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 Edição de Julho de 2009


Conflitos entre casais podem culminar em atos de violência contra os filhos

Identificar personalidades egocêntricas e tentar resolver desentendimentos sem envolver os filhos é a melhor atitude

 

Nos últimos tempos, a violência tem estado mais presente dentro de casa. Diariamente, os veículos de comunicação divulgam casos de agressão, maus-tratos e até assassinatos, principalmente de crianças. Os abusos partem de pais, padrastos, madrastas e até avós – que habitualmente eram tidos como generosos com os netos.

    Para o psicólogo, terapeuta familiar e diretor da Escola VinculoVida, Sebastião Alves de Souza, muitas vezes esses casos de violência são causados por conflitos e crises não resolvidos entre os casais que transformam filhos em vítimas de retaliações e de vinganças: “Crianças e adolescentes inocentes morrem e sofrem agressões físicas de alto grau de perversidade por conta de distúrbios emocionais e psíquicos que emergem na relação conjugal”.

   De um ano para cá, o caso que mais chamou a atenção da opinião pública foi o da família Nardoni, cujo pai e a madrasta teriam matado a pequena Isabella ao atirá-la pela janela do apartamento. Até hoje o casal não foi julgado, mas não há outros suspeitos. Mais recentemente, um pai em Goiânia roubou um avião, sequestrou a filha Penélope, de 5 anos, provocou queda da aeronave e consequente morte de ambos. Em São Paulo, um professor de Direito de 39 anos matou o filho de cinco e suicidou-se em seguida.

    Em todos esses casos, houve antecedentes de embates entre os pais – geralmente por ciúme ou pela guarda dos menores.“Crianças e adolescentes são envolvidos nos conflitos entre pai e mãe e se tornam vítimas de agressões físicas, maus-tratos de toda espécie, abusos sexuais, sequestros e homicídios. Disputas de guarda e partilhas de bens materiais são usadas como desculpas para retaliações por um dos pais e quem sofre com as consequências de atos impensados e perversos são os filhos”, salienta Souza.

    O psicólogo lembra de outro motivo para desentendimentos: “Novas formações familiares, em que os pais trazem, para a convivência do casal, filhos de outros casamentos, tornam a vida de crianças e adolescentes conflituosa. A adaptação a novos hábitos, somada a rancores entre os ex-cônjuges e a não aceitação, pelos filhos, da madrasta ou do padrasto, culmina em situações bastante complexas. Este não é um padrão ou regra, pois nem toda família recasada é um desastre”.

Souza explica que o ato extremo de tirar a vida de inocentes pode ser considerado uma psicopatia em alto grau. Deixa sequelas emocionais e psíquicas permanentes em quem sobrevive. “A mãe ou o pai que fica vivo carrega a culpa de não ter percebido que convivia com alguém afetado por sérios problemas emocionais e psiquiátricos”, ressalta.

   Personalidade agressiva - O terapeuta explica que nem sempre é fácil ao leigo identificar a personalidade agressiva, já que ela pode ser guardada no subconsciente por toda uma vida. Porém, estudos indicam que a força de vida e o instinto de morte convivem no organismo dos seres vivos, principalmente dos seres humanos. “Quem controla o instinto de morte é o sentido de vida e o instinto de conservação. Porém, em indivíduos com certas características de personalidade, o instinto de morte gera a pulsão de agressividade, que opera, muitas vezes, em silêncio. Essa pulsão só pode ser reconhecida quando a pessoa age em direção ao mundo externo, geralmente contra outros seres humanos”, explica.

 

 

    Pessoas que não controlam a pulsão agressiva e autodestrutiva são indivíduos narcisistas que supervalorizam seu ‘eu’.“Essas pessoas se consideram onipotentes e se sentem o próprio ‘deus’, com plenos direitos sobre sua vida e a de terceiros”, observa. “O narcisismo, de certa forma, as protege do ‘eu’ mas, quando se veem frustradas ou humilhadas, a proteção narcisista se rompe e cria brechas. Surge o ‘surto psicótico provisório’ e afloram sentimentos de inveja e destrutividade”, ilustra o terapeuta.

    Souza enxerga, nesses casos, a idealização da morte como solução para todos os problemas: “A banalização da vida numa sociedade competitiva e cheia de impunidades gera nos pais total insanidade mental, na qual os sentidos de vida e de morte se igualam – morrer e matar ou viver são duas facetas da mesma moeda”, analisa.

    Para evitar situações extremas, Souza sugere que o cônjuge perceba em seu par comportamentos de isolamento social e afetivo: “Devem-se observar eventuais reações explosivas e exageradas para fatos irrelevantes, além de onipotência, arrogância e egocentrismo. Esses indivíduos se comportam vingativamente, guardam rancor por muito tempo ou reagem intensamente em situações nas quais se sintam frustrados, vencidos ou perseguidos por tudo e todos. Geralmente desenvolvem profissões que lhes conferem autonomia e se escondem atrás de uma racionalidade patológica. São pessoas que não admitem perdas, seja no campo pessoal, emocional ou profissional”.

    Na opinião do terapeuta, a solução para famílias e casais é, diante de conflitos ou crises não resolvidas, fazer a distinção entre o que é a vida e o que é a morte. “Enquanto isso não ocorrer, quem irá pagar o preço são crianças e adolescentes inocentes”, conclui.

 

VinculoVida - Em 2003,Sebastião Alves de Souza e Ângela Elisete Herrera – ambos terapeutas de casal e família – criaram, na cidade de São Paulo, a VinculoVida. A empresa atua em dois âmbitos distintos: com consultoria, assessoria e treinamentos para organizações de diferentes áreas e portes; e com cursos de formação terapêutica. Ambos também prestam atendimento clínico a casais e famílias.

Responsabilidade Social – A VinculoVida mantém em sua sede uma Clínica Social de Terapia Familiar que atende a população de baixa renda. São pessoas encaminhadas por universidades, hospitais e outras entidades da região.

Os terapeutas – Sebastião Alves de Souza é biólogo e psicólogo clínico, área na qual trabalha há quase vinte anos. É mestrando em Gerontologia pela PUC/SP, especialista em Terapia Familiar Sistêmica Breve. É membro da APTF – Associação Paulista de Terapia Familiar – e consultor de empresas na área de saúde educacional.

 

Ângela Elizete Herrera é assistente social e psicodramatista – especialista em Terapia Familiar Sistêmica Breve. É mestranda em Gerontologia pela PUC/SP e membro titular da APTF – Associação Paulista de Terapia Familiar – e da Abratef – Associação Brasileira de Terapia Familiar. É fundadora e ex-coordenadora do Prae – Programa de Prevenção e Recuperação de Alcoolista (álcool e outras drogas) – da Eletropaulo

 
comportamento

A inteligência é flexível

Quanto mais endurecido e inflexível, mais fácil de se quebrar diante de fortes impactos. Esta teoria – fisicamente constatável – não vale apenas para os objetos, mas, sobretudo e cada dia mais, para o comportamento humano. 

 

Num mundo onde os produtos são perecíveis e os desejos são fugazes, a flexibilidade destaca-se como meio de sobrevivência. É a chave para a resiliência e também mote para o sucesso, tanto na vida pessoal quanto na profissional. 

   Fácil assimilar quando entendemos que não dá para crescer na rigidez. O crescimento, por si só, é maleável, moldável e adaptável às novas medidas e aos novos formatos. Sendo assim, inteligente é quem aprende a metamorfosear. 

   É notório que no mundo corporativo, a busca é cada vez mais enfática por profissionais capazes não de aceitar as diferenças inerentes a uma equipe ou um departamento, mas – acima de tudo –de celebrar essas diferenças. 

Já não basta evitar os conflitos. É preciso enxergar neles uma oportunidade de promover mudanças necessárias, evoluir e se tornar melhor justamente por causa do que lhe é adverso. 

  Há alguns anos, desenvolvendo pesquisas sobre o que chamo de Inteligência Afetiva, constatei como é latente a falta de flexibilidade nos dias de hoje. Isso me levou a debruçar sobre uma questão fundamental e esquecida na atualidade: a gentileza. Não descobri nenhum segredo; a evidência já estava aí, porém adormecida: pessoas gentis são flexíveis... e poderosas! Este trabalho resultou no livro “O Poder da Gentileza”. 

   É incrível como ainda há quem aposte que investir nas relações humanas não é o comportamento mais eficaz para os que ambicionam altos cargos ou grandes fortunas. Estes, certamente, desconhecem o poder da gentileza. 

  O “Movimento pela melhoria das relações interpessoais e da qualidade de vida através da gentileza” (World Kindness Movement) – cujo representante oficial do Brasil é a Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV) – declara que pessoas gentis são mais valorizadas no mercado profissional, já que a qualidade das relações, a integração entre os funcionários e as atitudes de gentileza são fatores que influenciam nos resultados finais e no aumento da produtividade da empresa.  

   A gentileza, e por conseqüência a flexibilidade e a tolerância, têm ainda influência direta sobre nossa saúde mental, emocional e física. A falta desses atributos na vida diária tem causado prejuízos incalculáveis a todos. A Organização Mundial da Saúde estima, por exemplo, que em 2020 a depressão será a segunda causa de improdutividade das pessoas, seguida apenas das doenças cardiovasculares. 

    Qual é a razão para tamanha insatisfação? Estou certa de que, em última instância, não se trata de aumento de salário ou posição hierárquica. Trata-se da falta de reconhecimento pelo humano que há em cada um; da falta de qualidade na troca entre as pessoas; do distanciamento, da falta de intimidade e de confiança, da falta de afeto e disponibilidade, da inflexibilidade para com as próprias frustrações. Trata-se da falta de gentileza! É disso que se trata, pode apostar! 

    Portanto, embora as habilidades técnicas sejam imprescindíveis para as empresas, elas sabem que podem treinar um profissional para que se torne habilitado tecnicamente, assim como sabe que para ser agradável, simpático, flexível e gentil, é preciso que haja uma decisão pessoal. 

    As empresas podem sim motivar e incentivar seus colaboradores para a mudança de comportamento, mas ser gentil é essencialmente uma escolha do indivíduo. Tem a ver com as crenças e os valores que ele alimenta diariamente. Ou seja, a gentileza é um exercício diário! 

7 Condutas Gentis e Tolerantes no Ambiente de Trabalho 

  • Aprenda a escutar. Ouvir é muito importante para solucionar qualquer desavença ou problema.

  • Evite julgamentos e ações precipitadas. Quando estiver nervoso, deixe para conversar mais tarde.

  • Peça desculpas. Isso pode evitar conflitos maiores e salvar relacionamentos.

  • Valorize o que a situação e o outro têm de bom. Perceba que este hábito pode promover verdadeiros milagres.

  • Seja solidário e companheiro. Demonstre interesse pelo outro, por seus sentimentos e por sua realidade de vida.

  • Analise a situação. Alcançar soluções pacíficas pode depender da compreensão da raiz do problema.

  • Faça justiça. Esforce-se para compreender o outro e não para ganhar, como se eventuais discussões fossem jogos ou guerras.

Rosana Braga

comportamento


Mude você, mude a sua vida

Toda mudança inicia de dentro para fora. É verdade. Até o mundo a nossa volta muda conforme mudamos.

 

A vida é um espelho nosso, de como somos, de como estamos. Por isso, a vida pode ser vista como uma ilusão, porque a forma de interpretar os acontecimentos e as pessoas depende de cada um de nós. O que incomoda a alguns passa despercebido por outros. A situação é idêntica. O que muda então? A forma de ver e de lidar.

    Se há algo que está lhe incomodando fora, busque dentro de você a ligação com aquilo. Muitos filhos, independente de idade, se aborrecem tremendamente com os pais, ou melhor, com determinadas falas, atitudes ou posturas dos pais. Criticam e se irritam. Mas, se olharem com atenção vão perceber que eles fazem a mesma coisa e por isso aquilo incomoda tanto. E assim é com praticamente tudo em nossa vida.

    O que não temos igual, não reconhecemos e geralmente não nos chateia. Há o espelho, mas o reflexo não vem em nossa direção. Às vezes ficamos “bravos” com um fato ou uma pessoa, mas quando não há identificação conosco, chamo isso de justa indignação. Não precisamos e nem devemos aceitar tudo, é preciso também se indignar, sem, contudo perder o centro, o equilíbrio, a sensatez.

   Uma pessoa mal humorada, intolerante, agressiva, vai ter a sua volta pessoas mal humoradas, intolerantes e agressivas, muito provavelmente apenas com ela. Já as pessoas gentis, simpáticas e tolerantes vão ter a sua volta pessoas gentis, simpáticas e tolerantes. Além do que a maioria de nós gosta de estar ao lado de quem anda de bem com a vida. Por isso, essas pessoas geralmente são muito queridas e onde chegam, são bemvindas.

 

    Se o mundo não está sorrindo para você, não adianta buscar fora a resposta. Se a sua vida não está fluindo como você gostaria, veja como andam seus pensamentos, suas emoções e suas ações.

    Há muitos anos atrás eu tinha muita enxaqueca e não tinha remédio que acabasse definitivamente com ela. Achava que ela acontecia devido a situações externas. Comecei a praticar meditação e com o tempo descobri que o problema não estava fora , mas sim em mim que era muito rígida e queria controlar tudo e todos. À partir daí mudei, comecei a aceitar a vida e as pessoas como elas são e ver beleza nisso. Não tive mais enxaqueca desde então.

"Temos de ser a transformação que queremos no mundo". Mahatma Gandhi

    Assim é a vida, um reflexo de quem somos nós. Isso é muito bom, porque está em nossas mãos moldar a vida que queremos viver.

 

Sandra Rosenfeld


Pare de fumar! Seu bolso agradece

 

É muito comum uma motivação externa impulsionar o fumante a amadurecer e colocar em prática a ideia de parar de fumar. Este fato é o que mais vivenciamos no consultório médico ao auxiliar fumantes em seu projeto de abandonar o cigarro.

    O cigarro é uma importante fonte de gasto mensal e parar de fumar pode representar uma economia considerável no orçamento familiar. Se o seu objetivo é controlar melhor o orçamento e eliminar os gastos supérfluos, faça as contas da economia que a eliminação do cigarro pode trazer.

    A média de consumo de cigarros no Brasil é de aproximadamente um maço ao dia entre fumantes adultos. Considerando o maço de cigarros a R$ 3.40, teríamos a economia mensal de R$ 102, o correspondente a 22% de um salário mínimo no Brasil. Ao final de um ano sem fumar a economia atingiria o valor de R$ 1.241 ou 2,7 salários mínimos. Um ganho interessante a ser considerado!

 

   Esta conta é muito oportuna, as vésperas de um aumento de preços do cigarro conforme anunciado há poucos dias pelo governo federal e da aprovação da lei antifumo no estado de São Paulo, que proíbe o fumo em ambientes públicos. É importante deixar claro que além dos benefícios para o bolso, os benefícios para a saúde e a melhora da auto-estima são inestimáveis.

    Portanto, se você já vinha refletindo sobre a ideia de parar de fumar, está atento aos desdobramentos da crise financeira que atinge o mundo, aproveite o momento e corte os gastos com o cigarro. O sucesso para deixar de fumar combina uma forte motivação e mudança de hábitos de comportamento.

    Estabeleça um calendário para as próximas semanas, programe-se para instituir no seu dia-a-dia hábitos de vida mais saudáveis, deixe a vista o cálculo da economia com o cigarro nos próximos meses e prepare-se para os múltiplos ganhos futuros, alguns mensuráveis e outros não, mas que sem dúvida valem imensamente a pena.  

 

Camille Rodrigues da Silva


Quantas malas você carrega?

 

Não raro, o dia-a-dia é invadido por tristeza e melancolia. Só queremos que chegue o fim do dia para dormir e descansar. Mas, muitas vezes, nem conseguimos dormir de tantas preocupações e tanto cansaço. Você já sentiu isso?

    Segundo a psicoterapeuta Ivonete Bergamini, o natural é que cada um dê conta de suas obrigações e mantenha o controle para viver com tranquilidade e prazer. Mesmo com alguns problemas aqui e ali, podemos agir com equilíbrio e sentir bem-estar. O que frequentemente acontece é um acúmulo de tarefas e responsabilidades que atraimos e abarcamos para nós e não são nossas. Carregamos malas pesadas do marido (ou da mulher), dos filhos, dos amigos, do vizinho, do colega de trabalho e vamos perdendo a força para trilhar nosso caminho.

    "Em estado que chamamos de hipnótico, fazemos tarefas e cumprimos as obrigações dia após dia, até chegar à exaustão", diz Ivonete. E completa:"Percorremos, às vezes, muitos anos sendo infelizes e carregando malas que não são nossas. Estamos em transe, um estado alterado de percepção e consciência, uma hipnose".

   A idéia não é ter um ataque, perceber o excesso de bagagem e jogar tudo pela janela. Mas é possível abrir a visão, perceber o que está acontecendo e reagir. Como? Reorganizando situações, retirando culpas e preocupações desnecessárias. Devolvendo algumas malas para quem elas pertencem e, talvez, em alguns casos, ensinando como carregá-las de forma mais leve.

   Lucidez para fazer escolhas é essencial para manter-se em equilíbrio.  Vale a pena escutar o coração e  fazer nossa história com prazer. Reaja!

Ivonete Bergamini


O que eles mais querem saber sobre sexo?

Após advento do Viagra, médicos contam que os homens estão mais desinibidos para falar sobre sexualidade e problemas de ereção. Atualmente, efeitos da crise financeira afetam desempenho sexual

 

Fico muito ansioso na hora da relação e não consigo ter ereção. O que devo fazer? Não consigo mais manter a ereção na relação sexual. Qual é o meu problema? Essas e outras dúvidas aparecem com significativa frequência no consultório da psicóloga Carla Cecarello, presidente da ABS – Associação Brasileira de Sexualidade e coordenadora do Projeto AmbSex. “Os homens estão mais à vontade para falar de seus problemas e tirar suas dúvidas sobre sexo”, afirma Carla. “Os temas vão desde as questões mais rotineiras como tamanho do pênis e ejaculação precoce até problemas de ereção.”

    Segundo a especialista, alguns pacientes com problemas de ereção que chegam ao seu consultório apresentam sintomas geralmente relacionados à insegurança, à ansiedade ou à depressão. Conflitos no relacionamento e problemas financeiros também influenciam no desempenho sexual. “Atualmente tenho pacientes que se abateram por terem perdido muito dinheiro na Bolsa de Valores, outros perderam o emprego. Fatos estressantes como esses afetam a autoconfiança e o emocional da pessoa que, por consequência, pode se refletir no sexo”, conta Carla.

    Há 10 anos Viagra chegava ao mercado, o primeiro medicamento oral para o tratamento da disfunção erétil (DE), que ajudou milhões de homens a superar o problema. O medicamento causou grande impacto na sociedade, desafiando o tabu da discussão aberta sobre sexo e reconhecendo que a DE era uma doença que poderia ser facilmente tratada. Antes de Viagra, falar sobre algum problema de ereção com o médico era considerado um constrangimento sem fim.

    “As visitas ao médico eram raras e quando os homens vinham ao consultório, sentiam-se extremamente envergonhados”, conta o urologista Carlos Teodósio da Ros, chefe do Serviço de Urologia do Sistema de Saúde Mãe de Deus, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. “Antes da chegada do medicamento oral, as opções de tratamento para disfunção erétil eram limitadas e incômodas, como injeções intracavernosas no pênis, próteses e bombas a vácuo. Isso também era um fator que afastava o paciente de procurar orientação médica”, revela Ros.

    Estima-se que a incidência de algum grau de disfunção erétil na população masculina brasileira acima de 40 anos seja de 48%. A disfunção erétil está associada a problemas orgânicos, psíquicos ou mistos e pode ser de intensidade leve à completa. A disfunção psicogênica, associada à ansiedade, é mais freqüente em homens mais jovens.

Com o avançar da idade, é comum o homem sentir maior dificuldade em manter o pênis ereto, por razões de origem orgânica – normalmente associadas a pressão alta, colesterol elevado, diabetes ou problemas cardíacos – ou mista (mescla de origem orgânica e psicogênica). Em qualquer dos casos, o grau da disfunção pode variar entre leve, moderada e completa.

    Existe tratamento para todos os graus e tipos de dificuldade de ereção. Mesmo portadores de insuficiência cardíaca, pressão alta e outras doenças relacionadas ao sistema cardiovascular podem fazer uso de medicamentos para o tratamento da disfunção erétil, como o Viagra, desde que orientados por seus médicos. Justamente nesses casos, a maioria dos pacientes se beneficia do uso.

 

Dúvidas mais comuns dos homens sobre sexo

segundo a psicóloga Carla Cecarello

 

• A perda da ereção pode estar relacionada à depressão e ansiedade?

R: Sim, a depressão e a ansiedade podem ser causas da perda da ereção.

• No meio da relação sexual perco a ereção. Preciso tomar medicamento?

R: Em alguns casos isso é necessário, pois a medicação pode auxiliar no resgate da autoconfiança, podendo ser acompanhado de psicoterapia.

• No primeiro encontro com uma nova companheira não consigo obter uma ereção. Preciso fazer terapia?

R: É provável que a ansiedade gerada pelo primeiro encontro pode estar prejudicando o desempenho, impedindo o homem de ficar relaxado e tranquilo para ter uma ereção. Por isso, é importante sim buscar ajuda.

• Medicamento para DE resolve o problema de ejaculação precoce?

R: Os medicamentos para a ereção são para a ereção e não para a ejaculação. O ideal é consultar um médico.

• Tenho ereção todos os dias e me masturbo sempre. Isso é normal?

R: Se a masturbação é uma prática que faz bem ao homem, sem fazê-lo perder o interesse de se relacionar com outras pessoas, não há qualquer problema.

• Existe tratamento para aumentar o tamanho do pênis?

R: Nada que é vendido na internet ou qualquer cirurgia sugerida para essa finalidade é cientificamente aceito. Portanto, o homem precisa ter cuidado e procurar orientação de um médico.

• Existe risco de contrair alguma doença através do sexo oral?

R: Sim, há. E são várias: herpes, HPV e AIDS. Por isso a importância de se praticar sexo seguro.

 

Fonte: psicóloga Carla Cecarello

Fonte: Pfizer


A sexualidade na terceira idade: realidade ou utopia?

 

O desejo tem idade? Como envelhecer de maneira saudável numa sociedade que valoriza o novo? Até bem pouco tempo parecia impossível uma pessoa acima de 60 anos ser sexualmente ativo, pois era considerado velho para tal. Hoje, com os avanços da medicina, e o aumento da expectativa de vida a realidade é outra. Acredita-se cada vez mais, que a sexualidade não esteja vinculada à idade cronológica e pode ser exercida pelo idoso sem necessidade de abstinência.

    Pesquisa realizada com pessoas na faixa etária dos 70 aos 80 anos demonstra que os sujeitos possuem uma sexualidade ativa, apenas há a redução da freqüência da prática sexual em favor de uma melhor qualidade, relacionada ao tempo de convivência com o companheiro. Em relação ao gênero feminino, muitas mulheres antes reprimidas sexualmente, referem usufruir de maior prazer sexual que quando eram jovens.

    Em relação à potência masculina podemos perceber que ocorrem diversas crenças e mitos relacionados à boa alimentação. Há experiências positivas relacionadas ao uso de medicamentos modernos para a disfunção erétil, com melhora da qualidade de vida sexual. Em compensação, em relação à DST/AIDS, os sujeitos entrevistados apesar de terem algum conhecimento sobre estas patologias, não valorizam o uso do preservativo. Podemos inferir que isto se deve a crença de que "quem ama confia" demonstrando certo descaso com a realidade atual da epidemia da AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis.  

    Apesar de a literatura classificar como idoso, pessoas acima de 60 anos, temos que levar em consideração os diversos tipos de idade: a biológica, a psicológica e a sociológica. O enfoque sobre envelhecimento deve levar em consideração a capacidade e as potencialidades individuais.

    O viver saudável do idoso inclui a aceitação das práticas amorosas e manifestações sexuais em pessoas que se encontram nesta faixa etária.

Esse tema tem recebido a atenção de vários pensadores, devida sua importância, pois a sociedade, por muito tempo acreditou que a atividade sexual desaparecia com a idade.     Essa idéia (falsa) é responsável por grande parte das recusas por tratamento para dificuldades sexuais na terceira idade e busca pela prevenção de doenças. No entanto, a atividade sexual sempre esteve presente na sociedade ocidental ligada ao sentimento de amor, entrega e carinho.

    Esse artigo traz uma abordagem de supra importância para um momento do qual a ciência junto com a medicina vem aumento a largos passos a longevidade de todos nós. Contudo, para que esse investimento ocorra com absoluto sucesso é preciso que a sociedade e em especial o mercado de trabalho evolua da mesma forma.

    A melhor maneira de aumentarmos nosso tempo de vida é sempre estarmos atuando de forma preventiva no que tange a saúde física e mental. O idoso não pode ser encostado pelo mercado de trabalho, perder sua dignidade humana. Ouvir frases famosas como: "O senhor deveria sair com amigos, jogar cartas....". Não. Esse publico que chamamos de idoso tem muito a oferecer e precisamos aceitar isso e começar a valorizar o conteúdo que essas pessoas tem.

    O conteúdo e a sabedoria que um idoso possui nenhum jovem de 25 anos tem. E quando falamos de mercado profissional, o idoso passar a ser aquele que atinge 50 anos.

 

Dra. Sonia Maria Rezende Camargo de Miranda

Adriana Leocádio


Não quero que meu filho cresça

Psicóloga Ana Cássia Maturano fala sobre as dificuldades de aceitar a independência dos filhos

 

Descobrir que seu filho está ficando independente é motivo de alegria para muitos pais. Porém, que pai ou mãe não sente uma pontada no coração com o sentimento de perda do pequeno? Segundo a psicóloga Ana Cássia Maturano, esse medo é normal. “O problema passa a existir quando esse medo faz os pais desenvolverem atitudes de superproteção, sufocando a autonomia dos filhos”, alerta.

    O comportamento de superproteção, de acordo com Ana Cássia, pode causar reação de rebeldia por parte dos filhos, conturbando o processo de independência; ou pode acostumar a criança ou adolescente a certas regalias e paparicações, tornando-o eternamente dependente. “Nos dois casos, o crescimento torna-se um processo doloroso”, conclui a especialista.

  Pequenas atitudes como deixar o filho escolher a camisa que vai usar, qual brinquedo ganhar, favorecem desde cedo a autonomia. Os pais devem encorajar as crianças a fazer certas tarefas, desde que sejam adequadas para sua idade, sozinhas.

    A função dos pais é auxiliar seus filhos no processo de amadurecimento e envelhecimento. “Os pais devem encarar o processo como uma oportunidade de crescer junto com filho, reformulando seus conceitos”, finaliza a psicóloga.


Ciúme: o sofrimento desnecessário

 

Parece que o relacionamento amoroso sempre estará sujeito a dilemas e dentre os inúmeros conflitos que ocorrem em uma relação eu creio que o ciúme ocupa um dos primeiros lugares.
    É incrível o número de pessoas que, além de sofrerem com esse sentimento, contaminam os seus companheiros com suas paranóias e cobranças.
    É certo que, ao gostarmos de alguém, ficamos preocupados com a possibilidade de perdê-lo, mas há que discernir entre o sentimento de insegurança e a manifestação do mesmo. Sentir ciúme é natural e faz parte do comportamento humano, mas é preciso saber como lidar com este sentimento.
    Por exemplo, se você sente raiva ou ódio de alguém, não vai sair por aí matando ou dando porrada. Você não tem esse direito! O mesmo se pode falar do ciúme. Não é porque você o sentiu, que tem o direito de aporrinhar a vida alheia.
Este comportamento pode ser justificado por um parceiro realmente infiel ou pode ser também pura projeção de hábitos que se originaram no seu passado.
    Conheci uma mulher que morria de ciúme de seu namorado, que tinha uma grande facilidade para fazer contatos e novas amizades. Ele não a traía, mas sua popularidade a incomodava muito. Por isso, ela fazia de tudo para afastar o rapaz de todo mundo, pois ela o queria somente para si.

   Investigando seu passado, ela me contou que foi filha, sobrinha e neta única até os sete anos de idade, quando outras crianças começaram a nascer na família. Lembrou também que na época ficara muito brava, não suportando a idéia de compartilhar o carinho dos adultos. Quando via seu pai conversando com a irmãzinha, morria de ciúme. Aprofundando a questão, chegamos à conclusão de que nada havia mudado em seu comportamento atual. Com o namorado, ela continuava tão infantil quanto era na época de menina.
    Outro caso que me chamou a atenção foi de um rapaz que ficou órfão de mãe muito cedo e por isso foi adotado por outra família. Isso gerou uma insegurança descomunal que ele acabava projetando em suas namoradas. Com medo de perdê-las, impunha um controle, uma vigilância tão grande que detonava a própria relação. Se no começo dos relacionamentos ele era muito simpático e sedutor, mais tarde se tornava obsessivo e insuportável.
    Se você é uma dessas pessoas, que não consegue lidar com o ciúme, recomendo que se trate, pois não vale a pena viver desta forma.


Sergio Savian


Especialista dá dicas de como combater vícios, entre eles o tabagismo

José Moromizato, médico, declara que toda pessoa que bebe em demasia, ou que consome drogas, é porque tem algum motivo que se origina no subconsciente.

 

 

Mesmo com tantas campanhas, reportagens e matérias alertando sobre os muitos problemas e danos causados à saúde provocados pela dependência do cigarro, o número de usuários cresce a cada ano. De acordo com o Ministério da Saúde, mais de cinco milhões de pessoas no mundo morrem devido ao uso do tabaco. Pesquisas da OMS apontam que se esse hábito, nada saudável, continua a crescer. Por volta de 2020, esse número subirá para 10 milhões de mortes ao ano.

    De acordo com José Moromizato, médico que hoje é considerado um dos grandes pesquisadores sobre doenças psicossomáticas, ramo da medicina que trata as moléstias orgânicas através da cura da mente, o corpo reflete o que as pessoas pensam e sentem. “Do ponto de vista psicossomático, toda pessoa que bebe em demasia, ou que consome drogas, é porque tem algum motivo que se origina no subconsciente. Problemas sentimentais, desajustes familiares, situação financeira abalada, depressão, entre outros, são fortes razões para que alguém com auto-estima baixa procure uma forma paliativa para se livrar do mal que o incomoda”, enfatiza

    É fato que o cigarro é uma droga, provoca dependência e causa graves transtornos aos usuários. O tabagismo se relaciona a mais de 50 tipos de doenças, como câncer de pulmão, de boca e de faringe, cardiopatias e até impotência sexual. “Esse quadro se reflete no comportamento do viciado altera-se e abala todos com quem convive. A família se desestrutura, os amigos afastam-se, ou quando procuram aconselhar, são afastados pelo próprio doente. É importante destacar duas coisas: o apoio da família e a ajuda profissional”, alerta o especialista

    Sem o tratamento, a situação agrava-se ainda mais, resultando no vício. “Como profissional da área de saúde, tenho assistido a inúmeros casos de pacientes dependentes, apresentando diversas reações físicas devido ao consumo desenfreado do tabagismo”, afirma Moromizato.

    Para se livrar do problema, é preciso tratar tanto as reações físicas, quanto as emocionais. Estas, se levadas em consideração e trabalhadas adequadamente, podem salvar o doente e tirá-lo completamente do vício.

“É essa a proposta do tratamento que desenvolvi a partir dos conceitos do relaxamento autógeno, que permite chegar à origem do problema e saná-lo de vez, melhorando, assim, a saúde e, por conseqüência, a vida. Dessa forma, um paciente que sofra de dependência química e que esteja constantemente insatisfeito, aprende a relaxar, bem como a solucionar os pensamentos negativos que estão gravados no inconsciente permitindo que a pessoa sinta-se passando a viver, e não, somente, a existir”, defende o medico.

    De acordo com o profissional, em primeiro lugar, é preciso que o paciente esteja disposto a se tratar e que, mais fundamental ainda, ele possa contar com o apoio de quem o ama. “Uma família que dá amor e carinho, e não marginaliza o doente pelo seu problema, consegue recuperá-lo bem mais rápido, independente da situação financeira. O viciado que sente acolhimento e apoio vindos do próprio lar tem mais estrutura e poder para tomar a decisão de sair da dependência, ao contrário daquele que, constantemente, se depara com brigas, discussões e cobranças dentro da sua casa. Como alternativa, ele foge, encontrando como seu único ponto de apoio a droga”, aconselha.

    Contando com o apoio dos entes queridos, o especialista explica que o tratamento tem efeito bem mais rápido e positivo. “O relaxamento e reprogramação mental vão apoiar o paciente durante as crises e auxiliá-lo a adotar uma forma mais positiva de ver o mundo. Com isso, resgata-se a base emocional, fazendo com que ele resolva todas as emoções negativas que guarda no seu inconsciente. No decorrer das sessões, a pessoa toma consciência do seu poder de decisão, e, com a ajuda profissional, retoma a vida social”, explica o médico.

    Além do relaxamento, Moromizato recomenda a utilização da oxigenação e a repetição de sugestões positivas, enquanto o paciente relaxa. “A oxigenação é fundamental para o bem-estar e funcionamento do organismo físico e mental. Podemos ficar alguns dias sem comer ou beber água, mas nosso organismo não suportaria a falta de oxigênio por mais que cinco minutos. Como exemplo, uma das primeiras reações que o organismo manifesta nos primeiros minutos de déficit de oxigenação é o rebaixamento da consciência. Isto leva à evidência de que respiramos menos enquanto dormimos. A atividade cerebral tende a desacelerar, também, quando estamos em estado de descanso. Portanto, a terapia com oxigênio promove a manutenção da atividade cerebral, mesmo em níveis mais profundos de relaxamento. Esse evento torna-se muito importante para a etapa seguinte, que é a repetição de sugestões positivas”, esclarece.

    Estas foram acrescentadas ao relaxamento, no momento em que o especialista teve consciência de que tudo o que foi assimilado na vida o foi através do aprendizado. Essa mesma percepção foi obtida por teóricos da Neurolingüística e de diversas teorias comportamentais contemporâneas, que foram divulgadas a partir dos anos 70. No entanto, os conhecimentos nesta área já datavam do início do século passado, ou ainda de alguns séculos antes.

O indivíduo com a auto-estima recuperada, com o autocontrole desenvolvido e, sobretudo, com o apoio adequado daqueles que o cercam, possui todas as chances de sair deste círculo-vicioso que acaba com a vida de muitos jovens do mundo todo. E a fórmula é simples: paciência, carinho e acreditar que qualquer ser humano consegue solução para seus próprios problemas.


Prisão piora transtornos de personalidade dos presos
TP, que atinge mais de 30% dos presos, afeta o clima social de prisões, agravando ainda mais o quadro psicológico dos apenados.

 

Em artigo publicado na Revista Espanhola de Saúde Penitenciária, Arroyo e Ortega,  médicos do Centro Penitenciário de Saragoça, afirmam que os resultados de pesquisas por eles realizadas “revelam relações estatisticamente consideráveis entre o diagnóstico de transtornos de personalidade e indicadores de desajuste de clima social, tais como condutas interpessoais agressivas ou demanda compulsiva por medicamentos psicoativos em consultas”.

    Segundo os autores, uma parte grande dos condenados entra em centros penitenciários devido a comportamentos socialmente inadequados. Em alguns casos, estes, por sua vez, são manifestações de processos psicopatológicos. Os pesquisadores alegam que “na prisão, estes indivíduos se encontram em um ambiente caracterizado por elementos como: vigilância permanente, falta de intimidade, rotina, frustrações reiteradas e novos conjuntos de valores que, entre outras coisas, condicionam relações baseadas na desconfiança e agressividade”. Eles afirmam ainda que “no melhor dos casos, todos estes fatores submetem o recluso a uma sobrecarga emocional que facilitará a aparição de desajustes em sua conduta quando não favorecerão a manifestação de comportamentos francamente patológicos, sobretudo se previamente o indivíduo era portador de uma personalidade desequilibrada, já no momento do ingresso na instituição penitenciária.”

    O trabalho foi realizado em um centro penitenciário com 14 módulos independentes, e no momento do estudo contava com 793 internos.Nos resultados, os autores observaram que 30% dos sujeitos da amostra apresentaram TP (transtorno de personalidade) como primeiro diagnóstico.

     “Os sujeitos se distribuem conforme as seguintes frequências: transtorno anti-social 11,6% (7/60), transtorno limite 11,6% (7/60), transtorno paranóico 3,3% (2/60), transtorno narcisista 1,6% (1/60), transtorno esquizóide 1,6% (1/60)”, dizem no artigo.

    Arroyo e Ortega também constataram que 100% dos portadores do transtorno de personalidade eram toxicômanos, e 26,6% dos sujeitos da amostra apresentavam a demanda característica por psicofármacos, sendo que destes, 75% foram diagnosticados com TP. O texto também ressalta que “90,9% dos indivíduos submetidos a sanções disciplinares eram portadores dos transtornos”.

    Para os especialistas “um dos fatores diferenciais entre a população penitenciária e não-penitenciária é precisamente sua conduta ilegal. Parece lógico que como expressão desta conduta, as personalidades com dificuldades de adaptação sejam maiores entre os presos. Isso é explicável, entre outras, por duas razões: a primeira é porque são muito mais frequentes os históricos de comportamentos inadequados entre os prisioneiros, antes de sua entrada na prisão, já que essa inadequação está na própria raiz do delito. A segunda, é que a estadia na prisão os obriga a um esforço de ajuste permanente e, neste entorno, as capacidades de adaptação psicossociais do sujeito são postas à prova continuamente e, muitas vezes, sobrecarregadas”. Para ler o artigo na íntegra, acesse

 

Agência Notisa (science journalism – jornalismo científico)


Comunicação e poder emocional

 

 

Seres humanos são seres emocionais, e não há nada de errado com isso. Ouvir o nosso corpo e as emoções que ele manifesta significa ouvir um conselheiro com uma experiência muito maior do que a razão e a lógica.

    Mas não basta ouvir apenas um lado, uma opinião, temos que ouvir o todo, equilibrar o emocional com a razão lógica. Essa harmonia gera resultados positivos, pois, como foi evidenciado por várias pesquisas médicas sobre o cérebro, temos capacidade de mudar estados de consciência, hábitos e atitudes indesejáveis.

   Ao ouvir o apelo emocional de nosso corpo, fazemos uso da nossa Competência Emocional, identificada com algumas habilidades principais, entre elas:

 

Autoconsciência: conhecimento das próprias emoções, percebendo como e quando elas acontecem em nossa vida;

Gestão das emoções: nossa capacidade de lidar com as emoções de maneira apropriada, sem nos deixar dominar por elas;

 

Auto-motivação: poder de ativar as nossas emoções positivas como impulso à ação.

 

Empatia: palavra originada do grego empátheia, que significa “entrar no sentimento”. É o reconhecimento das emoções dos outros;

 

Gestão eficaz das relações  interpessoais: habilidade de flexibilizar os próprios comportamentos e atitudes em relação à percepção de nós mesmos e dos outros.

    Ao focar nesses quesitos da Competência Emocional, podemos transformar e melhorar muitos aspectos de nossa vida, como, por exemplo, a comunicação.

    Comunicação são todas as formas expressivas, verbais e não verbais, que permitem nos colocarmos em contato com nós mesmos, com os outros, construir relacionamentos, criar respostas, construir uma ponte entre nós e os outros. Por isso, o primeiro conceito de fundamental importância no sucesso da comunicação, ligado ao conceito de inteligência emocional, é a flexibilidade comunicativa, a capacidade e a intenção do comunicador de entender e se adaptar ao contexto situacional e ao interlocutor.

    As palavras que falamos a nós mesmos e aos outros, são como sementes, penetram profundamente e fecundam o cérebro ao criar pensamentos e convicções. Elas constroem a realidade, cristalizam nossas emoções, modelam nossas atitudes o que condiciona nossas decisões.

Portanto, é muito importante saber e estar consciente daquilo que “tornamos comum” e de como fazemos isso através da nossa linguagem verbal e não verbal.  A maneira com a qual comunicamos reflete o que pensamos e condiciona nosso comportamento, expressa a idéia que temos de nós mesmos e do mundo, as nossas dificuldades e as nossas emoções.

Eduardo Shinyashiki

 

Receita para dormir bem

Café, coca-cola, refeições pesadas ou exercícios físicos à noite podem atrapalhar uma noite de sono

 

Quem já passou uma noite se revirando na cama em busca do sono perdido sabe que essas horas custam a passar e que o dia seguinte será longo e cansativo. 

   Dormir mal é mais comum do que se pode imaginar. Cerca de um terço da população brasileira sofre com os distúrbios do sono. Dores de cabeça pela manhã, sonolência excessiva durante o dia, perda e redução de memória, dificuldade de concentração, alteração de humor e predisposição a outras doenças são alguns dos inconvenientes que uma noite mal dormida pode acarretar.

    De acordo com o especialista em distrúrbios do sono, Prof. Dr. Luis Vicente Franco Oliveira, os profissionais que trabalham no período da noite são os mais expostos a essas consequências. “Nosso relógio biológico está preparado para trabalhar de dia e descansar à noite. Com a cidade acordada, o barulho e as luzes dificultam o relaxamento completo e ao longo do tempo esse cansaço acumulado causa danos à saúde”, explica.

   O professor observa que não havendo um distúrbio comprovado que impeça o paciente de dormir, alguns cuidados simples podem garantir uma noite tranquila de sono.  “Café, coca-cola e chá mate não devem ser consumidos à noite. A refeição também deve ser leve e os exercícios físicos não são recomendados antes de dormir”, aconselha. De acordo com o professor quando se pratica exercícios físicos, se assiste a um filme de suspense e ou ingere bebidas alcoólicas, a adrenalina demora a voltar ao normal impedindo que o organismo relaxe.

   Segundo o professor também não é adequado estudar ou fazer as refeições na cama. “O quarto tem de ser um lugar silencioso e tranquilo que nos possibilite descansar. A televisão também costuma ser um problema, principalmente quando um dos cônjuges tem o hábito de assistir até altas horas, sem respeitar o sono do companheiro”, adverte.

 

    Mas há pacientes que sofrem de distúrbios que precisam ser tratados, a exemplo do Bruxismo do Sono, da Apnéia Obstrutiva do Sono, do Ronco Primário, da Apnéia Central do Sono, da Respiração de Cheyne Stokes, da Síndrome da Hipoventilação, entre outros. Nestes casos, o paciente precisa fazer o diagnóstico numa clínica especializada para ser encaminhado ao tratamento adequado.

   A Universidade Nove de Julho (UNINOVE) realiza o exame  e o acompanhamento gratuitamente, mas os pacientes precisam passar por uma triagem.  O agendamento deve ser feito pelo tel. (11) 3665-9325.

 

Como é feito o estudo do sono?

 É necessário que o paciente durma uma noite em um quarto/laboratório totalmente preparado para a realização da polissonografia, um exame que monitora as ondas cerebrais, os batimentos cardíacos, a função respiratória, o movimento dos olhos, da cabeça, dos músculos da face, das pernas e do corpo.

Laboratório do Sono – UNINOVE

Av. Francisco Matarazo, 612, Água Branca, São Paulo - segunda a sexta feira - Horário: 9 às 19h

Informações: (11) 3665-9325

Gratuito

 

As necessidades dos relacionamentos modernos

A psicóloga Daniela Koteski, da Neo Saúde, em Curitiba, fala sobre os relacionamentos modernos

para quem está sozinho ou à procura de alguém

O Dia dos Namorados chegou e deixou muita gente feliz e outros, nem tanto. Quem está sozinho ou à procura de alguém acaba se chateando com a data, mas a psicóloga Daniela Koteski, da Neo Saúde em Curitiba diz que, antes de tudo, é preciso estar bem consigo mesmo, para estar bem com alguém. “Tudo depende do que a pessoa procura. Se a mulher, por exemplo, apenas pretende dar um retoque na auto-estima, ela pode encontrar alguns homens charmosos e encantadores em um barzinho”, diz a Daniela. “Não tenho nada contra, se o que a pessoa precisa é apenas sentir-se bem, novamente viva e desejável, essa pode ser uma saída, embora não seja a única”, explica a psicóloga.

   Quem quer construir uma vida afetiva em bases mais sólidas, a psicóloga aconselha que o passeio noturno pode trazer frustrações e decepções. “Basta olhar em volta e responder a pergunta: quantas mulheres você conhece que encontraram seus namorados firmes em um bar? Bem poucas”, acredita.

    Para quem quer compreender mais profundamente o processo de conquista, a psicóloga diz que é preciso olhar melhor para a natureza animal. “Podemos observar que em algumas raças e espécies, que o macho sempre é mais belo que a fêmea. O leão é mais imponente que a leoa, o esplendor da cauda do pavão é privilégio do macho e assim por diante”, destaca. Mas por que isso ocorre? “Porque é o macho que precisa disputar a fêmea”, brinca.

    Guardada às devidas proporções e fazendo uma analogia com o homem e a mulher, observamos que na espécie humana, já há milênios, a mulher também se enfeita para o homem e ele valoriza mais sua beleza. “Mas a beleza feminina funciona como a da flor. Ela atrai, não ataca e não disputa. Seu objetivo é fazer-se objeto de conquista e não conquistar”, diz Koteski.

    A psicóloga avalia que para o homem é necessário esse ritual da conquista da mulher. “Sabe o que acontece quando o homem é privado do prazer da conquista? Ele se desinteressa rapidamente da parceira. Sua natureza masculina não encontra espaço para expressar-se naquela relação”, acredita. E diz mais: “um homem avidamente disputado por várias mulheres pode até ficar muito envaidecido, mas apaixonado, jamais”, diz ela.

    Para as mulheres que querem uma relação estável, Daniela diz que é preciso aprender, antes de mais nada, a valorizar-se. “Se você quer mesmo ser conquistada, aja como a presa, jamais como o caçador”, ensina.

    Koteski acredita que, ainda hoje, os homens se sentem obrigados a esconder o sofrimento, a fraqueza, a sensibilidade. Eles acreditam que devem ter inúmeras parceiras sexuais para serem considerados ‘homens de verdade’. “Mas para as mulheres ainda há esperança, pois algo está mudando. Hoje existe uma valorização maior do homem sensível, que mostra sua subjetividade, que reflete sobre a própria vida”, entende.

    Quanto à sexualidade, a psicóloga destaca que a maior mudança que percebe nos últimos anos é a aproximação entre homens e mulheres. “A mulher conquistou o direito de ter prazer, de não se submeter aos desejos masculinos, de buscar suas fontes de realização. Essa é a grande mudança, também, do comportamento masculino”, conclui.


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