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 Edição de Setembro de 2010


Este espaço é destinado a você, internauta, aqui você pode contar a sua historia, dar sugestões, fazer denuncias, reclamações, etc... Neste espaço você poderá exercitar a interatividade com o jornal que, através do nosso departamento jurídico, orientará a melhor forma de conduzir a questão. 

Crianças desaparecidas

"SE VOCÊ SABE ONDE ESTÁ, NÃO HESITE, ENTRE EM CONTATO NO E-MAIL ABAIXO DE CADA FOTO"

 

Damasco

 

Damasco

sabor amargo

estou por um fiasco

Mas que diacho

não sou tesouro

muito menos

sou de touro

Enamoro a morte

que da pouco

me leva

me eleva

à resolução

do tema

Não me surpreenda

com lágrimas

sobre a mesa

porem beba

embebeda a vida

De saia você fica

tão linda

bem vinda

entre tecidos

resumidos

entre suspiros

viva teus quereres

você tem poderes

São tão lindos seres

aqueles que te separam

te unem ao gemeres

santa devota de santa

em pele doce e leve

ama...

FlavCast

05.02.09

O cão

 

 

Benevolente é o cão

que se joga feliz

sob os pés do dono

mesmo desprezado

Na tolerância do cão

não tem contida paixão

nem cabe em si solidão

muito menos competição

Malévolo o homem sente

culpa, desprezo e raiva

teme a perda contida no ato

de entender e não perdoar.

 

FlavCast

12.12.08

 

 

 

Flacast é Flávio Castorino, artista plástico, designer gráfico e poeta.

Contatos:

Endereço de e-mail:  flacast@gmail.co

 

 

 

 

Um beijo da

FAT MEG


A coragem é a primeira das qualidades humanas, porque é a qualidade que garante as demais".

(Winston Churchill)


Utilidad 

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Rodizio em SP

 

Se você estiver preso em um congestionamento e tiver certeza de que não vai conseguir sair dele a tempo de evitar o horário do rodízio da sua placa, ligue para 156. Identifique-se, dê a placa do seu carro, o local onde está e informe o operador da sua dificuldade. Ele irá anotar (e gravar) os dados, passando-lhe um número de protocolo. Anote-o! Se você receber uma multa por ter infringido a Lei do Rodízio de Carros naquele dia, faça uma defesa e mencione o número do tal protocolo.. A multa será cancelada!

 

Utilidad 

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Postos de Saúde ofertam a camisinha feminina

Desde 2008, os postos de saúde da cidade estão distribuindo a camisinha feminina gratuitamente para qualquer público que deseje adquiri-la. A estratégia é da Coordenação de Saúde da Mulher da Prefeitura de São Paulo que, em parceria com o Instituto de Saúde da Secretaria Estadual, está buscando incentivar a utilização do método.

Além de ser igualmente eficaz à camisinha masculina contra Doenças Sexualmente Transmissíveis, incluindo HIV/AIDS e Hepatites B e C, ela previne a gravidez e tem uma série de vantagens:

(1) dá autonomia para a mulher, que pode coloca-la antes ou na hora da relação;

(2) é colocada e retirada pela própria mulher, não necessitando da ereção do parceiro ou sua participação para utiliza-la;

(3) não precisa retirar após a ejaculação, por isso pode ser usada em relações seguidas com o mesmo parceiro;

(4) já vem lubrificada por dentro, o que junto com seu material específico permite sensação de maior prazer e calor entre os corpos.

        É importante que todas as mulheres experimentem a novidade, acostumando-se ao uso e autonomia, assim como ocorreu com a camisinha. Esse é mais um instrumento para proporcionar saúde sexual e reprodutiva, visto que essas doenças vem crescendo entre as mulheres brasileiras.

Mais informações:

Criada em 1992 oferece redução igual de 90-97% como o preservativo masculino com relação às DST/Aids. Chegou ao Brasil 1993, para comercialização em farmácias. Pesquisas apontam aceitação potencial, após uso satisfatório com parceiro.

O Ministério da Saúde tem adquirido 2 milhões de unidades por ano para abastecer Programas de DST/Aids estaduais;

Para se ter uma noção, apenas para o Estado de São Paulo, até 2009, foram enviadas 2.238.900 unidades.

Essa estratégia corrobora a posição de fóruns internacionais: na 17ª Conferência Internacional de Aids no México em 2008, o relatório “Failing Women, Withholding Protection”, assim como a Declaração de Mulheres Latino-Americanas reivindicam maior empenho na promoção do preservativo feminino. Conforme o Center for Health and Gender Equity o método tem tido pouca atenção das autoridades, visto que até 2008 apenas 26 milhões de unidades foram distribuídas no mundo, contra 11 bilhões do preservativo masculino, proporção de apenas 0,2%, sub-utilizando o potencial de aceitação previsto pelo Ministério da Saúde como 10% da demanda do preservativo masculino, o que significaria 1 bilhão e cem unidades do feminino.

Nesse sentido, fica claro que este insumo tem que ser divulgado e disponibilizado em postos de saúde comuns para atingir a população feminina que não se vê em risco, portanto, além de serviços de HIV/Aids, também ser oferecida em postos de saúde, para chegar ao alcance de todas as mulheres.

Já o município de São Paulo, está no 3º ano desta política, com média de entrega de 15.354 unidades/mês para demanda espontânea em cerca de seus 400 postos de saúde. Isso já contribuiu com 321.678 unidades dispensadas desde a implementação do projeto, onde se observou um crescimento de 110% da demanda do primeiro ao segundo ano.

         

Para usar:

Passo a passo:

 

  Encontre uma posição confortável para você - pode ser em pé com um dos pés em cima de uma cadeira, sentada com os joelhos afastados, agachada ou deitada;

  Segure a camisinha com o anel externo pendurado para baixo;

 

  Aperte o anel interno e introduza na vagina;

  Com o dedo indicador, empurre a camisinha o mais fundo possível (a camisinha deve cobrir o colo do útero);

 

 

  O anel externo deve ficar uns 3 cm para fora da vagina - não estranhe, pois essa parte que fica para fora serve para aumentar a proteção (durante a penetração, pênis e vagina se alargam e então a camisinha se ajusta melhor);

 

  Até que você e o seu parceiro tenham segurança, guie o pênis dele com a sua mão para dentro da sua vagina.

 

 

 

 

Fonte: Regina Figueiredo

 

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Saúde amplia faixa etária para vacinação gratuita contra hepatite B a partir de 2011

Compra de vacinas aumenta em 163%, já que imunização passará a englobar jovens adultos de 20 a 24 anos no próximo ano e de 25 a 29 anos até 2012

 

Uma série de medidas para reduzir as hepatites virais no país foi apresentada nesta quarta-feira (28), o Dia Mundial do Combate a Hepatites Virais, em Brasília. Em 2011, o Ministério da Saúde vai ampliar em 163% o quantitativo de vacinas compradas para a hepatite B. Se hoje a faixa etária que recebe a vacina vai de zero a 19 anos, com a mudança, jovens e adultos de 20 a 24 anos também poderão se imunizar a partir do próximo ano. E na faixa dos 25 a 29 anos, a partir de 2012.

Para aumentar a oferta de vacinas, nesta primeira etapa serão adquiridas 54 milhões de doses a mais para hepatite B, do que no ano anterior. O quantitativo perfaz um total de 87 milhões de doses a serem utilizadas em 2011.

Para redução da transmissão vertical do vírus da hepatite B, até 2011 também será intensificada a oferta de triagem sorológica a todas as gestantes que fazem o pré-natal no Sistema Único de Saúde (SUS) e todos os recém-nascidos de mães portadoras da doença receberão profilaxia – vacina e imunoglobulinas.

“Esta data é um momento de mobilização, reflexão, disseminação de informação entre a sociedade, pesquisadores, profissionais de saúde que lidam com esta questão, e do Estado, evidentemente. Os números de casos confirmados de hepatites no Brasil apontam a necessidade de que intensifiquemos ações”, ressaltou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, presente no evento. “E o governo federal vem investindo. No ano passado, o Sistema Único de Saúde realizou mais de 9 milhões de testes para hepatites virais”.

Com o intuito de fortalecer a sociedade civil organizada em relação às hepatites virais, o Ministério, em parceria com a Unesco, também lançou um edital para a realização de ações de enfrentamento das hepatites. A medida visa melhorar a articulação do setor com os serviços do SUS, estimular o diagnóstico precoce e promover mobilizações comunitárias.

O Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais apresentou, pela primeira vez, um documento com os principais números das hepatites virais no país. As medidas anunciadas marcaram o dia de luta contra as hepatites, conforme resolução apresentada pelo Brasil na Assembleia da Organização Mundial de Saúde (OMS), em maio de 2010.

 

NÚMEROS ATUALIZADOS – No país, dados do Ministério da Saúde revelam que de 1999 a 2009 o total de casos confirmados de hepatite B é 96.044. Mais de 50% dos casos se concentram entre indivíduos de 20 e 39 anos e cerca de 90% são agudos.

“Neste terceiro trimestre de 2010, 8 mil pacientes estarão em tratamento pelo SUS para hepatite B e 10 mil para hepatite C”, afirmou o ministro. “Já neste ano, o Ministério da Saúde estará investindo apenas em medicamentos para o tratamento das hepatites B e C um total R$ 234 milhões”.

A vacina para hepatite B passou a ser oferecida pelo SUS, a partir da década de 1990. A vacinação começou no Norte do país e o quantitativo oferecido foi aumentando gradativamente, conforme levantamento de áreas endêmicas e populações mais vulneráveis. Ela é oferecida em três doses, tanto para criança, quanto para adolescentes. Uma vez imunizado contra hepatite B, o paciente também está protegido de ser infectado pelo vírus D.

A transmissão da hepatite B se dá principalmente por meio de relações sexuais, acidentes com instrumentos contaminados por sangue ou pela gravidez, quando a mãe está infectada.

Em relação à hepatite C, o total de casos confirmados de 1999 a 2009 é de 60.908. Muitas vezes o paciente descobre quando vai doar sangue. Em geral, são pessoas que fizeram transfusão até a década de 80 ou indivíduos que compartilharam seringas.

A hepatite C pode ser uma doença silenciosa porque os sintomas surgem depois de muito tempo que o vírus se instalou no organismo. Em geral, a maioria dos casos da hepatite C é descoberta acima dos 30 anos. Os dados alertam para a importância do diagnóstico precoce, pois, quanto mais tarde, maiores são as consequências. Cerca de 70% das hepatites C cronificam.

 

Perfil Regional – As maiores taxas de detecção da hepatite B, no período de 1999 a 2009, são observadas nas regiões Sul, Centro-Oeste e Norte. E, no caso da hepatite C, as maiores taxas de detecção estão na região Sudeste e Sul.

Dados do Ministério da Saúde demonstram que a quantidade de exames oferecidos quase triplicaram nos últimos cinco anos. Em 2009, foram feitos 9,22 milhões de unidades para diagnósticos de todas as hepatites. Em 2004, haviam sido 3,59 milhões de testes. O Brasil oferece diversos tipos de exames para o indivíduo que suspeita ter a doença. Para isso, basta ir a uma Unidade de Saúde ou um Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA).

 

Hepatite A – A hepatite A atingiu cerca de 124.687 indivíduos, entre 1999 e 2009, sendo a maioria homens. Mais de 50% dos casos confirmados estão na região Norte e Nordeste. Com o perfil diferente, ela é mais frequente entre crianças abaixo de 5 anos e sua transmissão está ligada à água, alimentos e mãos contaminadas.

Na maioria dos casos de hepatite A, o indivíduo recupera-se totalmente, eliminando o vírus do organismo. A insuficiência hepática aguda grave ocorre em menos de 1% dos casos.

 

Medicamentos

 

- Desde 2005, quando se iniciou o processo de centralização de compras, já foram investidos quase R$ 800 milhões.

- O gasto médio com medicamento da hepatite C pode variar de R$ 1.562,00 a R$ 18.441,00 por tratamento/paciente e o da hepatite B varia entre R$ 1.890,00 a R$ 5.859,00 por tratamento/paciente.

 - Em 2009, um novo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para o tratamento da hepatite crônica B e coinfecções incluiu novos medicamentos, o tenofovir, o entecavir e o adefovir, que junto com o interferon e a ribavirina passaram a ser disponibilizado pelo Ministério da Saúde.

 - Em 2010, foram comprados, mais de 890 mil frascos de medicamentos para as hepatites B e C, perfazendo um total de cerca de R$ 234 milhões.

- No momento, o protocolo clínico da hepatite C está em revisão.

 

Obs.: Como no tipo A a doença remite naturalmente, não houve gastos com medicamentos específicos.

 

Testes realizados para diagnóstico das Hepatites Virais

 

Tipos de Hepatites Virais

2004

2009

Hepatite A

288.267 mil

488.818 mil

Hepatite B

1,97 milhões

7,22 milhões

Hepatite B

1,33 milhões

1,47milhões

Hepatite D

697

38.124 mil

Total

3,59 milhões

9,22 milhões

 

 

 

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Alerta: pneumonia é a terceira causa de internação entre a população idosa no Brasil

O Serviço de Geriatria do Hospital Santa Virgínia informa sobre contágio, sintomas e da importância de procurar precocemente por tratamento

 

Infecção pulmonar que ataca o local em que ocorrem as trocas gasosas, esta é a definição para pneumonia, terceira causa de internações entre indivíduos com 65 anos de idade ou mais, segundo informações do Sistema Único de Saúde (SUS).

“Devido à infecção ser causada por bactérias, vírus, fungos e outros agentes ou por substâncias químicas, a pneumonia acomete o pulmão. Se não for tratada corretamente, com acompanhamento médico e administração regular de medicamentos, pode levar o indivíduo à morte em pouco tempo”, alerta o médico-geriatra Maurício Nogueira Coque, do Hospital Santa Virgínia.

O especialista comenta que a pneumonia é a maior causa de morte por doença infecciosa em todo o mundo e os fatores para o mal em idosos são o alcoolismo, asma brônquica, imunossupressão, doença pulmonar, ter mais de 70 anos e pacientes de casa de repouso e/ou asilo que na maioria das vezes têm idade avançada, são do sexo masculino e têm dificuldades para a deglutição.

A pneumonia em pessoas mais velhas tem uma apresentação atípica, sem os sinais clássicos (febre, suor intenso, calafrios, tremores, falta de apetite e dor no peito que piora com a respiração). No idoso, 50% dos casos se apresentam com sintomas extrapulmonares, como dor de cabeça, náuseas e vômitos, mialgia, dores nas articulações, diarréia, aumento da frequência respiratória e hipoxemia. “Estas mudanças vêm acompanhadas de  tosse com catarro esverdeado, marrom ou com sangue, respiração ofegante, gemência e prostração, além da aceleração do pulso”, explica o geriatra.

Apesar de ser comum em idosos, a pneumonia pode aparecer em qualquer pessoa, independentemente de idade e sexo. Uma das vítimas foi o ator americano Bernie Mac, estrela de filmes como A Família da Noiva, Transformers, Onze Homens e Um Segredo, entre outros, que faleceu em 2008 em decorrência da doença.

“Uma boa forma de prevenção é tomar anualmente a vacina contra a gripe, pois o vírus da Influenza pode ocasionar a pneumonia. Esta recomendação vale para todas as idades. Bebês devem tomar a pneumocócica, que já faz parte do calendário oficial do Ministério da Saúde, além de ser facilmente encontrada em clínicas particulares”, aconselha Dr. Coque.

Infelizmente, a maioria das pessoas que desenvolve a doença precisa de internação para que o tratamento seja efetivo, com medicação na veia. Em alguns casos, é possível ingerir antibióticos pela via oral e ser tratado em casa. Após o uso do remédio adequado, geralmente ocorre melhora do mal estar entre 48 e 72 horas.

“Pneumonia não é brincadeira. Se os sintomas de gripe persistirem após um período de sete a dez dias, não se automedique. Procure um médico para que o diagnóstico seja precoce e o tratamento eficaz. A doença é a quarta * causa de morte entre os idosos, mas há muitos casos também entre jovens e adultos”, alerta o médico-geriatra do Hospital Santa Virgínia, Maurício Nogueira Coque.

 

* Dado da Organização Mundial da Saúde (OMS)

 

 

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Uso e armazenamento de remédios exigem cuidados

Jamais se deve ingerir medicamento sem água ou guardá-lo no banheiro, alerta Secretaria de Estado da Saúde


O uso indevido de medicamentos afeta diretamente a saúde das pessoas. Por isso, além de só tomar medicação com prescrição médica, é muito importante ter cuidado na hora de armazenar e ingerir o remédio. A Secretaria de Estado da Saúde formulou dicas sobre maneiras corretas para a ingestão e a guarda medicamentos.

     O remédio que não é ingerido corretamente tem seu efeito alterado e pode até perder sua eficácia sobre a doença, prejudicando muito o tratamento médico.

     Os medicamentos orais possuem várias apresentações. Podem ser sólidos orais (comprimidos, comprimidos sublinguais e efervescentes), sólidos revestidos (comprimidos revestidos), cápsulas (gelatinosa mole e dura) e líquidos orais.

     O comprimido sólido é aquele sem nenhum tipo de revestimento, com aparência áspera. Os revestidos são os que recebem uma cobertura com solução de revestimento onde a medicação está protegida contra algum tipo de degradação (luz, umidade etc.). As cápsulas gelatinosas podem ser encontradas na forma mole e dura e o medicamento encontra-se dentro da cápsula.
     Os líquidos são divididos em três categorias: xarope, solução e suspensão. Neste caso a recomendação é que, quando o líquido for suspensão, deverá ser agitado antes da ingestão, pois a medicação fica suspensa na solução líquida.

     Os comprimidos sublinguais são aqueles que devem ser colocados embaixo da língua, sem nenhum tipo de líquido. Deve-se apenas aguardar o derretimento da substância que irá diretamente para a corrente sanguínea.

     Além destes, existem os comprimidos efervescentes, aqueles que devem ser dissolvidos na água antes de sua ingestão. Importante, neste caso, é aguardar que o medicamento finalize sua dissolução para iniciar a ingestão.

     Todos os comprimidos devem ser ingeridos com um pouco de água, exceto os sublinguais. As exceções são aquelas indicadas pelo próprio médico que receitou a medicação. A água é o líquido mais indicado, pois não altera a ação terapêutica do medicamento. O medicamento nunca deverá ser ingerido com bebida alcoólica.

     A importância de se tomar o medicamento com água é devido ao tempo que o produto leva para chegar ao trato gastrointestinal. Quando se faz a ingestão sem a água o comprimido inicia sua degradação antes do previsto, o que faz perder a sua eficácia.

 “É muito importante que as pessoas tenham a consciência de ingerir e armazenar corretamente os medicamentos. Só assim é possível garantir a eficácia do produto para qual foi indicado”, afirma Adivar Cristina, farmacêutico e diretor industrial da Furp, Fundação para o Remédio Popular, laboratório oficial da Secretaria.

     Além de ingerir corretamente também é muito importante que os medicamentos sejam armazenados de maneira adequada. Jamais devem ser guardados no banheiro, por conta da umidade, que altera as condições do comprimido. Também não se deve guardá-los no porta-luvas dos carros, onde há calor excessivo, nem deixá-los expostos ao sol e à luz.

     “Os medicamentos podem ser levados em bolsas e mochilas, desde que armazenados em suas embalagens originais, ao abrigo da luz e sem calor excessivo”, completa o farmacêutico.

     Em caso de dúvida, procure sempre o médico que fez a prescrição do medicamento.



 

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DAS COISAS DA VIDA E DA VIDA DAS COISAS

O único defeito da mulher é o homem.

 

Tenho manias e crenças incríveis, que não incomodam ninguém, mas trazem aborrecimentos. Quando eu coloco uma coisa na cabeça, dificilmente consigo tirar e isto as vezes me custa caro e ultimamente não ganho para pagar os meus erros. Por exemplo não acredito em Papai Noel, Saci Perere, mula sem cabeça,  e principalmente em cegonha. Político nem pensar. Onde já se viu uma coisa dessas, um homem com barba na cara dizer que foi trazido ao mundo no bico de uma cegonha. Quanto à história, também sou cético. O descobrimento do Brasil no meu entendimento é uma piada. Dizem maldosamente que os portugueses são burros o que é uma mentira muito grande. Burros somos nós que fomos acreditar naquela estória de calmaria. Os portugueses já sabiam da existência do Brasil, mesmo porque anos antes o Colombo já tinha pisado por aqui. Se o genovês descobriu a América, descobriu também o Brasil que está na América, é bem verdade que no pedaço mais pobre e atrasado, onde vivem povos de uma evolução cultural pequena,  mas somos americanos. 

Até hoje não sei direito o que é uma doença chamada de diverticulite, mas tenho dúvidas que foi ela que matou aquele que foi, sem nunca ter sido, igual a viúva Porcina da novela. Não engulo igualmente os mistérios que envolveram aquele jogo do Brasil no final da Copa de 98. Agora o que não dá mesmo para acreditar é naquela parte da história que fala da criação do mundo. Adão, Eva, maçã, serpente, tudo faz parte da maior das mentiras. Olha que se fosse ao contrário, até que dava pra engolir, ou seja, o homem foi feito da costela da mulher. Do jeito que a coisa é contada, o Adão é a mãe da Eva e só não digo que ele era boiola, porque não tinha pra quem ele se oferecer. Os dois eram analfabetos e não sabiam falar, por isso ninguém cantou ninguém. Não existe uma razão para se colocar a serpente na história, mesmo porque ninguém morreu picado naquele capítulo. Isso só veio a acontecer muito mais tarde numa outra história que fala de Cleópatra e Marco Antonio.  Aliás, somente se sabe da morte de um, que foi o Caim, assassinado pelo seu irmão Abel, ou seria ao contrário? Como o crime não teve testemunhas ficou o dito pelo não dito. Não dá pra acreditar nisso. Não foi nem comentado pelo Wilson Toni nos seus programas.   

A Eva chamou o Adão para comer maçã e ele comeu também a macieira e a Eva.

O Adão comeu a Eva na marra, isso na primeira vez, porque depois ela acostumou e ficou sendo conhecida como a primeira tarada da história e todos entraram na farra, surgindo daí a “suruba”.

Pela lógica natural da coisa o modelo é sempre o melhor do grupo, ou da espécie, portando ela a mulher deveria servir de modelo, ou alguém duvida disso? A mulher tem as formas mais perfeitas, mais delicadas, tem tudo proporcional no corpo e não tem nada dependurado balançando. Nos os homens assumimos uma mentirosa supremacia, baseados na força física, o que já é um erro. O mais lógico nisso tudo é que Deus fez de barro a Eva primeiro e caprichou, arredondando as curvas, fazendo formas mais delicadas e pra isso ele foi tirando um pouquinho daqui, outro pouquinho de lá e com as sobras fez o homem. Outra coisa que ajuda na minha tese é o fato de que Deus fez primeiro a mulher e que somente quando o tempo estava terminando, que ele percebeu que não tinha feito ainda o homem e na pressa, saiu isso que está aqui hoje. Existem falhas no comportamento humano, que provam que a coisa está mal contada mesmo. Sempre ouvi falar que o HOMEM descende do macaco, mas nunca se falou isso da MULHER. Tem um outro detalhe importante, que pode ser encontrado nas glândulas. São duas na mulher e duas nos homens. As da mulher foram estrategicamente colocadas de forma sensual na altura do peito. Umas maiores, outras menores, umas mais rígidas, outras mais caídas, e até “siliconizadas”, mas todas gostosamente desejadas. Já as duas glândulas do homem, foram colocadas num saco e bem perto da saída do esgoto.  A única coisa que não me agrada nas mulheres é que elas esqueceram de mim, que continuo aqui tentando segurar uma ao meu lado e nada consegui até agora. Como o meu prazo de validade ainda não venceu, eu continuo esperando pelo milagre. As interessadas, por favor enviem cartas para este jornal, aos cuidados do sr. Wilson Toni.

 

Domingos Leoni

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Domingos Leoni - jornalista e escritor - leoni@terra.com.br   -   www.leoni.cjb.net O meu livro  Das coisas da Vida e da Vida das Coisas está a venda pelo Email, pelos telefones 16–39675908 ou 96068024 . Em Ribeirão Preto, na Banca Pingüim na Praça XV. Convites para Palestras pelos mesmos endereços.


Conversa (des)afinada

 

´´Já li, dia desses, algo parecido, ambientado em outra latitude. Plágio ou catastrofismo?``

 

A cigarra e a formiga - duas versões

 

Todos conhecem a antiga fábula da cigarra e da formiga. Para os (muito) poucos que porventura a ignorem, lá vai:

Era uma vez uma formiga que trabalhava de sol a sol. Diligentemente juntava grãos, prevendo a chegada do inverno. Previdente, construiu uma casinha. Enquanto isso, a cigarra cantava despreocupadamente, sem pensar no futuro.

Chegou o inverno com o frio, nada de mantimentos – uma fina camada de neve revestia a natureza com seu manto. Desesperada, a cigarra foi procurar o auxílio da formiga.

– Mas o que fazias durante o verão? Ah, cantavas? Pois agora podes dançar.

Moral da história: Seja operoso, seja previdente. A bonança não dura sempre.

A versão moderna seria mais ou menos assim:

Era uma vez uma formiga que trabalhava de sol a sol. Diligentemente juntava grãos, prevendo a chegada do inverno. Previdente, construiu uma casinha. Enquanto isso, a cigarra cantava despreocupadamente, sem pensar no futuro. Nenhuma mudança até aqui, certo? Paciência, a história continua.

Para se sustentar a cigarra beneficiava-se de um programa de inclusão social. Com os recursos do Bolsa-aquilo e aquilo outro, conseguia seu sustento.

Eis que chegou o inverno com o frio cortante, nada de mantimentos – uma fina camada de neve revestia a natureza com seu manto diáfano. (É sempre bom colocar adjetivos de impacto como esse ‘diáfano’, dá um toque extra de credibilidade). Desesperada, a cigarra foi procurar o auxílio da formiga, já que o programa de inclusão social não lhe permitia sobreviver. Recebeu a mesma resposta: o convite a dançar. Dançou, como se diz.

No entanto, a cigarra, que não era uma cigarra qualquer, resolveu reagir. Procurou o Sindicato das cigarras e expôs sua desdita.

Imediatamente, organizou-se uma passeata em frente à casa da formiga. O poder de mobilização do sindicato era nada desprezível. Milhares de cigarras bolivarianas e de simpatizantes da causa, com carro de som, bandeiras (vermelhas, naturalmente) e farta distribuição de panfletos marcharam, entupindo as principais artérias de Formigópolis.

Ato contínuo as principais redes de TV deram cobertura ao movimento. O líder do movimento subiu em cima do carro de som e bradou:

– Companheiras cigarras, estamos presenciando os efeitos nefastos de uma atroz desigualdade. Os culpados (ele costumava alimentar-se de esses), para nomear só alguns, são o presidente anterior que nos legou uma herança maldita, e os Estados Unido, com sua vocação imperialista. Vamos lutar como nunca antes nesse país, para defender os direitos da cumpanheira cigarra lesada por uma integrante da zelite.

A cigarra foi convidada no talk-show de Jô Soares e expôs seu drama.

– Isso não pode durar, exclamaram, em uníssono entrevistador e entrevistada.

Um famoso cantor, aderiu à causa, e fez um ‘lifting’ num sucesso antigo;

“Apesar de você, amanhã há de ser, outro dia”.

“Vou comer e dançar, vou poder me esbaldar, quem diria?”

A Receita Federal permitiu que alguns dados da declaração de rendimentos da formiga vazassem. E, mesmo sem haver nenhuma irregularidade, resolveu aplicar uma multa de 18.367,4 grãos de trigo na infeliz formiga, acusada de sonegação. Sem recursos para pagar, a formiga teve de hipotecar sua casa para fazer frente ao compromisso.

Constituiu-se um Comitê de Luta contra a Desigualdade entre Insetos.(CLDI). Insuflado pelo princípio do “o que e teu é meu e o que é meu continua meu”, o CLDI realizou algumas escutas telefônicas, com o auxílio do delegado Grampógenes, que permitiram identificar uma completa relação dos amigos da formiga, mas mesmo sem haver nenhuma conversa que comprometesse a lisura dos procedimentos, os noticiários sensacionalistas dedicaram minutos e mais minutos, em horário nobre, para comentar a vida sentimental da investigada. Soube-se assim que ela mantivera durante meses um relacionamento amoroso com um formigão excluído do clube Patas Traseiras (PT), afastado do Partido Sem Dores Básicas (PSDB) por desvio de comportamento.

Bastou isso para que se erguesse um clamor contra: o governo anterior, os Estado Unidos e, em menor proporção contra a União Européia. Num país rico como nossa Formiglândia, é inadmissível que uma cigarra passe fome!

O trabalho de descontrução da formiga precisava de verbas. Foram obtidas a partir de um tal ‘semestrão’, cuja existência foi sempre negada, logo, não existiu.

Motivada pela crescente onda de indignação, a municipalidade identificou uma irregularidade na edícula na qual a formiga mantinha suas reservas. Além da multa foi imposta a demolição da construção irregular. Levantamentos posteriores identificaram o não pagamento de IPI. De nada adiantou argumentar com a isenção de IPI para formigas, foi aplicada multa em valor de 200% sobre os valores atrasados – corrigidos monetariamente, além de uma CSLL sobre um lucro inexistente, porém substancial. Segundo o auditor Kofinsky: “Imposto é para ser pago, não para ser contestado”.

A formiga foi considerada detentora de uma grande fortuna, após o exame de suas declarações de bens antes das multas, e, de imediato, foi aplicado o ISF – imposto sobre fortunas, na sua alíquota máxima.

O drama continuou.

Apelos desesperados dirigidos a quem quisesse ouvir – e eram poucos - não surtiram efeito. A formiga decidiu iniciar uma greve da fome – mesmo porque nada lhe restara para comer.

- Isso não passa de provocação – sentenciou a autoridade máxima. Imagine se todos os bandidos resolverem fazer igual!

A residência da formiga amanheceu coberta de pichações. Teve que pagar multa por tê-las permitido. Após a invasão por cigarras sem-teto, só restou à formiga refugiar-se num albergue comunitário. Antes de sucumbir à desnutrição, recebeu um conselho: Relaxe e goze!”. Não houve tempo para a segunda parte, e ela top-top.

Um jornal resolveu, tardiamente, sair em defesa da infeliz representante dos himenópteros operosos, porém teve de calar-se e assim permanecer por centenas de dias, sob a acusação de fazer parte da Imprensa golpista.

Formiglândia vivia a febre de eleições para mandatário máximo. Ninguém ia dar bola para uma formiga congelada.

A candidata favorita é uma cigarra ventríloqua usualmente vestida de vermelho... Seu comitê eleitoral escalou para a coordenação de marketing... a cigarra.

Moral da fábula: você já sabe em quem vai votar em outubro?

 

Alexandru Solomon


TEVÊ À MANIVELA

Bananas is my business

 

Tudo bem que o empréstimo do título aqui corrente seja atribuído à centenária Carmem Miranda, mas que pela lógica da filosofia barata do ´´meu, eu, tal``, ficamos mesmo é divididos com o rascunho da cópia ao criador. Já que a festa continua... então, ´´entrem, sentem-se e fiquem a vontade``. Ou não é a toa que vivemos sempre inspirados no que é alheio, heim? Seja na performance invejada da cinquentinha Madonna ou no beijo grudento da Sandra Bullock direto na beiçola sexy hot da Scarlett Johansson, em pleno palco do MTV Movie Awardis, o roteiro não muda. Sit down please!

Bananas, aliás, no vox popoli das pesquisas feitas sob encomenda = ´´para mais`` e ´´para menos`` – que torra no purgatório de indecisões até mesmo dos mais distantes ouvintes – também não é por menos. Nem por mais, né? Bananas valem mais, isto sim, do que servir no prato raso a tantos Cesares no reino das abobrinhas! (Falamos agora dos abacaxis, numa pseudo-mudança de reinado-lá? Melhor deixar pra outra hora, pois não queremos confundir o fiel (e)leitor às vésperas de primeiro turno). E nada de querer xeretar, na surdina, sobre o mal interpretado ´´Biruta de Aeroporto`` que pode ser escolhido a dedo pela preferência nacional numa melhor de três.

Ora, bem mais que no óbvio do assunto, a enquete vai ser a seguinte: Ou você opta pelo quadradinho 2x1 = ´´D.L`` (de Dilma/Lula), ´´S`` (de Serra) ou pelo ´´M`` (de Marina). O manjado NDA (Nenhuma das alternativas acima) não vale. E anote que ser vice (na ordem dos presidenciáveis), por sorte, ninguém escolhe. Só acolhe, passa ou rejeita. E imagine só de um possível e desatencioso fã clube votar no vice do outro, por pura afinidade, ou como se participasse na disputa de um mero ´´Aprendiz``, do João Dória Jr.! Muito pelo que, ainda, ´´O preço certo``, ops, produzido originalmente pelos E.UA., depois pela empresa holandesa Fremantle Media, e tão bem copiado por aqui, esse a gente paga – ou adivinha – depois. Quando tudo for subindo, subindo...

So what! Business... I love you, Shakira (calma, estou apenas respirando, me inspirando nas curvas colombianas).

Como? Se já ouvimos alguma daquelas vossas excelências pronunciar em bom tom que vai arriscar fazer carreira solo? Durante a história do ´´nunca antes nesse país``, nem pensar. Em dupla, trio, quarteto, o sucesso pode ser melhor garantido, verdade? Que ´´Solamente una vez y nada más`` é só na música dos Les Pregoneros que o Julio Iglesias cantou e que o rei Roberto Carlos também herdou. Quem canta seus males espanta – dizem.

Aliás, nessa prévia de eleições, tome nota ainda que se o plano ´´A`` não der certo, parta imediatamente para o plano ´´B``. Arranje um dossiê, condene a baixaria. Blasfeme, escale o padre Quevedo pra tirar toda urucubaca, diga uhuuu... (Re)venda os ultrapassados clichês, santinhos, folhetins e os memoráveis paquês.

 

 

Invente em um novo reality show! Espie, copie, diga – e pense, principalmente ­– que o original é seu. Foi você quem fez!

Noutro contexto, não querem ressuscitar funcionários ´´espólios``, os legatários, aqueles que podemos atribuir por sinistros? Manhê, eu também quero poder deitar em berço esplêndido! Que o negócio parece ser barato pra caramba! Igual o Sandy/Jr. fala no comercial da televisão.

Agora vamos ter até a tal da ´´Lei da Felicidade``, com direito a tabelas, carências, filas de mão dupla e mais filas. No caso de algum ocupante do banquinho ao lado – ilustremos – sentir-se lesado, tente outra vez. Bolas, se contamos com um ´´Cara`` que deve ter assistido demais ao épico do ´´Homem que sabia demais``, com o James Stewart, 1956 –, haja microfones e karaokês no horário gratuito que se aproxima. Psiu pra que, heim?

Heim? Uma bem fraquinha, pra terminar?, na pegadinha do ´´o que é o que é, dá tapinha nas costas, mas não é alfaiate; adora fazer promessas, mas não é bispo ´Mas-Cedo`, ops; gosta de tomar posse (nos dois sentidos) do que é alheio, finge que não se lembra e diz que é seu``... dou-lhe uma, dou-lhe duas! Não ando em 220 Volts, porém, tô ligado. Em amperes.

Findo o fato, valei-me, isto sim, que o meu voto nesse novo calendário anda mais é inclinado pro PML (Partido da Maria do Livramento). Quanto ao resto, o plágio continua no Universal. Bananas is my business, my friend! Falei e disse.

 


Celso Fernandes

 

Verdades e Mentiras

 

 “Existem verdades que a gente só pode dizer depois de ter conquistado o direito de dizê-las.”

(Jean Cocteau)

 

“Não existe mulher meio-grávida”.

 

Foi desta maneira que meu pai me ensinou que há situações nas quais inexiste o meio-termo. Ou é, ou não é.

Da mesma forma eduquei-me acreditando que a verdade também não admite interpretação dúbia. Como diria um provérbio iídiche, meia-verdade é uma mentira inteira.

Em tempos de crise de valores, quando a integridade, a idoneidade, a dignidade e tantas outras virtudes se despedem, tornando-se peças de museu, artigo raro seja na gestão pública, no mundo corporativo ou nas relações interpessoais, adotamos a verdade com vigor ainda maior. Primeiro, por princípio. E segundo, porque ela sempre vem à tona, cedo ou tarde.

Mas aí, como disse certa vez Luís Fernando Veríssimo, quando a gente acha que sabe todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas.

Escrevi um artigo intitulado “A fragilidade da vida” no qual relato a experiência da descoberta de um câncer que acometeu meu pai. O fato nos foi revelado após exames para diagnosticar o que parecia ser um AVC (acidente vascular cerebral). E durante vários dias vivenciamos um dilema: os familiares sabiam que era um tumor maligno, enquanto meu pai imaginava tratar-se apenas de um breve coágulo no cérebro.

Quando penso em meu pai, sempre me vem à mente uma pessoa ativa, dinâmica, criativa e muito batalhadora. Com pouca instrução, teve a capacidade de promover grandes realizações em sua vida. Proporcionou estudo aos seus cinco filhos e jamais permitiu que algo nos faltasse. Domina a matemática de maneira invejável para muitos estudantes de nível superior. Porém, ao lado de tantos aspectos positivos, há um contraponto tenaz: um terrível hábito de cultivar o pessimismo em momentos de adversidade.

Este aspecto já nos distanciou algumas vezes. Chegamos a trabalhar juntos por alguns anos, mas a divergência entre nossas posturas era objeto constante de conflito. Perante uma vicissitude ou uma oportunidade, eu sempre acreditava que seria possível, que daria certo. Já meu pai partia do pressuposto de que o jogo estava perdido.

Conhecendo este padrão de comportamento eu sabia que o ideal seria omitir a verdade sobre sua doença. Afinal, a cabeça comanda o corpo, de modo que em seu período de maior debilidade física, o melhor seria fazê-lo acreditar que tudo era relativamente simples e passageiro.

 

Contudo, hospitais trabalham com protocolos médicos. E um deles determina que todo paciente deve ser esclarecido com franqueza sobre seu quadro clínico e o tratamento ao qual será submetido. Diante disso, o pneumologista sentenciou: “Ou vocês, familiares, contam a ele o que está se passando, ou contaremos nós”.

Minhas irmãs decidiram por consenso que esta tarefa caberia a mim. E dois dias depois lá estava a sós com meu pai, em seu quarto, ao lado de seu leito. Solicitei-lhe que se sentasse, por um instante, de frente para mim. Segurei-lhe as mãos e reproduzo a seguir um resumo do diálogo que sucedeu:

– Pai, você acredita em Deus?

– Sim, acredito!

– E confia em mim?

– Com toda certeza, meu filho.

– Pois então, seu problema é um pouco mais grave do que imaginávamos...

– Eu já sabia... Mas não me conte. Eu não quero ouvir! Não quero! (virando o rosto)

– Mas eu preciso lhe dizer, porque ou você ouve de mim, ou ouvirá dos médicos. Você está com um tumor no pulmão. É algo raro, ainda mais para quem, como você, nunca fumou. E o coágulo em seu cérebro é uma consequência deste tumor.

– Então estou liquidado...

– Pai, deixe de pensar assim! Há tratamento, há cura, e é por isso que você está aqui, num dos melhores hospitais do país e com ótimos especialistas.

– É verdade? Mas me diga uma coisa, meu filho: isso não é câncer não, certo?

– É pai. É câncer. Tumor e câncer são a mesma coisa. Pouco importa o nome que se dê, mas sim que a medicina está muito evoluída e que juntos vamos sair desta.

Após esta conversa, senti que sua aceitação foi muito positiva. As lágrimas que rolaram foram menos intensas do que se poderia esperar. Mas fundamentalmente notei que ele decidiu abraçar a luta pela vida, em vez de entregar-se à enfermidade.

Eu poderia ter lhe dito que o tumor é maligno. Que seu estágio é avançado, alcançando os dois pulmões e que o edema no cérebro é fruto de uma metástase, caracterizando a evolução da doença. Poderia ter lhe dito que os oncologistas trabalham com expectativa de vida e que a luta não é pela cura, mas pelo que chamam de sobrevida. Mas optei conscientemente pela omissão. E descobri que há circunstâncias em que, sim, cabem meias-verdades. Porque elas aliviam, em lugar de ferir. Porque elas não são um erro, nem tampouco um acerto, mas apenas o adequado. Porque elas podem confortar e promover a esperança. Uma verdade oculta não é uma mentira contumaz.

Nietzsche dizia: “Não pretendo ser feliz, mas verdadeiro”. Abro mão da verdade plena e da minha felicidade, para ver feliz quem amo.

 

Tom Coelho




O www.jornaldamulher.org agradece os e-mails recebidos.

E não se responsabiliza pelo conteúdo já que são assinados pelos autores:

Selecionamos alguns,confira:

e-mail:  João Antonio Pagliosa Pagliosa

 

Filosofia  Indigena:

Numa noite enluarada, o velho Cherokee contou ao seu neto sobre uma batalha que acontece dentro das pessoas.

Ele disse: "Meu filho, dentro de todos nós há batalha entre dois "lobos".

Um é Mau. É a raiva, a inveja, o ciúme, a tristeza, o desgosto, a cobiça, a arrogância, a pena de si mesmo, a culpa, o ressentimento, a inferioridade, as mentiras, o orgulho falso, a superioridade e o ego.
O outro é Bom. É a alegria, a paz, a esperança, a serenidade,  a humildade, a bondade, a benevolência, a empatia, a generosidade, a verdade, a compaixão e a fé."

O neto pensou alguns instantes e perguntou ao avô: "Qual lobo vence?"


O velho Cherokee respondeu: "O que você alimenta."

Meus prezados:  O princípio da sabedoria é o temor a DEUS.  Êle ama a todas as suas criaturas e fica sempre saltitando de alegria com os seus filhos, as suas ovelhinhas que são aqueles que o obedecem.  Entretanto as criaturas  que permanecem no pecado, mentem, enganam e trapaceiam, literalmente estão no sal.  O inimigo (que por ser derrotado objetiva apenas matar , arruinar e destruir) tem controle sobre suas vidas e DEUS permite isso porque as criaturas tem livre árbitrio. 
DEUS ama o pecador mas detesta o pecado.
Reprima a sua carnalidade, isto é, os desejos de sua carne, e você conhecerá um mundo novo..., viverá cheio de entusiasmo e alegria..., como este servo que vos escreve.
Com carinho
João 

Que a benignidade de DEUS manifeste-se sobre os insensatos que crêem estar acima do bem e do mal.  Não possuem controle sobre o pulsar de seu coração e agem como agem.  MISERICÒRDIA!!!

 

João Antonio Pagliosa

Servo quase inútil de DEUS

e-mail:  Ingo Schmidt

 

Copa 2014? Olim piada? Rio 2016

 

Voltando um pouco no tempo, foi inacreditável verificar que mais de  150.000 pessoas torceram e vibraram na praia de Copacabana pela  escolha do Rio para sediar as Olimpíadas de 2016, inacreditavelmente  mesma euforia de quando o Brasil foi escolhido para sediar a copa do  mundo de futebol.

Fico a me perguntar, porque tanta vibração e ufanismo?

O que o povo ganha com isto? A resposta que me vem á cabeça é circo,  uma vez que o pão já é fornecido pelo bolsa esmola, e regredimos  assim, como nunca antes visto na história deste país, algo como 2.000  anos.

Os únicos que tem verdadeiro, mas não éticos motivos para comemorar,  são os políticos, os cumpanheros e os estato empresários, pois com  estes eventos se abrem múltiplas possibilidades de superfaturamentos e  desvios de verbas públicas.

Não podemos esquecer que o Pan no Rio estava orçado em R$ 414 milhões  e acabou custando 9 vezes mais, ou seja, R$ 3,7 bilhões.

A ?olim piada? começou com orçamento de R$ 26,5 bilhões, já passou por  R$ 28 bilhões e atualmente está em R$ 30 bilhões, e a seguir o exemplo  do Pan, a ?olim piada? de lulla acabará custando até 2016 em R$ 237  bilhões.

Com a desculpa da ?olim piada?, o desgoverno lulla está usando a lei  de calamidade pública para poder contratar a vontade, sem concurso  público e sem limitação de cargos ou de tempo de contratação ou de  salários, uma verdadeira bolsa ?olim piada? para a cumpanherada.

Por outro lado, a Copa começa com um orçamento de R$ 33 bi, dos quais  o governo bancará R$ 29 bi, devendo a iniciativa privada entrar com a  diferença de somente R$ 4 bi. A Copa gerará um retorno de impostos de  R$ 16,8 bi, faltando, portanto, R$ 12,2 bi ao governo.

Em 2007 a estimativa de gasto com estádios estava em R$ 1,9 bi, e já  saltou para R$ 5,1 bi, ou seja, em pouco mais de 3 anos já subiu 2,7  vezes.

Só a título de comparação, a Copa de 2010 na África do Sul custou em  sua totalidade R$ 8,4 bi, ou seja, 4 vezes menos.

Como era de se esperar, seguindo a característica deste desgoverno,  todas as obras estão atrasadas, e o próprio ministro de lulla já  advertiu, ?urgência custa caro? e o que normalmente ocorre é a  dispensa das licitações... A seguir o exemplo da Pan, a Copa de lulla  acabará custando R$ 295 bi.

E adivinhe quem pagará toda esta conta estupidamente alta? Obviamente  os idiotas dos pagadores de impostos, quer sejam os pagadores de  impostos diretos ou principalmente os pagadores de impostos indiretos,  ou seja, todo e qualquer residente no Brasil, dentre os quais os  mesmos imbecis que estavam a comemorar na praia de Copacabana, ou que  estão eufóricos com a Copa de 2014.

A exemplo do estrago que a construção de Brasília causou à economia  brasileira, do estrago que a olimpíada de Atenas de 2004 está causando  à Grécia, do estrago que a Eurocopa de 2004 está causando a Portugal,  a Copa e a ?olim piada? de lulla, serão a verdadeira herança maldita.

Não é a toa que o símbolo da copa representa uma pessoa desacorçoada,  escondendo o rosto com a mão em total desespero de causa...

Ingo Schmidt -  Tribuna Nacional
http://www.tribunanacional.com.br/v2

 

e-mail:  Joanna Prado

 

Um dia voce aprende que ...

Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma.
E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança.,
E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão...

Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobre que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida.

Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.

E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.

Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.
Descobre que devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos...

Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto...
Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco
ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.

Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências.

Aprende que paciência requer muita prática.

Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute, quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.

Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiências que se teve, e o que você aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou.

Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.

Descobre que só porque alguém não o ama dojeito que você quer que ame,não significa que esse alguém não sabe amar,contudo, o ama como pode,pois existem pessoas que nos amam,mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém,algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.

Aprende que com a mesma severidade com que julga,você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido,o mundo não pára para que você o conserte.

Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás, portanto, plante seu jardim e decore sua alma,ao invés de esperar que alguém lhe traga flores...

 

Email: Planeta Voluntários

As Três Peneiras

Um rapaz procurou Sócrates e disse-lhe que precisava contar-lhe algo sobre alguém.

Sócrates ergueu os olhos do livro que estava lendo e perguntou:

- O que você vai me contar já passou pelas três peneiras?

- Três peneiras? - indagou o rapaz.

- Sim ! A primeira peneira é a VERDADE. O que você quer me contar dos outros é um fato? Caso tenha ouvido falar, a coisa deve morrer aqui mesmo. Suponhamos que seja verdade. Deve, então, passar pela segunda peneira: a BONDADE. O que você vai contar é uma coisa boa? Ajuda a construir ou destruir o caminho, a fama do próximo? Se o que você quer contar é verdade e é coisa boa, deverá passar ainda pela terceira peneira: a NECESSIDADE. Convém contar? Resolve alguma coisa? Ajuda a comunidade? Pode melhorar o planeta?

Arremata Sócrates:

- Se passou pelas três peneiras, conte !!! Tanto eu, como você e seu irmão iremos nos beneficiar.

Caso contrário, esqueça e enterre tudo. Será uma fofoca a menos para envenenar o ambiente e fomentar a discórdia entre irmãos, colegas do planeta.

Junte-se a nós!!! Você, Instituição ou ONG , Precisando de doações e Voluntários??? Você, voluntário, procurando uma Instituição ou ON ??? Encontre seu apoio agora aqui! Muitas instituições e ONGs necessitam de ajuda de variados tipos mas não sabem onde conseguir.  Interessados podem cadastrar-se e fazer parte do maior banco de dados do Brasil, que cruza informações e viabiliza a ligação entre quem precisa e quem oferece ajuda. Cadastre-se agora !!! Voluntários, acesse: http://www.voluntarios.log7.net -Entidades, acesse: http://www.entidades.log7.net  A maior Rede Social de Voluntários e ONGs do Brasil !!!

 

 


e-mail:  Marli Gonçalves

 

Os cães ladram, as caravanas passam, e as mulheres morrem.

 

Em silêncio ou algazarra, as caravanas passam. Um dia, passam. Foi dramático o momento lamento oco das vuvuzelas tristes, substituindo a rápida toada verde e amarela que ameaçava decolar, mesmo com tudo o que dizia "não, não vá, não vai dar" . Nossos cãezinhos sofreram à toa, em pânico com os estrondos. Nossas mulheres continuaram morrendo horrendamente matadas por homens e paixões, algozes. Como o futebol.

 

O goleiro pode ter matado a mesma dona da trave aberta de onde saiu um gol-menino, seu. A jovem advogada perdeu a vida à beira de uma represa. A adolescente emerge decomposta das águas que há dias acabava com as esperanças. Elas somem de seus caminhos cotidianos para morrer, em emboscadas. Outras, com histórias menos vistosas, foram encontradas aos pedaços, em malas, em valas. E amanhã tem mais. Se for bonita, comoção maior. Deveria ter sido feito isso, aquilo, um monte de coisas. Morreram porque um dia amaram, e deixaram de amar, ou se libertaram dessas paixões que de tão doentias quase matavam. Suas vidas esmiuçadas agora parecem querer mostrar apenas que elas é que procuravam isso.

Mas essas coisas todas, que não deveriam acontecer, existem. E só porque há leis para nos proteger que não são jamais cumpridas, nem o básico. Às vezes até por serem impossíveis - bonitas no papel, com seus capítulos e parágrafos recheados, mas inexequíveis. Falsa sensação essa a de dormir pensando que te deram algo, que todos se vangloriaram, assinaram leis, posaram para fotos, deram entrevistas. Cada vez menos se acredita, ou melhor, nós, mulheres, Marias, da Penha, da Lapa, do Grajaú, de Copacabana, cada vez acreditamos menos em proteção. Reclamar para quem? Para o bispo? De qual igreja? De qual jogo? Quando? Como fantasminha de novela? Quando já não adianta mais nada, já era? Mórrrreu...

Acabo de ler que "em dez anos, dez mulheres foram assassinadas por dia no Brasil. Entre 1997 e 2007, 41.532 mulheres morreram vítimas de homicídio - índice de 4,2 assassinadas por 100 mil habitantes". Índice acima de qualquer padrão, se é que haveria um, a não ser o da desfaçatez e loucura humana - uns subjugando outros. Isso é grave, e o problema da violência doméstica deveria estar em destaque, na boca de quem diz defender a mulher. Mas sempre a preferência é o blábláblá executivo que, de tão geral não faz sentido, ou, de tão específico, só pode estar privilegiando alguém. Nem o boi consegue dormir mais.

Onde estão os Poderes?

Há a lei, legislada, e há o juiz, como o de uma partida de futebol, e como tantos os que vimos em campo, muitos vacilando. Ele precisa ver - se ligar, apitar, gritar, dar um piti - para parar o lance e cobrar a falta. Nossa Justiça precisa ter menos ouvidos moucos. Deveria. Inquéritos mal concluídos, investigações desastrosas ou sensacionalistas, falta de preparo dos investigadores, falta de equipamentos modernos de detecção. E chega um caso atrás do outro. Os grotões do país. A descultura nacional que proporciona e aceita a descompostura masculina como sinal de testosterona.

Você sabe que é uma urgência, porque está na sua pele, em tons roxos. Eles protelam. Se não podem, se ninguém pode dar a proteção necessária, que digam logo: Te vira, dá no pé! Some, senão você pode virar croquete. Antes que qualquer bandeirinha possa levantar a mão. Compre uma arma. Não saia sem o celular, e o GPS, e sem dizer e registrar onde foi. Contrate um segurança.

Melhor: compre um cachorro. Melhor do que esperar gente. Olha essa que foi notícia esta semana - Shirley é uma cachorra, daquelas com rabo e tudo, de verdade, que apenas lambe a menina e salva sua vida. Uma labradora que sabe detectar quando ficam críticos os índices de glicose do sangue, por seu complexo faro. A cachorra sente e começa a lamber a amiga, suas mãos, suas pernas, seus braços. Ela tem de ser rápida no chamar a atenção de todos, são segundos antes que a garota desfaleça. Shirley é uma cachorra treinada, pouquíssimas existem no mundo fazendo essa experiência. Deveriam estar sendo treinados aos milhares para combater a maldita praga da diabetes.

E aí, meninas, o que acham? Poderíamos chegar a uma sofisticação parecida e treinarmos cachorros para que, com seus faros, eles, lindinhos, pudessem nos ajudar a identificar e afastar homens escrotos de nossas vidas! Esses parasitas também devem emitir cheiros diferentes em certas horas de pensamentos maus. Horríveis devem ser esses odores, não perceptíveis pelo nariz de mulheres, especialmente se apaixonadas, especialmente se com filhos, ou se ainda tão jovens que pouco treinadas a identificá-los.

Os cachorros farejam, protegem e fazem muito mais companhia. Saberão lhe confiar mais do seu amor incondicional, mesmo até que você nem os ame tanto. Eles têm sentidos desenvolvidos e mais sensíveis que os nossos. Por isso sofrem tanto mais com o barulho, tanto medo tiveram dos rojões e das vuvuzelas ácidas que descompassaram seus corações recentemente, quando devem ter tentado entrar embaixo de todas as saias, pedindo socorro, sem vergonha de nos parecer frágeis.

Os homens não sabem fazer isso: pedir socorro. Por isso tentam ou matam.

Nós sabemos. Principalmente se for para se defender, ladre, grite. Defenda sua vida. Saia desse mato sem cachorro.

 

São Paulo, segunda metade, 2010.
Marli Gonçalves


e-mail:  
Carta aberta, de Eliane Shinyashiki, para Renato Aragão, o Didi.

 

Quinta, 23 de maio de 2009.

Querido Didi,

 

Há alguns meses você vem me escrevendo pedindo uma doação mensal para enfrentar alguns problemas que comprometem o presente e o futuro de muitas crianças brasileiras. Eu não respondi aos seus apelos (apesar de ter gostado do lápis e das etiquetas com meu Nome para colar nas correspondências)...

Achei que as cartas não deveriam sem endereçadas a mim. Agora, novamente, você me escreve preocupado por eu não ter atendido as suas solicitações. Diante de sua insistência, me senti na obrigação de parar tudo e te escrever uma resposta.

Não foi por 'algum' motivo que não fiz a doação em dinheiro solicitada por você.. São vários os motivos que me levam a não participar de sua campanha altruísta (se eu quisesse poderia escrever umas dez páginas sobre esses motivos). Você diz, em sua última Carta, que enquanto eu a estivesse lendo, uma criança estaria perdendo a chance de se desenvolver e aprender pela falta de investimentos em sua formação.

Didi, não tente me fazer sentir culpada.. Essa jogada publicitária eu conheço muito bem. Esse tipo de texto apelativo pode funcionar com muitas pessoas mas, comigo não. Eu não sou ministra da educação, não ordeno e nem priorizo as despesas das escolas e nem posso obrigar o filho do vizinho a freqüentar as salas de aula. A minha parte eu já venho fazendo desde os 11 anos quando comecei a trabalhar na roça para ajudar meus pais no sustento da minha família. Trabalhei muito e, te garanto, trabalho não Mata ninguém. Muito pelo contrário, faz bem! Estudei na escola da zona rural, fiz Supletivo, estudei à distância e muito antes de ser jornalista e publicitária eu já era uma micro empresária.

Didi, talvez você não tenha noção do quanto o Governo Federal tira do nosso suor para manter a saúde, a educação, a segurança e tudo o mais que o povo brasileiro precisa. Os impostos são muito altos! Sem falar dos Impostos embutidos em cada alimento, em cada produto ou serviço que preciso comprar para o sustento e sobrevivência da minha família.

Eu já pago pela educação duas vezes: pago pela educação na escola pública, através dos impostos, e na escola particular, mensalmente, porque a escola pública não atende com o ensino de qualidade que, acredito, meus dois filhos merecem. Não acho louvável recorrer à sociedade para resolver um problema que nem deveria existir pelo volume de dinheiro arrecadado em nome da educação e de tantos outros problemas sociais.

O que está acontecendo, meu caro Didi, é que os administradores, dessa dinheirama toda, não têm a educação como prioridade. Pois a educação tira a subserviência e esse fato, por si só não interessa aos políticos no poder. Por isso, o dinheiro está saindo pelo ralo, estão jogando fora, ou aplicando muito mal.Para você ter uma idéia, na minha cidade, cada alimentação de um presidiário custa para os cofres públicos R$ 3,82 (três reais e oitenta e dois centavos) enquanto que a merenda de uma criança na escola pública custa R$ 0,20 (vinte centavos)! O governo precisa rever suas prioridades, você não concorda? Você pode ajudar a mudar isso! Não acha?

Você diz em sua Carta que não dá para aceitar que um brasileiro se torne adulto sem compreender um texto simples ou conseguir fazer uma conta de matemática. Concordo com você. É por isso que sua Carta não deveria ser endereçada à minha pessoa. Deveria se endereçada ao Presidente da República. Ele é 'o cara'. Ele tem a chave do Cofre e a vontade política para aplicar os recursos. Eu e mais milhares de pessoas só colocamos o dinheiro lá para que ele faça o que for necessário para melhorar a qualidade de vida das pessoas do país, sem nenhum tipo de distinção ou discriminação. Mas, infelizmente, não é o que acontece...

No último parágrafo da sua Carta, mais uma vez, você joga a responsabilidade para cima de mim dizendo que as crianças precisam da 'minha' doação, que a 'minha' doação faz toda a diferença... Lamento discordar de você Didi. Com o valor da doação mínima, de R$ 15,00, eu posso comprar 12 quilos de arroz para alimentar minha família por um mês ou posso comprar pão para o café da manhã por 10 dias..

Didi, você pode até me chamar de muquirana, não me importo, mas R$ 15,00 eu não vou doar.Minha doação mensal já é muito grande. Se você não sabe, eu faço doações mensais de 27,5% de tudo o que ganho. Isso significa que o governo leva mais de um terço de tudo que eu recebo e posso te garantir que essa grana, se ficasse comigo, seria muito melhor aplicada na qualidade de vida da minha família.

Você sabia que para pagar os impostos eu tenho que dizer não para quase tudo que meus filhos querem ou precisam? Meu filho de 12 anos quer praticar tênis e eu não posso pagar as aulas que são caras demais para nosso padrão de vida. Você acha isso justo? Acredito que não. Você é um homem de bom senso e saberá entender os meus motivos para não colaborar com sua campanha pela educação brasileira.

Outra coisa Didi, mande uma Carta para o Presidente pedindo para ele selecionar melhor os ministros e professores das escolas públicas. Só escolher quem, de fato, tem vocação para ser ministro e para o ensino. Melhorar os salários, desses profissionais, também funciona para que eles tomem gosto pela profissão e vistam, de fato, a camisa da educação. Peça para ele, também, fazer escolas de horário integral, escolas em que as crianças possam além de ler, escrever e fazer contas possa desenvolver dons artísticos, esportivos e habilidades profissionais. Dinheiro para isso tem sim! Diga para ele priorizar a educação e utilizar melhor os recursos.

Bem, você assina suas cartas com o pomposo título de Embaixador Especial do Unicef para Crianças Brasileiras e eu vou me despedindo assinando... Eliane Shinyashiki - Mantenedora Principal dos Dois Filhos que Pari.
P.S.: Não me mande outra carta pedindo dinheiro. Se você mandar, serei obrigada a ser mal-educada: vou rasgá-la antes de abrir.
PS2* Aos otários que doaram para o criança esperança. Fiquem sabendo, as organizações Globo entregam todo o dinheiro arrecadado à UNICEF e recebem um recibo do valor para dedução do seu imposto de renda. Para vocês a Rede Globo anuncia: essa doação não poderá ser deduzida do seu imposto de renda, porque é ela quem o faz.
PS3* E O DINHEIRO DA CPMF QUE PAGAMOS DURANTE  11(ONZE) ANOS?
MELHOROU ALGUMA COISA NA EDUCAÇÃO E NA SAÚDE DURANTE ESSES ANOS?

 


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Manifesto dos Médicos à Nação

 

 Nós, médicos, representados no XII Encontro Nacional de Entidades Médicas (ENEM), de 28 a 30 de julho de 2010, em Brasília, reiteramos nosso compromisso ético com a população brasileira. Neste ano, no qual o futuro do país será decidido pelo voto, apresentamos à nação e aos candidatos às próximas eleições nossa pauta de reivindicações, que necessita ser cumprida urgentemente, para não agravar ainda mais a situação que já atinge setores importantes da assistência em saúde. Esperamos respostas e soluções aos problemas que comprometem os rumos da saúde e da Medicina, contribuindo assim, para a redução de desigualdades, para a promoção do acesso universal aos serviços públicos e para o estabelecimento de condições dignas de trabalho para os médicos e de saúde à população, para que este seja realmente um país de todos.

 

1. É imperioso garantir a aprovação imediata da regulamentação da Emenda Constitucional 29, que vincula recursos nas três esferas de gestão e define o que são gastos em saúde. Esse adiamento causa danos ao Sistema Único de Saúde (SUS) e compromete sua sobrevivência.

 

2. O Governo Federal deve assegurar que os avanços anunciados pela área econômica tenham repercussão direta no reforço das políticas sociais, particularmente na área da saúde, que sofre com a falta crônica de recursos, gestão não profissionalizada e precarização dos recursos humanos.

 

3. São urgentes os investimentos públicos em todos os níveis de assistência (atenção básica, média e alta complexidade) e prevenção no SUS. O país precisa acabar com as filas de espera por consultas, exames e cirurgias, com o sucateamento dos hospitais e o estrangulamento das urgências e emergências, além de redirecionar a formação médica de acordo com as necessidades brasileiras.

 

4. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) precisa assumir seu papel legítimo de espaço de regulação entre empresas, profissionais e a população para evitar distorções que penalizam, sobretudo, o paciente. A defasagem nos honorários, as restrições de atendimento, os descredenciamentos unilaterais, os “pacotes” com valores prefixados e a baixa remuneração trazem insegurança e desqualificam o atendimento.

 

5. O papel do médico dentro do SUS deve ser repensado a partir do estabelecimento de políticas de recursos humanos que garantam condições de trabalho, educação continuada e remuneração adequada.

 

6. A proposta de criação da Carreira de Estado do Médico deve ser implementada, como parte de uma necessária política pública de saúde, para melhorar o acesso da população aos atendimentos médicos, especialmente no interior e em zonas urbanas de difícil provimento. No Brasil, não há falta de médicos, mas concentração de profissionais pela ausência de políticas – como esta – que estimulem a fixação nos vazios assistenciais, garantindo a equidade no cuidado de Norte a Sul.

 

7. A qualificação da assistência pelo resgate da valorização dos médicos deve permear outras ações da gestão nas esferas pública e privada. Tal cuidado visa eliminar distorções, como contratos precários, inexistência de vínculos, sobrecarga de trabalho e ausência de estrutura mínima para oferecer o atendimento ao qual o cidadão merece e tem direito.

 

8. Atentos ao futuro e à qualidade do exercício da Medicina, exigimos aprofundar as medidas para coibir a abertura indiscriminada de novos cursos, sem condições de funcionamento, que colocam a saúde da população em risco. De forma complementar, é preciso assegurar que a revalidação de diplomas obtidos no exterior seja idônea e sem favorecimentos, assim como oferecer a todos os egressos de escolas brasileiras vagas em Residência Médica, qualificadas pela Comissão Nacional de Residência Medica (CNMR), entidades médicas e sociedades de especialidade.

 

9. Num país de extensões continentais, torna-se imperativo trabalhar pela elaboração de políticas e programas de saúde que contemplem as diversidades regionais, sociais, étnicas e de gênero, entre outras, garantindo a todos os brasileiros acesso universal, integral e equânime à assistência, embasados na eficiência e na eficácia dos serviços oferecidos, convergindo em definições claras de políticas de Estado para a saúde.

 

Preocupados com o contexto da Saúde no Brasil e com o descumprimento de suas diretrizes e princípios constitucionais, nós, médicos, alertamos aos governos sobre seus compromissos com a saúde do povo brasileiro.

 

 

 

Associação Médica Brasileira(AMB) / Conselho Federal De Medicina (CFM)/  Federação Nacional Dos Médicos (Fenam)


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Magistrados punidos por corrupção, mas bem pagos...

 Extraído de: Espaço Vital  

 

Acusados de vender sentenças para a máfia dos caça-níqueis, o ministro do STJ Paulo Geraldo Medina e o ex-vice-presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região José Eduardo Carreira Alvim receberam ontem (3) a mais alta punição administrativa da magistratura: foram aposentados compulsoriamente. No caso, com direito a salário integral. As primeiras iunformações já tinham sido disponibilizadas pelo Espaço Vital às 15h30 - minutos depoiss da conclusão do julgamento feito no CNJ.

Medina receberá mensalmente R$ 25.386,97, enquanto Alvim se afasta com uma remuneração mensal de R$ 24.117,62. Esta foi a primeira vez que o Conselho Nacional de Justiça, criado em 2005, julgou e condenou um ministro do STJ.

Em decisão unânime, os 15 conselheiros entenderam que os dois magistrados - que também estão sendo processados no STF por corrupção e prevaricação - desrespeitaram a Lei Orgânica da Magistratura, que determina a manutenção de conduta irrepreensível na vida pública e particular.

Segundo o Ministério Público Federal, Medina e Alvim negociaram a liberação de 900 máquinas caça-níqueis, apreendidas pela PF em Niterói, em 2005. O ministro, segundo a denúncia do MPF, teria recebido R$ 1 milhão, por intermédio de seu irmão, o advogado Virgílio Medina, para conceder liminar liberando o equipamento.

O desembargador Alvim aparece em interceptações telefônicas, autorizadas pela Justiça, conversando com os beneficiários de suas decisões. Para o MP, Alvim tinha uma relação venal com a quadrilha.

O corregedor nacional de Justiça, ministro Gilson Dipp, relator do caso, disse que a punição administrativa é cabível mesmo que os magistrados ainda não tenham sido julgados pelo STF. Para Dipp, os autos do processo criminal indicam que ambos não atenderam uma regra da imparcialidade: "as revelações colhidas neste processo administrativo-disciplinar não foram explicadas ou afastadas pelos magistrados, configurando comportamento da maior gravidade, pois todo cidadão tem o direito de ser julgado por um juiz de reputação ilibada".

O relator lembrou outros dois episódios que complicaram Medina. Ele aparece nas gravações antecipando o resultado de um habeas corpus para um advogado. Em outro caso, o ministro oferece facilidades para um candidato ao concurso de juiz no Paraná.

Medina é magistrado de carreira, ex-presidente, sucessivamente, de três entidades de classe (Associação dos Magistrados Mineiros - Amagis, de 1993 a 1995; Associação dos Magistrados Brasileiros - AMB, de 1995 a 1997; e Federação Latino-Americana de Magistrados - FLAM - de 1997 a 1999). Ele tornou-se ministro do STJ em meados de 2001 - nomeado pelo presidente FHC.

Autor de diversos artigos publicados em revistas e periódicos especializados, Medina também escreveu o livro "Cidadania só com Justiça", sobre as relações do Poder Judiciário com o poder político e a sociedade.

 

PEC demorada

O fim da aposentadoria compulsória para magistrados punidos administrativamente está sendo discutida no Congresso há três anos.

Uma proposta de Emenda Constitucional, apresentada pelo deputado Raul Jungmann (PPS-PE), está em tramitação na Câmara dos Deputados, sem data prevista para votação em plenário.

 

Contrapontos

O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, que defende o ministro, disse que as acusações são infundadas: "Não há nada gravado, em lugar nenhum. Espantou-me muito que o relator tenha usado elementos fora dos autos para criar o ambiente de envolvimento do ministro com as irregularidades".

Ele disse que vai conversar com seu cliente para saber se ele pretende a interposição de recurso ao STF.

A advogada Luciana Carreira Alvim Cabral, que defende o desembargador Alvim, também negou as acusações e informou que vai recorrer ao STF.


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O Direito e o Direito a Burrice

           

 Longe de mim recusar o direito à burrice. O que deve ser negado é a burrice ao Direito. O Direito afeta o conjunto da sociedade, exigindo, portanto, cuidadosa aplicação da inteligência no sentido da Razão. É preciso protegê-lo da burrice.

Há alguns meses, após palestra a alunos de uma Faculdade de Direito, ouvi de um estudante candente manifestação de apoio à invasão de terras e à ação do MST. Ora, nos cursos de Direito formam-se profissionais cuja atividade mais comum será a de defender interesses de seus constituintes no contexto do emaranhado legal do país. Essa e outras atividades que compõe o cotidiano dos operadores do Direito se desenvolvem em torno de uma coisa chamada “processo”. O devido processo. Ele é o meio dentro do qual se movem os profissionais do Direito e o aparelho judiciário. Sem ele não podem operar as partes nem decidir os magistrados.  Portanto, expliquei ao rapaz, a menos que se deseje condenar à miséria os diplomados nas carreiras jurídicas, transferindo prestígio e renda para as profissões de pistoleiro e capanga, seria prudente – para dizer o mínimo – rever sua posição. Um bom advogado deve ser intransigente defensor do devido processo!

É provável que de nada tenha adiantado o que eu disse. Certas ideologias envolvem a razão num casulo e obliteram o entendimento. Faça a experiência, entre num site ou blog de esquerda que tenha espaço para interatividade e tente argumentar contra alguma ideia ali exposta. Eu fiz isso ontem. Pesquisando sobre o PNDH-3 (aquele decreto federal sobre direitos humanos para o qual Lula e Dilma fizeram a maior festa, e depois alegaram desconhecer seu conteúdo) deparei-me com um artigo que me interessou. O autor, formado em Direito, defendia o decreto presidencial e, em particular, apoiava aquela mediação que pretende tornar obrigatória a audiência a “organizações da sociedade” como condição prévia à concessão de liminar para reintegração de posse em casos de invasão de propriedade. O decreto propõe que o juiz, quando isso ocorrer, só possa deliberar após ouvir certas organizações militantes, em reunião conjunta com os invasores e o invadido. Uma zorra na vara!

Lendo o referido artigo no blog de um advogado, adicionei ali uma observação mostrando que essa exigência cerceava a atividade jurisdicional, colocava em pé de igualdade o invadido e o invasor, trazia para dar palpites no processo partes que nada tinham a ver com ele e estabelecia mediação onde não havia o que mediar. Foi o que bastou para que o responsável pelo blog viesse em socorro à minha ignorância com um argumento tão arrasador que o fez sentir-se autorizado a tirar sarro da minha cara. Disse ele, literalmente: “Leia a Constituição. Ela estabelece a função social da propriedade, hehehe”.

E eu fiquei sem saber – hehehe – o que uma coisa tinha a ver com a outra. A função social da propriedade é um princípio, não é autorização para que um bem possa ser tomado ao bel-prazer de quem o pretenda ter para si. No entanto, nada há de desmesurado na burrice do cavalheiro esse do hehehe. É exatamente assim que pensam os autores do PNDH-3 e todos os participantes do Congresso Nacional do PT que ungiram com a bênção partidária a totalidade do lamentável calhamaço. O direito à burrice é como a anistia – amplo, geral e irrestrito. O que precisamos é proteger da burrice o Direito.

 

 

 Percival Puggina

 


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