O que é isto que tanto atrai o ser
humano em direção ao grotesco? Por que gostamos tanto de comentar
detalhes sórdidos de crimes violentos? Que estranha curiosidade é
esta que se esconde em nossas mentes e que é explorada diariamente
pelos meios de comunicação? Esta exploração é inofensiva para este
ser ou lhe causa algum prejuízo?
Diante do caso Bruno e todos os seus
desdobramentos nas últimas semanas, nos deparamos de frente com
uma característica singular do ser humano: a curiosidade mórbida.
Nós temos naturalmente tal
característica, pois ela está ligada ao desejo pelo desconhecido,
está ligada também, principalmente, ao mistério da morte. Quando
estamos imersos no cotidiano e seus compromissos, não nos damos
conta da fragilidade da existência.
Por isso fatos catastróficos chocam
tanto, nos chamam atenção, ficamos como crianças diante de uma
descoberta. É um traço da curiosidade, mas existem outras facetas
desta característica, nem tão inocentes assim. Trata-se do prazer
mórbido, aquele que leva pessoas a assistirem filmes de terror e
de matança. É o prazer que dá a vivencia da própria morte, e de
todos os detalhes envolvidos nesta realidade natural. Deparar-se
com situações de conteúdo macabro causa uma reação físico-química
no organismo e assim traz à tona a atração por este tipo de
assunto, assim como sente atração por imagens de conteúdo sexual.
Saiba que ao se expor demasiadamente
a material violento, você está dando uma munição muito perigosa
para sua própria mente. E ela vai descarregar esta munição em cima
de você e das pessoas que estão próximas. Descarrega contra você
quando este excesso de informação sobrecarrega a sua mente. Você
alimenta sua mente com um monte de lixo, diariamente, e vai
ficando intoxicado.
Passa a falar com todos os
conhecidos e desconhecidos sobre os fatos macabros e terríveis que
presencia, e imagina que este tipo de comportamento não vai ter
repercussão alguma sobre o seu sistema físico e emocional. Pois
saiba que alimentar a sua curiosidade mórbida, tem sim um efeito
devastador sobre a sua saúde. Então acorde, e pare de brincar com
a sua natureza humana, pois ela merece da sua parte toda
consideração e cuidado que um ser vivo tem direito neste mundo.
Mariliz Vargas
Sabe
por que você sofre por amor?
Você está sofrendo por amor ou
por qualquer outro motivo? Não sabe mais o que fazer para
mudar uma situação, depois de já ter feito tudo o que poderia?
Rosana Braga dá uma sugestão que pode surpreender você!
Melhor dizendo, sabe por que
você, eu e todas as pessoas do mundo sofremos, por qualquer
que seja o motivo? Porque resistimos, rebelamo-nos e travamos
uma luta contra o que está acontecendo e que não tem nos
agradado!
Ou seja, não aceitamos a vida
como ela está se mostrando num determinado momento. Não
aceitamos o fluxo e passamos a investir pensamentos,
sentimentos e emoções, e muitas vezes também palavras e ações,
pra revelar nossa imensa indignação diante do acontecimento
que está em desacordo com a nossa vontade.
E você poderia se justificar
dizendo que faz isso porque não é acomodado, porque luta por
aquilo que quer e porque acredita que quem não faz nada para
mudar o que não está bom, é covarde, derrotado e fraco.
Compreendo seu ponto de vista e
tenho certeza de que parte do seu argumento faz sentido. Mas
explico: existe uma enorme diferença entre fazer o seu melhor
e tentar tudo o que for possível (sem desrespeitar o limite do
outro, claro!) para conseguir o que deseja e não saber
reconhecer a hora de parar e confiar no Universo, a hora de
deixar a vida rolar...
Porque, no final das contas, é
isso que se chama FÉ! Ou seja, confiar, entregar-se ao ritmo
da vida sem ficar contestando, brigando, resistindo, tentando
se convencer ou convencer o outro de que as coisas deveriam
ser diferentes! Não deveriam!!! Se devessem, simplesmente
seriam diferentes!
O fato é que nem você e nem
ninguém tem controle sobre o mundo, sobre outra pessoa e,
muitas vezes, nem sobre a própria vida. Nosso “controle” é
parcial, é limitado, vai somente até onde estamos conscientes;
e, acredite: a grande maioria de nós está bem pouco consciente
diante de tudo o que existe ao nosso redor!
Podemos decidir muitas coisas,
podemos e devemos fazer escolhas a todo momento, mas tudo isso
tem influência sobre os resultados até certo ponto. Somos
imperfeitos e limitados e, por isso, vivemos também sob a
influência do imponderável, do inexplicável, do invisível e
até do impensável. Ou seja, vivemos sob as demandas do
incontrolável.
E isso significa dizer que,
muitas vezes, depois de já ter tentado tudo o que podia,
depois de ter feito o melhor que conseguia, não haverá mais
nada que você possa fazer para mudar uma situação senão
aceitá-la exatamente como ela é, senão confiar na sabedoria da
vida e acreditar que o que tiver de ser, será! Que o melhor
pode estar por vir se você realmente estiver disposto a
aprender, a não repetir os mesmos erros e a, sobretudo, se
perdoar pelo que não conseguiu acertar desta vez!
E quando você consegue fazer
isso, quando consegue respirar fundo e simplesmente confiar, é
inacreditável como você relaxa e tudo começa a fazer mais
sentido, tudo começa a ficar mais fácil do que tem sido... Ou
seja, o sofrimento começa a diminuir, a dor começa a passar e
você termina descobrindo que nada é por acaso mesmo!
Especialmente quando o assunto é
dor de amor, sofrimento por alguma frustração ou desilusão
amorosa, a gente costuma acreditar que nunca vai passar, ou
que vai demorar mais do que podemos suportar, ou ainda que as
consequências serão desastrosas, como nunca mais confiar em
ninguém, nunca mais se entregar ou nunca mais sequer se
relacionar.
Mas embora o tempo tenha seus
segredos e poderes, há algo que você pode fazer agora para
diminuir seu sofrimento, pra sentir essa dor sumir pouco a
pouco. E isso é aceitar, confiar, entregar-se ao ritmo da
vida, deixar-se levar com o fluxo do Universo e viver um dia
de cada vez, sem fazer tantos planos, sem investir tantos
pensamentos e tanta energia nesse acontecimento com o qual
você não concorda! Apenas o agora, apenas este momento. E
verá, surpreendido, que é bem mais fácil viver quando a gente
para de brigar e simplesmente acredita que, ao fazer o nosso
melhor, o que tiver de ser nosso, será – mais cedo ou mais
tarde!
1)
Você deseja remoçar-se, mudar de vida, aspirar novas emoções?
Radicalize!
Desentulhe as gavetas da
memória. Livre-se das velhas lembranças que são somente velhas,
nada mais. Desfaça-se do inútil. Deixe espaço para coisas novas,
novas amizades, novas conquistas.
Radicalize!
Saia da rotina das coisas
pré-estabelecidas. Inove-se. Mude seu guarda-roupas, troque a
agenda, delete velhas pastas do computador...
Radicalize!
Saia desse eclipse. Reviva seu
esplendor. Reviver é como a árvore que deixa cair as folhas velhas
e mortas para vestir-se de folhas novas e cheias de vida.
Radicalize!
Para novos amores entrarem na
casa da sua vida, destranque os ferrolhos do coração - ou eles
ficarão do lado de fora, indefinidamente. E você ficará estagnado
no fazer-sempre-tudo-igual.
Radicalize!
Esforce-se! E se acaso você
fracassar é porque houve fraqueza no seu esforço!
2) Não guarde rancor e viva em
paz!
Na luta diária pela
sobrevivência, às vezes somos feridos sem maldade. Mais que os
ferimentos, ficamos magoados, sentindo latejar a dor da
incompreensão. E isso nos provoca o rancor. Ele põe uma venda no
coração e deixa cega a razão. Nos tornamos pessoas amargas,
ásperas, insensíveis.
Mas, o sangue, que são as
mágoas, estanca-se com o perdão e a ferida cicatriza-se com a
reconciliação.
Sintonize-se com a sua
consciência. Dome a intrepidez dos seus atos. Traz equilíbrio e
paz entender-se bem com todos, e sobretudo consigo mesmo.
Conscientize-se que aonde há amor o rancor não prospera.
À primeira treva de rancor
acenda a luz do perdão. Sua clareza vai curar a dor mais profunda,
pois o perdão limpa o rancor da alma assim como a água clara limpa
o pó do nosso corpo!
3) Esteja
de bem consigo. Esteja de bem com a vida!
Não tenha olhos para coisas
banais, erradas, melancólicas. Veja em cada pequeno detalhe uma
grandiosidade, uma beleza única.
Vale a pena a vida!
Faça esse espetáculo
maravilhoso entrar pela retina dos seus olhos. Sinta-se bem e
reflita nos sorrisos esse sentimento.
Mentalize o desejo de eterna
alegria e abra as comportas do coração para ela entrar. Deixe que
as ondas da felicidade levem sua nave pelas ondas calmas e serenas
da sua vida.
Descarte as falhas que possa
ter cometido hoje. Reordene seus objetivos. Prepare-se para
superlativos amanhã, para elevar seu astral, para estar melhor
consigo e com todos
Ponha o corpo em harmonia e dê
um passo á frente - o que ficou para trás já é passado!
Uma das queixas mais comuns em
idosos é a perda da memória
É tão frequente que, infelizmente,
ainda existe a crença de que se trata de um evento normal e
inexorável do processo de envelhecimento.
Isso não é verdade.
Ele é comum, não normal.
Melhor: trata-se de um problema,
muitas vezes, passível de tratamento e cura.
Acontece que, até pouco tempo, a
medicina não estava instrumentalizada para o manejo adequado dessa
questão e , assim sendo , diante de uma queixa de comprometimento
intelectual, nada era feito.
Pior: indicavam-se certos produtos
sem nenhuma sustentação científica, que, evidentemente, não
apresentavam resultados, privando o paciente de uma avaliação
geriátrica correta e do tratamento efetivo.
Não existem drogas que "melhorem a
memória".
Geralmente, a perda de memória é
devida a algum fator que, se corrigido, devolve ao indivíduo a
função que estava prejudicada.
O grande vilão é o uso de
calmantes e remédios para dormir, os hipnóticos.
Os brasileiros são grandes
consumidores de tranqüilizantes, e é extremamente comum que o uso
indiscriminado dessas drogas (tendo em vista que, à medida que
envelhecemos, vamos tendo maior dificuldade para eliminá-las)
intoxique o usuário, levando-o a quadros graves de rebaixamento
intelectual, agitação, delírio e confusão mental.
A simples retirada do medicamento,
muitas vezes, resolve o problema.
Outra causa é a depressão, que em
idosos caracteriza-se por dificuldades para dormir, mudança no
padrão de apetite e perda de memória.
Assim, se em vez de tratar a
depressão o paciente recebe um medicamento para dormir, estaremos
apenas cuidando de um sintoma e a memória será ainda mais
prejudicada.
O tratamento de estados
depressivos é eficaz e seguro, fazendo com que a memória seja
restabelecida e o sono, regularizado, sem a necessidade do uso de
medicamentos.
Outras causas são silenciosas; não
têm sintomas exuberantes e, por isso, são difíceis de serem
diagnosticadas.
Entre elas estão; a diminuição do
desempenho da glândula tireóide (hipotireoidismo), o uso de certos
medicamentos para pressão alta, gastrite etc., problemas
sensoriais como a visão e especialmente de audição, a falta de
estímulo sócio-intelectual, deficiência de certos nutrientes ,
abuso de álcool etc.
Percebe-se claramente que essa
questão está longe de ser um problema insolúvel.
A informação é fundamental para
que, ao primeiro sinal de comprometimento da memória, se faça uma
investigação clínica completa, para identificação da causa e
instituição imediata do tratamento.
Dr.Norton Sayeg
Novos padrões familiares
As circunstâncias históricas
promoveram mudanças significativas na estrutura familiar relativas
aos papéis dos membros, legalização e aumento do divórcio e das
uniões homossexuais, produções independentes, casamentos
não-oficiais, opção dos casais em terem ou não filhos, iniciação
sexual precoce com histórico de aborto e filhos na adolescência,
formação de famílias por membros divorciados e com filhos de
relações anteriores, adoção de filhos por casais homossexuais,
famílias chefiadas por mulheres com filhos e sem cônjuge, aumento
de órfãos de pais mortos por abuso e tráfico de drogas, sexo pela
internet, competição cronológica entre mães e filhas e mulheres
com o dobro ou triplo da idade de seus pares.
As transformações estruturais na
composição familiar ocorridas nas últimas décadas forçaram o
surgimento de novos arranjos em substituição ao modo tradicional
e, ao mesmo tempo em que contribuíram para a flexibilização do
pensamento e ampliação da compreensão do ser humano, geraram
instabilidade e incertezas que exigem tempo e trabalho árduo dos
profissionais das áreas sociais, educacionais, da saúde, do
comportamento e políticos para desenvolver alternativas válidas e
adaptáveis às novas demandas.
O conceito tradicional de família,
fundamentado no casamento oficial, na produção econômica conjunta
e composição ampliada de gerações foi alterado para um modelo de
supervalorização da individualidade, organização nuclear,
nivelação ou inversão da autoridade entre pais e filhos com
predomínio das emoções e sentimentos, em detrimento da razão e
solidez educacional e, por último, para o estágio atual, carente
de modelo, caracterizado pela multiplicidade de formas,
desarranjos e rearranjos não convencionais e inconstantes,
formados por membros incapazes de lidar com os problemas
produzidos pelas recentes transformações.
A falta de recursos para enfrentar
as demandas atuais constitui verdadeiras fontes de conflito,
angústia e estresse, tornando o grupo mais vulnerável a crises e
problemas como a perda dos referenciais parentais, excesso de
permissividade, aumento do abuso de drogas, acúmulo de funções de
um dos membros, pobreza de diálogo, frieza e distanciamento
afetivo, aumento das disfunções sexuais, delegação da
responsabilidade financeira e cuidado básicos dos filhos aos avós,
às creches e escolas.
No entanto, a família se mantém como
matriz de identidade do sujeito e deve ser pensada e reforçada
como uma instituição ética, formada por membros dispostos ao
trabalho, provedores de segurança, alimento, moradia, vestuário,
saúde, suporte afetivo, educação formal e familiar, formação moral
e religiosa. A família é responsável pela correção dos atos de
seus membros, pela promoção de recursos básicos para o crescimento
e desenvolvimento pleno das competências biopsicossociais da
criança, incluindo integridade de caráter, senso de aceitação e
autonomia para governar a própria vida e lidar com os desafios
extra-familiares.
Famílias se constituem a partir da
união de duas pessoas com expectativas, crenças e comportamentos
diferentes e se caracterizam pelo compromisso, durabilidade dos
vínculos e permanência dos membros. Acordos que nem sempre se
cumprem devido à falta de reflexão, de recursos para solucionar
problemas cotidianos e lidar com pontos discordantes, superar
dificuldades, educar filhos com autoridade e limites adequados.
Padrões de interação familiar se
formam através da transmissão hereditária de crenças, valores,
mitos e outras peculiaridades que serão atenuados ou agravados
conforme o desenvolvimento psicológico de seus membros e
habilidade no manejo de situações críticas e pela influência de
fatores adversos externos como desemprego, dificuldades
financeiras, rupturas de vínculos afetivos. Um padrão interacional
familiar sustentável requer elevados níveis de compreensão das
necessidades de seus membros, capacidade para supri-las e
construção sólida de valores éticos.
As recentes alterações não
significam a extinção do modelo adequado de famílias, mas a cisão
com o passado e a busca de adaptação ao presente. A existência de
uma crise familiar generalizada implica na reedição, numa proposta
de ajustamento ao presente. Os papeis sociais, profissionais e
familiares estão difusos, não mais centralizados na idéia de força
e poder, mas na divisão de responsabilidades e tomada de
consciência da necessidade de revisão de valores e criação de
propostas comportamentais coerentes com a realidade. Famílias
convencionais coexistem com os novos estilos familiares e, sejam
quais forem os padrões adotados, é fundamental transmitir aos
descendentes o aprendizado da aceitação e respeito à diversidade.
O mundo capitalista formou famílias
igualitárias, sem distinções hierárquicas. Ordens de filhos e
submissão de pais são tão normais quanto o capim comer a cabra e,
tal desajuste tem como causa e conseqüência relações conjugais e
familiares instáveis que tentam se sustentar nas satisfações
sexual, emocional, material, consumista, alcoolista e, em outras
maneiras de compensações imediatas. Mudanças no papel da mulher na
sociedade resultaram na redução do tempo dedicado à família e
criação de filhos, sobrecarga de responsabilidades feminina e
aumento da competição entre o casal. Não que se deva desmerecer a
conquista feminina nesse sentido, mas repensar a divisão de
tarefas e resgatar princípios básicos relativos à dignidade do
envelhecimento e aceitação da diferença entre as gerações. A mídia
influencia comportamentos e contribui para o aumento de divórcios,
exibindo maciçamente, às grandes massas, programas que tratam a
família e a separação conjugal como a primeira e melhor
alternativa para sanar problemas de insatisfação pessoal, em
detrimento da formação da personalidade e da preservação da
instituição de referência dos filhos.
A família é a referência primária no
desenvolvimento da personalidade do indivíduo. O que a criança
observa, sente e apreende nesse contexto servirá, em grande parte,
de base para condutas futuras. É na família, não em um caos de
fragmentos, que a criança forma sua identidade, aprende a se
relacionar com figuras de autoridade, a enfrentar medos e
frustrações, resolver problemas, fazer escolhas e assumir a
responsabilidade por elas. Na adolescência e juventude, desenvolve
o senso de adequação, aceitação, conscientização do processo de
individualização e integração social – as bases para conviver em
grupo e se sustentar decentemente até a morte.
Ações humanas são norteadas por
crenças e valores aprendidos no grupo sociocultural primário que
deve se traduzir num ambiente organizado, sustentado por membros
aptos a determinar padrões de funcionamento sadios. Casamentos não
devem ser mantidos em situações precárias e nocivas, assim como
não devem se desfizer ao primeiro sinal de conflito. O ser humano
precisa reaprender a tomar decisões relativas ao casamento, isto
é, somente quando estiver seguro do que deseja e dispuser de
condição emocional e competência financeira para assumir tal
empreendimento.
As mudanças na estrutura familiar
devem ser percebidas como um processo de reestruturação que,
independentemente do formato constitucional, deve oferecer
princípios sólidos de educação e respeito. A família, em sua
dinâmica específica, deve propiciar um ambiente saudável que
possibilite a emancipação e capacitação de seus membros para
valorizar e retribuir o cuidado aos mais velhos, à medida que se
invertem as necessidades de cuidados entre as gerações. Não há um
modelo universal ou superior de organização familiar. Famílias
variam quanto à estrutura, dinâmica, crenças e momento histórico.
Toda família tem problemas, embora algumas os neguem, sabemos que
não existem famílias perfeitas, além dos comerciais de
margarinas.
A contemporização da família não
exclui o padrão formal, mas, se amplia para incluir e aceitar
padrões antes percebidos como desvios e abranger a heterogeneidade
de novas configurações de relacionamento afetivo-sexuais e
familiares. Preconceitos e idealizações construídos nas relações
sociais devem ser repensados e produzidos novos comportamentos
frente a essa demanda de modo que possam ser validados
socialmente. Nesse sentido, a compreensão de sua origem,
dificuldades e limitações, é o único meio de criar um presente
tolerável, coerente e contínuo.
Mara Lúcia Madureira
Álcool e jovens
CISA alerta sobre os perigos e as
conseqüências do consumo abusivo de álcool por jovens
O CISA - Centro de Informações sobre
Saúde e Álcool, organização não governamental que se destaca como
uma das principais fontes no País sobre o tema, alerta sobre os
perigos a que estão expostos jovens que consomem bebidas
alcoólicas de forma nociva, tais como acidentes de trânsito,
ferimentos, violência interpessoal ou sexo desprotegido. O uso de
álcool por jovens é tema de diversas pesquisas divulgadas pelo
CISA, demonstrando a relevância do assunto:
- Álcool e influências: Estudo
brasileiro recente avaliou a associação entre o uso pesado de
álcool por estudantes e fatores familiares, pessoais e sociais.
Foram entrevistados 48.155 estudantes de escolas públicas, com
idade entre 10 e 18 anos. Os resultados mostram que os fatores
associados a uma maior chance de ter feito uso pesado de álcool
foram: ter mais de 15 anos de idade, relação ruim ou regular com
pai e mãe, perceber o pai como liberal, não ter filiação religiosa
e ter trabalho formal. Desta forma, a pesquisa sugere que ter
ligações familiares mais fortes e seguir uma religião podem
auxiliar na prevenção do uso abusivo de álcool entre estudantes.
- Álcool e universitários: O I
Levantamento Nacional sobre Uso de Álcool, Tabaco e Outras Drogas
entre Universitários das 27 Capitais Brasileiras, realização da
Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD) em parceria
com o Grupo Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas do
Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade
de São Paulo (GREA-IPq/FMUSP), revelou que 79% dos entrevistados
menores de 18 anos afirmaram já ter consumido algum tipo de bebida
alcoólica. Outro ponto surpreendente é que o consumo de álcool,
tabaco e outras drogas entre os universitários é mais frequente
que na população em geral, o que reforça a necessidade de um maior
conhecimento desse fenômeno para o desenvolvimento de ações de
prevenção e elaboração de políticas específicas dirigidas para
este segmento.
- Álcool e férias: Estudo, realizado
em um resort da Bulgária, indicou aumento na frequência do uso de
álcool durante as férias e revelou que 91% dos entrevistados entre
13 e 17 anos haviam bebido, apesar da idade legal para o consumo
de bebida alcoólica ser de 18 anos no local. Os autores alertam
que pouca atenção tem sido dada ao consumo de álcool excessivo em
estâncias de férias e à promoção do turismo associado ao uso de
álcool. Além disso, o alto índice de jovens menores de 18 anos que
consomem bebidas alcoólicas indica a necessidade de maior
fiscalização das medidas legais neste tipo de ambiente.
- Álcool e idade adulta: As
consequências negativas do consumo nocivo de bebidas alcoólicas
podem permanecer no início da idade adulta. Esta foi a indicação
de pesquisa divulgada pelo CISA, apontando que metade dos homens
que faziam uso pesado episódico de álcool na juventude continuaram
a fazê-lo no início da idade adulta, comportamento que acaba por
consistir em forte preditor para se tornar um bebedor crônico na
idade adulta.
- Consequências negativas do
"esquenta" à saúde dos jovens: De acordo com pesquisa publicada na
revista científica Addiction, indivíduos que bebem em casa
momentos antes de sair para eventos festivos ("baladas"),
comportamento conhecido popularmente como "esquenta", consomem
maior quantidade de álcool e apresentam maior prevalência de
problemas sociais do que pessoas que bebem apenas depois de
chegarem ao ponto de encontro.
- Álcool e genética: Atualmente, a
dependência alcoólica é considerada um grave problema de saúde
pública e o consumo de álcool contribui para 1,8 milhão de mortes
por ano ao redor do mundo. Pesquisa australiana, divulgada pelo
CISA, indicou que, para indivíduos que relataram o primeiro
consumo de álcool antes dos 13 anos, as influências hereditárias
sobre os sintomas da dependência são mais pronunciadas.
* Padrão binge, ou uso pesado
episódico, é definido pelo National Institute on Alcohol Abuse and
Alcoholism (NIAAA) como o consumo de cinco ou mais doses
alcoólicas por homens ou de quatro ou mais doses por mulheres
dentro do período de duas horas.
Fonte: Dr. Arthur Guerra de
Andrade e Dra. Camila Magalhães Silveira
Fim de ano com resultados: ainda
dá tempo
Estamos em Julho, mês de férias para
as crianças e para muitas pessoas que aproveitam para viajar neste
período. Estamos no meio do ano, a Copa já terminou, a campanha
eleitoral começou e já se passaram seis meses da sua vida desde
dezembro de 2009, quando você fez suas promessas de Ano Novo.
Você acha que o ano voou de tão
rápido que passou ou que ele está andando na velocidade certa?
Para a maioria das pessoas, o ano que já está no meio nem começou
direito. Vivemos tão apressados que, na realidade, nem vivemos,
sobrevivemos e só corremos atrás da tal bola.
Espero que este artigo chegue para
você neste momento, no meio da sua corrida, para você dar uma
pausa e pensar em tudo que ainda pode ser feito para este ano.
Faça do meio do ano o seu ano novo, um novo início, um marco de
planejamento para começar a andar mais nos próximos meses.
Recomendo às pessoas que realizem ao
longo do ano dois planejamentos anuais, que servem para dar um
norte a tudo que você irá fazer nesse período. O primeiro momento
é obviamente o final do ano, afinal, todo mundo está nesse clima
de virada e novos planos. E agora, é o momento que recomendo a
realização de um segundo planejamento do ano. Portanto, ainda dá
tempo de alinhar os rumos e rever seus objetivos.
Reserve de vinte a trinta minutos
para esse exercício. Pegue uma folha de papel em branco para
rabiscar suas idéias e depois transfira estes dados para sua
agenda ou sistema de planejamento (www.neotriad.com).
1 – Que áreas da sua vida você
precisa dedicar mais ou menos tempo? Faça uma lista dos papéis da
sua vida (pai, mãe, profissional, etc) e crie duas colunas:
“FAZER” e “PARAR”. Na primeira coluna escreva atividades que
precisa fazer por cada um destes papéis, coisas bem específicas e
não contemplativas (ao invés de “Ler Mais”, coloque “Ler o livro
X”). Na segunda coluna coloque as coisas que você faz, mas que não
geram nenhum resultado e você sabe que deveria parar de fazer.
2 – Pense na Meta: Repare que
coloquei no singular, o que significa que é para ser limitado
nessa quantidade de metas. Se tiver uma, ótimo, se tiver quatro,
talvez não seja viável. Pense no número adequado para você. O mais
importante nesse momento é o plano de ação, ou seja, as tarefas
que vão fazer com que você saia do lugar. Esse é um bom momento
para rever as promessas e checar o que andou e o que não andou. É
simples, se não andou, é porque o plano de ação está mal feito ou
a meta é inviável.
3 – Mente Antecipada: Pense em datas
especiais para o próximo semestre, como por exemplo, entregas de
projetos importantes, idas ao médico para exames de checkup, etc.
Procure antecipar ou agendar atividades que devam ser feitas até o
final do ano, assim você prioriza o importante, evita deixar para
a última hora e fica com a certeza de que está no controle do seu
tempo.
Ainda dá tempo de fazer toda a
diferença no seu ano, basta você querer e começar agora. Quem quer
faz, quem não quer arruma uma desculpa, lembre-se disso! Ainda
faltam 174 dias para 2011, quando você vai começar a fazer algo
para ter mais tempo?
Christian Barbosa
“De tres em tres”
Recebi esta mensagem em meu e-mail e
pareceu-me interessante aprofundar um pouco o tema. Eis o que deu:
Em nossa vida, tanto o tempo quanto
às palavras proferidas e as oportunidades apresentadas, jamais
retornarão.
Valorize seu tempo e o utilize com
sabedoria, pois cada momento é único e sempre dádiva do Senhor.
Tenha muito cuidado com as palavras
que profere porque magoar e ferir alguém é absurdamente fácil.
Curar as feridas, entretanto, é tarefa longa e hercúlea.
Aproveite todas as oportunidades que
se apresentam, com entusiasmo e dedicação e saiba separar o joio
do trigo. A decisão sábia requer entendimento e adequado
planejamento. Não esqueça que somos fruto de decisões tomadas.
Decisões erradas sempre inquietam nossa alma e nos fazem sofrer.
A ira, o orgulho e o não perdoar,
poderão destruir sua vida. A bíblia nos ensina que o próprio Deus
se irou algumas vezes com seu povo, pois eles com freqüência o
desobedeciam. Porém, o amor de Deus sempre se sobrepõe a sua ira,
ou seja, segundos de ira e anos de amor inconteste. Seja assim
você também.
Se entender que é pó sem Deus,
orgulhar-se é um ato pífio, vazio e sem nenhum sentido lógico. O
orgulhoso não ama porque o seu “eu” vem primeiro..
Não perdoar, com absoluta certeza é
cerrar-lhe as portas do céu e riscá-lo para sempre do livro da
vida.
Perdoar sempre. Quantas vezes forem
necessárias. Haja como seu irmão judeu mais velho, isto é, em
qualquer ocasião, nunca perca a paz, nem a esperança e nem a sua
honestidade, porque mesmo diante da morte, segundos antes ele
disse: ‘’Pai, nas tuas mãos, entrego meu espírito’’ conforme Lucas
23:46. Isto é confiança total, é entrega e dedicação total a Deus,
pois Jesus em nenhum momento se acovardou frente às dificuldades.
Mas sofreu a mais dolorosa das mortes por amor a cada um de nós.
O amor, a bondade e sua família são
as riquezas de maior valor em sua vida; inclua como integrantes de
sua família, todos os amigos que comungam os mesmos princípios que
você, pois em Cristo somos mais que vencedores.
Nunca se iluda nem se assombre com o
êxito, nem com a fortuna e nem com seus sonhos porque estas coisas
são efêmeras e mudam como o dia e a noite. Trabalhe e confie e
espere no Senhor, porque Ele não abandona aliados. Ele é fiel e
age enquanto você dorme.
A sinceridade, o compromisso e o
trabalho árduo formam uma pessoa. A sinceridade tem total
conotação com transparência, então seja sempre como você é, não
importa a situação ou a circunstancia. É abominável o
comportamento daquele que se agiganta diante dos fracos e se
apequena diante dos poderosos porque são atitudes covardes e
indignas de espíritos audazes. A força e o poder também são
passageiros e os exemplos que ilustram isso estão aí, todos os
dias.
Salomão, o homem mais sábio de
todos os tempos deixou isso bem claro ao escrever ECLESIASTES e
vale a pena ler este capítulo inteiro da bíblia onde ele nos
ensina que na vida terrena tudo é ilusão, tudo tem curta duração e
apenas no final, Salomão rende-se a grandiosidade de Deus.
Se você não for comprometido com
seus afazeres e crenças, como prosseguirá suas batalhas? Como
encarará seus pares? As pessoas que dependem de você?
Apenas o trabalho duro lhe permitirá
um sono tranqüilo e reparador, sem comprimidos de tarja preta ou
algo assim.
Se você está aposentado e passa
horas esparramado no sofá, pense em quanta coisa útil pode fazer
em beneficio dos outros. Isto lhe custará apenas sair de sua zona
de conforto. Nada mais. É simples e fácil quando amamos o próximo.
É complicado e difícil quando amamos a nós mesmos.
Pai, Filho e Espírito Santo, são
três pessoas absolutamente constantes, sempre presentes e sempre
oniscientes.
Um só Deus em três pessoas
distintas. Não procure entender isso. Creia somente e viva na
benção de Deus que o ama imensamente e que lhe permitiu escolher
vida em abundancia ou não. Só depende de você. Simples assim.
Aceite a cruz e faça a parte que lhe
complete. A recompensa não tem preço!
João Antonio Pagliosa
Servo útil de Deus
O futebol entrelaça as pessoas no
campo das emoções
Sempre achei que as coisas fossem
muito mais aquilo que elas representam do que a sua concretude.
Mas ao assistir a uma partida de futebol, dentro do estádio, meu
“achismo” transformou-se em ciência.
Tudo começou quando solicitei aos
meus filhos, um de treze e outro de quatorze anos, que me
ensinassem a letra de uma famosa música entoada pelos torcedores
do Corinthians, um dos mais populares times de futebol do Brasil e
com torcedores reconhecidamente fieis e apaixonados pelo clube.
Meus filhos foram além e me
mostraram, pela internet, a imagem de milhares de pessoas gritando
juntas a plenos pulmões e fazendo o mesmo movimento de vai e vem
com a mão fechada, como se estivessem, de fato, empurrando os
jogadores para realizar o gol. Levantavam e sentavam no ritmo de
um coração que vibra por seu time, e colaboravam uns com os outros
numa incrível sintonia para erguer, sobre suas cabeças, a
gigantesca bandeira que ganhava vida nas milhares de mãos que a
levantavam.
Devo confessar que, ao ver aquele
mundo de gente conectada mental e emocionalmente, através de um
jogo que transformava milhares em um, senti um nó na garganta e
pedi para que eles me levassem a um jogo, afinal, como psicóloga
que estuda a mente e as emoções humanas, precisava ter essa
experiência ao vivo e sentir na pele o calor destas emoções.
Logo que entrei no estádio adorei o
clima de vida que pairava no ar. Era impossível não se contagiar
da energia feita da garra, luta, perseverança, batalha, fé,
esperança, desejo, entre outros interessantes aspectos.
O mais bonito de tudo é enxergar
aquilo que um time pode representar aos seus torcedores: a
sensação maravilhosa de pertencimento, de não solidão ou não
solitário, a compensação das próprias perdas través das vitórias
das partidas e a possibilidade de realizar o luto comunitário nas
derrotas.
O time tornou-se o lugar para
atualizar nossas competições e rivalidades. Talvez já não torçamos
por nós mesmos há muito tempo, então compensamos isso torcendo
pelo nosso time. Talvez, a vida não nos anime e encontramos aquela
motivação perdida no nosso time do coração que, de alguma maneira
misteriosa, confunde-se com nós mesmos e, assim, vivemos as suas
glórias como sendo nossas e as derrotas como de alguém muito
próximo, o qual amamos incondicionalmente. E dando este amor,
também recebemos o tão almejado amor incondicional, que todos nós
desejamos receber e, através da magia do futebol, isto se torna
possível.
Foi bonito ouvir a conversa
silenciosa entre torcedores e atletas cada vez que a bola ia de um
lado para o outro. Todos chutavam juntos da maneira que podiam,
através de assobios, palmas e aclamações. Quando havia o risco de
o time adversário fazer gol, ouvia-se num só sussurro o frio que
pairava nas milhares de barrigas dos torcedores, em sintonia com
as dos atletas, num encontro tantas vezes raro de acontecer entre
duas únicas pessoas.
Num determinado momento da partida
surgiu um pênalti. Confesso que perdi o gol, pois estava
hipnotizada olhando para as pessoas rezando com muito fervor,
pedindo a Deus que o gol se realizasse. Neste momento, percebi que
as pessoas rezavam por si próprias e procuravam se conectar com
uma força maior, pedindo ajuda para realizar seus tão desejados
gols nesta vida dura, mas que fica colorida quando o nosso time
joga.
Por fim, aqueles torcedores estão
entrelaçados ao time, assim como o time misturado a eles, e nem
eles nem ninguém podem dizer ao certo onde termina o torcedor e
começa o time, ou onde termina o time e começa o torcedor.
Dra. Léa Michaan
O que você tem é TOC ou mania?
Comportamentos repetitivos são
normais, mas podem esconder desvio psicológico
Você só sai de casa com um
guarda-chuva azul? Só assiste aos jogos do time do coração em
casa? Só beija a bochecha da sua mãe no lado direito? Transtorno
Obsessivo Compulsivo (TOC) ou é mania? O transtorno é grave, mas
virou dito popular para quando a pessoa faz algo sistematicamente,
mas até que ponto a mania pode ficar séria?
"As manias são comportamentos repetitivos que são motivadas por
superstição ou crenças. Todos nós podemos ter manias e isso não
gera nenhum efeito em nossas vidas. É algo corriqueiro", explica o
psiquiatra da Unesp Edson de Moraes Júnior. Para exemplificar,
imagine uma pessoa que ao se levantar da cama, coloca primeiro o
pé direito no chão. É algo que acaba virando hábito de tanto que
ela faz e, depois de certo tempo, passa a ser automático, quase
que involuntário.
O alerta
Com toda a complexidade da mente
humana, para além da mania existe o SOC, sintomas obsessivos
compulsivos. "Quase todo mundo tem SOC . É quando, por exemplo, a
pessoa chega cinco vezes ao dia se a porta do carro está trancada
ou se o gás do fogão está desligado. É obsessivo porque ela
precisa cumprir esse ritual e compulsivo por causa do número de
repetições". O psiquiatra diz que se o SOC não está interferindo
muito na rotina da pessoa é perfeitamente normal.
Porém, se o SOC se tornar muito
intenso e fizer com que a pessoa ocupe boa parte do seu tempo com
isso, cuidado. Pode ser o TOC. "O TOC é caracterizado pela
presença de obsessões ou compulsões recorrentes e tão severas para
fazer com que o paciente passe a ocupar boa parte do tempo com
elas, causando desconforto ou comprometimento", esclarece o
psiquiatra.
Doença incapacitante
Até bem pouco tempo, o TOC era uma
doença rara e pouco estudada. Só os casos mais graves eram
reconhecidos. No entanto, hoje se sabe que existem vários níveis
do transtorno. Até virou brincadeira em rodinhas de amigos
diagnosticar aquele cara sistemático do grupo com TOC. No entanto,
o psiquiatra explica que a prevalência desse transtorno na
população é baixa: "Não chega a 2% na população brasileira, porém
é uma doença incapacitante, pois a pessoa fica refém das suas
próprias obsessões".
Os comportamentos obsessivos são
causados por pensamentos, ideias, impulsos ou imagens que invadem
a consciência contra a vontade de forma repetitiva e persistente.
"A obsessão leva a rituais para neutralizar esse pensamento.
Normalmente é acompanhada de ansiedade e desconforto", diz Edson
Capone. A compulsão é realizada como forma a neutralizar ou
reduzir os efeitos da obsessão. Os tipos mais comuns de compulsões
envolvem a limpeza (das mãos ou da casa), verificação ou controle
(fechaduras, gás, chuveiro), repetições (sair, entrar, contar
números) e sequência (ordenar roupas por cor).
Segundo o psiquiatra, a doença não
tem momento para aparecer. "Não se sabe ainda os motivos do
desenvolvimento de TOC, mas sabe-se que ele pode aparecer por
vários motivos, como um ataque de fúria, depois de um acidente
grave, estresse, entre outros". No entanto, os tratamentos
costumam ser eficientes no combate ao transtorno. Podem ser
somente medicamentosos ou associados à terapia. "A psicoterapia
cognitivo-comportamental, que foca nos sintomas, ou a
psicodinâmica, que foca a análise psicológica, funcionam muito bem
para tratar os pacientes que não conseguem se adaptar ao
tratamento medicamentoso", explica o psiquiatra Edson Capone.
SOC ou TOC?
A linha entre o SOC e o tipo leve de
TOC é muito tênue, mas em geral a própria pessoa que está sofrendo
com a doença sabe que tem algo de errado com ela. "Os pacientes de
TOC são críticos do seu problema e consideram seu comportamento
absurdo, mas elas não conseguem ter o controle, o que acaba
potencializando o sofrimento." Porém, o psiquiatra diz que o TOC é
ainda uma doença secreta, já que muitos pacientes sofrem calados
por medo do diagnóstico.
Já os sintomas obsessivos são
corriqueiros em nossas vidas. São pequenos rituais que não te
tiram do eixo e que, se eventualmente você não puder fazê-los, não
vão gerar nenhum tipo de sofrimento ou penitência. "Enquanto a
pessoa com TOC pode gastar até 15 horas concluindo todos os seus
rituais, o paciente com SOC não perde nem 10 minutos se tiver
distraído com alguma outra coisa".
Se você imagina que tem TOC, o mais
importante, segundo Edson Capone, é observar o comportamento e
notar se você está gastando mais tempo do que deveria com os
rituais, se eles estão causando algum tipo de sofrimento ou
ansiedade e se está havendo muita interferência nas atividades do
dia e nos relacionamentos sociais (afetivos, profissionais,
ocupacionais ou financeiros).
Andressa Basilio
Cérebro Melhor traz dicas para
manter a mente ativa
O portal Cérebro Melhor (www.cerebromelhor.com.br)
– referência treinamento para o cérebro através de jogos online –
explica como é possível manter a capacidade cerebral em perfeito
funcionamento e traz dicas que podem ser usadas no dia a dia.
1. Motive-se pelo novo: é
fundamental para o desempenho cerebral. Com o fortalecimento do
desempenho da mente, o usuário ganha mais autoconfiança e vontade
de continuar aprendendo para manter a mente sempre ativa. Procure
manter em sua rotina atividades que mexem com a mente e que sejam
diferentes também.
2. Exercite com frequência:.o hábito
de exercitar o cérebro com frequencia melhora o desempenho de
todas as funções cognitivas e evita as perdas que vêm com a idade.
3. Busque pela velocidade no
raciocínio: quanto mais você praticar o desafio de ler ou ouvir
algo diferente e que possa ser também a resposta a uma dúvida ou a
resolução de um problema, maior será sua capacidade de raciocínio
com agilidade. Procure estar com pessoas que não tragam soluções e
peça para ajudar na criação de novas alternativas para melhores
respostas. Esses atos desenvolvem as capacidades necessárias ao
bom raciocínio lógico, da identificação de problemas ao
estabelecimento de metas e execução de uma estratégia.
4. Aprenda o tempo inteiro: o
cérebro se modifica com a experiência. Quanto mais se esforçar,
mais vai aprender para melhorar o desempenho acima do esperado.
5. Cuide da alimentação: se você
quer tratar bem do seu cérebro, preocupe-se em ter uma alimentação
balanceada, que contenha Omega-3, vitamina B e antioxidantes, em
praticar exercícios regularmente - e, sobretudo, em usar o seu
cérebro!
6. Envolva-se em atividades
variadas: sair da rotina, na medida do possível, mantém o
aperfeiçoamento de todas as funções cognitivas, uma vez que você
pode vivenciar o novo em todo momento. Aliar os jogos para
treinamentos cerebrais a um estilo de vida que combine com a busca
pelas novidades pode facilitar bastante a performance cerebral.
O que vem primeiro: a obesidade
ou a depressão?
A idéia que temos de nós mesmos é um
grande impulso para o sucesso ou para a derrota. Os obesos
carregam “o peso” de que não são capazes de vencer a guerra contra
a balança, principalmente após inúmeras tentativas frustradas de
emagrecer
Manter o bom humor frente a qualquer
doença crônica é muito difícil. Assim também ocorre com a
obesidade. Na maioria das vezes, a doença vence o paciente pelo
cansaço e impõe um enfrentamento com limitações, fraquezas e até
com o próprio desconhecimento da medicina de como tratar
individualmente cada caso de obesidade, já que eles são tão
diferentes entre si. “Médicos e pacientes, muitas vezes, se
constrangem frente à impossibilidade de resolver o problema, pois
a derrota, quando ela ocorre, é de todos nós”, afirma a
endocrinologista Ellen Simone Paiva, diretora do Citen, Centro
Integrado de Terapia Nutricional.
A cada dia, mais endocrinologistas
atendem obesos deprimidos nos consultórios. Nos divãs dos
analistas é grande a incidência de obesos também. “Não há dúvida
quanto a associação das duas doenças. Aproximadamente 30% das
pessoas que procuram tratamento para emagrecer apresentam
depressão. Além é claro dos inúmeros casos de melancolia e
tristeza em lidar com algo tão difícil, gerado pela rotina de ter
que lutar contra a balança, de se policiar sempre, de não poder se
soltar nunca. Nas consultas médicas que tratam o assunto, o choro
é a regra”, revela Ellen Paiva.
A idéia que temos de nós mesmos é um
grande impulso para o sucesso ou para a derrota em todos os
embates da vida. Os obesos carregam “o peso” de que não são
capazes de vencer a guerra contra a balança, principalmente após
inúmeras tentativas frustradas de emagrecer. “Eles até continuam
tentando perder peso, mas sem nenhuma confiança de que isso seja
possível. Quando eles vêm ao consultório, o grande desafio dos
profissionais ligados ao tratamento da obesidade é fazê-los
acreditar que podem perder peso”, diz a médica.
Um ciclo pouco virtuoso
As primeiras dietas são sempre
coroadas de êxitos. A perda de peso que ocorre na maioria das
primeiras tentativas de perda de peso é facilmente compreendida
pelo maior engajamento dos pacientes nas dietas propostas e nas
várias mudanças de estilo de vida que eles se dispõem a fazer.
“Como a manutenção de peso ainda é o
calcanhar de Aquiles dos tratamentos para a obesidade, os
pacientes voltam a engordar. E novas dietas são implementadas
trazendo à tona a noção da fragilidade da perda de peso. A
explicação dada pelos pacientes de que as dietas vão ficando mais
difíceis porque eles vão envelhecendo não procede. Na verdade,
eles se tornam mais e mais descrentes da possibilidade de
emagrecer e mais e mais propensos à depressão”, contextualiza a
endocrinologista.
As frustrações em relação à imagem
corporal começam no enfrentamento da criança obesa com os vários
apelidos na escola, avançam pela puberdade, onde já existe uma
insatisfação com as formas corporais e alcançam o adulto que sofre
preconceitos velados e dificuldades reais como se posicionar em
assentos públicos, comprar roupas adequadas à sua numeração e em
se enxergar tão fora dos rigorosos padrões de beleza corporal.
Tudo isso concorre para uma atitude de isolamento social e baixa
auto-estima.
Apesar de muitas vezes não ser
perceptível, a obesidade infantil afeta a auto-estima e a
sociabilidade da população infanto-juvenil. Pesquisas recentes
sugerem que há três variáveis psicossociais que podem afetar
negativamente a qualidade de vida das crianças obesas, podendo
inclusive dificultar mudanças em seus estilos de vida, como fazer
dieta ou praticar atividade física. Essas dificuldades impostas
pela obesidade podem coexistir na vida de muitas delas, embora
elas se sintam relutantes em discutir o assunto com os pais,
professores ou profissionais de saúde envolvidos em seus
tratamentos. São elas:
(1) Dificuldade de enfrentarem
gozações e brincadeiras de seus colegas relacionadas ao seu peso
corporal, o que causa estresse psicológico intenso, piora da
auto-estima e piora da sua auto-avaliação da imagem corporal;
(2) Isolamento social, redução
considerável da capacidade de fazer amigos e de aproveitar as
oportunidades de praticar atividade física em grupos, com o
consequente aumento do consumo de alimentos;
(3) Depressão, que pode ocorrer
como causa ou consequência da obesidade na infância e
adolescência.
“As consequências da obesidade na
infância e na adolescência não param por aí. Outras pesquisas têm
documentado alterações comportamentais até então desconhecidas
como influenciadas pela obesidade. Parece que a obesidade na
população infanto-juvenil está ligada ao comprometimento do
desempenho escolar, à maior vulnerabilidade para os transtornos
alimentares do tipo bulimia, a comportamentos de risco como
tabagismo, alcoolismo, atividade sexual prematura e a práticas
nutricionais erradas e sedentarismo”, alerta a endocrinologista
Ellen Simone Paiva. Várias atitudes de risco e de desorganização
na vida pessoal têm maior propensão de se agruparem na criança e
nos adolescente obesos.
O surgimento do transtorno alimentar
A associação da obesidade com a
depressão, principalmente entre jovens, traz consigo o fantasma
dos transtornos alimentares. É mesmo muito preocupante o grau de
insatisfação corporal entre os adolescentes em todo o mundo. Mais
de 25% dos meninos e 50% das meninas desejam perder peso,
incluindo estatísticas de povos orientais. O mais impressionante
de tudo isso é que 81% deles são considerados de baixo peso ou de
peso normal e 20% deles recorrem a métodos inadequados para
alcançar seus objetivos de peso ideal, como dietas restritivas,
medicamentos para emagrecer e a prática de vômitos auto-induzidos.
“O que vem primeiro: a obesidade ou
a depressão? Muitas vezes, a depressão leva à obesidade,
principalmente quando a depressão se acompanha de grande ansiedade
e compulsão alimentar. As pessoas comem não somente por fome.
Comem por prazer de comer, mas, muitas vezes, para compensar o
desprazer e a tristeza. Comem como forma de presentear-se. Além
disso, a maioria dos medicamentos utilizados para o tratamento da
depressão leva ao ganho de peso e isso não pode ser desconsiderado
na avaliação desses pacientes”, alerta Ellen Paiva.
Os sintomas depressivos também podem
estar mascarados pelos sintomas da obesidade. É comum entre os
obesos sinais de apatia, sonolência, dores no corpo, desânimo e
fadiga, muito freqüentes também nos quadros depressivos. Um dos
sintomas mais frequentes da depressão é o desânimo, o que
dificulta qualquer atitude em relação à prática de atividade
física, que poderia mudar o prognóstico de ambas as doenças.
“Depressão e obesidade podem se beneficiar dessa prática, uma vez
que ela está associada ao aumento do gasto calórico, mas, muito
mais que isso, a uma atitude positiva e otimista que as pessoas se
engajam quando incorporam a atividade física à sua prática
diária”, defende endocrinologista Ellen Paiva.
A casa é o local de maior
estresse da população brasileira
Segundo o estudo, 23,2% da
população afirmam ter sofrido estresse em casa
Os mais de 100 mil brasileiros avaliados confirmaram ter sofrido
algum tipo estresse no último ano, com intensidade variada entre,
pouco, moderado, intenso e exagerado. E a casa é o principal
local. O estudo sobre risco cardiovascular foi realizado pelo
mutirão estadual do coração promovido em 2009 pela Secretaria de
Estado da Saúde em parceria com a Sociedade de Cardiologia do
Estado de São Paulo.
A pesquisa aconteceu na cidade de
São Paulo e Campinas analisando vários locais onde as pessoas
passam o dia, como trabalho, casa, locais de convívio social
(clubes, bares, boates), além de ter considerado fatores como
problemas financeiros e crenças religiosas. De acordo com o
resultado a própria residência foi apontada como o local de maior
estresse pela população, superando até o mesmo o trabalho. Segundo
o estudo, 23,2% da população afirmam ter sofrido estresse em casa.
Um fator determinante para quem tem
a rotina doméstica atribulada, e mais do que isso, as mulheres
estão desenvolvendo doenças cardiovasculares. Entre as
participantes avaliadas, 46,80% afirmaram ter algum fator
estressante no último ano: morte de familiar, perda de emprego,
separação conjugal ou ruína financeira.
O estresse intenso ou exagerado
dentro da própria casa ocorreu em 23,2% dos casos; no trabalho em
15%, já dentro da sociedade em geral, 10% é de causa financeira
com 25% dos participantes. E as mulheres sofrem mais com o
estresse dentro de casa: 28,34% delas revelaram estresse intenso
ou exagerado. Entre os homens esse índice combinado cai para
13,07%. Para os pesquisadores, esse resultado reflete o peso do
papel da mulher na sociedade, que chefia famílias e cuida dos
filhos.
No trabalho, os níveis de estresse
foram menores do que em casa. Mais da metade afirmou que ele é
ausente, 50,95%. Para 14,78% o estresse é considerado pouco no
trabalho, já 19,13% é nível moderado, 10,46% da população intenso
e para 4,68% chega a ser exagerado. Na sociedade, as pessoas
afirmaram que o estresse é ausente em 43,63% dos casos; 23,91%
pouco; 22,06% moderado; 7,30% intenso; e 3,10% exagerado.
De acordo com a psicóloga da Unesp
Sandra Leal Calais, existem quatro níveis de estresse - alerta,
resistência, quase-exaustão e exaustão - que influenciam na
qualidade de vida, pois quanto maior for o nível de estresse,
maior será a deterioração física e psicológica. "Nem todo tipo de
estresse é ruim. Há tipos que possuem aspectos construtivos, na
medida em que estimula as pessoas a buscarem a reformulação de
vida", explica a psicóloga.
Segundo a psicóloga e tutora do
Portal Educação, Denise Marcon, o estresse pode ser desencadeado
por vários fatores. “O ambiente doméstico envolve relacionamento
conjugal, filhos, situação financeira, entre outros que juntos
podem contribuir e desencadear situações de estresse, levando em
consideração que cada pessoa tem uma maneira de reagir às
atribulações do dia a dia estando mais propenso ou não a ficar
estressado”, explica.
Álcool e futebol: mistura para
cartão vermelho O novo estatuto do
torcedor proíbe o consumo de bebidas alcoólicas nos estádios, mas
interesses comerciais podem flexibilizar a medida para na Copa de
2014
O novo Estatuto do Torcedor, sancionado na semana passada, está em
vigor e impõe uma série de restrições aos frequentadores de
estádios de futebol. Entre as diversas medidas consta a proibição
do consumo de bebidas alcoólicas. Mas parece que a regra pode não
valer para a Copa de 2014. O assunto gera polêmica e a pressão
supostamente imposta pela Fifa em razão de contratos publicitários
coloca na berlinda as autoridades brasileiras.
A Associação Brasileira de
Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead) defende que seria um
desrespeito à consciência do legislador e da opinião pública abrir
negociações para o comércio de bebidas alcoólicas durante a Copa
de 2014 ou em qualquer outro momento, já que existe legislação bem
consolidada no país e que respalda o banimento do álcool nos
campos de futebol.
“O álcool amplifica rivalidades e a
tensão de dois grupos de torcedores apaixonados e em natural
oposição e, infelizmente, facilita a expressão da agressividade.
Antes, com a garantia habitual da impunidade, o fenômeno se
repetia, mas com o Estatuto do Torcedor é possível punir e mesmo
excluir a torcida organizada para agressão”, explica o psiquiatra
Carlos Salgado, presidente da Abead.
Para literalmente driblar os interesses comerciais, as autoridades
brasileiras terão de contar com o apoio da sociedade. Cabe às
instituições formadoras de opinião manter o cidadão informado. “É
preciso resguardar os interesses da população no que diz respeito
à saúde pública e à segurança nos estádios, independentemente dos
interesses e intervenções de alguns grupos”, acrescenta Carlos
Salgado.
O psiquiatra destaca ainda que a medida pode ser um grande passo
para quebrar convenções sociais distorcidas que associam o álcool
ao esporte, por exemplo. Poderá também evitar o uso de figuras
públicas, principalmente jogadores de futebol, em campanhas
publicitárias, demonstrando alguns dos diversos benefícios que
podem ser angariados em longo prazo, além dos evidentes benefícios
imediatos. “Futebol é um espetáculo que não precisa de álcool para
seu sucesso”, finaliza Carlos Salgado.
Soropositivos têm relação afetiva
estável e trabalham normalmente
Estudo do HC aponta que 10% dos
pacientes não contam ao parceiro que são infectados pelo vírus e
2/3 transam com pessoas não portadoras do HIV
Um estudo realizado pela Casa da
Aids do Hospital das Clínicas da FMUSP, ligado à Secretaria de
Estado da Saúde, mostra que 60% dos pacientes com HIV/AIDS
atendidos têm relação afetiva estável, independentemente da
orientação sexual. A pesquisa também apontou que 10% não revelam
ao parceiro serem soropositivos.
Apesar de infectados pelo HIV, 2/3
disseram ter relacionamento com pessoas não portadoras do vírus.
“Embora muitos falem para o parceiro sobre sua soropositividade,
ainda há uma pequena parcela que tem dificuldade”, diz a diretora
da Casa da Aids, Eliana Gutierrez. Com 44 anos, em média, a
maioria dos pacientes acompanhados pelo serviço é formada por
homens que convivem há mais de 10 anos com a doença.
De acordo com Gutierrez, o
aparecimento dos anti-retrovirais tornou a Aids uma doença
crônica. Dos portadores do vírus que feqüentam a Casa da Aids e
fazem uso dos medicamentos, 94% avaliam o resultado do tratamento
como bom.
Outro dado positivo do levantamento
é que grande parte está integrada à sociedade produtivamente, pois
apenas 16% estão desempregados. “Se dermos uma chance e
permitirmos que o paciente de HIV/Aids se trate, ele reconstruirá
seu caminho”, diz Eliana.
Com os avanços nas pesquisas, as
pessoas infectadas convivem com o HIV e muitos estão envelhecendo
com ele e tornando-se pacientes complexos. Mas apesar das
complexidades trazidas pelo vírus - pelo uso de coquetel e pela
idade - é possível dizer que a situação é muito melhor do que há
20 anos. “Hoje, os infectados pelo vírus já se permitem pensar no
futuro”, conclui Eliana Gutierrez.
Agência HC de Notícias
Perdão – o alicerce do sucesso
(Capítulo 6 do livro
“CARA A CARA COM ALGUÉM MUITO ESPECIAL – Histórias e lições
inspiradoras para você se conhecer e vencer – de Eliana Barbosa” –
Novo Século Editora)
A cada dia que passa, mais
compreendo o quanto o perdão é um sentimento libertador. Todos nós
vivemos em busca do sucesso, seja em que área for, e até já
sabemos que um dos ingredientes principais para uma vida bem
sucedida é a auto-estima. Porém, poucas pessoas atentam para a
importância do perdão e também do auto-perdão na conquista da
vitória, quer pessoal, quer profissional.
A capacidade de perdoar deve ser
encarada não só como uma prova de fé e amor, mas, também, como uma
prova de inteligência, porque o perdão é capaz de aliviá-lo do
peso insuportável do ódio, que não permite que você cresça e
prospere na vida.
Eu penso que todos os atendimentos
psicoterápicos deveriam ter como base o perdão, porque as
neuroses, as doenças, a depressão, os suicídios e todas as
misérias materiais ou morais estão intimamente ligados ao ódio que
ainda habita o coração da Humanidade.
Sentir ódio é delegar poder àquele
que você odeia. O outro passa a mandar na sua vida, ganha a força
de manipular os seus passos, porque você fica preso às lembranças
desagradáveis do passado e a energia negativa e pesada do rancor
não permite que você consiga planejar e realizar os seus sonhos.
Você se torna um escravo do ódio e, pior ainda quando passa a
alimentar desejos de vingança. É impossível ao Universo apoiar
quem nutre dentro de si pensamentos negros de revolta e revanche.
Analisando a palavra “mágoa”,
percebemos que ela nada mais é do que a palavra “ódio” debaixo de
uma maquiagem sutil. E só sentimos ódio de quem, um dia, amamos
muito e nos decepcionou, em algum momento. Diante disso, procure
praticar o autoconhecimento para pesquisar dentro de si este
sentimento tão destrutivo – o ódio -, sem medo de encontrá-lo,
muitas vezes, direcionado aos seus pais ou àqueles ligados à sua
criação. É preciso encarar com realismo que são as pessoas mais
próximas a nós que podem nos causar mais danos, porque nelas
depositamos a nossa confiança plena e, muitas vezes, não somos
correspondidos. Então, depois de encarar os seus ódios, com
coragem, e entender que as doenças e até as dificuldades
financeiras são produto da falta de perdão, o próximo e principal
passo é começar a perdoar, praticando exercícios simples que,
porém, necessitam da sua persistência, porque “feridas abertas”
costumam sangrar, de vez em quando.
Eu vou ensinar, aqui, uma técnica
que aprendi, alguns anos atrás, que é fantástica e transformadora:
durante 21 dias, escreva em um papel 30 vezes, a cada dia,
buscando penetrar em um positivo estado emocional, a seguinte
declaração: “Eu declaro que me perdôo e perdôo ...(coloque aqui o
nome de quem você tem ressentimentos)”. No começo, você pode
sentir dificuldades até de escrever o nome da outra pessoa,
tamanho é o poder que ela exerce sobre você, mas com o passar dos
dias, você irá se sentir mais confiante e começará a perceber que
novas oportunidades surgirão em sua vida, novas amizades
construtivas e uma alegria que há muito não sentia. É a prova da
libertação que está começando a envolver a sua vida, o seu
trabalho e os seus caminhos.
E, a partir daí, com a firme
intenção de fortalecer o sentimento de perdão, aprimore o seu
gosto pelas leituras positivas, porque um bom livro é uma arma
abençoada que você pode usar para enfrentar seus medos, rancores,
culpas, enfim, para superar os desafios do mundo e vencer!
Matriz cultural e influência nas
escolhas dos jovens
Venho pensando sobre isso há algum
tempo... escolhas. Fazemos várias delas a cada dia, algumas mais
importantes que outras, mas sempre escolhas. Minha filha, de 16
anos, realizou um sonho, de uma escolha de muito tempo atrás:
fazer um intercâmbio de high school e vivenciar o dia a dia em uma
escola americana. Muitas experiências e aprendizado.
Nos encontramos no final do
programa, em junho deste ano, na cidade onde ela morou por 10
meses. Qual não foi nossa surpresa: no primeiro café da manhã, ao
pedirmos um chocolate quente e algumas torradas, ela escolheu Pink
lemonade (espécie de refrigerante de limão, mas de cor rosa) e
batatas cozidas.
Me surpreendeu, mas não muito. Sua
matriz cultural tinha sido alterada. Assim o termo foi ficando
mais claro para mim. Matriz cultural foi tudo aquilo que, por
quase 15 anos, tentei imprimir nos meus filhos: meus valores, meu
padrão de conduta, meu regime alimentar, minhas prioridades.
Enfim, a vida que levo com eles.
Ao passar pela experiência do
intercâmbio, a matriz cultural recebeu novas marcas, que incluem
os mesmos fatores: valores, alimentação, prioridades...
Como jovem, ela está na encruzilhada
da escolha profissional. No terceiro ano do Ensino Médio, com os
desafios do vestibular, do Enem; da escolha da carreira, da
faculdade, do curso etc. Aos 17 anos tomará muitas decisões. Já
não farei parte de muitas delas, mas posso compartilhar outras.
Visitamos algumas faculdades, conhecemos os processos seletivos,
vimos a estrutura física, o ambiente, entre outros aspectos. Ela
fará suas escolhas e tomará suas próprias decisões. A matriz foi
impressa e agora poderemos acompanhar os resultados.
Esse é nosso papel como pais;
orientar, acompanhar e apoiar. Mostrando que, a partir de cada
escolha vem as consequências. Etapas a cumprir: conclusão do
Ensino Médio, avaliação do Enem, vestibular, entre outras que
virão depois.
Estaremos juntos, acompanhando
sempre e torcendo para que façam boas escolhas, lembrando que um
dia também já tivemos que fazer as nossas, que nos tornaram o que
somos hoje. Mesmo que quisermos, não poderemos poupá-los. Terão
que passar por isso. Afinal, é isso que fazemos todos os dias:
escolhemos.
Leticia Bechara
Amizade
Quando Maria era pequena uma das
coisas que mais queria era uma amiga. Não tinha irmã, então,
imaginava que uma amiga seria como uma irmã para ela. Procurava
entre as colegas de escola alguém que desejasse ser sua amiga, mas
infelizmente, ela não era das mais populares nem aceitava fazer
qualquer coisa para conquistar afeição. Logo percebeu que arrumar
uma amiga não seria tão simples. Além de ter que confiar em
alguém, alguém também teria que confiar nela. Notou que não era
possível acreditar em todo mundo. Muitas pessoas mentiam e outras
não sabiam guardar segredos. Isso era uma das coisas que Maria
achava muito importante – saber guardar segredo. Quase ninguém
sabia. Então, percebeu que, se quisesse ser uma boa amiga, teria
de aprender a guardar segredo. Com o tempo, ela aprendeu.
Todos vinham lhe contar seus
segredos, pois logo entenderam que ela não espalhava as notícias
ao vento. Maria ficava feliz com a confiança depositada, mas
continuava com um grande problema: não tinha para quem contar os
seus segredos. A primeira vez que arriscou confiar em alguém foi
traída e tremendamente humilhada. Aquilo doeu demais. Todos os
seus colegas de classe se afastaram dela em função de uma mentira
inventada por sua “amiga”. Na festa de aniversário que sua mãe
organizou para ela naquele ano, apenas José apareceu. Isso ensinou
muito a Maria acerca de respeito e lealdade.
Naquele mesmo dia, José ganhou uma
amiga para sempre. O tempo passou, e acabaram se distanciando
fisicamente. Há algumas semanas, no entanto, José foi criticado
publicamente sem piedade. A crítica beirou a humilhação. Maria fez
questão de lhe manifestar sua solidariedade e apreço, plantados há
mais de trinta anos no solo fértil de seu coração adolescente.
Jamais permitiria que seu amigo fosse humilhado na solidão. Nem
que fosse a única a apoiá-lo, ele não estaria sozinho, pois a
amizade que ela lhe tem não possui prazo de validade.
A verdadeira amizade não é somente
aquela que enxuga lágrimas, mas também a que empunha a espada no
momento decisivo, ainda que para morrer, dada a desigualdade de
forças, mas na dignidade de honrar um compromisso fraterno. A
verdadeira amizade não é somente aquela que ampara o desvalido,
mas a que se rejubila com o sucesso do agraciado sem lhe invejar a
posição de destaque ou o salário compensador. A verdadeira amizade
é aquela que corre riscos de se frustrar, pois nem todos sabem ser
amigos, mas a despeito disso continua acreditando no amor, pois se
fez amor para poder acolher alguém. Que Jesus Cristo, o maior
amigo que a humanidade já teve, nos sirva de exemplo.
Maria Regina Canhos Vicentin
Príncipe encantado
Pela falta de coragem de encarar
a própria realidade, homens e mulheres enganam seus parceiros em
busca de uma falsa realidade
A questão da homossexualidade por
mais bem aceita que possa parecer, ainda é causa de angústia para
muitas pessoas que, por força de suas crenças e valores culturais,
não conseguem expressar sua verdadeira orientação sexual. A
dificuldade para se declarar homossexual reflete o temor das
críticas e da rejeição, o medo de perder o amor e admiração dos
pais e de familiares e muitos outros conflitos que esses
indivíduos apresentam quando constatam, contra suas próprias
expectativas, que não se enquadram nos papéis moldados e esperados
por seus grupos primários e sociais.
Por mais que se tente dar um tom
humorado para o impasse de assumir ou não a homossexualidade, a
experiência da indecisão não é engraçada. Ao contrário, envolve
dúvidas, sofrimento e, em muitos casos, transtornos afetivos e
comprometimento de diversas áreas do seu funcionamento global.
Quando um homossexual decide representar o papel de heterossexual
ele nega, a si próprio, o direito de exercer livremente sua
sexualidade, vive insatisfeito, quase sempre, sente-se uma fraude
e culpa-se por enganar suas parceiras.
Um dicionário define encantar por
fazer desaparecer, tornar invisível e, encantado como vítima de
encantamento, que sofreu influência sobrenatural e imaginária de
feitiços, bruxas. Nesse sentido, talvez fosse mais apropriado,
tratar os príncipes não por Cinderelas, mas por encantados, pois
sofrem a influência dos feitiços imaginários sociais, que fazem
desaparecer a verdadeira identidade sexual, torna invisível a
realidade, as necessidades e o sofrimento dessas pessoas.
Mas a sociedade de bruxas é
essencialmente cruel. Empresto o trecho da canção de Caetano
Veloso, para iniciar a frase, por desconhecer construção melhor:
“Enquanto os homens exercem seus podres poderes” de julgar e
condenar tudo o que não compreendem, experimentam a ilusória
sensação de serem mais dignos, honrados, justos e corretos.
Tratamos questões sérias com
leviandade e chamamos a isso de “brincadeira”. Mas brincadeira é
uma situação na qual as duas partes se divertem. Quando uma parte
se diverte e a outra sofre, é crueldade disfarçada.
Nós, seres humanos, temos a
presunção de nos considerarmos acima dos outros. Até que a vida
nos revela, à duras penas, que também somos os outros para os
demais e, portanto, passíveis da mesma sorte de acontecimentos. O
escritor, Paulo Mendes Campos, na sua crônica Para Maria da Graça,
escreve: “Se gostas de gato, experimenta o ponto de vista do
rato”. Se dispuséssemos de sensibilidade empática, poderíamos
contemplar as dificuldades alheias com mais dignidade e, ainda que
não pudéssemos compreendê-las, vivenciá-las na própria pele, nos
limitaríamos a respeitá-las.
Como o encontro com a verdade nem
sempre é agradável e exige muito esforço para pesquisar, entender
e modificar nossas padrões de pensamentos e crenças inscritos e
cristalizados em nossas mentes, preferimos nos manter na
superficialidade da ignorância. Desse modo, negamos a existência
de um problema existencial, emocional, afetivo, social e
continuamos a “brincadeira” do sadismo, aquela em que um se
diverte com o sofrimento do outro.
Os príncipes encantados, homens que
não encaram sua verdadeira sexualidade, são os únicos conhecedores
da tristeza de viver sob um formato diferente da sua verdadeira
natureza, mas, em algum lugar da consciência, eles sabem que
existem antídotos para reverter o feitiço. É perfeitamente
possível assumir a verdadeira identidade sexual, tomar as rédeas
da própria vida e desfrutar sua sexualidade da maneira que melhor
lhes convierem e lhes satisfazerem. Basta ter coragem para
exorcizar o medo das bruxas e quebrarem o encanto das pressões que
a sociedade, mas, principalmente, eles próprios impõem a si
mesmos.
Mara Lúcia Madureira
Equilíbrio e bom humor durante a
temida TPM
Substância natural extraída de
vegetal auxilia no processo de bem-estar e diminui os sintomas
mais comuns da TPM como nervosismo, depressão e ansiedade.
Pesquisas comprovam que o 5-HTP
Natural, substância extraída do Griffonia Simplicifolia, um
vegetal originário do oeste da África, reduz quadros de insônia e
ajuda a controlar a ansiedade e o apetite, sintomas da síndrome da
tensão pré-menstrual, um mal que atinge 80% das mulheres todos os
meses semanas antes da menstruação. O produto também equilibra as
oscilações hormonais que normalmente deixam as mulheres mais
vulneráveis à irritação e mais sensíveis. Essas oscilações também
causam alterações físicas nesse período como dores de cabeça,
cólicas e inchaço pelo corpo, além das constantes mudanças de
comportamento.
Segundo a farmacêutica Eliane
Cristovão, o 5-HTP é uma substância precursora da serotonina,
responsável direta pela regulação de vários processos vitais do
nosso organismo entre eles o sono, a estabilidade emocional, a
sensibilidade à dor e o controle de enxaquecas e da ansiedade. A
serotonina é uma substância neurotransmissora, isto é, age na
comunicação entre neurônios e seus baixos níveis no organismo
estão intimamente ligados a quadros de depressão, estresse e
insônia. Estudos clínicos revelaram que o 5-HTP melhora a
disposição e seu uso pode aliviar ataques de estresse em razão do
seu efeito calmante e de suas propriedades que oferecem sensação
de bem-estar, o que contribui para garantir prazer e melhorar o
humor.
Eliane explica que outros princípios
ativos combinados podem auxiliar na diminuição dos sintomas da TPM.
“A Vitamina B6, o Óleo de Prímula, a Chamomila, a Melissa, o
Maracujá e a Valeriana possuem atividade calmante, sedativa,
ansiolítica e relaxante”, finaliza.
Pessoas que não fazem nada são
infelizes, diz pesquisa
Ocupar o tempo com um emprego ou
afazeres pode ser a felicidade da vida
Quem não gosta de uma folginha né?
Ela dá até um prazer incomparável e aproxima da felicidade. Mas o
repouso em excesso pode apontar para o contrário. Um estudo da
Universidade de Chicago, EUA, indica que as pessoas com tarefas
diárias, mesmo que maçantes, podem ser mais felizes que aquelas
que simplesmente não fazem nada.
“As pessoas, no mundo todo, estão
sempre fazendo algo, vivendo, ganhando dinheiro, fama, ajudando os
outros no final de semana. Mas é provável que nós não façamos isso
apenas por necessidade: as pessoas têm excesso de energia e evitar
fazer nada pode ser algo inerente ao ser humano”, pondera
Christopher Hsee, pesquisador que, junto com Liangyan Wang, da
Universidade de Shangai, na China, estudou o nível de felicidade
que tarefas diárias trazem para os indivíduos.
Os voluntários da pesquisa tiveram
que preencher dois questionários sobre seu humor. Um deles era
feito em grupo em um local e o segundo podia ser preenchido no
mesmo local ou em outro prédio, sendo necessário certo “trabalho”
de logística para chegar ao destino. Mas quem respondesse
imediatamente ou se deslocasse até um novo local, eram
recompensados.
Para o pesquisador, aqueles que
optavam por se deslocar (o que necessitava um trabalho mínimo de
planejamento) mostravam um nível de felicidade maior do que
aqueles que haviam completado as tarefas no mesmo local. O número
de voluntários também aumentava quando as recompensas eram
similares, mas não idênticas: um objetivo que também indicava
algum nível de trabalho – no caso intelectual – envolvendo o
exercício do poder de decisão.
No entendimento dos especialistas,
os indivíduos que escolhiam se ocuparem de alguma maneira,
provavelmente, optou por isso porque as fazia mais felizes.
“Mecanismos e estratégias que ocupem as pessoas de alguma maneira
– não necessariamente trabalhando mais ou ficando mais horas no
escritório – podem ser bastante benéficos para diminuir os níveis
de depressão em algumas pessoas”, aponta Hsee.
“O trabalho e as tarefas diárias dão
as pessoas o sentimento de realização pessoal e profissional que
os ajudam a construir e manter sua identidade perante si mesmo e a
sociedade. Pessoas ociosas tendem a ficar mais ansiosas e o que
pode desencadear alguns transtornos que não contribuem em nada
para a felicidade”, opina a tutora do Portal Educação, psicóloga
Denise Marcon.
Ciúme que mata
(vítimas: Eliza Samudio, Mercia
Nakashima, Sandra Gomide, Eloá Pimentel....)
Ciúme é um sentimento que todo mundo
tem, mas quase todos escondem.A maioria convive até bem com ele;
porém é um sentimento extremamente forte, capaz de levar as
pessoas às mais extremas consequências – mesmo pessoas maduras e
de alto nível sócio-cultural. Exemplo disso foi o caso do
jornalista Antônio Marcos Pimenta Neves, assassino da então
namorada Sandra Gomide, que a matou há 10 anos.
Também acontece na outra ponta,
com jovens pobres, como foi com Lindemberg Alves, que manteve a
namorada Eloá Pimentel dos Santos sequestrada por mais de 100
horas em 2.008 num apartamento da periferia de Santo André ,
matando-a a seguir à vista de todos.
Estamos acompanhando agora a
reconstituição do assassinato da advogada Mercia Nakashima que,
para a polícia, é de autoria do ex-namorado Mizael Bispo de Souza,
auxiliado pelo seu contratado, o vigia Evandro Bezerra da
Silva.Como nos casos anteriores, o motivo teria sido ciúmes.
Ainda em investigação, o
provável assassinato de Eliza Samudio, a mando do goleiro Bruno,
do Flamengo, teria tido a participação da namorada dele, Fernanda
Gomes de Castro.Por quê ela participaria disso ? Ciúme de Eliza?
Medo que o namorado assumisse a ex-amante?.
O ciúme, embora quase sempre negado,
é um sentimento tão comum em nossa cultura, que muita gente já foi
absolvida no passado usando-o como justificativa.
Ainda hoje, penas são
amenizadas e crimes maiores são acobertados alegando-se ciúme. Não
seria esse o caso do assassinato do Cel Ubiratan Guimarães,
comandante do Massacre do
Carandiru em 1.992, cometido
em tese pela namorada Carla Cepollina após um ataque de ciúmes no
apartamento dele?
Então, estamos falando de
algo muito sério, que deveria ser assumido, melhor entendido e
mais observado por nós mesmos. Primeiro vêm a paixão,
sonhos, juras de amor eterno.Um céu azul maravilhoso cerca o
casal.Porém, algo de errado acontece. No céu, uma nuvem escura
aparece e aquele castelo de amor parece estar arruinando, tirando
o sentido da vida.Chocada por ciúmes, a pessoa se embriaga em dor
e sentimentos que navegam entre a tristeza e o ódio.
Confunde-se o real e o imaginário.O
céu vira inferno.A dor toma conta do ser e tem que ser extirpada,
aniquilada, independentemente das conseqüências. Daí vem o grande
risco!
Ciúme é uma emoção instintiva criada
pelo psiquismo como reação ao medo de perder e pode basear-se no
real ou na imaginação. É quase sempre negado, porque demonstra a
nossa falta de auto-confiança e aguça o nosso complexo de
inferioridade; já que sempre pensamos que há uma outra pessoa.
Tudo piora quando começamos a
‘imaginar’ como será essa outra pessoa, ou quando a conhecemos e
nos comparamos a ela.
O ciúme está relacionado com a falta
de confiança no outro ou em si próprio e, quando exagerado, pode
tornar-se patológico e transformar-se em uma obsessão.
Então vem a vontade de saber todos
os passos do parceiro de controlá-lo e podem ocorrer agressões
verbais e físicas.
O ciúme é sempre acompanhado por
outras emoções negativas e poderosas: medo, ansiedade, incerteza,
insegurança, desconfiança, humilhação, tristeza, desgosto, raiva,
descontrole, vingança, depressão…
Enquanto algumas pessoas conseguem
lidar bem com essas emoções e todas as outras que o ciúme provoca,
administrando até bem aquilo que sentem; outras não conseguem
contê-las e precisam expressá-las ao seu companheiro; quer em tom
de vitimização e proteção, quer em tom acusatório e possessivo.
O ciúme saudável :
Temos que considerar que o amor
verdadeiro traz a cumplicidade e o compromisso pela felicidade
mútua.Ainda que possamos sentir, em alguns momentos, uma pequena
dose de ciúmes, é necessário aprender a lidar com as nossas
inseguranças.
À medida em que vamos conquistando a
autoconfiança, o respeito pelo espaço do outro, estaremos também
cultivando a saúde dos nossos relacionamentos.
Todo aquele que se dispõe a amar e a
viver um bom relacionamento, zela pelos cuidados necessários à
sadia convivência com a pessoa amada.Por isso, não faz do outro
objeto de sua propriedade.Por mais que amemos a pessoa ao nosso
lado, não temos o direito de posse da sua liberdade.
Para não perder um grande amor ou
não sofrer de ciúmes. a grande dica é: Faça-o admirar sempre!
Busque recursos para isso e seja criativo.Tratar bem, controlar o
ciúme, deixar a pessoa viver e “respirar” independente de você,
fará com que a admiração seja tanta, que nunca se imaginará sem um
parceiro tão fantástico e cúmplice.
Cuide muito bem de você para ser
admirado. Ninguém o amará se você não se cuidar e, principalmente,
não amar a si mesmo!
Lembre-se sempre: os ciúmes destroem
uma amizade, um namoro, um casamento, uma igreja, uma família, uma
equipe de trabalho, etc. Caso sofra deste mal, não deixe nunca de
procurar ajuda, pois você merece ser feliz.
Dr Alessandro Vianna
Pelo Psicoterapeuta Alessandro
Vianna* (o autor também concede entrevistas sobre este e outros
temas)
Peso ideal é determinante para
sucesso e felicidade?
Em contrapartida à ditadura da
beleza é possível ter autoestima e se dar bem mesmo longe do que
todos consideram o “peso ideal”
Especializada em comportamento e blogueira famosa
na rede – com seus artigos que abordam temas como relacionamento e
autoestima – a terapeuta floral Fátima Repanas garante o que muita
gente parece ainda não ter percebido: para encantar e conquistar
outras pessoas alguns atributos contam muito mais. “A aparência
impressiona sim, durante os primeiros dez minutos! Depois é você
com seu charme, inteligência, carisma, sensualidade e alma”,
aponta. “Todo este sucesso pode vir em um corpo mais robusto ou
muito mais robusto. O processo de se olhar no espelho e se ver
bonita começa na cabeça. Só depois vem o cabelo, a maquiagem, o
peso”.
Fátima é autora do polêmico artigo
“A menina gorda”, um texto que ilustra o sucesso e a felicidade
que uma pessoa segura a respeito dos seus pontos positivos pode
conquistar, independente do peso. “No texto, inspirado em muitas
experiências, a menina nem percebe que está acima do que os outros
consideram um peso ideal. Ela é segura a respeito de sua imagem, é
feliz e faz muito sucesso com o sexto oposto”, detalha. A
profissional afirma que o posicionamento adotado pela personagem
criada por ela, acaba chocando algumas pessoas. “Infelizmente
invejamos o bem sucedido, o que brilha, Quando vemos uma gordinha
linda, que se ama e é sensual, isso nos deixa com raiva. Então
tentamos destruir, desdenhar”.
A terapeuta esclarece também que na
vida real o olhar que temos sobre nossa imagem está ligado à
autoestima e que isso independe de estar dentro dos padrões tidos
como ideais. “Cada um tem um espelho próprio. Ele começa a ser
construído quando ainda somos crianças, por nossa família, nossa
turminha no colégio, da rua. Dependendo do espelho que
construímos, quando adultos nos amamos o suficiente para não ligar
para comentários negativos. Logo, estar acima do peso é um
detalhe”, aprofunda a profissional. “Magros, gordos, belos, não
tão belos, brancos, negros, exóticos, extremamente lindos, enfim,
não existe biótipo específico para baixa autoestima”.
Fátima lembra ainda que o processo
de construção da autoestima é contínuo e sofre influência de
fatores externos, como a cultura do local onde vivemos. “Por aqui,
nos vendem que para sermos amados e amar temos que ser magros,
sarados. As personagens principais de uma novelas podem ter muitos
perfis: boa, má, branca, negra, rica ou pobre. Porém, todas só têm
uma coisa em comum: são magras”, cita. “Infelizmente, muitas vezes
os valores começam de fora para dentro, o que acaba gerando uma
busca por um padrão distante do real, difícil de atingir".
Quando o assunto é beleza, Fátima
acredita em uma regra: você reflete o que seu interior emana.
“Portanto, a questão de ser bela pode ser muito mais fácil de
surgir em você, só olhando para seu interior, do que seguir a
dieta do brócolis por uma semana”, diz. “É preciso se amar, se
aceitar de verdade. O mundo sentirá isso e devolverá com a mesma
intensidade”. Para isso o caminho é o autoconhecimento. “Mergulhar
dentro de si mesma e descobrir que o mundo é muito maior do que
aquilo que te cerca é a verdadeira saída. Uma pessoa segura de si
mesma consegue o que quer, independente da sua aparência”.
Um dos caminhos para esse mergulho
se tornar mais fácil é a terapia. A ajuda de um profissional pode
ser fundamental para entender as emoções e ações e fornecer
ferramentas para promover verdadeiras transformações na autoesima.
Uma dessas ferramentas podem ser os Florais de Bach, reconhecidos
pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e com resultados
comprovados em diferentes partes do mundo. As 38 essências têm
como função básica restaurar o equilíbrio das emoções, agindo
sobre o paciente e não sobre o problema. Existem algumas
combinações que, inclusive, podem ajudar na melhora da autoestima. “É
importante dizer que essas combinações de florais são individuais.
Cada pessoa é um universo diferente, portanto cada floral
é particular. O floral muda de acordo com as suas mudanças, na sua
velocidade e aceitação”. explica a terapeuta.
Descansar, sim!
Segundo fisioterapeuta do Hospital
San Paolo, Shirley Crispilho, atividades como relaxar e alongar
durante o trabalho, além de fazerem bem para o corpo e para a
mente, são essenciais para o rendimento profissional
A realização das tarefas
profissionais durante o dia podem fazer com que, muitas vezes, as
pessoas esqueçam que tão importante quanto trabalhar e manter seu
emprego é realização de atividades que otimizem essa posição.
Separar momentos para se praticar o descanso e o relaxamento
depois de um cansativo dia de trabalho é fundamental. Se o corpo e
a mente estiverem cansados e estressados, certamente as atividades
mais simples parecerão mais pesadas.
Para a fisioterapeuta do Hospital
San Paolo, Shirley Ferraz Crispilho, alongamentos devem ser feitos
todos os dias, mesmo na ausência de esforço físico. “Praticar
esportes ou frequentar academia não necessariamente garantem o
real equilíbrio da vida e o bom funcionamento do corpo”, explica a
especialista. Desta forma, entende-se alongamento como uma manobra
terapêutica que tem por objetivo esticar os músculos. Assim, essa
atividade garante o aumento da amplitude de movimentos do corpo. O
exercício também é importante depois da realização de atividades
físicas, pois, além de ajudar na tonificação dos músculos, elimina
do organismo os resíduos químicos indesejáveis.
Durante um dia cheio de trabalho,
ter um momento de relaxamento é essencial para o reabastecimento
de energias, que em falta, acarretam à confusão mental e à
depressão, além de causar ansiedade e até mesmo hipertensão. Para
relaxar, alguns minutos são suficientes, principalmente em
ocasiões de estresse como o trânsito ou uma agenda lotada.
A
fisioterapeuta do San Paolo esclarece que os sentimentos de raiva,
frustração e rancor sobrecarregam o corpo e dificultam o processo
de organização mental. ”A mente, após o relaxamento, fica livre
dos pensamentos alheios e indesejáveis”, alerta Crispilho.
É possível aperfeiçoar o desempenho
pessoal na rotina diária mesmo durante o expediente. Esticar
braços, pernas e pescoço, conduzem ao bem-estar corporal, assim
como uma postura correta pode diminuir o cansaço de atividades
repetitivas. “Qualidade de vida significa ter as áreas mental,
física e emocional bem equilibradas. Se cansar é normal, mas o
cansaço excessivo sem um momento de relaxamento e cuidados com o
corpo adequados podem causar a queda ou aumento da pressão e do
metabolismo, fato que representa um perigo à saúde”, finaliza
Shirley Crispilho.
Recall do ser humano
Recall é uma palavra inglesa que significa “chamar de volta” ou
“recolha de material”, geralmente ocasionado pela descoberta de
problemas relacionados com o produto. O recall é uma tentativa
feita pelo fabricante para limitar a responsabilidade por
negligência corporativa e evitar danos à empresa fabricante e
obviamente aos que estão em contato direto com o produto.
Geralmente envolvem a substituição do produto recolhido ou o
pagamento dos danos causados pelo uso do produto defeituoso, ou
ambos.
Às vezes é feito com grande alarde,
para dar a impressão de que é uma indústria séria, que reconheceu
seu defeito e tomou as devidas medidas corretivas e às vezes é
feito na calada da noite, sem nenhum alarde ou notas na imprensa,
para não causar perguntas incômodas. Na verdade, a própria decisão
de fazer um recall passa por uma análise criteriosa de perdas e
ganhos.
No Brasil, os recalls ficaram
conhecidos principalmente através da indústria automotiva e logo
se estenderam para praticamente todos os segmentos do mercado.
Exemplos de recalls mais recentes são de carros diversos,
brinquedos, embalagens, alimentos contaminados, medicamentos,
vacinas, carrinhos para transportar bebês, etc.. O último recall
que vimos foi da rede McDonald’s, que está retirando do mercado
americano 12 milhões de copos de vidro com desenhos do filme Shrek,
pois os desenhos das figuras contém cádmio, um metal sabidamente
tóxico e cancerígeno.
A cada dia, vemos um novo tipo de
recall pelo mundo, mas existe um em particular que pode estar em
andamento e que ninguém percebe ou divulga: é o recall do ser
humano!
Sem dúvida existem lotes defeituosos
na praça, pela simples constatação do aumento de problemas pelo
mundo, como por exemplo uma falta de respeito generalizada,
pedofilia e criminalidade crescente, novas drogas mais potentes e
populares a cada ano, desprezo pela vida em geral, ataques ao
planeta de todos os lados, como o recente e ainda em curso
vazamento de petróleo no golfo do México, desmatamentos,
contaminação química de todos os tipos, alimentos geneticamente
modificados, doenças criadas em laboratórios, e um sem número de
desmandos feitos pelo homem.
Se considerarmos o homem como um
produto, ele é, sem dúvida, um produto perigoso não só para si
próprio como para todas as espécies do planeta e também para a
harmonia do sistema. Dentro desta lógica, está na hora de se fazer
um recall do produto ser humano, para o bem geral dele mesmo e de
todas as espécies.
Os religiosos podem dar outra conotação, chamar este evento de
juízo final, apocalipse, final dos tempos, e assim por diante, mas
para aqueles que gostam de termos mais técnicos, podemos dizer
simplesmente que está na hora de fazer um recall, pois o mercado
já está ciente da existência de lotes defeituosos que exigem um
reparo por parte da empresa responsável.
Talvez este recall já tenha iniciado
e ainda não tomamos consciência de sua existência, pois sua
divulgação segue outros padrões e estamos muito desatentos. Tanto
isto é verdade que muita gente nem sabia do recall dos 12 milhões
de copos do McDonald’s.