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 Edição de Março de 2010

Municipalismo Verde Azul

 

Na ocasião em que o Governo Serra lançou o Programa Município Verde, há dois anos, alguns acharam se tratar de uma mera boa iniciativa, que ficaria no campo das boas intenções. Nada como o tempo para provar que a preservação e a conservação ambiental consolidaram-se na agenda política paulista. Demonstrando ser possível conceber uma política pública de maneira criteriosa, com alto grau de ousadia, executada com equilíbrio e austeridade, capaz de atingir as metas pré-estabelecidas e colocar o Estado de São Paulo na vanguarda das decisões em prol do meio ambiente.

    Agora, são 156 cidades certificadas pelo Programa Município Verde Azul, ante as 44 do ano anterior. Estas cidades foram avaliadas de acordo com dez diretivas ambientais, a partir de resultados concretos ou propostas de ações mensuráveis e reportáveis, em áreas estratégicas como: lixo, esgoto, educação ambiental, arborização urbana, mata ciliar, combate à poluição, habitação ecológica, economia de água, canal de participação civil e estrutura da administração.

    O sucesso do Projeto não ficou somente nos números de municípios certificados. Diante do governador José Serra, o secretário de Meio Ambiente, Xico Graziano, apresentou um balanço com os resultados do projeto ao longo de 2009, com a adesão de 100% dos municípios paulistas, o preenchimento completo do Plano de Ação Municipal, que habilita o município a ser avaliado, e a redução do número de lixões no Estado: eram 143 em 2007 e hoje são oito. A expectativa é que, até março de 2010, não existam mais lixões em nosso Estado.

    Outro número surpreendente foi o de nascentes georreferenciadas ao longo do ano. Foram 86 mil, uma média de 210 nascentes por município. São números que evidenciam que o problema não está resolvido, mas demonstram que estamos no caminho e que existem avanços. Muitos dos municípios, por exemplo, só deixaram de ganhar o certificado devido ao seu passivo ambiental.

    Para 2010, as prioridades do Projeto serão Educação Ambiental, Coleta Seletiva e Arborização Urbana, que poderão valer prêmios extras. Quanto aos investimentos, o governador José Serra anunciou que R$ 50 milhões estarão disponíveis para os municípios executarem melhorias ambientais no próximo ano. O valor é quase o dobro do já investido desde a criação do Projeto.

    Por isso, é com muita alegria e satisfação que vejo dezenas de municípios que integram o ranking do Programa Município Verde Azul são administrados por prefeitos e prefeitas amigos, além daqueles em que tenho parcerias com vereadores e vereadoras, demonstrando, cada vez mais, que a preocupação com o meio ambiente saiu da seara dos ambientalistas, atropelou os discursos de bom-mocismo ambiental de outrora, para ganhar um espaço estratégico na administração municipal.

 

 

 

 

    Este sentimento decorre do meu compromisso com a questão ambiental, fato evidenciado pela realização de eventos, como os de Gestores Ambientais, nas cidades de Barra Bonita e Porto Ferreira, no Debate sobre Mudanças Climáticas, realizado na Assembléia Legislativa paulista, nos encontros regionais, em Jaú e Ribeirão Preto, além do mais recente Encontro de Vereadores.

    Em todos eles, a temática ambiental teve lugar de destaque. Por isso, convoco aqueles prefeitos e prefeitas, vereadores e vereadoras, além das lideranças locais de cidades que ainda não fazem parte deste ranking ambiental, para atentarem à diretriz do Governo Serra de privilegiar os municípios verde azuis na liberação de verbas estaduais.

    Desta maneira, fica mais evidente a discrepância entre a posição tímida do Governo Federal em assumir metas e iniciativas em prol do meio ambiente em comparação com o Governo paulista, que entende que não há incompatibilidade entre proteger o meio ambiente e promover o crescimento econômico. Pelo contrário, o desafio de economia de baixo carbono cria inúmeras oportunidades de negócios, com o surgimento de novos setores na economia, gera empregos e renda, além de estimular a inovação e o desenvolvimento tecnológico.

    Hoje, como deputado federal, tenho uma certeza – o sucesso de adesão do Programa Município Verde Azul é uma demonstração clara de que a proposta de gestão integrada concebida pelo Estado, gerida em conjunto com os municípios, terá reflexo direto na construção de uma sociedade mais sustentável, certeza de melhoria na qualidade de vida dos paulistas, consolidando um modelo de crescimento ambientalmente correto, socialmente justo e economicamente viável para as gerações futuras.

 

Arnaldo Jardim

 


Produção sustentável na ordem do dia

 

 

Graças à pronta resposta de vários governos e aos aportes de muitos bilhões de dólares que permitiram tirar do sufoco indústrias, bancos e grandes corporações em geral, a crise começou a arrefecer no segundo semestre de 2009. Aos poucos, a economia se reergueu, e o clima de otimismo se sobrepôs ao temor que marcou os primeiros meses do ano passado.

Foi nesse contexto de "renascimento do mercado" que aconteceu o COP-15, encontro de lideranças mundiais realizado no final de 2009 na capital da Dinamarca. Os tomadores de decisão de países desenvolvidos e emergentes discutiram alternativas voltadas a viabilizar o crescimento econômico aliado à redução das emissões de gases de efeito-estufa.

    Com discordâncias aqui, discursos inflamados acolá, o mundo foi reintroduzido na onda da "febre verde" que ganhou força após a veiculação do documentário Uma Verdade Inconveniente, de Al Gore, e a divulgação do relatório de 2008 do IPCC (International Panel of Climate Changes), que atribuiu às ações humanas a responsabilidade pelo aumento nas emissões dos gases de efeito-estufa e o consequente aumento da temperatura na superfície terrestre.

    Muita gente, num primeiro momento, interpretou a Cúpula de Copenhague como uma decepção, mas essa avaliação foi um tanto precipitada. Está certo que o desejo universal de ver os grandes líderes chegarem a algum consenso sobre a redução das emissões de CO2 foi frustrado. Porém, há que se reconhecer que não havia como chegar a uma solução simples! A própria realização do encontro deve, portanto, ser colocada no âmbito das vitórias.

 

    Prova inconteste de que os esforços mundiais não têm sido em vão é a decisão do Fundo Monetário Internacional (FMI) de criar um "Fundo Verde", estimado em 100 bilhões de dólares. Anunciado em 1º de fevereiro de 2010 no Fórum Econômico Mundial, em Davos, o Fundo terá a missão de financiar projetos de baixa emissão de carbono nos países em desenvolvimento.

    Segundo o diretor do FMI Dominique Strauss-Kahn, as nações emergentes não dispõem de recursos para financiar a pesquisa e a implantação de métodos de produção mais limpa - exatamente uma das questões centrais da COP-15. Ao mesmo tempo, os países riscos continuam às voltas com uma grande carga de dívida pública, derivada do combate à crise econômica. O Fundo Verde proporcionaria, assim, os recursos necessários à implementação das inovações que não podem ser adiadas, sem colocar em risco a sobrevivência financeira dos países.
    A ênfase dada à questão ambiental em Davos sinaliza que o mundo está atento à necessidade de dirimir as mudanças climáticas. Para as empresas, isso significa que a reponsabilidade socioambiental deve ser incorporada a suas práticas. A tendência é que, dentro de alguns anos, somente os empreendimentos sustentáveis se mantenham competitivos.  Quem se preparar para esse novo amanhã terá muito mais chance de atingir o sucesso que merece.

 

Patrícia Centeno


Brasil - Mudanças no cotidiano pode evitar a escassez de água

Em todo o mundo, países aderem programas para economia de água

 

A escassez de água no planeta já não é novidade para ninguém. De toda a água de nosso planeta, cerca de 3% é doce, o que não se mostra suficiente para toda a população. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil tem 11,6% de toda a água doce do planeta. Em pesquisa feita pela Agência Nacional de Águas (ANA), mostra-se que a demanda de água nas regiões metropolitanas é maior que a produção atual dos recursos.

    Para impedir problemas com a falta de água nos próximos 15 anos, será necessário um investimento de R$ 27,7 bilhões em produção, tratamento, fornecimento de águas e tratamento de esgotos.

    Para evitarmos que o mundo chegue a essa situação, várias medidas podem ser tomadas, entre elas está o reuso da água, que já vem sendo utilizado por muitas empresas para diminuir seus gastos e também colaborar com o meio ambiente. No Brasil, 80% do esgoto coletado vai parar em cursos d’água sem receber nenhum tratamento.

    A população também pode contribuir evitando o desperdício de água com pequenas mudanças no cotidiano em suas casas, propriedades, estabelecimentos comerciais, etc. No Brasil gasta-se cerca de cinco vezes mais água do que o necessário. Nosso consumo é de cerca de 200 litros por dia por pessoa, sendo que a OMS recomenda gastos de 40 litros por dia por pessoa. Este desperdício todo preocupa - afinal, o ser humano é capaz de ficar 60 dias sem comer, mas só resiste cinco sem água.

   Vários países têm adotado programas de conscientização e medidas específicas para diminuir o desperdício de água. No Japão, por exemplo, os orientais aproveitam a água depois de tratada em processos industriais. A água quem vem dos ralos do Box ou das banheiras também pode seguir por um cano até chegar a um pequeno reservatório e assim reabastecer os vasos sanitários de condomínios, hotéis, hospitais, clínicas, etc.

   Na cidade do México, o governo substituiu três milhões e meio de válvulas por vasos sanitários com caixa acoplada, de 6 litros por descarga, resultando numa redução de consumo de 5 mil litros de água por segundo.

    Nos Estados Unidos, além de ser obrigatório o limite de 6 litros para a descarga, a legislação também limitou a vazão de chuveiros e torneiras em 9 litros de água por minuto, o que resultou numa redução de 30% no consumo de água.

    O problema da escassez de água é urgente. Para Sergio Belleza, gerente da Divisão Tratamento de Águas da Argal Química “programas de conscientização são necessários em curto prazo. O uso racional da água tem que ser visto como fator urgente e prioritário. Além disso, as empresas têm que estar atentas à implantação dos modernos sistemas de reuso de água”, finaliza o executivo.

 

Veja abaixo alguns tipos de reuso de água:

Reuso indireto planejado da água: ocorre quando os efluentes, depois de tratados, são descarregados de forma planejada nos corpos de águas superficiais ou subterrâneas, para serem utilizados a jusante, de maneira controlada, no atendimento de algum uso benéfico.

    Reuso direto planejado das águas: ocorre quando os efluentes, depois de tratados, são encaminhados diretamente de seu ponto de descarga até o local do reuso, não sendo descarregados no meio ambiente. É o caso com maior ocorrência, destinando-se a uso em indústria ou irrigação.

Fonte: CETESB

 

Aplicações da Água Reciclada

A água reciclada pode ser utilizada para muitas funções, tais como:


Irrigação paisagística: parques, cemitérios, campos de golfe, faixas de domínio de auto-estradas, campus universitários, cinturões verdes, gramados residenciais.

Irrigação de campos para cultivos: plantio de forrageiras, plantas fibrosas e de grãos, plantas alimentícias, viveiros de plantas ornamentais, proteção contra geadas.

Usos industriais: refrigeração, alimentação de caldeiras, água de processamento.

Recarga de aqüíferos: recarga de aqüíferos potáveis, controle de intrusão marinha, controle de recalques de subsolo.

Usos urbanos não-potáveis: irrigação paisagística, combate ao fogo, descarga de vasos sanitários, sistemas de ar condicionado, lavagem de veículos, lavagem de ruas e pontos de ônibus, etc.

Finalidades ambientais: aumento de vazão em cursos de água, aplicação em pântanos, terras alagadas, indústrias de pesca.

Usos diversos: aqüicultura, construções, controle de poeira, dessedentação de animais.


Programa de conscientização sobre o uso responsável de sacolas plásticas terá aporte de R$ 19,6 milhões

O investimento será usado em ações de comunicação e na ampliação do Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas que, de 2007 para cá, reduziu em 16% o consumo dessas embalagens no Brasil.

 

 

A indústria do plástico aprovou para o triênio 2009-2011 o orçamento de R$ 19,6 milhões que e contempla o Projeto de Comunicação sobre a imagem dos plásticos e a continuidade do Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas. As contribuições desta verba contam com a participação de toda a cadeia produtiva do plástico.

    Esse montante foram destinados à campanha para reforçar a imagem dos plásticos como produtos de alto valor agregado, indispensável na vida moderna, além de sustentáveis, uma vez que podem ser reutilizados e reciclados (mecânica ou energeticamente). A campanha vem sendo veiculada nacionalmente nos principais meios de comunicação do país, divulgando essas práticas e terá continuidade em 2010 e 2011.

    O orçamento também contempla o Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas, iniciado em 2007 e já implantado em cinco capitais (São Paulo, Porto Alegre, Salvador, Goiânia e Brasília). No ano que vem, Rio de Janeiro, Recife e Florianópolis serão as primeiras cidades que receberão o programa, que já apresenta resultados na redução do consumo de sacolinhas. Em 2011, novas capitais serão incorporadas ao Programa. Até o final de 2009, a previsão de consumo dessas embalagens é de 15 bilhões ante 16,2 bilhões em 2008 e 17,9 bilhões em 2007, o que resulta em 16,2% de redução do início do programa até agora.

    São indicativos de que a qualificação da sacola aliada ao uso responsável gera efeito concreto. O trabalho tem o objetivo de promover o uso das sacolinhas fabricadas dentro da norma ABNT 14.937 e a certificação dos fabricantes dessas embalagens para produzi-las dentro das especificações. Com isso, o consumidor não precisa mais colocar uma sacola dentro da outra para carregar as compras ou não encher totalmente e utilizá-la somente pela metade. Hoje, mais de 3 bilhões de sacolas já são feitas com Selo de Qualidade, por 9 empresas credenciadas. Até 2010, mais 6 empresas deverão ser credenciadas totalizando 15 no Brasil.

    O Programa também estabeleceu importante parceria com o varejo, a partir do apoio da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e das associações estaduais dos supermercados. Assim, mais de 3 mil operadores de caixa e supervisores das redes de supermercados participantes (entre elas, algumas das maiores do Pais, como o Pão de Açúcar, Carrefour, Zaffari, G Barbosa e outras) foram treinados para orientar os consumidores sobre o uso responsável das sacolinhas.

    Para Antônio Tolentino Neto, superintendente da Associação de Supermercados de Brasília (Asbra), a importância do Programa das Sacolas está na sensibilização da população para que coloque em seu dia-a-dia ações responsáveis, de preservação do meio e cidadania. Já o presidente da Associação Baiana de Supermercados (Abase), Teobaldo Luís da Costa, disse que o resultado das ações foi captado desde a implantação dos programas pilotos: “o consumidor de Salvador mostrou-se muito dedicado, além de cumprimentar e elogiar a idéia do Programa”, afirmou Costa. 

    Para 2010, entre as ações previstas está, por exemplo, a possibilidade do treinamento à distância para a implantação do Programa pelo Brasil a fora, ação essa que poderá ampliar consideravelmente o alcance do trabalho.  A novidade é que estaremos com a Escola de Consumo Consciente, que atenderá às várias lojas das redes que aderiram ao Programa.

    O esforço conjunto de convencimento dos consumidores sobre o uso responsável das sacolas plásticas tem sido forte. A população vem sendo estimulada pelo governo e pela mídia (imprensa e mídias sociais) a Reduzirem o consumo, Reutilizarem e Reciclarem as sacolas (conceito dos 3R’s). Em 2010, projetos sobre a Reciclagem Energética deverão sair do papel e irão complementar o ciclo – consumo responsável, reutilização das sacolas, reciclagem mecânica, transformando o plástico em outros produtos e reciclagem energética, gerando energia com a queima do lixo – processo no qual o plástico é fundamental e serve como combustível.

    Imagem dos Plásticos - A necessidade de investimentos no Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas e também no Projeto de Comunicação sobre a imagem dos plásticos nasceu em 2007. Nesta época, a imprensa estava voltada para criticar os plásticos, ligando a imagem deste produto às mazelas ambientais.

    Foi também em 2007 que surgiu, com foco no Paraná, e se espalhou pelo Brasil, um movimento pelo fim das sacolas plásticas. A crise começou com críticas às sacolas e ganhou espaço na política. Projetos de Lei começavam a surgir para a substituição das sacolas convencionais por sacolas oxi-degradáveis – material que prometia se biodegradar em seis meses, mas que foi comprovado como um engodo – pois não se biodegrada mas apenas se fragmenta, tornando-se uma poluição invisível.

    A Plastivida se estruturou para reunir informações científicas e enriquecer o discurso. Foram realizadas audiências, reuniões e encontros com políticos e autoridades com a participação da entidade para informar a população sobre o engodo dos oxi-degradáveis e se inserir nessa discussão como entidade representativa dos plásticos.

    Em setembro do mesmo ano, desenhou-se uma nova crise. Importada pela jornalista e crítica de moda, Lilian Pacce, surgiu a campanha “I’m Not a Plastic Bag”, sugerindo o fim das sacolas plásticas. A discussão foi ampliada e ganhou novas frentes. A imagem dos plásticos mais uma vez voltou a ser criticada, embora algumas apresentadas fossem de plástico.

   Foi quando a Plastivida, o INP e a ABIEF estruturaram um grupo específico para trabalhar o case sacolas plásticas e a imagem dos plásticos como produtos indispensáveis à vida das pessoas e além disso, sustentáveis. O Grupo é composto por Comitês estratégicos (Responsabilidade Socioambiental, Científico e Tecnológico, Institucional e de Comunicação), cada um com uma frente de trabalho proprio. Dessa forma, se compõe a ação, necessária para que os plásticos sejam reconhecidos principalmente por seu valor agregado, seus atributos sustentáveis e sua indispensabilidade para o cotidiano da população. Como exemplo, dentre vários outros citamos o caso das sacolinhas que são 100% reutilizadas como saco de lixo.


Sustentabilidade: impermeabilizar para preservar

 

Sustentabilidade: tema que atinge neste momento uma fase onde o assunto deixa ser um modismo ou simplesmente explorado comercialmente e passa a fazer parte de um cenário onde a preocupação com segurança, meio ambiente, conforto e, principalmente longevidade, se torna tão importante quanto o tamanho, a localização, e o valor de um determinado empreendimento.

    Como toda mudança gera desconfiança e apreensão, não será diferente neste caso. Porém, se voltarmos um pouco na história, veremos que ocorreram mudanças em diversos setores, produtos, normas e legislações, que acarretaram quebra de paradigmas e conceitos e que hoje fazem parte do cotidiano de cada um de nós e não mais conseguimos conviver sem eles.

    É o caso da tão conhecida ISO 9000, que causou semelhante apreensão inicialmente e apostas em seu desuso, mas que hoje em dia, aplicada de forma correta, tem se tornado uma excelente ferramenta para manutenção da qualidade, bem como para melhoria contínua de produtos, processos e serviços.

    Entende-se por sustentabilidade aquilo que supre as necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem a suas próprias necessidades (Nosso Futuro Comum, Editora FGV). Sendo assim quando pensamos em sustentabilidade na impermeabilização, certamente estaremos pensando não somente na garantia do conforto e estanqueidade da obra, mas também no impacto ambiental causado pela aplicação de determinado produto, na longevidade do mesmo após aplicado, na preservação da estrutura como um todo e também na destinação final do mesmo quando da necessidade de sua remoção.

   Dessa forma, devemos assumir uma responsabilidade que vai além simplesmente da garantia da estanqueidade, mas da responsabilidade sobre o ciclo completo de vida do produto. Como disse Philip Kotler, professor de Marketing Internacional da Kellog School of Management na Northwestern University-USA, "os consumidores julgarão, cada vez mais as companhias por seu desempenho com respeito ao uso sábio e eficiente dos materiais e dos processos de produção".

   A equação é clara, a maioria das empresas ainda não despertou ou não sabe como trabalhar essa nova exigência do mercado consumidor, especialmente no Brasil onde 92% da população se diz preocupada com as consequências das mudanças climáticas.

    De um lado, consumidores exigentes e preocupados com as mudanças climáticas do planeta. Do outro, empresas buscando inovação, resultados positivos e novos mercados. Mas, na questão da impermeabilização, qual a preocupação que as indústrias, construtoras, engenheiros e aplicadores devem ter em relação aos produtos e serviços relacionados com a preservação das estruturas contra a infiltração e vazamentos no aspecto da sustentabilidade?

    Reconhecer a necessidade de mudanças, quebra de paradigmas e conceitos pré-estabelecidos em relação ao assunto.

    Canalizar recursos para pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias visando a melhoria de produtos e processos para o atendimento das novas solicitações.

Estabelecer um planejamento a curto, médio e a longo prazo com o objetivo de envolver todo o ciclo de vida do produto.

    Avaliar as possibilidades para uma maior utilização de insumos reciclados e recicláveis.

Diminuir a produção de itens à base de solventes, preferindo os produtos à base d'água, alto sólidos e até mesmo os híbridos.

    Aperfeiçoar as tecnologias para utilização dos produtos pré-fabricados ou pré-moldados com o objetivo de viabilizar a sua utilização de forma mais ampla.

   Buscar por fornecedores cada vez mais próximos às instalações industriais.

    Dar preferência às especificações voltadas à sustentabilidade.

    A rotulagem dos produtos deve conter todas as informações necessárias com relação ao produto, isto é, o consumidor deve ser informado e ter a possibilidade de escolha pelo melhor produto.

Implementar a ecoeficiência como paradigma de atuação.

    Os produtos destinados à impermeabilização em sua grande maioria são derivados de fontes oriundas do petróleo, como o asfalto, solventes, polímeros e aditivos e também de recursos esgotáveis como água e madeira e, certamente, estes mesmos produtos ainda serão por muito tempo produzidos através destas fontes. No entanto, cabe à indústria e ao formulador a consciência na utilização destes recursos através do aperfeiçoamento de tecnologias visando cada vez mais a diminuição da agressão à natureza e ao próprio ser humano.

    Outro aspecto de igual importância e preocupação está na redução das emissões dos compostos orgânicos voláteis (COV), pois tais emissões são responsáveis de forma direta pela agressão à camada de ozônio. Podemos dizer que o setor de impermeabilização já possui uma vantagem com relação ao tema sustentabilidade, pois numa simples reflexão concluímos que a impermeabilização é proteção e, proteção contra degradação, portanto, a sustentabilidade já é uma característica inerente do processo, embora talvez ainda não tenhamos parado para pensar sobre este ponto de vista.

    Neste aspecto sentimos que estamos um passo à frente de muitos segmentos, porém, ainda nos falta uma longa jornada para que um dia possamos olhar para um determinado produto e conhecer todo o seu ciclo de vida, podendo até prever o seu reúso ou reciclagem, motivo pelo qual o empenho, dedicação e sentimento de preservação do meio ambiente devem nos impulsionar a alcançar estes objetivos para que o setor possa colaborar na melhora da qualidade de vida em nosso planeta.

Adilson Munin


Há cobre em todas as partes

A indústria do cobre lançou na internet a campanha “Imagine a vida sem”, criada para divulgar todas as aplicações deste metal, como suas propriedades bactericidas e sua utilidade nos transportes, energia e construção. O novo site reflete a presença determinante do cobre na vida cotidiana.

 

Como uma forma de explicar as inumeráveis propriedades e benefícios do cobre, o Instituto Europeu do Cobre (ECI) desenvolveu um site com fácil acesso à informação e imagens audiovisuais para explicar que o metal vermelho está em todos os âmbitos da vida das pessoas.

   O site www.imaginelifewithout.org em sua versão em inglês, conta agora com uma versão em espanhol: www.imaginalavidasin.org para a América Latina. A Abertura conta com um premiado vídeo que, em apenas dois minutos, mostra o dia-a-dia desde a primeira hora em qualquer cidade do mundo e a surpreendente presença do cobre ao nosso redor.

    Assim, tomar banho com água quente, sair de carro, conversar pelo celular ou utilizar um computador são situações cotidianas que não poderiam acontecer sem o cobre. Esta é a mensagem central da campanha que busca estimular o conhecimento público sobre as múltiplas propriedades e aplicações do cobre.

    Para Hernán Sierralta, Diretor de Comunicação do ICA da América Latina “Este é um grande esforço que hoje está sendo levado a diferentes partes do mundo, para que as pessoas conheçam o papel fundamental do cobre na vida”.

   “O destaque que damos ao site está especificamente no vídeo, que com imagens  simples e bem feitas apresenta dados, informações e inúmeros usos que às vezes  não percebemos”, afirmou.

    O site promove a curiosidade e convida o usuário a percorrê-lo. De maneira divertida, explica que o cobre pode ser moldado para adquirir qualquer tipo de forma, desde cabos elétricos e tubos a congeladores. Todas estas aplicações estão baseadas em componentes de cobre.

    Durante os últimos anos, a indústria do cobre registrou grandes marcos. Em 2008 recebeu o credenciamento da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) por contar com propriedades antimicrobianas que combatem infecções, tais como MRSA, Clostridium Difficile ou a gripe, se aplicado em superfícies de contato em espaços públicos. Esta campanha pretende ampliar o conhecimento sobre o papel essencial que o cobre desempenha na atualidade.

    O vídeo e o site são complementados com uma publicação intitulada “Curiosidades sobre o cobre”. Este documento oferece várias informações sobre o metal, como a de que é um nutriente essencial para todos os organismos vivos, é totalmente reciclável e pode contribuir para melhorar a eficiência energética para enfrentar os desafios da mudança climática. 

 

 

Belo Monte: a pedagogia da palhaçada e da corrupção

 

Começar o ano e retomar o trabalho nem sempre é muito fácil. Especialmente no que se refere a tarefas que exigem alguma inspiração, como nosso esforço para denunciar a grande mentira da "energia barata e renovável necessária para a solução dos problemas do país" que justificaria a absurda construção da hidrelétrica de Belo Monte no rio Xingu (com consequências desastrosas para o continente e também para o mundo).

    Mas há uma hora em que, inevitavelmente, até mesmo os mais despreocupados tem que voltar a se mexer: segundo uma nota da Folha de São Paulo de 19 de janeiro, o ministro do Meio Ambiente Carlos Minc disse, enquanto prometia o licenciamento ambiental da hidrelétrica de Belo Monte para fevereiro, que todo o processo de licenciamento foi "pedagógico" para os órgãos ambientais do país. E que "o projeto inicialmente apresentado tinha sérios problemas em relação à navegação, aos peixes, que teriam mais de cem espécies ameaçadas, e a áreas de baixa circulação que iriam piorar a qualidade da água". Mas disse que os principais problemas teriam sido solucionados durante o processo. Isso me deixou um bocado revoltado.

    Como ele pode dizer que o licenciamento foi pedagógico? Se nem teve coragem de aparecer na audiência pública de Altamira, onde, segundo os ribeirinhos, as comunidades indígenas e o Ministério Público não houve qualquer condição de diálogo e consulta de fato dos afetados pelo projeto. E a população da cidade como um todo, que se esgoelou em gritos de protesto contra a barragem, diante de técnicos, políticos e burocratas defendidos por forte esquema de segurança?

   Só se for a pedagogia da tropa de choque e da intimidação. Sobre os outros pontos, que "teriam sido solucionados ao longo do processo", trata-se de mentira pura e simples (aqui teríamos a pedagogia da enganação). Não o foram e não é preciso ir muito longe para provar isso. Basta recorrer às conclusões emitidas pela equipe de Licenciamento Ambiental do IBAMA, sobre a análise técnica do Estudo de Impacto Ambiental de Belo Monte, em documento divulgado no dia 23 de novembro de 2009, do qual extraio a seguir alguns trechos, e que pode ser acessado no original clicando-se aqui .

   "Ressalta-se que, tendo em vista o prazo estipulado pela Presidência, esta equipe não concluiu sua análise a contento. Algumas questões não puderam ser analisadas na profundidade apropriada, dentre elas as questões indígenas e as contribuições das audiências públicas". "O estudo sobre o hidrograma de consenso não apresenta informações que concluam acerca da manutenção da biodiversidade, a navegabilidade e as condições de vida das populações do trecho de vazão reduzida (que ocuparia grande parte da Volta Grande do Xingu, que teria a maior parte de seu fluxo de água desviado por canais colossais, comparáveis ao canal do Panamá ligando o Atlântico ao Pacífico, conduzindo-o às turbinas da hidrelétrica). "A incerteza sobre o nível de estresse causado pela alternância de vazões não permite inferir a manutenção das espécies, principalmente as de importância sócio-econômica, a médio e longo prazos (...) Os impactos decorrentes do afluxo populacional não foram dimensionados a contento. Conseqüentemente, as medidas apresentadas, referentes à preparação da região para receber esse afluxo, não são suficientes e não definem claramente o papel dos agentes responsáveis por sua implementação. Há um grau de incerteza elevado acerca do prognóstico da qualidade da água, principalmente no reservatório dos canais".

   Foi com uma certa satisfação que vi contemplada entre as recomendações dos analistas ambientais do IBAMA a minha crítica principal, relativa aos desmatamentos, que serão conseqüência muito mais da abertura de estradas e do decorrente estímulo à imigração de imensos contingentes populacionais para a região do que da obra em si: "apresentar modelagem da projeção do desmatamento considerando os cenários de implementação e não-implementação do Aproveitamento Hidrelétrico de Belo Monte". Ou seja, recomenda que sejam feitas simulações matemáticas computadorizadas (amplamente disponíveis na atualidade) de como seria o futuro com ou sem a barragem.

    Mas cadê a tal modelagem? Dizem que os empreendedores responderam às 15 outras recomendações, além desta sobre os desmatamentos, feitas pelos consultores da Diretoria de Licenciamento Ambiental do IBAMA. Mas não temos acesso a estes documentos com as respostas! Nem mesmo o documento acima reproduzido está disponível no site do órgão como parte do processo de licenciamento ambiental de Belo Monte.    Destaque-se que a legislação brasileira determina publicidade do EIA/RIMA. Este é mais um dos aspectos do processo de licenciamento que foram atropelados, nesta gana pela aprovação goela abaixo.

 

Mas os jornalões, ao invés de divulgarem as notas de cautela do IBAMA sobre Belo Monte, preferem reproduzir a bobageira de que "os principais problemas foram solucionados", do ministro midiático escorregadio e mascarado, com o penteado do Bozo, sempre fantasiado de coletes, ao modo de um triste clown. É a pedagogia da palhaçada.

  Mas talvez, pior do que este seja o ministro-sinistro. No dia 22 de janeiro, a mesma Folha de São Paulo divulgou trechos do relatório da Operação Castelo de Areia da Polícia Federal, segundo a qual a empreiteira Camargo Corrêa pagou uma propina quase R$ 3 milhões para políticos do PT e do PMDB por conta da obra da eclusa da hidrelétrica de Tucuruí, também no Pará. O relatório cita, como beneficiários, integrantes do grupo político de José Sarney, que controla o Ministério de Minas e Energia. Um manuscrito chega a registrar o pagamento de propina no valor de R$ 500 mil a um tal "Lobinho", que, segundo a polícia, é Edison Lobão Filho, o filho do ministro Lobão, que, aliás, recentemente queixava-se de ter que "mendigar" a licença ambiental de Belo Monte. Mendigou porque seu grupo é dependente da roubalheira. Como é possível que, apesar de estar metido em tanta corrupção, Edison Lobão ainda seja cogitado para vice da chapa de Dilma Rousseff? Talvez o seja justamente por isso. Já esta é a pedagogia da corrupção.

    A palhaçada e a corrupção: uma bela dupla para começar o ano, que promete não ser nada fácil. Minc e Lobão. Que fonte lamentável de inspiração! De um lado o show midiático, de outro, os negócios escusos. Negócios que nada mais são do que as tais "tenebrosas transações", da música de Chico Buarque, que rolavam enquanto "a nossa pátria mãe tão distraída" dormia, "sem perceber que era subtraída". E aqui, as muralhas faraônicas que barrariam o Xingu (uma obra comparável à construção de toda a nova capital), pior do que estranhas, como as construções de Brasília, seriam "sinistras catedrais" ao deus do desenvolvimento. Erguidas pelos filhos que erram "cegos pelo continente", e que imigrariam aos montes para a esta região. Onde, depois de concluídas as obras, seriam novamente abandonados, causando imensos desmatamentos que acabariam por destruir não apenas o Xingu, mas o que resta de toda a Amazônia Oriental. O que em última análise afetaria todo o planeta, daí o justificado engajamento de setores ambientalistas da comunidade internacional na luta contra Belo Monte.

  "Vai passar!", cantava-se em referência a um período, "página infeliz da nossa história, passagem desbotada na memória das nossas novas gerações", que deveria estar encerrado. Não passou. Citando agora o professor Oswaldo Sevá, da Faculdade de Engenharia Mecânica da Unicamp, a luta contra Belo Monte é a luta política contra a ditadura militar que ainda não acabou (ver artigo especial do Correio, "Belo Monte, Belo Montro"). É possível que quando for publicado, esse texto já esteja desatualizado, pois, acabo de saber, o Estado de São Paulo já está prevendo a vergonhosa liberação da Licença Ambiental para esta semana. Se for o caso, eu posso imaginar que cada pedra desse velho rio nesse dia vai se arrepiar.

    PS: De fato, na tarde de segunda, 1º de fevereiro, o IBAMA liberou a construção da barragem. No Xingu, onde eu estava naquela tarde, nem os banhistas, que se divertiam em mergulhos arriscados, nem os ribeirinhos ou pescadores pareciam estar cientes ou preocupados com isso. Por outro lado, disseram-me que quando a decisão foi transmitida de Brasília, todas as pessoas no supermercado aglomeraram-se em frente à televisão entre incrédulas e assustadas. Eles podem ter vencido uma batalha, mas não a guerra. A luta continua. Na verdade está apenas começando. Eu nunca duvidei que a máfia dos barrageiros venceria em tudo o que dependesse de papel, caneta e reuniões em Brasília. Eles dominam a máquina e ela está lá para isso. Mas barrar efetivamente o rio é outra história. É só quando começarem os esforços diretos neste sentido que aqueles que vivem no rio, e do rio, efetivamente do Xingu, vão entrar na luta contra esta obra que põe em risco mais do que a nossa floresta ou as populações tradicionais, mas a economia e a própria democracia do país. Uma roubalheira planejada há décadas e que serão nossos filhos, netos e bisnetos, todos os contribuintes brasileiros do futuro que irão pagar.

  Rodolfo Salm

 


Ideias simples no combate às enchentes

 

 

O excesso de chuvas tem causado diversos problemas nos últimos meses. Desde dezembro, várias cidades como Cunha, Angra dos Reis e São Luis do Paraitinga se revezaram nas primeiras páginas dos jornais por causa do drama causado pela água. Em São Paulo, a situação não é diferente. As marginais alagam, túneis ficam interditados e o congestionamento aumenta. Para os cidadãos, conviver com esse transtorno significa perder tempo e, às vezes, seus bens materiais, como aconteceu com os moradores do Jardim Romano, na zona Leste.

    Um estudo divulgado recentemente por pesquisadores dos Estados Unidos revelou que o número de furacões de grande intensidade na região do Caribe irá dobrar nos próximos anos, em consequência das mudanças climáticas e do aquecimento da água do mar. Aqui no Brasil, acredito que já estamos sentindo os efeitos do aquecimento global. E, provavelmente, a situação só irá se agravar nos próximos anos. Para contornar essa nova realidade, precisamos nos adaptar urgentemente.

     Na verdade, boa parte dos estragos causados pelas chuvas poderia ser evitada se houvesse um melhor planejamento das intervenções humanas. A construção de casas em áreas de risco, a impermeabilização dos solos nas grandes cidades, entre outros fatores, potencializaram os problemas e, consequentemente, as destruições. Em São Paulo, por exemplo, nos últimos anos a única grande medida para evitar enchentes foi a construção de piscinões.

   Novas ideias que podem contribuir para reverter a situação já existem. O asfalto poroso, que tem maior permeabilidade e pode inclusive substituir as bocas de lobo, já existe no mercado e está sendo testado em algumas vias, como na região da Capela do Socorro. Pesquisadores da USP também conseguiram desenvolver um material similar que substituiria o asfalto em áreas de menor movimento, como estacionamentos.

    Algumas cidades também estão tentando acabar com a mania de cimentar áreas comuns, incentivando a manutenção de áreas verdes em praças e calçadas e a pavimentação ecológica, feita com tijolos intertravados que facilitam a penetração da água no solo.

    Agora, é fundamental que essas soluções sejam divulgadas, conscientizando a população e exigindo do poder público o comprometimento para colocar mãos à obra.

    Os problemas que as chuvas estão causando não precisam ser apenas umas desculpa para culpar autoridades ou para se lamentar do caos. Podem ser também um bom momento para repensar a ocupação urbana e servir de pretexto para reformas que se mostram necessárias há alguns verões.

 

Gilberto Natalini


Comunidade sustentável: o trânsito colaborando com o meio ambiente

 

Que tempo e dinheiro sempre andaram lado a lado todos sabem. Porém, agora estes dois itens ganham a companhia de um ponto muito importante para a sobrevivência do nosso Planeta: sustentabilidade. Isso acontece porque ao otimizarmos recursos, contribuímos diretamente com o meio ambiente. Mas como seguir esse conceito de forma efetiva?

    Diversas empresas ao redor do mundo passaram a incorporar esse conceito a seus produtos e serviços. Assim, surgem aplicativos e ferramentas de trânsito, tanto para celular, quanto para internet, que foram desenvolvidas com o objetivo de ajudar motoristas a ganharem tempo enquanto dirigem. Entre elas, estão o Carona Chevrolet e Carona Brasil, no Brasil, e o Waze, em Israel.

    Lançado recentemente, o Waze tem conquistado um mercado amplo, com todas as suas especialidades. Trata-se de um software social de grande relevância aos motoristas, já que a ideia é que os usuários deixem o aplicativo em execução no celular enquanto dirigem. A aplicação envia dados de viagem para um servidor central, que agrega essas informações e o resultado é a possibilidade de ver o tráfego em tempo real, entre o usuário e o seu destino.

    Esta não é bem uma novidade: alguns dispositivos de GPS, como o Dash, podem fazer o mesmo. A inovação é que, enquanto o Dash é um navegador, o Waze é uma aplicação para smartphone, disponibilizando, assim, mais recursos como relatórios específicos de um problema encontrado na rua ou estrada e ainda é capaz de fazer upload de imagens que serão compartilhadas com outros usuários (como a foto de um acidente).

    A situação da região é gerada pelo motorista, ou seja, se você é o primeiro usuário Waze a entrar em uma determina área, os dados do seu dispositivo são enviados à central e, com isso, um mapa de onde você está é disponibilizado e, a partir daí, é devolvido aos demais condutores. Mas se você entrar em uma área onde não existam pessoas com o Waze, não será possível ter nenhuma ajuda, já que o aplicativo não será útil. Por isso é chamado de software social, ou seja, é necessário que haja uma interação entre os demais usuários, para que todos possam “trocar” informações. Isso mostra a força e a fraqueza do aplicativo que é gratuito e está disponível no iPhone e Android, mas ainda não chegou ao Brasil.

    O Google Maps, nos Estados Unidos, por sua vez, começou a processar as informações de localização dos usuários do Google Maps Mobile, que permitiram o envio de posições GPS, em tempo real, para seus servidores. Todos estes dados compilados começam a gerar informações de trânsito para as vias locais ainda não monitoradas pelos grandes fornecedores.

    Já no Brasil, existem formas diferentes de driblar o trânsito, como dois projetos que poupam o seu tempo e ainda ajudam você a economizar dinheiro.

    O Carona Chevrolet e o Carona Brasil foram desenvolvidos especialmente com a finalidade de aumentar o hábito da carona entre as pessoas e, com isso, diminuir o número de veículos nas ruas, bem como a emissão de CO2.

    O Carona Chevrolet, projeto desenvolvido pela LBS Local para a General Motors, em parceria com a agência McCann-Erickson, facilita o trajeto das pessoas e ainda oferece rotas personalizadas pelo próprio usuário. Cada pessoa cria o seu ponto de destino (conhecido como comunidade) e, a partir de então, os participantes passam a procurar carona por esses pontos de destinos/passagens. É possível também trocar mensagens entre os usuários, na seção de recados, para que cada um saiba qual a melhor carona pegar. Além de toda a praticidade, a ferramenta oferece as informações de trânsito, ajudando o motorista a escolher a rota mais adequada no momento.

    O Carona Brasil faz parte do mesmo segmento do Carona Chevrolet, mas com o diferencial de não precisar criar uma comunidade de destino. Basta clicar em “Crie sua jornada”, dentro do site do projeto, e escolher se quer oferecer carona, pegar uma, ou dividir um táxi.

    Outra maneira inteligente de ficar por dentro do que acontece nas ruas de São Paulo e do Rio de Janeiro é Apontador Trânsito. Desenvolvido para o iPhone e Android, o aplicativo traz informações em tempo real do tráfego das duas capitais, com dados dos sites Apontador e Maplink. Além disso, faz a listagem e salva seus corredores favoritos, possui filtros de busca por nome, agrupa trechos de cada corredor por sentido, e destaca vias com cores diferenciadas. E o mais importante: é gratuito, eficiente e prático para quem deseja saber do tráfego com precisão e agilidade. O aplicativo está disponível na App Store.

    Esse cenário nos mostra a velocidade de disseminação da tecnologia, que baseada no trinômio tempo-dinheiro-sustentabilidade, trará cada vez mais ferramentas inteligentes e úteis para usuários em todo o mundo. Isso sem contar que, futuramente, as informações serão transmitidas em tempo real, com a possibilidade de visualizar carros, saber a velocidade do tráfego e, até mesmo criar diversas rotas em seu próprio celular.

 

Rafael Siqueira - CTO do Apontador MapLink 


Mudanças climáticas e os países pobres

 

 

Algumas correntes de pensamento, sobretudo nos países desenvolvidos, entendem que as mudanças climáticas globais atingirão todos os países, mas em especial os mais pobres, com repercussões importantes em regiões menos desenvolvidas. Sob vários aspectos macroeconômicos e ambientais, é preciso ter cuidado se fazer tal afirmação de modo categórico. Na verdade, as nações ricas mantêm um modelo de desenvolvimento já aceito culturalmente, com as externalidades sociais adquiridas durante mais de um século. Mudança estrutural nesse momento implicaria surpresas e alterações significativas no status quo de suas populações.

    As mudanças em modelo produtivo alteram toda a previsibilidade econômica de lucros nos setores de produção, com impactos importantes socialmente. As adaptações à nova realidade climática significam alteração no fluxo de despesa e consumo, devendo criar, inclusive, mais inseguranças quanto ao fornecimento e oferta de bens em geral e produtos de alimentação.

    Ao mesmo tempo, os países ricos, sobretudo da União Europeia, não possuem áreas suficientes para expansão de suas fronteiras agrícolas e produção de energia. Além disso, em seus mercados a mão-de-obra é mais valorizada e melhor remunerada, sendo natural uma transferência de parte da produção e serviços para nações emergentes ou em desenvolvimento, como se verifica, de modo mais acentuado, com a China. Prevê-se, em consequência, maior ingresso de recursos financeiros nessas economias.

    Enquanto isso, os países pobres já sofrem um histórico de dificuldades socioeconômicas seriíssimas, com muito pouca margem para perdas maiores provocadas pelas alterações climáticas. Nesse sentido, podem ser os novos protagonistas de desenvolvimento e suprimento de energia e alimentos para o mundo.

    Como se considerava até muito pouco tempo atrás que os recursos naturais eram ilimitados, não eram incorporados nos preços dos produtos a valoração do meio ambiente e a limitação de recursos naturais na formação de preço e custos dos produtos e serviços. Com essa recente aplicação da contabilidade ambiental, esse fator passa a ter uma importância melhor mensurada, implicando a percepção de que há melhor custo de oportunidade e racionalidade econômica para que inovações tecnológicas na produção de alimentos e energia sejam aplicadas nesses países até agora menos favorecidos. Nesses termos, outras correntes de pensamento analisam maiores oportunidades de crescimento e desenvolvimento, com aproveitamento social, para as nações pobres, neste momento em que o mundo se dá conta da nova onda de aquecimento global.

 

Antonio Carlos Porto Araujo


A sustentabilidade ambiental na infraestrutura de Copa do Mundo

 

"A questão ambiental, a sustentabilidade, o aquecimento global eram assuntos que não chamavam a atenção do mundo e nem entravam na pauta das agendas de discussões governamentais até a Conferência de Estocolmo em 1972", frisou Fabio Feldmann, secretário do Fórum Paulista do Desenvolvimento Social e Climático, alertando que essa conferência trouxe a todos a responsabilidade de buscar soluções.
    Feldmann lembrou da importância da ECO-92, realizada no Rio de Janeiro: a maior conferência já feita pelas Nações Unidas, e que produziu excelentes resultados. "Governo e sociedade civil, juntos, discutiram uma agenda para enfrentar os problemas ambientais".
    Já na Conferência de Copenhague de 2009, "o Brasil firmou-se muito bem como potência ambiental, detentor do título da maior biodiversidade do planeta, com biomas importantes que serão colocados como vitrine para o mundo", assegurou o secretário.

 

A questão do desmatamento
Para 2014, Feldmann analisa que o tema maior de atenção do mundo, e que colocará o Brasil na berlinda, será o desmatamento. Essa será, em sua opinião, uma grande oportunidade para que se façam manifestações nos estádios chamando a atenção do mundo para o problema das mudanças climáticas e do aquecimento global. Como o Brasil possui a maior bacia hidrográfica de água doce do mundo, a estratégia será demonstrar esse potencial ambiental, desenvolvendo de maneira acentuada o turismo no país.

 

 


    Para que isso ocorra, ressaltou pesquisas que indicam a limpeza como o primeiro fator de escolha dos destinos dos turistas. "Essa pode ser uma grande oportunidade para São Paulo resolver seus problemas de resíduos sólidos", sugeriu.
    Além disso, Feldmann entende que a mobilidade deve estar entre as prioridades das autoridades, principalmente por conta da severidade das chuvas e enchentes. "O momento é de união entre governo e sociedade na realização de investimentos que atendam critérios de sustentabilidade. É preciso incorporar a praticabilidade em conjunto com a pedagogia da sustentabilidade", ressaltou.

 

Fonte:  Agência Assembleia de Notícias


Qual a melhor forma de filtrar água em casa?

Conheça as diferenças entre água tratada e proveniente de mina

 

Qual a origem da água que você toma em casa? Da torneira ou mineral, vendida em galões? Quanto aos cuidados, qual a melhor forma de eliminar impurezas da água tratada? Filtrar ou ferver? A qualidade do produto reflete diretamente na saúde do consumidor. Por isso, é importante ficar atento e saber sobre a origem e a melhor forma de cuidar dessa substância essencial à vida. 

    O biólogo e diretor técnico da Bioagri Pedro Zagatto, explica que nem todas as águas são iguais: a oriunda de mina ou considerada “mineral”, por exemplo, que é engarrafa para venda, não passa por qualquer tipo de tratamento e possui menor diversidade de  minerais do que aquela proveniente de rios e represas, que é captada e distribuída à população após tratamento. “A água mineral tem origem em uma fonte única, então pode apresentar baixa quantidade de elementos naturais, como cálcio e magnésio. Por isso, só pode ser comercializada se possuir sais minerais em quantidades mínimas estabelecidas por lei”, afirma.

    Já a água de rio, possui, em sua maioria, composição homogênea, com alta diversidade de elementos naturais e essenciais, já que é enriquecida naturalmente pelos sais minerais retirados das rochas e sedimentos, ao longo do tempo, explica. Até chegar ao consumidor, a água passa por um longo processo de tratamento, que deve atender os padrões estabelecidos pela legislação. Entretanto, a rede de distribuição por onde passa a água tratada pode sofrer quebra e infiltração. Por isso, é importante que a água seja filtrada em casa.                  

    E como tratar esta água em casa? Ferver pode eliminar micro-organismos, mas altera o sabor da água. Então, Zagatto recomenda o tradicional “filtro de barro”, feito de argila, que filtra as partículas, e de carvão, que retém substâncias orgânicas. Assim, é possível consumir um produto com mais qualidade e rico em sais minerais.

Legislação

No Brasil, a portaria 518 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) estabelece as normas de controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano, que não deve ter, por exemplo, sabor e odor. O consumo de água não tratada pode causar diversas doenças, como diarreia e amebíase.

    Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o consumo de água contaminada no país já provocou doenças em cerca de dez mil brasileiros, entre 1999 e 2008.

Mudança de hábitos

 Até a década de 70, a população brasileira consumia, principalmente, água de torneira, filtrada por filtros de barro. A partir de então, em função da divulgação da qualidade das águas dos mananciais, que em sua maioria estão contaminados por esgoto doméstico e propiciam grandes florações de algas, que muitas vezes dão gosto e odor à água, a população passou a consumir água mineral (de galão/garrafa). Assim, criou-se um grande mercado de água mineral e o problema da poluição hídrica tornou-se de conhecimento popular.


Braskem e Quattor: o novo cenário petroquímico

 

A política governamental de estímulo a criação de corporações nacionais tem mais um integrante, a Nova Braskem. A compra da Quattor permitiu a formação do 8° maior grupo do mundo. Odebrecht e Petrobrás, sócios na nova empresa, aumentam ainda mais o poder no setor. Especialistas demonstram preocupação com uma eventual mudança de rumo a partir de 2011.  

    Apesar do risco político, os desdobramentos somente serão conhecidos no longo tempo. Os participantes do setor e os consumidores por sua vez, podem sentir as consequências em um horizonte mais curto. Para entendê-las, dividirei o artigo em três partes: (a) evolução do segmento, (b) estratégias e cadeia produtiva e (c) impactos ao consumidor.

    O setor começou a dar seus primeiros passos na década de 50, com o crescimento da demanda pelo plástico. Capuava, no ABC paulista, foi o primeiro pólo petroquímico, em 1972. Camaçari, na Bahia, Triunfo, no Rio Grande do Sul, e Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, completam a lista. Dois novos projetos – Comperj, no Rio, e Suape, em Pernambuco, estão previstos para os próximos anos.

    Até o ano de 1995, somente a Petrobrás era autorizada a comercializar a nafta, principal matéria-prima para o setor, seguido pelo gás natural. O fim do monopólio autorizaria empresas privadas a operar por intermédio de concessões. Odebrecht, Ipiranga, Ultra, Unipar e Suzano foram os principais players que aqui se instalaram.

    O novo século foi marcado pela consolidação do setor. A Braskem, sociedade entre Odebrecht e Mariani, fundada em 2001, cresceu basicamente através de fusões e aquisições. Tornou-se a líder, sendo a Quattor sua principal oponente. Neste mercado, economia de escala e produtividade são aspectos essenciais para sobreviver à concorrência.

   A cadeia produtiva é composta por grandes empresas, denominadas como 1ª e 2ª geração. Há nesta etapa o processamento da nafta em produtos, como eteno, benzeno, polietileno e PVC. A Nova Braskem detém o controle nestes dois estágios, enquanto sua sócia Petrobrás, o fornecimento da nafta. Uma rara combinação de monopólios privado e estatal.

   A estratégia de participar em elos anteriores ou posteriores da cadeia é denominada integração vertical. As empresas que a utilizam tendem a reduzir a incerteza em suas operações, aumentando suas margens, uma vez que o lucro permanece dentro de casa. Sua utilização é propícia em cenários voláteis ou em situações em que controlar a matéria-prima é um diferencial competitivo.

 

 

    A cadeia continua com os fabricantes de 3° geração - empresas grandes, médias e pequenas. O micro empresário, fabricante de embalagens, sacolas plásticas, filmes e produtos injetados, têm como opções comprar do gigante ou importar, tarefa bastante desestimulante para quem é pequeno. Associações ou cooperativas podem ser uma saída para aumentar o poder de barganha.

    A quantidade de itens produzidos é imensa. Olhe o interior de seu veículo, os eletrodomésticos e eletrônicos recém-adquiridos, os brinquedos de seus filhos, as embalagens de alimentos, bebidas e produtos de higiene e limpeza. Garrafas PET e sacolas plásticas - as vilãs do meio ambiente - são os filhos mais famosos e polêmicos.

    Vejamos o impacto nas gôndolas do supermercado. Qual seria sua reação a um aumento de preços, provocado pelo material utilizado na embalagem? Talvez aquele produto um pouco mais caro, embalado em papel, vidro ou metal fosse sua escolha. Para não perder mercado, desenhistas industriais seriam recrutados, procurando formas para reduzir o custo.

    Este exemplo traz apenas aplicações em embalagens. Em outros mercados esta substituição ou readequação não seja possível ou viável, por condições técnicas ou especificações de projeto.

    A decisão final sobre os impactos desta compra sobre a economia brasileira ficará sobre a batuta do CADE - Conselho Administrativo de Defesa Econômica. Aliás, trabalho é que não falta aos seus membros, haja vista as inúmeras fusões, aquisições e alianças estratégicas que agitaram o mercado brasileiro.

    A surpresa neste caso talvez não esteja na resposta do órgão, mas sim na rapidez em sua análise. Além da influência do chefe, outubro está cada vez mais próximo. Alimentos, varejo, móveis, eletrodomésticos, eletrônicos e bancos podem esperar um pouco mais.

 

Marcos Morita


Descarte correto de pilhas e baterias usadas: um jeito simples de colaborar com o meio ambiente

 

 

São muitos os usuários de pilhas e baterias. Porém, são ainda poucos os que se preocupam em dar um destino ecologicamente correto para elas e acabam jogando-as fora no lixo comum, o que é maléfico ao meio ambiente. O maior problema das pilhas e baterias comuns é a quantidade de metais pesados em sua composição, como: chumbo, cádmio e mercúrio, além de manganês, cobre, níquel cromo e zinco. Por ser bioacumulativo, esse material, quando depositado em lixões e aterros sanitários, pode vazar e contaminar o lençol freático, o solo, os rios e os alimentos, e, desta forma, gerar danos às pessoas e animais.

    Aproximadamente 1,2 bilhões de pilhas secas (zinco-carbono) e alcalinas (hidróxido de potássio ou de sódio – zinco) e 400 milhões de baterias de celular são comercializadas anualmente no país. Os dados são da Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica).

    Papel, plástico, vidro, alumínio já são expressivamente reciclados no Brasil. Contudo, reciclar pilhas e baterias esgotadas ainda não está no cotidiano do brasileiro. As pilhas e baterias quando recicladas geram insumos que são utilizados na indústria de refratários, vidros, tintas, cerâmicas e química em geral. Por isso, é importante a existência de programas de reciclagem para incentivar e conscientizar os cidadãos a respeito da correta destinação desse tipo de material e como ele pode ser reaproveitado.

    O Grupo Santander Brasil, pensando no baixo índice de reciclagem de pilhas, desenvolve o Programa Papa-Pilhas, que recolhe todo tipo de pilhas e baterias usadas em lanternas, rádios, controles remotos, relógios, celulares, telefones sem fio, laptops, câmeras digitais e outros aparelhos portáteis.

    Os consumidores depositam o material em coletores certificados e uma empresa especializada faz o transporte seguro do conteúdo até a Suzaquim, empresa localizada em Suzano, região metropolitana de São Paulo, que se encarrega da reciclagem.     Os coletores Papa-Pilhas ficam disponíveis à população nas agências bancárias do Grupo Santander Brasil, além de empresas, universidades e outras organizações parceiras.

    Em 2009, foram recolhidas 155,5 toneladas destes materiais em 2.068 pontos de coletas em todo o Brasil. Isto representa um aumento de 22,49% no volume coletado, comparado a 2008. O crescimento do programa demonstra que vem crescendo o engajamento da população com a necessidade de descartar corretamente pilhas, baterias e celulares, e com isso colaborar com a preservação o meio ambiente.

 

Confira as dicas sobre o uso correto de pilhas e baterias:

 

Colocar pilhas na geladeira não aumenta a carga, ao contrário, quando expostas ao frio ou calor o desempenho pode piorar.

 

Na hora de trocá-las em um equipamento, substitua todas ao mesmo tempo.

Retire-as se o aparelho for ficar um longo tempo sem uso, pois podem vazar.

Não misture pilhas diferentes (alcalinas e comuns; novas e usadas). Isso prejudica o desempenho e a durabilidade.

Prefira as pilhas e baterias recarregáveis ou alcalinas. Apesar de custarem um pouco mais, têm maior durabilidade.

Guarde as pilhas em local seco e em temperatura ambiente.

Nunca guarde pilhas e baterias junto com brinquedos, alimentos ou remédios.

Não exponha pilhas e baterias ao calor excessivo ou à umidade. Elas podem vazar ou explodir.

Pelas mesmas razões, não as incinere e, em hipótese alguma, tente abri-las.

Nunca descarte pilhas e baterias no meio ambiente e não deixe que elas se transformem em brinquedo de crianças.

Evite comprar aparelhos portáteis com baterias embutidas não removíveis.

Compre sempre produtos originais. Não use pilhas e baterias piratas.  

 

Fonte:  Grupo Santander Brasil*

 

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