O inconformismo diante do baixo
nível do ensino público e a convicção de que é preciso inovar
para que seja atendido o clamor da sociedade por uma educação
de qualidade, inspiraram o Governo do Estado a lançar o
programa Mais Qualidade na Escola. Seu foco principal é a
qualificação dos professores - um dos grandes gargalos do
sistema educacional. De forma pioneira, o programa cria a
Escola de Formação dos Professores do Estado de São Paulo, na
qual os professores aprovados em concurso público passarão por
um curso de formação de quatro meses, com ênfase nas práticas
pedagógicas a serem desenvolvidas em sala de aula. A partir de
agora, para o ingresso na rede estadual do ensino, também será
obrigatória a aprovação neste curso.
O programa incorpora à política educacional de São Paulo a
experiência de determinadas carreiras de Estado, que são
verdadeiras ilhas de excelência. O Itamaraty, que tem um corpo
de funcionários altamente qualificado, submete a um curso de
formação os candidatos que passaram em concurso público. Esta
fórmula também é aplicada na carreira de fiscais da Receita
Federal e o Poder judiciário tem experiência semelhante,
através da Escola da Magistratura. Não estamos inventando a
roda. Apenas estamos trazendo para a Educação o que deu certo
em outras áreas.
A dura realidade nos obriga a ter a coragem de admitir que a
formação inicial dos professores deixa muito a desejar. Não
por culpa deles, mas das faculdades de Educação. Elas dão
ênfase às teorias pedagógicas e esquecem o mundo real das
salas de aula, razão pela qual não preparam nossos professores
para a missão de ensinar aos alunos. Isto é verdade tanto para
a formação dos mestres de 1ª a 5ª séries quanto para os que
atuam na segunda metade do ensino fundamental e no médio. Para
não ser omisso, é dever do Estado complementar esta formação,
dando-lhe um caráter prático, como faremos agora com a Escola
e o Curso de Formação dos Professores. Durante o curso, o
Estado pagará 75% do salário inicial da categoria aos
candidatos a professor.
Há uma
contradição entre os avanços ocorridos em diversos campos do
nosso sistema educacional e a aprendizagem dos alunos, que
continua sendo o nosso calcanhar de Aquiles. Em São Paulo ,
houve progresso no ambiente e nas condições materiais das
escolas. Implantamos a cultura da avaliação e criamos
estímulos ao bom desempenho escolar através da distribuição de
um bônus financeiro. Mas ainda não houve o salto na qualidade
da Educação.
O programa
Mais Qualidade na Escola veio para que seja superada esta
contradição através da ampliação, formação e qualificação do
corpo docente.
Estamos
focados nas salas de aula, na aprendizagem dos alunos. É isto
que justifica outras medidas do novo programa, como a
contratação, através de concurso público, de dez mil novos
professores e o envio à Assembléia Legislativa de projeto para
criar cinqüenta mil novas vagas na educação pública. Nosso
objetivo é substituir parte significativa dos professores
temporários por concursados. Os temporários continuarão a
existir, mas serão submetidos a uma prova para a atuação na
sala de aula. Isto não os diminui e não é nenhum desdouro
submeter professores à avaliação. Os temporários que não
passarem na prova e que estiverem ao abrigo da estabilidade da
Lei da Previdência de São Paulo não serão expulsos da rede.
Deverão ser aproveitados em outras funções e terão novas
chances na prova do ano seguinte.
Um dos
empecilhos para estabilizar o quadro de professores nas
escolas é a rigidez das atuais jornadas docentes. É difícil
integrar uma jornada com professores efetivos em uma escola
nas disciplinas com baixa carga horária, gerando-se daí uma
das fontes para o grande número de temporários na rede. Por
outro lado, é uma antiga reivindicação do Magistério a criação
da jornada de 40 horas para os professores das primeiras
séries e para os que lecionam nas matérias com ampla carga
semanal. Para possibilitar o avanço necessário na
estabilização do corpo docente nas escolas, o novo programa
cria as jornadas de 40 horas de 12 horas semanais.
Além de, inegavelmente, atender também a aspirações
históricas dos professores, o programa Mais Qualidade na
Escola tem objetivo central alcançarmos uma educação pública
de qualidade que ofereça perspectivas de um futuro melhor para
nossos jovens.
Educação engloba os processos de
ensinar e aprender, de ajuste e adaptação. É um fenômeno observado
em qualquer sociedade e nos grupos constitutivos destas,
responsável pela sua manutenção e perpetuação a partir da
transposição, às gerações que se seguem, dos modos culturais de
ser, estar e agir necessários à convivência e ao ajustamento de um
membro no seu grupo ou sociedade. Enquanto processo de
sociabilização, a educação é exercida nos diversos espaços de
convívio social, seja para a adequação do indivíduo à sociedade,
do indivíduo ao grupo ou dos grupos à sociedade. Nesse sentido,
educação coincide com os conceitos de socialização e
endoculturação, mas não se resume a estes. A prática educativa
formal - observada em instituições específicas - se dá de forma
intencional e com objetivos determinados, como no caso das
escolas. No caso específico da educação formal exercida na escola,
pode ser definida como Educação Escolar. No caso específico da
educação exercida para a utilização dos recursos técnicos e
tecnológicos e dos instrumentos e ferramentas de uma determinada
comuniade, dá-se o nome de Educação Tecnológica.
No Brasil, a
educação é regulamentada pela Lei de Diretrizes e Bases da
Educação, pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação
Básica e pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino
Fundamental e de Valorização do Magistério.
PDE – Plano de desenvolvimento da
Educação
A principal meta do PDE é uma
educação básica de qualidade, para isso deve-se investir na
educação profissional e na educação superior. Para isso se tornar
realidade deve acontecer o envolvimento de todos: pais, alunos,
professores e gestores, em busca da permanência do aluno na
escola. Com o PDE o Ministério da Educação pretende mostrar tudo o
que se passa dentro e fora da escola e realizar uma grande
prestação de contas. As iniciativas do MEC devem chegar a sala de
aula para beneficiar a criança para atingir a qualidade que se
deseja para a educação brasileira. O PDE foi editado no âmbito do
Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal e
este por premissas a visão sistêmica da educação, a sustentação da
qualidade do ensino e a prioridade a educação básica.
Níveis de ensino
No Brasil
De acordo com a Lei de Diretrizes e
Bases da Educação[3]
a educação no Brasil se divide em:
Educação Infantil (antigo
pré-escolar)
Ensino Fundamental (antigo primeiro
grau)
Ensino Médio (antigo segundo grau)
Ensino Superior
Educação de Jovens e adultos (antigo
supletivo)
Ensino Técnico
Quadro comparativo dos sistemas de
ensino de vários países
Carlos Brandão. O Que é Educação.
Página visitada em 4 de dezembro de 2008.
NOVA ESCOLA - REPORTAGEM - Educação
infantil é prioridade
LDB (Art. 21.):
A educação escolar compõe-se de:
I - educação básica, formada pela
educação infantil, ensino fundamental e ensino médio;
II - educação superior.
Fonte: Wikipédia
Alunos que pretendem prestar o
Vestibular da UFSCar devem se inscrever no ENEM até o dia 17 de
julho Não serão aceitos
resultados do ENEM de anos anteriores. Calendário de inscrições
nas provas próprias da UFSCar ainda não foi definido
A Universidade Federal de São Carlos
(UFSCar) passará a utilizar o ENEM (Exame Nacional do Ensino
Médio) já em seu próximo processo seletivo para cursos de
graduação presenciais. O Exame representará 50% da nota final do
candidato. Serão mantidas as provas que a Universidade já realiza,
com algumas alterações. A nota final do candidato será composta
50% pelo ENEM e 50% pelas provas realizadas pela própria UFSCar.
Além disso, a UFSCar manterá processo próprio de inscrição no
Vestibular e chamamento para matrículas, ou seja, não vai aderir
ao sistema unificado proposto pelo Ministério da Educação.
Assim, todos os
estudantes interessados em concorrer às vagas nos cursos de
graduação da UFSCar devem obrigatoriamente fazer sua inscrição no ENEM 2009. O prazo vai até o dia 17 de julho, e todas as
informações estão disponíveis em http://enem.inep.gov.br. É
importante destacar que não valem, para o Vestibular 2010 da
UFSCar, as notas das provas do ENEM de anos anteriores.
Em relação as provas realizadas pela própria UFSCar, que
acontecem nos dias 13 e 14 de dezembro, não haverá grandes
alterações em relação ao que já era exigido dos candidatos
anteriormente. No entanto, serão mantidas apenas as questões
dissertativas, ou seja, não haverá mais questões de múltipla
escolha. A Redação também permanece, sendo que o candidato fará
redação nas duas etapas do processo seletivo.
Ainda não foram definidas as datas de inscrição nas provas
realizadas pela UFSCar, o que deve acontecer nos próximos dias.
Assim, a Universidade recomenda aos estudantes que façam sua
inscrição no ENEM e continuem atentos a todas as informações do
Vestibular 2010 da UFSCar, em
www.vestibular.ufscar.br
Os pais têm papel fundamental na
escolha profissional de seus filhos
É primordial que os pais se informem
sobre o mercado para poderem ajudar seus filhos na hora da escolha de
uma profissão
A adolescência é conhecida como a fase
mais confusa na vida das pessoas. São inúmeras as incertezas com
relação à sua própria personalidade e escolhas. E é justamente
durante esta fase também que ocorre o início da busca por uma escolha
profissional.
A família tem
importância fundamental neste processo, porém às vezes acaba gerando
problemas. Alguns pais procuram impor suas idéias e suas
"frustrações" na carreira dos filhos. ”Esses pais não levam em conta
as vontades e as habilidades do adolescente e não procuram conhecer a
realidade do mercado de trabalho atual”, explica Gabriela Lian Branco
Martins, diretora e coordenadora pedagógica do Colégio Horizontes, de
São Paulo.
Segundo a pedagoga,
muitos pais acham que seus filhos já estão “grandinhos” o suficiente
para fazerem suas próprias escolhas, e acabam se ausentando do dia a
dia dos adolescentes, o que distancia o diálogo. Por outro lado
existem aqueles que tentam impor suas vontades ou entendimento, e
acreditam, por exemplo, que determinadas profissões são femininas, ou
pagam mal, ou estão com o mercado saturado, ou mesmo tentam passar a
idéia de que a sua profissão é a melhor para o adolescente.
Por conta de todas
estas questões, os pais precisam estar sempre muito, atentos, a fim
de que possam ajudar seus filhos de acordo também – e principalmente
- com o interesse dos jovens. Um dos pontos que mais chama a atenção
da orientadora em relação aos pais é a falta de informação sobre o
mercado de trabalho, sobre as novas profissões: mesmo pais com alto
poder aquisitivo, boa formação intelectual e acadêmica, apresentam
assustadora defasagem, considerando ainda como absolutas informações
do tempo em que eles fizeram suas escolhas.
“Na verdade, muitos não estão
percebendo que estamos com um mercado globalizado, que há profissões
com grandes perspectivas internacionais, mesmo que não se saia do
país. Não percebem que este mercado muda o tempo todo”. Como exemplo,
Gabriela cita a engenharia civil que há alguns anos estava com o
mercado saturado, o que fez com que a procura pelo curso diminuísse.
Porém, com o aquecimento do setor imobiliário, ano passado o mercado
estava com falta deste profissional. “Isso os pais tem que entender,
eles só poderão ajudar seus filhos na escolha profissional estando
com informações atualizadas”.
A orientadora pedagógica
explica que os pais podem seguir alguns passos para ajudar seus
filhos, sem impor sua vontade, mas sim buscar uma escolha mais
próxima da realidade do mundo contemporâneo. Primeiro devem
reconhecer e aceitar de verdade quais as aptidões, habilidades e
personalidade de seu filho. “Não adianta ter a expectativa de que ele
será um grande advogado se ele não tiver nenhum vínculo com essa
profissão”. Em seguida, devem participar com o jovem de pesquisas
sobre os cursos de graduação que existem hoje em dia, sobre o
mercado de trabalho, colocá-lo frente a frente com quem possa dar
informações seguras sobre determinadas profissões, visitar um campus
universitário, e participar ativamente de grupos de estudo que os
colégios programam para pais.
Ainda assim, caso se
perceba que o jovem não está pronto para fazer uma escolha segura,
não se deve pressioná-lo como se fosse uma obrigação entrar na
faculdade assim que se sai do ensino médio. Em último caso, ou para
uma escolha mais segura, cabe considerar encaminhá-lo para um serviço
de orientação profissional. “É importante também ressaltar ao jovem
que a escolha da profissão nesse momento, não precisa ser
necessariamente uma escolha para a vida toda. Naturalmente que se for
acertada, tanto melhor, pois se economiza tempo e dinheiro, mas caso
se perceba que o caminho não era este, sempre se pode mudar, porque o
melhor profissional é aquele que é feliz na profissão, que a executa
com prazer e paixão, independente de uma escolha mais ou menos
tardia”, finaliza.
Apreendendo com a música
Música é uma linguagem universal, usada
para a comunicação, inspiração, educação, entretenimento e o melhor,
consegue mudar o humor das pessoas que estão tristes ou nervosas.
Quem não se lembra de músicas que aprendeu na infância? "Meu
lanchinho, meu lanchinho, vou comer, vou comer, pra ficar fortinho,
pra ficar fortinho e crescer, e crescer."
Às vezes ouvimos uma
música uma única vez no dia e ela fica o dia todo na nossa mente. As
propagandas, por exemplo, há muito vêm utilizando técnicas musicais.
Os jingles são criados especificamente para nos lembrar dos produtos.
Se pensarmos no poder que a música exerce sobre a nossa mente,
notaremos que podemos usar música também para ensinar.
Na educação, está
comprovado que este é um dos melhores métodos de aprendizagem.
Aprender com música é muito efetivo, pois estimula a função
cognitiva, o corpo, a emoção e a audição.
Para os professores
de línguas estrangeiras, a utilização de músicas no ensino o torna
mais fácil, principalmente quando se acredita que a tradução não é
necessária para transformar informações em conhecimentos de forma
significativa. Segundo a teoria de Krashen, na qual o filtro afetivo
é o primeiro obstáculo, a motivação do aprendiz é que regula e
seleciona os modelos de língua a serem aprendidos, bem como a ordem
de prioridade e a velocidade na aquisição do idioma.
Vygotsky também
enfatiza que os nossos pensamentos são frutos da motivação. Ao
sentirmos necessidades específicas, desejos, interesses ou emoções,
somos motivados a produzir pensamentos. Trazendo isto para a
aquisição de uma língua estrangeira, logo chegamos à conclusão de que
é necessária uma motivação intrínseca para que o sujeito sinta maior
afinidade e interesse por ela.
Dessa maneira,
podemos dizer que a música e o uso de jogos lúdicos estão ligados
diretamente à motivação e autoconfiança. Além de ensinar, as músicas
ajudam os professores a manter a disciplina em sala de aula. Quando
as crianças estão agitadas, por exemplo, podemos cantar uma música
para acalmá-las; ou se as crianças estão muito "paradas" podemos
cantar para despertá-las.
As crianças aprendem
mais rápido com músicas. Ajudam os alunos a se lembrar da linguagem
facilmente, independentemente do foco do professor, gramática ou
vocabulário.
Através da música, o
professor pode começar a aula para apresentar um tema novo, terminar
outro, ou simplesmente utilizá-la no meio de um projeto para
enfatizar determinado assunto. Algumas músicas são divertidas e
quanto mais os professores se interessam pela música, mais os alunos
se sentem motivados. Dessa forma, alunos mais tímidos tendem a ter
maior participação na aula. As músicas também são ótimas para fazer
apresentações de final de ano, em festas ou reuniões de pais.
Mas como atingir os
objetivos linguísticos? O professor, antes de elaborar alguma
atividade com música para ensinar uma língua estrangeira, tem que se
perguntar: o significado da música ficou claro? Compreendeu a letra
da música e pesquisou o vocabulário novo antes de aplicar a
atividade? Outras questões: a compreensão e o vocabulário são fáceis
de lembrar? Vai ser significativo para o meu aluno? Esta música está
adequada para a idade, a série do aluno, o contexto a ser ensinado? O
vocabulário da música será usado em outras situações dentro e fora da
sala de aula?
A utilização de
músicas para ensinar inglês promove a prática do vocabulário ativo,
aquele que é adquirido através da fala. O que ocorre é que os alunos
de inglês desenvolvem com muita rapidez o vocabulário passivo, que é
resultado de muitas atividades de listening e reading, mas o
vocabulário ativo, dependendo da metodologia utilizada, é deixado de
lado.
Para auxiliar seu
aluno a adquirir as quatro habilidades de uma língua (ouvir, falar,
ler e escrever), elabore atividades com músicas. Transforme sua aula
num momento de aprendizado lúdico, dinâmico, motivador e
significativo para seus alunos! Você e eles não irão se arrepender!
Pode apostar!
Erica Pereira
Diferença financeira na escola deve
ser tratada com cuidado
A escola, como instituição social, não
é um espaço neutro aos conflitos e disputas presentes na sociedade. A
forma que ela assume em cada momento é sempre o resultado precário e
provisório de um movimento permanente de transformações em que as
tensões e conflitos sociais se refletem.
Assim é muito comum
a mistura de crianças com menor poder aquisitivo com outras com mais
dinheiro, o que pode gerar conflitos. Podendo deixar marcas que
influenciarão na personalidade das crianças. Assim, é papel de todos
nós mostrar que o dinheiro não pode ser um objeto de diferencial
entre as crianças. Qualquer forma de descriminação é prejudicial a
sua formação, portanto a humildade leva a igualdade.
Se a criança tem
amigos mais ricos que ela, os pais devem tomar o cuidado de mostrar o
porque isso ocorre, mostrando que ela nem sempre pode ter tudo o que
o amiguinho possui, mas pode ser feliz mesmo assim, como falo em meu
livro O Menino do Dinheiro, a criança não deve se sentir menor em
função disso, pois os verdadeiros amigos não se importam com essa
diferença.
Já os pais das crianças
que possuem mais dinheiro que os amigos, devem mostrar para ela que
isto não é tão importante, mas o que importa mesmo é saber que o
dinheiro não compra felicidade e nem tão pouco amizade. E a criança
deve agir com naturalidade, pois, o dinheiro não faz ninguém melhor
do que ninguém. O que realmente é decisivo para o relacionamento
social é o caráter e a humildade.
Contudo, hoje também
se torna fundamental o papel das instituições educação financeira,
pois, na maioria das vezes, além das diferenças em relação ao
dinheiro, também existe a diferença de cultura na forma de lidar com
esse tema, tendo pessoas que trabalham o dinheiro de forma
responsável e outras que gastam tudo que possuem.
O papel das escolas
é dar aos alunos noções básicas de como lidar com as finanças, como
ocorre em relação a outros temas abordados nas escolas como português
ou matemática. Enquanto, os pais e as escolas não se atentarem para a
importância da educação financeira, nossas crianças estarão expostas
a diferenças referentes ao dinheiro e os reflexos que nascem disso,
que muitas vezes são até mesmo violência.
Reinaldo Domingos
A homofobia nas escolas
Pesquisa recente elaborada pela
Secretaria de Educação do Distrito Federal, em parceria com a
Ritla – Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana, revela um
perigoso e trágico sintoma da nossa sociedade: cresce, dentro das
salas de aulas, uma onda homofóbica. Os responsáveis pelo estudo
acreditam que esse comportamento também se espalha por todo o
país, pois pesquisas e estudos já comprovaram essa tendência
enraizada na nossa sociedade.
Intitulada “Revelando
Tramas, Descobrindo Segredos: Violência e Convivência nas
Escolas”, a pesquisa indica que os homossexuais são o grupo que
sofre mais discriminação dentro do seio escolar: em Brasília, base
do último estudo, 63,1% dos entrevistados alegam já ter visto
pessoas que são (ou são tidas como) homossexuais sofrerem
preconceito. Foram ouvidos 10 mil estudantes e 1.500 professores.
Outros dados
também mostram um grave avanço do preconceito e da discriminação
sexual: mais da metade dos professores ouvidos afirmaram ter
presenciado cenas de discriminação contra homossexuais nas
escolas. Já 44% dos meninos e 15% das meninas afirmaram que não
gostariam de ter colegas homossexuais.
São números que
chocam e entristecem aqueles que lutam pela igualdade e a
diversidade cultural e sexual. É preciso repensar nosso papel de
educadores frente aos fatos apresentados pela pesquisa.
O preconceito à escolha sexual
produz efeitos extremamente preocupantes aos alunos discriminados:
baixo rendimento escolar, desinteresse, abandono, depressão e, em
muitos casos, à morte.
Na última década,
o Brasil amadureceu na discussão da diversidade sexual. O tema
passou a ser discutido abertamente em diversos segmentos da
sociedade civil organizada, com a seriedade e o respeito que o
assunto merece. Muitas conquistas já são visíveis, consolidadas,
como a própria Parada do Orgulho Gay, que a cidade de São Paulo
promove há alguns anos.
Portanto, já
passou da hora de dar a questão da diversidade sexual dentro das
escolas uma atenção especial por parte de toda a sociedade: pais,
educadores, governantes e os próprios alunos devem participar do
debate, entender onde nasce o preconceito e combate-lo de todas as
formas. O preconceito a todas as formas de manifestação cultural e
racial já produziu cenas lamentáveis, danos irreparáveis para os
povos de todo o planeta.
Professor Claudio Fonseca
E depois da festa de formatura?
Algumas décadas atrás, a vida
estudantil tinha apenas uma única festa: a formatura da faculdade.
A cerimônia representava o ápice de uma caminhada que começava no
bê-a-bá. Hoje, a graduação no ensino superior continua sendo
celebrada, mas outra fase ganhou sua comemoração: o ensino médio.
Alegria à parte, a mudança não deixa de ser um tanto preocupante:
será que os jovens tendem a festejar por não terem muito claro o
que vai ser do seu futuro? A comparação de dois números do Censo
Escolar 2007, divulgados no início de fevereiro pelo Instituto
Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), mostra que a
conta entre as matrículas no último ano do ensino médio (2,2
milhões) e os ingressos no primeiro semestre do superior (1,4
milhão) não bate. Ou seja, em cada 100 alunos, 33 não prosseguem
seus estudos.
É compreensível,
mas não justificável: apesar das cotas e de outras facilidades, o
acesso de jovens de baixa renda à universidade pública ainda é
insuficiente e o crescimento da renda familiar (expressa na
redução das classes D e E, com consequente expansão da classe C)
nem sempre viabiliza o pagamento das mensalidades das
particulares, nas quais o estudo do Inep aponta a ociosidade de
1,3 milhão de vagas, mesmo com incentivos como Prouni e até mesmo
a redução do valor das parcelas, por algumas instituições.
Mas, será que a
inclusão profissional passa necessariamente por uma faculdade? Em
abril deste ano, o CIEE realizou mais uma festa de formatura, para
comemorar a conclusão da capacitação das primeiras turmas do
programa Aprendiz Legal, voltado a jovens entre 14 e 24 anos que,
no mínimo, estejam cursando o ensino fundamental. Na prática, esse
programa não só vem preparando jovens para uma profissão, como tem
auxiliado muitos deles a vencer a entressafra acadêmica, entre a
conclusão do ensino médio e o sucesso no vestibular.
O Aprendiz Legal, além de oferecer
cursos de formação técnica de nível básico em quatro modalidades
(Ocupações administrativas, Comércio e varejo, Práticas bancárias
e Telesserviços) – todo montado com a metodologia pedagógica da
Fundação Roberto Marinho –, assegura ao jovem um contrato
especial, pela CLT, de dois anos e, consequentemente, um salário
que pode ser usado para financiar um cursinho ou, se poupado, até
mesmo para encarar o primeiro ano da faculdade com mais
tranquilidade. Parte dos 245 jovens que receberam seu certificado
de aprendiz no Teatro CIEE, na última quinta-feira, se já não
estão matriculados no ensino superior, ao menos têm a meta próxima
de ser realizada. E o mesmo acontece, seguramente, com os outros
12 mil aprendizes, hoje sendo treinado em três mil empresas e
órgãos públicos parceiros do CIEE.
Novamente,
voltando aos cálculos: registram-se apenas 141 mil aprendizes em
todo o Brasil, indicando o cumprimento ainda tímido da Lei da
Aprendizagem. Mas, considerando a parcela de jovens que podem se
beneficiar com essa capacitação, chega-se ao número de 1,3 milhão
de aprendizes potenciais, coincidentemente ou não a mesma
quantidade de vagas ociosas na rede universitária. Num sistema
ideal, em que toda potência é convertida em resultado efetivo, a
educação brasileira seria uma máquina azeitada, evitando o
desperdício de talentos hoje constatado.
Luiz Gonzaga Bertelli
O papel do professor como
orientador da educação sexual juvenil
O desenvolvimento da personalidade
da criança é diretamente influenciado pelos valores dos pais.
Porém, discute-se muito o papel do professor na formação do
desenvolvimento da educação social do indivíduo na sociedade.
Não dá pra negar que a
escola e o ensino educacional ampliam o campo intelectual da
criança, agregando à personalidade do jovem uma gama de novos
valores morais.
A educação exerce um
papel fundamental na integração da pessoa no ambiente externo ao
familiar, dando espaço para realidade dos relacionamentos sociais.
Por isso, essa é uma
fase que merece dedicação. Os professores devem entender a
responsabilidade que exercem sob o crescimento das crianças e
adolescentes, como orientadores na busca de projetos futuros.
Um jovem mais
consciente e educado buscará alcançar seus sonhos. O que permite a
formação de uma geração mais capacitada para atingir objetivos
futuros, tanto no plano profissional quanto no pessoal.
O jogo Vale Sonhar guia alunos
e professores sobre temas de responsabilidade sexual
O Instituto Kaplan incentiva o
ensino da educação sexual para adolescentes e busca capacitar
professores, que promovam uma reflexão sobre temas como gravidez e
DST/AIDS. Deste modo, oferece a oficina Vale Sonhar, que faz parte
do novo Museu da Criança, Catavento Educacional, inaugurado no
último dia 26.
O jogo interativo visa
orientar a educação sexual de adolescentes acima de 13 anos, com
informação e divertimento.
“Pela primeira vez no
Brasil, e talvez no mundo, um museu aborda a prevenção de gravidez
e DST/AIDS. É um trabalho inédito e que vai trazer resultados
fantásticos, pois com informação e planejamento de vida, é
possível que o adolescente desperte a consciência de praticar sexo
seguro, com método adequado de contracepção”, explica Maria Helena
Vilela
A dinâmica está acordo com o sistema tecnológico próprio da vida
cotidiana da garotada. E ao funcionar como uma ferramenta de
simulação das perspectivas sobre o futuro, o jogo permite uma
maior interação do jovem com o tema abordado, facilitando o
trabalho do professor e da escola.
Dinâmica da oficina de
prevenção à gravidez na adolescência e DST/AIDS
O espaço interativo do Instituo
Kaplan, no Catavento Educacional, atende 20 adolescentes por
sessão. Na entrada, eles recebem um folheto onde escrevem seus
sonhos profissionais e de vida. Depois se espalham pela sala e
param numa marcação feita no chão. Um labirinto se forma, através
de painéis que descem do teto. Cada painel traz uma pergunta, e
cada resposta direciona o jovem para outro painel.
Respostas erradas podem
fazer adquirir uma DST ou a gravidez - nesse caso é colocada uma
barriga para o jovem sentir o “peso” da responsabilidade. Essa
brincadeira em “quiz” é rápida. Depois de saber quem pegou doença
ou bebê, aparece uma tela com imagens e uma voz que pede para esse
jovem se perceber 5 e 10 anos a frente: conseguiu se formar? Teve
filhos? Tem um bom emprego? Precisou parar de estudar na
adolescência para criar filhos?
Na saída da oficina,
são convidados a ler aquele folheto da entrada que tem informações
importantes sobre prevenção e DST/AIDS.
Instituto Kaplan - fundado em 1991,
o Kaplan oferece serviços de orientação sexual para os jovens e
capacitação para educadores e profissionais que lidam com educação
sexual. Desenvolve jogos dinâmicos e lúdicos para auxiliar a
discussão sobre responsabilidade sexual.