A Escola São Paulo apresenta os
trabalhos realizados pelos alunos dos cursos que aconteceram
no período de junho de 2008 a junho de 2009.
A
exposição contempla a produção
da
Escola
SãoPaulo e
é uma mostra
de trabalhos elaborados por
alunos
de nossos cursos, oficinas workshops, nos quais o
potencial dos estudantes
está em evidência. Entendemos
que apresentar uma
exposição com os trabalhos
de nossos
alunos é parte do projeto educativo
da
Escola e, portanto, reflete o compromisso
de nosso trabalho.
Os
alunos que participam
da
exposição foram indicados por seus professores e as
obras apresentadas,
selecionadas
pela coordenação
das exposições. A
exposição apresenta a produção
de 19 áreas distintas
de atividades
desenvolvidas
na
Escola.
Os trabalhos selecionados são de diversas
áreas: artes, moda, cinema, vídeo e literatura.
Com mais de 200 perfis, a
mostra Mulheres do Planeta, do artista francês Titouan
Lamazou, faz um amplo painel da mulher contemporânea por
meio da fotografia, pintura, vídeo, texto e desenho
realizados pelo artista durante sete anos de viagens pelos
cinco continentes do mundo.
Retratos de
refugiadas, camponesas, militantes, operárias, advogadas,
artistas, nômades, modelos, professoras, empresárias e
outras, exemplificam a força da mulher atual, independente
da aparência física, nacionalidade, origem étnica ou
religião. Titouan exemplifica a força e a beleza natural da
mulher contemporânea.
A idéia do
projeto surgiu em 2002, durante uma viagem de exploração no
Chifre da África, onde o artista se deparou com o arcaísmo
do ritual de mutilação da sexualidade feminina. A partir da
experiência, Titouan desenvolveu um método de trabalho. A
abordagem das mulheres iniciava-se ou por meio de um
questionário com 20 perguntas, noutras chegava com a
fotografia, muitas se revelavam quando posavam para a
pintura, algumas ainda tornavam-se mais confidentes nas
filmagens do making of. O artista levou em conta a
espontaneidade e os intensos relatos pessoais.
A exposição
chega ao país após ter sido exibida entre outubro de 2007 e
junho de 2008 no Museu da Humanidade (Palais de Chaillon) em
Paris com público recorde de 230 mil visitantes. Uma das
exibições mais visitadas na França naquele ano de um artista
vivo, agora chega ao Brasil de forma ampliada, com cerca de
3 mil obras e 50 filmes, ocupando o espaço da
Oca com 6 mil m². Na primeira vez ao sair da França, a mostra foi
preparada pelo artista especialmente para o espaço da Oca,
com cenografia especialmente desenhada por Vincent Beaurin e
por Titouan, para harmonizar com a arquitetura de Oscar
Niemeyer. A mostra integra o programa de comemorações do Ano
da França no Brasil.
De imediato, no térreo o
visitante vai se surpreender com grandes obras fotográficas
e seu sofisticado trabalho artístico, para em seguida
descobrir os mapas e fazer suas múltiplas leituras Na célula
Genesis é exibido um relato da história pessoal do artista.
Nos demais
andares o público vai descobrir de diferentes maneiras as
diversas leituras que a exposição enseja. As milhares de
obras, entre pinturas, textos, fotos e vídeos, revelam as
abordagens sociológica, antropológica e humanitária, que
exemplificam o porquê do artista ter sido nomeado 'Artista
pela Paz' pela Unesco.
Titouan tem uma
preocupação com o conforto e a fluidez
da
exposição, por isso no projeto cenográfico criou um
mobiliário especial e também áreas de descanso, com dois
bares. Nesses locais, o artista convida o público a
descontrair-se em conversas e encontros, acompanhados de um
café ou mesmo de uma programação cultural que inclui
apresentações musicais, poéticas e de dança.
Na loja
instalada ao lado do 'Bar Niemeyer', no térreo, estarão à
venda os suvenirs e produtos editorais do projeto, entre
eles um DVD com 50 perfis, um catálogo em português de 386
páginas, além de dois livros, em francês, com quase mil
páginas, onde reproduz as obras e depoimentos das mulheres.
Titouan Lamazou
O cidadão do mundo é, antes de
tudo, um artista fiel aos seus princípios. Nascido em
Casablanca, no Marrocos, em 1955, aos 11 anos decidiu
enveredar pela arte. Aos 17 anos, Titouan foi admitido na
Escola de Arte de Marselha e Aix-en-Provence, França, porém
logo outra de suas paixões orientou seu talento e
criatividade para outras paragens. Foi nesse momento que
empreendeu sua primeira viagem transatlântica, combinando
arte, vela e viagem de uma maneira absolutamente original e
única.
Em 1991,
Titouan consagrou-se como campeão mundial de regata
oceânica. A partir de então, o artista percebeu que tinha
maturidade suficiente para publicar carnets du voyage pela
maior editora francesa, Gallimard. Em 2001, Titouan decidiu
dedicar sua vida ao projeto 'Mulheres do Planeta', que o
levou de volta ao Brasil.
Brasil na obra de Titouan
A relação de Titouan com o
Brasil começou nos anos 70 através do contato com o 'Cinema
Novo' de Glauber Rocha e da leitura da prosa de Guimarães
Rosa e sua obra-prima ‘Grande Sertão Veredas’. Sua primeira
visita ao país, porém, foi em 1977 durante a realização da
prova Tour du Monde, como integrante da tripulação de Eric
Tabarly. Nessa oportunidade, Titouan conheceu Tom Jobim,
Toquinho, Maria Bethânia e Vinícius de Moraes. Já em 1986,
quando o artistavelejador completava pela primeira vez um
campeonato de navegação solitária, na etapa do Tour Du Monde
pelo Rio de Janeiro, que conheceu de fato o país e também a
figura do cantor e compositor Gilberto Gil. Era o início de
mais uma paixão.
O capítulo
brasileiro da exposição conta com a exibição da história de
19 mulheres marcantes que Titouan conheceu em sua viagem de
quatro meses no ano de 2004, ao percorrer os estados do Rio
de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso, Goiás, Tocantins e Minas
Gerais.
Nadia,
Evania, Nélida, Cássia, Bárbara, Paula, Dany, Dercy, Tiana,
Tiane, Maria de Lourdes, Claudia, Lia, Joana, Deuzilia,
Marina, Dayana, Rosa, Isa… deixam de ser apenas nomes e
ganham personalidade, vida, som, voz e cor nas obras
eternizando a essência pessoal da história de cada uma
delas.
Opiniões diretas como a da
atriz Dercy Gonçalves (1907-2008) permeiam o trabalho de
Titouan. Aliadas a imagens contundentes, as mulheres se
apresentam como elas são. “Eu não gosto de mentir. O ser
humano se acostumou a mentir (...) quando o homem mente, ele
mente para si próprio” escancara a atriz.
Unesco
A relevância de seu trabalho
como artista engajado na defesa dos direitos da mulher foi
reconhecido em 2002, quando a UNESCO decidiu apoiá-lo em seu
mapeamento da condição feminina no mundo. Em 2003, a mesma
instituição agraciou Titouan com o título de ‘Artista pela
Paz’, reconhecendo no artista um porta-voz para uma de suas
grandes missões: em 1979, 125 países assinaram a Convenção
sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação
Contra a Mulher. Ainda que incorporados a algumas
constituições, os termos da convenção atualmente não são
obedecidos por nenhum dos países signatários...
Lysistrata
A consciência que a pesquisa
despertou em Titouan Lamazou rendeu frutos para além da
exposição, fazendo com que o artista conciliasse sua
carreira de velejador e de artista com a de um ativista
político em defesa dos direitos femininos. Assim, Titouan
fundou a
ONG internacional Lysistrata, que atua no apoio e
implementação de centros de capacitação da mulher em países
como Congo, França, Indonésia e o próprio Brasil, onde busca
parcerias na Rocinha no Rio de Janeiro. O nome da ONG é
tomado da primeira peça feminista pela paz registrada na
história da literatura mundial. A obra foi escrita por
Aristófanes (447 a 386 AC), em que a personagem Lisístrata
comanda uma greve de sexo entre as mulheres de Atenas e
Esparta para terminar com a Guerra do Peloponeso.
A curadoria da exposição é da
marchande e galerista Celina Leite Ribeiro, e reúne alguns dos
principais nomes e representações da pintura e escultura. Na
Galeria Spazio Surreale, até o dia 17 de julho.
Gemellaggio é uma tradição que
reúne cidades diversas do mundo inteiro, como cidades-irmãs,
para a troca de informações, de experiências e culturas, e
agora também de calor artístico. Mais uma vez São Paulo vai
receber uma série de artistas de Brasília, com esculturas e
pinturas. A conceituada
Galeria Art & Art,
de Brasília, DF, em abril passado
trouxe mestres da encáustica. Agora é a vez de pintores, como Flavita Obino Boeckel, Salete Henkes, Leonardo Bianchetti,
entre outros, e escultores, como Gougon, Lourenço de Bem,
Manoel Andrade, Mariaamelia e Marilda Morais.
A meta é, segundo a galerista e marchande Celina Leite
Ribeiro, "ampliar o mercado , não só para os artistas
brasilienses, mas também atender aos anseios dos
colecionadores que buscam por novos e talentosos valores,
trabalhos avançados em técnicas e criatividade na pintura e
escultura”.
"Gemellaggio – Brasília – São Paulo". Mostra de Pinturas e
esculturas de artistas brasilienses.
Curadoria de Celina Leite Ribeiro, da Galeria Art & Art,
de Brasília, DF.
Galeria Spazio Surreale
Rua Caconde, 234/238, Jardins,
São Paulo, Capital. Tel. (11) 3884-8449. Até 17 de julho.
até o dia 17 de julho
DON QUI, o Quixote de Matta
O Instituto Cervantes de São
Paulo apresenta a exposição “DON QUI, o Quixote de Matta” com
a participação de Inés Ortega-Márquez de Durán, curadora da
mostra e vice-presidenta executiva do Centenário Matta
11-11-11, no Espaço Cultural do Instituto Cervantes.
Durante a
exposição o público pode apreciar 35 gravuras pertencentes a
dois portfólios do artista: Don Qui, de 1985 e Qui d´Eux, de
1990; além de 20 reproduções de desenhos e textos inéditos que
compõem os mais de 90 pequenos desenhos originais realizados
por Matta durante sua estadia em Londres, nos anos 70; e 6
pastéis feitos com técnica mista em Madri, em 1989, durante
uma visita ao Poeta Rafael Alberti, com quem fez
poesia/desenho automático. Ao todo são 61 imagens, com
dimensões que variam entre 58x66cm a 94x75cm.
Com sua
passagem por São Paulo, esta Exposição - que foi inaugurada em
Chicago em maio de 2008 - terminará sua itinerância pelos
centros do Instituto Cervantes no Brasil, antes de continuar
sua trajetória pela Europa.
Matta (Santiago de Chile,
1911 – Tarquinia, Itália, 2002)
É considerado um dos mais
influentes artistas do século XX, o último surrealista.
Desenvolveu o conceito de “morfologia psicológica”, chave em
toda sua obra. Membro do Patronato do Instituto Cervantes,
Matta recebeu muitos prêmios entre eles estão: “Premio
Nacional de Arte de Chile” (1990), o “Premio Príncipe de
Asturias de las Artes”, (Espanha, 1992).
Realizou uma
das mais fantásticas interpretações do Quixote - surrealista e
não isenta de humor - e recriou suas aventuras a partir de
dois conceitos que julgou essenciais: Amor e Batalhas, duas
idéias importantes do clássico cervantino.
O Quixote,
que se debatia entre a ilusão e a realidade, e o
precoce manejo por Cervantes da irracionalidade e da
alucinação, lhe fascinaram e o levaram a desenvolver um
processo criativo no qual realizou suas ilustrações “a
partir do ponto de vista do próprio Quixote.
segundas, das 8h às 20h; terças
a sextas, das 8h às 21h; e sábados, das 9h às 15h.
Gratuito
“Arte para crianças”
Exposição gratuita apresenta
a arte contemporânea para o público infantil
A Área de Convivência do SESC
Pompeia abriga a exposição “Arte para Crianças”, mostra que a
arte contemporânea é acessível a todos, independente de idade
e formação.
É desta premissa que parte a
curadoria da exposição. “Arte para Crianças” reúne 17 artistas
plásticos contemporâneos, que trabalham com diversos suportes
e pertencem a diferentes gerações, e que criaram suas obras
pensando, sobretudo, nos pequenos. Amílcar de Castro, Athos
Bulcão, Cildo Meireles, Eder Santos, Eduardo Sued, Emmanuel
Nassar, Ernesto Neto, Lawrence Weiner, Mariana Manhães, Nuno
Ramos, Rubem Grilo, Tunga, Yoko Ono participam da exposição
que tem curadoria de Evandro Salles e patrocínio da Vale.
A exposição
traz trabalhos curiosos como o do artista Ernesto Neto, que
reproduz com tecidos e espuma o aconchego do útero materno; a
instalação de Cildo Meireles, “la bruja”, onde as pessoas
caminham sobre fios que representam o infinito. “la bruja” é
uma vassoura que ocupa o local com mais de mil metros de fios
de algodão.
Há também
obras assinadas pelo grande escultor Amílcar de Castro
(1920-2002), com um conjunto de 140 pequenas esculturas em
aço, três grandes esculturas e um conjunto de obras feitas em
madeira. Além destas obras, Arte para Crianças traz uma bela
homenagem ao artista Athos Bulcão (1918-2008).
Está também representada a
poesia de Manoel de Barros numa animação intitulada Histórias
da Unha do Dedão do Pé do Fim do Mundo.
Eder Santos
apresenta videoinstalações, e cerca de 400 gravuras de Rubem
Grilo são dispostas numa casinha de brinquedo. Nuno Ramos é o
artista convidado de São Paulo, e apresenta quatro objetos.
A exposição
segue até 2 de agosto, com visitação de terça a sábado, das
10h às 21h, e aos domingos e feriados, das 10h às 20h.
Sesc Pompeia
Rua Clélia, 93
Telefone para informações: (11)
3871-7700
Para informações sobre outras
programações ligue 0800-118220
De terça a sábado, das 10h às
21h, e domingos e feriados, das 10h às 20h.
Área de Convivência - Grátis -
Classificação indicativa: Livre
Agendamento de grupos e
informações: 11 3871-7700
Exposição traz ícones da arte
moderna a Curitiba
Dentro das comemorações do
Ano da França no Brasil, Museu Oscar Niemeyer acolhe obras do
acervo de arte da Renault; entre os artistas estão Jean
Dubuffet, Miró, Victor Vasarely, Niki de Saint Phalle e outros
Curitiba recebe a estréia
nacional da exposição “Uma Aventura Moderna – Coleção de Arte
Renault”, que apresenta a sociedade industrial a partir do
olhar de grandes expoentes da arte contemporânea. A mostra
reúne pinturas, esculturas, desenhos e colagens de artistas
como Jean Dubuffet, Arman, Jean Tinguely, Juan Miró e Erró,
entre outros, e estará no Museu Oscar Niemeyer – salas Tarsila
do Amaral e Guignard - até 9 de agosto. A partir de 11 de
setembro, o público paulistano terá a oportunidade de conhecer
a mostra no Museu de Arte Contemporânea, MAC USP Ibirapuera
(Bienal).
A exposição é
promovida pela Renault e integra o calendário oficial do Ano
da França no Brasil, uma iniciativa conjunta dos governos
francês e brasileiro para promover o intercâmbio cultural
entre os dois países. A mostra estará dividida em quatro
núcleos – O Universo Industrial, Ambiente Dubuffet, Pintura
Abstrata e Pintura Cinética – e apresenta trabalhos inéditos
no Brasil.
As obras – um
total de 96 peças de 18 autores – fazem parte do acervo de
arte da Renault, constituído entre 1967 e 1985 em um sistema
pioneiro de mecenato. Com o objetivo de estimular a produção
artística de vanguarda e estabelecer um elo entre a arte e o
mundo industrial, a empresa abriu as portas de seu parque
fabril para que artistas plásticos pudessem trabalhar com
novos materiais, fazendo assim surgir novas formas de
expressão. Muitas destas obras foram adquiridas pela Renault.
O acervo resultante
dessa parceria, um dos mais notáveis entre empresas privadas,
conta com mais de 300 obras e apresenta um panorama dos mais
diversos movimentos da história da arte contemporânea. Como
ressalta a historiadora de arte e curadora do acervo, Ann
Hindry, trata-se de um “encontro histórico” entre o mundo
industrial e grandes nomes da arte contemporânea. “Eles
apresentaram um espelho, talvez crítico ou sarcástico mas, ao
final de contas, amplificador”, diz.
Inverno nos Salões e no
jardim do Palácio dos Bandeirantes
Até 2 de agosto, a sede do governo paulista apresenta a
exposição “Vida após a Vida – Testemunhos da Passagem" que
reúne obras pertencentes ao acervo do MAE- Museu de
Arqueologia da Universidade de São Paulo. A mostra reúne 37
objetos relacionados a rituais de homenagem aos mortos,
organizados em quatro módulos: - Funeral entre os índios
Bororo; - O Quarup (ritual para homenagear os mortos) entre
as sociedades do Parque Indígena do Xingu; - Os sepultamentos
na tradição arqueológica brasileira Marajoara; - O Egito na
época faraônica. Entre as peças destacam-se: um sarcófago
egípcio, urnas funerária, máscaras, além de adornos como
colares, viseiras de penas, brincos emplumados, etc. Até 26 de julho, apresenta a mostra “Valdir Cruz -
fotografias: Sinfonia de um Viajante” com duas séries de
fotografias elaboradas a partir de uma técnica inédita,
desenvolvida pelo próprio fotógrafo. É composta por 35
fotografias: sendo 17 imagens que registram índios da tribo Yanomami publicadas no livro “Faces da Floresta - os Yanomami”
(Cosac & Naify, 2004) e 18 imagens das quedas d’água do
Paraná, Valdir Cruz nasceu em 1954 na cidade de Guarapuava,
no sul do Paraná. Em 1978 se mudou para os Estados Unidos,
fixando residência em Nova York onde começou a fotografar em
1982.
Contemplando o Grande Jardim
Neste início de inverno, o
visitante poderá também contemplar o grande jardim de 125 mil
metros quadrados. A área ajardinada corresponde a 70% do
terreno contendo mais de duas mil árvores, entre espécies,
como o
pau-brasil, a árvore símbolo do Brasil e o ipê amarelo, a flor
símbolo do Brasil. Há também espécies exóticas, como
cerejeiras e o cedro-do-líbano.
Além da
diversidade de plantas, já foram identificadas aproximadamente
mais de 40 espécies de aves que fazem dos jardins seu
habitat. Entre elas, pica-paus, amarelo e negro, quero-quero,
joão-de-barro, tico-tico, alma-de-gato e o sabiá-laranjeira, a
ave símbolo do Brasil.
Palácio dos
Bandeirantes Avenida Morumbi, 4.500 – Morumbi.
São Paulo - SP.
de 3ª a domingo das 10h às 17h (de hora em hora);
atendimento para grupos acima de 10 pessoas por agendamento
prévio.
Entrada franca.
Telefone: (11) 2193-8282.
Inverno com Arte No Palácio
de Verão do Horto
Até 2 de agosto acontece a exposição “Anjos e Santos: Arte Sacra
nas coleções dos Palácios”. São obras de arte sacra provenientes
dos Palácios Boa Vista, Campos Elíseos e dos Bandeirantes. São
exibidas 75 peças de arte sacra dos séculos 16,17 18 e 19.
Distante do centro
da capital paulista 11 quilômetros, no Parque Estadual da
Cantareira a bela edificação construída na década de 30 foi
escolhida para ser o Palácio de Verão do Governo de São Paulo.
Planejada para ser a casa do administrador do então Serviço
Florestal, no entanto em 1949, pelo seu clima, sua geografia, sua
fauna e flora diversificadas foram escolhidas para ser a residência
de verão dos governadores paulistas.
Palácio do Horto Rua do Horto, 931 - Horto Florestal. -São Paulo - SP.
Visitas de 4ª a domingo das 9h às 15h (de hora em hora); atendimento para grupos acima de 10
pessoas por agendamento prévio.
Entrada franca.
Telefone: (11) 2193-8282.
Zélio Alves Pinto expõe no
Mestiço
Pintor, jornalista,
caricaturista e escritor, Zélio Alves Pinto, abre sua mostra
de telas e litografias “As Brasilianas e outros Condimentos”
no restaurante Mestiço, em São Paulo, no próximo dia 22 de
junho às 20h.
O título dado a essa mostra de
Zélio, com humor e ironia, resulta em redundância.
Parafraseando a curadora norte-americana Mildred Constantine
que ao apresentar uma exposição do artista, na Galeria
Bonino-Rio, escreveu: “por sua natureza artística Zélio é um
explorador” e, confirmando a observação da curadora, a
mostra apresentada nos três salões do restaurante Mestiço
reúne trabalhos figurativos do artista que hoje tem se
voltado mais para a liberdade e os riscos da abstração,
através dos “Ameríndios”, termo usado pelo artista para
designar seu trabalho realizado a partir da estética
pré-cabralina à qual vem se dedicando nos últimos anos.
Outra série
que Zélio tem dedicado especial atenção em sua produção é a
“Brasilianas”, que poderá ser apreciada no Mestiço. Esse
conjunto de obras consiste em retratos de mulheres com as
quais é possível cruzar diariamente nas ruas do Brasil, das
decantadas miscigenações, que geram perfis e semblantes
extremados, interagindo através de expressões "ameríndias",
totalmente nativas na forma e na vontade. São essas mulheres
anônimas - nem feias e nem necessariamente perfeitas -, que
o artista elegeu como modelo para seu trabalho.
Os retratos
dessas mulheres ele chama de “Brasilianas” e as outras peças
que compõem a mostra, desde cenas de interiores até figuras
convivendo na rotina do dia-a-dia, são os condimentos para o
prato principal. Uma mostra que vale a pena ser vista e
saboreada num apanhado curto, mas consistente da obra
figurativa desse artista tão bom quanto eclético.
Zélio Alves
Pinto nasceu em 1938, em Conselheiro Pena, Minas Gerais.
Pintor, jornalista, escritor, grafista e professor, iniciou
sua carreira 1957 como ilustrador, repórter e redator em
agências de publicidade e jornais em Belo Horizonte.
Colaborou com publicações brasileiras e internacionais,
dentre elas a Revista “O Cruzeiro’. Editou livros de contos,
produziu um filme de animação, montou peça de teatro e
ocupou cargos de Diretor dos Museus do Estado de São Paulo e
de Vice-Secretário da Cultura do Estado de São Paulo.
Durante seis anos, entre 1986 e 1992, morou em Nova York
onde realizou mostras com instalações e editou o jornal
bilíngüe, The Brasilians.
Zélio criou
o Salão Internacional de Humor e Quadrinhos de Piracicaba,
em São Paulo. Criou também a EBART, Escola Brasileira de
Arte. Realizou a reforma gráfica do
jornal Folha de S.Paulo.
Participou de diversas exposições individuais e coletivas
dentre elas: na Galeria Bonino, no Rio de Janeiro; mostra
coletiva “Pintores de Nova York”, realizada em Madri; Casa
do Brasil, Cidade Universitária, em Paris; exposição
individual no MASP e no MAM, Rio de Janeiro; exposição na
Biblioteca Real de Bruxelas, na Bélgica; exposição
individual no MuBE, em São Paulo, entre outras.
Exposição: Zélio Alves
Pinto
“As Brasilianas e outros
Condimentos”
Realização: Eduardo Esteves
Art Management
Restaurante Mestiço
Rua Fernando de Albuquerque,
277 – Consolação
São Paulo – Telefone: (11)
3256-3165.
Período: até 23 de Agosto de
2009.
Horário: Todos os dias a
partir das 11h45.
Técnica: Telas Pintadas a
tinta Acrílica e Litografias
Ano da França no Brasil
“Uma Aventura Moderna – Coleção
de Arte Renault” não é a única participação da Renault dentro
da programação do Ano da França no Brasil. A empresa também
está promovendo a exposição “A Renault de Doisneau”, composta
por 112 fotografias do francês Robert Doisneau produzidas
especialmente para a montadora ao longo de duas temporadas de
trabalho nos anos 30, 40 e 50. A mostra, que está exposta em
Curitiba, até 14 de junho na Casa Andrade Muricy - e depois
segue para São Paulo, com temporada na FIESP entre 27 de
outubro e 6 de dezembro - traz o olhar de Doisneau sobre o
cotidiano dos trabalhadores, o ambiente das oficinas e o papel
crescente do automóvel na sociedade.
Para o presidente da Renault do
Brasil, Jean-Michel Jalinier, a exposição de uma seleção do
acervo representa “uma oportunidade rara para mostrarmos que a
integração da empresa com a sociedade é mais do que a produção
de automóveis.” Jalinier destaca o caráter “inovador” das
obras. “De motores a
parafusos,
partes e peças dos automóveis foram empregadas e transformadas
em arte”, explica o presidente.
Sobre o Museu Oscar Niemeyer
(MON)
Tem pouco mais de cinco anos de
existência e alçou Curitiba a uma posição de destaque no
cenário das artes, com uma programação de alta qualidade, em
espaço privilegiado. Conta com uma das maiores áreas
expositivas da América Latina. São 17,7 mil m2, que conferem
mais liberdade à cenografia e possibilitam a realização de até
dez mostras simultâneas. Em 2009, o museu alcançará a marca de
1 milhão de visitantes.
O MON é composto por dois
edifícios projetados,
em
dois momentos distintos, pelo consagrado arquiteto Oscar
Niemeyer. O edifício principal foi construído na década de 60
e, em 2002, ganhou um anexo, hoje apelidado de “Olho” e que se
tornou um ícone de Curitiba.
Exposições Renault no “Ano da
França no Brasil”
“Uma Aventura Moderna” -
Exposição da Coleção de Arte Renault
Em Curitiba: até 9 de agosto,
no Museu Oscar Niemeyer (MON – Rua Marechal Hermes, 999 –
Centro Cívico).
Em São Paulo: de 11 de setembro
a 15 de dezembro, no Museu de Arte Contemporânea (MAC Bienal –
Parque do Ibirapuera); entrada gratuita.
“Fotos de Robert Doisneau” –
Exposição “A Renault de Doisneau”
Em São Paulo: de 27 de outubro a
6 de dezembro, na Fiesp (Avenida Paulista, nº 1313 – Cerqueira
César); entrada gratuita
Caixa Cultural Sé apresenta
“Paisagens Silenciosas_Cor/Todas as
Coisas dão Frutos”
A Caixa Cultural mostra exposição
fotográfica de Lucila Wroblewski em São Paulo e Brasília.
As fotos são analógicas, feitas com
a técnica 'light painting'.
Os visitantes da Exposição Paisagens
Silenciosas_cor / Todas as coisas dão frutos podem esperar mais do
que um momento de contemplação e quietude, em tempos de trânsito,
barulho e informações em excesso. Os 44 trabalhos da fotógrafa Lucila
Wroblewski - ganhadora do Prêmio Estímulo de Fotografia da Secretaria
de Cultura do Governo de São Paulo, em 1994 - mostram como cenas
corriqueiras e cotidianas podem ser misteriosas e oníricas. A
exposição itinerante percorre duas capitais brasileiras na Caixa
Cultural. Nos dias 29 de julho e 5 de agosto haverá workshop
‘Desenhando com a luz’, com inscrições gratuitas. (veja programação
completa abaixo),
A série traz
fotografias coloridas feitas com a técnica do light painting
(iluminação com lanterna), continuação do trabalho anterior da
fotógrafa, realizado em preto e branco. “Essa técnica é uma forma de
ampliar o tempo e o espaço”, afirma Lucila que já participou de
diversas exposições individuais e coletivas.
Segundo a fotógrafa,
o trabalho desenvolvido na série Paisagens Silenciosas_cor/ Todas as
coisas dão frutos é um exercício de reflexão sobre o que ela denomina
“camadas da existência”.
As fotos, captadas
ao entardecer e à noite - o que permite manipular o momento do
registro fotográfico - foram ampliadas manualmente, em grande
formato, com câmera Hasselblad. filme negativo colorido 120mm, sendo
que nenhum efeito foi adicionado em computador. Divididas em três
módulos, Florescência, Luminância e Vestígio a exposição revela “um
mundo mágico (...) onde tudo - em total imobilidade - se move”,
segundo palavras da poetisa Alice Ruiz. Certamente o visitante atento
verá mais que belas paisagens silenciosas.
Lucila Wroblewski
Nascida em São Paulo, em 1957, formada
em Arquitetura e Urbanismo, iniciou suas experiências fotográficas no
Museu Lasar Segall. Frequentou a Oficina Foto de Autor no MIS (Museu
da Imagem e do Som-SP) por três anos. Fez exposições individuais na
American Art Gallery, em Carmel, EUA no Hamidrasha Art Institute em
Telaviv, Israel, MIS, Centro Cultural São Paulo, Funarte (SP e RJ),
Palácio das Artes, em Belo Horizonte (MG), Casa de Cultura Mario
Quintana, em Porto Alegre (RS). Participou de exposições coletivas na
Bienal, Prêmio Porto Seguro, Museu da Casa Brasileira, SESC SP, entre
outras.
A exposição
Paisagens Silenciosas / Todas as coisas dão frutos foi aprovada pelo
edital 2008 de ocupação dos espaços da Caixa Cultural.
Fotografias de Lucila Wroblewski
Exposição Itinerante:
Paisagens Silenciosas_cor/Todas as
coisas dão frutos
São Paulo – Caixa Cultural
Praça da Sé, 111 - Edifício Sé – São
Paulo/SP
Exposição – até 9 de agosto
De terça a domingo das 9 às 21h
Entrada Gratuita
Workshop: Desenhando com a luz
Dia 5 de agosto – período noturno
Inscrições gratuitas pelo tel. 11
3321-4400
Brasília – Caixa Cultural
Exposição - 11 de setembro a 18 de
outubro
Ano da França no Brasil faz
homenagem a Serge Gainsbourg
A exposição “Gainsbourg, Artista,
Cantor, Poeta, etc” chega a São Paulo após atrair 120 mil visitantes
em Paris
Após conquistar o público em Paris, o
Ano da França no Brasil traz a exposição “Gainsbourg, Artista,
Cantor, Poeta, etc” a São Paulo. A mostra foi originalmente
apresentada na Cité de la Musique em Paris em outubro de 2008, e foi
adaptada pelo SESC-SP para ser exibida na unidade Avenida Paulista.
Serão expostas 24 instalações visuais e sonoras, que reúnem trechos
de filmes, vídeos, making offs, entrevistas, fotografias, reproduções
de documentos e diversos depoimentos de artistas que conviveram e
colaboraram com a obra de Gainsbourg.
Com curadoria de
Frédéric Sanchez, a homenagem a Gainsbourg foi concebida pelo Musée
de la Musique, com o apoio do INA (Institut National de l´Audiovisuel
Français). Na mostra, o público poderá mergulhar em um labirinto de
sons e imagens para conhecer a versátil obra do artista. “A homenagem
explora o universo de Gainsbourg ao trazer suas obras e explicitar
suas influências. Depois do sucesso de Paris, quando recebeu 120 mil
visitantes, será a vez do público paulista ter a oportunidade de
conhecer melhor a criação de Gainsbourg, um dos maiores ícones da
França do último século”, destaca o diretor de Relações
Internacionais do Ministério da Cultura, Marcelo Dantas.
“Gainsbourg era de fato uma
personalidade do mundo da cultura pop como poucos exemplares no
mundo. Vislumbrava as contradições, como se esperasse que delas
surgisse sempre ideias geniais. Era um otimista, um artista que não
se levava a sério, um cronista da vida cotidiana da França que
adorava o jogo de palavras e, enfim, tornou-se uma figura idolatrada
na França que merece mais projeção em todo o mundo”, acrescenta
Danilo Miranda, presidente do Comissariado Brasileiro do Ano da
França no Brasil.
A exposição foi montada a partir de
quatro períodos da vida de Gainsbourg. Ela começa com O “período
azul” (1958-1964), fase inicial de sua carreia artística, focada na
pintura, e segue com Os ídolos (1965-1969), que mostra a influência
dos ídolos da canção e do pop inglês. A seguir, A Decadança
(1969-1979) trata do período após o escândalo causado pela canção “Je
t’aime moi non plus”, quando sua criatividade vai além das fronteiras
da variedade francesa e é marcada pela parceria com Jane Birkin (sua
mulher, com quem teve sua filha Charlotte). Por fim, Ecce Homo
(1979-...) aborda os anos oitenta, quando Gainsbourg levou a cultura
rastafari à França após conhecer Bob Marley e explorou a mixagem de
culturas e gêneros.
Comitê dos patrocinadores franceses:
Accor, Alstom, Areva, Caixa Seguros, CNP Assurance, Câmara de
ComércioFrança-Brasil, Dassault, DCNS, EADS, GDF SUEZ, Lafarge,
Airfrance, PSAPeugeot Citroën, Renault, Saint -Gobain, Safran,
Thales, Vallourec.
Patrocinadores brasileiros:
Banco Fidis, Bradesco, Oi, Fiat, Grupo Pão de Açúcar, Santander,
SESC,Serpro, BNDES, Centro Cultural Banco do Brasil, Caixa,
Correios,Infraero, Eletrobrás, Petrobrás.
Parceria e realização:
TV5, Ubifrance, Aliança Francesa, Culturesfrance, Republique
Française,TV Brasil, Ministério das Relações Exteriores, Ministério
da Cultura,Governo Federal do Brasil.