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 Edição de Julho de 2009

 

Pioneirismo e inovação na educação

 

O inconformismo diante do baixo nível do ensino público e a convicção de que é preciso inovar para que seja atendido o clamor da sociedade por uma educação de qualidade, inspiraram o Governo do Estado a lançar o programa Mais Qualidade na Escola. Seu foco principal é a qualificação dos professores - um dos grandes gargalos do sistema educacional. De forma pioneira, o programa cria a Escola de Formação dos Professores do Estado de São Paulo, na qual os professores aprovados em concurso público passarão por um curso de formação de quatro meses, com ênfase nas práticas pedagógicas a serem desenvolvidas em sala de aula. A partir de agora, para o ingresso na rede estadual do ensino, também será obrigatória a aprovação neste curso.
    O programa incorpora à política educacional de São Paulo a experiência de determinadas carreiras de Estado, que são verdadeiras ilhas de excelência. O Itamaraty, que tem um corpo de funcionários altamente qualificado, submete a um curso de formação os candidatos que passaram em concurso público. Esta fórmula também é aplicada na carreira de fiscais da Receita Federal e o Poder judiciário tem experiência semelhante, através da Escola da Magistratura. Não estamos inventando a roda. Apenas estamos trazendo para a Educação o que deu certo em outras áreas.
    A dura realidade nos obriga a ter a coragem de admitir que a formação inicial dos professores deixa muito a desejar. Não por culpa deles, mas das faculdades de Educação. Elas dão ênfase às teorias pedagógicas e esquecem o mundo real das salas de aula, razão pela qual não preparam nossos professores para a missão de ensinar aos alunos. Isto é verdade tanto para a formação dos mestres de 1ª a 5ª séries quanto para os que atuam na segunda metade do ensino fundamental e no médio. Para não ser omisso, é dever do Estado complementar esta formação, dando-lhe um caráter prático, como faremos agora com a Escola e o Curso de Formação dos Professores. Durante o curso, o Estado pagará 75% do salário inicial da categoria aos candidatos a professor.

    Há uma contradição entre os avanços ocorridos em diversos campos do nosso sistema educacional e a aprendizagem dos alunos, que continua sendo o nosso calcanhar de Aquiles. Em São Paulo , houve progresso no ambiente e nas condições materiais das escolas. Implantamos a cultura da avaliação e criamos estímulos ao bom desempenho escolar através da distribuição de um bônus financeiro. Mas ainda não houve o salto na qualidade da Educação.

 

 

    O programa Mais Qualidade na Escola veio para que seja superada esta contradição através da ampliação, formação e qualificação do corpo docente.

    Estamos focados nas salas de aula, na aprendizagem dos alunos. É isto que justifica outras medidas do novo programa, como a contratação, através de concurso público, de dez mil novos professores e o envio à Assembléia Legislativa de projeto para criar cinqüenta mil novas vagas na educação pública. Nosso objetivo é substituir parte significativa dos professores temporários por concursados. Os temporários continuarão a existir, mas serão submetidos a uma prova para a atuação na sala de aula. Isto não os diminui e não é nenhum desdouro submeter professores à avaliação. Os temporários que não passarem na prova e que estiverem ao abrigo da estabilidade da Lei da Previdência de São Paulo não serão expulsos da rede. Deverão ser aproveitados em outras funções e terão novas chances na prova do ano seguinte.

    Um dos empecilhos para estabilizar o quadro de professores nas escolas é a rigidez das atuais jornadas docentes. É difícil integrar uma jornada com professores efetivos em uma escola nas disciplinas com baixa carga horária, gerando-se daí uma das fontes para o grande número de temporários na rede. Por outro lado, é uma antiga reivindicação do Magistério a criação da jornada de 40 horas para os professores das primeiras séries e para os que lecionam nas matérias com ampla carga semanal. Para possibilitar o avanço necessário na estabilização do corpo docente nas escolas, o novo programa cria as jornadas de 40 horas de 12 horas semanais.
    Além de, inegavelmente, atender também a aspirações históricas dos professores, o programa Mais Qualidade na Escola tem objetivo central alcançarmos uma educação pública de qualidade que ofereça perspectivas de um futuro melhor para nossos jovens.
 

Paulo Renato Souza -  Secretário de Educação do Estado de São Paulo.  www.educacao.sp.gov.br


Educação

 

Educação engloba os processos de ensinar e aprender, de ajuste e adaptação. É um fenômeno observado em qualquer sociedade e nos grupos constitutivos destas, responsável pela sua manutenção e perpetuação a partir da transposição, às gerações que se seguem, dos modos culturais de ser, estar e agir necessários à convivência e ao ajustamento de um membro no seu grupo ou sociedade. Enquanto processo de sociabilização, a educação é exercida nos diversos espaços de convívio social, seja para a adequação do indivíduo à sociedade, do indivíduo ao grupo ou dos grupos à sociedade. Nesse sentido, educação coincide com os conceitos de socialização e endoculturação, mas não se resume a estes. A prática educativa formal - observada em instituições específicas - se dá de forma intencional e com objetivos determinados, como no caso das escolas. No caso específico da educação formal exercida na escola, pode ser definida como Educação Escolar. No caso específico da educação exercida para a utilização dos recursos técnicos e tecnológicos e dos instrumentos e ferramentas de uma determinada comuniade, dá-se o nome de Educação Tecnológica.

    No Brasil, a educação é regulamentada pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação, pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério.

 

PDE – Plano de desenvolvimento da Educação

A principal meta do PDE é uma educação básica de qualidade, para isso deve-se investir na educação profissional e na educação superior. Para isso se tornar realidade deve acontecer o envolvimento de todos: pais, alunos, professores e gestores, em busca da permanência do aluno na escola. Com o PDE o Ministério da Educação pretende mostrar tudo o que se passa dentro e fora da escola e realizar uma grande prestação de contas. As iniciativas do MEC devem chegar a sala de aula para beneficiar a criança para atingir a qualidade que se deseja para a educação brasileira. O PDE foi editado no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal e este por premissas a visão sistêmica da educação, a sustentação da qualidade do ensino e a prioridade a educação básica.

 

Níveis de ensino

No Brasil

De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação[3] a educação no Brasil se divide em:

Educação Infantil (antigo pré-escolar)

Ensino Fundamental (antigo primeiro grau)

Ensino Médio (antigo segundo grau)

Ensino Superior

Educação de Jovens e adultos (antigo supletivo)

Ensino Técnico

Quadro comparativo dos sistemas de ensino de vários países

 

Sistemas de ensino primário e secundário

Idade

3 anos

4 anos

5 anos

6 anos

7 anos

8 anos

9 anos

10 anos

11 anos

12 anos

13 anos

14 anos

15 anos

16 anos

17 anos

18 anos

Bélgica

Maternelle

1ère à 6ème primaire

1ère à 6ème secondaire

 

Brasil

Berçário/Educação Infantil

Ensino Fundamental I

Ensino Fundamental II

Ensino médio

 

França

Maternelle

École élémentaire

Collège

Lycée

 

Irlanda

 

Prescool

Primary school

junior cycle

 

senior cycle

 

Québec

Pré-mat.

Mat.

École primaire

Secondaire 1 à 5

Cégep

Suíça

 

Maternelle

École primaire

Secondaire I

Secondaire II

 

EUA

Preschool

Grammar school

Middle school

High school

 

Portugal

Educação pré-escolar

1.º ciclo do ensino básico

2.º ciclo do ensino básico

3.º ciclo do ensino básico

Ensino secundário

 

Cabo Verde

Pré-escolar

Básico integrado (1ª,2ª,3ª fase)

Secundário (1º,2º,3º ciclo)

 

 

 

A Secretaria da Educação, em Belo Horizonte.

 

Referências

Carlos Brandão. O Que é Educação. Página visitada em 4 de dezembro de 2008.

NOVA ESCOLA - REPORTAGEM - Educação infantil é prioridade

LDB (Art. 21.):

A educação escolar compõe-se de:

I - educação básica, formada pela educação infantil, ensino fundamental e ensino médio;

II - educação superior.

 

Fonte: Wikipédia


Alunos que pretendem prestar o Vestibular da UFSCar devem se inscrever no ENEM até o dia 17 de julho
Não serão aceitos resultados do ENEM de anos anteriores. Calendário de inscrições nas provas próprias da UFSCar ainda não foi definido

 

A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) passará a utilizar o ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) já em seu próximo processo seletivo para cursos de graduação presenciais. O Exame representará 50% da nota final do candidato. Serão mantidas as provas que a Universidade já realiza, com algumas alterações. A nota final do candidato será composta 50% pelo ENEM e 50% pelas provas realizadas pela própria UFSCar. Além disso, a UFSCar manterá processo próprio de inscrição no Vestibular e chamamento para matrículas, ou seja, não vai aderir ao sistema unificado proposto pelo Ministério da Educação.
   Assim, todos os estudantes interessados em concorrer às vagas nos cursos de graduação da UFSCar devem obrigatoriamente fazer sua inscrição no ENEM 2009. O prazo vai até o dia 17 de julho, e todas as informações estão disponíveis em http://enem.inep.gov.br. É importante destacar que não valem, para o Vestibular 2010 da UFSCar, as notas das provas do ENEM de anos anteriores.

 
    Em relação as provas realizadas pela própria UFSCar, que acontecem nos dias 13 e 14 de dezembro, não haverá grandes alterações em relação ao que já era exigido dos candidatos anteriormente. No entanto, serão mantidas apenas as questões dissertativas, ou seja, não haverá mais questões de múltipla escolha. A Redação também permanece, sendo que o candidato fará redação nas duas etapas do processo seletivo.
    Ainda não foram definidas as datas de inscrição nas provas realizadas pela UFSCar, o que deve acontecer nos próximos dias. Assim, a Universidade recomenda aos estudantes que façam sua inscrição no ENEM e continuem atentos a todas as informações do Vestibular 2010 da UFSCar, em www.vestibular.ufscar.br


Os pais têm papel fundamental na escolha profissional de seus filhos

É primordial que os pais se informem sobre o mercado para poderem ajudar seus filhos na hora da escolha de uma profissão

 

A adolescência é conhecida como a fase mais confusa na vida das pessoas. São inúmeras as incertezas com relação à sua própria personalidade e escolhas. E é justamente durante esta fase também que ocorre o início da busca por uma escolha profissional.

    A família tem importância fundamental neste processo, porém às vezes acaba gerando problemas. Alguns pais procuram impor suas idéias e suas "frustrações" na carreira dos filhos. ”Esses pais não levam em conta as vontades e as habilidades do adolescente e não procuram conhecer a realidade do mercado de trabalho atual”, explica Gabriela Lian Branco Martins, diretora e coordenadora pedagógica do Colégio Horizontes, de São Paulo.

    Segundo a pedagoga, muitos pais acham que seus filhos já estão “grandinhos” o suficiente para fazerem suas próprias escolhas, e acabam se ausentando do dia a dia dos adolescentes, o que distancia o diálogo. Por outro lado existem aqueles que tentam impor suas vontades ou entendimento, e acreditam, por exemplo, que determinadas profissões são femininas, ou pagam mal, ou estão com o mercado saturado, ou mesmo tentam passar a idéia de que a sua profissão é a melhor para o adolescente.  

    Por conta de todas estas questões, os pais precisam estar sempre muito, atentos, a fim de que possam ajudar seus filhos de acordo também – e principalmente - com o interesse dos jovens. Um dos pontos que mais chama a atenção da orientadora em relação aos pais é a falta de informação sobre o mercado de trabalho, sobre as novas profissões: mesmo pais com alto poder aquisitivo, boa formação intelectual e acadêmica, apresentam assustadora defasagem, considerando ainda como absolutas informações do tempo em que eles fizeram suas escolhas.

 “Na verdade, muitos não estão percebendo que estamos com um mercado globalizado, que há profissões com grandes perspectivas internacionais, mesmo que não se saia do país. Não percebem que este mercado muda o tempo todo”. Como exemplo, Gabriela cita a engenharia civil que há alguns anos estava com o mercado saturado, o que fez com que a procura pelo curso diminuísse. Porém, com o aquecimento do setor imobiliário, ano passado o mercado estava com falta deste profissional. “Isso os pais tem que entender, eles só poderão ajudar seus filhos na escolha profissional estando com informações atualizadas”.

   A orientadora pedagógica explica que os pais podem seguir alguns passos para ajudar seus filhos, sem impor sua vontade, mas sim buscar uma escolha mais próxima da realidade do mundo contemporâneo. Primeiro devem reconhecer e aceitar de verdade quais as aptidões, habilidades e personalidade de seu filho. “Não adianta ter a expectativa de que ele será um grande advogado se ele não tiver nenhum vínculo com essa profissão”. Em seguida, devem participar com o jovem de pesquisas sobre os cursos de graduação que existem hoje em dia, sobre  o mercado de trabalho, colocá-lo frente a frente com quem possa dar informações seguras sobre determinadas profissões, visitar um campus universitário, e participar ativamente de grupos de estudo que os colégios programam para pais.

    Ainda assim, caso se perceba que o jovem não está pronto para fazer uma escolha segura, não se deve pressioná-lo como se fosse uma obrigação entrar na faculdade assim que se sai do ensino médio. Em último caso, ou para uma escolha mais segura, cabe considerar encaminhá-lo para um serviço de orientação profissional. “É importante também ressaltar ao jovem que a escolha da profissão nesse momento, não precisa ser necessariamente uma escolha para a vida toda. Naturalmente que se for acertada, tanto melhor, pois se economiza tempo e dinheiro, mas caso se perceba que o caminho não era este, sempre se pode mudar, porque o melhor profissional é aquele que é feliz na profissão, que a executa com prazer e paixão, independente de uma escolha mais ou menos tardia”, finaliza.

 


Apreendendo com a música

 

Música é uma linguagem universal, usada para a comunicação, inspiração, educação, entretenimento e o melhor, consegue mudar o humor das pessoas que estão tristes ou nervosas. Quem não se lembra de músicas que aprendeu na infância? "Meu lanchinho, meu lanchinho, vou comer, vou comer, pra ficar fortinho, pra ficar fortinho e crescer, e crescer."

    Às vezes ouvimos uma música uma única vez no dia e ela fica o dia todo na nossa mente. As propagandas, por exemplo, há muito vêm utilizando técnicas musicais. Os jingles são criados especificamente para nos lembrar dos produtos. Se pensarmos no poder que a música exerce sobre a nossa mente, notaremos que podemos usar música também para ensinar.

    Na educação, está comprovado que este é um dos melhores métodos de aprendizagem. Aprender com música é muito efetivo, pois estimula a função cognitiva, o corpo, a emoção e a audição.

    Para os professores de línguas estrangeiras, a utilização de músicas no ensino o torna mais fácil, principalmente quando se acredita que a tradução não é necessária para transformar informações em conhecimentos de forma significativa. Segundo a teoria de Krashen, na qual o filtro afetivo é o primeiro obstáculo, a motivação do aprendiz é que regula e seleciona os modelos de língua a serem aprendidos, bem como a ordem de prioridade e a velocidade na aquisição do idioma.

    Vygotsky também enfatiza que os nossos pensamentos são frutos da motivação. Ao sentirmos necessidades específicas, desejos, interesses ou emoções, somos motivados a produzir pensamentos. Trazendo isto para a aquisição de uma língua estrangeira, logo chegamos à conclusão de que é necessária uma motivação intrínseca para que o sujeito sinta maior afinidade e interesse por ela.

    Dessa maneira, podemos dizer que a música e o uso de jogos lúdicos estão ligados diretamente à motivação e autoconfiança. Além de ensinar, as músicas ajudam os professores a manter a disciplina em sala de aula. Quando as crianças estão agitadas, por exemplo, podemos cantar uma música para acalmá-las; ou se as crianças estão muito "paradas" podemos cantar para despertá-las.

    As crianças aprendem mais rápido com músicas. Ajudam os alunos a se lembrar da linguagem facilmente, independentemente do foco do professor, gramática ou vocabulário.

 

    Através da música, o professor pode começar a aula para apresentar um tema novo, terminar outro, ou simplesmente utilizá-la no meio de um projeto para enfatizar determinado assunto. Algumas músicas são divertidas e quanto mais os professores se interessam pela música, mais os alunos se sentem motivados. Dessa forma, alunos mais tímidos tendem a ter maior participação na aula. As músicas também são ótimas para fazer apresentações de final de ano, em festas ou reuniões de pais.

     Mas como atingir os objetivos linguísticos? O professor, antes de elaborar alguma atividade com música para ensinar uma língua estrangeira, tem que se perguntar: o significado da música ficou claro? Compreendeu a letra da música e pesquisou o vocabulário novo antes de aplicar a atividade? Outras questões: a compreensão e o vocabulário são fáceis de lembrar? Vai ser significativo para o meu aluno? Esta música está adequada para a idade, a série do aluno, o contexto a ser ensinado? O vocabulário da música será usado em outras situações dentro e fora da sala de aula?

    A utilização de músicas para ensinar inglês promove a prática do vocabulário ativo, aquele que é adquirido através da fala. O que ocorre é que os alunos de inglês desenvolvem com muita rapidez o vocabulário passivo, que é resultado de muitas atividades de listening e reading, mas o vocabulário ativo, dependendo da metodologia utilizada, é deixado de lado.

    Para auxiliar seu aluno a adquirir as quatro habilidades de uma língua (ouvir, falar, ler e escrever), elabore atividades com músicas. Transforme sua aula num momento de aprendizado lúdico, dinâmico, motivador e significativo para seus alunos! Você e eles não irão se arrepender! Pode apostar!

Erica Pereira



Diferença financeira na escola deve ser tratada com cuidado

 

 

A escola, como instituição social, não é um espaço neutro aos conflitos e disputas presentes na sociedade. A forma que ela assume em cada momento é sempre o resultado precário e provisório de um movimento permanente de transformações em que as tensões e conflitos sociais se refletem.

    Assim é muito comum a mistura de crianças com menor poder aquisitivo com outras com mais dinheiro, o que pode gerar conflitos. Podendo deixar marcas que influenciarão na personalidade das crianças. Assim, é papel de todos nós mostrar que o dinheiro não pode ser um objeto de diferencial entre as crianças. Qualquer forma de descriminação é prejudicial a sua formação, portanto a humildade leva a igualdade.

     Se a criança tem amigos mais ricos que ela, os pais devem tomar o cuidado de mostrar o porque isso ocorre, mostrando que ela nem sempre pode ter tudo  o que o amiguinho possui, mas pode ser feliz mesmo assim, como falo em meu livro O Menino do Dinheiro, a criança não deve se sentir menor em função disso, pois os verdadeiros amigos não se importam com essa diferença.

   Já os pais das crianças que possuem mais dinheiro que os amigos, devem mostrar para ela que isto não é tão importante, mas o que importa mesmo é saber que o dinheiro não compra felicidade e nem tão pouco amizade. E a criança deve agir com naturalidade, pois, o dinheiro não faz ninguém melhor do que ninguém. O que realmente é decisivo para o relacionamento social é o caráter e a humildade.

    Contudo, hoje também se torna fundamental o papel das instituições educação financeira, pois, na maioria das vezes, além das diferenças em relação ao dinheiro, também existe a diferença de cultura na forma de lidar com esse tema, tendo pessoas que trabalham o dinheiro de forma responsável e outras que gastam tudo que possuem.

    O papel das escolas é dar aos alunos noções básicas de como lidar com as finanças, como ocorre em relação a outros temas abordados nas escolas como português ou matemática. Enquanto, os pais e as escolas não se atentarem para a importância da educação financeira, nossas crianças estarão expostas a diferenças referentes ao dinheiro e os reflexos que nascem disso, que muitas vezes são até mesmo violência.

 

 Reinaldo Domingos



A homofobia nas escolas

 

Pesquisa recente elaborada pela Secretaria de Educação do Distrito Federal, em parceria com a Ritla – Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana, revela um perigoso e trágico sintoma da nossa sociedade: cresce, dentro das salas de aulas, uma onda homofóbica. Os responsáveis pelo estudo acreditam que esse comportamento também se espalha por todo o país, pois pesquisas e estudos já comprovaram essa tendência enraizada na nossa sociedade.

   Intitulada “Revelando Tramas, Descobrindo Segredos: Violência e Convivência nas Escolas”, a pesquisa indica que os homossexuais são o grupo que sofre mais discriminação dentro do seio escolar: em Brasília, base do último estudo, 63,1% dos entrevistados alegam já ter visto pessoas que são (ou são tidas como) homossexuais sofrerem preconceito. Foram ouvidos 10 mil estudantes e 1.500 professores.

    Outros dados também mostram um grave avanço do preconceito e da discriminação sexual: mais da metade dos professores ouvidos afirmaram ter presenciado cenas de discriminação contra homossexuais nas escolas. Já 44% dos meninos e 15% das meninas afirmaram que não gostariam de ter colegas homossexuais.

    São números que chocam e entristecem aqueles que lutam pela igualdade e a diversidade cultural e sexual. É preciso repensar nosso papel de educadores frente aos fatos apresentados pela pesquisa.

O preconceito à escolha sexual produz efeitos extremamente preocupantes aos alunos discriminados: baixo rendimento escolar, desinteresse, abandono, depressão e, em muitos casos, à morte.

    Na última década, o Brasil amadureceu na discussão da diversidade sexual. O tema passou a ser discutido abertamente em diversos segmentos da sociedade civil organizada, com a seriedade e o respeito que o assunto merece. Muitas conquistas já são visíveis, consolidadas, como a própria Parada do Orgulho Gay, que a cidade de São Paulo promove há alguns anos.

    Portanto, já passou da hora de dar a questão da diversidade sexual dentro das escolas uma atenção especial por parte de toda a sociedade: pais, educadores, governantes e os próprios alunos devem participar do debate, entender onde nasce o preconceito e combate-lo de todas as formas. O preconceito a todas as formas de manifestação cultural e racial já produziu cenas lamentáveis, danos irreparáveis para os povos de todo o planeta.

Professor Claudio Fonseca


E depois da festa de formatura?

 

Algumas décadas atrás, a vida estudantil tinha apenas uma única festa: a formatura da faculdade. A cerimônia representava o ápice de uma caminhada que começava no bê-a-bá. Hoje, a graduação no ensino superior continua sendo celebrada, mas outra fase ganhou sua comemoração: o ensino médio. Alegria à parte, a mudança não deixa de ser um tanto preocupante: será que os jovens tendem a festejar por não terem muito claro o que vai ser do seu futuro? A comparação de dois números do Censo Escolar 2007, divulgados no início de fevereiro pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), mostra que a conta entre as matrículas no último ano do ensino médio (2,2 milhões) e os ingressos no primeiro semestre do superior (1,4 milhão) não bate. Ou seja, em cada 100 alunos, 33 não prosseguem seus estudos.

    É compreensível, mas não justificável: apesar das cotas e de outras facilidades, o acesso de jovens de baixa renda à universidade pública ainda é insuficiente e o crescimento da renda familiar (expressa na redução das classes D e E, com consequente expansão da classe C) nem sempre viabiliza o pagamento das mensalidades das particulares, nas quais o estudo do Inep aponta a ociosidade de 1,3 milhão de vagas, mesmo com incentivos como Prouni e até mesmo a redução do valor das parcelas, por algumas instituições.

    Mas, será que a inclusão profissional passa necessariamente por uma faculdade? Em abril deste ano, o CIEE realizou mais uma festa de formatura, para comemorar a conclusão da capacitação das primeiras turmas do programa Aprendiz Legal, voltado a jovens entre 14 e 24 anos que, no mínimo, estejam cursando o ensino fundamental. Na prática, esse programa não só vem preparando jovens para uma profissão, como tem auxiliado muitos deles a vencer a entressafra acadêmica, entre a conclusão do ensino médio e o sucesso no vestibular.

   O Aprendiz Legal, além de oferecer cursos de formação técnica de nível básico em quatro modalidades (Ocupações administrativas, Comércio e varejo, Práticas bancárias e Telesserviços) – todo montado com a metodologia pedagógica da Fundação Roberto Marinho –, assegura ao jovem um contrato especial, pela CLT, de dois anos e, consequentemente, um salário que pode ser usado para financiar um cursinho ou, se poupado, até mesmo para encarar o primeiro ano da faculdade com mais tranquilidade. Parte dos 245 jovens que receberam seu certificado de aprendiz no Teatro CIEE, na última quinta-feira, se já não estão matriculados no ensino superior, ao menos têm a meta próxima de ser realizada. E o mesmo acontece, seguramente, com os outros 12 mil aprendizes, hoje sendo treinado em três mil empresas e órgãos públicos parceiros do CIEE.

    Novamente, voltando aos cálculos: registram-se apenas 141 mil aprendizes em todo o Brasil, indicando o cumprimento ainda tímido da Lei da Aprendizagem. Mas, considerando a parcela de jovens que podem se beneficiar com essa capacitação, chega-se ao número de 1,3 milhão de aprendizes potenciais, coincidentemente ou não a mesma quantidade de vagas ociosas na rede universitária. Num sistema ideal, em que toda potência é convertida em resultado efetivo, a educação brasileira seria uma máquina azeitada, evitando o desperdício de talentos hoje constatado.

 

Luiz Gonzaga Bertelli

 

 


O papel do professor como orientador da educação sexual juvenil

 

O desenvolvimento da personalidade da criança é diretamente influenciado pelos valores dos pais. Porém, discute-se muito o papel do professor na formação do desenvolvimento da educação social do indivíduo na sociedade.

   Não dá pra negar que a escola e o ensino educacional ampliam o campo intelectual da criança, agregando à personalidade do jovem uma gama de novos valores morais.

   A educação exerce um papel fundamental na integração da pessoa no ambiente externo ao familiar, dando espaço para realidade dos relacionamentos sociais.

   Por isso, essa é uma fase que merece dedicação. Os professores devem entender a responsabilidade que exercem sob o crescimento das crianças e adolescentes, como orientadores na busca de projetos futuros.

   Um jovem mais consciente e educado buscará alcançar seus sonhos. O que permite a formação de uma geração mais capacitada para atingir objetivos futuros, tanto no plano profissional quanto no pessoal.

 

O jogo Vale Sonhar guia alunos e professores sobre temas de responsabilidade sexual

 

O Instituto Kaplan incentiva o ensino da educação sexual para adolescentes e busca capacitar professores, que promovam uma reflexão sobre temas como gravidez e DST/AIDS. Deste modo, oferece a oficina Vale Sonhar, que faz parte do novo Museu da Criança, Catavento Educacional, inaugurado no último dia 26.

   O jogo interativo visa orientar a educação sexual de adolescentes acima de 13 anos, com informação e divertimento.

   “Pela primeira vez no Brasil, e talvez no mundo, um museu aborda a prevenção de gravidez e DST/AIDS. É um trabalho inédito e que vai trazer resultados fantásticos, pois com informação e planejamento de vida, é possível que o adolescente desperte a consciência de praticar sexo seguro, com método adequado de contracepção”, explica Maria Helena Vilela

   A dinâmica está acordo com o sistema tecnológico próprio da vida cotidiana da garotada. E ao funcionar como uma ferramenta de simulação das perspectivas sobre o futuro, o jogo permite uma maior interação do jovem com o tema abordado, facilitando o trabalho do professor e da escola.

 

Dinâmica da oficina de prevenção à gravidez na adolescência e DST/AIDS

 

O espaço interativo do Instituo Kaplan, no Catavento Educacional, atende 20 adolescentes por sessão. Na entrada, eles recebem um folheto onde escrevem seus sonhos profissionais e de vida. Depois se espalham pela sala e param numa marcação feita no chão. Um labirinto se forma, através de painéis que descem do teto. Cada painel traz uma pergunta, e cada resposta direciona o jovem para outro painel.

   Respostas erradas podem fazer adquirir uma DST ou a gravidez - nesse caso é colocada uma barriga para o jovem sentir o “peso” da responsabilidade. Essa brincadeira em “quiz” é rápida. Depois de saber quem pegou doença ou bebê, aparece uma tela com imagens e uma voz que pede para esse jovem se perceber 5 e 10 anos a frente: conseguiu se formar? Teve filhos? Tem um bom emprego? Precisou parar de estudar na adolescência para criar filhos?

   Na saída da oficina, são convidados a ler aquele folheto da entrada que tem informações importantes sobre prevenção e DST/AIDS.

 

Instituto Kaplan - fundado em 1991, o Kaplan oferece serviços de orientação sexual para os jovens e capacitação para educadores e profissionais que lidam com educação sexual. Desenvolve jogos dinâmicos e lúdicos para auxiliar a discussão sobre responsabilidade sexual.

 

Oficina Vale Sonhar – Catavento Educacional

Palácio das Indústrias – Parque Dom Pedro II

Instituto Kaplan – www.kaplan.org.br

Fontes – Maria Helena Vilela, Luiz Amadeu Bragante e Camila Guastaferro



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