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 Edição de Fevereiro de 2012

 

O seu lado SEGURO!!!

 

Inter-Group-Brasil
d.intergroup@terra.com.br

 

 

Pirataria atinge ramo de seguros e lesa consumidor

Especialista alerta que cooperativas e associações que oferecem proteção veicular só podem atuar como estipulantes de contratos de seguros

 

 

 

Economizar no seguro pode se revelar um mau negócio para os consumidores. A empresa que oferece seguros com preço muito abaixo da média de mercado pode fazer parte de cooperativas e associações de classe que comercializam "proteção veicular", produto que reúne características do seguro sem obedecer às regras estabelecidas pela legislação vigente. Dados do Ministério da Fazenda mostram que esse tipo de operação causa prejuízos superiores a R$ 3 bilhões por ano aos consumidores.

A única forma legal dessas associações e cooperativas atuarem é como estipulantes de contratos de seguros, ou seja, contratando apólices coletivas de seguros junto a sociedades seguradoras devidamente autorizadas pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), passando a representar seus associados e cooperados como legítimos segurados.

Porém, alguns tipos de associações comercializam seguros ilegalmente, não atuam com a regulamentação de empresas seguradoras. Elas devem ser aprovadas pela Susep e ter, por exemplo, um depósito garantidor, ou seja, uma reserva técnica para quando acontecerem eventualidades com o consumidor.

De acordo com o advogado João Luiz Santos, especialista em Direito do seguro e sócio do escritório Carlos Mafra de Laet, como essas associações de baixo custo não tem dinheiro guardado, cobram taxas extras do cliente, como se fossem condomínios que cobram taxas para fazer reformas extras no prédio, para tentar cobrir eventualidades. "Às vezes, está no contrato que essa taxa extra poderá ser cobrada, mas os consumidores não imaginam que isso possa acontecer com eles", explica o advogado.

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) já recebe, por dia, uma denúncia de consumidores lesados por empresas de seguros piratas. Segundo Santos, muitos casos ocorrem no interior dos estados de Minas Gerais e Alagoas e nas vendas de seguros funerários e de carros. "Os brasileiros já têm fixação por carros e, com o crescimento da economia passaram a consumir mais. Porém, compram carros caros e economizam na hora de comprar seguros", afirma.

Para ele, a divulgação do problema pode ser uma das formas eficazes de se combater a pirataria. De acordo com informações da Susep, as denúncias aumentaram quando a superintendência começou a divulgar estatísticas relacionadas à comercialização irregular de seguros. Segundo Santos, os prejuízos são em cadeia. Além de afetarem o mercado de seguros, as oficinas de carros são prejudicadas e os impostos não são recolhidos.

"Os consumidores, muitas das vezes, têm boa-fé, mas são atraídos por aquele valor", disse o advogado, que alerta os consumidores a ter cuidado porque as empresas fraudulentas copiam e entregam documentos similares às apólices legais. "Antes de adquirir uma apólice, é imprescindível que o cliente verifique se a seguradora proponente está registrada na Susep no site da própria superintendência."[2]

Ele acrescenta que, se a empresa não estiver cadastrada no site www.susep.gov.br, é possível que seja uma empresa fantasma mascarada de seguradora e devem ser denunciadas à Susep, ao Procon e até em delegacias, e que podem ser enquadradas em crime de estelionato por propaganda enganosa, por se fazer passar por seguradoras.

 

Fonte: Portal Nacional de Seguros



Allianz Seguros dá dicas de como evitar danos ao veículo por alagamento

Saiba como evitar possíveis estragos ou danos ao seu veículo durante os dias de calor, também marcado pelas chuvas fortes que pegam os motoristas de surpresa

 

"O número de casos com danos em automóveis decorrentes de alagamento triplica na estação de chuvas", de acordo com Laur Diuri, diretor executivo de sinistros da Allianz Seguros.

Levando em consideração os sinistros mais comuns que envolvem carros alagados, a Allianz Seguros elaborou uma série de dicas de como o motorista deve proceder para evitar imprevistos nos dias chuvosos. 

Fique atentos às notícias sobre pontos de alagamentos. O rádio no carro ou a televisão, antes de sair de casa, são grandes aliados.

Nos dias com chuvas intensas, evite circular por trechos com histórico de risco de alagamento.

Se conseguir identificar que a altura da água ultrapassará o centro da roda, não tente atravessar o alagamento. Quando não for possível ver a profundidade, o risco de cair em um buraco, do carro parar ou até mesmo aquaplanar é grande.

Ao dirigir em trechos alagados, mantenha a marcha reduzida, baixa velocidade, com rotação constante, em torno de 2.500 RPM. Isso melhora a aderência e a dirigibilidade do veículo.

Se o carro apresentar aumento de esforço ao esterçar, anomalias das luzes de injeção eletrônica, bateria e ABS, além de variação na luminosidade do painel, mantenha a calma, redobre a atenção e desligue os equipamentos que não forem essenciais. Se alguma destas situações persistirem, encaminhe o veículo para uma revisão.

 

Ao apresentar sinais de alagamento, não dê a partida e procure removê-lo até uma oficina. Isso reduz o risco de danificar o motor.

Em veículos que sofrem danos por alagamento é necessário fazer uma revisão completa, ou seja, a verificação de  todos componentes eletrônicos e mecânicos. Faça a troca do óleo e filtros, assim como a limpeza imediata do veículo, para não danificar estofamentos e carpete. O veículo pode não apresentar defeito no momento do alagamento, mas o contato da água com componentes eletro-eletrônicos pode gerar posterior anomalia, com a oxidação das peças.

Verifique também o estado do óleo da transmissão, dos eixos diferenciais e do cânister, dispositivo que reduz a emissão de hidrocarbonetos dos tanques de combustível. Eles podem ter a vida útil reduzida e aumentar o risco de falhas na embreagem, suspensão e freios.

É indicado também ao proprietário que faça uma limpeza do sistema de ventilação do veículo, que pode estar contaminado por fungos e bactérias.


Homicídio doloso em acidente de trânsito entra nas estatísticas

Nova resolução aumenta a exatidão e diminui chance de erros estatísticos. Delegados passarão a especificar cada boletim de ocorrência de homicídio ou latrocínio

 

 

Os homicídios dolosos causados por acidente de trânsito foram incluídos no Sistema Eletrônico de Coleta de Dados como nova modalidade criminal. A mudança vem para suprir a necessidade de fixar uma nova metodologia de trabalho nas unidades da Polícia Civil. Já que recentemente, acidentes com vítimas fatais, provocados por motoristas embriagados, passaram a ser registrados como homicídios dolosos.

Desde janeiro, as Estatísticas Mensais da Criminalidade passaram a incluir dois novos itens: os homicídios dolosos decorrentes de acidentes de trânsito e o número de vítimas fatais.
A mudança foi estabelecida pela Resolução SSP-215/2011, do secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, publicada no Diário Oficial do Estado no último dia 22. A nova medida, que entra em vigor dia 1º de janeiro de 2012, altera a redação da Resolução SSP-160, de maio de 2001, que normatiza a publicação das estatísticas criminais.

Pela nova regra, as unidades policiais deverão elaborar planilhas eletrônicas contendo os números dos Registros Digitais de Ocorrências (RDO) de homicídios dolosos e latrocínios. O levantamento deve ser encaminhado ao Núcleo de Análise de Dados, setor estatístico da Delegacia Geral de Polícia (DGP). Após a consolidação dos dados, o levantamento é disponibilizado para a Coordenadoria de Análise e Planejamento (CAP).

Elogio à imprensa
O objetivo da medida é diminuir falhas e aumentar a exatidão das estatísticas criminais. Anteontem (26), o jornal AGORA publicou matéria sobre homicídios não contabilizados com tal.

O secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, parabenizou o autor da matéria, Léo Arcoverde. "Graças a você, à sua reportagem, conseguimos detectar alguns casos que não haviam sido contabilizados", afirmou, acrescentando que "esse levantamento do AGORA nos ajudou bastante".

Na ocasião, o secretário esclareceu que oito, dos 43 casos mencionados na reportagem, já haviam sido contabilizados anteriormente. Depois da matéria, outros 15 casos foram revistos e inseridos nas estatísticas - portanto, 23 dos 43 casos já estão corrigidos.

Restam ainda 10 casos, sob investigação, cujos delegados responsáveis deverão esclarecer porque não foram classificados como homicídios. E finalmente outros 10 casos que envolveram PMs que reagiram a assaltos e foram todos contabilizados como mortes em confronto com excludente de ilicitude, publicados no Diário Oficial do Estado, conforme a Resolução 516, de 2001.

"Nós dependemos da seriedade e da exatidão dos números fornecidos pelos distritos (policiais). É em razão disto que podemos formar indicadores sérios e transparentes. Isso é uma luta de todos nós, é constante, o interesse é nosso, e a imprensa só nos ajuda", afirmou o secretário Ferreira Pinto.

 

Pioneirismo
São Paulo é pioneiro na adoção de políticas de transparência na divulgação trimestral de estatísticas criminais, desde 1995. Eram divulgados os dados do estado, capital, Grande São Paulo e interior.

Em janeiro de 2002, a SSP passou a publicar na internet uma série histórica dos principais indicadores de criminalidade. Desde março de 2011, São Paulo começou a divulgar as estatísticas criminais mensalmente por unidade policial. Com a mudança, as atualizações das estatísticas passaram a ser mais frequentes.

Desde setembro, a SSP publica dados de violência doméstica contra a mulher, atendendo ao que estabelece uma lei aprovada pela Assembleia Legislativa.

As estatísticas destinam-se, em primeiro lugar, à tomada de decisões estratégicas de governo, como distribuição de recursos materiais, humanos e tecnológicos. Por isso, são sempre atualizadas, de modo a refletir, da forma mais próxima possível, a realidade criminal. Com base nos registros oficiais, são elaborados mapas da criminalidade, que indicam locais, dias e horários de maior incidência.

A SSP toma medidas constantemente para diminuir a subnotificação e aumentar o registro formal de cada crime ocorrido. Exemplos disso são a Delegacia Eletrônica e o registro de BOs pela Polícia Militar.

 


Itens de segurança do carro para enfrentar os dias de chuva

 

É preciso se preparar para enfrentar as chuvas e a manutenção de itens de segurança do carro não podem ser esquecidos. O engenheiro mecânico Denis Marum, diretor do centro automotivo Chevy, aconselha a fazer uma “revisão de chuva” com a verificação de itens importantes como: pára-brisas, freios, lanternas, pneus e bateria.

“No meio do temporal percebemos que era necessário trocar a palheta ressecada, acontece uma falha na parte elétrica, descobrimos que o desembaçador traseiro não está lá aquelas coisas. Só que na chuva forte não tem como resolver esses problemas. Os motoristas de carros com mais de dois anos devem ter cuidado especial para o estado da bateria”, alerta Marum.

É importante checar antes dos dias de chuva:

palhetas do pára-brisa - não podem estar ressecadas;

água do esguicho - deve ter líquido desengordurante;

luzes das lanternas - devem estar em perfeito estado;

pneus - não podem estar carecas;

verifique o sistema de freios;

desembaçadores traseiro e dianteiro - devem estar funcionando;

borrachas das portas - devem estar em bom estado para vedar a entrada de água;

bateria - deve estar bem carregada.

“Não enfrente a enchente achando que pode ultrapassá-la. Como os veículos têm os comandos elétricos, é muito fácil o carro dar pane e você ficar no meio da água”, explica Denis Marum. Mas, em caso de estar no congestionamento e a água subir rápido, procure:

Acelere o carro durante toda travessia.

Em área alagada, passar em 1ª marcha e devagar (porque a aceleração do carro evita a entrada de água pelo escapamento).

Evitar marola para que a água não alcance a entrada do filtro de ar, verifique a passagem de caminhões e carros ao seu lado ou em sentido contrário.

Se o carro morrer, não tente fazê-lo pegar. Peça ajuda e retire-o do local onde está parado.

A altura máxima, para passar numa área alagada, é a metade da roda.

Fonte: Chevy Auto Center


Novos procedimentos do seguro-desemprego de pescador artesanal são aprovados

Advogada do Cenofisco, Andreia Tassiane Antonacci, explica que benefício poderá ser requerido a partir do 30º dia que anteceder o início do defeso

  

Foram aprovados os procedimentos operacionais relativos ao benefício do seguro-desemprego do pescador profissional artesanal durante o período de defeso. A determinação foi publicada no Diário Oficial da União do dia 4 de janeiro, por meio da Instrução Normativa da Secretaria de Políticas Públicas de Emprego nº 1.

A advogada trabalhista do Cenofisco – Centro de Orientação Fiscal, Andreia Tassiane Antonacci, explica que o seguro-desemprego do pescador artesanal poderá ser requerido a partir do trigésimo dia que anteceder o início do defeso, até o seu final, não podendo ultrapassar o prazo de cento e oitenta dias, a contar da data de início do defeso.

 “Caso o último dia para requerer o benefício seja sábado, domingo ou feriado, o primeiro dia útil imediatamente posterior será considerado para recepção do requerimento e da documentação exigida para habilitação do benefício”, informa.

Para requerer o benefício, o pescador deverá apresentar os originais e cópias do documento de identificação oficial; comprovante de inscrição no Programa de PIS/Pasep e no CPF; carteira de pescador profissional, categoria artesanal, emitida e atualizada pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), cuja data do primeiro registro comprove a antecedência mínima de um ano da data do início do defeso; comprovantes de venda de pescado, de recolhimento ao INSS, do Número de Inscrição do Trabalhador (NIT) como segurado especial na Previdência Social, de inscrição no Cadastro Específico do INSS (CEI), quando necessário, e de domicílio em nome próprio ou do cônjuge ou de familiar, sendo admitida em última hipótese declaração de entidade da categoria ou de órgão público.

De acordo com Andreia, nas situações de defesos instaurados de pesca embarcada, o pescador deve apresentar cópia do Certificado de Registro da Embarcação, com prazo de validade para o exercício da atividade que antecede o defeso. “Além disso, ele tem que mostrar declaração prestada de que não dispõe de outra fonte de renda e que se dedicou à pesca em caráter ininterrupto durante o período compreendido entre o defeso anterior ou em curso”, informa a advogada do Cenofisco. 


A segurança das cadeirinhas ou dispositivo de retenção para crianças em automóveis

 

Quem viaja ou transporta crianças em automóveis precisa tomar certas precauções. Estabelecer as condições mínimas de segurança para os passageiros de até sete anos e meio de idade pelo uso de dispositivos de retenção que são projetados para diminuir o risco ao usuário em casos de colisão ou desaceleração repentina do veículo. Além disso, existe a norma técnica NBR 14400 de 2009, que determina os requisitos de segurança para projeto, construção e instalação de dispositivos de retenção para crianças em veículos rodoviários com três ou mais rodas, com o objetivo de reduzir os riscos de lesões corporais em casos de colisão

Depois que o Conselho Nacional de trânsito (Contran) editou a Resolução N.º 277 obrigando o uso de dispositivos de retenção para crianças, a medida passou a vigorar a partir de 28 de maio de 2008 e a fiscalização iniciou-se no dia 1º de setembro de 2010, conforme decretado na Resolução Nº 352 de 14 de junho de 2010. Assim, ficou estabelecido que as condições mínimas de segurança para os passageiros com até sete anos e meio de idade deve ser feito pelo uso de dispositivos de retenção que são projetados para diminuir o risco ao usuário em casos de colisão ou desaceleração repentina do veículo. Por se tratar de produtos que têm como finalidade a proteção e segurança da criança, os dispositivos de retenção incluem-se na categoria de produtos de certificação compulsória, o que institui a obrigatoriedade de certificação do produto, conforme as especificações do Regulamento de Avaliação da Conformidade (RAC) para Dispositivos de Retenção para Crianças, anexo da Portaria n.º 038/2007 do Inmetro.

Existe no mercado uma grande variedade de marcas e tipos de dispositivos específicos para a idade e peso da criança a ser transportada. Para crianças até um ano de idade, é recomendado uso do dispositivo comercialmente denominado “bebê conforto”, no qual a criança fica de frente para o banco traseiro. A criança até um ano de idade ainda não possui uma musculatura fortalecida e esta posição ajuda a amortecer ainda mais o impacto em caso de acidente. Para crianças entre um e quatro anos utiliza-se a cadeirinha, presa ao banco com cintos de segurança próprios para o usuário, dispensando o uso do cinto de segurança do veículo. Neste caso, a criança pode ficar voltada pra a frente do carro, pois já possui músculos e tendões fortalecidos. Para as crianças com idade entre quatro e sete anos e meio, o dispositivo utilizado é o assento de elevação que não possui encosto e a criança é presa pelo próprio cinto de segurança do carro. Este dispositivo, contudo, não pode ser utilizado se o banco do passageiro não possuir apoio para cabeça.

A NBR 14400 de 2009, determina os requisitos de segurança para projeto, construção e instalação de dispositivos de retenção para crianças em veículos rodoviários com três ou mais rodas, com o objetivo de reduzir os riscos de lesões corporais em casos de colisão do veículo. Na verdade, os dispositivos de retenção para crianças são destinados a serem instalados sobre os bancos dianteiros ou traseiros e retidos através dos cintos de segurança originais do veículo e, se necessário, com o uso de extensões ou adaptadores. Pode-se definir o dispositivo de retenção para crianças como um conjunto de elementos contendo uma combinação de tiras com fecho de travamento, dispositivo de ajuste, partes de fixação e, em certos casos, dispositivo como um berço portátil porta bebê, uma cadeirinha auxiliar e/ou uma proteção antichoque, que devem ser fixados ao veículo. Esses dispositivos são projetados para reduzir o risco do usuário em caso de colisão ou de desaceleração repentina do veículo, limitando o deslocamento do corpo da criança.

Eles são divididos em cinco grupos de massa: grupo 0, para crianças de até 10 kg; grupo O+, para crianças de até 13 kg; grupo I, para crianças de 9 kg a 18 kg; grupo II, para crianças de 15 kg a 25 kg; e grupo III para crianças de 22 kg a 36 kg. E em quatro categorias: Universal, utilizada conforme especificado no item 4.1.1 e 4.1.3.1 da norma e na maioria das posições dos assentos (dos veículos) e em particular naqueles em que podem ser fixados conforme Anexo J, sendo compatível com as categorias de dispositivo de retenção para crianças; Restrita, utilizada conforme especificado em 4.1 .I e 4.1.3.1 em determinadas posições de assento de certos modelos de veículos, indicado pelo fabricante do dispositivo de retenção para crianças ou pelo fabricante do veículo; Semiuniversal, utilizada conforme especificado em 4.1 .I e 4.1.3.2; e Veículo Específico, utilizada em um dos casos especificados em determinados modelos de veículos, conforme especificado em 4.1.2 e 4.1.3.3, e como dispositivo embutido de retenção para crianças.

Além disso, são divididos em duas classes: Classe integral, que compreende uma combinação de tiras ou componentes flexíveis com um fecho, dispositivo de ajuste, partes de fixação e, em alguns casos, uma cadeirinha complementar elou proteção antichoque capaz de ser ancorada através de sua própria tira; E Classe Não Integral, que compreende um dispositivo de retenção parcial que quando utilizado em combinação com um cinto de segurança de adulto que passa em volta da criança ou segura o dispositivo em que a criança é colocada, forma um sistema completo de retenção para crianças.

No item 4 - Requisitos gerais, a norma especifica que o uso do dispositivo de retenção para crianças das categorias universal, semiuniversal e restrito é admitido nos bancos dianteiros ou traseiros, desde que tais dispositivos sejam instalados em conformidade com as instruções do fabricante, obedecendo as normas de segurança do trânsito existentes. Em veículo específico é permitido em todos os bancos (tanto nos bancos dianteiros quanto nos traseiros) e em bagageiros, desde que seja instalado de acordo com as instruções do fabricante. No caso em que o dispositivo de retenção para crianças estiver voltado para trás, o seu modelo deve possuir um suporte para a cabeça da criança, sempre que for utilizado nessa posição.

Os pais precisam atentar-se para que a criança possa ser fácil e rapidamente colocada e removida no caso de um dispositivo de retenção no qual ela é retirada por meio de um cinto tipo suspensório sem retrator. A retenção dos ombros e a tira subabdominal devem ser separadas por meio de uma única operação no fecho (tipo desengate rápido). Para o dispositivo de retenção para crianças com necessidades específicas, os acessórios adicionais diminuem a velocidade com que ela é colocada e retirada do dispositivo. Entretanto, esses acessórios devem permitir que ela seja solta o mais rápido possível.

São vários os anexos disponibilizados na norma, como o Anexo A (normativo) que descreve a disposição do aparelho para o ensaio de resistência a poeira; o Anexo B (normativo), o ensaio de abrasão e microdeslizamento; o Anexo C (normativo), que descreve o carrinho de ensaio; o Anexo D (normativo) que fala sobre a curva de desaceleração em função do tempo; o Anexo E (normativo) sobre o ensaio de impacto frontal contra barreira fixa; o Anexo F (normativo) que fala sobre o procedimento de ensaio de impacto traseiro; o Anexo G (normativo) sobre as ancoragens adicionais necessárias para a instalação dos dispositivos de retenção para crianças da categoria semiuniversal; o Anexo H (normativo) que mostra o desenho da cadeirinha; o Anexo J (normativo) que mostra o cinto de segurança padrão; o Anexo K (normativo) sobre o ensaio de absorção de energia pelo material; o Anexo L (normativo) que define o método de definição da área de impacto da cabeça para dispositivo de retenção para crianças com encosto para cabeça e definição do tamanho mínimo das laterais e dispositivos de retenção para crianças voltado para trás; o Anexo M (normativo) que descreve o condicionamento dos ajustadores montados diretamente sobre o dispositivo de retenção para crianças; o Anexo N (normativo) que mostra o desenho do dispositivo para ensaio de resistência do fecho; o Anexo P (normativo) que mostra a instalação do ensaio dinâmico de impacto; o Anexo Q (normativo) que faz a verificação da almofada da bancada de ensaio e o equipamento do ensaio de queda; o Anexo R (informativo) que relata as condições relacionadas a instalação do dispositivo de retenção para crianças do tipo universal, instalado com o equipamento de cinto de segurança do veículo.

Com o intuito de avaliar a conformidade dos vários tipos de dispositivos, segundo o Regulamento de Avaliação da Conformidade da Portaria Inmetro n.º 038/2007, faz-se necessária a realização dos ensaios conforme a norma. São eles: Resistência à corrosão; Capotamento e ensaio dinâmico aplicáveis a todo o conjunto de elementos que formam o dispositivo; Abertura do fecho sob carga e sem carga; Resistência do fecho; Reenrolamento do retrator e travamento dos retratores e resistência da tira, aplicáveis aos elementos do dispositivo, individualmente. Todos esses ensaios devem, obrigatoriamente, ser realizados por laboratórios de terceira parte, ou seja, alheios aos produtores, acreditados pelo Inmetro e designados por um Organismo de Certificação de Produto (OCP).
 

Mauricio Ferraz de Paiva


Cinco passos para chamar por socorro em casos de acidente com trauma

 

 

A Rede D’Or São Luiz – há 11 anos, hospital oficial do GP Brasil de Fórmula 1 - vem se especializando cada vez mais para atender casos de lesões graves, que podem se configurar em traumas. “Para um bom atendimento destes casos, é preciso contar com médicos preparados e bem treinados, além de estrutura e de equipamentos adequados”, afirma o cirurgião torácico do São Luiz, Hassan Ahmed Yassine Neto.

Hassam integrará a equipe de 173 pessoas que trabalhará oito dias no atendimento médico-hospitalar da Fórmula 1 e dá dicas para agilizar o socorro e o atendimento nos traumas causados por acidentes automobilísticos, como colisão entre veículos e atropelamentos. Configura os 5 passos a serem seguidos:

1. Ligar para o número 192 (Samu) ou 193 (Resgate dos Bombeiros);

 

2. Informar o que ocorreu de maneira objetiva. Evite falar sobre gravidade ou demais informações subjetivas, por exemplo. É mais eficaz comunicar número de vítimas, tipo do acidente (colisão de carro com carro, moto com carro, ônibus com carro, entre outros), se as pessoas estão desacordadas;

 

3. Em locais de difícil acesso, marque um ponto de encontro com os profissionais do Samu ou do Resgate;

 

4.       Preservar a segurança das vítimas, principalmente se o acidente ocorreu em vias rápidas. É importante sinalizar o local para que outros acidentes não aconteçam;

5.Procure captar o máximo de dados da vítima - se tem alergia ou alguma doença, se toma algum medicamento - porque ela pode perder o sentido a qualquer momento.


Década de Ação pela Segurança no Trânsito

 

Em agosto deste ano, o presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Jean Todt, e a esposa Michelle Yeoh estiveram na unidade Morumbi do Hospital São Luiz para assistir a uma palestra sobre segurança no trânsito ministrada pelo diretor médico do GP Brasil de Fórmula 1 e membro da Comissão Médica da FIA, dr. Dino Altmann.

Essa iniciativa faz parte do apoio da Rede D’Or São Luiz ao projeto "Década de Ação Pela Segurança no Trânsito", que conta com o ajuda do Car Club do Brasil e da Associação Automobilística do Brasil, além da chancela da FIA.

A Comissão Global para Segurança do Trânsito da Organização das Nações Unidas (ONU) lançou um plano de ação para a década de 2011/2020, recomendando aos países medidas imediatas de atenção e de prevenção contra a violência no trânsito.

 


Fuja do combustível adulterado
A Carro Hoje mostra os efeitos da gasolina e etanol modificados e ensina como não ser enganado

 

 

Ache um posto de combustível confiável e abasteça sempre nele para evitar dor de cabeça

Sabe aquela máxima de que o barato sai caro? Ou de que tanto faz onde se abastece? Pois é. Na falta de uma bandeira mais conhecida, como BR, Shell, Ipiranga e Esso, só para citar alguns exemplos, alguns donos de postos resolveram “maquiar” seus estabelecimentos para que se pareçam com essas redes e, assim, pegar os consumidores mais distraídos. Não faltam por aí espertalhões que adulteram a gasolina – o etanol é mais difícil, mas acontece –, misturando uma série de solventes, que são componentes químicos bem mais baratos, a fim de aumentar a rentabilidade. E conseguem atingir algo entre 15% e 20% de lucro.

Em alguns casos, os fiscais chegaram a encontrar traquitanas mecânicas. Caso fosse pedido o teste na hora (e a legislação diz que o posto é obrigado a fazê-lo), bastava ao frentista virar uma chavinha longe dos olhos do motorista para que combustível puro saísse da bomba. Haja criatividade!

O primeiro passo para fugir do combustível “batizado” é desconfiar das bandeiras com preços baixos demais. Não existe milagre. Isso não significa que todo preço inferior seja, de fato, uma roubada. Até porque a velha e boa concorrência leva à uma competição honesta. Vale lembrar que no Brasil a gasolina que sai da bomba já tem até um quarto de álcool, o que, em alguns veículos importados, é suficiente para travar tudo. Portanto, a dica é criar o hábito de abastecer sempre no mesmo (ou nos mesmos) posto, escolhido a partir de conversas com clientes que frequentam o estabelecimento. Há quem use essa fórmula e nunca tenha tido problemas.

Se você abastecer em um desses postos que vendem gasolina adulterada, a primeira consequência no seu carro será a perda de desempenho. Na melhor das hipóteses, seu carro vai andar menos e gastar mais. O prejuízo do uso prolongado de combustível adulterado pode ser grande (estamos falando aqui de R$ 500 em diante). Para começar, os componentes irregulares da mistura podem afetar e até entupir a bomba de gasolina, dispositivo que leva o combustível ao motor.

Os primeiros sintomas são as falhas, como dificuldade de fazer o carro pegar – algo que pode comprometer a bateria. Outro problema grave é a corrosão dos dispositivos da injeção eletrônica. O mau funcionamento dela pode fazer o carro gastar mais. Além do risco de ficar na rua, você terá de gastar mais, pois o conserto parte de R$ 1.300. O combustível ruim também pode acarretar a formação de borra, porque atinge a bomba de óleo. No limite, o motor pode fundir, o que fará o reparo custar muito mais.

Não são raras as interdições de postos por esse motivo. Desde que iniciou a operação De Olho na Bomba, o governo paulista, por exemplo, já cassou 881 inscrições estaduais de postos em razão da não-conformidade do combustível.

Em um dos estabelecimentos, amostras coletadas pela equipe da Delegacia Regional Tributária da Capital indicaram 79% de metanol misturado ao álcool hidratado vendido aos motoristas. De acordo com a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), adicionar metanol em qualquer tipo de combustível, acima de 1%, é proibido por ser uma substância tóxica. Se manuseado sem proteção, pode provocar a cegueira e até mesmo a morte.

Nas amostras de gasolina do mesmo posto, foi detectada a presença de marcador de solvente, produto químico de adição obrigatória determinada pela ANP e que auxilia a fiscalização na detecção da presença desse componente, proibido de ser vendido como combustível. Por não ter todas as características próprias da gasolina, o solvente causa a corrosão de peças do motor. Também foi detectado um teor de 58% de álcool na gasolina. O permitido é de até 25%.

A fiscalização consiste em aferir as bombas, conferir os dados cadastrais do estabelecimento e coletar amostras do combustível comercializado, que serão encaminhadas à Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) para análise.

Não são fiscalizados apenas os postos, mas as distribuidoras e transportadoras. Por ser a ponta do processo, os postos devem receber atenção especial do consumidor, que deve desconfiar de todo procedimento que denote desleixo, como falta de dados do posto, da distribuidora, a negativa em fazer o teste do combustível e até a negligência dos frentistas no uso de uniforme.

Não são poucas as histórias de postos que, apesar de impedidos de funcionar e com os tanques lacrados, abrem à revelia das autoridades. É por isso que a Secretaria da Fazenda mantém em seu site (www.fazenda.sp.gov.br) a opção “Consulta de postos cassados”.

Além de causar prejuízos ao carro e à segurança do motorista (pois o veículo pode parar de repente em uma estrada, ocasionando um acidente), os postos são multados por sonegação fiscal e acionados pelo Procon por desrespeito ao Código de Defesa do Consumidor. Por fim, os donos de postos respondem a processos civis e criminais e ficam impedidos de trabalhar nesse ramo de atividade por cinco anos.

 

O que acontece no Rio de Janeiro

Segundo levantamento da ANP, nos últimos cinco anos 564 postos foram autuados no estado do Rio de Janeiro e, muitos, mais de uma vez. Mas o número não reflete a especificidade da adulteração, já que ele incluiu também problemas de qualidade acidentais, como infiltração nos tanques. A pedido da Carro Hoje, a agência refinou os dados estaduais: das 1.517 ações de fiscalização feitas este ano, apenas nove geraram autos de infração. A ANP afirma não estabelecer a adulteração na vistoria, o que é feito posteriormente, aí sim, gerando processos (a lei garante a defesa do estabelecimento).

Desse modo, só em nove casos o posto foi interditado pelos fiscais. Ainda de acordo com a ANP, foram feitas 131 fiscalizações em distribuidoras, com três autos de infração. Mas nenhuma foi fechada por causa de combustível adulterado. Para a agência, marcadores químicos usados no combustível, capazes de permitir o rastreamento do fornecedor, estão inibindo as fraudes.
Marcelo Ambrósio, do RJ

O que o combustível adulterado faz no seu carro

— Engasgos no motor durante o funcionamento
— Perda gradativa da potência e do torque
— Instabilidade e vibração em marcha lenta
— Dificuldades para dar a partida
— Pré-ignição (barulho do motor batendo pino)
— Parada total do funcionamento do motor
— Maior emissão de poluentes
— Elevação considerável no consumo
— Corrosão maior dos componentes do motor
— Formação de borras
— Comprometimento da injeção eletrônica

 

Como solucionar

Se o problema foi detectado antes de algo mais sério ocorrer, como um motor fundido, leve o carro a uma oficina para limpar os bicos injetores, esvaziar o tanque, trocar as mangueiras (quem sabe até a bomba) e substituir todos os filtros.

O prejuízo causado pelo uso prolongado de combustível adulterado pode ser de R$ 3.000, caso o funcionamento do motor seja comprometido. Espertalhões que adicionam solventes e outras substâncias ao etanol ou à gasolina conseguem lucrar até 20% a mais com a venda, mas podem trazer prejuízos ao veículo e até colocar em risco a vida do consumidor.

Abastecimento sujo

O vendedor Paulo Guedes sempre abastecia seu Chevrolet Celta no mesmo posto com bandeira de uma grande marca, no bairro do Prado Velho, em Curitiba. Achava que era de confiança, até que começou a ter problemas para ligar o carro. Levou ao mecânico e recebeu o seguinte diagnóstico: havia borra de querosene provocada por gasolina adulterada. A adulteração de combustíveis é prática comum em Curitiba.

Por isso, em 2009, o vereador do PSDB, Sérgio Renato Bueno Balaguer, também conhecido como “Serginho do posto”, conseguiu que a Câmara Municipal aprovasse a lei que determina a cassação dos estabelecimentos que vendem combustíveis adulterados. Os postos flagrados podem perder o alvará de funcionamento. A ANP promoveu 545 ações de fiscalizações em 2010, na capital paranaense, que resultaram em oito autuações e cinco interdições por problemas de qualidade no combustível. Este ano foram feitas 97 fiscalizações com 13 infrações, mas não houve interdições. Aline Feltrin, do PR

Veja a conclusão do nosso repórter

É mais provável você ter problemas com etanol ou gasolina em postos de bandeiras pouco conhecidas e com preços muito baixos. Mas nem sempre pagar mais pelo combustível é garantia de que ele não esteja adulterado. O melhor mesmo é criar o hábito. Ou seja, conversar com os frentistas, com o dono do posto, abastecer algumas vezes e passar a frequentar sempre o mesmo estabelecimento.

Quando for viajar, abasteça o carro, de preferência, com gasolina, para não ter de parar em um local desconhecido. Já tive sérios problemas com combustível adulterado. Uma vez, abasteci um BMW X5 em um posto desconhecido em Petrópolis (RJ) e quase fiquei parado na estrada. Atualmente, dou preferência aos mesmos locais. Não pago nem os preços mais caros nem os mais baratos. Procuro me manter numa média. Nos últimos dez anos, não tive nenhum problema, graças a essa prática.


Luís Perez / Fotos: Renato Durães
Fonte: Terra


Como se preparar para acidentes naturais

Mudanças climáticas aparecem sem aviso prévio e podem causar sérios danos, materiais ou não, para uma família. Saiba como se precaver.

 

 

Desastres naturais são difíceis de prever, portanto, o ideal é estar preparado

Depois do terremoto que atingiu o Japão, uma série de desastres atingiram ou, ao menos, ameaçaram a população local na terra do sol. No Brasil, acontecimentos como os deslizamentos que acabaram com algumas cidades da serra fluminense no Rio de Janeiro no começo do ano, e enchentes que castigam, ano a ano, diferentes regiões do país, comprovam que não estamos tão a salvo quanto se imagina.

Complicado dimensionar os estragos que um vendaval ou uma enchente pode trazer a um imóvel, mas o ideal, nesse caso, é se precaver. Seja através da contratação de um bom seguro residencial ou por pura organização pessoal, o site de finanças pessoais Investopedia, dos Estados Unidos, preparou uma lista com algumas medidas que podem ajudar a minimizar possíveis danos e complicações, antes, durante ou depois de um acidente natural.

 

Saiba exatamente o que seu seguro cobre

Segundo a reportagem é normal que as pessoas não saibam exatamente quais tipos de acidentes naturais podem ser cobertas pelo seguro contratado. O ideal é que se tenha plena noção do que diz o contrato e os riscos que a região na qual o imóvel está instalado oferece para a integridade do bem. Assim é possível garantir que o prêmio atenda as necessidades do contratante.

 

Seguro completo para residências

De acordo com a reportagem, ter 100% de garantia de cobertura é o mínimo que uma pessoa que reside em uma área potencialmente de risco pode fazer. A apólice pode cobrir completamente o imóvel segurado. Caso a pessoa resida num local cuja a frequência de inundações, por exemplo, seja grande, a contratação de um seguro torna-se imprescindível. Quem acabou de se mudar para a região e não tem muitas informações acerca do comportamento do terreno na ocasião de um vendavais, enchentes e afins, deve se informar e contratar a cobertura que achar pertinente e que cubra, naturalmente, os mais comuns.

 

Apólice deve estar sempre atualizada

Uma vez que o imóvel esteja com as apólices pertinentes em dia, é bom que, de tempo em tempo, um corretor visite o local para que o valor do prêmio esteja coerente com o valor do imóvel na ocasião, por exemplo. Ou que, no caso de reformas e melhorias de todas as sortes, a apólice esteja em dia com as características recentes do bem.

 

Cobertura para objetos pessoais

Para facilitar os autos da reclamação do seguro, é pertinente que uma espécie de catálogo de tudo o que se encontra dentro de casa seja mantido, vale fotografia do objeto em questão e seu respectivo número de série. É bom que este catálogo seja atualizado anualmente. Na dúvida, pergunte ao corretor de seguros responsável pelo contrato quais itens podem ser inclusos na lista.

 

 No caso da cobertura de objetos de maior valor, como joias, por exemplo, talvez valha a pena segurá-la separadamente dos outros objetos do imóvel. Quem trabalha em casa pode contratar um seguro específico para escritório e para todo o equipamento usado para o desempenho das tarefas profissionais.

 

Seguro para quem aluga um imóvel

A apólice que o proprietário de um imóvel pode ter contratado cobre os danos ao local, mas não potenciais danos aos bens de quem aluga. Caso o locatário resida numa área com grande ocorrência desastres naturais, é bom que considere a contratação de uma apólice que cubra custos com mudança para uma área mais segura ou despesas de outro imóvel enquanto aguarda a reparação daquele que foi danificado. Além, é claro, dos objetos que estavam dentro do imóvel no momento de uma enchente, por exemplo.

 

Armazene documentos em locais seguros

Com exceção de testamentos, que devem estar nas mãos de um advogado, é bom manter todos os documentos originais da família em um local seguro e à prova de desastres naturais. Documentos mantidos em casa correm o risco de desaparecerem na ocasião de um incêndio ou mesmo roubo, trazendo ainda mais dores de cabeça. Uma boa ideia, segundo a reportagem, seria manter duas cópias autenticadas de todos os documentos, e que podem ficar nas mãos de pessoas de confiança e outra em um kit de emergências.

 

Kit de emergência

Um pacote, pequeno e compacto, de preferência, contendo todas as coisas que podem ser levadas de dentro de casa na ocasião de uma evacuação de emergência. O kit deve conter cópias de todos os documentos importantes, uma quantia em dinheiro para despesas que possam surgir, cópias de receitas médicas e convênios de saúde ou dental, além de um pen-drive com um backup de informações bancárias e imposto de renda, por exemplo.

Caso seja possível salvar e carregar alguns itens de casa, é bom pensar, previamente, em uma lista de coisas que gostaria de levar consigo, como um cd com fotos de família, joias valiosas. Afinal, é muito mais fácil pensar e anotar tudo isso em momentos de calmaria.

Gabriela Ruic, de Exame.com

Bruno Domingos/REUTERS


Metade das emergências no RJ é de vitimas do trânsito

De janeiro a agosto de 2011, os Hospitais Federais do Andaraí e Bonsucesso registraram mais de 1.300 atendimentos de acidentes de trânsito

Levantamento feito pelo Hospital Federal de Bonsucesso (HFB), localizado às margens de uma das avenidas mais movimentadas do Rio de Janeiro, a Avenida Brasil, revelou que do total de 875 ocorrências policiais que deram entrada na emergência da unidade entre janeiro e agosto de 2011, 428 foram de vítimas de atropelamento, colisões e quedas de moto. Até o dia 25 de setembro, acontece a Semana Nacional do Trânsito.

A campanha deste ano leva o tema “Juntos Podemos Salvar Milhões de Vidas”, organizada pelo Ministério da Cidade e Denatran, em parceira com o Ministério da Saúde.

No Hospital Federal do Andaraí (HFA), as vítimas do trânsito somaram 880 pessoas no período.  Um dado que assusta e que ajuda a explicar porque as perdas provocadas pela violência no trânsito têm levado a Organização Mundial de Saúde (OMS) a caracterizar a situação como um problema de saúde pública de proporções epidêmicas.

Relatórios produzidos pela Organização em 178 países, inclusive o Brasil, mostraram que em 2009 ocorreram 1,3 milhões de mortes por acidentes de trânsito. Por isso, em 2010, a Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas proclamou oficialmente o período de 2011 a 2020 como a Década Mundial de Ação pela Segurança no Trânsito, com o objetivo de reduzir as mortes.

Conforme o chefe a Emergência do HFA, que possui atendimento especializado em alta complexidade para politraumatizados e queimaduras, Cláudio Sabóia, o perfil das vítimas acompanha o que é registrado pela OMS. “A maioria dos acidentados têm entre 20 e 40 anos. Os acidentes de moto costumam ser mais graves e atingem mais os homens. Nos fins de semana o número tende a se acentuar”. 

Fonte:  portal.saude.gov.br


Jovens respondem por metade nas mortes no trânsito

No domingo, ocorre o Dia Mundial em Memória às Vítimas de Trânsito, estabelecido pela OMS. Acidentes de motocicleta triplicaram

 

Os jovens estão morrendo mais no trânsito do que qualquer outra faixa etária da população. Do total de mortes ocorridas em 2009, por esse tipo de violência, 45,6% correspondem a pessoas entre 20 e 39 anos. Quando somados àqueles que têm entre 15 e 19, esse número sobe para 53,4%. Os dados fazem parte da publicação Saúde Brasil 2010, produzida todo ano pela Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), do Ministério da Saúde. Neste domingo, ocorre o Dia Mundial em Memória às Vítimas de Trânsito, estabelecido pela OMS (Organização Mundial de Saúde).

O diretor de Análise de Situação da Saúde do Ministério da Saúde e coordenador do Saúde Brasil, Otaliba Libânio, explica que, em 2009, as agressões foram responsáveis por 36,8% das mortes por causas externas entre os brasileiros, sendo a primeira causa entre pessoas com 15 a 39 anos. “Os Acidentes de Transporte Terrestre respondem por 26,5% dos óbitos do grupo. As mortes desse tipo representam a primeira causa de óbitos na população de dez a 14 anos e de 40 a 59 anos, e ocupa a segunda posição de mortes por causas externas nas demais faixas etárias”, afirma.

A taxa de óbitos por 100 mil habitantes por acidentes envolvendo motociclistas triplicaram (subiram 224,2%) e são bastante superiores ao aumento geral de acidentes com transporte terrestre, que foi de 14,9%, entre 2000 e 2009. Por outro lado, houve redução de 9,9% nas mortes com acidentes envolvendo pedestres.

NÚMEROS ABSOLUTOS - No dia 4 de novembro, o Ministério da Saúde divulgou um mapa da situação das mortes no trânsito no país, por números absolutos (Confira). O Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde revelam que em 2010: 40.610 pessoas foram vítimas fatais. Para o ministro da Saúde, os números revelam que o país vive uma verdadeira epidemia de lesões e mortes no trânsito.

 

AÇÕES – O Sistema Único de Saúde conta com um conjunto de ações de promoção de saúde e também prevenção e vigilância de acidentes, violências e seus fatores de risco. Para a prevenção de acidentes de trânsito, por exemplo, os ministérios da Saúde e das Cidades assinaram, no último mês de maio, o Pacto Nacional pela Redução dos Acidentes no Trânsito – Pacto pela Vida.

A meta é estabilizar e reduzir o número de mortes e lesões em acidentes de transporte terrestre nos próximos dez anos, como adesão ao Plano da Década de Ações para a Segurança no Trânsito 2011-2020, recomendação da Organização das Nações Unidas (ONU), com a coordenação da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Outra iniciativa é o Projeto Vida no Trânsito, lançado em junho de 2010. O principal objetivo é reduzir lesões e óbitos no trânsito em municípios selecionados por uma comissão interministerial. Para inicio do projeto, as cidades escolhidas foram Teresina (PI), Palmas (TO), Campo Grande (MS), Belo Horizonte (MG) e Curitiba (PR).

A medida tem duas etapas. A primeira foi iniciada ano passado e se estenderá até 2012. As cidades selecionadas devem desenvolver experiências bem-sucedidas na prevenção de lesões e mortes provocadas pelo trânsito e que possam ser reproduzidas por outras cidades brasileiras.

 


Geração Y investe mais em Previdência Privada

Cresce em 65% o número de investidores entre 20 e 33 anos que buscam esse tipo de aplicação financeira na Seguros Unimed

                                                  

Jovens  entre 20 e  33 anos estão investindo mais em previdência privada. É o que mostram os números da Seguros Unimed - empresa que atua nos ramos Vida, Saúde e Previdência Privada e conta com uma carteira de 17 milhões de clientes em todo o País. Essa faixa de investidores já representa 5% do faturamento total da companhia, um percentual cerca de 65% maior do que o registrado em 2008.

A participação de jovens em planos de previdência privada confirma estudos recentes de mercado, que apontam que 20% dos investidores dessa faixa etária, a chamada geração Y, já possuem esse tipo de aplicação financeira. Além disso, embora sejam ousados em diversas atitudes que adotam na vida profissional e pessoal, quando se trata de investimento, os jovens são conservadores, optando por colocar a maior parte dos seus recursos na poupança (82,1%).

Entende-se como geração Y os “nativos digitais”, ou seja, aqueles que cresceram na era da internet. Na Seguros Unimed, essa faixa da população representa cerca de 15,8% dos clientes da Previdência Complementar. Já os nascidos entre 1966 e 77, de 34 a 45 anos, integrantes da geração X, somam quase 26% dos que tem Previdência Complementar, a mesma média apontada na pesquisa citada.

 “Esse comportamento da geração Y encontra perfeita sintonia com a necessidade estratégica do país de aumentar a cultura da sociedade em reconhecer a poupança interna promovida pelo acúmulo da previdência privada”, avalia Alexandre Ruschi, diretor-técnico da Seguros Unimed.

Perspectivas de mercado

O atual momento de incerteza na economia mundial reforça o comportamento dos investidores que buscam aplicações financeiras mais conservadoras, incluindo a geração Y. Adicionalmente a esse panorama, os jovens percebem os seguros de vida e de previdência complementar aberta como importante elo na cadeia dos mecanismos de proteção contra perdas do poder aquisitivo na aposentadoria.

No Brasil, há algumas décadas, esse risco era inexpressivo, tendo em vista a grande participação dos jovens no conjunto da população, com contribuições que financiavam as aposentadorias e pensões dos idosos.

 Hoje, a realidade é diferente: a população brasileira com mais de 65 anos, que se mantivera em torno dos 3% do total até 1970, pode alcançar os 13% em 2020, níveis de União Europeia em 2050. Os seguros de vida e a previdência privada aberta são fundamentais na preparação que as pessoas fazem de seus futuros e como complemento à previdência oficial.


Manutenção preventiva de bombas e carburadores é garantia de tranquilidade e economia nas férias

 

Com o início das férias, milhões de pessoas estarão colocando seus carros nas estradas nas próximas semanas. Mas, sem a manutenção adequada, muitos ficarão pelo caminho. Durante 2010, apenas nas rodovias privadas do país, foram registrados mais de 1,2 milhão de atendimentos em decorrência de panes mecânicas ou elétricas.

Na maioria das vezes, os problemas encontrados são causados por falhas simples, que poderiam ser corrigidas com uma manutenção preventiva rápida e barata. Em outras situações, o motorista até consegue chegar ao destino, mas sofre ao longo da viagem com a falta de potência do veículo, alto consumo ou superaquecimento por não ter feito uma checagem prévia na sua oficina de confiança.

Com décadas de experiência na produção de carburadores, bombas de água, óleo e combustível, a equipe técnica das marcas Urba e Brosol reuniu algumas dicas sobre como verificar corretamente os principais sistemas do motor antes de partir. Dessa forma, é possível poupar na oficina, economizar combustível e lubrificante, reduzir a poluição do ar e ficar apenas com ótimas lembranças do verão.

 

Sistema de Alimentação

A manutenção do sistema de alimentação de combustível pode começar com uma inspeção detalhada de toda a tubulação, verificando sua integridade e possíveis vazamentos. Se o filtro estiver próximo do período recomendado para a troca, é oportuno substituí-lo preventivamente. Caso o veículo seja antigo ou tenha sinais de sujeira na linha, pode ser interessante limpar o tanque.

O próximo passo é testar a pressão e vazão da bomba (mecânica ou elétrica) com o equipamento adequado, checar os injetores ou, se o modelo tiver carburador, realizar uma limpeza completa, trocar as peças gastas e efetuar a regulagem. É preciso revisar também os componentes elétricos, como a bobina, distribuidor (se houver), cabos e velas. E, para finalizar, conferir as emissões de poluentes. Nas viagens, é preciso estar alerta para fugir dos combustíveis adulterados.

 

Sistema de Arrefecimento

O sistema de arrefecimento deve passar primeiro por uma inspeção visual, onde deve ser conferido o estado do radiador, reservatório de expansão (é importante testar o funcionamento da sua tampa com a ferramenta adequada), mangueiras e abraçadeiras. A válvula termostática e os sensores de temperatura precisam ser retirados, limpos e checados. Ao menor sinal de falha, o ideal é trocar as peças.

 

A bomba de água merece uma atenção especial. Nas férias, é comum andar com o carro lotado, sob um calor intenso e no trânsito congestionado. É preciso ver se não existem vazamentos ou ruídos vindos do rolamento. Também é fundamental avaliar o estado da polia, correia e tensionador do seu acionamento. Mas todo o trabalho será perdido se o líquido de arrefecimento estiver com impurezas e sem o aditivo. O ideal é trocá-lo, ao menos, uma vez por ano ou a cada 10.000 Km.

No verão, é preciso dirigir atento ao indicador de temperatura. Caso ultrapasse os 90°C, o ideal é buscar um local seguro e parar o veículo o quanto antes. Depois, esperar que o motor esfrie naturalmente. Jogar água fria ou abrir a tampa do reservatório apenas causará danos maiores e acidentes com queimaduras.

 

Sistema de Lubrificação

O sistema de lubrificação não costuma apresentar problemas durante toda a vida do motor. Mas, para isso, o primeiro cuidado é realizar as trocas de lubrificante e filtro sempre nos intervalos indicados pela montadora. O combustível adulterado é outro grande vilão, pois ataca o óleo, cria borras e outras impurezas. Na hora da revisão, é recomendável apenas conferir a pressão de trabalho. Se estiver fora do padrão, poderá ser preciso trocar a bomba ou realizar uma limpeza profunda.

“Na maioria das vezes, uma manutenção preventiva custa o mesmo que encher o tanque e pode evitar gastos de milhares de reais, além de tornar a viagem mais tranquila e menos desgastante para o motorista. Quem tenta economizar nessa hora quase sempre estraga as férias e começa o ano com uma conta inesperada para pagar”, reforça o gestor de assistência técnica Raphael Lioi.

 

Tradição em Autopeças

As marcas Urba e Brosol reúnem mais de 60 anos de tradição em autopeças. Fundada em 1948, a Urba foi a primeira fabricante nacional de bombas de água, produzindo inicialmente peças de reposição para modelos importados. A Brosol foi criada em 1959 para produzir os carburadores Solex e bombas mecânicas de combustível no país, de forma a atender às primeiras montadoras.


Durante as férias atenção à segurança deve ser redobrada

É comum, em época de férias, as pessoas estarem mais relaxadas e distraídas, afinal, procuram aproveitar e descansar ao máximo para, quando retornarem às atividades normais, estarem totalmente recuperadas para mais um longo período de trabalho. Aí é que está o grande perigo, já que os marginais, normalmente, estão sempre atrás do alvo mais fácil e esperam por um descuido da vítima.

 

 

Para o consultor em segurança Nilton Migdal, da Migdal Consulting, o roubo também migra nas férias, prova disso, segundo ele, são os constantes arrastões divulgados pela mídia durante a alta temporada em cidades como Guarujá e Campos do Jordão. “Cuidados comuns de serem tomados em São Paulo já não são os seguidos em casas de veraneio; ao viajarmos, não nos preocupamos muito com o quanto nossa casa de temporada é segura, não nos preocupamos com o local onde estacionamos nosso carro. Detalhes como esses são importantes, pois uma pessoa prevenida reduz drasticamente a chance de ser alvo dos criminosos”, afirma.

Outro perigo constante é a residência em São Paulo, que fica, por dias, fechada e sem movimento. “Não se pode esquecer de desligar a campainha e os telefones, cancelar ou transferir a entrega de jornais, pedir para que um vizinho de confiança apanhe as correspondências, além de não comentar com as pessoas a respeito de sua viagem. Como não existe segurança 100% e a prevenção nunca é demais, também recomendo que objetos de muito valor sejam deixados no cofre de um banco” alerta Migdal.

A liberdade da garotada também aumenta sensivelmente nesta época do ano, já que estão dispensadas das tarefas escolares e ganham mais tempo livre para a diversão. Porém, a violência é um lado negativo esquecido por muitos pais. “Com as crianças longe do colégio, elas passam a freqüentar clubes, casa de colegas ou até mesmo brincar na rua de forma mais constante, o que aumenta o tempo de exposição delas à ação de marginais, principalmente quando os pais trabalham e não podem acompanhá-las com maior proximidade”, explica o consultor. Segundo ele, é preciso dialogar muito com as crianças, estabelecer determinadas regras e exigir que elas cumpram com o combinado. “Também é importante que estejam sempre em grupo e, se possível, que pelo menos um adulto as acompanhe, além disso, é interessante terem um celular à disposição com os números dos pais registrados”, aconselha Migdal.

Outra dica interessante fornecida pelo profissional é que as crianças tenham sempre um apito e saibam que só devem utilizá-lo em emergências, caso estejam perdidas ou sendo seguidas por algum estranho, por exemplo. Também é de grande valia, segundo o consultor, quando as crianças têm de ir a banheiros públicos em Shoppings, parques, bem como outros locais públicos. “A intenção não é de causar nenhum tipo de paranóia ou histeria, mas as pessoas precisam ter consciência de que a situação de violência nos grandes centros urbanos, bem como em cidades de veraneio, é grande e, se desejam ter férias tranqüilas, esse tipo de comportamento será benéfico, pois reduzirá em grande proporção a possibilidade de se tornar uma vítima da ação de bandidos”, finaliza


Cuidados na hora de comprar um carro usado

 

Muitos consumidores optam por comprar um veículo usado, principalmente, por apresentar um valor mais baixo que o zero quilômetro. No entanto, é preciso estar atento a uma série de fatores para que a aquisição não represente, posteriormente, um problema ao consumidor. Para garantir a tranquilidade do futuro proprietário do veículo usado, a Dra. Gisele Friso, advogada e consultora jurídica na G.Friso Consultoria Jurídica, especializada em Direito do Consumidor, dá dicas importantes na hora de efetuar a compra:

 

- Opte por uma concessionária estabelecida de forma regular e que tenha boas referências.

- Evite comprar direto de um particular, pois, caso haja algum problema com o veículo, não será possível reclamar junto ao Procon, já que não se tratou de uma relação de consumo, uma vez que a pessoa que vendeu o carro não é considerada fornecedor perante o Código de Defesa do Consumidor.

- Verifique se o número do chassi é o mesmo que consta no certificado de propriedade do veículo.

- Conte com o suporte de um mecânico para constatar o estado de conservação da parte mecânica e da funilaria do veículo.

- Procure saber se o veículo possui multas – com o número do RENAVAM, o consumidor pode consultar o site do DETRAN (www.detran.sp.gov.br) ou da fazenda (www.fazenda.sp.gov.br).

- Fique atento às exigências do DETRAN para transferência da documentação do veículo para seu nome: comprovante de pagamento do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), do DPVAT (seguro obrigatório) e das multas; certificado de registro e licenciamento de veículo (CRV); certificado de transferência (DUT) datado, preenchido e com firma reconhecida.

- Vale lembrar que o veículo deve ser transferido assim que for efetuado o reconhecimento da firma, já que o prazo para efetuar a transferência é de 30 dias. Se ultrapassar esse prazo, o comprador pagará multa.

 

- Para evitar que ocorrências anteriores à sua compra sejam de sua responsabilidade, exija o recibo com data e hora da retirada do veículo, além da nota fiscal.

- Segundo o Código de Defesa do Consumidor, se houver constatação de vícios (problemas) no veículo, o consumidor terá um prazo de 90 dias para reclamar. Após a reclamação se não houver a solução até um prazo de, no máximo, 30 dias, o consumidor poderá exigir a troca do veículo; o cancelamento da compra, com a devolução da quantia paga; ou o abatimento proporcional do preço.

- Muitas lojas trazem em seus contratos de venda de veículo uma cláusula estabelecendo que a garantia é de 90 dias para "motor e câmbio".

Entretanto, essa cláusula é inválida, visto que o Código de Defesa do Consumidor estabelece um prazo de 90 dias como garantia ilimitada, ou seja, o fornecedor é responsável por qualquer vício dentro desse prazo - ressalvados os casos de desgaste normal do veículo.

- Por fim, se o consumidor entregou como parte do pagamento do carro recém adquirido o carro antigo, é necessário que ele informe ao DETRAN sobre a transferência do veículo, em 30 dias. Além de ser uma obrigação estabelecida pelo Código Brasileiro de Trânsito, servirá como prova de que o carro foi entregue à loja, evitando multas e cobranças indesejadas, caso o veículo seja vendido e o novo proprietário não o transfira.  


Gristec explica o ‘Cadastro de motoristas’

 

Criado há cerca de 15 anos, o Cadastro de Motoristas, cujo nome correto é ‘Perfil do Motorista Profissional’, traz diversas discussões no Brasil inteiro. Diante disso, a Gristec (www.gristec.com.br), Associação Brasileira das Empresas de Gerenciamento de Riscos e de Tecnologia de Rastreamento e Monitoramento, tem como objetivo explicar corretamente como funciona a avaliação do perfil profissional e quais são os benefícios dele.

De acordo com Cyro Buonavoglia, presidente da Gristec, é importante que o assunto seja esclarecido para que o mercado, finalmente, possa avaliar as vantagens desse cadastro, o qual viabiliza o transporte de cargas no Brasil.

Para isso, Buonavoglia responde às principais perguntas sobre o perfil:

O que é o Perfil do Profissional?

Cyro Buonavoglia: É uma ferramenta online que analisa o perfil do motorista e seu histórico profissional. Através dessas informações é possível recomendar esse profissional para uma determinada viagem por meio de análise dos dados. Na década de 90 houve uma migração das quadrilhas que roubavam bancos, em virtude das medidas de proteção implementadas pelo setor bancário para o roubo de cargas. Por isso foi criado o cadastro há cerca de 15 anos por seguradoras e transportadoras, é online e cada gerenciadora de risco tem o seu. Possui informações que estão disponíveis na Justiça – se a pessoa tem problemas judiciais na área patrimonial e outras informações normais que qualquer contratação profissional pode pedir. A cada seis meses o cadastro é atualizado e quem possui problemas de condenações contra o patrimônio não é recomendado para transportar mercadorias de alto valor agregado.

Quais são os benefícios para o motorista?

CB: O perfil é positivo para quem é idôneo, experiente e disciplinado, pois facilita para ele conseguir cargas melhores e mais bem remuneradas para transportar. Ou seja, permite um frete melhor, renda maior para esse motorista. E de forma alguma o Perfil do Profissional restringe o direito do profissional de trabalhar. Ele somente faz a adequação do motorista ao serviço que será prestado.

E os benefícios para o empregador e o mercado? Quais são?

CB: Para o empregador é importantíssimo saber se a pessoa que ele está contratando é idônea, experiente e tem boas referências. Assim, com o aumento da confiança, o profissional é mais valorizado, inclusive financeiramente, já que ele pode receber mais por isso.

Qual é a abrangência do cadastro? E quais profissionais ele engloba?

CB: A abrangência tem que ser nacional para que surta efeito, mas existem pessoas cadastradas no Cone Sul também. Ele engloba o motorista autônomo, os agregados e os profissionais fixos também (funcionários).

E quais são as vantagens para o mercado como um todo?

CB: O cadastro viabiliza a existência das carteiras de transportes das companhias seguradoras. Sem o cadastro de motoristas, o número de roubos seria tão grande que nenhuma seguradora conseguiria manter uma carteira de seguros de transportes de cargas, principalmente se considerarmos que mais de 60% do PIB nacional é transportado sobre o modal rodoviário. Isto faz parte do custo Brasil.

 

Ameaças

CB: Existe um equívoco de interpretação do Ministério Público do Trabalho relativo ao cadastro de motoristas, no sentido de entender que em algum momento as gerenciadoras de riscos impedem aos motoristas de executar o seu trabalho. Inclusive algumas gerenciadoras de riscos já estão sendo alvo de ações civis públicas, visando eliminar os seus cadastros de profissionais. Na verdade nenhuma gerenciadora de riscos impede o motorista de exercer a sua função, ela apenas limita o risco de cada viagem de acordo com as qualificações do profissional.


Fornecedor que oferece garantia estendida pode ter de contratar seguradora
 

Os fornecedores, fabricantes e os distribuidores que concederem garantia estendida na compra de bens duráveis poderão ter de contratar cobertura de segurada, com a aprovação do projeto de lei 2285/11, que tramita na Câmara.

De acordo com a Agência Câmara, o projeto pretende evitar que o consumidor fique desamparado, em caso de fechamento da empresa que concede a garantia.

“Essas garantias não oferecem nenhuma segurança de que serão cumpridas de fato. Os consumidores ficam desamparados ao se deparar com circunstâncias que impliquem o total desaparecimento da concedente, como falência, fim das operações no País, mudança de ramo ou mero fechamento da empresa”, argumentou o autor da proposta, do deputado Ricardo Izar (PSD-SP).

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, de Defesa do Consumidor e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


Fonte: Info Money


Pacientes com glaucoma podem continuar dirigindo?

Uma vez que dirigir é uma habilidade complexa, nossa capacidade de dirigir com segurança pode ser desafiada por mudanças físicas, emocionais e mentais

 

 

Para a maioria das pessoas, dirigir representa liberdade, independência, controle e competência. A capacidade de dirigir permite que a maioria das pessoas  possa ir a qualquer lugar, quando desejar... “No entanto, a condução de um veículo é uma habilidade complexa. Nossa capacidade de dirigir com segurança pode ser  desafiada por mudanças em nossa condição física, emocional e mental”, observa o oftalmologista Virgílio Centurion, diretor do IMO, Instituto de Moléstias Oculares.

“O glaucoma pode causar perda de visão parcial ou integral, o que pode fazer com que o paciente com a doença tenha mais dificuldades para dirigir o seu automóvel. Se o glaucoma for detectado cedo e o paciente não apresentar perda significativa do seu campo visual, ele pode ser capaz de continuar dirigindo. No entanto, para manter uma condução segura e confiante, o melhor a fazer é consultar um oftalmologista para uma avaliação mais aprofundada”, recomenda o médico.

Glaucoma e seu impacto na direção

O glaucoma pode causar perda de visão parcial ou cegueira total. A doença geralmente afeta a visão periférica, aquela parte da visão que nos permite ver “com o canto do olho”.

“Muitas vezes, o glaucoma afeta a  visão periférica e os indivíduos podem não estar cientes desta perda de visão até uma fase mais avançada da doença, quando ocorrem alterações substanciais na visão. Assim, se o paciente tem glaucoma e  dirige,  pode não enxergar outros carros, ciclistas ou pedestres que estejam fora do seu campo de visão central”, explica o oftalmologista Ricardo Giacometti Machado, que também integra o corpo clínico do IMO.

Pessoas com glaucoma podem  dirigir?

“Muitas vezes, os pacientes com glaucoma se perguntam se eles podem continuar dirigindo. A resposta é provavelmente sim, se o glaucoma é diagnosticado cedo, e se o paciente não apresenta perda significativa em seu campo visual. Isto porque quando o diagnóstico é feito no início da doença, o oftalmologista pode tratar o glaucoma apropriadamente, retardando sua progressão”, diz Ricardo Giacometti Machado.

Ou seja, visando a prevenção do glaucoma, é muito importante ir ao oftalmologista, pelo menos uma vez ao ano, para que um exame oftalmológico completo seja realizado.

“Além disso, os que possuem fatores de risco como hipertensão, diabetes e glaucoma na família devem fazer avaliações visuais, de seis em seis meses, para verificação da pressão do campo visual e do fundo do olho”, recomenda o médico.

Para ter um bom prognóstico, o glaucoma depende essencialmente do diagnóstico precoce e da prevenção. “A única forma segura de evitar suas conseqüências é fazer consultas periódicas com o oftalmologista, que está preparado para medir a pressão intra-ocular, bem como examinar o nervo óptico por meio do exame de fundo de olho. Havendo suspeita de glaucoma, ele poderá solicitar exames de campo visual para verificar sua possível diminuição”, informa Ricardo Giacometti Machado.

Dependendo da suspeita, o oftalmologista pode solicitar exames de imagem para auxiliar no diagnóstico. O OCT conta, hoje, com tecnologia suficiente para fornecer uma análise transversal do nervo óptico, o que é muito importante para acompanhar pacientes com hipertensão ocular e a própria progressão do glaucoma.

“A tonometria é apontada como um exame essencial também, pois é capaz de rastrear o aparecimento do glaucoma. Ao medir a pressão ocular, por meio do tonômetro, o oftalmologista pode detectar a presença de hipertensão ocular, que pode ou não ser diagnosticada como glaucoma, de acordo com alterações no campo visual e na papila óptica. Feitos com cuidado e regularidade estes exames podem auxiliar a identificar os pacientes saudáveis e os que já apresentam os primeiros sinais de danos glaucomatososos”, afirma o oftalmologista.

Glaucoma x autonomia para dirigir

Desistir de dirigir é difícil, principalmente quando o paciente com glaucoma é jovem, pois valorizamos nossa independência e queremos mantê-la o maior tempo possível.  “No entanto, é importante saber quando  parar ou quando é necessário pedir ajuda, visando manter a própria segurança e a integridade dos demais nas ruas e estradas”, destaca Ricardo Giacometti Machado.

A seguir, o médico enumera alguns sinais que indicam que o paciente com glaucoma deve parar de dirigir:

Quando há perda da visão lateral: isso pode tornar mais difícil ver e reagir a tempo para evitar obstáculos na estrada, como  outros veículos e pedestres;

Quando há sensibilidade à luz: se seus olhos estão levando mais tempo para se ajustarem à luz do sol ou ao brilho dos faróis à noite;

Quando a visão fica turva: isto pode tornar mais difícil  distinguir imagens claras e de ver o movimento, como os carros que passam ou alguém atravessando a rua;

Quando são registrados acidentes ou "quase acidentes": mesmo motoristas com visão perfeita podem sofrer acidentes. Mas se o paciente com glaucoma se envolver em colisões  onde claramente a culpa  é sua, é melhor reavaliar a sua capacidade de dirigir com segurança.

Por fim, é preciso ouvir um oftalmologista para se certificar que dirigir é a conduta mais apropriada. Ricardo Giacometti Machado lembra que ao decidir parar de dirigir, o paciente com glaucoma deve procurar alternativas para manter a sua independência e sua capacidade de locomoção.

“Caso o paciente não possa mais dirigir, não é preciso desistir dos seus planos. É preciso considerar outras possibilidades de locomoção, tais como fazer passeios com membros da família e amigos que dirijam ou usar o transporte público: ônibus, metrô e trem”, recomenda o médico.


Abrir mão para pagar menos

 

Quer economizar na hora de assinar a apólice? Saiba o que você pode fazer para baixar o preço do seguro

Procurar o melhor negócio e perguntar sempre se é possível pagar menos. Ao seguir essas recomendações simples, a especialista em importação Flavia Felgueiras economizou quase 2000 reais ao fazer o seguro do seu New Beetle 2008. O recurso foi simples: Flavia optou por elevar o valor da franquia e obteve um belo desconto no prêmio. Mágica? Não, estatística. O preço de um seguro, chamado prêmio, é calculado pela probabilidade de ocorrer um acidente, tecnicamente chamado de sinistro. Dados como perfil do segurado, localização e utilização do veículo são preponderantes na hora de definir o preço do seguro. Alguns detalhes não podem ser mudados. Idade, por exemplo. Os seguros sempre serão mais salgados para motoristas com idade entre 18 e 25 anos. Além de serem mais jovens e estatisticamente mais dispostos a dirigir perigosamente, esses motoristas em geral estudam e, para piorar a situação, as redondezas de universidades são consideradas pontos críticos pelas seguradoras, por serem áreas de alta incidência de furtos de veículos.

Entretanto o segurado não precisa se conformar com o que as companhias oferecem, e pode conseguir pagar menos se souber negociar antes de assinar o contrato. Algumas empresas oferecem bons descontos a quem instalar equipamentos que protejam o carro de roubos, como rastreadores e dispositivos que impedem que o carro seja ligado.

Outro recurso, se o carro for dividido por um casal, é fazer o seguro no nome dela. “As estatísticas provam que as mulheres são mais cautelosas ao dirigir, por isso as seguradoras cobram menos”, diz o consultor Anderson Tonhato, da Stremo Consultoria.

Foi o que fez Flavia, ao perceber que o seguro no nome do marido custaria bem mais caro. “Não fazsentido, pois os dois dirigem o carro quase na mesma proporção”, diz ela. Mesmo não fazendo sentido, é assim que o mercado funciona, e Flavia aproveitou as regras do jogo para economizar.

Outro recurso é pedir para a seguradora elevar o valor da franquia, que é paga pelo segurado somente em caso de sinistro. Ela funciona como uma garantia de que o segurado não vai mandar o automóvel para a funilaria à custa da seguradora toda vez que alguém encostar no para-choque no estacionamento do supermercado. Ao aumentar o valor da franquia, o segurado praticamente se obriga a reparar por conta própria acidentes que provocarem danos leves ou médios.

 

No caso de Flavia, essa decisão cortou drasticamente os gastos. A franquia sugerida pela seguradora na apólice de seu New Beetle era de cerca de 2000 reais, e o seguro custaria 3700 reais. O carro era zeroquilômetro e era sua primeira apólice, então não adiantava pensar em bônus de renovação.

Menos pode ser menos Flavia e o marido já haviam se conformado com a despesa quando se lembraram de outra corretora de seguros que os atendia no passado. “Telefonamos e, quando explicamos o problema, ela sugeriu aumentar a franquia”, diz Flavia. Elevando o valor para 5000 reais, o seguro caiu para cerca de 1700 reais, o que representou uma economia de 55%.

Baixar a apólice em 2 000 reais com apenas um telefonema tem um custo, que muitas vezes não é percebido pelo segurado. Ao fazer isso, o segurado está abrindo mão de uma parte da proteção a que teria direito se pagasse mais. Assim, em vez de poder contar com a seguradora em pequenos e médios acidentes, o segurado terá de se conformar em pagar tais consertos do próprio bolso.

Quando vale a pena pedir para aumentar a franquia? A recomendação dos especialistas é analisar o próprio perfil de riscos. Os casos mais indicados são aqueles em que a probabilidade de acidentes é menor. Quem usa pouco o carro, dirige com cuidado e sempre estaciona em garagens fechadas pode correr um pouco mais de risco e economizar na hora do seguro. Já os motoristas que usam o carro por mais tempo, estão sempre na rua, trafegando por regiões onde a probabilidade de um acidente é maior, deveriam optar por pagar mais caro e ter mais proteção.

“O preço é importante, mas não deve ser o único fator de decisão”, diz Tonhato. “O segurado pode fazer um seguro para não precisar usá-lo, mas tem de pensar nos problemas que terá se o sinistro ocorrer e se a cobertura for insuficiente.”

Cláudio Gradilone

Fonte: quatrorodas.abril.com.br



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