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Precisa-se de sangue e plaquetas!
Hemonúcleo Regional de Jaú pede ajuda da população;
veja o que é preciso para doar sangue
Estoques de sangue e plaquetas muito
abaixo do necessário para a segurança na distribuição
de hemocomponentes para os serviços atendidos.
Cirurgias a ponto de serem desmarcadas. Vidas em
risco. Mal o ano começou e os hemocentros sofrem com a
falta de doadores. Pouco expressivas em épocas do ano
como o inverno, férias escolares e festas de final de
ano - cerca de 30% abaixo do necessário, as doações no
Hemonúcleo Regional de Jahu (SP) no mês de janeiro
estão ainda mais tímidas e a unidade pede ajuda.
Responsável pela distribuição de sangue para nove
municípios e 11 hospitais da região, o Hemonúcleo é um
dos centros que passam por problemas com a baixa dos
estoques e faz apelo por doações, especialmente de
plaquetas.
O
coordenador técnico Francisco Martins da Costa Filho
explica que o caráter constante de urgência para
captação de sangue do local se dá em virtude da
demanda: entre os hospitais que atende esta o Hospital
Amaral Carvalho (HAC) que é o que mais utiliza bolsas
de sangue, pois trata pacientes que fazem
quimioterapia e transplante de medula óssea e, por
isso, precisam de mais transfusões.
A doação
Para Francisco, doadores de sangue
são sujeitos especiais, movidos pelo desejo de ajudar
a salvar vidas de pessoas que na maioria das vezes nem
conhecem. "Dispensando apenas 25 minutos (em média)
para doar um pouco de seu sangue, o doador ajuda a
salvar a vida de até três pacientes diferentes",
esclarece. Isso mesmo. Em uma só doação - cerca de 450
ml de sangue, o material é fracionado em três
hemocomponentes: plaquetas, plasma e hemácias.
Mas,
mesmo sabendo que a doação pode salvar vidas, muitas
pessoas não doam sangue por comodismo ou até medo.
"Será que vai doer? Eu vou passar mal?". Francisco
afirma que a doação é um ato seguro e praticamente
indolor, não traz nenhum prejuízo ou consequência à
saúde do doador, não o obriga a doar sangue para o
resto da vida, não engrossa o sangue e não aumenta a
pressão. "Qualquer pessoa pode doar, basta seguir os
requisitos básicos", diz.
Para doar é preciso:
Estar em boas condições de saúde e
descanso;
Ter entre 16 e 67 anos (menores de
18 podem doar acompanhados de um dos pais ou
responsável legal. Maiores de 65 anos só podem doar se
já doaram antes dos 60 anos);
Pesar no mínimo 50 kg;
Estar alimentado (mas evite ingerir
alimentos gordurosos);
Apresentar documento oficial de
identidade com foto;
Não ter tido hepatite após os 10
anos de idade;
Não estar utilizando medicamentos;
Não estar resfriado ou com gripe;
Não ter tido doença de Chagas,
Sífilis, Malária ou ser soropositivo de AIDS;
Não ter feito tatuagem ou colocado
piercing nos últimos 12 meses;
Se mulher, não estar grávida ou
amamentando.

Serviço
Hemonúcleo Regional de Jahu - HAC
Rua Dona Silvéria, 150 - Jaú / SP
Informações: (14) 3602-1355 ou
3602-1356
Horário de atendimento: Segundas,
terças, quintas e sextas-feiras, das 7h30 às 12h e das
14h às 16h30.
Quartas-feiras, das 7h30 às 12h e
das 14h às 20h.
Sábados, das 7h30 às 12h.
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SP inicia ‘força-tarefa’ para vacinar 5,8 milhões de
paulistas contra hepatite B
A partir deste ano a imunização pelo SUS foi ampliada
para a população com até 29 anos de idade
A Secretaria de Estado da Saúde de
São Paulo inicia nesta semana uma “força-tarefa” em
todo o Estado para imunizar cerca de 5,8 milhões de
paulistas contra a hepatite B.
A
vacina, que estava disponível até o ano passado para a
população desde o nascimento até 24 anos de idade,
agora também será oferecida gratuitamente, pelo SUS
(Sistema Único de Saúde) às 3,7 milhões de pessoas que
possuem entre 25 e 29 anos em todo o Estado (veja
abaixo lista por região). Outros 2,1 milhões de
paulistas com até 24 anos ainda não completaram o
esquema completo de três doses para imunização contra
a doença.
O
objetivo desta intensificação nos meses de janeiro e
fevereiro é aproveitar o período de férias escolares
para imunizar a população contra a doença,
principalmente os adolescentes com idades entre 15 e
19 anos. Dados da Secretaria apontam que um em cada
três paulistas nesta faixa etária ainda não foi
imunizado contra a hepatite B, apesar de a vacina
estar disponível gratuitamente nos postos de saúde.
“A
vacina é a melhor forma de prevenção contra a hepatite
B. Por isso é muito importante que as pessoas
aproveitem o período de férias para ir ao posto de
saúde e colocar a carteira em dia, especialmente os
adolescentes entre 15 e 19 anos.”, afirma Helena Sato,
diretora de Imunização da Secretaria de Estado da
Saúde.
Os
postos de saúde funcionam de segunda a sexta-feira,
das 8h às 17h. Além da população com até 29 anos de
idade, a vacina contra hepatite B está disponível
gratuitamente para grupos considerados de risco, como
profissionais do sexo, homens que fazem sexo com
homens, usuários de drogas injetáveis, manicures,
podólogos e profissionais de saúde, entre outros.
Para
ficar completamente protegido contra a doença é
preciso tomar três doses da vacina. A segunda dose
acontece um mês depois da inicial. A terceira, após
seis meses. A Secretaria entrou em contato com as
administrações municipais para que a vacinação seja
reforçada nos próximos dois meses
População-alvo *
|
Região |
01 a 29 anos |
|
Capital |
1.881.133 |
|
Grande ABC |
394.927 |
|
Alto Tietê e Guarulhos
|
417.134 |
|
Franco da Rocha |
92.759 |
|
Osasco |
429.774 |
|
Araçatuba |
76.129 |
|
Araraquara |
108.323 |
|
Assis |
50.024 |
|
Barretos |
45.481 |
|
Bauru |
128.468 |
|
Botucatu |
53.468 |
|
Campinas |
579.238 |
|
Franca |
71.240 |
|
Marília |
61.261 |
|
Piracicaba |
173.330 |
|
Presidente Prudente |
67.845 |
|
Vale do Ribeira |
22.141 |
|
Ribeirão Preto |
167.763 |
|
Santos |
179.041 |
|
São João da Boa Vista |
78.835 |
|
Vale do Paraíba e Litoral Norte |
269.193 |
|
São José do Rio Preto |
167.619 |
|
Sorocaba |
289.906 |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
* O
cálculo desconsidera o número de pessoas já imunizadas
com as três doses da vacina
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SP alerta para o aumento de casos de lesão medular por
mergulho durante o Verão
Saltos mal avaliados em rios, piscinas e mar podem
causar paraplegia ou tetraplegia; jovens são as
maiores vítimas
Levantamento do Instituto de
Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da
FMUSP, ligado à Secretaria de Estado da Saúde, aponta
que, durante o Verão, o mergulho em água rasa sofre um
aumento no número de casos, passando da quarta para a
segunda causa de lesão medular.
Segundo
o ortopedista Alexandre Fogaça, a cada semana cerca de
dez pessoas ficam paraplégicas ou tetraplégicas em
consequência desta prática recreativa em todo o país.
Saltos
mal avaliados em rios, piscinas e mar são muito comuns
nesta época do ano. “Geralmente este tipo de acidente
está relacionado ao uso de álcool e drogas que deixam
os usuários sem noção do perigo”, diz Fogaça.
Entre
as vítimas deste tipo de acidente 90% são jovens, na
faixa etária dos 10 aos 25 anos. A queda num local
raso com o alto da cabeça faz com que o pescoço se
dobre e o resto do corpo continue a se mover, causando
a fratura de uma ou mais vértebras.
Dos
pacientes atendidos na ortopedia do HC com lesão
medular causada por um mergulho mal calculado, 66% têm
dano neurológico e levam sequelas para o resto da
vida. “O mais alarmante, é que são jovens com uma vida
pela frente”, ressalta o ortopedista.
“Antes
de dar um mergulho é preciso conhecer o local e a
profundidade de onde se vai nadar. Procurar fazer o
primeiro mergulho de pé para ter maior amortecimento
do impacto, evitar brincadeiras de empurrar amigos
para dentro de lagos, rios, piscinas e,
principalmente, não consumir drogas ou álcool antes da
recreação”, orienta Alexandre Fogaça.
Agência HC de Notícias
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Óculos 3D sem higienização são risco de disseminação
de vírus e bactérias
Brasília – A proliferação de filmes
produzidos em três dimensões para a telona exige
atenção com a higienização dos óculos, sobretudo do
usuário, para que a diversão não vire um transtorno e
o espectador fique mais envolvido com problemas nos
olhos do que pelos efeitos tridimensionais do filme,
alerta o oftalmologista Canrobert Oliveira, do
Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB).
Em São
Paulo a Fundação Procon considerou descumprida a Lei
Estadual nº. 14.472/2011 e autuou seis cinemas de
shoppings da Grande São Paulo. Esta Lei trata da
obrigatoriedade de higienização dos óculos utilizados
na exibição de filmes em terceira dimensão (3D) e
determina que os óculos devem ser embalados
individualmente em plástico estéril com fechamento à
vácuo. Além disso, nos locais onde os óculos forem
distribuídos deverá ser afixado cartaz com o seguinte
informe: "Óculos higienizados nos termos da Lei
Estadual nº. 14.472/2011".
Canrobert aconselha pais e crianças a, pelo menos,
limparem com álcool em gel os óculos que recebem na
porta do cinema para ver em três dimensões. É preciso
tomar precauções , frisa.
Conjuntivite
- O uso dos óculos são fundamentais para que se
obtenha a sensação de tridimensionalidade proposta
pela produção cinematográfica, mas ao passar de rosto
em rosto e de mão em mão a cada sessão, podem estar
disseminando agentes viróticos e bacterianos. Há
pessoas com cílios tão grandes, os quais podem estar
contaminados, e ao rasparem nas lentes transmitem
problemas para o próximo usuário. “Todos sabemos que
uma pessoa ao falar, tossir ou espirrar expele
gotículas de secreção que respingam nos óculos, sem
falar nas mãos contaminadas que os pegam, pois nem
todos incorporaram os cuidados recomendados, por meio
da imprensa e dos órgãos de vigilância sanitária”,
comenta. Outros, ainda, mesmo atendendo as orientações
de cuidados após tocarem em botões de elevador,
dinheiro, maçanetas de carros e portas, podem,
desatentos, coçar os olhos com as mãos contaminadas,
alerta ao frisar que “óculos não são artigos para
passar de mão em mão, de rosto em rosto”.
Canrobert chama a atenção ainda para aqueles
espectadores que acostumados a morder a haste dos
óculos fazem o mesmo com o equipamento entregue no
cinema, “outra forma de contaminação”.
Uma
forma de amenizar os riscos é carregar um lenço e um
recipiente com álcool em gel para higienizar os óculos
antes de usá-los, mas mesmo assim, não é a prática que
queremos, adverte Canrobert.
Pessoas
que usam óculos de correção refrativa e colocam os
destinados para assistir os filmes em 3D por cima,
podem estar parcialmente mais protegidas, mas também,
não há garantia e nem é a condição de todos os
espectadores. “Eu não gostaria de usar óculos de uso
comum para me divertir no cinema”, posiciona-se o
médico do HOB.
Inflamação - A conjuntivite virótica é agressiva e por
vezes deixa sequelas irreversíveis. Trata-se de uma
inflamação da conjuntiva (fina membrana de tecido
epitelial que recobre a córnea e a esclera - parte
branca do olho).
A
conjuntivite é suspeita quando sintomas como sensação
de areia nos olhos, ardência, vermelhidão, fotofobia,
lacrimejamento e inchaço das pálpebras ocorrem. A
primeira providência do médico é afastar o paciente
das funções diárias. O tempo para a cura da inflamação
pode durar semanas.
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Ligações ao Disk-Aids ‘explodem’ após Carnaval
Número de contatos ao serviço estadual foi 60% maior
no período pós-folia; testes de HIV também aumentam
A procura de paulistas com dúvidas
sobre Doenças Sexualmente Transmissíveis e locais que
fazem testes de HIV chega a crescer 60% logo após o
Carnaval. É o que aponta balanço da Secretaria de
Estado da Saúde com base nos dados do Disk-Aids,
serviço telefônico gratuito da pasta para orientações
à população.
Em
janeiro de 2010, foram registrados 405 atendimentos.
No período de um mês após o carnaval naquele ano, o
número de atendimentos subiu para 659.
No
Centro de Referência em DST/Aids, unidade estadual na
zona sul de São Paulo, também foi registrado, no ano
passado, aumento de 39% no número de pessoas que
fizeram o teste de HIV após o Carnaval: de 336 em
janeiro para 467 em março.
“O
aumento na procura pelo Disk-Aids e pelos testes
demonstra a importância de se divulgar esses serviços.
Com orientação, a pessoa consegue ter um
encaminhamento correto para cada situação vivida”
explica Maria Clara Gianna, diretora do Centro de
Referência e Treinamento em DST/AIDS.
O
Disque DST/Aids é um serviço de utilidade pública
oferecido pela Secretaria de Estado da Saúde desde
1983. Foi o primeiro serviço desta natureza na América
Latina e a primeira resposta governamental para o
enfrentamento da epidemia no início da década de 80.
Desde
1998 o serviço Disque DST/Aids passou a ser um canal
gratuito (0800 16 25 50) de escuta, acesso à
informação, orientação e aconselhamento sobre práticas
de sexo seguro, serviços especializados para
realização de teste anti-HIV e instituições
governamentais e não governamentais que atuam na
defesa dos direitos dos portadores de DST/HIV/Aids.
O
Disque DST/Aids funciona de segunda a sexta-feira das
8h às 18h. Não haverá atendimento durante o feriado de
Carnaval.
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Saúde alerta para cuidados com ar condicionado no
verão
Sensação de bem-estar com temperatura mais amena pode
acarretar doenças respiratórias; evitar mudanças
bruscas de temperatura é fundamental
Começou o verão, o mês mais quente
do ano, e a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo
faz um alerta sobre cuidados com o ar condicionado e
ambientes climatizados.
A
sensação de bem-estar, com temperatura mais amenas,
pode oferecer riscos à saúde, principalmente em
pessoas com problemas respiratórios.
O ideal
é evitar mudanças bruscas de temperatura e exposição
excessiva ao ambiente mais “frio”, e estar atento à
adequada regulação dos aparelhos de ar condicionado,
seja no carro, no trabalho, em casa ou em outros
locais.
“Se em
ambiente externo a temperatura estiver em torno de 38
graus, o ideal é que a temperatura do ar condicionado
seja regulada em torno de 23 ºC. Além de agradável,
evitará um contraste ainda maior em relação ao
ambiente externo”, alerta Fábio Pereira Muchão,
pneumologista do AME (Ambulatório Médico de
Especialidades) “Dr. Luiz Roberto Barradas Barata”,
unidade da Secretaria no bairro de Heliópolis.
Para os
casos em que não é possível garantir esta equivalência
térmica, o médico recomenda que, antes de sair do
ambiente “frio”, a grade do aparelho seja ajustada à
temperatura ambiente, evitando assim um choque
térmico.
Outro
alerta importante do pneumologista se refere à
manutenção do aparelho. “Trocas periódicas de filtros
são imprescindíveis, pois em ambiente fechado pode
ocorrer propagação de vírus e bactérias, caso haja
alguma pessoa doente”, destaca.
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Nefrologistas alertam para os riscos de doenças renais
no período de chuvas e inundações
A água contaminada das enchentes representa um grande
risco à saúde. Ela traz vários tipos de doenças, como
a leptospirose e, consequentemente, a insuficiência
renal aguda, com elevadas taxas de mortalidade no
país.
As chuvas e inundações que atingem
algumas regiões do país nesta época do ano podem
representar um grande risco à saúde da população. A
água das enchentes coloca diversos agentes infecciosos
em contato com as pessoas. Há diferentes tipos de
doenças causadas por uma variedade de bactérias,
vírus, protozoários e parasitas, agentes que são
carregados pelas águas e propiciam o surgimento de
vários males. Algumas doenças têm sua ocorrência
aumentada neste período. A mais grave pela sua alta
mortalidade é a leptospirose. Atualmente, a
porcentagem de óbitos por consequência da doença
ocorre em 10% a 15% dos casos. "Desse total, 80% dos
pacientes têm insuficiência renal aguda" revela o
nefrologista Lúcio Roberto Requião Moura, diretor da
Sociedade Brasileira de Nefrologia. Segundo ele, não
há dados brasileiros sobre o aumento de lesão renal
aguda na época das enchentes. Mas pesquisas
desenvolvidas em países como Taiwan, Índia e Peru
demonstram essa relação.
A
leptospirose é uma doença infecciosa causada pela
bactéria Leptospira interrogans presente na urina de
ratos que, com as chuvas, se mistura às águas de
valetas, lagoas e cavas. Essa bactéria penetra no
corpo humano através de pequenos ferimentos na pele e
pelo contato do líquido com a mucosa oral ou com o
aparelho digestivo, ao se ingerir a água ou alimentos
contaminados. As fontes de água potável também correm
risco de contaminação.
Os
primeiros sinais da doença são febre alta, mal-estar,
dores de cabeça constantes e intensas, dores pelo
corpo, principalmente na panturrilha (barriga da
perna), cansaço e calafrios. Também são frequentes
dores abdominais, náuseas, vômitos, diarréia e
desidratação. É comum que os olhos fiquem amarelados.
Em algumas pessoas os sintomas reaparecem após dois ou
três dias de aparente melhora, podendo evoluir para um
quadro grave de insuficiência renal e respiratória.
O
período de incubação da doença é, em média, de dez
dias após o contato com a água contaminada. Assim, a
doença só poderá ser detectada com maior segurança com
a realização de exames laboratoriais feitos com o
aparecimento dos sintomas, quando o médico deve ser
procurado, para poder iniciar o tratamento
precocemente.
Outra
doença que pode levar a complicações renais graves é a
Síndrome hemolítico-urêmica, que atinge especialmente
crianças. Em 90% dos casos, ela está associada a uma
toxina produzida pela bactéria Escherichia coli e, em
geral, infecta gatos e outros pequenos mamíferos, que
eliminam a toxina pelas fezes, podendo ser transmitida
por alimentos e água contaminada. "É uma doença grave,
manifestada por febre, dor abdominal, vômitos e
diarréia, levando a alterações no sangue, como anemia,
predisposição a sangramentos e lesão renal aguda, com
necessidade de diálise", afirma o nefrologista.
Cuidados importantes para evitar as doenças
Em
casos de enchentes as pessoas devem permanecer o menor
tempo possível em contato com a água. Se isso for
impossível, as mãos e os pés devem ser protegidos por
botas e luvas. Se isso também não for possível pode-se
improvisar proteção amarrando os pés e as mãos com
sacos de plástico (desde que não estejam furados).
A lama
das enchentes tem alto poder infectante. Ela adere aos
móveis, paredes e chão. Recomenda-se tirar essa lama,
também com pés e mãos protegidos. O local deve ser
lavado e desinfetado com água sanitária. O Ministério
da Saúde recomenda usar um copo de água sanitária em
20 litros de água.
É muito
importante o cuidado com os alimentos, que também
podem ser contaminados. Frutas e legumes crus devem
ser lavados com água e um pouco de água sanitária.
Recomenda-se lavar sempre as mãos, com sabão e água
limpa, antes de manipular os alimentos.
As
enchentes podem contaminar ainda o sistema doméstico
de armazenamento de água. Por isso, uma das primeiras
providências deve ser a de desinfetar os reservatórios
de água, mesmo quando não tenham sido atingidos
diretamente pela água da enchente. O motivo é que a
rede de distribuição de água pode apresentar
vazamentos que permitem a entrada de água poluída,
contaminando os reservatórios domésticos.
Sociedade Brasileira de Nefrologia
Fundada
no dia 02 de agosto de 1960, a Sociedade Brasileira de
Nefrologia conta hoje com 3.100 associados em todo o
país. O objetivo da entidade é congregar médicos e
profissionais da saúde em torno da nefrologia,
promovendo o crescimento da especialidade, por meio do
apoio aos profissionais, o incentivo a projetos
científicos e educacionais, colaboração com as
demandas das sociedades médicas afins e com as
demandas governamentais, no sentido de garantir à
sociedade universalização do acesso à saúde renal.
Fonte: Lúcio Roberto Requião Moura - diretor da
Sociedade Brasileira de Nefrologia
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SP ganha centro público de pesquisa clínica em câncer
Unidade, no Icesp, permitirá quadruplicar número de
estudos de novos medicamentos; hospital atinge marca
de 1 milhão de procedimentos
A Secretaria de Estado da Saúde de
São Paulo entregou nesta terça-feira, 10 de janeiro,
um moderno centro público de pesquisa clínica em
oncologia. A unidade fica no Instituto do Câncer do
Estado de São Paulo (Icesp) Octavio Frias de Oliveira,
que acaba de ultrapassar a marca de um milhão de
procedimentos na área.
O
laboratório montado no 12º andar hospital permitirá
multiplicar o número de pesquisas de novos
medicamentos e estratégias de tratamentos contra o
câncer que possam ser mais eficazes e menos
agressivos.
Com cerca de 80 profissionais, centrífugas, geladeiras
e poltronas especiais de quimioterapia, o setor de
pesquisas clínicas do Icesp centralizará todo o
trabalho realizado na instituição. Todos os processos
terão liugar em um único local, melhorando o fluxo de
informações e a qualidade dos estudos.
A área
de pesquisa clínica do Icesp tem importante papel de
responsabilidade social de suporte ao tratamento,
sendo uma alternativa ao paciente que não tem boas
opções com terapias convencionais. Hoje, 240 pacientes
participam a cada ano de estudos realizados pelo
hospital. Com o novo centro esse número deverá
ultrapassar 500.
“Ampliar as chances de cura e sobrevida de pacientes
com câncer passa obrigatoriamente pela pesquisa de
novos compostos e tratamentos que possam dar respostas
mais eficazes. Este novo centro nos permitirá avançar
ainda mais nesta área”, afirma o oncologista Paulo
Hoff, diretor geral do Icesp.
Hospital-dia
O Icesp
também ganha nesta terça-feira um hospital-dia com 22
leitos, para prestar atendimento e assistência aos
pacientes que serão submetidos a procedimentos
terapêuticos, pequenas cirurgias e aqueles que
necessitam de observação de até 12 horas.
A
unidade, no mesmo andar do centro de pesquisas
clínicas, irá proporcionar melhor gestão dos leitos de
internação clínica e cirúrgica, possibilitando ampliar
o atendimento, além de permitir ao paciente permanecer
mais tempo com a família.
Até o
final deste ano o Hospital-Dia do Icesp passará a
contar com mais 23 leitos, totalizando 45. O
investimento no laboratório e no Hospital-Dia foi de
R$ 2,1 milhões.
O
Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, inaugurado
em maio de 2008, recebe anualmente cerca de 15 mil
casos novos de câncer, atendidos gratuitamente, pelo
SUS (Sistema Único de Saúde). É o maior hospital
especializado em oncologia da América Latina.
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Unifesp recruta voluntários
A Universidade Federal de São Paulo
(Unifesp), reconhecida pelo desenvolvimento de
pesquisas e estudos científicos, oferece vagas para
voluntários nas seguintes áreas:
01 - Meditação e Tdah
O
Departamento de Psicobiologia recruta pacientes com
diagnóstico médico de Transtorno do Déficit de Atenção
(TDAH) para participarem de uma Pesquisa com duração
de dez semanas que visa investigar os efeitos da
prática da meditação com atenção plena e de tratamento
psicoterápico cognitivo-comportamental (TCC) sobre a
atenção, o humor e a qualidade de vida.
Os
voluntários podem ser de ambos os sexos, com idade
entre 18 e 40 anos, ter pelo menos oito anos de
escolaridade, não ter experiências anteriores com
meditação ou TCC e devem estar com dosagem de
Metilfenidato (Ritalina) estável há pelo menos um mês.
Não podem participar do estudo portadores de doenças
neurológicas ou psiquiátricas.
Os
interessados devem entrar em contato com Viviane
Freire Bueno pelo telefone (11) 8243-1467 ou pelo
e-mail
vivianefbueno@gmail.com.
02- Interferência de películas filtrantes automotivas
na visão do motorista
O
Departamento de Oftalmologia e o Centro de
Experimentação e Segurança Viária (CESVI) está
recrutando voluntários, com idade entre 45 e 65 anos,
de ambos os sexos, para uma pesquisa sobre a
interferência de películas filtrantes automotivas na
visão do motorista.
É
necessário que o voluntário não tenha histórico de
doença ocular grave, diabetes, hipertensão e que não
esteja usando medicamentos que alterem a função
visual, como amiodarona e cloroquina.
Serão
feitas medidas da visão na tabela de letras dentro e
fora de carros com películas com diferentes índices de
transparência, além da avaliação do grau dos óculos se
o voluntário fizer uso dos mesmos, além de outros
exames.
As
despesas relativas a transporte e alimentação serão
ressarcidas até o limite de R$ 70,00.
Inscrições podem ser feitas pelo telefone (11)
5583-1994, com Ariane, em horário comercial - e-mail:
kapt@kapt.com.br.
03 - Restrição crônica do sono
O
Centro de Estudos em Psicobiologia e Exercício (CEPE/Unifesp)
está recrutando voluntários para identificar as
consequências da restrição crônica de sono. O débito
crônico de sono pode causar transtornos como
dificuldade de memória e concentração, irritação,
cansaço e diminuição do rendimento no trabalho.
Estão
disponíveis 30 vagas para homens com idade entre 20 e
35 anos, com escolaridade mínima de oito anos, com boa
saúde, não dependentes de álcool e drogas, não obesos
e que não trabalhem a noite ou em turno.
Os
indivíduos selecionados precisam ter disponibilidade
de comparecer ao CEPE para a realização dos
procedimentos da pesquisa nos dias previamente
agendados, além de dormir no laboratório por nove
noites, para a realização de polissonografias, sendo
sete delas em dias seguidos. Ao acordar, os
voluntários passarão por novas avaliações.
Os
interessados podem entrar em contato com a
pesquisadora Sandra Queiroz, pelo telefone (11)
5572-0177 ou pelo e-mail
sqsandra@cepebr.org, colocando no assunto a
palavra “VOLUNTÁRIO”. Serão reembolsadas duas
passagens de transporte público por dia de atividade
e, ao término da pesquisa, os participantes receberão
uma cópia dos exames realizados e terão direito de
frequentar a academia do CEPE três vezes por semana,
em horário comercial, durante três meses.
Os
testes podem ocorrer em três endereços: Rua
Marselhesa, 500, Rua Napoleão de Barros, 925 e Rua
Francisco de Castro, 93, todos na Vila Clementino,
próximos à Estação Santa Cruz do Metrô.
04 - Tratamento contra cancer de cabeça e pescoço
A
Disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço está
recrutando voluntários para participar de uma pesquisa
sobre a combinação de raios laser e quimioterapia para
tratamento do câncer de cabeça e pescoço. Podem
participar do estudo homens e mulheres com idade entre
21 e 70 anos, que tenham cânceres recorrentes de
cabeça e pescoço resistentes ao tratamento por
cirurgia, radioterapia e/ou quimioterapia.
Os
voluntários passarão por uma avaliação preliminar com
os médicos responsáveis pela pesquisa e os candidatos
selecionados farão exames pré-operatórios e serão
internados no Hospital São Paulo para serem submetidos
a uma sessão de quimioterapia e laser terapia sob
anestesia geral no centro cirúrgico (tempo do
procedimento: 1 hora).
O
tratamento visa melhorar as condições locais do câncer
e a qualidade de vida.
Os
interessados podem entrar em contato nos telefones
(11) 8752-4598 ou (11) 8729-7268, ou no endereço
eletrônico
mpaiva@unifesp.br ou
j.ribeiro@unifesp.br.
05 - Tratamento de afta recorrente
O
Ambulatório de Estomatologia, do Departamento de
Otorrinolaringologia e Cabeça e Pescoço, seleciona
homens e mulheres, com idade acima de 18 anos, para
participarem de uma pesquisa sobre tratamento de afta
recorrente.
Os
interessados poderão entrar em contato para agendar
consulta no telefone (11) 5084-9965, das 7h30 às
16h30, falar Emilly ou Cíntia, ou por e-mail
estomatologia@unifesp.br.
06 - Tratamento de insônia
O
Departamento de Psicobiologia recrutas voluntários,
com idade entre 20 e 64 anos, que tenham dificuldades
em dormir, para estudo com o objetivo de tratar a
insônia.
O
voluntário realizará exames de sono, responderá a
alguns questionários e fará exame laboratorial. O
tempo de duração do estudo será de cerca de dois meses
e, durante este período, ele deverá comparecer ao
centro de pesquisa para quatro visitas.
Não
podem participar da pesquisa pacientes que tomam
remédio contínuo para o sono e trabalhadores de
turnos.
Inscrições: (11) 5908-7098 / 7094 / 7344 / 7121
(horário comercial).
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