Seja por doença, envelhecimento ou
por hábitos pouco saudáveis, é certo que muita gente recorre aos
óculos para resolver seu problema de baixa visão. Apesar de a
indústria dos óculos estar cada vez mais sofisticada e integrada
com o universo da moda, muita gente adoraria se livrar deles. “A
melhor forma de evitar usar óculos é, antes de tudo, não depender
deles para enxergar bem. São cinco as dicas mais naturais para que
as pessoas continuem enxergando o mundo a olhos nus e sendo vistas
de forma clara: combata o vício do fumo, durma bem, limite o uso
do computador e da TV, cuide da iluminação ambiente e se alimente
corretamente”, diz o médico oftalmologista Renato Neves,
diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, em São Paulo.
Combata o vício do fumo
Neves afirma que o fumo compromete
a circulação sanguínea da retina, reduz a quantidade de
antioxidantes presentes no sangue, e afeta a visão em qualquer
fase da vida, mas principalmente a partir dos 65 anos. “Catarata,
glaucoma e degeneração macular relacionada à idade (DMRI) –
doenças que podem levar à cegueira – encontram no tabaco um dos
piores fatores de risco. Mesmo quem parou de fumar há quinze ou
vinte anos apresenta mais chances de sofrer de doenças oculares.
Vale lembrar que fumantes passivos não estão livres desses riscos
de perda de visão na terceira idade”.
Durma bem
“O ideal é ter ao menos oito horas
de sono reparador por noite. Para muita gente isso pode parecer
impossível, mas o poder restaurador do sono é tão bom para o corpo
e a mente quanto para a saúde ocular”, diz o médico. “Quem está
disposto a começar 2012 de modo mais saudável e evitar o uso de
óculos deve começar a ir para a cama mais cedo, sempre no mesmo
horário, a fim de desenvolver um padrão de sono mais previsível”.
Limite o uso de computador e da tv
De acordo com o especialista, tanto
a TV quanto o computador podem de fato cansar a visão caso a
pessoa não se imponha limites. “Tem gente que passa o dia inteiro
trabalhando em frente ao computador e, ao chegar em casa,
‘descansa’ assistindo televisão. Tal comportamento é bastante
contraindicado, já que os dois equipamentos tendem a forçar mais o
músculo ocular. Quem trabalha ou estuda muitas horas em frente ao
computador deve fazer pausas (ainda que forçadas) para que os
olhos descansem durante o período. Uma dica é, de hora em hora,
levantar para tomar um copo d’água ou conversar com alguém. Assim,
a pessoa também se hidrata e ativa a circulação dos membros
inferiores – tudo isso preservando os olhos, claro”.
Cuide da iluminação ambiente
Onde quer que você esteja
trabalhando ou lendo, é fundamental que o ambiente seja bem
iluminado. “Quem tem o costume de ler ou trabalhar em locais com
baixa intensidade de luz acaba forçando os olhos a trabalhar mais.
Apesar desse péssimo hábito não resultar em aumento de grau ou
aparecimento de qualquer outra doença ocular, a pessoa pode passar
a se queixar de dores de cabeça, vermelhidão nos olhos e vista
cansada – sintomas perfeitamente combatidos quando se investe num
ambiente com iluminação adequada”.
Alimente-se corretamente
É senso comum que adotar uma
alimentação corretamente balanceada contribui para perder peso e
evitar muitas doenças – principalmente o câncer e as cardiopatias.
Entretanto, faz bem aos olhos também. “Todas as dietas saudáveis
devem incluir grandes quantidades de frutas, legumes e verduras
frescas – que podem ser consumidas ao longo do dia. A ideia é
aumentar a ingestão de vitaminas, minerais, proteínas saudáveis,
ômega-3 e luteína. Frutas de várias cores e verduras de tonalidade
verde-escuro, como espinafre, couve e brócolis, contêm
antioxidantes que protegem os olhos, reduzindo os danos provocados
pelos radicais livres. Ovos, milho verde, mamão, laranja e kiwi
também contêm luteína, substância fundamental no combate à
degeneração macular relacionada à idade. A esses alimentos,
acrescentamos cenoura e abóbora, que também são ricas em vitamina
A e contêm muita vitamina C”, diz Renato Neves.
Na
opinião do médico, as pessoas ainda devem incluir na dieta
importantes fontes de ômega-3 e reduzir a ingestão de sódio.
Peixes, castanhas, óleo de linhaça e canola contribuem também para
evitar a síndrome do olho seco – tão comum nas grandes cidades e
na terceira idade. “Se alguns alimentos contribuem para a saúde
dos olhos e para o bem-estar do paciente, o sódio pode colocar
tudo a perder quando ingerido em altas quantidades, levando ao
desenvolvimento de catarata. Vale a pena, então, prestar atenção
nas informações das embalagens e preferir alimentos com baixa
quantidade de sódio”.
Dr. Renato Neves
Se você não consegue fazer o que deve...
(...deve ao menos fazer o que consegue!)
Esta frase resume minha crença sobre
como devemos viver a vida e, especialmente, o amor! Acredito
que devemos nos acolher mais do que nos criticar ou castigar
por nossos equívocos. Aprendi, na prática, que o acolhimento
é, na maioria das vezes, mais eficiente e mais transformador
do que a autocrítica impiedosa e reforçadora de nossas
dificuldades.
Então,
para comprovar a minha percepção, depois de já tê-la usado
algumas vezes comigo mesma, resolvi “aplicá-la” em uma amiga.
Há algum tempo, ela se queixava para mim sobre o fato de não
conseguir se desprender de uma relação que estava lhe fazendo
mal, lhe roubando a concentração e principalmente a autoestima.
Sua
justificativa sempre recaía sobre um lamento: apesar de saber
que já estava mais do que na hora de se livrar daquele
relacionamento que não acrescentava nada positivo em sua vida,
ela não conseguia dizer o tão necessário “basta!”. Toda vez
que surgia uma oportunidade de rever a pessoa com quem ela se
relacionava, terminava cedendo ao seu desejo de aceitar o
convite.
Logo
depois, sentia-se culpada, mal consigo mesma, incapaz de tomar
as rédeas de sua própria história e dar um novo rumo para a
tal relação. Pegava-se novamente repetindo as mesmas
promessas, as mesmas justificativas, as mesmas tentativas de
consertar o que ela sabia – pela reincidência das atitudes –
que não havia disponibilidade por parte do outro para mudar,
como ela gostaria.
E
assim, recorria a mim, compartilhando seus sentimentos de
decepção consigo mesma e sua sensação de que, por mais que
tentasse, não conseguia fazer com que o outro fosse diferente.
Resolvi acolhê-la. E sugiro, agora, que você se acolha!
Pare de
se autopunir quando não conseguir fazer o que deve. Por mais
que você já saiba o que precisa ser feito para chegar onde
deseja, talvez você ainda não esteja pronto para conseguir
fazer isso. Então, relaxe. Não desista, apenas relaxe. Tenha
consciência de que você sabe o que deve ser feito e que, dia
após dia, repetirá carinhosamente qual a atitude a ser tomada,
mas, por enquanto, também dia após dia, apenas estará
comprometido em fazer o que consegue!
Quantas
vezes já desistimos de fazer o que deveríamos porque
percebemos que não conseguíamos? Errado!!!
O nível
de exigência para conosco não pode ser maior do que nossa
maturidade. Ao contrário, é o nosso intuito diário de amadurecer
que transforma o desejo de mudar em mudança de fato.
Então,
repito: “se você não consegue fazer o que deve, deve ao menos
fazer o que consegue!”. E assim, não desistindo de fazer, chegará
o dia – mais rápido do que você imagina – em que você conseguirá
fazer o que deve, naturalmente, quase sem perceber.
Foi o
que aconteceu com minha amiga. Certo dia, ela me contou, feliz da
vida, que de repente tinha se dado conta de que aquela relação
acabou dentro dela... percebeu que já não sentia vontade de dizer
“sim” ao outro, mas sempre “sim” a si mesma. E dizer “sim” a si
mesma significava automaticamente dizer “não” a uma relação que só
lhe roubava a tranqüilidade, lhe fazia sentir-se diminuída, muito
pouco considerada e nada mais feliz.
Mas
isso não aconteceu da noite para o dia. Desde quando começamos a
conversar sobre isso, mais de seis meses se passaram. No início,
ela se martirizava demais toda vez que dizia “sim” aos encontros,
às mesmas palavras, aos mesmos pedidos, às mesmas reclamações e
aos mesmos resultados.
Com as
nossas conversas, ela foi se perdoando a cada “sim” e repetindo a
si mesma que ela merecia mais, desejava mais, que poderia viver um
amor mais inteiro, mais tranqüilo, mais satisfatório... e que
deveria desprender-se desta relação falida. No entanto,
respeitaria o tempo de seu próprio amadurecimento, fazendo
diariamente o que conseguia... até estar pronta para fazer o que
devia...
Pois é
exatamente isso o que acontece quando a gente se propõe a,
afetuosa e respeitosamente se acolher. Paulatinamente, passo a
passo, fazendo o que conseguimos, repetindo conscientemente o que
deve ser feito, chega o dia em que amadurecemos e, naturalmente,
quase sem perceber, fazemos o que deve ser feito.
Tente!
Veja como você é capaz de chegar onde quer quando descobre que o
que deve ser feito passa, antes, por uma seqüência de tentativas
que fazem parte fundamental das suas mais importantes conquistas.
Lembre-se da resposta do grande Thomas Edison, quando uma repórter
lhe perguntou se ele não se sentia frustrado por ter fracassado
999 vezes ter conseguido inventar a lâmpada somente em sua
milésima tentativa... E ele sabiamente respondeu: “não fracassei
nenhuma vez. Inventei a lâmpada. Acontece que foi um processo de
1.000 passos”.
Não
importa quantos passos você dê... desde que saiba que cada um
deles faz parte do caminho que o levará até onde você deseja
chegar!
Rosana Braga
Como reagir quando você descobre que seu filho roubou
Para dar devida noção da responsabilidade, é importante que os
pais propiciem formas de a criança “repor aquilo que pegou”
Já aconteceu de alguma vez seu filho
voltar da casa de um coleguinha, trazendo um brinquedo dentro do
bolso, e você desconfiar que ele o furtou? Ou quando você pergunta
quem comeu os bombons que estavam no armário, ele responde, com
bigode de chocolate, que não foi ele? Não são raros os casos de
pequenos roubos durante a infância.
Nessa
situação, os pais devem ter uma política clara em relação à
desonestidade: não devem exigir confissões nem fazerem perguntas
que dêem oportunidade a novas mentiras. Por outro lado, não devem
ignorar o fato e abordar o assunto claramente com a criança. “Se
você tem certeza que seu filho tirou dez reais da sua carteira,
não pergunte se ele mexeu na sua carteira. Diga-lhe com firmeza
que você sabe que ele pegou o dinheiro, peça de volta e explique
que ele deve pedir quando precisar”, explica a psicóloga Ana
Cássia Maturano.
Segundo
a especialista, é importante não fazer perguntas quando já se sabe
as repostas. Ao se sentir acuada, a criança pode criar uma nova
mentira, aumentando o risco de uma reação agressiva por parte do
adulto.
“Alguns
pais, confusos quando o filho nega o roubo, reagem insultando-o de
ladrão ou mentiroso. Uma reação tranqüila, porém firme, leva a
criança a confiar no adulto e a aprender que não tem necessidade
de mentir. Além disso, é importante que se crie, com a criança,
uma forma dela repor aquilo que pegou”, conclui a especialista.
Ana Cássia Maturano
Vicio em game pode trazer consequencias a saude
Olho seco, dores nas costas e falta de concentração são algumas
consequências da atividade
O jovem britânico Chris Staniforth,
20 anos, morreu após desenvolver um bloqueio pulmonar devido uma
trombose venosa profunda, após jogar vídeo game por 12 horas
seguidas. O caso, ocorrido em agosto deste ano, chocou o mundo, e
o pai do garoto declarou ao jornal inglês The Sun não imaginar que
o vídeo game poderia fazer mal ao filho, já que o menino estava em
casa e, aparentemente, em segurança. O encantamento com o mundo
dos games é perceptível na maioria das crianças, porém, quando o
limite é ultrapassado, o jogo vira vício e suas consequências
afetam diretamente a saúde.
A fase
escolar pode ser um dos primeiros indícios de um possível vício,
momento em que a criança geralmente demonstra os primeiros
interesses com o mundo dos games. “O jovem encontra no jogo uma
forma de distração, um tipo diferente de interação comparada ao
mundo presencial. Por exemplo, uma criança que não tem muitos
amigos desenvolve uma maior empatia com o jogo”, explica a
psicóloga Ana Luiza Mano, membro do Núcleo de Pesquisas em
Informática da Pontífica Universidade Católica de São Paulo, PUC.
O papel dos pais deve ser de constante vigilância, com a obrigação
de observar todo e qualquer passo da criança, conversar, conhecer
os tipos de jogos utilizados pelos filhos e delimitar horários
diários para os jogos. No entanto, a especialista informa que a
atividade só pode ser considerada vício quando atrapalha a
realização de demais funções como comer, dormir ou estudar.
Pesquisas demonstram que o vídeo game estimula as atividades
cerebrais e trabalha a coordenação motora das crianças.
Porém, pecar pelo excesso, nesses casos, é essencialmente
prejudicial. Por incrível que pareça, o ato do jogo não é nocivo,
e sim, suas conseqüências à saúde. Jogar ininterruptamente provoca
danos ao organismo, como olho seco (a criança está tão entretida
com o game que esquece até de piscar), dores nas costas e no
corpo, além de prejudicar o bom funcionamento do corpo, visto que
o jovem não come, não bebe água e torna-se sedentário.
Como livrar-se do vício
Assim
como o hábito de jogar é adquirido, ele pode ser abandonado. Com o
tratamento adequado, em poucas semanas, a criança pode se curar.
No entanto, o acompanhamento deve ser intenso. “De início, é
preciso compreender porque o jovem está se chamando de viciado.
Nas primeiras semanas, a abordagem é relacionada às suas
atividades, como quantas horas de jogo por dia, os tipos, com
quantas pessoas, entre outros. Nas últimas semanas do tratamento,
identificam-se as razões que os levam ao jogo”, revela a Dra. Ana
Luiza Mano.
O mundo dos games está ao alcance de qualquer criança e a
rotatividade desses produtos acentua o desejo desses jovens para
experimentar um novo espaço virtual. No entanto, dosar a linha
tênue entre o aceitável e o exagero é vital para um saudável
relacionamento entre família, escola e diversão.
Fonte: www.saudeempautaonline.com.br/
Ano Novo: Novas Promessas ou Novas Atitudes?
Sempre que estamos próximos do ano
novo, sentimos uma incrível motivação para realizar novos votos,
promessas e metas.
Também
costumamos sentir um arrependimento por aquilo que gostaríamos de
ter feito e não fizemos.
Mas...
não foi exatamente isso que aconteceu nesta mesma época do ano
passado?
O que
houve, de fato? Por que não encaramos aquele regime? Por que não
fizemos os exercícios prometidos? E aquele curso que tanto
queríamos?
Afinal,
por que nossas promessas não foram cumpridas e as metas não foram
alcançadas?
Promessas e intenções não são atitudes.Muitas pessoas fazem
promessas para o ano novo, mas se esquecem que só atitudes podem
concretizá-las. Promessas são apenas palavras, até começarem a ser
cumpridas através de nossas atitudes.
O
primeiro grande equívoco é confundir desejo com vontade.A maioria
de nós apenas deseja.Muitos, inclusive, desejam intensamente… Mas
desejo é algo apenas potencial. Sem o exercício da vontade, o
desejo não se realiza.
Qual a
diferença entre desejo e vontade?
Desejo
é um estado da mente e está ligado a expectativas.
Vontade
é um atributo da mente e está ligada a atitudes.
Se o
seu “querer” estiver na esfera do desejo, ele pode não se
realizar, porque você ainda não estará tomando nenhuma atitude na
direção da sua realização.
Nossos
votos, promessas e metas são expressões de nossos desejos,
demonstram o que queremos em potencial; mas somente a atitude
materializa esse “querer”.
Nossa
vontade é o exercício das nossas atitudes.
Por
exemplo, o princípio cristão “bem aventurados os homens de boa
vontade” demonstra muito bem esta diferença. As bem aventuranças
são consequência da boa vontade, ou seja, das atitudes corretas.
Não basta querer; é preciso agir!
Muitas
pessoas buscam a felicidade, mas não percebem que suas atitudes
estão muitas vezes no sentido contrário à felicidade que buscam.
Para
este ano que se inicia, de nada adiantará fazermos novas promessas
ou apenas acreditar que cumpriremos as que não realizamos no ano
que passou; a não ser que reformemos nossas atitudes.
A chave
para reorientar nossas atitudes consiste em 3 pilares: Abandonar,
Manter e Adquirir:
Abandonar as atitudes que nos afastam da realização dos nossos
objetivos.
Manter
as atitudes necessárias para alcançar nossos objetivos pelo tempo
necessário, para que possam surtir efeito e trazer os resultados.
Adquirir os conhecimentos e adotar as atitudes que nos faltam para
realizar os nossos sonhos.
Se você
deseja ser feliz, precisa abandonar a tristeza.
Para
desenvolver uma nova competência, não podemos ser imediatistas:
precisamos manter nossos esforços pelo tempo suficiente para
sedimentar nossas conquistas.
Para
construirmos a melhor versão do futuro, precisamos desenvolver a
melhor versão de nós mesmos, e isso inclui adquirir conhecimentos
e desenvolver atitudes que ainda não adotamos.
Abandonar, manter e adquirir são três grandes ferramentas para
que, no final deste novo ano que se inicia, não nos encontremos
frustrados por não termos cumprido as promessas e votos que
fizemos.
Para
este novo ano, não fique refém de promessas.Desenvolva novas
atitudes: atitudes vencedoras! Feliz ano novo, feliz vida nova!
Carlos Hilsdorf
Como evitar a síndrome do ano-novo
Cinco dicas ajudam a definir metas, prioridades e decisões
futuras para fugir da pressão organizacional, angústia e ansiedade
vividas neste período
Cláudia, 33 anos, é casada e
trabalha na área administrativa de uma multinacional há cinco
anos. Ela critica a empresa por não lhe dar maiores desafios (o
que a faz se sentir pouco útil), acha que seu trabalho caiu na
monotonia e reclama das pressões constantes para cumprir tarefas
irrelevantes. Considera que o tempo e dinheiro investidos em
cursos de inglês, espanhol e MBA não são reconhecidos e quer mudar
de emprego, mas se atormenta com a possibilidade de não conseguir
se recolocar no mercado. Também pensa em ter um filho, mas teme
perder o atual emprego. Agora nesse começo de ano, ela se pergunta
se não seria o momento adequado para dar um passo significativo em
sua vida, mas não consegue se decidir. Ter um filho? Mudar de
emprego? Continuar na mesma? O que fazer?
O
exemplo fictício de Claudia resume o “desabafo” de muitos
profissionais que me procuram e que se agrava neste início de ano,
momento que simboliza o encerramento de um ciclo e início de
outro. É quando a angústia (relacionada ao passado) por não poder
voltar atrás em nossas decisões se junta com a ansiedade
(relacionada ao futuro) sobre as decisões que deveremos tomar. É a
vontade de jogar tudo para o alto e começar outra coisa
completamente nova, associada ao medo de que os projetos saiam
errado.
Em
algum momento de nossas vidas passamos por essa situação, que é
plenamente normal. O problema é que, com a crescente pressão
sofrida nas organizações, aliada ao clima de incerteza e
insegurança em relação ao futuro, agravam as sensações de angústia
e ansiedade vividas neste período, contribuindo para causar o
estresse e a depressão. É a “Síndrome do Ano-Novo”.
A
Psicologia não oferece soluções prontas a esse tipo de situação,
mas pode ajudar a lidar com elas. Quando as pessoas me procuram
com esse tipo de dúvidas, a primeira coisa que procuro saber é se
possuem um projeto de vida. Afinal, as escolhas só se tornam
difíceis e os arrependimentos e frustrações freqüentes quando
falta uma referência para se guiar.
Em
seguida, sugiro um exercício de reflexão. Embora pareça simples, é
uma atividade que nos auxilia a definir metas, prioridades e
decisões futuras. A seguir, os passos principais:
Defina
um projeto de vida: imagine o que você quer para si (ser um
empresário, um executivo bem sucedido, ter uma casa própria, ser
independente, etc.). Planeje o presente e o futuro. Não se esqueça
da vida pessoal. Você precisa conciliar projetos pessoais com
projetos profissionais. O projeto de vida deve ser algo que você
realmente sinta que vale à pena viver para isso, que valha à pena
enfrentar momentos ruins.
Certifique-se de quem é projeto: este é um exercício difícil
porque, na maioria das vezes, projetos de família estão tão
arraigados em nós que dificilmente conseguimos separar o que é
nosso ou de outras pessoas. Procure pensar se este é um projeto
realmente seu ou se é um desejo de seu pai, mãe, amigos, namorada,
etc. Muitas pessoas realizam projetos que não são seus a vida
inteira e, mais tarde, sentem aquela sensação inquietante da
angústia, de que algo está errado, mas que o tempo já não volta
mais.
“Apare
as arestas”: uma vez definido o projeto, foque aquilo que
realmente é importante para sua vida. Você perceberá que haverá
coisas que não são compatíveis, como, por exemplo, ser uma mãe
dedicada em tempo integral uma workaholic disposta a viagens,
almoços e jantares de negócios e cursos de especialização.
Pergunte-se: “o que realmente é importante para mim”?
Faça
escolhas: No projeto de vida, cada escolha que fazemos implica em
abrir mão de uma série de outras possibilidades que em muitos
casos não pode ser revertida. É como o caso da Cláudia. Sua
angústia é maior porque sua escolha poderá mudar todo o curso de
sua vida. No projeto de vida, você tem de fazer as suas escolhas e
estar plenamente consciente do que está abrindo mão, para que não
haja arrependimentos futuros.
Desfrute dos ganhos: uma vez feita as escolhas, é hora de olharmos
para o que ganhamos e desfrutar disso. Este item pode até parecer
óbvio, mas não é, pois a maioria das pessoas costuma olhar somente
para o que perdeu e se esquece de olhar para o que ganhou. No caso
da Cláudia, se ela escolhesse ter um filho, teria que correr o
risco de ser substituída por alguém melhor que ela. Por outro
lado, a vivência da maternidade poderia ser tão especial para ela
que logo veria que sua escolha valeu à pena.
Lembre-se que somos livres para escolher o destino de nossas
vidas. Você pode mudar seu projeto a hora que desejar. O
importante é que suas escolhas sejam autênticas e conscientes para
você. Ter consciência de suas escolhas é o primeiro passo para a
sua realização pessoal.
Meiry Kamia
Anorexia – Distúrbio que a Vítima não Percebe
Quando falamos em anorexia, pensamos
naquelas garotas que, desejando ser modelo, procuram emagrecer
para ficar no limite de peso estabelecido pelos experts em moda.
Elas
fazem de tudo para alcançar esse padrão: diminuem continuamente a
alimentação, se submetem a gastos elevados de energia, ingerem
inibidores de apetite, diuréticos e laxantes, e até provocam
vômitos.
Mas não
são só elas que se aventuram nesse comportamento que pode causar
danos sérios à saúde e até levar à morte: isso acontece com
mulheres de várias idades e mesmo com rapazes entre 14 e 18 anos.
Como
sabemos, o anoréxico não reconhece que já está magro, mesmo quando
todo mundo o adverte.O que será que o faz agir assim?
A
Organização Mundial da Saúde classifica a anorexia como
"Transtorno da Conduta Alimentar" e "Transtorno Mental e do
Comportamento".
A
Anorexia Nervosa nada mais é do que um distúrbio mental que leva a
pessoa a querer perder peso por causa de um desejo patológico em
emagrecer e uma obsessiva aversão à obesidade.
Chega
um momento, em que o próprio organismo já não exige mais uma
alimentação normal.Esse fator, aliado à vontade da pessoa, gera um
ciclo vicioso de emagrecimento incessante, que enfraquece as
defesas, fragiliza o corpo pela perda de musculatura e proteínas e
acaba levando a vítima a um estado físico muito comprometido.
Por
outro lado, a desnutrição provocada pelo comportamento anoréxico
geralmente leva a transtornos mentais, pela falta ou
desequilíbrio de substâncias indispensáveis a uma boa saúde
mental.
Essa
Patologia Psiquiátrica pode ter várias causas: fatores
psicológicos, sociais e físicos, isolados ou em conjunto, são
capazes de levar à anorexia e somente uma análise psicológica tem
como determinar a origem do problema.
Os
principais sinais comportamentais que nos podem apontar para um
anoréxico, são alteração de humor, irritabilidade, ansiedade,
tristeza, desânimo, tendência ao isolamento da família e amigos,
desinteresse por quase tudo.
No
campo físico, os primeiro sinais da doença são: perda de peso
voluntária acentuada, menstruação escassa ou irregular (ou até a
suspensão dela), pele seca, palidez, tonturas queda de cabelo,
interrupção de uma trajetória de crescimento (para quem ainda está
nessa fase).
Embora
às vezes com muitas dificuldades, o auxílio médico, medicamentoso
e psicoterapêutico pode levar à cura e à retomada de uma rotina
normal.
É
importante que pessoas próximas à vítima procurem tratá-la, para
evitar as piores consequências.
Alessandro Vianna
Você boicota seus planos?
Boicote é o ato de criar empecilhos
a seus próprios interesses. É comum que as pessoas se boicotem em
diversas situações, que normalmente envolvem todo o período de
preparação na hora de alcançar um objetivo.
“Um dos meios mais comuns de boicote
é o sempre encontrar “coisas” mais importantes para fazer do que a
atividade que havíamos proposto a realizar.” afirma Fernando Elias
José, psicólogo especialista em ciências cognitivas.
Fique atento:
- Os boicotes podem aparecer desde
as distrações mais simples até as mais complexas;
- Fique atento aos estímulos
externos (ex: família, amigos, etc);
- Se você tiver suspeita de estar se
boicotando, converse com alguém que está de fora, pois esta pessoa
poderá ajudá-lo!
Fernando Elias José
Estudo confirma papel relevante dos avós na evolução da espécie
humana
Avós amorosos deram aos seres humanos vantagem evolutiva de
sobrevivência sobre as demais espécies, dizem cientistas
Os seres humanos são praticamente a
única espécie animal a contar com avós envolvidos na vida dos
netos. Uma pesquisa de suíços e australianos, que analisou estudos
anteriores de todo o mundo para definir o papel dos avós, destaca
como fundamental o papel dos avós no início da vida. O estudo foi
publicado na mais recente edição do Psychological Science,
publicação da APS, Association for Psychological Science.
Segundo
um dos autores da pesquisa, David Coall, da Universidade Edith
Cowan, os avós têm um papel muito relevante na história da vida
humana, que só é compartilhado com uma ou duas outras espécies,
tais como algumas baleias.
“Os
avós, nas sociedades industrializadas, investem uma quantidade
significativa de tempo e dinheiro em seus netos”, diz o
pesquisador. E cuidar dos netos enquanto os pais estão no
trabalho, fornecendo recursos financeiros e apoio emocional, são
apenas algumas das muitas maneiras pelas quais os avós expressam
seu amor pelos netos.
Depois
de examinar diversas evidências das tradicionais sociedades
humanas, os pesquisadores chegaram à conclusão de que a presença
dos avós pode aumentar substancialmente as chances de uma criança
sobreviver durante a infância.
Seu
apoio prático e financeiro ajuda a manter os jovens em forma e
saudáveis, enquanto seu amor e capacidade de escuta ajudam
crianças e adolescentes a passarem por períodos difíceis, como o
divórcio de seus pais.
Vários
estudos têm relacionado avós com a sobrevivência da espécie. Por
exemplo, uma análise dos registros da Finlândia revelou que
crianças, cujos avós ainda eram relativamente jovens, quando eles
nasceram, apresentavam uma probabilidade de viver mais tempo do
que crianças com avós mais idosos. E neste processo, os avós
maternos são particularmente importantes. Eles produzem o segundo
nível mais alto de cuidados das crianças, seguido pelos avós
paternos.
Ainda
segundo os pesquisadores, os avós também se beneficiam muito da
convivência com os netos, pois os avós que tomam conta de seus
netos apresentam uma maior probabilidade de manterem-se
fisicamente ativos, nos anos seguintes.
O papel dos avós na família
A
importância da mutualidade da relação entre avós e netos foi
reconhecida sobretudo durante a década de 80 e, desde então, o
interesse sobre a avosidade cresceu consideravelmente. Dentre os
fatores que contribuíram para esta situação, está o aumento na
expectativa de vida, o que tem levado a maior tempo de permanência
dos indivíduos na função de avós.
O
século XXI será o século dos avós. Entre os americanos, cerca de
50% tornam-se avós entre 49 e 53 anos, passando de 30 a 40 anos
exercendo este papel. Na França, cerca de 80% das avós têm mais de
65 anos e 50% delas tornar-se-ão bisavós, enquanto em torno de 20%
das mulheres com mais de 80 anos já são tataravós.
Na
Inglaterra, quase metade da população tem netos, sendo que 25% do
grupo são os principais cuidadores dessas crianças, passando, em
média, seis horas por semana substituindo os pais.
No
Brasil, quanto mais elevado o número de filhos, maior é a chance
de a mulher acima de 60 anos ter filhos e netos residindo em sua
casa. “Por aqui, segundo dados do IBGE, Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística, os avós são cada vez mais responsáveis
por cuidar dos netos, uma vez que os pais precisam se dedicar ao
trabalho para manter a renda familiar”, afirma a médica Renata
Diniz, que dirige a VRMedCare, empresa especializada em cuidados
domiciliares na terceira idade.
De
acordo com dados dos Indicadores Sociais Municipais do Censo
Demográfico 2010, na distribuição das pessoas residentes,
destaca-se a importância dos netos (4,7%) um contingente mais
expressivo que o de outros parentes ou conviventes, revelando a
existência de uma convivência intergeracional no interior das
unidades domésticas brasileiras.
Importância dos netos para os avós
“Estar
perto de filhos ou netos têm efeitos
extremamente positivos - tanto emocional quanto fisicamente
- sobre a saúde dos pais idosos. Netos que rotineiramente vivem
em torno de seus avós idosos irão notar mudanças em sua saúde com
mais facilidade, incentivando-os a procurar um médico mais cedo”,
afirma a médica Vanessa Morais, que também dirige a VRMedCare,
empresa especializada em cuidados domiciliares na terceira idade.
"Se a
família e os entes queridos estão por perto criam uma rede de
apoio favorável à permanência do idoso em casa, mesmo quando este
está enfermo. Na ausência de familiares, o mais freqüente é a
internação hospitalar, geralmente, de longa duração”,diz Vanessa
Morais.
Retorne ao trabalho com prazer
A época das festas acabou, assim
como o merecido descanso. É hora de voltar ao trabalho, e lidar
com uma velha conhecida por muitos: a depressão pós-férias.
Segundo uma pesquisa realizada pela Isma-BR (International Stress
Management Association no Brasil), cerca de 23% dos brasileiros
sofrem com esse mal. O retorno à rotina corporativa é sinônimo,
muitas vezes, de mau humor crônico e baixas expectativas. Mas,
afinal, é possível fazer alguma coisa para que o retorno às
atividades profissionais seja um momento de continuidade e
renovação do trabalho realizado em 2010?
Antes
de tudo, é preciso lembrar que a nossa realização plena é feita de
coisas pequenas e simples. Ações aparentemente insignificantes são
capazes de tornar qualquer lugar prazeroso de se estar.
Cumprimentar os colegas de trabalho com um sorriso pela manhã,
pode lhe render belos sorrisos e simpatia de volta. Demonstrar
gratidão a quem lhe ajudou naquele relatório que parecia
interminável, oferecer auxilio ao colega quando sobrar um
tempinho, até mesmo como retribuição, aproveitar a hora do almoço
e do cafezinho para demonstrar interesse em conhecer a história
das pessoas que trabalham ao seu lado, estreitando assim, alguns
laços afetivos, são exemplos de algumas ações de custo zero, mas
de grande valor, capazes de gerar resultados imensuráveis no
ambiente de trabalho.
Algumas
atitudes, por mais que pareçam o contrário, são mais benéficas
para quem praticou a ação do que para quem recebeu. Ser gentil é
uma delas. Quando somos hostilizados por chefes ou colegas de
trabalho, a primeira reação, geralmente, é a raiva e a distância.
Tente praticar algo diferente, como um agradecimento por um gesto
simples e pequeno praticado por essa pessoa que o tratou de forma
não muito amigável. Com o passar do tempo, com certeza o ambiente
de trabalho se tornará mais agradável, assim como a convivência
com a pessoa em questão.
As
coisas boas da nossa vida são julgamentos únicos e exclusivos
nossos. Só nós mesmos podemos saber o que ou quem nos faz bem. Por
isso, para que tanto o retorno ao trabalho quanto o cotidiano
corporativo sejam agradáveis e acrescentem a sua vida, é de
fundamental importância que, antes de qualquer coisa, você
identifique quais são as suas coisas boas que você efetivamente
valoriza. Se atingir os resultados estabelecidos, não tema em
demonstrar alegria. Comemore as metas alcançadas, as parcerias
fechadas, as reuniões produtivas. Aprenda a comemorar as grandes
conquistas e as pequenas também, perceba o que te deixa contente,
liste as coisas boas do seu trabalho, e busque agir sempre em
favor desses momentos preciosos.
Portanto, lembre-se: os pequenos gestos nos mostram que não
precisamos de recursos materiais ou grandes mudanças, mas de um
comprometimento com a sua autorealização em todos os ambientes
onde nos relacionamos. Você passa a maior parte da sua vida no
ambiente de trabalho, então ele precisa ser agradável e você
precisa se sentir bem, mas não se engane, fugir da depressão
pós-férias depende, principalmente, de você. Ou seja, é possível
viver as coisas boas da vida também no trabalho! A qualidade no
ambiente corporativo é apenas um dos muitos fatores a serem
explorados e melhorados nessa bela e instigante jornada, a qual
chamamos de vida.
Anderson Cavalcante
Hoje será um dia normal?
Hoje é um dia normal como tantos
outros? Ou você poderia considerar que hoje é um dia memorável?
Mas, o que seria mesmo um dia memorável?
Memorável é aquilo, digno de permanecer na memória, que deverá
ficar gravado em nossa memória para sempre, que seja realmente
marcante!
Então,
quero lhe dizer que hoje pode ser um dia memorável. Mas que assim
seja por um acontecimento, ou por uma atitude sua!
Como?
Quem
sabe, aquela decisão que você precisa tomar a muito tempo, ou um
desafio que você precisa enfrentar, mas que vem adiando por algum
tempo. Quem sabe, um encontro que deveria ter realizado, mas
faltou coragem em muitas ocasiões.
Talvez
seja apenas um telefonema para saber notícias de uma pessoa que
lhe é querida.
Pode
ser apresentar aquele projeto inovador para seu chefe, que está aí
guardado a meses esperando a hora certa, só por que você sentiu
aquele friozinho na barriga quando pensou que ele não iria gostar!
Para
dizer a verdade, hoje é um dia que poderá terminar como tantos
outros dias, apenas somando 24 horas, cada qual com seus exatos 60
minutos e estes com nada mais nada menos que os 60 segundos.
Agora
imagine só: Se na velocidade do pensamento, você decidir levar
adiante sua decisão de transformar este dia em algo memorável.
Você tem á sua disposição 86.400 segundos.
São
seus! Desde que você esteja vivo, respirando, pensando. Você
poderá administrá-los da forma que quiser.
Quer
saber de uma coisa muito importante! Muitas mudanças em nossa vida
não acontecem, muitas decisões não são tomadas, por que nos
assustamos com a idéia de uma mudança brusca.
O
desconhecido é assustador para todos nós! Outras vezes, nos
paralisamos, simplesmente pela idéia de que o resultado é mais
demorado do que desejaríamos.
Quer um
exemplo?
Digamos
que você se proponha mudar seu estilo de vida, para reduzir
peso. É obvio que não conseguiria um grande avanço em apenas um
dia. É necessário um tempo relativamente longo.
Mas o
que é um tempo longo?
Se em
uma fração de tempo, como um segundo, podemos fazer coisas
memoráveis. O que não poderíamos fazer em um dia, uma semana, um
mês, um ano, em uma vida toda?
Por
isso que Albert Einstein se consagrou como um gênio quando
descobriu, ou construiu a teoria da Relatividade. “O tempo é
relativo”!
Nós é
que precisamos aprender a lidar com esta relatividade...
Ninguém
decide ser médico ou advogado, apenas tendo concluído um curso
colegial, para em uma semana estar exercendo a profissão.
A
relatividade está justamente aí!
Você
decide em um segundo, e vai enfrentar 4, 5 ou até mais anos de
bancos escolares para: estudar muito, fazer provas, realizar
trabalhos, compreender teorias e práticas, participar de
discussões, enfim, uma jornada que leva a realização deste
projeto!
Por
isso, quando desejamos realizar algo em nossa vida. Se for uma
mudança significativa, devemos aprender a lidar com o tempo.
Pois,
tome uma decisão hoje e dedique uma fração desse tempo que todos
os dias você recebe de presente e logo, terá em mãos uma
revolução!
Você
quer que o dia de hoje entre para sua história, ou que ele seja
apenas mais um dia de 24 horas caindo do calendário?
A
resposta é uma decisão sua!
Ninguém
tem o direito de cobrar ou condenar você por ela. Apenas é uma
oportunidade que existe!
Pense
nisso... HOJE!
Espero
que tome a decisão de fazer parte de nossa Equipe de Campeões.
Um
grande abraço e fique com DEUS!!!
Rodrigo de Souza Kagaochi
Sexo é obra da natureza
O sexo é uma necessidade vital da
espécie humana e de todos os animais que possuem a reprodução
sexuada. Se um indivíduo não fizer sexo, ele não morre.
Entretanto, se a humanidade perder o gosto pelas atividades
sexuais, a nossa espécie morre. A relação sexual é a única forma
natural de se conseguir que a gravidez aconteça. E isto faz desta
função essencial, diferente de todas as outras. Enquanto cada
pessoa é capaz de assumir suas necessidades no que diz respeito à
respiração, nutrição, locomoção, crescimento, higiene, a
reprodução sexuada exige que haja a cooperação dos dois parceiros
de sexos diferentes. Por isso temos que ser capazes de atrair,
conquistar e estimular sexualmente um ao outro.
Os
humanos não fazem mais sexo, apenas, conforme a natureza manda,
mas também de acordo com os sentimentos, emoções e valores que
cada um adquiriu durante sua vida, em função da história da
sexualidade.
Nos
anos 80, mais um fato acontece no mundo chacoalhando os conceitos,
os valores e as condições de vulnerabilidade que o comportamento
sexual das pessoas podiam colocá-las com o surgimento da Aids.
Neste
momento, diante de uma doença que podia ser transmitida
sexualmente e que estava matando milhares de pessoas, os governos
se mobilizaram para o combate à Aids. O diálogo sobre sexualidade
tornou-se uma necessidade e um novo olhar para a educação sexual
foi exigido. Assim a orientação sexual passou a ser preconizada
não só pelos profissionais da área da saúde, mas também pela área
da educação, pois esta ação tem se mostrado cada vez mais eficazes
na prevenção não só em relação às DST/Aids, mas também para
atender a necessidade de diminuir o índice de gravidez não
planejada na adolescência.
Nesta
década, a abordagem da orientação sexual evolui bastante, e passa
a ser trabalhada não como um mecanismo de controle, mas
principalmente, como um instrumento de percepção de que o sexo é
inerente a vida do ser humano e que a sexualidade não é um aspecto
isolado da personalidade.
A
sexualidade é muito mais do que a genitalidade, ela é também uma
questão de cidadania, pois envolve valores, crenças e atitudes que
diz respeito ao ser humano como um todo – social, político,
educacional, religioso, biológico, psicológico e a sua história.
A
sexualidade é a expressão de como cada um entende e interpreta
seus direitos e deveres para consigo e com o grupo social a qual
pertence, em relação a sua condição de gênero, a sua função
reprodutiva, a sua disposição sexual e a sua capacidade de se
relacionar afetivo e sexualmente com uma outra pessoa.
Maria Helena Vilela
Quase 30 e ainda moro com meus pais
O Brasil ainda tem a velha cultura de achar que sair de casa é
apenas para casar ou para o período da faculdade. Será?
Há alguns anos, você se imaginava
casado e talvez até com filhos quando estivesse próximo aos
trinta? Pois atualmente, para muitos, a carreira está em primeiro
lugar e eles ainda nem cogitam em subir no altar. O problema é que
apesar de não quererem casar tão cedo, gostariam de ter liberdade,
o que muitas vezes não é possível na casa dos pais.
Levar o
namorado(a) para dormir em casa, fazer uma reuniãozinha só com os
amigos ou ficar sem fazer nada jogado no sofá o fim de semana todo
é o sonho de muitos que gostariam de morar sozinhos. Mas isso
requer um grande investimento: dinheiro suficiente para arcar com
todas as despesas da casa, gastos pessoais, além de pagar a
prestação do apartamento, se optou por comprá-lo.
O que
muitos provavelmente nunca consideraram é a possibilidade de
dividir uma casa. “Morar com um amigo ou até mesmo um desconhecido
pode facilitar na hora de adquirir aquela independência tão
almejada”, afirma Nani Oliveira, autora do livro Dividindo o Mesmo
Teto – Um guia para quem deseja dividir uma casa, lançado
recentemente no Brasil. Ela ainda diz que, na Europa e nos Estados
Unidos, os filhos deixam as casas de seus pais por volta dos 16/18
anos, pois eles saem para estudar ou simplesmente porque atingiram
a maior idade. “Com o alto custo de vida e dos aluguéis precisam
dividir moradia. É uma prática extremamente comum”, acrescenta.
Essa é
uma cultura muito distante dos brasileiros, que só saem de casa
para viver em uma relação a dois ou para morar em repúblicas
estudantis. Segundo Nani Oliveira, nossa sociedade acha a situação
normal apenas nesses dois casos.
No entanto, ela observa, precisamos começar a trazer esta cultura
para o Brasil e isso é possível.
“Qualquer
um pode se organizar, alugar um local e convidar outras pessoas
para dividir as despesas.
Você
não precisa esperar a vida toda, até ter dinheiro suficiente para
comprar um apartamento e poder ter liberdade”, completa.
A
proposta é realmente tentadora, mas dividir casa não é tão fácil
assim, afinal quem vai ser responsável pelas contas, limpeza e
comida? Em seu livro, a autora descreve várias histórias curiosas
vividas no Brasil e em Londres, onde morou por seis anos, e dá
dicas de como entrevistar o futuro morador, dividir as despesas,
espaços na casa e como conviver bem em situações diversas.
“Sempre
digo às pessoas que gostariam de vivenciar essa experiência para
levarem a situação com naturalidade e que tenham calma, pois
conviver com outras pessoas exige paciência. Apesar das situações
adversas, que sempre acontecem, sem dúvida compensa porque é o
primeiro passo para a independência”, afirma Nani Oliveira.
Morar
com outra pessoa pode fazer com que as pessoas amadureçam,
aprendam a ter responsabilidades e a lidar com conflitos e
relacionamentos interpessoais, qualidades que muitas empresas
procuram hoje em seus profissionais.
Nani
Oliveira traz histórias verdadeiras e engraçadas de quem já passou
por isso também em seu blog. “Não tenha vergonha de convidar
alguém para dividir o mesmo teto. É algo que vale a pena”,
finaliza.
Blog: www-dividindo-o-mesmo-teto.blogspot.com
Estudo alerta para o perigo de acidentes com crianças envolvendo
queda de TV
Ferimentos na cabeça e lesões faciais são as principais
consequências desses eventos, dizem pesquisadores.
Os acidentes são a principal causa
de morte e incapacidade entre crianças e podem ocorrer em
diferentes lugares e contextos. O local mais provável, entretanto,
é o ambiente domiciliar – justamente o lugar considerado mais
seguro por boa parte da sociedade –. Quem diz isso é Servan Gokhan,
especialista em medicina de emergência e chefe do departamento de
Urgências do Diyarbakir Education and Research Hospital,
localizado em Diyarbakir, na Turquia, e colegas. Segundo eles, os
acidentes domésticos constituem 35% de todos os ferimentos não
intencionais na infância e a queda de aparelhos de televisão
responde por parte desses eventos.
“Ao
longo dos últimos anos, as TVs cresceram em tamanho e forma, o que
as tornou instáveis e suscetíveis de serem derrubadas, tornado-se
um risco potencial para significativos ferimentos nas crianças. No
entanto, as diretrizes para segurança domiciliar não incluem como
prevenir lesões relacionadas à TV”, dizem os médicos no estudo
“Mortality and morbidity in children caused by falling televisions:
a retrospective analysis of 71 cases”, publicado ano passado no
International Journal of Emergency Medicine.
Nesse
estudo, Servan e colegas quantificaram as lesões em crianças
causadas por quedas de televisores registradas em um banco de
dados dos departamentos de emergência da Turquia. Durante 12 meses
de investigação, 3.856 crianças foram admitidas nos serviços de
emergência com ferimentos sofridos em casa. Destas, 71 tinham
lesões relacionadas a quedas de TVs, dos quais 50 (70,4%) eram
meninos e 21 (29,6%), meninas.
De
acordo com os resultados, a maioria das lesões foi na cabeça e na
face, o que, segundo os médicos, pode ser explicado por dois
motivos: ou a TV cai sobre a cabeça da criança ou a criança bate a
cabeça no chão durante a queda - segundo eles, a curiosidade dos
pequenos pode levá-los a tentar subir em estantes onde as TVs se
encontram, o que causa quedas.
Foram
identificados também 30 pacientes com lesões de extremidades, 13
com lesões torácicas e dez com lesões abdominais. Ainda, segundo o
estudo, 16 crianças foram hospitalizadas, 14 delas exigido
acompanhamento em unidade de terapia intensiva. Dois pacientes (um
com hematoma epidural e outro com hematoma subdural) foram
submetidos à intervenção cirúrgica.
Houve
lesão cerebral traumática em 14 pacientes, resultando em quatro
óbitos (um imediatamente após a chegada ao hospital e os outros
três na UTI). Em todos os casos, os pacientes sofreram hemorragia
subaracnóide.
Todos
os pacientes tiveram alta sem déficits neurológicos. Cinquenta e
quatro, dentro de 24 horas após a admissão.
O
estudo também revela que a maioria dos acidentes ocorreu entre
crianças que estão aprendendo a andar e entre pré-escolares.
“Crianças de 12 a 36 meses de ambos os sexos tiveram a taxa mais
elevada de ferimentos relacionadas a TVs. Isto coincide com o
desenvolvimento da mobilidade independente e do comportamento
exploratório das crianças. A relativa falta de coordenação nesta
fase e suas, ainda pouco desenvolvidas, consciência de perigo e
habilidades preventivas são as principais razões para o acúmulo de
lesões nesta faixa etária”, explicam os autores no artigo.
As
quedas de TV, alertam os médicos, podem causar significativa
morbidade e mortalidade em crianças, particularmente naquelas com
menos de 3 anos de idade. Segundo eles, a adoção de medidas de
prevenção em casa e o aumento da consciência por parte dos pais,
são a chave para diminuir esse problema.
1.Pensamento pequeno tem o lúmen de
uma lâmpada; grande pensamento, o lúmen do sol.
Um dia
excelente é igual a uma barra de ouro, brilhante, valioso; um dia
péssimo é qual sucata, esmaecido, inservível. O pensamento
direcionado para a grandeza do ser e do fazer é um moinho a
construir dias que nos elevam em felicidade e enriquecem nossas
vidas.
Grandes
êxitos, grandes conquistas, não resultam de pequenas lutas, de
sub-forças de nossas mãos. Eles resultam de superesforços, de
atitudes magnas, de projetos majestosos que habitam o imaginário
de cada um.
Mas,
ressalve-se, há que ser pensamentos lícitos, pois esses são
aprovados e abençoados por Deus. Ao saírem de dentro da mente para
o campo de ação, deve-se adicionar o desejo de um melhor padrão de
vida e de autocompletar-se como pessoa, e não apenas ser um número
a mais.
Logo,
para você, que em todo diâmetro do crânio tem uma grandeza de
pensamento, o mundo lá fora está esperando seu primeiro ato.
Aceite que você tem inteligência e está pronto para alçar voo às
estrelas. Mova-se, erga os pés do chão, abra as asas do “eu posso”
e desloque-se no ar.
Pensamento
pequeno é dado àqueles que almejam poucas conquistas, que se
conformam com o básico, muito aquém da real dimensão do que podem
conquistar.
Por
isso, pense grande. Encompride, alargue e alteie o espaço à sua
frente. Assim, entrará mais ar, calor e os dourados raios de sol!
>>
2.Desconfianças: se infundadas,
reflua o ímpeto de acusar. Dias felizes resultam da consciência
tranquila e do relacionamento amistoso.
Se
desconfiar, e não tiver provas, evite protagonizar uma leviandade.
Recolha a voz e não aponte o dedo, seja a quem for, se pretender
falar com as palavras do talvez. Imagine-se, por sua vez, você
também sendo acusado por infundada desconfiança?
Para
que alguém expressar o que não tem certeza, fatos que ouviu alguém
dizer, mas que não tem provas nem viu acontecer?
Quem
acusa na desconfiança pode culpar um inocente e inocentar um
culpado!
Acusação não pode ter o viés da vingança ou do benefício alheio. É
algo sério. Acusação deve ter lastro, fundamento, ser inequívoca.
E a verdade deve ser a premissa, o referencial. Do outro lado há
alguém sendo acusado, pronto para defender-se e contra-atacar.
Portanto, reúna provas cabais ou silencie. Não abale seu bom
relacionamento. Será mais desgastante, depois, ter de se retratar.
Bom relacionamento é como uma taça de porcelana, que depois de
quebrada, mesmo bem restaurada, nunca mais será perfeita.
Insinuações, conjecturas, presunções... Cuidado! Evite lançá-las
como balão de ensaio para não ferir a sensibilidade alheia e viver
dias intranquilos.
Antes
de acusar, muna-se com a arma da verdade e da certeza afim de
acertar o alvo das acusações com um só disparo!
Inácio Dantas
11 dicas para conquistar objetivo em 2012!
No tempo da tecnologia, da
informação, da consciência, pular sete ondas, guardar sementinhas
ou simplesmente querer, não dá mais. É verdade que todos nós somos
potencialmente capazes de realizar muito, mas também é mais do que
sabido que para realizar, ser mais feliz no amor, ter mais
dinheiro no bolso e saúde para dar e vender ou qualquer que seja
seu objetivo, é preciso uma estratégia para realizar estas ações.
Para
obter sucesso em todas as promessas que serão feitas na virada do
ano é fundamental saber como alcançá-las. Para ajudar aqueles que
desejam concretizar seus objetivos em 2012, a coach e especialista
em comportamento humano, Roselake Leiros da CrerSer Mais, lista 11
sugestões para o sucesso em 2012:
Roda da Vida- Verifique como andam as realizações
de cada área de sua vida, dando notas de 0 à 10 para elas: saúde,
carreira, família, afetivo, espiritual, lazer, finanças e contribuição, por
exemplo. Sugiro investir nas áreas mais deficitárias, pois o
equilíbrio gera fluidez na vida. Faça uma lista dos seus objetivos
para cada área e mãos a obra.
O passado- Caso você não tenha realizado tanto
quanto gostaria, avalie e aprenda com o seu passado para seguir
adiante com sua melhor energia.
Objetivo-
Formule seu objetivo no positivo. Ele deve ser específico,
mensurável, alcançável, relevante e ter tempo de realização
determinado. Caso ele seja muito grande, e segmente-o.
Sonho-
Antes de planejar sua realização sonhe ilimitadamente com isso.
Deixe que sua mente se expanda, se abrindo a todas as
possibilidades de realização.
Plano de Ação- Agora sim planeje, traga seu sonho
para o agora e crie um passo a passo escrito, e só depois do
primeiro esboço pare para avaliar tornando-o ainda mais
alcançável.
Evidências-
Sua mente precisa saber exatamente para onde vai levar você.
Portanto, imagine esta realização, viva esse momento como se fosse
agora e perceba o que você vê, ouve e sente. Isso mostra que é a
evidência concreta de que você chegou lá.
Sabotadores-
Se perceber uma voz interna a fazer objeções ou uma sensação de
desconforto é sinal que pode haver autosabotagem. Nesse caso,
você deve conversar com essa parte de você e expor a importância
da realização. Negocie com ela respeitosamente e encontrem uma
maneira útil de tê-la como aliada.
Bom senso- Perceba como esta realização
afetará as pessoas importantes da sua vida. Se houver desarmonia
com outras pessoas ou situações adéque o seu objetivo.
Motivação-
Pergunte-se “Por que eu quero isso? O que isto me proporciona de
tão importante que me faz caminhar todos os passos necessários
para sua realização? Isso é o seu combustível.
Ações-
Esteja comprometido a tomar todas as ações que forem necessárias
para a realização. Desculpas e adiamentos não combinam com
“realizar”.
Comemorar-
Comemore a cada conquista intermediária e ainda mais na
realização, você merece.
Roselake Leiros
Você sabe controlar o seu termostato mental?
Pequenos sucessos, como um elogio
público do chefe, produzem uma sensação de alegria e situações
desagradáveis, como ser repreendido, por exemplo, causam períodos
de mal-estar. No entanto, o nível geral de satisfação, ou
insatisfação, acaba voltando para uma linha de referência padrão,
que varia de pessoa para pessoa.
Isso
vale para um novo relacionamento, aumento de salário ou uma
aquisição importante. Qual sua sensação após comprar um carro?
Êxtase? Prazer? Orgulho? Quanto tempo dura essa euforia? Para
algumas pessoas, dias, para outras, semanas. Da mesma forma, um
desentendimento com um colega, ou uma briga no trânsito, podem
deixá-lo de péssimo humor por um período maior ou menor.
Isso
acontece porque temos um "termostato mental" que, automaticamente,
regula a sensação de felicidade, ou de infelicidade, para um
patamar relativamente constante. Os psicólogos chamam esse
processo de adaptação sensorial. Essa tendência de sempre voltar
para o mesmo nível de satisfação não se limita a acontecimentos
rotineiros. Acontece mesmo sob condições mais extremas, de sucesso
ou sofrimento. Uma superpromoção ou uma demissão inesperada
deixaria qualquer um feliz ou arrasado. Seu termostato mental (sua
configuração sináptica), porém, vai colocá-lo de volta ao mesmo
patamar de antes, no máximo em alguns meses.
Isso
quer dizer que há pessoas mentalmente "programadas" para
sentirem-se insatisfeitas, independente do que aconteça na vida,
bem como há pessoas que têm um modo de encarar a vida de maneira
quase sempre positiva.
Qualquer que seja o nível de felicidade conferido por sua
configuração cerebral, sempre haverá a oportunidade de aumentar a
sensação de bem-estar, pois esta é, em grande parte, determinada
pelo modo que você reage às situações boas ou ruins.
Para
isso, sugiro três passos básicos:
1. Autoconhecimento – Como você
costuma reagir a prazeres ou dissabores? Quanto tempo dura o bom
ou mau humor?
2. Ajuste a interpretação – Usufrua
por mais tempo as pequenas conquistas e releve os contratempos.
3. Perceba a diferença– Se você
fizer isso com frequência, mudará aos poucos sua percepção sobre
os acontecimentos do dia a dia.
Desse
modo, ficará mais fácil controlar suas reações negativas, bem como
aumentar sua sensação de bem estar. Estes pequenos ajustes o
ajudarão a calibrar seu termostato mental para lidar melhor com os
desafios e oportunidades que aparecem todos os dias.
Eduardo Ferraz
Preparação e Abertura são caminhos para a mudança
Falar de Mudança num cenário de
continuas transformações é, no mínimo, falar do óbvio, mas mudar
nem sempre é simples e fácil. O filósofo Heráclito há
aproximadamente 500 A.C., afirmava que “Nada é permanente exceto a
mudança”. A mudança é inerente à própria vida. Pessoas passam por
transformações profundas na infância, adolescência, na vida adulta
e ao envelhecer e, na história da humanidade, há registros de
grandes mudanças e transformações organizacionais.
Qualquer ruptura com a situação atual (status quo) pode causar
tensão, desconforto, desestabilização e resistência, e as pessoas
não resistem à mudança pura e simplesmente. Elas resistem porque
já estão habituadas à situação atual, não dispõem de informações
suficientes ou não estão seguras e, até a situação futura chegar,
haverá dúvidas, incertezas e muitas interrogações.
A
resistência é, na verdade, uma forma de se protegerem do
desconhecido e das possíveis “perdas” que julgam que terão diante
da nova situação. É natural que pessoas que não foram devidamente
informadas e preparadas para lidar com a mudança resistam a ela e
prefiram permanecer na sua zona de conforto (o que significa
segurança), justamente por desconhecerem os propósitos,
implicações e repercussões da mudança.
Para
fins de estudo e entendimento do comportamento das pessoas frente
às mudanças, pesquisadores do tema, costumam relacionar o
comportamento que as pessoas apresentam a diferentes estágios:
Negação, Resistência, Exploração e Aceitação, conforme ilustra a
imagem abaixo:
O
transitar por essas fases varia de pessoa para pessoa, conforme o
seu histórico de vida, crenças e valores, perfil pessoal e
conhecimentos que dispõe sobre a proposta de mudança.
Existem
muitos recursos e orientações que as pessoas podem utilizar para
lidar de forma mais apropriada com a mudança. O primeiro deles é
estar aberto para um olhar imparcial sobre a mudança. Outro
recurso é exercitar a resiliência – a capacidade de se adaptar a
ambientes complexos, adversos e caóticos com ponderação e
equilíbrio e sair cada vez mais fortalecidos da situação. Já dizia
Charles Darwin, naturalista britânico do séc. XIX: “Não são as
espécies mais fortes e inteligentes que sobrevivem... são aquelas
que melhor se adaptam à mudança.”
Outra
dica é rever nossos modelos mentais, sobretudo aqueles que nos
fazem adotar comportamentos rígidos, retrógrados e inflexíveis,
que acabam por prejudicar que se tenha uma avaliação mais acurada
da situação. O importante em qualquer processo de mudança é rever
e repensar nossos paradigmas à luz de novos entendimentos e
descobertas, conforme podemos extrair do pensamento de Marcel
Proust: “O verdadeiro ato de descobrir não consiste em achar
terras novas, mas em vê-las com outros olhos”.
No
âmbito organizacional, fazer a gestão da mudança exige tanto boa
liderança quanto seguidores comprometidos para transformar idéias
em ação e, para isso, as pessoas necessitam conhecer o verdadeiro
propósito da mudança, entender suas razões, seus benefícios, seus
desafios e oportunidades. É preciso sensibilizá-las para que
compreendam a mudança e, quanto mais esclarecimentos tiverem, mais
rapidamente poderão caminhar rumo ao engajamento e à adoção.
Portanto, conquistar o apoio e o envolvimento das pessoas é
essencial para o sucesso de um processo de mudança.
Rosaneli Bach
Promessas de ano novo: você vai cumprir?
“Ano que vem prometo cuidar mais da minha saúde”. “Vou iniciar um
curso de inglês e juntar dinheiro para comprar o meu carro”. “Em
2012 quero investir na minha carreira e conquistar aquele cargo
que sempre sonhei”.
Você com certeza já fez essas e
tantas outras promessas na virada do ano, seja quando estava
pulando as sete ondas, ou quando comeu lentilha na ceia. Pode ter
sido algo ligado a sua personalidade, como a promessa de ser mais
extrovertido, ou algo mais pontual, como desejar ter mais tempo
para você. Você se lembra das promessas que fez ao ano passado? E
dessas, quantas você chegou realmente a realizar? Segundo o autor
do livro A Tríade do Tempo, Christian Barbosa, além se esquecerem
das promessas, as pessoas não desejam algo que realmente possam
cumprir.
“Todos
ficam bem empolgados com o novo ano que está por vir e prometem
mil e uma coisas. Mas são poucos os que colocam os desejos em um
papel e traçam um planejamento para que, de fato, consigam cumprir
suas metas”, explica Christian, que também é especialista em
administração do tempo e produtividade. “Não é impossível
conseguir realizar esses sonhos, basta se organizar para que
consiga encontrar um tempo para cada tarefa”, afirma. Quer saber
como realizar suas promessas e fazer de 2012 um ano de
realizações? Então, confira essas dicas de Christian Barbosa:
Não
prometa ao vento. Anote tudo! Se você não anotar os seus desejos,
esquecerá tudo no próximo dia.
Coloque
todas as suas metas, ainda que achar algumas impossíveis, em uma
papel. Só assim poderá analisar com seriedade quais são os passos
a serem tomados para chegar lá!
Determine um prazo para suas realizações. Com isso, você
conseguirá se organizar durante o ano para, com calma, atingir
cada expectativa do seu check list. Pense que você terá 365 dias
para cumprir tudo. Mas não se esqueça: o tempo não para, ficar
parado não trará seu sonho até você!
Tenha
foco e determinação. No início pode ser fácil, mas, durante o ano,
pode aparecer empecilhos que o desanime a continuar com as suas
promessas. Nesses momentos, mantenha o foco! Deixe de lado as
atividades circunstanciais, que não trazem resultados, e não perca
de vista as atividades importantes, ou seja, as suas promessas de
ano novo!
Christian Barbosa
Vícios: Como perceber a hora de pedir ajuda Jogos,
drogas, consumismo ou sexo. Dependência é considerada doença pelo
modo como afeta a vida das pessoas
Os chamados vícios modernos são
distúrbios cada vez mais frequentes e vão além do consumo abusivo
do álcool ou outras drogas. Entre eles estão o uso de drogas, os
jogos compulsivos, o consumismo e a fixação em relações amorosas,
entre outros. “Não basta perceber que se está bebendo muito ou
usando demais o computador. É necessário tentar compreender se a
relação com objeto está interferindo na vida de um modo geral”,
afirma a psicóloga Rafaela Paixão, do CPPL (www.cppl.com.br),
esclarecendo que o que caracteriza o quadro de dependência é o
tipo de relação que a pessoa estabelece com o objeto do vício.
Assim,
a dependência química e as não químicas podem ser consideradas
doenças pelo modo como afetam a vida do indivíduo.
Alguns estudos, por exemplo, apontam para uma predisposição
orgânica associada às diferenças culturais e subjetivas, que
contribuem para produzir um quadro de dependência. “A dependência
é tratável, mas não há uma causa única que o determine”, explica
Rafaela.
Segundo a profissional, é preciso estar atento aos sinais da
dependência e considerar os prejuízos vividos pela pessoa que
começa a apresentar uma relação problemática. Para ajudar na
identificação do problema, Rafaela separou algumas questões
(abaixo) que podem contribuir no reconhecimento dos sinais de
dificuldades.
Em caso
afirmativo para a maior parte delas, é necessário procurar ajuda.
Neste caso, a especialista recomenda recorrer a psicoterapias
individuais ou em grupo. “As reuniões em grupo podem ser um
importante aliado para o tratamento”, diz Rafaela Paixão, que
ressalta a importância de que as situações sejam analisadas caso a
caso.
Questionário: 1. Apresenta desconforto psíquico e/ou emocional na ausência
do objeto?
2. Deixa de fazer coisas e estar com pessoas para fazer uso?
3. Sente que não tem controle e repete sem conseguir parar?
4. Já teve prejuízos no trabalho, como atrasos e faltas?
5. A sua relação com o objeto é motivo de desentendimento nas
relações afetivas
Cuidados com os baixinhos nos dias quentes
Pediatra dá dicas de como os pais podem proteger os pequenos no
Verão
Ainda nem entramos no Verão, mas os
termômetros já começam a dar sinais do que vem por aí em termos de
calor. Nos consultórios, os médicos já começam a receber dúvidas
dos pais sobre as interferências do clima quente nos baixinhos e
quais os cuidados que devem receber neste período, que inclusive,
já convida para esticadas às praias e piscinas.
Para
sanar essas dúvidas, o pediatra membro da Sociedade Brasileira de
Pediatria dr. Sylvio Renan Monteiro de Barros destaca partes de um
capitulo de seu livro ‘ Seu bebê em perguntas e respostas’, com
algumas dicas para as mamães e papais.
O
médico, que atua na clínica MBA Pediatria, explica que os bebês
podem ficar expostos ao sol a partir dos dois meses de idade, em
horários de pouca insolação, ou seja, antes das 10h ou após das
17h. Próximo ao meio-dia ocorre um aumento das irradiações, tanto
ultravioleta quanto infravermelha, que são danosos para a pele em
geral, principalmente para a dos pequeninos. Em curto prazo, essas
irradiações podem provocar lesões, inclusive cancerosas.
“Aconselho, em regiões mais quentes e especialmente no alto verão,
o uso de protetores solares para diminuir os efeitos nocivos dos
raios que incidem nestes horários de pico. Os produtos devem ser
os formulados especialmente para a pele do bebê”, relata.
O
pediatra ainda ressalta que a exposição ao sol precisa ser
gradativa, começando com um ou dois minutos ao sol, primeiro nas
pernas e aumentando a área exposta e o tempo de permanência, até
chegar ao corpo todo e aos quarenta minutos diários. O uso de
chapéu também é indicado.
Respeitados todos os itens citados acima, a criança também está
liberada para a praia a partir dos dois meses de idade. Porém,
outros cuidados muito importantes são necessários, como evitar o
contato com a areia e a água do mar, devido ao risco de
contaminação.
Sobre a
piscina, para os menores, o médico indica as infláveis e rasas,
sempre com supervisão de um adulto. Caso os pais frequentem
parques ou clubes, é importante prestar atenção aos riscos de
contaminação, especialmente nas crianças muito novas e sem a
devida defesa imunológica.
Por
último, dr. Sylvio ensina a evitar as famosas brotoejas típicas do
calor, comum nos baixinhos, que ainda não possuem as glândulas
sudoríparas totalmente desenvolvidas. “Apesar de não causar nenhum
risco, as brotoejas causam incômodo, e para evitá-las é
recomendado deixar as crianças com o mínimo de roupas em dias mais
quentes e úmidos, assim como dar mais banhos mornos e aplicar
loções hidratantes neutras”, esclarece.
“Cérebro de pipoca” e relações descartáveis atingem os mais
conectados
O analfabetismo emocional torna complicado o relacionamento
interpessoal
Um novo distúrbio tem chamado
atenção: o “Cérebro de pipoca”, responsável por causar alterações
químicas cerebrais e fazer com que suas vítimas passem a ter
dificuldade de se concentrar em apenas um assunto e a lidar com
coisas simples do cotidiano, como ler um livro, conversar com
alguém sem interrupção ou dirigir sem falar ao celular. Esse novo
fenômeno é atribuído ao movimento caótico e constante de
informações e ao fato das pessoas passarem muito tempo conectadas
por dia e a tocarem muitas tarefas ao mesmo tempo.
Para o
psicólogo clínico e doutor em Neurociência e Comportamento pela
USP, Julio Peres, o veloz mundo contemporâneo fornece poucos
valores essenciais à vida em equilíbrio; enquanto, novas
“necessidades” são artificialmente criadas a cada dia, imbuídas da
falsa promessa de bem-estar.
“Incentiva-se a pressa, a praticidade e o consumo imediato dos
bens que, supostamente, aplacariam a angústia e a ausência de
sentido para a existência. Assim, grande parte dos
relacionamentos ocorre pela oferta dos meios ágeis de
comunicação, que favorecem interface superficial com grande número
de pessoas (redes de relacionamento via Internet), incitando
contatos por interesse em vantagens imediatas e relações também
descartáveis”, afirma.
E o
resultado desse distúrbio, por causa da falta de foco, é o
analfabetismo emocional, ou seja, a dificuldade de ler as emoções
no rosto, na postura ou na voz dos indivíduos, tornando complicado
o relacionamento interpessoal. E, segundo pesquisas, quem faz
muitas coisas ao mesmo tempo tem mais dificuldade de concentração
e de excluir as informações irrelevantes, além de sofrer mais de
estresse.
“Hoje,
as pessoas são ‘coisificadas’ sucessivamente como produtos, ao
passo que os vínculos afetivos se tornam cada vez mais frágeis. Os
indivíduos mudam de uma relação para outra repetindo os mesmos
erros, reclamando dos mesmos problemas, perdendo oportunidades
preciosas de desenvolvimento pessoal porque possuem mais
dificuldade para lidar com as emoções. O que vemos, infelizmente,
é um número crescente de pessoas que começam e terminam relações
de forma virtual, evitando o enfrentamento dos sentimentos”,
ressalta Julio Peres.
Julio Peres
Como falar sobre sexo com a garotada
Ginecologista dá dicas e orientações para que os pais esclareçam
as principais dúvidas de crianças e adolescentes sobre
sexualidade, sem dar espaço para traumas e desconfortos
Eis algo que a revolução sexual das
décadas de 60 e 70 não conseguiu mudar completamente: o sexo
continua sendo um grande tabu entre pais e filhos. Há exceções,
claro, mas de maneira geral a discussão desse tema ainda gera
muito desconforto no ambiente familiar. Com jeitinho e jogo de
cintura, no entanto, especialistas afirmam que é possível orientar
a garotada sem criar constrangimentos.
Para a
médica ginecologista e obstetra Viviane Monteiro, os pais precisam
ser cuidadosos na hora de falar sobre sexo. “Se a forma de abordar
o assunto for considerada desrespeitosa pelo jovem, poderá
determinar o fim de qualquer possibilidade de diálogo. Por isso, é
importante estar sempre conversando com os filhos, não apenas
quando o assunto surgir, além de tentar fazer do sexo uma coisa
comum, nada mais do que realmente é”, aconselha a especialista.
O papo
deve acontecer da forma mais madura possível, orienta a Dra.
Viviane. Se o filho ou a filha ainda for criança, o ideal é que os
pais esperem as perguntas surgirem espontaneamente. “É melhor
iniciar o assunto focado nas situações afetivas e não nas sexuais.
Deixe que a conversa evolua naturalmente e, quando for da vontade
do seu filho, o ideal é que ele tenha confiança suficiente na
família para levar a conversa pelo rumo que desejar”, sugere.
Segundo
a Dra. Viviane, especializada no atendimento ginecológico de
crianças e adolescentes, a educação sexual deve estimular o
adolescente a adotar mecanismos para que ele seja capaz de se
proteger de uma gravidez precoce e das doenças sexualmente
transmissíveis, não se tornando necessariamente uma tentativa de
ensinar ao jovem como lidar com o ato sexual em si. “Esse
desenvolvimento deve surgir com o próprio adolescente e a forma
como ele expressa seus sentimentos em relação ao outro, como
expressa os sentimentos advindos de seus pais ou de quem quer que
sejam suas referências”.
Confira
mais dicas da médica ginecologista Viviane Monteiro para abordar o
assunto sexo com os filhos:
- Vigie
seus filhos e esteja sempre presente. Não se pode negar que, por
se tratarem de crianças e adolescentes, é necessário certo grau de
vigilância constante. Não há nada de mais em bloquear canais
inadequados ou simplesmente não os ter na televisão. Fiscalize o
computador de seu filho rotineiramente e, acima de tudo, analise
antes de criticá-lo. É importante ser a referência para os seus
filhos, para que os outros não a sejam. Quando se sentir culpado,
imaginando que você estará invadindo a privacidade dele, pense que
é melhor que seja você do que um estranho o espreitando.
- Não
transforme o assunto em um bicho de sete cabeças, pois isso pode
aguçar a curiosidade infantil. As perguntas sempre irão surgir, já
que as crianças atualmente estão expostas a um mundo de muitas
informações, nem sempre selecionadas ou adequadas para sua faixa
etária. Procure averiguar de onde veio a dúvida, para, por
exemplo, saber se a mesma não procede do assédio de alguém mais
velho. Saiba o que o seu filho assiste, os lugares que frequenta e
com quem convive. Dúvidas pontuais em relação ao próprio órgão
sexual e ao do sexo oposto são comuns, visto que a criança
geralmente convive com o pai e a mãe. Por isso, não supervalorize
o assunto e busque uma forma simples de responder, sem que a
explicação seja exageradamente fantasiosa e exponha seu filho a
uma situação vexatória no ambiente escolar.
- Trate
o tema sexo da forma mais madura possível. É comum nós mesmos não
sabermos lidar com a nossa própria sexualidade e nossas dúvidas, e
é natural que a criança descubra que algumas partes de seu corpo,
quando estimuladas, provocam uma sensação agradável. Isso não deve
ser encarado como masturbação, nem combatido de forma
preconceituosa, para que se evite transformar o sexo em tabu. Não
constranja o pequeno e aproveite para orientá-lo em relação à
higiene. Quando conduzidas com atenção e orientações pontuais,
essas situações costumam evoluir de forma bastante saudável.
- Deixe
histórias como a da cegonha de lado. Elas não têm feito mais
sucesso com as crianças para explicar de onde vêm os bebês, mas
isso não significa que os pais devam dar uma explicação literal
sobre a produção de um ser humano. Dizer que o amor do papai foi
capaz de plantar uma sementinha na barriga da mamãe é uma
alternativa lúdica, porém mais próxima da realidade, de explicar à
criança como isso realmente ocorre.
- Para
explicar à criança as diferenças entre os sexos, a melhor forma é
a comparação com os pais. Assim, o pequeno percebe que não são
apenas os órgãos sexuais que o diferenciam do pai ou da mãe, mas
sim todo o conjunto de atitudes e comportamentos. Com isso, o
menino ou a menina perceberão que a genitália é apenas mais um
item nesse mundo de diferenças.
- Quer
tomar banho com seus filhos? Sem problemas, isso faz parte da
intimidade dessa relação. Mas não se escandalize com as atitudes
da criança, já que suas reações são livres de maldade ou de
intenção sexual. Não existe uma idade limite para interromper o
hábito de tomarem banho juntos. É provável que a própria criança
interrompa a prática conforme for crescendo e adquirindo mais
autonomia e vergonha das coisas.