O início do ano letivo é mais um motivo para que os pais coloquem em
dia o calendário de vacinação dos filhos
As férias escolares logo se encerram
e a maioria dos pais já começa os preparativos para a volta às aulas
da criançada. Mas, muitos se esquecem que a ocasião também exige
preocupações com a saúde dos pequenos. Isso porque na escola as
crianças passam muito tempo em salas fechadas, o que facilita a
transmissão de doenças infectocontagiosas. Portanto, o momento é
ideal para colocar em dia o calendário de vacinação dos filhos.
"Os
pais costumam dar muita atenção à vacinação quando os filhos ainda
são bebês. Mas, quando a criança entra em idade escolar alguns pais
se descuidam e acabam perdendo as datas de reforços importantes",
explica Jorge Huberman, neonatologista e pediatra do Instituto Saúde
Plena e do Hospital Albert Einstein. Para ajudar a organizar a
vacinação dos filhos, o pediatra lista abaixo as vacinas necessárias
para crianças de 3 a 14 anos.
Vacinas:
- Tríplice bacteriana (DTP ou DTPa): reforço aos 4 e aos 5 anos da
criança;
- Poliomielite (vírus inativados): reforço aos 4 e aos 5 anos da
criança;
- Influenza (gripe): reforço anual;
- Poliomielite oral (vírus vivos atenuados): para essa vacina há os
dias nacionais de vacinação comunicados pelo governo;
- Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola): a segunda dose deve
ser dada aos 4 e aos 5 anos de idade;
- Varicela (catapora): segunda dose aos 4 anos de idade;
- HPV: deve ser aplicada em meninas de 11 a 12 anos de idade. A
princípio, apenas as meninas deverão ser vacinadas. Sempre que
possível, deve ser aplicada preferencialmente na adolescência, antes
de iniciada a vida sexual, entre 11 e 12 anos.
- Tríplice bacteriana acelular do tipo adulto (dTpa): Reforço deve
ser dado aos 14 anos de idade.
Fonte: Associação Brasileira de Imunizações (SBIM)
be.Living dá dicas para ajudar na hora de escolher a escola para o
seu filho
Espaço físico, projetos e o cuidado e respeito pelo ser individual e
autônomo precisam ser observados pelos pais
Época de matrículas e começo de novo
ano letivo é sempre uma preocupação para os pais. Aparecem questões
como: Será que meu filho vai se adaptar? A escola atenderá minhas
expectativas? Será que eu fiz a melhor escolha para o meu filho? Para
amenizar essas dúvidas, a be.Living – tradicional escola de educação
bilíngüe da cidade de São Paulo - dá algumas dicas para escolher a
escola certa. Para facilitar esse trabalho, a escola fornece uma
lista de itens que devem ser observados e questionados pelos pais.
· Qual a metodologia utilizada?
· Como as crianças são avaliadas?
· Como é a formação dos professores
(constante)?
· Como é a rotina das crianças?
· Há interação com crianças de
outras idades?
· Existe orientação de estudo?
· Existem atividades
extracurriculares?
· Como funciona a parte de
alimentação e nutricional da escola?
É
importante escolher uma escola em que a criança seja estimulada a
buscar o conhecimento e não esperar por ele de braços cruzados. “Na
be.Living o processo de ensino-aprendizagem é baseado num ambiente
desafiador promovendo situações de ensino e erro, pesquisa, de
investigação e solução de problemas fortalecendo a ação dos sujetis
articulados ao contexto”, comenta Maria Amália Forte Banzato,
coordenadora geral. A escola se apóia na Concepção
Sócio-Construtivista de ensino-aprendizagem, que respeita o
conhecimento prévio da criança, valoriza seu papel ativo no
aprendizado e a coloca como protagonista de seu processo de
desenvolvimento. Ao londo do ano letivo, diversos projetos são
realizados como forma de incentivar o aluno a ir atrás do
conhecimento, tendo o professor no papel de mediador.
O mundo
está em constante transformação e cada vez mais globalizado, por
isso, de acordo com Silmara Parise, assessora de línguas da be.Living,
a escolha por uma escola bilíngue pode facilitar a interação com
pessoas de outros países, seja para o lazer ou para o profissional.
Segundo ela, a educação bilíngüe desempenha um papel muito importante
no ensinamento e desenvolvimento das habilidades linguísticas
bilíngues e multilíngues, além do conhecimento intercultural, cada
vez mais necessário no mundo moderno. “O bilinguismo é a capacidade
de se comunicar de forma natural e fluente em mais de um idioma em
todas as áreas da vida. O bilinguismo é um processo, não um
resultado”, comenta.
Além
de estar de acordo com a grade curricular, é preciso verificar o que
a escola oferece de estrutura física e se a localização do prédio é
favoravel à familia e a criança. A quantidade de alunos em sala de
aula também é um fator a ser observado. Quanto menos crianças em
sala de aula, mais atenção ela receberá do professor. A be.Living,
por exemplo, foi projetada para crianças de até 11 anos, onde tudo
fica ao alcance dos alunos, permitindo inúmeras possibilidades de
exploração. O espaço é projetado para atender às necessidades das
crianças, visando à autonomia, a socialização e a prática de
esportes. As salas de aula são amplas e equipadas para otimizar o
trabalho de pesquisa e construção do conhecimento. Possui também
quadra, laboratório, biblioteca, um amplo parque e uma série de
projetos que auxiliam no desenvolvimento dos pequenos. O refeitório
possui cardápio desenvolvido especificamente para suprir as
necessidades alimentares de cada faixa etária.
Antes
de tomar a decisão, faça uma visita para sentir um pouquinho da
escola. É importante verificar se a escola possui um ambiente que
favoreça a aprendizagem, estimule a curiosidade e a criatividade, e
valorize a produção dos alunos. Vale observar:
As
salas de aula possuem estímulos visuais nas paredes?
Existem
murais com trabalhos dos alunos expostos ou informações
interessantes?
A
biblioteca é acolhedora e tem um acervo satisfatório?
A
criança tem propriedade do espaço?
A importância da educação infantil
O mundo todo desperta-se para a importância da educação infantil. Até
pouco tempo atrás esse ensino era tido como de menor importância.
Hoje, sabemos que a estimulação
precoce das crianças contribui e muito para o seu aprendizado futuro.
Desenvolve suas capacidades motoras, afetivas e de relacionamento
social. O contato das crianças com os educadores transforma-se em
relações de aprendizado.
Uma
outra concepção é o desenvolvimento da autonomia, considerando, no
processo de aprendizagem, que a criança tem interesses e desejos
próprios e que é um ser capaz de interferir no meio em que vive.
Entender a função de brincar no processo educativo é conduzir a
criança, ludicamente, para suas descobertas cognitivas, afetivas, de
relação interpessoal, de inserção social. A brincadeira leva a
criança ao conhecimento da língua oral, escrita, e da matemática.
Acompanhando a implantação da nova Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional (LDB), o Ministério da Educação (MEC), com o
objetivo de assessorar as escolas, elaborou referenciais para um
ensino de qualidade da educação básica, os chamados Parâmetros
Curriculares Nacionais.
Os
Parâmetros não têm caráter obrigatório e servem de orientação às
escolas públicas e particulares. Os Parâmetros, assessorando a
competência profissional, contribuem para a elaboração de currículos
de melhor nível, mais ajustados à realidade do ensino.
Os
“Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Infantil” propõem
critérios curriculares para o aprendizado em creche e pré-escola.
Buscam a uniformização da qualidade desse atendimento. Os Parâmetros
indicam as capacidades a serem desenvolvidas pelas crianças: de ordem
física, cognitiva, ética, estética, afetiva, de relação interpessoal,
de inserção social e fornecem os campos de ação. Nesses campos são
especificados o conhecimento de si e do outro, o brincar, o
movimento, a língua oral e escrita, a matemática, as artes visuais, a
música e o conhecimento do mundo, ressaltando a construção da
cidadania.
O então
ministro da Educação, Paulo Renato Souza, ao se referir aos
Parâmetros Curriculares do Ensino Fundamental, ponderou: “Passamos a
oferecer a perspectiva de que as creches passem a ter um conteúdo
educacional e deixem de ser meros depósitos de crianças. Em todo o
mundo está havendo a preocupação de desenvolver a criança desde o seu
nascimento”.
Dados
de 1998, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),
apenas 25% da população de zero a 6 anos freqüentam creche ou
pré-escola. São 5,5 milhões de crianças de um total de 21,3 milhões.
A
educação infantil é definida na Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional (LDB) como parte da educação básica, mas não da educação
obrigatória. A lei define, também, nas disposições transitórias, a
passagem das creches para o sistema educacional. O Ministério da
Educação (MEC) determinou que, a partir de janeiro de 1999, todas as
creches do País deveriam estar credenciadas nos sistemas
educacionais.
Conforme a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, cabe aos sistemas
municipais a responsabilidade maior por esses atendimento. A
Constituição da República diz que “A educação é direito de todos e
dever do Estado”. A emenda constitucional n.º 14/96 alterou
dispositivos relativos à educação e estabeleceu que a educação
infantil é atribuição prioritária dos municípios.
A
educação infantil tem-se revelado primordial para uma aprendizagem
efetiva. Ela socializa, desenvolve habilidades, melhora o desempenho
escolar futuro, propiciando à criança resultados superiores ao chegar
ao ensino fundamental.
A
educação infantil é o verdadeiro alicerce da aprendizagem, aquela que
deixa a criança pronta para aprender.
Izabel Sadalla Grispino
Estimular a curiosidade é vital
Um bom professor de matemática é um
bom contador de histórias, que desperta a curiosidade, leva os alunos
a fazerem perguntas e os induz a raciocinarem antes de dar as
respostas e mostrar como se resolvem as questões. Também tem de ser
capaz de relacionar todos os tópico, mostrando como tudo se conecta.
É o que
defende Hung-Hsi Wu com a autoridade de quem leva duas décadas
estudando o ensino dessa disciplina e mais de dez anos trabalhando na
capacitação de professores e na discussão de diretrizes curriculares
nessa área.
“Em
matemática, a criança tem de querer saber o porquê antes de aprender
as regras sobre como as coisas funcionam”, diz o pesquisador. Ele
apresenta como exemplo prático a questão do valor posicional dos
números. “Dizer que 3 em 32 vale 30 e não 3 pela posição em que está
é matar a curiosidade do aluno”, diz Wu. Segundo ele, tem muito mais
sentido mostrar como se chegou ao sistema decimal, como as formas de
contar evoluíram, os problemas que existiam para contar a partir de
certas grandezas, as dificuldades de outros sistemas numéricos e
apresentar visualmente, num quadro, como esse 3 do 32 representa a
terceira fileira de dezenas.
Para
estimular a curiosidade, numa aula sobre valor posicional para o 1º
ano, ele sugere, por exemplo, que o professor pergunte: “Como vocês
podem contar 20 objetos usando só dez cores?”; ou que desafie os
alunos do 2º ano a contar até 25 usando apenas 5 símbolos ou que
sugira aos de 3º ano que façam cálculos com algarismos romanos para
que percebam as complicações inerentes a esse sistema com valor
posicional parcial.
“Um bom
professor de matemática tem de saber contar histórias, fazer
perguntas e levar os alunos a formularem suas próprias questões”, diz
ele, frisando que ensinar regras sem explicar o porquê de cada uma
embota a curiosidade de quem está aprendendo.
Para
isso, segundo Wu, um bom professor de matemática das séries iniciais
tem de ter conhecimento profundo sobre os números naturais, frações,
números negativos e saber o básico de geometria, álgebra e
probabilidade, para compreender a relação do que ensina com a
realidade e aquilo que a criança aprenderá posteriormente.
“Saber
um fato matemático significa saber o que diz precisamente, o que diz
intuitivamente, por que é verdadeiro, por que vale a pena conhecê-lo,
como pode ser usado e o contexto natural em que aparece”, explica Wu,
lembrando que questões importantes da matemática são negligenciadas
simplesmente porque os professores não as conhecem bem. Segundo ele,
é por isso que as propriedades comutativa, associativa e distributiva
são pouco consideradas pelas crianças das séries iniciais: “É porque
muitos professores nunca viram essas propriedades usadas de forma
significativa para explicar as operações com números negativos ou na
solução de equações”.
Fonte: alfaebeto.com.br
Inclusão realista
Desde 2008, a partir da promulgação
do decreto federal nº 6.571, todas as escolas, das redes pública e
particular, são obrigadas a matricular alunos com necessidades
especiais em classes comuns do ensino regular. É uma longa luta,
marcada por alguns eventos que a representam. Um dos mais
significativos ocorreu em 1994 por ocasião da Declaração de
Salamanca, na Espanha, considerada um dos principais documentos
mundiais que têm como objetivo a educação inclusiva. Aqui no Brasil
surge em 2003 o Programa Educação Inclusiva, que ampliou a discussão
sobre necessidades especiais. Lindo na teoria. Mas e na prática?
Estabelece-se, assim, um desafio para as instituições de ensino, já
que não basta simplesmente matricular o aluno. É preciso estrutura
para atender a essa demanda. Algumas escolas em São Paulo não têm
medido esforços no sentido de acolher estudantes com dificuldades de
aprendizagem, mas sempre tendo em vista as limitações reais que
envolvem o processo de inclusão. “Nossas intenções são as melhores,
mas nem sempre as possibilidades são as melhores”, afirma Birgit
Möbus, psicopedagoga da Escola Suíço-Brasileira, escola bilíngue que
atende a alunos da educação infantil ao ensino médio. “Somos uma
escola que alfabetiza em duas línguas, português e alemão. Além do
ensino de francês e de inglês. Portanto, um aluno com alguma
severidade na questão da aprendizagem, de fato, não consegue
acompanhar nosso currículo intenso”, explica.
Para
enfrentar esse desafio, a escola elaborou um documento organizado por
educadores da escola que contém os eixos norteadores do seu projeto
de inclusão. “É um documento bem completo e acessível a todos que
pretende assinalar o quanto a inclusão está inserida na política
educativa da Suíço-Brasileira”, relata.
O processo
A
partir de um diagnóstico clínico, feito dentro e fora da escola, a
psicopedagoga faz uma triagem para definir quais encaminhamentos,
externos e internos, devem ser feitos. Na escola, são realizadas
adaptações curriculares, estratégias práticas que auxiliam o aluno a
aprender. As de praxe são o assento privilegiado e tempo adicional
para realização de atividades. A avaliação também é diferenciada.
“Caso o aluno não consiga dar conta na avaliação escrita, nós também
aplicamos, por exemplo, uma avaliação oral”, conta. Todas essas ações
não são simples, porque exigem a presença de profissionais em
horários diversos; é necessária a disponibilização de salas
especialmente destinadas para esse trabalho. Muitas vezes são
adaptações, segundo a psicopedagoga, que parecem simples, mas que
fazem toda a diferença. “Um aluno pode precisar de um ambiente
silencioso para fazer uma prova. Se ele estiver em ambiente ruidoso,
não é que prejudica, inviabiliza”, assinala Mobus. Outra ação pode
ser em relação à lição de casa, que, muitas vezes, deve ser passada
em partes menores. Cada aluno terá um programa diferenciado,
personalizado, com objetivos pedagógicos bem definidos.
Möbus
destaca que a intenção é que o aluno com dificuldade passe o máximo
possível de tempo com o grupo dele e, nesse sentido, inclusão para a
escola é essencialmente a sala de aula. Esse ano a equipe aumentou e
os alunos contam com duas psicopedagogas que trabalham durante seis
semanas dentro da classe para descobrir qual a ferramenta de
aprendizagem necessária para ajudar o professor a fazer com que o
aluno aprenda de acordo com suas possibilidades. Vale dizer que o
trabalho é primordialmente do professor, peça-chave no processo de
inclusão. Em casos mais graves, o aluno pode ter o AT – Acompanhante
Terapêutico – profissional contratado pela família, mas que deve
trabalhar em total sinergia com a equipe da escola.
Além da
orientação de Möbus, outro profissional fundamental da equipe é a
psicólogo, que também serve de apoio ao professor para resolução de
problemas. Ele faz também a interface com a família, juntamente com o
professor. Cada aluno possui um documento, elaborado pelo docente,
que contém todas as informações necessárias para que as devidas
adaptações sejam feitas e avaliadas constantemente pela equipe
escolar.
Para a
psicopedagoga, esse trabalho só é viável se a escola tiver como
filosofia e princípios o respeito à diversidade. “Buscamos incentivar
esse pensamento em todos os nossos alunos desde a educação infantil.
Assim, o contato com o diferente é um ganho. A escola que inclui
certamente proporcionará uma formação mais ampla a todos os seus
alunos”, garante.
Taxa de retenção de matrícula escolar ainda gera polêmica
Especialista afirma que brecha no Código do Consumidor permitiu
cobranças abusivas das universidades
No início do ano letivo, pais e
alunos devem atentar-se a mudanças nas instituições de ensino. Antes
de fazer a matrícula é necessário avaliar situações de reajuste de
valores e alterações contratuais para evitar transtornos no futuro. A
falta de comunicação entre instituições de ensino e alunos
proporcionam frequentes reclamações no Procon. Uma delas é em relação
à retenção da primeira mensalidade, quando o aluno opta por cancelar
a matrícula.
É comum
o aluno passar em vários vestibulares e optar por desistir de uma
universidade. Ele deve requerer o cancelamento da matrícula, senão
ele continua vinculado à instituição. Algumas delas especificam em
contrato retenção que varia de 20% a 30% do valor da mensalidade, a
título de remuneração. Até alguns anos atrás, algumas instituições de
ensino chegavam a reter 50% do valor da matrícula e, em alguns casos,
não era devolvido nada ao aluno.
Segundo
o PROCON/SP, o aluno ou o responsável tem direito à devolução do
valor pago a título de matrícula, quando a solicitação de rescisão
ocorrer antes do início das aulas. Ele também entende que poderá ser
retida parte do valor da matrícula em função de despesas
administrativas. No entanto, o aluno deve ser prévia e adequadamente
informado, devendo a Instituição de Ensino justificar o percentual
retido.
De
acordo com o Código de Defesa do Consumidor, as faculdades são
obrigadas a reembolsar os estudantes que desistam de estudar nas
instituições, após terem realizado as matrículas. No entanto, o
Código deixa uma brecha para as faculdades, e considera normal que
eles retenham de 10% a 20% do valor integral, para cobrir possíveis
gastos com as matrículas.
Os
Tribunais entendem que o aluno deve requerer formalmente o
cancelamento de sua matrícula e a devolução do valor pago, caso
contrário, a matrícula será válida e regular, tornando-se o aluno
destinatário dos serviços disponibilizados e prestados pela
Instituição de Ensino.
Em
relação à multa cobrada pelas Instituições de Ensino, referente ao
cancelamento da matrícula, os Tribunais têm entendido que o
percentual de 30% sobre o saldo devedor mostra-se abusivo e
excessivo, demonstrando desequilíbrio contratual em favor das
instituições, e não uma compensação, admitindo o abatimento não
superior de 20% a título de compensação pelos serviços
administrativos prestados.
A
especialista em direito tributário e educacional, Maria Ednalva de
Lima, explica que para a instituição processar a matrícula existe um
custo e o percentual retido serve para cobrir essa despesa da
instituição. Mas, a lei não diz se pode ou não reter essa taxa, ela é
omissa. “Então, as instituições passaram a reter o valor que elas
queriam, tanto que houve uma época em que não se devolvia nada ao
aluno. Só que isso é contrário ao Código do Consumidor, além de ser
enriquecimento ilícito. Ou seja, a instituição não prestou o serviço
e ficou com o valor”, explica.
Existe
um Projeto de Lei tramitando na Câmara que fixa a retenção a 10% do
valor da matrícula, sendo 90% reembolsado ao aluno. “Apesar do
projeto ainda ter de passar por aprovação de duas comissões, ele é
importante e acredito será aprovado, pois está de acordo com o Código
do Consumidor e também com o mercado. O custo que as faculdades têm
não é superior a 10% do valor da mensalidade”, finaliza a
especialista.
Maria Ednalva de Lima
Superando o Analfabetismo Funcional
É consenso entre os pesquisadores da área de educação que o Brasil
deva ter entre sua população alfabetizada cerca de 70% de analfabetos
funcionais. Esse dado mostra o estado de calamidade pública em
relação ao ensino em nosso país.
O analfabetismo funcional é um
fenômeno no qual pessoas alfabetizadas, em todos os níveis de ensino,
sabem ler e escrever, mas não conseguem interpretar os textos lidos.
Manolo Perez, diretor pedagógico da Ponto Cursos e Concursos, nos dá
um exemplo de como esse mecanismo funciona: “Na frase, O mundo é uma
aldeia global, imaginemos que uma pessoa identifique corretamente a
idéia de mundo como planeta, a idéia de aldeia como a vila de uma
tribo e a palavra global como algo que tem a ver com o globo; no
entanto, ela não consegue compreender que a frase tem um componente
metafórico no qual o mundo é colocado como um lugar onde as relações
de proximidade e familiaridade de uma pequena vila são reproduzidas
em grande escala, em escala global.”
A
partir disso, podemos dizer que, em um plano mais abstrato, um leitor
proficiente também entenderá que essa frase tem a ver com o mundo
atual, mundo de possibilidades de comunicação instantâneas e globais.
O
processo que leva uma pessoa a ser um analfabeto funcional ainda é um
tanto quanto desconhecido. Alguns pesquisadores da área de educação
pensam que o problema reside na qualidade do processo de
alfabetização, ou da má utilização dos novos métodos de
alfabetização. A falta de conhecimento profundo desses métodos por
parte do professor acaba gerando uma implementação apenas superficial
do ensino da linguagem.
Por
outro lado, alguns argumentam que a distância cada vez mais acentuada
entre língua escrita e falada no Brasil teria acabado por provocar a
necessidade de um duplo trabalho ao aluno alfabetizado: ler e
escrever em português como se estivesse traduzindo uma língua
estrangeira à sua língua nativa, aquela na qual pensa e se comunica
verbalmente. Nesse caso o alfabetizador só teria sucesso na superação
do analfabetismo funcional ao abordar o Português com um método de
ensino para línguas estrangeiras.
Segundo
o professor Manolo, que trabalha com superação de problemas escolares
há mais de 30 anos e é pesquisador do GEPI – Grupo de Estudos e
Pesquisas em Interdisciplinaridade da PUC/SP, o analfabetismo
funcional é o grande desafio do Brasil no início do século XXI.
Segundo ele, a Ponto Cursos e Concursos, escola preparatória para
concursos públicos, identificou o problema do analfabetismo funcional
mesmo entre os alunos que almejavam cargos públicos de nível superior
e resolveu atuar sobre o problema. “A partir dos conceitos da
Interdisciplinaridade produzimos um projeto pedagógico voltado para a
superação dos problemas escolares e entre eles o analfabetismo
funcional. É necessário trabalhar o conhecimento da língua tanto com
a gramática como com a interpretação e criação de textos. Sem a
superação na compreensão textual fica muito difícil aprender mais e
avançar em qualquer tipo de preparação, seja ela acadêmica ou
profissional”.
Os
pesquisadores em educação estão trabalhando sobre este assunto tão
importante, mas resta perguntar: e a população, dá importância a este
problema?
Sem
vontade política e demanda social não há como superar o problema do
analfabetismo funcional.
Prof. Manolo Perez - mestre e doutor em Educação pela PUCSP e
coordenador da escola Ponto Concursos
Manter a alimentação saudável também nas férias é importante para as
crianças
O preparo da comida pode ser mais um bom momento para pais e filhos
desfrutarem juntos nas férias. Compartilhar o prazer de cozinhar
também é oportunidade de mostrar o valor nutricional e ainda usar a
criatividade para tornar os pratos mais atraentes.
No período de férias, a rotina pode
até mudar, mas manter uma boa alimentação é muito importante para as
crianças. Resistir à tentação dos lanches rápidos e guloseimas é um
exercício que requer dedicação dos pais, já que é preciso manter os
hábitos saudáveis. Uma forma de fazer o momento se tornar agradável é
chamar os filhos para ajudar a preparar a comida. Experiências
mostram que quando a criança põe a mão na massa, fica orgulhosa do
seu trabalho e acaba comendo com mais prazer. Para a nutricionista
Cláudia Lobo é possível fazer os filhos gostarem de alimentos
naturais e nutritivos, aliando criatividade e conhecimento para
preparar refeições rápidas e saudáveis. Partindo da própria
experiência, de quem conseguiu vencer a obesidade e hoje adota uma
dieta equilibrada, a nutricionista mostra no livro Comida de criança
- Ajude seu filho a se alimentar bem sempre, da MG Editores, como
montar um cardápio adequado à realidade de cada família.
Cláudia
começa o livro com uma afirmação incômoda para as mães, mas
totalmente verdadeira: "você é responsável pela qualidade e pela
quantidade de comida que seu filho come". Quando criança, a própria
autora sempre teve suas vontades atendidas, só comia o que desejava.
Bem intencionada e solícita, a mãe nunca imaginou que pudesse estar
contribuindo para um quadro grave de obesidade. "Conto a minha
história para ilustrar como é comum esse comportamento nas famílias.
E, principalmente, para mostrar como isso acontece por falta de
conhecimento", afirma a nutricionista, que é mãe de dois filhos.
Dividida em cinco partes, a obra aborda os principais problemas do
consumo de alimentos processados, explica a importância do consumo
regular de proteínas, carboidratos, fibras e outros nutrientes,
revela os benefícios do consumo de comida saudável e, principalmente,
mostra como montar um cardápio equilibrado e tornar as refeições mais
atraentes para as crianças.
"Todo o embasamento científico que apresento no livro é para
convencer as mães da importância do que será posto em prática. Para
entender a maneira como tudo funciona", diz Cláudia. A alimentação
saudável, explica a nutricionista, não é um ideal utópico, da dona de
casa que tem todo o tempo do mundo. "O livro mostra que é possível,
mesmo tendo de comer fora de casa, seguir as dicas e orientar a
alimentação dos filhos, obtendo resultados e mantendo o bom hábito",
diz.
A obra
aborda a alimentação, a nutrição e a educação alimentar da criança de
2 a 12 anos. Mostrando de maneira fácil e rápida como montar um
cardápio adequado à realidade de cada família, a autora ensina quais
alimentos escolher na hora de comprar e por que fazê-lo; como
economizar tempo e dinheiro; e como preparar refeições rápidas e
nutritivas.
Cláudia
também sugere formas de transformar a própria criança em aliada no
processo de educação alimentar, além de apresentar informações, dicas
e sugestões valiosas para solucionar problemas do dia a dia - como a
falta de tempo para o preparo de refeições, a criança que "não come"
e aquela que detesta legumes. "Ao criar um filho, nas várias
situações, o que se quer é o bem da criança, ensinando o bem e o mal.
A alimentação está diretamente ligada a essa questão, sobretudo
quando mostramos que escolhas certas fazem toda a diferença. Dessa
forma, quebramos o ciclo vicioso que se estabeleceu durante
gerações", afirma
O livro
fica completo com mais de 50 receitas nutritivas, ricamente
ilustradas, para ajudar pais e responsáveis a levar à mesa
alternativas práticas, econômicas, nutritivas e muito saborosas de
refeições para as crianças e para toda a família.
Coaching deve ser aplicado pelos pais como forma de desenvolver a
aptidão dos filhos
Papel dos pais observadores pode mudar a história de vida de uma
criança
O desenvolvimento de uma habilidade
que pode fazer a diferença na vida de uma pessoa, pode ser estimulada
já na infância. Nesta fase, é possível identificar capacidades
valorizadas na vida profissional, tais como, se relacionar, liderar
um grupo, ser pró-ativo ou até uma habilidade específica manual.
Segundo a especialista em coaching, Susana Azevedo, essas descobertas
podem ser feitas em primeira-mão pelos pais.
“Os
pais são os primeiros coaches de uma pessoa. Assim como o
profissional especializado, os pais ouvem, observam, questionam e
buscam soluções em conjunto para atingir a meta do desenvolvimento
completo do seu filho. Esse também é o papel do coach”, afirma. Essa
observação é feita no cotidiano por meio dos movimentos, atitudes e
áreas onde a criança começa a se destacar.
O
ginasta americano Bart Conner conta que, quando era menino, o seu pai se irritava com os
malabarismos que fazia toda vez que eles recebiam visitas em casa. Em
uma ocasião, observando a desenvoltura do garoto, a mãe de Conner
resolveu matriculá-lo em uma escola de ginástica olimpica. O menino
se encontrou. As aulas de ginástica eram esperadas com ansiedade e
ele passou a ser bem mais alegre. Hoje, o menino travesso se tornou
no ginasta mais condecorado dos Estados Unidos, é casado com a também
ginasta romena campeã olímpica Nadia Comaneci e ganha milhões como
comentarista de TV.
Susana
Azevedo acredita que se os pais estiverem conscientes desta função,
vão criar pessoas mais seguras e com objetivos de vida mais
concretos. “Por meio do aprimoramento das competências já existentes,
focando em ações para atingir metas e desejos pré-determinados, a
criança cresce sabendo o seu propósito, sendo capaz de aproveitá-lo
de forma mais completa em sua vida, se tornando uma pessoa mais feliz
e mais produtiva”, considera. A teoria é defendida também pelo
professor e escritor inglês Sir Ken Robinson, Phd em desenvolvimento
da educação, criatividade e inovação. O professor defende que os pais
ajudam as crianças a brilharem. Para ele, se a capacidade encontrada
na infância não for incentivada, o sistema educacional e de trabalho
se encarregam de anular e transformar a pessoa em um indivíduo
ordinário.
Com a
observação diária das crianças pelos pais, é possível descobrir como
elas brincam, se relacionam, aprendem, se comunicam, e ainda
identificar quais são os temas pelos quais se interessam. “A partir
daí, os pais devem proporcionar experiências para avaliar esses
diversos caminhos ainda na infância, ou seja, identificar o que
realmente vale a pena estimular. Esta dinâmica ajudará a criança na
chegada da vida adulta com consciência da sua paixão e trabalhar o
seu potencial por completo”, finaliza Susana Azevedo.
Susana Azevedo
Educação Sexual Saudável
Como evitar que a sexualidade crie tantos problemas aos jovens e às
crianças ?
Cada individuo é um ser
essencialmente subjetivo e único; resultado de toda a sua
formação. Portanto, é importantíssimo que a família e a escola, em
parceria, dediquem às crianças e aos adolescentes uma orientação
sexual que lhes possibilite o entendimento das transformações que
vão ou estão ocorrendo em seu corpo e transmitindo-lhe sensações -
de uma forma natural e sem tabus.
Os
comportamentos sexuais são aprendidos desde a infância. Uma criança
falante e curiosa pode começar a mostrar interesse pelo sexo aos 2 ou
3 anos, mesmo sem o uso da palavra. A maioria o faz com 4 ou 5 anos
de idade.
Por
isso mesmo, a família e a escola desempenham um importante papel
quando, através das informações corretas, garantem e protegem o
desenvolvimento natural da sexualidade.
Paradoxalmente, mesmo com tanta modernidade, com ampla abertura dos
temas sexuais em nossa sociedade, muitos pais têm dificuldades em
abordar o tema “sexualidade” com os filhos; por uma questão de
valores, preconceitos, tabus ou mesmo por vergonha.
O ser
humano não nasce com tendências a se auto-educar. Precisa de normas,
limites, delimitações de espaços, regras, modelos e exemplos a serem
seguidos.Os adolescentes devem ser levados pelos pais e educadores a
refletirem sobre a sexualidade, conhecerem suas possibilidades e
limites; mas com dados reais e não sob pressão e medo.
A
sexualidade sempre foi algo surpreendente para crianças e curioso
para adolescentes: a Alessandro Vianna percepção das diferenças
no próprio corpo e no corpo do outro, a descoberta das carícias e da
fonte incontestável de prazer que o sexo representa,
despertam a sua atenção continuamente.
A idéia
de que sexo “não é conversa para crianças” contribui ainda mais para
aguçar a imaginação de cabecinhas ávidas por informações.
Como as
respostas não são conseguidas em casa, entram em ação os “colegas
sabe-tudo” que, na maioria das vezes, sabem muito pouco e acabam
deturpando fatos e informações; criando falsas verdades ou dúvidas
ainda maiores.
No
início, o que a criança quer saber é muito pouco. Não é preciso
explicar detalhes, nem mentir, desconversar, ou brigar. Basta
explicar o básico, na linguagem que ela puder entender.
Ela tem
estímulos de sobra em relação à sexualidade e a outros aspectos da
vida. Assim como se ensina que ela deve atravessar a rua olhando para
os lados, escovar os dentes, lidar com horários e dinheiro, ou
aprender as cores, é fundamental que ela aprenda a entender seus
sentimentos em geral; inclusive os da
sexualidade. .
O
desconhecimento, o não dito, pode gerar fantasias e angústias. Então,
nada de ficar colocando cegonhas e estrelinhas na conversa, nem fugir
do tema. O importante é o orientador abrir espaço para dúvidas e
responder aquilo que é perguntado.Existem livros e profissionais que
podem orientar de uma maneira prática e tranqüila a indispensável
educação sexual.
Lembre-se: se você não acolher e orientar adequadamente seu filho,
alguém mal intencionado poderá exercer essa função.
Alessandro Vianna
Metade dos jovens entre 12 e 17 anos já provou bebida alcoólica
Inclusão social é fator determinante para o consumo de substâncias
etílicas
Pesquisas recentes apontam que 48%
dos jovens entre 12 e 17 anos já experimentou algum tipo de bebida
alcoólica, enquanto que 5,2% apresentam alguma dependência química.
Esses dados alarmantes refletem a realidade social do adolescente
brasileiro e é fato o consumo alcoólico cada vez mais cedo. No
entanto, quais são pretextos decorrentes dos futuros alcoólatras? A
resposta pode estar no desejo de ser aceito perante a sociedade.
A
interação com outras pessoas demanda algumas imposições
características do universo jovem. Sabe-se que, para ser incluído em
determinado grupo, o adolescente tende a praticar algumas ações como
beber, que até então não era prática comum em sua realidade. Se o seu
grupo de amigos deseja se reunir para beber algumas cervejas, o
indivíduo faz o mesmo sentindo-se acolhido e passa a viver em estado
de euforia, apresentando os primeiros indícios de problemas mais
sérios com a bebida.
Para a
psiquiatra e pesquisadora do Instituto de Psiquiatria da Universidade
Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Dra. Magda Vaissman, o álcool é
visto pela sociedade como um tipo de celebração e é a partir daí que
o jovem demonstra os problemas iniciais. “O jovem associa o consumo
da bebida com glamour aliado ao desejo de ser adulto. Um dos rituais
contemporâneos refere-se ao consumo exagerado do álcool, o chamado
“primeiro porre”, revela a médica.
Mesmo
que alguns fatores como o contexto familiar, o cultural, o econômico
e a própria curiosidade sobre a bebida também contribuam para os
elevados dados das estatísticas, ainda é notável a pressão que os
amigos exercem para a aceitação de um novo membro em seu grupo. Outro
processo determinante quanto à influência negativa da substância são
as propagandas midiáticas, que exibem imagens de momentos felizes
associados ao consumo exacerbado, levando o jovem a inserir esse
contexto de felicidade e aceitação em sua vida.
Da
euforia à dependência
Em um
primeiro momento, o álcool atua como um agente de desibinição e
favorecimento na socialização. No entanto, é complexo fazer o jovem
compreender que, a longo prazo, essa substância opera como
responsável pelo surgimento de doenças crônicas, como a cirrose, que
matou o ex-jogador e Dr. Sócrates, no último dia 4 de dezembro.
Portanto, quanto mais cedo se dá a iniciação ao álcool, maiores as
chances de tornar-se um dependente químico.
Fato
chocante que tem sido visto frequentemente é o número de meninas que
estão bebendo. “As garotas são mais precoces que os garotos em todos
os sentidos e, enquanto os meninos só querem jogar vídeo-game, as
meninas desejam ser mais velhas, agir como adultas, pura e
simplesmente por uma questão de status”, adverte a Dra. Magda
Vaissman.
Pelo
bem ou pelo mal, a solução é afastar esses jovens dos motivos que os
levam a esta prática, seja a influência dos amigos, dos meios
midiáticos ou contexto do qual está inserido. A solução, segundo a
psiquiatra, compete aos pais, visto que é função deles alertar e
conscientizar seus filhos dos perigos e consequências advindos das
bebidas alcóolicas.
Fonte: www.saudeempautaonline.com.br/
Educação: hora de pensar seriamente no conceito da sustentabilidade
O mês de fevereiro marca o início do
ano letivo na grande maioria das escolas. Em 2011, a Escola Ápice
escolheu um novo tema para desenvolver com as crianças ao longo do
período de aulas. Com foco no futuro não só dos pequenos mas também
do planeta, o assunto “Sustentabilidade” permeará as atividades
escolares e pretende desenvolver a consciência ambiental logo cedo.
Para a
diretora pedagógica Maria Rocha, que participou do planejamento e
aplicação do projeto, esse é o momento ideal de começar a discussão
sobre o assunto. “Até os quatro anos, as crianças vêem os adultos
como os responsáveis por leis e regras que devem ser obedecidas”,
explica. “A partir daí elas começam a perceber o meio em que estão
inseridas”.
O
assunto será abordado em todas as salas de aula, que incluem alunos
de dois a cinco anos. O objetivo é provocar a reflexão nas crianças,
mostrá-las a importância da ação individual na sociedade e como
pequenas mudanças podem fazer a diferença. Com o tempo e o hábito, a
criança começará a entender a necessidade de atitudes sustentáveis no
dia a dia.
A
abrangência do projeto vai muito além da classe, incluindo todo o
ambiente escolar e a família, peça importantíssima para o sucesso da
iniciativa. Cada funcionário da escola tem sua própria caneca,
evitando o uso de copos descartáveis. As famílias receberão
constantemente textos sobre o assunto para serem discutidos com os
filhos e participarão diretamente em algumas atividades, enviando,
por exemplo, receitas que utilizam ingredientes reaproveitados, como
folhas de beterraba, para aulas de culinária.
Maria
Rocha aponta um fato interessante no que diz respeito aos hábitos de
consumo na cozinha: “As avós costumam reutilizar mais alimentos que
as mães de hoje em dia”. A escola quer mostrar a pais e filhos que a
ideologia do “jogue fora e compre um novo” terá sérias conseqüências
no futuro e que há programas melhores no fim de semana do que ir ao
shopping fazer compras e “passar a semana trabalhando para pagar a
fatura do cartão de crédito”, comenta Maria, com bom humor.
As
datas especiais, que contam com tradicionais celebrações organizadas
pela escola, também terão a sustentabilidade como foco na hora do
planejamento. A Feira de Ciências, realizada em outubro, será
produzida apenas com produtos reciclados. “Vamos refletir e
questionar com as crianças se o material usado para a confecção dos
trabalhos precisa ser novo ou se poderá ser substituído por outro
reciclado”, diz a coordenadora. Além da Feira de Ciências, a escola
terá festas no Carnaval, Páscoa, Dia das Mães e dos Pais, Festa
Junina e no encerramento das atividades. Maria ressalta que a
participação da família nos eventos é fundamental.
Antes
do início das aulas, os pais reúnem-se com os mestres e recebem um
roteiro com a proposta pedagógica do ano. Assim, podem discutir com
as crianças o que está sendo aprendido na sala de aula e estimular os
hábitos sustentáveis postos em prática pela escola.
O desafio da volta às aulas
A readaptação às aulas não costuma
ser uma fase muito adorada pelas crianças. Para evitar os problemas
mais comuns, Maria Rocha destaca uma série de ações que os pais devem
tomar antes do retorno à escola para tornar o período menos
estressante tanto para si quanto para os filhos.
“O
retorno deve ser gradual, com restabelecimento de hábitos e regras
que foram deixadas de lado nas férias”, sugere a pedagoga. Além dos
horários de acordar e dormir, cuja readaptação deve ocorrer com uma
semana de antecedência, é importante retomar uma alimentação
rotineira. “Durante as férias, as pessoas viajam e comem em diversos
horários e diversos lugares. É preciso voltar aos alimentos de sempre
no mesmo horário”.
Outro
ponto importante que pode ser desenvolvido é o reencontro com os
amigos. Os pais podem estimular a criança à volta às aulas sugerindo
como vai ser bom rever os colegas e matar as saudades da professora e
do espaço escolar.
A
escola já tem por hábito, no início das aulas, produzir com os alunos
uma “lembrancinha de volta às aulas” para ajudar na readaptação ao
ambiente escolar. Como em 2011 a sustentabilidade permeará todas as
atividades realizadas, a lembrancinha deste ano será um vaso feito a
partir de garrafas PET decorado pelas crianças. Dentro haverá uma
mudinha de planta que as crianças deverão cuidar.
Para as
crianças que vão à escola pela primeira vez, Maria Rocha dá algumas
dicas especiais. Apesar de a escola contar com um projeto de
adaptação exclusivo para os novos alunos, que os ambienta de tal modo
que no terceiro dia de aula a maioria já está acostumada, os pais
podem ajudar muito no processo.
Levar a
criança antes ao ambiente onde ela vai estudar é uma atitude
importante. Na semana anterior ao início das aulas já é possível
encontrar a maioria das professoras e apresentá-las previamente às
crianças transmite segurança à mãe e ao filho. Assim, a separação no
primeiro dia de aula fica mais fácil e menos traumática para ambos.
Maria Rocha
Esporte pode ser usado como ferramenta contra a desigualdade social
na juventude
Segundo pesquisador, aspectos morais e de personalidade comum aos
praticantes são fatores que justificam o uso de práticas esportivas
com essa finalidade.
Um estudo realizado por Quéfren Weld
Cardozo Nogueira, professor do departamento de Educação Física da
Universidade Federal do Sergipe, analisou os resultados da prática
esportiva na juventude brasileira dentro do âmbito de desigualdade
social. Para tanto, o autor analisou estudos anteriores sobre o
assunto e políticas públicas para a juventude centralizadas no
esporte. A pesquisa foi publicada na Revista Brasileira de Ciências
do Esporte, em março deste ano.
O
pesquisador, que é mestre em educação pela Universidade Federal de
Uberlândia, explica que o esporte é muitas vezes usado como
ferramenta de combate à desigualdade porque exige dos praticantes
aspectos morais e de personalidade. “Ainda, com a promulgação tanto
da Constituição Federal de 1988, quanto Estatuto da Criança e do
Adolescente (ECA), explicam Oliva e Kauchakje (2009), as crianças e
os adolescentes foram considerados como prioridade na rede proteção
de social do Estado, tendo o esporte um lugar privilegiado em
propostas de intervenção”, complementa o autor no artigo.
A
publicação ainda aponta as causas para a elevada taxa de desigualdade
social no país, advindas desde a época da colonização e escravidão.
Segundo o professor, no Brasil, 31,3% da população são considerados
pobres, com renda familiar até meio salário mínimo, sendo que a
região Nordeste possui 50,8% dos jovens de baixa renda. Além da
questão econômica, o Brasil possui alto índice de desigualdade
racial, sendo o número de analfabetos negros quase três vezes maior
do que de jovens brancos.
O texto
explica que a relação entre implementação do esporte e juventude
promove a participação independente de questões sociais, políticas ou
econômicas, o que fortalece a igualdade entre os participantes. O
autor afirma que esse poder agregador do esporte proporciona o
aumento da promoção de eventos esportivos por meio do estado. A
participação financeira do governo nos Jogos Pan-Americanos de 2007,
na Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016 são exemplos de
investimento do dinheiro público em ações esportivas apontados por
ele.
O autor
conclui que o esporte pode combater processos históricos de
marginalização e exclusão se atrelado a políticas públicas de
incentivo. “Somente o esporte não é capaz de resolver o problema da
desigualdade social, mas é fato que se não o utilizarmos em função da
melhoria da qualidade de vida das pessoas e para a transformação dos
modos de produção e reprodução da vida social, perderemos a
oportunidade histórica de construir uma sociedade justa e
igualitária”, considera.
Entendendo um pouco mais sobre o comportamento violento das crianças
Este é sem dúvida um complexo e
desafiante assunto para pais e educadores, que ao atingir
mundialmente grande dimensão, passou a ser estudado nas esferas da
política e da segurança pública.
Infelizmente não é um episódio raro, ver-se diariamente nos jornais
internacionais e nacionais, notícias alarmantes sobre atos de
constrangimento causados por jovens que ainda deveriam estar
brincando. O vandalismo público, a violência familiar, escolar, a
agressão gratuita e a auto-agressão estão documentados em artigos,
fotos, filmes.
Essa
grande incidência do comportamento truculento entre grupos de jovens,
que passam rapidamente da briga entre iguais, para o massacre físico
e psicológico e cujo estudo vem preenchendo as prateleiras das
livrarias, fruto da pesquisa de educadores e cientistas alarmados com
as conseqüências do problema, não está ainda totalmente esclarecido.
Como
profissional ligada à educação e à saúde, tenho constatado
pessoalmente que. ao longo destes últimos anos, o fato aumentou
quantitativamente e que cada vez crianças mais novas estão envolvidas
nos acontecimentos e nem sempre como vítimas!
Difícil
é explicar aos pais, porque até uma criança pequena pode ser autora
de comportamentos impulsivos, explosivos, absolutamente fora do
controle dos adultos: ataques de birra, de verdadeira ira, depredação
de bens, uso de vocabulário desrespeitoso, insolência, deboche, pouco
caso, crueldade, destruição de propriedade alheia, entre outros.
Infelizmente, enquanto as crianças são pequenas, por uma questão de
proximidade amorosa ou até por negligência, a família vai deixando
passar as melhores ocasiões de educar, repreender, orientar. Muitos
pensam: “puxou pra fulano”...”eu era assim”...com o “tempo
passa”...Triste engano!
Tirando as patologias psiquiátricas que justificam alguns desses
comportamentos, o que falta é energia a esses pais, esclarecimento
sobre o desenrolar futuro do modo de agir de seu pequeno tirano.
Limites
e controle, não se ganham de um momento para o outro: é preciso
aprender, vivenciar respeito dentro da própria família. Infelizmente,
vítimas de agressões físicas, abusos de toda ordem, mau trato
emocional, rejeição, muitas crianças e jovens nem imaginam o que seja
respeito ao próximo. Presenciam seus avós serem menosprezados,
humilhados e explorados em todos os sentidos, passam por experiências
diárias de brigas, discussões em seus lares, assistem à valorização
excessiva dos bens materiais e o rechaço aos valores morais e
espirituais, a insaciável ganância, a idolatria à aparência, a falta
de respeito à hierarquia, à autoridade.
Vivendo
desde cedo em comunidades violentas, sem adultos que lhe dê
orientação, expostos horas e horas aos filmes, jogos, brincadeiras,
veiculados na tv, na internet, nas diversas publicações, o
comportamento truculento e impune torna-se cada vez mais arraigado e
passa a fazer parte da personalidade da criança. Assim com o tempo,
com o acesso fácil ao álcool, às drogas e armas, o dinheiro fácil
passa a ser o valor ambicionado, custe o que custar!
E não
estou falando apenas de crianças abandonadas ou que vivem em
periferias menos abonadas: sob uma capa de sofisticação, de falso
modernismo, essas coisas acontecem em toda gama de classes sociais e
econômicas.
É claro
que o estresse socioeconômico na família, a miséria, a fome, a
privação de afeto, o abandono da escola, o pouco cuidado dos pais,
tornam os indivíduos mais susceptíveis à agressividade. Mas ela não é
exclusiva desses ambientes, como qualquer manchete jornalística, nas
páginas policiais pode nos mostrar.
Ataques
de fúria, irritabilidade, impulsividade exagerada, intolerância à
frustração, abandono da escola, são comportamentos que devem chamar
a atenção dos pais e professores, em qualquer que seja a idade em que
se apresente.
Observar bem a criança e o jovem, procurar estar mais perto,
acompanhá-lo, escutá-lo, são as primeiras providências a tomar. Mas
ao mesmo tempo é indispensável procurar orientação profissional,
para que uma avaliação seja feita e um tratamento possa ser iniciado,
para realmente ajudar essa criança a conter sua agressividade, arcar
com responsabilidades e manifestar suas frustrações de maneira
adequada, assim como a família deve ser orientada a melhor conduzir
suas questões internas e seu modo de relação com o mundo.
Maria Irene Maluf
Fonte: Todos Pela Educação
Valor mínimo por aluno da Educação Básica será de R$ 2.096,68 em 2012
Portaria dos ministérios da Educação e da Fazenda definiu o valor
Reprodução/SXC
O valor mínimo a ser investido por aluno da Educação Básica durante o
ano de 2012 será de R$ 2.096,68. Uma portaria assinada em 28 de
dezembro por José Henrique Paim Fernandez, ministro da Educação
interino, e por Guido Mantega, ministro da Fazenda, definiu o valor.
Trata-se da referência de investimentos do Fundo de Manutenção e
Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais
da Educação (Fundeb).
Segundo
a legislação brasileira, o valor anual mínimo por aluno é determinado
nacionalmente e refere-se ao investimento por estudante dos anos
iniciais do Ensino Fundamental urbano. O valor pode variar conforme
as diferentes etapas do ensino e segundo a unidade da federação.
Acesse
aqui a tabela completa com as informações sobre quanto cada
estado investirá por aluno nas etapas da Educação Básica.
Aumento
dos recursos
Em 2011, o valor mínimo anual por aluno foi de R$ 1.722,05. Assim, de
um ano para outro, houve aumento de 21,75% no investimento por
estudante. Em 2012, nove estados não conseguirão investir esse valor
e receberão complementação de recursos da União. São eles: Alagoas,
Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco e Piauí.
De
acordo com a lei do Fundeb, é responsabilidade da União complementar
os recursos do fundo, quando os estados não conseguirem alcançar o
valor mínimo definido nacionalmente.
Valores
mínimos por diferentes etapas
Os anos finais do Ensino Fundamental urbano serviram como referência
para a definição do valor mínimo do País. Como os custos por níveis
de ensino são diferentes, uma portaria de 2010 do Ministério da
Educação (MEC) estabeleceu os valores mínimos de cada etapa.
O valor
mínimo anual por aluno de creche pública em tempo integral, por
exemplo, é R$ 2.516,02. Ou seja, ele corresponde a R$ 2.096,68
multiplicado por 1,20 (fator de ponderação). Abaixo segue a tabela
com os fatores de ponderação estabelecidos para os níveis de ensino:
Nível de ensino
Fator de ponderação
Creche em tempo integral pública
1,20
Creche em tempo integral
conveniada
1,10
Pré-escola em tempo integral
1,30
Creche em tempo parcial pública
0,80
Creche em tempo parcial conveniada
0,80
Pré-escola em tempo parcial
1,00
Anos iniciais do Ensino
Fundamental urbano
1,00
Anos iniciais do Ensino
Fundamental no campo
1,15
Anos finais do Ensino Fundamental
urbano
1,10
Anos finais do Ensino Fundamental
no campo
1,20
Ensino Fundamental em tempo
integral
1,30
Ensino Médio urbano
1,20
Ensino Médio no campo
1,25
Ensino Médio em tempo integral
1,30
Ensino Médio integrado à Educação
Profissional
1,30
Educação especial
1,20
Educação indígena e quilombola
1,20
Educação de Jovens e Adultos com
avaliação no processo
0,80
Educação de Jovens e Adultos
integrada à Educação Profissional de nível médio, com avaliação
no processo
Prepare seu filho para a volta às aulas diminuindo a ansiedade e
aumentando a concentração com a ajuda da Aromaterapia
Sâmia Maluf, aromaterapeuta, dá as receitas dos Óleos Essenciais que
ajudarão as crianças nesse período de transição
Ano novo, volta às aulas e uma mesma
preocupação dos pais: Como ajudar meu filho a se preparar para esse
momento tão importante? Como passar ao meu filho uma sensação de
conforto e segurança para enfrentar as novas situações que se
apresentarão no ambiente escolar?
Os
aromas dos Óleos Essenciais da By Samia Aromaterapia podem ajudar, e
muito, nesse processo. Segundo a aromaterapeuta e aromatóloga Sâmia
Maluf, fundadora da empresa, a volta às aulas pode trazer muita
ansiedade para as crianças, especialmente as pequenas. É o momento em
que elas saem da zona de conforto e vão lidar com o desconhecido,
muitas vezes enfrentando pela primeira vez a separação da mãe. “É
muito importante que a criança leve consigo para a escola algo que
traga uma memória afetiva, como um lenço ou echarpe com um cheiro que
evoque segurança e a lembrança da mãe” diz Sâmia.
E para
trazer a calma necessária para enfrentar os novos desafios, nada
melhor do que o
Óleo
Essencial de Lavanda By Samia Aromaterapia. A mãe pode colocar
algumas gotas no banho da criança, ou mesmo usar numa massagem,
estimulando o contato físico e criando um vínculo ainda maior entre
os dois. “É fundamental que a mãe esteja com a criança, brinque com
ela, faça do banho com o Óleo Essencial de Lavanda um ritual, o que
irá aumentar a segurança e fará com que a criança associe o aroma com
um momento de prazer e afeto”, explica Sâmia. “Assim, a criança
poderá levar um lenço com o aroma para a escola e se sentirá mais
segura”, conclui.
O Óleo
Essencial de Lavanda By Samia Aromaterapia também é indicado para
aquelas crianças muito agitadas ou desatentas. Segundo Sâmia, esses
sintomas são sinais de ansiedade para os quais os pais precisam estar
atentos.
Nesses casos, a Lavanda pode ajudar a acalmar, só não
devendo ser usada de forma exagerada, caso contrário dará sono na
criança. “Para diminuir a agitação, é importante que a criança tenha
uma rotina, e usar Óleo Essencial de Lavanda no banho pode ajudar,
funcionando como um sedativo fraco que ajudará a criança a baixar a
ansiedade e até dormir melhor”, ensina Sâmia.
As
escolas também podem se beneficiar muito com o uso da Aromaterapia.
Para diminuir a ansiedade e aumentar a atenção dos maiores de cinco
anos, pode ser seguida uma receita simples e eficiente. Misture e
coloque no Aromatizador Plug By Samia Aromaterapia, para aromatizar o
ambiente:
10 gotas de Óleo Essencial de
Hortelã do Brasil By Samia Aromaterapia;
10 gotas de Óleo Essencial de
Lavanda By Samia Aromaterapia;
5 gotas de Óleo Essencial de Laranja
By Samia Aromaterapia
Já para
ajudar no aprendizado, pode ser usada no aromatizador uma mistura
para aumentar a concentração e harmonizar o sistema nervoso central,
com os seguintes ingredientes:
10 gotas de Óleo Essencial de
Alecrim By Samia Aromaterapia;
10 gotas de Óleo Essencial de
Lemongrass By Samia Aromaterapia;
5 gotas de Óleo Essencial de Lavanda
By Samia Aromaterapia
Material Escolar
Como comprar bem, educar os filhos e ajudar o meio ambiente
Mal despertamos dos sonhos das
Festas e já nos deparamos com uma montanha de contas a pagar;
percebendo que o dinheiro que sobrou dificilmente será suficiente
para o IPTU, IPVA, seguro obrigatório, licenciamento e seguro de
carro para alguns, matrículas escolares e muitas outras contas.
Como
que alheias a essa realidade, as escolas nos mandam aquelas imensas
listas de material escolar, como se só tivéssemos isso para comprar.
O pior é que, com todo mundo comprando ao mesmo tempo, o comércio faz
uma verdadeira farra de preços altos.
Parece
impossível, mas há como contornarmos esse problema.Entretanto, é algo
trabalhoso, que exigirá disciplina, esforço e paciência.
A União
faz a força - Para os que fazem rematrícula, é interessante contatar
os outros pais da classe ou de várias da mesma série; o que terá ao
menos, três utilidades.
Em
conjunto, os pais devem saber junto à escola os ítens e quantidades
realmente necessários de imediato.Pode ser que vários deles só sejam
usados daqui a 2 meses ou mais, quando a procura nas lojas já tiver
diminuído e derrubado os preços abusivos habituais desta época.
Essa
união entre pais também poderá ser útil para a compra de itens em
conjunto, a preços muito mais em conta: no atacado, uma dúzia de
cadernos, por exemplo, pode custar por cinco a sete avulsos.
A Velha
e Boa Triagem Doméstica - Se, conversando com a escola, já se
percebeu que alguns produtos não são necessários agora, o mesmo se
deve fazer em casa: promover com a família um levantamento de todo o
material que sobrou de anos passados pode revelar que ainda há muita
coisa em condições de uso.
É
verdade que mochilas e borrachas deverão ser limpas, cadernos
precisarão ser reencapados, lápis apontados, as várias colas pela
metade despejadas num tubo só, etc...Mas isso pode virar diversão com
a família, livrá-la de tralhas e servir como exercício de reciclagem;
tão necessária para a preservação ambiental.
Seus
filhos aprenderão o quanto se desperdiça apenas por falta de
atenção.Isso os encorajará a estudar com um livro usado por outro
aluno no ano passado e a conservar melhor o uniforme e os calçados.
Excluídos da lista original o que não se precisa comprar já, examine
o que pode comprar em conjunto com os outros pais.Essa união servirá
também para que os filhos de todos saibam que não vale a pena pagar
mais só porque o ítem tem a estampa daquele personagem famoso.E ainda
vai tirar deles o argumento de que “todos” os colegas têm materiais
mais descolados; já que vários usarão exatamente os mesmos produtos
comprados coletivamente.
Bom
Exemplo Prático - Se tiver que comprar algo no varejo, leve os filhos
e mostre a eles as diferenças de preços entre produtos para a mesma
finalidade, apenas por conta de detalhes que não fazem falta; meros
frutos da propaganda.Deixe claro também que é economizar um pouco em
cada coisa que permite a você comprar tudo o que é necessário.
Se isso
puder ser feito ainda em casa, pesquisando na internet, melhor,
porque eles já irão preparados para o “show da pechincha”.
Nas
lojas, esclareça que há coisas importantes, como o uniforme, um bom
compasso ou estojo, que merecem mais atenção do que adesivos
decorativos e canetas resplandecentes.
Se você
percorrer algumas lojas, anotar as diferenças de preços e pechinchar
com o comerciante, seus filhos estarão vivenciando a arte do consumo
consciente.
Economizando e Aprendendo - Ao final, você poderá mostrar a eles o
quanto foi economizado não comprando agora o que só será usado mais
tarde, reciclando e reutilizando itens possíveis guardados do ano
passado, comprando em conjunto, pesquisando na internet e nas lojas,
pechinchando e entendendo o grau de importância que cada ítem tem.
A lição
final é para o dia a dia: ensine-os a conservarem o seu material,
mantendo-os limpos e bem acomodados; já que alguns sobrarão para o
próximo ano e outros poderão ser repassados a alunos menos
favorecidos.
Parcelamentos e Endividamentos - É melhor uma compra parcial agora,
do que comprar tudo em parcelas a juros elevados, ou usar cartão de
crédito e cheque especial – que têm juros estratosféricos.O
parcelamento sem juros é fantasioso, mas ainda se pode aceitá-lo.
Optando
por complementar a compra da lista daqui a 60 ou mais dias, você terá
preços muito mais em conta, quase de liquidação.
Se você
achou tudo isso trabalhoso, verifique na ponta do lápis o quanto
economizou e veja que isso possibilitou que nenhum item importante
faltasse.
E ainda
valeu o seu próprio exercício de consumidor consciente.
Enfim,
o mais importante: seus filhos tiveram uma excelente lição, que
poderá ser repetida no cotidiano e os tornará cidadãos responsáveis
pela vida toda.
Marcelo Segredo
A formação em medicina e o número de médicos no Brasil
Considerando os atuais processos de
abertura de cursos de Medicina no Estado de São Paulo, nos
municípios de Franca ( Universidade de Franca -Unifran), Barretos (
Hospital de Câncer de Barretos – Fundação Pio XII), Campinas ( Santa
Casa de Campinas) e Piracicaba (Universidade Metodista de Piracicaba
- Unimep), dentre mais de 30 pedidos de novas escolas médicas em
andamento no país:
O
Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp)
reitera posição contrária à abertura de novos cursos e favorável à
avaliação externa dos egressos das escolas médicas já existentes.
Nenhuma
escola deve ser aberta ou pode funcionar sem docentes preparados,
experientes e titulados; sem estrutura hospitalar, ambulatorial e de
pronto atendimento para o ensino da prática médica; e sem a previsão
de vagas, em quantidade e qualidade, de Residência Médica para seus
egressos.
O
Cremesp discorda da afirmação do governo federal de que o Brasil tem
déficit de médicos e, portanto, precisa abrir mais escolas para
formar novos profissionais.
Já
existem 180 cursos de Medicina no país, que formam por ano
aproximadamente 16 mil médicos.
A
existência de determinados postos de trabalho não ocupados e a
escassez de médicos em certas especialidades e nas regiões remotas e
periféricas de grandes cidades não significa que o número de médicos
é insuficiente.
A
carência de médicos é localizada e tem relação com múltiplos fatores:
desigualdades regionais, vínculos precários de emprego, baixos
salários, más condições de trabalho e falta de segurança.
São
ineficazes e perigosas propostas de abertura de mais cursos de
Medicina, de serviço civil voluntário para médicos recém-formados e
de revalidação automática de diplomas estrangeiros. Tais medidas não
representam soluções definitivas para a adequada assistência médica
no SUS e irão expor a riscos parte da população que mais tem
necessidades de saúde.
O
Brasil precisa assegurar bons médicos em todos os serviços de saúde e
em todo o território nacional. Não há outro caminho, senão exigir e
comprovar a qualidade do ensino, garantir condições dignas de
trabalho e remuneração compatíveis com a formação e a
responsabilidade profissional, além de criar a Carreira de Estado
para os médicos do SUS, especialmente na atenção básica e nos locais
de difícil acesso.
Crianças: a segurança começa em casa
Deixe seu lar à prova de acidentes: confira como prevenir os
principais riscos de lesões infantis
Quedas
estão entre as principais causas de acidentes entre crianças
Você sabia que acidentes domésticos
como sufocamento, queimaduras, quedas e intoxicações estão entre as
principais causas de lesões em crianças? Para aqueles que acreditam
que essas situações só acontecem fora de casa, é importante saber - e
jamais esquecer - que os riscos estão em todos os cômodos, inclusive
no banheiro. E até mesmo animais de estimação e plantas podem se
tornar perigosos para os pequenos.
"Manter
os filhos seguros em casa realmente requer alguns cuidados especiais
e vigilância constante", adverte a coordenadora de mobilização da ONG
Criança Segura, Jaqueline Magalhães. Ela afirma que os riscos
variam conforme a faixa etária e o ambiente onde vive o menor. Até um
ano de idade, por exemplo, a sufocação é a maior causa de acidentes,
pois, nessa faixa etária, o menor tem o hábito de levar tudo à boca -
pode ser uma parte do brinquedo que se solta, a tampa do xampu, uma
moeda...
Por
isso, ao comprar um brinquedo, é fundamental que os pais estejam
atentos à faixa etária à qual é destinado. Uma dica interessante é
usar o macete recomendado pelo pediatra Aramis Lopes, presidente do
departamento científico de segurança da criança da Sociedade
Brasileira de Pediatria (SBP). "Tudo o que atravessar um rolo de
papelão do papel higiênico (3 cm) pode passar pela garganta do bebê.
Sendo assim, não deixe, também, brincos, anéis e outros objetos
pequenos soltos pela casa", indica.
Além da
sufocação, as quedas são outra grande causa de acidente entre menores
de um ano. "Quando a criança começa a engatinhar ou a andar, ela pode
cair da cama dos pais ou do trocador", ressalta Jaqueline. Mais
velhas, elas sobem em móveis e escadas, e o risco aumenta. "Coloque
grades ou redes de proteção nas janelas, e instale um portão para
impedir que elas subam as escadas", explica.
Tomadas e queimaduras
Comum
em crianças até quatro anos, os choques elétricos são provocados pela
falta de percepção dos menores do risco de tomadas e fios soltos pela
casa. Por isso, tentam introduzir objetos ou o próprio dedo no local
e, dessa forma, são atingidos por uma corrente de eletricidade que
pode chegar a causar queimaduras onde houver contato com a pele. "A
prevenção é simples: basta colocar protetores na tomada", afirma o
pediatra Aramis Lopes.
As
queimaduras também são uma grande preocupação na cozinha, que, aliás,
é um lugar restrito para os pequenos. "As crianças só devem cozinhar
na companhia de um adulto. Ainda assim, é necessário tomar algumas
precauções, como colocar as panelas nas bocas de trás do fogão e com
o cabo para dentro", afirma a coordenadora da Criança Segura.
Isso
porque, nesse cômodo, o risco de derramar um líquido quente é grande,
e a criança também pode se queimar no bocal do fogão. O menor pode,
ainda, se queimar no banho, com uma água excessivamente quente, ou
mesmo com a mamadeira, quando os pais se esquecem de medir a
temperatura do alimento antes. "No caso de queimadura, não coloque
nada no ferimento - nem a receita caseira que aprendeu com algum
conhecido", destaca Aramis. Nada de usar gelo, que queima e pode
agravar o machucado. O ideal é envolver o ferimento com um pano úmido
ou, se for pequeno, colocar sob água corrente, para cortar a ação do
calor.
Não se
esqueça de manter objetos cortantes fora do alcance das crianças,
dentro de gavetas fechadas. O mesmo cuidado deve ser observado com
produtos químicos, devido ao risco de envenenamento. "Itens de
limpeza, inseticidas e artigos de higiene pessoal devem ficar em
locais altos e trancados dentro de armários. Não os guarde em
garrafas de plástico, deixe-os na embalagem original", afirma o
pediatra. Em caso de ingestão, não caia no erro de provocar vômito na
criança ou fazê-la beber leite. "Ao confirmar que ela ingeriu o
produto, leve-a imediatamente a um serviço de emergência médica.
Lembre-se de levar a embalagem do produto, porque ela contém as
instruções quanto aos riscos de intoxicação", ressalta.
Móveis
e banheiros
Quinas
de mesa ou de armário podem provocar cortes ou outros machucados nos
pequenos. "Para evitar essas situações, basta comprar protetores de
borracha para essas extremidades", sugere Jaqueline. Mesas de centro
também são perigosas, visto que as crianças podem cair sobre elas e
se cortar com os pedaços de vidro. Portanto, evite-as.
Um
cômodo que pouco é lembrado quando se fala em acidentes domésticos é
o banheiro. No entanto, ele requer alguns cuidados especiais. "Deixe
a tampa do vaso sanitário fechada, para que a criança não consiga
abrir. Isso evita afogamentos", afirma a coordenadora da ONG Criança
Segura.
Plantas
e animais
Embora
ajudem a dar um ar mais fresco à casa, algumas plantas ornamentais
podem causar intoxicação à criança, como no caso da
Comigo-Ninguém-Pode e do Copo-De-Leite. "Antes de adquirir uma,
procure na internet saber a toxicologia da espécie", afirma Aramis.
E por
mais que os animais sejam bons companheiros para os pequenos, é
preciso lembrar que podem ter reações inesperadas. "Eles podem se
irritar com uma brincadeira e atacar a criança. Além disso, o menor
pode desenvolver alergia pela convivência com o cachorro ou o gato",
adverte o especialista.
Na antiga Grécia, a educação era
levada tão a sério a ponto de a família entregar a tutela da jovem
prole ao professor, responsável por sua formação cultural e moral. A
aceitação pelos genitores dessa invasão no seio familiar residia na
consciência de que a cultura era o bem mais valioso que poderiam
presenteá-los, e por isso sua transmissão devia ser realizada pelos
mais qualificados homens, os sábios nas coisas do mundo. Como
resultado a sociedade grega presenteou o mundo com Sócrates, Platão,
Aristóteles e dezenas de outros que fincaram os alicerces da
filosofia, arte, arquitetura, astronomia, ética.
Essa
cultura é diametralmente oposta ao conteúdo do Projeto de Lei
220/2010, que pretende flexibilizar a Lei de Diretrizes Básicas da
Educação Nacional para permitir às universidades a contratação de
docentes sem título de pós-graduação, em regime de trabalho
temporário renovável.
Em
favor da ignorância, apresenta-se o argumento da dificuldade de
contratação pelas universidades de docentes titulados. Não é difícil
perceber que por trás da cortina estão os interesses dos grandes
grupos privados de educação, que pretendem com isso baratear o custo
de mão de obra.
A conta
é simples. Em suas respectivas áreas de atuação profissional, um
mestre ou doutor pode ser remunerado na faixa de R$ 500.00, R$
1.000,00 por hora. Para esses profissionais, a docência decorre da
convicção, de uma satisfação pessoal, ou mesmo da opção por devolver
à sociedade o conhecimento duramente construído, e que deve ser
valorizado. Prover seu sustento e o de sua família com uma
remuneração de R$ 150,00 por hora/aula é razoável para um docente
titulado em regime de exclusividade.
Ocorre
que a grande maioria das universidades na “lanterninha” do MEC, a
hora/aula praticada fica na casa dos R$ 20,00. Algumas ainda exigem
do docente dedicação exclusiva, o que afugenta as mentes mais
qualificadas como o diabo da cruz.
Mas
para que parar por aí, se o céu é o limite? O PL pretende ainda
formaliza a relação laboral como trabalho temporário, reduzindo assim
o impacto trabalhista da universidade, situação que faz valer o
ditado: “passou um boi, passa a boiada”.
Após
anos de frouxidão na condução das políticas de educação, o resultado
é a vertiginosa ascensão quantitativa dos bacharéis, acompanhada do
vertiginoso declínio qualitativo. As universidades formam
profissionais despreparados para o exercício do ofício pretendido. A
última prova da Ordem dos Advogados do Brasil reprovou 88% dos
candidatos. Considerando que as universidades tradicionais aprovam em
média mais de 80% dos seus alunos, conclui-se que diversas
universidades apresentam índices de aprovação que beiram ao ridículo.
Que cliente depositaria no advogado desta escola seus direitos, seus
bens ou sua liberdade?
Isso é
estelionato intelectual. Indução ao erro. Galhofagem. E a vítima é o
auxiliar de escritório, o office boy, o humilde, que labora de dia e
estuda à noite, comprometendo metade do seu salário para pagar a
universidade, para um dia virar “doutor”. Sonho que se despedaça
depois de cinco anos, ao perceber que sua formação foi absolutamente
insuficiente para sobreviver na selva do mercado.
Enquanto o legislativo continuar cedendo às pressões dos grupos
econômicos ao sacrifício da cultura, da lógica e da obviedade,
continuará vigendo o pacto da mediocridade, onde professores
desqualificados fingem ensinar, e alunos despreparados fingem
aprender.
Nossos
jovens precisam de mestres e doutores. E o Congresso também.
Thiago Taborda Simões
TDAH pode causar prejuízos na vida adulta
O TDAH (Transtorno de Déficit de
Atenção e Hiperatividade) é uma desordem que, entre outros problemas,
acomete as habilidades de aprendizagem e convívio social. Isso porque
na infância causa, em diferentes graus, constante inquietude e falta
de atenção que não correspondem ao desenvolvimento esperado para a
idade. São as crianças que, muitas vezes tachadas como “pestinhas” ou
“avoadas”, apresentam estes comportamentos em mais de dois ambientes
de forma que eles tragam prejuízos para seu dia a dia, para seu
convívio social e até mesmo familiar, por exemplo.
Por
isso, é importante que o diagnóstico seja feito ainda na infância,
quando a criança está formando o seu ciclo social e sendo
alfabetizada. “A criança com TDAH que não recebe o diagnóstico e
tratamento ainda na infância, em muitos casos, tem maior dificuldade
de aprendizagem e problemas de relacionamento com os colegas de
classe e parentes. Isso pode trazer consequências na vida adulta como
a dificuldade de entrada no mercado de trabalho e de iniciar e manter
relacionamentos afetivos”, explica Dr. Erasmo Barbante Casella,
Neurologista da Infância e Adolescência Responsável pelo Ambulatório
de Distúrbios do Aprendizado do Instituto da Criança do Hospital das
Clínicas (CRM 41485).
O
especialista completa: “Imagine uma pessoa que não consegue ficar
quieta ou prestar atenção? Uma reunião é uma tortura. Uma prova no
colégio é motivo de desespero. Durante toda sua vida viu os seus
colegas se formando, iniciando relacionamentos e entrando para o
mercado de trabalho. Daí ele olha para si e percebe que ficou para
trás ou ainda está no mesmo nível que os outros, mas a muito custo,
com inúmeras dificuldades, que poderiam não existir se tivesse sido
diagnosticado e adequadamente tratado ainda na infância”.
Diagnóstico
O
diagnóstico do TDAH deve ser feito por um médico especialista,
geralmente neurologista, psiquiatra ou pediatra especializado na área
de desenvolvimento que por meio de entrevista, observação e aplicação
de questionário específico com 18 pontos (padrão adotado da DSM-IV-TR)
poderá confirmar o diagnóstico clínico.
Tratamento
O
Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade não tem cura, porém
o portador pode viver normalmente, com qualidade de vida, se fizer o
tratamento corretamente.
É
importante ressaltar que o tratamento do TDAH pode ser multimodal
quando indicado. Ou seja, se necessário, melhores resultados podem
ser obtidos quando a adequada medicação é associada à psicoterapia e
outras terapias que podem ser necessárias, como: fonoaudiológica,
ocupacional, pedagógica, etc.
No período de férias, atenção na saúde bucal das crianças deve ser
redobrada
Longe da escola, pequenos saem da rotina, abusam dos doces e se
esquecem de escovar os dentes. Especialista em saúde bucal orienta
sobre cuidados e técnicas de escovação
Em férias escolares, é muito comum
que as crianças saiam da rotina necessária para o cuidado com a saúde
bucal, esqueçam de escovar os dentes e abusem do seu maior vilão, os
doces. Isso com certeza agrava o já comprometido cenário de saúde
bucal das crianças brasileiras: segundo dados do Ministério da Saúde,
em 2010, 56% das crianças de 12 anos apresentavam pelo menos um dente
com cárie. Entre os pequenos na faixa dos cinco anos, o índice chegou
a 60%, com um agravante, 80% não tratavam os dentes de leite.
É na
primeira infância que se dá a calcificação dos dentes permanentes.
Segundo André Tozi, dentista da Odontoclinic especialista em
ortodontia, maior rede de clínicas odontológicas do País, a dentição
de leite é muito importante para que os dentes permanentes nasçam
corretamente. “Se os dentes de leite caem muito cedo, os permanentes
perdem espaço, o que causa o mau posicionamento. Desta forma, é
fundamental que os pais cuidem bem tanto dos dentes de leite como dos
permanentes”, orienta o dentista.
O
especialista alerta que férias é um período no qual os pais devem
prestar mais atenção na escovação, principalmente após o consumo de
alimentos pegajosos, como alguns doces que grudam na superfície
dentária, dificultam a escovação e geram bactérias responsáveis pelas
cáries.
“A
atenção deve ser redobrada, pois é nesta época em que as crianças
mudam a rotina diária e consomem açúcares em maior quantidade, em
horários desordenados, o que dificulta o controle dos pais”, alerta Tozi.
“A criança deve aprender a importância de cuidar dos dentes e da
higiene da boca desde cedo, pois ela precisa ser estimulada e gostar
de cuidar dos dentes. Os pais devem comprar uma escova infantil para
motivá-la, que deve ter a cabeça pequena, cantos arredondados e
laterais emborrachadas para proteger a gengiva. As cerdas devem ser
macias, de pontas arredondadas e tufos frontais mais altos para
higienizar os dentes mais distantes”, explica Tozi. Para finalizar o
dentista ressalta que toda escovação infantil deve ser supervisionada
por um adulto.
Escovação
Veja
algumas dicas de escovação, segundo o dentista da Odontoclinic,
Rogério Tozi:
Até os
Dois anos
- Use uma gaze ou uma fralda úmida
para limpar as gengivas, mesmo antes de aparecerem os primeiros
dentes. Quando estes começarem a nascer, faça da seguinte forma:
- Fique atrás da criança, com uma
das mãos, afaste os lábios e bochechas da criança. Com a outra mão
escove o lado de fora e de dentro dos dentes em movimentos
circulares;
- Escove a parte de cima dos dentes com movimentos de "vai-vem";
- Escove também a língua e inicie o uso do fio dental.
Sete
aos Doze anos
Crianças de sete anos já devem escovar seus próprios dentes da
seguinte forma:
- A criança deve manter a boca
fechada e escovar os dentes em movimentos circulares do lado de fora;
- Com a boca aberta deve repetir o
mesmo movimento no lado de dentro;
- Escove a parte mastigatória dos
dentes com movimentos de "vai-vem";
- Escove a língua e use o fio
dental. Os pais devem supervisionar a escovação e visitar o dentista
regularmente para evitar problemas odontológicos sérios.
- Não deixe que a criança use mais
pasta de dente do que o recomendado (tamanho de uma ervilha).