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 Edição de Julho de 2009

 

A Escola São Paulo apresenta os trabalhos realizados pelos alunos dos cursos que aconteceram no período de junho de 2008 a junho de 2009.

 

A exposição contempla a produção da Escola São Paulo e é uma mostra de trabalhos elaborados por alunos de nossos cursos, oficinas workshops, nos quais o potencial dos estudantes  está em evidência. Entendemos que apresentar uma exposição com os trabalhos de nossos alunos é parte do projeto educativo da Escola e, portanto, reflete o compromisso de nosso trabalho.

    Os alunos que participam da exposição foram indicados por seus professores e as obras apresentadas, selecionadas pela coordenação das exposições. A exposição apresenta a produção de 19 áreas distintas de atividades desenvolvidas na Escola. Os trabalhos selecionados são de diversas áreas: artes, moda, cinema, vídeo e literatura.

 

      

        

Exposição de alunos da Escola São Paulo

Escola São Paulo

Rua Augusta, 2239

Informações e Reservas: (11) 3060.3636

www.escolasaopaulo.org

Visitação: até  15 de agosto

Segunda a sexta, das 10 às 22h;

sábados, das 10h às 19h



Mulheres do Planeta.

Exposição de Titouan Lamazou na Oca

 

Com mais de 200 perfis, a mostra Mulheres do Planeta, do artista francês Titouan Lamazou, faz um amplo painel da mulher contemporânea por meio da fotografia, pintura, vídeo, texto e desenho realizados pelo artista durante sete anos de viagens pelos cinco continentes do mundo.

 

          

 

    Retratos de refugiadas, camponesas, militantes, operárias, advogadas, artistas, nômades, modelos, professoras, empresárias e outras, exemplificam a força da mulher atual, independente da aparência física, nacionalidade, origem étnica ou religião. Titouan exemplifica a força e a beleza natural da mulher contemporânea.

    A idéia do projeto surgiu em 2002, durante uma viagem de exploração no Chifre da África, onde o artista se deparou com o arcaísmo do ritual de mutilação da sexualidade feminina. A partir da experiência, Titouan desenvolveu um método de trabalho. A abordagem das mulheres iniciava-se ou por meio de um questionário com 20 perguntas, noutras chegava com a fotografia, muitas se revelavam quando posavam para a pintura, algumas ainda tornavam-se mais confidentes nas filmagens do making of. O artista levou em conta a espontaneidade e os intensos relatos pessoais.

    A exposição chega ao país após ter sido exibida entre outubro de 2007 e junho de 2008 no Museu da Humanidade (Palais de Chaillon) em Paris com público recorde de 230 mil visitantes. Uma das exibições mais visitadas na França naquele ano de um artista vivo, agora chega ao Brasil de forma ampliada, com cerca de 3 mil obras e 50 filmes, ocupando o espaço da Oca com 6 mil m². Na primeira vez ao sair da França, a mostra foi preparada pelo artista especialmente para o espaço da Oca, com cenografia especialmente desenhada por Vincent Beaurin e por Titouan, para harmonizar com a arquitetura de Oscar Niemeyer. A mostra integra o programa de comemorações do Ano da França no Brasil.

De imediato, no térreo o visitante vai se surpreender com grandes obras fotográficas e seu sofisticado trabalho artístico, para em seguida descobrir os mapas e fazer suas múltiplas leituras Na célula Genesis é exibido um relato da história pessoal do artista.

    Nos demais andares o público vai descobrir de diferentes maneiras as diversas leituras que a exposição enseja. As milhares de obras, entre pinturas, textos, fotos e vídeos, revelam as abordagens sociológica, antropológica e humanitária, que exemplificam o porquê do artista ter sido nomeado 'Artista pela Paz' pela Unesco.

   Titouan tem uma preocupação com o conforto e a fluidez da exposição, por isso no projeto cenográfico criou um mobiliário especial e também áreas de descanso, com dois bares. Nesses locais, o artista convida o público a descontrair-se em conversas e encontros, acompanhados de um café ou mesmo de uma programação cultural que inclui apresentações musicais, poéticas e de dança.

    Na loja instalada ao lado do 'Bar Niemeyer', no térreo, estarão à venda os suvenirs e produtos editorais do projeto, entre eles um DVD com 50 perfis, um catálogo em português de 386 páginas, além de dois livros, em francês, com quase mil páginas, onde reproduz as obras e depoimentos das mulheres.

 

Titouan Lamazou

O cidadão do mundo é, antes de tudo, um artista fiel aos seus princípios. Nascido em Casablanca, no Marrocos, em 1955, aos 11 anos decidiu enveredar pela arte. Aos 17 anos, Titouan foi admitido na Escola de Arte de Marselha e Aix-en-Provence, França, porém logo outra de suas paixões orientou seu talento e criatividade para outras paragens. Foi nesse momento que empreendeu sua primeira viagem transatlântica, combinando arte, vela e viagem de uma maneira absolutamente original e única.

    Em 1991, Titouan consagrou-se como campeão mundial de regata oceânica. A partir de então, o artista percebeu que tinha maturidade suficiente para publicar carnets du voyage pela maior editora francesa, Gallimard. Em 2001, Titouan decidiu dedicar sua vida ao projeto 'Mulheres do Planeta', que o levou de volta ao Brasil.

 

Brasil na obra de Titouan

A relação de Titouan com o Brasil começou nos anos 70 através do contato com o 'Cinema Novo' de Glauber Rocha e da leitura da prosa de Guimarães Rosa e sua obra-prima ‘Grande Sertão Veredas’. Sua primeira visita ao país, porém, foi em 1977 durante a realização da prova Tour du Monde, como integrante da tripulação de Eric Tabarly. Nessa oportunidade, Titouan conheceu Tom Jobim, Toquinho, Maria Bethânia e Vinícius de Moraes. Já em 1986, quando o artistavelejador completava pela primeira vez um campeonato de navegação solitária, na etapa do Tour Du Monde pelo Rio de Janeiro, que conheceu de fato o país e também a figura do cantor e compositor Gilberto Gil. Era o início de mais uma paixão.

    O capítulo brasileiro da exposição conta com a exibição da história de 19 mulheres marcantes que Titouan conheceu em sua viagem de quatro meses no ano de 2004, ao percorrer os estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso, Goiás, Tocantins e Minas Gerais.

    Nadia, Evania, Nélida, Cássia, Bárbara, Paula, Dany, Dercy, Tiana, Tiane, Maria de Lourdes, Claudia, Lia, Joana, Deuzilia, Marina, Dayana, Rosa, Isa… deixam de ser apenas nomes e ganham personalidade, vida, som, voz e cor nas obras eternizando a essência pessoal da história de cada uma delas.

Opiniões diretas como a da atriz Dercy Gonçalves (1907-2008) permeiam o trabalho de Titouan. Aliadas a imagens contundentes, as mulheres se apresentam como elas são. “Eu não gosto de mentir. O ser humano se acostumou a mentir (...) quando o homem mente, ele mente para si próprio” escancara a atriz.

 

Unesco

A relevância de seu trabalho como artista engajado na defesa dos direitos da mulher foi reconhecido em 2002, quando a UNESCO decidiu apoiá-lo em seu mapeamento da condição feminina no mundo. Em 2003, a mesma instituição agraciou Titouan com o título de ‘Artista pela Paz’, reconhecendo no artista um porta-voz para uma de suas grandes missões: em 1979, 125 países assinaram a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher. Ainda que incorporados a algumas constituições, os termos da convenção atualmente não são obedecidos por nenhum dos países signatários...

 

Lysistrata

A consciência que a pesquisa despertou em Titouan Lamazou rendeu frutos para além da exposição, fazendo com que o artista conciliasse sua carreira de velejador e de artista com a de um ativista político em defesa dos direitos femininos. Assim, Titouan fundou a ONG internacional Lysistrata, que atua no apoio e implementação de centros de capacitação da mulher em países como Congo, França, Indonésia e o próprio Brasil, onde busca parcerias na Rocinha no Rio de Janeiro. O nome da ONG é tomado da primeira peça feminista pela paz registrada na história da literatura mundial. A obra foi escrita por Aristófanes (447 a 386 AC), em que a personagem Lisístrata comanda uma greve de sexo entre as mulheres de Atenas e Esparta para terminar com a Guerra do Peloponeso.

 

Oca – Pavilhão Lucas Nogueira Garcez.

Av. Pedro Álvares Cabral, s/n, Portão 3.

Período expositivo: até 11 de julho de 2009

das 10:00 às 20:00hs

Patrocínio: Bradesco

Apoio: Unesco

www.titouanlamazou.com



Gemellaggio

A curadoria da exposição é da marchande e galerista Celina Leite Ribeiro, e reúne alguns dos principais nomes e representações da pintura e escultura. Na Galeria Spazio Surreale, até o dia 17 de julho.

 

Gemellaggio é uma tradição que reúne cidades diversas do mundo inteiro, como cidades-irmãs, para a troca de informações, de experiências e culturas, e agora também de calor artístico. Mais uma vez São Paulo vai receber uma série de artistas de Brasília, com esculturas e pinturas. A conceituada Galeria Art & Art, de Brasília, DF, em abril passado trouxe mestres da encáustica. Agora é a vez de pintores, como Flavita Obino Boeckel, Salete Henkes, Leonardo Bianchetti, entre outros, e escultores, como Gougon, Lourenço de Bem, Manoel Andrade, Mariaamelia e Marilda Morais.
    A meta é, segundo a galerista e marchande Celina Leite Ribeiro, "ampliar o mercado , não só para os artistas brasilienses, mas também atender aos anseios dos colecionadores que buscam por novos e talentosos valores, trabalhos avançados em técnicas e criatividade na pintura e escultura”.

 


      


"Gemellaggio – Brasília – São Paulo". Mostra de Pinturas e esculturas de artistas brasilienses.

 
Curadoria de Celina Leite Ribeiro, da Galeria Art & Art, de Brasília, DF.
Galeria Spazio Surreale

Rua Caconde, 234/238, Jardins, São Paulo, Capital. Tel. (11) 3884-8449. Até 17 de julho.
até o dia 17 de julho



DON QUI, o Quixote de Matta

 

 

O Instituto Cervantes de São Paulo apresenta a exposição “DON QUI, o Quixote de Matta” com a participação de Inés Ortega-Márquez de Durán, curadora da mostra e vice-presidenta executiva do Centenário Matta 11-11-11, no Espaço Cultural do Instituto Cervantes.

    Durante a exposição o público pode apreciar 35 gravuras pertencentes a dois portfólios do artista: Don Qui, de 1985 e Qui d´Eux, de 1990; além de 20 reproduções de desenhos e textos inéditos que compõem os mais de 90 pequenos desenhos originais realizados por Matta durante sua estadia em Londres, nos anos 70; e 6 pastéis feitos com técnica mista em Madri, em 1989, durante uma visita ao Poeta Rafael Alberti, com quem fez poesia/desenho automático.  Ao todo são 61 imagens, com dimensões que variam entre 58x66cm a 94x75cm.

    Com sua passagem por São Paulo, esta Exposição - que foi inaugurada em Chicago em maio de 2008 - terminará sua itinerância pelos centros do Instituto Cervantes no Brasil, antes de continuar sua trajetória pela Europa.

 

Matta (Santiago de Chile, 1911 – Tarquinia, Itália, 2002)

É considerado um dos mais influentes artistas do século XX, o último surrealista. Desenvolveu o conceito de “morfologia psicológica”, chave em toda sua obra. Membro do Patronato do Instituto Cervantes, Matta recebeu muitos prêmios entre eles estão: “Premio Nacional de Arte de Chile” (1990), o “Premio Príncipe de Asturias  de las Artes”, (Espanha, 1992). 

    Realizou uma das mais fantásticas interpretações do Quixote - surrealista e não isenta de humor - e recriou suas aventuras a partir de dois conceitos que julgou essenciais: Amor e Batalhas, duas idéias importantes do clássico cervantino. 

    O Quixote, que se debatia entre a  ilusão e a realidade, e o precoce  manejo por Cervantes da  irracionalidade e da alucinação, lhe fascinaram e o levaram a desenvolver um  processo criativo no  qual realizou suas ilustrações  “a partir do ponto de vista do próprio Quixote.

 

          

 

Exposição: “DON QUI, o Quixote de Matta”

Espaço Cultural do Instituto Cervantes

Av. Paulista, 2439 - Metrô Consolação

Site: http://saopaulo.cervantes.es - Tel. 11 3897-9609

Visitação: até 30 de julho  

segundas, das 8h às 20h; terças a sextas, das 8h às 21h; e  sábados, das 9h às 15h.

Gratuito



 “Arte para crianças”

Exposição gratuita apresenta a arte contemporânea para o público infantil

 

A Área de Convivência do SESC Pompeia abriga a exposição “Arte para Crianças”, mostra que a arte contemporânea é acessível a todos, independente de idade e formação.

    É desta premissa que parte a curadoria da exposição. “Arte para Crianças” reúne 17 artistas plásticos contemporâneos, que trabalham com diversos suportes e pertencem a diferentes gerações, e que criaram suas obras pensando, sobretudo, nos pequenos. Amílcar de Castro, Athos Bulcão, Cildo Meireles, Eder Santos, Eduardo Sued, Emmanuel Nassar, Ernesto Neto, Lawrence Weiner, Mariana Manhães, Nuno Ramos, Rubem Grilo, Tunga, Yoko Ono participam da exposição que tem curadoria de  Evandro Salles e patrocínio da Vale.

    A exposição traz trabalhos curiosos como o do artista Ernesto Neto, que reproduz com tecidos e espuma o aconchego do útero materno; a instalação de Cildo Meireles, “la bruja”, onde as pessoas caminham sobre fios que representam o infinito. “la bruja” é uma vassoura que ocupa o local com mais de mil metros de fios de algodão.

    Há também obras assinadas pelo grande escultor Amílcar de Castro (1920-2002), com um conjunto de 140 pequenas esculturas em aço, três grandes esculturas e um conjunto de obras feitas em madeira. Além destas obras, Arte para Crianças traz uma bela homenagem ao artista Athos Bulcão (1918-2008).

Está também representada a poesia de Manoel de Barros numa animação intitulada Histórias da Unha do Dedão do Pé do Fim do Mundo.

    Eder Santos apresenta videoinstalações, e cerca de 400 gravuras de Rubem Grilo são dispostas numa casinha de brinquedo. Nuno Ramos é o artista convidado de São Paulo, e apresenta quatro objetos.

    A exposição segue até 2 de agosto, com visitação de terça a sábado, das 10h às 21h, e aos domingos e feriados, das 10h às 20h.

 

Sesc Pompeia

Rua Clélia, 93

Telefone para informações: (11) 3871-7700

Para informações sobre outras programações ligue 0800-118220

www.sescsp.org.br

Visitação: até 2 de agosto de 2009

 De terça a sábado, das 10h às 21h, e domingos e feriados, das 10h às 20h.

Área de Convivência - Grátis - Classificação indicativa: Livre

Agendamento de grupos e informações: 11 3871-7700



Exposição traz ícones da arte moderna a Curitiba

Dentro das comemorações do Ano da França no Brasil, Museu Oscar Niemeyer acolhe obras do acervo de arte da Renault; entre os artistas estão Jean Dubuffet, Miró, Victor Vasarely, Niki de Saint Phalle e outros

 

Curitiba recebe a estréia nacional da exposição “Uma Aventura Moderna – Coleção de Arte Renault”, que apresenta a sociedade industrial a partir do olhar de grandes expoentes da arte contemporânea. A mostra reúne pinturas, esculturas, desenhos e colagens de artistas como Jean Dubuffet, Arman, Jean Tinguely, Juan Miró e Erró, entre outros, e estará no Museu Oscar Niemeyer – salas Tarsila do Amaral e Guignard - até 9 de agosto. A partir de  11 de setembro, o público paulistano terá a oportunidade de conhecer a mostra no Museu de Arte Contemporânea, MAC USP Ibirapuera (Bienal).

    A exposição é promovida pela Renault e integra o calendário oficial do Ano da França no Brasil, uma iniciativa conjunta dos governos francês e brasileiro para promover o intercâmbio cultural entre os dois países. A mostra estará dividida em quatro núcleos – O Universo Industrial, Ambiente Dubuffet, Pintura Abstrata e Pintura Cinética – e apresenta trabalhos inéditos no Brasil.

    As obras – um total de 96 peças de 18 autores – fazem parte do acervo de arte da Renault, constituído entre 1967 e 1985 em um sistema pioneiro de mecenato. Com o objetivo de estimular a produção artística de vanguarda e estabelecer um elo entre a arte e o mundo industrial, a empresa abriu as portas de seu parque fabril para que artistas plásticos pudessem trabalhar com novos materiais, fazendo assim surgir novas formas de expressão. Muitas destas obras foram adquiridas pela Renault.

   O acervo resultante dessa parceria, um dos mais notáveis entre empresas privadas, conta com mais de 300 obras e apresenta um panorama dos mais diversos movimentos da história da arte contemporânea. Como ressalta a historiadora de arte e curadora do acervo, Ann Hindry, trata-se de um “encontro histórico” entre o mundo industrial e grandes nomes da arte contemporânea. “Eles apresentaram um espelho, talvez crítico ou sarcástico mas, ao final de contas, amplificador”, diz.



Inverno nos Salões e no jardim do Palácio dos Bandeirantes

Até 2 de agosto, a sede do governo paulista apresenta  a exposição “Vida após a Vida – Testemunhos da Passagem" que reúne obras pertencentes ao acervo do MAE- Museu de Arqueologia da Universidade de São Paulo. A mostra reúne 37 objetos relacionados a rituais de homenagem aos mortos, organizados em quatro módulos: - Funeral entre os índios Bororo;  - O Quarup (ritual para homenagear os mortos) entre as sociedades do Parque Indígena do Xingu; - Os sepultamentos na tradição arqueológica brasileira Marajoara; - O Egito na época faraônica. Entre as peças destacam-se: um sarcófago egípcio, urnas funerária, máscaras, além de adornos como colares, viseiras de penas, brincos emplumados, etc.
    Até 26 de julho, apresenta a  mostra “Valdir Cruz - fotografias: Sinfonia de um Viajante” com duas séries de fotografias elaboradas a partir de uma técnica inédita, desenvolvida pelo próprio fotógrafo.  É composta por 35 fotografias: sendo 17 imagens que registram índios da tribo Yanomami publicadas no livro “Faces da Floresta - os Yanomami” (Cosac & Naify, 2004) e 18 imagens das quedas d’água do Paraná,  Valdir Cruz nasceu em 1954 na cidade de Guarapuava, no sul do Paraná. Em 1978 se mudou para os Estados Unidos, fixando residência em Nova York onde começou a fotografar em 1982.

Contemplando o Grande Jardim

Neste início de inverno, o visitante poderá também contemplar o grande jardim de 125 mil metros quadrados. A área ajardinada corresponde a 70% do terreno contendo mais de duas mil árvores, entre espécies, como o
pau-brasil, a árvore símbolo do Brasil e o ipê amarelo, a flor símbolo do Brasil. Há também espécies exóticas, como cerejeiras e o cedro-do-líbano.

    Além da diversidade de plantas, já foram identificadas aproximadamente mais de 40  espécies de aves que fazem dos jardins seu habitat. Entre elas, pica-paus, amarelo e negro, quero-quero, joão-de-barro, tico-tico, alma-de-gato e o sabiá-laranjeira, a ave símbolo do Brasil.

 

Palácio dos Bandeirantes
Avenida Morumbi, 4.500 – Morumbi. São Paulo - SP.
de 3ª a domingo das 10h às 17h (de hora em hora);
atendimento para grupos acima de 10 pessoas por agendamento prévio.
Entrada franca.
Telefone: (11) 2193-8282.



Inverno com Arte No Palácio de Verão do Horto

Até 2 de agosto acontece a exposição “Anjos e Santos: Arte Sacra nas coleções dos Palácios”. São obras de arte sacra provenientes dos Palácios Boa Vista, Campos Elíseos e dos Bandeirantes. São exibidas 75 peças de arte sacra dos séculos 16,17 18 e 19.

    Distante do centro da capital paulista 11 quilômetros, no Parque Estadual da Cantareira a bela edificação construída na década de 30 foi escolhida para ser o Palácio de Verão do Governo de São Paulo.
    Planejada para ser a casa do administrador do então Serviço Florestal, no entanto em 1949, pelo seu clima, sua geografia, sua fauna e flora diversificadas foram escolhidas para ser a residência de verão dos governadores paulistas.

Palácio do Horto
Rua do Horto, 931 - Horto Florestal. -São Paulo -  SP.
Visitas de 4ª a domingo das 9h às 15h (de hora em hora); atendimento para grupos acima de 10 pessoas por agendamento prévio.
Entrada franca. Telefone: (11) 2193-8282.



Zélio Alves Pinto expõe no Mestiço

Pintor, jornalista, caricaturista e escritor, Zélio Alves Pinto, abre sua mostra de telas e litografias “As Brasilianas e outros Condimentos” no restaurante Mestiço, em São Paulo, no próximo dia 22 de junho às 20h. 

 

    

 

O título dado a essa mostra de Zélio, com humor e ironia, resulta em redundância. Parafraseando a curadora norte-americana Mildred Constantine que ao apresentar uma exposição do artista, na Galeria Bonino-Rio, escreveu: “por sua natureza artística Zélio é um explorador” e, confirmando a observação da curadora, a mostra apresentada nos três salões do restaurante Mestiço reúne trabalhos figurativos do artista que hoje tem se voltado mais para a liberdade e os riscos da abstração,  através dos “Ameríndios”, termo usado pelo artista para designar seu trabalho realizado a partir da estética pré-cabralina à qual vem se dedicando nos  últimos anos.

    Outra série que Zélio tem dedicado especial atenção em sua produção é a “Brasilianas”, que poderá ser apreciada no Mestiço. Esse conjunto de obras consiste em retratos de mulheres com as quais é possível cruzar diariamente nas ruas do Brasil, das decantadas miscigenações, que geram perfis e semblantes extremados, interagindo através de expressões "ameríndias", totalmente nativas na forma e na vontade. São essas mulheres anônimas - nem feias e nem necessariamente perfeitas -, que o artista elegeu como modelo para seu trabalho.

    Os retratos dessas mulheres ele chama de “Brasilianas” e as outras peças que compõem a mostra, desde cenas de interiores até figuras convivendo na rotina do dia-a-dia, são os condimentos para o prato principal. Uma mostra que vale a pena ser vista e saboreada num apanhado curto, mas consistente da obra figurativa desse artista tão bom quanto eclético.

    Zélio Alves Pinto nasceu em 1938, em Conselheiro Pena, Minas Gerais. Pintor, jornalista, escritor, grafista e professor, iniciou sua carreira 1957 como ilustrador, repórter e redator em agências de publicidade e jornais em Belo Horizonte. Colaborou com publicações brasileiras e internacionais, dentre elas a Revista “O Cruzeiro’. Editou livros de contos, produziu um filme de animação, montou peça de teatro e ocupou cargos de Diretor dos Museus do Estado de São Paulo e de Vice-Secretário da Cultura do Estado de São Paulo.  Durante seis anos, entre 1986 e 1992, morou em Nova York onde realizou mostras com instalações e editou o jornal bilíngüe, The Brasilians.

    Zélio criou o Salão Internacional de Humor e Quadrinhos de Piracicaba, em São Paulo.  Criou também a EBART, Escola Brasileira de Arte. Realizou a reforma gráfica do jornal Folha de S.Paulo. Participou de diversas exposições individuais e coletivas dentre elas: na Galeria Bonino, no Rio de Janeiro; mostra coletiva “Pintores de Nova York”, realizada em Madri; Casa do Brasil, Cidade Universitária, em Paris; exposição individual no MASP e no MAM, Rio de Janeiro; exposição na Biblioteca Real de Bruxelas, na Bélgica; exposição individual no MuBE, em São Paulo, entre outras.

 

Exposição: Zélio Alves Pinto

“As Brasilianas e outros Condimentos”

Realização: Eduardo Esteves Art Management

Restaurante Mestiço

Rua Fernando de Albuquerque, 277 – Consolação

São Paulo – Telefone: (11) 3256-3165.

Período: até 23 de Agosto de 2009.

Horário: Todos os dias a partir das 11h45.

Técnica: Telas Pintadas a tinta Acrílica e Litografias



Ano da França no Brasil

 

“Uma Aventura Moderna – Coleção de Arte Renault” não é a única participação da Renault dentro da programação do Ano da França no Brasil. A empresa também está promovendo a exposição “A Renault de Doisneau”, composta por 112 fotografias do francês Robert Doisneau produzidas especialmente para a montadora ao longo de duas temporadas de trabalho nos anos 30, 40 e 50. A mostra, que está exposta em Curitiba, até 14 de junho na Casa Andrade Muricy -  e depois segue para São Paulo, com temporada na FIESP entre 27 de outubro e 6 de dezembro - traz o olhar de Doisneau sobre o cotidiano dos trabalhadores, o ambiente das oficinas e o papel crescente do automóvel na sociedade.

Para o presidente da Renault do Brasil, Jean-Michel Jalinier, a exposição de uma seleção do acervo representa “uma oportunidade rara para mostrarmos que a integração da empresa com a sociedade é mais do que a produção de automóveis.” Jalinier destaca o caráter “inovador” das obras. “De motores a parafusos, partes e peças dos automóveis foram empregadas e transformadas em arte”, explica o presidente.

 

Sobre o Museu Oscar Niemeyer (MON)

Tem pouco mais de cinco anos de existência e alçou Curitiba a uma posição de destaque no cenário das artes, com uma programação de alta qualidade, em espaço privilegiado. Conta com uma das maiores áreas expositivas da América Latina. São 17,7 mil m2, que conferem mais liberdade à cenografia e possibilitam a realização de até dez mostras simultâneas. Em 2009, o museu alcançará a marca de 1 milhão de visitantes.

O MON é composto por dois edifícios projetados, em dois momentos distintos, pelo consagrado arquiteto Oscar Niemeyer. O edifício principal foi construído na década de 60 e, em 2002, ganhou um anexo, hoje apelidado de “Olho” e que se tornou um ícone de Curitiba.

 

Exposições Renault no “Ano da França no Brasil”

“Uma Aventura Moderna” - Exposição da Coleção de Arte Renault

Em Curitiba: até  9 de agosto, no Museu Oscar Niemeyer (MON – Rua Marechal Hermes, 999 – Centro Cívico).

Em São Paulo: de 11 de setembro a 15 de dezembro, no Museu de Arte Contemporânea (MAC Bienal – Parque do Ibirapuera); entrada gratuita.

 

“Fotos de Robert Doisneau” – Exposição “A Renault de Doisneau”

Em São Paulo: de 27 de outubro a 6 de dezembro, na Fiesp (Avenida Paulista, nº 1313 – Cerqueira César); entrada gratuita



Caixa Cultural Sé apresenta 

“Paisagens Silenciosas_Cor/Todas as Coisas dão Frutos”

A Caixa Cultural mostra exposição fotográfica de Lucila Wroblewski em São Paulo e Brasília.

As fotos são analógicas, feitas com a técnica 'light painting'.

 

 

        

 

 

Os visitantes da Exposição Paisagens Silenciosas_cor / Todas as coisas dão frutos podem esperar mais do que um momento de contemplação e quietude, em tempos de trânsito, barulho e informações em excesso. Os 44 trabalhos da fotógrafa Lucila Wroblewski - ganhadora do Prêmio Estímulo de Fotografia da Secretaria de Cultura do Governo de São Paulo, em 1994 - mostram como cenas corriqueiras e cotidianas podem ser misteriosas e oníricas. A exposição itinerante percorre duas capitais brasileiras na Caixa Cultural. Nos dias 29 de julho e 5 de agosto haverá workshop ‘Desenhando com a luz’, com inscrições gratuitas. (veja programação completa abaixo),

    A série traz fotografias coloridas feitas com a técnica do light painting (iluminação com lanterna), continuação do trabalho anterior da fotógrafa, realizado em preto e branco. “Essa técnica é uma forma de ampliar o tempo e o espaço”, afirma Lucila que já participou de diversas exposições individuais e coletivas.

    Segundo a fotógrafa, o trabalho desenvolvido na série Paisagens Silenciosas_cor/ Todas as coisas dão frutos é um exercício de reflexão sobre o que ela denomina “camadas da existência”.

    As fotos, captadas ao entardecer e à noite - o que permite manipular o momento do registro fotográfico - foram ampliadas manualmente, em grande formato, com câmera Hasselblad. filme negativo colorido 120mm, sendo que  nenhum efeito foi adicionado em computador. Divididas em três módulos, Florescência, Luminância e Vestígio a exposição revela “um mundo mágico (...) onde tudo - em total imobilidade - se move”, segundo palavras da poetisa Alice Ruiz. Certamente o visitante atento verá mais que belas paisagens silenciosas.

 

 

       

 

Lucila Wroblewski

Nascida em São Paulo, em 1957, formada em Arquitetura e Urbanismo, iniciou suas experiências fotográficas no Museu Lasar Segall. Frequentou a Oficina Foto de Autor no MIS (Museu da Imagem e do Som-SP) por três anos. Fez exposições individuais na American Art Gallery, em Carmel, EUA no Hamidrasha Art Institute em Telaviv, Israel, MIS, Centro Cultural São Paulo, Funarte (SP e RJ), Palácio das Artes, em Belo Horizonte (MG), Casa de Cultura Mario Quintana, em Porto Alegre (RS). Participou de exposições coletivas na Bienal, Prêmio Porto Seguro, Museu da Casa Brasileira, SESC SP, entre outras.

    A exposição Paisagens Silenciosas / Todas as coisas dão frutos foi aprovada pelo edital 2008 de ocupação dos espaços da Caixa Cultural.

 

 

Fotografias de Lucila Wroblewski

Exposição Itinerante:

Paisagens Silenciosas_cor/Todas as coisas dão frutos

 

São Paulo – Caixa Cultural

Praça da Sé, 111 - Edifício Sé – São Paulo/SP

Exposição – até  9 de agosto

De terça a domingo das 9 às 21h

Entrada Gratuita

Workshop: Desenhando com a luz

Dia 5 de agosto – período noturno

Inscrições gratuitas pelo tel. 11 3321-4400

 

Brasília – Caixa Cultural

Exposição - 11 de setembro a 18 de outubro



Ano da França no Brasil faz homenagem a Serge Gainsbourg

A exposição “Gainsbourg, Artista, Cantor, Poeta, etc” chega a São Paulo após atrair 120 mil visitantes em Paris

 

Após conquistar o público em Paris, o Ano da França no Brasil traz a exposição “Gainsbourg, Artista, Cantor, Poeta, etc” a São Paulo. A mostra foi originalmente apresentada na Cité de la Musique em Paris em outubro de 2008, e foi adaptada pelo SESC-SP para ser exibida na unidade Avenida Paulista. Serão expostas 24 instalações visuais e sonoras, que reúnem trechos de filmes, vídeos, making offs, entrevistas, fotografias, reproduções de documentos e diversos depoimentos de artistas que conviveram e colaboraram com a obra de Gainsbourg.

    Com curadoria de Frédéric Sanchez, a homenagem a Gainsbourg foi concebida pelo Musée de la Musique, com o apoio do INA (Institut National de l´Audiovisuel Français). Na mostra, o público poderá mergulhar em um labirinto de sons e imagens para conhecer a versátil obra do artista. “A homenagem explora o universo de Gainsbourg ao trazer suas obras e explicitar suas influências. Depois do sucesso de Paris, quando recebeu 120 mil visitantes, será a vez do público paulista ter a oportunidade de conhecer melhor a criação de Gainsbourg, um dos maiores ícones da França do último século”, destaca o diretor de Relações Internacionais do Ministério da Cultura, Marcelo Dantas.

“Gainsbourg era de fato uma personalidade do mundo da cultura pop como poucos exemplares no mundo. Vislumbrava as contradições, como se esperasse que delas surgisse sempre ideias geniais. Era um otimista, um artista que não se levava a sério, um cronista da vida cotidiana da França que adorava o jogo de palavras e, enfim, tornou-se uma figura idolatrada na França que merece mais projeção em todo o mundo”, acrescenta Danilo Miranda, presidente do Comissariado Brasileiro do Ano da França no Brasil.

A exposição foi montada a partir de quatro períodos da vida de Gainsbourg. Ela começa com O “período azul” (1958-1964), fase inicial de sua carreia artística, focada na pintura, e segue com Os ídolos (1965-1969), que mostra a influência dos ídolos da canção e do pop inglês. A seguir, A Decadança (1969-1979) trata do período após o escândalo causado pela canção “Je t’aime moi non plus”, quando sua criatividade vai além das fronteiras da variedade francesa e é marcada pela parceria com Jane Birkin (sua mulher, com quem teve sua filha Charlotte). Por fim, Ecce Homo (1979-...) aborda os anos oitenta, quando Gainsbourg levou a cultura rastafari à França após conhecer Bob Marley e explorou a mixagem de culturas e gêneros. 

Os patrocinadores do Ano da França no Brasil (http://anodafrancanobrasil.cultura.gov.br/) são:

Comitê dos patrocinadores franceses:
    Accor, Alstom, Areva, Caixa Seguros, CNP Assurance, Câmara de ComércioFrança-Brasil, Dassault, DCNS, EADS, GDF SUEZ, Lafarge, Airfrance, PSAPeugeot Citroën, Renault, Saint -Gobain, Safran, Thales, Vallourec.

Patrocinadores brasileiros:
Banco Fidis, Bradesco, Oi, Fiat, Grupo Pão de Açúcar, Santander, SESC,Serpro, BNDES, Centro Cultural Banco do Brasil, Caixa, Correios,Infraero, Eletrobrás, Petrobrás.

Parceria e realização:
TV5, Ubifrance, Aliança Francesa, Culturesfrance, Republique Française,TV Brasil, Ministério das Relações Exteriores, Ministério da Cultura,Governo Federal do Brasil.

 

Gainsbourg, Artista, Cantor, Poeta, etc.

SESC Avenida Paulista
Avenida Paulista, 119 (próximo à estação metrô Brigadeiro)

Visitação: até  07 de setembro

terça a sexta, das 13h às 22h  - sábado, domingo e feriado, das 11h às 20h
Térreo e 4º andar - Grátis



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