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 Edição de Fevereiro de 2010

 
 

A Obra e o Destino

Mostra inédita leva trabalhos de Odilla Mestriner ao Espaço Cultura Citi

 

Pintora, desenhista e gravadora nascida em Ribeirão Preto, Odilla Mestriner (1928-2009) nunca saiu de sua cidade natal e, mesmo assim, deixou importante contribuição para as artes visuais do país, participando de sete Bienais de São Paulo e tendo suas criações nos acervos dos mais importantes museus e instituições brasileiros.

A exposição A Obra e o Destino, com curadoria de Jacob Klintowitz, traz 32 trabalhos entre pinturas, desenhos e gravuras, realizados em cinco décadas, de 1960 a 2007, que pontuam sua carreira. Cerca de 40% da mostra é inédita para o grande público, assim como seu caráter antológico, propondo uma leitura mais abrangente e panorâmica da artista. Está é a primeira individual da artista após seu falecimento em 10 de fevereiro do ano passado.

O Espaço Cultural Citi é uma galeria pública visitada mensalmente por cerca de 50 mil pessoas que trafegam entre a Avenida Paulista e a Alameda Santos. O espaço mantém a sua vocação de mostrar obras de arte no centro vital de São Paulo. Desde 2005, passaram por ali as obras de nomes consagrados, como Rubens Gerchman, Luiz Paulo Baravelli, Cláudio Tozzi, Gregório Gruber, Romero Britto, Newton Mesquita, Odetto Guersoni, Ivald Granato, Takashi Fukushima, Caciporé Torres, Sérgio Lucena e a ceramista Shoko Suzuki, além de jovens que se firmam como Luciana Maas e Manu Maltez, entre outros.

 

Odilla Mestriner, vida poética e o luminoso mistério da arte, por Jacob Klintowitz

A obra e a vida de certos artistas sempre se constituem em um luminoso mistério, pois parece tão curta a vida para tão grande amor. Eu penso na existência de Odilla Mestriner, emanação que continua a se oferecer como referência e claro enigma. A sua obra multiforme, complexa, corajosa e severa e a sua vida encontram-se, de tal maneira interligadas, que não há distinção entre elas, e a artista, como um personagem absolutamente íntegro e clássico, é o seu próprio destino. Como Medéia, Aquiles ou Antígona, o seu percurso é a trajetória de sua história terrena e divina e ela se torna símbolo de si mesmo e paradigma de um modelo de estrutura nuclear trágica.

Odilla Mestriner foi uma pintora nascida em Ribeirão Preto (1928 -2009) e de forte inserção na arte brasileira, tendo participado de importantes exposições coletivas, mostras antológicas e de sete edições da Bienal Internacional de São Paulo. Nos últimos anos, chocada com a violência urbana, permaneceu quase integralmente no seu ateliê. O que apenas evidenciou a sua opção pelo silêncio e pelo recolhimento. Em 1987 eu escrevi e desenhei o livro sobre o seu trabalho e ela somente me falava de sua obra e de seus deveres com a arte e a educação da sensibilidade do público. A existência poética de uma pintora.

 A obra de Odilla Mestriner se alicerçou num desenho preciso e numa composição geométrica. É sobre esta sólida base que a sua cor se tornou lírica. Os seus assuntos são referências objetivas – casas, signos zodiacais, pássaros, espantalhos, rostos, paisagens, barcos, andantes – que ela desenvolveu com lógica seqüencial e espírito universal, tornando-os  formas da epopéia humana.

Como desenhista, gravadora e pintora, Odilla Mestriner foi brilhante. E generosa nas obras-homenagem nas quais recria temas de artistas admirados, como Antonio Henrique do Amaral e Lasar Segall.

Odilla Mestriner foi uma mestra cuja vida de artista talentosa foi dedicada à arte e a enriquecer de qualidade estética a existência das pessoas. Claro enigma? É simples, trata-se de uma rainha.

 

Breve Biografia

 

Odilla Mestriner. Desenhista e pintora. Entre 1955 e 1956, estuda na Escola Municipal de Belas Artes de Ribeirão Preto, onde é aluna de Domenico Lazzarini (1920-1987). Nessa época monta seu ateliê e apresenta seus trabalhos na Exposição do Centenário de Ribeirão Preto, em 1956. As principais características de sua produção definem-se nesse momento: o interesse pelo desenho, com suas linhas e texturas, e a temática urbana. Realiza sua primeira individual na Picolla Galeria do Instituto Italiano de Cultura, no Rio de Janeiro, em 1959. A artista emprega várias técnicas, como pintura em acrílica, desenho, aquarela e nanquim. Ao longo de sua trajetória artística, Mestriner permanece vinculada à sua cidade natal. Recebe, entre outros, o Prêmio Melhor Desenhista pela Associação Paulista dos Críticos de Arte - APCA, em 1973. Participa de todas as edições da Bienal Internacional de São Paulo, entre 1959 e 1969, recebendo nesse ano o prêmio aquisição Itamaraty. Em 1987, é publicado livro de Jacob Klintowitz sobre sua produção, pela editora Raízes. São realizadas as retrospectivas Odilla Mestriner: releitura gráfica 1958/1978, no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP, em 1983; e a Retrospectiva no Museu de Arte de Ribeirão Preto, juntamente com a publicação do catálogo Odilla Mestriner e a arte em Ribeirão Preto, com texto do historiador da arte Tadeu Chiarelli, em 1994.

 

Fonte: Enciclopédia Itaú Cultural

 

Espaço Cultural Citi

Av. Paulista, 1111, térreo, fone 11.4009.3000

www.citigroup.com., www.citi.com.br.

Visitação: até 26 de fevereiro de 2010

de segunda a sexta-feira, das 9 às 19 horas; aos sábados, domingos e feriados, das 10 às 17 horas.

Acesso a portadores de deficiência física pela Alameda Santos, 1146

Entrada é gratuita.  





Caixa Cultural São Paulo traz a exposição o Brasil de John Graz

Obras selecionadas que mostram o olhar curioso de um suíço no Brasil fazem parte do acervo de mais de 2000 desenhos do recém-criado Instituto John Graz

 

O Brasil de John Graz. É esse o título da exposição que traz a visão da terra em que John Louis Graz (Suiça, 1891 - São Paulo, 1980) – um dos mais importantes e influentes artistas plásticos, designer, arquiteto do século XX – escolheu para viver. A mostra, que vai ocupar aproximadamente 150 m² da Caixa Cultural São Paulo (Sé), está aberta a visitação a partir do dia 23 de janeiro de 2010, tem curadoria de Sérgio Pizoli e reunirá cerca de 180 trabalhos inéditos do artista. A iniciativa é uma parceria entre o recém-inaugurado Instituto John Graz, presidido pela viúva do artista, Annie Graz e a Caixa Cultural São Paulo.     

    A exposição apresenta desenhos e uma tela em grande dimensão, todos com temática brasileira, abordando os diferentes estilos em que foram produzidos. Dentre os trabalhos inéditos selecionados pela curadoria estão desenhos de vários tamanhos, realizados pelo artista entre 1920 – ano de sua chegada ao Brasil – e 1980. O público terá contato com estudos, cadernos de viagem e esboços, com várias visões do Brasil pelo desenho modernista de John Graz. Dentre os temas escolhidos estão cenas e arquitetura brasileiras; viagens, festas e paisagens; flora e fauna;  o homem e o trabalho. Em síntese: uma diversidade de técnicas e temas relacionados à visão modernista de um país tropical.

    A mostra está dividida em dois segmentos: Desenhos em pequena dimensão e Desenhos em dimensões maiores. O primeiro traz obras com tamanhos que variam entre 9 x 9 cm a 36 x 36 cm, expostas em pranchas maiores, agrupando-se de uma a quatro peças.  Nesse segmento é possível notar a técnica refinada do artista nos trabalhos em guache e no grafite sobre papel.  Já na área reservada aos desenhos maiores, medindo entre 30 x 40 cm a 60 x 70 cm – também tendo o guache e grafite sobre papel como suportes – há uma única tela em grande dimensão, “Bachiana Brasileira” (228 x 99 cm), que fecha a exposição.

    Para o curador, a mostra pretende transmitir aos visitantes “o conceito de ‘artista total’, já que John Graz foi capaz de unir arte, arquitetura e design numa única linguagem plástica”. Pizoli acrescenta ainda que Graz “fez do desenho artístico uma atividade permanente, elaborando séries de estudos que, muitas vezes, não chegaram a ser executados em tela ou mural, mas têm o requinte formal de obra acabada. Seu trabalho plástico retoma o desenho clássico, incorpora a iconografia brasileira, assume e difunde as influências modernistas”.

    Ainda segundo o curador, outro traço marcante no trabalho de John Graz é a sua relação com o movimento. “Seus personagens raramente são surpreendidos em pose: os índios caçam, pescam, os cavalos galopam ou lutam, os meninos e as mulheres trabalham, os homens guerreiam, navegam ou simplesmente agem”, analisa Pizoli.

 

John Graz – Suíço radicado no Brasil desde 1920 traz para o cenário das artes brasileiras as influências renovadoras dos movimentos europeus do século XX. Após sua formação artística na Escola de Belas Artes de Genebra, onde cursou Arquitetura, Decoração e Desenho, viaja para a Espanha. Suas obras lá produzidas impressionam Oswald de Andrade, que o convida a participar da Semana de Arte Moderna 1922, ao lado de nomes como Anitta Malfatti, Di Cavalcanti e Vicente do Rego Monteiro. É um dos fundadores da Sociedade Pró Arte Moderna (SPAM) e do Clube dos Artistas Modernos (CAM). Em 1925, inicia suas atividades como arquiteto e designer de interiores, dedicando-se por quase quarenta anos a este segmento profissional.

Faleceu em 1980, aos 89 anos, deixando um acervo, ainda hoje inédito, com desenhos, estudos, plantas baixas, cadernos de viagem e de anotações, aos cuidados de Annie Graz, sua segunda esposa. Este acervo encontra-se, atualmente, sob a guarda do recém-fundado Instituto John Graz.

 

Instituto John Graz – Trata-se de uma instituição sem fins lucrativos fundada em 2005 com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento cultural e a integração entre as áreas de artes plásticas e o design, ampliando sua discussão dentro da contemporaneidade. O foco é a preservação, estudo e difusão da obra do artista em suas influências estéticas e nas suas relações com a sociedade brasileira. O Instituto acredita que, por meio da consolidação da obra do artista, contribuirá para os desdobramentos destas atividades, incentivando a reflexão sobre os limites entre arte e design.

 

 

CAIXA Cultural São Paulo (Sé) - Galeria Dom Pedro II

Praça da Sé, 111 – Centro – São Paulo/SP

e Agendamento para visitas em grupo: (11) 3321-4400

Visitação: até 28 de fevereiro de 2010

de terça-feira a domingo, das 9h às 21h.

Acesso para pessoas com necessidades especiais.

Classificação etária: Livre

Entrada Franca



Caixa Cultural São Paulo apresenta a exposição memória da cidade

Fotos representam História e Patrimônio de São Paulo, no mês de seu aniversário

 

São Paulo, megalópole de onze milhões de habitantes, babel contemporânea, cidade global, selva de concreto, aço e vidro, fumaça, trânsito caótico, polifonia de ruídos, ou, como quis Caetano Veloso: mais possível novo quilombo de Zumbi.

    São Paulo, cidade provinciana, algumas dezenas de milhares de almas habitando casas de barro, transitando lentamente por ruas estreitas e tortas, esbarrando em escravos. Nos chafarizes públicos, filas para se obter água para os lares. Um sino soa - São Francisco ou São Bento - avisando da saída da procissão, cascos de cavalo batem no chão, algumas carroças. Na Rua do Comércio imperam os trajes austeros e a infinita coleção de barbas, bigodes, cavanhaques, suíças e afins.

    Há uma cidade, duas ou muitas?

    A cidade de São Paulo recebeu ao longo de sua existência uma vastidão de interpretações, títulos, rótulos e mitos: Cidade que nunca dorme, Locomotiva do Brasil, Túmulo do Samba, Capital da Solidão, Berço da Nação...

    Todas as denominações, como mitos, trazem possibilidades de compreensão, mas não verdades ou mentiras absolutas. Memória da Cidade: história e patrimônio de São Paulo põe no mesmo espaço e tempo duas cidades separadas não por uma distância geográfica, mas por mais de uma centena de anos, flagradas cada uma no seu tempo por um fotógrafo.

    O projeto Memória da Cidade é uma realização da Caixa Cultural de São Paulo, produzido pela Conceito e Famiglia Produções, com apoio do Museu Paulista da Universidade de São Paulo, detentor da coleção original de fotos de Militão Augusto de Azevedo expostas agora.

 

Sobre os fotógrafos:

Militão Augusto de Azevedo (Rio de Janeiro, 1837 – São Paulo, 1905) foi o primeiro fotógrafo a registrar a cidade de São Paulo, no início da década de 1860. Suas fotografias (um conjunto de aproximadamente três dezenas de cenas da cidade, diante de mais de 12.000 retratos executados pelo fotógrafo) se tornaram uma fonte de inestimável valor para o conhecimento da São Paulo oitocentista. Desse conjunto de fotografias de cenas, Memória da Cidade trará 25 delas, pela primeira vez reunidas e expostas tal como foram produzidas por Militão: tendo a cidade como “modelo”.

    Renato Suzuki (São Paulo, 1978), fotógrafo da nova geração, também dedicado à tradução fotográfica da cidade de São Paulo, retorna aos espaços retratados por Militão há mais de cem anos, e os relê, reinterpreta, busca as aproximações e distanciamentos entre esses dois mundos, a cidade hoje e a do século XIX. Nesse jogo de aproximações revela-se a linha vital que liga dois fotógrafos, dois mundos, duas cidades, duas técnicas, dois olhares: um único espaço e a memória. O conjunto de aproximadamente 50 imagens, produzido nos últimos dois anos por Renato Suzuki, materializa esse jogo.

 

Curso livre sobre a história da cidade

Simultaneamente à exposição, o projeto Memória da Cidade traz um curso livre a respeito da história cultural da cidade de São Paulo, ministrado pelos professores Carlos Eduardo França de Oliveira, Erik Hörner e Rodrigo da Silva, formados pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo e pesquisadores ligados ao Museu Paulista da USP (mais conhecido como Museu do Ipiranga). O curso busca fazer um itinerário pelos modos de vida na cidade de São Paulo ao longo de sua história, dos hábitos, do cotidiano, do espaço da cidade, sua evolução, procurando apresentar outras possibilidades de interpretação, algumas das quais pondo em questão mitos e pressupostos a respeito dela. Nesse caminho, a cidade, sobretudo sua região central, ressurge como espaço, como cenário das interpretações fotográficas de Militão Augusto de Azevedo e de Renato Suzuki e como “patrimônio cultural”, repositório de memórias da população, lugares – inclusive – de parte da “mitologia paulistana”.

    Ele será ministrado do dia 26 de janeiro (terça-feira) a 03 de março de 2010 (quarta-feira), todas terças e quintas-feiras das 7 às 21h, sendo que haverá recesso no dia 16 de fevereiro (Carnaval).  Também haverá dois módulos especiais nos sábados (20 e 27 de fevereiro), das 09 ao meio dia. São 60 vagas e certificação mediante freqüência superior a 70% da grade.

 

 

CAIXA CULTURAL São Paulo

Praça da Sé, 111 – Centro - São Paulo (SP) - Galerias Florisbela e Octogonal

De terça-feira a domingo, das 9h às 21h.

Visitação: 23 de janeiro a 28 de fevereiro de 2010

Informações e Agendamento para curso livre sobre história da cidade: (11) 3321-4400

Acesso para pessoas com necessidades especiais.

Entrada: franca

Recomendação etária: livre



 

Stéphane Vigny realiza Savoir-Forme, sua primeira individual no Brasil

O artista parisiense é dos mais promissores de sua geração. Seus trabalhos já  foram exibidos em galerias francesas e no renomado museu de arte contemporânea Palais de Tokyo. A exposição no Museu Inimá de Paula, em Belo Horizonte, apresenta obras recentes, inéditas e especialmente desenvolvidas para o espaço


Tão pouco conhecido quanto surpreendente. Talvez essa seja a melhor definição para o primeiro contato do espectador com o universo de Stéphane Vigny. Aos poucos, surgirão os referenciais como a idéia de ready made como objeto de arte, introduzido por Duchamp, as interseções com a produção contemporânea brasileira e o humor bem particular do artista que abre sua primeira exposição no Brasil no Museu Inimá de Paula, em Belo Horizonte.

    Os contatos iniciais entre artista e instituição foram há mais de um ano, esboçando possibilidades que - pela natureza das obras e da proposta do Museu Inimá de Paula – fogem do recorte visto até então no campo das artes visuais neste Ano da França no Brasil. O curador Júlio Martins apresentou a Stéphane Vigny trabalhos de brasileiros como Hélio Oiticica, Lygia Clark, Ligia Pape, Waltércio Caldas, Cao Guimarães, Cildo Meireles, José Damasceno e Iran do Espírito Santo, que se apropriam de objetos cotidianos transformando-os em arte.  
    Nessa troca, Vigny já se apropriaria do conceito de gambiarra tão usual no contexto artístico brasileiro e assim decidira homenagear na mostra o artista carioca Waltércio Caldas em sua obra “A emoção estética”. O artista realizou uma residência em Belo Horizonte por um período de um mês, quando pode observar de perto o cotidiano que serviria como inspiração para novas obras (site specific). Trabalhos recentes e de importantes colecionadores, como “Fuzis”, também estarão em exibição. Dentre os destaques: “Cadeiraraigné” (aranha), uma cadeira de escritório que tem os pés alongados até a parede, o que a torna desfuncional; a “Caixa de Som Acucostica”, que combina o relógio cuco com uma caixa de som; “Vintage”, uma bateria feita com tonéis de vinho, cuja utilidade vai além da contemplação, e “Barreira anti-rebelião estilo Luiz XV”, propondo um comentário crítico e um novo jeito de enxergar um instrumento repressor. 
http://stephanevigny.free.fr/

 

 

 

 

Museu Inimá de Paula

Rua da Bahia, 1201 – centro

Informações: 3213-4320

Visitação: até 13 de março de 2010

Terça: 12h às 18h
quarta e sexta: 10h ás 19h
quinta: 12h às 21h
sábado: 10h às 19h
domingo: 12h às 19h

 

 

 



Minas ganha Centro de Arte Contemporânea e Fotografia

 

A exposição Otto Stupakoff com 70 obras do primeiro fotógrafo de moda do país foi a escolhida para a inauguração do Centro de Arte Contemporânea e Fotografia. O mais novo espaço de discussão, exibição e estudo das artes visuais de Minas será aberto ao público no dia 13 de janeiro. O evento marca também o início das come das comemoração de aniversário da Fundação Clóvis Salgado, que completa 40 anos em 2010.

    O Centro de Arte Contemporânea e Fotografia é uma parceria entre o Instituto Moreira Salles e a Secretaria de Estado de Cultura, que vai gerenciá-lo por meio da Fundação Clóvis Salgado.

    O novo espaço tem 312,17m², divididos em duas salas expositivas e com uma estrutura de galerias. Posteriormente, o Centro ganhará ainda ateliês, estúdios e sala multimeios. O rico acervo fotográfico do Instituto Moreira Salles e outras coleções do gênero serão exibidas.

    O Centro terá uma unidade de intercâmbio entre artistas, de pesquisa e produção de conteúdo.

A proposta do governo é tornar o Centro uma referência na difusão, discussão e reflexão sobre a produção contemporânea de artes visuais. Será criada uma comissão especializada, com representantes nacionais, para definir as exposições convidadas e a seleção para residências artísticas. A linguagem fotográfica terá destaque na programação, dando continuidade à vocação que o espaço já adquiriu ao longo de sua história.

    Outro resultado da parceria com o Instituto Moreira Salles é a exposição em homenagem ao escultor mineiro Artur Pereira (1920-2003), que a Fundação Clovis Salgado recebe ainda no primeiro semestre deste ano, na Galeria Alberto da Veiga Guignard, Palácio das Artes.

 

    

 

Otto Stupakoff. Fotografias

A exposição é uma homenagem e uma retrospectiva do trabalho do fotógrafo paulistano Otto Stupakoff (1935-2009). A mostra baseia-se em três temas principais: moda, mulheres e retratos de celebridades. As lentes de Otto registraram personalidades como Jack Nicholson, Sharon Tate e Tom Jobim, e grande parte das imagens são resultado de trabalhos feitos para revistas internacionais como Marie Claire, Cosmopolistan, Harper’s Bazaar, Life e Look Magazine.

    Otto Stupakoff foi o primeiro fotógrafo de moda brasileiro, e além dos editoriais de moda, destacou-se pelos retratos de celebridades. Em 1965, aos 30 anos e alcançando o auge de seu sucesso no Brasil, mudou-se para Nova York. Oito anos depois, Otto foi para  Paris onde fotografou para Vogue, Elle e Stern. De volta ao Brasil em 2005, foi homenageado pela São Paulo Fashion Week, com a mostra Moda sem Fronteiras, organizada pelos fotógrafos Bob Wolfenson e Fernando Laszlo. Em 2008 sua obra fotográfica foi incorporada pelo Instituto Moreira Salles. E, em 22 de abril de 2009, Stupakoff faleceu na cidade de São Paulo.

       

 

Centro de Arte Contemporânea e Fotografia

Avenida Afonso Pena, 737, Centro

Informações: 31 – 3236-7400

ter. a dom: 12h às 19h / quintas-feiras: 12h às 21h

Visitação: até 21 de março - 2010

Entrada franca



Exposição "Moluscos: Jóias do Mar"

 

Com entrada franca, o evento, promovido pela Prefeitura em parceria com os Conquiliologistas do Brasil e USP (Universidade de São Paulo), através do Museu de Zoologia, Centro de Biologia Marinha e Pró-reitoria de Cultura e Extensão Universitária, pretende chamar a atenção de moradores e visitantes para o fascinante mundo marinho.

    Organizada pelo Museu de Zoologia que tem por curador Luiz Ricardo Simone Itinerante, a mostra visa apresentar ao público uma exposição de exemplares selecionados do próprio museu e também de colecionadores brasileiros com enfoques temáticos variados, ou seja, desde a pura beleza até a utilização pelo homem de algumas espécies como alimentação.

    Segundo os organizadores, o visitante "está convidado a conhecer parte desse universo natural guiados por essas verdadeiras jóias da natureza". De acordo com eles, os moluscos são o segundo maior grupo de seres vivos em biodiversidade, somente suplantados pelos artrópodes, em particular, insetos.

    Na mostra, exposta primeiramente na galeria de exposições temporárias do Museu de Zoologia da USP e posteriormente exposta no Instituto Oceanográfico, também da USP, o público poderá apreciar lindas peças.

 

 

    "Os moluscos nos brindam com maravilhosas conchas, cuja beleza por si só é assunto de muitos ensaios, atividades artísticas e de contemplação. A fascinação pelas conchas é tanta que muitas pessoas se dedicam a colecioná-las. Há associações e confrarias espalhadas pelos quatro cantos do mundo, voltadas integralmente a estudos, discussões e encontros dedicados a tal atividade que recebe o nome de conquiliologia", informaram. 

 

Teatro Municipal de São Sebastião

Avenida Altino Arantes, 2, no Centro Histórico da cidade

de terça a domingo, das 10h às 22h

Visitação: até o dia 28 de maio

Entrada é franca. 



 Exposição em homenagem a Michael Jackson

 

 

Um tributo ao rei do pop mundial leva arte, alegria e saudade a dezenas de metros quadrado nas estações de trens da capital paulista. A ação, idealizada pela Sony Pictures Home Entertainment, marcou o lançamento do DVD “Michael Jackson This is It no Brasil”, que aconteceu no dia 27 de janeiro de 2010.

Os mais de dois milhões de usuários que circulam diariamente pelas linhas da CPTM se  depararam com um grande tributo a Michael Jackson. Cinco estações foram pintadas por artistas convidados, todos com grande repercussão no cenário nacional e internacional do graffiti. O trabalho de cada um foi inspirado no documentário “Michael Jackson This is It.

 

        

  

  

Os locais foram pintados nos dias 16 e 17 de janeiro e assim permanecerão durante pelo menos dois meses.

A ação, idealizada pela Sony Pictures Home Entertainment, faz parte do projeto Galeria de Arte a Céu Aberto Arte nos Muros da CPTM e conta com o apoio da Collorgin.

 

Abaixo, as estações e os artistas que participam do projeto:

 

ESTAÇÕES

DETALHES

ARTISTA

7 - Pirituba

Próximo à plataforma (30m²)

Bonga

8 - Carapicuiba

Próximo à Caixa d´água (27m²)

Dingos

9 - Osasco

Próximo à plataforma (30m²)

Mauro

10 – Mooca

Próximo à plataforma (35m²)

Nossa

11 e 12 - Brás

Espaço Cultural CPTM (100m²)

Graphis e Binho

 

 


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