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 Edição de Setembro de 2009


Metas, Realizações e Resultados

 

“Os talentosos atingem metas que ninguém mais pode atingir.

Os gênios atingem metas que ninguém mais consegue ver.”

(Arthur Schopenhauer)

 

Uma meta, qualquer que seja ela, só pode ser assim conceituada quando traçada segundo cinco variáveis: especificidade, mensurabilidade, exequibilidade, relevância e temporalidade.

No mundo empresarial as coisas nem sempre funcionam assim. Observamos o reinado do “autoengano”. Metas são estabelecidas para justificar investimentos, agradar acionistas. Objetivos são fixados com base em expectativas irreais, prevendo crescimento da ordem de dois dígitos independentemente de incertezas políticas e econômicas. Poderiam até ser alcançáveis dentro de um espaço de tempo adequado.

Contudo, como não se pretende mexer nas variáveis tempo e exequibilidade, alteram-se as variáveis mensurabilidade (daí os balanços maquiados, ou melhor, a “contabilidade criativa”) e relevância (daí qualquer meio ser justificável, inclusive rasgar a Carta de Valores, praticar downsizing a qualquer custo, desviar o foco do negócio, promover fusões e joint ventures desprovidas de fundamentação).

As pessoas buscam realização. Mais do que um ato, um estado de espírito. Mais importante do que o fato concretizado, a satisfação de tê-lo feito.

As empresas, por sua vez, perseguem resultados. Mais do que a conclusão, o fim de algo em si mesmo. Estes resultados podem ser representados por mais lucro, mais espaço no mercado, mais clientes. Ou seja, invariavelmente deve significar “mais”, embora não raro acabe por tornar-se “menos”.

A consequência é um grande teatro onde planejamentos são criados, estratégias inventadas, profissionais desmotivados, valores corrompidos. A verdade é mascarada, a integridade é volatilizada.

Há, infelizmente, uma distância quase incompatível entre metas corporativas e metas pessoais. Salvo exceções, conciliá-las pode ser apenas retórica barata. O executivo pretende vigiar sua saúde, assistir à sua família e obter realizações concretas em seu ambiente de trabalho. A empresa diz que o apoia, mas exige-lhe pesada carga de trabalho, impõe-lhe a necessidade de resultados expressivos, cultiva-lhe o estresse e a insegurança.

Particularmente, não compactuo desta ditadura. Resultados não são tudo, assim como não é o cliente quem manda na empresa. Resultados devem ser buscados com persistência, assim como clientes devem sem atendidos com maestria. Mas o fim de tudo deve ser o sentimento de realização, a satisfação de dever cumprido. Ainda que a contabilidade diga que você trocou seis por meia dúzia.

Por isso, estabeleça e mantenha o foco. Várias flechas não garantem o acerto do alvo, e vários alvos confundem o arqueiro. Esteja preparado para os tombos –um obstáculo é só uma das etapas do seu plano. Use a vaidade e o dinheiro como bons estímulos, mas jamais como objetivos. Redija suas metas de forma nítida, cuidando para que elas sejam específicas, mensuráveis, alcançáveis, relevantes e temporais. Dê-lhes todo seu esforço e imaginação.

Finalmente, lembrando Richard Carlson, “Pense no que você tem, em vez do que gostaria de ter. A felicidade não pode ser atingida quando estamos o tempo todo desejando novas metas. Quando você focaliza não o que se deseja, mas o que tem, termina obtendo mais do que gostaria”.

 

Tom Coelho


Não construa sua carreira pensando em dinheiro

 

 

Não tenho duvida de que muitos de nós já ouvimos dois tipos de conselho no que se refere às nossas escolhas profissionais. O primeiro diz que temos de fazer aquilo que “dá dinheiro”; o segundo, de que o certo mesmo é fazermos aquilo de que gostamos. Diante dessas duas orientações, aparentemente antagônicas, ficamos num dilema: o que devo, afinal, fazer? Ser pobre e feliz, ou rico e amargurado?

O fato, porém, é que as opções não são mutuamente excludentes. Se uma pessoa pensar somente em dinheiro, e em nome da ambição abraçar uma carreira que nada tenha a ver com sua personalidade, é muito provável que ela sequer consiga trilhar o caminho do sucesso. Ao contrário: ela viverá angustiada, e facilmente dará ouvidos aos amigos que lhe dirão que aquele trabalho é pura perda tempo, que ela está desperdiçando seu talento em um lugar que não reconhecer seu valor, que está sendo explorada pela empresa etc.

E, ao dar atenção a essas vozes de desalento e pessimismo, o profissional de fato começa a se sentir injustiçado, prejudicado. Sua reação, então, é colocar o “pé no freio” para não produzir tanto, para gerar menos resultados para a empresa – e nem se dará conta de que, na prática, está bloqueando seu próprio desenvolvimento profissional.

Por isso, é muito importante nós entendermos que não trabalhamos para a empresa, mas sim, na empresa. Trabalhamos para ganhar experiência, para evoluir como profissional, para fazer cada vez mais e melhor.

Além disso, uma remuneração mais alta está necessariamente vinculada à conquista de resultados melhores. Na frase “se eu ganhasse o que você ganha, trabalharia tanto quanto você”, temos, implícito, um problema de lógica. Afinal, o que surge primeiro é o bom desempenho, que leva aos ganhos mais elevados, e não o contrário.

É comum os anos se passarem, e o profissional que, no passado, orgulhava-se em “não trabalhar além dos limites”, mostrar-se frustrado e insatisfeito, autodefinindo-se como alguém “sem sorte”, que não conseguiu se firmar no mercado, progredir, brilhar, ter sucesso.

Sempre que ouço esse tipo de coisa, fico um pouco incomodado. Afinal, um profissional de sucesso certamente sacrificou muitas horas de lazer para poder sobressair e empenhou-se de corpo e alma no exercício da carreira. Reduzir seu brilho a mera questão de sorte é, no mínimo, uma injustiça!

O segredo para conquistar o sucesso não é sorte. Esse segredo reside em colocar toda energia no cumprimento de seus afazeres, e em saber atuar junto com a equipe. Compartilhar com as pessoas os desafios, as experiências e os bons resultados faz toda diferença.

Ao dedicarmos nosso tempo a pessoas que precisam do nosso suporte, também estaremos sujeitos às críticas. Ouviremos que X ou Z “não fariam isso por dinheiro nenhum do mundo”, e que você erra por deixar os outros se aproveitarem da sua boa vontade. Bobagem. Se você está ganhando experiência, inclusive em relacionamento interpessoal, tanto melhor!

Por tudo isso, trabalhe como se o dinheiro que recebe hoje não fosse importante. Estude como se dependesse do conhecimento para sobreviver, cultive a empatia com as pessoas e ajude cada um à sua volta a se desenvolver. Com essas atitudes, você logo vai notar que a onda virtuosa criada à sua volta terá reflexos diretos sobre a sua vida – e sobre o seu sucesso, é claro!

Marcelo Gonçalves


Horas extras

Advogados orientam quais situações configuram o direito ao pagamento

 

Recente decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) deu ganho de causa a um empregado que pleiteava o pagamento de horas extras decorrente de deslocamentos terrestres até o aeroporto e tempo despendido no check-in, efetuados fora da jornada de trabalho contratada. Ao analisar o recurso do trabalhador, o ministro Vieira de Melo Filho, relator do processo na Seção I da SDI, aplicou ao caso o disposto no art. 4º da CLT, qual seja “considera-se como de serviço efetivo o período em que o empregado esteja à disposição do empregador, aguardando ou executando ordens, salvo disposição especial expressamente consignada.”

No entanto, os especialistas em Direito do Trabalho, Helena Cristina Bonilha, sócia da Bonilha Advogados e Elcio Kirihata, advogado associado, ponderam que “é preciso cautela e rigor na aplicação do entendimento do TST, para que não haja uma banalização dos pleitos de horas extras em decorrência de qualquer viagem de trabalho.”

Os advogados lembram e citam abaixo, quais situações configuram o direito do empregado ao pagamento de horas extras:

1. Extrapolar a 6ª ou 8ª hora diária, dependendo da categoria profissional;

2. Extrapolar a 44ª hora semanal;

3. Não concessão do intervalo para refeição e descanso, de 15 minutos a uma hora, conforme categoria profissional;

4. Trabalho aos domingos e feriados, sem a concessão da folga compensatória;

5. A jornada de sobreaviso (quando o empregado fica de plantão aguardando eventual chamado); e

6. Jornada “in itinere”que se refere ao tempo de deslocamento a locais de difícil acesso e com transporte fornecido pela empresa.

Ainda com relação ao mencionado caso analisado pelo TST, os advogados observam que não se trata de inovação das normas que regulamentam as horas extras, “mas sim de uma adaptação ao costumes modernos.”

 

Fontes: Helena Cristina Bonilha e Elcio Kirihata

 

Cinco regras para usar redes sociais no trabalho  

 

O seu chefe está preocupado. E o chefe dele também está preocupado. Todos estão preocupados a respeito das redes sociais e o que os seus funcionários estão fazendo nelas. Mesmo quando o uso de redes sociais é proibido no PC da empresa, como monitorar o que os funcionários fazem em seus smartphones ou em suas residências?

A F-Secure reuniu 5 dicas para proteger o usuário, o empregador e a empresa nas redes sociais:

 

1. Conheça e siga a política de mídia social da sua empresa.

É permitido o uso de redes sociais nos PCs da empresa? Com que frequência? Quais sites? Você pode comentar sobre assuntos da empresa? Quais informações da empresa você tem permissão para compartilhar? Quem você deve consultar se você tiver uma dúvida a respeito de qualquer uma destas questões? Todas essas perguntas e mais devem ser respondidas na política de mídia social da empresa. Se você nunca leu a política da sua empresa, leia agora. Se a sua empresa não possui, sugira a criação de uma.

 

2. Use senhas diferentes para o trabalho e contas de mídia social.

Senhas fortes são importantes. Uma senha vulnerável na sua conta do Facebook pode comprometer a sua reputação pessoal e amigos. Não aumente o risco usando a mesma senha para a sua rede corporativa.

3. Sempre faça log off.

É segurança inteligente fazer o log off do computador ao sair da sua mesa. É ainda mais importante quando as suas contas de rede social estão abertas. Se você sai da sua mesa e deixa o navegador aberto no Facebook ou no Twitter, você está implorando para um colega de trabalho postar uma atualização ridícula de status em seu nome. Na verdade, é uma boa política fazer o log off de qualquer site quando você não estiver usando. Você não quer ganhar a reputação de funcionário que está sempre no Facebook.

 

4. Evite correr riscos desnecessários.

Não clique em links encaminhados que você não tem certeza se são confiáveis - verifique qualquer URL com a ferramenta gratuita Browsing Protection da F-Secure. Se alguém pedir ajuda financeira para você ou para divulgar algo controverso, verifique quando chegar em casa. O mais importante, deixe a instalação de software para os especialistas. Se é preciso instalar um plug-in para ver algo relacionado a uma página do Twitter, você provavelmente não precisa ver esta página.

 

5. Pense no que você compartilha e com quem.

Você nunca deve postar qualquer coisa na web que não gostaria de ver em um jornal. Considere tudo o que você postar — incluindo itens que são limitados somente a “amigos” ou “amigos de amigos” — para potencialmente estar em domínio público.

 

Coisas que parecem normais agora para serem publicadas podem ser constrangedoras ou até dolorosas

depois. Você pode desejar, em breve, que todas as suas fotos com a sua ex ou os seus vídeos com seus ex-colegas de trabalho no karaokê simplesmente desapareçam. Mas eles não irão. Devido a isto, considere quem você adiciona em quais contas. Talvez você queira usar o Facebook exclusivamente para amigos que não sejam do trabalho. Talvez você queira apenas conexões profissionais no LinkedIn. Qualquer coisa que for fazer pense antes de aceitar um convite para se conectar. E, em um site como o Twitter, onde os seus tweets são provavelmente abertos a todos, pense antes de compartilhar qualquer informação.

“Com a proliferação das redes sociais, aumentam também os riscos de contaminação por vírus e malware, por isso, mais do que nunca, mantenha seu antivírus atualizado e use sempre um aplicativo (F-Secure Health Check: http://bit.ly/c33FpJ) para verificar a segurança da máquina que você está usando. Se você infectar o computador da sua empresa por estar navegando na web a lazer ou atualizando o seu Facebook, seu chefe não vai gostar nada!”, diz Bruno Ricardo, Gerente de Treinamento da F-Secure Brasil.


Trabalhar em casa dá certo?

 

Muitos empresários optaram por trabalhar em casa, alguns deles já fizeram essa escolha há anos e não tem do que reclamar. A Associação Comercial Empresarial do Brasil dá superdicas para que você possa melhorar ainda mais o seu desempenho trabalhando em sua residência e assim você saberá se trabalhar em casa é uma boa. 

Separe os telefones pessoais e os do trabalho. Você deve pensar que aquele é o seu horário de trabalho, portanto deve portar-se como se estivesse num escritório fora de casa.  

Tenha em mente que não é muito fácil trabalhar em casa. Você deve trabalhar com algum produto/serviço que você conheça afundo, para que não seja surpreendido com noticias não tão boas. 

Pense bem se você não sentirá falta de um grupo de trabalho. Muitas vezes você poderá sentir-se sozinho e dependendo da sua personalidade, isso poderá incomodar você. 

Tenha disciplina. Você deve ser organizado, afinal você não terá nenhuma ajuda ali do seu lado. Organize bem todos os seus documentos, arranje pastas que possam te ajudar nisso. Faça com que os seus horários sejam cumpridos.  

Monte um escritório que combine com você. Procure colocar luzes que facilitem no trabalho, nada escuro. O ambiente influencia bastante no rendimento que você terá, por isso procure adaptar ao seu estilo. 

Leve em consideração todos os prós e contras antes de começar a exercer o trabalho dentro de casa. 

Não precisar sair e pegar trânsito de manhã é um ganho para você, com certeza. Fazer refeições em sua casa, economizar em vários aspectos também é um fator muito positivo para o seu escritório dentro de casa.

 Lembre-se que essas dicas são apenas para ajudá-lo a encontrar um norte. Tudo o que você puder fazer para melhorar a qualidade do seu escritório irá ajudá-lo, afinal esse será o lugar onde você passará horas do seu dia. Com um ambiente favorável será mais fácil ter um aumento na produtividade e consequentemente a melhora dos serviços. Boa Sorte!


Cartões de ponto comprovam a efetiva jornada do trabalhador em juízo

 

Recentemente o escritório de advocacia, Gaiofato Advogados Associados, obteve êxito em segunda instância, em processo cujo tema discutido foi horas eventualmente trabalhadas em caráter extraordinário por ex-funcionário.

O Desembargador que analisou o recurso da empresa, cuja sentença de 1ª instância havia deferido o pleito do Autor em relação às horas extras, verificou que a empresa juntou os cartões de ponto devidamente assinados pelo trabalhador.

Acrescentou que cada parte no processo havia ouvido uma testemunha, entretanto, verificou-se que o depoimento da testemunha da empresa se mostrou bastante razoável no sentido de que não havia labor extraordinário pelo Autor, tendo em vista que a empresa contratava mão-de-obra terceirizada sazonal para a realização dos serviços extras.

“O Desembargador entendeu que restou isolado, por todo o conjunto de provas nos autos, o depoimento da testemunha do Autor, prevalecendo, por isso, a prova documental (cartões de ponto), que foram registrados e assinados pelo próprio Autor”, explica Fábio Christófaro, advogado associado ao Gaiofato Advogados Associados e especialista em direito trabalhista.

Portanto, com tal entendimento, o Tribunal acolheu o recurso da empresa, para excluir da condenação as horas extras deferidas em 1ª instância, por conseqüência absolvendo a empresa do pagamento desta verba.  

 


Mudar é possível

 

Num mundo corporativo em rápida transformação, a demanda por processos de mudança é cada vez mais gradativa e as palavras de ordem são flexibilização, agilidade e risco.

Entendemos que esta fase é a grande oportunidade para os profissionais mostrarem o seu diferencial, contribuindo com a organização e aplicando as suas experiências e ações assertivas anteriores galgadas. Devem olhar para este cenário como uma grande chance de alavancar suas carreiras e desenvolvimento profissional. Esta é a hora certa de se investir no percurso profissional. É o momento de valorizar conhecimentos, de apresentar potenciais e estratégias de metas.

As empresas querem e necessitam de profissionais com perfis inovadores e empreendedores, e estas estão dispostas a reconhecer que os mesmos estão alcançando seus resultados e atuando como donos do negócio, com vontade de fazer cada vez mais, pois, já que acreditam na companhia, podem e conseguem fazer aquilo a que se propõem, aproveitando o momento.

A mudança permite que boas práticas saiam do papel e do discurso, transformando o cenário de trabalho em ambientes de desenvolvimento, aprendizagem, crescimento profissional, construção e disseminação da estratégia da organização.

Entendemos ainda que nos processos de gestão de mudança, o profissional tem a oportunidade de compartilhar informações e conhecimento, tornando-se fundamental para a oxigenação da organização e garantia da perenidade dos negócios.

Infelizmente, uma pesquisa recente realizada por uma revista de capital humano mostra que 80% dos profissionais de qualquer área não sabem lidar com a pressão e a adversidade – situações tais enfrentadas principalmente na gestão de mudanças. No entanto, isso simplesmente são os desafios profissionais. Por outro lado, muitos se rendem aos grandes vilões do sucesso: ansiedade, estresse e a perda da motivação.

A maioria dos profissionais busca desafios, manifesta-se em entrevistas de recrutamento, aconselhamento de carreira, promoções, avaliação e desempenho, mas poucos sabem lidar com a mudança e quantificar suas melhorias nas habilidades profissionais e tomarem decisões assertivas em desafios colocados pela organização. E é neste momento que tanto podem escolher assumir degraus de sucesso ou optarem por suas zonas de conforto.

 

 

 

A rotina faz perder o prazer da travessia e a oportunidade de transitar por outros trajetos, onde, talvez, podemos defrontar aquilo que está procurando ou precisando.

O profissional não deve ter medo de não fugir quando surgem mudanças, a não ficar obstinado em manter sempre uma posição, que, muitas vezes, já não é conveniente, mas sim exercitar sua flexibilidade, onde ela se adaptará as circunstâncias, pois, mesmo que nos custe entender as mudanças, sempre são para melhorar. Paciência traz a virtude e por si só traz a perseverança. Mudar, melhorar e evoluir sempre é válido.

Mudanças são promotoras do desenvolvimento, sendo elas morosas ou rápidas, serenas ou violentas, aspiradas ou não contribuem para o sucesso.      O profissional que possuir esta visão será dotado de fortes traços de atitude, possuirá foco em soluções e não em problemas, e, por consequência, com atitudes, criará estratégias, buscará caminhos alternativos, driblará os obstáculos.

Por fim, para todo este panorama, é fundamental confiar em si mesmo, se conhecer, assumir verdadeiramente desafios, aproveitar a oportunidade das mudanças e se destacar no mercado tão competitivo.

 

Priscila Soares


Cigarro não rima com estágio

 

 

Houve um tempo em que o ato de fumar era sinônimo de rebeldia juvenil. Hoje, a consciência sobre os danos provocados à saúde pelo tabaco dá sinais de que é mais forte do que a tendência adolescente de contradizer os adultos até mesmo em práticas elogiáveis. Uma enquete realizada no Portal CIEE (www.ciee.org.br) com 21,7 mil estudantes, apurou que 88% não só apoiam a Lei Antifumo que vigora no Estado de São Paulo como também acreditam que esta deva ser ampliada para todo o País. Além desses, outros 5% manifestam-se favoráveis à proibição do consumo de cigarros em ambientes fechados de uso coletivo como bares, restaurantes, casas noturnas e outros estabelecimentos comerciais – incluindo aqui fumódromos e áreas de uso social de condomínios –, mas acreditam que a lei deve valer apenas para São Paulo.

Mais importante do que posição sobre a abrangência da proibição é a disposição dos jovens em se afastar do vício que, além de dentes amarelados, mau-hálito, câncer e problemas no coração, pode afetar até suas carreiras. As mais modernas políticas de gestão de pessoas privilegiam uma abordagem “holística” dos colaboradores, o que quer dizer que funcionários ou estagiários são avaliados em outros aspectos além da sua produção individual ou seu ritmo de desenvolvimento profissional.

As empresas querem contar com colaboradores sadios física e mentalmente, além de tecnicamente capacitados – afinal, eles também são responsáveis pela imagem da organização. Não é raro encontrar corporações que mantêm campanhas de combate ao fumo, oferecendo acompanhamento psicológico e remédios para auxiliar o combate ao vício. Mesmo porque, na ponta do lápis, os minutos gastos em fumódromos – ou nas ruas, como é o caso de São Paulo, desde a entrada em vigor da lei estadual que proíbe fumar em ambientes fechados – resultam em várias horas perdidas ao final de cada ano. Por isso não é de espantar se alguns processos seletivos – inclusive de estágio – já levam em consideração se o candidato é ou não fumante para decidir uma contratação.

E somar pontos frente aos supervisores é fator determinante para a efetivação dos estagiários. A dica aos jovens, portanto, é: aprender ao máximo os meandros de sua profissão, dedicar 100% de sua atenção ao seu estágio e continuar a desaprovar o consumo de cigarros, bem como de todas as outras drogas lícitas ou ilícitas. Seu futuro agradece.

Luiz Gonzaga Bertelli


Trabalhadores vítimas de assédio moral estão mais expostos a acidentes de trabalho

 

A exposição do trabalhador a situações de assédio moral, como intimidação e humilhação dentro do ambiente de trabalho, traz prejuízos tanto para a vida pessoal quanto profissional da vítima. Mas os danos podem ser ainda maiores quando a versão adulta do bullying evolui de dano pessoal para acidente de trabalho. Por isso, tramita na Câmara Projeto de Lei  nº 7.202/2010, que inclui o assédio moral entre os tipos de acidentes de trabalho.

De acordo com a advogada trabalhista, Andreia Ceregatto, a exposição repetitiva e de longa duração ao assédio moral interfere na vida do trabalhador de modo direto, comprometendo a identidade, dignidade e as relações afetivas e sociais da vítima. “Uma destas formas é a submissão do empregado a excessivo rigor no trabalho, sobrecarregando-o de tarefas. Com isso, podem surgir consequências como angústia, depressão, síndrome do pânico, estresse ou outros danos psíquicos ao trabalhador, colocando em risco não só a saúde, mas a própria vida do empregado”, explica.

Além das condutas abusivas, o agressor, geralmente alguém que ocupa um cargo superior ao da vítima, também ocasiona o acidente de trabalho com o assédio moral quando isola, vigia, ridiculariza, despreza, ironiza, difama, menospreza e inferioriza o trabalhador.

Segundo Andreia, há casos em que o empregado é obrigado a realizar tarefas sem sentido ou que jamais serão utilizadas. Ou ainda ter que trabalhar em horários fora da jornada de trabalho, sem o aviso prévio.

"Na maioria das vezes isso ocorre porque, por meio da pressão psicológica, a empresa quer que o seu empregado peça demissão forçada ou planeja uma forma que ele seja dispensado por justa causa, pela prática de insubordinação”, diz.

Apesar de não haver lei específica que caracterize o assédio moral, a advogada especialista na área, Eryka De Negri, chama a atenção para que as vítimas recorram ao sindicato da categoria ou busquem apoio jurídico para lutar pelos seus direitos. A partir daí, o ambiente de trabalho será avaliado e as irregularidades serão comunicadas aos órgãos competentes como a Delegacia Regional do Trabalho e o Ministério Público.

“Segundo o artigo 927, cumulado com o artigo 950 do Código Civil, toda lesão que acarreta dano moral é passível de indenização. Além disso, o trabalhador pode exigir na Justiça que a empresa o demita, sem que seja necessário pedir demissão, é o que chamamos de rescisão indireta. Na verdade, neste caso o empregador terá cometido uma justa causa”, alerta.

Fonte: De Negri Advogados


Técnicas e habilidades que fazem a diferença em um processo seletivo

Muitos se perguntam qual o segredo para ter sucesso em um processo seletivo. Como se portar na entrevista? O que dizer? O que não dizer? Como impressionar o entrevistador para ficar com aquela tão sonhada vaga?

O Diretor de Operações da Human Brasil, Fernando Montero da Costa, lista algumas técnicas e habilidades que fazem a diferença num recrutamento: ter boa comunicação, conhecer a empresa, demonstrar interesse pela vaga e exibir uma postura correta.

“Uma comunicação deficiente, por exemplo, pode deteriorar a imagem, gerando falta de credibilidade e desconfiança”, afirma o consultor de RH.

Especializada na seleção e recrutamento de talentos, a Human Brasil sugere algumas dicas para evitar ou, pelo menos, minimizar o insucesso nas entrevistas:

- Reunir previamente o máximo de informações possíveis sobre a empresa, como: setor de atuação, o departamento/área na qual se pleiteia a vaga, entrevistador (se possível), contatos prévios, sejam de ordem comercial ou outras áreas.

- Definir os objetivos da entrevista. Para que se candidatou à vaga de emprego? Os propósitos de curto, médio e longo prazos para onde pretendem te levar?
 

- Definir uma sequência de argumentos a abordar durante a entrevista. Mesmo sendo o entrevistador quem irá direcionar os questionamentos, muitas vezes o entrevistado se perde quando tem a oportunidade da palavra. Isto geralmente ocorre quando o candidato não se prepara adequadamente para esse momento.

- Efetuar perguntas inteligentes: o entrevistado tem, sim, o direito a fazer perguntas durante o processo de entrevista e, regra geral, se utiliza muito pouco dessa prerrogativa. O demonstrar interesse pela vaga por meio de questionamentos coerentes é tão importante quanto passar ao entrevistador as informações a respeito de suas próprias competências.

Habilidades verbais e não-verbais

Fernando Montero da Costa comenta também sobre algumas habilidades ligadas à comunicação verbal e não-verbal que, se bem desenvolvidas, podem ajudar muito numa entrevista de emprego.
     “Tom grave e suave, por exemplo, expressa segurança. A entonação deve ser variada e animada e, o volume, adaptado ao número de entrevistadores”, explica.
      O especialista afirma que a velocidade deve ser mais lenta que em uma conversação normal, até para facilitar que a pronúncia e a articulação sejam claras.
     “Já com relação às habilidades não-verbais, posso citar como importantes a postura erguida e relaxada, o uso do sorriso e o famoso olho no olho.”


Lapide seus talentos

 

O diamante é um mineral encontrado na natureza e objeto de desejo do homem há séculos. Ao ser encontrado em seu estado bruto, não apresenta tanta beleza e seu valor é muito pequeno.

Cabe a um especialista identificar o potencial desta pedra e lapidá-la de forma perfeita para assim multiplicar por milhares de vezes sua beleza e valor. Cada diamante é único. Como uma impressão digital, não há dois idênticos.

Dentro das organizações, os colaboradores são como os minerais. Alguns são mais valiosos que os outros, alguns são mais procurados pelo mercado ou melhor transformados, mas há aqueles que ainda estão em seu estado bruto e precisam da visão de um profissional para poder multiplicar seus resultados e valor, lapidando-o, assim um diamante.

Nem sempre a pouca qualidade dos profissionais dentro das equipes estão ligados diretamente aos próprios profissionais, mas sim aos seus gestores que não têm uma boa visão de potencial estratégico, comportamental e de gestão de pessoas.

É muito mais fácil identificar dez grandes problemas a apresentar uma excelente solução. Algumas vezes, os gestores identificam apenas os problemas e não se propõem a apresentar soluções, identificando talentos, habilidades e competências de suas equipes e lapidando-as de forma a obter o melhor resultado com maior satisfação, comprometimento e realização de todos.

Como um especialista em diamantes, o gestor de equipes precisa estar consciente que não há dois profissionais iguais. Cada um é único, tem seu brilho, seu valor, suas habilidades e competências e seu potencial. O tamanho do brilho obtido por este profissional dependerá da capacidade do especialista em lapidar as habilidades e competências. E assim como um diamante com perfeita lapidação, um profissional totalmente preparado pelo mercado, com certeza, será mais desejado pelo mercado e com maior valor para sua “aquisição”.

Abraham Lincoln disse: “Se eu tivesse oito horas para derrubar uma árvore, passaria seis afiando meu machado." Que tal passar mais tempo lapidando sua equipe em vez de gastá-lo buscando novas pedras preciosas prontas?

Wagner Campos


Pai rico, filho nobre, neto pobre.

Motivos que levam a empresa à falecer antes de chegar à terceira geração.

 

 

 

 

 

O fundador cria uma empresa a partir de um sonho pessoal e chega ao fim da vida com dificuldade de compartilhar os seus valores e sonhos com a segunda geração. Alguns empreendedores se frustram por não conseguirem repassar seus sonhos e projetos para seus herdeiros. Assim, a passagem da gestão de uma geração para outra, não trará o contorno de continuidade idealizado pelo fundador.

Os sonhos da segunda geração precisam ser fruto da trajetória de vida dos herdeiros e tendo como base, os contornos familiares. Para isso é necessário que aquele que se responsabilizar pelo comando da família, encarne os valores que a segunda geração descobre na primeira.

O filho que assumir a gestão da empresa deverá representar mais claramente os valores da família, que normalmente são: trabalho duro, comprometimento com o sucesso do negócio, disposição para se sacrificar ao cliente, confiança dos familiares.

A estabilidade e a harmonia no relacionamento familiar e na sua interseção de interesses de longo prazo é o que permitirá o equilíbrio entre os interesses individuais e os da empresa.

A tarefa do fundador é desenvolver uma ideologia estável e coerente. Essa é a base para a construção de uma sólida hierarquia de valores que nortearão as gerações futuras. Com freqüência a segunda geração produz um negócio de cultura fraca: objetivos obscuros, lealdades divididas e motivação baseada em dinheiro.

Uma liderança individualista e arrogante, que não considera as expectativas dos demais membros do grupo fracassa ao tentar substituir uma figura que irradiava carisma: o fundador. Muitos se esquecem que a cultura da família será o fator determinante das forças e fraquezas que permeiam o negócio, sendo um fator mais determinante para a perenidade da organização, que as forças do mercado. A descoberta e a afirmação dos valores da família são os pontos fundamentais que sustentam e solidificam um negócio longevo.  Famílias fortes criam empresas fortes.

A hereditariedade não é uma razão para se pertencer a uma empresa familiar. Os valores comuns vêm em primeiro lugar. O segundo fator preponderante é a afinidade entre o perfil da cargo de gestor corporativo e o perfil do profissional que irá assumir a vaga.

Os laços familiares são pré-requisitos que influenciam o direito a sucessão nos cargos de direção. Porém há um fator que não se pode desprezar, que são as condições determinadas pelo mercado, sendo considerada como variáveis ambientais de relevância à consecução de resultados por parte da empresa. Ou seja, não basta apenas a solidez familiar, é necessário que a empresa tenha competência para permanecer no mercado.

Duas questões podem fazer com que as empresas familiares sobrevivam e se mantenham saudáveis por longo prazo:

A empresa deve ser tratada como empresa, sem fazer aflorar nas dependências da organização, conversas e discussões inerentes à família. A família deve estar restrita ao âmbito familiar e ser tratada como família, sem que haja a interferência de problemas profissionais, pois isso poderá dissolver a solidez desta relação. A propriedade deve ser respeitada, pois conflitos sérios que possam rachar a família, também podem fragmentar o patrimônio que levou muito tempo e esforço para ser construído.

As mudanças sempre ocorrem. Entendendo isso, é possível observar que a empresa de ontem pode não se adaptar ao mercado atual.

Implementar valores e uma mentalidade desenvolvimentista faz com que as pessoas sejam mais flexíveis a variáveis internas e externas e mantenham um grau de adaptabilidade crucial para a perpetuação dos negócios.

Na condução dos processos de sucessão, o desenvolvimento dos sucessores é muito importante, pois uma transferência bem-sucedida depende de um preparo adequado dos sucessores. Vários pontos devem ser observados nesse aspecto:

Ter experiência fora da empresa da família, em uma outra organização como funcionário ou até como dirigente de uma pequena empresa. A grande vantagem da posição de dirigente é que o sucessor obterá uma formação multi-especialista. O fato de ele adquirir conhecimento fora é que terá outro padrão de trabalho, além de se distanciar dos vícios da empresa de sua família em termos de aprendizado;

Fazer um plano de desenvolvimento, destacando os conteúdos que serão aprendidos, a forma pela qual será feita e os prazos de realização;

Os sucessores devem entrar na empresa em funções que forneçam o conhecimento operacional e não em cargos de assessoria ou ainda diretamente em cargos de direção. Portanto, devem começar por baixo;

A fase de preparação dos sucessores deve incluir alternativas para que consigam encontrar seu espaço entre os participantes da organização;

A carreira deve ser orientada para uma direção multi especialista;

A formação obtida por meio da graduação deve ser continuamente complementada;

A preparação do sucessor não deve fazer dele um teórico simplesmente, mas a sua capacidade prática tem de ser exercitada constantemente, fazendo com que ele participe da execução e das decisões com o acompanhamento e apoio dos fundadores ou gerentes.

Neste sentido, recomenda-se que os fundadores sejam conscientizados para que essas mudanças, decorrente da sucessão e que impactarão decisivamente na vida das empresas familiares, sejam feitas com o direcionamento e o apoio do fundador.

Só haverá eficácia no processo de sucessão, quando a organização entender que o manteve esta empresa sólida e estabelecida no mercado, foi sua cultura, os padrões de atividades empresariais que consolidou a organização com um diferencial mercado e, fundamentalmente, o carisma do fundador.

 

Domingos Ricca


Twitter no trabalho: 10 dicas para não queimar o filme com o chefe

Confira as dicas de Daniela do Lago, especialista em  comportamento corporativo e professora dos MBAs da Fundação Getúlio Vargas, para a carreira de quem é fã do Twitter

 

Quem já não consegue viver sem twittar pelo menos meia dúzia de mensagens por dia nem sempre avalia os impactos que o uso desta rede social pode trazer para carreira. Nada demais em aderir a esta nova onda, o perigo, no entanto, é perder a noção de alguns limites. Afinal, os twits de agora estarão nos computadores de dezenas (ou centenas e quem sabe até de milhares) de pessoas em questão de minutos. Fica difícil então dizer ao chefe que não teve tempo de concluir aquele relatório quando o twitter entrega dezenas de mensagens postadas na tarde anterior. O conteúdo de cada perfil pode ser outro problema. Dá mesma forma que nem sempre pode-se dizer tudo que vem a mente, também deve-se tomar cuidado para não twittar frases muito reveladoras ou de mal gosto.

O novo queridinho virtual, ao mesmo tempo em que se configura como eficaz ferramenta de comunicação, inclusive para o ambiente empresarial, pode ser um grande foco de distração para os funcionários ou uma vitrine para entregar pessoas inconvenientes. Para a especialista em comportamento corporativo e professora da Fundação Getúlio Vargas Daniela do Lago, o segredo para o bom uso do Twitter é adotar uma postura adequada aos padrões da empresa e abusar do bom senso. Veja 10 dicas da especialista para twittar sem errar.

 

1 O Twitter é ambiente público

O Twitter é uma ferramenta veloz e tem largo alcance. Por isso, pense bem antes de postar uma mensagem. O que se twitta ganha grande visibilidade e a repercussão é sempre amplificada. Estamos expostos, tanto para admiração como para críticas: lembre-se disso.

 

2 Opiniões fortes sobre assuntos polêmicos

No Twitter, são naturais as discussões de idéias. É sempre bom, no entanto, tomar cuidado com comentários sobre temas polêmicos como religião, política e opções sexuais. Cada ser humano tem seus valores e uma opinião extremada pode ferir os valores de alguém. Cuidado com as animosidades desnecessárias.

 

3 Cuidado para não ser mal interpretado

Evite muitas abreviações. Apesar de permitir apenas 140 toques, não é necessário espremer tudo em uma mensagem. Sempre considere o que os demais irão entender. Escrever para si não funciona e pode gerar muitos conflitos. Evite ser mal interpretado.

 

4 Fofoca que sufoca

A fofoca nunca é recomendada. Um fofoqueiro dificilmente será promovido por não ser bem quisto pelos demais. Não fale de ninguém. Ninguém ganha pontos ao ficar depreciando uma pessoa. Você acaba sendo visto como aquele que vive falando mal dos outros, e estraga a própria imagem.

 

5 Cuidado com os desabafos

O Twitter pode ser usado como um canal pelo qual os profissionais desabafam de modo informal sobre acontecimentos da empresa. Um desabafo pode ser mal interpretado por um colega e, no futuro, ser usado contra aquele que desabafou.

6 Pense bem antes de escrever informações da empresa

Fique atento - às vezes uma informação simples para você, pode causar sérios prejuízos à empresa.

A executiva de uma grande indústria de beleza me confidenciou um caso interessante: ela possui Twitter e segue vários profissionais de empresas concorrentes. Certa vez, um comentário de uma dessas pessoas lhe chamou a atenção. De acordo com ela, a concorrente afirmava estar, naquele momento, em um órgão do governo para conseguir autorização de venda de um novo produto. Sabendo disso, a executiva agilizou o processo interno de sua empresa e antecipou o lançamento de um produto similar antes que a concorrência obtivesse tal licença. Sem essa informação, talvez isso não ocorresse.

 

7 Foque em informações gerais

Evite escrever informações precisas sobre o que se está fazendo, mesmo que seja essa a proposta inicial do Twitter. Dependendo da profissão, isso pode gerar problemas. Profissionais que trabalham em casa, por exemplo, perdem a credibilidade se disserem que dormiram até mais tarde ou foram passear.

 

8 Excesso de exposição

Tenha cuidado ao exibir fotos na web. Nem todas as imagens da última festa na empresa devem ter link no seu Twitter, afinal, alguém pode ver e não gostar (um futuro empregador, por exemplo). Além disso, as pessoas que estão na foto também podem não querer ver suas fotos publicadas na web.

 

9 Não fale mal do próprio emprego

Não se deve falar mal da empresa na internet em hipótese alguma. Além de ser horrível, tal atitude acarreta perda de respeito e confiança das pessoas com quem se está interagindo. Claro que um comentário ocasional não vai provocar grandes estresses. Mesmo assim, fique atento. Se não conseguir se conter, pense e procure escrever frases muito abertas de forma que ninguém possa ligar os fatos à empresa.

 

10 Não ligue para seus críticos

Estamos expostos no Twitter, tanto para admiração, quanto para críticas. Os críticos fazem parte da vida, algo que todos temos de encarar. A única maneira de se evitar críticas é vivendo uma vida isolada o que, definitivamente não ocorre ao se usar o Twitter. Lembre-se, o comentário que seus seguidores adoram pode irritar outras pessoas e, por mais que tentemos evitar, sempre haverá alguém para nos criticar.

 


Preciosas dicas para gerar maior resultado nas reuniões

 

 

 

 

Em um mercado de trabalho, cada vez mais dinâmico, as divergências e os conflitos são características naturais, pois os desacordos de idéias, opiniões e posicionamentos, fazem parte do comportamento individual do ser humano. Passam a ser ingredientes fundamentais prezar pela objetividade de assuntos, organização, pontualidade e respeito aos participantes durante uma reunião. São elementos essenciais que geram aumento da troca de informações, bem como, no intercâmbio de experiências para favorecer positivamente na coerente tomada de decisões. Coloque as seguintes dicas em prática e conquiste maior comprometimento nos acordos firmados durante uma reunião.

Realizar o convite com antecedência – Por permitir rápida comunicação, o convite para participar de uma reunião de trabalho, pode ser encaminhado através de um e-mail. Entretanto, é fundamental observar que, antes de apertar o botão “enviar”, será necessário destacar o assunto principal da reunião. Revisar atentamente a mensagem, observar a data, o local e o horário para evitar equívocos.

A presença de pessoas relacionadas ao conteúdo é imprescindível e desta maneira, além de solicitar a confirmação de leitura da mensagem, lembre de incluir uma pergunta sobre alguns dos itens que fazem parte do conteúdo da reunião. O objetivo é forçar o destinatário a responder sua pergunta e paralelamente compreender o assunto a ser abordado, o horário de início e local da reunião.

A participação revela interesse pelo assunto – Como a pior decisão é não adotar decisão alguma, a participação com sugestões, opiniões e apontamentos durante uma reunião de trabalho, revela interesse pelo assunto e permite constatar pró-atividade em gerar resultados. Além de improdutivo, ficar durante uma reunião conversando paralelamente com outro colega, demonstra desinteresse. Quando um fato como este ocorrer, chame o participante pelo nome, através de um ato gentil, com o objetivo de gerar uma mudança de atitude. Se você foi convocado para participar de uma reunião, lembre que suas idéias e sugestões são importantes. Neste sentido, valorize sua participação e observe os benefícios de saber ouvir com maior atenção, escrever o que você assumiu e falar no momento apropriado.

Não seja prejudicado pelo tempo – Pela ausência de um planejamento e de uma seqüência cronológica dos assuntos, o tempo esgota rapidamente e metade dos assuntos acaba não sendo comentado. Para evitar que sua reunião seja prejudicada pelo tempo, programe um período para cada assunto. Compartilhe os assuntos, para evitar que algum participante se torne o centro das atenções, ou se omita sobre o assunto em pauta. É imprescindível realizar o registro dos assuntos que foram abordados, mesmo que sejam somente os tópicos, para no futuro não ouvir de algum participante a expressão: “Eu não sabia nada sobre este assunto”.

Com o objetivo de realizar uma reunião de trabalho mais produtiva e participativa, utilize uma breve dinâmica, mas cuidado com a disposição do ambiente, para não colocar nenhum participante em situação constrangedora. Ao enviar o convite aos participantes, enalteça o motivo da reunião e busque coibir não ser prejudicado pelo andamento de outros que não fazem parte da programação. Se você valoriza seu tempo, não desperdice o tempo de outras pessoas. Neste sentido, lembre que ao participar de uma reunião, outras pessoas deixarão de fazer outras atividades. Fortaleça sua organização com as dicas apresentadas e faça a diferença.

 

Dalmir Sant’Anna


Apagão na Engenharia

O maior entrave ainda é a grande quantidade desses profissionais em outras áreas

 

Os processos seletivos para oportunidades na área de Engenharia estão cada vez mais complexos.  Isso se deve, basicamente, a um fenômeno que vem ocorrendo nos últimos anos, o “apagão da engenharia”. Para o Rômulo Machado, Headhunter da De Bernt Entschev Human Capital, há uma explicação muito simples para  o acontecimento: “formamos poucos engenheiros anualmente no Brasil, principalmente  na última década, e a maioria desses profissionais, após períodos de crises, optam por fazer carreira em outras áreas ou, até mesmo, concursos públicos”.

Por serem, normalmente, pessoas com alta capacidade de aprendizado e adaptação, esses profissionais conseguem se destacar em posições que exijam análise e foco em resultado. Por isso, a maioria deles migra para profissões que não condizem com sua formação. O próprio headhunter é um exemplo vivo desse movimento. Formado em Engenharia Mecânica, Machado atua mais na profissão, e hoje ajuda as empresas na busca de profissionais especializados nas mais diversas necessidades nas áreas técnicas.

Como resultado dessa carência há a “autosupervalorização” desses profissionais. “Os engenheiros, principalmente atuantes nas áreas de infraestrutura, sabem que o mercado precisa deles e, por isso, exigem salários muito altos para se desligarem de seus atuais empregos e assumirem novos desafios. Em contrapartida, as empresas, mesmo tendo essa necessidade, não estão dispostas a pagar o que eles pedem, pois seus budgets foram definidos a partir do que é praticado no mercado”, explica o Headhunter da De Bernt.

As oportunidades em Engenharia da Consultoria representam, hoje, uma parcela significativa das posições em aberto e, mesmo assim, ainda há dificuldade em encontrar pessoas qualificadas para atender essas vagas. Para Bernardo Entschev, Vice-Presidente da Consultoria onde Rômulo trabalha, “O maior gap desses profissionais é a língua estrangeira. Os maiores contratantes dessas posições são multinacionais que exigem fluência em outras línguas, principalmente o inglês”.

 

Qualificação do Jovem Trabalhador

 

 

 

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), em cada cinco jovens no mundo um não tem emprego. São 88 milhões de pessoas com idade entre 16 e 24 anos sem ocupação, representando 40% dos desempregados no planeta, sendo que 85% vivem em países em desenvolvimento. A situação se torna ainda mais preocupante quando as estimativas apontam que nos próximos dez anos haverá um incremento de aproximadamente 660 milhões de jovens no mercado de trabalho mundial. Criar ocupação para esse contingente é um dos grandes desafios para os formuladores de políticas públicas.

No Brasil a situação do desemprego entre jovens também causa apreensão. São 3,5 milhões de pessoas entre 16 e 24 anos sem trabalho, representando 45% dos desempregados no país. Urge criar condições para que esses jovens tenham ocupação, evitando assim que muitos sobrevivam de modo precário na economia informal ou então sejam cooptados pelo crime organizado.

Se por um lado jovens não têm emprego, há empresas que não conseguem contratá-los alegando falta de qualificação. Pesquisa de uma grande consultoria de mão de obra revelou que num grupo de 36 países o Brasil é o segundo com maior dificuldade para encontrar pessoas capacitadas, ficando atrás apenas do Japão. Um levantamento do Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas) revelou no início deste ano que há escassez de trabalhadores qualificados em setores como comércio, alimentação, alojamento, construção civil e outros.

O Brasil precisa de ações de curto, médio e longo prazos que equacionem as necessidades dos jovens trabalhadores e das empresas e essas medidas devem envolver o poder público, setor produtivo, entidades de classe e universidades. A qualificação do trabalhador assumiu um papel de grande peso para a competitividade econômica e a omissão da sociedade irá gerar um grande gargalo para a produção do país.

Na cidade de São Paulo a prefeitura tem dado maior peso para a qualificação de trabalhadores e um dos programas de grande sucesso tem sido o Projovem (Programa Nacional de Inclusão de Jovens). Como secretário do Desenvolvimento Econômico e do Trabalho no município, coordeno várias dessas ações e o programa de atendimento aos jovens tem sido um dos destaques da secretaria.

Vários jovens já foram formados e novos cursos serão implementados a partir de agosto de 2010, com duração até fevereiro de 2011, e vão qualificar trabalhadores com idade até 29 anos nas áreas de alimentação, administração, computação, comércio e telecomunicação. O programa tem como público alvo jovens sem emprego e o aluno contará com auxílio financeiro e outros benefícios.

A maior cidade do país vem atuando no sentido de minimizar o problema do desemprego entre jovens e da escassez de mão de obra qualificada. Outras prefeituras, os governos estaduais, o governo federal e entidades empresariais deveriam atuar de modo incisivo nessa questão. È uma ação que interessa a toda sociedade e que beneficia milhões de famílias brasileiras.

 

Marcos Cintra


O que muda com o registro eletrônico de ponto?

 

Falta menos de um mês para terminar o prazo para as empresas que utilizam o registro eletrônico de horário dos funcionários se adequarem às novas regras previstas na portaria Nº 1.510 de 21 de agosto de 2009. Mas, o que essas normas dizem? O que muda para as empresas? E os funcionários serão beneficiados com a nova lei?

O administrador e sócio diretor da Prolink Contábil, Carlos Cuevas, explica o que mudará para as empresas e as principais mudanças na rotina dos funcionários. Desde já, vale ressaltar que o grande intuito da portaria é dar garantias tanto ao empregador como ao trabalhador.

Confira o que muda para as empresas:

As empresas devem estar atentas à nova regulamentação, pois a rigidez é notória e as consequências vão além da simples autuação da fiscalização trabalhista. Aquelas que não se adequarem poderão ser multadas em até R$ 17 mil;

Devido ao preço elevado dos equipamentos adaptados e dos procedimentos técnicos e operacionais, as organizações terão que arcar com o alto custo para implantarem o ponto eletrônico e desembolsar uma verba para manutenção;

O Registrador Eletrônico de Ponto obriga à emissão de um comprovante impresso da marcação a cada registro de entrada e saída que ficará com o funcionário. A empresa terá o controle dos registros por relatórios e arquivos digitais que deverão será apresentados à fiscalização do trabalho;

A partir da publicação, será proibido restringir o horário para marcar o ponto ou a marcação automática, ou seja, utilizar horários predeterminados ou horário contratual;

Também não será mais permitido exigir autorização prévia para marcação de sobrejornada, isto é, o registro das horas excedentes as 40 semanais;

 Para diminuir as ocorrências de fraudes nos sistemas de ponto eletrônico, é expressamente proibido qualquer dispositivo que permita a alteração dos dados registrados pelo empregado. Tal medida evitará a formulação de denúncias feita por trabalhadores e sindicatos alegando que a empresas alterou as informações com a finalidade de reduzir as horas extras;

Portanto, todas as horas trabalhadas serão computadas, o que provavelmente, elevará o número de horas extras pagas aos funcionários e por conseqüência, aumentará as despesas com impostos e encargos trabalhistas;

Outra vantagem do controle eletrônico de ponto em relação aos métodos manuais é a velocidade com que as informações serão transmitidas para os sistemas de folha de pagamento.

 

E o que muda para os trabalhadores:

A normatização traz benefícios ao trabalhador, pois inibe a prática de excessos de jornada de trabalho, que implica em problemas de saúde;

Com a emissão do recibo, o trabalhador terá o controle individual da jornada de trabalho. É fundamental que os comprovantes sejam guardados, pois no caso de ser questionado, o recibo comprova o horário em que iniciou ou encerrou a jornada de trabalho;

A legislação autoriza o funcionário a marcar o ponto sem restrição de horário e sem solicitar autorização para registrar horas extras;

Além de impedir fraudes no registro de jornada, o novo controle de jornada de trabalho vai garantir o pagamento de todas as horas trabalhadas;

Com essas mudanças, as ações trabalhistas com reclamações de prática de horas extras trabalhadas sem registros não terão mais sentido. E quando houver ações trabalhistas, os comprovantes impressos e os relatórios digitais serão as provas para julgamento.


Mentir no currículo pode virar crime. Saiba como aprimorá-lo falando a verdade!

 

trabalho? Como a possibilidade é real, recrutadores estão cada vez mais preparados para tirar todas as informações do candidato, inclusive, se ele está falando a verdade ou não. Até o momento, o máximo que podia acontecer com o candidato era ser desmascarado e passar vergonha perante a empresa e os demais concorrente, mas agora pode virar crime!

Um novo projeto de lei está em aprovação na Câmara dos Deputados e caracteriza mentiras no currículo como ação criminal, com detenção de dois meses a dois anos para os infratores. Segundo o autor do texto, o deputado Carlos Bezerra (PMDB/MT), caso seja aprovado, a punição será dada aos que falsificarem o documento integralmente ou em parte, uma vez que essa situação cause danos a terceiros ou permita que o infrator obtenha algum tipo de benefício.

Isso mesmo, uma pequena mentira pode virar um grande problema. Então encare aquilo que falta no seu currículo como uma necessidade, e vá em busca de suprir essa deficiência. Afinal, agir dessa maneira é um meio de investir em você e na sua carreira. Abaixo listo algumas dicas de como montar o currículo ideal e por onde começar para que consiga obter destaque perante os demais - falando apenas a verdade!

 

1) Não possui essa qualificação? Busque-a! – Imagine que as vagas para as quais você concorre requeiram inglês fluente, mas você só sabe o básico. O que faz então? Colocar no currículo que possui conhecimento avançado não é uma boa idéia, pois será desmascarado facilmente pelo entrevistador quando ele aplicar um teste. Você não poderá colocar essa falsa informação a vida inteira, então encare isso como uma oportunidade que bate à sua porta. Faça o curso e dedique-se, porque ele não é um gasto a mais no seu planejamento, é o seu maior investimento!

 

2) Ressalte os pontos mais relevantes – Nada de soltar “spam” de currículo ou fazer dele um e-mail marketing. Isso quer dizer que não deve mandar o mesmo documento para todas as oportunidades, mas adaptá-lo a cada vaga. Caso o emprego seja para Vendas, por exemplo, e sua maior qualidade é relacionamento interpessoal ou habilidade de persuasão, essa é a primeira coisa que deve destacar no resumo profissional, abaixo dos dados pessoais. Mesmo que não tenha experiência, deixe claro que tem força de vontade e capacidade para tal. Em outras palavras, por que não tentar obter seu destaque desta forma?

 

3) Deixe o currículo bonito e fácil de ler – Isso não quer dizer que você deve “enfeitar” o documento, mas deixá-lo legível. É mais atraente ler algo bem estruturado do que uma bagunça na qual não é possível absorver nada. Então, separe os quadros de informações, não há uma ordem certa para elas aparecerem. Por exemplo: se acha que a sua pós-graduação é mais relevante para o cargo do que sua experiência em outra área, isso deve vir primeiro, após destacar no currículo o quadro “Formação profissional”. E não esqueça de padronizar os dados, sempre com o mesmo bullet ou sublinhado.

 

Para não cometer esse erro, saiba quais são as 12 inverdades mais comuns:

 

As mentiras que as pessoas contam:

 

1)

Formação acadêmica

2)

Fluência em idioma estrangeiro

3)

Falsa experiência na área em que deseja atuar

4)

Acréscimo de atribuições no cargo anterior

5)

Últimos cargos supervalorizados

6)

Salário anterior

7)

Maior tempo de permanência na antiga empresa

8)

Curso de informática

9)

Participação inexistente em trabalhos voluntários

10)

Garantia de mobilidade e flexibilidade

11)

Estado civil

12)

Idade

 

* Fonte: Trabalhando.com

 

Renato Grinberg

 

 

Cinco qualidades-chave do gerente de TI

 

Há alguns anos, era comum encontrar nas empresas aquele rapaz especializado em computadores. Todo e qualquer problema, não importasse a área, era resolvido por ele. Era como um faz-tudo da informática. Com o crescimento dos negócios e a necessidade de contar com uma infraestrutura de TI à altura da satisfação dos clientes, essas mesmas empresas se viram obrigadas a criar um departamento de tecnologia e contratar um gerente. Hoje, além de estar antenado às novidades do mercado global, o CIO (chief information officer) deve estar alinhado com as estratégias de crescimento da empresa.

Entre as inúmeras qualidades necessárias para um executivo que tem de lidar com vários públicos diferentes – equipe de trabalho, fornecedores de equipamentos e softwares, clientes e a própria diretoria da qual faz parte – seguem as cinco principais:

 

Liderança. “Conhecimento, organização e alto poder de comunicação são virtudes que integram a liderança. O CIO que detém conhecimento tecnológico necessário para desenvolver intrincados projetos, mas não domina a habilidade de falar com públicos diversos e ‘vender’ a TI como um recurso facilitador, está em risco. O líder é capaz de formar uma equipe sólida e motivada, contribuindo efetivamente para que as coisas aconteçam da forma mais satisfatória possível”.

Paixão. “Executivos de sucesso se entregam completamente ao que gostam de fazer. O que se espera de um bom CIO é que esteja sempre ávido por conhecimentos tecnológicos, em busca de soluções que simplifiquem não só os departamentos de sua empresa, mas principalmente os negócios de seus clientes. O gerente de TI apaixonado pelo que faz encontra sempre uma solução adequada para cada necessidade”.

Visão de longo alcance. “Ao mesmo tempo em que está alinhado com a política da sua empresa – às vezes, conservadora – o CIO não deve deixar de cultivar uma visão de futuro. Além de antever problemas, deve ser capaz de criar facilidades que poderão despertar, por sua vez, necessidades. Assim é que os negócios avançam”.

Capacidade de gerenciar bons fornecedores. “É preciso desenvolver perspicácia suficiente para distinguir bons fornecedores de produtos e serviços. Afinal, nem todos os vendedores estão 100% preocupados com o negócio da sua empresa. Nos últimos anos, com os cortes de gastos na área de TI, muitos CIOs se viram obrigados a desenvolver essa capacidade rapidamente. Mais do que isso: o CIO deve estar apto para explicar não só como o departamento de TI poderá se pagar, mas também mostrar como poderá gerar lucros nos demais setores da empresa”.

Criatividade. “É raro quem aponte criatividade como atributo requerido a um CIO. Mas, olhando sob uma nova perspectiva, percebemos que para elevar uma empresa inteira a um patamar mais elevado é necessária uma dose cavalar de criatividade. Quanto maior o poder imaginativo do gerente de TI, tanto mais adequadas à realidade da empresa serão as soluções encontradas para enfrentar desafios. E os desafios são uma constante no ambiente corporativo”.

Ezequias Sena


Educação para o mercado de trabalho não  pode prescindir de valores éticos

 

 

Toda vez que a economia brasileira cresce em ritmo mais acelerado, há uma reclamação comum  às empresas: faltam profissionais preparados para preencher as vagas existentes. A formação oferecida pelo Ensino Médio e pela Universidade não contemplaria as necessidades do mercado de trabalho. Muitos defendem, então, que haja ênfase  absoluta em conhecimentos e técnicas requeridos para o dia a dia do trabalho. Ou seja, que a formação acadêmica seja definida pelos ditames e demandas do mercado..

Não nos esqueçamos, contudo, que a qualidade profissional de qualquer trabalhador depende diretamente de suas qualidades como ser humano. Ninguém se torna um profissional sem antes se constituir como ser humano. Esse ser humano pode se caracterizar por honestidade e integridade, por exemplo, ou pela ausência dessas qualidades.

Qual é o empresário interessado em contratar um profissional mentiroso ou desonesto? Alguém já calculou quantos recursos financeiros já foram queimados por profissionais cujo caráter não era fundamentado em valores éticos? Pensemos nos prejuízos causados pelas variadas formas de corrupção, tanto em órgãos governamentais quanto no setor privado, pela venda de informações comerciais ou segredos industriais, e outras escolhas moralmente equivocadas... Tudo isso foi feito por profissionais altamente competentes em suas especialidades, muitos dos quais oriundos das melhores escolas!

Essa opção entre “capacitação técnica” e “formação humana e ética” é ilusória, porque não são excludentes. Ao contrário, são complementares, e uma exige a outra. Capacitação voltada somente a habilidades técnicas e conhecimentos científicos poderá solucionar a demanda por mão de obra em curto prazo, mas irá desencadear consequências negativas por muito tempo. Por outro lado, que sentido faria prover uma formação humana e ética desconectada das necessidades concretas da sociedade?

Logo, por mais difícil que pareça, temos que educar a criança, o adolescente, o jovem para ser um profissional, um eleitor, um contribuinte e um consumidor consciente. Em suma, para ser uma pessoa que trabalha, que exerce a cidadania, que se dedica à família, aos amigos e ao bem comumda sociedade.

Não podemos retroagir ao ambiente retratado, brilhantemente pelo genial Charles Chaplin no filme “Tempos Modernos”. O ser humano não deve ser reduzido à “mão de obra”.  Ninguém, exclusivamente, profissional. Somos pessoas com múltiplas dimensões e potencialidades, e a educação pode e deve nos ajudar a sermos melhores e plenos, em todos os sentidos. 

 

Feizi Milani


Planejar a carreira é o caminho do sucesso

 

As exigências do mercado de trabalho se tornam cada vez maiores independente do perfil profissional. Seja para quem busca o primeiro emprego, o recém-formado ou o profissional experiente, o desenvolvimento tecnológico e as mudanças no cenário econômico global impuseram uma nova realidade a todos. “Frente a tantas mudanças, cada vez mais se torna essencial uma orientação personalizada de carreira, que não é encontrada nem na universidade nem no ambiente organizacional”, afirma Rossana Ercole, Headhunter, da Global Network Soluções em Carreira.

O gerenciamento de carreira é basicamente um encaminhamento ao desenvolvimento e crescimento pessoal e profissional, fazendo com que não seja necessário ficar dependendo apenas das possibilidades oferecidas pelas empresas. “O perfil da pessoa determina quais caminhos devem ser seguidos, levando em conta em que ponto se está e aonde se quer chegar”, ressalta Rossana.

Este planejamento estratégico, após avaliar o perfil pessoal, analisa fatores como o cenário externo, as oportunidades existentes e as tendências do mercado e define ações para alcançar os objetivos. Segundo Rossana, fazer novos cursos, especializações e uma constante auto-avaliação são boas táticas para chegar ao alvo definido. Atualização constante é outro ponto fundamental por causa da velocidade das mudanças. “Com o planejamento é possível desenvolver capacidades que consigam estar em sintonia com o que acontece no mercado. Assim o profissional sempre estará pronto para se adequar as novas realidades”, explica Rossana.

 

 

 

A concorrência no mercado de trabalho está cada vez mais acirrada e planejar a carreira pode ser um diferencial de quem tem determinação, visão de futuro e quer aliar prazer, satisfação e realização pessoal com o retorno financeiro. “As pessoas querem ser felizes em todos os aspectos da vida e traçar as metas que se quer alcançar é um bom caminho para ter sucesso no trabalho”, considera Rossana.


Os desafios das escolhas profissionais

 

 

Escolhas sempre farão parte da nossa vida e é próprio do desenvolvimento do ser humano. O quê, por que, quando e onde são perguntas frequentes que nos despertam a escolher nosso percurso de vida, o que certamente está atrelado à profissão desejada. Este processo de alternativas solicita um projeto de vida bem elaborado para exercitar, não só o conhecimento de si mesmo, mas também conhecer o mundo profissional.

Muitas pessoas dizem que trabalham pela remuneração proporcionada, no entanto, sentem-se infelizes na atividade profissional desempenhada. Assim como as roupas, há profissões que também entram na moda e todo cuidado é pouco ao se interessar por uma delas.

O trabalho é um importante mediador entre o mundo subjetivo, aquele idealizado por cada um de nós e o mundo objetivo, a realidade compartilhada. No entanto, nas relações de trabalho dentro do modo capitalista há uma forte possibilidade de alienação neste vínculo estabelecido, fazendo com que a pessoa perca sua própria identidade, estagnando seu desenvolvimento pessoal e profissional.

Essa perda de identificação pela atividade exercida provoca sérias consequências para o trabalhador, como por exemplo, o afastamento do trabalho por problemas psicológicos e/ou psicossomáticos. Diante desta situação, muitos estudos são desenvolvidos para estabelecer relações entre o trabalho e a saúde mental.

A partir de estudos realizados com a possibilidade revolucionária do teatro, surge o psicodrama como ferramenta facilitadora para transformar esta realidade, contribuindo com a construção de um projeto de vida inovador e criativo. Com esta metodologia, o psicólogo auxilia a pessoa na experiência de vivenciar o seu próprio papel, além do papel do outro e de observador, no resgate de sensações, percepções e pensamentos que facilitam a busca de soluções e respostas criativas daquilo que é revelado.

O processo de desenvolvimento pessoal cria a consciência, capacita a escolha e produz a mudança, gerando resultados positivos para o indivíduo, e, consequentemente, no ambiente profissional. Este aprimoramento pode ser feito em terapia, na orientação profissional e também no desenvolvimento de treinamentos empresariais.

Assumir o papel principal e optar pela escolha de ser o protagonista de sua história, na qual apenas você será o responsável pelas transformações possíveis de acontecer, além de encarar os desafios que esta escolha acarretará, fará o profissional – ou mesmo a pessoa despreparada, até então – amadurecer-se e ficar disposta a desbravar os difíceis obstáculos que qualquer profissão, seja ela de qualquer área, trará para a sua vida.

 

Ana Flávia Fernandes Ferreira

 

Você está satisfeito com a sua carreira?

 

A sinceridade é uma qualidade fundamental para manter bons relacionamentos no ambiente de trabalho e alcançar melhores resultados, evitando burocracias e perda de tempo. Afinal de contas, tempo é o recurso mais escasso hoje em dia e que não se compra em uma prateleira. Mas, o desafio está na sinceridade que cada um tem consigo mesmo. Esse pode ser o diferencial e até o referencial da sua carreira.

     Muitos profissionais buscam conhecer melhor as pessoas com quem trabalham, mas esquecem de conhecer a si mesmos. O autoconhecimento é o primeiro passo para conseguir superar desafios, atuar como um agente de mudanças e vivenciar a auto-realização. Para isso, é fundamental saber quais são os seus pontos fortes e também quais são os pontos fracos, desta forma será possível se proteger das ameaças e aproveitar oportunidades.

     Uma pesquisa realizada pela Korn/Ferry, consultoria multinacional de recursos humanos, com 365 empresas da América Latina, sendo 157 no Brasil, revelou que 69% dos executivos-chefes gostariam de mudar o ramo de negócios em que trabalham. Ou seja, mais de dois terços desses empresários estão insatisfeitos com os atuais empregos. Talvez essa seja a comprovação da importância em ser sincero com os seus verdadeiros desejos. É preciso ser realista e perceber se a direção que tem dado para a sua carreira é realmente o que te levará para a realização de algo maior. Talvez algo que esteja alinhado com a sua missão de vida. Do contrário, quando chegar lá poderá ser tarde para fazer o que tanto sonhava.

 

Eu me conheço?

 

Essa pergunta tem a proposta de nortear a área do autoconhecimento, a sinceridade que um indivíduo tem consigo mesmo para avaliar as suas habilidades de maneira verdadeira, abrindo-se para feedbacks, para reconhecer como as suas emoções afetam seu desempenho e a ligação entre o que pensa, sente e sua maneira de agir.

 

Pare alguns minutos antes de enfrentar um desafio que gere alguma dúvida ou tensão emocional e pergunte-se: qual é a emoção que estou sentindo neste momento? Como eu posso pensar e agir diferente nesta situação? Essa é uma oportunidade em que eu posso desenvolver o quê?

 

Eu me gerencio?

 

Se conhecer apenas não basta. É preciso trabalhar o autocontrole, que permite uma pessoa pensar antes de agir, conseguindo, assim, administrar seus impulsos para não explodir e depois se arrepender. Ter a capacidade de se adaptar a situações para alcançar um objetivo, além de flexibilidade e foco em momentos de pressão são exercícios do autogerenciamento. Tenha sempre um objetivo em mente e pense quais seriam os passos para alcançá-lo.

Pergunte-se freqüentemente: qual comportamento construtivo eu posso ter agora para alcançar meu objetivo?

 

O que me motiva?

 

É fundamental ter um propósito, um motivo para agir. Estar pronto para agarrar as oportunidades, superar os obstáculos e aprender com eles para seguir em frente é muito importante. Saiba que o fracasso é um julgamento em curto prazo e trabalhe constante e incessantemente em busca de resultados positivos. Uma pessoa motivada é sinal de iniciativa e persistência.

Reflita: suas decisões são motivadas pelo medo de perder ou pela esperança de ganhar? O que você precisa fazer para alcançar seu objetivo? Quais são os seus objetivos na carreira?

 Carlos Cruz


Falso cooperativismo

 

 

Regidas por regras próprias, as cooperativas de trabalho estão se tornando um exemplo de como uma ideia bem intencionada pode ser deturpada em benefício de uma minoria inidônea. Há tempos, estamos assistindo a proliferação de falsas cooperativas de trabalho que, por estarem isentas de obedecer às normas constitucionais, como as detalhadas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), encontraram um filão que, em última análise, prejudica os trabalhadores e exerce feroz concorrência desleal com as empresas sérias que prestam serviços nos mesmos segmentos.

Estas últimas, além de obrigadas a cumprir a CLT - oferecendo, portanto, emprego formal aos seus contratados - estão sujeitas às mesmas normas de qualquer empresa privada no país. Vale dizer, são empreendimentos que especializam seus funcionários e, mais relevante, arcam com os mesmos impostos, taxas, tributos e ônus burocráticos que a legislação impõe a todas as empresas em atuação no mercado brasileiro.

Não é o caso das falsas cooperativas de trabalho. Em flagrante burla à legislação, se valem de privilégios que só deveriam ser concedidos a organizações que, de fato, cumpram o requisito social básico de reunir trabalhadores em torno da união para a busca de mercado. Isto quer dizer que o principal objetivo das verdadeiras cooperativas de serviços é encaminhar seus associados para o trabalho de forma a assegurar-lhes suas necessidades. Dentro deste espírito, não cabe a figura do patrão e, sobretudo, é garantido o direito de distribuição de eventual lucro de maneira uniforme entre todos os cooperados.

Quando isto não ocorre, estamos diante de uma fraude, na qual só obtêm vantagens – e altos ganhos pessoais – os dirigentes das famigeradas cooperativas de fachada. Neste caso, não são dirigentes de cooperativas. São empresários de má-fé disfarçados de dirigentes. E que se utilizam de um falso cooperativismo para garantir benefícios particulares à custa das brechas da lei e práticas lesivas aos legítimos interesses dos trabalhadores.

Trata-se de ilegalidade inequívoca. Na verdade, cria-se uma intermediação de mão de obra, sem o pressuposto básico de gestão compartilhada e democrática entre todos os trabalhadores envolvidos, com o objetivo de fraudar a lei. Em suma, nada a ver com o verdadeiro cooperativismo – tudo a ver com a inaceitável locação da força de trabalho de supostos cooperados.  

O expediente está se vulgarizando de tal forma, e ganhando contornos de ilicitude tão clara, que já chama a atenção das mais diversas autoridades. Em São Paulo, por exemplo, decreto do governo estadual deu um primeiro passo para coibir a prática do cooperativismo de fachada. O decreto, de nº 55.938, merece aplauso e deve ser visto como procedimento a ser seguido para se iniciar o combate a esse tipo de fraude.

Assinada pelo governador Alberto Goldman, a nova legislação objetiva, em primeiro lugar, a salvaguarda dos direitos dos trabalhadores fixados na Constituição de 1988 e regulamentados pela CLT. E tem como fundamentação legal, além de manifestações do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, a decisão do Supremo Tribunal de Justiça que deliberou vetar participação de cooperativas em licitações de serviço que impliquem vínculo de subordinação.

Com essa base jurídica, o decreto veda a participação de cooperativas nas licitações promovidas pela administração direta do Estado em nada menos do que 15 segmentos de serviços, entre outros, limpeza, segurança, recepção, copeiragem, locação de veículos, secretariado e manutenção e conservação de áreas verdes.

São algumas das atividades nas quais a cortina de fumaça do falso cooperativismo já não conseguia mais esconder o verdadeiro propósito de deliberada burla à legislação e a apropriação indevida do trabalho alheio em proveito de intermediários de má-fé.

Com o decreto, o Estado de São Paulo não só sinalizou um caminho para estancar o desvirtuamento do verdadeiro espírito cooperativista nos serviços que os governos demandam. Alertou também aos tomadores de serviços da iniciativa privada que é hora de dar um basta aos que se utilizam do cooperativismo única e exclusivamente em conveniência própria.  

 

Vander Morales



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