Este
espaço é destinado a você,
internauta, aqui você pode contar a sua historia,
dar sugestões, fazer denuncias, reclamações, etc...
Neste espaço você poderá exercitar a interatividade com
o jornal que, através do nosso departamento jurídico,
orientará a melhor forma de conduzir a questão.
As conquistas dos gordos vêm
demonstrando um reconhecimento social das dificuldades que os
mesmos enfrentam diariamente.
Nos trens do
Metrô podemos encontrar acentos reservados para que possamos
sentar e deixar os corredores livres.
O duro é
conseguir sentar. Hoje, o idoso, o gordo, o deficiente tem que
disputar o acento com as pessoas cansadas e completamente
alienadas a que ou a quem os acentos estão reservados.
A falta de
respeito nas pessoas está cada vez mais explícita em todos os
lugares por onde andamos.
Com relação às
roupas, temos hoje uma diversidade maior e com variedade de
preços.
A situação em
geral para os fofos está melhorando. Continuo crendo que ser gordo
não é mesmo uma boa opção e se preocupar com a obesidade infantil
é fator fundamental para saúde e qualidade de vida das nossas
crianças. Mesmo considerando esse fato, hoje o gordo consegue
despertar uma atenção pública que não a de piadinhas idiotas, mas
de preocupação para com a situação em que ele se encontra.
É claro que a
opção da dieta, das cirurgias perdura em nosso meio, contudo, o
pavor para enfrentá-las ainda é grande.
Sentimo-nos como
cobaias diretas dos médicos e hospitais. Cobaias das descobertas
mundiais e mais, dos agrotóxicos que invadem nossa alimentação.
Numa análise cruel, todos
estão morrendo pela boca.
Viva o gordo mais
bonitinho, melhor tratado e inteligente. Claro, o gordo também é
ser humano e dotado de inteligência.
Um beijo da
FAT MEG
Reserve Tempo
Reserve um tempo para rir. Esta é a
música da alma.
Reserve um tempo para ler. Esta é a
base da sabedoria.
Reserve um tempo para pensar. Esta é
a fonte do poder.
Reserve um tempo para trabalhar.
Este é o preço do êxito.
Reserve um tempo para divertir-se.
Este é o segredo da eterna juventude.
Reserve um tempo para sonhar. Este é
o caminho para chegar às estrelas.
Reserve um tempo para amar. Ser
amado é o privilégio do ser humano.
Reserve um tempo para a oração. Este
é o caminho para a felicidade.
Deus tem um plano para você.
Acredite que todos nós somos amados por Ele já há muito tempo, e
somente nós é que não sabíamos
Utilidad
ilidad
Obesos e diabéticos têm 7 vezes mais chances de
morrer pela nova gripe
Estudo da Secretaria de Estado da Saúde pode ajudar
na definição dos grupos prioritários a serem vacinados
Estudo realizado pelo Centro de Vigilância
Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde aponta
que portadores de doença metabólica crônica, como
obesidade, diabetes e colesterol elevado, têm 7,58
vezes mais chances de morrer se contraírem a gripe A
H1N1 (suína) do que pessoas que não apresentam essas
condições. O resultado é fruto da análise de 10.249
casos da doença notificados pelos municípios
paulistas, até sete de dezembro de 2009, no Sinan
(Sistema de Informação de Agravos de Notificação). O
estudo pode ajudar na definição dos grupos
prioritários a serem vacinados na campanha nacional de
imunização que está sendo planejada pelo Ministério da
Saúde.
O cálculo, matemático, que utiliza ferramentas de
estatística, leva em consideração dados sobre óbito e
cura de pacientes, segundo as comorbidades informadas
na ficha de notificação. Para cada condição, há um
campo para preenchimento, com as opções “sim”, “não” e
“ignorado”. Os dados são cruzados e lançados em um
software, que calcula o Odds Ratio (razão de chances,
em inglês) para aquela determinada condição. O
levantamento ainda é preliminar, e o próximo passo é
concluir um estudo de caso-controle que contempla
entrevistas com pacientes e familiares e a análise de
prontuários, para a comparação dos dados.
De 196 pacientes com gripe A H1N1, com informação
positiva de doença metabólica no Estado, 60 morreram.
Já entre os imunodeprimidos (portadores de câncer e
HIV, por exemplo), as chances de óbito são 4,17
maiores, em relação a pessoas com a gripe A H1N1 e que
não possuem tais condições. Foram 265 casos de
pacientes com este tipo de comorbidade preenchida em
ficha, dos quais 54 morreram.
O risco de portadores de doença renal crônica morrerem
após contraírem o novo vírus é 3,72 vezes maior,
segundo o estudo, com 19,4% de mortes entre 98 casos
com a doença. As chances de óbito são 3,40 vezes mais
altas entre os cardiopatas crônicos e 1,94 vezes entre
os tabagistas. Entre os portadores de pneumopatia
crônica, a chance de morrer de 1,33 vezes em relação
aos não portadores não é considerada significante do
ponto de vista estatístico.
Grávidas
Entre as mulheres grávidas, o risco de morte para
aquelas estão no segundo ou terceiro trimestre de
gestação é 4,3 vezes maior do que para aquelas no
primeiro trimestre, segundo o estudo da Secretaria.
Das 602 confirmações de gripe suína em gestantes com
Doença Respiratória Aguda Grave no Estado até 7 de
dezembro, foram contabilizados 52 óbitos. Desse total,
38,5% morreram no segundo trimestre de gestação e
53,8%, no terceiro. Apenas 5,8% dos óbitos de
gestantes ocorreram nos três primeiros meses de
gravidez
Utilidad
ilidad
Brasil importa de Israel proteína contra enfisema
Depois de obter a aprovação da Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (Anvisa), a empresa israelense
Kamada começou a exportar a proteína intravenosa Alpha-1Antitrypsin
(AAT) para o Brasil. Essa proteína é usada no
tratamento de enfisema congênito e de fibrose cística
para pacientes portadores de deficiência de ATT, de
enfisema tipo D e como vacina contra a moléstia
hemolítica fetal, uma grave enfermidade sanguínea.
“As exportações para o Brasil abrem um grande
potencial”, disse David Tsur, CEO da Kamadata. “É o
primeiro passo para entrarmos no mercado da América
Latina”, completou.
Utilidad
ilidad
Um em cada três gays assume sexualidade antes dos
15 anos
Pesquisa da Secretaria aponta que jovens têm maior
dificuldade de falar sobre sua sexualidade diferente
da hetero para o pai do que para a mãe
Pesquisa realizada pela Secretaria de Estado da Saúde
realizada durante a Parada LGBTT (Lésbicas, Gays,
Bissexuais, Travestis e Transexuais) aponta que um em
cada três gays assume sua sexualidade diferente da
hetero antes dos 15 anos.
Foram ouvidas 211 pessoas entre 10 e 24 anos de idade
que participaram do evento, em junho deste ano. Desse
total, 31,3% disseram ter assumido a sexualidade
diferente da hetero entre os 10 e os 14 anos, 62,8%
entre 15 e 19 anos e apenas 5,9% após 20 anos.
O estudo mostrou ainda que 71,1% dos entrevistados
tinham assumido sua sexualidade diferente da hetero
para a mãe. Os que contaram para o pai representaram
56,8% do total.
Entre as pessoas do sexo masculino, 42% responderam
que haviam se relacionado sexualmente com mais de 10
parceiros, e 19,4%, com cinco a nove parceiros. Já
entre as mulheres, 35% informaram terem tido
relacionamento com mais de 10 parceiros e 30%, com
cinco a nove parceiros.
Metade das pessoas ouvidas relatou ser vítima de
preconceito, discriminação ou falta de respeito nos
serviços de saúde, e 9,95% alegaram falta de atenção,
descaso ou desinteresse no atendimento. Entre os
entrevistados do sexo feminino, 61,6% vão ao médico
preventivamente e, entre os do sexo masculino, 52,2%.
“A rede de saúde precisa acolher esses adolescentes, e
não inibi-los, pois a vulnerabilidade pode fazer com
que o jovem adote comportamentos de risco. O
acompanhamento médico adequado dos jovens deste grupo
pode evitar o surgimento ou agravamento de problemas
de saúde”, afirma a coordenadora de Saúde do
Adolescente da Secretaria, Albertina Duarte Takiuti.
A Secretaria está desenvolvendo programa específico
para atendimento de adolescentes LGBTT em todo o
Estado. Em novembro deste ano foi realizada uma grande
capacitação para cerca de 800 profissionais de saúde,
entre médicos, enfermeiros, psicólogos e dentistas,
que trabalham em serviços de saúde voltados a jovens
em todo o Estado.
O objetivo da iniciativa é preparar a rede para
abordar o adolescente de forma que ele não se sinta
discriminado, para que fique à vontade para falar
sobre sua conduta sexual ou afetiva, deixando de lado
medos e vulnerabilidades que possam levá-lo a
comportamentos de riscos à saúde, como o sexo sem
preservativo ou abuso de drogas e álcool, por exemplo.
Com base nesse programa, a Opas (Organização
Panamericana de Saúde) convidou a Secretaria para
colaborar na elaboração de diretrizes que irão nortear
o atendimento em saúde de adolescentes e jovens em
toda a América Latina.
Utilidad
ilidad
‘Alô, Enfermeiro’ dá orientação 24 horas a
pacientes com câncer em SP
Serviço do Instituto do Câncer garante atendimento
para quem está em casa e tem dúvidas sobre o
tratamento prescrito
Um serviço telefônico 24 horas, para que pacientes com
câncer possam tirar dúvidas sobre o tratamento e
solicitar orientação ao hospital, sem sair de suas
residências. Esta é a proposta do “Alô, Enfermeiro”,
criado pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo
Octavio Frias de Oliveira, ligado à Secretaria de
Estado da Saúde e à Faculdade de Medicina da USP.
O objetivo é proporcionar comodidade e segurança, sem
que o paciente do Icesp precise esperar a próxima
consulta para esclarecer alguma dúvida pontual sobre o
tratamento. Cerca de 2,4 mil telefonemas são recebidos
por mês pelo serviço.
As principais dúvidas são relativas às atividades
cotidianas, como uso de medicamentos, além de
esclarecimentos sobre as rotinas hospitalares e
informações referentes ao manejo dos sinais e sintomas
ligados à doença ou ao próprio tratamento.
Inicialmente, o serviço funcionava apenas das 7h às
19h, de segunda a sexta-feira, mas com a expansão do
hospital e do número de pacientes atendidos, passou a
funcionar em tempo integral neste ano.
“O projeto é uma forma de garantir a correta
assistência ao paciente oncológico, mesmo fora do
hospital”, afirma Wania Regina M. Baía, diretora geral
da Assistência do Icesp.
Enfermeiro de referência
Já os pacientes internados no Instituto do Câncer têm
à disposição o “Enfermeiro de Referência”. Trata-se de
um profissional que recebe o paciente e o acompanha do
início ao término do processo de tratamento.
Com este modelo assistencial o paciente estabelece um
elo de confiança com o enfermeiro e pode ser atendido
de acordo com suas particularidades.
Através de acompanhamento individualizado, o
profissional pode conhecer melhor o paciente,
identificando preferências e dificuldades de cada um.
Desse modo, o atendimento se torna mais personalizado
e humanizado.
“Cada indivíduo possui uma necessidade e uma maneira
própria de reagir à doença. A idéia do projeto é
oferecer uma assistência segura e abrangente, que
atenda as necessidades do paciente e da família. O
profissional poderá se antecipar às necessidades dos
pacientes, planejando e executando um plano de
cuidados multiprofissional e sempre alinhado às
necessidades de cada momento do tratamento”, explica
Wania Baía.
Utilidad
ilidad
Remédios falsos podem enganar até médicos
Países com menos controle sobre mercado e uso de
medicamentos são os mais atingidos, mas o fenômeno é
global
A Organização Mundial da Saúde lançou novo alerta em
sua página na Internet, no dia 7 de janeiro de 2010,
sobre medicamentos falsificados. Segundo a entidade,
os falsos produtos são encontrados no mundo inteiro e
podem variar de placebos inofensivos ou substâncias
ineficazes a misturas tóxicas e letais. Entretanto, de
acordo com a OMS, algumas são tão semelhantes aos
produtos genuínos que enganam pacientes e mesmo
profissionais de saúde.
“Medicamentos falsificados são sempre ilegais e podem
resultar na falência do tratamento ou mesmo na morte:
eliminá-los é um grande desafio para a saúde pública”,
diz o texto. Isto porque, segundo a Organização, um
grande complicador é estabelecer a real situação do
problema em todo o mundo. “A variedade de fontes de
informação torna a compilação estatística uma tarefa
difícil. Fontes incluem relatos de autoridades
reguladoras de medicamentos, de forças coercitivas, de
organizações não governamentais e de indústrias
farmacêuticas, assim como de estudos ad hoc ou de
áreas geográficas ou grupos terapêuticos específicos”,
afirma o comunicado.
O artigo esclarece que o problema é maior, de qualquer
forma, em países onde os sistemas regulatórios e
coercitivos para os medicamentos são mais fracos: “na
maioria dos países industrializados, com sistemas
regulatórios eficazes e controle de mercado (i.e.
Austrália, Canadá, Japão, Nova Zelândia, grande parte
da União Européia e Estados Unidos) a incidência de
remédios falsificados é extremamente baixa, menos de
1% do mercado, segundo estimativa dos próprios
países”. Já, diz a OMS, em muitos países da África,
parte da Ásia e da América Latina e em paises em
transição uma elevada percentagem dos remédios que
estão à venda pode ser falsificados. Estas
percentagens também mudam quando se trata de grandes
ou pequenos centros e de áreas urbanas ou rurais,
sendo que qualquer tipo de medicamento pode ser
falsificado, de marca ou mesmo genérico. Veja a seguir
uma tabela da OMS (traduzida) com exemplos de remédios
falsificados.
Medicamento
falsificado
País/ano
Informe
Remédio tradicional
antidiabetes (usado para baixar o açúcar no
sangue)
China, 2009
Continha seis vezes
a dose normal de glibenclamida (duas pessoas
morreram, nove foram hospitalizadas)
Metakelfin
(antimalárico)
República Unida da
Tanzânia, 2009
Descoberto em 40
farmácias: desprovido do ingrediente ativo
suficiente
Viagra e Cialis
(para disfunção erétil)
Tailândia, 2008
Contrabandeado para
a Tailândia de fonte desconhecida e de país
desconhecido
Xenical (para
obesidade)
Estados Unidos, 2007
Sem ingrediente
ativo e vendido pela internet via sites de regiões
situadas fora dos Estados Unidos
Zyprexa (para
transtorno bipolar e esquizofrenia)
Reino Unido, 2007
Detectado em estoque
legalizado: sem ingrediente ativo suficiente
Lipitor (para
diminuir o colesterol)
Reino Unido, 2006
Detectado em estoque
legalizado: sem ingrediente ativo suficiente
“Muitas vidas podem ser salvas com doação de medula
óssea, um processo simples que precisa ser divulgado e
desmistificado”.
A frase é da presidente da Associação Brasileira de
Linfomas e Leucemia (ABRALE), Merula Stegall, sobre a
notícia da morte do menino Edygleison Martins dos
Santos, de apenas 4 anos, não suportou a espera por um
transplante de medula óssea e morreu na noite da
última terça-feira (19/02), em Umuarama, a cerca de
550 quilômetros de Curitiba, noroeste do Paraná.
Segundo o que foi publicado na imprensa, a família
informou que um doador de medula compatível com o
menino já tinha sido encontrado nos Estados Unidos e o
transplante deveria ser feito em cerca de três meses.
No entanto, o estado de saúde de Edygleison se agravou
nos últimos dias e ele teve uma parada cardíaca.
Segundo Merula, ainda há um mito sobre dor e condições
de saúde durante a doação de medula óssea, mas o
processo é mais simples do que se imagina. É preciso
ir a um hemocentro habilitado e coletar uma pequena
amostra de sangue, material que será encaminhado a um
laboratório credenciado para o exame de
histocompatibilidade. Os resultados são enviados ao
REDOME, o banco de dados nacional de doadores
voluntários de medula óssea. A doação consiste em uma
microcirurgia com apenas um dia de internação
hospitalar e repouso. Em 15 dias a medula óssea está
completamente regenerada.
Boas idéias
Para Merula, campanhas de doação de medula óssea como
a que será realizada em março pela prefeitura de São
Bernardo do Campo, região metropolitana de São Paulo,
devem ser aplaudidas. A prefeitura disponibilizou
material de coleta para reposição, 40 enfermeiros,
ambulância, o local e informações sobre a doação.
“Colocar uma unidade móvel à disposição das pessoas em
faculdades e diversos bairros, para coleta de sangue e
cadastro de medula óssea, como fez o Centro de
Hemoterapia e Hematologia do Espírito Santo (Hemoes),
significa dar esperança para muitos pacientes em
tratamento. É nessas idéias e campanhas que devemos
espelhar nossa luta”.
Como um de seus principais objetivos, a ABRALE também
promove campanhas para que doação de medula óssea seja
um tema mais conhecido e menos temido. Quinzenalmente,
a ONG apresenta palestras para fazer com que pacientes
e familiares conheçam mais sobre os tipos de
tratamentos da leucemia e outros cânceres no sangue,
além de organizar coletas de sangue junto a empresas
para aumentar o cadastro de doadores de medula.
ABRALE – Associação Brasileira de Linfoma e
Leucemia - www.abrale.org.br
Os Filtros
Eu tinha 12 anos quando
a professora de ciências pediu um trabalho escolar
sobre queirópteros: a ordem dos morcegos. Comprei
cartolina.
Pincel atômico. Cola Tenaz (a grande novidade que
substituía a goma arábica). E mergulhei na minha
enciclopédia Conhecer.
Para
encontrar os queirópteros passei pela Grécia antiga, a
Grande Muralha da China, os dinossauros e os satélites
artificiais, viajando pelas páginas coloridas dos
livros durante horas. Até encontrar os tais morcegos.
Aí copiei o texto (escrevendo à mão), recortei
revistas, colei na cartolina, e na segunda-feira levei
aquela coisa amassada à escola para a professora
examinar e dar a nota. Era assim o processo. E nunca
mais esqueci o que são queirópteros. Ou como funciona
um navio. Ou como morreram os dinossauros...
E
hoje, hein? A garotada acessa o Google ou a Wikipédia,
digita o assunto que interessa e pronto! Copia, cola e
imprime seu trabalho, entrega no dia seguinte e nunca
vai se lembrar daquilo que copiou. E nem teve a chance
de navegar pela enciclopédia.
Mas é
esse o novo processo da tal sociedade da informação:
tudo está à mão, vindo de qualquer fonte, em qualquer
idioma, com imagens, vídeos e sons. Imediatamente. E a
cada dia mais tecnologia é desenvolvida para facilitar
mais acesso a mais dados e informações.
No
entanto, pouca gente percebeu que o DNA da "sociedade
da informação" não é a informação. É a logística.
A
maioria absoluta da informação à qual temos acesso
hoje, sempre esteve por aí, disponível. A "sociedade
da informação" apenas popularizou as ferramentas de
acesso às idéias e obras de Platão, Einstein, Picasso,
Sinatra ou Cecilia Meireles.
Mas
de que vale tanto acesso à informação para quem não
tem repertório para interpretá-la?
Filtrar tudo a que temos acesso para escolher a
informação relevante é o maior desafio para quem quer
não apenas sobreviver, mas vencer na sociedade da
informação.
Estamos na era dos filtros.
É
possível comprar ou emprestar filtros. É assim que
fazemos quando escolhemos aquilo que todo mundo está
usando, a música que todo mundo está ouvindo, o livro
que todo mundo está lendo: usamos os filtros dos
outros.
Quando escolhemos um jornal ou revista para ler,
escolhemos um filtro. É através dos olhos dos editores
que veremos o mundo.
E a
maioria das pessoas, com preguiça ou por pura
ignorância, passa a vida vendo o mundo pelos filtros
dos outros.
Dá
para viver assim? Dá. Dá até para ter algum sucesso.
Mas seremos sempre nada mais que previsíveis.
Bem,
minha recomendação para este novo ano, esta nova
década, é que invistamos no desenvolvimento de nossos
próprios filtros.
Como?
Olha, dá trabalho, pois exige estudo e - sobretudo -
atenção. É necessário estar permanentemente atento
para refletir sobre nossas experiências, sobre o que
passamos e quais as conseqüências. Estar atentos para
diversificar nossas leituras, usar a multiplicidade de
idéias da internet, encontrar mentores que nos
orientem e sempre lançar aquela perguntinha marota:
- Por quê?
Use seus filtros em
2010. E faça dele um ano feliz.
Luciano Pires
- jornalista, escritor, conferencista e cartunista.
Faça parte do Movimento pela Despocotização do Brasil,
acesse
www.lucianopires.com.br.
Conversa (des)afinada
Aterro sanitário de nossa
política
Por mais indulgente que seja nossa
apreciação, uma conclusão tende a prevalecer. Estamos diante de um
gigantesco aterro sanitário, no qual está empilhado o lixo gerado
pela atividade política dos últimos anos. Se é de um tamanho como
nunca antes a História tenha registrado, ou não, chega a ser
irrelevante. Não vamos bater nas teclas gastas do mensalão,
aloprados, e outros escândalos relegados a um imerecido
esquecimento. Não será preciso. O processo de renovação do lixo é
contínuo, com o empilhamento constante de novas camadas de
detritos. Para aqueles que se preocupam com a ecologia, uma
preocupação a mais. Não se trata de lixo reciclável.
É comum, após
cometer uma tolice, praticar quatro outras na tentativa de
reabilitá-la, ensina Baltasar Gracián. Será que para apagar as
quatro outras seriam necessárias dezesseis adicionais, perguntará
o cínico.
Sem discutir os
méritos de nossa política externa, regido pelos nossos três
chanceleres, ou tenores – se preferirem: Celso Amorim, Marco
Aurélio Garcia e Samuel Pinheiro Guimarães – recém deslocado para
a ponta esquerda da SEALOPRA, os sonhos megalomaníacos levaram a
posições que o anti-americanismo endêmico não basta para
justificar. São propósitos tão fora do alcance da plebe vulgar que
não vale a pena discutir o perdão de dívidas dos Gabões da vida,
os tapinhas nas costas do senhor Ahmadinejad, ou as mesuras ao
senhor Chávez e ao seu projeto bolivariano seja lá qual for o
significado que se quer dar a esse conceito. Trata-se de dogmas
indiscutíveis – como todos os dogmas. Ou no linguajar com o qual
querem nos acostumar “eixos”.
Mesmo evitando
esse debate, já que dar murro em ponta de faca não é sinônimo de
sensatez, talvez valesse a pena formular, ainda que timidamente
uma pergunta: Tudo bem. Estamos adquirindo a dimensão global do
Brasil ano 8, já que antes do desabrochar dessa gloriosa era havia
apenas desolação, mas será que para tanto devemos comprar os
aviões que ninguém quis a preços estranhamente altos? Não se trata
de sair bradando por aí “mais Camembert e menos Rafale”, apenas
questionar esses sábios que acham suficiente afirmar que “o barato
sai caro” para que em nome de uma aliança estratégica cevada por
rapapés gauleses se abra mão de uma elementar praticidade. Nada
disso! Ao diabo o parecer dos técnicos que entendem do assunto,
temos que habituar-nos com uma percepção superior dos fatos.
Anestesiados por falas
triunfalistas, reagimos molemente, para depois atirarmos a toalha.
Quem somos nós para discutir esse entendimento superior dos
mecanismos da afirmação no contexto global?
Essa discussão
não leva a nada, ofuscada pelo problema maior da sucessão
presidencial. Na campanha, cujo início foi antecipado,
contrariamente ao PAC , cuja conclusão ficou para uma data
indefinida, recebemos continuamente mensagens subliminares ou nem
tanto:
“ No passarán os revanchistas,
entreguistas, vendilhões etc. cujo objetivo é acabar com tudo de
bom que se fez até hoje – aliás tudo que se fez até hoje nessa
octaetéride incompleta merece elogios superlativos – para atirar o
Brasil no regime feudal, que prevalecia até o ano 1 da Redenção. O
próprio Redentor e seus porta-pensamentos repetem esse mantra.
Caminhamos para a transformação do processo político num autêntico
programa de auditório, que deixaria o saudoso Chacrinha eufórico.
Buzinadas para Serra! E a Dilma? Vai para o trono ou não vai?
Vocês querem bacalhau? Querem Bolsa-issoeaquilo? Só tem aqui, no
reino encantado do “Nunca antes”. Nunca antes o Brasil teve 190
milhões de habitantes.
O debate que se
aproxima permitirá ao eleitor escolher entre FHC e Lula. Ah, eles
não estão participando da disputa? Não tem importância. Eleitor,
preste atenção, Dilma fará mais que Lula e Serra será pior que
FHC. Agora podem votar! Ready, set, GO! diria um entreguista.
O mundo não
para...
É preciso
vislumbrar o futuro. Tarefa difícil, já que por aqui, até o
passado é imprevisível, para não mencionar o presente.
Há, no entanto, a
poderosa ajuda de um discípulo de Cassandra, geneticamente
modificado. Cassandra era uma profetisa sobre a qual se abateu a
maldição de Apolo. Poderia prever o futuro, mas ninguém iria
acreditar nela. Nosso Ministro da Fazenda é uma espécie de
Cassandra ao contrário. Não acerta uma previsão, porém há uma
máquina que ecoa todos os seus prognósticos, para, em seguida se
calar, quando constatados os equívocos.
Enquanto as águas
do rio da fantasia, no qual não iremos nos banhar duas vezes
correm plácidas, geram-se carros alegóricos para o desfile da
candidata Dilma.
Já temos o PAC2.
Esse sim, acelerará de verdade, e para não soçobrar na monotonia,
vamos recriar a Telebrás. É um projeto bizarro, não resta dúvida e
isso por uma razão bem simples. Nem nos seus tempos de glória, a
Telebrás jamais instalou um telefone, não colocou sequer um
orelhão, não enterrou um metro de cabo. Era uma empresa holding,
de méritos indiscutíveis, mas jamais foi operacional. Qual o
propósito dessa estranha idéia? Injetar dinheiro público numa
atividade que o setor privado, convenientemente orientado – para
isso existe a Anatel - desempenhará melhor!
Mesmo entregando
á Telebrás a rede de fibra óptica da falida Eletronet, como
chegará aos assinantes, como percorrerá a famosa ‘last mile’ até a
residência dos futuros incluídos digitalmente? Como não se
cometerá a sandice de criar uma rede capilar paralela – ou talvez
sim... cala-te boca – será utilizada provavelmente a rede das
atuais concessionárias. Então, para quê? Para acumular prejuízos
durante uns cinco anos – bancados com mais impostos – e colocar
mais companheiros a serem apresentados à lei de OHM?
Do alto de sua
imensa popularidade NOSSOPRESIDENTE contempla as planícies desse
Absurdistão!
Alexandru Solomon
TEVÊ À MANIVELA
O a, e, i, o, u (re)programável
Dizer mais o quê? Luz, câmera,
ação... dentro desse rol televisivo de reprises a surpresa tem
sido uma só. Nada de muito novo se cria, nem se transforma. E
onde, numa melhor de três, de verdade mesmo, quem pode ser
eliminado em frente à telinha pode ser você. Na hora dos ´´BIG
MANIA``, só não atenda o telefone!
Tanto é que não é
preciso sair correndo muito ou disparar no controle remoto, basta
um clic mágico, que ´´Viver a Vida`` em pé de guerra daquele
jeito, bom, o fala que eu te escuto tem sido um só. Há quem diga
de uma pseudo sinopse da arquivada ´´Páginas da Vida``, levando-se
em conta os bebês da finada Nanda, agora Nelinha (Fernanda
Vasconcellos) – com seu espírito sempre presente no meio de nós.
Digo, deles. Aliás, por falta de fuso horário contamos com uma
série de novelas que nunca começa no ponteiro certo, certo?
Crimes, suícidios, abortos, traições – em série, diga-se lá, nos
dois sentidos –, além da clonagem, formam sempre o embrião da
coisa. Claro, sem deixar de lado a mesa sempre posta – nada de
bafômetro – a cada claquete diário. Fome zero é pouco. E se vale a
pena ficar vendo de novo é aquela estória. Como gostam de apostar
no que deu OK na primeira vez e querem tudo de novo por mais dez
anos à frente. Se não observaram, prazo de validade não fica só
por conta do que está embalado nas gôndolas de supermercado, não!
Ou que viver sempre na sombra da cópia do poema grego de Homero
(na Grécia antiga, óbvio) entre as emissoras, é bom saber que a
salada russa pede maionese, e que a buchada de bode pode ser
servida antes, durante e depois de cada capítulo. Quando é inédito
vai o direito a uma ´´branquinha``, que é pra não descer muito
atravessado, dependendo do bel prazer do telespectador.
Como? Se a carne é
fraca, lembremos que existe algo de muito maligno que sucede a
cada um de nós. Isso é fato e de direito. Não há como escapar,
pois, envergonhada mesmo ficava era a sua avó e que do primeiro
mico a gente nunca esquece. Tal o rapaz que pagou o seu, ao
conversar com a sogra, ao telefone, pensando que era a namorada...
A propósito de ´´Tempos Modernos`` (50% off – como grafam por aí,
na liquidação), também numa cópia do título original do filme de
Charles Chaplin, de cara mostra é que o Leal (Antonio Fagundes)
não está sendo nada leal assim. A perna curta? Quem tem mesmo? Só
não vamos duvidar de quem vai herdar mais um reino globomaníaco,
ops. E já que foi dada a largada na poli position dentre as belas
no então enredo das sete (e pouco – olha o fuso horário!), que
amava a Nelinha, que amava a Nara (Priscila Fantin), que amava a
bela Deodora (Grazi Massafera), e que por vias das dúvidas também
amava a bem casada Goretti (Regiane Alvez) – e as 4 filhas
demoníacas da mesma Goretti, claríssimo –, como não sou muito lá
fã do Zeca (não confundir com o Juca Tatu), mas que adoro um
pagodinho, com ou sem o ´´bafô``, dessa modernidade toda, já
instalei foi uma web can tamanho família no meu micro. Pra ver se
pesco alguma dessas divas aí do pedaço e que, ao que consta, o
Projac do Rio baixou foi de mala e cuia por São Paulo City. Porém,
com aquele doutor Bodanski (Otávio Müller) linguarudo, soltando
das suas por tão disputado berço paulistano, ora direi: Bodanski,
ou não Bodanski?
Ojos claros, sim,
senhor! E si Adelita se fuera com otro... Vamos (re)programar,
vamos (re)programar!
Celso Fernandes
Vida extraterrestre*
Falar sobre vida
extraterrestre sempre desperta o nosso imaginário e temos reações
diversas entre as pessoas. Uns acreditam, outros não aceitam e
alguns zombam do assunto, mesmo sem entender. O fato é que muito
pouco se sabe e as notícias na mídia são tão desencontradas que
grande parte da população não sabe no que acreditar.
Aparições de
OVNIs (Objetos Voadores Não Identificados) são comuns ao longo da
história em todas as partes do mundo, mas as provas reais,
tangíveis, nunca foram mostradas. Por outro lado, parece que algo
mudou no final de 2009 e alguns setores que nunca se pronunciaram
a respeito estão mostrando ao mundo que é tempo de mudanças. Veja
alguns exemplos:
O Vaticano, a
expressão máxima da Igreja Católica, em 1600 queimou na fogueira o
filósofo Giordano Bruno por suas idéias avançadas e por dizer que
“Deus é glorificado não num, mas em incontáveis sóis; não numa
Terra única, mas numa infinidade de mundos”.
Este mesmo
Vaticano, em novembro de 2009, promoveu uma semana de estudos com
30 cientistas para debater Astrobiologia e, entre os temas
discutidos, um deles foi a vida inteligente fora do planeta Terra.
O coordenador, cardeal Giovanni Lajolo, abriu o encontro
transmitindo uma saudação do papa dizendo que “esta é uma tarefa
que exige seriedade científica e que não pode ser confundida com
ficção científica”.
Um dos expoentes
desta reunião foi o padre José Funes, diretor do Observatório do
Vaticano em Castel Gandolfo, perto de Roma. Este mesmo padre
jesuíta, que pouco tempo atrás divulgou no Osservatore Romano,
órgão oficial da Santa Sé, um documento chamado “L’extraterrestre
è mio fratello” (O extraterrestre é meu irmão) onde expõe a
opinião de que a crença de Deus é compatível com a crença nos
extraterrestres e “tal como existe uma multiplicidade de criaturas
na Terra, pode haver outros seres, igualmente inteligentes,
criados por Deus”. Ele vai mais longe e sugere que se fale do
“nosso irmão extraterrestre”, tal como São Francisco de Assis
tratava todas as criaturas terrestres. Na verdade, em 2009, a
Igreja passou a concordar em tudo com as palavras de Giordano
Bruno.
Veja outro caso:
O European Southern Observatory (ESO) divulgou ao mundo científico
a descoberta de um planeta a 20 anos luz de distância da Terra (1
ano luz significa viajar durante 1 ano à velocidade da luz, de
300.000 km por segundo) situado na constelação de Libra, e que
tem, aproximadamente, uma vez e meio o tamanho da Terra e uma
temperatura de 0°C a -40°C. Este planeta teria condições de
abrigar seres iguais ao homem. Deram o nome de GL581C (Gliese) e
anseiam por um dia visitá-lo. Dentro da nossa atual tecnologia de
propulsão, nunca chegaremos a visitar este planeta, porém estão
ocorrendo muitas mudanças e já se discute a possibilidade de
utilização de outros tipos de energia, como a energia do ponto
zero, sistemas de propulsão antigravitacional e outras que
revolucionariam o transporte entre grandes distâncias.
Continuando o
ensaio, vê-se nos EUA o surgimento de um projeto ambicioso chamado
“Disclosure Project” (Projeto Divulgação), liderado pelo médico
Dr. Steven Greer, que reuniu dezenas de pessoas de alta
credibilidade que estão dispostas a testemunhar sob juramento
perante o congresso americano e apresentar provas sobre a
existência de extraterrestres.
Este grupo diz
possuir documentos oficiais e gravações que comprovam tudo o que
falam, mas que muitos destes documentos, nem o próprio presidente
e o congresso têm acesso, pois são “classificados”, ou seja, de
divulgação totalmente proibida. Eles tomaram parte nisto tudo e
agora estão dispostos a revelar, com risco da própria vida. Querem
mostrar tudo o que reuniram e pedir para que o próprio presidente
Obama faça uma divulgação destes fatos que incomodam aos povos do
mundo todo.
O que chama a
atenção é que nesta lista de depoentes encontram-se pessoas de
alta credibilidade, como John Callahan, Chefe do Departamento de
Investigação de Acidentes Aéreos da Força Aérea Americana; Charles
Brown, Tenente Coronel aposentado da U. S. Air Force; Enrique
Kolbeck, Controlador Sênior do serviço de controle de tráfego
aéreo da cidade do México; Larry Warre, especialista em segurança
responsável por silos de armas nucleares da NATO (Inglaterra) e de
muitos outros ligados à CIA, Força Aérea, serviços de
inteligência, etc..
É muito pouco
provável que todas estas pessoas estejam brincando com este
assunto. Eles também fazem um apelo para que haja uma mudança
radical na utilização da energia do mundo atual, diminuindo
drasticamente o uso de energia fóssil e passando a utilizar outras
fontes de energia mais limpas, que talvez até já existam, mas
também são “classificadas”. Fora isto, tem-se as grandes
companhias petrolíferas, que não querem ver despencar seu negócio,
mesmo que custe a vida do planeta. O fato é que estas pessoas
acreditam que é uma hora crítica, de profundas mudanças, e querem
contar ao mundo o que sabem, pois são testemunhas “ainda vivas” de
muitos fatos interessantes. Também apostam que o presidente Obama,
com o respaldo de um prêmio Nobel da Paz, possa trazer alguma luz
neste momento crítico.
Existem muitas
outras coincidências, mas se prestarmos atenção aos sinais que nos
chegam de diversos setores da sociedade, como igreja, ciência,
política, militares, etc., parece existir um plano bem orquestrado
a favor da revelação de algumas verdades. Fora isto, temos os
recentes e cada vez mais comuns desastres climáticos e ecológicos,
que nos lembra todos os dias que não temos muito tempo. A hora de
grandes mudanças chegou!
No Natal
comemora-se nascimento! Talvez neste Natal de 2009 comemoramos o
nascimento de uma nova era, com mais verdades que os anteriores.
Vamos ver o que nos reserva o próximo ano.
Feliz 2010, com muita Paz, Saúde, Compreensão e Conhecimento!
Célio Pezza
O
www.jornaldamulher.org agradece os e-mails recebidos.
E não se responsabiliza pelo conteúdo já que são
assinados pelos autores:
Tardes de chuvas e enchentes
tornaram-se parte do dia-a-dia do paulistanos. Ontem, depois da
chuva, voltando para casa, testemunhei o inverossímel alagamento
da estação Jardim São Paulo do metrô. Falando com funcionários do
metrô, soube que tudo foi provocado por sacos e sacos de lixo,
carregados pela chuva que acabaram bloqueando as grelhas de
drenagem nas entradas da estação. Daí, a água encachoeirou nas
escadarias, alagou mezanino, plataforma e até o leito dos trens,
paralisando toda a linha Norte-Sul. Então, sacos de lixo
paralisaram o metrô de São paulo no horário de pico.
Tudo se resume ao
hábito arraigado - quase displicente - de depositar seu lixo
diretamente nas calçadas, muitas horas antes da passagem dos
carros coletores. Acho que está na hora de a Prefeitura organizar
esse serviço e talvez multar os imóveis que ostentarem lixo em
suas fachadas antes do horário de coleta. Devemos criar horário,
padronizar conteineres e principalmente nos educarmos para nunca
jogar o nosso sagrado lixo no chão.
Vamos começar?
Marcos de Sousa
e-mail:
Joanna Prado
Nota de falecimento... do bom
senso!
Recebi este e-mail e é importante
compartilhar com vocês.
"Amigos e amigas,
É com muita tristeza que lhe participamos o falecimento de um
amigo muito querido que se chamava BOM SENSO e que viveu muitos e
muitos anos entre nós.
Ninguém conhecia com precisão a sua idade porque o registo do seu
nascimento foi desclassificado há muito tempo, tamanha a sua
antiguidade, mas lembramo-nos muito bem dele,principalmente pelas
suas lições de vida como:
- O mundo pertence àqueles que se levantam cedo.
- Não podemos esperar tudo dos outros.
- O que me acontece pode ser em parte também por minha culpa.
O BOM SENSO só vivia com regras simples e práticas como não gastar
mais do que se tem e de claros princípios educativos como são os
pais quem dão a palavra final.
Acontece que o BOM SENSO começou a perder o chão quando os pais
passaram a atacar os professores que acreditavam ter feito bem o
seu trabalho querendo que as crianças aprendessem o respeito e as
boas maneiras.
Sabendo que um educador foi afastado ao repreender um aluno por
comportamento inconveniente na aula, agravou-se o seu estado de
saúde. Deteriorou-se mais ainda quando as escolas foram obrigadas
a ter autorização dos responsáveis até para um curativo no
machucado de um aluno - sequer podiam informar aos pais de outros
perigos mais graves incorridos pela criança.
Enfim, o BOM SENSO perdeu a vontade de viver quando percebeu que
os ladrões e os criminosos tinham melhor tratamento do que as suas
vítimas. Também recebeu fortes golpes morais e físicos quando a
Justiça decidiu que era crime defendermo-nos de algum ladrão na
nossa própria casa, enquanto a este é dada a garantia de poder
queixar-se por agressão e atentado à integridade física ...
O BOM SENSO perdeu definitivamente toda a confiança e a vontade de
viver quando soube que uma mulher, por não perceber que uma xícara
de café quente iria queimar-lhe, ao derramá-lo em uma das pernas,
recebendo por isso uma colossal indenização do fabricante da
cafeteira elétrica.
Certamente você já reconheceu que a morte do BOM SENSO foi
precedida pelo falecimento:
- dos seu pais: Verdade e Confiança.
- da sua mulher: Discrição.
- de seus filhos: Responsabilidade e Juízo.
Então, o BOM SENSO deixa o seu lugar para três falsos irmãos:
- Eu conheço os meus direitos e também os adquiridos.
- A culpa não é minha.
- Sou uma vítima da sociedade.
Claro que não haverá multidão no seu enterro,porque já não temos
muitas pessoas que o conheçam bem e poucos se darão conta de que
ele partiu.
Mas, se você ainda se recorda dele,caso queira reavivar a sua
lembrança, previna todos os seus amigos do desaparecimento do
saudoso BOM SENSO fazendo circular esta comunicação…
Se não, não faça nada, deixe tudo como está!"
Eu fiz a minha parte, pois também acho que o mundo está cada vez
mais carente de bom senso, responsabilidade, juízo, atenção,
cuidado ao próximo...
Joanna Prado
e-mail:
Alcides dos Santos Ribeiro
Senhores Deputados Federais,
O Brasil está vivendo uma fase de
ilusões. Estão todos eufóricos, achando que nós já somos primeiro
mundo, quem dera, e o Presidente Lula está fazendo a maior farra
com o dinheiro minguado dos brasileiros, e os Senhores estão sendo
co-responsáveis por essa farra, pois estão aprovando tudo que ele
impõe ao Congresso Nacional, senão vejamos:
- Redução de IPI para o ramo
automobilístico; para o ramo de eletrodoméstico; para o ramo de
materiais de construção; para o ramo de fabricação de móveis.
- PL 6.176/2009 – Autoriza o Poder
Executivo a realizar empréstimo de US$14 milhões ao FMI; PL
6.175/209 autoriza o Poder Executivo, a doar quatro aeronaves H-1H
à Força Aérea Boliviana; PL 6.175/2009 utoriza o Poder Executivo a
doar aeronaves C 115 Buffalo à Força Terrestre Equatoriana; PL
5.234/2009 – Autoriza ao Poder Executivo, a doar 3 aeronaves T 27
Tucano à República do Paraguai; PL 4.760/2009 – Autoriza o Poder
Executivo, a realizar doação para reconstrução de Gaza; PL
4.145/2008 – Autoriza à União a doar recursos à República de
Moçambique, para a primeira fase de instalação de fábrica de
anti-retrovirais e outros medicamentos; PL 6.751/2006 – Autoriza à
República Federativa do Brasil, a efetuar doações a iniciativas
internacionais de auxílio ao desenvolvimento; Perdoa 95% da dívida
de Moçambique; perdoa mais da metade da dívida da Nigéria; perdoa
US$52 milhões da dívida da Bolívia; perdoa US$4 milhões da dívida
de Cabo Verde; perdoa 95% da dívida da Nicarágua, estimada em
US$141 milhões; facilita o pagamento de 20% da dívida de cerca de
R$134 milhões , de Cuba com o Banco do Brasil e serão investidos
R$20 milhões do BNDES na construção de uma Usina de Álcool
combustível; assina acordo com Cuba para amortizar dívida com o
governo brasileiro, que já chega a 40 milhões de euros; perdão da
dívida do Gabão, no valor de US$36 milhões; anistia US$700 milhões
de países africanos, governados por ditadores; doa US$320 milhões
para a construção de estrada na Bolívia; cedeu o patrimônio da
Petrobrás ao governo boliviano, debaixo de humilhação; dobrou o
valor da cota anual de pagamento ao Paraguai pelo uso da energia
não consumida da Usina de Itaipu, e por aí vai....!
Senhores
Deputados, os Senhores são responsáveis por toda essa farra do
governo Lula com o dinheiro do pobre povo brasileiro. O Poder
Legislativo existe para legislar e fiscalizar. Se o governo tem
dinheiro para toda essa farra, por que negar aos aposentados e
pensionistas a recuperação das suas perdas? Por que não investir
primeiro aqui dentro, onde há tanta deficiência? Por que os
Senhores não decidem logo a nossa sorte, aprovando os PLs
3299/08, 4434/08, 01/07, e PLC 18/06? O Senado já fez a sua parte,
agora, será a vez de a Câmara mostrar que está com os aposentados,
pensionistas e trabalhadores do Brasil, futuros aposentados,
fazendo-lhes justiça.
Em 2010, os mais
de 80 milhões de eleitores, formados pelos “velhinhos”, seus
familiares, amigos, vizinhos e os trabalhadores da ativa, estarão
vigilantes e serão implacáveis com quem estiver contra os nossos
direitos.
Espero que os Senhores correspondam
e nos façam justiça.
Alcides dos Santos Ribeiro - Presidente da Federação dos Aposentados e Pensionistas do
Mato Grosso do Sul 067 9983 8267
Odoaldo Passos -
Aposentado indignado Alcides dos Santos Ribeiro - Presidente
FAPEMS - Fed.das Assoc.dos Apos.e Pens.do Estado do Mato Grosso do
Sul
67-9983 8267
e-mail:
João Antonio Pagliosa
Dois advogados gaúchos contra
dois senadores e 3.883 servidores do senado federal (07.04.09)
Os advogados gaúchos Irani Mariani e Marco Pollo Giordani
ajuizaram, na Justiça Federal, uma ação que pretende discutir as
horas extras pagas e não trabalhadas, no Senado, e outras
irregularidades que estão sendo cometidas naquela Casa.
A ação tramita na 5a. Vara da Justiça Federal de Porto Alegre
e tem como réus a União, os senadores Garibaldi Alves e Efraim
Morais e "todos os 3.883 funcionários do Senado Federal, cuja
nominata, para serem citados, posteriormente, deverá ser fornecida
pelo atual presidente do Senado Federal, senador José Sarney".
O ponto nuclear da ação é que durante o recesso de janeiro
deste ano, em que nenhum senador esteve em Brasília, 3,8 mil
servidores do Senado, sem exceção, receberam, juntos, R$ 6,2
milhões em horas extras não trabalhadas - segundo a petição
inicial..
Os senadores Garibaldi e Efraim são, respectivamente, o
ex-presidente e o ex-secretário da Mesa do Senado. Foram eles que
autorizaram o pagamento das horas extras por serviços não
prestados.
A ação popular também busca "a revisão mensal do valor que
cada senador está custando: R$ 16.500,00 (13º, 14º e 15º
salários); mais R$ 15.000,00 (verba de gabinete isenta de
impostos); mais R$ 3.800,00 de auxílio moradia; mais R$ 8.500,00
de cotas para materiais gráficos; mais R$ 500,00 para telefonia
fixa residencial, mais onze assessores parlamentares (ASPONES) com
salários a partir de R$ 6.800,00; mais 25 litros/DIA de
combustível, com carro e motorista; mais cota de cinco a sete
passagens aéreas, ida e volta, para visitar a 'base eleitoral';
mais restituição integral de despesas médicas para si e todos os
seus dependentes, sem limite de valor; mais cota de R$ 25.000,00
ao ano para tratamentos odontológicos e psicológicos" .
Esse conjunto de gastos está - segundo os advogados Mariani e
Giordani - "impondo ao erário uma despesa anual em todo o Senado,
de:
- R$ 1.406.400.000, 00; ou
- R$ 5.017.280,00 para cada senador.
Tais abusos acarretam uma despesa paga pelo suado dinheiro do
contribuinte em média de:
- R$ 418.000,00 por mês, como custo de cada senador da República".
Mariani disse ao 'Espaço Vital' que, "como a ação popular também
tem motivação pedagógica, estamos trabalhando na divulgação do
inteiro teor da petição inicial, para que a população saiba que
existem meios legais para se combater a corrupção". Cópia da peça
está sendo disponibilizada por este site. A causa será conduzida
pela juíza Vânia Hack de Almeida. (Proc. nº 2009.71.00.009197- 9)
AÇÃO POPULAR Nº 2009.71.00.009197- 9 (RS)
Data de autuação: 31/03/2009
Juiz: Vania Hack de Almeida
Órgão Julgador: JUÍZO FED. DA 05A VF DE PORTO ALEGRE
Órgão Atual: 05a VF DE PORTO ALEGRE
Localizador: GAB03B
Situação: MOVIMENTO-AGUARDA DESPACHO
Valor da causa: R$6.200.000, 00
Assuntos:
1. Adicional de horas extras
2. Horas Extras
AUTOR: IRANI MARIANI
Advogado: IRANI MARIANI
AUTOR: MARCO POLLO GIORDANI
Advogado: IRANI MARIANI
RÉUS: 1 - UNIÃO - ADVOCACIA GERAL DA UNIÃO
2 - GARIBALDI ALVES FILHO
3 - EFRAIM DE ARAUJO MORAIS
4 - FUNCIONARIOS DO SENADO FEDERAL
''Esselentíssimo'' Juiz.
"EXCELENTE!"
Ao transitar pelos corredores do fórum, o advogado (e professor)
foi chamado por um dos juízes:
- Olha só que erro ortográfico grosseiro temos nesta petição.
Estampado logo na primeira linha do petitóriolia-se: "Esselentíssimo
Juiz".
Gargalhando, o magistrado lhe perguntou :
- Por acaso esse advogado foi seu aluno na Faculdade?
- Foi sim - reconheceu o mestre. Mas onde está o erro ortográfico
a que o senhor se refere?
O juiz pareceu surpreso:
- Ora, meu caro, acaso você não sabe como se escreve a palavra
Excelentíssimo?
Então explicou o catedrático:
- Acredito que a expressão pode significar duas coisas diferentes.
Se o colega desejava se referir a excelência dos seus serviços, o
erro ortográfico efetivamente é grosseiro.
Entretanto,se fazia alusão à
morosidade da prestação jurisdicional, o equívoco
reside apenas na junção inapropriada de duas palavras.
O certo então seria dizer:
"Esse lentíssimo juiz".
Depois disso, aquele magistrado nunca mais aceitou o tratamento de
"Excelentíssimo Juiz", sem antes perguntar:
- Devo receber a expressão como extremo de excelência ou como
superlativo de lento?