HOME

 Editorial

 Mural

 Radar Nacional

SERVIÇOS

 Carreira

 Economia e Finanças

 Legislação

 Política

 Seus Direitos

GERAL

 Acontece

 Beleza

 Comportamento

 Decoração

 Destaques do Mês

 Ecologia

 Educação

 Entretenimento

 Esotérico

 Galeria de Arte

 Moda

 Muito Sabor

 Pets

 Perfil

 Saúde

 Seguros

 Turismo

 Variedades

 Você Sabia

INFORMAÇÕES

 Quem Somos

 Colaboradores 

 Comercial 

 Fale Conosco

 Pesquisa

 

 Edição de Setembro de 2010

 
 

Concurso de Esculturas CriAção Scotch 

 

A votação popular realizada pela internet escolheu as oito obras do Concurso de Esculturas CriAção Scotch  que estão em exposição no Museu Brasileiro de Escultura (MuBE), em São Paulo. Os oito vencedores que seguiram a proposta do concurso de elaborar obras criativas a partir de fitas adesivas transparentes são:  

Quadro de Luz! , de Alexandre Ferro (São Paulo, SP)

O Velho e o Mar, de Arthur Vieira de Medeiros (São Paulo, SP)

Colorindo o mundo melhor, de Claudia H. Stern (Porto Alegre, RS)

Sustentabilidade e sustentação pela energia Eólica, de Giane Conceição Soares (São Paulo, SP)

Encanto, de Ieda Romera da Silva (São Paulo, SP)

Não deixe ela escapar, de Roberto Galvão (São Paulo, SP)

O Escaravelho e seus Restos, de Sabrina Zagati Travençolo (Campinas, SP)

Uma dança, de Silvia Si (Florianópolis, SC)

 

A escolha das oito obras foi feita em votação pelo site www.criacaoscotch.com.br, de 11 de junho a 13 de julho, a partir de 18 finalistas selecionados por um júri. A mostra, que fica em cartaz no MuBE até 12 de setembro, tem curadoria da crítica de arte Kátia Canton. As esculturas são propostas criativas que consideram a interação com o espaço público, no conceito de intervenção urbana.

“A arte contemporânea, diferente da arte moderna, que era mais purista, acontece dentro dos percursos da vida cotidiana e trata de tudo que diz respeito ao ser humano”, define Kátia Canton. “A possibilidade de construir esculturas, inventar formas tridimensionais, usando as fitas adesivas da 3M, torna-se uma possibilidade de criação contemporânea interessante. ”

Os vencedores recebem prêmios no valor total de R$ 26 mil. O júri foi integrado por Kátia Canton, o artista plástico Eduardo Srur, o gerente de Marketing Corporativo da 3M do Brasil, Luiz Eduardo Serafim, a diretora da Elo3 Integração Empresarial, Soraya Galgane, e a diretora do MuBE, Renata Azevedo Junqueira.

Realizado também nos Estados Unidos e no México, o concurso é uma promoção cultural da 3M do Brasil, vinculada a sua consagrada marca Scotch. “Na 3M, a inovação é muito forte e sempre começa pela criatividade de nossos profissionais”, comenta Luiz Eduardo Serafim, gerente de Marketing Corporativo da 3M. “Com este concurso, queremos incentivar o pensamento criativo nas artes, propondo o uso de novos materiais. Além disso, promovemos a cultura, convidando o público a participar na fase final da votação do concurso e apreciar as esculturas inovadoras na exposição”.

A curadora do CriAção Scotch, Katia Canton, é docente do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo desde 1993, onde também atua na área de curadoria. É PhD em Interdisciplinary Arts pela New York University, Tisch School of the Arts (Nova York, EUA) e mestre em Performance Studies, pela mesma Universidade, onde estudou entre 1987 e 1993. Em junho de 2002 tornou-se Livre-Docente em Teoria e Crítica de Arte pela Escola de Comunicação e Artes da USP.

www.criacaoscotch.com.br / http://twitter.com/criacaoscotch

 

 

Museu Brasileiro da Escultura (MuBE)

Rua Alemanha, 221, Jd.Europa

Informações: (11) 2594-2601 / www.mube.art.br

de terça a domingo, das 10 às 19 horas

Visitação: até 12 de setembro

O MuBE tem acesso para pessoas com deficiência




Aos ventos que virão...  Brasília (1960-2010)

A arte que gerou Brasília e fez dela a capital contemporânea, com mais de 150 participantes.



Athos Bulcão, Burle Max, Rubens Valentin, Luiz Costa, entre tantos outros que construíram a história artística da capital federal
                                                                                                                             

 Aos ventos que virão... é o lema filosófico de uma cidade em ebulição artística contemporânea. Brasília, cidade gerada pelo sonho e materializada pela arte, ganha a maior exposição coletiva já vista ao longo dos seus 50 anos. Com a curadoria geral de Fernando Cocchiarale e Karla Osorio Netto, e co-curadoria de Ralph Gehre, o Espaço Cultural Contemporâneo - ECCO - que está sob a direção de Diva Osorio Camargo-, inaugurou  "AOS VENTOS QUE VIRÃO... Brasília (1960-2010)". A mostra viaja pela história da produção artística da capital federal. O projeto resgata  a memória cultural brasiliense, de 1960 até os dias. São 180 artistas, de diferentes gerações, em suas mais variadas técnicas. O país conhecerá uma viagem que passará pelo gráfico, vídeo e instalações site specific.


Nomes dos artistas participantes

 

Brasília foi concebida como obra de arte coletiva e utópica, que expressa uma singular transformação vivida no final da década de 50. O país passava por um momento de euforia e autoconfiança, refletidas pela modernização, urbanização e ampliação do seu parque industrial.

O ideal de integração entre arquitetura e outras artes encontrou, na nova capital, uma plataforma para numerosos experimentos e reflexões. Ao longo de sua existência foram criadas linhas artísticas, das mais distintas vertentes. A cidade gerou história, desenvolveu eventos significativos e criou um acervo de obras que suscitaram a invenção.

Esta ampla exposição, retrospectiva, ressalta a densidade e a diversidade adquirida pela arte na cidade desde a sua criação. O percurso histórico permite constatar a existência de um arcabouço de obras e idéias que mobilizaram projetos e experimentos contemporâneos. "Aos Ventos que Virão..." é o lema inscrito na bandeira de Brasília - ventura ventis, em latim - e sugere uma expectativa de futuro para uma cidade em constante evolução. É obra comum, fruto do trabalho coletivo, de uma sedimentação histórica e da permanente possibilidade de reinvenção. As mudanças surgem, principalmente, pela intervenção e presença dos artistas. Este é um momento importante para refletir sobre nossa própria cidade,sua identidade, e seu processo criativo.

Como destacam os curadores, "para traçar esse panorama-resumo, Aos ventos que virão não se restringiu à exposição direta de  obras,  realizadas ao longo dos cinqüenta anos de existência da nova Capital do Brasil. A mostra inclui  também registros fotográficos e em vídeos, além da linha do tempo, que têm a função de complementar a contextualização  da mostra.  É uma homenagem àqueles que foram os pioneiros da arte na Capital e aos que a consolidaram, responsáveis por semearem os ventos que virão, e darem a produção artística de Brasília  um  lugar de destaque  na invenção visual  brasileira...".

A curadoria mapeou as diferentes gerações de artistas da cidade. Selecionou obras e estabeleceu diálogos entre elas. Destacam-se os vindos com Niemeyer, mestres artistas, que culminaram a novíssima geração, como Alfredo Volpi, Alfredo Ceschiatti, Athos Bulcão, Bruno Giorgi, Douglas Marques de Sá, Roberto Burlemarx, Rubem Valentim e Thomas Farkas. Intercala com Elder Rocha Lima Filho, Elyeser Szturm, Vicente Martinez, até chegar a Camila Soato, Daniel Burigo, Denise Costa, Polianna Morgana, Taigo, Virgílio Neto, coletivo ENTREABERTO, coletivo Samba e tantos outros.

São exibidas mais de 200 obras e mais de 180 artistas, em diversas técnicas das artes visuais, tais como: desenho, pintura, gravura, fotografia, performance, vídeo-arte, instalação, objeto e outras. A abertura contará com performance ao vivo de vários artistas, da jovem geração, e apresentação do vídeo documentário  com 40 depoimentos sobre a arte na cidade. A mostra também ocupa o galpão da concessionária JORLAN, em iniciativa inédita, em um espaço inusitado, além dos locais públicos em frente ao Espaço ECCO.

 

Espaço Cultural Contemporâneo - ECCO

SCN Quadra 3 Lote 5 (ao lado da concessionária JORLAN)
Site: www.eccobrasilia.com.br

agendamento de visitas: (61) 3327 2027 ramais 20, 29 ou 31. ou 9964 2103

Visitação: até 18 de setembro de 2010



A fotógrafa Adriana Lafer Rosset se inspira em poesia de Manoel de Barros para compor sua primeira mostra

Ao Vento é resultado de um estudo minucioso que revela o desejo da artista em tornar a fotografia mais palpável

 

 

“Queria transformar o vento. Dar ao vento uma forma concreta e apta à foto”... Inspirada na poesia, O Vento, de Manoel de Barros, a fotógrafa paulistana Adriana Lafer Rosset apresenta sua primeira exposição individual. Trata-se da mostra Ao Vento,  com curadoria de Rosely Nakagawa, maior especialista no Brasil em fotos de arte.

Ao Vento é resultado de um estudo minucioso que revela o desejo da artista em tornar a fotografia mais palpável e, para isso, ela foi buscar uma nova forma de impressão para expor o seu trabalho, e encontrou no tecido, mais especificamente no cetim de seda, uma forma de concretizar esta sua vontade, que é a de fazer com que sua obra se torne mais duradoura.

 “Além disso, a escolha do cetim de seda para a impressão das fotos também se deve ao fato desse material combinar com o estilo do trabalho desenvolvido por Adriana, que dá atenção aos detalhes ao registrar uma imagem, tem um olhar mais intelectual, que remete ao sonho, e por esse tecido ser fino e delicado, traz essa ideia à tona”, destaca Rosely Nakagawa.

A fotógrafa gosta muito de retratar a natureza e para essa mostra foram selecionadas belas imagens de paisagens, como árvores, folhas e plantas, quase sempre relacionadas com o vento. A exposição, que traz 14 imagens no formato 1,00  x 0,66 m, impressas em cetim de seda, desperta no espectador o encantamento e, por essa razão, as obras não serão fixadas na parede, só contarão com um pequeno suporte de acrílico para apoiá-las. Uma outra série de oito fotos, no mesmo formato, foram impressas em papel de fibra de algodão com tinta permanente e emolduradas na forma tradicional.

Para concluir esse projeto, Adriana pesquisou intensamente, voltou várias vezes ao mesmo lugar para registrar a melhor imagem, observou muito a luz para dar um sentido real ao que queria mostrar.

 

 

   
 

Adriana Rosset

Adriana Rosset cursou Publicidade, mas, desde criança teve contato com a fotografia. “Meu pai sempre gostou de fotografar o dia-a-dia da minha família e foi por meio dele que me encantei por essa arte”.

 Adriana começou a fotografar por hobby, mas hoje a fotografia se tornou uma grande paixão, presente em todos os momentos da sua vida. Para se aperfeiçoar, buscou vários cursos e workshops com o intuito de se especializar nessa área. Um dos primeiros trabalhos que desenvolveu foi o de fotografar o ambiente familiar, registrando o cotidiano de seus filhos e amigos. Esse projeto, denominado Brincadeira de Criança, chamou a atenção de Carlos Moreira, um dos fotógrafos mais respeitados do Brasil e que foi um de seus professores. “Através da orientação dele, cheguei em Rosely que foi quem me ajudou a dar uma direção ao meu trabalho quando muito sensivelmente, enxergando uma relação estreita entre minhas imagens e a poesia de Manoel de Barros, me apresentou a sua obra. Essa individual mostra um pouquinho deste encontro”, destaca Adriana.

 

Espaço de Arte Trio

Rua Gomes de Carvalho, 1759, Vila Olímpia, SP

Tel.: (11)3757-3333

De Segunda a Sexta-feira e Domingo das 12h às 15h30

Visitação: até 19 de setembro



Mônica: a criação do personagem brasileiro

Exposição inédita mostra o trajeto da célebre personagem de Mauricio de Sousa até a sua consagração internacional

 

O Espaço Cultural Citi, a galeria de arte da Avenida Paulista, apresenta a mostra inédita Mônica: a criação do personagem brasileiro, que traça o percurso de sucesso da obra do desenhista Mauricio de Sousa, desde os esboços de sua principal personagem até sua repercussão internacional.

A exposição tem diversas facetas: a parte histórica, desde a concepção de Mônica, o desenvolvimento do desenho, as primeiras tiras e revistas; a difusão internacional de Mônica e sua turma (Cebolinha, Cascão, Magali, Franjinha e tantos outros) dos primeiros passos até o sucesso atual, com exemplares originais de revistas editadas na Noruega, Itália, Indonésia, Vietnã, Espanha, Portugal, Japão, Inglaterra, Alemanha e outros países.

Também estarão expostos prêmios importantes recebidos por Mauricio de Sousa, como o Yellow Kid, o Oscar das histórias em quadrinhos. A importância do desenhista é evidenciada ainda pelos grandes colegas, do mundo inteiro, que o homenagearam desenhando Mônica e sua turma. Destaque especial para o genial Will Eisner (de The Spirit, entre outros), os italianos Milo Manara (o mestre dos quadrinhos eróticos) e Hugo Pratt (de Corto Maltese), Yuko Yamaguchi (de Hello Kitty) e Joe Kubert (DC Comics).

São exibidos em monitores de TV diversos desenhos animados de Mônica e sua turma dublados em vários idiomas. E ainda nove esculturas assinadas por Mauricio de Sousa com reinterpretações de obras de arte com os personagens da Turma da Mônica.

A exposição tem curadoria de Jacob Klintowitz.

O Espaço Cultural Citi é uma galeria pública visitada mensalmente por cerca de 50 mil pessoas que trafegam entre a Avenida Paulista e a Alameda Santos. O espaço mantém a sua vocação de mostrar obras de arte no centro vital de São Paulo. Desde 2005, passaram por ali as obras de nomes consagrados, como Rubens Gerchman, Luiz Paulo Baravelli, Gregório Gruber, Romero Britto, Newton Mesquita, Odetto Guersoni, Ivald Granato, Takashi Fukushima, Caciporé Torres, Sérgio Lucena, Antonio Peticov e a ceramista Shoko Suzuki, além de jovens que se firmam, como Luciana Maas, Mauricio Parra, Carola Trimano e Manu Maltez.

 

 

A criação de um personagem brasileiro, por Jacob Klintowitz

Talvez a mais difícil tarefa da ficção seja a criação de um personagem. Não sabemos bem o que torna vivo e verídico um ser que nasce da imaginação, mas o reconhecemos quando está diante de nós. Não há qualquer dúvida de que D. Quixote de La Mancha é real e nosso velho amigo. Também Sherlock Holmes, este esquisito senhor inglês, está de pé diante de nós. Alice no país das maravilhas, Tarzan, o Superman, Gulliver na terra dos pigmeus, podem ser inverossímeis, mas nós acreditamos neles. 

E os personagens brasileiros, para ficar na área da comunicação, têm longa tradição no nosso imaginário, como é o caso do Amigo da Onça, Saci Pererê, Primo Altamirando, Menino Maluquinho, Jeremias, o bom, Jerônimo, o herói do sertão, Emilia, Narizinho, Visconde de Sabugosa, Odorico Paraguaçú, Professor Raimundo, Fradinho, entre tantos outros. E esta incrível Mônica, invenção do Mauricio de Sousa, que tem andado pelo mundo a falar das coisas infantis.

Não sei de nenhum outro personagem nacional que tenha percorrido o planeta com tanta aceitação. A Mônica, como outros personagens criados por Mauricio de Sousa, anda na contramão da maioria das histórias em quadrinhos. Na Europa, nos Estados Unidos e na Argentina, os mais brilhantes desenhistas têm inventado personagens infantis comoventes, que contam do mundo em que estamos vivendo: são crianças desoladas, amargas, competitivas, solitárias, confrontadas com um universo social sem perspectivas humanísticas. O seu humor é brilhante e refinado, mas cético e sem esperança.

No mundo criado por Mauricio de Sousa, as crianças são alegres, engraçadas, envolvidas por pequenos assuntos do cotidiano – higiene, gula, fala correta, provincianismo, força física, família – e o seu interesse é focado neste viver natural e, podemos dizer, da tradição. No universo de Sousa as crianças são infantis. É o caso da Mônica, admirada e amada por milhões de pessoas em todo o mundo. E esta naturalidade explica, em parte, o seu fascínio. A razão da empatia universal do personagem talvez nunca seja totalmente desvendada, mas sabemos que algumas vezes fomos, ou gostaríamos de ter sido, ou de ainda ser, crianças infantis.

 

Mauricio de Sousa

Mauricio de Sousa iniciou sua carreira como ilustrador na região de Mogi das Cruzes, próximo de Santa Isabel, onde nasceu. Aos 19 anos, mudou-se para São Paulo e, durante cinco anos, trabalhou no Jornal Folha da Manhã (atual Folha de S.Paulo) escrevendo reportagens policiais. Em 1959, criou seu primeiro personagem, o cãozinho Bidu. A partir daí vieram, Cebolinha, Cascão, Mônica e tantos outros. Em 1970, lançou a revista Mônica, com tiragem de 200 mil exemplares. Depois de passar pela Editora Abril e Editora Globo, assinou contrato com a multinacional italiana Panini, que publica suas revistas desde 2007.

O autor já alcançou o extraordinário número de 1 bilhão de revistas publicadas.  Mais de 100 empresas nacionais e internacionais são licenciadas para produzir quase 3 mil itens com os personagens de Mauricio de Sousa, suas criações já chegaram a mais de 120 países, em 50 idiomas.

Em 2005, lançou o personagem Ronaldinho Gaúcho que em menos de um ano ganhou publicações em mais de 20 países e centenas de produtos infantis lançados na Europa.

Em 2007, num feito inédito, o UNICEF – Fundo das Nações Unidas para Criança e Adolescência – nomeou como embaixadora a personagem Mônica, criação de Mauricio inspirada em sua segunda filha. Nesta ocasião, Mauricio de Sousa foi nomeado Escritor para Crianças do UNICEF. Suas mais recentes criações são Tikara e Keika, personagens especialmente criados para as comemorações do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil que já fazem parte das histórias da Turma da Mônica.

Seu recente lançamento, Turma da Mônica Jovem, em 2008, é considerado o maior sucesso na área de quadrinhos dos últimos 30 anos – só as quatro primeiras edições venderam, juntas, mais de 1,5 milhão de exemplares.

Em 2009, a Mônica foi convidada pelo Ministério da Cultura para ser Embaixadora da Cultura do Brasil. No mesmo ano, Mauricio de Sousa completou 50 anos de carreira. Para mais informações sobre A Turma da Mônica, visite: http://www.monica.com.br.

 

 

Espaço Cultural Citi

Av. Paulista, 1111, Térreo – (11) 4009.3000.

www.citigroup.com - www.citi.com.br.

de segunda a sexta-feira, das 9 às 19 horas; aos sábados, domingos e feriados, das 10 às 17 horas.

Visitação: até 24 de setembro de 2010.

Acesso a pessoas com deficiência física é pela Alameda Santos, 1146

Entrada gratuita



Exposição Epidemik: O Impacto das Epidemias na sociedade ao longo dos séculos

Com um videogame coletivo gigante, crianças e adolescentes podem simular simultaneamente o enfrentamento de diferentes epidemias

 

 

Com a volta às aulas, uma boa dica de passeio para aliar educação e diversão é a exposição francesa Epidemik.  Aberta ao público desde o dia 2 de julho, a mostra já recebeu mais de 20 mil visitantes e permace na Estação Ciência até o dia 26 de setembro. Por meio de um rico conteúdo jornalístico e histórico, a atração retrata a história das principais epidemias mundiais e revela como as populações enfrentaram essas situações de crise. O destaque fica por conta de um videogame coletivo gigante que permite que 40 pessoas simulem, ao mesmo tempo, cinco cenários de epidemias.

A iniciativa é resultado de uma parceria entre a sanofi-aventis e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), concretizada graças ao apoio da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura e de fundos diretos viabilizados pelo Grupo sanofi-aventis.

Considerada uma das mais originais exposições culturais já realizadas sobre tema das epidemias no mundo, Epidemik foi originalmente criada pelo Museu La Cité des sciences et de l'industrie/Universcience, de La Villette, em Paris.

Na capital paulista, o projeto conta ainda com a co-realização da Estação Ciência, da Universidade de São Paulo, do Instituto Butantan, além do apoio da Secretaria Municipal de Saúde e Secretaria Estadual de Cultura.

 

 

 

Tecnologia para informar e divertir

O videogame, desenvolvido com tecnologia inédita pela francesa Stratosphère, que tem no currículo trabalhos na Ponte Charles de Gaulle e no Palais des Congrès de Paris, simula diferentes cenários de epidemia, conhecidos ou fictícios: atentado bioterrorista de peste pulmonar em Nova Iorque, gripe pandêmica em Cingapura, AIDS em Paris, Moscou e Rio de Janeiro e Malária em Bamako, na África.

Um quinto jogo, sobre a epidemia de Dengue no Rio de Janeiro em 2008, foi especialmente desenvolvido para o Brasil, com conteúdo e iconografia preparados por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz.

Ao pisar no tabuleiro, cada jogador recebe uma aura individual projetada no solo que o acompanha durante toda a simulação e vai indicando seu estado de saúde em função das atitudes preventivas que assume ou de providências que toma para se tratar, sempre orientados por uma tela de 11 metros de largura.

Cada cenário dura em média 20 minutos. Monitores auxiliarão os participantes durante o jogo, que também é acessível a cadeirantes. A exposição é dirigida à população em geral, principalmente aos jovens estudantes.
Para a sanofi-aventis, parceira da exposição desde a sua inauguração em 2008 em Paris - quando recebeu mais de 300 mil visitantes em um ano - trazer Epidemik para o Brasil constituiu um desafio tecnológico, conceitual e financeiro que conseguiu mobilizar inúmeros parceiros brasileiros e franceses. "A exposição em São Paulo, além de coroar um ciclo de mais de dez anos de forte atuação da sanofi-aventis Brasil em projetos institucionais ligados à saúde, permitirá ampliar bastante o acesso da população a essa iniciativa", diz Cristina Moscardi, diretora de comunicação corporativa da sanofi-aventis e coordenadora executiva da exposição no país. "A abordagem humanista e a riqueza do seu conteúdo dão à exposição uma dimensão histórica e sócio-cultural que nos permite entender momentos cruciais para a sociedade através de seus principais protagonistas", completa.

"A popularização do conhecimento científico e a educação para a saúde sempre foram marcas registradas da Fiocruz, como demonstra o envolvimento da Fundação com a montagem da Epidemik em São Paulo. A exposição se encaixa com a missão de nossos pesquisadores na medida em que combina aspectos históricos e inovações tecnológicas, ciência e arte, biomedicina e cultura, homem e meio ambiente", completa o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha.  

 

Iniciativa visa a dar amplo acesso à população da capital e interior

Para o diretor da Estação Ciência, professor Hélio Dias, trata-se de uma grande oportunidade de oferecer prestação de serviços pública utilizando-se de técnicas lúdicas e interativas, como as demais atrações do museu: "Estamos vivenciando uma fase de renovação e modernização do nosso acervo e Epidemik é um verdadeiro marco deste momento".

 


Dois espaços integrados
A exposição Epidemik é dividida em dois blocos distintos. A primeira parte aborda a história milenar dos homens e das epidemias e faz uma retrospectiva do tema desde o período Neolítico, passando pela Antiguidade, a Idade Média e a Revolução Industrial, até os dias atuais.  Obras de artistas franceses servem de fio condutor para traçar uma linha do tempo e situar as diferentes epidemias ao longo dos séculos. Já obras brasileiras do acervo da Mapoteca da Biblioteca Nacional, do Museu do Exército, da Fiocruz e do Instituto Butantan resgatam momentos marcantes da história das epidemias no país. O videogame coletivo é o destaque do segundo bloco.

Além de jogos eletrônicos, a mostra oferece rico conteúdo histórico e jornalístico, em seis seqüências de filmes, contendo gravuras, pinturas, documentos, fotos e reportagens contemporâneas e históricas, projetadas em um afresco de 19 metros. Esses diferentes materiais revelam a visão de quem vivenciou as crises epidêmicas, o que inclui depoimentos de pacientes, familiares e profissionais da saúde. São dezenas de relatos reais oriundos de diferentes regiões do mundo, como o de uma sobrevivente da gripe espanhola, de 1918, ou de mulheres africanas que sofrem da doença do sono, sempre com ênfase nas relações entre o homem e o meio ambiente, interligando aspectos biológicos e culturais.

A exposição propõe uma abordagem inovadora para que o visitante tenha um entendimento mais profundo do impacto das várias epidemias ocorridas ao longo dos séculos sobre a humanidade. O objetivo central é mostrar um panorama das principais epidemias mundiais e do comportamento das populações em situações de crise, com destaque para os aspectos sociais e culturais, mas sem esquecer as questões relacionadas às descobertas científicas e aos avanços na gestão das políticas de saúde pública. Epidemik apresenta os desafios que uma epidemia pode impor à sociedade e chama a atenção para o papel que cada um, cidadão ou autoridade pública, pode e deve assumir para prevenir situações de calamidade.
 
 

 

Da França com toque brasileiro

A exposição original teve o suporte de um comitê curador formado por renomados cientistas franceses, de instituições reconhecidas mundialmente como o Instituto Pasteur e o Institut National de la Santé et de la Recherche Médicale (Inserm), entre os quais epidemiologistas, imunologistas, sanitaristas, sociólogos, engenheiros e antropólogos.

No Brasil, a exposição integrou o calendário das atividades culturais do ano da França no Brasil, em 2009. Com acervo original da exposição francesa, a mostra também incorpora temas diretamente ligados à realidade da população do país, com depoimentos locais, materiais sobre dengue, meningite, Aids, hanseníase, tuberculose,  febre amarela, e uma reportagem especial sobre Doença de Chagas entre outros conteúdos desenvolvidos pela Fiocruz, com o apoio do Instituto Butantan. A versão brasileira de Epidemik tem como coordenador geral o diretor do Centro de Relações Internacionais em Saúde e ex- presidente da Fiocruz, Paulo Buss. Já a curadoria no Brasil é de responsabilidade da antropóloga da Fundação Gisele Catel.
 

 

Sanofi-Aventis: 
No Brasil desde o final dos anos 50, a sanofi-aventis emprega 4.500 pessoas e dispõe de 3 unidades industriais. Atuando da prevenção ao tratamento, o grupo dispõe de um dos mais amplos portfólios de medicamentos e vacinas do país. No campo social, a sanofi-aventis Brasil se destaca como uma das farmacêuticas que mais investe em ações sociais, e já aplicou, desde 2004, mais de R$ 35 milhões no país, beneficiando, em média, 2,5 milhões de pessoas, anualmente, em mais de 15 programas de longo prazo. Como organização dedicada à saúde, as ações da sanofi-aventis priorizam a saúde e a infância, bem como populações desfavorecidas, em programas de prevenção, educação, humanização e acesso a medicamentos.

A sanofi-aventis também tem desenvolvido vários programas visando à humanização hospitalar, reconhecidos nacionalmente, como as Brinquedotecas Hospitalares "Nossos Sonhos São Possíveis", o "Música nos Hospitais" e o Programa Conviver, implantados em hospitais públicos de vários estados brasileiros. Outros projetos de alcance nacional, como a Coleção "Comida que Cuida", ou regionais como a exposição "Vias do Coração" e o Projeto Arte com Saúde, refletem publicamente o posicionamento ético e participativo da sanofi-aventis com a sociedade.
www.sanofi-aventis.com.br.

 

 

 

Fiocruz: 
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que este ano comemora 110 anos, desde sua origem, tem como principal meta a produção de ciência para a saúde pública brasileira, com ênfase na inovação, tanto tecnológica quanto social. Sua atuação pode ser dividida em oito frentes: ciência, tecnologia e inovação em saúde; educação permanente e qualificação profissional para o Sistema Único de Saúde (SUS); atenção à saúde; vigilância epidemiológica e ambiental em saúde; vigilância sanitária de produtos, serviços e ambientes; assistência farmacêutica e produção de insumos estratégicos em saúde; gestão de políticas de saúde; e inovação na gestão. O objetivo é fazer avançar a fronteira do conhecimento e colocá-lo a serviço de todos.
Aids, dengue, febre amarela, malária, leishmaniose, Chagas, hanseníase e tuberculose são alguns exemplos de doenças que estão na mira da Fiocruz e são temas de projetos desenvolvidos pela instituição. Os estudos incluem pesquisa biomédica, clínica e epidemiológica, assim como aspectos históricos e sociológicos. Novas tecnologias, como genômica, proteômica e células-tronco, também fazem parte do trabalho da Fundação, que se destaca, ainda, nos debates sobre bioética, na promoção do aleitamento materno, nos estudos sobre mudanças climáticas e no enfrentamento da violência, entre outros assuntos da atualidade.
Os campi da Fiocruz no Rio de Janeiro, localizados nos bairros de Manguinhos (Zona Norte), Flamengo (Zona Sul) e Jacarepaguá (Zona Oeste), abrigam desde prédios históricos, parques e museus até modernas plantas industriais para produção de vacinas, medicamentos e kits para diagnóstico, além de dezenas de laboratórios de pesquisa, salas de aula, bibliotecas e hospitais. Em agosto deste ano, foi inaugurada a unidade da Fiocruz no Paraná, o sexto campus regional da Fundação, já presente nos estados de Amazonas, Bahia, Minas Gerais e Pernambuco, bem como em Brasília. Além disso, já está sendo negociada a implantação da Fiocruz no Ceará, Mato Grosso do Sul, Piauí e Rondônia. A esta expansão nacional, soma-se a ampliação da presença internacional da instituição, que inaugurou, no ano passado, seu Escritório de Representação na África, situado em Maputo, capital de Moçambique.

 


Em números

- 10 mil trabalhadores
- 1.200 artigos científicos / ano publicados em periódicos indexados
- 6.700 profissionais de saúde / ano formados em diferentes modalidades de cursos
- 87.600 pacientes atendidos / ano em serviços assistenciais especializados
- 217 mil exames laboratoriais / ano realizados para diagnóstico de doenças
- 1,1 bilhão de unidades de medicamentos / ano
- 128,2 milhões de doses de vacinas / ano
www.fiocruz.br

 

Estação Ciência:  

Há mais de 20 anos promovendo exposições e atividades diversas de divulgação científica, a Estação Ciência é um órgão da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da USP. Todas as suas ações procuram demonstrar ao grande público, adultos e crianças como a ciência e a tecnologia fazem parte do nosso dia-a-dia, apresentando os temas de forma lúdica e prazerosa, conseguindo aguçar a curiosidade e o senso de observação das pessoas. Além das exposições permanentes, a Estação também recebe mostras temporárias como neste caso e ainda disponibiliza uma gama de exposições itinerantes que podem ser levadas para outras cidades e estados. Há, ainda, apresentação de shows e peças teatrais com temas científicos, mostras de vídeo, projetos educacionais permanentes e a experimentoteca, que empresta gratuitamente kits portáteis de experimentos científicos.

 

Estação Ciência

Rua Guaicurus, 1394, Lapa - São Paulo - Sp - www.eciencia.usp.br

Visitação :  até  26 de setembro de 2010
3ª a 6ª, das 8h às 18h
Sábado, domingo e feriado: das 9h às 18 h

A Estação Ciência fecha nos feriados que caem às segundas-feiras. 
As escolas podem agendar visitas pelo telefone (11)-3672-5364 ou 3675-6889.
Isentos: professores (com comprovação), monitor, agente ou guia de turismo (com registro Embratur), comunidade USP - com carteirinha válida na catraca, menores de 6 anos e maiores de 60 anos. 
Dias com entrada gratuita para todos: primeiro sábado e terceiro domingo de cada mês
Solicitação de isenção para grupos: escolas públicas, entidades assistenciais e projetos sem fins lucrativos podem enviar solicitação de isenção de ingresso para secretaria@eciencia.usp.br



Salle Flottante de Thomas Hirschhorn na Escola São Paulo
Curadoria Marcos Moraes

 

A Escola São Paulo apresenta a obra Salle Flottante do artista Thomas Hirschhorn no contexto da 29ª Bienal de São Paulo, abrindo uma oportunidade de proporcionar mais um espaço para reflexão e discussão sobre o binômio ‘arte– política’, mote desta edição da mostra internacional. A exposição está inserida no programa proposto pela Bienal, ao qual se articularam as mais importantes e relevantes instituições culturais da cidade - constituindo o Pólo de Arte Contemporânea de São Paulo – para potencializar as ações culturais e educativas.

O artista é conhecido por suas instalações potentes – verdadeiras estruturas arquitetônicas – que fazem referência à filosofia, política e cultura pop. Suas construções geralmente têm um ar caótico e são feitas com materiais baratos e efêmeros. Nelas também o artista coloca livros, manifestos e escritos seus, mapas e uma série de outras coisas.

Salle Flottante integra um conjunto da obra do artista no qual por meio destas estruturas ele nos propõe reflexões sobre o ver, sobre modos de percepção do mundo, sobre as relações consumistas da sociedade contemporânea, que ele evidencia pelo uso de materiais usados, reciclados, por elementos e objetos do cotidiano; o trabalho ainda denuncia o uso e a manipulação produzida pelos meios de comunicação de massa, a propaganda e publicidade, sem deixar de referenciar e, também, homenagear personagens relevantes para a cultura e o pensamento contemporâneo.

A ‘arquitetura’ da sala e sua iluminação fluorescente, quase que hospitalar acentuam a proposição de suspensão do espaço que ele nos propõe a adentrar. Um jogo de examinar, sendo examinado; de ver, sendo visto, um espaço/display a nos atrair a atenção e nos conclamar a refletir sobre nossas ações cotidianas.

 

Biografia do artista:

Thomas Hirschhorn nasceu em Lenzburg, Suíça, em 1957, vive e trabalha em Paris, França. Estudou desenho gráfico na Schule für Gestaltung em Zurich, Suíça. Participou do "Graphus", um coletivo parisiense de designers comunistas.

Entre as inúmeras exposições de que participou, destacam-se as realizadas no Jeu de Paume, Paris (1994), Bienal de Veneza (1999), Museu de Arte Moderna de Nova York (2001), Documenta de Kassel (2002), Museu de Arte Moderna, Buenos Aires (2003), Centro Cultural Suíço em Paris (2004), Museu Serralves, Porto, e Bonnefantenmuseum, Maastrich (2005), Bienal de São Paulo e Centro Pompidou, Paris (2007), Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa (2008).

Premiado com o Joseph Beuys-Preis, pela Joseph Beuys-Stiftung, Basel (2004): o Rolandpreis für Kunst im öffentlichen Raum, pela Stiftung Bremer Bildhauerpreis, Bremen (2003), o Prêmio Marcel Duchamp, pela ADIAF, Paris (2000) e Preis für Junge Schweizer Kunst, pela Zürcher Kunstgesellschaft Exposition Wirtschaftslandschaft Davos, 2001 na Kunsthaus Zürich (1999).

 

Escola São Paulo
Rua Augusta, 2239 – Jardins – São Paulo - SP
55-11-3060-3636
info@escolasaopaulo.org
www.escolasaopaulo.org
segunda a sexta, 9h às 20h; sábados, 9h às 18h

Visitação: até 8 de outubro



Exposição em Paris: História da Moda

 

O Musée des Arts Décoratifs – situado no museu do Louvre – propõe atualmente uma exposição chamada Historie idéale de la mode. Através 150 modelos e 40 vídeos, a moda dos anos 1970,  1980 e 1990 é revista e analisada.

Abriu  a exposição o desfile (1971) de Yves Saint Laurent, onde ele revolucionou  a moda com o seu  prêt-à-porter e, ao mesmo tempo,  transformou  a alta costura em imagem do passado.

Fecha a exposição o desfile de Jean Paul Gaultier de 1990, intitulado le rap-pieuses.

A exposição mostra, ano após ano, as mudanças estilistícas e as escolhas de cada um dos grandes nomes da moda.

 

Palais Royal Musée du Louvre

107 rue de Rivoli 75001 Paris – Metrô Palais Royal Musée du Louvre

Aberto de terça a domingo de 11h às 18h.

Visitação: Até o dia 10 de outubro.



Exposição gratuita mostra acervo histórico do Museu de Belas Artes

 “Arte na Academia: acervo histórico” apresenta obras de Alfredo Oliani, Túlio Mugnaini, Lopes de Leão, Colette Pujol, Júlio Guerra, Raphael Galvez, Vicente Di Grado

 

A exposição gratuita “Arte na Academia: acervo histórico”, no Museu de Belas Artes (muBA), em São Paulo  exibe desenhos, pinturas e esculturas de Alfredo Oliani, Túlio Mugnaini, Lopes de Leão, Colette Pujol, Júlio Guerra, Raphael Galvez, Vicente Di Grado, entre outros.

Parte da comemoração pelos 85 anos do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, a exposição resgata o período em que a instituição era denominada “Academia de Belas Artes” (1925-1932) e “Escola de Belas Artes” (1932-1979), com curadoria de William Keri. Em 1925, quando foi fundada, a “Academia de Belas Artes de São Paulo” concentrava quase que sozinha o ensino oficial das artes na cidade.

“Para a exposição retomamos uma das formas convencionais adotadas na ‘Academia de Belas Artes de São Paulo’, no início do segundo quartel do século passado, com a disposição das obras ocupando praticamente todo o espaço da parede. Essa maneira de organização guarda antecedentes com as exposições dos salões de Paris entre os séculos XVII e XIX”, afirma Keri.

Todos os nomes expostos estão ligados ao centro universitário. Como curiosidade, Lopes de Leão foi um dos idealizadores da instituição, enquanto Alfredo Oliani foi formando da primeira turma de Artes Plásticas, em 1931, e Vicente Di Grado, que dá nome a uma das Galerias de Exposição do centro universitário, foi um ex-aluno que retornou como professor em 1966.

 

Centro Universitário Belas Artes

O Centro Universitário Belas Artes de São Paulo completa 85 anos de tradição em 2010, e oferece formação inovadora e pioneira aos seus alunos. Por isso, é a escola ideal para jovens que valorizam a criatividade e a liberdade de expressão e buscam conhecimento com aplicação prática no mercado profissional.

Esse ambiente criativo e estimulante é proporcionado pelo caráter interdisciplinar dos cursos, a qualificação dos professores e a infreaestrutura completa oferecida pela instituição. Estes são aspectos favoráveis à formação diferenciada do futuro profissional, que poderá exercer a carreira escolhida com competência e personalidade.

www.belasartes.br

 

Museu de Belas Artes de São Paulo (muBA)

Centro Universitário Belas Artes de São Paulo – Unidade 2 - R. Dr. Álvaro Alvim, 90

de seg. a sex.,  10h às 20h; sábados, das 10h às 16h

Visitação: 10 de dezembro

Exposição Gratuita



 

Exposição no Castelo de Versailles

O grande artista japonês Murakami é  o próximo artista contemporâneo convidado a expor no Castelo de Versailles. Abaixo pequeno trecho tirado de uma entrevista de Murakami:

“Para um japonês, o Castelo de Versailles é um dos maiores símbolos da história ocidental. Ele é um emblema da ambição de elegância, de sofisticação  e de arte. Para nós japoneses, compreender Versailles é impossível. Para nós o castelo é um conto fantástico, vindo de um país longíquo.

Versailles para mim é um mundo irreal e, com um sorriso malicioso, como o coelho da Alice,  eu os convido a visitar a minha exposição no país das maravilhas de Versailles.

 

 

Castelo de Versailles

até 12 de dezembro 2010

Visita-se a exposição com a entrada do castelo.

www.chateauversailles.fr

 



Fondation Cartier Bresson em Paris

Foto: Francisco de Assis Andrade

 

“Fotografar é prender a respiração quando todas as faculdades convergem para captar a realidade fugitiva.”

“A câmera fotográfica para mim é um caderno de desenho, instrumento de intuição e de espontaneidade, o mestre de um instante.”

Henri Cartier Bresson

Foto: Francisco de Assis Andrade       Foto: Chicago 1960 – Harry Callahan – cortesia Pace/MacGill Galery

A Fondation Cartier Bresson não está localizada nos pontos mais turísticos de Paris. Ela se encontra no bairro 14, atrás da estação ferroviária Gare Montparnasse.

Foto: Francisco de Assis Andrade

Pegue a linha 13 do metro e desça na estação Gaitê. Antes de sair da estação, localize no mapa do bairro a rua Lebouis. Nela se encontra um beco sem saida – o Impasse Lebouis – o endereço da Fundação.

Preste atenção no prédio onde se encontra o meuseu. Todos nós sonhamos morar nestes antigos ateliês de artistas, nestes prédios espalhados por Paris, com grandes janelas de vidro por onde entra com violencia a luz do sol.

Foto: Francisco de Assis Andrade

Toda a fachada principal do prédio, dando para a rua Lebouis, é ocupada por apartamentos privados. Tenho  amigos que moram no segundo andar.Nos fundos se encontra a Fundação, encarregada de administrar toda a obra de Cartier Bresson. Nas suas salas de exposição podemos ver,  três vezes por ano, exposições de Cartier Bresson e de outros artistas.

até 18 de dezembro de 2010

www.henricartierbresson.org



Exposição do artista José Patrício mostra como matemática organiza e até dirige a vida contemporânea

O Centro Cultural Banco do Nordeste apresenta  a exposição individual “O Número”, do artista pernambucano José Patrício, com curadoria de Paulo Herkenhoff, dentro da programação do IV BNB Agosto da Arte.

 

José Patrício, um artista do Número (texto do curador Paulo Herkenhoff)

 

José Patrício é um artista do Número. Com jogos de dominó e dados, quebra-cabeças ou grandes quantidades de objetos, como botões e contas de colar, ele cria sua linguagem do número. No entanto, é necessário olhar mais adiante. Estamos diante de jogos, de regras, códigos, quantidades, formas, sólidos geométricos, o zero e o ilimitado. A matemática organiza e até dirige a vida contemporânea. Na sociedade moderna, tudo é número: os cálculos de nossa vida, movimentos da sociedade são medidos (como a opinião), na política (o voto), sem falarmos da economia (a produção, o acúmulo etc.) e da ciência.

Esta exposição nos lança algumas questões: em termos da filosofia, qual a relação do número com a verdade? Os números mentem ou são os homens que mentem através da manipulação dos números?

Qual a relação, nos dominós, entre cor e número? Isso é pintura, quando a cor e o número formam um discurso se tornam signo da comunicação? Uma coleção de botões azuis e outra de botões vermelhos se referem ao Pastoril: como a cor pode ser um símbolo? Como percebemos o mundo através de nossos sentidos? Um trabalho com 46.872 pregos nos faz pensar no som ou nos convida ao toque? Como percebemos dominós em algumas obras se ali não existe qualquer pedra de dominó?

O que é o acaso e o controle em nossa experiência cotidiana, o que são jogos com números? O que é o caos dos números? O número nos oferece estabilidade? Quando colecionamos alguma coisa, esse movimento de juntar tem fim? Mesmo que a quantidade de uma coisa tenha fim, o número é infinito? Como experimentamos a ideia de infinitude em nossa existência? Seria isso uma relação com a vida e a morte?

Seria eu o Um, o Outro o Dois e mais um Outro o Três? O que isso significa na vivência do sujeito da linguagem? Onde está o Zero nesses jogos? O que é o Zero? É a ausência? A falta? Vivemos, como seres humanos, sempre uma ideia de falta? Seria a falta o que nos levou a construir a linguagem? É o que nos leva ao Outro? Seria a falta o próprio eu de cada um de nós? Em suma, entregar-se à obra de José Patrício é um convite ao jogo entre o olhar, a sensibilidade e a inteligência.

 

 

Breve currículo do artista José Patrício

 

José Patrício nasceu no Recife, Pernambuco, em 1960. Estudou na Escolinha de Arte do Recife, entre 1976 e 1980, sob a orientação da gravadora Thereza Carmen Diniz. Em 1978 ingressou no curso de Ciências Sociais da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), graduando-se em 1982.

No início da década de 80, orientado pelo gravador José de Barros, freqüentou o ateliê livre de gravura em metal do Centro de Artes da UFPE. Em 1983 realizou, em Olinda, na Oficina Guaianases de Gravura, sua primeira exposição individual. Nesta oficina, foi diretor artístico entre 1986 e 1987.

No 38o Salão de Artes Plásticas de Pernambuco, realizado em 1985, recebeu prêmio aquisitivo e o prêmio de artista mais promissor. Em 1986 expôs no Rio de Janeiro, na Galeria Espaço Alternativo, da Funarte. Recebeu prêmios aquisitivos nos 11o e 12o Salões Nacionais de Artes Plásticas, realizados em 1989 e 1991.

Em 1990, no Recife, realizou exposição individual na galeria Pasárgada Arte Contemporânea. Entre 1994 e 1995 viveu em Paris, onde estagiou no Atelier de Restauration d’Art Graphique do Musée Carnavalet. Participou, em 1994, da 22a Bienal Internacional de São Paulo. Em 1999 recebeu prêmio aquisitivo no VI Salão da Bahia. Participou da III Bienal do Mercosul em 2001 e da 8a Bienal de Havana em 2003. Vive no Recife.

 

 

Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza

rua Floriano Peixoto, 941 – Centro – fone: (85) 3464.3108)



 

 


Edições Anteriores 

Mês: 

imprimir essa página

 

© 2003 - 2010 Jornal da Mulher. Todos os direitos reservados. All rights Reserved