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 Edição de Fevereiro de 2012

Sustentabilidade faz bem para o planeta e o bolso

 

A cerca de meses da realização da Rio+20, a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, é fundamental que governos e a sociedade mobilizem-se e se debrucem sobre o tema, considerando ser o evento uma grande oportunidade de se conter a tempo as consequências do efeito estufa, resgatar a qualidade ambiental e equacionar o abastecimento de água e a segurança alimentar.  A humanidade está atrasada na agenda de sua sobrevivência, considerados os pífios resultados de iniciativas como o Tratado de Quioto e a Agenda 21, documento basilar da Rio 92.

Em todo esse contexto, é fundamental o engajamento das empresas, que, independentemente das decisões governamentais, podem fazer muito. Felizmente, observa-se no universo corporativo dos mercados emergentes que cresce o número de organizações preocupadas com a questão e que  muitas delas estão se beneficiando de iniciativas que aliam progresso ao desenvolvimento sustentável, mantendo práticas ambientais sensatas e crescimento social e econômico responsável.

Em nosso país, o conceito emergiu com força na década de 1990. Segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE), 46% das empresas entrevistadas afirmam que têm políticas de sustentabilidade e 37% possuem um departamento específico dedicado ao assunto. Contudo, os números mostram que o conceito ainda não está devidamente incorporado na totalidade das organizações: é estratégico para 32%, pontual para 30%,  informal para 23%, existente, mas não aplicado em 11% e inexistente em 4%. Como se observa, temos muito a avançar.

Uma contribuição relevante no sentido de sensibilizar as empresas e a sociedade quanto à importância das práticas sustentáveis é a disseminação ampla de suas vantagens. Exemplos inequívocos desses benefícios encontram-se nas chamadas construções sustentáveis, caracterizadas pela presença de painéis de energia solar; captação da chuva, dispositivo de redução do consumo e reúso da água; utilização de matérias novos recicláveis, que possam ser usados nas reformas; fonte de energia eólica; filtros e sensores de dióxido de carbono, melhorando a qualidade do ar interno; aproveitamento de ventilação e iluminação naturais; paisagismo com espécies nativas; e mínima ocupação do solo, favorecendo a permeabilidade.

Edificações com tais características propiciam economia de 30% de energia e até 50% de água, além de redução de até 60% na geração de resíduos sólidos e 35% de dióxido de carbono. Além dos benefícios ambientais e impactos positivos na qualidade da vida dos funcionários das empresas ou moradores de edifícios residenciais, esses avanços na concepção arquitetônica fazem muito bem ao bolso dos proprietários. No caso de prédios comerciais, obtêm-se, em média, acréscimo de 10% a 20% por metro quadrado no aluguel e 3,5% na ocupação. No caso de prédios residenciais, é de 14% a sobrevalorização.

O avanço dos conceitos de sustentabilidade na arquitetura e construção suscita enormes oportunidades no tocante ao desenvolvimento de produtos, materiais, serviços e tecnologia. Implica, porém, os desafios de estimular todo esse movimento nos sistemas produtivos e incentivar a pesquisa e inovação. O compromisso com a sustentabilidade não pode mais ser adiado. Se na Rio 92 a situação do Planeta era de alerta, na Rio+20, é de emergência. Mais do que nunca, as empresas devem ser agentes de desenvolvimento e o poder público, instrumento de transformação.

 

Juan Quirós


O que esperar do agronegócio em 2012?

 

A confiança no agronegócio brasileiro está alta, e não é por menos, já que o país sustenta o apelido de “celeiro do mundo”, devido a sua grande abrangência de exportação de produtos do campo. Para se ter uma ideia da boa fase, o PIB (Produto Interno Bruto) do agronegócio, que caiu 5,51% em 2009 em razão da crise mundial, saltou para 7% em 2010, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Em 2011, o PIB do agronegócio brasileiro cresceu 6,12%, totalizando R$ 822,9 bilhões.

A Husqvarna, multinacional sueca líder em equipamentos para o manejo de áreas verdes, está de olho em três importantes setores do agronegócio: o campo, pela sua potência em oferecer produtos de qualidade para o país e para o mundo; o plantio e manejo de árvores, por ser um dos maiores setores em expansão, que atua como segunda fonte de renda para os produtores rurais e abastece mercados importantes, além de ser o reflorestamento um meio de preservar as florestas nativas; e os trabalhos em jardins residenciais, já que a empresa sempre esteve atenta às tendências de paisagismo, disponibilizando para o usuário doméstico conforto e produtividade ao cuidar do seu jardim.

 

Crescimento no campo

No agronegócio iremos focar no promissor setor de alimentos, já que, no cenário mundial, a produção precisa crescer 20% nos próximos dez anos para dar conta da demanda. No segmento cafeeiro, por exemplo, a Husqvarna oferece o Kit Café, composto por equipamentos de alto desempenho e facilidade no manuseio, ideais para profissionais que buscam produtividade no processo de plantio, colheita e manejo do café. Em 2012 a Husqvarna reforça a sua linha com produtos de alta tecnologia para oferecer o que há de melhor aos produtores rurais, para a manutenção das áreas verdes de suas propriedades.

 

Florestas plantadas: uma solução inteligente

Um dos últimos boletins da Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas (ABRAF) afirma que a área de reflorestamento de eucalipto apresentou um forte crescimento no Brasil, chegando a 32,3% em 2009. E de olho neste cenário, encontramos oportunidades para a expansão de vendas de nossos equipamentos que são referência em manejo de áreas verdes.

 

A força dos jardins

A temporada de jardim, que começou em setembro de 2011 e se estende até, pelo menos, março de 2012, será motivo para iniciarmos o ano com enfoque na divulgação de nossos aparadores de grama, roçadeiras, cortadores de grama, podadores de cerca-viva, sopradores, ou seja, a solução completa para os cuidados com o jardim.

Além disso, uma de nossas principais metas para este novo ano é conquistar novos clientes e fortalecer laços com aqueles que já possuímos. Para isso, traremos para o Brasil, assim como fizemos em 2011, produtos com as características que só a Husqvarna consegue oferecer: alta tecnologia, fácil manuseio, potência e leveza.

 

O que esperar de 2012?

Iniciaremos o ano com visão em desenvolvimento de vendas e mercado, respeitando as peculiaridades de cada região e maximizando oportunidades que fortaleçam a marca Husqvarna. Investiremos em novos nichos de mercado, acreditando na qualidade de nosso portfólio de produtos para diversas aplicações no país e no mundo, buscando sempre agregar valor a nossa marca e honrar a liderança que temos mundo afora.

Nossa equipe mundial está em sintonia. Trabalhamos todos engajados em um mesmo compromisso: oferecer produtos com as melhores tecnologias que atendam e superem as expectativas do mercado do agronegócio, reflorestamento e manejo de áreas verdes em geral.

 

André Lobo Faro



Trovões e Trovoadas

 

Para uma trovoada se formar é necessário que exista elevação de ar húmido numa atmosfera instável. A atmosfera fica instável quando as condições são tais que uma bolha de ar quente em ascensão pode continuar a subir porque continua mais quente do que o ar ambiente. (A elevação do ar quente é um mecanismo que tenta restabelecer a estabilidade.

Do mesmo modo, o ar mais frio tende a descer e a afundar-se enquanto se mantiver mais frio do que o ar na sua vizinhança.) Se elevação de ar é suficientemente forte, o ar arrefece (adiabaticamente) até temperaturas abaixo do ponto de orvalho e condensa, libertando calor latente que promove a elevação do ar e «alimenta» a trovoada. Formam-se cumulonimbos isolados com grande desenvolvimento vertical (podendo ir até 10 ou 18 mil metros de altitude) alimentado pelas correntes ascendentes de ar.

 

É geralmente associados a esses cumulonimbos que se dão os intensos fenómenos em que consiste uma trovoada: relâmpagos, trovões, rajadas de vento, inundações, granizo e, possivelmente, tornados.

As trovoadas podem-se formar no interior das massas de ar (a partir da elevação do ar por convecção - comum em terra nas tarde de Verão - quando o aquecimento da superfície atinge o seu pico - e sobre o mar nas madrugadas de inverno, quando as águas estão relativamente quentes); por efeito orográfico - (a barlavento das grandes montanhas) ou estar associadas a frentes - sendo mais intensas no caso das frentes frias.

Na vida de uma trovoada ordinária (formada por convecção a partir de uma massa de ar) estão usualmente presentes 3 fases (cada uma durante tipicamente de 15 a 30 minutos):

Nascimento

As correntes ascendentes de ar levam à formação de cumulonimbos. Surgem as primeiras cargas de água mas ainda não ocorrem relâmpagos. No topo da nuvem o processo de crescimento de cristais de gelo começa a produzir grandes partículas de precipitação.

 

Maturidade

O crescimento vertical atinge o seu máximo e os topos das nuvens ficam achatados com a forma característica de uma bigorna. Usualmente isto dá-se quando o ar ascendente encontra uma inversão de temperatura estável (por exemplo, o ar mais quente da tropopausa). Os ventos predominantes em altitude começam a espalhar cirros a partir do topo das nuvens. As bases dianteiras ficam mais baixas e os relâmpagos começam a ocorrer em toda a extensão das nuvens. No interior das nuvens a turbulência é intensa e irregular, com equilíbrio entre correntes ascendentes e descendentes.

O peso das partículas de precipitação já é suficiente para contrariar as correntes ascendentes e começam a cair, arrastando o ar em volta consigo. À medida que as partículas de precipitação caiem nas regiões mais quentes da nuvem, há ar seco do ambiente que entra na nuvem e pode originar a evaporação dessas partículas. A evaporação esfria o ar, tornando-o mais denso e «pesado». É todo este ar frio que cai através da nuvem com a precipitação que forma a corrente descendente de ar que, quando bate na superfície se pode espalhar, formando uma frente de rajada que vai deslocando e substituindo o ar mais quente da superfície. Nesta fase a trovoada produz ventos fortes, relâmpagos e precipitação forte.

 

Dissipação

As nuvens começam-se a espalhar para os lados, em camadas. E as correntes frias descendentes tornam-se predominantes. O ar frio substitui o ar mais quente da superfície, «desligando» os movimentos ascendentes dentro da trovoada. Nesta fase já só há correntes descendentes fracas e fraca precipitação. Sobram apenas muitos altostratos e cirrostratos que podem até contribuir, com a sua sombra, para diminuir o aquecimento da superfície.

As trovoadas mais fortes são geradas quando ar quente e húmido sobe rapidamente, com velocidades que podem chegar aos 160 km por hora, até altitudes mais elevadas e mais frias. Em cada momento há na ordem de 2000 trovoadas em progresso sobre a superfície da Terra. Os relâmpagos surgem quando as partículas de gelo ou neve de uma nuvem começam a cair de grande altitude em direcção à superfície e correspondem à libertação de energia devida à diferença de carga entre as partículas.

Os trovões são o ruído que os relâmpagos fazem quando viajam pelo ar.

 

Trovoadas severas

Frente da Rajada
 

Consideram-se trovoadas severas as que produzem ventos de rajada com mais de 50 nós (92 km/h) e (ou) granizo com mais de 2 cm de diâmetro (a velocidade do vento é medida em nós (=milhas náuticas/ hora) e um nó são 1,852 km/h.) As correntes de ar ascendentes, com mais de 65 km/h, são suficientemente fortes para manter granizos suspenso na nuvem o tempo suficiente para os mesmos crescerem e caírem depois na base da nuvem ou serem lançados para o lado pela corrente de ar ascendente (durante o dia, pode notar-se na nuvem uma coloração verde na área do granizo).

São trovoadas em que a fase de maturidade dura mais tempo do que o habitual.

Quanto tempo dura, depende da força das correntes de ar ascendentes e descendentes, que dependem, por sua vez, da humidade do ar à superfície, da instabilidade do ar e de como os ventos de altitude interferem com a trovoada.

A formação de trovoadas (sobretudo as severas) é favorecida pelo encontro de uma massa de ar húmido e quente com uma massa de ar mais fria e seca. As trovoadas severas são mais comuns na Primavera e no Verão quando o aquecimento da superfície durante o dia é mais forte. São pouco prováveis nos locais próximos de oceanos mais frios porque o ar é menos húmido e há, por isso, menos «combustível» para alimentar trovoadas.

Nas latitudes médias, a maioria das trovoadas severas ocorrem ao longo ou antes de frentes frias, onde o ar quente se eleva e condensa, libertando calor latente e tornando o ar instável. Isso origina o crescimento vertical das nuvens (que pode alcançar mais de 18 quilómetros acima da superfície) que leva ao desenvolvimento de trovoadas severas, sobretudo quando há um grande contraste de temperatura entre as duas massas de ar e quando na alta troposfera o gradiente de pressão origina uma forte corrente de jato paralela à frente, cuja divergência favorece a ascensão do ar.

As trovoadas mais severas ocorrem quando há um aumento da velocidade dos ventos horizontais com a altitude («vertical shear»). Nessas condições, as trovoadas têm tendência para ficar inclinadas na direcção do ventos. A inclinação da corrente ascendente faz com que a precipitação não caia na região de ar ascendente em que se formou, deslocando para a frente da trovoada a corrente de ar descendente e a frente de rajadas à superfície.

Deste modo, a corrente de ar frio descendente não «corta» a massa de ar quente que alimenta a trovoada e a frente de rajadas pode gerar novas células de trovada; é o que acontece nas trovoadas multicelulares. As trovoadas que ocorrem com fracas mudanças de ventos na vertical não duram tanto tempo porque a corrente de ar descendente corta a corrente de ar ascendente pela parte de baixo - são as chamadas trovoadas de impulso ou de pancada.

 

Fonte: to-campos.planetaclix.pt


Cresce expansão urbana em áreas próximas a cursos d'água e de lixões

Segundo estudo, um dos motivos é o fato de tais áreas serem desvalorizadas no mercado imobiliário.

 

Os resultados de um estudo conduzido por Humberto Prates da Fonseca Alves, professor do curso de Ciências Sociais da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), com colegas da USP e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), revelam uma expressiva associação entre os processos de expansão urbana e crescimento de assentamentos precários e situações de vulnerabilidade socioambiental, na região hiperperiférica da cidade de São Paulo.

Segundo o estudo, os processos de expansão urbana, periferização e periurbanização que se desenvolvem na metrópole de São Paulo são muito diversos, envolvendo, além da dispersão espacial de grupos de baixa renda (exemplificados pela autoconstrução e por loteamentos irregulares e favelas), a expansão de grupos de média e alta renda (como os condomínios fechados).

“Estas dinâmicas de ocupação das áreas periféricas e periurbanas têm fortes implicações sociais e ambientais”, dizem os autores do estudo “Dinâmicas de urbanização na hiperperiferia da metrópole de São Paulo: análise dos processos de expansão urbana e das situações de vulnerabilidade socioambiental em escala intraurbana”, publicado em junho de 2010 na Revista Brasileira de Estudos de População.

Segundo a pesquisa, entre os impactos socioambientais deste processo de periferização, está a ampliação das jornadas entre o centro e as áreas periféricas, com consequente aumento do trânsito e da poluição do ar. A expansão destas áreas também implica ausência de saneamento básico, principalmente rede de esgoto, e poluição de rios e córregos, além de um forte processo de desmatamento e degradação ambiental.

Segundo o estudo, é alta a concentração de problemas, riscos sociais e ambientais em determinadas áreas, como é o caso da região de Cidade de Tiradentes e entorno, extremo leste do município de São Paulo. “Estas áreas apresentam altos níveis de irregularidade no uso do solo, com forte presença de assentamentos precários como favelas e loteamentos irregulares, além de condições socioeconômicas extremamente desfavoráveis, com baixíssimos níveis de renda, escolaridade e saneamento”, dizem os autores no artigo.

Para os pesquisadores, uma questão fundamental, suscitada pelos resultados deste trabalho, é como mudar o curso desses processos tão perversos e indesejáveis de expansão urbana descontrolada para áreas periféricas e periurbanas cada vez mais distantes.

“Apesar de não termos uma resposta fechada, uma das conclusões do trabalho é que só uma mudança significativa na dinâmica dos mercados imobiliário e de terras e a presença de políticas públicas relativas ao uso e ocupação do solo que utilizem informações atualizadas e pratiquem a fiscalização poderiam permitir um padrão de uso e ocupação do solo mais sustentável”, acreditam.

De acordo com eles, atualmente, as terras disponíveis nas porções mais centrais da metrópole não são ocupadas, devido tanto ao alto preço da terra nestas áreas quanto à falta de políticas públicas que pudessem redirecionar os novos assentamentos para muitas áreas já adensadas e dotadas de infraestrutura urbana, por meio de projetos habitacionais voltados para população de baixa renda.

 

Agência Notisa (science journalism – jornalismo científico)


Preparar a Rio+20

 

 

A Conferência do Clima (COP-17) realizada em Durban, na África do Sul, foi o mais longo encontro das Nações Unidas para debater o aquecimento global e seus desdobramentos foram importantes para revalidar o antes “desdenhado” Protocolo de Kyoto, acordo multilateral para redução das emissões de gases-estufa. No último dia 11 de dezembro de 2011, os delegados de 194 países participantes da COP-17 apresentaram um documento de consenso que resgata o otimismo necessário para avançarmos na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), a ser realizada no próximo ano, na cidade do Rio de Janeiro.

Avanços importantes

Pela primeira vez os Estados Unidos, historicamente o principal responsável pelas emissões dos gases-estufa, e a China, o maior poluidor da atualidade, concordaram em se submeter a metas compulsórias de redução dos volumes de gás carbônico lançados na atmosfera. Um alento e tanto, dado o vexame da Conferência de Copenhagen, em 2009. Apesar disso, o chamado Tratado de Durban estabelece que as metas não serão definidas antes de 2015 e não começarão a contar antes de 2020, mas até 2017 continuará valendo o Protocolo de Kyoto e avançaram as tratativas em torno da criação do Fundo Verde do Clima, com dotação orçamentária de US$ 100 bilhões anuais para financiar a adaptação dos países emergentes aos futuros padrões de emissões.

Desafio global

Entretanto, permanece o desafio de compartilhar a responsabilidade entre os poluidores históricos (EUA, Rússia e Japão) e os países em desenvolvimento (China, Índia, áfrica do Sul e Brasil). Os primeiros querem que as nações em desenvolvimento também se comprometam a reduzir suas emissões, sob o risco de uma competição desleal no mercado global.

Enquanto os emergentes não aceitam que os países desenvolvidos, que enriqueceram ao longo de séculos sem qualquer preocupação ambiental, imponham restrições ao seu crescimento econômico.

 

Referência global

A nota positiva é, justamente, o Brasil que se distanciou da posição de recusar metas obrigatórias de redução das suas emissões e se esmerou em apresentar um conjunto de medidas de combate ao efeito estufa. Muito desta mudança de posição se deve a liderança exercida pelo embaixador Luiz Alberto Figueiredo e pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

Com isso, o Brasil pode e deve se consolidar como uma das principais lideranças mundiais na defesa do meio ambiente, graças à sinergia entre as legislações inovadoras, o comprometimento do setor produtivo, a participação efetiva de ONG´s ambientais e o envolvimento da sociedade.

O Brasil apresentou ao mundo reduções substantivas nos índices históricos de desmatamento, um compromisso assumido pelo governo brasileiro mesmo antes da aprovação do REDD – Fundo Internacional de Combate ao Desmatamento. A taxa anual de desmatamento da Amazônia atingiu seu menor índice desde o início da mensuração, em 1998. Os satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registraram o corte de 6.280 km2 entre agosto de 2010 e julho deste ano. Essa é terceira queda anual consecutiva. Calcula-se que o desmate de florestas responde por 15% das emissões globais de gases estufa.

Outras iniciativas também merecem destaque: a Lei Nacional de Mudanças Climáticas que estabelece metas claras de redução de emissões de gases estufa e conta com um fundo para financiar políticas de mitigação e incentivo a economia de baixo carbono, do qual fui relator; a Política Nacional de Resíduos Sólidos, da qual participei ativamente como presidente do Grupo de Trabalho responsável pela sua formulação e que se encontra no meio de um célere processo de implementação; além da nossa experiência bem sucedida com o etanol e a bioeletricidade, oriundas da cana de açúcar.

Rumo Certo

O resultado da COP-17 não foi o que se desejava em relação ao acordo de fixação de metas para redução do lançamento de gases que provocam o efeito estufa, mas deu passos importantes para criar um clima mais favorável para os debates na RIO+20, que vai anteceder a COP-18, prevista para 2012, no Qatar. Apesar das indefinições, fica cada vez mais evidente que a sustentabilidade veio para ficar, consolidando um caminho sem volta rumo a uma economia global de baixo carbono.

 

Arnaldo Jardim


Os avanços das exigências ambientais na siderurgia mineira

 

Não bastando sua relevância histórica, o setor siderúrgico mineiro possui uma grande importância econômica, pois Minas Gerais é o maior produtor de ferro gusa do Brasil, possuindo 68 unidades e 109 altos-fornos a carvão vegetal, representando uma capacidade instalada de produção de 9.390.355 t/ano. O faturamento do setor em Minas se aproxima dos R$ 4 bilhões anuais.

Contudo, a siderurgia é uma atividade que possui um grande potencial de impacto ambiental e como tal tem sido sujeita a normatizações e exigências de controle e minimização de impactos que, em virtude da dimensão do parque no Estado de Minas Gerais, tem sido específicas e crescentes.

Os pontos que tradicionalmente geram atenção especial dos órgãos ambientais são (i) o grande uso de carvão no processo produtivo, hoje ainda em boa parte oriundo de florestas nativas ou, em menor escala, coque de carvão mineral; bem como (ii) a poluição causada pelo processo produtivo em si, especialmente os resíduos sólidos produzidos.

Há tempos nota-se um esforço organizado para a regularização ambiental do setor e avanço nas exigências ambientais nos processos de licenciamento e renovação de licenças. A Deliberação Normativa COPAM nº 49/ 2001, foi um marco para o setor em Minas Gerais, trazendo exigências inovadoras de implantação de sistemas de despoeiramento nas etapas de recepção, manuseio e peneiramento de matérias-primas e regularização quanto ao licenciamento ambiental das empresas.

Neste mesmo período, Minas Gerais se esforçou para criar e adotar mecanismos que buscassem regular o consumo de carvão, matéria prima das mais essencias para a produção de gusa e que representa cerca de 70% do custo do produto final. O Estado criou meios para facilitar a exploração de florestas plantadas, simplificando procedimentos e extinguindo planos de corte, estimulando o manejo sustentável e restringindo o desmatamento.

Posteriormente o Estado instituiu o monitoramento eletrônico do transporte de carvão vegetal, prática que associada à exigência do Documento de Origem Florestal – DOF, representa interessante meio de controle à produção e transporte do carvão.

 

A última cartada na questão do carvão vegetal foi a edição da Lei Estadual n. 18.365/2009, que instituiu uma redução progressiva do consumo de modo que, a partir de 2018 as indústrias não poderão usar mais do 5% de produtos e subprodutos das matas nativas, aindependente da reposição florestal prevista na legislação anterior. A auto-sustentabilidade plena em carvão vegetal é um caminho ainda longo, mas cabe dizer que em 2008 algumas produtoras indepentes de gusa já alcançavam 100% de uso de carvão de origem reflorestada e o percentual deste insumo vem crescendo já há alguns anos.

Com a aparente solução, ao menos em tese, da questão do uso de carvão vegetal de origem nativa – cabe agora ao Estado fazer cumprir suas leis – seus olhos voltam-se novamente à poluição causada pelos processos industriais do setor siderúrgico.

Nesse sentido, já foram mapeados os pontos da Deliberação Normativa COPAM nº 49/2001 que merecem reparos e/ou avanços. Para tanto, o Estado possui plano de ação já em discussão no Conselho Estadual de Política Ambiental (COPAM) e a tendência é a edição de nova normatização específica para o setor das Indústrias de Siderurgia Não-Integrada a Carvão Vegetal, enrijecendo as exigências nos sistemas de despoeiramento do alto-forno, aumentando o monitoramento da poluição causada e intensificação do gerenciamento de resíduos para aumentar o reaproveitamento e destinação adequadas de materiais.

Resta saber o impacto que tais medidas causarão ao setor siderúrgico, atualmente descapitalizado e com limitado potencial de investimento, pois extremamente afetado pela crise de 2008 e, atualmente, pelo câmbio tão prejudicial aos exportadores.

 Dr. Guilherme Doval


O peixe morre pela boca

 

Existe um ditado antigo que diz que “o peixe morre pela boca”. Esta é uma verdade não só para os peixes, mas também para os homens. Nós inventamos tanta porcaria para comer, que podemos dizer sem medo de errar que estamos morrendo pela boca. De algumas décadas para cá, apareceram inúmeras doenças e os homens estão sofrendo de males que no passado não existiam. Grande parte deste quadro vem, sem dúvida, da má alimentação da vida moderna e da péssima qualidade dos alimentos ingeridos, que são produzidos sem a mínima preocupação com a saúde de quem vai ingeri-los. Existe uma indústria inescrupulosa que produz cada vez mais venenos e agrotóxicos de todos os tipos e os coloca no mercado sob a falsa ideologia de combate à fome e aumento das safras (leiam lucros). Essa indústria diz ao agricultor ignorante que os produtos são necessários e que nas dosagens corretas não fazem mal algum ao ser humano.

Por outro lado, existem os agricultores que sabem dos efeitos destes venenos, mas não se preocupam e usam até em doses maiores do que as recomendadas para que seu produto seja mais bonito. Muitos já ouviram de algum agricultor que para a sua família os morangos e os tomates são outros, aqueles feios que estão plantados em uma pequena horta ao lado de sua casa. Para a venda nos mercados, é a grande plantação, cheia de remédios e venenos. São os mais bonitos, mas, como as sereias, seduzem e matam. O problema é que esta agricultura criminosa se espalhou de tal forma dentro da nossa cultura, que hoje é muito difícil separar o joio do trigo e não sabemos mais em quem acreditar. Recentemente uma pesquisa da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) mostrou a situação caótica em que nos encontramos inclusive com o uso de agrotóxicos proibidos, que entram ilegalmente no país.

O pimentão, aquele vermelho e bonito que chama a nossa atenção nos supermercados, ficou na liderança, com 92% das amostras contaminadas e impróprias para o consumo. Em seguida, vem o morango (63%), o pepino (57%), alface (54%), cenoura (50%), abacaxi (33%) e muitos outros. Estes venenos têm efeitos cumulativos no organismo e causam inúmeras doenças cardíacas, neurológicas, endócrinas, imunológicas e algumas transmissíveis para a próxima geração.

O antigo ditado é uma realidade que o nosso mundo moderno insiste em não levar em consideração. Enquanto isto, o homem vai ao encontro de seu destino, cada vez mais doente, pelo ar que respira, pela água que toma e pela comida que ingere. Isto é realmente progresso?

Célio Pezza


Mudanças no cotidiano podem evitar a escassez de água

 

A escassez de água no planeta já não é novidade para ninguém. De toda a água de nosso planeta, cerca de 3% é doce, o que não se mostra suficiente para toda a população. Em pesquisa feita pela Agência Nacional de Águas (ANA), já mostra que a demanda de água nas regiões metropolitanas é maior que a produção atual dos recursos.

Para impedir que tenhamos problemas com a falta de água nos próximos 15 anos, será necessário um investimento de R$ 27,7 bilhões em produção, tratamento, fornecimento de águas e tratamento de esgotos.

Para evitarmos que o mundo chegue a essa situação, várias medidas podem ser tomadas. Entre elas está o reuso da água, que já vem sendo utilizado por muitas empresas para diminuir seus gastos e também colaborar com o meio ambiente. No Brasil, 80% do esgoto coletado vão parar em cursos d’água sem receber nenhum tratamento.

O problema da escassez de água é urgente. "É questão de economia, porque as empresas terão benefícios infinitos com o reúso", declara Sergio Belleza, gerente da divisão de tratamento de água da Argal Química. “Depois da utilização como água pura, a reciclagem pode evoluir para vários estágios: água bruta, no processo industrial, resfriamento de chapas, integrando recursos, irrigação de jardins e gramados, lavagem de ruas, descargas sanitárias”, completa o executivo.

Tipos de Reúso:

Reuso indireto planejado da água: ocorre quando os efluentes, depois de tratados, são descarregados de forma planejada nos corpos de águas superficiais ou subterrâneas, para serem utilizados a jusante, de maneira controlada, no atendimento de algum uso benéfico.

 

Reuso direto planejado das águas: ocorre quando os efluentes, depois de tratados, são encaminhados diretamente de seu ponto de descarga até o local do reuso, não sendo descarregados no meio ambiente. É o caso com maior ocorrência, destinando-se a uso em indústria ou irrigação.

Fonte: CETESB


Aplicações da Água Reciclada

A água reciclada pode ser utilizada para muitas funções, tais como:

 

Irrigação paisagística: parques, cemitérios, campos de golfe, faixas de domínio de auto-estradas, campus universitários, cinturões verdes, gramados residenciais.

Irrigação de campos para cultivos: plantio de forrageiras, plantas fibrosas e de grãos, plantas alimentícias, viveiros de plantas ornamentais, proteção contra geadas.

Usos industriais: refrigeração, alimentação de caldeiras, água de processamento.

Recarga de aqüíferos: recarga de aqüíferos potáveis, controle de intrusão marinha, controle de recalques de subsolo.

Usos urbanos não-potáveis: irrigação paisagística, combate ao fogo, descarga de vasos sanitários, sistemas de ar condicionado, lavagem de veículos, lavagem de ruas e pontos de ônibus, etc.

Finalidades ambientais: aumento de vazão em cursos de água, aplicação em pântanos, terras alagadas, indústrias de pesca.

Usos diversos: aqüicultura, construções, controle de poeira, dessedentação de animais.

 

Fonte: Argal Química


Erosão

 

Solo que apresenta sinais de erosão.

Erosão é a destruição do solo e das rochas e seu transporte, em geral feito pela água da chuva, pelo vento ou, ainda, pela ação do gelo, quando expande o material no qual se infiltra a água congelada. A erosão destrói as estruturas (areias, argilas, óxidos e húmus) que compõem o solo. Estas são transportados para as partes mais baixas dos relevos e em geral vão assorear cursos d'água.

A erosão é um problema muito sério, devem ser adaptadas práticas de conservação de solo para minimizar o problema.

Em solos cobertos pela vegetação a erosão é muito pequena e quase inexistente, mas é um processo natural sempre presente e importante para a formação dos relevos. O problema ocorre quando o homem destrói as vegetações, para uso agrícola e deixa o solo exposto, porque a erosão torna-se severa, e pode levar a desertificação.

 

Agentes erosivos

 

Erosão tomando parte de estrada rural

 

A superfície da Terra como a conhecemos é formada tanto por processos geológicos que formam as rochas, como por processos naturais da degradação e também de erosão. Uma vez que a rocha é quebrada por causa da degradação, os pequenos pedaços podem ser movidos pela água, gelo, vento, ou gravidade. Tudo o que acontece para fazer com que as rochas sejam transportadas chama-se erosão.

A superfície do solo, não castigado, é naturalmente coberta por uma camada de terra rica em nutrientes inorgânicos e materiais orgânicos que permitem o crescimento da vegetação; se essa camada é retirada, esses materiais desaparecem e o solo perde a propriedade de fazer crescer vegetação e pode-se dizer que, no caso, o terreno ficou árido ou que houve uma desertificação.

As águas da chuva quando arrastam o solo, quer ele seja rico em nutrientes e materiais orgânicos, quer ele seja árido, provocam o enchimento dos leitos dos rios e lagos com esses materiais e esse fenômeno de enchimento chama-se assoreamento.

O arrastamento do solo causa no terreno a erosão.

Na superfície do terreno e no subsolo, as águas correntes são as principais causas da erosão.

Análise do efeito das águas que fazem a erosão superficial de terrenos: A erosão depende fundamentalmente da chuva, da infiltração da água, da topografia (declive mais acentuado ou não), do tipo de solo e da quantidade de vegetação existente. A chuva é, sem dúvida, a principal causa para que ocorra a erosão e é evidente que quanto maior a sua quantidade e frequência, mais irá influenciar o fenômeno. Se o terreno tem pouco declive, a água da chuva irá "correr" menos e erodir menos.

Se o terreno tem muita vegetação, o impacto da chuva será atenuado porque a velocidade da água escorrendo no solo será diminuída devido aos obstáculos (a própria vegetação "em pé e caída") que agirão como pequenos degraus que evitam a erosão.

A erosão será diminuída também com as raízes darão sustentação mecânica ao solo; além disso, as raízes mortas propiciarão existirem canais para dentro do solo onde a água pode penetrar e com isso, sobrará menos água para correr na superfície.

Outro fator importante é que, se as chuvas são frequentes e o terreno já está saturado de água, a tendência é que o solo nada mais absorva e com isso, toda a água da chuva que cair, correrá pela superfície.

Se o solo é arenoso o arrastamento será maior do que se ele fosse argiloso .

Fatores que contribuem

Muitas ações devidas ao homem apressam o processo de erosão, como por exemplo:

os desmatamentos (desflorestamentos) desprotegem os solos das chuvas.

o avanço imobiliário em encostas que, além de desflorestar, provocam a erosão acelerada devido ao declive do terreno.

as técnicas agrícolas inadequadas, quando se promovem desflorestações extensivas para dar lugar a áreas plantadas.

a ocupação do solo, impedindo grandes áreas de terrenos de cumprirem o seu papel de absorvedor de águas e aumentando, com isso, a potencialidade do transporte de materiais, devido ao escoamento superficial.

 

Tipos de erosão

 

Erosão por gravidade

Erosão por gravidade: Deslize numa montanha, a água debilitou o solo.

 

Consiste no movimento de rochas e sedimentos montanha abaixo principalmente devido à força da gravidade.

 

Erosão pluvial

A erosão pluvial é provocada pela retirada de material da parte superficial do solo pelas águas da chuva. Esta ação é acelerada quando a água encontra o solo desprotegido de vegetação. A primeira ação da chuva se dá através do impacto das gotas d'água sobre o solo. Este é capaz de provocar a desagregação dos torrões e agregados do solo, lançando o material mais fino para cima e para longe, fenômeno conhecido como salpicamento. A força do impacto também força o material mais fino para abaixo da superfície, o que provoca a obstrução da porosidade (selagem) do solo, aumentando o fluxo superficial e a erosão.

Necessário se faz em separar claramente as ravinas formadas somente por erosão superficial das formadas pelo processo de erosão remontante. A ação da erosão pluvial aumenta à medida que mais água da chuva se acumula no terreno, isto é, a retirada do solo se dá de cima para baixo. Na erosão remontante acontece exatamente o contrário: a retirada do material se dá de baixo para cima, como é o caso das boçorocas. Uma ravina de origem pluvial pode progredir em direção a uma boçoroca, mas não necessariamente. Da mesma forma podemos ter a progressão de boçorocas independente da erosão pluvial, pois esta depende do fluxo subterrâneo e não do fluxo superficial.

Muitos autores e textos didáticos têm erroneamente confundido estes fenômenos. Separá-los, no entanto, não é somente uma questão de rigor científico, mas uma necessidade prática, pois as formas de se combater um processo erosivo dependerá de que tipo de erosão estamos enfrentando. Muitos processos indicados para evitar ou combater erosão pluvial, não funcionam quando se trata de combater erosão remontante, principalmente nos casos em que amplas boçorocas já estão instaladas na paisagem.

As principais formas de erosão pluvial são: a) erosão laminar: quando a água corre uniformemente pela superfície como um todo, transportando as partículas sem formar canais definidos. Apesar de ser uma forma mais amena de erosão, é responsável por grande prejuízo às terras agrícolas e por fornecer grande quantidade de sedimento que vai assorear rios, lagos e represas.

 

Erosão eólica

 

Erosão eólica, rochas metamórficas nos

arredores de Puno

 

Ocorre quando o vento transporta partículas diminutas que se chocam contra rochas e se dividem em mais partículas que se chocam contra outras rochas. Podem ser vistas nos desertos na forma de dunas e de montanhas retangulares ou também em zonas relativamente secas.

 

Erosão marinha

 

O quebrar das ondas causa erosão com o tempo.

 

A erosão marinha é um longo processo de atrito da água do mar com as rochas que acabam cedendo transformando-se em grãos, esse trabalho constante atua sobre o litoral transformando os relevos em planície e deve-se praticamente à ação de um fator presente na termodinâmica: a convecção dos ventos, responsáveis pelo surgimento das ondas, correntes e marés .

Tanto ocorre nas costas rochosas bem como nas praias arenosas. Nas primeiras a acção erosiva do mar forma as falésias, nas segundas ocorre o recuo da praia, onde o sedimento removido pelas ondas é transportado lateralmente pelas correntes de deriva litoral.

Nas praias arenosas a erosão constitui um grave problema para as populações costeiras. Os danos causados podem ir desde a destruição das habitações e infra-estruturas humanas, até a graves problemas ambientais. Para retardar ou solucionar o problema, podem ser tomadas diversas medidas de protecção, sendo as principais as construções pesadas de defesa costeira (enrocamentos e esporões) e a realimentação de praias.

Em Portugal, na região de Aveiro, vive-se atualmente uma situação preocupante. A estreita faixa costeira que separa o mar da laguna, está perigosamente perto da ruptura. Se esta se verificar para além de várias populações serem afectadas, irá ocorrer uma drástica mudança na salinidade da laguna, afectando todo o ecossistema.

No Brasil, no Arpoador este fenômeno tem sido responsável pela variação cíclica da largura da faixa de areia da praia.

 

Erosão química

Envolve todos os processos químicos que ocorrem nas rochas. Há intervenção de fatores como calor, frio, água, compostos biológicos e reações químicas da água nas rochas. Este tipo de erosão depende do clima, em climas polares e secos, as rochas se destroem pela troca de temperatura; e em climas tropicais quentes e temperados, a humidade, a água e os dejetos orgânicos reagem com as rochas e as destroem.

 

Erosão glacial

As geleiras (glaciares) deslocam-se lentamente, no sentido descendente, provocando erosão e sedimentação glacial. Ao longo dos anos, o gelo pode desaparecer das geleiras, deixando um vale em forma de U ou um fiorde, se junto ao mar.

Pode também ocorrer devido à susceptibilidade das glaciações em locais com predominância de rochas porosas. No verão, a água acumula-se nas cavidades dessas rochas. No inverno, essa água congela e sofre dilatação, pressionando as paredes dos poros. Terminado o inverno, o gelo funde, e congela novamente no inverno seguinte. Esse processo ocorrendo sucessivamente, desagregará, aos poucos, a rocha, após um certo tempo, causando o desmoronamento de parte da rocha, e consequentemente, levando à formação dos grandes paredões ou fiordes.

 

Erosão fluvial

Erosão fluvial é o desgaste do leito e das margens dos rios pelas suas águas. Este processo pode levar a alterações no curso do rio. O relevo resultante da sedimentação das rochas no processo de erosão é denominado Colúvio. A erosão das rochas pode gerar ravinas, voçorocas e deslizamentos de terra, no qual estes sedimentos são escoados para as partes mais baixas, formando colúvios e depósitos de encosta.

 

Consequências da erosão

Efeitos poluidores da ação de arraste

Os arrastamentos podem encobrir porções de terrenos férteis e sepultá-los com materiais áridos.

Morte da fauna e flora do fundo dos rios e lagos por soterramento.

Turbidez nas águas, dificultando a ação da luz solar na realização da fotossíntese, importante para a purificação e oxigenação das águas.

Arraste de biocidas e adubos até os corpos d'água e causarem, com isso, desequilíbrio na fauna e flora nesses corpos d'água (causando eutroficação por exemplo).

 

Outros danos

Assoreamento: que preenche o volume original dos rios e lagos e como consequência, vindas as grandes chuvas, esses corpos d’água extravasam, causando as enchentes

Instabilidade causada nas partes mais elevadas podem levar a deslocamentos repentinos de grandes massas de terra e rochas que desabam talude abaixo, causando, no geral, grandes tragédias (ver deslizamento de terra).

 

Fonte: Wikipédia


IFRS e o desafio para as concessionárias de energia elétrica

 

 Um dos desafios que o setor elétrico no Brasil vem enfrentando, no tocante a seus registros contábeis e controles inerentes,  refere-se à contabilização de seus negócios e, principalmente, no que diz respeito à harmonização das regras contábeis em relação ao IFRS (International Financial Reporting Standards, ou normas internacionais de contabilidade). Esta nova realidade, que entrou em vigor, de fato, a partir de 31 dezembro do 2010, tem sido um desafio para as empresas brasileiras e, especificamente para as empresas do setor elétrico, por uma série de razões.

 As distribuidoras de energia, reguladas pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) possuem valores significativos de ativos e passivos regulatórios  que não são reconhecidos como ativos e passivos pelas novas normas contáebis locais, em linha com o  IFRS, representando os ajustes mais significativos de adoção das novas normas contábeis, nas demonstrações financeiras do exercício finalizado em 31 de dezembro de 2010. O IASB (International Accounting Standards Board, órgão internacional responsável pela emissão e atualização de normas contábeis em IFRS) tem projeto de revisão desse tema no conjunto de normas contábeis, mas sem data prevista para conclusão, embora o mercado espera que essa revisão seja concluída  nos próximos anos e com impactos positivos para as distribuidoras de energia elétrica com a permissão para reconhecimento desses valores como ativos e/ou passivos das empresas.

A análise da aplicabilidade do ICPC 01 (correspondente ao IFRIC 12) para operações de geração, distribuição e transmissão de energia, resultou na aplicação desta interpretação sobre as demonstrações financeiras das empresas. Consequentemente, isso representa o reconhecimento de um ativo financeiro (o direito incondicional de receber dinheiro ou outros instrumentos financeiros no final do contrato de concessão) e intangíveis (o direito de usar a infraestrutura durante o período de concessão), no caso das empresas de distribuição e algumas empresas de geração e um ativo financeiro, no caso de empresas de transmissão.

Ao mesmo tempo, o governo e a ANEEL estão atualmente analisando as regras relativas à renovação dos contratos de energia no Brasil. Atualmente, a agência reguladora controla as tarifas das empresa de distribuição e  os contratos de concessão (tanto de distribuição quanto de geração e transmissão)  possuem cláusula de reversão de ativos fixos ao final das concessões, com ou sem indenizações, o que gera incerteza para as empresas de energia em seus tratamentos contábeis decorrentes da aplicação dessa norma, bem como sobre avaliação de recuperabilidade de outros ativos decorrentes das operações e/ou fiscais.

 

Ainda, para atendimento de suas necessidades para fins de controle da infraestrutura e tarifário, a ANEEL determinou que as empresas de energia elétrica distribuiodras e transmissoras, preparem  demonstrações financeiras regulatórias, apuradas com base nas regras específicas emitidas pela ANEEL (que em alguns aspectos não reconhecem as mudanças nas regras contábeis mencionadas acima e também quanto as normas de leasing financeiro) e segundo a qual os ativos fixos são reconhecidos pelo valor reavaliado (preço de mercado) seguindo as normas de reajuste tarifário definidas pela ANEEL. Recentemente a ANEEL divulgou o Despacho 4991 que contém a forma de apresentação dessas demonstrações regulatórias, defindo a apresentação do balanço patrimonial, da demonstração do resultado do exercício e nota de reconciliação do resultado do ano e do patrimônio líquido, além de outras infromações sobre as demosntrações regulatórias.

Além disso, as empresas brasileiras também têm considerações especiais a fazer em relação ao Imposto de Renda e à Contribuição Social, em razão de as novas regras contábeis não gerarem impactos fiscais. Como resultado, as empresas de energia no Brasil devem manter três livros de rgistros de suas operações e seus controles: societário, fiscal e regulatório,  o que cria desafios óbvios para se manter o controle e conciliação entre os valores apurados em cada um desses registros.

Dada a extensão em que as novas normas contábeis afetam a maneira como as empresas apresentam suas demonstrações financeiras, adequar os controles internos e processos é de extrema importância. Cabe aos profissionais das áreas contábil das empresas e de auditoria, portanto, trabalhar em estreita colaboração com as empresas e órgãos reguladores, discutindo os efeitos das novas regras contábeis no processo de regulamentação para ajudar a garantir que estas normas e suas interpretações não prejudiquem o processo de revisão tarifára das concessionárias, nem a apresentação das suas demonstrações financeiras e de seus resultados, bem como o resultado a ser distrubuído aos seus acionistas.

 

Vânia Souza


SIL orienta sobre segurança e economia de energia no verão

Companhia dá dicas sobre cuidados que podem ajudar usuário a reduzir consumo e aumentar a segurança de suas instalações durante as férias de verão

 

Neste período muita gente opta por viajar, após um longo ano de trabalho. O que nem todos percebem é que os meses de verão também podem ser utilizados para economizar energia, desde que algumas práticas simples sejam adotadas.

Como afirma Nelson Volyk, gerente de engenharia e qualidade da SIL, pequenas mudanças de hábito podem trazer benefícios que o consumidor não imagina. “Muitas vezes as pessoas pensam que os ganhos decorrem apenas de grandes mudanças ou mesmo de altos investimentos. Elas desconhecem que ações simples podem gerar uma economia significativa no consumo de energia, sem abrir mão do conforto e bem-estar”, pondera.

Para ajudar os consumidores a aproveitar melhor o verão a SIL dá as seguintes dicas:

Chuveiro elétrico - Um dos pontos que possibilitam ao consumidor maior economia de energia está no uso do chuveiro elétrico. A temperatura mais alta nessa época do ano permite que o usuário troque no aparelho a posição ‘inverno’ pela ‘verão’ ou, dependendo do modelo, das posições mais potentes para as que aquecem menos a água. Obviamente, para se obter maior economia de água e energia esta alteração deve ser acompanhada de uma simples mudança de hábito: banhos mais rápidos. “Não adianta reduzir o consumo do chuveiro e aumentar o tempo do banho”, lembra o executivo da SIL.

Ar-condicionado - A alta temperatura dos meses de verão também leva ao uso de aparelhos de ar-condicionado. Nesse caso, o equipamento é um grande consumidor de energia, portanto, para minimizar o consumo do ar-condicionado deve-se combater o desperdício. Para isso, toda vez que este aparelho for ligado, portas e janelas devem estar fechadas. Assim, haverá confinamento do ar frio e o desempenho do equipamento será melhor. Ele também deve ser dimensionado corretamente, ou seja, a potência de refrigeração em BTU (British Temperatura Unity - Unidade Inglesa de Temperatura) deve ser adequada ao tamanho do ambiente.

 

Ventiladores - No combate ao calor, o aparelho mais utilizado pelo brasileiro é o ventilador, seja ele de teto, parede ou de mesa. Apesar de normalmente ficar ligado por muitas horas seguidas, ele não se caracteriza por ser um grande consumidor – geralmente, os modelos não passam de 125W de potência. Mesmo assim, algumas medidas podem ser adotadas para reduzir o tempo de uso do ventilador. Manter portas e janelas abertas para facilitar a circulação do ar, por exemplo, pode ajudar a manter o ambiente mais fresco, eliminando a necessidade de ligar o equipamento. “E, para economizar energia, é fundamental mantê-lo desligado quando não houver ninguém no ambiente”, lembra Volyk.

Geladeiras - Outros equipamentos que permitem reduzir o consumo através da mudança de hábitos são as geladeiras. “Nesse caso o consumo sobe à medida que se torna frequente o ato de abrir e fechar a porta, principalmente em curtos espaços de tempo”, ressalta Volyk. A explicação é simples: ao abrir a porta o usuário permite que o ar quente de fora penetre no interior da geladeira, fazendo com que o compressor do equipamento atue para novamente baixar a temperatura, elevando o consumo de energia. Também há problema quando a borracha da porta da geladeira não está em bom estado. “Nesse caso, ela não veda corretamente o equipamento, permitindo a fuga do ar frio interno para a parte externa. Mais uma vez o compressor entra em ação para compensar a perda e eleva o consumo, por isso, orientamos a procurar um profissional para fazer uma avaliação e, se necessário, substituir a borracha”, sugere o gerente da SIL.

Viagens - Para as pessoas que viajam, algumas medidas devem ser adotadas tanto para baixar o consumo, como também para aumentar a segurança nas residências. A SIL orienta que, no caso do consumo, não basta apagar as luzes e desligar os aparelhos elétricos. A recomendação é que todos os equipamentos sejam desligados das tomadas. Alguns deles, como micro-ondas e aparelhos de DVD, por exemplo, têm displays que ficam consumindo energia enquanto os proprietários estão fora. O mesmo ocorre com televisores e aparelhos de som que têm luzes de stand-by.

Tirar os equipamentos das tomadas também aumenta a segurança. “Quando eles ficam conectados, mesmo desligados, eles podem ser vítimas de uma eventual sobretensão elétrica, que pode levar à queima dos produtos, especialmente daqueles que são mais sensíveis”, alerta o executivo da SIL. Em situações mais críticas, o risco pode ser ainda maior, com a queima dos equipamentos provocando incêndio no imóvel. Para evitar o problema, também se recomenda a instalação de dispositivos de proteção contra surtos (DPS) no quadro de força.


Fauna - "Proteger e Conservar: Obrigação de Todos"

 

A exploração desordenada do território brasileiro é uma das principais causas de extinção de espécies. O desmatamento e degradação dos ambientes naturais, o avanço da fronteira agrícola, a caça de subsistência e a caça predatória, a venda de produtos e animais procedentes da caça, apanha ou captura ilegais (tráfico) na natureza e a introdução de espécies exóticas em território nacional são fatores que participam de forma efetiva do processo de extinção. Este processo vem crescendo nas últimas duas décadas a medida que a população cresce e os índices de pobreza aumentam.

Uma forma de se perceber o efeito deletério da exploração desordenada das aéreas nativas sobre a fauna residente é o acréscimo significativo do número de espécies na lista oficial de fauna silvestre ameaçada de extinção. Essa lista foi revisada, pelo Ibama e Ministério do Meio Ambiente, em parceria com a Fundação Biodiversitas e a Sociedade Brasileira de Zoologia, com o apoio da Conservation International e do Instituto Terra Brasilis e nos aponta novos caminhos.

Com ela podemos decidir quais espécies e ecossistemas devem ser prioritariamente protegidos e conservados e aqueles que poderiam ser utilizados dentro de princípios sustentáveis. Proteger e utilizar racionalmente os recursos faunísticos são ações de manejo que demandam conhecimento, técnica, controle e monitoramento.

A proteção e o manejo ordenado da fauna silvestre na busca de sua conservação podem e devem ser feitos pelo Governo e a Sociedade de forma integrada no sentido de defender o que é de todos: o patrimônio natural do Brasil, bem de uso comum de todos os brasileiros e garantia para as futuras gerações.

 

Fonte: www.ibama.gov.br


Ciclo do Carbono

 

O carbono é um elemento químico metalóide que é encontrado na natureza ou cristalizado. Sendo junto com o hidrogênio elementos básicos na estrutura dos compostos orgânicos. É encontrado sob as formas de: diamante , grafite , carvão, hulha, antracito, óxidos, dióxidos, hidratos. O carbono combina-se com vários metais, dando origem aos carbonetos. O anidrido carbônico ou gás carbônico. O trióxido de carbono, pode ser resultante da combustão do gás carbônico. Os carbonos passam de sólido a gás quando se encontram em fornos elétricos desprovidos da presença de oxigênio. As pessoas que trabalham em recintos onde se encontra carvão que queime constantemente, estão sujeitas a envenenamento do sangue, pelo fato da ação do monóxido de carbono sobre a hemoglobina . O carbono é bastante empregado nas indústrias , quer como redutor dos sulfetos metálicos quer na produção de aço.O carbono difere dos outros elementos pelo fato de formar mais compostos que todos outros juntos. Outros elementos: 40 mil; Carbono: 400 mil. Capacidade de formar cadeias e anéis. O carbono é um componente primário da matéria viva.

Ciclo geológico do carbono

O dióxido de carbono se desprende das fumarolas e das fontes termais uma parte deste dióxido de carbono é juvenil e outra meteórico. Uma parte deste CO2 pode reagir metassomaticamente e substituindo a sílica das rochas silicatadas - a conseqüência disto é a formação de espilitas e rochas talco-carbonatadas. A maior ponte do dióxido do carbono se desprende para atmosfera ou se dissolve na água.

Durante a meteorização, as águas que contém dióxido de carbono reagem principalmente com os sais de cálcio dissolvidos para formar carbonato e bicarbonatos cálcicos. Por último, o carbonato cálcico se precipita por agentes orgânicos ou inorgânicos, A maior perda no Ciclo do Carbono é a formação de calcário. É evidente que o dióxido de carbono que desaparece do ciclo por este processo não volta nunca por completo à atmosfera. Durante a silicificação dos calcários não se desprendem mais que uma quantidade insignificante de dióxido de carbono porque a quantidade de rochas carbonatadas tende a aumentar.

 

Carbono Atmosférico

Nas plantas o carbono entra e sai por difusão, na forma de CO2, através dos estômatos presentes na epiderme das folhas. Entrando, o CO2 vai servir como matéria-prima de compostos orgânicos, durante a fotossíntese. Saindo, o CO2 é um dos produtos finais da respiração. Já os animais realizam apenas a respiração liberando o CO2 na atmosfera, e obtêm o carbono de que precisam de forma direta, se herbívoros, ou de forma indireta se forem carnívoros. Depois de mortos, tanto animais quanto vegetais, sofrem a ação dos decompositores, se a decomposição de sua matéria orgânica for total, há liberação de gás carbônico e água, e se for parcial, há transformação em material combustível. A matéria combustível quando queimada, devolve o carbono à atmosfera na forma de CO2. Ou seja, o carbono fixado por fotossíntese, mais cedo ou mais tarde retorna à atmosfera pela decomposição da matéria orgânica morta. As florestas do mundo não são apenas os principais consumidores de dióxido de carbono em terra; também representam o principal reservatório de carbono fixado biologicamente. As florestas contêm entre 400 e 500 bilhões de toneladas de carbono, ou aproximadamente, dois terços da quantidade presente como dióxido de carbono na atmosfera (700 bilhões de toneladas).

O Ciclo do Carbono revela dados e quantidades verdadeiramente surpreendentes. Está provado que uma determinada célula de CO2 da atmosfera entra em uma certa estrutura vegetal uma vez a cada 200 anos e que todo o oxigênio do ar é renovado pelos vegetais de 2.000 em 2.000 anos. O ciclo respiração-fotossíntese, já alterado pela introdução do homem, via atmosfera, de grande quantidade de dióxido de carbono, pela combustão dos chamados combustíveis fósseis. Um fator que ameniza este fato, é que os mares são imensos reservatórios de carbono que agem como amortecedores de choque do gás carbônico na atmosfera. Pode-se dizer: aumente-se a quantidade do gás carbônico na atmosfera e o oceano se encarrega de retirá-lo. Retire-se gás carbônico do ar e o mar reporá novamente. De 1.850 dc, o homem, inadvertidamente, vem realizando um experimento geoquímico global, queimando grandes quantidades de combustíveis fósseis e, dessa forma, devolvendo à atmosfera o carbono que foi fixado pela fotossíntese a milhões de anos atrás. Geralmente, entre cinco e seis bilhões de toneladas carbono fóssil estão sendo liberadas por ano na atmosfera. Isto seria suficiente para aumentar a quantidade de dióxido de carbono no ar de 2,3 partes por milhão por ano, se o dióxido de carbono estivesse uniformemente distribuído e não fosse removido. No século passado, o conteúdo de dióxido de carbono aumentou de 290 partes por milhão para 320, sendo que mais de um quinto desse aumento ocorreu na década passada. O aumento total corresponde somente a um pouco mais de um terço do dióxido de carbono (cerca de 200 bilhões de toneladas no total) liberado dos combustíveis fósseis. Embora a maior parte dos dois terços restantes tenha ido para os oceanos, uma fração significativa pode perfeitamente ter aumentado a quantidade total de vegetação na terra. Estudos de laboratório mostram que as plantas crescem mais rapidamente quando o ar circundante é enriquecido com o dióxido de carbono. Assim, é possível que o homem esteja fertilizando campos e florestas, com a queima dos combustíveis fósseis.

A importância do Ciclo do Carbono na natureza pode ser melhor evidência pela estimativa de que todo o CO2 presente no ar, caso não houvesse reposição, seria completamente exaurido em menos de 20 anos, tendo em vista a fotossíntese atual. A fixação total de carbono por ano, nos oceanos, ascende à cifra aproximada de 1,2 x 1010 tons, enquanto que o teor fixado em terra é da ordem de 1,6 x1010 tons. As plantas clorofiladas constituem o mais importante agente da redução do CO2 a matéria orgânica; outros seres, como as bactérias fotossintetizantes e as quimiolitotróficas (redutoras de CO2) tem pequena contribuição para idêntico fim.

Nos processos de mineralização das substâncias carbonadas, com a conseqüente reposição do CO2 à atmosfera, tem revelante papel os microrganismos heterotróficos. Outra grande contribuição destes no ciclo de carbono é o suprimento de CO2 ao solo, onde este gás funciona como um eficiente solvente na preparação de alimentos inorgânicos para as plantas, a partir de substâncias minerais do solo. De importância relevante é ainda a operação de degradação levada ao cabo pelos microrganismos, das grandes quantidades de celulose, amido e outros inúmeros carboidratos complexos presentes no solo, provenientes de modo especial de tecidos vegetais, sem o que a crosta terrestre se transformaria pouco a pouco numa impenetrável camada de plantas mortas, inteiramente inadequada aos processos vitais que aí tem lugar. O trabalho dos microrganismos, entretanto, forma aproveitável pelas plantas, compostos orgânicos complexos e contribui de modo decisivo para elaboração do húmus. As fontes de carbono introduzido no solo são numerosas:

Carbono mineral do CO2 atmosférico e dos carbonatos telúricos e o carbono orgânico dos organismos vegetais e animais sob sua múltiplas formas, desde os glucídios simples até as substâncias altamente polimerizadas, como a celulose, ou de estrutura complexa, como a lignina. O metabolismo destas diversas formas varia extraordinariamente no solo devido à estrutura mesma das substâncias carbonadas e a multiplicidade das espécies zimógenas ativas sobre elas. Estas variações traduzem-se por diferentes velocidades de ataque e produção de substâncias metabólicas intermediárias diversas. De fato, se os produtos finais constantemente CO2 e H2O (e mais Ch2, em anaerobiose), os produtos intermediários, são extremamente variáveis : ácidos orgânicos, aldeídos, álcoois, açúcares, mais ou menos complexos. A mineralização do carbono orgânico é excepcionalmente realizada em uma única etapa, e via de regra, numerosos grupos bacterianos e fúngicos intervêm sucessivamente até o processo atingir a sua fase final. Este ciclo é ainda complicado pelo fato das substâncias glucídicas estarem constantemente associadas em proporções variáveis, com substâncias azotadas (proteínas) ou lipídicas, com lignina, com resinas, com taninos, etc., Por fim, como último fator de complicação considere-se o fato do que ao mesmo tempo que tem lugar a degradação de carboidratos complexos, os microrganismos sintetizam corpos do mesmo tipo (hemiceluloses microbianas, por exemplo) e seus demais constituintes celulares, tornando-se difícil a separação entre os compostos intermediários de degradação e os de síntese. Uns e outros podem, por combinações químicas ou arranjos físicos, se ligar entre si ou a outros corpos, para formarem as substâncias de reserva húmicas. Tal se apresenta, em linha gerais, a complexidade do Ciclo do Carbono na natureza.

Co2 (Dióxido de Carbono)

Gás incolor e inodoro, resultante de processos de combustão. Asfixiante.

Quem mais emite CO2 (dados de 1997):

 

 

Antes da revolução industrial havia um equilíbrio entre a emissão de gás carbônico (queimadas e respiração) e o seu consumo (fotossíntese), mantendo dessa forma a concentração estável na atmosfera.

O aumento da concentração de gás carbônico na atmosfera, resultante da queima em larga escala dos hidrocarbonetos, provocou uma intensificação do efeito estufa.

 

Fonte: wwwp.fc.unesp.br


 

Cerrado

 

É a segunda maior formação vegetal brasileira. Estendia-se originalmente por uma área de 2 milhões de km², abrangendo dez estados do Brasil Central. Hoje, restam apenas 20% desse total.Típico de regiões tropicais, o cerrado apresenta duas estações bem marcadas: inverno seco e verão chuvoso. Com solo de savana tropical, deficiente em nutrientes e rico em ferro e alumínio, abriga plantas de aparência seca, entre arbustos esparsos e gramíneas, e o cerradão, um tipo mais denso de vegetação, de formação florestal. A presença de três das maiores bacias hidrográficas da América do Sul (Tocantins-Araguaia, São Francisco e Prata) na região favorece sua biodiversidade .

Estima-se que 10 mil espécies de vegetais, 837 de aves e 161 de mamíferos vivam ali. Essa riqueza biológica, porém, é seriamente afetada pela caça e pelo comércio ilegal.O cerrado é o sistema ambiental brasileiro que mais sofreu alteração com a ocupação humana. Atualmente, vivem ali cerca de 20 milhões de pessoas. Essa população é majoritariamente urbana e enfrenta problemas como desemprego, falta de habitação e poluição, entre outros. A atividade garimpeira, por exemplo, intensa na região, contaminou os rios de mercúrio e contribuiu para seu assoreamento. A mineração favoreceu o desgaste e a erosão dos solos. Na economia, também se destaca a agricultura mecanizada de soja, milho e algodão, que começa a se expandir principalmente a partir da década de 80. Nos últimos 30 anos, a pecuária extensiva, as monoculturas e a abertura de estradas destruíram boa parte do cerrado. Hoje, menos de 2% está protegido em parques ou reservas.

Pequenas árvores de troncos torcidos e recurvados e de folhas grossas, esparsas em meio a uma vegetação rala e rasteira, misturando-se, às vezes, com campos limpos ou matas de árvores não muito altas – esses são os Cerrados, uma extensa área de cerca de 200 milhões de hectares, equivalente, em tamanho, a toda a Europa Ocidental. A paisagem é agressiva, e por isso, durante muito tempo, foi considerada uma área perdida para a economia do país.

Os Cerrados apresentam relevos variados, embora predominem os amplos planaltos. Metade do Cerrado situa-se entre 300 e 600m acima do nível do mar, e apenas 5,5% atingem uma altitude acima de 900m. Em pelo menos 2/3 da região o inverno é demarcado por um período de seca que prolonga-se por cinco a seis meses. Seu solo esconde um grande manancial de água, que alimenta seus rios.

Entre as espécies vegetais que caracterizam o Cerrado estão o barbatimão, o pau-santo, a gabiroba, o pequizeiro, o araçá, a sucupira, o pau-terra, a catuaba e o indaiá. Debaixo dessas árvores crescem diferentes tipos de capim, como o capim-flecha, que pode atingir uma altura de 2,5m. Onde corre um rio ou córrego, encontram-se as matas ciliares, ou matas de galeria, que são densas florestas estreitas, de árvores maiores, que margeiam os cursos d’água. Nos brejos, próximos às nascentes de água, o buriti domina a paisagem e forma as veredas de buriti.

A presença humana na região data de pelo menos 12 mil anos, com o aparecimento de grupos de caçadores e coletores de frutos e outros alimentos naturais. Só recentemente, há cerca de 40 anos, é que começou a ser mais densamente povoada.

 

Área total:
aprox: 2.100.000 km2
com ação antrópica: 700.000 km2

 


Caracterização do Cerrado

A província do cerrado, como denominada por EITEN, englobando 1/3 da biota brasileira e 5% da flora e fauna mundiais.É caracterizada por uma vegetação savanícola tropical composta, principalmente de gramíneas, arbustos e árvores esparsas, que dão origem a variados tipos fisionômicos, caracterizados pela heterogeneidade de sua distribuição.

Muitos autores aceitam a hipótese do oligotrofismo distrófico para formação do Cerrado, sua vegetação com marcantes característica adaptativas a ambientes áridos, folhas largas, espessas e pilosas, caule extremamente suberizado, etc. Contudo apesar de sua aparência xeromórfica, a vegetação do cerrado situa-se em regiões com precipitação média anula de 1500 mm, estações bem definidas, em média com 6 meses de seca, solos extremamente ácidos, profundos, com deficiência nutricional e alto teor de alumínio.

Segundo EITEN os tipos fisionômicos do cerrado (latu sensu) se distribuem de acordo com três aspectos do substrato onde se desenvolvem: a fertilidade e o teor de alumínio disponível; a profundidade; e o grau de saturação hídrica da camada superficial e subsurpeficial. Os principais tipos de vegetação são:

 

Tipos de interflúvio

Cerrado (strictu sensu) - é a vegetação característica do cerrado, composta por exemplares arbustivo-arbóreos, de caules e galhos grossos e retorcidos, distribuídos de forma ligeiramente esparsa, intercalados por uma cobertura de ervas, gramíneas e espécies semi-arbustivas.

Floresta mesofítica de interflúvio (cerradão) - este tipo de vegetação cresce sob solos bem drenados e relativamente ricos em nutrientes, as copas das árvores, que medem em média de 8-10 metros de altura, tocam-se o que denota um aspecto fechado a esta vegetação.

Campo rupestre - encontrado em áreas de contato do cerrado com o caatinga e floresta atlântica, os solos deste tipo fisionômico são quase sempre rasos e sofrem bruscas variações em relação a profundidade, drenagem e conteúdo nutricional. É caracteristicamente, composto por uma vegetação arbustiva de distribuição aberta ou fechada.

Campos litossólicos miscelâneos - são caracterizados pela presença de um substrato duro, rocha mãe, e a quase inexistência de solo macio, este quando presente não ocupa mais que poucos centímetros de profundidade até se deparar com a camada rochosa pela qual não passam nem umidade nem raízes. Sua flora é caracterizada por um tapete de ervas latifoliadas ou de gramíneas curtas, havendo em geral a ausências de exemplares arbustivos, ou a presença de raríssimos espécimes lenhosos, neste caso enraizados em frestas da camada rochosa.

Vegetação de afloramento de rocha maciça - representada por cactos, liquens, musgos, bromélias, ervas e raríssimas árvores e arbustos, cresce sob penhascos e morros rochosos.

 

Tipos associados a cursos d'água

Florestas de galerias e florestas de encosta associadas - são tipos de vegetação que ocorrem de modo adjacente, estão associados a proximidade do lençol freático da superfície do solo. Assim como as florestas mesofíticas, constituem um tipo florestal, contudo estão situadas sob solos mais férteis e com maior disponibilidade hídrica, o que lhes atribui uma característica mais densa.

Buritizais e veredas - ocorrem nos fundos vales em áreas inundadas, inviáveis para o desenvolvimento das florestas de galerias. São caracterizados pela presença dos denominados "brejos" e a ocorrência de agrupamento de exemplares de buriti (Mauritia vinifera M.), nas áreas mais úmidas, e babaçu (Orbignya barbosiana B) e carnaúba (Copernicia prunifera M), em éreas mais secas.

Campo úmido - caracterizado por um campo limpo, com raras espécimes arbóreas, que permanece encharcado durante a época chuvosa e ressecado na estação seca, ou no final desta, em geral constitui uma área de transição que separa a floresta de galeria ou vereda do cerrado de interflúvio.

Distribuição do cerrado

O cerrado é a segunda maior região biogeográfica do Brasil, se estende por 25% do território nacional, cerca de 200 milhões de hectares (4), englobando 12 estados. Sua área "core", ou nuclear, ocupa toda a área do Brasil central, incluindo os estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso do Sul, a região sul de Mato Grosso, o oeste e norte de Minas Gerais, oeste da Bahia e o Distrito Federal.

Prolongações da área "core" do cerrado, denominadas áreas marginais, estendem-se, em direção ao norte do país, alcançando a região centro-sul do Maranhão e norte do Piauí, para oeste, até Rondônia, existem ainda fragmentos desta vegetação, formando as áreas disjuntas do cerrado, que ocupam 1/5 do estado de São Paulo, e os estados de Rondônia e Amapá.

Podem ser encontradas ainda manchas de Cerrado incrustadas na região da caatinga, floresta atlântica e floresta amazônica.

Devido a sua localização, o cerrado, compartilha espécimes com a maioria dos biomas brasileiros (floresta amazônica, caatinga e floresta atlântica). devido a esse fato possui uma biodiversidade comparável a da floresta amazônica. Contudo devido ao alto grau de endemismo, cerca de 45% de suas espécies são exclusivas de algumas regiões (4), e a ocupação desordenada e destrutiva de sua área o cerrado é hoje o ecossistema brasileiro que mais sofre agressões por parte do "desenvolvimento".

 

Fonte: www.portalbrasil.net


Lixo Eletrônico
O que é lixo Eletrônico, descarte, poluição provocada no meio ambiente, onde jogar, coleta, reciclagem do lixo tecnológico

 

 

Lixo Eletrônico é todo resíduo material produzido pelo descarte de equipamentos eletrônicos. Com o elevado uso de equipamentos eletrônicos no mundo moderno, este tipo de lixo tem se tornado um grande problema ambiental quando não descartado em locais adequados.

 

Exemplos de lixo eletrônico:

- Monitores de Computadores
- Telefones Celulares e baterias
- Computadores
- Televisores
- Câmeras Fotográficas
- Impressoras

 

Problemas causados pelo descarte inadequado

 

- Este descarte é feito quando o equipamento apresenta defeito ou se torna obsoleto (ultrapassado). O problema ocorre quando este material é descartado no meio ambiente. Como estes equipamentos possuem substâncias químicas (chumbo, cádmio, mercúrio, berílio, etc.) em suas composições, podem provocar contaminação de solo e água.

- Além do contaminar o meio ambiente, estas substâncias químicas podem provocar doenças graves em pessoas que coletam produtos em lixões, terrenos baldios ou na rua.

- Estes equipamentos são compostos também por grande quantidade de plástico, metais e vidro. Estes materiais demoram muito tempo para se decompor no solo.

Onde Jogar? Descarte correto e reutilização

- Para não provocar a contaminação e poluição do meio ambiente, o correto é fazer o descarte de lixo eletrônico em locais apropriados como, por exemplo, empresas e cooperativas que atuam na área de reciclagem.

- Celulares e suas baterias podem ser entregues nas empresas de telefonia celular. Elas encaminham estes resíduos de forma a não provocar danos ao meio ambiente.

- Outra opção é doar equipamentos em boas condições, mas que não estão mais em uso, para entidades sociais que atuam na área de inclusão digital. Além de não contaminar o meio ambiente, o ato ajudará pessoas que precisam.

Lembre-se:

- O primeiro passo para evitar a poluição do meio ambiente é fazer a coleta seletiva em casas, escolas e empresas. O lixo eletrônico deve sempre ser separado dos resíduos orgânicos e dos materias recicláveis (papel, plástico, metal).

 

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