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 Edição de Janeiro de 2012


Promessas para 2012

 

Adote hábitos mais saudáveis e evite usar óculos

Seja por doença, envelhecimento ou por hábitos pouco saudáveis, é certo que muita gente recorre aos óculos para resolver seu problema de baixa visão. Apesar de a indústria dos óculos estar cada vez mais sofisticada e integrada com o universo da moda, muita gente adoraria se livrar deles. “A melhor forma de evitar usar óculos é, antes de tudo, não depender deles para enxergar bem. São cinco as dicas mais naturais para que as pessoas continuem enxergando o mundo a olhos nus e sendo vistas de forma clara: combata o vício do fumo, durma bem, limite o uso do computador e da TV, cuide da iluminação ambiente e se alimente corretamente”, diz o médico oftalmologista Renato Neves, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, em São Paulo.

 

Combata o vício do fumo

 Neves afirma que o fumo compromete a circulação sanguínea da retina, reduz a quantidade de antioxidantes presentes no sangue, e afeta a visão em qualquer fase da vida, mas principalmente a partir dos 65 anos. “Catarata, glaucoma e degeneração macular relacionada à idade (DMRI) – doenças que podem levar à cegueira – encontram no tabaco um dos piores fatores de risco. Mesmo quem parou de fumar há quinze ou vinte anos apresenta mais chances de sofrer de doenças oculares. Vale lembrar que fumantes passivos não estão livres desses riscos de perda de visão na terceira idade”.

 

Durma bem

“O ideal é ter ao menos oito horas de sono reparador por noite. Para muita gente isso pode parecer impossível, mas o poder restaurador do sono é tão bom para o corpo e a mente quanto para a saúde ocular”, diz o médico. “Quem está disposto a começar 2012 de modo mais saudável e evitar o uso de óculos deve começar a ir para a cama mais cedo, sempre no mesmo horário, a fim de desenvolver um padrão de sono mais previsível”.

 

Limite o uso de computador e da tv

De acordo com o especialista, tanto a TV quanto o computador podem de fato cansar a visão caso a pessoa não se imponha limites. “Tem gente que passa o dia inteiro trabalhando em frente ao computador e, ao chegar em casa, ‘descansa’ assistindo televisão. Tal comportamento é bastante contraindicado, já que os dois equipamentos tendem a forçar mais o músculo ocular. Quem trabalha ou estuda muitas horas em frente ao computador deve fazer pausas (ainda que forçadas) para que os olhos descansem durante o período. Uma dica é, de hora em hora, levantar para tomar um copo d’água ou conversar com alguém. Assim, a pessoa também se hidrata e ativa a circulação dos membros inferiores – tudo isso preservando os olhos, claro”.

 

Cuide da iluminação ambiente

Onde quer que você esteja trabalhando ou lendo, é fundamental que o ambiente seja bem iluminado. “Quem tem o costume de ler ou trabalhar em locais com baixa intensidade de luz acaba forçando os olhos a trabalhar mais. Apesar desse péssimo hábito não resultar em aumento de grau ou aparecimento de qualquer outra doença ocular, a pessoa pode passar a se queixar de dores de cabeça, vermelhidão nos olhos e vista cansada – sintomas perfeitamente combatidos quando se investe num ambiente com iluminação adequada”.

 

Alimente-se corretamente

É senso comum que adotar uma alimentação corretamente balanceada contribui para perder peso e evitar muitas doenças – principalmente o câncer e as cardiopatias. Entretanto, faz bem aos olhos também. “Todas as dietas saudáveis devem incluir grandes quantidades de frutas, legumes e verduras frescas – que podem ser consumidas ao longo do dia. A ideia é aumentar a ingestão de vitaminas, minerais, proteínas saudáveis, ômega-3 e luteína. Frutas de várias cores e verduras de tonalidade verde-escuro, como espinafre, couve e brócolis, contêm antioxidantes que protegem os olhos, reduzindo os danos provocados pelos radicais livres. Ovos, milho verde, mamão, laranja e kiwi também contêm luteína, substância fundamental no combate à degeneração macular relacionada à idade. A esses alimentos, acrescentamos cenoura e abóbora, que também são ricas em vitamina A e contêm muita vitamina C”, diz Renato Neves.

Na opinião do médico, as pessoas ainda devem incluir na dieta importantes fontes de  ômega-3 e reduzir a ingestão de sódio. Peixes, castanhas, óleo de linhaça e canola contribuem também para evitar a síndrome do olho seco – tão comum nas grandes cidades e na terceira idade. “Se alguns alimentos contribuem para a saúde dos olhos e para o bem-estar do paciente, o sódio pode colocar tudo a perder quando ingerido em altas quantidades, levando ao desenvolvimento de catarata. Vale a pena, então, prestar atenção nas informações das embalagens e preferir alimentos com baixa quantidade de sódio”.

 

Dr. Renato Neves



Se você não consegue fazer o que deve...
(...deve ao menos fazer o que consegue!)

 

Esta frase resume minha crença sobre como devemos viver a vida e, especialmente, o amor! Acredito que devemos nos acolher mais do que nos criticar ou castigar por nossos equívocos. Aprendi, na prática, que o acolhimento é, na maioria das vezes, mais eficiente e mais transformador do que a autocrítica impiedosa e reforçadora de nossas dificuldades. 

Então, para comprovar a minha percepção, depois de já tê-la usado algumas vezes comigo mesma, resolvi “aplicá-la” em uma amiga. Há algum tempo, ela se queixava para mim sobre o fato de não conseguir se desprender de uma relação que estava lhe fazendo mal, lhe roubando a concentração e principalmente a autoestima. 

Sua justificativa sempre recaía sobre um lamento: apesar de saber que já estava mais do que na hora de se livrar daquele relacionamento que não acrescentava nada positivo em sua vida, ela não conseguia dizer o tão necessário “basta!”. Toda vez que surgia uma oportunidade de rever a pessoa com quem ela se relacionava, terminava cedendo ao seu desejo de aceitar o convite. 

Logo depois, sentia-se culpada, mal consigo mesma, incapaz de tomar as rédeas de sua própria história e dar um novo rumo para a tal relação. Pegava-se novamente repetindo as mesmas promessas, as mesmas justificativas, as mesmas tentativas de consertar o que ela sabia – pela reincidência das atitudes – que não havia disponibilidade por parte do outro para mudar, como ela gostaria. 

E assim, recorria a mim, compartilhando seus sentimentos de decepção consigo mesma e sua sensação de que, por mais que tentasse, não conseguia fazer com que o outro fosse diferente. Resolvi acolhê-la. E sugiro, agora, que você se acolha! 

Pare de se autopunir quando não conseguir fazer o que deve. Por mais que você já saiba o que precisa ser feito para chegar onde deseja, talvez você ainda não esteja pronto para conseguir fazer isso. Então, relaxe. Não desista, apenas relaxe. Tenha consciência de que você sabe o que deve ser feito e que, dia após dia, repetirá carinhosamente qual a atitude a ser tomada, mas, por enquanto, também dia após dia, apenas estará comprometido em fazer o que consegue! 

Quantas vezes já desistimos de fazer o que deveríamos porque percebemos que não conseguíamos? Errado!!!

O nível de exigência para conosco não pode ser maior do que nossa maturidade. Ao contrário, é o nosso intuito diário de amadurecer que transforma o desejo de mudar em mudança de fato. 

Então, repito: “se você não consegue fazer o que deve, deve ao menos fazer o que consegue!”. E assim, não desistindo de fazer, chegará o dia – mais rápido do que você imagina – em que você conseguirá fazer o que deve, naturalmente, quase sem perceber. 

Foi o que aconteceu com minha amiga. Certo dia, ela me contou, feliz da vida, que de repente tinha se dado conta de que aquela relação acabou dentro dela... percebeu que já não sentia vontade de dizer “sim” ao outro, mas sempre “sim” a si mesma. E dizer “sim” a si mesma significava automaticamente dizer “não” a uma relação que só lhe roubava a tranqüilidade, lhe fazia sentir-se diminuída, muito pouco considerada e nada mais feliz. 

Mas isso não aconteceu da noite para o dia. Desde quando começamos a conversar sobre isso, mais de seis meses se passaram. No início, ela se martirizava demais toda vez que dizia “sim” aos encontros, às mesmas palavras, aos mesmos pedidos, às mesmas reclamações e aos mesmos resultados. 

Com as nossas conversas, ela foi se perdoando a cada “sim” e repetindo a si mesma que ela merecia mais, desejava mais, que poderia viver um amor mais inteiro, mais tranqüilo, mais satisfatório... e que deveria desprender-se desta relação falida. No entanto, respeitaria o tempo de seu próprio amadurecimento, fazendo diariamente o que conseguia... até estar pronta para fazer o que devia... 

Pois é exatamente isso o que acontece quando a gente se propõe a, afetuosa e respeitosamente se acolher. Paulatinamente, passo a passo, fazendo o que conseguimos, repetindo conscientemente o que deve ser feito, chega o dia em que amadurecemos e, naturalmente, quase sem perceber, fazemos o que deve ser feito.

Tente! Veja como você é capaz de chegar onde quer quando descobre que o que deve ser feito passa, antes, por uma seqüência de tentativas que fazem parte fundamental das suas mais importantes conquistas. 

Lembre-se da resposta do grande Thomas Edison, quando uma repórter lhe perguntou se ele não se sentia frustrado por ter fracassado 999 vezes ter conseguido inventar a lâmpada somente em sua milésima tentativa... E ele sabiamente respondeu: “não fracassei nenhuma vez. Inventei a lâmpada. Acontece que foi um processo de 1.000 passos”. 

Não importa quantos passos você dê... desde que saiba que cada um deles faz parte do caminho que o levará até onde você deseja chegar!

 

Rosana Braga



Como reagir quando você descobre que seu filho roubou

Para dar devida noção da responsabilidade, é importante que os pais propiciem formas de a criança “repor aquilo que pegou”

 

Já aconteceu de alguma vez seu filho voltar da casa de um coleguinha, trazendo um brinquedo dentro do bolso, e você desconfiar que ele o furtou? Ou quando você pergunta quem comeu os bombons que estavam no armário, ele responde, com bigode de chocolate, que não foi ele? Não são raros os casos de pequenos roubos durante a infância.

Nessa situação, os pais devem ter uma política clara em relação à desonestidade: não devem exigir confissões nem fazerem perguntas que dêem oportunidade a novas mentiras. Por outro lado, não devem ignorar o fato e abordar o assunto claramente com a criança. “Se você tem certeza que seu filho tirou dez reais da sua carteira, não pergunte se ele mexeu na sua carteira. Diga-lhe com firmeza que você sabe que ele pegou o dinheiro, peça de volta e explique que ele deve pedir quando precisar”, explica a psicóloga Ana Cássia Maturano.

Segundo a especialista, é importante não fazer perguntas quando já se sabe as repostas. Ao se sentir acuada, a criança pode criar uma nova mentira, aumentando o risco de uma reação agressiva por parte do adulto.

“Alguns pais, confusos quando o filho nega o roubo, reagem insultando-o de ladrão ou mentiroso. Uma reação tranqüila, porém firme, leva a criança a confiar no adulto e a aprender que não tem necessidade de mentir. Além disso, é importante que se crie, com a criança, uma forma dela repor aquilo que pegou”, conclui a especialista.

 

 Ana Cássia Maturano


Vicio em game pode trazer consequencias a saude

Olho seco, dores nas costas e falta de concentração são algumas consequências da atividade

 

O jovem britânico Chris Staniforth, 20 anos, morreu após desenvolver um bloqueio pulmonar devido uma trombose venosa profunda, após jogar vídeo game por 12 horas seguidas. O caso, ocorrido em agosto deste ano, chocou o mundo, e o pai do garoto declarou ao jornal inglês The Sun não imaginar que o vídeo game poderia fazer mal ao filho, já que o menino estava em casa e, aparentemente, em segurança. O encantamento com o mundo dos games é perceptível na maioria das crianças, porém, quando o limite é ultrapassado, o jogo vira vício e suas consequências afetam diretamente a saúde.

A fase escolar pode ser um dos primeiros indícios de um possível vício, momento em que a criança geralmente demonstra os primeiros interesses com o mundo dos games. “O jovem encontra no jogo uma forma de distração, um tipo diferente de interação comparada ao mundo presencial. Por exemplo, uma criança que não tem muitos amigos desenvolve uma maior empatia com o jogo”, explica a psicóloga Ana Luiza Mano, membro do Núcleo de Pesquisas em Informática da Pontífica Universidade Católica de São Paulo, PUC.
O papel dos pais deve ser de constante vigilância, com a obrigação de observar todo e qualquer passo da criança, conversar, conhecer os tipos de jogos utilizados pelos filhos e delimitar horários diários para os jogos. No entanto, a especialista informa que a atividade só pode ser considerada vício quando atrapalha a realização de demais funções como comer, dormir ou estudar.

Pesquisas demonstram que o vídeo game estimula as atividades cerebrais e trabalha a coordenação motora das crianças.
Porém, pecar pelo excesso, nesses casos, é essencialmente prejudicial. Por incrível que pareça, o ato do jogo não é nocivo, e sim, suas conseqüências à saúde. Jogar ininterruptamente provoca danos ao organismo, como olho seco (a criança está tão entretida com o game que esquece até de piscar), dores nas costas e no corpo, além de prejudicar o bom funcionamento do corpo, visto que o jovem não come, não bebe água e torna-se sedentário.

Como livrar-se do vício

Assim como o hábito de jogar é adquirido, ele pode ser abandonado. Com o tratamento adequado, em poucas semanas, a criança pode se curar. No entanto, o acompanhamento deve ser intenso. “De início, é preciso compreender porque o jovem está se chamando de viciado. Nas primeiras semanas, a abordagem é relacionada às suas atividades, como quantas horas de jogo por dia, os tipos, com quantas pessoas, entre outros. Nas últimas semanas do tratamento, identificam-se as razões que os levam ao jogo”, revela a Dra. Ana Luiza Mano.
O mundo dos games está ao alcance de qualquer criança e a rotatividade desses produtos acentua o desejo desses jovens para experimentar um novo espaço virtual. No entanto, dosar a linha tênue entre o aceitável e o exagero é vital para um saudável relacionamento entre família, escola e diversão.

      

Fonte: www.saudeempautaonline.com.br/


Ano Novo: Novas Promessas ou Novas Atitudes?

 

Sempre que estamos próximos do ano novo, sentimos uma incrível motivação para realizar novos votos, promessas e metas.

Também costumamos sentir um arrependimento por aquilo que gostaríamos de ter feito e não fizemos.

Mas... não foi exatamente isso que aconteceu nesta mesma época do ano passado?

O que houve, de fato? Por que não encaramos aquele regime? Por que não fizemos os exercícios prometidos? E aquele curso que tanto queríamos?

Afinal, por que nossas promessas não foram cumpridas e as metas não foram alcançadas?

Promessas e intenções não são atitudes.Muitas pessoas fazem promessas para o ano novo, mas se esquecem que só atitudes podem concretizá-las. Promessas são apenas palavras, até começarem a ser cumpridas através de nossas atitudes.

O primeiro grande equívoco é confundir desejo com vontade.A maioria de nós apenas deseja.Muitos, inclusive, desejam intensamente… Mas desejo é algo apenas potencial. Sem o exercício da vontade, o desejo não se realiza.

Qual a diferença entre desejo e vontade?

Desejo é um estado da mente e está ligado a expectativas.

Vontade é um atributo da mente e está ligada a atitudes.

Se o seu “querer” estiver na esfera do desejo, ele pode não se realizar, porque você ainda não estará tomando nenhuma atitude na direção da sua realização.

Nossos votos, promessas e metas são expressões de nossos desejos, demonstram o que queremos em potencial; mas somente a atitude materializa esse “querer”.

Nossa vontade é o exercício das nossas atitudes.

Por exemplo, o princípio cristão “bem aventurados os homens de boa vontade” demonstra muito bem esta diferença. As bem aventuranças são consequência da boa vontade, ou seja, das atitudes corretas. Não basta querer; é preciso agir!

Muitas pessoas buscam a felicidade, mas não percebem que suas atitudes estão muitas vezes no sentido contrário à felicidade que buscam.

Para este ano que se inicia, de nada adiantará fazermos novas promessas ou apenas acreditar que cumpriremos as que não realizamos no ano que passou; a  não ser  que  reformemos nossas atitudes.

A chave para reorientar nossas atitudes consiste em 3 pilares: Abandonar, Manter e Adquirir:

Abandonar as atitudes que nos afastam da realização dos nossos objetivos.

Manter as atitudes necessárias para alcançar nossos objetivos pelo tempo necessário, para que possam surtir efeito e trazer os  resultados.

Adquirir os conhecimentos e adotar as atitudes que nos faltam para realizar os nossos sonhos.

Se você deseja ser feliz, precisa abandonar a tristeza.

Para desenvolver uma nova competência, não podemos ser imediatistas: precisamos manter nossos esforços pelo tempo suficiente para sedimentar nossas conquistas.

Para construirmos a melhor versão do futuro, precisamos desenvolver a melhor versão de nós mesmos, e isso inclui adquirir conhecimentos e desenvolver atitudes que ainda não adotamos.

Abandonar, manter e adquirir são três grandes ferramentas para que, no final deste novo ano que se inicia, não nos encontremos frustrados por não termos cumprido as promessas e votos que fizemos.

Para este novo ano, não fique refém de promessas.Desenvolva novas atitudes: atitudes vencedoras! Feliz ano novo, feliz vida nova!

 

Carlos Hilsdorf 


Como evitar a síndrome do ano-novo

Cinco dicas ajudam a definir metas, prioridades e decisões futuras para fugir da pressão organizacional, angústia e ansiedade vividas neste período

 

 

Cláudia, 33 anos, é casada e trabalha na área administrativa de uma multinacional há cinco anos. Ela critica a empresa por não lhe dar maiores desafios (o que a faz se sentir pouco útil), acha que seu trabalho caiu na monotonia e reclama das pressões constantes para cumprir tarefas irrelevantes. Considera que o tempo e dinheiro investidos em cursos de inglês, espanhol e MBA não são reconhecidos e quer mudar de emprego, mas se atormenta com a possibilidade de não conseguir se recolocar no mercado. Também pensa em ter um filho, mas teme perder o atual emprego. Agora nesse começo de ano, ela se pergunta se não seria o momento adequado para dar um passo significativo em sua vida, mas não consegue se decidir. Ter um filho? Mudar de emprego? Continuar na mesma? O que fazer?

O exemplo fictício de Claudia resume o “desabafo” de muitos profissionais que me procuram e que se agrava neste início de ano, momento que simboliza o encerramento de um ciclo e início de outro. É quando a angústia (relacionada ao passado) por não poder voltar atrás em nossas decisões se junta com a ansiedade (relacionada ao futuro) sobre as decisões que deveremos tomar. É a vontade de jogar tudo para o alto e começar outra coisa completamente nova, associada ao medo de que os projetos saiam errado.

Em algum momento de nossas vidas passamos por essa situação, que é plenamente normal. O problema é que, com a crescente pressão sofrida nas organizações, aliada ao clima de incerteza e insegurança em relação ao futuro, agravam as sensações de angústia e ansiedade vividas neste período, contribuindo para causar o estresse e a depressão. É a “Síndrome do Ano-Novo”.

A Psicologia não oferece soluções prontas a esse tipo de situação, mas pode ajudar a lidar com elas. Quando as pessoas me procuram com esse tipo de dúvidas, a primeira coisa que procuro saber é se possuem um projeto de vida. Afinal, as escolhas só se tornam difíceis e os arrependimentos e frustrações freqüentes quando falta uma referência para se guiar.

Em seguida, sugiro um exercício de reflexão. Embora pareça simples, é uma atividade que nos auxilia a definir metas, prioridades e decisões futuras. A seguir, os passos principais:

Defina um projeto de vida:  imagine o que você quer para si (ser um empresário, um executivo bem sucedido, ter uma casa própria, ser independente, etc.). Planeje o presente e o futuro. Não se esqueça da vida pessoal. Você precisa conciliar projetos pessoais com projetos profissionais. O projeto de vida deve ser algo que você realmente sinta que vale à pena viver para isso, que valha à pena enfrentar momentos ruins.

Certifique-se de quem é projeto: este é um exercício difícil porque, na maioria das vezes, projetos de família estão tão arraigados em nós que dificilmente conseguimos separar o que é nosso ou de outras pessoas. Procure pensar se este é um projeto realmente seu ou se é um desejo de seu pai, mãe, amigos, namorada, etc. Muitas pessoas realizam projetos que não são seus a vida inteira e, mais tarde, sentem aquela sensação inquietante da angústia, de que algo está errado, mas que o tempo já não volta mais.

“Apare as arestas”: uma vez definido o projeto, foque aquilo que realmente é importante para sua vida. Você perceberá que haverá coisas que não são compatíveis, como, por exemplo, ser uma mãe dedicada em tempo integral uma workaholic disposta a viagens, almoços e jantares de negócios e cursos de especialização. Pergunte-se: “o que realmente é importante para mim”?

Faça escolhas: No projeto de vida, cada escolha que fazemos implica em abrir mão de uma série de outras possibilidades que em muitos casos não pode ser revertida. É como o caso da Cláudia. Sua angústia é maior porque sua escolha poderá mudar todo o curso de sua vida. No projeto de vida, você tem de fazer as suas escolhas e estar plenamente consciente do que está abrindo mão, para que não haja arrependimentos futuros.

Desfrute dos ganhos: uma vez feita as escolhas, é hora de olharmos para o que ganhamos e desfrutar disso. Este item pode até parecer óbvio, mas não é, pois a maioria das pessoas costuma olhar somente para o que perdeu e se esquece de olhar para o que ganhou. No caso da Cláudia, se ela escolhesse ter um filho, teria que correr o risco de ser substituída por alguém melhor que ela. Por outro lado, a vivência da maternidade poderia ser tão especial para ela que logo veria que sua escolha valeu à pena.

Lembre-se que somos livres para escolher o destino de nossas vidas. Você pode mudar seu projeto a hora que desejar. O importante é que suas escolhas sejam autênticas e conscientes para você. Ter consciência de suas escolhas é o primeiro passo para a sua realização pessoal.

Meiry Kamia


Anorexia – Distúrbio que a Vítima não Percebe

 

Quando falamos em anorexia, pensamos naquelas garotas que, desejando ser modelo, procuram emagrecer para ficar no limite de peso estabelecido pelos experts em moda.

Elas fazem de tudo para alcançar esse padrão: diminuem continuamente a alimentação, se submetem a gastos elevados de energia, ingerem inibidores de apetite, diuréticos e laxantes, e até provocam vômitos.

Mas não são só elas que se aventuram nesse comportamento que pode causar danos sérios à saúde e até levar à morte: isso acontece com mulheres de várias idades e mesmo com rapazes entre 14 e 18 anos.

Como sabemos, o anoréxico não reconhece que já está magro, mesmo quando todo mundo o adverte.O que será que o faz agir assim?

A Organização Mundial da Saúde classifica a anorexia como "Transtorno da Conduta Alimentar" e "Transtorno Mental e do Comportamento".

A Anorexia Nervosa nada mais é do que um distúrbio mental que leva a pessoa a querer perder peso por causa de um desejo patológico em emagrecer e uma obsessiva aversão  à obesidade.

Chega um momento, em que o próprio organismo já não exige mais uma alimentação normal.Esse fator, aliado à vontade da pessoa, gera um ciclo vicioso de emagrecimento incessante, que enfraquece as defesas, fragiliza o corpo pela perda de musculatura e proteínas e acaba levando a vítima a um estado físico muito comprometido.

Por outro lado, a desnutrição provocada pelo comportamento anoréxico geralmente leva a transtornos mentais, pela falta ou  desequilíbrio de substâncias indispensáveis a uma boa saúde mental.

 

Essa Patologia Psiquiátrica pode ter várias causas: fatores psicológicos, sociais e físicos, isolados ou em conjunto, são capazes de levar à anorexia e somente uma análise psicológica tem como determinar a origem do problema. 

Os principais sinais comportamentais que nos podem apontar para um anoréxico, são alteração de humor, irritabilidade, ansiedade, tristeza, desânimo, tendência ao isolamento da família e amigos, desinteresse por quase tudo.

No campo físico, os primeiro sinais da doença são: perda de peso voluntária acentuada, menstruação escassa ou irregular (ou até a suspensão dela), pele seca, palidez, tonturas queda de cabelo, interrupção de uma trajetória de crescimento (para quem ainda está nessa fase).

Embora às vezes com muitas dificuldades, o auxílio médico, medicamentoso e psicoterapêutico pode levar à cura e à retomada de uma rotina normal.

É importante que pessoas próximas à vítima procurem tratá-la, para evitar as piores consequências. 

Alessandro Vianna


Você boicota seus planos?

 

Boicote é o ato de criar empecilhos a seus próprios interesses. É comum que as pessoas se boicotem em diversas situações, que normalmente envolvem todo o período de preparação na hora de alcançar um objetivo.

“Um dos meios mais comuns de boicote é o sempre encontrar “coisas” mais importantes para fazer do que a atividade que havíamos proposto a realizar.” afirma Fernando Elias José, psicólogo especialista em ciências cognitivas.

Fique atento:

- Os boicotes podem aparecer desde as distrações mais simples até as mais complexas;

- Fique atento aos estímulos externos (ex: família, amigos, etc);

- Se você tiver suspeita de estar se boicotando, converse com alguém que está de fora, pois esta pessoa poderá ajudá-lo!

 

Fernando Elias José


Estudo confirma papel relevante dos avós na evolução da espécie humana

Avós amorosos deram aos seres humanos vantagem evolutiva de sobrevivência sobre as demais espécies, dizem cientistas

 

Os seres humanos são praticamente a única espécie animal a contar com avós envolvidos na vida dos netos. Uma pesquisa de suíços e australianos, que analisou estudos anteriores de todo o mundo para definir o papel dos avós, destaca como fundamental o papel dos avós no início da vida. O estudo foi publicado na mais recente edição do  Psychological Science, publicação da APS,  Association for Psychological Science.

Segundo um dos autores da pesquisa, David Coall, da Universidade Edith Cowan, os avós têm um papel muito relevante na história da vida humana, que só é compartilhado com uma ou duas outras espécies, tais como algumas baleias.

“Os avós, nas sociedades industrializadas, investem uma quantidade significativa de tempo e dinheiro em seus netos”, diz o pesquisador. E cuidar dos netos enquanto os pais estão no trabalho, fornecendo recursos financeiros e apoio emocional, são apenas algumas das muitas maneiras pelas quais os avós expressam seu amor pelos netos.

Depois de examinar diversas evidências das tradicionais sociedades humanas, os pesquisadores chegaram à conclusão de que a presença dos avós pode aumentar substancialmente as chances de uma criança sobreviver durante a infância.

Seu apoio prático e financeiro ajuda a manter os jovens em forma e saudáveis, enquanto seu amor e capacidade de escuta ajudam crianças e adolescentes a passarem por períodos difíceis, como o divórcio de seus pais.

Vários estudos têm relacionado avós com a sobrevivência da espécie. Por exemplo, uma análise dos registros da Finlândia revelou que crianças, cujos avós ainda eram relativamente jovens, quando eles nasceram, apresentavam uma probabilidade de viver mais tempo do que crianças com avós mais idosos. E neste processo, os avós maternos são particularmente importantes.  Eles produzem o segundo nível mais alto de cuidados das crianças, seguido pelos avós paternos.

Ainda segundo os pesquisadores, os avós também se beneficiam muito da convivência com os netos, pois os avós que tomam conta de seus netos apresentam uma maior probabilidade de manterem-se fisicamente ativos, nos anos seguintes.

 

O papel dos avós na família

A importância da mutualidade da relação entre avós e netos foi reconhecida sobretudo durante a década de 80 e, desde então, o interesse sobre a avosidade cresceu consideravelmente. Dentre os fatores que contribuíram para esta situação, está o aumento na expectativa de vida, o que tem levado a maior tempo de permanência dos indivíduos na função de avós.

 

O século XXI será o século dos avós. Entre os americanos, cerca de 50% tornam-se avós entre 49 e 53 anos, passando de 30 a 40 anos exercendo este papel. Na França, cerca de 80% das avós têm mais de 65 anos e 50% delas tornar-se-ão bisavós, enquanto em torno de 20% das mulheres com mais de 80 anos já são tataravós.

Na Inglaterra, quase metade da população tem netos, sendo que 25% do grupo são os principais cuidadores dessas crianças, passando, em média, seis horas por semana substituindo os pais.

No Brasil, quanto mais elevado o número de filhos, maior é a chance de a mulher acima de 60 anos ter filhos e netos residindo em sua casa. “Por aqui, segundo dados do IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, os avós são cada vez mais responsáveis por cuidar dos netos, uma vez que os pais precisam se dedicar ao trabalho para manter a renda familiar”, afirma a médica Renata Diniz, que dirige a VRMedCare, empresa especializada em cuidados domiciliares na terceira idade.

De acordo com dados dos Indicadores Sociais Municipais do Censo Demográfico 2010, na distribuição das pessoas residentes, destaca-se a importância dos netos (4,7%) um contingente mais expressivo que o de outros parentes ou conviventes, revelando a existência de uma convivência intergeracional no interior das unidades domésticas brasileiras.

 

Importância dos netos para os avós

“Estar perto de filhos ou netos têm efeitos extremamente positivos - tanto emocional quanto fisicamente - sobre a saúde dos pais idosos. Netos que  rotineiramente vivem em torno de seus  avós idosos irão notar mudanças em sua saúde com mais facilidade, incentivando-os a procurar um médico mais cedo”, afirma a  médica Vanessa Morais, que também dirige a VRMedCare, empresa especializada em cuidados domiciliares na terceira idade.

"Se a família e os entes queridos  estão por perto criam uma rede de apoio favorável à permanência do idoso em casa, mesmo quando este está enfermo. Na ausência de familiares, o mais freqüente é a internação hospitalar, geralmente, de longa duração”,diz Vanessa Morais.


Retorne ao trabalho com prazer

 

A época das festas acabou, assim como o merecido descanso. É hora de voltar ao trabalho, e lidar com uma velha conhecida por muitos: a depressão pós-férias. Segundo uma pesquisa realizada pela Isma-BR (International Stress Management Association no Brasil), cerca de 23% dos brasileiros sofrem com esse mal. O retorno à rotina corporativa é sinônimo, muitas vezes, de mau humor crônico e baixas expectativas. Mas, afinal, é possível fazer alguma coisa para que o retorno às atividades profissionais seja um momento de continuidade e renovação do trabalho realizado em 2010?

Antes de tudo, é preciso lembrar que a nossa realização plena é feita de coisas pequenas e simples. Ações aparentemente insignificantes são capazes de tornar qualquer lugar prazeroso de se estar. Cumprimentar os colegas de trabalho com um sorriso pela manhã, pode lhe render belos sorrisos e simpatia de volta. Demonstrar gratidão a quem lhe ajudou naquele relatório que parecia interminável, oferecer auxilio ao colega quando sobrar um tempinho, até mesmo como retribuição, aproveitar a hora do almoço e do cafezinho para demonstrar interesse em conhecer a história das pessoas que trabalham ao seu lado, estreitando assim, alguns laços afetivos, são exemplos de algumas ações de custo zero, mas de grande valor, capazes de gerar resultados imensuráveis no ambiente de trabalho.

Algumas atitudes, por mais que pareçam o contrário, são mais benéficas para quem praticou a ação do que para quem recebeu. Ser gentil é uma delas. Quando somos hostilizados por chefes ou colegas de trabalho, a primeira reação, geralmente, é a raiva e a distância. Tente praticar algo diferente, como um agradecimento por um gesto simples e pequeno praticado por essa pessoa que o tratou de forma não muito amigável. Com o passar do tempo, com certeza o ambiente de trabalho se tornará mais agradável, assim como a convivência com a pessoa em questão.

As coisas boas da nossa vida são julgamentos únicos e exclusivos nossos. Só nós mesmos podemos saber o que ou quem nos faz bem. Por isso, para que tanto o retorno ao trabalho quanto o cotidiano corporativo sejam agradáveis e acrescentem a sua vida, é de fundamental importância que, antes de qualquer coisa, você identifique quais são as suas coisas boas que você efetivamente valoriza. Se atingir os resultados estabelecidos, não tema em demonstrar alegria. Comemore as metas alcançadas, as parcerias fechadas, as reuniões produtivas. Aprenda a comemorar as grandes conquistas e as pequenas também, perceba o que te deixa contente, liste as coisas boas do seu trabalho, e busque agir sempre em favor desses momentos preciosos.

Portanto, lembre-se: os pequenos gestos nos mostram que não precisamos de recursos materiais ou grandes mudanças, mas de um comprometimento com a sua autorealização em todos os ambientes onde nos relacionamos. Você passa a maior parte da sua vida no ambiente de trabalho, então ele precisa ser agradável e você precisa se sentir bem, mas não se engane, fugir da depressão pós-férias depende, principalmente, de você. Ou seja, é possível viver as coisas boas da vida também no trabalho! A qualidade no ambiente corporativo é apenas um dos muitos fatores a serem explorados e melhorados nessa bela e instigante jornada, a qual chamamos de vida.

Anderson Cavalcante


Hoje será um dia normal?

 

Hoje é um dia normal como tantos outros? Ou você poderia considerar que hoje é um dia memorável?
Mas, o que seria mesmo um dia memorável? 

Memorável é aquilo, digno de permanecer na memória, que deverá ficar gravado em nossa memória para sempre, que seja realmente marcante!

Então, quero lhe dizer que hoje pode ser um dia memorável. Mas que assim seja por um acontecimento, ou por uma atitude sua! 

Como?

Quem sabe, aquela decisão que você precisa tomar a muito tempo, ou um desafio que você precisa enfrentar, mas que vem adiando por algum tempo. Quem sabe, um encontro que deveria ter realizado, mas faltou coragem em muitas ocasiões. 

Talvez seja apenas um telefonema para saber notícias de uma pessoa que lhe é querida. 

Pode ser apresentar aquele projeto inovador para seu chefe, que está aí guardado a meses esperando a hora certa, só por que você sentiu aquele friozinho na barriga quando pensou que ele não iria gostar!

Para dizer a verdade, hoje é um dia que poderá terminar como tantos outros dias, apenas somando 24 horas, cada qual com seus exatos 60 minutos e estes com nada mais nada menos que os 60 segundos.

Agora imagine só: Se na velocidade do pensamento, você decidir levar adiante sua decisão de transformar este dia em algo memorável. Você tem á sua disposição 86.400 segundos. 

São seus! Desde que você esteja vivo, respirando, pensando. Você poderá administrá-los da forma que quiser. 

Quer saber de uma coisa muito importante! Muitas mudanças em nossa vida não acontecem, muitas decisões não são tomadas, por que nos assustamos com a idéia de uma mudança brusca. 

O desconhecido é assustador para todos nós! Outras vezes, nos paralisamos, simplesmente pela idéia de que o resultado é mais demorado do que desejaríamos.

Quer um exemplo?

Digamos que você se proponha mudar seu estilo de vida, para reduzir peso. É obvio que não conseguiria um grande avanço em apenas um dia. É necessário um tempo relativamente longo. 

Mas o que é um tempo longo?

Se em uma fração de tempo, como um segundo, podemos fazer coisas memoráveis. O que não poderíamos fazer em um dia, uma semana, um mês, um ano, em uma vida toda? 

Por isso que Albert Einstein se consagrou como um gênio quando descobriu, ou construiu a teoria da Relatividade. “O tempo é relativo”!

Nós é que precisamos aprender a lidar com esta relatividade...

Ninguém decide ser médico ou advogado, apenas tendo concluído um curso colegial, para em uma semana estar exercendo a profissão. 

A relatividade está justamente aí! 

Você decide em um segundo, e vai enfrentar 4, 5 ou até mais anos de bancos escolares para: estudar muito, fazer provas, realizar trabalhos, compreender teorias e práticas, participar de discussões, enfim, uma jornada que leva a realização deste projeto!

Por isso, quando desejamos realizar algo em nossa vida. Se for uma mudança significativa, devemos aprender a lidar com o tempo.

Pois, tome uma decisão hoje e dedique uma fração desse tempo que todos os dias você recebe de presente e logo, terá em mãos uma revolução!

Você quer que o dia de hoje entre para sua história, ou que ele seja apenas mais um dia de 24 horas caindo do calendário?

A resposta é uma decisão sua!

Ninguém tem o direito de cobrar ou condenar você por ela. Apenas é uma oportunidade que existe! 

Pense nisso... HOJE!

Espero que tome a decisão de fazer parte de nossa Equipe de Campeões.

Um grande abraço e fique com DEUS!!!

 

Rodrigo de Souza Kagaochi


Sexo é obra da natureza

 

 

O sexo é uma necessidade vital da espécie humana e de todos os animais que possuem a reprodução sexuada. Se um indivíduo não fizer sexo, ele não morre. Entretanto, se a humanidade perder o gosto pelas atividades sexuais, a nossa espécie morre. A relação sexual é a única forma natural de se conseguir que a gravidez aconteça. E isto faz desta função essencial, diferente de todas as outras. Enquanto cada pessoa é capaz de assumir suas necessidades no que diz respeito à respiração, nutrição, locomoção, crescimento, higiene, a reprodução sexuada exige que haja a cooperação dos dois parceiros de sexos diferentes. Por isso temos que ser capazes de atrair, conquistar e estimular sexualmente um ao outro.

Os humanos não fazem mais sexo, apenas, conforme a natureza manda, mas também de acordo com os sentimentos, emoções e valores que cada um adquiriu durante sua vida, em função da história da sexualidade.

Nos anos 80, mais um fato acontece no mundo chacoalhando os conceitos, os valores e as condições de vulnerabilidade que o comportamento sexual das pessoas podiam colocá-las com o surgimento da Aids.

Neste momento, diante de uma doença que podia ser transmitida sexualmente e que estava matando milhares de pessoas, os governos se mobilizaram para o combate à Aids. O diálogo sobre sexualidade tornou-se uma necessidade e um novo olhar para a educação sexual foi exigido. Assim a orientação sexual passou a ser preconizada não só pelos profissionais da área da saúde, mas também pela área da educação, pois esta ação tem se mostrado cada vez mais eficazes na prevenção não só em relação às DST/Aids, mas também para atender a necessidade de diminuir o índice de gravidez não planejada na adolescência.

Nesta década, a abordagem da orientação sexual evolui bastante, e passa a ser trabalhada não como um mecanismo de controle, mas principalmente, como um instrumento de percepção de que o sexo é inerente a vida do ser humano e que a sexualidade não é um aspecto isolado da personalidade.

A sexualidade é muito mais do que a genitalidade, ela é também uma questão de cidadania, pois envolve valores, crenças e atitudes que diz respeito ao ser humano como um todo – social, político, educacional, religioso, biológico, psicológico e a sua história.

A sexualidade é a expressão de como cada um entende e interpreta seus direitos e deveres para consigo e com o grupo social a qual pertence, em relação a sua condição de gênero, a sua função reprodutiva, a sua disposição sexual e a sua capacidade de se relacionar afetivo e sexualmente com uma outra pessoa.

 

Maria Helena Vilela


Quase 30 e ainda moro com meus pais

O Brasil ainda tem a velha cultura de achar que sair de casa é apenas para casar ou para o período da faculdade. Será?

 

Há alguns anos, você se imaginava casado e talvez até com filhos quando estivesse próximo aos trinta? Pois atualmente, para muitos, a carreira está em primeiro lugar e eles ainda nem cogitam em subir no altar. O problema é que apesar de não quererem casar tão cedo, gostariam de ter liberdade, o que muitas vezes não é possível na casa dos pais.

Levar o namorado(a) para dormir em casa, fazer uma reuniãozinha só com os amigos ou ficar sem fazer nada jogado no sofá o fim de semana todo é o sonho de muitos que gostariam de morar sozinhos. Mas isso requer um grande investimento: dinheiro suficiente para arcar com todas as despesas da casa, gastos pessoais, além de pagar a prestação do apartamento, se optou por comprá-lo.

O que muitos provavelmente nunca consideraram é a possibilidade de dividir uma casa. “Morar com um amigo ou até mesmo um desconhecido pode facilitar na hora de adquirir aquela independência tão almejada”, afirma Nani Oliveira, autora do livro Dividindo o Mesmo Teto – Um guia para quem deseja dividir uma casa, lançado recentemente no Brasil. Ela ainda diz que, na Europa e nos Estados Unidos, os filhos deixam as casas de seus pais por volta dos 16/18 anos, pois eles saem para estudar ou simplesmente porque atingiram a maior idade. “Com o alto custo de vida e dos aluguéis precisam dividir moradia. É uma prática extremamente comum”, acrescenta.

Essa é uma cultura muito distante dos brasileiros, que só saem de casa para viver em uma relação a dois ou para morar em repúblicas estudantis. Segundo Nani Oliveira, nossa sociedade acha a situação normal apenas nesses dois casos.

No entanto, ela observa, precisamos começar a trazer esta cultura para o Brasil e isso é possível.

 

“Qualquer um pode se organizar, alugar um local e convidar outras pessoas para dividir as despesas.

Você não precisa esperar a vida toda, até ter dinheiro suficiente para comprar um apartamento e poder ter liberdade”, completa.

A proposta é realmente tentadora, mas dividir casa não é tão fácil assim, afinal quem vai ser responsável pelas contas, limpeza e comida? Em seu livro, a autora descreve várias histórias curiosas vividas no Brasil e em Londres, onde morou por seis anos, e dá dicas de como entrevistar o futuro morador, dividir as despesas, espaços na casa e como conviver bem em situações diversas.

“Sempre digo às pessoas que gostariam de vivenciar essa experiência para levarem a situação com naturalidade e que tenham calma, pois conviver com outras pessoas exige paciência. Apesar das situações adversas, que sempre acontecem,  sem dúvida compensa porque é o primeiro passo para a independência”, afirma Nani Oliveira.

Morar com outra pessoa pode fazer com que as pessoas amadureçam, aprendam a ter responsabilidades e a lidar com conflitos e relacionamentos interpessoais, qualidades que muitas empresas procuram hoje em seus profissionais.

Nani Oliveira traz histórias verdadeiras e engraçadas de quem já passou por isso também em seu blog. “Não tenha vergonha de convidar alguém para dividir o mesmo teto. É algo que vale a pena”, finaliza.

Blog: www-dividindo-o-mesmo-teto.blogspot.com 


Estudo alerta para o perigo de acidentes com crianças envolvendo queda de TV

Ferimentos na cabeça e lesões faciais são as principais consequências desses eventos, dizem pesquisadores.

 

 

Os acidentes são a principal causa de morte e incapacidade entre crianças e podem ocorrer em diferentes lugares e contextos. O local mais provável, entretanto, é o ambiente domiciliar – justamente o lugar considerado mais seguro por boa parte da sociedade –. Quem diz isso é Servan Gokhan, especialista em medicina de emergência e chefe do departamento de Urgências do Diyarbakir Education and Research Hospital, localizado em Diyarbakir, na Turquia, e colegas. Segundo eles, os acidentes domésticos constituem 35% de todos os ferimentos não intencionais na infância e a queda de aparelhos de televisão responde por parte desses eventos.

“Ao longo dos últimos anos, as TVs cresceram em tamanho e forma, o que as tornou instáveis e suscetíveis de serem derrubadas, tornado-se um risco potencial para significativos ferimentos nas crianças. No entanto, as diretrizes para segurança domiciliar não incluem como prevenir lesões relacionadas à TV”, dizem os médicos no estudo “Mortality and morbidity in children caused by falling televisions: a retrospective analysis of 71 cases”, publicado ano passado no International Journal of Emergency Medicine.

Nesse estudo, Servan e colegas quantificaram as lesões em crianças causadas por quedas de televisores registradas em um banco de dados dos departamentos de emergência da Turquia. Durante 12 meses de investigação, 3.856 crianças foram admitidas nos serviços de emergência com ferimentos sofridos em casa. Destas, 71 tinham lesões relacionadas a quedas de TVs, dos quais 50 (70,4%) eram meninos e 21 (29,6%), meninas.

De acordo com os resultados, a maioria das lesões foi na cabeça e na face, o que, segundo os médicos, pode ser explicado por dois motivos: ou a TV cai sobre a cabeça da criança ou a criança bate a cabeça no chão durante a queda - segundo eles, a curiosidade dos pequenos pode levá-los a tentar subir em estantes onde as TVs se encontram, o que causa quedas.

Foram identificados também 30 pacientes com lesões de extremidades, 13 com lesões torácicas e dez com lesões abdominais. Ainda, segundo o estudo, 16 crianças foram hospitalizadas, 14 delas exigido acompanhamento em unidade de terapia intensiva. Dois pacientes (um com hematoma epidural e outro com hematoma subdural) foram submetidos à intervenção cirúrgica.

Houve lesão cerebral traumática em 14 pacientes, resultando em quatro óbitos (um imediatamente após a chegada ao hospital e os outros três na UTI). Em todos os casos, os pacientes sofreram hemorragia subaracnóide.

Todos os pacientes tiveram alta sem déficits neurológicos. Cinquenta e quatro, dentro de 24 horas após a admissão.

O estudo também revela que a maioria dos acidentes ocorreu entre crianças que estão aprendendo a andar e entre pré-escolares. “Crianças de 12 a 36 meses de ambos os sexos tiveram a taxa mais elevada de ferimentos relacionadas a TVs. Isto coincide com o desenvolvimento da mobilidade independente e do comportamento exploratório das crianças. A relativa falta de coordenação nesta fase e suas, ainda pouco desenvolvidas, consciência de perigo e habilidades preventivas são as principais razões para o acúmulo de lesões nesta faixa etária”, explicam os autores no artigo.

As quedas de TV, alertam os médicos, podem causar significativa morbidade e mortalidade em crianças, particularmente naquelas com menos de 3 anos de idade. Segundo eles, a adoção de medidas de prevenção em casa e o aumento da consciência por parte dos pais, são a chave para diminuir esse problema.

 

Agência Notisa (science journalism – jornalismo científico)


Semeando dias felizes

 

 

1.Pensamento pequeno tem o lúmen de uma lâmpada; grande pensamento, o lúmen do sol.

Um dia excelente é igual a uma barra de ouro, brilhante, valioso; um dia péssimo é qual sucata, esmaecido, inservível. O pensamento direcionado para a grandeza do ser e do fazer é um moinho a construir dias que nos elevam em felicidade e enriquecem nossas vidas.

Grandes êxitos, grandes conquistas, não resultam de pequenas lutas, de sub-forças de nossas mãos. Eles resultam de superesforços, de atitudes magnas, de projetos majestosos que habitam o imaginário de cada um.

Mas, ressalve-se, há que ser pensamentos lícitos, pois esses são aprovados e abençoados por Deus. Ao saírem de dentro da mente para o campo de ação, deve-se adicionar o desejo de um melhor padrão de vida e de autocompletar-se como pessoa, e não apenas ser um número a mais.

Logo, para você, que em todo diâmetro do crânio tem uma grandeza de pensamento, o mundo lá fora está esperando seu primeiro ato. Aceite que você tem inteligência e está pronto para alçar voo às estrelas. Mova-se, erga os pés do chão, abra as asas do “eu posso” e desloque-se no ar. 

 Pensamento pequeno é dado àqueles que almejam poucas conquistas, que se conformam com o básico, muito aquém da real dimensão do que podem conquistar.

Por isso, pense grande. Encompride, alargue e alteie o espaço à sua frente. Assim, entrará mais ar, calor e os dourados raios de sol!

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2.Desconfianças: se infundadas, reflua o ímpeto de acusar. Dias felizes resultam da consciência tranquila e do relacionamento amistoso.

Se desconfiar, e não tiver provas, evite protagonizar uma leviandade. Recolha a voz e não aponte o dedo, seja a quem for, se pretender falar com as palavras do talvez. Imagine-se, por sua vez, você também sendo acusado por infundada desconfiança?

Para que alguém expressar o que não tem certeza, fatos que ouviu alguém dizer, mas que não tem provas nem viu acontecer?

Quem acusa na desconfiança pode culpar um inocente e inocentar um culpado!

Acusação não pode ter o viés da vingança ou do benefício alheio. É algo sério. Acusação deve ter lastro, fundamento, ser inequívoca. E a verdade deve ser a premissa, o referencial. Do outro lado há alguém sendo acusado, pronto para defender-se e contra-atacar. Portanto, reúna provas cabais ou silencie. Não abale seu bom relacionamento. Será mais desgastante, depois, ter de se retratar. Bom relacionamento é como uma taça de porcelana, que depois de quebrada, mesmo bem restaurada, nunca mais será perfeita.

Insinuações, conjecturas, presunções... Cuidado! Evite lançá-las como balão de ensaio para não ferir a sensibilidade alheia e viver dias intranquilos.

Antes de acusar, muna-se com a arma da verdade e da certeza afim de acertar o alvo das acusações com um só disparo!

 Inácio Dantas


11 dicas para conquistar objetivo em 2012!

 

No tempo da tecnologia, da informação, da consciência, pular sete ondas, guardar sementinhas ou simplesmente querer, não dá mais. É verdade que todos nós somos potencialmente capazes de realizar muito, mas também é mais do que sabido que para realizar, ser mais feliz no amor, ter mais dinheiro no bolso e saúde para dar e vender ou qualquer que seja seu objetivo, é preciso uma estratégia para realizar estas ações.

Para obter sucesso em todas as promessas que serão feitas na virada do ano é fundamental saber como alcançá-las. Para ajudar aqueles que desejam concretizar seus objetivos em 2012, a coach e especialista em comportamento humano, Roselake Leiros da CrerSer Mais, lista 11 sugestões para o sucesso em 2012:

Roda da Vida- Verifique como andam as realizações de cada área de sua vida, dando notas de 0 à 10 para elas: saúde, carreira, família, afetivo, espiritual, lazer, finanças e contribuição, por exemplo. Sugiro investir nas áreas mais deficitárias, pois o equilíbrio gera fluidez na vida. Faça uma lista dos seus objetivos para cada área e mãos a obra. 

O passado- Caso você não tenha realizado tanto quanto gostaria, avalie e aprenda com o seu passado para seguir adiante com sua melhor energia.  

Objetivo- Formule seu objetivo no positivo. Ele deve ser específico, mensurável, alcançável, relevante e ter tempo de realização determinado. Caso ele seja muito grande, e segmente-o.

Sonho- Antes de planejar sua realização sonhe ilimitadamente com isso. Deixe que sua mente se expanda, se abrindo a todas as possibilidades de realização.

Plano de Ação- Agora sim planeje, traga seu sonho para o agora e crie um passo a passo escrito, e só depois do primeiro esboço pare para avaliar tornando-o ainda mais alcançável.

Evidências- Sua mente precisa saber exatamente para onde vai levar você.  Portanto, imagine esta realização, viva esse momento como se fosse agora e perceba o que você vê, ouve e sente. Isso mostra que é a evidência concreta de que você chegou lá.

Sabotadores- Se perceber uma voz interna a fazer objeções ou uma sensação de desconforto é sinal que pode haver autosabotagem.  Nesse caso, você deve conversar com essa parte de você e expor a importância da realização. Negocie com ela respeitosamente e encontrem uma maneira útil de tê-la como aliada.

Bom senso- Perceba como esta realização afetará as pessoas importantes da sua vida. Se houver desarmonia com outras pessoas ou situações adéque o seu objetivo.

Motivação- Pergunte-se “Por que eu quero isso? O que isto me proporciona de tão importante que me faz caminhar todos os passos necessários para sua realização? Isso é o seu combustível.

Ações- Esteja comprometido a tomar todas as ações que forem necessárias para a realização. Desculpas e adiamentos não combinam com “realizar”.

Comemorar- Comemore a cada conquista intermediária e ainda mais na realização, você merece.

 

Roselake Leiros


Você sabe controlar o seu termostato mental?

 

Pequenos sucessos, como um elogio público do chefe, produzem uma sensação de alegria e situações desagradáveis, como ser repreendido, por exemplo, causam períodos de mal-estar. No entanto, o nível geral de satisfação, ou insatisfação, acaba voltando para uma linha de referência padrão, que varia de pessoa para pessoa.

Isso vale para um novo relacionamento, aumento de salário ou uma aquisição importante. Qual sua sensação após comprar um carro? Êxtase? Prazer? Orgulho? Quanto tempo dura essa euforia? Para algumas pessoas, dias, para outras, semanas. Da mesma forma, um desentendimento com um colega, ou uma briga no trânsito, podem deixá-lo de péssimo humor por um período maior ou menor.

Isso acontece porque temos um "termostato mental" que, automaticamente, regula a sensação de felicidade, ou de infelicidade, para um patamar relativamente constante. Os psicólogos chamam esse processo de adaptação sensorial. Essa tendência de sempre voltar para o mesmo nível de satisfação não se limita a acontecimentos rotineiros. Acontece mesmo sob condições mais extremas, de sucesso ou sofrimento. Uma superpromoção ou uma demissão inesperada deixaria qualquer um feliz ou arrasado. Seu termostato mental (sua configuração sináptica), porém, vai colocá-lo de volta ao mesmo patamar de antes, no máximo em alguns meses.

Isso quer dizer que há pessoas mentalmente "programadas" para sentirem-se insatisfeitas, independente do que aconteça na vida, bem como há pessoas que têm um modo de encarar a vida de maneira quase sempre positiva.

 

Qualquer que seja o nível de felicidade conferido por sua configuração cerebral, sempre haverá a oportunidade de aumentar a sensação de bem-estar, pois esta é, em grande parte, determinada pelo modo que você reage às situações boas ou ruins.

Para isso, sugiro três passos básicos:

1. Autoconhecimento – Como você costuma reagir a prazeres ou dissabores? Quanto tempo dura o bom ou mau humor?

2. Ajuste a interpretação – Usufrua por mais tempo as pequenas conquistas e releve os contratempos.

3. Perceba a diferença– Se você fizer isso com frequência, mudará aos poucos sua percepção sobre os acontecimentos do dia a dia.

Desse modo, ficará mais fácil controlar suas reações negativas, bem como aumentar sua sensação de bem estar. Estes pequenos ajustes o ajudarão a calibrar seu termostato mental para lidar melhor com os desafios e oportunidades que aparecem todos os dias.

 

Eduardo Ferraz


Preparação e Abertura são caminhos para a mudança

 

Falar de Mudança num cenário de continuas transformações é, no mínimo, falar do óbvio, mas mudar nem sempre é simples e fácil. O filósofo Heráclito há aproximadamente 500 A.C., afirmava que “Nada é permanente exceto a mudança”. A mudança é inerente à própria vida. Pessoas passam por transformações profundas na infância, adolescência, na vida adulta e ao envelhecer e, na história da humanidade, há registros de grandes mudanças e transformações organizacionais.

Qualquer ruptura com a situação atual (status quo) pode causar tensão, desconforto, desestabilização e resistência, e as pessoas não resistem à mudança pura e simplesmente. Elas resistem porque já estão habituadas à situação atual, não dispõem de informações suficientes ou não estão seguras e, até a situação futura chegar, haverá dúvidas, incertezas e muitas interrogações.

 A resistência é, na verdade, uma forma de se protegerem do desconhecido e das possíveis “perdas” que julgam que terão diante da nova situação. É natural que pessoas que não foram devidamente informadas e preparadas para lidar com a mudança resistam a ela e prefiram permanecer na sua zona de conforto (o que significa segurança), justamente por desconhecerem os propósitos, implicações e repercussões da mudança.

Para fins de estudo e entendimento do comportamento das pessoas frente às mudanças, pesquisadores do tema, costumam relacionar o comportamento que as pessoas apresentam a diferentes estágios: Negação, Resistência, Exploração e Aceitação, conforme ilustra a imagem abaixo:

O transitar por essas fases varia de pessoa para pessoa, conforme o seu histórico de vida, crenças e valores, perfil pessoal e conhecimentos que dispõe sobre a proposta de mudança.

Existem muitos recursos e orientações que as pessoas podem utilizar para lidar de forma mais apropriada com a mudança. O primeiro deles é estar aberto para um olhar imparcial sobre a mudança. Outro recurso é exercitar a resiliência – a capacidade de se adaptar a ambientes complexos, adversos e caóticos com ponderação e equilíbrio e sair cada vez mais fortalecidos da situação. Já dizia Charles Darwin, naturalista britânico do séc. XIX: “Não são as espécies mais fortes e inteligentes que sobrevivem... são aquelas que melhor se adaptam à mudança.”

 Outra dica é rever nossos modelos mentais, sobretudo aqueles que nos fazem adotar comportamentos rígidos, retrógrados e inflexíveis, que acabam por prejudicar que se tenha uma avaliação mais acurada da situação. O importante em qualquer processo de mudança é rever e repensar nossos paradigmas à luz de novos entendimentos e descobertas, conforme podemos extrair do pensamento de Marcel Proust: “O verdadeiro ato de descobrir não consiste em achar terras novas, mas em vê-las com outros olhos”.

No âmbito organizacional, fazer a gestão da mudança exige tanto boa liderança quanto seguidores comprometidos para transformar idéias em ação e, para isso, as pessoas necessitam conhecer o verdadeiro propósito da mudança, entender suas razões, seus benefícios, seus desafios e oportunidades. É preciso sensibilizá-las para que compreendam a mudança e, quanto mais esclarecimentos tiverem, mais rapidamente poderão caminhar rumo ao engajamento e à adoção. Portanto, conquistar o apoio e o envolvimento das pessoas é essencial para o sucesso de um processo de mudança.

 

Rosaneli Bach


Promessas de ano novo: você vai cumprir?

“Ano que vem prometo cuidar mais da minha saúde”. “Vou iniciar um curso de inglês e juntar dinheiro para comprar o meu carro”. “Em 2012 quero investir na minha carreira e conquistar aquele cargo que sempre sonhei”.

 

Você com certeza já fez essas e tantas outras promessas na virada do ano, seja quando estava pulando as sete ondas, ou quando comeu lentilha na ceia. Pode ter sido algo ligado a sua personalidade, como a promessa de ser mais extrovertido, ou algo mais pontual, como desejar ter mais tempo para você. Você se lembra das promessas que fez ao ano passado? E dessas, quantas você chegou realmente a realizar? Segundo o autor do livro A Tríade do Tempo, Christian Barbosa, além se esquecerem das promessas, as pessoas não desejam algo que realmente possam cumprir.

“Todos ficam bem empolgados com o novo ano que está por vir e prometem mil e uma coisas. Mas são poucos os que colocam os desejos em um papel e traçam um planejamento para que, de fato, consigam cumprir suas metas”, explica Christian, que também é especialista em administração do tempo e produtividade. “Não é impossível conseguir realizar esses sonhos, basta se organizar para que consiga encontrar um tempo para cada tarefa”, afirma. Quer saber como realizar suas promessas e fazer de 2012 um ano de realizações? Então, confira essas dicas de Christian Barbosa:

Não prometa ao vento. Anote tudo! Se você não anotar os seus desejos, esquecerá tudo no próximo dia.

 

Coloque todas as suas metas, ainda que achar algumas impossíveis, em uma papel. Só assim poderá analisar com seriedade quais são os passos a serem tomados para chegar lá!

Determine um prazo para suas realizações. Com isso, você conseguirá se organizar durante o ano para, com calma, atingir cada expectativa do seu check list. Pense que você terá 365 dias para cumprir tudo. Mas não se esqueça: o tempo não para, ficar parado não trará seu sonho até você!

Tenha foco e determinação. No início pode ser fácil, mas, durante o ano, pode aparecer empecilhos que o desanime a continuar com as suas promessas. Nesses momentos, mantenha o foco! Deixe de lado as atividades circunstanciais, que não trazem resultados, e não perca de vista as atividades importantes, ou seja, as suas promessas de ano novo!

Christian Barbosa


Vícios: Como perceber a hora de pedir ajuda
Jogos, drogas, consumismo ou sexo. Dependência é considerada doença pelo modo como afeta a vida das pessoas

 

Os chamados vícios modernos são distúrbios cada vez mais frequentes e vão além do consumo abusivo do álcool ou outras drogas. Entre eles estão o uso de drogas, os jogos compulsivos, o consumismo e a fixação em relações amorosas, entre outros. “Não basta perceber que se está bebendo muito ou usando demais o computador. É necessário tentar compreender se a relação com objeto está interferindo na vida de um modo geral”, afirma a psicóloga Rafaela Paixão, do CPPL (www.cppl.com.br), esclarecendo que o que caracteriza o quadro de dependência é o tipo de relação que a pessoa estabelece com o objeto do vício.

Assim, a dependência química e as não químicas podem ser consideradas doenças pelo modo como afetam a vida do indivíduo. Alguns estudos, por exemplo, apontam para uma predisposição orgânica associada às diferenças culturais e subjetivas, que contribuem para produzir um quadro de dependência. “A dependência é tratável, mas não há uma causa única que o determine”, explica Rafaela.

 Segundo a profissional, é preciso estar atento aos sinais da dependência e considerar os prejuízos vividos pela pessoa que começa a apresentar uma relação problemática. Para ajudar na identificação do problema, Rafaela separou algumas questões (abaixo) que podem contribuir no reconhecimento dos sinais de dificuldades.

Em caso afirmativo para a maior parte delas, é necessário procurar ajuda. Neste caso, a especialista recomenda recorrer a psicoterapias individuais ou em grupo. “As reuniões em grupo podem ser um importante aliado para o tratamento”, diz Rafaela Paixão, que ressalta a importância de que as situações sejam analisadas caso a caso.
 
 
Questionário:
1. Apresenta desconforto psíquico e/ou emocional na ausência do objeto?
2. Deixa de fazer coisas e estar com pessoas para fazer uso?
3. Sente que não tem controle e repete sem conseguir parar?
4. Já teve prejuízos no trabalho, como atrasos e faltas?
5. A sua relação com o objeto é motivo de desentendimento nas relações afetivas


Cuidados com os baixinhos nos dias quentes

Pediatra dá dicas de como os pais podem proteger os pequenos no Verão

 

Ainda nem entramos no Verão, mas os termômetros já começam a dar sinais do que vem por aí em termos de calor. Nos consultórios, os médicos já começam a receber dúvidas dos pais sobre as interferências do clima quente nos baixinhos e quais os cuidados que devem receber neste período, que inclusive, já convida para esticadas às praias e piscinas.

Para sanar essas dúvidas, o pediatra membro da Sociedade Brasileira de Pediatria dr. Sylvio Renan Monteiro de Barros destaca partes de um capitulo de seu livro ‘ Seu bebê em perguntas e respostas’, com algumas dicas para as mamães e papais.

O médico, que atua na clínica MBA Pediatria, explica que os bebês podem ficar expostos ao sol a partir dos dois meses de idade, em horários de pouca insolação, ou seja, antes das 10h ou após das 17h. Próximo ao meio-dia ocorre um aumento das irradiações, tanto ultravioleta quanto infravermelha, que são danosos para a pele em geral, principalmente para a dos pequeninos. Em curto prazo, essas irradiações podem provocar lesões, inclusive cancerosas. “Aconselho, em regiões mais quentes e especialmente no alto verão, o uso de protetores solares para diminuir os efeitos nocivos dos raios que incidem nestes horários de pico. Os produtos devem ser os formulados especialmente para a pele do bebê”, relata.

O pediatra ainda ressalta que a exposição ao sol precisa ser gradativa, começando com um ou dois minutos ao sol, primeiro nas pernas e aumentando a área exposta e o tempo de permanência, até chegar ao corpo todo e aos quarenta minutos diários. O uso de chapéu também é indicado.

 

 

Respeitados todos os itens citados acima, a criança também está liberada para a praia a partir dos dois meses de idade. Porém, outros cuidados muito importantes são necessários, como evitar o contato com a areia e a água do mar, devido ao risco de contaminação. 

Sobre a piscina, para os menores, o médico indica as infláveis e rasas, sempre com supervisão de um adulto. Caso os pais frequentem parques ou clubes, é importante prestar atenção aos riscos de contaminação, especialmente nas crianças muito novas e sem a devida defesa imunológica.

Por último, dr. Sylvio ensina a evitar as famosas brotoejas típicas do calor, comum nos baixinhos, que ainda não possuem as glândulas sudoríparas totalmente desenvolvidas. “Apesar de não causar nenhum risco, as brotoejas causam incômodo, e para evitá-las é recomendado deixar as crianças com o mínimo de roupas em dias mais quentes e úmidos, assim como dar mais banhos mornos e aplicar loções hidratantes neutras”, esclarece.


“Cérebro de pipoca” e relações descartáveis atingem os mais conectados

O analfabetismo emocional torna complicado o relacionamento interpessoal

 

Um novo distúrbio tem chamado atenção: o “Cérebro de pipoca”, responsável por causar alterações químicas cerebrais e fazer com que suas vítimas passem a ter dificuldade de se concentrar em apenas um assunto e a lidar com coisas simples do cotidiano, como ler um livro, conversar com alguém sem interrupção ou dirigir sem falar ao celular. Esse novo fenômeno é atribuído ao movimento caótico e constante de informações e ao fato das pessoas passarem muito tempo conectadas por dia e a tocarem muitas tarefas ao mesmo tempo.

Para o psicólogo clínico e doutor em Neurociência e Comportamento pela USP, Julio Peres, o veloz mundo contemporâneo fornece poucos valores essenciais à vida em equilíbrio; enquanto, novas “necessidades” são artificialmente criadas a cada dia, imbuídas da falsa promessa de bem-estar.

“Incentiva-se a pressa, a praticidade e o consumo imediato dos bens que, supostamente, aplacariam a angústia e a ausência de sentido para a existência. Assim, grande parte dos relacionamen­tos ocorre pela oferta dos meios ágeis de comunicação, que favorecem interface superficial com grande número de pessoas (redes de relacionamento via Internet), incitando contatos por interesse em vantagens imediatas e relações também descartáveis”, afirma.

E o resultado desse distúrbio, por causa da falta de foco, é o analfabetismo emocional, ou seja, a dificuldade de ler as emoções no rosto, na postura ou na voz dos indivíduos, tornando complicado o relacionamento interpessoal. E, segundo pesquisas, quem faz muitas coisas ao mesmo tempo tem mais dificuldade de concentração e de excluir as informações irrelevantes, além de sofrer mais de estresse.

“Hoje, as pessoas são ‘coisificadas’ sucessivamente como produtos, ao passo que os vínculos afetivos se tornam cada vez mais frágeis. Os indivíduos mudam de uma relação para outra repetindo os mesmos erros, reclamando dos mesmos problemas, perdendo oportunidades preciosas de desenvolvimento pessoal porque possuem mais dificuldade para lidar com as emoções. O que vemos, infelizmente, é um número crescente de pessoas que começam e terminam relações de forma virtual, evitando o enfrentamento dos sentimentos”, ressalta Julio Peres.

 

Julio Peres


Como falar sobre sexo com a garotada

Ginecologista dá dicas e orientações para que os pais esclareçam as principais dúvidas de crianças e adolescentes sobre sexualidade, sem dar espaço para traumas e desconfortos

 

Eis algo que a revolução sexual das décadas de 60 e 70 não conseguiu mudar completamente: o sexo continua sendo um grande tabu entre pais e filhos. Há exceções, claro, mas de maneira geral a discussão desse tema ainda gera muito desconforto no ambiente familiar. Com jeitinho e jogo de cintura, no entanto, especialistas afirmam que é possível orientar a garotada sem criar constrangimentos.

Para a médica ginecologista e obstetra Viviane Monteiro, os pais precisam ser cuidadosos na hora de falar sobre sexo. “Se a forma de abordar o assunto for considerada desrespeitosa pelo jovem, poderá determinar o fim de qualquer possibilidade de diálogo. Por isso, é importante estar sempre conversando com os filhos, não apenas quando o assunto surgir, além de tentar fazer do sexo uma coisa comum, nada mais do que realmente é”, aconselha a especialista. 

O papo deve acontecer da forma mais madura possível, orienta a Dra. Viviane. Se o filho ou a filha ainda for criança, o ideal é que os pais esperem as perguntas surgirem espontaneamente. “É melhor iniciar o assunto focado nas situações afetivas e não nas sexuais. Deixe que a conversa evolua naturalmente e, quando for da vontade do seu filho, o ideal é que ele tenha confiança suficiente na família para levar a conversa pelo rumo que desejar”, sugere.

Segundo a Dra. Viviane, especializada no atendimento ginecológico de crianças e adolescentes, a educação sexual deve estimular o adolescente a adotar mecanismos para que ele seja capaz de se proteger de uma gravidez precoce e das doenças sexualmente transmissíveis, não se tornando necessariamente uma tentativa de ensinar ao jovem como lidar com o ato sexual em si. “Esse desenvolvimento deve surgir com o próprio adolescente e a forma como ele expressa seus sentimentos em relação ao outro, como expressa os sentimentos advindos de seus pais ou de quem quer que sejam suas referências”.

Confira mais dicas da médica ginecologista Viviane Monteiro para abordar o assunto sexo com os filhos:

- Vigie seus filhos e esteja sempre presente. Não se pode negar que, por se tratarem de crianças e adolescentes, é necessário certo grau de vigilância constante. Não há nada de mais em bloquear canais inadequados ou simplesmente não os ter na televisão. Fiscalize o computador de seu filho rotineiramente e, acima de tudo, analise antes de criticá-lo. É importante ser a referência para os seus filhos, para que os outros não a sejam. Quando se sentir culpado, imaginando que você estará invadindo a privacidade dele, pense que é melhor que seja você do que um estranho o espreitando.

- Não transforme o assunto em um bicho de sete cabeças, pois isso pode aguçar a curiosidade infantil. As perguntas sempre irão surgir, já que as crianças atualmente estão expostas a um mundo de muitas informações, nem sempre selecionadas ou adequadas para sua faixa etária. Procure averiguar de onde veio a dúvida, para, por exemplo, saber se a mesma não procede do assédio de alguém mais velho. Saiba o que o seu filho assiste, os lugares que frequenta e com quem convive. Dúvidas pontuais em relação ao próprio órgão sexual e ao do sexo oposto são comuns, visto que a criança geralmente convive com o pai e a mãe. Por isso, não supervalorize o assunto e busque uma forma simples de responder, sem que a explicação seja exageradamente fantasiosa e exponha seu filho a uma situação vexatória no ambiente escolar. 

- Trate o tema sexo da forma mais madura possível. É comum nós mesmos não sabermos lidar com a nossa própria sexualidade e nossas dúvidas, e é natural que a criança descubra que algumas partes de seu corpo, quando estimuladas, provocam uma sensação agradável. Isso não deve ser encarado como masturbação, nem combatido de forma preconceituosa, para que se evite transformar o sexo em tabu. Não constranja o pequeno e aproveite para orientá-lo em relação à higiene. Quando conduzidas com atenção e orientações pontuais, essas situações costumam evoluir de forma bastante saudável.

- Deixe histórias como a da cegonha de lado. Elas não têm feito mais sucesso com as crianças para explicar de onde vêm os bebês, mas isso não significa que os pais devam dar uma explicação literal sobre a produção de um ser humano. Dizer que o amor do papai foi capaz de plantar uma sementinha na barriga da mamãe é uma alternativa lúdica, porém mais próxima da realidade, de explicar à criança como isso realmente ocorre.

- Para explicar à criança as diferenças entre os sexos, a melhor forma é a comparação com os pais. Assim, o pequeno percebe que não são apenas os órgãos sexuais que o diferenciam do pai ou da mãe, mas sim todo o conjunto de atitudes e comportamentos. Com isso, o menino ou a menina perceberão que a genitália é apenas mais um item nesse mundo de diferenças.

- Quer tomar banho com seus filhos? Sem problemas, isso faz parte da intimidade dessa relação. Mas não se escandalize com as atitudes da criança, já que suas reações são livres de maldade ou de intenção sexual. Não existe uma idade limite para interromper o hábito de tomarem banho juntos. É provável que a própria criança interrompa a prática conforme for crescendo e adquirindo mais autonomia e vergonha das coisas.

 

Dra. Viviane Monteiro

 

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