O amor não é mais o mesmo, as
novidades já não superam a rotina, a beleza perdeu o
encanto... Será que o divórcio é a melhor saída?
Colocar fim em um relacionamento
já é difícil, e quando esta relação que existe há muitos anos
gerou filhos, sentimentos e planos? A sensação de dever não
cumprido e a falta do que já existiu toma conta dos cônjuges,
estabelecida assim a crise no relacionamento.
A novidade do
início do relacionamento se tornou cotidiano (“a grama da
vizinha parece mais verde”), o corpo da amada perdeu a firmeza
e ganhou peso (por ter que trabalhar mais, cuidando-se menos)
e o sexo piorou (até porque ele se dedica menos); a economia
de dinheiro que pensou que ocorreria não se realizou; o
companheirismo continua bom, embora não alimente mais como
antes; e as brigas cotidianas sobre esses e outros assuntos
geraram um desgaste no relacionamento.
Segundo o
psicólogo e hipnoterapeuta Bayard Galvão, a hora de se separar
acontece quando o homem ou mulher percebe mais custos/ dores/
tristezas do que benefícios/ prazeres/ felicidades no
casamento, adicionando-se a isso o fato de ter buscado
diálogos que se mostraram infrutíferos, e não tenham promovido
as mudanças buscadas para melhorar o relacionamento. Além de
começarem a notar que os momentos que geram mais dores, do que
prazeres, tendem a se prolongar de tal forma e com tantas
dificuldades que, mesmo sendo uma fase do relacionamento, caso
ficassem mais 3 anos juntos, o esforço não seria válido.
Fundamental
também analisar se o que mantém o relacionamento são as
belezas do passado ou a esperança de uma melhoria, pois por
vezes, é a única coisa que o sustenta, o que torna o presente,
que é o único viver real, uma ponte de um momento do que foi
para o que pode vir a se tornar, e viver assim é uma
eficiente maneira de viver mal.
Contudo, se a
decisão for separação, o cuidado com os filhos é muito
importante. “Os pais são, na maioria das vezes, as lentes que
os filhos usam para olharem para o mundo, relacionamentos e
eles mesmos, o mesmo vale para como lidar com a separação,
então, tanto mais os pais estiverem tranquilamente decididos
em relação ao divórcio, tão maior tende a ser a calma que
passarão para os filhos sobre esse processo” – garante Bayard
Galvão.
Por fim, para
superar a perda do companheiro, Bayard ressalta que é
importante aceitar que não se é tão bom quanto gostaria de
ser. E que algumas pessoas são para os outros como vinho
tinto, quanto mais tempo passa, melhor elas se tornam; outras
como vinho branco, quando jovens, são agradáveis, mas na
medida das dificuldades da vida, vão perdendo seu sabor e
vitalidade; outras como aceto balsâmico, gostada por alguns,
mas dificilmente buscadas como fonte diária de sabor; outras
como água, matam a sede e tem pouco gosto.
“Importante
aceitar que as dores da separação são uma realidade, e que
apenas o tempo, na medida em que forem tomadas iniciativas
para mudar o seu estado, finalizará as suas dores.” – conclui.
Bayard Galvão
Ele não assume, mas também
não desiste!
Ele não desiste, mas também
não assume!
Já ouvi muitas mulheres
reclamando da falta de postura dos homens. Sejam maridos,
namorados ou apenas “rolos” (encontros casuais), elas pedem
uma atitude mais assertiva e coerente, mas eles insistem em se
fingirem de mortos.
Justiça seja
feita, também existem mulheres que se comportam desta maneira.
Ou seja, estamos falando de pessoas que simplesmente não se
colocam! Não desistem, não vão embora, mas também não assumem
e não se comprometem. Infelizmente, vão levando a vida assim,
sem fazer escolhas, sem se entregarem sequer aos seus próprios
sentimentos.
Bom lembrar
que o silêncio ou a ausência são as formas mais fáceis de se
enlouquecer uma pessoa, porque ela fica sem referências, sem
respostas, sentindo-se perdida em seus próprios pensamentos,
sem ter uma negação ou uma confirmação. Portanto, trata-se de
uma enorme covardia usar desta “arma” da comunicação para
lidar com alguém a quem se ama, pelo menos supostamente. Duas
pessoas precisam dialogar para se entenderem. Se isso não
acontece, a tendência é que ao menos uma delas se sinta
completamente sem norte!
E quem está
nesta situação, tentando experimentar uma relação mais madura
ou, pelo menos, mais clara, termina sem saber o que fazer,
como agir e até onde cobrar. Na expectativa de que uma
conversa ou uma decisão pessoal possa esclarecer quais são as
verdadeiras intenções do outro, passam semanas, meses e até
anos à espera de uma resposta. E quando, cansadas de tanto
silêncio, tantas desculpas ou tantas contradições, pressionam
de forma mais categórica e exigem um posicionamento, o outro
geralmente reage – e bem mal!
Comumente,
esses tipos se colocam no lugar de vítimas, acusando o outro
de fazer pressão demais, de cobrar demais e de não ser
compreensivo. Daí, aproveitam para justificar sua falta de
postura baseando-se no momento caótico: o da gota d’água,
quando já não se agüenta mais e parte-se para o extremos das
acusações. E assim, como se realmente estivessem cheios de
razão, são capazes de ir embora ou de simplesmente voltarem à
inércia inicial após a crise, como se nada tivesse acontecido,
deixando ao outro a impressão de que são, de fato, exagerados,
loucos ou incompreensivos.
A questão é a
seguinte: um relacionamento é composto por duas pessoas.
Quando uma tem perguntas e a outra não quer dar respostas, ou
quando uma assume o que sente e se compromete e a outra apenas
vai levando, alguém terá de tomar uma decisão e, obviamente,
vai sobrar para quem está em busca das respostas, para o mais
maduro, para quem sabe o que quer para sua vida.
Se este é o
seu caso, ou seja, se a pessoa com quem você se relaciona não
desiste de você, mas também não assume o que quer, você mesmo
terá de encontrar as respostas que deseja, nem que sejam as
suas próprias. Isto é, se está cansado de esperar o
posicionamento do outro, exausto de cobrar, de pressionar, de
tentar conversar e ele continua feito uma estátua, fazendo-se
de muda, cega e surda, prepare-se para algumas resoluções
básicas.
Em primeiro
lugar, comece a reforçar sua segurança. Ou melhor, dia após
dia, passe a repetir para si mesmo o que você quer para seu
futuro, o que espera de um relacionamento, o que pretende
viver com a pessoa que estiver ao seu lado, supostamente
compartilhando a vida.
Em seguida,
mas somente quando se sentir seguro o bastante do que deseja,
deixe bem claro ao outro que seu limite está chegando ao fim e
de que, embora goste muito dele e queira muito manter essa
relação, precisa da participação efetiva e contundente dele.
Caso contrário, pretende desistir desta situação e tentar
recomeçar.
Não se
esqueça de falar direta e objetivamente sobre o que quer.
Casar? Ter filhos? Usar aliança? Morar junto? Não sei...
descubra exatamente o que você deseja e informe o outro,
assumindo seus sonhos sem medo de parecer cafona ou antiquado.
É sobre sua vida, seu futuro e sua felicidade que estamos
falando e se nem você mesmo souber o que deseja, será difícil
convencer o Universo de que você merece tudo isso!
Por fim,
estabeleça um tempo limite para que o outro se coloque, assuma
ou desista categoricamente desta relação. Enfim, para que te
deixe saber o que ele realmente pretende, sem ficar te
enrolando indefinidamente e fazendo você perder tempo
investindo neste encontro. Mas não precisa contar sobre esse
limite para o outro. É uma decisão sua, que não deve ser
compartilhada por uma razão óbvia: caso essa data chegue e
você não se sinta pronto para colocar um ponto final nesta
história, poderá estabelecer uma nova data limite. Isso evita
que você fale e volte atrás, perdendo sua credibilidade e
deixando o outro acreditar que você só promete que vai
terminar, mas na hora “h”, não cumpre.
E assim,
consciente do que quer e se sentindo seguro quanto ao que
merece da vida, assuma-se e pare de esperar pelas respostas do
outro, que vem mostrando há tempos que não se importa com suas
perguntas! A maior responsabilidade pela realização de seus
desejos é, felizmente, sua! Portanto, faça acontecer!
Na TPM, antes de perder a cabeça,
tome banho! O banho com a água de
gerânio tem efeito calmante, antidepressivo e sedativo, atenuando
o desconforto do desequilíbrio hormonal, inclusive na menopausa.
Se você é uma das milhares de
mulheres que todo mês padecem dos efeitos malignos da TPM ou se já
está enfrentando o drama da menopausa, deveria experimentar um
tratamento natural, que não apresenta efeitos colaterais, é barato
e além de tudo gostoso: o banho com água de gerânio.
A água é obtida da maceração do gerânio originário do
Marrocos, ou seja, trata-se de uma água cosmética com leve perfume
da flor, que durante a maceração transfere para a água mineral
parte de seus princípios ativos, seus óleos essenciais. Ela pode
ser utilizada tanto para banho quanto para aromatizar ambientes
através de vaporização.
Segundo o Professor de Cosmetologia, Diretor do IPUPO,
Consultoria em Desenvolvimento Cosmético, e Coordenador da
Pós-Graduação e MBA em Cosmetologia em parceria com a Unicastelo,
Maurício Pupo, o gerânio é rico em óleos essenciais que atuam de
maneira natural nos distúrbios hormonais da mulher.
Os componentes do óleo essencial do
gerânio marroquino são ricos em moléculas, responsáveis pelo seu
odor ou perfume, que são capazes de penetrar no corpo, tanto na
pele, quanto através da respiração, e atuar como se fossem
verdadeiros reguladores hormonais, O fato é que essas moléculas do
perfume do gerânio são quimicamente muito parecidas com as
moléculas dos hormônios femininos e são capazes de interferir até
na libido, energizando todos os órgãos sexuais e reprodutivos da
mulher.
De fato, alguns
especialistas em aromaterapia chegam a considerar o óleo de
gerânio como o “óleo da mulher”, um fito hormônio natural. Eles
dizem que ele tem a função de estimulante das glândulas supra
renais, da tireóide e do sistema linfático. Também equilibra as
emoções e melhora as oscilações de humor causadas pela TPM e pela
menopausa.
Como utilizar o óleo De acordo com o especialista, no Brasil não se encontra a
água já preparada. “A mulher deverá comprar o óleo essencial de
gerânio, que é encontrado nas farmácias de manipulação, e
adicionar de uma a duas gotas num litro de água. Agitar
vigorosamente e logo em seguida banhar-se com esta água. Isto pode
ser feito após cada banho”.
Outra alternativa para quem quer ter menos trabalho é
“comprar o óleo essencial do gerânio marroquino e pingar uma gota
em cada pulso e massagear sem retirar. Basta repetir este
procedimento três vezes ao dia. E nos casos mais graves, pode-se
misturar duas a três gotas do óleo em 100 ml de óleo de amêndoas
ou castanhas e usá-lo para massagear as pernas, os braços e a
região do abdômen exatamente por cima do útero e dos ovários”,
afirma Pupo.
Prof. Maurício Gaspari Pupo
Depressão compromete vida sexual
da mulher
Pesquisas realizadas pela Dra.
Carmita Abdo, psiquiatra e coordenadora do ProSex (Projeto
Sexualidade) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas
de São Paulo, confirmam a relação entre depressão e
comprometimento da libido feminina.
Metade das mulheres que procuram o
ProSex (Projeto Sexualidade) do Instituto de Psiquiatria do
Hospital das Clínicas de São Paulo, sofre de baixo desejo sexual.
Entre elas, 40% estão ou já estiveram em tratamento para
depressão. Até recentemente, a disfunção sexual decorrente de
tratamento antidepressivo também prejudicava a adesão ao
tratamento. Nova geração de medicamento para depressão pode
reverter o quadro de baixa adesão.
O Estudo Mosaico
Brasil, realizado em 2008, avaliou o comportamento afetivo-sexual
de mais de 8.200 brasileiros, 49% do sexo feminino. Comparando as
mulheres participantes na faixa etária de 41 a 50 anos em
tratamento para depressão com aquelas que não estavam em
tratamento, observou-se que havia 22,6% delas com inibição de
excitação sexual entre as que estavam em tratamento, contra 15,4%
entre as que não estavam.
“A depressão causa desânimo e
desinteresse geral, além de afetar a produção e a liberação de
hormônios sexuais, o que interfere diretamente sobre a libido
feminina”, afirma a Dra. Carmita Abdo, que estuda o comportamento
e os problemas sexuais em homens e mulheres há mais de três
décadas.
Até recentemente,
a disfunção sexual decorrente de tratamento antidepressivo também
prejudicava a adesão ao tratamento. Estudos demonstram que a
disfunção sexual atinge de 30% a 70% dos pacientes que tomam
antidepressivos, sendo uma das causas de abandono ao tratamento e
ao medicamento já a partir do primeiro mês*.
“Há uma nova
geração de medicamentos que minimiza esse efeito indesejável, o
que pode contribuir para aumentar a adesão ao tratamento”, afirma
a psiquiatra. “Isso significa um grande avanço, pois a interrupção
prematura da medicação pode levar a um aumento de casos de
recorrência dos quadros depressivos", afirma.
Depressão e mulher
Estima-se que 17 milhões de pessoas
tenham depressão no Brasil, ou seja, 10% da população. O problema
é mais prevalente entre as mulheres. Estatísticas mundiais apontam
que elas sofrem duas vezes mais com o problema do que os homens.
Uma
das razões são as flutuações hormonais, mais pronunciadas na fase
reprodutiva das mulheres. Segundo a psiquiatra, os períodos de
oscilação dos hormônios, como ciclo menstrual, gravidez, pós-parto
e menopausa coincidem com os picos de incidência de depressão nas
mulheres.
“A depressão,
quando não tratada, pode comprometer vários aspectos da vida, tais
como o profissional, o emocional, os relacionamentos e até a vida
a dois”, afirma. “Por isso a relevância do diagnóstico seguro e da
adesão total do paciente ao tratamento adequado”, destaca a
especialista.
Sintomas funcionais
Pesquisa Ibope realizada com 1.100
mulheres em oito cidades da América Latina aponta que os aspectos
funcionais da depressão são subestimados. Em 78% das
entrevistadas, tristeza, melancolia e desânimo são os sintomas
mais associados à depressão. Alterações no sono e perda do desejo
sexual aparecem no outro extremo, cada qual com 3% das citações.
“As pessoas relacionam
depressão à sensação de tristeza ou angústia. Entretanto, a
depressão pode ser a causa da pouca vontade de fazer sexo ou do
isolamento afetivo e social”, afirma a psiquiatra, destacando a
importância de estar atento também para os sintomas funcionais da
depressão.
Estudos relacionados ao tema:
* A disfunção sexual associada ao
tratamento com antidepressivos atinge entre 30 e 70% dos
pacientes, levando à falta de adesão, com abandono ao medicamento
já a partir do primeiro mês de administração. Com isto, aumentam
os casos de recorrência de quadros depressivos, pela interrupção
prematura da medicação. (Nurnberg HG et al. JAMA 2008
Jul23;300(4):395-404)
- O que mais os pacientes desejariam
melhorar nos medicamentos antidepressivos é: eficácia (54%),
manutenção do desejo sexual (34%) e manutenção do peso (32%)
(Ashton AK,Jamerson BD, Weinstein WL, Wagoner C. Curr Ther Res
Clin Exp. 2005)
Não sou perfeita, e daí?
Que ser mulher não é fácil, isso
todas nós já sabemos... Aliás, acredito que a maioria de nós já
não agüenta mais esses artigos que ficam dando dicas e mais dicas
sobre como equacionar a rotina do trabalho, da casa, da família e
ainda estar maravilhosa no final do dia sobre um belíssimo salto
10! Por falar em 10, essa bem que poderia ser a nossa avaliação
por parte daqueles a quem dedicamos as melhores horas do dia... O
Chefe, a equipe de trabalho, o marido e os filhos.
Como podemos
manter a nossa sanidade enquanto o nosso check-list de obrigações
só cresce? Um bom começo seria quebrar pelo menos algumas dessas
ilusões que tomamos feito bandeiras a serem defendidas como
verdades absolutas, como a de que conseguimos conciliar facilmente
todos esses papéis com muito charme e elegância. Excetuando-se as
milionárias de plantão, e olhe lá... Estar glamourosa na frente do
fogão, durante uma troca de fraldas ou quando aplicamos hidratação
nos cabelos enquanto lavamos as roupas da semana e a casa é
organizada, é uma tarefa no mínimo impossível!
Entender isso é o
primeiro grande passo para nos libertarmos das algemas dos
perfeccionismo vendido em revistas femininas e comerciais de TV.
Aceitar as nossas limitações nos faz diminuir as expectativas
imensas que criamos em sermos super poderosas!
Quando olhamos
para nós mesmas com mais generosidade e menos cobranças,
subliminarmente acabamos ensinando isso aqueles que nos rodeiam:
"Conte comigo, mas entenda que sou humana!" Só assim poderemos
pedir para alguém da família lavar a louça irmos caminhar no
parque. Apenas dessa forma sentiremos menos receios na hora de
dizer: "Isso eu não posso fazer" ou "estou sem tempo para mais
esse compromisso". Somente assim teremos meia hora do dia para
meditar, repensar as nossas escolhas ou simplesmente para olharmos
vitrines. Ser mulher dá trabalho, mas a maior de todas as tarefas
começa dentro de nós mesmas, no exato momento em que compreendemos
que dizer não para os outros e sim para nós é normal! No dia em
que além de sabermos que uma determinada hora do dia é só nossa e,
ao invés de sentirmos culpa sentirmos prazer, saberemos que
estamos nos libertando da escravidão que impomos a nós mesmas.
Lígia Guerra
Como ser uma mulher poderosa em
vez de medrosa
No Brasil, infelizmente ainda existe
um número vergonhoso de mulheres sendo abusadas, desrespeitadas e
subjugadas. E muitas, ao contrário do que a maioria pensa, tem
nível superior de educação. Nas que tiveram menos educação, posso
compreender (sem concordar) a falta de autoestima. Mas nas que tem
a chance de se educarem, queria saber até quando vão suportar essa
situação.
Quero deixar bem claro que este
artigo foi intencionalmente escrito para contribuir e não para
julgar ou justificar. Acho absurdo o número de mulheres no Brasil
e no mundo que sofrem por este tipo de desigualdade social. Quero
deixar minha opinião registrada sobre esse câncer social.
Já venho há algum
tempo lendo na Internet reclamações pesadas contra os homens pelas
situações vergonhosas pela qual muitas mulheres estão passando, e
me pergunto: Será que vamos conseguir vencer os obstáculos em
relação ao machismo somente reclamando que os homens não nos
respeitam e que não há leis severas o suficiente para diminuir o
número de abusos alarmante neste país?
E quem foi que
nos disse que somos do sexo frágil? Um homem ou uma mulher? E isso
é verdade?
Em minha opinião,
enquanto não cuidarmos de nós mesmas, aprendendo sobre nossos
desejos mais íntimos e nossos sonhos mais altos, sem esperar que
os homens nos respeitem primeiro, a injustiça social contra a
mulher não vai acabar.
Seremos mais
poderosas ainda quando aprendermos a ser feliz em toda a extensão
da palavra sem esperar que os homens nos deem o devido e merecido
respeito. Sei que isso é possível simplesmente por que vivo feliz
desde que escolhi ser assim, com ou sem um homem pra me dar o aval
da felicidade completa. Quando escolhemos algo com paixão e
devoção, é garantido que conseguimos. Nelson Mandela, enquanto
estava no cativeiro, nunca disse a um repórter que estava preso,
mas que estava se preparando para o dia em que seria livre e se
tornaria um dos líderes mais inspiradores da história da
humanidade.
Temos um fato importantíssimo para ser usado como trunfo para nos
prepararmos para uma vida – e um mundo – melhor: temos o poder de
criar a vida de um novo ser em nosso útero. E se usarmos a enorme
oportunidade de criarmos nossos filhos depois do parto para
respeitarem as mulheres, com certeza contribuiremos para a
formação de uma nova geração de homens. Se nós somos as
responsáveis pela criação dos homens, por estarmos em contato com
eles desde criança, é contraditório que não os ensinemos a nos
respeitar. E se não o fizermos, estaremos entregando a outros o
poder de ensiná-los e orientá-los para a construção de uma
sociedade melhor. O mesmo deve ser feito em relação às filhas, que
também devem aprender a respeitar outras mulheres. Existe muita
intriga entre nós. Precisamos nos unir mais!
Nem todos os
homens são agressivos fisicamente e inseguros emocionalmente
corruptos ou larápios. Particularmente, adoro o sexo oposto. Já
conheci homens maravilhosos. E parabenizo a todos que tratam as
mulheres com respeito e carinho. Existem verdadeiros cavalheiros
dedicados por toda a parte, mas devemos selecionar e escolher o
que é melhor para nós. Acreditando no nosso poder mental e nunca
desistindo de nossa força de atração universal! Podemos e devemos
escolher um homem excepcional.
Portanto, minha
querida irmã mulher, abra sua mente, seu coração e suas asas
porque você também pode voar alto e nunca mais voltar à escravidão
de um tempo remoto, onde nossas avós deixavam os homens desligar
suas luzes, suas energias e seus direitos. Temos direito de viver
feliz de igual para igual. Bom mesmo é viver com respeito mútuo,
conscientes dos nossos poderes ilimitados e absolutos. Com
possibilidades para criar uma união positiva entre dois seres que
se amam.
Isso sim é que é poder, viver e vencer! Saber como usar o
poder interior de seu ser!
Parabéns por ser mulher.
Lygya Maya
Autoestima: Implantação de
prótese de silicone nos seios em casos de câncer de mama
O uso da prótese de mama
ultrapassa os limites da cirurgia estética. Após o diagnóstico de
câncer de mama e a remoção total de, pelo menos, um dos seios, o
implante de prótese de silicone é uma das alternativas de
reconstrução e resgate da autoestima da mulher.
“A evolução da tecnologia em
próteses de silicone e da prática cirúrgica confirmam que a
ocorrência do câncer de mama não precisa representar uma queda na
qualidade de vida da mulher. Pelo contrário, com a cirurgia
plástica e as inúmeras técnicas disponíveis para a reconstrução,
ela tem condições de retomar todas as suas atividades sociais,
profissionais e sexuais. Com a cirurgia oncoplástica, é possível
proporcionar bem-estar emocional, físico e psicológico à paciente,
que pode ter novos seios, muitas vezes mais bonitos que antes”,
explica Dr. Alexandre Mendonça Munhoz (CRM-SP 81.555), médico
especialista em cirurgia plástica de mama e oncoplástica, Membro
Especialista e Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia
Plástica, Membro Consultor do corpo de revisores internacionais
das revistas americanas Annals of Plastic Surgery e Plastic
Reconstructive Sugery, Membro do Corpo Editorial da Revista
Brasileira de Cirurgia Plástica, além de integrar o corpo clínico
dos Hospitais Sírio-Libanês, Albert Einstein, Fleury, Oswaldo Cruz
e São Luis.
Para saber mais
sobre como é a reconstrução mamária com a implantação de próteses
por meio da cirurgia oncoplástica, entrevistamos o Dr. Alexandre
Munhoz, que nos apresenta os principais aspectos que envolvem a
colocação de próteses em mulheres que passaram pela remoção total
de um dos seios. Acompanhe.
1- Uma mulher pode realizar a
cirurgia oncoplástica quantos anos após a realização da operação
de remoção do seio? Ex. A operação de câncer de mama aconteceu há
mais de cinco anos e, agora, essa paciente deseja implantar
prótese nos seios. Isso é possível?
Preferencialmente, a cirurgia deve
ser feita no mesmo momento da cirurgia do câncer de mama, um
processo que denominamos de reconstrução imediata. Caso não haja
possibilidade, pode ser feita após a realização de todo tratamento
pós-operatório, que envolve quimioterapia e/ou radioterapia. Nesse
caso, desde que todos os exames estejam normais e o oncologista ou
o mastologista não evidenciarem nenhuma lesão suspeita na mama,
pode ser realizada a cirurgia de prótese sem problemas. Nesta
situação, é mais seguro que a prótese seja colocada na região
atrás do músculo peitoral, chamada de posição retromuscular. Vale
lembrar que a prótese pode ser colocada a qualquer momento,
independente do intervalo entre a retirada do câncer e a nova
cirurgia. Todavia, por meio de uma avaliação criteriosa por parte
do cirurgião deve-se analisar as condições locais da pele como
espessura e elasticidade.
2- Como é que funciona a
prótese-expansora que pode ser utilizada para reconstrução da
mama? O que são próteses bidimensionais?
Um dos tipos especiais utilizados em
casos de câncer de mama é a chamada prótese-expansora, que
apresenta dois compartimentos: um de silicone semelhante às
próteses convencionais e outra parte de solução salina (soro
fisiológico). A região que contém silicone tem um volume fixo, que
não muda após a cirurgia. Já o volume do compartimento de salina
pode ser alterado para mais ou para menos, uma vez que é conectado
à uma pequena válvula subcutânea. Por meio de punção com uma
agulha bem fina (quase indolor), o cirurgião plástico coloca ou
tira soro fisiológico, permitindo, assim, aumentar ou diminuir o
volume da mama sem a necessidade de uma nova cirurgia, de acordo
com o andamento do pós-operatório.
A prótese
biodimensional é uma prótese que apresenta duas dimensões
diferentes. Habitualmente, a largura pode ser maior ou menor que a
altura e a projeção pode ser diferente em regiões distintas da
prótese - na parte de baixo, ela é mais projetada que na parte de
cima. Desta forma, e principalmente nos casos de reconstrução
mamária, o cirurgião pode obter melhores resultados com diferentes
formatos e anatomias de mamas.
As próteses que não são biodimensionais são chamadas de redondas e, dependendo do tipo de
mama, podem apresentar resultados mais limitados uma vez que
apresentam apenas uma dimensão. Essas próteses são usadas,
inclusive, em cirurgias estéticas da mama em casos específicos de
grandes assimetrias.
3- A evolução das próteses de
mama, de material e formato, também beneficia as próteses usadas
na cirurgia oncoplástica?
Sim, hoje o formato e o material
evoluíram muito e a incidência de contratura capsular
(endurecimento da prótese) é muito menor. Como as cirurgias de
reconstrução são maiores e mais extensas e as pacientes são
submetidas à radioterapia, a qualidade do material utilizado na
confecção da prótese é fundamental para se reduzir a possibilidade
de reação do organismo e, por conseqüência, obter bons resultados
em longo prazo.
4- As próteses devem ser
implantadas nos dois seios, mesmo que apenas um tenha sido afetado
pelo câncer?
A colocação da prótese dependerá da
anatomia, posição e formato da mama não acometida pelo câncer. Na
minha experiência cirúrgica, verifico que em 2/3 das pacientes
existe a necessidade de operar a outra mama não atingida pela
doença, com colocação de prótese nos dois seios, a fim de se obter
simetria e um bom resultado estético final.
Às vezes, a
própria paciente deseja aumentar as duas mamas, independente do
bom resultado que se consegue operando apenas a mama que teve
câncer. Logo, essa decisão de implantar uma ou duas próteses varia
de paciente para paciente.
5- Como um quadro de diabetes
interfere na realização da cirurgia oncoplástica?
Estudos clínicos, não apenas na área
de cirurgia mamária, mostram que as pacientes diabéticas
apresentam cicatrização mais lenta ou mesmo insuficiente. Além
disso, existe maior incidência de infecções. Caso seja um diabetes
controlado (equilibrado) a cirurgia oncoplástica pode ser
realizada, porém cuidados extras deverão ser tomados para
favorecer a cicatrização e evitar complicações, como infecção.
Na situação de um
diabetes não controlado, deve-se contra-indicar a reconstrução
imediata e fazê-la em outro momento, com a paciente em melhores
condições clínicas.
6- O que fazer caso se
registre um caso de fibrose ou quelóide no pós-operatório da
cirurgia oncoplática?
Na presença de fibrose em torno da
prótese podem ser feitas massagens ou mesmo uso de medicações
específicas, que inibem o processo de cicatrização excessiva. Em
algumas ocorrências mais graves e não responsivas a essas medidas,
pode ser feita uma pequena cirurgia de liberação das fibroses,
chamada de capsulotomia. Pacientes submetidas à radioterapia têm
maior incidência de fibroses que as que não fazem. Nestas
pacientes, em 60% dos casos há a necessidade de uma cirurgia de
capsulotomia para liberação de fibrose.
Quanto ao
quelóide já estabelecido, pode ser realizada uma pequena cirurgia
de retirada dele e aplicação de beta-terapia, um tipo de
radioterapia superficial para inibir seu crescimento novamente. No
quelóide não estabelecido (imaturo), podem ser utilizadas placas
de silicone localmente, que inibem seu crescimento. Em algumas
situações, pode ser aplicado corticóide dentro do quelóide para
inibir o seu desenvolvimento.
7- A mulher precisa tomar
algum medicamento para evitar a rejeição das próteses?
Habitualmente, não há rejeição. O
que pode ocorrer é uma reação de corpo-estranho no organismo, que
leva ao aparecimento de uma cicatriz que envolve toda a prótese
(chamada de cápsula). Este fenômeno pode ocorrer em qualquer
material sintético implantado no organismo como válvulas,
implantes dentários, marca-passo, etc. Em próteses de qualidade
ruim ou colocadas há muito tempo, esta cicatriz é mais espessa e
menos elástica, gerando um processo que chamamos de contratura
capsular e dor.
Atualmente,
existem medicações que inibem o crescimento excessivo desta
cápsula (inibidores de leucotrienos) e reduzem, assim, a
contratura. Outra situação clínica que às vezes é confundida com
rejeição são os quadros de infecção aguda. Nestes quadros de
infecção, o organismo tenta, por mecanismo de defesa, colocar a
infecção para fora do corpo e no caso da infecção na prótese acaba
"rejeitando-a" também. Mas, todo o processo é devido à infecção e
não à rejeição da prótese propriamente dita.
Alexandre Mendonça Munhoz
Enxaqueca: manifestações físicas
das nossas emoções
Entre vinte e poucos tipos de dores
de cabeça diagnosticados cientificamente, como a cefaléia gerada
pelo simples stress do dia-a-dia até a dor causada por aneurismas
e tumores, um tipo é o mais freqüente e mesmo assim, muitas
pessoas que possuem esse mal não têm conhecimento de que se trata
a enxaqueca.
Atualmente, essa doença atinge 30%
da população, proporcionalmente três mulheres para um homem, mais
freqüentemente na faixa etária dos 25 a 50 anos de idade, mas não
é regra. Já tive uma paciente de nove anos de idade que teve
fortes crises de enxaqueca.
A enxaqueca é uma
dor de cabeça excessivamente forte de origem neurovascular, pois
ela acontece justamente quando há dilatação dos vasos sangüíneos
da região cerebral, comprimindo os nervos e podendo durar até 72
horas.
Um verdadeiro
martírio para quem é vítima desse mal, sua dor latejante é sentida
nos vasos sangüíneos a cada batimento cardíaco, acompanhada de uma
sensação de formigamento na região cerebral. Constatou-se ainda
uma série de outros sintomas que precedem a dor, tais como naúsea,
dormência em um dos lados do corpo e hipersensibilidade à luz e
sons. Este último sintoma é associado ao que chamamos de efeito
“aura”, onde o paciente sente efeitos principalmente visuais, como
flashes de luz, faíscas e imagens em zigue-zague.
Para tanto, exames como tomografia, eletroencefalograma e
ressonância magnética podem ser realizados para obter-se um
diagnóstico mais preciso, porém precisam ser feitos no momento de
crise, caso contrário não será detectada a doença.
Por não ter
seguramente descoberto qual a verdadeira origem deste mal, muitos
fatores são apontados como desencadeantes das crises, como
estresse , sensibilidade à certos tipos de alimento (como doces,
ácidos), qualidade do sono, menstruação ou até mesmo umidade
excessiva.
Das doenças e
irregularidades que ocorrem em nosso organismo, 80% a 90% dependem
única e exclusivamente da nossa mente.
Portanto, o tratamento que usamos é
rebuscar primeiro as causas emocionais e resolvê-las, a fim de que
desapareçam as conseqüências.
Um exemplo
simples é da paciente criança que mencionei há pouco. Uma menina
muito inteligente e saudável. Era filha única até os 9 anos,
quando sua mãe recebeu a notícia de que estava grávida. A menina
mostrou-se feliz com a notícia do bebê, e não demonstrou em nenhum
momento sinal de descontentamento com o fato de ter que dividir as
atenções com um novo irmãozinho. Até que apareceram as crises de
enxaqueca. Mais do que os próprios medicamentos que ingeriu
durante meses, o que a fez livrar-se definitivamente das crises
foram os sentimentos de ciúmes e medo que guardava dentro de si
mas que, com o devido tratamento psicológico fizeram-na manifestar
posteriormente. À medida que ela reconhecia e falava sobre essa
insegurança, as crises foram diminuindo, até o nascimento do
irmãozinho, onde o seu outrora sentimento de medo transformou-se
em amor fraterno.
A Enxaqueca é
puramente uma manifestação física das nossas emoções represadas e
contidas no inconsciente . É um alerta para “abrirmos a cabeça” em
relação aos nossos próprios sentimentos e aprendermos a
expressá-los , antes que seja tarde e eles próprios manifestem-se
em dor e infelicidade.
José Moromizato
Falta de orgasmo atinge uma em
cada cinco mulheres
Estudo foi realizado com
pacientes do centrode sexualidade do Hospital Pérola Byington
Levantamento realizado pela
Secretaria de Estado da Saúde no Centro de Referência e
Especialização em Sexologia (Cresex) do hospital estadual Pérola
Byington aponta que uma em cada cinco mulheres que procuram o
serviço não chega ao orgasmo nas relações sexuais.
O estudo, feito
com base em 455 atendimentos realizados na unidade entre 2007 e
2008, revelou que 18,2% das pacientes receberam diagnóstico de
anorgasmia (falta de orgasmo) e outras 5,2%, de inibição sexual
generalizada, ou seja, não sentem desejo sexual, não se excitam
durante as relações e não chegam ao orgasmo.
O principal
problema das pacientes foi o chamado distúrbio do desejo sexual
hipoativo, em que a mulher simplesmente não sente desejo de
transar, que respondeu por 48,5% dos atendimentos. O diagnóstico
foi de dor no coito em 10% dos casos, dificuldade de penetração em
6,9%, inadequação sexual (insatisfação com o padrão de
comportamento sexual da mulher ou do parceiro) em 4,9% e distúrbio
de excitação em 2%.
Entre as mulheres
atendidas no Cresex a faixa etária prevalente é de 40 a 55 anos,
que representou 45% do total, seguida pela de 25 a 39 anos, com
36,4%, e de 20 a 24, com 7,9%. Mulheres acima de 55 anos
representaram 7,8% dos atendimentos e menores de 20 anos, 2,9%. A
maioria, 60%, era casada, 30% eram solteiras, 3,6% mantinham
uniões estáveis, 4% eram divorciadas, 1,1% separadas e 1,3%
viúvas.
“A grande maioria
dos diagnósticos de distúrbios sexuais é de natureza psicológica,
social ou cultural. Somente 13% das pacientes têm problema de
natureza orgânica, como alterações hormonais ou distúrbios
originados por alguma doença”, afirma a médica e terapeuta sexual
Tânia das Graças Mauadie Santana, coordenadora do Cresex.
No Pérola o
tratamento é realizado por uma equipe multidisciplinar formada por
20 pessoas, entre médicos, psicólogos e auxiliares de enfermagem.
Na maioria dos casos é indicada a reeducação sexual por meio de
terapia comportamental. Medicações ou cirurgias só são indicadas
quando alguma causa orgânica é identificada.
Amadurecer nem sempre significa
envelhecer
Saber lidar com as perdas,
elaborar novos momentos e oportunidades e abrir caminho para
conquistas caracterizam o verdadeiro crescimento
Pensar no amadurecimento feminino
causa muitas confusões, pois diz respeito a uma trajetória de vida
que nem sempre culmina no envelhecer. O amadurecer é um processo
de mudança biopsicossocial que está ligado a mecanismos que
envolvem o emocional das pessoas.
O conceito de
amadurecimento leva em conta as diferentes fases da vida da
mulher, na qual as etapas que se sucedem podem ou não ser
entendidas e elaboradas ou, até mesmo, fazerem parte de um
processo de luto.
“Para algumas mulheres
a experiência dos filhos saírem de casa para estudar fora ou
construírem suas próprias vidas, por exemplo, sempre causa dor.
Por mais resolvida que seja a relação entre eles, momentos de
transição podem também reviver antigas feridas e episódios que não
puderem estar bem reparados internamente. As crises ligadas a
mudanças provocam desconforto, gerando inúmeras ansiedades, assim
como medo do que nós desconhecemos”, explica a psicanalista mestre
em gerontologia Dorli Kamkhagi.
Esta fase também
anuncia a possibilidade de viver com novos e diferentes espaços. A
chamada crise do “ninho vazio” pode ser vivenciada com muita dor,
assim como vir acompanhada de um sentimento de perda da identidade
de “mãe-cuidadora”. Nesta fase acontecem as mudanças físicas,
hormonais e a sensação de que uma etapa está terminando. Também
cabe a algumas mulheres contemporâneas que possuem pais idosos
tomar a difícil decisão de cuidar deles ou contar com a ajuda de
enfermeiros.
A psicanalista explica
que este momento pode representar conflitos e sentimentos de perda
e impotência, embora para muitas mulheres também possa ser o
instante de se voltar aos seus desejos. “Os acontecimentos podem
ser um detonador para que novos projetos de vida ou mesmo antigos
sonhos se concretizem. Elas descobrem criatividades que estavam
presas e que agora podem aflorar, pois possuem um local e
amplitude para se expressar”, fala Dorli.
Para as que têm uma
identidade profissional bem estabelecida, por exemplo, esta nova
fase pode ser de recuperação de identidades e reencontros
esquecidos e trancafiados nos porões dos medos.
A passagem do
tempo instaura em cada ser uma sensação ligada a sua subjetividade
e acaba levando a novas formas de temporalidade. O processo de
amadurecimento se dá por meio da aceitação destas mudanças, de uma
grande reflexão e novas significações da vida.
“Transformar
significa mudar, crescer e ter outra forma de ser. Sempre digo a
minhas pacientes que talvez agora seja tempo de escrever um outro
capítulo de suas vidas, com novas cores e tintas. Assim se faz o
amadurecer, um crescimento por meio da elaboração de lutos, dando
um caminho para que outros percursos se instalem”, finaliza a
especialista.
Dorli Kamkhagi
A Arte de Conservar o Amor do
Marido Amado
Os meus habituais 38 leitores
certamente me perdoarão por deixar de lado nesta crônica os usuais
comentários relacionados com o comportamento humano no que tange
à política internacional, aos comportamentos sociais, às guerras,
etc. , passando hoje para um tema mais prosaico, mais humorístico,
e, imagino, também, igualmente capaz de provocar irritações
naqueles superpuritanos, que vivem na doce ilusão de seus
fanatismos religiosos. Ora, estou falando desta deliciosa
característica, que nos foi dada e a todas as espécies
vivas ( inclusive no reino vegetal), chamada de sexualidade; tão
mal, desastrosa e impropriamente desfrutada pelo ser
humano. (Parêntesis; eu não tenho meios técnicos ou de laboratório
para provar que as plantas sentem prazer sexual; mas, por outro
lado, que outra forma você pretenderia inventar para explicar a
deliciosa forma de produzir as belas flores cheias de atraentes
cores e pólens, que, por sua vez, atraem os insetos, que vão
depois pousar nos pistilos femininos de outras plantas vizinhas,
transmitindo-lhes a continuidade?)
Ora, o que
procurarei dizer, aqui, o mais resumidamente possível (o eterno
problema de pouco espaço de jornal para tratar de assuntos, que
merecem página inteira) é que a sexualidade humana, como a
sexualidade de qualquer outra espécie, foi um truque criado pela
natureza (feita para não se importar com sentimentos humanos), de
modo a manter os seres vivos reproduzindo-se, concomitantemente,
nesse processo. É um comportamento regulado pelos comandos
internos na parte inferior do cérebro, chamado hipotálamo (ou
cérebro reptílico). Ocorre, entretanto, que ao desenvolver a
inteligência na parte superior do cérebro, o neo-cortex (caminho
seguido pela espécie huimana, visando sua sobrevivência),ocorreu
um desastre, uma espécie de subproduto inesperado, que não se
poderia ter imaginado, isto é, que como o instinto animal,
localizado no hipotálamo, é quem comanda as ações humanas (e de
todos os animais, sem excecões) e como a inteligência não poderia
ter outro papel senão o de obedecer a esses instintos animais,
pois, de outro modo, o "homo sapiens" desapareceria do planeta,
como espécie fracassada, todo o nosso comportamento na sociedade
humana, relacionado com o sexo, é guiado, orientado e dirigido
pelos comandos do hipotálamo ( embora ninguém e muito menos as
religiões queiram reconhecer esse fato inelutável, que ameaça e
destrói nossas divertidas condições fantasiosas). Em outras
palavras, toda a capa cultural humana, que trata do sexo, isto é,
tudo o que a inteligência inventou para obedecer aos impulsos
sexuais comandados pelo hipotálamo, tornou o ser humano sumamente
complicado e todo o relacionamento sexual passou a ser uma
desastrosa confusão e, acima de tudo, sumamente ininteligível
quando o analisamos pelos olhos desapaixonados da inteligência, no
raro momento em que esta não tem que, necessariamente, estar a
serviço do cérebro reptílico mais abaixo.
Ora, como não
posso nem tenho capacidade para inventar nada que possa dominar os
instintos animais, que residem dentro de mim e de você,
leitora, (mesmo que você desesperada e inutilmente queira
negá-los, conforme se pretende bobamente pelas crenças religiosas
infundadas) ocorreu-me então uma ideia : Já que somos tão
estúpidos em matéria de sexo (casamento, juras falsas de amor,
adultério, ciúmes, estrupos, violência, leis contra o direito
das mulheres, exigência de virgindade, uso de canga nas praias e
outras idiotices do gênero ) por que não usar a inteligência para
"tapear", para "enganar" nosso hipotálamo? Minha frase acima, que
dá título a esta matéria, diz tudo em poucas palavras e é isso que
vou explorar abaixo. Mas esteja preparada, porque lá vai bomba.
Em primeiro
lugar, seja você bem ou mal casada, aprenda que os animais do sexo
masculino de nossa espécie, também conhecidos como homens, são
sumamente burros em matéria de sexo ( o problema é que as
mulheres. igualmente animais, também são geralmente burras,
embora tenham um potencial enorme não explorado pela inteligência,
que agora analisaremos). Ocorre, entretanto, que sendo o macho
humano um animal predatório e caçador, sua ação de conquista se
satisfaz no momento em que a presa passa a ser sua propriedade. O
homem não foi feito como o albatroz, ou o lobo canadense, que uma
vez acasalado, permanece fiel a sua companheira para o resto de
sua vida, um comportamento definido e determinado geneticamente
por comandos de sua própria natureza.
O macho humano, como o macho da
maioria das espécies de sangue quente, é feito para possuir muitas
fêmeas. Ora, uma vez conquistada uma fêmea, logo o homem, se é um
ser de saúde normal e se não tem mente deturpada pela lavagem
social do aprendizado em sociedade, que lhe ensina desde pequeno
que sexo é coisa suja e pecaminosa, ou outras tolices do gênero,
mas que marcam a mente desse animal ( impressionável e que aprende
coisas) passa, a seguir, a olhar para a grama do vizinho. E, aí,
está o desastre, não porque esse comportamento esteja errado, mas
porque a fêmea, que é movida por outros instintos, tem somente
interesse na propriedade e não no proprietário ( o proprietário
vem no "pacote"). Basta um pequeno exemplo para confirmar o que
digo: Se eu passear a pé pela praia de Copacabana de chinelos e
short, num domingo cheio de sol, se tiver sorte, uma ou duas
mulheres perceberão minha presença. Se meia hora depois passear
novamente dirigindo uma Mercedes
conversível do ano, um milhão de mulheres gulosamente terão
olhares especiais para mim.
Seu objetivo e
instinto natural é o de formar o ninho e por os ovos, isto é, ter
um marido só para si e que lhe dê o que objetiva e, a seguir, ter
uma enfiada de filhos para atender a seu natural instinto de
maternidade, uma característica, que, em condições normais e
falando em termos gerais do comportamento animal
humano, é , jamais, levada em consideração pelo macho humano. E
isso é o que explica a maioria dos desastres no casamento
Mas vejamos agora uma
nova possibilidade visando a ensinar a mulher a procurar "enganar
" o cérebro reptílico masculino. Eu poderia, inicialmente
afirmar ( um fato também facilmente comprovado na sociobiologia,
mas que faz com que as mulheres se desesperem de raiva quando são
informadas disso, pretendendo jogar na fogueira o portador dessa
má notícia) que no casamento, baseado no intenso amor, tem que
haver uma escolha : Se a mulher quer o amor intenso e total do
marido, então tem que desistir do ninho e dos ovos., isto é, tem
que ser mais amante do que esposa. Se, no entanto, seu instinto
materno é incontrolável ( como ocorre com mais frequência do que
se imagina, afinal a mulher também é comandada pelos instintos
animais), então, esteja preparada para que seu homem tenha amantes
e mais breve do que pensa. Mas deixemos essa horrorosa informação
de lado e continuemos a escrever para as mulheres que procurem
burlar a vigilância do cérebro reptílico de seu homem amado, com o
sincero e intenso desejo de ser totalmente amada e para sempre;
isto é, que seu homem seja completa e permanentemente seu. E aí,
então, penetramos no âmago da frase que dá titulo a este artigo.
Aprenda sempre
que você só será eternamente amada por seu homem se nunca lhe
pertencer inteiramente. Procure fazê-lo sentir que você sempre tem
olhos para outros homens. Aprenda a "trair" seu marido na frente
dele; nunca nas suascostas , o que é uma solução idiota. Não
acredite na balela de pensar que por ser o homem fisicamente mais
forte, você não tem forças para enfrentá-lo. Basta apenas fechar
as pernas, se é que você me entende. Um homem apaixonado é um
refinado boboca. Uma fêmea que saiba impor-se derruba qualquer
machismo. Em outras palavras, aprenda sempre a dizer com muita
frequência não, ou, quando disser sim, faça-o em doses
homeopáticas, e, com isso, você terá seu homem a seus pés. Acima
de tudo, lembre-se sempre que nada mais faz com que o perca, do
que a certeza de que você é simplesmente terra conquistada. A
grama do vizinho é sempre melhor. Acredite no que digo.
E, portanto,descubra como ser aquilo, que tão espetacularmente, a
inesquecível poetisa Gilka Machado, uma mulher genial e
inteligente, conta-nos em sua poesia abaixo:
Mal assomou a minha ansiosa
vista
Teu perfil que evoca o dos rajás
Tornei-me mais mulher e mais artista
com requintes de sonhos orientais
Do teu amor à esplêndida conquista
Minha carne e minh´alma são iguais
Far-me-ei sempre inédita e
imprevista
Para que cada vez me queiras mais
Feita de sensações extraordinárias
Aguardam-te em mim mulheres várias
para teu gozo e para teu festim
Serás como um sultão do velho
oriente
Só meu, possuindo simultaneamente
As mulheres ideais que tenho em mim.
Mário Giudicelli
Construindo seu casamento em 10
passos
“aprenda com um especialista em
relacionamentos como sobreviver às crises no casamento e alcançar
o tão sonhado “felizes para sempre”
O cotidiano agitado das pessoas,
aliado a grande facilidade de obter o divorcio, segundo dados de
pesquisa, no Brasil a cada 4 casamentos, ao menos um acaba em
divorcio, com um agravamento, em média, a duração do casamento dos
brasileiros é de apenas cinco anos, três vezes menor do que há
dez anos.
A grande
realidade é que nem sempre o casal está disposto a investir tempo
e mudança no casamento.
Segundo relatos, após o casamento o
romance esfria, a vaidade diminui e a conquista, em alguns casos,
acaba na chegada da lua-de-mel.
De acordo com o
terapeuta de casais Dr. Silmar Coelho, quatro principais fatores
indicam uma crise iminente no casamento:
Ausência de diálogo
Discussões constantes
Cobrança e apontamento constante de
erros
Desprazer da visa sexual
“O Titanic
afundou por várias razões, a principal foi que seu capitão não
ouviu os seis sinais de alerta, que diziam que as águas do norte
estavam geladas e havia icebergs; ele teimosamente não mudou o
rumo para o sul, nem diminuiu a velocidade. A vida emite sinais de
alerta o tempo todo: ultrapassar o limite do cartão de crédito é
sinal de endividamento, o carro que não pega pela manha e precisa
ser empurrado é sinal que ele vai te deixar no meio da estrada, a
febre alerta para uma infecção e assim por diante. A crise no
casamento é até certo ponto benéfica, ela avisa que algo está
errado e que o rumo precisa ser corrigido”, ensina Silmar.
Quanto ao sonho
do viver feliz para sempre, Silmar alerta que ele só pode ser
alcançado quando o casal dá atenção aos sinais e corrige a
trajetória, “ o casamento geralmente acaba pela teimosia de querer
fazer as coisas sempre do mesmo jeito”, explica.
Para ter um
casamento pleno, as crises são necessárias, são elas que vão
servir como termômetro para o casal medir a quantas andam o
relacionamento. De acordo com Silmar, um relacionamento que dá
certo é um edifício que tem que ser construído todos os dias,
sendo assim, acompanhe os 10 passos que o especialista desenvolveu
para construir um casamento feliz.
Nunca se
endivide. Tudo que é barato, por mais barato que seja, se você não
precisa é caro.
Não deixe acabar
o diálogo. No namoro o casal conversa por horas no portão ou pelo
telefone, recupere esse hábito sempre. Não responda com
monossílabos: sim, não, é, “tô”, “ta”, vou, é, etc.
Não deixe acabar
o romantismo. Não basta acender a fogueira, tem que colocar lenha
para o fogo continuar a arder.
Não se esqueça de datas especiais.
Não se canse de dizer “eu te amo”.
Tenha uma vida sexual ativa.
Deixe claro que família está sempre
em primeiro lugar na sua vida.
Aprenda a perdoar. Não exija a
perfeição que você não tem.
Não trabalhe demais. Tire pelo menos
um dia por semana. Faça “breaks” a cada três meses. Tire férias.
Lembre-se: o diabo não tira férias, mas vive no inferno.
Cultive a espiritualidade.
“Quem age motivado pela ira,
mentira, amargura, irritabilidade e infidelidade, jamais é feliz.
É a paz que alicerça o amor e não a ira. É a verdade que promove a
confiança e não a mentira. É o perdão que traz a reconciliação e
não a amargura. É a sensibilidade que permite o diálogo e não a
irritabilidade. É a fidelidade que garante que o relacionamento
será capaz de durar até a morte e não a infidelidade. Esquecer
essas verdades é um convite ao fracasso”, adverte o especialista.
Outro aspecto importante é saber
conduzir um diálogo, segundo o terapeuta a melhor forma de se
expressar é sempre projetar a ação em você e não no outro, por
exemplo:
-Você me magoou! – forma errada,
prefira: - Estou magoada!
Opte sempre por caminhos que não
abram espaço para a mágoa, de acordo com Silmar, um cônjuge
magoado é mais difícil de conquistar do que uma fortaleza.
“Resolva sempre os problemas no momento em que eles acontecem,
caso contrario eles se acumulam e acabam virando uma barragem,
impedindo que o rio do amor corra livremente, regando a terra do
coração”, finaliza.
Dr. Silmar Coelho
Um ser especial: equilíbrio,
famílias e sucesso
Ser especial é nunca desistir quando
em tempestade, e nem pensar que tudo acaba em datas pré-fixadas
tipo: início, meio e fim.
Datas simbolizam o encerrar dos
ciclos, mas o que são ciclos se não sinais de que as coisas voltam
e devem ser acompanhadas por mudanças e renovações.
Nessas horas, as quais doutrinaram
como anos, é que devemos analisar se os feitos equivaleram ao que
pretendíamos e se valeu à pena.
O que passamos já se foi, mas, mal
ou bem, pedirá por uma revisão do comportamento, que sempre será o
principal estimulador das ações, pois é no dia seguinte que a
execução deve ser recheada pelos segredos das evoluções.
Muitas coisas que fizemos, ficaram
sem os efeitos esperados, enquanto outras, que não eram os planos
traçados, aconteceram e trouxeram novidades positivas.
Mas é isso é que faz da vida, um
orquestrar que compõe a própria sinfonia...
Que quando com medo, diz para fazer.
Que na indecisão pede para tentar
acima do sonhar.
Chorar, pelos momentos que valeram.
Sorrir, mesmo se for para disfarçar
o que deu errado.
Ser especial não é somente aplausos
ou reconhecimentos.
Ser especial é estar dotado de algo
interior que te faça sentir que buscou.
E é dentro dessas doações pelas
buscas que às vezes superamos nossos limites, antes tidos como
impossíveis.
É por ai que temos que trilhar pelas
evoluções, pelo que podemos e tentamos, e pelo acreditar que ainda
vamos mais longe.
Sérgio Dal Sasso
Para descobrir as causas do
sofrimento humano
A vida moderna transforma as pessoas
em seres cada vez mais consumistas, que encontram sua satisfação
em bens materiais, conquistados com horas de muito trabalho sem se
dar conta que existe uma vida fora de seus escritórios, empresas e
ambiente de trabalho. Neste novo cenário, todos deixam de ter
tempo, não existem diálogo e entendimento entre as pessoas, que
ficam mais volúveis, solitárias, individualistas, e perdem o
controle de suas atitudes, sem se dar conta do processo no qual
estão inseridas.
A violência, hoje
considerada um dos maiores problemas da sociedade, sempre fez
parte, dos processos políticos, econômicos, sociais e culturais da
sociedade. Existente há muitos anos, antes identificadas pelas
lutas de classe, de posse de terras, continentes, mais adiante,
pela conquista de poderes, territórios, nações, pela implantação
de ideais cristãos ou filosóficos.
Atitudes de
gratidão, de compaixão, do amor e, principalmente, do conceito de
união, quase não existe, o que temos atualmente é a sensação de
que vivemos em um mundo doente, capaz de estourar a qualquer
momento. A busca de respostas para a origem de uma das maiores
preocupações dos brasileiros, que tende a aumentar, caso ações
inovadoras e emergenciais não sejam providenciadas.
Em vista dos
altos índices da violência, várias ações são promovidas a fim de
amenizar esse panorama, dentre elas destacam-se atividades
desenvolvidas por instituições, organizações não governamentais,
pela população em geral. Mas, a fim de aprofundar o teor desse
problema, partindo de sua origem e em especial, focando o ser
humano, responsável pela propagação desse mal, profissionais da
área psicanalítica também estão engajados no combate à violência.
Para ajudar o ser humano a conviver com tal problema, além de
entender a si próprio, O SINPESP – Sindicato dos Psicanalistas do
Estado de São Paulo,promove anualmente o Encontro do Saber,
voltado à reflexão de temas que precisam de mais atenção.
O evento que é
organizado pela psicanalista Araceli Albino está em sua 6ª edição,
tem como tema “ A psicanálise frente às várias faces da
agressividade”. Só para se ter uma idéia, segundo dados da Unesco,
a cada 13 minutos um brasileiro é assassinado.
Por ano, no Brasil, morrem cerca de
25 mil pessoas vítimas do trânsito e 45 mil de armas de fogo, sem
contar os índices voltados a outras práticas de violência, como as
voltadas às mulheres, crianças, idosos etc.
De acordo com o
Instituto Sou da Paz, para ajudar a diminuir esses registros, é
preciso desenvolver metodologias inovadoras e promover ações de
mobilização da sociedade para que esta pressione o poder público
em busca de resultados. Essa instituição procura estimular as
pessoas a agir em conjunto, para que cada um desempenhe seu papel
num problema que é de todos. Uma prova de que essas ações são
efetivas pode ser observada na queda nos homicídios que vem
acontecendo no País desde 2003.
Segundo a
profissional, o papel da psicanálise é ajudar o sujeito a conhecer
a si mesmo por meio da investigação do seu inconsciente. Essa
ciência tem uma finalidade clínica e se baseia em uma teoria
especializada, adota- se uma técnica específica para entender o
inconsciente. “Acreditamos que para todo sofrimento humano existe
uma causa, mesmo não a conheça, sabemos que ela se encontra no
nosso inconsciente, e a psicanálise tem um método terapêutico que
ajuda o sujeito a encontrar essa causa, que compreende seu
sofrimento, libertando-se dele”, explica Araceli.
Aprofundar-se na
história, conhecendo o início e a extensão desse movimento, não é
suficiente. É necessário um auxílio psicanalítico, para nos
aprofundarmos no comportamento humano, procurando compreender como
funciona o pensamento das pessoas a ponto de partirem para
atitudes agressivas, incondicionais. A psicanálise auxilia nessa
reflexão, ajudando o sujeito a buscar as causas de seu sofrimento,
de suas atitudes, que são encontradas em seu próprio inconsciente.
Diferentemente das terapias, que se baseiam no comportamento, a
psicanálise é mais profunda, pois lida com o inconsciente. Esta
ciência entende que o comportamento só pode ser modificado quando
se sabe o porquê de sua existência, por isso trabalha
exclusivamente com a interpretação do inconsciente.
Diante disso, a
psicanálise também procura ajudar a diminuir os índices apontados
usando suas técnicas para amenizar esse problema, pois acredita
que para promover uma verdadeira mudança desse quadro, é preciso,
antes de tudo, provocar uma transformação no próprio ser humano,
responsável por essa situação. E nada melhor que essa ciência para
ajudar nessa ação.
“A psicanálise
sempre foi vista como uma terapêutica para “loucos" ou ricos. Mas,
na verdade, é uma clínica eficaz para todo cidadão brasileiro.
Temos a preocupação de fazer com que essa ciência possa ser
compreendida de uma outra forma, como um caminho possível de
tratamento voltado para a realidade brasileira. Acreditamos que só
conseguiremos ter uma sociedade mais justa se nos tornarmos
pessoas melhores, e a psicanálise nos ajuda a sermos mais
humanos”, defende a psicanalista.
A mentira da melhor idade
Há certo tempo, um gênio criativo
resolveu denominar a velhice, ou o último período de vida, como
“Melhor Idade”. Será que este idiota tinha alguma noção do que
estava dizendo? Tenho certeza que foi algum boçal, ou melhor, um
biruta, como se dizia antigamente, que num acesso ruim de inovação
criou essa grande mentira.
Talvez em algum
país civilizado, onde as pessoas são preparadas para a velhice,
isso possa ocorrer. É possível que nestes lugares o governo venha
cumprindo a promessa do passado e esteja respeitando o que foi
acordado através de leis que são imutáveis — o que todos sabemos
que não ocorre no Brasil, onde presidentes, quase ditadores, a seu
bel-prazer, visando cobrir a incompetência dos seus subordinados,
mudam as regras no meio do jogo para tirar vantagens da sua
própria incapacidade de administrar. Este mesmo governo, que hoje
não se preocupa com as necessidades da população idosa, acha que
os seus velhos são só geradores de despesas e que ainda têm de
agradecer pela esmola que lhes é ofertada.
Tal governo que não se
preocupa em criar políticas públicas efetivas para sua população
idosa é o mesmo que empresta, ou melhor, dá dinheiro a outros
países em troca de reconhecimento internacional e que se preocupa,
sim, em melhorar cada vez mais o salário dos seus funcionários,
obviamente privilegiando a grande parcela de apadrinhados
abrigados no poder, sem falar nos próprios políticos que já têm a
sua aposentadoria garantida e preservada, em alguns casos não só
para si próprios, mas para uma vasta gama de familiares.
Melhor idade só
se for para os que estão no poder e têm todas as benesses para o
resto da vida. Para nós, simples mortais aposentados que dedicamos
a melhor idade de nossas vidas para produzir riquezas,
engrandecendo a nossa pátria e sobrevivendo às custas de nossos
esforços, esta balela da melhor idade pode ser traduzida como o
período da penúria, da dependência, da dor e da solidão, pois
infelizmente depois de tanto trabalho e canseira acreditando que
no final teríamos alguma dignidade e respeito, temos mesmo é que
nos contentar com o que nos restou, ou seja, absolutamente nada de
bom.
Nicolau Amaral
A Música na Cura da Depressão
Para sair de uma situação depressiva é imprescindível ter atitudes
que busquem caminhos, e após encontrá-los, seguir em frente.
Dentre os tratamentos para a depressão a musicoterapia é forte
aliada. No silêncio da alma, a canção é um convite a reencontrar o
sentido de viver. As ondas sonoras invadem o cérebro e
desbloqueiam os neurônios, de tal modo, os sentimentos se
modificam, ressoando em todo o corpo. No entanto, a música não se
restringe apenas à mente física, excedendo a dimensão corporal
atingi planos superiores e proporciona mudanças significativas no
ser, tendo o poder de libertar, curar, emocionar, descontrair,
enfim, transformar!
O filósofo alemão
Arthur Schopenhauer vê na arte a possibilidade de transcendência,
sendo que a música ocupa o mais alto patamar, segundo ele: “a
música, por ser independente de toda imagem externa, é capaz de
nos apresentar a pura Vontade em seus movimentos próprios; a
música é, pois, a própria vontade encarnada”. Não há gênero
definido, basta ouvir o que se gosta e se envolver com a melodia
para que os efeitos terapêuticos sejam notados. Dos ritmos mais
eletrizantes aos mais suaves, o que importa é deixar o espírito
dançar e porque não, ao mesmo tempo, o corpo...
Para os casos de
estresse, tensão e ansiedade o ideal é o estilo New Age, também
conhecido como música do terceiro milênio. Composições acrescidas
de cantos de pássaros e murmúrios da natureza induzem a mente a um
estado de relaxamento. E a contemplação sugere um passeio pelo
cosmo. Tendo as estrelas e o infinito como pano de fundo, as
emoções levitam deixando o tempo se desenrolar lentamente, sem
pressa... Os encantos e desencantos, a amargura e o deleite se
dissolvem nos compassos e descompassos da música que nada mais é
que, a vida se manifestando em forma de sons...
J. Antonio Séspedes
Sexualidade das pessoas com
deficiência: mitos e verdades
Após uma lesão medular várias
mudanças impactam a vida de pessoas paraplégicas ou tetraplégicas.
Para os homens, a disfunção erétil e o medo do fracasso são as
principais dúvidas e, no caso das mulheres, a fecundidade
Não é de hoje que
o sexo é um tabu para homens e mulheres. O assunto fica ainda mais
difícil quando a sexualidade é o tema central de relacionamentos
que envolvem pessoas com deficiência física, vítimas de lesão
medular. Na novela Viver a Vida, da Rede Globo, a personagem
Luciana (interpretada pela atriz Aline Moraes), vítima de um
acidente de trânsito terá sua história envolvida com os desafios
da tetraplegia, com mudanças que afetarão todos os seus
relacionamentos, inclusive o namoro. Mas na vida real, como
acontecem as relações afetivas e adaptações das pessoas que por
algum motivo se tornam deficientes?
Na
Avape, Associação para Valorização de Pessoas com Deficiência,
uma equipe multidisciplinar desenvolve técnicas para auxiliar a
vida de indivíduos em casos de lesão medular. Para Denise
Teixeira, psicóloga especialista em sexualidade para pessoas com
deficiência, as dúvidas dos indivíduos que, por uma lesão medular,
ficam paraplégicos ou tetraplégicos são comuns em relação às
questões sexuais e devem ser tratadas com seriedade e
acompanhamento especializado. "Para os homens, a disfunção erétil
e o medo do fracasso são as principais dúvidas e, no caso das
mulheres, a fecundidade sempre está no centro das discussões",
conta.
"Apesar da
lesão, muitos homens continuam com as funções de ereção e
ejaculação intactas", explica à psicóloga da Avape. Nesse caso
específico, o principal é realizar um trabalho de orientação em
conjunto com a parceira para que haja a aceitação com a ajuda da
outra pessoa. Segundo Denise, também existe a necessidade de
conversar sobre assuntos como a fecundidade, que não será tão
simples após a lesão. "Já atendemos um casal em que o homem ficou
paraplégico após um acidente doméstico, três meses antes do
casamento e tivemos que fazer um trabalho de conscientização e
adaptação para ambos", diz.
Para as mulheres,
o assunto é mais tranquilo, porque dependendo do grau da lesão não
há nenhum tipo de interferência caso ela queira ser mãe. "Porém,
também há necessidade de um trabalho de orientação para a vida
sexual não causar constrangimentos à mulher", afirma a
especialista.
Sergio Savian
A
transitoriedade do tempo
O tempo passa, a vida passa, e muitas vezes nos escapa. O tempo
que anda mais rápido e noutras vezes em câmera lenta mostra que
nem sempre é o mesmo.
Segundos, minutos, horas e dias que significam mais ou menos.
Tempo que avança feito um raio ou que demora a eternidade. Tempo
que voa ou que custa a passar. Tempo para ser para ser lembrado ou
esquecido.
O tique-taque do relógio que mostra como a vida é chata, ou
então em outras horas, a preciosidade do viver.
Na paixão, você respira mais fundo querendo que o tempo pare
para sentir mais. Na depressão, o tempo é companheiro e causa o
enjôo da inércia.
O tempo que corre tão depressa e nos coloca feito loucos
querendo um pouco mais. O tempo que falta e não bate com a agenda
que precisaria de mais páginas.
Sem dar bola para a vontade ou a ilusão, a impermanência do
tempo é uma realidade difícil de assimilar. Você envelhece, perde
a vitalidade e já é tempo de partir.
Sofre quem se apega ao tempo, vive melhor quem simplesmente o
deixa acontecer no aqui-e-agora.
Entre o passado que já não é mais a não ser em suas
lembranças, e o futuro que ainda é uma miragem, você se encontra
com o tempo presente, que não é mais do relógio, mas a única
realidade.
Tempo de guerra, tempo de paz, tempo para crescer ou estacionar,
que tempo é esse? O tempo sem forma, sem conteúdo, que se
modifica, e transita sem pedir licença, rebelde e imprevisível,
impossível de controlar.
A Vez das Mulheres
Uma das frases que mais me
impressionou em relação à bondade de Deus para com os homens foi
numa passagem de um filme do diretor iraniano Abbas Kiarostami,
quando um camponês dizia que “nem a melhor mãe do mundo seria
capaz de abastecer uma geladeira com tanta fartura e variedade
como Deus o fez na Terra”. Esta frase, de cunho religioso e
reflexivo, perdurou durante anos em minha vida.
A imagem da
generosidade feminina, do cuidar, do alimentar, do suprir, nos
remete a uma maior reflexão sobre o real significado do papel da
mulher em nossa sociedade. A magnanimidade da natureza em
sustentar os seres vivos parece enfim encontrar sua maior
expressão naquela que gera, que luta para alimentar os filhos, que
chora, que amamenta e que, acima de tudo, possui um dos maiores
dons divinos: o de perdoar. Por muito tempo o papel da mulher se
restringiu apenas a cuidar dos filhos, mas, ao longo dos anos, ela
passou a suprir a ausência do marido, exercitando, assim - e isso
em todas as classes sociais -, uma dupla condição: a de ser mãe e
pai ao mesmo tempo.
Certamente, não é
de estranhar que em determinadas áreas a participação da mulher
ainda é pouca. As novas condições socioeconômicas conquistadas por
ela são absorvidas pela essencial e prioritária necessidade do
sustento familiar e do bem-estar do núcleo em que vive.
Contudo,
um novo perfil de mulher está surgindo no âmbito macrossocial: a
da mulher participativa, indignada com as questões sociais,
questões essas que, de forma indireta, englobam seu cotidiano e a
impedem de obter melhor qualidade de vida. Essa nova mulher é
politizada, consciente, e faz uso dessa consciência com todos os
instrumentos de que dispõe e conceitos adquiridos de sua condição
inata de cuidar, assistir e lutar por seus tutelados.
A participação da
mulher no cenário político brasileiro é essencial, virtuoso e,
acima de tudo, no momento atual, imprescindível, pois só ela,
diante de toda divergência administrativa e do pouco-caso dos
políticos do nosso país, pode tornar o Congresso Nacional mais
cuidador e mais responsável. Afinal, se imitando Deus a mulher
brasileira luta com seu trabalho para colocar o máximo de alimento
nas geladeiras mais carentes da periferia, todos hão de concordar
que esse instinto é o único que pode nos devolver a dignidade
esquecida pela maioria dos homens do Congresso, que sempre
pensaram em si mesmos e nos seus interesses, jamais se
sensibilizando com o que quer que seja ou até sem nunca terem
assistido aos filmes de Abbas Kiarostami.
Fernando Rizzolo
O medo de errar
É por causa deste sentimento que muitas pessoas atingem seus
objetivos profissionais e pessoais com êxito. Já a forma
exacerbada em busca da perfeição em resolver os próprios problemas
e os dos outros, contudo, pode causar hostilidades e atrair
sentimentos negativos.
Durante a vida, erros e acertos fazem parte do processo de
evolução do ser humano, seja no campo profissional, na vida
amorosa, no relacionamento entre amigos etc. Há pessoas, porém,
que não conseguem encarar o erro como uma oportunidade de reflexão
e crescimento, demonstrando verdadeiro pavor e problemas físicos
só de pensar nesta possibilidade, mesmo que o erro seja cometido
por outra pessoa.
Quem não aceita a possibilidade de falhar, geralmente tem uma
característica bastante peculiar, ou seja, a vaidade exacerbada
não permite que outra pessoa realize alguma tarefa no seu lugar,
pois existe a insegurança de que alguém próximo cometa alguma
falha que poderia ser evitada. “Neste estágio em busca da
perfeição, o medo de errar passa a ser uma cautela exagerada. Uma
vez que existe a possibilidade de planejamento, entretanto, mesmo
assim é possível que aconteça algum problema, que faz parte da
vida, o que é um processo natural. Há pessoas, porém, que não
aceitam o próprio erro, nem dos demais que a rodeiam, a ponto de
assumir compromissos e tarefas que correspondem aos outros”,
comenta a psicoterapeuta e diretora do Instituto de Terapia
Avançada AMO, Maura de Albanesi.
A pessoa que se compromete em resolver tudo, as suas tarefas
e a dos outros, afirma a psicoterapeuta, provavelmente somatizará
no seu corpo toda a tensão e estresse que essas atividades extras
trarão para o seu dia-a-dia, como dor nas costas, no corpo,
tendinite, insônia, entre outras consequências. “Essa pessoa
ficará muito preocupada em acertar, para não decepcionar ou
prejudicar o colega cujas tarefas e a confiança do amigo ele
assumiu. Desta forma, surgirá uma autocobrança implacável para não
falhar”, alerta a Dra. Maura.
O medo de errar tem o seu lado bom, afirma a especialista.
Esta maneira de encarar a vida, geralmente, proporciona satisfação
do ego, da vaidade e, sobretudo, a satisfação em resolver bem os
seus problemas e dos outros. Agora, todavia, quando uma tarefa não
é resolvida satisfatoriamente, essa pessoa poderá entrar em
depressão, a ponto de não conseguir se reerguer tão cedo. “Isso
acontece devido ao fato do perfeccionista só enxergar o lado ruim
de uma derrota, ou seja, não consegue visualizar a possibilidade
de buscar outros caminhos para chegar ao resultado final com mais
sucesso”, explica a psicoterapeuta.
Causas e conseqüências do perfeccionismo Nas últimas semanas, a mídia publicou maciçamente a notícia de
que o cantor Michael Jackson não teve uma infância comum, isto é,
ao invés de estar rodeado de amigos da mesma idade e brinquedos,
ele tinha que, obrigado pelo pai, ensaiar e cantar perfeitamente
como os irmãos mais velhos, que formavam com ele o grupo “Jackson
Five”.
Essa situação provocou uma cobrança
muito grande no inconsciente dele, obrigando-o a ser igual aos
irmãos, não podendo falhar e decepcionar o pai, apesar de que,
devido ao fator idade, o limite dele estava muito aquém em
comparação aos demais. “Ele deve ter sentido muita pressão,
cobrando-se para ser igual aos demais do grupo. A partir do
momento que você é uma criança no meio de adultos, o seu
referencial está muito além da sua capacidade. Essa situação pode
desencadear problemas psíquicos e físicos durante a fase adulta.
Portanto, muitas vezes, o medo de errar está ligado a alguma coisa
que aconteceu na infância, mas, no caso do cantor, foi uma
cobrança dos pais para que ele não errasse, e não do seu próprio
ego”, analisa a Dra. Maura.
A especialista,
entretanto, faz uma explicação mais detalhada das características
da pessoa que tem eminente medo de falhar. Segunda ela, quem se
julga capaz de resolver tudo com perfeição, se coloca num tufão de
vibrações, ou seja, num funil que absorverá os sentimentos e
emoções de todas as pessoas que a cercam. A partir deste momento,
o perfeccionista não conseguirá dizer “não” para ninguém,
entendendo que todos os problemas passarão a ser dele, e não mais
de quem pediu ajuda, pois o prazer desta pessoa é resolver tudo.
“O problema da esposa, do filho, do amigo, é dele. Ele passa ser
uma força canalizando, puxando tudo para si, a ponto de provocar
um distúrbio físico até o corpo não aguentar mais. Na oportunidade
que essa pessoa tiver para o lazer e curtir a vida, vai preferir
dormir a se reabastecer com outras atividades prazerosas”, observa
a psicoterapeuta.
Tratamento A psicoterapia visa ajudar a qualquer pessoa a enxergar o
lado positivo e negativo de um erro. O lado bom, por exemplo, é
que muita gente só conquista seus objetivos por causa desta
vaidade exorbitante. Entretanto, o tratamento vai ajudar essa
pessoa a ser um pouco mais flexível e perceber, explica a Dra.
Maura, centralizar tarefas e canalizar energias não é bom para
ninguém, nem para ela mesma, porque, a princípio, as pessoas que
estão sendo ajudadas ficam acomodadas, porém, logo, se sentirão
invadidas e sendo desprezadas. Acreditando que está fazem um bem,
o perfeccionista tira a capacidade do outro em resolver o seu
problema, interferindo no crescimento e amadurecimento deste.
“A pessoa que deixar de crescer sentirá uma raiva camuflada
da pessoa que, na realidade, está tentando ajudá-la. Quando a
situação chega a este ponto, essas duas pessoas estarão ligadas
energeticamente, ou seja, o ajudado vai mentalizar sentimentos
ruins em relação à pessoa que quer fazer tudo, “enviando” todas as
suas vibrações negativas para o outro”, diz a psicoterapeuta. A
Dra Maura ainda diz que a terapia vai ajudar o perfeccionista a
enxergar essa interferência. No decorrer do tratamento, ele mesmo
perceberá como funcionam as vibrações das pessoas que são
“ajudadas” e as leis da vida, isto é, de que maneira ele está
tirando a possibilidade do outro crescer, lesando-o, sempre quando
diz: deixa que eu faço. (Veja a ilustração ao lado)
“Enquanto o perfeccionista continuar atraindo e canalizando
energias dos outros, o tratamento clínico será paliativo, os
sintomas físicos continuarão até ele entender como funcionam as
vibrações do universo. Na hora que ele parar de se cobrar e
aceitar que pode errar e também delegar tarefas para os outros, o
“funil de energias” deixará de estar sobre seu campo energético,
passando, desta maneira, a ter uma vida mais flexível e tranquila”,
finaliza a especialista.
Maura de Albanesi
Máquina de suicídio online causa
polêmica
Hoje, ao entrar na internet, me deparei com a “Suicide Machine”, e
imediatamente virei aspirante a suicida virtual.
Que tal dar um “basta” definitivo aos sites de relacionamento
como Facebook, MySpace, Twitter, LinkedIn? Esta é a proposta do
site, que incentiva a exclusão de perfis nas redes sociais,
considerados uma verdadeira prisão dourada, até ontem impossível
de abandonar definitivamente.
Algumas pessoas não aguentam mais o estresse de ter um perfil
público, ter que administrar a própria imagem e milhares de
amigos… Afinal, gerenciar perfis nas redes sociais pode roubar uma
boa parte do seu dia. Além disso, você deixa de ficar com a
família e seu trabalho pode ser prejudicado. Sem contar que tudo
que fazemos na web deixa rastros.
É com esse discurso que a “Máquina do Suicídio da Web 2.0″ promete
acabar com seus perfis nas redes sociais “sugadoras de energia”,
matar seus “falsos amigos virtuais” e seu “alter ego” na internet.
O site consegue apagar suas contas e todos os dados do
Facebook, MySpace, Twitter e LinkedIn rapidamente e com segurança.
“Sua vida online morre e sua vida real sobrevive”. “Sinta-se livre
como um pássaro novamente”, diz o site.
O suicídio virtual pode ser assistido pelo usuário, enquanto
a “máquina” apaga os dados de todos os seus perfis em redes
sociais. E o site alerta: o suicídio não tem volta. Suas contas e
dados nas redes sociais estarão permanentemente apagados. Sua vida
online morre mesmo.
No site “Máquina do Suicídio da Web 2.0″ tem uma área de
pessoas que deixam suas últimas palavras após o suicídio virtual.
“Foi divertido enquanto durou”, diz Repo Man (Jos Wiersma) que
cometeu suicídio no Facebook. Já Jennifer White escreveu “Adeus
Myspace”. “Adeus site idiota” são as últimas palavras de Chris,
que também cometeu suicídio no Facebook.
O site ainda dá
um conselho para quem acabou de se matar: “Tente chamar alguns
amigos, fazer uma caminhada no parque ou comprar uma garrafa de
vinho e comece a apreciar sua vida real novamente. Alguns suicidas
informaram que sua vida melhorou 25% depois que deixaram as redes
sociais”. E avisa:
“Não se preocupe, se você se
sentir vazio depois que cometeu suicídio. Esta é uma reação
normal, que vai desaparecer lentamente nas primeiras 24-72 horas”.
Pode parecer
estranho para muita gente o suicídio online, principalmente em um
mundo cada vez mais conectado como o nosso, mas ele não é
novidade. Muitas pessoas quando deixam o Orkut, a rede social mais
popular aqui do Brasil, dizem que cometeram “Orkutcídio”.
O Facebook, a rede social mais famosa no mundo, não gostou
nenhum pouco da “máquina do suicídio” e bloqueou o acesso em seu
site. Segundo a “Máquina do Suicídio da Web 2.0″, mais de 500
usuários do Facebook já se mataram com a ajuda do site.
O Facebook alega
que o bloqueio de acesso foi feito porque o site viola suas
diretrizes de direitos e responsabilidades no que diz respeito à
utilização das informações de acesso de usuários e garante que
está investigando o caso. Além disso, a rede permite que seus
usuários apaguem suas contas, caso não desejem mais utilizar o
site. Ao portal Computer World, Gordan Savicic, responsável pela
máquina de suicídio, disse que o Facebook bloqueou o site sem
aviso e acredita não ter violado nenhuma regra da rede social. E
afirma que os próprios usuários da rede que violam as regras ao
permitirem acesso às suas contas. Savicic disse também que
pretende estudar uma maneira de reverter o suicídio, caso o
usuário se arrependa do ato.
Como as redes sociais não param de crescer, este assunto
ainda vai dar muito que falar... E você, já pensou em sumir das
redes sociais por algum tempo?
Serena Ucelli
Como viver a vida, segundo a
Globo
É fato: as novelas da Globo e seus
programas de grande audiência continuam ditando normas, valores e
costumes. Volta e meia ouvimos alguém soltar famosos bordões como
“hare baba”, “tô certo ou tô errado?”, “né brinquedo não”, “ishalá”,
e outros consagrados pelos folhetins globais.
Antes que alguém
levante a mão para perguntar, esse texto tem, sim, muito a ver com
Administração. Qualquer evento que influencie, direta ou
indiretamente, o nosso comportamento é extremamente importante
para a forma como conduzimos os nossos negócios. Não é à toa que
os grandes anunciantes disputam a peso de ouro o horário nobre da
televisão brasileira - bem como os próprios atores. Da mesma
forma, as grifes (re)direcionam suas coleções aos estilos exibidos
pelas belas e influentes atrizes das novelas, mesmo que essas se
passem em lugares exóticos como Índia e Marrocos, ou genuinamente
brasileiros como Barretos, Rio e São Paulo. Até pouco tempo atrás,
muitas moças estavam usando parte do sutiã à mostra, para imitar o
modelito de Norminha, a simpática – e faceira – personagem
interpretada recentemente por Dira Paes. Novelas ditam modas e,
como administradores, devemos estar atentos.
Espanta-me essa
última, que traz o curioso título de “Viver a Vida”. Apesar de
apresentar depoimentos emocionantes de pessoas reais que superaram
grandes problemas no final dos episódios, Viver a Vida dá um show
de deturpação de valores do começo ao fim de cada capítulo.
Normalmente, as
obras de ficção dividem claramente as pessoas entre boas e más, o
certo e o errado são evidentes, e nos colocamos a torcer pelo
sucesso do protagonista e o castigo dos vilões, como o fizemos em
A Favorita, com o duelo entre Donatela e Flora.
Na novela de
Manoel Carlos, esse dualismo não existe. Com a desculpa de
aproximar seus personagens da realidade, o autor lhes confere
virtudes e defeitos. Entretanto, paira um ar de normalidade sobre
todas as safadezas cometidas pelos personagens, que eu chego a me
perguntar o que ele quer dizer, realmente, com “viver a vida”.
Viver a Vida é
uma novela onde praticamente todos os personagens enganam uns aos
outros. O marido trai a esposa com a prima dela, a esposa trai o
marido com o cara da academia, o outro troca a companheira de uma
vida inteira por uma modelo 30 anos mais jovem , que agora já vive
um affair com o sujeito que conheceu no meio do deserto (que corre
o risco de ser filho de seu próprio marido), irmãos (gêmeos!)
disputam a mesma garota... ufa! E tem muito mais, mas não quero
tirar a paciência do leitor com essas picuinhas. Onde mora o
perigo?
Diversos estudos,
em especial os conduzidos pelo Prof. Robert B. Cialdini, da
Arizona State University, demonstram que temos uma grande
tendência a fazer o que a maioria faz – mesmo que seja um
comportamento socialmente indesejável. Segundo Cialdini, somos
naturalmente maria-vai-com-as-outras*.
Manoel Carlos
gasta o seu latim para provar que trair é algo normal, que todo
mundo trai todo mundo e não há nada reprovável nisso. Pelo
contrário: é até algo bonito, poético. As puladas de cerca ocorrem
sempre com o belíssimo pano de fundo da cidade maravilhosa ao
entardecer, do alto de uma asa delta, ou nas areias paradisíacas
de Búzios, ao som de uma belíssima trilha sonora. Sei lá, sei
lá...
Há algum tempo,
havia em minha cidade um jornalzinho que circulava entre os
colégios, cuja maior atração eram os recadinhos que os alunos
postavam uns para os outros. Depois que Aline Moraes interpretou
uma jovem lésbica em uma novela, houve uma explosão de recados
(românticos) de garotas para garotas. Não estou fazendo juízo de
valor no que diz respeito às escolhas sexuais de ninguém.
Entretanto, desconfio que muitos desses recados não tinham nada a
ver com a sexualidade dessas garotas. Elas apenas queriam ser a
Aline Moraes... Imagino que, se a personagem da bela atriz fosse
interpretada por Regina Casé, o efeito no jornal teria sido nulo
ou completamente inverso.
Mesmo sabendo que
o comportamento é uma potente fonte de influência social,
geralmente as pessoas que participam de estudos de psicologia
social dizem com veemência que o comportamento alheio não
influencia o seu próprio. Você aí do outro lado também deve estar
dizendo que isso é uma grande besteira, que você não é
influenciado por novelas, nem por ninguém. Beleza. Mas, com
certeza, você conhece um monte de gente que adora seguir a
maioria.
O perigo está na mensagem, repetida diariamente à exaustão,
justamente no horário em que a maioria dos televisores sintoniza a
rede do plim-plim. Muita gente assimila o comportamento dos
personagens como adequado, moderno e normal. A novela de Manoel
Carlos é a receita para o fracasso de uma sociedade que tem (ou já
teve?) na família o seu mais firme alicerce. Viver a vida, de
verdade, é muito mais do que isso. Tô certo ou tô errado?
Leandro Vieira
Bons pensamentos, amor,
positivismo. Armas eficientes para uma vida melhor!
Bloqueie sua mente quando os
pensamentos não forem bons.
Crie uma barreira, uma película
de positividade intransponível em torno do seu corpo, impedindo de
entrarem as bactérias dos maus pensamentos.
Não se desestabilize perdendo
tempo com coisas negativas. Nem se atenha a gerenciar nulidades e
idéias sem valor.
Descarte o que não é bom, o que
martiriza a alma e traz o desequilíbrio. Apegue-se às coisas
sublimes, agradáveis, de boas vibrações. Deixe sua mente e coração
abertos às energias construtivas.
Mantenha sempre elevado seu
altoastral e sinta fluir a névoa da harmonia entre o seu corpo e a
sua mente. Quando dentro de você só existir bons pensamentos e
bons ideais, sentirá fluir uma sensação de alívio e uma vida
produtiva repleta de paz, saúde e contentamento!
>>>>>>>>>>>
Um mar de ódio não vale uma gota
de amor!
Quando vir-se impelido a seguir
pelos caminhos do ódio, desvie-se rapidamente para o caminho do
amor e verá como é belo, claro, amplo e tanto vai levá-lo quanto
trazê-lo em paz.
Ame com intensidade. Seja amado
intensamente!
Nosso corpo precisa de amor como
as ondas precisam do mar. Ele é abstrato, mas se faz real quando
irmana corações no propósito do bem.
Não o economize. Gaste amor o
tempo todo, ele se renova por ser infindo. E guarde dentro de si
todo amor que puder: o coração é pequeno, mas capaz de guardar o
mundo.
Sepulte o ódio, não o deixe
tomar forma e viver dentro de si, pois de uma pequena chama pode
nascer o mais destrutível incêndio.
Pratique o amor, distribua
amor, espalhe amor. Amor é um bem que pode ser consumido em
excesso!
>>>>>>>>>>>
Hoje o seu dia será especial!
Quando o raiar da aurora romper
a escuridão da manhã, você vai sentir sua vida em uma nova
dimensão.
Há um novo dia chegando!
Deus amenizou o sol, calibrou o
vento, deu voz e cor à natureza, preparou o dia e o dedicou a
você. Ele quer que você aproveite cada segundo, desde a partícula
do ar que respira até todas as montanhas que possa abraçar.
Esse é o seu dia!
Tenha-o como o melhor de toda
sua vida. Aplauda-o, deleite-se, goze-o, viva-o intensamente. Seja
feliz!
Deus, o Arquiteto do universo,
fez esse dia especialmente para o seu prazer e bem-aventurança.
Agradeça-O, pois, com um bom
proceder, atitudes probas e dedicando-se a respeitar pessoas e
leis. Ele vai abençoar, dar prosperidade e preparar o dia de
amanhã ainda melhor para você!