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 Edição de Fevereiro de 2012

 
 

Exposição Pioneiros & Empreendedores abre suas portas para o público de Fortaleza dia 14 de fevereiro, no Espaço Cultural Unifor

 

Objetivos são múltiplos: mostrar a contribuição dos pioneiros para o desenvolvimento brasileiro, formar educadores e estimular as vocações empreendedoras.

Exibição destaca a história do empresário cearense Edson Queiroz, focalizado no livro Pioneiros & Empreendedores, e as trajetórias de outros 23 pioneiros de várias regiões do país, que foram estudados pelo professor Jacques Marcovitch, da Universidade de São Paulo.

Parte de amplo projeto sobre pioneirismo empresarial no Brasil, concebido pelo professor Jacques Marcovitch, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEAUSP), a exposição itinerante Pioneiros & Empreendedores: A Saga do Desenvolvimento no Brasil abre suas portas ao público de Fortaleza (CE) dia 14 de fevereiro, no Espaço Cultural Unifor.

O projeto começou em 2001 com uma pesquisa nacional, que serviu de base para a trilogia Pioneiros & Empreendedores: A Saga do Desenvolvimento no Brasil.  Escrita pelo professor Marcovitch, que foi reitor da USP entre 1997 e 2001, a obra narra as histórias de 24 empreendedores responsáveis pela fundação e desenvolvimento de alguns dos principais grupos empresariais brasileiros. O projeto inclui ainda a exposição virtual Pioneiros & Empreendedores e a formação de educadores.

Além dos resultados da pesquisa bibliográfica e de campo, a exposição itinerante apresenta rico material iconográfico sobre os pioneiros e grupos empresariais estudados, um atrativo adicional, principalmente para as novas gerações.

A proposta museológica da mostra Pioneiros & Empreendedores, elaborada pela antropóloga Maria Cristina de Oliveira Bruno, desenvolveu-se com a participação multidisciplinar de outros especialistas mobilizados pela Expomus sob a direção de Maria Ignez Mantovani Franco. “Esta proposta se inspira no passado, mas está orientada para a abordagem de questões contemporâneas. Elucida características pedagógicas do pioneirismo e suas repercussões no atual estágio do desenvolvimento brasileiro. Aproxima a pedagogia  empreendedora do segmento juvenil-universitário, voltando-se para a capacitação de educadores interessados no tema”, diz o professor Marcovitch.

A primeira capital a receber a exposição itinerante foi o Rio de Janeiro. A mostra ficou no Museu Histórico Nacional entre 28 de setembro e 28 de novembro de 2010, onde recebeu mais de 13 mil visitantes dos quais  4.657 alunos provenientes de 120 escolas que participaram das visitas orientadas. Um indicador do interesse do público pelo empreendedorismo e pela contribuição dos personagens estudados para o desenvolvimento econômico, social e político do país.

A Trilogia

A trilogia Pioneiros & Empreendedores: A Saga do Desenvolvimento no Brasil começou a ser publicada pelas editoras Edusp/Saraiva em 2003 e foi concluída em 2007.

No primeiro volume Marcovitch mostra a trajetória de empresários “paulistas”: os Prado, Nami Jafet, Francisco Matarazzo, Ramos de Azevedo, Jorge Street, Roberto Simonsen, Júlio Mesquita e Leon Feffer.

O segundo volume amplia o universo de observação ao focalizar figuras como Mauá, Luiz de Queiroz. Attilio Fontana, Valentim dos Santos Diniz, Guilherme Guinle, Lafer-Klabin, José Ermirio de Moraes e Gerdau-Johannpeter. Dos dez empreendedores focalizados, apenas três atuaram no Estado de Sao Paulo. Os demais são do Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Empreendedores do Rio de Janeiro, Nordeste e Amazônia surgem no terceiro volume, que reúne as contribuições dos Lundgren, Luiz Tarquínio, Bernardo Mascarenhas, Delmiro Gouveia, Roberto Marinho, Augusto Trajano de Azevedo Antunes, Samuel Benchimol e Edson Queiroz.

O pano de fundo da obra é o cenário econômico e social brasileiro (e mundial) nos séculos XIX e XX. Nele os empreendedores são retratados como homens apaixonados pelo que faziam, inovadores, dotados de uma grande abertura de espírito, extraordinária capacidade de trabalho e flexibilidade para mudar de rumo ou estratégia.

Além de criar empresas ou grupos empresariais bem-sucedidos, que impulsionaram o desenvolvimento do país, envolveram-se em projetos sociais ou de natureza filantrópica com a mesma energia com que assumiram riscos e aproveitaram as oportunidades do seu tempo.

Marcovitch lembra que no Brasil atual, “uma visão de futuro inspirada nos pioneiros do empreendedorismo deve animar o esforço daqueles que buscam mudanças estruturais e soluções para os problemas mais dramáticos e ainda persistentes… O que aconteceu é tão importante quanto o que está acontecendo e o que vai acontecer”, diz ele.

Obra De Referência

Segundo Marcovitch, “o livro se destina aos professores de cursos superiores de Administração, Economia, Engenharia de Produção e áreas afins, e aos educadores que atuam no campo da gestão. Foi pensado também para servir como fonte de inspiração para os jovens que, em número crescente, procuram esses cursos com o sonho de criar riquezas para o país.”

Tour Virtual

Os interessados em conhecer a saga dos empreendedores podem acessar o hotsite da exposição. Para isso basta clicar na janela do canto direito superior da home: http://www.pioneiroseempreendedores.com.br/

 

Espaço Cultural Unifor 

Av. Washington Soares, 1321 - Bairro Edson Queiroz - CEP 60811-905 - Fortaleza – Ceará – Brasil

Tel: (85) 3477.3319 - Fax: (85) 3477.3066 - espacocultural@unifor.br




Multiexposição de um multiartista na Caixa Cultural SP

Mostra “Almandrade” documenta os 35 anos de trabalho do artista plástico baiano

 

 

A CAIXA Cultural São Paulo apresenta, de 3 de dezembro a 26 de fevereiro, a exposição “Almandrade - esculturas, objetos, pinturas, desenhos, instalação e poemas visuais”. A mostra tem caráter comemorativo e documenta os 35 anos de trabalho do artista plástico Almandrade, um dos grandes nomes da poesia visual. A entrada é franca.

Almandrade compromete-se com a pesquisa de linguagens artísticas, que envolve artes plásticas, poesia e conceitos. No percurso do artista, destaca-se a passagem pelo concretismo e a arte conceitual, nos anos 1970, o que contribuiu fortemente com a incessante busca de uma linguagem singular, limpa, de vocabulário gráfico sintético. De certa forma, um trabalho que sempre se diferenciou da arte produzida na Bahia.

 

 

O trabalho de Almandrade, tanto pictórico quanto linguístico, vem se impondo, ao longo de todos esses anos, como um lugar de reflexão, solitário e à margem do cenário cultural baiano. Depois dos primeiros ensaios figurativos, no início da década de 1970, conquistando uma Menção Honrosa no I Salão Estudantil, em 1972, sua pesquisa plástica se encaminha para o abstracionismo geométrico e para a arte conceitual.

 

Biografia de Almandrade:

Antônio Luiz M. Andrade – Artista plástico, arquiteto, mestre em desenho urbano e poeta. Participou de várias mostras coletivas, entre elas: XII, XIII e XVI Bienal de São Paulo; "Em Busca da Essência" - mostra especial da XIX Bienal de São Paulo; IV Salão Nacional; Universo do Futebol (MAM/Rio); Feira Nacional (S.Paulo); II Salão Paulista, I Exposição Internacional de Escultura Efêmeras (Fortaleza); I Salão Baiano; II Salão Nacional; Menção honrosa no I Salão Estudantil em 1972.

O artista integrou coletivas de poemas visuais, multimeios e projetos de instalações, no Brasil e no exterior. Um dos criadores do Grupo de Estudos de Linguagem da Bahia, que editou a revista "Semiótica", em 1974. Realizou cerca de vinte exposições individuais, em Salvador, Recife, Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo, entre 1975 e 1997; escreveu em vários jornais e revistas especializados sobre arte, arquitetura e urbanismo.

 

 

CAIXA Cultural São Paulo (Sé)

 Praça da Sé, 111 – Centro – São Paulo/SP

Informações, agendamento de visitas mediadas e translado (ônibus) para escolas públicas: (11) 3321-4400

de terça-feira a domingo, das 9h às 21h

Visitação: até 26 de fevereiro de 2012

Acesso para pessoas com necessidades especiais

Entrada: franca

Recomendação etária: Livre

Patrocínio: Caixa Econômica Federal

 

 



Eliseu Visconti - a modernidade antecipada

 

A Pinacoteca do Estado de São Paulo, instituição da Secretaria de Estado da Cultura, apresenta a exposição Eliseu Visconti - a modernidade antecipada com cerca de 250 obras entre pinturas, desenhos, cerâmicas e documentos, realizadas entre os anos 1890 e 1940. Eliseu Visconti (Salerno, Itália, 1866 - Rio de Janeiro, RJ, 1944) foi, entre as décadas de 1890 e 1920, um dos artistas mais importantes do Brasil e esta mostra configura-se numa oportunidade única para conhecer a produção de Visconti, em toda sua extensão. Eliseu Visconti - a modernidade antecipada celebra o ano da Itália Brasil e tem a curadoria de Rafael Cardoso, historiador da arte, Mirian Seraphim, historiadora e especialista na obra de Eliseu Visconti e Tobias Stourdzé Visconti, neto do artista.

 A Pinacoteca do Estado de São Paulo, instituição da Secretaria de Estado da Cultura, apresenta a exposição Eliseu Visconti - a modernidade antecipada com cerca de 250 obras, entre pinturas, desenhos, cerâmica e documentos. Esta exposição celebra o ano da Itália Brasil e um momento importante na divulgação da obra de Eliseu Visconti, já que a última exposição retrospectiva de Visconti (Salerno, Itália 1866 - Rio de Janeiro, RJ, 1944) foi realizada em 1949 no Museu de Belas Artes do Rio de Janeiro. “Esta mostra representa uma oportunidade para que o público de hoje tome contato com a produção de Visconti, em toda sua extensão. Trata-se de ocasião ímpar, visto que a maior parte de sua obra está guardada em coleções particulares. Esta mostra tem por propósito recuperar a obra de Visconti, situando-o como grande expoente da arte brasileira no período crítico da primeira República”. Afirma Rafael Cardoso, um dos curadores da mostra.

A exposição é dividida por períodos e temas desenvolvidos por Visconti durante sua carreira, 1888 a 1944. Entre eles estão pinturas de Paisagem, Retratos, Nus, com destaque para a importante produção do artista nas vertentes Simbolista e Impressionista, estilos em que é reconhecido como um dos maiores mestres da arte brasileira. Arte Decorativa e Design que apresenta uma série de projetos aplicados à indústria e que foi tema de uma mostra realizada pela Pinacoteca em 2008; Auto-retrato em que são apresentados cerca de 25 trabalhos, incluindo cenas de Visconti com a família. “Aqui o visitante terá a oportunidade de conhecer o processo artístico de Visconti, especialmente nas obras Maternidade, 1906 e Recompensa de São Sebastião, 1987, das quais são apresentadas um conjunto de estudos e variantes pouco conhecidos. Além dessas obras, serão apresentados, ainda trabalhos como A Convalescente,1897, que foi recém localizada após décadas longe da vista do público, e Sonho Místico, 1897, que retorna ao Brasil pela primeira vez após sua compra pelo governo do Chile há um século.

Eliseu Visconti foi, entre as décadas de 1890 e 1920, um dos artistas mais importantes do Brasil e um dos que mais participou de exposições estrangeiras, conquistando prêmios na França, nos Estados Unidos e no Chile. “A carreira artística de Visconti desenrolou-se no momento fundamental da história brasileira que se estende desde os últimos anos do Segundo Reinado até a Segunda Guerra Mundial. Ele pertence a uma geração que fez, em vida, a ponte entre o Brasil imperial e o Brasil moderno. Hoje sua obra integra as principais coleções particulares e públicas do país. A presente exposição representa uma oportunidade para que o público de hoje tome contato com a produção de Visconti, em toda sua extensão. Trata-se de ocasião ímpar, visto que a maior parte de sua obra está guardada em coleções particulares. Dos cerca de 230 trabalhos aqui expostos, é provável que poucos visitantes – mesmo os especialistas em História da Arte – tenham conhecimento prévio de mais de uma dezena de suas pinturas. O mais curioso é que há exatos 100 anos – no mês de dezembro de 1911 –, quatro obras, A Providência Guia Cabral (1899), Maternidade (1906), A Carta (1906) e Retrato da Minha Filha (1909), Maternidade (1906), de Eliseu Visconti foram expostas pela primeira vez no prédio que hoje abriga a Pinacoteca do Estado de São Paulo, antes Liceu de Artes e Ofícios, na Primeira Exposição Brasileira de Belas Artes”. comenta  Mirian Seraphin, também curadora da mostra.

 

Sobre o artista

Nascido na Itália (Salerno, 1866 - Rio de Janeiro RJ 1944), Eliseu Visconti chega ao Rio aos sete anos de idade, por volta de 1873. Em 1883 inicia seus estudos no Liceu de Artes e Ofícios do Rio, onde recebe vários prêmios na cadeira de Ornatos. Em 1886, como aluno da Imperial Academia de Belas Artes, adquire formação artística que, aliada ao seu temperamento inquieto, marca o surgimento de um artista com personalidade renovadora, aberto a novas experiências.

Após vencer o prêmio de viagem da Escola Nacional de Belas Artes, Visconti consolida em Paris seu aprendizado no campo das artes decorativas. De 1894 a 1898, inscreve-se na École Guérin, onde frequenta o curso de desenho e arte decorativa de Eugène Grasset, uma das mais destacadas expressões do Art Nouveau.

Em 1900, volta para o Brasil e executa trabalhos pioneiros de design, dentre os quais o ex-líbris e emblema para a Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro. Em 1905 é convidado a realizar painéis para a decoração do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Entre 1908 e 1913, é professor de pintura na Escola Nacional de Belas Artes (Enba), cargo a que renuncia por descontentamento com as normas do ensino. Retorna à Europa para realizar também, entre 1913 e 1916, a decoração do foyer do Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

Visconti permaneceria na França até 1920, período em que executa as paisagens impressionistas de Saint-Hubert, vilarejo na França onde residia a família de sua esposa. Ao retornar em definitivo ao Brasil, participa do processo de contínua modernização urbana da cidade do Rio de Janeiro, executando importantes decorações para a Biblioteca Nacional, para o Palácio Tiradentes e para o Palácio Pedro Ernesto. 

Em 1922, é agraciado com a Medalha de Honra pelo conjunto de sua obra, na Exposição Comemorativa do Centenário da Independência. Ainda na década de 20, inicia sua fase de paisagens de Teresópolis, cheias de atmosfera luminosa e transparente, de radiosa vibração tropical.

Entre 1934 e 1936, Visconti leciona no curso de extensão universitária de artes decorativas da Escola Politécnica do Rio de Janeiro. Para Guilherme Cunha Lima, tem início então, com Visconti, o ensino de design no Brasil.

Prosseguiria Eliseu Visconti na busca incansável pelo novo, evoluindo em sua técnica e desconhecendo estágios de decadência.  Entretanto, três meses após ser golpeado na cabeça em um assalto ao seu atelier, falece o artista em 15 de outubro de 1944, aos 78 anos de idade.

 

Pinacoteca do Estado de São Paulo

Praça da Luz, 2 - Bom Retiro 

Site: http://www.pinacoteca.org.br

Terça a domingo, 10h às 18h.

Visitação: até 26 de fevereiro de 2012

 



Le Magicien et la nuit

 

Individual da artista plástica Angélica Pedroso explora os sentidos em uma viagem pelas culturas dos continentes

A artista plástica Angélica Pedroso inaugura a sua primeira individual de 2012, no Café de Ville, em São Paulo. Intitulada “Le Magicien et la nuit” a exposição apresenta 15 obras inéditas nas técnicas acrílico sobre tela e acrílico sobre voil.

“Le magicien et la nuit conta a história de um viajante  que percorre os continentes na descoberta de aromas, de cores, de especiarias e de magia”, explica Angélica, que já expôs suas obras em galerias e museus dos Estados Unidos, Argentina, Portugal, Itália, Holanda e França.

A exposição que fica em cartaz até o dia 24 de fevereiro (sexta-feira), das 9h às 21h, propõe o conceito único e intimista de aproximar o artista do público. Toda terça-feira, com hora marcada, Angélica Pedroso receberá os visitantes da exposição ou do Café de Ville.

 

Sobre Angélica Pedroso

Formada em artes plásticas pela Escola de Belas Artes de São Paulo, a paulistana Angélica Pedroso percorreu várias galerias da Europa antes de voltar a fixar suas raízes no Brasil, no final de 2009.

Com mais de duas décadas de produção artística, Angélica Pedroso é uma representante da arte contemporânea brasileira, figurando em diversas exposições internacionais. Sua criação é apreciada nos Estados Unidos, Argentina, Portugal, Itália, Holanda e França, entre outras regiões.

Segundo o curador Antônio Carlos Abdalla, a obra de Angélica Pedroso perturba e impressiona, tanto pela dimensão quanto pelo colorido. “O conjunto criado é encantador e faz de Angélica uma artista de exceção, que segue um caminho muito pessoal”, avalia Abdalla.

A artista não faz croquis, nem estudos, trabalha diretamente em suas telas com pinceladas fortes que fluem como o curso das águas. Os temas podem inspirar-se no circo, no povo cigano, nos corsários, na África e seus orixás. “Acho que o nômade me inspira. Precisam de pouco. Não acumulam bens. No entanto, as combinações das cores, das roupas, fazem parte de um ritual constante do meu processo criativo” – discorre Angélica.

Além das telas, Angélica inspira-se na cultura nômade para confeccionar colares de trama natural, coloridos artesanalmente, com pigmentos naturais, que são acrescidos de adereços exclusivos.

 

Café de Ville

Rua Mourato Coelho, 993 – Vila Madalena. Telefones: (11) 8057-5267

De Segunda à Sexta, das 9h às 21h. A exposição não abre aos Sábados.

Visitação: até 24 de fevereiro 

Entrada Gratuita.



Exposição 'Oded Ezer: Tipocriaturas' abre em São Paulo

 

 

 

A mostra reúne mais de cinqüenta obras do designer israelense com curadoria de Ruth Klotzel, e apresenta a contemporaneidade e identidade cultural de Oded Ezer, que explora a criatividade para dar vida às fontes tipográficas – pela primeira vez no país.

Os trabalhos de Ezer são expostos ao redor do mundo e fazem parte da coleção permanente de museus como o MoMA (New York Museum of Modern Art), Israel Museum of Art, de Jerusalém, e o Museum für Gestaltung Zürich, Suíça.

A exposição Tipocriaturas tem entrada franca e fica em cartaz até 26 de fevereiro de 2012. Informações completas em www.tipocriaturas.com.br.


CAIXA Cultural São Paulo (Sé)

 Praça da Sé, 111 – Centro – São Paulo/SP – (11) 3321-4400

de terça-feira a domingo, das 9h às 21h.

Visita guiada com a curadora: 11 de fevereiro de 2012, às 16h
Visitação: até 26 de fevereiro de 2012
Entrada: franca



Senac São Paulo leva a exposição Um Cartaz para São Paulo para a Biblioteca Mário de Andrade como parte da programação de aniversário da capital

Trabalhos de artistas plásticos e designers gráficos iniciantes e consagrados propõem um olhar sobre o futuro da metrópole

 

Cartaz de Marcelo CipisDiante da premissa de que a cidade de São Paulo, além de ser o resultado direto das ações de seus governantes, é, acima de tudo, fruto dos desejos, sonhos e aspirações de seus habitantes, 25 artistas plásticos e designers gráficos criaram cartazes para a 5ª edição da exposição Um Cartaz para São Paulo, realizada pelo Senac São Paulo e que neste ano aborda o tema O futuro da metrópole.

Com curadoria do designer e educador do Senac São Paulo, Alécio Rossi, e do designer gráfico Paulo Moretto, as obras são assinadas por jovens artistas e nomes consagrados como Marcelo Cipis, Didiana Prata, Gil Vicente, Alice Abramo e Ricardo Coelho. “Esse projeto é interessante porque a cada ano traz uma reflexão diferente sobre a cidade. Pessoas que trabalham com comunicação e arte têm influência sobre o pensamento comum e neste ano falaremos sobre o futuro da cidade, que é um tema muito importante para todos”, afirma Alécio Rossi.

Para o designer Marcelo Cipis, a exposição Um Cartaz para São Paulo é uma oportunidade para destacar a linguagem dos cartazes, que ele considera muito bonita. “Tenho a esperança de que essa exposição seja o ponto de partida para a criação de novos suportes para exposições patrocinadas ou até novas propostas como mostras itinerantes ou como a Cow Parade”, avalia Cipis.

Os artistas receberam a missão de desenvolver cartazes que discutissem por meio da linguagem gráfica o futuro da cidade e questões relacionadas, tais como: a cidade continuará crescendo? Como será esse crescimento? Teremos uma cidade mais sustentável? Conseguiremos conservar nosso patrimônio cultural? A partir do desafio, Cipis criou o cartaz São Paulo: Pujança sempre à frente. “A ideia é ironizar o conceito de que São Paulo é melhor em tudo, que é a locomotiva do Brasil. Eu nasci aqui e adoro a cidade, mas precisamos perder essa postura”, afirma Cipis.

A exposição marca também a comemoração de aniversário de um ano da reabertura da Biblioteca Mário de Andrade que terá uma programação especial com visitas monitoradas a cada duas horas e ainda a apresentação musical Chorando Jazz.

 

 

 

 

Biblioteca Mário de Andrade

 Rua da Consolação, 94

Horário: das 8h30 às 20h30, de 2ª a 6ª e das 10 às 17 horas, aos sábados

Visitação: até  29 de fevereiro

Gratuito


 

Sete Vezes Cidade na Caixa Cultural São Paulo

Em comemoração ao aniversário de São Paulo, mostra exibe diferentes visões de 7 artistas sobre as cidades

 

A CAIXA Cultural SP inaugurou na Galeria Vitrine da Paulista, a exposição “Sete Vezes Cidade”, que conta com a curadoria de Enock Sacramento e reúne 35 obras de 7 artistas brasileiros, sendo todas sobre cidades. O patrocínio é da Caixa Econômica Federal e a mostra segue até 4 de março, com entrada franca.

A exposição não tem como objetivo primeiro a crítica aos males da civilização, mas estimular a reflexãosobre a formação urbana original, que apresenta características próprias, tais como localização determinada e certa extensão territorial, organização de espaços, alta concentração humana, heterogeneidade social de seus habitantes e existência de alguns padrões de convivência. As peças são, em sua maioria, figurativas, algumas no limite da abstração.

As obras que serão expostas têm autoria de sete artistas brasileiros, dos quais Gregório Gruber, Marilda Passos e Rubens Ianelli vivem e trabalham em São Paulo e Carlos Bracher, em Ouro Preto (MG), G. Fogaça e Marcelo Solá, em Goiânia (GO) e Laura Michelino, em Paris (França).

 

 

Sobre o curador:

Membro das associações Paulista, Brasileira e Internacional de Críticos de Arte, Enock Sacramento tem considerável experiência como crítico e curador de arte. Participou de mais de 150 júris de salões de arte, curou mais de 100 exposições no Brasil, América Latina, Estados Unidos e Europa, prefaciou cerca de 250 catálogos de exposições, publicou mais de 400 artigos na imprensa e 26 livros sobre arte e artistas brasileiros. Em função de sua atuação, como crítico e curador de arte, recebeu, em 2004, o Prêmio Gonzaga Duque, da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA), por atividades desenvolvidas no ano anterior. E, em decorrência de sua trajetória, como critico, recebeu, em maio de 2011, o Prêmio Mário de Andrade, também da ABCA.

 

 

CAIXA Cultural São Paulo (Paulista) – Conjunto Nacional

 Av. Paulista, 2083 – Cerqueira César, São Paulo (SP) - Metro Consolação

Informações, agendamento de visitas mediadas e translado (ônibus) para escolas públicas: (11) 3321-4400

terça-feira a domingo, das 9h às 21h

Visitação: até 4 de março de 2012

Acesso para pessoas com necessidades especiais

Entrada: franca

Recomendação etária: Livre

Patrocínio: Caixa Econômica Federal

 

 

 

  

    



Governo do Estado de São Paulo e Secretaria de Estado da Cultura apresentam no no Memorial da Resistência de São Paulo

Lugares da Memória. Resistência e repressão em São Paulo

 

O Memorial da Resistência de São Paulo, instituição da Secretaria de Estado da Cultura, apresenta a exposição Lugares da Memória. Resistência e repressão em São Paulo, com cerca de 100 fotografias e documentos de espaços da cidade de São Paulo que fizeram parte da memória política do país dos anos 1960 até 1990. Esta mostra faz parte do Programa Lugares da Memória, umas das linhas de ação programáticas do Memorial da Resistência de São Paulo, que tem como objetivo expandir o alcance preservacionista da instituição, por meio da identificação, inventário e musealização dos lugares da memória da resistência e da repressão políticas localizados no estado de São Paulo. Com curadoria de Kátia Felipini, museóloga e coordenadora do Memorial da Resistência, e Vladimir Sacchetta, jornalista e pesquisador.

O Memorial da Resistência de São Paulo apresenta a exposição Lugares da Memória. Resistência e repressão em São Paulo com cerca de 100 fotografias e documentos do Fundo Deops/SP (documentos do Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo que se encontram sob a guarda do Arquivo Público do Estado), 50 recortes de jornais e um mapa da Coalisão Internacional de Sítios de Consciência que apresenta as iniciativas de grupos e instituições da América Latina voltadas à defesa dos direitos humanos.

A mostra faz um recorte sobre alguns lugares da memória que serviram de palco para manifestações de repressão de resistência política na cidade de São Paulo, tais como a catedral e Praça da Sé; a Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, localizada no Largo São Francisco; o teatro da Universidade Católica de São Paulo – Tuca; o Instituto Cultural Israelita Brasileiro, entre outros. “O conhecimento sobre esses lugares, tão presentes no cotidiano das cidades, amplia o entendimento sobre a nossa história política colabora para a educação do olhar e possibilita a compreensão de como os lugares podem ser função original apropriados”, afirma Kátia Felipini, co-curadora da mostra.

Ciente de que a história desses lugares está, sobretudo, na memória dos cidadãos que conhecem esses lugares pela ação ou por herança, o Memorial da Resistência de São Paulo convida pesquisadores, ex-presos e perseguidos políticos e demais cidadãos a colaborarem na (re)construção dessa importante parte de nossa história. Para tanto, uma urna na exposição possibilitará que os visitantes colaborem com o desenvolvimento do inventário, por meio do preenchimento de uma breve ficha com indicações sobre outros lugares dentro do estado de São Paulo.

 

Sobre o Memorial da Resistência de São Paulo

O Memorial da Resistência de São Paulo é uma instituição dedicada à preservação das memórias da resistência e da repressão políticas por meio da musealização de parte do edifício que sediou o Departamento Estadual de Ordem Política e Social do Estado de São Paulo – Deops/SP, entre os anos de 1940 a 1983.

Seu novo projeto museológico, inaugurado em 24 de janeiro de 2009, foi realizado com vistas a ampliar a sua ação preservacionista e seu potencial educativo e cultural por meio da problematização e atualização dos distintos caminhos da memória da resistência e da repressão do Brasil republicano. Seu programa museológico está estruturado em procedimentos de pesquisa, salvaguarda (ações de documentação e conservação) e comunicação (exposições e ação educativa e cultural) patrimoniais por meio de seis linhas de ação. Voltadas à pesquisa e à extroversão dos principais conceitos norteadores do Memorial e atuando articuladamente, essas linhas objetivam fazer da instituição um espaço voltado à reflexão e que promova ações que possam colaborar na formação de cidadãos conscientes e críticos, sensibilizando para a importância do exercício da cidadania, da valorização da democracia e do respeito aos direitos humanos.

- Centro de Referência (conexão em rede com fontes documentais e bibliográficas)

- Lugares da Memória (inventário dos lugares da memória localizados no Estado de São Paulo)

- Coleta Regular de Testemunhos (registro de testemunhos de cidadãos envolvidos com as ações do Deops/SP)

- Exposição (exposição de longa duração e mostras temporárias)

- Ação Educativa (encontros de formação para educadores, produção de materiais pedagógicos de apoio, visitas educativas e palestras)

- Ação Cultural (seminários, lançamento de filmes e de livros, apresentação de peças de teatro)

 

 

 

Memorial da Resistência

Largo General Osorio, 66 - Luz

de terça-feira a domingo, das 10h às 17h30.

Visitação: até 18 de março

Entrada Franca



“Estradas, uma história, nossas vidas” exposição aborda o dia-a-dia dos caminhoneiros

Buscando valorizar os trabalhadores das estradas e mostrar o lado humano desses homens, o projeto vai dar voz aos familiares dos caminhoneiros que convivem com a brutalidade das vias e saudade dos familiares

 

A partir do dia 02 de fevereiro começa a exposição Estradas, uma história, nossas vidas, que vai ser realizada no Espaço Cultural dos Correios, em Juiz de Fora, Minas Gerais. O apoio e patrocínio é dos Correios que tem como objetivo incentivar e valorizar projetos de arte únicos.

A exposição pretende revelar e valorizar o universo dos caminhoneiros, que muitas vezes são vistos com preconceito pela sociedade.

Fonte de inspiração da artista plástica Gabi Gonçalves, os caminhoneiros instigam e fazem parte da história da artista. Proprietária da loja Maria Buzina, Gabi transforma as lonas usadas dos caminhões em arte.

Segundo a artista plástica, a lona de caminhão usada traz com ela manchas, remendos e buracos que contam histórias, pois representam tudo que elas passaram durante toda a vida.

Estima-se que em todo Brasil, cerca de 500 mil caminhoneiros trafeguem pelas estradas diariamente. Por permanecem mais tempo nas vias do que em suas casas, a relação desses caminhoneiros com seus familiares acaba sendo prejudicada pelo afastamento que a profissão exige.

A exposição Estradas, uma história, nossas vidas tem como intuito homenagear e valorizar os trabalhadores das vias. O projeto vai dar voz aos familiares dos caminhoneiros que convivem diariamente com a brutalidade das vias e saudade dos familiares.

O evento pretende transportar os visitantes para dentro da trajetória dos caminhoneiros através de elementos como áudio, vídeo e também com fotografias. Para isso, será montada no espaço cultural, uma cabine de caminhão, onde os expectadores poderão acompanhar imagens de vídeos que mostram um pouco da realidade em que esses profissionais sobrevivem. Nessa viagem além da cabine de caminhão, os visitantes terão contato com fotos que retratam o cotidiano dos caminhoneiros, áudios com depoimentos dos familiares e dos próprios caminhoneiros falando como eles vêem sua relação com a sociedade e vice versa.
Frases de carroceria de caminhão também estarão presentes junto a muitas outras referências desse universo. O expectador terá a oportunidade de mergulhar nesse universo de uma maneira nunca vista, será realmente uma experiência única.

A exposição contempla um público geral, de qualquer faixa estaria. O projeto também é acessível para os deficientes visuais e auditivos, que vão poder participar e interagir através dos fones de ouvido, linguagem de sinais e os textos com as descrições das fotografias apresentados em braile.

 

 

Espaço Cultural Correios

Rua: Marechal Deodoro, 470, Centro, Juiz de Fora – MG    

Visitação:  de 02 de fevereiro a 12 de março



Exposição de carros de boi homenageia os 457 anos da Cidade de São Paulo       

O artista plástico Nato L. homenageia, por meio de suas obras e sua coleção de carros de boi, um lado da história da cidade pouco conhecida pelos paulistanos

 

 

Para comemorar o anivsário da Cidade de São Paulo, o Tendal da Lapa e o artista plástico NATO Lombello, apresentão, até 25 de Abril, a exposição "Carros de Boi, Caminhos de Piratininga" no Tendal da Lapa.

Nato L, como é mais conhecido, mostra nesta exposição à importância do primeiro meio de transporte de cargas utilizado nos caminhos (Caminho do Carro, Caminhos do Ibirapuera e Baixada do Curral - hoje regiões da Avenida Paulista, Anhangabau, Av. Brigadeiro Luiz Antonio, Vila Mariana e Santo Amaro) da Vila de Sao Paulo de Piratininga no século XVI ao XIX, mas quase esquecido pelos paulistanos.

 

Com entrada franca, a exposição conta com 08 obras inéditas em homenagem a cidade, além de mais 10 telas e painéis com o tema “Carro de Boi” todas pintadas sobre óleo. Como marca registrada do artista, a mostra contará com cerca de 10 Carros de Boi expostos ao publico no Jardim do Tendal, entre eles estão alguns com mais de 120 anos de existência e quase duas toneladas, com rodas feitas por mão de obra escrava, todas as peças foram garimpadas pessoalmente pelo artista em diferentes estados do Brasil e fazem parte do seu acervo pessoal.

 

Sobre Nato L.

Paixão à primeira vista: aos sete anos de idade, Nato ganhou de seu avô João uma miniatura de carro de boi, feita em ferro. O brinquedo, preservado até hoje, causou-lhe tamanho fascínio que desde então não parou mais de desenhar versões do meio de transporte. Sua pintura em tons terras, marrons, cujo clima aproxima-se de uma pintura flamenga, perdida no tempo e, as vezes, no espaço.”

“Pinto minhas telas com todo o meu sentimento, para exprimir o que julgo realmente importante. Nesta exposição os carros de boi aparecem como transporte de carga fundamental para a transformação da Vila de Piratininga na Sao Paulo de hoje. Mostro isso justamente para que nos paulistanos lembremos sempre de onde viemos e para onde queremos ir.”

 

Tendal da Lapa

Rua Guaicurus, 1.100

de segunda a sábado, das 09h00 às 22h00 e domingo das 13h00 às 17h00.

Informações – (11) – 3862-1837

Visitação: até 25 de Março

Entrada franca

 


 

 


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