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 Edição de Maio  de 2008

 

A relação mulher x dinheiro não é tão complexa!

 

Dia das mães, mês das noivas... Maio é época de presentes e de muitas homenagens para as mulheres. Empolgados por essa atmosfera festiva, alguns filhos podem ser surpreendidos por algumas situações inusitadas, tais como serem repreendidos por suas mães porque gastaram muito ou parcelaram demais a dívida. Mas, afinal, o que está acontecendo?

    A verdade é que a cada dia as mulheres estão mais conscientes no trato com o dinheiro. Hoje, a grande maioria já incorporou as regras básicas de manutenção de uma boa saúde financeira: não gasta mais do que ganha, usa o dinheiro com sabedoria (não compra por impulso!) e tem sempre uma reserva para uma hora de necessidade. E dão sugestões para quem quer fortalecer os músculos de sua conta bancária: quando for fazer compras, oriente-se por uma lista, evite desperdícios nas compras (cuidado com a frase “eu mereço um presente”), procure pagar as coisas com dinheiro vivo para ter a real dimensão do preço e, se o limite do seu cartão é alto, procure estabelecer um valor fixo que você possa pagar mensalmente (solicite um limite mais baixo, se preciso). Mas pode-se ir além. Que tal aspirar à riqueza?

A quantidade de recursos financeiros e materiais para considerar-se rica varia de pessoa para pessoa. Uma definição interessante de riqueza é “capacidade de viver a vida como se quer, sem preocupações financeiras”. O dinheiro não traz felicidade, mas oferece opções que não se teria sem ele. Pela análise de dados de censos populacionais recentes, percebe-se que rendas acima de R$ 5 mil contemplam apenas 5% dos brasileiros. Atualmente, uma família brasileira (pai, mãe e dois filhos), para classificar-se como rica (1% da população) deve possuir uma renda mensal acima de R$ 14 mil ou R$ 3,5 mil per capita. Para enriquecer, é preciso planejamento e raciocínio financeiro.

    Uma mulher que planeja sua vida financeira tem um objetivo concreto de compra (um valor em moeda e uma data definida); possui um plano alternativo para sobreviver financeiramente se alguma catástrofe acontecer (desemprego ou perda do cônjuge).

Na troca de automóvel, opta por um carro com menor índice de roubos, cujo preço do seguro é mais baixo, e possui investimentos financeiros em seu nome.

Participar de palestras relacionadas às finanças pessoais, não emprestar dinheiro a pessoas que provavelmente não devolverão o valor emprestado, não transferir as dívidas do cartão de crédito de um mês para o outro, examinar cuidadosamente o talão de cheques, ter consciência da sua própria renda líquida e analisar com frieza matemática as propostas de empréstimo e de investimento pessoal são sinais evidentes de alguém que já atingiu um avançado raciocínio financeiro.

    Seguem abaixo outros aspectos importantes relacionados a um bom planejamento e raciocínio financeiro:

·  Para um bom planejamento familiar, é preciso reunir-se com os filhos para discutir orçamentos e cortes necessários para realizar sonhos como carros e viagens de férias. Não há necessidade de abrir o jogo sobre as cifras, somente sobre comportamento de consumo, gastos e planos. É preciso mostrar que existe uma verba, mas que ela foi fruto de economia e planejamento;

·  Praticamente 40% dos casais dizem que a renda do casal é totalmente compartilhada. Já o número de pessoas que separam totalmente o que ganham é de 21% para mulheres e 48% para homens quando ambos trabalham. Quanto mais elevado o nível educacional e a renda, a tendência é que se incremente a separação da renda;

·  No caso dos investimentos, as mulheres preferem aplicações de longo prazo (70%) do que de curto prazo (22%). Poupança é o produto financeiro mais preferido (60%), enquanto as ações representam apenas 2%.

 

Prof. PhD Marcos Crivelaro

 
 

    Os custos econômicos do congestionamento

 

A cidade de São Paulo representa 12% do PIB nacional e contém a sede de 60% das multinacionais estabelecidas no país. Em relação à economia paulista o município participa com 36% do PIB e 15% das exportações. No que se refere ao valor agregado estadual, seu setor de serviços contribui com 60% e a indústria com 39%.

     O peso econômico de São Paulo faz do município o principal “motor” da economia brasileira. Fenômenos que afetam a atividade produtiva da cidade impactam em grande magnitude na competitividade do Estado e do país. Um grave problema que chama a atenção refere-se ao custo crescente que a crise no trânsito impõe ao setor produtivo.

    O trânsito paulistano se tornou uma calamidade que vai além do estresse diário que causa no cidadão. As horas diárias perdidas nos engarrafamentos, que com freqüência ultrapassam 200 km, implicam em custos bilionários que estão sendo objeto de estudo.

     Entre fevereiro de 2003 e fevereiro de 2008 a quantidade de automóveis em São Paulo aumentou 768.931 unidades; 12.815 novos carros todo mês ou 427 por dia. Quando se considera no mesmo intervalo de tempo a frota total (carros, motocicletas, caminhões, utilitários e outros) observa-se um crescimento de 1.213.935 veículos, equivalente a 20.232 por mês ou 674 a mais por dia na frota paulistana, que cresceu em média 5% ao ano.

    Mas a infra-estrutura viária não foi capaz de atender essa expansão.

    O modelo viário do município privilegia há décadas grandes e caras obras, que hoje apenas transferem pontos de congestionamentos para alguns metros adiante. São Paulo precisa de uma nova concepção viária, que invista na revascularização do trânsito.

     Um exemplo disso seria a construção de pontes sobre os rios Pinheiros e Tietê. Se os quase R$ 3 bilhões gastos nos túneis Ayrton Sena, Jânio Quadros, Rebouças, Faria Lima e na ponte estaiada do Real Parque tivessem sido utilizados para construir 80 pontes com 3 vias em cada sentido, como existem em profusão na Europa, a cidade teria menos congestionamentos.

    A lógica que prevaleceu nos últimos anos é a das grandes obras, caras e ineficientes. A cidade está prestes a parar de vez por conta da combinação da precariedade dos sistemas viário e de transporte coletivo com o aumento acelerado da quantidade de carros.

    O custo que essa situação impõe é espantoso. Eles podem ser classificados em dois tipos: o tempo ocioso das pessoas no trânsito e os gastos pecuniários impostos à sociedade.

    O primeiro tipo é um conceito econômico chamado de “custo de oportunidade”. Considerando os períodos críticos dos congestionamentos e o custo da hora de trabalho em São Paulo, esse valor hoje é de R$ 26,8 bilhões. Há quatro anos era de R$ 15,4 bilhões.

    Quanto ao custo pecuniário, ele deriva de uma comparação entre o trânsito fluindo e congestionado. Consideram-se os gastos com combustíveis pelos veículos, o impacto dos poluentes na saúde da população e o aumento no custo do transporte de carga.     O resultado foi um custo superior a R$ 6,5 bilhões por ano. Há quatro anos ele era de R$ 5,3 bilhões.

    Ademais, os custos se mostram crescentes e causam impacto negativo na estrutura econômica da cidade e do país, na saúde das pessoas, no bolso do cidadão e na qualidade de vida da população.

Marcos Cintra



Descubra se você é uma pessoa endividada ou está a caminho do endividamento!

O consultor e terapeuta financeiro, Reinaldo Domingos, autor do livro "Terapia Financeira" e criador da metodologia comportamental DiSOP, criou um teste para descobrir o grau de endividamento das pessoas!

 

 

1. Você sabe como está a sua vida financeira hoje?

 

a) (  ) Uma vez por mês faço um diagnóstico financeiro e registro o que eu ganho e o que eu gasto e tomo decisões. 

b) (  ) Faço apenas uma vez a cada 3 meses análise das minhas despesas, isto quando estou desequilibrado financeiramente.

c) (  ) Nunca faço análise e tenho medo de olhar o extrato bancário e as faturas do cartão

 

2. Você já fez um diagnóstico financeiro de sua vida?

 

a) (  ) Uma vez por ano faço essa análise (diagnóstico) e registro o que eu ganho e o que eu gasto e faço uma reunião familiar mensal

b) (  ) Faço essa análise quando estou em situação de desequilíbrio financeiro

c) (  ) Nunca fiz a análise de diagnóstico financeiro, nem me reúno com a família para falar sobre dinheiro

 

3. Quando você recebe seu salário e ganhos mensais, você:

 

a) (  ) Reservo (guardo) parte de 10% à 20% dos meus ganhos mensais para realização dos meus sonhos

c) (  ) Não costumo guardar dinheiro, porém estou equilibrado financeiramente

d) (  ) Não guardo dinheiro porque não consigo pagar todas as minhas despesas do mês

 

4. Como você costuma pagar suas compras?

 

a) (  ) Sempre pesquiso o preço a vista do produto, peço desconto ou parcelo sem juros sempre observando a disponibilidade do meu orçamento

b) (  ) Algumas vezes pesquiso o preço do produto e faço o pagamento parcelado

c) (  ) Sempre opto pelo parcelamento, crediário e pelo cheque pré-datado por falta de disponibilidade financeira.

 

5. Como você administra o seu cheque especial?

 

a) (  ) Não tenho cheque especial e, caso tivesse, não utilizaria o limite desta linha de crédito

b) (  ) Uso mensalmente, mas procuro repor antes da cobrança de juros

c) (  ) O limite já faz parte de meu orçamento mensal, com a dívida aumentando constantemente.

 

6. Como você usa o cartão de crédito?

 

a) (  ) Só compro o necessário e nunca uso todo o meu limite, pago a fatura total do mês e controlo as parcelas em meu orçamento mensal.

b) (  ) Faço alguns parcelamentos, mas não controlo em meu orçamento e gasto parte do meu limite de crédito.

c) (  ) Sempre uso o meu limite total e pago o mínimo do cartão.

 

7. Sobre a taxa para a manutenção de seu cartão de crédito ?

 

a) (  ) Negocie e quase sempre consigo desconto de 100% da taxa.

b) (  ) Quando me lembro desta taxa negocio conseguindo pequenas reduções.

c) (  ) Nunca me atentei para este tipo de cobrança em minha fatura.

8. Você tem alguma dívida com banco ou financeira?

 

a) (  ) Não tenho nenhuma dívida

b) (  ) Tenho poucas dívidas e estou sempre negociando para reduzir o valor delas.

c) (  ) Perdi totalmente o controle, tendo diversas dívidas.

 

9. Se você hoje ficar desempregado, por quanto tempo você consegue manter o mesmo padrão de vida?

 

a) (  ) Por mais de 10 anos

b) (  ) No máximo 2 anos

c) (  ) De 01 a 03 meses

 

10. Quando realiza uma compra a prazo:

 

a) (  ) As poucas vezes que parcelo, sempre consigo eliminar os juros.

b) (  ) Negocio juros a no máximo 2% ao mês.

c) (  ) Não me preocupo com essa questão. 

 


RESULTADOS

 

A = 20

B = 10

C = 05

 

De 160 a 200

 

Parabéns! Você está utilizando os pilares que compõe a metodologia comportamental DiSOP, do livro "Terapia Financeira". Suas respostas mostraram um elevado grau de educação financeira. A forma com que você lida com seu dinheiro e controle financeiro está correta. Continue se aprimorando e cada vez mais priorizando seus sonhos e reservando um valor mensal para a conquista deles, que certamente você atingirá rapidamente seus sonhos e objetivos. Sempre comprando a vista para não se endividar, é sabedor que comprar a vista é pagar sem juros e de preferência com descontos.   

 

De 70 a 105

Muito cuidado! Seu desequilíbrio financeiro está ou estará muito próximo. Você necessita imediatamente implementar uma ação focada em suas finanças. Oriento ler o livro "Terapia Financeira" e utilizar a metodologia comportamental DiSOP que contempla Diagnosticar, Sonhar, Orçar e Poupar. Seguindo estes pilares da metodologia, você conseguirá visualizar e estabelecer metas e controles que possibilitarão a realização dos seus sonhos e conquista de sua tão sonhada independência financeira. Baixe a planilha de orçamento DiSOP no site www.disop.com.br e utilize em seu dia a dia imediatamente.

 

De 50 a 65

Sua situação é muito grave! Mas sempre existe uma saída!

Seu endividamento está fora de controle, necessita de uma operação de guerra, o primeiro passo é fazer um diagnóstico financeiro, levantando o quanto ganha, o quanto gasta, o que você tem de bem móveis e imóveis, dívidas etc. Em seguida deverá estabelecer prioridades em seus sonhos e objetivos, e para tanto deverá saber o quanto gasta mensalmente o quanto gasta com cada tipo de despesa, como exemplo até mesmo gorjetas, café, presentes, cabeleireiro, roupas etc, descobrindo seu verdadeiro "EU Financeiro". Para finalizar deverá guardar parte do que você ganha mensalmente para atender seus objetivos, entre eles pagamento de suas dívidas e buscar seu equilíbrio financeiro e conseqüentemente alcançar sua independência financeira. Todos estes passos você encontrará no livro "Terapia Financeira" onde você aprenderá passo a passo da metodologia comportamental DiSOP. Baixe a planilha de orçamento DiSOP no site www.disop.com.br e utilize em seu dia a dia imediatamente

 

Fonte: Reinaldo Domingos



Administração Sustentável 2008

 

O que podemos dizer sobre os mercados e a conjuntura econômica mundial. Existe um limite natural em tudo, toda bola estoura, e o risco da garantia dos volumes é o esquecimento das especificações básicas do jogo que estamos praticando, principalmente quando nos orientamos pelo que os outros estão fazendo, se esquecendo se realmente temos condições de praticar a mesma coisa.

    Administrar de olho no mercado e suas possibilidades de conquistas às vezes fazem com que nos esqueçamos dos parâmetros lógicos de que negócios pedem por controles e que controles, acima de sistemas impecáveis, devem estar dotados de gente capaz de analisá-los antes do caos.

Todo crescimento necessita de demandas, e na contra partida nos meios competitivos, empresas acima do talento coletivo (poder de troca com ênfase nos objetivos) pela criação “do surpreender”, não podem perder o espírito analítico pela euforia de crescer a qualquer preço e prazo. 

    No mundo não temos mágica, mas lógica, pois tudo que to falando é resultante das décadas de fusões e aquisições geradoras de estratégias que beneficiam escalas ajustando e consolidando participações, mas que também aceleram as reduções de mão de obra que por conseqüência se alocam em outras atividades e desafios, que nem sempre garantem um consumidor estável, mas que mesmo assim gasta e temos que aprender a trabalhar.

    Não sendo economista, mas ciente do representa a guerra dos mercados dos que produzem e servem, é fato que a segurança, do ponto de vista de garantias e estabilidade dos indivíduos (consumidores), já não é a mesma e assim crescer não mais significa saber atender a clientes seguros ou os que respondem por operações de baixo risco.

O mundo viveu uma seqüencial década de crescimento, porém boa parte disso impulsionado por estímulos ao alongamento dos endividamentos pessoais (maior do que a renda) do curto, ao médio e por fim o longo prazo. Numa amplitude maior sobre isso fica a pergunta: O que vale mais, crescer menos, mas sustentavelmente, ou ser um “cachorrão” sem coleira mordendo a primeira presa que aparece?

 

Senhores estrategistas:

Será que seu budget foi orientado para expansão de vendas, e se positivo qual a proporção do risco dessa expansão? Será que vale a pena repassar metas quantitativas sem uma revisão analítica que aprofunde os efeitos da conjuntura atual, ampliando as possibilidades dos caminhos, intensificando os controles e amenizando os efeitos do volume pela rentabilidade?

    Nesse primeiro artigo do ano vou alertar com uma visão pessoal. O que vem pela frente atinge a todos e amplia a necessidade de interpretação profunda sobre o que dispomos e o talento necessário para criar garantias que propiciem nossa evolução.

No jogo do futuro quem vende é o conjunto, sem cérebro individual de Rei ou Rainha, mas com um compartilhamento (fornecedores, colaboradores e mercado) que propicie garantias de que o que está saindo, tem retorno.

    Aguardemos os resultados em 2008, 2009, mas antecipe e revise seus planos, pois nossos barcos não vão mais navegar sem o uso de todas as velas. Se errar pela cautela, “please” às vezes uma boa cardeneta de poupança é melhor do que traficar cocaína.

Sérgio Dal Sasso



O propósito do negócio
A importância da visão, missão e definição do negócio

 

Apesar das dificuldades, impostos e a burocracia, o Brasil é um dos países mais empreendedores do mundo. Porém, muitas empresas acabam por ficar pelo meio do caminho. E a principal razão disso é a falta de planejamento, de visualização da empresa a curto e também a médio e longo prazos. Por isso, cada dia mais, as empresas despertam para a necessidade de se fazer planejamento estratégico para enfrentar os desafios da competitividade.

    “Planejar é estabelecer uma linha mestra, uma diretriz visando reduzir incertezas e riscos no caminho rumo ao êxito. O planejamento permite o desenvolvimento de ações e atitudes dentro das organizações capazes de produzir um roteiro preciso do que deve ser feito para alcançar os objetivos almejados. Sem isso, corremos o risco de sair do foco de nossos negócios, comprometendo a organização inteira”, explica Cláudio Tomanini, palestrante, consultor e professor de MBA da Fundação Getúlio Vargas, com mais de 20 anos de experiência nas áreas de vendas e marketing.

    Para a elaboração de um plano estratégico deve-se discutir qual é a razão de ser da empresa. E para permanecer competitivo, a empresa precisa encontrar a sua razão de competir, deve ter sonhos e uma vontade arraigada por dias melhores. Por isso, é fundamental que a empresa tenha Visão, ou seja, uma imagem compartilhada do que a empresa aspira, o sonho difundido dentro da organização.

    “Ter visão significa desenvolver a capacidade de observar analiticamente os acontecimentos, se antecipar a eles e ser pró-ativo, estabelecendo uma missão a realizar e definindo como esta missão será cumprida. Finalmente, acreditar que tudo isso será possível. É fundamental que a visão tenha um conceito claro, objetivo, exprimindo algo que valha a pena perseguir, mesmo que ainda não percebido como atingível”, afirma Tomanini.

 

 

 

    Já a missão é a forma como a empresa e seus colaboradores realizam o sonho, conduzem os negócios para o atingir a visão, buscando identificar as necessidades dos clientes alinhadas com as singularidades que a empresa possui e que lhe permita conquistar e manter clientes, respeitando os seus próprios valores.

    Segundo Tomanini, quando uma empresa estabelece uma missão, ela está manifestando sua vontade de prosseguir num caminho, independentemente das dificuldades e espera que seus colaboradores contribuam nesta trajetória.

    A empresa desenvolve declarações de missão para compartilhá-las com seus colaboradores, atuando como uma mão invisível que orienta a todos na busca de objetivos comuns. Tais conceitos podem ser elaborados um a um ou agrupados em um único enunciado, segundo a conveniência da empresa e o momento por ela vivido. 

    Com visão e missão bem definidas, as empresas conseguem projetar melhor o seu plano estratégico, avaliando seus diferenciais, metas e, principalmente, seus concorrentes reais e potenciais, produzindo excelentes resultados.

 

Cláudio Tomanini


Brasil: força e ameaças

 

 É sempre difícil fazer comparações macroeconômicas entre diferentes países. Cada um tem peculiaridades que devem ser analisadas separadamente. No entanto, num exercício de simplificação, decidi fazer essa confrontação. Para tanto, escolhi, como síntese, três indicadores, que julgo bastante significativos: a taxa do crescimento anual do Produto Interno Bruto (PIB); a taxa anual de inflação; e o resultado da conta-corrente em relação ao PIB, todos  aos últimos doze meses.

    Os números foram extraídos da última edição da revista The Economist. Estes três indicadores são interessantes, se analisados conjuntamente, porque um país pode estar crescendo bastante, porém à custa de déficit na balança comercial e/ou alta inflação. Um país também pode estar com a inflação sob controle, porém às custas de baixo crescimento econômico e/ou excesso de importação barata. Além disso, é possível que se tenha superávit em conta-corrente, com grande volume de exportação e baixo volume de importação (devido à desvalorização da moeda local), mas tendo como conseqüência uma inflação crescente.

     O ideal, no entanto, é que um país apresente crescimento econômico robusto (PIB > 4%), inflação controlada (IPC < 5%) e resultado em Conta-Corrente equilibrado (CC/PIB > -0,5%). Os valores escolhidos como parâmetros foram convencionados livremente.

     Nesse exercício, comparei a situação de 30 países: doze da Europa (Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Espanha, Holanda, Suécia, Noruega, Finlândia, Irlanda, Rússia e República Tcheca), oito das Américas (Canadá, Estados Unidos, México, Colômbia, Peru, Brasil, Argentina e Chile), sete da Ásia (Arábia Saudita, Turquia, Índia, China, Malásia, Japão e Coréia do Sul), dois da Oceania (Austrália e Nova Zelândia) e um da África (África do Sul).

     De todos esses países, somente seis apresentam os três indicadores em níveis adequados: Holanda, Noruega, Coréia do Sul, Brasil, Peru e Malásia. Onze apresentam um dos indicadores insuficiente (China, Rússia, Índia, Argentina, Chile e Arábia Saudita, com crescimento do PIB e resultado em conta-corrente bons, porém com inflação elevada. Canadá, Alemanha, Suécia, Finlândia e Japão com inflação e resultado em conta-corrente bons, porém com baixo crescimento econômico. Irlanda, com inflação e crescimento econômico bons, mas com resultado em conta-corrente ruim).

    Doze com apenas um indicador em bom nível (Austrália, Nova Zelândia, Estados Unidos, Inglaterra, França, Itália, Espanha e México com inflação controlada, mas com baixo crescimento do PIB e resultado em conta-corrente bastante negativo. Colômbia, República Tcheca, Índia e África do Sul com alto crescimento econômico, mas com os dois outros indicadores insatisfatórios. A Turquia não apresenta nenhum dos indicadores satisfatórios).

     Dos países “top de linha”, a Holanda e a Noruega se beneficiaram diretamente dos altos preços do petróleo e seus derivados; e o Peru dos altos preços dos minerais. Malásia se beneficia das exportações da indústria de transformação. O Brasil e a Coréia do Sul contam com uma pauta mais diversificada de exportação, apesar de o Brasil ter se beneficiado pelas altas dos alimentos e dos minerais.

     Como vimos, apesar de toda a crise financeira internacional, o Brasil se encontra bastante fortalecido no momento atual. No futuro próximo, dois problemas podem aparecer: resultado em conta-corrente muito negativo e inflação em alta. O primeiro é mais provável que ocorra nos próximos meses. Apesar de contarmos com altos investimentos diretos estrangeiros e em carteira, que compensam a piora do resultado em conta-corrente, não podemos ficar na dependência de recursos externos para fecharmos as contas, sob pena de aumentarmos a nossa vulnerabilidade. Comparativamente, portanto, o Brasil está bem, mas é necessário ficarmos atentos para as conseqüências negativas da atual supervalorização do real.

 

Alcides Domingues Leite Junior


Estudo do Instituto de Pesquisa Fractal revela: consumidor de baixa renda não sabe valor de taxa de juros em financiamentos

Norma do Banco Central em vigor deverá contribuir para reduzir índice de 81,7% de desconhecimento. Entrevistados priorizam liberação rápida de crédito e maior prazo para pagamento da primeira prestação

 

O Instituto de Pesquisa Fractal divulga o Painel Financeiro da Indústria de 2007, que revela o comportamento do consumidor de baixa renda em relação à aquisição de bens, financiamentos e prioridades de pagamento. Dentre os resultados, o índice que mais chama a atenção no universo pesquisado é que 81,7% dos consumidores não sabem qual é a taxa de juros paga nas operações de crédito.

    Esse indicador da pesquisa chega em um momento importante em que acaba de entrar em vigor o CET (Custo Efetivo Global), medida criada pelo Banco Central, com o objetivo de deixar mais claro ao público as taxas de juros que são cobradas nos financiamentos. Esta norma serve até mesmo para os anúncios, o que pode colaborar para o entendimento e até comparação de taxas entre as instituições financeiras.  

     Realizado em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Recife, Salvador, Curitiba e nas cidades paulistas de Campinas e Ribeirão Preto, o estudo ouviu 3.264 consumidores de média salarial acima de R$ 250,00 e idade a partir de 20 anos.

     Segundo Celso Grisi, diretor-presidente do Instituto de Pesquisa Fractal, o que o consumidor quer dos bancos é a aprovação rápida de crédito, com baixa taxa de juros, e que ofereçam o limite de crédito adequado a sua necessidade e maior prazo para o primeiro pagamento. “A taxa de juros é fator predominante e até decisiva para a maioria dos consumidores, além da facilidade no pagamento das prestações via carnê. Porém o que mais importa é o valor da prestação. Se ela cabe no bolso então, compra-se o produto, mesmo que no final o pagamento seja o dobro do preço se fosse comprado à vista”, afirma.

     Na série histórica da pesquisa em relação às prioridades de pagamento, a conta de luz continua sendo a principal despesa a ser paga, seguida pela conta de água e a parcela do financiamento, deixando para trás dívidas como o aluguel da residência, que só aparece em 9º lugar (veja tabela). Em relação a valores, a despesa média paga da conta de luz é de R$ 50,00, para financiamento do imóvel é de R$ 250,00 e o aluguel fica acima de R$ 200,00.

 

Tabela 1       

 

Despesas

%

1

 Conta de luz

100,0

2

 Conta de água

89,3

3

 Parcela emp/CDC obtido p/ financeira

85,2

4

 Conta de telefone fixo

49,9

5

 Crédito para celular

44,8

6

 Fatura do cartão de crédito

31,1

7

 Parcela mensal do empréstimo bancário

31,1

8

 Conta de telefone celular

17,4

9

 Aluguel da residência

16,8

10

 Boleto bancário

12,0

11

 Prestação mensal do automóvel financiado

8,8

12

 Recarga do bilhete único

6,6

13

 Condomínio

6,5

14

 Mensalidade escola/faculdade

6,4

15

 Utilização do limite do cheque especial

5,6

16

 Despesas com médico/dentista

5,6

17

 IPTU

5,1

18

 Prestação da casa própria

2,2

19

 Seguro do automóvel

0,7

20

 Taxa de lixo

0,6

 

 


Antecipar o imposto pode ser muito arriscado

 

O período para apresentação da Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física só termina no fim de abril, mesmo assim, os bancos já estão oferecendo os serviços de antecipação da restituição devida pelo governo aos contribuintes. Mas, será que vale a pena antecipar?

    A antecipação é um serviço faz com que os contribuintes não necessitem esperar pelos lotes para receberem os valores devidos da restituição. Contudo, é necessário que alguns cuidados na hora de decidirem por esta opção. "Para pedir a antecipação aos bancos, os contribuintes devem ter certeza de que tudo está correto na declaração entregue ao Governo, caso apresente problemas, ela pode cair na Malha Fina da Receita Federal, e o contribuinte terá que arcar com o empréstimo do próprio bolso, por isso é sempre interessante que esse material seja feito por especialistas", conta o diretor-executivo da Confirp Consultoria Contábil, Richard Domingos.

    O diretor da Confirp, explica que cair na Malha Fina é mais fácil do que parece, principalmente com a ampliação de cruzamentos pela Receita Federal. "Às vezes a pessoa faz tudo corretamente, como manda o manual e, assim mesmo, vai parar na malha fina. Isso acontece, por exemplo, quando a fonte pagadora fornece à Receita uma informação diferente da que liberou para o funcionário".

    Em função disso, Domingos acrescenta que a antecipação só vale a pena para os contribuintes que estão realmente precisando com urgência do dinheiro. "Para quem está endividado e pagando taxas mais altas de juros do que as oferecidas pelos bancos, a antecipação da restituição para quitar dívidas é um bom negócio, mas fora isso não é muito vantajoso, sendo que os juros pagos pelo Governo são bastante interessantes", explica.

    Caso a pessoa esteja decidida a realizar o empréstimo, o diretor da Confirp aconselha que se faça uma pesquisa nos bancos. A disputa pelos clientes é tão grande que as taxas cobradas estão cada vez mais baixas. A primeira pesquisa pode ser pela Internet, para depois sentar com o gerente do banco e negociar melhorias na proposta que eles oferecem.

   Para receber a devolução já nos primeiros lotes é importante entregar a declaração o quanto antes. "Não deixe para a última hora, pois você corre o risco até de pegar congestionamento e acabar tendo de pagar multa por atraso na entrega", adverte Domingos.

Fonte:  www.confirp.com



Faça as contas.

E economize no dia-a-dia


Pelo menos uma vez na vida, quase todo mundo se propôs a fazer um orçamento doméstico e prometeu a si mesmo que não iria fugir dos cortes traçados para economizar. O problema é que quase sempre não cumprimos o planejado. Mas o que dá errado? Por que fugimos do que está proposto? Segundo a professora de economia doméstica da Universidade Federal de Viçosa (MG), Ana Lídia Coutinho Galvão, nós esquecemos das pequenas despesas. São elas as vilãs de qualquer orçamento.

     O gasto com o cafezinho, de apenas R$ 2 por dia, torna-se mais de R$ 700 por ano. O mesmo acontece com o chocolate, o chiclete, o dinheiro para o lanche da criança e as visitas às lojas de R$ 1,99. "As pessoas esquecem que várias coisas baratinhas no mês, quando somadas, dão um valor substancial. Se forem anualizadas então, nem se fala", afirma Ana Lídia.

     E isso não acontece só com as compras. Em casa, escolhemos uma geladeira preocupados com o gasto de energia, mas depois a deixamos com a porta aberta por vários minutos enquanto pensamos no que comer. Também é fácil de esquecer de apagar as luzes quando saímos de cada cômodo. "Nunca vi ninguém se enforcar financeiramente com as contas de financiamento do carro ou da casa ou mesmo por pagar aluguel. Essas despesas a gente não esquece. O que não contabilizamos são as pequenas coisas do dia-a-dia", diz a professora.

Tudo no papel

     Na hora de fazer o planejamento familiar é importante colocar tudo no papel para visualizar bem o peso de cada item no orçamento. Ana Lídia ensina a montar uma tabela simples, formada por três colunas. Na primeira devem constar todos os gastos, relacionados um a um, como financiamento do carro, gasolina, férias, dízimo etc. Não se esqueça dos sazonais, como Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e Imposto sobre Propriedade de Veículo Automotor (IPVA).

     Na segunda coluna, entra a previsão de custo para cada um dos itens apresentados. A última parte da tabela é preenchida com o valor efetivamente gasto.

     No final entram a renda familiar e o total de despesas efetivadas. Assim é possível saber quanto da renda é comprometida com cada item. É aí que aparece "o peso do cafezinho". Se a conta ficar negativa é hora de repensar o que está errado e começar a cortar.

Saindo do sufoco

Ana Lídia dá várias dicas para as pessoas tentarem sair da situação de aperto financeiro. A primeira é envolver toda a família na proposta de criação de um orçamento doméstico. Não adianta o marido querer cortar a despesa de salão de cabeleireiro se a mulher não vai deixar de freqüentá-lo.

     Outra sugestão é deixar cada membro da família responsável por uma parte dos gastos. "Sugiro que fique nas mãos dos adolescentes a tentativa de reduzir os gastos com telefone. Afinal, normalmente são eles os maiores usuários desse serviço. Ter esse controle é bom para aprenderem a planejar e também para terem noção de quanto desperdiçam."

     Outras dicas bastante conhecidas, mas valiosas, são listadas pela professora Shandra Carmen Sales de Aguiar, do Núcleo de Educação do Consumidor da Universidade Federal do Ceará (UFC). "Faça a lista de compras do supermercado em casa, acrescente apenas os itens esporádicos e não fuja dela. Também não vá às compras com fome. Vários estudos já provaram que as pessoas compram mais quando estão famintas", diz.

    Com os filhos, é importante decidir se terão mesada, se vão levar lanche de casa ou comprarão na escola. "Comer na cantina todo dia custa muito", afirma Shandra.

 

Transporte e lazer.

Além disso, dá para reduzir o custo de levar e trazer as crianças todo dia, explica a professora, se os pais fizerem grupos de carona à escola, com escalas, para cada dia um levar todo o grupo de alunos do bairro ou do condomínio.

    Com transporte, aliás, dá para economizar bastante se a família não esquecer de fazer a manutenção adequada dos automóveis. "Alinhar a direção e balancear as rodas são medidas que ajudam a conservar os pneus, por exemplo. A manutenção sempre é mais barata do que o conserto", afirma o mecânico Silvio Guerra, da oficina Santa Inês.

    Na hora do lazer, a dica principal é procurar opções gratuitas ou mais em conta que as tradicionais e fugir de centros de consumo como os shoppings. "Em São Paulo, há uma oferta enorme de shows gratuitos ou baratos, como nas unidades do Sesc (Serviço Social do Comércio) e do Sesi (Serviço Social da Indústria). Há museus e exposições em várias partes da cidade também sem custo. Além disso, sempre existe a possibilidade de ir a parques. Leve seus filhos para andar de bicicleta, correr", recomenda a professora Ana Lídia, da Universidade de Viçosa.

   No dia-a-dia, o importante é não descuidar da casa para não gastar com reformas. E evite ao máximo fazer financiamentos ou tomar empréstimos. Os juros reais no Brasil estão entre os mais altos do mundo.

 

Fernanda Pressinott

Fonte: Diário do Comérci