HOME

HOME

 Editorial
 Mural
 Radar Nacional
SERVIÇOS
 Carreira
 Economia e Finanças
 Legislação
 Política
 Seus Direitos
GERAL
 Acontece
 Beleza
 Comportamento
 Decoração
 Destaques do Mês
 Ecologia
 Educação
 Entretenimento
 Esotérico
 Galeria de Arte
 Moda
 Muito Sabor
 Pets
 Perfil
 Saúde
 Seguros
 Turismo
 Variedades
 Você Sabia
INFORMAÇÕES
 Quem Somos
 Colaboradores 
 Comercial 
 Fale Conosco
 Pesquisa
 

 Edição de  Março de 2010

Prática de Pilates e as mulheres

 

 

O método Pilates pode ser adaptado para melhorar o condicionamento físico geral em qualquer estágio da vida da mulher. Desde a infância, passando pela adolescência, na gestação, no pós-parto, na menopausa e na pós-menopausa, a prática do Pilates pode ajudar a manter o corpo condicionado, forte e saudável, melhorando seu bem-estar e fortalecendo o sistema imunológico.
    Pilates ainda ajuda a tratar e prevenir uma série de distúrbios que acometem freqüentemente as mulheres em diferentes fases da vida: na infância e adolescência promove o auto-conhecimento, fortalecendo o corpo e educando-o com bons hábitos posturais, prevenindo as dores de crescimento e todos os males ortopédicos que a má postura pode provocar. Na juventude e idade adulta equilibra corpo, mente e espírito, mantendo o condicionamento físico, melhorando a circulação sanguínea, fortalecendo e alongando o corpo de maneira equilibrada e desenvolvendo músculos fortes e bem definidos.
    A prática do Pilates fortalece a musculatura profunda e superficial do abdome, que além de manter a boa postura e promover o adequado posicionamento e funcionamento dos órgãos internos, afina a silhueta proporcionando uma aparência esguia e elegante.
    Na idade adulta, na menopausa e pós-menopausa, ajuda a mulher a combater o estresse e a amenizar os sintomas da variação hormonal como: a TPM, as enxaquecas e retenção de líquidos; e ainda a prevenir e tratar de doenças como a osteoporose e a incontinência urinária, entre outras.
    Até no período gestacional, o Pilates pode ser praticado de maneira modificada para aliviar as dores e sobrecargas causadas pelo aumento de peso, preparando a mãe para um parto mais tranqüilo e ajudando também na rápida recuperação no pós-parto.
    Para as corredoras, Pilates traz ainda outros benefícios. Por ser uma atividade de baixo impacto nas articulações, cujo objetivo é promover o equilíbrio no desenvolvimento da musculatura de todo o corpo aumentando tanto a força muscular quanto o alongamento, é capaz de equilibrar esforços exagerados e repetitivos em determinadas musculaturas mais solicitadas durante a corrida, preservando suas estruturas e recuperando-as mais rapidamente desses esforços, fortalecendo-as e prevenindo lesões.
    O trabalho da respiração completa durante a execução dos exercícios do método, aumenta  a oxigenação  sanguínea, fator revelante para a performance atlética.          
    O aumento da consciência corporal e da propriocepção, o correto alinhamento de membros inferiores e o fortalecimento da musculatura abdominal profunda, permitem a aquisição de uma boa postura, economia de movimentos, melhora da coordenação e maior resistência ao esforço.
    E também, para quem precisa desenvolver flexibilidade e força sem criar músculos volumosos, aumentar a capacidade de concentração e equilíbrio para evitar contusões e aperfeiçoar seu desempenho, a prática de Pilates pode ser a escolha perfeita. Além dos benefícios atléticos, Pilates ajuda na aquisição de uma boa aparência, o que nos dá confiança e aumenta a auto-estima em qualquer fase da vida.
    Pode ser praticado inclusive na ocorrência de lesões, pois sua grande adaptabilidade e variedade de aparelhos permitem isolar a parte lesionada e continuar exercitando todo o corpo até a recuperação total.
    A filosofia do método é simples: Joseph Pilates acreditava já na década de 20, que para viver bem é preciso cuidar tanto do  corpo e da mente como do espírito,  por meio de exercícios executados de forma a respeitar a biomecânica do corpo, desenvolvendo-o de maneira equilibrada desafiadora e prazerosa, procurando ter um estilo de  vida saudável.
    Seu sistema de exercícios deve ser praticado com regularidade, com baixo número de repetições, porém com alto grau de controle e precisão, aumentando progressivamente a dificuldade de realização tanto para não criar sobrecargas e lesões como para condicionar o corpo de forma segura e duradoura.
    Ele dizia que, por meio da prática de seu método, as pessoas podiam recuperar a harmonia e o equilíbrio do corpo, além de paz e serenidade na mente.
    A recuperação dessa vitalidade traria as pessoas "de volta à vida" (como ele explica detalhadamente em seu livro Return to life de 1945), obtendo um corpo capaz de suportar o estresse da vida moderna e ainda ter reservas suficientes para desfrutar dos momentos de lazer com a família e os amigos.
    Não é difícil entender porque desde sua época, tantas mulheres aderiram ao seu método e continuam fieis à sua prática na atualidade: exercitar-se de maneira segura, eficiente e prazerosa - e ainda melhorar a qualidade de vida em todas as fases da vida - não é tudo que a gente precisa?

 

Cristina Abrami


Mulher, a fonte da juventude está em você

Em uma pesquisa feita entre as mulheres de 18 a 64 anos descobriu-se que somente 6% das mulheres no Brasil se acham bonitas pois se inspiram em padrões de beleza

 

Muitas mulheres quando falam de beleza têm um padrão fixado nas modelos, garotas e artistas, associação estreita e fixada apenas no visual que, muitas vezes, não é tão real. Elas se comparam às mulheres produzidas artificialmente e acabam sentindo-se inferiorizadas. Esse é um condicionamento que pressiona a maioria das mulheres.

    A sociedade cria uma imagem artificial da mulher ideal porque o consenso para se mudar de aparência é lucrativo, por isso a mulher não deve ter uma atitude crítica em relação a ela mesma. Ficar obcecada apenas com a aparência traz uma insatisfação e muitas neuroses.

Para se ter jovialidade é preciso ter uma mente jovial, ou seja, querer entrar em um padrão novo de vida. Buscar a renovação interior, aceitar e cooperar com as mudanças, viver no agora sentindo que o presente é o “seu tempo”.

    Em se tratando do corpo físico é necessário dar atenção à linguagem corporal, procurando entender o que o corpo pede e precisa para funcionar melhor, sem se desgastar, evitando os excessos que são, sempre, causadores de problemas e velhice precoce. Por isso é muito importante evitar o excesso de trabalho, o excesso de bebida, o excesso de comida, o excesso de exercício e até mesmo o excesso de repouso.

    É preciso ter inteligência mental para saber relaxar antes das situações estressantes, aprender a se auto-programar com idéias novas, positivas e saudáveis, e também redirecionar o subconsciente retirando as idéias de feiúra, desgaste, velhice e doença que o inconsciente coletivo ou a mente da massa lhe incutiu.

    Existe um campo de energia em torno do corpo que é alterado a cada momento em nível inconsciente de acordo com nossos pensamentos, sentimentos, emoções, ações e sensações. Esse campo é denominado aura humana que é um reflexo da pessoa. Ela atrai e repele ao mesmo tempo devido às energias eletromagnéticas de que é composta.

    Para se revitalizar, as terapias naturais estão ao alcance de todos. O cuidado com a respiração é fundamental, é preciso saber respirar para entrar no nível de relaxamento, não se envolvendo com emoções estressantes.

    Procurar inspiração e equilíbrio através de músicas, danças e exercícios como forma terapêutica também é muito importante.

    Querer melhorar é muito bom, é necessário encontrar equilíbrio para ficar sempre feliz com a sua aparência. Não há corpo perfeito.  É preciso saber aceitar a imperfeição e não lutar por algo intangível, evitar as frustrações e estar bem consigo mesma. Saber que a beleza está na pessoa interior que irradia amor, e só assim será verdadeiramente bonita e jovial, porque estará repleta de luminosidade.

 

Mabel Moraes


A Tauromaquia e a Vaca Sagrada

 

Antes da Segunda Catástrofe Transapalniana que alterou fundamentalmente o aspecto da crosta terrestre, existiu um velho continente que hoje faz submerso nas procelosas águas do Oceano Atlântico.

Quero me referir, de forma enfática, à Atlântida, sobre a qual existem, por toda a parte, inumeráveis tradições.

    Vede se não: Nomes estrangeiros, atlantes ou de línguas bárbaras, como soíam dizer aqueles cretinos gregos que quiseram assassinar Anaxágoras, quando se atreveu a dizer que o Sol era um pouco maior que a metade do Peloponeso.

    Nomes, digo, traduzidos ao egípcio pelos sacerdotes de Saís e voltados à sua significação primeira pelo divino Platão, para vertê-los, depois, maravilhosamente, na linguagem da Ática.

 

    Vede o fio diamantino da tradição milenar desde aqueles até Sólon, continuando, em seguida, com os dois Crítias e o mestre Platão…

    Vede, vo-lo digo, as extraordinárias descrições de botânica, geografia, zoologia, mineralogia, política, religião, costumes etc., dos atlantes.

    Vede, também, com olhos de águia rebelde, veladas alusões aos primeiros reis divinos daquele velho continente antediluviano, dos quais tantas referências têm também o paganismo mediterrâneo e os textos sagrados antiquíssimos do mundo oriental.

    Reis sublimes, dos quais estoutros apontamentos assombrosos de Diodoro de Sicília, que ainda nos ficam por estudar, dão detalhada conta.

    Vede, enfim, e isto é o mais interessante, o próprio sacrifício da Vaca Sagrada, característico dos brâhmanes, dos hebreus, dos maometanos, dos gentios europeus e de milhares de outros povos…

    É inquestionável que o nosso celebérrimo e indestrutível circo taurino, no fundo, não é senão uma sobrevivência ancestral antiquíssima daquela festa de sacrifício atlante, cuja descrição se encontra ainda em muitos livros arcaicos secretos.

    São, em realidade, muitas lendas existentes no mundo sobre aqueles touros soltos no Templo de Netuno, animais aos quais não se rendia brutalmente como hoje, com lanças e espadas, senão com laços e outras artes engenhosas da clássica tauromaquia.

    Já vencida na arena sagrada, a simbólica besta era imolada em honra aos deuses santos da Atlântida, os quais, como o próprio Netuno, haviam involuído do estado solar primitivo até se converterem em pessoas de tipo lunar.

    A clássica arte tauromáquica é, certamente, algo iniciático e relacionado com o culto misterioso da Vaca Sagrada…

    Vede a arena atlante do Templo de Netuno e a atual. Certamente não são senão um Zodíaco vivo, em cujo constelado se senta o honorável público.

    O iniciador, ou hierofante, é o Mestre, os bandarilheiros, a pé, são os Companheiros. Os picadores, por sua vez, são os Aprendizes. Por isto esses últimos vão a cavalo, quer dizer, com todo o lastro em cima do seu indomado corpo, que sói cair morto na dura briga.

O Picador simboliza o Grau de Aprendiz, na sagrada Maçonaria Oculta

O Banderilheiro simboliza o Grau de Aprendiz dentro da Maçonaria Iniciática

    Os Companheiros, ao porem as bandarilhas ou bastos, já começam a se sentir superiores à fera, ao ego animal. Quer dizer que já são, à maneira de Arjuna, do Bhagavad-Gita, os perseguidores do inimigo secreto.

Enquanto o mestre, com a Capa da sua Hierarquia, ou seja, com o domínio de Maya, e empunhando com sua destra, a espada flamígera da vontade, resulta, à maneira dos deus Krishna daquele velho poema, não o perseguidor, senão o matador do eu, da besta, horripilante monstro bramador que também se vê no Cameloc ou Kamaloka, o próprio Rei Arthur, chefe supremo dos insignes Cavaleiros da Távola Redonda.

    É, pois, a resplandecente tauromaquia atlante uma Arte Régia, profundamente significativa, porquanto nos ensina, através de seu brilhante simbolismo, a dura briga que nos deve conduzir à dissolução do eu.

É indubitável que qualquer visão retrospectiva relacionada com o esoterismo taurino nos pode conduzir a místicos descobrimentos de ordem transcendental.

    Como fato de atualidade imediata não é demais citar o profundo amor que sente o toureiro por sua Virgem; é ostensível que a ela se entrega totalmente antes de aparecer com seu traje de luzes na arena.

Isso vem a nos recordar os mistérios isíacos, o sacrifício terrível da Vaca Sagrada e os cultos arcaicos de IO, cujas origens provêm, solenes, do amanhecer da vida em nosso planeta Terra.

    Resulta patético, claro e definitivo que somente IO, Devi Kundalini, a Vaca Sagrada das cinco patas, a Mãe Divina, possui, na verdade, esse poder mágico serpentino que nos permite reduzir a poeira cósmica o Ego animal, a besta bramadora da arena da existência.

    As vogais IO constituem, em si mesmas, o número 10 da geração e a razão da circunferência ao diâmetro.

    Obviamente IO é, pois, o número Pi (Pithar), o tremendo mistério masculino-feminino.

    IO também é a suástica, o fohat ou a eletricidade sexual transcendente que se representam com a cruz dentro do círculo e símbolo da Terra, sobre cujo tema se poderia escrever todo um livro.

   Escrito está, com letras de fogo no livro da vida, que tal símbolo da suástica, em forma de coordenada matemática, existiu em todos os países da Terra, desde a noite dos séculos.

    Necessitamos, com suma urgência inadiável, converter-nos em "vaqueiros", quer dizer, em sábios condutores da vaca sagrada.

    A Venerável Grande Mestra HPB viu, realmente, no Hindustão, uma autêntica vaca de cinco patas. Era um verdadeiro capricho da natureza, um milagre imaculado, branquíssimo, inefável…

    Dom Mario Roso de Luna disse que aquela singular criatura levava a quinta pata na giba e que ela espantava as moscas ou se coçava…

    O curioso animal era conduzido por um jovem da seita Sadhu. O jovem alimentava-se exclusivamente com o leite desta misteriosa vaca.

    Ressalta palmário e manifesto o simbolismo esotérico, maravilhoso e esplendente da vaca das cinco patas.

    Vivíssima expressão manifesta dos cinco desdobramentos da nossa Divina Mãe Kundalini muito particular…

    Recordemos o signo do infinito, o oito estendido horizontalmente e igualado a um cinco; o que dá literalmente: Infinito igual a cinco. Quer dizer: o infinito é igual à pentalfa, à Vaca Inefável das cinco patas, à estrela de cinco pontas, ou pentágono regular e estrelado, que deteve Mefistófeles quando acudiu à evocação bruxesca do Doutor Fausto…

   Definir esses cinco aspectos é indispensável para o bem de todos e de cada um de nossos estudantes:

  •  A Imanifestada Kundalini.

  • Ísis inefável, casta Diana (Sabedoria, Amor, Poder).

  • A Hécate grega, a Prosérpina egípcia, a Coatlicue asteca (a rainha dos infernos e da
    morte. Terror de amor e lei).

  • A Mãe Natura particular individual (aquela que criou nosso corpo físico).

  • A Maga Elemental Instintiva (aquela que originou nossos instintos).

  • O vaqueiro, o condutor da vaca sagrada, pode e deve trabalhar no magistério desses cinco poderes da pentalfa…

  • Solenemente declaro enfaticamente o seguinte: Eu trabalho diretamente com os cinco poderes da Vaca Sagrada

 

Em outra conferência, o VM Samael comenta um pouco mais sobre os Mistérios Taurinos:

Na Tauromaquia, o Touro era considerado sagrado. A Roda representava sempre o Zodíaco, e os 12 Signos Zodiacais adornavam a roda, brilhando e resplancendendo... O Toureiro representava o Mestre; os discípulos estavam representados pelos Picadores, Companheiros; Aprendizes, Companheiros e Mestre... É claro que o Aprendiz está representado pela besta, o Cavalo camuflado, símbolo da Mente; trata-se de picar a besta e o consegue, fazendo um pouco de força; sem dúvida, que é vulnerável por todas as partes, e pode bem o touro, com os seus cornos, transpassar a besta, em todo o caso, o Aprendiz é o Principiante e não pode ser mais do que um Picador.

    Na Atlântida, os reis de todo o continente concorriam a esse evento sagrado, não se olhava o touro de um ponto de vista profano, mas de um ponto de vista esotérico. Terminado o evento, todos os Reis bebiam o sangue do Touro, com que querendo dizer que estavam dispostos em si mesmo, na luta para desintegrar o Ego, e transformá-lo ao pó cósmico...

    Assim é o evento do Touro vem dos antigos tempos, da época da Atlântida, que submergiu, com a sua poderosa civilização, no oceano que leva o seu nome... Esse é o aspecto esotérico dos Mistérios Taurinos, que muitos poucos o têm entendido. É lastimável que por estes tempos se tenham esquecidos tais mistérios... Assim é que originalmente, esse Touro veio do Templo de Netuno, na longínqua “Olisis”...

 

Fonte: http://www.gnosisonline.org/Curiosidades/index.shtml


Extravasar a raiva de maneira correta e na hora certa faz bem à saúde 

 

A medicina tradicional chinesa aponta que toda a raiva “engolida” vai parar no fígado, ao passo que a energia Chi sobe e tenciona a nuca, os braços e os ombros. A estagnação desse sentimento pode acarretar ainda dores na cabeça e pode ser tão forte que muitas vezes a pessoa acaba ficando com a face e os olhos vermelhos, além de perder a capacidade de pensar com clareza – já que a cabeça fica "quente".

    É importante compreender que a raiva não é ruim (diferentemente do ódio). Assim sendo, o importante é saber a maneira correta de extravasá-la. Segurar esse sentimento acaba por acumulá-lo e a pessoa “explode” por motivos pequenos e na hora errada. Muitas vezes isso pode acontecer ainda no relacionamento com amigos, isso porque geralmente se sente raiva de quem se ama pelo simples fato de não gostar de determinadas manias deles.

    Após ficar ciente dos problemas que o acúmulo de raiva pode trazer e ter consciência da importância de liberá-la é necessária atenção a como dar vazão a ela. Não se deve extravasar por meio de agressões verbais e físicas. Para conseguir canalizar o sentimento de modo adequado, existem atividades variadas que ajudam a externá-lo na hora certa, como as artes marciais. É possível até mesmo bater em sacos de pancadas como forma de liberar o que está incomodando.

    Sempre que a raiva é liberada, imediatamente a pessoa consegue vivenciar o sentimento de compaixão. E é adotando esse comportamento que se torna possível fazer com que as energias finalmente entrem em equilíbrio. 

 

Julio Ganiko


Intuição

 

O Espiritismo é o conjunto de leis morais que disciplinam as relações do "Mediunismo" entre o plano visível e o invisível, coordenando também o progresso espiritual de seus adeptos. Mas os fenômenos mediúnicos começaram a ocorrer muito antes de ser codificada a doutrina espírita, assim como também podem se registrar independentemente de sua existência. Sem dúvida, temos que distinguir que a mediunidade é uma manifestação que pode ocorrer independentemente do Espiritismo; o primeiro é uma "faculdade", que pode não estar sujeita a doutrinas ou religiões; o segundo é "doutrina" moral e filosófica codificada por Allan Kardec, cuja finalidade é a libertação do homem dos dogmas asfixiantes e das paixões escravizantes.
    Intuição e mediunidade são termos normalmente associados ao Espiritismo no entanto podem existir bons médiuns, mesmo ignorando as obras de Allan Kardec e que professem outras crenças como o Catolicismo, o Protestantismo, a Teosofia, o Esoterismo, o Budismo, o Islamismo, o Hinduísmo e o Judaísmo ou que pertençam à diversas ordens iniciáticas como a Maçonaria, Rosa-Cruz, Templários, etc. e que possuem alto critério espiritual, mesmo alheios aos postulados espíritas.
    Isso porque todas as pessoas possuem um certo grau de mediunidade, sabendo ou não deste fato. Há vários tipos desse dom do ser humano, o mais comum e que cada um de nós já pôde experimentar algum dia é a intuição. Intuição é uma palavra de origem latina "In tueri" que significa "olhar para dentro". Quem nunca teve um pressentimento de fatos felizes ou tristes em sua vida e que algum tempo depois se concretizou ? Quem nunca ouviu aquela voz interior elogiando ou criticando uma atitude tomada ?. Você já apostou numa rifa com a certeza de que acertaria o número premiado ?.
    Todo mundo nasce com essa vocação, o difícil é coloca-la em prática. Na correria do dia a dia, quase ninguém tem tempo, vontade e paciência para ouvir os sinais da intuição, e sem esses ingredientes , não é possível captar as mensagens enviadas por ela antes de tomar uma decisão.
    A mediunidade permite o intercâmbio entre as duas dimensões principais que formam a nossa vida : a material ( Corpo ) e a imaterial ( Espírito ). A intuição não é truque, ela faz parte da natureza humana e age no lado direito do cérebro, responsável pelas emoções. Quando uma mensagem intuitiva brota na mente, o lado direito do cérebro encaminha essa mensagem para o lado esquerdo, que é ligado ao intelecto e a razão. No momento em que essa informação é interpretada, o organismo libera substâncias químicas, que estimulam a atividade cerebral. Por isso a pessoa tem a impressão de que algo vai acontecer. Nesse instante, sente o coração bater mais rápido, pode suar e ficar com a pele avermelhada.
    Esse processo é defendido pela neurologia, a área da medicina que estuda o funcionamento do cérebro. Porém os místicos têm outra explicação; para eles, a intuição é "soprada" pelo plano Divino, seja por meio dos Anjos ou de "Espíritos do Bem". Esses seres de luz beneficiam as pessoas com a capacidade de intuir para que elas se apeguem menos aos bens materiais e possam reconhecer a importância dos valores espirituais para a evolução da alma.
    Os místicos vão mais além , segundo eles, é possível não apenas usar a intuição para receber auxílio no presente, como também recorrer a esse dom para lembrar de acontecimentos experimentados em outras vidas, corrigindo os erros do passado. Quantas vezes você já foi apresentado a uma pessoa e teve a impressão de que o rosto dela lhe é familiar ? Pode ser obra de sua intuição, que o(a) desperta para uma outra época em que você e essa pessoa compartilharam momentos, sejam eles bons ou ruins. Por algum motivo, a sua memória é ativada para que juntos, possam "acertar as contas" na existência atual e prosseguir no desenvolvimento espiritual.
    Os sonhos também podem ser canais de expressão da sua intuição, muitas vezes, forças espirituais transmitem conselhos ou avisos durante o sono. Quem sonha com a morte de uma pessoa querida e esse fato se confirma, deve aceitar esse aviso como uma preparação emocional para aquele acontecimento. Mas os sonhos não são apenas mensageiros de eventos infelizes, muitos cientistas fizeram grandes descobertas por meio de mensagens recebidas enquanto dormiam. Friedrich Kekulé em 1865, sonhou com uma estranha cadeia molecular, acordou assustado, porque o sonho havia lhe revelado a fórmula do benzeno, utilizado na fabricação de inseticidas e plásticos em geral.
    Você pode "ouvir" o que os seus sonhos dizem. Habitue-se a anotar num caderno as imagens trazidas pelo inconsciente assim que acordar. Dessa forma, ficará mais próximo(a) das suas emoções e, portanto sensível ao poder da sua intuição.
    A história está repleta de fatos curiosos que atestam a validade da intuição. Júlio Rasec tecladista dos Mamonas Assassinas, deixou gravado em vídeo o seu mal pressentimento em relação ao acidente que se confirmou em março de 1996, onde ele e os amigos perderam a vida em um acidente de avião. James Dean, ignorou o alerta feito por um amigo de que sofreria um acidente automobilístico, uma semana depois bateu com seu Porshe que havia comprado há uma semana e morreu na hora.
    É preciso estar preparado para conviver com uma intuição forte, pois como podemos constatar nem sempre as mensagens são agradáveis. Ficamos deprimidos quando reconhecemos a nossa impotência diante de fatos que conseguimos prever, mas que não podemos evitar. Muitas vezes ficamos com a impressão de que fomos nós que provocamos aquele fato, o que não é verdade. Por essa razão é preciso praticar diariamente rituais e exercícios espirituais, como : mantras, orações, meditação e boas leituras, para que nosso espírito possa suportar a carga emocional que acompanha essas premonições.
    O êxito do trabalho intuitivo e mediúnico depende muito mais de renúncia, desinteresse, humildade e ternura de seus praticantes do que de qualquer manifestação fenomênica espetacular, que empolga os sentidos físicos mas que não converte o espírito ao Bem.
    Freqüentemente nos perguntam se intuição é apenas um dom ou pode ser desenvolvida, e a resposta é : Intuição é um dom que precisa ser exercitado para desenvolver-se.
    Saiba que todo mundo tem um pouco de intuição, basta exercitá-la, acredite mais nos seus pressentimentos e saiba que nem tudo no Universo tem explicação científica. Para ativar o seu dom, fique algum tempo só, não seja tão racional e preste mais atenção à sua voz interior. Você descobrirá um Universo maravilhoso no seu interior!

 

Veja à seguir alguns exercícios que podem facilitar o desenvolvimento da sua intuição.

Atenção: Quando decidir fazer um ritual, é preciso estar convencido(a) totalmente do sucesso final e visualizar o resultado. Em momento algum deve passar pela sua mente a idéia de fracasso. Desejar o resultado, com todas as forças positivas do pensamento, é garantir as energias necessárias para obter o sucesso esperado.

 

Exercícios para despertar a intuição

1 - Tradição Oriental
Relaxamento.
Em um ambiente tranqüilo, deite-se e respire profundamente.
Feche os olhos ao som de uma música instrumental.
Procure eliminar de sua mente qualquer pensamento negativo.
Se adormecer, preste atenção nos seus sonhos.
Escreva sobre o que sentir ou sonhar sem censura.
Fuja do estresse caminhando em bosques e jardins, de preferência com os pés descalços.

 

2 - Tradição Cristã
Ritual Para Desenvolver a Intuição.
Vá a um local tranqüilo, acenda um incenso de artemísia (ou outro de sua preferência), relaxe o seu corpo e pense nas coisas que gostaria de prever. Depois guarde as cinzas do incenso numa caixinha e coloque num lugar onde ninguém mexa ( seu altar por exemplo ).
Quando quiser descobrir algo, segure a caixinha e reze o salmo 91.

 

Salmo 91
(A segurança daquele que se refugia em Deus)

Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo,
à sombra do Onipotente descansará.
Direi do Senhor: Ele é o meu Deus, o meu refúgio,
a minha fortaleza e nele confiarei.
Porque ele te livrará do laço do passarinheiro,
e da peste perniciosa.
Ele te cobrirá com suas penas,
e debaixo das suas asas estarás seguro
A sua verdade é escudo e broquel.
Não temerás espanto noturno,
nem seta que voe de dia.
Nem peste que ande na escuridão,
nem mortandade que assole ao meio dia.
Mil cairão ao teu lado, e dez mil à tua direita,
mas tu não serás atingido.
Somente com os teus olhos olharás
e verás a recompensa dos ímpios.
Porque tu, ó Senhor, és o meu refúgio!
O Altíssimo é a tua habitação.
Nenhum mal te sucederá,
nem praga alguma chegará à tua tenda.
Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito,
para te guardarem em todos os teus caminhos.
Eles te sustentarão nas suas mãos
para que não tropeces com o teu pé em pedra.
Pisarás o leão e o áspide,
calcarás aos pés o filho do leão e a serpente.
Pois que tão encarecidamente me amou também
eu o louvarei; po-lo-ei num alto retiro,
porque conheceu o meu nome.
Ele me invocará, e eu lhe responderei;
estarei com ele na angústia,
livra-lo-ei, e o glorificarei.
Dar-lhe-ei abundância de dias
e lhe mostrarei a minha salvação.

 

3 - Tradição Wicca

Ritual das Velas – para ativar a clarividência e a intuição.

Material:
 •  Uma vela branca,
 •  Três velas azuis ou violeta,
 •  Caldeirão,
 •  Água da fonte, de chuva, filtrada ou mineral (sem gás),
 •  Folhas secas,
 •  Incenso,
 •  Uma pedra da lua ou ametista.

Totalmente nu(a) ou com uma veste ritual branca, na hora da lua (Veja tabela no final da página);
Pegue seu material, risque com giz o círculo mágico no chão;
Entre no círculo com todo o material;
Coloque a água dentro do caldeirão, acenda as velas e o incenso;
A vela branca deve ficar junto ao caldeirão, as velas azuis ou violeta devem cercar você e o caldeirão, formando um triângulo;
Invoque a Deusa e o Deus.

Diante do caldeirão, com as palmas das mãos voltadas para ele, diga em voz alta:

"Minha amiga lua, irmã e mãe!,
limpa as nuvens de minha visão.
Revela o que está oculto.
Mostre-me o que preciso saber.
Revela-me a verdade.
Para que eu possa escolher
o caminho mais sábio."

Faça alguns minutos de meditação. Sinta a energia fluindo. Pegue as folhas secas e jogue-as em torno de você e do caldeirão, pronunciando as seguintes palavras :

"Eu atraio as forças místicas.
Eu chamo as forças da natureza.
Eu recebo as respostas.
A verdade me é desvelada".

Pegue a pedra da lua ou ametista, coloque-a no caldeirão. Imponha suas mão sobre a água e faça a pergunta que desejar. Pegue a vela branca e vá pingando a cera dentro do caldeirão. A cera formará uma imagem que revelará o que você deseja saber. Para terminar o ritual, agradeça às entidades que estiveram presentes, desfaça o círculo e apague as velas. Retire sua pedra do caldeirão enxugue e guarde. A água, as velas e as folhas deverão ser jogadas fora, em água corrente ou em uma mata, praça ou parque.

Obs : Este Ritual é também muito utilizado para a ativação da intuição de iniciados em diversas artes divinatórias tais como : Tarô, Runas, I-Ching, Astrologia, Numerologia, etc.

Carlos Roberto (Amon Sol 

Fonte: www.magiadourada.com.br

 

 

Gnose

Gnosis

 

Gnose é o substantivo do verbo gignósko, que significa conhecer.

    Gnose é conhecimento superior, interno, espiritual, iniciático. No grego clássico e no grego popular, koiné, seu significado é semelhante ao da palavra epistéme.

Em filosofia, epistéme significa "conhecimento científico" em oposição a "opinião", enquanto gnôsis significa conhecimento em oposição a "ignorância", chamada de ágnoia.

    A gnose é um conhecimento que brota do coração de forma misteriosa e intuitiva. É a busca do conhecimento, não o conhecimento intelectual, mas aquele conhecimento que dá sentido à vida humana, que a torna plena de significado porque permite o encontro do homem com sua Essência Eterna e maravilhosa.

    O objeto do conhecimento da Gnose é Deus, ou tudo o que deriva dEle. Toda gnose parte da aceitação firme na existência de um Deus absolutamente transcendente, existência que não necessita ser demonstrada. "Conhecer" significa ser e atuar, na medida do possível ao ser humano, no âmbito do divino. Por isso, "conhecer" implica a salvação de todo o mal (Ego) em que possa estar imerso o homem que venha a possuir esse "conhecimento".

    Gnose é ao mesmo um conceito religioso e psicológico, além de científico, filosófico e artístico. A partir desta visão, o significado da vida aparece como uma transformação e uma visão interior, um processo ligado ao que hoje se conhece como psicologia profunda.

O desejo e as tentativas de conseguir amor e felicidade são a saudade inesgotável do Pleroma, ou seja, da Plenitude do Ser, que é o verdadeiro lar da alma. O desejo desse "conhecimento" é uma nostalgia das origens e procede de um original anelo humano de alcançar a Unidade, do desejo natural, perrene e universal, de fusão do homem com o Ser, do qual acredita ter sido originado.

    A Gnose é o comportamento religioso que traduz esta profunda e dolorosa sensação que sentem os homens e mulheres pela separação dos pólos humano e divino. É, no fundo, uma tentativa de compreensão das relações entre o homem e a divindade.

    Para Jung, muitos gnósticos nada mais eram do que psicólogos. "A gnose é, indubitavelmente, um conhecimento psicológico, cujos conteúdos provêm do inconsciente. Ela chegou às suas percepções através de uma concentração da atenção sobre o chamado "fator subjetivo" que consiste, empiricamente, na ação demonstrável do inconsciente sobre a consciência. Assim se explica o surpreendente paralelismo da simbologia gnóstica com os resultados a que chegou a psicologia profunda".


Cromoterapia

 

Se houver desequilíbrio dessas cores, as doenças refletem-se no nosso corpo físico e adoecemos.
     Atualmente há estudos onde se determina qual a cor mais adequada para ambientes de estudo, ou de trabalho, ou hospitais,etc. Até nas propagandas o uso de cores é estudado, dependendo do objetivo a que se quer chegar, o público alvo e o produto que está sendo trabalhado.

     Para cada pessoa deverá ser feita uma sensibilização diferente, pois a cor deverá combinar com as cores dessa pessoa. Não há cor melhor ou pior, mais nobre ou menos nobre, o que pode haver é a cor errada para determinado momento

 

Vermelho
Ativador da circulação e sistema nervoso (não utilizado).

Rosa Forte
Age como desobstruidor e cauterizador das veias, vasos e artérias e eliminador de impurezas no sangue.

Rosa
Ativador, acelerador e eleminador de impurezas do sangue

Laranja
Energizador e eliminador de gorduras em áreas localizadas.

Amarelo Forte
Fortificante do corpo, age em tecidos internos.

Amarelo
Reativador, desintegrador de cálculos, purificador do sistema e útil para a pele.

Verde Forte
Anti-infeccioso, anti-séptico e regenerador.

Verde
Energia de limpeza, vaso-dilatador e relaxante dos nervos.

Azul Forte
Lubrificante das juntas e articulações.

Azul Claro
Sedativo, analgésico, regenerador celular dos músculos, nervos, pele e aparelho circulatório.

Índigo
Anestésico, coagulante e purificador da corrente sanguínea. Limpa as correntes psíquicas.

Violeta
Sedativo dos nervos motores e sistema linfático, cauterizador das infecções e inflamações.

O desequilíbrio e suas cores
 
Amarelo
Indigestão, hepatite, icterícia, fígado, vesícula-biliar, pâncreas, rins, intestinos, espinhas e afecções da pele.

Laranja
Asma, bronquite e pulmões.

Verde
Problemas sanguíneos, feridas, infecções e cistos mamários.

Azul Forte
Resfriado, sinusite, infecção do ouvido, estresse, tensão nervosa, reumatismo agudo e articulações.

Azul
Inflamação de garganta, tireóide, prisão de ventre e espasmos.

Índigo
Inflamações dos olhos, catarata, glaucoma, cansaço ocular, epistache (sangramento nasal) e nevralgias (Índigo).

Aplicação da Cromoterapia

Luz do Espectro Solar
Para essa técnica utilizamos um copo, garrafa, ou recipiente de vidro transparente, e neste, colocamos água potável, envolvendo-o com papel colorido (na cor recomendada conforme tabela de tratamento).
A exposição ao sol deverá ser de, no mínimo, 4 horas, para que a água possa ser carregada com a energia solar refletida pelo papel colorido.
Deverá ser tomado dois copos de água carregada ao dia, sendo um pela manhã em jejum e o outro à noite antes de dormir. A duração desta técnica de tratamento extende-se até a melhora do sintoma.
Essa técnica também pode ser usada com óleo de amêndoas para massagens locais (apenas uso externo).

Luz de Lâmpadas Coloridas
Nessa técnica utilizamos um bastão com bocal para lâmpada, escolhemos uma lâmpada de 25Watts com a cor estabelecida na tabela de tratamento.
Aplicamos em movimentos circulares, sentido horário, numa distância de 5cm da pele. Essa exposição deve ser por um perído de 5 minutos, uma vez ao dia, até o desaparecimento dos sintomas.
- Aplicação da luz azul para problema muscular
- Aplicação de luz amarela para tratamento do fígado
- Luz azul no tratamento das articulações
- Luz verde para infecções
- Alimentação Natural
Como coadjuvante do tratamento, a alimentação natural tem sua devida importância na harmonização do nosso sistema. Para isso, devemos selecionar alimentos que têm sua cor relacionada com o seu tratamento Cromoterápico. Exemplo: se estiver tratando com a cor amarela, procurar ingerir mais alimentos com essa tonalidade.

Mentalização das Cores
Se você tiver uma certa facilidade em visualizar mentalmente as cores do espectro, poderá ser feita essa mentalização no respectivo local ou órgão pelo prazo de 30 segundos duas vezes ao dia.

Contato com a Natureza
Como nosso corpo físico está estritamente ligado ao nosso campo mental, faz-se necessário que esvaziemos a mente do estresse diário para tanto, o contado com a natureza é uma fonte benéfica para a tranquilização da mente e harmonização do corpo.

 

 

Fonte: http://v2.temdica.com.br


Acupuntura de Solo

Terapia milenar pode transformar espaços nocivos em ambientes saudáveis

 

Quando estamos com algum problema de saúde podemos recorrer a diversas terapias convencionais e alternativas. Entre as opções está a Acupuntura, prática milenar da antiga medicina chinesa e que hoje é aplicada até por médicos. E se por acaso nosso espaço, casa ou escritório, estiver com problemas?

   A geoterapeuta Sil Berti afirma que a Acupuntura de Solo pode ser muito benéfica para minimizar os efeitos de energias nocivas, transformando os espaços em locais agradáveis, harmônicos e saudáveis. De acordo com Sil, muitas pessoas se queixam de problemas como dores de cabeça, tensão, insônia, dor na coluna, estresse, e as causas podem estar no ambiente que a pessoa habita ou frequenta.

    “As correntes de energia do subsolo emitem uma carga eletromagnética alterada ou excessiva para o corpo humano e isso não é mais uma hipótese e sim, uma realidade. Em algumas faculdades de Medicina da Europa,  o estudo das influências do subsolo sobre a saúde é obrigatório”, afirma Sil.

    Na acupuntura convencional, o toque da agulha é capaz de liberar neurotransmissores que atuam na área afetada. Há também a explicação mais metafísica que prediz que a aplicação das agulhas, em determinados pontos, desobstrui os canais de energia (meridianos). Sil Berti ensina que os rios subterrâneos, as falhas geológicas, as redes magnéticas, minérios, entre outros, correspondem aos meridianos. Mas, como aplicar a Acupuntura de Solo nas áreas afetadas?

    “Podemos usar estacas de vários materiais como ferro, madeira, bambu, vidro, desde que elas tenham um comprimento mínimo de 50 cm e em formato de agulha. Minha preferência são os bambus porque, além de serem ecologicamente corretos (são gramíneas e não árvores), se incorporam ao solo ao longo do tempo e são fáceis de achar”, diz ela.

   Entre os benefícios que a Acupuntura do Solo pode proporcionar estão a melhoria do estado geral de saúde das pessoas que estão sobre a influência geopática, tratamento de enfermidades neurológicas e renais, combate à insônia e das dores intermitentes e até trato de tumores. Segundo a geoterapeuta, a Acupuntura de Solo deve ser feita quando for observada alguma alteração substancial em locais de grande permanência como cama, sofá, mesa de trabalho etc.

    Mas, e a aplicação das estacas em casas, escritórios e apartamentos?  Nas residências que possuem jardins e quintais, as estacas são colocadas diretamente no solo. Quando não há espaços com terra, a geoterapeuta utiliza cristais ou mandalas em locais estratégicos como vasos, mesinhas e até em paredes etc. O efeito da terapia é imediato. A troca das estacas, dependendo do material que foi utilizado, deve ser a cada 3 ou 4 anos. A terapeuta aconselha uma visita periódica para o controle do fluxo de energia, de 4 a 6 meses.

 

Casos:

Sergio e familia se mudaram ano passado para a residência que tinha sido dos pais por muitos anos. O pai e a mãe tiveram vários problemas de saúde, incluindo câncer - o pai veio a falecer e a mãe que já teve câncer de mama. Quandoa terapeuta fou chamada para análise do local , detectou uma falha geológica com fluxo de H2O intenso ( causando uma perturbação geopática , com uma alteração excessiva no campo eletro-magnético e alta carga de ions). Essas atividades subterrâneas são responsáveis pelo saúde dos moradores da casa. Sergio, desde que mudou, começou com problemas sérios de vista, teve descolamento de retina, após uma cirurgia, que cada vez mais se complicava, como tb dores pelo corpo inexplicáveis, Observamos problemas de saúde até com aos animais da casa.
    Através da acupuntura de solo ( e mais algumas modificações), alteramos essa irradiação que era super nociva e imediatamente após a aplicação das agulhas de bambu no solo - a maioria das dores desapareceram e houve recuperação da sáude das pessoas. Logicamente, as pessoas com câncer não foram curadas com a terapia, mas a incidêcia das dores diminui substancialmente


André Mantovanni ensina a arte da interpretação de sonhos

 

Toda vez que alguém tem um sonho intrigante e curioso, a primeira pergunta que se faz ao acordar é: “O que significa sonhar com isso?”. Decifrar as mensagens que os sonhos querem transmitir pode ser de grande utilidade para a vida das pessoas. Por meio da compreensão dos símbolos, podem-se obter respostas para alguma situação atual ou que já há algum tempo aflige o sonhador. “Para isso, basta apenas atenção e persistência”, diz o escritor e espiritualista André Mantovanni. “Respeitar a própria intuição também é um passo importante na hora de interpretar um sonho”, completa.

    André Mantovanni é autor do livro “Dicionário Esotérico dos Sonhos” (Editora Ghemini, 2007, 220 páginas, R$25,00). A obra levou dois anos para ser concluída, com um enorme trabalho de pesquisa. Nela, Mantovanni apresenta explicações sobre o que os sonhos podem representar e também uma espécie de dicionário, com verbetes de A  a Z, com uma simbologia mística e também dentro da visão junguiana.

   “No livro, as pessoas podem encontrar respostas e auxílio para interpretarem seus sonhos cotidianos, extraindo deles o máximo de proveito para seu autoconhecimento.”, diz o autor. Quem assina a orelha é o médico psiquiatra e escritor Paulo Urban que acompanhou de perto todo o desenvolvimento do projeto.

 

Para facilitar o entendimento dos sonhos, Mantovanni separou algumas dicas importantes:

 

Deixar na cabeceira da cama papel e caneta. Assim que acordar, anotar tudo o que se lembrar a respeito do que sonhou e também a primeira associação que vier à cabeça.

    Não desprezar a primeira intuição do significado do sonho. Mesmo sendo absurda, pode trazer sinais da percepção individual do sonho. Prestar atenção nas sensações que o sonho traz: angústia, tristeza, alegria etc. Essas percepções dão pistas acerca do teor da mensagem contida no sonho.

    Uma vez decifrado o significado da simbologia contida no sonho, fazer associações livres, ou seja, procurar relações entre o sonho e as situações reais da vida.

    Identificar nas pessoas ou situações da vida real características similares às presentes no sonho, pois nem sempre as pessoas com quem se sonha representam elas mesmas. Procurar semelhanças, atentar-se a detalhes que podem trazer descobertas importantes.

    Sonhos que se repetem com frequência merecem atenção especial. Eles estão se repetindo porque talvez seja necessário dar atenção a uma mensagem de grande importância. Diante desse descaso, a alma insiste em mostrar o caminho que levará à cura de determinada situação.

    Se for um sonho que se repete há muitos anos, pode ser um indício de alguma situação traumática vivenciada no passado e que ainda não foi resolvida.

    Para Mantovanni, é importante não associar os sonhos a significados banais, como popularmente fazem, como por exemplo: quem sonha com ave deve jogar no bicho. “Essa banalização não ajudará quem busca respostas.”, diz o escritor.

    Para se chegar a um dicionário de sonhos sério e produtivo, são feitos estudos aprofundados sobre questões importantíssimas que Jung deixou: a importância do inconsciente pessoal e coletivo, arquétipos, mitos e principalmente, os significados dos símbolos dentro da nossa psique. “A partir dessas bases é que conseguimos trazer interpretações corretas e que ajudem as pessoas a alcançarem maior nível de autoconhecimento”, completa André.


Alquimia

De acordo com especialistas, alquimia é o nome da química praticada na Idade Média, que se baseava na idéia de que todos os metais evoluem até virar ouro. Os alquimistas tentavam acelerar esse processo em laboratório, por meio de experimentos com fogo, água, terra e ar (os quatro elementos), empenhados principalmente na descoberta de

    Os alquimistas uma "pedra filosofal", capaz de transformar tudo em ouro.eram vistos como pessoas de hábitos estranhos - por exemplo, passar horas e horas contemplando uma planta. Mas a simples observação da natureza parece tê-los feito perceber o que hoje reza a física quântica: tudo no universo está interligado. O médico suíço Philippus Paracelsus (1493-1541), por exemplo, ficou famoso por curar as pessoas a partir dessa visão holística.

E    le recorria a conceitos da alquimia, como o de que o sal, o mercúrio e o enxofre estão presentes em tudo o que existe, inclusive dentro do homem.

    Hoje, a antroposofia, ciência espiritual que influencia diversas escolas do conhecimento, faz analogia entre os princípios alquímicos e as forças básicas atuantes na alma humana: o pensar (sal), o sentir (mercúrio) e o querer (enxofre). Para Ivan Stratievsky, médico e cirurgião antroposófico, o ouro alquímico, por exemplo, nada mais é que o self, o verdadeiro Eu. "Para chegarmos lá", diz ele, "precisamos lidar com as polaridades internas, pensando, sentindo e querendo de maneira equilibrada."

SI

Precursora da química e da medicina, foi a ciência principal da Idade Média. A busca da pedra filosofal e da capacidade de transmutação dos metais, incluía não só as experiências químicas, mas também uma série de rituais. A filosofia Hermética era um dos seus alicerces, assim também como partes de Cabala e da Magia.

    A magia é a primeira das ciências e a mais caluniada de todas, porque o vulgo obstina-se em confundir a magia com a bruxaria supersticiosa cujas práticas abomináveis são denunciadas.

    A Alquimia tomou emprestado da Cabala todos os seus signos, e era na lei das analogias, resultantes da harmonia dos contrários, que baseava suas operações.

Ao longo do tempo, diversos alquimistas descobriram que a verdadeira transmutação ocorria no próprio homem, numa espécie de Alquimia da Alma; diversos outros permaneceram na busca sem sucesso do processo de transformações de metais menos nobres em ouro; afirma-se que alguns mestres atingiram seus objetivos.

    A alquimia também preocupava-se com a Cosmogonia do Universo, com a astrologia e a matemática. Os escritos alquímicos, constituíam-se muitas vezes, de modo codificado ou dissimulado, daí, talvez a conotação dada ao termo hermético ( fechada), acessível apenas para os iniciados.

   A palavra alquimia, do árabe, al-khimia, tem o mesmo significado de química, só que, esta química, antigamente designada por espargiria, não é a que atualmente conhecemos, mas sim, uma química transcendental e espiritualista. Sabe-se, que al, em árabe, designa Ser supremo o Todo-Poderoso, como Al-lah. O termo alquimia, designa desde os tempos mais recuados, a ciência de Deus, ou seja a química de Al.

A alquimia é a arte de trabalhar e aperfeiçoar os corpos com a ajuda da natureza. No sentido restrito do termo, a alquimia sendo uma técnica é, por isso, uma arte prática. Como tal, ela assenta sobre um conjunto de teorias relativas à constituição da matéria, à formação de substâncias inanimadas e vivas, etc.

Para um alquimista, a matéria é composta por três princípios fundamentais, Enxofre, Mercúrio e Sal, os quais poderão ser combinados em diversas proporções, para formar novos corpos.

    No dizer de Roger Bacon, no Espelho da Alquimia, «...A alquimia é a ciência que ensina a preparar uma certa medicina ou elixir, o qual, sendo projetado sobre os metais imperfeitos, lhe comunica a perfeição...»

    A alquimia operativa, aplicação direta da alquimia teórica, é a procura da pedra filosofal. Ela reveste-se de dois aspectos principais: a medicina universal e a transmutação dos metais, sendo uma, a prova real da outra.

    Um alquimista, normalmente, era também um médico, filósofo e astrólogo, tal como Paracelso, Alberto Magno, Santo Agostinho, Frei Basílio Valentim e tantos outros grandes Mestres hoje conhecidos pelas suas obras reputadas de verdadeiras.

    Cada Mestre tinha os seus discípulos a quem iniciava na Arte, transmitindo-lhe os seus conhecimentos. Além disso, para que esse conhecimento perdurasse pelos tempos, transmitiram-no também por escrito, nos livros que atualmente conhecemos, quase sempre escritos sob pseudônimo, de forma velada, por meio de alegorias, símbolos ou figuras.

    É isto que dificulta o estudo da alquimia, porque esses símbolos e figuras não têm um sentido uniforme. Tudo era, e atualmente ainda é, deixado à obra e imaginação dos seus autores.

    A transmutação de qualquer metal em ouro, o elixir da longa vida são na realidade coisas minúsculas diante da compreensão do que somos. A Alquimia é a busca do entendimento da natureza, a busca da sabedoria, dos grandes conhecimentos e o estudante de alquimia é um andarilho a percorrer as estradas da vida.

    O verdadeiro alquimista é um iluminado, um sábio que compreende a simplicidade do nada absoluto. É capaz de realizar coisas que a ciência e tecnologias atuais jamais conseguirão, pois a Alquimia está pautada na energia espiritual e não somente no materialismo e a ciência a muito tempo perdeu este caminho.

    A Alquimia é o conhecimento máximo, porém é muito difícil de ser aprendida ou descoberta. Podemos levar anos até começarmos a perceber que nada sabemos, vamos então começar imediatamente pois o prêmio para os que conseguirem é o mais alto de todos.

    A Alquimia é uma Arte que se utiliza de grande número de símbolos, e por isso mesmo muitas vezes há referencias a ela com o nome de  Ars Symbollica.  O grande símbolo da Alquimia é a borboleta, por causa do efeito da metamorfose. Um dos símbolos que mais aparecem nos trabalhos de Alquimia é a figura do hermafrodita, ou andrógino.

 

www.misteriosantigos.com


Mitologia Nórdica (Viking)

 

Os povos nórdicos, chamados de escandinavos, são aqueles que habitam os países hoje conhecidos como Suécia, Dinamarca, Noruega e Islândia. As narrativas mitológicas dos povos nórdicos estão contidas em duas coleções chamadas "Edas". A mais antiga é uma poesia que data de 1056 e a mais moderna é uma prosa de 1640.

    Segundo as Edas, no princípio, não havia nem céu em cima, nem terra em baixo, mas apenas um abismo sem fundo e um mundo de valor no qual flutuava uma fonte. Dessa fonte saíam doze rios, e depois deles terem corrido até muito distante de sua origem, congelaram-se, e tendo uma camada de gelo se acumulando sobre a outra, o grande abismo se encheu.

    Ao sul do mundo de vapor havia um mundo de luz, do qual uma vibração quente soprou sobre o gelo, derretendo-o. E os vapores elevaram-se no ar formarando nuvens, das quais surgiram Ymir, o gelo gigante e sua geração e a vaca Audumbla, cujo leite alimentou o gigante. Essa vaca alimentava-se lambendo o gelo, de onde retirava água e sal. Certo dia, quando estava lambendo as pedras de sal, surgiram os cabelos de um homem; no segundo dia a cabeça e, no terceiro, todo o corpo, que tinha grande beleza, agilidade e força. O novo ser era um deus e dele e de sua esposa, filha da raça dos gigantes, nasceram os três irmãos: Odin, Vili e Ve, que mataram o gigante Ymir, formando com seu corpo a terra, com seu sangue os mares, com seus ossos as montanhas, com seus cabelos as árvores, com seu crânio o céu e com seu cérebro as nuvens carregadas de neve e granizo. Com a testa de Ymir, os deuses formaram Midgard (terra média), destinada a tornar-se a morada do homem. Odin estabeleceu depois os períodos do dia e da noite e as estações, colocando no céu o sol e a lua, determinando-lhes os respectivos cursos. Logo que o sol começou a lançar seus raios sobre a terra fez brotar e crescer os vegetais.

    Pouco depois de terem criado o mundo, os deuses passearam juntos ao mar, satisfeitos com sua obra recente, mas verificaram que ela ainda estava incompleta, pois faltavam seres humanos. Tomaram então um freio e dele fizeram um homem, e de um amieiro fizeram uma mulher, chamando-os de Aske e Embla, respectivamente. Odin deu-lhes então a vida e a alma, Villi a razão e o movimento e Ve, os sentidos, a fisionomia expressiva e o dom da palavra. A Midgard foi-lhes então dada para moradia, e eles tornaram-se os progenitores do gênero humano.

 

O martelo de Tor

Antes de o cristianismo chegar aos países nórdicos, acreditava-se que Tor cruzava os céus numa carruagem puxada por dois bodes. E quando ele agitava seu martelo, produziam-se raios e trovões. A palavra trovão em norueguês (Thor-døn) quer dizer o "rugido Tor". Em sueco (åska) quer dizer a jornada dos deuses no céu.

Quando troveja e relampeja, geralmente também chove. E como a chuva era vital para os camponeses da era dos vikings, Tor era adorado como o deus da fertilidade.

   A resposta mitológica à questão de saber por que chovia era de que Tor agitava seu martelo. E quando caía a chuva, as sementes germinavam e as plantas cresciam nos campos.

    Os camponeses não entendiam por que as plantas cresciam, mas sabiam que tinha algo a ver com as chuvas. Além disso, todos acreditavam que a chuva estava relacionada a Tor, que tornou-se um dos deuses mais importantes do norte da Europa.

    Os vikings imaginavam o mundo habitado como uma ilha, constantemente ameaçada por perigos externos. Esta parte habitada do mundo eles chamavam de "Midgard", o reino do meio. Em Midgard também havia "Åsgard", a morada dos deuses. Fora de Midgard havia "Utgard", o reino de fora, habitado pelos perigosos trolls, que não se cansavam de tentar destruir o mundo com toda sorte de golpes baixos. Estes monstros malignos também são chamados de "forças do caos". Na religião nórdica e também na maioria das culturas, as pessoas acreditavam que havia um equilíbrio entre as forças do bem e do mal.

    Uma das possibilidades que os trolls tinham de destruir Midgard era roubar Freyja, a deusa da fertilidade. Se conseguissem isso, nada mais cresceria nos campos e as mulheres não teriam mais filhos. Por isso, os bons deuses tinham que manter os trolls afastados. E justamente por isso Tor era tão importante, pois com seu martelo, que lhe conferia poderes quase infinitos, ele mantinha os trolls afastados.

Esta era a explicação mitológica para o funcionamento da natureza. Quando catástrofes aconteciam, as pessoas também tinham que participar da luta contra o mal. E isto elas faziam através de toda sorte de rituais ou cerimônias religiosas.

    O principal ritual religioso era o sacrifício. Oferecer alguma coisa em sacrifício a um deus aumentava seu poder para que ele continuasse a luta contra o mal. Isto podia ser feito sacrificando-se um animal. Presume-se que a Tor eram sacrificados sobretudo bodes. Para Odin sacrificavam-se às vezes também pessoas.

Quando a seca assolava uma região, as pessoas daquela época atribuíam isso ao fato de que os trolls haviam roubado o martelo de Tor, como ocorre no poema Trymskveda. O mito também tenta explicar as mudanças das estações do ano: no inverno, a natureza está morta, porque o martelo de Tor foi roubado pelos trolls. Mas na primavera Tor consegue reavê-lo. A assim, os mitos tentavam explicar às pessoas algo que elas não compreendiam.

    As pessoas não se contentavam apenas com as explicações, elas queriam de alguma forma participar desses acontecimetnos. Então, faziam-no das mais diversas formas de rituais religiosos, que guardavam uma relação com os mitos. Há muitos exemplos de outras partes do mundo que dizem que as pessoas encenavam um "mito das estações do ano", a fim de acelerar os processos naturais.

 

Deuses Nórdicos

THor, o senhor dos trovões, filho mais velho de Odin, era o mais forte dos deuses e homens, possuía algo muito precioso, que era seu martelo. Do nome Tor deriva Thursday, o quinto dia da semana.

Frey, era um dos deuses mais celebrados, responsável pela chuva, pelo brilho do sol e por todos os frutos da terra. A deusa Freyja era sua irmã, a mais propícia das deusas, amava a música, a primavera, as flores, os elfos. Apreciava muito as canções amorosas e todos os amantes poderiam invocá-la com proveito. Era a deusa da fertilidade.

    Bragi era o deus da poesia, e seus cantos recordavam os feitos dos guerreiros. Sua esposa, Iduna, guardava a caixa de maçãs que os deuses, quando sentiam aproximar-se a velhice, provavam, para recuperar imediatamente a mocidade.

    Heindall era o vigia dos deuses e, portanto, ficava na fronteira do céu para impedir que os gigantes passassem pela ponte Bifrost (o arco-íris). Heindall dormia menos que um pássaro e enxergava, tanto de dia quanto de noite, num raio de 100 milhas (cerca de 160 km). Tinha tão bons ouvidos que podia ouvir o ruído da relva crescendo nos campos e da lã crescendo em um carneiro.

 

Caracteres rúnicos

Não se pode viajar extensamente pela Dinamarca, Suécia ou Noruega sem encontrar grandes pedras de formato diferente, que têm gravadas os caracteres rúnicos, diferente de todos os outros conhecidos. As letras consistem de "varinhas", que eram usadas, nos tempos primitivos, pelos povos nórdicos para prever os acontecimentos futuros. Os caracteres rúnicos são de vários tipos e têm uso, principalmente, com finalidades mágicas. Os malignos eram empregados para causar aos inimigos várias espécies de mal, e os benignos, para evitar o infortúnio. Alguns tinham finalidades medicinais, outros eram empregados para conquistar um amor. A língua é um dialeto de godo chamado norreno, ainda usado na Islândia. As inscrições podem, portanto, ser lidas, mas até agora, foram encontradas muitas poucas capazes de trazer qualquer esclarecimento sobre fatos históricos. Em sua maior parte são epitáfios gravados em números.

 

Valhala

Valhala é o grande palácio de Odin, onde ele se diverte em festins com os heróis escolhidos, aqueles que morreram valentemente em combate, pois são excluídos todos aqueles que morreram pacificamente. É servida a carne do javali Schrinnir, que chega fartamente para todos, pois, embora o javali seja cozido todas as manhãs, fica inteiro novamente todas as noites. Para bebida, os heróis dispõem de abundante hidromel, fornecido pela cabra Heidrum. Quando não se encontram nos festins, os heróis se divertem lutando. Todos os dias, dirigem-se ao pátio ou ao campo e lutam até se fazerem em pedaços uns aos outros. Mas, na hora das refeições eles se restabelecem dos ferimentos e voltam ao festim no Valhala.

 

Fonte: www.dimensaowicca.hpg.ig.com.br


Santos Dumont e a profecia

 

A manifestação de espíritos através de pessoas que dispõem da faculdade de intermediá-la é conhecida no mundo desde tempos remotíssimos. Para não irmos mais longe, analisemos a atuação dessas pessoas entre os Judeus. Esse povo as conhecia por nebi-in, palavra que, ao serem os textos hebraicos traduzidos em Grego, receberam o nome de profetas. Os profetas exerceram enorme influência naquele povo, mantendo-o unido, em torno do conhecimento da existência do Deus Único, além de manterem acesa a chama da certeza da vinda do Messias.

    Os profetas fizeram sentir a sua presença entre o povo e os reis de Israel por séculos a fio. Existiram os profetas maiores e os menores; aqueles que se notabilizaram pela sua atuação junto aos reis, exortando-os, admoestando-os, orientando-os, e outros, que viviam mais em contato com o povo, como Ágabo, que foi o instrumento de um aviso sobre uma grande fome em todo o mundo, no tempo de Cláudio César (Atos, 11: 27-28). Esse mesmo profeta predisse a prisão de Paulo, pelos Judeus e sua entrega aos gentios (Atos, 21: 10-11). A palavra dos profetas era lembrada constantemente, conforme se verifica no que diz Pedro, referindo-se ao profeta Joel: “... e os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos mancebos terão visões, e os vossos velhos sonharão sonhos.” (Atos, 2: 17).

    Era tão natural o exercício do profetismo entre os Judeus, que Paulo recomendou o desenvolvimento da faculdade de profetizar: “Segui a caridade, e procurai com zelo os dons espirituais, mas principalmente o de profetizar.” (I Cor, 14: 1). A atuação dos profetas era tão comum, que Paulo fez uma série de recomendações, no sentido de que fossem observados determinados princípios norteadores do exercício do profetismo, a fim de que as mensagens fossem úteis ao esclarecimento das pessoas: “E, se alguém falar língua estranha, faça-se isso por dois, ou quando muito por três, e por sua vez, haja intérprete.” (I Cor, 14: 27). Além disso, dá instruções a fim de que sejam analisadas as mensagens, objetivando evitar o deslumbramento inoperante: “E falem dois ou três profetas, e os outros julguem.”(I Cor, 14: 29).

    Essa recomendação de Paulo está em perfeita consonância com o que diz João: “Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus; porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo.” (I Jo, 4: 1).

    O exercício do profetismo era também muito comum nos tempos do Cristianismo nascente, mas nem por isso era prática vulgar. Havia princípios éticos a serem observados, como se pode constatar na recomendação contida no “Didaquê”, conforme citado na Enciclopædia Britannica, no verbete “profeta”: “O profeta para ser digno de respeito e acatamento deve ter piedade indubitável e conduta digna do Senhor”.

    A missão dos profetas, se era fácil e prazerosa entre o povo, era um tanto difícil de ser exercida entre os reis, pois, não raro, contrariava os interesses de soberanos prepotentes. Foi exercida e incentivada, como visto, também nos tempos apostólicos. Mas, por que a partir de certo tempo, passou a ser reprimida? É fácil compreender isso. O profeta, quanto mais identificado com a sua missão, mais fielmente se tornava um porta-voz do Alto, a transmitir orientações e admoestações àqueles que dirigiam o movimento religioso que se formou em torno dos ensinamentos de Jesus. E quanto mais identificado com a sua missão, mais acatado era pelo povo, tornando-se um verdadeiro líder. Essa liderança, com base na humildade e no desapego de bens materiais, contrariava frontalmente os interesses daqueles interessados no poder temporal. Por isso, o profetismo foi, pouco-a-pouco sendo marginalizado, a ponto de, aqueles que intermediavam mensagens espirituais, serem perseguidos e mortos durante toda a Idade Média. Veja-se o exemplo de Joana D’Arc.

    Com o passar do tempo, o poder religioso foi perdendo força, e a liberdade de pensar e agir foi sendo ampliada. Novamente o profetismo pôde se revelar, conforme se viu, na verdadeira invasão espiritual que ocorreu no século XIX, através de fenômenos que chamaram a atenção do mundo. Em meados desse século, o Espiritismo foi revelado ao mundo, e o foi através do profetismo. Allan Kardec valeu-se de muitos intermediários nos diálogos que manteve com os Espíritos, mas dentre esses se destacam as duas jovens da família Budin, uma de quatorze e outra de dezesseis anos. Ao revisar a obra, valeu-se do concurso de outra jovem, da família Jafet, esta com dezessete anos.

    Allan Kardec, ao codificar o Espiritismo, preferiu usar o vocábulo latino medium para designar o profeta dos tempos modernos. Hoje esse vocábulo está sendo inserido – às vezes de forma capciosa – em traduções modernas da Bíblia. No “Novo Dicionário da Bíblia” de John Davis Douglas, o verbete aparece de forma razoavelmente correta.

    Assim como no passado os profetas anunciavam tempos novos, houve no final do século XIX o anúncio de que se operaria uma verdadeira revolução nos meios de transporte em todo o mundo, bem antes do advento do automóvel. Em agosto de 1883, a revista “O Reformador” publicou uma mensagem do espírito Estevam Montgolfier, recebida pelo médium Ernesto de Castro, em Silveiras, cidade do Estado de São Paulo, recebida em 30 de junho de 1876, época em que Santos Dumont contava apenas três anos de idade. Eis o texto:

“Vencer o espaço com a velocidade de uma bala de artilharia, em um motor que sirva para conduzir o homem, eis o grande problema que será resolvido dentro de pouco tempo. Esta máquina poderosa de condução, não será uma utopia, não! O Missionário, que traz esse aperfeiçoamento à Terra, já se acha entre vós. O progresso da viação aérea, que tantos prosélitos tem achado e tantas vítimas há feito, não está, portanto, longe de realizar-se.

    O aperfeiçoamento de qualquer ciência depende do tempo e do estado da Humanidade para recebê-lo. A locomotiva, esse gigante que avassala os desertos e vence as distâncias, será como um insignificante invento ante o pássaro colossal, que, qual condor dos Andes, percorrerá o espaço, conduzindo em suas soberbas asas os homens de vários continentes.

    Os balões, meros exploradores e precursores da admirável invenção, nada, pois, serão perante o belo e portentoso pássaro mecânico. Esse Deus de Bondade e de Misericórdia, que nada concede antes da hora marcada, deixa primeiramente que seus filhos trabalhem em procura da sabedoria, e depois que eles se têm esforçado para descobrir a verdade, aí então Ele lhes envia um raio de Sua divina luz.

Já vêem, ó mortais, que a navegação aérea não será um sonho, não; mas, sim, uma brilhante realidade.

    O tempo, que vem próximo, vos dará o conhecimento desse estupendo motor.

Brasil! Tu que foste o berço desta descoberta, serás em breve o país escolhido para demonstrar a força dessa grandiosa máquina aérea. Eis o prognóstico que vos dou, ó brasileiros. 

Estevam Montgolfier”

    E ainda há aqueles que dizem ter o profetismo se encerrado com João Batista...

José Passini

passinijose@yahoo.com.br


Envie para um(a) amigo(a)

 


 
Edições Anteriores 

Mês: 

imprimir essa página

 

© 2003 - 2010 Jornal da Mulher. Todos os direitos reservados. All rights Reserved