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 Edição de Março de 2009


Conheça os motivos que levam à separação

O amor não é mais o mesmo, as novidades já não superam a rotina, a beleza perdeu o encanto... Será que o divórcio é a melhor saída?

 

 

Colocar fim em um relacionamento já é difícil, e quando esta relação que existe há muitos anos gerou filhos, sentimentos e planos? A sensação de dever não cumprido e a falta do que já existiu toma conta dos cônjuges, estabelecida assim a crise no relacionamento.

    A novidade do início do relacionamento se tornou cotidiano (“a grama da vizinha parece mais verde”), o corpo da amada perdeu a firmeza e ganhou peso (por ter que trabalhar mais, cuidando-se menos) e o sexo piorou (até porque ele se dedica menos); a economia de dinheiro que pensou que ocorreria não se realizou; o companheirismo continua bom, embora não alimente mais como antes; e as brigas cotidianas sobre esses e outros assuntos geraram um desgaste no relacionamento.

    Segundo o psicólogo e hipnoterapeuta Bayard Galvão, a hora de se separar acontece quando o homem ou mulher percebe mais custos/ dores/ tristezas do que benefícios/ prazeres/ felicidades no casamento, adicionando-se a isso o fato de ter buscado diálogos que se mostraram infrutíferos, e não tenham promovido as mudanças buscadas para melhorar o relacionamento. Além de começarem a notar que os momentos que geram mais dores, do que prazeres, tendem a se prolongar de tal forma e com tantas dificuldades que, mesmo sendo uma fase do relacionamento, caso ficassem mais 3 anos juntos, o esforço não seria válido.

    Fundamental também analisar se o que mantém o relacionamento são as belezas do passado ou a esperança de uma melhoria, pois por vezes, é a única coisa que o sustenta, o que torna o presente, que é o único viver real, uma ponte de um momento do que foi para o que pode vir a se tornar, e viver assim é uma eficiente maneira de viver mal.

    Contudo, se a decisão for separação, o cuidado com os filhos é muito importante. “Os pais são, na maioria das vezes, as lentes que os filhos usam para olharem para o mundo, relacionamentos e eles mesmos, o mesmo vale para como lidar com a separação, então, tanto mais os pais estiverem tranquilamente decididos em relação ao divórcio, tão maior tende a ser a calma que passarão para os filhos sobre esse processo” – garante Bayard Galvão.

    Por fim, para superar a perda do companheiro, Bayard ressalta que é importante aceitar que não se é tão bom quanto gostaria de ser. E que algumas pessoas são para os outros como vinho tinto, quanto mais tempo passa, melhor elas se tornam; outras como vinho branco, quando jovens, são agradáveis, mas na medida das dificuldades da vida, vão perdendo seu sabor e vitalidade; outras como aceto balsâmico, gostada por alguns, mas dificilmente buscadas como fonte diária de sabor; outras como água, matam a sede e tem pouco gosto.

    “Importante aceitar que as dores da separação são uma realidade, e que apenas o tempo, na medida em que forem tomadas iniciativas para mudar o seu estado, finalizará as suas dores.” – conclui.

 

Bayard Galvão



Ele não assume, mas também não desiste!

Ele não desiste, mas também não assume!

 

Já ouvi muitas mulheres reclamando da falta de postura dos homens. Sejam maridos, namorados ou apenas “rolos” (encontros casuais), elas pedem uma atitude mais assertiva e coerente, mas eles insistem em se fingirem de mortos.

    Justiça seja feita, também existem mulheres que se comportam desta maneira. Ou seja, estamos falando de pessoas que simplesmente não se colocam! Não desistem, não vão embora, mas também não assumem e não se comprometem. Infelizmente, vão levando a vida assim, sem fazer escolhas, sem se entregarem sequer aos seus próprios sentimentos.

    Bom lembrar que o silêncio ou a ausência são as formas mais fáceis de se enlouquecer uma pessoa, porque ela fica sem referências, sem respostas, sentindo-se perdida em seus próprios pensamentos, sem ter uma negação ou uma confirmação. Portanto, trata-se de uma enorme covardia usar desta “arma” da comunicação para lidar com alguém a quem se ama, pelo menos supostamente. Duas pessoas precisam dialogar para se entenderem. Se isso não acontece, a tendência é que ao menos uma delas se sinta completamente sem norte!

    E quem está nesta situação, tentando experimentar uma relação mais madura ou, pelo menos, mais clara, termina sem saber o que fazer, como agir e até onde cobrar. Na expectativa de que uma conversa ou uma decisão pessoal possa esclarecer quais são as verdadeiras intenções do outro, passam semanas, meses e até anos à espera de uma resposta. E quando, cansadas de tanto silêncio, tantas desculpas ou tantas contradições, pressionam de forma mais categórica e exigem um posicionamento, o outro geralmente reage – e bem mal!

    Comumente, esses tipos se colocam no lugar de vítimas, acusando o outro de fazer pressão demais, de cobrar demais e de não ser compreensivo. Daí, aproveitam para justificar sua falta de postura baseando-se no momento caótico: o da gota d’água, quando já não se agüenta mais e parte-se para o extremos das acusações. E assim, como se realmente estivessem cheios de razão, são capazes de ir embora ou de simplesmente voltarem à inércia inicial após a crise, como se nada tivesse acontecido, deixando ao outro a impressão de que são, de fato, exagerados, loucos ou incompreensivos.

    A questão é a seguinte: um relacionamento é composto por duas pessoas. Quando uma tem perguntas e a outra não quer dar respostas, ou quando uma assume o que sente e se compromete e a outra apenas vai levando, alguém terá de tomar uma decisão e, obviamente, vai sobrar para quem está em busca das respostas, para o mais maduro, para quem sabe o que quer para sua vida.

    Se este é o seu caso, ou seja, se a pessoa com quem você se relaciona não desiste de você, mas também não assume o que quer, você mesmo terá de encontrar as respostas que deseja, nem que sejam as suas próprias. Isto é, se está cansado de esperar o posicionamento do outro, exausto de cobrar, de pressionar, de tentar conversar e ele continua feito uma estátua, fazendo-se de muda, cega e surda, prepare-se para algumas resoluções básicas.

    Em primeiro lugar, comece a reforçar sua segurança. Ou melhor, dia após dia, passe a repetir para si mesmo o que você quer para seu futuro, o que espera de um relacionamento, o que pretende viver com a pessoa que estiver ao seu lado, supostamente compartilhando a vida.

    Em seguida, mas somente quando se sentir seguro o bastante do que deseja, deixe bem claro ao outro que seu limite está chegando ao fim e de que, embora goste muito dele e queira muito manter essa relação, precisa da participação efetiva e contundente dele. Caso contrário, pretende desistir desta situação e tentar recomeçar.

    Não se esqueça de falar direta e objetivamente sobre o que quer. Casar? Ter filhos? Usar aliança? Morar junto? Não sei... descubra exatamente o que você deseja e informe o outro, assumindo seus sonhos sem medo de parecer cafona ou antiquado. É sobre sua vida, seu futuro e sua felicidade que estamos falando e se nem você mesmo souber o que deseja, será difícil convencer o Universo de que você merece tudo isso!

    Por fim, estabeleça um tempo limite para que o outro se coloque, assuma ou desista categoricamente desta relação. Enfim, para que te deixe saber o que ele realmente pretende, sem ficar te enrolando indefinidamente e fazendo você perder tempo investindo neste encontro. Mas não precisa contar sobre esse limite para o outro. É uma decisão sua, que não deve ser compartilhada por uma razão óbvia: caso essa data chegue e você não se sinta pronto para colocar um ponto final nesta história, poderá estabelecer uma nova data limite. Isso evita que você fale e volte atrás, perdendo sua credibilidade e deixando o outro acreditar que você só promete que vai terminar, mas na hora “h”, não cumpre.

    E assim, consciente do que quer e se sentindo seguro quanto ao que merece da vida, assuma-se e pare de esperar pelas respostas do outro, que vem mostrando há tempos que não se importa com suas perguntas! A maior responsabilidade pela realização de seus desejos é, felizmente, sua! Portanto, faça acontecer!

 

Rosana Braga
www.rosanabraga.com.br



Na TPM, antes de perder a cabeça, tome banho!
O banho com a água de gerânio tem efeito calmante, antidepressivo e sedativo, atenuando o desconforto do desequilíbrio hormonal, inclusive na menopausa.
 

Se você é uma das milhares de mulheres que todo mês padecem dos efeitos malignos da TPM ou se já está enfrentando o drama da menopausa, deveria experimentar um tratamento natural, que não apresenta efeitos colaterais, é barato e além de tudo gostoso: o banho com água de gerânio.
    A água é obtida da maceração do gerânio originário do Marrocos, ou seja, trata-se de uma água cosmética com leve perfume da flor, que durante a maceração transfere para a água mineral parte de seus princípios ativos, seus óleos essenciais. Ela pode ser utilizada tanto para banho quanto para aromatizar ambientes através de vaporização.
    Segundo o Professor de Cosmetologia, Diretor do IPUPO, Consultoria em Desenvolvimento Cosmético, e Coordenador da Pós-Graduação e MBA em Cosmetologia em parceria com a Unicastelo, Maurício Pupo, o gerânio é rico em óleos essenciais que atuam de maneira natural nos distúrbios hormonais da mulher.

Os componentes do óleo essencial do gerânio marroquino são ricos em moléculas, responsáveis pelo seu odor ou perfume, que são capazes de penetrar no corpo, tanto na pele, quanto através da respiração, e atuar como se fossem verdadeiros reguladores hormonais, O fato é que essas moléculas do perfume do gerânio são quimicamente muito parecidas com as moléculas dos hormônios femininos e são capazes de interferir até na libido, energizando todos os órgãos sexuais e reprodutivos da mulher.

    De fato, alguns especialistas em aromaterapia chegam a considerar o óleo de gerânio como o “óleo da mulher”, um fito hormônio natural. Eles dizem que ele tem a função de estimulante das glândulas supra renais, da tireóide e do sistema linfático. Também equilibra as emoções e melhora as oscilações de humor causadas pela TPM e pela menopausa.

Como utilizar o óleo
De acordo com o especialista, no Brasil não se encontra a água já preparada. “A mulher deverá comprar o óleo essencial de gerânio, que é encontrado nas farmácias de manipulação, e adicionar de uma a duas gotas num litro de água. Agitar vigorosamente e logo em seguida banhar-se com esta água. Isto pode ser feito após cada banho”.
    Outra alternativa para quem quer ter menos trabalho é “comprar o óleo essencial do gerânio marroquino e pingar uma gota em cada pulso e massagear sem retirar. Basta repetir este procedimento três vezes ao dia. E nos casos mais graves, pode-se misturar duas a três gotas do óleo em 100 ml de óleo de amêndoas ou castanhas e usá-lo para massagear as pernas, os braços e a região do abdômen exatamente por cima do útero e dos ovários”, afirma Pupo.
 

Prof. Maurício Gaspari Pupo


Depressão compromete vida sexual da mulher

Pesquisas realizadas pela Dra. Carmita Abdo, psiquiatra e coordenadora do ProSex (Projeto Sexualidade) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, confirmam a relação entre depressão e comprometimento da libido feminina.

 

Metade das mulheres que procuram o ProSex (Projeto Sexualidade) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, sofre de baixo desejo sexual. Entre elas, 40% estão ou já estiveram em tratamento para depressão. Até recentemente, a disfunção sexual decorrente de tratamento antidepressivo também prejudicava a adesão ao tratamento. Nova geração de medicamento para depressão pode reverter o quadro de baixa adesão.

    O Estudo Mosaico Brasil, realizado em 2008, avaliou o comportamento afetivo-sexual de mais de 8.200 brasileiros, 49% do sexo feminino. Comparando as mulheres participantes na faixa etária de 41 a 50 anos em tratamento para depressão com aquelas que não estavam em tratamento, observou-se que havia 22,6% delas com inibição de excitação sexual entre as que estavam em tratamento, contra 15,4% entre as que não estavam.

“A depressão causa desânimo e desinteresse geral, além de afetar a produção e a liberação de hormônios sexuais, o que interfere diretamente sobre a libido feminina”, afirma a Dra. Carmita Abdo, que estuda o comportamento e os problemas sexuais em homens e mulheres há mais de três  décadas.

    Até recentemente, a disfunção sexual decorrente de tratamento antidepressivo também prejudicava a adesão ao  tratamento. Estudos demonstram que a disfunção sexual atinge de 30% a 70% dos pacientes que tomam antidepressivos, sendo uma das causas de abandono ao tratamento e ao medicamento já a partir do primeiro mês*.

    “Há uma nova geração de medicamentos  que minimiza esse efeito indesejável, o que pode contribuir para aumentar a adesão ao tratamento”, afirma a psiquiatra. “Isso significa um grande avanço, pois a interrupção prematura da medicação pode levar a um aumento de casos de recorrência dos quadros depressivos", afirma.

 

Depressão e mulher

Estima-se que 17 milhões de pessoas tenham depressão no Brasil, ou seja, 10% da população. O problema é mais prevalente entre as mulheres. Estatísticas mundiais apontam que elas sofrem duas vezes mais com o problema do que os homens.

Uma das razões são as flutuações hormonais, mais pronunciadas na fase reprodutiva das mulheres. Segundo a psiquiatra, os períodos de oscilação dos hormônios, como ciclo menstrual, gravidez, pós-parto e menopausa coincidem com os picos de incidência de depressão nas mulheres.

    “A depressão, quando não tratada, pode comprometer vários aspectos da vida, tais como o profissional, o emocional, os relacionamentos e até a vida a dois”, afirma. “Por isso a relevância do diagnóstico seguro e da adesão total do paciente ao tratamento adequado”, destaca a especialista.

 

Sintomas funcionais

Pesquisa Ibope realizada com 1.100 mulheres em oito cidades da América Latina aponta que os aspectos funcionais da depressão são subestimados. Em 78% das entrevistadas, tristeza, melancolia e desânimo são os sintomas mais associados à depressão. Alterações no sono e perda do desejo sexual aparecem no outro extremo, cada qual com 3% das citações.

   “As pessoas relacionam depressão à sensação de tristeza ou angústia. Entretanto, a depressão pode ser a causa da pouca vontade de fazer sexo ou do isolamento afetivo e social”, afirma a psiquiatra, destacando a importância de estar atento também para os sintomas funcionais da depressão.

 

Estudos relacionados ao tema:

* A disfunção sexual associada ao tratamento com antidepressivos atinge entre 30 e 70% dos pacientes, levando à falta de adesão, com abandono ao medicamento já a partir do primeiro mês de administração. Com isto, aumentam os casos de recorrência de quadros depressivos, pela interrupção prematura da medicação. (Nurnberg HG et al. JAMA 2008 Jul23;300(4):395-404)

- O que mais os pacientes desejariam melhorar nos medicamentos antidepressivos é: eficácia (54%), manutenção do desejo sexual (34%) e manutenção do peso (32%) (Ashton AK,Jamerson BD, Weinstein WL, Wagoner C. Curr Ther Res Clin Exp. 2005)

 


Não sou perfeita, e daí?

 

Que ser mulher não é fácil, isso todas nós já sabemos... Aliás, acredito que a maioria de nós já não agüenta mais esses artigos que ficam dando dicas e mais dicas sobre como equacionar a rotina do trabalho, da casa, da família e ainda estar maravilhosa no final do dia sobre um belíssimo salto 10! Por falar em 10, essa bem que poderia ser a nossa avaliação por parte daqueles a quem dedicamos as melhores horas do dia... O Chefe, a equipe de trabalho, o marido e os filhos.

    Como podemos manter a nossa sanidade enquanto o nosso check-list de obrigações só cresce? Um bom começo seria quebrar pelo menos algumas dessas ilusões que tomamos feito bandeiras a serem defendidas como verdades absolutas, como a de que conseguimos conciliar facilmente todos esses papéis com muito charme e elegância. Excetuando-se as milionárias de plantão, e olhe lá... Estar glamourosa na frente do fogão, durante uma troca de fraldas ou quando aplicamos hidratação nos cabelos enquanto lavamos as roupas da semana e a casa é organizada, é uma tarefa no mínimo impossível!

    Entender isso é o primeiro grande passo para nos libertarmos das algemas dos perfeccionismo vendido em revistas femininas e comerciais de TV. Aceitar as nossas limitações nos faz diminuir as expectativas imensas que criamos em sermos super poderosas!

    Quando olhamos para nós mesmas com mais generosidade e menos cobranças, subliminarmente acabamos ensinando isso aqueles que nos rodeiam: "Conte comigo, mas entenda que sou humana!" Só assim poderemos pedir para alguém da família lavar a louça irmos caminhar no parque. Apenas dessa forma sentiremos menos receios na hora de dizer: "Isso eu não posso fazer" ou "estou sem tempo para mais esse compromisso". Somente assim teremos meia hora do dia para meditar, repensar as nossas escolhas ou simplesmente para olharmos vitrines. Ser mulher dá trabalho, mas a maior de todas as tarefas começa dentro de nós mesmas, no exato momento em que compreendemos que dizer não para os outros e sim para nós é normal! No dia em que além de sabermos que uma determinada hora do dia é só nossa e, ao invés de sentirmos culpa sentirmos prazer, saberemos que estamos nos libertando da escravidão que impomos a nós mesmas.

 

Lígia Guerra


Como ser uma mulher poderosa em vez de medrosa

 

No Brasil, infelizmente ainda existe um número vergonhoso de mulheres sendo abusadas, desrespeitadas e subjugadas. E muitas, ao contrário do que a maioria pensa, tem nível superior de educação. Nas que tiveram menos educação, posso compreender (sem concordar) a falta de autoestima. Mas nas que tem a chance de se educarem, queria saber até quando vão suportar essa situação.

Quero deixar bem claro que este artigo foi intencionalmente escrito para contribuir e não para julgar ou justificar. Acho absurdo o número de mulheres no Brasil e no mundo que sofrem por este tipo de desigualdade social. Quero deixar minha opinião registrada sobre esse câncer social.

    Já venho há algum tempo lendo na Internet reclamações pesadas contra os homens pelas situações vergonhosas pela qual muitas mulheres estão passando, e me pergunto: Será que vamos conseguir vencer os obstáculos em relação ao machismo somente reclamando que os homens não nos respeitam e que não há leis severas o suficiente para diminuir o número de abusos alarmante neste país?

    E quem foi que nos disse que somos do sexo frágil? Um homem ou uma mulher? E isso é verdade?

    Em minha opinião, enquanto não cuidarmos de nós mesmas, aprendendo sobre nossos desejos mais íntimos e nossos sonhos mais altos, sem esperar que os homens nos respeitem primeiro, a injustiça social contra a mulher não vai acabar.

    Seremos mais poderosas ainda quando aprendermos a ser feliz em toda a extensão da palavra sem esperar que os homens nos deem o devido e merecido respeito. Sei que isso é possível simplesmente por que vivo feliz desde que escolhi ser assim, com ou sem um homem pra me dar o aval da felicidade completa. Quando escolhemos algo com paixão e devoção, é garantido que conseguimos. Nelson Mandela, enquanto estava no cativeiro, nunca disse a um repórter que estava preso, mas que estava se preparando para o dia em que seria livre e se tornaria um dos líderes mais inspiradores da história da humanidade.

    Temos um fato importantíssimo para ser usado como trunfo para nos prepararmos para uma vida – e um mundo – melhor: temos o poder de criar a vida de um novo ser em nosso útero. E se usarmos a enorme oportunidade de criarmos nossos filhos depois do parto para respeitarem as mulheres, com certeza contribuiremos para a formação de uma nova geração de homens. Se nós somos as responsáveis pela criação dos homens, por estarmos em contato com eles desde criança, é contraditório que não os ensinemos a nos respeitar. E se não o fizermos, estaremos entregando a outros o poder de ensiná-los e orientá-los para a construção de uma sociedade melhor. O mesmo deve ser feito em relação às filhas, que também devem aprender a respeitar outras mulheres. Existe muita intriga entre nós. Precisamos nos unir mais!

    Nem todos os homens são agressivos fisicamente e inseguros emocionalmente corruptos ou larápios. Particularmente, adoro o sexo oposto. Já conheci homens maravilhosos. E parabenizo a todos que tratam as mulheres com respeito e carinho. Existem verdadeiros cavalheiros dedicados por toda a parte, mas devemos selecionar e escolher o que é melhor para nós. Acreditando no nosso poder mental e nunca desistindo de nossa força de atração universal! Podemos e devemos escolher um homem excepcional.

    Portanto, minha querida irmã mulher, abra sua mente, seu coração e suas asas porque você também pode voar alto e nunca mais voltar à escravidão de um tempo remoto, onde nossas avós deixavam os homens desligar suas luzes, suas energias e seus direitos. Temos direito de viver feliz de igual para igual. Bom mesmo é viver com respeito mútuo, conscientes dos nossos poderes ilimitados e absolutos. Com possibilidades para criar uma união positiva entre dois seres que se amam.
    Isso sim é que é poder, viver e vencer! Saber como usar o poder interior de seu ser! Parabéns por ser mulher.

 Lygya Maya


Autoestima: Implantação de prótese de silicone nos seios em casos de câncer de mama  

O uso da prótese de mama ultrapassa os limites da cirurgia estética. Após o diagnóstico de câncer de mama e a remoção total de, pelo menos, um dos seios, o implante de prótese de silicone é uma das alternativas de reconstrução e resgate da autoestima da mulher.

 

“A evolução da tecnologia em próteses de silicone e da prática cirúrgica confirmam que a ocorrência do câncer de mama não precisa representar uma queda na qualidade de vida da mulher. Pelo contrário, com a cirurgia plástica e as inúmeras técnicas disponíveis para a reconstrução, ela tem condições de retomar todas as suas atividades sociais, profissionais e sexuais. Com a cirurgia oncoplástica, é possível proporcionar bem-estar emocional, físico e psicológico à paciente, que pode ter novos seios, muitas vezes mais bonitos que antes”, explica Dr. Alexandre Mendonça Munhoz (CRM-SP 81.555), médico especialista em cirurgia plástica de mama e oncoplástica, Membro Especialista e Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Membro Consultor do corpo de revisores internacionais das revistas americanas Annals of Plastic Surgery e Plastic Reconstructive Sugery, Membro do Corpo Editorial da Revista Brasileira de Cirurgia Plástica, além de integrar o corpo clínico dos Hospitais Sírio-Libanês, Albert Einstein, Fleury, Oswaldo Cruz e São Luis. 

    Para saber mais sobre como é a reconstrução mamária com a implantação de próteses por meio da cirurgia oncoplástica, entrevistamos o Dr. Alexandre Munhoz, que nos apresenta os principais aspectos que envolvem a colocação de próteses em mulheres que passaram pela remoção total de um dos seios. Acompanhe.   

 

1- Uma mulher pode realizar a cirurgia oncoplástica quantos anos após a realização da operação de remoção do seio? Ex. A operação de câncer de mama aconteceu há mais de cinco anos e, agora, essa paciente deseja implantar prótese nos seios. Isso é possível?

Preferencialmente, a cirurgia deve ser feita no mesmo momento da cirurgia do câncer de mama, um processo que denominamos de reconstrução imediata. Caso não haja possibilidade, pode ser feita após a realização de todo tratamento pós-operatório, que envolve quimioterapia e/ou radioterapia. Nesse caso, desde que todos os exames estejam normais e o oncologista ou o mastologista não evidenciarem nenhuma lesão suspeita na mama, pode ser realizada a cirurgia de prótese sem problemas. Nesta situação, é mais seguro que a prótese seja colocada na região atrás do músculo peitoral, chamada de posição retromuscular. Vale lembrar que a prótese pode ser colocada a qualquer momento, independente do intervalo entre a retirada do câncer e a nova cirurgia. Todavia, por meio de uma avaliação criteriosa por parte do cirurgião deve-se analisar as condições locais da pele como espessura e elasticidade.

 

2- Como é que funciona a prótese-expansora que pode ser utilizada para reconstrução da mama? O que são próteses bidimensionais?

Um dos tipos especiais utilizados em casos de câncer de mama é a chamada prótese-expansora, que apresenta dois compartimentos: um de silicone semelhante às próteses convencionais e outra parte de solução salina (soro fisiológico). A região que contém silicone tem um volume fixo, que não muda após a cirurgia. Já o volume do compartimento de salina pode ser alterado para mais ou para menos, uma vez que é conectado à uma pequena válvula subcutânea. Por meio de punção com uma agulha bem fina (quase indolor), o cirurgião plástico coloca ou tira soro fisiológico, permitindo, assim, aumentar ou diminuir o volume da mama sem a necessidade de uma nova cirurgia, de acordo com o andamento do pós-operatório.

    A prótese biodimensional é uma prótese que apresenta duas dimensões diferentes. Habitualmente, a largura pode ser maior ou menor que a altura e a projeção pode ser diferente em regiões distintas da prótese - na parte de baixo, ela é mais projetada que na parte de cima. Desta forma, e principalmente nos casos de reconstrução mamária, o cirurgião pode obter melhores resultados com diferentes formatos e anatomias de mamas.

As próteses que não são biodimensionais são chamadas de redondas e, dependendo do tipo de mama, podem apresentar resultados mais limitados uma vez que apresentam apenas uma dimensão. Essas próteses são usadas, inclusive, em cirurgias estéticas da mama em casos específicos de grandes assimetrias.

 

3- A evolução das próteses de mama, de material e formato, também beneficia as próteses usadas na cirurgia oncoplástica?

Sim, hoje o formato e o material evoluíram muito e a incidência de contratura capsular (endurecimento da prótese) é muito menor. Como as cirurgias de reconstrução são maiores e mais extensas e as pacientes são submetidas à radioterapia, a qualidade do material utilizado na confecção da prótese é fundamental para se reduzir a possibilidade de reação do organismo e, por conseqüência, obter bons resultados em longo prazo.

 

4- As próteses devem ser implantadas nos dois seios, mesmo que apenas um tenha sido afetado pelo câncer?

A colocação da prótese dependerá da anatomia, posição e formato da mama não acometida pelo câncer. Na minha experiência cirúrgica, verifico que em 2/3 das pacientes existe a necessidade de operar a outra mama não atingida pela doença, com colocação de prótese nos dois seios, a fim de se obter simetria e um bom resultado estético final.

    Às vezes, a própria paciente deseja aumentar as duas mamas, independente do bom resultado que se consegue operando apenas a mama que teve câncer. Logo, essa decisão de implantar uma ou duas próteses varia de paciente para paciente.

 

5- Como um quadro de diabetes interfere na realização da cirurgia oncoplástica?

Estudos clínicos, não apenas na área de cirurgia mamária, mostram que as pacientes diabéticas apresentam cicatrização mais lenta ou mesmo insuficiente. Além disso, existe maior incidência de infecções. Caso seja um diabetes controlado (equilibrado) a cirurgia oncoplástica pode ser realizada, porém cuidados extras deverão ser tomados para favorecer a cicatrização e evitar complicações, como infecção.

    Na situação de um diabetes não controlado, deve-se contra-indicar a reconstrução imediata e fazê-la em outro momento, com a paciente em melhores condições clínicas.

 

6- O que fazer caso se registre um caso de fibrose ou quelóide no pós-operatório da cirurgia oncoplática?

Na presença de fibrose em torno da prótese podem ser feitas massagens ou mesmo uso de medicações específicas, que inibem o processo de cicatrização excessiva. Em algumas ocorrências mais graves e não responsivas a essas medidas, pode ser feita uma pequena cirurgia de liberação das fibroses, chamada de capsulotomia. Pacientes submetidas à radioterapia têm maior incidência de fibroses que as que não fazem. Nestas pacientes, em 60% dos casos há a necessidade de uma cirurgia de capsulotomia para liberação de fibrose.

    Quanto ao quelóide já estabelecido, pode ser realizada uma pequena cirurgia de retirada dele e aplicação de beta-terapia, um tipo de radioterapia superficial para inibir seu crescimento novamente. No quelóide não estabelecido (imaturo), podem ser utilizadas placas de silicone localmente, que inibem seu crescimento. Em algumas situações, pode ser aplicado corticóide dentro do quelóide para inibir o seu desenvolvimento.          

 

7- A mulher precisa tomar algum medicamento para evitar a rejeição das próteses?

Habitualmente, não há rejeição. O que pode ocorrer é uma reação de corpo-estranho no organismo, que leva ao aparecimento de uma cicatriz que envolve toda a prótese (chamada de cápsula). Este fenômeno pode ocorrer em qualquer material sintético implantado no organismo como válvulas, implantes dentários, marca-passo, etc. Em próteses de qualidade ruim ou colocadas há muito tempo, esta cicatriz é mais espessa e menos elástica, gerando um processo que chamamos de contratura capsular e dor.

    Atualmente, existem medicações que inibem o crescimento excessivo desta cápsula (inibidores de leucotrienos) e reduzem, assim, a contratura. Outra situação clínica que às vezes é confundida com rejeição são os quadros de infecção aguda. Nestes quadros de infecção, o organismo tenta, por mecanismo de defesa, colocar a infecção para fora do corpo e no caso da infecção na prótese acaba "rejeitando-a" também. Mas, todo o processo é devido à infecção e não à rejeição da prótese propriamente dita.  

 

Alexandre Mendonça Munhoz


Enxaqueca: manifestações físicas das nossas emoções

 

Entre vinte e poucos tipos de dores de cabeça diagnosticados cientificamente, como a cefaléia gerada pelo simples stress do dia-a-dia até a dor causada por aneurismas e tumores, um tipo é o mais freqüente e mesmo assim, muitas pessoas que possuem esse mal não têm conhecimento de que se trata a enxaqueca.

Atualmente, essa doença atinge 30% da população, proporcionalmente três mulheres para um homem, mais freqüentemente na faixa etária dos 25 a 50 anos de idade, mas não é regra. Já tive uma paciente de nove anos de idade que teve fortes crises de enxaqueca.

    A enxaqueca é uma dor de cabeça excessivamente forte de origem neurovascular, pois ela acontece justamente quando há dilatação dos vasos sangüíneos da região cerebral, comprimindo os nervos e podendo durar até 72 horas.

    Um verdadeiro martírio para quem é vítima desse mal, sua dor latejante é sentida nos vasos sangüíneos a cada batimento cardíaco, acompanhada de uma sensação de formigamento na região cerebral. Constatou-se ainda uma série de outros sintomas que precedem a dor, tais como naúsea, dormência em um dos lados do corpo e hipersensibilidade à luz e sons. Este último sintoma é associado ao que chamamos de efeito “aura”, onde o paciente sente efeitos principalmente visuais, como flashes de luz, faíscas e imagens em zigue-zague.
    Para tanto, exames como tomografia, eletroencefalograma e ressonância magnética podem ser realizados para obter-se um diagnóstico mais preciso, porém precisam ser feitos no momento de crise, caso contrário não será detectada a doença.

    Por não ter seguramente descoberto qual a verdadeira origem deste mal, muitos fatores são apontados como desencadeantes das crises, como estresse , sensibilidade à certos tipos de alimento (como doces, ácidos), qualidade do sono, menstruação ou até mesmo umidade excessiva.

    Das doenças e irregularidades que ocorrem em nosso organismo, 80% a 90% dependem única e exclusivamente da nossa mente.

Portanto, o tratamento que usamos é rebuscar primeiro as causas emocionais e resolvê-las, a fim de que desapareçam as conseqüências.

    Um exemplo simples é da paciente criança que mencionei há pouco. Uma menina muito inteligente e saudável. Era filha única até os 9 anos, quando sua mãe recebeu a notícia de que estava grávida. A menina mostrou-se feliz com a notícia do bebê, e não demonstrou em nenhum momento sinal de descontentamento com o fato de ter que dividir as atenções com um novo irmãozinho. Até que apareceram as crises de enxaqueca. Mais do que os próprios medicamentos que ingeriu durante meses, o que a fez livrar-se definitivamente das crises foram os sentimentos de ciúmes e medo que guardava dentro de si mas que, com o devido tratamento psicológico fizeram-na manifestar posteriormente. À medida que ela reconhecia e falava sobre essa insegurança, as crises foram diminuindo, até o nascimento do irmãozinho, onde o seu outrora sentimento de medo transformou-se em amor fraterno.

    A Enxaqueca é puramente uma manifestação física das nossas emoções represadas e contidas no inconsciente . É um alerta para “abrirmos a cabeça” em relação aos nossos próprios sentimentos e aprendermos a expressá-los , antes que seja tarde e eles próprios manifestem-se em dor e infelicidade.

 

José Moromizato


Falta de orgasmo atinge uma em cada cinco mulheres

Estudo foi realizado com pacientes do centrode sexualidade do Hospital Pérola Byington

 

 

Levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde no Centro de Referência e Especialização em Sexologia (Cresex) do hospital estadual Pérola Byington aponta que uma em cada cinco mulheres que procuram o serviço não chega ao orgasmo nas relações sexuais.

    O estudo, feito com base em 455 atendimentos realizados na unidade entre 2007 e 2008, revelou que 18,2% das pacientes receberam diagnóstico de anorgasmia (falta de orgasmo) e outras 5,2%, de inibição sexual generalizada, ou seja, não sentem desejo sexual, não se excitam durante as relações e não chegam ao orgasmo.

    O principal problema das pacientes foi o chamado distúrbio do desejo sexual hipoativo, em que a mulher simplesmente não sente desejo de transar, que respondeu por 48,5% dos atendimentos. O diagnóstico foi de dor no coito em 10% dos casos, dificuldade de penetração em 6,9%, inadequação sexual (insatisfação com o padrão de comportamento sexual da mulher ou do parceiro) em 4,9% e distúrbio de excitação em 2%.

    Entre as mulheres atendidas no Cresex a faixa etária prevalente é de 40 a 55 anos, que representou 45% do total, seguida pela de 25 a 39 anos, com 36,4%, e de 20 a 24, com 7,9%. Mulheres acima de 55 anos representaram 7,8% dos atendimentos e menores de 20 anos, 2,9%. A maioria, 60%, era casada, 30% eram solteiras, 3,6% mantinham uniões estáveis, 4% eram divorciadas, 1,1% separadas e 1,3% viúvas.

    “A grande maioria dos diagnósticos de distúrbios sexuais é de natureza psicológica, social ou cultural. Somente 13% das pacientes têm problema de natureza orgânica, como alterações hormonais ou distúrbios originados por alguma doença”, afirma a médica e terapeuta sexual Tânia das Graças Mauadie Santana, coordenadora do Cresex.

    No Pérola o tratamento é realizado por uma equipe multidisciplinar formada por 20 pessoas, entre médicos, psicólogos e auxiliares de enfermagem. Na maioria dos casos é indicada a reeducação sexual por meio de terapia comportamental. Medicações ou cirurgias só são indicadas quando alguma causa orgânica é identificada.


Amadurecer nem sempre significa envelhecer

Saber lidar com as perdas, elaborar novos momentos e oportunidades e abrir caminho para conquistas caracterizam o verdadeiro crescimento

 

Pensar no amadurecimento feminino causa muitas confusões, pois diz respeito a uma trajetória de vida que nem sempre culmina no envelhecer. O amadurecer é um processo de mudança biopsicossocial que está ligado a mecanismos que envolvem o emocional das pessoas.  

    O conceito de amadurecimento leva em conta as diferentes fases da vida da mulher, na qual as etapas que se sucedem podem ou não ser entendidas e elaboradas ou, até mesmo, fazerem parte de um processo de luto.

   “Para algumas mulheres a experiência dos filhos saírem de casa para estudar fora ou construírem suas próprias vidas, por exemplo, sempre causa dor. Por mais resolvida que seja a relação entre eles, momentos de transição podem também reviver antigas feridas e episódios que não puderem estar bem reparados internamente. As crises ligadas a mudanças provocam desconforto, gerando inúmeras ansiedades, assim como medo do que nós desconhecemos”, explica a psicanalista mestre em gerontologia Dorli Kamkhagi.

    Esta fase também anuncia a possibilidade de viver com novos e diferentes espaços. A chamada crise do “ninho vazio” pode ser vivenciada com muita dor, assim como vir acompanhada de um sentimento de perda da identidade de “mãe-cuidadora”. Nesta fase acontecem as mudanças físicas, hormonais e a sensação de que uma etapa está terminando. Também cabe a algumas mulheres contemporâneas que possuem pais idosos tomar a difícil decisão de cuidar deles ou contar com a ajuda de enfermeiros.

   A psicanalista explica que este momento pode representar conflitos e sentimentos de perda e impotência, embora para muitas mulheres também possa ser o instante de se voltar aos seus desejos. “Os acontecimentos podem ser um detonador para que novos projetos de vida ou mesmo antigos sonhos se concretizem. Elas descobrem criatividades que estavam presas e que agora podem aflorar, pois possuem um local e amplitude para se expressar”, fala Dorli.

   Para as que têm uma identidade profissional bem estabelecida, por exemplo, esta nova fase pode ser de recuperação de identidades e reencontros esquecidos e trancafiados nos porões dos medos.

    A passagem do tempo instaura em cada ser uma sensação ligada a sua subjetividade e acaba levando a novas formas de temporalidade. O processo de amadurecimento se dá por meio da aceitação destas mudanças, de uma grande reflexão e novas significações da vida.

    “Transformar significa mudar, crescer e ter outra forma de ser. Sempre digo a minhas pacientes que talvez agora seja tempo de escrever um outro capítulo de suas vidas, com novas cores e tintas. Assim se faz o amadurecer, um crescimento por meio da elaboração de lutos, dando um caminho para que outros percursos se instalem”, finaliza a especialista.

Dorli Kamkhagi


A Arte de Conservar o Amor do Marido Amado

 

Os meus habituais 38 leitores certamente me perdoarão por deixar de lado nesta crônica os usuais comentários relacionados com o comportamento humano no que tange à política internacional, aos comportamentos sociais, às guerras, etc. , passando hoje para um tema mais prosaico, mais humorístico, e, imagino, também, igualmente capaz de provocar irritações naqueles superpuritanos, que vivem na doce ilusão de seus fanatismos religiosos.  Ora, estou falando desta deliciosa característica, que nos foi dada e a todas as espécies vivas ( inclusive no reino vegetal),  chamada de sexualidade; tão mal, desastrosa e impropriamente  desfrutada pelo ser humano. (Parêntesis; eu não tenho meios técnicos ou de laboratório para provar que as plantas sentem prazer sexual; mas, por outro lado, que outra forma você pretenderia inventar para explicar a deliciosa forma de produzir as belas flores cheias de atraentes cores e pólens, que, por sua vez, atraem os insetos, que vão depois pousar nos pistilos femininos de outras plantas vizinhas, transmitindo-lhes a continuidade?)

     Ora, o que procurarei dizer, aqui, o mais resumidamente possível (o eterno problema de pouco espaço de jornal para tratar de assuntos, que merecem página inteira)  é que a sexualidade humana, como a sexualidade de qualquer outra espécie,  foi um truque criado pela natureza (feita para não se importar com sentimentos humanos), de modo a manter os seres vivos reproduzindo-se, concomitantemente, nesse processo. É um   comportamento  regulado pelos comandos internos na parte inferior do cérebro, chamado hipotálamo (ou cérebro reptílico). Ocorre, entretanto, que ao desenvolver a inteligência na parte superior do cérebro, o neo-cortex  (caminho seguido pela espécie huimana, visando sua sobrevivência),ocorreu um desastre, uma espécie de subproduto inesperado,  que não se poderia ter imaginado, isto é, que  como o instinto animal, localizado no hipotálamo, é quem comanda as ações humanas (e de todos os animais, sem  excecões) e como a inteligência não poderia ter outro papel senão o de obedecer a esses instintos animais, pois, de outro modo, o "homo sapiens" desapareceria do planeta, como espécie fracassada, todo o nosso comportamento na sociedade humana, relacionado com o sexo,  é guiado, orientado e dirigido pelos comandos do hipotálamo ( embora ninguém e muito menos as religiões queiram reconhecer esse fato inelutável, que ameaça e destrói nossas divertidas condições fantasiosas). Em outras palavras, toda a capa cultural humana, que trata do sexo,  isto é, tudo o que a inteligência inventou para obedecer aos impulsos sexuais comandados pelo hipotálamo, tornou  o ser humano sumamente complicado e todo o relacionamento sexual passou a ser uma desastrosa  confusão e, acima de tudo, sumamente ininteligível quando o analisamos pelos olhos desapaixonados da inteligência, no raro momento em que esta  não tem que, necessariamente, estar a serviço do cérebro reptílico mais abaixo.

    Ora, como não posso nem tenho capacidade para inventar nada que possa dominar os instintos animais, que residem dentro de mim e de você, leitora, (mesmo que você desesperada e inutilmente queira negá-los, conforme se pretende bobamente pelas crenças religiosas infundadas) ocorreu-me então uma ideia : Já que somos tão estúpidos em matéria de sexo (casamento, juras falsas de amor, adultério,  ciúmes, estrupos, violência,  leis contra o direito das mulheres,  exigência de virgindade, uso de canga nas praias e outras idiotices do gênero ) por que não usar a inteligência para "tapear", para "enganar" nosso hipotálamo? Minha frase acima, que dá título a esta matéria, diz tudo em poucas palavras e é isso que vou explorar abaixo. Mas esteja preparada, porque lá vai bomba.

    Em primeiro lugar, seja você bem ou mal casada, aprenda que os animais do sexo masculino de nossa espécie, também conhecidos como homens, são sumamente burros em matéria de sexo ( o problema é que as mulheres. igualmente animais,  também são geralmente burras, embora tenham um potencial enorme não explorado pela inteligência, que agora analisaremos). Ocorre, entretanto, que sendo o macho humano um animal predatório e caçador,  sua ação de  conquista se satisfaz no momento em que a presa passa a ser sua propriedade. O homem não foi feito como o albatroz, ou o lobo canadense, que uma vez acasalado, permanece fiel a sua companheira para o resto de sua vida, um comportamento definido e determinado geneticamente por comandos de sua própria natureza.

O macho humano, como o macho da maioria das espécies de sangue quente, é feito para possuir muitas fêmeas. Ora, uma vez conquistada uma fêmea, logo o homem, se é um ser de saúde normal e se não tem mente deturpada pela lavagem social do aprendizado em sociedade, que lhe ensina desde pequeno que sexo é coisa suja e pecaminosa, ou outras tolices do gênero, mas que marcam a mente desse animal ( impressionável e que aprende coisas) passa, a seguir, a olhar para a grama do vizinho. E, aí, está o desastre, não porque esse comportamento esteja errado, mas porque a fêmea, que é movida por outros instintos, tem somente interesse na propriedade e não no proprietário ( o proprietário vem no "pacote").  Basta um pequeno exemplo  para confirmar o que digo:  Se eu passear a pé pela praia de Copacabana  de chinelos e short, num domingo cheio de sol, se tiver sorte, uma ou duas mulheres perceberão minha presença. Se meia hora depois passear novamente dirigindo uma     Mercedes conversível do ano, um milhão de mulheres gulosamente terão olhares especiais para mim. 

    Seu objetivo e instinto natural é o de formar o ninho e por os ovos, isto é, ter um marido só para si e que lhe dê o que  objetiva e, a seguir, ter uma enfiada de filhos para atender a seu natural instinto de maternidade, uma característica, que, em condições normais e falando em termos gerais do comportamento animal humano,  é , jamais, levada em consideração pelo macho humano. E isso é o que explica a maioria dos desastres no casamento

    Mas vejamos agora uma nova possibilidade visando a ensinar a mulher a  procurar "enganar " o cérebro reptílico masculino. Eu poderia, inicialmente afirmar ( um fato também facilmente comprovado na sociobiologia, mas que faz com que as mulheres se desesperem de raiva quando são informadas disso, pretendendo jogar na fogueira o portador dessa má notícia)  que no casamento, baseado no intenso amor, tem que haver uma escolha : Se a mulher quer o amor intenso e total do marido, então  tem que desistir do ninho e dos ovos.,  isto é, tem que ser mais amante do que esposa. Se, no entanto, seu instinto materno é incontrolável  ( como ocorre com mais frequência do que se imagina, afinal a mulher também é comandada pelos instintos animais), então, esteja preparada para que seu homem tenha amantes e mais breve do que pensa. Mas deixemos essa horrorosa informação de lado e continuemos a escrever para as mulheres que procurem burlar a vigilância do cérebro reptílico de seu homem amado, com o sincero e intenso desejo de ser totalmente amada e para sempre; isto é, que seu homem seja completa e permanentemente seu. E aí, então, penetramos no âmago da frase que dá titulo a  este artigo.

    Aprenda sempre que  você só será eternamente amada por seu homem se nunca lhe pertencer inteiramente. Procure fazê-lo sentir que você sempre tem olhos para outros homens. Aprenda a "trair" seu marido na frente dele; nunca nas suascostas , o que é uma solução idiota. Não acredite na balela de pensar que por ser o homem fisicamente mais forte,  você não tem forças para enfrentá-lo. Basta apenas fechar as pernas, se é que você me entende. Um homem apaixonado é um refinado boboca. Uma fêmea que saiba impor-se derruba qualquer machismo. Em outras palavras, aprenda sempre a dizer com muita frequência não, ou, quando disser sim,  faça-o em doses homeopáticas, e, com isso, você terá seu homem a seus pés. Acima de tudo, lembre-se sempre que nada mais faz com que  o perca, do que a certeza de que você é simplesmente terra conquistada.  A grama do vizinho é sempre melhor. Acredite no que digo. E, portanto,descubra como ser aquilo, que tão espetacularmente, a inesquecível poetisa Gilka Machado, uma mulher genial e inteligente,  conta-nos em sua poesia abaixo:              

Mal assomou a minha ansiosa vista              

Teu perfil   que evoca o dos rajás

Tornei-me mais mulher e mais artista

com requintes de sonhos orientais

Do teu amor à esplêndida conquista

Minha carne e minh´alma são iguais

Far-me-ei sempre inédita e imprevista

Para que cada vez me queiras mais

Feita de sensações extraordinárias

Aguardam-te em mim mulheres várias

para teu gozo e para teu festim

Serás como um sultão do velho oriente

Só meu,  possuindo simultaneamente

As mulheres ideais que tenho em mim.

Mário Giudicelli


Construindo seu casamento em 10 passos

“aprenda com um especialista em relacionamentos como sobreviver às crises no casamento e alcançar o tão sonhado “felizes para sempre”

 

 

O cotidiano agitado das pessoas, aliado a grande facilidade de obter o divorcio, segundo dados de pesquisa, no Brasil a cada 4 casamentos, ao menos um  acaba em divorcio, com um agravamento, em média, a duração do casamento dos brasileiros é de apenas cinco  anos, três vezes menor do que há dez anos.

    A grande realidade é que nem sempre o casal está disposto a investir tempo e mudança no casamento.

Segundo relatos, após o casamento o romance esfria, a vaidade diminui e a conquista, em alguns casos, acaba na chegada da lua-de-mel.

    De acordo com o terapeuta de casais Dr. Silmar Coelho, quatro principais fatores indicam uma crise iminente no casamento:

Ausência de diálogo

Discussões constantes

Cobrança e apontamento constante de erros

Desprazer da visa sexual

    “O Titanic afundou por várias razões, a principal foi que seu capitão não ouviu os seis sinais de alerta, que diziam que as águas do norte estavam geladas e havia icebergs; ele teimosamente não mudou o rumo para o sul, nem diminuiu a velocidade. A vida emite sinais de alerta o tempo todo: ultrapassar o limite do cartão de crédito é sinal de endividamento, o carro que não pega pela manha e precisa ser empurrado é sinal que ele vai te deixar no meio da estrada, a febre alerta para uma infecção e assim por diante. A crise no casamento é até certo ponto benéfica, ela avisa que algo está errado e que o rumo precisa ser corrigido”, ensina Silmar.

    Quanto ao sonho do viver feliz para sempre, Silmar alerta que ele só pode ser alcançado quando o casal dá atenção aos sinais e corrige a trajetória, “ o casamento geralmente acaba pela teimosia de querer fazer as coisas sempre do mesmo jeito”, explica.

    Para ter um casamento pleno, as crises são necessárias, são elas que vão servir como termômetro para o casal medir a quantas andam o relacionamento. De acordo com Silmar, um relacionamento que dá certo é um edifício que tem que ser construído todos os dias, sendo assim, acompanhe os 10 passos que o especialista desenvolveu para construir um casamento feliz.

    Nunca se endivide. Tudo que é barato, por mais barato que seja, se você não precisa é caro.

    Não deixe acabar o diálogo. No namoro o casal conversa por horas no portão ou pelo telefone, recupere esse hábito sempre. Não responda com monossílabos: sim, não, é, “tô”, “ta”, vou, é, etc.

    Não deixe acabar o romantismo. Não basta acender a fogueira, tem que colocar lenha para o fogo continuar a arder.

Não se esqueça de datas especiais.

Não se canse de dizer “eu te amo”.

Tenha uma vida sexual ativa.

Deixe claro que família está sempre em primeiro lugar na sua vida.

Aprenda a perdoar. Não exija a perfeição que você não tem.

Não trabalhe demais. Tire pelo menos um dia por semana. Faça “breaks” a cada três meses. Tire férias. Lembre-se: o diabo não tira férias, mas vive no inferno.

Cultive a espiritualidade.

“Quem age motivado pela ira, mentira, amargura, irritabilidade e infidelidade, jamais é feliz. É a paz que alicerça o amor e não a ira. É a verdade que promove a confiança e não a mentira. É o perdão que traz a reconciliação e não a amargura. É a sensibilidade que permite o diálogo e não a irritabilidade. É a fidelidade que garante que o relacionamento será capaz de durar até a morte e não a infidelidade. Esquecer essas verdades é um convite ao fracasso”, adverte o especialista.

Outro aspecto importante é saber conduzir um diálogo, segundo o terapeuta a melhor forma de se expressar é sempre projetar a ação em você e não no outro, por exemplo:

-Você me magoou! – forma errada, prefira: - Estou magoada!

Opte sempre por caminhos que não abram espaço para a mágoa, de acordo com Silmar, um cônjuge magoado é mais difícil de conquistar do que uma fortaleza. “Resolva sempre os problemas no momento em que eles acontecem, caso contrario eles se acumulam e acabam virando uma barragem, impedindo que o rio do amor corra livremente, regando a terra do coração”, finaliza.

 Dr. Silmar Coelho


Um ser especial: equilíbrio, famílias e sucesso

 

Ser especial é nunca desistir quando em tempestade, e nem pensar que tudo acaba em datas pré-fixadas tipo: início, meio e fim.

Datas simbolizam o encerrar dos ciclos, mas o que são ciclos se não sinais de que as coisas voltam e devem ser acompanhadas por mudanças e renovações.

Nessas horas, as quais doutrinaram como anos, é que devemos analisar se os feitos equivaleram ao que pretendíamos e se valeu à pena.

O que passamos já se foi, mas, mal ou bem, pedirá por uma revisão do comportamento, que sempre será o principal estimulador das ações, pois é no dia seguinte que a execução deve ser recheada pelos segredos das evoluções.

Muitas coisas que fizemos, ficaram sem os efeitos esperados, enquanto outras, que não eram os planos traçados, aconteceram e trouxeram novidades positivas.

Mas é isso é que faz da vida, um orquestrar que compõe a própria sinfonia...

Que quando com medo, diz para fazer.

Que na indecisão pede para tentar acima do sonhar.

Chorar, pelos momentos que valeram.

Sorrir, mesmo se for para disfarçar o que deu errado.

Ser especial não é somente aplausos ou reconhecimentos.

Ser especial é estar dotado de algo interior que te faça sentir que buscou.

E é dentro dessas doações pelas buscas que às vezes superamos nossos limites, antes tidos como impossíveis.

É por ai que temos que trilhar pelas evoluções, pelo que podemos e tentamos, e pelo acreditar que ainda vamos mais longe.

 

Sérgio Dal Sasso


Para descobrir as causas do sofrimento humano

 

A vida moderna transforma as pessoas em seres cada vez mais consumistas, que encontram sua satisfação em bens materiais, conquistados com horas de muito trabalho sem se dar conta que existe uma vida fora de seus escritórios, empresas e ambiente de trabalho. Neste novo cenário, todos deixam de ter tempo, não existem diálogo e entendimento entre as pessoas, que ficam mais volúveis, solitárias, individualistas, e perdem o controle de suas atitudes, sem se dar conta do processo no qual estão inseridas.

    A violência, hoje considerada um dos maiores problemas da sociedade, sempre fez parte, dos processos políticos, econômicos, sociais e culturais da sociedade. Existente há muitos anos, antes identificadas pelas lutas de classe, de posse de terras, continentes, mais adiante, pela conquista de poderes, territórios, nações, pela implantação de ideais cristãos ou filosóficos.

    Atitudes de gratidão, de compaixão, do amor e, principalmente, do conceito de união, quase não existe, o que temos atualmente é a sensação de que vivemos em um mundo doente, capaz de estourar a qualquer momento. A busca de respostas para a origem de uma das maiores preocupações dos brasileiros, que tende a aumentar, caso ações inovadoras e emergenciais não sejam providenciadas.

    Em vista dos altos índices da violência, várias ações são promovidas a fim de amenizar esse panorama, dentre elas destacam-se atividades desenvolvidas por instituições, organizações não governamentais, pela população em geral. Mas, a fim de aprofundar o teor desse problema, partindo de sua origem e em especial, focando o ser humano, responsável pela propagação desse mal, profissionais da área psicanalítica também estão engajados no combate à violência. Para ajudar o ser humano a conviver com tal problema, além de entender a si próprio, O SINPESP – Sindicato dos Psicanalistas do Estado de São Paulo,promove anualmente o Encontro do Saber, voltado à reflexão de temas que precisam de mais atenção.

    O evento que é organizado pela psicanalista Araceli Albino está em sua 6ª edição, tem como tema “ A psicanálise frente às várias faces da agressividade”. Só para se ter uma idéia, segundo dados da Unesco, a cada 13 minutos um brasileiro é assassinado.

Por ano, no Brasil, morrem cerca de 25 mil pessoas vítimas do trânsito e 45 mil de armas de fogo, sem contar os índices voltados a outras práticas de violência, como as voltadas às mulheres, crianças, idosos etc.

    De acordo com o Instituto Sou da Paz, para ajudar a diminuir esses registros, é preciso desenvolver metodologias inovadoras e promover ações de mobilização da sociedade para que esta pressione o poder público em busca de resultados. Essa instituição procura estimular as pessoas a agir em conjunto, para que cada um desempenhe seu papel num problema que é de todos. Uma prova de que essas ações são efetivas pode ser observada na queda nos homicídios que vem acontecendo no País desde 2003.

    Segundo a profissional, o papel da psicanálise é ajudar o sujeito a conhecer a si mesmo por meio da investigação do seu inconsciente. Essa ciência tem uma finalidade clínica e se baseia em uma teoria especializada, adota- se uma técnica específica para entender o inconsciente. “Acreditamos que para todo sofrimento humano existe uma causa, mesmo não a conheça, sabemos que ela se encontra no nosso inconsciente, e a psicanálise tem um método terapêutico que ajuda o sujeito a encontrar essa causa, que compreende  seu sofrimento, libertando-se dele”, explica Araceli.

    Aprofundar-se na história, conhecendo o início e a extensão desse movimento, não é suficiente. É necessário um auxílio psicanalítico, para nos aprofundarmos no comportamento humano, procurando compreender como funciona o pensamento das pessoas a ponto de partirem para atitudes agressivas, incondicionais. A psicanálise auxilia nessa reflexão, ajudando o sujeito a buscar as causas de seu sofrimento, de suas atitudes, que são encontradas em seu próprio inconsciente. Diferentemente das terapias, que se baseiam no comportamento, a psicanálise é mais profunda, pois lida com o inconsciente. Esta ciência entende que o comportamento só pode ser modificado quando se sabe o porquê de sua existência, por isso trabalha exclusivamente com a interpretação do inconsciente.

    Diante disso, a psicanálise também procura ajudar a diminuir os índices apontados usando suas técnicas para amenizar esse problema, pois acredita que  para promover uma verdadeira mudança desse quadro, é preciso, antes de tudo, provocar uma transformação no próprio ser humano, responsável por essa situação. E nada melhor que essa ciência para ajudar nessa ação.  

    “A psicanálise sempre foi vista como uma terapêutica para “loucos" ou ricos. Mas, na verdade, é uma clínica eficaz para todo cidadão brasileiro. Temos a preocupação de fazer com que essa ciência  possa ser compreendida de uma outra forma, como um caminho possível de tratamento voltado para a realidade brasileira. Acreditamos que só conseguiremos ter uma sociedade mais justa se nos tornarmos pessoas melhores, e a psicanálise nos ajuda a sermos mais humanos”, defende a psicanalista.


A mentira da melhor idade

 

Há certo tempo, um gênio criativo resolveu denominar a velhice, ou o último período de vida, como “Melhor Idade”. Será que este idiota tinha alguma noção do que estava dizendo? Tenho certeza que foi algum boçal, ou melhor, um biruta, como se dizia antigamente, que num acesso ruim de inovação criou essa grande mentira.

    Talvez em algum país civilizado, onde as pessoas são preparadas para a velhice, isso possa ocorrer. É possível que nestes lugares o governo venha cumprindo a promessa do passado e esteja respeitando o que foi acordado através de leis que são imutáveis — o que todos sabemos que não ocorre no Brasil, onde presidentes, quase ditadores, a seu bel-prazer, visando cobrir a incompetência dos seus subordinados, mudam as regras no meio do jogo para tirar vantagens da sua própria incapacidade de administrar. Este mesmo governo, que hoje não se preocupa com as necessidades da população idosa, acha que os seus velhos são só geradores de despesas e que ainda têm de agradecer pela esmola que lhes é ofertada.

   Tal governo que não se preocupa em criar políticas públicas efetivas para sua população idosa é o mesmo que empresta, ou melhor, dá dinheiro a outros países em troca de reconhecimento internacional e que se preocupa, sim, em melhorar cada vez mais o salário dos seus funcionários, obviamente privilegiando a grande parcela de apadrinhados abrigados no poder, sem falar nos próprios políticos que já têm a sua aposentadoria garantida e preservada, em alguns casos não só para si próprios, mas para uma vasta gama de familiares.

 

 

 

 

    Melhor idade só se for para os que estão no poder e têm todas as benesses para o resto da vida. Para nós, simples mortais aposentados que dedicamos a melhor idade de nossas vidas para produzir riquezas, engrandecendo a nossa pátria e sobrevivendo às custas de nossos esforços, esta balela da melhor idade pode ser traduzida como o período da penúria, da dependência, da dor e da solidão, pois infelizmente depois de tanto trabalho e canseira acreditando que no final teríamos alguma dignidade e respeito, temos mesmo é que nos contentar com o que nos restou, ou seja, absolutamente nada de bom.

 

 Nicolau Amaral


A Música na Cura da Depressão


Para sair de uma situação depressiva é imprescindível ter atitudes que busquem caminhos, e após encontrá-los, seguir em frente. Dentre os tratamentos para a depressão a musicoterapia é forte aliada. No silêncio da alma, a canção é um convite a reencontrar o sentido de viver. As ondas sonoras invadem o cérebro e desbloqueiam os neurônios, de tal modo, os sentimentos se modificam, ressoando em todo o corpo. No entanto, a música não se restringe apenas à mente física, excedendo a dimensão corporal atingi planos superiores e proporciona mudanças significativas no ser, tendo o poder de libertar, curar, emocionar, descontrair, enfim, transformar!

    O filósofo alemão Arthur Schopenhauer vê na arte a possibilidade de transcendência, sendo que a música ocupa o mais alto patamar, segundo ele: “a música, por ser independente de toda imagem externa, é capaz de nos apresentar a pura Vontade em seus movimentos próprios; a música é, pois, a própria vontade encarnada”. Não há gênero definido, basta ouvir o que se gosta e se envolver com a melodia para que os efeitos terapêuticos sejam notados. Dos ritmos mais eletrizantes aos mais suaves, o que importa é deixar o espírito dançar e porque não, ao mesmo tempo, o corpo...

    Para os casos de estresse, tensão e ansiedade o ideal é o estilo New Age, também conhecido como música do terceiro milênio. Composições acrescidas de cantos de pássaros e murmúrios da natureza induzem a mente a um estado de relaxamento. E a contemplação sugere um passeio pelo cosmo. Tendo as estrelas e o infinito como pano de fundo, as emoções levitam deixando o tempo se desenrolar lentamente, sem pressa... Os encantos e desencantos, a amargura e o deleite se dissolvem nos compassos e descompassos da música que nada mais é que, a vida se manifestando em forma de sons...

 

J. Antonio Séspedes


Sexualidade das pessoas com deficiência: mitos e verdades

 

Após uma lesão medular várias mudanças impactam a vida de pessoas paraplégicas ou tetraplégicas. Para os homens, a disfunção erétil e o medo do fracasso são as principais dúvidas e, no caso das mulheres, a fecundidade

    Não é de hoje que o sexo é um tabu para homens e mulheres. O assunto fica ainda mais difícil quando a sexualidade é o tema central de relacionamentos que envolvem pessoas com deficiência física, vítimas de lesão medular. Na novela Viver a Vida, da Rede Globo, a personagem Luciana (interpretada pela atriz Aline Moraes), vítima de um acidente de trânsito terá sua história envolvida com os desafios da tetraplegia, com mudanças que afetarão todos os seus relacionamentos, inclusive o namoro. Mas na vida real, como acontecem as relações afetivas e adaptações das pessoas que por algum motivo se tornam deficientes?

    Na Avape, Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência, uma equipe multidisciplinar desenvolve técnicas para auxiliar a vida de indivíduos em casos de lesão medular. Para Denise Teixeira, psicóloga especialista em sexualidade para pessoas com deficiência, as dúvidas dos indivíduos que, por uma lesão medular, ficam paraplégicos ou tetraplégicos são comuns em relação às questões sexuais e devem ser tratadas com seriedade e acompanhamento especializado. "Para os homens, a disfunção erétil e o medo do fracasso são as principais dúvidas e, no caso das mulheres, a fecundidade sempre está no centro das discussões", conta.

     "Apesar da lesão, muitos homens continuam com as funções de ereção e ejaculação intactas", explica à psicóloga da Avape. Nesse caso específico, o principal é realizar um trabalho de orientação em conjunto com a parceira para que haja a aceitação com a ajuda da outra pessoa. Segundo Denise, também existe a necessidade de conversar sobre assuntos como a fecundidade, que não será tão simples após a lesão. "Já atendemos um casal em que o homem ficou paraplégico após um acidente doméstico, três meses antes do casamento e tivemos que fazer um trabalho de conscientização e adaptação para ambos", diz.

    Para as mulheres, o assunto é mais tranquilo, porque dependendo do grau da lesão não há nenhum tipo de interferência caso ela queira ser mãe. "Porém, também há necessidade de um trabalho de orientação para a vida sexual não causar constrangimentos à mulher", afirma a especialista.

Sergio Savian 

 


A transitoriedade do tempo

O tempo passa, a vida passa, e muitas vezes nos escapa. O tempo que anda mais rápido e noutras vezes em câmera lenta mostra que nem sempre é o mesmo.
    Segundos, minutos, horas e dias que significam mais ou menos. Tempo que avança feito um raio ou que demora a eternidade. Tempo que voa ou que custa a passar. Tempo para ser para ser lembrado ou esquecido.
    O tique-taque do relógio que mostra como a vida é chata, ou então em outras horas, a preciosidade do viver.
    Na paixão, você respira mais fundo querendo que o tempo pare para sentir mais. Na depressão, o tempo é companheiro e causa o enjôo da inércia.
    O tempo que corre tão depressa e nos coloca feito loucos querendo um pouco mais. O tempo que falta e não bate com a agenda que precisaria de mais páginas.
    Sem dar bola para a vontade ou a ilusão, a impermanência do tempo é uma realidade difícil de assimilar. Você envelhece, perde a vitalidade e já é tempo de partir.
    Sofre quem se apega ao tempo, vive melhor quem simplesmente o deixa acontecer no aqui-e-agora.
    Entre o passado que já não é mais a não ser em suas lembranças, e o futuro que ainda é uma miragem, você se encontra com o tempo presente, que não é mais do relógio, mas a única realidade.
Tempo de guerra, tempo de paz, tempo para crescer ou estacionar, que tempo é esse? O tempo sem forma, sem conteúdo, que se modifica, e transita sem pedir licença, rebelde e imprevisível, impossível de controlar.


A Vez das Mulheres

 

Uma das frases que mais me impressionou em relação à bondade de Deus para com os homens foi numa passagem de um filme do diretor iraniano Abbas Kiarostami, quando um camponês dizia que “nem a melhor mãe do mundo seria capaz de abastecer uma geladeira com tanta fartura e variedade como Deus o fez na Terra”. Esta frase, de cunho religioso e reflexivo, perdurou durante anos em minha vida.

    A imagem da generosidade feminina, do cuidar, do alimentar, do suprir, nos remete a uma maior reflexão sobre o real significado do papel da mulher em nossa sociedade. A magnanimidade da natureza em sustentar os seres vivos parece enfim encontrar sua maior expressão naquela que gera, que luta para alimentar os filhos, que chora, que amamenta e que, acima de tudo, possui um dos maiores dons divinos: o de perdoar. Por muito tempo o papel da mulher se restringiu apenas a cuidar dos filhos, mas, ao longo dos anos, ela passou a suprir a ausência do marido, exercitando, assim - e isso em todas as classes sociais -, uma dupla condição: a de ser mãe e pai ao mesmo tempo.

    Certamente, não é de estranhar que em determinadas áreas a participação da mulher ainda é pouca. As novas condições socioeconômicas conquistadas por ela são absorvidas pela essencial e prioritária necessidade do sustento familiar e do bem-estar do núcleo em que vive.

   Contudo, um novo perfil de mulher está surgindo no âmbito macrossocial: a da mulher participativa, indignada com as questões sociais, questões essas que, de forma indireta, englobam seu cotidiano e a impedem de obter melhor qualidade de vida. Essa nova mulher é politizada, consciente, e faz uso dessa consciência com todos os instrumentos de que dispõe e conceitos adquiridos de sua condição inata de cuidar, assistir e lutar por seus tutelados.

    A participação da mulher no cenário político brasileiro é essencial, virtuoso e, acima de tudo, no momento atual, imprescindível, pois só ela, diante de toda divergência administrativa e do pouco-caso dos políticos do nosso país, pode tornar o Congresso Nacional mais cuidador e mais responsável. Afinal, se imitando Deus a mulher brasileira luta com seu trabalho para colocar o máximo de alimento nas geladeiras mais carentes da periferia, todos hão de concordar que esse instinto é o único que pode nos devolver a dignidade esquecida pela maioria dos homens do Congresso, que sempre pensaram em si mesmos e nos seus interesses, jamais se sensibilizando com o que quer que seja ou até sem nunca terem assistido aos filmes de Abbas Kiarostami.

 Fernando Rizzolo


O medo de errar

 

É por causa deste sentimento que muitas pessoas atingem seus objetivos profissionais e pessoais com êxito. Já a forma exacerbada em busca da perfeição em resolver os próprios problemas e os dos outros, contudo, pode causar hostilidades e atrair sentimentos negativos.
    Durante a vida, erros e acertos fazem parte do processo de evolução do ser humano, seja no campo profissional, na vida amorosa, no relacionamento entre amigos etc. Há pessoas, porém, que não conseguem encarar o erro como uma oportunidade de reflexão e crescimento, demonstrando verdadeiro pavor e problemas físicos só de pensar nesta possibilidade, mesmo que o erro seja cometido por outra pessoa.
    Quem não aceita a possibilidade de falhar, geralmente tem uma característica bastante peculiar, ou seja, a vaidade exacerbada não permite que outra pessoa realize alguma tarefa no seu lugar, pois existe a insegurança de que alguém próximo cometa alguma falha que poderia ser evitada. “Neste estágio em busca da perfeição, o medo de errar passa a ser uma cautela exagerada. Uma vez que existe a possibilidade de planejamento, entretanto, mesmo assim é possível que aconteça algum problema, que faz parte da vida, o que é um processo natural. Há pessoas, porém, que não aceitam o próprio erro, nem dos demais que a rodeiam, a ponto de assumir compromissos e tarefas que correspondem aos outros”, comenta a psicoterapeuta e diretora do Instituto de Terapia Avançada AMO, Maura de Albanesi.
    A pessoa que se compromete em resolver tudo, as suas tarefas e a dos outros, afirma a psicoterapeuta, provavelmente somatizará no seu corpo toda a tensão e estresse que essas atividades extras trarão para o seu dia-a-dia, como dor nas costas, no corpo, tendinite, insônia, entre outras consequências. “Essa pessoa ficará muito preocupada em acertar, para não decepcionar ou prejudicar o colega cujas tarefas e a confiança do amigo ele assumiu. Desta forma, surgirá uma autocobrança implacável para não falhar”, alerta a Dra. Maura.
    O medo de errar tem o seu lado bom, afirma a especialista. Esta maneira de encarar a vida, geralmente, proporciona satisfação do ego, da vaidade e, sobretudo, a satisfação em resolver bem os seus problemas e dos outros. Agora, todavia, quando uma tarefa não é resolvida satisfatoriamente, essa pessoa poderá entrar em depressão, a ponto de não conseguir se reerguer tão cedo. “Isso acontece devido ao fato do perfeccionista só enxergar o lado ruim de uma derrota, ou seja, não consegue visualizar a possibilidade de buscar outros caminhos para chegar ao resultado final com mais sucesso”, explica a psicoterapeuta.

Causas e conseqüências do perfeccionismo
Nas últimas semanas, a mídia publicou maciçamente a notícia de que o cantor Michael Jackson não teve uma infância comum, isto é, ao invés de estar rodeado de amigos da mesma idade e brinquedos, ele tinha que, obrigado pelo pai, ensaiar e cantar perfeitamente como os irmãos mais velhos, que formavam com ele o grupo “Jackson Five”.

Essa situação provocou uma cobrança muito grande no inconsciente dele, obrigando-o a ser igual aos irmãos, não podendo falhar e decepcionar o pai, apesar de que, devido ao fator idade, o limite dele estava muito aquém em comparação aos demais.  “Ele deve ter sentido muita pressão, cobrando-se para ser igual aos demais do grupo. A partir do momento que você é uma criança no meio de adultos, o seu referencial está muito além da sua capacidade. Essa situação pode desencadear problemas psíquicos e físicos durante a fase adulta. Portanto, muitas vezes, o medo de errar está ligado a alguma coisa que aconteceu na infância, mas, no caso do cantor, foi uma cobrança dos pais para que ele não errasse, e não do seu próprio ego”, analisa a Dra. Maura.

    A especialista, entretanto, faz uma explicação mais detalhada das características da pessoa que tem eminente medo de falhar. Segunda ela, quem se julga capaz de resolver tudo com perfeição, se coloca num tufão de vibrações, ou seja, num funil que absorverá os sentimentos e emoções de todas as pessoas que a cercam.  A partir deste momento, o perfeccionista não conseguirá dizer “não” para ninguém, entendendo que todos os problemas passarão a ser dele, e não mais de quem pediu ajuda, pois o prazer desta pessoa é resolver tudo. “O problema da esposa, do filho, do amigo, é dele. Ele passa ser uma força canalizando, puxando tudo para si, a ponto de provocar um distúrbio físico até o corpo não aguentar mais. Na oportunidade que essa pessoa tiver para o lazer e curtir a vida, vai preferir dormir a se reabastecer com outras atividades prazerosas”, observa a psicoterapeuta.

Tratamento
A psicoterapia visa ajudar a qualquer pessoa a enxergar o lado positivo e negativo de um erro. O lado bom, por exemplo, é que muita gente só conquista seus objetivos por causa desta vaidade exorbitante. Entretanto, o tratamento vai ajudar essa pessoa a ser um pouco mais flexível e perceber, explica a Dra. Maura, centralizar tarefas e canalizar energias não é bom para ninguém, nem para ela mesma, porque, a princípio, as pessoas que estão sendo ajudadas ficam acomodadas, porém, logo, se sentirão invadidas e sendo desprezadas. Acreditando que está fazem um bem, o perfeccionista tira a capacidade do outro em resolver o seu problema, interferindo no crescimento e amadurecimento deste.
     “A pessoa que deixar de crescer sentirá uma raiva camuflada da pessoa que, na realidade, está tentando ajudá-la. Quando a situação chega a este ponto, essas duas pessoas estarão ligadas energeticamente, ou seja, o ajudado vai mentalizar sentimentos ruins em relação à pessoa que quer fazer tudo, “enviando” todas as suas vibrações negativas para o outro”, diz a psicoterapeuta. A Dra Maura ainda diz que a terapia vai ajudar o perfeccionista a enxergar essa interferência. No decorrer do tratamento, ele mesmo perceberá como funcionam as vibrações das pessoas que são “ajudadas” e as leis da vida, isto é, de que maneira ele está tirando a possibilidade do outro crescer, lesando-o, sempre quando diz: deixa que eu faço. (Veja a ilustração ao lado)
    “Enquanto o perfeccionista continuar atraindo e canalizando energias dos outros, o tratamento clínico será paliativo, os sintomas físicos continuarão até ele entender como funcionam as vibrações do universo. Na hora que ele parar de se cobrar e aceitar que pode errar e também delegar tarefas para os outros, o “funil de energias” deixará de estar sobre seu campo energético, passando, desta maneira, a ter uma vida mais flexível e tranquila”, finaliza a especialista.


Maura de Albanesi


Máquina de suicídio online causa polêmica

Hoje, ao entrar na internet, me deparei com a “Suicide Machine”, e imediatamente virei aspirante a suicida virtual.
    Que tal dar um “basta” definitivo aos sites de relacionamento como Facebook, MySpace, Twitter, LinkedIn? Esta é a proposta do site, que incentiva a exclusão de perfis nas redes sociais, considerados uma verdadeira prisão dourada, até ontem impossível de abandonar definitivamente.
   Algumas pessoas não aguentam mais o estresse de ter um perfil público, ter que administrar a própria imagem e milhares de amigos… Afinal, gerenciar perfis nas redes sociais pode roubar uma boa parte do seu dia. Além disso, você deixa de ficar com a família e seu trabalho pode ser prejudicado. Sem contar que tudo que fazemos na web deixa rastros.
   É com esse discurso que a “Máquina do Suicídio da Web 2.0″ promete acabar com seus perfis nas redes sociais “sugadoras de energia”, matar seus “falsos amigos virtuais” e seu “alter ego” na internet.
    O site consegue apagar suas contas e todos os dados do Facebook, MySpace, Twitter e LinkedIn rapidamente e com segurança. “Sua vida online morre e sua vida real sobrevive”. “Sinta-se livre como um pássaro novamente”, diz o site.
    O suicídio virtual pode ser assistido pelo usuário, enquanto a “máquina” apaga os dados de todos os seus perfis em redes sociais. E o site alerta: o suicídio não tem volta. Suas contas e dados nas redes sociais estarão permanentemente apagados. Sua vida online morre mesmo.
    No site “Máquina do Suicídio da Web 2.0″ tem uma área de pessoas que deixam suas últimas palavras após o suicídio virtual. “Foi divertido enquanto durou”, diz Repo Man (Jos Wiersma) que cometeu suicídio no Facebook. Já Jennifer White escreveu “Adeus Myspace”. “Adeus site idiota” são as últimas palavras de Chris, que também cometeu suicídio no Facebook.

    O site ainda dá um conselho para quem acabou de se matar: “Tente chamar alguns amigos, fazer uma caminhada no parque ou comprar uma garrafa de vinho e comece a apreciar sua vida real novamente. Alguns suicidas informaram que sua vida melhorou 25% depois que deixaram as redes sociais”. E avisa:

 

 

 “Não se preocupe, se você se sentir vazio depois que cometeu suicídio. Esta é uma reação normal, que vai desaparecer lentamente nas primeiras 24-72 horas”.

    Pode parecer estranho para muita gente o suicídio online, principalmente em um mundo cada vez mais conectado como o nosso, mas ele não é novidade. Muitas pessoas quando deixam o Orkut, a rede social mais popular aqui do Brasil, dizem que cometeram “Orkutcídio”.
    O Facebook, a rede social mais famosa no mundo, não gostou nenhum pouco da “máquina do suicídio” e bloqueou o acesso em seu site. Segundo a “Máquina do Suicídio da Web 2.0″, mais de 500 usuários do Facebook já se mataram com a ajuda do site.

    O Facebook alega que o bloqueio de acesso foi feito porque o site viola suas diretrizes de direitos e responsabilidades no que diz respeito à utilização das informações de acesso de usuários e garante que está investigando o caso. Além disso, a rede permite que seus usuários apaguem suas contas, caso não desejem mais utilizar o site. Ao portal Computer World, Gordan Savicic, responsável pela máquina de suicídio, disse que o Facebook bloqueou o site sem aviso e acredita não ter violado nenhuma regra da rede social. E afirma que os próprios usuários da rede que violam as regras ao permitirem acesso às suas contas. Savicic disse também que pretende estudar uma maneira de reverter o suicídio, caso o usuário se arrependa do ato.
    Como as redes sociais não param de crescer, este assunto ainda vai dar muito que falar... E você, já pensou em sumir das redes sociais por algum tempo?

 

Serena Ucelli


Como viver a vida, segundo a Globo

 

 

É fato: as novelas da Globo e seus programas de grande audiência continuam ditando normas, valores e costumes. Volta e meia ouvimos alguém soltar famosos bordões como “hare baba”, “tô certo ou tô errado?”, “né brinquedo não”, “ishalá”, e outros consagrados pelos folhetins globais.

     Antes que alguém levante a mão para perguntar, esse texto tem, sim, muito a ver com Administração. Qualquer evento que influencie, direta ou indiretamente, o nosso comportamento é extremamente importante para a forma como conduzimos os nossos negócios. Não é à toa que os grandes anunciantes disputam a peso de ouro o horário nobre da televisão brasileira - bem como os próprios atores. Da mesma forma, as grifes (re)direcionam suas coleções aos estilos exibidos pelas belas e influentes atrizes das novelas, mesmo que essas se passem em lugares exóticos como Índia e Marrocos, ou genuinamente brasileiros como Barretos, Rio e São Paulo. Até pouco tempo atrás, muitas moças estavam usando parte do sutiã à mostra, para imitar o modelito de Norminha, a simpática – e faceira – personagem interpretada recentemente por Dira Paes. Novelas ditam modas e, como administradores, devemos estar atentos.

    Espanta-me essa última, que traz o curioso título de “Viver a Vida”. Apesar de apresentar depoimentos emocionantes de pessoas reais que superaram grandes problemas no final dos episódios, Viver a Vida dá um show de deturpação de valores do começo ao fim de cada capítulo.

    Normalmente, as obras de ficção dividem claramente as pessoas entre boas e más, o certo e o errado são evidentes, e nos colocamos a torcer pelo sucesso do protagonista e o castigo dos vilões, como o fizemos em A Favorita, com o duelo entre Donatela e Flora.

    Na novela de Manoel Carlos, esse dualismo não existe. Com a desculpa de aproximar seus personagens da realidade, o autor lhes confere virtudes e defeitos. Entretanto, paira um ar de normalidade sobre todas as safadezas cometidas pelos personagens, que eu chego a me perguntar o que ele quer dizer, realmente, com “viver a vida”.

 

    Viver a Vida é uma novela onde praticamente todos os personagens enganam uns aos outros. O marido trai a esposa com a prima dela, a esposa trai o marido com o cara da academia, o outro troca a companheira de uma vida inteira por uma modelo 30 anos mais jovem , que agora já vive um affair com o sujeito que conheceu no meio do deserto (que corre o risco de ser filho de seu próprio marido), irmãos (gêmeos!) disputam a mesma garota... ufa! E tem muito mais, mas não quero tirar a paciência do leitor com essas picuinhas.    Onde mora o perigo?

    Diversos estudos, em especial os conduzidos pelo Prof. Robert B. Cialdini, da Arizona State University, demonstram que temos uma grande tendência a fazer o que a maioria faz – mesmo que seja um comportamento socialmente indesejável. Segundo Cialdini, somos naturalmente maria-vai-com-as-outras*.

    Manoel Carlos gasta o seu latim para provar que trair é algo normal, que todo mundo trai todo mundo e não há nada reprovável nisso. Pelo contrário: é até algo bonito, poético. As puladas de cerca ocorrem sempre com o belíssimo pano de fundo da cidade maravilhosa ao entardecer, do alto de uma asa delta, ou nas areias paradisíacas de Búzios, ao som de uma belíssima trilha sonora. Sei lá, sei lá...

    Há algum tempo, havia em minha cidade um jornalzinho que circulava entre os colégios, cuja maior atração eram os recadinhos que os alunos postavam uns para os outros. Depois que Aline Moraes interpretou uma jovem lésbica em uma novela, houve uma explosão de recados (românticos) de garotas para garotas. Não estou fazendo juízo de valor no que diz respeito às escolhas sexuais de ninguém. Entretanto, desconfio que muitos desses recados não tinham nada a ver com a sexualidade dessas garotas. Elas apenas queriam ser a Aline Moraes... Imagino que, se a personagem da bela atriz fosse interpretada por Regina Casé, o efeito no jornal teria sido nulo ou completamente inverso.

    Mesmo sabendo que o comportamento é uma potente fonte de influência social, geralmente as pessoas que participam de estudos de psicologia social dizem com veemência que o comportamento alheio não influencia o seu próprio. Você aí do outro lado também deve estar dizendo que isso é uma grande besteira, que você não é influenciado por novelas, nem por ninguém. Beleza. Mas, com certeza, você conhece um monte de gente que adora seguir a maioria.
    O perigo está na mensagem, repetida diariamente à exaustão, justamente no horário em que a maioria dos televisores sintoniza a rede do plim-plim. Muita gente assimila o comportamento dos personagens como adequado, moderno e normal. A novela de Manoel Carlos é a receita para o fracasso de uma sociedade que tem (ou já teve?) na família o seu mais firme alicerce. Viver a vida, de verdade, é muito mais do que isso. Tô certo ou tô errado?


Leandro Vieira


Bons pensamentos, amor, positivismo. Armas eficientes para uma vida melhor!

 

    Bloqueie sua mente quando os pensamentos não forem bons.

    Crie uma barreira, uma película de positividade intransponível em torno do seu corpo, impedindo de entrarem as bactérias dos maus pensamentos.

     Não se desestabilize perdendo tempo com coisas negativas. Nem se atenha a gerenciar nulidades e idéias sem valor.

     Descarte o que não é bom, o que martiriza a alma e traz o desequilíbrio. Apegue-se às coisas sublimes, agradáveis, de boas vibrações. Deixe sua mente e coração abertos às energias construtivas.

     Mantenha sempre elevado seu altoastral e sinta fluir a névoa da harmonia entre o seu corpo e a sua mente. Quando dentro de você só existir bons pensamentos e bons ideais, sentirá fluir uma sensação de alívio e uma vida produtiva repleta de paz, saúde e contentamento!

 

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    Um mar de ódio não vale uma gota de amor!

    Quando vir-se impelido a seguir pelos caminhos do ódio, desvie-se rapidamente para o caminho do amor e verá como é belo, claro, amplo e tanto vai levá-lo quanto trazê-lo em paz.

    Ame com intensidade. Seja amado intensamente!

    Nosso corpo precisa de amor como as ondas precisam do mar. Ele é abstrato, mas se faz real quando irmana corações no propósito do bem.

    Não o economize. Gaste amor o tempo todo, ele se renova por ser infindo. E guarde dentro de si todo amor que puder: o coração é pequeno, mas capaz de guardar o mundo.

    Sepulte o ódio, não o deixe tomar forma e viver dentro de si, pois de uma pequena chama pode nascer o mais destrutível incêndio.

     Pratique o amor, distribua amor, espalhe amor. Amor é um bem que pode ser consumido em excesso!

 

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    Hoje o seu dia será especial!

    Quando o raiar da aurora romper a escuridão da manhã, você vai sentir sua vida em uma nova dimensão.

    Há um novo dia chegando!

    Deus amenizou o sol, calibrou o vento, deu voz e cor à natureza, preparou o dia e o dedicou a você. Ele quer que você aproveite cada segundo, desde a partícula do ar que respira até todas as montanhas que possa abraçar.

    Esse é o seu dia!

    Tenha-o como o melhor de toda sua vida. Aplauda-o, deleite-se, goze-o, viva-o intensamente. Seja feliz!

    Deus, o Arquiteto do universo, fez esse dia especialmente para o seu prazer e bem-aventurança.

    Agradeça-O, pois, com um bom proceder, atitudes probas e dedicando-se a respeitar pessoas e leis. Ele vai abençoar, dar prosperidade e preparar o dia de amanhã ainda melhor para você!

 

     Inácio Dantas

    (do livro “Novas Lições de Sabedoria”)


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