A votação popular realizada pela
internet escolheu as oito obras do Concurso de Esculturas
CriAção Scotch que estão em exposição no Museu Brasileiro de
Escultura (MuBE), em São Paulo. Os oito vencedores que
seguiram a proposta do concurso de elaborar obras criativas a
partir de fitas adesivas transparentes são:
Quadro de Luz! , de Alexandre
Ferro (São Paulo, SP)
O
Velho e o Mar, de Arthur Vieira de Medeiros (São Paulo, SP)
Colorindo o mundo melhor, de
Claudia H. Stern (Porto Alegre, RS)
Sustentabilidade e sustentação
pela energia Eólica, de Giane Conceição Soares (São Paulo, SP)
Encanto, de Ieda Romera da Silva
(São Paulo, SP)
Não deixe ela escapar, de
Roberto Galvão (São Paulo, SP)
O Escaravelho e seus Restos, de
Sabrina Zagati Travençolo (Campinas, SP)
Uma dança, de Silvia Si
(Florianópolis, SC)
A escolha das oito obras foi
feita em votação pelo site
www.criacaoscotch.com.br, de 11 de junho a 13 de julho, a
partir de 18 finalistas selecionados por um júri. A mostra,
que fica em cartaz no MuBE até 12 de setembro, tem curadoria
da crítica de arte Kátia Canton. As esculturas são propostas
criativas que consideram a interação com o espaço público, no
conceito de intervenção urbana.
“A arte contemporânea, diferente
da arte moderna, que era mais purista, acontece dentro dos
percursos da vida cotidiana e trata de tudo que diz respeito
ao ser humano”, define Kátia Canton. “A possibilidade de
construir esculturas, inventar formas tridimensionais, usando
as fitas adesivas da 3M, torna-se uma possibilidade de criação
contemporânea interessante. ”
Os vencedores recebem prêmios no
valor total de R$ 26 mil. O júri foi integrado por Kátia
Canton, o artista plástico Eduardo Srur, o gerente de
Marketing Corporativo da 3M do Brasil, Luiz Eduardo Serafim, a
diretora da Elo3 Integração Empresarial, Soraya Galgane, e a
diretora do MuBE, Renata Azevedo Junqueira.
Realizado também nos Estados
Unidos e no México, o concurso é uma promoção cultural da 3M
do Brasil, vinculada a sua consagrada marca Scotch. “Na 3M, a
inovação é muito forte e sempre começa pela criatividade de
nossos profissionais”, comenta Luiz Eduardo Serafim, gerente
de Marketing Corporativo da 3M. “Com este concurso, queremos
incentivar o pensamento criativo nas artes, propondo o uso de
novos materiais. Além disso, promovemos a cultura, convidando
o público a participar na fase final da votação do concurso e
apreciar as esculturas inovadoras na exposição”.
A curadora do CriAção Scotch,
Katia Canton, é docente do Museu de Arte Contemporânea da
Universidade de São Paulo desde 1993, onde também atua na área
de curadoria. É PhD em Interdisciplinary Arts pela New York
University, Tisch School of the Arts (Nova York, EUA) e mestre
em Performance Studies, pela mesma Universidade, onde estudou
entre 1987 e 1993. Em junho de 2002 tornou-se Livre-Docente em
Teoria e Crítica de Arte pela Escola de Comunicação e Artes da
USP.
A arte que gerou Brasília e
fez dela a capital contemporânea, com mais de 150
participantes.
Athos Bulcão, Burle Max, Rubens Valentin, Luiz Costa, entre
tantos outros que construíram a história artística da capital
federal
Aos ventos que virão... é o
lema filosófico de uma cidade em ebulição artística
contemporânea. Brasília, cidade gerada pelo sonho e
materializada pela arte, ganha a maior exposição coletiva já
vista ao longo dos seus 50 anos. Com a curadoria geral de
Fernando Cocchiarale e Karla Osorio Netto, e co-curadoria de
Ralph Gehre, o Espaço Cultural Contemporâneo - ECCO - que está
sob a direção de Diva Osorio Camargo-, inaugurou "AOS VENTOS
QUE VIRÃO... Brasília (1960-2010)". A mostra viaja pela
história da produção artística da capital federal. O projeto
resgata a memória cultural brasiliense, de 1960 até os dias.
São 180 artistas, de diferentes gerações, em suas mais
variadas técnicas. O país conhecerá uma viagem que passará
pelo gráfico, vídeo e instalações site specific.
Nomes dos artistas participantes
Brasília foi concebida como obra
de arte coletiva e utópica, que expressa uma singular
transformação vivida no final da década de 50. O país passava
por um momento de euforia e autoconfiança, refletidas pela
modernização, urbanização e ampliação do seu parque
industrial.
O ideal de integração entre
arquitetura e outras artes encontrou, na nova capital, uma
plataforma para numerosos experimentos e reflexões. Ao longo
de sua existência foram criadas linhas artísticas, das mais
distintas vertentes. A cidade gerou história, desenvolveu
eventos significativos e criou um acervo de obras que
suscitaram a invenção.
Esta ampla exposição,
retrospectiva, ressalta a densidade e a diversidade adquirida
pela arte na cidade desde a sua criação. O percurso histórico
permite constatar a existência de um arcabouço de obras e
idéias que mobilizaram projetos e experimentos contemporâneos.
"Aos Ventos que Virão..." é o lema inscrito na bandeira de
Brasília - ventura ventis, em latim - e sugere uma expectativa
de futuro para uma cidade em constante evolução. É obra comum,
fruto do trabalho coletivo, de uma sedimentação histórica e da
permanente possibilidade de reinvenção. As mudanças surgem,
principalmente, pela intervenção e presença dos artistas. Este
é um momento importante para refletir sobre nossa própria
cidade,sua identidade, e seu processo criativo.
Como destacam os curadores,
"para traçar esse panorama-resumo, Aos ventos que virão não se
restringiu à exposição direta de obras, realizadas ao longo
dos cinqüenta anos de existência da nova Capital do Brasil. A
mostra inclui também registros fotográficos e em vídeos, além
da linha do tempo, que têm a função de complementar a
contextualização da mostra. É uma homenagem àqueles que
foram os pioneiros da arte na Capital e aos que a
consolidaram, responsáveis por semearem os ventos que virão, e
darem a produção artística de Brasília um lugar de destaque
na invenção visual brasileira...".
A curadoria mapeou as diferentes
gerações de artistas da cidade. Selecionou obras e estabeleceu
diálogos entre elas. Destacam-se os vindos com Niemeyer,
mestres artistas, que culminaram a novíssima geração, como
Alfredo Volpi, Alfredo Ceschiatti, Athos Bulcão, Bruno Giorgi,
Douglas Marques de Sá, Roberto Burlemarx, Rubem Valentim e
Thomas Farkas. Intercala com Elder Rocha Lima Filho, Elyeser
Szturm, Vicente Martinez, até chegar a Camila Soato, Daniel
Burigo, Denise Costa, Polianna Morgana, Taigo, Virgílio Neto,
coletivo ENTREABERTO, coletivo Samba e tantos outros.
São exibidas mais de 200 obras e
mais de 180 artistas, em diversas técnicas das artes visuais,
tais como: desenho, pintura, gravura, fotografia, performance,
vídeo-arte, instalação, objeto e outras. A abertura contará
com performance ao vivo de vários artistas, da jovem geração,
e apresentação do vídeo documentário com 40 depoimentos sobre
a arte na cidade. A mostra também ocupa o galpão da
concessionária JORLAN, em iniciativa inédita, em um espaço
inusitado, além dos locais públicos em frente ao Espaço ECCO.
agendamento de visitas: (61)
3327 2027 ramais 20, 29 ou 31. ou 9964 2103
Visitação: até 18 de setembro de
2010
A fotógrafa Adriana
Lafer Rosset se inspira em poesia de Manoel de Barros
para compor sua primeira mostra
Ao Vento é resultado de
um estudo minucioso que revela o desejo da artista em
tornar a fotografia mais palpável
“Queria transformar o
vento. Dar ao vento uma forma concreta e apta à foto”...
Inspirada na poesia, O Vento, de Manoel de Barros, a
fotógrafa paulistana Adriana Lafer Rosset apresenta sua
primeira exposição individual. Trata-se da mostra Ao
Vento, com curadoria de Rosely Nakagawa, maior
especialista no Brasil em fotos de arte.
Ao Vento é resultado de um
estudo minucioso que revela o desejo da artista em
tornar a fotografia mais palpável e, para isso, ela foi
buscar uma nova forma de impressão para expor o seu
trabalho, e encontrou no tecido, mais especificamente no
cetim de seda, uma forma de concretizar esta sua
vontade, que é a de fazer com que sua obra se torne mais
duradoura.
“Além disso, a escolha do
cetim de seda para a impressão das fotos também se deve
ao fato desse material combinar com o estilo do trabalho
desenvolvido por Adriana, que dá atenção aos detalhes ao
registrar uma imagem, tem um olhar mais intelectual, que
remete ao sonho, e por esse tecido ser fino e delicado,
traz essa ideia à tona”, destaca Rosely Nakagawa.
A fotógrafa gosta muito de
retratar a natureza e para essa mostra foram
selecionadas belas imagens de paisagens, como árvores,
folhas e plantas, quase sempre relacionadas com o vento.
A exposição, que traz 14 imagens no formato 1,00 x 0,66
m, impressas em cetim de seda, desperta no espectador o
encantamento e, por essa razão, as obras não serão
fixadas na parede, só contarão com um pequeno suporte de
acrílico para apoiá-las. Uma outra série de oito fotos,
no mesmo formato, foram impressas em papel de fibra de
algodão com tinta permanente e emolduradas na forma
tradicional.
Para concluir esse
projeto, Adriana pesquisou intensamente, voltou várias
vezes ao mesmo lugar para registrar a melhor imagem,
observou muito a luz para dar um sentido real ao que
queria mostrar.
Adriana Rosset
Adriana Rosset cursou
Publicidade, mas, desde criança teve contato com a
fotografia. “Meu pai sempre gostou de fotografar o
dia-a-dia da minha família e foi por meio dele que me
encantei por essa arte”.
Adriana começou a
fotografar por hobby, mas hoje a fotografia se tornou
uma grande paixão, presente em todos os momentos da sua
vida. Para se aperfeiçoar, buscou vários cursos e
workshops com o intuito de se especializar nessa área.
Um dos primeiros trabalhos que desenvolveu foi o de
fotografar o ambiente familiar, registrando o cotidiano
de seus filhos e amigos. Esse projeto, denominado
Brincadeira de Criança, chamou a atenção de Carlos
Moreira, um dos fotógrafos mais respeitados do Brasil e
que foi um de seus professores. “Através da orientação
dele, cheguei em Rosely que foi quem me ajudou a dar uma
direção ao meu trabalho quando muito sensivelmente,
enxergando uma relação estreita entre minhas imagens e a
poesia de Manoel de Barros, me apresentou a sua obra.
Essa individual mostra um pouquinho deste encontro”,
destaca Adriana.
Espaço de Arte Trio
Rua Gomes de Carvalho,
1759, Vila Olímpia, SP
Tel.: (11)3757-3333
De Segunda a Sexta-feira e
Domingo das 12h às 15h30
Visitação: até 19 de
setembro
Mônica: a criação do
personagem brasileiro
Exposição inédita mostra o
trajeto da célebre personagem de Mauricio de Sousa até a sua
consagração internacional
O
Espaço Cultural Citi, a galeria de arte da Avenida Paulista,
apresenta a mostra inédita Mônica: a criação do personagem
brasileiro, que traça o percurso de sucesso da obra do
desenhista Mauricio de Sousa, desde os esboços de sua
principal personagem até sua repercussão internacional.
A exposição tem diversas
facetas: a parte histórica, desde a concepção de Mônica, o
desenvolvimento do desenho, as primeiras tiras e revistas; a
difusão internacional de Mônica e sua turma (Cebolinha,
Cascão, Magali, Franjinha e tantos outros) dos primeiros
passos até o sucesso atual, com exemplares originais de
revistas editadas na Noruega, Itália, Indonésia, Vietnã,
Espanha, Portugal, Japão, Inglaterra, Alemanha e outros
países.
Também estarão expostos prêmios
importantes recebidos por Mauricio de Sousa, como o Yellow Kid,
o Oscar das histórias em quadrinhos. A importância do
desenhista é evidenciada ainda pelos grandes colegas, do mundo
inteiro, que o homenagearam desenhando Mônica e sua turma.
Destaque especial para o genial Will Eisner (de The Spirit,
entre outros), os italianos Milo Manara (o mestre dos
quadrinhos eróticos) e Hugo Pratt (de Corto Maltese), Yuko
Yamaguchi (de Hello Kitty) e Joe Kubert (DC Comics).
São exibidos em monitores de TV
diversos desenhos animados de Mônica e sua turma dublados em
vários idiomas. E ainda nove esculturas assinadas por Mauricio
de Sousa com reinterpretações de obras de arte com os
personagens da Turma da Mônica.
A exposição tem curadoria de
Jacob Klintowitz.
O Espaço Cultural Citi é uma
galeria pública visitada mensalmente por cerca de 50 mil
pessoas que trafegam entre a Avenida Paulista e a Alameda
Santos. O espaço mantém a sua vocação de mostrar obras de arte
no centro vital de São Paulo. Desde 2005, passaram por ali as
obras de nomes consagrados, como Rubens Gerchman, Luiz Paulo
Baravelli, Gregório Gruber, Romero Britto, Newton Mesquita,
Odetto Guersoni, Ivald Granato, Takashi Fukushima, Caciporé
Torres, Sérgio Lucena, Antonio Peticov e a ceramista Shoko
Suzuki, além de jovens que se firmam, como Luciana Maas,
Mauricio Parra, Carola Trimano e Manu Maltez.
A criação de um personagem
brasileiro, por Jacob Klintowitz
Talvez a mais difícil tarefa da
ficção seja a criação de um personagem. Não sabemos bem o que
torna vivo e verídico um ser que nasce da imaginação, mas o
reconhecemos quando está diante de nós. Não há qualquer dúvida
de que D. Quixote de La Mancha é real e nosso velho amigo.
Também Sherlock Holmes, este esquisito senhor inglês, está de
pé diante de nós. Alice no país das maravilhas, Tarzan, o
Superman, Gulliver na terra dos pigmeus, podem ser
inverossímeis, mas nós acreditamos neles.
E os personagens brasileiros,
para ficar na área da comunicação, têm longa tradição no nosso
imaginário, como é o caso do Amigo da Onça, Saci Pererê, Primo
Altamirando, Menino Maluquinho, Jeremias, o bom, Jerônimo, o
herói do sertão, Emilia, Narizinho, Visconde de Sabugosa,
Odorico Paraguaçú, Professor Raimundo, Fradinho, entre tantos
outros. E esta incrível Mônica, invenção do Mauricio de Sousa,
que tem andado pelo mundo a falar das coisas infantis.
Não sei de nenhum outro
personagem nacional que tenha percorrido o planeta com tanta
aceitação. A Mônica, como outros personagens criados por
Mauricio de Sousa, anda na contramão da maioria das histórias
em quadrinhos. Na Europa, nos Estados Unidos e na Argentina,
os mais brilhantes desenhistas têm inventado personagens
infantis comoventes, que contam do mundo em que estamos
vivendo: são crianças desoladas, amargas, competitivas,
solitárias, confrontadas com um universo social sem
perspectivas humanísticas. O seu humor é brilhante e refinado,
mas cético e sem esperança.
No mundo criado por Mauricio de
Sousa, as crianças são alegres, engraçadas, envolvidas por
pequenos assuntos do cotidiano – higiene, gula, fala correta,
provincianismo, força física, família – e o seu interesse é
focado neste viver natural e, podemos dizer, da tradição. No
universo de Sousa as crianças são infantis. É o caso da
Mônica, admirada e amada por milhões de pessoas em todo o
mundo. E esta naturalidade explica, em parte, o seu
fascínio. A razão da empatia universal do personagem talvez
nunca seja totalmente desvendada, mas sabemos que algumas
vezes fomos, ou gostaríamos de ter sido, ou de ainda ser,
crianças infantis.
Mauricio de Sousa
Mauricio de Sousa iniciou sua
carreira como ilustrador na região de Mogi das Cruzes, próximo
de Santa Isabel, onde nasceu. Aos 19 anos, mudou-se para São
Paulo e, durante cinco anos, trabalhou no Jornal Folha da
Manhã (atual Folha de S.Paulo) escrevendo reportagens
policiais. Em 1959, criou seu primeiro personagem, o cãozinho
Bidu. A partir daí vieram, Cebolinha, Cascão, Mônica e tantos
outros. Em 1970, lançou a revista Mônica, com tiragem de 200
mil exemplares. Depois de passar pela Editora Abril e Editora
Globo, assinou contrato com a multinacional italiana Panini,
que publica suas revistas desde 2007.
O autor já alcançou o
extraordinário número de 1 bilhão de revistas publicadas.
Mais de 100 empresas nacionais e internacionais são
licenciadas para produzir quase 3 mil itens com os personagens
de Mauricio de Sousa, suas criações já chegaram a mais de 120
países, em 50 idiomas.
Em 2005, lançou o personagem
Ronaldinho Gaúcho que em menos de um ano ganhou publicações em
mais de 20 países e centenas de produtos infantis lançados na
Europa.
Em 2007, num feito inédito, o
UNICEF – Fundo das Nações Unidas para Criança e Adolescência –
nomeou como embaixadora a personagem Mônica, criação de
Mauricio inspirada em sua segunda filha. Nesta ocasião,
Mauricio de Sousa foi nomeado Escritor para Crianças do
UNICEF. Suas mais recentes criações são Tikara e Keika,
personagens especialmente criados para as comemorações do
Centenário da Imigração Japonesa no Brasil que já fazem parte
das histórias da Turma da Mônica.
Seu recente lançamento, Turma da
Mônica Jovem, em 2008, é considerado o maior sucesso na área
de quadrinhos dos últimos 30 anos – só as quatro primeiras
edições venderam, juntas, mais de 1,5 milhão de exemplares.
Em 2009, a Mônica foi convidada
pelo Ministério da Cultura para ser Embaixadora da Cultura do
Brasil. No mesmo ano, Mauricio de Sousa completou 50 anos de
carreira. Para mais informações sobre A Turma da Mônica,
visite:
http://www.monica.com.br.
de segunda a sexta-feira, das 9
às 19 horas; aos sábados, domingos e feriados, das 10 às 17
horas.
Visitação: até 24 de setembro de
2010.
Acesso a pessoas com deficiência
física é pela Alameda Santos, 1146
Entrada gratuita
Exposição Epidemik: O Impacto
das Epidemias na sociedade ao longo dos séculos
Com um videogame coletivo
gigante, crianças e adolescentes podem simular simultaneamente
o enfrentamento de diferentes epidemias
Com a
volta às aulas, uma boa dica de passeio para aliar educação e
diversão é a exposição francesa Epidemik. Aberta ao público
desde o dia 2 de julho, a mostra já recebeu mais de 20 mil
visitantes e permace na Estação Ciência até o dia 26 de
setembro. Por meio de um rico conteúdo jornalístico e
histórico, a atração retrata a história das principais
epidemias mundiais e revela como as populações enfrentaram
essas situações de crise. O destaque fica por conta de um
videogame coletivo gigante que permite que 40 pessoas simulem,
ao mesmo tempo, cinco cenários de epidemias.
A iniciativa é resultado de uma
parceria entre a sanofi-aventis e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz),
concretizada graças ao apoio da Lei Rouanet de Incentivo à
Cultura do Ministério da Cultura e de fundos diretos
viabilizados pelo Grupo sanofi-aventis.
Considerada uma das mais
originais exposições culturais já realizadas sobre tema das
epidemias no mundo, Epidemik foi originalmente criada pelo
Museu La Cité des sciences et de l'industrie/Universcience, de
La Villette, em Paris.
Na capital paulista, o projeto
conta ainda com a co-realização da Estação Ciência, da
Universidade de São Paulo, do Instituto Butantan, além do
apoio da Secretaria Municipal de Saúde e Secretaria Estadual
de Cultura.
Tecnologia para informar e
divertir
O videogame, desenvolvido com
tecnologia inédita pela francesa Stratosphère, que tem no
currículo trabalhos na Ponte Charles de Gaulle e no Palais des
Congrès de Paris, simula diferentes cenários de epidemia,
conhecidos ou fictícios: atentado bioterrorista de peste
pulmonar em Nova Iorque, gripe pandêmica em Cingapura, AIDS em
Paris, Moscou e Rio de Janeiro e Malária em Bamako, na África.
Um quinto jogo, sobre a epidemia
de Dengue no Rio de Janeiro em 2008, foi especialmente
desenvolvido para o Brasil, com conteúdo e iconografia
preparados por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz.
Ao pisar no tabuleiro, cada
jogador recebe uma aura individual projetada no solo que o
acompanha durante toda a simulação e vai indicando seu estado
de saúde em função das atitudes preventivas que assume ou de
providências que toma para se tratar, sempre orientados por
uma tela de 11 metros de largura.
Cada cenário dura em média 20
minutos. Monitores auxiliarão os participantes durante o jogo,
que também é acessível a cadeirantes. A exposição é dirigida à
população em geral, principalmente aos jovens estudantes.
Para a sanofi-aventis, parceira da exposição desde a sua
inauguração em 2008 em Paris - quando recebeu mais de 300 mil
visitantes em um ano - trazer Epidemik para o Brasil
constituiu um desafio tecnológico, conceitual e financeiro que
conseguiu mobilizar inúmeros parceiros brasileiros e
franceses. "A exposição em São Paulo, além de coroar um ciclo
de mais de dez anos de forte atuação da sanofi-aventis Brasil
em projetos institucionais ligados à saúde, permitirá ampliar
bastante o acesso da população a essa iniciativa", diz
Cristina Moscardi, diretora de comunicação corporativa da
sanofi-aventis e coordenadora executiva da exposição no país.
"A abordagem humanista e a riqueza do seu conteúdo dão à
exposição uma dimensão histórica e sócio-cultural que nos
permite entender momentos cruciais para a sociedade através de
seus principais protagonistas", completa.
"A popularização do conhecimento
científico e a educação para a saúde sempre foram marcas
registradas da Fiocruz, como demonstra o envolvimento da
Fundação com a montagem da Epidemik em São Paulo. A exposição
se encaixa com a missão de nossos pesquisadores na medida em
que combina aspectos históricos e inovações tecnológicas,
ciência e arte, biomedicina e cultura, homem e meio ambiente",
completa o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha.
Iniciativa visa a dar amplo
acesso à população da capital e interior
Para o diretor da Estação
Ciência, professor Hélio Dias, trata-se de uma grande
oportunidade de oferecer prestação de serviços pública
utilizando-se de técnicas lúdicas e interativas, como as
demais atrações do museu: "Estamos vivenciando uma fase de
renovação e modernização do nosso acervo e Epidemik é um
verdadeiro marco deste momento".
Dois espaços integrados A exposição Epidemik é dividida em dois blocos distintos.
A primeira parte aborda a história milenar dos homens e das
epidemias e faz uma retrospectiva do tema desde o período
Neolítico, passando pela Antiguidade, a Idade Média e a
Revolução Industrial, até os dias atuais. Obras de artistas
franceses servem de fio condutor para traçar uma linha do
tempo e situar as diferentes epidemias ao longo dos séculos.
Já obras brasileiras do acervo da Mapoteca da Biblioteca
Nacional, do Museu do Exército, da Fiocruz e do Instituto
Butantan resgatam momentos marcantes da história das epidemias
no país. O videogame coletivo é o destaque do segundo bloco.
Além de jogos eletrônicos, a
mostra oferece rico conteúdo histórico e jornalístico, em seis
seqüências de filmes, contendo gravuras, pinturas, documentos,
fotos e reportagens contemporâneas e históricas, projetadas em
um afresco de 19 metros. Esses diferentes materiais revelam a
visão de quem vivenciou as crises epidêmicas, o que inclui
depoimentos de pacientes, familiares e profissionais da saúde.
São dezenas de relatos reais oriundos de diferentes regiões do
mundo, como o de uma sobrevivente da gripe espanhola, de 1918,
ou de mulheres africanas que sofrem da doença do sono, sempre
com ênfase nas relações entre o homem e o meio ambiente,
interligando aspectos biológicos e culturais.
A exposição propõe uma abordagem
inovadora para que o visitante tenha um entendimento mais
profundo do impacto das várias epidemias ocorridas ao longo
dos séculos sobre a humanidade. O objetivo central é mostrar
um panorama das principais epidemias mundiais e do
comportamento das populações em situações de crise, com
destaque para os aspectos sociais e culturais, mas sem
esquecer as questões relacionadas às descobertas científicas e
aos avanços na gestão das políticas de saúde pública. Epidemik
apresenta os desafios que uma epidemia pode impor à sociedade
e chama a atenção para o papel que cada um, cidadão ou
autoridade pública, pode e deve assumir para prevenir
situações de calamidade.
Da França com toque
brasileiro
A exposição original teve o
suporte de um comitê curador formado por renomados cientistas
franceses, de instituições reconhecidas mundialmente como o
Instituto Pasteur e o Institut National de la Santé et de la
Recherche Médicale (Inserm), entre os quais epidemiologistas,
imunologistas, sanitaristas, sociólogos, engenheiros e
antropólogos.
No Brasil, a exposição integrou
o calendário das atividades culturais do ano da França no
Brasil, em 2009. Com acervo original da exposição francesa, a
mostra também incorpora temas diretamente ligados à realidade
da população do país, com depoimentos locais, materiais sobre
dengue, meningite, Aids, hanseníase, tuberculose, febre
amarela, e uma reportagem especial sobre Doença de Chagas
entre outros conteúdos desenvolvidos pela Fiocruz, com o apoio
do Instituto Butantan. A versão brasileira de Epidemik tem
como coordenador geral o diretor do Centro de Relações
Internacionais em Saúde e ex- presidente da Fiocruz, Paulo
Buss. Já a curadoria no Brasil é de responsabilidade da
antropóloga da Fundação Gisele Catel.
Sanofi-Aventis: No Brasil desde o final dos anos 50, a sanofi-aventis
emprega 4.500 pessoas e dispõe de 3 unidades industriais.
Atuando da prevenção ao tratamento, o grupo dispõe de um dos
mais amplos portfólios de medicamentos e vacinas do país. No
campo social, a sanofi-aventis Brasil se destaca como uma das
farmacêuticas que mais investe em ações sociais, e já aplicou,
desde 2004, mais de R$ 35 milhões no país, beneficiando, em
média, 2,5 milhões de pessoas, anualmente, em mais de 15
programas de longo prazo. Como organização dedicada à saúde,
as ações da sanofi-aventis priorizam a saúde e a infância, bem
como populações desfavorecidas, em programas de prevenção,
educação, humanização e acesso a medicamentos.
A sanofi-aventis também tem
desenvolvido vários programas visando à humanização
hospitalar, reconhecidos nacionalmente, como as Brinquedotecas
Hospitalares "Nossos Sonhos São Possíveis", o "Música nos
Hospitais" e o Programa Conviver, implantados em hospitais
públicos de vários estados brasileiros. Outros projetos de
alcance nacional, como a Coleção "Comida que Cuida", ou
regionais como a exposição "Vias do Coração" e o Projeto Arte
com Saúde, refletem publicamente o posicionamento ético e
participativo da sanofi-aventis com a sociedade.
www.sanofi-aventis.com.br.
Fiocruz: A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que este ano comemora
110 anos, desde sua origem, tem como principal meta a produção
de ciência para a saúde pública brasileira, com ênfase na
inovação, tanto tecnológica quanto social. Sua atuação pode
ser dividida em oito frentes: ciência, tecnologia e inovação
em saúde; educação permanente e qualificação profissional para
o Sistema Único de Saúde (SUS); atenção à saúde; vigilância
epidemiológica e ambiental em saúde; vigilância sanitária de
produtos, serviços e ambientes; assistência farmacêutica e
produção de insumos estratégicos em saúde; gestão de políticas
de saúde; e inovação na gestão. O objetivo é fazer avançar a
fronteira do conhecimento e colocá-lo a serviço de todos.
Aids, dengue, febre amarela, malária, leishmaniose, Chagas,
hanseníase e tuberculose são alguns exemplos de doenças que
estão na mira da Fiocruz e são temas de projetos desenvolvidos
pela instituição. Os estudos incluem pesquisa biomédica,
clínica e epidemiológica, assim como aspectos históricos e
sociológicos. Novas tecnologias, como genômica, proteômica e
células-tronco, também fazem parte do trabalho da Fundação,
que se destaca, ainda, nos debates sobre bioética, na promoção
do aleitamento materno, nos estudos sobre mudanças climáticas
e no enfrentamento da violência, entre outros assuntos da
atualidade.
Os campi da Fiocruz no Rio de Janeiro, localizados nos bairros
de Manguinhos (Zona Norte), Flamengo (Zona Sul) e Jacarepaguá
(Zona Oeste), abrigam desde prédios históricos, parques e
museus até modernas plantas industriais para produção de
vacinas, medicamentos e kits para diagnóstico, além de dezenas
de laboratórios de pesquisa, salas de aula, bibliotecas e
hospitais. Em agosto deste ano, foi inaugurada a unidade da
Fiocruz no Paraná, o sexto campus regional da Fundação, já
presente nos estados de Amazonas, Bahia, Minas Gerais e
Pernambuco, bem como em Brasília. Além disso, já está sendo
negociada a implantação da Fiocruz no Ceará, Mato Grosso do
Sul, Piauí e Rondônia. A esta expansão nacional, soma-se a
ampliação da presença internacional da instituição, que
inaugurou, no ano passado, seu Escritório de Representação na
África, situado em Maputo, capital de Moçambique.
Em números
- 10 mil trabalhadores
- 1.200 artigos científicos / ano publicados em periódicos
indexados
- 6.700 profissionais de saúde / ano formados em diferentes
modalidades de cursos
- 87.600 pacientes atendidos / ano em serviços assistenciais
especializados
- 217 mil exames laboratoriais / ano realizados para
diagnóstico de doenças
- 1,1 bilhão de unidades de medicamentos / ano
- 128,2 milhões de doses de vacinas / ano
www.fiocruz.br.
Estação Ciência:
Há mais de 20 anos promovendo
exposições e atividades diversas de divulgação científica, a
Estação Ciência é um órgão da Pró-Reitoria de Cultura e
Extensão Universitária da USP. Todas as suas ações procuram
demonstrar ao grande público, adultos e crianças como a
ciência e a tecnologia fazem parte do nosso dia-a-dia,
apresentando os temas de forma lúdica e prazerosa, conseguindo
aguçar a curiosidade e o senso de observação das pessoas. Além
das exposições permanentes, a Estação também recebe mostras
temporárias como neste caso e ainda disponibiliza uma gama de
exposições itinerantes que podem ser levadas para outras
cidades e estados. Há, ainda, apresentação de shows e peças
teatrais com temas científicos, mostras de vídeo, projetos
educacionais permanentes e a experimentoteca, que empresta
gratuitamente kits portáteis de experimentos científicos.
Visitação : até 26 de setembro
de 2010
3ª a 6ª, das 8h às 18h
Sábado, domingo e feriado: das 9h às 18 h
A Estação Ciência fecha nos
feriados que caem às segundas-feiras.
As escolas podem agendar visitas pelo telefone (11)-3672-5364
ou 3675-6889.
Isentos: professores (com comprovação), monitor, agente ou
guia de turismo (com registro Embratur), comunidade USP - com
carteirinha válida na catraca, menores de 6 anos e maiores de
60 anos.
Dias com entrada gratuita para todos: primeiro sábado e
terceiro domingo de cada mês
Solicitação de isenção para grupos: escolas públicas,
entidades assistenciais e projetos sem fins lucrativos podem
enviar solicitação de isenção de ingresso para
secretaria@eciencia.usp.br
Salle Flottante de Thomas
Hirschhorn na Escola São Paulo Curadoria Marcos
Moraes
A
Escola São Paulo apresenta a obra Salle Flottante do artista
Thomas Hirschhorn no contexto da 29ª Bienal de São Paulo,
abrindo uma oportunidade de proporcionar mais um espaço para
reflexão e discussão sobre o binômio ‘arte– política’, mote
desta edição da mostra internacional. A exposição está
inserida no programa proposto pela Bienal, ao qual se
articularam as mais importantes e relevantes instituições
culturais da cidade - constituindo o Pólo de Arte
Contemporânea de São Paulo – para potencializar as ações
culturais e educativas.
O artista é conhecido por suas
instalações potentes – verdadeiras estruturas arquitetônicas –
que fazem referência à filosofia, política e cultura pop. Suas
construções geralmente têm um ar caótico e são feitas com
materiais baratos e efêmeros. Nelas também o artista coloca
livros, manifestos e escritos seus, mapas e uma série de
outras coisas.
Salle Flottante integra um
conjunto da obra do artista no qual por meio destas estruturas
ele nos propõe reflexões sobre o ver, sobre modos de percepção
do mundo, sobre as relações consumistas da sociedade
contemporânea, que ele evidencia pelo uso de materiais usados,
reciclados, por elementos e objetos do cotidiano; o trabalho
ainda denuncia o uso e a manipulação produzida pelos meios de
comunicação de massa, a propaganda e publicidade, sem deixar
de referenciar e, também, homenagear personagens relevantes
para a cultura e o pensamento contemporâneo.
A ‘arquitetura’ da sala e sua
iluminação fluorescente, quase que hospitalar acentuam a
proposição de suspensão do espaço que ele nos propõe a
adentrar. Um jogo de examinar, sendo examinado; de ver, sendo
visto, um espaço/display a nos atrair a atenção e nos
conclamar a refletir sobre nossas ações cotidianas.
Biografia do artista:
Thomas Hirschhorn nasceu em
Lenzburg, Suíça, em 1957, vive e trabalha em Paris, França.
Estudou desenho gráfico na Schule für Gestaltung em Zurich,
Suíça. Participou do "Graphus", um coletivo parisiense de
designers comunistas.
Entre as inúmeras exposições de
que participou, destacam-se as realizadas no Jeu de Paume,
Paris (1994), Bienal de Veneza (1999), Museu de Arte Moderna
de Nova York (2001), Documenta de Kassel (2002), Museu de Arte
Moderna, Buenos Aires (2003), Centro Cultural Suíço em Paris
(2004), Museu Serralves, Porto, e Bonnefantenmuseum, Maastrich
(2005), Bienal de São Paulo e Centro Pompidou, Paris (2007),
Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa (2008).
Premiado com o Joseph
Beuys-Preis, pela Joseph Beuys-Stiftung, Basel (2004): o
Rolandpreis für Kunst im öffentlichen Raum, pela Stiftung
Bremer Bildhauerpreis, Bremen (2003), o Prêmio Marcel Duchamp,
pela ADIAF, Paris (2000) e Preis für Junge Schweizer Kunst,
pela Zürcher Kunstgesellschaft Exposition
Wirtschaftslandschaft Davos, 2001 na Kunsthaus Zürich (1999).
Escola São Paulo Rua Augusta, 2239 – Jardins – São Paulo - SP
55-11-3060-3636
info@escolasaopaulo.org
www.escolasaopaulo.org
segunda a sexta, 9h às 20h; sábados, 9h às 18h
Visitação: até 8 de outubro
Exposição em Paris: História
da Moda
O Musée des Arts Décoratifs –
situado no museu do Louvre – propõe atualmente uma exposição
chamada Historie idéale de la mode. Através 150 modelos e 40
vídeos, a moda dos anos 1970, 1980 e 1990 é revista e
analisada.
Abriu a exposição o desfile
(1971) de Yves Saint Laurent, onde ele revolucionou a moda
com o seu prêt-à-porter e, ao mesmo tempo, transformou a
alta costura em imagem do passado.
Fecha a exposição o desfile de
Jean Paul Gaultier de 1990, intitulado le rap-pieuses.
A exposição mostra, ano após
ano, as mudanças estilistícas e as escolhas de cada um dos
grandes nomes da moda.
Palais Royal Musée du Louvre
107 rue de Rivoli 75001 Paris –
Metrô Palais Royal Musée du Louvre
Aberto de terça a domingo de 11h
às 18h.
Visitação: Até o dia 10 de
outubro.
Exposição gratuita mostra
acervo histórico do Museu de Belas Artes
“Arte na Academia: acervo
histórico” apresenta obras de Alfredo Oliani, Túlio Mugnaini,
Lopes de Leão, Colette Pujol, Júlio Guerra, Raphael Galvez,
Vicente Di Grado
A
exposição gratuita “Arte na Academia: acervo histórico”, no
Museu de Belas Artes (muBA), em São Paulo exibe desenhos,
pinturas e esculturas de Alfredo Oliani, Túlio Mugnaini, Lopes
de Leão, Colette Pujol, Júlio Guerra, Raphael Galvez, Vicente
Di Grado, entre outros.
Parte da comemoração pelos 85
anos do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, a
exposição resgata o período em que a instituição era
denominada “Academia de Belas Artes” (1925-1932) e “Escola de
Belas Artes” (1932-1979), com curadoria de William Keri. Em
1925, quando foi fundada, a “Academia de Belas Artes de São
Paulo” concentrava quase que sozinha o ensino oficial das
artes na cidade.
“Para a exposição retomamos uma
das formas convencionais adotadas na ‘Academia de Belas Artes
de São Paulo’, no início do segundo quartel do século passado,
com a disposição das obras ocupando praticamente todo o espaço
da parede. Essa maneira de organização guarda antecedentes com
as exposições dos salões de Paris entre os séculos XVII e
XIX”, afirma Keri.
Todos os nomes expostos estão
ligados ao centro universitário. Como curiosidade, Lopes de
Leão foi um dos idealizadores da instituição, enquanto Alfredo
Oliani foi formando da primeira turma de Artes Plásticas, em
1931, e Vicente Di Grado, que dá nome a uma das Galerias de
Exposição do centro universitário, foi um ex-aluno que
retornou como professor em 1966.
Centro Universitário Belas
Artes
O Centro Universitário Belas
Artes de São Paulo completa 85 anos de tradição em 2010, e
oferece formação inovadora e pioneira aos seus alunos. Por
isso, é a escola ideal para jovens que valorizam a
criatividade e a liberdade de expressão e buscam conhecimento
com aplicação prática no mercado profissional.
Esse ambiente criativo e
estimulante é proporcionado pelo caráter interdisciplinar dos
cursos, a qualificação dos professores e a infreaestrutura
completa oferecida pela instituição. Estes são aspectos
favoráveis à formação diferenciada do futuro profissional, que
poderá exercer a carreira escolhida com competência e
personalidade.
www.belasartes.br
Museu de Belas Artes de São
Paulo (muBA)
Centro Universitário Belas Artes
de São Paulo – Unidade 2 - R. Dr. Álvaro Alvim, 90
de seg. a sex., 10h às 20h;
sábados, das 10h às 16h
Visitação: 10 de dezembro
Exposição Gratuita
Exposição no Castelo de Versailles
O grande artista japonês
Murakami é o próximo artista contemporâneo convidado a
expor no Castelo de Versailles. Abaixo pequeno trecho
tirado de uma entrevista de Murakami:
“Para um japonês, o
Castelo de Versailles é um dos maiores símbolos da
história ocidental. Ele é um emblema da ambição de
elegância, de sofisticação e de arte. Para nós
japoneses, compreender Versailles é impossível. Para nós
o castelo é um conto fantástico, vindo de um país
longíquo.
Versailles para mim é um
mundo irreal e, com um sorriso malicioso, como o coelho
da Alice, eu os convido a visitar a minha exposição no
país das maravilhas de Versailles.
“Fotografar é prender a
respiração quando todas as faculdades convergem para
captar a realidade fugitiva.”
“A câmera fotográfica para
mim é um caderno de desenho, instrumento de intuição e
de espontaneidade, o mestre de um instante.”
Henri Cartier Bresson
A Fondation Cartier
Bresson não está localizada nos pontos mais turísticos
de Paris. Ela se encontra no bairro 14, atrás da estação
ferroviária Gare Montparnasse.
Pegue a linha 13 do metro
e desça na estação Gaitê. Antes de sair da estação,
localize no mapa do bairro a rua Lebouis. Nela se
encontra um beco sem saida – o Impasse Lebouis – o
endereço da Fundação.
Preste atenção no prédio
onde se encontra o meuseu. Todos nós sonhamos morar
nestes antigos ateliês de artistas, nestes prédios
espalhados por Paris, com grandes janelas de vidro por
onde entra com violencia a luz do sol.
Toda a fachada
principal do prédio, dando para a rua Lebouis, é ocupada
por apartamentos privados. Tenho amigos que moram no
segundo andar.Nos fundos se encontra a Fundação,
encarregada de administrar toda a obra de Cartier
Bresson. Nas suas salas de exposição podemos ver, três
vezes por ano, exposições de Cartier Bresson e de outros
artistas.
Exposição do artista José
Patrício mostra como matemática organiza e até dirige a vida
contemporânea
O Centro Cultural Banco do
Nordeste apresenta a exposição individual “O Número”, do
artista pernambucano José Patrício, com curadoria de Paulo
Herkenhoff, dentro da programação do IV BNB Agosto da Arte.
José Patrício, um artista do
Número (texto do curador Paulo Herkenhoff)
José
Patrício é um artista do Número. Com jogos de dominó e dados,
quebra-cabeças ou grandes quantidades de objetos, como botões
e contas de colar, ele cria sua linguagem do número. No
entanto, é necessário olhar mais adiante. Estamos diante de
jogos, de regras, códigos, quantidades, formas, sólidos
geométricos, o zero e o ilimitado. A matemática organiza e até
dirige a vida contemporânea. Na sociedade moderna, tudo é
número: os cálculos de nossa vida, movimentos da sociedade são
medidos (como a opinião), na política (o voto), sem falarmos
da economia (a produção, o acúmulo etc.) e da ciência.
Esta exposição nos lança algumas
questões: em termos da filosofia, qual a relação do número com
a verdade? Os números mentem ou são os homens que mentem
através da manipulação dos números?
Qual a relação, nos dominós,
entre cor e número? Isso é pintura, quando a cor e o número
formam um discurso se tornam signo da comunicação? Uma coleção
de botões azuis e outra de botões vermelhos se referem ao
Pastoril: como a cor pode ser um símbolo? Como percebemos o
mundo através de nossos sentidos? Um trabalho com 46.872
pregos nos faz pensar no som ou nos convida ao toque? Como
percebemos dominós em algumas obras se ali não existe qualquer
pedra de dominó?
O que é o acaso e o controle em
nossa experiência cotidiana, o que são jogos com números? O
que é o caos dos números? O número nos oferece estabilidade?
Quando colecionamos alguma coisa, esse movimento de juntar tem
fim? Mesmo que a quantidade de uma coisa tenha fim, o número é
infinito? Como experimentamos a ideia de infinitude em nossa
existência? Seria isso uma relação com a vida e a morte?
Seria eu o Um, o Outro o Dois e
mais um Outro o Três? O que isso significa na vivência do
sujeito da linguagem? Onde está o Zero nesses jogos? O que é o
Zero? É a ausência? A falta? Vivemos, como seres humanos,
sempre uma ideia de falta? Seria a falta o que nos levou a
construir a linguagem? É o que nos leva ao Outro? Seria a
falta o próprio eu de cada um de nós? Em suma, entregar-se à
obra de José Patrício é um convite ao jogo entre o olhar, a
sensibilidade e a inteligência.
Breve currículo do artista
José Patrício
José Patrício nasceu no Recife,
Pernambuco, em 1960. Estudou na Escolinha de Arte do Recife,
entre 1976 e 1980, sob a orientação da gravadora Thereza
Carmen Diniz. Em 1978 ingressou no curso de Ciências Sociais
da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), graduando-se em
1982.
No início da década de 80,
orientado pelo gravador José de Barros, freqüentou o ateliê
livre de gravura em metal do Centro de Artes da UFPE. Em 1983
realizou, em Olinda, na Oficina Guaianases de Gravura, sua
primeira exposição individual. Nesta oficina, foi diretor
artístico entre 1986 e 1987.
No 38o Salão de Artes Plásticas
de Pernambuco, realizado em 1985, recebeu prêmio aquisitivo e
o prêmio de artista mais promissor. Em 1986 expôs no Rio de
Janeiro, na Galeria Espaço Alternativo, da Funarte. Recebeu
prêmios aquisitivos nos 11o e 12o Salões Nacionais de Artes
Plásticas, realizados em 1989 e 1991.
Em 1990, no Recife, realizou
exposição individual na galeria Pasárgada Arte Contemporânea.
Entre 1994 e 1995 viveu em Paris, onde estagiou no Atelier de
Restauration d’Art Graphique do Musée Carnavalet. Participou,
em 1994, da 22a Bienal Internacional de São Paulo. Em 1999
recebeu prêmio aquisitivo no VI Salão da Bahia. Participou da
III Bienal do Mercosul em 2001 e da 8a Bienal de Havana em
2003. Vive no Recife.
Centro Cultural Banco do
Nordeste-Fortaleza
rua Floriano Peixoto, 941 –
Centro – fone: (85) 3464.3108)