Até o final deste ano o Hospital-Dia do Icesp passará a contar com mais 23 leitos, totalizando 45. O investimento no laboratório e no Hospital-Dia foi de R$ 2,1 milhões.

O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, inaugurado em maio de 2008, recebe anualmente cerca de 15 mil casos novos de câncer, atendidos gratuitamente, pelo SUS (Sistema Único de Saúde). É o maior hospital especializado em oncologia da América Latina.

 

 

 

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Unifesp recruta voluntários

 

A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), reconhecida pelo desenvolvimento de pesquisas e estudos científicos, oferece vagas para voluntários nas seguintes áreas:

 

01 - Meditação e Tdah

O Departamento de Psicobiologia recruta pacientes com diagnóstico médico de Transtorno do Déficit de Atenção (TDAH) para participarem de uma Pesquisa com duração de dez semanas que visa investigar os efeitos da prática da meditação com atenção plena e de tratamento psicoterápico cognitivo-comportamental (TCC) sobre a atenção, o humor e a qualidade de vida.

Os voluntários podem ser de ambos os sexos, com idade entre 18 e 40 anos, ter pelo menos oito anos de escolaridade, não ter experiências anteriores com meditação ou TCC e devem estar com dosagem de Metilfenidato (Ritalina) estável há pelo menos um mês. Não podem participar do estudo portadores de doenças neurológicas ou psiquiátricas.

Os interessados devem entrar em contato com Viviane Freire Bueno pelo telefone (11) 8243-1467 ou pelo e-mail vivianefbueno@gmail.com.

 

02- Interferência de películas filtrantes automotivas na visão do motorista

O Departamento de Oftalmologia e o Centro de Experimentação e Segurança Viária (CESVI) está recrutando voluntários, com idade entre 45 e 65 anos, de ambos os sexos, para uma pesquisa sobre a interferência de películas filtrantes automotivas na visão do motorista.

É necessário que o voluntário não tenha histórico de doença ocular grave, diabetes, hipertensão e que não esteja usando medicamentos que alterem a função visual, como amiodarona e cloroquina.

 Serão feitas medidas da visão na tabela de letras dentro e fora de carros com películas com diferentes índices de transparência, além da avaliação do grau dos óculos se o voluntário fizer uso dos mesmos, além de outros exames.

As despesas relativas a transporte e alimentação serão ressarcidas até o limite de R$ 70,00.

Inscrições podem ser feitas pelo telefone (11) 5583-1994, com Ariane,  em horário comercial - e-mail: kapt@kapt.com.br.

 

03 - Restrição crônica do sono

O Centro de Estudos em Psicobiologia e Exercício (CEPE/Unifesp) está recrutando voluntários para identificar as consequências da restrição crônica de sono. O débito crônico de sono pode causar transtornos como dificuldade de memória e concentração, irritação, cansaço e diminuição do rendimento no trabalho.

Estão disponíveis 30 vagas para homens com idade entre 20 e 35 anos, com escolaridade mínima de oito anos, com boa saúde, não dependentes de álcool e drogas, não obesos e que não trabalhem a noite ou em turno.

Os indivíduos selecionados precisam ter disponibilidade de comparecer ao CEPE para a realização dos procedimentos da pesquisa nos dias previamente agendados, além de dormir no laboratório por nove noites, para a realização de polissonografias, sendo sete delas em dias seguidos. Ao acordar, os voluntários passarão por novas avaliações.

Os interessados podem entrar em contato com a pesquisadora Sandra Queiroz, pelo telefone (11) 5572-0177 ou pelo e-mail sqsandra@cepebr.org, colocando no assunto a palavra “VOLUNTÁRIO”. Serão reembolsadas duas passagens de transporte público por dia de atividade e, ao término da pesquisa, os participantes receberão uma cópia dos exames realizados e terão direito de frequentar a academia do CEPE três vezes por semana, em horário comercial, durante três meses.

Os testes podem ocorrer em três endereços: Rua Marselhesa, 500, Rua Napoleão de Barros, 925 e Rua Francisco de Castro, 93, todos na Vila Clementino, próximos à Estação Santa Cruz do Metrô.

 

04 - Tratamento contra cancer de cabeça e pescoço

A Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço está recrutando voluntários para participar de uma pesquisa sobre a combinação de raios laser e quimioterapia para tratamento do câncer de cabeça e pescoço.  Podem participar do estudo homens e mulheres com idade entre 21 e 70 anos, que tenham cânceres recorrentes de cabeça e pescoço resistentes ao tratamento por cirurgia, radioterapia e/ou quimioterapia. 

Os voluntários passarão por uma avaliação preliminar com os médicos responsáveis pela pesquisa e os candidatos selecionados farão exames pré-operatórios e serão internados no Hospital São Paulo para serem submetidos a uma sessão de quimioterapia e laser terapia sob anestesia geral no centro cirúrgico (tempo do procedimento: 1 hora).

O tratamento visa melhorar as condições locais do câncer e a qualidade de vida.

Os interessados podem entrar em contato nos telefones (11) 8752-4598 ou (11) 8729-7268, ou no endereço eletrônico mpaiva@unifesp.br ou j.ribeiro@unifesp.br.

 

05 - Tratamento de afta recorrente

O Ambulatório de Estomatologia, do Departamento de Otorrinolaringologia e Cabeça e Pescoço, seleciona homens e mulheres, com idade acima de 18 anos, para participarem de uma pesquisa sobre tratamento de afta recorrente.

Os interessados poderão entrar em contato para agendar consulta no telefone (11) 5084-9965, das 7h30 às 16h30, falar Emilly ou Cíntia, ou por e-mail estomatologia@unifesp.br.

 

06 - Tratamento de insônia

O Departamento de Psicobiologia recrutas voluntários, com idade entre 20 e 64 anos, que tenham dificuldades em dormir, para estudo com o objetivo de tratar a insônia.

O voluntário realizará exames de sono, responderá a alguns questionários e fará exame laboratorial. O tempo de duração do estudo será de cerca de dois meses e, durante este período, ele deverá comparecer ao centro de pesquisa para quatro visitas. 

Não podem participar da pesquisa pacientes que tomam remédio contínuo para o sono e trabalhadores de turnos.

Inscrições: (11) 5908-7098 / 7094 / 7344 / 7121 (horário comercial).

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CRONICAS


 

Conversa (des)afinada

Gente diferenciada

 

Inúmeros são aqueles que se tornam reféns de suas palavras. Formuladas, dependendo do caso, após demorada reflexão, ou apenas para romper um silêncio constrangedor, ou ainda para atender às insistências de um repórter, elas podem se transformar em rótulo inamovível. A História encarrega-se de eternizá-las, vez por outra dotando de atestado de veracidade inconteste até a falas que jamais foram proferidas. A partir disso, tornar-se herói ou vilão, é apenas uma questão de tempo, haja ou não “reconhecimento de firma”, digo, de autoria.

Por exemplo, o general Cambronne nunca disse: “La garde meurt mais ne se rend pas” – a guarda morre mas não se rende – na batalha de Waterloo. Nem por isso ele deixou de ser citado em manuais escolares como exemplo de heroísmo e obstinação.

Voltando aos nossos tristes trópicos, sem fazer nenhum julgamento de mérito nem discutir-lhes a autenticidade, temos inúmeras pérolas. Citaremos algumas sem mencionar-lhes a paternidade, mesmo porque seria mera perda de tempo. O simples enunciado já identifica o autor, tamanha sua divulgação. Exemplos? “Minha mãe nasceu analfabeta”, “Mata, mas não estupra”, “Esqueçam o que escrevi”, “O Brasil não é um país sério”...

Há frases felizes, mesmo que jamais tenham sido pronunciadas, como “E pur si muove” , há frases infelizes colhidas por jornalistas, logo autênticas, como a atualíssima menção à “gente diferenciada”. Esta última desencadeou uma verdadeira tempestade nos meios de comunicação, redes sociais, ou simples conversas de botequim.

De imediato, surgiu a tendência de promovê-la em expressão do pensamento de uma zelite segregacionista, em tentativa de consagrar uma nova espécie de apartheid, em suma, o estopim de uma guerra de secessão, um lembrete – e por que não? – um apelo à mobilização sob a bandeira erguida em função da existência de uma permanente luta de classes. O rato parido por essa montanha foi de tamanho apreciável. É até um caso de pérola maior que a ostra.

Generalizar é fácil. Todos os moradores do bairro Higienópolis, em São Paulo, ‘sem exceção’, foram automaticamente classificados, por alguns, como expoentes da “burguesia que fede” – outra expressão de discutível bom-gosto. Fala sério, gente! Como concessão máxima surgiu a fórmula edulcorante: “Talvez nem todos pensem assim”. Muito obrigado!

Legiões de sociólogos de ocasião, travestidos de urbanistas nas horas vagas, agitaram as mídias, isso porque determinada senhora teve a infelicidade de proferir, sem pensar ou pensando, as palavras fatídicas. Admitamos até que essa bobagem tenha sido emitida voluntariamente. Parece um total disparate assumir que tenha sido a maneira de pensar de uma população. Um entendido em Estatística poderia discorrer sobre a representatividade da amostra. Neste caso o discurso viria tarde demais. O mal já está feito.

Pior. Alguns mamíferos, ou seriam invertebrados? – viram nisso a oportunidade de dar vazão a baixarias antissemitas ‘tuitadas’ e “facebookadas” em todas as direções. Localizaram os “maus” de plantão! Vezes há em que a boçalidade não conhece limites.

Outros seres aprofundaram suas análises sóciopolíticas em outras direções, resultando interpretações tais como a de ter havido “a capitulação do governo tucano ante o poder de fogo do capital”, com o reestudo da localização da discutida estação.

Tudo isso é profundamente lamentável e preocupante. Ou não?

Não é o caso de dramatizar. Os descamisados não invadirão o tal reduto da burguesia. As piadas relativas ao Holocausto deverão parar na lixeira – ao menos é o que se espera.

E quanto à localização da estação de metrô?

Talvez não se trate da linha de maior prioridade, mas já que foi iniciada, que seja concluída. A extensão de nossa rede de metrô é ridícula ante as necessidades da metrópole. Obviamente, a Avenida Angélica continuará estreita. O metrô jamais conseguiu funcionar como stent nas artérias entupidas de qualquer cidade, mas poderá contribuir para diminuir o tráfego de automóveis, desde que a rede ofereça uma cobertura abrangente, o que, por enquanto, ainda não é o caso por aqui. A localização das estações obedece, em princípio, a estudos – é o que espera – cujo resultado é determinar o bônus resultante, cotejado com os danos causados. Melhor assim.

No caso dessa linha, é preciso tomar um cuidado especial com o fato de ela passar por debaixo de prédios antigos, em princípio alérgicos a vibrações – causadas tanto pelo “tatuzão” quanto pela futura passagem dos trens. É preciso não perder de vista a profundidade necessária, a qualidade do solo etc., mesmo que isso implique em estourar cronogramas. A imagem da cratera da estação Pinheiros, a das paredes de casas rachadas, a recente tragédia são motivo de legítima preocupação.

Desafio sobrenatural? Não.

Aqui mesmo, temos a linha que passa debaixo da Avenida Paulista. Em Roma, há uma estação de metrô em frente ao Coliseu. Por piores que sejam as conseqüências de uma estação na esquina da Angélica com a Sergipe, jamais produzira efeitos comparáveis ao fiasco da estação Châtelet em Paris. Convenhamos: destruir uma loja do Pão de Açúcar não terá a repercussão da demolição da mansão Matarazzo.

As palavras uma vez proferidas não voltam. É o destino da expressão “gente diferenciada”. Antes da autora local, o cantor e compositor Jacques Brel criou uma doce elegia: ”Ces gens-là” – “Essa gente”. Naquela época, não havia Twitter.

 

Alexandru Solomon

 

 

 

TEVÊ À MANIVELA

2012. O ano que já nasceu!

 

 

Então, tudo bem com você? Preparado para mais uma sequência de doze meses de pura adrenalina, feriados prolongados, dias de gancho, ´´direito à preguiça``, saber a quantas anda o seu biorritimo, se vai conseguir fazer mais alguém que não seja apenas você partilhar ou convencer suas idéias? Parar de fumar, de beber, ir mais à academia, pedalar, essas coisas já sairam de moda. Tudo pronto para 2012 desde que não faça promessas em vão? É isso aí. Muito dinheiro no bolso – pelo menos é o que se tenciona –, saúde para dar e vender. Em suaves prestações, o que certamente são outros quinhentos, claro.

Mega shows de um lado, sustentabilidade de outro, muito axé, redes sociais, um bichinho azul (há quem acredite num suposto pintinho) chamado Twitter, pai-Google e Faceboock do outro. O rala-e-rola da concorrência televisiva que a cada dia se recria no rol das programações repetitivas, e dá-lhes mais previsões do que promete acontecer dentro desse nosso rico país agora descoberto como o sexto maior em economia mundial. Wow! Desbancamos o Reino Unido. Tirando os pros e os contras da reta, pelo menos é o que garantem ´´Mantegas`` e plantonistas estudiosos, enquanto a nossa queda de ministros no efeito Cascata – ao que indica – anda dando pequenos sinais de melhora na UTI. A mini-reforma da nossa presidenta Dilma de Vermelho vem aí! Por hora só alegria embalada no patamar de que tinha (e como!) tudo para dar certo. Haja retrospectivas...

Abre aspas. Como diria uma por conta da nossa santa malvadeza em questão, ministro que investiga ministro tem novo mandato de perdão? Vá. E ainda por cima, 100 vergonha de ser feliz! Ou seria algo assim de que ficamos mais aliviados só porque vimos o passarinho voar? Pelo menos algum tipo de terapia ocupacional para eles deve ser votada em Plenário para o segundo ano de ´´guverno`` paralelo, certo? Fecha aspas.

Bom. De modo que a queima de fogos dure 15 minutos, no máximo, o espetáculo sempre é total, o Reveillon é sempre marcante. Perdoa tudo. Passa ano, entra ano – dentre as marcas que se foram, junto com as que ficaram – e parece tudo igual. Porém, não vamos esquecer de pular com o pé direito à meia-noite para atrair coisas boas para a vida. Simples. Dê três pulinhos com uma taça de champanhe na mão e pouco ligue se a vizinhança pensar que você está ensaiando a dança da chuva, moonwalker, ou imitando o saci-Pererê nesse momento de confraternização. No caso de querer optar por um descarrego – nada de importunar bispo Macedo, Clodomir, Chico Decothé, nem o cowboy Waldemiro 24 horas D/N, à essa hora de virada. Ou, que um bom banho tipo na hora D possa resolver. A simpatia é ferver água, colocar folhinhas de arruda, alecrim e manjericão na panela. O sal é a gosto. Atrair grana? Ora, ora, ora. Uma roupa amarela, uma nota de dez (a de cem paus é opcional) no sapato e a multiplicação acontece milagrosamente. Sobretudo, o mais importante é ter fé D+ e nunca fé D- porque senão nada funciona. Caixa dois é para os mais experientes...

Simpatias à parte, Happy New Year a todos! Quem faturou, faturou. Quem não faturou, tem que faturar. 2012, ano do Dragão, há que ser nosso e custe a eles o que custar. A propósito, para subir na vida, suba também um degrau com o pé direito na hora da virada; pode ser uma escada, uma cadeira, desde que não seja de balanço, ou uma calçada. Mas só não vá tentar escalar a cacunda de ninguém, independente do que possa resultar numa queda-livre por conta do bafômetro e euforia familiar. O que mais vier em seguida, ora, ora, ora, é ´´nóis``, é lucro!

 

Celso Fernandes

 

 


Verão Tutti-frutti

A cor é linda. O cheiro eu adorava, pelo menos quando era criança, aquele do chiclete PLOC. Mas quero falar é desse verão que está com tudo, literalmente, e não está nem um pouco prosa, tão misturado, picado, mexido

 

Todas as frutas. A tradução mais literal do tutti-frutti. Achei uma boa expressão para definir esse esquisito verão que estamos vivendo. Tem as bananas que os ministros nos dão na cara. Os laranjas que sempre aparecem para justificar ganhos dos que fazem muito mais do que do limão, limonada. Cabeças de coco verde que engolem tudo o que lhes é imposto pela goela. Mulheres maçãs, peras, melancia, e completamente goiabas, criando um novo tipo de humanas, as tipo Chester - sem cabeça, só peito, e pernas gordas e musculosas para serem comidas. Assim será o verão das coxinhas, pernudas, com osso, salgadinhas.

Nesse verão estamos ainda e ainda vendo gente graúda e perversa surpresa com as chuvas que continuam levando, derrubando, matando, onde já deveria haver reforços para que elas fossem apenas refrescantes. E estamos vendo uma seca torrencial e contraditória de terras onde deveriam florescer as sementes do futuro que está sempre aí, quando se fala de Brasil. Parece aquela brincadeira de prender uma moeda, deixar no chão, e ficar na espreita puxando com a cordinha quando o otário se aproxima para catá-la. Assim não dá, assim não pode, diria FHC. E o futuro pulando de nossas mãos, igual à perereca da vizinha.

Vontade mesmo é entrar em um centro espírita e clamar logo que Dercy Gonçalves volte para a gente psicografar as lindas palavras que ela proferiria caso estivesse aqui ainda, já que infelizmente ela não era imortal. Deveria ser - imortal de academia- já que conseguia expressar como ninguém as enguias que tinha, e o que pensamos de tudo isso, francamente.

Voltando ao verão do quente-frio-quente-frio, casamento de viúva, de espanhol, ainda não bateu na imprensa aquela - como diz um amigo - insopitável mania de disparar contra o aquecimento global, desmatamento da Amazônia, El Niño, La Niña. Mas já bateu a insopitável (e meu amigo usa sempre nesse sentido) vontade de dar o fiofó de gente que acredita e vê cantar o galo nas freguesias e sai cocoricando junto. Ou que acha novela é documentário-verdade, que ator não pode ter opinião, e que sabe mais do que quem está há anos na luta anti-homofobia e pelos direitos homossexuais, como é o caso de Aguinaldo Silva. Nego vai bater boca com ele e leva - ah, leva! Adoro! Ele não poupa certos ouvidos, nunca poupou, desde os tempos do Lampião, primeiro jornal a tocar no assunto, há mais de 30 anos.

Do Acre e Amazonas chegam notícias de milhares de haitianos que acreditaram que era o mesmo Brasil que liderava a força de pacificação de lá o Brasil que procuraram como abrigo.

 

 Mas certos porquinhos de estimação resolveram que não. Começou a contá-los, e fico imaginando a fila, pode só 100 por mês. Tá? Combinado? Se fossem brancos, puros, europeus, cesares...

Puff, ploff, splash: próteses de silicone estourando nos peitos do mundo estouram por aqui também, e revelam que não há o menor controle nos autorizados pela nossa estranha agência de saúde oficial. Ah! Mas agora vai ter cadastro de tudo. Até de grávidas, ainda não muito claro se para ajudá-las ou vigiá-las para que assim se mantenham.

Tem mais sons esse verão: crack! Há anos seres humanos que viram rapidamente bizarros zumbis se juntam no centro de São Paulo, fora os que usam essa droga maldita e manipulada em todos os lugares por aí, junto com as outras químicas, mais fajutas que os preparativos para a Copa. Já tentaram enxotá-los todos juntos e eles simplesmente atravessavam as ruas e avenidas. Agora, tentam dispersá-los, numa ação que poderia sim dar certo não fossem tantas brigas políticas, tantas instâncias e gente dando palpite, principalmente batucando em pretinhas nos computadores da vida, ou iluminados por holofotes. Especialistas que bem que poderiam continuar dando entrevistas só nas portas de suas geladeiras abertas.

Não sei se é muito Sol na cabeça, calor, a pressão atmosférica, mas também reparou que nesses poucos dias de verão está havendo uma série de surtos de loucura? Uma mata e põe no saco de lixo dezenas de gatos e cães; uma joga os dois cachorros pela janela, junto com os colchões; o outro sai armado e atirando, roubando carros à bala, e percorre 40 quilômetros. (E pergunto: como é que conseguiu, se quem mora em São Paulo sabe que a gente aqui mais para do que anda, tantos são os faróis, tanto é o trânsito? ).
Para completar, tem rico pobre de espírito e pobre tentando ser rico, em exposição pública. Barracos fora de favelas. Ringue que não é mais ringue - é octógono, porque foi esticado e a luta pode ser mais violenta.

Deve ser o ano bissexto. Pode ser o calor do fogo do dragão no ano chinês. Pode ser até... os últimos dias de Pompéia.
Acho que neste verão vou preferir chiclete de menta. Arde logo que a gente morde.

 

Marli Gonçalves


O defunto que morreu duas vezes

 

 

Já houvera um tempo, há quase três décadas atrás, que a maioria dos setores pertencentes à Secretaria da Segurança Pública do Estado de Sergipe, trabalhava precariamente com equipamentos e viaturas velhas, totalmente sucateados, embora tivesse uma boa mão de obra pertinente com excelentes e dedicados profissionais. Dentro deste patamar laborativo o Instituto Médico Legal não ficava para trás, tendo um único Rabecão em péssimas condições de conservação para arrecadar os corpos oriundos de mortes violentas em todo o Estado de Sergipe.

O velho e obsoleto Rabecão tinha como seu ponto de problema central a “junta”, ou seja, era unânime todos afirmarem: “Junta tudo e joga fora”.

Dentro deste conceito, a tranca da porta do fundo daquele veículo também não funcionava a contento, estava com defeito e quase sempre se abria quando dos tombos nas estradas esburacadas.

Certo dia, mais de perto, em uma madrugada, quando a equipe retornava do interior do Estado após recolher um andarilho morto na estrada vitima de homicídio, estando já próximo do IML em Aracaju, mais de perto, na passagem de um canal de esgoto a céu aberto, havia uma alta lombada em que os motoristas tinham que ser cautelosos para não causarem acidentes, daí o condutor do Rabecão se esqueceu do fato, talvez até pelo cansaço do trabalho exaustivo daquele dia, ou talvez pela pressa para chegar à repartição a fim de tirar um breve descanso, passou pela tal lombada na velocidade que vinha em uma cidade adormecida e sem transito algum.

Quando o pesado veículo bateu na lombada, subiu e desceu ao solo, a porta do fundo se abriu e o defunto saiu voando com bacia e tudo mais para se estatelar nas proximidades, oportunidade que o morto caiu de cabeça na quina de um meio-fio vindo a sofrer um forte traumatismo craniano encefálico, espalhando até partes dos seus miolos pelo chão e, para piorar ainda mais a situação rolou para dentro do fétido esgoto, defunto esse que se vivo estivesse fatalmente teria morrido.

Foi aquela confusão dos diabos com os funcionários desorientados com aquela situação cômica se não fosse trágica que por sorte não juntou gente, pois além de tudo dava uma leve garoa de chuva fina e gelada nessa madrugada em que eu estava como Delegado de Plantão de Aracaju. Logo os maqueiros e perito que estavam no Rabecão decidiram recolher novamente o defunto e, após o exame cadavérico já no Instituto Médico Legal resolveram abafar o caso sem o conhecimento da imprensa.

E assim, o defunto que morreu duas vezes, uma por homicídio proveniente de arma branca e outra proveniente de acidente de trânsito, foi enterrado como indigente sem ser identificado nem tampouco reclamado por alguém por ser um andarilho sem qualquer familiar ou documento de identificação.

 

Archimedes Marques


Michel Teló, BBB e os conceitos sobre cultura

 

Os assuntos mais discutidos na primeira semana de 2012, ao menos nas redes sociais (que hoje pautam muita coisa), versam sobre a capa da revista semanal Época com o cantor (?) Michel Teló e sobre o início de mais uma edição do Big Brother Brasil transmitido pela Rede Globo de Televisão. Por sinal, apenas para constar, Época e Globo pertencem à mesma organização.

O paranaense Teló foi parar na capa da publicação por ser o “cantor, compositor, multiinstrumentista” que mais tocou nas rádios em 2011. Sua música (?) “Ai Se Eu Te Pego” vendeu horrores. Ele fez centenas de shows, ganhou um bom dinheiro e a segunda revista semanal mais vendida do Brasil achou por bem colocá-lo na primeira capa do ano. Mais que isso: destinou 12 páginas, isso mesmo, 12 longas páginas e o apresentou como a tradução de “valores da cultura popular para os brasileiros de todas as classes”. Teló está na dele. Não tem culpa nenhuma.

O Big Brother Brasil, por sua vez, completa 10 anos de transmissão e chega à sua 12ª edição. A temática é mesma de sempre, em que pese a produção do programa tentar dar uma reciclada. Trancafia pessoas dentro de uma casa. Elas deverão viver e conviver com as diferenças ao longo das semanas. O jogo vai se desenrolando. As máscaras caem e o mais forte, ou o mais popular, ou o que der mais retorno de mídia, sagra-se o campeão. Tem gente que fez carreira artística e até política no jogo.

Vamos, enfim, aos fatos

Inicialmente, fico numa enorme sinuca de bico. Porque se eu elevar Teló e o BBB à condição de “cultura” irei contra tudo aquilo que suponho ser cultura e estarei a nivelar, por baixo, o que efetivamente entendo o que seja cultura. Se eu chamar o músico e atração global de subcultura, os patrulheiros de plantão (e eles sempre estão presentes) vão me chamar de preconceituoso, quiçá burguês, e de desrespeitar a cultura, que eles assim entendem, diversificada e multifacetada do meu país.

Então sobram duas óticas

Teló e BBB são estratégias de marketing para ganhar dinheiro. E muito dinheiro. Simples assim.

No caso do cantor, você pega um rapaz do interior do Paraná, jovem e simpático, que cai no gosto de jovens iguais a ele. Cria uma música (?) de pouquíssimos versos e de letra paupérrima, põe uma pegajosa melodia e usa de todos os métodos para que isso vire um hit. O resultado é infalível. Não é a primeira vez que acontece e também (infelizmente) não será a última. O Brasil passará por Teló, como já passou pelo Tcham, Créu, dancinha da garrafa e tantas coisas efêmeras que depois apodrecem nos sebos da vida.

O BBB é a catarse humana em versão compacta. Da mesma forma que se coloca uma dúzia ou mais pessoas dentro de uma casa, para que se suportem, mas no fundo todos são inimigos e buscam o prêmio ou fama (ou ambos), também em nosso dia-a-dia lidamos com diversas pessoas que adoraríamos mandar para o paredão (e vice-versa), mas que a santa hipocrisia social nos (lhes) impede.

Há, ainda, uma outra ótica. Essa muito mais perigosa e é dela que devemos (ou deveríamos) nos reguardar. Teló e BBB são braços fortes da grande mídia, em busca da hegemonia na comunicação, como nos ensina o mestre Vito Giannotti do Núcleo Piratininga de Comunicação. Quando a Época decreta que Teló traduz “valores da cultura popular para os brasileiros de todas as classes”, ela quer dar hegemonia ao Brasil. Dizer que somos todos felizes como os Smurfs e que a música de Teló, que faz sucesso com a doméstica e com o empresário, acaba por aproximar todos nós. Olha que lindo! Um país sem preconceitos, onde todos somos rigorosamente iguais.

Por outro lado, o BBB, que (lembrando) pertence ao mesmo grupo de Época mostra que, sob confinamento, vence o mais forte ou o que cai no gosto da população. Dessa mesma população hegemônica que discutirá nas próximas semanas quem deve ir para o paredão e ficará a bisbilhotar se um novo casal é feito na casa (e, certamente, dois são desfeitos fora). Então, todas as terças à noite, o mercador de ilusões Pedro Bial, de forma histriônica, unirá um país de norte a sul, porque todos estarão (assim eles querem que seja) interessados em descobrir quem se dará mal naquela semana.

Essa hegemonia, meus caros, é o nosso grande problema. O Brasil deveria buscar a discussão de assuntos de mais importância. Claro que devemos ter lazer. Claro que o lúdico, mesmo de gosto duvidoso é importante. E aqui não reside nenhum preconceito da minha parte. É que a hegemonia faz com que boa parte dos cidadãos acredite que tratar de temas polêmicos não lhes pertence. Mas pertence, sim. Só nesta semana posso destacar três: as questões que envolvem o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a tentativa de abertura do Poder Judiciário, as chuvas que voltam sempre em janeiro (a Natureza é perfeita) e o pouco que se fez desde a desgraça do ano anterior e as eleições de 2012 que chegam logo, e há muito que mudar.

Enquanto deveríamos gastar nosso tempo com isso, e reitero que não se trata de discussão de elites, a mídia hegemônica nos impõe coisas “desimportantes”. E isso também não é novidade. É o “velho e bom” Panis et Circenses com que a Roma Antiga brindava seu povo. A única diferença é que os gladiadores de hoje, não derramam uma gota de sangue sequer.

Ao final de tudo mantenho a esperança de que dias melhores virão. Sempre acredito que o Brasil, enquanto sociedade, ainda é novo e devemos passar por tudo isso para que possamos amadurecer e chegar, um dia, aos conceitos de cultura de países nem tão longíquos daqui como a Argentina ou o Chile.

Já estaria feliz.

Sylvio Micelli


A Farra do Peixe

 

Desde 2003, não se encontra qualquer atividade honesta, com a participação do  governo petista. Os políticos a ele aliados, excitam-se quando vêem a chave do cofre e dão vazão aos seus desejos irreprimíveis de fartarem-se. Não se preocupam em roubar na surdina, o fazem às escancarras, contando com a cumplicidade do Palácio do Planalto, e sabendo que poderão meter a mão sem fazer miséria, pois não encontram qualquer vontade do poder Judiciário em puni-los.

Charge de Roque Sponholz e Texto de Giulio Sanmartini

 

Está nesse balaio o pouco conhecido “Seguro Defeso” . Deve se entender por defeso aquilo que não é permitido, interditado proibido. Nesse caso específico é usada para  denominar o período do ano em que é proibido pescar, por ser o tempo de reprodução das espécies, tipo: lagosta, camarões, robalo, sardinhas, enchovas e tainhas. Por esse motivo tornou-se conhecido por “Bolsa Pesca”.

O benefício é pago a todo pescador profissional que trabalha de forma individual ou em regime familiar (sem ter carteira assinada) que fica impedido de pescar durante a reprodução das espécies. Nesse período, em que o tempo de proibição é definido por lei, os pescadores recebem o seguro mensalmente, no valor de um salário mínimo.

O programa Seguro Defeso foi criado no ano de 1991, com o Projeto de Lei nº 1.592, enviado pelo governo federal para aprovação no Congresso Nacional.

Em 2003, já no governo Lula, a Lei do Seguro Defeso foi reformulada, diminuindo o prazo de 3 para 1 ano a comprovação do registro profissional. Lula facilitou e ampliou o acesso ao benefício. Em 2002, apenas 91 mil pescadores receberam o seguro defeso. Em 2009, o programa atendeu 437 mil pescadores artesanais. Os investimentos passaram de R$ 61 milhões do governo de FHC para R$ 856 milhões do governo Lula.

Esse aumento de beneficiados, sem a mínima infra-estrutura, levou o programa a um descontrole,  que é o terreno fértil para todo o tipo de falcatruas.

O benefício que este ano consumirá R$1,3 bilhão do Orçamento da União e está sendo pago sem qualquer fiscalização pelo governo federal. Há estados em que o benefício virou moeda de barganha para compra de votos em eleições.

Com o orçamento turbinado e número de beneficiários cada vez maior, o “Seguro Defeso tem sido alvo de recorrentes fraudes. Em varredura recente, a Controladoria-Geral da União (CGU) constatou 60,7 mil pagamentos irregulares nos últimos dois anos, cuja soma alcança R$91,8 milhões. Na lista de contemplados, aparecem pescadores já mortos, donos de empresas, detentores de emprego fixo, aposentados pelo INSS e até que não haviam sido aceitos em cadastro do Ministério da Pesca e da Aquicultura.

Quando morei em Porto Velho (RD-1962), o Ypiranga, um clube local, promoveu bailes pré carnavalescos, a que  deu  nome de “Vai quem Quer”. Todavia no primeiro aconteceram tantas porradarias, que brigou-se mais do que dançou-se, assim os sócios fazendo blague, passaram a chamá-los de “Vai quem Briga”.  Pois é, o governo do Partido dos Trabalhadores, também pode mudar de nome para partido dos “Vai quem Rouba”.

 

Giulio Sanmartini

 

O www.jornaldamulher.org agradece os e-mails recebidos.

E não se responsabiliza pelo conteúdo já que são assinados pelos autores:

Selecionamos alguns,confira:

e-mail: Eliana Pinheiros

Estes são sonhos que estão debaixo das mãos de Deus.

 

10 METAS PARA O PRÓXIMO ANO.


1) Não arrumar problemas.




2) Encarar desafios. 




3) Concentrar-se no trabalho. 



4)        Fazer exercícios. 



5) Ajudar o proximo. 



6) Cuidar dos amigos. 


7)        Estar preparado para dias difíceis. 


8) Descansar mais. 



9)        Acreditar que nada é impossível. 
 

E, claro....

10) Sorrir sempre. 

 

FELIZ 2012 

 

 

Eliana Pinheiros

 

e-mail: Paulo Tanner

From: RosalinaBortolotto@hotmail.com

 

 

A elegância do comportamento

 

As pessoas geralmente se preocupam com a aparência física e se esmeram para mostrar certa elegância, de acordo com suas possibilidades.

Isso é natural do ser humano. Tanto que muitos buscam escolas que ensinam boas maneiras.

No entanto, existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.

É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.

É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais corriqueiras, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto: é uma elegância desobrigada.

É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam.

Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das maldades ampliadas de boca em boca.

É possível detectá-la também nas pessoas que não usam um tom superior de voz. Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.

É uma elegância que se pode observar em pessoas pontuais, que respeitam o tempo dos outros e seu próprio tempo.

Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece. É quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não.

É elegante não ficar espaçoso demais. Não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao de outro.

É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.

É elegante retribuir carinho e solidariedade.

Sobrenome, cargo e jóias não substituem a elegância do gesto. Não há livro de etiqueta que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo e a viver nele sem arrogância.

Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural através da observação, mas tentar imitá-la é improdutivo.

A pessoa de comportamento elegante fala no mesmo tom de voz com todos os indivíduos, indistintamente.

Ter comportamento elegante é ser gentil sem afetação.

É ser amigo sem conivência negativa.

Ser sincero sem agressividade.

É ser humilde sem relaxamento.

Ser cordial sem fingimento.

É ser simples com sobriedade.

E não tecer comentários sobre a vida alheia e nem se dispor a ouvi-los.

É ter capacidade de perdoar sem fazer alarde.

É superar dificuldades com fé e coragem.

É saber desarmar a violência com mansuetude e alcançar a vitória sem se vangloriar.

Enfim, elegância de comportamento não é algo que se tem, é algo que se é.

 

*   *   *

Mais do que decorar regras de etiqueta e elaborar gestos ensaiados, é preciso desenvolver a verdadeira elegância de comportamento.

Importante que cada gesto seja sincero, que cada atitude tenha sobriedade.

A verdadeira elegância é a do caráter, porque procede da essência do ser.

 

e-mail: Joanna Prado

AINDA é quando a vontade está no meio do caminho 

 

LÁGRIMA é um sumo que sai dos olhos, quando se espreme o coração 

AMIZADE é quando você não faz questão de você e se empresta para os outros 

VERGONHA é um pano preto que você quer para ce cobrir naquela hora 

SOLIDÃO é uma ilha com saudade de barco 

ABANDONO é quando o barco parte e você fica 

SAUDADE é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não      consegue 

LEMBRANÇA é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta um capítulo 

AUSÊNCIA é uma falta que fica ali presente 

TRISTEZA é uma mão gigante que aperta sue coração 

INTERESSE é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do sentimento 

SENTIMENTO é a lingua que o coração usa quando precisa mandar algum recado 

EMOÇÃO é um tango que ainda não foi feito 

DESEJO é uma boca com sede 

PAIXÃO é quando, apesar da palavra "perigo", o desejo vai e entra 

EXCITAÇÃO é quando os beijos estão desatinados para sair da sua boca depressa 

ANGÚSTIA é um nó muito apertado bem no meio do sossego 

ANSIEDADE é quando sempre faltam cinco minutos 

PREOCUPAÇÃO é uma cola que não deixa o que ainda não aconteceu sair do seu pensamento 

INDECISÃO é quando você sabe muito bem o que quer, mas acha que devia querer outra coisa 

AGONIA é quando o maestro de você se perde completamente 

SUCESSO é quando você faz o que sempre fez, só que todo mundo percebe 

SORTE é quando a competência encontra com a oportunidade 

OUSADIA é quando a coragem diz para o coração : "Vá!" e ele vai mesmo 

LEALDADE é uma qualidade dos cachorros, que nem todo ser humano consegue ter 

DECEPÇÃO é quando você risca em algo ou em alguém um xis preto ou vermelho 

INDIFERENÇA é quando os minutos não se interessam por nada especialmente 

CERTEZA é quando a idéia cansa de procurar e pára 

DESILUSÃO é quando anoitece em você, contra a vontade do dia 

DESATINO é um desataque de prudência 

ALEGRIA é um bloco de carnaval que não liga se não é fevereiro 

RAZÃO é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o comando 

PRUDÊNCIA é um buraco de fechadura na porta do tempo 

LUCIDEZ é um acesso de loucura ao contrário 

PRESSENTIMENTO é quando passa em você um trailer de um filme que pode ser que nem exista 

INTUIÇÃO é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido 

VONTADE é um desejo que cisma que você é a casa dele 

CULPA é quando você cisma que podia ter feito diferente, mas, geralmente, não podia 

RAIVA é quando a fera que mora em você mostra os dentes 

PERDÃO é quando o Natal acontece em maio, por exemplo 

RENÚNCIA é um não que não queria ser 

VAIDADE é ter um espelho onisciente, onipotente e onipresente 

AMIGOS são anjos que nos levantam quando nossas asas estão machucadas 

FELICIDADE é um agora que não tem pressa nenhuma 

SORRISO é a manifestação dos lábios quando os olhos encontram o que o coração procura 

DESCULPA é uma palavra que pretende ser um beijo 

BEIJO é um procedimento inteligentemente desenvolvido para a interrupção mútua da fala quando as palavras tornam-se desnecessárias 

AMOR é quando a paixão não tem outro compromisso marcado e o coração não quer mais sair de casa 

 

 


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