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 Edição de Julho de 2009

Aproveite as férias para investir na carreira

 

Quantas vezes você já ouviu alguém dizer que gostaria de estudar mais para aprimorar seus conhecimentos e alavancar a carreira, porém não possui tempo disponível para isso? Com a correria do dia-a-dia, realmente sobra pouco tempo para cuidarmos e investirmos em nós mesmos, já que passamos boa parte do nosso tempo no trabalho e o restante é consumido com a realização de tarefas rotineiras.

    Essa situação também é bastante comum entre os estudantes de nível médio e superior que, muitas vezes, estudam e fazem estágio, atividades que ocupam todo o seu dia. O tempo é escasso para eles, que estão justamente em um período em que é preciso estudar e fazer cursos e, assim, terem maiores chances de entrar no mercado de trabalho, uma vez que possuem pouca ou nenhuma experiência profissional ou mesmo na área de estudo.

    Mas agora pense: o que você planejou para suas férias? Investir em você mesmo estava entre seus planos para 2009? Além de incrementar o currículo, o aperfeiçoamento pessoal e profissional durante esse período pode fazer toda a diferença no momento da entrevista. Um candidato esforçado, que aproveitou suas férias para estudar, passará uma melhor impressão ao entrevistador. Por isso, sugiro algumas formas para voltar à rotina com mais conhecimento e disposição para o seu futuro, como:

  Não deixe para depois – O tempo é muito valioso e temos que aproveitar todas as boas oportunidades que estão ao nosso alcance. Por isso, não deixe-o passar, comece agora a procurar o que fazer para investir no seu futuro profissional. Não esqueça que uma das formas de avaliar o jovem candidato a uma vaga de estágio é o nível de conhecimento que possui na área em que irá atuar;

   Aperfeiçoe seu conhecimento em outro idioma – Existem muitas escolas de idiomas com cursos de férias intensivos que permitem ao estudante melhorar seu conhecimento em uma língua estrangeira, além de cursos de curta duração para iniciantes. Não perca essa oportunidade. Talvez, quando as férias acabarem, você não tenha mais tanto tempo e/ou disposição para fazê-lo;

   Aperfeiçoe a sua escrita – Cada vez mais as entrevistas de emprego exigem a elaboração de uma redação para que o candidato seja avaliado pela sua escrita ou então pelo modo como pensa e se expressa. Mesmo que a sua carreira não exija esse tipo de habilidade, é muito importante que o profissional saiba expressar-se corretamente e não cometa erros gramaticais no envio de mensagens eletrônicas, por exemplo. Por isso, você pode aproveitar as férias para fazer um curso gramatical ou de redação gratuitamente. O próprio site da Academia Brasileira de Letras oferece esse serviço e tira dúvidas dos internautas sobre esse assunto;

 Melhore seus conhecimentos em informática – Hoje as empresas procuram cada vez mais aderir às novas tecnologias e o uso de um computador é indispensável. Se você ainda não domina as ferramentas mais básicas, procure aprender mais sobre essa área para sair na frente dos demais candidatos e oferecer às empresas o que elas precisam. Caso não possa realizar um curso básico ou de especialização, o conselho é que tenha no seu computador os programas que deseja aprender como funcionam e que você mesmo experimente-os e tente mexer em todas as ferramentas que eles oferecem. Caso tenha dúvidas, anote-as e pergunte para alguma pessoa que tenha mais conhecimento e vá em frente, aprenda sem custos;

  Já sabe o que quer? Especialize-se – Os cursos de graduação geralmente permitem ao estudante que trabalhem em diferentes áreas de atuação. A primeira grande decisão na vida do jovem é decidir qual carreira irá seguir e a segunda é saber em qual área, em específico, irá trabalhar. Se você já tomou essa decisão, procure na sua universidade ou em outras instituições de ensino algum curso extracurricular específico para adquirir maior conhecimento teórico. Isso conta muitos pontos no currículo e mostra interesse e determinação por parte do candidato;

  Pratique esportes e cidadania – A atividade física não melhora somente o seu condicionamento, ela lhe dá mais disposição no dia-a-dia. Além disso, quando esportes coletivos são praticados, também desenvolvemos a habilidade de se trabalhar em equipe. As pessoas que têm esse hábito, ou mesmo o fazem quando possuem tempo disponível, são bem vistas pelas empresas, pois mostra que esse profissional não age individualmente. Outra atitude bem vista por gestores na entrevista é a consciência social do candidato, o que também demonstra o trabalho em comum e, principalmente, que é uma pessoa determinada e com objetivos claros. Se você acha que precisa melhorar o seu desempenho no trabalho em equipe, esse é um método eficaz, agradável e socialmente correto;

   Relaxe e estude! – Claro que as férias devem ser aproveitadas para descansar e renovar as energias. É nessa época do ano que as pessoas têm mais disposição e o cansaço é menor devido ao tempo extra que possuem. É por isso que você deve aproveitar para investir em si mesmo. Então estude o quanto achar necessário durante a semana e aproveite seus fins de semana para descansar. Coloque você na sua agenda de prioridades!

 

Giuliano Bortoluci 


O custo do empregado no Brasil e no mundo

 

Vamos imaginar um trabalhador recebendo uma remuneração de US$ 1000 em diferentes países. Normalmente, além desse salário, as empresas têm uma despesa adicional com esse funcionário em função de tributos e outros gastos de contratação. Nos Estados Unidos esse empregado custa mais US$ 90,30 para a empresa, nos denominados Tigres Asiáticos (Hong Kong, Cingapura, Coréia do Sul e Taiwan) a média é de US$ 115 e no Japão o gasto a mais é de US$ 118.

    Na Europa a despesa adicional para as empresas, além do salário, cresce bastante. Para o exemplo de US$ 1000 ela é de US$ 513 na Itália, US$ 583 na Inglaterra, US$ 600 na Alemanha e US$ 797 na França. No caso da América Latina o gasto é de US$ 410 no Paraguai, US$ 480,60 no Uruguai e US$ 702,70 na Argentina.

    E no Brasil? Quanto custa para a empresa um trabalhador com salário equivalente a US$ 1000? O valor é espantoso, uma vez que representa 11,5 vezes o da firma norte-americana, 9 vezes a dos Tigres Asiáticos, quase 2 vezes a média dos quatro maiores países da Europa e quase uma vez a dos três parceiros do Brasil no Mercosul.

    Um trabalhador que recebe US$ 1000 no Brasil custa mais US$ 1.034,60 para a empresa, ou seja, para cada US$ 1 gasto com o salário nominal do funcionário o empregador é obrigado a desembolsar mais US$ 1,03 em tributos e direitos trabalhistas.

    É evidente que a manutenção de empregados por uma empresa no Brasil compromete a competitividade nacional e pode fazer a diferença entre a prosperidade e a falência de um empreendimento. Como alternativa à sobrevivência, firmas recorrem à terceirização ou à informalidade.

No primeiro caso há questionamentos quanto ao montante que poderia ser economizado, uma vez que os encargos continuam existindo e são repassados ao custo dos serviços prestados pela empresa contratada. Quanto à contratação sem carteira assinada, o empresário fica exposto à fiscalização e acaba correndo riscos futuros referentes à possibilidade de reclamações trabalhistas, ou seja, a empresa economiza hoje, mas pode ter que desembolsar valor maior depois.

    No Brasil temos uma situação interessante, onde o trabalhador e o empresário reclamam: o primeiro argumenta que ganha pouco e o segundo que gasta muito. Ambos têm razão porque entre eles há uma elevada carga tributária sobre a folha de salários das empresas e também em decorrência de uma legislação trabalhista que onera demasiadamente o setor produtivo e prejudica boa parte dos trabalhadores.

    Uma alternativa que o governo, sindicatos, entidades empresariais e políticos deveriam levar adiante neste momento em que a questão do mercado de trabalho está em evidência é a eliminação quase total dos tributos sobre a folha de salário das empresas, permanecendo apenas o FGTS. A idéia seria a extinção dos 20% para o INSS, os 2,5% do Salário-Educação, todo o Sistema “S” e o Seguro de Acidentes do Trabalho.  Para substituir a arrecadação de R$ 73 bilhões que eles geram seria criada uma contribuição de 0,33% sobre os débitos e os créditos de cada lançamento bancário.

    Esta proposta reduziria o custo dos tributos sobre a folha de salários em mais de 77%, passando de US$ 356 para US$ 80 para o salário hipotético de US$ 1000. A despesa total de contratação passaria dos atuais US$ 1.034,60 para US$ 758,60, próximo a da Argentina. Esta medida, que manteria a arrecadação do governo e das entidades paraestatais (Sesi, Senai e outros), seria um ponto de partida para reduzir custos para as empresas, gerar empregos e aumentar salários. Ou seja, todos ganhariam.

 

Marcos Cintra


Universitários descartam experiências de trabalho

A falta de experiência e a superproteção geram profissionais imaturos e inseguros

 

Jovens que iniciam a carreira encontram inúmeras dificuldades para conquistar seu espaço no mercado. Alicerçados apenas em bases teóricas trazidas dos bancos universitários, faltam-lhes a prática desejada pelas empresas. “Com o mercado cada vez mais competitivo, os recém formados necessitam demonstrar agilidade, perspicácia, expediente, habilidades políticas adquiridas em experiências profissionais diversas.”, alerta o head hunter e sócio da Steer Recursos Humanos, Ivan Witt. “Qualquer tipo de trabalho traz aprendizados importantíssimos. Relacionamentos interpessoais, respeito a hierarquias, cobranças por resultados, erros e as conseqüências deles. Essas experiências farão a diferença se comparadas a um currículo que tenha somente a formação universitária”.

    Na sociedade norte-americana, quando os adolescentes iniciam seus cursos superiores, sabem que é chegada a hora de sair da casa dos pais, iniciarem uma vida compatível com seus ingressos.  É comum arrumarem trabalhos complementares enquanto não terminam suas carreiras, para ir juntando um dinheirinho extra e melhorar o padrão de vida.  Claro que o lado cultural influi e essa não é a prática em nosso país.

    A superproteção dos pais é um dos fatores que contribui para o crescente número de jovens recém saídos da universidade sem absolutamente nenhuma passagem por qualquer tipo de trabalho. “Faz parte da cultura norte americana, o incentivo, em qualquer classe social, ao trabalho, para que possam custear seus próprios estudos ou moradia e adquirirem experiência. Isso ajuda a torná-los adultos mais responsáveis”, afirma Ivan.

 

    No Brasil, um jovem cuja família tem boas condições financeiras, nem sempre se sujeita a empregos fora de sua área de atuação.  “Enquanto não precisam, não correm atrás, achando que a boa formação acadêmica será o suficiente. Essa atitude não agrada aos empregadores, que preferem os mais vividos, na hora de preencher vagas de base”, pondera Ivan.

    Outro fator para a falta de maturidade e experiência no mercado é a expectativa que o jovem tem de atingir, em pouco tempo, o mesmo patamar salarial ou as mesmas condições de vida que seus pais possuem. “Muitos recusam oportunidades valiosas, como se pudessem ganhar muito antes de adquirirem experiência”, diz o especialista. “O preconceito por vagas em atividades simples impede que muitos jovens cresçam pessoal e profissionalmente”. 

    É imprescindível que os jovens universitários iniciem as atividades profissionais durante a faculdade e é papel dos pais incentivarem seus filhos a buscarem um trabalho. “É o momento de exercitarem-se, acertar e errar e viver as conseqüências disso, para depois encarar a vida profissional com maturidade e coragem. Nenhuma empresa quer ensinar o básico a um indivíduo que já tem diploma. Tem que chegar jogando e de preferência fazendo gol.”, finaliza Ivan.


Você tem jogo de cintura?

 

Todos querem diferenciar-se no mercado de trabalho, ter uma boa remuneração e reconhecimento. Os requisitos em relação à qualificação dos profissionais estão cada vez maiores. A exigência mínima muitas vezes já começa com algum tipo de MBA, além da experiência profissional em empresas conceituadas, fluência em idiomas e pró-atividade.

    Além de todas as características apontadas e de outras que são exigências particulares de cada organização é muito importante que você tenha mais uma: jogo de cintura!

    Se em um relacionamento afetivo você tem a opção de escolher com quem irá conviver, possivelmente não encontre a mesma oportunidade em relação a colegas de trabalho ou clientes. Eles são iguais cunhados: já vêm prontos!! Poderão ser pessoas carismáticas ou muitíssimo mau humoradas. Aquelas que acham tudo difícil, não aceitam mudanças, não têm pró-atividade e provavelmente não gostem de “novatos”.

    Irritar-se, ignorar, discutir ou tentar agir de forma antiética, procurando um meio de “puxar o tapete” para se livrar delas não irá facilitar sua convivência. A melhor forma de lidar com esta situação é ter muito jogo de cintura, bom humor e um excelente relacionamento interpessoal.

    Seja sempre otimista e bem humorado e assim você terá oportunidade de contagiar positivamente seus colegas de trabalho, inclusive aquele que vive com cara amarrada. Seu carisma irá colaborar para a aproximação uns dos outros e assim melhorará o diálogo e a cooperação entre a equipe, favorecendo o relacionamento entre todos. Um sorriso sincero quebra barreiras e abre portas para um bom relacionamento e oportunidades de negócios.

    Caso seu perfil seja mais expressivo, tome o cuidado de não invadir a zona de conforto de seus colegas ou clientes. Os excessos podem criar uma imagem negativa junto às pessoas mais reservadas.

    Muitas discussões ocorrem em virtude de problemas de comunicação. Saiba relevar e analisar se houve má compreensão sobre o assunto tratado. Atenção para a comunicação não verbal: o corpo “fala” muito e para alguns, “fala” bem diferente do que realmente está sendo dito. Cuidado com gestos agressivos, expressões de descaso, entonação de voz e sinais de nervosismo e perda de paciência.

    Lembre-se que cada indivíduo possui princípios e valores pessoais diferentes uns dos outros e precisamos compreender quais são esses valores para conseguirmos desenvolver um relacionamento amigável, salutar, positivo e principalmente, produtivo.

 

Wagner Campos 


Na era da informação, empresas buscam talentos empreendedores

 

Estamos na Era da Informação. A cada dia uma nova tecnologia surge, abrindo muitas possibilidades para quem está conectado às novidades. É o mundo dos sonhos para quem tem espírito empreendedor e vontade de trabalhar. Os profissionais com esse tipo de perfil são verdadeiros ‘talentos empreendedores’, pessoas que dificilmente estarão fora do mercado de trabalho, mesmo em períodos de crise e incertezas.

    O ambiente atual, por exemplo, possibilita a oportunidade de o profissional atuar em novas frentes de trabalho. Hoje há diversos setores e áreas que permitem que esse profissional esteja apto a desempenhar duas ou mais funções. Praticamente não há limitações se a pessoa tiver competência, discernimento, curiosidade, capacidade de aprender e energia suficientes para lançar-se em novas frentes ou reconfigurar as atividades que até então não desenvolvia.

    As pessoas mais atentas e sintonizadas com a “economia do conhecimento” já perceberam que a obsolescência de conhecimentos (e de modelo mental) é um fenômeno assustador e que atinge a todos. A velocidade das mudanças, as inovações constantes, o acesso às tecnologias e as novas exigências de mercado, para o bem e para o mal, provocam desconfortos.

    Os que acompanham as mudanças de seu tempo terão que “descobrir necessidades e atendê-las”, criando mais frentes de trabalho e renda para si e para outros. E não há nada de confortável nisso. É trabalho duro e ininterrupto.

   A verdade é que cada vez mais espera-se que o profissional seja um especialista, mas que tenha também habilidades complementares. A pessoa talentosa é aquela que possui uma competência em grau de excelência, uma expertise. É por isso que é contratada, é isso que define a sua presença na folha de pagamento.

   

 

Empowerment

Um discurso que ganhou força na década de 70 é que as pessoas precisavam ser mais generalistas e menos especialistas. O que se queria dizer é que a nova economia exigiria pessoas abertas ao conhecimento e ávidas por aprender. Era um alerta para que não se limitassem a uma área de conhecimento, de negociação, de relacionamentos, de visão de negócios. Entrávamos na era do empowerment.

    Nas empresas, níveis hierárquicos desapareceram, cargos de gerentes e supervisores foram drasticamente diminuídos e mais poder foi dado às pessoas – o que exigiu mais saber. Exigiram-se competências para além da expertise básica – o que possibilitou que as pessoas enxergassem novas oportunidades para aplicação de sua experiência e de suas habilidades extras.

  Essa atitude se faz muito necessária nos dias de hoje. O profissional tem de ser multitarefa, embora, poucos se dêem conta disso. Os que preferem o conforto do conhecido, do tradicional, do consagrado, do aprendido, podem descobrir que o conforto é só aparente: que a obsolescência os ronda e ameaça seus empregos e estilos de vida.

 

Luiz Alberto Ferla


Inteligência Social define o crescimento profissional

Saber utilizar as emoções de forma favorável também é uma competência propulsora da ascensão

 

Todo profissional sabe o quanto é difícil encontrar o ponto de equilíbrio em suas atitudes, para que possa iniciar a caminhada da ascensão profissional. Para conquistarem esse sonho, estimulam metas, prazos, mudam de empresa, dedicam-se a especializações e cursos. Mas o que poucos sabem é que crescer, tanto na vida como no trabalho está vinculado, em primeiro lugar, a capacidade de construir bons relacionamentos.

    De acordo com a psicóloga Márcia Dolores Rezende, diretora e psicóloga do Instituto Saber, empresa inovadora no desenvolvimento de alta performance em recursos humanos, para que a ascensão na carreira aconteça é preciso também ter o envolvimento com as questões e anseios do outro, o que é diferente de ser popular. “Essa é uma forma de desenvolver a inteligência social. Interessar-se pelo outro muitas vezes oferta um exercício de humildade, e até pouca autopromoção, mas pode acontecer algo fascinante: a divulgação dos resultados positivos através dos colegas de trabalho, o que pode ser muito mais agradável”, ressalta.

    Saber utilizar as emoções de forma favorável também é uma competência propulsora da ascensão. “Um profissional que está diante de uma situação de frustração, e que consegue utilizar sua criatividade, está apto a novos desafios numa escala maior. Por exemplo: Como oferecer uma posição de destaque a alguém que se irrita diante de um feedback construtivo? ou que faz de conta que ouviu e digeriu a informação, e em seguida  faz a mesma coisa, sem o menor pudor? Isso tudo traduz a importância da Inteligência Emocional, um pacote de competências que somadas habilitam a uma ascensão com maturidade”, esclarece a diretora do Instituto Saber

    Márcia lembra de que mesmo trabalhando a inteligência emocional, o conhecimento é ainda peça chave nesse processo. “Certamente, esse patrimônio é do profissional que colabora como bom andamento da empresa, o que gera ascensão e reconhecimento”, enfatiza.

    As empresas, hoje, estão mais interessadas em reter e descobrir talentos do que abrir novas vagas para o mercado. “Esse é um processo otimizado, porque os profissionais já estão dentro da casa e têm facilidade com a cultura, missão e visão da empresa. Entretanto, desenvolver um ambiente favorável, é hoje o maior desafio das corporações que atuam para sua sustentabilidade, isso é novo e portanto solicita novas estratégias para se obter resultados diferentes dos antigos”, avalia a psicóloga.

    A diretora recorda também que o sentido da palavra ascensão pode variar de acordo com o objetivo de cada um. Há quem queria crescer, mas não necessariamente ocupar um cargo de gerencial. A ascensão profissional está intimamente conectada aquilo que se valoriza, e esse valor é individual e intransferível. “Outro dia num processo de Coaching Executivo – Eficaz com PNL, um alto executivo de uma empresa do setor industrial, me disse que a ascensão era fechar sua carreira aos 65 anos na posição que ele estava. Perguntei se o objetivo, nesse momento, seria tornar-se vice presidente da empresa e depois presidente, ele disse que seu projeto era diferente.

Ele afirmou que fez um planejamento, para a partir dos 66 anos com segurança financeira, considerando um montante especifico na sua conta, dedicar-se a nova  atividade como assessor dos negócios que seus filhos construíram. Esse é um exemplo do quanto é congruente definir a ascensão, para chegar até lá com solidez”, finaliza.

 

Veja as seis dicas que a Dra. Márcia Resende separou que vão ajudar no crescimento profissional

1.Imagine que existe uma folha de papel em branco. Agora, desenhe uma roda. Vamos chamá-la de roda da vida. Divida com tudo que a compõe, por exemplo: Minha vida é segmentada nos setores: Desenvolvimento Pessoal/autoconhecimento, Saúde, Relacionamentos Familiares, Filhos, Relacionamento Afetivo, Casa - ambiente físico, Financeiro, Carreira, Espiritualidade, Lazer, etc.

     Depois de dividir sua roda com todos os setores importantes para você, avalie o que está por trás de cada setor, afinal desenvolvemos uma ação na vida profissional, para obter uma conquista que se traduz como um valor maior.

    Exemplo: Carreira: quero desenvolver esse setor para obter realização. Imagine como você se sente em cada segmento, atribuindo um atribui que varia de 0 a 10. Depois de realizar essa atividade, pense em um objetivo para cada setor. Lembre-se de que existe na vida são sempre resultados, inexiste o certo ou errado nessa abordagem chamada PNL.

 

2. Defina o significado da palavra ascensão. Um profissional que tem pelo menos três alternativas é alguém que pratica a resiliência, uma competência tão em voga, que pode ser treinada quando se começa a construir alternativas para todas as ações e obtenção de resultados. Dessa forma, é possível desenvolver a flexibilidade com as próprias opiniões e com a atitude de outras pessoas.

 

3.Tenha interesse genuíno no outro. Lembre-se, a ascensão está vinculada a capacidade de construir bons relacionamentos

 

4.Equilíbrio entre falar e ouvir. Para se dar conta desse equilíbrio, é preciso observar  o quanto você fala e o quanto escuta. Faça uma analise ao finalizar uma interação profissional:

O que você entregou de dados?

O que recebeu de dados?

O que era importante entregar, para atingir seu objetivo com a pessoa?

O que era importante receber, para atingir o seu objetivo com a pessoa?

O que foi fundamental falar e o que pode ser dispensado?

O que foi fundamental ouvir?

O que poderia ser dispensado na escuta?

 

5. Saber decidir com capacidade de análise e muitas vezes certo distanciamento. Estou novamente recorrendo a Inteligência Emocional, saber que para decidir vale colocar-se como observador e pensar no meta-objetivo. Essa forma de pensar facilita o processo decisório, e quando existem parcerias embasadas e se conta com o apoio de pessoas preparadas, o processo será de sucesso.

 

6.Exercitar a arte da delegação. Delegar é uma arte, como tantas artes podemos aprender a fazer. Para exercitá-la, conta-se com um requisito básico, chamado confiança primeiro em você e depois no profissional que está recebendo a atribuição e a responsabilidade. Afinal, delegar significa ofertar responsabilidade de decisão e de assumir as escolhas, talvez isso torne o processo um aprendizado. Para delegar é sensato preparar o profissional, envolvê-lo e estar aberto para sugestões. Muito diferente essa pratica do ato de transferir tarefas, delegar é investir no outro, confiando na sua percepção.

 

Márcia Dolores Rezende  


Antes do início da carreira

A falta de experiência e a superproteção geram profissionais imaturos e inseguros

 

Jovens que iniciam a carreira encontram inúmeras dificuldades para conquistar seu espaço no mercado. Alicerçados apenas em bases teóricas trazidas dos bancos universitários, faltam-lhes a prática desejada pelas empresas. “Com o mercado cada vez mais competitivo, os recém formados necessitam demonstrar agilidade, perspicácia, expediente, habilidades políticas adquiridas em experiências profissionais diversas.”, alerta o head hunter e sócio da Steer Recursos Humanos, Ivan Witt. “Qualquer tipo de trabalho traz aprendizados importantíssimos. Relacionamentos interpessoais, respeito a hierarquias, cobranças por resultados, erros e as conseqüências deles. Essas experiências farão a diferença se comparadas a um currículo que tenha somente a formação universitária”.

    Na sociedade norte-americana, quando os adolescentes iniciam seus cursos superiores, sabem que é chegada a hora de sair da casa dos pais, iniciarem uma vida compatível com seus ingressos.  É comum arrumarem trabalhos complementares enquanto não terminam suas carreiras, para ir juntando um dinheirinho extra e melhorar o padrão de vida.  Claro que o lado cultural influi e essa não é a prática em nosso país.

    A superproteção dos pais é um dos fatores que contribui para o crescente número de jovens recém saídos da universidade sem absolutamente nenhuma passagem por qualquer tipo de trabalho. “Faz parte da cultura norte americana, o incentivo, em qualquer classe social, ao trabalho, para que possam custear seus próprios estudos ou moradia e adquirirem experiência. Isso ajuda a torná-los adultos mais responsáveis”, afirma Ivan.

   No Brasil, um jovem cuja família tem boas condições financeiras, nem sempre se sujeita a empregos fora de sua área de atuação.  “Enquanto não precisam, não correm atrás, achando que a boa formação acadêmica será o suficiente. Essa atitude não agrada aos empregadores, que preferem os mais vividos, na hora de preencher vagas de base”, pondera Ivan.

    Outro fator para a falta de maturidade e experiência no mercado é a expectativa que o jovem tem de atingir, em pouco tempo, o mesmo patamar salarial ou as mesmas condições de vida que seus pais possuem. “Muitos recusam oportunidades valiosas, como se pudessem ganhar muito antes de adquirirem experiência”, diz o especialista. “O preconceito por vagas em atividades simples impede que muitos jovens cresçam pessoal e profissionalmente”. 

    É imprescindível que os jovens universitários iniciem as atividades profissionais durante a faculdade e é papel dos pais incentivarem seus filhos a buscarem um trabalho. “É o momento de exercitarem-se, acertar e errar e viver as conseqüências disso, para depois encarar a vida profissional com maturidade e coragem. Nenhuma empresa quer ensinar o básico a um indivíduo que já tem diploma. Tem que chegar jogando e de preferência fazendo gol.”, finaliza Ivan.


Conheça alguns direitos básicos do trabalhador

Salário-mínimo - Nenhum trabalhador pode ganhar menos do que o salário-mínimo vigente no país.

 

Registro em carteira de trabalho - Todo trabalhador deve ser registrado na Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS).

13º salário – O 13º salário, denominação usual para a gratificação natalina, tem como fonte a Lei 4.090, de 13 de julho de 1962.  Pela lei, todo empregado faz jus no mês de dezembro a uma gratificação salarial, independentemente do salário que perceba. Isto significa que o 13º salário é devido a todos os empregados. A gratificação é calculada à base de 1/12 da remuneração devida no mês de dezembro, por mês trabalhado, ou fração igual ou superior a 15 dias, não se considerando as eventuais faltas ao serviço para efeito de redução do devido.

Férias - Férias anuais remuneradas correspondentes a um período de descanso de 30 dias. As férias deverão ser concedidas após 12 meses de serviços prestados à mesma empresa. Pela legislação, o empregado tem direito a receber o salário mensal antecipado e mais o abono de um terço do valor do salário três dias antes de sair de férias. 

FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) - Depósito compulsório no valor de 8% da remuneração do empregado, feito pelo empregador, formando um pecúlio. 

Seguro-desemprego - É um benefício concedido pelo poder público e pago pelo Fundo de Assistência ao Desempregado ao trabalhador que prestar serviços de natureza não eventual a empregador, sob dependência deste e mediante salário.

Licença-maternidade - Direito concedido à gestante de afastar-se do trabalho para cuidar de filho recém-nascido. Tem duração de 120 dias sem prejuízo de emprego ou salário.

Licença-paternidade - Período de cinco dias concedido ao trabalhador para permanecer ao lado de filho recém-nascido, sem prejuízo do salário.

 

Fonte:http://portal.prefeitura.sp.gov.br/

secretarias/trabalho/0029


Empreendedor ou escravo?

 

 “O dia que eu for dono do meu próprio negócio, terei mais tempo para mim”. Quem já não ouviu ou disse essa frase alguma vez na vida? Talvez você tenha sido uma dessas muitas pessoas que falavam isso com freqüência. Infelizmente, essa afirmação é uma das coisas mais irreais que vejo quando falamos de administração do tempo para empreendedores.

   O empreendedor “padrão” é aquela pessoa que tem uma tendência a ser workaholic, deixar de lado as coisas importantes na sua vida em função do crescimento da empresa, está sempre pensando em inovações, mais resultados etc.

   A maioria dos empreendedores que conheço vira escravos do próprio negócio, pois não consegue separar a vida pessoal da vida empresarial. Eu fui assim durante muitos anos e o pior é que nem percebia o quanto me afundava no meu próprio estresse. Hoje vejo o quanto isso me fez mal e por isso recomendo algumas dicas para reverter esse quadro:

   Pare e pense qual caminho sua vida está seguindo – Se você cuida tanto da empresa e se dedica pouco para você e para suas atividades importantes, pode perceber que focou seu tempo em tarefas erradas e, às vezes, isso acontece tarde demais. Conheço muitas histórias de empreendedores que cresceram com a empresa, mas destruíram suas vidas e depois passaram a questionar se realmente o esforço de tentar fazer com que a empresa prosperasse, esquecendo-se da vida pessoal, valeu a pena. Equilibrar sua vida profissional com a pessoal é muito importante para ter um futuro com maior sentido e sem arrependimentos;

   Delegue o máximo que puder. Você não é onipresente! – O empreendedor precisa ter a consciência de que outras pessoas também podem realizar o trabalho que ele faz, pois ninguém é insubstituível. Isso não tira sua responsabilidade, mas o liberta para focar em outras atividades mais importantes. Se não for possível delegar algo a alguém, o crescimento da empresa estará diretamente ligado ao tempo do empreendedor, que pode ser bem limitado. Obviamente, ele não delegará definição de metas ou estratégias, mas o operacional deve ser, ao máximo, passado à equipe;

    Aprenda técnicas de gerenciamento do tempo e redução de estresse – Chega um certo momento em que estamos tão assolados de urgências e atividades circunstanciais que precisamos de ajuda externa para conseguir enxergar uma solução. Recomendo que procure um treinamento que o ajude a incorporar novas técnicas de administração do tempo e redução de estresse no seu dia-a-dia. Elas funcionam e podem ajudar a sair dessa fase negativa;

    Coloque momentos importantes para você mesmo em sua agenda semanal – Não deixe que os seus dias sejam compostos inteiramente por urgências e circunstâncias, comece a colocar pequenos momentos para você em sua agenda como, por exemplo, um almoço em família, sair um pouco mais cedo para ir ao cinema, buscar seus filhos na escola, praticar um esporte ou algum outro hobby. Além de ser importante para você e para suas relações sociais, atividades prazerosas como essas renovam suas energias e dão mais disposição para agüentar a pressão do dia-a-dia;

   Aprenda com suas urgências - A maioria das questões urgentes da sua rotina ou da sua equipe poderia ser evitada! Na próxima vez que algo urgente acontecer, pare e pense como pode evitar que esse problema se repita. Em geral, com antecipação de atividades e planejamento você conseguirá reduzi-las com sucesso;

    Domingos são para atividades pessoais – Sua família e sua vida precisam de você. Sempre que possível, evite ao máximo utilizar seu domingo para trabalhar. Desligue seu notebook, seu celular e esqueça a empresa. Faça passeios com a família, aproveite seu tempo com as pessoas importantes de sua vida. Recomendo que no final do dia você planeje a semana, de modo a priorizar atividades importantes para seus dias e prevenir eventuais urgências;

    Escolha uma ferramenta para gerenciar o seu tempo – Para que sua organização e planejamento sejam feitos da melhor maneira, você precisa ter uma agenda eficiente, um celular, um palm top ou então um site na Internet que o ajude a priorizar seus dias, planejar suas metas, agendar reuniões etc. Cada pessoa tem uma preferência por um tipo de “organizador” diferente. Seja no computador ou no papel, encontre qual forma é melhor para você e coloque em prática.

    Por último, mas tão importante quanto qualquer uma das dicas citadas acima, é que você já agende suas férias. Se a empresa não vive sem você por pelo menos 10 dias, é melhor você repensar toda a estrutura e organização do seu empreendimento.

 

Christian Barbosa 


Como agir na busca de uma oportunidade de carreira

 

Quando um profissional decide procurar por novas oportunidades profissionais, além do currículo, que é o cartão de visita, o networking e a entrevista são as principais ferramentas dessa etapa, principalmente se o profissional passou um longo período em uma mesma empresa. O início do processo de busca de oportunidades de carreira requer dedicação e planejamento; e a Career Center, empresa especializada em Recursos Humanos e gestão de carreira, apresenta dicas que podem ajudá-lo se destacar no mercado.

 

- Currículo: na hora de elaborar o currículo, inserir os resultados alcançados apresenta o quanto você pode trazer da sua experiência para a empresa e pode proporcionar uma preferência do recrutador entre os concorrentes. Além de falar dos cargos exercidos, das atividades realizadas e do período em que trabalhou nas empresas, é importante mostrar quais vantagens o profissional trouxe no período em que exerceu a função. “Não adianta colocar o que fez, tem que dizer o impacto que causou na empresa e mostrar que o profissional busca resultados”, explica Claudia Monari, consultora da Career Center.

 

- Networking: Agora é a hora de procurar por todos os cartões de visitas que recebeu até hoje. Separe pelo menos 60 nomes, avalie cada um e prepare-se para restabelecer contato. Atualmente, manter uma rede de networking é questão de sobrevivência e aprendizagem, pois Networking é uma forma de troca de conhecimentos. Segundo dados da Career Center 57% de seus clientes são recolocados no mercado por meio de networking. Em uma reunião com esses contatos, trocam-se idéias, conselhos, informações sobre setores de trabalho e  competências.

 

- Planejamento financeiro: é importante se programar para não passar “aperto” durante o período de busca de trabalho. Portanto, fazer um planejamento adequado é essencial para não ter maiores problemas durante o processo de reinserção no mercado.

 

- Antes da entrevista: Descubra tudo o que puder a respeito da empresa, pois você poderá ser questionado: “O que sabe sobre a nossa empresa?”. Informações básicas como atualidades sobre o mercado em que a empresa está inserida, sua origem, número de funcionários, localização, principais produtos e concorrentes darão suporte na hora da entrevista. Cuidar da apresentação pessoal, da empatia a ser criada e não chegar atrasado são fatores fundamentais a serem priorizados.

 

- Durante a entrevista: Não existe fórmula para enfrentar uma entrevista, porém há um conjunto de fatores compatíveis com seus objetivos e o da empresa, que pode levar ao sucesso em uma entrevista. A entrevista de trabalho muitas vezes causa temor, mas ela deve ser encarada como um momento de apresentação das suas competências e habilidades, ou seja, uma oportunidade de exposição. Algumas dicas podem ajudar nesse processo, como responder somente o que for perguntado e evitar respostas prontas e decoradas; apresentar o perfil pessoal e de carreira destacando os pontos fortes e fracos; e falar do motivo de desligamento da empresa, quando houver, de forma clara e objetiva.

 

- Salário: A dica dos consultores da Career Center é comentar sobre salário somente ao final da entrevista. É importante primeiramente saber sobre e cargo disponível, se necessário comente seu último salário e benefícios, quando questionado, e sempre esteja aberto para negociação. Outra dica é conhecer os benefícios da empresa antes de falar sua faixa salarial.

 

    Além dessas dicas é essencial ter planejamento de carreira e sempre demonstrar interesse e entusiasmo pelo que faz. 

Fonte:  Career Center


Terceirização de Vendas

 

“Não tem sentido dizer que fazemos o melhor que podemos.

Temos de conseguir fazer o que é necessário.”

(Churchill)

 

Em minha trajetória profissional encontrei companhias cujos dirigentes assumiram pessoalmente sua incapacidade em administrar sua força de vendas, após vários insucessos e tentativas infrutíferas.

Neste momento, uma opção pode ser considerada: a terceirização das vendas. Como fazê-la?

 

1. Pode ser aberta uma empresa de prestação de serviços a partir de sua equipe atual. Seus profissionais de vendas seriam demitidos constituindo uma corporação independente, sem vínculos trabalhistas. Para tanto, precisarão de apoio no âmbito jurídico (definição do quadro societário e dos termos contratuais), contábil (escolha do regime tributário menos oneroso) e administrativo (orientações sobre a gestão).

 

2. Caso você não tenha uma equipe própria, poderá buscar no mercado uma empresa especializada em intermediação e terceirização de vendas. Esta opção apresenta prós e contras. O aspecto positivo está na experiência deste tipo de organização no exercício da atividade. O negativo, na falta de exclusividade e possível dispersão, pois lidam com várias companhias de diversos segmentos.

 

3. Independentemente do caminho trilhado, um aspecto fundamental está nas pessoas, ou seja, na equipe que irá comercializar seu produto ou serviço. Por isso, o perfil destes profissionais deve ser detalhadamente definido e estar alinhado à sua cultura e valores. É recomendável buscar o subsídio de profissionais da área de RH na avaliação de competências dos candidatos.

 

4. O próximo passo envolve capacitação e treinamento. Toda venda hoje é consultiva, o que demanda conhecimento técnico do produto ou serviço ofertado, e ainda relacional, pois envolve a percepção das reações emocionais do comprador. Somente é possível ofertar soluções adequadas quando se conhece bem o mercado, o produto e as necessidades dos clientes. Durante esta fase, é aconselhável que os vendedores interajam também com a área de produção, objetivando reduzir o risco de atritos futuros. Lembre-se de que a corporação é um organismo vivo que deve ter todos os seus departamentos trabalhando em sinergia.

 

5. Com relação à política de remuneração, o sistema deverá combinar pagamento fixo com variável.

 

a) O valor fixo dificilmente será evitado porque poucos terão interesse em lançar-se ao mercado, com despesas de prospecção, deslocamento, alimentação, entre outras, além do custo de oportunidade do tempo e do capital (que poderiam estar sendo dirigidos para outra atividade) sem ter um valor mínimo que possa cobrir seus gastos. Isso se torna ainda mais relevante quando o ciclo de venda do produto é maior, demandando uma longa sequência de visitas para lograr êxito.

 

b) A remuneração variável deverá ser um percentual das vendas brutas ou líquidas (descontados os impostos).

 

No segundo caso, o sistema de demonstração do resultado deverá ser transparente para não fragilizar o relacionamento com a terceirizada. Talvez seja melhor trabalhar com um percentual menor sobre o faturamento bruto, facilitando as contas. O percentual que será adotado dependerá de vários fatores. Primeiro, quanto maior o valor da remuneração fixa, menor o percentual da remuneração variável e vice-versa. Segundo, considerar as peculiaridades do produto ou serviço comercializado, pois alguns apresentam uma estrutura de preços rígida enquanto outros permitem descontos elásticos. Terceiro, analisar o potencial de geração de caixa do negócio, considerando-se se há, por exemplo, possibilidade de se firmar contratos de manutenção que proporcionarão renda permanente à terceirizada. Quarto, olhar para o mercado e para a estrutura de custos da empresa calculando o percentual de comissionamento que pode ser suportado pelo preço sem torná-lo economicamente inviável, perdendo competitividade.

 

6. Deve-se definir se a terceirizada concentrará a gestão das vendas em sua totalidade ou se haverá delimitação de área territorial. Como serão tratadas as vendas internas? E o comércio eletrônico, caso exista?

 

7. Metas devem ser estabelecidas, com prazos definidos e métricas para avaliação dos resultados. Tudo dentro de um planejamento estratégico traçado no início do relacionamento e revisado periodicamente.

 

8. Um contrato de prestação de serviços deve ser firmado com a terceirizada estabelecendo todas as regras desta parceria. É desejável que haja uma cláusula de exclusividade dentro do mercado de atuação, evitando-se o risco subsidiário de o vendedor terceirizado, na reta final de fechamento de um negócio, oferecer o cliente a um concorrente. Além disso, deve-se prever uma cláusula de saída, ou seja, em caso de distrato, como ficarão as relações comerciais entre as partes (o que fazer com os contratos de manutenção, por exemplo).

 

Finalizando, dois cuidados especiais devem estar presentes durante o processo de terceirização das vendas.

Primeiro, cuide do endomarketing, lembrando-se sempre de que há uma categoria de vendas que não pode ser delegada: as vendas internas.

Segundo, tenha a qualidade no atendimento e o comprometimento como bússolas. O contraexemplo no mercado atual é dado pela maioria das empresas de telefonia celular, que terceirizaram suas vendas corporativas, assim como as companhias de administração de planos de saúde. Assuma o seu papel de cliente para julgar se está na rota certa. 

 

 Tom Coelho


Qualificação na aprendizagem

 

Conquistar o primeiro emprego nunca foi tarefa fácil. Sem a experiência de um estágio, fica ainda mais difícil. Em época de crise, então, nem se fala... As empresas, nesse momento, estabelecem critérios mais rigorosos de seleção e buscam profissionais capacitados e testados, e grande parte dos jovens que saem do ensino médio ou mesmo da universidade não preenchem tais requisitos. Para ajudar na complementação da formação dos estudantes, inserindo-os no mundo do trabalho, foi criado o Aprendiz Legal, programa desenvolvido em parceria pelo Centro de Integração Empresa Escola (CIEE) e Fundação Roberto Marinho.

    Atualmente, cerca de 12 mil jovens, de 14 a 24 anos, participam do projeto em todo o Brasil, atuando em 3 mil empresas. O Aprendiz Legal propõe uma forma de gestão do aprendizado compartilhada entre agente de integração e empresas, com o objetivo de garantir a qualidade da formação do futuro profissional. Os jovens, contratados com carteira assinada por até dois anos, participam de atividades práticas na empresa e, um dia por semana, são capacitados pelo CIEE, com aulas teóricas, seguindo um conteúdo programático com quatro modalidades de cursos: Comércio e varejo, Ocupações administrativas, Práticas bancárias e Telesserviços. Além de serem apresentados conceitos teóricos, os aprendizes conhecem as mais modernas técnicas relacionadas a cada área de atuação, o que aprimora seu desempenho prático.

    As empresas que contratam aprendizes ganham inúmeras vantagens. Além do peso social importante, de dar a oportunidade do primeiro emprego aos jovens e possibilitar o pleno desenvolvimento de sua cidadania, são beneficiadas por incentivos fiscais, como a redução na contribuição ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e isenção de multa do FGTS, em caso de rompimento contratual.

    O Aprendiz Legal auxilia também as empresas, principalmente as de médio e grande porte, a cumprir a cota de contratação de aprendizes, exigida pela lei 10.097/2000 e que varia de 5% a 15% do quadro de funcionários com formação técnico-profissional. No entanto, muitas empresas de pequeno porte e até mesmo empresas públicas têm procurado o CIEE para abrir programas de aprendizagem, mesmo que desobrigados por legislação.

     O crescimento no número de aprendizes nessas empresas mostra que elas despertaram para a importância e a necessidade de formar a própria mão-de-obra, de acordo com suas demandas e características. Por isso, o sucesso do programa: o ano de 2008 registrou um aumento de 45,5% de jovens atendidos em relação ao ano anterior. E a tendência de crescimento continua. Dessa forma, o CIEE, com sua experiência de 45 anos de atuação e encaminhamento de mais de oito milhões de estudantes para estágio, soma mais uma modalidade de capacitação, ampliando sua contribuição decisiva para melhorar a empregabilidade das novas gerações e facilitar a sua entrada no mercado de trabalho.

 

Luiz Gonzaga Bertelli



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