Governo do Estado assina a
promulgação da lei de proteção de um dos biomas mais ameaçados do
planeta.
Aproveitando as comemorações da
Semana do Meio Ambiente, o governador José Serra assinou no
ultimo dia 02 de junho, na cidade de Bocaina, a promulgação da Lei
de Proteção do Cerrado.
A assinatura ocorreu
durante o evento “Pacto das Águas São Paulo”, onde prefeitos dos
municípios paulistas assinaram um tratado internacional de
proteção das águas. São Paulo foi o primeiro Estado brasileiro a
aderir ao documento, criado em março de 2009, durante o 5º Fórum
Mundial da Água, na cidade de Istambul, na Turquia.
Sobre a Lei do Cerrado
Aprovada no dia 05 de maio de 2009
na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, a Lei de
Proteção do Cerrado define critérios mais rígidos que o próprio
Código Florestal Brasileiro no que diz respeito à utilização e
preservação deste bioma. A aprovação da Lei demonstra a
preocupação em garantir a sobrevivência de um bioma criticamente
ameaçado. Atualmente, o Estado possui somente 0,84% de área de
Cerrado – equivalente a 211 mil hectares -, ante a ocupação
original de 14% do território paulista – 3,4 milhões de hectares.
Com a nova lei,
ficam mais severas as restrições nos licenciamentos em áreas de
Cerrado, ficando proibido qualquer tipo de intervenção em áreas de
Cerradão - vegetação com mais de 90 % de cobertura do solo - e
Cerrado Strictu-sensu - vegetação que apresenta estrato
descontínuo, composto por árvores e arbustos geralmente tortuosos.
Campanha pelo Dia Nacional e
Mundial Contra o Trabalho Infantil
No ultimo dia 03 de junho, no salão
Negro do Congresso Nacional, foi lançada a campanha "Com Educação
nossas crianças aprendem a escrever um novo presente, sem trabalho
infantil". Encabeçado pelo Fórum Nacional de Proteção e
Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI), o evento marcou as
comemorações do Dia Nacional e Mundial Contra o Trabalho Infantil,
12 de junho.
A iniciativa contou
com o apoio da Agência de Notícia dos Direitos da Infância (ANDI),
Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Criança, Comissão de
Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, Organização
Internacional do Trabalho (OIT), Fundo das Nações Unidas para a
Infância (Unicef) e Plenarinho, da Câmara dos Deputados. A
solenidade de lançamento contou ainda com a presença de
autoridades do executivo, membros da sociedade civil e estudantes.
12 de Junho Desde 2002, a Organização Internacional do Trabalho escolheu
12 de junho como o Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil,
data em que foi lido relatório sobre o tema na Conferência do
Trabalho que ocorre anualmente em Genebra (Suíça). No Brasil, a
data foi decretada como o Dia Nacional de Combate ao Trabalho
Infantil pela lei 11.542 de 2007, sancionada pelo presidente Lula.
Informações: Fórum Nacional
de Proteção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI) - (61)
2025-3880
Organização Internacional do
Trabalho (OIT) - (61) 2106-4634
São Paulo terá Nova Marginal do
Tietê
Serra anunciou obras das de
novas pistas, pontes e viadutos que reduzirão o tempo viagens em
35%
O governador José Serra e o prefeito
Gilberto Kassab apresentaram no dia 4 de junho de 2009, as obras
da Nova Marginal do Tietê. Serão ampliados de cada lado 23
quilômetros de pistas criando-se três novas faixas, além da
construção de sete obras de artes especiais (OAE), sendo quatro
novas pontes (Complexo Bandeiras, Cruzeiro do Sul, Tatuapé e
Complexo Dutra/ Castelo Branco) e três viadutos para melhorar a
fluidez das vias local, auxiliar e expressa.
O empreendimento
total está orçado em R$ 1,3 bilhão e terá investimentos do governo
do Estado e das concessionárias que administram as rodovias
Bandeirantes/Anhanguera e Ayrton Senna/Carvalho Pinto. A previsão
de conclusão da obra para pistas auxiliares é março de 2010 e para
complexos/obras de arte outubro de 2010. A Dersa, em conjunto com
a CET, está desenvolvendo um plano de monitoramento e desvios para
minimizar os impactos no trânsito durante a execução da obra.
A construção da
Nova Marginal será dividida em três trechos. Um de
responsabilidade da Dersa, que vai do viaduto da CPTM (região da
Lapa) até a confluência com a rua Ulisses Cruz, no Tatuapé, num
total de 15,2 km. A concessionária AutoBan é responsável pelo
trecho de 4 quilômetros, que vai do viaduto da CPTM até o Cebolão
(rodovia Anhanguera). Já a concessionária que assumirá a rodovia
Ayrton Senna, será responsável pelo trecho do Tatuapé à Ayrton
Senna, no total de 3,5 quilômetros.
Benefícios
Atualmente, a
marginal Tietê apresenta filas de congestionamento de 30 km, em
média, nos períodos de pico, representando 25% do total de
congestionamento medido na cidade de São Paulo. Para se ter uma
idéia, o desperdício de tempo significa 1,7 milhão de horas/ano e
o de combustível, 1,5 milhão de litros/ano.
Com as obras, o
tempo das viagens diminuirá cerca de 35%. Gargalos como nos
bairros do Tatuapé, Bom Retiro e Santana serão amenizados, graças
à construção de novas pontes e viadutos. O tráfego para as
rodovias Castelo Branco, Ayrton Senna, Dutra, Fernão Dias,
Anhanguera e Bandeirantes terá fluxo mais rápido.
Junto com o Rodoanel e o Complexo Anhanguera, a Nova Marginal
pretende aliviar o trânsito nas principais interligações de
bairros de São Paulo e evitar o trânsito de veículos de passagem
por bairros e o centro da cidade. Entre os benefícios indiretos da
obra está a criação de 2 mil empregos diretos e 6 mil indiretos.
Compensações ambientais
O programa de
compensação ambiental prevê o plantio de cerca de 83 mil árvores
ao longo da marginal e vias de acesso à mesma com melhoria de todo
o calçamento existente.
Haverá
investimento no Programa Várzeas do Tietê (vinculada a Secretaria
de Energia e Saneamento), com objetivo de preservação da mesma,
incluindo a execução de ciclovia como também Estrada Parque ao
longo de 23,3 Km de extensão, com os seguintes benefícios:
Reassentamento das famílias ao longo
da Várzea do Rio Tietê como também controlar as vasões do trecho
de jusante do Rio Tietê;
Melhorar as condições ambientais na
área de intervenção (implantação de sistemas de saneamento /
intervenções hidráulica e recuperação ambiental);
Criar opções de lazer, cultura,
turismo, educação e prática de esportes para a população dos
municípios;
Proporcionar a sustentabilidade
ambiental e econômica mediante a criação de unidade de
conservação, como também o plantio de 65 mil árvores.
Detalhes da obra - Nova Marginal
Tietê
Criação de pistas auxiliares com
três faixas de rolamento por sentido
Implantação de pista auxiliar local
nos trechos sob as pontes
Construção de quatro novas pontes
(próximas ao rio Tamanduateí, a ponte das Bandeiras, a avenida
Cruzeiro do Sul e a ponte do Tatuapé)
Construção de três novas alças de
acessos (saída da Santos Dumont, final da Dutra e av. Salim Farah
Maluf)
Prolongamento das pontes existentes
Implantação do sistema de
monitoramento eletrônico de trânsito com informações para o
usuário
Nova sinalização de orientação
Revitalização das áreas degradadas
da Marginal e área do entorno
Replantio de árvores no entorno da
marginal e projeto Várzeas do Tietê
Implantação de calçadas com
vegetação para absorção de águas das chuvas.
Rodoanel e Complexo Anhanguera
Além da Nova
Marginal, outras duas obras do governo do Estado estão ajudando a
diminuir o trânsito e facilitar o fluxo de veículos em São Paulo:
o Rodoanel e o Complexo Anhanguera.
O Rodoanel, a
maior obra viária em andamento na América Latina atualmente, prevê
a construção de 176 quilômetros de rodovias, interligando as 10
principais rodovias do Estado: Anhanguera, Bandeirantes, Raposo
Tavares, Castelo Branco, Régis Bittencourt, Imigrantes, Anchieta,
Ayrton Senna, Dutra e Fernão Dias. Quando todos os trechos
estiverem concluídos 725 mil veículos, sendo 585 mil automóveis e
141 mil veículos comerciais (caminhões e ônibus) deverão ser
retirados diariamente do tráfego urbano. Atualmente, está em
funcionamento o trecho Oeste e sendo finalizado o trecho Sul. Com
apenas esse trecho, houve um aumento de 55% da velocidade média
dos veículos na avenida Francisco Morato e redução de 30% do
transporte de cargas nas marginais. O trecho Sul irá melhorar
ainda mais o trânsito na marginal Pinheiros e na avenida
Bandeirantes.
Já, as obras do
Complexo Anhanguera têm como objetivo desafogar parte dos
congestionamentos na Marginal do Tietê e facilitar a travessia
sobre o Rio Tietê e a chegada à Avenida Gastão Vidigal, porta de
entrada para a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São
Paulo (Ceagesp). A obra consiste na implantação de pontes e
viadutos no entroncamento com a Marginal Tietê que irão ampliar e
reformular o tráfego desde a Ponte Atílio Fontana na Marginal
Tietê, em São Paulo, até o km 19 da Via Anhanguera, região de
Osasco. Duas das sete pontes já foram inauguradas e o restante da
obra deve estar pronto em 2010.
Investimento em Transporte
Metropolitano
A meta é 2010, mas o
Plano de Expansão, desenvolvido pela Secretaria de Estado dos
Transportes Metropolitanos, já produz os primeiros resultados. Em
menos de dois anos, foram entregues dez novas estações com
qualidade de Metrô (9 delas na CPTM), 9,6 km de linhas adicionais
(trem e metrô), 12 trens novos e 28 totalmente modernizados, além
de mais 33 km de corredores de ônibus, com 10 km de faixa
exclusiva.
O Plano de Expansão
2007-2010 receberá recursos no valor de R$ 20 bilhões do Governo
do Estado de São Paulo, o maior investimento no setor já feito no
país. Um dos principais objetivos é quadruplicar a rede sobre
trilhos com qualidade de metrô, dos atuais 61,3 km para 240 km
(160 km em forma de metrô de superfície na CPTM), uma antiga
reivindicação da população. O Plano de Expansão também vai inovar
com a adoção do Metrô Leve, que convive bem com a cidade, pois o
trem é menor, confortável, corre em superfície sem a necessidade
de muros e pode ter áreas de lazer ao longo do percurso.
Ao todo, 40 mil
empregos diretos e milhares indiretos estão sendo gerados pelo
Plano de Expansão. Com a consolidação dos projetos, o número de
pessoas que se deslocam pelo sistema metro-ferroviário aumentará
em 55%. Além dos benefícios sócio-econômicos e ambientais, um dos
ganhos mais expressivos será a diminuição do tempo médio de viagem
em 25%. Para se ter uma idéia, o passageiro que utiliza na ida e
na volta o trecho entre Grajaú e Sé, ganhará mais de duas horas,
diariamente, para poder desfrutar com a família, lazer, estudos ou
apenas descansar.
Tabagismo
No início do ultimo mês de junho,
nos dias 4 e 5, o Brasil sediou um dos mais importantes eventos
sobre tabagismo – o Latin American Healthcare Coalition for
Tobacco Control. O evento vem reforçar a urgência de se implantar
ações que ajudem a prevenir e a deter a epidemia do tabagismo.
Especialistas nacionais e internacionais estiveram reunidos e
contaram suas experiências no combate ao cigarro em seus
respectivos países, além de discorrer sobre as inovações no
tratamento da doença. São eles:
Dr. Eduardo Bianco, Uruguai
Desde 1994, o cardiologista Eduardo
Bianco se dedica ao controle e tratamento do tabagismo.
Atualmente, é presidente da Comissão de Controle do Tabagismo da
Associação Nacional Médica (Sindicato Médico do Uruguai) desde sua
criação em 2000. Implantou o primeiro programa de cessação do
tabagismo do Uruguai em 1997. Em 2004, dr. Bianco iniciou um novo
projeto frente ao Fundo Nacional de Recursos do Uruguai, que
evoluiu para um programa nacional de cessação do tabagismo com
mais de 100 grupos em todo o país.
O especialista é
diretor de programas de controle do tabaco da InterAmerican Heart
Foundation e presidente do Centro de Investigação da Epidemia do
Tabaco no Uruguai (CIET). Pelo reconhecimento do seu trabalho no
combate ao tabagismo, ganhou prêmios internacionais: Prêmio Dia
Mundial Sem Tabaco, da Organização Mundial da Saúde (2003 e 2006);
American Cancer Society International Achievement Award em
Controle do Tabaco em 2006.
Dra. Guadalupe Ponciano, México
Doutora em Ciências Biomédicas pela
Faculdade de Medicina da Universidade Nacional Autônoma do México
(UNAM), a dra. Guadalupe é responsável pela Unidade de Serviço e
Investigação dessa universidade, onde supervisiona as
investigações realizadas para combater o tabagismo e seus efeitos
na população mexicana. Também na UNAM, coordenou 36 cursos de
pós-graduação sobre tabagismo.
A especialista
foi chefe da Clínica Contra o Tabagismo do Hospital Geral Dr.
Manuel Gea González da Secretaria de Saúde do México. Proporcionou
capacitação de profissionais da saúde de todo o país em um projeto
de implantação de 45 clínicas de prevenção e tratamento do
tabagismo. Mais de 30 artigos científicos de sua autoria foram
publicados em revistas nacionais e internacionais.
Dr. Hayden McRobbie, Inglaterra e
Nova Zelândia
Médico com experiência internacional
em investigação e tratamento do tabagismo. Na Inglaterra
(Londres), é chefe de investigação clínica da The London School of
Medicine and Dentistry, Universidade de Londres; e na Nova
Zelândia é professor da Escola de Saúde Pública e Assistência
Psicossocial da Universidade de Tecnologia de Auckland.
Dr. McRobbie esteve envolvido na elaboração das Diretrizes da
Cessação do Tabagismo da Nova Zelândia e no desenvolvimento da
"abordagem ABC do tabagismo", que será implantado junto ao sistema
de saúde do país. O especialista tem especial interesse no
tratamento do tabagismo, com foco nos fumantes “difíceis de
tratar”. É editor do Journal of Smoking Cessation, membro da
Society for Research of Nicotine and Tobacco (SRNT) e um dos
fundadores da Association for the Treatment of Tobacco Use and
Dependence (ATTUD).
Palestrantes nacionais presentes ao
evento:
Dra. Jaqueline Issa,
cardiologista, Diretora do Programa de Tratamento do Tabagismo do
Instituto do Coração do Hospital das Clínicas (Incor) de São Paulo
Dra. Analice Gigliotti,
psiquiatra, Coordenadora do Setor de Dependência Química do
Serviço de Psiquiatria da Santa Casa de Misericórdia do Rio de
Janeiro
Dr. Carlos Viegas,
pneumologista, Chefe do Serviço de Pneumologia da Universidade de
Brasília
A epidemia do tabagismo
O tabagismo é uma doença crônica de
alta reincidência relacionada à dependência química e psicológica
de nicotina. É a principal causa de morte evitável no mundo. A
maioria dos fumantes reconhece os riscos associados ao tabaco e à
saúde. Muitas pessoas desejam parar de fumar, entretanto a
Organização Mundial da Saúde (OMS) calcula que menos de 5% dos
fumantes que tentam deixar o cigarro sem apoio médico se mantêm
livres do fumo após o primeiro ano. É a dependência que está por
trás do cigarro que explica por que tantas pessoas tentam inúmeras
vezes parar de fumar e não conseguem.
A OMS estima que mais de 5 milhões
de pessoas morrem vítimas dos efeitos do tabaco a cada ano, e
dessas, 1 milhão só na América Latina. O cigarro é o único produto
legal capaz de prejudicar todas as pessoas expostas a ele. Quase
metade de todos os fumantes vai morrer de alguma doença
relacionada ao tabagismo.
Tabagismo em números
200 mil mortes por ano no
Brasil (23 pessoas por hora)
20% da população adulta do
Brasil fuma, segundo o INCA
Quem fuma mais de 20 cigarros
por dia vive, em média, 22 anos a menos
7 a 9 segundos é o tempo gasto
pela nicotina para chegar ao cérebro do fumante
A OMS estima que um terço da
população mundial adulta fuma – é o equivalente a 1,3 bilhão
de pessoas, sendo que 80% delas vivem em países pobres
Em 1998 havia no mundo 700
milhões de crianças fumantes passivas (OMS)
Os benefícios de parar de
fumar
• Apenas algumas horas depois
de deixar o tabaco, o corpo começa a se recuperar dos
prejuízos
Depois de 10 a 15 anos sem
cigarro, um ex-fumante possuí o mesmo risco de sofrer um
acidente vascular cerebral que uma pessoa que nunca fumou
Deixar de fumar em qualquer
idade reduz o risco de morte prematura
Tempo depois de parar de fumar
Benefícios à saúde
20 minutos
A pressão arterial, as batidas
do coração e a circulação periférica melhoram.
12 horas
Os níveis de monóxido de
carbono no sangue voltam ao normal.
48 horas
A nicotina é eliminada do
organismo; o olfato e o paladar melhoram.
2-12 semanas
A circulação melhora e a
função pulmonar aumenta.
1-9 meses
A falta de ar e a tosse
diminuem.
1 ano
O risco de doença coronária é
reduzido à metade comparado ao de um fumante.
10 anos
O risco de câncer no pulmão é
reduzido à metade comparado ao de um fumante.
15 anos
O risco de um ataque cardíaco
e um acidente vascular cerebral é o mesmo que o de um não
fumante.
Mercado imobiliário para as
classes C e D
Como conquistar um mercado de R$
620 milhões
Estudo inédito do Data Popular sobre
o mercado imobiliário e as classes C e D foi apresentado ao
mercado em evento organizado pela Fernandez Mera Sol
Todo ano surgem
no Brasil 1,2 milhões de novas famílias, 80 % delas nas classes C,
D e E. O Data Popular mostrou que nos próximos dez anos essas
novas famílias da base da pirâmide constituirão a grande demanda
do setor imobiliário. Compreender o universo desse novo consumidor
e entender que o setor imobiliário precisa deixar de ser elitista
é vital para construtoras e imobiliárias. Esse foi o tema da
palestra organizada pela Fernandez Mera Sol, ministrada pelo
especialista em consumo de baixa renda Renato Meirelles,
sócio-diretor do instituto Data Popular, que aconteceu no dia 04
de junho ultimo. “Embora apenas 16,3% dos brasileiros morem em
habitações alugadas, dados comprovam que 54% dos brasileiros têm
na casa própria o maior sonho de suas vidas”, afirmou Meirelles.
Ainda segundo o especialista, a baixa renda procura uma
construtora que a auxilie em todos os processos de aquisição do
seu imóvel, que seja transparente, confiável e que seja parceira
na realização desse sonho.
A Classe C e D E O Mercado
Imobiliário
Todo o ano, surgem no Brasil 1,2
milhões de novas famílias. 80% nas classes C, D e E
Apenas 16,3% dos brasileiros pagam
aluguel. Mesmo assim, o maior sonho da população é a casa própria
(54%). Isso ocorre porque:
Grande número de futuras famílias
que hoje moram com os pais
Jovens casais que moram na casa do
sogro
O jovem de alta renda compra o
primeiro imóvel, o de baixa renda compra o que provavelmente será
o único imóvel de sua vida
75% dos consumidores de classe C tem
algum tipo de receio ao comprar um imóvel, contra 45% na classe A
O consumidor de baixa renda prefere
permanecer no bairro onde mora
Dia Mundial do Meio Ambiente
Sementes, flores e frutas foram
distribuídas ao público dia 05 de junho de 2009
Músicos, malabaristas e palhaços
estiveram presentes na avenida Paulista, em São Paulo, para
comemorar, junto à população, o Dia Mundial do Meio Ambiente. Os
artistas fizeram apresentações que envolveram temas ligados ao
meio ambiente, como separação de lixo doméstico; destinação e
tratamento de resíduos industriais; captação de água de chuva;
alimentos industriais e orgânicos; sustentabilidade do planeta;
saúde e qualidade de vida, entre outros.
Com roupas coloridas e alegres, a
equipe foi composta por: cinco músicos, três palhaços, quatro
malabaristas, além de integrantes da equipe de apoio. O grupo
distribuiu sementes, flores e frutas ao público, com o objetivo de
incentivar o plantio de árvores, a alimentação saudável e a
prática de hábitos sustentáveis, que garantam qualidade de vida e
a sobrevivência do planeta.
As ações foram patrocinadas pelo
Grupo Bioagri, laboratório que trabalha com análises química,
físico-química e microbiológica. De acordo com o responsável pelo
marketing da Bioagri Luiz Felipe Salles, a ideia foi informar a
população sobre hábitos diários que podem ajudar a salvar o
planeta. “De forma divertida e descontraída, mostramos ao público
que a mudança de alguns hábitos é necessária e está ao nosso
alcance. Assim, protegemos o futuro”, garante.
Especialistas internacionais
alertam para a importância da vacinação contra o câncer do colo do
útero Seminário
internacional realizado em São Paulo reuniu os principais nomes do
segmento. Inclusão da vacina no sistema público de Saúde é o
principal caminho para diminuir os números da doença
Os mais importantes pesquisadores mundiais sobre o HPV se
reuniram em São Paulo nos dias 5 e 6 de junho para apresentar
novos estudos sobre o vírus e sobre o combate ao câncer do colo do
útero. Entre os presentes estava o pesquisador alemão Lutz
Gissmann, professor de Virologia da Universidade de Heidelberg e
chefe da divisão "Genome Modifications and Carcinogenesis”, do
Centro de Pesquisa do Câncer de Heidelberg/Alemanha. Gissman
participou do grupo de cientistas liderado pelo pesquisador Prof.
Dr. Harald Zur Hausen que apresentou o primeiro estudo confirmando
a relação entre a infecção pelo HPV e o câncer de colo uterino. Em
2008, a descoberta de Zur Hausen lhe rendeu o Prêmio Nobel de
Medicina.
“A descoberta dessa vacina pode ser considerada tão importante
para a medicina quanto foi a descoberta dos antibióticos”,
analisou Gissmann. O pesquisador lembrou ainda que o tempo entre a
descoberta do vírus do HPV como causador do câncer do colo do
útero e a pesquisa e produção da vacina contra o câncer foi
relativamente curto.
Segundo Gissman, a inclusão da vacina no sistema público de saúde
é a única possibilidade de levá-la a todos os grupos de mulheres,
incluindo as pertencentes às classes mais baixas, que correm maior
risco de desenvolver a doença. Além disso, Gissman ressaltou a
relevância da realização de campanhas que falem sobre prevenção e
que expliquem o que é o HPV e como ele pode causar o câncer.
Com foco na prevenção de jovens, Gissman falou que é muito
importante que os pais tenham consciência de que, com a vacinação,
eles estarão protegendo suas filhas contra o câncer. Ainda falando
sobre prevenção, o pesquisador alemão reforçou a importância da
vacinação para adolescentes e mulheres já com vida sexual ativa.
“Pesquisas indicam que são grandes as chances de contrair o HPV no
início da vida sexual, mas é impossível prever se será com o
primeiro, segundo ou com o terceiro parceiro. Tomar a vacina é
sempre um benefício, em qualquer idade. Mesmo tendo contato com um
tipo de HPV, a vacina vai protegê-lo dos piores tipos, como o 16
(responsável pelo maior número de casos de câncer)”, lembra o
pesquisador.
Durante o seminário internacional foi apresentado o primeiro
estudo comparativo entre as duas vacinas contra o câncer do colo
do útero disponíveis no Brasil. Os resultados indicaram que a
vacina Cervarix®, produzida pela GlaxoSmithKline (GSK), oferece
maior proteção às mulheres contra a infecção pelo vírus do HPV.
Participaram do estudo mulheres entre 18 e 45 anos. As análises
indicaram que os níveis de anticorpos neutralizantes de Cervarix®
entre as mulheres de 18 a 26 anos foram 3,7 vezes maiores que os
proporcionados pela vacina Gardasil®, da Merck & Co, para o HPV
tipo 16, e 7,3 vezes maiores para o HPV tipo 18. Além disso, a
proporção de mulheres que apresentou níveis detectáveis de
anticorpos neutralizantes foi maior no grupo que recebeu a vacina
Cervarix®. Comparada à vacina Gardasil®, a vacina Cervarix® também
produziu praticamente três vezes mais células B de memória para os
HPVs 16 e 18.
Com conhecimento dos resultados do estudo, Lutz Gissman
reforçou que a principal diferença está na composição da vacina. A
Cervarix teria em sua composição um adjuvante de última geração,
que possibilita que a vacina seja mais forte e proteja também
contra um maior número de HPVs. Mas a principal questão que esse
estudo levantou é sobre o nível de anticorpos, esse nível permite
dizer que a proteção de Cervarix hoje é maior, esclareceu Gissman.
A médica australiana Suzanne Garland, diretora clínica de
microbiologia e doenças infecciosas do The Royal Women´s Hospital,
em Victoria, na Austrália, também participou do seminário em São
Paulo e destacou a importância da vacina. “O ponto mais importante
que devemos sempre citar é a prevenção contra o câncer do colo do
útero, sendo capaz de garantir proteção contra 80% dos casos. Sei
que no Brasil o câncer do colo do útero é o segundo em casos de
câncer, chegando a ser o primeiro em algumas classes e regiões”,
disse.
A médica australiana foi enfática ao declarar que, para uma vacina
causar impacto na luta contra uma determinada doença, ela deve ser
aplicada na população que realmente corre o maior risco de
infecção dessa doença em particular. “Você tem que vacinar um
grande número de pessoas para causar impacto no sistema público.
Se nós vermos que o câncer do colo do útero é o segundo câncer
mais mata mulheres no Brasil, e você tem a vacina acessível apenas
para um número restrito de pessoas, mulheres e jovens, nós nunca
veremos uma grande redução nos casos – a menos que a vacina chegue
a um número maior de pessoas. Falo em atingir pelo menos 80% do
grupo. E indico esse número tão alto porque a maioria das mulheres
tem contato com o vírus quando se tornam sexualmente ativas. Em
outras palavras, muitas mulheres poderão ser infectadas mas nós
não sabemos como prever hoje quem poderá desenvolver um câncer.
Mas nós podemos prevenir a infecção pelos vírus que causam o
câncer através da vacinação em meninas antes que elas sejam
expostas”, disse.
Seminário internacional Realizado em São Paulo nos dias 5 e 6 de junho, o seminário
reuniu especialistas de diferentes países para discutir questões
relativas ao câncer de colo do útero e à vacinação. Estiveram
presentes também os médicos Raul Murillo, do Departamento de
Pesquisa e Saúde Pública / Instituto Nacional do Câncer da
Colômbia; Eugenio Suarez, presidente da Sociedade Chilena de
Ginecologia e Obstetrícia; e Xavier Castellsagué do Instituto
Catalão de Oncologia, Barcelona (Espanha).
Câncer do colo do útero / Câncer cervical Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), a cada
ano, 500 mil mulheres em todo mundo sofrem de câncer do colo do
útero e pelo menos 250 mil morrem. No Brasil, a doença é a segunda
maior causa por morte de câncer entre as mulheres, de acordo com o
Instituto Nacional do Câncer (Inca). O câncer se desenvolve quando
uma infecção pelo vírus HPV se torna persistente e progride.
Já foram identificados mais de 100 tipos de HPV, sendo que cerca de
15 tipos são considerados causadores de câncer, oncogênicos. Os
HPV tipos 16 e 18 juntos são responsáveis por aproximadamente 70%
dos casos de câncer do colo do útero em todo o mundo.
Sobre a vacina contra o câncer do colo do útero da GSK
Até o presente, a vacina contra o câncer do colo do útero da GSK
já foi aprovada em 95 países no mundo todo, incluindo os 27 países
membros da União Européia, Brasil, México, Argentina, Colômbia,
Panamá, Austrália, Cingapura e Filipinas. Licenças de
comercialização foram submetidas em 28 países adicionais,
incluindo o Japão.
Na Austrália, Panamá e no Reino Unido, a vacina contra o câncer do
colo do útero da GSK está disponível na rede pública para
vacinação em meninas.
Congresso em São Paulo discute
transtornos alimentares
Especialistas debateram os
desvios de comportamento alimentar, que podem levar ao
emagrecimento extremo ou à obesidade, entre outros problemas
físicos e incapacidades.
São Paulo sediou a VIII edição do
Congresso Brasileiro de Transtornos Alimentares e Obesidade (CBTA&O),
organizado pela UBM Brazil em parceria com o Programa de
Orientação e Assistência a Pacientes com Transtornos Alimentares (PROATA),
do Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São
Paulo (Unifesp). O evento aconteceu de 11 a 13 de junho ultimo, no
Centro de Convenções Frei Caneca e reuniu cerca de 600
profissionais como médicos, psicólogos, nutricionistas, terapeutas
entre outros. “O objetivo do VIII CBTA&O foi fornecer uma
programação diversificada e de alta qualidade sobre os avanços na
compreensão e no tratamento destas doenças”, afirmou a presidente
do congresso, Angélica Claudino.
Os Transtornos Alimentares (TA’s)
são definidos como desvios do comportamento alimentar que podem
levar ao emagrecimento extremo ou à obesidade, entre outros
problemas físicos e incapacidades. Os principais tipos de
Transtornos Alimentares são a Anorexia e a Bulimia Nervosa. Essas
duas doenças são intimamente relacionadas por apresentarem alguns
sintomas em comum: preocupação excessiva com o peso, distorção da
auto-imagem e medo patológico de engordar. Estes quadros estão
cada vez mais sendo identificados também em homens, e sua
manifestação e abordagem será discutida no evento. Durante o
evento, serão apresentados resultados de pesquisas e um modelo de
intervenção psicoeducacional para compulsão alimentar. O projeto
do psicólogo e pesquisador do Proata, Sergio Stefano, pretende
verificar a eficácia de um manual psicoeducativo como primeira
intervenção no tratamento de pacientes com compulsão alimentar,
que apresentam em sua maioria, a obesidade associada. Além dos
profissionais da Unifesp, participam do evento especialistas da
Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas
(Unicamp) e Universidade Federal do Rio (UFRJ).
Segundo a coordenadora da comissão
científica do CBTA&O, Christina Morgan, os custos emocionais e
financeiros dos transtornos alimentares para o doente, sua família
e para a sociedade são gigantescos. Pesquisadores do mundo todo
têm buscado compreender as causas destes transtornos e identificar
formas de preveni-los e tratá-los. “Nossa missão ao realizar este
evento é a de proporcionar acesso a conhecimentos inovadores que
levem ao aprimoramento da compreensão e do tratamento dos TAs.
Esperamos com isso contribuir para a disseminação da melhor
prática clínica entre os profissionais de saúde”, justificou
Christina.
O congresso
contou com a participação de profissionais internacionais com
trabalhos de destaque na área, como o Dr. Frederique Van den Eynde,
da Inglaterra, Doutor Ovídio Bermudez (EUA) e Doutor Armando
Barriguete Meléndez, do México. A organização convidou ainda a
renomada pesquisadora Dr. Janet Treasure. Premiada em 2004 pela
Academy of Eating Disorders por sua produção científica sobre
aspectos neuropsicológicos, biológicos e ambientais que favorecem
a manutenção dos transtornos alimentares. A professora desenvolveu
novas estratégias de abordagem de transtornos alimentares e vem
treinando esta técnica junto a cuidadores de pacientes em todo o
mundo do qual falou durante o VIII CBTA&O.
“O CBTA&O foi um
convite para o debate, a reflexão, o aprofundamento e a busca de
respostas frente aos desafios que giram em torno dos transtornos
alimentares e obesidade”, afirmou o diretor da UBM Brazil, Joris
Van Wijk.
Com freqüência bienal, o Congresso,
que neste ano contou com o patrocínio da Batavo, é organizado de
forma itinerante pelos principais centros nacionais especializados
na pesquisa, ensino e tratamento dos transtornos alimentares.
Transtornos Alimentares
São várias as doenças definidas como
“Transtorno Alimentar”, mas as mais conhecidas são a Anorexia e a
Bulimia. A Anorexia nervosa é um transtorno emocional que consiste
numa perda de peso, geralmente muito rápida, e manutenção do peso
abaixo do valor mínimo normal. Distorção da auto-imagem, dietas
severas, prática excessiva de exercício físico, sensação de culpa
após a ingestão de alimentos são algumas das características da
doença, que passou a freqüentar o noticiário brasileiro
principalmente depois da morte da modelo Ana Carolina Reston, aos
21 anos, em 2006, seguida de outras mortes de profissionais
ligadas à área e que levou a discussões em todo o mundo acerca de
questões socioculturais ligadas a estas patologias. Já a Bulimia Nervosa é um transtorno mental que se
caracteriza por episódios repetidos de ingestão excessiva de
alimentos num curto espaço de tempo (as crises bulímicas),
seguidos por uma preocupação exagerada sobre o controle do peso
que leva à adoção de condutas inadequadas como provocar vômitos ou
fazer uso excessivo de fármacos como laxantes, diuréticos, etc.
De acordo com
estimativas do Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados
Unidos (NIMH) 70 milhões de indivíduos em todo o mundo sofrem de
algum tipo de transtorno alimentar. O índice de mortes causadas
por transtornos alimentares é alto em estudos de longo prazo:
entre 18 e 20%. Para se ter uma idéia, de acordo com o Centro
Nacional de Informações sobre Transtornos Alimentares (NEDIC), do
Canadá, a incidência mundial de mortes relacionadas à anorexia de
mulheres com idades entre 15 e 24 anos é 12 vezes maior que
qualquer outra causa de morte de mulheres dessa faixa etária.
Apesar da prevalência
entre as mulheres, dados apontam que a incidência masculina está
aumentando assustadoramente. Segundo pesquisa publicada no
American Journal of Psychiatry, por exemplo, de 10 a 15% da
população mundial com bulimia ou anorexia é formada por homens,
sendo que 20% homossexuais.
Semana municipal de incentivo à
doação de medula óssea começa neste domingo (14/06)
Interessados em fazer o
cadastro como doador voluntário devem dirigir-se ao Hemocentro da
Santa Casa de São Paulo de segunda-feira a sexta-feira, das 7h às
18h; no sábado das 7h as 15h.
Começou no dia 14 de junho de 2009
a Semana Municipal de Incentivo à Doação de Medula Óssea. A ação,
que terminou no dia 21 de junho de 2009, foi realizada pela
Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (ABRALE), em parceria
com a Secretaria Municipal da Saúde, a Associação da Medula Óssea
de São Paulo (AMEO) e o Hemocentro da Santa Casa de São Paulo.
A Lei nº. 14.154,
de 10 de maio de 2006, de autoria da vereadora Soninha, delimita,
na cidade de São Paulo, a Semana Municipal de Incentivo à Doação
de Medula Óssea. A Secretaria Municipal da Saúde, Associação
Brasileira de Linfona e Leucemia (ABRALE), Associação da Medula
Óssea de São Paulo (AMEO) e o Hemocentro da Santa Casa de São
Paulo concentram esforços para divulgar a importância da doação,
oferecendo à comunidade informações sobre a importância e os
procedimentos relacionados à doação voluntária.
Para participar é
necessário fazer um cadastro. O doador precisa ter entre 18 e 55
anos e estar em bom estado de saúde. Para se cadastrar na cidade
de São Paulo compareça ao:
Hemocentro Da Santa Casa de
Misericórdia de São Paulo:
Rua Marquês de Itu, 579 - Vila
Buarque - São Paulo/SP
Dias: segunda à sexta das 7h às 18h
e no sábado, 7h as 15h.
Não é necessário agendar!
Mais informações: (11) 2176-7000
ramal 7249
O Hemocentro da Santa
Casa de São Paulo é o único local da cidade apto a realizar o
cadastro dos doadores.
O cadastro consiste no
preenchimento de uma ficha de identificação ( é necessário o
número RG e CPF) e na coleta de um simples exame de sangue para o
teste de compatibilidade (tipagem HLA). Os dados do doador e a
tipagem HLA serão cadastrados no Registro Nacional de Doadores
Voluntários de Medula Óssea (REDOME). Quando aparecer um paciente
com a medula compatível com a do doador (a) ele (a) será chamado.
Após esta etapa, novos testes
sanguíneos serão necessários para a confirmação da
compatibilidade. Se a compatibilidade for confirmada, o doador
será consultado para decidir a doação e o atual estado de saúde do
doador será avaliado.
Compatibilidade
Segundo o Redome, o grande problema
na doação é a necessidade de 100% de compatibilidade da medula
óssea entre o doador e o receptor. A chance de encontrar uma
medula compatível no registro brasileiro é em média 1 em 100 mil.
Um irmão ou familiar HLA compatível (antígenos leucocitários de
histocompatibilidade) é considerado o melhor doador, mas de 25% a
30% dos pacientes encontram a solução na família.
Como é feita a doação de medula
óssea
Existem três formas de doar as
células-tronco hematopoéticas ou células progenitoras (chamadas
também de células-mãe) da medula óssea. A primeira relaciona-se
à coleta das células diretamente de dentro da medula óssea (nos
ossos da bacia), a outra por filtração de células-mãe que passam
pelas veias (aférese). Outra fonte de células-tronco é sangue do
cordão umbilical e placentário.
A punção é realizada
com agulha especial e seringa na região da bacia, de onde é
retirada a quantidade de medula (tutano do osso) equivalente à uma
bolsa de sangue. O doador é anestesiado para não sentir dor,
procedimento que dura em média 60 minutos. A sensação do doador é
semelhante a uma queda ou uma injeção oleosa, com duração de dois
a quatorze dias. Não é uma cirurgia, por isso não tem cortes ou
pontos. O doador fica em observação por um dia no hospital.
No caso da coleta feita
pela veia, o procedimento é realizado pela máquina de aférese. O
doador recebe um medicamento por cinco dias que estimula a
multiplicação das células-mãe, que migram da medula para as veias
e são filtradas. O procedimento dura em média quatro horas, quando
se obtém o número adequado de células. O efeito colateral mais
frequente causado pela medicação é dor no corpo semelhante a uma
gripe.
Já em relação ao sangue
do cordão umbilical e da placenta, as células-tronco circulam no
sangue do feto assim como no corpo das crianças e dos adultos. Na
circulação do feto, a concentração e o potencial da formação de
células-tronco nas células do sangue é ainda melhor do que as do
sangue dos adultos. Em vez de ser descartado, o sangue pode ser
cuidadosamente drenado para um recipiente plástico esterilizado. A
suspensão com as células-tronco poderá ser congelada e utilizada
para um transplante numa data posterior.
Cabe ao médico decidir
sobre qual a melhor forma de coleta de células, dependendo da
doença e da fase em que se encontra o paciente. A reconstituição
da medula óssea será rápida para o doador, que possui medula sadia
e bom estado de saúde. Em casos especiais e raros, como
compatibilidade com outra pessoa, o doador poderá doar novamente a
medula óssea.
A Polícia Federal (PF) e a
Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições (ANIAM)
assinaram, no ultimo dia 17 de junho, um Acordo de Cooperação que
tem por objetivo implementar ações que proporcionem a
viabilização, fortalecimento e divulgação da Campanha do
Recadastramento Nacional de Armas.
Além de divulgar
informações sobre o recadastramento, através de materiais
informativos e os principais meios de comunicação, o acordo prevê
a criação de postos para recadastrar armas em todo o país,
facilitando o procedimento para os proprietários. O
recadastramento também poderá ser feito através site da ANIAM (www.aniam.org.br)
ou da Polícia Federal (www.dpf.gov.br).
Em vigor desde
abril de 2009, a Lei 11.922, sancionada pelo presidente da
República Luiz Inácio Lula da Silva, criou novo prazo para o
recadastramento de armas de fogo. Os proprietários de arma de fogo
devem solicitar seu registro que é gratuito e sem burocracia até
dezembro deste ano.
Para recadastrar é
preciso CPF, RG e os dados da arma: número de série, marca,
calibre, país de fabricação e o registro atual, se o tiver. Armas
sem registro, como as doadas ou recebidas de herança, também
precisam ser regularizadas.
Com a nova lei,
cerca de 14 milhões de brasileiros possuidores de armas de fogo
adquiridas legalmente e registradas nos Estados e na PF têm a
oportunidade de permanecer na legalidade. Somente no Sistema
Nacional de Armas (Sinarm), existem mais de 6 milhões de armas
registradas e não recadastradas.
Quem deixar de
recadastrar e for pego com uma arma de fogo sem registro poderá
responder criminalmente, sujeito a pena de detenção de 1 a 3 anos
e multa.
Ciab Febraban 2009
(Banco Mundial estima que 2,9
bilhões de pessoas não têm acesso a produtos financeiros)
Para debater formas de inclusão da
população que não tem acesso formal a bancos e serviços
financeiros, o congresso recebeu William Nuti, o presidente e
chief executive officer (CEO) da NCR Corporation. Sua palestra
tratou das formas de construção de uma sociedade inclusiva como
imperativo global, não apenas para ajustar desequilíbrios de
renda, mas também para a retomada do crescimento.
A NCR é uma das
maiores fornecedoras de Tecnologia da Informação (TI) e ATMs
(dispositivos de caixas eletrônicos) para bancos em todo o mundo.
Formas e ajustes para retomar o crescimento, além de atitudes
pós-crise também foram temas da participação de Falk Rieker,
vice-presidente da vertical de Finanças da SAP Américas, que
abordou tendências para o futuro com um importante diferencial: a
emancipação do cliente. Rieker foi também o responsável por
projetos estratégicos em clientes como JPMC (EUA), Bank of América
(EUA), IXE (México) e Banco de Credito (Colômbia). A SAP é uma das
maiores fornecedoras globais de TI.
Inovação ou morte
O tema inovação novamente se impôs
ao maior congresso de bancos, dessa vez como antídoto contra a
crise mundial e remédio para aliviar a exclusão financeira. Um dos
maiores institutos de pesquisas e consultorias do mundo, o Gartner,
enviou seu vice-presidente, Vincent Oliva. Para Oliva, quem não
inovar vai falir. Estará fora das necessidades dos clientes nos
próximos anos.
A inovação é necessidade vital para
organizações de serviços financeiros, e isso a despeito do uso em
larga escala de tecnologia, incapaz de definir uma instituição
como inovadora. Com a provável, na opinião de Oliva, emergência de
novos competidores, muitos dos quais não-bancos (como redes
sociais de finanças) e de seus novíssimos modelos de negócios, as
atuais instituições devem apostar alto na inovação.
Como exemplos atuais de inovação, o
Ciab Febraban foi buscar Mario Gaete, vice-presidente do banco
chileno BCI (Banco de Credito e Inversiones) e o diretor sênior da
EDS (EUA), Ed Herman.
20% dos medicamentos brasileiros
são falsos
Nos quatro primeiros meses desse
ano, 170 toneladas de medicamentos falsos ou irregulares foram
apreendidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
em todo país, número oito vezes maior que em 2008. Os produtos não
estavam apenas em farmácias, mas em lojas, sites e outros
estabelecimentos comerciais.
O tema
“Falsificação de medicamentos” foi discutido no dia 19 de junho de
2009, em evento promovido pelo Conselho Regional de Farmácia de
São Paulo (CRF-SP), por profissionais que fazem parte da cadeia
logística do medicamento, ou seja, desde a fabricação,
armazenamento, transporte, distribuição e dispensação final. E,
nestas etapas, o trabalho do farmacêutico é fundamental para
coibir qualquer irregularidade.
A palestra foi
apresentada pelo delegado titular da 2.a Delegacia do Departamento
Estadual de Investigações Criminais (DEIC), Ricardo Stanev, que
abordou as implicações criminais às pessoas envolvidas com a
falsificação de medicamentos. O evento marcou também a criação da
Associação Nacional dos Farmacêuticos Atuantes em Logística (Anfarlog).
GANEPÃO debateu as dietas para
emagrecer
O Ganep Nutrição Humana promoveu, de
18 a 20 de junho de 2009, no Centro Fecomercio de Eventos, em São
Paulo, o III Congresso Brasileiro de Nutrição Integrada (CBNI) e
Ganepão 2009. O tema central dos debates foram “Nutrição como
Condicionante da Qualidade de Vida”.
Destaque para o
painel Emagrecer: é melhor com dieta ou exercício?, que reuniu
especialistas renomados e teve a coordenação do dr. Márcio
Mancini, médico assistente do Grupo de Obesidade e Doenças
Metabólicas do Serviço de Endocrinologia e Metabologia do Hospital
das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.
“A melhor forma
de emagrecer envolve as duas atividades: dieta e exercícios
físicos. Uma alimentação balanceada deve ser potencializada com a
prática dos aeróbicos e da musculação. São atividades que gastam
calorias, fazendo com que a gordura se torne fonte de energia”.
Crianças e idosos
também podem adotar essa receita. Mas em quaisquer grupos de
pacientes é imprescindível uma avaliação médica para verificar
fatores como o peso, a capacidade física, e propensão a doenças
cardíacas, por exemplo. O ideal, aliás, é que o tratamento seja
elaborado por uma equipe multidisciplinar para atingir o resultado
almejado.
É relevante
destacar que mesmo após atingir o peso considerado ideal, a rotina
estabelecida pelo profissional deve ser mantida. Abandonar o
tratamento ao alcançar o resultado desejado normalmente resulta em
acréscimo de peso de forma gradativa.
“O objetivo
final da luta contra a balança é que o indivíduo perca entre 600 e
1000 calorias/dia. Desta forma, elimina-se gordura, em média
1kg/semana, de forma saudável”, comenta o dr. Mancini.
A junção da dieta
e de exercícios físicos interfere diretamente no metabolismo.
Aliás, ao adotá-la, a pessoa ganha massa muscular, que age
diretamente no metabolismo, acelerando-o e facilitando a queima de
calorias. É importante não ficar sem ingerir alimentos por muitas
horas, pois o organismo necessita deles para manter o ritmo
equilibrado.
É relevante
salientar ainda que suplementos potencializadores de perda de peso
ou ganho de massa muscular são um risco se administrados sem a
indicação de um especialista.
Polo UK lançou coleção feminina
exclusiva em coquetel no Terraço Daslu
No
dia 23 de junho de 2009 a Polo UK lançou a Coleção Verão 2010, que
também contar com uma linha feminina, novidade da grife. O evento
que, reuniu convidados, jornalistas e formadores de opinião,
aconteceu no Terraço Daslu, em paralelo às exposições de outras
grifes durante o Galeria Show Room.
Além das
tradicionais camisetas polo masculinas, a grife lançou uma
variedade de vestidos e baby looks, seguindo a tendência dos
campos de polo, com as numerações, brasões e frases relativas a
países em que o esporte é forte. Outra novidade para os homens
nesta coleção são as camisetas em meia malha, cada vez mais
modernas. Graças a técnicas de lavagem especiais, elas ganharam
ares “vintage”.
A linha feminina
já começou inovando. Além das clássicas polos em piquet, a coleção
tem vestidos em meia malha, em ribi com elastano e no próprio
piquet, claro. Todos com as golinhas polo, ideais para criar
looks com botinhas caubói, sensação nos pés femininos já há
algumas estações.
A modelagem dos
vestidos é democrática: há os mais justinhos e acinturados, e o
modelo em ribi, mais soltinho e confortável graças ao elastano,
que estica. Nas camisetas, são duas opções de modelagem. A ideia
da grife é aumentar o mix de produtos a cada coleção.
Estudo inédito mostra
oportunidades para a moda no Oriente Médio
A Apex-Brasil lança estudo
indicando aos empresários brasileiros de vestuário, cosméticos,
calçados e jóias estratégias para entrar na Arábia Saudita,
Bahrein, Catar, Emirados Árabes, Jordânia, Kuait, Líbano
De acordo com o estudo, a demanda
crescente do público jovem nos países do Oriente Médio tem
impulsionado as vendas de produtos mais sofisticados e menos
conservadores. Isto pode ser observado no consumo de bijuterias
finas, jeans e calçados para festas. Na área de cosméticos, os
óleos árabes, as fragrâncias e as maquiagens são bastante
procurados pelos jovens. Os homens, em especial, têm aumentado a
presença nas compras de produtos relacionados à moda. Assim, as
empresas que visam tal público-alvo devem estar atentas para esta
faixa etária.
O documento
indica que a promoção comercial deve se centrar em uma ou duas
mídias de alto custo/padrão, como outdoors e/ou comerciais de TV,
apoiados por métodos de baixo custo, porém eficazes, como a
comunicação digital e a divulgação informal "boca a boca". Os
consumidores são muito influenciados pela opinião de familiares e
amigos na compra de produtos, portanto, a informalidade na
divulgação pode ser mais eficiente.
No setor de calçados, o
estudo destaca que os maiores compradores na região são: Dubai
(Emirados Árabes Unidos), Riad (Arábia Saudita) e Beirute
(Líbano). Nestes mercados, há potencial principalmente para
produtos masculinos e infantis, que estão em fase de evolução em
conjunto ao amadurecimento da infraestrutura do varejo regional. A
demanda de calçados masculinos é impulsionada pelo público jovem.
O mercado infantil, pouco desenvolvido, possui grandes
oportunidades já que os concorrentes mais fortes do setor na
região ainda não destacam atuação neste nicho.
Já para o
vestuário, observa-se consumo elevado nos países pesquisados. O
Líbano e a Jordânia são os países que possuem menores restrições
às vestimentas. Desta forma, deve-se ter foco principalmente em
jeans. Há grande consumo de tecidos finos e roupas similares às
tradicionais nos mercados mais conservadores. Jeans, saias e
similares, roupas íntimas, blusas, meias e lenços são os produtos
mais visados nos países da região.
Para as empresas
brasileiras de cosméticos, as fragrâncias é o carro-chefe. Os
produtos infantis ganham espaço no mercado regional,
principalmente aqueles para os cuidados especiais, como as
pomadas.
Os maiores
consumidores de jóias no Oriente Médio, segundo o estudo, são os
Emirados Árabes Unidos, a Arábia Saudita e o Kuait. Uma boa
estratégia para entrada na região é o foco nas bijuterias finas,
uma tendência entre o público jovem. O consumidor do Oriente Médio
prefere jóias bastante marcantes. Materiais, design, estilo e
cores são fortemente considerados no momento da compra. Pedras
preciosas e diamantes são os mais demandados.
Mara Gabrilli reúniu taxistas e
usuários de cães-guia
A Comissão de Trânsito e
Transporte da Câmara Municipal foi palco de discussão sobre uso de
táxis por pessoas com deficiência
A convite da veradora Mara Gabrilli,
a Comissão de Trãnsito e Transporte recebeu profissionais
taxistas, cegos usuário de cão-guia e táxis adaptados para
resolver os problemas de utilização, por pessoas com deficiência,
deste meio de transporte. “Recebo com frequencia em meu gabinete
reclamações sobre a dificuldade que as pessoas com deficiência vêm
enfrentando para utilizar o táxi como meio de transporte”, explica
a vereadora.
Em 2007, por meio
da Lei nº 14.401, foi criado o serviço de táxi acessível para
pessoas com deficiência, no mesmo ano a Prefeitura regulamentou o
serviço com o Decreto nº 48.695. O táxi acessível é um veículo
adaptado para transportar, principalmente, pessoas com cadeiras de
rodas, a adaptação permite a entrada da pessoa no veículo sem a
necessidade de sair da cadeira e com pouco esforço do motorista ou
acompanhante, já que uma plataforma eleva e insere a pessoa no
veículo.
As reclamações em
relação ao serviço são grandes, principalmente por partes dos
taxistas, porque a adaptação do veículo é muito cara, não há
incentivo fiscal algum, eles só podem atender passageiros com
deficiência física e acreditam que o serviço é pouco divulgado
pela Prefeitura, com isso não há receita sufuciente que garanta a
continuidade do serviço. “É preciso fazermos alguma coisa rápido
ou o táxi acessível, que tanto agradou a população com deficiência
corre o risco de morrer por falta de conhecimento da sua
existência”, desabafou Mara.
As pessoas com
deficiência visual, que utilizam táxis comuns se queixam que os
taxistas se recusam a carregar o cães-guia, embora a Lei Federal
nº 11.126/2005 garanta o direito inequívoco ao deficiente visual,
acompanhado de cão-guia, de “ingressar e permanecer com o animal
nos veículos e nos estabelecimentos públicos e privados de uso
coletivo”, muitos profissionais não permitem a entrada de
cães-guia em seus táxis, com a percepção equivocada de que o
animal vai causar algum prejuízo ao veículo.
Durante a sessão
da Comissão os profissionais receberam a orientação tanto sobre a
questão normativa quanto a questão comportamental, para que o
cão-guia não seja confundido com um animal de estimação cujo dono
seja um deficiente visual. Afinal, trata-se de animal
exaustivamente treinado e credenciado como instrumento de apoio à
locomoção do cego. A vereadora ainda está buscando parceria com
instituições bancárias para liberar uma linha de crédito
específica para adaptação dos táxis acessíveis. A reunião da
Comissão contou com a presença do Secretário Municipal da Pessoa
com Deficiência, a Presidente do Conselho Municipal da Pessoa com
Deficiência, da Associação das Frotas de Táxi (ADETAX), da
Associação dos Taxistas Autônomos, da Metrópole SP Rádio Táxi, da
Associação Super Táxi dos Taxistas Autônomos e da Sila Car
Locadora, além dos munícipes interessados.