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 Edição de Setembro de 2009


Cuidado com a curiosidade mórbida

 

 

 

 

O que é isto que tanto atrai o ser humano em direção ao grotesco? Por que gostamos tanto de comentar detalhes sórdidos de crimes violentos? Que estranha curiosidade é esta que se esconde em nossas mentes e que é explorada diariamente pelos meios de comunicação? Esta exploração é inofensiva para este ser ou lhe causa algum prejuízo?

Diante do caso Bruno e todos os seus desdobramentos nas últimas semanas, nos deparamos de frente com uma característica singular do ser humano: a curiosidade mórbida.

Nós temos naturalmente tal característica, pois ela está ligada ao desejo pelo desconhecido, está ligada também, principalmente, ao mistério da morte. Quando estamos imersos no cotidiano e seus compromissos, não nos damos conta da fragilidade da existência.

Por isso fatos catastróficos chocam tanto, nos chamam atenção, ficamos como crianças diante de uma descoberta. É um traço da curiosidade, mas existem outras facetas desta característica, nem tão inocentes assim. Trata-se do prazer mórbido, aquele que leva pessoas a assistirem filmes de terror e de matança. É o prazer que dá a vivencia da própria morte, e de todos os detalhes envolvidos nesta realidade natural. Deparar-se com situações de conteúdo macabro causa uma reação físico-química no organismo e assim traz à tona a atração por este tipo de assunto, assim como sente atração por imagens de conteúdo sexual.

Saiba que ao se expor demasiadamente a material violento, você está dando uma munição muito perigosa para sua própria mente. E ela vai descarregar esta munição em cima de você e das pessoas que estão próximas. Descarrega contra você quando este excesso de informação sobrecarrega a sua mente. Você alimenta sua mente com um monte de lixo, diariamente, e vai ficando intoxicado.

Passa a falar com todos os conhecidos e desconhecidos sobre os fatos macabros e terríveis que presencia, e imagina que este tipo de comportamento não vai ter repercussão alguma sobre o seu sistema físico e emocional. Pois saiba que alimentar a sua curiosidade mórbida, tem sim um efeito devastador sobre a sua saúde. Então acorde, e pare de brincar com a sua natureza humana, pois ela merece da sua parte toda consideração e cuidado que um ser vivo tem direito neste mundo.

 

Mariliz Vargas



 Sabe por que você sofre por amor?

 

Você está sofrendo por amor ou por qualquer outro motivo? Não sabe mais o que fazer para mudar uma situação, depois de já ter feito tudo o que poderia? Rosana Braga dá uma sugestão que pode surpreender você! 

Melhor dizendo, sabe por que você, eu e todas as pessoas do mundo sofremos, por qualquer que seja o motivo? Porque resistimos, rebelamo-nos e travamos uma luta contra o que está acontecendo e que não tem nos agradado! 

Ou seja, não aceitamos a vida como ela está se mostrando num determinado momento. Não aceitamos o fluxo e passamos a investir pensamentos, sentimentos e emoções, e muitas vezes também palavras e ações, pra revelar nossa imensa indignação diante do acontecimento que está em desacordo com a nossa vontade. 

E você poderia se justificar dizendo que faz isso porque não é acomodado, porque luta por aquilo que quer e porque acredita que quem não faz nada para mudar o que não está bom, é covarde, derrotado e fraco. 

Compreendo seu ponto de vista e tenho certeza de que parte do seu argumento faz sentido. Mas explico: existe uma enorme diferença entre fazer o seu melhor e tentar tudo o que for possível (sem desrespeitar o limite do outro, claro!) para conseguir o que deseja e não saber reconhecer a hora de parar e confiar no Universo, a hora de deixar a vida rolar... 

Porque, no final das contas, é isso que se chama FÉ! Ou seja, confiar, entregar-se ao ritmo da vida sem ficar contestando, brigando, resistindo, tentando se convencer ou convencer o outro de que as coisas deveriam ser diferentes! Não deveriam!!! Se devessem, simplesmente seriam diferentes! 

O fato é que nem você e nem ninguém tem controle sobre o mundo, sobre outra pessoa e, muitas vezes, nem sobre a própria vida. Nosso “controle” é parcial, é limitado, vai somente até onde estamos conscientes; e, acredite: a grande maioria de nós está bem pouco consciente diante de tudo o que existe ao nosso redor! 

Podemos decidir muitas coisas, podemos e devemos fazer escolhas a todo momento, mas tudo isso tem influência sobre os resultados até certo ponto. Somos imperfeitos e limitados e, por isso, vivemos também sob a influência do imponderável, do inexplicável, do invisível e até do impensável. Ou seja, vivemos sob as demandas do incontrolável. 

 E isso significa dizer que, muitas vezes, depois de já ter tentado tudo o que podia, depois de ter feito o melhor que conseguia, não haverá mais nada que você possa fazer para mudar uma situação senão aceitá-la exatamente como ela é, senão confiar na sabedoria da vida e acreditar que o que tiver de ser, será! Que o melhor pode estar por vir se você realmente estiver disposto a aprender, a não repetir os mesmos erros e a, sobretudo, se perdoar pelo que não conseguiu acertar desta vez! 

E quando você consegue fazer isso, quando consegue respirar fundo e simplesmente confiar, é inacreditável como você relaxa e tudo começa a fazer mais sentido, tudo começa a ficar mais fácil do que tem sido... Ou seja, o sofrimento começa a diminuir, a dor começa a passar e você termina descobrindo que nada é por acaso mesmo! 

Especialmente quando o assunto é dor de amor, sofrimento por alguma frustração ou desilusão amorosa, a gente costuma acreditar que nunca vai passar, ou que vai demorar mais do que podemos suportar, ou ainda que as consequências serão desastrosas, como nunca mais confiar em ninguém, nunca mais se entregar ou nunca mais sequer se relacionar. 

Mas embora o tempo tenha seus segredos e poderes, há algo que você pode fazer agora para diminuir seu sofrimento, pra sentir essa dor sumir pouco a pouco. E isso é aceitar, confiar, entregar-se ao ritmo da vida, deixar-se levar com o fluxo do Universo e viver um dia de cada vez, sem fazer tantos planos, sem investir tantos pensamentos e tanta energia nesse acontecimento com o qual você não concorda! Apenas o agora, apenas este momento. E verá, surpreendido, que é bem mais fácil viver quando a gente para de brigar e simplesmente acredita que, ao fazer o nosso melhor, o que tiver de ser nosso, será – mais cedo ou mais tarde!

    

Rosana Braga
www.rosanabraga.com.br



Você, de bem com a vida!

 

 

     1)  Você deseja remoçar-se, mudar de vida, aspirar novas emoções?

     Radicalize!

     Desentulhe as gavetas da memória. Livre-se das velhas lembranças que são somente velhas, nada mais. Desfaça-se do inútil. Deixe espaço para coisas novas, novas amizades, novas conquistas.

     Radicalize!

     Saia da rotina das coisas pré-estabelecidas. Inove-se.  Mude seu guarda-roupas, troque a agenda, delete velhas pastas do computador...

     Radicalize!

     Saia desse eclipse. Reviva seu esplendor. Reviver é como a árvore que deixa cair as folhas velhas e mortas para vestir-se de folhas novas e cheias de vida.

     Radicalize!

     Para novos amores entrarem na casa da sua vida, destranque os ferrolhos do coração - ou eles ficarão do lado de fora, indefinidamente. E você ficará estagnado no fazer-sempre-tudo-igual.

     Radicalize!

     Esforce-se! E se acaso você fracassar é porque houve fraqueza no seu esforço!

 

 

     2) Não guarde rancor e viva em paz!

     Na luta diária pela sobrevivência, às vezes somos feridos sem maldade. Mais que os ferimentos, ficamos magoados, sentindo latejar a dor da incompreensão. E isso nos provoca o rancor. Ele põe uma venda no coração e deixa cega a razão. Nos tornamos pessoas amargas, ásperas, insensíveis.

     Mas, o sangue, que são as mágoas, estanca-se com o perdão e a ferida cicatriza-se com a reconciliação.

    Sintonize-se com a sua consciência. Dome a intrepidez dos seus atos. Traz equilíbrio e paz entender-se bem com todos, e sobretudo consigo mesmo. Conscientize-se que aonde há amor o rancor não prospera.

     À primeira treva de rancor acenda a luz do perdão. Sua clareza vai curar a dor mais profunda, pois o perdão limpa o rancor da alma assim como a água clara limpa o pó do nosso corpo!

3) Esteja de bem consigo. Esteja de bem com a vida!

     Não tenha olhos para coisas banais, erradas, melancólicas. Veja em cada pequeno detalhe uma grandiosidade, uma beleza única.

     Vale a pena a vida! 

     Faça esse espetáculo maravilhoso entrar pela retina dos seus olhos.  Sinta-se bem e reflita nos sorrisos esse sentimento. 

     Mentalize o desejo de eterna alegria e abra as comportas do coração para ela entrar. Deixe que as ondas da felicidade levem sua nave pelas ondas calmas e serenas da sua vida.

     Descarte as falhas que possa ter cometido hoje. Reordene seus objetivos.  Prepare-se para superlativos amanhã, para elevar seu astral, para estar melhor consigo e com todos

     Ponha o corpo em harmonia e dê um passo á frente - o que ficou para trás já é passado!

 

     © Inácio Dantas

     (do livro “Pequenas Lições de Sabedoria”)


Problemas com a memória em idosos

Uma das queixas mais comuns em idosos é a perda da memória

 

É tão frequente que, infelizmente, ainda existe a crença de que se trata de um evento normal e inexorável do processo de envelhecimento.

  Isso não é verdade.

  Ele é comum, não normal.

  Melhor: trata-se de um problema, muitas vezes, passível de tratamento e cura.

  Acontece que, até pouco tempo, a medicina não estava instrumentalizada para o manejo adequado dessa questão e , assim sendo , diante de uma queixa de comprometimento intelectual, nada era feito.

  Pior: indicavam-se certos produtos sem nenhuma sustentação científica, que, evidentemente, não apresentavam resultados, privando o paciente de uma avaliação geriátrica correta e do tratamento efetivo.

  Não existem drogas que "melhorem a memória".

 Geralmente, a perda de memória é devida a algum fator que, se corrigido, devolve ao indivíduo a função que estava prejudicada.

  O grande vilão é o uso de calmantes e remédios para dormir, os hipnóticos.

  Os brasileiros são grandes consumidores de tranqüilizantes, e é extremamente comum que o uso indiscriminado dessas drogas (tendo em vista que, à medida que envelhecemos, vamos tendo maior dificuldade para eliminá-las) intoxique o usuário, levando-o a quadros graves de rebaixamento intelectual, agitação, delírio e confusão mental.

A simples retirada do medicamento, muitas vezes, resolve o problema.

  Outra causa é a depressão, que em idosos caracteriza-se por dificuldades para dormir, mudança no padrão de apetite e perda de memória.

  Assim, se em vez de tratar a depressão o paciente recebe um medicamento para dormir, estaremos apenas cuidando de um sintoma e a memória será ainda mais prejudicada.

 

  O tratamento de estados depressivos é eficaz e seguro, fazendo com que a memória seja restabelecida e o sono, regularizado, sem a necessidade do uso de medicamentos.

  Outras causas são silenciosas; não têm sintomas exuberantes e, por isso, são difíceis de serem diagnosticadas.

  Entre elas estão; a diminuição do desempenho da glândula tireóide (hipotireoidismo), o uso de certos medicamentos para pressão alta, gastrite etc., problemas sensoriais como a visão e especialmente de audição, a falta de estímulo sócio-intelectual, deficiência de certos nutrientes , abuso de álcool etc.

  Percebe-se claramente que essa questão está longe de ser um problema insolúvel.

  A informação é fundamental para que, ao primeiro sinal de comprometimento da memória, se faça uma investigação clínica completa, para identificação da causa e instituição imediata do tratamento.

Dr.Norton Sayeg


Novos padrões familiares

 

 

As circunstâncias históricas promoveram mudanças significativas na estrutura familiar relativas aos papéis dos membros, legalização e aumento do divórcio e das uniões homossexuais, produções independentes, casamentos não-oficiais, opção dos casais em terem ou não filhos, iniciação sexual precoce com histórico de aborto e filhos na adolescência, formação de famílias por membros divorciados e com filhos de relações anteriores, adoção de filhos por casais homossexuais, famílias chefiadas por mulheres com filhos e sem cônjuge, aumento de órfãos de pais mortos por abuso e tráfico de drogas, sexo pela internet, competição cronológica entre mães e filhas e mulheres com o dobro ou triplo da idade de seus pares.

As transformações estruturais na composição familiar ocorridas nas últimas décadas forçaram o surgimento de novos arranjos em substituição ao modo tradicional e, ao mesmo tempo em que contribuíram para a flexibilização do pensamento e ampliação da compreensão do ser humano, geraram instabilidade e incertezas que exigem tempo e trabalho árduo dos profissionais das áreas sociais, educacionais, da saúde, do comportamento e políticos para desenvolver alternativas válidas e adaptáveis às novas demandas.

O conceito tradicional de família, fundamentado no casamento oficial, na produção econômica conjunta e composição ampliada de gerações foi alterado para um modelo de supervalorização da individualidade, organização nuclear, nivelação ou inversão da autoridade entre pais e filhos com predomínio das emoções e sentimentos, em detrimento da razão e solidez educacional e, por último, para o estágio atual, carente de modelo, caracterizado pela multiplicidade de formas, desarranjos e rearranjos não convencionais e inconstantes, formados por membros incapazes de lidar com os problemas produzidos pelas recentes transformações.

A falta de recursos para enfrentar as demandas atuais constitui verdadeiras fontes de conflito, angústia e estresse, tornando o grupo mais vulnerável a crises e problemas como a perda dos referenciais parentais, excesso de permissividade, aumento do abuso de drogas, acúmulo de funções de um dos membros, pobreza de diálogo, frieza e distanciamento afetivo, aumento das disfunções sexuais, delegação da responsabilidade financeira e cuidado básicos dos filhos aos avós, às creches e escolas.

No entanto, a família se mantém como matriz de identidade do sujeito e deve ser pensada e reforçada como uma instituição ética, formada por membros dispostos ao trabalho, provedores de segurança, alimento, moradia, vestuário, saúde, suporte afetivo, educação formal e familiar, formação moral e religiosa. A família é responsável pela correção dos atos de seus membros, pela promoção de recursos básicos para o crescimento e desenvolvimento pleno das competências biopsicossociais da criança, incluindo integridade de caráter, senso de aceitação e autonomia para governar a própria vida e lidar com os desafios extra-familiares.

Famílias se constituem a partir da união de duas pessoas com expectativas, crenças e comportamentos diferentes e se caracterizam pelo compromisso, durabilidade dos vínculos e permanência dos membros. Acordos que nem sempre se cumprem devido à falta de reflexão, de recursos para solucionar problemas cotidianos e lidar com pontos discordantes, superar dificuldades, educar filhos com autoridade e limites adequados.   

Padrões de interação familiar se formam através da transmissão hereditária de crenças, valores, mitos e outras peculiaridades que serão atenuados ou agravados conforme o desenvolvimento psicológico de seus membros e habilidade no manejo de situações críticas e pela influência de fatores adversos externos como desemprego, dificuldades financeiras, rupturas de vínculos afetivos. Um padrão interacional familiar sustentável requer elevados níveis de compreensão das necessidades de seus membros, capacidade para supri-las e construção sólida de valores éticos.

As recentes alterações não significam a extinção do modelo adequado de famílias, mas a cisão com o passado e a busca de adaptação ao presente. A existência de uma crise familiar generalizada implica na reedição, numa proposta de ajustamento ao presente. Os papeis sociais, profissionais e familiares estão difusos, não mais centralizados na idéia de força e poder, mas na divisão de responsabilidades e tomada de consciência da necessidade de revisão de valores e criação de propostas comportamentais coerentes com a realidade. Famílias convencionais coexistem com os novos estilos familiares e, sejam quais forem os padrões adotados, é fundamental transmitir aos descendentes o aprendizado da aceitação e respeito à diversidade.

O mundo capitalista formou famílias igualitárias, sem distinções hierárquicas. Ordens de filhos e submissão de pais são tão normais quanto o capim comer a cabra e, tal desajuste tem como causa e conseqüência relações conjugais e familiares instáveis que tentam se sustentar nas satisfações sexual, emocional, material, consumista, alcoolista e, em outras maneiras de compensações imediatas. Mudanças no papel da mulher na sociedade resultaram na redução do tempo dedicado à família e criação de filhos, sobrecarga de responsabilidades feminina e aumento da competição entre o casal. Não que se deva desmerecer a conquista feminina nesse sentido, mas repensar a divisão de tarefas e resgatar princípios básicos relativos à dignidade do envelhecimento e aceitação da diferença entre as gerações. A mídia influencia comportamentos e contribui para o aumento de divórcios, exibindo maciçamente, às grandes massas, programas que tratam a família e a separação conjugal como a primeira e melhor alternativa para sanar problemas de insatisfação pessoal, em detrimento da formação da personalidade e da preservação da instituição de referência dos filhos.

A família é a referência primária no desenvolvimento da personalidade do indivíduo. O que a criança observa, sente e apreende nesse contexto servirá, em grande parte, de base para condutas futuras. É na família, não em um caos de fragmentos, que a criança forma sua identidade, aprende a se relacionar com figuras de autoridade, a enfrentar medos e frustrações, resolver problemas, fazer escolhas e assumir a responsabilidade por elas. Na adolescência e juventude, desenvolve o senso de adequação, aceitação, conscientização do processo de individualização e integração social – as bases para conviver em grupo e se sustentar decentemente até a morte.

Ações humanas são norteadas por crenças e valores aprendidos no grupo sociocultural primário que deve se traduzir num ambiente organizado, sustentado por membros aptos a determinar padrões de funcionamento sadios. Casamentos não devem ser mantidos em situações precárias e nocivas, assim como não devem se desfizer ao primeiro sinal de conflito. O ser humano precisa reaprender a tomar decisões relativas ao casamento, isto é, somente quando estiver seguro do que deseja e dispuser de condição emocional e competência financeira para assumir tal empreendimento.

As mudanças na estrutura familiar devem ser percebidas como um processo de reestruturação que, independentemente do formato constitucional, deve oferecer princípios sólidos de educação e respeito. A família, em sua dinâmica específica, deve propiciar um ambiente saudável que possibilite a emancipação e capacitação de seus membros para valorizar e retribuir o cuidado aos mais velhos, à medida que se invertem as necessidades de cuidados entre as gerações. Não há um modelo universal ou superior de organização familiar. Famílias variam quanto à estrutura, dinâmica, crenças e momento histórico. Toda família tem problemas, embora algumas os neguem, sabemos que não existem famílias perfeitas, além dos comerciais de margarinas. 

A contemporização da família não exclui o padrão formal, mas, se amplia para incluir e aceitar padrões antes percebidos como desvios e abranger a heterogeneidade de novas configurações de relacionamento afetivo-sexuais e familiares. Preconceitos e idealizações construídos nas relações sociais devem ser repensados e produzidos novos comportamentos frente a essa demanda de modo que possam ser validados socialmente. Nesse sentido, a compreensão de sua origem, dificuldades e limitações, é o único meio de criar um presente tolerável, coerente e contínuo.

Mara Lúcia Madureira


Álcool e jovens

CISA alerta sobre os perigos e as conseqüências do consumo abusivo de álcool por jovens

 

O CISA - Centro de Informações sobre Saúde e Álcool, organização não governamental que se destaca como uma das principais fontes no País sobre o tema, alerta sobre os perigos a que estão expostos jovens que consomem bebidas alcoólicas de forma nociva, tais como acidentes de trânsito, ferimentos, violência interpessoal ou sexo desprotegido. O uso de álcool por jovens é tema de diversas pesquisas divulgadas pelo CISA, demonstrando a relevância  do assunto: 

- Álcool e influências: Estudo brasileiro recente avaliou a associação entre o uso pesado de álcool por estudantes e fatores familiares, pessoais e sociais. Foram entrevistados 48.155 estudantes de escolas públicas, com idade entre 10 e 18 anos. Os resultados mostram que os fatores associados a uma maior chance de ter feito uso pesado de álcool foram: ter mais de 15 anos de idade, relação ruim ou regular com pai e mãe, perceber o pai como liberal, não ter filiação religiosa e ter trabalho formal. Desta forma, a pesquisa sugere que ter ligações familiares mais fortes e seguir uma religião podem auxiliar na prevenção do uso abusivo de álcool entre estudantes. 

- Álcool e universitários: O I Levantamento Nacional sobre Uso de Álcool, Tabaco e Outras Drogas entre Universitários das 27 Capitais Brasileiras, realização da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD) em parceria com o Grupo Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (GREA-IPq/FMUSP), revelou que 79% dos entrevistados menores de 18 anos afirmaram já ter consumido algum tipo de bebida alcoólica. Outro ponto surpreendente é que o consumo de álcool, tabaco e outras drogas entre os universitários é mais frequente que na população em geral, o que reforça a necessidade de um maior conhecimento desse fenômeno para o desenvolvimento de ações de prevenção e elaboração de políticas específicas dirigidas para este segmento.

- Álcool e férias: Estudo, realizado em um resort da Bulgária, indicou aumento na frequência do uso de álcool durante as férias e revelou que 91% dos entrevistados entre 13 e 17 anos haviam bebido, apesar da idade legal para o consumo de bebida alcoólica ser de 18 anos no local. Os autores alertam que pouca atenção tem sido dada ao consumo de álcool excessivo em estâncias de férias e à promoção do turismo associado ao uso de álcool. Além disso, o alto índice de jovens menores de 18 anos que consomem bebidas alcoólicas indica a necessidade de maior fiscalização das medidas legais neste tipo de ambiente.

 

- Álcool e idade adulta: As consequências negativas do consumo nocivo de bebidas alcoólicas podem permanecer no início da idade adulta. Esta foi a indicação de pesquisa divulgada pelo CISA, apontando que metade dos homens que faziam uso pesado episódico de álcool na juventude continuaram a fazê-lo no início da idade adulta, comportamento que acaba por consistir em forte preditor para se tornar um bebedor crônico na idade adulta. 

- Consequências negativas do "esquenta" à saúde dos jovens: De acordo com pesquisa publicada na revista científica Addiction, indivíduos que bebem em casa momentos antes de sair para eventos festivos ("baladas"), comportamento conhecido popularmente como  "esquenta", consomem maior quantidade de álcool e apresentam maior prevalência de problemas sociais do que pessoas que bebem apenas depois de chegarem ao ponto de encontro. 

- Álcool e genética: Atualmente, a dependência alcoólica é considerada um grave problema de saúde pública e o consumo de álcool contribui para 1,8 milhão de mortes por ano ao redor do mundo. Pesquisa australiana, divulgada pelo CISA, indicou que, para indivíduos que relataram o primeiro consumo de álcool antes dos 13 anos, as influências hereditárias sobre os sintomas da dependência são mais pronunciadas.

 * Padrão binge, ou uso pesado episódico, é definido pelo National Institute on Alcohol Abuse and Alcoholism (NIAAA) como o consumo de cinco ou mais doses alcoólicas por homens ou de quatro ou mais doses por mulheres dentro do período de duas horas.

 

Fonte: Dr. Arthur Guerra de Andrade e Dra. Camila Magalhães Silveira


Fim de ano com resultados: ainda dá tempo

 

Estamos em Julho, mês de férias para as crianças e para muitas pessoas que aproveitam para viajar neste período. Estamos no meio do ano, a Copa já terminou, a campanha eleitoral começou e já se passaram seis meses da sua vida desde dezembro de 2009, quando você fez suas promessas de Ano Novo.

Você acha que o ano voou de tão rápido que passou ou que ele está andando na velocidade certa? Para a maioria das pessoas, o ano que já está no meio nem começou direito. Vivemos tão apressados que, na realidade, nem vivemos, sobrevivemos e só corremos atrás da tal bola.

Espero que este artigo chegue para você neste momento, no meio da sua corrida, para você dar uma pausa e pensar em tudo que ainda pode ser feito para este ano. Faça do meio do ano o seu ano novo, um novo início, um marco de planejamento para começar a andar mais nos próximos meses.

Recomendo às pessoas que realizem ao longo do ano dois planejamentos anuais, que servem para dar um norte a tudo que você irá fazer nesse período. O primeiro momento é obviamente o final do ano, afinal, todo mundo está nesse clima de virada e novos planos. E agora, é o momento que recomendo a realização de um segundo planejamento do ano. Portanto, ainda dá tempo de alinhar os rumos e rever seus objetivos.

Reserve de vinte a trinta minutos para esse exercício. Pegue uma folha de papel em branco para rabiscar suas idéias e depois transfira estes dados para sua agenda ou sistema de planejamento (www.neotriad.com).

1 – Que áreas da sua vida você precisa dedicar mais ou menos tempo? Faça uma lista dos papéis da sua vida (pai, mãe, profissional, etc) e crie duas colunas: “FAZER” e “PARAR”. Na primeira coluna escreva atividades que precisa fazer por cada um destes papéis, coisas bem específicas e não contemplativas (ao invés de “Ler Mais”, coloque “Ler o livro X”). Na segunda coluna coloque as coisas que você faz, mas que não geram nenhum resultado e você sabe que deveria parar de fazer.

2 – Pense na Meta: Repare que coloquei no singular, o que significa que é para ser limitado nessa quantidade de metas. Se tiver uma, ótimo, se tiver quatro, talvez não seja viável. Pense no número adequado para você. O mais importante nesse momento é o plano de ação, ou seja, as tarefas que vão fazer com que você saia do lugar. Esse é um bom momento para rever as promessas e checar o que andou e o que não andou. É simples, se não andou, é porque o plano de ação está mal feito ou a meta é inviável.

3 – Mente Antecipada: Pense em datas especiais para o próximo semestre, como por exemplo, entregas de projetos importantes, idas ao médico para exames de checkup, etc. Procure antecipar ou agendar atividades que devam ser feitas até o final do ano, assim você prioriza o importante, evita deixar para a última hora e fica com a certeza de que está no controle do seu tempo.

Ainda dá tempo de fazer toda a diferença no seu ano, basta você querer e começar agora. Quem quer faz, quem não quer arruma uma desculpa, lembre-se disso! Ainda faltam 174 dias para 2011, quando você vai começar a fazer algo para ter mais tempo?

 

Christian Barbosa


“De tres em tres”

 

Recebi esta mensagem em meu e-mail e pareceu-me interessante aprofundar um pouco o tema. Eis o que deu:

Em nossa vida, tanto o tempo quanto às palavras proferidas e as oportunidades apresentadas, jamais retornarão.

Valorize seu tempo e o utilize com sabedoria, pois cada momento é único e sempre dádiva do Senhor.

Tenha muito cuidado com as palavras que profere porque magoar e ferir alguém é absurdamente fácil.  Curar as feridas, entretanto, é tarefa longa e hercúlea.

Aproveite todas as oportunidades que se apresentam, com entusiasmo e dedicação e saiba separar o joio do trigo. A decisão sábia requer entendimento e adequado planejamento. Não esqueça que somos fruto de decisões tomadas. Decisões erradas sempre inquietam nossa alma e nos fazem sofrer.

A ira, o orgulho e o não perdoar, poderão destruir sua vida. A bíblia nos ensina que o próprio Deus se irou algumas vezes com seu povo, pois eles com freqüência o desobedeciam.  Porém, o amor de Deus sempre se sobrepõe a sua ira, ou seja, segundos de ira e anos de amor inconteste. Seja assim você também.

Se entender que é pó sem Deus, orgulhar-se é um ato pífio, vazio e sem nenhum sentido lógico.  O orgulhoso não ama porque o seu “eu” vem primeiro..

Não perdoar, com absoluta certeza é cerrar-lhe as portas do céu e riscá-lo para sempre do livro da vida.

 Perdoar sempre. Quantas vezes forem necessárias. Haja como seu irmão judeu mais velho, isto é, em qualquer ocasião, nunca perca a paz, nem a esperança e nem a sua honestidade, porque mesmo diante da morte, segundos antes ele disse: ‘’Pai, nas tuas mãos, entrego meu espírito’’ conforme Lucas 23:46. Isto é confiança total, é entrega e dedicação total a Deus, pois Jesus em nenhum momento se acovardou frente às dificuldades.  Mas sofreu a mais dolorosa das mortes por amor a cada um de nós.

O amor, a bondade e sua família são as riquezas de maior valor em sua vida; inclua como integrantes de sua família, todos os amigos que comungam os mesmos princípios que você, pois em Cristo somos mais que vencedores.

Nunca se iluda nem se assombre com o êxito, nem com a fortuna e nem com seus sonhos porque estas coisas são efêmeras e mudam como o dia e a noite. Trabalhe e confie e espere no Senhor, porque Ele não abandona aliados. Ele é fiel e age enquanto você dorme.

A sinceridade, o compromisso e o trabalho árduo formam uma pessoa. A sinceridade tem total conotação com transparência, então seja sempre como você é, não importa a situação ou a circunstancia. É abominável o comportamento daquele que se agiganta diante dos fracos e se apequena diante dos poderosos porque são atitudes covardes e indignas de espíritos audazes. A força e o poder também são passageiros e os exemplos que ilustram isso estão aí, todos os dias.

 

 Salomão, o homem mais sábio de todos os tempos deixou isso bem claro ao escrever ECLESIASTES e vale a pena ler este capítulo inteiro da bíblia onde ele nos ensina que na vida terrena tudo é ilusão, tudo tem curta duração e apenas no final, Salomão rende-se a grandiosidade de Deus.

Se você não for comprometido com seus afazeres e crenças, como prosseguirá suas batalhas?  Como encarará seus pares?  As pessoas que dependem de você?

Apenas o trabalho duro lhe permitirá um sono tranqüilo e reparador, sem comprimidos de tarja preta ou algo assim.

Se você está aposentado e passa horas esparramado no sofá, pense em quanta coisa útil pode fazer em beneficio dos outros.  Isto lhe custará apenas sair de sua zona de conforto. Nada mais. É simples e fácil quando amamos o próximo. É complicado e difícil quando amamos a nós mesmos.

Pai, Filho e Espírito Santo, são três pessoas absolutamente constantes, sempre presentes e sempre oniscientes.

Um só Deus em três pessoas distintas. Não procure entender isso.  Creia somente e viva na benção de Deus que o ama imensamente e que lhe permitiu escolher vida em abundancia ou não. Só depende de você. Simples assim.

Aceite a cruz e faça a parte que lhe complete. A recompensa não tem preço!

 

 

João Antonio Pagliosa

Servo útil de Deus


O futebol entrelaça as pessoas no campo das emoções

 

Sempre achei que as coisas fossem muito mais aquilo que elas representam do que a sua concretude. Mas ao assistir a uma partida de futebol, dentro do estádio, meu “achismo” transformou-se em ciência.

Tudo começou quando solicitei aos meus filhos, um de treze e outro de quatorze anos, que me ensinassem a letra de uma famosa música entoada pelos torcedores do Corinthians, um dos mais populares times de futebol do Brasil e com torcedores reconhecidamente fieis e apaixonados pelo clube.

Meus filhos foram além e me mostraram, pela internet, a imagem de milhares de pessoas gritando juntas a plenos pulmões e fazendo o mesmo movimento de vai e vem com a mão fechada, como se estivessem, de fato, empurrando os jogadores para realizar o gol. Levantavam e sentavam no ritmo de um coração que vibra por seu time, e colaboravam uns com os outros numa incrível sintonia para erguer, sobre suas cabeças, a gigantesca bandeira que ganhava vida nas milhares de mãos que a levantavam.

Devo confessar que, ao ver aquele mundo de gente conectada mental e emocionalmente, através de um jogo que transformava milhares em um, senti um nó na garganta e pedi para que eles me levassem a um jogo, afinal, como psicóloga que estuda a mente e as emoções humanas, precisava ter essa experiência ao vivo e sentir na pele o calor destas emoções.

Logo que entrei no estádio adorei o clima de vida que pairava no ar. Era impossível não se contagiar da energia feita da garra, luta, perseverança, batalha, fé, esperança, desejo, entre outros interessantes aspectos.

O mais bonito de tudo é enxergar aquilo que um time pode representar aos seus torcedores: a sensação maravilhosa de pertencimento, de não solidão ou não solitário, a compensação das próprias perdas través das vitórias das partidas e a possibilidade de realizar o luto comunitário nas derrotas.

O time tornou-se o lugar para atualizar nossas competições e rivalidades. Talvez já não torçamos por nós mesmos há muito tempo, então compensamos isso torcendo pelo nosso time. Talvez, a vida não nos anime e encontramos aquela motivação perdida no nosso time do coração que, de alguma maneira misteriosa, confunde-se com nós mesmos e, assim, vivemos as suas glórias como sendo nossas e as derrotas como de alguém muito próximo, o qual amamos incondicionalmente. E dando este amor, também recebemos o tão almejado amor incondicional, que todos nós desejamos receber e, através da magia do futebol, isto se torna possível.

Foi bonito ouvir a conversa silenciosa entre torcedores e atletas cada vez que a bola ia de um lado para o outro. Todos chutavam juntos da maneira que podiam, através de assobios, palmas e aclamações. Quando havia o risco de o time adversário fazer gol, ouvia-se num só sussurro o frio que pairava nas milhares de barrigas dos torcedores, em sintonia com as dos atletas, num encontro tantas vezes raro de acontecer entre duas únicas pessoas.

Num determinado momento da partida surgiu um pênalti. Confesso que perdi o gol, pois estava hipnotizada olhando para as pessoas rezando com muito fervor, pedindo a Deus que o gol se realizasse. Neste momento, percebi que as pessoas rezavam por si próprias e  procuravam se conectar com uma força maior, pedindo ajuda para realizar seus tão desejados gols nesta vida dura, mas que fica colorida quando o nosso time joga.

Por fim, aqueles torcedores estão entrelaçados ao time, assim como o time misturado a eles, e nem eles nem ninguém podem dizer ao certo onde termina o torcedor e começa o time, ou onde termina o time e começa o torcedor.

 

Dra. Léa Michaan


O que você tem é TOC ou mania?

Comportamentos repetitivos são normais, mas podem esconder desvio psicológico

 

Você só sai de casa com um guarda-chuva azul? Só assiste aos jogos do time do coração em casa? Só beija a bochecha da sua mãe no lado direito? Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) ou é mania? O transtorno é grave, mas virou dito popular para quando a pessoa faz algo sistematicamente, mas até que ponto a mania pode ficar séria?
"As manias são comportamentos repetitivos que são motivadas por superstição ou crenças. Todos nós podemos ter manias e isso não gera nenhum efeito em nossas vidas. É algo corriqueiro", explica o psiquiatra da Unesp Edson de Moraes Júnior. Para exemplificar, imagine uma pessoa que ao se levantar da cama, coloca primeiro o pé direito no chão. É algo que acaba virando hábito de tanto que ela faz e, depois de certo tempo, passa a ser automático, quase que involuntário. 

O alerta

Com toda a complexidade da mente humana, para além da mania existe o SOC, sintomas obsessivos compulsivos. "Quase todo mundo tem SOC . É quando, por exemplo, a pessoa chega cinco vezes ao dia se a porta do carro está trancada ou se o gás do fogão está desligado. É obsessivo porque ela precisa cumprir esse ritual e compulsivo por causa do número de repetições". O psiquiatra diz que se o SOC não está interferindo muito na rotina da pessoa é perfeitamente normal.

Porém, se o SOC se tornar muito intenso e fizer com que a pessoa ocupe boa parte do seu tempo com isso, cuidado. Pode ser o TOC. "O TOC é caracterizado pela presença de obsessões ou compulsões recorrentes e tão severas para fazer com que o paciente passe a ocupar boa parte do tempo com elas, causando desconforto ou comprometimento", esclarece o psiquiatra.  

 

Doença incapacitante

Até bem pouco tempo, o TOC era uma doença rara e pouco estudada. Só os casos mais graves eram reconhecidos. No entanto, hoje se sabe que existem vários níveis do transtorno. Até virou brincadeira em rodinhas de amigos diagnosticar aquele cara sistemático do grupo com TOC. No entanto, o psiquiatra explica que a prevalência desse transtorno na população é baixa: "Não chega a 2% na população brasileira, porém é uma doença incapacitante, pois a pessoa fica refém das suas próprias obsessões".

Os comportamentos obsessivos são causados por pensamentos, ideias, impulsos ou imagens que invadem a consciência contra a vontade de forma repetitiva e persistente. "A obsessão leva a rituais para neutralizar esse pensamento. Normalmente é acompanhada de ansiedade e desconforto", diz Edson Capone. A compulsão é realizada como forma a neutralizar ou reduzir os efeitos da obsessão. Os tipos mais comuns de compulsões envolvem a limpeza (das mãos ou da casa), verificação ou controle (fechaduras, gás, chuveiro), repetições (sair, entrar, contar números) e sequência (ordenar roupas por cor).

Segundo o psiquiatra, a doença não tem momento para aparecer. "Não se sabe ainda os motivos do desenvolvimento de TOC, mas sabe-se que ele pode aparecer por vários motivos, como um ataque de fúria, depois de um acidente grave, estresse, entre outros". No entanto, os tratamentos costumam ser eficientes no combate ao transtorno. Podem ser somente medicamentosos ou associados à terapia. "A psicoterapia cognitivo-comportamental, que foca nos sintomas, ou a psicodinâmica, que foca a análise psicológica, funcionam muito bem para tratar os pacientes que não conseguem se adaptar ao tratamento medicamentoso", explica o psiquiatra Edson Capone.  

 

SOC ou TOC?

A linha entre o SOC e o tipo leve de TOC é muito tênue, mas em geral a própria pessoa que está sofrendo com a doença sabe que tem algo de errado com ela. "Os pacientes de TOC são críticos do seu problema e consideram seu comportamento absurdo, mas elas não conseguem ter o controle, o que acaba potencializando o sofrimento." Porém, o psiquiatra diz que o TOC é ainda uma doença secreta, já que muitos pacientes sofrem calados por medo do diagnóstico.

Já os sintomas obsessivos são corriqueiros em nossas vidas. São pequenos rituais que não te tiram do eixo e que, se eventualmente você não puder fazê-los, não vão gerar nenhum tipo de sofrimento ou penitência. "Enquanto a pessoa com TOC pode gastar até 15 horas concluindo todos os seus rituais, o paciente com SOC não perde nem 10 minutos se tiver distraído com alguma outra coisa".

Se você imagina que tem TOC, o mais importante, segundo Edson Capone, é observar o comportamento e notar se você está gastando mais tempo do que deveria com os rituais, se eles estão causando algum tipo de sofrimento ou ansiedade e se está havendo muita interferência nas atividades do dia e nos relacionamentos sociais (afetivos, profissionais, ocupacionais ou financeiros).  

Andressa Basilio


Cérebro Melhor traz dicas para manter a mente ativa

 

O portal Cérebro Melhor (www.cerebromelhor.com.br) – referência treinamento para o cérebro através de jogos online – explica como é possível manter a capacidade cerebral em perfeito funcionamento e traz dicas que podem ser usadas no dia a dia.

 

1. Motive-se pelo novo: é fundamental para o desempenho cerebral. Com o fortalecimento do desempenho da mente, o usuário ganha mais autoconfiança e vontade de continuar aprendendo para manter a mente sempre ativa. Procure manter em sua rotina atividades que mexem com a mente e que sejam diferentes também.

 

2. Exercite com frequência:.o hábito de exercitar o cérebro com frequencia melhora o desempenho de todas as funções cognitivas e evita as perdas que vêm com a idade.

 

3. Busque pela velocidade no raciocínio: quanto mais você praticar o desafio de ler ou ouvir algo diferente e que possa ser também a resposta a uma dúvida ou a resolução de um problema, maior será sua capacidade de raciocínio com agilidade. Procure estar com pessoas que não tragam soluções e peça para ajudar na criação de novas alternativas para melhores respostas. Esses atos desenvolvem as capacidades necessárias ao bom raciocínio lógico, da identificação de problemas ao estabelecimento de metas e execução de uma estratégia.

4. Aprenda o tempo inteiro: o cérebro se modifica com a experiência. Quanto mais se esforçar, mais vai aprender para melhorar o desempenho acima do esperado.

 

5. Cuide da alimentação: se você quer tratar bem do seu cérebro, preocupe-se em ter uma alimentação balanceada, que contenha Omega-3, vitamina B e antioxidantes, em praticar exercícios regularmente - e, sobretudo, em usar o seu cérebro!

 

6. Envolva-se em atividades variadas: sair da rotina, na medida do possível, mantém o aperfeiçoamento de todas as funções cognitivas, uma vez que você pode vivenciar o novo em todo momento. Aliar os jogos para treinamentos cerebrais a um estilo de vida que combine com a busca pelas novidades pode facilitar bastante a performance cerebral.


O que  vem primeiro: a obesidade ou a depressão?

 

 

A idéia que temos de nós mesmos é um grande impulso para o sucesso ou para a derrota. Os obesos carregam “o peso” de que não são capazes de vencer a guerra contra a balança, principalmente após inúmeras tentativas frustradas de emagrecer 

Manter o bom humor frente a qualquer doença crônica é muito difícil. Assim também ocorre com a obesidade. Na maioria das vezes, a doença vence o paciente pelo cansaço e  impõe um enfrentamento com limitações, fraquezas e até com o próprio desconhecimento da medicina de como tratar individualmente cada caso de obesidade, já que eles são tão diferentes entre si. “Médicos e pacientes, muitas vezes, se constrangem frente à impossibilidade de resolver o problema, pois a derrota, quando ela ocorre, é de todos nós”, afirma a endocrinologista Ellen Simone Paiva, diretora do Citen, Centro Integrado de Terapia Nutricional.

A cada dia, mais endocrinologistas atendem obesos deprimidos nos consultórios. Nos divãs dos analistas é grande a incidência de obesos também. “Não há dúvida quanto a associação das duas doenças. Aproximadamente 30% das pessoas que procuram tratamento para emagrecer apresentam depressão. Além é claro dos inúmeros casos de melancolia e tristeza em lidar com algo tão difícil, gerado pela rotina de ter que lutar contra a balança, de se policiar sempre, de não poder se soltar nunca. Nas consultas médicas que tratam o assunto, o choro é a regra”, revela Ellen Paiva.

A idéia que temos de nós mesmos é um grande impulso para o sucesso ou para a derrota em todos os embates da vida. Os obesos carregam “o peso” de que não são capazes de vencer a guerra contra a balança, principalmente após inúmeras tentativas frustradas de emagrecer.  “Eles até continuam tentando perder peso, mas sem nenhuma confiança de que isso seja possível. Quando eles vêm ao consultório, o grande desafio dos profissionais ligados ao tratamento da obesidade é fazê-los acreditar que podem perder peso”, diz a médica.

Um ciclo pouco virtuoso

As primeiras dietas são sempre coroadas de êxitos. A perda de peso que ocorre na maioria das primeiras tentativas de perda de peso é facilmente compreendida pelo maior engajamento dos pacientes nas dietas propostas e nas várias mudanças de estilo de vida que eles se dispõem a fazer.

“Como a manutenção de peso ainda é o calcanhar de Aquiles dos tratamentos para a obesidade, os pacientes voltam a engordar. E novas dietas são implementadas trazendo à tona a noção da fragilidade da perda de peso. A explicação dada pelos pacientes de que as dietas vão ficando mais difíceis porque eles vão envelhecendo não procede. Na verdade, eles se tornam mais e mais descrentes da possibilidade de emagrecer e mais e mais propensos à depressão”, contextualiza a endocrinologista.

As frustrações em relação à imagem corporal começam no enfrentamento da criança obesa com os vários apelidos na escola, avançam pela puberdade, onde já existe uma insatisfação com as formas corporais e alcançam o adulto que sofre preconceitos velados e dificuldades reais como se posicionar em assentos públicos, comprar roupas adequadas à sua numeração e em se enxergar tão fora dos rigorosos padrões de beleza corporal. Tudo isso concorre para uma atitude de isolamento social e baixa auto-estima.

Apesar de muitas vezes não ser perceptível, a obesidade infantil afeta a auto-estima e a sociabilidade da população infanto-juvenil. Pesquisas recentes sugerem que há três variáveis psicossociais que podem afetar negativamente a qualidade de vida das crianças obesas, podendo inclusive dificultar mudanças em seus estilos de vida, como fazer dieta ou praticar atividade física. Essas dificuldades impostas pela obesidade podem coexistir na vida de muitas delas, embora elas se sintam relutantes em discutir o assunto com os pais, professores ou profissionais de saúde envolvidos em seus tratamentos. São elas:

(1)     Dificuldade de enfrentarem gozações e brincadeiras de seus colegas relacionadas ao seu peso corporal, o que causa estresse psicológico intenso, piora da auto-estima e piora da sua auto-avaliação da imagem corporal;

(2)     Isolamento social, redução considerável da capacidade de fazer amigos e de aproveitar as oportunidades de praticar atividade física em grupos, com o consequente aumento do consumo de alimentos;

(3)     Depressão, que pode ocorrer como causa ou consequência da obesidade na infância e adolescência.

“As consequências da obesidade na infância e na adolescência não param por aí. Outras pesquisas têm documentado alterações comportamentais até então desconhecidas como influenciadas pela obesidade. Parece que a obesidade na população infanto-juvenil está ligada ao comprometimento do desempenho escolar, à maior vulnerabilidade para os transtornos alimentares do tipo bulimia, a comportamentos de risco como tabagismo, alcoolismo, atividade sexual prematura e a práticas nutricionais erradas e sedentarismo”, alerta a endocrinologista Ellen Simone Paiva. Várias atitudes de risco e de desorganização na vida pessoal têm maior propensão de se agruparem na criança e nos adolescente obesos.

O surgimento do transtorno alimentar

A associação da obesidade com a depressão, principalmente entre jovens, traz consigo o fantasma dos transtornos alimentares. É mesmo muito preocupante o grau de insatisfação corporal entre os adolescentes em todo o mundo. Mais de 25% dos meninos e 50% das meninas desejam perder peso, incluindo estatísticas de povos orientais. O mais impressionante de tudo isso é que 81% deles são considerados de baixo peso ou de peso normal e  20% deles recorrem a métodos inadequados para alcançar seus objetivos de peso ideal, como dietas restritivas, medicamentos para emagrecer e a prática de vômitos auto-induzidos.

“O que vem primeiro: a obesidade ou a depressão? Muitas vezes, a depressão leva à obesidade, principalmente quando a depressão se acompanha de grande ansiedade e compulsão alimentar. As pessoas comem não somente por fome. Comem por prazer de comer, mas, muitas vezes, para compensar o desprazer e a tristeza. Comem como forma de presentear-se. Além disso, a maioria dos medicamentos utilizados para o tratamento da depressão leva ao ganho de peso e isso não pode ser desconsiderado na avaliação desses pacientes”, alerta Ellen Paiva.

Os sintomas depressivos também podem estar mascarados pelos sintomas da obesidade. É comum entre os obesos sinais de apatia, sonolência, dores no corpo, desânimo e fadiga, muito freqüentes também nos quadros depressivos. Um dos sintomas mais frequentes da depressão é o desânimo, o que dificulta qualquer atitude em relação à prática de atividade física, que poderia mudar o prognóstico de ambas as doenças. “Depressão e obesidade podem se beneficiar dessa prática, uma vez que ela está associada ao aumento do gasto calórico, mas, muito mais que isso, a uma atitude positiva e otimista que as pessoas se engajam quando incorporam a atividade física à sua prática diária”, defende endocrinologista Ellen Paiva.


A casa é o local de maior estresse da população brasileira

Segundo o estudo, 23,2% da população afirmam ter sofrido estresse em casa


Os mais de 100 mil brasileiros avaliados confirmaram ter sofrido algum tipo estresse no último ano, com intensidade variada entre, pouco, moderado, intenso e exagerado. E a casa é o principal local. O estudo sobre risco cardiovascular foi realizado pelo mutirão estadual do coração promovido em 2009 pela Secretaria de Estado da Saúde em parceria com a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo.

A pesquisa aconteceu na cidade de São Paulo e Campinas analisando vários locais onde as pessoas passam o dia, como trabalho, casa, locais de convívio social (clubes, bares, boates), além de ter considerado fatores como problemas financeiros e crenças religiosas. De acordo com o resultado a própria residência foi apontada como o local de maior estresse pela população, superando até o mesmo o trabalho. Segundo o estudo, 23,2% da população afirmam ter sofrido estresse em casa.

Um fator determinante para quem tem a rotina doméstica atribulada, e mais do que isso, as mulheres estão desenvolvendo doenças cardiovasculares. Entre as participantes avaliadas, 46,80% afirmaram ter algum fator estressante no último ano: morte de familiar, perda de emprego, separação conjugal ou ruína financeira.

O estresse intenso ou exagerado dentro da própria casa ocorreu em 23,2% dos casos; no trabalho em 15%, já dentro da sociedade em geral, 10% é de causa financeira com 25% dos participantes. E as mulheres sofrem mais com o estresse dentro de casa: 28,34% delas revelaram estresse intenso ou exagerado. Entre os homens esse índice combinado cai para 13,07%. Para os pesquisadores, esse resultado reflete o peso do papel da mulher na sociedade, que chefia famílias e cuida dos filhos.

No trabalho, os níveis de estresse foram menores do que em casa. Mais da metade afirmou que ele é ausente, 50,95%. Para 14,78% o estresse é considerado pouco no trabalho, já 19,13% é nível moderado, 10,46% da população intenso e para 4,68% chega a ser exagerado. Na sociedade, as pessoas afirmaram que o estresse é ausente em 43,63% dos casos; 23,91% pouco; 22,06% moderado; 7,30% intenso; e 3,10% exagerado.

De acordo com a psicóloga da Unesp Sandra Leal Calais, existem quatro níveis de estresse - alerta, resistência, quase-exaustão e exaustão - que influenciam na qualidade de vida, pois quanto maior for o nível de estresse, maior será a deterioração física e psicológica. "Nem todo tipo de estresse é ruim. Há tipos que possuem aspectos construtivos, na medida em que estimula as pessoas a buscarem a reformulação de vida", explica a psicóloga.

Segundo a psicóloga e tutora do Portal Educação, Denise Marcon, o estresse pode ser desencadeado por vários fatores. “O ambiente doméstico envolve relacionamento conjugal, filhos, situação financeira, entre outros que juntos podem contribuir e desencadear situações de estresse, levando em consideração que cada pessoa tem uma maneira de reagir às atribulações do dia a dia estando mais propenso ou não a ficar estressado”, explica.


Álcool e futebol: mistura para cartão vermelho
O novo estatuto do torcedor proíbe o consumo de bebidas alcoólicas nos estádios, mas interesses comerciais podem flexibilizar a medida para na Copa de 2014

 

O novo Estatuto do Torcedor, sancionado na semana passada, está em vigor e impõe uma série de restrições aos frequentadores de estádios de futebol. Entre as diversas medidas consta a proibição do consumo de bebidas alcoólicas. Mas parece que a regra pode não valer para a Copa de 2014. O assunto gera polêmica e a pressão supostamente imposta pela Fifa em razão de contratos publicitários coloca na berlinda as autoridades brasileiras.

     A Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead) defende que seria um desrespeito à consciência do legislador e da opinião pública abrir negociações para o comércio de bebidas alcoólicas durante a Copa de 2014 ou em qualquer outro momento, já que existe legislação bem consolidada no país e que respalda o banimento do álcool nos campos de futebol.

     “O álcool amplifica rivalidades e a tensão de dois grupos de torcedores apaixonados e em natural oposição e, infelizmente, facilita a expressão da agressividade. Antes, com a garantia habitual da impunidade, o fenômeno se repetia, mas com o Estatuto do Torcedor é possível punir e mesmo excluir a torcida organizada para agressão”, explica o psiquiatra Carlos Salgado, presidente da Abead.
Para literalmente driblar os interesses comerciais, as autoridades brasileiras terão de contar com o apoio da sociedade. Cabe às instituições formadoras de opinião manter o cidadão informado. “É preciso resguardar os interesses da população no que diz respeito à saúde pública e à segurança nos estádios, independentemente dos interesses e intervenções de alguns grupos”, acrescenta Carlos Salgado.
     O psiquiatra destaca ainda que a medida pode ser um grande passo para quebrar convenções sociais distorcidas que associam o álcool ao esporte, por exemplo. Poderá também evitar o uso de figuras públicas, principalmente jogadores de futebol, em campanhas publicitárias, demonstrando alguns dos diversos benefícios que podem ser angariados em longo prazo, além dos evidentes benefícios imediatos. “Futebol é um espetáculo que não precisa de álcool para seu sucesso”, finaliza Carlos Salgado.

Soropositivos têm relação afetiva estável e trabalham normalmente

Estudo do HC aponta que 10% dos pacientes não contam ao parceiro que são infectados pelo vírus e 2/3 transam com pessoas não portadoras do HIV

 

 

Um estudo realizado pela Casa da Aids do Hospital das Clínicas da FMUSP, ligado à Secretaria de Estado da Saúde, mostra que 60% dos pacientes com HIV/AIDS atendidos têm relação afetiva estável, independentemente da orientação sexual. A pesquisa também apontou que 10% não revelam ao parceiro serem soropositivos.

Apesar de infectados pelo HIV, 2/3 disseram ter relacionamento com pessoas não portadoras do vírus. “Embora muitos falem para o parceiro sobre sua soropositividade, ainda há uma pequena parcela que tem dificuldade”, diz  a diretora da Casa da Aids, Eliana Gutierrez. Com 44 anos, em média, a maioria dos pacientes acompanhados pelo serviço é formada por homens que convivem há mais de 10 anos com a doença.

De acordo com Gutierrez, o aparecimento dos anti-retrovirais tornou a Aids uma doença crônica. Dos portadores do vírus que feqüentam a Casa da Aids e fazem uso dos medicamentos, 94%  avaliam o resultado do tratamento como bom.

Outro dado positivo do levantamento é que grande parte está integrada à sociedade produtivamente, pois apenas 16% estão desempregados. “Se dermos uma chance e permitirmos que o paciente de HIV/Aids se trate, ele reconstruirá seu caminho”, diz Eliana.

Com os avanços nas pesquisas, as pessoas infectadas convivem com o HIV e muitos estão envelhecendo com ele e tornando-se pacientes complexos. Mas apesar das complexidades trazidas pelo vírus - pelo uso de coquetel e pela idade - é possível dizer que a situação é muito melhor do que há 20 anos. “Hoje, os infectados pelo vírus já se permitem pensar no futuro”, conclui Eliana Gutierrez.

 

Agência HC de Notícias


Perdão – o alicerce do sucesso


(Capítulo 6 do livro “CARA A CARA COM ALGUÉM MUITO ESPECIAL – Histórias e lições inspiradoras para você se conhecer e vencer – de Eliana Barbosa” – Novo Século Editora)

 

 

A cada dia que passa, mais compreendo o quanto o perdão é um sentimento libertador. Todos nós vivemos em busca do sucesso, seja em que área for, e até já sabemos que um dos ingredientes principais para uma vida bem sucedida é a auto-estima. Porém, poucas pessoas atentam para a  importância do perdão e também do auto-perdão na conquista da vitória, quer pessoal, quer profissional.

A capacidade de perdoar deve ser encarada não só como uma prova de fé e amor, mas, também, como uma prova de inteligência, porque o perdão é capaz de aliviá-lo do peso insuportável do ódio, que não permite que você cresça e prospere na vida.

Eu penso que todos os atendimentos psicoterápicos deveriam ter como base o perdão, porque as neuroses, as doenças, a depressão, os suicídios e todas as misérias materiais ou morais estão intimamente ligados ao ódio que ainda habita o coração da Humanidade.

Sentir ódio é delegar poder àquele que você odeia. O outro passa a mandar na sua vida, ganha a força de manipular os seus passos, porque você fica preso às lembranças desagradáveis do passado e a energia negativa e pesada do rancor não permite que você consiga planejar e realizar os seus sonhos. Você se torna um escravo do ódio e, pior ainda quando passa a alimentar desejos de vingança. É impossível ao Universo apoiar quem nutre dentro de si pensamentos negros de revolta e revanche.

 Analisando a palavra “mágoa”, percebemos que ela nada mais é do que a palavra “ódio” debaixo de uma maquiagem sutil. E só sentimos ódio de quem, um dia, amamos muito e nos decepcionou, em algum momento.  Diante disso, procure praticar o autoconhecimento para pesquisar dentro de si este sentimento tão destrutivo – o ódio -, sem medo de encontrá-lo, muitas vezes, direcionado aos seus pais ou àqueles ligados à sua criação. É preciso encarar com realismo que são as pessoas mais próximas a nós que podem nos causar mais danos, porque nelas depositamos a nossa confiança plena e, muitas vezes, não somos correspondidos. Então, depois de encarar os seus ódios, com coragem, e entender que as doenças e até as dificuldades financeiras são produto da falta de perdão, o próximo e principal passo é começar a perdoar, praticando exercícios simples que, porém, necessitam da sua persistência, porque “feridas abertas” costumam sangrar, de vez em quando.

Eu vou ensinar, aqui, uma técnica que aprendi, alguns anos atrás, que é fantástica e transformadora: durante 21 dias, escreva em um papel 30 vezes, a cada dia, buscando penetrar em um positivo estado emocional, a seguinte declaração: “Eu declaro que me perdôo e perdôo ...(coloque aqui o nome de quem você tem ressentimentos)”. No começo, você pode sentir dificuldades até de escrever o nome da outra pessoa, tamanho é o poder que ela exerce sobre você, mas com o passar dos dias, você irá se sentir mais confiante e começará a perceber que novas oportunidades surgirão em sua vida, novas amizades construtivas e uma alegria que há muito não sentia. É a prova da libertação que está começando a envolver a sua vida, o seu trabalho e os seus caminhos.

E, a partir daí, com a firme intenção de fortalecer o sentimento de perdão, aprimore o seu gosto pelas leituras positivas, porque um bom livro é uma arma abençoada que você pode usar para enfrentar seus medos, rancores, culpas, enfim, para superar os desafios do mundo e vencer!


Matriz cultural e influência nas escolhas dos jovens

 

Venho pensando sobre isso há algum tempo... escolhas. Fazemos várias delas a cada dia, algumas mais importantes que outras, mas sempre escolhas. Minha filha, de 16 anos, realizou um sonho, de uma escolha de muito tempo atrás: fazer um intercâmbio de high school e vivenciar o dia a dia em uma escola americana. Muitas experiências e aprendizado.

Nos encontramos no final do programa, em junho deste ano, na cidade onde ela morou por 10 meses. Qual não foi nossa surpresa: no primeiro café da manhã, ao pedirmos um chocolate quente e algumas torradas, ela escolheu Pink lemonade (espécie de refrigerante de limão, mas de cor rosa) e batatas cozidas.

Me surpreendeu, mas não muito. Sua matriz cultural tinha sido alterada. Assim o termo foi ficando mais claro para mim. Matriz cultural foi tudo aquilo que, por quase 15 anos, tentei imprimir nos meus filhos: meus valores, meu padrão de conduta, meu regime alimentar, minhas prioridades. Enfim, a vida que levo com eles.

Ao passar pela experiência do intercâmbio, a matriz cultural recebeu novas marcas, que incluem os mesmos fatores: valores, alimentação, prioridades...

Como jovem, ela está na encruzilhada da escolha profissional. No terceiro ano do Ensino Médio, com os desafios do vestibular, do Enem; da escolha da carreira, da faculdade, do curso etc. Aos 17 anos tomará muitas decisões. Já não farei parte de muitas delas, mas posso compartilhar outras. Visitamos algumas faculdades, conhecemos os processos seletivos, vimos a estrutura física, o ambiente, entre outros aspectos. Ela fará suas escolhas e tomará suas próprias decisões. A matriz foi impressa e agora poderemos acompanhar os resultados.

Esse é nosso papel como pais; orientar, acompanhar e apoiar. Mostrando que, a partir de cada escolha vem as consequências. Etapas a cumprir: conclusão do Ensino Médio, avaliação do Enem, vestibular, entre outras que virão depois.

Estaremos juntos, acompanhando sempre e torcendo para que façam boas escolhas, lembrando que um dia também já tivemos que fazer as nossas, que nos tornaram o que somos hoje. Mesmo que quisermos, não poderemos poupá-los. Terão que passar por isso. Afinal, é isso que fazemos todos os dias: escolhemos.

 

Leticia Bechara

 


Amizade

 

Quando Maria era pequena uma das coisas que mais queria era uma amiga. Não tinha irmã, então, imaginava que uma amiga seria como uma irmã para ela. Procurava entre as colegas de escola alguém que desejasse ser sua amiga, mas infelizmente, ela não era das mais populares nem aceitava fazer qualquer coisa para conquistar afeição. Logo percebeu que arrumar uma amiga não seria tão simples. Além de ter que confiar em alguém, alguém também teria que confiar nela. Notou que não era possível acreditar em todo mundo. Muitas pessoas mentiam e outras não sabiam guardar segredos. Isso era uma das coisas que Maria achava muito importante – saber guardar segredo. Quase ninguém sabia. Então, percebeu que, se quisesse ser uma boa amiga, teria de aprender a guardar segredo. Com o tempo, ela aprendeu.

Todos vinham lhe contar seus segredos, pois logo entenderam que ela não espalhava as notícias ao vento. Maria ficava feliz com a confiança depositada, mas continuava com um grande problema: não tinha para quem contar os seus segredos. A primeira vez que arriscou confiar em alguém foi traída e tremendamente humilhada. Aquilo doeu demais. Todos os seus colegas de classe se afastaram dela em função de uma mentira inventada por sua “amiga”. Na festa de aniversário que sua mãe organizou para ela naquele ano, apenas José apareceu. Isso ensinou muito a Maria acerca de respeito e lealdade.

Naquele mesmo dia, José ganhou uma amiga para sempre. O tempo passou, e acabaram se distanciando fisicamente. Há algumas semanas, no entanto, José foi criticado publicamente sem piedade. A crítica beirou a humilhação. Maria fez questão de lhe manifestar sua solidariedade e apreço, plantados há mais de trinta anos no solo fértil de seu coração adolescente. Jamais permitiria que seu amigo fosse humilhado na solidão. Nem que fosse a única a apoiá-lo, ele não estaria sozinho, pois a amizade que ela lhe tem não possui prazo de validade.

 

A verdadeira amizade não é somente aquela que enxuga lágrimas, mas também a que empunha a espada no momento decisivo, ainda que para morrer, dada a desigualdade de forças, mas na dignidade de honrar um compromisso fraterno. A verdadeira amizade não é somente aquela que ampara o desvalido, mas a que se rejubila com o sucesso do agraciado sem lhe invejar a posição de destaque ou o salário compensador. A verdadeira amizade é aquela que corre riscos de se frustrar, pois nem todos sabem ser amigos, mas a despeito disso continua acreditando no amor, pois se fez amor para poder acolher alguém. Que Jesus Cristo, o maior amigo que a humanidade já teve, nos sirva de exemplo.

Maria Regina Canhos Vicentin


Príncipe encantado

Pela falta de coragem de encarar a própria realidade, homens e mulheres enganam seus parceiros em busca de uma falsa realidade

 

A questão da homossexualidade por mais bem aceita que possa parecer, ainda é causa de angústia para muitas pessoas que, por força de suas crenças e valores culturais, não conseguem expressar sua verdadeira orientação sexual. A dificuldade para se declarar homossexual reflete o temor das críticas e da rejeição, o medo de perder o amor e admiração dos pais e de familiares e muitos outros conflitos que esses indivíduos apresentam quando constatam, contra suas próprias expectativas, que não se enquadram nos papéis moldados e esperados por seus grupos primários e sociais.

Por mais que se tente dar um tom humorado para o impasse de assumir ou não a homossexualidade, a experiência da indecisão não é engraçada. Ao contrário, envolve dúvidas, sofrimento e, em muitos casos, transtornos afetivos e comprometimento de diversas áreas do seu funcionamento global. Quando um homossexual decide representar o papel de heterossexual ele nega, a si próprio, o direito de exercer livremente sua sexualidade, vive insatisfeito, quase sempre, sente-se uma fraude e culpa-se por enganar suas parceiras.

Um dicionário define encantar por fazer desaparecer, tornar invisível e, encantado como vítima de encantamento, que sofreu influência sobrenatural e imaginária de feitiços, bruxas. Nesse sentido, talvez fosse mais apropriado, tratar os príncipes não por Cinderelas, mas por encantados, pois sofrem a influência dos feitiços imaginários sociais, que fazem desaparecer a verdadeira identidade sexual, torna invisível a realidade, as necessidades e o sofrimento dessas pessoas.

Mas a sociedade de bruxas é essencialmente cruel. Empresto o trecho da canção de Caetano Veloso, para iniciar a frase, por desconhecer construção melhor: “Enquanto os homens exercem seus podres poderes” de julgar e condenar tudo o que não compreendem, experimentam a ilusória sensação de serem mais dignos, honrados, justos e corretos.

Tratamos questões sérias com leviandade e chamamos a isso de “brincadeira”. Mas brincadeira é uma situação na qual as duas partes se divertem. Quando uma parte se diverte e a outra sofre, é crueldade disfarçada.

Nós, seres humanos, temos a presunção de nos considerarmos acima dos outros. Até que a vida nos revela, à duras penas, que também somos os outros para os demais e, portanto, passíveis da mesma sorte de acontecimentos. O escritor, Paulo Mendes Campos, na sua crônica Para Maria da Graça, escreve: “Se gostas de gato, experimenta o ponto de vista do rato”.  Se dispuséssemos de sensibilidade empática, poderíamos contemplar as dificuldades alheias com mais dignidade e, ainda que não pudéssemos compreendê-las, vivenciá-las na própria pele, nos limitaríamos a respeitá-las.

Como o encontro com a verdade nem sempre é agradável e exige muito esforço para pesquisar, entender e modificar nossas padrões de pensamentos e crenças inscritos e cristalizados em nossas mentes, preferimos nos manter na superficialidade da ignorância. Desse modo, negamos a existência de um problema existencial, emocional, afetivo, social e continuamos a “brincadeira” do sadismo, aquela em que um se diverte com o sofrimento do outro.

Os príncipes encantados, homens que não encaram sua verdadeira sexualidade, são os únicos conhecedores da tristeza de viver sob um formato diferente da sua verdadeira natureza, mas, em algum lugar da consciência, eles sabem que existem antídotos para reverter o feitiço. É perfeitamente possível assumir a verdadeira identidade sexual, tomar as rédeas da própria vida e desfrutar sua sexualidade da maneira que melhor lhes convierem e lhes satisfazerem. Basta ter coragem para exorcizar o medo das bruxas e quebrarem o encanto das pressões que a sociedade, mas, principalmente, eles próprios impõem a si mesmos. 

 

Mara Lúcia Madureira


Equilíbrio e bom humor durante a temida TPM

Substância natural extraída de vegetal auxilia no processo de bem-estar e diminui os sintomas mais comuns da TPM como nervosismo, depressão e ansiedade.

 

Pesquisas comprovam que o 5-HTP Natural, substância extraída do Griffonia Simplicifolia, um vegetal originário do oeste da África, reduz quadros de insônia e ajuda a controlar a ansiedade e o apetite, sintomas da síndrome da tensão pré-menstrual, um mal que atinge 80% das mulheres todos os meses semanas antes da menstruação. O produto também equilibra as oscilações hormonais que normalmente deixam as mulheres mais vulneráveis à irritação e mais sensíveis. Essas oscilações também causam alterações físicas nesse período como dores de cabeça, cólicas e inchaço pelo corpo, além das constantes mudanças de comportamento.

Segundo a farmacêutica Eliane Cristovão, o 5-HTP é uma substância precursora da serotonina, responsável direta pela regulação de vários processos vitais do nosso organismo entre eles o sono, a estabilidade emocional, a sensibilidade à dor e o controle de enxaquecas e da ansiedade. A serotonina é uma substância neurotransmissora, isto é, age na comunicação entre neurônios e seus baixos níveis no organismo estão intimamente ligados a quadros de depressão, estresse e insônia.  Estudos clínicos revelaram que o 5-HTP melhora a disposição e seu uso pode aliviar ataques de estresse em razão do seu efeito calmante e de suas propriedades que oferecem sensação de bem-estar, o que contribui para garantir prazer e melhorar o humor.

Eliane explica que outros princípios ativos combinados podem auxiliar na diminuição dos sintomas da TPM. “A Vitamina B6, o Óleo de Prímula, a Chamomila, a Melissa, o Maracujá e a Valeriana possuem atividade calmante, sedativa, ansiolítica e relaxante”, finaliza.


Pessoas que não fazem nada são infelizes, diz pesquisa

Ocupar o tempo com um emprego ou afazeres pode ser a felicidade da vida

 

ammy Williams, Sadness - Oil pastel on sketch paper

 

Quem não gosta de uma folginha né? Ela dá até um prazer incomparável e aproxima da felicidade. Mas o repouso em excesso pode apontar para o contrário. Um estudo da Universidade de Chicago, EUA, indica que as pessoas com tarefas diárias, mesmo que maçantes, podem ser mais felizes que aquelas que simplesmente não fazem nada.

“As pessoas, no mundo todo, estão sempre fazendo algo, vivendo, ganhando dinheiro, fama, ajudando os outros no final de semana. Mas é provável que nós não façamos isso apenas por necessidade: as pessoas têm excesso de energia e evitar fazer nada pode ser algo inerente ao ser humano”, pondera Christopher Hsee, pesquisador que, junto com Liangyan Wang, da Universidade de Shangai, na China, estudou o nível de felicidade que tarefas diárias trazem para os indivíduos.

Os voluntários da pesquisa tiveram que preencher dois questionários sobre seu humor. Um deles era feito em grupo em um local e o segundo podia ser preenchido no mesmo local ou em outro prédio, sendo necessário certo “trabalho” de logística para chegar ao destino. Mas quem respondesse imediatamente ou se deslocasse até um novo local, eram recompensados.

Para o pesquisador, aqueles que optavam por se deslocar (o que necessitava um trabalho mínimo de planejamento) mostravam um nível de felicidade maior do que aqueles que haviam completado as tarefas no mesmo local. O número de voluntários também aumentava quando as recompensas eram similares, mas não idênticas: um objetivo que também indicava algum nível de trabalho – no caso intelectual – envolvendo o exercício do poder de decisão.

No entendimento dos especialistas, os indivíduos que escolhiam se ocuparem de alguma maneira, provavelmente, optou por isso porque as fazia mais felizes. “Mecanismos e estratégias que ocupem as pessoas de alguma maneira – não necessariamente trabalhando mais ou ficando mais horas no escritório – podem ser bastante benéficos para diminuir os níveis de depressão em algumas pessoas”, aponta Hsee.

“O trabalho e as tarefas diárias dão as pessoas o sentimento de realização pessoal e profissional que os ajudam a construir e manter sua identidade perante si mesmo e a sociedade. Pessoas ociosas tendem a ficar mais ansiosas e o que pode desencadear alguns transtornos que não contribuem em nada para a felicidade”, opina a tutora do Portal Educação, psicóloga Denise Marcon.


Ciúme que mata

 (vítimas: Eliza Samudio, Mercia Nakashima, Sandra Gomide, Eloá Pimentel....) 

 

 

Ciúme é um sentimento que todo mundo tem, mas quase todos escondem.A maioria convive até bem com ele; porém é um sentimento extremamente forte, capaz de levar as pessoas às mais extremas consequências – mesmo pessoas maduras e de alto nível sócio-cultural. Exemplo disso foi o caso do jornalista Antônio Marcos Pimenta Neves, assassino da então namorada Sandra Gomide, que  a matou há 10 anos.

    Também acontece na outra ponta, com jovens pobres, como foi com Lindemberg Alves, que  manteve a namorada Eloá Pimentel dos Santos sequestrada por mais de 100 horas em 2.008 num apartamento da periferia de Santo André , matando-a a seguir à vista de todos.

       Estamos acompanhando agora a reconstituição do assassinato da advogada Mercia Nakashima que, para a polícia, é de autoria do ex-namorado Mizael Bispo de Souza, auxiliado pelo seu contratado, o vigia Evandro Bezerra da Silva.Como nos casos anteriores, o motivo teria sido  ciúmes.

    Ainda em investigação, o provável assassinato de Eliza Samudio, a mando do goleiro  Bruno, do Flamengo, teria tido a participação da namorada dele, Fernanda Gomes de Castro.Por quê ela participaria disso ? Ciúme de Eliza? Medo que o namorado assumisse a ex-amante?.

O ciúme, embora quase sempre negado, é um sentimento tão comum em nossa cultura, que muita gente já foi absolvida no passado usando-o como justificativa.

       Ainda hoje, penas são amenizadas e crimes maiores são acobertados alegando-se ciúme. Não seria esse o caso do assassinato do Cel Ubiratan Guimarães, comandante do Massacre do

     Carandiru em 1.992,  cometido em tese pela namorada Carla Cepollina após um ataque de ciúmes  no apartamento dele?

       Então, estamos falando de algo muito sério, que deveria ser assumido, melhor entendido e mais observado por nós mesmos.  Primeiro vêm a paixão, sonhos, juras de amor eterno.Um céu azul maravilhoso cerca o casal.Porém, algo de errado acontece. No céu, uma nuvem escura aparece e aquele castelo de amor parece estar arruinando, tirando o sentido da vida.Chocada por ciúmes, a pessoa se embriaga em dor e sentimentos que navegam entre a tristeza e o ódio.

Confunde-se o real e o imaginário.O céu vira inferno.A dor toma conta do ser e tem que ser extirpada, aniquilada, independentemente das conseqüências. Daí vem o grande risco!

Ciúme é uma emoção instintiva criada pelo psiquismo como reação ao medo de perder e pode basear-se no real ou na imaginação. É quase sempre negado, porque demonstra a nossa falta de auto-confiança e aguça o nosso complexo de inferioridade; já que sempre pensamos que há uma outra pessoa.

Tudo piora quando começamos a ‘imaginar’ como será essa outra pessoa, ou quando a conhecemos e  nos comparamos a ela.

O ciúme está relacionado com a falta de confiança no outro ou em si próprio e, quando  exagerado, pode tornar-se patológico e transformar-se em uma obsessão.

Então vem a vontade de saber todos os passos do parceiro de controlá-lo e podem ocorrer agressões verbais e físicas.

O ciúme é sempre acompanhado por outras emoções negativas e poderosas: medo, ansiedade, incerteza, insegurança, desconfiança, humilhação, tristeza, desgosto, raiva, descontrole, vingança, depressão…

Enquanto algumas pessoas conseguem lidar bem com essas emoções e todas as outras que o ciúme provoca, administrando até bem aquilo que sentem; outras não conseguem contê-las e precisam expressá-las ao seu companheiro; quer em tom de vitimização e proteção, quer em tom acusatório e possessivo.

 

O ciúme saudável :

Temos que considerar que o amor verdadeiro traz a cumplicidade e o compromisso pela felicidade mútua.Ainda que possamos sentir, em alguns momentos, uma pequena dose de ciúmes, é necessário aprender a lidar com as nossas inseguranças.

À medida em que vamos conquistando a autoconfiança, o respeito pelo espaço do outro, estaremos também cultivando a saúde dos nossos relacionamentos.

Todo aquele que se dispõe a amar e a viver um bom relacionamento, zela pelos cuidados necessários à sadia convivência com a pessoa amada.Por isso, não faz do outro objeto de sua propriedade.Por mais que amemos a pessoa ao nosso lado, não temos o direito de posse da sua liberdade.

Para não perder um grande amor ou não sofrer de ciúmes. a grande dica é: Faça-o admirar sempre! Busque recursos para isso e seja criativo.Tratar bem, controlar o ciúme, deixar a pessoa viver e “respirar” independente de você, fará com que a admiração seja tanta, que nunca se imaginará sem um parceiro tão fantástico e cúmplice.

Cuide muito bem de você para ser admirado. Ninguém o amará se você não se cuidar e, principalmente, não amar a si mesmo!

Lembre-se sempre: os ciúmes destroem uma amizade, um namoro, um casamento, uma igreja, uma família, uma equipe de trabalho, etc. Caso sofra deste mal, não deixe nunca de procurar ajuda, pois você merece ser feliz.

 

 

Dr Alessandro Vianna

Pelo Psicoterapeuta Alessandro Vianna* (o autor também concede entrevistas sobre este e outros temas)

 


Peso ideal é determinante para sucesso e felicidade?

Em contrapartida à ditadura da beleza é possível ter autoestima e se dar bem mesmo longe do que todos consideram o “peso ideal”

 

Especializada em comportamento e blogueira famosa na rede – com seus artigos que abordam temas como relacionamento e autoestima – a terapeuta floral Fátima Repanas garante o que muita gente parece ainda não ter percebido: para encantar e conquistar outras pessoas alguns atributos contam muito mais. “A aparência impressiona sim, durante os primeiros dez minutos! Depois é você com seu charme, inteligência, carisma, sensualidade e alma”, aponta. “Todo este sucesso pode vir em um corpo mais robusto ou muito mais robusto. O processo de se olhar no espelho e se ver bonita começa na cabeça. Só depois vem o cabelo, a maquiagem, o peso”.

Fátima é autora do polêmico artigo “A menina gorda”, um texto que ilustra o sucesso e a felicidade que uma pessoa segura a respeito dos seus pontos positivos pode conquistar, independente do peso. “No texto, inspirado em muitas experiências, a menina nem percebe que está acima do que os outros consideram um peso ideal. Ela é segura a respeito de sua imagem, é feliz e faz muito sucesso com o sexto oposto”, detalha. A profissional afirma que o posicionamento adotado pela personagem criada por ela, acaba chocando algumas pessoas. “Infelizmente invejamos o bem sucedido, o que brilha, Quando vemos uma gordinha linda, que se ama e é sensual, isso nos deixa com raiva. Então tentamos destruir, desdenhar”.

A terapeuta esclarece também que na vida real o olhar que temos sobre nossa imagem está ligado à autoestima e que isso independe de estar dentro dos padrões tidos como ideais. “Cada um tem um espelho próprio. Ele começa a ser construído quando ainda somos crianças, por nossa família, nossa turminha no colégio, da rua. Dependendo do espelho que construímos, quando adultos nos amamos o suficiente para não ligar para comentários negativos. Logo, estar acima do peso é um detalhe”, aprofunda a profissional. “Magros, gordos, belos, não tão belos, brancos, negros, exóticos, extremamente lindos, enfim, não existe biótipo específico para baixa autoestima”.

Fátima lembra ainda que o processo de construção da autoestima é contínuo e sofre influência de fatores externos, como a cultura do local onde vivemos. “Por aqui, nos vendem que para sermos amados e amar temos que ser magros, sarados. As personagens principais de uma novelas podem ter muitos perfis: boa, má, branca, negra, rica ou pobre. Porém, todas só têm uma coisa em comum: são magras”, cita. “Infelizmente, muitas vezes os valores começam de fora para dentro, o que acaba gerando uma busca por um padrão distante do real, difícil de atingir".  

Quando o assunto é beleza, Fátima acredita em uma regra: você reflete o que seu interior emana. “Portanto, a questão de ser bela pode ser muito mais fácil de surgir em você, só olhando para seu interior, do que seguir a dieta do brócolis por uma semana”, diz. “É preciso se amar, se aceitar de verdade. O mundo sentirá isso e devolverá com a mesma intensidade”. Para isso o caminho é o autoconhecimento. “Mergulhar dentro de si mesma e descobrir que o mundo é muito maior do que aquilo que te cerca é a verdadeira saída. Uma pessoa segura de si mesma consegue o que quer, independente da sua aparência”.

Um dos caminhos para esse mergulho se tornar mais fácil é a terapia. A ajuda de um profissional pode ser fundamental para entender as emoções e ações e fornecer ferramentas para promover verdadeiras transformações na autoesima.  Uma dessas ferramentas podem ser os Florais de Bach, reconhecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e com resultados comprovados em diferentes partes do mundo. As 38 essências têm como função básica restaurar o equilíbrio das emoções, agindo sobre o paciente e não sobre o problema. Existem algumas combinações que, inclusive, podem ajudar na melhora da autoestima. “É importante dizer que essas combinações de florais são individuais. Cada pessoa é um universo diferente, portanto cada floral é particular. O floral muda de acordo com as suas mudanças, na sua velocidade e aceitação”. explica a terapeuta.


Descansar, sim!

 

Segundo fisioterapeuta do Hospital San Paolo, Shirley Crispilho, atividades como relaxar e alongar durante o trabalho, além de fazerem bem para o corpo e para a mente, são essenciais para o rendimento profissional

A realização das tarefas profissionais durante o dia podem fazer com que, muitas vezes, as pessoas esqueçam que tão importante quanto trabalhar e manter seu emprego é realização de atividades que otimizem essa posição. Separar momentos para se praticar o descanso e o relaxamento depois de um cansativo dia de trabalho é fundamental. Se o corpo e a mente estiverem cansados e estressados, certamente as atividades mais simples parecerão mais pesadas.

Para a fisioterapeuta do Hospital San Paolo, Shirley Ferraz Crispilho, alongamentos devem ser feitos todos os dias, mesmo na ausência de esforço físico. “Praticar esportes ou frequentar academia não necessariamente garantem o real equilíbrio da vida e o bom funcionamento do corpo”, explica a especialista. Desta forma, entende-se alongamento como uma manobra terapêutica que tem por objetivo esticar os músculos. Assim, essa atividade garante o aumento da amplitude de movimentos do corpo. O exercício também é importante depois da realização de atividades físicas, pois, além de ajudar na tonificação dos músculos, elimina do organismo os resíduos químicos indesejáveis.

Durante um dia cheio de trabalho, ter um momento de relaxamento é essencial para o reabastecimento de energias, que em falta, acarretam à confusão mental e à depressão, além de causar ansiedade e até mesmo hipertensão. Para relaxar, alguns minutos são suficientes, principalmente em ocasiões de estresse como o trânsito ou uma agenda lotada.

 

 A fisioterapeuta do San Paolo esclarece que os sentimentos de raiva, frustração e rancor sobrecarregam o corpo e dificultam o processo de organização mental. ”A mente, após o relaxamento, fica livre dos pensamentos alheios e indesejáveis”, alerta Crispilho.

É possível aperfeiçoar o desempenho pessoal na rotina diária mesmo durante o expediente. Esticar braços, pernas e pescoço, conduzem ao bem-estar corporal, assim como uma postura correta pode diminuir o cansaço de atividades repetitivas. “Qualidade de vida significa ter as áreas mental, física e emocional bem equilibradas. Se cansar é normal, mas o cansaço excessivo sem um momento de relaxamento e cuidados com o corpo adequados podem causar a queda ou aumento da pressão e do metabolismo, fato que representa um perigo à saúde”, finaliza Shirley Crispilho.

 


Recall do ser humano

 

Recall é uma palavra inglesa que significa “chamar de volta” ou “recolha de material”, geralmente ocasionado pela descoberta de problemas relacionados com o produto. O recall é uma tentativa feita pelo fabricante para limitar a responsabilidade por negligência corporativa e evitar danos à empresa fabricante e obviamente aos que estão em contato direto com o produto. Geralmente envolvem a substituição do produto recolhido ou o pagamento dos danos causados pelo uso do produto defeituoso, ou ambos.

Às vezes é feito com grande alarde, para dar a impressão de que é uma indústria séria, que reconheceu seu defeito e tomou as devidas medidas corretivas e às vezes é feito na calada da noite, sem nenhum alarde ou notas na imprensa, para não causar perguntas incômodas. Na verdade, a própria decisão de fazer um recall passa por uma análise criteriosa de perdas e ganhos.

No Brasil, os recalls ficaram conhecidos principalmente através da indústria automotiva e logo se estenderam para praticamente todos os segmentos do mercado.

Exemplos de recalls mais recentes são de carros diversos, brinquedos, embalagens, alimentos contaminados, medicamentos, vacinas, carrinhos para transportar bebês, etc.. O último recall que vimos foi da rede McDonald’s, que está retirando do mercado americano 12 milhões de copos de vidro com desenhos do filme Shrek, pois os desenhos das figuras contém cádmio, um metal sabidamente tóxico e cancerígeno.

A cada dia, vemos um novo tipo de recall pelo mundo, mas existe um em particular que pode estar em andamento e que ninguém percebe ou divulga: é o recall do ser humano!

Sem dúvida existem lotes defeituosos na praça, pela simples constatação do aumento de problemas pelo mundo, como por exemplo uma falta de respeito generalizada, pedofilia e criminalidade crescente, novas drogas mais potentes e populares a cada ano, desprezo pela vida em geral, ataques ao planeta de todos os lados, como o recente e ainda em curso vazamento de petróleo no golfo do México, desmatamentos, contaminação química de todos os tipos, alimentos geneticamente modificados, doenças criadas em laboratórios, e um sem número de desmandos feitos pelo homem.

Se considerarmos o homem como um produto, ele é, sem dúvida, um produto perigoso não só para si próprio como para todas as espécies do planeta e também para a harmonia do sistema. Dentro desta lógica, está na hora de se fazer um recall do produto ser humano, para o bem geral dele mesmo e de todas as espécies.
Os religiosos podem dar outra conotação, chamar este evento de juízo final, apocalipse, final dos tempos, e assim por diante, mas para aqueles que gostam de termos mais técnicos, podemos dizer simplesmente que está na hora de fazer um recall, pois o mercado já está ciente da existência de lotes defeituosos que exigem um reparo por parte da empresa responsável.

Talvez este recall já tenha iniciado e ainda não tomamos consciência de sua existência, pois sua divulgação segue outros padrões e estamos muito desatentos. Tanto isto é verdade que muita gente nem sabia do recall dos 12 milhões de copos do McDonald’s.

 

Célio Pezza


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