O método Pilates pode ser adaptado
para melhorar o condicionamento físico geral em qualquer estágio
da vida da mulher. Desde a infância, passando pela adolescência,
na gestação, no pós-parto, na menopausa e na pós-menopausa, a
prática do Pilates pode ajudar a manter o corpo condicionado,
forte e saudável, melhorando seu bem-estar e fortalecendo o
sistema imunológico.
Pilates ainda ajuda a tratar e prevenir uma série de distúrbios
que acometem freqüentemente as mulheres em diferentes fases da
vida: na infância e adolescência promove o auto-conhecimento,
fortalecendo o corpo e educando-o com bons hábitos posturais,
prevenindo as dores de crescimento e todos os males ortopédicos
que a má postura pode provocar. Na juventude e idade adulta
equilibra corpo, mente e espírito, mantendo o condicionamento
físico, melhorando a circulação sanguínea, fortalecendo e
alongando o corpo de maneira equilibrada e desenvolvendo músculos
fortes e bem definidos.
A prática do Pilates fortalece a musculatura profunda e
superficial do abdome, que além de manter a boa postura e promover
o adequado posicionamento e funcionamento dos órgãos internos,
afina a silhueta proporcionando uma aparência esguia e elegante.
Na idade adulta, na menopausa e pós-menopausa, ajuda a mulher a
combater o estresse e a amenizar os sintomas da variação hormonal
como: a TPM, as enxaquecas e retenção de líquidos; e ainda a
prevenir e tratar de doenças como a osteoporose e a incontinência
urinária, entre outras.
Até no período gestacional, o Pilates pode ser praticado de
maneira modificada para aliviar as dores e sobrecargas causadas
pelo aumento de peso, preparando a mãe para um parto mais
tranqüilo e ajudando também na rápida recuperação no pós-parto.
Para as corredoras, Pilates traz ainda outros benefícios. Por ser
uma atividade de baixo impacto nas articulações, cujo objetivo é
promover o equilíbrio no desenvolvimento da musculatura de todo o
corpo aumentando tanto a força muscular quanto o alongamento, é
capaz de equilibrar esforços exagerados e repetitivos em
determinadas musculaturas mais solicitadas durante a corrida,
preservando suas estruturas e recuperando-as mais rapidamente
desses esforços, fortalecendo-as e prevenindo lesões.
O trabalho da respiração completa durante a execução dos
exercícios do método, aumenta a oxigenação sanguínea, fator
revelante para a performance atlética.
O aumento da consciência corporal e da propriocepção, o correto
alinhamento de membros inferiores e o fortalecimento da
musculatura abdominal profunda, permitem a aquisição de uma boa
postura, economia de movimentos, melhora da coordenação e maior
resistência ao esforço.
E também, para quem precisa desenvolver flexibilidade e força sem
criar músculos volumosos, aumentar a capacidade de concentração e
equilíbrio para evitar contusões e aperfeiçoar seu desempenho, a
prática de Pilates pode ser a escolha perfeita. Além dos
benefícios atléticos, Pilates ajuda na aquisição de uma boa
aparência, o que nos dá confiança e aumenta a auto-estima em
qualquer fase da vida.
Pode ser praticado inclusive na ocorrência de lesões, pois sua
grande adaptabilidade e variedade de aparelhos permitem isolar a
parte lesionada e continuar exercitando todo o corpo até a
recuperação total.
A filosofia do método é simples: Joseph Pilates acreditava já na
década de 20, que para viver bem é preciso cuidar tanto do corpo
e da mente como do espírito, por meio de exercícios executados de
forma a respeitar a biomecânica do corpo, desenvolvendo-o de
maneira equilibrada desafiadora e prazerosa, procurando ter um
estilo de vida saudável.
Seu sistema de exercícios deve ser praticado com regularidade, com
baixo número de repetições, porém com alto grau de controle e
precisão, aumentando progressivamente a dificuldade de realização
tanto para não criar sobrecargas e lesões como para condicionar o
corpo de forma segura e duradoura.
Ele dizia que, por meio da prática de seu método, as pessoas
podiam recuperar a harmonia e o equilíbrio do corpo, além de paz e
serenidade na mente.
A recuperação dessa vitalidade traria as pessoas "de volta à vida"
(como ele explica detalhadamente em seu livro Return to life de
1945), obtendo um corpo capaz de suportar o estresse da vida
moderna e ainda ter reservas suficientes para desfrutar dos
momentos de lazer com a família e os amigos.
Não é difícil entender porque desde sua época, tantas mulheres
aderiram ao seu método e continuam fieis à sua prática na
atualidade: exercitar-se de maneira segura, eficiente e prazerosa
- e ainda melhorar a qualidade de vida em todas as fases da vida -
não é tudo que a gente precisa?
Cristina Abrami
Mulher, a fonte da juventude está
em você
Em uma pesquisa feita entre as
mulheres de 18 a 64 anos descobriu-se que somente 6% das mulheres
no Brasil se acham bonitas pois se inspiram em padrões de beleza
Muitas mulheres quando falam de
beleza têm um padrão fixado nas modelos, garotas e artistas,
associação estreita e fixada apenas no visual que, muitas vezes,
não é tão real. Elas se comparam às mulheres produzidas
artificialmente e acabam sentindo-se inferiorizadas. Esse é um
condicionamento que pressiona a maioria das mulheres.
A sociedade cria uma imagem
artificial da mulher ideal porque o consenso para se mudar de
aparência é lucrativo, por isso a mulher não deve ter uma atitude
crítica em relação a ela mesma. Ficar obcecada apenas com a
aparência traz uma insatisfação e muitas neuroses.
Para se ter jovialidade é preciso
ter uma mente jovial, ou seja, querer entrar em um padrão novo de
vida. Buscar a renovação interior, aceitar e cooperar com as
mudanças, viver no agora sentindo que o presente é o “seu tempo”.
Em se tratando do corpo físico é
necessário dar atenção à linguagem corporal, procurando entender o
que o corpo pede e precisa para funcionar melhor, sem se
desgastar, evitando os excessos que são, sempre, causadores de
problemas e velhice precoce. Por isso é muito importante evitar o
excesso de trabalho, o excesso de bebida, o excesso de comida, o
excesso de exercício e até mesmo o excesso de repouso.
É preciso ter inteligência mental
para saber relaxar antes das situações estressantes, aprender a se
auto-programar com idéias novas, positivas e saudáveis, e também
redirecionar o subconsciente retirando as idéias de feiúra,
desgaste, velhice e doença que o inconsciente coletivo ou a mente
da massa lhe incutiu.
Existe um campo de energia em torno
do corpo que é alterado a cada momento em nível inconsciente de
acordo com nossos pensamentos, sentimentos, emoções, ações e
sensações. Esse campo é denominado aura humana que é um reflexo da
pessoa. Ela atrai e repele ao mesmo tempo devido às energias
eletromagnéticas de que é composta.
Para se revitalizar, as terapias
naturais estão ao alcance de todos. O cuidado com a respiração é
fundamental, é preciso saber respirar para entrar no nível de
relaxamento, não se envolvendo com emoções estressantes.
Procurar inspiração e equilíbrio
através de músicas, danças e exercícios como forma terapêutica
também é muito importante.
Querer melhorar é muito bom, é
necessário encontrar equilíbrio para ficar sempre feliz com a sua
aparência. Não há corpo perfeito. É preciso saber aceitar a
imperfeição e não lutar por algo intangível, evitar as frustrações
e estar bem consigo mesma. Saber que a beleza está na pessoa
interior que irradia amor, e só assim será verdadeiramente bonita
e jovial, porque estará repleta de luminosidade.
Mabel Moraes
A Tauromaquia e a Vaca Sagrada
Antes da Segunda Catástrofe Transapalniana que alterou fundamentalmente
o aspecto da crosta terrestre, existiu um velho continente que
hoje faz submerso nas procelosas águas do Oceano Atlântico.
Quero me referir, de forma enfática,
à Atlântida, sobre a qual existem, por toda a parte, inumeráveis
tradições.
Vede se não: Nomes estrangeiros,
atlantes ou de línguas bárbaras, como soíam dizer aqueles cretinos
gregos que quiseram assassinar Anaxágoras, quando se atreveu a
dizer que o Sol era um pouco maior que a metade do Peloponeso.
Nomes, digo, traduzidos ao egípcio
pelos sacerdotes de Saís e voltados à sua significação primeira
pelo divino Platão, para vertê-los, depois, maravilhosamente, na
linguagem da Ática.
Vede o fio diamantino da tradição
milenar desde aqueles até Sólon, continuando, em seguida, com os
dois Crítias e o mestre Platão…
Vede, vo-lo digo, as extraordinárias
descrições de botânica, geografia, zoologia, mineralogia,
política, religião, costumes etc., dos atlantes.
Vede, também, com olhos de águia
rebelde, veladas alusões aos primeiros reis divinos daquele velho
continente antediluviano, dos quais tantas referências têm também
o paganismo mediterrâneo e os textos sagrados antiquíssimos do
mundo oriental.
Reis sublimes, dos quais estoutros
apontamentos assombrosos de Diodoro de Sicília, que ainda nos
ficam por estudar, dão detalhada conta.
Vede, enfim, e isto é o mais
interessante, o próprio sacrifício da Vaca Sagrada, característico
dos brâhmanes, dos hebreus, dos maometanos, dos gentios europeus e
de milhares de outros povos…
É inquestionável que o nosso
celebérrimo e indestrutível circo taurino, no fundo, não é senão
uma sobrevivência ancestral antiquíssima daquela festa de
sacrifício atlante, cuja descrição se encontra ainda em muitos
livros arcaicos secretos.
São, em realidade, muitas lendas
existentes no mundo sobre aqueles touros soltos no Templo de
Netuno, animais aos quais não se rendia brutalmente como hoje, com
lanças e espadas, senão com laços e outras artes engenhosas da
clássica tauromaquia.
Já vencida na arena sagrada, a
simbólica besta era imolada em honra aos deuses santos da
Atlântida, os quais, como o próprio Netuno, haviam involuído do
estado solar primitivo até se converterem em pessoas de tipo
lunar.
A clássica arte tauromáquica é,
certamente, algo iniciático e relacionado com o culto misterioso
da Vaca Sagrada…
Vede a arena atlante do Templo de
Netuno e a atual. Certamente não são senão um Zodíaco vivo, em
cujo constelado se senta o honorável público.
O iniciador, ou hierofante, é o
Mestre, os bandarilheiros, a pé, são os Companheiros. Os
picadores, por sua vez, são os Aprendizes. Por isto esses últimos
vão a cavalo, quer dizer, com todo o lastro em cima do seu
indomado corpo, que sói cair morto na dura briga.
O Picador simboliza o Grau de
Aprendiz, na sagrada Maçonaria Oculta
O Banderilheiro simboliza o Grau de Aprendiz dentro da Maçonaria
Iniciática
Os Companheiros, ao porem as
bandarilhas ou bastos, já começam a se sentir superiores à fera,
ao ego animal. Quer dizer que já são, à maneira de Arjuna, do
Bhagavad-Gita, os perseguidores do inimigo secreto.
Enquanto o mestre, com a Capa da sua
Hierarquia, ou seja, com o domínio de Maya, e empunhando com sua
destra, a espada flamígera da vontade, resulta, à maneira dos deus
Krishna daquele velho poema, não o perseguidor, senão o matador do
eu, da besta, horripilante monstro bramador que também se vê no
Cameloc ou Kamaloka, o próprio Rei Arthur, chefe supremo dos
insignes Cavaleiros da Távola Redonda.
É, pois, a resplandecente
tauromaquia atlante uma Arte Régia, profundamente significativa,
porquanto nos ensina, através de seu brilhante simbolismo, a dura
briga que nos deve conduzir à dissolução do eu.
É indubitável que qualquer visão
retrospectiva relacionada com o esoterismo taurino nos pode
conduzir a místicos descobrimentos de ordem transcendental.
Como fato de atualidade imediata não
é demais citar o profundo amor que sente o toureiro por sua
Virgem; é ostensível que a ela se entrega totalmente antes de
aparecer com seu traje de luzes na arena.
Isso vem a nos recordar os mistérios
isíacos, o sacrifício terrível da Vaca Sagrada e os cultos
arcaicos de IO, cujas origens provêm, solenes, do amanhecer da
vida em nosso planeta Terra.
Resulta patético, claro e definitivo
que somente IO, Devi Kundalini, a Vaca Sagrada das cinco patas, a
Mãe Divina, possui, na verdade, esse poder mágico serpentino que
nos permite reduzir a poeira cósmica o Ego animal, a besta
bramadora da arena da existência.
As vogais IO constituem, em si
mesmas, o número 10 da geração e a razão da circunferência ao
diâmetro.
Obviamente IO é, pois, o número Pi (Pithar),
o tremendo mistério masculino-feminino.
IO também é a suástica, o fohat ou a
eletricidade sexual transcendente que se representam com a cruz
dentro do círculo e símbolo da Terra, sobre cujo tema se poderia
escrever todo um livro.
Escrito está, com letras de fogo no
livro da vida, que tal símbolo da suástica, em forma de coordenada
matemática, existiu em todos os países da Terra, desde a noite dos
séculos.
Necessitamos, com suma urgência
inadiável, converter-nos em "vaqueiros", quer dizer, em sábios
condutores da vaca sagrada.
A Venerável Grande Mestra HPB viu,
realmente, no Hindustão, uma autêntica vaca de cinco patas. Era um
verdadeiro capricho da natureza, um milagre imaculado,
branquíssimo, inefável…
Dom Mario Roso de Luna disse que
aquela singular criatura levava a quinta pata na giba e que ela
espantava as moscas ou se coçava…
O curioso animal era conduzido por
um jovem da seita Sadhu. O jovem alimentava-se exclusivamente com
o leite desta misteriosa vaca.
Ressalta palmário e manifesto o
simbolismo esotérico, maravilhoso e esplendente da vaca das cinco
patas.
Vivíssima expressão manifesta dos
cinco desdobramentos da nossa Divina Mãe Kundalini muito
particular…
Recordemos o signo do infinito, o
oito estendido horizontalmente e igualado a um cinco; o que dá
literalmente: Infinito igual a cinco. Quer dizer: o infinito é
igual à pentalfa, à Vaca Inefável das cinco patas, à estrela de
cinco pontas, ou pentágono regular e estrelado, que deteve
Mefistófeles quando acudiu à evocação bruxesca do Doutor Fausto…
Definir esses cinco aspectos é
indispensável para o bem de todos e de cada um de nossos
estudantes:
A Hécate grega, a Prosérpina
egípcia, a Coatlicue asteca (a rainha dos infernos e da
morte. Terror de amor e lei).
A Mãe Natura particular individual
(aquela que criou nosso corpo físico).
A Maga Elemental Instintiva (aquela
que originou nossos instintos).
O vaqueiro, o condutor da vaca
sagrada, pode e deve trabalhar no magistério desses cinco poderes
da pentalfa…
Solenemente declaro enfaticamente o
seguinte: Eu trabalho diretamente com os cinco poderes da Vaca
Sagrada
Em outra conferência, o VM Samael
comenta um pouco mais sobre os Mistérios Taurinos:
Na Tauromaquia, o Touro era
considerado sagrado. A Roda representava sempre o Zodíaco, e os 12
Signos Zodiacais adornavam a roda, brilhando e resplancendendo...
O Toureiro representava o Mestre; os discípulos estavam
representados pelos Picadores, Companheiros; Aprendizes,
Companheiros e Mestre... É claro que o Aprendiz está representado
pela besta, o Cavalo camuflado, símbolo da Mente; trata-se de
picar a besta e o consegue, fazendo um pouco de força; sem dúvida,
que é vulnerável por todas as partes, e pode bem o touro, com os
seus cornos, transpassar a besta, em todo o caso, o Aprendiz é o
Principiante e não pode ser mais do que um Picador.
Na Atlântida, os reis de todo o
continente concorriam a esse evento sagrado, não se olhava o touro
de um ponto de vista profano, mas de um ponto de vista esotérico.
Terminado o evento, todos os Reis bebiam o sangue do Touro, com
que querendo dizer que estavam dispostos em si mesmo, na luta para
desintegrar o Ego, e transformá-lo ao pó cósmico...
Assim é o evento do Touro vem dos
antigos tempos, da época da Atlântida, que submergiu, com a sua
poderosa civilização, no oceano que leva o seu nome... Esse é o
aspecto esotérico dos Mistérios Taurinos, que muitos poucos o têm
entendido. É lastimável que por estes tempos se tenham esquecidos
tais mistérios... Assim é que originalmente, esse Touro veio do
Templo de Netuno, na longínqua “Olisis”...
Extravasar a raiva de maneira
correta e na hora certa faz bem à saúde
A medicina tradicional chinesa
aponta que toda a raiva “engolida” vai parar no fígado, ao passo
que a energia Chi sobe e tenciona a nuca, os braços e os ombros. A
estagnação desse sentimento pode acarretar ainda dores na cabeça e
pode ser tão forte que muitas vezes a pessoa acaba ficando com a
face e os olhos vermelhos, além de perder a capacidade de pensar
com clareza – já que a cabeça fica "quente".
É importante compreender que a raiva
não é ruim (diferentemente do ódio). Assim sendo, o importante é
saber a maneira correta de extravasá-la. Segurar esse sentimento
acaba por acumulá-lo e a pessoa “explode” por motivos pequenos e
na hora errada. Muitas vezes isso pode acontecer ainda no
relacionamento com amigos, isso porque geralmente se sente raiva
de quem se ama pelo simples fato de não gostar de determinadas
manias deles.
Após ficar ciente dos problemas que
o acúmulo de raiva pode trazer e ter consciência da importância de
liberá-la é necessária atenção a como dar vazão a ela. Não se deve
extravasar por meio de agressões verbais e físicas. Para conseguir
canalizar o sentimento de modo adequado, existem atividades
variadas que ajudam a externá-lo na hora certa, como as artes
marciais. É possível até mesmo bater em sacos de pancadas como
forma de liberar o que está incomodando.
Sempre que a raiva é liberada,
imediatamente a pessoa consegue vivenciar o sentimento de
compaixão. E é adotando esse comportamento que se torna possível
fazer com que as energias finalmente entrem em equilíbrio.
Julio Ganiko
Intuição
O Espiritismo é o conjunto de leis
morais que disciplinam as relações do "Mediunismo" entre o plano
visível e o invisível, coordenando também o progresso espiritual
de seus adeptos. Mas os fenômenos mediúnicos começaram a ocorrer
muito antes de ser codificada a doutrina espírita, assim como
também podem se registrar independentemente de sua existência. Sem
dúvida, temos que distinguir que a mediunidade é uma manifestação
que pode ocorrer independentemente do Espiritismo; o primeiro é
uma "faculdade", que pode não estar sujeita a doutrinas ou
religiões; o segundo é "doutrina" moral e filosófica codificada
por Allan Kardec, cuja finalidade é a libertação do homem dos
dogmas asfixiantes e das paixões escravizantes.
Intuição e mediunidade são termos normalmente associados ao
Espiritismo no entanto podem existir bons médiuns, mesmo ignorando
as obras de Allan Kardec e que professem outras crenças como o
Catolicismo, o Protestantismo, a Teosofia, o Esoterismo, o
Budismo, o Islamismo, o Hinduísmo e o Judaísmo ou que pertençam à
diversas ordens iniciáticas como a Maçonaria, Rosa-Cruz,
Templários, etc. e que possuem alto critério espiritual, mesmo
alheios aos postulados espíritas.
Isso porque todas as pessoas possuem um certo grau de mediunidade,
sabendo ou não deste fato. Há vários tipos desse dom do ser
humano, o mais comum e que cada um de nós já pôde experimentar
algum dia é a intuição. Intuição é uma palavra de origem latina
"In tueri" que significa "olhar para dentro". Quem nunca teve um
pressentimento de fatos felizes ou tristes em sua vida e que algum
tempo depois se concretizou ? Quem nunca ouviu aquela voz interior
elogiando ou criticando uma atitude tomada ?. Você já apostou numa
rifa com a certeza de que acertaria o número premiado ?.
Todo mundo nasce com essa vocação, o difícil é coloca-la em
prática. Na correria do dia a dia, quase ninguém tem tempo,
vontade e paciência para ouvir os sinais da intuição, e sem esses
ingredientes , não é possível captar as mensagens enviadas por ela
antes de tomar uma decisão.
A mediunidade permite o intercâmbio entre as duas dimensões
principais que formam a nossa vida : a material ( Corpo ) e a
imaterial ( Espírito ). A intuição não é truque, ela faz parte da
natureza humana e age no lado direito do cérebro, responsável
pelas emoções. Quando uma mensagem intuitiva brota na mente, o
lado direito do cérebro encaminha essa mensagem para o lado
esquerdo, que é ligado ao intelecto e a razão. No momento em que
essa informação é interpretada, o organismo libera substâncias
químicas, que estimulam a atividade cerebral. Por isso a pessoa
tem a impressão de que algo vai acontecer. Nesse instante, sente o
coração bater mais rápido, pode suar e ficar com a pele
avermelhada.
Esse processo é defendido pela neurologia, a área da medicina que
estuda o funcionamento do cérebro. Porém os místicos têm outra
explicação; para eles, a intuição é "soprada" pelo plano Divino,
seja por meio dos Anjos ou de "Espíritos do Bem". Esses seres de
luz beneficiam as pessoas com a capacidade de intuir para que elas
se apeguem menos aos bens materiais e possam reconhecer a
importância dos valores espirituais para a evolução da alma.
Os místicos vão mais além , segundo eles, é possível não apenas
usar a intuição para receber auxílio no presente, como também
recorrer a esse dom para lembrar de acontecimentos experimentados
em outras vidas, corrigindo os erros do passado. Quantas vezes
você já foi apresentado a uma pessoa e teve a impressão de que o
rosto dela lhe é familiar ? Pode ser obra de sua intuição, que
o(a) desperta para uma outra época em que você e essa pessoa
compartilharam momentos, sejam eles bons ou ruins. Por algum
motivo, a sua memória é ativada para que juntos, possam "acertar
as contas" na existência atual e prosseguir no desenvolvimento
espiritual.
Os sonhos também podem ser canais de expressão da sua intuição,
muitas vezes, forças espirituais transmitem conselhos ou avisos
durante o sono. Quem sonha com a morte de uma pessoa querida e
esse fato se confirma, deve aceitar esse aviso como uma preparação
emocional para aquele acontecimento. Mas os sonhos não são apenas
mensageiros de eventos infelizes, muitos cientistas fizeram
grandes descobertas por meio de mensagens recebidas enquanto
dormiam. Friedrich Kekulé em 1865, sonhou com uma estranha cadeia
molecular, acordou assustado, porque o sonho havia lhe revelado a
fórmula do benzeno, utilizado na fabricação de inseticidas e
plásticos em geral.
Você pode "ouvir" o que os seus sonhos dizem. Habitue-se a anotar
num caderno as imagens trazidas pelo inconsciente assim que
acordar. Dessa forma, ficará mais próximo(a) das suas emoções e,
portanto sensível ao poder da sua intuição.
A história está repleta de fatos curiosos que atestam a validade
da intuição. Júlio Rasec tecladista dos Mamonas Assassinas, deixou
gravado em vídeo o seu mal pressentimento em relação ao acidente
que se confirmou em março de 1996, onde ele e os amigos perderam a
vida em um acidente de avião. James Dean, ignorou o alerta feito
por um amigo de que sofreria um acidente automobilístico, uma
semana depois bateu com seu Porshe que havia comprado há uma
semana e morreu na hora.
É preciso estar preparado para conviver com uma intuição forte,
pois como podemos constatar nem sempre as mensagens são
agradáveis. Ficamos deprimidos quando reconhecemos a nossa
impotência diante de fatos que conseguimos prever, mas que não
podemos evitar. Muitas vezes ficamos com a impressão de que fomos
nós que provocamos aquele fato, o que não é verdade. Por essa
razão é preciso praticar diariamente rituais e exercícios
espirituais, como : mantras, orações, meditação e boas leituras,
para que nosso espírito possa suportar a carga emocional que
acompanha essas premonições.
O êxito do trabalho intuitivo e mediúnico depende muito mais de
renúncia, desinteresse, humildade e ternura de seus praticantes do
que de qualquer manifestação fenomênica espetacular, que empolga
os sentidos físicos mas que não converte o espírito ao Bem.
Freqüentemente nos perguntam se intuição é apenas um dom ou pode
ser desenvolvida, e a resposta é : Intuição é um dom que precisa
ser exercitado para desenvolver-se.
Saiba que todo mundo tem um pouco de intuição, basta exercitá-la,
acredite mais nos seus pressentimentos e saiba que nem tudo no
Universo tem explicação científica. Para ativar o seu dom, fique
algum tempo só, não seja tão racional e preste mais atenção à sua
voz interior. Você descobrirá um Universo maravilhoso no seu
interior!
Veja à seguir alguns exercícios que
podem facilitar o desenvolvimento da sua intuição.
Atenção: Quando decidir fazer um
ritual, é preciso estar convencido(a) totalmente do sucesso final
e visualizar o resultado. Em momento algum deve passar pela sua
mente a idéia de fracasso. Desejar o resultado, com todas as
forças positivas do pensamento, é garantir as energias necessárias
para obter o sucesso esperado.
Exercícios para despertar a intuição
1 - Tradição Oriental Relaxamento.
Em um ambiente tranqüilo, deite-se e respire profundamente.
Feche os olhos ao som de uma música instrumental.
Procure eliminar de sua mente qualquer pensamento negativo.
Se adormecer, preste atenção nos seus sonhos.
Escreva sobre o que sentir ou sonhar sem censura.
Fuja do estresse caminhando em bosques e jardins, de preferência
com os pés descalços.
2 - Tradição Cristã Ritual Para Desenvolver a Intuição.
Vá a um local tranqüilo, acenda um incenso de artemísia (ou outro
de sua preferência), relaxe o seu corpo e pense nas coisas que
gostaria de prever. Depois guarde as cinzas do incenso numa
caixinha e coloque num lugar onde ninguém mexa ( seu altar por
exemplo ).
Quando quiser descobrir algo, segure a caixinha e reze o salmo 91.
Salmo 91 (A segurança daquele que se refugia em Deus)
Aquele que habita no esconderijo do
Altíssimo,
à sombra do Onipotente descansará.
Direi do Senhor: Ele é o meu Deus, o meu refúgio,
a minha fortaleza e nele confiarei.
Porque ele te livrará do laço do passarinheiro,
e da peste perniciosa.
Ele te cobrirá com suas penas,
e debaixo das suas asas estarás seguro
A sua verdade é escudo e broquel.
Não temerás espanto noturno,
nem seta que voe de dia.
Nem peste que ande na escuridão,
nem mortandade que assole ao meio dia.
Mil cairão ao teu lado, e dez mil à tua direita,
mas tu não serás atingido.
Somente com os teus olhos olharás
e verás a recompensa dos ímpios.
Porque tu, ó Senhor, és o meu refúgio!
O Altíssimo é a tua habitação.
Nenhum mal te sucederá,
nem praga alguma chegará à tua tenda.
Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito,
para te guardarem em todos os teus caminhos.
Eles te sustentarão nas suas mãos
para que não tropeces com o teu pé em pedra.
Pisarás o leão e o áspide,
calcarás aos pés o filho do leão e a serpente.
Pois que tão encarecidamente me amou também
eu o louvarei; po-lo-ei num alto retiro,
porque conheceu o meu nome.
Ele me invocará, e eu lhe responderei;
estarei com ele na angústia,
livra-lo-ei, e o glorificarei.
Dar-lhe-ei abundância de dias
e lhe mostrarei a minha salvação.
3 - Tradição Wicca
Ritual das Velas – para ativar a
clarividência e a intuição.
Material: • Uma vela branca,
• Três velas azuis ou violeta,
• Caldeirão,
• Água da fonte, de chuva, filtrada ou mineral (sem gás),
• Folhas secas,
• Incenso,
• Uma pedra da lua ou ametista.
Totalmente nu(a) ou com uma veste
ritual branca, na hora da lua (Veja tabela no final da página);
Pegue seu material, risque com giz o círculo mágico no chão;
Entre no círculo com todo o material;
Coloque a água dentro do caldeirão, acenda as velas e o incenso;
A vela branca deve ficar junto ao caldeirão, as velas azuis ou
violeta devem cercar você e o caldeirão, formando um triângulo;
Invoque a Deusa e o Deus.
Diante do caldeirão, com as palmas das mãos voltadas para
ele, diga em voz alta:
"Minha amiga lua, irmã e mãe!,
limpa as nuvens de minha visão.
Revela o que está oculto.
Mostre-me o que preciso saber.
Revela-me a verdade.
Para que eu possa escolher
o caminho mais sábio."
Faça alguns minutos de meditação.
Sinta a energia fluindo. Pegue as folhas secas e jogue-as em torno
de você e do caldeirão, pronunciando as seguintes palavras :
"Eu atraio as forças místicas.
Eu chamo as forças da natureza.
Eu recebo as respostas.
A verdade me é desvelada".
Pegue a pedra da lua ou ametista,
coloque-a no caldeirão. Imponha suas mão sobre a água e faça a
pergunta que desejar. Pegue a vela branca e vá pingando a cera
dentro do caldeirão. A cera formará uma imagem que revelará o que
você deseja saber. Para terminar o ritual, agradeça às entidades
que estiveram presentes, desfaça o círculo e apague as velas.
Retire sua pedra do caldeirão enxugue e guarde. A água, as velas e
as folhas deverão ser jogadas fora, em água corrente ou em uma
mata, praça ou parque.
Obs : Este Ritual é também muito
utilizado para a ativação da intuição de iniciados em diversas
artes divinatórias tais como : Tarô, Runas, I-Ching, Astrologia,
Numerologia, etc.
Carlos Roberto (Amon Sol
Fonte: www.magiadourada.com.br
Gnose
Gnosis
Gnose
é o substantivo do verbo gignósko, que significa conhecer.
Gnose é conhecimento superior,
interno, espiritual, iniciático. No grego clássico e no grego
popular, koiné, seu significado é semelhante ao da palavra
epistéme.
Em filosofia, epistéme significa
"conhecimento científico" em oposição a "opinião", enquanto gnôsis
significa conhecimento em oposição a "ignorância", chamada de
ágnoia.
A gnose é um conhecimento que brota
do coração de forma misteriosa e intuitiva. É a busca do
conhecimento, não o conhecimento intelectual, mas aquele
conhecimento que dá sentido à vida humana, que a torna plena de
significado porque permite o encontro do homem com sua Essência
Eterna e maravilhosa.
O objeto do conhecimento da Gnose é
Deus, ou tudo o que deriva dEle. Toda gnose parte da aceitação
firme na existência de um Deus absolutamente transcendente,
existência que não necessita ser demonstrada. "Conhecer" significa
ser e atuar, na medida do possível ao ser humano, no âmbito do
divino. Por isso, "conhecer" implica a salvação de todo o mal
(Ego) em que possa estar imerso o homem que venha a possuir esse
"conhecimento".
Gnose é ao mesmo um conceito
religioso e psicológico, além de científico, filosófico e
artístico. A partir desta visão, o significado da vida aparece
como uma transformação e uma visão interior, um processo ligado ao
que hoje se conhece como psicologia profunda.
O desejo e as tentativas de
conseguir amor e felicidade são a saudade inesgotável do Pleroma,
ou seja, da Plenitude do Ser, que é o verdadeiro lar da alma. O
desejo desse "conhecimento" é uma nostalgia das origens e procede
de um original anelo humano de alcançar a Unidade, do desejo
natural, perrene e universal, de fusão do homem com o Ser, do qual
acredita ter sido originado.
A Gnose é o comportamento religioso
que traduz esta profunda e dolorosa sensação que sentem os homens
e mulheres pela separação dos pólos humano e divino. É, no fundo,
uma tentativa de compreensão das relações entre o homem e a
divindade.
Para Jung, muitos gnósticos nada
mais eram do que psicólogos. "A gnose é, indubitavelmente, um
conhecimento psicológico, cujos conteúdos provêm do inconsciente.
Ela chegou às suas percepções através de uma concentração da
atenção sobre o chamado "fator subjetivo" que consiste,
empiricamente, na ação demonstrável do inconsciente sobre a
consciência. Assim se explica o surpreendente paralelismo da
simbologia gnóstica com os resultados a que chegou a psicologia
profunda".
Cromoterapia
Se houver desequilíbrio dessas
cores, as doenças refletem-se no nosso corpo físico e adoecemos.
Atualmente há estudos onde se determina qual a cor mais adequada
para ambientes de estudo, ou de trabalho, ou hospitais,etc. Até
nas propagandas o uso de cores é estudado, dependendo do objetivo
a que se quer chegar, o público alvo e o produto que está sendo
trabalhado.
Para cada pessoa deverá ser feita
uma sensibilização diferente, pois a cor deverá combinar com as
cores dessa pessoa. Não há cor melhor ou pior, mais nobre ou menos
nobre, o que pode haver é a cor errada para determinado momento
Vermelho
Ativador da circulação e sistema nervoso (não utilizado).
Rosa Forte Age como desobstruidor e cauterizador das veias, vasos e
artérias e eliminador de impurezas no sangue.
Rosa Ativador, acelerador e eleminador de impurezas do sangue
Laranja Energizador e eliminador de gorduras em áreas localizadas.
Amarelo Forte Fortificante do corpo, age em tecidos internos.
Amarelo Reativador, desintegrador de cálculos, purificador do sistema
e útil para a pele.
Verde Forte Anti-infeccioso, anti-séptico e regenerador.
Verde Energia de limpeza, vaso-dilatador e relaxante dos nervos.
Azul Forte Lubrificante das juntas e articulações.
Azul Claro
Sedativo, analgésico, regenerador celular dos músculos, nervos,
pele e aparelho circulatório.
Índigo Anestésico, coagulante e purificador da corrente sanguínea.
Limpa as correntes psíquicas.
Violeta Sedativo dos nervos motores e sistema linfático, cauterizador
das infecções e inflamações.
O desequilíbrio e suas cores
Amarelo Indigestão, hepatite, icterícia, fígado, vesícula-biliar,
pâncreas, rins, intestinos, espinhas e afecções da pele.
Laranja Asma, bronquite e pulmões.
Verde Problemas sanguíneos, feridas, infecções e cistos mamários.
Azul Forte Resfriado, sinusite, infecção do ouvido, estresse, tensão
nervosa, reumatismo agudo e articulações.
Azul Inflamação de garganta, tireóide, prisão de ventre e espasmos.
Índigo Inflamações dos olhos, catarata, glaucoma, cansaço ocular,
epistache (sangramento nasal) e nevralgias (Índigo).
Aplicação da Cromoterapia
Luz do Espectro Solar Para essa técnica utilizamos um copo, garrafa, ou recipiente
de vidro transparente, e neste, colocamos água potável,
envolvendo-o com papel colorido (na cor recomendada conforme
tabela de tratamento).
A exposição ao sol deverá ser de, no mínimo, 4 horas, para que a
água possa ser carregada com a energia solar refletida pelo papel
colorido.
Deverá ser tomado dois copos de água carregada ao dia, sendo um
pela manhã em jejum e o outro à noite antes de dormir. A duração
desta técnica de tratamento extende-se até a melhora do sintoma.
Essa técnica também pode ser usada com óleo de amêndoas para
massagens locais (apenas uso externo).
Luz de Lâmpadas Coloridas
Nessa técnica utilizamos um bastão com bocal para lâmpada,
escolhemos uma lâmpada de 25Watts com a cor estabelecida na tabela
de tratamento.
Aplicamos em movimentos circulares, sentido horário, numa
distância de 5cm da pele. Essa exposição deve ser por um perído de
5 minutos, uma vez ao dia, até o desaparecimento dos sintomas.
- Aplicação da luz azul para problema muscular
- Aplicação de luz amarela para tratamento do fígado
- Luz azul no tratamento das articulações
- Luz verde para infecções
- Alimentação Natural
Como coadjuvante do tratamento, a alimentação natural tem sua
devida importância na harmonização do nosso sistema. Para isso,
devemos selecionar alimentos que têm sua cor relacionada com o seu
tratamento Cromoterápico. Exemplo: se estiver tratando com a cor
amarela, procurar ingerir mais alimentos com essa tonalidade.
Mentalização das Cores
Se você tiver uma certa facilidade em visualizar mentalmente as
cores do espectro, poderá ser feita essa mentalização no
respectivo local ou órgão pelo prazo de 30 segundos duas vezes ao
dia.
Contato com a Natureza
Como nosso corpo físico está estritamente ligado ao nosso campo
mental, faz-se necessário que esvaziemos a mente do estresse
diário para tanto, o contado com a natureza é uma fonte benéfica
para a tranquilização da mente e harmonização do corpo.
Terapia milenar pode transformar
espaços nocivos em ambientes saudáveis
Quando estamos com algum problema de
saúde podemos recorrer a diversas terapias convencionais e
alternativas. Entre as opções está a Acupuntura, prática milenar
da antiga medicina chinesa e que hoje é aplicada até por médicos.
E se por acaso nosso espaço, casa ou escritório, estiver com
problemas?
A geoterapeuta Sil Berti afirma que
a Acupuntura de Solo pode ser muito benéfica para minimizar os
efeitos de energias nocivas, transformando os espaços em locais
agradáveis, harmônicos e saudáveis. De acordo com Sil, muitas
pessoas se queixam de problemas como dores de cabeça, tensão,
insônia, dor na coluna, estresse, e as causas podem estar no
ambiente que a pessoa habita ou frequenta.
“As correntes de energia do subsolo
emitem uma carga eletromagnética alterada ou excessiva para o
corpo humano e isso não é mais uma hipótese e sim, uma realidade.
Em algumas faculdades de Medicina da Europa, o estudo das
influências do subsolo sobre a saúde é obrigatório”, afirma Sil.
Na acupuntura convencional, o toque
da agulha é capaz de liberar neurotransmissores que atuam na área
afetada. Há também a explicação mais metafísica que prediz que a
aplicação das agulhas, em determinados pontos, desobstrui os
canais de energia (meridianos). Sil Berti ensina que os rios
subterrâneos, as falhas geológicas, as redes magnéticas, minérios,
entre outros, correspondem aos meridianos. Mas, como aplicar a
Acupuntura de Solo nas áreas afetadas?
“Podemos usar estacas de vários
materiais como ferro, madeira, bambu, vidro, desde que elas tenham
um comprimento mínimo de 50 cm e em formato de agulha. Minha
preferência são os bambus porque, além de serem ecologicamente
corretos (são gramíneas e não árvores), se incorporam ao solo ao
longo do tempo e são fáceis de achar”, diz ela.
Entre os benefícios que a Acupuntura
do Solo pode proporcionar estão a melhoria do estado geral de
saúde das pessoas que estão sobre a influência geopática,
tratamento de enfermidades neurológicas e renais, combate à
insônia e das dores intermitentes e até trato de tumores. Segundo
a geoterapeuta, a Acupuntura de Solo deve ser feita quando for
observada alguma alteração substancial em locais de grande
permanência como cama, sofá, mesa de trabalho etc.
Mas, e a aplicação das estacas em
casas, escritórios e apartamentos? Nas residências que possuem
jardins e quintais, as estacas são colocadas diretamente no solo.
Quando não há espaços com terra, a geoterapeuta utiliza cristais
ou mandalas em locais estratégicos como vasos, mesinhas e até em
paredes etc. O efeito da terapia é imediato. A troca das
estacas, dependendo do material que foi utilizado, deve ser a cada
3 ou 4 anos. A terapeuta aconselha uma visita periódica para o
controle do fluxo de energia, de 4 a 6 meses.
Casos:
Sergio e familia se mudaram ano
passado para a residência que tinha sido dos pais por muitos anos.
O pai e a mãe tiveram vários problemas de saúde, incluindo câncer
- o pai veio a falecer e a mãe que já teve câncer de
mama. Quandoa terapeuta fou chamada para análise do local ,
detectou uma falha geológica com fluxo de H2O intenso ( causando
uma perturbação
geopática , com uma alteração excessiva no campo eletro-magnético
e alta carga de ions). Essas atividades subterrâneas são
responsáveis pelo saúde dos moradores da casa. Sergio, desde que
mudou, começou com problemas sérios de vista, teve descolamento de
retina, após uma cirurgia, que cada vez
mais se complicava, como tb dores pelo corpo inexplicáveis,
Observamos problemas de saúde até com aos animais da casa.
Através da acupuntura de solo ( e mais algumas modificações),
alteramos essa irradiação que era super nociva e imediatamente
após a aplicação das agulhas de bambu no solo - a maioria
das dores desapareceram e houve recuperação da sáude das pessoas.
Logicamente, as pessoas com câncer não foram curadas com a
terapia, mas a incidêcia das dores diminui substancialmente
André Mantovanni ensina a arte da
interpretação de sonhos
Toda vez que alguém tem um sonho
intrigante e curioso, a primeira pergunta que se faz ao acordar é:
“O que significa sonhar com isso?”. Decifrar as mensagens que os
sonhos querem transmitir pode ser de grande utilidade para a vida
das pessoas. Por meio da compreensão dos símbolos, podem-se obter
respostas para alguma situação atual ou que já há algum tempo
aflige o sonhador. “Para isso, basta apenas atenção e
persistência”, diz o escritor e espiritualista André Mantovanni.
“Respeitar a própria intuição também é um passo importante na hora
de interpretar um sonho”, completa.
André Mantovanni é autor do livro
“Dicionário Esotérico dos Sonhos” (Editora Ghemini, 2007, 220
páginas, R$25,00). A obra levou dois anos para ser concluída, com
um enorme trabalho de pesquisa. Nela, Mantovanni apresenta
explicações sobre o que os sonhos podem representar e também uma
espécie de dicionário, com verbetes de A a Z, com uma simbologia
mística e também dentro da visão junguiana.
“No livro, as pessoas podem
encontrar respostas e auxílio para interpretarem seus sonhos
cotidianos, extraindo deles o máximo de proveito para seu
autoconhecimento.”, diz o autor. Quem assina a orelha é o médico
psiquiatra e escritor Paulo Urban que acompanhou de perto todo o
desenvolvimento do projeto.
Para facilitar o entendimento
dos sonhos, Mantovanni separou algumas dicas importantes:
Deixar na cabeceira da cama papel e
caneta. Assim que acordar, anotar tudo o que se lembrar a respeito
do que sonhou e também a primeira associação que vier à cabeça.
Não desprezar a primeira intuição do
significado do sonho. Mesmo sendo absurda, pode trazer sinais da
percepção individual do sonho. Prestar atenção nas sensações que o
sonho traz: angústia, tristeza, alegria etc. Essas percepções dão
pistas acerca do teor da mensagem contida no sonho.
Uma vez decifrado o significado da
simbologia contida no sonho, fazer associações livres, ou seja,
procurar relações entre o sonho e as situações reais da vida.
Identificar nas pessoas ou situações
da vida real características similares às presentes no sonho, pois
nem sempre as pessoas com quem se sonha representam elas mesmas.
Procurar semelhanças, atentar-se a detalhes que podem trazer
descobertas importantes.
Sonhos que se repetem com frequência
merecem atenção especial. Eles estão se repetindo porque talvez
seja necessário dar atenção a uma mensagem de grande importância.
Diante desse descaso, a alma insiste em mostrar o caminho que
levará à cura de determinada situação.
Se for um sonho que se repete há
muitos anos, pode ser um indício de alguma situação traumática
vivenciada no passado e que ainda não foi resolvida.
Para Mantovanni, é importante não
associar os sonhos a significados banais, como popularmente fazem,
como por exemplo: quem sonha com ave deve jogar no bicho. “Essa
banalização não ajudará quem busca respostas.”, diz o escritor.
Para se chegar a um dicionário de
sonhos sério e produtivo, são feitos estudos aprofundados sobre
questões importantíssimas que Jung deixou: a importância do
inconsciente pessoal e coletivo, arquétipos, mitos e
principalmente, os significados dos símbolos dentro da nossa
psique. “A partir dessas bases é que conseguimos trazer
interpretações corretas e que ajudem as pessoas a alcançarem maior
nível de autoconhecimento”, completa André.
Alquimia
De acordo com especialistas,
alquimia é o nome da química praticada na Idade Média, que se
baseava na idéia de que todos os metais evoluem até virar ouro. Os
alquimistas tentavam acelerar esse processo em laboratório, por
meio de experimentos com fogo, água, terra e ar (os quatro
elementos), empenhados principalmente na descoberta de
Os alquimistas uma "pedra
filosofal", capaz de transformar tudo em ouro.eram vistos como
pessoas de hábitos estranhos - por exemplo, passar horas e horas
contemplando uma planta. Mas a simples observação da natureza
parece tê-los feito perceber o que hoje reza a física quântica:
tudo no universo está interligado. O médico suíço Philippus
Paracelsus (1493-1541), por exemplo, ficou famoso por curar as
pessoas a partir dessa visão holística.
E le recorria a conceitos da
alquimia, como o de que o sal, o mercúrio e o enxofre estão
presentes em tudo o que existe, inclusive dentro do homem.
Hoje, a antroposofia, ciência
espiritual que influencia diversas escolas do conhecimento, faz
analogia entre os princípios alquímicos e as forças básicas
atuantes na alma humana: o pensar (sal), o sentir (mercúrio) e o
querer (enxofre). Para Ivan Stratievsky, médico e cirurgião
antroposófico, o ouro alquímico, por exemplo, nada mais é que o
self, o verdadeiro Eu. "Para chegarmos lá", diz ele, "precisamos
lidar com as polaridades internas, pensando, sentindo e querendo
de maneira equilibrada."
SI
Precursora da química e da medicina,
foi a ciência principal da Idade Média. A busca da pedra filosofal
e da capacidade de transmutação dos metais, incluía não só as
experiências químicas, mas também uma série de rituais. A
filosofia Hermética era um dos seus alicerces, assim também como
partes de Cabala e da Magia.
A magia é a primeira das ciências e
a mais caluniada de todas, porque o vulgo obstina-se em confundir
a magia com a bruxaria supersticiosa cujas práticas abomináveis
são denunciadas.
A Alquimia tomou emprestado da
Cabala todos os seus signos, e era na lei das analogias,
resultantes da harmonia dos contrários, que baseava suas
operações.
Ao longo do tempo, diversos
alquimistas descobriram que a verdadeira transmutação ocorria no
próprio homem, numa espécie de Alquimia da Alma; diversos outros
permaneceram na busca sem sucesso do processo de transformações de
metais menos nobres em ouro; afirma-se que alguns mestres
atingiram seus objetivos.
A alquimia também preocupava-se com
a Cosmogonia do Universo, com a astrologia e a matemática. Os
escritos alquímicos, constituíam-se muitas vezes, de modo
codificado ou dissimulado, daí, talvez a conotação dada ao termo
hermético ( fechada), acessível apenas para os iniciados.
A palavra alquimia, do árabe,
al-khimia, tem o mesmo significado de química, só que, esta
química, antigamente designada por espargiria, não é a que
atualmente conhecemos, mas sim, uma química transcendental e
espiritualista. Sabe-se, que al, em árabe, designa Ser supremo o
Todo-Poderoso, como Al-lah. O termo alquimia, designa desde os
tempos mais recuados, a ciência de Deus, ou seja a química de Al.
A alquimia é a arte de trabalhar e
aperfeiçoar os corpos com a ajuda da natureza. No sentido restrito
do termo, a alquimia sendo uma técnica é, por isso, uma arte
prática. Como tal, ela assenta sobre um conjunto de teorias
relativas à constituição da matéria, à formação de substâncias
inanimadas e vivas, etc.
Para um alquimista, a matéria é
composta por três princípios fundamentais, Enxofre, Mercúrio e
Sal, os quais poderão ser combinados em diversas proporções, para
formar novos corpos.
No dizer de Roger Bacon, no Espelho
da Alquimia, «...A alquimia é a ciência que ensina a preparar uma
certa medicina ou elixir, o qual, sendo projetado sobre os metais
imperfeitos, lhe comunica a perfeição...»
A alquimia operativa, aplicação
direta da alquimia teórica, é a procura da pedra filosofal. Ela
reveste-se de dois aspectos principais: a medicina universal e a
transmutação dos metais, sendo uma, a prova real da outra.
Um alquimista, normalmente, era
também um médico, filósofo e astrólogo, tal como Paracelso,
Alberto Magno, Santo Agostinho, Frei Basílio Valentim e tantos
outros grandes Mestres hoje conhecidos pelas suas obras reputadas
de verdadeiras.
Cada Mestre tinha os seus discípulos
a quem iniciava na Arte, transmitindo-lhe os seus conhecimentos.
Além disso, para que esse conhecimento perdurasse pelos tempos,
transmitiram-no também por escrito, nos livros que atualmente
conhecemos, quase sempre escritos sob pseudônimo, de forma velada,
por meio de alegorias, símbolos ou figuras.
É isto que dificulta o estudo da
alquimia, porque esses símbolos e figuras não têm um sentido
uniforme. Tudo era, e atualmente ainda é, deixado à obra e
imaginação dos seus autores.
A transmutação de qualquer metal em
ouro, o elixir da longa vida são na realidade coisas minúsculas
diante da compreensão do que somos. A Alquimia é a busca do
entendimento da natureza, a busca da sabedoria, dos grandes
conhecimentos e o estudante de alquimia é um andarilho a percorrer
as estradas da vida.
O verdadeiro alquimista é um
iluminado, um sábio que compreende a simplicidade do nada
absoluto. É capaz de realizar coisas que a ciência e tecnologias
atuais jamais conseguirão, pois a Alquimia está pautada na energia
espiritual e não somente no materialismo e a ciência a muito tempo
perdeu este caminho.
A Alquimia é o conhecimento máximo,
porém é muito difícil de ser aprendida ou descoberta. Podemos
levar anos até começarmos a perceber que nada sabemos, vamos então
começar imediatamente pois o prêmio para os que conseguirem é o
mais alto de todos.
A Alquimia é uma Arte que se utiliza
de grande número de símbolos, e por isso mesmo muitas vezes há
referencias a ela com o nome de Ars Symbollica. O grande símbolo
da Alquimia é a borboleta, por causa do efeito da metamorfose. Um
dos símbolos que mais aparecem nos trabalhos de Alquimia é a
figura do hermafrodita, ou andrógino.
www.misteriosantigos.com
Mitologia Nórdica (Viking)
Os povos nórdicos, chamados de
escandinavos, são aqueles que habitam os países hoje conhecidos
como Suécia, Dinamarca, Noruega e Islândia. As narrativas
mitológicas dos povos nórdicos estão contidas em duas coleções
chamadas "Edas". A mais antiga é uma poesia que data de 1056 e a
mais moderna é uma prosa de 1640.
Segundo as Edas, no princípio, não
havia nem céu em cima, nem terra em baixo, mas apenas um abismo
sem fundo e um mundo de valor no qual flutuava uma fonte. Dessa
fonte saíam doze rios, e depois deles terem corrido até muito
distante de sua origem, congelaram-se, e tendo uma camada de gelo
se acumulando sobre a outra, o grande abismo se encheu.
Ao sul do mundo de vapor havia um
mundo de luz, do qual uma vibração quente soprou sobre o gelo,
derretendo-o. E os vapores elevaram-se no ar formarando nuvens,
das quais surgiram Ymir, o gelo gigante e sua geração e a vaca
Audumbla, cujo leite alimentou o gigante. Essa vaca alimentava-se
lambendo o gelo, de onde retirava água e sal. Certo dia, quando
estava lambendo as pedras de sal, surgiram os cabelos de um homem;
no segundo dia a cabeça e, no terceiro, todo o corpo, que tinha
grande beleza, agilidade e força. O novo ser era um deus e dele e
de sua esposa, filha da raça dos gigantes, nasceram os três
irmãos: Odin, Vili e Ve, que mataram o gigante Ymir, formando com
seu corpo a terra, com seu sangue os mares, com seus ossos as
montanhas, com seus cabelos as árvores, com seu crânio o céu e com
seu cérebro as nuvens carregadas de neve e granizo. Com a testa de
Ymir, os deuses formaram Midgard (terra média), destinada a
tornar-se a morada do homem. Odin estabeleceu depois os períodos
do dia e da noite e as estações, colocando no céu o sol e a lua,
determinando-lhes os respectivos cursos. Logo que o sol começou a
lançar seus raios sobre a terra fez brotar e crescer os vegetais.
Pouco depois de terem criado o
mundo, os deuses passearam juntos ao mar, satisfeitos com sua obra
recente, mas verificaram que ela ainda estava incompleta, pois
faltavam seres humanos. Tomaram então um freio e dele fizeram um
homem, e de um amieiro fizeram uma mulher, chamando-os de Aske e
Embla, respectivamente. Odin deu-lhes então a vida e a alma, Villi
a razão e o movimento e Ve, os sentidos, a fisionomia expressiva e
o dom da palavra. A Midgard foi-lhes então dada para moradia, e
eles tornaram-se os progenitores do gênero humano.
O martelo de Tor
Antes de o cristianismo chegar aos
países nórdicos, acreditava-se que Tor cruzava os céus numa
carruagem puxada por dois bodes. E quando ele agitava seu martelo,
produziam-se raios e trovões. A palavra trovão em norueguês (Thor-døn)
quer dizer o "rugido Tor". Em sueco (åska) quer dizer a jornada
dos deuses no céu.
Quando troveja e relampeja,
geralmente também chove. E como a chuva era vital para os
camponeses da era dos vikings, Tor era adorado como o deus da
fertilidade.
A resposta mitológica à questão de
saber por que chovia era de que Tor agitava seu martelo. E quando
caía a chuva, as sementes germinavam e as plantas cresciam nos
campos.
Os camponeses não entendiam por que
as plantas cresciam, mas sabiam que tinha algo a ver com as
chuvas. Além disso, todos acreditavam que a chuva estava
relacionada a Tor, que tornou-se um dos deuses mais importantes do
norte da Europa.
Os vikings imaginavam o mundo
habitado como uma ilha, constantemente ameaçada por perigos
externos. Esta parte habitada do mundo eles chamavam de "Midgard",
o reino do meio. Em Midgard também havia "Åsgard", a morada dos
deuses. Fora de Midgard havia "Utgard", o reino de fora, habitado
pelos perigosos trolls, que não se cansavam de tentar destruir o
mundo com toda sorte de golpes baixos. Estes monstros malignos
também são chamados de "forças do caos". Na religião nórdica e
também na maioria das culturas, as pessoas acreditavam que havia
um equilíbrio entre as forças do bem e do mal.
Uma das possibilidades que os trolls
tinham de destruir Midgard era roubar Freyja, a deusa da
fertilidade. Se conseguissem isso, nada mais cresceria nos campos
e as mulheres não teriam mais filhos. Por isso, os bons deuses
tinham que manter os trolls afastados. E justamente por isso Tor
era tão importante, pois com seu martelo, que lhe conferia poderes
quase infinitos, ele mantinha os trolls afastados.
Esta era a explicação mitológica
para o funcionamento da natureza. Quando catástrofes aconteciam,
as pessoas também tinham que participar da luta contra o mal. E
isto elas faziam através de toda sorte de rituais ou cerimônias
religiosas.
O principal ritual religioso era o
sacrifício. Oferecer alguma coisa em sacrifício a um deus
aumentava seu poder para que ele continuasse a luta contra o mal.
Isto podia ser feito sacrificando-se um animal. Presume-se que a
Tor eram sacrificados sobretudo bodes. Para Odin sacrificavam-se
às vezes também pessoas.
Quando a seca assolava uma região,
as pessoas daquela época atribuíam isso ao fato de que os trolls
haviam roubado o martelo de Tor, como ocorre no poema Trymskveda.
O mito também tenta explicar as mudanças das estações do ano: no
inverno, a natureza está morta, porque o martelo de Tor foi
roubado pelos trolls. Mas na primavera Tor consegue reavê-lo. A
assim, os mitos tentavam explicar às pessoas algo que elas não
compreendiam.
As pessoas não se contentavam apenas
com as explicações, elas queriam de alguma forma participar desses
acontecimetnos. Então, faziam-no das mais diversas formas de
rituais religiosos, que guardavam uma relação com os mitos. Há
muitos exemplos de outras partes do mundo que dizem que as pessoas
encenavam um "mito das estações do ano", a fim de acelerar os
processos naturais.
Deuses Nórdicos
THor, o senhor dos trovões, filho
mais velho de Odin, era o mais forte dos deuses e homens, possuía
algo muito precioso, que era seu martelo. Do nome Tor deriva
Thursday, o quinto dia da semana.
Frey, era um dos deuses mais
celebrados, responsável pela chuva, pelo brilho do sol e por todos
os frutos da terra. A deusa Freyja era sua irmã, a mais propícia
das deusas, amava a música, a primavera, as flores, os elfos.
Apreciava muito as canções amorosas e todos os amantes poderiam
invocá-la com proveito. Era a deusa da fertilidade.
Bragi era o deus da poesia, e seus
cantos recordavam os feitos dos guerreiros. Sua esposa, Iduna,
guardava a caixa de maçãs que os deuses, quando sentiam
aproximar-se a velhice, provavam, para recuperar imediatamente a
mocidade.
Heindall era o vigia dos deuses e,
portanto, ficava na fronteira do céu para impedir que os gigantes
passassem pela ponte Bifrost (o arco-íris). Heindall dormia menos
que um pássaro e enxergava, tanto de dia quanto de noite, num raio
de 100 milhas (cerca de 160 km). Tinha tão bons ouvidos que podia
ouvir o ruído da relva crescendo nos campos e da lã crescendo em
um carneiro.
Caracteres rúnicos
Não se pode viajar extensamente pela
Dinamarca, Suécia ou Noruega sem encontrar grandes pedras de
formato diferente, que têm gravadas os caracteres rúnicos,
diferente de todos os outros conhecidos. As letras consistem de
"varinhas", que eram usadas, nos tempos primitivos, pelos povos
nórdicos para prever os acontecimentos futuros. Os caracteres
rúnicos são de vários tipos e têm uso, principalmente, com
finalidades mágicas. Os malignos eram empregados para causar aos
inimigos várias espécies de mal, e os benignos, para evitar o
infortúnio. Alguns tinham finalidades medicinais, outros eram
empregados para conquistar um amor. A língua é um dialeto de godo
chamado norreno, ainda usado na Islândia. As inscrições podem,
portanto, ser lidas, mas até agora, foram encontradas muitas
poucas capazes de trazer qualquer esclarecimento sobre fatos
históricos. Em sua maior parte são epitáfios gravados em números.
Valhala
Valhala é o grande palácio de Odin,
onde ele se diverte em festins com os heróis escolhidos, aqueles
que morreram valentemente em combate, pois são excluídos todos
aqueles que morreram pacificamente. É servida a carne do javali
Schrinnir, que chega fartamente para todos, pois, embora o javali
seja cozido todas as manhãs, fica inteiro novamente todas as
noites. Para bebida, os heróis dispõem de abundante hidromel,
fornecido pela cabra Heidrum. Quando não se encontram nos festins,
os heróis se divertem lutando. Todos os dias, dirigem-se ao pátio
ou ao campo e lutam até se fazerem em pedaços uns aos outros. Mas,
na hora das refeições eles se restabelecem dos ferimentos e voltam
ao festim no Valhala.
Fonte:
www.dimensaowicca.hpg.ig.com.br
Santos Dumont e a profecia
A manifestação de espíritos através
de pessoas que dispõem da faculdade de intermediá-la é conhecida
no mundo desde tempos remotíssimos. Para não irmos mais longe,
analisemos a atuação dessas pessoas entre os Judeus. Esse povo as
conhecia por nebi-in, palavra que, ao serem os textos hebraicos
traduzidos em Grego, receberam o nome de profetas. Os profetas
exerceram enorme influência naquele povo, mantendo-o unido, em
torno do conhecimento da existência do Deus Único, além de
manterem acesa a chama da certeza da vinda do Messias.
Os profetas fizeram sentir a sua
presença entre o povo e os reis de Israel por séculos a fio.
Existiram os profetas maiores e os menores; aqueles que se
notabilizaram pela sua atuação junto aos reis, exortando-os,
admoestando-os, orientando-os, e outros, que viviam mais em
contato com o povo, como Ágabo, que foi o instrumento de um aviso
sobre uma grande fome em todo o mundo, no tempo de Cláudio César
(Atos, 11: 27-28). Esse mesmo profeta predisse a prisão de Paulo,
pelos Judeus e sua entrega aos gentios (Atos, 21: 10-11). A
palavra dos profetas era lembrada constantemente, conforme se
verifica no que diz Pedro, referindo-se ao profeta Joel: “... e os
vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos mancebos
terão visões, e os vossos velhos sonharão sonhos.” (Atos, 2: 17).
Era tão natural o exercício do
profetismo entre os Judeus, que Paulo recomendou o desenvolvimento
da faculdade de profetizar: “Segui a caridade, e procurai com zelo
os dons espirituais, mas principalmente o de profetizar.” (I Cor,
14: 1). A atuação dos profetas era tão comum, que Paulo fez uma
série de recomendações, no sentido de que fossem observados
determinados princípios norteadores do exercício do profetismo, a
fim de que as mensagens fossem úteis ao esclarecimento das
pessoas: “E, se alguém falar língua estranha, faça-se isso por
dois, ou quando muito por três, e por sua vez, haja intérprete.”
(I Cor, 14: 27). Além disso, dá instruções a fim de que sejam
analisadas as mensagens, objetivando evitar o deslumbramento
inoperante: “E falem dois ou três profetas, e os outros
julguem.”(I Cor, 14: 29).
Essa recomendação de Paulo está em
perfeita consonância com o que diz João: “Amados, não creiais a
todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus; porque já
muitos falsos profetas se têm levantado no mundo.” (I Jo, 4: 1).
O exercício do profetismo era também
muito comum nos tempos do Cristianismo nascente, mas nem por isso
era prática vulgar. Havia princípios éticos a serem observados,
como se pode constatar na recomendação contida no “Didaquê”,
conforme citado na Enciclopædia Britannica, no verbete “profeta”:
“O profeta para ser digno de respeito e acatamento deve ter
piedade indubitável e conduta digna do Senhor”.
A missão dos profetas, se era fácil
e prazerosa entre o povo, era um tanto difícil de ser exercida
entre os reis, pois, não raro, contrariava os interesses de
soberanos prepotentes. Foi exercida e incentivada, como visto,
também nos tempos apostólicos. Mas, por que a partir de certo
tempo, passou a ser reprimida? É fácil compreender isso. O
profeta, quanto mais identificado com a sua missão, mais fielmente
se tornava um porta-voz do Alto, a transmitir orientações e
admoestações àqueles que dirigiam o movimento religioso que se
formou em torno dos ensinamentos de Jesus. E quanto mais
identificado com a sua missão, mais acatado era pelo povo,
tornando-se um verdadeiro líder. Essa liderança, com base na
humildade e no desapego de bens materiais, contrariava
frontalmente os interesses daqueles interessados no poder
temporal. Por isso, o profetismo foi, pouco-a-pouco sendo
marginalizado, a ponto de, aqueles que intermediavam mensagens
espirituais, serem perseguidos e mortos durante toda a Idade
Média. Veja-se o exemplo de Joana D’Arc.
Com o passar do tempo, o poder
religioso foi perdendo força, e a liberdade de pensar e agir foi
sendo ampliada. Novamente o profetismo pôde se revelar, conforme
se viu, na verdadeira invasão espiritual que ocorreu no século
XIX, através de fenômenos que chamaram a atenção do mundo. Em
meados desse século, o Espiritismo foi revelado ao mundo, e o foi
através do profetismo. Allan Kardec valeu-se de muitos
intermediários nos diálogos que manteve com os Espíritos, mas
dentre esses se destacam as duas jovens da família Budin, uma de
quatorze e outra de dezesseis anos. Ao revisar a obra, valeu-se do
concurso de outra jovem, da família Jafet, esta com dezessete
anos.
Allan Kardec, ao codificar o
Espiritismo, preferiu usar o vocábulo latino medium para designar
o profeta dos tempos modernos. Hoje esse vocábulo está sendo
inserido – às vezes de forma capciosa – em traduções modernas da
Bíblia. No “Novo Dicionário da Bíblia” de John Davis Douglas, o
verbete aparece de forma razoavelmente correta.
Assim como no passado os profetas
anunciavam tempos novos, houve no final do século XIX o anúncio de
que se operaria uma verdadeira revolução nos meios de transporte
em todo o mundo, bem antes do advento do automóvel. Em agosto de
1883, a revista “O Reformador” publicou uma mensagem do espírito
Estevam Montgolfier, recebida pelo médium Ernesto de Castro, em
Silveiras, cidade do Estado de São Paulo, recebida em 30 de junho
de 1876, época em que Santos Dumont contava apenas três anos de
idade. Eis o texto:
“Vencer o espaço com a velocidade de
uma bala de artilharia, em um motor que sirva para conduzir o
homem, eis o grande problema que será resolvido dentro de pouco
tempo. Esta máquina poderosa de condução, não será uma utopia,
não! O Missionário, que traz esse aperfeiçoamento à Terra, já se
acha entre vós. O progresso da viação aérea, que tantos prosélitos
tem achado e tantas vítimas há feito, não está, portanto, longe de
realizar-se.
O aperfeiçoamento de qualquer
ciência depende do tempo e do estado da Humanidade para recebê-lo.
A locomotiva, esse gigante que avassala os desertos e vence as
distâncias, será como um insignificante invento ante o pássaro
colossal, que, qual condor dos Andes, percorrerá o espaço,
conduzindo em suas soberbas asas os homens de vários continentes.
Os balões, meros exploradores e
precursores da admirável invenção, nada, pois, serão perante o
belo e portentoso pássaro mecânico. Esse Deus de Bondade e de
Misericórdia, que nada concede antes da hora marcada, deixa
primeiramente que seus filhos trabalhem em procura da sabedoria, e
depois que eles se têm esforçado para descobrir a verdade, aí
então Ele lhes envia um raio de Sua divina luz.
Já vêem, ó mortais, que a navegação
aérea não será um sonho, não; mas, sim, uma brilhante realidade.
O tempo, que vem próximo, vos dará o
conhecimento desse estupendo motor.
Brasil! Tu que foste o berço desta
descoberta, serás em breve o país escolhido para demonstrar a
força dessa grandiosa máquina aérea. Eis o prognóstico que vos
dou, ó brasileiros.
Estevam Montgolfier”
E ainda há aqueles que dizem ter o profetismo se encerrado com João Batista...