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 Edição de Maio de 2008


Os segredos da relação Homem e Mulher


Numa relação amorosa não existe garantias, o que existe são os riscos inevitáveis dessa viagem de rumo incerto: é poder estar totalmente aberto para o que vier e aprender a lidar com o desejo de controlar tudo. Afinal somos aprendizes do amor
     Atualmente muitas pessoas vão morar sozinhas para adquirir independência. Há casais, entretanto, que começam a morar juntos, para experimentar a vida a dois, antes mesmo de assumir um compromisso de casamento e, muitas vezes, só pensam em se casar se tiver amadurecida a idéia de ter um filho. A duração da relação está diretamente ligada à intensidade e a profundidade da relação.  Quando isso se esvai, a relação termina, com alegação de incompatibilidade de gênio.
      É justamente na busca desta profundidade que muitos casais caem na própria armadilha. Esperam por uma comunicação aberta, onde tudo deve ser partilhado com o parceiro, desde os casos antigos, até casos atuais, não suportam o sentimento de serem excluídos da intimidade do outro. Quando são traídos, querem saber os detalhes, apesar da dor do conhecimento, pois atenua o sentimento de exclusão.
     No desejo de transparência doentia, esconde-se o desejo de controlar o parceiro. A lealdade absoluta, além de cruel, é grosseira. Em nome da liberdade, onde cada um faz o que deseja, como se isso fosse possível, o desejo é ilimitado, o homem está fadado a escolher e, portanto, a lidar com frustrações. Ao tentar negar isso e erguer a bandeira da liberdade total, reflete a dificuldade da entrega amorosa, numa tentativa de fugir da dor da possibilidade de perda.
     Acredita-se que num relacionamento amoroso não pode haver trincas, porque uma pequena falha a relação estará comprometida.  Por isso, para não enfrentar estas dores e decepções, a pessoa pode optar viver só na paixão, que é intensa, curta e de pouca profundidade, pois quando o sentimento de tristeza pedir acolhimento não o encontrará nesta relação.
     A pessoa pode se isolar, vivendo uma vida de eremita, porque a sociedade de hoje possibilita que a pessoa possa até trabalhar sem travar nenhuma relação íntima com alguém. Mas o que é exigido de nós para termos um bom relacionamento, já que no fundo é isso mesmo que queremos? Ninguém nasceu para viver sozinho. Crescemos na interação com o outro. A alma conclama por viver um amor. Mas logo vem o medo de perder a liberdade: Amar ou ser livre? Abrir mão de si para o outro entrar?

 

 

   Acredito que esta atração se dá de forma totalmente inconsciente, e que é a sabedoria interna de cada um que elege o parceiro, num impulso genuíno de evolução. É como se soubéssemos que aquela pessoa tem algo que nos auxiliará nos processos evolutivos do nosso ser. E uma das maiores felicidades do homem é quando ele se reconhece crescendo, evoluído enquanto pessoa.
     É deste impulso que surge a curiosidade inicial de saber mais sobre o outro. O encanto dos primeiros encontros é perceber o interesse do outro em ouvir e ser ouvido, em estar agradando, podendo ser espontâneo e perceptivo.
A gratidão é uma forma de expressão do amor, que reconhece as gentilezas ao retribuí-las e reforça os laços afetivos. Algumas pessoas desvalorizam o que recebem, pois confundem gratidão com fragilidade. Perceber que é nas diferenças individuais que se pode ampliar a percepção de mundo e crescer, não querer impor a sua razão, mas compreender a maneira do outro ser, respeitar e se mostrar realmente interessado no que o outro faz.
     A admiração inicial que se tem por alguém reflete exatamente o que nos falta, e durante a relação tenderemos e criticar e a denegrir determinadas atitudes, caso não venhamos a desenvolvê-las em nós e, para isso, requer auto-conhecimento de nossas próprias limitações, amorosidade consigo e tolerância.
     Ninguém sabe tudo sobre si mesmo. Portanto, não pode ter a arrogância de achar que já sabe tudo do outro, pois isso acaba com o interesse e causa distanciamento. Poder ouvir o outro com o mesmo interesse inicial fortalece e mantém os laços afetivos, pois as pessoas mudam, o homem de hoje não é mais o jovem de ontem. Manter acessa a chama do interesse, da curiosidade, da admiração é manter o amor em profunda efusão.


Maura de Albanesi

 
comportamento

    

Muitas vezes, não é o que se fala,mas como se fala...

 

Não foram poucas as vezes em que presenciei conversas entre duas ou mais pessoas onde tudo o que bastaria para um ‘final feliz’ seria um outro modo de se dizer as coisas... Inclusive comigo mesma, que sou uma auditiva assumida (todos nós temos uma predominância entre ser mais ‘auditivo’, mais ‘sinestésico’ ou mais ‘visual’), sei que diferentes sentimentos e percepções podem aflorar em mim dependendo da forma como cada verdade me é dita e, claro (!), com que maturidade eu me disponho a interpretá-las! 

     Quanto às verdades – penso que devemos, antes, ponderar sobre duas questões. A primeira é o quanto estamos, em cada fase do nosso amadurecimento, preparados para ouvi-las – e isso significa que algumas vezes é melhor não desejar obter uma informação com o qual não saberíamos o que fazer. E a segunda é que precisamos aprender a usar as verdades para crescer e nos tornar mais confiáveis ao outro e não para arquitetar acusações deliberadas e inúteis. 

    Portanto, em vez de distorcer as palavras ou economizar os sentimentos, o que serviria apenas para aumentar o número de relações rasas e inconsistentes e colaborar para aprofundar os buracos internos das pessoas que passam pelas nossas vidas, creio que esteja na hora de aprendermos a usufruir melhor da comunicação. 

  

 

 

 

 

 

     Note: quando duas pessoas estão em sintonia, desejando a conciliação e interessadas em realmente se entender, geralmente falam baixo, próximas uma da outra; porque, afinal, o objetivo é ficar bem. Entretanto, quando não estão em sintonia, alteram o tom, aumentam o volume e perdem a noção do que estão dizendo. E pior do que isso: o que uma diz é, muito recorrentemente, interpretado equivocadamente pela outra. 

     Suponho que mais produtivo do que nos escondermos atrás de omissões ou vender uma imagem que não corresponde com a nossa essência, seria apostar mais no acolhimento das diferenças, na percepção dos limites e na coerência entre o que se diz, o que se sente e o que se faz – tanto em relação a nós mesmos quanto em relação ao outro. 

    Por fim, quando a gente fala com o intuito de resolver e crescer, termina descobrindo que palavras são apenas palavras, muitas vezes traiçoeiras, mas que as entrelinhas estão sempre carregadas de desejos, sentimentos, intenções e verdades que só podem ser ouvidos com o peito aberto. Esta é a idéia: uma troca íntima entre dois corações... para que todo o resto possa fazer sentido e valer a pena!

 

Rosana Braga

comportamento

Crianças com medo, muito medo!

 

Diante da situação alarmante e muito explorada pelos meios de comunicação  em que acidentes naturais, catástrofes, escândalos e violências de toda ordem são anunciados na Tv, rádio, na imprensa escrita e on line, muitos pais ficam alarmados, pois percebem que as crianças não estão passando por isso impunemente, mas  apresentam sintomas claros de sofrimento e angústia. Uma das razões  que tem trazido crianças e jovens ao consultório de psicopedagogia inclusive, é o súbito baixo aproveitamento escolar, seguido na maioria das vezes de queixas de ansiedade e medo.
    Nos últimos anos, a maneira como as notícias passaram a ser divulgadas, mudou tanto na forma, quanto na quantidade de detalhes. Através da internet, é possível receber 24 horas diárias de noticiosos e dos mais diferentes âmbitos.A cobertura dos acontecimentos se dá ao vivo, tanto on line como na TV , onde se assiste desde festividades,como assaltos, assassinatos, seqüestros,guerras, catástrofes naturais .Isso sem falar de assuntos macabros,exploração sexual e sensacionalismo
    A inegável competitividade entre os canais de notícias e de entretenimento, uma certa tendência à repetição e eventual exagero  tanto nas imagens como na descrição dos fatos, resulta em muito mais que a simples transmissão de notícias.A interpretação de quem comenta é coisa que as crianças não são capazes de analisar e discernir do fato apresentado e por isso percebem tudo como verdade absoluta  .

 

 

 Crianças e jovens devem ter  o acesso às notícias, aos programas de tv e sites na Internet sem dúvida alguma, mas sempre com a supervisão de um adulto, que "filtre", separe  a informação  dos exageros, as interpretações tendenciosas e má fé. Informar-se é muito importante e portanto é atividade imprescindível, mas há uma enorme diferença entre o que é um fato e qual é a interpretação desse fato.
    A exposição freqüente à violência, pode por exemplo levar à uma desensibilização de alguns e ao aumento do comportamento agressivo em outros.
   Uma das maneiras mais aconselháveis de inibir o efeito negativo dessa hiper exposição à violência e às notícias que podem até ser verdadeiras, mas não são completamente isentas de tendencionismos é controlar o tempo e o horário de assistir à TV e ficar no computador ;oferecer sempre a orientação e mediação de um adulto que assista ao noticiário com a criança,  procurar conversar sobre o assunto  com a criança, ouvindo-a e lhe fazendo perguntas simples para ter certeza sobre o que entendeu e o quanto esta fantasiando.É importante  falar-lhe sobre sua segurança pessoal e o quanto os cientistas , ambientalistas e a polícia, estão trabalhando para resolver esses problemas dos quais tanto se fala hoje em dia.
     Mas caso as crianças continuem demonstrando um grande stress , medo,temores imaginários, pouco apetite,sono muito leve ou insônia, além de problemas escolares e de relacionamento, é produtivo procurar um especialista que ajude a criança e oriente a família.

 

Maria Irene Maluf


Pais já não bancam mais casamento dos filhos


Foi-se o tempo em que o casal não precisava se preocupar com os gastos do casamento. Antes, os pais bancavam tudo da festa, ficando cada família com 50% das despesas. Hoje, com a independência financeira dos filhos cada vez mais cedo, esta tradição praticamente acabou.
     O próprio convite de casamento comprova que atualmente quem fica com a conta são os noivos. Antigamente, eram os pais que apareciam no documento convocando os convidados. Agora, o nome do casal é que surge no topo do convite.
     “Hoje em dia o casal, que geralmente não depende mais financeiramente dos pais, até prefere mesmo arcar com todas as despesas porque isso dá mais liberdade de escolha a eles”, diz Solange Caramel, diretora da Caramel Assessoria de Eventos.

     O fim da tradição também está ligado à mudança nos valores do evento. “Alguns pais consideram um desperdício fazer uma festa que custe R$ 50 mil, que é um gasto muito maior do que na época em que eles casaram, há 20 ou 30 anos.”

    
     Apesar de, em geral, não bancarem mais o casamento dos filhos, os pais acabam auxiliando com outros gastos. “Eles costumam se oferecer para pagar um item do evento, como o buffet ou a decoração. Já a mãe da noiva quase sempre faz questão de presentear a filha com o vestido”, explica Solange Caramel.
     Muitas vezes os pais também preferem ajudar na compra do imóvel ou do mobiliário do novo casal. “Por considerarem muito importante que os filhos comecem a nova vida bem acomodados, alguns deles se oferecem para ajudar nesse sentido.”


Como assegurar à portadora de câncer o direito de ser mãe?

”Dependendo do estágio do tumor, elas terão de ser submetidas à quimioterapia e/ou radioterapia, que podem, em muitos casos, afetar a capacidade reprodutiva desta paciente”, afirma o médico Joji Ueno,

 

A incidência do câncer cresce no Brasil, como em todo o mundo, num ritmo que acompanha o envelhecimento populacional decorrente do aumento da expectativa de vida. O aumento da doença é resultado das transformações globais das últimas décadas, que alteraram a situação de saúde dos povos devido à urbanização acelerada, novos modos de vida, novos padrões de consumo.

     No Brasil, segundo estimativas apresentadas pelo INCA, Instituto Nacional do Câncer, só em 2006, 472 mil novos casos de câncer seriam registrados entre a população. Os tipos mais incidentes, à exceção de pele não melanoma, são os de próstata e pulmão no sexo masculino e mama e colo do útero no sexo feminino. O INCA estimava o surgimento de 234.570 casos novos para o sexo masculino e 237.480 para sexo feminino. O câncer de pele não melanoma (116 mil casos novos) é o mais incidente na população brasileira, seguido pelos tumores de mama feminina (49 mil), próstata (47 mil), pulmão (27 mil), cólon e reto (25 mil), estômago (23 mil) e colo do útero (19 mil).

 

Câncer de mama


O número de casos novos de câncer de mama esperados para o Brasil em 2006 era o de 48.930, com um risco estimado de 52 casos a cada 100 mil mulheres. Na região Sudeste, o câncer de mama é o mais incidente entre as mulheres com um risco estimado de 71 casos novos por 100 mil. Sem considerar os tumores de pele não melanoma, este tipo de câncer também é o mais freqüente nas mulheres das regiões Sul (69/100.000), Centro-Oeste (38/100.000) e Nordeste (27/100.000). Na região Norte é o segundo tumor mais incidente (15/100.000).

 

Fonte: INCA

 

Uma das questões mais delicadas em relação ao tratamento de mulheres jovens com o diagnóstico de câncer é o comprometimento da fertilidade.”Dependendo do estágio do tumor, elas terão de ser submetidas à quimioterapia e/ou radioterapia, que podem, em muitos casos, afetar a capacidade reprodutiva desta paciente”, afirma o médico Joji Ueno, especialista em Reprodução Humana. Muitas pacientes jovens que têm o câncer diagnosticado não abrem mão da maternidade, mesmo sabendo que há maior chance de reincidência do câncer no período de cinco anos, se engravidarem. “Por isso, o tratamento deve ser muito discutido”, defende o médico.

      “Os efeitos esterilizantes dos tratamentos contra o câncer podem resultar tanto em perda da função uterina normal, como na destruição total ou parcial da reserva de óvulos no ovário”, explica Joji Ueno, diretor da Clínica Gera. Por isto, antes das sessões que quimioterapia e/ou radioterapia, as mulheres portadoras de câncer interessadas em engravidar recorrem à  fertilização in vitro. As chances de gravidez com este procedimento fixam-se em torno de 30% a 40%.

 

Câncer do colo do útero


O número de casos novos de câncer de colo do útero esperados para o Brasil em 2006 era de 19.260, com um risco estimado de 20 casos a cada 100 mil mulheres. Sem considerar os tumores de pele não melanoma, o câncer de colo do útero é o mais incidente na região Norte (22/100.000). Nas regiões Sul (28/100.000), Centro-Oeste (21/100.000) e Nordeste (17/100.000) representa o segundo tumor mais incidente. Na região Sudeste é o terceiro mais freqüente (20/100.000).

Fonte: INCA

Para a preservação da capacidade reprodutiva das pacientes com câncer, uma das alternativas é o congelamento dos óvulos, pois a infertilidade causada pelo tratamento da doença pode ser permanente. “O óvulo pode ser congelado por vários anos. Depois da cura do câncer, a fertilização será feita com o esperma do homem que será o pai”, diz o médico. A técnica, porém, ainda apresenta poucos resultados positivos no mundo. “As condições para gravidez com óvulos congelados, atualmente, atingem 20%”, afirma Joji Ueno.

     Outra opção terapêutica é o congelamento de pré-embriões. “O congelamento de pré-embriões sempre gerou uma discussão social muito fervorosa, principalmente devido a questões éticas e religiosas. O embrião também pode se manter congelado por um tempo indefinido, mas muitas religiões consideram que a vida se inicia no momento da concepção. O embrião, portanto, é tratado como um ser vivo, e seu eventual descarte pode ser considerado uma  conduta anti-ética”, explica Joji Ueno, coordenador do curso de pós-graduação, Especialização em Medicina Reprodutiva, ministrado pelo Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Uma outra dificuldade do congelamento de pré-embriões é que, se a mulher quiser implantá-los, terá de pedir autorização ao pai, ou seja, ao parceiro que fecundou o óvulo.

 

A Resolução CFM Nº 1.358/92 estabelece as normas e limites para a reprodução assistida no País:

 

V - CRIOPRESERVAÇÃO DE GAMETAS OU PRÉ-EMBRIÕES


1 - As clínicas, centros ou serviços podem criopreservar espermatozóides, óvulos e pré-embriões.


2 - O número total de pré-embriões produzidos em laboratório será comunicado aos pacientes, para que se decida quantos pré-embriões serão transferidos a fresco, devendo o excedente ser criopreservado, não podendo ser descartado ou destruído.


3 - No momento da criopreservação, os cônjuges ou companheiros devem expressar sua vontade, por escrito, quanto ao destino que será dado aos pré-embriões criopreservados, em caso de divórcio, doenças graves ou de falecimento de um deles ou de ambos, e quando desejam doá-los

 

     Por fim, há também a possibilidade de fazer o congelamento de fragmentos do ovário, que posteriormente, podem ser transplantados novamente para a paciente ou submetidos a uma técnica laboratorial de amadurecimento in vitro. Ao se submeter à quimioterapia ou/e à radioterapia, os folículos dos ovários da paciente portadora de câncer serão destruídos e não se recomporão mais. “Por isso, o especialista em Reprodução Humana faz a retirada de uma parte superficial destes órgãos, antes da mulher se submeter a estes tratamentos. Esses fragmentos podem ser reimplantados mais tarde, em seu organismo, e a mulher passará a ovular normalmente de novo”, explica o médico. “Poderão se beneficiar do congelamento de fragmentos do ovário mulheres com câncer de mama, de colo de útero, e ainda, leucemia, linfoma e sarcomas”, afirma Joji Ueno. Esta técnica é empregada no Brasil em fase de pesquisa, os médicos ainda buscam a obtenção de uma gestação com nascimento.

 

Joji Ueno 


Abuso sexual e a influência familiar podem causar transtornos psicológicos, entre eles, a Anorexia Nervosa e a Bulimia

Desde 1992, estudiosos levantam as possíveis causas dos distúrbios alimentares e psicológicos, como a Bulimia e Anorexia Nervosa.

 

Segundo a professora e psicóloga, Maria Cristina Dotto, diretora do Instituto de Neurociência e Comportamento de São Paulo, que analisou as teorias publicadas sobre o assunto, não é simplesmente uma das teorias explicativas que fundamenta a causa desses distúrbios. A interação de variáveis psicológicas e sociais, também podem explicar as causas do distúrbio de cada pessoa, somada a sua história de aprendizagem e as contingências as quais foi exposta.

     Existe uma relação entre vítimas de stress pós-traumático e bulimia / anorexia. Os teóricos incluem nesta categoria não apenas abuso sexual, mas também vítimas de crimes violentos como seqüestro relâmpago, levantando a hipótese de que as experiências traumáticas podem contribuir para o desenvolvimento e manutenção da bulimia ou anorexia.

     O abuso sexual não é um fator de risco isolado e específico apenas para a bulimia ou anorexia, pois pode estar associado a vários tipos de distúrbios como a depressão, ansiedade, abuso de substâncias e outras desordens psiquiátricas. 67% do grupo dos bulímicos descreveram seu ambiente como caótico, conflituoso, restritivo e inexpressível. As famílias bulímicas são descritas como mais confusas, desorientadas, com dificuldade de comunicação, tendo a presença de hostilidade e a ausência de coesão.

     A auto-estima rebaixada, um dos principais fatores envolvidos no desenvolvimento dos transtornos alimentares, é muitas vezes causada por condições familiares desvantajosas, incluindo ambiente familiar conflituoso ou o caso de pais com dependência alcoólica. 

     Como as mães servem de modelo para seus filhos, dietas ou  ausência de padrões alimentares podem influenciar para que seus descendentes venham a contrair qualquer um dos distúrbios alimentares, seja anorexia ou Bulimia. Estudos realizados por Hodes e Grange (1992), mostram o impacto de mães bulímicas sobre seus filhos, estas muitas vezes se sentem culpadas e críticas em relação à própria prole, principalmente no que se refere à alimentação.

     A profissional conclui que todas as teorias estudadas, somando-se aos casos práticos durante o tratamento de seus pacientes, levam para o caminho que a influência familiar e o abuso sexual (ou experiências sexuais negativas) podem levar a esses distúrbios alimentares. ”A influência familiar e abuso sexual, físico são, sem dúvida, fatores importantes para a compreensão da dimensão dos transtornos alimentares. A presença de violência seja ela física ou psicológica e a aprendizagem errada de comportamentos de dieta, podem ser consideradas fatores relacionados a estes transtornos.”, diz.


Doenças psicossomáticas são características da vida moderna

Somente cuidando da mente é possível ter condições de manter a saúde

 

Doenças psicossomáticas são as que têm um componente psíquico em sua origem. É uma manifestação orgânica, mas provocada por problemas emocionais, como a tensão nervosa e a depressão, entre outros.

     Entretanto, alguns ainda guardam a idéia errônea de que são pura simulação, ou que se trate de hipocondria, ou seja, mania de doença. Nada disso. A cada dia surgem mais evidências de que corpo e alma estão tão estreitamente ligados, de que aquilo que afeta um, acaba afetando, também, o outro. Por exemplo: quando se somatiza, o corpo coloca para fora as emoções, por meio de um resfriado, diarréia, herpes, enxaqueca ou, na maioria dos casos, por meio de gestos, mímicas, contraturas, calor, tremor, dores de barriga, sustos, travamento dos dentes etc. Enfim, mediante tantas e tantas demonstrações físicas.

     De acordo com Jose Moromizato, médico que hoje é considerado um dos grandes incentivadores da medicina psicossomática, o corpo reflete o que as pessoas pensam e sentem. ”Quando reprimimos nossas emoções, elas vão se acumulando até o ponto que nos machucam profundamente. Só que a represa cheia extravasa por algum lado, e explode em algum órgão mais sensível. Exigimos tanto do organismo, que num determinado momento, ele pede socorro. Se não observarmos os sintomas internos, eles podem agravar-se e nos afastar do trabalho, da família, dos amigos e até mesmo das pessoas que mais amamos”.

     A conclusão da incidência das doenças psicossomáticas no organismo surgiu a partir do acompanhamento da evolução do quadro clínico dos pacientes. Moromizato notou que, muitas vezes, as moléstias sanadas nas salas de cirurgia, como úlceras, por exemplo, voltavam a incomodar os pacientes, passado algum tempo. Os diálogos travados ao longo dos anos reforçaram a suspeita do médico de que a origem dessas doenças é emocional-mental.

      “Desde a fase intra-uterina, todos os eventos são processados pela mente. Os fatos são interpretados pelo consciente como positivos ou negativos e memorizados pelo inconsciente. O problema é que a maior parte das notícias é ruim, o que vai aumentando a carga negativa. A sobrecarga faz a pessoa ficar nervosa, agressiva, e até adoecer”, alerta o especialista, ponderando que também podem existir outras causas que determinam estas doenças. “Mas, de acordo com os meus estudos, e com base em análises científicas, afirmo que entre 80 e 90 % de tudo o que ocorre no nosso corpo e no nosso comportamento é em conseqüência dos fatos negativos que ficam gravados em nosso inconsciente”.

     Para Moromizato, o acúmulo de informações negativas pode gerar quatro situações: choro, nervosismo ou agressividade, dependência de substâncias ou doenças:

 

1. Depressão: a pessoa está constantemente angustiada e triste. Tem que chorar bastante para se sentir aliviada, mas o choro não adianta, porque a gravação do evento desagradável na memória não se apaga por si só.

2. Agressividade: o indivíduo torna-se intolerante e agressivo. Pode, também, ficar tenso, nervoso, eternamente insatisfeito.

Doença: a pessoa pode somatizar, criando moléstias no corpo.

-  No aparelho circulatório, o infarto e a pressão alta.

- No aparelho respiratório, a bronquite e a asma.

- No aparelho digestivo, a gastrite, a colite e a úlcera.

- No aparelho endócrino, pode ocorrer propensão para ganhar peso.

-  No aparelho genital, a impotência ou a frigidez.

-  No aparelho locomotor, a dor na coluna ou no corpo de modo geral.

Dependência: o indivíduo busca alívio no álcool, nas drogas e nos medicamentos. Essas substâncias bloqueiam o consciente, causando melhora temporária, visto que o indivíduo se esquece do problema. Contudo, com o fim do efeito, e a volta da lembrança, a pessoa fica novamente deprimida e não raro recorre de novo à droga, dando início a um ciclo vicioso.

      Para ajudar os pacientes a lidar de forma mais saudável com os desafios da vida contemporânea, o médico desenvolveu uma técnica baseada no relaxamento autógeno, personalizado, que permite chegar à origem do problema e saná-lo de vez, melhorando assim a saúde e, por conseqüência, a vida. “Uma pessoa tensa está constantemente insatisfeita, vive tensa, dorme tensa, levanta cansada, até parece que não dormiu à noite. Se a pessoa está assim, precisa aprender a relaxar, bem como a solucionar os problemas negativos que estão gravados no inconsciente. Isso permite que a pessoa se sinta bem consigo, passando a viver, e não somente a existir”.

     Cortar o mal pela raíz não é difícil. O tratamento prescrito pelo médico inclui sessões de técnicas de relaxamento e reprogramação mental, com o objetivo de apoiar o paciente durante as crises e auxiliá-lo a adotar uma forma mais positiva de ver o mundo.

     O método já foi testado com sucesso por mais de 5 mil pacientes que tiveram as suas vidas melhoradas. Um deles foi a administradora de empresas M.E.V., de 41 anos. “O que me fez procurar o Dr. José Moromizato foi a depressão. Eu estava passando por problemas emocionais, que me abalavam em todos os sentidos. Estava desanimada, com a auto-estima atingida, sem pique pra nada. Certo dia, ao desabafar com minha mãe, fui orientada a procurar ajuda de um profissional competente. Ela já conhecia o trabalho do médico, pois havia se tratado com ele, com sucesso. Meu irmão mais velho também se tratou, com êxito, com Moromizato pois, aos 19 anos, sentia-se desajustado e revoltado”.

     Em suas primeiras sessões, a administradora chorava, não conseguia relaxar muito bem. “Aos poucos, isso foi mudando e fui conseguindo aproveitar melhor o tratamento. O resultado não foi imediato, mas, quando surgiu, senti que minha vida realmente havia mudado. Foi, literalmente, de dentro pra fora. Hoje me sinto confiante, capaz. Eu tinha problemas de relacionamento com minha mãe, vivia em pé-de-guerra com ela e atualmente eu a respeito, compreendo e amo muito”.

M. E. conta que já havia tentado outras alternativas. “Fiz terapia por 10 anos, mas não surtiu o efeito do relaxamento autógeno. Em poucos meses senti muita melhora, que persistiu com o tempo. É como se aprendêssemos a viver melhor, a encarar a vida de uma forma mais tranqüila. É como se consertássemos o que estava torto...”, define.

     Outro profissional que passou por problema semelhante foi o cirurgião M.B., 41 anos. “Sou tranqüilo, introspectivo, generoso com as pessoas e situações que merecem, mas não sou de guardar rancores. A depressão veio sem aviso. Certo dia eu estava com minha esposa – éramos noivos – e comecei a chorar com intensidade num quarto de um hotel, onde estávamos hospedados para passar um final de semana. Na época, eu estava trabalhando muito para pagar o apartamento que tínhamos adquirido, enfrentava muitos plantões em hospitais e estava em conflito com minha entidade de classe. Acho que tudo isso acabou explodindo de uma vez e a depressão instalou-se”.

     O médico não teve reação porque não tinha força para lutar contra a doença. “Eu queria sair daquela situação, mas não encontrava um caminho. A depressão deixa a gente patinando, parecendo que não sai do lugar, envolto em pensamentos negativos. Naquela fase eu apenas vivia um dia após o outro”.

O cirurgião não podia recorrer aos antidepressivos orais, que davam sono, devido à função que exercia. “O desafio maior foi vencer, pois havia altos e baixos enquanto o tempo passava. Mas cada um tem o seu tempo para a cura. O importante é que eu sabia que um dia ela iria chegar”.

     Hoje M.B. é um novo homem. “Levo uma vida típica de marido e pai dedicado, de classe média, ou seja, trabalho muito para manter o lar. Acima de tudo, sou muito feliz com a minha família. Sou casado há 10 anos e temos dois filhos, uma menina de 9 anos e um menino de 2 anos. Minha esposa apoiou a terapia e, sem dúvida, a parceira que apóia o companheiro até o fim do tratamento demonstra que realmente o ama. A sensação de vitória é plena. Depois de vencer a depressão, você se torna uma pessoa melhor, fica mais forte emocionalmente, aprende a administrar os problemas pessoais e financeiros”.

     O cirurgião reconhece que a vida não é um mar de rosas. “Isso não significa que você vai vencer sempre. Certamente haverá vitórias que trarão muitas alegrias e derrotas, com suas inevitáveis tristezas. Só que após o relaxamento, ocorre uma grande diferença: você aprende a se levantar nos insucessos, a chacoalhar a poeira e ir em frente com determinação, confiança e força de espírito inquebrantáveis”.

     O tratamento do doutor Moromizato consiste em 20 sessões, que devem, preferencialmente, ser feitas todos os dias. Se necessário, segue-se um programa de manutenção, quando o paciente vai à clínica com menor freqüência, até a sua alta. 

 

Fonte: Jose Moromizato


Mude os hábitos e conquiste uma vida melhor

 

Pare um minuto para responder as seguintes perguntas: quanto tempo você tem dedicado às pessoas mais importantes de sua vida? Como anda sua saúde? O que você tem feito para melhorá-la? O que você gostaria muito de fazer, embora lhe falte tempo? Que atividade de lazer gostaria de adicionar a sua vida? O que impede você de realizá-la hoje? O trabalho lhe proporciona meios de alcançar seus objetivos individuais? Qual é o preço disso em sua vida pessoal? Se tivesse 80 anos de idade, você se arrependeria de sua situação atual? O que mudaria? De quanto tempo dispõe para você mesmo ou para fazer as coisas de que realmente gosta?

     Se você não gostou muito  de suas respostas e se algumas perguntas provocaram em você um certo desconforto, inquietação ou até mesmo tristeza, vale a pena rever atitudes e mudar.

     A vida passa muito rápida e acabamos perdendo tempo com coisas circunstanciais, deixando de lado aquelas que são importantes de verdade. Além disso, as urgências que aparecem no dia, no trabalho ou em casa, fazem com que as pessoas percam o tempo precioso que poderia ser “gasto” em momentos de felicidade ao lado das pessoas que amam.

     Fiz uma pesquisa com mais de quatro mil brasileiros, via internet, e descobri que eles se dedicam apenas 30% do seu tempo às coisas importantes da vida e acabam se perdendo entre as urgências.

     A maioria dos respondentes eram homens, e a divisão do tempo entre sexos se mostra diferente uma vez que, em relação às urgências, os homens gastam 36% de tempo enquanto as mulheres gastam 42%.

    

     De acordo com a pesquisa, as muitas horas dedicadas ao trabalho é que são responsáveis pela sensação de falta de tempo. Isso ocorre porque os profissionais se perdem com os "vilões de tempo", ou seja, com a falta de um planejamento para cumprir suas atividades, com o mau uso da internet e do e-mail, reuniões improdutivas, entre outros fatores batidos e difíceis de se livrar.

     Nesse contexto, pior para as mulheres que, inclusive, ganharam um estudo específico que mostrou que muitas estão adoecendo com a falta de tempo e vivendo de maneira infeliz. Isso porque, a necessidade da saída da mulher para o mercado de trabalho a fez ter que viver vários papéis ao mesmo tempo. Elas são mães, esposas, mulheres, namoradas, profissionais e donas de negócios. A necessidade feminina de mostrar capacidade no campo profissional, muitas vezes, faz com que elas procurem ser “super-mulheres”, o que é praticamente impossível e isso gera frustração.

     Mas é possível mudar essa história com mais planejamento, usando de maneira regrada a internet e os e-mails. Estes, na verdade, são apenas alguns dos passos. Mas é preciso disposição, pois gestão de tempo é sinônimo de mudança de comportamento. Contudo, mudar ações que repetimos durante toda a vida não é tarefa fácil, mas às vezes é a melhor alternativa para conquistar a felicidade e satisfação.

Christian Barbosa


Mudanças simples garantem melhor qualidade de vida para a terceira idade

Nutricionista alerta para cuidados na alimentação e dá dicas para uma vida mais saudável

 

Seguindo o mesmo processo de aumento da expectativa de vida dos países desenvolvidos, como os europeus, a sociedade brasileira está envelhecendo e a média de vida do brasileiro ultrapassa 70 anos. Hoje, no Brasil, há 18 milhões de idosos, o que corresponde a pouco mais de 10% do total da população. Estima-se que, em 2025, essa porcentagem corresponda a 14%.

     O envelhecimento traz consigo a preocupação com uma melhor qualidade de vida, já que transformações metabólicas, psicológicas e limitações físicas começam a ocorrer com o avanço da idade. Hoje em dia existem vários programas para a terceira idade, clubes, bailes, recreação, criados especialmente para atender a esse público. A tecnologia e o avanço da medicina também colaboram para oferecer uma melhor qualidade de vida aos idosos. Porém, pequenas mudanças, no dia-a-dia do idoso, podem prevenir algumas doenças e garantir uma vida mais saudável para a terceira idade.

      Segundo a especialista em nutrição clínica, Teresina Mendes dos Santos, o cuidado com a nutrição é primordial nessa fase de vida. Os idosos pertencem ao grupo nutricional de risco, devido a mudanças metabólicas e de hábitos de vida. “Ao envelhecer, não sentimos mais os sabores suaves, pois o paladar não é mais o mesmo de quando se tinha 20 ou 30 anos, já que as papilas gustativas também envelheceram”, explica a nutricionista, lembrando que geralmente os idosos preferem alimentos com sabores fortes, condimentados, com muito sal e  açúcar, o que não é saudável e pode aumentar o risco de doenças como diabetes e hipertensão, mais comuns nessa fase da vida.

    Outro problema que pode gerar hábitos alimentares negativos é a perda dos dentes ou o aparecimento de problemas na gengiva. A especialista afirma que esses problemas fazem com que os idosos evitem comer frutas, alimentos crus e carnes, fontes de nutrientes essenciais ao organismo. “Outro erro cometido pelos mais velhos é excluir da dieta o leite e seus derivados, o que pode causar franqueza óssea e causar osteoporose”, alerta.

     Embora não exista uma única dieta para idosos, pois as necessidades variam muito de uma pessoa para outra, algumas regras valem para todos. “Além do consumo reduzido de alimentos calóricos, os idosos precisam somar a sua dieta alimentos altamente nutritivos”, ensina a nutricionista.

     Os idosos devem restringir o consumo de alimentos gordurosos, como frituras, evitarem doces, e privilegiar alimentos nutricionalmente saudáveis de diferentes grupos nutricionais, além de beber muita água. “A maioria dos idosos não sentem muita sede, por isso esquecem de beber água e ficam desidratados”, finaliza a especialista.


Morar sozinho:

ter liberdade custa caro!

 

"Bamboccione", segundo o dicionário italiano, é um meninão gordo e sadio, muito ligado aos pais. Pode significar, também, aquele filho que insiste em morar na casa dos pais mesmo não sendo mais um meninão e sim um tiozão! Na Itália, esses “jovens” estão recebendo um incentivo de 200 euros mensais como auxílio no pagamento do aluguel (em torno de R$ 600) para cortar o cordão umbilical, sair da casa de suas famílias e passar a morar sozinhos.

No Brasil, não existe esse auxílio e morar sozinho custa caro. Se o jovem morar em  uma república de uma cidade do interior, trabalhar perto do emprego, tiver almoço subsidiado pela empresa e cesta básica talvez consiga sobreviver com 1 salário mínimo. Mas, nas grandes cidades, um valor mínimo de referência seria de R$ 800. Mesmo assim, será preciso economizar para esticar o seu salário e conseguir pagar todas as despesas de ter a sua própria casa. Veja as dicas de como economizar morando sozinho:

 

1) Alimentação: no supermercado, compre pequenas quantidades e sempre o que estiver mais fresco (consulte sempre o prazo de validade do produto). Opte por porções menores como, pacotes de pão de fôrma pequenos. E aprenda a cozinhar. Você comerá melhor e economizará!

 

2) Desperdício: crie um cardápio semanal e compre apenas o necessário e aprenda a congelar alimentos. Prefira refrigerante em lata em vez das garrafas de 2 litros. Escolha pizzarias que forneçam pizzas de 4 pedaços. E não tenha vergonha de comprar somente um bife ou uma coxa de frango.

 

3) Aluguel: para alugar um imóvel com a intervenção de uma imobiliária, é solicitado um fiador. O fiador deve ser proprietário de um imóvel e serve como garantia para a imobiliária. Se não conseguir um fiador (ele deve morar na mesma cidade do imóvel a ser alugado), negocia-se o pagamento de um valor equivalente a um número determinado de aluguéis adiantados. No contrato, o prazo para locação é sempre de 30 meses. Mas você pode pedir para incluir uma cláusula que dá o direito, tanto para você quanto para o proprietário, de rescisão contratual após o 12º mês de locação.

mais seguro. Apartamento sofisticado ou simples? Analise bem o seu perfil. Se você adora ficar em casa nos fins de semana e deseja convidar os amigos para um churrasco, vale a pena escolher um condomínio com opções de lazer e pagar a mais por isso. Agora, se você apenas “passa” pelo seu apartamento nos intervalos entre o trabalho e as baladas, opte por um prédio simples. Aliás, a localização é fundamental por conta da economia que se pode fazer se morar perto do trabalho.

 

5) Escolhas: Faça um bom planejamento de suas receitas e despesas! Pense sempre nas escolhas que terá que fazer para ter dinheiro até o final do mês. Por exemplo, se gastar muito dinheiro com roupas, poderá não ter o suficiente para sair no final de semana. Se resolver jantar fora com muita freqüência, poderá não ter dinheiro para fazer o supermercado. E assim por diante.

 

6) Limpeza: saudades do seu quarto e banheiro limpos pela faxineira? Agora é só você! Utilize materiais de limpeza que ajam rapidamente e que sejam multiuso. Quando a bagunça sair do controle, contrate uma diarista para auxiliá-lo.

 

7) Reserva financeira: tenha sempre uma reserva financeira para eventualidades como ter que consertar algum problema de vazamento no banheiro ou ter que chamar um eletricista para resolver qualquer problema elétrico no seu apartamento. É mais barato emprestar para si mesmo do que pedir um empréstimo no banco.

 

Prof. PhD Marcos Crivelaro*


Cigarro e mulheres: relação perigosa em qualquer fase da vida

Mas já existem tratamentos que aumentam as chances de sucesso na cessação do tabagismo

 

 

Já faz tempo que fumar deixou de ser sinônimo de prestígio e requinte para a sociedade. Inúmeros estudos comprovam, dia após dia, os males que o cigarro traz à saúde. Vão de problemas respiratórios ao câncer, doenças cardiovasculares e morte. Sabe-se, contudo, o quão difícil é largar o vício, principalmente devido ao efeito de dependência causado pela nicotina – um dos componentes do cigarro.

     Nocivo para homens e mulheres, o ato de fumar ainda é mais prejudicial ao sexo feminino, e isso em todas as fases da vida: seja para aquelas que tomam pílula anticoncepcional, para as que pretendem engravidar ou àquelas perto da menopausa.

     “Homens e mulheres têm comportamentos diferentes quando o assunto é cigarro”, explica a cardiologista Jaqueline Scholz Issa, diretora do Programa de Tratamento do Tabagismo do Incor (Instituto do Coração) de São Paulo. Pesquisas indicam que mulheres fumantes apresentam quase o dobro de ansiedade e depressão comparativamente aos homens tabagistas. “Muitas mulheres descontam a ausência do cigarro na maior ingestão de alimentos e engordam. Essa substituição pode aumentar os níveis de colesterol, pressão arterial e glicemia, conhecidos fatores de risco para as doenças cardiovasculares”, alerta a médica.

     Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se 5,4 milhões de óbitos ao ano relacionados ao fumo e até 2030 o tabaco será responsável pela morte de 8 milhões de pessoas. No caso das mulheres, dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) revelam que 40% delas com menos de 65 anos morrem em decorrência do tabagismo.

     “Além de aumentar o risco de desenvolver doenças em pulmões, mamas e vias urinárias, as fumantes que fazem uso de contraceptivos hormonais apresentam maior risco de sofrer hipertensão e ter problemas cardiovasculares”, adverte o ginecologista Vicente Bagnoli, da Faculdade de Medicina da Universidade São Paulo (FMUSP).

     Segundo o médico, os componentes do cigarro interferem na coagulação do sangue e causam alterações nos vasos sanguíneos, elevando a pressão arterial e aumentando o risco de infarto e acidente vascular cerebral (derrame). Esses efeitos do tabaco são aumentados nas usuárias de pílulas anticoncepcionais, já que elas são fator de risco adicional para os eventos cardiovasculares.

     Para a mulher com planos de engravidar, o maior presente que ela pode dar ao filho e a ela mesma é abandonar o tabagismo antes. As fumantes apresentam maior índice de infertilidade em relação às que não fumam. Os componentes do cigarro têm ação direta na produção de hormônios dos ovários, interferindo na ovulação.

     A gestante tabagista também corre mais riscos de saúde durante a gravidez do que as não-fumantes. “Estão mais sujeitas a hipertensão, trombose, complicações cardíacas e maior morbidade e mortalidade”, alerta o médico. Já os bebês de mães fumantes sofrem de baixo peso, óbito ainda dentro do útero e parto prematuro.

 

Menopausa precoce

Tema assustador para algumas mulheres, a menopausa normalmente ocorre após os 40 anos. Contudo, o cigarro é capaz de antecipar a falência na produção dos hormônios sexuais, o que causa complicações graves na fase pós-menopausa. Entre elas estão aumento da perda óssea – podendo levar a osteoporose com quadro de dor e fraturas –, maior risco de doenças cardiovasculares e dislipidemias (níveis elevados de colesterol no sangue) e, conseqüentemente, óbito prematuro.

     Segundo Bagnoli, o mecanismo que leva à menopausa prematura é semelhante ao da infertilidade, com atuação negativa nos ovários e no sistema nervoso central. “Além disso, mulheres com menopausa precoce apresentam maiores riscos de trombose, insuficiência cardíaca e acidente vascular cerebral, que comprometerão o bem-estar e a qualidade de vida.”

 

Eu quero parar

Felizmente, pesquisas apontam que dos cerca de 23 milhões de fumantes brasileiros, 80% afirma querer largar o hábito do tabagismo. Entretanto, querer largar o cigarro exige força de vontade, além da ajuda de um médico, que facilita muito a trajetória até o sucesso. Além do comprometimento do fumante, é preciso entender que tabagismo é uma doença como qualquer outra.

     Há centros de tratamento de tabagismo espalhados por todo o País. Na falta de encontrar um próximo da sua residência, o fumante deve buscar ajuda de um profissional. Mais informações sobre como parar de fumar podem ser obtidas no site www.euqueroparar.com.br; uma campanha do laboratório Pfizer para ajudar o fumante a largar o cigarro e transmitir informações de como fazê-lo: procurar um médico é o primeiro passo.


Pisicólogo Alexandre Bez dá dicas de como identificar e afastar falsas amizades

Especialista em relacionamentos, Bez ensina como identificar falsas amizades no dia-a-dia e  alerta que pessoas invejosas podem possuir tom de pele amarelado.

 

Quem nunca passou por uma decepção ou tem alguma história para contar quando o assunto é falsas amizades? De acordo com o psicólogo Alexandre Bez, especializado em relacionamento, ansiedade e síndrome do pânico, o falso amigo pode estar em qualquer lugar e se aproximar de determinada pessoa por ela possuir algo que lhe desperte desejo, como um objeto de valor, um imóvel, um bom emprego ou até mesmo a pessoa com quem você se relaciona.

     Você poder estar se perguntando: O falso amigo também é alguém invejoso? O profissional explica que o que norteia uma falsa amizade é a inveja. As falsas amizades não escolhem nível social e muito menos sexo. Mas pode-ser afirmar, baseado em pesquisas, que os homens despertam mais interesse em criar falsas amizades. “Os homens são mais suscetíveis a criar essas amizades devido à personalidade, caráter e moral. As mulheres são mais competitivas e fortes emocionalmente, por esse motivo batalham mais para alcançar seus objetivos”.

     A faixa etária de um invejoso em potencial está entre os 16  e os 35 anos. “Nessa idade, a pessoa está crescendo e iniciando desenvolvimento de sua personalidade, ao mesmo tempo deixando de lado sua inocência” explica o médico. Ela passa a querer fazer parte de algum grupo, por isso acredita que pode atrair amigos a partir do que possui. Diferentemente das crianças, o adulto após os 30 ou 35 inicia o envelhecimento e abandona certos dogmas, além da mudança nos focos de interesses.

     A amizade é algo tão importante para o crescimento do ser humano que ela chega a ser responsável pelo crescimento ou regressão de uma pessoa. Ao lado de pessoas que querem nosso bem, acontece naturalmente um crescimento mútuo entre elas, um tende a ajudar o outro. O que não ocorre em falsas amizades, como entre usuários de entorpecentes. Apenas 1% dos dependentes de drogas iniciam o uso por vontade própria, nos outros casos são convencidos por falsos amigos a experimentar algum tipo de droga.

Outro ponto que gera bastante discussão é a possível amizade entre homem e mulher. Segundo o médico, a amizade entre o sexo oposto existe e é extremamente saudável, desde que ambas as partes não tenham intenções sexuais.

     Para não ser enganado por um “invejoso”, ou seja, um falso amigo, vale a pena ficar de olho nas atitudes e nos rastros deixados por ele. Observe seu amigo quando ele compartilha com você momentos de vitória e conquista. Geralmente o olhar misterioso e discreto vem acompanhado de um sorriso de quem não gostou. “Um amigo falso sente-se na obrigação de cumprimentá-lo e fará com um rápido aperto de mão” diz o psicólogo. 

     Outra dúvida muito comum é saber se o colega de trabalho é realmente seu amigo e quando ele deixa de ser colega para ser amigo. A partir do momento que são compartilhados intimidades e segredos, o coleguismo é substituído pelo laço de amizade. Se você possui dúvidas diante de um colega de trabalho, o psicólogo ensina a fazer pequenos testes para verificar se ele é confiável ou não. Para testar seu colega, experimente contar um segredo a ele. Se o assunto não se espalhar pelo escritório nos próximos dias, já é um sinal de que ele pode ser seu amigo verdadeiro.

     Para não cair no golpe de falso amigo, o psicólogo dá dicas de como identificar ações que podem apontar se o amigo é verdadeiro ou não.

 

 O corpo fala – verifique se “o amigo” se aproximou de você depois que comprou algo, como um carro, por exemplo.

 Ligações demasiadas também indicam interesse momentâneo em algo

 O tom de pele de um amigo invejoso tende a ser mais para a cor amarelada, pois conforme estudos realizados, a pessoa invejosa não controla sua produção de bile. Essa dica não vale para pessoas de origem oriental.

 


 Desacelere: Está com pressa? Vai aonde?

 

     Andamos com pressa, falamos com pressa, vivemos com pressa.
     Pressa de quê? Para quê?
     Estamos fazendo uma coisa já pensando na próxima, numa conversa "ouvimos" o outro elaborando o que vamos falar, dormimos na perspectiva do dia seguinte e assim vai.
    Não estamos presentes em quase nada do que fazemos, ouvimos, vivemos... É uma ansiedade constante criada justamente pela dificuldade em parar, estar no momento presente, aceitar e compreender que no aqui e agora a única coisa que podemos fazer é viver o que este precioso momento nos oferece.
    Quando vivemos o presente nos sentimos plenos, em paz, uma sensação de dever cumprido.
    A ausência do momento presente é sinônimo de vazio e traz junto ansiedade e muitas vezes angústia constantes. Está sempre faltando alguma coisa. É uma corrida incessante. Que vai levar aonde? Para quê correr tanto? Qual vai ser o final disso?
    O presente é sempre agora. Se não mudarmos nossos hábitos, posturas, pensamentos hoje, não podemos nos iludir, amanhã estaremos iguais ou pior.
    A vida é o que acontece quando estamos presentes. É no cotidiano, olhando com os olhos de ver, ouvindo com os ouvidos de escutar, tocando com os sentidos apurados, que realizamos a nossa vida.
     Cada vez que estamos fisicamente aqui mas mentalmente e