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| Edição de
Maio de 2008 |
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Os
segredos da relação Homem e Mulher
Numa relação amorosa não existe garantias, o que existe são os
riscos inevitáveis dessa viagem de rumo incerto: é poder estar
totalmente aberto para o que vier e aprender a lidar com o
desejo de controlar tudo. Afinal somos aprendizes do amor
Atualmente muitas pessoas vão morar sozinhas para
adquirir independência. Há casais, entretanto, que começam a
morar juntos, para experimentar a vida a dois, antes mesmo de
assumir um compromisso de casamento e, muitas vezes, só pensam
em se casar se tiver amadurecida a idéia de ter um filho. A
duração da relação está diretamente ligada à intensidade e a
profundidade da relação. Quando isso se esvai, a relação
termina, com alegação de incompatibilidade de gênio.
É justamente na busca desta profundidade que muitos
casais caem na própria armadilha. Esperam por uma comunicação
aberta, onde tudo deve ser partilhado com o parceiro, desde os
casos antigos, até casos atuais, não suportam o sentimento de
serem excluídos da intimidade do outro. Quando são traídos,
querem saber os detalhes, apesar da dor do conhecimento, pois
atenua o sentimento de exclusão.
No desejo de transparência doentia, esconde-se o desejo
de controlar o parceiro. A lealdade absoluta, além de cruel, é
grosseira. Em nome da liberdade, onde cada um faz o que
deseja, como se isso fosse possível, o desejo é ilimitado, o
homem está fadado a escolher e, portanto, a lidar com
frustrações. Ao tentar negar isso e erguer a bandeira da
liberdade total, reflete a dificuldade da entrega amorosa,
numa tentativa de fugir da dor da possibilidade de perda.
Acredita-se que num relacionamento amoroso não pode
haver trincas, porque uma pequena falha a relação estará
comprometida. Por isso, para não enfrentar estas dores e
decepções, a pessoa pode optar viver só na paixão, que é
intensa, curta e de pouca profundidade, pois quando o
sentimento de tristeza pedir acolhimento não o encontrará
nesta relação.
A pessoa pode se
isolar, vivendo uma vida de eremita, porque a sociedade de
hoje possibilita que a pessoa possa até trabalhar sem travar
nenhuma relação íntima com alguém. Mas o que é exigido de nós
para termos um bom relacionamento, já que no fundo é isso
mesmo que queremos? Ninguém nasceu para viver sozinho.
Crescemos na interação com o outro. A alma conclama por viver
um amor. Mas logo vem o medo de perder a liberdade: Amar ou
ser livre? Abrir mão de si para o outro entrar?
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Acredito que esta atração se dá de forma totalmente
inconsciente, e que é a sabedoria interna de cada um que elege
o parceiro, num impulso genuíno de evolução. É como se
soubéssemos que aquela pessoa tem algo que nos auxiliará nos
processos evolutivos do nosso ser. E uma das maiores
felicidades do homem é quando ele se reconhece crescendo,
evoluído enquanto pessoa.
É deste impulso que surge a curiosidade inicial de
saber mais sobre o outro. O encanto dos primeiros encontros é
perceber o interesse do outro em ouvir e ser ouvido, em estar
agradando, podendo ser espontâneo e perceptivo.
A gratidão é uma forma de expressão do amor, que reconhece as
gentilezas ao retribuí-las e reforça os laços afetivos.
Algumas pessoas desvalorizam o que recebem, pois confundem
gratidão com fragilidade. Perceber que é nas diferenças
individuais que se pode ampliar a percepção de mundo e
crescer, não querer impor a sua razão, mas compreender a
maneira do outro ser, respeitar e se mostrar realmente
interessado no que o outro faz.
A admiração inicial que se tem por alguém reflete
exatamente o que nos falta, e durante a relação tenderemos e
criticar e a denegrir determinadas atitudes, caso não venhamos
a desenvolvê-las em nós e, para isso, requer auto-conhecimento
de nossas próprias limitações, amorosidade consigo e
tolerância.
Ninguém sabe tudo sobre si mesmo. Portanto, não pode
ter a arrogância de achar que já sabe tudo do outro, pois isso
acaba com o interesse e causa distanciamento. Poder ouvir o
outro com o mesmo interesse inicial fortalece e mantém os
laços afetivos, pois as pessoas mudam, o homem de hoje não é
mais o jovem de ontem. Manter acessa a chama do interesse, da
curiosidade, da admiração é manter o amor em profunda efusão.
Maura de Albanesi |
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comportamento |
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Muitas vezes, não é o que se fala,mas como se
fala...
Não foram
poucas as vezes em que presenciei conversas entre duas ou mais
pessoas onde tudo o que bastaria para um ‘final feliz’ seria
um outro modo de se dizer as coisas... Inclusive comigo mesma,
que sou uma auditiva assumida (todos nós temos uma
predominância entre ser mais ‘auditivo’, mais ‘sinestésico’ ou
mais ‘visual’), sei que diferentes sentimentos e percepções
podem aflorar em mim dependendo da forma como cada verdade me
é dita e, claro (!), com que maturidade eu me disponho a
interpretá-las!
Quanto às verdades – penso que devemos, antes, ponderar sobre
duas questões. A primeira é o quanto estamos, em cada fase do
nosso amadurecimento, preparados para ouvi-las – e isso
significa que algumas vezes é melhor não desejar obter uma
informação com o qual não saberíamos o que fazer. E a segunda
é que precisamos aprender a usar as verdades para crescer e
nos tornar mais confiáveis ao outro e não para arquitetar
acusações deliberadas e inúteis.
Portanto, em vez de distorcer as palavras ou economizar os
sentimentos, o que serviria apenas para aumentar o número de
relações rasas e inconsistentes e colaborar para aprofundar os
buracos internos das pessoas que passam pelas nossas vidas,
creio que esteja na hora de aprendermos a usufruir melhor da
comunicação. |
Note: quando duas pessoas estão em sintonia, desejando a
conciliação e interessadas em realmente se entender,
geralmente falam baixo, próximas uma da outra; porque, afinal,
o objetivo é ficar bem. Entretanto, quando não estão em
sintonia, alteram o tom, aumentam o volume e perdem a noção do
que estão dizendo. E pior do que isso: o que uma diz é, muito
recorrentemente, interpretado equivocadamente pela outra.
Suponho que mais produtivo do que nos escondermos atrás de
omissões ou vender uma imagem que não corresponde com a nossa
essência, seria apostar mais no acolhimento das diferenças, na
percepção dos limites e na coerência entre o que se diz, o que
se sente e o que se faz – tanto em relação a nós mesmos quanto
em relação ao outro.
Por fim, quando a gente fala com o intuito de resolver e
crescer, termina descobrindo que palavras são apenas palavras,
muitas vezes traiçoeiras, mas que as entrelinhas estão sempre
carregadas de desejos, sentimentos, intenções e verdades que
só podem ser ouvidos com o peito aberto. Esta é a idéia: uma
troca íntima entre dois corações... para que todo o resto
possa fazer sentido e valer a pena!
Rosana Braga
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comportamento |
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Crianças com medo, muito medo!
Diante
da situação alarmante e muito explorada pelos meios de
comunicação em que acidentes naturais, catástrofes, escândalos
e violências de toda ordem são anunciados na Tv, rádio, na
imprensa escrita e on line, muitos pais ficam alarmados, pois
percebem que as crianças não estão passando por isso
impunemente, mas apresentam sintomas claros de sofrimento e
angústia. Uma das razões que tem trazido crianças e jovens ao
consultório de psicopedagogia inclusive, é o súbito baixo
aproveitamento escolar, seguido na maioria das vezes de queixas
de ansiedade e medo.
Nos últimos anos, a maneira como as notícias passaram a ser
divulgadas, mudou tanto na forma, quanto na quantidade de
detalhes. Através da internet, é possível receber 24 horas
diárias de noticiosos e dos mais diferentes âmbitos.A cobertura
dos acontecimentos se dá ao vivo, tanto on line como na TV ,
onde se assiste desde festividades,como assaltos, assassinatos,
seqüestros,guerras, catástrofes naturais .Isso sem falar de
assuntos macabros,exploração sexual e sensacionalismo
A inegável competitividade entre os canais de notícias e de
entretenimento, uma certa tendência à repetição e eventual
exagero tanto nas imagens como na descrição dos fatos, resulta
em muito mais que a simples transmissão de notícias.A
interpretação de quem comenta é coisa que as crianças não são
capazes de analisar e discernir do fato apresentado e por isso
percebem tudo como verdade absoluta .
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Crianças
e jovens devem ter o acesso às notícias, aos programas de tv e
sites na Internet sem dúvida alguma, mas sempre com a supervisão
de um adulto, que "filtre", separe a informação dos exageros, as
interpretações tendenciosas e má fé. Informar-se é muito
importante e portanto é atividade imprescindível, mas há uma
enorme diferença entre o que é um fato e qual é a interpretação
desse fato.
A exposição freqüente à violência, pode por exemplo levar à
uma desensibilização de alguns e ao aumento do comportamento
agressivo em outros.
Uma das maneiras mais aconselháveis de inibir o efeito negativo
dessa hiper exposição à violência e às notícias que podem até ser
verdadeiras, mas não são completamente isentas de tendencionismos
é controlar o tempo e o horário de assistir à TV e ficar no
computador ;oferecer sempre a orientação e mediação de um adulto
que assista ao noticiário com a criança, procurar conversar sobre
o assunto com a criança, ouvindo-a e lhe fazendo perguntas
simples para ter certeza sobre o que entendeu e o quanto esta
fantasiando.É importante falar-lhe sobre sua segurança pessoal e
o quanto os cientistas , ambientalistas e a polícia, estão
trabalhando para resolver esses problemas dos quais tanto se fala
hoje em dia.
Mas caso as crianças continuem demonstrando um grande stress
, medo,temores imaginários, pouco apetite,sono muito leve ou
insônia, além de problemas escolares e de relacionamento, é
produtivo procurar um especialista que ajude a criança e oriente a
família.
Maria Irene Maluf |
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Pais já não
bancam mais casamento dos filhos
Foi-se o tempo em que o casal não precisava se preocupar com os
gastos do casamento. Antes, os pais bancavam tudo da festa,
ficando cada família com 50% das despesas. Hoje, com a
independência financeira dos filhos cada vez mais cedo, esta
tradição praticamente acabou.
O próprio convite de casamento comprova que atualmente
quem fica com a conta são os noivos. Antigamente, eram os pais que
apareciam no documento convocando os convidados. Agora, o nome do
casal é que surge no topo do convite.
“Hoje em dia o casal, que geralmente não depende mais
financeiramente dos pais, até prefere mesmo arcar com todas as
despesas porque isso dá mais liberdade de escolha a eles”, diz
Solange Caramel, diretora da Caramel Assessoria de Eventos.
O fim da
tradição também está ligado à mudança nos valores do evento.
“Alguns pais consideram um desperdício fazer uma festa que custe
R$ 50 mil, que é um gasto muito maior do que na época em que eles
casaram, há 20 ou 30 anos.” |
Apesar de, em geral, não bancarem mais o casamento dos
filhos, os pais acabam auxiliando com outros gastos. “Eles
costumam se oferecer para pagar um item do evento, como o buffet
ou a decoração. Já a mãe da noiva quase sempre faz questão de
presentear a filha com o vestido”, explica Solange Caramel.
Muitas vezes os pais também preferem ajudar na compra
do imóvel ou do mobiliário do novo casal. “Por considerarem muito
importante que os filhos comecem a nova vida bem acomodados,
alguns deles se oferecem para ajudar nesse sentido.” |
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Como assegurar à portadora de câncer o direito de
ser mãe?
”Dependendo
do estágio do tumor, elas terão de ser submetidas à quimioterapia
e/ou radioterapia, que podem, em muitos casos, afetar a capacidade
reprodutiva desta paciente”, afirma o médico Joji Ueno,
A incidência do
câncer cresce no Brasil, como em todo o mundo, num ritmo que
acompanha o envelhecimento populacional decorrente do aumento da
expectativa de vida. O aumento da doença é resultado das
transformações globais das últimas décadas, que alteraram a
situação de saúde dos povos devido à urbanização acelerada, novos
modos de vida, novos padrões de consumo.
No Brasil,
segundo estimativas apresentadas pelo INCA, Instituto Nacional do
Câncer, só em 2006, 472 mil novos casos de câncer seriam
registrados entre a população. Os tipos mais incidentes, à exceção
de pele não melanoma, são os de próstata e pulmão no sexo
masculino e mama e colo do útero no sexo feminino. O INCA estimava
o surgimento de 234.570 casos novos para o sexo masculino e
237.480 para sexo feminino. O câncer de pele não melanoma (116 mil
casos novos) é o mais incidente na população brasileira, seguido
pelos tumores de mama feminina (49 mil), próstata (47 mil), pulmão
(27 mil), cólon e reto (25 mil), estômago (23 mil) e colo do útero
(19 mil).
Câncer de
mama
O número de casos novos de câncer de mama esperados para o
Brasil em 2006 era o de 48.930, com um risco estimado de 52
casos a cada 100 mil mulheres. Na região Sudeste, o câncer de
mama é o mais incidente entre as mulheres com um risco estimado
de 71 casos novos por 100 mil. Sem considerar os tumores de pele
não melanoma, este tipo de câncer também é o mais freqüente nas
mulheres das regiões Sul (69/100.000), Centro-Oeste (38/100.000)
e Nordeste (27/100.000). Na região Norte é o segundo tumor mais
incidente (15/100.000).
Fonte:
INCA
Uma das questões
mais delicadas em relação ao tratamento de mulheres jovens com o
diagnóstico de câncer é o comprometimento da
fertilidade.”Dependendo do estágio do tumor, elas terão de ser
submetidas à quimioterapia e/ou radioterapia, que podem, em muitos
casos, afetar a capacidade reprodutiva desta paciente”, afirma o
médico Joji Ueno, especialista em Reprodução Humana. Muitas
pacientes jovens que têm o câncer diagnosticado não abrem mão da
maternidade, mesmo sabendo que há maior chance de reincidência do
câncer no período de cinco anos, se engravidarem. “Por isso, o
tratamento deve ser muito discutido”, defende o médico.
“Os efeitos
esterilizantes dos tratamentos contra o câncer podem resultar
tanto em perda da função uterina normal, como na destruição total
ou parcial da reserva de óvulos no ovário”, explica Joji Ueno,
diretor da Clínica Gera. Por isto, antes das sessões que
quimioterapia e/ou radioterapia, as mulheres portadoras de câncer
interessadas em engravidar recorrem à fertilização in vitro.
As chances de gravidez com este procedimento fixam-se em torno de
30% a 40%.
Câncer do
colo do útero
O número de casos novos de câncer de colo do útero esperados
para o Brasil em 2006 era de 19.260, com um risco estimado de 20
casos a cada 100 mil mulheres. Sem considerar os tumores de pele
não melanoma, o câncer de colo do útero é o mais incidente na
região Norte (22/100.000). Nas regiões Sul (28/100.000),
Centro-Oeste (21/100.000) e Nordeste (17/100.000) representa o
segundo tumor mais incidente. Na região Sudeste é o terceiro
mais freqüente (20/100.000).
Fonte:
INCA
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Para a preservação da
capacidade reprodutiva das pacientes com câncer, uma das
alternativas é o congelamento dos óvulos, pois a infertilidade
causada pelo tratamento da doença pode ser permanente. “O
óvulo pode ser congelado por vários anos. Depois da cura do
câncer, a fertilização será feita com o esperma do homem que será
o pai”, diz o médico.
A
técnica, porém, ainda apresenta poucos resultados positivos no
mundo. “As condições para gravidez com óvulos congelados,
atualmente, atingem 20%”, afirma Joji Ueno.
Outra opção
terapêutica é o congelamento de pré-embriões.
“O congelamento de pré-embriões sempre gerou uma discussão social
muito fervorosa, principalmente devido a questões éticas e
religiosas. O embrião também pode se manter congelado por um tempo
indefinido, mas muitas religiões consideram que a vida se inicia
no momento da concepção. O embrião, portanto, é tratado como um
ser vivo, e seu eventual descarte pode ser considerado uma
conduta anti-ética”, explica Joji Ueno,
coordenador do curso de
pós-graduação, Especialização em Medicina Reprodutiva, ministrado
pelo Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio Libanês, em
São Paulo.
Uma
outra dificuldade do congelamento de pré-embriões é que, se a
mulher quiser implantá-los, terá de pedir autorização ao pai, ou
seja, ao parceiro que fecundou o óvulo.
A Resolução CFM Nº 1.358/92 estabelece as normas
e limites para a reprodução assistida no País:
V -
CRIOPRESERVAÇÃO DE GAMETAS OU PRÉ-EMBRIÕES
1 - As clínicas, centros ou serviços podem criopreservar
espermatozóides, óvulos e pré-embriões.
2 - O número total de pré-embriões produzidos em laboratório
será comunicado aos pacientes, para que se decida quantos
pré-embriões serão transferidos a fresco, devendo o excedente
ser criopreservado, não podendo ser descartado ou destruído.
3 - No momento da criopreservação, os cônjuges ou companheiros
devem expressar sua vontade, por escrito, quanto ao destino que
será dado aos pré-embriões criopreservados, em caso de divórcio,
doenças graves ou de falecimento de um deles ou de ambos, e
quando desejam doá-los.
Por fim, há
também a possibilidade de fazer o congelamento de fragmentos do
ovário, que posteriormente, podem ser transplantados novamente
para a paciente ou submetidos a uma técnica laboratorial de
amadurecimento in vitro. Ao se submeter à quimioterapia
ou/e à radioterapia, os folículos dos ovários da paciente
portadora de câncer serão destruídos e não se recomporão mais.
“Por isso, o especialista em Reprodução Humana faz a retirada de
uma parte superficial destes órgãos, antes da mulher se submeter a
estes tratamentos. Esses fragmentos podem ser reimplantados mais
tarde, em seu organismo, e a mulher passará a ovular normalmente
de novo”, explica o médico. “Poderão se beneficiar do congelamento
de fragmentos do ovário mulheres com câncer de mama, de colo de
útero, e ainda, leucemia, linfoma e sarcomas”, afirma Joji Ueno.
Esta técnica é empregada no Brasil em fase de pesquisa, os médicos
ainda buscam a obtenção de uma gestação com nascimento.
Joji Ueno
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Abuso sexual e a influência
familiar podem causar transtornos psicológicos, entre eles, a
Anorexia Nervosa e a Bulimia
Desde 1992, estudiosos levantam as
possíveis causas dos distúrbios alimentares e psicológicos, como a
Bulimia e Anorexia Nervosa.
Segundo a professora e psicóloga,
Maria Cristina Dotto, diretora do Instituto de Neurociência e
Comportamento de São Paulo, que analisou as teorias publicadas sobre
o assunto, não é simplesmente uma das teorias explicativas que
fundamenta a causa desses distúrbios. A interação de variáveis
psicológicas e sociais, também podem explicar as causas do distúrbio
de cada pessoa, somada a sua história de aprendizagem e as
contingências as quais foi exposta.
Existe uma
relação entre vítimas de stress pós-traumático e bulimia / anorexia.
Os teóricos incluem nesta categoria não apenas abuso sexual, mas
também vítimas de crimes violentos como seqüestro relâmpago,
levantando a hipótese de que as experiências traumáticas podem
contribuir para o desenvolvimento e manutenção da bulimia ou
anorexia.
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O abuso
sexual não é um fator de risco isolado e específico apenas para a
bulimia ou anorexia, pois pode estar associado a vários tipos de
distúrbios como a depressão, ansiedade, abuso de substâncias e
outras desordens psiquiátricas. 67% do grupo dos bulímicos
descreveram seu ambiente como caótico, conflituoso, restritivo e
inexpressível. As famílias bulímicas são descritas como mais
confusas, desorientadas, com dificuldade de comunicação, tendo a
presença de hostilidade e a ausência de coesão.
A auto-estima
rebaixada, um dos principais fatores envolvidos no desenvolvimento
dos transtornos alimentares, é muitas vezes causada por condições
familiares desvantajosas, incluindo ambiente familiar conflituoso ou
o caso de pais com dependência alcoólica.
Como as mães
servem de modelo para seus filhos, dietas ou ausência de padrões
alimentares podem influenciar para que seus descendentes venham a
contrair qualquer um dos distúrbios alimentares, seja anorexia ou
Bulimia. Estudos realizados por Hodes e Grange (1992), mostram o
impacto de mães bulímicas sobre seus filhos, estas muitas vezes se
sentem culpadas e críticas em relação à própria prole,
principalmente no que se refere à alimentação.
A
profissional conclui que todas as teorias estudadas, somando-se aos
casos práticos durante o tratamento de seus pacientes, levam para o
caminho que a influência familiar e o abuso sexual (ou experiências
sexuais negativas) podem levar a esses distúrbios alimentares. ”A
influência familiar e abuso sexual, físico são, sem dúvida, fatores
importantes para a compreensão da dimensão dos transtornos
alimentares. A presença de violência seja ela física ou psicológica
e a aprendizagem errada de comportamentos de dieta, podem ser
consideradas fatores relacionados a estes transtornos.”, diz.
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Doenças psicossomáticas são
características da vida moderna
Somente cuidando da mente é
possível ter condições de manter a saúde
Doenças psicossomáticas são as que
têm um componente psíquico em sua origem. É uma manifestação
orgânica, mas provocada por problemas emocionais, como a tensão
nervosa e a depressão, entre outros.
Entretanto,
alguns ainda guardam a idéia errônea de que são pura simulação, ou
que se trate de hipocondria, ou seja, mania de doença. Nada disso.
A cada dia surgem mais evidências de que corpo e alma estão tão
estreitamente ligados, de que aquilo que afeta um, acaba afetando,
também, o outro. Por exemplo: quando se somatiza, o corpo coloca
para fora as emoções, por meio de um resfriado, diarréia, herpes,
enxaqueca ou, na maioria dos casos, por meio de gestos, mímicas,
contraturas, calor, tremor, dores de barriga, sustos, travamento
dos dentes etc. Enfim, mediante tantas e tantas demonstrações
físicas.
De acordo
com Jose Moromizato, médico que hoje é considerado um dos grandes
incentivadores da medicina psicossomática, o corpo reflete o que
as pessoas pensam e sentem. ”Quando reprimimos nossas emoções,
elas vão se acumulando até o ponto que nos machucam profundamente.
Só que a represa cheia extravasa por algum lado, e explode em
algum órgão mais sensível. Exigimos tanto do organismo, que num
determinado momento, ele pede socorro. Se não observarmos os
sintomas internos, eles podem agravar-se e nos afastar do
trabalho, da família, dos amigos e até mesmo das pessoas que mais
amamos”.
A conclusão
da incidência das doenças psicossomáticas no organismo surgiu a
partir do acompanhamento da evolução do quadro clínico dos
pacientes. Moromizato notou que, muitas vezes, as moléstias
sanadas nas salas de cirurgia, como úlceras, por exemplo, voltavam
a incomodar os pacientes, passado algum tempo. Os diálogos
travados ao longo dos anos reforçaram a suspeita do médico de que
a origem dessas doenças é emocional-mental.
“Desde a
fase intra-uterina, todos os eventos são processados pela mente.
Os fatos são interpretados pelo consciente como positivos ou
negativos e memorizados pelo inconsciente. O problema é que a
maior parte das notícias é ruim, o que vai aumentando a carga
negativa. A sobrecarga faz a pessoa ficar nervosa, agressiva, e
até adoecer”, alerta o especialista, ponderando que também podem
existir outras causas que determinam estas doenças. “Mas, de
acordo com os meus estudos, e com base em análises científicas,
afirmo que entre 80 e 90 % de tudo o que ocorre no nosso corpo e
no nosso comportamento é em conseqüência dos fatos negativos que
ficam gravados em nosso inconsciente”.
Para
Moromizato, o acúmulo de informações negativas pode gerar quatro
situações: choro, nervosismo ou agressividade, dependência de
substâncias ou doenças:
1. Depressão: a pessoa está
constantemente angustiada e triste. Tem que chorar bastante para
se sentir aliviada, mas o choro não adianta, porque a gravação do
evento desagradável na memória não se apaga por si só.
2. Agressividade: o indivíduo
torna-se intolerante e agressivo. Pode, também, ficar tenso,
nervoso, eternamente insatisfeito.
Doença: a pessoa pode somatizar,
criando moléstias no corpo.
- No aparelho circulatório, o
infarto e a pressão alta.
- No aparelho respiratório, a
bronquite e a asma.
- No aparelho digestivo, a gastrite,
a colite e a úlcera.
- No aparelho endócrino, pode
ocorrer propensão para ganhar peso.
- No aparelho genital, a impotência
ou a frigidez.
- No aparelho locomotor, a dor na
coluna ou no corpo de modo geral.
Dependência: o indivíduo busca
alívio no álcool, nas drogas e nos medicamentos. Essas substâncias
bloqueiam o consciente, causando melhora temporária, visto que o
indivíduo se esquece do problema. Contudo, com o fim do efeito, e
a volta da lembrança, a pessoa fica novamente deprimida e não raro
recorre de novo à droga, dando início a um ciclo vicioso.
Para
ajudar os pacientes a lidar de forma mais saudável com os desafios
da vida contemporânea, o médico desenvolveu uma técnica baseada no
relaxamento autógeno, personalizado, que permite chegar à origem
do problema e saná-lo de vez, melhorando assim a saúde e, por
conseqüência, a vida. “Uma pessoa tensa está constantemente
insatisfeita, vive tensa, dorme tensa, levanta cansada, até parece
que não dormiu à noite. Se a pessoa está assim, precisa aprender a
relaxar, bem como a solucionar os problemas negativos que estão
gravados no inconsciente. Isso permite que a pessoa se sinta bem
consigo, passando a viver, e não somente a existir”. |
Cortar o
mal pela raíz não é difícil. O tratamento prescrito pelo médico
inclui sessões de técnicas de relaxamento e reprogramação mental,
com o objetivo de apoiar o paciente durante as crises e auxiliá-lo
a adotar uma forma mais positiva de ver o mundo.
O método já
foi testado com sucesso por mais de 5 mil pacientes que tiveram as
suas vidas melhoradas. Um deles foi a administradora de empresas
M.E.V., de 41 anos. “O que me fez procurar o Dr. José Moromizato
foi a depressão. Eu estava passando por problemas emocionais, que
me abalavam em todos os sentidos. Estava desanimada, com a
auto-estima atingida, sem pique pra nada. Certo dia, ao desabafar
com minha mãe, fui orientada a procurar ajuda de um profissional
competente. Ela já conhecia o trabalho do médico, pois havia se
tratado com ele, com sucesso. Meu irmão mais velho também se
tratou, com êxito, com Moromizato pois, aos 19 anos, sentia-se
desajustado e revoltado”.
Em suas
primeiras sessões, a administradora chorava, não conseguia relaxar
muito bem. “Aos poucos, isso foi mudando e fui conseguindo
aproveitar melhor o tratamento. O resultado não foi imediato, mas,
quando surgiu, senti que minha vida realmente havia mudado. Foi,
literalmente, de dentro pra fora. Hoje me sinto confiante, capaz.
Eu tinha problemas de relacionamento com minha mãe, vivia em
pé-de-guerra com ela e atualmente eu a respeito, compreendo e amo
muito”.
M. E. conta que já havia tentado
outras alternativas. “Fiz terapia por 10 anos, mas não surtiu o
efeito do relaxamento autógeno. Em poucos meses senti muita
melhora, que persistiu com o tempo. É como se aprendêssemos a
viver melhor, a encarar a vida de uma forma mais tranqüila. É como
se consertássemos o que estava torto...”, define.
Outro
profissional que passou por problema semelhante foi o cirurgião
M.B., 41 anos. “Sou tranqüilo, introspectivo, generoso com as
pessoas e situações que merecem, mas não sou de guardar rancores.
A depressão veio sem aviso. Certo dia eu estava com minha esposa –
éramos noivos – e comecei a chorar com intensidade num quarto de
um hotel, onde estávamos hospedados para passar um final de
semana. Na época, eu estava trabalhando muito para pagar o
apartamento que tínhamos adquirido, enfrentava muitos plantões em
hospitais e estava em conflito com minha entidade de classe. Acho
que tudo isso acabou explodindo de uma vez e a depressão
instalou-se”.
O médico
não teve reação porque não tinha força para lutar contra a doença.
“Eu queria sair daquela situação, mas não encontrava um caminho. A
depressão deixa a gente patinando, parecendo que não sai do lugar,
envolto em pensamentos negativos. Naquela fase eu apenas vivia um
dia após o outro”.
O cirurgião não podia recorrer aos
antidepressivos orais, que davam sono, devido à função que
exercia. “O desafio maior foi vencer, pois havia altos e baixos
enquanto o tempo passava. Mas cada um tem o seu tempo para a cura.
O importante é que eu sabia que um dia ela iria chegar”.
Hoje M.B. é
um novo homem. “Levo uma vida típica de marido e pai dedicado, de
classe média, ou seja, trabalho muito para manter o lar. Acima de
tudo, sou muito feliz com a minha família. Sou casado há 10 anos e
temos dois filhos, uma menina de 9 anos e um menino de 2 anos.
Minha esposa apoiou a terapia e, sem dúvida, a parceira que apóia
o companheiro até o fim do tratamento demonstra que realmente o
ama. A sensação de vitória é plena. Depois de vencer a depressão,
você se torna uma pessoa melhor, fica mais forte emocionalmente,
aprende a administrar os problemas pessoais e financeiros”.
O cirurgião
reconhece que a vida não é um mar de rosas. “Isso não significa
que você vai vencer sempre. Certamente haverá vitórias que trarão
muitas alegrias e derrotas, com suas inevitáveis tristezas. Só que
após o relaxamento, ocorre uma grande diferença: você aprende a se
levantar nos insucessos, a chacoalhar a poeira e ir em frente com
determinação, confiança e força de espírito inquebrantáveis”.
O
tratamento do doutor Moromizato consiste em 20 sessões, que devem,
preferencialmente, ser feitas todos os dias. Se necessário,
segue-se um programa de manutenção, quando o paciente vai à
clínica com menor freqüência, até a sua alta.
Fonte: Jose Moromizato
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Mude os hábitos e conquiste uma
vida melhor
Pare um minuto para responder as
seguintes perguntas: quanto tempo você tem dedicado às pessoas
mais importantes de sua vida? Como anda sua saúde? O que você tem
feito para melhorá-la? O que você gostaria muito de fazer, embora
lhe falte tempo? Que atividade de lazer gostaria de adicionar a
sua vida? O que impede você de realizá-la hoje? O trabalho lhe
proporciona meios de alcançar seus objetivos individuais? Qual é o
preço disso em sua vida pessoal? Se tivesse 80 anos de idade, você
se arrependeria de sua situação atual? O que mudaria? De quanto
tempo dispõe para você mesmo ou para fazer as coisas de que
realmente gosta?
Se você não
gostou muito de suas respostas e se algumas perguntas provocaram
em você um certo desconforto, inquietação ou até mesmo tristeza,
vale a pena rever atitudes e mudar.
A vida
passa muito rápida e acabamos perdendo tempo com coisas
circunstanciais, deixando de lado aquelas que são importantes de
verdade. Além disso, as urgências que aparecem no dia, no trabalho
ou em casa, fazem com que as pessoas percam o tempo precioso que
poderia ser “gasto” em momentos de felicidade ao lado das pessoas
que amam.
Fiz uma
pesquisa com mais de quatro mil brasileiros, via internet, e
descobri que eles se dedicam apenas 30% do seu tempo às coisas
importantes da vida e acabam se perdendo entre as urgências.
A maioria
dos respondentes eram homens, e a divisão do tempo entre sexos se
mostra diferente uma vez que, em relação às urgências, os homens
gastam 36% de tempo enquanto as mulheres gastam 42%.
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De acordo
com a pesquisa, as muitas horas dedicadas ao trabalho é que são
responsáveis pela sensação de falta de tempo. Isso ocorre porque
os profissionais se perdem com os "vilões de tempo", ou seja, com
a falta de um planejamento para cumprir suas atividades, com o mau
uso da internet e do e-mail, reuniões improdutivas, entre outros
fatores batidos e difíceis de se livrar.
Nesse
contexto, pior para as mulheres que, inclusive, ganharam um estudo
específico que mostrou que muitas estão adoecendo com a falta de
tempo e vivendo de maneira infeliz. Isso porque, a necessidade da
saída da mulher para o mercado de trabalho a fez ter que viver
vários papéis ao mesmo tempo. Elas são mães, esposas, mulheres,
namoradas, profissionais e donas de negócios. A necessidade
feminina de mostrar capacidade no campo profissional, muitas
vezes, faz com que elas procurem ser “super-mulheres”, o que é
praticamente impossível e isso gera frustração.
Mas é
possível mudar essa história com mais planejamento, usando de
maneira regrada a internet e os e-mails. Estes, na verdade, são
apenas alguns dos passos. Mas é preciso disposição, pois gestão de
tempo é sinônimo de mudança de comportamento. Contudo, mudar ações
que repetimos durante toda a vida não é tarefa fácil, mas às vezes
é a melhor alternativa para conquistar a felicidade e satisfação.
Christian Barbosa
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Mudanças simples garantem melhor
qualidade de vida para a terceira idade
Nutricionista alerta para
cuidados na alimentação e dá dicas para uma vida mais saudável
Seguindo o mesmo processo de aumento
da expectativa de vida dos países desenvolvidos, como os europeus,
a sociedade brasileira está envelhecendo e a média de vida do
brasileiro ultrapassa 70 anos. Hoje, no Brasil, há 18 milhões de
idosos, o que corresponde a pouco mais de 10% do total da
população. Estima-se que, em 2025, essa porcentagem corresponda a
14%.
O
envelhecimento traz consigo a preocupação com uma melhor qualidade
de vida, já que transformações metabólicas, psicológicas e
limitações físicas começam a ocorrer com o avanço da idade. Hoje
em dia existem vários programas para a terceira idade, clubes,
bailes, recreação, criados especialmente para atender a esse
público. A tecnologia e o avanço da medicina também colaboram para
oferecer uma melhor qualidade de vida aos idosos. Porém, pequenas
mudanças, no dia-a-dia do idoso, podem prevenir algumas doenças e
garantir uma vida mais saudável para a terceira idade.
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Segundo a
especialista em nutrição clínica, Teresina Mendes dos Santos, o
cuidado com a nutrição é primordial nessa fase de vida. Os idosos
pertencem ao grupo nutricional de risco, devido a mudanças
metabólicas e de hábitos de vida. “Ao envelhecer, não sentimos
mais os sabores suaves, pois o paladar não é mais o mesmo de
quando se tinha 20 ou 30 anos, já que as papilas gustativas também
envelheceram”, explica a nutricionista, lembrando que geralmente
os idosos preferem alimentos com sabores fortes, condimentados,
com muito sal e açúcar, o que não é saudável e pode aumentar o
risco de doenças como diabetes e hipertensão, mais comuns nessa
fase da vida.
Outro problema
que pode gerar hábitos alimentares negativos é a perda dos dentes
ou o aparecimento de problemas na gengiva. A especialista afirma
que esses problemas fazem com que os idosos evitem comer frutas,
alimentos crus e carnes, fontes de nutrientes essenciais ao
organismo. “Outro erro cometido pelos mais velhos é excluir da
dieta o leite e seus derivados, o que pode causar franqueza óssea
e causar osteoporose”, alerta.
Embora não
exista uma única dieta para idosos, pois as necessidades variam
muito de uma pessoa para outra, algumas regras valem para todos.
“Além do consumo reduzido de alimentos calóricos, os idosos
precisam somar a sua dieta alimentos altamente nutritivos”, ensina
a nutricionista.
Os idosos
devem restringir o consumo de alimentos gordurosos, como frituras,
evitarem doces, e privilegiar alimentos nutricionalmente saudáveis
de diferentes grupos nutricionais, além de beber muita água. “A
maioria dos idosos não sentem muita sede, por isso esquecem de
beber água e ficam desidratados”, finaliza a especialista.
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Morar
sozinho:
ter liberdade
custa caro!
"Bamboccione",
segundo o dicionário italiano, é um meninão gordo e sadio, muito
ligado aos pais. Pode significar, também, aquele filho que insiste
em morar na casa dos pais mesmo não sendo mais um meninão e sim um
tiozão! Na Itália, esses “jovens” estão recebendo um incentivo de
200 euros mensais como auxílio no pagamento do aluguel (em torno
de R$ 600) para cortar o cordão umbilical, sair da casa de suas
famílias e passar a morar sozinhos.
No
Brasil, não existe esse auxílio e morar sozinho custa caro. Se o
jovem morar em uma república de uma cidade do interior, trabalhar
perto do emprego, tiver almoço subsidiado pela empresa e cesta
básica talvez consiga sobreviver com 1 salário mínimo. Mas, nas
grandes cidades, um valor mínimo de referência seria de R$ 800.
Mesmo assim, será preciso economizar para esticar o seu salário e
conseguir pagar todas as despesas de ter a sua própria casa. Veja
as dicas de como economizar morando sozinho:
1)
Alimentação:
no supermercado, compre pequenas quantidades e sempre o que
estiver mais fresco (consulte sempre o prazo de validade do
produto). Opte por porções menores como, pacotes de pão de fôrma
pequenos. E aprenda a cozinhar. Você comerá melhor e economizará!
2)
Desperdício:
crie um cardápio semanal e compre apenas o necessário e aprenda a
congelar alimentos. Prefira refrigerante em lata em vez das
garrafas de 2 litros. Escolha pizzarias que forneçam pizzas de 4
pedaços. E não tenha vergonha de comprar somente um bife ou uma
coxa de frango.
3) Aluguel:
para alugar um imóvel com a intervenção de uma imobiliária, é
solicitado um fiador. O fiador deve ser proprietário de um imóvel
e serve como garantia para a imobiliária. Se não conseguir um
fiador (ele deve morar na mesma cidade do imóvel a ser alugado),
negocia-se o pagamento de um valor equivalente a um número
determinado de aluguéis adiantados. No contrato, o prazo para
locação é sempre de 30 meses. Mas você pode pedir para incluir uma
cláusula que dá o direito, tanto para você quanto para o
proprietário, de rescisão contratual após o 12º mês de locação. |

mais seguro.
Apartamento sofisticado ou simples? Analise bem o seu perfil. Se
você adora ficar em casa nos fins de semana e deseja convidar os
amigos para um churrasco, vale a pena escolher um condomínio com
opções de lazer e pagar a mais por isso. Agora, se você apenas
“passa” pelo seu apartamento nos intervalos entre o trabalho e as
baladas, opte por um prédio simples. Aliás, a localização é
fundamental por conta da economia que se pode fazer se morar perto
do trabalho.
5) Escolhas:
Faça um bom planejamento de suas receitas e despesas! Pense sempre
nas escolhas que terá que fazer para ter dinheiro até o final do
mês. Por exemplo, se gastar muito dinheiro com roupas, poderá não
ter o suficiente para sair no final de semana. Se resolver jantar
fora com muita freqüência, poderá não ter dinheiro para fazer o
supermercado. E assim por diante.
6) Limpeza:
saudades do seu quarto e banheiro limpos pela faxineira? Agora é
só você! Utilize materiais de limpeza que ajam rapidamente e que
sejam multiuso. Quando a bagunça sair do controle, contrate uma
diarista para auxiliá-lo.
7) Reserva
financeira:
tenha sempre uma reserva financeira para eventualidades como ter
que consertar algum problema de vazamento no banheiro ou ter que
chamar um eletricista para resolver qualquer problema elétrico no
seu apartamento. É mais barato emprestar para si mesmo do que
pedir um empréstimo no banco.
Prof. PhD Marcos Crivelaro*
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Cigarro e mulheres: relação
perigosa em qualquer fase da vida
Mas já existem tratamentos que
aumentam as chances de sucesso na cessação do tabagismo

Já faz tempo que fumar deixou de ser
sinônimo de
prestígio e requinte para a
sociedade. Inúmeros estudos comprovam, dia após dia, os males que
o cigarro traz à saúde. Vão de problemas respiratórios ao câncer,
doenças cardiovasculares e morte. Sabe-se, contudo, o quão difícil
é largar o vício, principalmente devido ao efeito de dependência
causado pela nicotina – um dos componentes do cigarro.
Nocivo para
homens e mulheres, o ato de fumar ainda é mais prejudicial ao sexo
feminino, e isso em todas as fases da vida: seja para aquelas que
tomam pílula anticoncepcional, para as que pretendem engravidar ou
àquelas perto da menopausa.
“Homens e
mulheres têm comportamentos diferentes quando o assunto é
cigarro”, explica a cardiologista Jaqueline Scholz Issa, diretora
do Programa de Tratamento do Tabagismo do Incor (Instituto do
Coração) de São Paulo. Pesquisas indicam que mulheres fumantes
apresentam quase o dobro de ansiedade e depressão comparativamente
aos homens tabagistas. “Muitas mulheres descontam a ausência do
cigarro na maior ingestão de alimentos e engordam. Essa
substituição pode aumentar os níveis de colesterol, pressão
arterial e glicemia, conhecidos fatores de risco para as doenças
cardiovasculares”, alerta a médica.
Segundo a
Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se 5,4 milhões de
óbitos ao ano relacionados ao fumo e até 2030 o tabaco será
responsável pela morte de 8 milhões de pessoas. No caso das
mulheres, dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) revelam que
40% delas com menos de 65 anos morrem em decorrência do tabagismo.
“Além de
aumentar o risco de desenvolver doenças em pulmões, mamas e vias
urinárias, as fumantes que fazem uso de contraceptivos hormonais
apresentam maior risco de sofrer hipertensão e ter problemas
cardiovasculares”, adverte o ginecologista Vicente Bagnoli, da
Faculdade de Medicina da Universidade São Paulo (FMUSP).
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Segundo o
médico, os componentes do cigarro interferem na coagulação do
sangue e causam alterações nos vasos sanguíneos, elevando a
pressão arterial e aumentando o risco de infarto e acidente
vascular cerebral (derrame). Esses efeitos do tabaco são
aumentados nas usuárias de pílulas anticoncepcionais, já que elas
são fator de risco adicional para os eventos cardiovasculares.
Para a
mulher com planos de engravidar, o maior presente que ela pode dar
ao filho e a ela mesma é abandonar o tabagismo antes. As fumantes
apresentam maior índice de infertilidade em relação às que não
fumam. Os componentes do cigarro têm ação direta na produção de
hormônios dos ovários, interferindo na ovulação.
A gestante
tabagista também corre mais riscos de saúde durante a gravidez do
que as não-fumantes. “Estão mais sujeitas a hipertensão, trombose,
complicações cardíacas e maior morbidade e mortalidade”, alerta o
médico. Já os bebês de mães fumantes sofrem de baixo peso, óbito
ainda dentro do útero e parto prematuro.
Menopausa precoce
Tema assustador para algumas
mulheres, a menopausa normalmente ocorre após os 40 anos. Contudo,
o cigarro é capaz de antecipar a falência na produção dos
hormônios sexuais, o que causa complicações graves na fase
pós-menopausa. Entre elas estão aumento da perda óssea – podendo
levar a osteoporose com quadro de dor e fraturas –, maior risco de
doenças cardiovasculares e dislipidemias (níveis elevados de
colesterol no sangue) e, conseqüentemente, óbito prematuro.
Segundo
Bagnoli, o mecanismo que leva à menopausa prematura é semelhante
ao da infertilidade, com atuação negativa nos ovários e no sistema
nervoso central. “Além disso, mulheres com menopausa precoce
apresentam maiores riscos de trombose, insuficiência cardíaca e
acidente vascular cerebral, que comprometerão o bem-estar e a
qualidade de vida.”
Eu quero parar
Felizmente, pesquisas apontam que
dos cerca de 23 milhões de fumantes brasileiros, 80% afirma querer
largar o hábito do tabagismo. Entretanto, querer largar o cigarro
exige força de vontade, além da ajuda de um médico, que facilita
muito a trajetória até o sucesso. Além do comprometimento do
fumante, é preciso entender que tabagismo é uma doença como
qualquer outra.
Há centros
de tratamento de tabagismo espalhados por todo o País. Na falta de
encontrar um próximo da sua residência, o fumante deve buscar
ajuda de um profissional. Mais informações sobre como parar de
fumar podem ser obtidas no site
www.euqueroparar.com.br; uma campanha do laboratório Pfizer
para ajudar o fumante a largar o cigarro e transmitir informações
de como fazê-lo: procurar um médico é o primeiro passo.
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Pisicólogo Alexandre Bez dá dicas
de como identificar e afastar falsas amizades
Especialista em relacionamentos, Bez
ensina como identificar falsas amizades no dia-a-dia e alerta que
pessoas invejosas podem possuir tom de pele amarelado.
Quem nunca passou por uma decepção
ou tem alguma história para contar quando o assunto é falsas
amizades? De acordo com o psicólogo Alexandre Bez, especializado
em relacionamento, ansiedade e síndrome do pânico, o falso amigo
pode estar em qualquer lugar e se aproximar de determinada pessoa
por ela possuir algo que lhe desperte desejo, como um objeto de
valor, um imóvel, um bom emprego ou até mesmo a pessoa com quem
você se relaciona.
Você poder
estar se perguntando: O falso amigo também é alguém invejoso? O
profissional explica que o que norteia uma falsa amizade é a
inveja. As falsas amizades não escolhem nível social e muito menos
sexo. Mas pode-ser afirmar, baseado em pesquisas, que os homens
despertam mais interesse em criar falsas amizades. “Os homens são
mais suscetíveis a criar essas amizades devido à personalidade,
caráter e moral. As mulheres são mais competitivas e fortes
emocionalmente, por esse motivo batalham mais para alcançar seus
objetivos”.
A faixa
etária de um invejoso em potencial está entre os 16 e os 35 anos.
“Nessa idade, a pessoa está crescendo e iniciando desenvolvimento
de sua personalidade, ao mesmo tempo deixando de lado sua
inocência” explica o médico. Ela passa a querer fazer parte de
algum grupo, por isso acredita que pode atrair amigos a partir do
que possui. Diferentemente das crianças, o adulto após os 30 ou 35
inicia o envelhecimento e abandona certos dogmas, além da mudança
nos focos de interesses.
A amizade é
algo tão importante para o crescimento do ser humano que ela chega
a ser responsável pelo crescimento ou regressão de uma pessoa. Ao
lado de pessoas que querem nosso bem, acontece naturalmente um
crescimento mútuo entre elas, um tende a ajudar o outro. O que não
ocorre em falsas amizades, como entre usuários de entorpecentes.
Apenas 1% dos dependentes de drogas iniciam o uso por vontade
própria, nos outros casos são convencidos por falsos amigos a
experimentar algum tipo de droga.
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Outro ponto que gera bastante discussão é a possível amizade entre
homem e mulher. Segundo o médico, a amizade entre o sexo oposto
existe e é extremamente saudável, desde que ambas as partes não
tenham intenções sexuais.
Para não
ser enganado por um “invejoso”, ou seja, um falso amigo, vale a
pena ficar de olho nas atitudes e nos rastros deixados por ele.
Observe seu amigo quando ele compartilha com você momentos de
vitória e conquista. Geralmente o olhar misterioso e discreto vem
acompanhado de um sorriso de quem não gostou. “Um amigo falso
sente-se na obrigação de cumprimentá-lo e fará com um rápido
aperto de mão” diz o psicólogo.
Outra
dúvida muito comum é saber se o colega de trabalho é realmente seu
amigo e quando ele deixa de ser colega para ser amigo. A partir do
momento que são compartilhados intimidades e segredos, o
coleguismo é substituído pelo laço de amizade. Se você possui
dúvidas diante de um colega de trabalho, o psicólogo ensina a
fazer pequenos testes para verificar se ele é confiável ou não.
Para testar seu colega, experimente contar um segredo a ele. Se o
assunto não se espalhar pelo escritório nos próximos dias, já é um
sinal de que ele pode ser seu amigo verdadeiro.
Para não
cair no golpe de falso amigo, o psicólogo dá dicas de como
identificar ações que podem apontar se o amigo é verdadeiro ou
não.
O corpo fala – verifique se “o
amigo” se aproximou de você depois que comprou algo, como um
carro, por exemplo.
Ligações demasiadas também indicam
interesse momentâneo em algo
O tom de pele de um amigo invejoso
tende a ser mais para a cor amarelada, pois conforme estudos
realizados, a pessoa invejosa não controla sua produção de bile.
Essa dica não vale para pessoas de origem oriental.
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Desacelere:
Está com pressa? Vai aonde?
Andamos com
pressa, falamos com pressa, vivemos com pressa.
Pressa de quê? Para quê?
Estamos fazendo uma coisa já pensando na próxima, numa
conversa "ouvimos" o outro elaborando o que vamos falar, dormimos
na perspectiva do dia seguinte e assim vai.
Não estamos presentes em quase nada do que fazemos, ouvimos,
vivemos... É uma ansiedade constante criada justamente pela
dificuldade em parar, estar no momento presente, aceitar e
compreender que no aqui e agora a única coisa que podemos fazer é
viver o que este precioso momento nos oferece.
Quando vivemos o presente nos sentimos plenos, em paz, uma
sensação de dever cumprido.
A ausência do momento presente é sinônimo de vazio e traz
junto ansiedade e muitas vezes angústia constantes. Está sempre
faltando alguma coisa. É uma corrida incessante. Que vai levar
aonde? Para quê correr tanto? Qual vai ser o final disso?
O presente é sempre agora. Se não mudarmos nossos hábitos,
posturas, pensamentos hoje, não podemos nos iludir, amanhã
estaremos iguais ou pior.
A vida é o que acontece quando estamos presentes. É no
cotidiano, olhando com os olhos de ver, ouvindo com os ouvidos de
escutar, tocando com os sentidos apurados, que realizamos a nossa
vida.
Cada vez que estamos fisicamente aqui mas mentalmente e
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