"A
grandeza de uma nação pode ser julgada pelo modo que seus animais
são tratos." (Mahatma Gandhi)
É apenas um cão!!!”
De vez em quando escuto alguém me dizer: “Pára com isso! É apenas um cão!!!”
Ou então, “Mas é muito dinheiro pra se
gastar com ele! É apenas um cão!” .
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Estão nos matando por esporte, ajude-nos!
Respeite todos os
animais. Temos sentimentos, sofremos quando nos maltratam, sentimos
dor como vocês e também nâo queremos morrer e nem virar pele de
casaco.
"Virá o dia em que a matança de
um animal será considerada crime tanto quanto o assassinato de um
homem"
rinhas Leonardo da Vinci
“Enquanto
o homem continuar a ser des- truidor impiedoso dos seres animados dos planos
inferio- res, não conhecerá a saúde e a paz. Enquanto os homens
massacrarem os ani- mais, eles se mata- rão uns aos outros. Aquele que
semeia a morte e o sofrimento não pode colher a alegria e o amor.”
Pitágoras
"Um
gato vive um pouco nas poltronas, no cimento ao sol, no telhado sob a lua.
Vive também sobre a mesa do escritório, e o salto preciso que ele dá para
atingi-la é mais do que impulso para a cultura. É o movimento civilizado de
um organismo plenamente ajustado às leis físicas, e que não carece de
suplemento de informação. Livros e papéis, beneficiam-se com a sua presteza
austera. Mais do que a coruja, o gato é símbolo e guardião da vida
intelectual."
(Perde
o gato - crônica de Carlos Drummond de Andrade)
Edição de
Fevereiro de 2012
Maus-tratos contra animais já podem ser denunciados a grupo
especial do Ministério Público em São Paulo
Já estão nomeados os promotores de
justiça criminais responsáveis pelo Gecap (Grupo Especial de
Combate aos Crimes Ambientais e de Parcelamento Irregular do
Solo Urbano), instituído em julho de 2011 pelo Procurador
Geral de Justiça de São Paulo Fernando Grella Vieira, através
do
ato normativo 704/2011-PGJ-CPJ, com a atribuição de atuar
inclusive em denúncias de delitos que envolvem animais.
A
estrutura física que permitirá o funcionamento do grupo ainda
está sendo providenciada, mas os promotores nomeados Carlos
Henrique Prestes Camargo e Vânia Maria Tuglio já começaram a
se reunir com autoridades, como delegados do Meio Ambiente,
para traçar diretrizes e otimizar o trabalho, que, segundo
Prestes Camargo, deverá ser intenso.
O
promotor Prestes Camargo se diz muito otimista tanto com a
criação do Gecap como por sua nomeação. Explica que
inicialmente, ele e a promotora Vânia Tuglio vão sentir a
demanda, e “com certeza, se for necessário, o grupo poderá ser
ampliado”. O Gecap deverá ficar sediado no Fórum Criminal da
Barra Funda, na Rua Abraão Ribeiro, 313, na capital.
Os
promotores do Gecap atuarão em “feitos de suas atribuições,
oficiando de forma integrada e harmônica com as Promotorias de
Justiça Criminais do Foro Central, do Meio Ambiente e da
Habitação e Urbanismo da Capital, e, quando couber, com os
demais órgãos de execução do MP do Estado de São Paulo”.
Caberá
ao grupo, segundo o ato do Procurador Geral, “oficiar nos
procedimentos extrajudiciais (representações, peças de
informação, inquéritos policiais, procedimentos
investigatórios criminais e termos circunstanciados) e nos
processos criminais de competência do Foro Criminal Central e
do Juizado Especial Criminal do Foro Central, a prática de
crimes de parcelamento e ocupação irregular do solo urbano
(Lei nº 6.766/79) e contra o meio ambiente”.
Quanto
aos crimes contra o meio ambiente, conforme o Procurador
Geral, estão incluídos nas atribuições do Gecap "os delitos de
abuso, maus-tratos, ferimento ou mutilação de animais
silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos (Lei
nº 9.605/98 e alterações posteriores), bem como os
conexos".
Promotoria de Defesa Animal
Os
deputados estaduais Fernando Capez (PSDB) e Feliciano Filho
(PV) atuaram reivindicando a criação do Grupo. Capez, que é
procurador de Justiça, levou a demanda para o Procurador
Geral, pedindo inicialmente a criação de uma Promotoria de
Defesa Animal.
Essa é
uma idéia antiga do promotor Laerte Levai, de São José dos
Campos, e foi abraçada também pela
União Internacional Protetora dos Animais - UIPA desde
2008. Posteriormente, em 12 de abril de 2010, o deputado Capez
encaminhou uma petição ao Procurador Geral solicitando a
criação da promotoria, embasando seu ofício em números
alarmantes oferecidos pela UIPA. Somente essa ONG recebe
mensalmente perto de 200 denúncias de maus-tratos envolvendo
principalmente cães e gatos. Em seguida, o deputado Feliciano
também apoiou a iniciativa.
Capez
explica que a criação do Grupo Especial foi uma saída para
agilizar essa conquista, pois “para criar um grupo, não
precisamos de lei, somente de ato do procurador geral. Uma
Promotoria necessita de projeto de lei do governador, que deve
ser enviado à Assembléia, num demorado processo”, explica
Capez.
Outro
ponto observado pelo deputado é o fato de o grupo poder contar
com promotores vocacionados, ao contrário de uma Promotoria
nova, onde existem critérios, como antiguidade, para a escolha
do titular. Capez vê a criação do grupo como um primeiro e
importante passo, e sabe que a imensa demanda reprimida que
agora
chegará
aos promotores deverá mostrar a importância de uma estrutura
maior para cuidar dos crimes cometidos todos os dias contra
animais.
Sociedade Mundial de Proteção Animal
Av. Princesa Isabel, 323 - 8º andar - Copacabana - Rio de
Janeiro - RJ
CEP: 22.011-901 - TEL.: 21 3820-8200
Noções sobre o tráfico de animais no Brasil
O tráfico de animais silvestres é o
terceiro maior negócio ilegal do mundo, ficando atrás apenas do
tráfico de drogas e armas. Segundo dados da ONG PEA (Projeto
Esperança Animal), estima-se que ele movimenta mundialmente cerca de
U$ 10 bilhões por ano. No Brasil, fala-se de algo em torno de 10 a
15% do comércio mundial, ou seja, o equivalente a U$ 1 a 1,5 bilhões
por ano, e cerca de 100 mil animais silvestres apreendidos
anualmente, o que representa apenas uma pequena parcela do que é
traficado.
A
conceituação de fauna silvestre é dada pelo artigo 1.º da Lei
5197/67: são animais de qualquer espécie que, por sua natureza e em
qualquer fase de seu desenvolvimento, vivem fora do cativeiro. A
estes são equiparados os seus ninhos, criadouros naturais e abrigos.
A Lei
9605/98, em seu art. 29, §3, nos traz que devem ser entendidos como
espécimes da fauna silvestre todos aqueles que pertençam às espécies
nativas, migratórias ou outras, sejam aquáticas ou terrestres, desde
que tenham todo ou parte de seu ciclo de vida ocorrendo nos limites
territoriais brasileiros, incluindo as águas.
A
Constituição Federal foi bastante abrangente no tocante à proteção
da fauna, não restringindo quanto às espécies e categorias de
animais protegidos, enunciando ser dever do Poder Público sua
proteção, vedando práticas que coloquem em risco sua função
ecológica, que levem à extinção ou submetam os animais à crueldade,
em conformidade com seu artigo 225, § 1.º, inc. VII.
No
Brasil duas Leis e um Decreto constituem os principais instrumentos
legais de combate ao tráfico de animais silvestres: Lei 5197/67, que
dispõe sobre a proteção à fauna; Lei 9.605/98, que dispõe sobre as
sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades
lesivas ao meio ambiente e Decreto 6.514 de 2008, que revogou o
antigo Decreto 3.179/99 e dispõe sobre as infrações e sanções
administrativas ao meio ambiente.
Não há,
juridicamente, um crime nas normas ambientais penais tipificado como
“traficar animais”, pois na realidade trata-se de um conjunto de
ações que, por si só, constituem o crime de tráfico. A previsão dos
tipos penais ambientais para as condutas consideradas crimes contra
a fauna está no artigo 29 da Lei 9.605/98, assim descritas: Matar,
perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre,
nativos ou em rota migratória sem a devida permissão, licença ou
autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida:
Pena – detenção se 6 (seis) meses a 1 (um) ano, e multa.
As
condutas ligadas especificamente ao que chamamos usualmente de
tráfico são trazidas pelo §1°, inciso III do artigo supracitado, que
abrange vender, exportar, adquirir, guardar, ter em cativeiro,
utilizar ou transportar ovos, larvas ou espécimes da fauna
silvestre, assim como eventuais produtos e objetos dela
provenientes.
Associam-se também às condutas do “tráfico de animais” os chamados
maus-tratos, previstos no artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais,
segundo o qual é crime punido com detenção de três meses a um ano e
multa, a prática de abuso, maus-tratos, ferimento ou mutilação de
animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos.
Os maus tratos relacionam-se ao tráfico pois os animais são
transportados de forma velada, para não atrair a atenção de agentes
fiscalizadores. Em decorrência disso o transporte é sempre feito de
maneira inadequada, como, por exemplo, dentro de caixas de leite ou
tubos com pequenos orifícios para garantir o mínimo de oxigênio.
Existem
algumas circunstâncias que podem agravar a pena do crime em questão,
como a reincidência nos crimes de natureza ambiental; o agente
cometido o crime visando vantagem pecuniária (o que geralmente
acontece), em unidades de conservação, em domingos e feriados, à
noite ou atingindo espécies ameaçadas listadas em relatórios
oficiais.
O
decreto 6.514 de 22 de julho de 2008 prevê multa administrativa de
até R$ 5.000,00 por animal para quem comete esse tipo de infração,
valor este que, diante da magnitude e da gravidade do tráfico de
animais, em muitos casos é praticamente insignificante. Entretanto,
em razão das penas previstas para os crimes contra a fauna serem,
via de regra, inferiores a dois anos de detenção, aqueles que forem
flagrados cometendo tais crimes são submetidos aos procedimentos
descritos na Lei 9.099/95 (Juizados Especiais Criminais), e
geralmente os processos acabam terminando em transação penal ou, no
máximo, com a aplicação de uma pena restritiva de direitos, com a
mesma duração que teria a restritiva de liberdade, como a prestação
de serviços à comunidade, a interdição temporária de direitos e o
recolhimento domiciliar.
Diante
da insuficiência da fiscalização em um país de dimensões
continentais como o Brasil, a única solução para o crescente aumento
do tráfico de animais parece ser a elaboração de mudanças efetivas
no tocante à penalização do crime, tornando mais severas tanto o
quantum da pena quanto do valor máximo da multa, como forma de
coibir esse tipo de ação, além da realização de campanhas educativas
para que cada cidadão possa se conscientizar e então colaborar para
a redução da demanda por animais silvestres.
Roberta Raphaelli Pioli
SP entra na reta final para produzir vacina inédita contra o ‘HPV
bovino’
Testes em 300 animais, realizados pelo Instituto Butantan, foram
considerados um sucesso; vírus infecta 70% do rebanho e pode levar
animais à morte
Testes da vacina contra Papilomatose
Bovina, causada pelo BPV, vírus da mesma família do Papilomavirus
Humano (HPV), realizados pelo Instituto Butantan, órgão ligado à
Secretaria de Estado da Saúde, apresentaram resultados
surpreendentes, comprovando a eficácia do produto.
Animais
que receberam a vacina foram mantidos em campo durante um período de
300 dias em observação, e apresentaram resposta imunológica
significativa, quando comparados ao grupo de controle. Durante 300
dias, 15 animais foram isolados e receberam uma dose da vacina. Os
estudos permitiram ampliar os conhecimentos sobre o ciclo viral e as
formas de transmissão.
O
desenvolvimento da vacina contra o “HPV” bovino visa proporcionar um
incremento na qualidade da criação de gado leiteiro, constantemente
prejudicada pelo surgimento de feridas no úbere, o que impossibilita
a ordenha. Além disso, a doença também provoca o aparecimento de
verrugas, fator que diminui a qualidade do couro, favorece a
manifestação de câncer no esôfago ou bexiga e pode causar grande
perda financeira aos produtores. O BPV infecta cerca de 70% do
rebanho, podendo levar os animais à morte.
Os
pesquisadores trabalham em uma vacina de duplo caráter, que seja
capaz não apenas de imunizar os animais sadios, como tratar aqueles
já atingidos pelas doenças ligadas ao vírus.
“A
vacina já apresentou eficácia nos testes, representando um avanço
significativo no tratamento de uma doença pouco compreendida pelos
criadores, mas que é extremamente prejudicial para o rebanho”,
relata Rita de Cássia Stocco, diretora do Laboratório de Genética do
Instituto Butantan.
A
próxima e última etapa compreenderá testes de durabilidade da
vacina.
Doença transmitida por carrapatos pode causar perda de memoria
e surtos psicóticos
Animais devem ser criados fora do ambiente familiar
Muitas pessoas tratam seus animais
de estimação como se fossem verdadeiros filhos, deixando-os
que durmam na mesma cama, dêem lambidas em suas bocas e
permaneçam dentro do quarto, sala e cozinha durante todo o
dia. O contato e carinho por animais são saudáveis, no
entanto, o convívio exige cuidados especiais com a higiene.
Mesmo quem esteja envolvido com animais de grande porte ou
quem pratica hipismo, por exemplo, está sujeito a adquirir
doenças de consequências muito graves.
A
doença de Lyme é uma das que podem ser transmitidas pelos
carrapatos contidos nos animais e, se não tratada, pode levar
o paciente à inatividade. A Dra. Maria Emilia Gadelha Serra,
especialista em Medicina Biológica da Academia Brasileira de
Medicina, conta que tratou de um caso emblemático de uma
criança de 12 anos que sofria de enxaqueca desde os seis anos
e com o passar dos anos perdeu a memória, parou de andar, teve
sua idade mental regredida para um ano e meio, além de
apresentar surtos psicóticos. Mas, quando o caso chegou às
suas mãos, a especialista diagnosticou a doença de Lyme, logo
iniciando o tratamento com a limpeza da flora intestinal que,
para a surpresa da família, apresentou resultado quase
imediato: a criança voltou ao seu estado normal em apenas uma
semana.
A
especialista explica que a doença de Lyme é uma infecção
causada pela bactéria Borrelia burgdorferi deixada pelo
carrapato, responsável por fabricar uma neurotoxina que afeta
vários órgãos, inclusive o sistema nervoso, a pele, o coração
e as articulações. Os primeiros sintomas podem ser manchas
vermelhas na pele, dor de cabeça e febre. Além desta, outras
enfermidades podem ser contraídas por meio do contato ou
picada dos carrapatos como a erliquiose canina, que afeta a
visão e pode ocorrer tanto nos animais quanto nos seres
humanos.
Outra
doença causada pelo contato com animais que é mais comum e
conhecida é a toxoplasmose, transmitida principalmente pelos
gatos, hospedeiros do protozoário Toxoplasma gondii.
Cuidados especiais
Segundo
a Dra. Maria Emilia, o único meio de prevenir estas doenças é
verificar se o animal possui carrapatos e combater ainfestação.
“É muito importante que os pais fiquem atentos às crianças,
desde as que possuem animais de estimação, aquelas que vivem
ou foram passear em fazendas, ou ainda aquelas que praticam
hipismo. O carrapato pode estar na criança e ninguém perceber,
é preciso revisá-la todos os dias”, alerta. As crianças estão
mais sujeitas a pegarem doenças do animal porque o sistema
imunológico não está totalmente desenvolvido, ao contrário dos
adultos, que detectam mais mecanismos de defesa.
Atitudes como beijar os animais facilita a contaminação por
vírus e bactérias. Além disso, o animal de estimação deve ter
o seu espaço fora da casa porque o seu pelo é nocivo à saúde e
pode provocar reações alérgicas e doenças respiratórias. Quem
mora em apartamento pode acomodar o seu bicho na área de
serviço.
Outra
dica essencial é sempre ter um monitoramento de um veterinário
para cuidar de seus animais, seguir à risca suas indicações
aplicando as vacinas e medicamentos estabelecidos por ele e
manter o animal limpo com banhos regulares. A Dra. Maria
Emilia ressalta ainda que uma boa higiene é primordial para o
combate de doenças. Outra recomendação fundamental é o hábito
de lavar as mãos após o contato com qualquer animal.
Fonte: www.saudeempautaonline.com.br/
10 dicas para preparar seu pet para o verão
1.Antipulgas e Anticarrapatos
Antes
de levar seu pet para passear, esteja em dia com o tratamento
antipulgas e anticarrapatos. Isto evita que ele se contamine ou
mesmo contamine o pet de terceiros.
2.Rasqueadeiras e pentes
Antes
de levar seu Pet a locais públicos, escove o seu pelo. Isso evita
que o pelo dele se solte, incomodando outras pessoas.
3.Focinheira para tempo mais quente
É comum
a quantidade de passeios com o seu pet aumentar nesta época do
ano, uma vez que o tempo começa a ficar mais quente. É prudente
colocar focinheira no seu pet para transitar com ele em locais
públicos. Pensando nisso, algumas marcas desenvolveram
focinheiras a base de redes, que deixa o focinho mais arejado.
4.Frisbie, disco de arremesso ou
lançador de snack
O velho
anel de arremesso nunca sai de moda e é a brincadeira favorita dos
donos de pets nos parques mundo afora e hoje há muitas novidades
no mercado de brinquedos para pets.
5.Kit recolhedor de sujeira
É muito
aconselhável que ao passear com seu bichinho, você tenha sempre em
mãos um kit com saco para recolher sua sujeira. Além de educado, é
um ato de consciência social.
6.Snacks
Alimentar seu pet em passeios longos pode evitar que ele fique
irritado. Pensando nisto, alguns fornecedores criaram embalagens
práticas para que você consiga carregar a comida para onde quer
que vá.
7.Bebedouros portáteis
Tão
importante quando alimentar e recolher a sujeira de seu pet, é
mantê-lo sempre hidratado. Já existem no mercado soluções
inteligentes para transportar a água para qualquer lugar.
8.Guia retrátil
Para
facilitar a vida de seu bichinho (e principalmente a sua) foram
inventadas guias retráteis. São coleiras flexíveis que esticam o
tamanho de suas cordas, permitindo que seu pet corra sem você
precisar correr junto.
9.Bolsa de transporte
Para
cães de raças menores, é comum levar o animalzinho para passear no
colo. Hoje já existem bolsas de transporte super confortáveis e
com abertura para respiração do bichinho.
10.Passeio
A
última dica é passear muito com seu animalzinho. Isso o ajuda a
gastar energia e aliviar o stress das horas em que ele fica preso
dentro de casa ou mesmo longe de você.
Estas
são apenas algumas dicas, consulte sempre o seu veterinário
Meu Amigo Pet
Animais e plantas podem causar doenças de pele durante o verão
Dermatologistas da SBD-SP alertam para a necessidade de rápido
atendimento
A estação do ano na qual as pessoas
mais têm contato com plantas e animais, por causa do maior tempo
em ambientes externos durante as viagens para o campo ou para a
praia, o verão é também a mais propícia para se contrair
dermatites de contato, especialmente aquelas doenças de pele
causadas pelo contato com animais e plantas.
Segundo
Dr. Vidal Haddad Junior, membro da Sociedade Brasileira de
Dermatologia Regional São Paulo (SBD-SP), a incidência deste tipo
de doença tem aumentado significativamente nos últimos anos e o
maior problema está na ausência de tratamento e nas dificuldades
encontradas para o diagnóstico.
O
dermatologista constatou o fato depois de passar dois anos
consecutivos monitorando este tipo de acidente na cidade de
Botucatu (interior de São Paulo) e Ubatuba (litoral norte do
Estado) onde acompanhou, em clínicas e ambulatórios relacionados à
praia e ao campo, dezenas de dermatites provocadas por animais e
plantas, notando que estes ocorriam, principalmente, nos períodos
de férias e também quando as pessoas passavam finais de semana
mais em contato com a natureza.
“Os
acidentes mais freqüentes causados por animais peçonhentos foram
provocados (em sequência decrescente) por lagartas, formigas,
aranhas e besouros. Já as aroeiras são as plantas responsáveis
pelo maior número de casos clínicos registrados no campo”,
esclarece Dr. Haddad.
Ele
acrescenta que, nas praias, a atenção deve ser tomada com os
animais marinhos como ouriços-do-mar – 50% dos casos atendidos em
hospitais litorâneos – e águas-vivas, que junto de outros peixes
venenosos como o bagre, o cação, o peixe escorpião e as arraias,
provocam queimaduras quando seus tentáculos tocam a pele;
envenenamento e outros danos.
As
plantas deste ambiente também podem representar risco de doenças
de contato, especialmente nas regiões onde a Mata Atlântica é bem
preservada. Um dos problemas encontrados são as fitofotodermatites
- dermatites semelhantes a queimaduras, causadas por substâncias
presentes em árvores como as que produzem frutas cítricas, o figo,
a manga e o limão, e se forem expostas ao sol.
“Nas
praias e nos campos, é preciso muito cuidado ao manusear frutas
cítricas, de preferência evitando o contato direto com a pele.
Elas representam um risco muito grande, principalmente, se seguido
da exposição ao sol”, completa o médico.
Outros
tipos de vegetação marinha podem causar problemas para os
banhistas. “São exemplos: a urtiga, que pode provocar a urticária;
plantas como a “comigo ninguém pode” e o “copo de leite” que podem
gerar intoxicações, se ingeridas; as palmeiras e outras plantas
com espinhos que podem ser responsáveis por acidentes traumáticos.
E há, também, algumas algas venenosas” – como explica o Dr.
Alexandre de Abreu Sofiatti, dermatologista em Ubatuba.
No
entanto, para ambos os especialistas há algumas dicas de prevenção
que podem evitar grande parte dos acidentes.
Para o
especialista da Regional paulista da SBD, além das dermatites de
fácil identificação, há também aquelas em que o diagnóstico é um
pouco mais complicado. Por isso, procurar um dermatologista logo
após o surgimento agudo de algum sintoma como vermelhidão,
inchaço, dor ou ardência na pele, é fundamental e deve ser
imediato.
Já o
Dr. Sofiatti alerta para que se evitem as áreas costeiras, pois é
o principal local de instalação do ouriço-do-mar preto e recomenda
atenção redobrada para os locais onde pisamos, observando, sempre
que possível, o fundo da água. Ele lembra que a maioria dos
acidentes ocorrem nos pés, após a vítima ter pisado em um animal e
que a caminhada na areia também merece atenção, pois animais
mortos podem provocar acidentes.
E
ressalta que “a automedicação jamais deve ser praticada, muito
menos que sejam realizados tratamentos caseiros, o que pode
colaborar para a piora do quadro”.
“É no
estágio inicial dessas enfermidades que conseguimos obter as suas
características e sinais, que se manifestam de forma significativa
neste primeiro momento. Essas dermatites são, na maioria das
vezes, causadas pelo contato direto com o agente e associadas a
toxinas ou fenômenos alérgicos, diferindo das enfermidades
comumente observadas nos consultórios”, alerta Dr. Vidal.
Verão favorece a proliferação de pulgas e carrapatos em animais
de estimação
Parasitas se aproveitam das condições ideais desta estação do
ano para infestar os pets
“Nas
praias e nos campos, é preciso muito cuidado ao manusear frutas
cítricas, de preferência evitando o contato direto com a pele.
Elas representam um risco muito grande, principalmente, se seguido
da exposição ao sol”, completa o médico.Eles estão por toda a parte, mas com
a chegada do Verão, parasitas como pulgas e carrapatos se
proliferam mais rapidamente. O aumento da temperatura aliada a
condições ideais de umidade faz com que em um mês, dez pulgas
depositem mais de 15 mil ovos no ambiente, sendo que entre oito
e dez dias as pupas (casulos) eclodem e as pulgas jovens saem a
procura dos animais.
Em
ambientes desabitados como casas de veraneio, elas podem
sobreviver até um ano, bem seguras em seus casulos, e só se
manifestam quando sentem a presença dos animais ou de humanos.
“Por isso, é importante que o proprietário aplique um
antiparasitário preventivamente antes de embarcar com o animal
para as férias”, afirma o Dr. Maurício Giordano, médico
veterinário clínico de pequenos animais.
Além de
trazer incômodos como alergias e coceiras, a pulga também pode
transmitir doenças graves aos animais e seres humanos. Cães e
gatos infectados podem contrair o dipylidium caninum, parasita
que ataca o intestino e causa diarreia, com consequente perda de
peso. Ambos também podem ter processos alérgenos desencadeados
como a dermatite alérgica à picada de pulgas (DAPP), além de
anemia e estresse. Em se tratando de carrapatos, os animais
podem apresentar doenças como a erliquiose, a babesiose e a
hepatozoonose, patologias que, quando não tratadas, atacam os
glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas, trazendo consequências
mais graves ao pet. “Todas estas doenças podem ser evitadas a
partir de uma conduta preventiva, porém, se o animal já estiver
infectado, é importante que ele receba um tratamento adequado
até eliminar totalmente o problema, evitando assim consequências
mais graves”, comenta o Dr. Maurício.
E os
cuidados com os animais não estão restritos apenas a pulgas e
carrapatos. Em muitas regiões do Brasil o risco do animal
contrair a leishmaniose visceral canina é real. A transmissão da
doença ao cão e ao homem ocorre através da picada de um mosquito
infectado, conhecido popularmente como Mosquito Palha,
Cangalhinha ou Birigui, que quando infectado com o protozoário
Leishmania, dissemina a doença para diversos hospedeiros.
O
cachorro é considerado o principal hospedeiro em ambientes
urbanos, entretanto, animais silvestres, gatos e até mesmo o
homem podem ser infectados. “Nos animais sintomáticos podem ser
observadas desde lesões na pele, como descamação e feridas em
região do focinho, cotovelo, orelhas e rabo, até sintomas
sistêmicos, como apatia, perda de peso, crescimento anormal das
unhas, alterações oculares como (conjuntivites, inflamações da
córnea e pálpebras), artrites, diarreias, vômitos e sangramento
intestinal. Nos casos mais graves, pode ocorrer o
comprometimento de rins, baço e fígado. É importante ressaltar
ainda, que há animais que não apresentam nenhuma manifestação
clínica aparente, porém são transmissores da leishmaniose”,
finaliza o Dr. Maurício.
Para
proteger os pets contra pulgas, carrapatos e mosquitos
transmissores da leishmaniose, a Saúde Animal da Bayer
HealthCare disponibiliza no mercado o produto Advantage® Max3,
que quando aplicado mensalmente, trata a infestação, previne
doenças e protege a saúde do cão e de toda a família. Para
realizar um tratamento integrado contra pulgas, é importante que
o proprietário também realize o controle ambiental dos parasitas
com o uso de produtos adequados como Fleegard®, que pode ser
aplicado em todos os cômodos e nos locais de repouso do animal,
como tapetes, estofados, almofadas, poltronas, fendas de
assoalhos, rodapés, cobertas e cama, incluindo a do animal, além
dos bancos dos carros, garagem e sótão.
Dicas para livrar-se das parasitas
1.Faça um tratamento
preventivo em cães e gatos, especialmente se pretende viajar com
o animal;
2.Alguns cômodos e locais
habitados por cães e gatos precisam receber cuidados redobrados.
Observe se há parasitas nos locais frequentados pelo pet;
3.Utilize uma linha de
tratamento específica para aplicação em animais e no ambiente,
composta por produtos adequados e seguros;
4.Observe as indicações de
uso e as instruções que constam na embalagem de cada produto
direcionado ao tratamento do animal e do ambiente;
5.Prossiga com o
tratamento até a eliminação total dos parasitas. Caso surjam
dúvidas, consulte um médico veterinário.
Fonte: Saúde Animal, da
Bayer HealthCare
Como proceder na hora do parto?
A cadela está impaciente e os
proprietários também! Está chegando a hora de encher a casa de
filhotinhos fofinhos e alegres, mas para isso, é preciso tomar
alguns cuidados fundamentais durante a gestação, parto e pós-parto,
pois só assim existe a garantia de que nascerão filhotes saudáveis e
que a mãe se recuperará bem do trabalho de parto.
O
proprietário que optou por não castrar a sua cadela e permitir que
ela se reproduza deve ter consciência de que está diante de uma
grande responsabilidade. A começar pelos cuidados básicos com a
cadela desde a gestação até o encaminhamento seguro dos filhotes,
depois de 45 dias de vida.
A
gestação canina: evite acidentes
A
gestação da cadela leva aproximadamente dois meses para se completar
(58 a 63 dias), a partir do dia do acasalamento. Neste período,
alguns cuidados básicos devem ser tomados para evitar que ocorram
acidentes com a cadela e conseqüentes abortos, principalmente se ela
vive em um canil ou na presença de mais cães ou outros animais. As
brigas entre eles são inevitáveis e, portanto, recomenda-se separar
a cadela dos demais animais para evitar confrontos e acidentes com a
grávida, sobretudo nos dias próximos ao parto. A gestação pode ser
confirmada com um exame de ultra-sonografia, que também irá apontar
o número de filhotes, a sua posição no útero e deformidades e o
acompanhamento do desenvolvimento dos fetos pode ser feito por um
médico veterinário através de apalpações. Depois de um mês de
gravidez, as mamas já começam a ficar mais rosadas e túrgidas e a
cadela começa a ganhar peso, até porque a sua alimentação já deve
ser reforçada com ração de boa qualidade.
Comportamento pré-parto e função do proprietário
Alguns
dias antes do parto, a cadela irá se comportar de forma diferente,
inquieta e solitária. É importante que o proprietário ofereça uma
caixa de fácil acesso com toalhas, jornais e cobertores e acostume a
cadela a se deitar ali, pois neste período ela irá procurar lugares
para dar cria e, em muitos casos, esses locais podem ser de difícil
acesso, como buracos escuros, embaixo de camas ou atrás de sofás.
Assim, ela irá se habituar com o local e se familiarizando, ela se
sentirá mais segura.
“Quando
percebemos o sumiço da Maricota, saímos procurando feito doidos e de
repente a minha filha achou a cadela, dentro do espaço vazio do
tanque de lavar roupas já com dois filhotinhos. O local estava
molhado, sujo e ela não deixava a gente colocar a mão”- conta a
proprietária Ana Lúcia Cardeal, que já passou poucas e boas com as
crias de sua Maricota (SRD). O melhor e mais indicado é que a
‘caminha’ seja de plástico para facilitar a higiene, forrada com
toalhas e panos que possam ser jogados no lixo depois.
É bom
que o proprietário também providencie uma “farmacinha” de primeiros
socorros caso ocorram algumas complicações na hora H: telefone do
veterinário em mãos, jornais, lixeira, uma lâmpada de 100 volts caso
esteja muito frio ou um ventilador para a mãe, caso esteja muito
calor, fio dental para amarrar o umbigo, tesoura esterilizada,
solução de iodo, toalhas limpas, relógio para controlar o intervalo
de nascimentos e uma caixa menor, forrada e limpa.
Geralmente, as cadelas fazem o parto sozinhas e cuidam da higiene
dos filhotes, dela e do local, mas também podem ocorrer complicações
e nessa hora, o auxílio do proprietário é fundamental. As contrações
podem começar a ser sentidas até 48 horas antes do parto, quando
começa a produção do colostro pelas glândulas mamárias, descargas de
secreção vaginal, decréscimo na temperatura (37ºC) e elas demonstram
muito desconforto. As contrações mais fortes podem ser percebidas
através dos músculos das costas. A respiração fica acelerada, elas
lambem e olham a vagina a todo momento, recusam alimentação e podem
querer caminhar, o que facilita o trabalho de parto. O proprietário
deve ficar atento, acompanhando.
Na hora
‘H’
Naturalmente, após o nascimento do primeiro filhote, a cadela irá
cortar o cordão umbilical com a boca, lamber o filhote para
estimular a circulação e respiração e comer a placenta (que possui
nutrientes fundamentais para a mãe). Ela fará o mesmo procedimento
após o nascimento de cada filhote.
Normalmente, o intervalo de tempo entre um nascimento e outro é de
15 a 20 minutos e se ultrapassar uma hora, é preciso contatar o
médico veterinário urgentemente.
Eventualmente, algumas complicações poderão acontecer e aí é que o
proprietário deve ficar atento a cada movimento, mas sem alarde.
“Apenas uma pessoa, de confiança da cadela, deve ficar perto dela na
hora do parto, pois senão, pode atrapalhar e deixar a cadela
estressada”- ensina a médica veterinária Bárbara Hellebrekers, da
Clínica Pet Shop Fauni Domus, de São Paulo.
A
dificuldade de expelir o feto pode ser auxiliada pelo proprietário,
que deve tracionar o filhote com cuidado para não provocar uma
hérnia no umbigo. Ao nascer, o filhote deve ficar alguns instantes
virado de cabeça para baixo para desobstruir e aliviar as vias
respiratórias e em seguida, seu umbigo deve ser cortado. O
proprietário deve usar um pedaço de fio dental para amarrar o umbigo
e cortar o excedente com uma tesoura esterilizada, passando solução
de iodo para evitar infecções. O filhotinho então deve ser
massageado com uma toalha seca e limpa em movimentos leves e firmes,
simulando as lambidas da mãe, para ativar a circulação sangüínea. Só
então, deve-se aproximar o filhote do ventre da mãe para mamar.
Mas
quando a cadela apresentar complicações mais graves e não estiver
conseguindo expulsar o feto ou ficar agressiva e não permitir que o
proprietário se aproxime, o médico veterinário deve ser chamado
imediatamente. “Dependendo do caso, o veterinário pode aplicar uma
medicação correta para acelerar o trabalho de expulsão do feto ou
fazer uma cesariana, que geralmente ocorre quando há falta de espaço
para passagem do filhote ou contrações intra-uterinas
insuficientes”- afirma Hellebrekers.
Após o
parto, a cadela não sentirá fome (por causa da placenta ingerida) e
sim um cansaço profundo. Não force a alimentação, deixe que ela
sinta fome. Veterinários sugerem que se ofereça uma mistura de caldo
de galinha e arroz para a cadela, assim ela reporá os líquidos e
ficará bem alimentada até voltar a comer ração.
A
primeira mamada é importante
Logo
após o nascimento, os filhotes devem mamar o colostro, que é o
primeiro leite da mãe, que contém nutrientes e substâncias
preventivas. Quando os filhotes são rejeitados pela mãe por algum
motivo, o ideal é fornecer alimentação artificial específica para os
filhotes.
A
rejeição é comum entre os cães, principalmente para as mães de
primeira viagem. Existem casos em que as cadelas-mães comem os
filhotes logo após o nascimento, como forma de eliminação deles
diante de algum risco eminente, defeitos ou falta de instinto
maternal, porém, segundo Bárbara, na maioria dos casos de rejeição,
as mães simplesmente abandonam a ninhada. Por outro lado, quando as
mães se apegam à ninhada, só saem da caixa para fazerem as suas
necessidades fisiológicas.
A
higiene dos novos cachorros é feita pela própria mãe, que lambe o
xixi e o coco dos filhos. Ela terá este cuidado por aproximadamente
um mês, até que passe a rejeitar os filhotes naturalmente, quando
eles começarem a morder-lhe as tetas durante as mamadas.
Eles
abrirão os olhos com 10 ou 15 dias de vida, andarão rapidamente, mas
não devem ficar em contato com outros cães porque ainda não foram
vacinados e estão muito sensíveis. A partir de 45 dias de idade,
eles já poderão ser afastados da mãe.
Pesquisa revela que pets correm risco de câncer de pulmão, problemas
cardíacos e respiratórios por causa do cigarro
Recentes
pesquisas já comprovaram os efeitos negativos que o cigarro exerce
sobre os seres humanos. Estudos realizados ao longo dos últimos 30
anos indicam que pessoas expostas ao tabaco têm mais chances de
morte precoce, além de desenvolver problemas do coração, doenças
respiratórias e câncer de pulmão. A novidade é que nossos pets
também correm sérios riscos de desenvolver doenças graves e até
morrer.
De acordo
com a Organização Mundial da Saúde, a fumaça resultante da queima do
tabaco possui cerca de quatro mil substâncias, muitas delas
altamente tóxicas, incluindo monóxido de carbono, benzeno, cromo,
níquel, arsênio, entre outras. E como os animais de estimação
possuem as vias respiratórias mais sensíveis, a exposição a essas
toxinas acaba sendo cronicamente pior.
Segundo o
site petplace.com, as raças de focinho alongado, como
Colie e Afghan
Hound correm o risco de
desenvolver câncer nasal, enquanto animais com focinho curto, como o
Pug e Buldogue
Inglês, têm o risco de desenvolver câncer de pulmão.
Os
cientistas descobriram que há uma ligação entre os tipos de câncer e
as características físicas dos pets. Nos cães de focinho curto, por
exemplo, a fumaça passa rapidamente pela via respiratória, fazendo
com que as toxinas acabem se instalando no pulmão. Já entre os de
focinho longo, a fumaça se aloja nas vias respiratórias do bichinho.
Minimizando
os riscos
Se você é
fumante, é provável que os seus pets estejam expostos à fumaça, ou
seja, eles são fumantes passivos. Esse já seria motivo suficiente
para o dono parar de fumar, mas caso isso não seja uma opção, é
melhor considerar fumar fora de casa.
Outra boa alternativa é fumar em
áreas exclusivas, onde, de preferência, os cães e gatos não tenham
acesso. Escovadas diárias e tosa também ajudam a remover os resíduos
de cigarro do pelo dos animais. Essa medida é particularmente
importante em casas com gatos, já que os bichanos têm o costume de
se lamber, e com isso, acabam ingerindo as toxinas do tabaco.
Purificadores de ar são muito bem-vindos, além de suplementos com
vitamina C e outros antioxidantes para minimizar o desenvolvimento
de células cancerígenas. Nesse caso, um médico veterinário deve ser
consultado para receitar os produtos mais apropriados.
http://petmag.uol.com.br
Por que os gatos têm bigode?
Também conhecidos como "pêlos
tácteis" ou vibrissas, os bigodes são pêlos flexíveis, grossos e
longos no rosto de um gato. Estes pêlos estão localizados em linhas
horizontais na região fofa entre a boca e o nariz do gato. O bigode
do gato, assim como o cabelo e as unhas, cai e é substituído. Mas o
bigode é diferente dos pêlos do corpo do gato:
1.o bigode nunca deve ser
cortado ou aparado (veremos por que mais tarde);
2.o bigode é duas ou três
vezes mais grosso do que o pêlo do gato;
3.o bigode tem raízes
muito profundas no rosto do gato, em uma área rica em nervos e vasos
sangüíneos.
Além de
terem os longos pêlos tácteis em suas bochechas, os gatos têm também
alguns mais curtos sobre suas sobrancelhas, em seu queixo e na parte
de trás das patas da frente. Já que estamos mais familiarizados com
o bigode facial, vamos ver para que ele serve:
orientação;
indicação de humor;
medição de uma abertura.
O
bigode ajuda o gato a sentir o ambiente ao redor. O bigode é tão
sensível que pode detectar a mais leve mudança direcional de uma
brisa. À noite, por exemplo, isto ajuda o gato a andar pela sala e
não bater em nada.
Como?
As correntes de ar dentro da sala mudam dependendo de onde os móveis
estão. Quando o gato anda pela sala e se aproxima de um sofá, ele
sabe em que direção deve ir baseado na mudança da corrente de ar ao
redor do sofá.
Além
das propriedades sensoriais, o bigode de um gato é também um bom
indicador de seu humor. Quando um gato está bravo ou na defensiva, o
bigode fica para trás. Ao contrário, quando o gato está feliz,
curioso ou contente, o bigode fica mais relaxado e para frente.
Porém,
a principal função do bigode é ajudar o gato a julgar se vai ou não
caber em uma abertura. O bigode do gato tem mais ou menos a largura
do corpo, como se fosse uma régua natural. As pontas do bigode são
sensíveis à pressão. Você provavelmente verá um gato colocar e tirar
a cabeça de uma abertura antes de entrar. Ele está medindo a largura
da abertura e está vendo se ele cabe ou não nela. Uma observação
interessante: os gatos não têm uma clavícula verdadeira, como os
homens. Isto permite que se virem e se movam dentro de aberturas
muito estreitas.
Muitas vezes escutamos a frase acima
quando alguém quer justificar o mau comportamento do seu cão, mas
isso não é verdade. Os cães domésticos têm uma capacidade incrível
de se adaptar e adquirir novos hábitos e isso varia de acordo com a
mudança de ambiente.
Quase
não existe diferença em educar (treinar) um cão filhote ou adulto.
As
poucas diferenças estão ligadas ao tempo de assimilação dos novos
comandos. Um filhote, por estar na fase de aprendizado, tem resposta
mais assertiva para o que lhe é ensinado. Um cão adulto tem
praticamente a mesma resposta ao treinamento, mas com uma diferença:
ele já tem em seu caráter alguns hábitos adquiridos, tais como:
saltar nas pessoas, brincadeiras pesadas, latir em demasia, etc.
Sendo que no caso do cão com mais idade é mais importante remover os
maus hábitos primeiro para depois começar a treiná-lo, o que vai
levar um pouco mais de tempo em relação ao filhote.
Taz: o pitbull terapeuta:
Em
minha carreira de treinador tenho um número enorme de bons
resultados na educação e treinamento de cães adultos. Vou citar três
deles, os que mais me surpreenderam com relação à resposta aos
treinos. O primeiro foi de um pitbull chamado Taz. Esse desafio foi
o que mais me exigiu empenho, pois o ‘danado’ estava com 10 anos
quando seu proprietário me chamou para treiná-lo.
Esse
pitbull tinha, como a maioria dos cães da sua raça, muita ansiedade
e pouca disciplina, mas com o passar dos treinos se mostrou um cão
tão bom quanto um filhote, apesar de seus 10 anos. Consegui
finalizar seu treinamento em pouco tempo, retirei os hábitos que não
agradavam seus donos. Ele se tornou um grande campeão em
competições, sua disciplina ficou tão bem assimilada que o Pitbull
Taz passou a integrar minha equipe de cães terapeutas, atuando no
atendimento a crianças com paralisia cerebral, hidrocefalia,
síndrome de Down e crianças que sofrem de autismo.
Taz
recebeu das mãos do deputado estadual Feliciano Filho, na Assembleia
Legislativa do estado de São Paulo, uma homenagem pelos serviços
prestados a sociedade. Ele foi o primeiro cão a receber esse tipo de
homenagem e o primeiro a entrar naquela Casa de Leis.
Dama De Honra Animal: Madonna:
Outro
caso muito bonito foi o da cachorrinha Madonna. Ela foi abandonada
no CCZ/SP para ser eutanasiada, mas felizmente foi salva no último
momento: quando uma amiga fazia uma reportagem nesse local. Depois
de resgatada notaram que ela tinha aproximadamente dois anos. Após
ser tratada e ter sua saúde restabelecida atuou como dama de honra
em um casamento.
Fui
contratado para um casamento e os noivos queriam uma dama de honra
diferente. Logo pensei na Madona. Ela nunca havia sido treinada e
num prazo de uma semana consegui treiná-la para levar as alianças. A
‘danadinha’ realizou a tarefa com louvor. O sucesso foi tão grande
que ela acabou participando de mais algumas cerimônias.
Educacão: titia uma idosa que foi adotada graças aos truques que
aprendeu
Titia,
uma cachorra que estava no CCZ/SP e fez parte de um projeto piloto
para cães com baixo potencial de adoção: EDUCACÃO. Essa cachorrinha
simpática tinha, aproximadamente 12 anos, quando a conheci, quase
sem dentes, com sopro no coração e com dificuldade para se
locomover, causados pelo confinamento que recebia do seu ex-tutor.
Observando o comportamento natural da Titia, percebi que truques
como: dar a pata, sentar, deitar e rolar seriam os mais apropriados,
afinal ela já estava com idade avançada. Em apenas um mês ela
aprendeu os truques e se formou primeiro que os outros cães muito
mais novos que ela. Além disso, conseguiu ser a primeira a ser
adotada do nosso projeto.
“É
sempre bom rever alguns paradigmas e cachorro velho pode sim
aprender truques novos!”.
Jorge Pereira
Otite: falta de tratamento pode causar alterações irreversíveis nos
ouvidos de cães e gatos
Hospital Veterinário Pet Care mostra as principais formas de
prevenir este problema que acomete grande parte dos animais de
companhia
Vermelhidão da orelha, coceira
persistente, odor desagradável, secreções amareladas ou marrons.
Esses são alguns sinais de que os cães e gatos podem estar com algum
problema nos ouvidos. “Muitas vezes vemos o animal com a cabeça
pendente para um dos lados ou apresentando dor e desconforto no
simples toque de mãos na orelha, o que também indica alguma
alteração”, explica Dr. Marcelo Quinzani, diretor clínico do
Hospital Veterinário Pet Care.
Um dos
problemas mais comuns que acometem a região é a otite, uma
inflamação ou infecção do canal da orelha. Essa doença pode se
desenvolver devido a diversos fatores que levam à proliferação do
cerume, fungos e bactérias, causando diferentes tipos de otites.
Entre as causas mais comuns, Dr. Marcelo Quinzani cita as seguintes:
- Parasitas: carrapatos, sarna de
orelha;
- Presença de corpos estranhos:
grama, medicação ressecada, cerume, pelos mortos, água;
- Alergias: dermatite atópica,
alergia alimentar;
- Ambientais: calor e umidade;
- Anatômicas: estenose de conduto ou
orelhas abafadas;
- Doenças que alteram a renovação de
pele: desordens de queratinização.
A otite
é um problema sério e, se não for tratado corretamente, pode causar
alterações irreversíveis no canal auditivo, como, por exemplo,
estreitamento, a perfuração do tímpano e encefalite decorrente da
presença de bactérias. “Se o canal auditivo fica muito estreito e
não for possível fazer o tratamento correto, recomenda-se até uma
cirurgia para retirada do mesmo”, afirma. “Nem sempre uma melhora
geral, como a diminuição da secreção, odor e o animal não aparentar
mais desconforto são sinais de que o problema está resolvido. Muitos
donos suspendem a terapia precocemente, o que diminui as chances de
cura”, alerta Quinzani.
Tratamento - para tratar uma otite é preciso primeiro identificar a
causa primária por meio de uma anamnese, um exame clínico com
otoscopia, exame citológico no microscópio e, se necessário,
proceder a uma cultura e antibiograma.
O tratamento pode ser feito por meio da utilização somente
de soluções tópicas dentro do canal ou associação de solução tópica
mais um anti-inflamatório e antibiótico oral. O veterinário é
quem irá indicar os produtos mais adequados para cada caso.
Como
prevenir – para evitar que entre água no canal auditivo, é
importante sempre colocar algodão nas orelhas dos pets durante o
banho e secar as orelhas dos cães que entram em lagos ou piscinas.
“Também é importante manter as orelhas ventiladas e tosadas,
principalmente dos cães com orelhas pendentes, como é o caso das
raças cocker spaniel, basset hound e setter irlandês, por exemplo”,
comenta. O mais importante é realizar visitas periódicas ao médico
veterinário, nas quais é realizado um exame clínico adequado, que
pode identificar o conduto auditivo e a possível presença de
alterações na sua anatomia ou mesmo presença de cerume e parasitas.
Higienização correta - a limpeza das orelhas deve ser feita de
acordo com a prescrição do veterinário, mas geralmente um ouvido em
condições normais requer limpeza a cada dois e três meses, de acordo
com a quantidade de cerume acumulado. “É importante que a
higienização seja feita por um profissional que possui técnicas e
equipamentos adequados”, alerta. É possível fazer a limpeza
doméstica, mas apenas com algodão seco e na parte externa da orelha.
“Nunca deve-se usar cotonetes ou pinças com algodão e muito menos
pingar produtos ou medicamentos sem orientação do médico
veterinário”, orienta Quinzani.
Só os filhotes devem ir ao veterinário?
Cães e gatos adultos e idosos também devem fazer visitas periódicas
aos veterinários. A rotina ajuda a prevenir e tratar precocemente
doenças sérias
Quem tem filhotes em casa
normalmente mantém o hábito de visitar regularmente o veterinário
para checar como está o desenvolvimento de seu cãozinho ou gato e
administrar as vacinas recomendadas. Na idade adulta, no entanto, as
consultas de rotina costumam ser deixadas de lado. Porém, o ideal
seria que os animais de estimação adultos e senis passassem por
consultas de check up pelo menos a cada seis meses. Segundo o
veterinário Régis Patitucci, da clínica Stetic Dog’s – de São Paulo
(SP) –, os proprietários brasileiros procuram o veterinário
geralmente quando há algum problema.
“Quando
isso acontece, a doença pode estar em um estado avançado. As
consultas e exames ajudam muito na prevenção e no tratamento precoce
das doenças. Mas a sensibilidade do dono também tem muita
importância. Há quem nos procure assim que percebe que o animal
amanhece ‘estranho’. Ao unir consultas semestrais, exames
profiláticos e a sensibilidade do dono, é possível prevenir ou
controlar bastante coisa”, ressalta.
Aos
quatro anos de idade, os cães e gatos são considerados adultos e
devem ser submetidos a um conjunto de exames em seu check up. Se o
animal estiver aparentemente saudável, o ideal é fazer um
acompanhamento que inclui exames de sangue, função renal, função
hepática, glicemia, eletrocardiograma, radiografia do tórax e
ultrassom. “Se encontramos alguma alteração, indicamos os exames que
consideramos necessários para identificar melhor o quadro de saúde
do pet”, explica Patitucci.
A
revacinação anual é um ponto importante das consultas. Além da
raiva, há uma série de doenças que podem ser evitadas. A Pfizer
Saúde Animal possui um amplo portfólio de vacinas que auxiliam na
proteção dos filhotes e animais adultos, sendo as principais:
Defensor (auxilia na prevenção da raiva, com indicação para cães e
gatos), BronchiGuard (auxilia na prevenção da Traqueobronquite
Infecciosa dos cães – “Tosse dos Canis”), Vanguard Plus (auxilia na
prevenção da cinomose, parvovirose canina, adenovirose,
parainfluenza canina, hepatite infecciosa canina, coronavirose e
leptospirose, totalizando 10 agentes controlados) e a Felocell CVRC
(que protege os gatos contra calicivirose, rinotraqueíte,
panleucopenia e clamidiose dos felinos).
Outro
hábito deve ser a vermifugação dos cães e gatos e o controle de
parasitos externos. “Se os pets não estão em área de risco, a
vermifugação deve ser feita a cada seis meses. Já o controle de
parasitos externos, como pulgas e carrapatos, deve ser feito
mensalmente”, orienta o especialista. Revolution, da Pfizer Saúde
Animal, é um medicamento antiparasitário para cães e gatos em dose
única mensal, de uso tópico e contínuo. Trata-se de um antipulgas,
que além de eliminar as pulgas do animal e do ambiente age contra
outros parasitas externos e internos como sarnas, piolhos, vermes
intestinais e verme do coração. O produto ainda auxilia no controle
de carrapatos.
Além
das doenças que podem ser prevenidas, os principais problemas em
cães e gatos adultos que podem ser identificados e tratados
precocemente em consultas de rotina são:
Principais doenças que atingem cães e gatos adultos
Tártaros
Causam problemas de mastigação e
podem levar à insuficiência renal quando não tratados. Além
disso, o pet que fica com mau hálito, ao se lamber, fica
fedido e acaba até mesmo sendo rejeitado pela família.
Tumores
Principalmente os de mama e pele.
Problemas nos ouvidos
Fungos (de evolução silenciosa,
que provocam odor desagradável e cera preta), nódulos,
bactérias e sarnas de ouvido.
Problemas nos olhos
Nódulos nas pálpebras (comuns e
nem sempre malignos), verrugas (que podem machucar a córnea),
cataratas (comum com a idade ou por conta do diabetes) e
secreções devido ao entupimento do canal nasolacrimal
(causando assaduras nas pálpebras inferiores).
Pets fazem pré-natal?
A
gestação de cadelas e gatas dura apenas 62 dias. Por ser um período
curto, não é comum realizar o acompanhamento gestacional com exames
periódicos nos mesmos moldes que é feito nas mulheres. Quando a
barriga aparece e se detecta a gravidez, normalmente a gestação já
está da metade para o final.
“Com a
proximidade do parto, costumamos fazer uma consulta clínica com
orientações de como proceder na hora do nascimento e verificamos
também as condições de saúde dos filhotes e da mãe. Se não estiverem
bem, entre outras coisas, indicamos a suplementação com vitaminas”,
explica Patittucci. “Mas os cuidados devem começar antes do
cruzamento: vacinação e a vermifugação da mãe aumentam a imunidade e
previnem as infestações de vermes nos filhotes”, orienta. Revolution
também pode ser aplicado nas cadelas e gatas em todo o período de
gestação e lactação para proteger as ninhadas de infestações por
pulgas durante a amamentação.
Cuidados na velhice
Ao
contrário do que diz o senso comum, não existe uma fórmula padrão
para saber a idade de cães e gatos em comparação aos seres humanos.
“Essa conta varia de acordo com o peso do animal. Um cão de 50
quilos, por exemplo, é considerado senil a partir dos sete anos de
idade. Já um cachorro com 10 quilos só será idoso depois dos doze
anos de idade. Os felinos têm uma tendência a viver mais, em média
entre 13 e 17 anos. Mas já acompanhei um gato com 23 anos de idade”,
explica Patitucci.
Além
das visitas veterinárias de acompanhamento, é preciso fazer
alterações na rotina dos pets quando chegam à velhice levando em
consideração a característica genética de cada raça e o meio de vida
do animal: o que comeu, a que foi exposto, se vive em piso liso ou
áspero etc. A mudança do tipo de ração é uma delas. “Cães e gatos
convivem com as famílias e têm os mesmos hábitos de seus donos. Se o
dono não pode ou não concorda com a recomendação de tratamento do
veterinário, o animal não é tratado. Se o dono fuma, o pet fuma
junto. Portanto, para tratar o animal, é preciso entender a rotina
da casa, a dinâmica da família”, alerta o especialista.
As
vacinações de rotina, como a antirrábica, também devem ser mantidas
durante a velhice. Confira as principais doenças senis dos pets que
podem ser tratadas precocemente ou prevenidas por meio de visitas
regulares aos veterinários:
Principais doenças que atingem cães e gatos senis
Doenças
Diagnóstico
Tratamento
Artroses e displasias: processos degenerativos e inflamatórios
das articulações que causam dificuldade de se locomover,
principalmente na hora de levantar.
Diagnosticadas por meio de radiografias, normalmente afetam
cães de grande porte.
Administração de anti-inflamatórios e controle do peso do cão
com o objetivo de melhorar o bem-estar animal. Rimadyl é
indicado para estes casos, atuando no controle da dor aguda e
crônica. Adaptações no ambiente também ajudam, como a
colocação de um piso mais plano e áspero.
Disfunções hormonais: diabetes, hipotireoidismo e
hipertireoidismo.
Costumam ser mais comuns em cães do que em gatos senis e o
diagnóstico é feito por meio de exames de sangue.
É
recomendado o controle do peso do cão, adaptações na dieta e o
reequilíbrio hormonal por meio da administração de hormônios.
Insuficiência renal: comprometimento das funções dos rins.
O
problema atinge um pouco mais os felinos do que os cães e é
identificado por meio de exames de urina e de sangue, além do
quadro clínico. Durante as consultas, o veterinário investiga
a origem do problema.
Se
necessário, são realizadas modificações na dieta, limpeza do
tártaro, soroterapia etc. Em casos mais extremos, pode ser
feita até hemodiálise. No entanto, esse recurso não é uma
rotina na medicina veterinária.
Problemas cardiorrespiratórios
As
doenças cardiorrespiratórias são mais frequentes em cães e as
consultas de rotina ajudam a identificar esses problemas
precocemente.
Não
há cura, só controle. O avanço das doenças pode ser retardado
por meio da administração de remédios e mudanças de hábitos
dos animais, garantindo mais qualidade de vida.
Tártaro dentário: prejudica a alimentação, leva à
insuficiência renal e ao isolamento social dos de cães e gatos
por conta do mau hálito.
Identificado por meio de um simples exame clínico.
O
tártaro pode ser evitado por meio da escovação regular dos
dentes pelos donos e das limpezas periódicas realizadas nas
clínicas veterinárias.
Tumores benignos e malignos
Frequentes em cães e gatos, geralmente senis, os tumores podem
ser identificados mais precocemente se os animais passarem por
consultas de rotina. A biópsia confirma o diagnóstico.
Varia
conforme a natureza e o estágio de evolução da doença. Pode
haver só indicação de cirurgia ou também a administração de
medicamentos para controle do avanço dos tumores
(quimioterapia) e alívio da dor.
Pfizer Saúde Animal
Harpias
As águias mais fortes do mundo
A harpia (Harpia harpyja), também
conhecida como gavião-real ou uiraçu-verdadeiro, é considerada a ave
de rapina mais forte do planeta. Com envergadura (comprimento das
asas abertas, tomado da ponta de uma asa até a da outra) de cerca de
2 m e com força inigualável, as harpias são aves majestosas que
sempre impressionaram os humanos. Elas foram nomeadas Harpias pelos
primeiros exploradores da América Central,inspirados na mitologia
grega. Segundo esses mitos, as harpias eram mensageiras dos deuses
(criaturas monstruosas, meio mulheres meio águias) enviadas para a
Terra para castigar os mortais que tivessem cometido crimes graves.
Para os indígenas, o uiraçu representa a personificação do cacique
da tribo e é considerado mãe de todas as aves e o espírito mais
valente da floresta. As harpias são capturadas ainda filhotes e
mantidas presas em uma gaiola no centro da tribo, como símbolo de
poder do cacique.
Monstros horrendos
O
nome desta espécie de ave foi inspirado na Mitologia Grega,
segundo a qual as harpias eram...
“Monstros horrendos com cabeça de mulher e corpo de ave, com
penas mais resistentes que o aço e, portanto, impossíveis de
ser destruídas. Foram criadas pelos deuses para castigar o rei
Fineu – da Trácia. Os deuses cegaram Fineu e enviaram as
harpias para roubar seu alimento sempre que ele tentava comer
algo. Jasão expulsou as harpias da Trácia e em troca Fineu
revelou a ele o segredo da passagem pelas rochas flutuantes,
na aventura em busca do Velo de Ouro.”
(Texto adaptado de Bulfinch 2001)
Em alguns Estados brasileiros, a harpia é considerada extinta ou
criticamente ameaçada; sendo menos ameaçada na Amazônia. É uma das
espécies de ave mais raras da América Latina.
Características gerais
Tem
cabeça e olhos relativamente pequenos voltados para frente e um
característico topete acinzentado com uma crista de duas penas
negras de fácil visualização. Como nas corujas, essa espécie tem um
disco facial de penas menores que servem para direcionar as ondas
sonoras, aumentando assim a capacidade auditiva da ave. O adulto tem
um colar negro bem evidente. A cauda, que pode atingir 2/3 do
comprimento da asa, tem três faixas cinza-escuras.
Estas
aves apresentam dimorfismo sexual, ou seja, machos e fêmeas têm
características físicas que os diferenciam morfologicamente. O macho
é bem menor, atinge cerca de 60cm de altura e pesa em torno de 5 kg,
enquanto a fêmea pode chegar a 90cm e pesar entre 7,5 e 9 kg. As
asas são curtas e redondas e a cauda é longa, especialização
aerodinâmica própria para facilitar as manobras quando em vôo dentro
da mata fechada. A envergadura (medida das asas abertas) pode chegar
a dois metros. As pernas são curtas e grossas, os tarsos e os dedos
são muito fortes. As garras têm até 7 cm de comprimento (hálux) e
são maiores do que as do urso-pardo americano (Ursus pardus). O bico
negro é robusto e desenhado para rasgar a carne de suas presas.
Alimentação e reprodução
Estas
aves são predadoras extremamente eficientes. Alguns estudos na
Amazônia indicam que um indivíduo adulto pode caçar entre 250 e 300
animais (primatas, grandes aves e preguiças) por ano. São
carnívoras, topo de cadeia alimentar e não têm nenhum inimigo
natural, sendo ameaçadas apenas pelo homem. Com suas garras
poderosas e sua grande força, a fêmea é capaz de capturar mamíferos
de tamanho médio como um bicho-preguiça (Bradypus sp.) de até 6 kg
ou então um macho adulto de macaco Bugio (Alouatta seniculus) com
6,5 kg, como observado no Acre. Além destas presas, a fêmea pode
capturar macacos-prego (Cebus sp.) e filhotes de veado, entre
outros. Já o macho, menor e mais ágil, captura presas menores e mais
rápidas, como seriemas, tatus e cachorros-do-mato. Os espinhos dos
ouriços (Coendou) não são empecilho para as harpias. Elas também
podem se alimentar de cobras, moluscos, crustáceos, peixes e outras
aves.
Até
que a morte os separe
São
aves monogâmicas que mantêm o mesmo par pela vida toda. Podem viver
por 40 anos, e como começam a reproduzir por volta dos cinco, o
relacionamento pode durar mais de 30 anos (mais do que muitos
casamentos humanos). Não são aves sociais e vivem a maior parte do
tempo isoladas, com exceção do período reprodutivo, quando formam
casais. A área média de vida de cada ave, ou seja, a área necessária
para cada ave sobreviver no ambiente natural é de aproximadamente 50
km² de floresta (ou 100 km² quando consideramos o casal). As fêmeas
constroem seus ninhos em grandes árvores com no mínimo 25 m de
altura podendo chegar aos 50 m (altura de um prédio de cerca de 18
andares!!!), o que permite que elas tenham uma visão de toda área ao
redor. Os ninhos, com cerca de 1,20 m de diâmetro e 45 cm de altura,
são feitos com galhos com até 1 m de comprimento e forrados com
folhas e penas da própria ave para manter o filhote aquecido. O
mesmo ninho é reformado e re-utilizado cada vez que um novo ciclo
reprodutivo é iniciado (a cada nova postura).
As
harpias põem dois ovos, mas apenas um dos filhotes sobrevive – o
mais forte (geralmente o que nasce primeiro) acaba matando o mais
fraco, processo conhecido como fratricídio. O filhote começa a
ensaiar o vôo aos seis meses, porém necessita de cuidados dos
adultos por mais um período de 6 a 10 meses. A vida reprodutiva
desta ave inicia somente após 4 ou 5 anos de vida, quando o jovem
adquire a plumagem adulta. O índice de crescimento da população é
muito baixo (um filhote a cada dois ou três anos), e isto não
significa que todos os filhotes vão chegar à maturidade.
SICK, Helmut. 1997. Ornitologia Brasileira. Rio de Janeiro: Nova
Fronteira.
BULFINCH, Thomas. 2001. O livro de ouro da mitologia. Rio de
Janeiro: Ediouro.
Diversão não priva a liberdade Alegria
não combina com exploração. Se você ama os animais, não compactue
com os ditos “entretenimentos” que usam bichos como atrações
Como uma determinada situação pode
ser verdadeiramente divertida se o principal envolvido não tem
direito a escolha? Animais usados para o entretenimento humano não
tem opção e vivem conforme roteiro traçado pelos homens.
Essa
reflexão deveria ser feita antes da decisão de visitar parques com
golfinhos, baleias e outros mamíferos aquáticos. Ao contrario do que
imagina a alegre platéia, animais de parques famosos e sofisticados
podem passar por situações de grande stress e sofrimento nos
bastidores, apesar da boa infra-estrutura que possuem.
Não se
pode dizer que animais confinados em tanques e submetidos a
exaustivos treinamentos e apresentações gozam do bem estar e saúde
que só o habitat natural proporciona. O mesmo se aplica a rodeios,
circos ou mesmo a maioria dos zoológicos.
Reflita, faça as escolhas certas
Época de férias é sinônimo de descanso e diversão. Com janeiro logo
aí, chegou a hora de se desconectar, desligar o celular, e ignorar o
relógio – o que não pode é esquecer a própria consciência. Se
durante o ano inteiro você defendeu e respeitou os animais, não tem
porque patrocinar certas práticas agora.
Na hora
de incluir os passeios no roteiro de férias da família, observe se o
os animais fazem parte das atrações. Seja critico(a) e fuja de
pegadinhas do tipo, todo mundo vai. Os animais só estão ali, presos,
longe do habitat natural, porque existe um público que paga, banca e
dá lucro aos donos.
Recentemente uma baleia orca de 1,4 tonelada se tornou a
protagonista de uma grande batalha judicial. Após ser encontrada
ferida na Holanda, surgiu o impasse: quando se recuperasse, seria
devolvida à natureza? Infelizmente no dia 30 de novembro a orca foi
transferida para um zoológico das Ilhas Canárias, na Espanha,
tornando-se mais uma triste atração turística.
Golfinhos e baleias pagam um alto preço pelo fascínio que causam em
adultos e crianças. São pessoas que, para ter a chance de ver, nadar
ao lado e até encostar-se a eles, pagam o que for – e assim
patrocinam a captura e o confinamento de tantos outros mamíferos
marinhos.
Mas o
que é melhor, saber que esses animais estão em liberdade, vivendo a
vida que merecem ter, ou presos em tanques sobrevivendo à mercê da
próxima platéia?
O
Brasil como exemplo
Poucos
sabem que o início da ARCA está intimamente ligado a um golfinho
muito especial, o
Flipper. Assim como muitos que vivem em parques mundo a fora,
ele foi separado de sua família em 1984, em Laguna (SC). Apartado da
liberdade, passou a viver em um tanque de 12 metros de largura de um
parque de diversões em Santos (SP), distraindo visitantes em troca
de peixes mortos.
Seu
sofrimento durou até 1993, quando finalmente ganhou a merecida
liberdade, uma conquista que colocou o Brasil em destaque no cenário
mundial. “O nosso país deu um exemplo ao mundo de que animais são
protegidos por leis. Em termos de golfinhos livres de cativeiro,
estamos à frente de muitos países desenvolvidos, a exemplo dos EUA“,
afirma Marco Ciampi, presidente da ARCA Brasil.
A
batalha não foi fácil, começou com o químico Márcio Augelli do
Tucuxi, Grupo de Proteção ao Boto, que entrou com uma ação exigindo
sua liberdade. Depois da vitória no tribunal, criou-se a Associação
dos Amigos do Golfinho Flipper, entidade que deu origem à ARCA
Brasil.
Na
linha de frente do projeto, que contou na época com o auxílio
técnico e financeiro da
WSPA – World Society for the Protection of Animals, uma dupla
trabalhou intensamente para salvar o animal. O norte-americano Ric
O’Barry, ex-treinador de golfinhos que mudou sua trajetória e passou
a readaptar esses cetáceos cativos à liberdade, e Marco Ciampi,
presidente da ARCA Brasil, que coordenava as equipes e cuidava das
questões legais e operacionais para a transferência do golfinho.
A
experiência com Flipper mostrou na prática o que homens e mulheres
com alguma sensibilidade já sabem: lugar de animal silvestre é em
seu habitat.
Futuro
Sempre questionaremos situações que exponham os animais ao stress,
que os privem de sua liberdade ou de exercer seu comportamento
natural.
Esse
artigo sobre o uso de animais para entretenimento humano, remete a
um questionamento: tiramos um bicho de sua casa e o colocamos em uma
jaula por estar sob ameaça em seu habitat, ou passamos a questionar
as instituições que mantém esses animais com o argumento de
protegê-los?
Qual
seria o ensinamento a uma criança que vê um bicho confinado? Com
toda tecnologia disponível, não seria mais didático mostrar os
animais em seu habitat, com câmeras ocultas, em 3D, simuladores,
etc.?
Afinal,
é o mundo que deixaremos para esse indivíduo, que dependerá do
indivíduo que deixaremos para esse mundo, que dependerá...