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 Edição de SEtembro  de 2010

Eu não gosto de estudar...

 

 

Esta problemática vem atingindo mais e mais escolas do País. Uns atribuem a modernidade como culpada desta geração moderna criticar tanto estudar, outros enfatizam ainda uma culpa imensa aos computadores, vídeos-games, esportes radicais, aventuras e inclinação ao terror, violência e falta de religião e quebra de laços familiares.

Onde realmente mora o perigo, onde estão as soluções?

O fato é que os alunos das mais variadas escolas não querem estudar.

Os jovens pela manhã já demonstram um cansaço terrível, uma indisposição doentia e uma tormenta que os apavora dia a dia. Como combater esse mal quando as maiores armas são a atenção e os livros?

Escolas vêm modificando sua forma de lecionar, criando métodos, buscando inovações, investindo alto em tecnologias de ponta para que os alunos encontrem uma forma de estudar que lhes traga algum prazer. Talvez a má alimentação, a ausência de matinais reforçados possa colaborar para que isso ocorra.

O aluno na escola apresenta uma atitude completamente descompromissada com o ensino e professores.

Vemos isso como o mal do século, como uma doença, cruel prestes a desabar.

Depender dos estudos é criar patamares de acesso ao desenvolvimento profissional. Encarar os estudos é participar de um processo arcaico que há anos tenta trazer novidades, mas ainda está bem longe de conseguir seu sucesso.

O que fazer diante de tantos problemas, tantas situações onde o jovem recusa a participar do processo?

Pais, professores e profissionais da educação já não conseguem mais através de sua formação dar a resposta correta para tantos problemas e ocorrências nas escolas.

A geração que cresce não é a geração que estuda. A busca por facilitações é grande e a falta de estudo real e concentração acompanham esse problema.

A insatisfação que desanima é interna e intensa. Ela se completa com o ensino retrógado, arcaico nas suas necessidades e por mais que se faça a distância entre o educando e o ensino é cada vez maior.

O que mais se houve é para que estudar se somos governados por um Presidente que não estudou. Para que estudar se os espertos lideram o mercado financeiro. Para que estudar se tanta gente que estuda é pobre? E o pior, qualquer um pode ser político e ganhar muito dinheiro. Em caso contrário, o futebol garante um bom futuro.

A sociedade tem meios de vitória onde o estudo não entra como estímulo.

Viva a Independência do Brasil!

 

 
 

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