Mudanças
de temperatura e clima afetam a cabeça de homens e mulheres.
Cerca de 40% da população adulta sofrem com problemas de caspa
e forma leve de dermatite seborréica, influenciada por fatores
alimentares, hormonais, emocionais e climáticos. Em períodos
de temperaturas baixas há um aumento dos casos caracterizados
por coceira, oleosidade excessiva e, até, perda de cabelo.
Quem faz o alerta é Valter Claudino, médico dermatologista do
Hospital e Maternidade Beneficência Portuguesa de Santo
André.
O outono e
inverno são as épocas nas quais esses problemas são fortemente
agravados. Segundo o dermatologista o clima seco e o frio
fazem com que haja maior desidratação do couro cabeludo e
aumente a descamação da pele, alguns hábitos adquiridos nessa
época também induzem à caspa. “Com o frio, a freqüência de
banhos diminui e há o uso abusivo de água quente que piora a
caspa”, diz o especialista.
Proteínas e
dietas ricas em valores nutritivos são fortes aliadas no
combate a esse problema. A utilização de água morna durante o
banho é imprescindível e o uso de produtos como shampoo
anti-caspa é fundamental para o controle da caspa.
“Produtos
vendidos em supermercados merecem cuidados redobrados, pois
muitos têm apenas intenção estética e podem prejudicar o couro
cabeludo”, completa o médico.
Você sabia? Que os meses mais
frios são ideais para cuidar do corpo
Os
meses mais frios são ideais para cuidar do corpo. Não que em
outras estações não seja necessário, mas é no outono/inverno que
muitos procuram um programa de recuperação da pele, para que ela
volte a ficar bem nutrida, revitalizada e sem manchas antes do
próximo verão.
Lembre-se que
sol, praia e piscina são uma delícia, mas deixam suas marcas antes
mesmo do verão terminar. Dá para sentir na pele – literalmente –
os efeitos da estação, principalmente quando cometemos exageros.
“O laser permite tratar
manchas e pequenos vasos que aparecem na pele após o verão. Como o
sol prejudica a recuperação, os pacientes optam por este
tratamento em épocas mais frias”, afirma o cirurgião plástico
Maurício de Maio, especialista em Toxina Botulínica, preenchimento
facial e técnicas minimamente invasivas.
O médico também
explica que nessa época cresce a procura por tratamentos e
cirurgias com recuperação mais longa. “Muitas vezes o
pós-operatório exige o uso de cintas e faixas, que causam mais
incômodos no verão. Isso explica por que a busca por alguns
procedimentos, como a lipoaspiração, aumenta na estação mais
fria”, finaliza.
É necessário usar os óculos de
sol mesmo no inverno?
A
radiação solar UV é menos intensa no inverno. No entanto, em
regiões tropicais e sub-tropicais, como o Brasil, essa diminuição
não é tão intensa. Atenção particular deve ser dada para o começo
da primavera, quando as temperaturas são baixas, mas o sol já é
intenso
Estamos em pleno
inverno, mas mesmo assim, a resposta para a pergunta acima é SIM,
SEMPRE. “Pois mesmo em meio à estação mais fria do ano, a radiação
solar continuará incidindo sobre a terra. E do mesmo modo que a
radiação ultravioleta (UV) pode causar danos à pele humana, ela
também pode ocasionar ou intensificar problemas e doenças nos
olhos”, afirma o oftalmologista Virgilio Centurion, diretor do
IMO, Instituto de Moléstias Oculares.
De um modo geral,
a exposição excessiva a qualquer tipo de radiação pode ocasionar
prejuízos à saúde dos olhos. Quanto menor o comprimento de onda da
radiação, maior o dano causado à estrutura ocular. “Por esta
razão, as radiações ultravioleta são mais nocivas do que a luz nos
comprimentos de onda visível. Um outro fator que diferencia os
danos causados pela radiação UV é que sua percepção não é
imediata, ela não provoca nenhuma reação que desperte algum dos
sentidos do ser humano, reforçando o mito de que ‘se você não
sente os raios quentes do sol, então você não irá se queimar’ ”,
alerta Centurion.
Danos aos olhos
Assim como a pele humana, os olhos
podem ser mais ou menos sensíveis às radiações. De acordo com a
cor, idade e condições de saúde do indivíduo, essa sensibilidade
tende a ser maior ou menor. “O cristalino desempenha um papel
importante na proteção às radiações UV. As cirurgias que eliminam
o cristalino da estrutura ocular, como a cirurgia de catarata,
modificam bruscamente essa condição de proteção e a implantação de
lentes protetoras faz-se necessária”, explica Virgilio Centurion,
que é presidente da ALACCSA, Associação Latino-Americana de
Cirurgiões de Córnea, Catarata e Cirurgias Refrativas.
Bebês e crianças
correm maiores riscos de sofrerem danos oculares devido à maior
transparência do cristalino. Nos adultos, esse risco é minimizado,
pois o cristalino tende naturalmente a se tornar mais opaco com a
idade e, assim, absorver maior quantidade de radiação.
As inflamações da
córnea e da conjuntiva são conseqüências diretas da radiação UVB,
que apresentam como sintomas dor, lacrimejamento, sensação de
corpo estranho, fotofobia e possível avermelhamento das pálpebras.
“As lesões nas pálpebras são as que têm demonstrado relação mais
direta com a exposição à luz solar, principalmente na
identificação de lesões malignas. A radiação UVA é apontada como
responsável pelo desenvolvimento da catarata”, explica o
oftalmologista Juan Caballero, que também integra o corpo clínico
do IMO.
Os danos causados
à visão podem ser divididos em dois tipos distintos de acordo com
a forma de exposição: curtas exposições com intensas quantidades
de radiação e longas exposições com baixas intensidades de
radiação. “No primeiro caso, o elemento que mais sofre é a córnea,
as manifestações são agudas e surgem após um período curto de
latência; no outro caso, mais comum nos ambientes de trabalho, o
cristalino e a retina são os mais atingidos”, afirma Caballero. Em
ambos os casos, a manifestação pode se tornar um processo crônico,
mesmo que seja decorrente de um processo agudo.
“Ainda que não
haja uma determinação exata da susceptibilidade do olho à
radiação, é certo que doses elevadas produzem fotoconjuntivite -
inflamação da conjuntiva - e fotoqueratite - inflamação da córnea.
Porém, exposições prolongadas, mesmo a baixas intensidades, podem
também originar catarata, pterígio e alguns tipos de câncer que
podem ser irreversíveis ou exigir uma intervenção cirúrgica”,
reforça Virgilio Centurion.
Formas de proteção
Como a radiação UV não é necessária
para a visão, não existem motivos aparentes para recomendar aos
pacientes a utilização de métodos que atenuem a intensidade desse
tipo de radiação e, conseqüentemente, protejam os olhos. A
radiação solar chega aos olhos de forma direta e indireta -
radiação difusa. Essa segunda forma é ainda mais importante no
caso da radiação UV, devido ao intenso espalhamento nessa região
do espectro. Os filtros empregados na construção dos óculos de sol
devem ser opacos aos comprimentos de onda menores que 400nm (UV) e
maiores que 700nm (IV). “As lentes adequadas para proteger os
olhos devem estar livres de imperfeições, eliminar mais de 99% da
radiação UV e entre 75 e 90% da radiação visível, evitando
incômodo ocular e reflexos excessivos. De acordo com recomendações
internacionais, os fabricantes de óculos devem indicar claramente
o grau de proteção de cada lente”, informa o oftalmologista Juan
Caballero.
A utilização de
óculos de sol cujas lentes não ofereçam proteção adequada é
considerada mais perigosa do que simplesmente não usar os óculos
de sol. “O olho humano possui mecanismos de defesa naturais que
são inibidos pela escuridão proporcionada pelas lentes. A pupila,
que automaticamente se fecharia diante da luminosidade, mantém-se
dilatada quando utilizamos lentes escuras. A reação natural do ser
humano de fechar os olhos é comprometida pela utilização dos
óculos de sol. Portanto, se as lentes não protegem os olhos, os
raios ultravioletas passam e afetam a retina mais severamente do
que se não estivéssemos usando nenhum tipo de lente”, explica
Virgilio Centurion.
Além de saber o
nível de proteção contra a radiação ultravioleta, é bom que o
paciente conte com orientação profissional no momento da compra e
adaptação dos óculos. “Deve ser dada preferência às lentes que
envolvam bem os olhos ou que impeçam a penetração de luz através
das aberturas existentes entre os óculos e o rosto”, recomenda
Caballero.
A compra de
óculos falsificados, ou a pirataria, além de se apresentar como um
perigo potencial à saúde humana, dificulta, ainda, a aplicação do
Código de Defesa do Consumidor. A mercadoria falsificada é
oferecida no mercado informal, o que dificulta a identificação e a
responsabilização do vendedor ou do fabricante, e a comprovação da
compra, por não haver emissão de nota fiscal. "No momento em que
compramos um produto pirateado, rasgamos o Código de Defesa do
Consumidor, que é a forma do cidadão garantir seus direitos e
participar da sociedade de consumo", diz Virgilio Centurion.
No endereço
http://satelite.cptec.inpe.br/uv
é possível acompanhar, em tempo real, o índice de radiação
ultravioleta em todo o Brasil. De acordo com as recomendações da
Organização Mundial da Saúde, para os níveis 1 e 2 (baixo), não é
necessário o uso de protetor. Para os níveis 3, 4 e 5 (moderado) e
6 e 7 (alto), além do protetor, é preciso também ficar à sombra em
horários próximos ao meio-dia e usar camisa, óculos de sol e
chapéu. Já os níveis 8, 9 e 10 (muito alto) e acima de 11
(extremos) recomendam evitar o sol ao meio-dia, permanecer na
sombra, usar chapéu, óculos de sol, filtro solar e camisa.
Fonte: IMO – Instituto de
Moléstias Oculares
Toxina botulínica está entre as
favoritas
Pela primeira vez, o número de
intervenções estéticas supera o de cirurgia plástica
Foi-se o tempo que corrigir marcas
de expressão era sinônimo de cirurgia, dor e longo período de
recuperação. Com os avanços da medicina estética, é cada vez mais
fácil combater as temidas rugas sem precisar se expor aos riscos
cirúrgicos. Em 2008, pela primeira vez na história, o número de
intervenções estéticas não cirúrgicas superou o de cirurgias
plásticas, segundo informações divulgadas durante congresso sobre
envelhecimento ocorrido na França no início do ano.
Entre os métodos
mais procurados está a aplicação de toxina botulínica, que é
bastante difundida, mas ainda enfrenta alguns mitos. A
dermatologista Alessandra Nogueira, gerente médica da Galderma,
empresa que comercializa uma das toxinas botulínicas disponíveis
no mercado brasileiro, responde as principais dúvidas sobre este
procedimento.
O que é a toxina botulínica?
É uma substância produzida pela bactéria Clostridium botulinum e
teve sua primeira aplicação no tratamento de estratismo e doenças
neurológicas que causam contraturas musculares, passando a ser
utilizada também pela dermatologia anos depois.
Como a toxina botulínica age?
Impedindo a contração dos músculos faciais que dão origem às
rugas. Com o relaxamento da musculatura, as marcas de expressão
são amenizadas.
A substância pode ser aplicada em
qualquer ruga?
Não, a toxina botulínica pode ser utilizada na testa, nos
conhecidos "pés de galinha", nas rugas ao redor da boca, no
queixo, pescoço e na glabela, que é o vinco entre as sobrancelhas.
A toxina botulínica deixa a pessoa
sem expressão?
Não necessariamente, o importante é que o procedimento seja
realizado corretamente e sem excessos tratando os locais onde as
rugas são mais evidentes.
A aplicação causa dor?
A agulha utilizada no procedimento é muito fina, mas um anestésico
tópico pode ser utilizado em pessoas mais sensíveis antes da
aplicação da toxina.
O efeito é instantâneo?
Não, o efeito começa a ser observado nas primeiras 48 horas e
aumenta gradativamente de 10 a 15 dias após à aplicação,
estabilizando após esse período.
O resultado é permanente?
Não, o efeito do tratamento dura de 4 a 6 meses, variando de
acordo com cada pessoa. Com a repetição do procedimento, a
percepção da duração do efeito pode aumentar em alguns pacientes.
Fonte: Galderma
Beleza excessiva na terceira
idade
Mulheres idosas e meios
alternativos para compensar os sintomas normais da terceira idade
A
terceira idade, normalmente, é o período onde as pessoas tendem a
sofrer diversas mudanças, sejam elas, físicas ou emocionais. O
fato é que, pelo menos do lado feminino, ocorrem alterações
hormonais que acabam criando certas situações onde a mulher idosa,
acaba sentindo-se indesejável.
Mudanças no corpo e no
comportamento, dificuldades para realizar tarefas diárias da casa
ou no trabalho, entre outras circunstâncias, acabam fazendo com
que a mulher sinta vergonha de si mesma, ocasionando alguns
sintomas de depressão (que acabam sendo impulsionados também pela
redução dos hormônios).
O fato é que
devido a esses fatores, como alternativa, as mulheres acabam
procurando tratamentos médicos, ao invés de auxílio psicológico, o
que seria o mais correto. Na verdade, em alguns casos, abusam de
remédios depressivos e recorrem a cirurgias plásticas para
recuperar a auto-estima, acreditando que a aparência física possa
ajudar nesses problemas.
Segundo a
sexóloga Ângela Carvalho, os problemas da terceira idade feminina
têm início na menopausa, que ocorre devido a uma alteração
hormonal. Na verdade, a menopausa acaba criando uma preocupação
tanto pelas alterações que causa no organismo, quanto pela
associação de velhice que as pessoas fazem a ela.
As mulheres mais
velhas tendem a ter uma baixa na auto-estima após esse período, e
acabam abusando de meios alternativos para recuperá-la. No caso, o
uso excessivo de botox, peeling, entre outros tratamentos de
beleza, acaba deixando a pessoa cada vez mais artificial, sem
gerar um retorno satisfatório para a mesma, comenta Ângela.
De fato, as
mulheres, recorrem a esses tratamentos com a intenção de tentar
voltar a ser, ou parecer, como eram antes. Independente de qual
seja o efeito, nunca terá uma resposta realmente significativa, o
que acaba causando certa frustração, piorando os sintomas
depressivos.
Uma forma de
influência indireta e muitas vezes, imperceptível, são as
propagandas de cremes e tratamentos milagrosos contra rugas e
sintomas da velhice. A publicidade utiliza-se de modelos jovens
usando os cremes de seus tratamentos, criando assim,
subliminarmente, uma falsa idéia do real resultado dos produtos,
complementa Ângela.
De certa forma, o
certo é procurar um acompanhamento terapêutico ou psicológico, e a
sexóloga ainda finaliza: O grande problema feminino na terceira
idade é a auto-aceitação, que se torna cada vez mais difícil com o
passar dos anos e, quando a vontade de mudar é maior do que a de
se aceitar como é.
Ângela Carvalho
Inverno combina com pele
hidratada
São várias as situações que fazem
com que a pele fique ressecada. Os fatores climáticos, como o
vento, o sol, as mudanças bruscas na temperatura e o ar seco,
favorecem a evaporação da água através da pele, diminuindo o seu
grau de hidratação. As substâncias químicas, como os detergentes e
solventes orgânicos, eliminam a gordura da pele, fazendo com que
fique desprotegida e desidratada.
Por outro lado
com o processo de envelhecimento, o teor de água da pele também
vai diminuindo. Algumas doenças como eczemas, psoríase e ictioses,
provocam problemas nas camadas da pele, alterando igualmente a sua
hidratação natural.
Uma pele desidratada pode ter sua
função de proteção comprometida, além de ser um problema estético,
pois seu aspecto é opaco, áspero, sem elasticidade e com tendência
à descamação.
Para evitar o
ressecamento da pele devemos protegê-la das agressões externas.
Impedir a exposição solar sem proteção. Não usar loções tônicas
com muito álcool. Evitar o uso em excesso de sabonete, bucha e
água quente durante o banho. Usar hidratantes, que são substâncias
com a função de manter a quantidade adequada de água na pele,
mantendo-a macia e elástica.
Existem várias
substâncias e produtos que podem ser usados com a função de
hidratar a pele. O ideal é que se consulte um dermatologista, para
que ele possa avaliar o tipo de pele e os produtos mais adequados
para a mesma, alerta a dermatologista Carolina Ferolla.
Outro fator
importante na hora de hidratar a pele é saber como aplicar o
hidratante, explica a dermatologista. “Não basta ter um excelente
produto se você não segue o seu modo de usar”
1 – Na área dos olhos:
aplique alguns pontinhos (bem pequenos, para não engordurar) de
creme ao redor dos olhos. Com o dedo anular (que é o mais leve e
com menos força muscular), vá dando batidinhas de dentro para
fora, até sentir que o produto se espalhou e penetrou na pele.
Atenção: não esfregue o creme nesta região, para não esticar e
romper as fibras.
2 – No rosto: Coloque um
pouquinho de creme nos dois lados da bochecha. Faça movimentos
circulares de dentro para fora (do nariz em direção às têmporas),
até sentir que o produto foi absorvido pela pele. Agora aplique só
um pouquinho no nariz, queixo e dois na testa e massageie de baixo
para cima. Lembre-se de que esta região do rosto é sempre mais
oleosa. Não abuse.
3 – No pescoço: Deposite
alguns pontinhos do seu creme para a região do pescoço e colo, em
toda a extensão desta área. Com as mãos espalmadas, vá espalhando
o creme de cima para baixo, em direção ao coração, sem imprimir
força. Quando chegar à área do colo, faça movimentos circulares
com as pontas dos dedos.
4 – Nas pernas: Não
economize produtos. As pernas é uma região que precisa de
hidratação e amaciamento. Aplique o produto nas palmas das duas
mãos e comece a massagear desde os tornozelos até os joelhos, em
movimentos sempre ascendentes, para ajudar na circulação.
Concentre atenção nas áreas mais ásperas e ressecadas.
5 – Nas mãos: Reserve uma
atenção muito especial. Elas sofrem contato com agressões o tempo
todo. Use produtos específicos, de preferência à base de silicone.
Aplique uma porção generosa e comece a esfregar uma mão na outra.
Massageie entre os dedos, para distender, e ao redor das unhas,
para fortalecer.
Como evitar problemas nos pés
durante o inverno
Se
o verão exige cuidados com os pés que ficam expostos em sandálias
abertas, no inverno esse cuidado deve aumentar, já que o uso de
botas e sapatos fechados propiciam o surgimento de unhas
encravadas, calos, joanetes e micoses. Prevenir-se de tais
problemas não é tão complicado quanto parece. E os benefícios não
trazem somente conforto e boa aparência, mas, acima de tudo, a
certeza de uma conduta saudável para os pés.
Segundo o
podólogo Alessandro Guerra, coordenador técnico da rede Doctor
Feet, a transpiração dos pés torna-se ainda mais intensa no
inverno devido ao uso constante de calçados fechados. “Por ser um
ambiente sem ventilação, a umidade alia-se à temperatura e a falta
de claridade, facilitando a proliferação dos fungos”, explica.
Para evitar a
micose, o ideal é fazer a assepsia (limpeza) com um podólogo e
usar loções e cremes específicos. Em casos extremos, quando há
necessidade de extração total ou parcial da unha, pode-se também
fazer uma reconstituição. “O processo é simples e consiste apenas
na remoção da parte deteriorada, que é substituída por uma órtese
em acrílico”, afirma Alessandro, lembrando que este serviço requer
o acompanhamento de um médico dermatologista, habilitado para
receitar medicamentos.
Outro problema
muito comum no inverno é a unha encravada, causada pelo corte
inadequado das mesmas. “Existem aparelhos fabricados em fibra
molecular, órtese metálica ou órtese elastodôntica que corrigem a
curvatura da unha e auxiliam no seu crescimento correto. O
tratamento dura de três a quatro meses”, finaliza Guerra.
Nessa época os
calos também costumam incomodar mais. Duros, sensíveis ao toque e
arredondados, eles se desenvolvem nas saliências ósseas da parte
de cima dos dedos, dando ao pé aspecto descuidado. “É importante
que a pessoa calce sapatos confortáveis e varie o uso diário com
mais de um par. Aqueles que já possuem calos e sentem desconforto
e dor devem procurar atendimento especializado e evitar utilizar calicidas,
que podem causar sérias inflamações”, alerta o podólogo.
Dicas da Doctor Feet para manter os
pés saudáveis no inverno
Lave e seque muito bem os pés
depois do banho para prevenir o surgimento de frieiras.
Nunca fique descalço em banheiros
públicos.
Evite o uso de sapatos apertados.
Experimente sapatos no fim da
tarde porque os pés costumam inchar ao longo do dia.
Use meias de algodão.
Lixe as calosidades pelo menos uma
vez por semana. Não corte calos ou calosidades.
Prefira que um podólogo execute o
corte de suas unhas, que não podem ser aparadas muito rentes.
Use hidratante próprio para os pés
diariamente, massageando as áreas com maior calosidade.
Se a pele estiver muito seca,
passe hidratante e coloque meias para dormir.
Deixe a unha sem esmalte pelo
menos uma vez por semana para evitar o ataque dos fungos.
Se você ficou muito tempo em pé ou
caminhou demais, faça uma bela massagem com óleo ou creme
apropriado e deite com os pés mais elevados, apoiados sobre um
travesseiro ou almofada.
Procure andar descalça sempre que
possível.
Role uma bola de tênis sob os pés
para aliviar a dor das arcadas.
Caso você esteja com algum problema
nos pés, consulte um podólogo.
Anorexia - a ditadura da beleza
Quando falamos em ditadura da beleza
costumamos associar aos jovens em confrontos com a realidade, ou
com sentimentos de frustração, medo, angústias e inseguranças. E
essa parece ser uma questão do mundo atual. Basta olharmos para a
incidência cada vez maior e mais precoce do número de casos de
transtornos alimentares e depressões. É inequívoco que essas
patologias têm como causa dificuldades internas muito profundas,
mas também são reforçadas por valores culturais, ou seja, a
ditadura da beleza.
Hoje os padrões
de beleza são ditados pela mídia, para a mídia e também para a
sociedade em geral. Parte da culpa se dá aos meios de comunicação,
principalmente a televisão, que frisa que o ideal de beleza e
saúde é uma mulher extremamente magra. Por isso cada vez mais os
jovens estão se rendendo à cirurgia plástica, tratamentos de
estética e deixam de comer, em vez de cuidarem da saúde física e
mental. Geralmente nos quadros de anorexia em meninas, há uma mãe
autoritária e menos afetiva.
No Brasil, uma em
cada 250 adolescentes tem a doença e 20% dos casos de anorexia
terminam em morte. A recusa em manter um peso adequado para a sua
estatura, o medo intenso de ganhar peso e a distorção da imagem
corporal são as principais características da anorexia nervosa,
transtorno alimentar que surge, geralmente, na adolescência e se
manifesta em 90% dos casos em meninas.
É fácil reconhecer um começo de anorexia, basta observar se o
individuo começa a perder peso rapidamente. A mudança é brusca, de
uma hora pra outra, a pessoa fica com uma aparência cansada e com
um Índice de Massa Corporal (IMC) abaixo dos 15%. Quando isso
acontece é importante que os pais fiquem de olho nos seus filhos
adolescentes, observando quando eles evitam fazer refeições com a
família, só falam em perder peso, cortam os alimentos em pedaços
bem pequenos, escondem a comida, ou dão para o cachorro, praticam
incessantemente atividades físicas, ou buscam informações na
internet sobre sites de anorexia para trocar experiências.
Essa é uma doença
grave, multifatorial, com comprometimentos físicos e psíquicos.
Por isso, necessita de muitos profissionais em seu tratamento,
notadamente de um endocrinologista, psicólogo e nutricionista.
Elas têm que ter uma orientação nutricional para manter o peso
adequado e não buscar alternativas como usar laxantes com o
intuito de emagrecer que vai prejudicar muito a saúde. A família
deve apoiar o trabalho da equipe e precisa ser muito bem
orientada.
Existem gordinhas que
são muito bonitas, assim como existem magras que são horríveis.
João César Castro Soares
Zinco é eficaz para eliminar
manchas na pele
Comprovado
cientificamente, a solução de sulfato de zinco melhora em cerca de
50% a área ocupada pelas manchas de pele. E o melhor, sem efeitos
colaterais.
No Brasil, um país tropical de praias maravilhosas, a pele
bronzeada tem status equivocado de corpo saudável e bonito. Este
mesmo bronzeado, contudo, também é sinônimo de manchas, pois o sol
é um dos principais responsáveis pelo seu surgimento, sobretudo,
na praia, piscina, e também na exposição diária. “Por isso, o
primeiro passo para um tratamento despigmentante eficaz, é o uso
de protetor solar diariamente. Existe até uma excelente opção no
mercado que protege a pele durante 12 horas, sem precisar de
reaplicação. Devemos também, utilizar produtos que sejam capazes
de reduzir a produção de melanina, responsável pela coloração
marrom da nossa pele”, explica o professor de cosmetologia e
diretor da Consulfarma, Maurício Pupo.
Já há algum tempo, a hidroquinona era a substância mais utilizada
pelos dermatologistas para clarear as manchas na pele, mas ela
está proibida em produtos cosméticos. Esta foi uma decisão da
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), a exemplo de
órgãos regulatórios na Europa; lá, a hidroquinona foi proibida em
2001.
Nos Estados Unidos, ela só pode ser
comercializada mediante prescrição médica. Esta substância sempre
foi classificada pelos médicos como um clareador excelente, porém,
estudos recentes mostraram sua toxicidade e os riscos que oferecem
a saúde humana.
Opção segura Foi publicado recentemente no renomado jornal científico
Dermatology Surgery, um estudo científico mostrando que o sulfato
de zinco a 10%, um composto químico cristalino incolor, solúvel em
água, é um poderoso antioxidante com propriedade clareadora. “Os
antioxidantes são excelentes no combate às manchas, pois são
capazes de neutralizar os radicais livres formados na pele, em
resposta à radiação solar, além de atuarem na reação de formação
da melanina, reduzindo-a. Por isso, o zinco surge como uma ótima
opção”, diz Pupo.
Já no estudo realizado no Iraqi Board for Medical
Specializations, os pesquisadores realizaram o teste da seguinte
maneira: 28 pacientes com manchas na pele foram divididos para
fazer a aplicação, durante dois meses, duas vezes ao dia, de um
produto contendo sulfato de zinco a 10%, e um produto sem o ativo.
Como resultado, cerca de 50% daqueles pacientes que aplicaram
o sulfato de zinco obtiveram melhora na escala que mede a
gravidade e a área ocupada pela mancha. Estes mesmos pacientes não
apresentaram efeitos colaterais e, além disso, mantiveram a
melhora três meses após a interrupção do tratamento. “Portanto, os
pesquisadores concluíram que essa é uma formulação inovadora, com
resultados que beneficiam aquelas pessoas que se sentem
incomodadas pelo aspecto inestético causado pelas manchas. Não há
contra indicações”, finaliza o professor.
Prof. Maurício Gaspari Pupo
Unilever une tecnologia exclusiva e
toda a proteção de Rexona em novo antitranspirante
Rexona Naturals é a nova aposta da
companhia
Com a tecnologia exclusiva Bioprotection,
a formulação de Rexona Naturals trabalha em sincronia com a resposta
natural do organismo quando ele transpira, proporcionando proteção
contra sudorese e odor. “Os ingredientes do antitranspirante
interagem com o suor formando um gel nas entradas das glândulas
sudoríparas, ou seja, eles trabalham em sintonia para um processo
natural de proteção”, explica Guilherme Mortensen, gerente de
marketing de Rexona.
Rexona Naturals
também contém óleo de semente de girassol (Helianthus Annuus Seed
Oil), um elemento que tem como um dos principais benefícios formar
uma barreira protetora natural que evita o ressecamento e a perda de
umidade própria da pele, deixando-a hidratada e nutrida.
Dicas para comprar sapatos
Muitas pessoas me perguntam a respeito
de calçados e percebo que a dúvida é da maioria. Por isso resolvi
anotar as principais queixas e responder algumas dúvidas.
A má escolha dos sapatos
pode causar lesões, portanto não é o sapato que provoca lesão por si
só e sim a má escolha.
Qual marca? Deve-se levar em consideração que o que é bom para uma pessoa
pode não ser bom para outra.
Qual tipo de solado?
Cada esporte depende e exige de um tipo de solado;
• Corrida: precisa de impulso e amortecimento;
• Caminhada: precisa de amortecimento;
Ou seja, para cada esporte tenha no mínimo dois pares de calçados,
para haver revezamento dos mesmos.
Quanto ao número? Atente-se que temos um pé pouco maior que o outro, compre o
calçado que seja mais confortável. Não compre pensando no número do
calçado, pois existem diferenças entre marcas e modelos.
Seu pé deve movimentar-se dentro do
calçado, ou seja, os dedos não podem ficar espremidos, principalmente
o dedo maior e o dedo menor. Isso pode ocasionar o surgimento de
calos, calosidades, unhas encravadas, descolamento de unhas,
joanetes...
O ideal é comprar o
calçado depois de uma caminhada ou no período da tarde para a noite,
onde os pés encontram-se um pouco mais inchados. Experimente o
calçado que irá comprar com a meia que você irá usá-lo.
Respeite os modelos
masculinos e femininos, pois existe um critério na confecção dos
calçados conforme as diferenças dos pés dos homens e das mulheres.
Não faça a estréia do calçado no dia de uma festa, reunião, evento ou
competição, primeiro se adapte ao calçado.
No caso de esportes, para
evitar lesões, cumpra à risca as exigências de quilometragem e horas
de treinamento de cada marca/modelo, caso contrário o sistema de
amortecedores ficará comprometido.
A
amarração de cadarços deve seguir o critério tradicional, pois lhe
permite maior segurança nas atividades físicas e competições. A moda
de não amarrar não é conveniente ao esporte.
Deve-se lembrar também que
não pode amarrar muito apertado, pois acabará comprometendo a
circulação. Se houver aparecimento de desconforto nos pés procure um
profissional da área:
• Ortopedista,
• Podólogo,
• Quiropraxista ou fisioterapeuta.
Curiosidades:
• Cada 1000 metros corridos, os pés
impactam contra o piso de 500 a 1250 vezes.
• Cada pé toca o solo de 50 a 70 vezes
por minuto.
• O impacto da força é de 2 a 4 vezes o
seu peso corpóreo e num salto os pés suportam até 6 vezes seu peso
corpóreo.
Portanto fatores estruturais e a má
escolha do calçado poderão ocasionar lesões. Por exemplo:
• Bolhas,
• Calos,
• Calosidades,
• Joanetes,
• Unhas encravadas,
• Sobrecarga muscular,
• Desvio de articulações,
• Tendinite,
• Entorses,
• Luxações ou até fraturas.
• Portadores de diabete devem redobrar
sua atenção a respeito de tudo o que falamos e lembrar o mercado já
atende uma linha calçados para diabéticos que devem ser especiais,
sem nenhuma costura ou rebarbas, macios, confortáveis e seguros.
Patrícia Thenório
A importância do teste da mecha
A beleza dos cabelos é motivo de
preocupação para a grande maioria das pessoas. Isto pode ser
justificado pela crescente demanda e lançamentos de produtos voltados
para os cuidados capilares, pela importância dada pela mídia a
cuidados e modas relacionados às madeixas, assim como pela imensa
quantidade de estabelecimentos estéticos capilares presentes nas ruas
e shoppings centers.
Empresas, mídia e salões propagam
diariamente procedimentos novos que visam modificar a estrutura
capilar, seja através da alteração da cor dos fios, seja pela mudança
de sua forma: lisa, ondulada ou crespa. Com isto, temos no mercado
produtos que nos fazem ir contra as programações genéticas que
antigamente pareciam ter-nos sido impostas.
O lado bom destes
procedimentos está em mudar, em poder ser camaleônico estando um dia
de um jeito e no outro completamente diferente. O lado ruim está nos
riscos que sofrem os cabelos quando sujeitos a procedimentos que não
são capazes de suportar.
Parece ser óbvio que
nenhuma marca que se preze colocaria um produto no mercado para
vitimar com danos os seus possíveis usuários. Apesar disto, não é
fato infrequente encontrarmos vítimas de produtos químicos de uso
capilar.
Por conta disto, fica a
duvida, produtos químicos capilares são sempre perigosos? A resposta
é não! Perigoso não é o produto químico em si (com as devidas
excessões aos proibidos pelas entidades de saúde, em nosso caso a
ANVISA), mas a associação destes a cabelos que não tenham condições
de suportá-los. É fato que existem cabelos mais fortes e mais fracos.
Temos os cabelos que sofrem com o clima ou situações externas (sol e
água de piscina, por exemplo), e ainda os que já passaram por
químicas em maior ou menor proporções.
Sabendo disso, quais dos
cabelos citados poderiam receber químicas sem sofrer danos? Para esta
pergunta a resposta é simples: todos ou nenhum deles. Se esta
afirmação acabou sendo motivo de espanto é porque você nunca fez ou
não conhece o teste da mecha.
Teste da mecha é o nome
dado ao procedimento que deveria preceder qualquer aplicação de
produtos químicos nos cabelos. Serve para avaliar se os cabelos que
serão tratados conseguem suportar um procedimento como o que será
realizado em todo o cabelo.
A idéia é a de pegar uma mecha de
cabelo e realizar o procedimento apenas nela cerca de 2 a 3 dias
antes de aplicar o produto em todos os fios. Se, ao final deste
tempo, os cabelos tratados conseguirem manter a qualidade e mostrarem
que podem suportar o produto em questão, este poderá ser aplicado em
todo cabelo, minimizando o risco de problemas e deixando o cliente
mais confiante e seguro frente ao trabalho que será realizado.
Apesar de ser importante,
o teste da mecha é pouco realizado. Em parte porque os clientes
sempre chegam pensando em fazer o procedimento de uma vez sem
verificar se seus cabelos estão em condições para tanto. Soma-se a
isso o fato de que a concorrência do mercado faz com que os
profissionais optem por correr o risco a perder o cliente para um
concorrente que faria o procedimento sem o teste prévio.
Não deixo nunca de
valorizar a qualidade de muitos profissionais que conhecem um cabelo
de qualidade, assim como os produtos que usam e suas técnicas de
aplicação. Estes, quase nunca apresentam problemas com seus clientes
por conta de seu bom senso e experiência, fazendo o teste da mecha
quando acreditam ser necessário.
Por conta dos riscos e por
ter certeza de que a grande maioria das pessoas não gostaria de ver
seus cabelos estragados por procedimentos químicos é que deixo como
dica o teste da mecha. Lembrando que segurança é algo que não tem
preço!
Dr Ademir Jr.
Dermatologista alerta para o perigo
de contaminação durante a depilação
Médico comenta que, além de
problemas na pele, o uso de mesma cera e utensílios em várias pessoas
pode espalhar o vírus do HPV
Muito
tem se falado sobre o perigo de contrair o vírus da hepatite na
manicure e da importância de cada pessoa ter o seu kit (alicates,
lixas, espátulas). Porém, outras doenças também podem ser
transmitidas em salões de beleza.
“Problemas cutâneos (na pele) sempre
foram comuns e estão cada vez maiores. Micose e alergias são as
doenças que mais incomodam”, alerta o dermatologista de São Paulo,
Cesar Cuono.
A micose, por
exemplo, não é transmitida só em piscinas e saunas. O uso coletivo de
utensílios da manicure é a forma mais rápida da doença passar de uma
pessoa para outra.
No Brasil, há 250
mil salões de beleza e a maioria não utiliza cera individual para
depilação. “O comum é colocar o produto em uma panela para aquecê-lo
e utilizá-lo em várias clientes durante o dia”, comenta o
dermatologista.
Segundo o Dr. Cesar
Cuono, este processo é extremamente perigoso, pois uma pessoa pode
até contrair o vírus do HPV quando faz a depilação da região íntima,
se a próxima cliente usar a mesma cera para o procedimento.
“O produto só
poderia ser reutilizado se o aquecimento acontecesse em uma
temperatura superior a 100 graus para que as bactérias fossem
exterminadas. E a realidade dos institutos de beleza não é esta”,
diz.
Além disso, a
espátula ou “pauzinho” que as depiladoras usam para retirar a cera da
panela e colocá-la na pele da pessoa é um meio para o contágio de
doenças.
“Como o kit manicure,
é essencial que as mulheres, principalmente, passem a ter o seu para
depilação. Além de não ser caro, é uma forma de evitar problemas com
a saúde”, aconselha o médico-dermatologista, Cesar Cuono.
Dr. Cesar Cuono
Porque engordamos no inverno
No outono-inverno , quando o tempo começa a esfriar, devemos nos
preparar para, ao final dessas estações, não tomarmos grandes sustos
com os ponteiros da balança, ou com os zipers e botões de nossas
roupas, que não fecham .
"Com o frio, nosso
organismo gasta mais energia para manter a temperatura do corpo .
Desde os primórdios da raça humana , há um mecanismo que nos faz
comer mais no inverno para produzir mais calorias, pois o frio
acelera a queima de gordura para produzir calor . Inventamos casas ,
roupas , aquecedores, não sentimos frio, mas continuamos os mesmos
biologicamente ; portanto, ainda que mais aquecidos e não gastando
mais calorias, o frio, mesmo assim, nos faz querer comer mais. É
comum, também, nessa época, deixarmos de lado as saladas e comidas
light, tão saudáveis, e preferirmos os alimentos mais calóricos, como
queijos e pães gordurosos, chocolates, e até mesmo bebidas
alcoólicas. O resultado não pode ser outro: em pouco tempo, nos damos
conta de que estamos acima do peso ", afirma o médico
endocrinologista Wilmar Jorge Accursio.
Como emagrecer depois pode
ser difícil, o segredo é cuidar-se desde agora. Tomando alguns
pequenos cuidados, è possível manter a forma e a saúde o ano todo.
Basta usar o bom senso e a moderação.
Sugerimos que sobre esse tema seja
entrevistado o médico endocrinologista Wilmar Jorge Accursio, que
também é nutrólogo, formado pela Faculdade de Medicina da UNIFESP,
presidente da SOBRAE, que poderá fornecer várias dicas aos
leitores/telespectadores, sobre como se alimentar bem no inverno,
sentindo-se saciado, sem deixar de aproveitar as delícias da estação
e sem aumentar de peso.
É possível comer bem no inverno, sem
engordar?
Em primeiro lugar, não importa a
estação do ano: existem algumas regras básicas de qualquer programa
de saúde e reeducação alimentar, que precisam ser mantidas como
ingerir muito líquido , praticar uma atividade física regularmente,
não pular refeições, evitar gorduras trans, comer de tudo um pouco.
O médico endocrinologista Wilmar Jorge Accursio, adverte: "É
comum às pessoas reduzirem o consumo de sucos e líquidos no inverno ,
o que não é recomendável. Deve-se manter a hidratação do corpo também
nesse período do ano, consumindo , no mínimo, 1,5 litros de água
ao dia. Como há maior necessidade de produção de calor, o corpo
necessita também de água" .
Quando a temperatura
diminui e o frio não está para brincadeiras, o corpo pede ajuda. Para
manter sua própria temperatura, o organismo precisa de mais calorias
e, por isso, a fome aumenta.O problema é que, em geral, as pessoas
acabam abusando da quantidade dos alimentos e, além de comer mais,
escolhem de preferência comidas mais gordurosas. A explicação para
isso é simples: todos alimentos gordurosos são mais gostosos, mais
palatáveis e a gordura é o macronutriente que menos sacia (proteínas
são as que mais saciam).
Resistir aos pratos
típicos do inverno, não é tarefa das mais fáceis. O acompanhamento
de um profissional pode ajudar a montar uma dieta equilibrada e dar
dicas preciosas, como por exemplo, sempre que possível, substituir
os queijos amarelos pelos brancos, que são menos calóricos. O
chocolate quente, tão apreciado nesta época do ano, pode ser
substituído por um chá com adoçante, que esquenta o organismo da
mesma forma. Para os que não abrem mão do chocolate quente,
prepará-lo com leite desnatado e achocolatado diet, e procurar
ingerí-lo moderadamente.
Segundo o endocrinologista Wilmar Accursio , para quem não quer
engordar e precisa controlar a balança, " é aconselhável conhecer
os valores calóricos dos pratos desde a hora que escolher o
cardápio. Mas só isso não basta: é fundamental , também, consumir os
alimentos na quantidade certa".
Outra dica do Dr.
Wilmar, para entrar no clima e curtir as delícias do inverno, mas
diminuindo a quantidade de calorias ingeridas, é que se pode comer um
delicioso fondue de queijo, desde que preparado com leite desnatado
e queijo magro e optando por utilizar no lugar de pão, vegetais
como cenoura, pepino, couve-flor, brócolis, chuchu.
Para o médico,
algumas comidas típicas do inverno não são uma tragédia nas dietas.
As sopas, por exemplo, podem ser uma boa pedida, desde que pouco
calóricas, frisa o dr. Accursio. " Como nesta época, as pessoas
costumam evitar as saladas, por serem frias, acabam deixando de
ingerir verduras e legumes. As sopas de legumes não costumam ter
muitas calorias e também são de suma importância em nossa
alimentação, porque fornecem alguns tipos de vitaminas e fibras.
Devemos utilizá-las refogadas ou junto a outras preparações.
Mas atenção: assim
como as sopas podem - e devem - fazer parte do cardápio, nossas
escolhas devem recair sobre as mais nutritivas e menos calóricas,
como as de legumes. - Já as sopas cremosas, como as de queijo,
ervilha, devem ser evitadas. Isso porque entre os ingredientes
utilizados estão o bacon, queijos amarelos ou cremosos, creme de
leite, o que as tornam calóricas devido às quantidades de gorduras",
acrescenta o médico.
Quanto às bebidas
alcoólicas e doces, só existe um jeito: moderação e bom senso. Comer
e beber de tudo um pouquinho e depois praticar algum exercício físico
pára gastar o que se ingeriu. No inverno as pessoas tendem a aumentar
o consumo de bebidas alcoólicas, o que pode representar um consumo
exagerado de calorias e, como conseqüência, aumento de peso. Por isso
, lembre-se que cada grama de álcool fornece 7 calorias ao nosso
organismo. Quando desejar consumir doces, opte por frutas da
estação, barrinha de cereais e gelatina diet.
Não se deve pular
refeições, ou ficar longos períodos sem se alimentar , para evitar,
assim, comer em demasia na próxima refeição. Fracione as suas
refeições, estabelecendo horários e seguindo-os ! Para aprender a
distinguir e a sentir quando estiver satisfeito, é importante comer
devagar, mastigando bem os alimentos, em ambientes tranqüilos , de
preferência sentado. Assim, saberá parar no momento certo e
aprenderá a se controlar.
Um inimigo da boa
forma é a falta de exercícios físicos. No frio, a situação se agrava,
porque fica muito mais difícil abandonar um bom cobertor para ir à
academia, ou mesmo fazer uma caminhada na rua, ou no parque.
O resultado da falta de atividades pode aparecer nas roupas que
passam a não servir e no susto com o aumento marcado pela balança.É
importante que você não perca o ânimo para malhar durante o período
de frio. A prática de atividade física é importante para qualquer
época do ano. Além de evitar o ganho de peso.
Seguindo essas dicas e tendo em vista
uma alimentação saudável e balanceada, dá para aproveitar todas as
delicias do inverno. Uma boa seleção de alimentos pode suprir as
necessidades aumentadas de calorias sem levar a um aumento de peso.
Wilmar Jorge
A pele requer cuidados especiais
no frio
Uso do protetor solar ajuda a
prevenir o câncer de pele
Muitas
pessoas pensam que não é preciso proteger a pele em épocas de
baixas temperaturas. Esquecem o protetor solar, deixam a limpeza
de pele de lado e quando percebem estão com algum problema típico,
como o envelhecimento precoce. “O uso de filtro solar é importante
não somente para prevenir o envelhecimento, mas também para
diminuir a incidência de cânceres de pele”, alerta o
dermatologista do Hospital Nossa Senhora das Graças, Dr. Maurício
Sato. “A incidência de raios ultravioleta do tipo A é constante no
ano todo e essa radiação promove reações nas células da pele que
podem ocasionar o aparecimento de lesões pré-cancerosas”, explica.
O câncer de pele
é o tipo mais comum de neoplasia no Brasil. Para esse ano, o
Instituto Nacional do Câncer – INCA – estima que surjam mais de
100 mil novos casos da doença. Já os cânceres do tipo melanoma,
considerados mais agressivos e com alta taxa de mortalidade,
felizmente, são de baixa incidência, cerca de 5 mil casos por ano.
Porém, mais da metade dos casos são previstos na região sul do
país. “O melanoma é o mais maligno dos tumores de pele e ocorre
geralmente em pessoas entre 30 e 60 anos. Em geral, é o câncer de
pele que tem aparência de uma pinta escura, bordas irregulares,
cores variadas e é assimétrico. Logo, qualquer pinta que mudou de
característica, como tamanho, cor e dificuldade de cicatrização,
deve ser suspeita e avaliada por um dermatologista”, ressalta.
Já os cânceres de
pele não-melanoma são considerados menos agressivos e de fácil
tratamento, se diagnosticados precocemente. Os sintomas costumam
ser pequenas saliências na pele ou nódulos e, geralmente, aparecem
no rosto, tronco e extremidades do corpo. “O tipo de tratamento
varia de acordo com o estágio de evolução do câncer. Em casos
iniciais, o uso de crioterapia (spray de gelo), cauterizações e
curetagens, terapia a base de luz ou até mesmo de pomadas
específicas podem curar essas lesões. Para lesões maiores, o
tratamento é a cirurgia”, esclarece o dermatologista.
De acordo com o
cancerologista do Hospital Nossa Senhora das Graças, Calixto
Antonio Hakin Neto, mesmo durante o inverno as pessoas devem
utilizar filtro solar com o fator de proteção acima de 30 e evitar
se expor ao sol entre 9h e 16h.
“A grande exposição ao sol não é
indicada, pois com a sensação agradável do vento não se percebe
que os raios solares estão sendo absorvidos e prejudicando a pele.
É nessa época do ano que estamos com a pele mais sensível e mais
clara. O ideal é permanecer no máximo 20 minutos ao sol, para que
esta absorção ajude, apenas, na parte óssea e na formação de
cálcio, sem danos”, esclarece o cancerologista.
O Dr. Hakin Neto
salienta que é importante que as pessoas não esqueçam de proteger
apenas a pele durante o frio, outras partes do corpo, como por
exemplo, os lábios, a orelha, nuca, couro cabeludo e a ponta do
nariz também são extremamente importantes. “Existem no mercado
várias opções de protetores, além dos filtros solares, que podem
ajudar a evitar a absorção dos raios solares, como batons, chapéus
e cachecóis”, orienta.
Ele ressalta que
a proteção é fundamental em todo o corpo, pois o câncer melanoma
pode ser desenvolvido em regiões que não são expostas ao sol, como
por exemplo, a mucosa da boca. “É necessário ficarmos atento a
qualquer lesão que tenha dificuldade de cicatrização”.
Cuidados
Para ficar longe do perigo de câncer
e ainda ficar com a pele bonita e protegida, o dermatologista Dr.
Maurício Sato e o cancerologista Dr. Calixto Antonio Hakin Neto do
HNSG recomendam:
- Use filtro solar em todos os
períodos do ano. No inverno, prefira uma fórmula que também seja
hidratante.
- Cuide-se aos tomar sol,
principalmente no período das 9h às 16h
- Evite banhos quentes prolongados,
pois deixam a pele mais seca e descamada.
- Hidrate muito bem a pele, após o
banho. “A pele seca se torna mais sensível a agentes externos como
sabão, tecidos sintéticos e lã. A pele ressecada pode levar a uma
alergia chamada dermatite de contato, gerando coceira e
vermelhidão, principalmente nas pernas, e descamação da pele”,
esclarece Dr. Maurício.
- Prefira o inverno para começar
tratamentos de pele como peelings e que tenham ácido em sua
composição, sempre com acompanhamento de um especialista e uso de
protetor solar. Nesse período, a pele se recupera com mais
facilidade.