Conflitos entre casais podem
culminar em atos de violência contra os filhos
Identificar personalidades
egocêntricas e tentar resolver desentendimentos sem envolver os
filhos é a melhor atitude
Nos últimos tempos, a violência tem
estado mais presente dentro de casa. Diariamente, os veículos de
comunicação divulgam casos de agressão, maus-tratos e até
assassinatos, principalmente de crianças. Os abusos partem de
pais, padrastos, madrastas e até avós – que habitualmente eram
tidos como generosos com os netos.
Para o psicólogo,
terapeuta familiar e diretor da Escola VinculoVida, Sebastião
Alves de Souza, muitas vezes esses casos de violência são causados
por conflitos e crises não resolvidos entre os casais que
transformam filhos em vítimas de retaliações e de vinganças:
“Crianças e adolescentes inocentes morrem e sofrem agressões
físicas de alto grau de perversidade por conta de distúrbios
emocionais e psíquicos que emergem na relação conjugal”.
De um ano para cá, o
caso que mais chamou a atenção da opinião pública foi o da família
Nardoni, cujo pai e a madrasta teriam matado a pequena Isabella ao
atirá-la pela janela do apartamento. Até hoje o casal não foi
julgado, mas não há outros suspeitos. Mais recentemente, um pai em
Goiânia roubou um avião, sequestrou a filha Penélope, de 5 anos,
provocou queda da aeronave e consequente morte de ambos. Em São
Paulo, um professor de Direito de 39 anos matou o filho de cinco e
suicidou-se em seguida.
Em todos esses
casos, houve antecedentes de embates entre os pais – geralmente
por ciúme ou pela guarda dos menores.“Crianças e adolescentes são
envolvidos nos conflitos entre pai e mãe e se tornam vítimas de
agressões físicas, maus-tratos de toda espécie, abusos sexuais,
sequestros e homicídios. Disputas de guarda e partilhas de bens
materiais são usadas como desculpas para retaliações por um dos
pais e quem sofre com as consequências de atos impensados e
perversos são os filhos”, salienta Souza.
O psicólogo
lembra de outro motivo para desentendimentos: “Novas formações
familiares, em que os pais trazem, para a convivência do casal,
filhos de outros casamentos, tornam a vida de crianças e
adolescentes conflituosa. A adaptação a novos hábitos, somada a
rancores entre os ex-cônjuges e a não aceitação, pelos filhos, da
madrasta ou do padrasto, culmina em situações bastante complexas.
Este não é um padrão ou regra, pois nem toda família recasada é um
desastre”.
Souza explica que o ato extremo de
tirar a vida de inocentes pode ser considerado uma psicopatia em
alto grau. Deixa sequelas emocionais e psíquicas permanentes em
quem sobrevive. “A mãe ou o pai que fica vivo carrega a culpa de
não ter percebido que convivia com alguém afetado por sérios
problemas emocionais e psiquiátricos”, ressalta.
Personalidade
agressiva - O terapeuta explica que nem sempre é fácil ao
leigo identificar a personalidade agressiva, já que ela pode ser
guardada no subconsciente por toda uma vida. Porém, estudos
indicam que a força de vida e o instinto de morte convivem no
organismo dos seres vivos, principalmente dos seres humanos. “Quem controla o
instinto de morte é o sentido de vida e o instinto de conservação.
Porém, em indivíduos com certas características de personalidade,
o instinto de morte gera a pulsão de agressividade, que opera,
muitas vezes, em silêncio. Essa pulsão só pode ser reconhecida
quando a pessoa age em direção ao mundo externo, geralmente contra
outros seres humanos”, explica.
Pessoas que não
controlam a pulsão agressiva e autodestrutiva são indivíduos
narcisistas que supervalorizam seu ‘eu’.“Essas pessoas se
consideram onipotentes e se sentem o próprio ‘deus’, com plenos
direitos sobre sua vida e a de terceiros”, observa. “O narcisismo,
de certa forma, as protege do ‘eu’ mas, quando se veem frustradas
ou humilhadas, a proteção narcisista se rompe e cria brechas.
Surge o ‘surto psicótico provisório’ e afloram sentimentos de
inveja e destrutividade”, ilustra o terapeuta.
Souza enxerga,
nesses casos, a idealização da morte como solução para todos os
problemas: “A banalização da vida numa sociedade competitiva e
cheia de impunidades gera nos pais total insanidade mental, na
qual os sentidos de vida e de morte se igualam – morrer e matar ou
viver são duas facetas da mesma moeda”, analisa.
Para evitar
situações extremas, Souza sugere que o cônjuge perceba em seu par
comportamentos de isolamento social e afetivo: “Devem-se observar
eventuais reações explosivas e exageradas para fatos irrelevantes,
além de onipotência, arrogância e egocentrismo. Esses indivíduos
se comportam vingativamente, guardam rancor por muito tempo ou
reagem intensamente em situações nas quais se sintam frustrados,
vencidos ou perseguidos por tudo e todos. Geralmente desenvolvem
profissões que lhes conferem autonomia e se escondem atrás de uma
racionalidade patológica. São pessoas que não admitem perdas, seja
no campo pessoal, emocional ou profissional”.
Na opinião do
terapeuta, a solução para famílias e casais é, diante de conflitos
ou crises não resolvidas, fazer a distinção entre o que é a vida e
o que é a morte. “Enquanto isso não ocorrer, quem irá pagar o
preço são crianças e adolescentes inocentes”, conclui.
VinculoVida - Em
2003,Sebastião Alves de Souza e Ângela Elisete Herrera – ambos
terapeutas de casal e família – criaram, na cidade de São Paulo, a
VinculoVida. A empresa atua em dois âmbitos distintos: com
consultoria, assessoria e treinamentos para organizações de
diferentes áreas e portes; e com cursos de formação terapêutica.
Ambos também prestam atendimento clínico a casais e famílias.
Responsabilidade Social – A
VinculoVida mantém em sua sede uma Clínica Social de Terapia
Familiar que atende a população de baixa renda. São pessoas
encaminhadas por universidades, hospitais e outras entidades da
região.
Os terapeutas – Sebastião Alves de
Souza é biólogo e psicólogo clínico, área na qual trabalha há
quase vinte anos. É mestrando em Gerontologia pela PUC/SP,
especialista em Terapia Familiar Sistêmica Breve. É membro da APTF
– Associação Paulista de Terapia Familiar – e consultor de
empresas na área de saúde educacional.
Ângela Elizete Herrera é assistente social e psicodramatista – especialista em
Terapia Familiar Sistêmica Breve. É mestranda em Gerontologia pela
PUC/SP e membro titular da APTF – Associação Paulista de Terapia
Familiar – e da Abratef – Associação Brasileira de Terapia
Familiar. É fundadora e ex-coordenadora do Prae – Programa de
Prevenção e Recuperação de Alcoolista (álcool e outras drogas) –
da Eletropaulo
comportamento
A inteligência é flexível
Quanto mais endurecido e
inflexível, mais fácil de se quebrar diante de fortes
impactos. Esta teoria – fisicamente constatável – não vale
apenas para os objetos, mas, sobretudo e cada dia mais, para o
comportamento humano.
Num mundo onde os produtos são
perecíveis e os desejos são fugazes, a flexibilidade
destaca-se como meio de sobrevivência. É a chave para a
resiliência e também mote para o sucesso, tanto na vida
pessoal quanto na profissional.
Fácil assimilar
quando entendemos que não dá para crescer na rigidez. O
crescimento, por si só, é maleável, moldável e adaptável às
novas medidas e aos novos formatos. Sendo assim, inteligente é
quem aprende a metamorfosear.
É notório que no
mundo corporativo, a busca é cada vez mais enfática por
profissionais capazes não de aceitar as diferenças inerentes a
uma equipe ou um departamento, mas – acima de tudo –de
celebrar essas diferenças.
Já não basta evitar os
conflitos. É preciso enxergar neles uma oportunidade de
promover mudanças necessárias, evoluir e se tornar melhor
justamente por causa do que lhe é adverso.
Há alguns anos,
desenvolvendo pesquisas sobre o que chamo de Inteligência
Afetiva, constatei como é latente a falta de flexibilidade nos
dias de hoje. Isso me levou a debruçar sobre uma questão
fundamental e esquecida na atualidade: a gentileza. Não
descobri nenhum segredo; a evidência já estava aí, porém
adormecida: pessoas gentis são flexíveis... e poderosas! Este
trabalho resultou no livro “O Poder da Gentileza”.
É incrível como
ainda há quem aposte que investir nas relações humanas não é o
comportamento mais eficaz para os que ambicionam altos cargos
ou grandes fortunas. Estes, certamente, desconhecem o poder da
gentileza.
O “Movimento pela
melhoria das relações interpessoais e da qualidade de vida
através da gentileza” (World Kindness Movement) – cujo
representante oficial do Brasil é a Associação Brasileira de
Qualidade de Vida (ABQV) – declara que pessoas gentis são mais
valorizadas no mercado profissional, já que a qualidade das
relações, a integração entre os funcionários e as atitudes de
gentileza são fatores que influenciam nos resultados finais e
no aumento da produtividade da empresa.
A gentileza, e por
conseqüência a flexibilidade e a tolerância, têm ainda
influência direta sobre nossa saúde mental, emocional e
física. A falta desses atributos na vida diária tem causado
prejuízos incalculáveis a todos. A Organização Mundial da
Saúde estima, por exemplo, que em 2020 a depressão será a
segunda causa de improdutividade das pessoas, seguida apenas
das doenças cardiovasculares.
Qual é a
razão para tamanha insatisfação? Estou certa de que, em última
instância, não se trata de aumento de salário ou posição
hierárquica. Trata-se da falta de reconhecimento pelo humano
que há em cada um; da falta de qualidade na troca entre as
pessoas; do distanciamento, da falta de intimidade e de
confiança, da falta de afeto e disponibilidade, da
inflexibilidade para com as próprias frustrações. Trata-se da
falta de gentileza! É disso que se trata, pode apostar!
Portanto,
embora as habilidades técnicas sejam imprescindíveis para as
empresas, elas sabem que podem treinar um profissional para
que se torne habilitado tecnicamente, assim como sabe que para
ser agradável, simpático, flexível e gentil, é preciso que
haja uma decisão pessoal.
As empresas
podem sim motivar e incentivar seus colaboradores para a
mudança de comportamento, mas ser gentil é essencialmente uma
escolha do indivíduo. Tem a ver com as crenças e os valores
que ele alimenta diariamente. Ou seja, a gentileza é um
exercício diário!
7 Condutas Gentis e Tolerantes
no Ambiente de Trabalho
Aprenda a escutar. Ouvir é
muito importante para solucionar qualquer desavença ou
problema.
Evite julgamentos e ações
precipitadas. Quando estiver nervoso, deixe para conversar
mais tarde.
Peça desculpas. Isso pode
evitar conflitos maiores e salvar relacionamentos.
Valorize o que a situação e o
outro têm de bom. Perceba que este hábito pode promover
verdadeiros milagres.
Seja solidário e companheiro.
Demonstre interesse pelo outro, por seus sentimentos e por
sua realidade de vida.
Analise a situação. Alcançar
soluções pacíficas pode depender da compreensão da raiz do
problema.
Faça justiça. Esforce-se para
compreender o outro e não para ganhar, como se eventuais
discussões fossem jogos ou guerras.
Rosana Braga
comportamento
Mude você, mude a sua vida
Toda mudança inicia de dentro
para fora. É verdade. Até o mundo a nossa volta muda conforme
mudamos.
A vida é um espelho nosso, de como
somos, de como estamos. Por isso, a vida pode ser vista como uma
ilusão, porque a forma de interpretar os acontecimentos e as
pessoas depende de cada um de nós. O que incomoda a alguns passa
despercebido por outros. A situação é idêntica. O que muda então?
A forma de ver e de lidar.
Se há algo que
está lhe incomodando fora, busque dentro de você a ligação com
aquilo. Muitos filhos, independente de idade, se aborrecem
tremendamente com os pais, ou melhor, com determinadas falas,
atitudes ou posturas dos pais. Criticam e se irritam. Mas, se
olharem com atenção vão perceber que eles fazem a mesma coisa e
por isso aquilo incomoda tanto. E assim é com praticamente tudo em
nossa vida.
O que não temos
igual, não reconhecemos e geralmente não nos chateia. Há o
espelho, mas o reflexo não vem em nossa direção. Às vezes ficamos
“bravos” com um fato ou uma pessoa, mas quando não há
identificação conosco, chamo isso de justa indignação. Não
precisamos e nem devemos aceitar tudo, é preciso também se
indignar, sem, contudo perder o centro, o equilíbrio, a sensatez.
Uma pessoa mal
humorada, intolerante, agressiva, vai ter a sua volta pessoas mal
humoradas, intolerantes e agressivas, muito provavelmente apenas
com ela. Já as pessoas gentis, simpáticas e tolerantes vão ter a
sua volta pessoas gentis, simpáticas e tolerantes. Além do que a
maioria de nós gosta de estar ao lado de quem anda de bem com a
vida. Por isso, essas pessoas geralmente são muito queridas e onde
chegam, são bemvindas.
Se o mundo não
está sorrindo para você, não adianta buscar fora a resposta. Se a
sua vida não está fluindo como você gostaria, veja como andam seus
pensamentos, suas emoções e suas ações.
Há muitos anos
atrás eu tinha muita enxaqueca e não tinha remédio que acabasse
definitivamente com ela. Achava que ela acontecia devido a
situações externas. Comecei a praticar meditação e com o tempo
descobri que o problema não estava fora , mas sim em mim que era
muito rígida e queria controlar tudo e todos. À partir daí mudei,
comecei a aceitar a vida e as pessoas como elas são e ver beleza
nisso. Não tive mais enxaqueca desde então.
"Temos de ser a transformação que
queremos no mundo". Mahatma Gandhi
Assim é a vida,
um reflexo de quem somos nós. Isso é muito bom, porque está em
nossas mãos moldar a vida que queremos viver.
Sandra Rosenfeld
Pare de fumar! Seu bolso agradece
É muito comum uma motivação externa
impulsionar o fumante a amadurecer e colocar em prática a ideia de
parar de fumar. Este fato é o que mais vivenciamos no consultório
médico ao auxiliar fumantes em seu projeto de abandonar o cigarro.
O cigarro é uma
importante fonte de gasto mensal e parar de fumar pode representar
uma economia considerável no orçamento familiar. Se o seu objetivo
é controlar melhor o orçamento e eliminar os gastos supérfluos,
faça as contas da economia que a eliminação do cigarro pode
trazer.
A média de
consumo de cigarros no Brasil é de aproximadamente um maço ao dia
entre fumantes adultos. Considerando o maço de cigarros a R$ 3.40,
teríamos a economia mensal de R$ 102, o correspondente a 22% de um
salário mínimo no Brasil. Ao final de um ano sem fumar a economia
atingiria o valor de R$ 1.241 ou 2,7 salários mínimos. Um ganho
interessante a ser considerado!
Esta conta é muito oportuna,
as vésperas de um aumento de preços do cigarro conforme anunciado
há poucos dias pelo governo federal e da aprovação da lei antifumo
no estado de São Paulo, que proíbe o fumo em ambientes públicos. É
importante deixar claro que além dos benefícios para o bolso, os
benefícios para a saúde e a melhora da auto-estima são
inestimáveis.
Portanto, se você
já vinha refletindo sobre a ideia de parar de fumar, está atento
aos desdobramentos da crise financeira que atinge o mundo,
aproveite o momento e corte os gastos com o cigarro. O sucesso
para deixar de fumar combina uma forte motivação e mudança de
hábitos de comportamento.
Estabeleça um
calendário para as próximas semanas, programe-se para instituir no
seu dia-a-dia hábitos de vida mais saudáveis, deixe a vista o
cálculo da economia com o cigarro nos próximos meses e prepare-se
para os múltiplos ganhos futuros, alguns mensuráveis e outros não,
mas que sem dúvida valem imensamente a pena.
Camille Rodrigues da Silva
Quantas malas você carrega?
Não raro, o dia-a-dia é invadido por
tristeza e melancolia. Só queremos que chegue o fim do dia para
dormir e descansar. Mas, muitas vezes, nem conseguimos dormir de
tantas preocupações e tanto cansaço. Você já sentiu isso?
Segundo a
psicoterapeuta Ivonete Bergamini, o natural é que cada um dê conta
de suas obrigações e mantenha o controle para viver com
tranquilidade e prazer. Mesmo com alguns problemas aqui e ali,
podemos agir com equilíbrio e sentir bem-estar. O que
frequentemente acontece é um acúmulo de tarefas e
responsabilidades que atraimos e abarcamos para nós e não são
nossas. Carregamos malas pesadas do marido (ou da mulher), dos
filhos, dos amigos, do vizinho, do colega de trabalho e vamos
perdendo a força para trilhar nosso caminho.
"Em estado
que chamamos de hipnótico, fazemos tarefas e cumprimos as
obrigações dia após dia, até chegar à exaustão", diz Ivonete. E
completa:"Percorremos, às vezes, muitos anos sendo infelizes e
carregando malas que não são nossas. Estamos em transe, um estado
alterado de percepção e consciência, uma hipnose".
A idéia não é ter um
ataque, perceber o excesso de bagagem e jogar tudo pela janela.
Mas é possível abrir a visão, perceber o que está acontecendo e
reagir. Como? Reorganizando situações, retirando culpas e
preocupações desnecessárias. Devolvendo algumas malas para quem
elas pertencem e, talvez, em alguns casos, ensinando como
carregá-las de forma mais leve.
Lucidez para fazer
escolhas é essencial para manter-se em equilíbrio. Vale a pena
escutar o coração e fazer nossa história com prazer. Reaja!
Ivonete Bergamini
O que eles mais querem saber
sobre sexo?
Após advento do Viagra, médicos
contam que os homens estão mais desinibidos para falar sobre
sexualidade e problemas de ereção. Atualmente, efeitos da crise
financeira afetam desempenho sexual
Fico muito ansioso na hora da
relação e não consigo ter ereção. O que devo fazer? Não consigo
mais manter a ereção na relação sexual. Qual é o meu problema?
Essas e outras dúvidas aparecem com significativa frequência no
consultório da psicóloga Carla Cecarello, presidente da ABS –
Associação Brasileira de Sexualidade e coordenadora do Projeto
AmbSex. “Os homens estão mais à vontade para falar de seus
problemas e tirar suas dúvidas sobre sexo”, afirma Carla. “Os
temas vão desde as questões mais rotineiras como tamanho do pênis
e ejaculação precoce até problemas de ereção.”
Segundo a
especialista, alguns pacientes com problemas de ereção que chegam
ao seu consultório apresentam sintomas geralmente relacionados à
insegurança, à ansiedade ou à depressão. Conflitos no
relacionamento e problemas financeiros também influenciam no
desempenho sexual. “Atualmente tenho pacientes que se abateram por
terem perdido muito dinheiro na Bolsa de Valores, outros perderam
o emprego. Fatos estressantes como esses afetam a autoconfiança e
o emocional da pessoa que, por consequência, pode se refletir no
sexo”, conta Carla.
Há 10 anos Viagra
chegava ao mercado, o primeiro medicamento oral para o tratamento
da disfunção erétil (DE), que ajudou milhões de homens a superar o
problema. O medicamento causou grande impacto na sociedade,
desafiando o tabu da discussão aberta sobre sexo e reconhecendo
que a DE era uma doença que poderia ser facilmente tratada. Antes
de Viagra, falar sobre algum problema de ereção com o médico era
considerado um constrangimento sem fim.
“As visitas ao médico
eram raras e quando os homens vinham ao consultório, sentiam-se
extremamente envergonhados”, conta o urologista Carlos Teodósio da
Ros, chefe do Serviço de Urologia do Sistema de Saúde Mãe de Deus,
em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. “Antes da chegada do
medicamento oral, as opções de tratamento para disfunção erétil
eram limitadas e incômodas, como injeções intracavernosas no
pênis, próteses e bombas a vácuo. Isso também era um fator que
afastava o paciente de procurar orientação médica”, revela Ros.
Estima-se que a
incidência de algum grau de disfunção erétil na população
masculina brasileira acima de 40 anos seja de 48%. A disfunção
erétil está associada a problemas orgânicos, psíquicos ou mistos e
pode ser de intensidade leve à completa. A disfunção psicogênica,
associada à ansiedade, é mais freqüente em homens mais jovens.
Com o avançar da idade, é comum o
homem sentir maior dificuldade em manter o pênis ereto, por razões
de origem orgânica – normalmente associadas a pressão alta,
colesterol elevado, diabetes ou problemas cardíacos – ou mista
(mescla de origem orgânica e psicogênica). Em qualquer dos casos, o grau da disfunção pode
variar entre leve, moderada e completa.
Existe tratamento
para todos os graus e tipos de dificuldade de ereção. Mesmo
portadores de insuficiência cardíaca, pressão alta e outras
doenças relacionadas ao sistema cardiovascular podem fazer uso de
medicamentos para o tratamento da disfunção erétil, como o Viagra,
desde que orientados por seus médicos. Justamente nesses casos, a
maioria dos pacientes se beneficia do uso.
Dúvidas mais comuns dos homens
sobre sexo
segundo a psicóloga Carla
Cecarello
• A perda da ereção pode estar
relacionada à depressão e ansiedade?
R: Sim, a depressão e a
ansiedade podem ser causas da perda da ereção.
• No meio da relação sexual
perco a ereção. Preciso tomar medicamento?
R: Em alguns casos isso é
necessário, pois a medicação pode auxiliar no resgate da
autoconfiança, podendo ser acompanhado de psicoterapia.
• No primeiro encontro com uma
nova companheira não consigo obter uma ereção. Preciso fazer
terapia?
R: É provável que a ansiedade
gerada pelo primeiro encontro pode estar prejudicando o
desempenho, impedindo o homem de ficar relaxado e tranquilo
para ter uma ereção. Por isso, é importante sim buscar
ajuda.
• Medicamento para DE resolve
o problema de ejaculação precoce?
R: Os medicamentos para a
ereção são para a ereção e não para a ejaculação. O ideal é
consultar um médico.
• Tenho ereção todos os dias e
me masturbo sempre. Isso é normal?
R: Se a masturbação é uma
prática que faz bem ao homem, sem fazê-lo perder o interesse
de se relacionar com outras pessoas, não há qualquer
problema.
• Existe tratamento para
aumentar o tamanho do pênis?
R: Nada que é vendido na
internet ou qualquer cirurgia sugerida para essa finalidade
é cientificamente aceito. Portanto, o homem precisa ter
cuidado e procurar orientação de um médico.
• Existe risco de contrair
alguma doença através do sexo oral?
R: Sim, há. E são várias:
herpes, HPV e AIDS. Por isso a importância de se praticar
sexo seguro.
O desejo tem idade? Como envelhecer
de maneira saudável numa sociedade que valoriza o novo? Até bem
pouco tempo parecia impossível uma pessoa acima de 60 anos ser
sexualmente ativo, pois era considerado velho para tal. Hoje, com
os avanços da medicina, e o aumento da expectativa de vida a
realidade é outra. Acredita-se cada vez mais, que a sexualidade
não esteja vinculada à idade cronológica e pode ser exercida pelo
idoso sem necessidade de abstinência.
Pesquisa
realizada com pessoas na faixa etária dos 70 aos 80 anos demonstra
que os sujeitos possuem uma sexualidade ativa, apenas há a redução
da freqüência da prática sexual em favor de uma melhor qualidade,
relacionada ao tempo de convivência com o companheiro. Em relação
ao gênero feminino, muitas mulheres antes reprimidas sexualmente,
referem usufruir de maior prazer sexual que quando eram jovens.
Em relação à
potência masculina podemos perceber que ocorrem diversas crenças e
mitos relacionados à boa alimentação. Há experiências positivas
relacionadas ao uso de medicamentos modernos para a disfunção
erétil, com melhora da qualidade de vida sexual. Em compensação,
em relação à DST/AIDS, os sujeitos entrevistados apesar de terem
algum conhecimento sobre estas patologias, não valorizam o uso do
preservativo. Podemos inferir que isto se deve a crença de que
"quem ama confia" demonstrando certo descaso com a realidade atual
da epidemia da AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis.
Apesar de a
literatura classificar como idoso, pessoas acima de 60 anos, temos
que levar em consideração os diversos tipos de idade: a biológica,
a psicológica e a sociológica. O enfoque sobre envelhecimento deve
levar em consideração a capacidade e as potencialidades
individuais.
O viver saudável
do idoso inclui a aceitação das práticas amorosas e manifestações
sexuais em pessoas que se encontram nesta faixa etária.
Esse
tema tem recebido a atenção de vários pensadores, devida sua
importância, pois a sociedade, por muito tempo acreditou que a
atividade sexual desaparecia com a idade. Essa idéia (falsa) é
responsável por grande parte das recusas por tratamento para
dificuldades sexuais na terceira idade e busca pela prevenção de
doenças. No entanto, a atividade sexual sempre esteve presente na
sociedade ocidental ligada ao sentimento de amor, entrega e
carinho.
Esse artigo traz
uma abordagem de supra importância para um momento do qual a
ciência junto com a medicina vem aumento a largos passos a
longevidade de todos nós. Contudo, para que esse investimento
ocorra com absoluto sucesso é preciso que a sociedade e em
especial o mercado de trabalho evolua da mesma forma.
A melhor maneira
de aumentarmos nosso tempo de vida é sempre estarmos atuando de
forma preventiva no que tange a saúde física e mental. O idoso não
pode ser encostado pelo mercado de trabalho, perder sua dignidade
humana. Ouvir frases famosas como: "O senhor deveria sair com
amigos, jogar cartas....". Não. Esse publico que chamamos de idoso
tem muito a oferecer e precisamos aceitar isso e começar a
valorizar o conteúdo que essas pessoas tem.
O conteúdo e a
sabedoria que um idoso possui nenhum jovem de 25 anos tem. E
quando falamos de mercado profissional, o idoso passar a ser
aquele que atinge 50 anos.
Dra. Sonia Maria Rezende
Camargo de Miranda
Adriana Leocádio
Não quero que meu filho cresça
Psicóloga Ana Cássia Maturano
fala sobre as dificuldades de aceitar a independência dos filhos
Descobrir que seu filho está ficando
independente é motivo de alegria para muitos pais. Porém, que pai
ou mãe não sente uma pontada no coração com o sentimento de perda
do pequeno? Segundo a psicóloga Ana Cássia Maturano, esse medo é
normal. “O problema passa a existir quando esse medo faz os pais
desenvolverem atitudes de superproteção, sufocando a autonomia dos
filhos”, alerta.
O comportamento
de superproteção, de acordo com Ana Cássia, pode causar reação de
rebeldia por parte dos filhos, conturbando o processo de
independência; ou pode acostumar a criança ou adolescente a certas
regalias e paparicações, tornando-o eternamente dependente. “Nos
dois casos, o crescimento torna-se um processo doloroso”, conclui
a especialista.
Pequenas atitudes como deixar
o filho escolher a camisa que vai usar, qual brinquedo ganhar,
favorecem desde cedo a autonomia. Os pais devem encorajar as
crianças a fazer certas tarefas, desde que sejam adequadas para
sua idade, sozinhas.
A função dos pais
é auxiliar seus filhos no processo de amadurecimento e
envelhecimento. “Os pais devem encarar o processo como uma
oportunidade de crescer junto com filho, reformulando seus
conceitos”, finaliza a psicóloga.
Ciúme: o sofrimento desnecessário
Parece que o relacionamento amoroso
sempre estará sujeito a dilemas e dentre os inúmeros conflitos que
ocorrem em uma relação eu creio que o ciúme ocupa um dos primeiros
lugares.
É incrível o número de pessoas que, além de sofrerem com esse
sentimento, contaminam os seus companheiros com suas paranóias e
cobranças.
É certo que, ao gostarmos de alguém, ficamos preocupados com
a possibilidade de perdê-lo, mas há que discernir entre o
sentimento de insegurança e a manifestação do mesmo. Sentir ciúme
é natural e faz parte do comportamento humano, mas é preciso saber
como lidar com este sentimento.
Por exemplo, se você sente raiva ou ódio de alguém, não vai
sair por aí matando ou dando porrada. Você não tem esse direito! O
mesmo se pode falar do ciúme. Não é porque você o sentiu, que tem
o direito de aporrinhar a vida alheia.
Este comportamento pode ser justificado por um parceiro realmente
infiel ou pode ser também pura projeção de hábitos que se
originaram no seu passado.
Conheci uma mulher que morria de ciúme de seu namorado, que
tinha uma grande facilidade para fazer contatos e novas amizades.
Ele não a traía, mas sua popularidade a incomodava muito. Por
isso, ela fazia de tudo para afastar o rapaz de todo mundo, pois
ela o queria somente para si.
Investigando seu passado, ela me contou que foi filha, sobrinha e
neta única até os sete anos de idade, quando outras crianças
começaram a nascer na família. Lembrou também que na época ficara
muito brava, não suportando a idéia de compartilhar o carinho dos
adultos. Quando via seu pai conversando com a irmãzinha, morria de
ciúme. Aprofundando a questão, chegamos à conclusão de que nada
havia mudado em seu comportamento atual. Com o namorado, ela
continuava tão infantil quanto era na época de menina.
Outro caso que me chamou a atenção foi de um rapaz que ficou
órfão de mãe muito cedo e por isso foi adotado por outra família.
Isso gerou uma insegurança descomunal que ele acabava projetando
em suas namoradas. Com medo de perdê-las, impunha um controle, uma
vigilância tão grande que detonava a própria relação. Se no começo
dos relacionamentos ele era muito simpático e sedutor, mais tarde
se tornava obsessivo e insuportável.
Se você é uma dessas pessoas, que não consegue lidar com o
ciúme, recomendo que se trate, pois não vale a pena viver desta
forma.
Sergio Savian
Especialista dá dicas de como
combater vícios, entre eles o tabagismo
José Moromizato, médico, declara
que toda pessoa que bebe em demasia, ou que consome drogas, é
porque tem algum motivo que se origina no subconsciente.
Mesmo com tantas campanhas,
reportagens e matérias alertando sobre os muitos problemas e danos
causados à saúde provocados pela dependência do cigarro, o número
de usuários cresce a cada ano. De acordo com o Ministério da
Saúde, mais de cinco milhões de pessoas no mundo morrem devido ao
uso do tabaco. Pesquisas da OMS apontam que se esse hábito, nada
saudável, continua a crescer. Por volta de 2020, esse número
subirá para 10 milhões de mortes ao ano.
De acordo com
José Moromizato, médico que hoje é considerado um dos grandes
pesquisadores sobre doenças psicossomáticas, ramo da medicina que
trata as moléstias orgânicas através da cura da mente, o corpo
reflete o que as pessoas pensam e sentem. “Do ponto de vista
psicossomático, toda pessoa que bebe em demasia, ou que consome
drogas, é porque tem algum motivo que se origina no subconsciente.
Problemas sentimentais, desajustes familiares, situação financeira
abalada, depressão, entre outros, são fortes razões para que
alguém com auto-estima baixa procure uma forma paliativa para se
livrar do mal que o incomoda”, enfatiza
É fato que o
cigarro é uma droga, provoca dependência e causa graves
transtornos aos usuários. O tabagismo se relaciona a mais de 50
tipos de doenças, como câncer de pulmão, de boca e de faringe,
cardiopatias e até impotência sexual. “Esse quadro se reflete no
comportamento do viciado altera-se e abala todos com quem convive.
A família se desestrutura, os amigos afastam-se, ou quando
procuram aconselhar, são afastados pelo próprio doente. É
importante destacar duas coisas: o apoio da família e a ajuda
profissional”, alerta o especialista
Sem o tratamento,
a situação agrava-se ainda mais, resultando no vício. “Como
profissional da área de saúde, tenho assistido a inúmeros casos de
pacientes dependentes, apresentando diversas reações físicas
devido ao consumo desenfreado do tabagismo”, afirma Moromizato.
Para se livrar do
problema, é preciso tratar tanto as reações físicas, quanto as
emocionais. Estas, se levadas em consideração e trabalhadas
adequadamente, podem salvar o doente e tirá-lo completamente do
vício.
“É essa a proposta do tratamento que
desenvolvi a partir dos conceitos do relaxamento autógeno, que
permite chegar à origem do problema e saná-lo de vez, melhorando,
assim, a saúde e, por conseqüência, a vida. Dessa forma, um
paciente que sofra de dependência química e que esteja
constantemente insatisfeito, aprende a relaxar, bem como a
solucionar os pensamentos negativos que estão gravados no
inconsciente permitindo que a pessoa sinta-se passando a viver, e
não, somente, a existir”, defende o medico.
De acordo com o
profissional, em primeiro lugar, é preciso que o paciente esteja
disposto a se tratar e que, mais fundamental ainda, ele possa
contar com o apoio de quem o ama. “Uma família que dá amor e
carinho, e não marginaliza o doente pelo seu problema, consegue
recuperá-lo bem mais rápido, independente da situação financeira.
O viciado que sente acolhimento e apoio vindos do próprio lar tem
mais estrutura e poder para tomar a decisão de sair da
dependência, ao contrário daquele que, constantemente, se depara
com brigas, discussões e cobranças dentro da sua casa. Como
alternativa, ele foge, encontrando como seu único ponto de apoio a
droga”, aconselha.
Contando com o
apoio dos entes queridos, o especialista explica que o tratamento
tem efeito bem mais rápido e positivo. “O relaxamento e
reprogramação mental vão apoiar o paciente durante as crises e
auxiliá-lo a adotar uma forma mais positiva de ver o mundo. Com
isso, resgata-se a base emocional, fazendo com que ele resolva
todas as emoções negativas que guarda no seu inconsciente. No
decorrer das sessões, a pessoa toma consciência do seu poder de
decisão, e, com a ajuda profissional, retoma a vida social”,
explica o médico.
Além do
relaxamento, Moromizato recomenda a utilização da oxigenação e a
repetição de sugestões positivas, enquanto o paciente relaxa. “A
oxigenação é fundamental para o bem-estar e funcionamento do
organismo físico e mental. Podemos ficar alguns dias sem comer ou
beber água, mas nosso organismo não suportaria a falta de oxigênio
por mais que cinco minutos. Como exemplo, uma das primeiras
reações que o organismo manifesta nos primeiros minutos de déficit
de oxigenação é o rebaixamento da consciência. Isto leva à
evidência de que respiramos menos enquanto dormimos. A atividade
cerebral tende a desacelerar, também, quando estamos em estado de
descanso. Portanto, a terapia com oxigênio promove a manutenção da
atividade cerebral, mesmo em níveis mais profundos de relaxamento.
Esse evento torna-se muito importante para a etapa seguinte, que é
a repetição de sugestões positivas”, esclarece.
Estas foram
acrescentadas ao relaxamento, no momento em que o especialista
teve consciência de que tudo o que foi assimilado na vida o foi
através do aprendizado. Essa mesma percepção foi obtida por
teóricos da Neurolingüística e de diversas teorias comportamentais
contemporâneas, que foram divulgadas a partir dos anos 70. No
entanto, os conhecimentos nesta área já datavam do início do
século passado, ou ainda de alguns séculos antes.
O indivíduo com a auto-estima
recuperada, com o autocontrole desenvolvido e, sobretudo, com o
apoio adequado daqueles que o cercam, possui todas as chances de
sair deste círculo-vicioso que acaba com a vida de muitos jovens
do mundo todo. E a fórmula é simples: paciência, carinho e
acreditar que qualquer ser humano consegue solução para seus
próprios problemas.
Prisão piora transtornos de
personalidade dos presos TP, que atinge mais de
30% dos presos, afeta o clima social de prisões, agravando ainda
mais o quadro psicológico dos apenados.
Em artigo publicado na Revista
Espanhola de Saúde Penitenciária, Arroyo e Ortega, médicos do
Centro Penitenciário de Saragoça, afirmam que os resultados de
pesquisas por eles realizadas “revelam relações estatisticamente
consideráveis entre o diagnóstico de transtornos de personalidade
e indicadores de desajuste de clima social, tais como condutas
interpessoais agressivas ou demanda compulsiva por medicamentos
psicoativos em consultas”.
Segundo os
autores, uma parte grande dos condenados entra em centros
penitenciários devido a comportamentos socialmente inadequados. Em
alguns casos, estes, por sua vez, são manifestações de processos
psicopatológicos. Os pesquisadores alegam que “na prisão, estes
indivíduos se encontram em um ambiente caracterizado por elementos
como: vigilância permanente, falta de intimidade, rotina,
frustrações reiteradas e novos conjuntos de valores que, entre
outras coisas, condicionam relações baseadas na desconfiança e
agressividade”. Eles afirmam ainda que “no melhor dos casos, todos
estes fatores submetem o recluso a uma sobrecarga emocional que
facilitará a aparição de desajustes em sua conduta quando não
favorecerão a manifestação de comportamentos francamente
patológicos, sobretudo se previamente o indivíduo era portador de
uma personalidade desequilibrada, já no momento do ingresso na
instituição penitenciária.”
O
trabalho foi realizado em um centro penitenciário com 14 módulos
independentes, e no momento do estudo contava com 793 internos.Nos resultados,
os autores observaram que 30% dos sujeitos da amostra apresentaram TP
(transtorno de personalidade) como primeiro diagnóstico.
Arroyo e Ortega
também constataram que 100% dos portadores do transtorno de
personalidade eram toxicômanos, e 26,6% dos sujeitos da amostra
apresentavam a demanda característica por psicofármacos, sendo que
destes, 75% foram diagnosticados com TP. O texto também ressalta
que “90,9% dos indivíduos submetidos a sanções disciplinares eram
portadores dos transtornos”.
Para os
especialistas “um dos fatores diferenciais entre a população
penitenciária e não-penitenciária é precisamente sua conduta
ilegal. Parece lógico que como expressão desta conduta, as
personalidades com dificuldades de adaptação sejam maiores entre
os presos. Isso é explicável, entre outras, por duas razões: a
primeira é porque são muito mais frequentes os históricos de
comportamentos inadequados entre os prisioneiros, antes de sua
entrada na prisão, já que essa inadequação está na própria raiz do
delito. A segunda, é que a estadia na prisão os obriga a um
esforço de ajuste permanente e, neste entorno, as capacidades de
adaptação psicossociais do sujeito são postas à prova
continuamente e, muitas vezes, sobrecarregadas”. Para ler o artigo
na íntegra, acesse
Seres humanos são seres emocionais,
e não há nada de errado com isso. Ouvir o nosso corpo e as emoções
que ele manifesta significa ouvir um conselheiro com uma
experiência muito maior do que a razão e a lógica.
Mas não basta
ouvir apenas um lado, uma opinião, temos que ouvir o todo,
equilibrar o emocional com a razão lógica. Essa harmonia gera
resultados positivos, pois, como foi evidenciado por várias
pesquisas médicas sobre o cérebro, temos capacidade de mudar
estados de consciência, hábitos e atitudes indesejáveis.
Ao ouvir o apelo emocional de nosso
corpo, fazemos uso da nossa Competência Emocional, identificada
com algumas habilidades principais, entre elas:
Autoconsciência: conhecimento das
próprias emoções, percebendo como e quando elas acontecem em nossa
vida;
Gestão das emoções: nossa capacidade
de lidar com as emoções de maneira apropriada, sem nos deixar
dominar por elas;
Auto-motivação: poder de ativar as
nossas emoções positivas como impulso à ação.
Empatia: palavra originada do grego
empátheia, que significa “entrar no sentimento”. É o
reconhecimento das emoções dos outros;
Gestão eficaz das relações
interpessoais: habilidade de flexibilizar os próprios
comportamentos e atitudes em relação à percepção de nós mesmos e
dos outros.
Ao focar nesses
quesitos da Competência Emocional, podemos transformar e melhorar
muitos aspectos de nossa vida, como, por exemplo, a comunicação.
Comunicação são
todas as formas expressivas, verbais e não verbais, que permitem
nos colocarmos em contato com nós mesmos, com os outros, construir
relacionamentos, criar respostas, construir uma ponte entre nós e
os outros. Por isso, o primeiro conceito de fundamental
importância no sucesso da comunicação, ligado ao conceito de
inteligência emocional, é a flexibilidade comunicativa, a
capacidade e a intenção do comunicador de entender e se adaptar ao
contexto situacional e ao interlocutor.
As palavras que
falamos a nós mesmos e aos outros, são como sementes, penetram
profundamente e fecundam o cérebro ao criar pensamentos e
convicções. Elas constroem a realidade, cristalizam nossas
emoções, modelam nossas atitudes o que condiciona nossas decisões.
Portanto, é muito importante saber e
estar consciente daquilo que “tornamos comum” e de como fazemos
isso através da nossa linguagem verbal e não verbal. A maneira
com a qual comunicamos reflete o que pensamos e condiciona nosso
comportamento, expressa a idéia que temos de nós mesmos e do
mundo, as nossas dificuldades e as nossas emoções.
Eduardo Shinyashiki
Receita para dormir bem
Café, coca-cola, refeições
pesadas ou exercícios físicos à noite podem atrapalhar uma noite
de sono
Quem já passou uma noite se
revirando na cama em busca do sono perdido sabe que essas horas
custam a passar e que o dia seguinte será longo e cansativo.
Dormir mal é mais comum
do que se pode imaginar. Cerca de um terço da população brasileira
sofre com os distúrbios do sono. Dores de cabeça pela manhã,
sonolência excessiva durante o dia, perda e redução de memória,
dificuldade de concentração, alteração de humor e predisposição a
outras doenças são alguns dos inconvenientes que uma noite mal
dormida pode acarretar.
De acordo com o
especialista em distrúrbios do sono, Prof. Dr. Luis Vicente Franco
Oliveira, os profissionais que trabalham no período da noite são
os mais expostos a essas consequências. “Nosso relógio biológico
está preparado para trabalhar de dia e descansar à noite. Com a
cidade acordada, o barulho e as luzes dificultam o relaxamento
completo e ao longo do tempo esse cansaço acumulado causa danos à
saúde”, explica.
O professor observa que
não havendo um distúrbio comprovado que impeça o paciente de
dormir, alguns cuidados simples podem garantir uma noite tranquila
de sono. “Café, coca-cola e chá mate não devem ser consumidos à
noite. A refeição também deve ser leve e os exercícios físicos não
são recomendados antes de dormir”, aconselha. De acordo com o
professor quando se pratica exercícios físicos, se assiste a um
filme de suspense e ou ingere bebidas alcoólicas, a adrenalina
demora a voltar ao normal impedindo que o organismo relaxe.
Segundo o professor
também não é adequado estudar ou fazer as refeições na cama. “O
quarto tem de ser um lugar silencioso e tranquilo que nos
possibilite descansar. A televisão também costuma ser um problema,
principalmente quando um dos cônjuges tem o hábito de assistir até
altas horas, sem respeitar o sono do companheiro”, adverte.
Mas há pacientes
que sofrem de distúrbios que precisam ser tratados, a exemplo do
Bruxismo do Sono, da Apnéia Obstrutiva do Sono, do Ronco Primário,
da Apnéia Central do Sono, da Respiração de Cheyne Stokes, da
Síndrome da Hipoventilação, entre outros. Nestes casos, o paciente
precisa fazer o diagnóstico numa clínica especializada para ser
encaminhado ao tratamento adequado.
A Universidade Nove de
Julho (UNINOVE) realiza o exame e o acompanhamento gratuitamente,
mas os pacientes precisam passar por uma triagem. O agendamento
deve ser feito pelo tel. (11) 3665-9325.
Como é feito o estudo do sono?
É necessário que o paciente durma
uma noite em um quarto/laboratório totalmente preparado para a
realização da polissonografia, um exame que monitora as ondas
cerebrais, os batimentos cardíacos, a função respiratória, o
movimento dos olhos, da cabeça, dos músculos da face, das pernas e
do corpo.
Laboratório do Sono – UNINOVE
Av. Francisco Matarazo, 612, Água
Branca, São Paulo - segunda a sexta feira - Horário: 9 às 19h
Informações: (11) 3665-9325
Gratuito
As necessidades dos
relacionamentos modernos
A psicóloga Daniela Koteski, da
Neo Saúde, em Curitiba, fala sobre os relacionamentos modernos
para quem está sozinho ou à
procura de alguém
O Dia dos Namorados chegou e deixou
muita gente feliz e outros, nem tanto. Quem está sozinho ou à
procura de alguém acaba se chateando com a data, mas a psicóloga
Daniela Koteski, da Neo Saúde em Curitiba diz que, antes de tudo,
é preciso estar bem consigo mesmo, para estar bem com alguém.
“Tudo depende do que a pessoa procura. Se a mulher, por exemplo,
apenas pretende dar um retoque na auto-estima, ela pode encontrar
alguns homens charmosos e encantadores em um barzinho”, diz a
Daniela. “Não tenho nada contra, se o que a pessoa precisa é
apenas sentir-se bem, novamente viva e desejável, essa pode ser
uma saída, embora não seja a única”, explica a psicóloga.
Quem quer construir uma
vida afetiva em bases mais sólidas, a psicóloga aconselha que o
passeio noturno pode trazer frustrações e decepções. “Basta olhar
em volta e responder a pergunta: quantas mulheres você conhece que
encontraram seus namorados firmes em um bar? Bem poucas”,
acredita.
Para quem quer
compreender mais profundamente o processo de conquista, a
psicóloga diz que é preciso olhar melhor para a natureza animal.
“Podemos observar que em algumas raças e espécies, que o macho
sempre é mais belo que a fêmea. O leão é mais imponente que a
leoa, o esplendor da cauda do pavão é privilégio do macho e assim
por diante”, destaca. Mas por que isso ocorre? “Porque é o macho
que precisa disputar a fêmea”, brinca.
Guardada às
devidas proporções e fazendo uma analogia com o homem e a mulher,
observamos que na espécie humana, já há milênios, a mulher também
se enfeita para o homem e ele valoriza mais sua beleza. “Mas a
beleza feminina funciona como a da flor. Ela atrai, não ataca e
não disputa. Seu objetivo é fazer-se objeto de conquista e não
conquistar”, diz Koteski.
A psicóloga
avalia que para o homem é necessário esse ritual da conquista da
mulher. “Sabe o que acontece quando o homem é privado do prazer da
conquista? Ele se desinteressa rapidamente da parceira. Sua
natureza masculina não encontra espaço para expressar-se naquela
relação”, acredita. E diz mais: “um homem avidamente disputado por
várias mulheres pode até ficar muito envaidecido, mas apaixonado,
jamais”, diz ela.
Para as mulheres
que querem uma relação estável, Daniela diz que é preciso
aprender, antes de mais nada, a valorizar-se. “Se você quer mesmo
ser conquistada, aja como a presa, jamais como o caçador”, ensina.
Koteski acredita
que, ainda hoje, os homens se sentem obrigados a esconder o
sofrimento, a fraqueza, a sensibilidade. Eles acreditam que devem
ter inúmeras parceiras sexuais para serem considerados ‘homens de
verdade’. “Mas para as mulheres ainda há esperança, pois algo está
mudando. Hoje existe uma valorização maior do homem sensível, que
mostra sua subjetividade, que reflete sobre a própria vida”,
entende.
Quanto à
sexualidade, a psicóloga destaca que a maior mudança que percebe
nos últimos anos é a aproximação entre homens e mulheres. “A
mulher conquistou o direito de ter prazer, de não se submeter aos
desejos masculinos, de buscar suas fontes de realização. Essa é a
grande mudança, também, do comportamento masculino”, conclui.