HOME

HOME

 Editorial
 Mural
 Radar Nacional
SERVIÇOS
 Carreira
 Economia e Finanças
 Legislação
 Política
 Seus Direitos
GERAL
 Acontece
 Beleza
 Comportamento
 Decoração
 Destaques do Mês
 Ecologia
 Educação
 Entretenimento
 Esotérico
 Galeria de Arte
 Moda
 Muito Sabor
 Pets
 Perfil
 Saúde
 Seguros
 Turismo
 Variedades
 Você Sabia
INFORMAÇÕES
 Quem Somos
 Colaboradores 
 Comercial 
 Fale Conosco
 Pesquisa
 

 Edição de Julho de 2009

Dias frios aumentam caspas e queda de cabelo

 

Mudanças de temperatura e clima afetam a cabeça de homens e mulheres. Cerca de 40% da população adulta sofrem com problemas de caspa e forma leve de dermatite seborréica, influenciada por fatores alimentares, hormonais, emocionais e climáticos. Em períodos de temperaturas baixas há um aumento dos casos caracterizados por coceira, oleosidade excessiva e, até, perda de cabelo. Quem faz o alerta é Valter Claudino, médico dermatologista do Hospital e Maternidade Beneficência Portuguesa de Santo André.  

    O outono e inverno são as épocas nas quais esses problemas são fortemente agravados. Segundo o dermatologista o clima seco e o frio fazem com que haja maior desidratação do couro cabeludo e aumente a descamação da pele, alguns hábitos adquiridos nessa época também induzem à caspa. “Com o frio, a freqüência de banhos diminui e há o uso abusivo de água quente que piora a caspa”, diz o especialista.

    Proteínas e dietas ricas em valores nutritivos são fortes aliadas no combate a esse problema. A utilização de água morna durante o banho é imprescindível e o uso de produtos como shampoo anti-caspa é fundamental para o controle da caspa.

    “Produtos vendidos em supermercados merecem cuidados redobrados, pois muitos têm apenas intenção estética e podem prejudicar o couro cabeludo”, completa o médico.


Você sabia? Que os meses mais frios são ideais para cuidar do corpo

 

Os meses mais frios são ideais para cuidar do corpo. Não que em outras estações não seja necessário, mas é no outono/inverno que muitos procuram um programa de recuperação da pele, para que ela volte a ficar bem nutrida, revitalizada e sem manchas antes do próximo verão.

    Lembre-se que sol, praia e piscina são uma delícia, mas deixam suas marcas antes mesmo do verão terminar. Dá para sentir na pele – literalmente – os efeitos da estação, principalmente quando cometemos exageros.

   “O laser permite tratar manchas e pequenos vasos que aparecem na pele após o verão. Como o sol prejudica a recuperação, os pacientes optam por este tratamento em épocas mais frias”, afirma o cirurgião plástico Maurício de Maio, especialista em Toxina Botulínica, preenchimento facial e técnicas minimamente invasivas.

    O médico também explica que nessa época cresce a procura por tratamentos e cirurgias com recuperação mais longa. “Muitas vezes o pós-operatório exige o uso de cintas e faixas, que causam mais incômodos no verão. Isso explica por que a busca por alguns procedimentos, como a lipoaspiração, aumenta na estação mais fria”, finaliza.


É necessário usar os óculos de sol mesmo no inverno?

 

A radiação solar UV é menos intensa no inverno. No entanto, em regiões tropicais e sub-tropicais, como o Brasil, essa diminuição não é tão intensa. Atenção particular deve ser dada para o começo da primavera, quando as temperaturas são baixas, mas o sol já é intenso

    Estamos em pleno inverno, mas mesmo assim, a resposta para a pergunta acima é SIM, SEMPRE. “Pois mesmo em meio à estação mais fria do ano, a radiação solar continuará incidindo sobre a terra. E do mesmo modo que a radiação ultravioleta (UV) pode causar danos à pele humana, ela também pode ocasionar ou intensificar problemas e doenças nos olhos”, afirma o oftalmologista Virgilio Centurion, diretor do IMO, Instituto de Moléstias Oculares.

    De um modo geral, a exposição excessiva a qualquer tipo de radiação pode ocasionar prejuízos à saúde dos olhos. Quanto menor o comprimento de onda da radiação, maior o dano causado à estrutura ocular. “Por esta razão, as radiações ultravioleta são mais nocivas do que a luz nos comprimentos de onda visível. Um outro fator que diferencia os danos causados pela radiação UV é que sua percepção não é imediata, ela não provoca nenhuma reação que desperte algum dos sentidos do ser humano, reforçando o mito de que ‘se você não sente os raios quentes do sol, então você não irá se queimar’ ”, alerta Centurion.

 

Danos aos olhos

Assim como a pele humana, os olhos podem ser mais ou menos sensíveis às radiações. De acordo com a cor, idade e condições de saúde do indivíduo, essa sensibilidade tende a ser maior ou menor. “O cristalino desempenha um papel importante na proteção às radiações UV. As cirurgias que eliminam o cristalino da estrutura ocular, como a cirurgia de catarata, modificam bruscamente essa condição de proteção e a implantação de lentes protetoras faz-se necessária”, explica Virgilio Centurion, que é presidente da ALACCSA, Associação Latino-Americana de Cirurgiões de Córnea, Catarata e Cirurgias Refrativas.

    Bebês e crianças correm maiores riscos de sofrerem danos oculares devido à maior transparência do cristalino. Nos adultos, esse risco é minimizado, pois o cristalino tende naturalmente a se tornar mais opaco com a idade e, assim, absorver maior quantidade de radiação.

    As inflamações da córnea e da conjuntiva são conseqüências diretas da radiação UVB, que apresentam como sintomas dor, lacrimejamento, sensação de corpo estranho, fotofobia e possível avermelhamento das pálpebras. “As lesões nas pálpebras são as que têm demonstrado relação mais direta com a exposição à luz solar, principalmente na identificação de lesões malignas. A radiação UVA é apontada como responsável pelo desenvolvimento da catarata”, explica o oftalmologista Juan Caballero, que também integra o corpo clínico do IMO.

    Os danos causados à visão podem ser divididos em dois tipos distintos de acordo com a forma de exposição: curtas exposições com intensas quantidades de radiação e longas exposições com baixas intensidades de radiação. “No primeiro caso, o elemento que mais sofre é a córnea, as manifestações são agudas e surgem após um período curto de latência; no outro caso, mais comum nos ambientes de trabalho, o cristalino e a retina são os mais atingidos”, afirma Caballero. Em ambos os casos, a manifestação pode se tornar um processo crônico, mesmo que seja decorrente de um processo agudo.

    “Ainda que não haja uma determinação exata da susceptibilidade do olho à radiação, é certo que doses elevadas produzem fotoconjuntivite - inflamação da conjuntiva - e fotoqueratite - inflamação da córnea. Porém, exposições prolongadas, mesmo a baixas intensidades, podem também originar catarata, pterígio e alguns tipos de câncer que podem ser irreversíveis ou exigir uma intervenção cirúrgica”, reforça Virgilio Centurion.

 

Formas de proteção

Como a radiação UV não é necessária para a visão, não existem motivos aparentes para recomendar  aos pacientes a utilização de métodos que atenuem a intensidade desse tipo de radiação e, conseqüentemente, protejam os olhos. A radiação solar chega aos olhos de forma direta e indireta - radiação difusa. Essa segunda forma é ainda mais importante no caso da radiação UV, devido ao intenso espalhamento nessa região do espectro. Os filtros empregados na construção dos óculos de sol devem ser opacos aos comprimentos de onda menores que 400nm (UV) e maiores que 700nm (IV). “As lentes adequadas para proteger os olhos devem estar livres de imperfeições, eliminar mais de 99% da radiação UV e entre 75 e 90% da radiação visível, evitando incômodo ocular e reflexos excessivos. De acordo com recomendações internacionais, os fabricantes de óculos devem indicar claramente o grau de proteção de cada lente”, informa o oftalmologista Juan Caballero.

    A utilização de óculos de sol cujas lentes não ofereçam proteção adequada é considerada mais perigosa do que simplesmente não usar os óculos de sol. “O olho humano possui mecanismos de defesa naturais que são inibidos pela escuridão proporcionada pelas lentes. A pupila, que automaticamente se fecharia diante da luminosidade, mantém-se dilatada quando utilizamos lentes escuras. A reação natural do ser humano de fechar os olhos é comprometida pela utilização dos óculos de sol. Portanto, se as lentes não protegem os olhos, os raios ultravioletas passam e afetam a retina mais severamente do que se não estivéssemos usando nenhum tipo de lente”, explica Virgilio Centurion.

    Além de saber o nível de proteção contra a radiação ultravioleta, é bom que o paciente conte com orientação profissional no momento da compra e adaptação dos óculos. “Deve ser dada preferência às lentes que envolvam bem os olhos ou que impeçam a penetração de luz através das aberturas existentes entre os óculos e o rosto”, recomenda Caballero.

    A compra de óculos falsificados, ou a pirataria, além de se apresentar como um perigo potencial à saúde humana, dificulta, ainda, a aplicação do Código de Defesa do Consumidor. A mercadoria falsificada é oferecida no mercado informal, o que dificulta a identificação e a responsabilização do vendedor ou do fabricante, e a comprovação da compra, por não haver emissão de nota fiscal. "No momento em que compramos um produto pirateado, rasgamos o Código de Defesa do Consumidor, que é a forma do cidadão garantir seus direitos e participar da sociedade de consumo", diz Virgilio Centurion.

    No endereço http://satelite.cptec.inpe.br/uv é possível acompanhar, em tempo real, o índice de radiação ultravioleta em todo o Brasil. De acordo com as recomendações da Organização Mundial da Saúde, para os níveis 1 e 2 (baixo), não é necessário o uso de protetor. Para os níveis 3, 4 e 5 (moderado) e 6 e 7 (alto), além do protetor, é preciso também ficar à sombra em horários próximos ao meio-dia e usar camisa, óculos de sol e chapéu. Já os níveis 8, 9 e 10 (muito alto) e acima de 11 (extremos) recomendam evitar o sol ao meio-dia, permanecer na sombra, usar chapéu, óculos de sol, filtro solar e camisa.

 

Fonte: IMO – Instituto de Moléstias Oculares


Toxina botulínica está entre as favoritas

Pela primeira vez, o número de intervenções estéticas supera o de cirurgia plástica

 

Foi-se o tempo que corrigir marcas de expressão era sinônimo de cirurgia, dor e longo período de recuperação. Com os avanços da medicina estética, é cada vez mais fácil combater as temidas rugas sem precisar se expor aos riscos cirúrgicos. Em 2008, pela primeira vez na história, o número de intervenções estéticas não cirúrgicas superou o de cirurgias plásticas, segundo informações divulgadas durante congresso sobre envelhecimento ocorrido na França no início do ano.

    Entre os métodos mais procurados está a aplicação de toxina botulínica, que é bastante difundida, mas ainda enfrenta alguns mitos. A dermatologista Alessandra Nogueira, gerente médica da Galderma, empresa que comercializa uma das toxinas botulínicas disponíveis no mercado brasileiro, responde as principais dúvidas sobre este procedimento.

 

O que é a toxina botulínica?
É uma substância produzida pela bactéria Clostridium botulinum e teve sua primeira aplicação no tratamento de estratismo e doenças neurológicas que causam contraturas musculares, passando a ser utilizada também pela dermatologia anos depois.

Como a toxina botulínica age?
Impedindo a contração dos músculos faciais que dão origem às rugas. Com o relaxamento da musculatura, as marcas de expressão são amenizadas.

 

A substância pode ser aplicada em qualquer ruga?
Não, a toxina botulínica pode ser utilizada na testa, nos conhecidos "pés de galinha", nas rugas ao redor da boca, no queixo, pescoço e na glabela, que é o vinco entre as sobrancelhas.

 

 

 

A toxina botulínica deixa a pessoa sem expressão?
Não necessariamente, o importante é que o procedimento seja realizado corretamente e sem excessos tratando os locais onde as rugas são mais evidentes.

 

A aplicação causa dor?
A agulha utilizada no procedimento é muito fina, mas um anestésico tópico pode ser utilizado em pessoas mais sensíveis antes da aplicação da toxina.

 

O efeito é instantâneo?
Não, o efeito começa a ser observado nas primeiras 48 horas e aumenta gradativamente de 10 a 15 dias após à aplicação, estabilizando após esse período.

 

O resultado é permanente?
Não, o efeito do tratamento dura de 4 a 6 meses, variando de acordo com cada pessoa. Com a repetição do procedimento, a percepção da duração do efeito pode aumentar em alguns pacientes.

 

Fonte: Galderma


Beleza excessiva na terceira idade

Mulheres idosas e meios alternativos para compensar os sintomas normais da terceira idade

 

A terceira idade, normalmente, é o período onde as pessoas tendem a sofrer diversas mudanças, sejam elas, físicas ou emocionais. O fato é que, pelo menos do lado feminino, ocorrem alterações hormonais que acabam criando certas situações onde a mulher idosa, acaba sentindo-se indesejável.

Mudanças no corpo e no comportamento, dificuldades para realizar tarefas diárias da casa ou no trabalho, entre outras circunstâncias, acabam fazendo com que a mulher sinta vergonha de si mesma, ocasionando alguns sintomas de depressão (que acabam sendo impulsionados também pela redução dos hormônios).

    O fato é que devido a esses fatores, como alternativa, as mulheres acabam procurando tratamentos médicos, ao invés de auxílio psicológico, o que seria o mais correto. Na verdade, em alguns casos, abusam de remédios depressivos e recorrem a cirurgias plásticas para recuperar a auto-estima, acreditando que a aparência física possa ajudar nesses problemas.

    Segundo a sexóloga Ângela Carvalho, os problemas da terceira idade feminina têm início na menopausa, que ocorre devido a uma alteração hormonal. Na verdade, a menopausa acaba criando uma preocupação tanto pelas alterações que causa no organismo, quanto pela associação de velhice que as pessoas fazem a ela.

    As mulheres mais velhas tendem a ter uma baixa na auto-estima após esse período, e acabam abusando de meios alternativos para recuperá-la. No caso, o uso excessivo de botox, peeling, entre outros tratamentos de beleza, acaba deixando a pessoa cada vez mais artificial, sem gerar um retorno satisfatório para a mesma, comenta Ângela.

    De fato, as mulheres, recorrem a esses tratamentos com a intenção de tentar voltar a ser, ou parecer, como eram antes. Independente de qual seja o efeito, nunca terá uma resposta realmente significativa, o que acaba causando certa frustração, piorando os sintomas depressivos.

    Uma forma de influência indireta e muitas vezes, imperceptível, são as propagandas de cremes e tratamentos milagrosos contra rugas e sintomas da velhice. A publicidade utiliza-se de modelos jovens usando os cremes de seus tratamentos, criando assim, subliminarmente, uma falsa idéia do real resultado dos produtos, complementa Ângela.

    De certa forma, o certo é procurar um acompanhamento terapêutico ou psicológico, e a sexóloga ainda finaliza: O grande problema feminino na terceira idade é a auto-aceitação, que se torna cada vez mais difícil com o passar dos anos e, quando a vontade de mudar é maior do que a de se aceitar como é.

 

Ângela Carvalho


Inverno combina com pele hidratada

 

São várias as situações que fazem com que a pele fique ressecada. Os fatores climáticos, como o vento, o sol, as mudanças bruscas na temperatura e o ar seco, favorecem a evaporação da água através da pele, diminuindo o seu grau de hidratação. As substâncias químicas, como os detergentes e solventes orgânicos, eliminam a gordura da pele, fazendo com que fique desprotegida e desidratada.

    Por outro lado com o processo de envelhecimento, o teor de água da pele também vai diminuindo. Algumas doenças como eczemas, psoríase e ictioses, provocam problemas nas camadas da pele, alterando igualmente a sua hidratação natural.

Uma pele desidratada pode ter sua função de proteção comprometida, além de ser um problema estético, pois seu aspecto é opaco, áspero, sem elasticidade e com tendência à descamação.

   Para evitar o ressecamento da pele devemos protegê-la das agressões externas. Impedir a exposição solar sem proteção. Não usar loções tônicas com muito álcool. Evitar o uso em excesso de sabonete, bucha e água quente durante o banho. Usar hidratantes, que são substâncias com a função de manter a quantidade adequada de água na pele, mantendo-a macia e elástica.

    Existem várias substâncias e produtos que podem ser usados com a função de hidratar a pele. O ideal é que se consulte um dermatologista, para que ele possa  avaliar o tipo de pele e os produtos mais adequados para a mesma, alerta a dermatologista Carolina Ferolla.

    Outro fator importante na hora de hidratar a pele é saber como aplicar o hidratante, explica a dermatologista. “Não basta ter um excelente produto se você não segue o seu modo de usar”

 

1 – Na área dos olhos: aplique alguns pontinhos (bem pequenos, para não engordurar) de creme ao redor dos olhos. Com o dedo anular (que é o mais leve e com menos força muscular), vá dando batidinhas de dentro para fora, até sentir que o produto se espalhou e penetrou na pele. Atenção: não esfregue o creme nesta região, para não esticar e romper as fibras.

 

2 – No rosto: Coloque um pouquinho de creme nos dois lados da bochecha. Faça movimentos circulares de dentro para fora (do nariz em direção às têmporas), até sentir que o produto foi absorvido pela pele. Agora aplique só um pouquinho no nariz, queixo e dois na testa e massageie de baixo para cima. Lembre-se de que esta região do rosto é sempre mais oleosa. Não abuse.

 

3 – No pescoço: Deposite alguns pontinhos do seu creme para a região do pescoço e colo, em toda a extensão desta área. Com as mãos espalmadas, vá espalhando o creme de cima para baixo, em direção ao coração, sem imprimir força.  Quando chegar à área do colo, faça movimentos circulares com as pontas dos dedos.

 

4 – Nas pernas: Não economize  produtos. As pernas é uma região que precisa de hidratação e amaciamento. Aplique o produto nas palmas das duas mãos e comece a massagear desde os tornozelos até os joelhos, em movimentos sempre ascendentes, para ajudar na circulação. Concentre atenção nas áreas mais ásperas e ressecadas.

 

5 – Nas mãos: Reserve uma atenção muito especial. Elas sofrem contato com agressões o tempo todo. Use produtos específicos, de preferência à base de silicone. Aplique uma porção generosa e comece a esfregar uma mão na outra. Massageie entre os dedos, para distender, e ao redor das unhas, para fortalecer.


Como evitar problemas nos pés durante o inverno

 

Se o verão exige cuidados com os pés que ficam expostos em sandálias abertas, no inverno esse cuidado deve aumentar, já que o uso de botas e sapatos fechados propiciam o surgimento de unhas encravadas, calos, joanetes e micoses. Prevenir-se de tais problemas não é tão complicado quanto parece. E os benefícios não trazem somente conforto e boa aparência, mas, acima de tudo, a certeza de uma conduta saudável para os pés.

    Segundo o podólogo Alessandro Guerra, coordenador técnico da rede Doctor Feet, a transpiração dos pés torna-se ainda mais intensa no inverno devido ao uso constante de calçados fechados. “Por ser um ambiente sem ventilação, a umidade alia-se à temperatura e a falta de claridade, facilitando a proliferação dos fungos”, explica.

    Para evitar a micose, o ideal é fazer a assepsia (limpeza) com um podólogo e usar loções e cremes específicos. Em casos extremos, quando há necessidade de extração total ou parcial da unha, pode-se também fazer uma reconstituição. “O processo é simples e consiste apenas na remoção da parte deteriorada, que é substituída por uma órtese em acrílico”, afirma Alessandro, lembrando que este serviço requer o acompanhamento de um médico dermatologista, habilitado para receitar medicamentos.

    Outro problema muito comum no inverno é a unha encravada, causada pelo corte inadequado das mesmas. “Existem aparelhos fabricados em fibra molecular, órtese metálica ou órtese elastodôntica que corrigem a curvatura da unha e auxiliam no seu crescimento correto. O tratamento dura de três a quatro meses”, finaliza Guerra.

    Nessa época os calos também costumam incomodar mais. Duros, sensíveis ao toque e arredondados, eles se desenvolvem nas saliências ósseas da parte de cima dos dedos, dando ao pé aspecto descuidado. “É importante que a pessoa calce sapatos confortáveis e varie o uso diário com mais de um par.  Aqueles que já possuem calos e sentem desconforto e dor devem procurar  atendimento especializado e evitar utilizar calicidas, que podem causar sérias inflamações”, alerta o podólogo.

 

Dicas da Doctor Feet para manter os pés saudáveis no inverno 

  • Lave e seque muito bem os pés depois do banho para prevenir o surgimento de frieiras.

  • Nunca fique descalço em banheiros públicos.

  • Evite o uso de sapatos apertados.

  • Experimente sapatos no fim da tarde porque os pés costumam inchar ao longo do dia.

  • Use meias de algodão.

  • Lixe as calosidades pelo menos uma vez por semana. Não corte calos ou calosidades.

  •  Prefira que um podólogo execute o corte de suas unhas, que não podem ser aparadas muito rentes.

  • Use hidratante próprio para os pés diariamente, massageando as áreas com maior calosidade.

  • Se a pele estiver muito seca, passe hidratante e coloque meias para dormir.

  • Deixe a unha sem esmalte pelo menos uma vez por semana para evitar o ataque dos fungos.

  • Se você ficou muito tempo em pé ou caminhou demais, faça uma bela massagem com óleo ou creme apropriado e deite com os pés mais elevados, apoiados sobre um travesseiro ou almofada.

  • Procure andar descalça sempre que possível.

  • Role uma bola de tênis sob os pés para aliviar a dor das arcadas.

Caso você esteja com algum problema nos pés, consulte um podólogo.


Anorexia - a ditadura da beleza

 

Quando falamos em ditadura da beleza costumamos associar aos jovens em confrontos com a realidade, ou com sentimentos de frustração, medo, angústias e inseguranças. E essa parece ser uma questão do mundo atual. Basta olharmos para a incidência cada vez maior e mais precoce do número de casos de transtornos alimentares e depressões. É inequívoco que essas patologias têm como causa dificuldades internas muito profundas, mas também são reforçadas por valores culturais, ou seja, a ditadura da beleza.

    Hoje os padrões de beleza são ditados pela mídia, para a mídia e também para a sociedade em geral. Parte da culpa se dá aos meios de comunicação, principalmente a televisão, que frisa que o ideal de beleza e saúde é uma mulher extremamente magra. Por isso cada vez mais os jovens estão se rendendo à cirurgia plástica, tratamentos de estética e deixam de comer, em vez de cuidarem da saúde física e mental. Geralmente nos quadros de anorexia em meninas, há uma mãe autoritária e menos afetiva.

    No Brasil, uma em cada 250 adolescentes tem a doença e 20% dos casos de anorexia terminam em morte. A recusa em manter um peso adequado para a sua estatura, o medo intenso de ganhar peso e a distorção da imagem corporal são as principais características da anorexia nervosa, transtorno alimentar que surge, geralmente, na adolescência e se manifesta em 90% dos casos em meninas.

    É fácil reconhecer um começo de anorexia, basta observar se o individuo começa a perder peso rapidamente. A mudança é brusca, de uma hora pra outra, a pessoa fica com uma aparência cansada e com um Índice de Massa Corporal (IMC) abaixo dos 15%. Quando isso acontece é importante que os pais fiquem de olho nos seus filhos adolescentes, observando quando eles evitam fazer refeições com a família, só falam em perder peso, cortam os alimentos em pedaços bem pequenos, escondem a comida, ou dão para o cachorro, praticam incessantemente atividades físicas, ou buscam informações na internet sobre sites de anorexia para trocar experiências.

    Essa é uma doença grave, multifatorial, com comprometimentos físicos e psíquicos. Por isso, necessita de muitos profissionais em seu tratamento, notadamente de um endocrinologista, psicólogo e nutricionista. Elas têm que ter uma orientação nutricional para manter o peso adequado e não buscar alternativas como usar laxantes com o intuito de emagrecer que vai prejudicar muito a saúde. A família deve apoiar o trabalho da equipe e precisa ser muito bem orientada.

   Existem gordinhas que são muito bonitas, assim como existem magras que são horríveis.

 

 João César Castro Soares


Zinco é eficaz para eliminar manchas na pele
 

Comprovado cientificamente, a solução de sulfato de zinco melhora em cerca de 50% a área ocupada pelas manchas de pele. E o melhor, sem efeitos colaterais.
No Brasil, um país tropical de praias maravilhosas, a pele bronzeada tem status equivocado de corpo saudável e bonito. Este mesmo bronzeado, contudo, também é sinônimo de manchas, pois o sol é um dos principais responsáveis pelo seu surgimento, sobretudo, na praia, piscina, e também na exposição diária. “Por isso, o primeiro passo para um tratamento despigmentante eficaz, é o uso de protetor solar diariamente. Existe até uma excelente opção no mercado que protege a pele durante 12 horas, sem precisar de reaplicação. Devemos também, utilizar produtos que sejam capazes de reduzir a produção de melanina, responsável pela coloração marrom da nossa pele”, explica o professor de cosmetologia e diretor da Consulfarma, Maurício Pupo.
   Já há algum tempo, a hidroquinona era a substância mais utilizada pelos dermatologistas para clarear as manchas na pele, mas ela está proibida em produtos cosméticos. Esta foi uma decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), a exemplo de órgãos regulatórios na Europa; lá, a hidroquinona foi proibida em 2001.

Nos Estados Unidos, ela só pode ser comercializada mediante prescrição médica. Esta substância sempre foi classificada pelos médicos como um clareador excelente, porém, estudos recentes mostraram sua toxicidade e os riscos que oferecem a saúde humana.

Opção segura
Foi publicado recentemente no renomado jornal científico Dermatology Surgery, um estudo científico mostrando que o sulfato de zinco a 10%, um composto químico cristalino incolor, solúvel em água, é um poderoso antioxidante com propriedade clareadora. “Os antioxidantes são excelentes no combate às manchas, pois são capazes de neutralizar os radicais livres formados na pele, em resposta à radiação solar, além de atuarem na reação de formação da melanina, reduzindo-a. Por isso, o zinco surge como uma ótima opção”, diz Pupo.
    Já no estudo realizado no Iraqi Board for Medical Specializations, os pesquisadores realizaram o teste da seguinte maneira: 28 pacientes com manchas na pele foram divididos para fazer a aplicação, durante dois meses, duas vezes ao dia, de um produto contendo sulfato de zinco a 10%, e um produto sem o ativo.
    Como resultado, cerca de 50% daqueles pacientes que aplicaram o sulfato de zinco obtiveram melhora na escala que mede a gravidade e a área ocupada pela mancha. Estes mesmos pacientes não apresentaram efeitos colaterais e, além disso, mantiveram a melhora três meses após a interrupção do tratamento. “Portanto, os pesquisadores concluíram que essa é uma formulação inovadora, com resultados que beneficiam aquelas pessoas que se sentem incomodadas pelo aspecto inestético causado pelas manchas. Não há contra indicações”, finaliza o professor.

Prof. Maurício Gaspari Pupo


Unilever une tecnologia exclusiva e toda a proteção de Rexona em novo antitranspirante

Rexona Naturals é a nova aposta da companhia

 

Com a tecnologia exclusiva Bioprotection, a formulação de Rexona Naturals trabalha em sincronia com a resposta natural do organismo quando ele transpira, proporcionando proteção contra sudorese e odor. “Os ingredientes do antitranspirante interagem com o suor formando um gel nas entradas das glândulas sudoríparas, ou seja, eles trabalham em sintonia para um processo natural de proteção”, explica Guilherme Mortensen, gerente de marketing de Rexona.

    Rexona Naturals também contém óleo de semente de girassol (Helianthus Annuus Seed Oil), um elemento que tem como um dos principais benefícios formar uma barreira protetora natural que evita o ressecamento e a perda de umidade própria da pele, deixando-a hidratada e nutrida.


Dicas para comprar sapatos

 

 

Muitas pessoas me perguntam a respeito de calçados e percebo que a dúvida é da maioria. Por isso resolvi anotar as principais queixas e responder algumas dúvidas.

   A má escolha dos sapatos pode causar lesões, portanto não é o sapato que provoca lesão por si só e sim a má escolha.

 

Qual marca?
Deve-se levar em consideração que o que é bom para uma pessoa pode não ser bom para outra.

Qual tipo de solado?
Cada esporte depende e exige de um tipo de solado;
• Corrida: precisa de impulso e amortecimento;
• Caminhada: precisa de amortecimento;
Ou seja, para cada esporte tenha no mínimo dois pares de calçados, para haver revezamento dos mesmos.

 

Quanto ao número?
Atente-se que temos um pé pouco maior que o outro, compre o calçado que seja mais confortável. Não compre pensando no número do calçado, pois existem diferenças entre marcas e modelos.

Seu pé deve movimentar-se dentro do calçado, ou seja, os dedos não podem ficar espremidos, principalmente o dedo maior e o dedo menor. Isso pode ocasionar o surgimento de calos, calosidades, unhas encravadas, descolamento de unhas, joanetes...

   O ideal é comprar o calçado depois de uma caminhada ou no período da tarde para a noite, onde os pés encontram-se um pouco mais inchados. Experimente o calçado que irá comprar com a meia que você irá usá-lo.

   Respeite os modelos masculinos e femininos, pois existe um critério na confecção dos calçados conforme as diferenças dos pés dos homens e das mulheres. Não faça a estréia do calçado no dia de uma festa, reunião, evento ou competição, primeiro se adapte ao calçado.

   No caso de esportes, para evitar lesões, cumpra à risca as exigências de quilometragem e horas de treinamento de cada marca/modelo, caso contrário o sistema de amortecedores ficará comprometido.

    A    amarração de cadarços deve seguir o critério tradicional, pois lhe permite maior segurança nas atividades físicas e competições. A moda de não amarrar não é conveniente ao esporte.

   Deve-se lembrar também que não pode amarrar muito apertado, pois acabará comprometendo a circulação. Se houver aparecimento de desconforto nos pés procure um profissional da área:
• Ortopedista,
• Podólogo,
• Quiropraxista ou fisioterapeuta.

 

Curiosidades:

• Cada 1000 metros corridos, os pés impactam contra o piso de 500 a 1250 vezes.

• Cada pé toca o solo de 50 a 70 vezes por minuto.

• O impacto da força é de 2 a 4 vezes o seu peso corpóreo e num salto os pés suportam até 6 vezes seu peso corpóreo.

Portanto fatores estruturais e a má escolha do calçado poderão ocasionar lesões. Por exemplo:
• Bolhas,
• Calos,
• Calosidades,
• Joanetes,
• Unhas encravadas,
• Sobrecarga muscular,
• Desvio de articulações,
• Tendinite,
• Entorses,
• Luxações ou até fraturas.

• Portadores de diabete devem redobrar sua atenção a respeito de tudo o que falamos e lembrar o mercado já atende uma linha calçados para diabéticos que devem ser especiais, sem nenhuma costura ou rebarbas, macios, confortáveis e seguros.

 

Patrícia Thenório


A importância do teste da mecha

 

A beleza dos cabelos é motivo de preocupação para a grande maioria das pessoas. Isto pode ser justificado pela crescente demanda e lançamentos de produtos voltados para os cuidados capilares, pela importância dada pela mídia a cuidados e modas relacionados às madeixas, assim como pela imensa quantidade de estabelecimentos estéticos capilares presentes nas ruas e shoppings centers.

Empresas, mídia e salões propagam diariamente procedimentos novos que visam modificar a estrutura capilar, seja através da alteração da cor dos fios, seja pela mudança de sua forma: lisa, ondulada ou crespa. Com isto, temos no mercado produtos que nos fazem ir contra as programações genéticas que antigamente pareciam ter-nos sido impostas.

   O lado bom destes procedimentos está em mudar, em poder ser camaleônico estando um dia de um jeito e no outro completamente diferente. O lado ruim está nos riscos que sofrem os cabelos quando sujeitos a procedimentos que não são capazes de suportar.

   Parece ser óbvio que nenhuma marca que se preze colocaria um produto no mercado para vitimar com danos os seus possíveis usuários. Apesar disto, não é fato infrequente encontrarmos vítimas de produtos químicos de uso capilar.

   Por conta disto, fica a duvida, produtos químicos capilares são sempre perigosos? A resposta é não! Perigoso não é o produto químico em si (com as devidas excessões aos proibidos pelas entidades de saúde, em nosso caso a ANVISA), mas a associação destes a cabelos que não tenham condições de suportá-los. É fato que existem cabelos mais fortes e mais fracos. Temos os cabelos que sofrem com o clima ou situações externas (sol e água de piscina, por exemplo), e ainda os que já passaram por químicas em maior ou menor proporções.

   Sabendo disso, quais dos cabelos citados poderiam receber químicas sem sofrer danos? Para esta pergunta a resposta é simples: todos ou nenhum deles. Se esta afirmação acabou sendo motivo de espanto é porque você nunca fez ou não conhece o teste da mecha.

   Teste da mecha é o nome dado ao procedimento que deveria preceder qualquer aplicação de produtos químicos nos cabelos. Serve para avaliar se os cabelos que serão tratados conseguem suportar um procedimento como o que será realizado em todo o  cabelo.

 

A idéia é a de pegar uma mecha de cabelo e realizar o procedimento apenas nela cerca de 2 a 3 dias antes de aplicar o produto em todos os fios. Se, ao final deste tempo, os cabelos tratados conseguirem manter a qualidade e mostrarem que podem suportar o produto em questão, este poderá ser aplicado em todo cabelo, minimizando o risco de problemas e deixando o cliente mais confiante e seguro frente ao trabalho que será realizado.

   Apesar de ser importante, o teste da mecha é pouco realizado. Em parte porque os clientes sempre chegam pensando em fazer o procedimento de uma vez sem verificar se seus cabelos estão em condições para tanto. Soma-se a isso o fato de que a concorrência do mercado faz com que os profissionais optem por correr o risco a perder o cliente para um concorrente que faria o procedimento sem o teste prévio.

   Não deixo nunca de valorizar a qualidade de muitos profissionais que conhecem um cabelo de qualidade, assim como os produtos que usam e suas técnicas de aplicação. Estes, quase nunca apresentam problemas com seus clientes por conta de seu bom senso e experiência, fazendo o teste da mecha quando acreditam ser necessário.

   Por conta dos riscos e por ter certeza de que a grande maioria das pessoas não gostaria de ver seus cabelos estragados por procedimentos químicos é que deixo como dica o teste da mecha. Lembrando que segurança é algo que não tem preço!

 

Dr Ademir Jr.



Dermatologista alerta para o perigo de contaminação durante a depilação

Médico comenta que, além de problemas na pele, o uso de mesma cera e utensílios em várias pessoas pode espalhar o vírus do HPV

 

Muito tem se falado sobre o perigo de contrair o vírus da hepatite na manicure e da importância de cada pessoa ter o seu kit (alicates, lixas, espátulas). Porém, outras doenças também podem ser transmitidas em salões de beleza.

“Problemas cutâneos (na pele) sempre foram comuns e estão cada vez maiores. Micose e alergias são as doenças que mais incomodam”, alerta o dermatologista de São Paulo, Cesar Cuono.

    A micose, por exemplo, não é transmitida só em piscinas e saunas. O uso coletivo de utensílios da manicure é a forma mais rápida da doença passar de uma pessoa para outra.

    No Brasil, há 250 mil salões de beleza e a maioria não utiliza cera individual para depilação. “O comum é colocar o produto em uma panela para aquecê-lo e utilizá-lo em várias clientes durante o dia”, comenta o dermatologista.

    Segundo o Dr. Cesar Cuono, este processo é extremamente perigoso, pois uma pessoa pode até contrair o vírus do HPV quando faz a depilação da região íntima, se a próxima cliente usar a mesma cera para o procedimento.

    “O produto só poderia ser reutilizado se o aquecimento acontecesse em uma temperatura superior a 100 graus para que as bactérias fossem exterminadas. E a realidade dos institutos de beleza não é esta”, diz.

    Além disso, a espátula ou “pauzinho” que as depiladoras usam para retirar a cera da panela e colocá-la na pele da pessoa é um meio para o contágio de doenças.

    “Como o kit manicure, é essencial que as mulheres, principalmente, passem a ter o seu para depilação. Além de não ser caro, é uma forma de evitar problemas com a saúde”, aconselha o médico-dermatologista, Cesar Cuono.

Dr. Cesar Cuono



Porque engordamos no inverno
 
No outono-inverno , quando o tempo começa a esfriar, devemos nos preparar para, ao final dessas estações, não tomarmos grandes sustos com os ponteiros da balança, ou com os zipers e botões de nossas roupas, que não fecham .

    "Com o frio, nosso organismo gasta mais energia para manter a temperatura do corpo . Desde os primórdios da raça humana , há um mecanismo que nos faz comer mais no inverno para produzir mais calorias, pois o frio acelera a queima de gordura para produzir calor . Inventamos casas , roupas , aquecedores, não sentimos frio, mas continuamos os mesmos biologicamente ; portanto, ainda que mais aquecidos e não gastando mais calorias,  o frio, mesmo assim,  nos faz querer comer mais.  É comum, também, nessa época, deixarmos de lado as saladas e comidas light, tão saudáveis, e preferirmos os alimentos mais calóricos, como queijos e pães gordurosos, chocolates, e até mesmo bebidas alcoólicas. O resultado não pode ser outro: em pouco tempo, nos damos conta de que estamos acima do peso ", afirma o médico endocrinologista Wilmar Jorge Accursio.

   Como emagrecer depois pode ser difícil, o segredo é cuidar-se desde agora. Tomando alguns pequenos cuidados, è possível manter a forma e a saúde o ano todo.  Basta usar  o bom senso e a moderação.

Sugerimos que sobre esse tema seja entrevistado o médico endocrinologista Wilmar Jorge Accursio, que também é nutrólogo, formado pela Faculdade de Medicina da UNIFESP, presidente da SOBRAE, que poderá  fornecer várias dicas aos leitores/telespectadores, sobre como se alimentar bem no inverno, sentindo-se saciado, sem  deixar de aproveitar as delícias da estação e sem aumentar de peso.

 

É possível comer bem no inverno, sem engordar?

Em primeiro lugar, não importa a estação do ano: existem algumas regras básicas de qualquer programa de saúde e reeducação alimentar, que precisam ser mantidas como  ingerir muito líquido , praticar uma atividade física regularmente, não pular refeições, evitar gorduras trans, comer de tudo um pouco. 
    O médico endocrinologista Wilmar Jorge Accursio, adverte: "É comum às pessoas reduzirem o consumo de sucos e líquidos no inverno , o que não é recomendável. Deve-se manter a hidratação do corpo também nesse período do ano, consumindo ,  no mínimo,  1,5 litros  de água ao dia. Como há maior necessidade de produção de calor, o corpo necessita também de água" .

    Quando a temperatura diminui e o frio não está para brincadeiras, o corpo pede ajuda. Para manter sua própria temperatura, o organismo precisa de mais calorias e, por isso, a fome aumenta.O problema é que, em geral, as pessoas acabam abusando da quantidade dos alimentos e, além de comer mais, escolhem de preferência comidas mais gordurosas. A explicação para isso é simples: todos alimentos gordurosos são mais gostosos, mais palatáveis e a gordura é o macronutriente que menos sacia (proteínas são as que mais saciam).

    Resistir aos pratos típicos do inverno,  não é tarefa das mais fáceis. O acompanhamento de um profissional pode ajudar a montar uma dieta equilibrada e dar dicas preciosas, como por exemplo,  sempre que possível,  substituir os queijos amarelos pelos brancos, que são menos calóricos. O chocolate quente, tão apreciado nesta época do ano, pode ser substituído por um chá com adoçante, que esquenta o organismo da mesma forma. Para os que  não abrem mão do chocolate quente, prepará-lo com leite desnatado e achocolatado diet, e procurar ingerí-lo moderadamente.

    Segundo  o endocrinologista  Wilmar Accursio , para quem não quer engordar e precisa controlar a balança,   "  é aconselhável conhecer os valores calóricos dos pratos  desde a hora que  escolher o cardápio. Mas só isso não basta: é fundamental , também, consumir os alimentos na quantidade certa".

    Outra dica do Dr. Wilmar, para entrar no clima e curtir as delícias do inverno, mas  diminuindo a quantidade de calorias ingeridas, é que se pode comer um delicioso  fondue de queijo, desde que preparado com leite desnatado e queijo magro e optando por utilizar no lugar de pão, vegetais  como  cenoura, pepino, couve-flor, brócolis, chuchu.

    Para o médico, algumas comidas típicas do inverno não são uma tragédia nas dietas.  As sopas, por exemplo, podem ser uma boa pedida, desde que pouco calóricas, frisa o dr. Accursio. " Como nesta época, as pessoas costumam evitar as saladas, por serem frias, acabam deixando de ingerir verduras e legumes. As  sopas de legumes  não costumam ter muitas calorias  e também são de suma importância em nossa alimentação, porque fornecem alguns tipos de vitaminas e fibras. Devemos utilizá-las refogadas ou junto a outras preparações.

    Mas atenção: assim como as sopas podem - e devem - fazer parte do cardápio, nossas escolhas devem recair sobre as mais nutritivas e menos calóricas, como as de legumes. - Já as sopas cremosas, como as de queijo, ervilha, devem ser evitadas. Isso porque entre os ingredientes utilizados estão o bacon, queijos amarelos ou cremosos, creme de leite, o que as tornam calóricas devido às quantidades de gorduras", acrescenta o médico.

    Quanto às bebidas alcoólicas e doces, só existe um jeito: moderação e bom senso. Comer e beber de tudo um pouquinho e depois praticar algum exercício físico pára gastar o que se ingeriu. No inverno as pessoas tendem a aumentar o consumo de bebidas alcoólicas, o que pode representar um consumo exagerado de calorias e, como conseqüência, aumento de peso. Por isso ,  lembre-se que cada grama de álcool fornece 7 calorias ao nosso organismo.    Quando desejar consumir doces, opte por frutas da estação, barrinha de cereais e gelatina diet.

    Não se deve pular refeições, ou ficar longos períodos sem se alimentar , para evitar, assim,  comer em demasia  na próxima refeição.  Fracione as suas refeições, estabelecendo horários e seguindo-os !  Para aprender a distinguir e a sentir quando estiver satisfeito, é importante comer  devagar, mastigando bem os alimentos,  em ambientes tranqüilos , de preferência sentado.  Assim, saberá parar  no momento certo e aprenderá a se controlar.

    Um inimigo da boa forma é a falta de exercícios físicos. No frio, a situação se agrava, porque fica muito mais difícil abandonar um bom cobertor para ir à academia, ou mesmo fazer uma caminhada na rua, ou no parque.     O resultado da falta de atividades pode aparecer nas roupas que passam a não servir e no susto com o aumento marcado pela balança.É importante que você não perca o ânimo para malhar durante o período de frio. A prática de atividade física é importante para qualquer época do ano. Além de evitar o ganho de peso.

Seguindo essas dicas e tendo em vista uma alimentação saudável e balanceada, dá para aproveitar todas as delicias do inverno. Uma boa seleção de alimentos pode suprir as necessidades aumentadas de calorias sem levar a um aumento de peso.

Wilmar Jorge


A pele requer cuidados especiais no frio

Uso do protetor solar ajuda a prevenir o câncer de pele

 

Muitas pessoas pensam que não é preciso proteger a pele em épocas de baixas temperaturas. Esquecem o protetor solar, deixam a limpeza de pele de lado e quando percebem estão com algum problema típico, como o envelhecimento precoce. “O uso de filtro solar é importante não somente para prevenir o envelhecimento, mas também para diminuir a incidência de cânceres de pele”, alerta o dermatologista do Hospital Nossa Senhora das Graças, Dr. Maurício Sato. “A incidência de raios ultravioleta do tipo A é constante no ano todo e essa radiação promove reações nas células da pele que podem ocasionar o aparecimento de lesões pré-cancerosas”, explica.

    O câncer de pele é o tipo mais comum de neoplasia no Brasil. Para esse ano, o Instituto Nacional do Câncer – INCA – estima que surjam mais de 100 mil novos casos da doença. Já os cânceres do tipo melanoma, considerados mais agressivos e com alta taxa de mortalidade, felizmente, são de baixa incidência, cerca de 5 mil casos por ano. Porém, mais da metade dos casos são previstos na região sul do país. “O melanoma é o mais maligno dos tumores de pele e ocorre geralmente em pessoas entre 30 e 60 anos.  Em geral, é o câncer de pele que tem aparência de uma pinta escura, bordas irregulares, cores variadas e é assimétrico. Logo, qualquer pinta que mudou de característica, como tamanho, cor e dificuldade de cicatrização, deve ser suspeita e avaliada por um dermatologista”, ressalta.

    Já os cânceres de pele não-melanoma são considerados menos agressivos e de fácil tratamento, se diagnosticados precocemente. Os sintomas costumam ser pequenas saliências na pele ou nódulos e, geralmente, aparecem no rosto, tronco e extremidades do corpo. “O tipo de tratamento varia de acordo com o estágio de evolução do câncer. Em casos iniciais, o uso de crioterapia (spray de gelo), cauterizações e curetagens, terapia a base de luz ou até mesmo de pomadas específicas podem curar essas lesões. Para lesões maiores, o tratamento é a cirurgia”, esclarece o dermatologista.

    De acordo com o cancerologista do Hospital Nossa Senhora das Graças, Calixto Antonio Hakin Neto, mesmo durante o inverno as pessoas devem utilizar filtro solar com o fator de proteção acima de 30 e evitar se expor ao sol entre 9h e 16h.

 

“A grande exposição ao sol não é indicada, pois com a sensação agradável do vento não se percebe que os raios solares estão sendo absorvidos e prejudicando a pele. É nessa época do ano que estamos com a pele mais sensível e mais clara. O ideal é permanecer no máximo 20 minutos ao sol, para que esta absorção ajude, apenas, na parte óssea e na formação de cálcio, sem danos”, esclarece o cancerologista.

    O Dr. Hakin Neto salienta que é importante que as pessoas não esqueçam de proteger apenas a pele durante o frio, outras partes do corpo, como por exemplo, os lábios, a orelha, nuca, couro cabeludo e a ponta do nariz também são extremamente importantes. “Existem no mercado várias opções de protetores, além dos filtros solares, que podem ajudar a evitar a absorção dos raios solares, como batons, chapéus e cachecóis”, orienta.

    Ele ressalta que a proteção é fundamental em todo o corpo, pois o câncer melanoma pode ser desenvolvido em regiões que não são expostas ao sol, como por exemplo, a mucosa da boca. “É necessário ficarmos atento a qualquer lesão que tenha dificuldade de cicatrização”.

 

Cuidados

Para ficar longe do perigo de câncer e ainda ficar com a pele bonita e protegida, o dermatologista Dr. Maurício Sato e o cancerologista Dr. Calixto Antonio Hakin Neto do HNSG recomendam:

- Use filtro solar em todos os períodos do ano. No inverno, prefira uma fórmula que também seja hidratante.

- Cuide-se aos tomar sol, principalmente no período das 9h às 16h

- Evite banhos quentes prolongados, pois deixam a pele mais seca e descamada.

- Hidrate muito bem a pele, após o banho. “A pele seca se torna mais sensível a agentes externos como sabão, tecidos sintéticos e lã. A pele ressecada pode levar a uma alergia chamada dermatite de contato, gerando coceira e vermelhidão, principalmente nas pernas, e descamação da pele”, esclarece Dr. Maurício.

- Prefira o inverno para começar tratamentos de pele como peelings e que tenham ácido em sua composição, sempre com acompanhamento de um especialista e uso de protetor solar. Nesse período, a pele se recupera com mais facilidade.


Envie para um(a) amigo(a)

 


Edições Anteriores 

Mês: 

imprimir essa página

 

© 2003 - 2009 Jornal da Mulher. Todos os direitos reservados. All rights Reserve