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 Edição de Fevereiro de 2012


Volta às aulas: hora de vacinar as crianças

O início do ano letivo é mais um motivo para que os pais coloquem em dia o calendário de vacinação dos filhos

 

As férias escolares logo se encerram e a maioria dos pais já começa os preparativos para a volta às aulas da criançada. Mas, muitos se esquecem que a ocasião também exige preocupações com a saúde dos pequenos. Isso porque na escola as crianças passam muito tempo em salas fechadas, o que facilita a transmissão de doenças infectocontagiosas. Portanto, o momento é ideal para colocar em dia o calendário de vacinação dos filhos.

"Os pais costumam dar muita atenção à vacinação quando os filhos ainda são bebês. Mas, quando a criança entra em idade escolar alguns pais se descuidam e acabam perdendo as datas de reforços importantes", explica Jorge Huberman, neonatologista e pediatra do Instituto Saúde Plena e do Hospital Albert Einstein. Para ajudar a organizar a vacinação dos filhos, o pediatra lista abaixo as vacinas necessárias para crianças de 3 a 14 anos.

  Vacinas:
- Tríplice bacteriana (DTP ou DTPa): reforço aos 4 e aos 5 anos da criança;
- Poliomielite (vírus inativados): reforço aos 4 e aos 5 anos da criança;
- Influenza (gripe): reforço anual;
- Poliomielite oral (vírus vivos atenuados): para essa vacina há os dias nacionais de vacinação comunicados pelo governo;
- Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola): a segunda dose deve ser dada aos 4 e aos 5 anos de idade;
- Varicela (catapora): segunda dose aos 4 anos de idade;
- HPV: deve ser aplicada em meninas de 11 a 12 anos de idade. A princípio, apenas as meninas deverão ser vacinadas. Sempre que possível, deve ser aplicada preferencialmente na adolescência, antes de iniciada a vida sexual, entre 11 e 12 anos.
- Tríplice bacteriana acelular do tipo adulto (dTpa): Reforço deve ser dado aos 14 anos de idade.

 

Fonte: Associação Brasileira de Imunizações (SBIM)


be.Living dá dicas para ajudar na hora de escolher a escola para o seu filho 

Espaço físico, projetos e o cuidado e respeito pelo ser individual e autônomo precisam ser observados pelos pais

 

Época de matrículas e começo de novo ano letivo é sempre uma preocupação para os pais. Aparecem questões como: Será que meu filho vai se adaptar? A escola atenderá minhas expectativas? Será que eu fiz a melhor escolha para o meu filho? Para amenizar essas dúvidas, a be.Living – tradicional escola de educação bilíngüe da cidade de São Paulo - dá algumas dicas para escolher a escola certa. Para facilitar esse trabalho, a escola fornece uma lista de itens que devem ser observados e questionados pelos pais. 

· Qual a metodologia utilizada?

· Como as crianças são avaliadas?

· Como é a formação dos professores (constante)?

· Como é a rotina das crianças?

· Há interação com crianças de outras idades?

· Existe orientação de estudo?

· Existem atividades extracurriculares?

·  Como funciona a parte de alimentação e nutricional da escola? 

É importante escolher uma escola em que a criança seja estimulada a buscar o conhecimento e não esperar por ele de braços cruzados. “Na be.Living o processo de ensino-aprendizagem é baseado num ambiente desafiador promovendo situações de ensino e erro, pesquisa, de investigação e solução de problemas fortalecendo a ação dos sujetis articulados ao contexto”,  comenta  Maria Amália Forte Banzato, coordenadora geral. A escola se apóia na Concepção Sócio-Construtivista de ensino-aprendizagem, que respeita o conhecimento prévio da criança, valoriza seu papel ativo no aprendizado e a coloca como protagonista de seu processo de desenvolvimento. Ao londo do ano letivo, diversos projetos são realizados como forma de incentivar o aluno a ir atrás do conhecimento, tendo o professor no papel de mediador. 

O mundo está em constante transformação e cada vez mais globalizado, por isso, de acordo com Silmara Parise, assessora de línguas da be.Living, a escolha por uma escola bilíngue pode facilitar a interação com pessoas de outros países, seja para o lazer ou para o profissional. Segundo ela, a educação bilíngüe desempenha um papel muito importante no ensinamento e desenvolvimento das habilidades linguísticas bilíngues e multilíngues, além do conhecimento intercultural, cada vez mais necessário no mundo moderno. “O bilinguismo é a capacidade de se comunicar de forma natural e fluente em mais de um idioma em todas as áreas da vida. O bilinguismo é um processo, não um resultado”, comenta.   

Além de  estar de acordo com a grade curricular, é preciso verificar o que a escola oferece de estrutura física e se a localização do prédio é favoravel à familia e a criança. A quantidade de alunos em sala de aula também é um fator a  ser observado. Quanto menos crianças em sala de aula, mais atenção ela receberá do professor. A be.Living, por exemplo, foi projetada para crianças de até 11 anos, onde tudo fica ao alcance dos alunos, permitindo inúmeras possibilidades de exploração. O espaço é projetado para atender às necessidades das crianças, visando à autonomia, a socialização e a prática de esportes. As salas de aula são amplas e equipadas para otimizar o trabalho de pesquisa e construção do conhecimento. Possui também quadra, laboratório, biblioteca, um amplo parque e uma série de projetos que auxiliam no desenvolvimento dos pequenos.  O refeitório possui cardápio desenvolvido especificamente para suprir as necessidades alimentares de cada faixa etária.  

Antes de tomar a decisão, faça  uma visita para sentir um pouquinho da escola. É importante verificar  se a escola possui um ambiente que favoreça a aprendizagem, estimule a curiosidade e a criatividade, e valorize a produção dos alunos. Vale observar:  

As salas de aula possuem estímulos visuais nas paredes?

Existem murais com trabalhos dos alunos expostos ou informações interessantes?

A biblioteca é acolhedora e tem um acervo satisfatório?

A criança tem propriedade do espaço?


A importância da educação infantil

O mundo todo desperta-se para a importância da educação infantil. Até pouco tempo atrás esse ensino era tido como de menor importância.

 

 

Hoje, sabemos que a estimulação precoce das crianças contribui e muito para o seu aprendizado futuro. Desenvolve suas capacidades motoras, afetivas e de relacionamento social. O contato das crianças com os educadores transforma-se em relações de aprendizado.

Uma outra concepção é o desenvolvimento da autonomia, considerando, no processo de aprendizagem, que a criança tem interesses e desejos próprios e que é um ser capaz de interferir no meio em que vive. Entender a função de brincar no processo educativo é conduzir a criança, ludicamente, para suas descobertas cognitivas, afetivas, de relação interpessoal, de inserção social. A brincadeira leva a criança ao conhecimento da língua oral, escrita, e da matemática.

Acompanhando a implantação da nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), o Ministério da Educação (MEC), com o objetivo de assessorar as escolas, elaborou referenciais para um ensino de qualidade da educação básica, os chamados Parâmetros Curriculares Nacionais.

Os Parâmetros não têm caráter obrigatório e servem de orientação às escolas públicas e particulares. Os Parâmetros, assessorando a competência profissional, contribuem para a elaboração de currículos de melhor nível, mais ajustados à realidade do ensino.

Os “Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Infantil” propõem critérios curriculares para o aprendizado em creche e pré-escola. Buscam a uniformização da qualidade desse atendimento. Os Parâmetros indicam as capacidades a serem desenvolvidas pelas crianças: de ordem física, cognitiva, ética, estética, afetiva, de relação interpessoal, de inserção social e fornecem os campos de ação. Nesses campos são especificados o conhecimento de si e do outro, o brincar, o movimento, a língua oral e escrita, a matemática, as artes visuais, a música e o conhecimento do mundo, ressaltando a construção da cidadania.

O então ministro da Educação, Paulo Renato Souza, ao se referir aos Parâmetros Curriculares do Ensino Fundamental, ponderou: “Passamos a oferecer a perspectiva de que as creches passem a ter um conteúdo educacional e deixem de ser meros depósitos de crianças. Em todo o mundo está havendo a preocupação de desenvolver a criança desde o seu nascimento”.

Dados de 1998, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas 25% da população de zero a 6 anos freqüentam creche ou pré-escola. São 5,5 milhões de crianças de um total de 21,3 milhões.

A educação infantil é definida na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) como parte da educação básica, mas não da educação obrigatória. A lei define, também, nas disposições transitórias, a passagem das creches para o sistema educacional. O Ministério da Educação (MEC) determinou que, a partir de janeiro de 1999, todas as creches do País deveriam estar credenciadas nos sistemas educacionais.

Conforme a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, cabe aos sistemas municipais a responsabilidade maior por esses atendimento. A Constituição da República diz que “A educação é direito de todos e dever do Estado”. A emenda constitucional n.º 14/96 alterou dispositivos relativos à educação e estabeleceu que a educação infantil é atribuição prioritária dos municípios.

A educação infantil tem-se revelado primordial para uma aprendizagem efetiva. Ela socializa, desenvolve habilidades, melhora o desempenho escolar futuro, propiciando à criança resultados superiores ao chegar ao ensino fundamental.

A educação infantil é o verdadeiro alicerce da aprendizagem, aquela que deixa a criança pronta para aprender.

Izabel Sadalla Grispino


Estimular a curiosidade é vital

 

Um bom professor de matemática é um bom contador de histórias, que desperta a curiosidade, leva os alunos a fazerem perguntas e os induz a raciocinarem antes de dar as respostas e mostrar como se resolvem as questões. Também tem de ser capaz de relacionar todos os tópico, mostrando como tudo se conecta.

É o que defende Hung-Hsi Wu com a autoridade de quem leva duas décadas estudando o ensino dessa disciplina e mais de dez anos trabalhando na capacitação de professores e na discussão de diretrizes curriculares nessa área.

“Em matemática, a criança tem de querer saber o porquê antes de aprender as regras sobre como as coisas funcionam”, diz o pesquisador. Ele apresenta como exemplo prático a questão do valor posicional dos números. “Dizer que 3 em 32 vale 30 e não 3 pela posição em que está é matar a curiosidade do aluno”, diz Wu. Segundo ele, tem muito mais sentido mostrar como se chegou ao sistema decimal, como as formas de contar evoluíram, os problemas que existiam para contar a partir de certas grandezas, as dificuldades de outros sistemas numéricos e apresentar visualmente, num quadro, como esse 3 do 32 representa a terceira fileira de dezenas.

Para estimular a curiosidade, numa aula sobre valor posicional para o 1º ano, ele sugere, por exemplo, que o professor pergunte: “Como vocês podem contar 20 objetos usando só dez cores?”; ou que desafie os alunos do 2º ano a contar até 25 usando apenas 5 símbolos ou que sugira aos de 3º ano que façam cálculos com algarismos romanos para que percebam as complicações inerentes a esse sistema com valor posicional parcial.

“Um bom professor de matemática tem de saber contar histórias, fazer perguntas e levar os alunos a formularem suas próprias questões”, diz ele, frisando que ensinar regras sem explicar o porquê de cada uma embota a curiosidade de quem está aprendendo.

 

Para isso, segundo Wu, um bom professor de matemática das séries iniciais tem de ter conhecimento profundo sobre os números naturais, frações, números negativos e saber o básico de geometria, álgebra e probabilidade, para compreender a relação do que ensina com a realidade e aquilo que a criança aprenderá posteriormente.

“Saber um fato matemático significa saber o que diz precisamente, o que diz intuitivamente, por que é verdadeiro, por que vale a pena conhecê-lo, como pode ser usado e o contexto natural em que aparece”, explica Wu, lembrando que questões importantes da matemática são negligenciadas simplesmente porque os professores não as conhecem bem. Segundo ele, é por isso que as propriedades comutativa, associativa e distributiva são pouco consideradas pelas crianças das séries iniciais: “É porque muitos professores nunca viram essas propriedades usadas de forma significativa para explicar as operações com números negativos ou na solução de equações”.

 

Fonte: alfaebeto.com.br

 


Inclusão realista

 

Desde 2008, a partir da promulgação do decreto federal nº 6.571, todas as escolas, das redes pública e particular, são obrigadas a matricular alunos com necessidades especiais em classes comuns do ensino regular.  É uma longa luta, marcada por alguns eventos que a representam. Um dos mais significativos ocorreu em  1994 por ocasião da Declaração de Salamanca, na Espanha, considerada um dos principais documentos mundiais que têm como objetivo a educação inclusiva. Aqui no Brasil surge em 2003 o Programa Educação Inclusiva, que ampliou a discussão sobre necessidades especiais. Lindo na teoria. Mas e na prática?

Estabelece-se, assim, um desafio para as instituições de ensino, já que não basta simplesmente matricular o aluno. É preciso estrutura para atender a essa demanda. Algumas escolas em São Paulo não têm medido esforços no sentido de acolher estudantes com dificuldades de aprendizagem, mas sempre tendo em vista as limitações reais que envolvem o processo de inclusão. “Nossas intenções são as melhores, mas nem sempre as possibilidades são as melhores”, afirma Birgit Möbus, psicopedagoga da Escola Suíço-Brasileira, escola bilíngue que atende a alunos da educação infantil ao ensino médio. “Somos uma escola que alfabetiza em duas línguas, português e alemão. Além do ensino de francês e de inglês. Portanto, um aluno com alguma severidade na questão da aprendizagem, de fato, não consegue acompanhar nosso currículo intenso”, explica. 

Para enfrentar esse desafio, a escola elaborou um documento organizado por educadores da escola que contém os eixos norteadores do seu projeto de inclusão. “É um documento bem completo e acessível a todos que pretende assinalar o quanto a inclusão está inserida na política educativa da Suíço-Brasileira”, relata.

O processo

A partir de um diagnóstico clínico, feito dentro e fora da escola, a psicopedagoga faz uma triagem para definir quais encaminhamentos, externos e internos, devem ser feitos. Na escola, são realizadas adaptações curriculares, estratégias práticas que auxiliam o aluno a aprender.  As de praxe são o assento privilegiado e tempo adicional para realização de atividades. A avaliação também é diferenciada. “Caso o aluno não consiga dar conta na avaliação escrita, nós também aplicamos, por exemplo, uma avaliação oral”, conta. Todas essas ações não são simples, porque exigem a presença de profissionais em horários diversos; é necessária a disponibilização de salas especialmente destinadas para esse trabalho. Muitas vezes são adaptações, segundo a psicopedagoga, que parecem simples, mas que fazem toda a diferença. “Um aluno pode precisar de um ambiente silencioso para fazer uma prova. Se ele estiver em ambiente ruidoso, não é que prejudica, inviabiliza”, assinala Mobus. Outra ação pode ser em relação à lição de casa, que, muitas vezes, deve ser passada em partes menores. Cada aluno terá um programa diferenciado, personalizado, com objetivos pedagógicos bem definidos.

Möbus destaca que a intenção é que o aluno com dificuldade passe o máximo possível de tempo com o grupo dele e, nesse sentido, inclusão para a escola é essencialmente a sala de aula. Esse ano a equipe aumentou e os alunos contam com duas psicopedagogas que trabalham durante seis semanas dentro da classe para descobrir qual a ferramenta de aprendizagem necessária para ajudar o professor a fazer com que o aluno aprenda de acordo com suas possibilidades. Vale dizer que o trabalho é primordialmente do professor, peça-chave no processo de inclusão. Em casos mais graves, o aluno pode ter o AT – Acompanhante Terapêutico – profissional contratado pela família, mas que deve trabalhar em total sinergia com a equipe da escola.

Além da orientação de Möbus, outro profissional fundamental da equipe é a psicólogo, que também serve de apoio ao professor para resolução de problemas. Ele faz também a interface com a família, juntamente com o professor. Cada aluno possui um documento, elaborado pelo docente, que contém todas as informações necessárias para que as devidas adaptações sejam feitas e avaliadas constantemente pela equipe escolar.

Para a psicopedagoga, esse trabalho só é viável se a escola tiver como filosofia e princípios o respeito à diversidade. “Buscamos incentivar esse pensamento em todos os nossos alunos desde a educação infantil. Assim, o contato com o diferente é um ganho. A escola que inclui certamente proporcionará uma formação mais ampla a todos os seus alunos”,  garante.


Taxa de retenção de matrícula escolar ainda gera polêmica

Especialista afirma que brecha no Código do Consumidor permitiu cobranças abusivas das universidades

 

No início do ano letivo, pais e alunos devem atentar-se a mudanças nas instituições de ensino. Antes de fazer a matrícula é necessário avaliar situações de reajuste de valores e alterações contratuais para evitar transtornos no futuro. A falta de comunicação entre instituições de ensino e alunos proporcionam frequentes reclamações no Procon. Uma delas é em relação à retenção da primeira mensalidade, quando o aluno opta por cancelar a matrícula.

É comum o aluno passar em vários vestibulares e optar por desistir de uma universidade. Ele deve requerer o cancelamento da matrícula, senão ele continua vinculado à instituição. Algumas delas especificam em contrato retenção que varia de 20% a 30% do valor da mensalidade, a título de remuneração. Até alguns anos atrás, algumas instituições de ensino chegavam a reter 50% do valor da matrícula e, em alguns casos, não era devolvido nada ao aluno.

Segundo o PROCON/SP, o aluno ou o responsável tem direito à devolução do valor pago a título de matrícula, quando a solicitação de rescisão ocorrer antes do início das aulas. Ele também entende que poderá ser retida parte do valor da matrícula em função de despesas administrativas. No entanto, o aluno deve ser prévia e adequadamente informado, devendo a Instituição de Ensino justificar o percentual retido.

De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, as faculdades são obrigadas a reembolsar os estudantes que desistam de estudar nas instituições, após terem realizado as matrículas. No entanto, o Código deixa uma brecha para as faculdades, e considera normal que eles retenham de 10% a 20% do valor integral, para cobrir possíveis gastos com as matrículas.

Os Tribunais entendem que o aluno deve requerer formalmente o cancelamento de sua matrícula e a devolução do valor pago, caso contrário, a matrícula será válida e regular, tornando-se o aluno destinatário dos serviços disponibilizados e prestados pela Instituição de Ensino.

 

 

Em relação à multa cobrada pelas Instituições de Ensino, referente ao cancelamento da matrícula, os Tribunais têm entendido que o percentual de 30% sobre o saldo devedor mostra-se abusivo e excessivo, demonstrando desequilíbrio contratual em favor das instituições, e não uma compensação, admitindo o abatimento não superior de 20% a título de compensação pelos serviços administrativos prestados.

A especialista em direito tributário e educacional, Maria Ednalva de Lima, explica que para a instituição processar a matrícula existe um custo e o percentual retido serve para cobrir essa despesa da instituição. Mas, a lei não diz se pode ou não reter essa taxa, ela é omissa. “Então, as instituições passaram a reter o valor que elas queriam, tanto que houve uma época em que não se devolvia nada ao aluno. Só que isso é contrário ao Código do Consumidor, além de ser enriquecimento ilícito. Ou seja, a instituição não prestou o serviço e ficou com o valor”, explica.

Existe um Projeto de Lei tramitando na Câmara que fixa a retenção a 10% do valor da matrícula, sendo 90% reembolsado ao aluno. “Apesar do projeto ainda ter de passar por aprovação de duas comissões, ele é importante e acredito será aprovado, pois está de acordo com o Código do Consumidor e também com o mercado. O custo que as faculdades têm não é superior a 10% do valor da mensalidade”, finaliza a especialista.

 

Maria Ednalva de Lima


Superando o Analfabetismo Funcional

É consenso entre os pesquisadores da área de educação que o Brasil deva ter entre sua população alfabetizada cerca de 70% de analfabetos funcionais. Esse dado mostra o estado de calamidade pública em relação ao ensino em nosso país.

 

 

O analfabetismo funcional é um fenômeno no qual pessoas alfabetizadas, em todos os níveis de ensino, sabem ler e escrever, mas não conseguem interpretar os textos lidos. Manolo Perez, diretor pedagógico da Ponto Cursos e Concursos, nos dá um exemplo de como esse mecanismo funciona: “Na frase, O mundo é uma aldeia global, imaginemos que uma pessoa identifique corretamente a idéia de mundo como planeta, a idéia de aldeia como a vila de uma tribo e a palavra global como algo que tem a ver com o globo; no entanto, ela não consegue compreender que a frase tem um componente metafórico no qual o mundo é colocado como um lugar onde as relações de proximidade e familiaridade de uma pequena vila são reproduzidas em grande escala, em escala global.”

A partir disso, podemos dizer que, em um plano mais abstrato, um leitor proficiente também entenderá que essa frase tem a ver com o mundo atual, mundo de possibilidades de comunicação instantâneas e globais.

O processo que leva uma pessoa a ser um analfabeto funcional ainda é um tanto quanto desconhecido. Alguns pesquisadores da área de educação pensam que o problema reside na qualidade do processo de alfabetização, ou da má utilização dos novos métodos de alfabetização. A falta de conhecimento profundo desses métodos por parte do professor acaba gerando uma implementação apenas superficial do ensino da linguagem.

Por outro lado, alguns argumentam que a distância cada vez mais acentuada entre língua escrita e falada no Brasil teria acabado por provocar a necessidade de um duplo trabalho ao aluno alfabetizado: ler e escrever em português como se estivesse traduzindo uma língua estrangeira à sua língua nativa, aquela na qual pensa e se comunica verbalmente. Nesse caso o alfabetizador só teria sucesso na superação do analfabetismo funcional ao abordar o Português com um método de ensino para línguas estrangeiras.

Segundo o professor Manolo, que trabalha com superação de problemas escolares há mais de 30 anos e é pesquisador do GEPI – Grupo de Estudos e Pesquisas em Interdisciplinaridade da PUC/SP, o analfabetismo funcional é o grande desafio do Brasil no início do século XXI. Segundo ele, a Ponto Cursos e Concursos, escola preparatória para concursos públicos, identificou o problema do analfabetismo funcional mesmo entre os alunos que almejavam cargos públicos de nível superior e resolveu atuar sobre o problema. “A partir dos conceitos da Interdisciplinaridade produzimos um projeto pedagógico voltado para a superação dos problemas escolares e entre eles o analfabetismo funcional. É necessário trabalhar o conhecimento da língua tanto com a gramática como com a interpretação e criação de textos. Sem a superação na compreensão textual fica muito difícil aprender mais e avançar em qualquer tipo de preparação, seja ela acadêmica ou profissional”.

Os pesquisadores em educação estão trabalhando sobre este assunto tão importante, mas resta perguntar: e a população, dá importância a este problema?

Sem vontade política e demanda social não há como superar o problema do analfabetismo funcional.

 

Prof. Manolo Perez - mestre e doutor em Educação pela PUCSP e coordenador da escola Ponto Concursos


Manter a alimentação saudável também nas férias é importante para as crianças

O preparo da comida pode ser mais um bom momento para pais e filhos desfrutarem juntos nas férias. Compartilhar o prazer de cozinhar também é oportunidade de mostrar o valor nutricional e ainda usar a criatividade para tornar os pratos mais atraentes.

 

No período de férias, a rotina pode até mudar, mas manter uma boa alimentação é muito importante para as crianças. Resistir à tentação dos lanches rápidos e guloseimas é um exercício que requer dedicação dos pais, já que é preciso manter os hábitos saudáveis. Uma forma de fazer o momento se tornar agradável é chamar os filhos para ajudar a preparar a comida. Experiências mostram que quando a criança põe a mão na massa, fica orgulhosa do seu trabalho e acaba comendo com mais prazer. Para a nutricionista Cláudia Lobo é possível fazer os filhos gostarem de alimentos naturais e nutritivos, aliando criatividade e conhecimento para preparar refeições rápidas e saudáveis. Partindo da própria experiência, de quem conseguiu vencer a obesidade e hoje adota uma dieta equilibrada, a nutricionista mostra no livro Comida de criança - Ajude seu filho a se alimentar bem sempre, da MG Editores, como montar um cardápio adequado à realidade de cada família.

Cláudia começa o livro com uma afirmação incômoda para as mães, mas totalmente verdadeira: "você é responsável pela qualidade e pela quantidade de comida que seu filho come". Quando criança, a própria autora sempre teve suas vontades atendidas, só comia o que desejava. Bem intencionada e solícita, a mãe nunca imaginou que pudesse estar contribuindo para um quadro grave de obesidade. "Conto a minha história para ilustrar como é comum esse comportamento nas famílias. E, principalmente, para mostrar como isso acontece por falta de conhecimento", afirma a nutricionista, que é mãe de dois filhos.

Dividida em cinco partes, a obra aborda os principais problemas do consumo de alimentos processados, explica a importância do consumo regular de proteínas, carboidratos, fibras e outros nutrientes, revela os benefícios do consumo de comida saudável e, principalmente, mostra como montar um cardápio equilibrado e tornar as refeições mais atraentes para as crianças.


"Todo o embasamento científico que apresento no livro é para convencer as mães da importância do que será posto em prática. Para entender a maneira como tudo funciona", diz Cláudia. A alimentação saudável, explica a nutricionista, não é um ideal utópico, da dona de casa que tem todo o tempo do mundo. "O livro mostra que é possível, mesmo tendo de comer fora de casa, seguir as dicas e orientar a alimentação dos filhos, obtendo resultados e mantendo o bom hábito", diz.

A obra aborda a alimentação, a nutrição e a educação alimentar da criança de 2 a 12 anos. Mostrando de maneira fácil e rápida como montar um cardápio adequado à realidade de cada família, a autora ensina quais alimentos escolher na hora de comprar e por que fazê-lo; como economizar tempo e dinheiro; e como preparar refeições rápidas e nutritivas.

Cláudia também sugere formas de transformar a própria criança em aliada no processo de educação alimentar, além de apresentar informações, dicas e sugestões valiosas para solucionar problemas do dia a dia - como a falta de tempo para o preparo de refeições, a criança que "não come" e aquela que detesta legumes. "Ao criar um filho, nas várias situações, o que se quer é o bem da criança, ensinando o bem e o mal. A alimentação está diretamente ligada a essa questão, sobretudo quando mostramos que escolhas certas fazem toda a diferença. Dessa forma, quebramos o ciclo vicioso que se estabeleceu durante gerações", afirma

O livro fica completo com mais de 50 receitas nutritivas, ricamente ilustradas, para ajudar pais e responsáveis a levar à mesa alternativas práticas, econômicas, nutritivas e muito saborosas de refeições para as crianças e para toda a família.


Coaching deve ser aplicado pelos pais como forma de desenvolver a aptidão dos filhos

Papel dos pais observadores pode mudar a história de vida de uma criança

 

 

O desenvolvimento  de uma habilidade que pode fazer a diferença na vida de uma pessoa, pode ser estimulada já na infância. Nesta fase, é possível identificar capacidades valorizadas na vida profissional, tais como, se relacionar, liderar um grupo, ser pró-ativo ou até uma habilidade específica manual. Segundo a especialista em coaching, Susana Azevedo, essas descobertas podem ser feitas em primeira-mão pelos pais.

“Os pais são os primeiros coaches de uma pessoa. Assim como o profissional especializado, os pais ouvem, observam, questionam e buscam soluções em conjunto para atingir a meta do desenvolvimento completo do seu filho. Esse também é o papel do coach”, afirma. Essa observação é feita no cotidiano por meio dos movimentos, atitudes e áreas onde a criança começa a se destacar.

O ginasta americano Bart Conner conta que, quando era menino, o seu pai se irritava com os malabarismos que fazia toda vez que eles recebiam visitas em casa. Em uma ocasião, observando a desenvoltura do garoto, a mãe de Conner resolveu matriculá-lo em uma escola de ginástica olimpica. O menino se encontrou. As aulas de ginástica eram esperadas com ansiedade e ele passou a ser bem mais alegre. Hoje, o menino travesso se tornou no ginasta mais condecorado dos Estados Unidos, é casado com a também ginasta romena campeã olímpica Nadia Comaneci e ganha milhões como comentarista de TV.

Susana Azevedo acredita que se os pais estiverem conscientes desta função, vão criar pessoas mais seguras e com objetivos de vida mais concretos. “Por meio do aprimoramento das competências já existentes, focando em ações para atingir metas e desejos pré-determinados, a criança cresce sabendo o seu propósito, sendo capaz de aproveitá-lo de forma mais completa em sua vida, se tornando uma pessoa mais feliz e mais produtiva”, considera. A teoria é defendida também pelo professor e escritor inglês Sir Ken Robinson, Phd em desenvolvimento da educação, criatividade e inovação. O professor defende que os pais ajudam as crianças a brilharem. Para ele, se a capacidade encontrada na infância não for incentivada, o sistema educacional e de trabalho se encarregam de anular e transformar a pessoa em um indivíduo ordinário.

Com a observação diária das crianças pelos pais, é possível descobrir como elas brincam, se relacionam, aprendem, se comunicam, e ainda identificar quais são os temas pelos quais se interessam. “A partir daí, os pais devem proporcionar experiências para avaliar esses diversos caminhos ainda na infância, ou seja, identificar o que realmente vale a pena estimular. Esta dinâmica ajudará a criança na chegada da vida adulta com consciência da sua paixão e trabalhar o seu potencial por completo”, finaliza Susana Azevedo.

 

Susana Azevedo


Educação Sexual Saudável

Como evitar que a sexualidade crie tantos problemas aos jovens e às crianças ?

 

Cada individuo é um ser essencialmente subjetivo e único; resultado de toda a sua formação.  Portanto,  é importantíssimo que a família e a escola, em parceria,  dediquem às crianças e aos adolescentes uma orientação sexual que  lhes possibilite  o entendimento das   transformações que vão ou estão ocorrendo em seu corpo e transmitindo-lhe sensações  -  de uma forma natural e sem tabus.

Os comportamentos sexuais são aprendidos desde a infância. Uma criança falante e curiosa pode começar a mostrar interesse pelo sexo aos 2 ou 3 anos, mesmo sem o uso da  palavra. A maioria o faz com 4 ou 5 anos de idade.

Por isso mesmo, a família  e a escola desempenham um importante papel quando, através das informações    corretas, garantem e protegem o desenvolvimento natural da sexualidade.

Paradoxalmente, mesmo com tanta modernidade, com ampla abertura dos temas sexuais em nossa sociedade, muitos pais têm  dificuldades em abordar o tema “sexualidade” com os filhos; por uma questão de valores, preconceitos, tabus ou mesmo por vergonha.

O ser humano não nasce com tendências a se auto-educar. Precisa de normas, limites, delimitações de espaços, regras, modelos e exemplos a serem seguidos.Os adolescentes devem ser levados pelos pais e educadores a refletirem sobre a sexualidade, conhecerem suas possibilidades  e limites; mas com dados reais e não sob pressão e medo.

A sexualidade sempre foi algo surpreendente para crianças e curioso para adolescentes: a Alessandro Vianna      percepção das diferenças no próprio corpo e no corpo do outro, a descoberta das carícias e da fonte         incontestável de prazer que o sexo representa, despertam a sua atenção  continuamente.

A idéia de que sexo  “não é conversa para crianças” contribui ainda mais para aguçar a imaginação de cabecinhas ávidas por  informações.

 

 

Como as respostas não são conseguidas em casa, entram em ação os “colegas sabe-tudo” que, na maioria das vezes, sabem muito pouco e acabam deturpando fatos e informações; criando falsas verdades ou dúvidas ainda maiores.

No início, o que a criança quer saber é muito pouco. Não é preciso explicar detalhes, nem mentir, desconversar, ou  brigar. Basta explicar o básico, na linguagem que ela puder entender.

Ela tem estímulos de sobra em relação à sexualidade e a outros aspectos da vida. Assim como se ensina que ela deve atravessar a rua olhando para os lados, escovar os dentes, lidar com horários e dinheiro, ou aprender as cores, é fundamental que ela  aprenda a entender seus sentimentos em geral; inclusive os da  sexualidade.                          .

O desconhecimento, o não dito, pode gerar fantasias e angústias. Então, nada de ficar colocando cegonhas e estrelinhas na conversa, nem fugir do tema. O importante é o orientador abrir espaço para dúvidas e responder aquilo que é perguntado.Existem livros e profissionais que podem orientar de uma maneira prática e tranqüila a indispensável educação  sexual.

Lembre-se: se você não acolher e orientar adequadamente seu filho, alguém mal intencionado poderá exercer essa função.

 

Alessandro Vianna


Metade dos jovens entre 12 e 17 anos já provou bebida alcoólica

Inclusão social é fator determinante para o consumo de substâncias etílicas

 

 

Pesquisas recentes apontam que 48% dos jovens entre 12 e 17 anos já experimentou algum tipo de bebida alcoólica, enquanto que 5,2% apresentam alguma dependência química. Esses dados alarmantes refletem a realidade social do adolescente brasileiro e é fato o consumo alcoólico cada vez mais cedo. No entanto, quais são pretextos decorrentes dos futuros alcoólatras? A resposta pode estar no desejo de ser aceito perante a sociedade.

A interação com outras pessoas demanda algumas imposições características do universo jovem. Sabe-se que, para ser incluído em determinado grupo, o adolescente tende a praticar algumas ações como beber, que até então não era prática comum em sua realidade. Se o seu grupo de amigos deseja se reunir para beber algumas cervejas, o indivíduo faz o mesmo sentindo-se acolhido e passa a viver em estado de euforia, apresentando os primeiros indícios de problemas mais sérios com a bebida.

Para a psiquiatra e pesquisadora do Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Dra. Magda Vaissman, o álcool é visto pela sociedade como um tipo de celebração e é a partir daí que o jovem demonstra os problemas iniciais. “O jovem associa o consumo da bebida com glamour aliado ao desejo de ser adulto. Um dos rituais contemporâneos refere-se ao consumo exagerado do álcool, o chamado “primeiro porre”, revela a médica.

Mesmo que alguns fatores como o contexto familiar, o cultural, o econômico e a própria curiosidade sobre a bebida também contribuam para os elevados dados das estatísticas, ainda é notável a pressão que os amigos exercem para a aceitação de um novo membro em seu grupo. Outro processo determinante quanto à influência negativa da substância são as propagandas midiáticas, que exibem imagens de momentos felizes associados ao consumo exacerbado, levando o jovem a inserir esse contexto de felicidade e aceitação em sua vida.

Da euforia à dependência

Em um primeiro momento, o álcool atua como um agente de desibinição e favorecimento na socialização. No entanto, é complexo fazer o jovem compreender que, a longo prazo, essa substância opera como responsável pelo surgimento de doenças crônicas, como a cirrose, que matou o ex-jogador e Dr. Sócrates, no último dia 4 de dezembro. Portanto, quanto mais cedo se dá a iniciação ao álcool, maiores as chances de tornar-se um dependente químico.

Fato chocante que tem sido visto frequentemente é o número de meninas que estão bebendo. “As garotas são mais precoces que os garotos em todos os sentidos e, enquanto os meninos só querem jogar vídeo-game, as meninas desejam ser mais velhas, agir como adultas, pura e simplesmente por uma questão de status”, adverte a Dra. Magda Vaissman.

Pelo bem ou pelo mal, a solução é afastar esses jovens dos motivos que os levam a esta prática, seja a influência dos amigos, dos meios midiáticos ou contexto do qual está inserido. A solução, segundo a psiquiatra, compete aos pais, visto que é função deles alertar e conscientizar seus filhos dos perigos e consequências advindos das bebidas alcóolicas.

Fonte: www.saudeempautaonline.com.br/


Educação: hora de pensar seriamente no conceito da sustentabilidade

 

O mês de fevereiro marca o início do ano letivo na grande maioria das escolas. Em 2011, a Escola Ápice escolheu um novo tema para desenvolver com as crianças ao longo do período de aulas. Com foco no futuro não só dos pequenos mas também do planeta, o assunto “Sustentabilidade” permeará as atividades escolares e pretende desenvolver a consciência ambiental logo cedo.

Para a diretora pedagógica Maria Rocha, que participou do planejamento e aplicação do projeto, esse é o momento ideal de começar a discussão sobre o assunto. “Até os quatro anos, as crianças vêem os adultos como os responsáveis por leis e regras que devem ser obedecidas”, explica. “A partir daí elas começam a perceber o meio em que estão inseridas”.

O assunto será abordado em todas as salas de aula, que incluem alunos de dois a cinco anos. O objetivo é provocar a reflexão nas crianças, mostrá-las a importância da ação individual na sociedade e como pequenas mudanças podem fazer a diferença. Com o tempo e o hábito, a criança começará a entender a necessidade de atitudes sustentáveis no dia a dia.

A abrangência do projeto vai muito além da classe, incluindo todo o ambiente escolar e a família, peça importantíssima para o sucesso da iniciativa. Cada funcionário da escola tem sua própria caneca, evitando o uso de copos descartáveis. As famílias receberão constantemente textos sobre o assunto para serem discutidos com os filhos e participarão diretamente em algumas atividades, enviando, por exemplo, receitas que utilizam ingredientes reaproveitados, como folhas de beterraba, para aulas de culinária.

Maria Rocha aponta um fato interessante no que diz respeito aos hábitos de consumo na cozinha: “As avós costumam reutilizar mais alimentos que as mães de hoje em dia”. A escola quer mostrar a pais e filhos que a ideologia do “jogue fora e compre um novo” terá sérias conseqüências no futuro e que há programas melhores no fim de semana do que ir ao shopping fazer compras e “passar a semana trabalhando para pagar a fatura do cartão de crédito”, comenta Maria, com bom humor.

As datas especiais, que contam com tradicionais celebrações organizadas pela escola, também terão a sustentabilidade como foco na hora do planejamento. A Feira de Ciências, realizada em outubro, será produzida apenas com produtos reciclados. “Vamos refletir e questionar com as crianças se o material usado para a confecção dos trabalhos precisa ser novo ou se poderá ser substituído por outro reciclado”, diz a coordenadora. Além da Feira de Ciências, a escola terá festas no Carnaval, Páscoa, Dia das Mães e dos Pais, Festa Junina e no encerramento das atividades. Maria ressalta que a participação da família nos eventos é fundamental.

Antes do início das aulas, os pais reúnem-se com os mestres e recebem um roteiro com a proposta pedagógica do ano. Assim, podem discutir com as crianças o que está sendo aprendido na sala de aula e estimular os hábitos sustentáveis postos em prática pela escola.


O desafio da volta às aulas

 

A readaptação às aulas não costuma ser uma fase muito adorada pelas crianças. Para evitar os problemas mais comuns, Maria Rocha destaca uma série de ações que os pais devem tomar antes do retorno à escola para tornar o período menos estressante tanto para si quanto para os filhos.

“O retorno deve ser gradual, com restabelecimento de hábitos e regras que foram deixadas de lado nas férias”, sugere a pedagoga. Além dos horários de acordar e dormir, cuja readaptação deve ocorrer com uma semana de antecedência, é importante retomar uma alimentação rotineira. “Durante as férias, as pessoas viajam e comem em diversos horários e diversos lugares. É preciso voltar aos alimentos de sempre no mesmo horário”.

Outro ponto importante que pode ser desenvolvido é o reencontro com os amigos. Os pais podem estimular a criança à volta às aulas sugerindo como vai ser bom rever os colegas e matar as saudades da professora e do espaço escolar.

A escola já tem por hábito, no início das aulas, produzir com os alunos uma “lembrancinha de volta às aulas” para ajudar na readaptação ao ambiente escolar. Como em 2011 a sustentabilidade permeará todas as atividades realizadas, a lembrancinha deste ano será um vaso feito a partir de garrafas PET decorado pelas crianças. Dentro haverá uma mudinha de planta que as crianças deverão cuidar.

Para as crianças que vão à escola pela primeira vez, Maria Rocha dá algumas dicas especiais. Apesar de a escola contar com um projeto de adaptação exclusivo para os novos alunos, que os ambienta de tal modo que no terceiro dia de aula a maioria já está acostumada, os pais podem ajudar muito no processo.

Levar a criança antes ao ambiente onde ela vai estudar é uma atitude importante. Na semana anterior ao início das aulas já é possível encontrar a maioria das professoras e apresentá-las previamente às crianças transmite segurança à mãe e ao filho. Assim, a separação no primeiro dia de aula fica mais fácil e menos traumática para ambos.

 

Maria Rocha


Esporte pode ser usado como ferramenta contra a desigualdade social na juventude

Segundo pesquisador, aspectos morais e de personalidade comum aos praticantes são fatores que justificam o uso de práticas esportivas com essa finalidade.

 

Um estudo realizado por Quéfren Weld Cardozo Nogueira, professor do departamento de Educação Física da Universidade Federal do Sergipe, analisou os resultados da prática esportiva na juventude brasileira dentro do âmbito de desigualdade social. Para tanto, o autor analisou estudos anteriores sobre o assunto e políticas públicas para a juventude centralizadas no esporte. A pesquisa foi publicada na Revista Brasileira de Ciências do Esporte, em março deste ano.

O pesquisador, que é mestre em educação pela Universidade Federal de Uberlândia, explica que o esporte é muitas vezes usado como ferramenta de combate à desigualdade porque exige dos praticantes aspectos morais e de personalidade. “Ainda, com a promulgação tanto da Constituição Federal de 1988, quanto Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), explicam Oliva e Kauchakje (2009), as crianças e os adolescentes foram considerados como prioridade na rede proteção de social do Estado, tendo o esporte um lugar privilegiado em propostas de intervenção”, complementa o autor no artigo.

A publicação ainda aponta as causas para a elevada taxa de desigualdade social no país, advindas desde a época da colonização e escravidão. Segundo o professor, no Brasil, 31,3% da população são considerados pobres, com renda familiar até meio salário mínimo, sendo que a região Nordeste possui 50,8% dos jovens de baixa renda. Além da questão econômica, o Brasil possui alto índice de desigualdade racial, sendo o número de analfabetos negros quase três vezes maior do que de jovens brancos.

 

 

O texto explica que a relação entre implementação do esporte e juventude promove a participação independente de questões sociais, políticas ou econômicas, o que fortalece a igualdade entre os participantes. O autor afirma que esse poder agregador do esporte proporciona o aumento da promoção de eventos esportivos por meio do estado. A participação financeira do governo nos Jogos Pan-Americanos de 2007, na Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016  são exemplos de investimento do dinheiro público em ações esportivas apontados por ele.

O autor conclui que o esporte pode combater processos históricos de marginalização e exclusão se atrelado a políticas públicas de incentivo. “Somente o esporte não é capaz de resolver o problema da desigualdade social, mas é fato que se não o utilizarmos em função da melhoria da qualidade de vida das pessoas e para a transformação dos modos de produção e reprodução da vida social, perderemos a oportunidade histórica de construir uma sociedade justa e igualitária”, considera.

 

Agência Notisa (science journalism – jornalismo científico)


Entendendo um pouco mais sobre o comportamento violento das crianças

 

Este é sem dúvida um complexo e desafiante assunto para pais e educadores, que ao atingir mundialmente grande dimensão, passou a ser estudado nas esferas da política e da segurança pública.

Infelizmente não é um episódio raro, ver-se diariamente nos jornais internacionais e nacionais, notícias alarmantes sobre atos de constrangimento causados por jovens que ainda deveriam estar brincando. O vandalismo público, a violência familiar, escolar, a agressão gratuita e a auto-agressão estão documentados em artigos, fotos, filmes.

Essa grande incidência do comportamento truculento entre grupos de jovens, que passam rapidamente da briga entre iguais, para o massacre físico e psicológico e cujo estudo vem preenchendo as prateleiras das livrarias, fruto da pesquisa de educadores e cientistas alarmados com as conseqüências do problema, não está ainda totalmente esclarecido.

Como profissional ligada à educação e à saúde, tenho constatado pessoalmente que. ao longo destes últimos anos, o fato aumentou quantitativamente e que cada vez crianças mais novas estão envolvidas nos acontecimentos e nem sempre como vítimas!

Difícil é explicar aos pais, porque até uma criança pequena pode ser autora de comportamentos impulsivos, explosivos, absolutamente fora do controle dos adultos: ataques de birra, de verdadeira ira, depredação de bens, uso de vocabulário desrespeitoso, insolência, deboche, pouco caso, crueldade, destruição de propriedade alheia, entre outros.

Infelizmente, enquanto as crianças são pequenas, por uma questão de proximidade amorosa ou até por negligência, a família vai deixando passar as melhores ocasiões de educar, repreender, orientar. Muitos pensam: “puxou pra fulano”...”eu era assim”...com o “tempo passa”...Triste engano!

Tirando as patologias psiquiátricas que justificam alguns desses comportamentos, o que falta é energia a esses pais, esclarecimento sobre o desenrolar futuro do modo de agir de seu pequeno tirano.

Limites e controle, não se ganham de um momento para o outro: é preciso aprender, vivenciar respeito dentro da própria família. Infelizmente, vítimas de agressões físicas, abusos de toda ordem, mau trato emocional, rejeição, muitas crianças e jovens nem imaginam o que seja respeito ao próximo. Presenciam seus avós serem menosprezados, humilhados e explorados em todos os sentidos, passam por experiências diárias de brigas, discussões em seus lares, assistem à valorização excessiva dos bens materiais e o rechaço aos valores morais e espirituais, a insaciável ganância, a idolatria à aparência, a falta de respeito à hierarquia, à autoridade. 

Vivendo desde cedo em comunidades violentas, sem  adultos que lhe dê orientação, expostos horas e horas aos filmes, jogos, brincadeiras, veiculados na tv, na internet, nas diversas publicações, o comportamento truculento e impune torna-se cada vez mais arraigado e passa a fazer parte da personalidade da criança. Assim com o tempo, com o acesso fácil ao álcool, às drogas e armas, o dinheiro fácil  passa a ser o valor ambicionado, custe o que custar!

E não estou falando apenas de crianças abandonadas ou que vivem em periferias menos abonadas: sob uma capa de sofisticação, de falso modernismo, essas coisas acontecem em toda gama de classes sociais e econômicas.

É claro que o estresse socioeconômico na família, a miséria, a fome, a privação de afeto, o abandono da escola, o pouco cuidado dos pais, tornam os indivíduos mais susceptíveis à agressividade. Mas ela não é exclusiva desses ambientes, como qualquer manchete jornalística, nas páginas policiais  pode nos mostrar.

Ataques de fúria, irritabilidade, impulsividade exagerada, intolerância à frustração, abandono  da escola, são comportamentos que devem chamar a atenção dos pais e professores, em qualquer que seja a idade em que se apresente.

Observar bem a criança e o jovem, procurar estar mais perto, acompanhá-lo, escutá-lo, são as primeiras providências a tomar. Mas ao mesmo tempo é indispensável procurar orientação profissional,  para que uma avaliação seja feita e um tratamento possa ser iniciado, para realmente ajudar essa criança a conter sua agressividade, arcar com responsabilidades e manifestar suas frustrações de maneira adequada, assim como a família deve ser orientada a melhor conduzir suas questões internas e seu modo de relação com o mundo. 

Maria Irene Maluf

Fonte: Todos Pela Educação


Valor mínimo por aluno da Educação Básica será de R$ 2.096,68 em 2012

Portaria dos ministérios da Educação e da Fazenda definiu o valor

 

Reprodução/SXC

Reprodução/SXC


O valor mínimo a ser investido por aluno da Educação Básica durante o ano de 2012 será de R$ 2.096,68. Uma portaria assinada em 28 de dezembro por José Henrique Paim Fernandez, ministro da Educação interino, e por Guido Mantega, ministro da Fazenda, definiu o valor. Trata-se da referência de investimentos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

Segundo a legislação brasileira, o valor anual mínimo por aluno é determinado nacionalmente e refere-se ao investimento por estudante dos anos iniciais do Ensino Fundamental urbano. O valor pode variar conforme as diferentes etapas do ensino e segundo a unidade da federação.

Acesse aqui a tabela completa com as informações sobre quanto cada estado investirá por aluno nas etapas da Educação Básica.

Aumento dos recursos
Em 2011, o valor mínimo anual por aluno foi de R$ 1.722,05. Assim, de um ano para outro, houve aumento de 21,75% no investimento por estudante. Em 2012, nove estados não conseguirão investir esse valor e receberão complementação de recursos da União. São eles: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco e Piauí.

De acordo com a lei do Fundeb, é responsabilidade da União complementar os recursos do fundo, quando os estados não conseguirem alcançar o valor mínimo definido nacionalmente.

Valores mínimos por diferentes etapas
Os anos finais do Ensino Fundamental urbano serviram como referência para a definição do valor mínimo do País. Como os custos por níveis de ensino são diferentes, uma portaria de 2010 do Ministério da Educação (MEC) estabeleceu os valores mínimos de cada etapa.

O valor mínimo anual por aluno de creche pública em tempo integral, por exemplo, é R$ 2.516,02. Ou seja, ele corresponde a R$ 2.096,68 multiplicado por 1,20 (fator de ponderação). Abaixo segue a tabela com os fatores de ponderação estabelecidos para os níveis de ensino:

Nível de ensino

Fator de ponderação

Creche em tempo integral pública

1,20

Creche em tempo integral conveniada

1,10

Pré-escola em tempo integral

1,30

Creche em tempo parcial pública

0,80

Creche em tempo parcial conveniada

0,80

Pré-escola em tempo parcial

1,00

Anos iniciais do Ensino Fundamental urbano

1,00

Anos iniciais do Ensino Fundamental no campo

1,15

Anos finais do Ensino Fundamental urbano

1,10

Anos finais do Ensino Fundamental no campo

1,20

Ensino Fundamental em tempo integral

1,30

Ensino Médio urbano

1,20

Ensino Médio no campo

1,25

Ensino Médio em tempo integral

1,30

Ensino Médio integrado à Educação Profissional

1,30

Educação especial

1,20

Educação indígena e quilombola

1,20

Educação de Jovens e Adultos com avaliação no processo

0,80

Educação de Jovens e Adultos integrada à Educação Profissional de nível médio, com avaliação no processo

1,20

Mais informações sobre o Fundeb podem ser acessadas no site do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).


Prepare seu filho para a volta às aulas diminuindo a ansiedade e aumentando a concentração com a ajuda da Aromaterapia

Sâmia Maluf, aromaterapeuta, dá as receitas dos Óleos Essenciais que ajudarão as crianças nesse período de transição

 

Ano novo, volta às aulas e uma mesma preocupação dos pais: Como ajudar meu filho a se preparar para esse momento tão importante? Como passar ao meu filho uma sensação de conforto e segurança para enfrentar as novas situações que se apresentarão no ambiente escolar?

Os aromas dos Óleos Essenciais da By Samia Aromaterapia podem ajudar, e muito, nesse processo. Segundo a aromaterapeuta e aromatóloga Sâmia Maluf, fundadora da empresa, a volta às aulas pode trazer muita ansiedade para as crianças, especialmente as pequenas. É o momento em que elas saem da zona de conforto e vão lidar com o desconhecido, muitas vezes enfrentando pela primeira vez a separação da mãe. “É muito importante que a criança leve consigo para a escola algo que traga uma memória afetiva, como um lenço ou echarpe com um cheiro que evoque segurança e a lembrança da mãe” diz Sâmia.

E para trazer a calma necessária para enfrentar os novos desafios, nada melhor do que o

Óleo Essencial de Lavanda By Samia Aromaterapia. A mãe pode colocar algumas gotas no banho da criança, ou mesmo usar numa massagem, estimulando o contato físico e criando um vínculo ainda maior entre os dois. “É fundamental que a mãe esteja com a criança, brinque com ela, faça do banho com o Óleo Essencial de Lavanda um ritual, o que irá aumentar a segurança e fará com que a criança associe o aroma com um momento de prazer e afeto”, explica Sâmia. “Assim, a criança poderá levar um lenço com o aroma para a escola e se sentirá mais segura”, conclui.

O Óleo Essencial de Lavanda By Samia Aromaterapia também é indicado para aquelas crianças muito agitadas ou desatentas. Segundo Sâmia, esses sintomas são sinais de ansiedade para os quais os pais precisam estar atentos.

 

 

Nesses casos, a Lavanda pode ajudar a acalmar, só não devendo ser usada de forma exagerada, caso contrário dará sono na criança. “Para diminuir a agitação, é importante que a criança tenha uma rotina, e usar Óleo Essencial de Lavanda no banho pode ajudar, funcionando como um sedativo fraco que ajudará a criança a baixar a ansiedade e até dormir melhor”, ensina Sâmia.

As escolas também podem se beneficiar muito com o uso da Aromaterapia. Para diminuir a ansiedade e aumentar a atenção dos maiores de cinco anos, pode ser seguida uma receita simples e eficiente. Misture e coloque no Aromatizador Plug By Samia Aromaterapia, para aromatizar o ambiente:

 

10 gotas de Óleo Essencial de Hortelã do Brasil By Samia Aromaterapia;

10 gotas de Óleo Essencial de Lavanda By Samia Aromaterapia;

5 gotas de Óleo Essencial de Laranja By Samia Aromaterapia

 

Já para ajudar no aprendizado, pode ser usada no aromatizador uma mistura para aumentar a concentração e harmonizar o sistema nervoso central, com os seguintes ingredientes:

 

10 gotas de Óleo Essencial de Alecrim By Samia Aromaterapia;

10 gotas de Óleo Essencial de Lemongrass By Samia Aromaterapia;

5 gotas de Óleo Essencial de Lavanda By Samia Aromaterapia


Material Escolar

Como comprar bem, educar os filhos e ajudar o meio ambiente

 

Mal despertamos dos sonhos das Festas e já nos deparamos com uma montanha de contas a pagar; percebendo que o dinheiro que sobrou dificilmente será suficiente para o IPTU, IPVA, seguro obrigatório, licenciamento e seguro de carro para alguns, matrículas escolares e muitas outras contas.

Como que alheias a essa realidade, as escolas nos mandam aquelas imensas listas de material escolar, como se só tivéssemos isso para comprar. O pior é que, com todo mundo comprando ao mesmo tempo, o comércio faz uma verdadeira farra de preços altos.

Parece impossível, mas há como contornarmos esse problema.Entretanto, é algo trabalhoso, que exigirá disciplina, esforço e paciência.

A União faz a força - Para os que fazem rematrícula, é interessante contatar os outros pais da classe ou de várias da mesma série; o que terá ao menos, três utilidades.

Em conjunto, os pais devem saber junto à escola os ítens e quantidades realmente necessários de imediato.Pode ser que vários deles só sejam usados daqui a 2 meses ou mais, quando a procura nas lojas já tiver diminuído e derrubado os preços abusivos habituais desta época.

Essa união entre pais também poderá ser útil para a compra de itens em conjunto, a preços muito mais em conta: no atacado, uma dúzia de cadernos, por exemplo, pode custar por cinco a sete avulsos.

A Velha e Boa Triagem Doméstica - Se, conversando com a escola, já se percebeu que alguns produtos não são necessários agora, o mesmo se deve fazer em casa: promover com a família um levantamento de todo o material que sobrou de anos passados pode revelar que ainda há muita coisa em condições de uso.

É verdade que mochilas e borrachas deverão ser limpas, cadernos precisarão ser reencapados, lápis apontados, as várias colas pela metade despejadas num tubo só, etc...Mas isso pode virar diversão com a família, livrá-la de tralhas e servir como exercício de reciclagem; tão necessária para a preservação ambiental.

Seus filhos aprenderão o quanto se desperdiça  apenas por falta de atenção.Isso os encorajará a estudar com um livro usado por outro aluno no ano passado e a conservar melhor o uniforme e os calçados.

Excluídos da lista original o que não se precisa comprar já, examine o que pode comprar em conjunto com os outros pais.Essa união servirá também para que os filhos de todos saibam que não vale a pena pagar mais só porque o ítem tem a estampa daquele personagem famoso.E ainda vai tirar deles o argumento de que “todos” os colegas têm materiais mais descolados; já que vários usarão exatamente os mesmos produtos comprados coletivamente.

Bom Exemplo Prático - Se tiver que comprar algo no varejo, leve os filhos e mostre a eles as diferenças de preços entre produtos para a mesma finalidade, apenas por conta de detalhes que não fazem falta; meros frutos da propaganda.Deixe claro também que é economizar um pouco em cada coisa que  permite a você comprar tudo o que é necessário.

Se isso puder ser feito ainda em casa, pesquisando na internet, melhor, porque eles já irão preparados para o “show da pechincha”.

Nas lojas, esclareça que há coisas importantes, como o uniforme, um bom compasso ou estojo, que merecem mais atenção do que adesivos decorativos e canetas resplandecentes.

Se você percorrer algumas lojas, anotar as diferenças de preços e pechinchar com o comerciante, seus filhos estarão vivenciando a arte do consumo consciente.

Economizando e Aprendendo - Ao final, você poderá mostrar a eles o quanto foi economizado não comprando agora o que só será usado mais tarde, reciclando e reutilizando itens possíveis guardados do ano passado, comprando em conjunto, pesquisando na internet e nas lojas, pechinchando e entendendo o grau de importância que cada ítem tem.

A lição final é para o dia a dia: ensine-os a conservarem o seu material, mantendo-os limpos e bem acomodados; já que alguns sobrarão para o próximo ano e outros poderão ser repassados a alunos menos favorecidos.

Parcelamentos e Endividamentos - É melhor uma compra parcial agora, do que comprar tudo em parcelas a juros elevados, ou usar cartão de crédito e cheque especial – que têm juros estratosféricos.O parcelamento sem juros é fantasioso, mas ainda se pode aceitá-lo.

Optando por complementar a compra da lista daqui a 60 ou mais dias, você terá preços muito mais em conta, quase de liquidação.

Se você achou tudo isso trabalhoso, verifique na ponta do lápis o quanto economizou e veja que isso possibilitou que nenhum item importante faltasse.

E ainda valeu o seu próprio exercício de consumidor consciente.

Enfim, o mais importante: seus filhos tiveram uma excelente lição, que poderá ser repetida no cotidiano e os tornará cidadãos responsáveis pela vida toda. 

Marcelo Segredo


A formação em medicina e o número de médicos no Brasil

 

Considerando os atuais processos de abertura de cursos de Medicina no Estado de São Paulo, nos municípios  de Franca ( Universidade de Franca -Unifran),  Barretos ( Hospital de Câncer de Barretos – Fundação Pio XII), Campinas ( Santa Casa de Campinas) e Piracicaba (Universidade Metodista de Piracicaba - Unimep), dentre mais de 30 pedidos de novas escolas médicas em andamento no país:

O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) reitera posição contrária à abertura de novos cursos e favorável à avaliação externa dos egressos das escolas médicas já existentes. 

Nenhuma escola deve ser aberta ou pode funcionar sem docentes preparados, experientes e titulados; sem estrutura hospitalar, ambulatorial e de pronto atendimento para o ensino da prática médica;  e sem a previsão de vagas, em quantidade e qualidade, de Residência Médica para seus egressos.

O Cremesp discorda da afirmação do governo federal de que o Brasil tem déficit de médicos e, portanto, precisa abrir mais escolas para formar novos profissionais. 

 Já existem 180 cursos de Medicina no país, que formam por ano aproximadamente 16 mil médicos.

A existência de determinados postos de trabalho não ocupados e a escassez de médicos em certas especialidades e nas regiões remotas e periféricas de grandes cidades não significa que o número de médicos é insuficiente.

A carência de médicos é localizada e tem relação com múltiplos fatores: desigualdades regionais, vínculos precários de emprego, baixos salários, más condições de trabalho e falta de segurança.

São ineficazes e perigosas propostas de abertura de mais cursos de Medicina, de serviço civil voluntário para médicos recém-formados e de revalidação automática de diplomas estrangeiros. Tais medidas não representam soluções definitivas para a adequada assistência médica no SUS e irão expor a riscos parte da população que mais tem necessidades de saúde.

O Brasil precisa assegurar bons médicos em todos os serviços de saúde e em todo o território nacional. Não há outro caminho, senão exigir e comprovar a qualidade do ensino, garantir condições dignas de trabalho e remuneração compatíveis com a formação e a responsabilidade profissional, além de criar a Carreira de Estado para os médicos do SUS, especialmente na atenção básica e nos locais de difícil acesso.


Crianças: a segurança começa em casa

Deixe seu lar à prova de acidentes: confira como prevenir os principais riscos de lesões infantis

 

Quedas estão entre as principais causas de acidentes entre crianças

Você sabia que acidentes domésticos como sufocamento, queimaduras, quedas e intoxicações estão entre as principais causas de lesões em crianças? Para aqueles que acreditam que essas situações só acontecem fora de casa, é importante saber - e jamais esquecer - que os riscos estão em todos os cômodos, inclusive no banheiro. E até mesmo animais de estimação e plantas podem se tornar perigosos para os pequenos.

"Manter os filhos seguros em casa realmente requer alguns cuidados especiais e vigilância constante", adverte a coordenadora de mobilização da ONG Criança Segura, Jaqueline Magalhães. Ela afirma que os riscos variam conforme a faixa etária e o ambiente onde vive o menor. Até um ano de idade, por exemplo, a sufocação é a maior causa de acidentes, pois, nessa faixa etária, o menor tem o hábito de levar tudo à boca - pode ser uma parte do brinquedo que se solta, a tampa do xampu, uma moeda...

Por isso, ao comprar um brinquedo, é fundamental que os pais estejam atentos à faixa etária à qual é destinado. Uma dica interessante é usar o macete recomendado pelo pediatra Aramis Lopes, presidente do departamento científico de segurança da criança da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). "Tudo o que atravessar um rolo de papelão do papel higiênico (3 cm) pode passar pela garganta do bebê. Sendo assim, não deixe, também, brincos, anéis e outros objetos pequenos soltos pela casa", indica.

Além da sufocação, as quedas são outra grande causa de acidente entre menores de um ano. "Quando a criança começa a engatinhar ou a andar, ela pode cair da cama dos pais ou do trocador", ressalta Jaqueline. Mais velhas, elas sobem em móveis e escadas, e o risco aumenta. "Coloque grades ou redes de proteção nas janelas, e instale um portão para impedir que elas subam as escadas", explica.


Tomadas e queimaduras

Comum em crianças até quatro anos, os choques elétricos são provocados pela falta de percepção dos menores do risco de tomadas e fios soltos pela casa. Por isso, tentam introduzir objetos ou o próprio dedo no local e, dessa forma, são atingidos por uma corrente de eletricidade que pode chegar a causar queimaduras onde houver contato com a pele. "A prevenção é simples: basta colocar protetores na tomada", afirma o pediatra Aramis Lopes.

Tomadas podem causar queimaduras nas pontas dos dedos dos pequenos

As queimaduras também são uma grande preocupação na cozinha, que, aliás, é um lugar restrito para os pequenos. "As crianças só devem cozinhar na companhia de um adulto. Ainda assim, é necessário tomar algumas precauções, como colocar as panelas nas bocas de trás do fogão e com o cabo para dentro", afirma a coordenadora da Criança Segura.

 

Crianças não devem chegar perto do fogão sem supervisão de um adulto

 

Isso porque, nesse cômodo, o risco de derramar um líquido quente é grande, e a criança também pode se queimar no bocal do fogão. O menor pode, ainda, se queimar no banho, com uma água excessivamente quente, ou mesmo com a mamadeira, quando os pais se esquecem de medir a temperatura do alimento antes. "No caso de queimadura, não coloque nada no ferimento - nem a receita caseira que aprendeu com algum conhecido", destaca Aramis. Nada de usar gelo, que queima e pode agravar o machucado. O ideal é envolver o ferimento com um pano úmido ou, se for pequeno, colocar sob água corrente, para cortar a ação do calor.

Não se esqueça de manter objetos cortantes fora do alcance das crianças, dentro de gavetas fechadas. O mesmo cuidado deve ser observado com produtos químicos, devido ao risco de envenenamento. "Itens de limpeza, inseticidas e artigos de higiene pessoal devem ficar em locais altos e trancados dentro de armários. Não os guarde em garrafas de plástico, deixe-os na embalagem original", afirma o pediatra. Em caso de ingestão, não caia no erro de provocar vômito na criança ou fazê-la beber leite. "Ao confirmar que ela ingeriu o produto, leve-a imediatamente a um serviço de emergência médica. Lembre-se de levar a embalagem do produto, porque ela contém as instruções quanto aos riscos de intoxicação", ressalta.

Móveis e banheiros

Quinas de mesa ou de armário podem provocar cortes ou outros machucados nos pequenos. "Para evitar essas situações, basta comprar protetores de borracha para essas extremidades", sugere Jaqueline. Mesas de centro também são perigosas, visto que as crianças podem cair sobre elas e se cortar com os pedaços de vidro. Portanto, evite-as.

Um cômodo que pouco é lembrado quando se fala em acidentes domésticos é o banheiro. No entanto, ele requer alguns cuidados especiais. "Deixe a tampa do vaso sanitário fechada, para que a criança não consiga abrir. Isso evita afogamentos", afirma a coordenadora da ONG Criança Segura.

Plantas e animais

Embora ajudem a dar um ar mais fresco à casa, algumas plantas ornamentais podem causar intoxicação à criança, como no caso da Comigo-Ninguém-Pode e do Copo-De-Leite. "Antes de adquirir uma, procure na internet saber a toxicologia da espécie", afirma Aramis.

E por mais que os animais sejam bons companheiros para os pequenos, é preciso lembrar que podem ter reações inesperadas. "Eles podem se irritar com uma brincadeira e atacar a criança. Além disso, o menor pode desenvolver alergia pela convivência com o cachorro ou o gato", adverte o especialista.

 

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Flexibilização da LDB e o estelionato intelectual

 

Na antiga Grécia, a educação era levada tão a sério a ponto de a família entregar a tutela da jovem prole ao professor, responsável por sua formação cultural e moral. A aceitação pelos genitores dessa invasão no seio familiar residia na consciência de que a cultura era o bem mais valioso que poderiam presenteá-los, e por isso sua transmissão devia ser realizada pelos mais qualificados homens, os sábios nas coisas do mundo. Como resultado a sociedade grega presenteou o mundo com Sócrates, Platão, Aristóteles e dezenas de outros que fincaram os alicerces da filosofia, arte, arquitetura, astronomia, ética.

 Essa cultura é diametralmente oposta ao conteúdo do Projeto de Lei 220/2010, que pretende flexibilizar a Lei de Diretrizes Básicas da Educação Nacional para permitir às universidades a contratação de docentes sem título de pós-graduação, em regime de trabalho temporário renovável.

Em favor da ignorância, apresenta-se o argumento da dificuldade de contratação pelas universidades de docentes titulados. Não é difícil perceber que por trás da cortina estão os interesses dos grandes grupos privados de educação, que pretendem com isso baratear o custo de mão de obra.

A conta é simples. Em suas respectivas áreas de atuação profissional, um mestre ou doutor pode ser remunerado na faixa de R$ 500.00, R$ 1.000,00 por hora. Para esses profissionais, a docência decorre da convicção, de uma satisfação pessoal, ou mesmo da opção por devolver à sociedade o conhecimento duramente construído, e que deve ser valorizado. Prover seu sustento e o de sua família com uma remuneração de R$ 150,00 por hora/aula é razoável para um docente titulado em regime de exclusividade.

Ocorre que a grande maioria das universidades na “lanterninha” do MEC, a hora/aula praticada fica na casa dos R$ 20,00. Algumas ainda exigem do docente dedicação exclusiva, o que afugenta as mentes mais qualificadas como o diabo da cruz.

Mas para que parar por aí, se o céu é o limite? O PL pretende ainda formaliza a relação laboral como trabalho temporário, reduzindo assim o impacto trabalhista da universidade, situação que faz valer o ditado: “passou um boi, passa a boiada”.

Após anos de frouxidão na condução das políticas de educação, o resultado é a vertiginosa ascensão quantitativa dos bacharéis, acompanhada do vertiginoso declínio qualitativo. As universidades formam profissionais despreparados para o exercício do ofício pretendido. A última prova da Ordem dos Advogados do Brasil reprovou 88% dos candidatos. Considerando que as universidades tradicionais aprovam em média mais de 80% dos seus alunos, conclui-se que diversas universidades apresentam índices de aprovação que beiram ao ridículo. Que cliente depositaria no advogado desta escola seus direitos, seus bens ou sua liberdade?

Isso é estelionato intelectual. Indução ao erro. Galhofagem. E a vítima é o auxiliar de escritório, o office boy, o humilde, que labora de dia e estuda à noite, comprometendo metade do seu salário para pagar a universidade, para um dia virar “doutor”. Sonho que se despedaça depois de cinco anos, ao perceber que sua formação foi absolutamente insuficiente para sobreviver na selva do mercado.

Enquanto o legislativo continuar cedendo às pressões dos grupos econômicos ao sacrifício da cultura, da lógica e da obviedade, continuará vigendo o pacto da mediocridade, onde professores desqualificados fingem ensinar, e alunos despreparados fingem aprender.

Nossos jovens precisam de mestres e doutores. E o Congresso também.

 

Thiago Taborda Simões


TDAH pode causar prejuízos na vida adulta

 

O TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) é uma desordem que, entre outros problemas, acomete as habilidades de aprendizagem e convívio social. Isso porque na infância causa, em diferentes graus, constante inquietude e falta de atenção que não correspondem ao desenvolvimento esperado para a idade. São as crianças que, muitas vezes tachadas como “pestinhas” ou “avoadas”, apresentam estes comportamentos em mais de dois ambientes de forma que eles tragam prejuízos para seu dia a dia, para seu convívio social e até mesmo familiar, por exemplo.

Por isso, é importante que o diagnóstico seja feito ainda na infância, quando a criança está formando o seu ciclo social e sendo alfabetizada. “A criança com TDAH que não recebe o diagnóstico e tratamento ainda na infância, em muitos casos, tem maior dificuldade de aprendizagem e problemas de relacionamento com os colegas de classe e parentes. Isso pode trazer consequências na vida adulta como a dificuldade de entrada no mercado de trabalho e de iniciar e manter relacionamentos afetivos”, explica Dr. Erasmo Barbante Casella, Neurologista da Infância e Adolescência Responsável pelo Ambulatório de Distúrbios do Aprendizado do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas (CRM 41485).

 

O especialista completa: “Imagine uma pessoa que não consegue ficar quieta ou prestar atenção? Uma reunião é uma tortura. Uma prova no colégio é motivo de desespero. Durante toda sua vida viu os seus colegas se formando, iniciando relacionamentos e entrando para o mercado de trabalho. Daí ele olha para si e percebe que ficou para trás ou ainda está no mesmo nível que os outros, mas a muito custo, com inúmeras dificuldades, que poderiam não existir se tivesse sido diagnosticado e adequadamente tratado ainda na infância”.

Diagnóstico

O diagnóstico do TDAH deve ser feito por um médico especialista, geralmente neurologista, psiquiatra ou pediatra especializado na área de desenvolvimento que por meio de entrevista, observação e aplicação de questionário específico com 18 pontos (padrão adotado da DSM-IV-TR) poderá confirmar o diagnóstico clínico.

Tratamento

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade não tem cura, porém o portador pode viver normalmente, com qualidade de vida, se fizer o tratamento corretamente.

É importante ressaltar que o tratamento do TDAH pode ser multimodal quando indicado. Ou seja, se necessário, melhores resultados podem ser obtidos quando a adequada medicação é associada à psicoterapia e outras terapias que podem ser necessárias, como: fonoaudiológica, ocupacional, pedagógica, etc.

 

Dr. Erasmo Barbante Casella

Fonte : ABDA (Associação Brasileira do Déficit de Atenção) - http://www.tdah.org.br/br/sobre-tdah/tratamento.html.


No período de férias, atenção na saúde bucal das crianças deve ser redobrada

Longe da escola, pequenos saem da rotina, abusam dos doces e se esquecem de escovar os dentes. Especialista em saúde bucal orienta sobre cuidados e técnicas de escovação

 

 

Em férias escolares, é muito comum que as crianças saiam da rotina necessária para o cuidado com a saúde bucal, esqueçam de escovar os dentes e abusem do seu maior vilão, os doces. Isso com certeza agrava o já comprometido cenário de saúde bucal das crianças brasileiras: segundo dados do Ministério da Saúde, em 2010, 56% das crianças de 12 anos apresentavam pelo menos um dente com cárie. Entre os pequenos na faixa dos cinco anos, o índice chegou a 60%, com um agravante, 80% não tratavam os dentes de leite.

É na primeira infância que se dá a calcificação dos dentes permanentes. Segundo André Tozi, dentista da Odontoclinic especialista em ortodontia, maior rede de clínicas odontológicas do País, a dentição de leite é muito importante para que os dentes permanentes nasçam corretamente. “Se os dentes de leite caem muito cedo, os permanentes perdem espaço, o que causa o mau posicionamento. Desta forma, é fundamental que os pais cuidem bem tanto dos dentes de leite como dos permanentes”, orienta o dentista.

O especialista alerta que férias é um período no qual os pais devem prestar mais atenção na escovação, principalmente após o consumo de alimentos pegajosos, como alguns doces que grudam na superfície dentária, dificultam a escovação e geram bactérias responsáveis pelas cáries.

“A atenção deve ser redobrada, pois é nesta época em que as crianças mudam a rotina diária e consomem açúcares em maior quantidade, em horários desordenados, o que dificulta o controle dos pais”, alerta Tozi.

“A criança deve aprender a importância de cuidar dos dentes e da higiene da boca desde cedo, pois ela precisa ser estimulada e gostar de cuidar dos dentes. Os pais devem comprar uma escova infantil para motivá-la, que deve ter a cabeça pequena, cantos arredondados e laterais emborrachadas para proteger a gengiva. As cerdas devem ser macias, de pontas arredondadas e tufos frontais mais altos para higienizar os dentes mais distantes”, explica Tozi.  Para finalizar o dentista ressalta que toda escovação infantil deve ser supervisionada por um adulto.

Escovação

Veja algumas dicas de escovação, segundo o dentista da Odontoclinic, Rogério Tozi:

Até os Dois anos

- Use uma gaze ou uma fralda úmida para limpar as gengivas, mesmo antes de aparecerem os primeiros dentes. Quando estes começarem a nascer, faça da seguinte forma:

 - Fique atrás da criança, com uma das mãos, afaste os lábios e bochechas da criança. Com a outra mão escove o lado de fora e de dentro dos dentes em movimentos circulares;
- Escove a parte de cima dos dentes com movimentos de "vai-vem";
- Escove também a língua e inicie o uso do fio dental.

Sete aos Doze anos

Crianças de sete anos já devem escovar seus próprios dentes da seguinte forma:

- A criança deve manter a boca fechada e escovar os dentes em movimentos circulares do lado de fora;

- Com a boca aberta deve repetir o mesmo movimento no lado de dentro;

- Escove a parte mastigatória dos dentes com movimentos de "vai-vem";

- Escove a língua e use o fio dental. Os pais devem supervisionar a escovação e visitar o dentista regularmente para evitar problemas odontológicos sérios.

- Não deixe que a criança use mais pasta de dente do que o recomendado (tamanho de uma ervilha).

 

 Fonte:  Odontoclinic




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