“Os talentosos atingem metas
que ninguém mais pode atingir.
Os gênios atingem metas que
ninguém mais consegue ver.”
(Arthur Schopenhauer)
Uma meta, qualquer que seja ela,
só pode ser assim conceituada quando traçada segundo cinco
variáveis: especificidade, mensurabilidade, exequibilidade,
relevância e temporalidade.
No mundo empresarial as coisas
nem sempre funcionam assim. Observamos o reinado do “autoengano”.
Metas são estabelecidas para justificar investimentos, agradar
acionistas. Objetivos são fixados com base em expectativas
irreais, prevendo crescimento da ordem de dois dígitos
independentemente de incertezas políticas e econômicas.
Poderiam até ser alcançáveis dentro de um espaço de tempo
adequado.
Contudo, como não se pretende
mexer nas variáveis tempo e exequibilidade, alteram-se as
variáveis mensurabilidade (daí os balanços maquiados, ou
melhor, a “contabilidade criativa”) e relevância (daí qualquer
meio ser justificável, inclusive rasgar a Carta de Valores,
praticar downsizing a qualquer custo, desviar o foco do
negócio, promover fusões e joint ventures desprovidas de
fundamentação).
As pessoas buscam realização.
Mais do que um ato, um estado de espírito. Mais importante do
que o fato concretizado, a satisfação de tê-lo feito.
As empresas, por sua vez,
perseguem resultados. Mais do que a conclusão, o fim de algo
em si mesmo. Estes resultados podem ser representados por mais
lucro, mais espaço no mercado, mais clientes. Ou seja,
invariavelmente deve significar “mais”, embora não raro acabe
por tornar-se “menos”.
A consequência é um grande
teatro onde planejamentos são criados, estratégias inventadas,
profissionais desmotivados, valores corrompidos. A verdade é
mascarada, a integridade é volatilizada.
Há, infelizmente, uma distância
quase incompatível entre metas corporativas e metas pessoais.
Salvo exceções, conciliá-las pode ser apenas retórica barata.
O executivo pretende vigiar sua saúde, assistir à sua família
e obter realizações concretas em seu ambiente de trabalho. A
empresa diz que o apoia, mas exige-lhe pesada carga de
trabalho, impõe-lhe a necessidade de resultados expressivos,
cultiva-lhe o estresse e a insegurança.
Particularmente, não compactuo
desta ditadura. Resultados não são tudo, assim como não é o
cliente quem manda na empresa. Resultados devem ser buscados
com persistência, assim como clientes devem sem atendidos com
maestria. Mas o fim de tudo deve ser o sentimento de
realização, a satisfação de dever cumprido. Ainda que a
contabilidade diga que você trocou seis por meia dúzia.
Por isso, estabeleça e mantenha
o foco. Várias flechas não garantem o acerto do alvo, e vários
alvos confundem o arqueiro. Esteja preparado para os tombos
–um obstáculo é só uma das etapas do seu plano. Use a vaidade
e o dinheiro como bons estímulos, mas jamais como objetivos.
Redija suas metas de forma nítida, cuidando para que elas
sejam específicas, mensuráveis, alcançáveis, relevantes e
temporais. Dê-lhes todo seu esforço e imaginação.
Finalmente, lembrando Richard
Carlson, “Pense no que você tem, em vez do que gostaria de
ter. A felicidade não pode ser atingida quando estamos o tempo
todo desejando novas metas. Quando você focaliza não o que se
deseja, mas o que tem, termina obtendo mais do que gostaria”.
Tom Coelho
Não construa sua carreira
pensando em dinheiro
Não tenho duvida de que muitos de
nós já ouvimos dois tipos de conselho no que se refere às nossas
escolhas profissionais. O primeiro diz que temos de fazer aquilo
que “dá dinheiro”; o segundo, de que o certo mesmo é fazermos
aquilo de que gostamos. Diante dessas duas orientações,
aparentemente antagônicas, ficamos num dilema: o que devo, afinal,
fazer? Ser pobre e feliz, ou rico e amargurado?
O fato, porém, é que as opções não
são mutuamente excludentes. Se uma pessoa pensar somente em
dinheiro, e em nome da ambição abraçar uma carreira que nada tenha
a ver com sua personalidade, é muito provável que ela sequer
consiga trilhar o caminho do sucesso. Ao contrário: ela viverá
angustiada, e facilmente dará ouvidos aos amigos que lhe dirão que
aquele trabalho é pura perda tempo, que ela está desperdiçando seu
talento em um lugar que não reconhecer seu valor, que está sendo
explorada pela empresa etc.
E, ao dar atenção a essas vozes de
desalento e pessimismo, o profissional de fato começa a se sentir
injustiçado, prejudicado. Sua reação, então, é colocar o “pé no
freio” para não produzir tanto, para gerar menos resultados para a
empresa – e nem se dará conta de que, na prática, está bloqueando
seu próprio desenvolvimento profissional.
Por isso, é muito importante nós
entendermos que não trabalhamos para a empresa, mas sim, na
empresa. Trabalhamos para ganhar experiência, para evoluir como
profissional, para fazer cada vez mais e melhor.
Além disso, uma remuneração mais
alta está necessariamente vinculada à conquista de resultados
melhores. Na frase “se eu ganhasse o que você ganha, trabalharia
tanto quanto você”, temos, implícito, um problema de lógica.
Afinal, o que surge primeiro é o bom desempenho, que leva aos
ganhos mais elevados, e não o contrário.
É comum os anos se passarem, e o
profissional que, no passado, orgulhava-se em “não trabalhar além
dos limites”, mostrar-se frustrado e insatisfeito,
autodefinindo-se como alguém “sem sorte”, que não conseguiu se
firmar no mercado, progredir, brilhar, ter sucesso.
Sempre que ouço esse tipo de coisa,
fico um pouco incomodado. Afinal, um profissional de sucesso
certamente sacrificou muitas horas de lazer para poder sobressair
e empenhou-se de corpo e alma no exercício da carreira. Reduzir
seu brilho a mera questão de sorte é, no mínimo, uma injustiça!
O segredo para conquistar o sucesso
não é sorte. Esse segredo reside em colocar toda energia no
cumprimento de seus afazeres, e em saber atuar junto com a equipe.
Compartilhar com as pessoas os desafios, as experiências e os bons
resultados faz toda diferença.
Ao dedicarmos nosso tempo a pessoas
que precisam do nosso suporte, também estaremos sujeitos às
críticas. Ouviremos que X ou Z “não fariam isso por dinheiro
nenhum do mundo”, e que você erra por deixar os outros se
aproveitarem da sua boa vontade. Bobagem. Se você está ganhando
experiência, inclusive em relacionamento interpessoal, tanto
melhor!
Por tudo isso, trabalhe como se o
dinheiro que recebe hoje não fosse importante. Estude como se
dependesse do conhecimento para sobreviver, cultive a empatia com
as pessoas e ajude cada um à sua volta a se desenvolver. Com essas
atitudes, você logo vai notar que a onda virtuosa criada à sua
volta terá reflexos diretos sobre a sua vida – e sobre o seu
sucesso, é claro!
Marcelo Gonçalves
Horas extras
Advogados orientam quais
situações configuram o direito ao pagamento
Recente decisão do Tribunal Superior
do Trabalho (TST) deu ganho de causa a um empregado que pleiteava
o pagamento de horas extras decorrente de deslocamentos terrestres
até o aeroporto e tempo despendido no check-in, efetuados fora da
jornada de trabalho contratada. Ao analisar o recurso do
trabalhador, o ministro Vieira de Melo Filho, relator do processo
na Seção I da SDI, aplicou ao caso o disposto no art. 4º da CLT,
qual seja “considera-se como de serviço efetivo o período em que o
empregado esteja à disposição do empregador, aguardando ou
executando ordens, salvo disposição especial expressamente
consignada.”
No entanto, os especialistas em
Direito do Trabalho, Helena Cristina Bonilha, sócia da Bonilha
Advogados e Elcio Kirihata, advogado associado, ponderam que “é
preciso cautela e rigor na aplicação do entendimento do TST, para
que não haja uma banalização dos pleitos de horas extras em
decorrência de qualquer viagem de trabalho.”
Os advogados lembram e citam abaixo,
quais situações configuram o direito do empregado ao pagamento de
horas extras:
1. Extrapolar a 6ª ou 8ª hora
diária, dependendo da categoria profissional;
2. Extrapolar a 44ª hora semanal;
3. Não concessão do intervalo para
refeição e descanso, de 15 minutos a uma hora, conforme categoria
profissional;
4. Trabalho aos domingos e feriados,
sem a concessão da folga compensatória;
5. A jornada de sobreaviso (quando o
empregado fica de plantão aguardando eventual chamado); e
6. Jornada “in itinere”que se refere
ao tempo de deslocamento a locais de difícil acesso e com
transporte fornecido pela empresa.
Ainda com relação ao mencionado caso
analisado pelo TST, os advogados observam que não se trata de
inovação das normas que regulamentam as horas extras, “mas sim de
uma adaptação ao costumes modernos.”
Fontes: Helena Cristina
Bonilha e Elcio Kirihata
Cinco regras para usar redes
sociais no trabalho
O seu chefe está preocupado. E o
chefe dele também está preocupado. Todos estão preocupados a
respeito das redes sociais e o que os seus funcionários estão
fazendo nelas. Mesmo quando o uso de redes sociais é proibido no
PC da empresa, como monitorar o que os funcionários fazem em seus
smartphones ou em suas residências?
A F-Secure reuniu 5 dicas para
proteger o usuário, o empregador e a empresa nas redes sociais:
1. Conheça e siga a política de
mídia social da sua empresa.
É permitido o uso de redes sociais
nos PCs da empresa? Com que frequência? Quais sites? Você pode
comentar sobre assuntos da empresa? Quais informações da empresa
você tem permissão para compartilhar? Quem você deve consultar se
você tiver uma dúvida a respeito de qualquer uma destas questões?
Todas essas perguntas e mais devem ser respondidas na política de
mídia social da empresa. Se você nunca leu a política da sua
empresa, leia agora. Se a sua empresa não possui, sugira a criação
de uma.
2. Use senhas diferentes para o
trabalho e contas de mídia social.
Senhas fortes são importantes. Uma
senha vulnerável na sua conta do Facebook pode comprometer a sua
reputação pessoal e amigos. Não aumente o risco usando a mesma
senha para a sua rede corporativa.
3. Sempre faça log off.
É segurança inteligente fazer o log
off do computador ao sair da sua mesa. É ainda mais importante
quando as suas contas de rede social estão abertas. Se você sai da
sua mesa e deixa o navegador aberto no Facebook ou no Twitter,
você está implorando para um colega de trabalho postar uma
atualização ridícula de status em seu nome. Na verdade, é uma boa
política fazer o log off de qualquer site quando você não estiver
usando. Você não quer ganhar a reputação de funcionário que está
sempre no Facebook.
4. Evite correr riscos
desnecessários.
Não clique em links encaminhados que
você não tem certeza se são confiáveis - verifique qualquer URL
com a ferramenta gratuita Browsing Protection da F-Secure. Se
alguém pedir ajuda financeira para você ou para divulgar algo
controverso, verifique quando chegar em casa. O mais importante,
deixe a instalação de software para os especialistas. Se é preciso
instalar um plug-in para ver algo relacionado a uma página do
Twitter, você provavelmente não precisa ver esta página.
5. Pense no que você compartilha
e com quem.
Você nunca deve postar qualquer
coisa na web que não gostaria de ver em um jornal. Considere tudo
o que você postar — incluindo itens que são limitados somente a
“amigos” ou “amigos de amigos” — para potencialmente estar em
domínio público.
Coisas que parecem normais agora
para serem publicadas podem ser constrangedoras ou até dolorosas
depois. Você pode desejar, em breve,
que todas as suas fotos com a sua ex ou os seus vídeos com seus
ex-colegas de trabalho no karaokê simplesmente desapareçam. Mas
eles não irão. Devido a isto, considere quem você adiciona em
quais contas. Talvez você queira usar o Facebook exclusivamente
para amigos que não sejam do trabalho. Talvez você queira apenas
conexões profissionais no LinkedIn. Qualquer coisa que for fazer
pense antes de aceitar um convite para se conectar. E, em um site
como o Twitter, onde os seus tweets são provavelmente abertos a
todos, pense antes de compartilhar qualquer informação.
“Com a proliferação das redes
sociais, aumentam também os riscos de contaminação por vírus e
malware, por isso, mais do que nunca, mantenha seu antivírus
atualizado e use sempre um aplicativo (F-Secure Health Check:
http://bit.ly/c33FpJ) para verificar a segurança da máquina
que você está usando. Se você infectar o computador da sua empresa
por estar navegando na web a lazer ou atualizando o seu Facebook,
seu chefe não vai gostar nada!”, diz Bruno Ricardo, Gerente de
Treinamento da F-Secure Brasil.
Trabalhar em casa dá certo?
Muitos empresários optaram por
trabalhar em casa, alguns deles já fizeram essa escolha há anos e
não tem do que reclamar. A Associação Comercial Empresarial do
Brasil dá superdicas para que você possa melhorar ainda mais o seu
desempenho trabalhando em sua residência e assim você saberá se
trabalhar em casa é uma boa.
Separe os telefones pessoais e os do
trabalho. Você deve pensar que aquele é o seu horário de trabalho,
portanto deve portar-se como se estivesse num escritório fora de
casa.
Tenha em mente que não é muito fácil
trabalhar em casa. Você deve trabalhar com algum produto/serviço
que você conheça afundo, para que não seja surpreendido com
noticias não tão boas.
Pense bem se você não sentirá falta
de um grupo de trabalho. Muitas vezes você poderá sentir-se
sozinho e dependendo da sua personalidade, isso poderá incomodar
você.
Tenha disciplina. Você deve ser
organizado, afinal você não terá nenhuma ajuda ali do seu lado.
Organize bem todos os seus documentos, arranje pastas que possam
te ajudar nisso. Faça com que os seus horários sejam cumpridos.
Monte um escritório que combine com
você. Procure colocar luzes que facilitem no trabalho, nada
escuro. O ambiente influencia bastante no rendimento que você
terá, por isso procure adaptar ao seu estilo.
Leve em consideração todos os prós e
contras antes de começar a exercer o trabalho dentro de casa.
Não precisar sair e pegar trânsito
de manhã é um ganho para você, com certeza. Fazer refeições em sua
casa, economizar em vários aspectos também é um fator muito
positivo para o seu escritório dentro de casa.
Lembre-se que essas dicas são
apenas para ajudá-lo a encontrar um norte. Tudo o que você puder
fazer para melhorar a qualidade do seu escritório irá ajudá-lo,
afinal esse será o lugar onde você passará horas do seu dia. Com
um ambiente favorável será mais fácil ter um aumento na
produtividade e consequentemente a melhora dos serviços. Boa
Sorte!
Cartões de ponto comprovam a
efetiva jornada do trabalhador em juízo
Recentemente o escritório de
advocacia, Gaiofato Advogados Associados, obteve êxito em segunda
instância, em processo cujo tema discutido foi horas eventualmente
trabalhadas em caráter extraordinário por ex-funcionário.
O Desembargador que analisou o
recurso da empresa, cuja sentença de 1ª instância havia deferido o
pleito do Autor em relação às horas extras, verificou que a
empresa juntou os cartões de ponto devidamente assinados pelo
trabalhador.
Acrescentou que cada parte no
processo havia ouvido uma testemunha, entretanto, verificou-se que
o depoimento da testemunha da empresa se mostrou bastante razoável
no sentido de que não havia labor extraordinário pelo Autor, tendo
em vista que a empresa contratava mão-de-obra terceirizada sazonal
para a realização dos serviços extras.
“O Desembargador entendeu que restou
isolado, por todo o conjunto de provas nos autos, o depoimento da
testemunha do Autor, prevalecendo, por isso, a prova documental
(cartões de ponto), que foram registrados e assinados pelo próprio
Autor”, explica Fábio Christófaro, advogado associado ao Gaiofato
Advogados Associados e especialista em direito trabalhista.
Portanto, com tal entendimento, o
Tribunal acolheu o recurso da empresa, para excluir da condenação
as horas extras deferidas em 1ª instância, por conseqüência
absolvendo a empresa do pagamento desta verba.
Mudar é possível
Num mundo corporativo em rápida
transformação, a demanda por processos de mudança é cada vez mais
gradativa e as palavras de ordem são flexibilização, agilidade e
risco.
Entendemos que esta fase é a grande
oportunidade para os profissionais mostrarem o seu diferencial,
contribuindo com a organização e aplicando as suas experiências e
ações assertivas anteriores galgadas. Devem olhar para este
cenário como uma grande chance de alavancar suas carreiras e
desenvolvimento profissional. Esta é a hora certa de se investir
no percurso profissional. É o momento de valorizar conhecimentos,
de apresentar potenciais e estratégias de metas.
As empresas querem e necessitam de
profissionais com perfis inovadores e empreendedores, e estas
estão dispostas a reconhecer que os mesmos estão alcançando seus
resultados e atuando como donos do negócio, com vontade de fazer
cada vez mais, pois, já que acreditam na companhia, podem e
conseguem fazer aquilo a que se propõem, aproveitando o momento.
A mudança permite que boas práticas
saiam do papel e do discurso, transformando o cenário de trabalho
em ambientes de desenvolvimento, aprendizagem, crescimento
profissional, construção e disseminação da estratégia da
organização.
Entendemos ainda que nos processos
de gestão de mudança, o profissional tem a oportunidade de
compartilhar informações e conhecimento, tornando-se fundamental
para a oxigenação da organização e garantia da perenidade dos
negócios.
Infelizmente, uma pesquisa recente
realizada por uma revista de capital humano mostra que 80% dos
profissionais de qualquer área não sabem lidar com a pressão e a
adversidade – situações tais enfrentadas principalmente na gestão
de mudanças. No entanto, isso simplesmente são os desafios
profissionais. Por outro lado, muitos se rendem aos grandes vilões
do sucesso: ansiedade, estresse e a perda da motivação.
A maioria dos profissionais busca
desafios, manifesta-se em entrevistas de recrutamento,
aconselhamento de carreira, promoções, avaliação e desempenho, mas
poucos sabem lidar com a mudança e quantificar suas melhorias nas
habilidades profissionais e tomarem decisões assertivas em
desafios colocados pela organização. E é neste momento que tanto
podem escolher assumir degraus de sucesso ou optarem por suas
zonas de conforto.
A rotina faz perder o prazer da
travessia e a oportunidade de transitar por outros trajetos, onde,
talvez, podemos defrontar aquilo que está procurando ou
precisando.
O profissional não deve ter medo de
não fugir quando surgem mudanças, a não ficar obstinado em manter
sempre uma posição, que, muitas vezes, já não é conveniente, mas
sim exercitar sua flexibilidade, onde ela se adaptará as
circunstâncias, pois, mesmo que nos custe entender as mudanças,
sempre são para melhorar. Paciência traz a virtude e por si só
traz a perseverança. Mudar, melhorar e evoluir sempre é válido.
Mudanças são promotoras do
desenvolvimento, sendo elas morosas ou rápidas, serenas ou
violentas, aspiradas ou não contribuem para o sucesso. O
profissional que possuir esta visão será dotado de fortes traços
de atitude, possuirá foco em soluções e não em problemas, e, por
consequência, com atitudes, criará estratégias, buscará caminhos
alternativos, driblará os obstáculos.
Por fim, para todo este panorama, é
fundamental confiar em si mesmo, se conhecer, assumir
verdadeiramente desafios, aproveitar a oportunidade das mudanças e
se destacar no mercado tão competitivo.
Priscila Soares
Cigarro não rima com estágio
Houve um tempo em que o ato de fumar
era sinônimo de rebeldia juvenil. Hoje, a consciência sobre os
danos provocados à saúde pelo tabaco dá sinais de que é mais forte
do que a tendência adolescente de contradizer os adultos até mesmo
em práticas elogiáveis. Uma enquete realizada no Portal CIEE (www.ciee.org.br)
com 21,7 mil estudantes, apurou que 88% não só apoiam a Lei
Antifumo que vigora no Estado de São Paulo como também acreditam
que esta deva ser ampliada para todo o País. Além desses, outros
5% manifestam-se favoráveis à proibição do consumo de cigarros em
ambientes fechados de uso coletivo como bares, restaurantes, casas
noturnas e outros estabelecimentos comerciais – incluindo aqui
fumódromos e áreas de uso social de condomínios –, mas acreditam
que a lei deve valer apenas para São Paulo.
Mais importante do que posição sobre
a abrangência da proibição é a disposição dos jovens em se afastar
do vício que, além de dentes amarelados, mau-hálito, câncer e
problemas no coração, pode afetar até suas carreiras. As mais
modernas políticas de gestão de pessoas privilegiam uma abordagem
“holística” dos colaboradores, o que quer dizer que funcionários
ou estagiários são avaliados em outros aspectos além da sua
produção individual ou seu ritmo de desenvolvimento profissional.
As empresas querem contar com
colaboradores sadios física e mentalmente, além de tecnicamente
capacitados – afinal, eles também são responsáveis pela imagem da
organização. Não é raro encontrar corporações que mantêm campanhas
de combate ao fumo, oferecendo acompanhamento psicológico e
remédios para auxiliar o combate ao vício. Mesmo porque, na ponta
do lápis, os minutos gastos em fumódromos – ou nas ruas, como é o
caso de São Paulo, desde a entrada em vigor da lei estadual que
proíbe fumar em ambientes fechados – resultam em várias horas
perdidas ao final de cada ano. Por isso não é de espantar se
alguns processos seletivos – inclusive de estágio – já levam em
consideração se o candidato é ou não fumante para decidir uma
contratação.
E somar pontos frente aos
supervisores é fator determinante para a efetivação dos
estagiários. A dica aos jovens, portanto, é: aprender ao máximo os
meandros de sua profissão, dedicar 100% de sua atenção ao seu
estágio e continuar a desaprovar o consumo de cigarros, bem como
de todas as outras drogas lícitas ou ilícitas. Seu futuro
agradece.
Luiz Gonzaga Bertelli
Trabalhadores vítimas de assédio
moral estão mais expostos a acidentes de trabalho
A exposição do trabalhador a
situações de assédio moral, como intimidação e humilhação dentro
do ambiente de trabalho, traz prejuízos tanto para a vida pessoal
quanto profissional da vítima. Mas os danos podem ser ainda
maiores quando a versão adulta do bullying evolui de dano pessoal
para acidente de trabalho. Por isso, tramita na Câmara Projeto de
Lei nº 7.202/2010, que inclui o assédio moral entre os tipos de
acidentes de trabalho.
De acordo com a advogada
trabalhista, Andreia Ceregatto, a exposição repetitiva e de longa
duração ao assédio moral interfere na vida do trabalhador de modo
direto, comprometendo a identidade, dignidade e as relações
afetivas e sociais da vítima. “Uma destas formas é a submissão do
empregado a excessivo rigor no trabalho, sobrecarregando-o de
tarefas. Com isso, podem surgir consequências como angústia,
depressão, síndrome do pânico, estresse ou outros danos psíquicos
ao trabalhador, colocando em risco não só a saúde, mas a própria
vida do empregado”, explica.
Além das condutas abusivas, o
agressor, geralmente alguém que ocupa um cargo superior ao da
vítima, também ocasiona o acidente de trabalho com o assédio moral
quando isola, vigia, ridiculariza, despreza, ironiza, difama,
menospreza e inferioriza o trabalhador.
Segundo Andreia, há casos em que o
empregado é obrigado a realizar tarefas sem sentido ou que jamais
serão utilizadas. Ou ainda ter que trabalhar em horários fora da
jornada de trabalho, sem o aviso prévio.
"Na maioria das vezes isso ocorre
porque, por meio da pressão psicológica, a empresa quer que o seu
empregado peça demissão forçada ou planeja uma forma que ele seja
dispensado por justa causa, pela prática de insubordinação”, diz.
Apesar de não haver lei específica
que caracterize o assédio moral, a advogada especialista na área,
Eryka De Negri, chama a atenção para que as vítimas recorram ao
sindicato da categoria ou busquem apoio jurídico para lutar pelos
seus direitos. A partir daí, o ambiente de trabalho será avaliado
e as irregularidades serão comunicadas aos órgãos competentes como
a Delegacia Regional do Trabalho e o Ministério Público.
“Segundo o artigo 927, cumulado com
o artigo 950 do Código Civil, toda lesão que acarreta dano moral é
passível de indenização. Além disso, o trabalhador pode exigir na
Justiça que a empresa o demita, sem que seja necessário pedir
demissão, é o que chamamos de rescisão indireta. Na verdade, neste
caso o empregador terá cometido uma justa causa”, alerta.
Fonte: De Negri Advogados
Técnicas e habilidades que fazem a
diferença em um processo seletivo
Muitos se perguntam qual o segredo para ter sucesso em um processo
seletivo. Como se portar na entrevista? O que dizer? O que não
dizer? Como impressionar o entrevistador para ficar com aquela tão
sonhada vaga?
O Diretor de Operações da Human
Brasil, Fernando Montero da Costa, lista algumas técnicas e
habilidades que fazem a diferença num recrutamento: ter boa
comunicação, conhecer a empresa, demonstrar interesse pela vaga e
exibir uma postura correta.
“Uma comunicação deficiente, por
exemplo, pode deteriorar a imagem, gerando falta de credibilidade
e desconfiança”, afirma o consultor de RH.
Especializada na seleção e
recrutamento de talentos, a Human Brasil sugere algumas dicas para
evitar ou, pelo menos, minimizar o insucesso nas entrevistas:
- Reunir previamente o máximo de informações possíveis sobre a
empresa, como: setor de atuação, o departamento/área na qual se
pleiteia a vaga, entrevistador (se possível), contatos prévios,
sejam de ordem comercial ou outras áreas.
- Definir os objetivos da entrevista. Para que se candidatou à
vaga de emprego? Os propósitos de curto, médio e longo prazos para
onde pretendem te levar?
- Definir uma sequência de argumentos a abordar durante a
entrevista. Mesmo sendo o entrevistador quem irá direcionar os
questionamentos, muitas vezes o entrevistado se perde quando tem a
oportunidade da palavra. Isto geralmente ocorre quando o candidato
não se prepara adequadamente para esse momento.
- Efetuar perguntas inteligentes: o entrevistado tem, sim, o
direito a fazer perguntas durante o processo de entrevista e,
regra geral, se utiliza muito pouco dessa prerrogativa. O
demonstrar interesse pela vaga por meio de questionamentos
coerentes é tão importante quanto passar ao entrevistador as
informações a respeito de suas próprias competências.
Habilidades verbais e não-verbais
Fernando Montero da Costa comenta também sobre algumas habilidades
ligadas à comunicação verbal e não-verbal que, se bem
desenvolvidas, podem ajudar muito numa entrevista de emprego.
“Tom grave e suave, por exemplo, expressa segurança. A entonação
deve ser variada e animada e, o volume, adaptado ao número de
entrevistadores”, explica.
O especialista afirma que a velocidade deve ser mais lenta que em
uma conversação normal, até para facilitar que a pronúncia e a
articulação sejam claras.
“Já com relação às habilidades não-verbais, posso citar como
importantes a postura erguida e relaxada, o uso do sorriso e o
famoso olho no olho.”
Lapide seus talentos
O diamante é um mineral encontrado
na natureza e objeto de desejo do homem há séculos. Ao ser
encontrado em seu estado bruto, não apresenta tanta beleza e seu
valor é muito pequeno.
Cabe a um especialista identificar o
potencial desta pedra e lapidá-la de forma perfeita para assim
multiplicar por milhares de vezes sua beleza e valor. Cada
diamante é único. Como uma impressão digital, não há dois
idênticos.
Dentro das organizações, os
colaboradores são como os minerais. Alguns são mais valiosos que
os outros, alguns são mais procurados pelo mercado ou melhor
transformados, mas há aqueles que ainda estão em seu estado bruto
e precisam da visão de um profissional para poder multiplicar seus
resultados e valor, lapidando-o, assim um diamante.
Nem sempre a pouca qualidade dos
profissionais dentro das equipes estão ligados diretamente aos
próprios profissionais, mas sim aos seus gestores que não têm uma
boa visão de potencial estratégico, comportamental e de gestão de
pessoas.
É muito mais fácil identificar dez
grandes problemas a apresentar uma excelente solução. Algumas
vezes, os gestores identificam apenas os problemas e não se
propõem a apresentar soluções, identificando talentos, habilidades
e competências de suas equipes e lapidando-as de forma a obter o
melhor resultado com maior satisfação, comprometimento e
realização de todos.
Como um especialista em diamantes, o
gestor de equipes precisa estar consciente que não há dois
profissionais iguais. Cada um é único, tem seu brilho, seu valor,
suas habilidades e competências e seu potencial. O tamanho do
brilho obtido por este profissional dependerá da capacidade do
especialista em lapidar as habilidades e competências. E assim
como um diamante com perfeita lapidação, um profissional
totalmente preparado pelo mercado, com certeza, será mais desejado
pelo mercado e com maior valor para sua “aquisição”.
Abraham Lincoln disse: “Se eu
tivesse oito horas para derrubar uma árvore, passaria seis afiando
meu machado." Que tal passar mais tempo lapidando sua equipe em
vez de gastá-lo buscando novas pedras preciosas prontas?
Wagner Campos
Pai rico, filho nobre, neto
pobre.
Motivos que levam a empresa à
falecer antes de chegar à terceira geração.
O fundador cria uma empresa a partir
de um sonho pessoal e chega ao fim da vida com dificuldade de
compartilhar os seus valores e sonhos com a segunda geração.
Alguns empreendedores se frustram por não conseguirem repassar
seus sonhos e projetos para seus herdeiros. Assim, a passagem da
gestão de uma geração para outra, não trará o contorno de
continuidade idealizado pelo fundador.
Os sonhos da segunda geração
precisam ser fruto da trajetória de vida dos herdeiros e tendo
como base, os contornos familiares. Para isso é necessário que
aquele que se responsabilizar pelo comando da família, encarne os
valores que a segunda geração descobre na primeira.
O filho que assumir a gestão da
empresa deverá representar mais claramente os valores da família,
que normalmente são: trabalho duro, comprometimento com o sucesso
do negócio, disposição para se sacrificar ao cliente, confiança
dos familiares.
A estabilidade e a harmonia no
relacionamento familiar e na sua interseção de interesses de longo
prazo é o que permitirá o equilíbrio entre os interesses
individuais e os da empresa.
A tarefa do fundador é desenvolver
uma ideologia estável e coerente. Essa é a base para a construção
de uma sólida hierarquia de valores que nortearão as gerações
futuras. Com freqüência a segunda geração produz um negócio de
cultura fraca: objetivos obscuros, lealdades divididas e motivação
baseada em dinheiro.
Uma liderança individualista e
arrogante, que não considera as expectativas dos demais membros do
grupo fracassa ao tentar substituir uma figura que irradiava
carisma: o fundador. Muitos se esquecem que a cultura da família
será o fator determinante das forças e fraquezas que permeiam o
negócio, sendo um fator mais determinante para a perenidade da
organização, que as forças do mercado. A descoberta e a afirmação
dos valores da família são os pontos fundamentais que sustentam e
solidificam um negócio longevo. Famílias fortes criam empresas
fortes.
A hereditariedade não é uma razão
para se pertencer a uma empresa familiar. Os valores comuns vêm em
primeiro lugar. O segundo fator preponderante é a afinidade entre
o perfil da cargo de gestor corporativo e o perfil do profissional
que irá assumir a vaga.
Os laços familiares são
pré-requisitos que influenciam o direito a sucessão nos cargos de
direção. Porém há um fator que não se pode desprezar, que são as
condições determinadas pelo mercado, sendo considerada como
variáveis ambientais de relevância à consecução de resultados por
parte da empresa. Ou seja, não basta apenas a solidez familiar, é
necessário que a empresa tenha competência para permanecer no
mercado.
Duas questões podem fazer com que as
empresas familiares sobrevivam e se mantenham saudáveis por longo
prazo:
A empresa deve ser tratada como
empresa, sem fazer aflorar nas dependências da organização,
conversas e discussões inerentes à família. A família deve estar
restrita ao âmbito familiar e ser tratada como família, sem que
haja a interferência de problemas profissionais, pois isso poderá
dissolver a solidez desta relação. A propriedade deve ser
respeitada, pois conflitos sérios que possam rachar a família,
também podem fragmentar o patrimônio que levou muito tempo e
esforço para ser construído.
As mudanças sempre ocorrem.
Entendendo isso, é possível observar que a empresa de ontem pode
não se adaptar ao mercado atual.
Implementar valores e uma
mentalidade desenvolvimentista faz com que as pessoas sejam mais
flexíveis a variáveis internas e externas e mantenham um grau de
adaptabilidade crucial para a perpetuação dos negócios.
Na condução dos processos de
sucessão, o desenvolvimento dos sucessores é muito importante,
pois uma transferência bem-sucedida depende de um preparo adequado
dos sucessores. Vários pontos devem ser observados nesse aspecto:
Ter experiência fora da empresa da
família, em uma outra organização como funcionário ou até como
dirigente de uma pequena empresa. A grande vantagem da posição de
dirigente é que o sucessor obterá uma formação multi-especialista.
O fato de ele adquirir conhecimento fora é que terá outro padrão
de trabalho, além de se distanciar dos vícios da empresa de sua
família em termos de aprendizado;
Fazer um plano de desenvolvimento,
destacando os conteúdos que serão aprendidos, a forma pela qual
será feita e os prazos de realização;
Os sucessores devem entrar na
empresa em funções que forneçam o conhecimento operacional e não
em cargos de assessoria ou ainda diretamente em cargos de direção.
Portanto, devem começar por baixo;
A fase de preparação dos sucessores
deve incluir alternativas para que consigam encontrar seu espaço
entre os participantes da organização;
A carreira deve ser orientada para
uma direção multi especialista;
A formação obtida por meio da
graduação deve ser continuamente complementada;
A preparação do sucessor não deve
fazer dele um teórico simplesmente, mas a sua capacidade prática
tem de ser exercitada constantemente, fazendo com que ele
participe da execução e das decisões com o acompanhamento e apoio
dos fundadores ou gerentes.
Neste sentido, recomenda-se que os
fundadores sejam conscientizados para que essas mudanças,
decorrente da sucessão e que impactarão decisivamente na vida das
empresas familiares, sejam feitas com o direcionamento e o apoio
do fundador.
Só haverá eficácia no processo de
sucessão, quando a organização entender que o manteve esta empresa
sólida e estabelecida no mercado, foi sua cultura, os padrões de
atividades empresariais que consolidou a organização com um
diferencial mercado e, fundamentalmente, o carisma do fundador.
Domingos Ricca
Twitter no trabalho: 10 dicas
para não queimar o filme com o chefe
Confira as dicas de Daniela do
Lago, especialista em comportamento corporativo e professora dos
MBAs da Fundação Getúlio Vargas, para a carreira de quem é fã do
Twitter
Quem já não consegue viver sem
twittar pelo menos meia dúzia de mensagens por dia nem sempre
avalia os impactos que o uso desta rede social pode trazer para
carreira. Nada demais em aderir a esta nova onda, o perigo, no
entanto, é perder a noção de alguns limites. Afinal, os twits de
agora estarão nos computadores de dezenas (ou centenas e quem sabe
até de milhares) de pessoas em questão de minutos. Fica difícil
então dizer ao chefe que não teve tempo de concluir aquele
relatório quando o twitter entrega dezenas de mensagens postadas
na tarde anterior. O conteúdo de cada perfil pode ser outro
problema. Dá mesma forma que nem sempre pode-se dizer tudo que vem
a mente, também deve-se tomar cuidado para não twittar frases
muito reveladoras ou de mal gosto.
O novo “queridinho
virtual”, ao mesmo tempo em que se
configura como eficaz ferramenta de comunicação, inclusive para o
ambiente empresarial, pode ser um grande foco de distração para os
funcionários ou uma vitrine para entregar pessoas inconvenientes.
Para a especialista em comportamento corporativo e professora da
Fundação Getúlio Vargas Daniela do Lago, o segredo para o bom uso
do Twitter é adotar uma postura adequada aos padrões da empresa e
abusar do bom senso. Veja 10 dicas da especialista para twittar
sem errar.
1 O Twitter é ambiente público
O Twitter é uma ferramenta veloz e
tem largo alcance. Por isso, pense bem antes de postar uma
mensagem. O que se “twitta”
ganha grande visibilidade e a repercussão é sempre amplificada.
Estamos expostos, tanto para admiração como para críticas:
lembre-se disso.
2 Opiniões fortes sobre assuntos
polêmicos
No Twitter, são naturais as
discussões de idéias. É sempre bom, no entanto, tomar cuidado com
comentários sobre temas polêmicos – como
religião, política e opções sexuais. Cada ser humano tem seus
valores e uma opinião extremada pode ferir os valores de alguém.
Cuidado com as animosidades desnecessárias.
3 Cuidado para não ser mal
interpretado
Evite muitas abreviações. Apesar de
permitir apenas 140 toques, não é necessário espremer tudo em uma
mensagem. Sempre considere o que os demais irão entender. Escrever
para si não funciona e pode gerar muitos conflitos. Evite ser mal
interpretado.
4 Fofoca que sufoca
A fofoca nunca é recomendada. Um
fofoqueiro dificilmente será promovido por não ser bem quisto
pelos demais. Não fale de ninguém. Ninguém ganha pontos ao ficar
depreciando uma pessoa. Você acaba sendo visto como aquele que
vive falando mal dos outros, e estraga a própria imagem.
5 Cuidado com os desabafos
O Twitter pode ser usado como um
canal pelo qual os profissionais desabafam de modo informal sobre
acontecimentos da empresa. Um desabafo pode ser mal interpretado
por um colega e, no futuro, ser usado contra aquele que desabafou.
6 Pense bem antes de escrever
informações da empresa
Fique atento - às vezes uma
informação simples para você, pode causar sérios prejuízos à
empresa.
A executiva de uma grande indústria
de beleza me confidenciou um caso interessante: ela possui Twitter
e “segue”
vários profissionais de empresas concorrentes. Certa vez, um
comentário de uma dessas pessoas lhe chamou a atenção. De acordo
com ela, a concorrente afirmava estar, naquele momento, em um
órgão do governo para conseguir autorização de venda de um novo
produto. Sabendo disso, a executiva agilizou o processo interno de
sua empresa e antecipou o lançamento de um produto similar antes
que a concorrência obtivesse tal licença. Sem essa informação,
talvez isso não ocorresse.
7 Foque em informações gerais
Evite escrever informações precisas
sobre o que se está fazendo, mesmo que seja essa a proposta
inicial do Twitter. Dependendo da profissão, isso pode gerar
problemas. Profissionais que trabalham em casa, por exemplo,
perdem a credibilidade se disserem que dormiram até mais tarde ou
foram passear.
8 Excesso de exposição
Tenha cuidado ao exibir fotos na web.
Nem todas as imagens da última festa na empresa devem ter link no
seu Twitter, afinal, alguém pode ver e não gostar (um futuro
empregador, por exemplo). Além disso, as pessoas que estão na foto
também podem não querer ver suas fotos publicadas na web.
9 Não fale mal do próprio emprego
Não se deve falar mal da empresa na
internet em hipótese alguma. Além de ser horrível, tal atitude
acarreta perda de respeito e confiança das pessoas com quem se
está interagindo. Claro que um comentário ocasional não vai
provocar grandes estresses. Mesmo assim, fique atento. Se não
conseguir se “conter“,
pense e procure escrever frases muito abertas de forma que ninguém
possa ligar os fatos à empresa.
10 Não ligue para seus críticos
Estamos expostos no Twitter, tanto
para admiração, quanto para críticas. Os críticos fazem parte da
vida, algo que todos temos de encarar. A única maneira de se
evitar críticas é vivendo uma vida isolada –
o que, definitivamente não ocorre ao se usar o Twitter. Lembre-se,
o comentário que seus seguidores adoram pode irritar outras
pessoas e, por mais que tentemos evitar, sempre haverá alguém para
nos criticar.
Preciosas dicas para gerar maior
resultado nas reuniões
Em um mercado de trabalho, cada vez
mais dinâmico, as divergências e os conflitos são características
naturais, pois os desacordos de idéias, opiniões e
posicionamentos, fazem parte do comportamento individual do ser
humano. Passam a ser ingredientes fundamentais prezar pela
objetividade de assuntos, organização, pontualidade e respeito aos
participantes durante uma reunião. São elementos essenciais que
geram aumento da troca de informações, bem como, no intercâmbio de
experiências para favorecer positivamente na coerente tomada de
decisões. Coloque as seguintes dicas em prática e conquiste maior
comprometimento nos acordos firmados durante uma reunião.
Realizar o convite com antecedência
– Por permitir rápida comunicação, o convite para participar de
uma reunião de trabalho, pode ser encaminhado através de um
e-mail. Entretanto, é fundamental observar que, antes de apertar o
botão “enviar”, será necessário destacar o assunto principal da
reunião. Revisar atentamente a mensagem, observar a data, o local
e o horário para evitar equívocos.
A presença de pessoas relacionadas
ao conteúdo é imprescindível e desta maneira, além de solicitar a
confirmação de leitura da mensagem, lembre de incluir uma pergunta
sobre alguns dos itens que fazem parte do conteúdo da reunião. O
objetivo é forçar o destinatário a responder sua pergunta e
paralelamente compreender o assunto a ser abordado, o horário de
início e local da reunião.
A participação revela interesse pelo
assunto – Como a pior decisão é não adotar decisão alguma, a
participação com sugestões, opiniões e apontamentos durante uma
reunião de trabalho, revela interesse pelo assunto e permite
constatar pró-atividade em gerar resultados. Além de improdutivo,
ficar durante uma reunião conversando paralelamente com outro
colega, demonstra desinteresse. Quando um fato como este ocorrer,
chame o participante pelo nome, através de um ato gentil, com o
objetivo de gerar uma mudança de atitude. Se você foi convocado
para participar de uma reunião, lembre que suas idéias e sugestões
são importantes. Neste sentido, valorize sua participação e
observe os benefícios de saber ouvir com maior atenção, escrever o
que você assumiu e falar no momento apropriado.
Não seja prejudicado pelo tempo –
Pela ausência de um planejamento e de uma seqüência cronológica
dos assuntos, o tempo esgota rapidamente e metade dos assuntos
acaba não sendo comentado. Para evitar que sua reunião seja
prejudicada pelo tempo, programe um período para cada assunto.
Compartilhe os assuntos, para evitar que algum participante se
torne o centro das atenções, ou se omita sobre o assunto em pauta.
É imprescindível realizar o registro dos assuntos que foram
abordados, mesmo que sejam somente os tópicos, para no futuro não
ouvir de algum participante a expressão: “Eu não sabia nada sobre
este assunto”.
Com o objetivo de realizar uma
reunião de trabalho mais produtiva e participativa, utilize uma
breve dinâmica, mas cuidado com a disposição do ambiente, para não
colocar nenhum participante em situação constrangedora. Ao enviar
o convite aos participantes, enalteça o motivo da reunião e busque
coibir não ser prejudicado pelo andamento de outros que não fazem
parte da programação. Se você valoriza seu tempo, não desperdice o
tempo de outras pessoas. Neste sentido, lembre que ao participar
de uma reunião, outras pessoas deixarão de fazer outras
atividades. Fortaleça sua organização com as dicas apresentadas e
faça a diferença.
Dalmir Sant’Anna
Apagão na Engenharia
O maior entrave ainda é a grande
quantidade desses profissionais em outras áreas
Os processos seletivos para
oportunidades na área de Engenharia estão cada vez mais
complexos. Isso se deve, basicamente, a um fenômeno que vem
ocorrendo nos últimos anos, o “apagão da engenharia”. Para o
Rômulo Machado, Headhunter da De Bernt Entschev Human Capital, há
uma explicação muito simples para o acontecimento: “formamos
poucos engenheiros anualmente no Brasil, principalmente na última
década, e a maioria desses profissionais, após períodos de crises,
optam por fazer carreira em outras áreas ou, até mesmo, concursos
públicos”.
Por serem, normalmente, pessoas com
alta capacidade de aprendizado e adaptação, esses profissionais
conseguem se destacar em posições que exijam análise e foco em
resultado. Por isso, a maioria deles migra para profissões que não
condizem com sua formação. O próprio headhunter é um exemplo vivo
desse movimento. Formado em Engenharia Mecânica, Machado atua mais
na profissão, e hoje ajuda as empresas na busca de profissionais
especializados nas mais diversas necessidades nas áreas técnicas.
Como resultado dessa carência há a
“autosupervalorização” desses profissionais. “Os engenheiros,
principalmente atuantes nas áreas de infraestrutura, sabem que o
mercado precisa deles e, por isso, exigem salários muito altos
para se desligarem de seus atuais empregos e assumirem novos
desafios. Em contrapartida, as empresas, mesmo tendo essa
necessidade, não estão dispostas a pagar o que eles pedem, pois
seus budgets foram definidos a partir do que é praticado no
mercado”, explica o Headhunter da De Bernt.
As oportunidades em Engenharia da
Consultoria representam, hoje, uma parcela significativa das
posições em aberto e, mesmo assim, ainda há dificuldade em
encontrar pessoas qualificadas para atender essas vagas. Para
Bernardo Entschev, Vice-Presidente da Consultoria onde Rômulo
trabalha, “O maior gap desses profissionais é a língua
estrangeira. Os maiores contratantes dessas posições são
multinacionais que exigem fluência em outras línguas,
principalmente o inglês”.
Qualificação do Jovem Trabalhador
Segundo a Organização Internacional
do Trabalho (OIT), em cada cinco jovens no mundo um não tem
emprego. São 88 milhões de pessoas com idade entre 16 e 24 anos
sem ocupação, representando 40% dos desempregados no planeta,
sendo que 85% vivem em países em desenvolvimento. A situação se
torna ainda mais preocupante quando as estimativas apontam que nos
próximos dez anos haverá um incremento de aproximadamente 660
milhões de jovens no mercado de trabalho mundial. Criar ocupação
para esse contingente é um dos grandes desafios para os
formuladores de políticas públicas.
No Brasil a situação do desemprego
entre jovens também causa apreensão. São 3,5 milhões de pessoas
entre 16 e 24 anos sem trabalho, representando 45% dos
desempregados no país. Urge criar condições para que esses jovens
tenham ocupação, evitando assim que muitos sobrevivam de modo
precário na economia informal ou então sejam cooptados pelo crime
organizado.
Se por um lado jovens não têm
emprego, há empresas que não conseguem contratá-los alegando falta
de qualificação. Pesquisa de uma grande consultoria de mão de obra
revelou que num grupo de 36 países o Brasil é o segundo com maior
dificuldade para encontrar pessoas capacitadas, ficando atrás
apenas do Japão. Um levantamento do Ipea (Instituto de Pesquisas
Econômicas Aplicadas) revelou no início deste ano que há escassez
de trabalhadores qualificados em setores como comércio,
alimentação, alojamento, construção civil e outros.
O Brasil precisa de ações de curto,
médio e longo prazos que equacionem as necessidades dos jovens
trabalhadores e das empresas e essas medidas devem envolver o
poder público, setor produtivo, entidades de classe e
universidades. A qualificação do trabalhador assumiu um papel de
grande peso para a competitividade econômica e a omissão da
sociedade irá gerar um grande gargalo para a produção do país.
Na cidade de São Paulo a prefeitura
tem dado maior peso para a qualificação de trabalhadores e um dos
programas de grande sucesso tem sido o Projovem (Programa Nacional
de Inclusão de Jovens). Como secretário do Desenvolvimento
Econômico e do Trabalho no município, coordeno várias dessas ações
e o programa de atendimento aos jovens tem sido um dos destaques
da secretaria.
Vários jovens já foram formados e
novos cursos serão implementados a partir de agosto de 2010, com
duração até fevereiro de 2011, e vão qualificar trabalhadores com
idade até 29 anos nas áreas de alimentação, administração,
computação, comércio e telecomunicação. O programa tem como
público alvo jovens sem emprego e o aluno contará com auxílio
financeiro e outros benefícios.
A maior cidade do país vem atuando
no sentido de minimizar o problema do desemprego entre jovens e da
escassez de mão de obra qualificada. Outras prefeituras, os
governos estaduais, o governo federal e entidades empresariais
deveriam atuar de modo incisivo nessa questão. È uma ação que
interessa a toda sociedade e que beneficia milhões de famílias
brasileiras.
Marcos Cintra
O que muda com o registro
eletrônico de ponto?
Falta menos de um mês para terminar
o prazo para as empresas que utilizam o registro eletrônico de
horário dos funcionários se adequarem às novas regras previstas na
portaria Nº 1.510 de 21 de agosto de 2009. Mas, o que essas normas
dizem? O que muda para as empresas? E os funcionários serão
beneficiados com a nova lei?
O administrador e sócio diretor da
Prolink Contábil, Carlos Cuevas, explica o que mudará para as
empresas e as principais mudanças na rotina dos funcionários.
Desde já, vale ressaltar que o grande intuito da portaria é dar
garantias tanto ao empregador como ao trabalhador.
Confira o que muda para as empresas:
As empresas devem estar atentas à
nova regulamentação, pois a rigidez é notória e as consequências
vão além da simples autuação da fiscalização trabalhista. Aquelas
que não se adequarem poderão ser multadas em até R$ 17 mil;
Devido ao preço elevado dos
equipamentos adaptados e dos procedimentos técnicos e
operacionais, as organizações terão que arcar com o alto custo
para implantarem o ponto eletrônico e desembolsar uma verba para
manutenção;
O Registrador Eletrônico de Ponto
obriga à emissão de um comprovante impresso da marcação a cada
registro de entrada e saída que ficará com o funcionário. A
empresa terá o controle dos registros por relatórios e arquivos
digitais que deverão será apresentados à fiscalização do trabalho;
A partir da publicação, será
proibido restringir o horário para marcar o ponto ou a marcação
automática, ou seja, utilizar horários predeterminados ou horário
contratual;
Também não será mais permitido
exigir autorização prévia para marcação de sobrejornada, isto é, o
registro das horas excedentes as 40 semanais;
Para diminuir as ocorrências de
fraudes nos sistemas de ponto eletrônico, é expressamente proibido
qualquer dispositivo que permita a alteração dos dados registrados
pelo empregado. Tal medida evitará a formulação de denúncias feita
por trabalhadores e sindicatos alegando que a empresas alterou as
informações com a finalidade de reduzir as horas extras;
Portanto, todas as horas trabalhadas
serão computadas, o que provavelmente, elevará o número de horas
extras pagas aos funcionários e por conseqüência, aumentará as
despesas com impostos e encargos trabalhistas;
Outra vantagem do controle
eletrônico de ponto em relação aos métodos manuais é a velocidade
com que as informações serão transmitidas para os sistemas de
folha de pagamento.
E o que muda para os
trabalhadores:
A normatização traz benefícios ao
trabalhador, pois inibe a prática de excessos de jornada de
trabalho, que implica em problemas de saúde;
Com a emissão do recibo, o
trabalhador terá o controle individual da jornada de trabalho. É
fundamental que os comprovantes sejam guardados, pois no caso de
ser questionado, o recibo comprova o horário em que iniciou ou
encerrou a jornada de trabalho;
A legislação autoriza o funcionário
a marcar o ponto sem restrição de horário e sem solicitar
autorização para registrar horas extras;
Além de impedir fraudes no registro
de jornada, o novo controle de jornada de trabalho vai garantir o
pagamento de todas as horas trabalhadas;
Com essas mudanças, as ações
trabalhistas com reclamações de prática de horas extras
trabalhadas sem registros não terão mais sentido. E quando houver
ações trabalhistas, os comprovantes impressos e os relatórios
digitais serão as provas para julgamento.
Mentir no currículo pode virar
crime. Saiba como aprimorá-lo falando a verdade!
trabalho?
Como a possibilidade é real, recrutadores estão cada vez mais
preparados para tirar todas as informações do candidato,
inclusive, se ele está falando a verdade ou não. Até o momento, o
máximo que podia acontecer com o candidato era ser desmascarado e
passar vergonha perante a empresa e os demais concorrente, mas
agora pode virar crime!
Um novo projeto de lei está em
aprovação na Câmara dos Deputados e caracteriza mentiras no
currículo como ação criminal, com detenção de dois meses a dois
anos para os infratores. Segundo o autor do texto, o deputado
Carlos Bezerra (PMDB/MT), caso seja aprovado, a punição será dada
aos que falsificarem o documento integralmente ou em parte, uma
vez que essa situação cause danos a terceiros ou permita que o
infrator obtenha algum tipo de benefício.
Isso mesmo, uma pequena mentira pode
virar um grande problema. Então encare aquilo que falta no seu
currículo como uma necessidade, e vá em busca de suprir essa
deficiência. Afinal, agir dessa maneira é um meio de investir em
você e na sua carreira. Abaixo listo algumas dicas de como montar
o currículo ideal e por onde começar para que consiga obter
destaque perante os demais - falando apenas a verdade!
1) Não possui essa qualificação?
Busque-a! – Imagine que as vagas para as quais você concorre
requeiram inglês fluente, mas você só sabe o básico. O que faz
então? Colocar no currículo que possui conhecimento avançado não é
uma boa idéia, pois será desmascarado facilmente pelo
entrevistador quando ele aplicar um teste. Você não poderá colocar
essa falsa informação a vida inteira, então encare isso como uma
oportunidade que bate à sua porta. Faça o curso e dedique-se,
porque ele não é um gasto a mais no seu planejamento, é o seu
maior investimento!
2) Ressalte os pontos mais
relevantes – Nada de soltar “spam” de currículo ou fazer dele um
e-mail marketing. Isso quer dizer que não deve mandar o mesmo
documento para todas as oportunidades, mas adaptá-lo a cada vaga.
Caso o emprego seja para Vendas, por exemplo, e sua maior
qualidade é relacionamento interpessoal ou habilidade de
persuasão, essa é a primeira coisa que deve destacar no resumo
profissional, abaixo dos dados pessoais. Mesmo que não tenha
experiência, deixe claro que tem força de vontade e capacidade
para tal. Em outras palavras, por que não tentar obter seu
destaque desta forma?
3) Deixe o currículo bonito e fácil
de ler – Isso não quer dizer que você deve “enfeitar” o documento,
mas deixá-lo legível. É mais atraente ler algo bem estruturado do
que uma bagunça na qual não é possível absorver nada. Então,
separe os quadros de informações, não há uma ordem certa para elas
aparecerem. Por exemplo: se acha que a sua pós-graduação é mais
relevante para o cargo do que sua experiência em outra área, isso
deve vir primeiro, após destacar no currículo o quadro “Formação
profissional”. E não esqueça de padronizar os dados, sempre com o
mesmo bullet ou sublinhado.
Para não cometer esse erro, saiba
quais são as 12 inverdades mais comuns:
As mentiras que as pessoas
contam:
1)
Formação acadêmica
2)
Fluência em idioma estrangeiro
3)
Falsa experiência na área em
que deseja atuar
4)
Acréscimo de atribuições no
cargo anterior
5)
Últimos cargos
supervalorizados
6)
Salário anterior
7)
Maior tempo de permanência na
antiga empresa
8)
Curso de informática
9)
Participação inexistente em
trabalhos voluntários
10)
Garantia de mobilidade e
flexibilidade
11)
Estado civil
12)
Idade
* Fonte: Trabalhando.com
Renato Grinberg
Cinco qualidades-chave do gerente
de TI
Há alguns anos, era comum encontrar
nas empresas aquele rapaz especializado em computadores. Todo e
qualquer problema, não importasse a área, era resolvido por ele.
Era como um faz-tudo da informática. Com o crescimento dos
negócios e a necessidade de contar com uma infraestrutura de TI à
altura da satisfação dos clientes, essas mesmas empresas se viram
obrigadas a criar um departamento de tecnologia e contratar um
gerente. Hoje, além de estar antenado às novidades do mercado
global, o CIO (chief information officer) deve estar alinhado com
as estratégias de crescimento da empresa.
Entre as inúmeras qualidades
necessárias para um executivo que tem de lidar com vários públicos
diferentes – equipe de trabalho, fornecedores de equipamentos e
softwares, clientes e a própria diretoria da qual faz parte –
seguem as cinco principais:
Liderança. “Conhecimento,
organização e alto poder de comunicação são virtudes que integram
a liderança. O CIO que detém conhecimento tecnológico necessário
para desenvolver intrincados projetos, mas não domina a habilidade
de falar com públicos diversos e ‘vender’ a TI como um recurso
facilitador, está em risco. O líder é capaz de formar uma equipe
sólida e motivada, contribuindo efetivamente para que as coisas
aconteçam da forma mais satisfatória possível”.
Paixão. “Executivos de sucesso se
entregam completamente ao que gostam de fazer. O que se espera de
um bom CIO é que esteja sempre ávido por conhecimentos
tecnológicos, em busca de soluções que simplifiquem não só os
departamentos de sua empresa, mas principalmente os negócios de
seus clientes. O gerente de TI apaixonado pelo que faz encontra
sempre uma solução adequada para cada necessidade”.
Visão de longo alcance. “Ao mesmo
tempo em que está alinhado com a política da sua empresa – às
vezes, conservadora – o CIO não deve deixar de cultivar uma visão
de futuro. Além de antever problemas, deve ser capaz de criar
facilidades que poderão despertar, por sua vez, necessidades.
Assim é que os negócios avançam”.
Capacidade de gerenciar bons
fornecedores. “É preciso desenvolver perspicácia suficiente para
distinguir bons fornecedores de produtos e serviços. Afinal, nem
todos os vendedores estão 100% preocupados com o negócio da sua
empresa. Nos últimos anos, com os cortes de gastos na área de TI,
muitos CIOs se viram obrigados a desenvolver essa capacidade
rapidamente. Mais do que isso: o CIO deve estar apto para explicar
não só como o departamento de TI poderá se pagar, mas também
mostrar como poderá gerar lucros nos demais setores da empresa”.
Criatividade. “É raro quem aponte
criatividade como atributo requerido a um CIO. Mas, olhando sob
uma nova perspectiva, percebemos que para elevar uma empresa
inteira a um patamar mais elevado é necessária uma dose cavalar de
criatividade. Quanto maior o poder imaginativo do gerente de TI,
tanto mais adequadas à realidade da empresa serão as soluções
encontradas para enfrentar desafios. E os desafios são uma
constante no ambiente corporativo”.
Ezequias Sena
Educação para o mercado de
trabalho não pode prescindir de valores éticos
Toda vez que a economia brasileira
cresce em ritmo mais acelerado, há uma reclamação comum às
empresas: faltam profissionais preparados para preencher as vagas
existentes. A formação oferecida pelo Ensino Médio e pela
Universidade não contemplaria as necessidades do mercado de
trabalho. Muitos defendem, então, que haja ênfase absoluta em
conhecimentos e técnicas requeridos para o dia a dia do trabalho.
Ou seja, que a formação acadêmica seja definida pelos ditames e
demandas do mercado..
Não nos esqueçamos, contudo, que a
qualidade profissional de qualquer trabalhador depende diretamente
de suas qualidades como ser humano. Ninguém se torna um
profissional sem antes se constituir como ser humano. Esse ser
humano pode se caracterizar por honestidade e integridade, por
exemplo, ou pela ausência dessas qualidades.
Qual é o empresário interessado em
contratar um profissional mentiroso ou desonesto? Alguém já
calculou quantos recursos financeiros já foram queimados por
profissionais cujo caráter não era fundamentado em valores éticos?
Pensemos nos prejuízos causados pelas variadas formas de
corrupção, tanto em órgãos governamentais quanto no setor privado,
pela venda de informações comerciais ou segredos industriais, e
outras escolhas moralmente equivocadas... Tudo isso foi feito por
profissionais altamente competentes em suas especialidades, muitos
dos quais oriundos das melhores escolas!
Essa opção entre “capacitação
técnica” e “formação humana e ética” é ilusória, porque não são
excludentes. Ao contrário, são complementares, e uma exige a
outra. Capacitação voltada somente a habilidades técnicas e
conhecimentos científicos poderá solucionar a demanda por mão de
obra em curto prazo, mas irá desencadear consequências negativas
por muito tempo. Por outro lado, que sentido faria prover uma
formação humana e ética desconectada das necessidades concretas da
sociedade?
Logo, por mais difícil que pareça,
temos que educar a criança, o adolescente, o jovem para ser um
profissional, um eleitor, um contribuinte e um consumidor
consciente. Em suma, para ser uma pessoa que trabalha, que exerce
a cidadania, que se dedica à família, aos amigos e ao bem comumda
sociedade.
Não podemos retroagir ao ambiente
retratado, brilhantemente pelo genial Charles Chaplin no filme
“Tempos Modernos”. O ser humano não deve ser reduzido à “mão de
obra”. Ninguém, exclusivamente, profissional. Somos pessoas com
múltiplas dimensões e potencialidades, e a educação pode e deve
nos ajudar a sermos melhores e plenos, em todos os sentidos.
Feizi Milani
Planejar a carreira é o caminho
do sucesso
As exigências do mercado de trabalho
se tornam cada vez maiores independente do perfil profissional.
Seja para quem busca o primeiro emprego, o recém-formado ou o
profissional experiente, o desenvolvimento tecnológico e as
mudanças no cenário econômico global impuseram uma nova realidade
a todos. “Frente a tantas mudanças, cada vez mais se torna
essencial uma orientação personalizada de carreira, que não é
encontrada nem na universidade nem no ambiente organizacional”,
afirma Rossana Ercole, Headhunter, da Global Network Soluções em
Carreira.
O gerenciamento de carreira é
basicamente um encaminhamento ao desenvolvimento e crescimento
pessoal e profissional, fazendo com que não seja necessário ficar
dependendo apenas das possibilidades oferecidas pelas empresas. “O
perfil da pessoa determina quais caminhos devem ser seguidos,
levando em conta em que ponto se está e aonde se quer chegar”,
ressalta Rossana.
Este planejamento estratégico, após
avaliar o perfil pessoal, analisa fatores como o cenário externo,
as oportunidades existentes e as tendências do mercado e define
ações para alcançar os objetivos. Segundo Rossana, fazer novos
cursos, especializações e uma constante auto-avaliação são boas
táticas para chegar ao alvo definido. Atualização constante é
outro ponto fundamental por causa da velocidade das mudanças. “Com
o planejamento é possível desenvolver capacidades que consigam
estar em sintonia com o que acontece no mercado. Assim o
profissional sempre estará pronto para se adequar as novas
realidades”, explica Rossana.
A concorrência no mercado de
trabalho está cada vez mais acirrada e planejar a carreira pode
ser um diferencial de quem tem determinação, visão de futuro e
quer aliar prazer, satisfação e realização pessoal com o retorno
financeiro. “As pessoas querem ser felizes em todos os aspectos da
vida e traçar as metas que se quer alcançar é um bom caminho para
ter sucesso no trabalho”, considera Rossana.
Os desafios das escolhas
profissionais
Escolhas sempre farão parte da nossa
vida e é próprio do desenvolvimento do ser humano. O quê, por que,
quando e onde são perguntas frequentes que nos despertam a
escolher nosso percurso de vida, o que certamente está atrelado à
profissão desejada. Este processo de alternativas solicita um
projeto de vida bem elaborado para exercitar, não só o
conhecimento de si mesmo, mas também conhecer o mundo
profissional.
Muitas pessoas dizem que trabalham
pela remuneração proporcionada, no entanto, sentem-se infelizes na
atividade profissional desempenhada. Assim como as roupas, há
profissões que também entram na moda e todo cuidado é pouco ao se
interessar por uma delas.
O trabalho é um importante mediador
entre o mundo subjetivo, aquele idealizado por cada um de nós e o
mundo objetivo, a realidade compartilhada. No entanto, nas
relações de trabalho dentro do modo capitalista há uma forte
possibilidade de alienação neste vínculo estabelecido, fazendo com
que a pessoa perca sua própria identidade, estagnando seu
desenvolvimento pessoal e profissional.
Essa perda de identificação pela
atividade exercida provoca sérias consequências para o
trabalhador, como por exemplo, o afastamento do trabalho por
problemas psicológicos e/ou psicossomáticos. Diante desta
situação, muitos estudos são desenvolvidos para estabelecer
relações entre o trabalho e a saúde mental.
A partir de estudos realizados com a
possibilidade revolucionária do teatro, surge o psicodrama como
ferramenta facilitadora para transformar esta realidade,
contribuindo com a construção de um projeto de vida inovador e
criativo. Com esta metodologia, o psicólogo auxilia a pessoa na
experiência de vivenciar o seu próprio papel, além do papel do
outro e de observador, no resgate de sensações, percepções e
pensamentos que facilitam a busca de soluções e respostas
criativas daquilo que é revelado.
O processo de desenvolvimento
pessoal cria a consciência, capacita a escolha e produz a mudança,
gerando resultados positivos para o indivíduo, e, consequentemente,
no ambiente profissional. Este aprimoramento pode ser feito em
terapia, na orientação profissional e também no desenvolvimento de
treinamentos empresariais.
Assumir o papel principal e optar
pela escolha de ser o protagonista de sua história, na qual apenas
você será o responsável pelas transformações possíveis de
acontecer, além de encarar os desafios que esta escolha
acarretará, fará o profissional – ou mesmo a pessoa despreparada,
até então – amadurecer-se e ficar disposta a desbravar os difíceis
obstáculos que qualquer profissão, seja ela de qualquer área,
trará para a sua vida.
Ana Flávia Fernandes Ferreira
Você está satisfeito com a sua
carreira?
A sinceridade é uma qualidade
fundamental para manter bons relacionamentos no ambiente de
trabalho e alcançar melhores resultados, evitando burocracias e
perda de tempo. Afinal de contas, tempo é o recurso mais escasso
hoje em dia e que não se compra em uma prateleira. Mas, o desafio
está na sinceridade que cada um tem consigo mesmo. Esse pode ser o
diferencial e até o referencial da sua carreira.
Muitos
profissionais buscam conhecer melhor as pessoas com quem
trabalham, mas esquecem de conhecer a si mesmos. O
autoconhecimento é o primeiro passo para conseguir superar
desafios, atuar como um agente de mudanças e vivenciar a
auto-realização. Para isso, é fundamental saber quais são os seus
pontos fortes e também quais são os pontos fracos, desta forma
será possível se proteger das ameaças e aproveitar oportunidades.
Uma
pesquisa realizada pela Korn/Ferry, consultoria multinacional de
recursos humanos, com 365 empresas da América Latina, sendo 157 no
Brasil, revelou que 69% dos executivos-chefes gostariam de mudar o
ramo de negócios em que trabalham. Ou seja, mais de dois terços
desses empresários estão insatisfeitos com os atuais empregos.
Talvez essa seja a comprovação da importância em ser sincero com
os seus verdadeiros desejos. É preciso ser realista e perceber se
a direção que tem dado para a sua carreira é realmente o que te
levará para a realização de algo maior. Talvez algo que esteja
alinhado com a sua missão de vida. Do contrário, quando chegar lá
poderá ser tarde para fazer o que tanto sonhava.
Eu me conheço?
Essa pergunta tem a proposta de
nortear a área do autoconhecimento, a sinceridade que um indivíduo
tem consigo mesmo para avaliar as suas habilidades de maneira
verdadeira, abrindo-se para feedbacks, para reconhecer como as
suas emoções afetam seu desempenho e a ligação entre o que pensa,
sente e sua maneira de agir.
Pare alguns minutos antes de
enfrentar um desafio que gere alguma dúvida ou tensão emocional e
pergunte-se: qual é a emoção que estou sentindo neste momento?
Como eu posso pensar e agir diferente nesta situação? Essa é uma
oportunidade em que eu posso desenvolver o quê?
Eu me gerencio?
Se conhecer apenas não basta. É
preciso trabalhar o autocontrole, que permite uma pessoa pensar
antes de agir, conseguindo, assim, administrar seus impulsos para
não explodir e depois se arrepender. Ter a capacidade de se
adaptar a situações para alcançar um objetivo, além de
flexibilidade e foco em momentos de pressão são exercícios do
autogerenciamento. Tenha sempre um objetivo em mente e pense quais
seriam os passos para alcançá-lo.
Pergunte-se freqüentemente: qual
comportamento construtivo eu posso ter agora para alcançar meu
objetivo?
O que me motiva?
É fundamental ter um propósito, um
motivo para agir. Estar pronto para agarrar as oportunidades,
superar os obstáculos e aprender com eles para seguir em frente é
muito importante. Saiba que o fracasso é um julgamento em curto
prazo e trabalhe constante e incessantemente em busca de
resultados positivos. Uma pessoa motivada é sinal de iniciativa e
persistência.
Reflita: suas decisões são motivadas
pelo medo de perder ou pela esperança de ganhar? O que você
precisa fazer para alcançar seu objetivo? Quais são os seus
objetivos na carreira?
Carlos Cruz
Falso cooperativismo
Regidas por regras próprias, as
cooperativas de trabalho estão se tornando um exemplo de como uma
ideia bem intencionada pode ser deturpada em benefício de uma
minoria inidônea. Há tempos, estamos assistindo a proliferação de
falsas cooperativas de trabalho que, por estarem isentas de
obedecer às normas constitucionais, como as detalhadas na
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), encontraram um filão que,
em última análise, prejudica os trabalhadores e exerce feroz
concorrência desleal com as empresas sérias que prestam serviços
nos mesmos segmentos.
Estas últimas, além de obrigadas a
cumprir a CLT - oferecendo, portanto, emprego formal aos seus
contratados - estão sujeitas às mesmas normas de qualquer empresa
privada no país. Vale dizer, são empreendimentos que especializam
seus funcionários e, mais relevante, arcam com os mesmos impostos,
taxas, tributos e ônus burocráticos que a legislação impõe a todas
as empresas em atuação no mercado brasileiro.
Não é o caso das falsas cooperativas
de trabalho. Em flagrante burla à legislação, se valem de
privilégios que só deveriam ser concedidos a organizações que, de
fato, cumpram o requisito social básico de reunir trabalhadores em
torno da união para a busca de mercado. Isto quer dizer que o
principal objetivo das verdadeiras cooperativas de serviços é
encaminhar seus associados para o trabalho de forma a
assegurar-lhes suas necessidades. Dentro deste espírito, não cabe
a figura do patrão e, sobretudo, é garantido o direito de
distribuição de eventual lucro de maneira uniforme entre todos os
cooperados.
Quando isto não ocorre, estamos
diante de uma fraude, na qual só obtêm vantagens – e altos ganhos
pessoais – os dirigentes das famigeradas cooperativas de fachada.
Neste caso, não são dirigentes de cooperativas. São empresários de
má-fé disfarçados de dirigentes. E que se utilizam de um falso
cooperativismo para garantir benefícios particulares à custa das
brechas da lei e práticas lesivas aos legítimos interesses dos
trabalhadores.
Trata-se de ilegalidade inequívoca.
Na verdade, cria-se uma intermediação de mão de obra, sem o
pressuposto básico de gestão compartilhada e democrática entre
todos os trabalhadores envolvidos, com o objetivo de fraudar a
lei. Em suma, nada a ver com o verdadeiro cooperativismo – tudo a
ver com a inaceitável locação da força de trabalho de supostos
cooperados.
O expediente está se vulgarizando de
tal forma, e ganhando contornos de ilicitude tão clara, que já
chama a atenção das mais diversas autoridades. Em São Paulo, por
exemplo, decreto do governo estadual deu um primeiro passo para
coibir a prática do cooperativismo de fachada. O decreto, de nº
55.938, merece aplauso e deve ser visto como procedimento a ser
seguido para se iniciar o combate a esse tipo de fraude.
Assinada pelo governador Alberto
Goldman, a nova legislação objetiva, em primeiro lugar, a
salvaguarda dos direitos dos trabalhadores fixados na Constituição
de 1988 e regulamentados pela CLT. E tem como fundamentação legal,
além de manifestações do Tribunal de Contas do Estado de São
Paulo, a decisão do Supremo Tribunal de Justiça que deliberou
vetar participação de cooperativas em licitações de serviço que
impliquem vínculo de subordinação.
Com essa base jurídica, o decreto
veda a participação de cooperativas nas licitações promovidas pela
administração direta do Estado em nada menos do que 15 segmentos
de serviços, entre outros, limpeza, segurança, recepção,
copeiragem, locação de veículos, secretariado e manutenção e
conservação de áreas verdes.
São algumas das atividades nas quais
a cortina de fumaça do falso cooperativismo já não conseguia mais
esconder o verdadeiro propósito de deliberada burla à legislação e
a apropriação indevida do trabalho alheio em proveito de
intermediários de má-fé.
Com o decreto, o Estado de São Paulo
não só sinalizou um caminho para estancar o desvirtuamento do
verdadeiro espírito cooperativista nos serviços que os governos
demandam. Alertou também aos tomadores de serviços da iniciativa
privada que é hora de dar um basta aos que se utilizam do
cooperativismo única e exclusivamente em conveniência própria.