A cerca de meses da realização da
Rio+20, a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento
Sustentável, é fundamental que governos e a sociedade mobilizem-se
e se debrucem sobre o tema, considerando ser o evento uma grande
oportunidade de se conter a tempo as consequências do efeito
estufa, resgatar a qualidade ambiental e equacionar o
abastecimento de água e a segurança alimentar. A humanidade está
atrasada na agenda de sua sobrevivência, considerados os pífios
resultados de iniciativas como o Tratado de Quioto e a Agenda 21,
documento basilar da Rio 92.
Em todo
esse contexto, é fundamental o engajamento das empresas, que,
independentemente das decisões governamentais, podem fazer muito.
Felizmente, observa-se no universo corporativo dos mercados
emergentes que cresce o número de organizações preocupadas com a
questão e que muitas delas estão se beneficiando de iniciativas
que aliam progresso ao desenvolvimento sustentável, mantendo
práticas ambientais sensatas e crescimento social e econômico
responsável.
Em
nosso país, o conceito emergiu com força na década de 1990.
Segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e
Estatística (IBOPE), 46% das empresas entrevistadas afirmam que
têm políticas de sustentabilidade e 37% possuem um departamento
específico dedicado ao assunto. Contudo, os números mostram que o
conceito ainda não está devidamente incorporado na totalidade das
organizações: é estratégico para 32%, pontual para 30%, informal
para 23%, existente, mas não aplicado em 11% e inexistente em 4%.
Como se observa, temos muito a avançar.
Uma
contribuição relevante no sentido de sensibilizar as empresas e a
sociedade quanto à importância das práticas sustentáveis é a
disseminação ampla de suas vantagens. Exemplos inequívocos desses
benefícios encontram-se nas chamadas construções sustentáveis,
caracterizadas pela presença de painéis de energia solar; captação
da chuva, dispositivo de redução do consumo e reúso da água;
utilização de matérias novos recicláveis, que possam ser usados
nas reformas; fonte de energia eólica; filtros e sensores de
dióxido de carbono, melhorando a qualidade do ar interno;
aproveitamento de ventilação e iluminação naturais; paisagismo com
espécies nativas; e mínima ocupação do solo, favorecendo a
permeabilidade.
Edificações com tais características propiciam economia de 30% de
energia e até 50% de água, além de redução de até 60% na geração
de resíduos sólidos e 35% de dióxido de carbono. Além dos
benefícios ambientais e impactos positivos na qualidade da vida
dos funcionários das empresas ou moradores de edifícios
residenciais, esses avanços na concepção arquitetônica fazem muito
bem ao bolso dos proprietários. No caso de prédios comerciais,
obtêm-se, em média, acréscimo de 10% a 20% por metro quadrado no
aluguel e 3,5% na ocupação. No caso de prédios residenciais, é de
14% a sobrevalorização.
O
avanço dos conceitos de sustentabilidade na arquitetura e
construção suscita enormes oportunidades no tocante ao
desenvolvimento de produtos, materiais, serviços e tecnologia.
Implica, porém, os desafios de estimular todo esse movimento nos
sistemas produtivos e incentivar a pesquisa e inovação. O
compromisso com a sustentabilidade não pode mais ser adiado. Se na
Rio 92 a situação do Planeta era de alerta, na Rio+20, é de
emergência. Mais do que nunca, as empresas devem ser agentes de
desenvolvimento e o poder público, instrumento de transformação.
Juan Quirós
O que esperar do agronegócio em 2012?
A confiança no agronegócio
brasileiro está alta, e não é por menos, já que o país
sustenta o apelido de “celeiro do mundo”, devido a sua grande
abrangência de exportação de produtos do campo. Para se ter
uma ideia da boa fase, o PIB (Produto Interno Bruto) do
agronegócio, que caiu 5,51% em 2009 em razão da crise mundial,
saltou para 7% em 2010, segundo a Confederação da Agricultura
e Pecuária do Brasil (CNA). Em 2011, o PIB do agronegócio
brasileiro cresceu 6,12%, totalizando R$ 822,9 bilhões.
A
Husqvarna, multinacional sueca líder em equipamentos para o
manejo de áreas verdes, está de olho em três importantes
setores do agronegócio: o campo, pela sua potência em oferecer
produtos de qualidade para o país e para o mundo; o plantio e
manejo de árvores, por ser um dos maiores setores em expansão,
que atua como segunda fonte de renda para os produtores rurais
e abastece mercados importantes, além de ser o reflorestamento
um meio de preservar as florestas nativas; e os trabalhos em
jardins residenciais, já que a empresa sempre esteve atenta às
tendências de paisagismo, disponibilizando para o usuário
doméstico conforto e produtividade ao cuidar do seu jardim.
Crescimento no campo
No
agronegócio iremos focar no promissor setor de alimentos, já
que, no cenário mundial, a produção precisa crescer 20% nos
próximos dez anos para dar conta da demanda. No segmento
cafeeiro, por exemplo, a Husqvarna oferece o Kit Café,
composto por equipamentos de alto desempenho e facilidade no
manuseio, ideais para profissionais que buscam produtividade
no processo de plantio, colheita e manejo do café. Em 2012 a
Husqvarna reforça a sua linha com produtos de alta tecnologia
para oferecer o que há de melhor aos produtores rurais, para a
manutenção das áreas verdes de suas propriedades.
Florestas plantadas: uma solução inteligente
Um dos
últimos boletins da Associação Brasileira de Produtores de
Florestas Plantadas (ABRAF) afirma que a área de
reflorestamento de eucalipto apresentou um forte crescimento
no Brasil, chegando a 32,3% em 2009. E de olho neste cenário,
encontramos oportunidades para a expansão de vendas de nossos
equipamentos que são referência em manejo de áreas verdes.
A força dos jardins
A
temporada de jardim, que começou em setembro de 2011 e se
estende até, pelo menos, março de 2012, será motivo para
iniciarmos o ano com enfoque na divulgação de nossos
aparadores de grama, roçadeiras, cortadores de grama,
podadores de cerca-viva, sopradores, ou seja, a solução
completa para os cuidados com o jardim.
Além
disso, uma de nossas principais metas para este novo ano é
conquistar novos clientes e fortalecer laços com aqueles que
já possuímos. Para isso, traremos para o Brasil, assim como
fizemos em 2011, produtos com as características que só a
Husqvarna consegue oferecer: alta tecnologia, fácil manuseio,
potência e leveza.
O que esperar de 2012?
Iniciaremos o ano com visão em desenvolvimento de vendas e
mercado, respeitando as peculiaridades de cada região e
maximizando oportunidades que fortaleçam a marca Husqvarna.
Investiremos em novos nichos de mercado, acreditando na
qualidade de nosso portfólio de produtos para diversas
aplicações no país e no mundo, buscando sempre agregar valor a
nossa marca e honrar a liderança que temos mundo afora.
Nossa
equipe mundial está em sintonia. Trabalhamos todos engajados
em um mesmo compromisso: oferecer produtos com as melhores
tecnologias que atendam e superem as expectativas do mercado
do agronegócio, reflorestamento e manejo de áreas verdes em
geral.
André Lobo Faro
Trovões e Trovoadas
Para uma trovoada se formar é
necessário que exista elevação de ar húmido numa atmosfera
instável. A atmosfera fica instável quando as condições são tais
que uma bolha de ar quente em ascensão pode continuar a subir
porque continua mais quente do que o ar ambiente. (A elevação do
ar quente é um mecanismo que tenta restabelecer a estabilidade.
Do
mesmo modo, o ar mais frio tende a descer e a afundar-se enquanto
se mantiver mais frio do que o ar na sua vizinhança.) Se elevação
de ar é suficientemente forte, o ar arrefece (adiabaticamente) até
temperaturas abaixo do ponto de orvalho e condensa, libertando
calor latente que promove a elevação do ar e «alimenta» a
trovoada. Formam-se cumulonimbos isolados com grande
desenvolvimento vertical (podendo ir até 10 ou 18 mil metros de
altitude) alimentado pelas correntes ascendentes de ar.
É
geralmente associados a esses cumulonimbos que se dão os intensos
fenómenos em que consiste uma trovoada: relâmpagos, trovões,
rajadas de vento, inundações, granizo e, possivelmente, tornados.
As
trovoadas podem-se formar no interior das massas de ar (a partir
da elevação do ar por convecção - comum em terra nas tarde de
Verão - quando o aquecimento da superfície atinge o seu pico - e
sobre o mar nas madrugadas de inverno, quando as águas estão
relativamente quentes); por efeito orográfico - (a barlavento das
grandes montanhas) ou estar associadas a frentes - sendo mais
intensas no caso das frentes frias.
Na vida
de uma trovoada ordinária (formada por convecção a partir de uma
massa de ar) estão usualmente presentes 3 fases (cada uma durante
tipicamente de 15 a 30 minutos):
Nascimento
As
correntes ascendentes de ar levam à formação de cumulonimbos.
Surgem as primeiras cargas de água mas ainda não ocorrem
relâmpagos. No topo da nuvem o processo de crescimento de cristais
de gelo começa a produzir grandes partículas de precipitação.
Maturidade
O
crescimento vertical atinge o seu máximo e os topos das nuvens
ficam achatados com a forma característica de uma bigorna.
Usualmente isto dá-se quando o ar ascendente encontra uma inversão
de temperatura estável (por exemplo, o ar mais quente da
tropopausa). Os ventos predominantes em altitude começam a
espalhar cirros a partir do topo das nuvens. As bases dianteiras
ficam mais baixas e os relâmpagos começam a ocorrer em toda a
extensão das nuvens. No interior das nuvens a turbulência é
intensa e irregular, com equilíbrio entre correntes ascendentes e
descendentes.
O peso
das partículas de precipitação já é suficiente para contrariar as
correntes ascendentes e começam a cair, arrastando o ar em volta
consigo. À medida que as partículas de precipitação caiem nas
regiões mais quentes da nuvem, há ar seco do ambiente que entra na
nuvem e pode originar a evaporação dessas partículas. A evaporação
esfria o ar, tornando-o mais denso e «pesado». É todo este ar frio
que cai através da nuvem com a precipitação que forma a corrente
descendente de ar que, quando bate na superfície se pode espalhar,
formando uma frente de rajada que vai deslocando e substituindo o
ar mais quente da superfície. Nesta fase a trovoada produz ventos
fortes, relâmpagos e precipitação forte.
Dissipação
As
nuvens começam-se a espalhar para os lados, em camadas. E as
correntes frias descendentes tornam-se predominantes. O ar frio
substitui o ar mais quente da superfície, «desligando» os
movimentos ascendentes dentro da trovoada. Nesta fase já só há
correntes descendentes fracas e fraca precipitação. Sobram apenas
muitos altostratos e cirrostratos que podem até contribuir, com a
sua sombra, para diminuir o aquecimento da superfície.
As
trovoadas mais fortes são geradas quando ar quente e húmido sobe
rapidamente, com velocidades que podem chegar aos 160 km por hora,
até altitudes mais elevadas e mais frias. Em cada momento há na
ordem de 2000 trovoadas em progresso sobre a superfície da Terra.
Os relâmpagos surgem quando as partículas de gelo ou neve de uma
nuvem começam a cair de grande altitude em direcção à superfície e
correspondem à libertação de energia devida à diferença de carga
entre as partículas.
Os
trovões são o ruído que os relâmpagos fazem quando viajam pelo ar.
Trovoadas severas
Consideram-se trovoadas severas as que produzem ventos de rajada
com mais de 50 nós (92 km/h) e (ou) granizo com mais de 2 cm de
diâmetro (a velocidade do vento é medida em nós (=milhas náuticas/
hora) e um nó são 1,852 km/h.) As correntes de ar ascendentes, com
mais de 65 km/h, são suficientemente fortes para manter granizos
suspenso na nuvem o tempo suficiente para os mesmos crescerem e
caírem depois na base da nuvem ou serem lançados para o lado pela
corrente de ar ascendente (durante o dia, pode notar-se na nuvem
uma coloração verde na área do granizo).
São
trovoadas em que a fase de maturidade dura mais tempo do que o
habitual.
Quanto
tempo dura, depende da força das correntes de ar ascendentes e
descendentes, que dependem, por sua vez, da humidade do ar à
superfície, da instabilidade do ar e de como os ventos de altitude
interferem com a trovoada.
A
formação de trovoadas (sobretudo as severas) é favorecida pelo
encontro de uma massa de ar húmido e quente com uma massa de ar
mais fria e seca. As trovoadas severas são mais comuns na
Primavera e no Verão quando o aquecimento da superfície durante o
dia é mais forte. São pouco prováveis nos locais próximos de
oceanos mais frios porque o ar é menos húmido e há, por isso,
menos «combustível» para alimentar trovoadas.
Nas
latitudes médias, a maioria das trovoadas severas ocorrem ao longo
ou antes de frentes frias, onde o ar quente se eleva e condensa,
libertando calor latente e tornando o ar instável. Isso origina o
crescimento vertical das nuvens (que pode alcançar mais de 18
quilómetros acima da superfície) que leva ao desenvolvimento de
trovoadas severas, sobretudo quando há um grande contraste de
temperatura entre as duas massas de ar e quando na alta troposfera
o gradiente de pressão origina uma forte corrente de jato paralela
à frente, cuja divergência favorece a ascensão do ar.
As
trovoadas mais severas ocorrem quando há um aumento da velocidade
dos ventos horizontais com a altitude («vertical shear»). Nessas
condições, as trovoadas têm tendência para ficar inclinadas na
direcção do ventos. A inclinação da corrente ascendente faz com
que a precipitação não caia na região de ar ascendente em que se
formou, deslocando para a frente da trovoada a corrente de ar
descendente e a frente de rajadas à superfície.
Deste
modo, a corrente de ar frio descendente não «corta» a massa de ar
quente que alimenta a trovoada e a frente de rajadas pode gerar
novas células de trovada; é o que acontece nas trovoadas
multicelulares. As trovoadas que ocorrem com fracas mudanças de
ventos na vertical não duram tanto tempo porque a corrente de ar
descendente corta a corrente de ar ascendente pela parte de baixo
- são as chamadas trovoadas de impulso ou de pancada.
Fonte: to-campos.planetaclix.pt
Cresce expansão urbana em áreas próximas a cursos d'água e de
lixões
Segundo estudo, um dos motivos é o fato de tais áreas serem
desvalorizadas no mercado imobiliário.
Os resultados de um estudo conduzido
por Humberto Prates da Fonseca Alves, professor do curso de
Ciências Sociais da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp),
com colegas da USP e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais
(Inpe), revelam uma expressiva associação entre os processos de
expansão urbana e crescimento de assentamentos precários e
situações de vulnerabilidade socioambiental, na região
hiperperiférica da cidade de São Paulo.
Segundo
o estudo, os processos de expansão urbana, periferização e
periurbanização que se desenvolvem na metrópole de São Paulo são
muito diversos, envolvendo, além da dispersão espacial de grupos
de baixa renda (exemplificados pela autoconstrução e por
loteamentos irregulares e favelas), a expansão de grupos de média
e alta renda (como os condomínios fechados).
“Estas
dinâmicas de ocupação das áreas periféricas e periurbanas têm
fortes implicações sociais e ambientais”, dizem os autores do
estudo “Dinâmicas de urbanização na hiperperiferia da metrópole de
São Paulo: análise dos processos de expansão urbana e das
situações de vulnerabilidade socioambiental em escala intraurbana”,
publicado em junho de 2010 na Revista Brasileira de Estudos de
População.
Segundo
a pesquisa, entre os impactos socioambientais deste processo de
periferização, está a ampliação das jornadas entre o centro e as
áreas periféricas, com consequente aumento do trânsito e da
poluição do ar. A expansão destas áreas também implica ausência de
saneamento básico, principalmente rede de esgoto, e poluição de
rios e córregos, além de um forte processo de desmatamento e
degradação ambiental.
Segundo
o estudo, é alta a concentração de problemas, riscos sociais e
ambientais em determinadas áreas, como é o caso da região de
Cidade de Tiradentes e entorno, extremo leste do município de São
Paulo. “Estas áreas apresentam altos níveis de irregularidade no
uso do solo, com forte presença de assentamentos precários como
favelas e loteamentos irregulares, além de condições
socioeconômicas extremamente desfavoráveis, com baixíssimos níveis
de renda, escolaridade e saneamento”, dizem os autores no artigo.
Para os
pesquisadores, uma questão fundamental, suscitada pelos resultados
deste trabalho, é como mudar o curso desses processos tão
perversos e indesejáveis de expansão urbana descontrolada para
áreas periféricas e periurbanas cada vez mais distantes.
“Apesar
de não termos uma resposta fechada, uma das conclusões do trabalho
é que só uma mudança significativa na dinâmica dos mercados
imobiliário e de terras e a presença de políticas públicas
relativas ao uso e ocupação do solo que utilizem informações
atualizadas e pratiquem a fiscalização poderiam permitir um padrão
de uso e ocupação do solo mais sustentável”, acreditam.
De
acordo com eles, atualmente, as terras disponíveis nas porções
mais centrais da metrópole não são ocupadas, devido tanto ao alto
preço da terra nestas áreas quanto à falta de políticas públicas
que pudessem redirecionar os novos assentamentos para muitas áreas
já adensadas e dotadas de infraestrutura urbana, por meio de
projetos habitacionais voltados para população de baixa renda.
A Conferência do Clima (COP-17)
realizada em Durban, na África do Sul, foi o mais longo encontro
das Nações Unidas para debater o aquecimento global e seus
desdobramentos foram importantes para revalidar o antes
“desdenhado” Protocolo de Kyoto, acordo multilateral para redução
das emissões de gases-estufa. No último dia 11 de dezembro de
2011, os delegados de 194 países participantes da COP-17
apresentaram um documento de consenso que resgata o otimismo
necessário para avançarmos na Conferência das Nações Unidas sobre
Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), a ser realizada no próximo
ano, na cidade do Rio de Janeiro.
Avanços
importantes
Pela
primeira vez os Estados Unidos, historicamente o principal
responsável pelas emissões dos gases-estufa, e a China, o maior
poluidor da atualidade, concordaram em se submeter a metas
compulsórias de redução dos volumes de gás carbônico lançados na
atmosfera. Um alento e tanto, dado o vexame da Conferência de
Copenhagen, em 2009. Apesar disso, o chamado Tratado de Durban
estabelece que as metas não serão definidas antes de 2015 e não
começarão a contar antes de 2020, mas até 2017 continuará valendo
o Protocolo de Kyoto e avançaram as tratativas em torno da criação
do Fundo Verde do Clima, com dotação orçamentária de US$ 100
bilhões anuais para financiar a adaptação dos países emergentes
aos futuros padrões de emissões.
Desafio
global
Entretanto, permanece o desafio de compartilhar a responsabilidade
entre os poluidores históricos (EUA, Rússia e Japão) e os países
em desenvolvimento (China, Índia, áfrica do Sul e Brasil). Os
primeiros querem que as nações em desenvolvimento também se
comprometam a reduzir suas emissões, sob o risco de uma competição
desleal no mercado global.
Enquanto os emergentes não aceitam que os países desenvolvidos,
que enriqueceram ao longo de séculos sem qualquer preocupação
ambiental, imponham restrições ao seu crescimento econômico.
Referência global
A nota
positiva é, justamente, o Brasil que se distanciou da posição de
recusar metas obrigatórias de redução das suas emissões e se
esmerou em apresentar um conjunto de medidas de combate ao efeito
estufa. Muito desta mudança de posição se deve a liderança
exercida pelo embaixador Luiz Alberto Figueiredo e pela ministra
do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.
Com
isso, o Brasil pode e deve se consolidar como uma das principais
lideranças mundiais na defesa do meio ambiente, graças à sinergia
entre as legislações inovadoras, o comprometimento do setor
produtivo, a participação efetiva de ONG´s ambientais e o
envolvimento da sociedade.
O
Brasil apresentou ao mundo reduções substantivas nos índices
históricos de desmatamento, um compromisso assumido pelo governo
brasileiro mesmo antes da aprovação do REDD – Fundo Internacional
de Combate ao Desmatamento. A taxa anual de desmatamento da
Amazônia atingiu seu menor índice desde o início da mensuração, em
1998. Os satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe)
registraram o corte de 6.280 km2 entre agosto de 2010 e julho
deste ano. Essa é terceira queda anual consecutiva. Calcula-se que
o desmate de florestas responde por 15% das emissões globais de
gases estufa.
Outras
iniciativas também merecem destaque: a Lei Nacional de Mudanças
Climáticas que estabelece metas claras de redução de emissões de
gases estufa e conta com um fundo para financiar políticas de
mitigação e incentivo a economia de baixo carbono, do qual fui
relator; a Política Nacional de Resíduos Sólidos, da qual
participei ativamente como presidente do Grupo de Trabalho
responsável pela sua formulação e que se encontra no meio de um
célere processo de implementação; além da nossa experiência bem
sucedida com o etanol e a bioeletricidade, oriundas da cana de
açúcar.
Rumo
Certo
O
resultado da COP-17 não foi o que se desejava em relação ao acordo
de fixação de metas para redução do lançamento de gases que
provocam o efeito estufa, mas deu passos importantes para criar um
clima mais favorável para os debates na RIO+20, que vai anteceder
a COP-18, prevista para 2012, no Qatar. Apesar das indefinições,
fica cada vez mais evidente que a sustentabilidade veio para
ficar, consolidando um caminho sem volta rumo a uma economia
global de baixo carbono.
Arnaldo Jardim
Os avanços das exigências ambientais na siderurgia mineira
Não bastando sua relevância
histórica, o setor siderúrgico mineiro possui uma grande
importância econômica, pois Minas Gerais é o maior produtor de
ferro gusa do Brasil, possuindo 68 unidades e 109 altos-fornos a
carvão vegetal, representando uma capacidade instalada de produção
de 9.390.355 t/ano. O faturamento do setor em Minas se aproxima
dos R$ 4 bilhões anuais.
Contudo, a siderurgia é uma atividade que possui um grande
potencial de impacto ambiental e como tal tem sido sujeita a
normatizações e exigências de controle e minimização de impactos
que, em virtude da dimensão do parque no Estado de Minas Gerais,
tem sido específicas e crescentes.
Os
pontos que tradicionalmente geram atenção especial dos órgãos
ambientais são (i) o grande uso de carvão no processo produtivo,
hoje ainda em boa parte oriundo de florestas nativas ou, em menor
escala, coque de carvão mineral; bem como (ii) a poluição causada
pelo processo produtivo em si, especialmente os resíduos sólidos
produzidos.
Há
tempos nota-se um esforço organizado para a regularização
ambiental do setor e avanço nas exigências ambientais nos
processos de licenciamento e renovação de licenças. A Deliberação
Normativa COPAM nº 49/ 2001, foi um marco para o setor em Minas
Gerais, trazendo exigências inovadoras de implantação de sistemas
de despoeiramento nas etapas de recepção, manuseio e peneiramento
de matérias-primas e regularização quanto ao licenciamento
ambiental das empresas.
Neste
mesmo período, Minas Gerais se esforçou para criar e adotar
mecanismos que buscassem regular o consumo de carvão, matéria
prima das mais essencias para a produção de gusa e que representa
cerca de 70% do custo do produto final. O Estado criou meios para
facilitar a exploração de florestas plantadas, simplificando
procedimentos e extinguindo planos de corte, estimulando o manejo
sustentável e restringindo o desmatamento.
Posteriormente o Estado instituiu o monitoramento eletrônico do
transporte de carvão vegetal, prática que associada à exigência do
Documento de Origem Florestal – DOF, representa interessante meio
de controle à produção e transporte do carvão.
A
última cartada na questão do carvão vegetal foi a edição da Lei
Estadual n. 18.365/2009, que instituiu uma redução progressiva do
consumo de modo que, a partir de 2018 as indústrias não poderão
usar mais do 5% de produtos e subprodutos das matas nativas,
aindependente da reposição florestal prevista na legislação
anterior. A auto-sustentabilidade plena em carvão vegetal é um
caminho ainda longo, mas cabe dizer que em 2008 algumas produtoras
indepentes de gusa já alcançavam 100% de uso de carvão de origem
reflorestada e o percentual deste insumo vem crescendo já há
alguns anos.
Com a
aparente solução, ao menos em tese, da questão do uso de carvão
vegetal de origem nativa – cabe agora ao Estado fazer cumprir suas
leis – seus olhos voltam-se novamente à poluição causada pelos
processos industriais do setor siderúrgico.
Nesse
sentido, já foram mapeados os pontos da Deliberação Normativa
COPAM nº 49/2001 que merecem reparos e/ou avanços. Para tanto, o
Estado possui plano de ação já em discussão no Conselho Estadual
de Política Ambiental (COPAM) e a tendência é a edição de nova
normatização específica para o setor das Indústrias de Siderurgia
Não-Integrada a Carvão Vegetal, enrijecendo as exigências nos
sistemas de despoeiramento do alto-forno, aumentando o
monitoramento da poluição causada e intensificação do
gerenciamento de resíduos para aumentar o reaproveitamento e
destinação adequadas de materiais.
Resta
saber o impacto que tais medidas causarão ao setor siderúrgico,
atualmente descapitalizado e com limitado potencial de
investimento, pois extremamente afetado pela crise de 2008 e,
atualmente, pelo câmbio tão prejudicial aos exportadores.
Dr. Guilherme Doval
O peixe morre pela boca
Existe um ditado antigo que diz que
“o peixe morre pela boca”. Esta é uma verdade não só para os
peixes, mas também para os homens. Nós inventamos tanta porcaria
para comer, que podemos dizer sem medo de errar que estamos
morrendo pela boca. De algumas décadas para cá, apareceram
inúmeras doenças e os homens estão sofrendo de males que no
passado não existiam. Grande parte deste quadro vem, sem dúvida,
da má alimentação da vida moderna e da péssima qualidade dos
alimentos ingeridos, que são produzidos sem a mínima preocupação
com a saúde de quem vai ingeri-los. Existe uma indústria
inescrupulosa que produz cada vez mais venenos e agrotóxicos de
todos os tipos e os coloca no mercado sob a falsa ideologia de
combate à fome e aumento das safras (leiam lucros). Essa indústria
diz ao agricultor ignorante que os produtos são necessários e que
nas dosagens corretas não fazem mal algum ao ser humano.
Por
outro lado, existem os agricultores que sabem dos efeitos destes
venenos, mas não se preocupam e usam até em doses maiores do que
as recomendadas para que seu produto seja mais bonito. Muitos já
ouviram de algum agricultor que para a sua família os morangos e
os tomates são outros, aqueles feios que estão plantados em uma
pequena horta ao lado de sua casa. Para a venda nos mercados, é a
grande plantação, cheia de remédios e venenos. São os mais
bonitos, mas, como as sereias, seduzem e matam. O problema é que
esta agricultura criminosa se espalhou de tal forma dentro da
nossa cultura, que hoje é muito difícil separar o joio do trigo e
não sabemos mais em quem acreditar. Recentemente uma pesquisa da
Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) mostrou a
situação caótica em que nos encontramos inclusive com o uso de
agrotóxicos proibidos, que entram ilegalmente no país.
O
pimentão, aquele vermelho e bonito que chama a nossa atenção nos
supermercados, ficou na liderança, com 92% das amostras
contaminadas e impróprias para o consumo. Em seguida, vem o
morango (63%), o pepino (57%), alface (54%), cenoura (50%),
abacaxi (33%) e muitos outros. Estes venenos têm efeitos
cumulativos no organismo e causam inúmeras doenças cardíacas,
neurológicas, endócrinas, imunológicas e algumas transmissíveis
para a próxima geração.
O
antigo ditado é uma realidade que o nosso mundo moderno insiste em
não levar em consideração. Enquanto isto, o homem vai ao encontro
de seu destino, cada vez mais doente, pelo ar que respira, pela
água que toma e pela comida que ingere. Isto é realmente
progresso?
Célio Pezza
Mudanças no cotidiano podem evitar a escassez de água
A escassez de água no planeta já não é novidade para ninguém. De
toda a água de nosso planeta, cerca de 3% é doce, o que não se
mostra suficiente para toda a população. Em pesquisa feita pela
Agência Nacional de Águas (ANA), já mostra que a demanda de água
nas regiões metropolitanas é maior que a produção atual dos
recursos.
Para
impedir que tenhamos problemas com a falta de água nos próximos 15
anos, será necessário um investimento de R$ 27,7 bilhões em
produção, tratamento, fornecimento de águas e tratamento de
esgotos.
Para
evitarmos que o mundo chegue a essa situação, várias medidas podem
ser tomadas. Entre elas está o reuso da água, que já vem sendo
utilizado por muitas empresas para diminuir seus gastos e também
colaborar com o meio ambiente. No Brasil, 80% do esgoto coletado
vão parar em cursos d’água sem receber nenhum tratamento.
O
problema da escassez de água é urgente. "É questão de economia,
porque as empresas terão benefícios infinitos com o reúso",
declara Sergio Belleza, gerente da divisão de tratamento de água
da Argal Química. “Depois da utilização como água pura, a
reciclagem pode evoluir para vários estágios: água bruta, no
processo industrial, resfriamento de chapas, integrando recursos,
irrigação de jardins e gramados, lavagem de ruas, descargas
sanitárias”, completa o executivo.
Tipos
de Reúso:
Reuso
indireto planejado da água: ocorre quando os efluentes, depois de
tratados, são descarregados de forma planejada nos corpos de águas
superficiais ou subterrâneas, para serem utilizados a jusante, de
maneira controlada, no atendimento de algum uso benéfico.
Reuso
direto planejado das águas: ocorre quando os efluentes, depois de
tratados, são encaminhados diretamente de seu ponto de descarga
até o local do reuso, não sendo descarregados no meio ambiente. É
o caso com maior ocorrência, destinando-se a uso em indústria ou
irrigação.
Fonte: CETESB
Aplicações da Água Reciclada
A água reciclada pode ser utilizada para muitas funções, tais
como:
Irrigação paisagística: parques, cemitérios,
campos de golfe, faixas de domínio de auto-estradas, campus
universitários, cinturões verdes, gramados residenciais.
Irrigação de campos para cultivos: plantio de forrageiras,
plantas fibrosas e de grãos, plantas alimentícias, viveiros de
plantas ornamentais, proteção contra geadas.
Usos industriais: refrigeração, alimentação de caldeiras,
água de processamento.
Recarga de aqüíferos: recarga de aqüíferos potáveis,
controle de intrusão marinha, controle de recalques de subsolo.
Usos urbanos não-potáveis: irrigação paisagística, combate
ao fogo, descarga de vasos sanitários, sistemas de ar
condicionado, lavagem de veículos, lavagem de ruas e pontos de
ônibus, etc.
Finalidades ambientais: aumento de vazão em cursos de água,
aplicação em pântanos, terras alagadas, indústrias de pesca.
Usos diversos: aqüicultura, construções, controle de
poeira, dessedentação de animais.
Fonte: Argal Química
Erosão
Solo
que apresenta sinais de erosão.
Erosão
é a destruição do solo e das rochas e seu transporte, em geral
feito pela água da chuva, pelo vento ou, ainda, pela ação do gelo,
quando expande o material no qual se infiltra a água congelada. A
erosão destrói as estruturas (areias, argilas, óxidos e húmus) que
compõem o solo. Estas são transportados para as partes mais baixas
dos relevos e em geral vão assorear cursos d'água.
A
erosão é um problema muito sério, devem ser adaptadas práticas de
conservação de solo para minimizar o problema.
Em
solos cobertos pela vegetação a erosão é muito pequena e quase
inexistente, mas é um processo natural sempre presente e
importante para a formação dos relevos. O problema ocorre quando o
homem destrói as vegetações, para uso agrícola e deixa o solo
exposto, porque a erosão torna-se severa, e pode levar a
desertificação.
Agentes erosivos
Erosão
tomando parte de estrada rural
A
superfície da Terra como a conhecemos é formada tanto por
processos geológicos que formam as rochas, como por processos
naturais da degradação e também de erosão. Uma vez que a rocha é
quebrada por causa da degradação, os pequenos pedaços podem ser
movidos pela água, gelo, vento, ou gravidade. Tudo o que acontece
para fazer com que as rochas sejam transportadas chama-se erosão.
A
superfície do solo, não castigado, é naturalmente coberta por uma
camada de terra rica em nutrientes inorgânicos e materiais
orgânicos que permitem o crescimento da vegetação; se essa camada
é retirada, esses materiais desaparecem e o solo perde a
propriedade de fazer crescer vegetação e pode-se dizer que, no
caso, o terreno ficou árido ou que houve uma desertificação.
As
águas da chuva quando arrastam o solo, quer ele seja rico em
nutrientes e materiais orgânicos, quer ele seja árido, provocam o
enchimento dos leitos dos rios e lagos com esses materiais e esse
fenômeno de enchimento chama-se assoreamento.
O
arrastamento do solo causa no terreno a erosão.
Na
superfície do terreno e no subsolo, as águas correntes são as
principais causas da erosão.
Análise
do efeito das águas que fazem a erosão superficial de terrenos: A
erosão depende fundamentalmente da chuva, da infiltração da água,
da topografia (declive mais acentuado ou não), do tipo de solo e
da quantidade de vegetação existente. A chuva é, sem dúvida, a
principal causa para que ocorra a erosão e é evidente que quanto
maior a sua quantidade e frequência, mais irá influenciar o
fenômeno. Se o terreno tem pouco declive, a água da chuva irá
"correr" menos e erodir menos.
Se o
terreno tem muita vegetação, o impacto da chuva será atenuado
porque a velocidade da água escorrendo no solo será diminuída
devido aos obstáculos (a própria vegetação "em pé e caída") que
agirão como pequenos degraus que evitam a erosão.
A
erosão será diminuída também com as raízes darão sustentação
mecânica ao solo; além disso, as raízes mortas propiciarão
existirem canais para dentro do solo onde a água pode penetrar e
com isso, sobrará menos água para correr na superfície.
Outro
fator importante é que, se as chuvas são frequentes e o terreno já
está saturado de água, a tendência é que o solo nada mais absorva
e com isso, toda a água da chuva que cair, correrá pela
superfície.
Se o
solo é arenoso o arrastamento será maior do que se ele fosse
argiloso .
Fatores
que contribuem
Muitas
ações devidas ao homem apressam o processo de erosão, como por
exemplo:
os desmatamentos (desflorestamentos)
desprotegem os solos das chuvas.
o avanço imobiliário em encostas
que, além de desflorestar, provocam a erosão acelerada devido ao
declive do terreno.
as técnicas agrícolas inadequadas,
quando se promovem desflorestações extensivas para dar lugar a
áreas plantadas.
a ocupação do solo, impedindo
grandes áreas de terrenos de cumprirem o seu papel de absorvedor
de águas e aumentando, com isso, a potencialidade do transporte de
materiais, devido ao escoamento superficial.
Tipos de erosão
Erosão por gravidade
Erosão
por gravidade: Deslize numa montanha, a água debilitou o solo.
Consiste no movimento de rochas e sedimentos montanha abaixo
principalmente devido à força da gravidade.
Erosão pluvial
A
erosão pluvial é provocada pela retirada de material da parte
superficial do solo pelas águas da chuva. Esta ação é acelerada
quando a água encontra o solo desprotegido de vegetação. A
primeira ação da chuva se dá através do impacto das gotas d'água
sobre o solo. Este é capaz de provocar a desagregação dos torrões
e agregados do solo, lançando o material mais fino para cima e
para longe, fenômeno conhecido como salpicamento. A força do
impacto também força o material mais fino para abaixo da
superfície, o que provoca a obstrução da porosidade (selagem) do
solo, aumentando o fluxo superficial e a erosão.
Necessário se faz em separar claramente as ravinas formadas
somente por erosão superficial das formadas pelo processo de
erosão remontante. A ação da erosão pluvial aumenta à medida que
mais água da chuva se acumula no terreno, isto é, a retirada do
solo se dá de cima para baixo. Na erosão remontante acontece
exatamente o contrário: a retirada do material se dá de baixo para
cima, como é o caso das boçorocas. Uma ravina de origem pluvial
pode progredir em direção a uma boçoroca, mas não necessariamente.
Da mesma forma podemos ter a progressão de boçorocas independente
da erosão pluvial, pois esta depende do fluxo subterrâneo e não do
fluxo superficial.
Muitos
autores e textos didáticos têm erroneamente confundido estes
fenômenos. Separá-los, no entanto, não é somente uma questão de
rigor científico, mas uma necessidade prática, pois as formas de
se combater um processo erosivo dependerá de que tipo de erosão
estamos enfrentando. Muitos processos indicados para evitar ou
combater erosão pluvial, não funcionam quando se trata de combater
erosão remontante, principalmente nos casos em que amplas
boçorocas já estão instaladas na paisagem.
As
principais formas de erosão pluvial são: a) erosão laminar: quando
a água corre uniformemente pela superfície como um todo,
transportando as partículas sem formar canais definidos. Apesar de
ser uma forma mais amena de erosão, é responsável por grande
prejuízo às terras agrícolas e por fornecer grande quantidade de
sedimento que vai assorear rios, lagos e represas.
Erosão eólica
Erosão
eólica, rochas metamórficas nos
arredores de Puno
Ocorre
quando o vento transporta partículas diminutas que se chocam
contra rochas e se dividem em mais partículas que se chocam contra
outras rochas. Podem ser vistas nos desertos na forma de dunas e
de montanhas retangulares ou também em zonas relativamente secas.
Erosão marinha
O
quebrar das ondas causa erosão com o tempo.
A
erosão marinha é um longo processo de atrito da água do mar com as
rochas que acabam cedendo transformando-se em grãos, esse trabalho
constante atua sobre o litoral transformando os relevos em
planície e deve-se praticamente à ação de um fator presente na
termodinâmica: a convecção dos ventos, responsáveis pelo
surgimento das ondas, correntes e marés .
Tanto
ocorre nas costas rochosas bem como nas praias arenosas. Nas
primeiras a acção erosiva do mar forma as falésias, nas segundas
ocorre o recuo da praia, onde o sedimento removido pelas ondas é
transportado lateralmente pelas correntes de deriva litoral.
Nas
praias arenosas a erosão constitui um grave problema para as
populações costeiras. Os danos causados podem ir desde a
destruição das habitações e infra-estruturas humanas, até a graves
problemas ambientais. Para retardar ou solucionar o problema,
podem ser tomadas diversas medidas de protecção, sendo as
principais as construções pesadas de defesa costeira (enrocamentos
e esporões) e a realimentação de praias.
Em
Portugal, na região de Aveiro, vive-se atualmente uma situação
preocupante. A estreita faixa costeira que separa o mar da laguna,
está perigosamente perto da ruptura. Se esta se verificar para
além de várias populações serem afectadas, irá ocorrer uma
drástica mudança na salinidade da laguna, afectando todo o
ecossistema.
No
Brasil, no Arpoador este fenômeno tem sido responsável pela
variação cíclica da largura da faixa de areia da praia.
Erosão química
Envolve
todos os processos químicos que ocorrem nas rochas. Há intervenção
de fatores como calor, frio, água, compostos biológicos e reações
químicas da água nas rochas. Este tipo de erosão depende do clima,
em climas polares e secos, as rochas se destroem pela troca de
temperatura; e em climas tropicais quentes e temperados, a
humidade, a água e os dejetos orgânicos reagem com as rochas e as
destroem.
Erosão glacial
As
geleiras (glaciares) deslocam-se lentamente, no sentido
descendente, provocando erosão e sedimentação glacial. Ao longo
dos anos, o gelo pode desaparecer das geleiras, deixando um vale
em forma de U ou um fiorde, se junto ao mar.
Pode
também ocorrer devido à susceptibilidade das glaciações em locais
com predominância de rochas porosas. No verão, a água acumula-se
nas cavidades dessas rochas. No inverno, essa água congela e sofre
dilatação, pressionando as paredes dos poros. Terminado o inverno,
o gelo funde, e congela novamente no inverno seguinte. Esse
processo ocorrendo sucessivamente, desagregará, aos poucos, a
rocha, após um certo tempo, causando o desmoronamento de parte da
rocha, e consequentemente, levando à formação dos grandes paredões
ou fiordes.
Erosão fluvial
Erosão
fluvial é o desgaste do leito e das margens dos rios pelas suas
águas. Este processo pode levar a alterações no curso do rio. O
relevo resultante da sedimentação das rochas no processo de erosão
é denominado Colúvio. A erosão das rochas pode gerar ravinas,
voçorocas e deslizamentos de terra, no qual estes sedimentos são
escoados para as partes mais baixas, formando colúvios e depósitos
de encosta.
Consequências da erosão
Efeitos poluidores da ação de arraste
Os
arrastamentos podem encobrir porções de terrenos férteis e
sepultá-los com materiais áridos.
Morte
da fauna e flora do fundo dos rios e lagos por soterramento.
Turbidez nas águas, dificultando a ação da luz solar na realização
da fotossíntese, importante para a purificação e oxigenação das
águas.
Arraste
de biocidas e adubos até os corpos d'água e causarem, com isso,
desequilíbrio na fauna e flora nesses corpos d'água (causando
eutroficação por exemplo).
Outros danos
Assoreamento: que preenche o volume original dos rios e lagos e
como consequência, vindas as grandes chuvas, esses corpos d’água
extravasam, causando as enchentes
Instabilidade causada nas partes mais elevadas podem levar a
deslocamentos repentinos de grandes massas de terra e rochas que
desabam talude abaixo, causando, no geral, grandes tragédias (ver
deslizamento de terra).
Fonte: Wikipédia
IFRS e o desafio para as concessionárias de energia elétrica
Um dos desafios que o setor
elétrico no Brasil vem enfrentando, no tocante a seus registros
contábeis e controles inerentes, refere-se à contabilização de
seus negócios e, principalmente, no que diz respeito à
harmonização das regras contábeis em relação ao IFRS (International
Financial Reporting Standards, ou normas internacionais de
contabilidade). Esta nova realidade, que entrou em vigor, de fato,
a partir de 31 dezembro do 2010, tem sido um desafio para as
empresas brasileiras e, especificamente para as empresas do setor
elétrico, por uma série de razões.
As
distribuidoras de energia, reguladas pela Aneel (Agência Nacional
de Energia Elétrica) possuem valores significativos de ativos e
passivos regulatórios que não são reconhecidos como ativos e
passivos pelas novas normas contáebis locais, em linha com o IFRS,
representando os ajustes mais significativos de adoção das novas
normas contábeis, nas demonstrações financeiras do exercício
finalizado em 31 de dezembro de 2010. O IASB (International
Accounting Standards Board, órgão internacional responsável pela
emissão e atualização de normas contábeis em IFRS) tem projeto de
revisão desse tema no conjunto de normas contábeis, mas sem data
prevista para conclusão, embora o mercado espera que essa revisão
seja concluída nos próximos anos e com impactos positivos para as
distribuidoras de energia elétrica com a permissão para
reconhecimento desses valores como ativos e/ou passivos das
empresas.
A
análise da aplicabilidade do ICPC 01 (correspondente ao IFRIC 12)
para operações de geração, distribuição e transmissão de energia,
resultou na aplicação desta interpretação sobre as demonstrações
financeiras das empresas. Consequentemente, isso representa o
reconhecimento de um ativo financeiro (o direito incondicional de
receber dinheiro ou outros instrumentos financeiros no final do
contrato de concessão) e intangíveis (o direito de usar a
infraestrutura durante o período de concessão), no caso das
empresas de distribuição e algumas empresas de geração e um ativo
financeiro, no caso de empresas de transmissão.
Ao
mesmo tempo, o governo e a ANEEL estão atualmente analisando as
regras relativas à renovação dos contratos de energia no Brasil.
Atualmente, a agência reguladora controla as tarifas das empresa
de distribuição e os contratos de concessão (tanto de
distribuição quanto de geração e transmissão) possuem cláusula de
reversão de ativos fixos ao final das concessões, com ou sem
indenizações, o que gera incerteza para as empresas de energia em
seus tratamentos contábeis decorrentes da aplicação dessa norma,
bem como sobre avaliação de recuperabilidade de outros ativos
decorrentes das operações e/ou fiscais.
Ainda,
para atendimento de suas necessidades para fins de controle da
infraestrutura e tarifário, a ANEEL determinou que as empresas de
energia elétrica distribuiodras e transmissoras, preparem
demonstrações financeiras regulatórias, apuradas com base nas
regras específicas emitidas pela ANEEL (que em alguns aspectos não
reconhecem as mudanças nas regras contábeis mencionadas acima e
também quanto as normas de leasing financeiro) e segundo a qual os
ativos fixos são reconhecidos pelo valor reavaliado (preço de
mercado) seguindo as normas de reajuste tarifário definidas pela
ANEEL. Recentemente a ANEEL divulgou o Despacho 4991 que contém a
forma de apresentação dessas demonstrações regulatórias, defindo a
apresentação do balanço patrimonial, da demonstração do resultado
do exercício e nota de reconciliação do resultado do ano e do
patrimônio líquido, além de outras infromações sobre as
demosntrações regulatórias.
Além
disso, as empresas brasileiras também têm considerações especiais
a fazer em relação ao Imposto de Renda e à Contribuição Social, em
razão de as novas regras contábeis não gerarem impactos fiscais.
Como resultado, as empresas de energia no Brasil devem manter três
livros de rgistros de suas operações e seus controles: societário,
fiscal e regulatório, o que cria desafios óbvios para se manter o
controle e conciliação entre os valores apurados em cada um desses
registros.
Dada a
extensão em que as novas normas contábeis afetam a maneira como as
empresas apresentam suas demonstrações financeiras, adequar os
controles internos e processos é de extrema importância. Cabe aos
profissionais das áreas contábil das empresas e de auditoria,
portanto, trabalhar em estreita colaboração com as empresas e
órgãos reguladores, discutindo os efeitos das novas regras
contábeis no processo de regulamentação para ajudar a garantir que
estas normas e suas interpretações não prejudiquem o processo de
revisão tarifára das concessionárias, nem a apresentação das suas
demonstrações financeiras e de seus resultados, bem como o
resultado a ser distrubuído aos seus acionistas.
Vânia Souza
SIL orienta sobre segurança e economia de energia no verão
Companhia dá dicas sobre cuidados que podem ajudar usuário a
reduzir consumo e aumentar a segurança de suas instalações durante
as férias de verão
Neste período muita gente opta por
viajar, após um longo ano de trabalho. O que nem todos percebem é
que os meses de verão também podem ser utilizados para economizar
energia, desde que algumas práticas simples sejam adotadas.
Como
afirma Nelson Volyk, gerente de engenharia e qualidade da SIL,
pequenas mudanças de hábito podem trazer benefícios que o
consumidor não imagina. “Muitas vezes as pessoas pensam que os
ganhos decorrem apenas de grandes mudanças ou mesmo de altos
investimentos. Elas desconhecem que ações simples podem gerar uma
economia significativa no consumo de energia, sem abrir mão do
conforto e bem-estar”, pondera.
Para
ajudar os consumidores a aproveitar melhor o verão a SIL dá as
seguintes dicas:
Chuveiro elétrico - Um dos pontos que possibilitam ao consumidor
maior economia de energia está no uso do chuveiro elétrico. A
temperatura mais alta nessa época do ano permite que o usuário
troque no aparelho a posição ‘inverno’ pela ‘verão’ ou, dependendo
do modelo, das posições mais potentes para as que aquecem menos a
água. Obviamente, para se obter maior economia de água e energia
esta alteração deve ser acompanhada de uma simples mudança de
hábito: banhos mais rápidos. “Não adianta reduzir o consumo do
chuveiro e aumentar o tempo do banho”, lembra o executivo da SIL.
Ar-condicionado - A alta temperatura dos meses de verão também
leva ao uso de aparelhos de ar-condicionado. Nesse caso, o
equipamento é um grande consumidor de energia, portanto, para
minimizar o consumo do ar-condicionado deve-se combater o
desperdício. Para isso, toda vez que este aparelho for ligado,
portas e janelas devem estar fechadas. Assim, haverá confinamento
do ar frio e o desempenho do equipamento será melhor. Ele também
deve ser dimensionado corretamente, ou seja, a potência de
refrigeração em BTU (British Temperatura Unity - Unidade Inglesa
de Temperatura) deve ser adequada ao tamanho do ambiente.
Ventiladores - No combate ao calor, o aparelho mais utilizado pelo
brasileiro é o ventilador, seja ele de teto, parede ou de mesa.
Apesar de normalmente ficar ligado por muitas horas seguidas, ele
não se caracteriza por ser um grande consumidor – geralmente, os
modelos não passam de 125W de potência. Mesmo assim, algumas
medidas podem ser adotadas para reduzir o tempo de uso do
ventilador. Manter portas e janelas abertas para facilitar a
circulação do ar, por exemplo, pode ajudar a manter o ambiente
mais fresco, eliminando a necessidade de ligar o equipamento. “E,
para economizar energia, é fundamental mantê-lo desligado quando
não houver ninguém no ambiente”, lembra Volyk.
Geladeiras - Outros equipamentos que permitem reduzir o consumo
através da mudança de hábitos são as geladeiras. “Nesse caso o
consumo sobe à medida que se torna frequente o ato de abrir e
fechar a porta, principalmente em curtos espaços de tempo”,
ressalta Volyk. A explicação é simples: ao abrir a porta o usuário
permite que o ar quente de fora penetre no interior da geladeira,
fazendo com que o compressor do equipamento atue para novamente
baixar a temperatura, elevando o consumo de energia. Também há
problema quando a borracha da porta da geladeira não está em bom
estado. “Nesse caso, ela não veda corretamente o equipamento,
permitindo a fuga do ar frio interno para a parte externa. Mais
uma vez o compressor entra em ação para compensar a perda e eleva
o consumo, por isso, orientamos a procurar um profissional para
fazer uma avaliação e, se necessário, substituir a borracha”,
sugere o gerente da SIL.
Viagens
- Para as pessoas que viajam, algumas medidas devem ser adotadas
tanto para baixar o consumo, como também para aumentar a segurança
nas residências. A SIL orienta que, no caso do consumo, não basta
apagar as luzes e desligar os aparelhos elétricos. A recomendação
é que todos os equipamentos sejam desligados das tomadas. Alguns
deles, como micro-ondas e aparelhos de DVD, por exemplo, têm
displays que ficam consumindo energia enquanto os proprietários
estão fora. O mesmo ocorre com televisores e aparelhos de som que
têm luzes de stand-by.
Tirar
os equipamentos das tomadas também aumenta a segurança. “Quando
eles ficam conectados, mesmo desligados, eles podem ser vítimas de
uma eventual sobretensão elétrica, que pode levar à queima dos
produtos, especialmente daqueles que são mais sensíveis”, alerta o
executivo da SIL. Em situações mais críticas, o risco pode ser
ainda maior, com a queima dos equipamentos provocando incêndio no
imóvel. Para evitar o problema, também se recomenda a instalação
de dispositivos de proteção contra surtos (DPS) no quadro de
força.
Fauna - "Proteger e Conservar: Obrigação de Todos"
A exploração desordenada do
território brasileiro é uma das principais causas de extinção de
espécies. O desmatamento e degradação dos ambientes naturais, o
avanço da fronteira agrícola, a caça de subsistência e a caça
predatória, a venda de produtos e animais procedentes da caça,
apanha ou captura ilegais (tráfico) na natureza e a introdução de
espécies exóticas em território nacional são fatores que
participam de forma efetiva do processo de extinção. Este processo
vem crescendo nas últimas duas décadas a medida que a população
cresce e os índices de pobreza aumentam.
Uma
forma de se perceber o efeito deletério da exploração desordenada
das aéreas nativas sobre a fauna residente é o acréscimo
significativo do número de espécies na lista oficial de fauna
silvestre ameaçada de extinção. Essa lista foi revisada, pelo
Ibama e Ministério do Meio Ambiente, em parceria com a Fundação
Biodiversitas e a Sociedade Brasileira de Zoologia, com o apoio da
Conservation International e do Instituto Terra Brasilis e nos
aponta novos caminhos.
Com ela
podemos decidir quais espécies e ecossistemas devem ser
prioritariamente protegidos e conservados e aqueles que poderiam
ser utilizados dentro de princípios sustentáveis. Proteger e
utilizar racionalmente os recursos faunísticos são ações de manejo
que demandam conhecimento, técnica, controle e monitoramento.
A
proteção e o manejo ordenado da fauna silvestre na busca de sua
conservação podem e devem ser feitos pelo Governo e a Sociedade de
forma integrada no sentido de defender o que é de todos: o
patrimônio natural do Brasil, bem de uso comum de todos os
brasileiros e garantia para as futuras gerações.
O carbono é um elemento químico
metalóide que é encontrado na natureza ou cristalizado. Sendo
junto com o hidrogênio elementos básicos na estrutura dos
compostos orgânicos. É encontrado sob as formas de: diamante ,
grafite , carvão, hulha, antracito, óxidos, dióxidos, hidratos. O
carbono combina-se com vários metais, dando origem aos carbonetos.
O anidrido carbônico ou gás carbônico. O trióxido de carbono, pode
ser resultante da combustão do gás carbônico. Os carbonos passam
de sólido a gás quando se encontram em fornos elétricos
desprovidos da presença de oxigênio. As pessoas que trabalham em
recintos onde se encontra carvão que queime constantemente, estão
sujeitas a envenenamento do sangue, pelo fato da ação do monóxido
de carbono sobre a hemoglobina . O carbono é bastante empregado
nas indústrias , quer como redutor dos sulfetos metálicos quer na
produção de aço.O carbono difere dos outros elementos pelo fato de
formar mais compostos que todos outros juntos. Outros elementos:
40 mil; Carbono: 400 mil. Capacidade de formar cadeias e anéis. O
carbono é um componente primário da matéria viva.
Ciclo geológico do carbono
O
dióxido de carbono se desprende das fumarolas e das fontes termais
uma parte deste dióxido de carbono é juvenil e outra meteórico.
Uma parte deste CO2 pode reagir metassomaticamente e substituindo
a sílica das rochas silicatadas - a conseqüência disto é a
formação de espilitas e rochas talco-carbonatadas. A maior ponte
do dióxido do carbono se desprende para atmosfera ou se dissolve
na água.
Durante
a meteorização, as águas que contém dióxido de carbono reagem
principalmente com os sais de cálcio dissolvidos para formar
carbonato e bicarbonatos cálcicos. Por último, o carbonato cálcico
se precipita por agentes orgânicos ou inorgânicos, A maior perda
no Ciclo do Carbono é a formação de calcário. É evidente que o
dióxido de carbono que desaparece do ciclo por este processo não
volta nunca por completo à atmosfera. Durante a silicificação dos
calcários não se desprendem mais que uma quantidade insignificante
de dióxido de carbono porque a quantidade de rochas carbonatadas
tende a aumentar.
Carbono Atmosférico
Nas
plantas o carbono entra e sai por difusão, na forma de CO2,
através dos estômatos presentes na epiderme das folhas. Entrando,
o CO2 vai servir como matéria-prima de compostos orgânicos,
durante a fotossíntese. Saindo, o CO2 é um dos produtos finais da
respiração. Já os animais realizam apenas a respiração liberando o
CO2 na atmosfera, e obtêm o carbono de que precisam de forma
direta, se herbívoros, ou de forma indireta se forem carnívoros.
Depois de mortos, tanto animais quanto vegetais, sofrem a ação dos
decompositores, se a decomposição de sua matéria orgânica for
total, há liberação de gás carbônico e água, e se for parcial, há
transformação em material combustível. A matéria combustível
quando queimada, devolve o carbono à atmosfera na forma de CO2. Ou
seja, o carbono fixado por fotossíntese, mais cedo ou mais tarde
retorna à atmosfera pela decomposição da matéria orgânica morta.
As florestas do mundo não são apenas os principais consumidores de
dióxido de carbono em terra; também representam o principal
reservatório de carbono fixado biologicamente. As florestas contêm
entre 400 e 500 bilhões de toneladas de carbono, ou
aproximadamente, dois terços da quantidade presente como dióxido
de carbono na atmosfera (700 bilhões de toneladas).
O Ciclo
do Carbono revela dados e quantidades verdadeiramente
surpreendentes. Está provado que uma determinada célula de CO2 da
atmosfera entra em uma certa estrutura vegetal uma vez a cada 200
anos e que todo o oxigênio do ar é renovado pelos vegetais de
2.000 em 2.000 anos. O ciclo respiração-fotossíntese, já alterado
pela introdução do homem, via atmosfera, de grande quantidade de
dióxido de carbono, pela combustão dos chamados combustíveis
fósseis. Um fator que ameniza este fato, é que os mares são
imensos reservatórios de carbono que agem como amortecedores de
choque do gás carbônico na atmosfera. Pode-se dizer: aumente-se a
quantidade do gás carbônico na atmosfera e o oceano se encarrega
de retirá-lo. Retire-se gás carbônico do ar e o mar reporá
novamente. De 1.850 dc, o homem, inadvertidamente, vem realizando
um experimento geoquímico global, queimando grandes quantidades de
combustíveis fósseis e, dessa forma, devolvendo à atmosfera o
carbono que foi fixado pela fotossíntese a milhões de anos atrás.
Geralmente, entre cinco e seis bilhões de toneladas carbono fóssil
estão sendo liberadas por ano na atmosfera. Isto seria suficiente
para aumentar a quantidade de dióxido de carbono no ar de 2,3
partes por milhão por ano, se o dióxido de carbono estivesse
uniformemente distribuído e não fosse removido. No século passado,
o conteúdo de dióxido de carbono aumentou de 290 partes por milhão
para 320, sendo que mais de um quinto desse aumento ocorreu na
década passada. O aumento total corresponde somente a um pouco
mais de um terço do dióxido de carbono (cerca de 200 bilhões de
toneladas no total) liberado dos combustíveis fósseis. Embora a
maior parte dos dois terços restantes tenha ido para os oceanos,
uma fração significativa pode perfeitamente ter aumentado a
quantidade total de vegetação na terra. Estudos de laboratório
mostram que as plantas crescem mais rapidamente quando o ar
circundante é enriquecido com o dióxido de carbono. Assim, é
possível que o homem esteja fertilizando campos e florestas, com a
queima dos combustíveis fósseis.
A
importância do Ciclo do Carbono na natureza pode ser melhor
evidência pela estimativa de que todo o CO2 presente no ar, caso
não houvesse reposição, seria completamente exaurido em menos de
20 anos, tendo em vista a fotossíntese atual. A fixação total de
carbono por ano, nos oceanos, ascende à cifra aproximada de 1,2 x
1010 tons, enquanto que o teor fixado em terra é da ordem de 1,6
x1010 tons. As plantas clorofiladas constituem o mais importante
agente da redução do CO2 a matéria orgânica; outros seres, como as
bactérias fotossintetizantes e as quimiolitotróficas (redutoras de
CO2) tem pequena contribuição para idêntico fim.
Nos
processos de mineralização das substâncias carbonadas, com a
conseqüente reposição do CO2 à atmosfera, tem revelante papel os
microrganismos heterotróficos. Outra grande contribuição destes no
ciclo de carbono é o suprimento de CO2 ao solo, onde este gás
funciona como um eficiente solvente na preparação de alimentos
inorgânicos para as plantas, a partir de substâncias minerais do
solo. De importância relevante é ainda a operação de degradação
levada ao cabo pelos microrganismos, das grandes quantidades de
celulose, amido e outros inúmeros carboidratos complexos presentes
no solo, provenientes de modo especial de tecidos vegetais, sem o
que a crosta terrestre se transformaria pouco a pouco numa
impenetrável camada de plantas mortas, inteiramente inadequada aos
processos vitais que aí tem lugar. O trabalho dos microrganismos,
entretanto, forma aproveitável pelas plantas, compostos orgânicos
complexos e contribui de modo decisivo para elaboração do húmus.
As fontes de carbono introduzido no solo são numerosas:
Carbono
mineral do CO2 atmosférico e dos carbonatos telúricos e o carbono
orgânico dos organismos vegetais e animais sob sua múltiplas
formas, desde os glucídios simples até as substâncias altamente
polimerizadas, como a celulose, ou de estrutura complexa, como a
lignina. O metabolismo destas diversas formas varia
extraordinariamente no solo devido à estrutura mesma das
substâncias carbonadas e a multiplicidade das espécies zimógenas
ativas sobre elas. Estas variações traduzem-se por diferentes
velocidades de ataque e produção de substâncias metabólicas
intermediárias diversas. De fato, se os produtos finais
constantemente CO2 e H2O (e mais Ch2, em anaerobiose), os produtos
intermediários, são extremamente variáveis : ácidos orgânicos,
aldeídos, álcoois, açúcares, mais ou menos complexos. A
mineralização do carbono orgânico é excepcionalmente realizada em
uma única etapa, e via de regra, numerosos grupos bacterianos e
fúngicos intervêm sucessivamente até o processo atingir a sua fase
final. Este ciclo é ainda complicado pelo fato das substâncias
glucídicas estarem constantemente associadas em proporções
variáveis, com substâncias azotadas (proteínas) ou lipídicas, com
lignina, com resinas, com taninos, etc., Por fim, como último
fator de complicação considere-se o fato do que ao mesmo tempo que
tem lugar a degradação de carboidratos complexos, os
microrganismos sintetizam corpos do mesmo tipo (hemiceluloses
microbianas, por exemplo) e seus demais constituintes celulares,
tornando-se difícil a separação entre os compostos intermediários
de degradação e os de síntese. Uns e outros podem, por combinações
químicas ou arranjos físicos, se ligar entre si ou a outros
corpos, para formarem as substâncias de reserva húmicas. Tal se
apresenta, em linha gerais, a complexidade do Ciclo do Carbono na
natureza.
Co2 (Dióxido de Carbono)
Gás
incolor e inodoro, resultante de processos de combustão.
Asfixiante.
Quem
mais emite CO2 (dados de 1997):
Antes
da revolução industrial havia um equilíbrio entre a emissão de gás
carbônico (queimadas e respiração) e o seu consumo (fotossíntese),
mantendo dessa forma a concentração estável na atmosfera.
O
aumento da concentração de gás carbônico na atmosfera, resultante
da queima em larga escala dos hidrocarbonetos, provocou uma
intensificação do efeito estufa.
Fonte: wwwp.fc.unesp.br
Cerrado
É a segunda maior formação vegetal
brasileira. Estendia-se originalmente por uma área de 2 milhões de
km², abrangendo dez estados do Brasil Central. Hoje, restam apenas
20% desse total.Típico de regiões tropicais, o cerrado apresenta
duas estações bem marcadas: inverno seco e verão chuvoso. Com solo
de savana tropical, deficiente em nutrientes e rico em ferro e
alumínio, abriga plantas de aparência seca, entre arbustos
esparsos e gramíneas, e o cerradão, um tipo mais denso de
vegetação, de formação florestal. A presença de três das maiores
bacias hidrográficas da América do Sul (Tocantins-Araguaia, São
Francisco e Prata) na região favorece sua biodiversidade .
Estima-se que 10 mil espécies de vegetais, 837 de aves e 161 de
mamíferos vivam ali. Essa riqueza biológica, porém, é seriamente
afetada pela caça e pelo comércio ilegal.O cerrado é o sistema
ambiental brasileiro que mais sofreu alteração com a ocupação
humana. Atualmente, vivem ali cerca de 20 milhões de pessoas. Essa
população é majoritariamente urbana e enfrenta problemas como
desemprego, falta de habitação e poluição, entre outros. A
atividade garimpeira, por exemplo, intensa na região, contaminou
os rios de mercúrio e contribuiu para seu assoreamento. A
mineração favoreceu o desgaste e a erosão dos solos. Na economia,
também se destaca a agricultura mecanizada de soja, milho e
algodão, que começa a se expandir principalmente a partir da
década de 80. Nos últimos 30 anos, a pecuária extensiva, as
monoculturas e a abertura de estradas destruíram boa parte do
cerrado. Hoje, menos de 2% está protegido em parques ou reservas.
Pequenas árvores de troncos torcidos e recurvados e de folhas
grossas, esparsas em meio a uma vegetação rala e rasteira,
misturando-se, às vezes, com campos limpos ou matas de árvores não
muito altas – esses são os Cerrados, uma extensa área de cerca de
200 milhões de hectares, equivalente, em tamanho, a toda a Europa
Ocidental. A paisagem é agressiva, e por isso, durante muito
tempo, foi considerada uma área perdida para a economia do país.
Os
Cerrados apresentam relevos variados, embora predominem os amplos
planaltos. Metade do Cerrado situa-se entre 300 e 600m acima do
nível do mar, e apenas 5,5% atingem uma altitude acima de 900m. Em
pelo menos 2/3 da região o inverno é demarcado por um período de
seca que prolonga-se por cinco a seis meses. Seu solo esconde um
grande manancial de água, que alimenta seus rios.
Entre
as espécies vegetais que caracterizam o Cerrado estão o
barbatimão, o pau-santo, a gabiroba, o pequizeiro, o araçá, a
sucupira, o pau-terra, a catuaba e o indaiá. Debaixo dessas
árvores crescem diferentes tipos de capim, como o capim-flecha,
que pode atingir uma altura de 2,5m. Onde corre um rio ou córrego,
encontram-se as matas ciliares, ou matas de galeria, que são
densas florestas estreitas, de árvores maiores, que margeiam os
cursos d’água. Nos brejos, próximos às nascentes de água, o buriti
domina a paisagem e forma as veredas de buriti.
A
presença humana na região data de pelo menos 12 mil anos, com o
aparecimento de grupos de caçadores e coletores de frutos e outros
alimentos naturais. Só recentemente, há cerca de 40 anos, é que
começou a ser mais densamente povoada.
Área
total:
aprox: 2.100.000 km2
com ação antrópica: 700.000 km2
Caracterização do Cerrado
A
província do cerrado, como denominada por EITEN, englobando 1/3 da
biota brasileira e 5% da flora e fauna mundiais.É caracterizada
por uma vegetação savanícola tropical composta, principalmente de
gramíneas, arbustos e árvores esparsas, que dão origem a variados
tipos fisionômicos, caracterizados pela heterogeneidade de sua
distribuição.
Muitos autores aceitam a hipótese do oligotrofismo distrófico para
formação do Cerrado, sua vegetação com marcantes característica
adaptativas a ambientes áridos, folhas largas, espessas e pilosas,
caule extremamente suberizado, etc. Contudo apesar de sua
aparência xeromórfica, a vegetação do cerrado situa-se em regiões
com precipitação média anula de 1500 mm, estações bem definidas,
em média com 6 meses de seca, solos extremamente ácidos,
profundos, com deficiência nutricional e alto teor de alumínio.
Segundo
EITEN os tipos fisionômicos do cerrado (latu sensu) se distribuem
de acordo com três aspectos do substrato onde se desenvolvem: a
fertilidade e o teor de alumínio disponível; a profundidade; e o
grau de saturação hídrica da camada superficial e subsurpeficial.
Os principais tipos de vegetação são:
Tipos de interflúvio
Cerrado
(strictu sensu) - é a vegetação característica do cerrado,
composta por exemplares arbustivo-arbóreos, de caules e galhos
grossos e retorcidos, distribuídos de forma ligeiramente esparsa,
intercalados por uma cobertura de ervas, gramíneas e espécies
semi-arbustivas.
Floresta mesofítica de interflúvio (cerradão) - este tipo de
vegetação cresce sob solos bem drenados e relativamente ricos em
nutrientes, as copas das árvores, que medem em média de 8-10
metros de altura, tocam-se o que denota um aspecto fechado a esta
vegetação.
Campo
rupestre - encontrado em áreas de contato do cerrado com o
caatinga e floresta atlântica, os solos deste tipo fisionômico são
quase sempre rasos e sofrem bruscas variações em relação a
profundidade, drenagem e conteúdo nutricional. É
caracteristicamente, composto por uma vegetação arbustiva de
distribuição aberta ou fechada.
Campos
litossólicos miscelâneos - são caracterizados pela presença de um
substrato duro, rocha mãe, e a quase inexistência de solo macio,
este quando presente não ocupa mais que poucos centímetros de
profundidade até se deparar com a camada rochosa pela qual não
passam nem umidade nem raízes. Sua flora é caracterizada por um
tapete de ervas latifoliadas ou de gramíneas curtas, havendo em
geral a ausências de exemplares arbustivos, ou a presença de
raríssimos espécimes lenhosos, neste caso enraizados em frestas da
camada rochosa.
Vegetação de afloramento de rocha maciça - representada por
cactos, liquens, musgos, bromélias, ervas e raríssimas árvores e
arbustos, cresce sob penhascos e morros rochosos.
Tipos associados a cursos d'água
Florestas de galerias e florestas de encosta associadas - são
tipos de vegetação que ocorrem de modo adjacente, estão associados
a proximidade do lençol freático da superfície do solo. Assim como
as florestas mesofíticas, constituem um tipo florestal, contudo
estão situadas sob solos mais férteis e com maior disponibilidade
hídrica, o que lhes atribui uma característica mais densa.
Buritizais e veredas - ocorrem nos fundos vales em áreas
inundadas, inviáveis para o desenvolvimento das florestas de
galerias. São caracterizados pela presença dos denominados
"brejos" e a ocorrência de agrupamento de exemplares de buriti (Mauritia
vinifera M.), nas áreas mais úmidas, e babaçu (Orbignya barbosiana
B) e carnaúba (Copernicia prunifera M), em éreas mais secas.
Campo
úmido - caracterizado por um campo limpo, com raras espécimes
arbóreas, que permanece encharcado durante a época chuvosa e
ressecado na estação seca, ou no final desta, em geral constitui
uma área de transição que separa a floresta de galeria ou vereda
do cerrado de interflúvio.
Distribuição
do cerrado
O
cerrado é a segunda maior região biogeográfica do Brasil, se
estende por 25% do território nacional, cerca de 200 milhões de
hectares (4), englobando 12 estados. Sua área "core", ou nuclear,
ocupa toda a área do Brasil central, incluindo os estados de
Goiás, Tocantins, Mato Grosso do Sul, a região sul de Mato Grosso,
o oeste e norte de Minas Gerais, oeste da Bahia e o Distrito
Federal.
Prolongações da área "core" do cerrado, denominadas áreas
marginais, estendem-se, em direção ao norte do país, alcançando a
região centro-sul do Maranhão e norte do Piauí, para oeste, até
Rondônia, existem ainda fragmentos desta vegetação, formando as
áreas disjuntas do cerrado, que ocupam 1/5 do estado de São Paulo,
e os estados de Rondônia e Amapá.
Podem
ser encontradas ainda manchas de Cerrado incrustadas na região da
caatinga, floresta atlântica e floresta amazônica.
Devido
a sua localização, o cerrado, compartilha espécimes com a maioria
dos biomas brasileiros (floresta amazônica, caatinga e floresta
atlântica). devido a esse fato possui uma biodiversidade
comparável a da floresta amazônica. Contudo devido ao alto grau de
endemismo, cerca de 45% de suas espécies são exclusivas de algumas
regiões (4), e a ocupação desordenada e destrutiva de sua área o
cerrado é hoje o ecossistema brasileiro que mais sofre agressões
por parte do "desenvolvimento".
Lixo Eletrônico O que é lixo Eletrônico, descarte, poluição provocada no meio
ambiente, onde jogar, coleta, reciclagem do lixo tecnológico
Lixo
Eletrônico é todo resíduo material produzido pelo descarte de
equipamentos eletrônicos. Com o elevado uso de equipamentos
eletrônicos no mundo moderno, este tipo de lixo tem se tornado um
grande problema ambiental quando não descartado em locais
adequados.
Exemplos
de lixo eletrônico:
-
Monitores de Computadores
- Telefones Celulares e baterias
- Computadores
- Televisores
- Câmeras Fotográficas
- Impressoras
Problemas causados pelo descarte inadequado
- Este
descarte é feito quando o equipamento apresenta defeito ou se
torna obsoleto (ultrapassado). O problema ocorre quando este
material é descartado no meio ambiente. Como estes equipamentos
possuem substâncias químicas (chumbo, cádmio, mercúrio, berílio,
etc.) em suas composições, podem provocar contaminação de solo e
água.
- Além
do contaminar o meio ambiente, estas substâncias químicas podem
provocar doenças graves em pessoas que coletam produtos em lixões,
terrenos baldios ou na rua.
- Estes
equipamentos são compostos também por grande quantidade de
plástico, metais e vidro. Estes materiais demoram muito tempo para
se decompor no solo.
Onde
Jogar? Descarte correto e reutilização
- Para
não provocar a contaminação e poluição do meio ambiente, o correto
é fazer o descarte de lixo eletrônico em locais apropriados como,
por exemplo, empresas e cooperativas que atuam na área de
reciclagem.
-
Celulares e suas baterias podem ser entregues nas empresas de
telefonia celular. Elas encaminham estes resíduos de forma a não
provocar danos ao meio ambiente.
- Outra
opção é doar equipamentos em boas condições, mas que não estão
mais em uso, para entidades sociais que atuam na área de inclusão
digital. Além de não contaminar o meio ambiente, o ato ajudará
pessoas que precisam.
Lembre-se:
- O
primeiro passo para evitar a poluição do meio ambiente é fazer a
coleta seletiva em casas, escolas e empresas. O lixo eletrônico
deve sempre ser separado dos resíduos orgânicos e dos materias
recicláveis (papel, plástico, metal).