Quantas vezes você já ouviu alguém
dizer que gostaria de estudar mais para aprimorar seus
conhecimentos e alavancar a carreira, porém não possui tempo
disponível para isso? Com a correria do dia-a-dia, realmente sobra
pouco tempo para cuidarmos e investirmos em nós mesmos, já que
passamos boa parte do nosso tempo no trabalho e o restante é
consumido com a realização de tarefas rotineiras.
Essa situação
também é bastante comum entre os estudantes de nível médio e
superior que, muitas vezes, estudam e fazem estágio, atividades
que ocupam todo o seu dia. O tempo é escasso para eles, que estão
justamente em um período em que é preciso estudar e fazer cursos
e, assim, terem maiores chances de entrar no mercado de trabalho,
uma vez que possuem pouca ou nenhuma experiência profissional ou
mesmo na área de estudo.
Mas agora pense:
o que você planejou para suas férias? Investir em você mesmo
estava entre seus planos para 2009? Além de incrementar o
currículo, o aperfeiçoamento pessoal e profissional durante esse
período pode fazer toda a diferença no momento da entrevista. Um
candidato esforçado, que aproveitou suas férias para estudar,
passará uma melhor impressão ao entrevistador. Por isso, sugiro
algumas formas para voltar à rotina com mais conhecimento e
disposição para o seu futuro, como:
Não deixe para depois – O
tempo é muito valioso e temos que aproveitar todas as boas
oportunidades que estão ao nosso alcance. Por isso, não deixe-o
passar, comece agora a procurar o que fazer para investir no seu
futuro profissional. Não esqueça que uma das formas de avaliar o
jovem candidato a uma vaga de estágio é o nível de conhecimento
que possui na área em que irá atuar;
Aperfeiçoe seu conhecimento
em outro idioma – Existem muitas escolas de idiomas com cursos
de férias intensivos que permitem ao estudante melhorar seu
conhecimento em uma língua estrangeira, além de cursos de curta
duração para iniciantes. Não perca essa oportunidade. Talvez,
quando as férias acabarem, você não tenha mais tanto tempo e/ou
disposição para fazê-lo;
Aperfeiçoe a sua escrita – Cada
vez mais as entrevistas de emprego exigem a elaboração de uma
redação para que o candidato seja avaliado pela sua escrita ou
então pelo modo como pensa e se expressa. Mesmo que a sua carreira
não exija esse tipo de habilidade, é muito importante que o
profissional saiba expressar-se corretamente e não cometa erros
gramaticais no envio de mensagens eletrônicas, por exemplo. Por
isso, você pode aproveitar as férias para fazer um curso
gramatical ou de redação gratuitamente. O próprio site da Academia
Brasileira de Letras oferece esse serviço e tira dúvidas dos
internautas sobre esse assunto;
Melhore seus conhecimentos em
informática – Hoje as empresas procuram cada vez mais aderir
às novas tecnologias e o uso de um computador é indispensável. Se
você ainda não domina as ferramentas mais básicas, procure
aprender mais sobre essa área para sair na frente dos demais
candidatos e oferecer às empresas o que elas precisam. Caso não
possa realizar um curso básico ou de especialização, o conselho é
que tenha no seu computador os programas que deseja aprender como
funcionam e que você mesmo experimente-os e tente mexer em todas
as ferramentas que eles oferecem. Caso tenha dúvidas, anote-as e
pergunte para alguma pessoa que tenha mais conhecimento e vá em
frente, aprenda sem custos;
Já sabe o que quer?
Especialize-se – Os cursos de graduação geralmente permitem ao
estudante que trabalhem em diferentes áreas de atuação. A primeira
grande decisão na vida do jovem é decidir qual carreira irá seguir
e a segunda é saber em qual área, em específico, irá trabalhar. Se
você já tomou essa decisão, procure na sua universidade ou em
outras instituições de ensino algum curso extracurricular
específico para adquirir maior conhecimento teórico. Isso conta
muitos pontos no currículo e mostra interesse e determinação por
parte do candidato;
Pratique esportes e cidadania
– A atividade física não melhora somente o seu condicionamento,
ela lhe dá mais disposição no dia-a-dia. Além disso, quando
esportes coletivos são praticados, também desenvolvemos a
habilidade de se trabalhar em equipe. As pessoas que têm esse
hábito, ou mesmo o fazem quando possuem tempo disponível, são bem
vistas pelas empresas, pois mostra que esse profissional não age
individualmente. Outra atitude bem vista por gestores na
entrevista é a consciência social do candidato, o que também
demonstra o trabalho em comum e, principalmente, que é uma pessoa
determinada e com objetivos claros. Se você acha que precisa
melhorar o seu desempenho no trabalho em equipe, esse é um método
eficaz, agradável e socialmente correto;
Relaxe e estude! – Claro
que as férias devem ser aproveitadas para descansar e renovar as
energias. É nessa época do ano que as pessoas têm mais disposição
e o cansaço é menor devido ao tempo extra que possuem. É por isso
que você deve aproveitar para investir em si mesmo. Então estude o
quanto achar necessário durante a semana e aproveite seus fins de
semana para descansar. Coloque você na sua agenda de prioridades!
Giuliano Bortoluci
O custo do empregado no Brasil e
no mundo
Vamos imaginar um trabalhador
recebendo uma remuneração de US$ 1000 em diferentes países.
Normalmente, além desse salário, as empresas têm uma despesa
adicional com esse funcionário em função de tributos e outros
gastos de contratação. Nos Estados Unidos esse empregado custa
mais US$ 90,30 para a empresa, nos denominados Tigres Asiáticos (Hong
Kong, Cingapura, Coréia do Sul e Taiwan) a média é de US$ 115 e no
Japão o gasto a mais é de US$ 118.
Na Europa a
despesa adicional para as empresas, além do salário, cresce
bastante. Para o exemplo de US$ 1000 ela é de US$ 513 na Itália,
US$ 583 na Inglaterra, US$ 600 na Alemanha e US$ 797 na França. No
caso da América Latina o gasto é de US$ 410 no Paraguai, US$
480,60 no Uruguai e US$ 702,70 na Argentina.
E no Brasil?
Quanto custa para a empresa um trabalhador com salário equivalente
a US$ 1000? O valor é espantoso, uma vez que representa 11,5 vezes
o da firma norte-americana, 9 vezes a dos Tigres Asiáticos, quase
2 vezes a média dos quatro maiores países da Europa e quase uma
vez a dos três parceiros do Brasil no Mercosul.
Um trabalhador
que recebe US$ 1000 no Brasil custa mais US$ 1.034,60 para a
empresa, ou seja, para cada US$ 1 gasto com o salário nominal do
funcionário o empregador é obrigado a desembolsar mais US$ 1,03 em
tributos e direitos trabalhistas.
É evidente que a
manutenção de empregados por uma empresa no Brasil compromete a
competitividade nacional e pode fazer a diferença entre a
prosperidade e a falência de um empreendimento. Como alternativa à
sobrevivência, firmas recorrem à terceirização ou à informalidade.
No primeiro caso há questionamentos
quanto ao montante que poderia ser economizado, uma vez que os
encargos continuam existindo e são repassados ao custo dos
serviços prestados pela empresa contratada. Quanto à contratação
sem carteira assinada, o empresário fica exposto à fiscalização e
acaba correndo riscos futuros referentes à possibilidade de
reclamações trabalhistas, ou seja, a empresa economiza hoje, mas
pode ter que desembolsar valor maior depois.
No Brasil temos
uma situação interessante, onde o trabalhador e o empresário
reclamam: o primeiro argumenta que ganha pouco e o segundo que
gasta muito. Ambos têm razão porque entre eles há uma elevada
carga tributária sobre a folha de salários das empresas e também
em decorrência de uma legislação trabalhista que onera
demasiadamente o setor produtivo e prejudica boa parte dos
trabalhadores.
Uma alternativa
que o governo, sindicatos, entidades empresariais e políticos
deveriam levar adiante neste momento em que a questão do mercado
de trabalho está em evidência é a eliminação quase total dos
tributos sobre a folha de salário das empresas, permanecendo
apenas o FGTS. A idéia seria a extinção dos 20% para o INSS, os
2,5% do Salário-Educação, todo o Sistema “S” e o Seguro de
Acidentes do Trabalho. Para substituir a arrecadação de R$ 73
bilhões que eles geram seria criada uma contribuição de 0,33%
sobre os débitos e os créditos de cada lançamento bancário.
Esta proposta
reduziria o custo dos tributos sobre a folha de salários em mais
de 77%, passando de US$ 356 para US$ 80 para o salário hipotético
de US$ 1000. A despesa total de contratação passaria dos atuais
US$ 1.034,60 para US$ 758,60, próximo a da Argentina. Esta medida,
que manteria a arrecadação do governo e das entidades paraestatais
(Sesi, Senai e outros), seria um ponto de partida para reduzir
custos para as empresas, gerar empregos e aumentar salários. Ou
seja, todos ganhariam.
Marcos Cintra
Universitários descartam
experiências de trabalho
A falta de experiência e a
superproteção geram profissionais imaturos e inseguros
Jovens que iniciam a carreira
encontram inúmeras dificuldades para conquistar seu espaço no
mercado. Alicerçados apenas em bases teóricas trazidas dos bancos
universitários, faltam-lhes a prática desejada pelas empresas.
“Com o mercado cada vez mais competitivo, os recém formados
necessitam demonstrar agilidade, perspicácia, expediente,
habilidades políticas adquiridas em experiências profissionais
diversas.”, alerta o head hunter e sócio da Steer Recursos
Humanos, Ivan Witt. “Qualquer tipo de trabalho traz aprendizados
importantíssimos. Relacionamentos interpessoais, respeito a
hierarquias, cobranças por resultados, erros e as conseqüências
deles. Essas experiências farão a diferença se comparadas a um
currículo que tenha somente a formação universitária”.
Na sociedade
norte-americana, quando os adolescentes iniciam seus cursos
superiores, sabem que é chegada a hora de sair da casa dos pais,
iniciarem uma vida compatível com seus ingressos. É comum
arrumarem trabalhos complementares enquanto não terminam suas
carreiras, para ir juntando um dinheirinho extra e melhorar o
padrão de vida. Claro que o lado cultural influi e essa não é a
prática em nosso país.
A superproteção
dos pais é um dos fatores que contribui para o crescente número de
jovens recém saídos da universidade sem absolutamente nenhuma
passagem por qualquer tipo de trabalho. “Faz parte da cultura
norte americana, o incentivo, em qualquer classe social, ao
trabalho, para que possam custear seus próprios estudos ou moradia
e adquirirem experiência. Isso ajuda a torná-los adultos mais
responsáveis”, afirma Ivan.
No Brasil, um
jovem cuja família tem boas condições financeiras, nem sempre se
sujeita a empregos fora de sua área de atuação. “Enquanto não
precisam, não correm atrás, achando que a boa formação acadêmica
será o suficiente. Essa atitude não agrada aos empregadores, que
preferem os mais vividos, na hora de preencher vagas de base”,
pondera Ivan.
Outro fator para
a falta de maturidade e experiência no mercado é a expectativa que
o jovem tem de atingir, em pouco tempo, o mesmo patamar salarial
ou as mesmas condições de vida que seus pais possuem. “Muitos
recusam oportunidades valiosas, como se pudessem ganhar muito
antes de adquirirem experiência”, diz o especialista. “O
preconceito por vagas em atividades simples impede que muitos
jovens cresçam pessoal e profissionalmente”.
É imprescindível
que os jovens universitários iniciem as atividades profissionais
durante a faculdade e é papel dos pais incentivarem seus filhos a
buscarem um trabalho. “É o momento de exercitarem-se, acertar e
errar e viver as conseqüências disso, para depois encarar a vida
profissional com maturidade e coragem. Nenhuma empresa quer
ensinar o básico a um indivíduo que já tem diploma. Tem que chegar
jogando e de preferência fazendo gol.”, finaliza Ivan.
Você tem jogo de cintura?
Todos querem diferenciar-se no
mercado de trabalho, ter uma boa remuneração e reconhecimento. Os
requisitos em relação à qualificação dos profissionais estão cada
vez maiores. A exigência mínima muitas vezes já começa com algum
tipo de MBA, além da experiência profissional em empresas
conceituadas, fluência em idiomas e pró-atividade.
Além de todas as
características apontadas e de outras que são exigências
particulares de cada organização é muito importante que você tenha
mais uma: jogo de cintura!
Se em um
relacionamento afetivo você tem a opção de escolher com quem irá
conviver, possivelmente não encontre a mesma oportunidade em
relação a colegas de trabalho ou clientes. Eles são iguais
cunhados: já vêm prontos!! Poderão ser pessoas carismáticas ou
muitíssimo mau humoradas. Aquelas que acham tudo difícil, não
aceitam mudanças, não têm pró-atividade e provavelmente não gostem
de “novatos”.
Irritar-se,
ignorar, discutir ou tentar agir de forma antiética, procurando um
meio de “puxar o tapete” para se livrar delas não irá facilitar
sua convivência. A melhor forma de lidar com esta situação é ter
muito jogo de cintura, bom humor e um excelente relacionamento
interpessoal.
Seja sempre
otimista e bem humorado e assim você terá oportunidade de
contagiar positivamente seus colegas de trabalho, inclusive aquele
que vive com cara amarrada. Seu carisma irá colaborar para a
aproximação uns dos outros e assim melhorará o diálogo e a
cooperação entre a equipe, favorecendo o relacionamento entre
todos. Um sorriso sincero quebra barreiras e abre portas para um
bom relacionamento e oportunidades de negócios.
Caso seu perfil
seja mais expressivo, tome o cuidado de não invadir a zona de
conforto de seus colegas ou clientes. Os excessos podem criar uma
imagem negativa junto às pessoas mais reservadas.
Muitas discussões
ocorrem em virtude de problemas de comunicação. Saiba relevar e
analisar se houve má compreensão sobre o assunto tratado. Atenção
para a comunicação não verbal: o corpo “fala” muito e para alguns,
“fala” bem diferente do que realmente está sendo dito. Cuidado com
gestos agressivos, expressões de descaso, entonação de voz e
sinais de nervosismo e perda de paciência.
Lembre-se que
cada indivíduo possui princípios e valores pessoais diferentes uns
dos outros e precisamos compreender quais são esses valores para
conseguirmos desenvolver um relacionamento amigável, salutar,
positivo e principalmente, produtivo.
Wagner Campos
Na era da informação, empresas
buscam talentos empreendedores
Estamos na Era da Informação. A cada
dia uma nova tecnologia surge, abrindo muitas possibilidades para
quem está conectado às novidades. É o mundo dos sonhos para quem
tem espírito empreendedor e vontade de trabalhar. Os profissionais
com esse tipo de perfil são verdadeiros ‘talentos empreendedores’,
pessoas que dificilmente estarão fora do mercado de trabalho,
mesmo em períodos de crise e incertezas.
O ambiente atual,
por exemplo, possibilita a oportunidade de o profissional atuar em
novas frentes de trabalho. Hoje há diversos setores e áreas que
permitem que esse profissional esteja apto a desempenhar duas ou
mais funções. Praticamente não há limitações se a pessoa tiver
competência, discernimento, curiosidade, capacidade de aprender e
energia suficientes para lançar-se em novas frentes ou
reconfigurar as atividades que até então não desenvolvia.
As pessoas mais
atentas e sintonizadas com a “economia do conhecimento” já
perceberam que a obsolescência de conhecimentos (e de modelo
mental) é um fenômeno assustador e que atinge a todos. A
velocidade das mudanças, as inovações constantes, o acesso às
tecnologias e as novas exigências de mercado, para o bem e para o
mal, provocam desconfortos.
Os que acompanham
as mudanças de seu tempo terão que “descobrir necessidades e
atendê-las”, criando mais frentes de trabalho e renda para si e
para outros. E não há nada de confortável nisso. É trabalho duro e
ininterrupto.
A verdade é que cada
vez mais espera-se que o profissional seja um especialista, mas
que tenha também habilidades complementares. A pessoa talentosa é
aquela que possui uma competência em grau de excelência, uma
expertise. É por isso que é contratada, é isso que define a sua
presença na folha de pagamento.
Empowerment
Um discurso que ganhou força na
década de 70 é que as pessoas precisavam ser mais generalistas e
menos especialistas. O que se queria dizer é que a nova economia
exigiria pessoas abertas ao conhecimento e ávidas por aprender.
Era um alerta para que não se limitassem a uma área de
conhecimento, de negociação, de relacionamentos, de visão de
negócios. Entrávamos na era do empowerment.
Nas empresas, níveis
hierárquicos desapareceram, cargos de gerentes e supervisores
foram drasticamente diminuídos e mais poder foi dado às pessoas –
o que exigiu mais saber. Exigiram-se competências para além da
expertise básica – o que possibilitou que as pessoas enxergassem
novas oportunidades para aplicação de sua experiência e de suas
habilidades extras.
Essa atitude se faz muito
necessária nos dias de hoje. O profissional tem de ser
multitarefa, embora, poucos se dêem conta disso. Os que preferem o
conforto do conhecido, do tradicional, do consagrado, do
aprendido, podem descobrir que o conforto é só aparente: que a
obsolescência os ronda e ameaça seus empregos e estilos de vida.
Luiz Alberto Ferla
Inteligência Social define o
crescimento profissional
Saber utilizar as emoções de
forma favorável também é uma competência propulsora da ascensão
Todo profissional sabe o quanto é
difícil encontrar o ponto de equilíbrio em suas atitudes, para que
possa iniciar a caminhada da ascensão profissional. Para
conquistarem esse sonho, estimulam metas, prazos, mudam de
empresa, dedicam-se a especializações e cursos. Mas o que poucos
sabem é que crescer, tanto na vida como no trabalho está
vinculado, em primeiro lugar, a capacidade de construir bons
relacionamentos.
De acordo com a
psicóloga Márcia Dolores Rezende, diretora e psicóloga do
Instituto Saber, empresa inovadora no desenvolvimento de alta
performance em recursos humanos, para que a ascensão na carreira
aconteça é preciso também ter o envolvimento com as questões e
anseios do outro, o que é diferente de ser popular. “Essa é uma
forma de desenvolver a inteligência social. Interessar-se pelo
outro muitas vezes oferta um exercício de humildade, e até pouca
autopromoção, mas pode acontecer algo fascinante: a divulgação dos
resultados positivos através dos colegas de trabalho, o que pode
ser muito mais agradável”, ressalta.
Saber utilizar as
emoções de forma favorável também é uma competência propulsora da
ascensão. “Um profissional que está diante de uma situação de
frustração, e que consegue utilizar sua criatividade, está apto a
novos desafios numa escala maior. Por exemplo: Como oferecer uma
posição de destaque a alguém que se irrita diante de um feedback
construtivo? ou que faz de conta que ouviu e digeriu a informação,
e em seguida faz a mesma coisa, sem o menor pudor? Isso tudo
traduz a importância da Inteligência Emocional, um pacote de
competências que somadas habilitam a uma ascensão com maturidade”,
esclarece a diretora do Instituto Saber
Márcia lembra de
que mesmo trabalhando a inteligência emocional, o conhecimento é
ainda peça chave nesse processo. “Certamente, esse patrimônio é do
profissional que colabora como bom andamento da empresa, o que
gera ascensão e reconhecimento”, enfatiza.
As empresas,
hoje, estão mais interessadas em reter e descobrir talentos do que
abrir novas vagas para o mercado. “Esse é um processo otimizado,
porque os profissionais já estão dentro da casa e têm facilidade
com a cultura, missão e visão da empresa. Entretanto, desenvolver
um ambiente favorável, é hoje o maior desafio das corporações que
atuam para sua sustentabilidade, isso é novo e portanto solicita
novas estratégias para se obter resultados diferentes dos
antigos”, avalia a psicóloga.
A diretora
recorda também que o sentido da palavra ascensão pode variar de
acordo com o objetivo de cada um. Há quem queria crescer, mas não
necessariamente ocupar um cargo de gerencial. A ascensão
profissional está intimamente conectada aquilo que se valoriza, e
esse valor é individual e intransferível. “Outro dia num processo
de Coaching Executivo – Eficaz com PNL, um alto executivo de uma
empresa do setor industrial, me disse que a ascensão era fechar
sua carreira aos 65 anos na posição que ele estava. Perguntei se o
objetivo, nesse momento, seria tornar-se vice presidente da
empresa e depois presidente, ele disse que seu projeto era
diferente.
Ele afirmou que fez um planejamento,
para a partir dos 66 anos com segurança financeira, considerando
um montante especifico na sua conta, dedicar-se a nova
atividade como assessor dos negócios que seus filhos construíram.
Esse é um exemplo do quanto é congruente definir a ascensão, para
chegar até lá com solidez”, finaliza.
Veja as seis dicas que a Dra.
Márcia Resende separou que vão ajudar no crescimento profissional
1.Imagine que existe uma folha de
papel em branco. Agora, desenhe uma roda. Vamos chamá-la de roda
da vida. Divida com tudo que a compõe, por exemplo: Minha vida é
segmentada nos setores: Desenvolvimento Pessoal/autoconhecimento,
Saúde, Relacionamentos Familiares, Filhos, Relacionamento Afetivo,
Casa - ambiente físico, Financeiro, Carreira, Espiritualidade,
Lazer, etc.
Depois de
dividir sua roda com todos os setores importantes para você,
avalie o que está por trás de cada setor, afinal desenvolvemos uma
ação na vida profissional, para obter uma conquista que se traduz
como um valor maior.
Exemplo:
Carreira: quero desenvolver esse setor para obter realização.
Imagine como você se sente em cada segmento, atribuindo um atribui
que varia de 0 a 10. Depois de realizar essa atividade, pense em
um objetivo para cada setor. Lembre-se de que existe na vida são
sempre resultados, inexiste o certo ou errado nessa abordagem
chamada PNL.
2. Defina o significado da palavra
ascensão. Um profissional que tem pelo menos três alternativas é
alguém que pratica a resiliência, uma competência tão em voga, que
pode ser treinada quando se começa a construir alternativas para
todas as ações e obtenção de resultados. Dessa forma, é possível
desenvolver a flexibilidade com as próprias opiniões e com a
atitude de outras pessoas.
3.Tenha interesse genuíno no outro.
Lembre-se, a ascensão está vinculada a capacidade de construir
bons relacionamentos
4.Equilíbrio entre falar e ouvir.
Para se dar conta desse equilíbrio, é preciso observar o quanto
você fala e o quanto escuta. Faça uma analise ao finalizar uma
interação profissional:
O que você entregou de dados?
O que recebeu de dados?
O que era importante entregar, para
atingir seu objetivo com a pessoa?
O que era importante receber, para
atingir o seu objetivo com a pessoa?
O que foi fundamental falar e o que
pode ser dispensado?
O que foi fundamental ouvir?
O que poderia ser dispensado na
escuta?
5. Saber decidir com capacidade de
análise e muitas vezes certo distanciamento. Estou novamente
recorrendo a Inteligência Emocional, saber que para decidir vale
colocar-se como observador e pensar no meta-objetivo. Essa forma
de pensar facilita o processo decisório, e quando existem
parcerias embasadas e se conta com o apoio de pessoas preparadas,
o processo será de sucesso.
6.Exercitar a arte da delegação.
Delegar é uma arte, como tantas artes podemos aprender a fazer.
Para exercitá-la, conta-se com um requisito básico, chamado
confiança primeiro em você e depois no profissional que está
recebendo a atribuição e a responsabilidade. Afinal, delegar
significa ofertar responsabilidade de decisão e de assumir as
escolhas, talvez isso torne o processo um aprendizado. Para
delegar é sensato preparar o profissional, envolvê-lo e estar
aberto para sugestões. Muito diferente essa pratica do ato de
transferir tarefas, delegar é investir no outro, confiando na sua
percepção.
Márcia Dolores Rezende
Antes do início da carreira
A falta de experiência e a
superproteção geram profissionais imaturos e inseguros
Jovens que iniciam a carreira
encontram inúmeras dificuldades para conquistar seu espaço no
mercado. Alicerçados apenas em bases teóricas trazidas dos bancos
universitários, faltam-lhes a prática desejada pelas empresas.
“Com o mercado cada vez mais competitivo, os recém formados
necessitam demonstrar agilidade, perspicácia, expediente,
habilidades políticas adquiridas em experiências profissionais
diversas.”, alerta o head hunter e sócio da Steer Recursos
Humanos, Ivan Witt. “Qualquer tipo de trabalho traz aprendizados
importantíssimos. Relacionamentos interpessoais, respeito a
hierarquias, cobranças por resultados, erros e as conseqüências
deles. Essas experiências farão a diferença se comparadas a um
currículo que tenha somente a formação universitária”.
Na sociedade
norte-americana, quando os adolescentes iniciam seus cursos
superiores, sabem que é chegada a hora de sair da casa dos pais,
iniciarem uma vida compatível com seus ingressos. É comum
arrumarem trabalhos complementares enquanto não terminam suas
carreiras, para ir juntando um dinheirinho extra e melhorar o
padrão de vida. Claro que o lado cultural influi e essa não é a
prática em nosso país.
A superproteção
dos pais é um dos fatores que contribui para o crescente número de
jovens recém saídos da universidade sem absolutamente nenhuma
passagem por qualquer tipo de trabalho. “Faz parte da cultura
norte americana, o incentivo, em qualquer classe social, ao
trabalho, para que possam custear seus próprios estudos ou moradia
e adquirirem experiência. Isso ajuda a torná-los adultos mais
responsáveis”, afirma Ivan.
No Brasil, um jovem cuja família tem boas condições financeiras,
nem sempre se sujeita a empregos fora de sua área de atuação.
“Enquanto não precisam, não correm atrás, achando que a boa
formação acadêmica será o suficiente. Essa atitude não agrada aos
empregadores, que preferem os mais vividos, na hora de preencher
vagas de base”, pondera Ivan.
Outro fator para
a falta de maturidade e experiência no mercado é a expectativa que
o jovem tem de atingir, em pouco tempo, o mesmo patamar salarial
ou as mesmas condições de vida que seus pais possuem. “Muitos
recusam oportunidades valiosas, como se pudessem ganhar muito
antes de adquirirem experiência”, diz o especialista. “O
preconceito por vagas em atividades simples impede que muitos
jovens cresçam pessoal e profissionalmente”.
É imprescindível
que os jovens universitários iniciem as atividades profissionais
durante a faculdade e é papel dos pais incentivarem seus filhos a
buscarem um trabalho. “É o momento de exercitarem-se, acertar e
errar e viver as conseqüências disso, para depois encarar a vida
profissional com maturidade e coragem. Nenhuma empresa quer
ensinar o básico a um indivíduo que já tem diploma. Tem que chegar
jogando e de preferência fazendo gol.”, finaliza Ivan.
Conheça alguns direitos básicos
do trabalhador
Salário-mínimo - Nenhum
trabalhador pode ganhar menos do que o salário-mínimo vigente no
país.
Registro em carteira de trabalho
- Todo trabalhador deve ser registrado na Carteira de Trabalho
e Previdência Social (CTPS).
13º salário – O 13º salário,
denominação usual para a gratificação natalina, tem como fonte a
Lei 4.090, de 13 de julho de 1962. Pela lei, todo empregado faz
jus no mês de dezembro a uma gratificação salarial,
independentemente do salário que perceba. Isto significa que o 13º
salário é devido a todos os empregados. A gratificação é calculada
à base de 1/12 da remuneração devida no mês de dezembro, por mês
trabalhado, ou fração igual ou superior a 15 dias, não se
considerando as eventuais faltas ao serviço para efeito de redução
do devido.
Férias - Férias anuais
remuneradas correspondentes a um período de descanso de 30 dias.
As férias deverão ser concedidas após 12 meses de serviços
prestados à mesma empresa. Pela legislação, o empregado tem
direito a receber o salário mensal antecipado e mais o abono de um
terço do valor do salário três dias antes de sair de férias.
FGTS (Fundo de Garantia do Tempo
de Serviço) - Depósito compulsório no valor de 8% da
remuneração do empregado, feito pelo empregador, formando um
pecúlio.
Seguro-desemprego - É um
benefício concedido pelo poder público e pago pelo Fundo de
Assistência ao Desempregado ao trabalhador que prestar serviços de
natureza não eventual a empregador, sob dependência deste e
mediante salário.
Licença-maternidade - Direito
concedido à gestante de afastar-se do trabalho para cuidar de
filho recém-nascido. Tem duração de 120 dias sem prejuízo de
emprego ou salário.
Licença-paternidade - Período de
cinco dias concedido ao trabalhador para permanecer ao lado de
filho recém-nascido, sem prejuízo do salário.
“O dia que eu for dono do meu
próprio negócio, terei mais tempo para mim”. Quem já não ouviu ou
disse essa frase alguma vez na vida? Talvez você tenha sido uma
dessas muitas pessoas que falavam isso com freqüência.
Infelizmente, essa afirmação é uma das coisas mais irreais que
vejo quando falamos de administração do tempo para empreendedores.
O empreendedor “padrão”
é aquela pessoa que tem uma tendência a ser workaholic, deixar de
lado as coisas importantes na sua vida em função do crescimento da
empresa, está sempre pensando em inovações, mais resultados etc.
A maioria dos
empreendedores que conheço vira escravos do próprio negócio, pois
não consegue separar a vida pessoal da vida empresarial. Eu fui
assim durante muitos anos e o pior é que nem percebia o quanto me
afundava no meu próprio estresse. Hoje vejo o quanto isso me fez
mal e por isso recomendo algumas dicas para reverter esse quadro:
Pare e pense qual
caminho sua vida está seguindo – Se você cuida tanto da empresa e
se dedica pouco para você e para suas atividades importantes, pode
perceber que focou seu tempo em tarefas erradas e, às vezes, isso
acontece tarde demais. Conheço muitas histórias de empreendedores
que cresceram com a empresa, mas destruíram suas vidas e depois
passaram a questionar se realmente o esforço de tentar fazer com
que a empresa prosperasse, esquecendo-se da vida pessoal, valeu a
pena. Equilibrar sua vida profissional com a pessoal é muito
importante para ter um futuro com maior sentido e sem
arrependimentos;
Delegue o máximo que
puder. Você não é onipresente! – O empreendedor precisa ter a
consciência de que outras pessoas também podem realizar o trabalho
que ele faz, pois ninguém é insubstituível. Isso não tira sua
responsabilidade, mas o liberta para focar em outras atividades
mais importantes. Se não for possível delegar algo a alguém, o
crescimento da empresa estará diretamente ligado ao tempo do
empreendedor, que pode ser bem limitado. Obviamente, ele não
delegará definição de metas ou estratégias, mas o operacional deve
ser, ao máximo, passado à equipe;
Aprenda técnicas
de gerenciamento do tempo e redução de estresse – Chega um certo
momento em que estamos tão assolados de urgências e atividades
circunstanciais que precisamos de ajuda externa para conseguir
enxergar uma solução. Recomendo que procure um treinamento que o
ajude a incorporar novas técnicas de administração do tempo e
redução de estresse no seu dia-a-dia. Elas funcionam e podem
ajudar a sair dessa fase negativa;
Coloque momentos
importantes para você mesmo em sua agenda semanal – Não deixe que
os seus dias sejam compostos inteiramente por urgências e
circunstâncias, comece a colocar pequenos momentos para você em
sua agenda como, por exemplo, um almoço em família, sair um pouco
mais cedo para ir ao cinema, buscar seus filhos na escola,
praticar um esporte ou algum outro hobby. Além de ser importante
para você e para suas relações sociais, atividades prazerosas como
essas renovam suas energias e dão mais disposição para agüentar a
pressão do dia-a-dia;
Aprenda com suas
urgências - A maioria das questões urgentes da sua rotina ou da
sua equipe poderia ser evitada! Na próxima vez que algo urgente
acontecer, pare e pense como pode evitar que esse problema se
repita. Em geral, com antecipação de atividades e planejamento
você conseguirá reduzi-las com sucesso;
Domingos são para
atividades pessoais – Sua família e sua vida precisam de você.
Sempre que possível, evite ao máximo utilizar seu domingo para
trabalhar. Desligue seu notebook, seu celular e esqueça a empresa.
Faça passeios com a família, aproveite seu tempo com as pessoas
importantes de sua vida. Recomendo que no final do dia você
planeje a semana, de modo a priorizar atividades importantes para
seus dias e prevenir eventuais urgências;
Escolha uma
ferramenta para gerenciar o seu tempo – Para que sua organização e
planejamento sejam feitos da melhor maneira, você precisa ter uma
agenda eficiente, um celular, um palm top ou então um site na
Internet que o ajude a priorizar seus dias, planejar suas metas,
agendar reuniões etc. Cada pessoa tem uma preferência por um tipo
de “organizador” diferente. Seja no computador ou no papel,
encontre qual forma é melhor para você e coloque em prática.
Por último, mas
tão importante quanto qualquer uma das dicas citadas acima, é que
você já agende suas férias. Se a empresa não vive sem você por
pelo menos 10 dias, é melhor você repensar toda a estrutura e
organização do seu empreendimento.
Christian Barbosa
Como agir na busca de uma
oportunidade de carreira
Quando um profissional decide
procurar por novas oportunidades profissionais, além do currículo,
que é o cartão de visita, o networking e a entrevista são as
principais ferramentas dessa etapa, principalmente se o
profissional passou um longo período em uma mesma empresa. O
início do processo de busca de oportunidades de carreira requer
dedicação e planejamento; e a Career Center, empresa especializada
em Recursos Humanos e gestão de carreira, apresenta dicas que
podem ajudá-lo se destacar no mercado.
- Currículo: na hora de elaborar o
currículo, inserir os resultados alcançados apresenta o quanto
você pode trazer da sua experiência para a empresa e pode
proporcionar uma preferência do recrutador entre os concorrentes.
Além de falar dos cargos exercidos, das atividades realizadas e do
período em que trabalhou nas empresas, é importante mostrar quais
vantagens o profissional trouxe no período em que exerceu a
função. “Não adianta colocar o que fez, tem que dizer o impacto
que causou na empresa e mostrar que o profissional busca
resultados”, explica Claudia Monari, consultora da Career Center.
- Networking: Agora é a hora de
procurar por todos os cartões de visitas que recebeu até hoje.
Separe pelo menos 60 nomes, avalie cada um e prepare-se para
restabelecer contato. Atualmente, manter uma rede de networking é
questão de sobrevivência e aprendizagem, pois Networking é uma
forma de troca de conhecimentos. Segundo dados da Career Center
57% de seus clientes são recolocados no mercado por meio de
networking. Em uma reunião com esses contatos, trocam-se idéias,
conselhos, informações sobre setores de trabalho e competências.
- Planejamento financeiro: é
importante se programar para não passar “aperto” durante o período
de busca de trabalho. Portanto, fazer um planejamento adequado é
essencial para não ter maiores problemas durante o processo de
reinserção no mercado.
- Antes da entrevista: Descubra tudo
o que puder a respeito da empresa, pois você poderá ser
questionado: “O que sabe sobre a nossa empresa?”. Informações
básicas como atualidades sobre o mercado em que a empresa está
inserida, sua origem, número de funcionários, localização,
principais produtos e concorrentes darão suporte na hora da
entrevista. Cuidar da apresentação pessoal, da empatia a ser
criada e não chegar atrasado são fatores fundamentais a serem
priorizados.
- Durante a entrevista: Não existe
fórmula para enfrentar uma entrevista, porém há um conjunto de
fatores compatíveis com seus objetivos e o da empresa, que pode
levar ao sucesso em uma entrevista. A entrevista de trabalho
muitas vezes causa temor, mas ela deve ser encarada como um
momento de apresentação das suas competências e habilidades, ou
seja, uma oportunidade de exposição. Algumas dicas podem ajudar
nesse processo, como responder somente o que for perguntado e
evitar respostas prontas e decoradas; apresentar o perfil pessoal
e de carreira destacando os pontos fortes e fracos; e falar do
motivo de desligamento da empresa, quando houver, de forma clara e
objetiva.
- Salário: A dica dos consultores da
Career Center é comentar sobre salário somente ao final da
entrevista. É importante primeiramente saber sobre e cargo
disponível, se necessário comente seu último salário e benefícios,
quando questionado, e sempre esteja aberto para negociação. Outra
dica é conhecer os benefícios da empresa antes de falar sua faixa
salarial.
Além dessas dicas
é essencial ter planejamento de carreira e sempre demonstrar
interesse e entusiasmo pelo que faz.
Fonte: Career Center
Terceirização de Vendas
“Não tem sentido dizer que
fazemos o melhor que podemos.
Temos de conseguir fazer o que é
necessário.”
(Churchill)
Em minha trajetória profissional
encontrei companhias cujos dirigentes assumiram pessoalmente sua
incapacidade em administrar sua força de vendas, após vários
insucessos e tentativas infrutíferas.
Neste momento, uma opção pode ser
considerada: a terceirização das vendas. Como fazê-la?
1. Pode ser aberta uma empresa de
prestação de serviços a partir de sua equipe atual. Seus
profissionais de vendas seriam demitidos constituindo uma
corporação independente, sem vínculos trabalhistas. Para tanto,
precisarão de apoio no âmbito jurídico (definição do quadro
societário e dos termos contratuais), contábil (escolha do regime
tributário menos oneroso) e administrativo (orientações sobre a
gestão).
2. Caso você não tenha uma equipe
própria, poderá buscar no mercado uma empresa especializada em
intermediação e terceirização de vendas. Esta opção apresenta prós
e contras. O aspecto positivo está na experiência deste tipo de
organização no exercício da atividade. O negativo, na falta de
exclusividade e possível dispersão, pois lidam com várias
companhias de diversos segmentos.
3. Independentemente do caminho
trilhado, um aspecto fundamental está nas pessoas, ou seja, na
equipe que irá comercializar seu produto ou serviço. Por isso, o
perfil destes profissionais deve ser detalhadamente definido e
estar alinhado à sua cultura e valores. É recomendável buscar o
subsídio de profissionais da área de RH na avaliação de
competências dos candidatos.
4. O próximo passo envolve
capacitação e treinamento. Toda venda hoje é consultiva, o que
demanda conhecimento técnico do produto ou serviço ofertado, e
ainda relacional, pois envolve a percepção das reações emocionais
do comprador. Somente é possível ofertar soluções adequadas quando
se conhece bem o mercado, o produto e as necessidades dos
clientes. Durante esta fase, é aconselhável que os vendedores
interajam também com a área de produção, objetivando reduzir o
risco de atritos futuros. Lembre-se de que a corporação é um
organismo vivo que deve ter todos os seus departamentos
trabalhando em sinergia.
5. Com relação à política de
remuneração, o sistema deverá combinar pagamento fixo com
variável.
a) O valor fixo dificilmente será
evitado porque poucos terão interesse em lançar-se ao mercado, com
despesas de prospecção, deslocamento, alimentação, entre outras,
além do custo de oportunidade do tempo e do capital (que poderiam
estar sendo dirigidos para outra atividade) sem ter um valor
mínimo que possa cobrir seus gastos. Isso se torna ainda mais
relevante quando o ciclo de venda do produto é maior, demandando
uma longa sequência de visitas para lograr êxito.
b) A remuneração variável deverá ser
um percentual das vendas brutas ou líquidas (descontados os
impostos).
No segundo caso, o sistema de
demonstração do resultado deverá ser transparente para não fragilizar
o relacionamento com a terceirizada. Talvez seja melhor trabalhar
com um percentual menor sobre o faturamento bruto, facilitando as
contas. O percentual que
será adotado dependerá de vários fatores. Primeiro, quanto maior o
valor da remuneração fixa, menor o percentual da remuneração
variável e vice-versa. Segundo, considerar as peculiaridades do
produto ou serviço comercializado, pois alguns apresentam uma
estrutura de preços rígida enquanto outros permitem descontos
elásticos. Terceiro, analisar o potencial de geração de caixa do
negócio, considerando-se se há, por exemplo, possibilidade de se
firmar contratos de manutenção que proporcionarão renda permanente
à terceirizada. Quarto, olhar para o mercado e para a estrutura de
custos da empresa calculando o percentual de comissionamento que
pode ser suportado pelo preço sem torná-lo economicamente
inviável, perdendo competitividade.
6. Deve-se definir se a terceirizada
concentrará a gestão das vendas em sua totalidade ou se haverá
delimitação de área territorial. Como serão tratadas as vendas
internas? E o comércio eletrônico, caso exista?
7. Metas devem ser estabelecidas,
com prazos definidos e métricas para avaliação dos resultados.
Tudo dentro de um planejamento estratégico traçado no início do
relacionamento e revisado periodicamente.
8. Um contrato de prestação de
serviços deve ser firmado com a terceirizada estabelecendo todas
as regras desta parceria. É desejável que haja uma cláusula de
exclusividade dentro do mercado de atuação, evitando-se o risco
subsidiário de o vendedor terceirizado, na reta final de
fechamento de um negócio, oferecer o cliente a um concorrente.
Além disso, deve-se prever uma cláusula de saída, ou seja, em caso
de distrato, como ficarão as relações comerciais entre as partes
(o que fazer com os contratos de manutenção, por exemplo).
Finalizando, dois cuidados especiais
devem estar presentes durante o processo de terceirização das
vendas.
Primeiro, cuide do endomarketing,
lembrando-se sempre de que há uma categoria de vendas que não pode
ser delegada: as vendas internas.
Segundo, tenha a qualidade no
atendimento e o comprometimento como bússolas. O contraexemplo no
mercado atual é dado pela maioria das empresas de telefonia
celular, que terceirizaram suas vendas corporativas, assim como as
companhias de administração de planos de saúde. Assuma o seu papel
de cliente para julgar se está na rota certa.
Tom Coelho
Qualificação na aprendizagem
Conquistar o primeiro emprego nunca
foi tarefa fácil. Sem a experiência de um estágio, fica ainda mais
difícil. Em época de crise, então, nem se fala... As empresas,
nesse momento, estabelecem critérios mais rigorosos de seleção e
buscam profissionais capacitados e testados, e grande parte dos
jovens que saem do ensino médio ou mesmo da universidade não
preenchem tais requisitos. Para ajudar na complementação da
formação dos estudantes, inserindo-os no mundo do trabalho, foi
criado o Aprendiz Legal, programa desenvolvido em parceria pelo
Centro de Integração Empresa Escola (CIEE) e Fundação Roberto
Marinho.
Atualmente, cerca
de 12 mil jovens, de 14 a 24 anos, participam do projeto em todo o
Brasil, atuando em 3 mil empresas. O Aprendiz Legal propõe uma
forma de gestão do aprendizado compartilhada entre agente de
integração e empresas, com o objetivo de garantir a qualidade da
formação do futuro profissional. Os jovens, contratados com
carteira assinada por até dois anos, participam de atividades
práticas na empresa e, um dia por semana, são capacitados pelo
CIEE, com aulas teóricas, seguindo um conteúdo programático com
quatro modalidades de cursos: Comércio e varejo, Ocupações
administrativas, Práticas bancárias e Telesserviços. Além de serem
apresentados conceitos teóricos, os aprendizes conhecem as mais
modernas técnicas relacionadas a cada área de atuação, o que
aprimora seu desempenho prático.
As empresas que
contratam aprendizes ganham inúmeras vantagens. Além do peso
social importante, de dar a oportunidade do primeiro emprego aos
jovens e possibilitar o pleno desenvolvimento de sua cidadania,
são beneficiadas por incentivos fiscais, como a redução na
contribuição ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e
isenção de multa do FGTS, em caso de rompimento contratual.
O Aprendiz Legal
auxilia também as empresas, principalmente as de médio e grande
porte, a cumprir a cota de contratação de aprendizes, exigida pela
lei 10.097/2000 e que varia de 5% a 15% do quadro de funcionários
com formação técnico-profissional. No entanto, muitas empresas de
pequeno porte e até mesmo empresas públicas têm procurado o CIEE
para abrir programas de aprendizagem, mesmo que desobrigados por
legislação.
O crescimento no número de aprendizes nessas empresas
mostra que elas despertaram para a importância e a necessidade de
formar a própria mão-de-obra, de acordo com suas demandas e
características. Por isso, o sucesso do programa: o ano de 2008
registrou um aumento de 45,5% de jovens atendidos em relação ao
ano anterior. E a tendência de crescimento continua. Dessa forma,
o CIEE, com sua experiência de 45 anos de atuação e encaminhamento
de mais de oito milhões de estudantes para estágio, soma mais uma
modalidade de capacitação, ampliando sua contribuição decisiva
para melhorar a empregabilidade das novas gerações e facilitar a
sua entrada no mercado de trabalho.