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É apenas um cão!!!”

De vez em quando escuto alguém me dizer: “Pára com isso! É apenas um cão!!!”  Ou então, “Mas é muito dinheiro pra se gastar com ele! É apenas um cão!” . Leia o resto clicando aqui

 

Estão nos matando por esporte, ajude-nos!
 

Respeite todos os animais. Temos sentimentos, sofremos quando nos maltratam, sentimos dor como vocês e também nâo queremos morrer e nem virar pele de casaco.

 

Declaração Universal dos Direitos dos Animais

 

"Virá o dia em que a matança de um animal será considerada crime tanto quanto o assassinato de um homem"

rinhas
Leonardo da Vinci

 
 

“Enquanto o homem continuar a ser des- truidor impiedoso dos seres animados dos planos inferio- res, não conhecerá a saúde e a paz. Enquanto os homens massacrarem os ani- mais, eles se mata- rão uns aos outros. Aquele que semeia a morte e o sofrimento não pode colher a alegria e o amor.”

Pitágoras

 

"Um gato vive um pouco nas poltronas, no cimento ao sol, no telhado sob a lua. Vive também sobre a mesa do escritório, e o salto preciso que ele dá para atingi-la é mais do que impulso para a cultura. É o movimento civilizado de um organismo plenamente ajustado às leis físicas, e que não carece de suplemento de informação. Livros e papéis, beneficiam-se com a sua presteza austera. Mais do que a coruja, o gato é símbolo e guardião da vida intelectual."

 

(Perde o gato - crônica de Carlos Drummond de Andrade)

 
 Edição de Setembro de 2010

Homeopatia Veterinária: pets também podem ser beneficiados pela  medicina alternativa

Indicada para tratamentos de problemas físicos e comportamentais, a especialidade vê o animal como um todo e estimula o poder de cura do próprio organismo

 

A homeopatia é uma alternativa terapêutica que estimula o sistema imunológico, reforçando a capacidade de cura do organismo, melhorando a saúde e o bem-estar dos animais.  “Por ser uma terapia energética, ela pode ser indicada para o tratamento de vários problemas”, explica a médica veterinária  Homeopata que atua no Hospital Veterinário Pet Care, Cynthia Lisboa Hassun.  “Não há limite mínimo nem máximo de idade para o uso da homeopatia, também não há restrição ou contra-indicação, nem mesmo durante gestação e lactação, desde que o cliente seja orientado por um médico veterinário especializado”.

Desde 1990 oferecendo tratamento especializado para pequenos animais, o Hospital Veterinário Pet Care mantém o atendimento homeopático – sempre com agendamento prévio - para cães e gatos e o diretor clínico do hospital, Marcelo Quinzani, explica o motivo. “É muito comum no dia-a-dia da clínica o uso prolongado de antibióticos, corticosteróides, imunossupressores, anticonvulsivantes e outros medicamentos visando o controle de doenças crônicas em cães e gatos. E esses tratamentos convencionais podem causar efeitos colaterais desagradáveis e debilitar os mecanismos naturais de defesa do organismo”, explica. “Há casos de doenças  de pele, neurológicas, distúrbios gastrointestinais e alteração de comportamento que conseguimos excelentes resultados com a homeopatia”.

A especialista na área destaca ainda que para definir qual o tratamento é preciso tomar conhecimento de todos os sintomas do paciente, incluindo mudanças emocionais. Também é necessária uma avaliação clínica. Só então há a prescrição de um medicamento que combine exatamente com o estado do animal. “Dessa forma a homeopatia vê o animal como um todo”, diz Cynthia.

Outra vantagem citada pela médica veterinária é que os medicamentos homeopáticos têm custo inferior aos alopáticos e podem ser utilizados concomitantemente quando há necessidade.


Leishmaniose: ALESP aprova PL que obriga a realização de exame de contraprova em animais suspeitos da doença.

Foi aprovado na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo na última quarta-feira, 23/06/10, o Projeto de Lei número 510/10, de autoria do deputado estadual Feliciano Filho (PV-Campinas), que normatiza o controle da eutanásia de cães portadores de Leishmaniose Visceral Canina.
Segundo a propositura aprovada, para que seja feita a eutanásia em cães portadores de Leishmaniose no Estado de São Paulo será obrigatória a realização de, pelo menos, dois exames para confirmar a presença do parasito que transmite a doença no animal: um sorológico e outro parasitológico ou sorológico com antígeno recombinante. "Os exames realizados pelas prefeituras com o kit enviado pelos Governos tem chegado a um índice alarmante de 48% de falso positivo. Por isso, a importância do exame de contraprova", explica o parlamentar.

O primeiro exame a ser realizado nos cães deverá ser o sorológico de antígenos totais. Os animais cujo resultado deste exame resultar positivo serão considerados suspeitos da doença, que somente será confirmada mediante a realização de um segundo exame comprobatório.
Os tipos de exames aceitos, de acordo com o Projeto de Lei, para a confirmação de Leishmaniose nos cães são:
I- Parasitológicos: Aqueles exames cujos métodos de pesquisa identificam a presença direta do parasita ou de algum de seus componentes;
II- Sorológicos de antígenos totais: Aqueles exames cujos métodos identificam a presença de anticorpos contra o parasito, tais como RIFI (Reação de Imunofluorescência Indireta, ELISA (Ensaio Imunoenzimático);
III- Sorológicos de antígenos recombinantes: Aqueles exames cujos métodos detectam anticorpos contra proteínas específicas do parasito e utilizam como antígeno proteínas recombinantes. Esses testes minimizam a ocorrência de reações cruzadas com outras enfermidades e com a forma cutânea da leishmaniose, quando comparado com a sorologia de antígenos totais.

Os exames realizados com o intuito de investigação ou inquérito epidemiológico, feitos pelos órgãos de zoonoses, canis públicos, unidades de saúde e estabelecimentos oficiais do Estado, só poderão ser usados como levantamento epidemiológico e não como diagnóstico ou critério para eutanásia de animais.

Segundo a proposta aprovada pela Assembleia Legislativa, os animais que obtiverem resultado positivo nos exames sorológicos de antígenos totais serão considerados suspeitos e poderão realizar outros exames para a confirmação de seu estado de portador de Leishmaniose. Os exames comprobatórios deverão ser realizados de forma gratuita pelos órgãos competentes ou mesmo em laboratórios particulares, devidamente credenciados na Rede Oficial do Ministério da Saúde. "A obrigatoriedade da contraprova tem o fito de diminuir a angústia e o sofrimento da população que, em muitos casos, tem o seu animal, considerado membro da família, morto indevidamente", comenta Feliciano.

A Constituição Brasileira garante o direito a contraprova de exames realizados pela rede pública de saúde, desde que o dono do animal faça a solicitação por escrito ao Poder Público.
Casos em que os animais poderão ser eutanasiados
Os animais somente poderão ser eutanasiados caso apresentem o seguinte quadro, cumulativamente:

I- o exame parasitológico escolhido apresentar resultado positivo;

II- o exame confirmatório, se realizado, apresentar resultado positivo;

III- não existir possibilidade de tratamento da doença.

IV- o proprietário assinar um termo de consentimento livre e esclarecido, formulado pelo Centro de Controle de Zoonoses, o qual deve conter todas as informações prestadas ao proprietário, inclusive da possibilidade de requerer a contraprova dos exames positivos do Poder Público ou realizá-la a seu custo, e de optar pelo tratamento sob acompanhamento de médico veterinário.
 

Havendo a possibilidade de tratamento, o proprietário obrigatoriamente deverá realizá-lo, a seu custo, com médico veterinário que ficará obrigado a emitir laudo de acompanhamento semestral ao Centro de Controle de Zoonoses. "Já passou da hora dos governos tratarem essas questões relacionadas à saúde com responsabilidade, trabalhando nas causas do problema e não ficar lidando com seus efeitos", conclui Feliciano Filho.

Intervet/Schering-Plough oferece solução para conter o avanço da leishmaniose visceral no país

O debate é intenso sobre a leishmaniose visceral, doença grave e de grande interesse em saúde pública por se tratar de uma zoonose de alta letalidade. A eutanásia em cães infectados pela doença e a proibição do tratamento dos mesmos com medicamentos utilizados em seres humanos - uma recomendação do Ministério da Saúde para tentar diminuir a incidência da doença nos humanos e a prevalência canina - são as questões mais polêmicas no programa de controle à leishmaniose visceral no Brasil. Como a prevenção continua sendo a principal arma para combater o avanço da doença, a Intervet/Schering-Plough tem trabalhado para difundir o uso de coleira impregnada com deltametrina a 4% nos cães, principio ativo repelente e inseticida, recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), presente na coleira Scalibor®. www.scalibor.com.br

Segundo o Médico Veterinário e gerente Técnico da Intervet/Schering-Plough Animal Health, Andrei Nascimento, com o encoleiramento, os cães não serão infectados. “Por possuir efeito inseticida, a coleira ainda ajudará a eliminar o vetor – o mosquito palha, transmissor da leishmaniose visceral”, ressalta Nascimento.

A Scalibor®, além de prática e segura, não tem cheiro e atua como auxiliar no controle de carrapatos e pulgas. “Imediatamente após a sua colocação no pescoço do cão, a coleira começa a liberar o seu princípio ativo, a Deltametrina, que se distribui de forma rápida e uniforme pela pele do cão, protegendo-o por até quatro meses”, esclarece o Médico Veterinário. Diversos estudos feitos no Brasil e no mundo comprovaram a sua eficácia.

Andrei Nascimento informa que atitudes simples, como a limpeza de quintais com a remoção de fezes e restos de folhas e frutos em decomposição também ajudam a combater a doença, uma vez que o mosquito que a transmite ao cão e ao homem coloca os ovos em locais ricos em matéria orgânica em decomposição e com baixa luminosidade.

 “O encoleiramento dos cães é a principal forma de controle da leishmaniose atualmente. Ao reduzir a incidência da doença, contribui para evitar que o Brasil passe de uma situação endêmica para uma situação epidêmica, de descontrole”, finaliza o Médico Veterinário, Andrei Nascimento.

 

Sobre a leishmaniose visceral

A leishmaniose visceral, também conhecida como calazar, é uma doença causada por um parasita – o protozoário Leishmania chagasi – que se multiplica nas células de defesa do organismo causando alterações importantes nos rins, fígado, baço e medula óssea. É uma doença que tem grande importância para a saúde pública por se tratar de uma zoonose de alta letalidade. Ela é transmitida ao homem e ao cão, principalmente, através da picada de um mosquito conhecido popularmente como “mosquito palha”. O cão tem um importante papel na manutenção da doença no ambiente urbano visto que pode permanecer sem sintomas, mesmo estando doente.

Considerada um problema de saúde pública mundial, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a leishmaniose visceral registra anualmente 500 mil novos casos humanos no mundo com 59 mil óbitos. Hoje já são 12 milhões de pessoas infectadas no mundo. Quando não tratada, pode evoluir para óbito em mais de 90% dos casos. É a segunda doença parasitária que mais mata no mundo, atrás da malária.

Na América Latina, ela já foi detectada em 12 países e, destes, cerca de 90% dos casos acontecem no Brasil, onde, em média, 3.500 pessoas são infectadas e o número de óbitos é de aproximadamente 200, anualmente.

A doença que até a década de 90 estava concentrada no Nordeste do país, hoje, está se expandindo para as outras regiões. Por exemplo, as regiões Norte, Sudeste e Centro Oeste, que na década de 90 representavam menos de 10% do total de casos, passaram a representar 26% do total de casos em 2001 e mais de 52% do total de casos em 2008.


Senado aprova política para castração de cães

Castração química, tecnologia mais barata e simples, poderá ser adotada por municípios

 

O projeto de lei que estabelece uma política nacional de controle de natalidade para cães e gatos, em especial dos animais de rua, foi aprovado pelo Senado nesta quarta-feira.  Agora, os municípios poderão optar também pela castração química, uma tecnologia nacional – segura -, mais simples e barata.

“Optando pela esterilização química os municípios vão fazer mais com menos recursos já que o procedimento custa cerca de 70% menos do que a castração convencional e pode ser realizado em ambiente ambulatorial”, informa o médico veterinário Ricardo Lucas, sócio-diretor da Rhobifarma, laboratório responsável pelo Infertile, medicamento que castra quimicamente cães machos.

O projeto original determinava que o controle populacional deveria ser feito pela esterilização cirúrgica, a castração. No Senado, porém, uma emenda de plenário excluiu a palavra "cirúrgica" para permitir que outros métodos sejam usados, como a castração química.

Fonte:  www.infertile.com.br


Doenças oftalmológicas podem levar pets à perda da visão 

Olhos vermelhos, secreções e falta de pêlos ou penas nas pálpebras podem ser indicativos de uma doença ocular. É preciso estar atento aos sintomas de doenças oftálmicas em pets e procurar o veterinário para diagnóstico 

 

Como na medicina humana, a oftalmologia já está entre uma das especialidades da área veterinária. Cães, gatos, pássaros, pequenos roedores, e até animais de grande porte são susceptíveis a doenças oftálmicas e sua incidência é muito freqüente.

As causas dessas doenças são as mais diversas, desde simples alergias até mesmo traumas e acidentes, doenças causadas por características genéticas hereditárias - especialmente em animais de raça pura ou causas relacionadas a alterações sistêmicas, como cinomose, diabetes ou toxoplasmose.

Segundo a médica veterinária, Isabella Vincoletto, os sintomas mais comuns e rapidamente percebidos pelos donos dos animais são olhos vermelhos, presença de secreções oculares - podem ser secreções límpidas ou purulentas -, inchaço, falta de pêlos ou penas nas pálpebras e/ou ao redor delas, sensibilidade exacerbada à luz e presença de ferimentos (normalmente secundários e causados pelos próprios animais ao tentar coçar ou proteger os olhos do desconforto causado pela doença). Casos mais graves de infecção podem levar o pet à cegueira, por isso é importante a consulta veterinária e o tratamento recomendado, alerta a veterinária.

O diagnóstico das doenças oftálmicas é feito pelo médico veterinário, baseando-se principalmente em informações relatadas pelo dono do animal e pelo exame geral e oftalmológico do paciente.

Dentre as doenças oftálmicas, a catarata, passível de tratamento cirúrgico é uma das principais causas de cegueira entre os cães, explica Vincoletto. Outras doenças comuns incluem úlceras de córnea, ceratoconjuntivite seca, uveíte, glaucoma, doenças na retina e alterações nas pálpebras. Entre os felinos, prevalecem as uveítes (inflamações intra-oculares) e conjuntivites, na maioria dos casos, secundárias de problemas sistêmicos que precisam ser investigados, relata a veterinária.

Quanto mais cedo é feito o diagnóstico da doença oftálmica, mais fácil é determinado o tratamento do problema e maiores são as chances de sucesso na cura.  A dica é estar atento e olhar nos olhos do seu animal de estimação. Mediante qualquer suspeita, procurar um médico veterinário de sua confiança para o diagnóstico.

 

Fonte:  Vetnil


Vira-latas são os cães preferidos dos paulistanos

 

Eles não são puros e têm histórico de passagem pelas ruas. Seu nome é associado ao lixo e aparece no dicionário como sinônimo de "sem classe, sem vergonha". Ainda assim, e talvez com a ajuda de uma abanadinha de rabo, os vira-latas conseguiram driblar a má fama: estão na moda e fazem companhia a milhares de moradores da cidade, de todas as classes sociais.

Segundo uma pesquisa realizada pelo Datafolha, é esse o cão mais comum na casa das famílias paulistanas. O levantamento entrevistou 613 pessoas, numa amostra representativa da população de São Paulo com 16 anos ou mais.

Por ser fruto de uma mistura de raças, o vira-lata tem características muito mais variadas do que qualquer cachorro puro. Mas, na aparência física, é possível identificar um perfil médio: a maioria pesa de 10 kg a 20 kg, tem pelo curto e cor escura --é o pretinho básico, como chamam alguns protetores de animais.

Para o zootecnista e especialista em comportamento animal Alexandre Rossi, autor do livro "Adestramento Inteligente" (ed. Saraiva; 240 págs., R$ 31,40, 2009), o porte médio ajuda a sobreviver nas ruas. "Ele não é tão grande a ponto de demandar muito alimento nem tão pequeno a ponto de ser indefeso em brigas e perder na competição com outros machos para cruzar", explica.

O comportamento também muda substancialmente de um vira-lata para o outro, mas aqueles que passaram pela rua costumam ser mais espertos do que os criados em casas ou apartamentos. "O animal que passou pela rua teve que se virar, ou não estaria vivo", diz o veterinário Wilson Grassi, diretor da Anclivepa (Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais) e gerente-executivo do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal.

Segundo Alexandre Rossi, a mistura de raças costuma "produzir" um cão com competências mais equilibradas. Enquanto um animal puro pode ter mais aptidão para guarda e outro para companhia, por exemplo, o vira-lata teria uma média entre as habilidades --o que também o torna menos previsível, uma desvantagem na opinião de algumas pessoas.

A genética explica também por que os vira-latas, conhecidos como SRD (sem raça definida), são mais resistentes a doenças. Existem problemas de saúde determinados por genes recessivos, que devem estar presentes em dupla para que as complicações se manifestem.

Enquanto os animais mais puros têm mais tendência de portar os dois genes, estes acabam sendo "diluídos" com a mistura de raças.

Um problema que vem aumentando em cães de raça nos últimos cinco anos, por exemplo, é a alergia, segundo Roberto Monteleone, veterinário de pequenos animais há mais de 30 anos. "Há criadores que cruzam animais aparentados. Muitos nascem com imunodeficiência e pegam infecções com facilidade. No caso do vira-lata, há uma chance muito menor de que isso aconteça."

Outra explicação é a própria seleção natural. Quando o cachorro é de raça, acaba procriando mesmo não sendo muito saudável, pois recebe mais cuidados. Já na rua só procriam os vira-latas mais fortes, que sobrevivem às condições adversas e, por isso, geram filhotes mais resistentes.

Isso não quer dizer, no entanto, que eles precisem de menos cuidados do que um cão de raça. "Tem que vacinar, levar ao veterinário, dar boa alimentação. É um cão como outro qualquer", alerta Cida Lellis, presidente da ONG Clube dos Vira-Latas.

São Paulo
Segundo o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) de São Paulo, há 2,5 milhões de cachorros domiciliados na cidade. O número vem crescendo, em média, 6% ao ano, e estima-se que, em 2020, atinja 4,5 milhões. Os dados são de uma pesquisa que vai virar livro, feita pela USP de 2007 a 2009 em parceria com o CCZ e com regionais de saúde. Foram visitados quase 12 mil domicílios.

O professor de veterinária Ricardo Dias, autor do estudo, diz que não surpreende saber que o SRD é o cão mais comum. "Vimos que só 26% dos cachorros foram comprados. O restante foi adotado", diz.

A adoção dos sem raça, aliás, está virando moda entre paulistanos de classes mais altas, e agora eles dividem espaço com primos "ricos" como poodles, lhasas e labradores. "Os animais de rua não ficam mais só na periferia. Temos visto muito mais vira-latas nos parques, junto com os cães de raça", afirma a veterinária Cíntia Tonelli, fundadora da ONG Vira-Lata É Dez.

Em 2003, quando foi criada, a entidade conseguia doar quatro cães por mês --hoje são cerca de 16. O problema é que eles também têm tido mais animais para recolher.
Desde 2008, não é mais permitido, no Estado de São Paulo, sacrificar animais apenas por estarem na rua -a eutanásia só pode ser feita em casos extremos, de doenças incuráveis ou infectocontagiosas. Os animais recolhidos pelo CCZ ficam disponíveis para adoção --são doados, em média, 50 por mês.

A ONG Clube dos Vira-Latas é outra que aumentou as doações: eram cerca de dez por mês há cinco anos e agora são entre 40 e 50. "As pessoas estão acordando para o problema dos animais abandonados na cidade e vendo que o bicho não precisa ser comprado e ter raça", diz Cida Lellis.

Mas os adotantes ainda procuram perfis específicos: filhotes, de porte pequeno, peludinhos e que não sejam pretos, justo o contrário da maioria dos cães que estão nos abrigos. Casais jovens, com ou sem filhos, são os adotantes mais comuns na cidade de São Paulo.

 

Fonte: Folha de São Paulo


Homenagem ao cão Pitchu

por Anderson Rodrigues

 

 

PITCHU COM ANDERSON RODRIGUESTer um animal de estimação é motivo de grande alegria.

     Quando estamos juntos de nossos animais, queremos viver a eternidade ao lado deles. Ah! Que bom seria se isso fosse possível. Mas a realidade é outra.

     Infelizmente por ironia do destino, a morte faz parte da vida. Devemos aprender a lidar com os sentimentos de perda.

Para nascer algo, é preciso morrer algo. Isso faz parte dos mistérios do universo, que tem em seus enigmas, a vida e a morte. O problema é quando chega a hora!

     Compreensão é fundamental para superar este momento difícil! Este é o momento que eu, Anderson Rodrigues e minha família estamos passando. Escrevo estas linhas, ao lado de meu sobrinho Arthur, em homenagem a todos os animais que se foram. Nas entrelinhas deste texto, deixo minha singela homenagem a um cão muito especial que deixou saudades.

Neste momento meu coração chora pela partida de Pitchu.

     Pitchu conviveu comigo e minha família por quase 13 anos. Durante esse período de sua vida, passou bons momentos ao meu lado e também ao lado de minha família, que sempre o tratou com muito amor, carinho e respeito.

 

 

 

Todo apaixonado por animais sabe que, quando falamos com um animal de estimação, esquecemos de tudo e voltamos a ser crianças. Falamos a linguagem dos bichos e o tratamos como um membro de nossa família. Principalmente no caso de animais especiais, como o caso do meu cão Pitchu.

O animal tem esse dom de nos cativar. No caso do Pitchu, não era diferente.

 

Todos os chamavam carinhosamente de “Tchuco”. Era Tchuco pra cá, Tchuco pra lá e Tchuco Tchuco no fubá.

 

Um animal de estimação exerce um papel muito importante na existência de um ser humano. Ensina o real valor da vida, os sentimentos sinceros e o amor incondicional.

 

Mas tudo tem um preço, não é mesmo? Nada é eterno! Tudo é “impermanente”.

 

Em um momento de reflexão podemos pensar.

Ter ou não ter um animal de estimação? Eis a questão!

 

Acredito que ter um animal de estimação, ainda seja a melhor resposta, pois é melhor chorar por ter amado do que chorar por nunca ter amado.

 

A experiência que um cão, como Pitchu pode proporcionar é indescritível. Só tendo mesmo um animal para saber, pois é algo que não se explica em palavras, só se pode saber sentindo, experimentando e vivenciando.

 

Acredito na espiritualidade dos animais, e sendo assim, espero um lugar especial para Pitchu, e para todos os animais de estimação que assim como ele se foram.

 

Aos que não acreditam que animais possam ter alma, eu respeito. Mas advirto!

Não somos obrigados a acreditar em tudo, e nem devemos. Porém, não devemos rechaçar nenhum tipo de possibilidade, pois estaríamos assim fechando as portas para um grande conhecimento.  

 

Vale salientar que “animal” vem de “anima” e “anima” vem de “alma”. Paracelso, um grande médico, filósofo hermético, esoterista e alquimista dizia que os minerais, vegetais e animais possuíam um “anima” e que este “anima” poderia ser traduzido Elemental.

 

Os animais são elementais, seres puros e inocentes e por isso merecem nossa admiração e respeito.

 

Aos que acreditam que animas possam ter alma, convido a fazer esta prece que ofereço ao Pitchu e a todos os elementais do reino animal, que se foram rumo à evolução.

 

Pitchu,

Que os Anjos e Devas te iluminem,

Que a estrada se abra à sua frente,

Que o vento sopre levemente em suas costas,

Que o Sol brilhe morno e suave em sua face,

Que a chuva caia de mansinho em seus campos,

E, até que nos encontremos, de novo...

Que o Grande Arquiteto do Universo lhe guarde nas palmas de suas mãos!

 


Mundo deve melhorar o controle de doenças em animais

O pedido veio da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação

 
Para economizar bilhões de dólares em todo o mundo, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), pediu a governos de todo o mundo que melhorem medidas de prevenção e controle de doenças animais. A agência da ONU citou os casos da Grã-Bretanha em 2001, que teria gasto pelo menos US$ 21 bilhões, o equivalente a mais de R$ 35 bilhões, após o surto de febre aftosa no país.

Já a síndrome respiratória aguda grave, Sars, teria custado até US$ 50 bilhões aos países afetados em apenas um ano, entre 2002 e 2003. Além da febre aftosa, a FAO citou a febre do Vale do Rift, a gripe aviária, causada pelo vírus H5N1 e a raiva. A agência informou que muitas outras doenças têm um impacto econômico negativo sobre a vida das pessoas.

Para a FAO, uma das ameaças de contaminação com as doenças está na criação de espécies perto de habitats de animais silvestres, aumentando assim o risco de contato com animais domésticos. Outro fator de risco frequente é a quantidade de lixo em zonas urbanas. Muitos animais se alimentam dos restos deixados em latas de lixo, assim transmitem a contaminação para a cadeia alimentar.

“A fiscalização é fundamental para combater todos os tipos de infestações que acontecem pelo mundo. Se os governos pudessem melhorar a qualificação de pessoas e treiná-las para combater todos os tipos contaminação, o primeiro passo já seria dado”, explica a tutora do Portal Educação, médica veterinária Danielle Pereira.

 

www.portaleducacao.com.br


Mortes por picada de cobra caem 75% em SP

Apenas três municípios registraram óbitos em 2009 e nenhum neste ano

 

Levantamento realizado pelo Instituto Butantan com base nos dados da Secretaria de Estado da Saúde revela que o número de mortes no Estado de São Paulo ocasionadas por picadas de cobra caiu 75% nos últimos sete anos. Em 2003 foram notificados 12 acidentes fatais envolvendo serpentes. Já em 2009 apenas três casos foram registrados nos municípios de Cubatão, Mairinque e Pirajuí. No ano de 2010, até o momento, não ocorreu nenhum óbito por picada de cobra em São Paulo.

Esse resultado positivo é fruto do aprimoramento de um trabalho que vem sendo realizado em todos os municípios paulistas para orientação, capacitação e preparo de profissionais responsáveis por prestar atendimento às vítimas de picadas.

Por meio de uma ação conjunta entre o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) e o Instituto Butantan, a Secretaria de Estado da Saúde desenvolveu um programa de acidentes com animais peçonhentos, cujo objetivo é acompanhar a incidência desse tipo de ocorrência e desenvolver ações de prevenção e melhoria de atendimento.

Quando há uma grande incidência de acidentes envolvendo animais peçonhentos em uma determinada região, uma equipe formada por profissionais do CVE e do Butantan é destacada para ir ao local e capacitar médicos e enfermeiras responsáveis pelo atendimento às vítimas. “O CVE atua levando informações sobre o quadro epidemiológico, como distribuição e gravidade dos casos. Já o Butantan capacita os profissionais para reconhecer os animais envolvidos, diagnosticar e tratar os casos”, explica a enfermeira responsável pelo programa, Joceley Casemiro Campos.

No ano passado foram capacitados 145 profissionais, dos quais 60 na região de Bauru, 45 na região de Mogi das Curzes e 40 em São José do Rio Preto.

Em todo o estado de São Paulo foram notificados 1.906 acidentes envolvendo serpentes ao longo de 2009, dos quais 380 na capital e Grande São Paulo, 258 na região de Taubaté,  233 no Vale do Ribeira, 167 na região de Sorocaba e 129 na região de Campinas.

 Dicas do Butantan para evitar acidentes envolvendo animais peçonhentos:

  • Cuidado ao circular por áreas alagadas. Os animais costumam se locomover para procurar abrigos em locais secos;

  • Observar atentamente a presença de animais peçonhentos nos ambientes próximos as áreas onde esses animais vivem, sabendo que estes se escondem do homem;

  • Bater os colchões antes de usar e sacudir cuidadosamente roupas, sapatos, toalhas e lençóis;

  • Limpar o interior e os arredores da casa usando luvas, botas e calças compridas;

  • Serpentes, aranhas ou escorpiões preferem se esconder em lugares escuros;

  • Nunca coloque as mãos em buracos ou frestas. Use ferramentas como enxadas, cabos de vassoura e pedaços compridos de madeira para mexer nos móveis. Não se esqueça de usar luvas;

  • Não ande descalço. Use botas ou calçados rígidos com perneira com proteção até o joelho e calças compridas;

  • Em caso de encontrar animais peçonhentos dentro da residência, afaste-se lentamente deles (sem assustálos) e entre em contato com o centro de controle de zoonoses da Secretaria Municipal de Saúde ou com o corpo de Bombeiros;

  • Não pegue animais peçonhentos, nem que pareçam estar mortos;

  • Em caso de picada, solicite atendimento médico o mais rápido possível;

  • Lave o local da picada com água e sabão;

  • Mantenha o membro picado mais elevado que o restante do corpo;

  • Mantenha a pessoa picada deitada e em repouso;

  • Evite que a vítima se locomova por seus próprios meios;

Mortes por picadas de cobra ano a ano em SP

Casos de picadas:

2003 - 12

2004- 8

2005-5

2006-7

2007-4

2008-3

2009- 3

 

2003-2.036

2004- 1.954

2005- 1.847

2006- 1.719

2007- 1.467

2008- 1.793

2009- 1.897

2010- 373 até o final do mês de março.

 


Acidentes com animais peçonhentos crescem quase 33% nos últimos seis anos

Ocorrências aumentam no período das chuvas. Saiba como agir e se prevenir em caso de acidentes com serpentes, aranhas, lagartas e escorpiões

 

Uma análise de dados do Ministério da Saúde revela que, nos últimos seis anos, o número de acidentes com animais peçonhentos cresceu 32,7%, em todo o Brasil. Em 2003, foram 68.219 notificações, contra 90.558, em 2009. No ano passado, os escorpiões lideraram o ranking, com 45.721 acidentes, seguido pelas serpentes, com 22.763. Aranhas e lagartas foram responsáveis por 18.687 e 3.387 notificações, respectivamente. Dados preliminares indicam, ainda, que acidentes com esses animais foram responsáveis por 309 mortes no Brasil, em 2009.Os animais peçonhentos são aqueles que possuem veneno e são capazes de injetá-lo por meio de dentes ou ferrões. Dependendo da espécie do animal, os acidentes podem até levar a morte, caso a pessoa não seja socorrida e tratada adequadamente com soro específico.

       Em geral, as serpentes são os animais peçonhentos mais conhecidos e temidos. No entanto, animais menores — como escorpiões, aranhas e lagartas — podem ser tão letais quanto as serpentes venenosas. Para se prevenir, Daniel Sifuentes, responsável pela Área Técnica de Animais Peçonhentos, da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, explica que a melhor maneira de evitar um acidente é conhecer os animais e os hábitos deles, principalmente nas grandes cidades.

A partir disso, a adoção de algumas medidas simples pode impedir o contato ou os acidentes com animais peçonhentos. “A maioria das pessoas não conhecem os animais e, quando ocorre o contato, não dão o devido valor para o evento, por não acharem grave. Mas, se ocorrer algum acidente com este tipo de animal, é importante procurar imediatamente o serviço de saúde mais próximo”.

DIFERENÇAS REGIONAIS – As chuvas, em geral, também fazem aumentar o número de acidentes com animais peçonhentos. Uma das hipóteses é que, com os alagamentos, esses animais são obrigados a sair dos seus esconderijos naturais, principalmente no caso de serpentes e lagartas.

No entanto, como estação chuvosa varia entre as regiões, os meses de maior incidência de casos também são diferentes, dependendo da localidade, como explica Daniel Sifuentes. “Na região Nordeste, por exemplo, os acidentes por serpente estão concentrados nos meses de abril a julho, que este ano coincidiu com o período das enchentes”.

Capacitação – Em 2009, o Ministério da Saúde realizou cursos de capacitação técnica nos quatros estados com maior incidência de acidentes com escorpiões – Minas Gerais, Bahia, Pernambuco e Paraná. Também houve capacitações no Pará, estado que apresenta espécies diferentes do restante do país. Este ano, a área técnica distribuiu às Secretarias Estaduais de Saúde 100 mil cartazes com orientações sobre educação ambiental e prevenção de acidentes com escorpiões.

Conheça abaixo um pouco sobre os hábitos dos principais animais peçonhentos e o que pode ser feito para evitar acidentes nas grandes cidades.

 

Escorpiões

Os escorpiões injetam veneno por meio de um ferrão localizado na ponta da cauda. Somente em 2009, esse animal foi responsável por 47.815 casos e 103 óbitos. Os escorpiões se escondem perto das casas, em terrenos baldios, velhas construções, entulhos, pilhas de madeira e lenha, tijolos, mato e lixo. Também são encontrados em saídas de esgoto, ralos e caixa de gordura da pia das casas. Como se alimentam principalmente de baratas, é importante combater o aparecimento do inseto, que são atrativos para os escorpiões.

Em geral, o animal ferroa as pessoas nas mãos ou nos pés. Embora a picada provoque dor intensa, na maioria dos casos em adultos, se recuperam com facilidade. Porém, crianças podem apresentar manifestações graves, como náuseas e vômitos, alteração da pressão sanguínea, agitação e falta de ar.

Dicas para evitar acidentes - Verifique cuidadosamente calçados, roupas, toalhas e roupas de cama antes de usá-los; evite lençóis que toquem o chão. Limpe periodicamente ralos de banheiro, cozinha e caixas de gordura. Mantenha camas e berços afastados, no mínimo, 10 cm da parede. Feche frestas nas paredes, móveis e rodapés para que não sirvam de esconderijo para os escorpiões.

Para evitar a presença dos escorpiões em casa, não deixe acumular lixo, entulho ou resto de obra nos quintais e jardins. Coloque o lixo em sacos plásticos fechados para evitar baratas e outros insetos. Mude periodicamente de lugar materiais de construção sem uso e lembre-se de proteger as mãos com luvas. Evite queimar terrenos baldios, pois desalojam os escorpiões e outros animais. Inseticidas e outros produtos não são eficazes contra escorpiões e podem gerar mais risco de acidente. É importante preservar os predadores naturais, como corujas, macacos, sapos, galinhas e gansos.

 

Casos de acidentes por escorpiões. 2003 a 2009*

 

 

 

 

 

Região e UF

2003

2004

2005

2006

2007

2008

2009*

Região Norte

1.380

1.603

1.917

2.047

2.013

2.110

2.485

Rondônia

133

167

191

143

79

67

68

Acre

21

30

28

48

65

81

87

Amazonas

85

119

166

188

126

185

257

Roraima

12

18

13

24

33

35

45

Pará

885

998

1.159

1.267

1.330

1.331

1.443

Amapá

78

102

117

149

150

138

135

Tocantins

166

169

243

228

230

273

450

Região Nordeste

10.478

13.132

16.143

19.063

19.415

18.161

21.238

Maranhão

86

90

132

159

142

138

226

Piauí

261

207

309

320

269

338

466

Ceará

341

620

867

563

633

462

503

Rio Grande do Norte

1.131

1.245

1.427

1.552

1.280

1.192

1.714

Paraíba

301

395

640

899

1.038

1.156

1.075

Pernambuco

2.185

3.744

4.361

6.837

7.087

5.249

4.256

Alagoas

2.102

2.322

2.249

2.601

2.874

3.259

3.582

Sergipe

16

40

48

129

256

267

438

Bahia

4.055

4.469

6.110

6.003

5.836

6.100

8.978

Região Sudeste

11.276

13.546

15.836

14.418

13.884

16.138

19.184

Minas Gerais

7.023

8.537

10.121

8.849

8.468

9.660

12.158

Espírito Santo

354

747

994

757

768

1.112

1.381

Rio de Janeiro

216

198

242

235

243

215

219

São Paulo

3.683

4.064

4.479

4.577

4.405

5.151

5.426

Região Sul

479

540

677

768

985

996

964

Paraná

346

381

516

560

728

739

679

Santa Catarina

104

107

109

149

189

194

192

Rio Grande do Sul

29

52

52

59

68

63

93

Região Centro-Oeste

873

1.245

1.366

1.355

1.134

1.451

1.850

Mato Grosso do Sul

35

79

138

160

115

270

298

Mato Grosso

128

265

277

307

369

424

548

Goiás

550

740

818

768

525

591

802

Distrito Federal

160

161

133

120

125

166

202

Brasil

      24.486

      30.066

      35.939

      37.651

       37.431

       38.856

       45.721

Fonte: SINAN/SVS/MS

 

 

 

 

 

 

 

2009 * Dados preliminares

 

 

 

 

 

 

 

 

Serpentes

Foram os animais peçonhentos responsáveis pelo maior número de mortes no ano passado – 106, no total. A maior parte dos acidentes (80%) ocorre por picadas nos pés e pernas. “Se essas partes do corpo estão protegidas com botas e perneiras rígidas, durante a atividade rural ou jardinagem, a chance de acidente cai para 20%”, explica Daniel Sifuentes.

Para evitar acidentes, é importante não acumular entulhos, lixo orgânico e materiais de construção; e limpar terrenos baldios pelo menos na faixa de um a dois metros junto ao muro ou cercas perto de casa. O principal alimento das serpentes são os roedores, , que vivem próximo ao homem em busca de alimento fácil. “Ao eliminar a fonte de alimento das serpentes, os ratos principalmente, você afasta grande parte dos acidentes em casa”.

 O soro antiofídico é o único tratamento eficaz em caso de envenenamento por serpentes. Quando indicado, deve ser dado ao paciente em unidades de saúde, sob supervisão médica. Além disso, é preciso conhecer os efeitos clínicos dos venenos para indicar o tipo correto e a quantidade de soro adequada a cada caso. “Não perca tempo passando álcool ou outra substância, pois não vão neutralizar o veneno. Se for rápido, lave o local da picada com água e sabão e procure imediatamente a unidade de saúde mais próxima”.

Diferentes Sintomas - As reações do organismo humano variam de acordo com o tipo de serpente que pica a pessoa. Por isso, no caso dos profissionais de saúde, é importante ficar atento aos diferentes sinais e sintomas. Nos acidentes por jararaca, por exemplo, o local da picada apresenta dor e inchaço, às vezes com manchas arroxeadas e sangramento pelos pontos da picada, além de sangramentos em gengivas, pele e urina.

Na picada por cascavél, o local não apresenta lesão evidente, apenas uma sensação de formigamento; mas o paciente tem dificuldade de manter os olhos abertos, com aspecto sonolento, visão turva ou dupla, dores musculares e urina escura.

 

Casos de acidentes por serpentes. 2003 a 2009*

Região e UF

2003

2004

2005

2006

2007

2008

2009*

Região Norte

        7.029

        7.564

        8.643

        8.528

       8.065

        7.846

        6.977

Rondônia

          756

           674

           693

           600

         491

           421

           288

Acre

          205

           241

           323

           334

         300

           404

           324

Amazonas

          943

        1.384

        1.745

        1.717

       1.332

        1.457

        1.354

Roraima

            78

           179

           226

           320

         296

           184

           275

Pará

        4.113

        4.100

        4.596

        4.526

       4.677

        4.349

        3.853

Amapá

          182

           242

           247

           265

         247

           258

           222

Tocantins

          752

           744

           813

           766

         722

           773

           661

Região Nordeste

        6.573

        6.206

        6.753

        6.963

       6.899

        6.727

        6.612

Maranhão

        1.133

        1.060

        1.359

        1.385

       1.514

        1.454

        1.136

Piauí

          174

           189

           236

           276

         216

           168

           163

Ceará

          706

           815

           804

           617

         587

           679

           742

Rio Grande do Norte

          317

           447

           356

           317

         299

           251

           356

Paraíba

          275

           309

           476

           541

         443

           395

           382

Pernambuco

          770

           602

           678

           768

         794

           703

           582

Alagoas

          293

           230

           263

           257

         314

           323

           357

Sergipe

            25

             57

             54

             65

         168

           198

           213

Bahia

        2.880

        2.497

        2.527

        2.737

       2.564

        2.556

        2.681

Região Sudeste

        7.534

        8.238

        7.545

        7.716

       6.685

        6.791

        4.785

Minas Gerais

        4.004

        4.449

        3.976

        4.169

       3.575

        3.517

        2.362

Espírito Santo

          892

        1.238

        1.083

        1.035

       1.073

        1.119

           713

Rio de Janeiro

          532

           545

           576

           656

         574

           436

           346

São Paulo

        2.106

        2.006

        1.910

        1.856

       1.463

        1.719

        1.364

Região Sul

        2.826

        2.762

        2.680

        2.882

       3.072

        2.749

        2.130

Paraná

          866

           836

           943

           943

       1.102

        1.004

           770

Santa Catarina

          886

           835

           828

           853

         885

           817

           643

Rio Grande do Sul

        1.074

        1.091

           909

        1.086

       1.085

           928

           717

Região Centro-Oeste

        2.721

        2.695

        2.880

        2.717

       2.357

        2.739

        2.259

Mato Grosso do Sul

          395

           504

           482

           455

         332

           542

           439

Mato Grosso

          946

        1.068

        1.186

        1.175

       1.155

        1.137

           978

Goiás

        1.275

        1.045

        1.144

        1.023

         796

           986

           773

Distrito Federal

          105

             78

             68

             64

           74

             74

             69

Brasil

      26.683

      27.465

      28.501

      28.806

     27.078

      26.852

      22.763

Fonte: SINAN/SVS/MS   2009  * Dados preliminares

 

 

Aranhas

Muitas espécies de aranhas vivem próximas, e até mesmo dentro de casa, favorecendo a ocorrência de acidentes. Em 2009, foram registrados 24.153  acidentes e 22 óbitos. Os sintomas apresentados variam com a espécie. A picada da aranha-armadeira causa dor imediata e intensa, com poucos sinais visíveis. No caso da aranha-marrom, a picada é pouco dolorosa e costuma surgir uma lesão endurecida e escura, podendo evoluir para uma ferida com necrose, de difícil cicatrização. O acidente por viúva-negra apresenta dor pungente no local da picada, contrações nos músculos, suor generalizado e alterações na pressão e nos batimentos cardíacos.

Primeiros Socorros - Lavar o local da picada com água e sabão. Não fazer torniquete ou garrote, não furar, não cortar, não queimar, não espremer, não fazer sucção no local da ferida e nem aplicar quaisquer substâncias sobre ela para não provocar infecções. Não dar à vítima aguardente, querosene ou fumo, como é costume em algumas regiões. Levar a vítima imediatamente ao serviço de saúde mais próximo para que possa receber o tratamento adequado. Dependendo dos sintomas, algumas medidas podem aliviar a dor, como compressas mornas (acidentes por aranha-armadeira e viúva-negra) até o atendimento ao médico.

Como Evitar - Bater colchões antes de usar e sacudir cuidadosamente roupas, sapatos, toalhas e lençóis. Limpar o interior e arredores da casa usando luvas, botas e calças compridas. Nunca coloque as mãos em buracos ou frestas.

Casos de acidentes por aranhas. 2003 a 2009*
 

Região e UF

2003

2004

2005

2006

2007

2008

2009*

Região Norte

          481

          461

          545

          561

           410

          420

         492

Rondônia

          181

          115

          112

            84

            41

            45

           33

Acre

            16

            19

            22

            21

            19

            22

           29

Amazonas

            34

            63

            92

            99

            60

            87

         137

Roraima

            10

              7

              8

            14

            15

              9

           14

Pará

          194

          201

          258

          277

           245

          215

         227

Amapá

              8

            12

              5

            14

            11

              9

             7

Tocantins

            38

            44

            48

            52

            19

            33

           45

Região Nordeste

          397

          457

          537

          632

           612

          571

         558

Maranhão

            40

            44

            53

            50

            40

            37

           32

Piauí

            21

            24

            33

            39

            32

            27

           35

Ceará

            36

            32

            58

            48

            56

            50

           51

Rio Grande do Norte

            72

            87

          100

            97

            72

            68

           75

Paraíba

            17

            22

            35

            40

            43

            35

           29

Pernambuco

            50

            45

            53

            54

            78

            61

           46

Alagoas

            19

            32

            36

            55

            47

            38

           55

Sergipe

              3

            12

            13

            26

            38

            39

           25

Bahia

          139

          159

          156

          223

           206

          216

         210

Região Sudeste

        2.680

        3.848

        4.496

        4.298

        4.418

       4.571

       4.620

Minas Gerais

          714

        1.144

        1.355

        1.416

        1.790

       1.712

       1.766

Espírito Santo

            75

          229

          239

          169

           271

          255

         194

Rio de Janeiro

            70

          138

          196

          219

           215

          170

         129

São Paulo

        1.821

        2.337

        2.706

        2.494

        2.142

       2.434

       2.531

Região Sul

      12.184

      12.993

      13.571

      13.269

      17.144

     15.361

     12.736

Paraná

        8.289

        8.926

        8.752

        8.420

      10.679

       9.100

       7.703

Santa Catarina

        2.965

        3.032

        3.645

        3.661

        4.780

       4.604

       3.716

Rio Grande do Sul

          930

        1.035

        1.174

        1.188

        1.685

       1.657

       1.317

Região Centro-Oeste

          161

          244

          299

          337

           258

          299

         281

Mato Grosso do Sul

            18

            19

            40

            50

            22

            59

           48

Mato Grosso

            33

            68

            66

            88

            93

            94

           91

Goiás

            94

          133

          170

          175

           129

          124

         118

Distrito Federal

            16

            24

            23

            24

            14

            22

           24

Brasil

      15.903

      18.003

      19.448

      19.097

      22.842

     21.222

     18.687

Fonte:SINAN/SVS/MS

 

 

 

 

 

 

 

2009 * Dados preliminares

 

 

 

 

 

 

 

 

Lagartas

Em 2009, ocorreram 4.089 acidentes com lagartas e cinco pessoas morreram.Embora existam diferentes espécies na natureza, as lagartas do gênero Lonomia são as que têm maior relevância para a saúde pública, pois podem ocasionar acidentes graves e mesmo óbitos, pela inoculação do veneno no organismo, através do contato das cerdas da lagarta com a pele. São as chamadas lagartas “espinhudas”.

Os acidentes graves com esse tipo de lagarta ocorrem quando o indivíduo toca o animal, por exemplo, ao encostar-se em troncos de árvores. A dor, na maioria dos casos, é violenta, irradiando-se do local da /queimadura/ para outras regiões do corpo. No caso da Lonomia, algumas vezes aparecem complicações, como sangramento na gengiva e aparecimento de sangue na urina. O acidente pode levar, ainda, à insuficiência renal e necrose da pele. Nos casos de suspeita de acidente com Lonomia, o paciente deve ser levado ao serviço de saúde mais próximo para se avaliar a necessidade de tomar soro.

Como Evitar - Ao colher frutas, praticar jardinagem ou durante qualquer outra atividade em ambientes silvestres, observar com cuidado as superfícies antes de se encostar. Observar, também, troncos, folhas e gravetos antes de manuseá-los, sempre usando luvas.

Casos de acidentes por lagartas. 2003 a 2009*