255 mil pessoas não conhecem sua
sorologia e estão adoecidas com HIV!
Coordenador do projeto Quero Saber
do RJ, Beto de Jesus atenta para a importância do primeiro
serviço de testagem rápida de Aids em uma ONG
A Cerimônia
aconteceu no dia 08 de janeiro de 2010 na sede do Grupo Arco-Iris
e contou com a presença de autoridades e representantes de
movimentos sociais, principalmente aqueles ligados a Aids e LGBT.
A abertura foi marcada pelo otimismo dos coordenadores do projeto,
que acreditam em novas possibilidades de enfrentamento da epidemia
de HIV/Aids no Brasil. "É a primeira vez na história do país que
organizações não governamentais abrem suas portas para este tipo
de ação. O Grupo Arco-Íris e as demais ONGs não são apenas atores
políticos, mas também são importantes consultores técnicos e de
fomento", afirmou o coordenador do Departamento de Gestão
Hospitalar do Ministério da Saúde do RJ, Oscar Berro.
O programa Quero Fazer - iniciativa inédita no Brasil
destinada à prevenção e à testagem voluntária para HIV/Aids entre
gays, travestis e outros homens que fazem sexo com homens (HSH) -
tem como meta realizar 4,7 mil testes rápidos anti-HIV, com
entrega do resultado em menos de uma hora durante dois anos. Este
serviço já é disponibilizado na região metropolitana do Recife e
em 2010 passa também a ser oferecido no Rio de Janeiro e em
Brasília. No Rio de Janeiro, inicialmente este serviço de
aconselhamento e testagem voluntária será feito na sede do Grupo
Arco-Íris, localizado na Rua do Senado, 230 - Cobertura.
Os interessados em fazer o teste rápido poderão comparecer na
sede do GAI de quarta à sexta-feira, de 16h às 22h. Lá, a
população passará por um pré-aconselhamento, onde receberá
informações sobre a prevenção do HIV/Aids e sobre o teste rápido.
Independentemente do resultado, que é sigiloso, a pessoa recebe
pós-aconselhamento com esclarecimentos de dúvidas freqüentes e
materiais informativos.
A ideia é que as atividades desenvolvidas no projeto sirvam
de ponte para maior acesso do público-alvo da ação ao diagnóstico
precoce e aos serviços públicos de saúde. As pessoas com resultado
positivo serão encaminhadas para serviços especializados do
Sistema Único de Saúde (SUS). O acompanhamento e tratamento conta
com o suporte de profissionais de saúde das Secretarias Estadual e
Municipal de Saúde do Rio de Janeiro.
Público-alvo A ação é dirigida para essa população, pois se baseia em
dados epidemiológicos que mostram maior incidência de Aids entre
gays, travestis e homens que fazem sexo com homens (HSH) do que na
população geral. Estudos indicam que nesse segmento, a
probabilidade de infecção pelo HIV é de 11 a 18 vezes maior do que
nos homens heterossexuais. É importante destacar, contudo, que não
há grupo de risco para o HIV/Aids, pois toda a população está
suscetível à infecção.
Estima-se atingir para a realização do teste rápido no Rio de
Janeiro 2,3 mil gays, HSH e travestis, para isso, serão utilizados
diferentes produtos de comunicação para divulgar informações sobre
a importância da prevenção e o diagnóstico precoce do HIV, entre
eles: perfil e colunas em sites de relacionamento gay, blog
www.pactbrasil.org/querofazer, comunidade Quero Fazer no Orkut,
cartilha, folderes e mensagens de texto via celular.
O Quero Fazer é uma ação da Agência dos Estados Unidos para o
Desenvolvimento Internacional (USAID) em parceria com o
Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da
Saúde e a Pact Brasil, contando com apoio das secretarias
estaduais e municipais de saúde locais. O Departamento de Gestão
Hospitalar do Ministério da Saúde do Rio de Janeiro disponibilizou
seis unidades da Rede Hospitalar Federal no município carioca que
contam com completo serviço ambulatorial integrado ao Programa de
DST/Aids do Governo Federal, complementando a iniciativa do
Governo de Reestruturação da Rede Hospitalar Federal, projeto que
abrange investimentos da ordem de R$ 400 milhões para realizar
melhorias físicas e estruturais nessas unidades e ampliar o
atendimento à população. O Departamento de DST, Aids e Hepatites
Virais da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde
é responsável pelo treinamento das equipes de profissionais que
atuam junto ao público-alvo e pelo fornecimento dos testes e de
preservativos. O programa "Quero Fazer" reforça os objetivos do
Plano Nacional de Enfrentamento da Epidemia de Aids e das DST
entre Gays, Homens que fazem Sexo com Homens (HSH) e Travestis,
lançado pelo Ministério da Saúde, em março de 2008.
Centro de Testagem Rápida Anti-Hiv Sede do Grupo Arco-Íris
Rua do Senado, 230 - cobertura
Tel: (21) 2222-7286 (21) 2222-7286 | 2215-0844 / arco-iris@arco-iris.org.br
/ www.arco-iris.org.br
Instituto Avon arrecada mais de
R$ 5 milhões em 2009
Focado em causas voltadas para a
saúde e bem-estar da mulher, o Instituto Avon tem se destacado
quando se trata de investimento social privado. Em 2009, o
montante arrecadado ultrapassa a marca de R$ 5,25 milhões. O valor
é resultado do empenho das revendedoras autônomas da marca ao
vender produtos que apóiam as campanhas Avon Contra o Câncer de
Mama e Fale Sem Medo – Não à Violência Doméstica.
Com a
arrecadação, o Instituto Avon soma, ao longo de seus sete anos de
existência, R$ 23,65 milhões destinados a vários projetos de
prevenção e detecção precoce do câncer de mama e a ações que visam
a rejeição total à violência doméstica e contra a mulher.
Só para se ter
idéia, em dezembro foi inaugurado o primeiro Centro de Prevenção
de Câncer de Mama Instituto Avon no Brasil – um dos mais modernos
da América Latina. Foram investidos R$ 6 milhões nesta unidade que
faz parte do complexo do Hospital de Câncer de Barretos (interior
paulista), instituição referência no diagnóstico e tratamento
dessa doença.
Além disso, a
empresa acaba de anunciar a doação de R$ 1,7 milhão para a criação
de um dos mais completos e modernos centros de prevenção e
detecção precoce da doença da Bahia. O novo centro deve entrar em
operação este ano e funcionará no Hospital Aristides Maltez,
entidade reconhecida por sua atuação em tratamentos de câncer.
Já a Campanha
Fale Sem Medo – Não à Violência Doméstica, também promovida pelo
Instituto Avon, alcançou R$ 850 mil arrecadados em 2009, que serão
aplicados na causa do fim da violência doméstica este ano. No
Brasil, a Avon, por meio do Instituto Avon, destinou em 2009 R$
1,5 milhão ao Unifem para promover ampla campanha de
esclarecimento sobre a Lei Maria da Penha, inclusive para juristas
e operadores de lei.
Estudo da ACT mostra que Brasil
avançou na implementação da convenção quadro, mas ainda há muitos
pontos negativos
País alavancou ambientes livres
de fumo e aumento de impostos. ACT faz recomendações ao governo.
A Aliança de Controle do Tabagismo –
ACT – lançou no dia 13 de janeiro de 2010, uma análise sobre a
Convenção-Quadro no Brasil – 2009, onde acompanha a implementação
do tratado no país.
A
Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT) é o primeiro
tratado mundial de saúde pública, proposto pela Organização
Mundial da Saúde, e ratificado pelo Brasil em 2005. A CQCT traz
uma série de medidas que devem ser adotadas pelos países que a
aderiram, a fim de reduzir a epidemia do tabagismo em proporções
mundiais, abordando temas como propaganda, publicidade e
patrocínio, advertências, marketing, tabagismo passivo, tratamento
de fumantes, comércio ilegal e impostos, etc.
Por isso, desde
2006 a ACT monitora a implementação da CQCT e de seus protocolos
no Brasil. Ao comparar as análises dos anos anteriores,
constata-se que os avanços vêm sendo muito lentos e que há uma
grande interferência da indústria do tabaco. Em 2009, o principal
impulso foi a adoção de ambientes fechados 100% livres de fumo em
vários estados e municípios brasileiros, inspirados pela lei
antifumo do estado de São Paulo, conforme artigo 8 da CQCT. Também
se avançou com um aumento de preços e impostos (artigo 6) e um
maior interesse em combater o mercado ilegal (artigo 15).
Segundo Paula
Johns, diretora-executiva da ACT, “com esse relatório podemos
identificar as principais medidas que estão sendo implantadas no
Brasil, ver como está o grau de comprometimento do governo em
relação a elas, acompanhar como os diversos ministérios envolvidos
na Comissão Interministerial para Implantação da CQCT vêm atuando
e cobrar apoios, fiscalizar, identificar pontos negativos e onde
foi possível avançar, além de monitorar a interferência da
indústria de tabaco, que é muito grande”.
A seguir, a ACT
lista os principais artigos da CQCT e faz algumas recomendações:
1. Obrigações Gerais – Artigo 5.
Para a ACT, é preciso que a Comissão
Interministerial para Implementação da Convenção Quadro (CONICQ)
desempenhe papel de coordenação nacional e estabeleça metas e
prazos de implementação das medidas previstas no tratado e que
garanta a participação da sociedade civil organizada, realizando
convênios com essas organizações para garantir a sustentabilidade
do Programa Nacional de Controle do Tabagismo. Também é necessário
ter mecanismos de medição de progresso e monitoramento da
implementação da CQCT nos níveis estadual e municipal e garantir
que os integrantes da CONICQ apresentem relatórios de progresso de
implementação, além de inserir pacote de medidas de implementação
da CQCT no Brasil no plano plurianual do governo.
A ACT também destaca que é
fundamental garantir recursos financeiros para o Programa Nacional
de Controle do Tabagismo em níveis federal, estadual e municipal,
para a implementação da CQCT e para a cobertura dos gastos de
saúde associados ao consumo do tabaco, e fazer com que esses
recursos advenham do que é arrecadado em impostos e tributos da
indústria fumageira.
2. Obrigações gerais – interferência
da indústria do tabaco – Artigo 5.3
É fundamental traduzir, disseminar e
aplicar as diretrizes do artigo 5.3 nas políticas nacionais de
saúde pública; não permitir a interferência da indústria do tabaco
na CONICQ, incluindo as representações dos Ministérios que a
compõem; elaborar código de ética para disciplinar a relação entre
servidores públicos e indústria do tabaco e para disciplinar a
relação dos órgãos que compõem o Poder Judiciário e a indústria do
tabaco; evitar a ingerência da indústria de tabaco na definição da
política tributária e ter transparência nas relações da indústria
com outras instâncias governamentais e órgãos reguladores.
3. Medidas relacionadas a preços e
impostos para reduzir a demanda de tabaco – Artigo 6
Para a ACT é necessário elevar a
proporção do IPI-Cigarro no preço final de todos os produtos para
patamares próximos de 35% e ajustar anualmente as alíquotas fixas,
com o objetivo de manter essa proporção IPI/preço e evitar que a
arrecadação e os preços caiam em termos reais. Outra medida é
incluir formalmente o Ministério de Saúde nas discussões sobre
IPI–Cigarros, para que a política tributária leve em consideração
os objetivos da saúde, além de criar sistema de tributação que
seja efetivo em manter preços reais e arrecadação altos de maneira
a implementar, parcial ou integralmente, a CQCT no Brasil.
4. Proteção contra a exposição à
fumaça do tabaco – Artigo 8
O governo federal, e não somente o
Ministério da Saúde, deve se posicionar a favor de ambientes
livres do tabaco, e cobrar do Poder Legislativo a aprovação de
leis com previsão desta medida e os PLs federais que adaptam a lei
9.294 à CQCT e seus protocolos. Além disso, o Poder Legislativo
deve rejeitar os PLs federais que retrocedem na proteção à saúde
de todos e não se adaptam à CQCT. Complementarmente, as
Vigilâncias Sanitárias estaduais e municipais, bem como outros
órgãos competentes, devem ser capacitados para a fiscalização
rotineira por poluição tabagística ambiental e cumprimento de leis
correspondentes.
5. Embalagem e etiquetagem de
produtos de tabaco – Artigo 11
Embora o Brasil já cumpra com a
determinação da CQCT de adotar imagens de advertência e esteja em
sua terceira rodada de pictogramas, é possível fortalecer a
medida. É importante a retirada de números de teores, data de
validade, sistemas de cores ou quaisquer outros subterfúgios que
passem mensagem enganosa aos consumidores de que existem marcas de
cigarro menos nocivas que outras. Também é preciso inserir as
imagens de advertência nas duas principais faces das embalagens,
mantendo os 100% atuais e adicionando pelo menos 30% na outra
face.
6. Publicidade, promoção e
patrocínio do tabaco – Artigo 13
Entre as principais recomendações, a
ACT sugere obrigar, legislativa ou judicialmente, as indústrias
fumageiras a divulgarem o quanto investem em propaganda, marketing
e promoção; e a fiscalização pela ANVISA dos abusos e violações à
restrição à publicidade de cigarros cometidos pelas empresas
produtoras de cigarros. Também recomenda que o STF julgue
improcedente a ADIN sobre a alegada inconstitucionalidade das
atuais restrições à publicidade de cigarros e que seja aprovada
lei complementar à 9.294/1996, para que a publicidade de produtos
derivados do tabaco fique totalmente proibida, bem como a
publicidade institucional.
7. Comércio ilícito de produtos de
tabaco – Artigo 15
Entre as principais advertências que
a ACT faz está a criação de sistema de coleta de dados
independentes sobre o comércio ilícito, já que atualmente a
Receita Federal utiliza principalmente os dados da indústria do
fumo. Também é importante aumentar a cooperação com o Paraguai,
tanto em nível técnico quanto político, para alcançar uma redução
significativa da entrada ilegal de cigarros no Brasil; aumentar a
coordenação das ações dos organismos envolvidos na repressão do
comércio ilegal com a criação de uma Força-Tarefa, conduzida pela
Receita Federal e que trabalhe em associação com o secretariado da
CONICQ, e preparar plano estratégico de combate ao contrabando de
cigarros, com metas, responsabilidades e necessidades de recursos
humanos e materiais definidas para enfrentar o problema; conduzir
estudos sobre a relação entre os mercados legal e ilegal e a
política tributária, pois se desconhece a conexão entre aumento de
impostos e substituição de cigarros legais por ilegais; fortalecer
a legislação e os procedimentos legais para atuar contra o
comércio ilícito de cigarro.
Da mesma forma, é preciso
identificar os problemas na legislação e no processo penal que
estão dificultando a aplicação de sanções e inibindo a busca e
apreensão de cigarros contrabandeados; e criar mecanismos
nacionais para discutir a posição do Brasil nas negociações
internacionais sobre o protocolo do mercado ilícito, envolvendo a
participação da sociedade civil organizada sem vínculos com a
indústria.
8. Alternativas viáveis à
fumicultura e proteção ao meio ambiente – Artigos 17 E 18
Disponibilizar recursos para a
implementação, a garantia de continuidade e a ampliação das ações
do Programa de Apoio à Diversificação Produtiva das Áreas
Cultivadas com Fumo, que já foi incorporado pelo plano plurianual
(PPA) como um programa específico com orçamento próprio; integrar
as políticas públicas e iniciativas regulatórias dirigidas à
fumicultura pelos diferentes Poderes (Legislativo, Executivo e
Judiciário) e ministérios que compõem a CONICQ, com os objetivos
do Programa de Apoio à Diversificação, buscando coordenar as ações
com governos estaduais e municipais; e desenvolver pesquisa sobre
o impacto socioambiental da produção de tabaco, considerando
aspectos sanitários, sociais, ambientais, econômicos e culturais,
como a doença da folha do tabaco, a intoxicação e a contaminação
por agrotóxicos, a capacidade cognitiva e a escolaridade, o
endividamento e as expectativas e frustrações de direitos.
Presidente do Crefito-SP, dr. Gil
Lúcio Almeida fala sobre a polêmica do ato médico
Na forma aprovada pela Câmara dos
Deputados o Projeto de Lei Ato Médico, acaba com o direito da
população de ter livre acesso aos serviços dos profissionais da
saúde
A Câmara dos Deputados aprovou o
projeto de lei do Senado que define as atividades privativas dos
médicos e as que podem ser desempenhadas por outros profissionais
da área de saúde. O projeto do Ato Médico (PL 7703/06) dá aos
médicos a exclusividade do diagnóstico e da prescrição dos
tratamentos.
A polêmica foi
criada devido às entidades representativas de outras áreas da
saúde não concordarem com a proposta. O argumento usado foi que a
população tem o direito ao livre acesso aos profissionais da
saúde, sem que tenham de passar obrigatoriamente por uma consulta
médica.
Se aprovado, os
médicos terão o direito de prescrever os tratamentos em áreas que
eles não possuem treinamento e competência.
"Como admitir que
os médicos façam a prescrição terapêutica em áreas do conhecimento
(Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Fonoaudiologia, Enfermagem,
Nutrição, Educação Física, Serviço Social, Psicologia, Farmácia,
Odontologia, Biomedicina) em que eles nunca tiveram qualquer tipo
de treinamento?", questiona o presidente do Conselho de
Fisioterapia e Terapia Ocupacional do Estado de São Paulo (Crefito-SP),
Gil Lúcio Almeida.
Esse Projeto de
Lei transforma os profissionais da saúde em técnicos dos médicos.
Ele estabelece que, somente após o diagnóstico nosológico (da
doença) e da prescrição terapêutica feita pelo médico, a população
poderá ser atendida pelos profissionais da saúde.
Anualmente, o SUS
realiza mais de um bilhão de consultas médicas, as quais geram
meio bilhão de exames a um custo anual de dezenas de bilhões de
reais. Apesar dessa cobertura e de sermos uma população jovem,
temos 50 milhões de portadores de doenças crônicas e ainda vivemos
uma década a menos do que poderíamos.
Três em cada
quatro brasileiros dependem do SUS para ter acesso aos serviços de
saúde. No entanto, a maioria dos 3 milhões de profissionais da
saúde está desempregada e os que trabalham são mal remunerados.
Portanto, a baixa eficiência e os alarmantes custos do Sistema de
Saúde do Brasil devem ser atribuídos aos elevados custos dos
exames e dos medicamentos que alimentam uma indústria da doença.
No Brasil, os
médicos compõem apenas 344 mil dos 3 milhões de profissionais da
saúde. A solução para os graves problemas de saúde do país depende
do respeito aos profissionais da saúde e da garantia para
a população do livre acesso aos seus serviços. Além de violentar
os direitos dos profissionais da saúde, esse Projeto de Lei coloca
em risco a saúde da população, ao delegar aos médicos o exercício
de atos privativos para os quais eles não possuem treinamento.
O Projeto de Lei do Ato
Médico é um grande retrocesso para o sistema de saúde do Brasil.
Hoje o Governo Federal realiza mais de um bilhão de consultas
médicas, com duração máxima de 5 minutos, as quais geram meio
bilhão em exames. Esses dados demonstram que a insistência de
algumas lideranças médicas em subjugar os profissionais da saúde
se fundamenta apenas na visão corporativista. Os médicos sozinhos
não possuem habilidade para fazer diagnóstico, propor tratamento e
realizar o prognóstico em áreas que eles não possuem treinamento.
Brasil pode ter índices de
pobreza e desigualdade similares a de países desenvolvidos em 2016
Se mantidas as condições
apresentadas nos últimos anos, País pode praticamente erradicar a
taxa de pobreza absoluta, segundo estudo do Ipea.
O Comunicado da Presidência nº 38 foi apresentado no ultimo dia 12
de janeiro na Caixa Econômica Federal (Praça da Sé, nº 111, 5º
Andar, auditório), pelo presidente do Ipea, Marcio Pochmann
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), por meio
do Comunicado n° 38 Pobreza, desigualdade e políticas públicas,
avaliou a perspectiva para os próximos anos para a pobreza e a
desigualdade no Brasil. O estudo aponta quais as condições
necessárias para que o País alcance, de fato, índices comparáveis
aos dos países desenvolvidos, além de apresentar um conjunto de
informações referentes à evolução da pobreza e da desigualdade no
mundo.
Apesar da queda em termos absolutos da pobreza no planeta, em
várias regiões houve elevação na quantidade de extremamente
pobres, como o Sul da Ásia e a África Subsaariana. As maiores
reduções ocorreram na Ásia, com importância fundamental da China.
INCA prevê quase 500 mil novos
casos de câncer no país em 2010
O tipo mais comum deverá ser o
câncer de pele
De acordo com pesquisa do INCA -
Instituto Nacional de Câncer sobre incidência de câncer no Brasil
para 2010 estima-se que ocorram 489.270 novos casos da doença. O
mais incidente deverá ser o câncer de pele não-melanoma, com
113.850 casos.
Para o
dermatologista do Hospital Nossa Senhora das Graças, Maurício
Sato, os cuidados com a pele estão no centro das preocupações com
a saúde e se agrava, principalmente, no verão. Isso porque a falta
de conscientização da população acerca dos riscos da exposição
excessiva ao sol levou a um aumento de casos da doença nos últimos
dez anos. “Criou-se uma falsa ideia de que o uso de filtro solar
permite mais tempo de exposição ao sol, mas estudos mostram que a
aplicação não tem sido feita corretamente, o que torna essa
exposição um perigo para a pele”, alerta o dermatologista.
A recomendação é
que seja sempre usado o filtro solar de, no mínimo, FPS 15. O
produto deve ser aplicado cerca de 2mg/cm², ou seja, uma camada
necessária para cobrir a região, sem economia. Deve-se lembrar de
passar o produto sempre com 30 minutos a uma hora antes da
exposição solar e ser reaplicado a cada duas horas. “Estudos
mostram que a média utilizada pela população é de 0,5mg/cm², o que
é insuficiente”, observa Dr. Maurício.
Para os fãs do
bronzeado, as medidas de proteção da pele podem ser um tanto
quanto desanimadoras. Bronzeadores não são recomendados, pois
contêm fator de proteção solar inferior a 15 e não protegem a pele
da radiação. O bronzeamento artificial feito com as câmaras está
na lista de fatores que comprovadamente provocam câncer de pele e
o uso está proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa) em algumas regiões do país.
Crianças
O cuidado deve
ser maior com as crianças. Elas precisam estar bem protegidas e
informadas sobre os riscos da exposição solar. Além do filtro bem
aplicado, devem, sempre que possível, ficar na sombra e utilizar
chapéus e camisetas. “Já foi constatada menor incidência de câncer
de pele em pessoas com menos exposição solar na infância”,
comenta. Dr. Sato lembra ainda que proteger-se do sol, além de
prevenir o câncer de pele, também impede o envelhecimento precoce,
mantendo a pele bonita e jovem por mais tempo.
Informalidade domina mercado das lan
houses cariocas, onde internet é principal serviço
O acesso à internet é o serviço mais utilizado pelos
freqüentadores das lan houses cariocas, seguido pelos jogos em
rede e os serviços de impressão e gravação de CD ou DVD.
Respectivamente são de 30%, 15% e 3%,segundo pesquisa concluída
pela Riosoft e o Sebrae/RJ no fim de 2009 em lojas dos bairros de
Copacabana, Centro e Rocinha. O trabalho identificou que 50% dos
negócios são informais. Para Benito Paret, presidente do Sindicato
das Empresas de Informática do Rio de Janeiro (Seprorj), os dados
explicitam as dificuldades enfrentadas por todos os segmentos da
TI, que enfrentam impostos altos. "Nesse caso os empreendedores
ficam na informalidade para fugirem das garras das receitas. É a
forma que encontram para sobreviver e gerar renda. Um melhor
entendimento do setor público evitaria essa situação, os traria
para a legalidade e elevaria a arrecadação dos governos."
S egundo a pesquisa, na Rocinha, onde é estimada
a existência de 50 lojas, 100% delas fazem parte do mercado
informal. Apesar dessa realidade, no Brasil o setor conta com
cerca de três mil estabelecimentos, gera cerca de sete mil
empregos diretos e atendeu no segundo trimestre de 2009 cerca de
20,3 milhões, dos 64,8 milhões de usuários da internet, segundo o
Ibope. No universo pesquisado 66,2%, tem até três anos de
funcionamento. Deles 73,3%, tem ganhos anuais de até 100 salários
mínimos e pagam em média R$ 517,00 reais mensais para seus
funcionários.
Para abrir o negócio, 97% dos empresários usaram capital
próprio. A maioria das lan houses está em um mercado dominado por
homens com idade média entre 36/37 anos. Menos da metade, 44% dos
entrevistados, declarou ter entre o ensino médio completo e
pós-graduação. O restante, 56%, declarou ter até ensino
fundamental completo ou incompleto ou médio incompleto, sendo que
na Rocinha estão todos que declararam ter os ensinos fundamental e
médio incompleto.
As lan houses, na avaliação da pesquisa, parecem ter seu
mercado consolidado na cidade, mas a gestão dos negócios ainda
está em estruturação. Delas 58,1% possuem cadastros de clientes,
porém não os utilizam como um instrumento de fidelização. Também
não se dedicam à capacitações eficientes de seus funcionários. A
preocupação com o meio ambiente não faz parte do cotidiano e 49,3
% não dão destino certo para o lixo eletrônico, por exemplo.
Inicialmente difundido na Coréia do Sul em 1996, o conceito
de lan house virou uma revolução nas opções de entretenimento e
serviço, por meio de uma rede local de computadores. Em 1998 elas
chegaram ao Brasil, mas tiveram seu "boom" em 2000. Na cidade do
Rio de Janeiro as lan houses começaram em Copacabana e se
espalharam pelo município.
Projeto jovem samaritano completa
1 ano de atividades
Primeira clínica pública de São
Paulo para jovens dependentes atende adolescentes de todo o Estado
No seu primeiro ano de
funcionamento, o Projeto Jovem Samaritano se tornou referência no
tratamento de adolescentes dependentes de álcool e drogas. Em
2009, 96 jovens já passaram pela clínica e 26 estão em
pós-tratamento. O projeto, parceria do Hospital Samaritano com a
Secretaria de Estado da Saúde, foi inaugurado em janeiro do ano
passado e recebeu investimento inicial de quase R$ 1 milhão. Os
recursos para manutenção do projeto são de aproximadamente R$ 1,7
milhão por ano – totalmente custeados pelo Samaritano.
A clínica tem
capacidade para atender cerca de 100 adolescentes por ano, que são
encaminhados pelas unidades de saúde e conselhos tutelares
municipais e um centro de avaliação do Hospital. “Atendemos jovens
de vários municípios de São Paulo. O tempo médio de permanência é
de 1 a 3 meses e, nesse período, eles participam de atividades
educacionais, como aulas de português, matemática, expressão
corporal e educação física, além de orientação vocacional e apoio
psicológico”, afirma Dr. Pedro Daniel Katz, diretor técnico da
clínica e médico psiquiatra do Samaritano.
De acordo com o
médico, a família também passa por orientação e participa
ativamente das atividades do jovem. Após o período de internação,
os adolescentes recebem acompanhamento de um grupo
multidisciplinar durante um período de dois anos para apoio e
inserção social. “Alguns jovens receberam alta e já estão
trabalhando. Eles estão indo muito bem”, diz o Dr. Katz.
O Projeto é a
incorporação de uma técnica, baseada em um modelo norte-americano
utilizado na Clínica Chestnut, em Illinois, EUA. “É uma clínica
não só de reabilitação médica, mas também social e educacional”
afirma José Antônio de Lima, superintendente corporativo do
Hospital.
Localizado na
Grande São Paulo, o Projeto Jovem Samaritano tem área física de
cerca de 4 mil metros quadrados, com quartos, sala de convivência
para os adolescentes, sala de aula com computadores, quadra
poliesportiva, jardins, refeitório e ambulatório.
Secretaria de Desenvolvimento
Econômico insere cerca de 70 mil pessoas no mercado de trabalho
A Secretaria de Desenvolvimento
Econômico e do Trabalho de São Paulo inseriu no mercado de
trabalho em 2009, cerca 70 mil pessoas que procuraram as unidades
do CAT- Centro de Apoio ao Trabalho em busca de oportunidade de
emprego. Esse número é 22,63% superior ao registro no ano
anterior.. Outro número expressivo apresentado pelo secretário
Marcos Cintra ao prefeito Gilberto Kassab nessa sexta-feira foi o
de pessoas atendidas pela Secretaria nos CATs: 950 mil que foram
em busca de emprego ou carteira de trabalho, habilitação do seguro
desemprego, de micro crédito da São Paulo Confia, ou para limpar o
nome por meio do Pacet ou atrás de orientações e capacitação em
cursos oferecidos nas unidades.
Os CATs são,
conforme declara Marcos Cintra, a porta de entrada para o cidadão
utilizar os serviços oferecidos pela Secretaria. Nas 10 unidades
instaladas na cidade, o serviço de maior procura é o de
oportunidade de empregos. No ano passado, a SEMDET captou junto às
empresas 250 mil vagas. Isso possibilitou a colocação ou a
reintrodução de 69.105 trabalhadores no mercado de trabalho no
mesmo período em São Paulo.
Nos últimos 12
meses, duplicou o número de unidades do CAT na cidade passando de
cinco postos para 10. Esse aumento faz parte da política de
descentralização dos CATs levando-os para todas as regiões da
cidade. Foram implantados cinco novos postos avançados de
atendimento no Jabaquara, Itaim Paulista, Lapa, Tatuapé e
Tucuruvi.
Capacitação- Com
a implantação do Centro Municipal de Formação Profissional no CAT
Luz, em maio de 2009, a Semdet deu um grande passo para oferecer
cursos de capacitação aos trabalhadores de São Paulo. Foram
qualificados no ano passado 4103 pessoas em nove projetos
diferentes. Esse número é 56,8% maior do que o registrado em 2008.
Podemos destacar alguns dos projetos como Jovens Paulistanos,
Remanufatura de Computadores, São Miguel no Ar, Jovens Urbanos,
audiovisual e o Restaurante Escola..
Já o POT-
Programa Operação Trabalho que, enquanto qualifica o trabalhador,
fornece um benefício financeiro ao mesmo, promoveu no ano passado
18 projetos, atendendo a 1903 pessoas, ou, 34,48% a mais do que em
2008. O índice de reinserção no mercado de trabalho foi de
aproximadamente 20%.
Empreendedorismo- Com relação a
projetos voltados ao empreendedorismo de São Paulo, a Semdet
promoveu o Balcão do Empreendedor, Crer-Ser, Profissionais do
Varejo, Qualificação de Jovens Aprendizes com Rotary e Unicef e a
Fábrica Verde. Nesses seis projetos foram beneficiadas 914
pessoas.
Para dar suporte
financeiro ao empreendedorismo, a São Paulo Confia cumpre sua
parte concedendo créditos aos microempresários mesmo aqueles que
têm restrições nos agentes bancários. Em 2009, havia 9759 clientes
ativos que conseguiram 23.774 empréstimos num valor total de R$
36,7 milhões, número 25,38% superior ao financiado em 2008. Também
no ano passado aumentou em 54,54% a quantidade de agências
espalhadas na cidade passando de 11 para 17. Outro fato de
destaque é a redução em 40,66% da média de inadimplência que
passou de 2,41% para 1,71%. Para 2010, a São Paulo Confia espera
conceder mais de 26 mil créditos, num valor de R$ 45, 7 milhões e
aumentar o número de agências para 22.
Metas - Durante a
apresentação ao prefeito Kassab, o secretário de Desenvolvimento
Econômico e do Trabalho revelou as metas da Secretaria para 2010 a
2012. Na área de intermediação de mão-de-obra, a previsão é
atender mais de 3,1 milhões de trabalhadores, com média anual de
1,04 milhão, construir 4 novas unidades do CAT e 25 novos CATs
Avançados, além da implantação do Sigae Web (sistema de
atendimento on line para vagas de trabalho e habilitação de seguro
desemprego). Na capacitação, estão previstos projetos que
beneficiarão 29 mil neste ano.
Na área de
desenvolvimento econômico, com o Decreto 50.995, de 16 de novembro
de 2009 que criou a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e do
Trabalho será possível executar projetos como o Atlas Municipal do
Desenvolvimento Humano em São Paulo, Ciências da Vida, Saúde e da
Biotecnologias, Economias Criativas, Mercado de Flores de São
Paulo, Observatório do Mercado de Trabalho, Parque Tecnológico da
Zona Leste de São Paulo, Projeto de Desenvolvimento da Zona Leste,
Programa de Incentivos Seletivos para a Região Adjacente a Estação
da Luz e São Paulo Costurando o Futuro.
O mesmo decreto
transferiu a vinculação da SPP- Companhia São Paulo de Parcerias e
a Secretaria utilizará como apoio aos diversos programas
municipais que tenham a parceria público-privada. A Semdet recebeu
também a responsabilidade de promover a colocação de Cepac-
Certificado de Potencial Adicional de Construção junto ao mercado
para permitir a utilização do resultado na implementação das
obras-objeto das operações urbanas consorciadas Faria Lima e Águas
Espraiadas. Os Cepacs são valores mobiliários negociados na Bolsa
de Valores que permitem à Prefeitura arrecadar, por meio de
outorga de direitos adicionais de construção, recursos da
iniciativa privada para execução de obras de infra-estrutura
urbana no perímetro das operações urbanas.
A criação do
Programa Agência de Desenvolvimento da Cidade de São Paulo-
ADSAMPA foi outra novidade o trabalho da Secretaria para 2010. O
objetivo da Adsampa é promover a execução de políticas de
desenvolvimento, especialmente as que contribuem para atrair novos
investimentos nacionais ou estrangeiras, promover e estimular a
expansão das empresas instaladas na cidade, bem como propor e
acompanhar a execução de políticas de desenvolvimento econômico.
Ainda como metas da Agência são a discussão dos problemas da
cidade, a identificação das soluções e a formulação de propostas
para o desenvolvimento com vistas a confirmação de São Paulo como
metrópole global e um dos principais centros de negócios de
produção cultura e intelectual da América Latina.
Começa a reforma do Mineirão
Governo de Minas autoriza o
início da primeira etapa de modernização do estádio para a Copa de
2014
Foi dado o pontapé inicial para as
obras de modernização do Estádio Governador Magalhães Pinto, o
Mineirão, para a Copa do Mundo de 2014. O Governo de Minas assinou
na tarde desta segunda-feira, dia 25/01, em cerimônia realizada no
Estádio, a ordem de serviço que autoriza a execução da primeira
fase da obra, com conclusão prevista para junho deste ano.
Com um orçamento de R$
8,2 milhões, a primeira etapa vai realizar intervenções na
estrutura do Mineirão para corrigir anomalias e fissuras,
protegendo juntas de dilatação. Durante esse período, as partidas
do Campeonato Mineiro e Brasileiro serão realizadas normalmente.
A segunda etapa,
que tem início no segundo semestre deste ano, contempla
escavações, demolições e rebaixamento do gramado. Na terceira fase
estão as demais intervenções, como novos vestiários, nova
cobertura do estádio, estacionamento em dois níveis, entre outras.
A modernização completa do estádio será concluída até dezembro de
2012.
Durante a obra,
os jogos dos campeonatos Mineiro, Brasileiro, Copa do Brasil e
Libertadores da América serão transferidos para os estádios
Raimundo Sampaio, o Independência (Belo Horizonte), e Henrique
Nogueira, mais conhecido como Arena do Jacaré, em Sete Lagoas.
Ambos também passam por obras de modernização.
O novo Mineirão está sendo projetado
para atender todas as exigências da Federação Internacional de
Futebol (FIFA), com foco na melhoria da infraestrutura do estádio
e mais conforto e segurança para atletas, torcedores e
profissionais da imprensa.
Durante a
cerimônia desta tarde, o Governo de Minas apresentou também a
proposta da construção de um Memorial do Esporte Mineiro. O
espaço, ainda em fase de desenvolvimento, mas já contemplado no
projeto arquitetônico de modernização do estádio, será instalado
em uma área no próprio Mineirão. Estudos estão sendo realizados
para definir o melhor formato para o memorial, que irá reunir
documentos históricos – textos, fotos, áudios, fotografias e
vídeos – do futebol e de outros esportes praticados em Minas
Gerais.
Gustavo Penna assina o projeto de
reforma
Com projeto arquitetônico de Gustavo
Penna, o novo Mineirão será readequado para receber
aproximadamente 70 mil torcedores. O projeto prevê a preservação
da fachada tombada pelo Instituto Estadual de Patrimônio Histórico
e Artístico (Iepha/MG) e pelo Conselho Deliberativo do Patrimônio
Cultural do Município de Belo Horizonte, harmonizando o estádio ao
Conjunto Arquitetônico da Lagoa da Pampulha. A área total a ser
reformada é de 217 mil metros quadrados.
O campo será
rebaixado em 3,5 metros para que a visibilidade do torcedor seja
garantida de qualquer ponto do estádio. Dois telões estarão
localizados acima das tribunas principais, com dimensões de 12 x
6,8 metros, em tecnologia LED SMD de última geração, com alto
brilho e alto contraste, que assegura boa visibilidade, mesmo com
exposição direta à luz solar.
O Estádio ganhará
nova cobertura, em estrutura metálica e material translúcido, que
protegerá as arquibancadas do nível inferior, atualmente
descobertas. Todas as atuais cadeiras do estádio serão
substituídas por novos assentos.
Os vestiários e
demais áreas de atletas e juízes serão completamente reformulados
e terão acesso direto e exclusivo para a rua, sem que haja contato
com imprensa ou espectadores. Haverá ampliação também do espaço
destinado aos camarotes.
Torcedores terão acesso
facilitado
O projeto de modernização do
Mineirão também prevê melhorias nos acessos para facilitar a
entrada e saída dos torcedores do estádio. Será ampliado o número
de catracas, atingindo o total de 250, o que permitirá mais
tranqüilidade aos torcedores no acesso aos acentos. A circulação
interna será melhorada com a construção de novas saídas de
emergência.
O estacionamento
será ampliado, sendo 3.140 vagas cobertas e 1.040 vagas
descobertas, totalizando 4.180 vagas. Construído em dois níveis,
permitirá a criação, em sua cobertura, de uma grande esplanada de
70 mil m² que circundará todo o estádio Uma passarela será
construída ligando a esplanada do Mineirão ao Mineirinho.
O Mineirão
contará com sistema de vigilância videodigital para monitorar
imagens da entrada dos torcedores e dos eventos esportivos
realizados no interior do estádio. O sistema utilizará câmeras
giratórias que serão monitoradas a partir de uma central de
comando.
A imprensa também
terá acesso direto e exclusivo à área de trabalho que será
ampliada com a criação de estúdios de transmissão, sala de
conferência, zona mista e área para entrevistas rápidas com os
atletas.
Através de escadas e elevadores será
possível acessar a tribuna central que terá plataforma para
câmeras, capacidade para 1.375 observadores, mil mesas de trabalho
e 300 postos para comentaristas.
A reforma do
Mineirão conta com parceria internacional da empresa Von Gerkan,
Marg und Partner (GMP). Toda a obra é acompanhada pelo Núcleo de
Gestão das Copas, criado pelo Governo do Estado. O núcleo é
responsável pelos preparativos para que Belo Horizonte esteja
pronta para receber os jogos da Copa das Confederações 2013 e Copa
2014.
1º Fórum Social Mundial e 1ª
Feira Mundial de Economia Solidária
“Economia solidária – outra
economia acontece”
No ano de 2010 o Fórum Social
Mundial nos 10 anos de FSM (Fórum Social Mundial) volta a Porto
Alegre, onde nasceu, e hoje aos Dez Anos , os prognósticos,
reflexões e críticas apontadas ao projeto neoliberal, mostraram-se
corretas. O mundo hoje vive um conjunto de crises sobrepostas
(econômica, financeira, ambiental, social e crise de valores),
mostrando o esgotamento do sistema econômico dominante, fundado
sobre o lucro e acumulação.
O grande desafio
nos 10 anos de FSM (Fórum Social Mundial) é ter um programa de
ação voltado a apontar saídas concretas para a Crise Mundial e
mostrar que um Outro Desenvolvimento Solidário e Sustentável já
acontece e precisamos transformá-lo em hegemônico e de
possibilidade de aceno para todos.
A realização do
1º Fórum Social da Economia Solidária e da 1ª Feira Mundial de
Economia Solidária, em Santa Maria e na Grande Porto Alegre
durante o FSM 10 Anos e a 1ª Feira Mundial da ECOSOL, cumpre dois
objetivos centrais: a) Apresentar a Economia Solidária, como uma
resposta autoorganizada dos trabalhadores e trabalhadoras, para a
atual crise mundial. Suas experiências espalhadas por todo o mundo
são as evidências de que uma outra sociedade é necessária. b) ser
um espaço de reafirmaçã o do histórico de Santa Maria/ RS, como o
principal pólo de organização e de novas práticas para toda a
América Latina. Essa reafirmação é necessária pelo fato do
cancelamento (sem possibilidade de defesa e em vésperas do evento)
pelo judiciário local, da 16ª Feira do Cooperativismo e a 5ª Feira
de ECOSOL do Mercosul em julho de 2009.
Bolo de flores de 2,5m "em
exposição" comemora o aniversário de São Paulo
Orquesta, Cavalaria da Polícia
Militar e Coral de Mães Coreanas farão parte da programação
O SINDIFLORES, (Sindicato do
Comércio Varejista de Flores e Plantas Ornamentais do Estado de
São Paulo) aconteceu no parque da Água Branca nos dias 23, 24 e
25 de Janeiro de 2010, em comemoração ao 456º aniversário da
cidade de São Paulo a 2ª Feira do Verde & Meio Ambiente,.
A Feira contou
com exposições e venda de flores, plantas e artigos para
jardinagem, artesanato e praça de alimentação. No dia 24 a
Polícia Militar realizou uma exibição de sua cavalaria, no dia 25
foi a vez dos cães da corporação.
O Senac
participou da Feira com um espaço chamado "Senac Universo Verde",
onde apresentou uma exposição fotográfica sobre as árvores da
cidade e duas oficinas gratuitas sobre meio ambiente, artes e
jardinagem, realizadas duas vezes por dia, pela manhã e a tarde,
em turmas de 20 pessoas. Já o SESC realizou um encontro da 3ª
idade.
Senac São Paulo destaca a área de
games na Campus Party 2010
Os
apaixonados por tecnologia, jogos digitais e entretenimento em
rede contaram com uma boa opção de programa entre os dias 25 a 31
de janeiro passado, no Centro de Exposições Imigrantes. A Campus
Party 2010, o maior encontro de internet do mundo, e o Senac São
Paulo participou com foco total na área de games. O mercado de
trabalho, a criação e o desenvolvimento de jogos, plataformas,
ferramentas e consoles foram alguns dos temas abordados nas
palestras ministradas por especialistas e direcionadas,
exclusivamente, aos campuseiros de plantão.
Já na área Expo,
o Senac ofereceu palestras e workshops gratuitos ministrados por
profissionais das áreas de tecnologia e de informática.
Inibidores de apetite
Médicos alertam para uso
indiscriminado do medicamento e estudo indica que a sibutramina
eleva o risco cardiovascular
Eles têm diversos nomes e não é
difícil encontrar nas farmácias diferentes preços dos inibidores
de apetite com sibutramina, princípio ativo que aumenta a sensação
de saciedade e que é utilizado em tratamentos para emagrecimento.
Embora o consumo da substância dependa da avaliação do
especialista médico, muitas pessoas acreditam numa matemática
aparentemente simples: o uso do medicamento vai cortar a fome para
que se chegue ao corpo dos sonhos. O problema não está na droga e
sim na falsa idéia criada em torno dela.
Inibidores de
apetite são drogas de auxílio no emagrecimento e o seu uso não
substitui a necessidade de um controle alimentar adequado. Além
disso, o comprimido pode não promover o efeito esperado e, mesmo
que ele diminua o apetite, o efeito pode acabar assim que o uso é
interrompido. Por isso, os médicos se preocupam cada vez mais com
a busca desenfreada por estes recursos para emagrecer.
“Grande parte do
sucesso de um tratamento está no comportamento. O primeiro
trabalho é entender que não há como obter resultados rápidos e
satisfatórios, buscando perder peso a qualquer custo, sem
dispender esforço. A fórmula certa é a dieta bem feita combinada à
atividade física”, diz Alex Leite, endocrinologista do Hospital e
Maternidade São Luiz.
Em dezembro do
ano passado, um estudo feito com 10 mil pacientes com fatores de
risco cardiovasculares, nos EUA, mostrou que a sibutramina também
aumenta chances de infarto e de derrame. A investigação, realizada
em larga escala e conhecida como Scout, revelou que 11,4% dos que
tomaram sibutramina sofreram paradas cardíacas ou derrames.
“O uso do remédio
não precisa ser banido por causa deste novo resultado do Scout
porque a segurança do medicamento foi bem estudada. O importante é
observar que a medicação foi usada em um grupo de pessoas que não
deveria estar recebendo tal medicação”, ressalta Alex Leite.
Como a sibutramina age no
organismo
O FDA, órgão norte- americano que
regula a comercialização de medicamentos nos EUA, aprovou o uso da
sibutramina para o tratamento da obesidade no ano de 1997. O
princípio ativo atua diretamente no sistema nervoso central e a
‘falta de fome’ ocorre porque a substância inibe em 73% a absorção
da serotonina, em 54% da norepinefrina e em 16% da dopamina,
neurotransmissores envolvidos no controle do apetite, bem-estar e
prazer. “A sibutramina e seus metabólicos promovem uma maior
permanência da serotonina e da noradrenalina nas sinapses nervosas
e, dessa forma, aumentando a saciedade”, esclarece o
endocrinologista.
O uso do medicamento depende de uma
análise criteriosa do paciente, que inclui o detalhamento da
existência de fatores de risco cardiovascular como história de
infarto na família e derrame prévios, incluindo a hipertensão
arterial.
Outro ponto
importante é entender que possivelmente o ideal de beleza que move
a busca por um tratamento muitas vezes não é obtido. “O sucesso no
emagrecimento depende de características genéticas individuais e
dos hábitos que a pessoa manteve a vida inteira. Em casos de
sucesso na redução do peso, a retirada da droga deve ser gradativa
para promover a manutenção dos resultados obtidos”, finaliza o
endocrinologista do Hospital e Maternidade São Luiz.
Secretaria de Estado da Cultura
lança programação da Virada Cultural Paulista 2010
A Secretaria de Estado da
Cultura lançou, no ultimo dia 27 de janeiro a programação da
Virada Cultural Paulista 2010. O evento foi realizado no Salão
Nobre da Secretaria (Rua Mauá, 51) e reuniu prefeitos e
secretários de cultura das 29 cidades participantes,
além de artistas e produtores. Durante o anúncio da programação,
houve apresentações do ator Marcelo Mansfield, do mágico
Ricardo Malerbi, do compositor Chico Pinheiro e dos malabaristas
Irmãos Becker.
Promovida pelo Governo do Estado desde 2007, a Virada Cultural
Paulista ocorrerá, este ano, em 29 cidades do Estado, nos dias
22 e 23 de maio. Entre os artistas já confirmados estão os
franceses Manu Chao e Yann Tiersen, os norte-americanos Cat Power
e Mudhoney, e brasileiros como Paralamas do Sucesso, Titãs, Zeca
Baleiro, Toquinho, Arnaldo Antunes e outros.
Aniversário de SP: evento revive
histórias de repressão e resistência na cidade
Passeio pelo memorial da
resistência e lançamento do livro São Paulo metrópole das utopias
acontece sábado, dia 30 de janeiro na Pinacoteca do Estado
Paulistanos fizeram um passeio de
resgate á história da cidade. Conheceram o Memorial da Resistência
e Memorial da Liberdade, parte integrante da Estação Pinacoteca e
que abrigava a sede do Deops-SP durante o período de ditadura
militar.
Na oportunidade
os visitantes conheceram a estrutura e funcionamento do órgão de
repressão bem como as carceragens, uma homenagem aos presos
desaparecidos, o relato dos ex-prisioneiros, fazer consultas
através do banco de dados referenciais e conferir a exposição de
objetos e documentos produzidos pelo Deops-SP.
Outra atração do dia foi o lançamento e sessão
de autógrafos do livro São Paulo metrópole das utopias - histórias
de repressão e resistência no arquivo do Deops (Lazuli / Companhia
Editora Nacional). Sob organização da professora da USP Maria
Luiza Tucci, que também é historiadora e coordenadora do Proin, o
livro conta a trajetória política de operários, judeus, negros,
mulheres, comunistas, fascistas, japoneses, alemães, lituanos,
entre outros tantos segmentos sociais.
A obra apresenta também um vasto material iconográfico com fichas
de suspeitos tidos como subversivos, imigrantes acusados de
pertencer a movimentos revolucionários, fichas policiais,
propostas de admissão de organizações, jornais proletários e
estrangeiros, manifestos, charges e fotos que retratam a força da
resistência aos carrascos e perseguidores de utopias.
Saúde bucal de pacientes com
necessidades especiais requer mais atenção
A personagem tetraplégica
“Luciana” (Aline Moraes), da novela “Viver a Vida” (Rede Globo),
é o típico exemplo de pessoas com comprometimento motor, que estão
sujeitas a cáries e doenças periodontais pela dificuldade com a
higiene bucal.
O
Censo Demográfico de 2000 revela que há mais de 24 milhões de
pessoas portadoras de necessidades especiais – o equivalente a
14,5% da população do País. Uma grande parcela desses brasileiros
apresenta distúrbios neuropsicomotores (que atingem as partes
neurológica, cognitiva e motora) ou neuromotores (que afetam
apenas as partes neurológica e motora). Este segundo distúrbio
ganhou projeção nacional com a personagem “Luciana”, interpretada
pela atriz Aline Mores na novela “Viver a Vida”, da Rede Globo,
que ficou tetraplégica, após sofrer uma lesão na medula. A
dificuldade de cuidar da própria higiene faz com que pessoas como
a ex-modelo tenham um sério comprometimento da saúde bucal,
apresentando principalmente cáries e doenças periodontais.
No 28o Ciosp -
Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo, a ser
realizado de 30 de janeiro a 03 de fevereiro, Aida Sabbagh Haddad,
doutora em Diagnóstico Bucal pela Faculdade de Odontologia da
Universidade de São Paulo, ministrará a palestra “Como cuidar da
higiene bucal nos pacientes com comprometimento motor”, na qual
mostrará as possibilidades técnicas, a importância de se manter
uma boa higienização bucal e suas repercussões sistêmicas nos
indivíduos com necessidades especiais.
As dificuldades motoras podem
decorrer de diversos fatores, como da paralisia cerebral, AVE
(Acidente Vascular Encefálico), lesão medular, Alzheimer, de
procedência tumoral. Independentemente do fator etiológico, a
maioria dessas pessoas pode ter sua higiene bucal comprometida.
“Muitos desses pacientes utilizam medicamentos anticonvulsivantes
e alguns desses podem influir no tecido gengival, causando a
hiperplasia gengival (aumento da gengiva) que pode até recobrir o
dente. Entretanto, se a escovação for bem realizada, a pessoa não
desenvolve a doença”, explica a professora Aida.
Para se obter um
bom desempenho no tratamento, é necessário que não apenas o
paciente esteja envolvido, mas também a família e, principalmente,
o “cuidador”, seja esse um membro da família ou do grupo de
enfermagem. “A escovação é o principal método no cuidado da saúde
bucal e, portanto, a alimentação não precisa ser alterada.
Qualquer alimento pode ser ingerido desde que os dentes sejam
escovados em seguida”, afirma a especialista.
Algumas dicas simples podem
facilitar muito a higienização bucal, entre elas a confecção de um
abridor de boca com palitos de sorvete envolvidos por uma gaze,
utilizados para aqueles pacientes sem controle da abertura bucal.
Este tema ressalta importantes
questões que vão desde a carência de profissionais especializados
em Odontologia para pacientes com necessidades especiais até a
importância das casas de repouso e hospitais terem -dentistas
aptos a cuidar de seus pacientes. No momento, há um projeto de lei
em andamento que obriga a presença desses profissionais nas
Unidades de Terapia Intensiva (UTI). “O agravamento de algumas
doenças bucais pode levar a vários tipos de infecções e até mesmo
a doenças cardiovasculares”, ensina a professora Aída
Virada Cultural Paulista chega a
29 cidades do estado e apresenta grandes nomes da música nacional
e internacional
Cat Power, Manu Chao, Yann Tiersen,
Mudhoney, Bebel Gilberto, Sepultura, Paralamas do Sucesso, Titãs,
Zeca Baleiro, Pitty, Ana Cañas, Toni Garrido, Paula Lima, Jorge
Aragão e Arnaldo Antunes são alguns dos artistas presentes na 4ª
edição da Virada Cultural Paulista. DJs, exibição de filmes,
intervenções urbanas, ópera, artistas do Nordeste e espetáculos de
teatro, dança e circo também fazem parte da programação
O Governo do
Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado da Cultura,
realiza pelo quarto ano consecutivo, nos dias 22 e 23 de maio, a
Virada Cultural Paulista. Com investimento de R$ 6,5 milhões, a
Virada levará para 29 municípios do Estado mais de 700 atrações
gratuitas, ampliando o sucesso de 2009, que promoveu 563
atividades em 20 cidades.
A Virada Cultural Paulista 2010 será realizada nas cidades de
Araçatuba, Araraquara, Assis, Bauru, Caraguatatuba, Franca,
Indaiatuba, Jundiaí, Marília, Mogi das Cruzes, Mogi Guaçu,
Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santa Bárbara
d’Oeste, São Carlos, São João da Boa Vista, São José do Rio Preto,
São José dos Campos, Sorocaba e na Região Metropolitana da Baixada
Santista com Santos, Bertioga, Cubatão, Guarujá, Itanhaém,
Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, São Vicente.
“Chegamos à quarta edição da Virada Cultural Paulista com
ampliação, não só no número de atrações e cidades, mas também no
orçamento. Além de Piracicaba e São Carlos, que aderiram ao
evento, a Virada de Santos se expandiu para mais oito cidades da
Baixada. Artistas internacionais e nacionais, espetáculos de
dança, circo, música erudita e mágica animarão os paulistas dos 29
municípios participantes”, afirma o Secretário de Estado da
Cultura João Sayad.
Na programação de 2010, destaque para as presenças internacionais
de Cat Power, Manu Chão, Yann Tiersen, Mudhoney, e grandes nomes
da música brasileira como Bebel Gilberto, Sepultura, Paralamas do
Sucesso, Titãs, Moraes Moreira, Leci Brandão, Paula Lima, Ultraje
a Rigor, Pitty, CPM22, Negra Li, Lobão, Cachorro Grande, Almir
Sater, Dona Ivone Lara, Cordel do Fogo Encantado, entre muitos
outros.
A Virada terá ainda uma intensa programação de espetáculos de
teatro, com peças como Amigas Pero no Mucho, com Leopoldo Pacheco
e Elias Andreato; La Putanesca, com Ângela Dip; Calendário da
Pedra, com Denise Stoklos; e espetáculos de dança, intervenções
urbanas, stand up comedy, circo, cinema, arte de rua e música
erudita. “A Virada Cultural Paulista é um evento que cresce a cada
ano e, nesta edição, esperamos reunir mais de 1,5 milhão de
pessoas para conhecer diversos artistas e espetáculos, além de
proporcionar uma retomada do espaço urbano”, diz André Sturm,
Coordenador Geral da Virada Cultural Paulista.
O SESC São Paulo, pelo quarto ano consecutivo, é parceiro do
evento, desenvolvendo uma série de atividades em suas unidades do
interior e litoral. O diretor regional do SESC, Danilo Santos de
Miranda, destaca a relevância desta forma de ação cultural para as
cidades paulistas como meio de “dar acesso à comunidade aos
elementos formadores de nossa cultura pela participação efetiva do
cidadão nas mais diversas atividades artísticas”.
Programação A cantora e compositora norte-americana Cat Power, que em seu
último álbum Jukebox fez covers de artistas famosos como Billie
Holiday, Bob Dilan e James Brown, fará apresentações nas cidades
de Jundiaí e São José dos Campos. O franco-espanhol Manu Chao, que
mistura ritmos como rock, reggae, folk e música latina, levará
suas criativas e inovadoras músicas para os palcos de Araraquara e
Santos. Yann Tiersen, músico francês responsável pela criação de
trilhas sonoras de filmes como Good Bye, Lenin! e O Fabuloso
Destino de Amélie Poulain, estará presente em Piracicaba e São
João da Boa Vista. Ainda, a banda Mudhoney, formada em 1988, em
Seattle, levará seu rock alternativo (relacionada ao rótulo grunge)
para Mogi das Cruzes e São José do Rio Preto.
A americana filha de famosos músicos brasileiros Bebel
Gilberto trará suas músicas, que são sucesso absoluto nos Estados
Unidos e Europa, para quem estiver em Indaiatuba. Presenças de
artistas de sucesso nos anos 80 também estão confirmadas na
programação da Virada Cultural Paulista de 2010. O público poderá
conferir shows de artistas como Rádio Taxi e Kid Vinil em Assis,
Blitz em São João da Boa Vista, e Plebe Rude em Caraguatatuba.
Para divertir o público, artistas e grupos especializados em
stand up comedy – show de humor que está cada vez mais em alta no
Brasil –estarão presentes nos palcos de diversas cidades. Nany
People, por exemplo, uma famosa drag queen humorista, apresenta-se
em Araraquara. Em Caraguatatuba, vale a pena conferir a
apresentação do Clube do Improviso, formado por atores de Itu que
têm muita criatividade e rapidez de raciocínio para garantir as
risadas do público. Em São Carlos, quem subirá ao palco é Marcela
Leal, que fez parte do espetáculo Terça Insana e da peça
Improvável, comandada pelo grupo Os Barbixas.
Dentre os espetáculos de dança, a São Paulo Companhia de
Dança se apresentará em Jundiaí, o Ballet Stagium levará sua dança
para os palcos de Piracicaba e Santos e a Cia. Quasar estará em
Marília, com o espetáculo Céu na boca.
Histórico A Virada Cultural Paulista é o maior evento cultural do
interior e litoral de São Paulo. Inspirada na Virada Cultural da
capital, criada na gestão de José Serra quando prefeito de São
Paulo, a Virada Cultural Paulista foi lançada em 2007 em 10
cidades, que receberam 381 atrações. Em 2008, mais de 740 mil
pessoas compareceram à Virada em 19 municípios e puderam conferir
476 espetáculos. Na edição de 2009, o público presente nas 20
cidades ultrapassou a marca de um milhão de pessoas, que
conferiram mais de 560 atrações. Para 2010 a expectativa é que 1,5
milhão de pessoas participe do evento em 29 cidades, que contarão,
ao todo, com mais de 700 espetáculos.
Projeto da USP São Carlos vai
expandir tratamento de câncer de pele
Kit será distribuído em100
localidades para tratar oito mil pacientes
Um projeto pioneiro desenvolvido por
pesquisadores da USP-São Carlos (a 230 km de São Paulo) pode
expandir o tratamento de câncer de pele em todo o Brasil. Um kit
de equipamentos pesando apenas 1,5 kg, acondicionado em uma mala,
será distribuído em 100 localidades no país para o tratamento de
oito mil pessoas ao longo de um ano. O projeto recebeu R$ 3,2
milhões do BNDES para produção do kit, compra de medicamentos e
treinamento de pessoal.
Vanderlei
Salvador Bagnato, professor titular do Instituto de Física da USP,
explica que o equipamento do kit realiza o diagnóstico por meio de
florescência óptica. O paciente recebe então uma pomada no local
do câncer e outro equipamento emite luz para provocar a reação,
que elimina as células do tumor. “O tratamento chama-se terapia
fotodinâmica e vem recebendo enorme receptividade em todo mundo”,
explica o pesquisador. Ele lembra que a equipe não inventou a
terapia fotodinâmica: “mas investimos muito para adequá-la à
realidade do país".
O câncer de pele
é o de maior incidência na população brasileira e com o aumento de
expectativa de vida no país, deve se expandir ainda mais nos
próximos anos. “Estamos tentando fazer ciência com
responsabilidade social, desenvolvendo uma tecnologia que pode
chegar a toda sociedade, e não apenas a quem pode pagar”,
esclarece Bagnato.
Os equipamentos
serão distribuídos inicialmente em regiões com maior incidência da
doença, inclusive nas áreas rurais. A tecnologia desenvolvida
pelos pesquisadores de São Carlos já chamou a atenção de
autoridades médicas de outros países, como Paquistão, Argentina e
Venezuela.
O tratamento já
foi testado em mais de 2.500 lesões de câncer de pele. “Essa
tecnologia resolve 70% dos casos de pequenas lesões. Quer dizer,
pode ser aplicado a cerca de 70 mil pacientes em todo o país, que
não precisarão mais se deslocar para os grandes centros”, destaca.
O projeto tem apoio do Centro de
Pesquisa em Óptica e Fotônica e Instituto Nacional de Óptica e
Fotônica, com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do
Estado de São Paulo (Fapesp), e conta com o trabalho de 40
pesquisadores (alunos, profissionais e técnicos) e empresas do
município.
Advogado catarinense é
selecionado para participar do 21º Concurso Internacional de
Direito Humanos
O presidente da Associação dos
Credores de Precatórios de Santa Catarina (Acrepesc), o advogado e
ex-presidente da OAB/SC, Luiz Gonzaga de Bem, foi selecionado para
participar do 21º Concurso Internacional de Direitos Humanos,
realizado no dia 31 de janeiro de 2010 no Memorial de Caen, na
França. Seu discurso, que abordou o calote dos precatórios no
Brasil, em francês “L’escroquerie publique des requêtes de
paiement des dettes au Brésil”, foi escolhido entre dezenas de
outros, enviados de diversas partes do mundo.
Ao abordar a
falta de comprometimento do poder público brasileiro em cumprir as
sentenças judiciais, de Bem cita exemplos como o de Ebrandina
Xavier da Silva que há 10 anos luta no Judiciário para receber o
valor correto da pensão alimentícia de seu marido, servidor
público aposentado. Doente, aos 98 anos, Ebrandina ainda aguarda
seu crédito, tão necessário ao seu sustento, que está inserido em
uma sentença judicial – precatório - sem data para cumprimento.
Outro exemplo
citado por de Bem é o de Marcos Mariano da Silva, que passou 19
anos na cadeia, pagando por crimes que não cometeu. Na cadeia
ficou cego, aleijado, sem família e até hoje está sem receber a
indenização que o Estado lhe deve. O advogado lembra também das “tricoteiras”,
que costumavam protestar todas as quartas-feiras à tarde, na Praça
da Matriz, onde fica o Palácio Piratini, em Porto Alegre, sede do
governo do estado do Rio Grande do Sul. Elas levaram um ano para
produzir o “tricô dos precatórios”, uma manta de 200 metros, que
seria usada em protesto pelo não cumprimento de sentenças
judiciais por parte do governo gaúcho. A manta foi destruída em um
acidente aéreo em 2007, quando quase uma dezena das aposentadas e
pensionistas morreu na tragédia.
Muitos outros
servidores já faleceram esperando precatório e estima-se hoje em
mais de 100 bilhões de reais o montante de precatórios devidos
pelo Distrito Federal, Estados e Municípios. Na Alemanha, o
interessado pode chamar a polícia que obriga o pagamento do
débito. Na Comunidade Econômica Européia, há decisão determinando
o pagamento de indenização em caso de demora injustificada no
cumprimento de ordem judicial. Em Portugal, segundo o Código de
Processo nos Tribunais Administrativos, para a hipótese de
inexecução de sentença no prazo legal haverá, além de outras
penas, a imposição de sanção pecuniária compulsória consistente na
condenação dos titulares dos órgãos incumbidos da execução ao
pagamento de uma quantia pecuniária por dia de atraso além do
prazo limite estabelecido. Já, no Brasil, a situação é tão grave
que a Comissão de Credores Públicos da OAB federal anunciou a
decisão de pedir à Comissão Interamericana de Direitos Humanos que
julgue como violação às garantias fundamentais o não-pagamento dos
precatórios de tipo alimentar, considerados fundamentais para a
sobrevivência dos credores.
O Concurso
Internacional de Defesa dos Direitos Humanos (Plaidoiries) é
realizado anualmente desde 1990. Advogados do mundo inteiro,
representando várias nacionalidades, se encontram, no Memorial,
para denunciar um caso particular de violação dos direitos do
homem. Seis membros do Comitê de Seleção do “Memorial de Caen”, da
cidade francesa de Caen, escolheram os 10 finalistas que
defenderam a causa de vítimas violadas em seus direitos
fundamentais, diante de um público de mais de duas mil pessoas.
Nesta 21° edição, o júri foi presidido por Stéfhane Hessel, que em
1948 participou da redação da Declaração Universal dos Direitos
Humanos, e Jean Castelain, presidente da Ordem dos Advogados de
Paris. Entre os finalistas, além do advogado catarinense, estão
também quatro advogados da França, e representantes de Israel,
Burundi, Camarões, Senegal e Congo. O Concurso Internacional de
Defesa de Direitos Humanos representa, freqüentemente, o último
recurso e a última chance para denunciar situações inaceitáveis.
Novo rol da ANS:
Mais cobertura com mesmo
orçamento = dificuldade
Depois de um longo processo de
consulta pública, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)
publicou a atualização da lista mínima de procedimentos e serviços
que devem ser garantidos pelas operadoras de planos de saúde. É
fenomenal a inteligência adotada na estratégia de condução do
caso, em que, após meses de 2009 com discussões sobre a
atualização do rol, entramos em 2010 com o anúncio da nova lista
que vai vigorar a partir de junho, ou seja, meses antes de ser
aplicada.
O objeto de
repercussão é incrível. Talvez por ser ano eleitoral a agência
reguladora fez questão de adotar estratégia que não afeta o bolso
do consumidor em 2010, fixando a vigência a partir de junho,
posterior à publicação do índice máximo de reajuste, que será
aplicado entre maio/2010 e abril de 2011. Mas qual é a mágica?
Novos custos por 12 meses sem qualquer contrapartida certamente
irá impactar o desempenho de todas as empresas, ainda que em grau
diferente.
Alguns
procedimentos de alta complexidade estão disponíveis somente em
importantes centros urbanos, o que significa agravamento do risco
para as operadoras regionais que atuam principalmente no interior,
sem possibilidade de atender o mínimo com os recursos disponíveis.
Assim, ficarão com baixo poder de negociação e à mercê da boa
vontade dos grandes centros, sujeitando-se aos preços de uma
realidade totalmente diferente da experiência e premissas que até
então operam, sem contar com magistrados de plantão concedendo
liminares equivocadas.
Muitas operadoras
de médio e pequeno porte, pelo número de beneficiários, já
convivem com dificuldade em atender a legislação, notadamente nos
quesitos financeiros, fato responsável pelo constante enxugamento
do número de empresas. Desta forma, tais operadoras terão as
dificuldades aumentadas e o processo de enxugamento será ainda
mais acelerado.
Pergunto-me: esta
“proteção do consumidor” quanto ao reajuste de preço junto com o
gigantismo de poucas operadoras não terá efeito contrário? Ou
seja, reduzir as opções para o consumidor e ainda possibilitar a
adoção de preços maiores, pela redução da concorrência? Para onde
este consumidor irá correr quando instituições filantrópicas ou
sem fins lucrativos desistirem de ofertar produtos nas pequenas
cidades, com valores que cabem no bolso do consumidor local?
A questão não pode ser simplificada
na questão do direito ao consumidor, uma vez que este é refém de
um sistema público que naturalmente não o comporta como deveria, e
de um sistema privado que precisa estar saudável para atendê-lo
sim, com seu direitos, mas dentro da realidade operacional que o
mercado como um todo permite.
Resta uma
esperança: até junho, depois de alcançado o efeito publicitário, o
texto da resolução pode ser alterado, tendo a nova redação
resultado em alcance semelhante ao da tão aclamada
“Portabilidade”, e o mercado ter ainda algum suspiro.